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	<title>Blog do Santinha</title>
	
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	<description>Crônicas, opiniões, desabafos e comemorações sobre o Santa Cruz Futebol Clube, o Santinha, e a torcida coral</description>
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	<copyright>2006-2008</copyright>
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		<title>Blog do Santinha</title>
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		<title>Para quem pensa em não ir para o jogo de hoje, republicamos “A história de uma paixão”</title>
		<link>http://www.blogdosantinha.com/artigos/para-quem-pensa-em-nao-ir-para-o-jogo-de-hoje-republicamos-%e2%80%9ca-historia-de-uma-paixao%e2%80%9d/</link>
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		<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 13:38:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anizio Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[<p align="center"><a href="../wp-content/uploads/2008/03/claudemir_yuri1.jpg"><img src="../wp-content/uploads/2008/03/claudemir_yuri1.thumbnail.jpg" alt="Claudemir e Yuri" width="240" height="350" /></a><br />
<span style="color: #ff0000;"><strong>Claudemir e o aniversariante tricolor Yuri</strong></span></p>
<p><strong>Por Claudemir Pereira</strong></p>
<p>Quando li há algum tempo, aqui no blog, a história do Aurélio contando o drama de ser pai de um burro-negro, lembrei-me da minha própria história.</p>
<p>Certo dia, meu filho, que na época tinha&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><a href="../wp-content/uploads/2008/03/claudemir_yuri1.jpg"><img src="../wp-content/uploads/2008/03/claudemir_yuri1.thumbnail.jpg" alt="Claudemir e Yuri" width="240" height="350" /></a><br />
<span style="color: #ff0000;"><strong>Claudemir e o aniversariante tricolor Yuri</strong></span></p>
<p><strong>Por Claudemir Pereira</strong></p>
<p>Quando li há algum tempo, aqui no blog, a história do Aurélio contando o drama de ser pai de um burro-negro, lembrei-me da minha própria história.</p>
<p>Certo dia, meu filho, que na época tinha entre cinco e seis anos de idade, por influência de um tio e do primo, me disse: Painho vou torcer pela coisa. Amigos confesso que fui ao inferno! Jamais esperava que minha cria desse pra isso! Fiquei dias mau humorado, triste e cabisbaixo; me sentindo o pior dos seres humanos…</p>
<p>Essa situação era muito difícil ser revertida, pois o moleque mora com a mãe e o FDP do irmão dela é quem ficava enchendo a cabeça do menino de mazelas.</p>
<p>Mas, de qualquer forma, parti para o ataque. Disse a meu filho: “Tudo bem, você pode torcer por quem quiser, desde que eu também não tenha obrigação de lhe dar presente nos dias comemorativos como: aniversário, dia das crianças, natal”, e por aí vai. O cara, sem vacilar, responde: “Tudo bem, meu tio me dá”. Caí no desespero. Achei que estava tudo perdido.</p>
<p>Nessa época, eu estava encantado por uma baiana, que continuo encantado (hoje é minha mulher) e certo dia quando estávamos numa festa na casa de meu irmão, meu filho entra a sala gritando que a coisa estava ganhando o seu jogo. Todos tiraram a maior onda com minha cara, quase morri; as piadas eram de um sarcasmo incrível, pois todos conhecem a minha paixão pelo SANTINHA. Fiquei tão puto que bradei para minha então namorada: a gente vai casar e tu vai me dar um filho tricolor.</p>
<p>O tempo foi passando e toda vez que eu pegava o moleque na casa da mãe ficava meio bronco com aquela história dele ser burro-negro, conversava, e nada! Prometia presentes e nada! O garoto estava irredutível, eu torço pela coisa, dizia.</p>
<p>Em meio a tudo isso, o campeonato foi avançando, jogo vai, jogo vem, eu ia ao estádio e ele ficava olhando, e eu nada de convidá-lo. Eis que chega o dia do clássico. O SANTINHA ia enfrentar a coisa no ARRUDÃO, e o histórico dos últimos anos era favorável a eles. Meu filho diz: “Papai, quero ir pro jogo”. Eu, meio atônito, respondo: “Tá certo”. Depois me caiu a ficha: o cara disse que torce pela coisa, o que eu faço?</p>
<p>Pensei, pensei, e decidi ir ao jogo com o moleque, claro, ficando na nossa torcida; era a minha última cartada. Se o SANTA vencesse me restaria uma esperança de reversão, caso contrário tudo estaria perdido.</p>
<p>Nos aprontamos logo cedo, tomei umas para agüentar qualquer situação (confesso estava em pânico). Fui no caminho pensando, se ele me pedir qualquer coisa da coisa, dou-lhe um esporro e o levo para casa, mas nada pediu.</p>
<p>Entramos no ARRUDÃO faltando mais de uma hora para o jogo começar, tamanha era minha ansiedade. De repente ele diz: “Pai, posso pedir uma coisa?” Com medo da resposta pergunto: “O quê”? E para o meu alivio ele responde: “Um rolete de cana-de-açúcar”. Até hoje ele pede rolete no campo.</p>
<p>Os times entraram em campo. Primeiro entrou a coisa, e ele ficou olhando aquela corja gritar. Quando entra o SANTINHA, eu o puxo e mostro a festa da nossa torcida. Tudo pra impressionar.</p>
<p>Começou o jogo, e, não sei quanto tempo depois, a coisa faz 1 x 0. Ele olha pra mim e eu finjo não ver, quase jogo a toalha. Mas numa tarde inspirada, parecia que os jogadores sabiam o que estava acontecendo comigo na arquibancada; o SANTINHA vira o jogo com 2 gols de Robgol e um de um jogador cujo nome não me recordo. Só sei que quando fizemos 3 x 1 no goleiro deles que era Marcelo que já havia sido nosso goleiro, a torcida começou a gritar: “Ô, Ô, Ô Marcelo é TRICOLOR”, pois Robson fez o gol quase sem ângulo.</p>
<p>Mas o melhor de tudo foi que, a cada gol, meu filho me abraçava e dizia: “Sou SANTA, sou TRICOLOR, painho”. Confesso, amigos, chorei na arquibancada e gritei no ouvido do meu irmão: “Meu filho é SANTA, porra!” Após o jogo, vencemos por 3 x 2, tomei todas, me sentindo de alma lavada e dever cumprido.</p>
<p>Hoje Yuri – esse é o nome do meu filho, completa 14 anos, sempre me acompanha aos jogos e conta essa história a todos os seus colegas.</p>
<p>Essa é a história de quem sai aos seus não se degenera.</p>
<p>Filho, tenho me orgulho de você, pelo que é e pelo carinho que temos um com o outro, e nesse dia, emocionado, te digo: Feliz Aniversário.</p>
<p>Saudações Corais!</p>
<p><strong>Nota</strong>: Publicado originalmente a 11 de março de 2008, e fruto da seleção de textos para o “Grande Livro do Blog do Santinha”, a ser publicado pela Ediouro, em dezembro deste ano.</p>
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		<title>Gooooool do Santa</title>
		<link>http://www.blogdosantinha.com/artigos/gooooool-do-santa/</link>
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		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 01:44:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aline Moura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><strong></strong></p>
<div id="attachment_5368" class="wp-caption aligncenter" style="width: 360px"><strong><a href="http://www.blogdosantinha.com/wp-content/uploads/2009/11/goldosanta_ricardo_fernandes-dp.jpg"><img class="size-medium wp-image-5368" title="Gol do Santa - Foto: Ricardo Fernandes/DP" src="http://www.blogdosantinha.com/wp-content/uploads/2009/11/goldosanta_ricardo_fernandes-dp-350x234.jpg" alt="Foto de Ricardo Fernandes/DP mostra o antes, a expectativa, a festa, a saudade..." width="350" height="234" /></a></strong><p class="wp-caption-text">Foto de Ricardo Fernandes/DP mostra o antes, a expectativa, a festa, a saudade...</p></div>
<p>Por Garibaldi Otávio, jornalista e escritor</p>
<p>Santa, santa, sempre santa<br />
seja a torcida que é Santa<br />
no santo Mundão do Arruda.<br />
Santa, que meu santo ajuda<br />
a chutar toda tristeza<br />
nas redes da alegria.<br />
Santa,&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong></p>
<div id="attachment_5368" class="wp-caption aligncenter" style="width: 360px"><strong><a href="http://www.blogdosantinha.com/wp-content/uploads/2009/11/goldosanta_ricardo_fernandes-dp.jpg"><img class="size-medium wp-image-5368" title="Gol do Santa - Foto: Ricardo Fernandes/DP" src="http://www.blogdosantinha.com/wp-content/uploads/2009/11/goldosanta_ricardo_fernandes-dp-350x234.jpg" alt="Foto de Ricardo Fernandes/DP mostra o antes, a expectativa, a festa, a saudade..." width="350" height="234" /></a></strong><p class="wp-caption-text">Foto de Ricardo Fernandes/DP mostra o antes, a expectativa, a festa, a saudade...</p></div>
<p>Por Garibaldi Otávio</strong>, jornalista e escritor</p>
<p>Santa, santa, sempre santa<br />
seja a torcida que é Santa<br />
no santo Mundão do Arruda.<br />
Santa, que meu santo ajuda<br />
a chutar toda tristeza<br />
nas redes da alegria.<br />
Santa, santa melodia<br />
do gol que sai da garganta<br />
como espada justiceira.<br />
Gol do Santa, Santa Cruz<br />
que faz o peso da cruz<br />
da vida ficar mais leve.<br />
Gol de placa da paixão,<br />
gol dentro do coração,<br />
gol de coral, pura luz<br />
nos pés de quem dança o frevo<br />
do “S” que o drible escreve.<br />
Santo gol que enche o meu peito<br />
de encarnado, branco e preto.<br />
Gol, gol, gol, é gol do Santa!</p>
<p><strong>&#8220;Da redação&#8221;: </strong>O poema acima chama-se &#8220;Gol do SAnta&#8221;, do livro &#8220;O Girassol&#8221;, de  Garibaldi Otávio, jornalista e escritor. Ele lançou o livro Girassol no mês passado, no Instituto Cultural Banco Real, no bairro do Recife. A obra é uma coletânea de textos iniciada quando Garibaldi tinha 16 anos. A capa é da pintora pernambucana Teresa Costa Rêgo e já de cara é ousada. Trata-se de uma releitura do quadro Girassóis, do pintor Vicente Van Gogh.</p>
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		<title>E a kombi dos sonhos, onde está?</title>
		<link>http://www.blogdosantinha.com/artigos/e-a-kombi-dos-sonhos-onde-esta/</link>
		<comments>http://www.blogdosantinha.com/artigos/e-a-kombi-dos-sonhos-onde-esta/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 15:35:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aline Moura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-5357" title="Kombi de Naná" src="http://www.blogdosantinha.com/wp-content/uploads/2009/11/nana_kombi.jpg" alt="Kombi de Naná" width="320" height="213" /></p>
<p><strong>Por Aline Moura</strong>, do blog do Santinha</p>
<p>Ladrão nem sempre escolhe a vítima, como se pensa. Se fizesse tudo de forma planejada, não teria carregado a Kombi de Evaldo Gomes de Moura, popularmente conhecido como Naná (nosso querido tricolor), na madrugada&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-5357" title="Kombi de Naná" src="http://www.blogdosantinha.com/wp-content/uploads/2009/11/nana_kombi.jpg" alt="Kombi de Naná" width="320" height="213" /></p>
<p><strong>Por Aline Moura</strong>, do blog do Santinha</p>
<p>Ladrão nem sempre escolhe a vítima, como se pensa. Se fizesse tudo de forma planejada, não teria carregado a Kombi de Evaldo Gomes de Moura, popularmente conhecido como Naná (nosso querido tricolor), na madrugada de ontem, no Poço da Panela. Não houve cenas de agressão durante o furto do veículo de placas KGZ-3021, que ainda não foi localizado. Mas o estrago foi grande. Além de carregar o maior bem material de Naná, o criminoso (ou mais de um) deixou cerca de 30 crianças carentes sem transporte escolar. É que a Kombi do rapaz era usada para levar e trazer garotos e garotas que moram à beira do Rio Capibaribe à escola pública municipal Nilo Pereira, localizada na Estrada do Arraial, em Casa Amarela. Tudo de forma voluntária.</p>
<p>A Kombi furtada de Naná &#8211; mais conhecido que vereador no bairro onde mora -, não tem apenas valor financeiro. É emocional. Todas as crianças que andavam nela, dia a dia, ficaram a ver navios na manhã de ontem, em frente à Igreja Nossa Senhora da Saúde, onde esperam por Naná para serem levadas à escola. &#8220;Tive de ir avisá-las que a Kombi foi roubada. Foi uma surpresa para mim&#8221;, falou, Naná, numa tristeza danada. Já sentindo falta de algo que era como um lar. &#8220;Há mais de seis anos, a Kombi ajuda as crianças a não faltar aula. Isso me dói&#8221;, acrescentou.</p>
<p>Segundo Naná, além do transporte escolar voluntário, a Kombi é uma espécie de bombril em rodas. Também serve para levar alegrias e tristezas. De acordo com ele, quando os amigos precisavam de socorro, o veículo virava ambulância; quando se divorciavam, fazia mudanças; quando era dias de jogos do Santa Cruz, transformava-se em Kombi coral.</p>
<p>O delegado Marcelo Guerra, da Delegacia de Prevenção e Repressão ao Roubo de Veículos, disse que vai abrir diligências para investigar o furto. Ele admitiu, no entanto, que a situação de Naná é mais difícil, porque a Kombi não serviu para dar fuga aos ladrões. &#8220;Temos mais sucesso de encontrar veículos roubados quando os motoristas são abordados com arma de fogo, porque servem para algum tipo de fuga. Quando acontece desse jeito, o veículo geralmente vai para desmonte e fica difícil encontrar. De qualquer forma, vamos abrir as investigações&#8221;, garantiu.</p>
<p><strong>Da Redação: </strong>O texto acima, publicado originalmente no Diario de Pernambuco e com foto de Tereza Maia, acaba aqui. Mas é preciso continuar. Naná, esse homem de coração imenso, muito maior que sua incrível pança, tem 34 prestações a pagar pela frente. E dá uma certa tristeza quando se vê a polícia falando que é difícil encontrar uma kombi. Afinal, não é um brinquedo de 2 centímetros que simplesmente desapareceu. Mas eu quero acreditar… Quero acreditar que a Delegacia de Prevenção e Repressão ao Roubo de Veículos vai encontrar essa kombi. Por isso, vamos esperar. E torcer, como quem torce pelo Santinha. Afinal, Naná é a cara do Santa Cruz. O automóvel dele, transportava crianças e resgatava sonhos. Como disse a jornalista Silvia Góes, ele é o Dom Quixote do Poço da Panela. E agora, como bem frisa a moça, “é um cavaleiro sem cavalo”.</p>
<p><strong>Serviço</strong></p>
<p>Quem quiser ajudar, vai a conta (Naná dependia da Kombi para sobreviver):<br />
Evaldo Gomes de Moura, nome de batismo de Naná<br />
Banco Itaú<br />
Conta Poupança 22907-0<br />
Agência 1594</p>
<p><strong>PS1:</strong> Essa kombi da foto não é a antiga kombi de Naná. A que foi roubada está mais novinha, tinha sido comprada há dois meses. Postei essa foto para que vcs vissem a quantidade de crianças que carrega.</p>
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		<item>
		<title>A manchete que eu jamais queria postar: Roubaram a Kombi Coral</title>
		<link>http://www.blogdosantinha.com/artigos/a-manchete-que-eu-jamais-queria-postar-roubaram-a-komby-coral/</link>
		<comments>http://www.blogdosantinha.com/artigos/a-manchete-que-eu-jamais-queria-postar-roubaram-a-komby-coral/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 14:28:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Samarone Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><strong>Por Samarone Lima, do Blog do Santinha.</strong></p>
<div id="attachment_5337" class="wp-caption alignnone" style="width: 360px"><img class="size-full wp-image-5337" title="nana e sua kombi" src="http://www.blogdosantinha.com/wp-content/uploads/2009/11/nana-e-sua-kombi1.jpg" alt="Naná, agora sem a lendária Komby" width="350" height="262" /><p class="wp-caption-text">Naná, agora sem a lendária Komby</p></div>
<p>Acordei hoje com um telefonema. Era Naná, nosso adorável gordinho, proprietário da lendária Kombi Coral, que vem atravessando crises e males envolvendo nosso clube, sempre levando a massa coral&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Samarone Lima, do Blog do Santinha.</strong></p>
<div id="attachment_5337" class="wp-caption alignnone" style="width: 360px"><img class="size-full wp-image-5337" title="nana e sua kombi" src="http://www.blogdosantinha.com/wp-content/uploads/2009/11/nana-e-sua-kombi1.jpg" alt="Naná, agora sem a lendária Komby" width="350" height="262" /><p class="wp-caption-text">Naná, agora sem a lendária Komby</p></div>
<p>Acordei hoje com um telefonema. Era Naná, nosso adorável gordinho, proprietário da lendária Kombi Coral, que vem atravessando crises e males envolvendo nosso clube, sempre levando a massa coral ao Arruda.</p>
<p>&#8220;Bicho, roubaram minha Kombi essa madrugada&#8221;.</p>
<p>Então me deu uma tristeza enorme. A Kombi, além de se encher de menino, jovem, velho, a cada jogo do Santa, era o ponto de equilíbrio da comunidade do Poço da Panela. Naná levava meninos para a escola de manhã (voluntariamente), fazia mudanças, ajudava Matuto, em sua barraquinha de verduras (vai para a Ceasa de madrugada, três vezes por semana), além de ser o grande conselheiro e apaziguador de todos os males e discórdias.</p>
<p>Pior é saber que ele tinha vendido a Kombi velha, que estava cheio de ferrugens, e comprou uma bem mais nova há dois meses, no financiamento. Naná estava todo empolgado para levar a galera para o Arruda no próximo domingo, após a concentração em Vital.</p>
<p>Peço aos amigos que ajudem na divulgação da placa:KGZ 3021.</p>
<p>Naná, um grande sujeito, vai precisar muito de nossa ajuda. Vai ser difícil encontrar, porque está claro que foi um roubo encomendado (a Kombi estava parada defronte à casa dele, no Poço da Panela).</p>
<p>Quem quiser ajudar, vai a conta (Naná dependia da Kombi para sobreviver):</p>
<p>Evaldo Gomes de Moura</p>
<p>Banco Itaú</p>
<p>Conta Poupança 22907-0</p>
<p>Agência 1594</p>
<p>Eu agradeço muito. Todos os que conhecem o gordinho sabem que esse roubo foi um grande erro. O ladrão está totalmente equivocado e deveria devolver de madrugada, sem fazer alarde, e ainda deixar um pedido de desculpas.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Os fundamentais atos desimportantes</title>
		<link>http://www.blogdosantinha.com/causos-e-historinhas/os-fundamentais-atos-desimportantes-2/</link>
		<comments>http://www.blogdosantinha.com/causos-e-historinhas/os-fundamentais-atos-desimportantes-2/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 03:56:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aline Moura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Causos e historinhas]]></category>

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		<description><![CDATA[<div id="attachment_5327" class="wp-caption aligncenter" style="width: 458px"><img class="size-large wp-image-5327 " title="risolindo" src="http://www.blogdosantinha.com/wp-content/uploads/2009/11/risolindo2-800x600.jpg" alt="Tem riso mais lindo que esse? É assim que ficam as pessoas quando recebem presentes &#34;desimportantes&#34;. Ficam com a essência de quem dá" width="448" height="336" /><p class="wp-caption-text">Tem riso mais lindo que esse? É assim que ficam as pessoas quando recebem presentes &#34;desimportantes&#34;. Ficam com a essência de quem dá</p></div>
<p><strong>Nota &#8220;da redação&#8221;:</strong> <em>Estava passeando nos blogs do nosso planeta, nesses dias mornos, sem inspiração, e eis que encontro&#8230;</em></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_5327" class="wp-caption aligncenter" style="width: 458px"><img class="size-large wp-image-5327 " title="risolindo" src="http://www.blogdosantinha.com/wp-content/uploads/2009/11/risolindo2-800x600.jpg" alt="Tem riso mais lindo que esse? É assim que ficam as pessoas quando recebem presentes &quot;desimportantes&quot;. Ficam com a essência de quem dá" width="448" height="336" /><p class="wp-caption-text">Tem riso mais lindo que esse? É assim que ficam as pessoas quando recebem presentes &quot;desimportantes&quot;. Ficam com a essência de quem dá</p></div>
<p><strong>Nota &#8220;da redação&#8221;:</strong> <em>Estava passeando nos blogs do nosso planeta, nesses dias mornos, sem inspiração, e eis que encontro esse texto maravilhoso de Samarone no Estuário. Pedi para publicar e ele respondeu: &#8220;mas, Aline, não tem nada no texto que fale do Santa&#8230;&#8221;. Mas eu respondi: &#8220;Tem tudo, Sama. Tem você, tem criança, tem bola, tem esperas, alegrias e decepções&#8221;. Eu só vi nossa torcida nessa crônica</em>. <em>E tudo depende dos olhos de quem lê.</em></p>
<p><strong>Por Samarone Lima</strong>, do blog do Santinha</p>
<p>Outro dia um grande amigo veio me falar sobre uma criança aqui do meu bairro, um menino meio arisco, muito na dele, aquele tipo de menino que a gente acha que é chato, mas que muitas vezes é só um tímido, um excessivo tímido, e muitas vezes sofre por isso. O meu amigo me disse que o menino começou a falar de uma bola de futebol que dei de presente ano passado, e foi falando com os olhos brilhando de felicidade, cheio de um afeto e uma ternura que eu nem imaginava.</p>
<p>“Ele disse que foi o presente mais importante que ganhou na vida, principalmente porque não veio de ninguém da família, mas de um amigo, tu precisava ver o jeito dele falando, o carinho com que ele falava de ti”, disse meu amigo.</p>
<p>Então, mais que um menino de uns 11 anos aqui do bairro, tenho agora mais um amigo, e adoro a amizade dos pequenos, porque eles sabem das coisas, quando a gente vai crescendo é que vai desaprendendo das coisas da felicidade.</p>
<p>Eu não sabia que a bola teve tanta importância assim, especialmente porque foi um presente coletivo. Dei a bola para um pequeno grupo de meninos, e cada um deles tinha direito de ficar um dia da semana como o dono da bola, num revezamento que funcionou direitinho, sem brigas ou mágoas, até a bola furar, num chute de Moraes numa estaca, que deixou meu amigo tímido arrasado.</p>
<p>Mas para o menino tímido, o presente foi para ele. Um dia na semana, a bola era dele, inteiramente dele e somente dele. Lembro que comprei a bola logo depois de receber uma boa grana por um trabalho, e não custou muito, mas ela tinha algo extra: era uma bola oficial, não era aquelas fuleiras que furam batendo numa parede rugosa, que dão no Dia das Crianças, essa fajutice.</p>
<div id="attachment_5328" class="wp-caption alignleft" style="width: 246px"><a href="http://www.blogdosantinha.com/wp-content/uploads/2009/11/Imagem-0011.jpg"><img class="size-medium wp-image-5328  " title="Imagem 001" src="http://www.blogdosantinha.com/wp-content/uploads/2009/11/Imagem-0011-262x350.jpg" alt="Que nunca nos falte uma caixa de lenços, nesses tropeços, ou alguém que te diga ‘como estás bonito hoje’, na hora em que você duvida de tantas coisas." width="236" height="315" /></a><p class="wp-caption-text">Que nunca nos falte uma caixa de lenços, nesses tropeços, ou alguém que te diga ‘como estás bonito hoje’, na hora em que você duvida de tantas coisas.</p></div>
<p>Desconfio que a gente muitas vezes nem imagina como uma besteirinha dessas, os pequenos atos desimportantes, acabam deixando marcas nas pessoas, e talvez esta seja uma das grandes belezas da vida: não é preciso muito para entrar no coração das pessoas e ficar lá, até dispositivo contrário, a famosa decepção.</p>
<p>Mas há uma diferença fundamental entre o júbilo, que nos faz entrar no coração das pessoas, e a decepção, quando a gente é retirado subitamente, muitas vezes sem aviso: para o júbilo, pequenas coisas, gestos mínimos, uma palavra, tudo isso serve. Para a decepção, só com coisas grandes. Ninguém se decepciona com alguém por besteira, é sempre algo grande, ou uma soma infinita de pequenas coisas, até a gota d’água. Não há nada mais lamentável que a decepção, e o amor acaba mesmo é quando a gente se decepciona, me disse outro dia uma sábia recifense.</p>
<p>Esses atos desimportantes, essas palavras sem muita pompa, esses presentes que chegam em silêncio são minha profissão de fé na vida e minha esperança mais secreta.</p>
<p>Os presentes mais importantes que recebi na vida foram coisas pequenas, que não custaram muito, ou foram coisas subjetivas, que não têm preço. Só alguns exemplos. Um álbum de fotografias, presente da Kika; o jantar que minha tia Flocely esquentava, antes de ir dormir, para quando eu voltasse da Universidade, já tarde da noite; algumas cartas de longe, por debaixo da porta; uma mensagem pelo celular, de um ex-aluno, falando da importância daquela disciplina que ensinei com muito gosto. As decepções, ah, deixemos as decepções no cantinho delas e sigamos a vida, mesmo que tateando sem bengala.</p>
<p>Uma vez, uma grande amiga estava em Paris, teria um encontro importante com uma editora, ela se arrumou muito, toda elegante, e quando foi entrar no metrô, levou uma baita de uma queda, sangrou o nariz. Aproveitou para chorar por várias outras dores e decepções que andavam guardadas, até pela morte do Ayrton Senna ela chorou.</p>
<p>Lá pelas tantas, alguém estendeu uma caixa de lenços de papel. Ela foi pegar um lenço, mas a pessoa insistiu, em silêncio, e ela ficou com a caixa de lenços. Nunca viu sequer o rosto da pessoa.</p>
<p>Que nunca nos falte uma caixa de lenços, nesses tropeços, ou alguém que te diga “como estás bonito hoje”, na hora em que você duvida de tantas coisas.</p>
<p>Perdão, mas hoje eu estou num lirismo total, de norte a sul na minha alma.</p>
<p><strong>PS1 -</strong><em> A primeira foto é de uma menina chamada Joana, santacruzense do bairro do Arruda.</em></p>
<p><strong>PS2</strong> &#8211; <em>O segundo é de PJ. Ele se apresentou assim, sem pretensões, como faz toda criança, ops, adolescente.</em></p>
<p><strong>PS3 –</strong> <em>Este texto foi publicado originalmente em 16/01/2006 no<strong> <a title="Estuário" href="http://www.estuario.com.br/2009/10/26/os-fundamentais-atos-desimportantes-2/">www.estuario.com.br</a></strong></em></p>
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		<title>O que nos restou</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Oct 2009 23:41:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Samarone Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><strong>Por Samarone Lima, do Blog do Santinha.</strong></p>
<div id="attachment_5308" class="wp-caption alignnone" style="width: 360px"><img class="size-medium wp-image-5308" title="DSCN4030" src="http://www.blogdosantinha.com/wp-content/uploads/2009/10/DSCN4030-350x262.jpg" alt="Torcedora coral, no último jogo da Série D" width="350" height="262" /><p class="wp-caption-text">Torcedora coral, no último jogo da Série D</p></div>
<p>Não sei a data em que comecei a escrever sobre o Santa Cruz, para a Coralnet. Creio que 2004, emendando para 2005, ano glorioso dentro do campo,&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Samarone Lima, do Blog do Santinha.</strong></p>
<div id="attachment_5308" class="wp-caption alignnone" style="width: 360px"><img class="size-medium wp-image-5308" title="DSCN4030" src="http://www.blogdosantinha.com/wp-content/uploads/2009/10/DSCN4030-350x262.jpg" alt="Torcedora coral, no último jogo da Série D" width="350" height="262" /><p class="wp-caption-text">Torcedora coral, no último jogo da Série D</p></div>
<p>Não sei a data em que comecei a escrever sobre o Santa Cruz, para a Coralnet. Creio que 2004, emendando para 2005, ano glorioso dentro do campo, mas com as anomalias fora dele, com repercussões até hoje. Depois, veio o Blog do Santinha, e aqui se tornou minha casa. Aqui postei dezenas, centenas de textos falando do Mais Querido, dos jogos, das politicagens, das inovações da torcida, da emoção de torcer pelo Santinha. Sanfona Coral, Kombi Coral, o famoso &#8220;Abraço ao Arruda&#8221;, campanhas, personagens. Fora isso, de vez em quando me chamam para algum programa, algum debate. Sempre que posso vou, defender meu clube, como um zagueiro raçudo nas peladas dominicais.</p>
<p>Por isso, é comum encontrar gente que não conheço, mas me conhece. Gente que lê meus textos, e vem falar, quer saber o que acho de tudo o que estamos vivendo. A última vez foi um sujeito que vende verduras orgânicas em uma feira na frente do Sindicato dos Bancários. O sujeito me vendeu uma penca de coisas e depois pediu para tirar uma foto comigo. Perguntei o motivo.</p>
<p>&#8220;Eu acompanhou tudo seu no Blog do santinha&#8221;, respondeu.</p>
<p>Se eu soubesse, teria pedido um desconto antes de fechar a fatura.</p>
<p>Nesses encontros, sempre perguntam o que acho, lamentam algumas coisas, apontam algo que nos renda um pouco de esperança. Eu sempre faço o possível para ver o lado bom das coisas envolvendo o Santa. Sou um otimista incorrigível.</p>
<p>Ultimamente, não consigo ver quase nada que represente esperança. Olho para os lados, vejo a cada dia nosso clube ocupar notinhas nos jornais, rodapés, filigranas, restinhos de informações, e sinto que nos restou apenas duas coisas &#8211; torcer e pagar as mensalidades em dia.</p>
<p>Nossa torcida se tornou ótima em blogs, sites, todo esse aparato da comunicação pela Internet. Aqui, nos teclados, resolvemos tudo. Os mais mal educados destilam sua raiva, falam da vida alheia, esculhambam deus e o mundo. Nós, poucos responsáveis pela atualização do Blog, temos que ocupar momentos preciosos de nossas vidas tentando deletar baboseiras, tirar imbecilidades, manter o bom senso da conversa. Os de bem fazem o que a torcida do Santa mais quer nesse mundo &#8211; sonham em ajudar, de fato, nosso clube.</p>
<p>A imensa torcida do Santinha, infelizmente, não participa da vida do clube. Não influi nem contribui. Não conseguimos fazer nada. Nós somente acompanhamos. Olhamos, escutamos, sabemos. Discutimos em mesas de bar, ao final de nossos jogos no Torneio James Thorp, nos mais diferentes lugares, mas sejamos francos &#8211; estamos fora do clube. Não contamos. Conheço uma penca de excelentes profissionais liberais que há tempos tentam se aproximar do clube, ajudar, mas nunca conseguem efetivar nada de concreto, que deixe raízes no clube. Aos poucos, vão se afastando.</p>
<p>Da atual gestão, vamos levando isso que parecia impossível, é a salvação de nosso principal patrimônio, que é o Arrudão. Foi um grande feito, fruto de um enorme poder político do presidente.</p>
<p>Depois disso, veio a derrocada da Série D e o fim prematuro de um projeto. Não posso negar uma dor no coração quando vi na TV, que iria começar a decisão da Série D, entre os escretes do São Raimundo X Macaé.</p>
<p>A atual gestão, que é feita de um presidente e diretores, poderia deixar legado bem maior. A torcida dentro do clube, participando, tomando decisões, assumindo setores estratégicos do clube. Desde a eleição de FBC, sonhei com um clube pulsante, cheio de vida, projetos, idéias.</p>
<div id="attachment_5309" class="wp-caption alignnone" style="width: 360px"><img class="size-medium wp-image-5309" title="DSCN4047" src="http://www.blogdosantinha.com/wp-content/uploads/2009/10/DSCN4047-350x262.jpg" alt="Um dia esse sorriso volta" width="350" height="262" /><p class="wp-caption-text">Um dia esse sorriso volta</p></div>
<p>Mas não. Vivemos um marasmo. Estamos até sem assunto.</p>
<p>Hoje, quando me perguntam algo nas ruas sobre o Santinha, engasgo. Literalmente, não tenho o que dizer.</p>
<p>Confesso que estaria razoavelmente satisfeito se soubesse que dentro do clube contássemos com umas 20, 30 pessoas com novas idéias, desenvolvendo projetos, buscando alternativas para o Santa Cruz. Posso dar essa lista agora, se quiserem. Eu estaria junto, fazendo parte, ajudando com o que entendo, que é comunicação.</p>
<p>Mas não querem &#8211; ou não entendem a torcida do Mais Querido. Talvez falte tempo mesmo.</p>
<p>O que nos restou foi torcer e pagar as mensalidades em dia. É pouco, muito pouco, para o tamanho do Santa e de sua apaixonada torcida.</p>
<p>Pela primeira vez, em tantas postagens, não tenho o que dizer, e isso me entristece.</p>
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		<title>Amigos de Lua, o que fazer?</title>
		<link>http://www.blogdosantinha.com/artigos/amigos-de-lua-o-que-fazer/</link>
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		<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 02:59:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aline Moura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[<div id="attachment_5277" class="wp-caption aligncenter" style="width: 360px"><img class="size-medium wp-image-5277" title="0-amigos-na-lua-2" src="http://www.blogdosantinha.com/wp-content/uploads/2009/10/0-amigos-na-lua-2-350x291.jpg" alt="Pesquisa no google sobre amigos com fases lunares" width="350" height="291" /><p class="wp-caption-text">Pesquisa no google sobre amigos com fases lunares</p></div>
<p><strong>Por Aline Moura</strong>, do Blog do Santinha</p>
<p>Essa semana recebi o telefonema de um amigo, um dos caras que está entre os dedos da minha mão esquerda, aquela mais próxima do coração. Goya* estava&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_5277" class="wp-caption aligncenter" style="width: 360px"><img class="size-medium wp-image-5277" title="0-amigos-na-lua-2" src="http://www.blogdosantinha.com/wp-content/uploads/2009/10/0-amigos-na-lua-2-350x291.jpg" alt="Pesquisa no google sobre amigos com fases lunares" width="350" height="291" /><p class="wp-caption-text">Pesquisa no google sobre amigos com fases lunares</p></div>
<p><strong>Por Aline Moura</strong>, do Blog do Santinha</p>
<p>Essa semana recebi o telefonema de um amigo, um dos caras que está entre os dedos da minha mão esquerda, aquela mais próxima do coração. Goya* estava revoltado, destilando veneno pelo celular. Percebi isso pela ironia da voz e das palavras, porque vez ou outra brigamos e, quando isso acontece, ele fica cínico. Até hoje não sei como essa amizade deu certo e sempre se renova. Ele é racional demais, não gosta de cinema, não gosta de literatura, não gosta de poesia&#8230; Ufa. A única coisa que nos une é o Santa e nem nisso estamos sempre de acordo. Mas, quem pode explicar amizade, caros leitores?</p>
<p>Realmente não sei. O que posso contar é que ele me ligou invocado. Disse que tinha zanzado em vários blogs e sites tricolores e descobriu que eu era “a que mais fazia oposição a Fernando Bezerra Coelho”, nosso presidente. Sinceramente, fiquei de cara no chão. Ploft! Acho que o passeio virtual dele só cai no site da Coral Net, o oficial do Santa, porque todos os bloguistas santacruzenses deixaram a trégua de lado faz tempo, desde a desclassificação na Série D pra ser mais exata.</p>
<p>Goya não quis saber dos meus argumentos. Falou, falou, colocou em xeque meu diploma de jornalista, disse que eu tinha que ser “cozinheira”, pediu imparcialidade e blá, blá, blá. Como todos nós temos aquele lado criança que precisa de aprovação, como mostra o filme o <em>Escafandro e a Borboleta</em>, fiquei quase em  lágrimas. Tive de repetir várias vezes: “Goya, eu não sou oposição, Goya, eu não sou oposição&#8230;” “Só não posso estar feliz com tudo isso”, acrescentei.</p>
<p>Encerramos o diálogo mais brigados do que nunca. Creio que foi o pior pau desde que nos conhecemos em 1993, nas arquibancadas do Arruda. Ele falou, eu falei, nenhum dos dois se ouviu, como tão bem aconselha o Véio Mangaba. Tudo porque eu não entendi nada sobre aquela jogada “estratégica” do jurídico, que perdeu R$ 4 milhões na Justiça para Neto (transitado e julgado). Nem sabia que, depois de transitado e julgado, se podia recorrer de alguma coisa (A justiça brasileira é a caixinha de surpresas). Mas ele garantiu que “sim” e encerramos a conversa. Pedi maiores explicações jurídicas por e-mail, por torpedo, por carta e ele não me mandou nada. Nada.</p>
<p>Às 21h22, depois de moderar alguns comentários no blog para evitar grandes dores de cabeça, eis que ligo para Goya, tentando fazer as pazes. “Oi, Aline, tudo bem?” perguntou ele, na formalidade de sempre, já que é advogado. “Tudo bem, Goya”, respondi. “E essa indicação de Fernanda Dubeux para a diretoria social, você viu?”, indaguei, com meu 38 guardado no bolso. “O pessoal no blog já está malhando o pau, dizendo que ela é burro-negra!”, continuei, para logo segurar o queixo novamente. Ploft. “Mas ela é burro-negra, Aline!!! Estou muito chateado com tudo isso. Você tem que deixar as pessoas se expressarem como quiserem!”. Glub*.</p>
<div id="attachment_5278" class="wp-caption alignleft" style="width: 290px"><img class="size-medium wp-image-5278 " title="scarlat" src="http://www.blogdosantinha.com/wp-content/uploads/2009/10/scarlat-350x266.jpg" alt="&quot;Amanhã, só amanhã...&quot;" width="280" height="213" /><p class="wp-caption-text">&quot;Amanhã, só amanhã...&quot;</p></div>
<p>Bem, alguém que tem amigo de lua pode me explicar isso? Se expressar na hora que a gente perde R$ 4 milhões não pode, mas pedir paciência aos internautas e barrar comentários ofensivos sobre Fernanda Dubeux é “censura”! Fiquei arretada, guardei os pedacinhos da amizade para colar depois, quando eu estiver numa lua nova. Liguei para Ana Maria da Boa Vista (minha correspondente de hoje no Fórum Permanente de Debates) e ela confirmou que, de fato, a nova diretora social do Santa é torcedora da coisa. “A Inferno Coral já disse que não vai aceitar”, contou Ana Maria, enquanto eu permanecia atônita.</p>
<p>Por hoje, no entanto, só por hoje, eu não vou falar o que penso sobre isso, embora esteja com a opinião mais do que formada. Só para chatear Goya e aqueles que acham que fazer crítica é ser da oposição. Vou fazer como Scarlett O&#8217;Hara, no filme <em>E Vento Levou&#8230;</em> “Amanhã, só amanhã&#8230;”</p>
<p><strong>Nota da redação:</strong> <em>Caros leitores, esse texto não expressa, necessariamente, a opinião dos demais autores do Blog do Santinha. Está sendo publicado sem o importante debate interno, porque Gerrá está de férias, Inácio está afastado, Anizio permanece de ovo virado, Samarone, com o computador quebrado e o Coronel Peçonha&#8230; Bem, eu não sei quem é o Coronel. A bruxa está solta, companheiros. Talvez, voando pelo Santa. Me ajudem nos comentários esta semana, porque – como vocês estão vendo –, estamos com pouquíssimos moderadores.</em></p>
<p>* <strong>Goya</strong> é um nome fictício, mas real.</p>
<p>* <strong>Glub</strong> é uma expressão usada por Samarone para dizer que está engolindo seco. Tinha que plagiar isso um dia.</p>
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		<title>O VENENO DA COBRA CORAL</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 23:08:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aline Moura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[<div id="attachment_5263" class="wp-caption aligncenter" style="width: 244px"><a href="http://www.blogdosantinha.com/wp-content/uploads/2009/10/veiomangaba2.jpg"><img class="size-medium wp-image-5263 " title="veiomangaba2" src="http://www.blogdosantinha.com/wp-content/uploads/2009/10/veiomangaba2-234x350.jpg" alt="Véio Mangaba, Alegria sem igual" width="234" height="350" /></a><p class="wp-caption-text">Véio Mangaba, Alegria sem igual</p></div>
<p><strong>Por Walmir Chagas</strong>, o popular <strong>Véio Mangaba</strong></p>
<p>Desde criança, no bairro de São José, bem no centro do Recife, sei que o nosso Santa Cruz  é, sem duvida, o mais atraente para os grandes nomes da música&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_5263" class="wp-caption aligncenter" style="width: 244px"><a href="http://www.blogdosantinha.com/wp-content/uploads/2009/10/veiomangaba2.jpg"><img class="size-medium wp-image-5263 " title="veiomangaba2" src="http://www.blogdosantinha.com/wp-content/uploads/2009/10/veiomangaba2-234x350.jpg" alt="Véio Mangaba, Alegria sem igual" width="234" height="350" /></a><p class="wp-caption-text">Véio Mangaba, Alegria sem igual</p></div>
<p><strong>Por Walmir Chagas</strong>, o popular <strong>Véio Mangaba</strong></p>
<p>Desde criança, no bairro de São José, bem no centro do Recife, sei que o nosso Santa Cruz  é, sem duvida, o mais atraente para os grandes nomes da música em nosso estado. Não é do nada que figuras como Capiba, Irmãos Valença (Raul e João), Jackson do Pandeiro e Nelson Ferreira (aquele que fez hinos de outros times de Pernambuco e também trouxe do Rio de Janeiro o “cazá, cazá” da torcida do Vasco).</p>
<p>Nomes hoje já famosos como Maestro Spok, Maestro Forró, Maciel Melo, André Rio, Getúlio Cavalcante, Chico Nunes, Nando Cordel, Bubuska, Edy Carlos, Maestro Edson Rodrigues, Isaar, Canibal, Fábio Trummer e Chico Science (em memória) e tantos outros são tricolores até o pescoço.</p>
<p>Nesses meus trinta e tantos anos de arte, venho observando e colecionando discos, músicas de diversos clubes brasileiros, mas ainda não vi um trabalho tão bem feito e eclético quanto o cd “O VENENO DA COBRA CORAL”, produzido pelo grande compositor e pensador musical Bráulio de Castro.</p>
<p>Esse trabalho contém, além do hino e das grandes músicas tradicionais do “Santinha”, outros ritmos populares como partido alto, samba canção, bossa nova, samba enredo, etc.</p>
<p>Músicas deliciosas como Nasci Santa Cruz, História de Super Campeão, Bandeira do Santa Cruz, Cobrinha Sapeca, O Veneno da Cobra Coral, Veneza Brasileira, A Cobra Vai Fumar e Mestre Tará, de  Bráulio de Castro; Santa Campeão Arretado, de Fernando Neves e Leôncio Rodrigues; Papai tricolor, de Fátima de Castro, O Papa Taças, dos Irmãos Valença, e o hino O Mais Querido, de Capiba. Todas fazem parte desse repertório cantado por mim, por Bubuska, Edy Carlos, Fátima de Castro, Chico Nunes e o próprio Bráulio de Castro, que fecham essa grande homenagem ao verdadeiro time do povão.</p>
<p>Gostaria muito de ver esse CD reeditado para popularizar mais e mais a cultura musical pernambucana e (porque não) ajudar ao SANTA CRUZ FUTEBOL CLUBE a chegar à Primeira Divisão Nacional em 2014, ano da Copa do Mundo no Brasil e Centenário do mais querido “CLUBE DAS MULTIDÕES”. (<em>Nota da redação:</em> &#8220;Música, como dizem artistas como Walmir, é a linguagem da alma).</p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<div id="attachment_5266" class="wp-caption aligncenter" style="width: 360px"><a href="http://www.blogdosantinha.com/wp-content/uploads/2009/10/veiomangaba3.jpg"><img class="size-medium wp-image-5266 " title="veiomangaba3" src="http://www.blogdosantinha.com/wp-content/uploads/2009/10/veiomangaba3-350x297.jpg" alt="O Véio, na versão Walmir, Bacalhau, Gerrá, com cara de fatal e Chilo" width="350" height="297" /></a><p class="wp-caption-text">O Véio (E), na versão Walmir, Bacalhau, Gerrá, com cara de fatal, e Chilo</p></div>
<p><strong>Por Aline Moura</strong>, do blog do Santinha</p>
<p><strong>O SOM DO CORAÇÃO &#8211; </strong>Quando reencontrei Véio Mangaba no lançamento do livro “Viagem ao Crepúsculo”, do jornalista santacruzense Samarone Lima, sentei na mesa dele e fui logo falando desaforada, claro que em tom de brincadeira. Como conhecia Walmir dos tempos de campanha política – acho o cabra talentoso até não caber mais nas palavras – não pude deixar de perguntar. Uma indagação bem atrasada, diga-se de passagem, porque remetia ao ano de 2005, quando fomos campeões de Pernambuco e subimos à Primeira Divisão. “Walmir, que história é essa de dizer que só homem volta pra casa enrolado na bandeira do Santa Cruz?” Ele riu e conversamos longos minutos, algo que me fez esquecer de pagar aquelas caipiroscas já citadas.</p>
<p>Pois bem. Walmir me disse que toda referência futebolística era do universo masculino, justificou pra lá e pra cá os versos da música e quase me convenceu. Eu, com os olhos bem arregalados, prestando atenção; ele falando numa calma danada. Embora a música “Bandeira do Santa Cruz” tenha me dado vontade de ser homem, resolvi perdoá-lo pelo deslize de testosterona. Tudo porque ele me falou uma frase surpreendente, que até hoje guardo na memória.</p>
<p>“Se um dia, tivesse de escolher entre ficar cego ou surdo, Aline, pediria a Deus que me tirasse os olhos, não os ouvidos. É com ele que eu vejo as pessoas, sei se a índole delas é boa ou não. Eu adoro ouvir”. Achei tudo aquilo esquisito, mas tão lindo que, agora, nesses tempos difíceis, resolvi ligar para ele, pedindo um texto de presente para o Blog do Santinha. Nesse mundo de falantes, tem algo mais difícil que ouvir, ouvir o outro com a calma que ele me ouviu? Bem, se ele gosta de escutar, eu amo ler, comer as palavras. E toda pessoa admirável precisa escrever algo sobre o Santa. Foi justamente isso que ele nos deu hoje. As lembranças, a música.</p>
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		<title>Metamorfose ambulante</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 15:25:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aline Moura</dc:creator>
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		<category><![CDATA[futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Cruz]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Cruz Futebol Clube]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><strong> </strong></p>
<div id="attachment_5251" class="wp-caption aligncenter" style="width: 360px"><img class="size-medium wp-image-5251" title="camisa1" src="http://www.blogdosantinha.com/wp-content/uploads/2009/10/camisa1-350x262.jpg" alt="Depois das camisas de listras horizontais e verticais, que será que está por vir? " width="350" height="262" /><p class="wp-caption-text">Gerrá (E) e os amigos que não bebem: &#34;Depois das camisas de listras horizontais e verticais, que será que está por vir?&#34; </p></div>
<p><strong><em>Nota da redação: Antes de escrever o texto, Gerrá disse que estava meio lombrado. De férias, ele mandou algumas correções&#8230;</em></strong></p>]]></description>
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<div id="attachment_5251" class="wp-caption aligncenter" style="width: 360px"><img class="size-medium wp-image-5251" title="camisa1" src="http://www.blogdosantinha.com/wp-content/uploads/2009/10/camisa1-350x262.jpg" alt="Depois das camisas de listras horizontais e verticais, que será que está por vir? " width="350" height="262" /><p class="wp-caption-text">Gerrá (E) e os amigos que não bebem: &quot;Depois das camisas de listras horizontais e verticais, que será que está por vir?&quot; </p></div>
<p><strong><em>Nota da redação: Antes de escrever o texto, Gerrá disse que estava meio lombrado. De férias, ele mandou algumas correções para o blog, com as devidas explicações. Justificou que tinha tomado umas e outras e pediu desculpas aos atentos leitores. Creio, contudo, que nosso economista gazeou aula de geometria. Ou será desenho? </em></strong></p>
<p><strong>Por Gerrá da Zabumba</strong>, do blog do Santinha</p>
<p>Semana passada, recebi um e-mail com um link do Blog do Torcedor. O assunto se referia a novos uniformes para o Santa Cruz. Lá estava dito que um novo padrão vai ser lançado no mês de dezembro deste ano. Entendo pouca coisa de marketing. Tenho a vaga lembrança que já paguei umas duas ou três cadeiras desta disciplina. Uma delas, num curso de pós-graduação. Sim, nunca me animei para saber sobre design de modas. Não sei qual é a estratégia dos marqueteiros do Santa, mas vou dizer uma coisa: eu acho um saco esse negócio de todo ano se fazer uma camisa nova pro time.</p>
<p>Alguns até reclamam que fica difícil desembolsar todo ano uma grana para comprar novas camisas. Não entro no mérito desta questão, o custo. O torcedor que não tem grana continuará comprando sua camisa no camelô. Assim como faz um bocado de gente que compra DVD pirata. Também não entro na questão da boniteza, pois, gosto e sovaco, cada um tem o seu.</p>
<p>O chato pra mim é que não se consegue dar uma identidade de uniforme ao clube. Quando a gente está se acostumando com um modelo de padrão, eis que surge um cientista do marketing, um designer ou alguém metido a estilista, e inventa uma camisa nova. O pior de tudo é que os caras que fazem isto esquecem de alguns detalhes, que para mim são importantíssimos. Por exemplo, uma das camisas de treino do Santa Cruz, fornecida pela penalty, tem as costas alvi-rubra.</p>
<p>Desde que eu me entendo de gente, desde que me acostumei a ir ao estádio José do Rêgo Maciel, aprendi que o nosso Santa Cruz tem três modelos de camisas oficiais. A branca com listras horizontais, sendo uma preta e a outra <strong>vermelha</strong>. A cobra coral, que é a de listras horizontais pretas, brancas e vermelhas. E a camisa com listras verticais.</p>
<p> </p>
<div id="attachment_5252" class="wp-caption alignleft" style="width: 290px"><img class="size-medium wp-image-5252 " title="camisa2" src="http://www.blogdosantinha.com/wp-content/uploads/2009/10/camisa2-350x277.jpg" alt="Uniformes de sucesso, como o de Joãozinho, saíram do mercado" width="280" height="222" /><p class="wp-caption-text">Uniformes de sucesso, como o de Joãozinho, saíram do mercado</p></div>
<p>Lembro que há pouco tempo atrás, acho que em 2007 ou 2008, a torcida clamou pela volta das camisas com listras V<strong>ERTICAIS. </strong>Aquelas usadas na gloriosa década de 70. Meu amigo Joãozinho tem uma bem antiga que eu sou doido para comprar. Pois bem, as camisas voltaram e foi um sucesso de vendas. De repente, as camisas horizontais desapareceram do mercado.</p>
<p>Pra quem não sabe, a camisa com listras verticais está prevista no estatuto do clube. Lá no art. 4º, do capítulo II, diz que a camisa com listras <strong>VERTICAIS</strong> é o nosso segundo padrão oficial. Se alguém souber da existência desta camisa, me avise, por favor!</p>
<p>No e-mail que recebi, um dos trechos da notícia diz que a camisa branca sofrerá grandes alterações. Gostaria de saber quais são estas grandes alterações.</p>
<p>Tenho esta curiosidade, visto que no item III, do art. 4º, do capítulo II, do Estatuto do Santa Cruz Futebol Clube, diz assim: “III &#8211; UNIFORME 3 – Será a camisa toda branca, tendo à altura do peito a listra preta, seguida da listra branca, proporcionalmente mais estreita, e a vermelha, obedecendo-se as demais determinações do uniforme oficial”.</p>
<p>E digo mais, no Estatuto está previsto que são 3 uniformes oficiais. Na loja do clube, só tem dois modelos. Se eu estiver enganado, me corrijam. Senhores, pelo amor da divina Santa Cruz, façam camisas azuis, cor de jerimum, verde, preta, cinza, etc. Mas que estas sejam apenas camisas comemorativas. Nossas camisas oficiais estão disciplinadas no tão pisoteado Estatuto.Estilistas de plantão, respeitem o nosso estatuto.</p>
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		<title>Dor lírica de torcer e amar</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 13:00:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aline Moura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[<div id="attachment_5243" class="wp-caption aligncenter" style="width: 360px"><img class="size-medium wp-image-5243" title="Amor santa" src="http://www.blogdosantinha.com/wp-content/uploads/2009/10/Amor-santa1-350x307.jpg" alt="Coisa de poeta e de louco que todo mundo tem um pouco: &#34;Escrever feliz é mais difícil&#34; " width="350" height="307" /><p class="wp-caption-text">Dizer que &#34;escrever feliz é mais difícil&#34; é de lascar. Doidice de poetas e de loucos, como Thati </p></div>
<p><strong>Por Thatiana Pimentel</strong>, jornalista e estudante de Ciências Sociais</p>
<p>A felicidade ocupa espaço. Domina os pensamentos. Exige todas as nossas forças. Acredito até&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_5243" class="wp-caption aligncenter" style="width: 360px"><img class="size-medium wp-image-5243" title="Amor santa" src="http://www.blogdosantinha.com/wp-content/uploads/2009/10/Amor-santa1-350x307.jpg" alt="Coisa de poeta e de louco que todo mundo tem um pouco: &quot;Escrever feliz é mais difícil&quot; " width="350" height="307" /><p class="wp-caption-text">Dizer que &quot;escrever feliz é mais difícil&quot; é de lascar. Doidice de poetas e de loucos, como Thati </p></div>
<p><strong>Por Thatiana Pimentel</strong>, jornalista e estudante de Ciências Sociais</p>
<p>A felicidade ocupa espaço. Domina os pensamentos. Exige todas as nossas forças. Acredito até que o &#8220;ser feliz&#8221; já interrompeu um monte de carreiras de possíveis escritores de sucesso. Quando tudo anda bem, não existem tantos bons motivos para escrever. Colocar num papel o que a gente está sentindo ajuda a acalmar, a esclarecer, a diminuir a dor e até a dividi-la com outras pessoas. Quando a gente está realmente feliz, queremos mais é sentir e só. Nada de racionalizar, expressar, ordenar. Escrever feliz é difícil. Tanto quanto ser realmente feliz.</p>
<p>E o que isso tem a ver com o Santinha? Eu explico. O sofrimento é necessário e embeleza nossas vitórias. Na dor, muita coisa é explicada, muitos problemas resolvidos ou expostos e muitos sentimentos se intensificam. Um amor que não passou por momentos de incertezas e dúvidas nunca será tão forte quanto o amor que superou as maiores dificuldades. A ligação que temos pelo Santa Cruz, a quase adoração as cores do time, o orgulho que imprimimos na voz ao confessar “Sou tricolor”&#8230;isso tudo não muda com os percalços que nós, a torcida coral, temos enfrentado. Pelo menos, não deveria mudar.</p>
<p>Não estou dizendo que as coisas ruins que acontecem são sempre para o nosso bem. Mas, é preciso algumas lágrimas para a tinta da caneta funcionar. Contar a história, essa historia de amor, é muito mais bonito que dizer que tudo foram flores. Que graça teria amar um time perfeito? Que diferença faria? O que torna os tricolores realmente apaixonados, fieis e necessários ao time é que amamos o santinha apesar de tudo. Somos a torcida que espera. Que acredita. Muito mais que qualquer outra do Brasil. Quiçá do mundo. Somos como um Mário Quintana ou um Fernando Pessoa. Sofremos para continuar escrevendo, comentando, debatendo. Nossa dor é o que mais nos une.</p>
<p>Não estamos aqui só pelos títulos, pelos troféus, pelos gols. Vamos seguindo, empurrados pelas emoções que nos atormentam. Aquele não dormir depois de uma derrota. Aquele chorar quando achávamos que já estava tudo certo. Aquele rir da vitória inesperada. Isso nos une, nos liberta do nosso cotidiano. Ter um time, torcer por ele, é ter um mundo a parte para onde podemos viajar quando precisamos. Ou mesmo quando o próprio mundo precisa da gente. Não se engane. Futebol é ópio. É um vicio que nos alimenta, nos enlouquece, apazigua as dores mais reais, eleva nossa rotina medíocre. Precisamos mais do Santa Cruz, com todos seus defeitos, do que – talvez- ele precise de nós.</p>
<div id="attachment_5244" class="wp-caption alignleft" style="width: 277px"><img class="size-medium wp-image-5244" title="placar_santacruz_capa" src="http://www.blogdosantinha.com/wp-content/uploads/2009/10/placar_santacruz_capa1-267x350.jpg" alt="&quot;...Nas vezes em que a vitória combina com alguma realização pessoal, sentimos como se fosse algum sinal divino&quot;" width="267" height="350" /><p class="wp-caption-text">&quot;...Nas vezes em que a vitória combina com alguma realização pessoal, sentimos como se fosse algum sinal divino&quot;</p></div>
<p>Enquanto nos levantamos “arretados” e vamos trabalhar de cara feia por que o tricolor não se saiu tão bem como esperávamos, estamos tentando não pensar que o dinheiro anda curto, que tia Lúcia está doente, que o namoro não sai do lugar. E, nas vezes em que a vitória combina com alguma realização pessoal, sentimos como se fosse algum sinal divino. “As coisas vão melhorar. Vai dar certo dessa vez!”. Chegamos ao absurdo de acreditar que aquele jogo mudou porque fomos ao estádio. Porque eu, ou você, estávamos lá. Nossa sorte. Nosso caminho cruzado.</p>
<p>No fim, no fundo, sabemos que dias bons virão. E dias melhores que bons. E dias ruins. E épocas confusas. E tudo vai ser enfrentado. Tudo vai ser resolvido. Tudo vai encontrar seu lugar. Sentamos e rezamos silenciosamente para encontrar uma solução. E no meio desse esforço mental, nossa vida acaba se resolvendo por si só. A poeira vai assentando enquanto estamos assistindo um jogo pela televisão. As coisas voltam a fazer sentindo enquanto estamos dormindo enrolados numa bandeira tricolor após beber todas as cervejas do bar. Não deixa de ser doloroso. Não deixa de ser ridículo. Mas, não deixa de ser maravilhoso.</p>
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