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A NARRATIVA DE RAYMOND AHELLIO</title><content type="html">&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-60GN2wwOY-Q/TyJlq5epxpI/AAAAAAAAV2A/ncw41vcFpa8/s1600/678733.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 268px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-60GN2wwOY-Q/TyJlq5epxpI/AAAAAAAAV2A/ncw41vcFpa8/s400/678733.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5702231865862768274" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os discípulos do Cristo, mesmo no jardim de Getsemani, enquanto o seu Mestre rezava pela última vez, dormiam. Isto diz tudo. Mas compreendem-no os homens? Tomam o fato como uma figura de retórica, uma metáfora. Não vêem de forma nenhuma que isto deve ser tomado à letra. E também aqui é fácil compreender porquê. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Louis Pauwels e Jacques Bergier. DIFEL&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ser-lhes-ia necessário despertar um pouco, ou pelo menos tentá-lo. De fato, foi-me várias vezes perguntado por que motivo os Evangelhos nunca falam do sono... Fala-se em todas as páginas. Isto apenas prova que as pessoas lêem os Evangelhos a dormir. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em regra geral, que é necessário para despertar um homem adormecido? É necessário um bom choque. Mas quando um homem está profundamente adormecido, um único choque não é suficiente. Um longo período de choques incessantes torna-se necessário. Por conseqüência, é preciso alguém para administrar esses choques. Eu já disse que o homem desejoso de despertar deve procurar o auxílio que se encarregará de o sacudir durante muito tempo. Mas quem pode ele procurar, se toda a gente dorme? Ele procura alguém que o desperte, mas esse também adormece em breve. Qual será a sua utilidade? Quanto ao homem realmente capaz de se manter desperto, recusará provavelmente perder o seu tempo a despertar os outros: pode ter trabalhos a fazer muito mais interessantes. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há também a possibilidade de despertar por processos mecânicos. Pode usar-se um despertador. A desgraça quer que nos habituemos, depressa demais, seja a que despertador for: deixamos de o ouvir, muito simplesmente. São portanto necessários vários despertadores, com campainhas diferentes. O homem deve literalmente rodear¬se de despertadores que o impeçam de dormir. E aqui surgem mais dificuldades. Os despertadores precisam de corda; para lhes dar corda é preciso lembrar-se, para nos lembrarmos é necessário acordar várias vezes. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas eis o pior: um homem habitua-se a todos os despertadores e, após um certo tempo, ainda dorme melhor. Por conseqüência, os despertadores devem ser continuamente mudados, é necessário inventar constantemente novos. Com o tempo, isto pode auxiliar um homem a acordar. Ora, há muito poucas probabilidades de que ele faça todo esse trabalho de inventar, dar corda e mudar todos esses despertadores por si próprio, sem auxílio exterior. É muito mais provável que ao começar esse trabalho ele não tarde em adormecer e que, durante o sono, sonhará que inventa despertadores, que lhes dá corda, que os muda - e, como já disse, cada vez dormirá melhor. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Portanto, para despertar é preciso uma conjugação completa de esforços. É indispensável que haja alguém para despertar o adormecido; é indispensável que haja alguém para vigiar aquele que acorda; é necessário ter despertadores, e é igualmente necessário inventar constantemente novos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas para levar a bom termo este empreendimento e obter resultados, devem trabalhar várias pessoas em conjunto. Um homem sozinho nada pode fazer. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes de mais nada, precisa de auxílio. Mas um homem sozinho não pode contar com auxílio. Aqueles que são capazes de auxiliar avaliam o seu tempo por um preço muito alto. E naturalmente preferem ajudar, digamos, vinte ou trinta pessoas desejosas de despertar, a uma só. Para mais, como já disse, um homem pode muito bem enganar-se a respeito do seu despertar, tomar como despertar aquilo que não passa de um novo sonho. Se algumas pessoas decidem lutar em conjunto contra o sono, despertar-se-ão mutuamente. Acontecerá muitas vezes que uma vintena de entre elas dormirão, mas a vigésima primeira despertará, e acordará as outras. Dar-se-á o mesmo com os despertadores. Um homem inventará um despertador, um segundo inventará outro, após o que poderão fazer uma troca. Todos juntos podem ser de grande auxílio uns para os outros, e sem esse auxílio mútuo nenhum deles pode conseguir seja o que for. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Portanto um homem que pretende despertar deve procurar outras pessoas que desejem igualmente acordar, a fim de trabalhar com elas. Mas isto é mais facilmente dito que feito, porque o empreendimento de tal trabalho e a sua organização exigem um conhecimento que o homem vulgar não possui. O trabalho deve ser organizado e deve haver um chefe. Sem essas duas condições, o trabalho não pode dar os resultados esperados, e todos os esforços serão vãos. As pessoas poderão torturar-se mas essas torturas não as farão despertar. Parece que para certas pessoas nada é mais difícil de compreender. Por elas próprias e por sua iniciativa podem ser capazes de grandes esforços, mas os seus primeiros sacrifícios devem ser obedecer a outro: nada no mundo as conseguirá persuadir disso. E não querem admitir que todos os seus sacrifícios, neste caso, de nada servem. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O trabalho deve ser organizado. E só o pode ser por um homem que conheça os seus problemas e os seus objetivos, que conheça os seus métodos, tendo ele próprio passado, no seu tempo, por semelhante trabalho organizado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estas opiniões de Gurdjieff estão insertas na obra de P. D. Ouspensky: Fragments d'um Enseignement Inconnu. Ed. Stock, Paris, 1950. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;OS MEUS PRIMEIROS TEMPOS NA ESCOLA GURDJIEFF &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Peguem num relógio, diziam-nos, e olhem para o ponteiro grande tentando manter a consciência de vós próprios e concentrar-se neste pensamento: Eu sou Louis Pauwels e estou aqui neste momento. Tente pensar apenas nisto, siga os movimentos do ponteiro grande mantendo a própria consciência do seu nome, da sua existência e do local onde se encontra. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao princípio, isto parecia simples e até um pouco ridículo. Evidentemente que posso manter presente no espírito a idéia de que me chamo Louis Pauwels e de que estou aqui, neste momento a ver deslocar-se muito lentamente o ponteiro grande do meu relógio. Depois apercebo-me de que esta idéia não se mantém muito tempo imóvel em mim, que começa a tomar mil formas e a correr em todos os sentidos, como os objetos que Salvador Dali pintava, transformados em lama movediça. Mas tenho ainda de reconhecer que não me pedem que mantenha viva e fixa uma idéia, mas uma percepção. Não me pedem apenas que pense que existo, mas que saiba, que tenha desse fato um conhecimento absoluto. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ora eu sinto que isso é possível e que poderia produzir-se em mim, trazendo-me qualquer coisa de novo e importante. Descubro que mil pensamentos ou sombras de pensamentos, mil sensações, imagens e associações de idéias perfeitamente estranhas ao objeto do meu esforço me assaltam sem cessar e me desviam do esforço que faço. Por vezes é o ponteiro que prende toda a minha atenção e, ao olhá-lo, perco¬me de vista. Por vezes é o meu corpo, uma crispação da perna, um pequeno movimento na barriga que me faz deixar a agulha e ao mesmo tempo a minha própria pessoa. Por vezes ainda creio ter feito parar o meu pequeno cinema interior, eliminado o mundo exterior, mas apercebo-me então que acabo de mergulhar numa espécie de sono do qual o ponteiro desapareceu, do qual eu próprio desapareci e durante o qual as imagens continuam a sobrepor-se umas às outras, assim como as sensações, as idéias, como que atrás de um véu, como num sonho que se desbobina por sua conta enquanto eu durmo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por vezes, finalmente, por uma fração de segundo, sou eu próprio a olhar esse ponteiro, sou totalmente, completamente. Mas, na mesma fração de segundo, felicito¬me por o ter conseguido; se assim o posso dizer, o meu espírito aplaude, e imediatamente a minha inteligência, apossando-se da vitória para dela se congratular, compromete-a irremediavelmente. Finalmente despeitado mas sobretudo esgotado, fujo à experiência com precipitação, pois parece-me que acabo de viver os minutos mais difíceis da minha existência, que acabo de ser privado de ar até ao limite da resistência. Como aquilo me pareceu longo! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ora não se passaram mais de dois minutos e, em dois minutos, só tive uma verdadeira percepção de mim próprio durante três ou quatro súbitas e imperceptíveis revelações. Eu devia portanto admitir que nós quase nunca estamos conscientes de nós próprios e que quase nunca temos consciência da dificuldade de ser consciente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O estado de consciência, diziam-nos, é antes de mais o estado do homem que sabe enfim que não está quase nunca consciente e que, portanto, aprende pouco a pouco quais são os obstáculos que se opõem, nele próprio, aos esforços que faz. À luz daquele pequenino exercício sabem agora que um homem pode ler uma obra, por exemplo, aprovar, aborrecer-se, protestar ou entusiasmar-se, sem ter a mínima consciência do fato, e portanto sem que nada da leitura se dirija verdadeiramente a ele próprio. A sua leitura é um sonho acrescentado aos seus próprios sonhos, um desbobinamento no perpétuo desbobinar do inconsciente. Pois a nossa verdadeira consciência pode estar e está quase sempre - completamente ausente de tudo o que fazemos, pensamos, queremos, imaginamos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Compreendo então que há muito pouca diferença entre o estado em que estamos durante o sono e aquele em que nos encontramos no estado de vigília vulgar, quando falamos, agitamos, etc. Os nossos sonhos tornaram-se invisíveis, como as estrelas quando o dia nasce, mas continuam presentes e nós continuamos a viver sob a sua influência. Nós apenas adquirimos, após o despertar, uma atitude crítica para com as nossas próprias sensações, pensamentos mais ordenados, ações mais disciplinadas, maior vivacidade de impressão, de sentimentos, de desejos, mas continuamos na não-consciência. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não se trata do verdadeiro despertar, mas do sono desperto, e é nesse estado de sono desperto que se desenrola toda a nossa vida. Ensinavam-nos que era possível despertarmos completamente, adquirir o estado de consciência de nós próprios. Nesse estado, como o entrevi durante o exercício com o relógio, era-me possível ter, a respeito do funcionamento do meu pensamento, do desenrolar das imagens, idéias e sensações, dos sentimentos e dos desejos, um conhecimento objetivo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse estado, eu podia tentar e desenvolver um esforço real para examinar, suspender de tempos a tempos e alterar esse desenrolar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E esse próprio esforço, diziam-me, criava em mim uma certa subsistência. Esse próprio esforço não chegava aqui ou ali. Bastava-lhe ser para que se criasse e acumulasse em mim a própria subsistência do meu ser. Era-me dito que poderia então, possuindo um ser fixo, alcançar a consciência objetiva e ter assim, não apenas de mim próprio, mas dos outros homens, das coisas e do Mundo inteiro, um conhecimento totalmente objetivo, um conhecimento absoluto. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Monsieur Gurdjieff. Ed. du Seuil, Paris, 1954 &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A NARRATIVA DE RAYMOND AHELLIO &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando, na atitude natural que é a da totalidade dos seres existentes, vejo uma casa, a minha percepção é espontânea, é essa casa que eu percebo e não a minha própria &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;percepção. Pelo contrário, na atitude transcendental é a minha própria percepção que é percebida. Mas essa percepção da percepção altera radicalmente o estado primitivo. O estado vivido, ingênuo a princípio, perde a sua espontaneidade precisamente pelo fato de a nova reflexão tornar como objeto o que a princípio era estado, e não objeto, e de, entre os elementos da minha nova percepção, figurarem não apenas os da casa como casa, como ainda os da própria percepção como fluxo vivido. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o que importa essencialmente nessa alteração é que a visão concomitante que eu tenho, nesse estado birreflexivo, ou antes, reflexo-reflexivo, da casa que foi o meu motivo original, longe de estar perdida, afastada ou embrulhada por essa interposição da minha percepção segunda perante a sua percepção primária, se encontra paradoxalmente intensificada, mais nítida, mais presente, mais carregada de realidade objetiva do que antes. Achamo-nos aqui perante um fato injustificável para a pura análise especulativa: o da transfiguração da coisa como fato de consciência, da sua transformação, como dizemos depois, em sobre-coisa, da sua passagem do estado de ciência ao estado de conhecimento. Este fato é geralmente desconhecido, embora seja o mais impressionante de toda a experimentação fenomenológica real. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todas as dificuldades com que a fenomenologia vulgar esbarra, como aliás, todas as teorias clássicas do conhecimento, residem no fato de elas considerarem o conjunto consciência-conhecimento (ou mais exatamente consciência-ciência) capaz de esgotar sozinho a totalidade do vivido, quando na realidade seria necessário considerar a tríade conhecimento-consciência-ciência -a única que permite um verdadeiro enraizamento ontológico da fenomenologia. E, decerto, nada pode tornar evidente essa transfiguração, exceto a experiência direta e pessoal do próprio fenomenologista. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas ninguém pode pretender ter compreendido a verdadeira fenomenologia transcendental se não tiver praticado essa experiência com êxito e não tiver sido ele próprio iluminado. Mesmo que fosse o dialético mais subtil, o logístico mais hábil, aquele que a não viveu, e que portanto não viu outras coisas sob a aparência das coisas, só pode fazer discursos sobre a fenomenologia, mas não assumir uma atividade realmente fenomenológica. tomemos um exemplo mais preciso. Tão longe quanto as minhas recordações podem ir, sempre soube distinguir as cores, o azul, o vermelho, o amarelo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A minha vista via-as, tinha a experiência latente. Claro, a minha vista não fazia interrogações a respeito delas, e aliás como poderia fazer interrogações? A sua função é ver, não a de se ver na função de ver, mas o meu próprio cérebro estava como que adormecido, não era de forma nenhuma o olho do olho, mas um simples prolongamento desse órgão. Portanto, eu dizia simplesmente, e quase sem pensar: isto é um belo vermelho, um verde um pouco apagado, um branco brilhante. Um dia, há alguns anos, ao passear pelas vinhas das encostas que dominam o lago Leman e que formam um dos mais belos locais do Mundo, tão belo mesmo e tão vasto que o Eu, à força de ali ser dilatado, se sente dissolvido e, bruscamente, se reapossa de si próprio e se exalta, deu-se um súbito e para mim extraordinário acontecimento. O ocre da encosta abrupta, o azul do lago, o roxo dos montes de Sabóia, e ao fundo as geleiras resplandecentes do Grand-Combin, vira-os eu cem vezes. Soube pela primeira vez que nunca os olhara. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto vivia há três meses. E, claro, desde o primeiro instante, aquela paisagem deslumbrara-me, mas o que em mim lhe respondia não era mais que uma exaltação confusa. Claro, o Eu do filósofo é mais forte que todas as paisagens. O sentimento angustiante de beleza não passa de um assenhoreamento pelo Eu, que se fortifica, da distância infinita que dela nos separa. Mas naquele dia, bruscamente, soube que eu próprio criava aquela paisagem, que ela nada era sem mim: Sou eu que te vejo, e que me vejo a ver-te, e que, ao ver-me, te faço. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este verdadeiro grito interior é o grito do demiurgo quando da sua criação do mundo. Não é apenas a suspensão de um antigo mundo, mas a projeção de um novo. E nesse momento, de fato, o mundo foi recriado. Nunca eu vira semelhantes cores. Eram cem vezes mais intensas, mais matizadas, mais vivas. Senti que acabava de adquirir o sentido das cores, que interpretava as cores, que nunca até ali vira realmente um quadro ou penetrara no universo da pintura. Mas soube igualmente que, por esse chamamento da minha consciência, por essa percepção da minha percepção, conseguira a chave desse mundo da transfiguração que não é outro mundo misterioso, mas o verdadeiro mundo, aquele de que a natureza nos conserva exilados. Nada de comum, evidentemente, com a atenção. A transfiguração é completa, a atenção não. A transfiguração conhece-se na sua suficiência certa, a atenção tende para uma suficiência eventual. Não se pode dizer, evidentemente, que a atenção seja vazia. Pelo contrário, é não-vazia. Mas o não-vazio não é a plenitude. Quando regressei à aldeia, nesse dia, as pessoas com que me cruzava estavam na sua maior parte atentas ao trabalho: no entanto todas me pareceram sonâmbulas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Raymond Abellio: Cahiers du Cercle d'Études Métaphysiques. (Publicação interior - 1954). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ADMIRÁVEL TEXTO DE GUSTAV MEYRINCK &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A chave que nos tornará mestres da natureza interior ficou enferrujada desde o dilúvio. Ela chama-se: velar. Velar é tudo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O homem está firmemente convencido de que vela; mas na realidade, é apanhado numa rede de sono e de sonho que ele próprio teceu. Quanto mais apertada é essa rede, mais poderosamente reina o sono, Aqueles que estão presos nas suas malhas são os adormecidos que caminham através da vida como rebanhos de animais levados para o matadouro, indiferentes e sem pensamentos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Imagem: O CAMINHANTE. Ter, 24 de Novembro de 2009 18:26; Escrito por RODOLFO ANTONIO ...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;textolivre.com.br&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148170167381331016-4736434683429003272?l=xfilesmisterioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/joYrWRXweYNeIrPCg_6lxnJe3bw/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/joYrWRXweYNeIrPCg_6lxnJe3bw/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/joYrWRXweYNeIrPCg_6lxnJe3bw/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/joYrWRXweYNeIrPCg_6lxnJe3bw/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/BlHIU/~4/PQpa-yXf6lg" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://xfilesmisterioso.blogspot.com/feeds/6738737736318243405/comments/default" title="Enviar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://xfilesmisterioso.blogspot.com/2012/01/misterioso-aviao-robotico-esta-no.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7148170167381331016/posts/default/6738737736318243405?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7148170167381331016/posts/default/6738737736318243405?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/BlHIU/~3/PQpa-yXf6lg/misterioso-aviao-robotico-esta-no.html" title="Misterioso avião robótico está no espaço há 10 meses" /><author><name>Gil Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14071084893514472462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-st0V4_9wp8I/TeaRq2cg7qI/AAAAAAAAQvg/FMUx3xLRsCE/s220/O%2BCONDE%2BMONTE%2BCRISTO1.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-t_aq4PnwyaQ/TyHLCCxMdpI/AAAAAAAAV1E/aJhQ4c1aSsk/s72-c/Boeing-X-37B.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://xfilesmisterioso.blogspot.com/2012/01/misterioso-aviao-robotico-esta-no.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DkEDQXg8cCp7ImA9WhRUFkw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148170167381331016.post-5753454194116877707</id><published>2012-01-26T13:50:00.001-08:00</published><updated>2012-01-26T13:51:10.678-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-26T13:51:10.678-08:00</app:edited><title>A Estrela de Belém foi uma estrela, um cometa ou um milagre?</title><content type="html">&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-C8BjGyEVHsI/TyHKxlfkAVI/AAAAAAAAV04/2fW0Hp6Hv6A/s1600/TZ-Star-of-Bethlehem.grid-6x2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-C8BjGyEVHsI/TyHKxlfkAVI/AAAAAAAAV04/2fW0Hp6Hv6A/s400/TZ-Star-of-Bethlehem.grid-6x2.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5702061556454654290" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muitos fatores complicam a versão sobre a Estrela de Belém, incluindo a incerteza da data exata do nascimento de Cristo e a terminologia usada para descrever eventos astrológicos há cerca de 20 séculos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por exemplo, qualquer objeto que atraísse atenção suficiente era chamado de “estrela”. Meteoros eram “estrelas cadentes”; cometas eram “estrelas ‘cabeludas’” e os planetas eram “estrelas caminhantes”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Bíblia nos oferece algumas referências históricas, como o Rei Herodes. Estudos modernos sugerem que ele morreu entre os anos quatro e um antes de Cristo, pelo nosso calendário presente. Conta-se que os Magos visitaram o rei pouco antes de ele morrer, e o nascimento de Cristo e o aparecimento da famosa estrela aconteceram logo depois disso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E é muito difícil que Jesus tenha nascido no fim de dezembro. Uma passagem bíblica, de São Lucas, diz: “Naquela região havia pastores que estavam passando a noite nos campos, tomando conta dos rebanhos de ovelhas”. Isso indica que era primavera, época em que os pastores da Judeia cuidavam dos novos animais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em tempos antigos, 25 de dezembro era a data do famoso festival romano de Saturnália. Presentes eram trocados; casas, ruas e prédios decorados; pessoas iam para casa e todos ficavam em clima de festa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já foi dito que os primeiros cristãos escolheram a época desse festival para evitar atenção e escapar das perseguições. Quando o imperador romano Constantino adotou oficialmente o Cristianismo, no século quatro, a data do Natal permaneceu no dia 25.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E é quase certeza que o nascimento de Cristo não aconteceu há 2011 anos. Nossa atual cronologia, com anos a.C e d.C, foi adotada pelo abade romano Dionysius Exiguus em 523 d.C. Infelizmente, ele fez dois erros grandes nos cálculos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O primeiro foi colocar o ano “um” depois de Cristo imediatamente depois do ano “um” antes de Cristo, esquecendo completamente do zero. Na época, o “zero” não era considerado um número. Então, o ano três, por exemplo, matematicamente falando é o dois.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O segundo foi aceitar a declaração de Clemente de Alexandria de que Jesus nasceu no ano 28 do reinado do imperador romano César Augusto. Mas Dionysius não levou em conta que durante os quatro primeiros anos desse reinado, o imperador era conhecido pelo seu nome original, Otaviano, até que o senado o proclamasse “Augusto”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então apenas aqui já temos um erro de quatro anos, mas agora nossa cronologia está muito avançada para ser modificada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para os anos do aparecimento da Estrela, muitos astrônomos e estudiosos da Bíblia acreditam que deve ter ocorrido entre os anos sete e dois a.C. Então esse é o período que devemos explorar para determinar se algo estranho aconteceu no céu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que foi a Estrela?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pelo menos quatro teorias já foram divulgadas, de um ponto de vista astronômico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A primeira diz que a Estrela foi um incomum meteoro de fogo avistado no horizonte. Mas como sabemos, um objeto como esse passa pelo céu em uma questão de segundo – muito pouco para guiar os Magos até a cidade de Belém. Então podemos deixar essa para trás.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não tão simples assim é a possibilidade de que a Estrela era um cometa brilhante. Objetos como esse ficam visíveis a olho nu por semanas, a partir do anoitecer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O famoso cometa Halley, que passou pela última vez no começo de 1986, ficou brilhando no céu entre agosto e setembro do ano 11 a.C. Mas muitas autoridades não concordam com essa teoria, devido às falhas de tempo. E parece estranho que outro cometa com tamanha duração tenha passado despercebido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além disso, comentas eram vistos como presságios ruins, indicando fome e enchentes, assim como a morte – não o nascimento – dos reis e monarcas. Os romanos, para marcar a morte do General Agrippa, por exemplo, usaram a aparição do cometa Halley como marco. Com esse ponto de visão, a aparição de um cometa não seria um aviso do nascimento de um novo rei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez a reposta mais simples seja uma nova, ou supernova. As primeiras são estrelas que aumentam muito seu brilho por um período curto de tempo, e acontecem mais frequentemente. Já as supernovas, mais raras, são as famosas explosões estelares.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse tipo pode ser avistado mesmo durante o dia. Em nossa galáxia, no último milênio, quatro supernovas brilhantes ocorreram: em 1006, 1054, 1572 e 1604.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar de essa ser a explicação mais satisfatória para a Estrela de Belém, há um grande problema: de que não há nenhum registo de uma nova brilhante durante o período apontado para a viagem dos Reis Magos. Apenas um registro aparece para uma nova, no ano 5 a.C. Mas os chineses, que a notaram, não afirmam ter sido um grande evento, com muito brilho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Peregrinações planetárias?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A última possibilidade é de outros planetas visíveis a olho nu. É pouco provável que os Magos tenham confundido um ou mais planetas familiares com uma estrela. Entretanto, algumas conjunções às vezes acontecem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez um agrupamento de dois ou três planetas tenha criado uma figura geométrica atraente, entre os anos sete e dois a.C. Vale dizer que tal evento seria bem raro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um evento parecido que temos conhecimento é o agrupamento de Marte, Júpiter e Saturno, na constelação de Peixes, no ano seis a.C.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outra explicação possível para a Estrela de Belém é a conjunção tripla de Júpiter e Saturno, entre maio e dezembro no ano sete a.C.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não há dúvida da visibilidade desses eventos, geralmente opostos ao sol durante a noite. Com certeza os Magos teriam notado que os planetas são se separaram muito durante as três conjunções. De fato, por oito meses consecutivos – o tempo estimado para uma viagem de 800 quilômetros entre a Babilônia e a Judeia – Júpiter e Saturno ficaram com três graus de separação, entre o fim de abril do ano sete a.C. e começo de janeiro do ano seis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas talvez nenhum agrupamento planetário se iguale ao dos dois planetas mais brilhantes, Vênus e Júpiter. E se levarmos em conta o único comentário sobre a Estrela, em São Mateus, a aparência era de duas estrelas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez o sinal dos Magos veio da constelação de Leão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para os antigos israelitas, essa constelação era considerada significativa e sagrada. Uma conjunção muito próxima entre Vênus e Júpiter teria sido visível no céu do Oriente Médio em 12 de agosto do ano três a.C.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E esse evento teria sido avistado tanto no leste, pelos persas, quanto no oeste, explicando a frase ambígua de São Mateus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vênus acabou sumindo com o sol, mas Júpiter e Leão continuaram no céu noturno durante dez meses. Nesse tempo, outras conjunções planetárias ocorreram, todas de grande importância para a época.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durante algum tempo, na primavera do ano dois a.C., os Magos tiveram sua audiência com o Rei Herodes, que os questionou sobre o que haviam visto. É claro que nem ele nem seus conselheiros viram algo, já que ela apareceu entre quatro e cinco da manhã, hora em que estavam dormindo. Assim, o Rei enviou os Magos em sua busca por Cristo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então, durante o mês de julho do ano dois a.C., Vênus retornou para a mesma região do céu, com ainda mais brilho. Os Magos com certeza perceberam isso, e no dia 17, Júpiter e Vênus pareceram ainda mais juntos do que em agosto passado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A astronomia pode nos dizer se essas conjunções ocorreram. Mas se alguém as observou, e se os Magos realmente fizeram sua jornada, já é outra questão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma ocorrência sobrenatural?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E finalmente, a Estrela de Belém foi um milagre?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hubert J. Bernhard, que por muitos anos foi professor no Planetário Morrison, em São Francisco, EUA, fez uma série de quatro álbuns em 1967 para educar e popularizar a astronomia. Eles receberam o nome de “Série de Aulas do Planetário”, e um dos tópicos falava sobre a famosa Estrela. No final desse trecho, Bernhard dizia o seguinte:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Se você aceita a história contada na Bíblia como verdade literal, então a Estrela do Natal talvez não tenha sido uma aparição natural. Seu movimento pelo céu e habilidade de se manter e marcar um local indica que não foi um fenômeno natural, mas um sinal sobrenatural. Algo que a ciência nunca vai conseguir explicar”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De fato, esse é um mistério que a ciência moderna nunca conseguiu desvendar. A astronomia já nos levou o mais longe possível. A decisão final é sua. No que você acredita? [MSN]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;http://hypescience.com/a-estrela-de-belem-foi-uma-estrela-um-cometa-ou-um-milagre/?utm_source=feedburner&amp;amp;utm_medium=email&amp;amp;utm_campaign=Feed%3A+feedburner%2Fxgpv+%28HypeScience%29&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hypescience&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148170167381331016-5753454194116877707?l=xfilesmisterioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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O espírito humano em ação utiliza uma máquina complexa,</title><content type="html">&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-DErf6_Xx6ek/Tx--JuQtoiI/AAAAAAAAVus/OiTZlHGW690/s1600/95912259.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 243px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-DErf6_Xx6ek/Tx--JuQtoiI/AAAAAAAAVus/OiTZlHGW690/s400/95912259.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701484727520567842" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que nós pensamos, pelo contrário, é que Cayce, Ramanujão, Boscovitch são espíritos que se mantiveram entre nós (e para onde iriam?), mas que funcionaram a uma velocidade extraordinária. Não é uma questão de diferença de nível, mas de velocidade. Outro tanto diremos dos espíritos místicos mais elevados. Os milagres estão na aceleração, tanto na física nuclear como na psicologia. É a partir dessa noção que é necessário estudar o terceiro estado de consciência, ou estado de vigília, segundo supomos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Louis Pauwels e Jacques Bergier. DIFEL&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, se esse estado de vigília é possível, e se não é um dom vindo do céu, uma espécie de graça de Deus, mas está contido no equipamento do cérebro e do corpo, esse equipamento, uma vez posto em serviço, não poderá também modificar em nós outras coisas além da inteligência? Se o estado de vigília é uma propriedade de qualquer sistema nervoso superior, essa ativação deveria poder reagir em todo o corpo, dando-lhe estranhos poderes. Todas as tradições ligam ao estado de vigília a existência de poderes anormais: a imortalidade, a levitação, a ação à distância sobre os objetos, etc. Mas não serão esses poderes apenas imagens do que o espírito pode, quando mudou de estado no domínio do conhecimento? Ou serão realidades? Talvez tenha havido alguns possíveis casos de levitação. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também não temos no que respeita a imortalidade, devidamente esclarecido o caso Fulcanelli. É tudo o que podemos dizer com honestidade sobre o assunto. Não temos em nosso poder nenhuma prova experimental. Ousaremos confessar, por fim, que o caso só vagamente nos interessa. Não é o esquisito que nos chama a atenção, mas o fantástico. Essa questão dos poderes paranormais, aliás, mereceria ser abordada de uma forma muito diferente. Não do ponto de vista da lógica cartesiana (que Descartes, se hoje fosse vivo, seria o primeiro a repudiar), mas do ponto de vista da ciência aberta de agora. Olhemos as coisas com o olhar de um ser vindo do exterior que desembarcasse no nosso planeta: a levitação existe, a visão à distância existe, o homem tem o dom da ubiqüidade, o homem apossou-se da energia universal. O avião, o radiotelescópio, a televisão e a pilha atômica existem. Não são produtos naturais: são criações do espírito humano. Esta observação pode parecer pueril: mas é vivificante. O que é pueril é atribuir tudo ao homem sozinho. O homem isolado não tem o dom da ubiquidade, não levita, não possui a visão à distância, etc. De fato, é a sociedade humana, e não o indivíduo, que possui esses poderes. Mas a noção de indivíduo talvez seja uma noção pueril, e a tradição, com as suas lendas, talvez se exprimisse em nome do conjunto humano, em nome do fenômeno humano... &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O senhor está a brincar! Está a falar-nos de máquinas! Eis o que dirão em conjunto os racionalistas que se apóiam em Descartes e os ocultistas que se apóiam na tradição. Mas a que se dá o nome de máquinas? Eis aqui uma questão que merece ser analisada de mais perto. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Algumas linhas traçadas a tinta sobre um pergaminho serão uma máquina? Ora a técnica dos circuitos impressos, que a eletrônica moderna emprega vulgarmente, permite realizar um receptor de ondas composto por linhas traçadas com duas tintas que contêm uma grafite, outra cobre. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma pedra preciosa será uma máquina? Não, responde o coro. Ora a estrutura cristalina de uma pedra preciosa é uma máquina complexa e utiliza-se o diamante como detector de radiações atômicas. Os cristais artificiais, ou transistores, substituem simultaneamente as lâmpadas eletrônicas, os transformadores, as máquinas giratórias elétricas do tipo comutadoras a elevação de voltagem, etc. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O espírito humano, nessas criações técnicas mais subtis e mais eficazes, emprega processos cada vez mais simples. O senhor está a jogar com as palavras, exclama o ocultista. Eu estou a falar das manifestações do espírito humano sem qualquer espécie de intermediário. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É ele que joga com as palavras. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ninguém jamais registrou uma manifestação do espírito humano que não utilizasse qualquer máquina. Essa idéia do espírito em si é uma perniciosa fantasmagoria. O espírito humano em ação utiliza uma máquina complexa, elaborada em três bilhões de anos de evolução: o corpo humano. E esse corpo nunca está só, não existe só: está ligado à Terra e ao cosmos inteiro por mil laços materiais e energéticos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sabemos tudo a respeito do corpo. Não sabemos tudo das suas relações com o Universo. Ninguém poderia dizer quais são os limites da máquina humana, e de que forma a poderia empregar um espírito que a utilizasse no máximo das suas possibilidades. Não sabemos tudo a respeito das forças em circulação nas profundezas de nós próprios e em redor de nós, na Terra, em redor da Terra, na vastidão do cosmos. Ninguém sabe quais são as forças naturais simples, ainda não suspeitadas e no entanto ao alcance da mão, que um homem dotado de uma consciência desperta e de uma apreensão da natureza mais direta que a da nossa inteligência linear poderia utilizar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Forças naturais simples. Vejamos ainda as coisas com o olhar bárbaro e lúcido do estrangeiro do exterior: nada é mais simples, mais fácil de realizar do que um transformador elétrico. Os egípcios da mais remota antiguidade poderiam muito bem tê¬los construído, se tivessem conhecido a teoria eletromagnética. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nada mais fácil do que a libertação da energia atômica. Basta um sal de urânio puro na água pesada, e pode obter-se água pesada tornando a destilar durante vinte e cinco ou cem anos a água vulgar. A máquina de predizer as marés de lorde Kelvin (1893), de onde partiram os nossos computadores analógicos e toda a nossa cibernética, era composta por roldanas e pedaços de guita. Os Sumerianos poderiam tê-la construído. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta é uma forma de ver que dá novas dimensões ao problema das civilizações desaparecidas. Se existiram, no passado, homens que atingiram o estado de vigília, e se aplicaram os seus poderes não só na religião, na filosofia ou na mística, como também no conhecimento objetivo e na técnica, é perfeitamente natural, racional, razoável admitir que eles puderam fazer milagres, mesmo com a mais simples aparelhagem. (Se a maior parte dos arqueólogos concordam em negar totalmente a existência no passado de civilizações avançadas que dispusessem de meios materiais poderosos, a possibilidade da existência, em qualquer época da humanidade, de uma pequena percentagem de seres despertos, utilizando as forças naturais com os meios ao alcance, não pode de forma alguma ser desmentida). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nós pensamos mesmo que um exame metódico dos dados arqueológicos e históricos confirmariam esta hipótese. Como teria esse despertar começado? Evidentemente que se pode invocar intervenções do Além. Pode-se igualmente imaginar uma interpretação puramente materialista, racionalista. Era uma interpretação assim que nós queríamos propor. A física dos raios cósmicos descobriu há vários anos aquilo que ela chama acontecimentos extraordinários. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chama-se acontecimento em física cósmica à colisão entre uma partícula vinda do espaço e a nossa matéria. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1957, como o assinalamos no nosso estudo sobre alquimia foi detectada uma partícula excepcional, de uma energia fantástica Cenergia atingindo l00's elétrons-volts, &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;enquanto a fissão do urânio só produz 2 x 105). Admitamos que uma vez apenas, depois do surgimento da humanidade, uma tal partícula tenha atingido um cérebro humano. Quem sabe se as enormes energias exaladas não poderiam produzir uma ativação e se o primeiro homem desperto não nasceu assim. Esse homem desperto teria podido descobrir, teria podido aplicar técnicas para transmitir o despertar. Sob diversas formas essa técnica ter-se-ia prolongado até à nossa época e a Grande Obra dos Alquimistas, a Iniciação talvez fossem mais do que uma lenda. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A nossa hipótese não é evidentemente mais do que uma hipótese. Não parece ser verificável experimentalmente, pois nem sequer se pode conceber um acelerador artificial produzindo tão formidáveis, tão fantásticas energias. Tudo o que podemos dizer é que o grande sábio inglês sir James Jeans escrevera: K foi talvez a radiação cósmica que fez o homem do macaco esta citação provém do seu livro: O numeroso Universo, Hermann ed., 1929. Limitamo-nos a retomar essas idéias, com dados modernos que sir James Jeans ignorava e que nos permitem escrever: Talvez tenham sido acontecimentos cósmicos excepcionais, de energias fantásticas, que fizeram do homem o super-homem. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um homem, sábio, segundo nos conta Jorge Luís Borges, consagrara toda a sua vida à investigação, entre os inúmeros signos da natureza, do inefável nome de Deus, o número do grande segredo. De infortúnio em infortúnio, ei-lo preso pela polícia de um príncipe, e condenado a ser devorado por uma pantera. Atiram-no para dentro de uma jaula. Do outro lado da barreira, que será erguida dentro de instantes, a fera prepara-se para o festim. O nosso sábio contempla o animal e eis que, analisando as manchas do pêlo, descobre através do ritmo das formas o número, o nome que tanto e em tantos lugares procurara. Sabe então por que motivo vai morrer, e que morrerá sabendo-o que não é morrer. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Universo devora-nos, ou então revela-nos o seu segredo segundo sabemos ou não contemplá-lo. É grandemente provável que as leis mais subtis e mais profundas da vida e do destino de tudo o que está criado estejam claramente inscritas no mundo material que nos cerca, que Deus tenha deixado a sua escrita sobre as coisas, como para o nosso sábio no pêlo da pantera, e bastaria talvez um certo olhar. . . O homem desperto seria o homem desse olhar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ALGUNS DOCUMENTOS SOBRE O ESTADO DE VIGÍLIA &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma antologia a fazer. - As opiniões de Gurdjieff - A minha passagem pela escola de vigília. - Uma história de Raymond Abellio. - Um texto admirável de Gustav Meyrinck, gênio ignorado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se existe um estado de vigília, falta edificar um andar no edifício da psicologia moderna. Eis, no entanto, quatro documentos que fazem parte da nossa época. Não os escolhemos, por nos faltar o tempo para uma verdadeira escolha. Falta elaborar uma antologia dos testemunhos e estudos modernos sobre o estado de vigília. Seria muito útil. Estabeleceria comunicações com a tradição. Mostraria a permanência do essencial no nosso século. Esclareceria certos caminhos do futuro. Os literatos encontrariam ali uma chave, os investigadores de ciências humanas sentir-se-iam estimulados, os sábios veriam nisso o fio que corre através de todas as grandes aventuras do espírito, e sentir-se-iam menos isolados. Bem entendido, ao reunir estes documentos que estão ao alcance das nossas mãos, as nossas pretensões são mais modestas. Queremos apenas fornecer breves indicações sobre uma psicologia possível do estado de vigília nas suas formas elementares. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Encontrar-se-á portanto neste capítulo: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1º -  Excertos das opiniões do chefe de escola Georges Ivanovitch Gurdjieff, recolhidas pelo filósofo Ouspensky; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2º -  O meu próprio testemunho sobre as tentativas que fiz para me colocar sobre a via do estado de vigília sob a indicação dos instrutores da escola Gurdjieff; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;3º - A história narrada pelo romancista e filósofo Raymond Abellio a respeito de uma experiência pessoal; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;4º -  O mais admirável texto, para nós, de toda a literatura moderna sobre esse estado. Esse texto é extraído de um romance desconhecido do poeta e filósofo alemão Gustav Meyrinck, cuja obra, não traduzida à exceção do Visage Vert e Le Golenm, atinge os cumes da intuição mística. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;AS OPINIÕES DE GURDJIEFF &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para compreender a diferença entre os estados de consciência é necessário voltar ao primeiro, que é o sono. É um estado de consciência inteiramente subjetivos. O homem mergulha nos seus sonhos - pouco importa que deles conserve ou não a recordação. Mesmo se algumas impressões reais atingem o homem adormecido, tais como sons, vozes, calor, frio, sensações do seu próprio corpo, elas só despertam nele imagensfantásticas. Depois o homem acorda. À primeira vista é um estado de consciência completamente diferente. Ele pode mover-se, falar com outras pessoas, fazer projetos, ver perigos, evitá-los, etc. Parece razoável pensar que se encontra numa situação melhor do que enquanto dorme. Mas se nós vemos as coisas um pouco mais a fundo, se lançarmos um olhar ao seu mundo interior, aos seus pensamentos, às causas das suas ações, compreendermos que está quase no mesmo estado que quando dorme. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É mesmo talvez pior, porque no sono está passivo, o que quer dizer que nada pode fazer. Pelo contrário, no estado de vigília pode agir sem interrupção e os resultados das suas ações repercutir-se-ão nele e naquilo que o rodeia. E no entanto não se recordade si próprio. É uma máquina, tudo lhe acontece. Não pode fazer parar a vaga dos seus pensamentos, não pode controlar a imaginação, as suas emoções, a sua atenção. Vive num mundo subjetivo de eu gosto, não gosto, isto agrada-me, aquilo não me agrada, desejo, não desejo, quer dizer, um mundo feito daquilo de que julga gostar ou não gostar, desejar ou não desejar. Não vê o mundo real. O mundo real está-lhe vedado pelo muro da própria imaginação. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele vive no sono. E aquilo a que chama a sua consciência lúcida não é mais que sono - e um sono muito mais perigoso que o seu sono da noite, na cama. Consideremos qualquer acontecimento da vida da humanidade. Por exemplo, a guerra. há guerra neste momento. O que quer isto dizer? Isto significa que vários milhares de adormecidos se esforçam por destruir vários milhares de outros adormecidos. Recusar¬se-iam a isso, evidentemente, se despertassem. Tudo o que atualmente se passa é devido a esse sono. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estes dois estados de consciência, sono e estado de vigília vulgar, são tão subjetivos um como o outro. Só quando começa a recordar-se de si próprio é que o homem pode na verdade despertar. Em seu redor toda a vida adquire então um aspecto e um sentido diferentes. Vê-a como uma vida de pessoas adormecidas, uma vida de sono. Tudo o que as pessoas dizem, tudo o que fazem, dizem-no e fazem-no durante o sono. Nada disso portanto, pode ter qualquer valor. Apenas o despertar e o que leva ao despertar pode ter um real valor. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quantas vezes já me perguntaram se não seria possível fazer parar as guerras? Evidentemente que seria possível. Bastaria que as pessoas despertassem. Isso parece bem fácil. No entanto nada seria mais difícil, porque o sono é trazido e mantido por toda a vida ambiente, por todas as condições do ambiente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como despertar? Como escapar a esse sono? Estas perguntas são as mais importantes, as perguntas vitais que um homem deve pôr a si próprio. Mas, antes de as pôr, deverá convencer-se da veracidade do seu sono. E só lhe será possível convencer-se tentando despertar. Quando tiver compreendido que não se recorda de si próprio e que a lembrança de si próprio significa até certo ponto um despertar; quando tiver visto por experiência quanto é difícil recordar-se de si próprio, então ele compreenderá que para despertar não é suficiente desejá-lo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais rigorosamente, diremos que um homem não pode despertar por si próprio. Mas se vinte homens combinarem que o primeiro entre eles a acordar acordará os outros, já têm uma probabilidade. No entanto, isso também é insuficiente, porque esses vinte homens podem adormecer ao mesmo tempo, e sonhar que despertam. Não é portantosuficiente. É necessário mais ainda. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esses vinte homens devem ser vigiados por um homem que não esteja adormecido ou que não adormeça tão facilmente como outros, ou que vá dormir conscientemente quando seja possível quando disso não resulte qualquer mal nem para ele nem para os outros. Devem procurar um homem desses e contratá-lo para que os desperte e lhes não permita tornar a cair no sono. Sem isso é impossível despertar. É isso que importa compreender. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É possível pensar durante um milhar de anos, é possível escrever bibliotecas inteiras, inventar teorias aos milhões e tudo isso durante o sono, sem qualquer possibilidade de despertar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pelo contrário, essas teorias e esses livros escritos ou fabricados por adormecidos terão simplesmente como resultado arrastar outros homens para o sono e assim indefinidamente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não há nada de novo na idéia do sono. Quase desde a criação do mundo, foi dito aos homens que eles estavam adormecidos, e que deveriam despertar. Quantas vezes lemos, por exemplo, nos Evangelhos: Despertai, velai, não fiqueis a dormir!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Imagem: Gustav Meyrinck. O Transtorno Obsessivo-Compulsivo constitui hoje um dos ...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;lucianazimmerer.com.br&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148170167381331016-257211624453302085?l=xfilesmisterioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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O espírito humano em ação utiliza uma máquina complexa," /><author><name>Gil Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14071084893514472462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-st0V4_9wp8I/TeaRq2cg7qI/AAAAAAAAQvg/FMUx3xLRsCE/s220/O%2BCONDE%2BMONTE%2BCRISTO1.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-DErf6_Xx6ek/Tx--JuQtoiI/AAAAAAAAVus/OiTZlHGW690/s72-c/95912259.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://xfilesmisterioso.blogspot.com/2012/01/o-despertar-dos-magicos-74-o-espirito.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEUAQno9cSp7ImA9WhRUFEk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148170167381331016.post-725739141333886387</id><published>2012-01-24T13:56:00.001-08:00</published><updated>2012-01-24T13:57:23.469-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-24T13:57:23.469-08:00</app:edited><title>A cidade engolida por lama vulcânica</title><content type="html">&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Tk0Lny9LLNk/Tx8pO8JLgvI/AAAAAAAAVtw/odQiSy3VqCo/s1600/33902182058ba27dc328zjpg.img_assist_custom-600x398.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Tk0Lny9LLNk/Tx8pO8JLgvI/AAAAAAAAVtw/odQiSy3VqCo/s400/33902182058ba27dc328zjpg.img_assist_custom-600x398.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701320989913875186" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-EuAWPBN90KI/Tx8pLF_ldVI/AAAAAAAAVtk/fe87b-vd9X8/s1600/800px-Chait%25C3%25A9njpg.img_assist_custom-600x450.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-EuAWPBN90KI/Tx8pLF_ldVI/AAAAAAAAVtk/fe87b-vd9X8/s400/800px-Chait%25C3%25A9njpg.img_assist_custom-600x450.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701320923838510418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existem desastres naturais mais conhecidos, mas poucos são tão horríveis quanto o fenômeno da suspensão de lama e detritos rochosos descendo uma montanha e engolindo tudo em seu caminho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tais fenômenos, conhecidos como lahars (palavra em javanês, uma das línguas da Indonésia), são frequentemente provocados pelos fluxos de lava ou fluxos piroclásticos de vulcões em erupção. Eles geralmente fazem seu caminho por vales fluviais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em maio de 2008, um lahar varreu a cidade chilena de Chaitén (população de 4.200), destruindo grande parte dela, e fazendo com que as margens do rio Blanco transbordassem, inundando o que restou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os lahars têm a consistência e a densidade de concreto molhado. Grandes lahars, com centenas de metros de largura e dezenas de metros de profundidade, podem fluir várias dezenas de metros por segundo – rápidos demais para as pessoas fugirem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além disso, lahars não se contentam em simplesmente devorar tudo em seu caminho; quando eles finalmente param, se tornam sólidos – mais uma vez, muito parecidos com concreto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A hoje enterrada Chaitén era tanto o nome da cidade quanto o nome de uma caldeira a oeste do vulcão Michinmahuida. Antes de sua recente erupção destrutiva, a caldeira de 1.122 metros de altura estava cheia de obsidiana cinza de uma erupção de milhares de anos antes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Curiosamente, aquela obsidiana foi usada para fazer artefatos pré-colombianos encontrados centenas de quilômetros de distância. O vulcão provedor rapidamente se transformou em destruidor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes de 2 maio de 2008, quando explodiu, a caldeira tinha ficado quieta por cerca de 7.420 anos. No entanto, a pressão, evidentemente, se construiu ali ao longo dos milênios.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 6 de maio, poucos dias depois da primeira rajada de atividade vulcânica, um fluxo piroclástico foi emitido da caldeira. Enquanto isso, uma coluna de 30.000 metros de cinzas vulcânicas quentes se ergueu para o céu. A maior parte da população de Chaitén foi evacuada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 12 de maio de 2008, o lahar desencadeado pela erupção começou a engolir a cidade, inundando-a e depositando lama de cinzas a uma profundidade de um metro ou mais. O rio foi completamente tomado e a cidade ficou presa sob o “concreto”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O governo chileno havia planejado reconstruir a cidade 10 quilômetros ao norte de onde estava, mas a proposta logo se tornou uma batata quente política. Quem estava disposto a arriscar a ira de um outro lahar devastador?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Algumas pessoas ainda esperam uma reconstrução, mas uma coisa é fato: a cidade nunca mais será a mesma. O que será de Chaitén, é um capítulo ainda a ser escrito. [EnvironmentalGraffiti]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;http://hypescience.com/chaiten-a-cidade-engolida-por-uma-lama-vulcanica/&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hypescience&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148170167381331016-725739141333886387?l=xfilesmisterioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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Foi isso que ela fez durante a maior parte de sua vida adulta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por ter agorafobia – medo de lugares lotados ou espaços públicos fechados -, ela certamente não se aventurou para fora de sua cidade natal. Sua carreira lhe assegurou que ela pudesse trabalhar em casa e garantiu que precisasse sair pouco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como a maioria dos introvertidos, ArLynn mal sai de casa, mas interage com outras pessoas através da internet.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Online, ela tem 325 amigos com quem conversa pela rede social Facebook. No ano passado, sua vida passou por uma grande reviravolta: em 31 de dezembro de 2010, ela fez uma resolução de conhecer todos os seus 325 amigos do Facebook em pessoa, em 2011.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela escreveu um post em seu blog sobre a resolução e, em seguida, começou a planejar a realização de seu objetivo. Ela chamou seu projeto de “Face to Facebook” (algo como “De cara com o Facebook”).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para uma pessoa que tinha pavor de voar, esta foi certamente uma tarefa assustadora. No final, ela fez um ótimo trabalho, viajando para mais de 13 países em mais de 39 voos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até o final de 2011, ela havia conhecido 292 amigos, cerca de 90% do que ela tinha se proposto. Numa dessa, ArLynn conheceu Taiwan, Coreia, Filipinas, Dubai, Itália, Malásia, Irlanda, Inglaterra, Alemanha e outros quatro países.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Das 325 pessoas que ela havia decidido conhecer, alguns eram velhos amigos de colégio e da faculdade. Alguns não estavam interessados em sua ideia de “se conhecer”, e a bloquearam ou excluíram do Facebook. 18 pessoas ignoraram seus repetidos pedidos para se encontrar. Dois eram perfis de animais de estimação, e cinco pessoas haviam morrido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A missão foi importante para ArLynn. Era algo que ela tinha de fazer, uma mudança drástica em sua vida. “Percebi que, com meus filhos fora, eu estava ficando muito mais tempo sozinha e muito mais tempo na frente do computador”, disse.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Encontrar seus amigos do Facebook não foi sempre fácil para ela. Às vezes, ArLynn teve ataques de ansiedade. Outras vezes, ela teve colapsos emocionais e momentos de pânico. Por razões de segurança, ela sempre levou um acompanhante com ela, e garantiu que as reuniões fossem realizadas em público. Corajosa, não?[OddityCentral]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;http://hypescience.com/a-mulher-que-viajou-o-mundo-para-conhecer-todos-os-seus-amigos-do-facebook/&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hypescience&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148170167381331016-6026246729514523740?l=xfilesmisterioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/yFUo64Fqxneb694mWk3z79QIUVI/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/yFUo64Fqxneb694mWk3z79QIUVI/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/yFUo64Fqxneb694mWk3z79QIUVI/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/yFUo64Fqxneb694mWk3z79QIUVI/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/BlHIU/~4/uF7t_TvbjsI" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://xfilesmisterioso.blogspot.com/feeds/6026246729514523740/comments/default" title="Enviar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://xfilesmisterioso.blogspot.com/2012/01/mulher-que-viajou-o-mundo-para-conhecer.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7148170167381331016/posts/default/6026246729514523740?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7148170167381331016/posts/default/6026246729514523740?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/BlHIU/~3/uF7t_TvbjsI/mulher-que-viajou-o-mundo-para-conhecer.html" title="A mulher que viajou o mundo para conhecer todos os seus amigos do Facebook" /><author><name>Gil Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14071084893514472462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-st0V4_9wp8I/TeaRq2cg7qI/AAAAAAAAQvg/FMUx3xLRsCE/s220/O%2BCONDE%2BMONTE%2BCRISTO1.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-smZsJLjU6xQ/Tx8o7IkDS2I/AAAAAAAAVtY/UOOL1QvDeO4/s72-c/ArLynn-Presser-Facebook-550x412.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://xfilesmisterioso.blogspot.com/2012/01/mulher-que-viajou-o-mundo-para-conhecer.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEYEQng6cCp7ImA9WhRUFEk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148170167381331016.post-4126376832262137617</id><published>2012-01-24T13:54:00.001-08:00</published><updated>2012-01-24T13:55:03.618-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-24T13:55:03.618-08:00</app:edited><title>Criatura marinha ártica rara aparece em casa de mulher americana</title><content type="html">&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-MxmLwZMFqro/Tx8orvw0RBI/AAAAAAAAVtM/QWw5wqnf3NE/s1600/ribbon-seal-seattle-120119-02-e1327321277337.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 247px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-MxmLwZMFqro/Tx8orvw0RBI/AAAAAAAAVtM/QWw5wqnf3NE/s400/ribbon-seal-seattle-120119-02-e1327321277337.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701320385295041554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma moradora de Seattle, cidade americana do estado de Washington, teve uma grande surpresa pouco tempo atrás: um belo dia, descobriu um estranho visitante em sua doca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um funcionário enviado do serviço para proteger animais selvagens americano, Matthew Cleland, não fazia ideia do que poderia ser aquela criatura peluda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma olhada rápida em um livro de seu escritório revelou que o animal se tratava de uma foca de anel (Histriophoca fasciata), uma espécie ártica que passa a maior parte de sua vida no mar, nas águas geladas do Alasca e da Rússia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De alguma forma, a foca apareceu na propriedade da mulher, cerca de 1,61 quilômetros (km) da foz do rio Duwamish, um curso de água altamente industrializado que corta o sul de Seattle. Em 2001, os últimos 9 km do rio foram considerados uma área contaminada com substâncias perigosas que precisam de limpeza.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“O avistamento foi muito emocionante”, disse o pesquisador Peter Boveng, líder do Programa Nacional de Laboratório de Mamíferos Marinhos e Ecossistemas Polares. “É realmente incomum”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Boveng disse que animais como essa foca passam apenas alguns meses por ano no gelo do mar, e quase nunca são vistos para o sul. “Então, é uma surpresa, mas conhecendo a espécie, não é uma completa surpresa. Eles são bons viajantes”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A foca, identificada como um macho adulto, parecia estar em boa forma. “Nós não temos nenhuma maneira de descartar outras possibilidades, mas eu diria que é quase certo que ela nadou até lá”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estudos de rastreamento por satélite revelaram que a foca do anel chegou algumas vezes até o norte do Oceano Pacífico, ao sul das ilhas Aleutas, mas muito sobre a espécie continua um mistério.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um grupo de conservação tem feito esforços para listar a foca como uma espécie em extinção, devido a preocupações com o gelo em decadência no mar Ártico. Até agora, o governo federal se recusou a listá-la.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse animal parece ser apenas o segundo de sua espécie a chegar tão sul. Em 1962, uma foca de anel apareceu em uma praia perto de Morro Bay, na Califórnia, uma cidade cerca de 320 km ao norte de Los Angeles.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De acordo com relatos contemporâneos, a foca estava em boa forma, mas totalmente careca, exceto pela cabeça, pescoço e nadadeiras. Ela morreu um mês depois, no aquário local.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A história da foca de Seattle é desconhecida. Ela não foi vista novamente desde que foi detectada.[LiveScience]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;http://hypescience.com/criatura-marinha-artica-rara-aparece-em-casa-de-mulher-americana/&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hypescience&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148170167381331016-4126376832262137617?l=xfilesmisterioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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Em dezembro, foi registrado pela primeira vez que um desses cometas passou pela coroa solar e sobreviveu para contar a história.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora, câmeras da NASA captaram um desses corpos celestes sendo destruído, passo a passo, devido à proximidade do sol.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eles recebem esse nome em homenagem a um astrônomo alemão do século XIX, Heinrich Kreutz, que verificou que a órbita de tais cometas os levava a ingressar na coroa solar, que seria uma espécie de atmosfera do nosso astro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O cometa protagonista da vez chama-se “Cometa Kreutz C/2011 N3”. Na verdade, ele foi observado no dia 4 de julho do ano passado e despedaçado pela proximidade com a nossa estrela apenas dois dias depois, mas só nesta quinta-feira os cientistas da NASA anunciaram sua observação e relataram os resultados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando o cometa foi localizado a caminho do sol, media cerca de 50 metros de comprimento e pesava cerca de 60 mil toneladas métricas. Sua cauda luminosa, que se estendia por 10 mil quilômetros, explica como os astrônomos conseguiram encontrar um corpo relativamente pequeno diante da imensidão do sol. O cometa viajava a 2,1 milhões de quilômetros por hora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todo o trajeto fatal foi acompanhado durante os dois dias, até dez minutos antes de sua desintegração. Nesse ponto, os astrônomos viram que o cometa perdeu rapidamente algo entre 700 mil e 70 milhões de quilos, e acabaria se desfazendo em pedaços que vaporizaram. O Kreutz C/2011 N3 morreu completamente quando estava a cerca de 100 mil quilômetros da superfície do sol – o que é relativamente perto, segundo os cientistas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A principal importância de estudar a fragmentação dos cometas, conforme explica a NASA, é descobrir mais sobre a composição material destes corpos celestes. Nos últimos 15 anos, calcula-se que cerca de 1.400 cometas mergulharam em direção ao sol, mas ainda não havia recursos suficientes para analisá-los.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora, um estudo mais avançado pode revelar respostas não apenas sobre os cometas, mas também sobre como se comporta a superfície solar e se há algo nesse quesito que possa influenciar a Terra. [MSN]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;http://hypescience.com/fenomeno-cometa-sendo-engolido-pelo-sol-e-flagrado-pela-primeira-vez/&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hypescience&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148170167381331016-4888173899845143433?l=xfilesmisterioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/8kRmt6sVrpx0gs4sJp3m96pq23Q/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/8kRmt6sVrpx0gs4sJp3m96pq23Q/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
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Homem que teria sofrido uma mutação? Viajante do Tempo? Extraterrestre camuflado atrás desse Sérvio misterioso?</title><content type="html">&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Xt7mng4svfM/Tx5lKdxUpKI/AAAAAAAAVqk/2SbyKxB23T8/s1600/ramanujan_taxicab.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 350px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-Xt7mng4svfM/Tx5lKdxUpKI/AAAAAAAAVqk/2SbyKxB23T8/s400/ramanujan_taxicab.gif" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701105408762225826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No final do ano de 1913, o hindu embarca. Durante cinco anos irá trabalhar e fazer avançar prodigiosamente as matemáticas. É eleito membro da Sociedade Real das Ciências e nomeado professor em Cambridge, no colégio da Trinity. Em 1918 adoece.Ei-lo tuberculoso. Regressa a Índia para morrer, aos trinta e dois anos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Louis Pauwels e Jacques Bergier. DIFEL&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deixou em todos aqueles que dele se aproximaram uma recordação extraordinária. Só vivia no meio dos números. Hardy vai visitá-lo ao hospital, e diz-lhe que apanhou um táxi. Ramanujão pergunta o número do automóvel: 1729. que belo número!, exclama; é o mais pequeno que seja duas vezes uma soma de dois cubos! De fato, 1729 é igual a 10 ao cubo mais nove ao cubo, e também a 12 ao cubo mais 1 ao cubo. Hardy precisou de seis meses para o demonstrar, e o mesmo problema ainda não está resolvido para a quarta potência. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A história de Ramanujão é daquelas em que ninguém acreditaria. Mas é rigorosamente verdadeira. Não é possível exprimir em termos simples a natureza das descobertas de Ramanujão. Trata-se dos mistérios mais abstratos da noção do número, e particularmente dos números primos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fora das matemáticas não se sabe bem quais as coisas que interessavam a Ramanujão. Preocupava-se pouco com a arte e a literatura. Apaixonava-se pelo extraordinário. Em Cambridge organizara uma pequena biblioteca e um arquivo sobre toda a espécie de fenômenos desconcertantes para a razão. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;CAYCE &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Edgar Cayce morreu a 5 de Janeiro de 1945, levando consigo um segredo que ele próprio não esclarecera e que o apavorara durante toda a vida. A Fundação Edgar Cayce, em Virgínia, Beach, onde trabalham médicos e psicólogos, prossegue a análise dos dossiers. Desde 1958, os estudos sobre a clarividência dispõem na América deimportantes créditos. É que se pensa nos serviços que poderiam render, no domínio militar, homens capazes de telepatia e de premonição. De todos os casos de clarividência, o mais evidente, e o mais extraordinário, é o de Cayce. O pequeno Edgar Cayce estava doente. O médico de província estava à sua cabeceira. Não havia nada a fazer para salvar o garoto do estado de coma. Mas, bruscamente, a voz de Edgar elevou-se, clara e tranqüila. E, no entanto, ele dormia. Vou dizer-lhes o que tenho. Apanhei uma bolada de baseball na coluna vertebral. É necessário fazer-me uma cataplasma especial e aplicá-la na base do pescoço. Com a mesma voz, o garoto ditou a lista das plantas que era necessário misturar e preparar. Despachem-se, senão océrebro arrisca-se a ser atingido. Por desencargo de consciência, obedeceram-lhe. À noite, a febre descera. No dia seguinte, Edgar deixava o leito, fresco como uma alface. Não se lembrava de nada. Desconhecia a maior parte das plantas que ditara. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim principia uma das histórias mais espantosas da medicina. Cayce, camponês do Kentucky, completamente ignorante, pouco disposto a fazer uso do seu dom, lamentando constantemente não ser como toda a gente, tratará e curará, em estado de sono hipnótico, mais de quinze mil doentes, devidamente homologados. Trabalhador agrícola na propriedade de um dos seus tios, depois escriturário numa livraria de Hopkinsville, finalmente proprietário de um pequeno estabelecimento fotográfico onde pensa passar calmamente os seus dias, é contra vontade que irá representar o papel de taumaturgo. O seu amigo de infância Al Layne e a sua noiva Gertrude farão toda a diligência para o convencer. De forma alguma por ambição, mas porque ele não tem o direito de guardar o poder que tem só para si, recusando auxiliar os aflitos. Al Layne é fraco, sempre doente. Arrasta-se. Cayce aceita adormecer: descreve a origem da doença e dita medicamentos. Quando acorda: Mas não é possível, eu desconheço metade das palavras que anotaste. Não tomes essas drogas, é perigoso! Não percebo nada disso, é tudo magia! Recusa voltar a ver Àl, e encerra-se na sua loja de fotografia. Oito dias depois, Al força-lhe a porta: nunca se sentiu tão bem. A vila agita-se, todos pedem uma consulta. Não é por falar enquanto durmo que me vou pôr a tratar das pessoas. Mas acaba por aceitar. Sob condição de não ver os pacientes, com receio de que, conhecendo-os, a decisão seja influenciada. Sob condição de que alguns médicos assistam às sessões. Sob condição de não receber um tostão, nem sequer o mais pequeno presente. Os diagnósticos e as receitas feitas em estado de hipnose são de tal precisão e acuidade que os médicos desconfiam que se trate de um colega disfarçado em curandeiro. Ele limita-se a duas sessões por dia. Não porque receie a fadiga: desperta desses sonos muito repousado. Mas insiste em continuar fotógrafo. Não procura de forma alguma adquirir conhecimentos médicos. Não lê nada, continua um filho de camponeses, dotado de um vago certificado de estudos equivalentes à 4.a classe. E continua a insurgir-se contra a sua estranha faculdade. Mas mal decide renunciar a ela, torna-se áfono. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um magnata dos caminhos de ferro americanos, James Andrews, vai consultá-lo. Ele prescreve-lhe, em estado de hipnose, uma série de drogas, entre as quais uma certa água de salva. Este medicamento é impossível de encontrar. Andrews manda publicar anúncios nas revistas médicas, mas sem resultado. No decorrer de outra sessão, Cayce dita a composição dessa água, extremamente complexa. Ora Andrews recebe uma resposta de um jovem médico parisiense: fora o pai desse francês, igualmente médico, que elabora a água de salva, mas deixara de a explorar cinqüenta anos atrás. A composição é idêntica à sonhada pelo fotografozinho. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O secretário local do Sindicato dos Médicos, John Blakburn, apaixona-se pelo caso Cayce. Reúne uma comissão de três membros, que assiste a todas as sessões, com grande espanto. O Sindicato Geral Americano reconhece as faculdades de Cayce e autoriza-o oficialmente a dar consultas psíquicas. Cayce casara-se. Tem um filho de oito anos, Hug Lynn. A criança, ao brincar com os fósforos, faz explodir um depósito de magnésio. Os especialistas concluem que a cegueira deve ser total e propõem a extração de uma vista. Com terror, Cayce entrega-se a uma sessão de sono. Mergulhado em hipnose, insurge-se contra a extração e preconiza quinze dias de aplicação de pensos embebidos em ácido tânico. Para os especialistas é uma loucura. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E Cayce, no meio dos maiores tormentos, não ousa desobedecer às suas vozes. Quinze dias depois, Hugh Lynn está curado. Um dia, após uma consulta, continua adormecido, e dita sucessivamente quatro receitas, muito precisas. Não se sabe a quem podem ser dirigidas: têm quarenta e oito horas de avanço sobre os quatro doentes que se apresentarão. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durante uma sessão, ele prescreve um medicamento a que chama Codiron e indica a direção do laboratório, em Chicago. Telefonam para lá: Como é que ouviram falar de Codiron? Ainda não está à venda. Acabamos de elaborar a fórmula e de lhe encontrar o nome. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cayce, atingido por uma doença incurável que só ele conhecia, morre no dia e hora que fixara: No dia 5 à tarde estarei definitivamente curado. Curado contra qualquer outra coisa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Interrogado em estado de sono sobre a sua forma de proceder, ele declarara (para depois não se recordar de nada ao acordar, como de costume) que estava em estado de entrar em contacto com qualquer cérebro humano vivo e de utilizar as informações contidas nesse cérebro, ou nesses cérebros, para o diagnóstico e o tratamento dos casos que lhe apresentassem. Talvez fosse uma inteligência diferente que então se manifestava em Cayce e utilizava todos os conhecimentos que circulam na humanidade, da mesma forma que se utiliza uma biblioteca, mas que instantaneamente, ou pelos menos à velocidade da luz e da eletromagnética. Mas nada nos permite explicar o caso de Edgar Cayce dessa forma ou de qualquer outra. Tudo o que se sabe realmente é que um fotógrafo de aldeia, sem curiosidade nem cultura, podia, quando queria, pôr-se num estado em que o seu espírito funcionava como o de um médico de gênio, ou antes, como todos os espíritos de todos os médicos ao mesmo tempo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;BOSCOVITCH &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um tema de ficção científica: se os relativistas têm razão, se vivemos num Universo de quatro dimensões, e se pudéssemos disso tomar consciência, aquilo a que chamamos o senso comum estouraria. Autores de antecipação esforçam-se por pensar em termos de espaço-tempo. Aos seus esforços correspondem, num plano de investigação mais puro e numa linguagem teórica, os dos grandes físico-matemáticos. Mas será o homem capaz de pensar em quatro dimensões? Ser-lhes-iam necessárias outras estruturas mentais. Essas estruturas estarão reservadas para o homem a seguir ao homem, o ser da próxima mutação? E esse homem a seguir ao homem estará já entre nós? Romancistas do fantástico afirmaram que sim. Mas nem Van Vogt, no seu belo livro fantástico sobre os Slans, nem Sturgeon, na sua descrição dos mais que Humanos, ousaram imaginar uma personagem tão fabulosa como Roger Boscovitch. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Homem que teria sofrido uma mutação? Viajante do Tempo? Extraterrestre camuflado atrás desse Sérvio misterioso? Boscovitch teria nascido em 1711 em Dubrovnik: é pelo menos o que ele declarou, aos catorze anos, ao inscrever-se como estudante voluntário no colégio jesuíta de Roma. Ali estudou matemática, astronomia e teologia. Em 1728, tendo terminado o seu noviciado, entrou na ordem dos Jesuítas. Em 1736 publica uma comunicação sobre as manchas do Sol. Em 1740 ensina matemática no Collegium Romanum, depois torna-se conselheiro científico do Vaticano. Cria um observatório, empreende a drenagem dos Pântanos Pontinos, cerca de Roma, restaura o zimbório de São Pedro, mede o meridiano entre Roma e Rímini sobre dois graus de latitude. Depoisexplora diversas regiões da Europa e da Ásia e faz pesquisas sobre os próprios locais onde Schliemann, mais tarde, descobrirá Tróia. É nomeado membro da Real Sociedade de Inglaterra, a 26 de Junho de 1760, e nessa ocasião publica um longo poema em latim, sobre as aparências visíveis do Sol e da Lua, de que os contemporâneos dizem:É Newton na boca de Virgílio. É recebido pelos maiores eruditos da época, e mantém inclusivamente uma importante correspondência com o doutor Johnson e com Voltaire. Em 1763, a nacionalidade francesa é-lhe oferecida. Toma a direção do departamento de óptica da Marinha Real, em Paris, onde viverá até 1783. Lalande considera-o o maior sábio vivo. D'Alémbert e Laplace ficarão apavorados com as suas idéias avançadas. Em 1785 retira-se para Bassano e consagra-se à impressão das suas obras completas. Morre em Milão em 1787. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É muito recentemente, sob o impulso do governo iugoslavo, que acaba de ser reexaminada a obra de Boscovitch e principalmente a sua Teoria da Filosofia Natural', editada em Viena em 1758. A surpresa foi considerável. Allan Lindsay Mackay, ao descrever essa obra num artigo do New Scientist de 6 de Março de 1958, acha que se trata de um espírito do século XX forçado a viver e trabalhar no século XVIII. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Verifica-se que Boscovitch estava em avanço, não apenas quanto à ciência do seu tempo, mas quanto à nossa própria ciência. Ele propõe uma teoria unitária do universo, uma equação geral e única, que comandaria a mecânica, a física, a química, a biologia e mesmo a psicologia. Nessa teoria, a matéria, o espaço e o tempo não são divisíveis até ao infinito, mas compostos por pontos: por grãos. Isto faz lembrar os recentes trabalhos de Jean Charon e de Heisenberg, que Boscovitch parece ultrapassar. Ele consegue dar conta tanto da luz como do magnetismo, da eletricidade e de todos os fenômenos da química conhecidos no seu tempo, descobertos depois ou a descobrir. Encontram-se nos seus trabalhos os quanta, a mecânica ondulatória, o átomo constituído por núcleos. O historiador das ciências L. L. Whyte afirma que Boscovitch ultrapassou pelo menos em duzentos anos a sua época, e que ele só poderá realmente ser compreendido quando a junção entre a relatividade e a física dos quanta for enfim elaborada. Pensa-se que em 1987, quando do 200.o aniversário da sua morte talvez a sua obra esteja avaliada com a justiça que lhe é devida. Ainda não foi proposta qualquer explicação para este caso prodigioso. Duas edições completas da sua obra, uma em sérvio, outra em inglês, estão atualmente em preparação. Na correspondência já publicada (coleção Bestermann) entre Boscovitch e Voltaire pode ler-se, entre outras idéias modernas: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- A criação de um ano geofísico internacional. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-A transmissão da malária por intermédio dos mosquitos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As possíveis aplicações do cauchu (idéia posta em prática por La Condamine, jesuíta amigo de Boscovitch). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A existência de planetas em volta de outras estrelas além do nosso Sol. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A impossibilidade de localizar o psiquismo numa dada região do corpo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A conservação do grão de quantidade de movimento no Mundo: é a constante de Planck, .enunciada em 1900. Boscovitch atribui uma importância considerável à alquimia e dá traduções claras, científicas, da linguagem alquímica. Para ele, por exemplo, os quatro elementos, Terra, água, Fogo e Ar, apenas se distinguem por coordenações especiais das partículas sem massa nem peso que os constituem, o que concorda com a investigação de vanguarda sobre a equação universal. O que é igualmente alucinante em Boscovitch é o estudo dos acidentes da natureza. Já ali se encontra a mecânica estatística do sábio americano Willard Gibbs, proposta no final do século XIX e admitida apenas no século XX. Ali se encontra também uma explicação moderna da radioatividade (perfeitamente desconhecida no século XVIII) por uma série de exceções às leis naturais: aquilo a que nós chamamos as penetrações estatísticas das barreiras do potencial. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por que motivo esta obra extraordinária não influenciou o pensamento moderno? Porque os filósofos e sábios alemães, que dominaram a investigação até à guerra de 1914-1918, eram partidários das estruturas contínuas, enquanto as concepções de Boscovitch se baseiam essencialmente na idéia de descontinuidade. Porque as investigações em bibliotecas e os trabalhos históricos a respeito de Boscovitch, grande viajante de obra dispersa, e cujas origens se situam num país constantemente agitado, não puderam ser elaboradas sistematicamente senão demasiado tarde. Quando a totalidade dos seus escritos pudera ser reunida, quando os testemunhos de contemporâneos tiverem sido encontrados e classificados, que estranha, inquietante, assombrosa figura nos surgirá! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;PARADOXOS E HIPÓTESES SOBRE O HOMEM DESPERTO &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por que motivo as nossas três histórias desiludiram alguns leitores. - Não sabemos nada de sério sobre a levitação, a imortalidade, etc. - No entanto o homem tem o dom da ubiqüidade, ele vê à distância, etc. - A que chamais uma máquina? Como poderia ter nascido o primeiro homem desperto. -Sonho fabuloso mas racional sobre as civilizações desaparecidas. - Apólogo da pantera. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- A escrita de Deus. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estes casos são claros. No entanto podem desiludir. É que a maior parte dos homens preferem as imagens aos fatos. Caminhar sobre as águas é a imagem que significa dominar o movimento; parar o Sol é triunfar do tempo. Dominar o que se move, triunfar do tempo, talvez sejam fatos reais, possíveis, no seio de uma consciência modificada, no interior de um espírito potentemente acelerado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E esses fatos podem sem dúvida provocar mil conseqüências consideráveis na realidade tangível: nas técnicas, nas ciências, nas artes. Mas a maior parte dos homens, desde que se lhes fale num estado de consciência outro, querem ver pessoas que caminham sobre as águas, que fazem parar o Sol, que passam através das paredes ou aparentam ter vinte anos aos oitenta. Para começar a acreditar na infinita possibilidade do espírito desperto, esperam que a parte infantil da sua inteligência, que dá crédito a imagens e a lendas, tenha encontrado desculpa e satisfação. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há mais. Em presença de casos como o de Ramanujão, Cayce ou Boscovitch, recusam-se a acreditar que se trate de espíritos diferentes. Apenas se admite que espíritos como os nossos tiveram o privilégio de subir mais alto que habitualmente e que, lá em cima, obtiveram certos conhecimentos. Como se existisse em qualquer parte no Universo uma espécie de armazém anexo da medicina, das matemáticas, da poesia física no qual se encerrassem algumas inteligências campeãs de altitude. Esta absurda visão tranqüiliza. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Imagem: &lt;span style="background-color: rgb(255, 255, 255); font-family: arial; font-size: 13px; line-height: 15px; text-align: -webkit-auto; "&gt;Hardy-Ramanujan taxicab numbers&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="il_r" style="line-height: 15px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; max-height: 1.2em; color: rgb(34, 136, 34); margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; word-wrap: break-word; padding-bottom: 1px; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;storyofmathematics.com&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148170167381331016-6420753912139232173?l=xfilesmisterioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/1_SW_vPjUii2cIDt3LaneW6TQ5Q/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/1_SW_vPjUii2cIDt3LaneW6TQ5Q/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/1_SW_vPjUii2cIDt3LaneW6TQ5Q/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/1_SW_vPjUii2cIDt3LaneW6TQ5Q/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/BlHIU/~4/uXqxZabFN7E" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://xfilesmisterioso.blogspot.com/feeds/2688037745618512205/comments/default" title="Enviar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://xfilesmisterioso.blogspot.com/2012/01/coagulo-de-plasma-solar-move-se-em.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7148170167381331016/posts/default/2688037745618512205?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7148170167381331016/posts/default/2688037745618512205?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/BlHIU/~3/uXqxZabFN7E/coagulo-de-plasma-solar-move-se-em.html" title="Coágulo de plasma solar move-se em direção à Terra" /><author><name>Gil Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14071084893514472462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-st0V4_9wp8I/TeaRq2cg7qI/AAAAAAAAQvg/FMUx3xLRsCE/s220/O%2BCONDE%2BMONTE%2BCRISTO1.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-c_39T_tvTro/Tx16MJ97mnI/AAAAAAAAVmo/642ydtHYVjc/s72-c/5024043808_af64df42f0.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://xfilesmisterioso.blogspot.com/2012/01/coagulo-de-plasma-solar-move-se-em.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;Dk8HQ3k4eyp7ImA9WhRUE00.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148170167381331016.post-4273886556006241427</id><published>2012-01-22T23:46:00.001-08:00</published><updated>2012-01-22T23:47:12.733-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-22T23:47:12.733-08:00</app:edited><title>O Despertar dos Mágicos (72). A Torrente do Tempo do poder de viajar através de toda a história do cosmos</title><content type="html">&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-dtmuVya6km0/Tx0QbmtfHzI/AAAAAAAAVj0/OrdQaaQZ_Jw/s1600/60333.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 221px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-dtmuVya6km0/Tx0QbmtfHzI/AAAAAAAAVj0/OrdQaaQZ_Jw/s400/60333.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700730769754758962" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ciência mais recente mostra-nos que consideráveis porções de matéria cerebral são ainda terra desconhecida. Sede de poderes que nós não sabemos utilizar? Sala de máquinas cujo emprego nós desconhecemos? Instrumentos à espera das próximas mutações? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Louis Pauwels e Jacques Bergier. DIFEL&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além disso, sabemos atualmente que o homem não utiliza habitualmente, mesmo para as operações intelectuais mais complexas, senão um décimo do seu cérebro. A maior parte dos nossos poderes continuam portanto por explorar. O mito imemorial do tesouro escondido não significa outra coisa. É o que diz o sábio inglês Gray Walter num trabalho dos mais essenciais da nossa época: O Cérebro Vivo. Num segundo trabalho, misto de antecipação e de observação, de filosofia e de poesia, Walter afirma que provavelmente não existe nenhum limite para as possibilidades do cérebro humano, e que o nosso pensamento explorará um dia o Tempo, como agora exploramos o espaço. Nessa visão aproxima-se do matemático Eric Temple Bell, que dota o herói do seu romance A Torrente do Tempo do poder de viajar através de toda a história do cosmos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ora eu descobri, por processos que deficientemente compreendo, o segredo de remontar o decorrer dos acontecimentos. É como nadar: uma vez compreendido, não se esquece jamais. Mas para o atingir é necessária uma prática constante e uma certa crispação involuntária do espírito ou dos músculos, estou certo do seguinte: não há nenhum homem que saiba exatamente como dominou, pela primeira vez, a dificuldade de nadar e sem dúvida os videntes mais exímios são igualmente incapazes de explicar aos outros o segredo de transpor a vuga dos tempos. Como Fred Hoyle e como muitos outros sábios ingleses, americanos ou russos, Eric Temple Bell escreve ensaios ou romances fantásticos (sob o pseudônimo de John Taine). Nem tolo será o leitor que ali não veja mais que uma distração para espíritos adultos. É a única forma de fazer circular certas verdades não aceites pela filosofia oficial. Como em qualquer período pré-revolucionário, os pensamentos do futuro são publicados disfarçadamente. A capa de uma obra de ficção científica, eis o disfarce de 1960. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agarremo-nos aos fatos. Pode atribuir-se o fenômeno do estado de supervigília a uma alma imortal. Desde há milhares de anos que esse pensamento nos é proposto, mas nem por isso fez avançar o problema. Mas se, para se não ir além dos fatos, nos limitarmos a constatar que a noção de um estado de supervigília é uma aspiraçãoconstante da humanidade, não é suficiente. É uma aspiração. É igualmente qualquer outra coisa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A resistência à tortura, os momentos de inspiração dos matemáticos, as observações feitas pelo eletroencefalograma dos yogis, e outras provas ainda, devem obrigar-nos a reconhecer que o homem pode aceder a outro estado sem ser o estado lúcido de vigília normal. Sobre este estado, cada um é livre de adotar a hipótese que escolher, graça de Deus ou despertar do Eu Imortal. Livre igualmente de procurar, como selvagem, uma explicação científica. Compreendam-nos: nós não somos cientistas. Simplesmente, não desprezamos nada que pertença à nossa época para explorar o que é de todos os tempos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A nossa hipótese é a seguinte: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Habitualmente, as comunicações no cérebro fazem-se através do influxo nervoso. É uma ação lenta: alguns metros por segundo à superfície dos nervos. É possível que em determinadas circunstâncias se estabeleça outra forma de comunicação, mas muito mais rápida, por meio de uma onda eletromagnética que viaja à velocidade da luz. Atingir-se-ia então a enorme rapidez de registro e transmissão de informações das máquinas eletrônicas. Nenhuma lei natural se opõe à existência de tal fenômeno. Semelhantes ondas não seriam detectáveis no exterior do cérebro. É a hipótese que nos sugerimos no capítulo precedente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se esse estado de vigília existe, de que forma se manifesta? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As descrições dadas pelos poetas e místicos hindus, árabes, cristãos, etc., não foramsistematicamente reunidas e estudadas. É extraordinário que não exista, na abundante lista das antologias de toda a espécie publicadas na nossa época de recenseamento, uma única antologia do estado de vigília. Essas descrições são probantes, mas pouco claras. No entanto, se quisermos, em linguagem moderna, evocar em que é que se manifesta o estado de vigília, aqui está: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Normalmente, o pensamento caminha, como bem o demonstrou Emile Meyerson. A maior parte dos êxitos do pensamento são, no fundo, o fruto de um caminhar extremamente lento em direção de uma evidência. As mais admiráveis descobertas matemáticas não passam de igualdades. Igualdades inesperadas, mas igualdades apesar de tudo. O grande Léonard Euler considerava o expoente máximo do pensamento matemático a relação: xn + 1 = 0 &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa relação, que reúne o real ao imaginário e constitui a base dos logaritmos naturais, é uma evidência. Desde que a expliquemos a um estudante de matemáticas especiais, ele não deixa de dizer que, de fato isso salta à vista. Porque foi necessário tanto pensamento, durante tantos e tantos anos, para atingir uma tal evidência? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em física a descoberta da natureza ondulatória das partículas é a chave que abriu a era moderna. Também aí se trata de uma evidência. Einstein escrevera: a energia é igual a mc sendo m a massa e c a velocidade da luz. Isto em 1905. Em 1900, Planck escrevera: a energia é igual a hf, sendo h uma constante e f a freqüência das vibrações. Foi necessário chegar a 1923 para que Louis de Broglie, gênio excepcional, pensasse em igualar as duas equações e escrevesse: hf z &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O pensamento rasteja, mesmo nos maiores espíritos. Ele não domina o assunto. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Último exemplo: desde o final do século XVIII, ensinou-se que a massa aparecia simultaneamente na fórmula da energia e 1/2 mv2) e na lei de gravidade de Newton (duas cinética massas se atraem com uma força inversamente proporcional ao quadrado das distâncias). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque foi necessário esperar por Einstein para compreender que a palavra massa tem o mesmo sentido nas duas fórmulas clássicas? Toda a relatividade se deduz imediatamente. Por que motivo um único espírito o viu, em toda a história da inteligência? E porque não o viu de uma vez, mas após dez anos de pesquisas desesperadas? Porque o nosso pensamento rasteja ao longo de um tortuoso carreiro situado num plano único, e que se interrompe várias vezes. E as idéias talvez desapareçam e reapareçam periodicamente, tal como as invenções são esquecidas, depois refeitas. E, no entanto, parece possível que o espírito possa elevar-se acima desse carreiro, deixar de rastejar, ter uma visão total, deslocar-se à maneira dos pássaros ou dos aviões. É aquilo a que os místicos chamam o estado de vigília. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tratar-se-á, aliás, de um ou vários estados de vigília? Tudo leva a crer que existem vários estados, assim como existem várias altitudes de vôo. O primeiro escalão chama¬se gênio. Os outros ao desconhecidos da multidão e tidos como lendas. Também Tróia era uma lenda, antes que as investigações lhe revelassem a existência autêntica. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se os homens têm em si a possibilidade física de aceder a este ou aqueles estados de vigília, a investigação dos processos para utilizar-se essa possibilidade deveria ser o principal objetivo da sua vida. Se o meu cérebro possui as máquinas necessárias, se tudo isso não é apenas do domínio religioso ou mítico, se tudo isso não é apenas resultante de uma graça, de uma iniciação mágica, mas de determinadas técnicas, de determinadas atitudes interiores e exteriores susceptíveis de pôr em funcionamento essas máquinas, eu então concluo que atingir o estado de vigília, a capacidade de sobrevoar, deveria ser a minha única ambição, o meu trabalho essencial. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se os homens não concentram todos os seus esforços nessa procura, não é porque sejam fúteis ou maus. Não é uma questão de moral. E, nessa matéria, um pouco de boa vontade, alguns esforços daqui e dali não servem para nada. Talvez os instrumentos superiores do nosso cérebro só sejam utilizáveis se a vida inteira (individual, coletiva) for ela própria um instrumento, considerada e vivida inteiramente como uma forma de estabelecer a comunicação. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se os homens não têm como objetivo único a passagem para o estado de vigília, é porque as dificuldades da vida em sociedade e a procura dos meios materiais de existência não lhes deixam tempo para semelhante preocupação. Os homens não vivem apenas de pão, mas até agora a nossa civilização não se mostrou capaz de o fornecer a todos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;À medida que o progresso técnico conceder aos homens cada vez mais tréguas na luta vital, a procura do terceiro estado de vigília e de hiperlucidez substituir-se-á às outras aspirações. A possibilidade de participar nessa procura será finalmente reconhecida como um dos direitos do homem. A próxima revolução será psicológica. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Imaginemos um homem de Neandertal transportado por um milagre para o Instituto dos Estudos Avançados de Princeton. Ficaria, em face do doutor Oppenheimer, numa situação comparável àquela em que nos encontraríamos em companhia de um homem realmente desperto, de um homem cujo pensamento já não rastejasse, mas se deslocasse em três, quatro ou n dimensões. Fisicamente, parece que nós poderíamos vir a ser um desses homens. Há bastantes células no nosso cérebro, bastantes interconexões possíveis. Mas é-nos difícil imaginar o que semelhante espírito poderia ver e compreender. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A lenda alquímica assegura que as manipulações da matéria no crisol podem provocar o que alguns modernos chamariam uma radiação ou um campo de forças. Essa radiação alteraria todas as células do adepto e faria dele um homem verdadeiramente desperto, um homem que estaria a um tempo aqui e do outro lado, um vivo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Admitamos, se quiserdes, essa hipótese, essa psicologia soberbamente não euclidiana. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Suponhamos que num dia de 1960 um homem como nós, manipulando a matéria e a energia de determinada maneira, se encontra inteiramente modificado, quer dizer, desperto. Em 1955, o professor Singleton mostrou aos seus amigos, nos corredores da conferência atômica de Genebra, cravos que ele cultivara no campo de radiações do grande reator nuclear de Brookhaven. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Inicialmente tinham sido brancos. Eram agora vermelhos-violáceos, de espécie até então desconhecida. Todas as suas células tinham sido modificadas, e persistiriam, por estaca ou reprodução, no seu novo estado. Dar-se-ia o mesmo com o nosso homem. Ei-lo transformado em nosso superior. O seu pensamento não rasteja, sobrevoa. Integrando de forma diferente o que sabemos, uns e outros, nas nossas diversas especialidades, ou simplesmente estabelecendo todas as conexões possíveis entre as aquisições da ciência humana tal e qual é expressa nos manuais do sétimo ano e nos cursos da Sorbona, pode assim chegar a conceitos que nos são tão estranhos como podiam ser os cromossomos para Voltaire ou o neutrino para Leibniz. Semelhante homem já não teria o menor interesse em comunicar conosco, e não procuraria brilhar tentando explicar-nos os enigmas da luz ou os segredos dos genes. Valéry não publicava os seus pensamentos em jornais infantis. Esse homem sentir-se-ia acima e ao lado da humanidade. Não se poderia entender vantajosamente senão com espíritos semelhantes ao seu. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pode-se sonhar a este respeito. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pode-se pensar que as diversas tradições iniciáticas provêm do contacto com espíritos de outros planetas. Pode-se imaginar que, para um homem desperto, o tempo e o espaço deixaram de ter barreiras, e que a comunicação é possível com as inteligências dos outros mundos habitados - o que aliás explicaria o fato de nunca termos sido visitados. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pode-se sonhar. Sob condição, como o escreve Haldane, de não esquecer que os sonhos dessa espécie são, provavelmente, sempre menos fantásticos do que a realidade. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eis agora três histórias verdadeiras. Vão servir-nos de ilustração. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os exemplos não são provas, evidentemente. No entanto, estas três histórias obrigam a pensar que existem outros estados de consciência além dos reconhecidos pela psicologia oficial. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A própria noção de gênio, tão vaga, não é suficiente. Não escolhemos estes exemplos entre as vidas e as obras dos místicos, o que teria sido mais fácil, e talvez mais eficaz. Mas mantemos o nosso propósito de abordar a questão à margem de qualquer igreja, de mãos vazias, como honestos bárbaros... &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;TRÊS HISTÓRIAS PARA SERVIREM DE EXEMPLO &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;História de um grande matemático em estado selvagem. - História do mais espantoso clarividente. - História de um sábio de amanhã que vivia em 1750. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;RAMANUJÃO &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Num dia dos princípios do ano de 1887, um brâmane da província de Madrasta dirige¬se ao templo da deusa Namagiri. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O brâmane casou sua filha há já vários meses, e a união mantém-se estéril. Que a deusa Namagiri a fecunde! Namagiri atende a sua prece. A 22 de Dezembro nasce um rapaz, ao qual é dado o nome de Srinivasa Ramanujão Alyangar. Na véspera, a deusa aparecera à mãe para lhe anunciar que seu filho seria extraordinário. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aos cinco anos metem-no na escola. Imediatamente a sua inteligência é de espantar. Parece já saber o que lhe ensinam. É-lhe concedida uma bolsa para o liceu de Kumbakonão, onde é admirado pelos condiscípulos e professores. Tem quinze anos. Um de seus amigos faz com que a biblioteca local lhe empreste um volume intitulado: A Synopsis of Elementary Results in Pure and Applied Mathematics. Essa obra, publicada em dois volumes, é um sumário redigido por George Shoobridge, professor em Cambridge. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contém resumos e enunciados sem demonstração de 6000 teoremas, mais ou menos. O efeito que produz no espírito do jovem hindu é fantástico. O cérebro de Ramanujão começa bruscamente a funcionar de maneira totalmente incompreensível para nós. Demonstra todas as fórmulas. Depois de esgotar a geometria, ataca a álgebra. Ramanujão contará mais tarde que a deusa Namagiri lhe apareceu para lhe explicar os cálculos mais difíceis. Aos dezesseis anos fica mal nos exames, pois o seu inglês continua fraco, e a bolsa é-lhe retirada. Prossegue sozinho, sem documentos, as suas investigações matemáticas. Em primeiro lugar põe-se em dia com todos os conhecimentos na matéria, no ponto em que eles estão em 1880. Pode desprezar o trabalho desse professor Shoobridge. Ultrapassa-o largamente. Sozinho, recria, depois ultrapassa todo o esforço matemático da civilização - a partir de um sumário, aliás incompleto. A história do pensamento humano não conhece outro exemplo. O próprio Galois não trabalhara sozinho. Fizera os seus estudos na Escola Politécnica, que era na época o melhor centro matemático do Mundo. Tinha acesso a milhares de obras. Estava em contacto com sábios de primeira ordem. Nunca o espírito humano se ergueu tão alto com tão pouco apoio. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1909, após anos de trabalho solitário e de miséria, Ramanujão casa-se. Procura um emprego. Recomendam-no a um cobrador de impostos local, Ramachandra Raô, amador esclarecido de matemática. Este deixou-nos uma descrição do encontro: Um homenzinho pouco limpo, por barbear, com uns olhos como jamais vi, entrou no meu quarto, com um livro de notas usado debaixo do braço. Falou-me de descobertas maravilhosas que ultrapassavam infinitamente o que eu sabia. Perguntei-lhe o que poderia fazer por ele. Disse-me que queria apenas ter o suficiente para comer, a fim de poder continuar as suas investigações. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ramachandra Raô concedeu-lhe uma pequena pensão. Mas Ramanujão é demasiado orgulhoso. Arranjam-lhe finalmente uma situação: um medíocre lugar de contabilista no porto de Madrasta. Em 1913 aconselharam-no a entrar em correspondência com o grande matemático inglês G. H. Hardy, na altura professor em Cambridge. Ele escreve¬lhe e envia-lhe pelo mesmo correio 120 teoremas de geometria que acaba de demonstrar. Hardy viria a escrever mais tarde: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essas notas só poderiam ter sido escritas por um matemático do mais alto calibre. Nenhum usurpador de idéias, nenhum aldrabão, mesmo genial, teria possibilidades de apreender abstrações tão elevadas. Propõe imediatamente a Ramanujão que se dirija a &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cambridge. Mas a mãe opõe-se, por razões religiosas. É uma vez mais a deusa Namagiri que resolverá a dificuldade. Aparece à velha dama para a convencer de que seu filho pode ir para a Europa sem perigo para a sua alma, e mostra-lhe, em sonhos, Ramanujão sentado no grande anfiteatro de Cambridge no meio dos ingleses que o admiram. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Imagem: THE FORBIDDEN GARDEN ... click here to enlarge photos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;lwcurrey.com&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148170167381331016-4273886556006241427?l=xfilesmisterioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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A Torrente do Tempo do poder de viajar através de toda a história do cosmos" /><author><name>Gil Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14071084893514472462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-st0V4_9wp8I/TeaRq2cg7qI/AAAAAAAAQvg/FMUx3xLRsCE/s220/O%2BCONDE%2BMONTE%2BCRISTO1.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-dtmuVya6km0/Tx0QbmtfHzI/AAAAAAAAVj0/OrdQaaQZ_Jw/s72-c/60333.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://xfilesmisterioso.blogspot.com/2012/01/o-despertar-dos-magicos-72-torrente-do.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0UNSXY_fCp7ImA9WhRUEks.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148170167381331016.post-3870589294712768533</id><published>2012-01-22T13:54:00.001-08:00</published><updated>2012-01-22T13:54:58.844-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-22T13:54:58.844-08:00</app:edited><title>As 10 mais belas teorias já inventadas</title><content type="html">&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-jHyXucOkK5M/TxyFq3aHwcI/AAAAAAAAVjQ/BINgJ55ujNc/s1600/Hmed_Futureman.grid-6x2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 392px; height: 246px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-jHyXucOkK5M/TxyFq3aHwcI/AAAAAAAAVjQ/BINgJ55ujNc/s400/Hmed_Futureman.grid-6x2.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700578199818715586" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um famoso site de comentários científicos, Edge.com, resolveu fazer um diálogo aberto com mais de 200 pesquisadores, professores e especialistas em vários campos de conhecimento, para responder qual é, ao longo da história, a explicação científica preferida de cada um. Os entrevistados poderiam fazer a escolha baseados em quão profunda, bonita ou elegante eles consideravam cada teoria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os resultados, que incluem respostas de cientistas notáveis em várias áreas do conhecimento, foram mais diversificados do que se poderia imaginar. Algumas das teorias são amplamente conhecidas e todo mundo sabe pelo menos o básico do que tratam. Outras, no entanto, você talvez nunca tenha ouvido falar. Confira uma lista com dez das mais interessantes explicações científicas para o universo e para o ser humano:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;10 – TEORIA DA RELATIVIDADE&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O produto do estudo de Albert Einstein, no início do século XX, foi resultado de duas teorias que se complementam. Uma delas, a Relatividade Geral, é derivada dos estudos de Isaac Newton e enuncia que a gravidade, a grosso modo, é resultado do fato de um corpo de grande massa alterar a curvatura do espaço-tempo. Embora vários pontos da teoria da relatividade já tenham sido revistos ao longo do último século, os cientistas reconhecem seu valor no estudo da cosmologia moderna.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;9 – COMO O CÉREBRO FUNCIONA&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Neurologistas ainda não conhecem exatamente os mecanismos dos gânglios da base, um grupo de núcleos cerebrais que se interconectam com a maior parte do sistema nervoso. Esta área do cérebro seria livre da influência da consciência. Por essa razão, algumas decisões do ser humano não são tomadas de maneira tão racional: os gânglios é que fazem a primeira distinção entre o que é bom ou ruim e nos fazem optar rapidamente. Tempos depois (pode ser alguns minutos ou vários anos) é que a consciência avalia de fato o que foi decidido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;8 – FENÔMENO DA EMERGÊNCIA&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O conceito lógico de emergência significa, basicamente, que não existe uma estrutura complexa por natureza. Em outras palavras: qualquer sistema, por mais complicado que pareça, pode ser “desmontado” numerosas vezes até chegar a mecanismos primariamente simples. Basta analisar, por exemplo, um formigueiro: se você observa uma única formiga, a interação dela com o meio em que vive é extremamente simples. Inseridas em uma colônia, contudo, passa a ser de grande complexidade e a fazer sentido na natureza.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;7 – EFEITO PLACEBO E O REFLEXO CONDICIONADO&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1927, o físico Ivan Pavlov demonstrou na prática uma teoria que ficaria famosa e levaria seu nome. Ela enuncia, basicamente, que o corpo humano pode ser condicionado a responder de determinada maneira aos estímulos externos que recebe, e é possível forjar uma resposta do corpo apenas com um estímulo: o chamado reflexo condicionado. Mas nem todos sabem que essa teoria se aplica ao chamado efeito placebo dos medicamentos. Existem pessoas, por exemplo, que sentem a dor de cabeça passar antes que a aspirina que ingeriram possa fazer efeito: eles apenas acreditam que a aspirina alivia a dor e o corpo reage conforme esse estímulo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;6 – SISTEMAS CEREBRAIS FORA DE SINCRONIA&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguns neurocientistas trabalham com a ideia de que o cérebro humano opera com dois sistemas paralelos, um cognitivo e o outro emocional. A teoria da falta de sincronia afirma que a adolescência e juventude são períodos em que as pessoas são inquietas e “explosivas”, justamente porque estes dois sistemas ainda não estão funcionando em sincronia no cérebro. Esse ajuste, conforme esta ideia, só ocorre entre os vinte e os trinta anos de idade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;5 – PERSONALIDADE MOLDADA PELO ACASO&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você já se perguntou se haveria nascido um ser humano totalmente diferente em seu lugar caso você não tivesse vencido a corrida dos espermatozóides? Esta é apenas uma das variáveis de uma teoria que enuncia, basicamente, que somos produto de uma série incontável de acasos. Os genes do pai e da mãe seriam apenas a primeira variável, mas há uma série de eventos biológicos antes e depois do nascimento que podem mudar, digamos, o “curso natural” das coisas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;4 – SOMOS AQUILO QUE FAZEMOS&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma pessoa devolve uma carteira perdida porque é honesta ou é honesta pelo fato de ter devolvido uma carteira perdida? Segundo essa teoria, ambos os enunciados estão certos: as ações têm papel decisivo em definir a pessoa que somos. Colocado em outras palavras: se você pensa em devolver uma carteira, já sabe que está querendo ser honesto. E assim, automaticamente o é. Por essa razão, podemos passar a ser aquilo que fingimos ser; basta agir como tal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;3 – COMO OS GRUPOS AMPLIAM A VISÃO INDIVIDUAL&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durante as últimas eleições dos Estados Unidos, você deve ter visto que alguns estados são amplamente pró-republicanos e outros pró-democratas, e nem sempre era fácil achar algum que estivesse “em cima do muro”. Existe uma teoria que explica o motivo disso: dentro de um agrupamento, tendemos a absorver as ideias e a visão da coletividade. E mais: nós temos uma tendência natural a procurar pessoas que pensam como nós, e tentamos nos juntar a esse grupo. Em outras palavras, o ser humano prefere se aproximar de quem concorda com ele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2 – TEORIA DA EVOLUÇÃO&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Charles Darwin foi um dos cientistas mais lembrados pela votação do Edge.com. Suas postulações sobre a seleção natural, publicadas em “A Origem das Espécies” na metade do século XIX, continuam sendo base para a maior parte dos estudos evolutivos atualmente. Cientistas afirmam que poucas teorias, na história da humanidade, conseguiram dar conta de explicar um sistema complexo como a evolução humana com enunciados tão simples.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1 – TEORIA DO BIG BANG&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A astronomia segue refletindo sobre o significado da teoria do Big Bang, a explicação mais famosa para o surgimento do universo. Cientistas modernos tentam enxergar além da suposta explosão: é possível que o universo observável pelos astrônomos seja apenas uma fração daquilo que o Big Bang originou. Ou então, olhando por outro ângulo, o “nosso” Big Bang seria apenas um evento entre vários, e poderia haver outros universos definidos por outras ocorrências. [MSN]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;http://hypescience.com/as-10-mais-belas-teorias-ja-inventadas/&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hypescience&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148170167381331016-3870589294712768533?l=xfilesmisterioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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Alguns impressionaram, enquanto vários outros levaram as pessoas para fora das salas de cinema.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas os gostos estão longe de ser unânimes: enquanto algumas pessoas acharam um filme extremamente agradável, outras que assistiram a mesma produção acreditam que conheceram o inferno cinematográfico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O site Wired entrevistou seus funcionários antenados em cinema para reunir os filmes mais odiados de 2011. Bem, eles não são necessariamente os piores filmes do ano – alguns tiveram boas críticas, por exemplo. Mas essas são opiniões pessoais – críticas cinematográficas – que algumas pessoas compartilham. Você concorda com elas? Comente e diga quais foram os piores filmes do último ano na sua opinião.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1 – LANTERNA VERDE (GREEN LANTERN)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse filme foi tão ruim que eu quase o bloqueei completamente da minha memória. Se eu tivesse um anel que pudesse fazer com que qualquer coisa que eu sonhasse se tornasse realidade e eu estivesse lutando contra uma entidade que está destruindo o universo, eu pensaria em algumas armas malucas e criativas para a batalha, e não algo chato como uma metralhadora. Pense “fora da caixa”, homem! (Christina Bonnington)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pior parte: O anel do poder foi dado ao estúpido personagem de Ryan Reynolds.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parte redentora: A excelente roupa de Ryan Reynolds para o Lanterna Verde.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2 – SUPER 8&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se eu quisesse assistir a um filme sobre a magia de alienígenas e adolescentes, eu voltaria no tempo para assistir algum Spielberg de 1984. Spielberg pelo menos soube como manter seus olhos no MacGuffin (termo cinematográfico. Um MacGuffin é um objeto que não têm a menor importância para quem assiste ao filme, mas pode ser “tudo” para a personagem da trama. É usado para “esquentar” ou “distrair” histórias), enquanto o diretor de Super 8, J.J. Abrams, constrói a estrutura do enredo em torno de um não ironicamente objeto de perseguição sem sentido. (Shannon Perkins)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pior parte: O drogado olha encantado para o rosto das pessoas da cidade enquanto o alienígena se revela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parte redentora: O desastre do trem é legal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;3 – A ÁRVORE DA VIDA (THE TREE OF LIFE)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aclamado pela crítica, A Árvore da Vida tem quase três horas em que o diretor Terrence Malick sacia seus piores impulsos e tortura os espectadores para que caiam em uma ilusão autoimposta que, se o que eles estão assistindo é Malick, o filme deve ser profundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Malick tem crescido tão enamorado com seu próprio questionamento sobre o mundo que ele acha que pode dispensar a narrativa, e mostra três horas de reflexões filosóficas que até mesmo um estudante universitário teria apedrejado, considerando superficial depois de cinco minutos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É uma pena que ninguém tenha lhe dito que vergonha é este filme, especialmente porque se trata de um diretor que deu ao mundo três filmes incríveis: Terra de Ninguém, Além da Linha Vermelha e Cinzas no Paraíso. (Ryan Singel)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pior parte: Vinte minutos com música dramática que supostamente mostra o nascimento do universo, incluindo uma luta de gorilas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parte redentora: A comédia não intencional mostrando um dinossauro tendo misericórdia. É um momento supostamente moral, e não Jurassic Park.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;4 – OS AGENTES DO DESTINO (THE ADJUSTMENT BUREAU)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu entendo que “baseado em uma história de Philip K. Dick” é o jeito de dizer em Hollywood “sem terceiro ato”, mas mesmo assim, depois da criação de um universo perfeitamente aceitável, onde o destino é controlado por anjos burocráticos de chapéu, o filme não poderia pelo menos ter um final? Quer dizer, algo além de “er… hum… e depois todos eles viveram felizes para sempre!” (Adam Rogers)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pior parte: Magia e poderes a partir de chapéus?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parte redentora: Matt Damon conseguiu vender o filme.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;5 – O BESOURO VERDE (THE GREEN HORNET)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que desperdício de talento. Michel Gondry fez o excelente Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, mas o humor pelicular do diretor francês não funcionou nesse filme inspirado em quadrinhos. O geralmente confiável Seth Rogen estrelou, produziu e coescreveu o filme, mas as piadas forçadas do filme são cansativas. (Hugh Hart)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pior parte: Christoph Waltz faz um vilão sem sal. Saindo de sua vitória no Oscar por Bastardos Inglórios, Waltz deve ter tentado fazer algo interessante, mas parece que seu personagem nunca disse ou fez algo remotamente original.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parte redentora: Cameron Diaz injetou uma faísca de envolvimento humano em seu personagem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;6 – CONTRA O TEMPO (SOURCE CODE)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu estava muito animado para ver esse filme porque eu era um grande fã de Moon (também dirigido por Duncan Jones). Mas Contra o Tempo foi bem menos do que isso. O filme ficou muito complicado e comercial. E honestamente, o que aconteceu com o pobre rapaz que Jake Gyllenhaal pegou o corpo? (Simon Lutrin)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pior parte: Não explicaram o que aconteceu com o rapaz que Gyllenhaal pegou o corpo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parte redentora: Premissa aceitável, eu acredito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;7 – CHEFES INTRAGÁVEIS (HORRIBLE BOSSES)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sou uma enorme fã de Charlie Day desde que assisti Always Sunny, mas percebi que daria um tiro em Chefes Intragáveis. É horrível por inúmeras razões.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para começar, o filme sofre com uma premissa absurda: ele lança um trio de trabalhadores de classe média descontentes contra seus chefes abomináveis, e o grupo decide que a única opção que os resta para melhorar de vida é acabando com seus patrões.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os personagens não são simpáticos o suficiente para que o espectador deseje que eles tenham sucesso, e, francamente, os patrões parecem mais interessantes do que os personagens principais. Fiquei esperando para rir nessa suposta comédia, mas acabei me sentindo estranha e desejando ter visto outra coisa. (Christina Bonnington)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pior parte: Milhares de pessoas estão indo assistir esse filme pensando que é decente e ficam desejando ter esses 98 minutos de vida de volta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parte redentora: Jennifer Aniston está muito bem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;8 – TRANSFORMERS: O LADO OCULTO DA LUA (TRANSFORMERS: DARK OF THE MOON)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como um fã do primeiro filme Transformers e crítico do segundo, eu fui ver esse filme com grandes expectativas. No entanto, após duas horas de esmagamento mental, o meu limite para explosões e diálogos inautênticos chegou ao fim. Me vi esperando que cada uma das batalhas entre robôs marcassem o fim misericordioso do filme. Após excessivos 154 minutos de explosões, a única coisa que isso me causou foi o desejo de alguns tampões de ouvido. (Michael Lennon)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pior parte: Poderia ter terminado cerca de uma hora antes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parte redentora: Embora havia muitas explosões, elas foram bem feitas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;9 – O PREÇO DO AMANHÃ (IN TIME)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu amo filmes que me fazem refletir sobre grandes ideias. Eu também gosto de filmes de ficção científica em que bichos assassinos do espaço explodem tudo. O que eu não suporto: um filme maçante com uma premissa interessante, mas que se transforma em uma série de observações bobas. E é isso que O Preço do Amanhã faz. (Lewis Wallace)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pior parte: Moralismo burro e trocadilhos sem parar sobre o tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parte redentora: Relógios digitais embutidos em antebraços são muito legais, mesmo que o conceito tenha sido emprestado de Fuga no Século 23.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;10 – CADA UM TEM A GÊMEA QUE MERECE (JACK AND JILL)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em amo Adam Sandler, mas sinceramente? Ele finge ser gordo e faz piadas sobre peidos… Ah não, Adam! Eu lembro de seu trabalho em Saturday Night Live, e foi pura comédia de qualidade. Eu cresci com Um Herdeiro Bobalhão e O Rei da Água, mas Cada um tem a gêmea que merece é um lixo. Além disso, Katie Holmes volta às telas com isso? Katie, demita seu agente, caso você ainda não tenha feito isso. Espero que a Colombia Pictures pague meu psiquiatra por arruinar minhas memórias de infância. (Michael Salvador)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pior parte: Ver Adam Sandler em um terno que o deixa gordo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parte redentora: Eu gostei do uso das crianças no filme. Dá para rir com as coisas ridículas que essas crianças dizem na tela.[Wired]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;http://hypescience.com/os-10-filmes-mais-odiados-de-2011/&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hypescience&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148170167381331016-1005244872152366130?l=xfilesmisterioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/uhlS5LsD-oE07igZXxQRH7ojMGY/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/uhlS5LsD-oE07igZXxQRH7ojMGY/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/uhlS5LsD-oE07igZXxQRH7ojMGY/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/uhlS5LsD-oE07igZXxQRH7ojMGY/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/BlHIU/~4/KxYKnoZtaR4" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://xfilesmisterioso.blogspot.com/feeds/5331132901299182130/comments/default" title="Enviar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://xfilesmisterioso.blogspot.com/2012/01/cratera-lunar-gigante-e-revelada-em.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7148170167381331016/posts/default/5331132901299182130?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7148170167381331016/posts/default/5331132901299182130?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/BlHIU/~3/KxYKnoZtaR4/cratera-lunar-gigante-e-revelada-em.html" title="Cratera lunar gigante é revelada em fotos muito próximas" /><author><name>Gil Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14071084893514472462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-st0V4_9wp8I/TeaRq2cg7qI/AAAAAAAAQvg/FMUx3xLRsCE/s220/O%2BCONDE%2BMONTE%2BCRISTO1.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-_CXF-GPKOzI/Txs1JVK8TmI/AAAAAAAAVhk/1dQ8lA06r_Q/s72-c/lua-e1325868578162.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://xfilesmisterioso.blogspot.com/2012/01/cratera-lunar-gigante-e-revelada-em.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DEMGSXY5eip7ImA9WhRUEEQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148170167381331016.post-6752548312915269957</id><published>2012-01-20T13:52:00.000-08:00</published><updated>2012-01-20T13:53:48.822-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-20T13:53:48.822-08:00</app:edited><title>Mulheres francesas vivem em caverna para escapar de radiação eletromagnética</title><content type="html">&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-0jvRw8koVI4/TxniZeCoABI/AAAAAAAAVe8/UZZBjfSu9TM/s1600/Anne-Cautain-and-Bernadette-Touloumond2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-0jvRw8koVI4/TxniZeCoABI/AAAAAAAAVe8/UZZBjfSu9TM/s400/Anne-Cautain-and-Bernadette-Touloumond2.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699835730602754066" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; vertical-align: baseline; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; "&gt;Com certeza você já leu ou ouviu em algum lugar que a radiação eletromagnética a partir de telefones celulares e outros dispositivos são prejudiciais aos seres humanos – algumas reportagens arriscam dizer que podem causar câncer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; vertical-align: baseline; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; "&gt;Se você não acredita que isso é possível, conheça a história de duas mulheres francesas que estão vivendo em uma caverna para fugir desses raios “do mal”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; vertical-align: baseline; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; "&gt;Anne Cautain e Bernadette Touloumond sofrem de reações de&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://hypescience.com/alergia-eletricidade-eletrossensiveis/"&gt;&lt;span style="border:none windowtext 1.0pt;mso-border-alt:none windowtext 0cm; padding:0cm"&gt;hipersensibilidade a radiações eletromagnéticas. Afirmam ser eletrossensíveis&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; vertical-align: baseline; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; "&gt;Os sintomas incluem dores de cabeça insuportáveis e uma queimação terrível, tanto que elas não conseguem viver no mundo “normal”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; vertical-align: baseline; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; "&gt;Depois de tentar várias outras opções, uma caverna tornou-se a melhor opção para elas viverem. A caverna está localizada fora da cidade de Beaumugne, à beira do planalto Vercors, na França.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; vertical-align: baseline; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; "&gt;Para obter acesso à área, uma pequena escada precisou ser redimensionada e agarrada a uma corda. Uma placa “Celulares Proibidos” é exibida na encosta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; vertical-align: baseline; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; "&gt;Anne diz que não pode estar perto de qualquer tipo de ondas eletromagnéticas, que podem ser de Wi-Fi, telefones celulares ou fios de alta tensão. Ela foi a primeira a se estabelecer na caverna , e agora faz 3 anos que está lá.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; vertical-align: baseline; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; "&gt;Ela se tornou alérgica à radiação em janeiro de 2009, quando Wi-Fi foi instalado na universidade onde trabalhava. Ela então começou a procurar por zonas sem essa radiação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; vertical-align: baseline; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; "&gt;Por um tempo, Anne passou a noite dormindo em seu carro em um estacionamento suburbano. Logo, a radiação se espalhou para lá também. A caverna foi a única opção que lhe restou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; vertical-align: baseline; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; "&gt;Bernadette se juntou a ela um pouco mais tarde. Elas recebem outros visitantes de tempos em tempos que vêm lá pela mesma razão, para escapar da radiação da qual seus corpos são alérgicos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; vertical-align: baseline; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; "&gt;Embora a vida seja melhor para elas na caverna, as mulheres ainda não têm acesso ao ar livre ou à luz solar, coisas que mais sentem falta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-line-height-alt:10.35pt; background:white;vertical-align:baseline"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; background-color: white; "&gt;No interior das cavernas, elas têm algumas tábuas no chão para ajudá-las a manter seus pés secos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: white; "&gt;Lonas de plástico no teto mantêm a umidade longe. Elas têm camas e uma mesa com algumas velas. Não há calor ou eletricidade. As mulheres cultivam seu próprio alimento orgânico fora de suas cavernas – maçãs, peras e abobrinhas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; vertical-align: baseline; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; "&gt;Muitas pessoas pensam que elas são loucas. As mulheres já perderam alguns amigos e família por causa da condição.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; vertical-align: baseline; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; "&gt;A doença, no entanto, é muito pior do que você pode imaginar. Hipersensibilidade eletromagnética, ou EHS, agora é aceita como doença legítima. No entanto, o número de pessoas que sofrem com a condição é muito pequeno.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; vertical-align: baseline; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; "&gt;Anne diz que não adora seu estilo de vida. “Mas não tenho escolha. Em qualquer outro lugar, é um inferno”, explica. [&lt;a href="http://www.odditycentral.com/news/french-women-flee-to-cave-to-escape-wi-fi-rays.html"&gt;&lt;span style="border:none windowtext 1.0pt;mso-border-alt:none windowtext 0cm; padding:0cm"&gt;OddityCentral&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;]&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; vertical-align: baseline; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;&lt;a href="http://hypescience.com/mulheres-francesas-vivem-em-caverna-para-escapar-de-radiacao-eletromagnetica/?utm_source=feedburner&amp;amp;utm_medium=email&amp;amp;utm_campaign=Feed%3A+feedburner%2Fxgpv+%28HypeScience%29"&gt;http://hypescience.com/mulheres-francesas-vivem-em-caverna-para-escapar-de-radiacao-eletromagnetica/?utm_source=feedburner&amp;amp;utm_medium=email&amp;amp;utm_campaign=Feed%3A+feedburner%2Fxgpv+%28HypeScience%29&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family:Arial"&gt;&lt;a href="http://hypescience.com/"&gt;Hypescience&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; vertical-align: baseline; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; "&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148170167381331016-6752548312915269957?l=xfilesmisterioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/PpylOil-6znhasdsvJZ74Q234zs/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/PpylOil-6znhasdsvJZ74Q234zs/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
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Essa postulação diz, basicamente, que não é possível medir todas as propriedades de uma partícula quântica (seja uma molécula, um átomo ou partícula subatômica) com precisão absoluta, porque a medição da primeira propriedade causa uma perturbação na partícula e compromete a medição das outras. Mas uma equipe de cientistas da Universidade Tecnológica de Viena (Áustria) propõe que esse princípio não funciona exatamente assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A equipe de pesquisadores austríacos é liderada por um cientista japonês, Yuji Hasegawa. O princípio básico dessa nova ideia, de acordo com ele, é que a interferência que acontece na medição das propriedades de uma partícula quântica não significa que haja necessariamente incerteza, ou pelo menos não da maneira que Heisenberg imaginava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vamos a um exemplo prático. Em sua época, o cientista alemão usava um experimento baseado em raios luminosos para medir a posição de um elétron em determinado instante. Mas para essa medição dar certo, é preciso lançar sobre o elétron uma pequena onda, que cause uma perturbação no seu estado natural. Essa perturbação altera o momento linear (o produto entre massa e velocidade da partícula) original do elétron.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso, seria impossível medir, ao mesmo tempo, a posição e o momento linear do elétron, só se poderia medir um ou o outro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Heisenberg acreditava que essa condição se aplicava apenas à mecânica quântica, mas os pesquisadores de Viena explicam que a incerteza também se observa em outros campos da física. Além disso, não se trata de um problema de medição: as partículas quânticas são incertas naturalmente. Em outras palavras, não daria mesmo para medir a posição e o momento linear de um elétron porque nem ele mesmo “sabe” onde está indo; não existe uma regularidade a ser mensurada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Logo, os princípios precisam ser refeitos sobre essas duas variáveis: de um lado, a dificuldade de medição já identificada pelo princípio de Heisenberg. De outro, a “incerteza natural” de uma partícula quântica, que independe da dificuldade de medição. Para isso, usa-se as noções do “spin quântico”, que seria algo como as “coordenadas” de uma partícula quântica levando em conta sua natureza de movimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E foi isso que fizeram os pesquisadores de Viena: para fugir da medição clássica entre posição e momento linear, mediram o spin (giro) de um nêutron em dois experimentos consecutivos, e os números que foram aparecendo puderam dar uma visão mais abrangente do movimento da partícula. Dessa maneira, concluíram que existe de fato a incerteza no movimento das partículas quânticas. Mas isso não acontece porque as medições não podem dar conta, e sim pela própria natureza das partículas. [ScienceDaily]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;http://hypescience.com/a-ciencia-esta-certa-sobre-a-incerteza-quantica/&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hypescience&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148170167381331016-3366249070690497635?l=xfilesmisterioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/XyL0Hqev8d5lYwboPqol9J-TYKg/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/XyL0Hqev8d5lYwboPqol9J-TYKg/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
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Bodhidarma, fundador do budismo Zen, quando um dia estava em meditação</title><content type="html">&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-B1BiuHSFRk0/TxnW19m_nvI/AAAAAAAAVek/zT3_58ftt9s/s1600/Bodhidharma.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 294px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-B1BiuHSFRk0/TxnW19m_nvI/AAAAAAAAVek/zT3_58ftt9s/s400/Bodhidharma.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699823025973599986" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ou seja uma inteligência analógica, ou a inspiração mística, ou o estado de contemplação absoluta. Assim, a idéia de Eternidade, a idéia de Transfinito, a idéia de Deus, etc., são talvez modelos estabelecidos por nós e destinados, noutro domínio da nossa inteligência, num domínio habitualmente adormecido, a dar as respostas em vista das quais nós as elaboramos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Louis Pauwels e Jacques Bergier. DIFEL&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que é preciso ver bem é que a idéia mais sublime é talvez o equivalente do desenho do bisão para o feiticeiro pré-histórico. Trata-se de uma maquete. Em seguida será necessário que as máquinas analógicas comecem a funcionar sobre esse modelo na zona secreta do cérebro. O feiticeiro passa, por transes, para a realidade do mundo bisão, descobre-lhe todos os aspectos de uma só vez e pode anunciar o lugar e a hora da próxima caçada. Isto é a magia no estado mais inferior. No estado superior, omodelo não é um desenho ou uma estatueta, nem sequer um símbolo. É uma idéia, é o produto mais perfeito da mais perfeita inteligência possível. Essa idéia só foi concebida em vista de outra etapa da investigação: a etapa analógica, segundo tempo de toda a investigação operacional. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que nos parece é que a mais alta, a mais fervorosa atividade do espírito humano consiste em estabelecer modelos destinados a outra atividade do espírito, poucoconhecida e difícil de pôr em atividade. É neste sentido que se pode dizer: tudo é símbolo, tudo é signo, tudo é evocação de outra realidade. Isto abre-nos portas sobre o possível e infinito poder do homem. Isto não nos dá a chave de todas as coisas, contrariamente ao que crêem os simbologistas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Da idéia de Trindade, da idéia do transfinido, à estatueta cravada de alfinetes do mago aldeão, passando pela cruz, a suástica, o vitral, a catedral, a Virgem Maria, os seres matemáticos, os números, etc., tudo é modelo, maquete de qualquer coisa que existe num universo diferente daquele onde essa maquete foi concebida. Mas as maquetes não são intercambiáveis: um modelo matemático de barragem fornecido ao computador eletrônico não é comparável a um modelo de foguetão supersônico. Nem tudo está em tudo. A espiral não está na cruz. A imagem do bisão não está na fotografia sobre a qualo médium se exercita, o ponto Ômega do P.e Teilhard não está no Inferno de Dante, o menir não está na catedral, os números de Cantor não estão nos números do Apocalipse. Se existem maquetes de tudo, nem todas as maquetes são como mesas gigognes, e não formam um todo desmontável que revele o segredo do Universo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Table gigognes mesa contendo uma série de mesas que entram umas nas outras) Se os modelos mais poderosos fornecidos à inteligência em estado de vigília superior são os modelos sem dimensão, quer dizer, as idéias, é preciso abandonar a esperança de encontrar a maquete do Universo na Grande Pirâmide ou sobre o pórtico de Notre-Dame. Se existe uma maquete do Universo inteiro, ela só poderia existir no cérebro humano, no cume extremo da mais sublime das inteligências. Mas não teria o Universo mais recursos do que o homem? Se o homem é um infinito, não seria o Universo o infinito mais qualquer coisa? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, descobrir que tudo é maquete, modelo, signo, símbolo, leva a descobrir uma chave. Não aquela que abre a porta do mistério insondável, e que aliás não existe, ou está ainda nas mãos de Deus. A chave, não de uma certeza, mas de uma atitude. Trata-se de fazer funcionar a inteligência diferente à qual essas maquetes são propostas. Trata-se portanto de passar do estado de vigília vulgar para o estado de vigília superior. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O estado desperto. Nem tudo está em tudo. Mas a vigília é tudo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A NOÇÃO DO ESTADO DE VIGÍLIA &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;À maneira dos teólogos, dos sábios, dos magos e das crianças. - Cumprimentos a um especialista em suscitar obstáculos. - O conflito espiritualismo-materialismo, ou uma história de alergia. - A lenda do chá. - E se se tratasse de uma faculdade natural? - O pensamento como forma de caminhar e de sobrevoar. - Um suplemento aos direitos do homem. - Divagações sobre o homem desperto. - Nós, honestos bárbaros. . . &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Consagrei um grande volume à descrição de uma sociedade de intelectuais que procurava alcançar, sob a orientação do taumaturgo Gurdjieff, o estado de vigília. Continuo a achar que é uma das pesquisas mais importantes. Gurdjieff dizia que o espírito moderno, nascido numa estrumeira, regressaria à estrumeira, e aconselhava odesprezo pelo século. É que de fato o espírito moderno nasceu do esquecimento, da ignorância da necessidade de uma tal procura. Mas Gurdjieff, homem de idade, confundia o espírito moderno com o cartesianismo crispado do século XIX. Para o verdadeiro espírito moderno, o cartesianismo já não é panacéia, e a própria natureza da inteligência deve ser reconsiderada. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De forma que, pelo contrário, a extrema modernidade pode levar os homens a meditar com vantagem sobre a possível existência de outro estado de consciência: de um estado de consciência desperta. Neste sentido, os matemáticos e os físicos de hoje dão as mãos aos místicos de ontem. O desprezo de Gurdjieff, como o de René Guénon, outro defensor, mas puramente teórico, do estado de vigília, não convém à época. E eu suponho que se Gurdjieff tivesse sido completamente esclarecido, não se teria enganado na época. Para uma inteligência que sente absoluta necessidade de uma transmutação, o nosso tempo não deve suscitar o desprezo, mas sim o amor. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até agora foi em termos religiosos, esotéricos ou poéticos que o estado de vigília foi evocado. A incontestável vantagem de Gurdjieff foi mostrar que podia haver uma psicologia e uma fisiologia desse estado. Mas empregava de propósito uma linguagem obscura e encerrava os seus discípulos num verdadeiro claustro intelectual. Vamos tentar falar como homens da segunda metade do século XX, com os processos do exterior. A respeito de tal assunto faremos, evidentemente, aos olhos dos especialistas, figura de bárbaros. E a verdade é que nós somos um pouco bárbaros! Sentimos, no mundo de hoje, que se prepara uma alma nova para uma nova idade da Terra. A nossa forma de abordar a provável existência de um estado de vigília não será nem completamente religiosa, nem completamente esotérica, ou poética, nem completamente científica. Será um pouco de tudo isto simultaneamente, e trairá um pouco, aparentemente, todas as disciplinas. É isto o Renascimento: uma panela de água a ferver, onde mergulham, misturados, os métodos dos teólogos, dos sábios, dos mágicos e das crianças. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Numa manhã de Agosto de 1957 houve grande afluência de jornalistas à partida de umnavio que saía de Londres a caminho das Índias. Um senhor e uma senhora, de cerca de cinqüenta anos e de aspecto insignificante, tinham embarcado. Era o grande biólogo &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;J. B. S. Haldane, que, acompanhado de sua mulher, deixava para sempre a Inglaterra. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou farto deste país, e de uma quantidade de coisas deste país, dizia ele com suavidade. Especialmente do americanismo que nos invade. Vou procurar idéias novas e trabalhar em liberdade num país novo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim começava uma nova etapa na carreira de um dos homens mais extraordinários da época. J. B. S. Haldane defendera Madrid, de espingarda na mão, contra os franquistas. Aderira ao partido comunista inglês, mas rasgara o seu cartão após o casoLysenko. E, agora, ia procurar a verdade nas Índias. Durante trinta anos, o seu humor negro fora inquietante. Respondera ao questionário de um jornal a respeito da decapitação do rei Carlos I de Inglaterra, que reacendera grandes controvérsias: Se Carlos I fosse um gerânio, ambas as partes teriam sobrevivido. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de pronunciar um violento discurso no Clube dos Ateístas, recebera uma carta de um católico inglês que lhe assegurava que Sua Santidade o Papa não estava de acordo. Adaptando imediatamente essa respeitosa fórmula, escrevera ao ministro da Guerra: Vossa Ferocidade, ao ministro do Ar: Vossa Velocidade e ao presidente da liga racionalista: Vossa Impiedade. Nessa manhã de Agosto, os seus camaradas da esquerda também não deviam estar descontentes com a sua partida. Pois, embora defendesse a biologia marxista, Haldane nem por isso deixava de reclamar o alargamento do campo de prospecção da ciência, o direito à observação dos fenômenos não de acordo com o espírito racional. Respondia-lhes, com uma tranqüila insolência: Estudo o que é realmente esquisito em químico-física, mas não desprezo nada nos outros domínios. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Insistira há muito tempo para que a ciência estudasse sistematicamente a noção de vigília mística. Desde 1930, nos seus livros A Desigualdade do Homem e Os Mundos Possíveis, a despeito da sua posição de sábio oficial, declarara que o Universo era talvez mais estranho do que se supunha, e que os testemunhos poéticos ou religiosos sobre um estado de consciência superior ao estado de vigília vulgar deviam ser objeto de uma investigação científica. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tal homem devia fatalmente embarcar um dia para a Índia, e não seria de admirar que os seus trabalhos futuros versassem sobre assuntos como Eletroencefalografia e Misticismo ou Quarto estado da consciência e metabolismo do gás carbônico. São coisas possíveis da parte de um homem cuja obra inclui já um Estudo das aplicações do espaço de dezoito dimensões aos problemas essenciais da genética. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A nossa psicologia oficial admite dois estados de consciência: sono e vigília. Mas, das origens da humanidade aos nossos dias, abundam os testemunhos sobre a existência de estados de consciência superiores ao estado de vigília. Haldane foi possivelmente o primeiro sábio moderno a examinar objetivamente esta noção de superconsciência. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estava dentro da lógica da nossa época de transição que esse homem aparecesse, tanto aos seus inimigos espiritualistas como aos seus amigos materialistas, como um especialista em suscitar obstáculos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Da mesma forma que Haldane, devemos manter-nos completamente estranhos ao velho debate entre espiritualistas e materialistas. Esta é a atitude verdadeiramente moderna. Não colocarmo-nos acima do debate. Não existe acima nem abaixo: não tem volume nem sentido. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os espiritualistas acreditam na possibilidade de um estado superior de consciência. Vêem nisso um atributo da alma imortal. Os materialistas protestam mal se lhes oferece ocasião, e agitam o nome de Descartes. Nem uns nem outros vão analisar de perto, com espírito isento de preconceitos. Ora deve haver outra forma de considerar o problema. Uma forma realista, no sentido que nós damos ao termo: um realismo integral, quer dizer, que tem em conta os aspectos fantásticos da realidade. Aliás poderia dar-se o caso de que este velho debate apenas aparentemente tivesse qualquer parcela de filosófico. Pode ser que não seja mais do que uma disputa entre pessoas que, funcionalmente, reagem de maneira diferente em relação a um fenômeno natural. Qualquer coisa como uma discussão caseira entre o senhor que gosta do vento e a senhora que o detesta. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O embate de dois tipos humanos: no interior, nada susceptível de provocar luz. Se assim fosse realmente, quanto tempo perdido em controvérsias abstratas, e como teríamos razão em nos afastar do debate para abordar, com espírito selvagem, a questão do estado de vigília! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vejamos a hipótese: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A passagem do sono para a vigília produz um certo número de modificações no organismo. Por exemplo, a tensão arterial muda, o influxo nervoso modifica-se. Se existe, como pensamos, digamos um estado de supervigília, um estado de consciência superior, a passagem também deve ser acompanhada de diversas transformações. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ora sabemos todos que, para certos homens, o fato de emergir do sono é doloroso ou pelo menos violentamente desagradável. A medicina moderna apercebe-se do fenômeno e distingue dois tipos humanos a partir da reação ao despertar. O que é o estado de superconsciência, de consciência realmente desperta? Os homens que fizeram a experiência descrevem-no, no regresso, com dificuldade. Em parte, a linguagem não chega para o descrever. Sabemos que pode ser atingido voluntariamente. Todos os exercícios dos místicos convergem para esse objetivo. Sabemos igualmente que é possível – como o diz Vivekananda - que um homem que desconhece essa ciência (a ciência dos exercícios místicos) atinja por acaso esse estado. A literatura poética do Mundo inteiro está cheia de testemunhos a respeito de bruscas inspirações. E quantos homens, que não são nem poetas nem místicos, se sentiram, por uma fração de segundo, prestes a atingir esse estado? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Comparemos esse estado singular, excepcional, a outro estado excepcional. Os médicos e os psicólogos começam a estudar a pedido do exército, o comportamento do ser humano na queda que anula a gravidade terrestre. Para além de certo grau de aceleração a gravidade é abolida. O passageiro do avião experimental lançado num vôo picado flutua durante alguns segundos. Verifica-se que, para certos passageiros, essa queda é acompanhada de uma extrema sensação de felicidade. Para outros, de extrema angústia, de horror. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois bem, pode ser que a passagem - ou a tentativa de passagem - entre o estado de vigília vulgar e o estado de consciência superior (iluminativa, mágica) provoque certas modificações subtis no organismo, desagradáveis para certos homens e agradáveis para outros. O estudo de uma fisiologia ligada aos estados de consciência é ainda embrionário. Começa agora a fazer alguns progressos com a hibernação. A psicologia do estado superior de consciência não chamou ainda a atenção dos sábios, salvo certas exceções. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se refletirmos na nossa hipótese, compreender-se-á a existência de um tipo humano racionalista, positivista, agressivo por autodefesa desde que se trate, em literatura, em filosofia ou em ciência, de sair do domínio onde se exerce a consciência no seu estado vulgar. E compreende-se a existência do tipo espiritualista, para quem qualquer alusão à possibilidade de exceder a razão evoca um paraíso perdido. Encontrar-se-ia, na base de uma imensa discussão escolástica, o humilde: gosto, ou não gosto. Mas o que é que, em nós, gosta ou não gosta? Em verdade, nunca é Eu: isto gosta, ou aquilo não gosta, em mim, e nada mais. Afastemo-nos portanto o mais possível do problema espiritualismo-materialismo, que talvez não seja mais que um verdadeiro problema de alergias. O essencial é saber se o homem possui, nas suas regiões inexploradas, instrumentos superiores, enormes amplificadores da sua inteligência, e equipamento completo para conquistar e compreender o Universo, para se conquistar e se compreender a si próprio, para assumir a totalidade do seu destino. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bodhidarma, fundador do budismo Zen, quando um dia estava em meditação, adormeceu (quer dizer que se deixou cair, por inadvertência, no estado de consciência habitual à maior parte dos homens). Essa falta pareceu-lhe tão horrível que cortou as pálpebras. Estas, segundo diz a lenda, caíram no solo, dando imediatamente lugar ao nascimento do primeiro pé de chá. O chá, que protege contra o sono, é a flor que simboliza o desejo dos sábios de se manter em vigília, e é por isso que se diz o gosto do chá e o gosto do Zen são semelhantes. Esta noção do estado de vigília parece tão velha como a humanidade. É a chave dos mais antigos textos religiosos, e é possível que o homem pré-histórico já tivesse procurado atingir esse terceiro estado. O método de datar com o radiocarbono permitiu constatar que os índios do sudoeste do México, há mais de dez mil anos, absorviam certos cogumelos para provocar a hiperlucidez. Trata-se sempre de mandar abrir o terceiro olho, de ultrapassar o estado de consciência vulgar onde tudo é apenas ilusão, prolongamento dos sonhos do profundo sono. Desperta, dorminhoco, desperta! Dos Evangelhos aos contos de fadas é sempre a mesma admoestação. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os homens procuraram esse estado de vigília em toda a espécie de ritos, pelas danças, os cantos, pela maceração, o jejum, a tortura física, as drogas diversas, etc. Quando o homem moderno se tiver apercebido da importância do que está em jogo - o que não tardará -, outros meios serão sem dúvida encontrados. O sábio americano J. B. Olds prevê uma estimulação eletrônica do cérebro. O astrônomo inglês Fred Hoyle propõe a observação de imagens luminosas sobre um écran de televisão. Já H. G. Wells, no seu belo livro Na Época do Cometa, imaginava que devido à colisão com um cometa a atmosfera da Terra ficaria cheia de um gás que provocaria a hiperlucidez. Os homens então transpunham finalmente a fronteira que separa a verdade da ilusão. Despertavam para as verdadeiras realidades. De chofre, todos os problemas, práticos, morais e espirituais, se achavam resolvidos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Imagem: Bodhiharma - fundador da filosofia Chan budismo (ou Zen budismo em japonês)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;kungfumentecorpoealma.blogspot.com&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148170167381331016-4306294881220462716?l=xfilesmisterioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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Bodhidarma, fundador do budismo Zen, quando um dia estava em meditação" /><author><name>Gil Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14071084893514472462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-st0V4_9wp8I/TeaRq2cg7qI/AAAAAAAAQvg/FMUx3xLRsCE/s220/O%2BCONDE%2BMONTE%2BCRISTO1.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-B1BiuHSFRk0/TxnW19m_nvI/AAAAAAAAVek/zT3_58ftt9s/s72-c/Bodhidharma.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://xfilesmisterioso.blogspot.com/2012/01/o-despertar-dos-magicos-71-bodhidarma.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;C08BRX48fyp7ImA9WhRUEEw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148170167381331016.post-8850836649073314640</id><published>2012-01-19T14:22:00.000-08:00</published><updated>2012-01-19T14:24:14.077-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-19T14:24:14.077-08:00</app:edited><title>Combustão humana espontânea é um fenômeno real?</title><content type="html">&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Sud5YgxbAoc/TxiYBS9QJgI/AAAAAAAAVdE/LzcSimKIEbA/s1600/combustao-humana-espontanea.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Sud5YgxbAoc/TxiYBS9QJgI/AAAAAAAAVdE/LzcSimKIEbA/s400/combustao-humana-espontanea.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699472476473402882" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Será que as pessoas podem de repente e inexplicavelmente explodir em uma bola de fogo – fenômeno conhecido como combustão espontânea? Isso parece coisa de filme de terror, mas algumas pessoas acreditam que isso realmente pode acontecer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- 7 casos incríveis de combustão humana espontânea&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O investigador irlandês Ciaran McLoughlin acredita nisso – foi essa a conclusão que ele chegou sobre a morte de Michael Faherty, um irlandês de 76 anos de idade que queimou até a morte em sua casa, em dezembro de 2010. Havia marcas de queimaduras acima e abaixo de seu corpo, mas nenhuma evidência de gasolina, querosene ou outros produtos do gênero.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Este fogo foi exaustivamente investigado e eu cheguei à conclusão de que isso se encaixa na categoria de combustão humana espontânea, que ainda não tem explicação adequada”, relatou McLoughlin.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os incêndios não começam por conta própria. Quando investigadores estão procurando a causa dos incêndios florestais não acham que a chama acendeu-se do nada, mas sim que ela foi provavelmente causada por uma pessoa descuidada ou por um relâmpago. Embora seja raro, são conhecidas ocorrências de combustão espontânea. Sob as circunstâncias corretas, muitas coisas podem se auto-inflamar em um dia quente, incluindo trapos usados contendo óleo ou gasolina. Poeira de carvão também pode se inflamar espontaneamente – um dos muitos perigos que os mineiros enfrentam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas a alegação de que as pessoas podem explodir em chamas de repente, sem motivo aparente, é uma questão totalmente diferente. O caso mais conhecido de combustão humana espontânea (CHE) é realmente de ficção: em 1853, um personagem do romance “Casa Abandonada”, de Charles Dicken, pega fogo. O fenômeno também apareceu em filmes e em programas de TV como “The X-Files”. Mas há alguma confirmação de um caso assim na vida real?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É aí que as coisas ficam complicadas. Embora alguns especialistas sugiram que existem centenas (ou milhares) de casos de combustão humana espontânea ao longo da história, apenas cerca de meia dúzia foram investigados em detalhes. O pesquisador Joe Nickell examinou vários desses casos “inexplicáveis” em seu livro “Real Life-X-Files” e descobriu que todos eles eram muito menos misteriosos do que o que é sugerido. A maioria das vítimas era, como o irlândes Faherty, idosas, moravam sozinhas e tinham objetos inflamáveis por perto (cigarros, velas, etc) quando morreram. Várias foram vistas pela última vez consumindo álcool ou fumando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se a pessoa está dormindo, embriagada, inconsciente, muito fraca, ou incapaz de se mover e apagar as chamas, as suas roupas podem agir como um pavio, e a gordura do corpo – inflamável e muito perto da superfície da pele – alimenta o fogo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os incêndios são notoriamente instáveis, às vezes as chamas se espalham para outros lugares, outras vezes não. Às vezes, incêndios consomem todo o corpo, outras vezes não. Tudo depende das circunstâncias específicas de cada caso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nickell também joga um balde de água fria na ideia de que corpos só podem ser consumidos pelo fogo em temperaturas muito mais altas do que as chamas comuns poderiam oferecer. Ele afirma que experiências mostram que a gordura humana pode chegar a uma temperatura de cerca de 250 graus Celsius quando queimada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O caso de Michael Faherty pode não ser tão misterioso quanto parece. Afinal, havia uma lareira perto de seu corpo queimado. É provável que uma faísca ou brasa possa ter lançado fogo em suas roupas, deixando elas em chamas. Mas o fato ainda não está claro porque o investigador excluiu a possibilidade da explicação ter vindo de fora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se a combustão humana espontânea é um fenômeno real – e não o resultado de uma pessoa idosa ou doente perto de uma fonte de chamas – por que não acontece com mais frequência? Há 7 bilhões de pessoas no mundo, e ainda não conhecemos relatos de pessoas que explodiram em chamas enquanto caminhavam pela rua, assistiam jogos de futebol ou bebiam um café em uma lanchonete.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se a combustão humana é um fenômeno raro e real, estatisticamente devíamos ver muito mais casos disso. Quando acontece um suposto caso de CHE, ainda é necessário um conjunto muito específico de circunstâncias – que geralmente sugerem uma explicação mais lógica. [Life's Little Mysteries]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;http://hypescience.com/combustao-humana-espontanea-e-um-fenomeno-real/?utm_source=feedburner&amp;amp;utm_medium=email&amp;amp;utm_campaign=Feed%3A+feedburner%2Fxgpv+%28HypeScience%29&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hypescience&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148170167381331016-8850836649073314640?l=xfilesmisterioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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Entretanto, residentes de uma pequena cidade nos Estados Unidos sentiram que mãe natureza estava enviando alguns sinais do apocalipse.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A cidade de Beebe, no Arkansas, abriga cerca de 1.5 milhões de pássaros melros de asas vermelhas, espécie conhecida por viver em grandes conjuntos. Na noite do ano novo, milhares desses pássaros caíram do céu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos dias seguintes, a cidade foi invadida por especialistas ambientais e jornalistas, que tentavam entender o que havia acontecido. Após examinar o corpo dos animais, cientistas descobriram que eles haviam morrido por traumas, sugerindo que seus voos noturnos foram bagunçados por barulhos de fogos de artifício.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem uma boa visão noturna, essa espécie colidiu com os prédios da cidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar de esses fenômenos naturais serem geralmente explicados pela ciência, eles continuam a nos intrigar. Aqui vão alguns números desses estranhos eventos da natureza.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;MORDEDOR DE LÍNGUA&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Cymothoa exigua é uma das 382 espécies de “piolho” conhecidas por se grudar na língua dos peixes após entrar pelas guelras. Uma vez lá, os parasitas se alimentam do peixe, comendo sua carne e se alimentando do suprimento sanguíneo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os parasitas adultos podem atingir até quatro centímetros, e são mais comuns na costa da Califórnia. Eles não apresentam perigo aos humanos, mas um deles vivo pode dar uma boa beliscada com suas garras, também usadas para grudar na língua do peixe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;SAPOS EXPLOSIVOS&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais de mil sapos mortos foram encontrados em Altona, na Alemanha, durante poucos dias na primavera de 2005. O ponto de cruzamento dos animais foi apelidado de “lagoa da morte”, para explicar o estranho cenário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Investigações revelaram que os anfíbios mortos tinham machucados nas costas e o fígado havia sido removido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Especialistas deduziram que corvos estavam fazendo “cirurgias” para remover o nutritivo órgão sem ingerir a pele venenosa do sapo. Os espertos pássaros atacaram enquanto as vítimas copulavam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como defesa natural, os sapos incharam 3.5 vezes mais do que o tamanho normal, mas sem o fígado para impedir os pulmões de continuar expandindo, eles explodiram. O resultado foi entranhas de sapo espalhadas até um metro de distância.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ÁRVORES VERMELHAS&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dezenas de milhões de joaninhas infestaram uma pequena cidade do Colorado, deixando as árvores pintadas de vermelho, em 2009. Foi um ano de excesso de comida para os insetos, devido a condições climáticas anormais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As joaninhas ficaram nas árvores para encontrar parceiros, e logo se dispersaram após conseguir o que queriam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;CENÁRIO CONGELADO&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 2011, cientistas que estavam rastreando bois-almiscarados no Alaska, ficarem perplexos ao notar seus 55 objetos de observação congelados. Os animais vivem no Ártico com duas camadas de pelo e podendo pesar mais de meia tonelada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas essas adaptações foram inúteis quando uma tempestade no mar rachou o gelo superficial, levando os animais a cair na água. Com temperaturas de até -30 graus Celsius na superfície, o gado rapidamente congelou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;PROPORÇÕES BÍBLICAS&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No ano passado, bilhões de gafanhotos invadiram uma área australiana maior do que 500 mil quilômetros quadrados. De acordo com a Comissão Australiana de Pragas de Gafanhotos, o nível chegou a 10 insetos por metro quadrado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os animais famintos devoraram plantações inteiras, formando a maior praga em trinta anos. Especialistas culparam as enchentes como um catalisador da explosão populacional, já que os ovos dos gafanhotos precisam de condições úmidas para se desenvolver.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma vez chocados, os gafanhotos levaram de 6 a 8 semanas para se desenvolver em adultos. E eles vivem até 10 meses, aterrorizando os fazendeiros e gerando um custo estimado de 3,8 bilhões de reais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;TRAGÉDIA NO MAR&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os corpos de oito mil pássaros marítimos se espalharam por mais de 500 quilômetros da costa norte americana, em 2009. Especialistas temiam um vazamento de óleo, mas os pássaros morreram de algum tipo de morte natural.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um acidente similar aconteceu em 2007, na Califórnia, quando 600 pássaros foram dados como mortos devido a uma “maré vermelha”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As algas dessa maré produzem uma espuma que não é tóxica, mas acaba matando os pássaros ao grudar em suas penas, arruinando sua proteção e causando hipotermia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Graças a investigações anteriores, muitos dos pássaros do evento em 2009 puderem ser salvos. [BBC]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;http://hypescience.com/eventos-estranhos-da-natureza-em-numeros/?utm_source=feedburner&amp;amp;utm_medium=email&amp;amp;utm_campaign=Feed%3A+feedburner%2Fxgpv+%28HypeScience%29&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hypescience&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148170167381331016-935519545856714709?l=xfilesmisterioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/BEKUWqSQL-E8IXOu72yHVeoboGA/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/BEKUWqSQL-E8IXOu72yHVeoboGA/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
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A mancha escura pode ser observada na imagem em Ultra Violeta capturada em 13 janeiro de 2012.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Buracos coronais são lugares onde o campo magnético do Sol se abre e permite que o vento solar escape. Este buraco tem cerca de 120.000 km de largura e mais de um milhão de quilômetros de comprimento. O vento solar flui da abertura, desde abismo escuro da coroa solar e irá atingir a Terra em 16 ou 17 de janeiro de 2012, possivelmente provocando auroras para os observadores de alta latitude-céu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Estes rasgos na supercície do Sol podem&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://fimdostempos.net/alerta-buraco-coronal-imenso-aparece-na-superficie-do-sol.html"&gt;&lt;span style="color:#2146FF"&gt;contribuir&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;para a ocorrência de grandes explosões solares e CMEs (Ejeções de Massa Coronal) significativas. O buraco coronal esta de frente para a Terra. Os ventos solares têm tendencia a aumentar sua velocidade nestas condições.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fonte: Spaceweather.com e http://celiosiqueira.blogspot.com/2012/01/alerta-buraco-coronal-imenso-aparece-na.&lt;a href="http://fimdostempos.net/alerta-buraco-coronal-imenso-aparece-na-superficie-do-sol.html"&gt;&lt;span style="color:#2146FF"&gt;html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Texto e adaptação de tradução de termos técnicos: Gério Ganimedes&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Leia mais&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://fimdostempos.net/alerta-buraco-coronal-imenso-aparece-na-superficie-do-sol.html"&gt;&lt;span style="color:#2146FF"&gt;informações&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;em: &lt;a href="http://www.spaceweather.com/"&gt;www.spaceweather.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;FIMDOS TEMPOS.NET&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148170167381331016-610862843666385066?l=xfilesmisterioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/_GMJD90T7XlM0mlKIF05ZahNUl4/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/_GMJD90T7XlM0mlKIF05ZahNUl4/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/BlHIU/~4/WwsZTAzPze0" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://xfilesmisterioso.blogspot.com/feeds/610862843666385066/comments/default" title="Enviar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://xfilesmisterioso.blogspot.com/2012/01/alerta-buraco-coronal-imenso-aparece-na.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7148170167381331016/posts/default/610862843666385066?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7148170167381331016/posts/default/610862843666385066?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/BlHIU/~3/WwsZTAzPze0/alerta-buraco-coronal-imenso-aparece-na.html" title="Alerta: Buraco coronal imenso aparece na superfície do Sol" /><author><name>Gil Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14071084893514472462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-st0V4_9wp8I/TeaRq2cg7qI/AAAAAAAAQvg/FMUx3xLRsCE/s220/O%2BCONDE%2BMONTE%2BCRISTO1.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-SE7R4ohThRE/TxaYWcgcf9I/AAAAAAAAVVA/Yfu7IdABv0g/s72-c/15_01_2012__12_06_46608279a99d52715f34c14dcc97882796de6b7_312x312.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://xfilesmisterioso.blogspot.com/2012/01/alerta-buraco-coronal-imenso-aparece-na.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DkAMR3Yyeyp7ImA9WhRVGE4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148170167381331016.post-8791534807280105586</id><published>2012-01-17T13:12:00.001-08:00</published><updated>2012-01-17T13:13:06.893-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-17T13:13:06.893-08:00</app:edited><title>O Despertar dos Mágicos (70). Quando Teilhard de Chardin chega a atingir o ponto Ômega,</title><content type="html">&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-YBFmKlNF8gA/TxXkWl6MkrI/AAAAAAAAVS8/3tQCIwS8css/s1600/o%2Bfenomeno%2Bhum%2Bpierre%2Bteilhard.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 283px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-YBFmKlNF8gA/TxXkWl6MkrI/AAAAAAAAVS8/3tQCIwS8css/s400/o%2Bfenomeno%2Bhum%2Bpierre%2Bteilhard.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5698711980291691186" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apenas a moderna linguagem matemática pode, provavelmente, traduzir certos resultados do pensamento analógico. Existem, na física matemática, domínios do algures absoluto e de contínuos de medida nula, quer dizer, medidas de universos inconcebíveis e no entanto reais. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Louis Pauwels e Jacques Bergier. DIFEL&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É natural que nos interroguemos a nós próprios para saber por que motivo os poetas ainda não foram ouvir junto dessa ciência o canto das realidades fantásticas, a não ser por receio de terem de reconhecer esta evidência: que a arte mágica vive e progride para além dos seus gabinetes. Esta linguagem matemática a testemunhar a existência de um universo que escapa à consciência normalmente lúcida é a única em atividade, em constante progresso. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os seres matemáticos, quer dizer, as expressões, os signos que simbolizam a vida e as leis do mundo invisível, do mundo impensável, desenvolvem, fecundam outros seres. Para falar com propriedade, esta linguagem é a verdadeira língua verde do nosso tempo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim, a língua verde, a gíria no sentido original dessas palavras ', no sentido que se lhes dava na Idade Média (e não no sentido insípido que hoje lhe atribuem certos literatos que se julgam audaciosos), eis que a encontramos na ciência de vanguarda, na física matemática que é, se analisarmos bem, um desregramento da inteligência aceite, uma ruptura, uma visão. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que é a arte gótica, à qual devemos as catedrais? Baseando-se na similitude fonética entre argot (gíria) e art goth (arte dos godos), bem como entre argotique (de gíria) e art gotháque (arte gótica, arte dos godos), Fulcanelli escrevia 2: Para nós a arte gótica não passa de uma deformação ortográfica da palavra argotáque, de acordo com a lei fonética que rege, em todas as línguas, sem dar a menor atenção à ortografia, a cabala tradicional. A catedral é uma obra de art got ou de argot. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o que é a catedral de hoje, a que ensina aos homens as estruturas da Criação, senão a equação, que substituiu a rosácea? Libertemo-nos das fidelidades inúteis ao passado, a fim de melhor nos ligarmos a ele. Não procuremos a catedral moderna no monumento de vidro e betão encimado de uma cruz. A catedral da Idade Média era o livro dos mistérios dado aos homens do passado. O livro dos mistérios, hoje, são os físicos matemáticos que o escrevem, com seres matemáticos, encaixados como rosáceas nas construções que se chamam foguetões interplanetários, fábrica atômica, ciclotron. Eis a verdadeira continuidade, eis o verdadeiro fio da tradição. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os argotáers da Idade Média, filhos espirituais dos Argonautas que conheciam o caminho do jardim das Hespérides, escreviam na pedra a sua mensagem hermética. Signos incompreensíveis para os homens nos quais a consciência não sofreu transformações, nem o cérebro sofreu aquela aceleração formidável pela qual o inconcebível se torna real, sensível e manejável. Não eram secretos por amor ao secreto, mas simplesmente porque as suas descobertas das leis da energia, da matéria e do espírito se tinham efetuado noutro estado de consciência, incomunicável diretamente. Eram secretos, porque ser é ser diferente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por tradição atenuada, como em recordação de tão alto exemplo, o calão é nos nossos dias um dialeto à margem, usado pelos insubmissos, ávidos de liberdade, pelos proscritos, os nômades, por todos aqueles que vivem à margem das leis vigentes e das convenções. Esses eram os voyants (videntes), ou seja, por corrupção da palavra, os voyous (que veio a significar vadios), e entre eles havia-os que se proclamavam Filhos do Sol, sendo assim L'art got a arte da luz ou do espírito. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas reencontraremos a tradição sem degenerescência se nos apercebermos de que esse art got, que é arte do espírito, é hoje a arte dos seres matemáticos e dos integrais de Lebesque, dos números para além do Infinito; a dos físicos matemáticos que edificam, em curvas insólitas, em luzes interditas, em trovoadas e em chamas, as catedrais para as missas do futuro. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estas observações arriscam-se a parecer revoltantes para um leitor religioso. Mas não são. Pensamos que as possibilidades do cérebro humano são infinitas. Isto põe-nos em contradição com a psicologia e a ciência oficiais, que têm confiança no homem, sob a condição de que ele não ultrapasse o quadro traçado pelos racionalistas do século XIX. Isto não deveria pôr-nos em contradição com o espírito religioso, pelo menos com o que tem de mais puro e de mais alto. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O homem pode atingir os segredos, ver a luz, ver a Eternidade, apreender as leis da Energia, adaptar a sua marcha interior ao ritmo do destino universal, ter um conhecimento sensível da última convergência das forças e, como Teilhard de Chardin, viver da incompreensível vida do ponto Ômega onde toda a criação se encontrará, no final do tempo terrestre, a um tempo terminada, consumida e exaltada. O homem tudo pode. A sua inteligência, equipada provavelmente, desde a origem, para um conhecimento infinito, pode, em certas condições, apreender o conjunto dos mecanismos da vida. O poder da inteligência humana inteiramente manifestada provavelmente pode atingir a totalidade do Universo. Mas esse poder cessa onde essa inteligência, chegada ao termo da sua missão, pressente que ainda há qualquer coisa para além do Universo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aqui, a consciência analógica perde toda a possibilidade de funcionar. Não há, no Universo, modelos do que está para além do Universo. Essa porta intransponível é a do Reino de Deus. Aceitamos essa expressão, nesta acepção: Reino de Deus. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por ter tentado ultrapassar o Universo imaginando um número maior que tudo o que se poderia conceber no Universo, por ter tentado constituir um conceito que o Universo não pudesse preencher, o genial matemático Cantor acabou na loucura. Há uma última porta que a inteligência analógica não pode abrir. Poucos textos igualam em grandeza metafísica aquele onde H. P. Lovecraft' tenta descrever a aventura desvairada do homem desperto que teria conseguido entreabrir essa porta e portanto afirmaria ter penetrado ali onde Deus reina para além do infinito. . . &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele sabia que um tal Randolph Carter, de Boston, tinha existido; no entanto não podia saber com certeza se era ele próprio, fragmento ou faceta de entidade para além da última Porta, ou qualquer outro, que fora esse Randolph Carter. O seu eu fora destruído, e, no entanto, graças a qualquer faculdade inconcebível, tinha igualmente consciência de ser uma legião de eu. Se é que nesse sítio, onde a menor noção de existência individual estava abolida, podia sobreviver, sob qualquer forma, uma coisa tão singular. Era como se o seu corpo tivesse sido bruscamente transformado numa dessas efígies, de múltiplas cabeças e membros, dos templos hindus. Num esforço insensato, contemplando esse aglomerado, tentava separar o seu corpo original - se é que podia existir um corpo original... &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nessas terrificantes visões, esse fragmento de Randolph Carter que ultrapassara a última Porta foi arrancado ao nadir do horror para mergulhar nos abismos de um horror ainda mais profundo e, dessa vez, isso vinha do interior: era uma força, uma espécie de personalidade que bruscamente lhe fazia frente e o envolvia ao mesmo tempo, se apossava dele e se integrava a sua própria presença, coexistia a todas as eternidades, era contíguo a todos os espaços. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não havia qualquer manifestação visível, mas a percepção dessa entidade e a temível combinação dos conceitos de entidade e de infinidade provocava-lhe um terror paralisante. Esse terror ultrapassava de longe todos os que, até ali, Carter suspeitara que existiam... Essa entidade era uma e um todo, um ser a um tempo infinito e limitado que não fazia apenas parte de um contínuo espaço-tempo, mas que fazia parte integrante do turbilhão eterno das forças de vida, do último turbilhão sem limites que tanto ultrapassa as matemáticas como a imaginação. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa entidade talvez fosse aquela que certos cultos secretos da Terra evocam em voz baixa e que os espíritos vaporosos das nebulosas espirais designam por meio de um signo impossível de reproduzir... E, num relâmpago, projetado ainda mais longe, o fragmento de Carter conheceu a superficialidade, a insuficiência do que acabava de experimentar mesmo disso, mesmo disso.. . &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voltemos ao nosso assunto inicial. Nós não dizemos: existe, na imensa superfície silenciosa do cérebro, uma máquina eletrônica analógica. Dizemos: visto que existem máquinas aritméticas e máquinas analógicas, não seria possível imaginar, para além do funcionamento da nossa inteligência em estado normal, um funcionamento em estado superior? Poderes da inteligência que pertenceriam à mesma categoria dos da máquina analógica? A nossa comparação não deve ser tomada à letra. Trata-se de um ponto de partida, de uma rampa de lançamento em direção às regiões da inteligência ainda selvagens, quase por explorar. Nessas regiões, a inteligência talvez comece bruscamente a cintilar, iluminando as coisas habitualmente escondidas do Universo. De que forma consegue ela atingir essas regiões onde a sua própria vida se torna prodigiosa? Por que operações se dá a mudança de estado? Não afirmamos que o sabemos. Dizemos que há, nos ritos mágicos e religiosos, na imensa literatura antiga e moderna consagrada aos momentos singulares, aos instantes fantásticos do espírito, milhares e milhares de descrições fragmentárias que seria necessário reunir, comparar, e que talvez evoquem um método perdido - ou um método futuro. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pode dar-se o caso de que por vezes a inteligência roce, como que por acaso, a fronteira dessas regiões selvagens. Aí põe em movimento, durante uma fração desegundo, as máquinas superiores de que distingue confusamente o ruído. É a minha história da relavote, são todos esses fenômenos ditos parapsicológicos cuja existência tanto nos perturba, são esses extraordinários e raros fachos iluminativos, um, dois ou três, que a maior parte das pessoas sensitivas sentem no decorrer da vida, e sobretudo nas mais tenras idades. Nada resta, apenas a recordação. transpor essa fronteira (ou, como dizem os textos tradicionais: entrar no estado de vigília) provoca um benefício muito maior e não parece ser obra do acaso. Tudo leva a pensar que essa ultrapassagem exige a reunião e a orientação de um enorme número de forças, exteriores e interiores. Não é absurdo supor que essas forças estão à nossa disposição. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Simplesmente, falta-nos o método. Também nos faltava o método, há pouco tempo, para libertar a energia nuclear. Mas talvez essas forças estejam apenas à nossa disposição no caso de nós comprometermos, para as captar, a totalidade da nossa existência. Os ascetas, os santos, os taumaturgos, os videntes, os poetas e os sábios de gênio não dizem outra coisa. E é o que escreve William Temple, moderno poeta americano: Nenhuma revelação especial é possível se a própria existência não for um instrumento de revelação. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Retomemos portanto a nossa comparação. Foi durante a segunda guerra mundial que a pesquisa operacional nasceu. Para que a necessidade de semelhante método se fizesse sentir era necessário que se pusessem problemas que escapavam ao bom¬senso e à experiência. Portanto os tácticos recorreram aos matemáticos: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando uma situação, pela complexidade da sua estrutura aparente e da sua evolução visível, não pode ser dominada pelos processos habituais, pede-se aos cientistas para tratarem essa situação da mesma forma que, na sua especialidade, tratam os fenômenos da natureza, e para, desta forma, elaborarem uma teoria. Criar a teoria de uma situação ou de um objeto é imaginar um modelo abstrato cujas propriedades simularão as propriedades desse objeto. O modelo é sempre matemático. Por seu intermédio, as questões concretas são traduzidas em propriedades matemáticas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Trata-se do modelo de uma coisa ou de uma situação demasiado nova ou demasiado complexa para ser apreendida na sua realidade total pela inteligência. Em pesquisa operacional fundamental, há então interesse em construir uma máquina eletrônica analógica de forma que essa máquina realize o modelo. Pode-se então, manipulando os botões de regulamento e vendo-a funcionar, encontrar respostas para todas as perguntas em vista das quais o modelo foi concebido. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essas definições são extraídas de um boletim técnico. São mais importantes, para uma visão do homem desperto, para uma compreensão do espírito mágico, do que a maior parte das obras de literatura ocultista. Se nós traduzirmos modelo por ídolo ou símbolo, e máquina analógica por funcionamento iluminativo do cérebro ou estado de hiperlucidez, vemos que o mais misterioso caminho do conhecimento humano - aquele que se recusa a admitir os herdeiros do século XIX positivista- é um verdadeiro egrande caminho. É a técnica moderna que nos convida a considerá-lo como tal. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A presença dos símbolos, signos enigmáticos e de expressão misteriosa nas tradições religiosas, as obras de arte, os contos e os costumes do folclore provam a existência de uma linguagem universalmente espalhada no Oriente assim como no Ocidente, e cuja significação trans-histórica parece situar-se na própria raiz da nossa existência, dos nossos conhecimentos e dos nossos valores '. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ora, o que é o símbolo, senão o modelo abstrato de uma realidade, de uma estrutura, que a inteligência humana não pode dominar inteiramente, mas cuja teoria esboça? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O símbolo revela certos aspectos da realidade -os mais profundos - que desafiam qualquer processo de conhecimento 2. Como o modelo que o matemático elabora a partir de um objeto ou de uma situação que escapa ao bom-senso ou a experiência, as propriedades do símbolo simulam as propriedades do objeto ou da situação assim abstratamente representados, e cujo aspecto fundamental se mantém dissimulado. Em seguida seria necessário que uma máquina eletrônica analógica fosse montada e funcionasse, a partir desse modelo, para que o símbolo mostrasse a realidade que contém e as respostas a todas as perguntas em vista das quais foi concebido. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O equivalente dessa máquina, supomos nós, existe no homem. Certas atitudes mentais e físicas ainda mal conhecidas podem provocar-lhe o funcionamento. Todas as técnicas, ascéticas, religiosas, mágicas parecem orientadas para esse resultado, e é provavelmente isso que a tradição, percorrendo toda a história da humanidade, exprime ao prometer aos sábios o estado de vigília. Assim, os símbolos talvez sejam os modelos abstratos, estabelecidos desde as origens da humanidade pensante, a partir dos quais as estruturas profundas do Universo nos poderiam ser sensíveis. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas atenção! Os símbolos não representam a coisa em si, o fenômeno em si. Seria igualmente falso pensar que eles são pura e simplesmente esquematizações. Na pesquisa operacional, o modelo não é o modelo reduzido ou simplificado de uma coisaconhecida. É o ponto de partida possível em vista do conhecimento dessa coisa. É um ponto de partida situado fora da realidade: situado no universo matemático. Em seguida será necessário que a máquina analógica, construída sobre esse modelo, entre em transes eletrônicos para que as respostas práticas sejam dadas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eis porque todas as explicações dos símbolos aos quais se dedicam os ocultistas são sem interesse. Eles trabalham sobre os símbolos como se se tratasse de esquemas traduzíveis pela inteligência no estado normal. Como se, desses esquemas, se pudesse caminhar imediatamente para uma realidade. Desde há séculos que assim ocupam o seu tempo na Cruz de Santo André, na suástica, na estrela de Salomão, e o estudo das estruturas profundas do Universo nem por isso avançou. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Devido a uma inspiração da sua sublime inteligência, Einstein conseguiu entrever (não a apreender totalmente, não a incorporar-se e a dominar) a relação espaço-tempo. Para comunicar a sua descoberta no grau em que ela é inteligentemente comunicável, e para se ajudar a si próprio, no sentido de se elevar até à sua própria visão iluminativa, desenha o signo e/ou triedro de referência. Esse desenho não é um esquema darealidade. É vulgarmente inutilizável. É um levanta-te e caminha! para o conjunto dos conhecimentos físico-matemáticos. Mas todo esse conjunto posto em movimento num cérebro potente não conseguirá senão reencontrar o que esse triedro evoca, e não passar ao Universo onde existe a lei expressa por esse signo. No final dessa marcha, porém, saber-se-á pelo menos que este outro universo existe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todos os símbolos são talvez da mesma categoria. A suástica invertida, ou Cruz gamada, cuja origem se perde no mais longínquo passado, talvez seja o modelo da lei que preside a toda a destruição. Cada vez que há destruição, na matéria ou no espírito, &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;o movimento das forças é talvez conforme a esse modelo, da mesma forma que a relação espaço-tempo é conforme ao triedro. Assim também, diz-nos o matemático Eric Temple Bell, talvez a espiral seja o modelo da estrutura profunda de toda a evolução (da energia, da vida, da consciência). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pode ser que no estado de vigília o cérebro possa funcionar como a máquina analógica a partir de um modelo estabelecido, e que desta forma ele penetre, a partir da suástica, a estrutura universal da destruição, a partir da espiral, a estrutura universal da evolução. Os símbolos, os signos são talvez, portanto, modelos concebidos para as máquinas superiores do nosso espírito, em vista ao funcionamento da nossa inteligência noutro estado. A nossa inteligência, no seu estado vulgar, talvez trabalhe, com o seu vértice mais delicado, desenhando modelos graças aos quais, passando para um estado superior, poderia incorporar-se a última realidade das coisas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando Teilhard de Chardin chega a atingir o ponto Ômega, elabora dessa forma o modelo do último ponto da evolução. Mas para sentir a realidade desse ponto, para viver em profundidade uma realidade tão pouco imaginável, para que a consciência integre essa realidade, a assimile por completo -para que a consciência, no fim decontas, se transforme ela própria no ponto Ômega e apreenda tudo o que é apreensível num tal ponto: o sentido último da vida da Terra, o destino cósmico do Espírito realizado, para além do final dos tempos no nosso globo -, para que essa passagem da idéia ao conhecimento se faça, seria necessário que surgisse outra forma de inteligência. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148170167381331016-8791534807280105586?l=xfilesmisterioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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Quando Teilhard de Chardin chega a atingir o ponto Ômega," /><author><name>Gil Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14071084893514472462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-st0V4_9wp8I/TeaRq2cg7qI/AAAAAAAAQvg/FMUx3xLRsCE/s220/O%2BCONDE%2BMONTE%2BCRISTO1.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-YBFmKlNF8gA/TxXkWl6MkrI/AAAAAAAAVS8/3tQCIwS8css/s72-c/o%2Bfenomeno%2Bhum%2Bpierre%2Bteilhard.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://xfilesmisterioso.blogspot.com/2012/01/o-despertar-dos-magicos-70-quando.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;A08GR3c8fyp7ImA9WhRVF0k.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148170167381331016.post-5320241407034462592</id><published>2012-01-16T13:35:00.000-08:00</published><updated>2012-01-16T13:37:06.977-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-16T13:37:06.977-08:00</app:edited><title>O Despertar dos Mágicos (69). Fulcanelli, ao falar do mistério das Catedrais, Wiener, ao falar da estrutura do Tempo</title><content type="html">&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-tR-W2zPI6e0/TxSYeiYVcUI/AAAAAAAAVSw/T3oOOmtEt5M/s1600/alquimia-idade-media-maconaria-construtores-grande-obra-magnus-opus-simbolos-simbolismo-fulcanelli-misterio-das-catedrais-8537002461-500x500.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-tR-W2zPI6e0/TxSYeiYVcUI/AAAAAAAAVSw/T3oOOmtEt5M/s400/alquimia-idade-media-maconaria-construtores-grande-obra-magnus-opus-simbolos-simbolismo-fulcanelli-misterio-das-catedrais-8537002461-500x500.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5698347078922891586" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-IWZ99lS8YI8/TxSYZzIgReI/AAAAAAAAVSk/SdVAMG5LhXw/s1600/fulcanelli99.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 218px; height: 268px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-IWZ99lS8YI8/TxSYZzIgReI/AAAAAAAAVSk/SdVAMG5LhXw/s400/fulcanelli99.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5698346997520549346" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como funciona normalmente o cérebro? Funciona como máquina aritmética binária: sim, não, de acordo, não de acordo, verdadeiro, falso, gosto, não gosto, bom, mau. Como binário, o nosso cérebro é invencível. Grandes computadores humanos conseguiram ultrapassar as máquinas eletrônicas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Louis Pauwels e Jacques Bergier. DIFEL&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que é uma máquina aritmética? É uma máquina que, com extraordinária rapidez, classifica, aceita e recusa, arruma os diversos fatores por séries. No fim de contas, é uma máquina que põe ordem no Universo. Imita o funcionamento do nosso cérebro. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O homem classifica. Esta é a sua honra. Todas as ciências são baseadas num esforço de classificação. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim, mas existem, também, atualmente, máquinas eletrônicas que não funcionam apenas aritmeticamente como também analogicamente. Exemplo: se se deseja estudar todas as condições de resistência da barragem que se constrói, elabora-se um plano da barragem. Efetuaram-se todas as observações possíveis a respeito desse plano. Fornecem à máquina o conjunto dessas observações. Esta coordena, compara a uma velocidade inumana, estabelece todas as conexões possíveis entre essas mil observações de pormenor, e declara: Se não se reforçar o calço do terceiro pilar desmoronar-se-á em 1984. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A máquina analógica fixou, com o seu olho imóvel e infalível, o conjunto das reações da barragem, depois previu todos os aspectos da existência dessa barragem, assimilou essa existência e deduziu-lhe todas as leis. Ela viu o presente na sua totalidade, estabelecendo a uma velocidade que contrai o tempo todas as relações possíveis entre todos os fatores particulares, e pôde ver, simultaneamente, o futuro. No fim de contas, passou do saber ao conhecimento. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ora pensamos que o cérebro pode, também ele, em certos casos, funcionar como uma máquina analógica. Quer dizer que ele deve poder: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1º - Reunir todas as observações possíveis a respeito de um caso; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2º -  Estabelecer a lista das revelações constantes entre os múltiplos aspectos do caso; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;3º -  Transformar-se, por assim dizer, no próprio caso, assimilar-lhe a essência e descobrir a totalidade do seu destino. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo isto, evidentemente, a uma velocidade eletrônica, realizando-se dezenas de milhares de conexões numa espécie de tempo atomizado. Esta série fabulosa de operações precisas, matemáticas, é o que por vezes chamamos uma iluminação, quando o mecanismo, por acaso, se põe em marcha. Se o cérebro pode funcionar como uma máquina analógica, pode, igualmente, trabalhar, não sobre a própria coisa, mas sobre uma maquete da coisa. Não sobre o próprio Deus, mas sobre um ídolo. Não sobre a eternidade, mas sobre uma hora. Não sobre a Terra, mas sobre um grão de areia. Quer dizer que deve poder, estabelecendo-se as conexões a uma velocidade que ultrapassa o raciocínio binário mais rápido, sobre uma imagem representando o papel de maquete, ver, como dizia Blake, o Universo num grão de areia e a eternidade numa hora. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se isto se passasse assim, se a velocidade da classificação, de comparação, de dedução estivesse formidavelmente acelerada, se nossa inteligência se encontrasse, em certos casos, como a partícula no ciclotron, teríamos a explicação de toda a magia. A partir da observação de uma estrela a olho nu, um sacerdote maia teria podido reorganizar no seu cérebro o conjunto do sistema solar e descobrir Urano e Plutão sem telescópio (assim como o provam, parece, alguns baixos-relevos). A partir de um fenômeno no crisol, o alquimista poderia conseguir uma representação exata do átomo mais complexo e descobrir o segredo da matéria. Ter-se-ia a explicação da fórmula segundo a qual: O que está em cima é semelhante ao que está em baixo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No domínio mais grosseiro da magia imitativa, compreender-se-ia de que forma o mágico pré-histórico, contemplando na sua gruta a imagem do bisão cerimonial, conseguia apreender o conjunto das leis do mundo bisão e anunciar à tribo a data, o local e as épocas favoráveis para a próxima caçada. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os técnicos da cibernética construíram máquinas eletrônicas que funcionam primeiro aritmeticamente, depois analogicamente. Estas máquinas servem inclusivamente para o deciframento das linguagens cifradas. Mas os sábios são assim: eles recusam-se a imaginar que O que o homem criou possa também sê-lo. Estranha humildade! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Admitimos esta hipótese: o homem possui uma aparelhagem pelo menos igual, senão superior, a qualquer aparelhagem tecnicamente realizável, e destinada a atingir o resultado que se propõe qualquer técnica, a saber a compreensão e o manejo das forças universais. Por que motivo não possuiria ele uma espécie de máquina eletrônica analógica nas profundezas do seu cérebro? Sabemos atualmente que nove décimos do cérebro humano não são utilizados na vida consciente normal e o doutor Warren Penfield demonstrou a existência, em nós, desse vasto domínio silencioso. E se esse domínio silencioso fosse uma imensa sala de máquinas prestes a porem-se em movimento, à espera de uma ordem? Se assim fosse, a magia teria razão. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Temos correios: as secreções dos hormônios ramificam-se em mil locais do nosso corpo para provocar excitações. Temos um telefone: o nosso sistema nervoso; beliscam-me, eu grito; tenho vergonha, coro, etc. Porque não teríamos também um rádio? O cérebro emite talvez ondas que se propagam a grande velocidade e que, como as ondas hiperfreqüências que penetram nos condutores ocos, circulam no interior dos cilindros de mieline que são os nervos. Neste caso possuiríamos um sistema de comunicações e conexões desconhecido. O nosso cérebro emite talvez sem cessar tais ondas, mas os receptores não são utilizados, ou então não começam a funcionar senão em raras ocasiões, como esses postos de T.S.F. mal sintonizados que um choque torna por instantes sonoros. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu tinha sete anos. Encontrava-me na cozinha, ao lado de minha mãe, que lavava a louça. A minha mãe pegou num esfregão para retirar a gordura dos pratos, e pensou, nesse mesmo momento, que a sua amiga Raymonde chamava esse objeto uma relavote (de lavar, limpar). Eu estava a tagarelar, mas, nesse próprio segundo parei e disse: a Raymonde chama a isto uma relavote. Não me recordaria deste incidente se minha mãe, vivamente impressionada, não mo tivesse várias vezes recordado, como se tivesse adivinhado um grande mistério e sentido, num bafo de alegria, que eu era ela, e que recebera uma prova mais do que humana do meu amor. Mais tarde, quando eu a fazia sofrer, nos momentos de trégua ela evocava esses segundos do encontro, como que para se convencer de que qualquer coisa de mais profundo que o seu sangue passara dela para mim. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei bem tudo o que se deve pensar das coincidências, e mesmo dessas coincidências privilegiadas que Jung chama significativas, mas parece-me, por ter vivido momentos análogos com um amigo muito caro, com uma mulher amada apaixonadamente, que é necessário ultrapassar a noção de coincidência e ousar atingir uma interpretação mágica. Basta para isso chegar a um acordo sobre a palavra mágico. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que se passou nessa cozinha, numa tarde dos meus sete anos? Creio que involuntariamente devido a um choque imperceptível, um ínfimo estremecimento comparável à onda ligeira que faz cair um objeto muito tempo em equilíbrio, um ínfimo estremecimento provocado por puro acaso, uma máquina, em mim próprio, tornada infinitamente sensível por milhares de impulsos de amor, desse simples, violento, exclusivo amor de infância, se pôs bruscamente a funcionar. Essa máquina do meu cérebro, na fábrica cibernética da Bela Adormecida, contemplou minha mãe. Viu-a, recolheu e classificou todas as facetas do seu pensamento, do seu coração, dos seus humores, das suas sensações; transformou-se na minha mãe; teve conhecimento da sua essência e do seu destino até esse instante. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fixou, arrumou, a uma velocidade maior que a luz, todas as associações de sentimentos e de idéias que tinham desfilado em minha mãe desde o seu nascimento, e chegou à última associação, a do esfregão, de Raymonde e da relavote. E então eu exprimi o resultado do trabalho dessa máquina, que fora executado tão loucamente depressa que o seu próprio fruto me atravessava sem deixar vestígios, como os raios cósmicos nos atravessam, sem provocar qualquer sensação. Eu disse: Raymonde chama a isto uma relavote. Depois a máquina parou, ou então deixei de ser receptivo depois de o ter sido durante um milionésimo de segundo, prossegui a frase iniciada antes. Antes que o tempo parasse, ou melhor, se acelerasse em todos os sentidos, passado, presente, futuro; é a mesma coisa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu viria a experimentar, noutras circunstâncias, coincidências da mesma natureza. Creio que é possível interpretá-las dessa forma. Pode ser que a máquina funcione constantemente, mas que nós só possamos ser receptivos ocasionalmente. Para mais, essa receptividade só pode ser raríssima. Talvez seja nula em certas pessoas. Desta forma há pessoas que têm sorte, e outras que a não tem. Os felizardos seriam aqueles que, por vezes, recebem uma mensagem da máquina: ela analisou todos os elementos da conjuntura, classificou, escolheu, comparou todos os efeitos e todas as causas possíveis e, descobrindo desta forma o melhor caminho do destino, pronunciou o oráculo, que foi recolhido sem que, nem ao de leve, a consciência suspeitasse desse trabalho formidável. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esses são queridos dos deuses, de fato. Eles são de tempos a tempos ligados para a sua fábrica. Para só falar de mim, tenho aquilo a que se chama sorte. Tudo me leva a crer que os fenômenos que presidem a esta sorte são da mesma espécie que os fenômenos que presidem à história da relavote. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E assim nós começamos a aperceber de que a concepção mágica das relações do homem com outrem, com as coisas, com o tempo -que essa concepção não é completamente estranha a uma reflexão livre e viva sobre a técnica e a ciência modernas. É a modernidade que nos permite acreditar no mágico. São as máquinas eletrônicas que nos fazem tomar a sério o feiticeiro pré-histórico e o sacerdote maia. Se se estabelecerem conexões ultra-rápidas no domínio silencioso do cérebro humano e se, em certas circunstâncias, o resultado desse trabalho é captado pela consciência, determinadas práticas dessa magia imitativa, determinadas revelações proféticas, determinadas iluminações poéticas ou místicas, determinadas divinações, que levamos à conta do delírio ou acaso, serão de considerar como aquisições reais do espírito em estado de vigília. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aliás, há vários anos que sabemos que a natureza não é razoável. Ela não se adapta à forma vulgar do funcionamento da inteligência. Para a parte do nosso cérebro normalmente utilizável, qualquer raciocínio é binário. Isto é negro ou branco. É sim ounão. É contínuo ou descontínuo. A nossa máquina de compreender é aritmética. Classifica e compara. Todo o Discurso do método se baseia nisso. Toda a filosofia chinesa do Ying e do Yang também (e o Livro das mudanças, único livro de oráculos do qual a antiguidade nos transmitiu as leis, é composto por figuras gráficas: três linhas contínuas, três descontínuas em todas as ordens possíveis). Ora, como o dizia Einstein no final da sua vida: Pergunto a mim próprio se a natureza joga sempre o mesmo jogo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De fato, dá a impressão que a natureza escapa à máquina binária que é o nosso cérebro no seu estado de marcha normal. Desde Louis de Broglie fomos obrigados a admitir que a luz é simultaneamente contínua e quebrada. Mas nenhum cérebro humano conseguiu a representação de tal fenômeno, a compreensão a partir do interior, um conhecimento real. Admite-se. Sabe-se. Mas não se conhece. Imagine-se agora que, sobre um modelo da luz (toda a literatura e iconografia religiosas abundam em evocações da luz), um cérebro passa do estado aritmético ao estado analógico, no relâmpago do êxtase. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Transforma-se na luz. Ele vive o incompreensível fenômeno. Nasce com ele. Conhece¬ o. Ele chega onde a sublime inteligência de Broglie não consegue chegar. Depois volta a cair, o contacto com as máquinas superiores é cortado, essas máquinas que funcionam na imensa galeria secreta do cérebro humano. A sua memória apenas lhe restitui os restos do conhecimento que acaba de adquirir. E a linguagem é impotente até para traduzir esses restos. Talvez certos místicos tenham conhecido desta forma os fenômenos da natureza que a nossa inteligência moderna conseguiu descobrir e admitir, mas não logrou integrar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, da mesma forma que eu, o escriba perguntava Como, ou que coisa ela via, ou se via coisa corpórea. Ela respondia assim: eu via uma plenitude, uma claridade que me enchia de tal forma que não sei explicá-la ou dar qualquer similitude. . . Eis uma passagem daquilo que Ângela de Foligno ditou ao seu confessor, passagem essa absolutamente significativa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O computador eletrônico, sobre uma maquete matemática de barragem ou de avião, funciona analogicamente. Em certa medida transforma-se nessa barragem ou nesse avião e dá a conhecer a totalidade dos aspectos da sua existência. Se o cérebro pode agir da mesma forma, começamos a compreender por que motivo o feiticeiro elabora uma estrutura invocando o inimigo que quer atingir ou desenha o bisão de que pretende descobrir o rasto. Espera diante desses esboços a passagem da sua inteligência do estado binário para o estado analógico, a passagem da sua consciência do estado ordinário para o estado de vigília superior. Ele aguarda que a máquina comece a trabalhar analogicamente, que se produzam, no domínio silencioso do seu cérebro, conexões ultra-rápidas que lhe revelarão a realidade total da coisa representada. Ele espera, mas não passivamente. Que faz então? Escolheu a hora e o local em função de ensinamentos antigos, de tradições que talvez sejam o resultado de uma série de experiências. Tal momento de tal noite, por exemplo, é mais favorável que outro tal momento de tal outra noite, talvez devido ao estado do céu, da radiação cósmica, da disposição dos campos magnéticos, etc. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele coloca-se numa determinada posição bem precisa. Faz certos gestos, uma dança especial, pronuncia certas palavras, emite sons, modula um sopro, etc. Ainda se não suspeitou que poderia tratar-se de técnicas (embrionárias, hesitantes) destinadas a provocar o estremecimento das máquinas ultra-rápidas contidas na parte adormecida do nosso cérebro. Os rituais talvez não sejam mais do que conjuntos complexos de disposições rítmicas susceptíveis de provocar uma atividade das funções superiores da inteligência. Uma espécie de voltas de manivela, mais ou menos eficazes. Tudo leva a crer que o funcionamento dessas funções superiores, desses cérebros eletrônicos analógicos, exigem ramificações mil vezes mais complicadas subtis que aquelas necessárias para a passagem do sono à lucidez. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois dos trabalhos de Von Frisch, sabe-se que as abelhas têm uma linguagem: desenham no espaço figuras matemáticas infinitamente complicadas, durante o vôo, e comunicam desta forma entre si as informações necessárias à vida da colméia. Tudo leva a crer que o homem, para estabelecer comunicação com os seus poderes mais elevados, deve pôr em jogo uma série de impulsos pelo menos tão complexos, tão tênues e tão estranhos àquilo que habitualmente determina os seus atos intelectuais. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As rezas e os rituais perante os ídolos, perante as figuras simbólicas das religiões, seriam portanto tentativas para captar e orientar energias subtis (magnéticas, cósmicas, rítmicas, etc), para provocar o movimento da inteligência analógica que permitiria ao homem conhecer a divindade representada. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se assim é, se existem técnicas para obter do cérebro um rendimento sem medida comum com os resultados da inteligência binária, mesmo que se tratasse da maior, e se essas técnicas apenas foram procuradas até aqui pelos ocultistas, compreende-se que a maior parte das importantes descobertas práticas e científicas, antes do século XIX, tenham sido feitas por estes. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A nossa linguagem, assim como o nosso passado, procede do funcionamento aritmético, binário, do nosso cérebro. Nós classificamos em sim, não, positivo, negativo, estabelecemos as comparações e deduzimos. Se a linguagem nos serve para ordenar &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;o nosso pensamento por sua vez inteiramente ocupado em organizar, é necessário verificar que ela não é um elemento criador exterior, um atributo divino. Ela não vem acrescentar um pensamento ao pensamento. Se eu falo ou escrevo, refreio a minha máquina. Não a posso descrever senão observando ao ralenti. Portanto apenas exprimo a minha tomada de consciência binária do mundo e mesmo assim quando essa consciência cessa de funcionar à velocidade normal. A minha linguagem é apenas testemunho do ralenti de uma visão do mundo também limitada ao binário. Esta insuficiência da linguagem é evidente e intensamente ressentida. Mas que dizer da insuficiência da própria inteligência binária? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A existência interna, a essência das coisas escapa-lhe. Pode descobrir que a luz é contínua e descontínua simultaneamente, que a molécula do benzeno estabelece entre os seus seis átomos relações duplas e no entanto mutuamente exclusivas; admite-o, mas não o pode compreender, não pode integrar ao seu próprio movimento a realidade das estruturas profundas que examina. Para o conseguir ser-lhe-ia necessário mudar de estado, seria preciso que outras máquinas diferentes das habitualmente usadas começassem a funcionar no cérebro, e que o raciocínio binário fosse substituído por uma consciência analógica que revestisse as formas e assimilasse os ritmos inconcebíveis dessas estruturas profundas. Talvez isso se produza, na intuição científica, na inspiração poética, no êxtase religioso e noutros casos que ignoramos. O recurso à consciência desperta, quer dizer, a um estado diferente do estado de vigílialúcida, é o leitmotiv de todas as antigas filosofias. É também o leitmotiv dos maiores físicos e matemáticos modernos, para quem qualquer coisa se deve passar na consciência humana para que ela passe do saber ao conhecimento. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é portanto surpreendente que a linguagem, que não consegue senão testemunhar uma consciência do mundo em estado de vigília lúcida normal, seja obscura desde que se trate de exprimir essas estruturas profundas, quer se trate da luz, da eternidade, do tempo, da energia, da essência do homem, etc. No entanto, distinguimos duas espécies de obscuridade. Uma provém de que a linguagem é o veículo de uma inteligência quese aplica a examinar essas estruturas sem nunca as poder assimilar. É o veículo de uma natureza que esbarra em vão com outra natureza. Quando muito, apenas traz o testemunho de uma impossibilidade, o eco de uma sensação de impotência e de exílio. A sua obscuridade é real. Trata-se apenas da obscuridade. A outra provém do fato que o homem que tenta exprimir-se experimentou, por instantes, outro estado de consciência. Viveu por um momento na intimidade dessas estruturas profundas.Conheceu-as. É o místico do tipo São João da Cruz, o sábio iluminado do tipo Einstein ou o poeta inspirado do tipo William Blake, o matemático arrebatado do tipo Galois, o filósofo visionário do tipo Meyrink. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois da queda, o vidente é incapaz de comunicar. Mas a partir daí, ele exprime a certeza positiva de que o Universo seria controlável e manejável se o homem pudesse combinar tão intimamente quanto possível o estado de vigília e o estado de supervigília. Qualquer coisa de eficaz, o perfil de um instrumento soberano aparece em tal linguagem. Fulcanelli, ao falar do mistério das Catedrais, Wiener, ao falar da estrutura do Tempo, são obscuros, mas aqui a obscuridade não é a obscuridade: ela é o sinal de que qualquer coisa brilha algures. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148170167381331016-5320241407034462592?l=xfilesmisterioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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Fulcanelli, ao falar do mistério das Catedrais, Wiener, ao falar da estrutura do Tempo" /><author><name>Gil Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14071084893514472462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-st0V4_9wp8I/TeaRq2cg7qI/AAAAAAAAQvg/FMUx3xLRsCE/s220/O%2BCONDE%2BMONTE%2BCRISTO1.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-tR-W2zPI6e0/TxSYeiYVcUI/AAAAAAAAVSw/T3oOOmtEt5M/s72-c/alquimia-idade-media-maconaria-construtores-grande-obra-magnus-opus-simbolos-simbolismo-fulcanelli-misterio-das-catedrais-8537002461-500x500.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://xfilesmisterioso.blogspot.com/2012/01/o-despertar-dos-magicos-69-fulcanelli.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CkECSXg7fCp7ImA9WhRVFEQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148170167381331016.post-1570965375098350859</id><published>2012-01-13T13:36:00.000-08:00</published><updated>2012-01-13T13:37:48.604-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-13T13:37:48.604-08:00</app:edited><title>O Despertar dos Mágicos (68). que se pode dizer que a intuição, quer dizer, uma faculdade selvagem, um poder insólito do espírito</title><content type="html">&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-69fhe41gZFU/TxCkJNEoKwI/AAAAAAAAVNg/8EguU1R0YoY/s1600/O%2BPODER%2BDO%2BC%25C3%2589REBRO%2BE%2BDA%2BMENTE.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 278px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-69fhe41gZFU/TxCkJNEoKwI/AAAAAAAAVNg/8EguU1R0YoY/s400/O%2BPODER%2BDO%2BC%25C3%2589REBRO%2BE%2BDA%2BMENTE.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5697234006658525954" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se um bruxo negocia com a verdade... &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que acontece? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois bem, creio que negocia com o inimigo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Louis Pauwels e Jacques Bergier. DIFEL&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É absolutamente necessário, quanto mais não fosse para desobstruir o campo de investigações, impedir essa invasão. Mas isso deve ser em proveito do conhecimento. Quer dizer que não se trata de regressar ao positivismo que Flammarion julgava ultrapassado já em 1891, nem ao cientismo limitado justamente quando a própria ciência nos conduz a uma reflexão nova a respeito das estruturas do espírito. Se o homem possui poderes até aqui ignorados ou desprezados e se existe, como estaríamos inclinados a pensar, um estado superior de consciência, importa não rejeitar as hipóteses úteis à experimentação, os fatos verdadeiros, os confrontos esclarecedores, expulsando, essa invasão do ocultismo e das falsas ciências. Há um provérbio inglês que diz: Ao despejar a água suja da banheira tome cuidado para não despejar o bebê também. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A própria ciência soviética admite que nós não sabemos tudo, mas que não há qualquer domínio tabu, nem territórios para sempre inacessíveis. Os especialistas do Instituto Pavlove os sábios chineses que se consagram ao estudo da atividade nervosa superior trabalham no yoga. Por enquanto, escreve o jornalista científico Saparine, na revista russa Força e Saber, os fenômenos apresentados pelos yogis não são explicáveis, mas sem dúvida que o virão a ser. O interesse de tais fenômenos é enorme, pois eles revelam as extraordinárias possibilidades da máquina humana. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O estudo das faculdades extra-sensoriais, a psiônica segundo dizem os investigadores americanos por analogia com a eletrônica e a nucleônica, é de fato susceptível de dar azo a aplicações práticas de uma amplidão considerável. Os recentes trabalhos sobre o sentido de orientação dos animais, por exemplo, revelam a existência de faculdades extra-sensoriais. O pássaro migratório, o gato que percorre 1300 quilômetros para regressar a casa, a borboleta que vai ter com a fêmea a uma distância de 11 quilômetros parecem utilizar o mesmo tipo de percepção e de ação à distância. Se nós pudéssemos descobrir a natureza deste fenômeno e dominá-la, disporíamos de um novo meio de comunicação e de orientação. Teríamos à nossa disposição um verdadeiro radar humano. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A comunicação direta das emoções, tal como ela parece produzir-se no par analista¬paciente, poderia ter preciosas aplicações médicas. A consciência humana é semelhante a um iceberg flutuando sobre o oceano. A maior parte está submersa. Por vezes, o iceberg oscila, pondo a descoberto uma enorme superfície desconhecida, e nós dizemos: eis um louco. Se fosse possível que se estabelecesse uma comunicação direta entre as massas submersas, no par médico-paciente, por intermédio de qualquer amplificador psiônica, as doenças mentais poderiam desaparecer por completo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ciência moderna ensina-nos que os métodos experimentais no seu extremo grau de perfeição, lhe fixam certos limites. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por exemplo, um microscópio suficientemente poderoso empregaria uma fonte luminosa tão forte que esta deslocaria o elétron observado, tornando a observação impossível. Não nos é possível tomar conhecimento do que está no interior do núcleo bombardeando-o: fica alterado. Mas pode ser que o equipamento desconhecido da inteligência humana permita a percepção direta das estruturas mais secretas da matéria e das harmonias do Universo. Talvez pudéssemos dispor de microscópios psiônicas, de telescópios psiônicas que nos mostrassem diretamente o que existe no interior de um astro longínquo ou no interior do núcleo atômico. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez exista um sítio, no homem, no qual toda a realidade possa ser pressentida. Esta hipótese parece delirante. Auguste Comte declarava que jamais se viria a ter conhecimento da composição química de uma estrela. No ano seguinte, Bunsen inventava o espectroscópio. Talvez estejamos prestes a descobrir um conjunto de métodos que nos permitam desenvolver sistematicamente as nossas faculdades extra¬sensoriais, utilizando uma potente maquinaria dissimulada nas nossas profundezas. Foi nesta perspectiva que Bergier e eu trabalhamos, sabendo, assim como o nosso mestre Chesterton, que o charlatão não é aquele que mergulha no mistério, mas aquele que recusa abandoná-lo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A CAMINHO DA REVOLUÇÃO PSICOLÓGICA &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O segundo sopro do espírito. -Pede-se um Einstein da psicologia. - A idéia religiosa renasce. - A nossa sociedade está moribunda. - Jaurès e a árvore ruidosa de moscas. - O pouco que nós vemos é devido ao pouco que somos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Terra fumegante de fábricas. Terra trepidante de negócios. Terra vibrante de cem novas radiações. Este grande organismo, no fim de contas, apenas vive por e para uma nova alma. Sol, a mudança de idade, uma modificação do Pensamento. Ora, onde procurar, onde colocar essa alteração renovadora e subtil que, sem modificar apreciavelmente os nossos corpos, fez de nós seres novos? Em parte alguma senão numa nova intuição, que modifica na sua totalidade a fisionomia do Universo em que nos movíamos - por outras palavras, num despertar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desta forma, para Teilhard de Chardin, a mutação da espécie humana começou: a nova alma está prestes a nascer. Essa mutação opera-se nas profundas regiões da inteligência e, devido a essa alteração renovadora, é-nos facultada uma visão total e totalmente diferente do Universo. Ao estado de vigília da consciência segue-se um estado superior, em comparação com o qual o precedente não passava de sono. Eis chegado o tempo do verdadeiro despertar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É a uma reflexão sobre esse despertar verdadeiro que desejamos conduzir o leitor. Eu disse, no início do nosso trabalho, de que forma a minha infância e a minha adolescência se acharam impregnadas de um sentimento semelhante àquele que animava Teilhard. Quando analiso o Conjunto dos meus atos, das minhas investigações, dos meus escritos, vejo bem que tudo foi orientado pelo sentimento, tão violento e tão vasto em meu pai, de que há para a consciência humana uma etapa a transpor, de que há um segundo sopro a encontrar, e de que chegaram os tempos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este livro, no fundo, apenas tem como objetivo a afirmação tão poderosa quanto possível desse sentimento. Em relação à ciência, o atraso da psicologia é considerável. A psicologia dita moderna estuda um homem conforme à visão do século XIX, dominado pelo positivismo militante. A ciência realmente moderna prospecta um Universo que se revela cada vez mais rico em surpresas, cada vez menos de acordo com as estruturas do espírito e com a natureza do conhecimento oficialmente admitidos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A psicologia dos estados conscientes supõe um homem determinado e estático: o homo sapiens do século das luzes. A física desvenda um mundo que joga diversos jogos a um tempo, com múltiplas portas abertas sobre o infinito. As ciências exatas vão dar ao fantástico. As ciências humanas ainda se encontram fechadas na superstição positivista. A noção do devir, do evolutivo, domina o pensamento científico. A psicologia ainda se baseia numa visão do homem terminado, nas funções mentais uma vez por todas hierarquizadas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ora, bem pelo contrário, a nós parece-nos que o homem não está terminado, parece¬nos vislumbrar, através dos formidáveis abalos que neste momento alteram o mundo, abalos em altura no domínio do conhecimento, abalos em largura produzidos pela formação das grandes massas, as premissas de uma modificação do estado da consciência humana, uma alteração renovadora no interior do próprio homem. De forma &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;que a psicologia eficaz, adaptada aos tempos que nós vivemos, deveria, segundo cremos, basear-se não naquilo que o homem é (ou antes naquilo que ele parece ser), mas naquilo que ele pode vir a ser, na sua possível evolução. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O primeiro trabalho útil seria a procura do ponto de vista sobre essa possível evolução. Foi a essa procura que nos dedicamos. Todas as doutrinas tradicionais assentam na idéia de que o homem não é um ser completo, e as antigas psicologias estudam as condições em que se devem operar as alterações, modificações, transmutações, que levarão o homem à sua verdadeira realização. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma determinada reflexão absolutamente moderna realizada segundo o nosso método leva-nos a pensar que o homem possui, provavelmente, faculdades que não explora, toda uma maquinaria por utilizar. Já o dissemos: o conhecimento do mundo exterior no seu limite, provoca uma revisão da própria natureza do conhecimento, das estruturas da inteligência e da percepção. Também dissemos que a próxima revolução seria psicológica. Esta idéia não é apenas nossa: é partilhada por muitos investigadores modernos de Oppenheimer a Costa de Beauregard, de Wolfgang Pauli a Heisenberg, de Charles-Noel Martin a Jacques Menétrier. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, é verdade que no limiar dessa revolução nenhum dos altos pensamentos quase religiosos que animam os investigadores penetra no espírito dos homens vulgares, vivificando as profundezas da sociedade. Tudo se modificou em certos cérebros. Nada se modificou desde o século XIX nas idéias gerais a respeito da natureza do homem e da sociedade humana. Jaurès, num artigo inédito sobre Deus, escrito no final da sua vida, dizia com grandeza: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que hoje queremos dizer é que a idéia religiosa, por momentos afastada, pode reapossar-se dos espíritos e das consciências, visto que as conclusões atuais da ciência os predispõem a recebê-la. Existe desde já, se assim se pode dizer, uma religião já pronta, e se ela não penetra neste momento nas profundezas da sociedade, se a burguesia é limitadamente espiritualista ou tolamente positivista, se o proletariado está dividido entre a superstição servil ou o materialismo apaixonado, é porque o regime social atual é um regime de embrutecimento e de ódio, quer dizer, um regime irreligioso. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é, como dizem muitas vezes os declamadores vulgares e os moralistas sem idéias, porque a nossa sociedade tenha a preocupação dos interesses materiais que ela é irreligiosa. Pelo contrário, há qualquer coisa de religioso na conquista da natureza pelo homem, na apropriação das forças do Universo pelas necessidades da humanidade. Não, o que é irreligioso é que o homem não conquista a natureza sem escravizar os homens. Não é a preocupação pelo progresso material que afasta o homem dos altos pensamentos e da meditação das coisas divinas, é o esgotamento do labor inumano que não permite, à maior parte dos homens, ter a força de pensar nem sequer a desentir a vida, quer dizer, Deus. É também a sobrexcitação das paixões vis, a inveja e o orgulho, que desperdiçam em lutas ímpias a energia íntima dos mais valorosos e dos mais felizes. Entre a provocação da fome e a sobrexcitação do ódio, a humanidade não pode pensar no infinito. A humanidade é como uma grande árvore, cheia do ruído de moscas irritadas sob um céu de tempestade, e nesse zumbido de ódio a voz profunda e divina do Universo não é ouvida. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi com emoção que descobri este texto de Jaurès. Ele retoma os termos da longa mensagem que meu pai lhe havia enviado. Meu pai esperou febrilmente a resposta, &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;que não chegou. Foi a mim que ela chegou, por intermédio desse inédito, perto de cinqüenta anos mais tarde. . . &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É evidente que o homem não tem um conhecimento de si próprio à altura do que ele faz, isto é, do que a ciência, recompensa do seu obscuro labor, revela a respeito do Universo, dos seus mistérios, dos seus poderes e das suas harmonias. E se o não tem é porque a organização social, baseada em idéias caducas, o priva de esperança, de repouso e de paz. Privado da vida, no verdadeiro sentido da palavra, como poderia ele descobrir a vastidão do infinito? No entanto, tudo nos incita a pensar que as coisas se modificarão rapidamente; que a agitação das grandes massas, a formidável pressão das descobertas e das técnicas, o movimento das idéias nas esferas da verdadeira responsabilidade, o contacto com as inteligências exteriores varrerão os antigos princípios que paralisam a vida em sociedade, e que o homem, novamente disponível no final desse caminho que vai da alienação à revolta e, depois, da revolta à adesão, sentirá nascer nele próprio essa alma nova de que fala Teilhard, e descobrirá na liberdade esse poder de ser causa que liga o ser ao fato. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que o homem possui certos poderes: premonição, telepatia, etc., parece que está provado. Existem fatos observáveis. Mas, até aqui, tais fatos foram apresentados como supostas provas da realidade de alma, ou do espírito dos mortos. O extraordinário como manifestação do improvável: contra-senso. Portanto rejeitamos, no nosso trabalho, qualquer recurso ao oculto e ao mágico. Isto não significa que se deva desprezar a totalidade dos fatos e dos textos desse gênero. Quanto a isso, tomamos a mesma atitude de Roger Bacon 1, tão moderna e inteligente: É necessário, nestes assuntos, proceder com prudência, pois o homem pode facilmente enganar-se, e encontrar-nos-emos em presença de dois erros: uns negam tudo o que é extraordinário, e os outros, ultrapassando a razão, caem na magia. Precisamos portanto de desconfiar desses numerosos livros que contêm versos, caracteres, orações, conjurações, sacrifícios, pois trata-se de livros de pura magia, e de outros em número infinito, osquais não possuem o poder da arte nem o da natureza, mas histórias de feiticeiros. É necessário, por outro lado, considerar que, entre os livros considerados mágicos, há-os que o não são de forma alguma e contêm o segredo dos sábios... Se alguém encontrar nessas obras qualquer operação da natureza ou da arte, que a guarde.. . &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O único progresso em psicologia foi o começo da exploração das profundezas, das zonas subconscientes. Nós cremos que 1613: Lettre sur les Prodiges. existem também cumes a explorar, uma zona superconsciente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ou antes, as nossas pesquisas e reflexões convidam-nos a admitir como hipótese a existência de um equipamento superior do cérebro, em grande parte inexplorado. No estado de vigília normal da consciência, fica em atividade um décimo do cérebro. Que se passa nos nove décimos aparentemente silenciosos? Não existe um estado onde a totalidade do cérebro se acharia em atividade organizada? Todos os fatos que vamos agora enumerar e estudar podem ser ligados a um fenômeno de ativação das zonas habitualmente adormecidas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ora ainda não existe nenhuma psicologia orientada para esse fenômeno. Sem dúvida será necessário aguardar que a neurofisiologia progrida para que nasça uma psicologia dos cumes. Sem esperar o desenvolvimento dessa nova psicologia, e sem querer prever os seus resultados, queremos simplesmente chamar a atenção para esse domínio. Pode ser que a sua exploração se revele tão importante como a exploração do átomo e a do espaço. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até aqui, todo o interesse se fixou naquilo que está por debaixo da consciência; quanto à própria consciência, não deixou de aparecer, no estudo moderno, como um fenômeno proveniente das zonas inferiores: o sexo para Freud, os reflexos condicionados para Pavlov, etc. De forma que toda a literatura psicológica, todo o romance moderno, por exemplo, corresponde à definição de Chesterton: Essas pessoas que, ao falarem do mar, só falam do enjôo. Mas Chesterton era católico: ele cria na existência dos cumes da consciência porque admitia a existência de Deus. Tornava-se necessário que a psicologia se libertasse, como qualquer outra ciência, da teologia. Nós apenas pensamos que a libertação ainda não é completa; que existe também uma libertação em altura: pelo estudo metódico dos fenômenos que se situam acima da consciência, da inteligência que vibra a uma freqüência superior. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O espectro da luz apresenta-se assim: à esquerda, a larga faixa das ondas hertzianas e do infravermelho. Ao centro, a estreita faixa da luz visível; à direita, a faixa infinita: ultravioleta, raios X, raios gama e o desconhecido. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E se o espectro da inteligência, da luz humana, lhe fosse comparável? À esquerda, o infra ou subconsciente, ao centro, a estreita faixa da consciência, à direita, a faixa infinita da ultraconsciência. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até aqui os estudos só atingiram a consciência e a subconsciência. O vasto domínio da ultraconsciência não parece ter sido explorado, a não ser pelos místicos e pelos mágicos: explorações secretas, testemunhos pouco esclarecedores. A pequena quantidade de informações conseguidas faz com que se expliquem certos fenômenos inegáveis - como seja a intuição e o gênio, correspondendo ao princípio da faixa da direita - com os fenômenos da infraconsciência, correspondendo ao final da faixa da esquerda. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aquilo que sabemos do subconsciente serve-nos para explicar o pouco que sabemos do superconsciente. Ora, não se pode explicar a direita do espectro de luz com a esquerda, os raios gama com as ondas hertzianas: as propriedades não são as mesmas. Assim, pensamos que, se existe um estado para além do estado de consciência, as propriedades do espírito são aí totalmente diferentes. Outros métodos, diferentes dos da psicologia dos estados inferiores, devem ser encontrados. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em que condições pode o espírito atingir esse outro estado. Quais serão então as suas propriedades? A que conhecimentos é então susceptível de chegar? O formidável movimento do conhecimento faz-nos chegar a esse ponto em que o espírito se sabe na obrigação de se modificar, para ver o que há a ver, para fazer o que deve ser feito. O pouco que vemos é devido ao pouco que somos. Mas seremos nós apenas aquilo que julgamos ser? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;UMA REDESCOBERTA AO ESPÍRITO MÁGICO &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O olho verde do Vaticano. -A outra inteligência. A Fábrica do Bosque Adormecido. - História da relavote. -É possível que a natureza faça um jogo duplo. A manivela da supermáquina. - Novas catedrais, nova gíria. -A última porta. -A existência como instrumento. -Coisas novas e razoáveis sobre os &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;símbolos. -Nem tudo está em tudo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para decifrar certos manuscritos encontrados nas margens do mar Negro foi insuficiente a ciência dos melhores lingüístas do Mundo. Instalou-se uma máquina, um computador eletrônico, no Vaticano, e deu-se-lhe a estudar um pavoroso garatujado, os restos de um pergaminho imemorial sobre todos os quais estavam inscritos em todos os sentidos pedaços de indecifráveis signos. Era necessário que a máquina fizesse um trabalho que centenas de cérebros, durante centenas de anos, não poderiam executar: comparar os traços, refazer todas as séries possíveis de traços semelhantes, escolher entre todas as possibilidades possíveis, extrair uma lei de similitude entre todos os termos de comparação imagináveis, depois, tendo esgotado a lista infinita das combinações, elaborar um alfabeto a partir da única similitude aceitável, recriar uma língua, restituir, traduzir. A máquina fixou o magma do seu olho verde, imóvel e frio, começou a estalar e a zumbir, inúmeras ondas rápidas percorreram o seu cérebro eletrônico, e finalmente fez emergir desse resíduo uma mensagem, libertando a palavra do velho mundo submerso. Ela traduziu. Sobre esses pergaminhos poeirentos, restos de letras se reanimaram, se uniram, se refundiram, e do informe, desse cadáver do verbo saiu uma voz cheia de promessas. A máquina disse: E nesse deserto traçaremos uma estrada em direção ao vosso Deus. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É sabida a diferença entre a aritmética e as matemáticas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O pensamento matemático, desde Evariste Galois, descobrir um mundo que é estranho ao homem, que não corresponde à experiência humana, ao Universo tal como o conhece a consciência humana vulgar. A lógica que diz sim ou não é ali substituída por uma superlógica que funciona por sim e não. Esta superlógica não é do domínio da razão, mas da intuição. É neste sentido que se pode dizer que a intuição, quer dizer, uma faculdade selvagem, um poder insólito do espírito, rege atualmente grandes cantões de matemáticos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148170167381331016-1570965375098350859?l=xfilesmisterioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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