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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-9201380068343592953</atom:id><lastBuildDate>Thu, 12 Jan 2012 11:21:01 +0000</lastBuildDate><category>musica música</category><category>gastronomia campinas</category><title>Barril 71</title><description /><link>http://barril71.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Juca Azevedo)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>371</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://feeds.feedburner.com/blogspot/DTNB" /><feedburner:info xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" uri="blogspot/dtnb" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-9201380068343592953.post-7566692555684915970</guid><pubDate>Thu, 12 Jan 2012 11:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-12T09:21:01.470-02:00</atom:updated><title>Substância imita benefício de exercícios</title><description>&lt;p class="title"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Substância imita benefício de exercícios (Folha de São Paulo, 12/01/2012)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;span class="credit"&gt;RAFAEL GARCIA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span class="origin"&gt;DE WASHINGTON&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;p&gt; Um novo estudo abre perspectiva de que os exercícios físicos possam ser trocados por uma pílula. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt; Em experimentos com camundongos, cientistas do Instituto do Câncer  Dana-Farber, em Boston, descobriram que um tipo de um hormônio,  produzido após a atividade física, era capaz de transformar o tecido  adiposo. Em sua presença, células de gordura branca -responsável por  armazenar energia- se convertem na chamada gordura marrom -que queima  calorias para aquecer o corpo. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt; A nova molécula, batizada de irisina, também existe em humanos. Num  teste, os cientistas injetaram pequenas doses da substância em roedores  sedentários, obesos e com sintomas de pré-diabetes. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt; Após dez dias, os animais tiveram os níveis de glicose e insulina  normalizados no sangue e até perderam peso. O experimento foi descrito  na revista "Nature". &lt;/p&gt;  &lt;p&gt; "Com a irisina, nós conseguimos traduzir uma pequena parte do efeito dos  exercícios têm sobre o organismo", disse à Folha Pontus Boström, autor  do trabalho. Ele alerta que a irisina não vai deixar ninguém mais forte.  "Existe uma vasta gama de efeitos que jamais poderemos substituir por  uma única intervenção metabólica." &lt;/p&gt;  &lt;p&gt; &lt;b&gt;FUTURO&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt; Mesmo exibindo cautela em relação ao potencial terapêutico do novo  hormônio, os pesquisadores se mostram otimistas com a perspectiva de  usá-lo em humanos em um futuro próximo. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt; A molécula da irisina dos camundongos é quase idêntica à versão humana, o  que significa que os mesmos benefícios observados nos roedores podem se  mostrar em pessoas. "Esperamos ver efeitos colaterais muito pequenos",  diz Boström. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt; Ele e seus colegas do Dana-Farber, um centro de pesquisa associado à  Universidade Harvard, estão agora tentando criar uma maneira de  administrar a irisina a humanos. No estudo com roedores, foi usado um  vírus para distribuir o hormônio no organismo, algo difícil de fazer com  segurança. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt; Para criar uma droga que possa ser usada em humanos, Boström e seus  colegas estão tentando "colar" a irisina em moléculas de anticorpos, as  proteínas de defesa do sistema imunológico, para só depois injetá-las no  sangue. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt; "Temos de fazer isso para que a droga não entre em degradação na corrente sanguínea", diz o cientista. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt; Ainda não há perspectiva sobre quando os testes em humanos podem começar. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt; &lt;b&gt;NÃO É PREGUIÇA&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt; Para pesquisadores, mesmo que não seja adequado substituir exercícios  por uma droga que tente emular seus efeitos, é possível encontrar uma  brecha para aplicação. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt; "Há muitos pacientes por aí que precisam de exercício mas, por  diferentes razões, não podem fazer", diz Boström. "Um medicamento pode  vir a ser uma opção para pessoas extremamente obesas, que têm  dificuldade em se movimentar para fazer exercícios, ou para pessoas com  alguns tipos de deficiência física." &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9201380068343592953-7566692555684915970?l=barril71.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://barril71.blogspot.com/2012/01/substancia-imita-beneficio-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Juca Azevedo)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-9201380068343592953.post-2064309713668955349</guid><pubDate>Thu, 05 Jan 2012 15:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-05T13:40:13.712-02:00</atom:updated><title>Do tango ao tangolomango</title><description>&lt;p style="font-weight: bold;" class="title"&gt;Do tango ao tangolomango (Ferreira Gullar, Folha de São Paulo, 01/01/2012)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;b style="font-style: italic;"&gt;&lt;p class="eye"&gt; A América Latina vive hoje, por determinadas razões, a experiência do neopopulismo &lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;Os anos que vivi em países latino-americanos levaram-me a perceber que entre eles e o Brasil há importantes diferenças.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; Isso não significa que eles, por sua vez, sejam todos iguais; não obstante, há, entre eles, traços que os distinguem de nós.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; Não é que sejamos melhores ou piores que eles, mas há diferença. Já me  referi a isso aqui, faz algum tempo, mas agora essa observação me volta à  lembrança, ao saber das medidas francamente antidemocráticas tomadas  por Cristina Kirchner, recentemente reeleita presidente da Argentina. E  foi na Argentina que passei a maior parte de meu exílio.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; Mais precisamente em Buenos Aires, cidade que adoro e que, apesar dos  pesares, muito ajudou a enfrentar a barra pesada daqueles anos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; Cheguei ali no mesmo dia em que morrera o presidente Perón e, por isso,  tive que aturar, durante três dias, a exposição do velório dele,  ininterruptamente exibido na televisão.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; Ali estava, enfim, morto, o homem que governara a Argentina por duas  vezes e que, em seu primeiro governo, transformara sua mulher, Evita,  numa mitificada mãe dos pobres e que, morta, teve seu cadáver posto em  exposição na sede da CGT até ser ele apeado do poder pelos militares.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; Levou consigo o cadáver dela para a Espanha e o instalou na casa onde  passou a viver com a nova mulher, Isabelita. Esta penteava os cabelos da  morta todos os dias, conforme a vontade do marido.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; De volta à Argentina, fez de Isabelita sua vice, de modo que, morto ele,  assumiu ela o governo do país, embora nada entendesse daquilo, cantora  de cabaré que havia sido. Não faz muito tempo, seu herdeiro político,  Néstor Kirchner, fez de Cristina também sua vice; assim, morto ele,  passou ela a governar o país.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; País estranho é a Argentina. Se é verdade que também no Brasil tivemos a  ditadura de Getúlio Vargas, igualmente travestido de pai dos pobres,  jamais adquiriu a aura mistificante que até hoje mantém o peronismo como  força política atuante no país.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; Lembro que, quando Isabelita assumiu o governo, sem qualquer  qualificação para isso, a CGT difundiu pelo país um cartaz em que ela  aparecia vestida como Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, tendo ao alto,  de um lado, o rosto de Perón, e do outro, o de Evita, lançando luz sobre  ela, e embaixo a seguinte frase: "Se sente, se sente, Perón e Evita  estão presentes".&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; Ninguém teria coragem de fazer coisa semelhante no Brasil, mas na  Argentina pode, e tanto pode isso como pode sequestrar do túmulo o  cadáver de um general, levado para a Itália por razões políticas; e  também pode, no dia da chegada de Perón, em 1973, peronistas enforcarem  peronistas sob o palanque em que discursava o líder recém-chegado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; Se soube de tudo isso com perplexidade, igualmente perplexo leio agora  as notícias, que me chegam de lá, após a vitória eleitoral de Cristina  Kirchner.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; Ao que tudo indica, estamos diante de uma personalidade surpreendente  que, ao contrário de Isabelita, que não sabia a que viera, sabe muito  bem o que pretende e está disposta a levar suas pretensões às últimas  consequências.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; A América Latina vive hoje, por determinadas razões, a experiência do  neopopulismo, que tem como principal protagonista o venezuelano Hugo  Chávez.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; É um regime que se vale da desigualdade social para, com medidas  assistencialistas, impor-se diante do povo como seu salvador. Lula  seguiu o mesmo caminho, mas, como o Brasil é diferente, não conseguiu o  terceiro mandato.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; A solução foi eleger Dilma para um mandato tampão.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; Porque o neopopulismo se alimenta de uma permanente manipulação do  setores mais pobres da população, o seu principal adversário é a  imprensa, que traz a público informações e críticas, que desagradam o  regime.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; Por isso mesmo, Chávez faz o que pode para calar os jornalistas,  enquanto Lula e sua turma tentaram criar aqui um órgão para controlar os  jornais.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; Não o conseguiram, mas Cristina, na Argentina, talvez o consiga, já que  acaba de aprovar uma lei que põe sob controle do Estado a produção de  papel de imprensa. O jornal que insistir em criticar seu governo,  deixará de circular.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; Temo pelo que possa acontecer à Argentina, nas mãos de uma presidente embriagada pelo poder. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9201380068343592953-2064309713668955349?l=barril71.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://barril71.blogspot.com/2012/01/do-tango-ao-tangolomango.html</link><author>noreply@blogger.com (Juca Azevedo)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-9201380068343592953.post-3807724965602865322</guid><pubDate>Sun, 01 Jan 2012 00:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-01T11:35:58.425-02:00</atom:updated><title>Uma lágrima para Daniel Piza</title><description>Uma lágrima para fulano. Era com este título  que Daniel Piza homenageava grandes nomes da humanidade que nos deixavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é dia de homenageá-lo do mesmo modo. Vai ser difícil começar o domingo sem a coluna cultural dele. Quantos livros, discos e filmes apreciei por causa de suas resenhas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu o tinha como grande amigo, sem nunca te-lo visto pessoalmente. Mas já havíamos trocado alguns e-mails. Coisas da Internet e do mundo moderno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descanse em paz, Daniel.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9201380068343592953-3807724965602865322?l=barril71.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://barril71.blogspot.com/2011/12/uma-lagrima-para-daniel-piza.html</link><author>noreply@blogger.com (Juca Azevedo)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-9201380068343592953.post-882761052498837434</guid><pubDate>Fri, 09 Dec 2011 12:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-09T10:37:24.883-02:00</atom:updated><title>Street Boys, 30 anos depois</title><description>Pouca gente deve lembrar dessa música. Tocava o tempo todo nas rádios brasileiras no verão de 1982. Inclusive vieram fazer shows no Brasil. Mas essa banda desapareceu do mapa. Se você procurar, vai encontrar uns trechos do disco Some Folks no YouTube.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O curioso vídeo abaixo mostra 2 dos ex-integrantes do Street Boys tocando provavelmente em algum quintal da Inglaterra (ATUALIZAÇÃO: França!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/bvpMOCFaz20?fs=1" allowfullscreen="" frameborder="0" height="344" width="459"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9201380068343592953-882761052498837434?l=barril71.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://barril71.blogspot.com/2011/12/street-boys-30-anos-depois.html</link><author>noreply@blogger.com (Juca Azevedo)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://img.youtube.com/vi/bvpMOCFaz20/default.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-9201380068343592953.post-3493427293127760646</guid><pubDate>Fri, 02 Dec 2011 01:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-01T23:47:56.507-02:00</atom:updated><title>Blog parado</title><description>O blog está parado, claro. Razões?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Meu filho nasceu. Não há sentimento melhor neste mundo. E o meu tempo agora é dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Os 140 caracteres do Twitter são suficientes para indicar alguma coisa que achei interessante e que gostaria de compartilhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Estou escrevendo relatórios técnicos no projeto em que estou trabalhando. A vontade de escrever diminui bastante depois de passar o dia fazendo isto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto de escrever e não pretendo parar com o blog. Mas, neste momento, não há como publicar muita coisa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9201380068343592953-3493427293127760646?l=barril71.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://barril71.blogspot.com/2011/12/blog-parado.html</link><author>noreply@blogger.com (Juca Azevedo)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-9201380068343592953.post-5659196304865413024</guid><pubDate>Wed, 09 Nov 2011 15:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-09T13:18:19.571-02:00</atom:updated><title>Falta de juízo</title><description>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;b&gt;Falta de juízo&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; (Hélio Schwartsman, Folha de São Paulo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;b&gt;SÃO PAULO -&lt;/b&gt;  Jovens que se metem em encrencas com a lei, como os  alunos da USP, até que sabem o que fazem. O problema é que, mesmo  reconhecendo as implicações potenciais de seus atos, optam por ir em  frente e correr o risco.&lt;br /&gt; A neurociência explica o fenômeno com base no que chama de assincronia do desenvolvimento cerebral.&lt;br /&gt; Trocando em miúdos, a maturação das estruturas ocorre de trás para a  frente, de modo que a última região a "ficar pronta" é o córtex  pré-frontal, área responsável por planejar o futuro, tomar decisões  complexas e controlar a impulsividade, entre outras funções essenciais  para a vida em sociedade. O pré-frontal não amadurece antes da terceira  década de vida, lá pelos 25 anos.&lt;br /&gt; Isso significa que jovens podem se parecer e até falar como adultos,  mas não agem como eles. Comprovam-no as estatísticas de criminalidade,  segundo as quais a esmagadora maioria dos delitos é cometida por homens  na faixa dos 15 aos 29 anos.&lt;br /&gt; Daí não decorre que jovens sejam inimputáveis. Modelos matemáticos  mostram que sociedades só são estáveis quando punem os indivíduos que  tentam levar vantagem indevida. Mas, assim como não mandamos crianças  para a cadeia, na esperança de que aprendam, não convém aplicar aos  arruaceiros da USP o peso máximo da lei. A juventude, afinal, é um  estado passageiro, ao fim do qual as pessoas melhoram em termos de  comportamento.&lt;br /&gt;O interessante aqui é que as descobertas da neurociência não se limitam à  falta de juízo de jovens. Há correlações entre crime e tipo de  personalidade e já se observou que certos tipos de demência e até  tumores levam as pessoas a violar a lei.&lt;br /&gt;Será que, quanto mais aprendemos sobre o cérebro, menos espaço sobra  para a responsabilidade individual? Há neurocientistas, como David  Eagleman, que afirmam que avanços nessa área exigirão uma revolução no  Direito. Esse é assunto para uma próxima coluna.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9201380068343592953-5659196304865413024?l=barril71.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://barril71.blogspot.com/2011/11/falta-de-juizo.html</link><author>noreply@blogger.com (Juca Azevedo)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-9201380068343592953.post-4709656453861303759</guid><pubDate>Sat, 22 Oct 2011 23:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-10-22T21:18:06.735-02:00</atom:updated><title>Placa para Tenório</title><description>(texto publicado na Folha de São Paulo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;b&gt;Placa para Tenório&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ruy Castro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RIO DE JANEIRO -&lt;/b&gt;   No dia 18 de março de 1976, o pianista  brasileiro Francisco Tenório Jr., 33, estava em Buenos Aires para uma  temporada no Teatro Rex com seus patrícios Vinicius de Moraes e  Toquinho. Naquela noite, saiu do hotel Normandie, onde estavam  hospedados, e deixou um bilhete: "Vou comprar cigarros e um remédio.  Volto já". Não voltou -nunca mais.&lt;br /&gt;Fora confundido com um militante procurado pela ditadura argentina e  levado preso. Por falar bem espanhol e com sotaque portenho, não  acreditaram que fosse brasileiro, músico e inocente. Passaram a  torturá-lo, com a colaboração, a partir do quinto dia, de agentes  brasileiros da Operação Condor, braço internacional das ditaduras  argentina, brasileira, chilena e uruguaia.&lt;br /&gt;Nove dias depois, seus algozes se convenceram de que tinham se enganado.  Mas, já então, Tenório estava cruelmente machucado. Pior: vira o rosto  deles. Não podiam devolvê-lo à rua. O jeito era matá-lo, o que fizeram  com um tiro, no dia 27. Dali Tenório foi dado como "desaparecido", e o  Brasil nunca se empenhou em elucidar o fim de um de seus filhos mais  talentosos -autor, em 1964, aos 21 anos, do grande disco instrumental  "Embalo".&lt;br /&gt;Os detalhes gravíssimos sobre a morte de Tenório só começaram a aparecer  dez anos depois, em 1986, e mesmo assim porque um membro da  inteligência argentina resolveu contar. Pois, agora, os argentinos, que  não estão varrendo a sua ditadura para debaixo do tapete, nos darão em  breve nova lição.&lt;br /&gt;No dia 16 de novembro, às 14 h, a cidade de Buenos Aires, por iniciativa  do deputado portenho Raul Puy, homenageará Tenório com uma placa na  fachada do hotel Normandie, na rua Rodríguez Peña, 320, de onde ele saiu  para morrer. Ela dirá: "Aqui se hospedou este brilhante músico  brasileiro, vítima da ditadura militar argentina".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9201380068343592953-4709656453861303759?l=barril71.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://barril71.blogspot.com/2011/10/placa-para-tenorio.html</link><author>noreply@blogger.com (Juca Azevedo)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-9201380068343592953.post-6902607386575640479</guid><pubDate>Thu, 20 Oct 2011 18:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-10-20T16:21:55.519-02:00</atom:updated><title>Revista de Estudos Atrasados</title><description>Ótimo texto publicado na Folha de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;b&gt;Revista de Estudos Atrasados&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;LEANDRO NARLOCH E DUDA TEIXEIRA&lt;/b&gt; &lt;table width="250"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;hr noshade="noshade" size="2"&gt; &lt;b&gt;&lt;i&gt; Não é correto que dinheiro público ajude a mascarar a longa ditadura de  Cuba, como faz a recente edição da revista "Estudos Avançados" &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;hr noshade="noshade" size="2"&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;A expressão "estudos avançados" deveria designar discussões científicas  de ponta, novas interpretações históricas e atualizações a teorias  consagradas. A revista "Estudos Avançados", da USP, costuma publicar  artigos com esse perfil desde que foi criada, em 1987.&lt;br /&gt;Não é o caso do número 72, nas bancas neste mês. O "Dossiê Cuba", que  compõe a maior parte da edição, apresenta estudos que são tudo, menos  avançados: artigos sem nenhuma intenção científica e peças de propaganda  escritas por pessoas ligadas ao governo cubano.&lt;br /&gt;São ao todo 15 artigos de pesquisadores e jornalistas cubanos, e mais  dois de brasileiros. Nenhum dos autores é crítico de um regime que,  todos hão de concordar, desperta opiniões divergentes.&lt;br /&gt;O texto mais emblemático é "A democracia em Cuba", do ensaísta Julio César Guanche.&lt;br /&gt;O autor afirma que a revolução de 1959 consagrou um "novo conceito de  democracia, com o intuito de garantir o acesso à vida política ativa de  grandes setores da população"  e defende a manutenção do que chama de  "unidade revolucionária" -a proibição imposta aos cubanos de fazer  reuniões e formar partidos, jornais ou sindicatos.&lt;br /&gt;Um trecho de "Ciência em Cuba: uma aposta pela soberania" lembra um  vídeo institucional: "Inaugurada em Havana pelo próprio presidente Fidel  Castro, a entidade conhecida pela sigla CIGB [Centro de engenharia  genética e biotécnica] contribuiu de maneira excepcional para colocar  Cuba entre os líderes mundiais de tão importante setor".&lt;br /&gt;Diversos textos seguem o padrão de citar Fidel no início, mencionar a  situação de Cuba antes de 1959 e descrever conquistas da revolução.&lt;br /&gt;O artigo "A educação em Cuba entre 1959 e 2010" não traz discussões  sobre métodos de ensino ou experiências mais ou menos eficientes. Em vez  disso, o autor reproduz diversas falas de Fidel Castro, incluindo até  mesmo a tautologia "é necessário mudar tudo o que deva ser mudado".&lt;br /&gt;Do mesmo modo, "Um olhar para a saúde pública cubana" não tem  problematização ou comparação de dados, como é praxe nos artigos da  revista da USP. O autor se destina apenas a destacar supostas conquistas  médicas obtidas em Cuba por causa da "vontade política do governo  revolucionário".&lt;br /&gt;Não há menção à falta de remédios ou aos subornos exigidos por médicos,  queixas tão frequentes entre cubanos menos comprometidos.&lt;br /&gt;Quem assina o texto sobre a saúde de Cuba é o jornalista José A. de la  Osa, que ensinava censura, ou melhor, ministrava a disciplina de  "política informativa" da Universidade de Havana.&lt;br /&gt;De acordo com ex-alunos da universidade, Osa ensinava quais eram os  temas que não poderiam figurar nos jornais oficiais, como fracassos  econômicos, opiniões de dissidentes e crimes chocantes.&lt;br /&gt;A edição é ilustrada com fotos fornecidas pelo governo cubano. As  imagens das páginas 47 e 76 são relíquias da propaganda comunista.&lt;br /&gt;Trata-se de reconstituições, à la Stálin, de episódios do movimento revolucionário.&lt;br /&gt;Deve ser direito de qualquer pessoa manifestar a opinião que desejar,  inclusive as mais ultrapassadas. Mas se essa manifestação envolve  dinheiro público, então é preciso acatar opiniões divergentes e realizar  apenas as tarefas para as quais os recursos se destinam.&lt;br /&gt;A revista "Estudos Avançados" funciona com fundos do governo federal e  da USP, que por sua vez ganha 5% de todo o ICMS de São Paulo. São cerca  de R$ 3 bilhões por ano pagos por empresas capitalistas e por cidadãos  de todas as classes sociais, que vivem numa democracia com liberdade de  pensamento.&lt;br /&gt;Não é justo que parte desse dinheiro ajude a mascarar a mais longa ditadura do mundo atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:-1;"&gt; &lt;b&gt;LEANDRO NARLOCH,&lt;/b&gt;  33, e  &lt;b&gt;DUDA TEIXEIRA&lt;/b&gt;,  36, são jornalistas e autores do "Guia Politicamente Incorreto da América Latina" (editora LeYa). &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9201380068343592953-6902607386575640479?l=barril71.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://barril71.blogspot.com/2011/10/revista-de-estudos-atrasados.html</link><author>noreply@blogger.com (Juca Azevedo)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-9201380068343592953.post-8001552707389564531</guid><pubDate>Sat, 20 Aug 2011 15:58:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-20T13:00:26.990-03:00</atom:updated><title>Bellini e a menina (Ruy Castro)</title><description>Texto do Ruy Castro na Folha de São Paulo de hoje.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;b&gt;Bellini e a menina&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RIO DE JANEIRO&lt;/b&gt; - Em julho de 1958, uma menina de 10 anos,  sofrendo de poliomielite desde bebê, fez sua primeira cirurgia na perna.  Enquanto convalescia, montou um álbum de recortes sobre seu ídolo, o  homem mais bonito do Brasil, o xodó de todas as mulheres, crianças e até  avós: Bellini, zagueiro do Vasco e capitão da seleção brasileira  recém-campeã do mundo na Suécia. Certo dia, a porta da casa onde ela  morava com sua família no Leblon se abriu, e uma visita de surpresa  disse: "Boa-noite". Era Bellini.
&lt;br /&gt;Como? Simples. Alguém que conhecia alguém que conhecia Bellini falou-lhe  da menina. Bellini tinha 28 anos e não chegava para as encomendas.  Quando não estava treinando ou jogando pelo Vasco, tinha de viajar com a  Copa do Mundo pelo país e levantar o caneco em festas e banquetes. Mas  ele achou tempo para ver a garota, que ficou muda de emoção enquanto ele  lhe contava histórias da Suécia.
&lt;br /&gt;Dois anos depois, em 1960, a menina encontrou Bellini na rua, em  Copacabana. Ele a reconheceu e ela lhe disse que, no dia seguinte, iria  fazer sua segunda (e última) cirurgia. Bellini se interessou. Dali a  dias, ligou para o hospital para perguntar como estava. Ao saber que  brevemente ela iria para casa, deu um tempinho e foi visitá-la de novo,  desta vez levando bombons. Era assim que ele era.
&lt;br /&gt;Passaram-se anos. Celia se tornou a violonista, arranjadora e maestrina  Celia Vaz, uma das musicistas mais completas do Brasil e com sólida  reputação no Japão, na Europa e nos EUA, muito maior do que em seu país.
&lt;br /&gt;Sábado último, após intermediação de amigos, Celia foi a São Paulo para  encontrar Bellini e sua esposa Giselda, dar-lhe um beijo e retribuir os  bombons. O intervalo de mais de 50 anos -o próprio Bellini tem hoje 81-  não impediu que a emoção desandasse e as lágrimas de todos descessem  pelos rostos e sobre o estojo da Kopenhagen.&lt;/blockquote&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9201380068343592953-8001552707389564531?l=barril71.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://barril71.blogspot.com/2011/08/bellini-e-menina-ruy-castro.html</link><author>noreply@blogger.com (Juca Azevedo)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-9201380068343592953.post-1459323361159356066</guid><pubDate>Tue, 26 Jul 2011 15:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-26T12:25:19.633-03:00</atom:updated><title>O mundo todo deveria se unir contra o PowerPoint</title><description>&lt;div id="node-460917" class="node node-type-noticia-impresso"&gt;&lt;div class="node-inner"&gt;             &lt;div class="content"&gt;     &lt;p&gt;&lt;span class="author"&gt;(publicado no Valor Econômico de 25/07/2011)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="author"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="author"&gt;Lucy Kellaway&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="author"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; Na semana passada vi duas mulheres entrando em um táxi em frente a um  prédio de escritórios no centro de Londres. Ambas usavam salto alto e  roupas elegantes e estavam lutando com um "flip chart", com suas páginas  que se agitavam ao vento. A visão curiosa de um grande bloco de papel  com pernas de alumínio me fez sentir saudades dos dias em que as pessoas  faziam apresentações escrevendo com canetas hidrocor em grandes folhas  de papel.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Eu poderia muito bem ter esquecido desta cena não fosse pelo fato de  que no dia seguinte recebi um convite para ingressar em um novo partido  político na Suíça, o AntiPowerPoint Party. "Finalmente, faça alguma  coisa!", diz seu lema.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Na verdade, venho silenciosamente fazendo isso há anos: recuso-me a  aprender como usar esse programa onipresente. Como apresentadora, sou  virgem no PowerPoint, mas como membro de uma plateia já fui estuprada  por slides mais vezes do que consigo contar.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;E o que aprendi com a experiência? É difícil dizer porque minha  reação descuidada tem sido apagá-la. Não consigo me lembrar de um único  slide dos tantos que já vi. E como já devo ter visto centenas ou  milhares deles, uma taxa de memorização de zero parece ser muito ruim.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Isso não significa que nunca tenha presenciado uma boa apresentação  de PowerPoint. Mas quando isso acontece, é porque a pessoa que está  falando consegue passar uma mensagem apesar do clamor visual distrativo  que está atrás dela.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O AntiPowerPoint Party (APPP) tentou calcular os danos econômicos da  pasmaceira provocada por todos esses slides e chegou à conclusão que a  Europa desperdiça € 110 bilhões por ano fazendo as pessoas ficarem  sentadas assistindo essas apresentações chatas. Suspeito que o número  real seja ainda pior, uma vez que esses ignoram os efeitos secundários. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;O PowerPoint deve ser a maneira menos agradável de se passar o tempo  que existe; uma exibição de slides muito longa pode deixar as pessoas  amuadas e passivas, sem ânimo para o próprio trabalho. E pior: ela  diminui a qualidade da discussão e leva a decisões ruins. O PowerPoint  realiza o milagre de tornar as coisas simultaneamente simples demais e  complicadas demais. Ele reduz ideias perspicazes a itens marcados, ao  mesmo tempo em que encoraja você a encher uma apresentação com dados  irrelevantes porque "recortar e colar" é muito fácil.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O APPP espera combater o PowerPoint através de meios pacíficos e quer  que muitos jornalistas escrevam artigos como este. Mas, mesmo que  muitos façam isso, tenho poucas esperanças de sucesso. O artigo seminal e  devastador sobre o assunto, "O PowerPoint é Mau", foi escrito por  Edward Tufte em 2002 e publicado na revista "Wired". E o que aconteceu  desde então? Nada, exceto que o PowerPoint ficou ainda maior.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Ao reler o artigo, cheguei à conclusão de que Tufte foi um pouco  suave com seu alvo. Ele disse que as apresentações de PowerPoint são  como "uma apresentação teatral escolar - muito barulhentas, muito lentas  e muito simples". Na verdade, elas são muito piores que isso: as peças  escolares tendem a ter um charme amador e geralmente há no palco alguém  que você ama.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Convencer todo mundo a parar de usar o PowerPoint será muito mais  difícil que convencer as pessoas a, digamos, reusar os sacos plásticos.  As pessoas se apegam a ele por três razões poderosas. Primeiro, porque  todo mundo usa. Segundo, porque é muito mais fácil que escrever uma  apresentação adequada, onde você precisa pensar antecipadamente com  cuidado sobre o que você vai falar. E terceiro, e mais importante, o  PowerPoint acalma os nervos dos palestrantes - ficar diante de uma  plateia com as luzes baixas e onde as pessoas seguem caladas olhando o  que está escrito na tela não é muito assustador.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Para ter qualquer chance de sucesso, o APPP precisa de uma facção  terrorista, que atuaria cortando o fio que conecta o laptop ao projetor.  Ou poderia ajudar as pessoas a alterar indevidamente os slides,  inserindo alguns aleatórios com os dizeres: "EIS MAIS UM SLIDE IDIOTA",  ou exibindo uma fotografia de uma plateia em sono profundo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Melhor ainda seria uma campanha por uma proibição completa. Num mundo  sem a muleta do PowerPoint, as apresentações seriam menores em número e  mais curtas - as pessoas seriam desencorajadas pelo nervosismo e pelo  trabalho árduo da preparação. Isso poderia até levar as plateias a  prestar atenção. A voz humana, especialmente quando conectada a um  cérebro que pensa um pouco, e a um corpo que ensaiou um pouco, pode ser  uma coisa maravilhosa e memorável. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Dez dias atrás fui a uma peça de teatro em Londres chamada "True  Stories Told Live", em que seis pessoas contracenam sem "auxílios  visuais". Os assuntos não prometiam - um deles falou por durante dez  minutos sobre uma xícara de chá. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Mas eu consigo contar essa história para você agora, o que é muito  mais do que eu conseguiria contar sobre uma apresentação em PowerPoint  que vi no dia seguinte, sobre mulheres nos conselhos de administração, e  da qual me lembro de uma única coisa: um tédio insuportável.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;strong&gt;Lucy Kellaway é colunista do "Financial Times". Sua coluna é publicada às segundas-feiras na editoria de Carreira&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/div&gt;     &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9201380068343592953-1459323361159356066?l=barril71.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://barril71.blogspot.com/2011/07/o-mundo-todo-deveria-se-unir-contra-o.html</link><author>noreply@blogger.com (Juca Azevedo)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-9201380068343592953.post-7959668469083157564</guid><pubDate>Wed, 22 Jun 2011 16:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-22T13:16:28.557-03:00</atom:updated><title>O Twitter cansa</title><description>Qualquer hora dessas, vou parar de usar o Twitter. É irritante ter que se adequar aos 140 caracteres. Você escreve o que pensa, e depois é obrigado a subtrair palavras nem tão desnecessárias assim. E o estilo fica ruim. Isso porque tento escrever corretamente naquela ferramenta. A maioria só o faz no conhecido "miguxês".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrever livremente é muito melhor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9201380068343592953-7959668469083157564?l=barril71.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://barril71.blogspot.com/2011/06/o-twitter-cansa.html</link><author>noreply@blogger.com (Juca Azevedo)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-9201380068343592953.post-466061146673507649</guid><pubDate>Thu, 19 May 2011 11:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-05-19T09:01:55.456-03:00</atom:updated><title>E o lobo virou cordeiro</title><description>&lt;p&gt;&lt;span&gt;No texto abaixo, publicado na Folha, Ferreira Gullar faz análise simples e perfeita da situação política e econômica brasileira.&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;b&gt;FERREIRA GULLAR&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;b&gt;E o lobo virou cordeiro&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;b&gt;&lt;i&gt;Se Lula aderiu às ideias do adversário, foi porque estas correspondiam às necessidades do país&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O LEITOR sabe muito bem que não sou nem pretendo ser cientista político, mas apenas alguém que, como qualquer cidadão, acompanha com atenção o que ocorre em nossa vida política e procura, tanto quanto possível, compreendê-la. Mas não o esgoto, dou palpites. Não obstante, pelos muitos anos que tenho de observar, ler e refletir sobre os fatos políticos, creio às vezes perceber algo que ainda não foi formulado claramente pelos analistas profissionais. Mas, também, pode ocorrer que me engane, claro. Ainda assim, me atrevo a dizê-lo, correndo o risco de não ir além do óbvio. É o que farei agora. Mas, antes, advirto os petistas de que, se lerem esta crônica até o fim, podem até concordar comigo. Começo pelo que todo mundo sabe e que Lula e sua turma tudo fazem para ocultar: sem o Plano Real e a Lei de Responsabilidade Fiscal, o Proer e outras medidas tomadas por Itamar e Fernando Henrique, o êxito do governo Lula teria sido simplesmente impossível. Não se trata, aqui, de uma simples opinião, mas de um fato incontestável de que nenhum economista ou cientista político que veja os fatos com isenção discordará. Todos sabemos, o Plano Real foi o que pôs fim à inflação galopante que arrasava os salários e a economia brasileira como um todo. A criação do Real e os procedimentos que possibilitaram uma atitude disciplinadora em face dos problemas estruturais de nossa economia assinalaram o início de uma nova fase em nossa história. Em seguida, a Lei de Responsabilidade Fiscal liquidou com uma das principais fontes do processo inflacionário: os gastos sem controle promovidos sobretudo pelos governos estaduais. Essa lei, que condiciona as despesas públicas à arrecadação efetivamente conseguida, só foi posta em prática porque Lula e o PT não lograram impedir sua aprovação pelo Congresso. Foram derrotados na Câmara, depois no Senado, mas não desistiram e entraram com uma ação no Supremo Tribunal Federal para sustá-la. A campanha do PT contra o Plano Real foi igualmente feroz, chegando Lula a afirmar que se tratava de um lance eleitoral demagógico, feito para não durar mais que três meses. O Proer, que evitou uma crise bancária de consequências imprevisíveis, contou igualmente com a furiosa oposição dos petistas. A conclusão inevitável é que, se dependesse deles, nenhuma dessas medidas teria sido adotada e a economia brasileira não teria alcançado o equilíbrio e a consistência que permitiram ao governo Lula realizar o que realizou. Cabe agora perguntar: não foi bom para o país que o governo Lula tenha dado certo? Claro que foi. Então, não tem sentido criticá-lo por ter feito o que era certo fazer. Ideologia é uma coisa, realidade é outra. Quando Lula se deu conta de que sua pregação radical não o levaria ao poder, mudou de tom e de mensagem, assumindo uma posição moderada que lhe possibilitou ganhar as eleições. À frente do governo, adotou tudo o que seu adversário implantara, desde os programas assistenciais até a política econômica “neoliberal”, imprimindo àqueles um colorido populista e à política externa um cunho antiamericano para salvar a face. Com esses toques, que chegavam aos ouvidos do povão ampliados pela retórica de Lula, construiu-se a imagem de um governo que contou com a simpatia popular e ganhou a confiança do empresariado. Nada melhor para o capital do que um país sem greves nem crises econômicas. Uma visão simplista atribuiria tudo isso ao carisma e à sagacidade política de Lula quando, na verdade, se trata de coisa bem mais complexa, conforme entendo. Se Lula mudou de retórica e de visão social, aderindo às ideias do adversário, foi porque a visão e os projetos deste é que correspondiam às necessidades reais do país. As mudanças que ele introduziu, por serem necessárias, tornaram-se irreversíveis. E, assim, o PT virou PSDB, como um lobo que se metesse em pele de cordeiro. Com a diferença de que, se o lobo da fábula continuou lobo, o lobo Lula virou cordeiro mesmo. E Dilma, mais ainda, se não quiser fracassar. Daí por que o PSDB tem dificuldade de fazer oposição, pois seria como opor-se a si mesmo.&lt;br /&gt;E também por isso Serra defendeu um salário mínimo de R$ 600, como se fosse possível cordeiro virar lobo, de repente.&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9201380068343592953-466061146673507649?l=barril71.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://barril71.blogspot.com/2011/05/e-o-lobo-virou-cordeiro.html</link><author>noreply@blogger.com (Juca Azevedo)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-9201380068343592953.post-844204159855318031</guid><pubDate>Fri, 08 Apr 2011 11:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-04-08T08:11:43.286-03:00</atom:updated><title>O fim dos Correios</title><description>O governo petista aparelhou os Correios. Isso não é novidade para ninguém. Já foram muitos os escândalos relatados pela imprensa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora os sintomas estão aparecendo. Todos os apadrinhados incluídos na empresa, que não tinham a mínima razão técnica de estar ali, estão atrapalhando o funcionamento da instituição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo: comprei um livro na Estante Virtual. Optei pela entrega normal, já que o livro viria do Rio de Janeiro, grande centro urbano, para Campinas, outro grande centro urbano. Já faz 11 dias que o livro foi postado, e entro diariamente no site de rastreamento para acompanhar o que está acontecendo. Aliás, não está acontecendo nada. O livro empacou, depois de ficar 5 dias parado na Cidade Maravilhosa. Um vexame. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como somos um país de bananas, não permitimos a entrada de empresas privadas neste setor. Poderíamos ter a Fedex aqui, cobrando valores menores e entregando mais rápido, visando apenas o malvado lucro. Mas temos que aturar um monopólio estatal ineficiente, repleto de amigos do poder. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o triste fim de uma empresa chamada Correios.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9201380068343592953-844204159855318031?l=barril71.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://barril71.blogspot.com/2011/04/o-fim-dos-correios.html</link><author>noreply@blogger.com (Juca Azevedo)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-9201380068343592953.post-8727104035176580135</guid><pubDate>Thu, 10 Mar 2011 12:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-03-10T09:44:37.170-03:00</atom:updated><title>O início do governo Dilma</title><description>O Carnaval só acabou agora. Ainda estamos no início do governo Dilma. Mas algumas coisas estão me chamando a atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dilma criticou o desrespeito aos direitos humanos no Irã, coisa que Lula e Celso Amorim não fizeram em 8 anos. Anunciou que irá privatizar os aeroportos brasileiros. E está discreta, ao contrário de Lula, que aparecia diariamente na TV dizendo absurdos que fariam qualquer pessoa bem informada corar de vergonha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, um detalhe mínimo nos diz muita coisa. Esse é o símbolo utilizado pelo atual governo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-DRW-7G96w0s/TXjG_5xqJjI/AAAAAAAAAZE/ebBm7lPtGDw/s1600/size_590_Marca_governo_federal.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-DRW-7G96w0s/TXjG_5xqJjI/AAAAAAAAAZE/ebBm7lPtGDw/s320/size_590_Marca_governo_federal.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5582430539268892210" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O símbolo anterior tinha um vermelho que incomodava. As cores do país recebiam a cor do partido que queria manter seu poder a qualquer custo. Isso mostra uma predisposição para corrigir os absurdos do governo anterior. Espero que isto continue. Ainda estou bem desconfiado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9201380068343592953-8727104035176580135?l=barril71.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://barril71.blogspot.com/2011/03/o-inicio-do-governo-dilma.html</link><author>noreply@blogger.com (Juca Azevedo)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-DRW-7G96w0s/TXjG_5xqJjI/AAAAAAAAAZE/ebBm7lPtGDw/s72-c/size_590_Marca_governo_federal.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-9201380068343592953.post-1614861073499511518</guid><pubDate>Mon, 03 Jan 2011 20:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-01-03T18:41:46.743-02:00</atom:updated><title>Torcida política</title><description>O que mais me impressiona nos posicionamentos políticos é a ausência total de coerência nos mesmos. Aqueles que criticam o candidato A por ter feito X não criticam quando seu candidato B faz o mesmo. É aquele sentimento de torcida no futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é a mesma coisa. O dinheiro dos seus impostos está sendo usado. As pessoas deveriam pensar mais e parar de defender o seu candidato pelos erros medonhos que pioram nosso país.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9201380068343592953-1614861073499511518?l=barril71.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://barril71.blogspot.com/2011/01/torcida-politica.html</link><author>noreply@blogger.com (Juca Azevedo)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-9201380068343592953.post-3678700800533936185</guid><pubDate>Sun, 12 Dec 2010 12:58:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-12-12T11:14:31.632-02:00</atom:updated><title>Luís Fernando Veríssimo</title><description>Cheguei a pensar em dar o título a este post de "A Morte de Luís Fernando Veríssimo". Esse é o sentimento que tenho por este autor nos últimos anos. Mas é claro que haveria confusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo ao cronista grande parte da minha formação. Li praticamente tudo o que ele escreveu até os primeiros dias do governo Lula. E aí aconteceu a passagem desta para melhor do autor. Aquele senso crítico que eu admirava desapareceu por completo. O contista do cotidiano continuava divertido, mas as crônicas começaram uma defesa sem sentido dos absurdos cometidos pelo presidente. Seu texto incorporou uma certa angústia e o escritor passou a ironizar aqueles que percebiam o que acontecia no país, ao contrário dele, cego na defesa de Lula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a "morte" do meu ex-favorito escritor, tive alguns momentos de psicografia. É quando encontro uma ou outra crônica bem escrita, repleta do mais fino humor, crítica aos assuntos alheios a esfera petista. Mas são poucos. O negócio é ler o que ele escreveu no passado e ignorar seus panfletos recentes. Apreciar "O Banquete Com os Deuses", rir com o Analista de Bagé e as Comédias da Vida Privada e correr de "O Mundo É Bárbaro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas de vem em quando ele &lt;a href="http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2010/12/12/o-fim-dos-pressupostos-348717.asp"&gt;acerta&lt;/a&gt;. Como nos velhos tempos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9201380068343592953-3678700800533936185?l=barril71.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://barril71.blogspot.com/2010/12/luis-fernando-verissimo.html</link><author>noreply@blogger.com (Juca Azevedo)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-9201380068343592953.post-1723608109911779751</guid><pubDate>Sat, 09 Oct 2010 12:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-10-09T09:50:24.995-03:00</atom:updated><title>Parar de ler ?!??</title><description>Comecei a preparar minha mudança para o apartamento novo. Uma das coisas que preciso fazer é selecionar livros, revistas e LPs para doação. E estou tendo uma dificuldade enorme em selecionar uma dezena em milhares de ítens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez isso seja fácil para outras pessoas. Mas não é pra mim. Sempre tive dificuldades em até mesmo escolher o que ler. Queria ler tudo e começava vários livros ao mesmo tempo. No passado, tive enormes problemas de ansiedade na leitura e na compra de livros. Só recentemente aprendi a lidar melhor com essas coisas. Não morremos ao perder um artigo do Ubaldo no Estadão de domingo. Antes, eu acreditava que morreríamos, sim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisei comprar livros (!?!) sobre a ansiedade de informação e que não adiantaram muito. Agora parece que encontrei a fórmula: a informação irá me procurar em alguma atividade do meu cotidiano. Não preciso procurar muito. E tem funcionado. É como a novela das oito: se você perde capítulos, não irá fazer muita diferença. A emissora, o diretor e o roteirista irão repetir as informações inúmeras vezes para que você volte a acompanhar a campeã de audiência. Os desvarios de Lula estarão estampados em diversas  colunas que você ler quando tiver tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se mesmo assim, você não conseguir parar de procurar informação, sugiro o uso de feeds RSS. Cadastre poucos sites importantes no seu Google Reader. E não fique nervoso quando perder alguma informação. Ela aparecerá em outros lugares em breve, se for relevante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas doar livro é diferente. Não há método que ajude a se livrar de alguns deles. Alguém tem sugestão?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9201380068343592953-1723608109911779751?l=barril71.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://barril71.blogspot.com/2010/10/parar-de-ler.html</link><author>noreply@blogger.com (Juca Azevedo)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-9201380068343592953.post-4927678563623442650</guid><pubDate>Thu, 23 Sep 2010 00:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-09-22T21:25:33.085-03:00</atom:updated><title>O Twitter acabou com o blog?</title><description>Pode ter acabado com outros blogs. Este aqui está sendo vítima do trabalho excessivo. Não está sobrando tempo para escrever. Isto me entristece um pouco, mas há o momento certo para cada coisa na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é um fato: muita gente que escrevia coisas interessantes em seus blogs tem usado o Twitter demais. Perdemos grandes textos por bobagens escritas no Twitter. Isto não deveria estar acontecendo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9201380068343592953-4927678563623442650?l=barril71.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://barril71.blogspot.com/2010/09/o-twitter-acabou-com-o-blog.html</link><author>noreply@blogger.com (Juca Azevedo)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-9201380068343592953.post-5440368115319380612</guid><pubDate>Wed, 01 Sep 2010 00:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-08-31T22:04:53.320-03:00</atom:updated><title>Compartilhamento</title><description>Meu novo emprego não é mole. Com isso, as postagens aqui diminuíram sensivelmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o Blogger/Blogspot mudou e agora é possível compartilhar os textos na rede social que você achar mais interessante. Os ícones abaixo do post permitem isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9201380068343592953-5440368115319380612?l=barril71.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://barril71.blogspot.com/2010/08/compartilhamento.html</link><author>noreply@blogger.com (Juca Azevedo)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-9201380068343592953.post-310559733407941880</guid><pubDate>Mon, 16 Aug 2010 12:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-08-16T09:48:56.475-03:00</atom:updated><title>Eleições 2010</title><description>Esse deve ser o único post sobre as eleições deste ano. Não vou perder tempo com este assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A razão disso? As instituições brasileiras falharam gravemente na fiscalização do processo eleitoral. Lula faz campanha descarada há mais de 2 anos, infringindo todas as regras possíveis. Às vezes, aparece uma multa de 5 mil reais, quantia irrisória perto dos gastos absurdos para eleição de Dilma Rousseff. Não há mais chance para os outros candidatos. Acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única coisa boa é que poderemos festejar o vexame de Dilma na Copa de 2014, quando a infraestrutura do país não atenderá o evento, mesmo depois de forçarem gastos emergenciais sem aprovação das instituições responsáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo brasileiro é muito ignorante. Se fossem problemas apenas com os menos letrados, tudo bem. Mas a ignorância já invadiu a classe média brasileira. É o fim da picada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9201380068343592953-310559733407941880?l=barril71.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://barril71.blogspot.com/2010/08/eleicoes-2010.html</link><author>noreply@blogger.com (Juca Azevedo)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-9201380068343592953.post-7684573930841467506</guid><pubDate>Mon, 26 Jul 2010 11:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-26T09:06:07.045-03:00</atom:updated><title>O livro tradicional e o digital</title><description>A discussão sobre os livros digitais beira o ridículo. São milhares de opiniões de pessoas que não testaram os e-readers do mercado e ainda assim o criticam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coisa é muito simples: o livro de papel é mais agradável. Ótimo. Agora eu quero ver você levar 500 livros numa viagem. Ou ler aquele material que a empresa lhe passou para estudo. Ou gastar 70 reais num livro impresso que está dando sopa ali naquele site de downloads gratuitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho inúmeros livros nos 2 formatos, papel e digital. E já deixei de ler livro no papel porque o volume pesava muito, ao contrário do meu Sony Reader. Já fui atrás do papel porque a formatação digital não estava boa. Já abri o digital para achar uma palavra-chave, o que seria impossível no livro tradicional... E mudei do Sony Reader para o livro de papel porque tinha anoitecido e a luminosidade não estava boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então é o seguinte: os dois formatos estão aí, disponíveis. Use-os a sua maneira. Mas não venham dizer que um é melhor que o outro. Em cada situação, há o mais vantajoso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9201380068343592953-7684573930841467506?l=barril71.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://barril71.blogspot.com/2010/07/o-livro-tradicional-e-o-digital.html</link><author>noreply@blogger.com (Juca Azevedo)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-9201380068343592953.post-3325641766229655308</guid><pubDate>Wed, 23 Jun 2010 20:12:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-15T08:43:13.882-03:00</atom:updated><title>Hora de mudar o regulamento</title><description>Chegou o dia de mudar o regulamento de Wimbledon. John Isner e Mahut jogam há 10 horas e não parece haver fim possível. Estão empatados em 59 a 59 no número de games do quinto set. Os dados não conseguem mais ser contabilizados pelo placar exibido no site de Wimbledon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso ia acontecer algum dia. Com tenistas especializados cada vez mais em saque, fica difícil abrir 2 games de diferença. Na partida de hoje, só aconteceu uma quebra de saque para cada lado. O tie-break deve ser estendido ao quinto set em Wimbledon nas próximas temporadas. Ou não, né ? Os ingleses são muito conservadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o jogo acabar, atualizo este post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ATUALIZAÇÃO: Após 11 horas e 5 minutos, o jogo acabou, com vitória de John Isner por 3 x 2. O placar final do quinto set foi 70 x 68.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9201380068343592953-3325641766229655308?l=barril71.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://barril71.blogspot.com/2010/06/hora-de-mudar-o-regulamento.html</link><author>noreply@blogger.com (Juca Azevedo)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-9201380068343592953.post-4225289448962174831</guid><pubDate>Thu, 03 Jun 2010 12:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-06-03T09:49:31.995-03:00</atom:updated><title>Muito trabalho, pouco futebol e blog parado</title><description>O blog continua parado. Meu novo trabalho está exigindo um razoável esforço para entender algumas coisas que mudaram em Java EE nos últimos anos. Enquanto me atualizo, não sobra muito tempo para escrever aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A boa notícia é que entendi que futebol é perda de tempo. Não adianta o seu time ter os melhores jogadores do mundo. Ele pode perder se o juiz quiser, e não importa por quantos ângulos o mundo tome conhecimento dos erros do árbitro. Ele faz o que quiser. Pode até ser punido, mas seu time não recupera mais aqueles pontos. E para mim, isso basta para não acompanhar mais futebol. Tenho livros e filmes para aproveitar nestes 180 minutos de tempo semanal que economizarei na minha vida. E aí posso escrever alguma coisa aqui também.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9201380068343592953-4225289448962174831?l=barril71.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://barril71.blogspot.com/2010/06/muito-trabalho-pouco-futebol-e-blog.html</link><author>noreply@blogger.com (Juca Azevedo)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-9201380068343592953.post-2943318963413960874</guid><pubDate>Mon, 03 May 2010 21:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-05-03T18:35:40.677-03:00</atom:updated><title>Com pena do próximo(a)</title><description>As chances de vitória da Dilma me assustam. Mesmo dando gafes diárias e &lt;a href="http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/arch2010-05-01_2010-05-31.html#2010_05-03_19_02_49-10045644-0"&gt;fazendo discursos sem sentido&lt;/a&gt;, ela ainda pode conseguir a eleição graças ao populismo de Lula e a burrice extrema do povo brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas algumas coisas poderão ser divertidas nesta possível tragédia. A ex-guerrilheira assumiria um país muito difícil de governar, já que Lula está &lt;a href="http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/o-vale-tudo-eleitoreiro-lula-acelera-inclusao-de-32-milhoes-de-pessoas-em-programas-sociais/"&gt;gastando tudo o que é possível&lt;/a&gt; para garantir a eleição. E vexames são &lt;a href="http://bit.ly/bTtpsr"&gt;esperados&lt;/a&gt; para a Copa de 2014. Neste aspecto, tenho pena do próximo presidente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9201380068343592953-2943318963413960874?l=barril71.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://barril71.blogspot.com/2010/05/com-pena-do-proximoa.html</link><author>noreply@blogger.com (Juca Azevedo)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-9201380068343592953.post-6475698596651922449</guid><pubDate>Mon, 03 May 2010 14:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-05-03T11:11:13.232-03:00</atom:updated><title>Tudo Pode Acontecer</title><description>Alguns "críticos" (as aspas são necessárias) se apressaram e escreveram que o novo filme de Woody Allen ("Tudo Pode Acontecer") é um filme menor do diretor, que está se repetindo, e blá blá blá. O problema é que os grandes críticos fizeram a lição de casa e agora começam a surgir grandes textos elogiando o filme. Pior: o roteiro do filme foi escrito antes de "Annie Hall", na fase considerada a mais genial de Allen. O ator "desconhecido" deixou de sê-lo, pois agora os "críticos" descobriram que ele era roteirista e produtor de Seinfeld, e que tinha sua própria série de TV. E assim vai...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorte de quem gosta de Woody Allen e não perde nenhum de seus filmes "menores". Estes puderam perceber a genialidade do diretor nos primeiros minutos de "Tudo Pode Acontecer". Com o tempo, todos os filmes "menores" passam a ser considerados geniais...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9201380068343592953-6475698596651922449?l=barril71.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://barril71.blogspot.com/2010/05/tudo-pode-acontecer.html</link><author>noreply@blogger.com (Juca Azevedo)</author><thr:total>0</thr:total></item></channel></rss>

