<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="no"?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-4949971419162819594</atom:id><lastBuildDate>Fri, 01 Nov 2024 09:45:06 +0000</lastBuildDate><category>crônicas</category><category>real</category><category>análise</category><category>conto</category><category>texto</category><category>ficção</category><category>poesia</category><category>microcontos</category><category>curta</category><category>desabafo</category><category>confissão</category><category>adaptação</category><title>Crônicas de Um Qualquer</title><description>Crônicas, textos e desabafos de um projeto de escritor qualquer.</description><link>http://de1qualquer.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Capeleto)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>106</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><language>en-us</language><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle>Crônicas, textos e desabafos de um projeto de escritor qualquer.</itunes:subtitle><itunes:owner><itunes:email>noreply@blogger.com</itunes:email></itunes:owner><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4949971419162819594.post-4482278381153877278</guid><pubDate>Fri, 08 Jun 2018 14:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2018-06-08T11:14:42.357-03:00</atom:updated><title>A navalha</title><description>&amp;nbsp; &amp;nbsp;Largou a navalha sobre a bancada. O movimento estava fraco nos últimos dias. Atualmente eram poucos homens que procuravam os tradicionais barbeiros para aparar o cabelo e afeitar a barba. "Deve ser culpa dos shoppings" - pensava.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;Diariamente a barbearia era aberta. Pontualmente, as 8:30. O jornal do dia, comprado na banca próxima, era depositado em uma das tradicionais cadeiras; a Playboy do mês, sobre outra; o branco jaleco era vestido. E a navalha era afiada - sem pressa, com esmero.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;Haviam dias em que a navalha sequer era utilizada, independente disto, no fim do dia era guardada na gaveta e afiada novamente no dia seguinte - sendo mais uma vez colocada sobre a bancada.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;O calor dos últimos dias devia estar espantando os clientes. Assim como o frio de alguns meses atrás.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;"E o jogo de ontem?", "Será que chove?!", "Roubalheira nessa política!" - citavam os passantes e os poucos cativos clientes.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;O tempo passava. As pessoas passavam. O chão era varrido, recolhendo os fios caídos. O sol baixava. E a navalha era limpa e guardada na gaveta.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;No dia seguinte a barbearia era aberta. 8:30. Jornal do dia sobre uma cadeira. Playboy sobre outra. Jaleco Branco. E a navalha era retirada da gaveta e afiada - sem pressa, com muito esmero.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; "E o jogo?", "Chove?!", "Roubalheira!".&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;Com o sol baixando, o chão era varrido. A navalha pairava sobre a bancada. Logo voltaria para a gaveta, até a próxima manhã.&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;---&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;&lt;b&gt;Crônicas de Um / 1 Qualquer:&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;crônicas,contos,textos&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://de1qualquer.blogspot.com/2018/06/a-navalha.html</link><author>noreply@blogger.com (Capeleto)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4949971419162819594.post-7325569103594079529</guid><pubDate>Thu, 17 May 2018 14:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2018-05-17T11:23:06.114-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">conto</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">ficção</category><title>O livreiro [pt.2]</title><description>Em meio a confusão do entorno do Mercado Público, Renato tentava atravessar a rua, desviando da multidão que saía do trem e dos descarregamentos de produtos do Mercado.&lt;br /&gt;
O dia amanheceu comum - assim, sem definição. Renato parou em uma cafeteria e pegou um café para viagem. Seguia seu rumo entre goles de cafeína.&lt;br /&gt;
Lembrou-se da família Joad - de As Vinhas da Ira - e seu apreço por um simples cafezinho durante sua estrada. Lembrou-se do livreiro Antônio.&lt;br /&gt;
Subindo pela Rua da Ladeira, resolveu dar um pulo rápido no Sebo, como quem não quer nada.&lt;br /&gt;
Fingiu observar os livros da vitrine e viu o livreiro entre as estantes.&lt;br /&gt;
Subiu o degrau e o piso rangeu sob seus pé ao primeiro passo. Com isso Antônio virou a cabeça e ficou olhando Renato. Não disse nada por alguns segundos; disse um "Bom dia" por fim.&lt;br /&gt;
Renato olhava os livros nas estantes e pilhas, sem buscar nada em específico. Resolveu testar o velho: abriu sua mochila, revirou entre os papéis e encontrou um pequeno livro que estava lendo. Buscou o livreiro e entregou-lhe o livro, perguntando quanto ele pagaria na compra.&lt;br /&gt;
Antônio segurou o livro, girou-o nas mãos, passou os dedos pela lombada, sentiu o peso e folheou rapidamente o mesmo. Por fim disse sem introduções:&lt;br /&gt;
- "Seis reais".&lt;br /&gt;
- Mas este livro novo custa quatro vezes mais. - disse Renato.&lt;br /&gt;
Antônio coçou o queixo e respirou forte.&lt;br /&gt;
- É um best-seller atual. Um autor premiado. - argumentou Renato.&lt;br /&gt;
- Oito reais, então. Não pago mais que isso. - disse Antônio, dando as costas.&lt;br /&gt;
- Ok. Vou pensar no caso. - respondeu Renato, guardando novamente o livro na mochila.&lt;br /&gt;
Fingiu olhar mais alguns livros em uma prateleira.&lt;br /&gt;
- O senhor tens algum livro de romance-policial, tipo o Dan Brow.&lt;br /&gt;
Antônio fez cara de que não entendeu ou não reconheceu o nome do autor.&lt;br /&gt;
- Garoto... se queres um livro policial leia Agatha Christie. Ela sim é uma boa autora.&lt;br /&gt;
Renato já havia lido, mas acabou levando para casa um exemplar de "O caso dos dez negrinhos". Quando saía pela porta, outro jovem perguntava ao livreiro por algum outro livro que estava na lista dos mais vendidos; Antônio não o possuía.&lt;br /&gt;
Parecia que aquele Sebo havia parado no tempo, lá pelos anos 1970.&lt;br /&gt;
&lt;span style="color: white;"&gt;---&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;&lt;b&gt;Crônicas de Um / 1 Qualquer:&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;crônicas,contos,textos&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://de1qualquer.blogspot.com/2018/05/o-livreiro-pt2.html</link><author>noreply@blogger.com (Capeleto)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4949971419162819594.post-8516079045956332382</guid><pubDate>Fri, 13 Mar 2015 14:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-03-13T11:03:19.498-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">curta</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">poesia</category><title>Bicho</title><description>Animal sou&lt;br /&gt;
liberto sem fato&lt;br /&gt;
em diária rotina&lt;br /&gt;
de pasto em pasto.&lt;br /&gt;
Bicho de rua&lt;br /&gt;
marchando cansado&lt;br /&gt;
em busca de um sonho&lt;br /&gt;
já condenado.&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;---&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;&lt;b&gt;Crônicas de Um / 1 Qualquer:&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;crônicas,contos,textos&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://de1qualquer.blogspot.com/2015/03/bicho.html</link><author>noreply@blogger.com (Capeleto)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4949971419162819594.post-501062914322476617</guid><pubDate>Sat, 08 Mar 2014 19:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-03-08T16:07:10.538-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">microcontos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">poesia</category><title>Peixe sou</title><description>A correnteza subo&lt;br /&gt;
pela estrada asfaltada&lt;br /&gt;
seguindo o meu rumo&lt;br /&gt;
de volta pra casa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;---&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;&lt;b&gt;Crônicas de Um / 1 Qualquer:&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;crônicas,contos,textos&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://de1qualquer.blogspot.com/2014/03/peixe-sou.html</link><author>noreply@blogger.com (Capeleto)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4949971419162819594.post-249360511525322340</guid><pubDate>Fri, 14 Feb 2014 16:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-02-14T21:26:06.912-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">conto</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">ficção</category><title>O livreiro</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Os passos rangiam o assoalho. Madeira gasta. Velha. Marcada pelo tempo. Sobre os livros pairava uma camada de poeira - nem tão fina para os que lá estavam a anos aguardando. Circulavam entre as estantes poucos consumidores potenciais. Livros eram retirados do local, abertos, folheados, devolvidos. E o ciclo seguia.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Pela rua desfilavam guarda-chuvas; e estes por vezes permaneciam abertos mesmo sob as marquises - atrapalhando os transeuntes que por azar ou desmemória não os portaram ao sair de seus lares. Chovia calmo - dessas chuvas que surgem sem aviso e somem assim mesmo. Chuva destas que fazem surgir sono. Que fazem sonhar durante o dia. Que pegam no desaviso aqueles que sentados ficam esperando. Que...&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Oi. - disse alguém. - Hei! - repetiu, cutucando o livreiro. - Quanto é este livro?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Acordado de um cochilo à cutucadas, Antônio levantava a cabeça com cara amarrada.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- É... 7 mil cruzeiros - respondeu de reflexo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;O sol recém surgia; as luzes da rua ainda permaneciam acesas. Operários desciam dos primeiros ônibus do dia. O som de portões de metal subindo destaca-se no ar. Antônio buscava a chave do portão entre as demais do molho. Subia o rangente portão. Descia-o parcialmente após adentrar. Ligava as luzes, colocava as chaves sobre o balcão e saía novamente do local. Atravessava a rua e entrava no Bar; pedia um café preto, em copo de vidro pequeno. Assim todos os dias.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Pessoas entravam e saíam do sebo do início ao fim do dia. Entravam algumas com livros e saíam sem; entravam algumas sem e saíam com. Entravam e saíam várias sem. Assim todos os dias. Em dias de chuva o chão molhava. Pingavam nos livros. O piso escorregava. Povo ficava mau humorado; mau humorado também ficava o livreiro. Antônio cansava. Sabia os preços de cabeça, e quase nem precisava olhar a capa - pela pessoa previa o livro. Já na entrada fitava a pessoa e previa. Mas em dia de chuva as coisas de bagunçavam. Pedestre sem guarda-chuvas fugia do tempo olhando livros. Lá fora chovia. Chuva calma. Dessas que surgem sem aviso. Dessas que dão sono. Pessoas entravam e saíam. Entravam e saíam. Entravam...&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Oi... - disse alguém. E Antônio acordava se um cochilo, de mau humor.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Renato fugia da chuva. Atravessava a Rua da Praia correndo, buscando a próxima marquise. Esquecera o guarda-chuva em casa; ou fora pego de surpresa - essas chuvas as vezes surgem sem aviso. Subia a Borges, desviando dos guarda-chuvas que permaneciam abertos mesmo sob coberturas. Molhava-se a cada esquina. Faltava paciência para aguardar parado o tempo acalmar. Correu para debaixo de outra marquise. Chacoalhou as roupas e os cabelos molhados. Ajeitou a gola do casaco e olhou a vitrine de um sebo. Espiou o relógio; ainda era cedo. Entrou. Livros empoeirados, piso molhado, tábuas rangentes. Tradicional. Dentre as capas títulos clássicos. Twain, Dickens, Kerouak. Livros desconhecidos ao lado. Um o chamava atenção. Abriu a última página buscando um preço; valores de diferentes épocas monetárias apareciam. Cruzeiros, cruzados, reais. Carregou o livro até o caixa - em uma comum tentativa de filar um desconto negociado. O livreiro dormia sem esconder.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Oi. - tentou. Hei... - tentou novamente.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Então cutucou o velho para acordá-lo de vez. Antônio, o livreiro, acordava; de mau humor.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- É... 7 mil cruzeiros - disse.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Renato preferia ouvir o valor em reais - já que era a moeda corrente. Preferiu não confrontar o velho.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Lá fora chovia. Dessas chuvas que vêm sem aviso. O povo se escondia por sob as marquises. Entravam nas lojas pra fugir do mau tempo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Ok. - disse Renato pondo o livro sobre o balcão. - Faz no crédito.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Antônio resmungou, pegou o livro, &amp;nbsp;olhou a lombada, abriu a última página, espiou pra fora, devolveu o livro pro balcão e disse:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Não tem crédito aqui&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Renato segurava o cartão do banco.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Tá, então faz no débito - disse, batendo o cartão sobre a capa do livro.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Não tem também. - respondeu o livreiro. - Aqui só em dinheiro.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Sobre o balcão pairava uma máquina registradora. Dessas tradicionais, presentes em qualquer museu. Pintura danificada pelo tempo, teclas gastas, peças faltando. Seguia operando desde muito. Renato resmungava agora. Abriu a carteira contrariado. Buscou algumas notas, depois algumas moedas. Contou: cinco e sessenta. Preferiu não chorar um desconto. Devolveu o livro para uma pilha. Saiu devolta a rua. Lá fora ainda chovia.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;O dia amanheceu limpo e seco. Um vento frio apenas relembrava a chuva do dia anterior. O povo corria pelas calçadas, usando inclusive as ruas para reduzir o congestionamento matinal. Na Esquina Democrática as filas se formavam nos carrinhos de pão de queijo. "Três", pediu Renato. Carregando o saquinho, seguiu em seu trajeto. Subiu pela Travessa para atalhar - e pegar menos trânsito. Ainda era cedo. O som de portas metálicas subindo fazia sinfonia pelas ruelas. O ônibus demoraria.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;No "Sebo Dant'ônio" o livreiro tomava seu café, seguindo sua rotina. Entre os livros, uma ou duas mulheres. Renato entrava, rangendo a madeira do piso. Renato não buscava nenhum livro em específico; mas sempre carregava consigo uma lista de velhos clássicos. Steinbeck, Hemingway, Neruda. Olhava os demais "caçadores" do local. Que livros estariam buscando - pensava. Pelas estantes misturavam-se livros novos e velhos; brochuras, capas duras, pulp's.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Quanto custa? - perguntou uma jovem ao livreiro, segurando um pesado livro.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Antônio apertava os olhos para tentar reconhecer o livro. A jovem colocou-o sobre o balcão. Antônio segurou o livro, girou nas mãos e aparentemente sentiu o peso.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Te faço por vinte reais. - respondeu por fim, em um tom de quem esperava uma contra proposta.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;A garota fez cara de quem analisava a proposta. "Qual a história do livro?" - perguntou. O velho livreiro fechou a cara e respondeu rispidamente um "Não lembro.", baixando a cabeça para algo sob o balcão. A jovem agradeceu com um sorriso, mas largou o livro sobre uma pilha. Renato acompanhou a curta negociação de longe. Reconheceria de longe aquela edição de "As vinhas da ira". Seguiu olhando os livros, porém não se conteve e pegou o livro deixado pela garota. Abriu-o e estava em boas condições - mal amareladas pelo tempo. Buscava o livro a tempos; e o havia lido à ainda mais - porém não o tinha em sua estante. Carregou o livro até o livreiro, calculando sua contra proposta. Fingiu primeiro não ter ouvido a conversa anterior.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Oi... por quanto o senhor me faria este As Vinhas da Ira?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;E foi o primeiro sorriso que ele vira o velho dar.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Esse é um bom livro! - disse afávelmente - Um clássico definitivo. Um de meus preferidos. Mas ao mesmo tempo um livro depressivo; mostra um período negro da história americana... e o que há de pior, degradante e sombrio no ser humano. Mas é um de meus livros preferidos mesmo assim. Renato surpreendeu-se com o livreiro. Presenciara uma mudança repentina no velho homem.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Realmente. - limitou-se a responder. - E por quanto me faria? - disse, já engatilhando a contra-proposta.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- O preço é dezoito, mas te faço por quinze. Tá parado a tempos aí.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Ok. Eu levo. - disse Renato, sem ter precisado negociar.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Saiu do sebo carregando o clássico. E estranhando os fatos ocorridos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="color: white;"&gt;---&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;&lt;b&gt;Crônicas de Um / 1 Qualquer:&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;crônicas,contos,textos&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://de1qualquer.blogspot.com/2014/02/o-livreiro.html</link><author>noreply@blogger.com (Capeleto)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4949971419162819594.post-114023259008723702</guid><pubDate>Wed, 09 Oct 2013 13:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-10-09T10:00:05.566-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">crônicas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">desabafo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">ficção</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">texto</category><title>Carnívoros</title><description>&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;"Libertem as proles" - gritavam os manifestantes em mais um protesto contra o consumo de carne humana, em frente ao maior matadouro do estado.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;Protestos do gênero já haviam se tornado comuns; ocorrendo desde o início da produção, em um passado nem tão distante. "Libertem as proles - são humanos como nós" - gritavam alguns manifestantes. "As proles também têm sentimentos" - berravam outros.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;Criados desde o nascimento (nos chamados "berçários"), as proles de modo algum eram vistas como "humanos" pelas massas. Não falavam, não se vestiam, nem nada do gênero.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;"É necessário! O mundo não sobreviveria sem as proles atualmente" - afirmavam os produtores. Nada se perdia neste negócio; as peles, cabelos e até o esterco viravam produtos. Era definitivamente um lucrativo sistema. "Nascem para isto" - ressaltavam os consumidores.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;Para o povo em geral esta produção era sequer estranhada. Nasceram e cresceram comendo carne humana; nem contestavam os porquês. Este ingrediente fazia parte da dieta geral, estando presente em diversas receitas e modos de preparos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;"Não somos animais ou coisa do gênero para consumir mato ou carne de bicho" - diziam exaltados os carnívoros frente aos argumentos dos ativistas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;As autoridades apenas controlavam os escassos manifestantes no local. Aos poucos o protesto se dissipava. Em breve ocorreria novamente - sem causar impactos na produção.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;---&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;&lt;b&gt;Crônicas de Um / 1 Qualquer:&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;crônicas,contos,textos&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://de1qualquer.blogspot.com/2013/10/carnivoros.html</link><author>noreply@blogger.com (Capeleto)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4949971419162819594.post-8099568680016952895</guid><pubDate>Wed, 02 Oct 2013 14:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-10-02T11:00:02.925-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">real</category><title>Notas sobre uma praia</title><description>Caminhei por horas sobre a areia;&lt;br /&gt;
o mar tentando a todo momento molhar meus pés.&lt;br /&gt;
Caminhei por horas pela beira da praia;&lt;br /&gt;
olhei para trás e parecia que poucos metros havia percorrido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estou em um hotel barato próximo ao mar. Divido com outros cinco colegas. Todas noites são iguais - garotos bêbados discutindo futilidades corriqueiras. Por vezes fujo de tudo para olhar o oceano e tentar lavar a alma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
---&lt;br /&gt;
Escrevo essas palavras de um ônibus que desconheço seu trajeto - só sei seu destino.&lt;br /&gt;
A cidade está tomada de estrangeiros. Congressistas doutores vindo de vários lugares. Conversei em um péssimo inglês com dois deles. Uma pesquisadora canadense e um professor australiano. "Austrália - a terra onde qualquer coisa pode te matar" disso à ele. Ele riu; piada clássica. Me questionaram o que pretendo fazer em meu futuro. Respondi o óbvio, pois nem eu o sei.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
---&lt;br /&gt;
Gaivotas gigantescas molhavam as pernas no mar.&lt;br /&gt;
Corriam de mim quando me aproximava.&lt;br /&gt;
O mar vêm e vai.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um terminal de ônibus se aproxima.&lt;br /&gt;
Pessoas correm.&lt;br /&gt;
Em algum lugar o mar vêm e vai.&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;---&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;&lt;b&gt;Crônicas de Um / 1 Qualquer:&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;crônicas,contos,textos&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://de1qualquer.blogspot.com/2013/10/notas-sobre-uma-praia.html</link><author>noreply@blogger.com (Capeleto)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4949971419162819594.post-7144726703612701984</guid><pubDate>Sat, 28 Sep 2013 00:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-09-27T21:02:06.189-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">crônicas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">desabafo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">real</category><title>Há muito tempo que ando na rua de uma Elegante Barbearia</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 30.0pt;"&gt;
Fundada em 1947, a Barbearia
Elegante vai fechar as portas...&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 30.0pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 30.0pt;"&gt;
2013. A barbearia localizada
quase na esquina da Jerônimo Coelho com a Borges era (ou ainda é) um pedacinho
do passado, no centro de Porto Alegre. A aposentadoria, depois de mais de 60
anos, deve ser um sinal dos novos tempos. Os barbeiros que não irão "guardar
na gaveta suas navalhas", vão migrar para outras barbearias e salões ainda
vivas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 30.0pt;"&gt;
"Oh, fica com o meu
cartão". - disse o meu barbeiro - "Vou estar agora ali na travessa,
perto da saída do cinema". Ali já não é mais exatamente a saída do cinema.
O cinema já fechou praticamente - uma ou duas salas permanecem apenas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 30.0pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiecJ6lI59l2N3Zhy06V-3JMJHKxGiULkTVZw-ZUvMZeyviYcKkSLAV7u8IE7frol7vr3Dnz9kfvN7rt1sMwOQZ6mUmHDPbIzq9t4CIYFS1iuk2STRN32-pdZ3IuICHEQoWjvPNyejSbqs/s1600/imagem.PNG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center; text-indent: 0px;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiecJ6lI59l2N3Zhy06V-3JMJHKxGiULkTVZw-ZUvMZeyviYcKkSLAV7u8IE7frol7vr3Dnz9kfvN7rt1sMwOQZ6mUmHDPbIzq9t4CIYFS1iuk2STRN32-pdZ3IuICHEQoWjvPNyejSbqs/s400/imagem.PNG" width="397" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Foto: Instagram - Roberta Malta (http://instagram.com/p/Y5ZFVCCqUN/)&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 30.0pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 30.0pt;"&gt;
Os cinemas eram sucesso em 1947,
quando a barbearia abriu. Nos cartazes provavelmente estavam
"Copacabana" - com&amp;nbsp; Groucho
Marx e Carmen Miranda - e “Tarzan e a Caçadora”. Era pós guerra; os Aliados
haviam vencido o Eixo dois anos antes. A geração "baby boom" iria
cortar seus cabelos por ali. Na rua, em frente, deviam passar ou estar
estacionados alguns Ford Mercury, Simca's e Chevrolet's. Talvez movidos à
gasogênio - já que a gasolina estava em falta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 30.0pt;"&gt;
Em 1950' os bondes deviam rodar
pelas ruas. "Subir no bonde, descer correndo". Eram os "Anos
Dourados". O DNA era descoberto naqueles tempos. Uruguai ganhou a Copa de
50, mas o Brasil levou a de 1958 - a primeira! O clima ainda era de pós-guerra;
geração Beat se formava, principalmente nos Estados Unidos. Na barbearia deviam
entrar jovens usando jeans para aparar seus topetes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 30.0pt;"&gt;
Em 1968, quando a barbearia foi
assumida por Ilson Schambeck, nos cinemas estava sendo lançado o clássico
"2001: Uma Odisséia no Espaço". Nas rádios tocava "Se Você
Pensa", do Roberto Carlos; a Jovem Guarda ainda reinava. Nas ruas deviam
rodar alguns já velhos Cadillac's, Belair's e Ford's Victoria; talvez alguns
DKW, Fuscas, Romi-Isettas e Gordinis recém saídos de fábrica. "Sessenta e
oito, um mau tempo talvez"; fora do Brasil acontecia a Guerra do Vietnã.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 30.0pt;"&gt;
A década de 1970 passou sob
ditadura. Um "Porto não&amp;nbsp; muito
alegre". O "milagre brasileiro" acontecia; e a censura da mídia
ao mesmo tempo. Ali pertinho, na esquina democrática, alguns protestos devem
ter acontecido; torturas e violência policial ao mesmo tempo. Mas, "Deu
pra ti anos 70"; alguns hippies devem ter aparado suas madeixas por lá.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 30.0pt;"&gt;
Os anos 1980 foram talvez a
"Belle Époque" do rock gaúcho; Engenheiros do Hawaii, TNT,
Taranatiriça, Cascavelletes. Nas ruas protestos novamente; Diretas Já e fim da
ditadura militar. No fim da década caía o Muro de Berlin.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 30.0pt;"&gt;
Em 1990' o salão já era antigo. A
revolução digital ia iniciando; no salão velhas cadeiras. Os anos 2000'
passaram também; os barbeiros lá liam seus jornais. 2010' entrou; o salão havia
reduzido de tamanho e o filho do barbeiro fundou um bistrô ao lado da
barbearia. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 30.0pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 30.0pt;"&gt;
A barbearia estava toda
reformada, sem perder o estilo mais que clássico. A navalha estava sempre
afiada - e eu confiava totalmente nas mãos dos velhos barbeiros. Terei de
buscar outro túnel do tempo. Talvez ali perto da saída do cinema – enquanto
este também ainda estiver por lá.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 30.0pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 30.0pt;"&gt;
Entrando na Barbearia Elegante eu
viajava para as décadas de 1970, 60, 50... juro que as vezes eu via um velho
Ford passando na rua.&lt;/div&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;---&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;&lt;b&gt;Crônicas de Um / 1 Qualquer:&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;crônicas,contos,textos&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://de1qualquer.blogspot.com/2013/09/ha-muito-tempo-que-ando-na-rua-de-uma.html</link><author>noreply@blogger.com (Capeleto)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiecJ6lI59l2N3Zhy06V-3JMJHKxGiULkTVZw-ZUvMZeyviYcKkSLAV7u8IE7frol7vr3Dnz9kfvN7rt1sMwOQZ6mUmHDPbIzq9t4CIYFS1iuk2STRN32-pdZ3IuICHEQoWjvPNyejSbqs/s72-c/imagem.PNG" width="72"/></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4949971419162819594.post-4704642339191572899</guid><pubDate>Wed, 25 Sep 2013 15:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-09-25T12:00:09.615-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">conto</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">ficção</category><title>Café &amp; Morte</title><description>O movimento estava tranquilo naquele dia. O cheiro de café comumente inundava o local. Lavava algumas xícaras e pensava alguma futilidade cotidiana.&lt;br /&gt;
Com um leve rangido a porta se abriu, entraram alguns clientes; sentaram em mesas. Fez sinal que já lhes atenderiam. Fechou a torneira, secou as mãos e pegou alguns cardápios para distribuir.&lt;br /&gt;
Quando se aproximava de uma das mesas teve um impacto ao de relance reconhecer em uma mesa seu antigo orientador.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aquele homem era um dos tradicionais professores que têm por prazer moer o ego e os sentimentos de seus alunos. Era a personificação de todo o ódio e amargura que sentira na vida.&lt;br /&gt;
Entregou-lhe o cardápio tentando não se mostrar muito, em uma vã tentativa de que não fosse reconhecido. Porém...&lt;br /&gt;
- Ei... Eu conheço você! Sim, é você mesmo. Como vai?&lt;br /&gt;
Naquele momento ele era atendente de uma cafeteria. O que deveria entender com "como vai"?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
---&lt;br /&gt;
Olhava para o alto; era um dos maiores edificios da cidade. Se nada mais desse certo seria de lá que ele se jogaria.&lt;br /&gt;
Arrumara o emprego pra fugir de tudo que fizera em sua vida. Queria tentar recomeçar. Nova vida. Fingir ser outra pessoa. Na realidade nada dera certo e não havia mais o que fazer. E se agora tudo não se resolvesse...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
---&lt;br /&gt;
Quantas cafeterias possuiam um Doutor como atendente? Quantas pessoas com diploma de doutorado acabavam assim?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A fumaça da máquina subia enquanto mais um espresso era tirado. O barulho do leite sendo espumado era a música local.&lt;br /&gt;
Um machiatto, dois espressos e quatro pães de queijo. Dois capuccinos, um latte e duas tortas.&lt;br /&gt;
A simplicidade da matemática já não torrava seus neurônios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
---&lt;br /&gt;
Olhava para cima, do outro lado da rua. Estava certo: se jogaria no alto do prédio. A hora era propicia, pouco movimento na rua e muito no prédio comercial. A subida seria fácil. A decida não sabia.&lt;br /&gt;
Com a certeza de sua decisão pôs o pé direito em direção a rua. Sem a preocupação do dilema de vida ou morte, simplesmente atravessou. Uma motocicleta cortava um carro e fazia uma ultrapassagem indevida.&lt;br /&gt;
Não seria hoje.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
---&lt;br /&gt;
No café tudo seguia igual.&lt;br /&gt;
Um submarino, dois ristrettos, 2 fatias de torta.&lt;br /&gt;
No hospital soro e uma parede verde-água ou seja lá qual for a denominação deste tom hospitalar.&lt;br /&gt;
Os bipes de um aparelho ressoavam.&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;---&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;&lt;b&gt;Crônicas de Um / 1 Qualquer:&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;crônicas,contos,textos&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://de1qualquer.blogspot.com/2013/09/cafe-morte.html</link><author>noreply@blogger.com (Capeleto)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4949971419162819594.post-2271298521210816749</guid><pubDate>Wed, 18 Sep 2013 13:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-09-18T10:00:04.884-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">análise</category><title>#primavera</title><description>&lt;span style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Um gigante acordou. O povo tomou as ruas. Poucos centavos foram apenas a gota d'água que transbordou um copo. Chegou a primavera - as flores&amp;nbsp;desabrocharam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;As manifestações ganharam proporções maiores. Receberam apoio de quem antes as criticava. Uma antes taxada "massa de manobra" agora tomou rumo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;Os protestos focaram em vários temas. O público se ampliou. A mídia aprovou. O povo apoiou. Os governantes se movem. O congresso foi tomado. A polícia reduz sua repressão. O pacifismo se amplia.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;O calor dos protestos chega em seu máximo. Mas um vento de longe anuncia novos tempos. Talvez o outono se aproxime. As folhas cairão; flores já não serão mais vistas. Tudo é cíclico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;i&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;* texto escrito durante os protestos (#neocarapintadas) que tomaram o país, em 2013.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;---&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;&lt;b&gt;Crônicas de Um / 1 Qualquer:&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;crônicas,contos,textos&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://de1qualquer.blogspot.com/2013/09/primavera.html</link><author>noreply@blogger.com (Capeleto)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4949971419162819594.post-3742918341097055861</guid><pubDate>Wed, 11 Sep 2013 15:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-09-11T12:00:09.695-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">crônicas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">real</category><title>Notas de uma lavanderia</title><description>&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;Aguardo sentado enquanto a roupa seca, em uma comum lavanderia no centro. Fim de tarde - novamente. Na rua os carros fazem fila em cada semáforo vermelho. Fim de tarde - hora do rush.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;Sigo lendo Kerouak e suas Cenas de Nova York. Me sinto as vezes um pouco hipster; quase cena típica ler em uma lavanderia.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;Corre-corre. Todos seguem apressados, tentando fazer o tempo seguir mais rápido. Fim de tarde. Mães pegam seus filhos na saída da escola. Jovens buscam suas roupas na lavanderia. Filas de carros.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;Noite chega. Seguem carros, pessoas, roupas. Verde. Fim do tempo. Roupas secas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;---&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;&lt;b&gt;Crônicas de Um / 1 Qualquer:&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;crônicas,contos,textos&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://de1qualquer.blogspot.com/2013/09/notas-de-uma-lavanderia.html</link><author>noreply@blogger.com (Capeleto)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4949971419162819594.post-7902318222147968642</guid><pubDate>Wed, 04 Sep 2013 15:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-09-04T12:00:00.891-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">microcontos</category><title>Busca</title><description>&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: right;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: right;"&gt;
Tentou encontrar-se em todas artes;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: right;"&gt;
faltou a certa.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: right;"&gt;
Morreu amargurado.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;---&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;&lt;b&gt;Crônicas de Um / 1 Qualquer:&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;crônicas,contos,textos&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://de1qualquer.blogspot.com/2013/09/busca.html</link><author>noreply@blogger.com (Capeleto)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4949971419162819594.post-5031806132608200848</guid><pubDate>Wed, 28 Aug 2013 15:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-08-28T12:00:01.771-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">crônicas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">real</category><title>Notas de um dia chuvoso</title><description>&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;O asfalto reflete as luzes do semáforo. Dia chuvoso. O ar parece saturado de água. Guarda-chuvas, botas e casacos desfilam pelas ruas.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;Labutei duramente durante o dia, aproveitando uma trégua do tempo. As botinas derraparam no lamaçal e as calças foram marcadas pela terra molhada jogada dos pneus - da mesma lama que atolou uma Kombi.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;Poças de água marcam o caminho. Sentado no ônibus ao menos aprecio uns minutos de proteção. Fazem uns quatro dias que chove sem aviso, em um chove e para cansativo. Sobre o colo segue aberto As Vinhas da Ira, de Steinbeck. Na memória surgem dias chuvosos nos anos 90. As roupas saturadas de água. O corpo gélido tremendo. Um banho quente resolvia tudo.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;Volto as ruas. Volta a chuva. Me escondo sob uma marquise. Aguardo a chuva passar. Mas não passa. Não vai passar. Encaro a chuva, correndo de abrigo em abrigo. Os cabelos e a barba vão acumulando a água. As roupas vão saturando aos poucos.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;Já não são mais anos 90. Já trocamos de década; de século; de milênio. Mas um banho ainda resolve tudo. Ou quase tudo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;---&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;&lt;b&gt;Crônicas de Um / 1 Qualquer:&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;crônicas,contos,textos&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://de1qualquer.blogspot.com/2013/08/notas-de-um-dia-chuvoso.html</link><author>noreply@blogger.com (Capeleto)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4949971419162819594.post-5827788546544293231</guid><pubDate>Thu, 22 Aug 2013 01:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-08-21T22:29:00.372-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">microcontos</category><title>Metades</title><description>&lt;div style="text-align: right;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: right;"&gt;
Metade da vida sendo quem não era&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: right;"&gt;
e a outra outra metade sendo quem não queria ser.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;---&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;&lt;b&gt;Crônicas de Um / 1 Qualquer:&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;crônicas,contos,textos&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://de1qualquer.blogspot.com/2013/08/metades.html</link><author>noreply@blogger.com (Capeleto)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4949971419162819594.post-5538341875399000598</guid><pubDate>Wed, 14 Aug 2013 15:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-08-14T12:00:09.307-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">crônicas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">real</category><title>Notas de um dia cinza</title><description>&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;O dia amanheceu cinza. Assim como os últimos dois. O vidro marcado pelos pingos dá um ar melancólico à paisagem da janela. Ao fundo um morro se esconde na neblina. Se escondem também as pessoas dentro de suas casas.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;Lá fora nada muda. O céu segue no mesmo tom. Não se vêem os aviões, não se ouvem sequer os carros. Fico tentado a correr para fora e assistir as ruas vazias; um resfriado me impede.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;Enquanto isso um livro me faz companhia. Kerouak vira meu companheiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;---&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;&lt;b&gt;Crônicas de Um / 1 Qualquer:&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;crônicas,contos,textos&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://de1qualquer.blogspot.com/2013/08/notas-de-um-dia-cinza.html</link><author>noreply@blogger.com (Capeleto)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4949971419162819594.post-1167911501057054396</guid><pubDate>Wed, 07 Aug 2013 20:12:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-08-07T17:12:00.402-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">crônicas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">ficção</category><title>Textos programados</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;Escritor, morreu em um incidente em uma rua pouco movimentada, em noite qualquer. Morreu o autor, mas não sua obra; esta viveria pela eternidade, nem que esquecida em uma prateleira qualquer.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;O que muitos não sabiam é que ele mantinha um blog com seus mais íntimos pensamentos. Quando foi descoberto, toda sua vida estava lá. Todas suas memórias, sonhos e pensamentos. O local tornou-se um memorial para seus poucos fãs. Seus escritos eram lidos e relidos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;Um dia um novo texto foi publicado; pensamentos empoeirados pelo virtual tempo. E a cada mês, um novo escrito ganhava vida - mesmo com a morte de seu autor. O tempo foi contado por alguns, acompanhado, aguardado. Seus escritos mais profundos vinham ao mundo após nenhum outro mais poder ser criado. Ninguém sabia até quando isto poderia ocorrer. Ninguém se importava.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;Certo dia, no dia certo, um texto não foi publicado. A segunda morte do autor chegava.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;---&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;&lt;b&gt;Crônicas de Um / 1 Qualquer:&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;crônicas,contos,textos&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://de1qualquer.blogspot.com/2013/08/textos-programados.html</link><author>noreply@blogger.com (Capeleto)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4949971419162819594.post-8613085900691888597</guid><pubDate>Wed, 31 Jul 2013 23:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-07-31T20:39:00.431-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">crônicas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">real</category><title>Notas de um ônibus</title><description>&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;Lá fora tudo passa; rápido pela janela. Passam as ruas, carros, luzes, pessoas. Noite inicia. Paradas cheias de pessoas vazias. O corre corre de todos os dias, intensificado pelo último útil da semana.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;Cruzamentos congestionados de carros com motoristas solitários. Carros que levam &amp;nbsp;e trazem pessoas do trabalho; que trabalham para poderem pagar seus carros, para poderem ir de carro para o trabalho.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;No colo segue um livro aberto. Esperando ser lido. Mas pela janela há tantas histórias não lidas; e que nem esperam ser.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;---&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;&lt;b&gt;Crônicas de Um / 1 Qualquer:&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;crônicas,contos,textos&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://de1qualquer.blogspot.com/2013/07/notas-de-um-onibus.html</link><author>noreply@blogger.com (Capeleto)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4949971419162819594.post-5486633599449458222</guid><pubDate>Thu, 25 Jul 2013 01:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-07-24T22:37:00.413-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">poesia</category><title>Amarga dor</title><description>&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse aperto no peito&lt;br /&gt;
sem ação ou efeito&lt;br /&gt;
que de onde parte&lt;br /&gt;
não sei.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É um algo de amargo&lt;br /&gt;
sem gosto, sem lado&lt;br /&gt;
que me dói&lt;br /&gt;
sem doer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;---&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;&lt;b&gt;Crônicas de Um / 1 Qualquer:&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;crônicas,contos,textos&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://de1qualquer.blogspot.com/2013/07/amarga-dor.html</link><author>noreply@blogger.com (Capeleto)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4949971419162819594.post-6274229447250639146</guid><pubDate>Wed, 17 Jul 2013 15:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-07-17T12:00:01.321-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">real</category><title>Notas de uma ru(ss)a</title><description>&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;Acabo de conversar brevemente com uma russa em plena Rua da Praia; não lembro de qual cidade ela citou que veio, mas lembro que falou que era um local muito frio. Provavelmente deve estar se sentindo em casa agora, visto que chegou o outono oficialmente. As ruas recendem a uma mistura de cheiros de casacos novos e guardados por longo tempo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;A tal russa tinha um jeito de budista; na real acho que era hare-krishna. Distribuía livros de auto-ajuda e espirituais. A oferta era livre, quaisquer moedinhas. Acabei não levando nada. Fiquei me sentindo mal por isto.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;Entrei em uma cafeteria e pedi um café para levar. O dia acordou cinza e ainda não ganhou cores. Mas todos parecem mais vivos; talvez pelo contraste de tons. Andei com o café na mão; continuei me sentindo mal. Vou voltar e comprar qualquer livro. A história por trás do livro é ainda mais interessante.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;---&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;&lt;b&gt;Crônicas de Um / 1 Qualquer:&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;crônicas,contos,textos&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://de1qualquer.blogspot.com/2013/07/notas-de-uma-russa.html</link><author>noreply@blogger.com (Capeleto)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4949971419162819594.post-4457406046820484667</guid><pubDate>Thu, 11 Jul 2013 01:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-07-10T22:35:00.722-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">poesia</category><title>Rodina</title><description>&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Noite cai&lt;br /&gt;
Dia finda&lt;br /&gt;
Povo corre&lt;br /&gt;
rumo casa.&lt;br /&gt;
Noutro dia&lt;br /&gt;
adivinha...&lt;br /&gt;
Corre povo&lt;br /&gt;
Tud'enovo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;---&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;&lt;b&gt;Crônicas de Um / 1 Qualquer:&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;crônicas,contos,textos&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://de1qualquer.blogspot.com/2013/07/rodina.html</link><author>noreply@blogger.com (Capeleto)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4949971419162819594.post-4330635733152674567</guid><pubDate>Wed, 03 Jul 2013 15:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-07-03T12:00:08.256-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">crônicas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">ficção</category><title>Antes de pegar aquele trem</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;Antes de pegar aquele trem, conversava com uma mulher; nascida no mesmo ano que ele, apesar de a mesma parecer mais velha - se bem que ela pensou o mesmo sobre ele. Ela havia se separado a pouco tempo, dizia que estava querendo se aquietar um pouco. Se ele estivesse solteiro, não pensaria o mesmo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;Antes de pegar aquele trem, havia pegado um ônibus até a estação; sentada alguns bancos à frente estava uma garota, parecida com uma atriz americana. Ela estava lendo Goeth. Ele não falou com ela, apenas trocou exatos três olhares - e depois ela saiu. Não perguntou seu nome. Talvez nunca a veja mais. Talvez não faça diferença.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;Antes de pegar aquele trem... haviam mais dúvidas que certezas. Nada mudou.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;---&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;&lt;b&gt;Crônicas de Um / 1 Qualquer:&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;crônicas,contos,textos&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://de1qualquer.blogspot.com/2013/07/antes-de-pegar-aquele-trem.html</link><author>noreply@blogger.com (Capeleto)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4949971419162819594.post-8611073235545006893</guid><pubDate>Wed, 26 Jun 2013 15:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-06-26T12:00:06.850-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">análise</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">texto</category><title>12 bilhões de índios</title><description>&amp;nbsp; &amp;nbsp;Não é novidade a luta entre produtores rurais e ativistas ambientais (e/ou de direitos indígenas).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;Frequentemente ouvem-se as afirmações negativas de produtores rurais, e pessoas ligadas a área, sobre as áreas de preservação ambiental e do patrimônio indígena. Uma das principais alegações são a redução das áreas agriculturáveis. Sem entrar em detalhes técnicos, a problemática do cultivo é por vezes mais ligada a produtividade (Mg/ha) do que a área produzida. Ou seja, há tecnologia à disposição e não sendo utilizada. Isso sem citar que as maiores áreas produzidas muitas vezes são ligadas à monocultura de grãos de alto valor - como soja e milho. Produtos de mercado - commodities. Independentemente, a missão continua: alimentar o mundo.&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;Analisemos: o mundo atualmente conta com uma população total de mais de 7 bilhões de pessoas; previsões afirmam haverão cerca de 9 bilhões em 2050. Se com a população e consumo atual já ouve-se de alguns representantes que "não há mais espaço" para cultivo, visando "alimentar o mundo"... como será em 2050? E em 2100? Vivemos uma época onde é necessário pensar no futuro.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;Seguindo o raciocínio destes produtores, praticamente não deveriam haver estas áreas de proteção ambiental e indígenas. Basicamente tudo virariam campos de produção... "para alimentar o mundo". Mas, e no futuro? Após alimentar a população de 9 bilhões - com um crescimento populacional exponencial - será necessário alimentar uma população de 10, 11, 12 bilhões de pessoas. Haverá área suficiente no mundo? Seguindo a linha de raciocínio dos mesmo... creio que cidades serão colocadas à baixo para produzir!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;Há campos improdutivos, áreas agriculturáveis não utilizadas devidamente, um crescimento populacional desorientado... mas parece que o problema mesmo são as áreas ambientais e indígenas. Depois destas haverão outras gerações. E muito antes destas já estavam por estas terras os índios, que receberam os colonizadores por vezes com flechas. Deviam saber o que vinha pela frente.&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;---&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;&lt;b&gt;Crônicas de Um / 1 Qualquer:&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;crônicas,contos,textos&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://de1qualquer.blogspot.com/2013/06/12-bilhoes-de-indios_26.html</link><author>noreply@blogger.com (Capeleto)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4949971419162819594.post-2536022149324733835</guid><pubDate>Wed, 19 Jun 2013 15:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-06-19T12:00:02.444-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">microcontos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">poesia</category><title>Horizonte aprisionado</title><description>&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E o futuro foi se indo,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;como um horizonte preso&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;  &lt;/span&gt;entre dois prédios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;---&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;&lt;b&gt;Crônicas de Um / 1 Qualquer:&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;crônicas,contos,textos&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://de1qualquer.blogspot.com/2013/06/horizonte-aprisionado.html</link><author>noreply@blogger.com (Capeleto)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4949971419162819594.post-7756034358180369744</guid><pubDate>Wed, 12 Jun 2013 22:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-06-12T19:23:00.705-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">microcontos</category><title>Vizinhos</title><description>&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
"Bom dia, vizinho!"&lt;br /&gt;
- disse o mendigo&lt;br /&gt;
que dormia em frente ao prédio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;---&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;&lt;b&gt;Crônicas de Um / 1 Qualquer:&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;crônicas,contos,textos&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://de1qualquer.blogspot.com/2013/06/vizinhos.html</link><author>noreply@blogger.com (Capeleto)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4949971419162819594.post-7915831613693767714</guid><pubDate>Wed, 05 Jun 2013 17:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-06-05T14:29:00.163-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">poesia</category><title>Poemas no ônibus - 2012</title><description>&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgcwAg-DJJNeIBEV430LKgkwQx9Sb9HARcc73a-TWRYPmmPGlsYFSeVHDWrAhJoVAVfJVRG3rPdxbLUa5GufZ1mbRzUuEx7LdPQRc9r8bmDmIaXNZCBfrZ-VtStgHQgQhSDvt_tUzgGajw/s1600/Poema_Onibus_Kapletto.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgcwAg-DJJNeIBEV430LKgkwQx9Sb9HARcc73a-TWRYPmmPGlsYFSeVHDWrAhJoVAVfJVRG3rPdxbLUa5GufZ1mbRzUuEx7LdPQRc9r8bmDmIaXNZCBfrZ-VtStgHQgQhSDvt_tUzgGajw/s400/Poema_Onibus_Kapletto.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;i&gt;"Coração sofreu, 'cisco no olho', disse eu" (Lágrimas - L.A. Kapletto)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;POEMAS NO ÔNIBUS E NO TREM - 2012&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
Porto Alegre/RS&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;---&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;&lt;b&gt;Crônicas de Um / 1 Qualquer:&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;crônicas,contos,textos&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://de1qualquer.blogspot.com/2013/06/poemas-no-onibus-2012.html</link><author>noreply@blogger.com (Capeleto)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgcwAg-DJJNeIBEV430LKgkwQx9Sb9HARcc73a-TWRYPmmPGlsYFSeVHDWrAhJoVAVfJVRG3rPdxbLUa5GufZ1mbRzUuEx7LdPQRc9r8bmDmIaXNZCBfrZ-VtStgHQgQhSDvt_tUzgGajw/s72-c/Poema_Onibus_Kapletto.jpg" width="72"/></item></channel></rss>