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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/atom10full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" gd:etag="W/&quot;C0YMQ347cSp7ImA9WhRbFUg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261</id><updated>2012-02-06T15:59:42.009-02:00</updated><title>Apenas um Teste.</title><subtitle type="html">Livros e filmes</subtitle><link rel="http://schemas.google.com/g/2005#feed" type="application/atom+xml" href="http://procopioo.blogspot.com/feeds/posts/default" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://procopioo.blogspot.com/" /><link rel="next" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false&amp;v=2" /><author><name>André Procópio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02294513902187978823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://2.bp.blogspot.com/-Nq-ZpUdlvZ4/Tkxt4v8F2-I/AAAAAAAAAYY/HT8K-4gm3eo/s220/Montevideo%2BAgosto%2B2011%2B%2528CLAE%2529.JPG" /></author><generator version="7.00" uri="http://www.blogger.com">Blogger</generator><openSearch:totalResults>65</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/atom+xml" href="http://feeds.feedburner.com/blogspot/GEiJh" /><feedburner:info uri="blogspot/geijh" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><entry gd:etag="W/&quot;C0YMQ345fip7ImA9WhRbFUg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261.post-2823354610188600598</id><published>2012-02-06T15:57:00.004-02:00</published><updated>2012-02-06T15:59:42.026-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-02-06T15:59:42.026-02:00</app:edited><title>O Natimorto - Lourenço Mutarelli</title><content type="html">
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ZDBUvDSzMGz5Tz4FKebkNeiM2ho/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ZDBUvDSzMGz5Tz4FKebkNeiM2ho/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ZDBUvDSzMGz5Tz4FKebkNeiM2ho/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ZDBUvDSzMGz5Tz4FKebkNeiM2ho/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-YacnAWw0zPQ/TzAU-cHmmAI/AAAAAAAAAfU/1BXJ8llTR3M/s1600/O+natimorto-500x500.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-YacnAWw0zPQ/TzAU-cHmmAI/AAAAAAAAAfU/1BXJ8llTR3M/s1600/O+natimorto-500x500.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Conhecia Lourenço Mutarelli pelo livro e filme o cheiro do ralo, creio que junto com Mia Couto e Manuel de Barros ele representa o que vêm sendo produzido de melhor na literatura contemporânea de língua portuguesa. Sua escrita flui, como poucos escritores conseguem fazer, e quem escreve sabe o quanto isto é difícil, há muito trabalho para se alcançar este nível de escrita, até porque não existem fórmulas para escrever.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Já consagrado no mundo dos quadrinhos, que infelizmente desconheço, aventura-se na literatura com cheiro do ralo, escrito segundo nos conta este homem pantufa, numa semana de carnaval. Seu hábito “caseiro”, ritmado a muito trabalho, café e cigarros, estão impressos no pouco contato que tive com seu trabalho (resumido em dois livros). No caso do Natimorto, o desejo do sujeito em ficar numa sala sem sair é contagiante e ao mesmo tempo claustrofóbico, as indagações feitas pela mulher de voz abençoada faziam eco as minhas. Os diálogos rápidos que conduzem sua obra dão a fluidez e sagacidade necessárias.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Ultrapassando uma simples relação mediadas pelo sexo e o corpo, o autor vai conduzindo um personagem principal muito esperto e de raciocínio afiado, sem deixar de lado sua excentricidade. A fuga do mundo “lá fora” atinge em cheio muitos enseios meus – o que já é alguma coisa. O personagem principal não precisa daquele mundo chamado de real e existente, tudo ocorre ao redor de uma cama mofada em constantes xícaras de café. A comida é desprezada.&lt;br /&gt;
Há toda uma relação especial com o andar das coisas, uma fixação kafkaniana com o que está por vir. Mesmo sabendo que fumar pode lhe matar, o prazer esta em correr em alta velocidade e de pés descalços pelo fio da navalha. A coragem é necessária para fugir. Pode parecer uma observação vazia, mas há um identificação entre o agente e Raskolnikóv. Sua excentricidade e delírios caminham juntos. Não crime, pecado ou arrependimento, apenas uma mente conturbada, extremamente criativa e afiada. Odeio tais comparações, mas ambos possuem uma sinistra relação com seu quarto.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; A relação com a cidade está ali também. A rodoviária, o hotel, as indas e vindas. Mesmo trancado no quarto, a cidade pulsa ali, quase feito organismo vivo, que não se vê mas sente. Igual as batidas do coração ao colar a mão no peito. A eventual “fuga” para o sítio arquitetada pelo maestro, não deixa de ser um pequeno retiro num quarto de hotel. É no microcosmo deste ambiente que as historietas ganham vida. É entre a xícaras de café que elas estão. Apesar de muitas vezes terem um simplismo, não são em momento algum menos belas. Como escutei uma vez, “algumas vezes precisamos dizer o óbvio”. Por vezes isto ocorre na obra, mas não é uma obviedade boba, vazia e sem novidade. Até porque, o ideal é dizer algo duas vezes, pois quem diz sempre é o outro para quem escuta.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Mutarelli dá vida de forma sóbria a consistente a estes personagens urbanos que podemos contemplar sentados numa mesa em algum lugar movimentado da cidade enquanto consumimos pacientemente nossa xícara de café.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4979195777587137261-2823354610188600598?l=procopioo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/GEiJh/~4/YnCFuS-L3lI" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://procopioo.blogspot.com/feeds/2823354610188600598/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://procopioo.blogspot.com/2012/02/o-natimorto-lourenco-mutarelli.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/2823354610188600598?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/2823354610188600598?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/GEiJh/~3/YnCFuS-L3lI/o-natimorto-lourenco-mutarelli.html" title="O Natimorto - Lourenço Mutarelli" /><author><name>André Procópio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02294513902187978823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://2.bp.blogspot.com/-Nq-ZpUdlvZ4/Tkxt4v8F2-I/AAAAAAAAAYY/HT8K-4gm3eo/s220/Montevideo%2BAgosto%2B2011%2B%2528CLAE%2529.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-YacnAWw0zPQ/TzAU-cHmmAI/AAAAAAAAAfU/1BXJ8llTR3M/s72-c/O+natimorto-500x500.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://procopioo.blogspot.com/2012/02/o-natimorto-lourenco-mutarelli.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DEIFRnY9eyp7ImA9WhRUGUg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261.post-4220220322698383323</id><published>2012-01-21T20:04:00.000-02:00</published><updated>2012-01-30T18:48:37.863-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-30T18:48:37.863-02:00</app:edited><title>Notas Sobre Gaza - Joe Sacco</title><content type="html">
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/5yROVREkjLcOLM5GZwE6tsQeWzE/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/5yROVREkjLcOLM5GZwE6tsQeWzE/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/5yROVREkjLcOLM5GZwE6tsQeWzE/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/5yROVREkjLcOLM5GZwE6tsQeWzE/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-1iVelzwsM8Q/Txs0HulL5NI/AAAAAAAAAes/M1q7aCOtiBY/s1600/notas-gaza-2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-1iVelzwsM8Q/Txs0HulL5NI/AAAAAAAAAes/M1q7aCOtiBY/s320/notas-gaza-2.jpg" width="238" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; A situação complicada entre Israel e Palestina existe praticamente desde que fora criado o Estado de Israel. Mesmo tendo alguma familiaridade com o assunto, ele é sempre tema complicado e confuso. Talvez por isso que nesta obra Joe Sacco procura cavar mais fundo, talvez para compreender melhor as origens deste conflito.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Percebe-se que as proporções na década de 1950 eram completamente distintas das atuais, não percebemos uma organização como a FPLP do lado palestino, o que acredito lhes dará algum “autonomia” mais tarde. Mesmo assim fiquei impressionado com a capacidade entre os palestinos de se organizarem com tão poucos recursos. Creio que as opções eram poucas também, o que gera poucas opções.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;O que fui percebendo ao longo da leitura da obra, foi que, diferentemente do que muitos religiosos vão dizer, tal conflito não teria origens bíblicas, o que muitas vezes acaba naturalizando a situação. Esta situação tenebrosa envolvendo o Estado de Israel fora construída ao longo dos anos. Sabemos que Israel já havia se armado fortemente desde sua criação, e que conflitos entre Israel e árabes estão ai desde a fundação do Estado.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Muita coisa mudou nestes três períodos (1950-1990-2000) que Sacco analisa. A década de 1950 seja talvez a mais enigmática, e o que mais percebi é que o nacionalismo palestino não está bem formado. Percebe-se como o pan-arabismo fora utilizado por Naser na busca de atender seus interesses. Certa vez escutei um professor universitário marroquino falando o quanto este pan-arabismo fora algo complicado, que havia deixado muita gente decepcionada. Lembrei na hora da figura de Naser, e dos relatos coletados por Joe Sacco sobre os &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Fedayeen" target="_blank"&gt;fedayeen&lt;/a&gt; recrutados pelo serviço secreto egípcio para executar investidas em estilo guerrilha contra tropas israelenses.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Segundo me parece o grande discurso hoje já não se pauta mais na destruição do Estado de Israel, mas sim na criação de um Estado Palestino, e a resistência armada já não parece ser a opção favorita para obter-se o reconhecimento do Estado palestino. A comparação entre Davi e Golias é difícil de não ser feita, Israel tem os soldados mais bem treinados, armamento de ponta, forte economia e IDH elevado, uma exceção na região. Enquanto os palestinos estão jogados em campos de refugiados desde a década de 1950 e tais campos já viraram cidades. A polêmica construção do muro que iniciou em 2004, parece só ter piorado a situação palestina, abocanhando boa parte das reservas de água assim como aumentando um pouco sua extensão territorial. Apesar de uma certa calma na região (se comparada com períodos anteriores é claro), a resistência da população palestina continua, desde não utilizar a água da companhia israelense, até uma que é apontada por uma senhora nas paginas de Faixa de Gaza, onde ela pressiona os meninos que tacavam pedras nos tanques e tanques-trator que destruíam casas, para que eles logo tivessem filhos, o maior número possível. De qualquer maneira, resistir nunca é fácil.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Os israelenses vêm mudando também, recentemente no ano de 2011, &lt;a href="http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/noticia/2011/12/israel-liberta-550-presos-palestinos-em-troca-de-soldado-shalit-3600573.html" target="_blank"&gt;1027 palestinos&lt;/a&gt; que estavam presos em Israel foram trocados por um soldado israelense. Apesar das mediações do Egito e do grupo Hamas, houve forte pressão da população israelense e da família do soldado para que o acordo ocorresse. Assim como &lt;a href="http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2011/06/04/tel-aviv-tem-manifestacao-israelense-em-solidariedade-a-palestinos.jhtm" target="_blank"&gt;passeatas feitas por israelenses&lt;/a&gt; a favor da criação do Estado palestino também ocorreram ano passado. O que demonstra uma vontade por mudança em Israel também, que me pareceu ignorada pela mídia geral, onde liberdade e direitos só precisam ser reivindicados entre os “bárbaros povos árabes”.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Não acredito que um conflito de marcas tão profundas se resolva logo, até porque algumas políticas agressivas de Israel¹, me parece, custarão a cessar. E mesmo com esta mudança no quadro, não temos necessariamente uma melhora na situação, creio até que a situação dos palestinos vem se tornando mais complicada e esquecida pela mídia desde a morte de Arafat. E se dependermos de jornais como o famoso JN (mais visto no Brasil) onde interesses se escondem sob uma pretensa neutralidade, pouco se saberá sobre o assunto.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-gQxXbOK38ys/Txs1e_seJMI/AAAAAAAAAe0/nUxU2xgtu4s/s1600/notasgaza.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-gQxXbOK38ys/Txs1e_seJMI/AAAAAAAAAe0/nUxU2xgtu4s/s1600/notasgaza.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4979195777587137261-4220220322698383323?l=procopioo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/GEiJh/~4/_Fq5PYtoiJw" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://procopioo.blogspot.com/feeds/4220220322698383323/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://procopioo.blogspot.com/2012/01/notas-sobre-gaza-joe-sacco.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/4220220322698383323?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/4220220322698383323?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/GEiJh/~3/_Fq5PYtoiJw/notas-sobre-gaza-joe-sacco.html" title="Notas Sobre Gaza - Joe Sacco" /><author><name>André Procópio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02294513902187978823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://2.bp.blogspot.com/-Nq-ZpUdlvZ4/Tkxt4v8F2-I/AAAAAAAAAYY/HT8K-4gm3eo/s220/Montevideo%2BAgosto%2B2011%2B%2528CLAE%2529.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-1iVelzwsM8Q/Txs0HulL5NI/AAAAAAAAAes/M1q7aCOtiBY/s72-c/notas-gaza-2.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://procopioo.blogspot.com/2012/01/notas-sobre-gaza-joe-sacco.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0ICRHw-cSp7ImA9WhRWGU8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261.post-1661400144204026362</id><published>2012-01-07T07:46:00.000-02:00</published><updated>2012-01-07T07:46:05.259-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-07T07:46:05.259-02:00</app:edited><title>Crônica de uma Morte Anunciada - Gabriel García Márquez</title><content type="html">
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Q0hUQsCavSJ3TP9rfcMDVCv_1tM/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Q0hUQsCavSJ3TP9rfcMDVCv_1tM/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Q0hUQsCavSJ3TP9rfcMDVCv_1tM/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Q0hUQsCavSJ3TP9rfcMDVCv_1tM/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-q2bZPidS2mM/TwgSZ-QldeI/AAAAAAAAAd0/zWSS5BhQrzo/s1600/cronica+de+uma+morte.jpeg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-q2bZPidS2mM/TwgSZ-QldeI/AAAAAAAAAd0/zWSS5BhQrzo/s1600/cronica+de+uma+morte.jpeg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Teorias sobre prever o futuro existem várias. Há o tarô, búzios, astrologia e até mesmo crenças maias maquiadas de ciência (mesmo que isto não existisse para eles). A curiosidade pelo futuro, próximo ou distante, muitas vezes é o motor para nos determos sobre histórias variadas. Alguns filmes e livros parecem perder toda a graça quando já se sabe o final. Mesmo sendo desejoso em não saber o máximo possível antes de tomar contato com algum estória, Crônica de uma morte anunciada te impede de não começar sabendo o final. Na primeira linha, na orelha e no título do livro já sabemos que alguém será assassinado, que Santiago Nasar vai morrer.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Segundo comenta-se por ai, é preciso mais do que talento para receber um prêmio Nobel, e sem dúvida talento não falta a Gabriel García Márquez, pois conseguiu contar uma história onde se sabe o final desde o princípio. E o cômico é que seu talento é perceptível por isto. Como li uma resposta certa vez, sobre a possibilidade de forças ou elementos que regem a História, dando alguma direção a humanidade; saber que um comboio vai até Orleans não elimina todo o leque de possibilidades das ações que podem ser tomadas pelos passageiros ao longo da viagem¹. Sem dúvida o livro faz isto, nos demonstra que entre o começo e o fim, uma série de elementos e fatos atravessam o momento final.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Não importa tanto o final da história, que se sabe desde a primeira página, mas sim o desenrolar da narrativa, toda a teia de elementos que conduzem a tal acontecimento. E aqui entendo perfeitamente a histórias sem final de Kaspar Hauser.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; O livro parece tentar nos inserir no mundo colombiano popular. Há algo que me parece comum entre os latinos, especialmente os do novo mundo. A vila descrita no livro me recorda aquelas, que parecem constituir um lugar comum em nosso imaginário: a cidadezinha. Já conhecemos o arquétipo da vila, poucos habitantes, todos sabem quem é quem e tudo o que se passa na vila. Residindo nela há uma família rica de extrema influência e um padre que serve de mediador para os mais variados assuntos. A vida ali apesar de rude, aparenta ser boa. Há uma linda garota que será conquistada por alguém. A vila está presente neste livro de Márquez, em &lt;em&gt;Árido Movie&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;O Alto da Comparecida&lt;/em&gt;,  mesmo assim, cada obra busca um objetivo distinto. Suspeito que esta vila pitoresca surja com os românticos alemães em sua busca pelas raízes, pelo essência do &lt;em&gt;Volk&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Este embrenhar-se no popular parece uma busca pelo real ou pelo verdadeiro, contanto que o narrador da história busca compreender o caso. E para isto não abre mão dos relatos deste povoado, onde cada pessoa viu um fragmento ou sabia de algo relacionado ao fatídico assassinato, nem hesita em buscar os autos jurídicos tratando de tal acontecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¹ “Se é verdade que a providência dirige a História e que a História é uma totalidade, então o plano divino é indiscernível; como totalidade, a História escapa-nos e, como entrecruzamento de séries, é um caos semelhante à agitação de uma grande cidade vista de avião. O historiador não se sente muito ansioso por saber se a agitação em questão tende para alguma direcção, se tem uma lei, se há uma evolução. É demasiado claro, com efeito, que essa lei não será a chave do todo; descobrir que um comboio se dirige para Orleans não resume nem explica tudo o que podem fazer os passageiros no interior das carruagens”. VEYNE, Paul. Como se Escreve a História. Edições 70: Lisboa, p.37. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4979195777587137261-1661400144204026362?l=procopioo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/GEiJh/~4/S0j57CyhnuY" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://procopioo.blogspot.com/feeds/1661400144204026362/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://procopioo.blogspot.com/2012/01/cronica-de-uma-morte-anunciada-gabriel.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/1661400144204026362?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/1661400144204026362?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/GEiJh/~3/S0j57CyhnuY/cronica-de-uma-morte-anunciada-gabriel.html" title="Crônica de uma Morte Anunciada - Gabriel García Márquez" /><author><name>André Procópio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02294513902187978823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://2.bp.blogspot.com/-Nq-ZpUdlvZ4/Tkxt4v8F2-I/AAAAAAAAAYY/HT8K-4gm3eo/s220/Montevideo%2BAgosto%2B2011%2B%2528CLAE%2529.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-q2bZPidS2mM/TwgSZ-QldeI/AAAAAAAAAd0/zWSS5BhQrzo/s72-c/cronica+de+uma+morte.jpeg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://procopioo.blogspot.com/2012/01/cronica-de-uma-morte-anunciada-gabriel.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;A08FRn85fCp7ImA9WhRWFUQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261.post-2225355922820946088</id><published>2012-01-03T12:10:00.000-02:00</published><updated>2012-01-03T12:10:17.124-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-03T12:10:17.124-02:00</app:edited><title>A Polícia das Famílias - Jacques Donzelot</title><content type="html">
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ielP59S_LzY2U8mtZJpLqFgNJVc/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ielP59S_LzY2U8mtZJpLqFgNJVc/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ielP59S_LzY2U8mtZJpLqFgNJVc/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ielP59S_LzY2U8mtZJpLqFgNJVc/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-XhpiF31kbP4/TwMK8y6CafI/AAAAAAAAAdY/a3RcFfGpAgk/s1600/A_POLICIA_DAS_FAMILIAS_1262524253P.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-XhpiF31kbP4/TwMK8y6CafI/AAAAAAAAAdY/a3RcFfGpAgk/s1600/A_POLICIA_DAS_FAMILIAS_1262524253P.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Por meados da década de 1950 se anuncia uma drástica crise da família, que segundo me parece, continua sendo propagada aos quatro ventos. Mas pouco se reflete sobre o assunto, e a discussão se dá com respostas prontas. Este livro em muito me ajudou a pensar sobre o assunto, talvez um dos melhores. Este texto passeia pela História e é norteado pela figura do jovem, tendo como base alguns outros textos lidos. Não pretendo para o texto nada mais do que algumas coisas que zumbiram na minha cabeça conforme lia esta obra de Jacques Donzelot.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Duas guerras seguidas fizeram com que os homens fossem para o front e as mulheres para as fábricas, dando assim maior “liberdade” para os jovens que fugiam do julgo rigoroso do pai (especialmente para as meninas) e vigilância dobrada para a mãe. Não que seus pais deixassem de os vigiar, mas eles vigiavam menos devido ao trabalho ou a guerra. Logo após a segunda guerra se investe num nicho de mercado jovem, criando roupas, filmes, revistas, boates e músicas específicas para tal faixa etária. Donzelot acaba sendo fruto deste pós-guerra, apesar de certa distância temporal (a pesquisa é da década de 1970), questões como a revolução sexual e a contracultura ainda estavam na pauta do dia, e por sinal capitaneadas por jovens.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Cavando um pouco mais fundo, sem buscar algum estado de perfeição originário, o trabalho vai se remeter em boa medida ao século XIX, atravessando o XVIII e o XX nos momentos necessários ou desejados. O tempo norteador é a Revolução Industrial e o advento do capitalismo, que vão interferir diretamente na constituição familiar. A mudança da oficina para a fábrica interfere em mais do que a produção de bens, vai mudar a constituição da família, e esta seguirá acompanhando as mudanças. Se antes trabalham todos juntos num cômodo da casa sob o olhar do chefe da casa, na fábrica trabalharam em setores e vigiados por um capataz. O curioso é que até recentemente era comum quase toda uma família trabalhar na mesma fábrica, mesmo que eecendo cargos em setores completamente distintos.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Ora, tais câmbios somados a delinquência juvenil que começa a ser vista como problema (vide Oliver Twist) e os crescentes números de órfãos, alarmavam variados setores da sociedade. Será até mesmo sugerido que os órfãos fossem alocados em colônias do além-mar. O que se percebe é uma preocupação com a “utilidade” destes cidadãos, e talvez a vida destas crianças e jovens sem pais acabava se mostrando como um transtorno devido os dois grandes grupos em que estes se concentravam: orfanatos e delinquência. É bem compreensível que o problema esta no não trabalho destes sujeitos, pois num grupo os temos em orfanatos consumindo recursos, e noutro roubando, corrompendo o sistema de compra e venda mediado pelo dinheiro que deve ser ganho por meio do trabalho. E aqui a família talvez fosse muito mais um elemento policial do que “amigável” como gostamos de imaginar. A falta de família ocasionava a ausência de pais norteado as ações dos filhos (geralmente os colocando para trabalhar e gerar receita).&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Acho cômica a falta de originalidade atual em soltar toda a carga para os pais, pois é o que fazem no século XIX. Na tarda surge uma sociedade de pais, que mais tarde criou uma escola de pais. A ideia era reeducar os pais não preparados, ou então prepará-los ainda mais para esta função tão complicada e sensível que é ser pai. O curioso deste pesado fardo dado aos pais como os grandes responsáveis pela “má educação” de seus filhos se torna estranho quando tomamos contato com uma estatística da década de 1950, onde se demonstra que boa parte dos pais não sabiam o que seus filhos faziam ou onde estavam nas horas vagas, simplesmente por estarem fora de casa trabalhando. Assim como a maior parcela de tempo do (nascente) adolescente era passada com seus pares, na escola, lanchonetes e afins, do que em casa com sua família. O curioso é que esta tempo fora de casa mediado por outros reguladores que não a família (escola, amigos, ambientes sociais) vão gerar o surgimento deste modo de vida jovem, que curiosamente vem se tornando cada vez mais desejado (não trabalhar, gastar dinheiro, ir a festas com música barulhenta).&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; O que muitas vezes não se percebe é que para além dos pais aquilo que chamamos de sociedade dá grandes contornos. Eventos grandes como as duas grandes guerras, vão ocasionar na saída da mulher de dentro de casa. Da mesma forma que boa parte delas não deseja voltar para dentro de casa é incabível obriga-las a isto, até porque conquistaram um lugar importante, ao menos, no campo profissional. O trabalho foi se afastando cada vez mais do lar, se as oficinas eram coladas a casa, as fábricas já serão afastadas. Contudo as vilas operárias nunca ficavam muito distantes do local de trabalho. O que temos hoje já chega a ser absurdo, com modelo dos subúrbios americanos, que ficam a quilômetros de distância do local de trabalho (por sinal é nos 70 que ocorre este “êxodo citadino”), deixando os centros das cidades desertos ao fim do horário comercial. A setorização das cidades (bairro das compras, bairro dos bares, bairro das residências), acaba influindo no passar de nosso tempo diário, aumentando cada vez mais nossos gastos de tempo e dinheiro, com locomoção. Somado ao nosso modelo de vida sonhado, recheado de viagens, eletrodomésticos, produtos importados e conforto financeiro, o planejamento familiar acaba diminuindo a quantidade de filhos. Não queremos abrir mão do sábado a noite, nem das viagens e da carreira de sucesso, estes elementos interessam mais a maior número de pessoas, do que viver como nossos pais.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Dai que me pergunto toda vez que escuto sobre a tal crise da família, de que família estamos falando? Da bíblica, onde temos escravos, poligamia e pagamento do dote (que vai na contra mão de nosso amor romântico), da medieval que “vendia” seus filhos, da grega onde a mulher era quase um bem material ou da nuclear aburguesada?&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Mesmo com um fim ou crise da família anunciados, o fato mais curioso é que ela não deixa de existir, mesmo mudando seu formato e configuração, ela continua lá, e poucas vezes nos atentamos para isto. O formato de família muda, até porque nem sempre foi o mesmo e tal instituição não ocupa a centralidade desejada por muitas pessoas. Há uma relação nisto tudo, que me parece típica de nossa modernidade, onde desejamos algo, sabemos de alguma forma que teremos que abrir mão de algumas coisas para alcançar isto, mas não cessamos de nos lamentar e encolerizar pelo que abrimos mão. E nisto lembro da quantidade de vezes ao dia que tomamos contato com coisas que dizem respeito as tais tradições da sociedade e o &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=jZOrkPIZ1JU"&gt;career opportunites&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, e a vontade de se colocar a venda num alto preço dentro do mercado de trabalho. Creio por fim, de que tal lamentação pela instituição familiar, apenas pode se dar em nossa contemporaneidade.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4979195777587137261-2225355922820946088?l=procopioo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/GEiJh/~4/r88KqYdH0yw" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://procopioo.blogspot.com/feeds/2225355922820946088/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://procopioo.blogspot.com/2012/01/policia-das-familias-jacques-donzelot.html#comment-form" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/2225355922820946088?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/2225355922820946088?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/GEiJh/~3/r88KqYdH0yw/policia-das-familias-jacques-donzelot.html" title="A Polícia das Famílias - Jacques Donzelot" /><author><name>André Procópio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02294513902187978823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://2.bp.blogspot.com/-Nq-ZpUdlvZ4/Tkxt4v8F2-I/AAAAAAAAAYY/HT8K-4gm3eo/s220/Montevideo%2BAgosto%2B2011%2B%2528CLAE%2529.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-XhpiF31kbP4/TwMK8y6CafI/AAAAAAAAAdY/a3RcFfGpAgk/s72-c/A_POLICIA_DAS_FAMILIAS_1262524253P.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://procopioo.blogspot.com/2012/01/policia-das-familias-jacques-donzelot.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUUAQ3ozcCp7ImA9WhRXE0U.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261.post-7657644019007753324</id><published>2011-12-22T10:13:00.000-02:00</published><updated>2011-12-20T10:14:02.488-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-12-20T10:14:02.488-02:00</app:edited><title>O Processo Civilizador V. 1 - Norbert Elias</title><content type="html">
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/jbpf4YoE3Rx9liKMCGe_57Wmvj0/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/jbpf4YoE3Rx9liKMCGe_57Wmvj0/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/jbpf4YoE3Rx9liKMCGe_57Wmvj0/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/jbpf4YoE3Rx9liKMCGe_57Wmvj0/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-vI2j1nnQf1Q/TvB2YcVmgiI/AAAAAAAAAcA/Uq4jnH4jgLc/s1600/o+processo+civilizador1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-vI2j1nnQf1Q/TvB2YcVmgiI/AAAAAAAAAcA/Uq4jnH4jgLc/s320/o+processo+civilizador1.jpg" width="222" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Faz algum tempo que certo programa dominical havia chamado uma especialista em etiqueta para falar sobre “Roupa no Trabalho”. De certa forma ali foram indicadas condutas a respeito da vestimenta no ambiente de laboro. Conversando com meus pais a respeito, lhes disse que esta questão de policiar a roupa de uma pessoa era algo que procura mais do que “vestir bem”. Então eles me responderam que é necessário usarmos uma roupa adequada. Em seguida citei o ambiente jurídico onde é necessário trajar terno, não importando o clima (verão, inverno). Me disseram aquilo que ouvi professores universitários falarem: que esta norma é um sinal de respeito. Minha argumentação fora simples, sinal de respeito não seria obrigar alguém a trajar tal roupa, mas sim deixá-la vestir a roupa que bem lhe conviesse. Fazer piadas pela roupa de alguém por não trajar algo respeitoso me é incomodo. Ainda falando em roupa, certa vez um amigo meu ouvira a célebre frase de seu avô, de que com a roupa que estava vestido (no caso camiseta de banda e jeans velho) parecia um marginal. Na hora ele retrucou uma resposta semelhante a criança que berrou que o rei estava nu, “olha vô, quem mais rouba usa terno e gravata”.&lt;br /&gt;
Bem, podemos ver nisto tudo uma série de códigos de boa conduta ou de conduta civilizada. Apesar de minha leitura que além de fraca, tem um forte peso foucaultiano, Elias vai falar justamente de uma questão semelhante. Depois de ler este livro quando dizem “civilização”, os contornos já são outros. De forma geral vamos ter manuais de etiqueta que vão buscando transformar os hábitos das pessoas. A princípio deveria ser para diferenciar a nobreza “do resto” - que me perdoem os fundamentalistas da classe média, mas também estamos aí1. É interessante ir vendo como isto vai se espalhando, como cada lugar vai desenvolver seus códigos de etiqueta, e como uma pessoa da corte de Bolonha pode gerar um pequeno estranhamento na corte de Budapeste (e vice versa), mesmo sendo educado na mais fina etiqueta de sua região. &lt;br /&gt;
Quase podemos ver isto como os códigos de que falava meu primo em Buenos Aires, quando íamos a algum café observar as pessoas e ele me falava de gestos e atitudes que demonstravam respeito (a exemplo de uma pizzaria onde os “esnobes” sentavam mais ao fundo). Porém no caso porteño não fora escrito manual algum sobre a conduta a ser tomada na cidade. Mas é curioso como não seguir tais “regras” nos geram incômodos, ou até mesmo asco. Nisto me recordo de alguns jornais que ao reclamarem dos sujeitos que faziam barulho pela cidade tarde da noite os nomeavam de “botocudos” e que eles se constituíam como indivíduos a margem¹. Casos a parte, porém ambas norteadas por regras de conduta. A diferença é que no caso citado por Norbert Elias haviam manuais, e no citado por mim não.&lt;br /&gt;
Observem bem que o que os condicionou a tal status fora seu comportamento. Isto justificou utilizar a metáfora horrível da cidade sobre a mata, do europeu sobre o índio, da civilização sobre a barbárie. E a civilização aqui talvez seja diferente da de Vico: onde houver mito de criação, celebração do matrimônio e sepultamento dos mortos, ali temos uma civilização. E no cotidiano, na fala das pessoas, civilização se constitui por tecnologia, economia, hábitos e condutas. A educação de que tanto gostamos de falar não passa por um domínio de grandes teoremas, Platão ou Leibniz. Ela parece estar muito mais na forma de se portar, na roupa que se usa (porque tanto terno?), no uso de talheres, na língua que se fala. Damos importância a tudo isto, e talvez até mesmo Lucy se importasse com a conduta de seus semelhantes, realente não sei, mas o para onde olhamos assim que encontramos alguém não ocorre por acaso, muito menos gerado por um processo “natural”.&lt;br /&gt;
Creio que a observação feita pelo autor seja uma boa forma de encerrar este texto tão curto e insuficiente:&lt;br /&gt;
“Freqüentemente se diz ‘o quanto nós progredimos além desse padrão!’, embora, em geral, não fique bem claro quem é o ‘nós’ com quem a pessoa se identifica nessas ocasiões, como se merecesse parte do crédito” (ELIAS, p.81).&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
¹ “Mais uma vez o nosso apelo tendo em vista que Blumenau já alcançou a sua maturidade no que alude aos fóros de civilização, e o que se verifica, no caso em pauta é ato de individuos botocudos que estão a margem da lei.” -  retirado do jornal Combate, nr 11, 11 de fevereiro de 1962&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4979195777587137261-7657644019007753324?l=procopioo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/GEiJh/~4/GTCxUbQ5d-w" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://procopioo.blogspot.com/feeds/7657644019007753324/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://procopioo.blogspot.com/2011/12/o-processo-civilizador-v-1-norbert.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/7657644019007753324?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/7657644019007753324?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/GEiJh/~3/GTCxUbQ5d-w/o-processo-civilizador-v-1-norbert.html" title="O Processo Civilizador V. 1 - Norbert Elias" /><author><name>André Procópio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02294513902187978823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://2.bp.blogspot.com/-Nq-ZpUdlvZ4/Tkxt4v8F2-I/AAAAAAAAAYY/HT8K-4gm3eo/s220/Montevideo%2BAgosto%2B2011%2B%2528CLAE%2529.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-vI2j1nnQf1Q/TvB2YcVmgiI/AAAAAAAAAcA/Uq4jnH4jgLc/s72-c/o+processo+civilizador1.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://procopioo.blogspot.com/2011/12/o-processo-civilizador-v-1-norbert.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CkcHQnk7eCp7ImA9WhRXEk4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261.post-2984306272874460243</id><published>2011-12-18T15:40:00.000-02:00</published><updated>2011-12-18T15:40:33.700-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-12-18T15:40:33.700-02:00</app:edited><title>O Imperialismo Sedutor - Antonio Pedro Tota</title><content type="html">
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/HdZ0WyzuBMhNP9TBYbXBA4zp68w/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/HdZ0WyzuBMhNP9TBYbXBA4zp68w/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/HdZ0WyzuBMhNP9TBYbXBA4zp68w/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/HdZ0WyzuBMhNP9TBYbXBA4zp68w/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-5sRb0X5-4uQ/Tu4j7lQ_smI/AAAAAAAAAb4/KpcW1CFbevA/s1600/imperialismo+sedutor.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-5sRb0X5-4uQ/Tu4j7lQ_smI/AAAAAAAAAb4/KpcW1CFbevA/s320/imperialismo+sedutor.jpg" width="230" /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; É incrível como o Brasil, de uma forma geral, é americanizado. Mesmo aqui no sul do país onde tanto se fala da imigração europeia, da influência deste processo de imigração e tudo o mais, os EUA são a grande referência. Meu exemplo favorito é observar os filmes em cartaz no cinema. Raramente há algum “forasteiro” entre todos aqueles holliudianos. Nacionais até temos, claro há leis obrigando a isto. Sem falar que há uma tal “boa fase” do cinema nacional. Porém os grandes filmes, os que recebem mais do que uma sala, que têm os horários mais flexíveis vêm da tão comentada Hollywood.&lt;br /&gt;A música que ouvimos na rádio não foge muito do que observamos no cinema, novamente os nacionais ali sob a égide de uma lei. Até mesmo fuçando blogs na internet atrás de músicas, filmes e afins, mesmo sendo algo completamente fora dos circuitos comerciais, boa parte é produzido por estadunidenses e vez por outra algum londrino aparece. Não para por aí. Basta verificar o número de escolas de idioma, até oferecem outras opções, mas salvo as em estreita relação com as embaixadas (Aliança francesa, por exemplo), o carro chefe sempre é o inglês. Não falamos o inglês da Jamaica, Austrália, Nigéria ou África do Sul, mesmo sabendo que estes lugares falam inglês. Falamos o inglês daqueles filmes, daquelas músicas, daqueles seriados, onde a grande referência são os EUA.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; E o ponto mais interessante deste livro é interpretar o processo de americanização não como um hambúrguer enfiado goela abaixo dos pobres brasileiros. Ora, gostamos de assistir as ridículas séries, mesmo sabendo que são bobas e enlatadas, aquela música comercial (ou não) nos agrada, estranhamos o rock russo ou o “próximo” espanhol. Imagine que Fantasia e  Alô amigos são produzidos antes de 1950, e rapaz, que qualidade! Num primeiro momento havia certa resistência, pois os estadunidenses eram vistos como rudes, incultos, rednecks. Com o tempo foram mudando sua imagem, apresentando-se como terra de grandes mentes, da industrialização e do progresso. O grande colaborador para isto fora a saída da segunda guerra mundial como a maior economia do mundo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; Antônio Tota traz uma abordagem nova sobre um velho assunto. Talvez este texto e a leitura levem a uma grande confusão a respeito do processo de americanização no Brasil, e o leitor pode estar se perguntando: “Afinal gajo, tu és contra ou a favor da americanização, ela te parece boa ou ruim?”. E penso fazer um coro a Tota ao colocar que o mais importante no momento, é entender de que podemos até gostar desta forte influência estadunidense (Filmes, música, séries...), ela nos cai bem, é bacana falar inglês e este hambúrguer nem foi tão goela abaixo assim, mas este processo não se deu de forma “natural”.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; A cultura moçambicana é rica como a russa ou polonesa, mas gostamos mais do que vêm dos Estados Unidos. O que quase nunca se traz para a discussão é a mediação dos governos brasileiro e americano nesta aproximação cultural, que servia de fronte a interesses econômicos, o Brasil com seu café e os EUA com seu excedente. Da mesma forma que os estúdios Disney filmaram o &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=WG2VCXmWlDA"&gt;Alô amigos&lt;/a&gt;, Carmem Miranda encontrou espaço no mercado estadunidense. Mesmo que atualmente a influência dos EUA seja muito mais perceptível no Brasil do que a brasileira nos EUA. Podem até enfiar o hambúrguer goela abaixo, mas antes nos ofereceram ele rodeado de bela propaganda.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; É bacana ler este livro compreender melhor a forma com que se dá esta relação cultural, como pessoas podem tomar este país como modelo e não aquele outro. Não é falar se este processo é positivo ou negativo, mas compreender como ele funciona, para como as regras de um jogo, saber como utilizá-las e o que fazer com elas. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4979195777587137261-2984306272874460243?l=procopioo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/GEiJh/~4/I3D8SmJTQfI" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://procopioo.blogspot.com/feeds/2984306272874460243/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://procopioo.blogspot.com/2011/12/o-imperialismo-sedutor-antonio-pedro.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/2984306272874460243?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/2984306272874460243?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/GEiJh/~3/I3D8SmJTQfI/o-imperialismo-sedutor-antonio-pedro.html" title="O Imperialismo Sedutor - Antonio Pedro Tota" /><author><name>André Procópio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02294513902187978823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://2.bp.blogspot.com/-Nq-ZpUdlvZ4/Tkxt4v8F2-I/AAAAAAAAAYY/HT8K-4gm3eo/s220/Montevideo%2BAgosto%2B2011%2B%2528CLAE%2529.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-5sRb0X5-4uQ/Tu4j7lQ_smI/AAAAAAAAAb4/KpcW1CFbevA/s72-c/imperialismo+sedutor.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://procopioo.blogspot.com/2011/12/o-imperialismo-sedutor-antonio-pedro.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;Dk4HR3k7eyp7ImA9WhRQE0k.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261.post-7998383972519436218</id><published>2011-12-06T21:56:00.001-02:00</published><updated>2011-12-08T09:48:56.703-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-12-08T09:48:56.703-02:00</app:edited><title>Valsa com Bashir - Ari Folman (dir.)</title><content type="html">
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/XUvUj4dNTG9Q0G9HDnENNbApKTY/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/XUvUj4dNTG9Q0G9HDnENNbApKTY/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/XUvUj4dNTG9Q0G9HDnENNbApKTY/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/XUvUj4dNTG9Q0G9HDnENNbApKTY/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-6pOVvsyxhHM/Tt6rwKDGu7I/AAAAAAAAAa8/_ZIsLZS0ZHc/s1600/Bashir.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-6pOVvsyxhHM/Tt6rwKDGu7I/AAAAAAAAAa8/_ZIsLZS0ZHc/s1600/Bashir.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.51cm;"&gt;
Já postei aqui sobre a questão Palestina por meio do trabalho de
Joe Sacco. Li também seu trabalho mais recente, &lt;i&gt;Notas de Gaza&lt;/i&gt;,
que se mostrou tão bom quanto o &lt;i&gt;&lt;a href="http://procopioo.blogspot.com/2011/01/palestina-uma-nacao-ocupada-joe-sacco.html"&gt;Palestina: uma nação ocupada&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;.
Neste sentido, &lt;i&gt;Valsa para Bashir&lt;/i&gt; se mostra como um complemento
riquíssimo para estas duas obras que eu já conhecia. O filme é uma
bela animação com uma boa trilha sonora, que vai tratar do massacre
que ocorrera durante a guerra civil libanesa no campo de refugiados
palestinos &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Massacre_de_Sabra_e_Shatila"&gt;Sabra e Bashila&lt;/a&gt; na região de Beirute (capital do Líbano).
O filme tem um toque de sensibilidade único, creio que as paisagens
e os diálogos em hebraico fortalecem isto. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.51cm;"&gt;
O documentário-animação se sustenta nas memórias recentes de um
tal diretor de documentários&lt;a class="sdfootnoteanc" href="http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=4979195777587137261#sdfootnote1sym" name="sdfootnote1anc"&gt;&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;
que participou da invasão israelense durante a guerra civil libanesa
enquanto cumpria o serviço militar obrigatório(que em Israel dura
três anos). A idade e o tempo bem nos ensinam que nossas memórias
vão ficando nubladas, e buscamos esquecer principalmente aqueles
fatores que nos desagradam. Por isso é difícil para o personagem
principal restituir as peças do infeliz episódio em Beirute.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.51cm;"&gt;
Algumas coisas não ficam claras no filme e vale a pena trazer. O
elemento que norteia a guerra civil é a eleição de Bashir para
presidente do Líbano. Porém o fato é que, na legislação da época
ao menos, apenas pessoas da religião católica meronita poderiam ser
eleitos presidentes (confesso que desconheço a situação atual
libanesa). De quebra a OLP (grupo do Yasser Arafat) estava instalado
fazia algum tempo em Beirute, assim como vários campos de refugiados
palestinos, fatores mal vistos pelas Falanges Libanesas (facção
armada de maioria meronita), que junto com a OLP exercia um
para-Estado dentro do Estado libanês.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.51cm;"&gt;
Geralmente quando se fala de Israel e seus conflitos esquecemos que
muitos dos soldados não servem por que querem, até porque o serviço
é obrigatório, e mesmo dentro de um tanque sente-se medo já que se
pode levar um tiro a qualquer momento. É um filme que consegue ser
crítico a situação de guerra na região sem fazer uma risca
dividindo entre “bons e ruins”. O próprio esquecimento revela a
aversão a tais memórias...&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.51cm;"&gt;
Em boa medida a obra fugiu de lugares comuns, exceto talvez no
quesito dos relatos de guerra, que salvo filmes fictícios, são
sempre rodeados pelo tédio e desespero. Mas imagino que uma guerra
deve ser assim mesmo, aliás, também não desejo ter contato algum
com tal experiência.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.51cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.51cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.51cm;"&gt;
&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Ak_2NWhr_g4"&gt;Trailer&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.51cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.51cm;"&gt;
&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=2fGmQd3AOSo"&gt;Filme por partes no youtube&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.51cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.51cm;"&gt;
&lt;a href="http://thepiratebay.org/torrent/5496293/Waltz_With_Bashir_-_LIMITED_-_DMT_-_(Eng_Subs)_-_GCJM"&gt;torrent (sem legendas em português)&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.51cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.51cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.51cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.51cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div id="sdfootnote1"&gt;
&lt;div class="sdfootnote-western"&gt;
&lt;a class="sdfootnotesym" href="http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=4979195777587137261#sdfootnote1anc" name="sdfootnote1sym"&gt;1&lt;/a&gt;Ao
 que tudo indica é o próprio Ari Folman.&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4979195777587137261-7998383972519436218?l=procopioo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/GEiJh/~4/D0IFhRDglj8" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://procopioo.blogspot.com/feeds/7998383972519436218/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://procopioo.blogspot.com/2011/12/valsa-com-bashir-ari-folman-dir.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/7998383972519436218?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/7998383972519436218?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/GEiJh/~3/D0IFhRDglj8/valsa-com-bashir-ari-folman-dir.html" title="Valsa com Bashir - Ari Folman (dir.)" /><author><name>André Procópio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02294513902187978823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://2.bp.blogspot.com/-Nq-ZpUdlvZ4/Tkxt4v8F2-I/AAAAAAAAAYY/HT8K-4gm3eo/s220/Montevideo%2BAgosto%2B2011%2B%2528CLAE%2529.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-6pOVvsyxhHM/Tt6rwKDGu7I/AAAAAAAAAa8/_ZIsLZS0ZHc/s72-c/Bashir.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://procopioo.blogspot.com/2011/12/valsa-com-bashir-ari-folman-dir.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUAMQX48fCp7ImA9WhRRE0w.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261.post-2214259208962630426</id><published>2011-11-26T11:23:00.000-02:00</published><updated>2011-11-26T11:23:00.074-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-11-26T11:23:00.074-02:00</app:edited><title>Elogia da Macrasta - Mario Vargas Llosa</title><content type="html">
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/DpkGVYpDTo-x6Q6nVHUR8-OtyI8/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/DpkGVYpDTo-x6Q6nVHUR8-OtyI8/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/DpkGVYpDTo-x6Q6nVHUR8-OtyI8/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/DpkGVYpDTo-x6Q6nVHUR8-OtyI8/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-6ZDOZMQbeMg/Ts5FSzk6a_I/AAAAAAAAAa0/OFNKZrGAUKA/s1600/Elogio+da+madrasta.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-6ZDOZMQbeMg/Ts5FSzk6a_I/AAAAAAAAAa0/OFNKZrGAUKA/s1600/Elogio+da+madrasta.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.51cm;"&gt;

Sempre procuro não me render ao que está ocorrendo no momento,
procuro falar daquilo que me interessa, até porque não há nenhuma
pretensão neste blog além de falar sobre livros que li ou filmes
que assisti e gostei. E se der sorte, quem sabe fazer alguma troca,
mas não uma recomendação de “boa leitura” (mesmo que por vezes
me traia neste propósito). Dai que os únicos “nobels de
literatura” no blog são anteriores aos anos 1970 (Kawabata e
Camus). Mas por uma série de razões, e a principal por um amigo meu
ter me emprestado o livro, li esta obra de Vargas Llosa enquanto ele
está quente (ou não fora substituído por outro escritor de língua
latina).&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.51cm;"&gt;

Admito que não esperava tanto deste peruano. Havia assistido uma ou
duas entrevistas suas onde ficava claro sua erudição (algo de se
esperar). Mas certamente que após ler alguma obra sua, as palavras
proferidas numa entrevista se fazem mais claras. Por sua erudição
não esperava um escrito tão cru e visceral. Posso estar enganado e
o “Elogio” pode se constituir uma exceção, até porque não li
nenhuma outra coisa sua (artigo, conto, frase) que não este livro
erótico.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.51cm;"&gt;

Me surpreendeu a forma com que casou elementos de uma sub literatura,
como o erotismo e os singelos elementos de uma história de amor, com
uma literatura “clássicosa”. Sem deixar de perder o ritmo ou
intensidade. Mesmo se tratando de uma família abastada, que tem
empregados para cuidar da casa, a história não é um romance
monótono que narra o cotidiano e picuinhas de uma burguesia com
vontades de aristocracia.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.51cm;"&gt;

Trata da sexualidade de forma forte, que parece procurar o corpo do
leitor em suas descrições e narrativas dos corpos dos personagens.
Seja o já envelhecido Don Rigoberto, a sensual Lucrecia ou o mancebo
Foncho. Os corpos estão ali. Rigoberto é o corpo em decadência,
envelhecido, mas ainda viril e vivo. Lucrecia é uma mulher velha,
daquelas que a idade traz o ápice da beleza. Enquanto Alfonso, o
menino em início de puberdade, tem seu corpo ainda límpido e
provocativo. Desde seus cabelos e pele clara, até seu olhar e
risada.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.51cm;"&gt;

Imagino não ser o único que voltava para ver as pinturas que estão
no começo de alguns capítulos, assim como olhar a capa do livro ao
fim de cada descrição da madrasta. Os capítulos entremeados por
histórias que estão dentro dos quadros, corrobora com o
entendimento da história. Além de me lembrar quando era garoto e
olhava para quadros e imaginava histórias, talvez não tão
criativas quanto as de Llosa, mas assim como era para Foncho o quadro
da sala, tais pinturas se faziam particulares e magníficas.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.51cm;"&gt;

O curioso é que a história se passa toda dentro da casa. O mundo
exterior a casa, com exceção do céu, pode ser citado, mas não se
faz existente na história. Vargas Llosa escolhera muito bem as
palavras e cria uma ambiência particular para a história.
Definitivamente o livro me surpreendeu.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.51cm;"&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4979195777587137261-2214259208962630426?l=procopioo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/GEiJh/~4/_Yhm75-1VWk" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://procopioo.blogspot.com/feeds/2214259208962630426/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://procopioo.blogspot.com/2011/11/elogia-da-macrasta-mario-vargas-llosa.html#comment-form" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/2214259208962630426?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/2214259208962630426?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/GEiJh/~3/_Yhm75-1VWk/elogia-da-macrasta-mario-vargas-llosa.html" title="Elogia da Macrasta - Mario Vargas Llosa" /><author><name>André Procópio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02294513902187978823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://2.bp.blogspot.com/-Nq-ZpUdlvZ4/Tkxt4v8F2-I/AAAAAAAAAYY/HT8K-4gm3eo/s220/Montevideo%2BAgosto%2B2011%2B%2528CLAE%2529.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-6ZDOZMQbeMg/Ts5FSzk6a_I/AAAAAAAAAa0/OFNKZrGAUKA/s72-c/Elogio+da+madrasta.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://procopioo.blogspot.com/2011/11/elogia-da-macrasta-mario-vargas-llosa.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CU4ARnk-fCp7ImA9WhRSGE8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261.post-4275000532871525003</id><published>2011-11-20T19:18:00.001-02:00</published><updated>2011-11-20T19:19:07.754-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-11-20T19:19:07.754-02:00</app:edited><title>Misto Quente - Charles Bukowski</title><content type="html">
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ERenBglP9nLOJVI-a-Mi8YnLnV0/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ERenBglP9nLOJVI-a-Mi8YnLnV0/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ERenBglP9nLOJVI-a-Mi8YnLnV0/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ERenBglP9nLOJVI-a-Mi8YnLnV0/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-lMPNLuPihek/TslugiwPV2I/AAAAAAAAAas/nJzCd169Nng/s1600/bukowski+contra-lei.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-lMPNLuPihek/TslugiwPV2I/AAAAAAAAAas/nJzCd169Nng/s320/bukowski+contra-lei.jpg" width="239" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Como já publiquei sobre este livro (não vale a pena ler a resenha, apenas ver a capa do livro) coloco esta foto do Bukowski, nos tempos "áureos" em que ele não era um escritor reconhecido e precisava de outros empregos para se manter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na abertura da obra Bukowski dedica o romance para todos os pais. A provocação combina bem com a obra. O personagem principal é alguém com muita potencialidade e capacidade, mas muitas coisas lhe atrapalham. E a situação gera no leitor uma identificação com o personagem, que faz do livro algo tão intimista. &lt;br /&gt;Situado entre a primeira e a segunda guerra, Misto-quente é uma obra bem crítica destes tempos conturbados. Além de muito divertido, há algumas coisas entre suas linhas que antes não havia percebido ou dado atenção. A forma como Buk aborda a guerra e o american way of life, propagado por todos os lados, inclusive a escola, são incríveis. Ainda mais se for levado em consideração a geração da qual provinha Charles Bukowski. E a imagem do modo de vida americano ganha corpo em seu pai, sujeito mesquinho, bronco e estúpido, e se ainda não basta, acreditava que a simples vontade humana dá conta dos desafios da vida.&lt;br /&gt;A primeira vez que eu e minha irmã lemos o livro nos identificamos no ato com o “fantasma alemão”. Nascemos aqui nesta cidadezinha cheia de descendentes de povos de língua alemã, e muitos certamente receberam uma educação semelhante a descrita no livro. A parte de não deixar o filho brincar na rua para não “parecer pobre”, ou uma educação pautada no castigo e na inflexão, uma rigidez cada vez maior para “corrigir-se” a criança. Além do fator que é algo esquisito crescer ouvindo pessoas falando sobre a Alemanha como se fosse o céu, e coisas do tipo. Talvez pouca gente saiba, mas o índice de suicídios é altíssimo na região do vale do Itajaí. Brincamos falando o quão “positiva” é esta educação prussiana que gera um bando de doidos, alcoólatras, pessoas frias que acreditam na Alemanha como lugar ideal (até hoje).&lt;br /&gt;A década de 1930 foi toda marcada pelo forte desemprego nos EUA. Foi uma crise tão forte que levou a uma total descrença do capitalismo, dai o fortalecimento do ideário comunista e principalmente nazifascista, pois além de anticapitalista era também anticomunista. E fica nítida a hipocrisia de seus colegas de faculdade, especialmente o boa-pinta queridinho do campus, que fazia todo seu discurso contra os nazis, mas não se negaria a colaborar caso “eles ganhassem”. Faz muito sentido se lembrarmos que os mesmos Estados Unidos que se propunham como soldados da liberdade contra o nazismo, não evitavam em continuar com sua color line, distinguindo espaços para negros em brancos (isso mesmo, como na África do Sul e seu apartheid). &lt;br /&gt;Como forte “herdeiro” de John Fante, Bukowski não poderia deixar de trazer recortes da vida que pulsa nas ruas. Vida esta que é manchada de sangue, suor e com cheiro de bebida alcoólica. Toda aquela gente com sua sobre vida, procurando formas de ganhar dinheiro e de gastar o mais devagar possível o pouco que tinham. Gente que usa de seu empenho e vontade, sem contando conseguir muito mais do que vencer aquele dia e preparar-se para o próximo que já se anuncia.&lt;br /&gt;Ficaria curioso em saber qual a reação de todo um grupo de professores ao lerem esta obra.  Este livro tem um pouco do efeito dos incompreendidos de Truffaut. Até porque escuto muita gente (professores ou não) dizendo como tem que ser feito, que a rigidez de antigamente deveria voltar, que hoje em dia está “virado”. Certamente Misto-quente não se resume à memórias de Charles Bukowski, mas é óbvio que seus escritos tem reflexos de suas experiências. E dai que percebemos que a escola funcionava do mesmo jeito que hoje em dia, só que agora temos computadores, celulares, tênis de marca e ar-condicionado. O teste de paciência é ainda o mesmo para os alunos, e o desagrado é o mesmo para o professores.&lt;br /&gt;Com sua escrita fácil, que deixa nossos olhos correrem pelas páginas, Misto-quente é também uma das obras mais tocantes que já li que tratam da adolescência. Apesar de não ter tido acne vulgaris, também não fui nenhum sucesso, seja com garotas, esportes ou notas. Chinaski, assim como o Arturo Bandini de A caminho de Los Angeles, é um sujeito de espírito forte, é Deus, como é difícil ter espírito forte, como é custoso mantar-se um espírito livre!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4979195777587137261-4275000532871525003?l=procopioo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/GEiJh/~4/MtAfG9yG-tQ" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://procopioo.blogspot.com/feeds/4275000532871525003/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://procopioo.blogspot.com/2011/11/misto-quente-charles-bukowski.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/4275000532871525003?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/4275000532871525003?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/GEiJh/~3/MtAfG9yG-tQ/misto-quente-charles-bukowski.html" title="Misto Quente - Charles Bukowski" /><author><name>André Procópio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02294513902187978823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://2.bp.blogspot.com/-Nq-ZpUdlvZ4/Tkxt4v8F2-I/AAAAAAAAAYY/HT8K-4gm3eo/s220/Montevideo%2BAgosto%2B2011%2B%2528CLAE%2529.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-lMPNLuPihek/TslugiwPV2I/AAAAAAAAAas/nJzCd169Nng/s72-c/bukowski+contra-lei.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://procopioo.blogspot.com/2011/11/misto-quente-charles-bukowski.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DEIBRX8_fCp7ImA9WhdUGE8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261.post-8991491180139151328</id><published>2011-10-05T11:43:00.006-03:00</published><updated>2011-10-05T11:55:54.144-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-10-05T11:55:54.144-03:00</app:edited><title>Blues - Robert Crumb</title><content type="html">
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/WBhiJimeQsR_oieiegHxlDHfspc/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/WBhiJimeQsR_oieiegHxlDHfspc/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/WBhiJimeQsR_oieiegHxlDHfspc/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/WBhiJimeQsR_oieiegHxlDHfspc/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-7Iddqd2y_RM/ToxtwbAGKCI/AAAAAAAAAZg/GD4ntwHIUoI/s1600/blues%252C%2Bcrumb.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 234px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-7Iddqd2y_RM/ToxtwbAGKCI/AAAAAAAAAZg/GD4ntwHIUoI/s320/blues%252C%2Bcrumb.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5660019510347180066" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="text-indent: 1.49cm; margin-bottom: 0cm"&gt; Já conhecia Crumb de uma obra sua mais recente: “Genesis”, uma adaptação do primeiro livro da bíblia para os quadrinhos. Gostei muito, pois o autor traz sempre um texto explicando o processo de pesquisa para o trabalho e algo para complementar. No caso de “Blues” ele vai demonstrar um pouco mais de sua erudição.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="text-indent: 1.49cm; margin-bottom: 0cm"&gt; Evitando os bluesman mais famosos, Crumb busca ir o mais remotamente possível, mas não por uma busca as raízes da questão, mas sim por outros motivos. Ele vai colocar que só fora possível conhecer aquela música pré explosão da venda de discos por uma sorte, já que este tipo de música, como o começo do Blues por exemplo, era considerada uma música de menor valor artístico, e sua gravação ocorria apenas para que os caipiras tivessem o que ouvir, e consequentemente comprar, os novos tocadores de discos que surgiam no mercado, a preços mais acessíveis. O que vai reforçar as críticas de Crumb ao mercado fonográfico em geral, assim como as lamentações por um tempo já passado, e ao mesmo tempo vai explicar seu fascínio pelo tempo já passado que é retratado nesses seus quadrinhos (caso queiram saber melhor do que estou falando, digitem Robert Crumb no buscador de imagens e observem bem a roupa deste sujeito).&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="text-indent: 1.49cm; margin-bottom: 0cm"&gt; Primeiro ele vou tratar de relação de amores que muitos de nós (fãs de música) acabamos tendo com o passado. Geralmente se fala em grandes bandas: Beatles, Rolling Stones, Ella Fitzgerald, Nat King Cole, Mozart ou Bach. Mas para Crumb estes sujeitos podem até ser músicos melhores que desprezíveis, mas Ella, Paul e Bach não passam de sujeitos tão vendáveis e comercias quanto uma Britney Spears ou Bro'z. E agora reforço eu o argumento de Crumb pedindo para que vocês vão um dia e entrem numa loja de discos e observem quantos produtos existem dos Beatles por exemplo, sei que até tênis do Joy Division existe. Enquanto a Mozart? Bem, Crumb vai nos lembrar de que estes músicos clássicos (desculpas mas não sei a diferença entre românticos ou barrocos, por exemplo) não passavam de músicos da corte, que acabavam fazendo nada mais do que uma trilha sonora para o que ocorria na corte, já que poucos realmente se importavam com a música mesmo&lt;a class="sdfootnoteanc" name="sdfootnote1anc" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4979195777587137261#sdfootnote1sym"&gt;&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="text-indent: 1.49cm; margin-bottom: 0cm"&gt; Remetendo aos quadros de Bruegel o quadrinista vai dizer que dali podemos pegar um pouco de como era a música do povão, deduzimos um pouco pelos movimentos que fazem ao dançar como era a música, mas não há partitura ou gravação em áudio. O fole está na rua, ao céu aberto para todo mundo poder ouvir, enquanto a música erudita, de corte, racionalizada (partitura), se encontrava em espaços restitos&lt;a class="sdfootnoteanc" name="sdfootnote2anc" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4979195777587137261#sdfootnote2sym"&gt;&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;. Neste sentido o fascínio deste estadounidense pelas primeiras décadas do século XX se dá por causa da sorte (ou acaso?) de termos alguma coisa gravada e assim termos resquícios suficientes. Além de que para ele é com esta música que consegue se sentir bem. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="text-indent: 1.49cm; margin-bottom: 0cm"&gt; A própria história de vida dos bluesman vai demonstrar este amor pela música, não por acaso ser tão comum a história de vender a alma para o diabo em troca do dom de tocar magnificamente um violão, quer dizer, você tinha que encarnar mesmo no violão, deveria dedicar sua vida a isto. E se dedicando com todas as forças a música, acabava tendo que “vender sua alma”.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="text-indent: 1.49cm; margin-bottom: 0cm"&gt; Neste ponto esta música popular, do povão mesmo, com sangue, suor e álcool pode se mostrar maravilhosa devido a sua energia e intensidade, basta ouvir o maracatu na rua ou imaginar a festa de santo reis, cantada por Tim Maia.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="text-indent: 1.49cm; margin-bottom: 0cm"&gt; E como diria Chico Science, “basta soar bem aos ouvidos”.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" align="left" style="text-indent: 1.49cm; margin-bottom: 0cm"&gt;___&lt;/p&gt; &lt;div id="sdfootnote1"&gt;  &lt;p class="sdfootnote-western"&gt;&lt;a class="sdfootnotesym" name="sdfootnote1sym" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4979195777587137261#sdfootnote1anc"&gt;1&lt;/a&gt;Creio  que o filme Mozart traz um pouco desta relação, de como no geral a  música de corte era tratada enquanto “perfumaria” ou “música  de fundo”. Peter Gay vai tratar em “A experiência Burguesa da  rainha Vitória a Freud” (não lembro em qual volume), melhor a  forma como ao longo do tempo fora investido num maior controle sobre  a apreciação da arte, no sentido de produção crítica indicando  o bom e o ruim, e os controles frente a ela, como o de ficar  completamente imóvel quando se assistia a uma ópera ou concerto,  apenas apreciando a arte.&lt;/p&gt; &lt;/div&gt; &lt;div id="sdfootnote2"&gt;  &lt;p class="sdfootnote-western"&gt;&lt;a class="sdfootnotesym" name="sdfootnote2sym" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4979195777587137261#sdfootnote2anc"&gt;2&lt;/a&gt;Como  traz Max Weber na introdução de “A ética protestante e o espírito  do capitalismo”, apenas no ocidente que se colocou a música em  partituras como as nossas, que indicam não só as notas, como  também o tempo, a própria divisão em duas claves (sol e fá) e  outros fatores particulares.&lt;/p&gt;&lt;p class="sdfootnote-western" align="center"&gt;**&lt;/p&gt;&lt;p class="sdfootnote-western"&gt;Abaixo um dos quadros de Bruegel, famoso pintor por seus quadros magníficos com todo este fervilhar e vida.&lt;/p&gt;&lt;p class="sdfootnote-western"&gt;Procurando coisas encontrei uma postagem sobre o álbum do qual se origina a capa desta obra de R. Crumb (&lt;a href="http://saqueandoacidade.blogspot.com/2009/12/harmonica-blues-great-harmonica.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;), além disso parece ser um ótimo blog para se visitar.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-h087SWMfuHA/Toxu11tPgdI/AAAAAAAAAZ4/U5GsGQYY4Pw/s1600/dance%252C%2Bbruegel.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 223px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-h087SWMfuHA/Toxu11tPgdI/AAAAAAAAAZ4/U5GsGQYY4Pw/s320/dance%252C%2Bbruegel.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5660020702926832082" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4979195777587137261-8991491180139151328?l=procopioo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/GEiJh/~4/zI4-J6vTGgk" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://procopioo.blogspot.com/feeds/8991491180139151328/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://procopioo.blogspot.com/2011/10/blues-robert-crumb.html#comment-form" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/8991491180139151328?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/8991491180139151328?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/GEiJh/~3/zI4-J6vTGgk/blues-robert-crumb.html" title="Blues - Robert Crumb" /><author><name>André Procópio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02294513902187978823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://2.bp.blogspot.com/-Nq-ZpUdlvZ4/Tkxt4v8F2-I/AAAAAAAAAYY/HT8K-4gm3eo/s220/Montevideo%2BAgosto%2B2011%2B%2528CLAE%2529.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-7Iddqd2y_RM/ToxtwbAGKCI/AAAAAAAAAZg/GD4ntwHIUoI/s72-c/blues%252C%2Bcrumb.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://procopioo.blogspot.com/2011/10/blues-robert-crumb.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DE4FQn0zcSp7ImA9WhdVFkw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261.post-4767889460508558088</id><published>2011-09-21T11:52:00.001-03:00</published><updated>2011-09-21T11:55:13.389-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-09-21T11:55:13.389-03:00</app:edited><title>Para a questão da habitação - Friedrich Engels</title><content type="html">
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/WYyv8xDKSPFFbOO7OU3jkCfZTM4/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/WYyv8xDKSPFFbOO7OU3jkCfZTM4/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/WYyv8xDKSPFFbOO7OU3jkCfZTM4/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/WYyv8xDKSPFFbOO7OU3jkCfZTM4/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-aDjVYYioVXM/Tnn6ioOSRnI/AAAAAAAAAZI/Dweb0RB65xE/s1600/Para%2Ba%2Bquest%25C3%25A3o%2Ba%2Bhabita%25C3%25A7%25C3%25A3o%2B-%2Bf%2BEngels.htm"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 120px; height: 197px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-aDjVYYioVXM/Tnn6ioOSRnI/AAAAAAAAAZI/Dweb0RB65xE/s320/Para%2Ba%2Bquest%25C3%25A3o%2Ba%2Bhabita%25C3%25A7%25C3%25A3o%2B-%2Bf%2BEngels.htm" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5654826279960200818" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 1.51cm; margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-style: normal"&gt;&lt;span style="text-decoration: none"&gt;Este livro é uma coletânea das respostas escritas por Engels num jornal alemão para um certo sujeito. Pelo que eu sei estes debates de cartas publicadas em jornais eram comuns, só para ilustrar, foi uma pergunta lançada numa revista que Kant publicou seu texto &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="text-decoration: none"&gt;Was ist Aufklärung? &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal"&gt;&lt;span style="text-decoration: none"&gt;Apesar dos dois textos terem sido publicados de forma diferente me parece que como havia declarado Foucault uma vez, nesta época os jornais perguntavam sem imaginar uma resposta ou sem direcionar para uma, ele põem que não sabe precisar qual é o melhor método, mas considera este primeiro mais interessante. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 1.51cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-decoration: none" align="JUSTIFY"&gt; Uma das coisas mais interessantes de se estudar o século XIX em si é observar a série de problemas que a Europa de uma forma geral enfrentava neste período, que atualmente nos parecem inimagináveis para este continente tão idealizado. Dentre um destes podemos observar o problema da habitação para os trabalhadores. Engels vai colocar algumas questões que me parecem ainda estarem ai – dai o porque do marxismo ainda fazer algum sentido. A principal questão é a de que o salário dos trabalhadores não lhes condiciona pagar por uma moradia de qualidade, gerando assim um problema sério de habitação que de forma geral terá seu reflexo nos cortiços, muito populares durante o século XIX.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 1.51cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-decoration: none" align="JUSTIFY"&gt; O ponto que se apresenta como o mais interessante na teoria de Engels-Marx é o fato de não terem como meta a filantropia, que ao que me parece é constantemente apontada e sugerida pelo tal sujeito (seus textos não são publicados no livro, infelizmente). Engels irá apostar em soluções mais efetivas, que não se baseiam na ideia de remediar, mas sim ir direto a causa da má qualidade da habitação; a exploração do proletariado pelos patrões, seja pelo baixo salário quanto pelo alto aluguel, que são condicionados pela forma capitalista de distribuição da riqueza.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 1.51cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-decoration: none" align="JUSTIFY"&gt; Creio que a leitura deste livro se mostra bem válida para se pensar a habitação hoje e em especial a do século XIX. Apesar dos conceitos repetitivos do marxismo (como classes dominantes e luta de classes), os elementos propostos por esta dupla de teóricos se mostra como fundamental na história do pensamento humano - inegavelmente. Mesmo percebendo aquilo que algumas pessoas chamam de deturpação da teoria original destes alemães, seus resquícios são inegáveis no campo teórico. E no caso deste livro, vale a pena para pensarmos a questão da habitação hoje em dia, com as invasões, moradores de rua, construções abandonadas devido a especulação imobiliária, e por ai vai.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 1.51cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-decoration: none" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 1.51cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-decoration: none" align="JUSTIFY"&gt; Já que o assunto é habitação, encontrei este link num fotolog&lt;a class="sdfootnoteanc" name="sdfootnote1anc" href="#sdfootnote1sym"&gt;&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt; que é um trabalho fotográfico sobre as construções abandonadas que existem na região de Detroit EUA:&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 1.51cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-decoration: none" align="JUSTIFY"&gt; http://blogs.denverpost.com/captured/2011/02/07/captured-the-ruins-of-detroit/&lt;/p&gt; &lt;div id="sdfootnote1"&gt;  &lt;p class="sdfootnote-western"&gt;&lt;a class="sdfootnotesym" name="sdfootnote1sym" href="#sdfootnote1anc"&gt;1&lt;/a&gt;E  aqui a postagem feita do Fotolog:  http://www.fotolog.com.br/bluelines/56826724&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4979195777587137261-4767889460508558088?l=procopioo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/GEiJh/~4/exfWTTIaNY8" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://procopioo.blogspot.com/feeds/4767889460508558088/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://procopioo.blogspot.com/2011/09/para-questao-da-habitacao-friedrich.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/4767889460508558088?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/4767889460508558088?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/GEiJh/~3/exfWTTIaNY8/para-questao-da-habitacao-friedrich.html" title="Para a questão da habitação - Friedrich Engels" /><author><name>André Procópio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02294513902187978823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://2.bp.blogspot.com/-Nq-ZpUdlvZ4/Tkxt4v8F2-I/AAAAAAAAAYY/HT8K-4gm3eo/s220/Montevideo%2BAgosto%2B2011%2B%2528CLAE%2529.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-aDjVYYioVXM/Tnn6ioOSRnI/AAAAAAAAAZI/Dweb0RB65xE/s72-c/Para%2Ba%2Bquest%25C3%25A3o%2Ba%2Bhabita%25C3%25A7%25C3%25A3o%2B-%2Bf%2BEngels.htm" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://procopioo.blogspot.com/2011/09/para-questao-da-habitacao-friedrich.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0UNRn86cSp7ImA9WhdWGEs.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261.post-6131609534741859480</id><published>2011-09-12T18:44:00.002-03:00</published><updated>2011-09-12T19:08:17.119-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-09-12T19:08:17.119-03:00</app:edited><title>A caminho de Los Angeles - John Fante</title><content type="html">
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/9BJTvqC3L1rpUJND91QddFXG1bc/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/9BJTvqC3L1rpUJND91QddFXG1bc/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/9BJTvqC3L1rpUJND91QddFXG1bc/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/9BJTvqC3L1rpUJND91QddFXG1bc/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-CRDYmWxztUM/Tm5_bPcvB6I/AAAAAAAAAZA/hNK5BEQtsK8/s1600/8503008793.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 162px; height: 250px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-CRDYmWxztUM/Tm5_bPcvB6I/AAAAAAAAAZA/hNK5BEQtsK8/s320/8503008793.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5651594688376801186" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;            John Fante – ao lado de Jack London – me parece ser um dos primeiros autores estadounidenses a mostrar com tamanha maestria um Estados Unidos para além do sonho americano ou do &lt;i&gt;sefl made man&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal"&gt;. Pelo contrário, vai mostrar um lado duro, pobre, difícil e sem beleza, ou como melhor diria Karl Heinrich Bukowski; esta vida que é feito um soco no estômago.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="text-indent: 1.53cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt; Este livro é o primeiro romance de Fante. Aqui já vai aparecer o personagem Arturo Bandini, que estará em formação, tanto pelo que ele está passando (aquela coisa chamada adolescência) quanto pelos contornos dados por Fante. Bandini vai se caracterizar como um sujeito que busca construir seus próprios conceitos, feito um Raskolnikov nos EUA durante os anos de 1930 ou começo de 1940. O interessante aqui neste livro é que o personagem se vê como um grande gênio ainda não descoberto, algo semelhante ao que vamos encontrar no “1933 foi um ano ruim”. Só que aqui em vez de ser um personagem esforçado e com uma incerteza dramática, ele se mostrará em algumas vezes cômico, porém muito esperto.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 1.53cm; margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-style: normal"&gt;Não conheço muito bem a literatura estadounidense dos anos 1930, mas pelo que imagino das leituras que tive de Fante, este autor se coloca apresentando questões extremamente complicadas (por serem tabu) durante a época, especialmente nos EUA, país que não consigo deixar de ver como extremamente conservador. Por isso Fante se mostra tão original, pois revela um outro lado dos EUA que não é a corrida do ouro ou os imigrantes que trabalhando muito conseguem “vencer na vida”, que de alguma forma está inscrito em &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Godfather&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal"&gt;, onde temos a célebre frase, são só negócios.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 1.53cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal" align="JUSTIFY"&gt; Outro ponto que me parece mais forte neste livro do que nos outros que li (Sonhos de Bunkerhill e 1933 foi um ano ruim) é o mundo do trabalho. Elemento que depois será fortíssimo em Bukowski – vide o romance Factótum. Para quem leu o livro e talvez não saiba, ele vai mostrar  qual já era o destino dos imigrantes nos EUA de então, fazer um serviço desagradável que ninguém quer fazer, limpar peixe por exemplo, como é bem ilustrado pelo menino no começo de Cidade de Deus. É bom lembrar que até pouco depois do fim da segunda guerra mundial, as Filipinas eram uma colônia dos EUA e Porto Rico ainda o é. Aqui vamos ter um novo contexto sobre a imigração que diferentemente do primeiro momento que se consistia em matar todos os índios e construir uma nova Europa, vai demonstrar uma busca mão de obra barata.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 1.53cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal" align="JUSTIFY"&gt; Num ponto creio que muita gente já se identificou frente ao Arturo Bandini descrito no livro, ele sente que está perdendo muito tempo naquela fábrica e aturando sua família por nada, que aquele seu tio não tem capacidade para entendê-lo pois não passa de um bronco, tudo que ele quer saber é de trabalho, como se isto fosse um remédio para curar todos os males do Homem. E ai fica demonstrada a força de Bandini em negar isto e buscar outro caminho.  &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4979195777587137261-6131609534741859480?l=procopioo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/GEiJh/~4/ihbZrE8mne0" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://procopioo.blogspot.com/feeds/6131609534741859480/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://procopioo.blogspot.com/2011/09/caminho-de-los-angeles-john-fante.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/6131609534741859480?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/6131609534741859480?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/GEiJh/~3/ihbZrE8mne0/caminho-de-los-angeles-john-fante.html" title="A caminho de Los Angeles - John Fante" /><author><name>André Procópio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02294513902187978823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://2.bp.blogspot.com/-Nq-ZpUdlvZ4/Tkxt4v8F2-I/AAAAAAAAAYY/HT8K-4gm3eo/s220/Montevideo%2BAgosto%2B2011%2B%2528CLAE%2529.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-CRDYmWxztUM/Tm5_bPcvB6I/AAAAAAAAAZA/hNK5BEQtsK8/s72-c/8503008793.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://procopioo.blogspot.com/2011/09/caminho-de-los-angeles-john-fante.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;Ak8AQ309fSp7ImA9WhdQF0g.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261.post-5378462975670139437</id><published>2011-08-19T09:58:00.003-03:00</published><updated>2011-08-19T10:00:42.365-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-08-19T10:00:42.365-03:00</app:edited><title>Rocky Horror Picture Show</title><content type="html">
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/saUWjY-Nqtx-8KZNA5qODRmHl8c/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/saUWjY-Nqtx-8KZNA5qODRmHl8c/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/saUWjY-Nqtx-8KZNA5qODRmHl8c/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/saUWjY-Nqtx-8KZNA5qODRmHl8c/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-sTUfXzRau0Y/Tk5eIvR4F5I/AAAAAAAAAY4/Bqs6UUCzMsk/s1600/Rockyhps.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 214px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-sTUfXzRau0Y/Tk5eIvR4F5I/AAAAAAAAAY4/Bqs6UUCzMsk/s320/Rockyhps.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5642550887365220242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;Eu não gosto de musicais, os considero muito chatos – não suporto mesmo. Mas, por uma série de motivos Rocky horror Picture show, que é um musical, está entre meus filmes favoritos. Creio que a estética do filme ajuda muito, mas não é só por isso. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;O filme me remeteu a uma série de questões (em especial sobre a liberação sexual) que estavam rolando nos anos 70. Apesar de ter um certo ar cômico – o que torna o filme melhor ainda – o considero uma boa forma para pensar certas questões que ainda estão no ar. A exemplo do casamento em que os dois “heróis” estão. A música, assim como as falas, ilustram muito bem a imagem que temos muito bem desenhada: o sujeito trabalha numa empresa, namora a garota desde a escola, faz pouco tempo (não mais de cinco anos) que ambos terminaram a escola e seus amigos estão casando. A inveja de Janet por sua amiga recém-casada e o receio de Brad pelo casamento (damned!) ali estão, mesmo assim casar se mostra como algo natural. Ali também teremos dois cidadãos exemplares desenhados, que irão sendo rabiscados e desconstruídos ao longo do filme. Outro detalhe é que dois personagens que vão aparecer mais tarde já aparecem ali com outra roupa (o mordomo e Columbia).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;Também vale lembrar que o que toca no rádio enquanto o casal se perde por entre o bosque é a renuncia de Nixon. Posso estar fazendo um exagero crítico, mas é bacana a idéia do discurso da renúncia de um presidente conservador como fundo para as mudanças que estão por vir. Ao que tudo me indica é nos anos 1970 que a liberação sexual vai ganhar mais força e ali vão ser ultrapassados certos paradigmas, dentre eles um amor mais solto, mais permissivo. Não há problema algum em deixar-se levar por uma vontade, nisto a cena cômica que ocorre entre o casal, que apesar de terem se deixado levar, tinham como grande preocupação se os “outros” soubessem, o que demonstra o tom da hipocrisia sexual que está inscrita em nós. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;Apesar da peça original ter sua estréia em Londres, conheço apenas a adaptação para o cinema, que creio ser bem hollywoodizada, o que leva o filme a remeter-se a questões muito mais americanas, como o próprio professor que caça aliens, que deixa escapar em sua fala&lt;a href="#_ftn1" name="_ftnref1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language: PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; sua origem alemã. E aqui vou me remeter para além do arquétipo do cientista maluco alemão e lembrar que após a segunda guerra houve um espólio por cientistas e tecnologias alemãs, e como aceitar esta tolerância após tão recentemente ter-se visto os horrores da guerra&lt;a href="#_ftn2" name="_ftnref2" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; (campos de concentração e bombardeio de cidades) e estes cientistas de alguma forma terem colaborado para isto? Assim como certa vez num filme – acho que era “o exorcista” – um sujeito bêbado numa festa vai olhar para um outro e fica lhe perguntando várias vezes em tom acusador se não era ele quem trabalhava para a Gestapo, o que mostra o tom ainda recente (para os anos1970) destes fantasmas. Creio que justamente num combate mais claro a estes costumes que tiveram seu auge na segunda guerra (nacionalismo, conservadorismo e outras questões) que algumas pessoas mais atentas se voltavam. E por que não colocar Rocky Horror como alguma forma de resposta a estes limites que se almejava ultrapassar então? Creio que além de ser um filme muito divertido e que nos dá vontade de sair dançando e cantando, ele traz uma série de provocações, em especial no campo sexual, que apesar de renovações (divórcio e casamentos para pessoas do mesmo sexo) ainda muito pouco conseguiu soltar-se de uma configuração tradicional, representada na obra por Brad &amp;amp; Janet.&lt;/p&gt;  &lt;div&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;
&lt;br /&gt;  &lt;hr align="left" size="1" width="33%"&gt;  &lt;!--[endif]--&gt;  &lt;div id="ftn1"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a href="#_ftnref1" name="_ftn1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language: PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Em vez de dizer “and” para ele deixa escapar o alemão “und”.&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div id="ftn2"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a href="#_ftnref2" name="_ftn2" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language: PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; A segunda guerra vai marcar muito fortemente estes anos que vem a seguir, não por acaso temos no “The Wall” o personagem principal como filho da guerra, é ali que começa sua história. No caso de Dee Dee Ramone creio que fica mais claro, nascido na Alemanha filho de um soldado estadounidense com uma alemã, no livro “mate-me por favor” ele relata suas buscas por relíquias de guerra. Sobre esta aceitação de nazistas após a guerra alguns países como Argentina, Brasil e Chile aceitaram vários membros famosos até do &lt;i&gt;Dritte Reich,&lt;/i&gt; que em alguns casos nem precisaram mudar de nome. No caso do EUA esta aceitação se deu também, em especial por meio de cientistas, como de alguma forma o filme de Tarantino “Bastardos Inglórios” vai mostrar – porém no caso devido a um acerto entre o oficial da SS e o governo estadounidense, que vai ilustrar a tolerância com o nazismo, especialmente que o personagem então era um caçador de judeus.&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4979195777587137261-5378462975670139437?l=procopioo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/GEiJh/~4/8sIfm_p4B-c" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://procopioo.blogspot.com/feeds/5378462975670139437/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://procopioo.blogspot.com/2011/08/rocky-horror-picture-show.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/5378462975670139437?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/5378462975670139437?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/GEiJh/~3/8sIfm_p4B-c/rocky-horror-picture-show.html" title="Rocky Horror Picture Show" /><author><name>André Procópio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02294513902187978823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://2.bp.blogspot.com/-Nq-ZpUdlvZ4/Tkxt4v8F2-I/AAAAAAAAAYY/HT8K-4gm3eo/s220/Montevideo%2BAgosto%2B2011%2B%2528CLAE%2529.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-sTUfXzRau0Y/Tk5eIvR4F5I/AAAAAAAAAY4/Bqs6UUCzMsk/s72-c/Rockyhps.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://procopioo.blogspot.com/2011/08/rocky-horror-picture-show.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;Ck4BRH88fSp7ImA9WhdQFk4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261.post-6957547834942911378</id><published>2011-08-17T22:23:00.004-03:00</published><updated>2011-08-17T22:29:15.175-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-08-17T22:29:15.175-03:00</app:edited><title>Noite - Erico Verissimo</title><content type="html">
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/cOTmpyvQoTfcZq6xJ_NyoiEYMY0/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/cOTmpyvQoTfcZq6xJ_NyoiEYMY0/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/cOTmpyvQoTfcZq6xJ_NyoiEYMY0/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/cOTmpyvQoTfcZq6xJ_NyoiEYMY0/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-N7ioVKwF4jM/Tkxqj9-3q-I/AAAAAAAAAYQ/IoaxHCcbtrE/s1600/noite.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 301px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-N7ioVKwF4jM/Tkxqj9-3q-I/AAAAAAAAAYQ/IoaxHCcbtrE/s320/noite.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5642001599354612706" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;Há pouco tempo venho mantendo algum contato com a literatura brasileira e em nada ela me decepciona. Fazia algum tempo em que eu estava curioso para ler Érico Veríssimo, pois quando pequeno lera um pouco de seu filho (as mentiras que os homens contam) e sempre escuto falar sobre clássicos como “O tempo e o vento”. Devido a minhas leituras para a faculdade acabei pegando um texto de Sandra Pesavento onde ela analisava este livro de Veríssimo&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=4979195777587137261&amp;amp;postID=6957547834942911378&amp;amp;from=pencil#_ftn1" name="_ftnref1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Pelo que encontrei sobre o livro e até mesmo na própria parte de traz do livro, Veríssimo irá tentar mostrar a cidade como corruptora, de alguma forma noite neste caso seria uma analogia para com o lado sombrio, ou algo neste sentido ao que tudo indica. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;Porém a impressão mais forte que esta novela me deixou foi a de que de alguma forma, o autor tentou demonstrar a vida – no sentido de ação – que ocorre ao longo da noite. Esta impressão se gravou principalmente devido a parte do hospital, pois ali ficam a falar deste caráter que percorre a noite. Apesar de haver algo mais em torno da história do que um sujeito na noite, com certeza este livro traz uma boa gama deste universo noturno. Para mim o caráter corruptor, maligno viria em segundo lugar e devido as impressões causadas em mim pela leitura de críticas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;Apesar de esta vida noturna estar de alguma forma no imaginário, seja por meio da literatura ou cinema, é algo extremamente muito difícil de ser desenhada. Aqui faço uma pausa/mistura com o desafio que se coloca ao menos para mim nas muitas vezes que escrevo, e lendo Kawabata percebi isto de forma mais clara. Sempre que escorrego meus dedos pelo teclado vou me remetendo a sensações e coisas praticamente impossíveis de descrever, aquela sensação única de uma risada numa conversa de bar, por exemplo. Mas como descrever o balanço da barriga, o esticar das bochechas que me parecem buscar as orelhas, o chacoalhar da risada violenta, o som que sai da boca, é difícil levar alguém a compreender o que pretendo dizer quando escrevo – se me permitem o linguajar coloquial. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;Vários historiadores da cidade – a exemplo de Pesavento – me parecem tentar descrever estas coisas impossíveis, porém sem usar a mesma escrita que Veríssimo usaria por exemplo. Me perdoem os teóricos, mas muitas vezes não são mais do que delírios acadêmicos/intelectuais, feitos uma página inteira para descrever a dor provocada nos joelhos ao se levantar. E me desculpem novamente alguns historiadores, é aqui que a História se aproxima de alguma forma ou de outra com o romance. Por acaso você já imaginou a cidade medieval? É difícil. Muito mais fácil é imaginar a dos anos 1930-50 (suposto tempo em que se passa a obra), e penso até onde obras como esta não influenciam este nosso imaginário da cidade a noite.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;Neste sentido sinto que esta obra de Veríssimo vai fundo neste viver urbano noturno. Não por acaso a história começa quando o dia termina e acaba quando o dia começa. Nas primeiras páginas do livro dá para imaginar a correria das pessoas indo para algum lugar, as famílias reunidas quando ele passa pelo bairro pobre, o bar fervendo de gente, o hospital exalando desespero (creio que eles fazem isso até de dia), e a rua como que ganhando calor e vida ao raiar do sol.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;Desta forma inacabada e num texto pouco pensado para ser lido - com prazer - , lhes deixo.&lt;/p&gt;  &lt;div&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;
&lt;br /&gt; &lt;hr align="left" size="1" width="33%"&gt;  &lt;!--[endif]--&gt;  &lt;div id="ftn1"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=4979195777587137261&amp;amp;postID=6957547834942911378&amp;amp;from=pencil#_ftnref1" name="_ftn1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language: PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; O artigo em questão se encontra no livro: &lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color:black;background:#FFFFCC"&gt;Imagens urbanas :os diversos olhares na formacao do imaginario urbano /Celia Ferraz de Souza, Sandra Jatahy Pesavento organizadoras. -Porto Alegre : Ed. da UFRGS, 1997. - 292p.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:black; background:#FFFFCC"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4979195777587137261-6957547834942911378?l=procopioo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/GEiJh/~4/SMz8FIA8xEQ" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://procopioo.blogspot.com/feeds/6957547834942911378/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://procopioo.blogspot.com/2011/08/noite-erico-verissimo.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/6957547834942911378?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/6957547834942911378?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/GEiJh/~3/SMz8FIA8xEQ/noite-erico-verissimo.html" title="Noite - Erico Verissimo" /><author><name>André Procópio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02294513902187978823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://2.bp.blogspot.com/-Nq-ZpUdlvZ4/Tkxt4v8F2-I/AAAAAAAAAYY/HT8K-4gm3eo/s220/Montevideo%2BAgosto%2B2011%2B%2528CLAE%2529.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-N7ioVKwF4jM/Tkxqj9-3q-I/AAAAAAAAAYQ/IoaxHCcbtrE/s72-c/noite.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://procopioo.blogspot.com/2011/08/noite-erico-verissimo.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0AMSXw6cSp7ImA9WhdREk8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261.post-4304974680187869791</id><published>2011-08-01T16:06:00.001-03:00</published><updated>2011-08-01T16:09:48.219-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-08-01T16:09:48.219-03:00</app:edited><title>Novo mundo - Emanuele Crialese (dir.)</title><content type="html">
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/CWrra1cY55wVBzCd9jBSXINvG-8/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/CWrra1cY55wVBzCd9jBSXINvG-8/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/CWrra1cY55wVBzCd9jBSXINvG-8/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/CWrra1cY55wVBzCd9jBSXINvG-8/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-u1m53lQmaUY/Tjb54bRBgSI/AAAAAAAAAYI/BkqhXO7NF2o/s1600/novo%2Bmundo.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 136px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-u1m53lQmaUY/Tjb54bRBgSI/AAAAAAAAAYI/BkqhXO7NF2o/s320/novo%2Bmundo.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5635966731487904034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;Durante o século XIX a política de imigração (em especial imigração européia) para as Américas fora muito forte. A quantidade de imigrantes que chegaram nos EUA fora maior que a de todos os outros países americanos somados juntos. Aqui na América do Sul dois países conseguiram lograr o êxito desejado então, não por acaso até hoje são chamados de “os europeus da América do Sul”: Argentina e Uruguai. Entrando mais no caso da Argentina que conheço um pouco mais, o que tivemos fora o seguinte, mataram o máximo possível de povos originários (índios) e realocaram levas de imigrantes. Esta política não fora muito diferente da que ocorrera nos EUA (ou Austrália também), contanto que é só lembrarmos da conquista do oeste. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;Além deste ponto que podemos no mínimo chamar de cruel, onde se massacra os povos que ali viviam (seja extirpando a sua vida biológica ou lhe obrigando a uma cultura europeizada) e tentando transferir um pedaço da Europa para outro lugar, “sem civilização”. Não esqueçamos aqui da colonização da África também. O filme vai retratar a vinda do imigrante para o novo mundo. A cena de abertura é, na minha humilde percepção, muito bem pensada. Primeiro podemos ver os dois sujeitos andando por aquele campo pedregoso, depois a câmera afasta mais um pouco e de novo, quando a câmera chega ao ponto máximo de distância a tela quase que se pinta de branco, de tão pedregoso que era aquele campo. Já havia lido a respeito da vinda de italianos. Sei que muitos vieram da Sicilia, parte menos fértil – até hoje – da Itália, o que faz dela a mais pobre também. Várias pessoas que conheci que foram para a Itália me disseram que quanto mais ao sul, mais pobre é a Itália. Apesar de se passar em &lt;st1:metricconverter productid="1904, a" st="on"&gt;1904, a&lt;/st1:metricconverter&gt; imigração ainda estava em alta e a Itália ainda não estava unificada – vide o dialeto falado no filme.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;Fica claro a aposta em uma nova vida, uma vida mais rica materialmente. Se pegarmos os propagandas que os governos enviavam para a Europa poderemos ter uma noção do que fora na época esta idéia da imigração. Gosto de ver material sobre o assunto, pois me intriga fortemente o que leva um grupo tão grande de gente a abandonar sua terra natal, indo para tão longe.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;O que não podemos esquecer, e creio que o filme não deixa, é que esta política de imigração se baseava em um preceito principal, o da eugenia. Se acreditava que com a introdução de europeus o pais teria uma melhor população, que iria condicionar uma melhor situação – cultural, econômica, política&lt;a style="mso-footnote-id: ftn1" href="#_ftn1" name="_ftnref1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character:footnote"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Isto se dava por dotes físicos/genéticos, onde o homem branco europeu era o melhor exemplar de um sujeito de luzes. Em último lugar estavam os negros, onde sua musculatura só demonstrava o quanto deveriam ser limitados ao trabalho braçal&lt;a style="mso-footnote-id:ftn2" href="#_ftn2" name="_ftnref2" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character:footnote"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Assim como estes povos não-europeus tinham a índole e a moral fraca (daí de os índios serem preguiçosos). &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;Ao estudar a questão da imigração no Brasil não havia me atentado para o fato de que na época os EUA ainda não eram o que vem ser após a 1ª e 2ª guerra, e que esta questão eugênica vai permear todo este mundo chamado ocidental. Para tal o filme re-faz uma excelente ilustração da chegada dos imigrantes a “terra da liberdade”. Ao chegarem nos EUA (Ellis Island) os imigrantes passavam por uma espécie de triagem, onde eram analisados aspectos físicos de saúde, como a tradicional olhada na boca para ver se ali se encontram todos os dentes, até testes de “inteligência”&lt;a style="mso-footnote-id:ftn3" href="#_ftn3" name="_ftnref3" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character:footnote"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; que mais se assemelhavam a jogos de tabuleiro. E aqui sejamos sinceros, se ninguém lhe diz como são as regras, você não vai “jogar direito”. É importante lembrar também que os imigrantes que não se encaixavam no perfil exigido eram mandados de volta, independente de todo o resto da família ter conseguido passar no teste. Se não me engano (perdoem-me a imprecisão) aproximadamente 2% dos imigrantes voltaram. Okay, pode parecer pouco, também imaginei isto ou ouvir o dado, mas de 10 pessoas 2 nunca viram a América e tiveram que voltar, depois de meses no navio e passar por todos exames foram mandados de volta. Agora imagine quanta gente é 2% de 5,3 milhões, que é o numero de imigrantes italianos que conseguiram entrar nos EUA. Não esquecendo das vastas levas de irlandeses, alemães, judeus, poloneses... seguramente o numero sobe.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;Creio que se assistirmos o filme pensando estas questões que permeavam o século XIX, ele pode ser uma boa ferramenta para entendermos como ocorrera este processo de imigração, que parece ter ocorrido tão bem quando lemos algo sobre o assunto. Além de claro tanger a questão racial, que ainda hoje repercute seu eco.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language:EN-US"&gt;Trailer: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=2QpUCiLV8xw"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language:EN-US"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=2QpUCiLV8xw&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:EN-US"&gt; &lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;Aqui tem uma sinopse e ficha técnica do filme: &lt;a href="http://tvcultura.cmais.com.br/mostra?d=2011/07/01"&gt;http://tvcultura.cmais.com.br/mostra?d=2011/07/01&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote-list"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;br /&gt;  &lt;hr align="left" size="1" width="33%"&gt;  &lt;!--[endif]--&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote" id="ftn1"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="mso-footnote-id:ftn1" href="#_ftnref1" name="_ftn1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language: PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Algo aqui me leva a teoria do capital humano... não sei ao certo, pode ser apensas um comichão bobo.&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote" id="ftn2"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="mso-footnote-id:ftn2" href="#_ftnref2" name="_ftn2" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language: PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Para ver mais detalhadamente esta questão de raças e eugenia, sugiro o livro da Antropóloga Lilia Moritz Schwarcz “O espetáculo das raças”.&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote" id="ftn3"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="mso-footnote-id:ftn3" href="#_ftnref3" name="_ftn3" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language: PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Os: Se alguém souber como medir isto, por favor me diga como! (obs: não me venha falar do teste de Q.I.).&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4979195777587137261-4304974680187869791?l=procopioo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/GEiJh/~4/XD7WGTBPfpg" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://procopioo.blogspot.com/feeds/4304974680187869791/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://procopioo.blogspot.com/2011/08/novo-mundo-emanuele-crialese-dir.html#comment-form" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/4304974680187869791?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/4304974680187869791?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/GEiJh/~3/XD7WGTBPfpg/novo-mundo-emanuele-crialese-dir.html" title="Novo mundo - Emanuele Crialese (dir.)" /><author><name>André Procópio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02294513902187978823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://2.bp.blogspot.com/-Nq-ZpUdlvZ4/Tkxt4v8F2-I/AAAAAAAAAYY/HT8K-4gm3eo/s220/Montevideo%2BAgosto%2B2011%2B%2528CLAE%2529.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-u1m53lQmaUY/Tjb54bRBgSI/AAAAAAAAAYI/BkqhXO7NF2o/s72-c/novo%2Bmundo.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://procopioo.blogspot.com/2011/08/novo-mundo-emanuele-crialese-dir.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0EGQXY_fSp7ImA9WhdSEkg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261.post-3831522557414316131</id><published>2011-07-21T10:35:00.003-03:00</published><updated>2011-07-21T10:40:20.845-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-07-21T10:40:20.845-03:00</app:edited><title>Espelho das cidades - Henri-Pierre Jeudy</title><content type="html">
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/hWPLuyooN33REOkV7MOtUIR1RVk/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/hWPLuyooN33REOkV7MOtUIR1RVk/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/hWPLuyooN33REOkV7MOtUIR1RVk/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/hWPLuyooN33REOkV7MOtUIR1RVk/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-7KfBwFe7C2c/TigrkoPbRyI/AAAAAAAAAYA/A2Buo2mpU2Q/s1600/espelho%2Bdas%2Bcidades.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 168px; height: 248px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-7KfBwFe7C2c/TigrkoPbRyI/AAAAAAAAAYA/A2Buo2mpU2Q/s320/espelho%2Bdas%2Bcidades.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5631799242304210722" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;Quem já passou pela experiência de viajar a turismo talvez tenha em algum momento percebido a forma como se constroem cidades espetáculos. Ou melhor como há bolhas dentro das cidades construídas exclusivamente para turistas. Seja com uma museificação do espaço, levando a petrificação do lugar (Paraty no estado do Rio), ou seja com a criação de cidades cenográficas (Gramado, Rio Grande do Sul). Atualmente é prática comum. Blumenau, SC, cidade onde nasci e moro, não se pretende de forma diferente – e creio não ser a única – em se montar de forma espetacular&lt;a style="mso-footnote-id:ftn1" href="#_ftn1" name="_ftnref1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character:footnote"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, seja por uma petrificação museificante ou por um esforço em se criar uma cidade cenográfica. Em geral estas políticas voltadas ao turismo seguem uma tendência de aeroportos e shoppings centers – iguais onde quer que você vá.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;Além destas políticas de museificação e cidade cenográfica, há também as famosas e elogiadas políticas de revitalização. Geralmente o local escolhido é próximo a um porto, as casas estão naquilo que chamamos de péssimas condições e a população é de baixa renda. Normalmente ficamos muito contentes com estas políticas do século XIX renovadas, que nada mais fazem do que expulsar a população pobre/indesejada dali a transferindo para outro lugar, mesmo que a prefeitura não despeje os habitantes os aumentos na região revitalizada (impostos, aluguel, preços de mercadorias...) fazem isto sem que pareça uma repetição da demolição do cabeça de porco&lt;a style="mso-footnote-id:ftn2" href="#_ftn2" name="_ftnref2" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character:footnote"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;O que muitas vezes esquecemos como turistas é perceber os usos políticos contidos nestas representações arquitetônicas, que são mantidas ou, reavivadas com a construção de réplicas que remetem a algum tempo idealizado. Em geral podemos perceber este uso político da imagem trabalhada de uma cidade refletida não só no turismo como, também, na própria identidade da população. Em geral no Brasil e me parece que para a América Latina de forma geral também, há uma exaltação por uma Europa idealizada, não por acaso boa parte dos destinos turísticos remetem a esta Europa idealizada, Gramado, Canela, (RS) Blumenau, Pomerode (SC) entre outras são cidades que não escapam a esta regra. Querendo ou não, boa parte do turismo para Argentina e Uruguai se dá por esta sua fama de “europeus da América do Sul”. Este investimento na imagem da cidade reflete de alguma forma na identidade da população, desde ares daquilo que podemos nomear de esnobes, ou até mesmo xenófobos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;Campos do Jordão (SP) entra também nesta trincheira do investimento turístico, a cidade cheira a turismo, me quedo a pensar o que aconteceria se do nada, como que numa magia, os turistas deixassem de visitar a cidade? Não sou especialista no assunto, mas creio piamente que seria um desastre...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;Para além destas cidadezinhas pequenas que praticamente vivem do turismo (que se mostra numa renovação daquelas cidades que vivem ao redor de uma mina ou fábrica) temos o turismo para as grandes cidades. De forma geral estas grandes cidades vão se vendendo enquanto redutos de cultura, e aqui não posso deixar de citar a virada cultural de São Paulo, que por sinal deu muita popularidade para o prefeito da cidade então – só para lembrar do uso político.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;Para finalizar, temos cidades passando por políticas semelhantes em seus espaços, considero vital olharmos para esta movimentação. Peço por um esforço em olharmos para além do bem e do mal, deixarmos de ver com aquele olhar simplista e “inocente” de que investindo no turismo virá dinheiro para a cidade e ponto final, acabou ai o assunto. Poderíamos pensar também que este tiro possa sair pela culatra já que custa caro investir na estrutura julgada necessário para o turismo (ouvi ai alguém sussurrando copa ou olimpíada?), talvez pensarmos na população que já está ali e será que riqueza se dá unicamente pelo acumulo de capital? Podem pensar que sou contra este investimento cultural que ocorre de forma geral nas cidades grandes, mas creio que poderíamos lembrar antes da situação cultural em outras cidades, como estão as movimentações artísticas &lt;st1:personname productid="em Punta Del Este" st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="em Punta Del" st="on"&gt;em Punta Del&lt;/st1:personname&gt; Este&lt;/st1:personname&gt; e Campos do Jordão? O que tem para além do espetáculo? O que se esconde atrás do papelão que cobre as cidades cenográficas que tanto são fotografadas? E outras coisas mais. Além do mais, boa parte da população vive em cidades e estas passam por processos semelhantes, será que já não é motivo de sobra para pensar a cidade?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;Aqui tem a apresentação do livro, escrita por Paola Berenstein Jacques:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;&lt;a href="http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/resenhasonline/04.042/3156"&gt;http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/resenhasonline/04.042/3156&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote-list"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;br /&gt;  &lt;hr align="left" size="1" width="33%"&gt;  &lt;!--[endif]--&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote" id="ftn1"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="mso-footnote-id:ftn1" href="#_ftnref1" name="_ftn1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language: PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Me perdoem o trocadilho, para deixar claro, me refiro sim ao conceito de cidade espetáculo.&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote" id="ftn2"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="mso-footnote-id:ftn2" href="#_ftnref2" name="_ftn2" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language: PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Aqui valeria lembrar o trecho do livro do historiador Sidney Chalhoub chamado Cidade Febril que trata da demolição dos cortiços no Rio de Janeiro e de outras políticas modernizantes para com a cidade – e a população urbana.&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="mso-element:footnote-list"&gt;&lt;div style="mso-element:footnote" id="ftn2"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4979195777587137261-3831522557414316131?l=procopioo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/GEiJh/~4/hlSex_uvu0w" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://procopioo.blogspot.com/feeds/3831522557414316131/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://procopioo.blogspot.com/2011/07/espelho-das-cidades-henri-pierre-jeudy.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/3831522557414316131?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/3831522557414316131?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/GEiJh/~3/hlSex_uvu0w/espelho-das-cidades-henri-pierre-jeudy.html" title="Espelho das cidades - Henri-Pierre Jeudy" /><author><name>André Procópio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02294513902187978823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://2.bp.blogspot.com/-Nq-ZpUdlvZ4/Tkxt4v8F2-I/AAAAAAAAAYY/HT8K-4gm3eo/s220/Montevideo%2BAgosto%2B2011%2B%2528CLAE%2529.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-7KfBwFe7C2c/TigrkoPbRyI/AAAAAAAAAYA/A2Buo2mpU2Q/s72-c/espelho%2Bdas%2Bcidades.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://procopioo.blogspot.com/2011/07/espelho-das-cidades-henri-pierre-jeudy.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DUEHSH85eip7ImA9WhZaF0g.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261.post-3851679974447700777</id><published>2011-07-04T02:33:00.000-03:00</published><updated>2011-07-04T02:33:59.122-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-07-04T02:33:59.122-03:00</app:edited><title>Kurt Cobain: Fragmentos de uma autobiografia - Marcelo Orozco</title><content type="html">
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/uVvOXmoIuPTVP3cHH-GNdeuYRcw/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/uVvOXmoIuPTVP3cHH-GNdeuYRcw/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/uVvOXmoIuPTVP3cHH-GNdeuYRcw/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/uVvOXmoIuPTVP3cHH-GNdeuYRcw/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_enRHQCeeSyo/S48-L70y5ZI/AAAAAAAAAU8/3o38GdlsTL0/s320/KurtCobain01.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/_enRHQCeeSyo/S48-L70y5ZI/AAAAAAAAAU8/3o38GdlsTL0/s320/KurtCobain01.jpg" width="209" /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Para aqueles que se interessam pelo som da banda Nirvana, por Kurt Cobain e/ou por entender um pouco mais de como se formam as composições da banda “Kurt Cobain: Fragmentos de uma autobiografia” é uma boa pedida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; Sem querer extrapolar as letras ligando-as a filosofias ou teorias sem cabimento ou ainda cair na superficialidade de “curiosidade” e polêmicas em terno de um artista/banda, este livro de Marcelo Orozco é uma bela obra para pensar as confusas e fragmentadas composições de Cobain. Transitando numa tênue linha entre um estudo histórico e uma biografia, Orozco vai às letras e ao contexto de sua composição para pensar o que estes fragmentos tão subjetivos e poéticos carregam dos sentimentos do vocalista do Nirvana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp; O autor analisa álbum por álbum, letra por letra da banda, inclusiva nas músicas &lt;i&gt;covers&lt;/i&gt;,  para entender o que a levou a compor o repertório da banda. Mesmo as músicas que não saíram em álbuns, que foram tocadas só ao vivo ou em demos gravadas em fitas são trazidas neste livro.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;  O livro tem grande força ao não isolar as letras ensimesmando-as, ele escreve nas primeiras páginas as condições de formação e desenvolvimento do Nirvana, faz uma breve cronologia ano a ano dos acontecimentos que marcaram a carreira da banda e de seus integrantes. Mesmo elegendo Kurt como personagem principal desta história, o livro apresenta as ligações com Curtnei LoveCourtney Love, Chad Channing, Krist Novoselic, Dave Grohl e muitos outros personagens humanos e não... que fizeram da vida de Kurt e de suas composições o que são.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Obviamente, Orozco não traz as respostas a todas as perguntas em torno da figura de Kurt Cobain. Porém, faz um grande esforço para reunir informações que lhe permita pensar tais “fragmentos de uma autobiografia”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4979195777587137261-3851679974447700777?l=procopioo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/GEiJh/~4/jjkkXrr1CvM" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://procopioo.blogspot.com/feeds/3851679974447700777/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://procopioo.blogspot.com/2011/07/kurt-cobain-fragmentos-de-uma.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/3851679974447700777?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/3851679974447700777?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/GEiJh/~3/jjkkXrr1CvM/kurt-cobain-fragmentos-de-uma.html" title="Kurt Cobain: Fragmentos de uma autobiografia - Marcelo Orozco" /><author><name>Augs</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01526073683123008456</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="18" height="32" src="http://3.bp.blogspot.com/-e-7hiJIhGBA/ThKhxFOeeXI/AAAAAAAAAhk/g5IZvaheVhA/s220/tumblr_lmxv6vlJpb1qa5045o1_400.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_enRHQCeeSyo/S48-L70y5ZI/AAAAAAAAAU8/3o38GdlsTL0/s72-c/KurtCobain01.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://procopioo.blogspot.com/2011/07/kurt-cobain-fragmentos-de-uma.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CkAGRH4yeSp7ImA9WhZaFUk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261.post-4983731489996428712</id><published>2011-07-01T14:08:00.003-03:00</published><updated>2011-07-01T14:18:45.091-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-07-01T14:18:45.091-03:00</app:edited><title>O Grupo Baader Meinhof - Uli Edel (dir.)</title><content type="html">
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/VBeokR4iOPewpJInUKmvC1HDkWA/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/VBeokR4iOPewpJInUKmvC1HDkWA/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/VBeokR4iOPewpJInUKmvC1HDkWA/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/VBeokR4iOPewpJInUKmvC1HDkWA/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ZTDCqTFPGXQ/Tg3_T3dKzXI/AAAAAAAAAX4/9s9m6jZ9kxs/s1600/Baader_meinhof_komplex.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 208px; height: 294px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-ZTDCqTFPGXQ/Tg3_T3dKzXI/AAAAAAAAAX4/9s9m6jZ9kxs/s320/Baader_meinhof_komplex.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5624432226424507762" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;O filme trata de contar os primeiros anos (o grupo existiu até 1998) do grupo alemão &lt;i&gt;Rote Armee Fraktion&lt;/i&gt;, mais conhecido como grupo &lt;i&gt;Baader-meinhof&lt;/i&gt;. O bacana do filme é que ele não esquece de trazer algumas questões que eram o assunto do dia na época, como a Alemanha repartida entre os principais países vencedores após a segunda guerra. Do lado ocidental temos uma Alemanha altamente influenciada pelos EUA, que já estavam no Vietnam – é deste lado do muro que surge o grupo. Não podemos esquecer também todo o clima de mudança que estava ocorrendo na época (espero que 1968 diga alguma coisa). Para quem não sabe a Alemanha tem uma série de questões desagradáveis, cito aqui a título de exemplo a questão educacional deles, onde os alunos passam por uma triagem aos 10 anos de idade que irá influenciar mais tarde se ele irá fazer uma faculdade ou um técnico, definindo em grande peso possibilidades financeiras, citando o assunto a grosso modo&lt;a style="mso-footnote-id:ftn1" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=4979195777587137261&amp;amp;postID=4983731489996428712&amp;amp;from=pencil#_ftn1" name="_ftnref1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character:footnote"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Havia ainda – e isto é de forma comum para o mundo ocidental – um sistema penitenciário muito duro, falo isto com foco nos reformatórios (já que muitos integrantes do grupo vinham daí). Bem, pesquisando um pouco e assistindo o filme&lt;a style="mso-footnote-id:ftn2" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=4979195777587137261&amp;amp;postID=4983731489996428712&amp;amp;from=pencil#_ftn2" name="_ftnref2" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character:footnote"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; creio que ficará mais claro do que se eu tentar explicar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;Neste contexto organizações que apostam no meio armado como saída para fins políticos aparecem: Frente Popular de Libertação da Palestina, Exército Vermelho Japonês, Tupamaros, Montoneros, além da recente guerra da Argélia e os movimentos anti-coloniais e a revolução Cubana, dão um pano de fundo para o surgimento de &lt;i&gt;Baader-meinhof &lt;/i&gt;na Alemanha (ocidental).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;De forma geral a primeira coisa que se faz ao se falar de terrorismo, em especial quando se discute algum destes grupos inseridos num período de guerra fria, é escolher um lado e acusá-lo ou defende-lo até o fim, algo como: “Eles estavam certos”, “Eles estavam errados”. O filme não vai por este caminho, pois claramente mostra o autoritarismo de Andreas Baader, por exemplo, assim como as terríveis situações de autoritarismo do próprio governo. Aqui creio ser importante superar esta herança de guerra fria que temos em nós e propagamos muitas vezes, e proponho entender o assunto para além de bem contra o mal (ou se quiserem de direita contra esquerda). Nisto li uma entrevista do diretor do filme, onde ele prezava por um ponto importante, e faço coro a isto. A questão que me soa mais central, é pensar o que leva alguém a largar toda monotonia rítmica de sua vida mudando-a completamente para pegar em armas e/ou colocar bombas? Porque uma famosa jornalista vai abandonar sua carreira para se tornar uma guerrilheira urbana? Bem, aqui quero lembrar do Estado policial que se tornava a Alemanha no período. Não esqueçamos que a Alemanha formava a fronteira com a cortina de ferro, por isso estava próxima ao “inimigo”. Certamente sob este pretexto inúmeras medidas de exceção vinham se tornando regra. Isto acaba gerando desconfortos que levaram ao surgimento de vários grupos, com práticas variadas, entre eles o &lt;i&gt;Baader-Meinhof&lt;/i&gt;. E aqui, apesar de soar algo muito diplomático, é importante dar espaço e autonomia para que as pessoas possam ter maior (acho complicada esta palavra) liberdade, e aqui não falo em restrito ao Estado, sempre apontado por todos os dedos, mas a própria preocupação que me ataca constantemente nos e-mails que recebo sobre a união civil gay, por exemplo. O que me interessa, qual importância tem para mim saber o que o outro faz na cama? Porque eu tenho que mandar e-mails dizendo como as pessoas devem ser? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;Certamente, e aqui me firmo sobre um senso comum, tais práticas tomadas pelo grupo alemão foram condicionadas por um certo desespero. Assim como os grupos do terceiro mundo, que escolheram tal atitude como um meio de pedir atenção. Muitas vezes ela se mostrando como a resposta mais direta e imediata, apesar de nem sempre ser a mais eficiente, porém muitas vezes apontada como única forma&lt;a style="mso-footnote-id:ftn3" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=4979195777587137261&amp;amp;postID=4983731489996428712&amp;amp;from=pencil#_ftn3" name="_ftnref3" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character:footnote"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.0pt"&gt;*&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;Considero interessante e válido se debruçar sobre esta vontade de futuro que se mostra firme desde a revolução francesa. Podemos observar, tanto num grupo ou n’outro uma vontade para o futuro, o planejamento de como deverá ser, como temos que ir construindo. Isto está claro em partidos políticos, igrejas, a grande maioria das ideologias (tanto da esquerda quanto da direita) e as teorias totalizantes. Não gosto deste desejo de criar um caminho, feito uma grande rodovia, por onde todos devem passar, frases como “o caminho do bem ou do mal, está comigo ou contra mim, ou eles ou nós”, me soam como vontades totalizantes. Este tipo de discurso já não consigo mais acreditar. Por isso entendo os movimentos extremamente focados que ocorrem hoje, a exemplo da luta contra homofobia, acabam se tornando mais eficientes do que toda uma teoria que vai abarcar o máximo de coisas, como se fosse o máximo de tijolos para construir uma estrada para a liberdade. E por isso digo que somos vítimas da guerra fria, pois acreditamos que a escolha de uma teoria totalizante, uma teoria que se propõem dar conta do todo, vai levar a generalizações e esta idéia de guerra na vida civil, ocasionando este “eles contra nós”, esta bipolaridade, que encontramos em tantas esferas. E deixo uma pergunta sobre esta bipolaridade, qual diferença havia entre uma fábrica da Alemanha Oriental em relação a Alemanha Ocidental? Nenhuma significante, isto é certo.&lt;/p&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote-list"&gt;Trailer:&lt;/div&gt;&lt;div style="mso-element:footnote-list"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=4rAzBo7fa-4&amp;amp;feature=player_embedded"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=4rAzBo7fa-4&amp;amp;feature=player_embedded&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="mso-element:footnote-list"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;br /&gt; &lt;hr align="left" size="1" width="33%"&gt;  &lt;!--[endif]--&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote" id="ftn1"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="mso-footnote-id:ftn1" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=4979195777587137261&amp;amp;postID=4983731489996428712&amp;amp;from=pencil#_ftnref1" name="_ftn1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language: PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Conheço pouco do assunto e ele mereceria no mínimo um post, sobre o sistema educacional &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;se não me engano, esta divisão na Alemanha das escolas em três tipos datam do século XIX, apesar de todo um mote de discussões sobre o assunto e a autonomia de cada estado (o que poda a possibilidade de simples generalização), ainda assim este sistema gera muitas complicações.&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote" id="ftn2"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="mso-footnote-id:ftn2" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=4979195777587137261&amp;amp;postID=4983731489996428712&amp;amp;from=pencil#_ftnref2" name="_ftn2" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language: PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Recomendo também o filme “Z” de Costa Gavras.&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote" id="ftn3"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="mso-footnote-id:ftn3" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=4979195777587137261&amp;amp;postID=4983731489996428712&amp;amp;from=pencil#_ftnref3" name="_ftn3" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language: PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; E aqui vale a pena recordar a cena tensa de Batalha de Argel, onde preparam uma bomba para colocar em locais públicos, gerando também um desconforto para quem vai colocar a bomba sabendo que irá ferir pessoas.&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4979195777587137261-4983731489996428712?l=procopioo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/GEiJh/~4/uoRm4O9O46c" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://procopioo.blogspot.com/feeds/4983731489996428712/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://procopioo.blogspot.com/2011/07/o-grupo-baader-meinhof-uli-edel-dir.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/4983731489996428712?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/4983731489996428712?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/GEiJh/~3/uoRm4O9O46c/o-grupo-baader-meinhof-uli-edel-dir.html" title="O Grupo Baader Meinhof - Uli Edel (dir.)" /><author><name>André Procópio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02294513902187978823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://2.bp.blogspot.com/-Nq-ZpUdlvZ4/Tkxt4v8F2-I/AAAAAAAAAYY/HT8K-4gm3eo/s220/Montevideo%2BAgosto%2B2011%2B%2528CLAE%2529.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-ZTDCqTFPGXQ/Tg3_T3dKzXI/AAAAAAAAAX4/9s9m6jZ9kxs/s72-c/Baader_meinhof_komplex.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://procopioo.blogspot.com/2011/07/o-grupo-baader-meinhof-uli-edel-dir.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUMEQngycCp7ImA9WhZbGEo.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261.post-7065368617238343635</id><published>2011-06-23T20:48:00.003-03:00</published><updated>2011-06-23T20:56:43.698-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-06-23T20:56:43.698-03:00</app:edited><title>Crime e Castigo - Fiódor Dostoiévski</title><content type="html">
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/T6JV8_fnWCM4YpqDrNU6JHx9pKI/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/T6JV8_fnWCM4YpqDrNU6JHx9pKI/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/T6JV8_fnWCM4YpqDrNU6JHx9pKI/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/T6JV8_fnWCM4YpqDrNU6JHx9pKI/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ZT4lZEudrVU/TgPRbKp8EVI/AAAAAAAAAXw/1ZCKnuhGIxI/s1600/crimeecastigo.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 222px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-ZT4lZEudrVU/TgPRbKp8EVI/AAAAAAAAAXw/1ZCKnuhGIxI/s320/crimeecastigo.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5621567024535441746" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;O século XIX é interessante por todas as questões que estavam no ar durante o período. A ciência, me parece, surgia como a grande aposta do dia, não por acaso hoje a ciência dá o tom para nossas disputas em torno da verdade – e neste ponto Nietzsche é certeiro ao anunciar a “morte” de Deus e seus “assassinos”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;Dostoiévski está claramente inserido neste contexto. Se sabe que ele recebera uma educação formal européia-iluminista (ou vocês acham que desde sempre se estudou matemática, geografia, história, física, química, na escola?) apesar de ser marcado por uma forte tradição religiosa, que na época se encontrava em maior atuação. &lt;i&gt;Crime e castigo&lt;/i&gt; deixa por entre suas páginas escapar um pouco do “espírito da época”, em especial no que vai tanger a Rússia e sua particular situação. O período em que viveu Fiódor é considerado um dos mais produtivos para Rússia até então, não por acaso que boa parte dos escritores clássicos russos são deste período. Mesmo com uma minoria absoluta freqüentando universidades, a população universitária aumenta significativamente neste período. Algumas coisas que esta edição da Editora 34 traz em notas de rodapé e no prefácio de Bezerra colaboram em muito para perceber estas minúcias deixadas ao longo da história.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;Um fato que me ronda já desde antes de ler este romance é a má impressão que o capitalismo deixou &lt;st1:personname productid="em Fiódor Dostoiévski" st="on"&gt;em Fiódor Dostoiévski&lt;/st1:personname&gt;, onde este sempre aparece de forma degenerada. A figura deste russo é muito interessante, pois estava atento ao que ocorria, mas nem por isso se deixava seduzir pelo que se papagaiava nas ruas. Um caráter marcante ao longo do livro é a presença da cidade, e aqui faço repito palavras de Adriana Mattos de Caúla&lt;a style="mso-footnote-id:ftn1" href="#_ftn1" name="_ftnref1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character:footnote"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, afirmando que a cidade aparece como coadjuvante ao longo da história. E isto até então não havia percebido, como a cidade está sempre ali na obra de Dostoiévski e como a cidade (São Petersburgo) é narrada de forma repugnante em &lt;i&gt;Crime e Castigo&lt;/i&gt;, principalmente pelo cheiro ruim que existe na cidade durante o verão, devido aos pântanos – fato que já havia sabido por outros lugares – e alguns tipos urbanos. O corredor que o leva para a delegacia é um lugar que o deixa nauseabundo. Os tipos urbanos que Dostoiévski narra, essas pessoas que percebemos na rua apenas quando caminhamos, também são criadas e descritas de tal forma impressionante. &lt;i&gt;Crime e Castigo&lt;/i&gt; me parece em grande sintonia com &lt;i&gt;Notas do Subsolo&lt;/i&gt;, ambos os personagens são sujeitos muito próximos daquilo que chamamos muitas vezes de “louquinhos” e confesso que adoro estes tipos criados por Fiódor. O livro conseguiu me colocar em tal estado “psicológico” que poucas vezes consigo alcançar. A atmosfera em que se desenrola a história é algo muito envolvente, para tal basta assistir a &lt;i&gt;pickpocket&lt;a style="mso-footnote-id:ftn2" href="#_ftn2" name="_ftnref2" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character:footnote"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language: PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; ou &lt;i&gt;Nina&lt;a style="mso-footnote-id:ftn3" href="#_ftn3" name="_ftnref3" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character:footnote"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language: PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;, ambos filmes que são adaptação da obra de Dostoiévski, que mesmo sendo em outro suporte conseguem nos levar a uma sensação se aflição tal como poucas obras conseguem. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;O livro se preza por uma questão que dificilmente conseguimos discutir sem estarmos amarrados as correntes habituais. E para mim ai está a originalidade deste russo, por conseguir desenvolver caminhos que transitam por lugares pouco habituais, em especial se levarmos em consideração os limites de seu tempo, e digo isto apesar de não acreditar que neste escritor se possa encontrar algum manual da vida, e este é o fato que me faz ver nele para além de uma história que me entretenha – fato cada vez mais difícil de ser visto por mim.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:42.0pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote-list"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;br /&gt;  &lt;hr align="left" size="1" width="33%"&gt;  &lt;!--[endif]--&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote" id="ftn1"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="mso-footnote-id:ftn1" href="#_ftnref1" name="_ftn1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language: PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; O artigo de Adriana Caúla se encontra no livro “Corpos e Cenários Urbanos”.&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote" id="ftn2"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="mso-footnote-id:ftn2" href="#_ftnref2" name="_ftn2" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language: PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Filme de Robert Bresson, de 1959, e apesar de não ser uma adaptação tão clara, traz inúmeras questões e referências diretas ao livro.&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote" id="ftn3"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="mso-footnote-id:ftn3" href="#_ftnref3" name="_ftn3" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language: PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Filme dirigido por Heitor Dhália de 2004, é também uma adaptação mais “moderna” da obra, porém este filme é claramente um pouco mais próximo da obra.&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4979195777587137261-7065368617238343635?l=procopioo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/GEiJh/~4/OIJm_rwRBgE" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://procopioo.blogspot.com/feeds/7065368617238343635/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://procopioo.blogspot.com/2011/06/crime-e-castigo-fiodor-dostoievski.html#comment-form" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/7065368617238343635?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/7065368617238343635?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/GEiJh/~3/OIJm_rwRBgE/crime-e-castigo-fiodor-dostoievski.html" title="Crime e Castigo - Fiódor Dostoiévski" /><author><name>André Procópio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02294513902187978823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://2.bp.blogspot.com/-Nq-ZpUdlvZ4/Tkxt4v8F2-I/AAAAAAAAAYY/HT8K-4gm3eo/s220/Montevideo%2BAgosto%2B2011%2B%2528CLAE%2529.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-ZT4lZEudrVU/TgPRbKp8EVI/AAAAAAAAAXw/1ZCKnuhGIxI/s72-c/crimeecastigo.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://procopioo.blogspot.com/2011/06/crime-e-castigo-fiodor-dostoievski.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;AkUMRno4fip7ImA9WhZUEU0.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261.post-8092412963213469139</id><published>2011-06-03T10:36:00.002-03:00</published><updated>2011-06-03T10:38:07.436-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-06-03T10:38:07.436-03:00</app:edited><title>Brazil - O Filme</title><content type="html">
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/w74OFBNoAmk3M6rAteOMTp-nPkg/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/w74OFBNoAmk3M6rAteOMTp-nPkg/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/w74OFBNoAmk3M6rAteOMTp-nPkg/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/w74OFBNoAmk3M6rAteOMTp-nPkg/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-WoPBgC49R9M/TejjkSopAiI/AAAAAAAAAXo/D2HO9ro6a5A/s1600/Brazil%252C%2Bo%2Bfilme.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 237px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-WoPBgC49R9M/TejjkSopAiI/AAAAAAAAAXo/D2HO9ro6a5A/s320/Brazil%252C%2Bo%2Bfilme.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5613987148134416930" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;Conheci este filme por meio de um cartaz, onde um sujeito era engolido pelo prédio (este). Depois de alguns anos li um artigo que tratava de filmes onde a cidade era coadjuvante na história, dentre a lista de filmes (praticamente todos de ficção científica) estava Brazil. Me deu vontade de assistir e o vi.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;Confesso que seu roteiro não segue uma linha reta, como estamos acostumados, mas isto tão pouco fora o problema. Há uma forte crítica temperada com humor negro no filme. O nome Brazil se dá por tocar uma música brasileira, que conhecemos bem, cantada &lt;st1:personname productid="em ingl￪s. A" st="on"&gt;em inglês. A&lt;/st1:personname&gt; idéia era contrastar uma música tão bonita com algo tão esquisito e feio, como uma cidade pode ser.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;O filme é ambientado num futuro próximo, onde o controle do estado é enorme. A presença da burocracia é forte, podemos perceber isto praticamente pelo mesmo uso que Kieslowski faz no seu curta “O escritório”, onde se mostra o estômago da burocracia filmando uma repartição publica e seus tentáculos com a constante aparição de papéis. Nisto a figura de um carimbo carimbado num papel indicando que ele pode ser carimbado (deu para entender?) pode ser uma forma prática de ilustrar o que é burocracia. Não por acaso um dos personagens do filme, que fugia da burocracia, é engolido por ela mais tarde, não conseguindo se livrar dela e dissolvendo-se no meio de papéis.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;Creio que estas questões envolvendo um Estado forte e o controle sobre a população, são clichês das ficções científicas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;Outra questão que o filme traz é a constante preocupação estética das pessoas. Uma das personagens está constantemente realizando cirurgias plásticas para ficar mais jovem, chegando ao ponto de aparecer de uma forma diferente em cada momento do filme, criando dificuldades em ser reconhecida por seu filho. É algo que me chamou atenção, pois nos momentos em que esta personagem em especial aparece, percebemos toda uma tentativa em demonstrar a futilidade de uma alta sociedade - talvez a palavra certa seja apatia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;O filme, como várias ficções científicas, me parece trazer as angústias do presente, pois se trata num futuro próximo, e nosso modo de pensar progressista (a tradicional linha de evolução), as coisas só vão se tornando mais “evoluídas” e por isto mais críticas. Por outro lado, o que podemos imaginar também é que esta forma de elevar ao quadrado, possa ser uma forma de tornar o problema mais visível, é uma franca maneira de torná-lo mais gritante, especialmente pelo fato de lidarmos com uma série de coisas todos os dias que justamente por isso acabam ganhando o tom de normalidade.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4979195777587137261-8092412963213469139?l=procopioo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/GEiJh/~4/8qCJ7tcd-K4" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://procopioo.blogspot.com/feeds/8092412963213469139/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://procopioo.blogspot.com/2011/06/brazil-o-filme.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/8092412963213469139?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/8092412963213469139?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/GEiJh/~3/8qCJ7tcd-K4/brazil-o-filme.html" title="Brazil - O Filme" /><author><name>André Procópio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02294513902187978823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://2.bp.blogspot.com/-Nq-ZpUdlvZ4/Tkxt4v8F2-I/AAAAAAAAAYY/HT8K-4gm3eo/s220/Montevideo%2BAgosto%2B2011%2B%2528CLAE%2529.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-WoPBgC49R9M/TejjkSopAiI/AAAAAAAAAXo/D2HO9ro6a5A/s72-c/Brazil%252C%2Bo%2Bfilme.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://procopioo.blogspot.com/2011/06/brazil-o-filme.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;C04CQno7eyp7ImA9WhZSFk0.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261.post-1291562942312791279</id><published>2011-03-31T16:59:00.003-03:00</published><updated>2011-03-31T17:06:03.403-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-03-31T17:06:03.403-03:00</app:edited><title>A Escola dos Annales: (1929 - 1989) A Revolução Francesa da Historiografia - Peter Burke</title><content type="html">
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ebachv83ZSlYviSWp6VIX_mgnJQ/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ebachv83ZSlYviSWp6VIX_mgnJQ/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ebachv83ZSlYviSWp6VIX_mgnJQ/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ebachv83ZSlYviSWp6VIX_mgnJQ/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-5ZrXfm4SQb0/TZTeYx8zlxI/AAAAAAAAAXc/GVY8TFM1MLY/s1600/escola%2Bdos%2Bannales%2Bburke.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 217px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-5ZrXfm4SQb0/TZTeYx8zlxI/AAAAAAAAAXc/GVY8TFM1MLY/s320/escola%2Bdos%2Bannales%2Bburke.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5590337554780231442" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;Algo que me impressiona é o interesse das pessoas pela História. Basta ir numa banca de revistas para ver quantas revistas existem sobre História. Isso me agrada por vários motivos, entre eles o de que o historiador sempre vai ter emprego, e isso é bom saber quando se está terminando um curso de História. Neste interesse todo pela História várias pessoas me contam que são apenas curiosas e algumas vezes complementam me questionando a respeito de algum bom livro que traga um panorama geral da História. Na maior parte das vezes fico pensando nos livros de “História Geral” onde se conta uma história enorme em tão pouco tempo ou páginas. E quando é um livro muito grosso, sempre é um livro sobre o geral. Com o surgimento da internet onde fatos históricos são encontrados facilmente não vejo muito sentido em se ler tanto estes livros grossos de “História Geral”. Os fatos sozinhos não ajudam em muita coisa, o que é mais interessante é a discussão a respeito daqueles fatos, discussão que realizamos a partir de bases teóricas. Pensando nisto este livro de Peter Burke, renomado historiador inglês casado com uma brasileira, traz um apanhado geral do que temos no momento daquilo que podemos chamar de mais atual no campo teórico da História. Em resumo traz um pouco sobre a Escola dos &lt;i&gt;annales. &lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;Para quem não sabe a escola dos &lt;i&gt;annales &lt;/i&gt;não foi uma escola no sentido comum que entendemos a palavra. Foi escola no sentido de uma “linha de pensamento”. Diferente da escola da Bauhaus, nunca teve uma sede física, é em realidade uma revista. Nesta revista dois franceses (Marc Bloch e Lucien Febvre) romperam com a linha tradicional positivista (onde o que importava eram os fatos, em especial os ditos “grandes fatos”) e deram uma forma mais concisa para o que vem a ser um trabalho de História hoje. Lógico que atualmente já passamos por mudanças, e Burke traz os desdobramentos que a &lt;i&gt;annales&lt;/i&gt; acabou gerando.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;O interessante, e Burke traz isso neste livro, é que a França atualmente é a Meca da História, em especial graças a forte tradição francesa existente após os &lt;i&gt;annales&lt;/i&gt;, mas até a consolidação desta escola e do grupo francês, a grande referência era a Alemanha. Leopold von Ranke fora o grande nome da historiografia alemã, sua História era positivista, quer dizer, ele fazia aquela História chata que infelizmente todos conhecemos, fatos, nomes, datas... Em resumo é uma História que não traz análise, ou quando traz não são análises profundas, e em geral sob argumentos moralistas. É colocado que esta mudança não ocorre na historiografia alemã principalmente pela sua forte tradição, que dificulta as mudanças. Foi assim que a França, um país de segunda importância na História vai tomando o lugar de maior importância.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;O bom deste livro é o fato dele ser válido tanto para historiadores, quanto para não historiadores. Contanto que é colocado ao final do livro um glossário que traz certos termos específicos da História. Devo contar aqui de que meu contato com a escola dos &lt;i&gt;annales&lt;/i&gt; muito me empolgou na época, pois até então meus conceitos a respeito do estudo da História eram um pouco “nublados” e pior do que isto, um tanto quanto amarrados. Gosto de dizer que os &lt;i&gt;annales&lt;/i&gt; deram um “sopro de ar fresco” na História. Lembrando de que em geral o livro de Burke trata da historiografia francesa, não desconsideremos que cada país tem sua historiografia, pois lógico, também possuem seus intelectuais. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4979195777587137261-1291562942312791279?l=procopioo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/GEiJh/~4/_va0H7mXOQo" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://procopioo.blogspot.com/feeds/1291562942312791279/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://procopioo.blogspot.com/2011/03/escola-dos-annales-1929-1989-revolucao.html#comment-form" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/1291562942312791279?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/1291562942312791279?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/GEiJh/~3/_va0H7mXOQo/escola-dos-annales-1929-1989-revolucao.html" title="A Escola dos Annales: (1929 - 1989) A Revolução Francesa da Historiografia - Peter Burke" /><author><name>André Procópio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02294513902187978823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://2.bp.blogspot.com/-Nq-ZpUdlvZ4/Tkxt4v8F2-I/AAAAAAAAAYY/HT8K-4gm3eo/s220/Montevideo%2BAgosto%2B2011%2B%2528CLAE%2529.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-5ZrXfm4SQb0/TZTeYx8zlxI/AAAAAAAAAXc/GVY8TFM1MLY/s72-c/escola%2Bdos%2Bannales%2Bburke.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://procopioo.blogspot.com/2011/03/escola-dos-annales-1929-1989-revolucao.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEYBRXo7fyp7ImA9Wx9bGUQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261.post-2268302956266040056</id><published>2011-03-01T12:06:00.003-03:00</published><updated>2011-03-01T12:09:14.407-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-03-01T12:09:14.407-03:00</app:edited><title>THX 1138 - George Lucas (Roteiro e Direção)</title><content type="html">
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/VoftCiiX6clu0AfHgdS_-uZOHII/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/VoftCiiX6clu0AfHgdS_-uZOHII/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/VoftCiiX6clu0AfHgdS_-uZOHII/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/VoftCiiX6clu0AfHgdS_-uZOHII/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-0HT9Z8hEASw/TW0L2XRTK3I/AAAAAAAAAXU/klZMcmtBhgc/s1600/capa%2Bdo%2Bfilme%2Bthx%2B1138.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 217px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-0HT9Z8hEASw/TW0L2XRTK3I/AAAAAAAAAXU/klZMcmtBhgc/s320/capa%2Bdo%2Bfilme%2Bthx%2B1138.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5579128541969329010" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;Lucas é o famoso diretor e idealizador de guerra nas estrelas. Não quero dar ou tirar mérito algum de guerra nas estrelas pela razão de que vi dois filmes da série cinematográfica quando pequeno e dos meus 11 anos para cá devo considerar que minhas visões e gostos além de uma série de coisas mudaram. Além do detalhe básico de que não lembro muita coisa do que eu assisti. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;Porém THX 1138 é um filme fenomenal, lançado em 1970 o filme traz uma carga de atualidade fortíssima e talvez maior do que outras ficções que já li ou assisti (diga-se de passagem o trio clássico formado por: 1984, admirável mundo novo e um pouco menos conhecido talvez; fahrenheit 148). Creio que isto se dá pelo filme trazer a questão econômica de uma forma mais clara do que os citados anteriormente. Se em 1984 e Fahrenheit temos a eliminação dos indivíduos indesejáveis (com certa ressalva para 1984 que primeiro recupera, depois elimina) e Admirável mundo novo que simplesmente isola evitando ao máximo a eliminação, em THX temos um investimento claro em “recuperar” as pessoas. Contanto que a polícia que existe no filme está ali sob o pretexto de ajudar, evitando ao máximo o contato físico direto. Isto me lembrou muito as novas técnicas desenvolvidas, que de certa forma procuram anestesiar, imobilizar, do que interferir pelo uso de força física (e aqui pode-se ler a palavra porrada). Logo quem sabe a polícia estará usando dardos que fazem as pessoas dormirem ou algum bastão que interfere em seus movimentos físicos, porém a ideia complicada de controle está ali.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;Talvez a palavra anestesia, ou como eu uso frequentemente; morfina, sejam as palavras certas. Busca-se cortar ao máximo os sentimentos das pessoas, fazendo com que sejam quase robôs. A distribuição de uma ração diária de remédios e a fácil consulta a alguma ajuda por meio do espelho do banheiro faz com que eu lembre diretamente do que temos hoje sendo feito sob o suporte da psicologia (e aqui quero deixar claro que faço generalizações que podem, certamente, em algum momento serem chamadas de absurdas, como creio que toda generalização força muitas vezes), onde não se busca em si resolver o problema que aflige a pessoa, apenas se busca fazer com que ela se conforme com tudo que está a incomodando e se dá para ela alguma droga que a anestesie. Por exemplo, um funcionário está muito estressado em seu trabalho, não se buscará mudar as condições do trabalho dele, ele terá que continuar cumprindo as metas, mesmo que muitas vezes o regime explorador de trabalho ao qual ele é submetido cause uma série de transtornos. Para quê interferir nos lucros se eu posso simplesmente deixar a pessoa anestesiada. Caso algum trabalho cause dor nas pessoas que a realizem, não se buscará a mudança ou anulação daquele trabalho, se dará morfina para que a dor cesse e ele continue a trabalhar. É basicamente a metáfora que costumo utilizar de jogar areia num buraco que temos numa rodovia, não é preciso ser um grande estudioso para entender que isto não irá durar muito tempo e logo precisará jogar areia no buraco novamente. Este jogo do anestesiar para não parar é algo que para mim soa muito atual, e a pouco distancia que nos separa deste filme dá este “quê” de atualidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;Outro ponto no filme é que se procura inserir este individuo novamente no circulo normal da sociedade instituída enquanto ele for economicamente viável, a partir do momento em que não vale mais a pena ele é deixado por sua conta. Tal qual fazemos com um bem nosso, consertamos o carro mas preferimos comprar um liquidificador novo. Isto me lembra a política que é forte em especial a partir da segunda guerra e mais ainda durante a guerra do Vietnã, onde vale mais recuperar um soldado ferido, do que gastar muito mais na produção de um novo soldado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;O filme é denso, o que por sinal causou seu fracasso de bilheteria, e traz inúmeras questões (outras além das que trabalhei um pouco aqui). A respeito de minhas análises elas são generalizadas e superficiais, como não pretendo gerar textos muitos extensos e profundos, isto muitas vezes ocorre.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4979195777587137261-2268302956266040056?l=procopioo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/GEiJh/~4/cjj-HH157RE" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://procopioo.blogspot.com/feeds/2268302956266040056/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://procopioo.blogspot.com/2011/03/thx-1138-george-lucas-roteiro-e-direcao.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/2268302956266040056?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/2268302956266040056?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/GEiJh/~3/cjj-HH157RE/thx-1138-george-lucas-roteiro-e-direcao.html" title="THX 1138 - George Lucas (Roteiro e Direção)" /><author><name>André Procópio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02294513902187978823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://2.bp.blogspot.com/-Nq-ZpUdlvZ4/Tkxt4v8F2-I/AAAAAAAAAYY/HT8K-4gm3eo/s220/Montevideo%2BAgosto%2B2011%2B%2528CLAE%2529.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-0HT9Z8hEASw/TW0L2XRTK3I/AAAAAAAAAXU/klZMcmtBhgc/s72-c/capa%2Bdo%2Bfilme%2Bthx%2B1138.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://procopioo.blogspot.com/2011/03/thx-1138-george-lucas-roteiro-e-direcao.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DUYHSHc8eSp7ImA9Wx9UFkQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261.post-2282908582021554341</id><published>2011-02-14T13:22:00.002-02:00</published><updated>2011-02-14T13:25:39.971-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-02-14T13:25:39.971-02:00</app:edited><title>Terra Sonâmbula - Mia Couto</title><content type="html">
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/2UjVwPIC45F8OXweJT-rsdFAYDU/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/2UjVwPIC45F8OXweJT-rsdFAYDU/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/2UjVwPIC45F8OXweJT-rsdFAYDU/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/2UjVwPIC45F8OXweJT-rsdFAYDU/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-vsa9DSpjNms/TVlJW_7KvqI/AAAAAAAAAXM/2EaXajUDXxM/s1600/terra%2Bsonambula.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 156px; height: 234px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-vsa9DSpjNms/TVlJW_7KvqI/AAAAAAAAAXM/2EaXajUDXxM/s320/terra%2Bsonambula.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5573566673313250978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;Mia Couto é o mais consagrado escritor africano, por sinal terra sonâmbula é considerado um dos melhores livros africanos do século XX. Para aumentar ainda mais a propaganda, ele é moçambicano e para quem não sabe Moçambique tem como idiomas oficiais o português e outras línguas tribais.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;O livro tem como pano de fundo a guerra civil que ocorreu em Moçambique após a independência de Portugal em 1975 onde grupos rivais se confrontavam pelo meio armado, atualmente Moçambique passa por uma estabilidade política desde o inicio da década de 1990 onde o partido da FRELIMO continua sendo o mais forte. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;A história é baseada na visão de uma criança e um homem velho que vagam pela estrada procurando lugar e se instalam num ônibus, ali encontram um caderno que é uma espécie de diário. Mia Couto consegue costurar muito bem as duas histórias. O que me agradou muito é a constante presença da mitologia tradicional moçambicana, o tratamento em relação aos fantasmas - ou espíritos – se dá numa forma diferente da qual comumente nós teríamos. Em resumo não se tem medo ou receio que em geral se teria ao falar do assunto de espíritos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;A terra e os animais também partem de outra percepção, muito menos científica. Eu como fã de Dostoievski, leitor (fraco) de Nietzsche e Foucault, me interesso muito por este pensar não cientifico, este outro pensar e interpretar ao qual não somos muito habituados, que em resumo é utilizar um mecanismo de interpretação que não seja científico. Muito conhecimento borbulha destas mitologias não cientificas, e nisto Mia Couto consegue trabalhar muito bem.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;Outra cosia trazida no romance que me interessa é a presença dos vários povos que habitam Moçambique, a religião muçulmana é em Moçambique, como em outros tantos países africanos, muito forte e há a presença de alguns árabes e também indianos com sua tradicional cultura comerciante. Por sinal todos os personagens indianos ou árabes tem seu comercio no livro. Algo que também não poderia faltar é sobre os portugueses, “os tuga” (de portuga), lembrando que Moçambique fora território português até 1975. E sobre os negros temos em resumo colocados numa posição menos interessante socialmente, em geral trabalhadores braçais. O livro não deixa de trazer algumas questões desta África pós-colonialismo, dentre estas questões a questão racial está entre elas, mas já declaro de antemão que pelo que me informei não podemos ir pela simples interpretação que temos e deve-se ter um pouco de conhecimento antes de fazer alguma acidental confusão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;Apesar de não ser lingüista e tão pouco estudar algo do gênero, a fato de existir em Moçambique mais do que uma língua falada me interessa muito, pois não sei se é pelo fato de ser brasileiro onde poucos não falam o português, temos pessoas que falam pelo menos dois idiomas em Moçambique, em geral o idioma tribal da região onde se nasceu e o português, isto é algo que vez por outra fica martelando em minha cabeça, pois não imagino como se dá o pensar em duas línguas.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4979195777587137261-2282908582021554341?l=procopioo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/GEiJh/~4/wn5-ln4ruhA" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://procopioo.blogspot.com/feeds/2282908582021554341/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://procopioo.blogspot.com/2011/02/terra-sonambula-mia-couto.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/2282908582021554341?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/2282908582021554341?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/GEiJh/~3/wn5-ln4ruhA/terra-sonambula-mia-couto.html" title="Terra Sonâmbula - Mia Couto" /><author><name>André Procópio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02294513902187978823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://2.bp.blogspot.com/-Nq-ZpUdlvZ4/Tkxt4v8F2-I/AAAAAAAAAYY/HT8K-4gm3eo/s220/Montevideo%2BAgosto%2B2011%2B%2528CLAE%2529.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-vsa9DSpjNms/TVlJW_7KvqI/AAAAAAAAAXM/2EaXajUDXxM/s72-c/terra%2Bsonambula.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://procopioo.blogspot.com/2011/02/terra-sonambula-mia-couto.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;AkUHSHo4fyp7ImA9Wx9XEEo.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261.post-2666753562843543591</id><published>2011-01-03T16:06:00.002-02:00</published><updated>2011-01-03T16:10:39.437-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-01-03T16:10:39.437-02:00</app:edited><title>Palestina: uma nação ocupada - Joe Sacco</title><content type="html">
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/vPyWGVoMOS-aHDQpv30rCtnjbCs/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/vPyWGVoMOS-aHDQpv30rCtnjbCs/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/vPyWGVoMOS-aHDQpv30rCtnjbCs/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/vPyWGVoMOS-aHDQpv30rCtnjbCs/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www2.uol.com.br/JC/_PORTAL/lazer/foto/palestina.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 255px; height: 385px;" src="http://www2.uol.com.br/JC/_PORTAL/lazer/foto/palestina.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;Hoje em dia nem tanto, mas durante a minha infância e os anos 90 praticamente todo dia tínhamos uma manchete a respeito dos confrontos envolvendo o Estado de Israel. Certamente uma manchete de, na maioria das vezes, menos de 1 minuto não vai esclarecer nada e acaba gerando a crença de que sabemos o suficiente sobre o assunto por ver algo sobre ele todo dia. Também vivemos uma correria do dia a dia e o jargão de “não tenho tempo” é constante. Nisto o trabalho de Joe Sacco onde ele realiza um jornalismo de qualidade (e devo admitir aqui que não gosto de 95% do que é produzido por jornalistas) aliado a quadrinhos de qualidade se torna cada vez mais de meu agrado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;Em geral a produção dos quadrinhos jornalísticos de Sacco são muito didáticos, digo isto pois eles introduzem bem um assunto, como a questão do fim da Iugoslávia ou a situação palestinos-Israel, não desconsiderando fatos passados e buscando ao máximo evitar a tendência de separar entre mocinhos e bandidos como muitas pessoas com a cabeça ainda na guerra fria gostam de pensar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;Este é o trabalho que rendeu prestígio para Joe Sacco, publicado nos idos da década de 1990 quando a situação parecia estar melhorando, onde tínhamos o reconhecimento mútuo da OLP e de Israel. O trabalho consiste em entrevistas com moradores de campos de refugiados (que já são cidades) e alguns judeus. O trabalho de Sacco trás coisas muito interessantes a respeito do conflito na região como o alto controle de Israel sobre a população palestina e as medidas tomadas para este controle (entre elas a tortura) e a questão do Estado de Israel (e o próprio sionismo). A situação desde a época em que fora publicada esta obra mudou muito.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;O livro-quadrinho traz além destas questões da grande política alguma coisa a respeito do movimento feminista entre as palestinas, o que ajuda em muito a mudar os óculos com que se vêem os povos genericamente chamados de árabes, entre eles os palestinos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;É interessante que Joe Sacco não busca entender o conflito pelo viés religioso, mas sim por um viés muito mais político. A Obra trata de vários assuntos também, não deixando de fora, apesar de nas entrelinhas, notas a respeito do cotidiano na região (como o chá, o frio, os conflitos, as pessoas falando várias línguas, os colonos andando armados) o que cria um imaginário interessante a respeito da região.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;Uma ótima leitura, e talvez uma boa oportunidade de ficar um pouco mais por dentro da questão palestina.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4979195777587137261-2666753562843543591?l=procopioo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/GEiJh/~4/PSos0xMy_jo" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://procopioo.blogspot.com/feeds/2666753562843543591/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://procopioo.blogspot.com/2011/01/palestina-uma-nacao-ocupada-joe-sacco.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/2666753562843543591?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/2666753562843543591?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/GEiJh/~3/PSos0xMy_jo/palestina-uma-nacao-ocupada-joe-sacco.html" title="Palestina: uma nação ocupada - Joe Sacco" /><author><name>André Procópio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02294513902187978823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://2.bp.blogspot.com/-Nq-ZpUdlvZ4/Tkxt4v8F2-I/AAAAAAAAAYY/HT8K-4gm3eo/s220/Montevideo%2BAgosto%2B2011%2B%2528CLAE%2529.JPG" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://procopioo.blogspot.com/2011/01/palestina-uma-nacao-ocupada-joe-sacco.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;AkQHR3Y8cCp7ImA9Wx9QEUw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261.post-341783258826531137</id><published>2010-12-23T13:23:00.003-02:00</published><updated>2010-12-23T13:32:16.878-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-12-23T13:32:16.878-02:00</app:edited><title>Lutando na Espanha - George Orwell</title><content type="html">
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/UdDvJCqIFIRleH7xWtcetNt0Cf0/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/UdDvJCqIFIRleH7xWtcetNt0Cf0/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/UdDvJCqIFIRleH7xWtcetNt0Cf0/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/UdDvJCqIFIRleH7xWtcetNt0Cf0/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_T5SONWEmAoA/TRNrWhLdSEI/AAAAAAAAAXA/jRdUm09YAI4/s1600/lutando%2Bna%2Bespanha.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 217px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_T5SONWEmAoA/TRNrWhLdSEI/AAAAAAAAAXA/jRdUm09YAI4/s320/lutando%2Bna%2Bespanha.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5553900800085674050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;O livro é na realidade uma junção de outros escritos e adendos. A parte do livro que narra a presença de Orwell na guerra civil espanhola é o “Homenagem à Catalunha”. As narrativas são impressionantes para se pensar o que foram aqueles dias. A narrativa de Orwell é muito entusiasta e devo confessar que o desenrolar da história me surpreendia pois a única coisa a respeito da guerra civil espanhola que eu sabia era que a Itália fascista e a Alemanha nazista deram apoio a Franco e que os revolucionários perderam a guerra. E mesmo imaginando o final (esse talvez seja o problema de contar uma “estória” com história) o livro me empolgou bastante.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;O livro conta casos engraçadíssimos que ocorreram com Orwell durante a guerra e ajuda a dar uma noção do que era ficar naquelas trincheiras dias... É engraçado as observações de George Orwell a respeito dos espanhóis, em especial no que diz a respeito do horário, onde os espanhóis nunca acertam a hora, geralmente atrasados, mas vez por outra para a surpresa de todos, adiantados. Para se ter noção da indignação do inglês (o que imagino explica sua indignação) ele relata que a primeira palavra que ele aprendeu na Espanha fora &lt;i&gt;mañana&lt;/i&gt;, pois segundo o autor sempre que perguntava a respeito de algo lhe respondiam &lt;i&gt;mañana&lt;/i&gt;. Porém estas observações de George Orwell não podem ser consideradas preconceituosas a respeito dos espanhóis, pelo contrário, fica claro a paixão de Orwell por esse país, pela gente que lá vivia, não por menos que ele, assim como tantos outros, arriscou sua vida naquela guerra. Por sinal a indignação de Orwell a respeito da passividade das pessoas e jornalistas a respeito da guerra civil espanhola deixa claro esta sua paixão pelo lugar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;Certa vez tive a oportunidade de conversar com um espanhol, e fora justamente durante o período em que eu estava lendo o livro, não resisti em perguntar para ele a respeito da guerra civil espanhola, especialmente pelo fato de ele ser formado em uma área das humanas que não me recordo ao certo qual. Ele havia me dito que em geral, para as pessoas mais velhas e para a Espanha em si ainda é complicado falar a respeito da guerra ou de Franco, os mortos e desaparecidos foram enormes. A Espanha por sinal é uma monarquia e como reflexo da guerra e dos longos anos da ditadura de Franco, aqueles sindicatos que haviam durante a guerra não existem mais. A título de ilustração temos uma ilustração do que fora o governo franquista no fundo do filme “A Culpa é do Fidel” de Julie Gavras e a viagem que seu pai, Costa Gavras acompanhado de Michel Foucault e outros intelectuais fizeram a Espanha para protestar contra a pena de morte dada a presos políticos. Esses seriam dois casos do que ocorreu em território europeu até o fim do governo de Franco em 1975. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;Lembrando também que havia pouco tempo a URSS existia e a Alemanha e a Itália tinham enorme quantidade de pessoas ligadas ao comunismo, socialismo e anarquismo, fazia pouco tempo havia ocorrido a revolução mexicana... O interessante deste tempo é que tínhamos estes extremos, os revolucionários e os conservadores. A primeira metade do século XX fora certamente uma época de grande agitação política, e nisto o livro de Orwell é certeiro pois narra como fora o calor do momento daqueles tempos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;Aliás, o livro ajuda muito a compreender onde Orwell queria chegar com “A revolução dos Bichos” e “&lt;st1:metricconverter productid="1984”" st="on"&gt;1984”&lt;/st1:metricconverter&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4979195777587137261-341783258826531137?l=procopioo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/GEiJh/~4/-F_9XUXJFDM" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://procopioo.blogspot.com/feeds/341783258826531137/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://procopioo.blogspot.com/2010/12/lutando-na-espanha-george-orwell.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/341783258826531137?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/341783258826531137?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/GEiJh/~3/-F_9XUXJFDM/lutando-na-espanha-george-orwell.html" title="Lutando na Espanha - George Orwell" /><author><name>André Procópio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02294513902187978823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://2.bp.blogspot.com/-Nq-ZpUdlvZ4/Tkxt4v8F2-I/AAAAAAAAAYY/HT8K-4gm3eo/s220/Montevideo%2BAgosto%2B2011%2B%2528CLAE%2529.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_T5SONWEmAoA/TRNrWhLdSEI/AAAAAAAAAXA/jRdUm09YAI4/s72-c/lutando%2Bna%2Bespanha.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://procopioo.blogspot.com/2010/12/lutando-na-espanha-george-orwell.html</feedburner:origLink></entry></feed>

