<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261</id><updated>2026-07-06T18:52:07.854-03:00</updated><category term="história"/><category term="teoria"/><category term="EUA"/><category term="literatura"/><category term="política"/><category term="brasil"/><category term="cinema"/><category term="frança"/><category term="psicologia"/><category term="sociedade"/><category term="Alemanha"/><category term="ficção científica"/><category term="estética"/><category term="urbanismo"/><category term="Itália"/><category term="socialismo"/><category term="anarquia"/><category term="linguística"/><category term="sexo"/><category term="Polônia"/><category term="Portugal"/><category term="Reino Unido"/><category term="arquitetura"/><category term="estrutura"/><category term="fanzine"/><category term="inglaterra"/><category term="quadrinhos"/><category term="rússia"/><category term="sociologia"/><category term="Angola"/><category term="Argentina"/><category term="Arte"/><category term="Aústria"/><category term="Irlanda"/><category term="Irã"/><category term="Israel"/><category term="Japão"/><category term="Moçambique"/><category term="Oriente"/><category term="Revolução Francesa"/><category term="Suiça"/><category term="idade média"/><category term="memória"/><category term="modernidade"/><category term="música"/><category term="poesia"/><category term="romance"/><category term="Canadá"/><category term="Estado"/><category term="Etiópia"/><category term="Guerra Civil Russa"/><category term="Hungria"/><category term="Jamaica"/><category term="República Tcheca"/><category term="Revolução Russa"/><category term="Santa Catarina"/><category term="URSS"/><category term="amizade"/><category term="antiguidade"/><category term="campo de concentração"/><category term="comunismo"/><category term="comédia"/><category term="contos"/><category term="cruzadas"/><category term="economia"/><category term="experiência"/><category term="geografia"/><category term="identidade"/><category term="iluminismo"/><category term="imprensa"/><category term="infantil"/><category term="micro-história"/><category term="periódicos"/><category term="persas"/><category term="racismo"/><category term="relato"/><category term="segregação"/><category term="África do Sul"/><title type='text'>Apenas um Teste.</title><subtitle type='html'>Livros e filmes</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://procopioo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default?redirect=false'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://procopioo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false'/><author><name>André Procópio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02294513902187978823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgpyOvRpLrv_sRlPhCCgcK7bKzxbh8x2xlkHT_q05uO2y571SkN4RSA-U-TZl_dwVmPgoB_TgM9NwUAI-t9qGlnBSVIz57db5iL1vvQWzNCfNrr8AqNGh9fNmpxFDB-Zec/s220/Montevideo+Agosto+2011+%28CLAE%29.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>137</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261.post-4682694763521325835</id><published>2018-06-21T12:16:00.000-03:00</published><updated>2018-06-16T12:17:27.200-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="comunismo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Guerra Civil Russa"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="história"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="literatura"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Polônia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Revolução Russa"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="rússia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="socialismo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="URSS"/><title type='text'>O exército de cavalaria - Isaac Bábel</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjQwyVrGcQSrY57hxm-RBk9t7UVBY-Vujh-8BDIVvfXkORj3jSr2nzLTOVErhUo9e8tW0ewonu-f484_dSz50viGcyMkBLmM8Kr4I0G43dNhSES5uOZv1b8UQZkfWwfi2EbyosuHPduMD8/s1600/ex%25C3%25A9rcito+cavalaria.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1600&quot; data-original-width=&quot;1097&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjQwyVrGcQSrY57hxm-RBk9t7UVBY-Vujh-8BDIVvfXkORj3jSr2nzLTOVErhUo9e8tW0ewonu-f484_dSz50viGcyMkBLmM8Kr4I0G43dNhSES5uOZv1b8UQZkfWwfi2EbyosuHPduMD8/s320/ex%25C3%25A9rcito+cavalaria.jpg&quot; width=&quot;219&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;style type=&quot;text/css&quot;&gt;P { margin-bottom: 0.21cm; }P.western {  }&lt;/style&gt;


&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.99cm;&quot;&gt;
A história russa é algo impressionante, o Império Russo se envolve
num conflito sem proporções até então, que foi a Primeira Guerra,
para em seguida ao seu processo revolucionário, iniciar um conflito
de proporções também significativas naquilo que foi a sua Guerra
Civil. A confusão é grande, as perguntas várias. Temos comunistas,
socialistas, socialistas revolucionários, anarquistas, liberais,
monarquistas e salteadores, compondo uma miríade de grupos armados
sem fim, prevalecendo a violência, a fome e a desolação. Não
temos dimensão de como as guerras podem ser desgraçadas,
normalmente somos bombardeados por narrativas que ressaltam o
heroísmo da guerra, que não condiz em nada com os relatos mais
reais. O heroísmo da guerra pouco convence quem passou por ela.&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.99cm;&quot;&gt;
Isaac Bábel é singular. Ele faz parte daquela &lt;i&gt;intelligentsia&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;
russa que apoiou os bolcheviques. Bábel era certamente comunista,
como tantos outros de sua geração, e penso, não há nada mais
sedutor do que os comunistas intelectuais do entre guerras. Seu livro
&lt;/span&gt;&lt;i&gt;O Exército de Cavalaria&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;
é seu retrato desta guerra desgraçada na frente polonesa. O
interessante é sua distinção em relação aos seus colegas de
batalha, no geral pessoas simples, não raro analfabetas e rudes no
trato, seja entre amigos ou inimigos. Fica clara a distinção entre
o sujeito franzino de óculos e seus colegas de origem pobre e já
acostumados aos calos que são potencializados por uma guerra. O uso
da força é um lugar comum, todos a usam, seja na busca por respeito
ou obediência, possibilitando impor algo (nem que seja a sua
&lt;/span&gt;&lt;i&gt;macheza&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;). Seu
alter-ego, apresentado ao longo dos vários contos agrupados no
livro, que acredito sejam mais interessantes lidos na ordem, é
marcado por seu lugar e origem diferentes. Ainda assim, ele não se
sente humilhado ou diminuído por lutar lado a lado destes sujeitos,
que algumas vezes até o desprezam. &lt;/span&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.99cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;O uso de cavalos é algo que
surpreende. Empregados em larga escala nas guerras, começa a perder
protagonismo com o advento da metralhadora, da artilharia e do
tanque, elementos presentes desde a Primeira Guerra. Ainda assim, a
URSS empregou vasta quantidade de cavalaria e sua Guerra Civil e até
mesmo depois na Segunda Guerra. Mesmo com uma expectativa de vida
baixa, já não sendo mais tão gloriosa como outrora, a cavalaria
tinha sua eficiência em combate. O campo aberto é a paisagem da
história, e distâncias grandes em que os olhos não alcançam o fim
são difíceis de transpor, nisto um cavalariano leva vantagem. Outro
elemento que também explicaria este uso, é que após a época de
chuvas ou de degelo, o campo rapidamente se transforma num lodaçal,
e assim a pata do cavalo ainda é mais eficiente do que a roda de um
carro, e até a esteira de um tanque. Por fim, não podemos esquecer
que o Império Russo teve sérias dificuldades em sua indústria
acompanhar os esforços de guerra, o que nos levam a pensar numa
escassez generalizada, dos alimentos ao aço. Cavalos podem ser uma
vantagem na falta de veículos. A criatividade para a morte
surpreende, é possível imaginar cenas onde infantaria, cavalaria e
as carroças equipadas com metralhadora se digladiam, entre soldados
de uniforme das tropas vermelhas, e tropas comandadas por excêntricos
aristocratas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;font-style: normal; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.99cm;&quot;&gt;
É um livro vivo, que nos ajuda a adentrar o campo de batalha e o
cotidiano do soldado, marcado pelo tédio sobreposto de imediato pela
vontade de continuar vivo. Ilustra também, as questões culturais da
época, como o tratamento descabido com os judeus, grupo que o
personagem principal nunca revela pertencer, e a crença religiosa
mesmo entre os soldados vermelhos. O interessante do livro é que,
mesmo com todo seu fervor comunista, I. Bábel não é bitolado em
suas crenças. Ao longo do livro, conforme os elogios são feitos é
possível perceber algum tipo de crítica ao que acontece, um olhar
mais cético, mais sincero. A guerra que eles lutam na Polônia não
é coberta de glórias, pelo contrário. Matar pessoas, traidoras ou
inimigas, é sempre uma tarefa desagradável. Os soldados também não
são o melhor exemplo de homem soviético, muitas vezes destratando a
população local por puro cansaço das batalhas. Muitas coisas sem
lógica, feito a guerra. Ainda assim os soldados lutam, não desistem
e produzem verdadeiras cenas de aventura. Nada mais honesto do que
esta contradição.&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;font-style: normal; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.99cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;font-style: normal; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
BÁBEL, Isaac. O exército de cavalaria. São Paulo: Cosac naify:
2006.&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;font-style: normal; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjgvge-Voi10hXh5ihiVIwDPC6XgmOOi9XewMhXl2oiVBGX7WXBNScV-w4Ji3ZJdY49h8xRZSQNmwBt8PNwynbW_kwbAwI2vbdeiWlcjnGF0MHE3N_MyxvJzTG-RUWTfYmHgmPnOEvIkIQ/s1600/ex%25C3%25A9rcito+cavalaria+dentro.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1193&quot; data-original-width=&quot;1600&quot; height=&quot;296&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjgvge-Voi10hXh5ihiVIwDPC6XgmOOi9XewMhXl2oiVBGX7WXBNScV-w4Ji3ZJdY49h8xRZSQNmwBt8PNwynbW_kwbAwI2vbdeiWlcjnGF0MHE3N_MyxvJzTG-RUWTfYmHgmPnOEvIkIQ/s400/ex%25C3%25A9rcito+cavalaria+dentro.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;font-style: normal; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://procopioo.blogspot.com/feeds/4682694763521325835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://procopioo.blogspot.com/2018/06/o-exercito-de-cavalaria-isaac-babel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/4682694763521325835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/4682694763521325835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://procopioo.blogspot.com/2018/06/o-exercito-de-cavalaria-isaac-babel.html' title='O exército de cavalaria - Isaac Bábel'/><author><name>André Procópio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02294513902187978823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgpyOvRpLrv_sRlPhCCgcK7bKzxbh8x2xlkHT_q05uO2y571SkN4RSA-U-TZl_dwVmPgoB_TgM9NwUAI-t9qGlnBSVIz57db5iL1vvQWzNCfNrr8AqNGh9fNmpxFDB-Zec/s220/Montevideo+Agosto+2011+%28CLAE%29.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjQwyVrGcQSrY57hxm-RBk9t7UVBY-Vujh-8BDIVvfXkORj3jSr2nzLTOVErhUo9e8tW0ewonu-f484_dSz50viGcyMkBLmM8Kr4I0G43dNhSES5uOZv1b8UQZkfWwfi2EbyosuHPduMD8/s72-c/ex%25C3%25A9rcito+cavalaria.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261.post-696056938208496573</id><published>2018-06-16T11:58:00.000-03:00</published><updated>2018-06-16T12:17:05.729-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="brasil"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="história"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="imprensa"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="periódicos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="política"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Santa Catarina"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sociedade"/><title type='text'>Imprensa e poder - Moacir Pereira</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhFCSfPvP5udLU_jXgJsYHIVVbPrbUv7oyUjpsONzNqSSmSX7dEjeQuIKaRX7ADthFpbI_QCJK2Bep2qqJKHVVzG0HD9auLYjplhTyDNsYO6JOFxk0Pw-eT73MVJOuYxscN6NHS8sG_E8E/s1600/imprensa+e+poder.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1600&quot; data-original-width=&quot;1128&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhFCSfPvP5udLU_jXgJsYHIVVbPrbUv7oyUjpsONzNqSSmSX7dEjeQuIKaRX7ADthFpbI_QCJK2Bep2qqJKHVVzG0HD9auLYjplhTyDNsYO6JOFxk0Pw-eT73MVJOuYxscN6NHS8sG_E8E/s320/imprensa+e+poder.jpg&quot; width=&quot;225&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mesmo trazendo pouco mais que uma narrativa corrida sobre a imprensa de Santa Catarina, a obra de Moacir Pereira continua sendo consultada pelo mérito de apresentar um quadro expandido do estado, não se restringindo a um único grupo, meio ou região. Podemos suspeitar que ele não faz recurso a ghost writer, dado seu volume de produção, que honestamente custaria caro sustentar por outros meios que não o próprio punho. O autor também possui formação acadêmica, com graduação em direito e mestrado em ciência política. Certamente, isto lhe traz algum mérito na composição de seu livro, bem indicado no título Imprensa e poder: a comunicação em Santa Catarina, apesar de considerar que não o faz com tanta maestria.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Este livro traz de forma clara, como a imprensa catarinense esteve atrelada as classes políticas de Santa Catarina, apesar de muitas vezes resumir esta questão as “forças ocultas”, deixando a história inconclusa. Ao longo do texto elogios ao profissionalismo e modernização trazidos pela RBS são apresentados. É somente a partir da década de 1980 que a imprensa catarinense se profissionaliza, perdendo seu vínculo partidário. Na listagem entre as páginas 96 e 101 são apresentadas as filiações partidárias dos meios de comunicação.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; De fato, na crítica é necessário certa cautela e paciência. Pois, mesmo que seja plausível sua afirmação de não poder vincular os grandes meios de comunicação catarinense a algum partido político, é apagado destes meios de comunicação, com destaque para os pertencentes ao grupo RBS, sua questão política, tornando o livro uma longa carta de pedido ou de agradecimento de emprego à RBS (hoje, NSC). Seu prefácio realizado por Nelson Wedekin, então senador, e sua publicação pela Fundação Catarinense de Cultura, bem como sua atuação como jornalista político são deixados em suspenso. Não há uma leitura mais íntima da questão, o que poderia ser feito por alguém tão próximo ao processo, ficando claro o ato de evitar dissabores aos seus amigos mais próximos. &lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Colher de chá para o período em que foi escrito, momento que a historiografia brasileira ainda observava de forma menos séria os periódicos, o que justificaria uma bibliografia tão magra. Junto desta, o fato de não ser um livro de História – minha área de interesse e atuação. O livro nos serve para pensar duas questões: 1) como a classe historiadora ainda depende de livros como este, tempos atrás chamados pejorativamente de memorialistas, dado seu foco factual e linear no olhar sobre o passado, colocando sobretudo a limitação do ainda existente encantamento idealizado com a escola dos Annales; e 2) o interessante que seria uma produção bibliográfica no campo da história, sobre a figura de Moacir Pereira, sujeito este, intimamente relacionado com a imprensa e a política partidária, dado sua proximidade e circulação entre o meio.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
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&lt;/div&gt;
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&lt;/div&gt;
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&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;
PEREIRA, Moacir. Imprensa e poder: a comunicação em Santa Catarina. Florianópolis: Lunardelli FCC Edições, 1992.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg5qORz_idmrLHf6oMaIzDh69j7g4fdL57FJZkMyMtBizUvCu8lNspJgaH2fqWpMHVqQ-1P-5lXU1WIUZwYBUVYm4IPDffAPT0d0V3NNqnexbSFt6UYnSenSrHtZ3EdYjTmXvB4KAoOF1Q/s1600/imprensa+e+poder+dentro.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1133&quot; data-original-width=&quot;1600&quot; height=&quot;281&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg5qORz_idmrLHf6oMaIzDh69j7g4fdL57FJZkMyMtBizUvCu8lNspJgaH2fqWpMHVqQ-1P-5lXU1WIUZwYBUVYm4IPDffAPT0d0V3NNqnexbSFt6UYnSenSrHtZ3EdYjTmXvB4KAoOF1Q/s400/imprensa+e+poder+dentro.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://procopioo.blogspot.com/feeds/696056938208496573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://procopioo.blogspot.com/2018/06/imprensa-e-poder-moacir-pereira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/696056938208496573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/696056938208496573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://procopioo.blogspot.com/2018/06/imprensa-e-poder-moacir-pereira.html' title='Imprensa e poder - Moacir Pereira'/><author><name>André Procópio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02294513902187978823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgpyOvRpLrv_sRlPhCCgcK7bKzxbh8x2xlkHT_q05uO2y571SkN4RSA-U-TZl_dwVmPgoB_TgM9NwUAI-t9qGlnBSVIz57db5iL1vvQWzNCfNrr8AqNGh9fNmpxFDB-Zec/s220/Montevideo+Agosto+2011+%28CLAE%29.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhFCSfPvP5udLU_jXgJsYHIVVbPrbUv7oyUjpsONzNqSSmSX7dEjeQuIKaRX7ADthFpbI_QCJK2Bep2qqJKHVVzG0HD9auLYjplhTyDNsYO6JOFxk0Pw-eT73MVJOuYxscN6NHS8sG_E8E/s72-c/imprensa+e+poder.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261.post-3555967248923743306</id><published>2017-08-25T17:17:00.000-03:00</published><updated>2017-08-25T17:18:23.463-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="brasil"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="economia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="história"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="política"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sociedade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="teoria"/><title type='text'>Formação do Brasil contemporâneo - Caio Prado Júnior</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh1SxLyGRMVw81z9XRLv3xBXuaLRj5hkAIjKxT-lEFwa-dtDvZ35Cu4pFtgDimEECUJB8ArRQRR4gUlUVjGvyVuOjT5Lb7awbtJ987YAudCaHIm0jb3xcBOJfQEgxfe8_9S_-8keFL7roQ/s1600/Documento+digitalizado-8.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1600&quot; data-original-width=&quot;1102&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh1SxLyGRMVw81z9XRLv3xBXuaLRj5hkAIjKxT-lEFwa-dtDvZ35Cu4pFtgDimEECUJB8ArRQRR4gUlUVjGvyVuOjT5Lb7awbtJ987YAudCaHIm0jb3xcBOJfQEgxfe8_9S_-8keFL7roQ/s320/Documento+digitalizado-8.jpg&quot; width=&quot;220&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;style type=&quot;text/css&quot;&gt;P { margin-bottom: 0.21cm; }P.western {  }&lt;/style&gt;


&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.99cm;&quot;&gt;
Caio Prado Júnior é daqueles clássicos que quando lemos, nos
perguntamos como pôde passar tanto tempo sem o ter lido? &lt;i&gt;Formação do Brasil contemporâneo&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;,
lançado 75 anos atrás, mais precisamente em 1942, continua tratando
de um Brasil atual. Seu recorte focado no Brasil colonial e seu
processo de colonização. A obra é famosa por apresentar os famosos
ciclos econômicos. Por entender o período colonial enquanto momento
de gênese do Brasil, compondo o período mais extenso da história
do país com aproximadamente 300 anos, é neste período que podemos
perceber elementos de continuidade desde longa data. Basicamente, o
elemento que carregamos desde o período colonial é a extração de
recursos primários para exportação as nações centrais. O modelo
de empreendimento está rascunhado nas grandes propriedades e no
emprego de mão de obra barata (escrava, semi-escrava ou quase isso),
 acompanhado de baixa mecanização (braçal), pouca mobilidade
social (sociedade escravocrata), baixo dinamismo (monocultura), altos
lucros e a inventividade (tecnologia) mais erma possível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;font-style: normal; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.99cm;&quot;&gt;
A partir destas características gerais, os ciclos se desenvolvem com
suas peculiaridades. Podemos falar de três grandes ciclos: a
cana-de-açúcar, o ouro e o café, que apesar de ter seu momento de
glória apenas após a independência, mais precisamente na segunda
metade do XIX, o assunto é ensaiado por Caio Prado Júnior, como
também é um ciclo com seus primeiros passos no período colonial.
Por se tratar de uma economia voltada para exportação aos mercados
das economias centrais (Europa ocidental), este será um dos
elementos que favoreceram o povoamento restrito ao litoral, mantendo
os centros de produção o mais próximo possível dos portos e
desconectados entre si. Este modelo latifundiário e monocultor
tornava as condições de trabalho extremamente pesadas e
desagradáveis, recorrendo a mão de obra escrava, tanto indígena
quando africana. Os indígenas foram escravizados das formas mais
distintas, e seu emprego entrou em declínio conforme o número deles
diminuía – epidemias e serviço pesado associados a péssimas
condições de trabalho favorecem o extermínio de populações. Como
era utilizada mão de obra escrava, e por isso barata, a preocupação
com o desenvolvimento de novas técnicas era nulo e até mesmo não
incentivado, situação que piorou após a independência das 13
colônias, gerando o entendimento de que o desenvolvimento de
manufaturas favoreciam a busca por independência. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.99cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;Por serem latifúndios monocultores
voltados para altas margens de lucro, as crises de escassez de
alimentos eram constantes, dado que os fazendeiros não viam vantagem
em ocupar terreno plantando alimentos como mandioca ou milho, quando
a venda de açúcar ou a extração d&#39;ouro se mostravam mais
rentáveis, possibilitando maior lucro ao comprar esses alimentos em
vez de plantar. A crise de alimentos era constante, em regiões como
em Pernambuco, onde a geografia menos acidentada favorecia a extensão
dos latifúndios. a situação era mais grave. Enquanto no Rio de
janeiro mais acidentado, provendo pequenos espaços menos favoráveis
ao latifúndio monocultor, as pequenas e médias propriedades se
concentravam na produção de alimentos básicos como: milho,
mandioca e feijão. A solução encontrada para produção de
alimentos sem atrapalhar a monocultura foi a criação de gado.
Criado solto após as regiões monocultoras, na &lt;/span&gt;&lt;i&gt;hinterland&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;,
se alimentava do que era oferecido pela natureza sob a vigilância de
alguns vaqueiros, tornando sua manutenção barata. Outra vantagem é
que o gado se transporta até os centros de abate e consumo, também
barateando seu transporte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.99cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;Assim sendo, temos retratado a pauta
da economia brasileira a partir de sua gênese colonial, período
mais extenso de nossa história, e por isso nos legando os traços de
continuidade mais rígidos, apesar de rupturas significativas. Mesmo
com todas as transformações ocorridas desde a independência ou
1942 (ano de publicação da obra), continua complicado sob uma
análise mais abrangente do Brasil, não perceber a dependência
econômica na extração de &lt;/span&gt;&lt;i&gt;commodities &lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;para
a venda no mercado externo. Bem verdade que, algum maior grau de
manufatura se apresenta, assim como não há a dependência de um
único setor como foi outrora em relação ao café, e as
exportações, ainda que majoritariamente para os países centrais,&lt;/span&gt;&lt;i&gt;
&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;também encontram espaço em
outros mercados. Mas, nossa mão de obra continua barata, os
latifúndios ainda predominam, o grau de manufatura é limitado o que
não só agrega pouco valor ao produto, como dificulta a importante
mobilidade social, as patentes ainda são poucas e algo do mais
significativo, a maior parcela da população brasileira continua
morando em até 100Km de distância do mar. Transformar esta
estrutura colonial que carregamos talvez seja um dos maiores
desafios.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.99cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjCsT6pM4bbQyLOxYNdLHuKFvLSgc1WoCArFura0ijc2spNLN1Y9PfZt8aObE16qy20x_bgyDS7iKv7gAMJCW8FgusfCN7q-Od5Egpck280bpsvr9JmzNaGKIeJy4Pq9G_tezSbFl3KZEE/s1600/Documento+digitalizado-9.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1276&quot; data-original-width=&quot;1600&quot; height=&quot;318&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjCsT6pM4bbQyLOxYNdLHuKFvLSgc1WoCArFura0ijc2spNLN1Y9PfZt8aObE16qy20x_bgyDS7iKv7gAMJCW8FgusfCN7q-Od5Egpck280bpsvr9JmzNaGKIeJy4Pq9G_tezSbFl3KZEE/s400/Documento+digitalizado-9.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.99cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://procopioo.blogspot.com/feeds/3555967248923743306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://procopioo.blogspot.com/2017/08/p-margin-bottom-0.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/3555967248923743306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/3555967248923743306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://procopioo.blogspot.com/2017/08/p-margin-bottom-0.html' title='Formação do Brasil contemporâneo - Caio Prado Júnior'/><author><name>André Procópio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02294513902187978823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgpyOvRpLrv_sRlPhCCgcK7bKzxbh8x2xlkHT_q05uO2y571SkN4RSA-U-TZl_dwVmPgoB_TgM9NwUAI-t9qGlnBSVIz57db5iL1vvQWzNCfNrr8AqNGh9fNmpxFDB-Zec/s220/Montevideo+Agosto+2011+%28CLAE%29.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh1SxLyGRMVw81z9XRLv3xBXuaLRj5hkAIjKxT-lEFwa-dtDvZ35Cu4pFtgDimEECUJB8ArRQRR4gUlUVjGvyVuOjT5Lb7awbtJ987YAudCaHIm0jb3xcBOJfQEgxfe8_9S_-8keFL7roQ/s72-c/Documento+digitalizado-8.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261.post-1977227659897192476</id><published>2017-06-10T15:44:00.000-03:00</published><updated>2017-06-10T15:44:07.765-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="brasil"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="história"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="iluminismo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Revolução Francesa"/><title type='text'>O iluminismo e os reis filósofos - Luiz Roberto Salinas Fortes</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgWZgP53B7deJzGVXoyDtcyE8vnYvwby9VzCqqXNX0EGAjM23_IKO3RAlHZ9bVj8PqG1GyVx8_1nN9Y-sif8YdgrAOuhiz7QgNZuCik-IPZ5mpphs3T0xGOGgkjJv3kRMm5wDbBwBGhEUs/s1600/capa.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;826&quot; data-original-width=&quot;582&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgWZgP53B7deJzGVXoyDtcyE8vnYvwby9VzCqqXNX0EGAjM23_IKO3RAlHZ9bVj8PqG1GyVx8_1nN9Y-sif8YdgrAOuhiz7QgNZuCik-IPZ5mpphs3T0xGOGgkjJv3kRMm5wDbBwBGhEUs/s320/capa.jpg&quot; width=&quot;225&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&amp;nbsp;


 
 
 
 &lt;style type=&quot;text/css&quot;&gt;P { margin-bottom: 0.21cm; }P.western {  }&lt;/style&gt;


&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.98cm;&quot;&gt;
Livro composto no melhor estilo “primeiros passos” faz parte de
uma coleção voltada ao debate histórico. O caso aqui é do
Iluminismo, e através de um curioso baralho de cartas onde as
realezas são substituídas por filósofos, o autor tece uma relação
entre estes pensadores clássicos do Iluminismo, sobretudo os
franceses, e os reis déspotas esclarecidos.&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.98cm;&quot;&gt;
Apesar de não tratar especificamente desta questão, estamos
abordando um século XVIII em que a França conseguiu galgar o posto
de principal nação. Ultrapassando as potências ibéricas, é a
França (com a Inglaterra muito próxima) que ocupa a centralidade do
mundo ocidental, e junto com sua etiqueta, exércitos e comerciantes
vão também as ideias. Em superação ao &lt;i&gt;Ancien Régime&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;,
será necessário romper com seus preceitos e dogmas. Estes se
organizavam fundamentalmente em torno da religião, e a justificativa
do rei e seu governo estava num direito divino explicado através de
uma complexa escolástica. O movimento que nos interessa aqui é, o
rei deixar de ser uma figura divina para se tornar uma figura de
razão, e, é esta última que vai galgar o centro de tomadas de
decisão e raciocínio que culminam na Revolução Francesa e
fundamentam a modernidade. O processo histórico de que tratamos é
extenso, muitos colocam a tomada de Constantinopla pelos Turcos, mas
seguramente o evento das grandes navegações dialoga melhor com a
nova dinâmica de pensamento que começa a se constituir: a
modernidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.98cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;É um processo que propicia a
emergência de figuras até então excluídas, pessoas de certa
riqueza, mas não necessariamente com título de nobreza, os
burgueses. Estes colocam a razão, o indivíduo, a liberdade e a
propriedade como os valores fundamentais para a constituição de uma
sociedade. Isto estava em distinção com a soberania incontestável
do rei e da Igreja, dois organismos que não raro se confundiam, e
consequentemente da honra em obedecer e servir ao rei – o que por
extensão era servir e obedecer aos pressupostos divinos. Mesmo que
este &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Ancien Régime&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;
não fosse tão rígido como o delineamos agora, é notável como
suas estruturas começam a ruir ao longo do século XVIII e novas
questões são colocadas. &lt;/span&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.98cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;O Iluminismo não se entendia como
um movimento claro e coeso, a briga e discórdia entre suas
principais figuras era recorrente. O que ocorre é uma certa
novidade, onde figuras antes impossibilitadas de alguma participação
política, começam a fazer seu espaço. São os burgueses, pois em
sua maioria não viviam do trabalho bruto dos camponeses e não eram
nobres. Em sua maioria, estavam mais próximos do que hoje é chamado
de profissionais liberais. A novidade está em, ao mesmo tempo que
muitos destes pensadores eram presos ou perseguidos por seus déspotas
em seus respectivos países, não raro encontravam algum apoio e
abrigo no seio de uma corte estrangeira. Estes déspotas estavam, em
maior ou menor grau, sintonizados com os debates de seu tempo.
Verdade que poucos eram um Frederico II da Prússia, mas também é
verdade que ele não era exceção. Desta forma muitos destes
Iluministas acabaram trabalhando ou aconselhando muitos destes reis,
que se mostravam de fato interessados pelas questões postas pelo
Iluminismo. Sua ferocidade com os detratores ao mesmo tempo que
demonstravam interesse pelas novas obras lhe dá o título de
déspotas esclarecidos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;font-style: normal; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.98cm;&quot;&gt;
O autor em sua conclusão é algo pessimista e corre um sério risco
de concluir sua análise com algo de anacronismo ao afirmar que pouco
mudou. As mudanças são significativas, e não por acaso temos uma
Revolução encerrando este século que foi o XVIII. Ao longo do
próprio processo uma integração e comunicação entre os
diferentes sujeitos de diferentes nações, demonstram uma
transformação significativa em relação a um mundo antes em menor
diálogo. Isto é possível pelas questões técnicas da época, como
melhoria e expansão da rede de estradas e carruagens bem como da
navegação, e fundamentalmente do impulso de diálogo com outros
povos e outros sujeitos. Não podemos ignorar que ao termos um rei
protegendo alguém perseguido por outro rei, o movimento de
constituição de Estados soberanos se faz mais claro e nos auxilia
no entendimento da consolidação dos Estados nacionais no pós
Revolução Francesa. A simples questão do surgimento do Estado
moderno e de sua transformação em um aparelho que deve servir ao
bem estar do rei para servir o bem estar da nação, é algo notável.
Há transformações significativas sim, apesar do justo pessimismo
do autor em sua conclusão, ao notar que algumas questões ainda se
arrastam. E nisto curiosamente está o mérito do livro, ele
demonstra o processo de tensão em que esta transformação histórica
ocorreu. Em extenso período, os pensadores Iluministas e os déspotas
conviveram em constante negociação de seus atritos e concordâncias,
porém em dado momento a dialética alcançou seu limite de
contradições e o constante choque e fricção gerou um evento
explosivo como a Revolução Francesa.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;font-style: normal; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.98cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgKaCtxeLxHBmiiTHn54TISOO9WaL6_BFUAk_fuzXJLRbR3adjj3ovOxgY1jjcdnm2KBquKLRXvH8WXhxwB2pNz9CHwrHGaz_i-COGe9EXylEFV2470_N5nRpVFK8yipRLIQx-zZYykHXI/s1600/capa1.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;582&quot; data-original-width=&quot;826&quot; height=&quot;281&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgKaCtxeLxHBmiiTHn54TISOO9WaL6_BFUAk_fuzXJLRbR3adjj3ovOxgY1jjcdnm2KBquKLRXvH8WXhxwB2pNz9CHwrHGaz_i-COGe9EXylEFV2470_N5nRpVFK8yipRLIQx-zZYykHXI/s400/capa1.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;font-style: normal; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.98cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://procopioo.blogspot.com/feeds/1977227659897192476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://procopioo.blogspot.com/2017/06/o-iluminismo-e-os-reis-filosofos-luiz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/1977227659897192476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/1977227659897192476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://procopioo.blogspot.com/2017/06/o-iluminismo-e-os-reis-filosofos-luiz.html' title='O iluminismo e os reis filósofos - Luiz Roberto Salinas Fortes'/><author><name>André Procópio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02294513902187978823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgpyOvRpLrv_sRlPhCCgcK7bKzxbh8x2xlkHT_q05uO2y571SkN4RSA-U-TZl_dwVmPgoB_TgM9NwUAI-t9qGlnBSVIz57db5iL1vvQWzNCfNrr8AqNGh9fNmpxFDB-Zec/s220/Montevideo+Agosto+2011+%28CLAE%29.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgWZgP53B7deJzGVXoyDtcyE8vnYvwby9VzCqqXNX0EGAjM23_IKO3RAlHZ9bVj8PqG1GyVx8_1nN9Y-sif8YdgrAOuhiz7QgNZuCik-IPZ5mpphs3T0xGOGgkjJv3kRMm5wDbBwBGhEUs/s72-c/capa.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261.post-8345665294285110006</id><published>2017-06-04T15:31:00.001-03:00</published><updated>2017-06-04T15:31:37.521-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="brasil"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="poesia"/><title type='text'>Trapaça - Marcelo Labes</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgThoUIAtrXa0BG1CPqXS-w-eRol3Lzk1Urr4PeabKUQZV2Vub0kBVbrW7EstdZkH8XYgwJPLg3iD7Yla4dafQbQ6gXP4bEmHOZ7dhPsJIbmsQhdcn3WGE1Yn0q5xRfWNxjICaEOMeKlsU/s1600/Trapa%25C3%25A7a+-+1.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1600&quot; data-original-width=&quot;983&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgThoUIAtrXa0BG1CPqXS-w-eRol3Lzk1Urr4PeabKUQZV2Vub0kBVbrW7EstdZkH8XYgwJPLg3iD7Yla4dafQbQ6gXP4bEmHOZ7dhPsJIbmsQhdcn3WGE1Yn0q5xRfWNxjICaEOMeKlsU/s320/Trapa%25C3%25A7a+-+1.jpg&quot; width=&quot;196&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&amp;nbsp;&lt;style type=&quot;text/css&quot;&gt;P { margin-bottom: 0.21cm; }P.western {  }A:link {  }A:visited {  }&lt;/style&gt;


&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.99cm;&quot;&gt;
Quando falamos uma palavra, mais do que desejar transmitir um
significado a invocamos pedindo para que se faça presente. Falar é
mais do que mero jogo de significados. Falar é algo vital para o ser
humano. É na fala que nos relacionamos com a língua. E a língua
fica na boca. Entendendo isto, podemos reconhecer o grande mérito da
poesia: evocar uma palavra como se fosse a primeira vez.&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.99cm;&quot;&gt;
O maravilhoso da poesia é seu caráter de oralidade, é por isso que
através dela nossa relação com a língua mais se desperta. Ler
poesia traduzida é um sacrilégio. Não se traduz poesia da mesma
forma que não se traduz nome próprio. O próprio não tem
comparação, muito menos tradução. Desta forma, a poesia carrega
uma língua inteira em seus versos e, do poeta, se espera que consiga
fazer bom uso da língua colocando seus versos em palavras familiares
que soem como se nunca escutadas antes.&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.99cm;&quot;&gt;
A forma mais primitiva de literatura é, sem margem para dúvidas, a
mais complexa. Inventamos a poesia para decorar, como já não
precisamos mais decorar desde a popularização do papel e do livro,
como fazer poesia? É disto que trata &lt;i&gt;Trapaça&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;,
dos puxões de tapete e rasteiras inesperadas que a vida nos
proporciona. Cabe a um poeta hoje se perguntar, por quê escrever
versos quando eles não são mais necessários para a memória? Ao
revés de previsões alarmistas, lemos e escrevemos em intensidade
não só cada vez maior, como também jamais imaginada. Nisto tudo
como fica a oralidade, a poesia e a língua? Como dizer algo que soe
novidade, utilizando palavras gastas?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.99cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;Arremessados num mundo sob o qual
não temos controle, uma infinidade de variáveis se põem em
objetivos que em dado momento eram claros. O poema aqui não é sobre
aquilo que não existe, ou seja, algum ser inimaginável e
inalcançável. Não é uma ode a algum sujeito mais indivíduo que
os outros. Nem sobre uma paixão mais ardente que as outras. Muito
menos sobre o sujeito de classe média que carrega as angústias do
mundo inteiro dentro de si. Nada disto é real o suficiente para nos
tocar, e assim as palavras soam vazias, gastas e repetidas. Os versos
tratam da pessoa inserida no limite entre a civilização e a
barbárie, do banho de rio e da fumaça do ônibus, da solidão e da
tevê.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.99cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;Num tempo em que não se precisa
mais decorar, a poesia deve ser outra. Manter seu esforço de ser a
palavra dita pela primeira vez, mesmo que ela seja familiar. Num
tempo em que se escreve e lê cada vez mais, a língua continua.
Falamos, berramos. Isto não vai deixar de acontecer. Nos
relacionamos com a língua, e ela a sua maneira se relaciona com a
gente, nos produzindo uma forma de pensar e ver o mundo. Se a língua
ainda existe, a poesia também vai existir, cabe a ela enamorar-se de
pessoas que compreendam seu tempo e sua língua. E sobre isso, é
muito bom saber que tem gente produzindo coisas assim em português.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.99cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhrhaH2ZkPFrk9DGR_i7s5nmsYzCAkq6R4NC9HO-y9yvbakT0R5nSjEDPF68rf9VZHJrsIBWj1HjjD7ArjjZyX9gQnYQhfY0hkXh7bqEmYsraRddgcWWEmaBknEr-rL5FWV0X2erqVkQJY/s1600/trapa%25C3%25A7a+-+2.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1364&quot; data-original-width=&quot;1600&quot; height=&quot;340&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhrhaH2ZkPFrk9DGR_i7s5nmsYzCAkq6R4NC9HO-y9yvbakT0R5nSjEDPF68rf9VZHJrsIBWj1HjjD7ArjjZyX9gQnYQhfY0hkXh7bqEmYsraRddgcWWEmaBknEr-rL5FWV0X2erqVkQJY/s400/trapa%25C3%25A7a+-+2.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.99cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://procopioo.blogspot.com/feeds/8345665294285110006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://procopioo.blogspot.com/2017/06/trapaca-marcelo-labes.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/8345665294285110006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/8345665294285110006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://procopioo.blogspot.com/2017/06/trapaca-marcelo-labes.html' title='Trapaça - Marcelo Labes'/><author><name>André Procópio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02294513902187978823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgpyOvRpLrv_sRlPhCCgcK7bKzxbh8x2xlkHT_q05uO2y571SkN4RSA-U-TZl_dwVmPgoB_TgM9NwUAI-t9qGlnBSVIz57db5iL1vvQWzNCfNrr8AqNGh9fNmpxFDB-Zec/s220/Montevideo+Agosto+2011+%28CLAE%29.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgThoUIAtrXa0BG1CPqXS-w-eRol3Lzk1Urr4PeabKUQZV2Vub0kBVbrW7EstdZkH8XYgwJPLg3iD7Yla4dafQbQ6gXP4bEmHOZ7dhPsJIbmsQhdcn3WGE1Yn0q5xRfWNxjICaEOMeKlsU/s72-c/Trapa%25C3%25A7a+-+1.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261.post-5253296404915220526</id><published>2017-05-10T09:29:00.000-03:00</published><updated>2017-05-10T09:29:00.155-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="antiguidade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Estado"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="estrutura"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="história"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="idade média"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Israel"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="modernidade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="política"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sociedade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="teoria"/><title type='text'>Ascenção e declínio do Estado - Martin van Creveld</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhF4Wen3Z81ZNJTlxcQt3Iej0daHfBlLrnFTcZ8iBBL8xGoaTLMkdKIRm6egtHOEahWHWA6Apjyln-U4GVa0ePtkMkpXTN6d9WrqpyVeamqKG-HvEGx5hyphenhyphenHI2oWHltFi9_X6vx_pCUWWvw/s1600/Documento+digitalizado-6.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhF4Wen3Z81ZNJTlxcQt3Iej0daHfBlLrnFTcZ8iBBL8xGoaTLMkdKIRm6egtHOEahWHWA6Apjyln-U4GVa0ePtkMkpXTN6d9WrqpyVeamqKG-HvEGx5hyphenhyphenHI2oWHltFi9_X6vx_pCUWWvw/s320/Documento+digitalizado-6.jpg&quot; width=&quot;215&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;style type=&quot;text/css&quot;&gt;P { margin-bottom: 0.21cm; }P.western {  }&lt;/style&gt;


&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.98cm;&quot;&gt;
Reinhart Koselleck colocava que quanto mais precisa uma previsão
sobre o futuro, maior a chance dela se revelar incorreta. Quando
estudamos o passado nos deparamos com a possibilidade de coisas que
para nós são um claro e completo absurdo, mas acabavam sendo algo
tolerável em seu tempo. Cada tempo carrega suas próprias
características, seu próprio espírito se considerar mais adequado.
Temos no momento atual uma sensação de deriva maior do que em
outros presentes recentes, e o mais interessante é que uma série de
previsões certeiras sobre o futuro não estão se concretizando, mas
parecem tomar um rumo contrário. É verdade que, para além do
binarismo entre esquerda e direita colocados de forma mais urgente
nas eleições dos EUA que elegeram Trump, no Brexit e agora nas
eleições francesas, observamos a ressonância que a proposta de
projetos nacionais conseguem. Isto, num momento que cinco anos atrás
seria inimaginável. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.98cm;&quot;&gt;
Da mesma forma, temos a questão da Síria, muito instrutiva após
observarmos o que se sucedeu em outros países árabes, em especial o
Iraque e a Líbia. É notável como está cada vez mais urgente
retomarmos o papel e a função do Estado. Este, ao contrário de
previsões de sua dissolução e fraqueza cada vez maior durante a
década de 1990, das quais van Creveld neste livro faz significativo
eco, se mostram apressadas e seduzidas por acontecimentos presentes.
É aqui que nos damos conta de que a longa duração não se trata
simplesmente de uma narrativa em extenso volume de anos. Se o Estado
nos causou inquestionáveis problemas ao longo do século XX, momento
em que ele alcançou níveis até então nunca vistos, desde o
desleixo para a questão do Estado após a queda do muro de Berlim, e
uma entrega cada vez maior de ações públicas para a iniciativa
privada, os problemas não se resolveram – quando não se
multiplicaram e aumentaram de gravidade.&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.98cm;&quot;&gt;
Não podemos falar de Estado antes da modernidade. Em resumo, o
Estado se constituí como um aparelho de governo impessoal e
independente de algum indivíduo. Muda-se o governante, mas as
instituições, órgãos e departamentos públicos continuam suas
atividades sem maiores interrupções. É algo impessoal, e nisto
podemos compreender porque a burocracia é tantas vezes injusta. Da
mesma forma que não depende de um indivíduo governante específico,
também não busca distinguir os sujeitos em sua individualidade. É
apenas no período um pouco precedente a Revolução Francesa que
isto ocorre. É justamente com Luís XIV, famoso por ter declarado
ser ele próprio o Estado, que isentou tal aparelho de pessoalidade.
Outra característica interessante está no fato de que o Estado está
diretamente atrelado a forças militares e policiais regulares. Sem
isto não há Estado. De fato, aplicar a severidade da coleta regular
de impostos, bem como realizar medidas obrigatórias (vide Revolta da
Vacina), invariavelmente exigem o uso da força. É o chamado
monopólio da violência. Desta forma, o único indivíduo
reconhecido em reais níveis de igualdade por um Estado é um outro
semelhante. Os Estados só dialogam entre si, ao resto sua razão
imperativa e impessoal.&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.98cm;&quot;&gt;
Pode-se considerar exagerada a atenção e importância que van
Creveld dá a questão militar, ainda mais quando temos em conta ser
esta sua especialização. Mas sua observação de que os Estados
alcançaram sua maior capacidade de interferir na totalidade de uma
sociedade no período das duas guerras mundiais, é lúcida.
Justificado por sua orientação baseada na razão, nestes momentos
críticos o Estado interviu em tudo que for possível para um esforço
comum: a guerra. Junto com esta dedicação comum da população, que
ocorreu na lei ou na marra, ocorreu uma significativa ampliação de
infra-estrutura e bem-estar social. Esta ampliação de
infra-estrutura e bem-estar social prevaleceu em expansão durante o
pós-guerra até a década de 1970 e suas crises. Também é no
pós-guerra que o modelo do Estado Nacional aparecerá como meta em
todo o globo, em particular nas lutas de libertação na Ásia e na
África.&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.98cm;&quot;&gt;
Se com os desafios postos em cada vez maior grau desde a década de
1970, onde van Creveld aponta que o fracasso do Estado de bem-estar
social foi seu sucesso, tornando cada vez mais caro manter sua
estrutura, culminando na era neoliberal iniciada em nível global com
a eleição de Tachter e Reagan e que encontrou sua urgente
necessidade de revisão com a crise de 2008, repensar o papel do
Estado se mostra algo fundamental. E, se é bem verdade que o Estado
foi responsável por atrocidades, desde a rigidez do socialismo real
até as ditaduras latino-americanas anti-comunistas, com seu ápice de
neoliberalismo na década de 1990 e seu último espasmo em 2008,
rever o papel e os usos desde que é até agora o mais refinando
aparelho de governo e organização social que conhecemos se mostra
uma pauta vital. Interrogar sobre o que temos na ausência do Estado
é válido. Creio que a resposta mais imediata, é a de que ainda
precisamos dele, e nada indica que seu tamanho diminuiu, afinal, como
medir algo tão abstrato?&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgwwEheiE74ewjn_pzlwsa_KJD8pJ-1ybmJz1jStr96wJNVkiK6mjLFwXmZmGd7FqrZ-ezQzk1c-tHpsjJI9to6OqZDD2IZLbHqfixjXiT6bswu-2P2cUKPC5nEPJIEBOe15VY9hv90T5E/s1600/Documento+digitalizado-7.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgwwEheiE74ewjn_pzlwsa_KJD8pJ-1ybmJz1jStr96wJNVkiK6mjLFwXmZmGd7FqrZ-ezQzk1c-tHpsjJI9to6OqZDD2IZLbHqfixjXiT6bswu-2P2cUKPC5nEPJIEBOe15VY9hv90T5E/s400/Documento+digitalizado-7.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.98cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://procopioo.blogspot.com/feeds/5253296404915220526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://procopioo.blogspot.com/2017/05/ascencao-e-declinio-do-estado-martin.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/5253296404915220526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/5253296404915220526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://procopioo.blogspot.com/2017/05/ascencao-e-declinio-do-estado-martin.html' title='Ascenção e declínio do Estado - Martin van Creveld'/><author><name>André Procópio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02294513902187978823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgpyOvRpLrv_sRlPhCCgcK7bKzxbh8x2xlkHT_q05uO2y571SkN4RSA-U-TZl_dwVmPgoB_TgM9NwUAI-t9qGlnBSVIz57db5iL1vvQWzNCfNrr8AqNGh9fNmpxFDB-Zec/s220/Montevideo+Agosto+2011+%28CLAE%29.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhF4Wen3Z81ZNJTlxcQt3Iej0daHfBlLrnFTcZ8iBBL8xGoaTLMkdKIRm6egtHOEahWHWA6Apjyln-U4GVa0ePtkMkpXTN6d9WrqpyVeamqKG-HvEGx5hyphenhyphenHI2oWHltFi9_X6vx_pCUWWvw/s72-c/Documento+digitalizado-6.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261.post-1423153288799737302</id><published>2017-05-05T09:05:00.000-03:00</published><updated>2017-05-05T09:05:05.522-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="frança"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="história"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="modernidade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Revolução Francesa"/><title type='text'>A Revolução Francesa explicada à minha neta - Michel Vovelle</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgbesn8AO7aSKIbJe3A0wkIRA7z8PW_i4fWQbGXCYCIZJYX4ZCsxMIyke82amYIgxzVnR9Gc5SuZQdm3Yl9-AfqVS8wVgGYLIc3ZSP82d8F9UH19p9aPeQmZ2zcqUVPe2yTwjDqRDieaSY/s1600/A+rev+francesa+explica+a+minha+neta+-+1.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgbesn8AO7aSKIbJe3A0wkIRA7z8PW_i4fWQbGXCYCIZJYX4ZCsxMIyke82amYIgxzVnR9Gc5SuZQdm3Yl9-AfqVS8wVgGYLIc3ZSP82d8F9UH19p9aPeQmZ2zcqUVPe2yTwjDqRDieaSY/s320/A+rev+francesa+explica+a+minha+neta+-+1.jpg&quot; width=&quot;181&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;style type=&quot;text/css&quot;&gt;P { margin-bottom: 0.21cm; }P.western {  }&lt;/style&gt;


&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2.01cm;&quot;&gt;
Um dos maiores especialistas em Revolução Francesa desce de sua
cadeira de grande historiador francês para, em sua privacidade e
humanidade inesperada, conversar e explicar a Revolução Francesa
para sua neta. O livro segue na linha de um diálogo com sua neta de
14 anos e que ainda não estudou o assunto na escola. O bom deste
formato está nas interrupções feitas ao longo da explicação de
Vovelle, tornando o entendimento menos rígido e fechado, obrigando o
autor a explicar e dialogar. A proposta da obra é a de produzir algo
como uma &lt;i&gt;haute vulgarisation&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;,
que é a explicação mais simples da história sem deixar de colocar
sua complexidade e profundidade. &lt;/span&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2.01cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;Temos ao longo da explicação do
processo da Revolução Francesa uma narrativa que evita limitados
juízos de valor e até mesmo uma lógica mecânica da história. As
duas argumentações fundamentais colocadas neste sentido estão na
dureza da tomada das decisões e da imprecisão do presente. O que
não isenta os horrores cometidos, mas nos ajuda a observá-los e
entende-los sem um julgamento simplesmente passional. Outro está na
colocação de como a crise econômica do período auxiliou para a
explosão da Revolução, mas nos lembrar que nem toda crise gera uma
Revolução, afinal a cada dois ou três anos uma crise se sucede mas
não necessariamente acompanhada de um processo revolucionário. Vale
lembrar aqui o caso da Revolução Iraniana, que ocorreu num país
que vinha crescendo economicamente até em valores &lt;/span&gt;&lt;i&gt;per
capita&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;, e mesmo assim viu uma
revolução ocorrer. É uma observação que nos evita interpretar
estes complexos processos revolucionários como motivados por
desencadeamentos mecânicos, previsíveis e fechados. A história é
um estudo do humano, o fascinante da psiquê deste ser vivo é sua
não pequena margem para a imprevisibilidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;font-style: normal; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2.01cm;&quot;&gt;
É um livro que pode tranquilamente ser trabalhado com estudantes da
idade da neta de Vovelle em diante, e que apresenta uma leitura
prazerosa. Seu destaque está na capacidade de sintetizar o assunto,
não ignorar sua cronologia, o que honestamente auxilia o
entendimento de um assunto histórico quando o vemos pela primeira
vez, mas não se restringe ao encadeamento de fatos, trazendo
questionamentos, diálogo e a história como algo em aberto. Evita
também simples julgamentos de valor, ao não colocar o rei ou
Robespierre como meros tiranos desvairados – e provavelmente se o
fossem, é discutível até onde isto seria de fato relevante.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjIfY3HH4Mg0yJMwcniJ1sn59WmTebmWQ_1jC5yyvJvYACHJE_JVVXH1w0CvDB4BvLC2tOLteKWRh-DPA096IMU6X5oc2elbSYGph2XYBA7hGB10IY2v1fN4V0gZT0VVBa99s1-RNzn_cU/s1600/A+rev+francesa+explica+a+minha+neta+-+2.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;342&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjIfY3HH4Mg0yJMwcniJ1sn59WmTebmWQ_1jC5yyvJvYACHJE_JVVXH1w0CvDB4BvLC2tOLteKWRh-DPA096IMU6X5oc2elbSYGph2XYBA7hGB10IY2v1fN4V0gZT0VVBa99s1-RNzn_cU/s400/A+rev+francesa+explica+a+minha+neta+-+2.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;font-style: normal; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2.01cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://procopioo.blogspot.com/feeds/1423153288799737302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://procopioo.blogspot.com/2017/05/a-revolucao-francesa-explicada-minha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/1423153288799737302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/1423153288799737302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://procopioo.blogspot.com/2017/05/a-revolucao-francesa-explicada-minha.html' title='A Revolução Francesa explicada à minha neta - Michel Vovelle'/><author><name>André Procópio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02294513902187978823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgpyOvRpLrv_sRlPhCCgcK7bKzxbh8x2xlkHT_q05uO2y571SkN4RSA-U-TZl_dwVmPgoB_TgM9NwUAI-t9qGlnBSVIz57db5iL1vvQWzNCfNrr8AqNGh9fNmpxFDB-Zec/s220/Montevideo+Agosto+2011+%28CLAE%29.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgbesn8AO7aSKIbJe3A0wkIRA7z8PW_i4fWQbGXCYCIZJYX4ZCsxMIyke82amYIgxzVnR9Gc5SuZQdm3Yl9-AfqVS8wVgGYLIc3ZSP82d8F9UH19p9aPeQmZ2zcqUVPe2yTwjDqRDieaSY/s72-c/A+rev+francesa+explica+a+minha+neta+-+1.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261.post-8026377172005616600</id><published>2017-04-18T20:01:00.000-03:00</published><updated>2017-04-18T20:01:23.587-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="literatura"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="política"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="rússia"/><title type='text'>Os demônios - Fiódor Dostoievski</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjVhndRHH0FdBkHsqFXOFQRpmz3Z0CTvQ4XgHBRhh1Ie4Uef9eQ616BeOVd-fTakRp5lJ765mAbbWKcCyMMmuy8rAHa_z6odvM4QAhQCC-OKqG2EaNFxYestgyv6ktzhdqjsOkajEhKrLw/s1600/os+dem%25C3%25B4nios+-+1.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjVhndRHH0FdBkHsqFXOFQRpmz3Z0CTvQ4XgHBRhh1Ie4Uef9eQ616BeOVd-fTakRp5lJ765mAbbWKcCyMMmuy8rAHa_z6odvM4QAhQCC-OKqG2EaNFxYestgyv6ktzhdqjsOkajEhKrLw/s320/os+dem%25C3%25B4nios+-+1.jpg&quot; width=&quot;222&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&amp;nbsp;


 
 
 
 &lt;style type=&quot;text/css&quot;&gt;P { margin-bottom: 0.21cm; }P.western {  }&lt;/style&gt;


&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2.01cm;&quot;&gt;
O grande feito da modernidade é colocar o ser humano como senhor de
seu destino. A expressão máxima deste pensamento e ação tem seu
melhor exemplo na Revolução Francesa. É neste episódio que
pessoas deixam de tolerar a estrutura social em que vivem e, decidem
transformá-la através de sua ação. A partir dai, a revolução
enquanto meta e forma de transformar o mundo assentou seu lugar no
imaginário. Levada de reboque com outros elementos da inteligência
europeia, conseguiu se espalhar junto com seus impérios. A Rússia
nos interessa por sua particularidade, nas bordas periféricas da
Europa até hoje se encontra rodeada de perguntas sobre seu
pertencimento entre a Europa e a Ásia (Ocidente e Oriente) e qual
lhe define mais. Este tipo de preocupação já era recorrente nos
tempos de Dostoievski.&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2.01cm;&quot;&gt;
No século XIX a Rússia czarista produziu os mais variados grupos
rebeldes, desejosos de uma completa transformação da sociedade,
dentre eles podemos citar: socialistas, anarquistas e niilistas.
Sobre estes últimos, sua atuação foi mais constante no período da
escrita de &lt;i&gt;Os Demônios&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;, e
acabam sendo o grande alvo de crítica da obra. Abertamente
panfletária e crítica a estes sujeitos brilhantemente retratados
como provenientes de camadas médias ou altas, tendo cada qual sua
ideia perfeita de uma sociedade perfeita. Temos uma clara
caracterização da multiplicidade de debates e tensões do período
através dos distintos personagens e sua argumentação. Desta forma,
é sensato não definirmos o autor pura e simplesmente representado
em algum dos personagens, Dostoievski era um sujeito completamente
atento e interessado as discussões de sua época, e não deixava de
abordá-las de forma crítica e até mesmo com certo sarcasmo. Todos
são ridicularizados, em maior ou menor grau. Sejam eles eslavófilos,
socialistas, capitalistas, liberais, conservadores, niilistas ou
anarquistas. Exceto a religião ortodoxa, esta cada vez mais presente
em suas obras pós cárcere, é claramente posta como o elemento mais
importante para a constituição de uma sociedade decente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;font-style: normal; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2.01cm;&quot;&gt;
A obra é uma cutucada numa questão muito cara, principalmente para
as esquerdas, mas não só para elas: a revolução. Basicamente a
argumentação de Dostoievski está presente desde o título da obra
e na passagem bíblica que a abre, o famoso exorcismo de Jesus que
transferiu os demônios para uma vara de porcos que imediatamente
entrou em delírio e se atirou num barranco rumo a morte certa.
Tenhamos aqui a dimensão de que uma das revistas empreendidas por
Dostoievski se chamava época, que ele acompanhava atentamente os
debates e leituras contemporâneos, bem como era um sujeito, que
embora de província, se mostrava profundamente letrado. Por isso é
possível afirmar que havia em seu pensamento uma perspectiva
histórica através deste elemento da modernidade que é a
consciência de viver e atuar num tempo único e na sua construção.&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2.01cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;Revolução por revolução, ou
seja, produzi-la a todo custo, é o que a obra nos adverte. A
advertência é no sentido de que simplesmente produzir a ação de
forte revolta e destruição da estrutura social vigente, produzirá
pobreza e destruição em larga escala. É aqui que podemos lembrar
que as revoluções são basicamente escritas com sangue. E mais
ainda, podemos ver nos episódios mais recentes de que as promessas
de revolução advindas da Primavera Árabe, pouco mais fizeram do
que desestruturar aqueles países, que não tiveram ainda uma real
reestruturação de sua sociedade ou qualquer transformação em
escala válida. E, é aqui a questão cara para a esquerda, de se é
realmente através da revolução que uma transformação social com
meta de produzir um mundo mais justo e harmônico pode ocorrer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2.01cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;Definitivamente uma obra intensa de Dostoievski, e que nos serve como ótimo meio de compreender o que se passava na Rússia pré-revolucionária e alguns dos pontos que produziram eventos como 1917 e principalmente sua &lt;i&gt;intelligentsia&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;font-style: normal; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2.01cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;font-style: normal; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2.01cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjpqyobeM70cvQIMH52yRL1bd4ABp1IvEKmiVdWDTJg4POweK6yKfy0NNmcMLcTRawwNJ5gvOj5lrQfHFm8XoC9uMVbei5YQ-2E2fA9eZGd-pgXe8DcVT3xM_gNAUGMIWm25x835Ntpq8I/s1600/os+dem%25C3%25B4nios+-+2.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;282&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjpqyobeM70cvQIMH52yRL1bd4ABp1IvEKmiVdWDTJg4POweK6yKfy0NNmcMLcTRawwNJ5gvOj5lrQfHFm8XoC9uMVbei5YQ-2E2fA9eZGd-pgXe8DcVT3xM_gNAUGMIWm25x835Ntpq8I/s400/os+dem%25C3%25B4nios+-+2.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://procopioo.blogspot.com/feeds/8026377172005616600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://procopioo.blogspot.com/2017/04/os-demonios-fiodor-dostoievski.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/8026377172005616600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/8026377172005616600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://procopioo.blogspot.com/2017/04/os-demonios-fiodor-dostoievski.html' title='Os demônios - Fiódor Dostoievski'/><author><name>André Procópio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02294513902187978823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgpyOvRpLrv_sRlPhCCgcK7bKzxbh8x2xlkHT_q05uO2y571SkN4RSA-U-TZl_dwVmPgoB_TgM9NwUAI-t9qGlnBSVIz57db5iL1vvQWzNCfNrr8AqNGh9fNmpxFDB-Zec/s220/Montevideo+Agosto+2011+%28CLAE%29.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjVhndRHH0FdBkHsqFXOFQRpmz3Z0CTvQ4XgHBRhh1Ie4Uef9eQ616BeOVd-fTakRp5lJ765mAbbWKcCyMMmuy8rAHa_z6odvM4QAhQCC-OKqG2EaNFxYestgyv6ktzhdqjsOkajEhKrLw/s72-c/os+dem%25C3%25B4nios+-+1.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261.post-2223914068083883070</id><published>2017-03-18T13:40:00.000-03:00</published><updated>2017-03-18T13:42:34.545-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="história"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Suiça"/><title type='text'>O Estado como obra de arte - Jakob Burckhardt</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjDZcCUE6h0Ok1TXmHFpWhPN5O_osX1alKwQNLcR7yJPMXKsL9ukWmeeBDGJKb1oAMpslpEvOlD8dGTzWB8yUw5OgLhZPVgsu0KnhKG3P8K3JU4yFBMPuoHmZzvzagcsP1S1tibTHD7W1E/s1600/o+estado+como+-+1.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjDZcCUE6h0Ok1TXmHFpWhPN5O_osX1alKwQNLcR7yJPMXKsL9ukWmeeBDGJKb1oAMpslpEvOlD8dGTzWB8yUw5OgLhZPVgsu0KnhKG3P8K3JU4yFBMPuoHmZzvzagcsP1S1tibTHD7W1E/s320/o+estado+como+-+1.jpg&quot; width=&quot;209&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;style type=&quot;text/css&quot;&gt;P { margin-bottom: 0.21cm; }P.western {  }&lt;/style&gt;


&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.99cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;texgyrepagella&amp;quot;;&quot;&gt;Uma das primeiras coisas que se aprende
numa graduação em história é que antes dos &lt;i&gt;annales&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;,
a história feita era a da mera narração de fatos, de um
encadeamento de acontecimentos, sem a produção de uma reflexão.
Vulgarmente chamamos esta história de positivista. A questão não é
tão simples, apesar de de fato estes historiadores do século XIX se
preocuparem muito mais com uma apresentação de eventos do que o
desenvolvimento de uma análise reflexiva. Contudo, eles tratam sim
de produzir algo mais do que a mera apresentação de fatos, um
exagero desprezá-los ao ponto de jogar seu trabalho na lata de lixo.
Paul Ricoeur vai preferir chamá-los de escola metódica, pois em seu
período era necessário justificar a separação da história das
outras ciências humanas, e para isso desenvolver e justificar seu
método era essencial. Jakob Burckhardt faz parte desta escola
historiográfica do século XIX.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.99cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;texgyrepagella&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;i&gt;O estado como obra de arte&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;
é um capítulo separado de uma obra maior chamada &lt;/span&gt;&lt;i&gt;A
cultura do renascimento na Itália&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;.
Descobri isso lendo a ficha catalográfica do livro. Confesso que um
livrinho bonitinho e baratinho lançado pela penguin, custando menos
de 10 reais e discutindo a questão do Estado, me fisgou de imediato.
Creio que, nos últimos tempos a questão do Estado caiu num limbo
amaldiçoado dentro das ciências humanas. Não se discute mais esta
questão, que é verdade já foi exaustiva e totalitária em outros
momentos – e qual corrente em algum momento não o foi?
Possivelmente, desejar tratar da questão do Estado hoje em dia na
academia, pode lhe render a alcunha de “marxista”, e ao contrário
do que se diz por aí das universidade brasileiras, isto
provavelmente estará mais perto de um xingamento do que um elogio.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.99cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;texgyrepagella&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;Burckhardt,
como a grande maioria dos historiadores da época era alguma coisa do
espectro da direita e que apostava na monarquia como forma de
organização social. Isto é importante para entender a exposição
feita por ele ao longo do livro, que é verdade, não estando atento
a esta questão é uma exposição cronológica de acontecimentos,
com pitadas de teoria ao longo do texto. É perceptível o foco que
J. Burckhardt dá para a ação de certos indivíduos no exercício e
consolidação do Estado. Seu entendimento do Estado enquanto obra de
arte se justifica no fato de que “eram produto da reflexão,
criações conscientes, embasadas em manifestos e bem calculados
fundamentos” (p.90). De alguma forma, há a visão do Estado
enquanto um aparelho, não como um simples monstro pesado, é através
do Estado que o governo pode agir. Fruto da reflexão, da consciência
e do cálculo, Burckhardt está colocando a razão em campo. O
curioso é que Burckhardt tem um certo desprezo pela República de
Veneza, que aparece até pouco, ao termos a proporção de sua
importância. Afinal, por ser Burckhardt um conservador monarquista,
nada mais assustador do que a ideia de conceber uma República.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;font-style: normal; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.99cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;texgyrepagella&amp;quot;;&quot;&gt;Assim, fica a reflexão importante para
nossos tempos. Podemos perceber como em dado momento histórico era
de entendimento geral de que a instituição de repúblicas trariam a
mera devassidão moral, e de fato só vemos este quadro mudar no
mundo ocidental com o fim da Primeira Guerra. Por isso era necessário
garantir o controle do Estado e das decisões do governo por pessoas
preparadas, pessoas de bom caráter. Isto é a constituição de uma
aristocracia, de um seleto grupo que governa ante a irracionalidade
do povo (este é um perigo, e devasso). Sem esta composição, não
há Estado enquanto obra de arte, há barbárie. Para nós fica claro
o contorno autoritário, fascista e ditatorial deste raciocínio, mas
observar esta questão por um viés histórico é fundamental para
compreendermos o momento atual e a possibilidade de transformação.
Afinal, o Estado seria um aparelho, e não uma entidade, para Jakob
Burckhardt isto está claro e talvez este seja um ponto em que
concordamos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;font-style: normal; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.99cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhB_Y7UV1sWEZLQ9DmhLfJA62nFBlAbk219oroY2CEI0Fp5-JsIl1n2AtwAugWzJygElwyL0DepOhhi_RiYkq25T5jYJjXmdCvrUMoeAlkoDXTiETvoiwMo3I62a8WrODduObiicEqGd9k/s1600/o+estado+como+-+2.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;316&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhB_Y7UV1sWEZLQ9DmhLfJA62nFBlAbk219oroY2CEI0Fp5-JsIl1n2AtwAugWzJygElwyL0DepOhhi_RiYkq25T5jYJjXmdCvrUMoeAlkoDXTiETvoiwMo3I62a8WrODduObiicEqGd9k/s400/o+estado+como+-+2.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;font-style: normal; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.99cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://procopioo.blogspot.com/feeds/2223914068083883070/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://procopioo.blogspot.com/2017/03/o-estado-como-obra-de-arte-jakob.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/2223914068083883070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/2223914068083883070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://procopioo.blogspot.com/2017/03/o-estado-como-obra-de-arte-jakob.html' title='O Estado como obra de arte - Jakob Burckhardt'/><author><name>André Procópio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02294513902187978823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgpyOvRpLrv_sRlPhCCgcK7bKzxbh8x2xlkHT_q05uO2y571SkN4RSA-U-TZl_dwVmPgoB_TgM9NwUAI-t9qGlnBSVIz57db5iL1vvQWzNCfNrr8AqNGh9fNmpxFDB-Zec/s220/Montevideo+Agosto+2011+%28CLAE%29.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjDZcCUE6h0Ok1TXmHFpWhPN5O_osX1alKwQNLcR7yJPMXKsL9ukWmeeBDGJKb1oAMpslpEvOlD8dGTzWB8yUw5OgLhZPVgsu0KnhKG3P8K3JU4yFBMPuoHmZzvzagcsP1S1tibTHD7W1E/s72-c/o+estado+como+-+1.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261.post-1171590171257803994</id><published>2017-03-08T00:33:00.002-03:00</published><updated>2017-03-08T00:37:43.318-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="EUA"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="geografia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="história"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="política"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sociologia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="urbanismo"/><title type='text'>Planeta Favela - Mike Davis</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgYJylNxB4OPslwL7Zvr9oazhrnZXX-EQycGNOEevGYnadsfGS2lPCxHlxYa4jEhmH90KOZWI6bOKA6HJE2-kfhlZM1UDc5Ac1HZOWBtcNF5SeZDjz2-JTpIgRWnJAOAALsRzSmO855tmg/s1600/Planeta+favela+-+1.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgYJylNxB4OPslwL7Zvr9oazhrnZXX-EQycGNOEevGYnadsfGS2lPCxHlxYa4jEhmH90KOZWI6bOKA6HJE2-kfhlZM1UDc5Ac1HZOWBtcNF5SeZDjz2-JTpIgRWnJAOAALsRzSmO855tmg/s320/Planeta+favela+-+1.jpg&quot; width=&quot;223&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;style type=&quot;text/css&quot;&gt;P { margin-bottom: 0.21cm; }P.western {  }&lt;/style&gt;


&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; lang=&quot;pt-BR&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.99cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;texgyrepagella&amp;quot;;&quot;&gt;O assunto das favelas é pouco e mal
debatido, muito provável por ser um assunto desagradável, relevamos
para segundo plano um assunto vital para a discussão urbana. Mike
Davis produziu este trabalho sintético sobre o panorama das
habitações irregulares, chamadas de favelas no Brasil, mas que
conseguem encontrar um termo específico em cada lugar: &lt;i&gt;villas,
pueblos jovenes&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;, &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Slum&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;,
etc. O quadro geral e desesperador, se temos uma pequena fatia nos
países europeus em habitações irregulares, não podemos esquecer
de olhar para os locais onde se encontram a maior parcela da
humanidade, os chamados países subdesenvolvidos e sua gigantesca
população vivendo em locais miseráveis. Se isto se aplica ao
Brasil, que como arredondou Bárbara Freitag em &lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://procopioo.blogspot.com.br/2015/05/teorias-da-cidade-barbara-freitag.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;i&gt;Teorias da cidade&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;, temos 50% da população
morando em habitações irregulares ao incluirmos também os
cortiços, puxadinhos e quartinhos escondidos e absorvidos pela
pesada estrutura urbana das cidades, a situação é muito mais
crítica em locais como a Índia ou o continente africano.
Curiosamente, também são países com um volume populacional maior,
e uma estrutura estatal mais frágil.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; lang=&quot;pt-BR&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.99cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;texgyrepagella&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;Um dos
pontos fundamentais que Davis traz para a discussão está num dos
problemas que acredito serem fundamentais nesse princípio de século
XXI, debatido à exaustão em períodos anteriores, foi posicionado
como assunto de menor importância nos últimos trinta anos: a
questão do Estado. Dada a euforia modernista do pós-guerra, tivemos
um período relativamente extenso de destaque para a arquitetura
moderna. Brasília é concebida neste período, bem como a ideia de
conjuntos habitacionais. Grosso modo, os conjuntos habitacionais
foram a saída encontrada pelos variados governos, tanto nos blocos
socialistas como capitalistas da época, para a questão da
habitação, dado que haviam dois problemas, a destruição causada
pela guerra (questão muito mais séria na Europa e sua parte leste)
e o chamado &lt;/span&gt;&lt;i&gt;baby booming&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;,
também conhecido como explosão demográfica, possível por coisas
como maior expectativa de vida, redução da mortalidade infantil e
não desconsidero elencar um certo otimismo para com o futuro. De
qualquer forma, o problema era simples, faltava habitação decente
para toda a população. Para piorar, é ao longo do século XX que
vemos o mundo deixando de ser rural para se tornar urbano. Os
conjuntos habitacionais começam a demonstrar seus problemas, o
modernismo adotado sem um postura crítica busca simplesmente suprir
um problema numérico/matemático e coloca de lado a questão humana.
Não demora observamos conjuntos habitacionais que são verdadeiros
pesadelos, vemos isso em filmes como &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Clockers&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;
de Spike Lee, ou em histórias como a de Christiane F., todas com uma
importante ambientação em torno destes grandes complexos de
concreto armado. Desta forma, a forma com que se aborda a questão
habitacional muda, de uma abordagem onde o Estado era o principal
agente, para uma abordagem de financiamento e individualização.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; lang=&quot;pt-BR&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.99cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;texgyrepagella&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;Este é
o ponto chave em torno da discussão que ocorre no livro. Em primeiro
momento, olhando para a política de Estados como agentes para a
resolução dessa carência habitacional e sua resolução em torno
de conjuntos habitacionais, apresentarmos uma política de liberação
de crédito parece muito mais sensata. Temos aqui uma questão para a
qual eu sou simpático, já colocada por Braudel que é a de não
olharmos para a história seduzidos pelo acontecimento, pelos
períodos curtos, é necessário uma certa densidade histórica e por
isso a atenção para períodos mais longos. E com isto, podemos
esticar nossa observação para o momento em que a política de
liberação de crédito (vide &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Minha casa, minha vida&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;)
é adotada em detrimento da de um Estado enquanto agente direto. O
que vamos observar é um problema habitacional agravado, e um gasto
maior de dinheiro. A ideia em princípio interessante, de liberar
crédito para que as pessoas individualmente melhorassem sua
habitação, ou financiassem uma nova, revelou-se um grande problema.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; lang=&quot;pt-BR&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.99cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;texgyrepagella&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;Desta
forma, o que se reforçou foi a principal causa de carência
habitacional, a especulação imobiliária. Injetando dinheiro no
mercado, sua reação é aumentar os preços. E as famílias que
conseguiram sair de favelas, não hesitaram em alugar seus barracos,
ou vendê-los, e desta forma a habitação precária continuou sendo
utilizada. Com o aumento de preços, sair da situação precária se
tornou um desafio ainda maior. De certa forma, não é algo diferente
do que vimos em programas como o famoso &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Minha casa, minha
vida&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;, que trazia uma opção de
financiamento atraente em relação aos outros programas (privados),
mas não garantiu moradia decente, seja no sentido técnico da coisa
(qualidade do material usado, seguimento de regras básicas da ABNT,
etc), seja no sentido social, humano (locais distantes, sem comércio
próximo, estresse diário com deslocamento para o trabalho, etc).
Não podemos ignorar, que uma parte deste problema também está
ligado a uma questão cultural, de que as classes mais abastadas
simplesmente desejam distância de classes menos abastadas, isto é
uma questão sem explicação racional, mas que encontra sua
justificativa nos sentimentos de repulsa, nojo e medo. Com isto,
podemos debater através deste livro a situação atual das precárias
habitações em que vivem a maior parcela da humanidade, bem como
constatar o fracasso e a necessidade de buscar novas políticas
públicas para habitação que não sejam a construção de grotescos
conjuntos habitacionais ou caros financiamentos e liberação de
crédito.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjyGiIBtjYsObBpuLbd6ccO41Xd9kwfg_DCnuRErlhCgA4FoOn7HzBcrAD5L0BBbnHc4ohNii3mbl6UA_4zxTkVAmbtwYO7uWUSRb2Z_7VWtXyCAG-qssJRmjA5VbZkzlc44ppFRo0SmKQ/s1600/Planeta+favela+-+2.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;281&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjyGiIBtjYsObBpuLbd6ccO41Xd9kwfg_DCnuRErlhCgA4FoOn7HzBcrAD5L0BBbnHc4ohNii3mbl6UA_4zxTkVAmbtwYO7uWUSRb2Z_7VWtXyCAG-qssJRmjA5VbZkzlc44ppFRo0SmKQ/s400/Planeta+favela+-+2.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Uma parte do ensaio que está no final do livro.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; lang=&quot;pt-BR&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.99cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://procopioo.blogspot.com/feeds/1171590171257803994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://procopioo.blogspot.com/2017/03/planeta-favela-mike-davis.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/1171590171257803994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/1171590171257803994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://procopioo.blogspot.com/2017/03/planeta-favela-mike-davis.html' title='Planeta Favela - Mike Davis'/><author><name>André Procópio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02294513902187978823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgpyOvRpLrv_sRlPhCCgcK7bKzxbh8x2xlkHT_q05uO2y571SkN4RSA-U-TZl_dwVmPgoB_TgM9NwUAI-t9qGlnBSVIz57db5iL1vvQWzNCfNrr8AqNGh9fNmpxFDB-Zec/s220/Montevideo+Agosto+2011+%28CLAE%29.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgYJylNxB4OPslwL7Zvr9oazhrnZXX-EQycGNOEevGYnadsfGS2lPCxHlxYa4jEhmH90KOZWI6bOKA6HJE2-kfhlZM1UDc5Ac1HZOWBtcNF5SeZDjz2-JTpIgRWnJAOAALsRzSmO855tmg/s72-c/Planeta+favela+-+1.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261.post-3519815433193928660</id><published>2017-02-22T20:32:00.000-03:00</published><updated>2017-03-08T00:37:28.879-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Argentina"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="cinema"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="frança"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Itália"/><title type='text'>Mondovino - Jonathan Nossiter</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiBZ9jJaeKACQc37FXfiHYKcjUglfl8hgUXz3PgcMzGLLpwc9b8S3JGl6tTaT_SnCwE663ixOeKmZUUkqrNbkuGPFVm1IDp7TinQV_moM-GD7zK3rNXvQ8ILD7ywBIncK3XRi2OUbt6VXE/s1600/mondovino.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiBZ9jJaeKACQc37FXfiHYKcjUglfl8hgUXz3PgcMzGLLpwc9b8S3JGl6tTaT_SnCwE663ixOeKmZUUkqrNbkuGPFVm1IDp7TinQV_moM-GD7zK3rNXvQ8ILD7ywBIncK3XRi2OUbt6VXE/s320/mondovino.jpg&quot; width=&quot;214&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;style type=&quot;text/css&quot;&gt;P { margin-bottom: 0.21cm; }P.western {  }&lt;/style&gt;


&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.99cm;&quot;&gt;
Além de cineasta Jonathan Nossiter é sommelier, por isso durante
longos anos a fio ele foi percorrendo variadas localidades com sua
câmera de mão para falar sobre vinho nos principais centros
produtores. A ideia base que Nossiter carrega ao tratar do vinho, é
o curioso fato de que durante um longo período da história humana,
o vinho foi uma bebida que acompanhou as multidões. Era vinho o que
a plateia do coliseu bebia, era vinho o que era servido nos bacanais
gregos, era vinho uma das bebidas consumidas no Egito antigo ou na
mesopotâmia, não por acaso é até hoje o vinho a bebida consumida
num importante ritual religioso dos cristãos. Porém, em dado
momento mais recente, coisa de não mais de duzentos anos, o vinho
foi ganhando um caráter de aristocracia, de elite, de bebida nobre
frente a todas as outras. É ai que as coisas começam a complicar.&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.99cm;&quot;&gt;
Atualmente a indústria do vinho gera muito dinheiro, especialmente
se olharmos para os vinhos mais famosos que ultrapassam
tranquilamente os mil reais. Nossiter vê alguns problemas no consumo
de vinho destes tempos pra cá. Seu &lt;i&gt;status&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;
de bebida nobre frente todas as outras bebidas, é uma das coisas que
mais afasta as pessoas do vinho, não propriamente evitando que elas
consumam a bebida, mas que criem uma relação pouco produtiva com
ela. Não por acaso, uma das primeiras cenas, dos primeiros locais
visitados é uma plantação de uvas &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Malvasia&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;
na Itália. Duas falas marcantes são a de Nossiter explicando porque
estava lá, dizendo que havia provado aquele vinho nua cantina ali
perto e que gostou tanto que queria cumprimentar o produtor. O
produtor por sua vez, que era um sujeito velhinho acompanhado de sua
esposa, explica que a &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Malvasia&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;
era plantada por ele por uma tradição de fazer o próprio vinho da
fazenda e de oferecer para as pessoas, tal qual  se oferece café, em
sua explicação ele lamentava que seus vizinhos não plantavam mais
a uva, pois não valia a pena financeiramente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.99cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;Ao longo do documentário vai
ficando clara a força que grandes empresas têm frente estes
produtores pequenos, sejam alguns bem sucedidos franceses que
conseguem vender seus vinhos ainda com algum caráter de &lt;/span&gt;&lt;i&gt;boutique&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;,
seja um mestiço argentino acoado com sua pequena propriedade frente
grandes produtores de vinho da região de Mendoza, Argentina. A
problemática por trás destes pequenos produtores perdendo espaço
para gigantescos e até mesmo transcontinentais conglomerados, é uma
certa “&lt;/span&gt;&lt;i&gt;standartização&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;”
do vinho. Isto fica claro na figura de Michel Rolland e
principalmente de Robert Parker. A figura de Parker talvez seja mais
conhecida. Certamente R. Parker é o crítico de vinhos mais famoso,
e você vai ver a influência que ele tem assim que abrir qualquer
&lt;/span&gt;&lt;i&gt;site&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt; que venda vinhos
&lt;/span&gt;&lt;i&gt;online&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;, e como vinhos
mais caros têm o seu preço mais alto justificado através da
pontuação dada por Parker. Desta forma, unindo as duas pontas de um
enólogo como Rolland que passa o mesmo método produtivo para vários
vinicultores e de um Robert Parker que define o bom e ruim no mundo
do vinho unicamente através de seu paladar, teremos vinhos cada vez
mais iguais, mais manipulados e sem caráter, sem uma personalidade
específica. O alerta de Nossiter não é sem exagero, vide a
quantidade de vinhos das castas &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Cabernet Sauvignon&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;,&lt;/span&gt;&lt;i&gt;
Merlot&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;,&lt;/span&gt;&lt;i&gt; Sauvignon
Blanc &lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;e &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Chardonnay&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;.
Isso que nem estamos falando de &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Tannat&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;,
&lt;/span&gt;&lt;i&gt;Malbec&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;, &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Syrah&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;,
&lt;/span&gt;&lt;i&gt;Riesling&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt; ou &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Torrontés&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;,
mas podemos pensar em países com tradição vinífera de longa data,
como Portugal, Espanha, Alemanha, Áustria, Romênia, Grécia,
Turquia e Geórgia, cada um com sua forma de produzir e suas castas
específicas. Certamente o filme de Nossiter nos ajuda a buscar
vinhos menos óbvios e menos caros, como foi afirmado por ele numa
&lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=mlsPOqSGIZU&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;entrevista&lt;/a&gt;, devemos beber vinhos de cinco até cem dólares, com o
que ele complementou que raramente pagava mais de cem dólares pelo
fato de poucos vinhos realmente valerem isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhyMmBFvvLeMtZkorykaKzwV6lffu-zwpBn95Wd3SoJsWEsVOuilLkPWcsCjWB0dj4maqHJf478ZDyGDJyQXLLXBYI9NQox14lm7U6dJbjDJ83rvLOY3SGXGz27Jyvn3T-bdb5X-pEu1gk/s1600/mondovino.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;305&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhyMmBFvvLeMtZkorykaKzwV6lffu-zwpBn95Wd3SoJsWEsVOuilLkPWcsCjWB0dj4maqHJf478ZDyGDJyQXLLXBYI9NQox14lm7U6dJbjDJ83rvLOY3SGXGz27Jyvn3T-bdb5X-pEu1gk/s400/mondovino.JPG&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://procopioo.blogspot.com/feeds/3519815433193928660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://procopioo.blogspot.com/2017/02/mondovino-jonathan-nossiter.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/3519815433193928660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/3519815433193928660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://procopioo.blogspot.com/2017/02/mondovino-jonathan-nossiter.html' title='Mondovino - Jonathan Nossiter'/><author><name>André Procópio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02294513902187978823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgpyOvRpLrv_sRlPhCCgcK7bKzxbh8x2xlkHT_q05uO2y571SkN4RSA-U-TZl_dwVmPgoB_TgM9NwUAI-t9qGlnBSVIz57db5iL1vvQWzNCfNrr8AqNGh9fNmpxFDB-Zec/s220/Montevideo+Agosto+2011+%28CLAE%29.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiBZ9jJaeKACQc37FXfiHYKcjUglfl8hgUXz3PgcMzGLLpwc9b8S3JGl6tTaT_SnCwE663ixOeKmZUUkqrNbkuGPFVm1IDp7TinQV_moM-GD7zK3rNXvQ8ILD7ywBIncK3XRi2OUbt6VXE/s72-c/mondovino.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261.post-8463903701122455929</id><published>2017-02-07T13:39:00.003-02:00</published><updated>2017-02-07T13:39:59.037-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="cinema"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="EUA"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ficção científica"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="memória"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="psicologia"/><title type='text'>Primer - Shane Carruth</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhLA48ol5-XAyzZRu0WMaOVUqIHAC16aOtlrk-4Acff-QpM56EqqTefOCo3bJhaQk-RMhxJipcp5-anZdwVHlbYmufQVjuoH-FKKBbViNpouO-waSvj5QrJy9uCDzJKdK5wjJ2RnaFCQHw/s1600/primer.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhLA48ol5-XAyzZRu0WMaOVUqIHAC16aOtlrk-4Acff-QpM56EqqTefOCo3bJhaQk-RMhxJipcp5-anZdwVHlbYmufQVjuoH-FKKBbViNpouO-waSvj5QrJy9uCDzJKdK5wjJ2RnaFCQHw/s320/primer.jpg&quot; width=&quot;216&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;style type=&quot;text/css&quot;&gt;P { margin-bottom: 0.21cm; }P.western {  }&lt;/style&gt;


&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.99cm;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;b&gt;Aviso:&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: normal;&quot;&gt;
talvez seja melhor ver o filme antes de ler sobre ele.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.99cm;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Primer&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt; tem um roteiro base
simples, que você já viu em outros filmes: a viagem no tempo.
Conhecemos as possíveis implicações que isto traria caso sua
possibilidade se concretizasse. As implicações são conhecidas e
variadas, desde não cruzar com seu duplo e interferir na ordem das
coisas, até a impossibilidade de ir para o futuro, já que ele ainda
não aconteceu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.99cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;O que surpreende, é seu orçamento
de sete mil dólares e a forma com que a história é contada. Shane
Carruth é graduado em matemática e trabalhava no desenvolvimento de
&lt;/span&gt;&lt;i&gt;softwares&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt; antes de
iniciar sua carreira cinematográfica, e isto faz diferença na forma
com que o filme é feito. A primeira coisa, e para mim o ponto mais
forte, está no fato de não haver simplificação nos diálogos,
especialmente entre os dois protagonistas, mesmo quando eles discutem
o aparelho que estão desenvolvendo. A descoberta é por acidente, e
o acidente torna crível a descoberta dos dois amigos, eles
acreditavam estar desenvolvendo algo como um redutor de peso. Como
aprendemos na escola, o peso se altera alterando a gravidade e uma
distorção no espaço-tempo distorceria a gravidade, logo mudaria o
peso. Acidentalmente, o que ocorre no aparelho desenvolvido pelos
dois amigos em sua garagem, é uma curta viagem no tempo, sempre 6
horas atrás no passado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;font-style: normal; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.99cm;&quot;&gt;
Em princípio a ideia era aproveitar esta vantagem para ganhar um bom
dinheiro na bolsa de valores todos os dias, já que os dois são
engenheiros em empresas privadas de desenvolvimento de tecnologia e
sabem que o mais certo é serem demitidos quando sua vitalidade
diminuir e seu salário aumentar, ali pelos 40 anos. São coisas como
essa, que aparecem de soslaio ao longo do filme, que dão o toque de
real para ele, que muitas vezes falta em outros filmes sobre viagem
no tempo. Para reforçar esse ar de realidade e seriedade que temos
ao longo de todo o filme, a estética sempre preza uma imagem
complicada, pouco clara, confusa, nos produzindo um estado de
pré-viagem com o tempo. A confusão narrativa é proposital, tomar
contato com outras temporalidades que não a do presente, sempre nos
produz uma sensação das mais estranhas – e como historiador devo
dizer, das mais prazerosas também.&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.99cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;Desta forma, são pontos como esse,
que para além do baixo orçamento de &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Primer&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;,
que usou e abusou de amigos e conhecidos de Carruth como atores e
figurantes, bem como suas casas suburbanas, que tornam o filme
interessante, conseguindo ser sério, nos prender e o melhor de tudo,
não nos tratar como completos imbecis frente à tela. Afinal, se era
preciso tratar de um tema já tão batido como a viagem no tempo, era
necessário trazer algo de novo, Shane Carruth conseguiu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.99cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&amp;nbsp;

&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi5meRpqTIyCFevG8A7ENntm2s_T-9iMoVYtgpPUUkdtsbO938vxIL1EM5806w1VHSS61RtJfKljnoNX7pJLvnhz1wW2P_Fzc4WbUB50CSuLeEEjkqyeNHU07g11qwBtA6z_MB-34GpAW8/s1600/primmer%252C+filme.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;225&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi5meRpqTIyCFevG8A7ENntm2s_T-9iMoVYtgpPUUkdtsbO938vxIL1EM5806w1VHSS61RtJfKljnoNX7pJLvnhz1wW2P_Fzc4WbUB50CSuLeEEjkqyeNHU07g11qwBtA6z_MB-34GpAW8/s400/primmer%252C+filme.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://procopioo.blogspot.com/feeds/8463903701122455929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://procopioo.blogspot.com/2017/02/primer-shane-carruth.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/8463903701122455929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/8463903701122455929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://procopioo.blogspot.com/2017/02/primer-shane-carruth.html' title='Primer - Shane Carruth'/><author><name>André Procópio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02294513902187978823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgpyOvRpLrv_sRlPhCCgcK7bKzxbh8x2xlkHT_q05uO2y571SkN4RSA-U-TZl_dwVmPgoB_TgM9NwUAI-t9qGlnBSVIz57db5iL1vvQWzNCfNrr8AqNGh9fNmpxFDB-Zec/s220/Montevideo+Agosto+2011+%28CLAE%29.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhLA48ol5-XAyzZRu0WMaOVUqIHAC16aOtlrk-4Acff-QpM56EqqTefOCo3bJhaQk-RMhxJipcp5-anZdwVHlbYmufQVjuoH-FKKBbViNpouO-waSvj5QrJy9uCDzJKdK5wjJ2RnaFCQHw/s72-c/primer.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261.post-2451614558110885280</id><published>2015-09-04T07:41:00.004-03:00</published><updated>2015-09-04T07:41:30.179-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="cinema"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="EUA"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="história"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="política"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="racismo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="segregação"/><title type='text'>Selma - Paul Webb (argumento)</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgCAN-Ue4DpiY6mpYCvBE8XhVcjq3DhAWcJzSJSu5H19Ib34hxVuPwQHj2mA75fKLMhR4VD5_EAKCjid5CsAVRdHrlCiLL6FBG0bzot75AxM0PScl3nLAQ2u_l802kdJPcbTPhm5oQHXn0/s1600/selma.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgCAN-Ue4DpiY6mpYCvBE8XhVcjq3DhAWcJzSJSu5H19Ib34hxVuPwQHj2mA75fKLMhR4VD5_EAKCjid5CsAVRdHrlCiLL6FBG0bzot75AxM0PScl3nLAQ2u_l802kdJPcbTPhm5oQHXn0/s320/selma.jpg&quot; width=&quot;213&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; É possível afirmar que, até agora, o filme que melhor conseguiu retratar a situação da segregação racial nos Estados Unidos da América e a luta dos movimentos pelos direitos civis dos anos 1950-60 fique por conta de Selma. E isto não se dá pelas boas atuações, figurino, e outros tantos detalhes técnicos e estéticos que estão sim muito bem apresentáveis, mas pelo fato de não se omitir em demonstrar a violência constante, que era utilizada (e de alguma forma ainda o é) para manter e exercer um racismo cotidiano. O racismo, e ligeiramente incluiremos o machismo aqui também, é uma prática pautada pela violência, pois é apenas por meio dela que uma separação inexistente e possível apenas no campo das ideias, seja levado a cabo. Afinal, apenas com muita violência, muita porrada e morte, você consegue tirar alguém de sua terra natal, obrigá-lo a uma situação degradante e humilhante, e assim apagar qualquer perspectiva no horizonte do tempo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E o filme não se ausenta do debate político que ocorria na época, e procura nos inserir de forma consistente e histórica na questão. Não se limita a política institucional dos partidos e das estruturas governamentais do Estado, e vai nos movimentos da sociedade civil e aqueles que podemos chamar de momentos/movimentos espontâneos ou autogeridos, afinal de contas tudo isso é parte fundamental da política. Como que numa espécie de mediação, temos a importante e central figura de Martin Luther King, pastor e principal figura do recorte elegido. Ele acabaria simbolizando aquilo que seria a organização da sociedade civil, por trazer a movimentação política e seu debate fora das instâncias burocráticas dos partidos e Estado, mas sem negar seu papel dentro de uma organização já estruturada e instrumentalizada num claro debate com o fronte burocrático. Outro fato que não podemos esquecer, é o de Luther King ser um pastor de uma igreja evangélica estadunidense. Podemos, e talvez devemos fazer uma mirada crítica pelo fato de apagarem e não darem tanta prioridade a outras articulações negras da época como os panteras negras1 e uma reduzida abordagem de Malcom X, mas ao mesmo tempo a abordagem dada nos ajuda a entender a difícil escolha e manutenção de um movimento enquanto pacifista e não-violento, sem adoção de uma postura passiva – e como tudo isso foi transbordado de sangue. De maneira resumida, podemos dizer que havia uma certa consciência de que, adotando práticas violentas o aparelhamento governamental (branco e impregnado de racismo) teria legitimidade pública para sufocar até o último suspiro, algo que de alguma forma ocorreu com os perseguidos Panteras Negras. E ao mesmo tempo, como adotar esta postura não fora nada fácil frente um cotidiano violento e friamente assassino.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Em outro ponto retratado pelo filme, temos o governo de Lyndon B. Johnson, na época presidente dos EUA, e que promulgou por fim uma série de direitos civis. O cuidado em retratar esta esfera é muito válido, pois há uma clara intenção em não retratar Johnson como um racista-sulista típico, que acreditava piamente na segregação como uma garantia legal das leis “naturais”, mas ao mesmo tempo são muito realistas também em retratar como esta questão estava longe de ser uma prioridade para ele, e que estes avanços (como sempre) ocorreram de fato graças a ampla mobilização da sociedade civil. E ao mesmo tempo podemos perceber como King só conseguia estabelecer um diálogo mais consistente com o governo, graças a sua figura de persona moderada frente a outros movimentos negros, no caso Malcom X e sua postura menos pacifista, e como esta pluralidade de moimentos gerava uma situação que obrigava os EUA a repensar sua postura no campo social. Desta forma o filme consegue retratar bem a complexidade política do período, e como as articulações da sociedade civil foram vitais para a garantia de estabilidade provida pelo Estado.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Podemos assim fazer uma última observação sintética, de como o filme pode servir de ótimo instrumento para nos inserir nas tensões do período, com todo um cuidado em demonstrar a importância de movimentos políticos fora de organizações estatais ou partidárias, e ao mesmo tempo nos ajuda a entender como estes direitos não foram dádivas, já que percebemos uma resistência clara em executá-los, já que boa parte deles já haviam sido implementados na administração Kennedy, mas como bem percebemos sua execução e efetivação era uma questão ainda muito distante, afinal este era um vespeiro. E por fim, como a figura de Martin Luther King era cercada e apoiada por outras tantas figuras que acabaram ganhando menor destaque, mesmo sendo tão vitais quanto ele, demonstrando como por mais importante que seja a figura de um líder, as movimentações não ocorrem única e exclusivamente por meio deles.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://procopioo.blogspot.com/feeds/2451614558110885280/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://procopioo.blogspot.com/2015/09/selma-paul-webb-argumento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/2451614558110885280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/2451614558110885280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://procopioo.blogspot.com/2015/09/selma-paul-webb-argumento.html' title='Selma - Paul Webb (argumento)'/><author><name>André Procópio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02294513902187978823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgpyOvRpLrv_sRlPhCCgcK7bKzxbh8x2xlkHT_q05uO2y571SkN4RSA-U-TZl_dwVmPgoB_TgM9NwUAI-t9qGlnBSVIz57db5iL1vvQWzNCfNrr8AqNGh9fNmpxFDB-Zec/s220/Montevideo+Agosto+2011+%28CLAE%29.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgCAN-Ue4DpiY6mpYCvBE8XhVcjq3DhAWcJzSJSu5H19Ib34hxVuPwQHj2mA75fKLMhR4VD5_EAKCjid5CsAVRdHrlCiLL6FBG0bzot75AxM0PScl3nLAQ2u_l802kdJPcbTPhm5oQHXn0/s72-c/selma.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261.post-7684626214846151265</id><published>2015-09-03T20:19:00.000-03:00</published><updated>2015-09-03T20:19:03.158-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Aústria"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="psicologia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sexo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sociedade"/><title type='text'> O mal-estar na civilização - Sigmund Freud</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh1OTo-eSBrW4m4CdHmuyUHH8BFW6-iNSJMq99NQ-yd9OxWf23rZ7nZdsKLYZpH7R9W9CyfeBRd404h35v2H14fSVoBksEKmKfBuacUElUUly-KDWey_bHshgdqwam-HUDG-1lpUZgrXVE/s1600/mal+estar+na+civiliza%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh1OTo-eSBrW4m4CdHmuyUHH8BFW6-iNSJMq99NQ-yd9OxWf23rZ7nZdsKLYZpH7R9W9CyfeBRd404h35v2H14fSVoBksEKmKfBuacUElUUly-KDWey_bHshgdqwam-HUDG-1lpUZgrXVE/s320/mal+estar+na+civiliza%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg&quot; width=&quot;209&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;style type=&quot;text/css&quot;&gt;P { margin-bottom: 0.21cm; }P.western {  }&lt;/style&gt;


&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;font-weight: normal; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2.01cm;&quot;&gt;
Li este clássico de Freud para pensar melhor o processo civilizador
de Elias. No segundo volume da obra homônima, as referências de
Elias para com o campo da psicanálise eram claras e ajudavam a dar
conta de sua problematização. Em larga medida, ambos os autores
querem entender, por caminhos e objetivos distintos, como aquilo que
chamamos de barbárie pode ocorrer, mesmo em espaços que constituem
aquilo que tranquilamente chamamos de civilização. Ambas as obras
tem próximos de si a ascensão nazista, o que no caso de Elias será
drástico, ao ponto de seus pais serem mortos graças a perseguição
aos judeus.&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2.01cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-weight: normal;&quot;&gt;De alguma forma Freud vai prestar
atenção nas questões que estariam para além do indivíduo, e que
acabam o cercando e criando condições e regras para além de si, o
que em largas medidas seria a sociedade. Desta forma, um
entrelaçamento entre Eu, Id e Super-eu faria sua dinâmica. Tendo o
sujeito que aprender a conviver num equilíbrio entre suas pulsões,
seus desejos imediatos, e as questões de freio, como a moral e as
barreiras ou regras sociais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;font-weight: normal; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2.01cm;&quot;&gt;
Uma crítica ao ideal de civilização, perseguido loucamente, se
forma. Havendo o Homem ao mesmo tempo construído maravilhas sem fim
graças a seu processo civilizador, ao mesmo tempo temos uma questão
psíquica difícil de lidar, e que pode gerar absurdos. Sem apontar
uma saída, sem passar nenhuma receita, Freud nos adverte de que se
mantivermos indivíduos muito sufocados, sob um enorme peso da
civilização, isso gerará uma disfunção entre as três esferas do
sujeito, mas por outro lado não podemos querer que o Eu se
sobreponha a todas as outras esferas, pois assim teríamos a mais
completa balbúrdia, criando uma situação de instabilidade pouco
agradável. De alguma maneira os sentimentos exercem um peso maior do
que outros elementos mais bem valorizados.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://procopioo.blogspot.com/feeds/7684626214846151265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://procopioo.blogspot.com/2015/09/o-mal-estar-na-civilizacao-sigmund-freud.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/7684626214846151265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/7684626214846151265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://procopioo.blogspot.com/2015/09/o-mal-estar-na-civilizacao-sigmund-freud.html' title=' O mal-estar na civilização - Sigmund Freud'/><author><name>André Procópio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02294513902187978823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgpyOvRpLrv_sRlPhCCgcK7bKzxbh8x2xlkHT_q05uO2y571SkN4RSA-U-TZl_dwVmPgoB_TgM9NwUAI-t9qGlnBSVIz57db5iL1vvQWzNCfNrr8AqNGh9fNmpxFDB-Zec/s220/Montevideo+Agosto+2011+%28CLAE%29.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh1OTo-eSBrW4m4CdHmuyUHH8BFW6-iNSJMq99NQ-yd9OxWf23rZ7nZdsKLYZpH7R9W9CyfeBRd404h35v2H14fSVoBksEKmKfBuacUElUUly-KDWey_bHshgdqwam-HUDG-1lpUZgrXVE/s72-c/mal+estar+na+civiliza%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261.post-3045632932135153036</id><published>2015-08-07T12:08:00.000-03:00</published><updated>2015-08-07T12:08:32.504-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="identidade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Jamaica"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="psicologia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Reino Unido"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sociedade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sociologia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="teoria"/><title type='text'>A identidade cultural na pós-modernidade - Stuart Hall</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEij5WaS8S3F3QQ_6NUXppP7GvAdCOyCFtvr5hl3aQFiZfTtKe4Ku90WC6pjpS_aMcH8jrQab40PtuWJVY0lYyMg59OgupXd7msJX5e5wGJT2q-VXpFRIHZ2RwHporSEOdFlSXdH2P1kWMg/s1600/Documento+digitalizado-3.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEij5WaS8S3F3QQ_6NUXppP7GvAdCOyCFtvr5hl3aQFiZfTtKe4Ku90WC6pjpS_aMcH8jrQab40PtuWJVY0lYyMg59OgupXd7msJX5e5wGJT2q-VXpFRIHZ2RwHporSEOdFlSXdH2P1kWMg/s320/Documento+digitalizado-3.jpg&quot; width=&quot;215&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Este livro de Stuart Hall acabou se tornando bibliografia básica quando a discussão gira em torno da identidade. Os motivos para isso não são para menos, afinal, com muita destreza ele consegue sintetizar as discussões em torno da identidade em basicamente cem páginas. O ponto de partida é a diferenciação entre três tipos de sujeito, e consequentemente de identidade.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Estes três sujeitos são: A) o sujeito do Iluminismo, B) o sujeito sociológico, e por último, C) o sujeito pós-moderno. Em linhas gerias o sujeito do Iluminismo é entendido a partir de uma essência, e desta forma seria o que se é. Este é um sujeito indivisível, que é o que se é e não poderia ser outra coisa. Enquanto o sujeito sociológico tem a sua identidade formada a partir do meio em que vive, e que seu desenvolvimento, único e individual, se dá pelas experiências em um dado tipo de sociedade. Por sua vez o sujeito pós-moderno é fragmentado, mas não por não possuir identidade em momento algum, mas sim por agir através de uma infinidade de identidades, sendo pela manhã um trabalhador, pela tarde um estudante, pela noite um marido, oscilando seu vinculo identitário a cada instante. Um outro exemplo desta identidade pós-moderna, seria a de um sujeito que participa de alguma tribo urbana, que numa hora seria um clubber, noutra um londrino, depois um inglês, quem sabe um trabalhador, quem sabe um estudante, o que é claro para todo mundo é que suas identidades são múltiplas, gerando assim identificações. Reconhece-se que diferentes identificações são invocadas ao longo do dia, sendo a existência composta e reconhecida não mais como algo preso a uma identidade coesa e indivisível.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Os embates ficam mais interessantes quando temos a questão nacional em jogo, pois o processo de globalização, que coloca este sujeito pós-moderno em cena, parece apagar cada vez mais qualquer resquício dessa identidade nacional, ou até mesmo local. Porém, o que podemos perceber de maneira mais atenta, é como estas identificações estão numa dialética constante, sendo assim, o processo de globalização está muito mais ligado a produção de novas identidades, e não a destruição da identidade. E desta forma, por mais que a identidade local apareça com cada vez mais força, isto é um processo ligado a globalização, e poderíamos dizer, tal qual é o caso das cidades do estado de Santa Catarina, isto seria uma forma de inserir-se melhor na globalização, já que seria um produto diferenciado. Hall traz a questão, de que em tempos de global, as fronteiras distantes estão ao alcance de uma passagem de avião, e desta forma o sujeitos estão numa tradução, mediando dois mundos. Sendo assim, não podemos entender a globalização como um simples processo de apagar identidades entendidas como seminais, mas sim como produção de novos significados, novos vínculos identitários, porém tudo isso da forma desigual que a globalização produz.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://procopioo.blogspot.com/feeds/3045632932135153036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://procopioo.blogspot.com/2015/08/a-identidade-cultural-na-pos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/3045632932135153036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/3045632932135153036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://procopioo.blogspot.com/2015/08/a-identidade-cultural-na-pos.html' title='A identidade cultural na pós-modernidade - Stuart Hall'/><author><name>André Procópio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02294513902187978823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgpyOvRpLrv_sRlPhCCgcK7bKzxbh8x2xlkHT_q05uO2y571SkN4RSA-U-TZl_dwVmPgoB_TgM9NwUAI-t9qGlnBSVIz57db5iL1vvQWzNCfNrr8AqNGh9fNmpxFDB-Zec/s220/Montevideo+Agosto+2011+%28CLAE%29.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEij5WaS8S3F3QQ_6NUXppP7GvAdCOyCFtvr5hl3aQFiZfTtKe4Ku90WC6pjpS_aMcH8jrQab40PtuWJVY0lYyMg59OgupXd7msJX5e5wGJT2q-VXpFRIHZ2RwHporSEOdFlSXdH2P1kWMg/s72-c/Documento+digitalizado-3.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261.post-4903414139419464982</id><published>2015-06-29T21:43:00.002-03:00</published><updated>2015-06-29T21:43:22.571-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="brasil"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Itália"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="teoria"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="urbanismo"/><title type='text'>A cidade polifônica - Massimo Canevacci</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi-BQQvmQx-kzl1SBtTgk-DB2-yfnFdCA0ZXe0-aUI6RBcefBwaT0oh_4B-UNgBumsLybRllcI_M2b31Bqb_YeUOXSwkHFPjVRexX-ru-kluU0qHhtclfzH4SzE4xFWLcxJJMW7X5uABTI/s1600/a-cidade-polifnica-antropologia-da-comunicaco-urbana-13902-MLB50592097_4104-O.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi-BQQvmQx-kzl1SBtTgk-DB2-yfnFdCA0ZXe0-aUI6RBcefBwaT0oh_4B-UNgBumsLybRllcI_M2b31Bqb_YeUOXSwkHFPjVRexX-ru-kluU0qHhtclfzH4SzE4xFWLcxJJMW7X5uABTI/s320/a-cidade-polifnica-antropologia-da-comunicaco-urbana-13902-MLB50592097_4104-O.jpg&quot; width=&quot;239&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;style type=&quot;text/css&quot;&gt;P { margin-bottom: 0.21cm; }P.western {  }&lt;/style&gt;


&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;font-weight: normal; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;font-weight: normal; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;A cidade emite sons. A cidade
comporta mais elementos do que sua forma física. A cidade é
polifônica, pois não se constitui de maneira heterogênea. Como o
próprio nome indica, Massimo Canevacci vai procurar decifrar os
sons, significados e linguagens na cidade de São Paulo durante a
década de 1980. Estamos falando de um momento muito particular, se
por um lado temos a redemocratização, de outro temos um país de
capital cada vez mais aberto. Tudo isto reflete no urbano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;font-weight: normal; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;A grande sacada do autor com este
livro, é sua atenção para a comunicação urbana. Esta comunicação
não é a entre duas pessoas, mas sim a da cidade, de seus prédios.
Assim como os &lt;/span&gt;&lt;i&gt;outdoors&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;,
as construções também têm signos. Como a cidade comporta mais do
que um tipo de gente, temos vários sons sendo produzidos. De alguma
forma é a dialética silenciosa da cidade, onde devagarinho uma
construção é derrubada, sua fachada, estrutura e toda composição
arquitetônica, construída num tempo e carregada com seus
significados, perde seu lugar para que se construa algo novo, com
outros significados e objetivos. Vemos isso o tempo todo e acabamos
não nos dando conta, afinal, pelo menos uma vez você passou por um
lugar e se deu conta que uma antiga construção já não estava mais
lá, e sim algo completamente diferente. Se por um lado vemos &lt;/span&gt;&lt;i&gt;moda&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;
nas construções, onde numa época se fixam pedras na parede, noutra
o uso de cobogós e &lt;/span&gt;&lt;i&gt;brises&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;
ao exagero, até as calhas escondidas e os gesos no teto das casas,
tudo isto carrega significado, quer dizer alguma coisa, não fosse
assim, da onde a maçante presença do “eme” amarelo daquela
cadeida de &lt;/span&gt;&lt;i&gt;fast-food&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;?
Ou o que dizer das novas assembleias e templos de Salomão? Não
podemos esquecer dos condomínios e dos &lt;/span&gt;&lt;i&gt;shopping centers&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;,
que parecem todos feitos pela mesma pessoa, já que seu desenho pouco
muda. Para completar temos as construtoras que fazem questão de
cunhar sua marca em suas construções, pois assim vendem algo mais
do que apartamentos e salas comerciais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;font-weight: normal; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;Tal qual uma orquestra, devemos
perceber na pluralidade de sons qual é o significado, o que se está
querendo dizer em meio a essa polifonia. É um livro chave para
percebemos no caos cotidiano do urbano um sentido. Desta forma
podemos ler o urbano, enxergar suas nuances, suas frestas e até suas
fachadas. Pensar o plural, não quer dizer aceitar um vazio de
significado, eles estão ali, em disputa, em hibridização, em
evidência ou em esquecimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://procopioo.blogspot.com/feeds/4903414139419464982/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://procopioo.blogspot.com/2015/06/a-cidade-polifonica-massimo-canevacci.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/4903414139419464982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/4903414139419464982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://procopioo.blogspot.com/2015/06/a-cidade-polifonica-massimo-canevacci.html' title='A cidade polifônica - Massimo Canevacci'/><author><name>André Procópio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02294513902187978823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgpyOvRpLrv_sRlPhCCgcK7bKzxbh8x2xlkHT_q05uO2y571SkN4RSA-U-TZl_dwVmPgoB_TgM9NwUAI-t9qGlnBSVIz57db5iL1vvQWzNCfNrr8AqNGh9fNmpxFDB-Zec/s220/Montevideo+Agosto+2011+%28CLAE%29.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi-BQQvmQx-kzl1SBtTgk-DB2-yfnFdCA0ZXe0-aUI6RBcefBwaT0oh_4B-UNgBumsLybRllcI_M2b31Bqb_YeUOXSwkHFPjVRexX-ru-kluU0qHhtclfzH4SzE4xFWLcxJJMW7X5uABTI/s72-c/a-cidade-polifnica-antropologia-da-comunicaco-urbana-13902-MLB50592097_4104-O.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261.post-3900050437901114306</id><published>2015-06-14T20:17:00.001-03:00</published><updated>2015-06-14T20:17:35.945-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="EUA"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ficção científica"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="literatura"/><title type='text'>Neuromancer - William Gibson</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjCg5ZSg813Taru0F7ZQOStblcIHn47XHgkPoSqCxYutOCK_QJEaQLDR6U7Ta45zMew7obMHes9qSP74iZ3SZApLPNXjpRq_4zm1mcI1kbi97Hc_LpjHgxWAxx_UrcYKacRhFHJXSSqM-A/s1600/220px-Neuromancer_Brazilian_cover.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjCg5ZSg813Taru0F7ZQOStblcIHn47XHgkPoSqCxYutOCK_QJEaQLDR6U7Ta45zMew7obMHes9qSP74iZ3SZApLPNXjpRq_4zm1mcI1kbi97Hc_LpjHgxWAxx_UrcYKacRhFHJXSSqM-A/s320/220px-Neuromancer_Brazilian_cover.jpg&quot; width=&quot;214&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;style type=&quot;text/css&quot;&gt;P { margin-bottom: 0.21cm; }P.western {  }&lt;/style&gt;


&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Neuromancer&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt; é um daqueles
livros terríveis de se ler, não pela experiência da leitura, mas
sim pela dificuldade em encontrar algo próximo a obra depois de
lê-la. Apesar do livro ser relativamente famoso e importante, tanto
por carregar uma ficção científica diferente, quanto por
constituir a base de tanta coisa genial como &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Blade Runner&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;
ou &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Matrix,&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt; muitas
pessoas discutem porque até hoje não houve uma adaptação para o
cinema desta obra. Realmente é um mistério.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;O futuro desta ficção é um
daqueles futuros desapaixonantes, marcados pelos anos 1980 (o livro é
de 1984), onde a crença numa futura hegemonia japonesa era bem real
e a aceitação da continuidade da União Soviética algo bem sólido.
Gibson porém é um sujeito atento, e sabe ler mais do que as letras
grandes. A china está ali, produzindo um vírus potentíssimo, o
Brasil é um lugar importante, apesar de secundário sua potência
econômica não pode ser ignorada e, os rastafáris coroam a obra com
sua mística. Junto a isso temos o mercado de &lt;/span&gt;&lt;i&gt;hackers&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;
claramente pautado no tráfico de informações e financiado pelo
setor privado, apesar de termos os sujeitos institucionalizados, seja
pela polícia Turner, ou pelas forças armadas. No meio disto temos
também alguns desgarrados, que &lt;/span&gt;&lt;i&gt;hackeiam&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;
por outros motivos mais variáveis. O que a meu ver, condiz em muito
com a realidade. Fica a brecha para imaginar como se constitui este
universo desconhecido dos &lt;/span&gt;&lt;i&gt;hackers&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;A história em si, é apenas
divertida, seu desenrolar não traz grandes lições ou ensinamentos
sobre a vida, isso contudo não lhe impede de transbordar
possibilidades para o pensamento. É nos detalhes que cercam a trama,
que as coisas se mostram interessantes. Um dos pontos seria a sua
estética, muito bem marcada por um mundo subterrâneo, escondido,
que mostra coisas para além da superfície, e sem dúvidas isto
influenciou desde as obras citadas acima, como talvez até mesmo a
série 2099 da Marvel ou quem sabe até mesmo Akira, o anime de 1988.
Afinal, Gibson é frequentemente apontado como o pai do termo
&lt;/span&gt;&lt;i&gt;Cyberpunk&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;. Junto a
tudo isso, temos o constante uso de drogas, seja para aguentar as
pressões do serviço (durante ou após ele), quanto para desenvolver
um estado contemplativo, que seria o caso dos rastafáris. Dando uma
abordagem mais realista, pois também não esconde todos os problemas
advindos dai. &lt;/span&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;Além disso, a dominação total de
elementos construídos pelo Homem dominarem a totalidade da dimensão,
sendo uma planta ou carne “de verdade” um luxo, nos ajuda a
pensar a proporção que desejamos tomar. O &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Sprawl&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;
é uma megalópole do tamanho de um país, e o que fazemos para
evitar que isto não aconteça? Por fim, o peso real do mundo
virtual, que nesta história pode ser até mesmo a &lt;/span&gt;&lt;i&gt;causa
mortis&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt; durante seu uso, é uma
referência clara a interconexão das ações, por mais “virtuais”
que elas aparentem, ou apenas uma forma de tornar a história mais
interessante? Confesso que em alguns momentos, pode não haver muita
distinção entre os dois mundos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://procopioo.blogspot.com/feeds/3900050437901114306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://procopioo.blogspot.com/2015/06/neuromancer-william-gibson.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/3900050437901114306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/3900050437901114306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://procopioo.blogspot.com/2015/06/neuromancer-william-gibson.html' title='Neuromancer - William Gibson'/><author><name>André Procópio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02294513902187978823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgpyOvRpLrv_sRlPhCCgcK7bKzxbh8x2xlkHT_q05uO2y571SkN4RSA-U-TZl_dwVmPgoB_TgM9NwUAI-t9qGlnBSVIz57db5iL1vvQWzNCfNrr8AqNGh9fNmpxFDB-Zec/s220/Montevideo+Agosto+2011+%28CLAE%29.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjCg5ZSg813Taru0F7ZQOStblcIHn47XHgkPoSqCxYutOCK_QJEaQLDR6U7Ta45zMew7obMHes9qSP74iZ3SZApLPNXjpRq_4zm1mcI1kbi97Hc_LpjHgxWAxx_UrcYKacRhFHJXSSqM-A/s72-c/220px-Neuromancer_Brazilian_cover.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261.post-5836207405559451732</id><published>2015-05-13T22:18:00.001-03:00</published><updated>2015-06-14T20:18:02.327-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="inglaterra"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Irlanda"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="música"/><title type='text'>Frank - Lenny Abrahamson (dir.)</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgJEeXAJ2yRDY2S3BFkDXYLpvqYZHXMkL3ugY0il8w2vRv33EQzS4RcXFLnjCLQPbcFIGROQEl4Cm9KSf-zFaA0dEUfeQge6YiihloSU_5mQRj9i5g5cRROeAKqa7I-R0AAcymmBIp9TCI/s1600/poster-frank.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgJEeXAJ2yRDY2S3BFkDXYLpvqYZHXMkL3ugY0il8w2vRv33EQzS4RcXFLnjCLQPbcFIGROQEl4Cm9KSf-zFaA0dEUfeQge6YiihloSU_5mQRj9i5g5cRROeAKqa7I-R0AAcymmBIp9TCI/s320/poster-frank.jpg&quot; width=&quot;224&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;style type=&quot;text/css&quot;&gt;P { margin-bottom: 0.21cm; }P.western {  }&lt;/style&gt;


&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;&quot;&gt;
Frank é um daqueles filmes divertidos e originais como raramente
temos oportunidade de assistir. Recheado de referências num mar sem
fim sobre a música pop, o desdobramento da história é muito sólido
e importante. Basicamente temos a história de um sujeito em busca de
sua glória naquilo que convencionou-se chamar de rock&#39;n&#39;roll. A todo
custo a fama é almejada, e a esperança é constante de que, em
algum momento a genialidade adormecida irá despertar e tudo se
resolverá num passe de mágica.&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;&quot;&gt;
O bacana do filme é simplesmente retratar como o mundo da música
funciona. Sua produção é efêmera, lançando um caminhão de
bandas e artistas todo ano, sendo estes mesmos sujeitos engolidos
pelo ostracismo de forma tão discreta e inexplicável quanto
surgiram. Da mesma forma existe todo um filtro de como as bandas
devem soar, diretrizes sem fim, numa complicada e nublada relação
entre público e “empresários” – incluo aqui rádios,
gravadoras, festivais e todos os afins que não pegam em instrumentos
e/ou sobem no palco. Desta forma, o que levaria pessoas a dedicaram
tanto de sua vida, em algo que a chance de obter êxito seria tão
pequena? As promessas de fama são maravilhosas, ainda mais se
levarmos em conta que vivemos num mundo que lhe cobra a sede por
sempre mais (e lhe promete riqueza caso você se esforce direitinho).&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;&quot;&gt;
Se você não viu o filme, talvez valha a pena parar de ler agora.&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;&quot;&gt;
O que se passa é que nada disso acontece. A história toma esta
direção até quase perto do final. Temos uma banda com sua
sonoridade ímpar e um cantor de muita personalidade e qualidade
musical. Se estes elementos não estivessem postos, talvez arriscar
uma herança de família não valesse nada a pena. O fracasso da
empreitada da fama inicia no mesmo momento em que esta pérola surge
no horizonte. Vamos perceber no fim que, as coisas não são tão
inevitáveis quanto sua explicação mais comum pode sugerir. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;&quot;&gt;
Parece que a mensagem principal do filme é que, o grande problema
para esta “morte” do rock&#39;n&#39;roll, é justamente o foco de boa
parte das pessoas consumidoras e produtoras deste nicho, em estarem
muito mais preocupadas com outras coisas secundárias em relação a
música. A fama e o visual podem ser elencados como os principais. A
discussão certamente não é de hoje, mas é vital dizer que o que
importa não está nos holofotes, e que talvez, se percebermos isto,
as coisas possam se tornar mais interessantes. Nada disto passa de
uma saudade de tempos não vividos, onde a distância do tempo cria
um brilho que na verdade jamais existiu.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://procopioo.blogspot.com/feeds/5836207405559451732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://procopioo.blogspot.com/2015/05/frank-lenny-abrahamson-dir.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/5836207405559451732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/5836207405559451732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://procopioo.blogspot.com/2015/05/frank-lenny-abrahamson-dir.html' title='Frank - Lenny Abrahamson (dir.)'/><author><name>André Procópio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02294513902187978823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgpyOvRpLrv_sRlPhCCgcK7bKzxbh8x2xlkHT_q05uO2y571SkN4RSA-U-TZl_dwVmPgoB_TgM9NwUAI-t9qGlnBSVIz57db5iL1vvQWzNCfNrr8AqNGh9fNmpxFDB-Zec/s220/Montevideo+Agosto+2011+%28CLAE%29.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgJEeXAJ2yRDY2S3BFkDXYLpvqYZHXMkL3ugY0il8w2vRv33EQzS4RcXFLnjCLQPbcFIGROQEl4Cm9KSf-zFaA0dEUfeQge6YiihloSU_5mQRj9i5g5cRROeAKqa7I-R0AAcymmBIp9TCI/s72-c/poster-frank.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261.post-4341333481409091025</id><published>2015-05-11T17:34:00.004-03:00</published><updated>2015-05-11T17:34:53.637-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Alemanha"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="arquitetura"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="brasil"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="EUA"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="frança"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="história"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="inglaterra"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Reino Unido"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sociedade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sociologia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="teoria"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="urbanismo"/><title type='text'>Teorias da cidade - Bárbara Freitag</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhCnxg-wz5Bh0eG3MceE9cGRsN1IRZZ4hCRGhuJejBjfmL4UOXPk8j7HP52Ab4XJqPnOJ9hvY95AsVVZQq4352Le_PadvD_U_VNPjxAGGMFoEU9Kcs7itRo_fwsmqn3wxkwRdNG8c1V-5A/s1600/teorias+da+cidade.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhCnxg-wz5Bh0eG3MceE9cGRsN1IRZZ4hCRGhuJejBjfmL4UOXPk8j7HP52Ab4XJqPnOJ9hvY95AsVVZQq4352Le_PadvD_U_VNPjxAGGMFoEU9Kcs7itRo_fwsmqn3wxkwRdNG8c1V-5A/s320/teorias+da+cidade.jpg&quot; width=&quot;211&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O livro de Bárbara Freitag é basicamente uma passagem geral pelas principais questões teóricas já produzidos sobre a cidade. Dividindo em três escolas, somos apresentados de maneira mais sistemática aos campos teóricos alemão, francês e inglês (RU e EUA incluídos de maneira distinta). De fato, não caracterizar estes como os campos mais influentes, seria descabido, e desta forma a abordagem sobre o Brasil fica reservada para o final.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Acaba se revelando uma boa obra para por em diálogo o leitor e as teorias urbanas, pois condensa e apresenta os contornos das linhas teóricas mais influentes. Mesmo não se aprofundando em nenhum elemento específico para além de apresentar estes autores e seu pensamento, podemos deixar de lado a prática acadêmica da crítica e observar os pontos úteis em tal obra. Sobremaneira acaba se mostrado uma boa ferramenta para imaginar pontos de partida, assim como condensar alguns elementos tão densos quanto a teoria sobre as cidades e o próprio urbano.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Me despertou atenção a escola anglo-saxã, que eu confesso sempre ignorei por puro capricho, e como ela se constituiu como uma das mais marcantes no campo prático das cidades, e aqui me refiro a sua construção física. Salvo exceções, como é o caso do gigante Le Corbusier, a escola anglo-saxã acabou ganhando mais espaço e eficiência no momento de articular teoria e prática (algo não dissociado, mas nem por isso menos conflituoso). Não podemos ignorar elementos como o fato de ter sido Thomas Morrus quem cunhou o termo Utopia, e ao mesmo tempo ser entre os anglo-saxões que teremos o conceito de cidade jardim sendo moldado e construído. Essa atenção deve ser observada com a ressalva de meu desconhecimento.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; De qualquer forma o ponto mais interessante e produtivo é a articulação feita ao final do livro, em que as recepções teóricas são trabalhadas no contexto brasileiro. Podemos afirmar que de maneira geral, o campo teórico nacional é baseado no arcabouço teórico estrangeiro, sem contudo deixar de colocar os elementos e especificidades nacionais em pauta, criando desta forma um pensamento original – problematizado pela autora a partir da perspectiva apresentada de Ronald Daus. Vale muito a pena estes dois últimos capítulos, pela clara articulação com o conteúdo anterior, tão distante por sua teoria e geografia de origem (Europa), com a realidade brasileira e latino-americana. Podemos dizer que a obra se encerra no momento certo, pois estes dois últimos capítulos são o ponto de partida para o atual, e eles permanecem inconclusos e não-superados. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Aponto um certo desconhecimento de teorias mais recentes baseados na obra de Deleuze-Guatarri, e sua perspectiva rizomática, já bem digeridos e pensados para o contexto brasileiro por Paola Berenstein Jacques em a “estética da ginga”, publicado poucos anos antes da obra de Freitag. E confesso que não sei se ter ignorado tal perspectiva sobre o estudo das cidades ocorreu por desconhecimento, discordância ou sou eu que tenho uma visão entusiasmada sobre esta questão.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://procopioo.blogspot.com/feeds/4341333481409091025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://procopioo.blogspot.com/2015/05/teorias-da-cidade-barbara-freitag.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/4341333481409091025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/4341333481409091025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://procopioo.blogspot.com/2015/05/teorias-da-cidade-barbara-freitag.html' title='Teorias da cidade - Bárbara Freitag'/><author><name>André Procópio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02294513902187978823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgpyOvRpLrv_sRlPhCCgcK7bKzxbh8x2xlkHT_q05uO2y571SkN4RSA-U-TZl_dwVmPgoB_TgM9NwUAI-t9qGlnBSVIz57db5iL1vvQWzNCfNrr8AqNGh9fNmpxFDB-Zec/s220/Montevideo+Agosto+2011+%28CLAE%29.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhCnxg-wz5Bh0eG3MceE9cGRsN1IRZZ4hCRGhuJejBjfmL4UOXPk8j7HP52Ab4XJqPnOJ9hvY95AsVVZQq4352Le_PadvD_U_VNPjxAGGMFoEU9Kcs7itRo_fwsmqn3wxkwRdNG8c1V-5A/s72-c/teorias+da+cidade.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261.post-2396629139257780713</id><published>2015-04-15T16:19:00.000-03:00</published><updated>2015-04-15T16:19:59.362-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="campo de concentração"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="experiência"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="história"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Itália"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="relato"/><title type='text'>É isto um Homem? - Primo Levi</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhb4ltIPIHWubI1y3zD0VacurcQ-fIG1ud2BNSttxeQt86SdSmtutFQUYAZntD_kMEGSDS7nInsVgXtbgdfXt95OmgUys5zMW-279fhqTJ8PWgNRS-XhD3WPbZjKdosT0lJalpU-SApLCc/s1600/05.12.2014-3.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhb4ltIPIHWubI1y3zD0VacurcQ-fIG1ud2BNSttxeQt86SdSmtutFQUYAZntD_kMEGSDS7nInsVgXtbgdfXt95OmgUys5zMW-279fhqTJ8PWgNRS-XhD3WPbZjKdosT0lJalpU-SApLCc/s1600/05.12.2014-3.jpg&quot; height=&quot;320&quot; width=&quot;218&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;style type=&quot;text/css&quot;&gt;P { margin-bottom: 0.21cm; }P.western {  }&lt;/style&gt;


&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;&quot;&gt;
O problema eterno de se falar da experiência, é que no final, por
mais que se diga, se explique, mesmo com toda a riqueza de detalhes,
nunca daremos conta dela. A experiência só pode ser sentida quando
experimentada, e muitas delas nós não queremos experimentar, mas ao
mesmo tempo não podemos ignorar, pois foram fundamentais para
definir algumas diretrizes de um tempo. A Segunda Guerra foi isso
para o século XX, e dentro dela não podemos esquecer o horror dos
campos de concentração. Devido a sua eficiência, os sobreviventes
não foram muitos, e é sempre difícil falar de coisas
desagradáveis. Primo Levi consegue falar da experiência em um campo
de concentração de forma magistral. Você simplesmente lê o livro
de uma maneira envolvente.&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;&quot;&gt;
O primeira coisa que nos espanta é o sofrimento por fome. A comida
nunca é suficiente, e com o tempo vai se transformando numa questão
de sobrevivência. Dado óbvio, mas esquecido na cotidianidade das
refeições diárias. Se não olharmos para o relato de Levi, teremos
alguma dificuldade em entender a tolerância com que uma nação teve
com o extermínio de um grande número de pessoas. A obra deixa claro
como o tempo todo se está tentando destruir um Homem, travesti-lo de
algo abaixo do humano para autorizar seu extermínio, tirar suas
condições de humanidade. Esta era a maior produção dos campos.&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;&quot;&gt;
Vale ressaltar que os campos não foram exclusivos dos alemães ou
soviéticos, já existiam antes, seja na Namíbia (África Ocidental
Alemã), na guerra contra os bôers ou na Rússia czarista. Seu
rascunho já estava lá. Pode ser dolorido aceitar que o campo de
concentração está ligado ao desejo moderno de redesenhar a
sociedade. É com a modernidade que o Homem vai se ver como um
condutor do tempo. A possibilidade de construir a sociedade desejada
se coloca. O nazismo também pretendia isso, apesar de retrógrado e
conservador, pretendia também redesenhar a sociedade, e era através
do extermínio que a perfeição seria alcançada. Para nos ajudar
sobre a dimensão dos campos de concentração, se fala que algo em
torno de 90% dos falantes de ídiche, até então língua dominante
entre os judeus, foram mortos em campos de concentração. Não só
judeus foram mortos, e o livro nos mostra bem, temos ciganos,
comunistas, presos políticos de maneira geral, sabemos também dos
homossexuais e testemunhas de jeová. Muita gente estava na mira dos
nazistas. Não seria exagero dizer que o desejo era extirpar o
“outro”, o diferente, para eliminar qualquer tipo de tensão.&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;&quot;&gt;
Cabe observar aqui os debates em torno do número de mortos em campos
de concentração nazista. De fato sabemos que o número está na
casa dos milhões, mas precisar isto pouco diminui o desejo e os
efeitos da morte. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;&quot;&gt;
O relato é vivo, podemos sentir a intensidade com que a morte ronda,
e de como se batalha pela vida. Curioso como a desobediência era o
único caminho para sobreviver, mas esta desobediência deveria
ocorrer na medida certa, pois caso fosse muito drástica, havia um
local certo para realizar o enforcamento. Também podemos pensar nas
resistências possíveis, como a explosão  realizada num dos fornos
em Auschwitz, sobre como as resistências que não partiam dos EUA e
da URSS foram apagadas e deixadas no esquecimento, dando a impressão
de que estes seriam os dois grandes salvadores – imagem muito
ligada a posterior batalha da Guerra Fria. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;&quot;&gt;
Lendo o livro podemos entender a importância de cita-lo numa obra
como &lt;i&gt;Invasões Bárbaras&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;, um
filme que problematiza o fim de um século mal acabado, tanto no
sentido de sua recenticidade quanto de suas questões, ainda
pulsantes. Podemos marcar a Segunda Guerra como um evento chave para
entender nossa temporalidade, talvez por isso um fascínio tão
grande para além das pessoas que compõem os círculos
historiográficos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://procopioo.blogspot.com/feeds/2396629139257780713/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://procopioo.blogspot.com/2015/04/e-isto-um-homem-primo-levi.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/2396629139257780713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/2396629139257780713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://procopioo.blogspot.com/2015/04/e-isto-um-homem-primo-levi.html' title='É isto um Homem? - Primo Levi'/><author><name>André Procópio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02294513902187978823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgpyOvRpLrv_sRlPhCCgcK7bKzxbh8x2xlkHT_q05uO2y571SkN4RSA-U-TZl_dwVmPgoB_TgM9NwUAI-t9qGlnBSVIz57db5iL1vvQWzNCfNrr8AqNGh9fNmpxFDB-Zec/s220/Montevideo+Agosto+2011+%28CLAE%29.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhb4ltIPIHWubI1y3zD0VacurcQ-fIG1ud2BNSttxeQt86SdSmtutFQUYAZntD_kMEGSDS7nInsVgXtbgdfXt95OmgUys5zMW-279fhqTJ8PWgNRS-XhD3WPbZjKdosT0lJalpU-SApLCc/s72-c/05.12.2014-3.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261.post-130775697099576289</id><published>2015-04-09T11:05:00.000-03:00</published><updated>2015-04-09T11:05:11.933-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="cinema"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="EUA"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ficção científica"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="história"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="teoria"/><title type='text'>Interstellar - Christopher Nolan (dir.) </title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiLtgQl3DlwrbP4OLuUWHVdWCvYH0a2kRA8MeATDsmq_BJ8gKMnWWHRYiMIyUHcxhoFDb9dDoEu7vRlugcseA8O34mVcG5yB7H8lnqIQMzdgcQr7dPNSX0X2TP50rc7-nNHmtJQQKgRMys/s1600/Interstellar_Filme.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiLtgQl3DlwrbP4OLuUWHVdWCvYH0a2kRA8MeATDsmq_BJ8gKMnWWHRYiMIyUHcxhoFDb9dDoEu7vRlugcseA8O34mVcG5yB7H8lnqIQMzdgcQr7dPNSX0X2TP50rc7-nNHmtJQQKgRMys/s1600/Interstellar_Filme.png&quot; height=&quot;320&quot; width=&quot;204&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Atrasado e sem pretensão séria de questionar o chato Oscar®. Admito, antes de tudo, que há alguma renovação acontecendo em Hollywood, afinal o negócio precisa continuar e para que isto ocorra, se adaptar é o mais usual. Mas, mesmo assim, boa parte dos filmes que ganharam prêmios só foram conhecidos pelo grande público após as indicações e prêmios recebidos. Interestellar já parece um caso distinto.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Seu caráter de ficção-científica super bem produzida lhe garantiu um bom espaço nas salas de exibição, e não duvido foi assistido por muita gente. Filme espetacular, com atores bonitinhos e famosos, é verdade, mas uma das coisas mais importantes não pode ficar de lado: seu roteiro. Verdade seja dita, dos filmes que assisti, Interestellar foi o que conseguiu produzir o maior estranhamento e por isso foi o filme que mais gerou reflexão. Você pode citar Boyhood e os desafios cotidianos, mas ele não parece ir muito além da dificuldade em ser um indivíduo em constante transformação (sem falar que talvez leva muito tempo para mostrar isso, debates ao longo do filme não cairiam mal).&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;A ficção-científica deve servir para pensar novas questões, já nos advertia Stanislaw Lem, ou vira mero exótico ou propaganda.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Temos algum mérito pela questão da terra passar por um cataclismo ambiental, e isto se dar no campo da agricultura, afinal, encontrar qualquer alimento que não seja transgênico é um desafio, e pagá-lo seria um segundo. É justamente o milho um dos alimentos escolhidos, é justamente o milho que tem um dos códigos genéticos mais distorcidos. Mesmo que você observe que no filme este seria o único alimento a sobreviver, sua ruína está anunciada, e o que parece ocorrer é um movimento incompreensível. Ninguém sabe ao certo aonde isto vai dar. Junto com o milho temos as tempestades de poeira, &lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/Dust_Bowl&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;evento que já ocorreu&lt;/a&gt; nos EUA durante a década de 1930, claramente por depredação do meio-ambiente e que exerce suas marcas até hoje. Temos um questionamento sobre como ajustar nossa produção de forma a sobrevivermos decentemente. Vale lembrar que a produção de alimentos é o setor mais agressivo ao meio-ambiente, seja pelo transporte, uso da terra e até mesmo pelos fertilizantes. Quando uma fábrica de fertilizantes causa problemas, é bom não estar perto. Isso que nem entramos no tabu do consumo de carne. Seguiremos.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Também temos a escola, que revela seu caráter de produção de mão de obra, ao direcionar claramente funções para seus alunos antes mesmo que estes tenham demonstrado alguma clarividência sobre. Podemos ver também, na figura paterna e nos desafios feitos entre ele e seus filhos, a importância do conhecimento para além de algo prático e direcionado, se não fosse este olhar interessado, a comunicação com o “fantasma” jamais ocorreria e a trama não poderia se desenvolver sem este detalhe minúsculo. Confesso que me espanto com a tomada cada vez mais funcionalista e voltada para o mercado de trabalho nas discussões sobre educação, tudo isto numa sintonia ignorada com as reclamações de falta de inovação e preparo desses trabalhadores. Um salário final do mês, não é motivação suficiente. Percebemos algum questionamento sobre isso.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;O ponto central contudo é o tempo. Curioso como todos estamos inseridos nele, mas pouco pensamos sobre tal elemento ao longo de nossa vida. E normalmente, nas raras vezes que nos voltamos para o senhor do universo, enxergá-lo para além da mecânica do relógio parece um exercício mais penoso do que nadar contra a corrente. O fato de não estarmos limitados pelo tridimensional “real” já causa espanto. Distorções na rigidez cartesiana, tão clara em nossa forma de pensar, causa estranheza. Dobrar o espaço? Meu Deus, pode isso? Pode, afinal, ele é infinito e não tem forma definida. Imaginar mais de uma temporalidade é um desafio, especialmente quando historiadores pensam o passado. Bem sabemos que Benjamin já coloca esta simultaneidade e continuidade entre os tempos, mas lidar com isto é sempre um espanto. O Filme consegue colocar esta discussão de forma muito clara ao demonstrar que o tempo passa de forma diferente em cada lugar, as vezes lida com três tempos distintos. As ações desenvolvidas em cada plano temporal são reveladas independentemente, porém se mostram interligadas e num descompasso rítmico – os tempos são diferentes, mas um ritmo consegue se alcançado. Para pensarmos o tempo, é fundamental vê-lo além da mecânica, pois ele estaria além das três dimensões percebidas por nós.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Recomendo o filme em especial para historiadores, estes sujeitos que pensam o passado e suas implicações no continuum temporal. Creio ser bem recebido por todos o reconhecimento de uma ligação entre o presente vivido e o passado que nos cerca, mas esta afirmação não facilita em nada reconhecer os pontos relacionais entre temporalidades tão distintas. Bem sabemos que o simples fato de dois eventos terem ocorrido numa mesma mecânica temporal (data, hora), não o explicam. Precisamos enxergar além da mecânica, do cartesiano.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;De fato é um filme que não responde as questões colocadas além da trama do enredo, mas negar que ele nos leva a refletir, seria desmerecer uma função tão valorosa e aparentemente não suprida em outros filmes tão premiados.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://procopioo.blogspot.com/feeds/130775697099576289/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://procopioo.blogspot.com/2015/04/interstellar-christopher-nolan-dir.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/130775697099576289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/130775697099576289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://procopioo.blogspot.com/2015/04/interstellar-christopher-nolan-dir.html' title='Interstellar - Christopher Nolan (dir.) '/><author><name>André Procópio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02294513902187978823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgpyOvRpLrv_sRlPhCCgcK7bKzxbh8x2xlkHT_q05uO2y571SkN4RSA-U-TZl_dwVmPgoB_TgM9NwUAI-t9qGlnBSVIz57db5iL1vvQWzNCfNrr8AqNGh9fNmpxFDB-Zec/s220/Montevideo+Agosto+2011+%28CLAE%29.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiLtgQl3DlwrbP4OLuUWHVdWCvYH0a2kRA8MeATDsmq_BJ8gKMnWWHRYiMIyUHcxhoFDb9dDoEu7vRlugcseA8O34mVcG5yB7H8lnqIQMzdgcQr7dPNSX0X2TP50rc7-nNHmtJQQKgRMys/s72-c/Interstellar_Filme.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261.post-2300501214775121856</id><published>2014-09-21T18:33:00.003-03:00</published><updated>2014-09-21T18:33:54.708-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="EUA"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ficção científica"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="romance"/><title type='text'>As crônicas marcianas - Ray Bradbury</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi4h5LUs0IBtvsmqPRJWNiwc1SXQjjLk0iZqHZlHntKkul8wkxrbgVLU6mqwXkAZ_ZRDduajmah0R9hjfaA627xUQG_iaL3Sei47wfN8-H0cZg9yhBIg7oJX_C-H6GQ7biKolwQot8fxJo/s1600/cronicas+marcianas.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi4h5LUs0IBtvsmqPRJWNiwc1SXQjjLk0iZqHZlHntKkul8wkxrbgVLU6mqwXkAZ_ZRDduajmah0R9hjfaA627xUQG_iaL3Sei47wfN8-H0cZg9yhBIg7oJX_C-H6GQ7biKolwQot8fxJo/s1600/cronicas+marcianas.jpg&quot; height=&quot;320&quot; width=&quot;214&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;


 
 
 
 &lt;style type=&quot;text/css&quot;&gt;P { margin-bottom: 0.21cm; }P.western {  }A:link {  }A:visited {  }&lt;/style&gt;


&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2.03cm;&quot;&gt;
O grande mérito da ficção científica é conseguir gerar
reflexões. Geralmente tratam de questões presentes jogadas num
tempo futuro, seja os totalitarismos em &lt;i&gt;1984&lt;/i&gt; ou o
enfraquecimento do hábito da leitura em &lt;i&gt;Fahrenheit&lt;/i&gt;. Nem toda
ficção científica vai por este caminho, apesar de adorar &lt;i&gt;Star
Wars&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;, não temos ali muito mais
do que uma aventura. Ray Bradbury é um dos mestres do gênero
literário, está lá no panteão reservado a poucos autores e
&lt;/span&gt;&lt;i&gt;Crônicas Marcianas&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt; é
um de seus clássicos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2.03cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;O livro utiliza uma estética
narrativa independente de personagens principais, e num formato de
diário, contando episódios esporádicos que vão se interligando. A
obra gira em torno do planeta marte. Creio que na época da escrita
do livro, temos as primeiras sondas sendo enviadas sistema solar
adentro, e as especulações sobre o espaço em alta, algo muito
parecido com os contos de Philip K. Dick em &lt;/span&gt;&lt;i&gt;O pagamento&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;.
Por isso podemos perceber no livro uma constante polaridade, já que
o entusiasmo da exploração espacial trazia de carona a bipolaridade
e o perigo da hecatombe nuclear.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;font-style: normal; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2.03cm;&quot;&gt;
As críticas contidas no livro ultrapassam a guerra fria e tocam
muito bem no imperialismo. É justamente neste mesmo período de
guerra fria que vários países do terceiro mundo (em especial na
África) estão na luta pela independência com vistas em se
recuperarem da destruição causada pelos invasores europeus. A
lógica imperialista é algo muito particular aos europeus, apesar de
elementos sangrentos em outros povos, o desejo de dominação e
reconstrução de uma sociedade em um local distante, é algo bem
específico e singular. Este desejo colonizador é comum em nossas
narrativas, seja quando nós vamos até eles ou quando eles vêm até
nós (uma invasão alienígena, por exemplo). Dominar, construir,
transferir, não repetir os erros, usar este território descoberto
como uma possível folha em branco, ignorando a vida ali existente.&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;font-style: normal; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2.03cm;&quot;&gt;
Bradbury monta seu texto com base neste desejo incontido de dominar,
subjugar e moldar uma outra sociedade a “nossa” maneira. O
colonialismo é o episódio mais famoso deste pensamento destruidor e
intolerante, mas se olharmos para a guerra fria, perceberemos que as
intervenções diretas em lugares como Vietnã, Budapeste ou América
Latina,  estão intimamente ligados a este desejo dominador. Acredito
que o autor pode servir de apoio para uma reflexão que busca evitar
esta postura política, tão marcada em nossa forma de pensar. Afinal
de contas, é uma destruição consciente de elementos tão ricos,
como o que fizeram com os africanos, em especial os escravizados, que
tiveram suas culturas amassadas a ponto de tratarmos vários grupos
tão distintos de uma mesma maneira. A pluralidade não é algo novo,
o multiculturalismo é algo mais atuante do que se afirma, por isso
ainda é importante buscar essa reflexão, mais tolerante e menos
assassina.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://procopioo.blogspot.com/feeds/2300501214775121856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://procopioo.blogspot.com/2014/09/as-cronicas-marcianas-ray-bradbury.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/2300501214775121856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/2300501214775121856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://procopioo.blogspot.com/2014/09/as-cronicas-marcianas-ray-bradbury.html' title='As crônicas marcianas - Ray Bradbury'/><author><name>André Procópio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02294513902187978823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgpyOvRpLrv_sRlPhCCgcK7bKzxbh8x2xlkHT_q05uO2y571SkN4RSA-U-TZl_dwVmPgoB_TgM9NwUAI-t9qGlnBSVIz57db5iL1vvQWzNCfNrr8AqNGh9fNmpxFDB-Zec/s220/Montevideo+Agosto+2011+%28CLAE%29.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi4h5LUs0IBtvsmqPRJWNiwc1SXQjjLk0iZqHZlHntKkul8wkxrbgVLU6mqwXkAZ_ZRDduajmah0R9hjfaA627xUQG_iaL3Sei47wfN8-H0cZg9yhBIg7oJX_C-H6GQ7biKolwQot8fxJo/s72-c/cronicas+marcianas.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261.post-6311378456906852032</id><published>2014-08-31T20:40:00.001-03:00</published><updated>2014-08-31T20:42:02.164-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="história"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Itália"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="memória"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="política"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="psicologia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="teoria"/><title type='text'>A memória entre a política e a emoção - Luisa Passerini</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiMXVD14z-jOQDuI0P5EeV8oxUcSCAoBljAolfXmcGtFehSzVRIqE2OWPhj3k5xXb5zW3cHP0jVO6kikMYPLncPun9lgdN5efC0GYy7qsfjEB8HsaKHlDaj87C4AmofK0ivLEpw9Femocg/s1600/A+mem%C3%B3ria+entre+pol%C3%ADtica+e+emo%C3%A7%C3%A3o.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiMXVD14z-jOQDuI0P5EeV8oxUcSCAoBljAolfXmcGtFehSzVRIqE2OWPhj3k5xXb5zW3cHP0jVO6kikMYPLncPun9lgdN5efC0GYy7qsfjEB8HsaKHlDaj87C4AmofK0ivLEpw9Femocg/s1600/A+mem%C3%B3ria+entre+pol%C3%ADtica+e+emo%C3%A7%C3%A3o.jpg&quot; height=&quot;320&quot; width=&quot;215&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;style type=&quot;text/css&quot;&gt;P { margin-bottom: 0.21cm; }P.western {  }A:link {  }&lt;/style&gt;


&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.98cm;&quot;&gt;
Desde muito tempo o Homem buscou no passado um diálogo com seu tempo
presente. Seja Bloch e sua colocação firme sobre todo trabalho
histórico ser a respeito do tempo presente, Bloch era um
medievalista e a situação pode ser tornar mais crítica quando
pegamos  os acontecimentos traumáticos das recentes ditaduras
militares da América. Podem ser eventos passados, mas muito bem
marcados no presente e ainda atuantes, como bem observou Vladimir
Saflate, muitos cargos importantes ainda são geridos por pessoas que
tiveram sua formação no período militar, ou ainda são tocados da
mesma forma, com a mesma tecnologia burocrática e ética. Desta
forma o século XX trouxe à tona a necessidade de uma história do
tempo presente. É neste século, em especial na sua segunda metade,
que vemos vários países dando atenção para a História ainda
presente e fundando institutos preocupados com tal desafio. Mesmo que
tenham surgido sob a sombra de alguma pasta ministerial, não
demoraram muito em galgar sua independência e verem seus cargos
institucionais ocupados por historiadores profissionais. Nesta
direção podemos fazer eco a observação de Pieter Lagrou quando
diz que a história não é exclusiva aos historiadores, pois
enquanto questão de cidadania deve ser aberta para aqueles excluídos
do círculo profissional da área. É algo que também faz parte dos
cidadãos, por isso eles devem ser convidados para o debate.&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.98cm;&quot;&gt;
Quando se trata de colocar a história em debate, mais do que
deixando claro que se faz parte dela, mas que se fala algo que boa
parte das pessoas viveram, o recurso oral talvez seja um dos mais
fantásticos para isso. Neste sentido cresce cada vez mais a busca
por recursos orais, como entrevistas. Outros meios menos diretos que
por sorte acabam sobrevivendo a catástrofes, seja um diário ou um
conjunto de cartas, também são utilizados. São formas de dialogar
diretamente com algo difícil de rastrear e penetrar: as emoções e
os sentimentos.&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.98cm;&quot;&gt;
Apesar da caricatura que se faz desses elementos vistos como não
racionais, eles são vitais para muitas situações. Como pensar na
experiência do uso de violência em busca de fins políticos nos
anos 1970, sem recorrer a um diálogo mais direto? Passerini
trabalhou com entrevistas, dando voz as pessoas que participaram
desse processo, dando a possibilidade de se explicarem, de refletirem
e debaterem sobre um assunto ainda fresco, com feridas ainda abertas.
Também foi por meio de cartas que conseguiu rastrear a construção
histórica de elementos tão abstratos quanto a política, porém
muito menos abordados. Quem sabe possamos pegar uma carona em Braudel
e entendermos cada tempo como constituindo de suas peculiaridades
inerentes a vontade humana, que por mais amada ou odiada que sejam
estas peculiaridades, elas se mostram presentes no tempo, apesar de
seu tempo de existência ser claramente limitado, não faz com que
sejam menos atuantes. Braudel pensa na longa duração, nós já não
pretendemos ver o tempo desta forma, porém o que está claro é a
peculiaridade de cada tempo, e este não é um elemento bem marcado.&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.98cm;&quot;&gt;
O que Passerini parece apontar, e Arlette Farge também, é para um
campo caro aos historiadores, que talvez já foi palco de algumas
aventuras com o nome de “história das mentalidades”, mas há
coisas vitais em elementos pouco concretos dentro da investigação
histórica, como os sentimentos, crenças, formas de pensar e agir
que só podem ocorrer em determinado tempo. Será que as formas de
encarar a violência ou sentimentos de amor sempre foram uniformes? É
uma pergunta difícil de responder.&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.98cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.98cm;&quot;&gt;
&lt;u&gt;Referências:&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.98cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.98cm;&quot;&gt;
LAGROU, Pieter. &lt;b&gt;A história do tempo presente na Europa depois de 1945.&lt;/b&gt; in:&amp;nbsp;
 
 &lt;style type=&quot;text/css&quot;&gt;P { margin-bottom: 0.21cm; }P.western {  }A:link {  }&lt;/style&gt;


&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.98cm;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://tempo.tempopresente.org/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=4882:a-historia-do-tempo-presente-na-europa-depois-de-1945&amp;amp;catid=222&amp;amp;Itemid=164&amp;amp;lang=pt&quot;&gt;http://tempo.tempopresente.org/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=4882:a-historia-do-tempo-presente-na-europa-depois-de-1945&amp;amp;catid=222&amp;amp;Itemid=164&amp;amp;lang=pt&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.98cm;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.98cm;&quot;&gt;
SAFLATE, Vladimir. &lt;b&gt;A ditadura venceu.&lt;/b&gt; in: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/vladimirsafatle/2014/04/1433855-a-ditadura-venceu.shtml&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.98cm;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.98cm;&quot;&gt;
BRAUDEL, Fernand. &lt;b&gt;História e ciências sociais. A longa duração&lt;/b&gt;.&lt;b&gt; &lt;/b&gt;in: Escritos sobre a história. São Paulo: perspectiva, 2009.&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.98cm;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.98cm;&quot;&gt;
FARGE, Alette. &lt;b&gt;Lugares para a História.&lt;/b&gt; Belo Horizonte: autêntica, 2011.&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.98cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.98cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.98cm;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://procopioo.blogspot.com/feeds/6311378456906852032/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://procopioo.blogspot.com/2014/08/a-memoria-entre-politica-e-emocao-luisa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/6311378456906852032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/6311378456906852032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://procopioo.blogspot.com/2014/08/a-memoria-entre-politica-e-emocao-luisa.html' title='A memória entre a política e a emoção - Luisa Passerini'/><author><name>André Procópio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02294513902187978823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgpyOvRpLrv_sRlPhCCgcK7bKzxbh8x2xlkHT_q05uO2y571SkN4RSA-U-TZl_dwVmPgoB_TgM9NwUAI-t9qGlnBSVIz57db5iL1vvQWzNCfNrr8AqNGh9fNmpxFDB-Zec/s220/Montevideo+Agosto+2011+%28CLAE%29.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiMXVD14z-jOQDuI0P5EeV8oxUcSCAoBljAolfXmcGtFehSzVRIqE2OWPhj3k5xXb5zW3cHP0jVO6kikMYPLncPun9lgdN5efC0GYy7qsfjEB8HsaKHlDaj87C4AmofK0ivLEpw9Femocg/s72-c/A+mem%C3%B3ria+entre+pol%C3%ADtica+e+emo%C3%A7%C3%A3o.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261.post-4933825674475431851</id><published>2014-08-09T10:14:00.001-03:00</published><updated>2014-08-09T10:14:34.752-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Alemanha"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="história"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="teoria"/><title type='text'>Futuro Passado - Reinhart Koselleck</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi1tiVR9dUSwb1OGkWaQae61jVWlDYLDZcMJZRrVFPekxPn-03TTqNaoE3MtuTrZo9lu8-BrkYKo4jTADr-yXiD8BI6Mr14NqWka6uCbqv-zRBaC9wog56xdCeEit9llK9oyuZLE39V6Pg/s1600/futuro+passado.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi1tiVR9dUSwb1OGkWaQae61jVWlDYLDZcMJZRrVFPekxPn-03TTqNaoE3MtuTrZo9lu8-BrkYKo4jTADr-yXiD8BI6Mr14NqWka6uCbqv-zRBaC9wog56xdCeEit9llK9oyuZLE39V6Pg/s1600/futuro+passado.jpg&quot; height=&quot;320&quot; width=&quot;216&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;style type=&quot;text/css&quot;&gt;P { margin-bottom: 0.21cm; }P.western {  }&lt;/style&gt;


&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2.03cm;&quot;&gt;
Quando Nietzsche jogou seu martelo na verdade, ficou impossível
falar tal palavra e continuar com a mesma conotação anterior. Dizer
isso em meio a concepção de que existe uma verdade absoluta da qual
nos aproximamos conforme a sociedade progride, causo muito barulho,
mudou muita coisa. Perigoso martelo este jogado no meio da roda de
pessoas proclamadas, por elas mesmas e por outras, como detentoras da
verdade, não se podia fingir se surto perante tamanho barulho do
ruir de uma estátua que se acreditava tão sólida como a verdade.
Desde então, e Foucault foi quem nos colocou isso da forma mais
clara, se entende a verdade como uma construção, um jogo de poder,
algo que não é encontrado, mas sim feito, criado. O homem é um
criador, esta é sua maior qualidade, sua defesa perante os perigos
do mundo. Diferente do tigre ele não tem garrafas e presas, ou da
cobra com sua forma esguia e veneno, o homem para se defender inventa
uma arma, uma casa, um muro, um deus para garantir sua existência.
Estas invenções passam pelas teorias também, mas não podemos
tomar o preciso termo “invenção” por mentira, afinal o avião e
a lâmpada são invenções e estão ai tão reais e verdadeiras
quanto você ou eu.&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2.03cm;&quot;&gt;
A história também passa por esse processo de verdade. Melhor, a
concepção de história e o historicismo passam por este processo de
legitimação e aceitação como verdade. Se pegarmos uma “história
da história”, vamos perceber que a relação do homem para com o
entendimento de seu passado mudou e muda através dos tempos, o que
era válido antes já não é mais válido agora. Por exemplo a
concepção de uma história cíclica atualmente revela um
desconhecimento de teoria historiográfica dos mais graves. Se aceita
uma verossimilhança com o passado, mas não uma repetição, tal
concepção se mostra um absurdo. Porém durante algum tempo os
gregos entendiam isto como uma verdade absoluta, a história para
eles era por fim cíclica. Da mesma forma para o gregos jurar por
algum de seus deuses, da mesma forma que ocorria até algum tempo
atrás, era suficiente para provar que a afirmação era verdade.
Hoje preferimos o cientificamente comprovado.&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2.03cm;&quot;&gt;
Do mesmo jeito que a verdade passa por um processo, a concepção de
história também. Reinhart Koselleck, assim como outros sujeitos da
historiografia alemã, parecem desconhecidos nesse cenário
intelectual brasileiro marcado pela influência francesa. Acaba-se
relevando que antes da França ser a meca da história, a Alemanha o
era e os trabalhos de Leopold von Ranke são fundamentais para o
conhecimento histórico enquanto acadêmico. Mesmo sendo fundamental,
a obra de Koselleck ainda é um tanto quanto periférica se
compararmos com outros autores, em especial os franceses. Claro, não
podemos esquecer que seu trabalho é bem mais específico que o de um
Deleuze.&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2.03cm;&quot;&gt;
Koselleck trata da relação da humanidade (ocidental) com o conceito
de história. Como ele bem ilustra, nem sempre se entendeu da mesma,
elemento de fácil percepção ao verificarmos o uso de duas palavras
distintas na língua alemã para se referir a história. O termo mais
antigo é o &lt;i&gt;Historie&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;, muito
mais próximo lexicalmente a sua origem latina do que o termo atual
&lt;/span&gt;&lt;i&gt;Geschichte&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;. A palavra
&lt;/span&gt;&lt;i&gt;Historie&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt; se preza
muito mais a uma história que serve de lição moral, de
doutrinamento, de indicação do que fazer, talvez dai venha a
concepção de que não se sabe para onde vai sem saber de onde veio
– o que sabemos não servir para todos e tudo. Da mesma forma que
esta palavra antiga já não é mais usada, seu conceito começa por
volta do século XVIII a ser substituído por &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Geschichte&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2.03cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;A palavra &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Geschichte&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;
tem sua raiz etimológica na palavra acontecimento (&lt;/span&gt;&lt;i&gt;geschehen&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;).
De certa forma teremos a mudança de uma concepção de história que
se prezava antes em ajudar as pessoas nas suas decisões futuras,
enquanto mais tarde muda para um estudo dos acontecimentos, logo tudo
que ocorreu no passado pode fazer parte da história. Mais do que
isso, o termo &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Historie&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;
está muito mais ligado a ideia de que o estudo do passado nos indica
qual decisões tomar, por isso se liga a &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Historia magistra
vitae&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;, algo como “história
senhora da vida”, já que o estudo do passado seria nosso mestre. &lt;/span&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2.03cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;Já o termo &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Geschichte&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;
se mostra muito mais aberto e coerente com nossa modernidade. Pois o
desenrolar histórico se faz por meio de acontecimentos. A revolução,
o progresso, o destino e o desenvolvimento são palavras ligadas
diretamente a nossa concepção do desenrolar histórico. Se tomarmos
por conta de que a revolução é feita pelo povo, o progresso pela
humanidade e o destino e o desenvolvimento pelo homem, vamos perceber
que esta mudança léxica leva a uma nova forma de lidar com este
passado, de interpretá-lo. Neste sentido o homem é muito mais um
senhor de seus atos, capaz de interferir no seu tempo e na natureza
pois, sendo o sujeito histórico que é, pode interferir e decidir
como serão os acontecimentos. Não nos cabe mais pensar o passado
ignorando a construção historiográfica, tão pouco ignorar o
passado acreditando ser este o nosso método para construir o futuro
da forma mais eficiente e desejada possível. Desde então todos se
colocam como altares da história, acreditando que o simples uso do
passado lhes garante tal &lt;/span&gt;&lt;i&gt;status&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;.
O uso do passado cria formas no presente. Nossa experiência se liga
a expectativa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://procopioo.blogspot.com/feeds/4933825674475431851/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://procopioo.blogspot.com/2014/08/futuro-passado-reinhart-koselleck.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/4933825674475431851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/4933825674475431851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://procopioo.blogspot.com/2014/08/futuro-passado-reinhart-koselleck.html' title='Futuro Passado - Reinhart Koselleck'/><author><name>André Procópio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02294513902187978823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgpyOvRpLrv_sRlPhCCgcK7bKzxbh8x2xlkHT_q05uO2y571SkN4RSA-U-TZl_dwVmPgoB_TgM9NwUAI-t9qGlnBSVIz57db5iL1vvQWzNCfNrr8AqNGh9fNmpxFDB-Zec/s220/Montevideo+Agosto+2011+%28CLAE%29.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi1tiVR9dUSwb1OGkWaQae61jVWlDYLDZcMJZRrVFPekxPn-03TTqNaoE3MtuTrZo9lu8-BrkYKo4jTADr-yXiD8BI6Mr14NqWka6uCbqv-zRBaC9wog56xdCeEit9llK9oyuZLE39V6Pg/s72-c/futuro+passado.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4979195777587137261.post-545536334020370067</id><published>2014-06-20T14:11:00.003-03:00</published><updated>2014-06-20T14:17:20.370-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="cinema"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="EUA"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sociedade"/><title type='text'>Nebraska - Alexander Payne (dir.)</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgs27CazJIsaCc34BZMkiX8PsIXRWqpcde980-8PSBGMvJOGyJpj2Bhxa1xk3mAlosOvzzouyPr7NWd45YpeVa5arI3mtSiUgtrZxsU0lKPBwyouAe0kSjKGYXd3yf3SqaBHgQZmH_32fs/s1600/Nebraska.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgs27CazJIsaCc34BZMkiX8PsIXRWqpcde980-8PSBGMvJOGyJpj2Bhxa1xk3mAlosOvzzouyPr7NWd45YpeVa5arI3mtSiUgtrZxsU0lKPBwyouAe0kSjKGYXd3yf3SqaBHgQZmH_32fs/s1600/Nebraska.jpg&quot; height=&quot;320&quot; width=&quot;215&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ao mesmo tempo que o cinema americano é único por criar filmes e narrativas muito belas, bem elaboradas e de um nível muito particular, há na maior parte dos filmes uma repetição de mais do mesmo. Nos últimos tempos é perceptível nos filmes americanos mais sérios, como por exemplo alguns ganhadores do Oscar, tentativas de renovação. Querendo ou não Crash – no limite fez isso ao abordar vários problemas presentes na sociedade americana. Mesmo que não tenham dado conta do recado, a tentativa foi feita e deixaram clara uma necessidade estética de renovação e um caminho possível.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Nebraska segue no mesmo caminho, sua escolha pelo preto e branco já é algo que indica esta tentativa e o objetivo de um caminho no mínimo pouco usual. Não apenas isso como também abordar temas tão caros aos EUA. Cabe abrir um parênteses aqui antes de continuar que é, independente do que se diga dos EUA, eles são sem dúvida uma referência desde algum tempo, sem nenhuma objeção. Por outro lado, o caráter dessa referência é assunto para outros debates necessários como o feito no livro &lt;a href=&quot;http://procopioo.blogspot.com.br/2011/12/o-imperialismo-sedutor-antonio-pedro.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;O imperialismo sedutor&lt;/a&gt;. Porém, os anos 2000 e o que veio depois (UE, BRICs, etc) mostraram que este país já não é mais tão dono do mundo quanto era antes.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; É ai que podemos começar a fazer alguma análise do filme, e é importante deixar claro que isto não é nenhuma decifração subliminar de onde os envolvidos com o filme quiseram chegar, mas sim uma visão possível, um ponto de vista entre milhares sobre o filme. Primeiro fato a ser constatado, temos pelo menos três gerações muito bem desenhadas no filme, o personagem principal que aparece alinhado com as pessoas que participaram, ou quase, da segunda guerra mundial e guerra da Coréia, que é querendo ou não um ponto de virada, a geração dos 1970, que já sobreviveu e passou pelos conturbados anos 1960, e a turma que existe depois de 1990. &lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mais do que o Alzheimer e a inocência com o personagem chave do filme que quer porque quer buscar seu prêmio numa distante cidade, temos nele a representação de um tempo já passado e que sobrevive nos arquivos e na saudade (ainda presente na memória e lembrança das pessoas participantes deste tempo), ele é fruto desta época quase apagada. Da mesma forma que ele está decrépito e a ponto de deixar de existir, o tempo do qual ele fez parte também está lá. Algo que fica claro conforme seu filho vai descobrindo o passado de seus pais (algo sempre revelador), é que ele já foi muito mais do que um simples senhor respeitável que volta para casa após um dia de trabalho, podemos ir na crista de Robert Crumb e enxergar um certo brilho no passado americano que vai se extinguindo e sumindo conforme o tempo passa.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Por outro lado os dois filhos do personagem principal do filme seriam um segunda geração iludida e presa nas promessas de uma carreira promissora e abuso dos bens de consumo, seja enquanto apresentador de sucesso ou trabalhador empenhado. De alguma forma as promessas são feitas e cada vez mais se sente estar próximo a elas, ao mesmo tempo que algo importante esteja faltando, nem que seja sua família ou namorada. Numa ponta final temos pessoas que nada mais querem do que beber cerveja, ver TV e não fazer absolutamente nada durante o resto de sua vida, “curtir geral” seria mais do que uma meta, é uma responsabilidade.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; De certa forma podemos perceber em Nebraska um diálogo da sociedade americana atual com o seu passado, mais do que fazer uma crítica é preciso fazer uma análise, sentar no divã e olhar para trás. Afinal os tempos eram duros, mas haviam coisas gloriosas. Enquanto a atualidade é fácil, mas passa a sincera sensação de estar desmoronando pelas bordas, seja pelo desemprego, pela clara impossibilidade de crescimento profissional, quanto pelo esvaziamento cada vez mais claro das cidades, seja pela via expressa quanto pelo êxodo rural. Não só temos a dificuldade de envelhecer, como temos também a dificuldade de sobreviver hoje em dia ilustrados no filme, problema pelo qual todos acabam passando. Neste sentido Nebraska aparece como um filme que busca dialogar com a sociedade americana atual.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiK_8HYXumON2kCXe8ZHzbT9KYy3i5HWxWqm0pSA9afshnVpgRuTrJ1fzyqvh3zn4Ebn4hQRvdX6HBH9jf4XDoe4VNkxzRdL90BWTdRjDOeNMG3UB4kX1hGv4QXM229b7x-KIXPdjcMoEs/s1600/nebraska+1.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiK_8HYXumON2kCXe8ZHzbT9KYy3i5HWxWqm0pSA9afshnVpgRuTrJ1fzyqvh3zn4Ebn4hQRvdX6HBH9jf4XDoe4VNkxzRdL90BWTdRjDOeNMG3UB4kX1hGv4QXM229b7x-KIXPdjcMoEs/s1600/nebraska+1.jpg&quot; height=&quot;265&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://procopioo.blogspot.com/feeds/545536334020370067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://procopioo.blogspot.com/2014/06/nebraska-alexander-payne-dir.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/545536334020370067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4979195777587137261/posts/default/545536334020370067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://procopioo.blogspot.com/2014/06/nebraska-alexander-payne-dir.html' title='Nebraska - Alexander Payne (dir.)'/><author><name>André Procópio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02294513902187978823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgpyOvRpLrv_sRlPhCCgcK7bKzxbh8x2xlkHT_q05uO2y571SkN4RSA-U-TZl_dwVmPgoB_TgM9NwUAI-t9qGlnBSVIz57db5iL1vvQWzNCfNrr8AqNGh9fNmpxFDB-Zec/s220/Montevideo+Agosto+2011+%28CLAE%29.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgs27CazJIsaCc34BZMkiX8PsIXRWqpcde980-8PSBGMvJOGyJpj2Bhxa1xk3mAlosOvzzouyPr7NWd45YpeVa5arI3mtSiUgtrZxsU0lKPBwyouAe0kSjKGYXd3yf3SqaBHgQZmH_32fs/s72-c/Nebraska.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>