<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-215784652947058128</atom:id><lastBuildDate>Fri, 08 Nov 2024 15:40:09 +0000</lastBuildDate><category>Situações</category><category>Avulsos</category><category>Pessoa</category><category>Casos</category><category>Encontro</category><category>Idade</category><category>Descaminhos</category><category>Escreva</category><category>Romance</category><category>Sentimento</category><category>Desilusão</category><category>Desencontro</category><category>Recife</category><category>Longe</category><category>Rua</category><category>Ano Novo</category><category>Coisas</category><category>Contagem regressiva</category><category>Inquietação</category><category>Lembrança</category><category>Moacyr</category><category>Carnaval</category><category>Coração</category><category>Ilusão</category><category>Provisoriedade</category><category>Pulsação</category><category>Acadêmico</category><category>Amor</category><category>Cartas</category><category>Ciência</category><category>Coragem</category><category>Crônica</category><category>Cão</category><category>Dave Grohl</category><category>Eu poético</category><category>Foo Fighters</category><category>Musica</category><category>Paciência</category><category>Rock</category><category>Saudade</category><category>Sonho</category><title>O Gato por Lebre - Não vivo só de crônica e contos</title><description>Quatro pessoas ao redor da mesa. Joga-se as pedras. Começou o jogo! Todos concentrados e todos querem bater: lá e lô? Uma carroçada? Talvez... É no meio disso que surge o espertalhão, o roubalhão do jogo: o matador!Pega uma pedra qualquer e pimba! Um duquesinho no piu...e de repente... as chances já foram batidas e abatidas!</description><link>https://ogatoporlebre.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (smsedi)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>92</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-215784652947058128.post-4576244059597969294</guid><pubDate>Tue, 07 Jun 2016 13:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2018-09-25T06:56:09.429-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Avulsos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Lembrança</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Paciência</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pessoa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Situações</category><title>Paciência</title><description>&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;&quot;&gt;Eu tenho dormido
inegavelmente bem na casa de outras pessoas, tenho deixado o corpo relaxar como
nunca dantes. Esse fato não aconteceria se eu eu não dormisse há um tempo no sofá
de casa. Tenho ouvido muito por aqui há dias, anos: “tenha paciência, minha filha!
”. Que tipo de paciência você sugere que eu tenha quando a única coisa que
sinto é o corpo doer, se contorcer, não relaxar no sofá de casa. Casa, casa,
casa. Ai, eu estou perdendo a paciência agora. Eu sei disso porque eu estou passando
a mão no rosto, esfregando a testa, sentindo o peso dos olhos, a face rígida.
Há algo muito errado nessa falácia toda. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;&quot;&gt;Eu estou perdendo a
paciência que busquei e cultivei e respirei com minhas narinas saudáveis - enchendo os pulmões no movimento de inspira-respira. Estou
perdendo a paciência de uns dias para cá, talvez alguns meses, anos. O fato é
que minha paciência tem se esgotado porque eu não estou sendo ouvida e não há
nada que não me faça pensar que isso se trata de descaso com a minha pessoa. Me
sinto relegada ao segundo plano. Eu que tenho abdicado de noitadas em prol da
família, eu que tenho absurdamente me dedicado aos estudos, eu que tenho
dormido no sofá para ceder um quarto para outro corpo relaxar, enquanto o meu se
estressa, dói, se contorce. Tantas vezes “eu” quanto for necessário. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;&quot;&gt;Ai, que alívio eu tenho
que buscar para sanar a minha falta de paciência e sentir que o corpo pode doer
menos&lt;span style=&quot;background: white;&quot;&gt;?&lt;/span&gt; Tem dias que eu só respondo
gritando. Tenho um pouco de mágoa das pessoas com quem moro. Elas têm uma cama,
estão bem confortáveis e eu... eu só tenho o sofá. Eu tenho mágoa porque elas
não fazem muito por mim, tudo o que me fazem é cobrar, cobrar, cobrar tipo: “olha,
você tem que fazer isso”. “Olha, aqui está sujo”. “Olha, você já fez a comida?”.
Ai, tanta responsabilidade tem me matado aos poucos e tem roubado minha
paciência, mas você deve saber que há mais do que isso em jogo. Há outras
cobranças: a do trabalho, a dos estudos. Pessoas que de alguma forma têm
roubado o meu bem, meu conhecimento, sem me dar um retorno também me fazem mal
e tiram minha paciência. Ai, estou respirando fundo e com dificuldade. Fecho os
olhos e tento relaxar aqui deitada no sofá. Tenho vontade de gritar, talvez
tudo melhore e eu volte à calmaria de antes de tudo isso me incomodar, de antes
de ter ficado sem paciência.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Estamos bem&lt;/div&gt;</description><link>https://ogatoporlebre.blogspot.com/2016/06/paciencia.html</link><author>noreply@blogger.com (smsedi)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-215784652947058128.post-1894762589267503306</guid><pubDate>Thu, 31 Dec 2015 12:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-12-31T04:59:56.390-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ano Novo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Coisas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Lembrança</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pulsação</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Recife</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Sentimento</category><title>O dia de hoje - gratidão!</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Hoje fui a uma festa bacana! Coloquei óculos de festa vermelho e mais um acessório no pescoço. Sorri, comi pizza e tomei refrigerante! Ao final, comi bolo de noiva e peguei uma carona pra casa. Estou aqui tão leve que só tenho a agradecer. E digo, obrigada! Chegando em casa decido três coisas: tomar banho, falar com a cachorra que adotei e ligar o computador.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;Na primeira decisão não tinha muito o que questionar. Além de ter passado o dia na rua, Recife está fazendo tanto calor que é difícil expressar por palavras. Vou para o banheiro, ao entrar fico pensando se não seria melhor comprar sabonete líquido ao invés do sabonete em barra, talvez aquele fosse melhor pra minha pele. Ligo o chuveiro, toco na água fria e sinto uma leveza sem tamanho. A sensação da água fria tocando a pele quente fez eu me sentir tão bem que, de repente, fui transportada para outro mundo. Fiz uma volta em meus pensamentos e cheguei à conclusão de que sou feliz com o pouco que tenho, que sou feliz apesar de ter sofrido enxovalho o ano todo! Bem, 2015, prefiro me despedir e pular pra próxima etapa.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;Após o banho, vou falar com a cachorra. Ao chegar perto dela estranho a quietude e logo compreendo que alguns filhotes vieram ao mundo! Contemplo a cena bestializada e chego à conclusão de que ela é uma boa mãe. Acolhe os filhotes, lambe cada um deles e oferece o peito farto de leite para que eles se alimentem. Como é bonita a vida, é o que eu posso dizer a vocês. Não tenho muita coisa nesse mundo, mas a cachorra me deu uma lição de como podemos viver em paz e agradecer por aquilo que temos. O amor é acolher mesmo que o espaço para acolhimento seja pequenino. E enfim dou um suspiro e vou para a sala onde costumo deixar meu computador.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;Já na sala, ligo o computador e começo a navegar pela Internet! Dou uma olhada nas páginas de sempre antes de buscar algo para fixar e finalizar o dia de atividades. No &lt;i&gt;Facebook&lt;/i&gt; as pessoas parecem estar no clima do final do ano! Tantas postagens de agradecimento e tantos conselhos para seguirmos em 2016 que me dei por satisfeita. Antes de sair da página, fui tomada por lembranças boas junto aos amigos. Sorri, meu peito se encheu de satisfação, até pensei em deixar mensagens in box, mas logo desisti. Nossa, quantas coisas boas aconteceram em minha vida, apesar dos enxovalhos sofridos, pensei! Uau! Amigos, sintam-se abraçados! Opa! Sai do &lt;i&gt;Facebook&lt;/i&gt; e fui assistir a uma série para finalizar. Foi gratificante!&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Estamos bem&lt;/div&gt;</description><link>https://ogatoporlebre.blogspot.com/2015/12/o-dia-de-hoje-gratidao.html</link><author>noreply@blogger.com (smsedi)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-215784652947058128.post-5632352714547103411</guid><pubDate>Tue, 02 Jun 2015 23:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-06-02T18:02:33.656-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Coração</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ilusão</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Lembrança</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Saudade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Sentimento</category><title>Chega de saudade</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Hoje, mais precisamente às 12h45, horário de Brasília, eu acessei o &lt;i&gt;twitter&lt;/i&gt; e vi um destaque: “De pijama, João Gilberto toca violão com a filha”. Nossa, confesso, não quis mais ver o resto dos destaques. A primeira coisa que fiz foi abrir o mecanismo busca do &lt;i&gt;Google&lt;/i&gt; e escrever: “chega de saudade”. Sim, chega! E foi então que, mesmo com muitas atividades para fazer, eu parei e fui relembrar uns 7-8 anos atrás. Meus Deus, meu Deus, como me doía essa música, como João Gilberto marcou a minha vida!&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhpTzolp5_1qYdozqSaqs_bxkZkzEyENJAogUyxnq2293EpRy0Kjt3vE2iX2-V7Kn8-l9cV8vDqmqpZDQqfS2Cod_YnIhLdt_f0NSJPjpnNcbQMl9FAZNGYXL6RT7cECRDV-fOZLJVgyXmj/s1600/IMG_20150419_184241_3+%25282%2529.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhpTzolp5_1qYdozqSaqs_bxkZkzEyENJAogUyxnq2293EpRy0Kjt3vE2iX2-V7Kn8-l9cV8vDqmqpZDQqfS2Cod_YnIhLdt_f0NSJPjpnNcbQMl9FAZNGYXL6RT7cECRDV-fOZLJVgyXmj/s320/IMG_20150419_184241_3+%25282%2529.jpg&quot; width=&quot;140&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;João Gilberto, no auge, cantava “que é pra acabar com esse negócio de você viver sem mim”, isso me fez sonhar tanto! Tanto que sonhava com aquele homem de cabelos pretos que eu chegava a me derreter de tanta vontade de viver a música na íntegra. Eu só queria ficar nos braços dele, apertado assim, até o dia amanhecer. Eu realmente não queria viver assim, assim longe dele, minha paixão marcante de um tempo que não volta mais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Contudo, há sempre a chance de abrir as janelas.  E nada melhor do que procurar numa daquelas pastas, guardadas em uma das gavetas do guarda-roupa, um verso escrito à mão, um bilhete escrito por mim, invocando a paixão. Há sempre uma chance de. A minha chance hoje é de te dizer, garoto dos cabelos pretos, eu fui apaixonada por você. Nessas horas, imagino, você deve estar no funcionalismo público, cumprindo seu horário de trabalho, ou deve estar de férias por aí em algum lugar, certamente não deve estar lendo este texto.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;Entretanto, apesar dessa lembrança, não é da minha vontade que você esteja lendo. Por trás de toda essa paixão, houve momentos sofríveis, isso eu não quero trazer à tona. Saiba, garoto dos cabelos pretos, que é só uma lembrança; já está bom de parar, a propósito. Todavia, como é só uma lembrança e tudo pode virar ficção, eu quero esticar um pouco esse momento. Já posso usar a imaginação e te ver aqui, garoto inventado. É, você adorava passar as mãos nos cabelos e passar a língua nos lábios. Que mania! Já chega!&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;Minhas mãos estão suando agora de tanta agonia e até um pouco de excitação, e por que não se excitar com tanta coisa na mente, tantas lembranças daqueles velhos tempos! Olha, garoto de cabelos pretos, vou te contar, você foi um sortudo! Chega! Chega, se não vou me derreter toda por você e por mim. Posso até acabar ressaltando aqui todas as minhas qualidades para você saber que perdeu alguém incrível, mas, como dizem, não se perde alguém que nunca se teve por completo. De fato, você não me viu por completo, foi uma paixão estranha... lembro agora. Foi estranha!
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Estamos bem&lt;/div&gt;</description><link>https://ogatoporlebre.blogspot.com/2015/06/chega-de-saudade.html</link><author>noreply@blogger.com (smsedi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhpTzolp5_1qYdozqSaqs_bxkZkzEyENJAogUyxnq2293EpRy0Kjt3vE2iX2-V7Kn8-l9cV8vDqmqpZDQqfS2Cod_YnIhLdt_f0NSJPjpnNcbQMl9FAZNGYXL6RT7cECRDV-fOZLJVgyXmj/s72-c/IMG_20150419_184241_3+%25282%2529.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-215784652947058128.post-6273081902146654820</guid><pubDate>Sun, 17 May 2015 15:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-05-23T06:32:19.635-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Avulsos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Escreva</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pessoa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Situações</category><title>O Predador Moderno</title><description>Este texto não é de minha autoria, talvez por isso seja tão interessante e belo!&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
Autor: G.M.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiTbrypSK5UQOd_dMGFvqEo1P0F4UMEoDj43BXrYDc009l2MCcDxSNDaF6hdFqDt_QuLLGV9q3EG9DIDAA6faNUWlS3_gyL1w6qTWOSevOTwGfJKV0NLEEDwV5ORspzUZaI7pqHQ3qj5-tz/s1600/SAM_5588.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;240&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiTbrypSK5UQOd_dMGFvqEo1P0F4UMEoDj43BXrYDc009l2MCcDxSNDaF6hdFqDt_QuLLGV9q3EG9DIDAA6faNUWlS3_gyL1w6qTWOSevOTwGfJKV0NLEEDwV5ORspzUZaI7pqHQ3qj5-tz/s320/SAM_5588.JPG&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Eu conheci um amante alternativo,
o tipo mais moderno do que se pode chamar de predador... Este texto é sobre ele.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O predador de hoje não é aquele
ogro de antigamente, que batia em mulher ou bebe demais ou mesmo é um machista declarado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O predador moderno possui
variações. E aqui vou descrever uma das mais refinadas que conheci. O predador
moderno se preocupa consigo. Gosta de se vestir bem, preocupa-se com a aparência
e a saúde. Um estilo alternativo pode parecer um descuido, mas não é! Cada peça
de roupa, cada combinação, a forma como a barba foi feita (embora pareça mal
feita), faz parte da persona. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O predador moderno cuida da
saúde. Procura se alimentar bem, vitaminas, saladas e orgânicos em geral fazem
parte da sua dieta. Quando começa a ganhar peso, ele já busca a academia ou
algum esporte que valorize suas formas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O predador moderno não vai te
trazer flores. Ele vai de forma atenta e curiosa observar seus diálogos e
conduzir conversas mais interessantes ainda principalmente relacionadas a
assuntos culturais, música, arte fazem parte do seu repertório. É. O predador
moderno é aquele cara com quem você gostaria de dormir e acordar pois não vai
faltar assunto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Aliás, este é um ponto relevante.
O predador moderno não acha que dormir e acordar ao seu lado significa um laço.
Ele entende que nestes tempos as mulheres exigem, cada vez mais, tratamentos
gentis e isso faz parte do processo de conquista. Se ele puder, vai evitar
leva-la a motéis ou locais que possam dar a entender algum tipo de influência
negativa ligada a imagem dele. Ele vai procurar te levar para a casa dele, de
preferência, onde a persona dele já foi construída por ele e por aqueles que
convivem com ele. Raramente ele buscará circular na sua casa, pois aí sim, envolverá
pessoas do seu círculo e isso poderá caracterizar laços.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O predador moderno não vai te
convidar para um bar. Não. Uma vez que ele se preocupa com a saúde, ele não
bebe ou bebe raramente. Ele vai te convidar para aquilo que alimenta a persona
dele...que tal uma dança folclórica, o filme mais recente de ficção científica
ou um documentário sobre arte/dança... é... o predador moderno tem um gosto
apurado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
E, por último, e não menos
importante, o predador moderno se preocupa com a própria imagem de conquistador.
De longe ele não quer ser conhecido como predador, machista ou cafajeste. Ele
procurará mecanismos de forma a evitar encontros e desencontros com as mulheres
com quem ele anda, ele cuidará de saber quais locais as mulheres frequentam e
como evitar estar acompanhado no mesmo lugar que uma de suas conquistas.
Socialmente ele sabe que o estilo mulherengo é repudiado nestes tempos e ele
evitará tal fama, embora, interiormente, colecionar conquistas alimente
enormemente seu ego. Isso fica para ele, predador moderno, guardado para si e
para aqueles poucos com quem ele “convive” mais perto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Estamos bem&lt;/div&gt;</description><link>https://ogatoporlebre.blogspot.com/2015/05/o-predador-moderno.html</link><author>noreply@blogger.com (smsedi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiTbrypSK5UQOd_dMGFvqEo1P0F4UMEoDj43BXrYDc009l2MCcDxSNDaF6hdFqDt_QuLLGV9q3EG9DIDAA6faNUWlS3_gyL1w6qTWOSevOTwGfJKV0NLEEDwV5ORspzUZaI7pqHQ3qj5-tz/s72-c/SAM_5588.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-215784652947058128.post-2069397591508944227</guid><pubDate>Sat, 27 Dec 2014 23:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-12-28T09:25:37.567-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ano Novo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Contagem regressiva</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Escreva</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pessoa</category><title> O tempo voa</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgubVj5dDvVf9lkPY5vmQooOoFApE6J5g2He9iq9LnC02gJ2rrRd9MqHFszk0Si1wJgChE_tvqAtthr4OQXZfxoe0kSW5zOQwo2xB2eTFKdZmevWEOjCy7qPXYBPkZvzbo8glJoGET4GUII/s1600/BLOGUE.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgubVj5dDvVf9lkPY5vmQooOoFApE6J5g2He9iq9LnC02gJ2rrRd9MqHFszk0Si1wJgChE_tvqAtthr4OQXZfxoe0kSW5zOQwo2xB2eTFKdZmevWEOjCy7qPXYBPkZvzbo8glJoGET4GUII/s1600/BLOGUE.png&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Ainda ontem sentava na frente do
computador para colocar os sonhos no &lt;i&gt;word.
&lt;/i&gt;Desse tempo para cá eu ainda sento em frente ao computador, porém faz um
ano, certamente, que não paro para escrever sobre sonhos, ilusões, aventuras,
desventuras e etc. Hoje, tendo um dia raro de descanso, me peguei relembrando o
tempo em que era fissurada na blogagem. Lembro quando criei a conta no &lt;i&gt;gmail&lt;/i&gt; especialmente para o blogue,
embora eu pudesse utilizar os meus e-mails usuais como o &lt;i&gt;yahoo&lt;/i&gt; e o &lt;i&gt;hotmail&lt;/i&gt;. Mas,
pegando o embalo das mudanças, quis conhecer o que havia de novo no &lt;i&gt;gmail&lt;/i&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Enfim, quando criei o blogue
achei muito complicada essa vida da blogosfera. Os blogues que acabei conhecendo
já tinham um público cativo e eu uma desconhecida, ainda sou, o que tornava
difícil angariar leitores para as pequenas coisas que escrevia. Meu blogue é
bem médio se comparado a tantos outros que existem. Bem, a grata surpresa disso
tudo foi ter travado amizade, ainda que virtual, com alguns blogueiros. Dentre
eles, o autor do blogue &lt;a href=&quot;http://impressoes-mundoadulto.blogspot.com.br/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Impressos sobre o mundo adulto&lt;/a&gt;, Deivid, também a
querida &lt;a href=&quot;http://misturao.blogspot.com.br/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Ana Karla&lt;/a&gt;, a &lt;a href=&quot;http://luzdeluma.blogspot.com.br/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Luma Rosa&lt;/a&gt;&amp;nbsp;e a querida &lt;a href=&quot;https://catarinavoltouaescrever.wordpress.com/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Lunna Guedes&lt;/a&gt;. Chego à conclusão que foi tudo de bom tamanho! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Antes de finalizar, relembro as tantas
coisas que escrevi: algumas com erros grotescos, outras com características de
maturidade. E enfim chego a outra fase da minha vida. Estou muito contente com
tudo que estou conquistando. Quando criei o blogue estava em um momento
complicado, mas há tempo para tudo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Assim, deixo claro que esse
cantinho vai ficar aqui até que eu possa fazer uma nova postagem. Eu sou grata
por tudo e aos amigos que me acolheram. Eu desejo a todos um ótimo 2015 e que
os sonhos de cada um sejam realizados.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Estamos bem&lt;/div&gt;</description><link>https://ogatoporlebre.blogspot.com/2014/12/o-tempo-voa.html</link><author>noreply@blogger.com (smsedi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgubVj5dDvVf9lkPY5vmQooOoFApE6J5g2He9iq9LnC02gJ2rrRd9MqHFszk0Si1wJgChE_tvqAtthr4OQXZfxoe0kSW5zOQwo2xB2eTFKdZmevWEOjCy7qPXYBPkZvzbo8glJoGET4GUII/s72-c/BLOGUE.png" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-215784652947058128.post-2173148596327723199</guid><pubDate>Thu, 05 Dec 2013 08:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-10-18T17:06:16.562-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Acadêmico</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Avulsos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Coração</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Eu poético</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pulsação</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Sentimento</category><title>A Linha Tênue que Separa o eu Poético do eu Acadêmico</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjkop9YX-FqRuB9x0MdmeBKRnH-lfwhGEfN15HlYBletQl1SVOXSMCYOgcxyA8aP4zXeTvfmhPvisqS9-k5AsCGhQcGuQcnedenaXa8wMVYtu7I-_lGqNgVHKCsswo6jlEgBpOa2VWjNxOM/s1600/Ru+po%C3%A9tico_blog.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjkop9YX-FqRuB9x0MdmeBKRnH-lfwhGEfN15HlYBletQl1SVOXSMCYOgcxyA8aP4zXeTvfmhPvisqS9-k5AsCGhQcGuQcnedenaXa8wMVYtu7I-_lGqNgVHKCsswo6jlEgBpOa2VWjNxOM/s200/Ru+po%C3%A9tico_blog.jpg&quot; height=&quot;200&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Estou em branco com as palavras ultimamente. Eu até entendo o fato de estar em branco, estou mais acadêmica do que nunca, e ninguém há de compreender isso e nem eu quero.  Afinal, o que os outros têm a ver com a minha febre acadêmica? E os outros devem estar se perguntando que raios é essa história de “acadêmica?” Suspiro lento e com dificuldade para responder a um questionamento que eu mesma coloquei na cabeça dos outros: um acadêmico estuda, se entrega, busca problemas, desenvolve e destrincha cada tópico, procura uma metodologia que mais se adéqua e aplica. É só isso? Possivelmente... Não!&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;A vida de acadêmica anda roubando as ideias cotidianas e transformando-as em problemas de pesquisa, em objetivos gerais e específicos e em metodologias arriscadas. Não estou reclamando de nada, isso até que é bom. Estou mais apurada, é esta a palavra. O meu questionamento é: onde foi parar o sentimento do mundo? Eu me pergunto: onde foram parar os suspiros poéticos em forma de juras de amor, sonho e saudade com um pouco de solidão? Ah, estão pululando na palma das minhas mãos, na ponta dos meus dedos, no olhar de quem corre a página em branco com cuidado e na mente de quem guarda todo o sentimento dessa vida, só não apresento tudo agora porque ando sem tempo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;Ando muito sem tempo – esse muito-sem parace bem contraditório, mas o que se há de fazer quanto à realidade? Sem tempo, voltei a escrever hoje e coloquei os outros como personagem porque sinto saudade do meu eu poético. Os outros podem não entender, muito menos você, mas estou feliz por estar de volta ao cotidiano, de parar e jogar a realidade para o alto e viver o dia todo só de sonho e findar o dia na prática da escrita como se não devesse explicação a ninguém e muito menos utilizar outros tantos seres para dizer o que eu quero. Deixa assim como está, não vamos entrar em detalhes agora.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;Na verdade, escrever longe da linguagem acadêmica dá uma sensação de liberdade, embora eu também sinta um pouco de “liberdade” pesquisando aquilo que me interessa. E não seria a escrita acadêmica uma forma de realização poética? Detalhe: não tem como comparar uma coisa com outra, peço desculpas a você e aos outros pelo equívoco. Vou contar um segredo: sinto-me leve e feliz neste instante, embora no próximo instante vá me encontrar pregada a uma cadeira, em frente ao computador, com uns autores na palma da mão, e outros na mente, para embasar o que pretendo desenvolver academicamente. Isso não quer dizer que eu não vá me encontrar feliz, mas é diferente. Você e os outros vejam que eu até quero fugir do academicismo, mas não tem jeito, está o tempo todo na minha mente.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;Deixa, deixa tudo pra lá. Não quero confundir você e os outros, só quero resgatar meu eu poético e também quero o lirismo dos bêbados. Minha alma clama por liberdade e por palavras bonitas, feias, acalentadoras – também as que machucam e as que fazem sonhar. Minha alma clama pelo sentimento de ingenuidade que o eu acadêmico tratou de retirar da minha persona. Perdi a ingenuidade das coisas, perdi o sentimentalismo bêbado e barato. Agora só me vem o pensamento estratégico: o meu lado esquerdo do cérebro deve estar fervendo: afinal, anda trabalhando como nunca! Daí a explicação pra esse branco que tem tomado conta das minhas palavras. Onde foi parar o caos das minhas palavras? Onde está o desequilíbrio da minha mente e corpo? Ando muito racional. Coração, por que não te agitas? Por que não te agitas em vão como dantes, coração?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;Os outros podem não entender, mas espero que você esteja acompanhando o meu pensamento agora. Estou confusa, mas ao mesmo tempo sinto-me livre e minha alma pede para que eu continue agitando os teclados do meu computador – estou tremendo agora porque os sentimentos pululam em minhas mãos, em meus dedos. Uma linha tênue separa meu eu poético do meu eu acadêmico e nada tenho a temer. Só peço, encarecidamente, a mim mesma, para vez ou outra romper com o eu acadêmico por um dia ou algumas horas e voltar a escrever como quem sonha como se não houvesse amanhã.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Estamos bem&lt;/div&gt;</description><link>https://ogatoporlebre.blogspot.com/2013/12/a-linha-tenue-que-separa-meu-eu-poetico.html</link><author>noreply@blogger.com (smsedi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjkop9YX-FqRuB9x0MdmeBKRnH-lfwhGEfN15HlYBletQl1SVOXSMCYOgcxyA8aP4zXeTvfmhPvisqS9-k5AsCGhQcGuQcnedenaXa8wMVYtu7I-_lGqNgVHKCsswo6jlEgBpOa2VWjNxOM/s72-c/Ru+po%C3%A9tico_blog.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-215784652947058128.post-4189972564970020181</guid><pubDate>Tue, 24 Sep 2013 06:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-09-23T19:31:30.117-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Amor</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Avulsos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Encontro</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Inquietação</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Rua</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Sentimento</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Sonho</category><title>Ensaio - Amor em Sonho </title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgB6_csr8KM88irpcmEAnuiubS-pAl974TJ3mK5B2yBrAg2D8YfnC_-jRnYl4W2neXOOmW3F1_2uv4KFXxCLoXYeFvB4oum5o9XA-znEGGIP_ImRG8o_N0TGd7cyLLX1eBBx5Wr3fpCZWyH/s1600/amor_sonho.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgB6_csr8KM88irpcmEAnuiubS-pAl974TJ3mK5B2yBrAg2D8YfnC_-jRnYl4W2neXOOmW3F1_2uv4KFXxCLoXYeFvB4oum5o9XA-znEGGIP_ImRG8o_N0TGd7cyLLX1eBBx5Wr3fpCZWyH/s320/amor_sonho.jpg&quot; width=&quot;204&quot; /&gt;&lt;/a&gt;De repente, várias pessoas se amontoaram em frente à roda gigante: todos queriam ver o fenômeno que, em breve, apareceria no céu. Outra camada, além daquele azul que vemos todos os dias, ia se abrir e, em poucos dias, o amor iria desaparecer por completo da vida dos seres humanos. Foi então que ele me disse:&lt;i&gt; “Durma, tenha um longo sonho e me encontre na rua dos trilhos às 23h00. Quando me encontrar seja doce. Seja doce e me peça para chegar mais perto de você e derrame sobre mim todo sentimento. Me peça pra ficar, não importa o sentido”.&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;Então, atordoada, tomei uma pílula para o sono chegar mais depressa. Fiz o que ele me pediu: dormi e sonhei como nunca dantes. Eu estava numa estrada férrea escura e deserta, os trilhos estavam desgastadas pelo tempo, as paredes das casas, ao redor, estavam descascadas. Devo ter voltado a um tempo velho demais para salvar o meu próprio eu. E o meu eu só queria amor e amor. O amor veio por entre as sombras, calmo, seguro, passos lentos e parou à minha frente com uma segurança que me impressionou. Eu estava ansiosa, mas mantive a calma para não por tudo a perder.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;Ele ficou à minha frente, olhos negros fixos e não pronunciou uma palavra sequer. Não mais conseguia me segurar e, em dado momento, senti que a ânsia ia me tomar por inteiro, mas ele segurou o meu queixo, olhou bem no fundo dos meus olhos e perguntou se eu sabia o que estava fazendo. Eu balancei a cabeça em afirmativo. Ele sorriu e disse que a hora era um tanto incerta: não se pode controlar tudo. Eu concordei com ele, mas não entendi o porquê daquela observação. Afinal, havíamos conversado sobre tudo antes. Antes de decidir lutar pelo amor. Fiquei um pouco distante de tudo aquilo até ouvir de novo a sua voz. Ele me perguntou: &lt;i&gt;“Você está pronta?”&lt;/i&gt;. E eu titubeei: &lt;i&gt;“Oi? Não ouvi!”.&lt;/i&gt; Ele repetiu de forma categórica:&lt;i&gt; “Vo-cê está pro-o-onta?”.&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;Num sussurro de entrega eu disse “sim” e pedi para que ele segurasse as minhas mãos e não me deixasse ter medo porque ali nós dois poderíamos ser como quiséssemos. Ao ouvir isso, ele sorriu e seu olhar estava terno e livre. E, lentamente, eu abri os lábios e disse bem devagar:&lt;i&gt; “Sinta o meu corpo perto do seu e não esqueça, eu sou o que você precisa”.&lt;/i&gt; Então, com um olhar de desejo ele aproximou seu rosto do meu e roçou o seu nariz em meu pescoço. O seu contato foi tão quente que eu fechei os olhos para sentir sua pele junto a minha. Aquele apelo sensorial me deteve por uns instantes, quando, de repente, ele se afastou e perguntou o que, de fato, eu queria.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;Atônica, eu falei para ele que já havíamos conversado sobre tudo, era preciso que continuássemos antes que fosse tarde. Então eu lhe expliquei que vinha de um mundo onde pessoas estavam amontoadas aguardando o fim do amor e ele fazia parte desse amontoado de gente. Estávamos ali para não permitir que tudo acabasse como um espetáculo ruim. Nossa parte no espetáculo era não permitir que a platéia morresse de tédio e arrependimento. Eu, eu só quero salvar um sentimento bom. Um sentimento que prezo, eu... Ele me interrompeu e disse com voz firme: &lt;i&gt;&quot;Eu preciso que você acorde! Eu preciso que você acorde! Eu não posso agora&quot;.&lt;/i&gt; Eu ainda tentei retrucar, mas acordei num sobressalto.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;Levantei e o meu primeiro ímpeto foi o de sair correndo pelas ruas até chegar à roda gigante para comprovar se eu estava mesmo sonhando durante todo o tempo ou se tudo aquilo que vi no sonho fazia parte de uma realidade. Me contive. Sabia que era preciso ter calma, molhar o rosto e tomar um gole de café quente antes de prosseguir.

&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Estamos bem&lt;/div&gt;</description><link>https://ogatoporlebre.blogspot.com/2013/09/ensaio-amor-em-sonho.html</link><author>noreply@blogger.com (smsedi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgB6_csr8KM88irpcmEAnuiubS-pAl974TJ3mK5B2yBrAg2D8YfnC_-jRnYl4W2neXOOmW3F1_2uv4KFXxCLoXYeFvB4oum5o9XA-znEGGIP_ImRG8o_N0TGd7cyLLX1eBBx5Wr3fpCZWyH/s72-c/amor_sonho.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>6</thr:total><georss:featurename>Pernambuco, República Federativa do Brasil</georss:featurename><georss:point>-8.02659484248955 -34.91455078125</georss:point><georss:box>-8.15237984248955 -35.07591228125 -7.90080984248955 -34.75318928125</georss:box></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-215784652947058128.post-6358459356248714198</guid><pubDate>Wed, 07 Aug 2013 01:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2018-06-06T06:34:25.827-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Avulsos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Casos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ciência</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Coisas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crônica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Escreva</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pessoa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Provisoriedade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Sentimento</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Situações</category><title> Samba da Bênção – A Finalização</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
“A vida não é brincadeira, amigo.&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
A vida é arte do encontro”.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
&lt;b&gt;Composição:&lt;/b&gt; Baden Powell / Vinícius de Moraes&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
&lt;span id=&quot;docs-internal-guid-60095c35-564e-c765-ddc2-cd39f60f6e8b&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 16px; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: left; margin-right: 1em; text-align: left;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiPq_WjsAlO5VLugswcbPGMACY-C1XsI84-AE0rowbjR8sIXBbXeG_Ry1IGmt1tb0om7qI_s81JPa0Tj6Q51sd85GDennS-Yi1tAL8uRGno1sE0dlAhtQ6hsWE2PTgzG31mN242lxFhP-m6/s1600/SAM_4351.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;240&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiPq_WjsAlO5VLugswcbPGMACY-C1XsI84-AE0rowbjR8sIXBbXeG_Ry1IGmt1tb0om7qI_s81JPa0Tj6Q51sd85GDennS-Yi1tAL8uRGno1sE0dlAhtQ6hsWE2PTgzG31mN242lxFhP-m6/s1600/SAM_4351.JPG&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Fotografia da autora&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Caro Fontes, começo a escrever este texto ao som do Samba da Bênção na voz da Bebel Gilberto. Afinal, é melhor ser alegre que ser triste, alegria é a melhor coisa que existe. Eu sei, eu sei que na música é melhor ter um pouco de tristeza para escrever um bom samba, mas aqui, meu amigo, a realidade é outra. Hoje eu estou alegre! E a minha alegria tem a ver com finalização. Eu sei que você não deve estar entendendo nada a princípio, mas depois de um tempo você vai acabar compreendendo o que eu estou tentando dizer. Hoje estou falando de fe-cha-men-to. Sim, as disciplinas do primeiro semestre do mestrado estão sendo finalizadas e eu deitando o corpo por completo na cama macia pra voltar a te escrever.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;Ah, a alegria! Agora eu vou poder escrever mais pra você e contar algumas peripécias do meu dia-a-dia. Desculpe-me caro Fontes, imprevistos acontecem, não vou mais poder escrever para você porque a vida anda às avessas por esses tempos. Acabei de receber um &lt;i&gt;e-mail&lt;/i&gt; do João Durval, meu orientador, me intimando a definir meu tema de pesquisa. Fim das disciplinas, imaginei ser o começo da alegria. Ao contrário, é o começo da perturbação. Começo a pensar na possibilidade de compor meu projeto de pesquisa na tristeza, assim como acontece no samba. &amp;nbsp;Ah, a alegria é passageira!&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;Tudo parece muito passageiro por esses tempos. Aliás, o grande lema deste período e depois e depois e depois de outros períodos é a provisoriedade. Ah, a provisoriedade das coisas é mesmo impressionante. Sabe que em uma dessas aulas um professor disse, com embasamento teórico e tudo, que o que estou fazendo agora – a ideia, a concepção, o modelo teórico – é provisório. Imagina minha cara de incredulidade. Olha, quando você vier aqui, caro Fontes, você vai compreender tudo o que estou tentando te dizer. Enfim, é complexo!&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;Antes de vislumbrar a finalização aconteceram tantas coisas, Fontes! Espera, espera que agora vejo janelinhas piscando... Não, não estou ficando maluca! É o meu orientador via &lt;i&gt;Skype&lt;/i&gt;. Ah, como gostaria que a vida fosse apenas um samba. Quero sambar agora, mas sinto que primeiro preciso fazer minhas atividades. Tenho uma crônica e um artigo da disciplina de Didática para fazer. E você vai me perguntar: &lt;i&gt;E não estava finalizando tudo? &lt;/i&gt;Sim, está tudo sendo finalizado, mas ainda tem um monte de atividades pra fazer. Não sei o que vou dizer nesta bendita crônica, mas sei que vai dar samba!&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;Começo agora a vislumbrar o samba da bênção e aquele professor no meio da sala de aula, camisa de mangas compridas arregaçadas, olhar atento aos alunos e uma frase: “Um de cada vez, por favor!”. Ele tem mesmo senso de humor. Veja a que ponto cheguei, Fontes. Meu desassossego é grande! Você não imagina a minha situação: é gravíssima! E na cabeça e na boca do professor é tudo “interessantíssimo”.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;Sabe, a coisa anda complicada mesmo. Tão complicada que agora nem filme eu assisto sossegada. Toda vez que vou ao cinema com o intuito de me distrair acontece algum infortúnio! A noite cai, o filme começa, a pipoca me consome, a poltrona me leva para outro lugar e... Até que começo a fazer associações com filósofos, teorias, ideias: Andragogia, Foucault, Latour, Tomada de Decisão, Construção da Linguagem e...&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;Ah, caro Fontes, antes eu estivesse louca! Isso é só o começo, mas não posso contar tudo assim por&lt;i&gt; e-mail&lt;/i&gt;, perde a graça! No way! Tenho tantas coisas para contar, até mesmo sobre uma história aí de teóricos. Deixa pra depois, o período acabou, mas as atividades continuam.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Estamos bem&lt;/div&gt;</description><link>https://ogatoporlebre.blogspot.com/2013/08/samba-da-bencao-finalizacao.html</link><author>noreply@blogger.com (smsedi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiPq_WjsAlO5VLugswcbPGMACY-C1XsI84-AE0rowbjR8sIXBbXeG_Ry1IGmt1tb0om7qI_s81JPa0Tj6Q51sd85GDennS-Yi1tAL8uRGno1sE0dlAhtQ6hsWE2PTgzG31mN242lxFhP-m6/s72-c/SAM_4351.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>8</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-215784652947058128.post-8365466862037904528</guid><pubDate>Thu, 13 Jun 2013 19:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-06-20T16:52:24.384-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Avulsos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Coisas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Provisoriedade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Sentimento</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Situações</category><title>A Provisoriedade das Coisas</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjwNF9UGkGabCrc04CuFo1dpzoezmBUwz-SahKC8qeHPt74YO-RfgSP4gZUohq9XdQL79i_PrrtPw3hmMcrlubqaZmrAaHuUp3SCMJmGuLZguxuOAArKLplk2cEgR_oNoHyV_Q5bM1BfB8o/s1600/blog+coisas+c%C3%B3pia.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjwNF9UGkGabCrc04CuFo1dpzoezmBUwz-SahKC8qeHPt74YO-RfgSP4gZUohq9XdQL79i_PrrtPw3hmMcrlubqaZmrAaHuUp3SCMJmGuLZguxuOAArKLplk2cEgR_oNoHyV_Q5bM1BfB8o/s1600/blog+coisas+c%C3%B3pia.jpg&quot; width=&quot;246&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Era difícil para Anita lembrar da sua infância. Ué, mas a infância não é gostosa? Tem balanço, tem bola de gude, tem pega-pega. Tinha tudo isto, só não tinha conforto: não era palatável recordar o passado.  Na infância de Anita, seus amigos pareciam sempre mais felizes e mais estáveis; ora, era óbvio! Ela é que não tinha posses; ou melhor, sua família não tinha posses. A mais simples casa parecia um palácio suntuoso frente a sua que era de taipa. Como era triste a infância do querer de Anita; não se deve ter pena!&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;Quereres. Ela queria ter uma casa, mesmo simples, mas que ao menos fosse de tijolo e piso de cimento. E que tivesse reboco forte e piso lajeado. Queria sentir o gosto do algodão doce com paladar apurado – ela geralmente se perdia em meio a tristeza na hora da degustação. Anita vez em quando chorava escondida, ela pensava muito nos pais e no aconchego de um colchão: isso lhe dava forças para continuar sonhando. Teto fino de madeira coberto de cupins era o seu ponto de fuga: enquanto olhava para as madeiras já tomadas pelo negrume dos cupins, sonhava que sua mente era coberta por nuvens e seu coração era aquecido por uma lareira nos dias frios. Anita revertia a tristeza em ganho imaginário: ela fechava os olhos e pensava que no futuro as coisas poderiam ser melhores. A mensagem que o cérebro recebia era positiva, confiante.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A confiança parecia o melhor remédio para um caminho tão íngreme e escorregadio.
A confiança era de fato melhor do que os bens que lhe faltavam na infância do querer. E era com a palavra confiança que pouco a pouco ela ia adquirindo conforto e pão para alimentar o corpo e a alma. E não seria o pão que alimenta o corpo e a alma as nossas próprias perspectivas?  De repente Anita se dá conta que tudo aquilo lá do passado era provisório. Imagine a sua face de breu. Formulou o pensamento? A imagem ficou clara? Tudo na vida é provisório, até que alcancemos um outro patamar e, mesmo assim, esse outro patamar pode vir a se tornar obsoleto.  É uma sequência evolutiva das coisas. O ‘querer’ evolui e algumas coisas que antes eram importantes vão se tornando obsoletas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
É como agora. O olhar de Anita para o passado denuncia a obsolescência das coisas, tudo lá ficou preso a um tempo em que uma casa de tijolos e piso de laje era importante. Ela conquistou um outro patamar: casa de tijolo, reboco e piso de laje já não é mais uma ambição. Outras necessidades surgiram e Anita já não vê mais tanta dificuldade em lutar pelo que deseja. Pensa que nada é impossível quando se sonha. Nada é impossível, afinal... E entende que algumas lutas vão parecer vãs ao longo do caminho, o que é lhe parece cruel.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Estamos bem&lt;/div&gt;</description><link>https://ogatoporlebre.blogspot.com/2013/06/a-provisoriedade-das-coisas.html</link><author>noreply@blogger.com (smsedi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjwNF9UGkGabCrc04CuFo1dpzoezmBUwz-SahKC8qeHPt74YO-RfgSP4gZUohq9XdQL79i_PrrtPw3hmMcrlubqaZmrAaHuUp3SCMJmGuLZguxuOAArKLplk2cEgR_oNoHyV_Q5bM1BfB8o/s72-c/blog+coisas+c%C3%B3pia.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-215784652947058128.post-1958171366783583764</guid><pubDate>Fri, 24 May 2013 14:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-05-29T17:21:01.557-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Avulsos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Contagem regressiva</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Encontro</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pessoa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Sentimento</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Situações</category><title>O Contato</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-grZ8IQ3zDLdE9TTBHsTfDVuGS7fCiv41jmtK3TIAtPlM566lbMWy3CUq2NKSygMi6uG3MhuQevqq4SR2QS4HhUZbKOl02S3Ps2f99QMmkhrfEtfttDObXkyXhcjvF5iynFB-DrFPlQKu/s1600/o+contato.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-grZ8IQ3zDLdE9TTBHsTfDVuGS7fCiv41jmtK3TIAtPlM566lbMWy3CUq2NKSygMi6uG3MhuQevqq4SR2QS4HhUZbKOl02S3Ps2f99QMmkhrfEtfttDObXkyXhcjvF5iynFB-DrFPlQKu/s320/o+contato.jpg&quot; height=&quot;320&quot; width=&quot;276&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Haviam se conhecido numa ocasião não muito boa para ambos. Na época, ela tinha acabado de ser demitida e ele tinha acabado de ser transferido para outro país. Ambos tinham receio: ela por não saber o que fazer da vida –   após haver se dedicado durante muito tempo ao trabalho como se fosse a sua própria família –, e ele na incerteza da sua adaptação a um mundo que desconhecia. Estavam intranquilos, ambos deixavam laços para trás. Ele muito mais do que ela.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Na época, a despedida acabou sendo mais sorridente do que triste para ambos. Descobriram algo em comum: os percalços inevitáveis da vida. Ela foi leva-lo ao aeroporto. Na ocasião, eles prometeram voltar a se encontrar, mesmo que isso custasse uma viagem de curta duração. Aquela esperança facilitou a vida de ambos dali pra frente. E muito mais para ela que foi mais forte do que imaginava que seria. Lutou, conseguiu um novo trabalho e se refez: tudo na esperança de rever aquele homem. Ele foi mais cauteloso, já tinha se dado por satisfeito e só de tê-la encontrado naquele dia já era reconfortante, mesmo assim nutria um pouco de esperança de poder revê-la.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;Pois bem, o que justifica essa diferente perspectiva de um e outro é a situação estrutural de cada um deles. No momento do encontro ela estava mais fragilizada, tinha dívidas e havia perdido o emprego; ele tinha boas condições financeiras – seu ponto de escuridão residia na possibilidade de abandonar seus familiares e amigos para trás, ter que se adaptar a uma nova cultura. Talvez por essa diferença eles tenham encarado a possibilidade de um novo encontro sob diferentes perspectivas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;Sob o ponto de vista dela, o encontro foi uma ponta de esperança. Quando ela se achava triste, ele apareceu e a alegrou. Mesmo que a alegria tenha a encontrado e ido embora em pouco tempo. A partir daquele momento, ela decidiu viver em prol do reencontro. Talvez tenha sido ingenuidade da parte dela pensar sob essa perspectiva, mas talvez pensar assim tenha sido bom pra ela – já que a ajudou a se refazer enquanto mulher, enquanto pessoa.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Trocaram &lt;i&gt;e-mails&lt;/i&gt; durante um tempo, falaram via &lt;i&gt;Skype&lt;/i&gt; mas, devido ao trabalho, ele reduziu o contato com ela. Foi triste, mas mesmo assim ela tratou de entender. Num dia, mesmo sem saber como, escreveu umas frases pensando que, em algum momento, poderia dizer para ele olho no olho. Foi mais ou menos assim:  &lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;&quot;&gt;Você é como um texto que quando leio o riso fica no canto dos lábios esperando a oportunidade para se abrir por completo. Contenho o riso para não atrapalhar a minha visão do todo que se desata em versos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;Deixou as frases de lado e está esperando a oportunidade de falar com ele novamente. Que dia, ninguém sabe ao certo. A verdade é que a emoção continua dentro dela.

&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Estamos bem&lt;/div&gt;</description><link>https://ogatoporlebre.blogspot.com/2013/05/o-contato.html</link><author>noreply@blogger.com (smsedi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-grZ8IQ3zDLdE9TTBHsTfDVuGS7fCiv41jmtK3TIAtPlM566lbMWy3CUq2NKSygMi6uG3MhuQevqq4SR2QS4HhUZbKOl02S3Ps2f99QMmkhrfEtfttDObXkyXhcjvF5iynFB-DrFPlQKu/s72-c/o+contato.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-215784652947058128.post-2202154366032619010</guid><pubDate>Fri, 26 Apr 2013 06:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-04-26T10:12:30.199-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Avulsos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cartas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Idade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Inquietação</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Sentimento</category><title>A Carta que Atravessa o Tempo</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjhHi6ZSmvgkyAprqgLembrBkunvxjejFEi7BP1NL0XEL2urvS94z4K5fK41QOnrZjiaThFeQ2gyVxCqv0YUUt9Lyt5bJPa5vxut0GhPX2i1S895TFxLHrH55DNmYl3_9wH-f9cWpHmaHt_/s1600/carta_blog.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;176&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjhHi6ZSmvgkyAprqgLembrBkunvxjejFEi7BP1NL0XEL2urvS94z4K5fK41QOnrZjiaThFeQ2gyVxCqv0YUUt9Lyt5bJPa5vxut0GhPX2i1S895TFxLHrH55DNmYl3_9wH-f9cWpHmaHt_/s1600/carta_blog.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Viajar junto com milhares de objetos só para me ver. Você, às vezes, me surpreendia. Confesso que vez ou outra me pegava tomada por um certo incômodo ante a espera de uma resposta a um questionamento que demorava meses pra chegar até mim e isso, claro, me causa certa ansiedade. Rasuras, cores de canetas variadas, desenhos imperfeitos: assim era você, assim éramos nós. Agora, neste instante, uma saudade imensa invade o meu peito, sinto em cada palavra escrita os seus lábios: ainda tenho as cartas anteriores guardadas na gaveta de cabeceira. Éramos tão felizes, tão sorridentes, tão... Ah, como me toma inteira essa vontade de estar em seus braços. Como me consome a memória a lembrança dos seus traços salientes em cada começo de frase. Suas cartas sempre bem-vindas em momentos inesperados e esperados. As suas histórias, a nossa história.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;A história que aguardo chegar há anos e não chega. Não chega porque você decidiu não mais viajar dias para chegar até mim. Eu não entendo a sua decisão, mas penso que deve ter uma explicação plausível. E, neste momento, só me sobram questionamentos: Como vou medir o tempo? Como vou contar as horas? Estou desaprendendo a contar e a medir por conta dessa sua decisão infeliz. A paráfrase não faz mais parte da minha narrativa. Quando encostava o nariz nos papéis especiais, que você usava para escrever para mim, sentia você mais perto. Tão perto que me derretia ante a possibilidade de estar ao seu lado. E agora? O aliado da nossa conquista está em constante desuso: o carteiro com uma gama de cartas com selos diversos. Agora só me restam as cobranças e o entulho de informativos de vereadores que fingem preocupação com a população: são essas as cartas que recebo na atualidade. Nossas histórias perderam o endereço, o número da casa e o &lt;i&gt;CEP&lt;/i&gt;, perderam a cola que unia as duas partes do envelope. Nos perdemos na história.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Essas mudanças inesperadas, a inovação tecnológica quebraram a sequência apaixonante das suas palavras: era bom poder esperar por você em versos e em letras apressadas; urgentes nas primeiras linhas e mais calmas no segundo parágrafo. Dava pra sentir a expectativa do seu querer só de visualizar, durante a leitura, a cadência de suas frases. Me pergunto o que aconteceu com aqueles seus versos cheios de carícia e compreensão, eles despareceram como desapareceu a sua vontade de escrever pra mim em formato de cartas.  Peço, encarecidamente, para não sucumbir à rapidez das coisas, ao efêmero. Peço que você se perca nas composições e voltes a sua lembrança ao tempo em que mandávamos cartas um ao outro.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Estamos bem&lt;/div&gt;</description><link>https://ogatoporlebre.blogspot.com/2013/04/a-carta-que-atravessa-o-tempo.html</link><author>noreply@blogger.com (smsedi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjhHi6ZSmvgkyAprqgLembrBkunvxjejFEi7BP1NL0XEL2urvS94z4K5fK41QOnrZjiaThFeQ2gyVxCqv0YUUt9Lyt5bJPa5vxut0GhPX2i1S895TFxLHrH55DNmYl3_9wH-f9cWpHmaHt_/s72-c/carta_blog.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>3</thr:total><georss:featurename>Recife - PE, República Federativa do Brasil</georss:featurename><georss:point>-8.0542775 -34.881256099999973</georss:point><georss:box>-8.305836 -35.203979599999975 -7.802719 -34.558532599999971</georss:box></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-215784652947058128.post-6116643928954994871</guid><pubDate>Tue, 05 Mar 2013 06:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-03-14T11:28:10.807-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Avulsos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cão</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Longe</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Sentimento</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Situações</category><title>Me Rendo</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiJlUUq8tueHcJE6B3cpK0udBmLgxyFJ-LZOOrU_Dq-X2lQIdE1-AwK9INLQFwEZT16b9vN9DyQbRr9xi_at3BwVAS1muDEhMKPkcHA4fHtPUZQ6_nKXFB0XxY6_1Yc8SOYVU1Gigq7Sp5k/s1600/ME+RENDOblog.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiJlUUq8tueHcJE6B3cpK0udBmLgxyFJ-LZOOrU_Dq-X2lQIdE1-AwK9INLQFwEZT16b9vN9DyQbRr9xi_at3BwVAS1muDEhMKPkcHA4fHtPUZQ6_nKXFB0XxY6_1Yc8SOYVU1Gigq7Sp5k/s1600/ME+RENDOblog.jpg&quot; width=&quot;277&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Nunca fui capaz de dizer eu me rendo. Mas ao mesmo tempo penso que, como todos dizem, pronunciar ‘nunca’ é coisa muito forte. Portanto me corrijo e digo que não tinha havido, em minha vida, a oportunidade de me render para um outro ser assim como aconteceu. E olhe que em minha vida já passou o King, a Priscila, o Marrom, o Carrilhão e talvez a memória tenha me falhado. Mas o que é a memória quando não se sabe distinguir entre a doação real e a doação inventada. A retórica diz que não é nada. Ser assaltada por sentimentos de cuidado, preocupação, tensão e temeridade não é coisa que acontece todo dia, ao menos para mim.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Eu fui assaltada, e não tive medo ou receio quando aconteceu – confesso, me surpreendi. O Nino me assaltou de tal forma que me deixou sem ação. E constatei: um olhar, de fato, move montanhas – ou melhor, derruba. O Nino me derrubou porque dias depois eu não resisti e pedi pra ficar com ele. Hoje me vem à memória o quanto lutei para não me render ao sentimentalismo que, por vezes, considerava uma ameaça ao meu autocontrole.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Hoje, e desde que encontrei você, eu me rendi. Mas é só a você, Nino, porque eu não me rendo muito em outras instâncias, em outros espaços, em outras situações: nesta situação em que você me colocou sim. Sim, me rendi desde que pus os olhos em você; eu sei, foi paixão em primeira instância. Me detive, me entreguei e hoje eu choro por essa entrega: você me mostrou a importância do zelo, do ouvir, do sentir: aguçou todos os meus sentidos. Descobri verdadeiramente que um “cão é o melhor amigo do homem”.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ter um amigo leal para nos esperar toda a noite depois de um dia de turbulência é a melhor coisa do mundo. Nino, devo esse farfalhar de sentimentos a você, meu amado cachorro, que me doou todo seu carinho sem entraves, sem reservas. Você que. Sinto-me muito emocionada neste instante. Hoje os sentidos me corroem os passos. Todas as vezes que vou ao seu antigo cantinho sinto o seu cheiro, ouço o seu rosnar. Que saudade de você. E te agradeço por todo o sentimento que você despertou em mim.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Estamos bem&lt;/div&gt;</description><link>https://ogatoporlebre.blogspot.com/2013/03/me-rendo.html</link><author>noreply@blogger.com (smsedi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiJlUUq8tueHcJE6B3cpK0udBmLgxyFJ-LZOOrU_Dq-X2lQIdE1-AwK9INLQFwEZT16b9vN9DyQbRr9xi_at3BwVAS1muDEhMKPkcHA4fHtPUZQ6_nKXFB0XxY6_1Yc8SOYVU1Gigq7Sp5k/s72-c/ME+RENDOblog.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>10</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-215784652947058128.post-7972522857760601241</guid><pubDate>Wed, 06 Feb 2013 22:40:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-02-20T17:12:08.811-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Carnaval</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Contagem regressiva</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pessoa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Recife</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Rua</category><title>Expectativa para o Carnaval</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhwyeV1Pofy7x8afMDzNwqCuclKqVFskapTtu6KsLzzcSnRuci6j0azrWOPPm5V-1h0bvt3r6msbN_qKSluim6NyvYRTFpGH2XrYxzIbQqn9MGrv-FmpcFfze9l2iKDR0TbPTuGfT2EKdzE/s1600/carnaval+2013.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;56&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhwyeV1Pofy7x8afMDzNwqCuclKqVFskapTtu6KsLzzcSnRuci6j0azrWOPPm5V-1h0bvt3r6msbN_qKSluim6NyvYRTFpGH2XrYxzIbQqn9MGrv-FmpcFfze9l2iKDR0TbPTuGfT2EKdzE/s1600/carnaval+2013.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Não falo do carnaval deste ano, mas de todos os que estão por vir. Vai ser sempre assim: agitado, ansioso, contagiante. Sim, porque mesmo aqueles que não participam da festa pensam um dia em brincar nos blocos de rua. Ou mesmo aproveitar o carnaval de outra maneira: um retiro espiritual, um tempo em casa o dia todo descansando, um motivo para reunir a família: tudo isso faz parte da expectativa criada em cima do carnaval.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Eu mesma crio expectativas. Se eu for fazer uma comparação das minhas expectativas de quatro anos atrás para este exato carnaval, vou anotar muitos pontos de diferença. O primeiro ponto é a mudança de perspectiva. Hoje eu tenho mais responsabilidade e devo considerar isso como algo que mais dia ou menos dia estava propício a acontecer. Mas o fato é que mesmo com os afazeres me cobrando o tempo todo eu não deixo de pensar o quanto é bom participar da festa no&lt;i&gt; Recife&lt;/i&gt;, ver as ruas todas enfeitadas para receber os blocos: o maior deles, o &lt;i&gt;Galo da Madrugada&lt;/i&gt;; acompanhar a cantoria atrás de um algum bloco lírico na &lt;i&gt;Rua do Bom Jesus&lt;/i&gt;. Todas as marchinhas de repente voltam à tona a minha cabeça. Me sinto bem em poder compartilhar da festa, mesmo que por uma tarde ou noite.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Em algum momento, e isso está pregado à memória, eu já fiz parte daqueles que não saem de casa ou daqueles que participam de um retiro espiritual: eu fiquei contente porque tudo parte de uma escolha. Hoje eu canto marchinhas pelas ruas e danço ao som do &lt;i&gt;frevo&lt;/i&gt;, mesmo que os passos não sejam perfeitos. É bom compartilhar da cultura minha cidade, me alegra muito. Neste momento não estou apta a fugir da alegria contagiante que toma conta do Recife, a contagem é regressiva. Gosto das expectativas, elas nos ajudam a viver melhor, a criar nosso mundo de cores, mesmo que essas cores sejam insólitas.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Estamos bem&lt;/div&gt;</description><link>https://ogatoporlebre.blogspot.com/2013/02/expectativa-para-o-carnaval.html</link><author>noreply@blogger.com (smsedi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhwyeV1Pofy7x8afMDzNwqCuclKqVFskapTtu6KsLzzcSnRuci6j0azrWOPPm5V-1h0bvt3r6msbN_qKSluim6NyvYRTFpGH2XrYxzIbQqn9MGrv-FmpcFfze9l2iKDR0TbPTuGfT2EKdzE/s72-c/carnaval+2013.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-215784652947058128.post-3554228701206678825</guid><pubDate>Sun, 03 Feb 2013 15:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-02-03T07:29:45.595-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Avulsos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Inquietação</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pessoa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Situações</category><title>Inquietação</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;
“Mas quem tem coragem de ouvir, &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;
Amanheceu o pensamento que&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;
Vai mudar o mundo com seus&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;
Moinhos de vento”.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;
(Frejat e Dulce Quental)&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-3hCSFGJ2QcAQwklPfX2adIvXjpZ1l_Rriv9aKVsetxuVUhxhuEex80mqj5btF-jRSj8bWNv3uxHBj-YSG4SmQwxC3tX-lGC_tF1r02orsiqosxRCuSIHtTUyPLriUlgr4YcflJetV08s/s1600/inquietacao.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-3hCSFGJ2QcAQwklPfX2adIvXjpZ1l_Rriv9aKVsetxuVUhxhuEex80mqj5btF-jRSj8bWNv3uxHBj-YSG4SmQwxC3tX-lGC_tF1r02orsiqosxRCuSIHtTUyPLriUlgr4YcflJetV08s/s1600/inquietacao.jpg&quot; height=&quot;320&quot; width=&quot;177&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Só pra quem tem coragem, ele disse esfregando bem forte as mãos e piscando os olhos denotando uma inquietação nunca antes vista em seu semblante. Sempre calmo, rosto sereno e tranquilo, ninguém jamais duvidou da sua coragem, porém questionavam sua agilidade e insistiam que ele não iria muito longe porque pouco expressava sua opinião quando solicitado. Pouco se doava nos relacionamentos, não por medo. Ele tinha uma espécie de código de conduta: não requerer satisfação quando não parecesse necessário; não fingir amor quando não sentia; não cobiçar quando não lhe apetecia. Não fazia nada por fazer, era o seu lema, preferia deixar seguir. Era sereno.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Por que então um homem calmo e sereno acordou de um sonho intranquilo como se o mundo tivesse passado por longos anos de inverno? Talvez este homem tenha visualizado as incongruências da humanidade; talvez este homem tenha acordado para a vida e tenha percebido que a serenidade só tem validade quando acompanhada de atitude; talvez isso, talvez aquilo. Foram muitas suposições a respeito dele e ninguém chegou a uma conclusão plausível. A verdade é que ele surpreendeu a todos quando apareceu na TV pela primeira vez. Disse ao repórter que era o líder dos revolucionários e que eles só estavam reivindicando o que era deles por direito, o que era do povo: a verdade, a ética, a dignidade, a prestação de contas, o vir e o devir a ser do cidadão. &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Chegou um momento que ele parou frente à câmera ligeiramente emocionado e disse: Sabe, penso que a culpa de toda essa barbárie pública é minha. Todas as palavras que eu guardei durante esse tempo; Todo &amp;nbsp; ato que contive só porque aparentemente não me sentia incomodado; Todo o silêncio que guardei foi castigado: me fiz tolo e dei pouca atenção àquilo que acontecia ao meu redor. Me fiz idiota: o som que vinha dos outros pouco me interessava. Deixei passar. Deixei tudo passar, até hoje. Hoje eu decidi falar e reivindicar. Fora isso, infelizmente, eu não tenho nada a dizer aos outros; para estar aqui é preciso ter coragem. Ele disse a última frase esfregando bem forte as mãos e piscando os olhos denotando uma inquietação nunca antes vista em seu semblante.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Estamos bem&lt;/div&gt;</description><link>https://ogatoporlebre.blogspot.com/2013/02/inquietacao.html</link><author>noreply@blogger.com (smsedi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-3hCSFGJ2QcAQwklPfX2adIvXjpZ1l_Rriv9aKVsetxuVUhxhuEex80mqj5btF-jRSj8bWNv3uxHBj-YSG4SmQwxC3tX-lGC_tF1r02orsiqosxRCuSIHtTUyPLriUlgr4YcflJetV08s/s72-c/inquietacao.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-215784652947058128.post-219373122135236284</guid><pubDate>Tue, 08 Jan 2013 05:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-01-07T16:39:33.876-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ano Novo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Avulsos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pessoa</category><title>Da Janela</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgKH6AR8W2sdl6TGclSblIg0BYse06NRu9LwP0dYNrx7gJV-9UA9G6JEKP3QEiNSjMrxAfcv1H6q7048hrJX6errfeaTvaRy8diFKep4aF1sCkhspmrT0Z4ACWsGk-BUxxRpLkfRh1XZ_kf/s1600/ceu.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgKH6AR8W2sdl6TGclSblIg0BYse06NRu9LwP0dYNrx7gJV-9UA9G6JEKP3QEiNSjMrxAfcv1H6q7048hrJX6errfeaTvaRy8diFKep4aF1sCkhspmrT0Z4ACWsGk-BUxxRpLkfRh1XZ_kf/s1600/ceu.JPG&quot; height=&quot;159&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ainda ouço o barulho dos fogos de artifício queimando no céu azul da madrugada do dia primeiro. Naquele instante, parei para acompanhar o espetáculo que se formava no céu e tenho certeza de que algumas outras pessoas também pararam em frente à janela para espiar a queima em massa e, sem perceber, pousaram o olhar em um ponto específico e se perderam no tempo e os fogos viraram um cenário de lembranças. Para alguns, a passagem do &lt;b&gt;ano&lt;/b&gt; se mostra apenas como uma simbologia ou a simples troca de um número pelo outro, o resto é uma constante: as perspectivas ou a falta delas, as leituras, as histórias, o cronograma, a tarifa de embarque, as roupas brancas e etc. Para outros, a passagem é um começo, é a possibilidade de mudar e renovar as forças: é a expectativa de crescimento e desenvolvimento de novos ideais.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Para aqueles que visualizam no &lt;b&gt;ano novo&lt;/b&gt; a grande chance de melhorar na vida, material e físico-espiritual, a mudança não se caracteriza como uma simples troca de calendário - é mais que simbólico. Significa vida nova e esperança de um novo tempo. Da janela ou ao ar livre, amontoaram-se pessoas ansiosas para ver o &lt;b&gt;ano novo&lt;/b&gt; chegar com a perspectiva de um novo início: fizeram planos, mudaram o visual, mudaram a aparência da casa, tudo para dar abertura à entrada em um novo momento. É a alegria da colheita vindoura, pode-se assim dizer.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Para os que se dizem despreocupados com a &lt;b&gt;passagem do ano&lt;/b&gt;, a vida continua em linha reta, ou não. Há sim a perspectiva da continuidade. Alguns creem piamente que já estão velhos demais para fazer do &lt;b&gt;ano novo&lt;/b&gt; uma festa. Outros simplesmente não acompanharam a passagem porque acreditam que o mote contínuo de mudanças se inicia dentro de cada um e a passagem significa, apenas, que mais uma estação está se firmando.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Estamos bem&lt;/div&gt;</description><link>https://ogatoporlebre.blogspot.com/2013/01/da-janela.html</link><author>noreply@blogger.com (smsedi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgKH6AR8W2sdl6TGclSblIg0BYse06NRu9LwP0dYNrx7gJV-9UA9G6JEKP3QEiNSjMrxAfcv1H6q7048hrJX6errfeaTvaRy8diFKep4aF1sCkhspmrT0Z4ACWsGk-BUxxRpLkfRh1XZ_kf/s72-c/ceu.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-215784652947058128.post-489282781869182630</guid><pubDate>Sun, 16 Dec 2012 20:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-12-30T19:56:31.385-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Avulsos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Idade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pessoa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Situações</category><title>A Saudade é um Rolo que Nunca Acaba</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjnwxr1rKHwLkUcgT8017cULVMvoL7lxF9d7YU9XkI1SCLMzNk8S72JwXyWvtk0IG5BIjKGhjeOMbUbZ-cN11SnrAeSMGpXkibRU9mQLkmIX0szGYdyJDvkSCL0ntece8k_1QnN_aLHmp44/s1600/asdflasdfasdf.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;204&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjnwxr1rKHwLkUcgT8017cULVMvoL7lxF9d7YU9XkI1SCLMzNk8S72JwXyWvtk0IG5BIjKGhjeOMbUbZ-cN11SnrAeSMGpXkibRU9mQLkmIX0szGYdyJDvkSCL0ntece8k_1QnN_aLHmp44/s1600/asdflasdfasdf.JPG&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Nem sei por onde começar, minha cara saudade, o horizonte parece tão ofuscado diante da lembrança da tua fotografia. Você não acreditaria se eu te dissesse que ainda guardo o rolo &lt;b&gt;X-T400&lt;/b&gt; da &lt;i&gt;Kodak&lt;/i&gt; na gaveta da minha escrivaninha. Um tempo tão bom, às vezes sinto vontade de voltar e melhorar tudo – mudar algumas atitudes para que as minhas lembranças sejam melhores do que essas que guardo aqui em meu peito. Brincar era nosso lema, lembra? Brincávamos de queimado todos os dias como se fosse o maior feriado de setembro e corríamos por entre o campo da Rua do Benévolo SN para incentivar o pega-pega, brincadeira de última hora, antes de corrermos para casa aos gritos da mãe. &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Até os gritos da mãe me soam como música aos ouvidos. Como era bom aquele tempo, foi lá que eu aprendi a andar de bicicleta.&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 24px;&quot;&gt;A&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; line-height: 24px;&quot;&gt;inda me lembro bem de tudo, guardo todas as fotografias num álbum de papel datado em letras miúdas junto com as horas, o lugar e o sentimento: &amp;nbsp;tudo num espaço ínfimo do lado direito de quem abre para ver as fotos. E agora quem abre o álbum sou eu e me emociono.&lt;/span&gt;&amp;nbsp; &lt;span style=&quot;background-color: white; color: #222222; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 0px;&quot;&gt;E&lt;/span&gt;u sei que devia ter relaxado mais e aproveitado tudo com mais sobriedade, mas agora é um pouco tarde para analisar essas coisas. Ou talvez tivesse mesmo que ser daquele jeito, a imaturidade faz a gente cegar e perder o rumo. Agora a saudade aperta o meu peito e me faz lembrar os fins de semana na Praia do Sol, lá pras bandas do Sul, e nossa tentativa de juntar roupa e comida em uma mochila do tipo &lt;i&gt;Speedo&lt;/i&gt;: tudo em vão, não cabia nem a metade do que pretendíamos levar.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Nem metade daquilo que éramos e nem metade daquilo que sou hoje. Não sei como você seria, mas sei que tudo corre para o bem de cada um. Penso que é melhor para nós dois que eu carregue só as lembranças em meu peito porque se fosse diferente, e você estivesse aqui, talvez um de nós estivesse em grande sofrimento. E, ao menos nas lembranças, eu posso eternizar os momentos bons e afixá-los em um mural no meu quarto, caso me agrade. Mas por enquanto eu prefiro deixar o rolo &lt;b&gt;X-T400&lt;/b&gt; da &lt;i&gt;Kodak&lt;/i&gt; na gaveta e olhá-lo vez em quando ou abrir o álbum de papel, ante a insistência da saudade. &lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Estamos bem&lt;/div&gt;</description><link>https://ogatoporlebre.blogspot.com/2012/12/a-saudade-e-um-rolo-que-nunca-acaba.html</link><author>noreply@blogger.com (smsedi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjnwxr1rKHwLkUcgT8017cULVMvoL7lxF9d7YU9XkI1SCLMzNk8S72JwXyWvtk0IG5BIjKGhjeOMbUbZ-cN11SnrAeSMGpXkibRU9mQLkmIX0szGYdyJDvkSCL0ntece8k_1QnN_aLHmp44/s72-c/asdflasdfasdf.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-215784652947058128.post-7017677841128688534</guid><pubDate>Wed, 14 Nov 2012 16:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-02-22T17:04:26.042-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Desencontro</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Desilusão</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Encontro</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Escreva</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ilusão</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Moacyr</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Situações</category><title>A Retomada</title><description>&lt;b&gt;Dos ensinamentos do Moacyr&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgY-nUvqiOQMxFRRbYdhFSbEccSWT6eo6Duy5NT7AoGn-ytZaO9VPJMsJ_JZIRiJgbOx6pVnBuvts33LQGqfuX-tEez7Nxx77fU87p6uqzE7Go2Pqrjgp5CshxiyACmjrjPMl0dWdRBijnA/s1600/000000333.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; text-align: left;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;204&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgY-nUvqiOQMxFRRbYdhFSbEccSWT6eo6Duy5NT7AoGn-ytZaO9VPJMsJ_JZIRiJgbOx6pVnBuvts33LQGqfuX-tEez7Nxx77fU87p6uqzE7Go2Pqrjgp5CshxiyACmjrjPMl0dWdRBijnA/s1600/000000333.JPG&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;i&gt;Não quero convencê-lo, caro leitor, de que neste espaço não cabe abertura para verbos na primeira pessoa do singular. Seria um equívoco pensar um diálogo sem o uso de tais recursos de linguagem. Ou então este espaço seria unilateral, o que não cabe aqui neste exato momento, muito menos em momentos anteriores a hoje. Mas o que eu quero deixar claro com esta mensagem é que eu sinto falta daqueles momentos fortes do dia-a-dia em que eu me sentia incomodada com tanto sentimento em volta de mim e expunha isso em palavras para exprimir minha tristeza pela distância, pelo desafeto ou afeto de outrem e até pelo desacato; a ternura pelo encontro ou desencontro entre as pessoas, muito comum a todos nós caros indivíduos iludidos ou desiludidos. E também indivíduos que iludem outros e outros por aí vez em quando&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;– fato inegável&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;i&gt;
&lt;/i&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ela começou a escrever, mas de súbito se lembrou da distância que separava ela do leitor. Vez em quando isso a incomodava, mas era de praxe escrever na terceira pessoa. Quando assumiu o &lt;b&gt;Caderno de Rascunhos&lt;/b&gt;, havia deixado claro que aquela seria uma página impessoal. Mas há alguns meses, entrou em contato com um grande escritor de contos policiais, o &lt;a href=&quot;http://ogatoporlebre.blogspot.com.br/2012/08/o-poder-das-coisas-2.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Moacyr&lt;/a&gt;, e aprendeu várias coisas com este. Uma delas foi a de sempre por sentimento naquilo que se escreve para outra pessoa. Parou o texto de repente ante a recusa da retomada. Não queria expor tanto sentimento naquela ocasião, queria apenas considerar alguns episódios que marcaram seus escritos até aquele exato momento: as mudanças, as falhas, as expectativas frustradas. E não só isso, queria se (re)aproximar dos velhos questionamentos, pois considerava distante suas atuais perspectivas de sentimentalismo com suas perspectivas profissionais, havia muita coisa em jogo e o ideal era se desligar de tudo – era o que pensava em voz alta. &lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Fechou o &lt;i&gt;notebook&lt;/i&gt;, foi até o espelho e começou a retirar a maquiagem. Não iria mais sair àquela noite. As lembranças dos ensinamentos do &lt;a href=&quot;http://ogatoporlebre.blogspot.com.br/2012/07/o-poder-das-coisas-1.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Moacyr&lt;/a&gt; eram muito fortes. A escrita com sentimento traz mudanças profundas ao âmago de qualquer pessoa que se dispõe a traduzir em palavras qualquer frustração ou alegria. E ela ficou mexida com tudo o que começou a lembrar. As emoções vieram à tona e o Moacyr ficou cada vez mais perto do seu coração. Tinha que fechar aquele texto para o dia seguinte e precisava rever seus conceitos para que a escrita não fosse mais um de suas histórias vazias, afinal o leitor era a peça chave do seu sucesso, não podia ignorá-lo como sempre fazia. Limpou o rosto por completo e, num gesto apressado, correu para o &lt;i&gt;notebook&lt;/i&gt; e continuou:&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&amp;nbsp;Mas mesmo quando iludidos ou quando fantasiamos algo, o sentimento é a melhor forma de expressar opinião frente ao que fomos ou ao que estamos sendo expostos. Desde já, prometo voltar mais ao passado e revolver sentimentos para expressar paixão, carinho e esperança em relação ao hoje, ao amanhã e ao depois. Quero estar mais perto de vocês, mesmo que seja para iludi-los. E vou iludi-los vez em quando.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
O &lt;b&gt;Caderno de Rascunhos&lt;/b&gt; foi ao ar bem cedo, e ela se sentiu mais segura quanto ao porvir. Sim, o porvir...&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Estamos bem&lt;/div&gt;</description><link>https://ogatoporlebre.blogspot.com/2012/11/a-retomada.html</link><author>noreply@blogger.com (smsedi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgY-nUvqiOQMxFRRbYdhFSbEccSWT6eo6Duy5NT7AoGn-ytZaO9VPJMsJ_JZIRiJgbOx6pVnBuvts33LQGqfuX-tEez7Nxx77fU87p6uqzE7Go2Pqrjgp5CshxiyACmjrjPMl0dWdRBijnA/s72-c/000000333.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-215784652947058128.post-5389103169352210659</guid><pubDate>Thu, 25 Oct 2012 16:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-10-27T09:43:42.913-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Casos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Descaminhos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pessoa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Recife</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Rua</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Situações</category><title>A Cartomante e o Homem do Futuro</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjt-w26SG5zUzwPE9p-2wvHQIfoxR8UuIbe8WAT-lr_z8CBP5BdMWO56E5tvq5XQrIWhDn_A5WG1ObWN19J9bSfljOY85agldv3jmt-hSO5Ni-YZbM5L8_M4kH6yGR_LsxGXgG3PumgVef-/s1600/O+BARCO+1.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;160&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjt-w26SG5zUzwPE9p-2wvHQIfoxR8UuIbe8WAT-lr_z8CBP5BdMWO56E5tvq5XQrIWhDn_A5WG1ObWN19J9bSfljOY85agldv3jmt-hSO5Ni-YZbM5L8_M4kH6yGR_LsxGXgG3PumgVef-/s1600/O+BARCO+1.JPG&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Durante este tempo, eu ainda estava morando próximo à beira do cais, no Recife Antigo, e ainda mantinha a ideia do bem-viver como algo que purificava o espírito. Conservava a alma com a pureza do ar que, naquele tempo, se podia respirar tranquilo. Era noite, o Recife mantinha a calmaria marítima da noite e o cais, obscurecido, era agitado apenas pela passagem dos trabalhadores e visitantes do lugar. Mas algo chamava a atenção: a mulher de cabelos compridos e batom vermelho reluzente sentada no batente próximo ao galpão de carga e descarga. Parecia muito pensativa.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Numa dessas passagens, avistou-se um navio cargueiro que trazia mercadorias do outro lado do mundo, estava com bastante tripulante a bordo e pretendia desembarcar tudo àquela noite. Nessa passagem ele desceu, estava faminto por ar e terra, havia passado muito tempo em alto mar trabalhando por entre tempestades. Alto, musculoso - como grande parte dos marinheiros - e sombrio. Desceu com sua mochila e atravessou a ponte de madeira. Quando ia passar pelo batente próximo ao galpão, a avistou, parou e a cumprimentou. &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
- Boa noite, ele disse a ela.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
- Noite boa, ela respondeu.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
- O que uma moça bonita faz por essas bandas?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
- Sou cartomante, que saber seu futuro?, disse ela a ele com um riso nervoso.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
- Sou bastante incrédulo - ele disse com ar de zomba -, mas posso deixar você tentar.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ele sentou, acendeu um cigarro, olhou-a com bastante intensidade e retrucou: &lt;i&gt;uma cartomante de verdade não sentaria na beira do cais para tirar a sorte de um marinheiro. Por que não diz o que você é?&lt;/i&gt; Ela olhou para ele e sorriu zombeteira, depois disse que o futuro dele era aquela noite e perguntou se podia colocar cartas para ele. Após receber consentimento, a cartomante disse que o caminho deles estava entrelaçado e soltou uma gargalhada estridente. Depois disso, eles levantaram e a sombra da noite encobriu o vulto dos dois. &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Passaram-se várias horas, a noite encobria o cais e tudo ficava mais sombrio. As nuvens escureciam rapidamente, sinal de que o tempo havia mudado. Eu fui para a janela observar a formação de nuvens de chuva, estava bastante absorta quando ouvi um grito alto e intenso de socorro. Era ela, só avistei a correria de alguns trabalhadores e depois algumas palavras. &lt;i&gt;Morreu! Morreu! A cartomante morreu!&lt;/i&gt; O espírito do bem-viver foi para longe àquela noite e o ar ficou rarefeito. O homem do futuro passava na outra rua, tranquilo, fumando seu cigarro, nem parecia ter sido ele o responsável pela tragédia que movimentou o cais. Nem parecia ele, nem parceia...&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Estamos bem&lt;/div&gt;</description><link>https://ogatoporlebre.blogspot.com/2012/10/a-cartomante-e-o-homem-do-futuro.html</link><author>noreply@blogger.com (smsedi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjt-w26SG5zUzwPE9p-2wvHQIfoxR8UuIbe8WAT-lr_z8CBP5BdMWO56E5tvq5XQrIWhDn_A5WG1ObWN19J9bSfljOY85agldv3jmt-hSO5Ni-YZbM5L8_M4kH6yGR_LsxGXgG3PumgVef-/s72-c/O+BARCO+1.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-215784652947058128.post-6700433490466126191</guid><pubDate>Fri, 28 Sep 2012 15:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-10-03T19:31:10.496-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Casos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Coragem</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pessoa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Rua</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Situações</category><title>Rua da Coragem</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjENpCC3Mg9zHX_vQd5bKlEyYg1QvcDeT69o-Zt2VGul06jbct1d4BRqABwb3OvH2O2CJgyPefYAiWB58DBX6GEo8BsKSN7bjiAcyG6h025-KHtWjdvKTXzWIeoIbmjCzARmp4nlxjnRR7h/s1600/coragem.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;243&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjENpCC3Mg9zHX_vQd5bKlEyYg1QvcDeT69o-Zt2VGul06jbct1d4BRqABwb3OvH2O2CJgyPefYAiWB58DBX6GEo8BsKSN7bjiAcyG6h025-KHtWjdvKTXzWIeoIbmjCzARmp4nlxjnRR7h/s320/coragem.png&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Muita coragem me falta neste instante, mas ela sempre está lá. Levanta, senta. Senta, levanta. As mãos apressadas e trêmulas, as roupas molhadas de tanto trabalho em casa: roupas no varal limpas e aromáticas, comida na panela de dar gosto o cheiro do tempero. E o aroma se espalha pela casa afora até atravessar as cortinas e chegar à vizinhança. E muita coragem me falta, menos a ela que está lá sentada em sua cadeira de balanço. E ela estava lá, fim de tarde, sentada em sua cadeira; cachimbo na mão direita, olhar distante e umas baforadas violentas em direção à janela. Devia estar pensando no tempo em que morou na rua da coragem.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
E, de repente, o olhar se fixa: primeiro no cachimbo, depois nas mãos trêmulas. Ah, quantas lembranças têm aquelas mãos encaliçadas junto ao seu olhar perdido! E nenhum sentimento é tão profundo para um ser humano quanto o de impotência. A impossibilidade do (re)viver. A impotência quanto ao próprio tempo: ela o sente agora. Está impotente quanto ao passado, já que não pode voltar até lá, mas contente por conservar as lembranças.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Lembranças da rua da coragem. E nenhuma cortina era suficiente, naquele instante, para encobrir sua visão da rua, do jardim de flores raras da casa do vizinho forte. Nenhuma cortina era suficiente para encobrir sua emoção, como agora. E quanto mais revolvia o passado, mais se envolvia com ele &amp;nbsp;e mais se comovia. Isso é muito forte para alguém que viveu tudo tão intensamente. E, em alguns momentos, ela se vê arrebatada pela visão das cortinas se revirando nos trilhos junto com os beijos profundos que trocou com o vizinho forte. E relembra suas palavras ao pé do ouvido:&lt;i&gt; &quot;coragem, pequena, coragem, que o tempo vai melhorar&quot;&lt;/i&gt; e ela sorria como criança, assim como está sorrindo agora.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Sorriso largo, bonito e marcante.&amp;nbsp;Ela ainda está viva e isso a anima.&amp;nbsp;O que marcou sua vida na rua da coragem foi a sua persistência, sua luta pra obter o pequeno conforto que tem hoje, além do vizinho forte que a carregava em seus braços e a fazia sorrir quando na tristeza. Isto a faz bem e é o seu motivo de orgulho e vez em quando suspira e sussurra que &lt;i&gt;&quot;nada foi perdido. Nada!&quot;&lt;/i&gt;. E enche os olhos d&#39;água de tanta emoção ante a recusa de se desprender de um tempo marcante em sua vida. Um tempo em que ainda era possível tocar o vizinho forte e caminhar na rua da coragem.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Estamos bem&lt;/div&gt;</description><link>https://ogatoporlebre.blogspot.com/2012/09/rua-da-coragem.html</link><author>noreply@blogger.com (smsedi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjENpCC3Mg9zHX_vQd5bKlEyYg1QvcDeT69o-Zt2VGul06jbct1d4BRqABwb3OvH2O2CJgyPefYAiWB58DBX6GEo8BsKSN7bjiAcyG6h025-KHtWjdvKTXzWIeoIbmjCzARmp4nlxjnRR7h/s72-c/coragem.png" height="72" width="72"/><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-215784652947058128.post-4138736507628221734</guid><pubDate>Thu, 09 Aug 2012 04:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-05-01T12:24:25.581-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Avulsos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Escreva</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Moacyr</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pessoa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Situações</category><title>O Poder das Coisas #2:</title><description>&lt;div style=&quot;color: black; font-weight: normal;&quot;&gt;
&lt;b&gt;O Poder que a Palavra tem Sobre as Coisas&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: left; text-align: left;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi1JMbkZu9GgETQ0omwB1kSRAe985rOXZVDoXK8LkHt3scdWnPanJhjHO9K9JGWtWUAgIILUzQMuc4llzM3XF83uxPClUwdybGzJJD50mn7-q5Am6q6iWoOKZ1p2cCe17su9wMgqfpqYh9g/s1600/951ASDFJASDFJ.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;204&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi1JMbkZu9GgETQ0omwB1kSRAe985rOXZVDoXK8LkHt3scdWnPanJhjHO9K9JGWtWUAgIILUzQMuc4llzM3XF83uxPClUwdybGzJJD50mn7-q5Am6q6iWoOKZ1p2cCe17su9wMgqfpqYh9g/s320/951ASDFJASDFJ.JPG&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Ilustração: Alesson Felipe&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
Acaso tem a madeira o poder de construir a si mesma? Eu me pergunto cheia de intento e de inexplicável ânsia de resposta. Não obtenho uma resposta clara porque sei que a madeira é um caso à parte. Mas a verdade é que eu não sei como o Moacyr consegue dar vida às coisas porque nem eu mesma me criei. Nem faço ideia de como dar vida a outrem, mas o Moacyr sabe.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Deixa que eu me construa! Que eu me construa! Grita a palavra à procura do caderno e das mãos ágeis de um escritor. E eu não sou uma escritora de ofício, talvez por isso a palavra tenha medo de se mostrar para mim, enquanto eu, desesperadamente, invento técnicas para criá-la. Criar. Criar. Todos os dias eu durmo e acordo com esse pensamento e não consigo concluir porque não sou dotada da sensibilidade do Moacyr.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Para mim, as palavras nascem de forma simples e banal, como se eu tivesse cosendo um emaranhado de retalhos. Ah, como eu me engano às vezes. Como eu minto para mim quando escrevo. Têm palavras que soam falsas em meu caderno. Sou ocasional, mascaro coisas. Para a palavra nascer é preciso ter muito mais do que técnica e palavra: é pensamento, é volta ao passado. Palavra é sentimento mais do que tudo, como disse o Moacyr uma vez quando tive a oportunidade de lhe perguntar sobre.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Moacyr, quando pensa em desenvolver um texto, compara mentalmente sua tarefa a de um lenhador que se prepara para derrubar uma imensa árvore: a logísta, as ferramentas, as leis, o incentivo, a necessidade, a experiência, o público-alvo e o corte. Às vezes Moacyr abdica de uma menção para satisfazer a uma linguagem perfeita, uma quantidade X de letras e a característica da linguagem&amp;nbsp; textual. Comigo é diferente, a minha contenção é para manter as aparências, sou contestável e insegura. Eu sei que preciso aprender muito com o Moacyr.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
E afinal de contas, a palavra pela palavra não basta, é necessário sentimento, pessoa a pessoa, parede a parede, Moacyr sabe bem disso. E para construir um texto, Moacyr fala consigo, revolve o passado à procura de lembranças que o inspire. É assim que a palavra ganha vida, força, sentido. Então eu concluo que sou a própria construção passível de fazer sentido. Eu sou o sentido de tudo, eu tenho o poder em minhas mãos: a vida! Vou ali aproveitar a vida e já volto e depois expresso tudo através das palavras.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Estamos bem&lt;/div&gt;</description><link>https://ogatoporlebre.blogspot.com/2012/08/o-poder-das-coisas-2.html</link><author>noreply@blogger.com (smsedi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi1JMbkZu9GgETQ0omwB1kSRAe985rOXZVDoXK8LkHt3scdWnPanJhjHO9K9JGWtWUAgIILUzQMuc4llzM3XF83uxPClUwdybGzJJD50mn7-q5Am6q6iWoOKZ1p2cCe17su9wMgqfpqYh9g/s72-c/951ASDFJASDFJ.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-215784652947058128.post-6186425832783343422</guid><pubDate>Wed, 18 Jul 2012 19:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-09-09T21:15:35.231-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Avulsos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Escreva</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Moacyr</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pessoa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Situações</category><title>O Poder das Coisas: #1</title><description>&lt;h3&gt;




&lt;b&gt;o poder que a palavra tem sobre as coisas&lt;/b&gt;&lt;/h3&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: left; margin-right: 1em; text-align: left;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh8NSy_-dnoNsxfiXo0-N4A3hRpKEhKqi3pBNj2IQTjYpo44mhxUXB94OwC9kDYBZc_zO1qhEqmR083ml7LamtMF8QUyqFoHoI11NrXP7oX6jjG3x1xZaAVza1WA1GMCHgHXlwu254Ji6kB/s1600/CARRO.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh8NSy_-dnoNsxfiXo0-N4A3hRpKEhKqi3pBNj2IQTjYpo44mhxUXB94OwC9kDYBZc_zO1qhEqmR083ml7LamtMF8QUyqFoHoI11NrXP7oX6jjG3x1xZaAVza1WA1GMCHgHXlwu254Ji6kB/s320/CARRO.JPG&quot; height=&quot;200&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Ilustração: Alesson Felipe&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
Moacyr se senta à beira da
estrada e olha seu carro parado em plena manhã de domingo; se tivesse feito uma
revisão antes de sair de casa não estaria agora debaixo do Sol a pino. Revolve
os bolsos e vê a sua carteira, nem imaginava, há duas horas atrás, que estaria
naquela situação.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Moacyr levanta, revolve o carro,
pega seu caderno e uma caneta no porta-luvas, senta na beira da estrada e se
põe a escrever. Moacyr faz isso com um intento que ninguém, em sã consciência,
o interromperia. Mas se o Moacy fosse mesmo esperto, ficaria era dentro do
carro, &amp;nbsp;mas talvez isso o fizesse perder
a carona, caso alguém tivesse a bondade de ajudá-lo. O Moacyr é um daqueles
jovens que gosta de ver a palavra nascer, crescer e se desenvolver porque
palavra não morre. Palavra se recria, se funde, se desenvolve em frase e texto
como o prego que se funde à madeira. Palavra é pressa e calmaria, é a
carpintaria que envolve a caneta e o papel.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
E de repente o Moacyr se vê
diante de um texto imenso, lindo e cheio de reviravoltas. Quando está para
concluir, o telefone toca. Ah, o telefone. Ele atende e uma voz rouca do outro
lado da linha pergunta onde ele está; corra porque o almoço já vai ser servido.
“Onde estou, oh querida mãe, o meu carro, o meu carro quebrou e eu esqueci de
ligar”. Oh, o meu carro. Então Moacyr volta à realidade e, na verdade, aquela é
a sua realidade. Todos os dias Moacyr mergulha no universo ficcional. Moacyr,
já na adolecência, tornou-se escritor. Inicialmente escrevia contos infantis,
hoje ele escreve grandes romances policiais. Moacyr fez da palavra o seu trabalho.
E o seu descanso hoje, amanhã é&amp;nbsp; considerado trabalho árduo para muitos.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Moacyr pega o celular e liga para
o reboque e pensa enquanto espera: Todo esse episódio daria uma grande história
e, com toda certeza, chamaria a atenção do público se, no meio disso tudo, houvesse
uma pitada de suspense. Moacyr suspira, é hora de ir pra casa da mãe, o reboque
chegou.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Estamos bem&lt;/div&gt;</description><link>https://ogatoporlebre.blogspot.com/2012/07/o-poder-das-coisas-1.html</link><author>noreply@blogger.com (smsedi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh8NSy_-dnoNsxfiXo0-N4A3hRpKEhKqi3pBNj2IQTjYpo44mhxUXB94OwC9kDYBZc_zO1qhEqmR083ml7LamtMF8QUyqFoHoI11NrXP7oX6jjG3x1xZaAVza1WA1GMCHgHXlwu254Ji6kB/s72-c/CARRO.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-215784652947058128.post-3420389825752000365</guid><pubDate>Mon, 02 Jul 2012 17:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-11-04T15:46:05.291-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Avulsos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Recife</category><title>Na Areia do Além Mar</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;
Por &lt;a href=&quot;http://cigarettes-and-chocolates-and.blogspot.com.br/&quot;&gt;Jack Borandá&lt;/a&gt; e Edilma Maria &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;Ofereço ao meu amigo Jack Borandá&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;
&lt;i&gt;por ter me convidado para participar deste belo escrito. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgceEbasTdus13vNZPRjBV0tQxmObv0PID51miAuGOQF47XQC7gKY7ymifPY5EWwqPcw4aWxnBsqOdQcq8r4AU5ZHnAD957L4Am7vN-mwsC3AknkcdKTplSuBagjuw5eLJi5UhvHoxF3Ejm/s1600/Mar+2.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;302&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgceEbasTdus13vNZPRjBV0tQxmObv0PID51miAuGOQF47XQC7gKY7ymifPY5EWwqPcw4aWxnBsqOdQcq8r4AU5ZHnAD957L4Am7vN-mwsC3AknkcdKTplSuBagjuw5eLJi5UhvHoxF3Ejm/s320/Mar+2.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Não me conheces verdadeiramente, mas estou em tuas preces solares/invernia à beira mar. Não me conheces, mas me enfeitas com flores nativas como se eu fosse teu encanto por Iemanjá. Não me conheces, mas eu teu ser sou o teu mundo desconhecido e evoluído que espraias em ondas cinzas de inverno.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O sentimento de liberdade que está em mim te alcança e eu entro em teu caminho como se fosse um segredo de nós dois e te envolvo como envolve o sal à carne e te salgo de desejo salobro; de fé e medo; de esperança e desejo. Então pairo em teu ser e adentro teus caminhos como se estivéssemos em uma pista de dança na areia do além mar e te convido, com o corpo suado de desejo, a dançar um tango nas tranças cálidas das águas turvas e descubro em ti o segredo do ardor em cada ferida encoberta pelas areias brancas do arrastão da preamar e sinto em minha&#39;lma o repuxo que te puxa ao fundo do mar aberto e, pasmo, ajo como um refluxo em tua vida e te encanto como se fosse eu a tua glória à Iemanjá e me calo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Olha, não me conheces, mas habito em tuas preces e em teu corpo frágil e suado de espuma branca que se espraia para além do mar aberto que teus pés alcançam.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Jack Borandá e Edilma Maria &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Junho de 2012. Lido em uma tarde, concluído em uma noite.&amp;nbsp; Um&lt;/i&gt;&lt;i&gt; amigo entende o outro.&lt;/i&gt; &lt;i&gt;Inspirado em Jack Borandá, ele mesmo.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://cigarettes-and-chocolates-and.blogspot.com.br/&quot; style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;http://cigarettes-and-chocolates-and.blogspot.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Estamos bem&lt;/div&gt;</description><link>https://ogatoporlebre.blogspot.com/2012/07/na-areia-do-alem-mar.html</link><author>noreply@blogger.com (smsedi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgceEbasTdus13vNZPRjBV0tQxmObv0PID51miAuGOQF47XQC7gKY7ymifPY5EWwqPcw4aWxnBsqOdQcq8r4AU5ZHnAD957L4Am7vN-mwsC3AknkcdKTplSuBagjuw5eLJi5UhvHoxF3Ejm/s72-c/Mar+2.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-215784652947058128.post-6890710654009842416</guid><pubDate>Wed, 20 Jun 2012 16:58:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-06-27T18:22:35.769-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Dave Grohl</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Foo Fighters</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Musica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Rock</category><title>Dave Grohl com F Maiúsculo</title><description>&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh_V_xIVVF3ljPVNdihyiCJf01XbL6puBJU1R598W8rPD7CjpYgJgxGjnqBUW-mpdKGypCu0S4RV0Yp-AbYckfPpVLnORg5R0CPX9qO7Uq7Jzhx_d3JnvisqA82hesvfn9qR9oQnO-t8W1_/s1600/cats.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh_V_xIVVF3ljPVNdihyiCJf01XbL6puBJU1R598W8rPD7CjpYgJgxGjnqBUW-mpdKGypCu0S4RV0Yp-AbYckfPpVLnORg5R0CPX9qO7Uq7Jzhx_d3JnvisqA82hesvfn9qR9oQnO-t8W1_/s320/cats.jpg&quot; width=&quot;144&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Você pode até achar estranho, caro inconsciente vermelho, mas antes de conhecer o cara mais bacana do rock, Dave Grohl, eu conheci o Foo Fighters. E, acredite, caro inconsciente incrédulo, sem nenhuma surpresa, eu me encantei. Eu devia estar saindo do ensino médio e pensando na faculdade naquele período e andava meio insone, então decidi que precisava ampliar meu checklist &lt;i&gt;musico-cultural,&lt;/i&gt; foi quando, sem pretensão, movi o controle remoto e apertei um de seus botões, e lá estava o grupo, no videoclipe engraçado, tocando &lt;i&gt;Learn To Fly&lt;/i&gt;, uns dois anos depois do lançamento, do álbum &lt;i&gt;There Is Nothing Left to Lose,&lt;/i&gt; da forma mais descontraída possível, como eu nunca tinha visto antes, foi, sem dúvida alguma, um encantamento que perdura até hoje. Mas, até então, eu não sabia quem era o herói deste enredo. O &lt;b&gt;F &lt;/b&gt;maiúsculo só aportou em minhas mãos em maio de 2012, quando tive acesso à sua biografia não autorizada, a mais autorizada que já li. E sim, caro inconsciente vermelho, eu gostei do que li e me encantei pela segunda vez. Eu descobri, ele é apenas uma pessoa real e muito consciente, é o cara mais bacana do rock. E eis que surge o Dave Grohl, o líder da banda mais bacana do rock: o Foo Fighters! &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O personagem emblemático de que trata este texto, alimentou um sonho para chegar às telas dos computadores da minha e da sua casa, mas claro, antes de ter passado pelas fitas cassetes de vídeo e áudio. Paul Brannigan deixa bem claro em seu livro&lt;b&gt; This is a call:&lt;/b&gt; &lt;b&gt;a vida e a musica de dave grohl. Sao Paulo: Leya, 2012&lt;/b&gt;, que o Dave Grohl faz parte do percentual de garotos que moram em cidades pequenas e que alimentam o sonho de se tornarem bem sucedidos  naquilo que definiram como meta: chegar a Hollywood. Grohl pedalou muito, enquanto sonhava, para acontecer na pequena cidade de &lt;i&gt;Springfield&lt;/i&gt;, Virgínia,  e ganhar o mundo todo com seu talento, esta parte da sua vida é, sem duvida, um lado bom de ser lido na biografia de Grohl porque não foi apenas o sonho que o moveu, mas também as barreiras, as pedras, os caminhos e as companhias. Antes de chegar a constituir sua propria banda, Grohl passou por pequenas bandas de garagem até chegar ao Nirvana. Como baterista, o lider do Foo Fighters  foi muito bem sucedido e se firmou no grupo, até um dia ele decidiu que não dava mais para continuar e tomou uma decisão; eis que chega a hora de ir embora. É possível ver sua brilhante atuação em varias músicas da banda, mas a mais instigante para mim é a &lt;i&gt;Smells Like Teen Spirit&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Lithium.&lt;/i&gt; Peguem suas baquetas, caro leitor, o Dave Grohl esta na bateria! Sim, ele também toca guitarra. &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Em 2011, o Foo Fighters lançou o novo álbum &lt;i&gt;Wasting light&lt;/i&gt;, e, especialmente neste álbum, o líder evitou usar a tecnologia digital e escolheu a gravação analógica como método de produção do novo CD. Acredito que Grohl quis fazer uma volta ao seu passado quando, na adolescência, por falta de recursos, ele gravava suas composições em uma fita e mostrava para os colegas das bandas de garagem (as que participou), e, de fato, era algo bastante criativo; o passado de Grohl o acompanha em tudo, não à toa ele conserva os melhores CD’s das bandas que o ajudaram e o inspiraram em seu longo caminho: &lt;i&gt;Bad Brains&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Metallica&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;AC/DC&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Thin Lizzy&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Ted Nugent&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Pixies&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Led&lt;/i&gt; &lt;i&gt;Zeppelin &lt;/i&gt;e conserva e aprecia os amigos das bandas da qual fez parte. É bem difícl não gostar da leitura, caro inconsciente vermelho, porque as opiniões do personagem em questão são firmes e autênticas; ele tem um espírito de liderança bem desenvolvido. E é isso que o Dave Grohl é:  um grande líder que conduz um grande banda, esse é o seu diferencial enquanto pessoa e músico. Isso nem ele mesmo podia imaginar que viesse acontecer. Caro inconsciente, devo mesmo deixar uma dica para o leitores? Bom, caro inconsciente, atendo à sua insistencia: ouçam &lt;i&gt;Rope&lt;/i&gt;! Sem dúvida, uma descoberta. Termino o texto ao som de &lt;i&gt;Let it Die&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Best of You&lt;/i&gt; porque o insconsciente vermelho não me deixa ir embora sem antes citar essas músicas. Uma boa música a todos os inconscientes e aos conscientes!&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Estamos bem&lt;/div&gt;</description><link>https://ogatoporlebre.blogspot.com/2012/06/dave-grohl-com-f-maiusculo.html</link><author>noreply@blogger.com (smsedi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh_V_xIVVF3ljPVNdihyiCJf01XbL6puBJU1R598W8rPD7CjpYgJgxGjnqBUW-mpdKGypCu0S4RV0Yp-AbYckfPpVLnORg5R0CPX9qO7Uq7Jzhx_d3JnvisqA82hesvfn9qR9oQnO-t8W1_/s72-c/cats.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-215784652947058128.post-2332946391218397314</guid><pubDate>Fri, 15 Jun 2012 00:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-06-23T15:24:41.362-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Avulsos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Casos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Encontro</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Longe</category><title>Você é a Minha Cinemateca</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjcLNjaSfZjRRzR85NdzpXG7BUZ4OsAKtqrJ9ivffrny4zuokoYZUDzrmbybDAqlz2egq_ZqVKHVrA3i3mCxRj1iqZ1J899LRhDFPmj5jsQNn1B7Mpc3JGEoNfLKxyYe_sG2W-bRAezARh1/s1600/cinemateca.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;180&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjcLNjaSfZjRRzR85NdzpXG7BUZ4OsAKtqrJ9ivffrny4zuokoYZUDzrmbybDAqlz2egq_ZqVKHVrA3i3mCxRj1iqZ1J899LRhDFPmj5jsQNn1B7Mpc3JGEoNfLKxyYe_sG2W-bRAezARh1/s320/cinemateca.JPG&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;De todas as cores, de todos os jeitos: você. Venha e me beije, me faça companhia nos dias frios e tristes: você. Me queime, me faça arder em chamas e afaste o meu medo do escuro: puro. Gosto do seu gosto por coisas novas e reais, gosto do seu cheiro e dos seus ideais e, posso dizer a você, de todos os filmes que amei, você foi e é o mais completo e inesquecível. Lembro assim, meio que soturnamente, do dia em que conheci você, caro pássaro cor de anil, era assim que eu gostava de te chamar, naquela festa de nome longo e complexo, como era mesmo?, A Um Passo da Eternidade, você estava com uma camisa de lã cor de anil com um pássaro gótico desenhado manualmente, parece que estou te vendo agora, aqui perto Curtindo a Vida Adoidado. Agora me pego rindo muito alto, é que estou ouvindo &lt;i&gt;All The Jazz &lt;/i&gt;é que você me chamou pra dançar ao som dessa música, lembra? As minhas lembranças não acabam aqui. Eu podia até me perder, mas Depois de Horas eu revelaria detalhes de nós dois. &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A minha Fantasia? Rá, você é engraçado, eu nem entendi direito por que você me perguntou isso àquele dia. Nem nos conhecíamos bem, afinal! Ah, mas eu enrolei,&amp;nbsp; não queria falar sobre o assunto, fiquei constrangida, lembra?&amp;nbsp; Aquele dia foi Como Água para Chocolate, foi tudo muito bom e intenso. Depois de ter resolvido as mancadas, me senti como uma Gata em Teto de Zinco Quente. Lembra que perguntei&amp;nbsp; o que você procurava? Você ficou todo assustado, acho que pássaros como você não estão acostumados com perguntas assim. Mas a culpa foi sua, eu não faço o tipo Bela da Tarde, sou muito quieta, mas falo sobre tudo, e você não entendeu isso no primeiro momento, não é? Até hoje eu rio ao lembrar de tudo e. E Quando você veio entender já era um pouco tarde, o Apocalipse Now já havia começado. Enfim, os equívocos foram desfeitos e ganhamos intimidade. Ah, você. Venha, como naquele dia estilo Romeu e Julieta. Viu, já estou revelando detalhes de nós dois. E nem interessa isso. Nem interessa.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O fato é que você, pássaro cor de anil, está em minha lembrança como um Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças; a propósito, não esqueço daquele dia mágico em que terminamos deitados no chão, mãos dadas, olhar fixo no céu e as estrelas por companhia, foi lindo, foi mágico. Foi inesquecível, até mesmo quando você imitou o Gene Kelly em &lt;i&gt;Singing in the Rain&lt;/i&gt;. Rio muito alto agora. Eu não esqueço você, viu?&amp;nbsp; Você é como aquele filme, O Pecado Mora ao Lado, pena que tenha se mudado pra longe. Muito longe. Mas você ainda continua me fazendo companhia nos dias frios e chuvosos. A Liberdade é Azul, você costumava me dizer quando deitava sua cabeça em meu colo. Pois é, agora a sua e a minha liberdade tem cor azul, a Igualdade é Vermelha. Agora estamos em pé de igualdade. Mas quando você puder vir, venha. De todos os jeitos de todas as cores: você. Venha e me beije. Porque você é a minha cinemateca.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Estamos bem&lt;/div&gt;</description><link>https://ogatoporlebre.blogspot.com/2012/06/voce-e-minha-cinemateca.html</link><author>noreply@blogger.com (smsedi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjcLNjaSfZjRRzR85NdzpXG7BUZ4OsAKtqrJ9ivffrny4zuokoYZUDzrmbybDAqlz2egq_ZqVKHVrA3i3mCxRj1iqZ1J899LRhDFPmj5jsQNn1B7Mpc3JGEoNfLKxyYe_sG2W-bRAezARh1/s72-c/cinemateca.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-215784652947058128.post-1932886731989284176</guid><pubDate>Tue, 05 Jun 2012 14:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-06-07T13:34:59.221-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Descaminhos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Idade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pessoa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Situações</category><title>Chandler, 1929</title><description>&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: left; margin-right: 1em; text-align: left;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiu02fdfXO2O9KMUGg40pkOcVWeLHRVYXJz6M6uhvLyMJL-6TPO0n5sj1J7JmHgwna4m1GdBhZEO6ZKW4ERpGXpMG9SlkOgRkYNGDnnNt3HKAI-ECOhyjKnOACvYkLtkxDE9vdax_FmpmvJ/s1600/asdfjlcvmasdf.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;204&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiu02fdfXO2O9KMUGg40pkOcVWeLHRVYXJz6M6uhvLyMJL-6TPO0n5sj1J7JmHgwna4m1GdBhZEO6ZKW4ERpGXpMG9SlkOgRkYNGDnnNt3HKAI-ECOhyjKnOACvYkLtkxDE9vdax_FmpmvJ/s320/asdfjlcvmasdf.JPG&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Ilustração: Alesson Felipe&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Minha pequena, em alguns jogos, as palavras são peças de ouro; em um jogo de blefe, por exemplo, o que perdura são os gestos, a estratégia de ação determina o resultado da aposta. Por isso tenha muito cuidado: as palavras pronunciadas têm muito poder e as escritas, também. Ele costumava falar assim, como se estivesse reproduzindo um sermão, toda vez que nos encontrávamos no banco da praça da rua &lt;i&gt;Chandler&lt;/i&gt;, nas tardes frias de inverno. Não fosse por esses pequenos encontros, minha cultura se resumiria ao crochê e aos chás na casa das amigas de minha mãe.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ele era alto, esguio e jovem o suficiente para não saber nada sobre a vida. Ao contrário, falava com pronúncia redonda e mexia muito os dedos quando contrariado e citava autores para exemplificar o seu pensamento. Às vezes, ele arregalava os olhos e falava em diversas líguas e dizia que só os livros seriam capazes de detê-lo, nenhuma outra forma de vida ou coisa barrariam o seu pensamento. E falava: &quot;Pequena, é nos livros que você encontra apoio para as suas convicções, é nos livros que a vida ganha sentido&quot;. E eu me perguntava que sentido era esse de que ele tanto falava; afinal, em 1929, eu estava no começo da minha adolescência e era alheia a tudo o que se dizia sentido. Eu era tão alheia que um dia cheguei e me perguntar por que todas aquelas pessoas estavam sofrendo e indo às ruas protestar por algo sem sentido, eles nunca ganhariam nada, estavam perdendo tempo. Por que levantavam a bandeira daquele jeito?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Em algum momento devo &amp;nbsp;ter pensado em voz alta porque ele respondeu com voz embargada e olhar triste que nós, a humanidade, estávamos passando por momentos difíceis e que, no mundo, existiam pessoas que não tinham como sobreviver nos dias chuvosos: aquele ano estava sendo chamado de &quot;a grande depressão&quot;. Uma lágrima escorreu dos seus olhos e ele continuou a falar e disse que seus mestres eram&lt;i&gt; Marx&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Engels&lt;/i&gt; e que suas convicções eram muito fortes para serem abandonadas. Sabe, estamos em 1929, é um momento de grande crise, aqueles que tinham pouco, já não tem mais nada. Você sabe o que isso significa?  Atônita, eu disse que não. Nesse ínterim ouvi a voz de minha mãe e nunca mais o encontrei.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Estamos bem&lt;/div&gt;</description><link>https://ogatoporlebre.blogspot.com/2012/06/chandler-1929.html</link><author>noreply@blogger.com (smsedi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiu02fdfXO2O9KMUGg40pkOcVWeLHRVYXJz6M6uhvLyMJL-6TPO0n5sj1J7JmHgwna4m1GdBhZEO6ZKW4ERpGXpMG9SlkOgRkYNGDnnNt3HKAI-ECOhyjKnOACvYkLtkxDE9vdax_FmpmvJ/s72-c/asdfjlcvmasdf.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total><georss:featurename>Av. Mário Melo, 351-479 - Santo Amaro, Recife - PE, 50040-010, Brasil</georss:featurename><georss:point>-8.0542775 -34.8812561</georss:point><georss:box>-8.305871 -35.1971131 -7.8026839999999993 -34.5653991</georss:box></item></channel></rss>