<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-818766612459838173</atom:id><lastBuildDate>Fri, 03 Oct 2014 07:04:21 +0000</lastBuildDate><category>Matérias</category><category>Atualidades</category><category>Cultura</category><category>Drogas</category><category>Gabaritos</category><category>Provas</category><category>Violência</category><title>Oficina de Ciências Sociais - Prof. Carlos</title><description></description><link>http://oficinacienciassociais.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Prof. Carlos)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>20</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-818766612459838173.post-782857936581189313</guid><pubDate>Wed, 25 Jan 2012 12:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-28T10:55:54.641-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Violência</category><title>Pinheirinho, Brasil e a tragédia do desenvolvimento</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-T9KXqVPXP1I/Tx_6OeFpPyI/AAAAAAAABVA/RTCmLnm_z1c/s1600/Pinheirinho+-+S%25C3%25A3o+Jos%25C3%25A9+do+Campos.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; gda=&quot;true&quot; height=&quot;240&quot; src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-T9KXqVPXP1I/Tx_6OeFpPyI/AAAAAAAABVA/RTCmLnm_z1c/s320/Pinheirinho+-+S%25C3%25A3o+Jos%25C3%25A9+do+Campos.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por: Leonardo Sakamoto&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Brasil se tornou um imenso canteiro de obras. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O problema é que há gente morando nos locais onde se quer construir. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Então, para garantir que ninguém interrompa este país (que caminha impávido para cumprir seu destino glorioso), remove-se, expulsa-se, retira-se. Degreda-se. Para onde? Pouco importa, contanto que não atrapalhe a marcha. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E isso se aplica à construção de casas, escritórios, estradas, hidrelétricas, estádios de futebol.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Certo dia, um fazendeiro português com terras no Mato Grosso disse a Pedro Casaldáliga, símbolo da luta pelos direitos do campo no Brasil, para justificar o injustificável: “Dom Pedro, o senhor é europeu, o senhor sabe. As calçadas de Roma foram feitas por escravos. O progresso tem seu preço”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O uso da porrada como instrumento de cumprimento de ordem legal varia caso a caso. Mas a violência está presente em todos eles, com bala de borracha ou não. Afinal de contas, existe maior atentado contra a dignidade humana que a remoção forçada de pessoas, no campo ou na cidade, que não têm para onde ir? &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Adoro quando o governo diz “estávamos apenas cumprindo ordens”, mesmo quando todos sabemos que não havia condições para que a execução dessas ordens fosse feita de forma a respeitar a dignidade da população. Há sempre a possibilidade de dizer “não”, a Constituição garante isso ao poder público. Mais importante que um cumprimento imediato é um resultado pacífico. Em Nuremberg, o “cumprir ordens” foi amplamente usado. Lá, não colou. Aqui, cai como uma luva.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Cada um tem sua parcela de responsabilidade, apesar do Fla-Flu político instalado na internet queira demonstrar que não. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Falar sobre a política higienista de São Paulo e de seus governantes, estaduais ou municipais, é quase chover no molhado. Afinal de contas, as empreiteiras e os especuladores imobiliários estão lá, doando recursos de campanha, emprestando parentes para cargos públicos, influenciando o cumprimento e o não cumprimento de regras (o plano diretor da cidade de São Paulo que o diga). &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Além do mais, a sanha punitiva do Estado-locomotiva (sic) da nação é grosseira, tendo – na maioria das vezes – como alvo a massa de sem-teto, sem-terra, dependentes químicos, pobres, enfim, os rotos que ousam ficar no meio do caminho. São Paulo é a prova viva do que ocorre com uma sociedade quando ela não digere e entende o seu passado. Ainda usamos métodos dos verde-oliva da ditadura, pois não refletimos como povo sobre eles após o fim dela, simplesmente anistiamos. Mudam-se os rótulos, ficam as garrafas. Qual a diferença de descer porrada em indígenas no Amazonas e Roraima para construir uma estrada durante a Gloriosa e lançar balas de borracha em uma comunidade pobre em São José dos Campos para, quem sabe, erguer um empreendimento?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em São Paulo, Maria Aparecida foi mandada para a cadeia por ter furtado um xampu e um condicionador. Perdeu um olho enquanto estava presa. Sueli também foi condenada pelo roubo de dois pacotes de bolacha e um queijo minas. São dois, mas poderia ter dado muitos outros exemplos que ocorreram no Estado mais rico da nação. Aqui, a Justiça tem cumprido a letra da lei em casos de reintegração de posse contra sem-terra e sem-teto, mas é morosa na análise de casos de desapropriação de áreas griladas que deveriam retornar à coletividade (ah, é rápida também para adiantar parcelas de auxílio-moradia a alguns magistrados que são mais iguais que os outros). Isso sem contar que, para executar as ordens, administradores são implacáveis com pequenos e delicados com os grandes. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas dá paúra ver setores do governo federal, como a Secretaria Geral da Presidência, ultrajados com a tragédia humana que está ocorrendo em São José dos Campos, ao passo que a União está jogando o trator em cima de ribeirinhos, camponeses e indígenas para a construção de usinas hidrelétricas, como a de Belo Monte, no Pará. Em nome do progresso – o mesmo do fazendeiro interlocutor de Casaldáliga citado acima. Como já disse, violência estatal não é só dar porrada com cacetete. Ela pode vir através de financiamento também. É mais limpo e não cheira a gás.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ultraje, passageiro, diga-se de passagem. Pois Gilberto Carvalho, o ministro que teve um secretário atingido por bala de borracha na desocupação do Pinheirinho, primeiro reclamou de como ela ocorreu. Depois, amenizou. “Não vou dizer que é imperdoável, mas é grave”. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E, antes que me esqueça, empreiteiras também são grandes doadoras de campanhas federais.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O governo brasileiro inundou o país com bilhões em recursos para a construção, com o objetivo de modernizar a infra-estrutura e erguer moradias, girando a economia. Só que “esqueceu” de uma coisa: com o mercado imobiliário aquecido, a busca por áreas urbanas para a incorporação levaria à expulsão de comunidades pobres que disputam a posse de terrenos. Se a Justiça considerasse sempre a função social da propriedade para tomar suas decisões, como está previsto na Constituição Federal, a história seria diferente e essas comunidades teriam direitos preservados. Mas se o Coelhinho existisse, talvez eu tivesse ganho o ovo de chocolate que tanto queria na última Páscoa. Ou se Papai Noel fosse de carne e osso, obras para a Copa não desalojariam ninguém de forma questionável.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Planalto não se planejou para esses impactos da transformação do país em canteiro de obras. Para falar a verdade, não planejou muita coisa nessa área.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A questão trabalhista na construção civil está uma calamidade – os protestos na usina hidrelétrica de Jirau, que levaram a um quebra-quebra no ano passado, são a cereja do bolo. Pipocam manifestações de trabalhadores nas obras de estádios para a Copa do Mundo, como em Recife e no Rio de Janeiro, e casos de trabalho escravo (artigo 149 do Código Penal) em obras de moradia. Até em empreendimentos pertencentes ao “Minha Casa, Minha Vida” o Ministério do Trabalho e Emprego já libertou gente, como noticiei aqui.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E querem saber o melhor de tudo isso? O grosso da população brasileira não se importa. Assiste ao Estado tocar o diabo em uma comunidade. Acha um absurdo exageros, como todo cordial brasileiro, mas também não se importa em saber como o seu apartamento, energia elétrica, estrada ou estádio foram feitos. Quer ser abençoado e permanecer na ignorância.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Lembro-me do ensaio “O Fausto de Goethe: A Tragédia do Desenvolvimento”, de Marshall Berman. Trata da ambigüidade destes tempos de constante transição, nos quais o homem encaixa-se no contexto da modernidade da forma como consegue e da forma em que as circunstâncias permitem. Um tempo de paradoxos. Fausto é um personagem que tem altos e baixos: encanta e fascina, surpreende e decepciona. Não é possível traçar um caráter para ele, pois ele não o possui. Assim como todo o sistema, é mutável – uma metáfora do desenvolvimento capitalista.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Fausto vendera sua alma em troca de experimentar as sensações do mundo. Mas o diabo não é o Lúcifer da cristandade, não representa o mal em si, mas sim o espírito empreendedor capitalista e burguês. A mentalidade que fomenta Fausto (“destruir para criar”) é a realidade em constante movimento (Mefistófeles perguntava a ele se Deus não havia destruído as trevas que reinavam no universo para poder criar o mundo). &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Essa destrutividade criativa pode ser encontrada no caso de Filemo e Baúcia, um casal de idosos. Ambos eram um empecilho para os planos do empreendedor Fausto e precisavam ser removidos. Quando Mefistófeles queima a casa deles, os assassinando, não quer Goethe provar a sua maldade, mas expor exatamente o contrário: joga-se a negatividade fora criando o princípio fictício que o mal (o casal idoso) pode ser estirpado da sociedade. Caem os limites morais. O desenvolvimento da modernidade não possui padrões éticos, além da ética que cria para si mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para parte da população brasileira, o Pinheirinho era um mal a ser extirpado em nome do progresso e do futuro.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mundo triste. Demais.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;Fonte: &lt;a href=&quot;http://blogdosakamoto.uol.com.br/2012/01/24/pinheirinho-brasil-e-a-tragedia-do-desenvolvimento/&quot;&gt;http://blogdosakamoto.uol.com.br/2012/01/24/pinheirinho-brasil-e-a-tragedia-do-desenvolvimento/&lt;/a&gt;﻿&lt;/div&gt;&lt;hr /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;Leonardo Sakamoto é jornalista e doutor em Ciência Política. Cobriu conflitos armados e o desrespeito aos direitos humanos em Timor Leste, Angola e no Paquistão. Professor de Jornalismo na PUC-SP, é coordenador da ONG Repórter Brasil e seu representante na Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://oficinacienciassociais.blogspot.com/2012/01/por-leandro-sakamoto-o-brasil-se-tornou.html</link><author>noreply@blogger.com (Prof. Carlos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-T9KXqVPXP1I/Tx_6OeFpPyI/AAAAAAAABVA/RTCmLnm_z1c/s72-c/Pinheirinho+-+S%25C3%25A3o+Jos%25C3%25A9+do+Campos.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-818766612459838173.post-4651471222567221252</guid><pubDate>Mon, 23 Jan 2012 05:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-23T03:58:10.508-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cultura</category><title>Madame volta sem Satã</title><description>Por Beatriz Mendes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Referência do público alternativo de São Paulo na década de 80, a casa noturna Madame Satã foi, durante anos, considerada pelos seus frequentadores uma espécie de Templo Underground. O clube, que foi fundado em 1983 pelos irmãos Wilson e William Santos e desativado em 2007, terá suas atividades retomadas a partir do próximo mês, agora sob a administração do DJ Gé Rodrigues e de Igor Calmona, sócios e também donos de outras casas noturnas da cidade, entre elas, a DJ Club, balada paulistana localizada no bairro dos Jardins.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-iz8YbG5RfmU/Txzwy_HKJLI/AAAAAAAABUE/ZoS3f9H3Lws/s1600/Madame+Sat%25C3%25A3.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; nfa=&quot;true&quot; src=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-iz8YbG5RfmU/Txzwy_HKJLI/AAAAAAAABUE/ZoS3f9H3Lws/s1600/Madame+Sat%25C3%25A3.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Cartaz de 1985, auge do Matame Satã. Foto: Arquivo Pessoal/Alex Antunes &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;﻿Para sua reinauguração, prevista para 29 de fevereiro, o casarão, situado na Bela Vista, passou por inúmeras reformas, já que o imóvel estava em péssimas condições. “Quando entramos no casarão, ele estava totalmente destruído. Cupins devorando as janelas, toda a fiação elétrica antiga roubada. Buracos nas telhas, por onde toda noite a casa era invadida por drogados que permaneciam lá dentro. Enfim, uma situação bem triste para esse lugar histórico”, conta Paula Micchi, diretora cultural do lugar. O clima rockeiro, contudo, ainda é a base da decoração.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O desejo de reabrir o espaço surgiu por razões sentimentais: Gé Rodrigues, hoje com 39 anos, trabalhava como office-boy e fazia panfletagem dos eventos da casa para divulgação. Mais tarde, foi promovido a DJ. Nessa época o Madame Satã viveu seu auge, sendo palco de eventos diversos, como shows, performances, peças, desfiles e exposições.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O público que comparecia era variado. Entre os célebres frequentadores estavam artistas como Cazuza, Renato Russo e Dinho Ouro Preto, que chegaram a cantar no local.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O jornalista Alex Antunes também fazia parte deste grupo fiel e relembra as noites vividas no local: “O Satã era minha segunda casa. Tive a honra de fazer o que provavelmente foi o primeiro show na casa. Meu falecido amigo Caito Gomide de Camargo alugou o porão para fazer uma festa de despedida porque estava indo para os Estados Unidos e chamou três bandas para tocar. Uma delas era a minha”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Apesar de estar inativo há pouco tempo, o casarão-sede do Madame Satã nem sempre pertenceu aos mesmos donos e nem sempre funcionou com este nome. Nos anos 90 tornou-se o Morcegóvia e, depois, o TheThe, até reabrir em 1999 como o novo Madame Satã, reverenciando o passado, mas também incluindo em sua agenda novas tendências musicais. Não deu certo por conta de problemas administrativos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para 2012, o bar ressurge apenas como “Madame”. Terá na agenda eventos diurnos, como cursos de DJ, teatro e dança.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As noites de sábado serão reservadas para o flashback anos 80, com discotecagem do próprio Gé Rodrigues e do DJ Magal, que também fazia parte da equipe original do Madame Satã.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O bar também contará com uma programação teatral, com temas underground e montagens de humor grotesco – nada de stand up comedies, prometem os proprietários.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para a estreia, já está agendada a montagem de uma peça dirigida por Marcelo Marcus Fonseca. O nome: “São Paulo Surrealista”.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;right&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;Fonte﻿: &lt;a href=&quot;http://www.cartacapital.com.br/cultura/madame-volta-sem-sata/&quot;&gt;http://www.cartacapital.com.br/cultura/madame-volta-sem-sata/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;hr /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;Artigo enviado por &lt;strong&gt;Thais Carvalho Hércules&lt;/strong&gt;, que é Mestre em Artes pelo Instituto de Artes da UNESP (2011) e formada em Educação Artística com habilitação em Artes Cênicas na mesma instituição (2003).&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://oficinacienciassociais.blogspot.com/2012/01/madame-volta-sem-sata.html</link><author>noreply@blogger.com (Prof. Carlos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-iz8YbG5RfmU/Txzwy_HKJLI/AAAAAAAABUE/ZoS3f9H3Lws/s72-c/Madame+Sat%25C3%25A3.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-818766612459838173.post-3751869115561133560</guid><pubDate>Mon, 07 Nov 2011 02:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-23T03:22:48.898-02:00</atom:updated><title>A Sociologia diante das culturas juvenis</title><description>&lt;div align=&quot;right&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: right;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-family: inherit;&quot;&gt;Eu vejo na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério &lt;br /&gt;O jovem no Brasil nunca é levado a sério [...]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;right&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: right;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-family: inherit;&quot;&gt;Sempre quis falar, nunca tive chance&lt;br /&gt;Tudo que eu queria estava fora do meu alcance [...]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;right&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: right;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-family: inherit;&quot;&gt;(Charlie Brown Jr., &lt;span class=&quot;hmustit&quot;&gt;&lt;i style=&quot;mso-bidi-font-style: normal;&quot;&gt;Não é Sério&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-family: inherit;&quot;&gt;O trecho da música da banda brasileira de rock &lt;i style=&quot;mso-bidi-font-style: normal;&quot;&gt;Charlie Brown Jr.&lt;/i&gt; reproduz e aponta a contradição vivenciada pelos jovens brasileiros. A temática dos jovens tem se constituído em um amplo foco de debates, porém nem sempre com resultados credíveis. Este fato se dá em grande parte devido à metodologia de pesquisas mal estruturadas que não costumam levar em conta as diversidades de contextos e realidades, no qual os jovens se encontram inseridos. Sendo a juventude tradicionalmente fixada no período de transição para a vida adulta percebemos que são, os jovens, aqueles mais afetados por qualquer transformação e mudança nas estruturas sociais. Na verdade, é através deles que se fazem circular os modos de vestuário, músicas, linguagens, cortes de cabelos, cores predominantes, entre outros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;Default&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-family: inherit;&quot;&gt;Nos séculos XX e XXI, a fase juvenil adquire um novo vigor e toma proporções que sustentam dificuldades no esclarecimento de seus conceitos de identidade. Neste contexto, muitos foram os pensadores que contribuíram com suas análises, entre eles Stanley Hall, 1904; Erick Erickson, 1976; Arminda Aberastury &amp;amp; Maurício Knobel, 1989; José Machado Pais, 1993; Eric J. Hobsbawn, 1995; Giovanni Levi &amp;amp; Jean-Claude Schmitt, 1996; Luis Antonio Groppo, 2000; Helena Wendel Abramo, 2005; Juarez Tarcísio Dayrell, 2007; entre outros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;Default&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-family: inherit;&quot;&gt;Diante desta panorâmica, surge o convite para um novo olhar que devemos direcionar sobre a juventude valorizando e acreditando na sua diversidade. Conforme Dayrell (2007), “(...) as características e valores ligados à juventude, como a energia e a estética corporal ou mesmo a busca do novo, nunca foram tão louvados, num processo que poderíamos chamar de &lt;i style=&quot;mso-bidi-font-style: normal;&quot;&gt;juvenilização&lt;/i&gt; da sociedade”. (p.65)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;Default&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-family: inherit;&quot;&gt;Mas, no que diz respeito às questões sociopolíticas e culturais, a juventude brasileira ainda não é encarada como sujeito de direitos, não sendo foco de políticas públicas que garantam o acesso a bens materiais e culturais, além de espaços e tempos onde possam vivenciar plenamente esta fase tão importante da vida. Além disso, como diz o trecho da música, o jovem não é levado a sério, representando a tendência, muito comum nas escolas e programas educativos, de não considerar o jovem como interlocutor válido, capaz de emitir opiniões e interferir nas propostas que lhes dizem respeito, desestimulando a sua participação política e o seu protagonismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;Default&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-family: inherit;&quot;&gt;Com todas as restrições dadas pelo lugar social que esses jovens ocupam, não podemos nos esquecer da evidência óbvia: eles são jovens, amam, sofrem, divertem-se, pensam a respeito das suas condições e de suas experiências de vida, posicionam-se diante dela, possuem desejos e propostas de melhoria de vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;Default&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-family: inherit;&quot;&gt;Distante dos olhares dos pais, professores ou empregadores, mas sempre os tendo como referência, os jovens constituem culturas juvenis que lhes dão uma identidade como jovens. De acordo com Dayrell (2007), no âmago de uma cultura podem aparecer diferenças significativas, caracterizando a existência de uma subcultura. Alguns autores falam de uma &lt;i style=&quot;mso-bidi-font-style: normal;&quot;&gt;subcultura juvenil&lt;/i&gt;. Sendo assim, “(...) as culturas juvenis, como expressões simbólicas da condição juvenil, se manifestam na diversidade em que esta se constitui, ganhando visibilidade por meio dos mais diferentes estilos, que têm no corpo e no seu visual uma das suas marcas distintivas” (p.70).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;Default&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-family: inherit;&quot;&gt;Geralmente numa subcultura encontramos os mesmos elementos da cultura, mas com seu símbolos, suas normas, aprovações e seus valores sociais particulares. Um exemplo da subcultura juvenil representa-se pelas tribos urbanas, onde, cada membro da tribo se reconhece pelos símbolos comuns, como o vestuário, a tatuagem e, principalmente, o linguajar, característicos do processo de socialização que permeiam o espírito de grupo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;Default&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-family: inherit;&quot;&gt;Segundo o sociólogo Pérsio Santos de Oliveira, “(...) góticos e &lt;i style=&quot;mso-bidi-font-style: normal;&quot;&gt;clubers&lt;/i&gt; se identificam entre si principalmente pelo vestuário e pela maneira de pensar sobre a vida. [...] Os jovens identificados como góticos têm uma visão mais pessimista da sociedade e seu futuro - mostrando isso em suas vestimentas escuras e com o uso de símbolos como a cruz e as caveiras -, os &lt;i style=&quot;mso-bidi-font-style: normal;&quot;&gt;clubers&lt;/i&gt; encaram a vida como uma festa - enfeitando-se com roupas coloridas, reúnem-se sistematicamente para dançar em espaços com decoração futurista e muita música &lt;i style=&quot;mso-bidi-font-style: normal;&quot;&gt;techno&lt;/i&gt;”&lt;i style=&quot;mso-bidi-font-style: normal;&quot;&gt; &lt;/i&gt;(p.144).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;Default&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-family: inherit;&quot;&gt;Percebemos o louvor à estética corporal e visual, que os jovens ostentam, neles, as roupas, as tatuagens, os &lt;i style=&quot;mso-bidi-font-style: normal;&quot;&gt;piercings&lt;/i&gt;, os brincos e, também, os aparelhos eletrônicos (principalmente o MP3 e o celular), aderindo a um determinado estilo, definindo identidades individuais e coletivas, além de apropriarem-se de valores diferentes daqueles que lhes fora apresentados pela sociedade adulta, constituindo assim uma outra pequena sociedade com a sua cultura própria, mantendo apenas alguns elos de comunicação com a sociedade externa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;Default&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-family: inherit;&quot;&gt;Nesse contexto, esses grupos ganham importância. Segundo Dayrell (2007), “(...) se na década de 1960 falar em juventude era referir-se aos jovens estudantes de classe média e ao movimento estudantil, a partir dos anos 1990, implica incorporar os jovens das camadas populares e a diversidade dos estilos e expressões culturais existentes, protagonizada pelos &lt;i style=&quot;mso-bidi-font-style: normal;&quot;&gt;punks&lt;/i&gt;, &lt;i style=&quot;mso-bidi-font-style: normal;&quot;&gt;darks&lt;/i&gt;, &lt;i style=&quot;mso-bidi-font-style: normal;&quot;&gt;roqueiros&lt;/i&gt;, &lt;i style=&quot;mso-bidi-font-style: normal;&quot;&gt;clubers&lt;/i&gt;, &lt;i style=&quot;mso-bidi-font-style: normal;&quot;&gt;rappers&lt;/i&gt;, &lt;i style=&quot;mso-bidi-font-style: normal;&quot;&gt;funkeiros&lt;/i&gt; etc” (p.71).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;Default&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-family: inherit;&quot;&gt;Sendo a juventude tradicionalmente fixada no período de transição para a vida adulta percebemos que são, os jovens, aqueles mais afetados por qualquer transformação e mudança nas estruturas sociais. Na verdade, é através deles que se fazem circular os modos de vestuário, músicas, linguagens, cortes de cabelos, cores predominantes, entre outros. Segundo Pais, “(...) os problemas que se atribuem à juventude talvez sejam mais problemas da “sociedade” do que da própria “juventude” (p.6). Esta reflexão, no campo da Sociologia, nos remete a ampliar um instigante questionamento, na tentativa de apontar focos centrais que mostrem com olhar renovado a proposta de ter como objeto de estudo a figura do jovem. Além disso, ser capaz de apreender ações do agir cotidiano, em pleno processo de transformação e circularidade, pode significar o início de um novo diálogo a respeito de uma nova cultura juvenil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class=&quot;Default&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;&quot;&gt;&lt;b style=&quot;mso-bidi-font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-family: inherit;&quot;&gt;Referências Bibliográficas&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style=&quot;mso-bidi-font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;Default&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-family: inherit;&quot;&gt;PAIS, José Machado. Apresentação. In: &lt;b&gt;Jovens Europeus. Estudos de Juventude&lt;/b&gt;. n.8. Lisboa: ICS / IPJ, 1994.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;Default&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-family: inherit;&quot;&gt;DAYRELL, Juarez; REIS, Juliana Batista. Juventude e escola: reflexões sobre o ensino de sociologia no ensino médio. In: PLANCHEREL, Alice Anabuki; OLIVEIRA, Evelina Antunes. &lt;b style=&quot;mso-bidi-font-weight: normal;&quot;&gt;Leituras sobre sociologia no ensino médio&lt;/b&gt;. Maceió: Edufal, 2007&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://oficinacienciassociais.blogspot.com/2011/11/sociologia-diante-das-culturas-juvenis_07.html</link><author>noreply@blogger.com (Prof. Carlos)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-818766612459838173.post-4926403887811228033</guid><pubDate>Tue, 18 Oct 2011 17:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-10-24T19:16:31.305-02:00</atom:updated><title>Sociologia: ação social e estrutura social</title><description>&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;O termo Sociologia é, por certo, conhecida do leitor, como o é de qualquer indivíduo razoavelmente informado sobre o que acontece à sua volta, mesmo que não tenha estudado esta disciplina científica. Contudo, se procurarmos saber o que este termo significa para as pessoas não familiarizadas com a Sociologia, muito provavelmente chegaremos a constatar que esta palavra estará associada a um grande número de significados, alguns dos quais contraditórios entre si. A questão é tão mais complicada quanto, para viver em sociedade, todos os indivíduos, sejam ou não cientistas sociais, possuem explicações sobre o comportamento humano e a vida social. Ao refletirmos no conceito de sociedade, é fundamental compreendermos algo essencial a ela: sua estrutura.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Diríamos que uma estrutura no âmbito social é o que define determinada sociedade. A estrutura se constitui da relação entre os diversos fatores – econômicos, políticos, históricos, sociais, religiosos, culturais – que dão um aspecto para cada sociedade. Em outras palavras, a estrutura é a forma como a sociedade se organiza, essa forma é objeto de estudo da Sociologia.&amp;nbsp; Quando os indivíduos que compõem a sociedade se relacionam entre si, eles geram as estruturas da sociedade. Essas, por sua vez, também qualificam as&amp;nbsp;ações dos indivíduos. A partir disso, há basicamente dois tipos de teoria social:&amp;nbsp; uma procura analisar as ações dos indivíduos, buscando entender como elas determinam&amp;nbsp; as&amp;nbsp; estruturas da sociedade. Por esse plano, o indivíduo é inseparável à sociedade, pois a partir de suas ações ele produz a sociedade, ou seja, o indivíduo possui uma grande importância na sociedade, e não é determinado por uma estrutura. Isto significa dizer que o indivíduo pode agir socialmente influenciado por valores morais, éticos, ou pela tradição. Suas ações são dotadas de sentido próprio. O principal teórico representante desta teoria social é Max Weber (1864-1920). Por outro lado,&amp;nbsp; há aqueles que analisam a sociedade como algo estabelecido e procuram entender como suas estruturas determinam as ações dos indivíduos, dispondo de certas regras, normas, costumes e leis que asseguram sua perpetuação. Neste caso, a sociedade transcende o indivíduo, pois é independente dele. Em outras palavras, as regras e as leis independem do indivíduo e pairam acima de todos, formando uma consciência coletiva que dá sentido de integração entre os membros da sociedade. Elas se solidificam em instituições, que são a base da sociedade e que correspondem a todo comportamento instituído pela coletividade. Seu principal teórico é Émile Durkheim (1858-1917).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Refletir sobre as questões das estruturas sociais é procurar entender o significado e funcionamento da sociedade. Podemos afirmar que, não existem sociedades sem uma estrutura social, pois esse fato explica as diferenças entre os sistemas sociais e os padrões de experiência e comportamentos humanos que constituem a vida social. Através da reflexão sobre as estruturas sociais é possível compreender como homens e mulheres se comportam socialmente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;A estrutura social indica o comportamento dos indivíduos, a qual é&lt;span style=&quot;color: #151515;&quot;&gt; possível afirmar que estrutura social tem a ver com a expectativa do comportamento entre os indivíduos, os quais assumem papéis sociais e possuem status sociais, fatos que nos permitiriam organizar nossas vidas enquanto atores sociais. &lt;/span&gt;Em toda sociedade o conjunto de seus membros exercem papéis sociais. As ações sociais são mediadas por expectativas de comportamento. A expectativa em relação ao comportamento de uma mãe difere da expectativa em relação a um psicólogo. O papel social de um médico difere do papel social de um político. Todos os membros de uma sociedade se e relacionam a partir de uma estrutura normativa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;No campo da Sociologia, existem vários estudos a respeito da estrutura social. Uma das mais importantes são as relações de parentesco, onde são partes intrínsecas das relações sociais de qualquer sociedade. Cada sociedade possui um modelo de estrutura familiar, sendo importante instituição social exercendo&amp;nbsp; grande função na estrutura social, para o processo de socialização.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;É importante enfatizar que as estruturas sociais podem modificar-se. Essa mudança pode ser estimulada a partir de algumas mudanças nas normas, nas regras, nas leis, no comportamento ou na base econômica e política de uma sociedade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;No livro de Ítalo Calvino, &lt;i style=&quot;mso-bidi-font-style: normal;&quot;&gt;“As cidades invisíveis”&lt;/i&gt;, o personagem Marco Polo relata ao imperador Khan os domínios de seu vasto Império, enfatizando a cidade de Ercília. O que é extraordinário em sua descrição é o relato das estruturas da sociedade de Ercília, que são materializadas através de fios coloridos colocados sobre as casas.&amp;nbsp; É possível entender essas estruturas a partir da análise direta, elas não aparecem apenas como&amp;nbsp; formas transcendentes, que surgem apenas da análise das relações sociopolíticas e econômicas dessa sociedade. Uma simples observação dos fios nos revela todas essas estruturas, conforme a descrição abaixo:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i style=&quot;mso-bidi-font-style: normal;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;“Em Ercília, para estabelecer as ligações que orientam a vida da cidade, os habitantes estendem fios entre as arestas das casas, brancos ou pretos ou cinza ou pretos e brancos, de acordo com as relações de parentesco, troca, autoridade, representação. Quando os fios são tantos que não se pode mais atravessar, os habitantes vão embora: as casas são desmontadas; restam apenas os fios e os sustentáculos dos fios.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i style=&quot;mso-bidi-font-style: normal;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;“Do costado de um morro, acampados com os móveis de casa, os prófugos de Ercília olham para o enredo de fios estendidos e os postes que se elevam na planície. Aquela continua a ser a cidade de Ercília, e eles não são nada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i style=&quot;mso-bidi-font-style: normal;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;“Reconstroem Ercília em outro lugar. Tecem com os fios uma figura semelhante, mas gostariam que fosse mais complicada e ao mesmo tempo mais regular do que a outra. Depois a abandonam e transferem-se juntamente com as casas para ainda mais longe.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i style=&quot;mso-bidi-font-style: normal;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;“Deste modo, viajando-se no território de Ercília, depara-se com as ruínas de cidades abandonadas, sem as muralhas que não duram, sem os ossos dos mortos que rolam com o vento: teias de aranha de relações intricadas à procura de uma forma.”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;(CALVINO, Italo. &lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;As Cidades Invisíveis&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;. São Paulo, Companhia das Letras, 2001. 16ª. reimpr. Pg. 72. Capítulo: As cidades e as trocas 4.)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Como podemos observar, a estrutura social da cidade de Ercília pode ser compreendida apenas pelos fios.&amp;nbsp;De forma simbólica, a cidade está representando as relações sociais, as estrutura de poder, as relações de parentesco e&amp;nbsp;representação. As cores dos fios devem ter surgido como um modo simbólico para&amp;nbsp; organizar&amp;nbsp; a sociedade de Ercília,&amp;nbsp;que cada vez mais tornava-se complexa. Para traduzir com fidelidade&amp;nbsp;a forma da cidade em outro local foi necessários a seus habitantes criar essas estruturas com fios. Toda mudança quantitativa no aumento demográfico ou na formação de novas relações exigia novas estruturas de fios. A estrutura social representada pelos fios refere-se ao nível de racionalidade da sociedade de Ercília. A racionalidade é&amp;nbsp;a relação calculada entre meios e fins. Com base em Max Weber, a ação racional com relação a fins baseia-se no fato de que o indivíduo orienta sua ação levando em conta os fins, os meios e as consequências implicadas nela. A racionalidade sendo ação calculada&amp;nbsp; está presente nas estruturas sociais demonstrando o nível de organização social daquela cidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://oficinacienciassociais.blogspot.com/2011/10/sociologia-acao-social-e-estrutura.html</link><author>noreply@blogger.com (Prof. Carlos)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-818766612459838173.post-6960165330978666698</guid><pubDate>Tue, 09 Aug 2011 04:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-09T01:48:49.186-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Drogas</category><title>Brasileiros são mais dependentes em álcool, tabaco e maconha</title><description>&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;A pesquisa mais recente sobre drogas verificou que 11,2 % da população brasileira é dependente de bebidas alcoólicas, 9% de tabaco e 1% de maconha. No primeiro levantamento domiciliar sobre drogas, realizado pela Secretaria Nacional Antidrogas (SENAD) e Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID), foram ouvidas 8.589 pessoas de 12 a 65 anos, entre outubro e dezembro de 2001, nos 107 municípios com população superior a 200 mil habitantes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;Não fizeram parte da estatística, as pessoas que utilizam drogas esporadicamente. A freqüência de uso diferencia o usuário ocasional do dependente. Nem todos os usuários de drogas vão se tornar dependentes. Alguns continuarão usando-as de vez em quando, enquanto que outros não conseguirão controlar o consumo, usando-as de forma intensa, em geral quase todos os dias, e agindo de forma impulsiva e repetitiva. O grande problema é que não dá para saber entre as pessoas que começam a usar drogas, quais serão usuários ocasionais e quais se tornarão dependentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&quot;Uma grande parte das pessoas se envolverá em uso ocasional, porém outra parte se tornará dependente, possivelmente devido a uma memória que a droga cria no cérebro. Memória esta que é despertada principalmente em diversas situações emocionais e ambientais. Nessas situações, através de mecanismos desconhecidos, o indivíduo sente necessidade da droga. Existem vários modelos propostos para explicar este fenômeno, mas nenhum comprovado definitivamente&quot;, afirma Ivan Braun, médico supervisor de residentes junto ao &lt;a href=&quot;http://www.grea.org.br/index.php&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #0000cc;&quot;&gt;Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; (GREA), do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;A predisposição biológica maior de algumas pessoas pode explicar, em parte, porque alguns usuários se tornarão dependentes. Essa predisposição, de acordo com Braun, está relacionada a diferenças na metabolização das drogas, ou seja, o efeito das drogas sobre o cérebro, mais especificamente, sobre os sistemas de gratificação cerebrais. Há também a predisposição genética. A incidência de alcoolismo em filhos de pais dependentes de álcool é de três a quatro vezes maior do que entre os filhos de não dependentes. Estudos em gêmeos também tendem a confirmar esta predisposição.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;Dependência é doença&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;As bebidas alcoólicas são as drogas cujo consumo é mais antigo e abrangente. Por isso, a dependência do álcool foi a primeira a ser debatida e foi a que norteou a evolução do conceito da dependência das demais drogas. Na versão atual da Classificação Internacional das Doenças (CID) foram incluídas a síndrome de dependência do álcool - que substitui o termo alcoolismo - e de todas as substâncias psicoativas em uma mesma categoria, a de Transtornos Mentais de Comportamento decorrentes do uso de substâncias. A drogadicção vem sendo considerada uma doença recidivante e crônica, caracterizada pela busca e consumo compulsivo de drogas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;Ana Regina Noto, do &lt;a href=&quot;http://www.unifesp.br/dpsicobio/drogas/drogas.htm&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #0000cc;&quot;&gt;Departamento de Psicobiologia&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e do CEBRID, destaca que o início dos debates sobre o uso problemático de bebidas alcoólicas girou em torno de duas posições divergentes: o conceito moral e o conceito médico. Durante muitos anos imperou a visão moralista, para qual o uso de álcool e outras drogas era considerado uma falha de caráter. Esse conceito representou um grande obstáculo na consideração do uso de drogas como um problema de saúde. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;Atualmente, a síndrome de dependência é definida na CID como &quot;um conjunto de fenômenos fisiológicos ou comportamentais e cognitivos, no qual o uso de uma substância, ou de uma classe de substâncias, alcança uma prioridade muito maior para um determinado indivíduo que outros comportamentos que antes tinham maior valor. Uma característica descritiva central da síndrome de dependência é o desejo de consumir drogas psicoativas, álcool ou tabaco. Pode haver evidência de que o retorno ao uso da substância, após um período de abstinência, leva a um reaparecimento mais rápido de outros aspectos da síndrome do que o que ocorre com indivíduos não dependentes&quot;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;Alterações fisiológicas e comportamentais&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;A medicina define droga como sendo qualquer substância capaz de modificar a função dos organismos vivos, resultando em mudanças fisiológicas ou de comportamento. As drogas são classificadas como depressoras estimulantes ou perturbadoras da atividade do Sistema Nervoso Central (SNC). As depressoras da atividade do SNC são as que diminuem a atividade do cérebro, deixando o indivíduo &quot;desligado&quot;. Entre as drogas desse tipo estão o álcool, os medicamentos barbitúricos (promovem o sono) e os ansiolíticos (calmantes), inalantes ou solventes (colas, tintas, removedores).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;As substâncias que aumentam a atividade do cérebro, ou seja, estimulam o funcionamento fazendo com a pessoa fique &quot;ligada&quot;, &quot;elétrica&quot; são as estimulantes do SNC. As principais são as anfetaminas, nicotina e cocaína. O terceiro grupo é constituído pelas drogas que agem modificando qualitativamente a atividade do cérebro. As drogas perturbadoras, tais como a maconha e os anticolinérgicos, fazem com que o cérebro funcione fora do seu padrão normal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;As alterações cerebrais e os prejuízos no funcionamento do organismo são específicos para cada droga. Os efeitos neurológicos do uso contínuo da maconha são a dificuldade de aprendizado, retardamento de raciocínio e lapsos de memória. Mais graves são as conseqüências da cocaína. Seu uso está associado a complicações cardiovasculares e neurológicas graves. Um estudo realizado pelo Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes (PROAD), do departamento de Psiquiatria da Unifesp, em 30 dependentes de cocaína, verificou que 80% apresentavam alterações funcionais cerebrais, acompanhadas, em alguns casos, de comprometimento de funções cognitivas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;No âmbito da saúde pública, as drogas mais preocupantes são o álcool e o tabaco. O álcool é responsável por mais de 80% dos casos de internações hospitalares por dependência. Um em cada 10 homens brasileiros é ou já foi dependente de álcool. Os danos cerebrais causados pelo álcool são provavelmente irreversíveis a partir de um certo grau de comprometimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;Entre as 25 doenças relacionadas ao hábito de fumar são causas de morte, em ordem de incidência, as doenças cardiovasculares, câncer e doenças respiratórias. A expectativa de vida de um indivíduo que fuma é 25% menor que a de um não fumante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;As alterações na função cerebral persistem por muito tempo depois da pessoa parar com o uso da substância. É a síndrome da abstinência. Na falta da droga os dependentes podem apresentar uma série de sintomas. No caso da maconha, os principais sintomas são irritabilidade, ansiedade, dificuldade para dormir, falta de apetite, dor de estômago e depressão. No caso de dependentes de álcool, a abstinência pode ocasionar desde um tremor nas mãos a náuseas, vômitos e ansiedade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;Mudanças diferem entre adolescentes&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;A dependência provoca reações comportamentais diferentes entre os adolescentes. As mudanças de comportamento são mais evidentes nos meninos. Envolvimento com a polícia, atraso e abandono escolar são mais comuns entre os garotos. Já os sintomas depressivos são mais freqüentes nas meninas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;Pesquisadores do GREA analisaram prontuários de 105 adolescentes de 10 a 17 anos, tratados no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP entre 1993 e 2000, constataram que 90% dos meninos têm atraso escolar acima de um ano, enquanto que nas meninas a porcentagem é de 66%. Por causa das drogas, 78% dos meninos abandonaram a escola contra 52% das meninas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;Os meninos e meninas tratados no Instituto de Psiquiatria começaram a usar drogas com a mesma idade (em média, aos 12 anos). Não há diferença entre os gêneros quanto ao tipo de substância consumida. O álcool é consumido por 100% deles, a maconha por 86,7% e a cocaína por 73,3% das meninas e 64,4% dos meninos. O motivo para o início do uso da droga, em ambos os sexos, é a curiosidade. Essa foi a razão apontada por 78,3% dos meninos. O índice entre as meninas sobe para 81,8%.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://oficinacienciassociais.blogspot.com/2011/08/brasileiros-sao-mais-dependentes-em.html</link><author>noreply@blogger.com (Prof. Carlos)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-818766612459838173.post-2749593597331199802</guid><pubDate>Sat, 09 Apr 2011 21:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-04-09T18:05:35.528-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Atualidades</category><title>Guerra civil na Líbia?</title><description>Por&lt;strong&gt; Henrique Rattner*&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os povos do mundo árabe têm sofrido nas últimas décadas sob a dominação de governos autocráticos impiedosos e opressores que roubaram suas riquezas e perseguiram qualquer voz dissidente. E o ocidente aceitou, por conveniência ou por interesses comerciais, essa situação degradante que fere os princípios básicos dos direitos e da dignidade humanos. A única alternativa que parecia existir era o regime do islamismo extremista, do tipo da teocracia iraniana.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O cenário mudou radicalmente quando um jovem tunisiano vendedor de frutas se auto-imolou em um ato de desespero após a apreensão de sua barraca pela polícia local. O movimento de protesto que desencadeou foi como um choque de abalo sísmico que atingiu toda a região, desde o Atlântico até o Golfo da Pérsia. Milhões de súditos passivos saíram às ruas para manifestar seus protestos contra os governos autoritários e clamar por reformas democráticas. A relativa facilidade com que as populações revoltadas derrubaram as ditaduras na Tunísia e no Egito não deve iludir os observadores e analistas políticos no mundo ocidental. Nos dois países, a recusa das forças armadas de atirar na população inviabilizaram a resistência dos governos, que foram obrigados a ceder às reivindicações por liberdade e democracia.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A onda de protestos que continua a percorrer o mundo árabe estancou na Líbia, governada há quarenta anos pelo coronel Muammar Qadaffi, seus filhos e um grupo restrito de oligarcas, beneficiados pelo regime que conseguiu acumular uma imensa fortuna, estimada em centenas de bilhões de dólares, boa parte dos quais está nas mãos da família do ditador e depositada em contas bancárias e paraísos fiscais no exterior. São esses recursos apropriados ilegalmente que permitiram o recrutamento, a compra de armas e a manutenção de milícias de mercenários vindos de países africanos. Estão dispostos ao redor da capital Trípoli, com a incumbência de defender o governo ditatorial, semeando o pânico com atos da maior brutalidade entre a população civil e também entre as forças da oposição. Enquanto combates se travam pela posse de cidades-chave controladoras da rede de oleodutos que abastecem os países europeus, surgem a cada dia mais evidências da resistência dos pilotos da força aérea em acatar as ordens de lançar bombas sobre os redutos dos oposicionistas que avançam de Benghazi, segunda maior cidade do país, em direção à capital, Trípoli. Ao mesmo tempo em que se travam os combates que, segundo diversas fontes, teriam causado milhares de vítimas, surge um crescente consenso entre os países ocidentais e nos órgãos internacionais de acusar Qadaffi de genocídio e de convocá-lo a comparecer perante o TPI – Tribunal Penal Internacional, sediado em Haia, Holanda. O ditador, confiante no poder de fogo de sua guarda pretoriana, não parece disposto a ceder às pressões populares e ameaça com uma guerra civil na qual “arrancará os olhos” de seus adversários. A movimentação de unidades navais da quinta frota de guerra dos EUA, estacionada no Bahrein, bem como as ameaças de fechamento do espaço aéreo sobre a Líbia, impedindo inclusive os vôos de aeronaves civis, não parecem intimidar o ditador, disposto a resistir até o fim.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Diferentemente do Egito, onde a decisão das forças armadas de não atirar no povo inclinou a balança a favor da população revoltada, a lealdade a Qadaffi dos soldados mercenários estrangeiros, portanto sem vínculos com o povo da Líbia, ameaça prolongar o conflito, com danos materiais e vítimas humanas incontáveis. A indecisão e a demora dos combates na Líbia têm repercussão nos outros países do mundo árabe. O ditador do Iêmen, Ali A. Saleh, há 32 anos no poder, procura conter os protestos da população com promessas de não candidatar-se mais nas eleições de 2013. Essas promessas não conseguem conter os milhares de manifestantes nas principais cidades do país, reforçadas agora pela adesão de chefes tribais que até então apoiaram o governo. No minúsculo reino de Bahrein, o rei H. al Khalifa, sunita, encontra-se sob pressão da maioria xiita da população, clamando por reformas. Movimentos de protestos surgiram também no Omã, país de importância estratégica por sua localização na entrada do Golfo da Pérsia pelo qual passa grande quantidade de petróleo em direção ao mundo ocidental. Protestos surgiram também no Sudão cujo presidente Omar al Bashir é réu no TPI, acusado de genocídio na região de Darfour, hoje independente. Um caso aparte é o reino da Arábia Saudita, cujo rei Abdullah, de 86 anos, voltou às pressas de um tratamento médico dos EUA, anunciando dois pacotes de bondades, ou seja, a distribuição de 36 bilhões de dólares que beneficiariam a todas as famílias do reino.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Outras manifestações têm se repetido na Argélia, onde o governo revogou o estado de emergência em vigor desde 1992; na Jordânia, temporariamente acalmadas por tímidas reformas políticas do governo e no Iraque onde a população, sofrida após sete anos de invasão norte-americana, ainda está atolada nos destroços causados pelos bombardeios aéreos que arrasaram a infra-instrutora de água, saneamento, eletricidade e de transporte, além de sofrer de desemprego de milhões de jovens.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Assim, permanece o diagnóstico do mundo árabe em chamas e à procura de uma nova organização social e política que garanta a seus cidadãos os direitos humanos inalienáveis de liberdade e democracia. Entretanto, é impossível ignorar que após décadas de governos autocráticos que depredaram os recursos materiais e se apropriaram das receitas financeiras provindas de exportações, a maioria das populações dessa imensa região do globo encontra-se pauperizada, doente, desempregada, analfabeta e culturalmente atrasada, todos os fatores adversos a uma reconstrução rápida, capaz de assegurar o bem estar e a paz para todos. Os países ricos do ocidente que dependem, para o funcionamento de suas economias, do fluxo ininterrupto de petróleo, devem abandonar sua imagem míope e enviesada dessas sociedades, o que os levou a apoiar e a vender armas aos tiranos que oprimiram seus povos. Para iniciar um processo de reconstrução de tipo Plano Marshall, tão bem sucedido na Europa Ocidental após o fim da segunda guerra mundial, será necessária a mobilização de todos os países ricos, em seu próprio interesse. Antes, porém, é preciso dar fim ao conflito na Líbia, por todos os meios diplomáticos, comerciais e financeiros, menos uma intervenção armada que ressuscitaria o espectro da colonização, tão odiada no mundo árabe. Uma rápida solução do conflito na Líbia, além de salvar a estrutura produtiva de uma destruição fatal, estancará também a fuga de centenas de milhares de trabalhadores estrangeiros em direção ao Egito e a Tunísia. A produção de petróleo, principal receita da economia do país, já diminuiu e um terço da população líbia está desempregada, o que aumenta seu ressentimento contra as companhias estrangeiras, particularmente as petrolíferas, que auferiram polpudos lucros enquanto apoiaram o regime ditatorial. Em alguns lugares, trabalhadores entraram em greve e ameaçam destruir os poços de petróleo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O ponto crucial para o desfecho da crise e o fim da matança de milhares de rebeldes e de civis é o comportamento das milícias de mercenários recrutadas por Qadaffi nos países africanos vizinhos e das quais é improvável esperar atos de solidariedade para com a população. Por outro lado, as forças armadas regulares, desprestigiadas e mal armadas pelo ditador, que sempre receou um golpe do tipo por ele perpetrado contra o rei Idris, parecem inclinar-se a favor dos rebeldes e, assim, reforçar a frente unida contra o ditador. Parece desnecessário frisar que a vitória da população encorajará os movimentos de protestos e clamor por reformas nos outros países árabes.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;hr /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;* &lt;strong&gt;Henrique Rattner&lt;/strong&gt; é Professor da FEA (USP), IPT, membro da &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Lideranças (ABDL)&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt; e colunista da &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Revista Espaço Acadêmico.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://oficinacienciassociais.blogspot.com/2011/04/guerra-civil-na-libia.html</link><author>noreply@blogger.com (Prof. Carlos)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-818766612459838173.post-1764792732648068321</guid><pubDate>Wed, 02 Feb 2011 03:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-04T05:31:01.435-02:00</atom:updated><title>Jornais</title><description>&lt;u&gt;&lt;b&gt;Jornais do Brasil&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.abcpolitiko.com.br/index1.php&quot;&gt;ABC Polítiko&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.agora.uol.com.br/&quot;&gt;Agora São Paulo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.brasildefato.com.br/&quot;&gt;Brasil de Fato&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.brasileconomico.com.br/&quot;&gt;Brasil Econômico&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.correiobraziliense.com.br/&quot;&gt;Correio Braziliense&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://correiodobrasil.com.br/&quot;&gt;Correio do Brasil&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.dci.com.br/&quot;&gt;DCI – Comércio, Indústria e Serviços&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.diariodenoticias.com.br/&quot;&gt;Diário de Notícias&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.diariosp.com.br/&quot;&gt;Diário de São Paulo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.dcomercio.com.br/&quot;&gt;Diário do Comércio&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.diariooficial.com.br/&quot;&gt;Diários Oficiais&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/&quot;&gt;Folha de São Paulo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.jornalbrasil.com.br/&quot;&gt;Jornal Brasil&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.jt.com.br/&quot;&gt;Jornal da Tarde&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.jb.com.br/&quot;&gt;Jornal do Brasil&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.jornaldocommercio.com.br/&quot;&gt;Jornal do Commercio&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.monitormercantil.com.br/&quot;&gt;Monitor Mercantil&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://odia.ig.com.br/portal/&quot;&gt;O Dia&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.estadao.com.br/&quot;&gt;O Estado de São Paulo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://oglobo.globo.com/&quot;&gt;O Globo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.valor.com.br/&quot;&gt;Valor Econômico &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/&quot;&gt;Zero Hora&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;Jornais Internacionais&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;color: red;&quot;&gt;&lt;b&gt;América do Norte&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href=&quot;http://www.latimes.com/&quot;&gt;Los Angeles Times&lt;/a&gt; (E.U.A.)&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.nytimes.com/&quot;&gt;The New York Times&lt;/a&gt; (E.U.A.)&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://online.wsj.com/home-page&quot;&gt;The Wall Street Journal&lt;/a&gt; (E.U.A.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;color: red;&quot;&gt;&lt;b&gt;Europa&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href=&quot;http://www.lemonde.fr/&quot;&gt;Le Monde&lt;/a&gt; (França)&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.dn.pt/inicio/default.aspx&quot;&gt;Diário de Notícias&lt;/a&gt; (Portugal)&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.repubblica.it/&quot;&gt;La Repubblica&lt;/a&gt; (Itália)&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.elpais.com/global/&quot;&gt;El País&lt;/a&gt; (Espanha)&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.thesun.co.uk/sol/homepage/&quot;&gt;The Sun&lt;/a&gt; (Inglaterra)&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.welt.de/&quot;&gt;Welt&lt;/a&gt; (Alemanha)&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.themoscowtimes.com/index.php&quot;&gt;The Moscow Times&lt;/a&gt; (Rússia)</description><link>http://oficinacienciassociais.blogspot.com/2011/02/jornais.html</link><author>noreply@blogger.com (Prof. Carlos)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-818766612459838173.post-7046746265494357054</guid><pubDate>Sun, 09 Jan 2011 20:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-04-06T01:16:20.702-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Gabaritos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Provas</category><title>Provas e Gabaritos</title><description>&lt;span style=&quot;color: blue;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: blue;&quot;&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;ENEM 2010&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Primeira Dia - Sábado - 06/11/2010&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://public.inep.gov.br/enem/2010/AZUL_Sabado_GAB.pdf&quot;&gt;Caderno 1 - Azul&lt;/a&gt;&amp;nbsp;|&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://public.inep.gov.br/enem/2010/AMARELO_Sabado_GAB.pdf&quot;&gt;Caderno 2 - Amarelo&lt;/a&gt;&amp;nbsp;|&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://public.inep.gov.br/enem/2010/BRANCO_Sabado_GAB.pdf&quot;&gt;Caderno 3 - Branco&lt;/a&gt;&amp;nbsp;|&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://public.inep.gov.br/enem/2010/ROSA_Sabado_GAB.pdf&quot;&gt;Caderno 4 - Rosa&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Segundo Dia - Domingo - 07/11/2010&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://public.inep.gov.br/enem/2010/AMARELO_Domingo_GAB.pdf&quot;&gt;Caderno 5 - Amarelo&lt;/a&gt;&amp;nbsp;|&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://public.inep.gov.br/enem/2010/CINZA_Domingo_GAB.pdf&quot;&gt;Caderno 6 - Cinza&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&amp;nbsp;|&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://public.inep.gov.br/enem/2010/AZUL_Domingo_GAB.pdf&quot;&gt;Caderno 7 - Azul&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&amp;nbsp;|&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://public.inep.gov.br/enem/2010/ROSA_Domingo_GAB.pdf&quot;&gt;Caderno 8 - Rosa&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;color: blue;&quot;&gt;&lt;u&gt;VESTIBULAR FUVEST 2011&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Primeira Fase - Conhecimentos Gerais (90 questões) - 28/11/2010&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.fuvest.br/vest2011/1fase/fuv2011v.pdf&quot;&gt;Prova em PDF&lt;/a&gt;&amp;nbsp;|&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://www.fuvest.br/vest2011/1fase/fuv2011gab.pdf&quot;&gt;Gabarito em PDF&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Segunda&amp;nbsp;Fase&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.fuvest.br/vest2011/provas/fuv2011_2fase_dia1.pdf&quot;&gt;Primeiro Dia&lt;/a&gt; (09/01/2011)&amp;nbsp;|&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://www.fuvest.br/vest2011/provas/fuv2011_2fase_dia2.pdf&quot;&gt;Segundo Dia&lt;/a&gt; (10/01/2011)&amp;nbsp;|&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://www.fuvest.br/vest2011/provas/fuv2011_2fase_dia3.pdf&quot;&gt;Terceiro Dia&lt;/a&gt; (11/01/2011)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;color: blue;&quot;&gt;&lt;u&gt;VESTIBULAR&amp;nbsp;UNICAMP 2011&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Primeira Fase -&amp;nbsp;Redação e Conhecimentos Gerais (48 questões) - 21/11/2010&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.comvest.unicamp.br/vest2011/F1/f12011QZ.pdf&quot;&gt;Prova&amp;nbsp;Q e Z&lt;/a&gt;&amp;nbsp;|&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://www.comvest.unicamp.br/vest2011/F1/f12011RY.pdf&quot;&gt;Prova R e Y&lt;/a&gt; | &lt;a href=&quot;http://www.comvest.unicamp.br/vest2011/F1/f12011SX.pdf&quot;&gt;Prova S e X&lt;/a&gt; | &lt;a href=&quot;http://www.comvest.unicamp.br/vest2011/F1/f12011TW.pdf&quot;&gt;Prova T e W&lt;/a&gt; | &lt;a href=&quot;http://www.comvest.unicamp.br/vest2011/F1/gabarito2011.pdf&quot;&gt;Gabarito 1ª Fase&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Segunda&amp;nbsp;Fase&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class=&quot;negritar vinho&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.comvest.unicamp.br/vest2011/F2/provas/ciennatu.pdf&quot;&gt;Prova de Ciências da Natureza&lt;/a&gt; (18/01/11)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class=&quot;negritar vinho&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.comvest.unicamp.br/vest2011/F2/provas/ciening.pdf&quot;&gt;Prova de Ciências Humanas e Artes e Língua Inglesa&lt;/a&gt; (17/01/11)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class=&quot;negritar vinho&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.comvest.unicamp.br/vest2011/F2/provas/portmat.pdf&quot;&gt;Prova de Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa e Matemática&lt;/a&gt; (16/01/11)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class=&quot;negritar vinho&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.comvest.unicamp.br/vest2011/F2/provas/portmat_errata.pdf&quot;&gt;Prova de Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa e Matemática&lt;/a&gt; (Errata)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;color: blue;&quot;&gt;&lt;u&gt;VESTIBULAR&amp;nbsp;UNESP 2011&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Primeira Fase -&amp;nbsp;Conhecimentos Gerais (90 questões) - 14/11/2010&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.unesp.br/vestibular/vestibular-2011/pdf/provacg.pdf&quot;&gt;Prova&amp;nbsp;em PDF&lt;/a&gt;&amp;nbsp;| &lt;a href=&quot;http://www.unesp.br/vestibular/vestibular-2011/pdf/gabaritocg.pdf&quot;&gt;Gabarito em PDF&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Segunda&amp;nbsp;Fase - Conhecimentos Específicos e Redação (36 questões) - 19 e 20/12/2010&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.vunesp.com.br/vestibulares/vnsp1004/CE_CiencHumanas.pdf&quot;&gt;Ciências Humanas&lt;/a&gt;&amp;nbsp;| &lt;a href=&quot;http://www.vunesp.com.br/vestibulares/vnsp1004/CE_CiencNatMat.pdf&quot;&gt;Ciências da Natureza e Matemática&lt;/a&gt;&amp;nbsp;| &lt;a href=&quot;http://www.vunesp.com.br/vestibulares/vnsp0903/ce_redacao_25a36.pdf&quot;&gt;Linguagens e Códigos&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;color: blue;&quot;&gt;&lt;u&gt;VESTIBULAR&amp;nbsp;IFSP 2011 - 1º Semestre&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fase Única&amp;nbsp;- Conhecimentos Gerais (70 questões) - 19/12/2010&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.vestibularifsp.com.br/gabarito/Prova-Ensino-Superior-IFSP-1SEM11.pdf&quot;&gt;Prova em PDF&lt;/a&gt;&amp;nbsp;|&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://www.vestibularifsp.com.br/gabarito/Gabarito-Ensino-Superior-1SEM11.pdf&quot;&gt;Gabarito em PDF&lt;/a&gt;</description><link>http://oficinacienciassociais.blogspot.com/2011/01/provas-e-gabaritos.html</link><author>noreply@blogger.com (Prof. Carlos)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-818766612459838173.post-3766391066469502215</guid><pubDate>Mon, 06 Dec 2010 03:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-23T18:38:56.972-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Matérias</category><title>História - Ensino Médio</title><description>&lt;a href=&quot;http://oficinacienciassociais.blogspot.com/2010/12/sociologia-1-serie-ensino-medio.html&quot;&gt;&lt;img align=&quot;middle&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://lh5.googleusercontent.com/-PcWbkSVzZfM/Tt2sBz5EnKI/AAAAAAAAA-k/EYLHAKTtMAk/s800/Acr%2525C3%2525B3pole.jpg&quot; style=&quot;border-bottom: 0px solid; border-left: 0px solid; border-right: 0px solid; border-top: 0px solid; display: inline; height: 40px; width: 40px;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://oficinacienciassociais.blogspot.com/2010/12/historia-1-serie-ensino-medio.html&quot;&gt;História - 1ª Série&amp;nbsp;- Ensino Médio&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://oficinacienciassociais.blogspot.com/2010/12/sociologia-2-serie-ensino-medio.html&quot;&gt;&lt;img align=&quot;middle&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://lh5.googleusercontent.com/-PcWbkSVzZfM/Tt2sBz5EnKI/AAAAAAAAA-k/EYLHAKTtMAk/s800/Acr%2525C3%2525B3pole.jpg&quot; style=&quot;border-bottom: 0px solid; border-left: 0px solid; border-right: 0px solid; border-top: 0px solid; display: inline; height: 40px; width: 40px;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://oficinacienciassociais.blogspot.com/2010/12/historia-2-serie-ensinno-medio.html&quot;&gt;História - 2ª Série&amp;nbsp;- Ensino Médio&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://oficinacienciassociais.blogspot.com/2010/12/sociologia-3-serie-ensino-medio.html&quot;&gt;&lt;img align=&quot;middle&quot; 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style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://3.bp.blogspot.com/-cu2uW-_1GUI/Tt2q9ijzaTI/AAAAAAAAA-Y/_PYFpg9sYP0/s1600/Logotipo+do+Blog+Hist%25C3%25B3ria+I.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; dda=&quot;true&quot; height=&quot;101&quot; src=&quot;http://3.bp.blogspot.com/-cu2uW-_1GUI/Tt2q9ijzaTI/AAAAAAAAA-Y/_PYFpg9sYP0/s400/Logotipo+do+Blog+Hist%25C3%25B3ria+I.png&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;hr /&gt;&lt;a href=&quot;http://oficinacienciassociais.blogspot.com/2010/11/filosofia-ensino-medio.html&quot;&gt;&lt;img align=&quot;middle&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://lh5.googleusercontent.com/-PcWbkSVzZfM/Tt2sBz5EnKI/AAAAAAAAA-k/EYLHAKTtMAk/s800/Acr%2525C3%2525B3pole.jpg&quot; style=&quot;border-bottom: 0px solid; border-left: 0px solid; 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