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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-4498386155512884786</atom:id><lastBuildDate>Thu, 16 Feb 2012 18:39:33 +0000</lastBuildDate><category>Tempo</category><category>O Doido da Garrafa</category><category>Para Viver Um Grande Amor</category><category>Para Repensar o Natal</category><category>O Homem Que Enxergava a Morte</category><category>Poesia de Ivanildo Vilanova</category><category>A Voz de Almira Castilho</category><category>Auto-Flagelo</category><category>Sonetista Bissexto</category><category>Gestação III</category><category>Da Solidão</category><category>Francisco Espinhara</category><category>Dia da Língua Portuguesa</category><category>Gestação I</category><category>Severino de Souza Ferraz</category><category>A Raposa e o Pequeno Príncipe</category><category>Gatos Não São Bola</category><category>Diva da MPB</category><category>Centenário de Pagú</category><category>O Papel</category><category>Tormento</category><category>A Poesia de Bob Marley</category><category>Mãegueira</category><category>Cativa-me</category><category>O Homem e o Objeto</category><category>Palavras em Melodia</category><category>Pinto do Monteiro</category><category>A Esmo</category><category>A Poesia de Gonzaga Leão</category><category>Casório</category><category>Dúvidas</category><category>Conto Popular</category><category>Reflexo</category><category>Gestação II</category><category>Auto-Exílio</category><category>Dos órgãos Dependentes</category><category>O Vento</category><category>Vento Sorrateiro</category><category>Saramago</category><category>Palavras em Luto</category><category>Ousar Escrever</category><category>Carta</category><category>Elizeth Cardoso</category><category>Poesia Alagoana</category><category>Sorria eis a Panelinha</category><category>Fotografia</category><category>Poesias de Cecília Villanova</category><category>A Voz do Poeta</category><category>Violência Contra o Idoso</category><title>VERSUDIVERSUS</title><description /><link>http://versudiversus.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Cecília Villanova)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>46</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://feeds.feedburner.com/blogspot/IpUzv" /><feedburner:info xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" uri="blogspot/ipuzv" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><feedburner:emailServiceId xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0">blogspot/IpUzv</feedburner:emailServiceId><feedburner:feedburnerHostname xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0">http://feedburner.google.com</feedburner:feedburnerHostname><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4498386155512884786.post-7277315455914809758</guid><pubDate>Tue, 28 Dec 2010 22:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-01-08T16:56:37.065-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Para Repensar o Natal</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Carta</category><title>PARA REPENSAR O NATAL...</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/TRpf_EBNC1I/AAAAAAAAAnc/5PtqsW9KPXY/s1600/maquina.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 260px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/TRpf_EBNC1I/AAAAAAAAAnc/5PtqsW9KPXY/s400/maquina.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5555858627330116434" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"TRECHO DE UMA CARTA AO MEU VELHO PAI"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“... e que mundão papai. Que gente fria e que velocidade existe aqui na cidade deles.&lt;br /&gt;Que diferença de nossa terrinha, que diferença do amor todinho que tem pelas bandas daí.&lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;Imagine o senhor o que me pediram prá escrever agora. Parece até brincadeira deles pedir para alguém assim como eu, sua filha, cheia de saudades e de vontade de ser novamente parte da natureza e não um pedaço dela – uma mensagem de Natal. Que acha o Senhor?&lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;Tive vontade de mandá-los praquele canto que o senhor tão bem conhece e até cheguei a pensar um nome feio, bem feio, pra responder ao pedido, que considero um insulto.&lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;Como papai? Como alguém pode pensar em Natal com zuada de ônibus, com guerras cheias de sangue, com meninos nus e chorando de fome, com homens sem poder levar um brinquedo ou um bolo pra seus filhos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              “CADÊ A TUA BONECA&lt;br /&gt;               TUA BONECA ENFEITADA&lt;br /&gt;               TUA BONECA DE RENDA&lt;br /&gt;               TUA BONECA RENDADA&lt;br /&gt;               TUA BONECA DE SONHO&lt;br /&gt;               TUA BONECA SONHADA?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Foi o senhor mesmo quem nos ensinou a sentir o Natal com o coração cheio de amor, com os olhos sorrindo de contentamento, com a tranquilidade dos felizes e com um vestido novo que mamãe mesmo fazia.&lt;br /&gt;          &lt;br /&gt;Ainda hoje vocês continuam fazendo isso pelas bandas daí. E como eu tenho inveja de saber que o carrocel, o meu carrocel dos tempos de menina, roda a noite toda com outras crianças e não comigo, que minhas canoas que iam e vinha, a burrica a sombrinha, as barracas e as quermesses da Igreja ainda estão no mesmo lugar.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;E MARIA BARRETO papai, como vai a MARIA BARRETO que trazia para o senhor toda uma série de sua quermesse, a MARIA BARRETO que vem há anos subindo e descendo as ruas de Canhotinho avisando que vai correr mais uma série. E os prêmios, o senhor lembra? Um queijo, uma caçarola, um penico (todos penduradinhos como que se oferecendo pra nós) e para as crianças de Canhotinho daquele tempo: Uma boneca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         “CADÊ A TUA BONECA&lt;br /&gt;          DE SAPATINHOS, VESTIDA?&lt;br /&gt;          TUA BONECA QUE CHORA&lt;br /&gt;          TUA BONECA QUERIDA&lt;br /&gt;          TUA BONECA QUE VIVE&lt;br /&gt;          VIVENDO NA TUA VIDA?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      E a árvore de Natal de nossa casa, toda enfeitada de bolinhas multicores e a Lapinha da Igreja onde íamos visitar Nosso Senhor? E o pastoril, e o meu cordão VERMELHO, por quem tanto gritei?&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;A paz que existia em cada um de nós gente pobre de dinheiro, mas rica de bem aventurança, milionária de amor e de humildade para com o próximo.&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;Posso papai, pensar em um Natal perfeito aqui na terra deles? Posso pensar em um Natal apenas de uma  Noite, um Natal onde as pessoas não se amam, onde as crianças não correm em carrocel e onde os namorados não dançam nos bailes improvisados?&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;Sabe papai, acho que vou dizer pra eles que não vou escrever coisa alguma, acho que vou dizer pra eles que o Natal não se imagina, não se cria. Ele está e existe, como nós bem sabemos, dentro de cada um de nós, dentro de cada criança que vive sua vida sonhando, como o senhor bem disse em seus versos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        “CADÊ A TUA BONECA&lt;br /&gt;         COM QUEM TU BRINCAS DORMINDO&lt;br /&gt;         TUA BONECA ENCANTADA&lt;br /&gt;         QUE VIVE SEMPRE SORRINDO&lt;br /&gt;         TUA BONECA QUE CHEGA&lt;br /&gt;         SÓ QUANDO TUA VAIS SAINDO?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Sei papai, sei que o senhor está do meu lado, sei que seu pensamento é igualzinho ao meu. O Natal para nós não é apenas um presente a mais, não é a ilusão que se bata nas cucas das crianças abastadas – o Papai Noel, não são as pessoas, não são os bolos e tantas coisas sem valor espiritual que se compram com o dinheiro.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;Não sei qual será a reação deles papai, mas vou mandá-los ler essa poesia sua que desde o começo falo e que termina tão cruelmente para as crianças sonhadores de nosso mundo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      “TUA VIDA É A BONECA&lt;br /&gt;       QUE PAPAI NOEL NÃO TRAZ,&lt;br /&gt;       QUANDO ESSE SONHO MORRER&lt;br /&gt;       O TEMPO OUTRO SONHO TRAZ&lt;br /&gt;       ESQUECE A TUA BONECA&lt;br /&gt;       ELA NÃO VEM... NUNCA MAIS!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Esse verso seu papai, é igualzinho a mim, não em busca da boneca – que já enjoei – mas certa de que minha vida vai ser uma eterna ilusão de um Natal daqueles. Uma eterna espera de que o Papai Noel daqui – para mim um mentiroso, um falso – traga novamente aquelas noites de algazarra, aquelas noites de amor e contentamento pelas ruas ainda pequenas de minha terra – nosso mundo. Quero ainda aquelas bandeirinhas sobre nossas cabeças e exijo que sejam de papel, e que se rasguem na passagem do ano novo e quero nossa bandinha tocando mais um dobrado para nos saudar.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Se não me for possível ir pra CANHOTINHO papai, o meu Natal vai ser igualzinho ao do ano passado – Frio, chato!&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Como o de muita gente daqui da cidade grande...” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                     Nailze Villanova, Salvador, 12.01.1973&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carta escrita por minha mãe(Nailze Villanova)para meu avô(Otávio Villa Nova), publicada no livro "ANTES QUE EU ESQUEÇA"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4498386155512884786-7277315455914809758?l=versudiversus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://versudiversus.blogspot.com/2010/12/para-repensar-o-natal.html</link><author>noreply@blogger.com (Cecília Villanova)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/TRpf_EBNC1I/AAAAAAAAAnc/5PtqsW9KPXY/s72-c/maquina.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4498386155512884786.post-4572061654496932730</guid><pubDate>Sat, 27 Nov 2010 17:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-11-27T14:22:21.659-03:00</atom:updated><title>É COMPLICADO AMAR EM PORTUGUÊS!</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/TPE961fKBBI/AAAAAAAAAmc/c-KqY29NQqs/s1600/dormir-depois-briga%2B2.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 275px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/TPE961fKBBI/AAAAAAAAAmc/c-KqY29NQqs/s400/dormir-depois-briga%2B2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5544280697269257234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O marido, ao chegar em casa, no final da noite, diz à mulher que já estava deitada:&lt;br /&gt;- Querida, eu quero amá-la.&lt;br /&gt;A mulher, que estava dormindo, com a voz embolada, responde:&lt;br /&gt;- A mala... Ah, não sei onde está, não! Use a mochila que está no maleiro do quarto de visitas.&lt;br /&gt;- Não é isso, querida! Hoje vou amar-te.&lt;br /&gt;- Por mim, você pode ir até Júpiter, Saturno ou até mesmo à puta que o pariu, desde que me deixe dormir em paz...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4498386155512884786-4572061654496932730?l=versudiversus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://versudiversus.blogspot.com/2010/11/e-complicado-amar-em-portugues.html</link><author>noreply@blogger.com (Cecília Villanova)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/TPE961fKBBI/AAAAAAAAAmc/c-KqY29NQqs/s72-c/dormir-depois-briga%2B2.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4498386155512884786.post-1930798976775878590</guid><pubDate>Wed, 17 Nov 2010 19:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-11-17T16:40:01.989-03:00</atom:updated><title>EU LEVO OU DEIXO???...</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/TOQuLzFlKpI/AAAAAAAAAmU/Zy35Epau0mE/s1600/Rui-Barbosa-e-o-ladrao-de-patos1.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 287px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/TOQuLzFlKpI/AAAAAAAAAmU/Zy35Epau0mE/s400/Rui-Barbosa-e-o-ladrao-de-patos1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5540604221799606930" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Diz a lenda que Rui Barbosa, ao chegar em casa,  ouviu&lt;br /&gt; um barulho estranho vindo do seu quintal.&lt;br /&gt; Foi averiguar e constatou haver um ladrão tentando levar&lt;br /&gt; seus patos de criação. Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e,&lt;br /&gt; surpreendendo-o ao tentar pular o muro com seus patos, disse-lhe:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Oh, bucéfalo anácrono!!!...Não o interpelo pelo valor intrínseco dos&lt;br /&gt;bípedes palmípedes, mas sim pelo ato vil e sorrateiro de profanares o&lt;br /&gt;recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa.&lt;br /&gt;Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares da minha&lt;br /&gt;elevada prosopopéia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com minha bengala&lt;br /&gt;fosfórica, bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te&lt;br /&gt;reduzirei à quinquagésima potência que o vulgo denomina nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E o ladrão, todo confuso:&lt;br /&gt;- Dotô, resumino...eu levo ou dêxo os pato???...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4498386155512884786-1930798976775878590?l=versudiversus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://versudiversus.blogspot.com/2010/11/eu-levo-ou-deixo.html</link><author>noreply@blogger.com (Cecília Villanova)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/TOQuLzFlKpI/AAAAAAAAAmU/Zy35Epau0mE/s72-c/Rui-Barbosa-e-o-ladrao-de-patos1.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4498386155512884786.post-2894764390457144014</guid><pubDate>Sat, 23 Oct 2010 17:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-10-23T14:27:14.633-03:00</atom:updated><title>O INCANSÁVEL CARRERO</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/TMMZ5-TIbUI/AAAAAAAAAmM/XDAyav-cT90/s1600/raimundo-carrero%5B2%5D.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 222px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/TMMZ5-TIbUI/AAAAAAAAAmM/XDAyav-cT90/s400/raimundo-carrero%5B2%5D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5531293251107581250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só uma questão de saúde é capaz de interromper o ritmo de trabalho do escritor e jornalista Raimundo Carrero. Vítima na manhã de terça-feira de um AVC Isquêmico, popularmente conhecido por derrame, ele ainda permanece internado na UTI Neurológica, sem previsão de alta. Em notícia publicada no portal do Jornal do Commercio, a neurologista Feliciana Castelo Branco, do Hospital Português, informou que seu quadro clínico apresentou discreta melhora, e ele está mantendo-se mais acordado e se alimentando. A fisioterapia para tratar o déficit motor nos membros esquerdos já foi iniciada. Livro do Ano pelo Prêmio São Paulo de Literatura 2010, pela obra “A minha alma é irmã de Deus”, Carrero é um dos autores convidados para a 2ª edição do Festival Literário da Pipa, no dia 20 de novembro. De acordo com o curador do Flipipa, Dácio Galvão, ainda não é possível saber se o escritor poderá se recuperar para participar do evento, mas disse estar recebendo notícias regulares de amigos do escritor sobre seu estado de saúde. O jornalista Carlos de Souza, titular da coluna Toque — Livros e Cultura da TN, entrevistou Carrero dias atrás: “Raimundo Carrero é uma figuraça. Um dos poucos grandes escritores brasileiros que não tem um pingo de frescura”, escreveu Souza. “É um escritor pernambucano da mais alta qualidade, vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura deste ano, que lhe rendeu a bagatela de R$ 200 mil. Eu o conheci no Festival Literário da Pipa no ano passado e agora ele me concedeu uma entrevista pela internet”. Sintam o clima da conversa com o autor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raimundo, você acha que vale a pena ser escritor no Brasil? Se não vale, então por que tanta gente escreve por aí afora? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale, sim, vale muito. Tenho 35 anos de literatura e de muita alegria. Encontro leitores muito inteligentes, converso com eles, com professores, estudantes, gente de toda a ordem. Além do mais, mesmo aqueles que vendem milhares de livros devem se contentar com poucos leitores inteligentes, sem esquecer que vender não é ser lido. Contraditório, concordo, mas é assim. A literatura é uma coisa, a música outra. E não se deve escrever pensando apenas em dinheiro. Deve-se pensar, sim, sempre na qualidade da obra. Assim, vale a penas escrever em qualquer lugar do mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você ministra oficinas para futuros escritores. Será  que é possível ensinar alguém a escrever bem? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, sempre será. Todos nós fazemos oficinas: lendo os clássicos e os consagrados, aprendendo com os grandes, em silêncio ou em salas de aulas. Discutindo um conto, uma novela, um romance com os amigos, e assim podemos aprender. Testemunhei, durante minha vda jornalística no batente, durante trinta anos pessoas aprendendo a escrever nas redações. Alguns entravam sem saber de nada. Mas eram orientados pelos copy deskes, pelos revisores, voltavam, escreviam, reescreviam, liam. No entanto, é preciso uma dose muito grande de humildade. Aqui no Recife tenho uma Oficina de Criação Literária com quarenta a cinquenta alunos, e estudamos, pelo menos, duas vezes por semana, num total de quatro horas, Lendo, debatendo, descrevendo. Isso nós fazemos e temos revelado bons escritores, alguns vencedores de prêmios nacionais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você acha que existe uma literatura brasileira ou várias literaturas brasileiras? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depende muito do método de estudos, de reflexão, de análise. E, é claro, da época. Houve, sim, uma literatura modernista produzida pelos paulistas - e até por penambucanos - nas primeiras décadas do século passado, que prentendia construir uma literatura brasileira com influência das vanguardas européias; e uma literatura regionalista, que seguia a orientação de Gilberto Freyre e que ainda hoje causa muita polêmica; há uma literatura Armorial, construída por Ariano Suassuna e seus seguidores; e uma literatura mais cosmopolita, escrita no Sul e no Sudeste. Mas no bojo da questão, pode-se dizer que há, tudo reunido, uma literatura brasileira, com várias características e tendências diversas. A questão é não fazer apenas uma avaliação sociológica, como é costume, sem raízes estéticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita gente está decretando o fim do livro com a chegada dos e-books. Você acredita nisso? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro de papel tende a desaparecer, pela natural evolução das tecnologias. É óbvio. Haverá resistências, muitas resistências, mas é inevitável. A música, por exemplo, se transformou mais rápido porque independente de um ouvinte: ela vai tocar e pronto. As pessoas, mesmo distantes - e muitas sem querer - ouvirão. A literatura, porém, é um hábito que exige a presença do leitor parado, ainda que dentro de um veículo. E um hábito demora a mudar. E demora muito. Por isso a transformação se dará lentamente. Um pouco ali, um pouco acolá. E tem ainda um dado importante: o preço. O livro eletrônico, pelo menos no princípio, será muito caro, pela limitação das tiragens.  Isso gera retenção da sociedade. Outro dado a demonstrar a demora e a assimilação. Mesmo assim será inevitável.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca se publicou tanto no Brasil. Por que as tiragens são tão pequenas?  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que temos outro assunto complexo pela frente. Pedro Bandeira, que esreve para jovens, já vendeu, basicamente, em São Paulo, vinte e dois milhões de livros. Há outros tantos autores vendendo muito. Laurentino Gomes - 1806 -1822 - já ultrapassou a casa do milhão de livros. Dráuzio Varela está chegando a um milhão. Vários autores brasileiros, alguns até desconhecidos, ultrapassam fácil a casa dos cem mil livros. Tenho notícias verdadeiras de que Ariano Suassuna vende quarenta mil livros por ano. Além de fatos que nós não conhecemos. Mas podia ser melhor. Bem melhor. O grande problema hoje é a distribuição. Os livros quase não chegam aos leitores. Então, o que é que se vai fazer? Continuamos trabalhando, trabalhando, trabalhando. Mas também publicamos muito, temos muitos autores. Ocorre que poucos, ou pouquíssimos, são profissionais, e aí o livro tem que seguir a corrente. É assim, somos um País de contrastes - já falamos tanto disso - mas estamos avançando. Assegura-se que os livros estão vendendo mais. Portanto, os brasileiros lêem mais. Vamos ver, então. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você acha que se lê muito no Brasil? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a questão que estamos examinando. Costumo dizer, brincando, que os livros no Brasil são como os cigarros: poucos compram uma carteira - sobretudo agora -  mas todos fumam. De forma que poucos compram livros, mas muitos lêem. É claro que precisamos melhorar isso de alguma forma. É preciso, sim. Mas como respondi anteriormentem a  associação de livreiros está muito entusiasmada, porque as vendas estão aumentando. Vamos ver, não é? Aos poucos vamos nos tornando uma nação de leitores. Até mesmo o livro eletrônico pode trazer mais leitores, pela moda. E você sabe o que é moda. De repente, vira uma loucura. Quem sabe se a gente não se transforma num País de loucos leitores?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita gente está bancando a publicação de seus próprios livros. Você acha que isso é a indústria da vaidade? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, Carlão. Mas é preciso lembrar que nossos primeiros grandes autores pagaram as edições. Por exemplo, Guimarães Rosa, no princípio. E Clarice Lispector. E também José Lins do Rego. E tantos e tantos outros. Mas há também a história da vaidade. Todo mundo quer publicar livros. Sobretudo com a tecnologia que se oferece hoje. Mesmo assim, acredite: sempre foi assim. Sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como você define o tipo de literatura que você faz? Não me diga que é regionalista, pelo amor de Deus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, Carlão, não. Regionalistas são os escritores que seguem as recomendações de Gilberto Freyre.  Ele dizia: Literatura com sociologia e antropologia, e alguma coisa de estética. Os outros, ainda que escrevam sobre a região, não são regionalistas. São, quando muito, regionais. Portanto, eu não posso fazer uma literatura regionalista. Fui Armorial no começo da minha carreira, com muito orgulho. E Armorial não tem nada a ver com Regionalista. O Regionalismo copia, retrata a região, e o Armorial recria a partir das bases populares. É muito diferente. No entanto, o meu caminho era - e é - a análise do comportamento humano. Luto com os desvios da mente, questiono as loucuras, ou até a normalidade, como queiram. Mas não chamaria meu caminho de universal, mesmo tocando nos assuntos eternos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é seu processo de criação? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criei uma família literária - a partir da morte de Absalão, filho de Davi, na Bíblia - e comecei a estudar as relações incentuosas entre pais e filhos. A princípio deixei um tema no ar: o tema do sucídio ou do assassinato. Coloquei Dolores, a mãe da família, no centro do conflito, e comecei a trabalhar os personagens como metáfora, mesmo quando eles mudam de nome e de personalidade. Em A Minha Alma é Irmã de Deus uso a personagem Camila como metáfora da alienação social e política do jovem contemporâneo, mesmo que não diga isso. Procurei recortes de jornais, histórias em revistas, letras de música e fui trabalhando, trabalhado, trabalhando. Por isso ela muda de nome inúmeras vezes no romance, muda de personalidade, e termina empurrando uma carroça onde recolhe comidas nas ruas do Recife. Então, minha obra é una, tem uma unidade interna a que me propus desde o começo. E agora já tenho um romance novo Seria Uma Sombria Noite Secreta, cujo lançamento está previsto para o próximo ano.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que você acha dessa proliferação de feiras literárias?  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do desaparecimento dos suplementos literários, os escritores ficaram com muito pouco espaço para divulgar os seus trabalhos. Então é profundamente salutar que possam conversar com outros escritores, com críticos, com leitores. Há muita critica por aí. Mas se não fosse assim como estaria a vida da gente? Cercada de silêncio e sem leitores. Os criticos dos eventos não estão olhando para isso. E mais: ajuda muito na profissionalização do escritor. Depois desses eventos, ficamos com mais tempo para estudar e escrever, porque não precisamos desperdiçar tempo em mesas de trabalho que não levam a nada. Ouço e leio muitas críticas. Mas ninguém critica os festivais de teatro, de cinema, escritor tem que viver encastelado? E os leitores? Não precisam conversar com os autores. É isso.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Por Carlos de Souza em Tribuna do Norte)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4498386155512884786-2894764390457144014?l=versudiversus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://versudiversus.blogspot.com/2010/10/o-incansavel-carrero.html</link><author>noreply@blogger.com (Cecília Villanova)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/TMMZ5-TIbUI/AAAAAAAAAmM/XDAyav-cT90/s72-c/raimundo-carrero%5B2%5D.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4498386155512884786.post-1460179125743057007</guid><pubDate>Thu, 07 Oct 2010 00:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-10-06T21:16:53.846-03:00</atom:updated><title /><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/TK0Q-uNwn0I/AAAAAAAAAmE/vA89N7xsuDo/s1600/natureza.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 399px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/TK0Q-uNwn0I/AAAAAAAAAmE/vA89N7xsuDo/s400/natureza.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5525090987597143874" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo este soneto do poeta Francisco Otaviano(26 de junho de 1826 - 28 de junho de 1889) Lembrando minha mãe que tanto recitava estes versos e que deixou muitos amigos e muita saudade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soneto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Morrer, dormir, não mais: termina a vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E com ela terminam nossas dores,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um punhado de terra, algumas flores,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E às vezes uma lágrima fingida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, minha morte não será sentida,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deixo amigos e nem tive amores!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou se os tive mostraram-se traidores,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algozes vis de uma alma consumida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo é pobre no mundo; que me importa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que ele amanhã se esb'roe e que desabe,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a natureza para mim está morta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tempo já que o meu exílio acabe;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem, pois, ó morte, ao nada me transporta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morrer, dormir, talvez sonhar, quem sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; (Francisco Otaviano)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4498386155512884786-1460179125743057007?l=versudiversus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://versudiversus.blogspot.com/2010/10/deixo-este-soneto-do-poeta-francisco.html</link><author>noreply@blogger.com (Cecília Villanova)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/TK0Q-uNwn0I/AAAAAAAAAmE/vA89N7xsuDo/s72-c/natureza.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4498386155512884786.post-3630191348312888424</guid><pubDate>Fri, 16 Jul 2010 16:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-16T15:04:58.851-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Diva da MPB</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Elizeth Cardoso</category><title>NASCIMENTO DA DIVA: ELIZETH CARDOSO</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/TECS_gfIlcI/AAAAAAAAAl0/0shnxSVe8jY/s1600/est%C3%A1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 296px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/TECS_gfIlcI/AAAAAAAAAl0/0shnxSVe8jY/s400/est%C3%A1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5494553165141939650" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Elizeth Cardoso&lt;/strong&gt;, cujo nome completo era Elizeth Cardoso Moreira, nasceu no Rio de Janeiro em 16 de julho de 1920 e faleceu em 7 de maio de 1990.&lt;br /&gt;Conhecida como a diva da música popular brasileira, hoje, faria 90 anos.&lt;br /&gt;Ela foi uma das maiores intérpretes que o Brasil já teve. Teve algumas "seguidoras" como Elis Regina, entre outras.&lt;br /&gt;Começou a cantar quando menina, na rua, para outras crianças.&lt;br /&gt;Foi descoberta aos 16 anos por Jacob do Bandolim.&lt;br /&gt;Dedicou-se mais ao gênero samba-canção, surgido em 1930.&lt;br /&gt;Faleceu aos 69 anos, vítima de câncer.&lt;br /&gt;Elizeth Cardoso, faz parte de minha discografia, pois ainda sendo gestada em minha mãe, já a escutava. Meu pai, foi o responsável por meu gostar a Elizeth.&lt;br /&gt;É uma cantora por quem tenho grande admiração. Para mim, aquela que cantava tão bem o morro... &lt;br /&gt;Elizeth, ou melhor, ELIZETHÍSSIMA, andará sempre comigo, pois quem a mim conhece, já ouviu músicas que foram interpretadas por ela, que sempre "me pegam" cantando. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="410" height="332"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/V1vNQVVawPE&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/V1vNQVVawPE&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="410" height="332"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="410" height="332"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/yRhNmfSZqRA&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/yRhNmfSZqRA&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="410" height="332"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4498386155512884786-3630191348312888424?l=versudiversus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://versudiversus.blogspot.com/2010/07/nascimento-da-diva-elizeth-cardoso_16.html</link><author>noreply@blogger.com (Cecília Villanova)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/TECS_gfIlcI/AAAAAAAAAl0/0shnxSVe8jY/s72-c/est%C3%A1.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4498386155512884786.post-2910645531633219181</guid><pubDate>Sun, 11 Jul 2010 01:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-12T17:59:23.638-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">O Homem Que Enxergava a Morte</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Conto Popular</category><title>O HOMEM QUE ENXERGAVA A MORTE</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/TDt2atSziXI/AAAAAAAAAlk/puwJBd5MIjk/s1600/ilusmorte.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 305px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/TDt2atSziXI/AAAAAAAAAlk/puwJBd5MIjk/s400/ilusmorte.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493114371715598706" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Deixo aqui "pro cês" este excelente conto do Ricardo Azevedo, do livro Contos de Enganar a Morte. Pois se dessa a gente não escapa, só basta ironizá-la e rir o quanto puder até a hora da chegada da danada. Então divirtam-se!... Porque dessa a gente não escapa mesmo, hein?&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Muito bom, vale a pena ler!&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia em uma terra, um caboclo, homem pobre que morava em um casebre com a mulher e quatro filhos. Era bom trabalhador, mas vivia miseravelmente e inconformado, por não conseguir melhorar de vida. Ainda mais agora que sua mulher estava grávida do seu quinto filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Logo que o menino nasceu, o caboclo disse à mulher:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Vou ver se acho alguém que queira ser padrinho de nosso filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Montou o cavalo, fincou as esporas e partiu a todo o galope para a cidade. Enquanto galopava pensava: "Arranjar padrinho para o quarto filho já tinha sido difícil, quem ia querer ser compadre de um pé-rapado como ele?" E quanto mais pensava mais inconformado e triste ficava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia passou, e ele ainda não tinha encontrado ninguém que aceitasse ser padrinho do seu filho. Voltava para casa desanimado, quando num entroncamento, deu de cara com uma figura curva, vestindo uma capa escura, apoiada em uma bengala feita de osso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Se quiser, posso ser madrinha de seu filho – ofereceu-se a figura, com uma voz estranha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um tanto espantado o caboclo perguntou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Quem é você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Sou a Morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caboclo nem cogitou de fazer pensamento do caso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Aceito. Você é justa e honesta, pois leva para o cemitério tanto os ricos quanto os pobres sem fazer diferenciação. Quero sim, que seja minha comadre, madrinha de meu filho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim foi. Realizado batizado na igreja, a Morte chamou o caboclo de lado e lhe disse quase ao pé do ouvido:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Fiquei muito feliz com seu convite; eu estou acostumada a ser maltratada; as pessoas fogem de mim; falam mal; xingam-me e amaldiçoam-me. Elas não entendem que só faço por cumprir minha obrigação. Na verdade - confessou a Morte, - você é a primeira pessoa que me trata com justeza e compreensão. E tem mais, quero retribuir sua gentileza sendo uma ótima madrinha para seu filho. E para isso, vou transformá-lo em um homem rico e famoso. Só assim você poderá criar, proteger e cuidar de meu afilhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Morte explicou, então, que a partir daquele momento, o caboclo seria um médico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Médico? Eu?  - pergunta, espantado, o caboclo. – Mas, não entendo nada de medicina!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Preste atenção – disse ela. – Venda seu casebre e seu alqueire de terra e venha morar na cidade. Coloque na sua nova casa, uma placa dizendo-se médico. Quando for chamado para examinar um doente, se vir minha figura na cabeceira da cama, é sinal de que a pessoa vai ficar boa; em compensação se me enxergar no pé da cama, chame o coveiro porque o doente logo, logo vai esticar as canelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Morte ainda esclareceu que só seria visível para o caboclo e logo após, sumiu na imensidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito e feito. Bastou o caboclo colocar a placa na frente de sua casa e logo apareceram as primeiras pessoas doentes. E ele não errava em nenhum diagnóstico; o doente podia estar desenganado, se ele dizia que ia viver, dali a pouco o doente estava curado. De outras vezes, dizia: "Não tem jeito!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não tinha mesmo. A fama do caboclo pobre que virou médico correu o mundo. E com a fama veio à fortuna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos anos depois, numa certa noite, bateram a porta do médico. Dessa vez não era nenhum doente. Era ela, a Morte. E foi logo falando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Compadre, tenho uma notícia triste para lhe dar: sua hora chegou. Seu filho já é homem feito. Estou aqui para levar você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Mas como! – gritou o médico, pulando da cadeira. – Agora que tenho uma profissão, ajudo as pessoas, acumulei riqueza e tenho fartura, você aparece para me levar! Isso não é justo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Morte justifica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Vá até o espelho e olhe para si mesmo – sugeriu. – Está velho. Seu tempo já passou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Lembre-se de que até hoje eu fui à única pessoa que tratou você com consideração!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Morte balançou a cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Quer ver uma coisa? – perguntou ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E num passe de magia, transportou o médico para um lugar desconhecido e estranho. Era um enorme salão, cheio de velas acessas, de todos os tipos, tamanhos e qualidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— O que é isso? - quis saber o médico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada uma dessas velas corresponde à vida de uma pessoa. As velas pequenas são vidas que já estão chegando ao fim. Olhe a sua!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mostrou um toquinho de vela, com a chama tremula, quase apagando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Mas então minha vida está por um fio! – exclamou o médico, um tanto assustado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte fez que "sim" com a cabeça. Em seguida, do jeito que veio, voltou com o médico para casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Tenho um último pedido a fazer – suplicou o velho médico, já enfraquecido, deitado na cama. – Antes de morrer, gostaria de rezar o Pai-Nosso. Mas, me prometa uma coisa: que só vai me levar depois que eu terminar a oração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Morte concordou, e o velho caboclo começou a rezar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Pai-Nosso que... – parou e sorriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Vamos lá, compadre – inquiriu a Morte. – Termine logo com isso que tenho mais o que fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Coisa nenhuma! Exclamou o velho saltando triunfante da cama. – Você jurou que me levaria somente quando eu terminasse de rezar. Pois então, pretendo levar anos para terminar minha reza...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao perceber que fora enganada, a Morte resolveu ir embora, não antes de fazer uma ameaça: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Eu pego você, me aguarde!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conta-se que, passado alguns anos, o médico viajando, deu com um corpo caído na estrada. O velho tentou reviver o corpo inerte, mas não havia mais jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Que coisa triste, morrer assim, sozinho no meio da estrada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de seguir em frente, o bom médico, tirou o chapéu e rezou o Pai-Nosso. Mal acabou de dizer amém, o morto que não estava morto, abriu os olhos e sorriu. Então, o médico caiu em si. Era a Morte fingindo-se de morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Agora você não me escapa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse mesmo instante, naquele lugar desconhecido e estranho, uma pequena vela estremeceu e ficou sem luz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4498386155512884786-2910645531633219181?l=versudiversus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://versudiversus.blogspot.com/2010/07/o-homem-que-enxergava-morte.html</link><author>noreply@blogger.com (Cecília Villanova)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/TDt2atSziXI/AAAAAAAAAlk/puwJBd5MIjk/s72-c/ilusmorte.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4498386155512884786.post-4754874384124038524</guid><pubDate>Sat, 03 Jul 2010 17:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-03T15:23:29.166-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">A Raposa e o Pequeno Príncipe</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cativa-me</category><title>CATIVA-ME!...</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/TC-AFOU0ZOI/AAAAAAAAAjk/pYoSnyD670w/s1600/pequeno+pr%C3%ADncipe+1.bmp"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/TC-AFOU0ZOI/AAAAAAAAAjk/pYoSnyD670w/s400/pequeno+pr%C3%ADncipe+1.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489747298021041378" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E foi então que apareceu a raposa: &lt;br /&gt;- Bom dia! - disse a raposa. &lt;br /&gt;- Bom dia! -respondeu educadamente o pequeno príncipe, que, olhando a sua volta, nada viu. &lt;br /&gt;- Eu estou aqui. - disse a voz, debaixo da macieira... &lt;br /&gt;- Quem és tu? - perguntou o principezinho. &lt;br /&gt;-Tu és bem bonita... &lt;br /&gt;- Sou uma raposa.&lt;br /&gt;- Vem brincar comigo - propôs ele. - Estou tão triste... &lt;br /&gt;- Eu não posso brincar contigo - disse a raposa. - Não me cativaram ainda. &lt;br /&gt;- Ah! desculpa - disse o principezinho. - Que quer dizer "cativar"? &lt;br /&gt;- Tu não és daqui - disse a raposa. - Que procuras? &lt;br /&gt;- Procuro os homens - disse o pequeno príncipe. - Que quer dizer "cativar"? &lt;br /&gt;- Os homens - disse a raposa - têm fuzis e caçam. É assustador! Criam galinhas também. É a única coisa que fazem de interessante. Tu procuras galinhas? &lt;br /&gt;- Não - disse o príncipe. - Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"? &lt;br /&gt;- É algo quase sempre esquecido - disse a raposa. - Significa "criar laços"... &lt;br /&gt;- Criar laços? - Exatamente - disse a raposa. &lt;br /&gt;- Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo... &lt;br /&gt;- Começo a compreender - disse o pequeno príncipe. - Existe uma flor... eu creio que ela me cativou... &lt;br /&gt;- É possível - disse a raposa. - Vê-se tanta coisa na Terra... &lt;br /&gt;- Oh! não foi na Terra - disse o principezinho. &lt;br /&gt;A raposa pareceu intrigada: - Num outro planeta? &lt;br /&gt;- Sim. &lt;br /&gt;- Há caçadores nesse planeta? &lt;br /&gt;- Não. &lt;br /&gt;- Que bom! E galinhas? &lt;br /&gt;- Também não. &lt;br /&gt;- Nada é perfeito - suspirou a raposa. - Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens também. E isso me incomoda um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me chamarão para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe,os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste!Mas tu tens cabelos dourados. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo... - Por favor ... cativa-me! disse ela. &lt;br /&gt;- Eu até gostaria - disse o principezinho – ,mas não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer. &lt;br /&gt;- A gente só conhece bem as coisas que cativou - disse a raposa. - Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me! &lt;br /&gt;- Que é preciso fazer?- perguntou o pequeno príncipe. &lt;br /&gt;- É preciso ser paciente - respondeu a raposa - Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás um pouco mais perto... &lt;br /&gt;No dia seguinte o príncipe voltou. &lt;br /&gt;- Teria sido melhor se voltasses à mesma hora - disse a raposa. - Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três começarei a ser feliz! Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada:descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar meu coração... É preciso que haja um ritual. &lt;br /&gt;- Que é um "ritual"? - perguntou o principezinho &lt;br /&gt;- É uma coisa muito esquecida também - disse a raposa - É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, adotam um ritual. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta- feira é então o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem em qualquer dia, os dias seriam todos iguais,e eu nunca teria férias! &lt;br /&gt;Assim o pequeno príncipe cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse: &lt;br /&gt;- Ah!Eu vou chorar. &lt;br /&gt;- A culpa é tua - disse o principezinho. - Eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse... &lt;br /&gt;- Quis - disse a raposa. &lt;br /&gt;- Então não terás ganho nada! &lt;br /&gt;- Terei, sim - disse a raposa - por causa da cor do trigo. Vai rever as rosas. Assim, compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te presentearei com um segredo. &lt;br /&gt;O pequeno príncipe foi rever as rosas: &lt;br /&gt;- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou,nem cativastes ninguém. Sois como era minha a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu a tornei minha amiga. Agora ela é única no mundo. &lt;br /&gt;As rosa ficaram desapontadas. &lt;br /&gt;- Sois belas, mas vazias - continuou ele, - Não se pode morrer por vós. Um passante qualquer sem dúvida pensaria que a minha rosa se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que todas vós, pois foi ela quem eu reguei. Foi ela quem pus sob a redoma. Foi ela quem abriguei com o pára-vento. Foi nela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi ela quem eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes.Já que ela é a minha rosa. &lt;br /&gt;E voltou, então à raposa: &lt;br /&gt;- Adeus... - disse ele. &lt;br /&gt;- Adeus - disse a raposa. - Eis o meu segredo. É muito simples: Só se vê bem com o coração.&lt;br /&gt;"Só se vê bem com o coração" - repetiu o principezinho, para não esquecer. &lt;br /&gt;- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que a fez tão importante. &lt;br /&gt;- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... -repetiu ele, para não se esquecer. &lt;br /&gt;- Os homens esquecem essa verdade - disse ainda a raposa. - Mas tu não deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela tua rosa... - repetiu o principezinho, para não se esquecer. "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(O Pequeno Príncipe de Saint-Exupéry)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4498386155512884786-4754874384124038524?l=versudiversus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://versudiversus.blogspot.com/2010/07/cativa-me.html</link><author>noreply@blogger.com (Cecília Villanova)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/TC-AFOU0ZOI/AAAAAAAAAjk/pYoSnyD670w/s72-c/pequeno+pr%C3%ADncipe+1.bmp" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4498386155512884786.post-4314161992937008851</guid><pubDate>Mon, 28 Jun 2010 22:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-06-29T13:45:57.118-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">A Poesia de Gonzaga Leão</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Poesia Alagoana</category><title>A POESIA DE GONZAGA LEÃO</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/TCkR_HBP-OI/AAAAAAAAAiU/skL5MTygVG4/s1600/Gonzaga+Le%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 238px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/TCkR_HBP-OI/AAAAAAAAAiU/skL5MTygVG4/s400/Gonzaga+Le%C3%A3o.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5487937396841380066" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Quando em 2004, fui a um recital de poesia aqui em Recife e fui presenteada com o livro "Casa Somente Canto Casa Somente Palavra", tive o prazer de conhecer a poética de Gonzaga Leão( um expoente na literatura alagoana), até então "desconhecido" para mim. Fiquei maravilhada com a singularidade de seus versos e passei então a tê-lo entre os livros de minha prateleira. É um livro para ler e reler em qualquer época e apresentar a quem chega à casa... Algo que temos em nós, somos nós... Nosso alicerce.&lt;br /&gt;E é por isso que faço questão, que você leitor, assim com eu, também o conheça, pois o que há de melhor em nossa literatura deve ser expandido aos quatro cantos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Cecília Villanova)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A seguir, sobre o autor e suas poesias&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luiz Gonzaga Leão, filho de Silvestre Barros Leão e Rocina Araújo Leão, nasceu em União dos Palmares, a 05 de junho de 1929. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudou o primário e o secundário no Colégio Guido de Fontgalland, uma das mais tradicionais escolas de Maceió. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bacharelou-se em direito, pela Faculdade de Direito de Alagoas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu primeiro livro publicado foi "A rosa acontecida", em 1957, aos 28 anos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através de concurso ingressou no Banco do Brasil, tendo trabalhado no Rio de Janeiro e em Maceió. Atualmente está aposentado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Participou da antologia 14 poetas alagoanos, organizado por Valdemar Cavalcanti, em 1974.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teve sua obra reconhecida por escritores como, Carlos Drummond de Andrade, Carlos Moliterno e Mauro Mota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É membro da Academia Alagoana de Letras, ocupando a cadeira de número 35. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É também membro da Academia de Letras e Artes do Nordeste Brasileiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gonzaga já recebeu vários prêmios nacionalmente e internacionalmente por suas obras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu último livro publicado foi "Preparação da manhã", em 2005. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livros publicados:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* A rosa acontecida - 1957 &lt;br /&gt;* Mar de encanto - 1957&lt;br /&gt;* Casa Somente Canto Casa Somente Palavra - 1986&lt;br /&gt;* Preparação da manhã - 2005&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prêmios:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Othon Linch Bezerra de Melo, da Academia Alagoana de Letras: 1º lugar com o livro "Mar de encanto".&lt;br /&gt;* Concurso de Poesia Revista AABB, do Rio de Janeiro: 1º lugar com o poema "Sonho marítimo", 1956.&lt;br /&gt;* Prêmio Jorge de Lima, da Academia Alagoana de Letras: 1º lugar com o volume inédito de poemas "O sonho e seus objetos", 1961.&lt;br /&gt;* Prêmio Alvares de Azevedo, da Academia Paulista de Letras: Menção Honrosa com o livro "O sonho e seus objetos, 1961.&lt;br /&gt;* Prêmio 'Os Melhores Sonetos do Banco do Brasil', promovido pla AABB do Recife: 1º lugar com o 'Soneto que fala de anjos e cavalos", 1993.&lt;br /&gt;* Concurso Literário Flórida Review de Contos e Poesias, Flórida, EUA: 3º lugar com o poema "Ecológico de iniciação ao discurso". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Palavras de Drummond&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rio de Janeiro, 09 de novembro de 1955&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu caro poeta Luiz Gonzaga Leão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui estou para agradecer-lhe, não convencionalmente, mas de coração, o oferecimento de seu livro. Se a ocorrência nele de belos versos me atrai, é natural que me comova particularmente aquele soneto consagrado às minhas supostas "propriedades aéreas" - sinal de uma afinidade poética muito grata para mim. Encontrei com alegria em &lt;em&gt;A Rosa Acontecida&lt;/em&gt; uma presença humana e uma organização de poeta em desenvolvimento. O abraço cordial, com a simpatia confiante de &lt;strong&gt;Carlos Drummond de Andrade&lt;/strong&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Palavras de Mauro Mota&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) Estamos em face de um dos mais puros poetas do Nordeste, sem que esta localização queira dizer predominância regional, o recurso às coisas locais como núcleo temático. Bem ao contrário, o seu mar tanto poderia ser o Atlântico de Alagoas como qualquer outro. E a sua força de navegante vem da circuntância de aparecer com a renovação do tema talvez mais batido na poesia de todos os tempos, o que indica também o inverso: o batimento da poesia. (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mauro Mota&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diario de pernambuco, 25 de janeiro de 1959.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ALGUMAS POESIAS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SONETO QUATRO                       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que a casa escutava&lt;br /&gt;eu sei que a casa sentia&lt;br /&gt;pois quando eu falava&lt;br /&gt;a casa se comovia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto assim que ela chorava&lt;br /&gt;pelas telhas se chovia&lt;br /&gt;e me estendia seus braços&lt;br /&gt;pelas portas que me abria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então entrava na casa&lt;br /&gt;e em qualquer canto deitava&lt;br /&gt;e em qualquer canto dormia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para acordar com os galos&lt;br /&gt;que amanheciam a casa&lt;br /&gt;e também me amanheciam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POEMA QUATRO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei os versos que faço.&lt;br /&gt;Como não saber? Se eu &lt;br /&gt;sei que entre aqueles que amo&lt;br /&gt;ninguém sabe um verso meu.&lt;br /&gt;Que os versos todos que faço&lt;br /&gt;como quem faz uma casa&lt;br /&gt;tijolo sobre tijolo&lt;br /&gt;palavra sobre palavra&lt;br /&gt;os perco os desperdiço&lt;br /&gt;os gasto como se gasta&lt;br /&gt;perdulariamente a vida&lt;br /&gt;por não saber terminá-la.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4498386155512884786-4314161992937008851?l=versudiversus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://versudiversus.blogspot.com/2010/06/poesia-de-gonzaga-leao.html</link><author>noreply@blogger.com (Cecília Villanova)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/TCkR_HBP-OI/AAAAAAAAAiU/skL5MTygVG4/s72-c/Gonzaga+Le%C3%A3o.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4498386155512884786.post-8690141954295584886</guid><pubDate>Mon, 21 Jun 2010 15:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-06-29T13:51:00.496-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Saramago</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Palavras em Luto</category><title>PALAVRAS EM LUTO!</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/TB-CIkf2v9I/AAAAAAAAAiE/4rWgeEgfBJQ/s1600/jose_saramago.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 225px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/TB-CIkf2v9I/AAAAAAAAAiE/4rWgeEgfBJQ/s400/jose_saramago.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5485245954908405714" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS PALAVRAS (JOSÉ SARAMAGO)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;As palavras são boas. As palavras são más. As palavras ofendem. As palavras pedem desculpa. As palavras queimam. As palavras acariciam. As palavras são dadas, trocadas, oferecidas, vendidas e inventadas. As palavras estão ausentes. Algumas palavras sugam-nos, não nos largam: são como carraças: vêm nos livros, nos jornais, nos slogans publicitários, nas legendas dos filmes, nas cartas e nos cartazes. As palavras aconselham, sugerem, insinuam, ordenam, impõem, segregam, eliminam. São melífluas ou azedas. O mundo gira sobre palavras lubrificadas com óleo de paciência. Os cérebros estão cheios de palavras que vivem em boa paz com as suas contrárias e inimigas. Por isso as pessoas fazem o contrário do que pensam, julgando pensar o que fazem. Há muitas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E há os discursos, que são palavras encostadas umas às outras, em equilíbrio instável graças a uma precária sintaxe, até ao prego final do Disse ou Tenho dito. Com discursos se comemora, se inaugura, se abrem e fecham sessões, se lançam cortinas de fumo ou dispõem bambinelas de veludo. São brindes, orações, palestras e conferências. Pelos discursos se transmitem louvores, agradecimentos, programas e fantasias. E depois as palavras dos discursos aparecem deitadas em papéis, são pintadas de tinta de impressão - e por essa via entram na imortalidade do Verbo. Ao lado de Sócrates, o presidente da junta afixa o discurso que abriu a torneira do marco fontanário. E as palavras escorrem tão fluidas como o "precioso líquido". Escorrem interminavelmente, alagam o chão, sobem aos joelhos, chegam à cintura, aos ombros, ao pescoço. É o dilúvio universal, um coro desafinado que jorra de milhões de bocas. A terra segue o seu caminho envolta num clamor de loucos, aos gritos, aos uivos, envolta também num murmúrio manso, represo e conciliador. Há de tudo no orfeão: tenores e tenorinos, baixos cantantes, sopranos de dó de peito fácil, barítonos enchumaçados, contraltos de voz-surpresa. Nos intervalos, ouve-se o ponto. E tudo isto atordoa as estrelas e perturba as comunicações, como as tempestades solares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque as palavras deixaram de comunicar. Cada palavra é dita para que não se oiça outra palavra. A palavra, mesmo quando não afirma, afirma-se. A palavra não responde nem pergunta: amassa. A palavra é erva fresca e verde que cobre os dentes do pântano. A palavra é poeira nos olhos e olhos furados. A palavra não mostra. A palavra disfarça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí que seja urgente mondar as palavras para que a sementeira se mude em seara. Daí que as palavras sejam instrumento de morte - ou de salvação. Daí que a palavra só valha o que valer o silêncio do acto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há também o silêncio. O silêncio, por definição, é o que não se ouve. O silêncio escuta, examina, observa, pesa e analisa. O silêncio é fecundo. O silêncio é a terra negra e fértil, o húmus do ser, a melodia calada sob a luz solar. Caem sobre ele as palavras. Todas as palavras. As palavras boas e as más. O trigo e o joio. Mas só o trigo dá pão.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;(Crônica publicada no livro "Deste Mundo e do Outro")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Venho aqui, deixar este excelente texto do Saramago, lembrando que, SUA VOZ SILENCIOU, MAS SUAS PALAVRAS ECOARÃO PARA SEMPRE. ( Cecília Villanova)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4498386155512884786-8690141954295584886?l=versudiversus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://versudiversus.blogspot.com/2010/06/palavras-em-luto.html</link><author>noreply@blogger.com (Cecília Villanova)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/TB-CIkf2v9I/AAAAAAAAAiE/4rWgeEgfBJQ/s72-c/jose_saramago.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4498386155512884786.post-3466355444752379535</guid><pubDate>Fri, 18 Jun 2010 15:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-06-29T14:50:18.802-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Gatos Não São Bola</category><title>GATOS NÃO SÃO BOLA</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/TBuL2ER7QPI/AAAAAAAAAhc/7gY2M49m24Y/s1600/gatos.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/TBuL2ER7QPI/AAAAAAAAAhc/7gY2M49m24Y/s400/gatos.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5484130732231835890" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em dias de chuva meu irmão e eu sofríamos de um tipo de tédio eufórico. Não tinha brincadeira que nos saciasse. Era um tédio que sempre resultava em dor. Uma vez inventamos de jogar o gato um no outro e pegá-lo antes que caísse no chão. Meu azar foi que o gato perdeu a paciência justo na minha vez de pegá-lo. Fincou as garras nas minhas bochechas e foi descendo, rasgando minha pele no caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas dor maior foi durante a minha primeira comunhão, no dia seguinte. O padre rezou a missa inteira sem desgrudar os olhos de mim. Não teve bata branca, coroa de flores ou asinha de algodão que tirasse a atenção do meu rosto de poltergeist.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na hora das fotos, o padre me botou atrás do menino mais alto da turma. E quanto mais eu chorava baixinho, mais ardia. Eu só queria cavar um buraco e ir para o inferno, de vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando terminou a cerimônia não quis saber de bolo, festinha, nada.Fui para casa e passei a tarde em frente ao espelho, olhando para o rosto rasgado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei a três conclusões:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, que o céu é uma grande besteira.&lt;br /&gt;Segundo, que Deus tinha algo pessoal contra mim.&lt;br /&gt;Terceiro, que o gato era inocente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Do livro "Cobras em Compota" da escritora Índigo)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4498386155512884786-3466355444752379535?l=versudiversus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://versudiversus.blogspot.com/2010/06/gatos-nao-sao-bola.html</link><author>noreply@blogger.com (Cecília Villanova)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/TBuL2ER7QPI/AAAAAAAAAhc/7gY2M49m24Y/s72-c/gatos.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4498386155512884786.post-8927588300355970796</guid><pubDate>Wed, 16 Jun 2010 16:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-06-29T16:47:17.672-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">O Doido da Garrafa</category><title>O DOIDO DA GARRAFA</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/TBj4G7XiguI/AAAAAAAAAhU/nBvxvGfBztA/s1600/O+DOIDO+DA+GARRAFA.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 349px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/TBj4G7XiguI/AAAAAAAAAhU/nBvxvGfBztA/s400/O+DOIDO+DA+GARRAFA.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5483405344222905058" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não era mais doido do que as outras pessoas do mundo, mas as outras pessoas do mundo insistiam em dizer que ele era doido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que se apaixonou por uma garrafa de plástico de se carregar na bicicleta e passou a andar sempre com ela pendurada na cintura, virou o Doido da Garrafa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Doido da Garrafa fazia passarinhos de papel como ninguém, mas era especialista mesmo em construir barquinhos com palitos. Batizava cada barco com um nome de mulher e, enquanto estava trabalhando nele, morria de amores pela dona imaginária do nome. Depois ia esquecendo uma por uma, todas elas, com exceção de Olívia, uma nau antiga que levou dezessete dias para ser construída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Batucava muito bem e vivia inventando, de improviso, músicas especialmente compostas para toda e qualquer finalidade, nos mais variados gêneros. Uai aí aquela da mulher de blusa verde atravessando a rua apressada, e o Doido da Garrafa imediatamente compunha um samba, uma valsa, um rock, um rap, um blues, dependendo da mulher de blusa verde, do atravessando, da rua e do apressada. Geralmente ficava uma obra-prima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostava muito de observar as pessoas na rua, do cheiro de café, de cantar e de ouvir música. Não gostava muito do fato de ter pernas, mas acabou se acostumando com elas. De cabelo ele gostava. Em compensação, tinha verdadeiro horror a multidão, bermudão, tubarão, ladrão, camburão, bajulação, afetação, dança de salão, falta de educação e à palavra bife.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevia cartas para ninguém, umas em prosa, outras em poesia, como mero exercício de estilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha mania de dar entrevistas para o vento e já sabia a resposta de qualquer pergunta que porventura alguém pudesse lhe fazer um dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ajudava o dicionário a explicar as coisas inventando palavras necessárias, como dorinfinita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adorava álgebra, mas tinha particular antipatia por trigonometria, pois não encontrava nenhum motivo para se pegar pedaços de triângulos e fazer contas tão difíceis com eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecia mitologia a fundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha angústia matinal, uma depressão no meio da tarde que ele chamava de cinco horas, porque era a hora que ela aparecia, e uma insônia crônica a quem chamava carinhosamente de Proserpina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentia uma paixão azul dentro do peito, desde criança, sempre que olhava o mar e orgulhava-se muito disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acreditava no amor, mas tinha vergonha da frase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes falava sozinho, preferia tristeza à agonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as noites, entre oito e dez e meia, era visto andando de um lado para o outro da rua, método que tinha inventado para acabar de vez com a preocupação de fazer a volta de repente, quando achava que já tinha andado o suficiente. (Preferia que ninguém percebesse que ele não tinha para onde ir.) Enquanto andava, repetia dentro da cabeça incessantemente a palavra ecumênico sem ter a menor idéia da razão pela qual fazia isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o dia o Doido da Garrafa trabalhava numa multinacional, era sujeito bem visto, supervisor de departamento, ganhava um bom salário e gratificações que entregava para a mulher aplicar em fundos de investimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim do ano ia trocar de carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era excelente chefe de família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era mais doido do que as outras pessoas do mundo, mas sempre que ele passava as outras pessoas do mundo pensavam, lá vai o Doido da Garrafa, e assim se esqueciam das suas próprias garrafas um pouquinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;( Do livro "O Doido da Garrafa" de Adriana Falcão)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4498386155512884786-8927588300355970796?l=versudiversus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://versudiversus.blogspot.com/2010/06/o-doido-da-garrafa.html</link><author>noreply@blogger.com (Cecília Villanova)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/TBj4G7XiguI/AAAAAAAAAhU/nBvxvGfBztA/s72-c/O+DOIDO+DA+GARRAFA.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4498386155512884786.post-4782170939044596708</guid><pubDate>Tue, 15 Jun 2010 12:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-06-29T16:48:35.357-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Violência Contra o Idoso</category><title>15 DE JUNHO: DIA DE COMBATE A VIOLÊNCIA CONTRA O IDOSO</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/TBdw6wlRKfI/AAAAAAAAAg0/S2SHF5lbPVU/s1600/minha+m%C3%A3ezinha.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/TBdw6wlRKfI/AAAAAAAAAg0/S2SHF5lbPVU/s400/minha+m%C3%A3ezinha.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5482975226122807794" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nailze Villanova, minha mãezinha, que um dia já foi semente, e que passou a vida inteira  maturando para hoje ser "Nenê".&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retrato&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Eu não tinha este rosto de hoje, &lt;br /&gt;assim calmo, assim triste, assim magro, &lt;br /&gt;nem estes olhos tão vazios, &lt;br /&gt;nem o lábio amargo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não tinha estas mãos sem força, &lt;br /&gt;tão paradas e frias e mortas;&lt;br /&gt;eu não tinha este coração&lt;br /&gt;que nem se mostra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não dei por esta mudança, &lt;br /&gt;tão simples, tão certa, tão fácil:&lt;br /&gt;— Em que espelho ficou perdida&lt;br /&gt;a minha face?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Cecília Meireles) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="410" height="332"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/zjbuTPUfAEU&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/zjbuTPUfAEU&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="410" height="332"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Telefone para denúncias de maus tratos, ameaças e abandono material, entre outras manifestações de violências; defensorias do interesse de pessoas idosas, fiscalização de estabelecimentos que prestam serviços a idosos, além de orientações em geral. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pernambuco - Recife&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disque-Idoso&lt;br /&gt;Recebe denúncias de maus tratos e desrespeito ao idoso.&lt;br /&gt;De segunda a quinta-feira, das 8 h às 17h30min.&lt;br /&gt;0800-2812280 - recebe ligações somente dentro do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Delegacia do Idoso&lt;br /&gt;(81) 3222-1449&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4498386155512884786-4782170939044596708?l=versudiversus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://versudiversus.blogspot.com/2010/06/15-de-junho-dia-de-combate-violencia.html</link><author>noreply@blogger.com (Cecília Villanova)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/TBdw6wlRKfI/AAAAAAAAAg0/S2SHF5lbPVU/s72-c/minha+m%C3%A3ezinha.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4498386155512884786.post-1418683581409200899</guid><pubDate>Sat, 12 Jun 2010 10:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-06-29T16:49:19.931-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Para Viver Um Grande Amor</category><title>PARA VIVER UM GRANDE AMOR...</title><description>&lt;object width="410" height="332"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/tUBCOtDyGCU&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/tUBCOtDyGCU&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="410" height="332"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para viver um grande amor, é preciso &lt;br /&gt;Muita concentração e muito siso &lt;br /&gt;Muita seriedade e pouco riso &lt;br /&gt;Para viver um grande amor &lt;br /&gt;Para viver um grande amor, mister &lt;br /&gt;É ser um homem de uma só mulher &lt;br /&gt;Pois ser de muitas - poxa! - é pra quem quer &lt;br /&gt;Nem tem nenhum valor &lt;br /&gt;Para viver um grande amor, primeiro &lt;br /&gt;É preciso sagrar-se cavalheiro &lt;br /&gt;E ser de sua dama por inteiro &lt;br /&gt;Seja lá como for &lt;br /&gt;Há de fazer do corpo uma morada &lt;br /&gt;Onde clausure-se a mulher amada &lt;br /&gt;E postar-se de fora com uma espada &lt;br /&gt;Para viver um grande amor &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para viver um grande amor direito &lt;br /&gt;Não basta apenas ser um bom sujeito &lt;br /&gt;É preciso também ter muito peito &lt;br /&gt;Peito de remador &lt;br /&gt;É sempre necessário ter em vista &lt;br /&gt;Um crédito de rosas no florista &lt;br /&gt;Muito mais, muito mais que na modista &lt;br /&gt;Para viver um grande amor &lt;br /&gt;Conta ponto saber fazer coisinhas &lt;br /&gt;Ovos mexidos, camarões, sopinhas &lt;br /&gt;Molhos, filés com fritas, comidinhas &lt;br /&gt;Para depois do amor &lt;br /&gt;E o que há de melhor que ir pra cozinha &lt;br /&gt;E preparar com amor uma galinha &lt;br /&gt;Com uma rica e gostosa farofinha &lt;br /&gt;Para o seu grande amor? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para viver um grande amor, é muito &lt;br /&gt;Muito importante viver sempre junto &lt;br /&gt;E até ser, se possível, um só defunto &lt;br /&gt;Pra não morrer de dor &lt;br /&gt;É preciso um cuidado permanente &lt;br /&gt;Não só com o corpo, mas também com a mente &lt;br /&gt;Pois qualquer "baixo" seu a amada sente &lt;br /&gt;E esfria um pouco o amor &lt;br /&gt;Há de ser bem cortês sem cortesia &lt;br /&gt;Doce e conciliador sem covardia &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Saber ganhar dinheiro com poesia &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não ser um ganhador &lt;br /&gt;Mas tudo isso não adianta nada &lt;br /&gt;Se nesta selva escura e desvairada &lt;br /&gt;Não se souber achar a grande amada &lt;br /&gt;Para viver um grande amor! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Vinícius de Moraes)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4498386155512884786-1418683581409200899?l=versudiversus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://versudiversus.blogspot.com/2010/06/para-viver-um-grande-amor.html</link><author>noreply@blogger.com (Cecília Villanova)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4498386155512884786.post-5552500803582609523</guid><pubDate>Thu, 10 Jun 2010 14:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-06-29T16:50:06.037-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Dia da Língua Portuguesa</category><title>DEZ DE JUNHO: DIA  DA LÍNGUA PORTUGUESA</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/TBD5QR-yTFI/AAAAAAAAAe8/rn_oOyf5t4Y/s1600/livro.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 170px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/TBD5QR-yTFI/AAAAAAAAAe8/rn_oOyf5t4Y/s400/livro.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5481154804609862738" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PAPOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Me disseram...&lt;br /&gt;- Disseram-me.&lt;br /&gt;- Hein?&lt;br /&gt;- O correto é “disseram-me”. Não “me disseram”.&lt;br /&gt;- Eu falo como quero. E te digo mais... Ou é “digo-te”?&lt;br /&gt;- O quê?&lt;br /&gt;- Digo-te que você...&lt;br /&gt;- O “te” e o “você” não combinam.&lt;br /&gt;- Lhe digo?&lt;br /&gt;- Também não. O que você ia me dizer?&lt;br /&gt;- Que você está sendo grosseiro, pedante e chato. E que eu vou te partir a cara. &lt;br /&gt;Lhe partir a cara. Partir a sua cara. Como é que se diz?&lt;br /&gt;- Partir-te a cara.&lt;br /&gt;- Pois é. Parti-la hei de, se você não parar de me corrigir. Ou corrigir-me.&lt;br /&gt;-É para o seu bem.&lt;br /&gt;- Dispenso as suas correções. Vê se esquece-me. Falo como bem entender. Mais uma correção e eu...&lt;br /&gt;- O quê?&lt;br /&gt;- O mato.&lt;br /&gt;- Que mato?&lt;br /&gt;- Mato-o. Mato-lhe. Mato você. Matar-lhe-ei-te. Ouviu bem?&lt;br /&gt;- Eu só estava querendo...&lt;br /&gt;- Pois esqueça-o e pára-te. Pronome no lugar certo é elitismo!&lt;br /&gt;- Se você prefere falar errado...&lt;br /&gt;- Falo como todo mundo fala. O importante é me entenderem. Ou entenderem-me?&lt;br /&gt;- No caso... não sei.&lt;br /&gt;- Ah, não sabe? Não o sabes? Sabes-lo não?&lt;br /&gt;- Esquece.&lt;br /&gt;- Não. Como “esquece”? Você prefere falar errado? E o certo é “esquece” ou “esqueça”? Ilumine-me. Me diga. Ensines-lo-me, vamos.&lt;br /&gt;- Depende.&lt;br /&gt;- Depende. Perfeito. Não o sabes. Ensinar-me-lo-ias se o soubesses, mas não sabes-o.&lt;br /&gt;- Está bem, está bem. Desculpe. Fale como quiser.&lt;br /&gt;- Agradeço-lhe a permissão para falar errado que mas dás. Mas não posso mais dizer-lo-te o que dizer-te-ia.&lt;br /&gt;- Por quê?&lt;br /&gt;- Porque, com todo este papo, esqueci-lo.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Luis Fernando Veríssimo)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4498386155512884786-5552500803582609523?l=versudiversus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://versudiversus.blogspot.com/2010/06/dez-de-junho-dia-da-lingua-portuguesa.html</link><author>noreply@blogger.com (Cecília Villanova)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/TBD5QR-yTFI/AAAAAAAAAe8/rn_oOyf5t4Y/s72-c/livro.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4498386155512884786.post-5349182403277685491</guid><pubDate>Wed, 09 Jun 2010 11:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-06-29T23:24:46.422-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Centenário de Pagú</category><title>CENTENÁRIO DE PAGÚ</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/TA2mX_HpI4I/AAAAAAAAAe0/A1ZJ0E-TrjA/s1600/pagu.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 280px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/TA2mX_HpI4I/AAAAAAAAAe0/A1ZJ0E-TrjA/s400/pagu.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5480219252590453634" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, 09 de junho de 2010, Patrícia Rehder Galvão(1910 - 1962) faria 100 anos.&lt;br /&gt;Conhecida pelo pseudônimo de Pagú, foi escritora, poeta, jornalista, militante comunista e musa do Movimento Antropofágico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma mulher "avançada" para época por "quebrar" alguns conceitos conservadores da sociedade, como falar palavrões, fumar na rua, ter cabelos cortados e eriçados, usar blusas transparentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não participou da Semana de Arte Moderna por ter apenas 12 anos em 1922.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 18 anos participa do Movimento Antropofágico com o casal Tarsila do Amaral e Oswald de Andrade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1930, Oswald separa-se de Tarsila e casa-se com Pagú com quem tem o filho Rudá de Andrade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pagú viveu para o comunismo e teve vida bastante conturbada por sucessivas prisões, ao todo 23.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1933 viaja pelo mundo deixando no Brasil Oswald e Rudá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1935 é presa em Paris, como comunista estrangeira e é repatriada para o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Separa-se de Oswald e casa-se com Geraldo Ferraz com quem tem seu segundo filho, Geraldo Galvão Ferraz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1940, rompe com o partido comunista e passa a defender a linha trotskista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dedicou-se ao teatro, escreveu romances, contos policiais, candidatou-se a deputada &lt;br /&gt;estadual em 1950.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo foi acometida de um câncer e tenta suicídio sem êxito, vindo a falecer em 12 de dezembro de 1962.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ALGUMAS POESIAS DE PAGÚ&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UM PEIXE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pedaço de trapo que fosse &lt;br /&gt;Atirado numa estrada &lt;br /&gt;Em que todos pisam &lt;br /&gt;Um pouco de brisa &lt;br /&gt;Uma gota de chuva &lt;br /&gt;Uma lágrima &lt;br /&gt;Um pedaço de livro &lt;br /&gt;Uma letra ou um número &lt;br /&gt;Um nada, pelo menos &lt;br /&gt;Desesperadamente nada.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Pagú/Patricia Rehder Galvão) &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTHING &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada nada nada &lt;br /&gt;Nada mais do que nada &lt;br /&gt;Porque vocês querem que exista apenas o nada &lt;br /&gt;Pois existe o só nada &lt;br /&gt;Um pára-brisa partido uma perna quebrada &lt;br /&gt;O nada &lt;br /&gt;Fisionomias massacradas &lt;br /&gt;Tipóias em meus amigos &lt;br /&gt;Portas arrombadas &lt;br /&gt;Abertas para o nada &lt;br /&gt;Um choro de criança &lt;br /&gt;Uma lágrima de mulher à-toa &lt;br /&gt;Que quer dizer nada &lt;br /&gt;Um quarto meio escuro &lt;br /&gt;Com um abajur quebrado &lt;br /&gt;Meninas que dançavam &lt;br /&gt;Que conversavam &lt;br /&gt;Nada &lt;br /&gt;Um copo de conhaque &lt;br /&gt;Um teatro &lt;br /&gt;Um precipício &lt;br /&gt;Talvez o precipício queira dizer nada &lt;br /&gt;Uma carteirinha de travel's check &lt;br /&gt;Uma partida for two nada &lt;br /&gt;Trouxeram-me camélias brancas e vermelhas &lt;br /&gt;Uma linda criança sorriu-me quando eu a abraçava &lt;br /&gt;Um cão rosnava na minha estrada &lt;br /&gt;Um papagaio falava coisas tão engraçadas &lt;br /&gt;Pastorinhas entraram em meu caminho &lt;br /&gt;Num samba morenamente cadenciado &lt;br /&gt;Abri o meu abraço aos amigos de sempre &lt;br /&gt;Poetas compareceram &lt;br /&gt;Alguns escritores &lt;br /&gt;Gente de teatro &lt;br /&gt;Birutas no aeroporto &lt;br /&gt;E nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Pagú/Patricia Rehder Galvão)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4498386155512884786-5349182403277685491?l=versudiversus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://versudiversus.blogspot.com/2010/06/centenario-de-pagu.html</link><author>noreply@blogger.com (Cecília Villanova)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/TA2mX_HpI4I/AAAAAAAAAe0/A1ZJ0E-TrjA/s72-c/pagu.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4498386155512884786.post-48846532732026853</guid><pubDate>Sun, 06 Jun 2010 00:58:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-06-29T16:51:02.560-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pinto do Monteiro</category><title>PINTO DO MONTEIRO: UM GÊNIO DA CANTORIA</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/TArv7R2kmOI/AAAAAAAAAek/AHz0OTK5Kok/s1600/pinto_do_monteiro+foto.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 252px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/TArv7R2kmOI/AAAAAAAAAek/AHz0OTK5Kok/s400/pinto_do_monteiro+foto.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5479455698333243618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Severino Lourenço da Silva Pinto (Pinto do Monteiro), assim chamado por nascer em  Monteiro na Paraíba. Não se sabe ao certo a data de seu nascimento, uns dizem que ele nasceu em 1895, outros em 1896. Ele dizia ter nascido em 2 de novembro de 1896, ora dizia ser em 21 de novembro de 1895. Faleceu em 28 de outubro de 1990. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um grande cantador e repentista nordestino, um marco na poesia improvisada do Nordeste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filho de um tropeiro e uma empregada doméstica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalhou como vaqueiro, auxiliar de enfermagem, vendedor de cuscuz e guarda do serviço contra a malária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Combateu grandes cangaceiros, mas não lutou contra Lampião, pois só quando estava no Acre, a serviço contra a malária, é que entrou para o cangaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi casado quatro vezes, porém não deixou filhos. Aprendeu a ler e escrever quando adulto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que deixou de vender cuscuz, passou a cantar no mercado de São José, em Recife&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duelou com vários repentistas por todo país&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua maior característica era a rapidez de improviso. Assim intitulado “A Cascavel do Repente”, pois era ágil, certeiro, veloz, venenoso e mortífero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faleceu em Monteiro – PB,  deixando seus versos a todos que apreciam sua obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;POESIA E VÍDEOS DO POETA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CANTANDO A SAUDADE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa palavra saudade&lt;br /&gt;conheço desde criança&lt;br /&gt;saudade de amor ausente&lt;br /&gt;não é saudade é lembrança&lt;br /&gt;saudade só é saudade&lt;br /&gt;quando morre a esperança&lt;br /&gt;Saudade é tudo é nada&lt;br /&gt;saudade é como perfume&lt;br /&gt;eu só comparo a saudade&lt;br /&gt;com o peso do ciúme&lt;br /&gt;que a gente carrega o fardo&lt;br /&gt;mas não conhece o volume&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Pinto do Monteiro) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="410" height="332"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/unDvOdEyebk&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/unDvOdEyebk&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="410" height="332"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="410" height="332"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/osI8PC2hnGs&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/osI8PC2hnGs&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="410" height="332"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4498386155512884786-48846532732026853?l=versudiversus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://versudiversus.blogspot.com/2010/06/pinto-do-monteiro-um-genio-da-cantoria.html</link><author>noreply@blogger.com (Cecília Villanova)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/TArv7R2kmOI/AAAAAAAAAek/AHz0OTK5Kok/s72-c/pinto_do_monteiro+foto.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4498386155512884786.post-9037695895433077361</guid><pubDate>Tue, 01 Jun 2010 00:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-06-29T16:51:50.695-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Poesia de Ivanildo Vilanova</category><title>A POESIA DE IVANILDO VILA NOVA</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/TARG1HLBqQI/AAAAAAAAAeU/9nP-UmbIt94/s1600/ivanildo+vilanova.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5477580925061671170" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 222px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/TARG1HLBqQI/AAAAAAAAAeU/9nP-UmbIt94/s400/ivanildo+vilanova.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Pelo vaqueiro que vaga&lt;br /&gt;Por Pinto e sua viola&lt;br /&gt;Por Zumbi, o Quilombola&lt;br /&gt;Conselheiro e sua saga&lt;br /&gt;Pelo baião de Gonzaga&lt;br /&gt;E a luta de Virgolino&lt;br /&gt;O barro de Vitalino&lt;br /&gt;Pelo menino de engenho&lt;br /&gt;Por isso tudo é que tenho&lt;br /&gt;Orgulho de ser nordestino"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascido em Caruaru (PE), em 13 de outubro de 1945, Ivanildo Vila Nova cresceu acompanhando seu pai, o famoso cantador José Faustino Vila Nova, pelas noitadas de cantorias. Se a vida do repentista naquela época era extremamente espinhosa, para um menino, então, o sacrifício era extremo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao abraçar a Arte do Improviso, Ivanildo não queria apenas ser mais um no cenário da poesia. Era imperioso que o quadro existente fosse modificado para a sobrevivência da Cantoria. Antes de Ivanildo Vila Nova, a Cantoria era amadora, onde o compromisso era apenas com o divertimento, o lúdico, a boemia. Com ele, aconteceu a profissionalização, a elevação do cantador à categoria de artista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mais céticos apostavam que a cantoria, ao sair do sertão para ganhar espaço nos grandes centros, estaria fadada à extinção. Porém, com a ascensão de Ivanildo e dos cantadores de sua geração (Geraldo Amâncio, Moacir Laurentino, Sebastião Dias, Severino Ferreira e Sebastião da Silva, entre outros) abriu fronteiras. O trabalho dessa geração saiu do sertão para a cidade, saiu do Nordeste para outras regiões, chegando até a outros países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando sua luz começou a ofuscar as estrelas da constelação da poesia, batalhas homéricas foram travadas, gerando cantorias antológicas. Ivanildo Vila Nova, 60 anos de idade e 40 de repente, permanece se dedicando exclusivamente à Arte do Improviso, edificando tijolo por tijolo as paredes desse templo da poesia, conhecido simplesmente por Cantoria de Viola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Enciclopédia Nordeste por Ivan Maurício 26/11/2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;VÍDEO E LETRA DE SUA COMPOSIÇÃO MAIS CONHECIDA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="332" width="410"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/8sMbm2EIMg8&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/8sMbm2EIMg8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="410" height="332"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NORDESTE INDEPENDENTE&lt;br /&gt;(Ivanildo Vilanova e Braulio Tavares)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que existe no Sul este conceito&lt;br /&gt;que o Nordeste é ruim, seco e ingrato,&lt;br /&gt;já que existe a separação de fato&lt;br /&gt;é preciso torná-la de direito.&lt;br /&gt;Quando um dia qualquer isso fôr feito&lt;br /&gt;todos dois vão lucrar imensamente&lt;br /&gt;começando uma vida diferente&lt;br /&gt;da que a gente até hoje tem vivido:&lt;br /&gt;imagine o Brasil ser dividido&lt;br /&gt;e o Nordeste ficar independente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dividindo a partir de Salvador&lt;br /&gt;o Nordeste seria outro país:&lt;br /&gt;vigoroso, leal, rico e feliz,&lt;br /&gt;sem dever a ninguém no exterior.&lt;br /&gt;Jangadeiro seria o senador&lt;br /&gt;o cassaco de roça era o suplente&lt;br /&gt;cantador de viola o presidente&lt;br /&gt;e o vaqueiro era o líder do partido.&lt;br /&gt;Imagine o Brasil ser dividido&lt;br /&gt;e o Nordeste ficar independente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Recife o distrito industrial&lt;br /&gt;o idioma ia ser "nordestinense"&lt;br /&gt;a bandeira de renda cearense&lt;br /&gt;"Asa Branca" era o hino nacional&lt;br /&gt;o folheto era o símbolo oficial&lt;br /&gt;a moeda, o tostão de antigamente&lt;br /&gt;Conselheiro seria o Inconfidente&lt;br /&gt;Lampião o herói inesquecido:&lt;br /&gt;imagine o Brasil ser dividido&lt;br /&gt;e o Nordeste ficar independente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil ia ter de importar&lt;br /&gt;do Nordeste algodão, cana, caju,&lt;br /&gt;carnaúba, laranja, babaçu,&lt;br /&gt;abacaxi e o sal de cozinhar.&lt;br /&gt;O arroz e o agave do lugar&lt;br /&gt;a cebola, o petróleo, o aguardente;&lt;br /&gt;o Nordeste é auto-suficiente&lt;br /&gt;nosso lucro seria garantido&lt;br /&gt;imagine o Brasil ser dividido&lt;br /&gt;e o Nordeste ficar independente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se isso aí se tornar realidade&lt;br /&gt;e alguém do Brasil nos visitar&lt;br /&gt;neste nosso país vai encontrar&lt;br /&gt;confiança, respeito e amizade&lt;br /&gt;tem o pão repartido na metade&lt;br /&gt;tem o prato na mesa, a cama quente:&lt;br /&gt;brasileiro será irmão da gente&lt;br /&gt;venha cá, que será bem recebido...&lt;br /&gt;imagine o Brasil ser dividido&lt;br /&gt;e o Nordeste ficar independente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não quero com isso que vocês&lt;br /&gt;imaginem que eu tento ser grosseiro&lt;br /&gt;pois se lembrem que o povo brasileiro&lt;br /&gt;é amigo do povo português.&lt;br /&gt;Se um dia a separação se fêz&lt;br /&gt;todos dois se respeitam no presente&lt;br /&gt;se isso aí já deu certo antigamente&lt;br /&gt;nesse exemplo concreto e conhecido,&lt;br /&gt;imagine o Brasil ser dividido&lt;br /&gt;e o Nordeste ficar independente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4498386155512884786-9037695895433077361?l=versudiversus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://versudiversus.blogspot.com/2010/05/poesia-de-ivanildo-vila-nova.html</link><author>noreply@blogger.com (Cecília Villanova)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/TARG1HLBqQI/AAAAAAAAAeU/9nP-UmbIt94/s72-c/ivanildo+vilanova.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4498386155512884786.post-29871324515868198</guid><pubDate>Fri, 28 May 2010 03:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-06-29T16:53:19.622-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Severino de Souza Ferraz</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Sonetista Bissexto</category><title>SEVERINO DE SOUZA FERRAZ: UM SONETISTA BISSEXTO</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/S_8wTUiBSpI/AAAAAAAAAdk/PTUz825MNJc/s1600/VOV%C3%94agora-%C3%A9.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 110px; height: 130px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/S_8wTUiBSpI/AAAAAAAAAdk/PTUz825MNJc/s400/VOV%C3%94agora-%C3%A9.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476148780392860306" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Poucos sabiam ou conheciam o seu lado intelectual. Mas, além de policial e político, Severino de Souza Ferraz era um poeta, boêmio e mulherengo&lt;/strong&gt;. (Que me perdoe dona Dja).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi discípulo de Rogaciano Leite, poeta, cantador repentista, jornalista e advogado, que por aqui esteve, na década de 1940, em noitadas boêmias e ensinou Severino a metrificar versos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, o centro cultural da velha guarda de Caruaru estabeleceu-se na &lt;strong&gt;Pharmácia Francesa&lt;/strong&gt;, do “major” Sinval. O velho Sinval geralmente dava os motes e os poetas traziam seus versos, que eram analizados e julgados por uma comissão de poetas/freqüentadores do ambiente. Os temas eram os mais diversos e, geralmente, de assuntos atuais e de interesse público. De uma discussão filosófica/religiosa, o “major” Sinval tirou este mote:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Eu adoro ao Deus que fez o homem&lt;br /&gt;Não adoro ao Deus que o homem faz”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Ferraz assim o desenvolveu, versejando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Pouco importa que por atéu me tomem&lt;br /&gt;Ou que me chamem de irreverente&lt;br /&gt;O fato é que eu declaro consciente:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu adoro ao Deus que fez o homem&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São idéias que os séculos não consomem&lt;br /&gt;São coisas que o tempo não desfaz&lt;br /&gt;Não quero que me tenham como audaz&lt;br /&gt;E nem desejo que sigam meu exemplo&lt;br /&gt;Pois, embora se encontre em qualquer templo&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não adoro ao Deus que o homem faz&lt;/strong&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do golpe fascista de 1964, o “major” Sinval apresentou este mote aos poetas/freqüentadores:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Quem desmontou o Brasil&lt;br /&gt;Fez dele um quebra-cabeça&lt;/strong&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Ferraz, que tinha sido vítima dos golpistas, assim o desenrolou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Merece canga e canzil&lt;br /&gt;E ser furado a ferrão&lt;br /&gt;Por não merecer perdão&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quem desmontou o Brasil&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convém ser morto a fuzil&lt;br /&gt;Pra que jamais apareça&lt;br /&gt;É bom que ninguém esqueça&lt;br /&gt;Esse sujeito infeliz&lt;br /&gt;Que desmontando um país&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fez dele um quebra-cabeça&lt;/strong&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses versos foram escolhidos por todos os&lt;br /&gt;versejadores presentes à Pharmácia Francesa – como os&lt;br /&gt;melhores apresentados, sobre o tema. Depois, Severino &lt;br /&gt;de Souza Ferraz, em estado melancólico que só os poetas &lt;br /&gt;conseguem apreender, assim filosofou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Tudo passa, na vida tudo passa&lt;br /&gt;Mas, nem tudo que passa a gente esquece”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A exemplo do vento e da fumaça&lt;br /&gt;No seu passar indiferentemente&lt;br /&gt;Passa até o amor, por mais ardente&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tudo passa, na vida tudo passa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por mais sacrifício que se faça&lt;br /&gt;Tudo passa, sucumbe, desvanece,&lt;br /&gt;É comum, entre nós sempre acontece,&lt;br /&gt;Não se pode evitar o sofrimento&lt;br /&gt;Pode tudo passar num só momento&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mas, nem tudo que passa a gente esquece&lt;/strong&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estávamos na praia de Maria Farinha/Paulista: eu, &lt;br /&gt;Ferraz e Eros – advogado e professor da Universidade&lt;br /&gt;Católica de Pernambuco, conversando sobre a &lt;br /&gt;violência e a impunidade, quando me ocorreu a idéia de&lt;br /&gt;dar um mote para Ferraz glosar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Sendo cega a espada do Direito&lt;br /&gt;A moral do juiz é a gravata”.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele assim o fez:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Por hábito mantenho o meu conceito&lt;br /&gt;Porque sinto que a tese se situa,&lt;br /&gt;Pois, é certo que ainda continua&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sendo cega a espada do Direito&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por isto me vejo contrafeito&lt;br /&gt;Nesta luta que vem de longa data,&lt;br /&gt;Contra aquele que prende, surra e mata,&lt;br /&gt;Sem que sofra nenhuma penitência,&lt;br /&gt;Num país onde reina a violência&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A moral do juiz é a gravata&lt;/strong&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim pensava Severino de Souza Ferraz,&lt;br /&gt;meu pai, de quem me orgulho muito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Texto de Ruckhert Lins Ferraz(em memória), na Revista Caruaru Hoje, ano 2, nº12/2002&lt;br /&gt;*Escrito pelo meu pai sobre meu avô.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4498386155512884786-29871324515868198?l=versudiversus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://versudiversus.blogspot.com/2010/05/severino-de-souza-ferraz-um-sonetista.html</link><author>noreply@blogger.com (Cecília Villanova)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/S_8wTUiBSpI/AAAAAAAAAdk/PTUz825MNJc/s72-c/VOV%C3%94agora-%C3%A9.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4498386155512884786.post-3666618676699026179</guid><pubDate>Mon, 24 May 2010 16:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-06-29T16:53:56.222-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">A Voz de Almira Castilho</category><title>A VOZ DE ALMIRA CASTILHO</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/S_qqzAWTwlI/AAAAAAAAAZs/o6-eD7qdaLM/s1600/almira+castilho+e+jackson.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 244px; height: 250px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/S_qqzAWTwlI/AAAAAAAAAZs/o6-eD7qdaLM/s400/almira+castilho+e+jackson.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5474876090265879122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Em 1995, aos meus 16 anos, tive o prazer de conhecer pessoalmente em um recital de poesia na Quinta da Boa Vista, a grande compositora Almira Castilho. Sentamos à mesma mesa e tomamos algumas taças de vinho e conversamos sobre alguns momentos de sua carreira. Aquela noite foi o suficiente para que eu percebesse que estava diante de uma das maiores compositoras da Música Popular Brasileira. Cheguei a conclusão que Almira e Jackson eram inseparáveis, pelo menos quando se fala na junção do trabalho deles: ela com suas composições, como Chiclete com Banana, sua mais conhecida em parceria com Gordurinha(regravada por Gilberto Gil), Garoto de Caculé, Velho Gagá,entre tantas outras, além de cantar e fazer suas performaces no palco. Ele também compositor, cantor e ritmista. Talvez pouco se saiba sobre a vida dessa grande artista que é Almira Castilho e que anda assim "esquecida", como tantos outros artistas desse nosso país. Deixo esse texto, para que nossas gerações não "percam de vista" suas raizes e nem sepultem a história da nossa rica música.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;                                  &lt;br /&gt;*Texto de Cecília Villanova&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jackson conquistou Almira e o Brasil&lt;/strong&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando, em 1954, Almira Castilho, aceitou um convite para participar do coro de Sebastiana, que seria cantada por Jackson do Pandeiro, não imaginou o quanto aquilo iria afetar sua vida. Nascida em Olinda, ex-professora, ela na época iniciaria uma promissora carreira na Rádio Jornal do Commercio como rumbeira e radioatriz. Morena bonita, alta, corpo violão, olhos claros, descendente de espanhóis, dificilmente se poderia pensar que ela se enamorasse de Jackson do Pandeiro, um paraibano, baixinho, de físico mirrado, feio por qualquer padrão de beleza a que fosse comparado. E mais: nem era ainda famoso, estava contratado pela radio como simples pandeirista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, assim como era exímio intérprete de frevos, cocos, xotes e o que mais viesse, o paraibano era também bom de papo e, logo, ele e Almira Castilho não apenas namoravam como começaram uma das mais famosas duplas da música brasileira. Uma parceria que durou 12 anos e foi responsável por uma série invejável de sucessos que até hoje ecoam pelo Brasil afora; 1x1, A Mulher do Aníbal, Forró em Limoeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele mesmo ano a dupla começou a fazer apresentações. Quando viajavam ficavam em quartos separados, "Eu ainda era virgem", faz questão de ressaltar Almira, garantindo que Jackson do Pandeiro só dormiu na mesma cama em que ela depois de casados", brinca e relembra o cuidado que Jackson do Pandeiro dedicava à noiva, numa viagem que fizeram ao interior, para um show em uma vaquejada.&lt;br /&gt;"Depois da apresentação nós fomos para o hotel. Quando me preparo pra dormir, avistei uma barata enorme e soltei aquele grito. Em um segundo, Jackson estava batendo na minha porta, abro e lá está ele com a maior peixeira na mão."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recife era então terceira maior cidade do país, e com um dos maiores conglomerados de comunicação do Brasil, comandado pelo senador F. Pessoa de Queiroz, que reunia dois jornais, uma TV e várias emissoras de rádio. Isto implicava que o artista que fazia sucesso aqui tinha fama espalhada por diversas regiões da federação. Dava para inclusive viver da profissão sem deixar o Recife.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi exatamente a fama da dupla que fez com Almira Castilho e Jackson do Pandeiro fossem obrigados emigrar para o Rio.&lt;br /&gt;Jackson, Almira e o conjunto que os acompanhavam foram contratados para animar uma festa nos jardins da mansão do presidente do Náutico, Eládio Barros de Carvalho. O episódio que aconteceu nesta noite ficou meio lendário, e muita gente teima que aconteceu na sede do Clube Náutico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os rapazes vidrados na dança de Almira Castilho, que usava por baixo da saia rodada, uma espécie de perneira, exigência do marido. Enquanto Jackson do Pandeiro desfiava seus sucessos, Almira dançava e os rapazes, aditivados por scotch e lança-perfume começaram a pegar nos tornozelos dela. Jackson do Pandeiro, enciumado, pediu para a mulher maneirar mais no rebolado e afastar-se dos "playboys". &lt;br /&gt;Mas não adiantou muito. O assédio continuou e de repente era como se o Forró em Limoeiro virasse um Forró nos Aflitos. De repente Jackson do Pandeiro e seu conjunto distribuíam pernadas entre o distinto público, mas estavam inferiorizados em número. Agredidos a pontapés, socos, cadeiradas eles foram obrigados a bater em retirada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Almira Castilho recorda que ela e o Jackson escaparam do linchamento saltando o muro da mansão: "Quando chegamos do outro lado foi que notei que um dos olhos dele estava fora do globo ocular, pendurado." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso foi muito comentado na cidade mas discretamente abordado pela imprensa. Afinal, pela ótica conservadora de então, os agredidos tinham sido dois simples artistas de rádio, enquanto os demais envolvidos era a fina flor da high society pernambucana. De vítima a dupla passou a vilã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não houve nenhuma solidariedade vinda dos patrões de Almira Castilho e Jackson do Pandeiro. Os dois decidiram então rescindir contrato com a rádio, o que para o senador Pessoa de Queiroz foi tomado quase como uma afronta pessoal. Ele acabou liberando o casal, mas os discos deles durante muito tempo entraram no index da emissora, que ignorou os sucessos de Jackson do Pandeiro e Almira mesmo quando eles viraram ídolos nacionais. (J.T.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Jornal do Commercio - Recife, 13 de maio de 1998)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="410" height="332"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/oqkoyj22CcU&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/oqkoyj22CcU&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="410" height="332"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4498386155512884786-3666618676699026179?l=versudiversus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://versudiversus.blogspot.com/2010/05/voz-de-almira-castilho.html</link><author>noreply@blogger.com (Cecília Villanova)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/S_qqzAWTwlI/AAAAAAAAAZs/o6-eD7qdaLM/s72-c/almira+castilho+e+jackson.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4498386155512884786.post-3455575365132610222</guid><pubDate>Tue, 18 May 2010 14:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-06-29T16:54:33.928-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Francisco Espinhara</category><title>ENTREVISTA COM O POETA FRANCISCO ESPINHARA</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/S_KdlTw50hI/AAAAAAAAAY8/i7i0Mxpdg8o/s1600/francisco_espinhara6.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 180px; height: 226px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/S_KdlTw50hI/AAAAAAAAAY8/i7i0Mxpdg8o/s400/francisco_espinhara6.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472609761494684178" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em tom raivoso, o poeta chama  “novos” de “analfabetos literários” e diz ser um pessimista “chato” por convicção&lt;/strong&gt;        &lt;br /&gt;( Por Brás Macedo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O poeta &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_Espinhara"target="_blank"&gt;Francisco Espinhara&lt;/a&gt; orgulha-se de ter sido, durante toda a vida, um soldado a serviço de uma causa. Há mais de vinte anos lendo, estudando e ensinando literatura, traçou e cumpriu, de maneira obstinada, a trajetória que o levou a alcançar um objetivo: livrar-se, mesmo que parcialmente, dos grilhões literários e da rigidez das normas que, via de regra, obscurece o talento da invenção e da criatividade poéticas. Nesse percursso, fez mais inimigos do que “parelhas”, brigou, esperneou e gritou o seu desespero como um cão a rosnar, sempre alerta aos atentados da língua pátria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, o soldado virou general. É considerado por seus pares um dos mais atuantes e inquietos poetas de sua geração. Organizou encontros e seminários de literatura marginal, editou jornais e livros alternativos de poesia conheceu aqueles que se tornariam mais tarde seus personagens de alcova: vagabundos, desempregados, revolucionários, poetas, prostitutas, vigaristas, siucidas, enfim, humanos em geral. Hoje, Espinhara quer desfrutar de sua mais recente cria: o livro “Elaboratório”, uma coletânea de textos em prosa poética que reúne, de uma só tacada, escritos inéditos, além de comentários generosos da crítica(trechos desses comentários estão nas páginas que seguem). Em entrevista a Chalopa, o poeta dá mais detalhes da recente obra, fala de pessimismo e poesia marginal, detona os falsos escribas, ironiza as “panelinhas” e espirraça os gestores de nossa política cultural: “...os organizadores pecam por não terem domínio do contexto histórico...”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chalopa – Quando e como foi o seu primeiro contato com a literatura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francisco Espinhara – Aos 10 anos, quando estranhava e ficava fascinado com o vocabulário rebuscado de Machado de Assis, Aluísio Azevedo e Rui Barbosa, nas coleções que minha irmã, professora de Português, recebia das editoras. Aos 11 anos, ganhei um segundo lugar em um concurso de redação na escola Mariano Teixeira, cujo tema era o ‘Dia das Mães”, justamente dois anos após o falecimento de minha genitora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chalopa – Que autores o influenciaram nessa época?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francisco Espinhara – Não posso em influências conscientes, racionais, mas Machado de Assis me impreguinou, ainda não compreendia a sua densidade. Lia também muito Agatha Christie, Hitchcock, gibis, fotonovelas, Conan Doyle. Eram leituras de descobrimento, de lazer, sem tirar delas a essência que viria, mais tarde, em obras deveras instigantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chalopa – Foi neste tempo que você descobriu o gosto pelo mórbido e pela crença no pessimismo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francisco Espinhara – Não totalmente, mas algo em mim já se encaminhava para essas trevas. Minha introspecção era sinal incipiente do que viria a me tornar ao longo do tempo, um chato prepotente, “dono” e prenunciador do nada, pelo qual lutamos desvairadamente. “Como a vida muda/ como a vida é muda/ como a vida é nuda/ como a vida é nada/ como a vida é tudo.” Assim falou Carlos Drummond de Andrade, refletindo o que sinto, com exceção do último verso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chalopa – O que o fascinou na idéia do pessimismo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francisco Espinhara – Em verdade, em verdade, não tenho nenhum fascínio ou apreço pelo pessimismo, mas é algo inerente, uterino, com o tempo fui ruminando e o compreendendo na sua forma mais ampla, na sua essência, que não passa da constatação da miséria e da futilidade, em todos os sentidos, em que estamos atoleimados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chalopa – Como é colocar o sentimento pessimista na literatura? Sim, porque existe entre as pessoas, um preconceito muito grande...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francisco Espinhara – É como expor o que nos ladeia, principalmente aos que querem jogar o lixo mundano para debaixo do tapete, é escancarar os dentes podres e mostrá-los à humanidade. Quanto ao preconceito, é mais por medo de se olharem no espelho e dizerem: “Esse monstro sou eu?!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chalopa – Mas para entender melhor o que você descreve, seria interessante conhecer um pouco o que você pensa e sente. Por exemplo, como você definiria o seu estado de angústia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francisco Espinhara – É um estado permanente, indelével, sem férias ou folga, uma vontade imensa de derrapar nas voltas do mundo, cair fora, escorregar. Uma angústia de não ver ninguém, posto me causar asco e nojo àquilo que há dentro do invólucro. Abomino a raça humana, por tudo o que ela representa: engodo, engodo e engodo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chalopa – O que diria se, por acaso, alguém lhe perguntasse: “você não acha que o mundo já está cheio de tristeza e angústia para que a gente dê importância ao pessimismo?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francisco Espinhara – Muitos me indagam sobre isso e geralmente eu silencio, já que reconhecem que o mundo está repleto de tristezas. Também não sou nenhum profeta para ditar no que as pessoas devem ou não acreditar, eu acredito e isso me basta. Mas é bem verdade que das muitas pessoas que me questionam, elas, quando em contrariedades, vêm e me felicitam pelas “idéias”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chalopa – E quanto ao Movimento de Escritores Independentes de Pernambuco( MEI ), do qual você é um dos principais interlocutores. Existe até um livro de sua autoria que esclarece de vez a questão. Explique melhor como se deu o movimento...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francisco Espinhara – O Movimento de Escritores Independentes foi um marco na década de 80, congregou grupos os mais diversos em suas trincheiras literárias, filosóficas e políticas, fazendo um só “corpo” para combater as oligarquias intelectuais então vigentes. Elas não davam abertura para os novos escritores, principalmente por estes não terem sobrenomes tradicionais e quilométricos. Éramos tidos por alguns como adolescentes sujos e malcriados. Éramos organizados e tínhamos um manifesto muito bem elaborado, líamos bastante e levamos a literatura ao povo através dos recitais; por meio dos jornais alternativos( que eram realmente jornais alternativos e não “folhinhas” narcisistas); por promoção de debates e concursos de poetas vivos e presentes( Alberto da Cunha Melo foi um dos contemplados). Não havia lugar  para egocentrismos, havia sim, espaço para as melhores propostas. Quem quiser maiores informações é só manusear o livro que publiquei sobre o assunto, Movimento de Escritores Independentes de Pernambuco, Histórico e Coletânea, (1980 / 1988), pela Editora Universitária. Era o que muitos e muitos pretensos poetas deveriam fazer, para não ficar pensando que são originalíssimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chalopa – Gostaria que você explicasse também sobre as origens da dita “poesia marginal”, como chegou ao Brasil e como influenciou a nossa literatura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francisco Espinhara – Tenho para mim que, apesar de sempre ter existido poetas / escritores que ficaram à margem, no sentido mais amplo desta nomeclatura, a célula inicial surgiu com a geração beat e foi se alastrando mundo avante. No Brasil, os primeiros indícios nos remete ao após golpe de 64, onde de forma mimeografada os escritores ganhavam as ruas; já nos anos 70, houve mais evidência com vários grupos e publicações, o mais famoso deles era o Nuvem Cigana, do Rio de Janeiro; nos anos 80, o Brasil foi tomado literalmente pelos subterrâneos, com destaque para o Movimento dos Independentes, do qual Pernambuco foi o maior expoente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chalopa – No seu caso, podemos afirmara que suas duas maiores influências sõ Augusto dos Anjos e Charles Bukowski?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francisco Espinhara – Sim e  não. São os que mais se sobressaem por serem claros e diretos naquilo que abomino: a radiografia da podridão humana. Mas, de forma mais rebuscada e sutil, e com igual intensidade, ainda me dão enorme prazer alguns livros de Machado de Assis, Lima Barreto, Dostoievski( o maior de todos), Franz Kafka, Graciliano Ramos, EdgarAllan Poe, Faulkner, Heminguay e o filósofo Nietzche. Quanto aos demais poetas, alguma coisa de todos aqueles de boas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chalopa – Mas voltando para a poesia marginal, como ela se incorporou à cena literária recifense?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francisco Espinhara – Nos finais dos anos 70, havia alguns grupos formados: o Bandavuô, Nós Atados, Poemar, Grupo do 2001, que viviam e produziam isoladamente e não usavam nenhuma nomeclatuar correlata à marginal( ou novos, undergrounds, periféricos, alternativos, subterrâneos, independentes). Andavam dispersos como os grupos atuais. Com o primeiro Encontro de Escritores Independentes, realizado em agosto de 1981, na Fundação Casa da Criança de Olinda, todos os grupos se congregaram em uma só voz para buscar mais alargamento na nossa malfadada cena literária. Daí em diante, foi uma avalanche de jornais, recitais, debates, concursos, rusgas e um certo respeito por aqueles jovens que não seguiam os métodos tradicionais da literatura, mas a levavam muito a sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chalopa – Existe uma crítica corrente que hoje os novos poetas não gostam de ler, motivo pelo qual não evoluem em sua arte, exatamente por faltar-lhes o conhecimento necessário. Você concorda com essa corrente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francisco Espinhara – Concordo plenamente. A maioria desses poetas( nem sei se são poetas realmente, ou sei?) são analfabetos literários, não escrevem “coisa com coisa” nem dizem nada nos seus “maus escritos”, com raríssimas exceções. Eles gostam mesmo é dos recitais: gritam, pulam, fazem firulas, piruetas e poesia, que é bom, necas, ela, a poesia, a nossa dama bastrda, passa ao largo. Não vão chegar a lugar nenhum, vão ficar “temporariozinhos”. Não há tradução, eles simplesmente fazem trocadilhos, juntam palavras, põem-nas em fileiras e ficam muito orgulhosos com os elogios duvidosos dos falsos gurus, que deveriam tomar vergonha na cara e muita coragem para dizer: “rasguem, joguem fora, tentem outra coisa...”. Olhe que não estou falando da poesia tradicional, onde a burilação é mais complexa, estou falando de versos “livres, leves e soltos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chalopa – Ezra Pound dizia existir três categorias de poemas: as que exploram a musicalidade da língua; as que lançam uma imagem, ou pintam um quadro, e as que brincam com o sentido das palavras no contexto em que elas são usadas. Qual dessas categorias é mais presente nos seus poemas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francisco Espinhara – Há muito que trabalho tais preceitos, sem que isso seja uma regra visceral. Atualmente deixei a poesia de “molho” e elaboro meus papéis em um sincretismo entre prosa e poesia: “proesia” talvez, no do poeta Jaci Bezerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chalopa – E quanto à qualidade do que se faz hoje na literatura pernambucana. Você diria, no seu pessimismo biológico, que estamos à beira do precipício?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francisco Espinhara – Bem, já falei sobre a maioria dos mais recentes poetas / escritores, não foi? Uma lástima, por sinal. Mas há que se ver que não estamos no precipício, temos excelentes poetas: Alberto da Cunha Melo( um dos melhores do país), Marcus Accioly, Jaci Bezerra, Ângelo Monteiro, Lucila Nogueira, Tereza Tenório, Arnaldo Tobias( anos 65); Eduardo Martins, Cida Pedrosa, Fátima Ferreira, Héctor Pellizi, Inaldo Cavalcanti, Cícero Melo, Pedro de Lara, Samuca, Erickson Luna, Dione Barreto, Celso Mesquita e Luiz Carlos Monteiro( anos 80); Marcos de Morais, Malungo, Bruno Candéas, Cecília Villanova, Chicão e uma das mais gratas surpresas, Fernando Chile( anos 90). Se alguns pouquíssimos não foram citados, não é que sejam simplórios, mas, no momento, esses que nomeei são os que fazem a literatura se mover, e bem. Quanto aos prosadores, temos três gigantes: Raimundo Carrero, Gilvan Lemos e o  personalíssimo Fernando Monteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chalopa – Ítalo Calvino, referindo-se ao escritor James Perdy, dizia ser a boa literatura da América, a clandestina, de autores desconhecidos, e só por acaso alguns deles vinham à luz, rompendo o cerco da produção comercial. Calvino disse isso em 1959. É o que  ocorre literatura marginal, não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francisco Espinhara – Poderia citar Poe, Bukowski, Wittman, Augusto, Cruz e Souza, Lima Barreto, Sousândrade, etc... Mas vamos ficar na atualidade, veja-se o caso de Alberto da Cunha Melo, que não é umpoeta underground. Quanto aos alternativos dos anos 80, alguns, Samuca e Erickson Luna, se estivessem no Centro-Sul do país, onde “besteirinhas” são sucesso nacional, certamente estariam “consagrados”. Acho que o problema é regional e de contato com a grande mídia e com editores de renome, que hoje, no Sul, abraçaram a causa marginal comercialmente, ganhando em “espécie” e em qualidade. Em Pernambuco, temos ótimos autores, para dar e vender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chalopa – Além disso, existe também preconceito de parte da grande imprensa em não abrir espaço para os independentes. Por que você acha que isso ocorre?&lt;br /&gt;Francisco Espinhara – Bem, vou colocar mais lenha na fogueira. Um “cara” como Orismar Rodrigues, colunista social, dar-se espaço, promove-se na sua própria coluna, joga confetes em si e nos sobrenomes seculares. Tudo fica ali mesmo, entre eles, na frescurinha dos ouros e na panelinha do chá das cinco. Os jornais já não são os mesmos, na década de 80 ainda havia um Cunha Melo, um Marco Pólo, um Mário Hélio( apesar de peçonhento). Hoje o que vemos é um desfile de release já prontos, enviados pelas editoras e transcritos pelos colunistas. Os articulistas parecem mais da Folha de São Paulo do que dos diários locais. Proponho um dia mensal para a queima desses jornais( uma pilha, uma tulha), em praça pública, para verse pelo menos eles se dão conta do grande fogaréu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chalopa – E quanto à prefeitura, o que você achou da iniciativa de publicar os poetas marginais do Recife, em três volumes, o segundo lançado recentemente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francisco Espinhara – Por lado péssimo, por outro, ótimo. Deveriam ter mais acuidade na seleção dos poetas e na revisão. Os organizadores pecam por não terem o domínio do contexto histórico, apesar de um ou outro ter participado do príncipio de tudo. Há também um certo nepotismo, apadrinhamento. Há poetas que deveriam ter “saído de cara”, pois, além de serem de boas palavras, deram o “sangue” para que esse projeto, hoje, viesse à tona. Por outro lado, não me contradizendo, é ótimo por incentivar os que estão iniciando( ainda que alguns muito mal) e por abrir um precedente no seio oficial. Há também a questão do registro histórico, imprescindível para que a literatura teórica tenha suporte crítico. No mais, parabéns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chalopa – Vamos agora voltar no tempo. Nos anos 80, os fanzines tinham uma linha editorial clara e definida ideologicamente. Hoje, eles reduziram o já minguado espaço e o interesse pela crítica cultural. Como você enxerga essa questão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francisco Espinhara -  Acho que as “folhinhas” poderiam ser substituídas por verdadeiros jornais alternativos. Os nanicos surgiram para suprir uma lacuna que os grandes diários não quiseram acolher, posto serem reféns do poder, “bucha de canhão” das “igrejinhas” elitistas e não se dão, fogem, a temas polêmicos e a escritos fora dos padrões convencionais. Daí a necessidade, como nos anos 80, de termos fanzines em “alta voz” e não apenas “folhinhas egocêntricas” que repetem sempre os mesmos autores, quando não os editores, ou copiam, quase invariavelmente textos de outras “folhinhas” ou de alternativos mais robustos. A vaidade impera e há algo de “marocas” nas entrelinhas. Nos anos 80, havia uma série de jornais com linha editorial definida, clara e séria. Louvo as “folhinhas” pelo empenho em divulgar a literatura, mas os editores poderiam se esforçar mais, já que as dificuldades atuais são bem menores do que as da década de 80.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chalopa – Por outro lado, os novos poetas rejeitam enfaticamente sua postura. Eles “presunçosos”, principalmente quando se arvora ao direito de arbitrar que é ou não poeta. Eles dizem também que você é muito injusto na opinião que emite. O que você tem a dizer sobre isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francisco Espinhara – Não sou chato, sou chatíssimo, arrogante e presunçoso naquilo em que tenho certo domínio. Todo mundo quer elogios, então faça por onde merecê-los. Muitas vezes o poeta Alberto da Cunha Melo rasgou, em mesa de bar, alguns pápeis meus, ao invés de ficar chateado, aborrecido e muito ofendido, eu reconstruía o texto de outra forma ou, às vezes, nem reconstruía, jogava-o ao vento ou ao lixeiro. Eu era jovem e aquele gesto de Alberto foi minha melhor aula para persistência, paciência e laboração de um escrito. Sou chato, chatíssimo, mas tão chato que a todo momento eu quero me livrar de mim mesmo, quanto a ser injusto nas opiniões emitidas, mais tarde, se conseguirem superar os maus escritos e se eu ainda estiver vivo, dou a mão à palmatória e eles poderão dizer: “aí, seu filho da puta, somos grandes poetas...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chalopa – Para finalizar, a sua mensagem de otimismo para o ano que se inaugura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francisco Espinhara – O ano nem se inaugura nem se finda, o tempo é um só, constante, com suas intempéries a nos fustigar ininterruptamente. Não tenho nada e nada de esperanças, odeio a vida em si, o que me retém para tentar reconstruí-la de um modo material(“conforto e segurança”) é o meu filho Iago, caso contrário...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Jornal Chalopa, Recife - PE, janeiro de 2004)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4498386155512884786-3455575365132610222?l=versudiversus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://versudiversus.blogspot.com/2010/05/entrevista-com-o-poeta-francisco.html</link><author>noreply@blogger.com (Cecília Villanova)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/S_KdlTw50hI/AAAAAAAAAY8/i7i0Mxpdg8o/s72-c/francisco_espinhara6.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4498386155512884786.post-5938809606338968858</guid><pubDate>Thu, 13 May 2010 20:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-06-29T16:56:15.399-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Sorria eis a Panelinha</category><title>SORRIA, EIS A  PANELINHA</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/S-1lq1NEmWI/AAAAAAAAAY0/370T8SMbC00/s1600/panela.gif"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 180px; height: 180px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/S-1lq1NEmWI/AAAAAAAAAY0/370T8SMbC00/s400/panela.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5471140908835838306" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Saiba como agem e se formam os clubinhos    literários, e de que maneira o pretendente deve se portar para fazer parte da  confraria e do “cunhadismo”&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;(Por Rogério Pereira)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todos os tempos, os grupos literários independentemente do espaço em que estejam tentaram marcar um território, localizar um foco de ação e desmontar( ou até mesmo destruir) o inimigo escolhido. As batalhas são inúmeras e os exemplos se multiplicam com facilidade pela história. Como numa guerra campal dos tacapes às bombas atômicas todos buscam um espaço, exercer o poder, sobrepondo seus ideais estéticos aos considerados ultrapassados. Normalmente, de um lado os jovens(com o ímpeto causado pela boa sensação da imortalidade) contra o poder vigente, o inimigo a ser combatido, a ser derrubado, para que novas idéias sejam colocadas em prática. Por sua vez, os “arcaicos” não hão de fraquejar e entregar o queijo de mão beijada para a gatarada alvissareira. Está preperado o terreno para a grande batalha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para nortear um pouco melhor esta conversa, alguns exemplos. Um mais antigo: o embate entre Antero de Quental e o poeta romântico Antônio Feliciano de Castilho, em 1865. A peleja do jovem Antero, então com 25 anos, estava repleta de ironia, sarcasmo e, até, desdém, características irresistíveis aos jovens de espírito provocativo. A querela deu-se por motivos estéticos: de um lado o romântico Feliciano, um senhor de 60 anos, e seus seguidores, de outro o rapagote Antero e sua trupe de modernos. Entre as tantas farpas de ambos os lados, destaca-se o atrevimento de Quental, na carta intitulada “Bom senso e bom gosto”: “Concluo daqui que a idade não a fazem os cabelos brancos, mas a madureza das idéias, o tino e seriedade: e, neste ponto, os meus 25 anos têm-me as verduras de V. Ex.ª convencido valerem pelo menos os seus sessenta”. E por aí afora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cá nestas terras brasileiras, muitos foram os qüiproquós literários, principalmente a partir da Semana de Arte de 22, emblemática para as discussões estéticas em todas as áreas artísticas, criando-se um clima favorável ao contraste de idéias. Entre as pendengas “contemporâneas” não se pode deixar de lembrar a tentativa de linchamento feita pelos concretistas liderados por Décio Pignatari e os irmãos Campos ao poeta Cassiano Ricardo, um “velho caduco” para os moldes da poesia concreta que, na década de 50, tentava impor seus conceitos artísticos. As arengas continuaram depois contra a poesia da práxis de Mário Chamie. O nível do embate é de deixar qualquer Polzonoff enrubescido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto posto, apenas para apresentar casos tão distantes coincidentemente entre poetas adentremos(de leve) em alguns quintais infestados de cobras, algumas venenosas, da literatura brasileira atual. Os grupos (ou grupelhos, em alguns casos) de escritores/ poetas que tentam impor-se de alguma maneira por meio de um ajuntamento que, muitas vezes, prima pelo cunhadismo exarcerbado, o que acaba com qualquer resquício de credibilidade dos integrantes. Lamber-se mutuamente é exercício corriqueiro entre os sócios de tais clubes literários, que normalmente têm força na mídia e, assim, podem propagar suas idéias com intensidade para acertar o inimigo. Tais grupos existem em qualquer lugar deste Brasil. De Curitiba a Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco. É claro que, por motivos mais do que óbvios, a força destas igrejas literárias concentra-se em São Paulo e no Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas por que tais grupos se formam? A respostas é simples e intrigante: pelo poder. Mas de que poder falamos, se a literatura brasileira pouco representa na ordem do dia? Este poder resume-se ao próprio terreiro, às mesquinharias cotidianas, ao estrelato fugaz que percorre poucas quadras. É uma questão de ego. Juntam-se para o fortalecimento, para serem lembrados quando o caixão for fechado sob o olor de crisântemo. Besteira, nada mais. Falta do que fazer na vida. O “mestre” do grupo busca o chamego dos seguidores. Estes, por sua vez, anseiam a proteção na “multidão”, para esconder suas fragilidades, defeitos e poucos qualidade literária. No grupo, todos são deuses, deuses de papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fórmula pode ser resumida em alguns pontos cruciais. Vejamos o caso da atual poesia brasileira, com dicas ao postulante a uma determinada panelinha. Neste caso, moderníssima. Eis, portanto, algumas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Eleja seu guru, o líder que norteará seus passos vida afora. Decore alguns versos deste amado protetor. Serão muito úteis num primeiro contato e em uma emergência estética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Ao ser aceito no grupo (não é muito difícil, basta ter paciência e bom ritmo na arte do puxassaquismo), nunca, nunca mesmo, tente superar o “mestre”. Será o seu fim. A subserviência é vital para a sua sobrevivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Tenha na ponta da língua os poetas que mais lhe agradam. Pode citar à vontade Paulo Leminski e Ana Cristina César: são quase unanimidades entre a piazada e os velhotes que em vão tentam driblar o tempo. Você será considerado chique. Fácil, fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Tenha sempre no bolso um dicionário de sinônimos, para uma improvisação emergencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) Anote bem esta aqui. Jamais, em hipótese alguma diga que gosta da poesia de Lêdo Ivo. Será o suicídio. Muito menos fale em Bruno Tolentino. Você será escorraçado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6) Não se esqueça dos estrangeiros. Além dos clássicos, eleja um francês. Vá de Francis Ponge, que, além de excelente poeta, é pouco lido e ninguém argumenta contra. Você vai ouvir: “Ah, é maravilhoso”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7) Defenda a ferro e fogo as idéias impostas por seu grupo. Nunca fuja da batalha campal, mesmo que isso lhe cause constrangimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8) Elogie toda a produção do grupo, sem exceção. Enfim, são todos geniais; inclusive você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9)Caso não goste da produção de um dos integrantes do clubinho, tente o silêncio, que, já aviso, é um sinal de fraqueza. Se o silêncio for impossível, não titubeie: formule uma bela teoria sobre o novo livro tão interessante de poesias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10)Menospreze o grupo adversário. Com o novo livro do desafeto da vez em mãos, gargalhe diante dos asseclas de sua horda de sábios. Será com certeza, aplaudido pela força de sua percepção crítica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11)Mande cartas aos jornais (com pseudônimo, è claro) criticando o comportamento de seus adversários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12) Nunca sinta vergonha de ser poeta e pertencente a sua panelinha. É preciso ser um forte nesta sociedade encharcada de incompreensão.&lt;br /&gt;Já a estratégia para ser o grande guru, mestre dos mestres dos seguidores, é bem mais fácil:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1)Escreva um livro incompreensível de poesia, com vários sinais gráficos, sem ritmo, destrua as metáforas e não dê a mínima para a métrica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2)Lance um livro por ano e fique nas sombras durante anos. Após o exílio voluntário, volte com tudo (não sei dizer como), propague novas tendências, invente, crie, por mais imbecis que elas possam parecer. Não se envergonhe, que o reconhecimento há de vir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3)Fale e escreva coisas incompreensíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4)Faça alguns amigos poetas (poucos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5)Exerça liderança, sem o uso da força, é claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6)Imponha seus versos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7)Faça mestrado e doutorado em literatura, e escreva um livro de ensaios. Hermético, é claro. E com várias citações...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8)Invente uma nova teoria. Ela pode ser uma melhorada de qualquer coisa que circula pelo meio acadêmico. Ninguém vai ficar sabendo. Pode ficar tranqüilo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9)Apareça ao máximo para quem interessa. Nunca o grande público. Até porque grande público em literatura se resume a pouquíssimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10)Após conquistar a sua gleba, onde há de frutificar suas idéias, continue o árduo trabalhode convencimento. Seu exército deve ser forte e temido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11)Conquiste espaço nos meios de comunicação, na universidade e nas editoras. Missão difícil, mas não impossível para uma pessoa tão importante e inteligente como você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12)Convença os seus guerreiros de que é necessário lançar uma revista com o ideário do grupo, sempre convidando alguns poetas de fora, para dar um ar de pluralidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(in "Rascunho", de Curitiba)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4498386155512884786-5938809606338968858?l=versudiversus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://versudiversus.blogspot.com/2010/05/sorria-eis-panelinha.html</link><author>noreply@blogger.com (Cecília Villanova)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/S-1lq1NEmWI/AAAAAAAAAY0/370T8SMbC00/s72-c/panela.gif" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4498386155512884786.post-977830924636360462</guid><pubDate>Wed, 12 May 2010 22:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-06-29T16:56:55.847-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">A Poesia de Bob Marley</category><title>A POESIA DE BOB MARLEY</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/S-swDGYV6mI/AAAAAAAAAYc/oXkb4rOrT0s/s1600/bob-marley1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 222px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/S-swDGYV6mI/AAAAAAAAAYc/oXkb4rOrT0s/s400/bob-marley1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5470519002182052450" /&gt;&lt;/a&gt;Vinte e nove anos de saudades...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Robert Nesta Marley&lt;/strong&gt;, mais conhecido como Bob Marley, nasceu em Nine Mile(uma vila na Jamaica) em 6 de fevereiro de 1945 e faleceu em Miami(cidade do estado americano da Flórida) em 11 de maio de 1981. Filho de Norval Sinclair Marley, um capitão do exército inglês e de Cedella Booker, uma adolescente negra vinda do norte do país. Bob Marley foi cantor, guitarrista, e compositor. O mais conhecido músico de reggae de todos os tempos! Grande parte do seu trabalho era voltado para os problemas dos pobres e oprimidos. Teve doze filhos( sendo dois adotados). Casou-se com Rita Marley, com quem teve quatro filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ALGUMAS POESIAS DE BOB MARLEY&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ventos que as vezes tiram&lt;br /&gt;algo que amamos, são os&lt;br /&gt;mesmos que trazem algo que&lt;br /&gt;aprendemos a amar...&lt;br /&gt;Por isso não devemos chorar&lt;br /&gt;pelo que nos foi tirado e sim,&lt;br /&gt;aprender a amar o que nos foi&lt;br /&gt;dado.Pois tudo aquilo que é&lt;br /&gt;realmente nosso, nunca se vai&lt;br /&gt;para sempre...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Bob Marley)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os homens&lt;br /&gt;pensam que possuem uma mente,&lt;br /&gt;mas é a mente que os possui&lt;br /&gt;Há pessoas que amam o poder,&lt;br /&gt;e outras&lt;br /&gt;que tem o poder de amar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Bob Marley)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo aqui no presente para que no futuro&lt;br /&gt;seus olhos possam lembrar de mim, quando sua mente&lt;br /&gt;me esquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Bob Marley)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha música não é contra os brancos. Eu nunca poderia cantar isso. A minha&lt;br /&gt;música é contra o sistema, que ensina você a viver e a morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Bob Marley)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas pessoas pensam que a vida é um sonho, assim elas só pioram as coisas. Muito tem sido dito e pouco realizado. Eles ainda estão matando. Matando nossos profetas, e se divertindo. Se divertindo muito."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quando os negros se unirem, os brancos e os chineses também o farão. Mas é preciso que os negros façam isso primeiro."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Bob Marley)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sozinho, meu pensamento focaliza em alguém&lt;br /&gt;Deixo-o livre, e de repente meu coração aperta&lt;br /&gt;Mas não estou triste&lt;br /&gt;Pelo contrário deixo escapar um sorriso&lt;br /&gt;Comer não me parece tão importante&lt;br /&gt;Agora me sinto alimentado por outra coisa&lt;br /&gt;Acordo sempre com os mesmos pensamentos&lt;br /&gt;E os mesmos me impulsionam a ter um grande dia quando eu te vejo&lt;br /&gt;Sinto coisas estranhas&lt;br /&gt;Mas boas quando falo com você&lt;br /&gt;Minha cabeça pensa direito&lt;br /&gt;Mas minhas palavras saem embaralhadas por que minhas mãos estão suando sozinho&lt;br /&gt;Meu pensamento focaliza alguém&lt;br /&gt;Esse alguém é você é... estou amando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Bob Marley)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4498386155512884786-977830924636360462?l=versudiversus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://versudiversus.blogspot.com/2010/05/poesia-de-bob-marley.html</link><author>noreply@blogger.com (Cecília Villanova)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/S-swDGYV6mI/AAAAAAAAAYc/oXkb4rOrT0s/s72-c/bob-marley1.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4498386155512884786.post-2672649217375521493</guid><pubDate>Sun, 28 Mar 2010 16:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-06-29T16:57:47.882-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Poesias de Cecília Villanova</category><title>POESIAS DE CECÍLIA VILLANOVA</title><description>CANTO DE AMOR AO POEMA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, não emudecerão&lt;br /&gt;Meus pensamentos&lt;br /&gt;Nem secará a tinta de sangue&lt;br /&gt;Que goteja de minhas mãos.&lt;br /&gt;O poema, em mim, inunda&lt;br /&gt;Tal qual um rio&lt;br /&gt;Feito de de lágrimas,&lt;br /&gt;Águas Claras ...&lt;br /&gt;De onde emerge vida. &lt;/ Div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4498386155512884786-2672649217375521493?l=versudiversus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://versudiversus.blogspot.com/2009/05/poesias-de-cecilia-villanova_1380.html</link><author>noreply@blogger.com (Cecília Villanova)</author><thr:total>10</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4498386155512884786.post-7559857516848688153</guid><pubDate>Sun, 28 Mar 2010 16:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-06-29T16:58:18.267-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Reflexo</category><title /><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/SgBjFriiefI/AAAAAAAAAJM/21kPHSCIpao/s1600-h/43159_wallpaper280.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332370908044753394" style="WIDTH: 280px; CURSOR: hand; HEIGHT: 210px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/SgBjFriiefI/AAAAAAAAAJM/21kPHSCIpao/s400/43159_wallpaper280.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;REFLEXO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando as minhas mãos&lt;br /&gt;Deixarem de ser acesas...&lt;br /&gt;Serei mais que luz.&lt;br /&gt;Estarei presentemente&lt;br /&gt;Dentro dos teus olhos.&lt;br /&gt;E aí me servirás de espelho.&lt;br /&gt;E eu me verei&lt;br /&gt;E tu te verás:&lt;br /&gt;nos meus olhos&lt;br /&gt;e nos teus olhos...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4498386155512884786-7559857516848688153?l=versudiversus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://versudiversus.blogspot.com/2009/05/reflexo-quando-as-minhas-maos-deixarem.html</link><author>noreply@blogger.com (Cecília Villanova)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_j6JIVHiUdlg/SgBjFriiefI/AAAAAAAAAJM/21kPHSCIpao/s72-c/43159_wallpaper280.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total></item></channel></rss>

