<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1919874312785657310</id><updated>2026-02-02T19:55:49.753-03:00</updated><category term="NOTAS AUTOBIOGRAFICAS"/><category term="SOBRE A LIBERDADE"/><category term="TEXTOS"/><category term="ALBERT EINSTEIN"/><category term="BIOGRAFIA"/><category term="CIENCIA E RELIGIÃO"/><category term="RELIGIAO"/><category term="BOMBA ATOMICA"/><category term="COMO VEJO O MUNDO"/><category term="DEUS"/><category term="DISCURSO"/><category term="HOMEM"/><category term="O Milagre da Vida"/><title type='text'>Albert Einstein</title><subtitle type='html'>ALBERT EINSTEIN, BIBLIGRAFIA, CARTAS, HISTÓRIA E TEORIAS</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/1919874312785657310/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>16</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1919874312785657310.post-3408111888227260994</id><published>2009-07-17T15:18:00.001-03:00</published><updated>2009-07-17T15:22:02.742-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="BIOGRAFIA"/><title type='text'>ALBERT EINSTEIN - BIOGRAFIA</title><content type='html'>Albert Einstein (Ulm, 14 de Março de 1879 - Princeton, 18 de Abril de 1955) foi um físico alemão radicado nos Estados Unidos mais conhecido por desenvolver a teoria da relatividade. Ganhou o Prémio Nobel da Física de 1921 pela correta explicação do efeito fotoeléctrico; no entanto, o prémio só foi anunciado em 1922. O seu trabalho teórico possibilitou o desenvolvimento da energia atômica, apesar de não prever tal possibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido à formulação da teoria da relatividade Einstein tornou-se famoso mundialmente. Nos seus últimos anos, a sua fama excedeu a de qualquer outro cientista na cultura popular: &quot;Einstein&quot; tornou-se um sinónimo de génio. Foi por exemplo eleito pela revista Time como a &quot;Pessoa do Século&quot; e a sua face é uma das mais conhecidas em todo o mundo. Em 2005 celebrou-se o Ano Internacional da Física, em comemoração dos 100 anos do chamado &quot;Annus Mirabilis&quot; (ano miraculoso) de Einstein, em que este publicou quatro dos mais importantes artigos cientifícos da física do século XX. Em sua honra, foi atribuído o seu nome a uma unidade usada na fotoquímica, o einstein, bem como a um elemento químico, o einstênio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Biografia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Einstein nasceu na região alemã de Württemberg, na cidade de Ulm, numa família judaica. Em 1852, o avô materno de Einstein, Julius Koch, estabelece-se como comerciante de cereais em Bad Cannstatt, nos arredores de Estugarda. Os pais de Einstein, Hermann Einstein e Pauline Koch, casam-se em 1876. Hermann, que era comerciante muda-se de Bad Buchau para a cidade de Ulm, onde passou a viver com a esposa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 21 de Junho de 1880, a família Einstein muda-se para Munique. Em 1885, Hermann Einstein e seu irmão Jacob, que era engenheiro, dinâmico e empreendedor funda uma empresa de material eléctrico, a J. Einstein &amp; Cie. Os dois irmãos estão convencidos de que este setor em pleno crescimento oferece melhor rentabilidade do que o tradicional negócio de penas de colchão.Tal empreendimento foi possível graças aos recursos financeiros do pai de Pauline.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na década de 1880, a cidade de Munique, em processo de industrialização (relativamente tardio) desenvolveu-se muito, crescendo a população a um ritmo de dezessete mil novos habitantes por ano. O material eléctrico, uma tecnologia relativamente recente, tem alta conjuntura nestes anos. A empresa do pai de Einstein chegou a ter entre 150 e 200 trabalhadores nos seus melhores dias. Dois dos contratos que a empresa obteve foram a electrificação da cidade de Schwabing (hoje um bairro de Munique) e de Theresienwiese onde se realiza a famosa Oktoberfest de Munique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 18 de Novembro de 1881, nasce Maria Einstein (Maja). Einstein teria sempre uma relação muito íntima com a irmã. Einstein e Maja recebem uma educação não religiosa. Em casa não se come casher, a família não frequenta a sinagoga. O pai considera os ritos judeus como superstições antiquadas. Na casa dos Einstein imperava o espírito não dogmático. Com três anos, Einstein tinha ainda dificuldades de fala, o que preocupou os pais; apesar disso, revelou-se um aluno brilhante. A juventude de Einstein é solitária. As outras crianças chamam-lhe &quot;Bruder Langweil&quot; (irmão tédio) e &quot;Biedermann&quot; (mesquinho). Aos cinco anos de idade, Einstein, que era canhoto, recebe instrução de uma uma professora em casa. Sua instrução termina quando Einstein aborrecido arremesa uma cadeira sobre sua professora. Nesta altura, o seu pai mostra-lhe uma bússola de bolso; Einstein apercebeu-se de que algo fazia flutuar a agulha no espaço e descreveu mais tarde a &quot;impressão profunda e duradoura&quot; desta experiência. Aos seis anos de idade, Einstein tem aulas de violino com Herr Schimied, que a princípio não lhe agradam, terminando por abandoná-las. Mas ao longo da sua vida tocar violino, e em particular as sonatas de Mozart, torna-se uma das suas actividades preferidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 1 de Outubro de 1885, Einstein começa a frequentar uma escola primáriaa Volksschule, escola católica em Munique (uma cidade fortemente conservadora que sempre permaneceu maioritariamente católica, apesar das simpatias iniciais por Lutero, bem cedo combatidas pelos Jesuítas). Os pais de Einstein, por não serem judeus praticantes, não se importaram que o filho frequentasse inclusive a catequese, que agradou bastante a Einstein. Curiosamente Einstein desenvolve sozinho uma fervente fé judaica e passa a cumprir os rituais judeus incluindo o Shabat e a comida kosher. Einstein era aluno seguro e persistente, no entanto um pouco lento na resoluçao de problemas. Suas notas estavam entre as melhores da classe, e seu boletim era brilhante, segundo sua mãe Pauline. Durante esses anos obteve as mais altas notas em latim e em matemática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma lenda amplamente divulgada, diz que Einstein teria sido reprovado em matemática quando era estudante, inclusive reproduzida no famoso Ripley&#39;s believe it or not! (&quot;Acredite se quiser&quot;). Entretanto quando lhe mostraram um recorte de jornal com esta questão, Einstein riu. &quot;Nunca fui reprovado em matemática&quot;, retrucou. &quot;Antes dos quinze anos, já dominava cálculo diferencial e integral&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos dez anos, Albert conhece Max Talmud, um jovem estudante de medicina que costuma jantar com a família Einstein. Max foi uma influência importantíssima na vida de Albert porque o introduziu, apesar da sua tenra idade, à leitura de importantes obras científicas e filosóficas, como por exemplo Os Elementos de Euclides ou a Crítica da Razão Pura de Kant. Em consequência dos seus estudos sobre ciência, Einstein abandona completamente a fé judaica aos 12 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Einstein estudou cálculo diferencial e integral dos doze (idade em que ganhou de seu tio um livrinho de geometria euclidiana) aos dezesseis anos de idade. Mais tarde frequentou o Luitpold Gymnasium (equivalente à escola secundária) em Munique até aos quinze anos. Este período para Einstein foi de intensa religiosidade, motivada pela escola. O seu pai pretendia que Einstein estudasse engenharia eléctrica, mas este incompatibilizou-se com as autoridades e o regime escolar. Descreveria mais tarde como o pensamento criativo e a aprendizagem eram perdidos com a utilização de aprendizagem por memorização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, os negócios do pai de Einstein começam a correr pior do que se esperava. Há uma grande concentração da indústria do sector eléctrico. Como é típico com os mercados tecnológicos, após o período de grandes números de empresas pequenas e inovadoras, há um ciclo de reestruturações e concentração). Hermann Einstein vê-se obrigado a largar o controle da sua empresa de Munique. A firma é comprada em 1894 pela AEG (Allgemeine Elektrizitätsgesellschaft). Poucos anos depois, em 1910, existiriam apenas duas grandes empresas no sector: Siemens &amp; Halske e a AEG.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1894 Hermann Einstein muda-se com a família para Itália, primeiro para Milão e, alguns meses mais tarde, para Pavia. Ele tencionava abrir ali um novo negócio no sector eléctrico com o dinheiro de que dispunha, uma ideia que acabaria por levá-lo à falência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jovem Albert Einstein (tem quinze anos) permanece em Munique por mais uns meses ao cuidado de familiares, a fim de terminar o ano lectivo. Einstein porém fica deprimido por sentir-se só e parte para junto de sua família na Itália. Einstein escreveu neste período o seu primeiro trabalho científico: &quot;A Investigação do Estado do Éter em Campos Magnéticos&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1895, decide entrar na universidade antes de terminar o ensino secundário. Com esse objectivo fez exames de admissão à ETH Zürich (Eidgenössische Technische Hochschule, Universidade Federal Suíça em Zurique), mas reprova na parte de humanidades dos exames. Einstein descreveu que foi nesse mesmo ano, aos dezesseis anos de idade, que realizou a sua primeira experiência mental, visualizando uma viagem lado a lado com um feixe de luz. Foi então enviado para a cidade de Aarau no cantão suíço de Argóvia para terminar a escola secundária, onde estudou a teoria electromagnética de Maxwell. Em 1896 recebe o seu diploma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1896, Einstein (com dezassete anos de idade) renuncia à cidadania alemã com o intuito de assim evitar o serviço militar alemão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pede então a naturalização suíça, que receberia a 21 de Fevereiro de 1901. Pagou os vinte francos suíços que o seu passaporte custou (uma quantia considerável) com as suas próprias poupanças. Nunca deixaria de ser cidadão suíço, mesmo depois de receber a cidadania americana. Nas inúmeras viagens que faria no futuro, Einstein usaria quase sempre o seu passaporte suíço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cursou o ensino superior na Suíça, na ETH Zürich, onde mais tarde foi docente. Concluiu a graduação em Física em 1900. Também em 1900, conheceu Michele Besso, que o apresentou às obras de Ernst Mach. No ano seguinte, publicou um artigo sobre forças capilares no Annalen der Physik, uma das mais prestigiadas publicações científicas em Física.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 6 de Janeiro de 1903 casou-se com Mileva Maric&#39;, sem a presença dos pais da noiva. Albert e Mileva tiveram três filhos: Lieserl Einstein, Hans Albert Einstein e Eduard Einstein. A primeira, presume-se que tenha morrido ainda bebé ou que tenha sido dada para adoção, o do meio tornou-se um importante professor de Hidráulica na Universidade da Califórnia e o mais jovem, formado em Música e Literatura, morreu num hospital psiquiátrico suíço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obteve o doutorado em 1905. No mesmo ano escreveu quatro artigos fundamentais para a Física moderna, afirmando-se por esta razão que 1905 foi o &quot;annus mirabilis&quot; para Einstein.&lt;br /&gt;Foto para o Prêmio Nobel, em 1921.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro artigo de 1905 propôs a ideia dos &quot;quanta de luz&quot; (os actuais fotões) e mostrou como é que poderiam ser utilizados para explicar fenómenos como o efeito fotoeléctrico. A teoria dos quanta de luz de Einstein não recebeu quase nenhum apoio por parte dos físicos durante vinte anos, pois contradizia a teoria ondulatória da luz subjacente às equações de Maxwell. Mesmo depois de as experiências terem demonstrado que as equações de Einstein para o efeito fotoeléctrico eram exactas, a explicação proposta por ele não foi aceite. Em 1921, quando recebeu o prémio Nobel pelo seu trabalho sobre o efeito fotoeléctrico, a maior parte dos físicos ainda pensava que as equações estavam correctas, mas que a ideia de quanta de luz seria impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo artigo deste ano foi sobre o movimento browniano, que constitui uma evidência experimental da existência dos átomos. Antes deste artigo, os átomos eram considerados um conceito útil, mas sua existência concreta era controversa. Einstein relacionou as grandezas estatísticas do movimento browniano com o comportamento dos átomos e deu aos experimentalistas um método de contagem dos átomos através de um microscópio vulgar. Wilhelm Ostwald, um dos que se opunham à ideia dos átomos, disse mais tarde a Arnold Sommerfeld que mudou de opinião devido à explicação de Einstein do movimento browniano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terceiro artigo de 1905, sobre electrodinâmica de corpos em movimento, introduziu a relatividade restrita. Estabeleceu uma relação entre os conceitos de tempo e distância. Algumas das ideias matemáticas já haviam sido introduzidas um ano antes pelo físico neerlandês Hendrik Lorentz, mas Einstein mostrou como era possível entender esses conceitos. O seu trabalho baseou-se em dois axiomas: um foi a ideia de Galileu de que as leis da natureza são as mesmas para todos os observadores que se movem a uma velocidade constante relativamente uns aos outros; o outro, a ideia de que a velocidade da luz é a mesma para todos os observadores. A relatividade restrita tem algumas consequências importantes, já que são rejeitados conceitos absolutos de tempo e tamanho. A teoria ficou conhecida mais tarde por &quot;Teoria da Relatividade Restrita&quot; para ser distinguida da teoria geral que Einstein desenvolveu mais tarde, a qual considera que todos os observadores são equivalentes.&lt;br /&gt;A famosa equação é mostrada no Taipei 101 durante o evento do ano mundial da Física em 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No quarto artigo, uma extensão do terceiro, Einstein introduz o conceito de massa inercial. Nele, Einstein deduziu a famosa relação entre a massa e a energia: E = mc2. Esta equação esteve na base de construção de bombas nucleares. A ideia serviu mais tarde para explicar como é que o Big Bang, uma explosão de energia, poderia ter dado origem à matéria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1914, pouco antes do início da Primeira Guerra Mundial, Einstein instalou-se em Berlim onde foi nomeado director do Instituto Kaiser Wilhelm Gesellschaft de Física e professor da Universidade de Berlim, tornando-se, novamente, cidadão alemão no mesmo ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Novembro de 1915, Einstein apresentou perante a Academia Prussiana das Ciências uma série de conferências onde apresentou a sua teoria da relatividade geral sob o título &quot;As equações de campo da gravitação&quot;. A conferência final culminou com a apresentação de uma equação que substituiu a lei da gravitação de Isaac Newton. Esta teoria considera que todos os observadores são equivalentes, e não só aqueles que se movem a velocidade uniforme. Na relatividade geral, a gravidade não é uma força (como na segunda lei de Newton) mas uma consequência da curvatura do espaço-tempo. A teoria serviu de base para o estudo da cosmologia e deu aos cientistas ferramentas para entenderem características do universo que só foram descobertas bem depois da morte de Einstein.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A relação de Einstein com a Física Quântica é bastante interessante. Ele foi o primeiro a afirmar que a teoria quântica era revolucionária. A sua ideia de luz quântica foi um corte com a Física clássica. Em 1909, Einstein sugeriu numa conferência que era necessário encontrar uma forma de entender em conjunto partículas e ondas. No entanto, em meados dos anos 1920, quando a teoria quântica original foi substituída pela nova mecânica quântica, Einstein discordou da interpretação de Copenhaga porque ela defendia que a realidade era aleatória ou probabilística. Einstein concordava que a Mecânica Quântica era a melhor teoria disponível, mas procurou sempre uma explicação determinista, isto é não-probabilística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A famosa afirmação de Einstein, &quot;A mecânica quântica está a impor-se. Mas uma voz interior diz-me que ainda não é a teoria certa. A teoria diz muito, mas não nos aproxima do segredo do Velho (the Old One). Eu estou convencido que Ele não joga aos dados.&quot;, apareceu numa carta a Max Born datada de 12 de Dezembro de 1926. Não era uma rejeição da teoria estatística. Ele tinha usado a análise estatística no seu trabalho sobre movimento browniano e sobre o efeito fotoeléctrico. Mas Einstein não acreditava que, na sua essência, a realidade fosse aleatória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seu pacifismo e a sua origem judaica tornaram-no impopular entre os nacionalistas alemães. Depois de se ter tornado mundialmente famoso (em 7 de Novembro de 1919, quando o Times de Londres anunciou o sucesso da sua teoria da gravidade) o ódio dos nacionalistas tornou-se ainda mais forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1919, ano da famosa confirmação do desvio de luz em Sobral e Príncipe, Albert Einstein divorcia-se de Mileva e casa-se com a sua prima divorciada Elsa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1920, durante uma de suas aulas em Berlim, há um incidente com manifestações anti-semitas, o que levou Einstein a deter-se com mais atenção aos factos que então ocorriam na Alemanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1921, Einstein acompanha uma delegação Sionista à Palestina. Ele propõe para a Palestina um estado baseado no modelo suíço, onde muçulmanos e judeus poderiam viver lado a lado em paz. Sendo um físico famoso, Einstein participa numa campanha de angariação de fundos para a Universidade Hebraica de Jerusalém. Ele apoia o plano de uma universidade onde judeus de todo o mundo possam estudar sem serem vítimas de discriminação.&lt;br /&gt;Albert Einstein em 1921.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ganhou o Prémio Nobel de Física de 1921 pela explicação do efeito fotoeléctrico; no entanto, o prémio só foi anunciado em 1922. Einstein receberia a quantia de 120 000 coroas suecas. Einstein não participou da cerimónia de atribuição do prémio pois encontrava-se no Japão nessa altura. Ao longo de sua vida, Einstein visitaria diversos países, incluindo alguns da América Latina. Entre 1925 e 1928, Einstein foi presidente da Universidade Hebraica de Jerusalém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1933, Adolf Hitler chega ao poder na Alemanha. Einstein, judeu, encontra-se agora em perigo. É avisado por amigos de que há planos para o seu assassinato e é aconselhado a fugir. Einstein renuncia mais uma vez à cidadania alemã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 7 de Outubro de 1933, Einstein parte do porto de Southampton num navio que o traria para os Estados Unidos da América, o seu novo lar. Nunca voltaria a viver na Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Einstein fez uma viagem à América do Sul, em 1925, visitando países como Argentina, Uruguai e também o Brasil. Além de fazer conferências científicas, visitou universidades e instituições de pesquisas, o navio que o trouxe ao Brasil foi o Cap Polonio. Ficou hospedado no Hotel Glória e gostou da goiaba, servida no café da manhã. Em 21 de março passou pelo Rio de Janeiro, onde foi recebido por jornalistas, cientistas e membros da comunidade judaica. Visitou o Jardim Botânico e fez o seguinte comentário, por escrito, para o jornalista Assis Chateaubriand: &quot;O problema que minha mente formulou foi respondido pelo luminoso céu do Brasil&quot;. Tal afirmação dizia respeito a uma observação do eclipse solar registrada na cidade cearense de Sobral por uma equipe de cientistas britânicos, liderada por Sir Arthur Stanley Eddington, que buscava vestígios que pudessem comprovar a Teoria da Relatividade, até então mera especulação. Albert Einstein nunca chegou a visitar a cidade de Sobral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 24 de abril de 1925, Einstein deixou Buenos Aires e alcançou Montevidéu. Fez ali três conferências e, tal como na Argentina, participou de várias recepções e visitou o presidente da República. Permaneceu no Uruguai por uma semana, de onde saiu no primeiro de maio, em direção ao Rio de Janeiro, no navio Valdívia. Desembarcou novamente no Rio de Janeiro em 4 de maio. Nos dias seguintes percorreria vários pontos turísticos da cidade, incluindo o Pão de Açucar, o Corcovado e a Floresta da Tijuca. As anotações de seu diário ilustram bem suas percepções quanto à natureza tropical do local. No dia 6 de Maio, visitou o então presidente da República, Artur Bernardes, além de outros ministros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu programa turístico-científico no Brasil incluiu diversas visitas a instituições, como o Museu Nacional, a Academia Brasileira de Ciências e o Instituto Oswaldo Cruz, e duas conferências: uma no Clube de Engenharia do Rio de Janeiro e a outra na Escola Politécnica do Largo de São Francisco, atual Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através de ondas da Rádio Sociedade, criada em 1923, Einstein proferiu em alemão uma mensagem à população, que foi traduzida pelo químico Mário Saraiva. Nesta mensagem, o cientista destacou a importância dos meios radiofônicos para a difusão da cultura e do aprendizado científico, desde que sejam utilizados e preservados por profissionais qualificados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Einstein deixaria o Rio no dia 12 de maio. Essa sua visita foi amplamente divulgada pela imprensa e influenciou na luta pelo estabelecimento de pesquisa básica e para a difusão das idéias da física moderna no Brasil. Deixando o Rio, o já famoso físico alemão enviou, do navio, uma carta ao Comitê Nobel. Nesta carta, sugeria o nome do marechal Cândido Rondon para o Nobel da Paz. Einstein teria se impressionado com o que se informou sobre as atividades de Rondon em relação à integração de tribos indígenas ao homem civilizado, sem o uso de armas ou algo do tipo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1932 aceitou uma posição no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Princeton, Nova Jersey como professor de física teórica e em 1933 com a subida dos Nazis decidiu viver permanentemente aí. Tornou-se cidadão americano em 1940.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Einstein passou os últimos quarenta anos de sua vida tentando unificar os campos eletromagnético e o gravitacional numa única teoria que ele chamava de Teoria do Campo Unificado. Procurou unificar as forças fundamentais, isto é a força gravitacional e a força electromagnéctica, numa teoria que descrevesse as forças como uma única força, do mesmo modo que a teoria de Maxwell une as forças eléctrica e magnética. No entanto não incluía no seu modelo as forças nucleares forte e fraca, que na época, e até 1970, não eram compreendidas como forças separadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1941 tem início o Projecto Manhattan (o desenvolvimento de uma bomba atômica). Pronunciamento oficial do próprio Albert Einstein sobre o referido tema: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Minha responsabilidade na questão da bomba atômica se limita a uma única intervenção: escrevi uma carta ao Presidente Roosevelt. Eu sabia ser necessária e urgente a organização de experiências de grande envergadura para o estudo e a realização da bomba atômica. E o disse. Conhecia também o risco universal causado pela descoberta da bomba. Mas os sábios alemães se encarniçavam sobre o mesmo problema e tinham todas as chances de resolvê-lo. Assumi portanto minhas responsabilidades. E no entanto sou apaixonadamente um pacifista e minha maneira de ver não é diferente diante da mortandade em tempo de paz. Já que as nações não se resolvem a suprimir a guerra por uma ação conjunta, já que não superam os conflitos por uma arbitragem pacífica e não baseiam seu direito sobre a lei, elas se vêem inexoravelmente obrigadas a preparar a guerra. Participando da corrida geral dos armamentos e não querendo perder, concebem e executam os planos mais detestáveis. Precipitam-se para a guerra. Mas hoje, a guerra se chama o aniquilamento da humanidade. Protestar hoje contra os armamentos não quer dizer nada e não muda nada. Só a supressão definitiva do risco universal da guerra dá sentido e oportunidade à sobrevivência do mundo. Daqui em diante, eis nosso labor cotidiano e nossa inabalável decisão: lutar contra a raiz do mal e não contra os efeitos. O homem aceita lucidamente esta exigência. Que importa que seja acusado de anti-social ou de utópico? Gandhi encarna o maior gênio político de nossa civilização. Definiu o sentido concreto de uma política e soube encontrar em cada homem um inesgotável heroísmo quando descobre um objetivo e um valor para sua ação. A Índia, hoje livre, prova a justeza de seu testemunho. Ora, o poder material, em aparência invencível, do Império Britânico foi submergido por uma vontade inspirada por idéias simples e claras.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1945, Einstein reforma-se da carreira universitária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1952, David Ben-Gurion, então o primeiro-ministro de Israel, convida Albert Einstein para suceder a Chaim Weizmann no cargo de presidente do estado de Israel. Einstein agradece mas recusa, alegando que não está à altura do cargo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morreu em 18 de Abril de 1955, aos 76 anos, em conseqüência de um aneurisma. O seu corpo foi cremado mas seu cérebro foi doado ao cientista Thomas Harvey, patologista do Hospital de Princeton.&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;ALBERT EINSTEIN&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/feeds/3408111888227260994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/2009/07/albert-einstein-biografia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/1919874312785657310/posts/default/3408111888227260994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/1919874312785657310/posts/default/3408111888227260994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/2009/07/albert-einstein-biografia.html' title='ALBERT EINSTEIN - BIOGRAFIA'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1919874312785657310.post-6290118101687601266</id><published>2009-07-17T14:59:00.000-03:00</published><updated>2009-07-17T15:18:21.859-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="BIOGRAFIA"/><title type='text'>ALBERT EINSTEIN - OBRAS</title><content type='html'>Obra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Científica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Movimento Browniano, 1905&lt;br /&gt;    * Efeito Fotoelétrico, 1905&lt;br /&gt;    * Teoria Especial da Relatividade, 1905&lt;br /&gt;    * Teoria Geral da Relatividade, 1916&lt;br /&gt;    * Investigações sobre a Teoria do Movimento Browniano, 1926&lt;br /&gt;    * Evolução da Física, 1938&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Literária&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Como Vejo o Mundo, 1922-1934&lt;br /&gt;    * Sobre o Sionismo, 1930&lt;br /&gt;    * A Minha Filosofia, 1934&lt;br /&gt;    * Meus últimos anos, 1950&lt;br /&gt;    * Escritos da Maturidade, 1934-1950&lt;br /&gt;    * Notas Autobiográficas&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;ALBERT EINSTEIN&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/feeds/6290118101687601266/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/2009/07/albert-einstein-obras.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/1919874312785657310/posts/default/6290118101687601266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/1919874312785657310/posts/default/6290118101687601266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/2009/07/albert-einstein-obras.html' title='ALBERT EINSTEIN - OBRAS'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1919874312785657310.post-7872343039727683688</id><published>2009-01-25T18:58:00.000-02:00</published><updated>2009-01-25T19:02:05.283-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="COMO VEJO O MUNDO"/><title type='text'>COMO VEJO O MUNDO</title><content type='html'>&quot;Minha condição humana me fascina. Conheço o limite de minha existência e ignoro por que estou nesta terra, mas às vezes o pressinto. Pela experiência cotidiana, concreta e intuitiva, eu me descubro vivo para alguns homens, porque o sorriso e a felicidade deles me condicionam inteiramente, mas ainda para outros que, por acaso, descobri terem emoções semelhantes às minhas.&lt;br /&gt;E cada dia, milhares de vezes, sinto minha vida — corpo e alma — integralmente tributária do trabalho dos vivos e dos mortos. Gostaria de dar tanto quanto recebo e não paro de receber. Mas depois experimento o sentimento satisfeito de minha solidão e quase demonstro má consciência ao exigir ainda alguma coisa de outrem. Vejo os homens se diferenciarem pelas classes sociais e sei que nada as justifica a não ser pela violência. Sonho ser acessível e desejável para todos uma vida simples e natural, de corpo e de espírito.&lt;br /&gt;Recuso-me a crer na liberdade e neste conceito filosófico. Eu não sou livre, e sim às vezes constrangido por pressões estranhas a mim, outras vezes por convicções íntimas. Ainda jovem, fiquei impressionado pela máxima de Schopenhauer: “O homem pode, é certo, fazer o que quer, mas não pode querer o que quer”; e hoje, diante do espetáculo aterrador das injustiças humanas, esta moral me tranquiliza e me educa. Aprendo a tolerar aquilo que me faz sofrer. Suporto então melhor meu sentimento de responsabilidade. Ele já não me esmaga e deixo de me levar, a mim ou aos outros, a sério demais. Vejo então o mundo com bom humor. Não posso me preocupar com o sentido ou a finalidade de minha existência, nem da dos outros, porque, do ponto de vista estritamente objetivo, é absurdo. E no entanto, como homem, alguns ideais dirigem minhas ações e orientam meus juízos. Porque jamais considerei o prazer e a felicidade como um fim em si e deixo este tipo de satisfação aos indivíduos reduzidos a instintos de grupo.&lt;br /&gt;Em compensação, foram ideais que suscitaram meus esforços e me permitiram viver. Chamam-se o bem, a beleza, a verdade. Se não me identifico com outras sensibilidades semelhantes à minha e se não me obstino incansavelmente em perseguir este ideal eternamente inacessível na arte e na ciência, a vida perde todo o sentido para mim. Ora, a humanidade se apaixona por finalidades irrisórias que têm por nome a riqueza, a glória, o luxo. Desde moço já as desprezava.&lt;br /&gt;Tenho forte amor pela justiça, pelo compromisso social. Mas com muita dificuldade me integro com os homens e em suas comunidades. Não lhes sinto a falta porque sou profundamente um solitário. Sinto-me realmente ligado ao Estado, à pátria, a meus amigos, a minha família no sentido completo do termo. Mas meu coração experimenta, diante desses laços, curioso sentimento de estranheza, de afastamento e a idade vem acentuando ainda mais essa distância. Conheço com lucidez e sem prevenção as fronteiras da comunicação e da harmonia entre mim e os outros homens. Com isso perdi algo da ingenuidade ou da inocência, mas ganhei minha independência. Já não mais firmo uma opinião, um hábito ou um julgamento sobre outra pessoa. Testei o homem. É inconsistente.&lt;br /&gt;A virtude republicana corresponde a meu ideal político. Cada vida encarna a dignidade da pessoa humana, e nenhum destino poderá justificar uma exaltação qualquer de quem quer que seja. Ora, o acaso brinca comigo. Porque os homens me testemunham uma incrível e excessiva admiração e veneração. Não quero e não mereço nada. Imagino qual seja a causa profunda, mas quimérica, de seu sentimento. Querem compreender as poucas idéias que descobri. Mas a elas consagrei minha vida, uma vida inteira de esforço ininterrupto.&lt;br /&gt;Fazer, criar, inventar exigem uma unidade de concepção, de direção e de responsabilidade. Reconheço esta evidência. Os cidadãos executantes, porém, não deverão nunca ser obrigados e poderão escolher sempre seu chefe.&lt;br /&gt;Ora, bem depressa e inexoravelmente, um sistema autocrático de domínio se instala e o ideal republicano degenera. A violência fascina os seres moralmente mais fracos. Um tirano vence por seu gênio, mas seu sucessor será sempre um rematado canalha. Por esta razão, luto sem tréguas e apaixonadamente contra os sistemas dessa natureza, contra a Itália fascista de hoje e contra a Rússia soviética de hoje. A atual democracia na Europa naufraga e culpamos por esse naufrágio o desaparecimento da ideologia republicana. Aí vejo duas causas terrivelmente graves. Os chefes de governo não encarnam a estabilidade e o modo da votação se revela impessoal. Ora, creio que os Estados Unidos da América encontraram a solução desse problema. Escolhem um presidente responsável eleito por quatro anos. Governa efetivamente e afirma de verdade seu compromisso. Em compensação, o sistema político europeu se preocupa mais com o cidadão, com o enfermo e o indigente. Nos mecanismos universais, o mecanismo Estado não se impõe como o mais indispensável. Mas é a pessoa humana, livre, criadora e sensível que modela o belo e exalta o sublime, ao passo que as massas continuam arrastadas por uma dança infernal de imbecilidade e de embrutecimento.&lt;br /&gt;A pior das instituições gregárias se intitula exército. Eu o odeio. Se um homem puder sentir qualquer prazer em desfilar aos sons de música, eu desprezo este homem... Não merece um cérebro humano, já que a medula espinhal o satisfaz. Deveríamos fazer desaparecer o mais depressa possível este câncer da civilização. Detesto com todas as forças o heroísmo obrigatório, a violência gratuita e o nacionalismo débil. A guerra é a coisa mais desprezível que existe. Preferiria deixar-me assassinar a participar desta ignomínia.&lt;br /&gt;No entanto, creio profundamente na humanidade. Sei que este câncer de há muito deveria ter sido extirpado. Mas o bom senso dos homens é sistematicamente corrompido. E os culpados são: escola, imprensa, mundo dos negócios, mundo político.&lt;br /&gt;O mistério da vida me causa a mais forte emoção. É o sentimento que suscita a beleza e a verdade, cria a arte e a ciência. Se alguém não conhece esta sensação ou não pode mais experimentar espanto ou surpresa, já é um morto-vivo e seus olhos se cegaram. Aureolada de temor, é a realidade secreta do mistério que constitui também a religião. Homens reconhecem então algo de impenetrável a suas inteligências, conhecem porém as manifestações desta ordem suprema e da Beleza inalterável. Homens se confessam limitados e seu espírito não pode apreender esta perfeição. E este conhecimento e esta confissão tomam o nome de religião. Deste modo, mas somente deste modo, soa profundamente religioso, bem como esses homens. Não posso imaginar um Deus a recompensar e a castigar o objeto de sua criação. Não posso fazer idéia de um ser que sobreviva à morte do corpo. Se semelhantes idéias germinam em um espírito, para mim é ele um fraco, medroso e estupidamente egoísta.&lt;br /&gt;Não me canso de contemplar o mistério da eternidade da vida. Tenho uma intuição da extraordinária construção do ser. Mesmo que o esforço para compreendê-lo fique sempre desproporcionado, vejo a Razão se manifestar na vida.&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;ALBERT EINSTEIN&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/feeds/7872343039727683688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/2009/01/como-vejo-o-mundo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/1919874312785657310/posts/default/7872343039727683688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/1919874312785657310/posts/default/7872343039727683688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/2009/01/como-vejo-o-mundo.html' title='COMO VEJO O MUNDO'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1919874312785657310.post-3734599112881202549</id><published>2009-01-25T18:57:00.002-02:00</published><updated>2009-01-25T18:58:08.829-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="NOTAS AUTOBIOGRAFICAS"/><title type='text'>NOTAS AUTOBIOGRAFICAS -  AOS 77 ANOS DE IDADE</title><content type='html'>Aos sessenta e sete anos de idade, preparo-me para escrever algo que é como o meu obituário. Não o faço unicamente devido à insistência do Dr. Schilpp, mas porque na verdade acredito que é válido mostrar àqueles que lutam ao nosso lado uma retrospectiva da nossa própria luta e das nossas pesquisas. Após alguma reflexão, concluí que essa tentativa provavelmente será imperfeita. Pois, por mais breve e limitada que seja a carreira de um homem, e por maior que seja o índice de erro possível, a exposição de tudo aquilo que é digno de ser comunicado não é fácil tarefa - um homem com sessenta e sete anos não é de modo nenhum o mesmo homem que era aos 50, 30 ou 20. Todas as reminiscências são coloridas com os tons do presente, vistas portanto sob uma falsa perspectiva. Essa consideração poderia ser suficiente para me deter. Contudo, há muita coisa na nossa experiência que não é evidente ao pensamento de muitos.&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;ALBERT EINSTEIN&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/feeds/3734599112881202549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/2009/01/notas-autobiograficas-aos-77-anos-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/1919874312785657310/posts/default/3734599112881202549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/1919874312785657310/posts/default/3734599112881202549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/2009/01/notas-autobiograficas-aos-77-anos-de.html' title='NOTAS AUTOBIOGRAFICAS -  AOS 77 ANOS DE IDADE'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1919874312785657310.post-1373490168169925622</id><published>2009-01-25T18:57:00.001-02:00</published><updated>2009-01-25T18:57:26.893-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="NOTAS AUTOBIOGRAFICAS"/><title type='text'>NOTAS AUTOBIOGRAFICAS -  JUVENTUDE</title><content type='html'>Quando eu era um jovem razoavelmente precoce, fiquei impressionado com a futilidade das esperanças e dos esforços que .atormentam incansavelmente os homens durante toda a sua vida. Além disso, muito cedo percebi a crueldade dessa busca, que naquele tempo era muito mais cuidadosamente disfarçada pela hipocrisia e por palavras brilhantes. Todos estavam condenados a participar dessa busca pela mera existência dos seus estômagos. O estômago talvez se saciasse com essa participação, mas não o homem, na medida em que é um ser pensante e dotado de sentimentos. A primeira válvula de escape era a religião, implantada nas crianças pela máquina educadora tradicional. Assim - embora fosse filho de pais absolutamente não-religiosos (judeus) -, entreguei-me a uma religiosidade profunda, que terminou abruptamente quando tinha apenas doze anos. A leitura de livros científicos populares convenceu-me de que a maioria das histórias da Bíblia não podia ser real. A conseqüência foi uma orgia positivamente fanática de livre-pensamento, combinada com a impressão de que a juventude é decididamente enganada pelo Estado, com mentiras; foi uma descoberta esmagadora. Essa experiência fez com que passasse a desconfiar de todo tipo de autoridade, adotando uma atitude cética quanto às convicções vigentes em qualquer ambiente social específico - urna atitude que jamais abandonei, embora mais tarde tenha sido amenizada por uma visão mais perfeita das conexões causais.&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;ALBERT EINSTEIN&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/feeds/1373490168169925622/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/2009/01/notas-autobiograficas-juventude.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/1919874312785657310/posts/default/1373490168169925622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/1919874312785657310/posts/default/1373490168169925622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/2009/01/notas-autobiograficas-juventude.html' title='NOTAS AUTOBIOGRAFICAS -  JUVENTUDE'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1919874312785657310.post-3049363143447963478</id><published>2009-01-25T18:56:00.001-02:00</published><updated>2009-01-25T18:56:49.492-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="NOTAS AUTOBIOGRAFICAS"/><title type='text'>NOTAS AUTOBIOGRAFICAS -  O QUE E O PENSAMENTOS</title><content type='html'>O que, exatamente, é o pensamento? Quando, na percepção das impressões sensoriais, emergem figuras da memória, isto ainda não é “pensar”. E quando esses quadros formam seqüências, cada membro criando o outro, isto também ainda não é “pensar”. Porém, quando uma cena figura aparece em várias seqüências, nesse caso — precisamente devido a essa recorrência — torna-se um elemento de organização para tais seqüências, no sentido de unir seqüências que por si mesmas não se relacionam entre si. Esse elemento vem a ser um instrumento, um conceito. Creio que a transição da livre associação ou “sonho” para o pensamento caracteriza-se pelo papel mais ou menos importante representado pelo conceito, Não é de modo algum necessário que o conceito esteja ligado a um signo que possa ser reconhecido e reproduzido pelos sentidos (palavra), mas, quando isto se dá, o pensamento torna-se, por esse meio, capaz de ser comunicado.&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;ALBERT EINSTEIN&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/feeds/3049363143447963478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/2009/01/notas-autobiograficas-o-que-e-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/1919874312785657310/posts/default/3049363143447963478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/1919874312785657310/posts/default/3049363143447963478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/2009/01/notas-autobiograficas-o-que-e-o.html' title='NOTAS AUTOBIOGRAFICAS -  O QUE E O PENSAMENTOS'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1919874312785657310.post-8044715251760749851</id><published>2009-01-25T18:54:00.000-02:00</published><updated>2009-01-25T18:56:03.673-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="NOTAS AUTOBIOGRAFICAS"/><title type='text'>NOTAS AUTOBIOGRAFICAS -  CONCEITOS E PENSAMENTOS</title><content type='html'>Com que direito — perguntará o leitor — o homem opera com tal descuido e de forma tão elementar com idéias, nesse reino tão problemático, sem ao menos tentar provar alguma coisa? Minha defesa: todos os nossos pensamentos têm a natureza do jogo livre dos conceitos; a justificativa desse jogo está no grau de compreensão das sensações que podemos alcançar com a sua ajuda. O conceito de “verdade” não pode ainda ser aplicado a essa estrutura; na minha opinião, esse conceito só é aplicável quando temos à mão um acordo (convenção) que abrange os elementos e as regras do jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho dúvidas de que o nosso pensamento se processa, na maior parte das vezes, sem o uso dos signos (palavras) e, além disso, em grande parte inconscientemente. Se assim não fosse, como seria possível “lembrarmos com estranheza” e de forma espontânea uma determinada experiência? Essa “lembrança inquisitiva” pode ocorrer quando a experiência está em conflito com conceitos bem estabelecidos em nossa mente. Sempre que experimentamos esse conflito aguda e intensamente, ele reage contra nosso mundo mental de modo decisivo. O desenvolvimento desse mundo mental é, em certo sentido, uma fuga constante do “pensamento de estranheza”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 4 ou 5 anos, experimentei esse sentimento quando meu pai mostrou-me uma bússola, O fato de a agulha comportar-se de uma certa forma não se encaixava entre os tipos de ocorrências que podiam ser colocados no mundo inconsciente dos conceitos (eficácia produzida pelo “toque” direto). Lembro-me ainda — ou pelo menos creio que me lembro — que essa experiência causou-me uma impressão profunda e duradoura. Devia haver algo escondido nas profundezas das coisas. Aquilo que o homem conhece desde a infância não provoca esse tipo de reação; não se surpreende com o vento e a chuva, com a lua, nem com o fato de essa mesma lua não cair do céu, ou com as diferenças entre a matéria viva e a matéria sem vida.&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;ALBERT EINSTEIN&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/feeds/8044715251760749851/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/2009/01/notas-autobiograficas-conceitos-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/1919874312785657310/posts/default/8044715251760749851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/1919874312785657310/posts/default/8044715251760749851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/2009/01/notas-autobiograficas-conceitos-e.html' title='NOTAS AUTOBIOGRAFICAS -  CONCEITOS E PENSAMENTOS'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1919874312785657310.post-1528823540802933694</id><published>2009-01-25T18:52:00.000-02:00</published><updated>2009-01-25T18:53:42.044-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="NOTAS AUTOBIOGRAFICAS"/><title type='text'>NOTAS AUTOBIOGRAFICAS -  AOS 12 ANOS DE IDADE</title><content type='html'>Aos doze anos experimentei minha segunda sensação de espanto, de natureza completamente diversa da primeira, provocada por um livrinho de geometria plana de Euclides, que veio ter às minhas mãos no início do ano escolar. Aí estavam afirmações como, por exemplo, a intersecção das três alturas do triângulo num determinado ponto que — embora não fosse evidente — podia ser provada com tal certeza que qualquer dúvida estava fora de cogitação. Esta certeza lúcida impressionou-me profundamente. O fato de os axiomas serem aceitos sem prova não me perturbou. De qualquer forma, era bastante poder basear as provas em proposições cuja validade me parecia livre de qualquer dúvida. Por exemplo, lembro-me que um tio me falou sobre o teorema de Pitágoras antes que eu tivesse lido o livrinho sagrado de geometria. Com muito esforço consegui “provar” esse teorema, tomando como base a similaridade dos triângulos; parecia-me “evidente” que as relações dos lados dos triângulos de ângulos retos teriam de ser completamente determinadas por um dos ângulos agudos. Para mim, apenas as idéias que não eram evidentes dessa forma precisavam ser provadas. Além disso, os objetos tratados pela geometria não me pareciam diferentes dos objetos da percepção sensorial “que podem ser vistos e tocados”. Esse conceito primário, que provavelmente está no fundo da conhecida crítica de Kant sobre a possibilidade de “julgamentos sintéticos a priori”, repousa obviamente no fato de que a relação dos conceitos geométricos com os objetos da experiência direta (barra rígida, intervalo finito etc.) existia no inconsciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, se aparentemente é possível chegar-se a um conhecimento dos objetos da experiência por meio do pensamento puro, essa “estranheza” tinha como base o erro. Contudo, para quem a experimenta pela primeira vez, parece maravilhoso o homem ser capaz de alcançar tal grau de certeza e de pureza de pensamento, como nos demonstraram os gregos com sua geometria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que tomei um desvio, interrompendo o meu obituário apenas iniciado, não hesitarei em apresentar em poucas palavras meu credo epistemológico, embora já tenha dito algo sobre o mesmo nas considerações acima expostas. Na verdade, esse credo desenvolveu-se muito mais tarde, e lentarnente, e não corresponde ao meu modo de pensar quando era jovem.&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;ALBERT EINSTEIN&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/feeds/1528823540802933694/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/2009/01/notas-autobiograficas-aos-12-anos-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/1919874312785657310/posts/default/1528823540802933694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/1919874312785657310/posts/default/1528823540802933694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/2009/01/notas-autobiograficas-aos-12-anos-de.html' title='NOTAS AUTOBIOGRAFICAS -  AOS 12 ANOS DE IDADE'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1919874312785657310.post-7306973335807111536</id><published>2009-01-25T18:51:00.001-02:00</published><updated>2009-01-25T18:52:50.452-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="NOTAS AUTOBIOGRAFICAS"/><title type='text'>NOTAS AUTOBIOGRAFICAS -  12 A 16 ANOS DE IDADE</title><content type='html'>Voltemos agora ao obituário. Dos doze aos dezesseis anos, familiarizei-me com os elementos da matemática, incluindo os princípios do cálculo diferencial e cálculo integral. Tive a sorte de encontrar livros que não se preocupavam com o rigor lógico, mas que permitiam a apresentação clara das idéias principais. Era um trabalho verdadeiramente fascinante; certos pontos extremos me impressionavam tanto quanto os da geometria elementar — a idéia básica da geometria analítica, as séries infinitas, os conceitos de derivadas e de integrais. Tive a sorte também de aprender os resultados essenciais e os métodos de todo o campo das ciências naturais, numa excelente obra popular que se limitava quase que exclusivamente aos aspectos qualitativos (Bernstein, Popular Books on Natural Science, em cinco ou seis volumes), e que li com absorvente atenção. já estudara também um pouco de física teórica quando, com dezessete anos, entrei para o Instituto Politécnico de Zurique para estudar matemática e física.&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;ALBERT EINSTEIN&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/feeds/7306973335807111536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/2009/01/notas-autobiograficas-12-16-anos-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/1919874312785657310/posts/default/7306973335807111536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/1919874312785657310/posts/default/7306973335807111536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/2009/01/notas-autobiograficas-12-16-anos-de.html' title='NOTAS AUTOBIOGRAFICAS -  12 A 16 ANOS DE IDADE'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1919874312785657310.post-5803342139229664054</id><published>2009-01-25T18:44:00.000-02:00</published><updated>2009-01-25T18:45:28.706-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="DEUS"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="DISCURSO"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="RELIGIAO"/><title type='text'>DISCURSO - RELIGIAO</title><content type='html'>Um breve discurso de Albert Einstein:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style:italic;&quot;&gt;O espírito científico, fortemente armado com seu método, não existe sem a religiosidade cósmica.Ela se distingue da crença das multidões ingênuas que consideram Deus um Ser de quem esperam benignidade e do qual temem o castigo - uma espécie de sentimento exaltado da mesma natureza que os laços do filho com o pai, um ser com quem também estabelecem relações pessoais, por respeitosas que sejam.Mas o sábio, bem convencido, da lei de causalidade de qualquer acontecimento , decifra o futuro e o passado submetidos às mesmas regras de necessidade e determinismo.A moral não lhe suscita problemas com os deuses, mas simplesmente com os homens.Sua religiosidade, consiste em espantar-se , em extasiar-se diante da harmonia das leis da natureza , revelando uma inteligência tão superior que todos os pensamentos humanos e todo seu engenho não podem desvendar, diante dela, a não ser seu nada irrisório.Este sentimento desenvolve a regra dominante de sua vida, de sua coragem, na medida em que supera a servidão dos desejos egoístas.Indubitavelmente, este sentimento se compara àquele que animou os espíritos criadores religiosos em todos os tempos.&lt;/span&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;ALBERT EINSTEIN&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/feeds/5803342139229664054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/2009/01/discurso-religiao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/1919874312785657310/posts/default/5803342139229664054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/1919874312785657310/posts/default/5803342139229664054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/2009/01/discurso-religiao.html' title='DISCURSO - RELIGIAO'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1919874312785657310.post-4856243051420797077</id><published>2009-01-25T18:42:00.000-02:00</published><updated>2009-01-25T18:44:14.429-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="RELIGIAO"/><title type='text'>EINSTEIN E A RELIGIAO</title><content type='html'>Einstein era religioso, no entanto não professava a fé judaica. Do ponto de vista religioso, era próximo do deísmo de Baruch Spinoza: acreditava que Deus se revelava através da harmonia das leis da natureza e rejeitava o Deus pessoal que intervém na História. Era também crente no total determinismo do universo e excluía a possibilidade do livre arbítrio dos seres humanos. Para Einstein &quot;o Homem é livre de fazer o que quer, mas não é livre de querer o que quer&quot;, o que significa que o Homem age sempre de forma compulsiva, sem uma verdadeira liberdade, todos os seus actos sendo determinados pelas leis da natureza.&lt;br /&gt;Selo mostrando Albert Einstein. Este selo foi confeccionado em 2005 em comemoração ao ano da física.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seguinte carta breve de Einstein, escrita a 24 de Setembro de 1946 a Isaac Hirsch, o presidente da Congregação B&#39;er Chaym, ilustra bem a relação de Einstein com a religião judaica e o seu sentido de humor típico:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-style:italic;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&quot;Meu caro Sr. Hirsch,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;muito obrigado pelo seu gentil convite. Apesar de eu ser uma espécie de Santo Judeu, tenho estado ausente da Sinagoga há tanto tempo, que receio que Deus não me iria reconhecer, e se me reconhecesse seria ainda pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com os meus melhores cumprimentos e votos de bons feriados para si e para a sua congregação. Agradecendo mais uma vez&quot;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;ALBERT EINSTEIN&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/feeds/4856243051420797077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/2009/01/einstein-e-religiao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/1919874312785657310/posts/default/4856243051420797077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/1919874312785657310/posts/default/4856243051420797077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/2009/01/einstein-e-religiao.html' title='EINSTEIN E A RELIGIAO'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1919874312785657310.post-5261710220430131473</id><published>2009-01-25T18:41:00.000-02:00</published><updated>2009-01-25T18:42:18.083-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="BOMBA ATOMICA"/><title type='text'>PRONUNCIAMENTO SOBRE A BOMBA ATOMICA</title><content type='html'>Em 1941 tem início o Projecto Manhattan (o desenvolvimento de uma bomba atômica). Pronunciamento oficial do próprio Albert Einstein sobre o referido tema:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Minha responsabilidade na questão da bomba atômica se limita a uma única intervenção: escrevi uma carta ao Presidente Roosevelt. Eu sabia ser necessária e urgente a organização de experiências de grande envergadura para o estudo e a realização da bomba atômica. E o disse. Conhecia também o risco universal causado pela descoberta da bomba. Mas os sábios alemães se encarniçavam sobre o mesmo problema e tinham todas as chances de resolvê-lo. Assumi portanto minhas responsabilidades. E no entanto sou apaixonadamente um pacifista e minha maneira de ver não é diferente diante da mortandade em tempo de paz. Já que as nações não se resolvem a suprimir a guerra por uma ação conjunta, já que não superam os conflitos por uma arbitragem pacífica e não baseiam seu direito sobre a lei, elas se vêem inexoravelmente obrigadas a preparar a guerra. Participando da corrida geral dos armamentos e não querendo perder, concebem e executam os planos mais detestáveis. Precipitam-se para a guerra. Mas hoje, a guerra se chama o aniquilamento da humanidade. Protestar hoje contra os armamentos não quer dizer nada e não muda nada. Só a supressão definitiva do risco universal da guerra dá sentido e oportunidade à sobrevivência do mundo. Daqui em diante, eis nosso labor cotidiano e nossa inabalável decisão: lutar contra a raiz do mal e não contra os efeitos. O homem aceita lucidamente esta exigência. Que importa que seja acusado de anti-social ou de utópico? Gandhi encarna o maior gênio político de nossa civilização. Definiu o sentido concreto de uma política e soube encontrar em cada homem um inesgotável heroísmo quando descobre um objetivo e um valor para sua ação. A Índia, hoje livre, prova a justeza de seu testemunho. Ora, o poder material, em aparência invencível, do Império Britânico foi submergido por uma vontade inspirada por idéias simples e claras.&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;ALBERT EINSTEIN&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/feeds/5261710220430131473/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/2009/01/pronunciamento-sobre-bomba-atomica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/1919874312785657310/posts/default/5261710220430131473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/1919874312785657310/posts/default/5261710220430131473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/2009/01/pronunciamento-sobre-bomba-atomica.html' title='PRONUNCIAMENTO SOBRE A BOMBA ATOMICA'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1919874312785657310.post-244166725061646615</id><published>2009-01-25T18:36:00.000-02:00</published><updated>2009-01-25T18:38:38.070-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="O Milagre da Vida"/><title type='text'>O Milagre da Vida</title><content type='html'>Pode ser que um dia deixemos de nos falar...&lt;br /&gt;Mas, enquanto houver amizade,&lt;br /&gt;Faremos as pazes de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser que um dia o tempo passe...&lt;br /&gt;Mas, se a amizade permanecer,&lt;br /&gt;Um de outro se há-de lembrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser que um dia nos afastemos...&lt;br /&gt;Mas, se formos amigos de verdade,&lt;br /&gt;A amizade nos reaproximará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser que um dia não mais existamos...&lt;br /&gt;Mas, se ainda sobrar amizade,&lt;br /&gt;Nasceremos de novo, um para o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser que um dia tudo acabe...&lt;br /&gt;Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,&lt;br /&gt;Cada vez de forma diferente.&lt;br /&gt;Sendo único e inesquecível cada momento&lt;br /&gt;Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há duas formas para viver a sua vida:&lt;br /&gt;Uma é acreditar que não existe milagre.&lt;br /&gt;A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;ALBERT EINSTEIN&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/feeds/244166725061646615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/2009/01/o-milagre-da-vida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/1919874312785657310/posts/default/244166725061646615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/1919874312785657310/posts/default/244166725061646615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/2009/01/o-milagre-da-vida.html' title='O Milagre da Vida'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1919874312785657310.post-2231680120907240836</id><published>2009-01-25T10:21:00.000-02:00</published><updated>2009-01-25T10:22:19.537-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="CIENCIA E RELIGIÃO"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="SOBRE A LIBERDADE"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="TEXTOS"/><title type='text'>SOBRE A LIBERDADE - CIENCIA E RELIGIAO I</title><content type='html'>Ciência e Religião&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o século passado e em parte do que o precedeu, a&lt;br /&gt;existência de um conflito insolúvel entre conhecimento e&lt;br /&gt;crença foi amplamente sustentada. Prevalecia entre mentes&lt;br /&gt;avançadas a opinião de que chegara a hora de substituir,&lt;br /&gt;cada vez mais, a crença pelo conhecimento; toda crença que&lt;br /&gt;não se fundasse ela própria em conhecimento era superstição&lt;br /&gt;e, como tal, devia ser combatida. Segundo essa concepção, a&lt;br /&gt;função exclusiva da educação seria abrir caminho para o&lt;br /&gt;pensamento e o conhecimento, devendo a escola, como o órgão&lt;br /&gt;por excelência para a educação do povo, servir exclusivamente&lt;br /&gt;a esse fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É provável que raramente, ou mesmo nunca, possamos encontrar&lt;br /&gt;o ponto de vista racionalista expresso com tanta crueza;&lt;br /&gt;pois todo homem sensível veria de imediato o quanto essa&lt;br /&gt;formulação é tendenciosa. Mas é conveniente formular uma&lt;br /&gt;tese de maneira nua e crua quando se quer aclarar a própria&lt;br /&gt;mente com relação a sua natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que a experiência e o pensamento claro são a&lt;br /&gt;melhor maneira de fundamentar as convicções. Quanto a isto,&lt;br /&gt;podemos concordar irrestritamente com o racionalista&lt;br /&gt;extremado. O ponto fraco dessa concepção, contudo, e que as&lt;br /&gt;convicções necessárias e determinantes para nossa conduta e&lt;br /&gt;nossos juízos não podem ser encontradas unicamente nessa&lt;br /&gt;sólida via cientifica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois o método cientifico não nos pode ensinar outra coisa&lt;br /&gt;além do modo como os fatos se relacionam e são condicionados&lt;br /&gt;uns pelos outros. A aspiração a esse conhecimento objetivo&lt;br /&gt;está entre as mais elevadas de que o homem e capaz, e&lt;br /&gt;certamente ninguém pode suspeitar que eu deseje subestimar&lt;br /&gt;as realizações e os heróicos esforços do homem nessa esfera.&lt;br /&gt;É igualmente claro, no entanto, que o conhecimento do que é,&lt;br /&gt;não abre diretamente a porta para o que deve ser. Podemos&lt;br /&gt;ter o mais claro e completo conhecimento do que é, sem&lt;br /&gt;contudo sermos capazes de deduzir disso qual deveria ser a&lt;br /&gt;meta de nossas aspirações humanas. O conhecimento objetivo&lt;br /&gt;nos fornece poderosos instrumentos para atingir certos fins,&lt;br /&gt;mas a meta final em si é a mesma, e o desejo de atingi-la&lt;br /&gt;devem emanar de outra fonte. E é praticamente desnecessário&lt;br /&gt;defender a idéia de que nossa existência e nossa atividade&lt;br /&gt;só adquirem &#39;sentido&#39; mediante o estabelecimento de uma meta&lt;br /&gt;como essa e dos valores correspondentes. O conhecimento da&lt;br /&gt;verdade como tal é maravilhoso, mas é tão pouco capaz de&lt;br /&gt;servir de guia que não consegue provar sequer a justificação&lt;br /&gt;e o valor da aspiração a esse mesmo conhecimento da verdade.&lt;br /&gt;Aqui defrontamos, portanto, com os limites da concepção&lt;br /&gt;puramente racional de nossa existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não se deve presumir que o pensamento inteligente não&lt;br /&gt;possa desempenhar nenhum papel na formação da meta e de&lt;br /&gt;juízos éticos. Quando alguém se dá conta de que certo meio&lt;br /&gt;seria útil para a consecução de um fim, isto faz com que o&lt;br /&gt;próprio meio se torne um fim. A inteligência elucida para&lt;br /&gt;nós a inter-relação entre meios e fins. O mero pensamento&lt;br /&gt;não pode, contudo, nos dar uma consciência dos fins últimos&lt;br /&gt;e fundamentais. Elucidar esses fins e valores fundamentais é&lt;br /&gt;engastá-los firmemente na vida emocional do indivíduo;&lt;br /&gt;parece-me, precisamente, a mais importante função que a&lt;br /&gt;religião tem a desempenhar na vida social do homem. E se&lt;br /&gt;alguém pergunta de onde provém a autoridade desses fins&lt;br /&gt;fundamentais, já que eles não podem ser formulados e&lt;br /&gt;justificados puramente pela razão, só há uma resposta: eles&lt;br /&gt;existem numa sociedade saudável na forma de tradições&lt;br /&gt;vigorosas, que agem sobre a conduta, as aspirações e os&lt;br /&gt;juízos dos indivíduos; eles existem, isto é, vivem dentro&lt;br /&gt;dela, sem que seja preciso encontrar justificação para sua&lt;br /&gt;existência. Nascem, não através da demonstração, mas da&lt;br /&gt;revelação, por meio de personalidades excepcionais. Não se&lt;br /&gt;deve tentar justificá-los, mas antes, sentir, simples e&lt;br /&gt;claramente, sua natureza. Os mais elevados princípios para&lt;br /&gt;nossas aspirações e juízos nos são dados pela tradição&lt;br /&gt;religiosa judáico-cristã. Trata-se de uma meta muito&lt;br /&gt;elevada, que, com nossos parcos poderes, só podemos atingir&lt;br /&gt;de maneira muito insatisfatória, mas que da um sólido&lt;br /&gt;fundamento a nossas aspirações e avaliações. Se quiséssemos&lt;br /&gt;tirar essa meta de sua forma religiosa e considerar apenas&lt;br /&gt;seu aspecto puramente humano, talvez pudéssemos formulá-la&lt;br /&gt;assim: desenvolvimento livre e responsável do indivíduo, de&lt;br /&gt;modo que ele possa por suas capacidades, com liberdade e&lt;br /&gt;alegria a serviço de toda a humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há lugar nisso para a divinização de uma nação, de uma&lt;br /&gt;classe, nem muito menos de um indivíduo. Não somos todos&lt;br /&gt;filhos de um só pai, como se diz na linguagem religiosa? Na&lt;br /&gt;verdade, mesmo a divinização da humanidade, como totalidade&lt;br /&gt;abstrata, não estaria no espírito desse ideal. E somente ao&lt;br /&gt;indivíduo que é dada uma alma. E o &#39;sublime&#39; destino do&lt;br /&gt;indivíduo é antes servir que comandar, ou impor-se de&lt;br /&gt;qualquer outra maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se considerarmos mais a substância que a forma, poderemos&lt;br /&gt;ver também nestas palavras a expressão da postura&lt;br /&gt;democrática fundamental. Ao verdadeiro democrata e tão&lt;br /&gt;inviável idolatrar sua nação quanto ao homem religioso, no&lt;br /&gt;sentido que damos ao termo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual será então, em tudo isto, a função da educação e da&lt;br /&gt;escola? Elas devem ajudar o jovem a crescer num espírito tal&lt;br /&gt;que esses princípios fundamentais sejam para ele como o ar&lt;br /&gt;que respira. O mero ensino não pode fazer isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se mantemos esses princípios elevados claramente diante de&lt;br /&gt;nossos olhos, e os comparamos com a vida e o espírito de&lt;br /&gt;nosso tempo, revela-se flagrantemente que a própria&lt;br /&gt;humanidade civilizada encontra-se, neste momento, em grave&lt;br /&gt;perigo. Nos Estados totalitários, são os próprios&lt;br /&gt;governantes que se empenham hoje em destruir esse espírito&lt;br /&gt;de humanidade. Em lugares menos ameaçados, são o&lt;br /&gt;nacionalismo e a intolerância, bem com a opressão dos&lt;br /&gt;indivíduos por meios econômicos, que ameaçam sufocar essas&lt;br /&gt;tão preciosas tradições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A clareza da enormidade do perigo está se difundindo, no&lt;br /&gt;entanto, entre as pessoas que pensam, e há uma grande&lt;br /&gt;procura de meios que permitam enfrentar o perigo - meios no&lt;br /&gt;campo da política nacional e internacional, da legislação,&lt;br /&gt;da organização em geral. Esses esforços são, sem dúvida,&lt;br /&gt;extremamente necessários. Contudo, os antigos sabiam algo&lt;br /&gt;que parecemos ter esquecido. &quot;Todos os meios mostram-se um&lt;br /&gt;instrumento grosseiro quando não tem atrás de si um espírito&lt;br /&gt;vivo&quot;. Se o desejo de alcançar a meta estiver vigorosamente&lt;br /&gt;vivo dentro de nós, porém, não nos faltarão forças para&lt;br /&gt;encontrar os meios de alcançar a meta e traduzi-la em atos.&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;ALBERT EINSTEIN&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/feeds/2231680120907240836/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/2009/01/sobre-liberdade-ciencia-e-religiao-i.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/1919874312785657310/posts/default/2231680120907240836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/1919874312785657310/posts/default/2231680120907240836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/2009/01/sobre-liberdade-ciencia-e-religiao-i.html' title='SOBRE A LIBERDADE - CIENCIA E RELIGIAO I'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1919874312785657310.post-7560189720504630177</id><published>2009-01-25T10:19:00.000-02:00</published><updated>2009-01-25T10:21:11.450-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ALBERT EINSTEIN"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="CIENCIA E RELIGIÃO"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="SOBRE A LIBERDADE"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="TEXTOS"/><title type='text'>SOBRE A LIBERDADE - CIENCIA E RELIGIAO II</title><content type='html'>Parte II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não seria difícil chegar a um acordo quanto ao que&lt;br /&gt;entendemos por ciência. Ciência é o esforço secular de&lt;br /&gt;reunir, através do pensamento sistemático, os fenômenos&lt;br /&gt;perceptíveis deste mundo, numa associação tão completa&lt;br /&gt;quanto possível. Falando claramente, é a tentativa de&lt;br /&gt;reconstrução posterior da existência pelo processo da&lt;br /&gt;conceituação. Mas, quando pergunto a mim mesmo o que é a&lt;br /&gt;religião, a resposta não me ocorre tão facilmente. E, mesmo&lt;br /&gt;depois de encontrar uma resposta que possa me satisfazer num&lt;br /&gt;momento particular, continuo convencido de que nunca&lt;br /&gt;consigo, em nenhuma circunstância, criar um acordo, mesmo&lt;br /&gt;que muito limitado, entre todos os que refletem seriamente&lt;br /&gt;sobre essa questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De início, portanto, em vez de perguntar o que é religião,&lt;br /&gt;eu preferiria indagar o que caracteriza as aspirações de uma&lt;br /&gt;pessoa que me dá a impressão de ser religiosa: uma pessoa&lt;br /&gt;religiosamente esclarecida parece-me ser aquela que, tanto&lt;br /&gt;quanto lhe foi possível, libertou-se dos grilhões, de seus&lt;br /&gt;desejos egoístas e está preocupada com pensamentos,&lt;br /&gt;sentimentos e aspirações a que se apega em razão de seu&lt;br /&gt;valor suprapessoal. Parece-me que o que importa é a força&lt;br /&gt;desse conteúdo suprapessoal, e a profundidade da convicção&lt;br /&gt;na superioridade de seu significado, quer se faça ou não&lt;br /&gt;alguma tentativa de unir esse conteúdo com um Ser divino,&lt;br /&gt;pois, de outro modo, não poderíamos considerar Buda e&lt;br /&gt;Spinoza como personalidades religiosas. Assim, uma pessoa&lt;br /&gt;religiosa é devota no sentido de não ter nenhuma dúvida&lt;br /&gt;quanto ao valor e eminência dos objetivos e metas&lt;br /&gt;suprapessoais que não exigem nem admitem fundamentação&lt;br /&gt;racional. Eles existem, tão necessária e corriqueiramente&lt;br /&gt;quanto ela própria. Nesse sentido, a religião é o&lt;br /&gt;antiquíssimo esforço da humanidade para atingir uma clara e&lt;br /&gt;completa consciência desses valores e metas e reforçar e&lt;br /&gt;ampliar incessantemente seu efeito. Quando concebemos a&lt;br /&gt;religião e a ciência segundo estas definições, um conflito&lt;br /&gt;entre elas parece impossível. Pois a ciência pode apenas&lt;br /&gt;determinar o que é, não o que deve ser, está fora de seu&lt;br /&gt;domínio, todos os tipos de juízos de valor continuam sendo&lt;br /&gt;necessários. A religião, por outro lado, lida somente com&lt;br /&gt;avaliações do pensamento e da ação humanos: não lhe é lícito&lt;br /&gt;falar de fatos e das relações entre os fatos. Segundo esta&lt;br /&gt;interpretação, os famosos conflitos ocorridos entre religião&lt;br /&gt;e ciência no passado devem ser todos atribuídos a uma&lt;br /&gt;apreensão equivocada da situação descrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um conflito surge, por exemplo, quando uma comunidade&lt;br /&gt;religiosa insiste na absoluta veracidade de todos os relatos&lt;br /&gt;registrados na Bíblia. Isso significa uma intervenção da&lt;br /&gt;religião na esfera da ciência; é aí que se insere a luta da&lt;br /&gt;Igreja contra as doutrinas de Galileu e Darwin. Por outro&lt;br /&gt;lado, representantes da ciência tem constantemente tentado&lt;br /&gt;chegar a juízos fundamentais com respeito a valores e fins&lt;br /&gt;com base no método científico, pondo-se assim em oposição a&lt;br /&gt;religião. Todos esses conflitos nasceram de erros fatais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, ainda que os âmbitos da religião e da ciência sejam em&lt;br /&gt;si claramente separados um do outro, existem entre os dois&lt;br /&gt;fortes relações recíprocas e dependências. Embora possa ser&lt;br /&gt;ela o que determina a meta, a religião aprendeu com a&lt;br /&gt;ciência, no sentido mais amplo, que meios poderão contribuir&lt;br /&gt;para que se alcancem as metas que ela estabeleceu. A&lt;br /&gt;ciência, porém, só pode ser criada por quem esteja&lt;br /&gt;plenamente imbuído da aspiração e verdade, e ao&lt;br /&gt;entendimento. A fonte desse sentimento, no entanto, brota na&lt;br /&gt;esfera da religião. A esta se liga também a fé na&lt;br /&gt;possibilidade de que as regulações válidas para o mundo da&lt;br /&gt;existência sejam racionais, isto é, compreensíveis à razão.&lt;br /&gt;Não posso conceber um autêntico cientista sem essa fé&lt;br /&gt;profunda. A situação pode ser expressa por uma imagem: a&lt;br /&gt;ciência sem religião e aleijada, a religião sem ciência e cega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora eu tenha afirmado acima que um conflito legítimo&lt;br /&gt;entre religião e ciência não pode existir verdadeiramente,&lt;br /&gt;devo fazer uma ressalva a esta afirmação, mais uma vez, num&lt;br /&gt;ponto essencial, com referencia ao conteúdo efetivo das&lt;br /&gt;religiões históricas. Esta ressalva tem a ver com o conceito&lt;br /&gt;de Deus. Durante o período juvenil da evolução espiritual da&lt;br /&gt;humanidade, a fantasia humana criou a sua própria imagem&lt;br /&gt;&#39;deuses&#39; que, por seus atos de vontade, supostamente&lt;br /&gt;determinariam ou, pelo menos, influenciariam o mundo&lt;br /&gt;fenomênico. O homem procurava alterar a disposição desses&lt;br /&gt;deuses a seu próprio favor, por meio da magia e da prece. A&lt;br /&gt;idéia de Deus, nas religiões ensinadas atualmente, é uma&lt;br /&gt;sublimação dessa antiga concepção dos deuses. Seu caráter&lt;br /&gt;antropomórfico se revela, por exemplo, no fato de os homens&lt;br /&gt;recorrerem ao Ser Divino em preces, a suplicarem a&lt;br /&gt;realização de seus desejos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente, ninguém negará que a idéia da existência de um&lt;br /&gt;Deus pessoal, onipotente, justo e todo-misericordioso é&lt;br /&gt;capaz de dar ao homem consolo, ajuda e orientação; e também,&lt;br /&gt;em virtude de sua simplicidade, acessível as mentes menos&lt;br /&gt;desenvolvidas. Por outro lado, porem, esta idéia traz em si&lt;br /&gt;aspectos vulneráveis e decisivos, que se fizeram sentir&lt;br /&gt;penosamente desde o início da história. Ou seja, se esse ser&lt;br /&gt;é onipotente, então tudo o que acontece, aí incluídos cada&lt;br /&gt;ação, cada pensamento, cada sentimento e aspiração do homem,&lt;br /&gt;é também obra Sua; nesse caso, como é possível pensar em&lt;br /&gt;responsabilizar o homem por seus atos e pensamentos perante&lt;br /&gt;esse Ser &#39;todo-poderoso&#39;? Ao distribuir punições e&lt;br /&gt;recompensas, Ele estaria, até certo ponto, julgando a Si&lt;br /&gt;mesmo. Como conciliar isso com a bondade e a justiça a Ele&lt;br /&gt;atribuídas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A principal fonte dos conflitos atuais entre as esferas da&lt;br /&gt;religião e da ciência reside nesse conceito de um Deus&lt;br /&gt;pessoal. A ciência tem por objetivo estabelecer regras&lt;br /&gt;gerais que determinem a conexão recíproca de objetos e&lt;br /&gt;eventos no tempo e no espaço. A validade absolutamente geral&lt;br /&gt;dessas regras, ou leis da natureza, e algo que se pretende -&lt;br /&gt;mas não se prova. Trata-se sobretudo de um projeto, e a&lt;br /&gt;confiança na possibilidade de sua realização, por princípio,&lt;br /&gt;funda-se apenas em sucessos parciais. Seria difícil, porém,&lt;br /&gt;encontrar alguém que negasse esses sucessos parciais e os&lt;br /&gt;atribuísse a ilusão humana. O fato de sermos capazes, com&lt;br /&gt;base nessas leis, de predizer o comportamento temporal dos&lt;br /&gt;fenômenos de certos domínios, com grande precisão e certeza,&lt;br /&gt;está profundamente enraizado na consciência do homem&lt;br /&gt;moderno, ainda que possamos ter apreendido muito pouco do&lt;br /&gt;conteúdo dessas leis. Basta considerarmos que as trajetórias&lt;br /&gt;planetárias do sistema solar podem ser antecipadamente&lt;br /&gt;calculadas, com grande exatidão, com base num número&lt;br /&gt;limitado de leis simples. De maneira similar, embora não com&lt;br /&gt;a mesma precisão, é possível calcular antecipadamente o modo&lt;br /&gt;de funcionamento de um motor elétrico, de um sistema de&lt;br /&gt;transmissão ou de um aparelho de rádio, mesmo quando estamos&lt;br /&gt;lidando com uma invenção inédita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bem verdade que, quando o número de fatores em jogo num&lt;br /&gt;complexo fenomenólogico é grande demais, o método científico&lt;br /&gt;nos decepciona na maioria dos casos. Basta pensarmos nas&lt;br /&gt;condições do tempo, cuja previsão, mesmo para alguns dias à&lt;br /&gt;frente, é impossível. Ninguém duvida, contudo, de que&lt;br /&gt;estamos diante de uma conexão causal cujos componentes&lt;br /&gt;causais nos são essencialmente conhecidos. As ocorrências&lt;br /&gt;nessa esfera estão fora do alcance da predição exata por&lt;br /&gt;causa da multiplicidade de fatores em ação, e não por alguma&lt;br /&gt;falta de ordem na natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penetramos muito menos profundamente nas regularidades que&lt;br /&gt;prevalecem no âmbito das coisas vivas, mas o suficiente, de&lt;br /&gt;todo modo, para pelo menos perceber a existência de uma&lt;br /&gt;regra necessária. Basta pensarmos na ordem sistemática&lt;br /&gt;presente na hereditariedade e no efeito que provocam os&lt;br /&gt;venenos - como o álcool, por exemplo - no comportamento dos&lt;br /&gt;seres orgânicos. O que ainda falta aqui é uma compreensão de&lt;br /&gt;caráter profundamente geral das conexões, não um&lt;br /&gt;conhecimento da ordem enquanto tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto mais o homem esta imbuído da regularidade ordenada de&lt;br /&gt;todos os eventos, mais firme se torna sua convicção de que&lt;br /&gt;não sobra lugar, ao lado dessa regularidade ordenada, para&lt;br /&gt;causas de natureza diferente. Para ele, nem o domínio da&lt;br /&gt;vontade humana, nem o da vontade divina existirão como causa&lt;br /&gt;independente dos eventos naturais. Não há dúvida de que a&lt;br /&gt;doutrina de um Deus pessoal que interfere nos eventos&lt;br /&gt;naturais jamais poderia ser refratada, no sentido&lt;br /&gt;verdadeiro, pela ciência, pois essa doutrina pode sempre&lt;br /&gt;procurar refúgio nos campos em que o conhecimento científico&lt;br /&gt;ainda não foi capaz de se firmar. Estou convencido, porém,&lt;br /&gt;de que tal comportamento por parte dos representantes da&lt;br /&gt;religião seria não só indigno como desastroso. Pois uma&lt;br /&gt;doutrina que não é capaz de se sustentar à &quot;plena luz&quot;, mas&lt;br /&gt;apenas na escuridão, está fadada a perder sua influência&lt;br /&gt;sobre a humanidade, com incalculável prejuízo para o&lt;br /&gt;progresso humano. Em sua luta pelo bem ético, os professores&lt;br /&gt;de religião precisam ter a envergadura para abrir mão da&lt;br /&gt;doutrina de um Deus pessoal, isto é, renunciar a fonte de&lt;br /&gt;medo e esperança que, no passado, concentrou um poder tão&lt;br /&gt;amplo nas mãos dos sacerdotes. Em seu ofício, terão de se&lt;br /&gt;valer daqueles forças que são capazes de cultivar o Bom, o&lt;br /&gt;Verdadeiro e o Belo na própria humanidade. Trata-se, sem&lt;br /&gt;dúvida, de uma tarefa mais difícil, mas incomparavelmente&lt;br /&gt;mais valiosa. Quando tiverem realizado esse processo de&lt;br /&gt;depuração, os professores da religião certamente hão de&lt;br /&gt;reconhecer com alegria que a verdadeira religião ficou&lt;br /&gt;enobrecida e mais profunda graças ao conhecimento&lt;br /&gt;científico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se um dos objetivos da religião é libertar a humanidade,&lt;br /&gt;tanto quanto possível, da servidão dos anseios, desejos e&lt;br /&gt;temores egocêntricos, o raciocínio científico pode ajudar a&lt;br /&gt;religião em mais um sentido. Embora seja verdade que a meta&lt;br /&gt;da ciência é descobrir regras que permitam associar e prever&lt;br /&gt;os fatos, essa não é sua única finalidade. Ela procura&lt;br /&gt;também reduzir as conexões descobertas ao menor número&lt;br /&gt;possível de elementos conceituais mutuamente independentes.&lt;br /&gt;E nessa busca da unificação racional do múltiplo que a&lt;br /&gt;ciência logra seus maiores êxitos, embora seja precisamente&lt;br /&gt;essa tentativa que a faz correr os maiores riscos de se&lt;br /&gt;tornar uma presa das ilusões. Mas todo aquele que&lt;br /&gt;experimentou intensamente os avanços bem-sucedidos feitos&lt;br /&gt;nesse domínio é movido por uma profunda reverência pela&lt;br /&gt;racionalidade que se manifesta na existência. Através da&lt;br /&gt;compreensão, ele conquista uma emancipação de amplas&lt;br /&gt;conseqüências dos grilhões das esperanças e desejos&lt;br /&gt;pessoais, atingindo assim uma atitude mental de humildade&lt;br /&gt;perante a grandeza da razão que se encarna na existência e&lt;br /&gt;que, em seus recônditos mais profundos, é inacessível ao&lt;br /&gt;homem. Essa atitude, contudo, parece-me ser religiosa, no&lt;br /&gt;mais elevado sentido da palavra. A meu ver, portanto, a&lt;br /&gt;ciência não só purifica o impulso religioso do entulho de&lt;br /&gt;seu antropomorfismo, como contribui para uma&lt;br /&gt;&#39;espiritualização&#39; religiosa de nossa compreensão da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto mais avança a evolução espiritual da humanidade, mais&lt;br /&gt;certo me parece que o caminho para a religiosidade genuína&lt;br /&gt;não passa pelo medo da vida, nem pelo medo da morte, ou pela&lt;br /&gt;fé cega, mas pelo esforço em busca do conhecimento racional.&lt;br /&gt;Neste sentido, acredito que o sacerdote, se quiser fazer jus&lt;br /&gt;a sua &#39;sublime&#39; missão educacional, deve tornar-se um professor.&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;ALBERT EINSTEIN&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/feeds/7560189720504630177/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/2009/01/sobre-liberdade-ciencia-e-religiao-ii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/1919874312785657310/posts/default/7560189720504630177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/1919874312785657310/posts/default/7560189720504630177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/2009/01/sobre-liberdade-ciencia-e-religiao-ii.html' title='SOBRE A LIBERDADE - CIENCIA E RELIGIAO II'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1919874312785657310.post-4878271992763919069</id><published>2009-01-25T10:15:00.000-02:00</published><updated>2009-01-25T10:19:35.148-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ALBERT EINSTEIN"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="HOMEM"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="SOBRE A LIBERDADE"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="TEXTOS"/><title type='text'>SOBRE A LIBERDADE</title><content type='html'>Sei que é inútil tentar discutir os juízos de valores fundamentais. Se&lt;br /&gt;alguém aprova como meta, por exemplo, a eliminação da espécie humana&lt;br /&gt;da face da Terra, não se pode refutar esse ponto de vista em bases&lt;br /&gt;racionais. Se houver porém concordância quanto a certas metas e&lt;br /&gt;valores, é possível discutir racionalmente os meios pelos quais esses&lt;br /&gt;objetivos podem ser atingidos. Indiquemos, portanto, duas metas com&lt;br /&gt;que certamente estarão de acordo quase todos os que lêem estas linhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Os bens instrumentais que servem para preservar a vida e a saúde de&lt;br /&gt;todos os seres humanos devem ser produzidos mediante o menor esforço&lt;br /&gt;possível de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. A satisfação de necessidades físicas é por certo a precondição&lt;br /&gt;indispensável de uma existência satisfatória, mas em si mesma não é&lt;br /&gt;suficiente. Para se realizar, os homens precisam ter também a&lt;br /&gt;possibilidade de desenvolver suas capacidades intelectuais artísticas&lt;br /&gt;sem limites restritivos, segundo suas características e aptidões pessoais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira dessas duas metas exige a promoção de todo conhecimento&lt;br /&gt;referente às leis da natureza e dos processos sociais, isto é, a&lt;br /&gt;promoção de todo esforço científico. Pois o empreendimento científico&lt;br /&gt;é um todo natural, cujas partes se sustentam mutuamente de uma maneira&lt;br /&gt;que certamente ninguém pode prever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, o progresso da ciência pressupõe a possibilidade de&lt;br /&gt;comunicação irrestrita de rodos os resultados e julgamentos -&lt;br /&gt;liberdade de expressão e ensino em todos os campos do esforço&lt;br /&gt;intelectual. Por liberdade, entendo condições sociais, tais que, a&lt;br /&gt;expressão de opiniões e afirmações sobre questões gerais e&lt;br /&gt;particulares do conhecimento não envolvam perigos ou graves&lt;br /&gt;desvantagens para seu autor. Essa liberdade de comunicação é&lt;br /&gt;indispensável para o desenvolvimento e a ampliação do conhecimento&lt;br /&gt;científico, aspecto de grande importância prática. Em primeiro lugar,&lt;br /&gt;ela deve ser assegurada por lei. Mas as leis por si mesmas não podem&lt;br /&gt;assegurar a liberdade de expressão; para que todo homem possa expor&lt;br /&gt;suas idéias sem ser punido, deve haver um espírito de tolerância em&lt;br /&gt;toda a população. Tal ideal de liberdade externa jamais poderá ser&lt;br /&gt;plenamente atingido, mas deve ser incansavelmente perseguido para&lt;br /&gt;que o pensamento científico e o pensamento filosófico, e criativo em&lt;br /&gt;geral, possam avançar tanto quanto possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que a segunda meta, isto é, a possibilidade de desenvolvimento&lt;br /&gt;espiritual de todos os indivíduos, possa ser assegurada, é necessário&lt;br /&gt;um segundo tipo de liberdade externa. O homem não deve ser obrigado&lt;br /&gt;a trabalhar para suprir as necessidades da vida numa intensidade tal que&lt;br /&gt;não lhe restem tempo nem forças para as atividades pessoais. Sem este&lt;br /&gt;segundo tipo de liberdade externa, a liberdade de expressão é inútil&lt;br /&gt;para ele. Avanços na tecnologia tornariam possível esse tipo de&lt;br /&gt;liberdade, se o problema de uma divisão justa do trabalho fosse resolvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desenvolvimento da ciência e das atividades criativas do espírito em&lt;br /&gt;geral exige ainda outro tipo de liberdade, que pode ser caracterizado&lt;br /&gt;como liberdade interna. Trata-se daquela liberdade de espírito que&lt;br /&gt;consiste na independência do pensamento em face das restrições de&lt;br /&gt;preconceitos autoritários e sociais, bem como, da &quot;rotinização&quot; e do&lt;br /&gt;hábito irrefletidos em geral. Essa liberdade interna é um raro dom da&lt;br /&gt;natureza e uma valiosa meta para o indivíduo. No entanto, a comunidade&lt;br /&gt;pode fazer muito para favorecer essa conquista, pelo menos, deixando&lt;br /&gt;de interferir no desenvolvimento. As escolas, por exemplo, podem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;interferir no desenvolvimento da liberdade interna mediante&lt;br /&gt;influências autoritárias e a imposição de cargas espirituais aos&lt;br /&gt;jovens excessivas; por outro lado, as escolas podem favorecer essa&lt;br /&gt;liberdade, incentivando o pensamento independente. Só quando a&lt;br /&gt;liberdade externa e interna são constantes e conscienciosamente&lt;br /&gt;perseguidas há possibilidade de desenvolvimento e aperfeiçoamento&lt;br /&gt;espiritual e, portanto, de aprimorar a vida externa e interna do homem.&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;ALBERT EINSTEIN&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/feeds/4878271992763919069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/2009/01/sobre-liberdade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/1919874312785657310/posts/default/4878271992763919069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/1919874312785657310/posts/default/4878271992763919069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='https://alberteinsteinemc2.blogspot.com/2009/01/sobre-liberdade.html' title='SOBRE A LIBERDADE'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>