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&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;O governador do Acre, Tião Viana (PT), esteve reunido nesta segunda-feira (5) com a ministra da Articulação Institucional, Ideli Salvatti, a quem fez um balanço das enchentes no Estado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após um ano e dois meses no cargo, Viana ainda não foi recebido em audiência pela presidente Dilma Rousseff.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas o governador jamais esquece de agradecer nas redes sociais o apoio que vem sendo dado ao Acre pela presidente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8407567-1729189819040059888?l=altino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://altino.blogspot.com/2012/03/este-seu-olhar.html</link><author>noreply@blogger.com (ALTINO MACHADO)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-N8XooxlRAAo/T1WvxjXBfBI/AAAAAAAAHyU/TZJ_q22j7PM/s72-c/ideli.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8407567.post-6674966733258331553</guid><pubDate>Mon, 05 Mar 2012 04:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-03-05T00:11:51.562-04:00</atom:updated><title>LEONOR E PETEL</title><description>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;b&gt;POR JOSÉ RIBAMAR BESSA FREIRE&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Petel e Leonor. Leonor e Petel. Deixa-me, desocupado (a) leitor (a), colocar os dois assim, agarradinhos, bem juntinhos, um ao lado do outro, pelo menos no papel, já  que na vida, Deus - ou sei lá quem, talvez o destino - decidiu mantê-los separados. Que aquilo que o poeta uniu, nenhum deus possa jamais separar! Já dizia Camões: “Cesse tudo o que a Musa antiga canta, que outro valor mais alto se alevanta!”. O que se alevanta é um amor, tão impossivel como o de Romeu e Julieta, cuja história te conto, agora, no aniversário de 77 anos da Leonor.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Começo te apresentando Leonor Pimentel, nascida em Óbidos (PA), no dia 1˚ de março de 1935. Ainda pequena, durante a II Guerra Mundial, mudou para Manaus, onde residia sua tia, dona Maria, mãe do ortopedista Edmilson Vilar de Aguiar. Foi ai que conheceu três irmãos: João Camilo, Sindoka e Petel, filhos da dona Geraldina Silva, que morava na Rua Carolina Neves, o popular Beco da Bosta, no bairro de Aparecida. Um deles conquistaria o coração da jovem paraense. Não foi Petel, o caçula.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Foi João, o taxista, que gamou pela Leonor, uma uva. (Na época, gatinha era “uva” ou “brotinho”). Depois de umas voltinhas de taxi com ela, ele engatou uma quarta, atolou o pé no acelerador e a pediu em casamento, celebrado na igreja de Aparecida. Ganharam de presente nupcial uma rádio-vitrola Telefunken a válvulas, com olho mágico, último modelo, numa época em que ninguém no bairro tinha toca-disco. Foi a primeira vitrola que entrou no beco, colocada na sala da casa, em lugar nobre, ao lado da geladeira a querosene, exposta aos olhos curiosos de quem passava na rua.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Acontece que toca-disco só toca se tiver disco. Não havia nenhum. Era como se o táxi do Camilo não tivesse gasolina. E é precisamente aqui que entra o Petel: com a gasolina. Perdido de amor por sua cunhada, ele dá a ela de presente o LP do Waldick Soriano “Quem es tú?”, com vinte músicas, que por ser o único disco, durante algum tempo, tocava de manhã, de tarde, de noite, de madrugada, povoando o silêncio do beco. A música estrondava dentro da nossa casa, vizinha a da Leonor. Era o hit atravessando paredes com Tortura de amor: “Volta / fica comigo / só mais uma noite / Quero viver junto a ti / Vooolta meu amor / Fica comigo / Não me desprezes / A noite é nooooossa / E o meu amoooor / pertence a ti.”&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;b&gt;Cacho da bananeira&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;A noite não era nossa, era do Petel. O disco estava pra furar. Deitado na minha rede, todas as noites eu dormia embalado por Waldick cantando na casa ao lado. Quer dizer, a voz era do Waldick, mas quem estava torturado de amor, mandando um recado, era o Petel.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Honesta e fiel, Leonor nem dava confiança, como ficou evidente na quermesse de Aparecida quando Jefferson de Souza, o Bibi, leu no alto falante o seguinte telegrama no ar:&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;- Alô-alô! Alô-alô! Você que se encontra passeando neste arraial, vestindo saia plissada azul e blusa de organdi branco, de mangas arredondadas, alguém que muito te ama, oferece a melodia Angústia. Assinado: Camilo Três.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;A única ali, de saia plissada, era Leonor. A música, indubitavelmente, era  endereçada a ela. Mas uma questão intrigava: quem se escondia detrás do pseudônimo de Camilo Três? O João Camilo, seu marido, não era, estava longe, numa corrida para o aeroporto de Ponta Pelada. Para complicar, alguém viu o Petel chorar como um bezerro desmamado, no arraial, quando a voz rascante de corno ferido do Waldick cantou no serviço de amplificação A Voz Quermesse de Aparecida: “Angústia / de esperar por ti / tormento / de esperar-te amor / Contigo / se foi a ilusão / angústia / feriu meu coração.”&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;O mistério só seria desfeito meses depois no Estádio da Colina, onde por pouco não ocorreu uma tragédia, com o suicídio de Romeu, digo do Petel. Te conto já já, mas antes veremos a Leonor, preocupada com as despesas da casa, que foram aumentando à medida em que as crianças iam nascendo: João Camilo Filho (Joreca), Leonildes (Tica), Socorrinha, Marlon Brando (Marlinho), Ronaldo (Naldinho), Carla e Cláudia. Foram sete filhos, 16 netos e quatro bisnetos, o que obrigou Leonor a se virar para complementar a economia doméstica.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Leonor bananeira. Começou a vender banana e verdura, num quiosquezinho improvisado na sala de sua casa. Trabalhou ainda como apontadora do jogo do bicho. Era lá que o Geraldão ia sempre fazer sua fezinha. Finalmente, abriu um salão de beleza na sala de sua casa, que funciona até hoje, com clientes fiéis que cortam o cabelo e aparam a barba: Tuta, Umberto Bacurau, Armando da Padaria, Jorge, Boneco, Fernando Porcão, além da Cecília, dona Marta, Dile e muita gente boa. O Lethinha, mesmo depois de rico, só pinta o cabelo de acaju no Salão Leonor Fashion Hair.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Leonor enviuvou cedo, mas educou todos os filhos pequenos com seu trabalho, vendendo banana, cortando cabelo. Hoje, a Tica é contadora profissional e o Naldinho, advogado da Caixa Econômica Federal, ambos moram há mais de 30 anos em Natal (RN). A Corrinha é funcionária do Tribunal de Justiça do Amazonas. O Joreca morreu, o Marlinho seguiu - digamos assim - o seu rumo, mas teve uma filha que mora nos Estados Unidos e é motivo de orgulho para a avó.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;O tempo passou. Os sobrinhos foram crescendo, mas o Petel não desistia nunca de sua obsessão pela cunhada. Ele esnobou a Ceuzinha, divorciada, que vivia dando em cima dele. Fiel à Leonor, Petel soluçava e gemia de dor, cantando boleros do novo LP Waldick. Sempre Waldick, lançado em 1967: “Quem eu quero não me quer / quem me quer, mandei embora / É por isso que eu não sei / O que será de mim agora… / Não sou capaz de ser feliz / Nos braços de um amor qualquer / Ah! Se uma fosse a outra /  Eu amo tanto essa mulher”&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;b&gt;Camilo Três&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;A Leonor não dava a menor bola. Na véspera do Dia dos Namorados, dia 11 de junho de 1967, Petel, desesperado, atravessou o igarapé de catraia e foi assistir a decisão do campeonato amazonense de futebol: Rio Negro x Nacional, o famoso RIO-NAL no Estádio da Colina, que estava lotado. Aos quinze minutos, o Rio Negro fez 1 a 0, gol de Thomaz Passa-Fome. Antes do gol de empate do Edson Piola, um torcedor do Nacional subiu num poste de iluminação, e lá, no topo, fazia perigosas piruetas, desviando para si o olhar do público: mais de 12 mil pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Era o Petel, cheio do chá, que lá de cima gritava: “Leonor, eu te amo, vou morrer por ti”. Começou a cantar e a sua voz era a do Waldick: “Se eu morresse amanhã / alguém talvez sofreria / ao saber que foi culpada / deste amor desesperado / que causou-me agonia”. Aí, afinava a voz e imitava o coro de vozes femininas do estribilho: - “Alguém talvez sofreria / Alguém talvez sofreria”.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Chamaram a polícia, os bombeiros. Eles nada conseguiram. Petel, lá de cima, desafiava o mundo, esgotando o repertório do Waldick para uma platéia que delirava e para quem o jogo já não tinha mais qualquer importância: “Quem despreza um grande amor, não merece ser feliz” - ele cantava, jurando: “Eu não sou cachorro não”. Chamaram o SNI, a CIA, o FBI e a Scotland Yard. Todo mundo pedia para ele descer. Petel respondeu entoando A Carta: “Renunciaaaar, seria a solução / Mas não apagaria / de nossas almas / cruel paixão / Espero que um dia / tudo se consiga / e a quem ama não seja negado/ o direito de ser amado”.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Chamaram, então, dona Geraldina, sua mãe. Ela veio, de catraia. Chegou e gritou, debaixo do poste: “Deixa de palhaçada. Desce, Manuel Camilo”. Ele desceu. Foi aí que o mundo soube que Petel se chamava Manuel Camilo. Nascida no dia 14 de julho, dona Geraldina era devota de São Camilo de Lelis, um ex-boemio, cachaceiro, viciado em jogo, que se converteu depois que curou uma ferida braba no pé. Virou santo e se tornou protetor dos doentes e dos hospitais. Por isso, ela batizou os três filhos de João Camilo, Sindoval Camilo e Manuel Camilo.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Estava desvendado o mistério. Camilo Três era o Petel, que morreu solteiro, em julho de 2008, aos 71 anos, fiel ao amor à sua cunhada, sem jamais ter namorado outra mulher. Leonor diz que tudo isso é invenção minha. Como invenção? Tá certo, confesso: sou um mentiroso profissional, mas nessa história aqui quero ver minha mãe mortinha no inferno, se estiver mentindo, quero que Santa Luzia me cegue.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Além disso, tem testemunhas idôneas. Umberto Bacurau, Tuta, Rubem Rola e Zé Buchinho ouviram quando Petel um dia me confessou na banca de tacacá de dona Alvina:&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;- Babá, Leonor rima com amor.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Podem perguntar deles, que estão vivos, não mentem, são íntegros, não passam nem “gato” no dominó. “Só não compreende o Petel quem desconhece o sabor de amar uma  cunhadinha” - diz o Rubem Rola.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Dizem que Petel ficava brechando a cunhada pelo banheiro coletivo de ripas que ficava no quintal. Mas isso sim, é pura fofoca. Podem conferir com a Leonor, que hoje, 4 de março, comemora seu aniversário com um tambaqui na brasa, em frente à sua casa, Rua Elisa Bessa, 30. De sobremesa, um creme de cupuaçu oferecido por sua vizinha, Regininha, mulher do Tuta.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;A Leonor continua gatinha, “parece conservada em formol”, diz sua amiga Regina Nakamura. É que ela se cuida, participa das atividades físicas e lúdicas, orientada por Sandra Barros, uma profissional competente do Centro de Convivência do Idoso da Rua Wilkens de Matos. Mantém dieta equilibrada, só come peixe frito, com farinha e muita pimenta. Com todo o respeito, se o Petel Montecchio fosse vivo, baixava na Leonor Capuleto e lhe dava umas traulitadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Mas Leonor não é Julieta, Petel não é Romeu, e eu não sou Shakespeare, apenas o bardo do Beco da Bosta, que faço essa modesta homenagem a Leonor, no dia de seu aniversário, agradecendo a penca de bananas que ela enviou para mim quando eu vivia exilado na França.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;b&gt;José Ribamar Bessa Freire e professor, coordena o Programa de Estudos dos Povos Indígenas (UERJ) e pesquisa no Programa de Pós-Graduação em Memória Social (UNIRIO).&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8407567-6674966733258331553?l=altino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://altino.blogspot.com/2012/03/leonor-e-petel.html</link><author>noreply@blogger.com (ALTINO MACHADO)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8407567.post-4016738998703132407</guid><pubDate>Fri, 02 Mar 2012 19:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-03-02T16:15:52.327-04:00</atom:updated><title>CRIME ABSURDO E TRAGÉDIA NA EDUCAÇÃO</title><description>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;b&gt;Gilberto Nunes de Ávila&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No ultimo dia 25 de fevereiro um crime absurdo (&lt;a href="http://blogdaamazonia.blog.terra.com.br/2012/02/25/por-marmita-vigilante-mata-colega-e-morre-em-campus-da-universidade-federal-do-acre/"&gt;veja&lt;/a&gt;) aconteceu dentro da Ufac (Universidade Federal do Acre).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O vigilante Carlito Bezerra da Silva matou o colega Aloildo Oliveira em expediente de trabalho, cometendo suicídio em seguida.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;O motivo torpe seria uma discordância de valores para pagamentos em refeições. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aloildo nem sempre exerceu o cargo de vigilante na Ufac.&amp;nbsp; Era servidor administrativo e técnico em agropecuária, atuando nos projetos de pesquisa desenvolvidos pela Universidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi o primeiro funcionário destacado para o Projeto Copaíba no Parque Zoobotânico.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Trabalhou no Projeto Arboreto, um dos mais antigos e conceituados projetos de reflorestamento da Amazônia.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;- Conhecia o experimento como ninguém, fazia coletas de sementes, conhecia as espécies na floresta, era um técnico fantástico - diz Flávio Quental, agrônomo e ex-professor da Ufac com quem trabalhou por seis anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas não conseguiu ser valorizado como profissional. Mesmo atuando em uma função de extrema importância para a humanidade, a preservação da biodiversidade Amazônica, não teve como prosseguir em suas pesquisas, o salário pago pela Universidade não era suficiente. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Abandonou a pesquisa, os trabalhos em botânica, no herbário, laboratório de sementes, Projeto Copaíba e em todos os experimentos em que estava envolvido. “Optou” pela transferência de cargo para o setor de vigilância, pois o trabalho noturno rendia adicional.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Experiência e conhecimento em décadas de trabalho florestal trocados pela dura inversão de valores da realidade brasileira.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Seus saberes sem preço para o planeta, não conseguiram ser minimamente recompensados pelo Estado. Foram perdidos para sempre em uma sucessão de tragédias que culminou tão estupidamente que foi difícil encontrar palavras para terminar este texto.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sua morte é apenas uma amostra da banalização das funções educacionais e de como a educação precisa de socorro.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Enquanto continuamos olhando de lado para o que se passa dentro de nossas escolas, mais e mais Aloildos deixarão de contribuir para a ciência e a tecnologia. Mais nosso povo vai viver no atraso, imobilizado pela parca verba, inoperância, burocracia das instituições.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É a tragédia da educação brasileira.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Gilberto Nunes de Ávila é professor de jornalismo na Universidade Federal do Acre&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8407567-4016738998703132407?l=altino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://altino.blogspot.com/2012/03/crime-absurdo-e-tragedia-na-educacao.html</link><author>noreply@blogger.com (ALTINO MACHADO)</author><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8407567.post-2657718458249952406</guid><pubDate>Thu, 01 Mar 2012 15:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-03-01T11:00:09.259-04:00</atom:updated><title>O RIO ACRE E OS RATOS</title><description>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;b&gt;Leila Jalul &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Dia 25 último, entre amigos, taças de cerveja e caviar, completei meus exatos 64 anos de vida. Vida plena de baixos e altos, depressões e loucuras. Vida. Muita vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Olhando o tempo que passou, o tanto que vivi, que sorri e que chorei, voltei-me para “apreciar” o fenômeno da cheia que acontece no Rio Acre, de vez em sempre. Não fico chocada com as coisas que o rio faz. Fico chocada, sim, com o que fizeram com ele.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;E fui lembrando, lembrando, era pequena, e era lindo este mesmo rio que ainda insiste cortar minha cidade. Quem viveu antes de mim, por certo há de lembrar, era mais lindo ainda. Deslizando por seu leito, médias e pequenas embarcações traziam gente e coisas de comer. Gente de longe, de muito longe, até...&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Era pequena, sim, mas na minha retina ainda persiste a velha imagem da cidade iluminada sobre suas águas. Velhos e novos batelões, chatas e navios mostravam a vida em seu curso. Era festa na cidade a chegada dos navios. Na singeleza das nossas ambições, tudo era festa.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Na avidez da minha gulodice, cada navio aportado significava comida e fartura. Azeitonas pretas, biscoitos confeitados, manteiga, trigo e outros produtos que abasteciam a loja do meu avô e de outros tantos comerciantes da minha cidade. O rio era o condutor do futuro.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Lembro, apesar de tão menina à época, o quanto de terra firme existia diante da casa onde nasci. Havia um complexo hospitalar mantido por uma entidade religiosa. Havia mais terra atrás e muito distante, até que se avistasse o rio. Dos seus barrancos retirei gesso para o fabrico dos meus artesanatos.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Havia o Bita. Um Dr. Davi Friale sem diploma. E ele dizia do fim do rio com mais exatidão que as previsões atuais. Havia mata onde surgiu o bairro Cidade Nova. Havia praias, diversão, festas, tartarugas e tracajás poedeiras. Havia vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Um dia, após o primeiro desbarrancamento na Floriano Peixoto, escutei numa reunião de família, que a cidade iria para o brejo. Uma equipe de geólogos contratada pelo governo do antigo Território do Acre, deu o veredito: o leito do Rio Acre iria mudar ao longo dos anos. Não disseram quantos. E fiquei assombrada. Segundo o tal laudo, fosse como fosse, desapareceriam a catedral, o Palácio Rio Branco, sede do governo, e tudo o mais que encontrasse pela frente.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Uma “castrátofe”, como dizia minha avó. E de noite, ao colocar a cabeça no travesseiro, qualquer barulho que viesse da rua aterrada por mais de metro e meio de barro, ficava cagada de medo. É agora, José?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;O tempo foi passando, passando e o desbarrancamento continuou. Foi-se o “Papouco”, o Preventório, a Minas Gerais e a Rio Grande do Sul.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Voltando ao laudo técnico, o da desgraceira, o governo deveria criar políticas de subir “pra cima”. Em outras palavras: transferir o centro administrativo lá para o lado do bairro das Placas, Apolônio Sales, Juarez Távora e mais e mais, sempre no rumo de cima, evidentemente.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;É tradição, nas cidades não planejadas, a aglomeração em torno das repartições públicas e dos mercados. Não é segredo que o Acre é teúdo e manteúdo do governo central, desde que o diabo se chamava Lúcifer. Ora, pois.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Apesar dos laudos e do transcorrer dos meus tempos, o tinhoso RIO ACRE (maiúsculo, por respeito), encheu, vazou, vazou e encheu muitas vezes.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Agora, em meio à tragédia deste ano, relembro.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;O ano, salvo engano, foi 1987. O mês foi fevereiro. No torrencial inverno, e ponham torrencial nisso, a capital Rio Branco e outras cidades do Acre foram invadidas pelas águas. Tanto quanto agora, em 2012, o clamor dos alagados ecoou.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;O governo estadual pediu dinheiro e foi ouvido. De Brasília, nesta alagação de agora, uma pequena merreca foi autorizada (e ainda não liberada). O dinheiro é tanto que não cobre o que foi engolido pelas águas em dois ou três bairros. É muita lama e sofrimento para pouco dinheiro. Isso tudo, atente-se, sem contar as misérias pessoais. Uma criança que morre, um voluntário de 19 anos eletrocutado e as doenças que as águas trarão a curto e médio prazos.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Em 1987, do governo brasileiro chegou um montante que, de longe, também não cobriu um terço do prejuízo. Sempre foi assim. Outros governos, entretanto, ficaram comovidos com a tragédia traduzida em imagens. E veio de Cuba, um país que sabe de tragédias – políticas e naturais -, uma importante e possível contribuição: medicamentos e equipamentos hospitalares. De outros países vieram alimentos enlatados: queijos holandeses, atum sueco, leite em pó da Inglaterra, colchões, roupas de cama  e muitas, muitas outras doações, incluindo geradores a diesel. Do exterior e de outros estados brasileiros. Além da conta aberta para recebimento de doações em dinheiro, claro!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;As águas foram baixando. Antes que isso acontecesse, entretanto, o filé das doações já estava nas mãos dos ratos políticos que gerenciavam a calamidade. Geradores de energia a diesel, colchões e outros donativos foram armazenados nas fazendas de vereadores e deputados estaduais. Eles não perderam tempo. 1988 seria ano de eleições.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Eu mesma, na minha casa, recebi de uma parenta de um deputado de Tarauacá, umas latas de queijos vindas da Europa. Devolvi. Não tinha porque aceitá-las. Dei a maior escrachada na doadora e devolvi. Minha mãe, através de uma pessoa ligada à família de um genro, ganhou de presente um jogo de pinças, bisturis e tesouras cirúrgicas doadas por Cuba. Fiz mamãe devolver. Quis armar um escândalo e denunciar. Denunciar para quem? Os ratos estavam no poder. Denunciar? Como?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Em 1988, no ardor da campanha, colchões, roupas, queijos e outros alimentos vencidos foram distribuídos a rodo. Os alagados, bem antes das eleições, reergueram suas casas e trataram de recomeçar suas vidas à custa de suas coragens. Não se sabe, até hoje, notícias de inquéritos e punições. Os ratos são fortes. São frios. Dos limões das tragédias humanas eles fazem suas próprias e doces limonadas. E vivem rindo, à espera de outras enchentes que, felizmente, não são anuais. No período de poucas águas eles se confortam com qualquer coisa, principalmente nos anos eleitorais, onde se fazem presentes em enterros e lutos dos que sempre enganaram. São verdadeiros Farofinos na arte de encantar incautos.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Ratos são ratos. Ladrões de vidas e roedores da decência. Não creio que hoje eles existam como em 1987. Ratos amorais, talvez. Há quem se aproveite das circunstâncias, mesmo sem ser convidado.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;O povo acreano é forte e sempre conviveu com adversidades políticas e climáticas. O rio, por sua vez, quer ter vida própria.  Às vezes míngua e vira filete e poças d’água. Às vezes se vinga e transborda. O rio não sabe dos ratos.  E corre livre, apesar deles. Infelizmente, inocentes úteis vão da carona na sua ira. Talvez para que fiquem na espreita e se alertem, antes das próximas eleições.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;b&gt;Leila Jalul é cronista acreana&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8407567-2657718458249952406?l=altino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://altino.blogspot.com/2012/03/o-rio-acre-e-os-ratos.html</link><author>noreply@blogger.com (ALTINO MACHADO)</author><thr:total>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8407567.post-3497066068334983175</guid><pubDate>Thu, 01 Mar 2012 14:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-03-01T11:23:58.257-04:00</atom:updated><title>HILDEBRANDO É O ÚNICO DEPUTADO PRESO</title><description>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;b&gt;Júlia Rodrigues&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois do mico-leão dourado e da ararinha-azul, a lista das espécies extintas seria empobrecida em 2014 com a perda de outra raridade da fauna brasileira: o deputado-preso. Graças a mais uma trapalhada de Hildebrando Pascoal Nogueira Neto, o único exemplar conhecido, o sumiço vai demorar um pouco mais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Condenado a mais de cem anos de cadeia por crimes que envolvem homicídio, sequestro, formação de quadrilha, narcotráfico e delitos eleitorais e financeiros, Hildebrando seria beneficiado pela norma que limita a 30 anos o tempo máximo de permanência no cárcere e por fórmulas jurídicas que reduzem a duração da pena. Em novembro, contudo, o ex-deputado federal resolveu ampliar o prontuário. E os cálculos terão de ser refeitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aos 60 anos ─ há 12 na cadeia ─, o Homem da Motosserra, alcunha que ganhou pela arma usada para cometer seu mais famoso crime, driblou os controles da penitenciária de segurança máxima em Rio Branco para exercitar uma de suas práticas preferidas: a intimidação. Em 23 de novembro de 2011, enviou cartas à desembargadora Eva Evangelista, do Tribunal de Justiça do Acre, e à procuradora de Justiça Vanda Milani Nogueira, ex-cunhada do remetente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Inconformado com a perda definitiva da patente de coronel da Polícia Militar, efetivada no fim do ano passado, Hildebrando exigiu que Vanda lhe enviasse mensalmente a quantia de R$ 6 mil “para que possa se manter e garantir sustento para os filhos e netos”. Ele atribui a punição à ex-cunhada e a Eva Evangelista, que atuou como juíza-revisora do processo. Hildebrando avisou que, se não for atendido, revelaria ao Conselho Nacional de Justiça e ao Ministério Público supostas irregularidades envolvendo as duas destinatárias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Numa das cartas, o ex-coronel afirma que Vanda Milani entregou à desembargadora o gabarito das provas do concurso para ingresso no Ministério Público Estadual, o que teria facilitado a aprovação de Glicely Evangelista, filha de Eva (leia a íntegra das cartas). O Ministério Público do Acre instaurou um processo por extorsão e ameaça. A ampliação do prontuário pode garantir que o único deputado preso sobreviva ─ em cativeiro, marca inseparável da espécie.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nascido numa família acreana poderosa desde o começo do século passado, Hildebrando tornou-se conhecido como comandante da PM e político bem-sucedido antes de ganhar fama como fora-da-lei. Em 1994, elegeu-se deputado estadual. Quatro anos mais tarde, conquistou uma vaga na Câmara dos Deputados com a segunda maior votação do Acre. A vida parlamentar foi bruscamente abreviada pela descoberta da vida criminosa iniciada em 1983, tão assustadora quanto a figura corpulenta, com 1,90 metro de altura. Em setembro de 1999, menos de um ano depois da posse, Hildebrando teve o mandato cassado e foi preso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sammy Barbosa Lopes, procurador-geral do Acre, afirma que o Homem da Motosserra redistribuía cocaína contrabandeada da Bolívia. “Eles vendiam a droga no varejo”, diz Lopes. Além de apreender a droga encontrada com traficantes detidos, o grupo liderado pelo coronel também lucrava com um esquema batizado de Operação Marmitex. “Os criminosos entregavam cocaína em recipientes de marmitex”, conta o procurador-geral. “Era uma maneira de comprar votos da população e garantir que Hildebrando continuasse no poder”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/o-pais-quer-saber/unico-deputado-preso-do-brasil-homem-da-motosserra-pode-adiar-a-extincao-da-especie-com-a-ampliacao-do-prontuario/"&gt;Clique aqui&lt;/a&gt; e leia mais na coluna de Augusto Nunes&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8407567-3497066068334983175?l=altino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://altino.blogspot.com/2012/03/hildebrando-e-o-unico-deputado-preso.html</link><author>noreply@blogger.com (ALTINO MACHADO)</author><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8407567.post-4345420472480378290</guid><pubDate>Thu, 01 Mar 2012 01:12:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-03-01T12:19:19.797-04:00</atom:updated><title>CARTA DE UMA PROFESSORA</title><description>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;"Caro Altino,&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;não sei se você já sabe, se interessa, ou, ainda, se você concorda com a situação que está prestes a acontecer com os professores provisórios do Estado do Acre. Na minha humilde opinião é algo que merecia um post no seu blog.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Em janeiro deste ano, assim como nos anteriores, muitos professores não concursados foram obrigados a ficar desde a madrugada até o final do dia em um processo de lotação para conseguir permanecer com seus contratos nas escolas que estavam no ano anterior ou ir para outra escola.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Isso tem acontecido todos os anos, uma situação que considero bem humilhante, pois, além da longa e cansativa espera, muitos são obrigados a aceitar contratos que a gente chama de “pingados”, ou seja, têm que lecionar em muitas escolas diferentes para poder completar as horas necessárias para um contrato.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;É uma situação difícil, pois, além do pouco tempo que se tem para descanso e deslocamento entre um turno e outro, o alto custo do transporte acaba por reduzir os salários dos professores substancialmente. Salários esses que já são menores que os dos efetivos.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;O caso é que agora, depois desses professores passarem por todo esse processo -estarem lecionando nas respectivas escolas em que foram lotados e assumirem compromissos por acharem que tinham um emprego por pelo menos um ano-, o governo do Acre simplesmente resolveu chamar os professores que fizeram o concurso no final de 2010, sem apresentar nenhuma solução para as pessoas que não fizeram ou não passaram no concurso.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;A maioria desses professores já trabalha há muitos anos e depende desses contratos para sobreviver.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Sabemos que o concurso é algo salutar e legítimo. Mas, se havia essa intenção de chamar o restante das vagas do concurso, por que isso não foi feito no começo do ano, deixando essas pessoas conscientes de que teriam que encontrar outro trabalho?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Foi muito triste nesta quarta-feira (29), na escola em que trabalho, ver colegas chorando sem saber o que fazer para sustentar suas famílias e o que fazer com os compromissos que já haviam sido assumidos, baseados no emprego que achavam que teriam por pelo menos um ano.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Todos os que têm contratos provisórios sabem que sua situação é muito delicada e são conscientes que no ano seguinte poderão não estar mais lá. Entretanto, vejo como algo cruel fazer as pessoas acreditarem que estão com seus empregos garantidos e depois simplesmente descartá-las sem apresentar nenhuma solução após tantos anos de serviços prestados ao Estado.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Se você achar que a causa vale a pena, faça um post no seu blog, pois acredito que vai ajudar muita gente. Eu, em nome dos meus colegas que estão passando por essa situação,  agradeço e peço manter meu nome em sigilo para evitar qualquer tipo de retaliação."&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;b&gt;Com a palavra o secretário de Educação, Daniel Zen&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
"Prezado Altino,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os professores temporários, contratados para atuar durante o ano letivo de 2011, passaram por um processo seletivo simplificado que previa a possibilidade de prorrogação por mais um ano, nos termos da Lei Complementar Estadual nº 58/2003. A Administração pôde optar por fazer a renovação do contrato de tais professores, o que de fato aconteceu, permanecendo nas escolas e turmas em que estavam lotados em 2011.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi divulgado para as escolas e no site da SEE o calendário de lotação que indicava o dia e horário para cada nível/modalidade/segmento/área de ensino, não procedendo a afirmação de que os professores ficaram “desde a madrugada até o final do dia” para obter suas respectivas lotações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à afirmação de que um professor temporário “tem que lecionar em muitas escolas diferentes para poder completar as horas necessárias de um contrato”, temos a informar que a carga horária de um professor de contrato temporário no 6º ao 9º ano e/ou ensino médio é de 20 horas semanais em sala de aula, mais 10 horas/atividade, conforme prevê a legislação. Usando como exemplo a disciplina de Educação Física que tem carga horária semanal de 2 horas/aula, existem escolas que necessitam de professor apenas para 5 turmas (10 horas), pois as demais já se encontram ocupadas por professores do quadro efetivo. Nesses casos, é necessário que o professor seja lotado em mais de uma escola para que complete a carga horária referente ao contrato. Dificilmente esse número ultrapassa duas escolas distintas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em relação aos novos professores efetivos, que tomaram posse no dia 28/02/2012, e estão sendo lotados nas vagas anteriormente ocupadas por professores temporários, ressaltamos tratar-se de processo natural, tendo em vista que os professores temporários devem atuar, preferencialmente, nos programas de natureza igualmente temporária, tais como o “Projovem”, “Peem”, “Poronga”, “É tempo de aprender” e assim por diante. Aos professores efetivos reservam-se as vagas do ensino regular, salvo hipóteses excepcionais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Contudo, a Secretaria de Estado de Educação e Esporte não cancelou ou rescindiu nenhum contrato de professor temporário até o presente momento.&amp;nbsp; Ocorre é que, em alguns casos, haverá alterações na lotação, pois estamos remanejando tais profissionais ou para os programas temporários ou para outras escolas que ainda necessitam de professores, cujas vagas não foram preenchidas no último concurso público ou em virtude de substituição por laudo médico ou licença-prêmio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O procedimento que está sendo feito é, tão somente, a solicitação, aos diretores de escolas, para que encaminhem os professores temporários para a Coordenação de Lotação da SEE para efetuarmos nova lotação, quando for o caso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Reitero o respeito e a gratidão do Governo do Povo do Acre para com todos os servidores da Educação, independente do vínculo funcional. Todos têm sua parcela de contribuição no processo de melhoria da educação pública de qualidade do Acre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Atenciosamente,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Daniel Zen&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Secretário de Estado de Educação e Esporte" &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8407567-4345420472480378290?l=altino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://altino.blogspot.com/2012/02/carta-de-uma-professora.html</link><author>noreply@blogger.com (ALTINO MACHADO)</author><thr:total>7</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8407567.post-5849216356898109341</guid><pubDate>Wed, 29 Feb 2012 15:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-29T17:25:51.579-04:00</atom:updated><title>HILDEBRANDO VIRA BODE EXPIATÓRIO</title><description>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-_6OVA47PHdQ/T05BktiQSsI/AAAAAAAAHyM/ZQ3FMbvCNgU/s1600/hilde.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5513018441016810866" imageanchor="1" src="http://1.bp.blogspot.com/-_6OVA47PHdQ/T05BktiQSsI/AAAAAAAAHyM/ZQ3FMbvCNgU/s1600/hilde.jpg" style="cursor: pointer; height: 350px; width: 480px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Duas cartas que integram um inquérito sigiloso em tramitação no Ministério Público do Estado (MPE) do Acre são mesmo de autoria do ex-deputado federal e ex-coronel da Polícia Militar Hildebrando Pascoal, o "homem da motosserra", preso há 12 anos e condenado a mais de 110 anos de prisão.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;O conteúdo parcial das cartas, revelado por este blog e &lt;i&gt;A Tribuna&lt;/i&gt;, em 29 de novembro do ano passado, deixou o MPE numa situação desconfortável. Mais desconfortável ainda após a reprodução integral do conteúdo das cartas pelo jornal &lt;i&gt;O Estado de S. Paulo&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;As cartas foram enviadas à desembargadora Eva Evangelista, do Tribunal de Justiça do Acre, e à procuradora de Justiça Vanda Milani Nogueira, cunhada, casada com Silas, irmão de Hildebrando Pascoal.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;O ex-coronel faz ameaça e coerção contra as duas autoridades do Judiciário do Acre, exige dinheiro e afirma ter fatos a revelar ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;O ex-deputado afirma que teria presenciado Vanda Nogueira entregar a Eva Evangelista o gabarito das provas do concurso para o MPE em que a filha dela, Gilcely, atualmente procuradora de Justiça, teria sido aprovada.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Em novembro do ano passado, quando este blog e o jornal &lt;i&gt;A Tribuna&lt;/i&gt; noticiaram o conteúdo parcial das cartas, o MPE anunciou que abriria procedimento para analisá-las, isto é, faria exame grafotécnico para constatar a autenticidade das missivas.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;À época, o MPE pediu a prisão preventiva de Hildebrando Pascoal porque, eventualmente, o ex-coronel pode sair da cadeia pelos benefícios da lei. Com a preventiva, pode ser mantido preso de todo jeito.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Três meses após ter sido anunciado que seria realizado exame grafotécnico, a procuradora-geral de Justiça do Acre, Patrícia de Amorim Rego, declarou nesta terça-feira (28), durante coletiva de imprensa, que as denúncias do criminoso não serão investigadas sem o exame grafotécnico.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;- A carta é feita de próprio punho, mas nós precisamos saber se as cartas são autênticas. A gente precisa, primeiro, investigar a autenticidade e ouvir as pessoas envolvidas e daí ver se há indícios que justifiquem uma investigação disso que ele atribui- alegou a procuradora-geral.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Este blog atesta para os devidos fins de direito e a quem interessar possa que as cartas realmente são de autoria de Hildebrando Pascoal Nogueira Neto.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;O ex-deputado está internado desde o dia 1˚ de fevereiro no Hospital de Clínicas de Rio Branco. Sofre dores insuportáveis na perna esquerda e está incomunicável. Não pode receber visita nem de familiares.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Hildebrando estava ansioso na manhã de terça-feira. Logo cedo, perguntou se as cartas dele foram publicadas. Quando confirmaram, quis saber como estava o texto.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;- O que não me falta é memória. Escrevi as cartas e sei de cor cada palavra e vírgula - afirmou Hildebrando, que ao longo do dia recebeu impressos do que era veiculado na web.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Hildebrando virou um bodão expiatório de todas as mazelas do Acre. De todo o bando criminoso que decidia quem devia morrer ou viver no Estado, é o único (o único mesmo) que permanece na prisão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele me ameaçou de morte duas vezes, sendo uma delas pessoalmente. Noutra, mandou que seus capangas me procurassem em Rio Branco e me matassem. Mas ordenou que recuassem a pedido do jornalista Luis Carlos Moreira Jorge, colunista político do diário &lt;i&gt;A Gazeta&lt;/i&gt;, a quem agradeço até agora.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Mas na verdade o "homem da motosserra" tem lá suas razões quando se declarou, durante um de seus julgamentos, que é um "preso político" no Acre. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A &lt;i&gt;Folha de S. Paulo&lt;/i&gt; revela nesta quarta que o Conselho Nacional do Ministério Público recebeu ontem petição de Hildebrando contra a procuradora. O documento será analisado pelo corregedor-geral. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8407567-5849216356898109341?l=altino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://altino.blogspot.com/2012/02/hildebrando-vira-bode-expiatorio.html</link><author>noreply@blogger.com (ALTINO MACHADO)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-_6OVA47PHdQ/T05BktiQSsI/AAAAAAAAHyM/ZQ3FMbvCNgU/s72-c/hilde.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8407567.post-8001489183619467898</guid><pubDate>Wed, 29 Feb 2012 12:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-29T08:15:44.425-04:00</atom:updated><title>O FIM DA SECRETARIA DE FLORESTA DO ACRE</title><description>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;POR ECIO RODRIGUES&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Em uma data a ser lembrada -o dia 9 de fevereiro último-, a política florestal amazônica sofreu um duro retrocesso. Sob argumentos pífios, uma legislação aprovada pelos deputados estaduais do Acre pôs fim à única Secretaria Estadual de Floresta (SEF) existente no país.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Justificou-se que a extinção da SEF vai melhorar a gestão pública. Algo inusitado, quando todos sabem que a administração pública brasileira -federal, estadual e municipal– encontra grandes dificuldades para lidar com noções de eficiência, efetividade e eficácia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Vale dizer, melhorar a gestão não é argumento para uma decisão que é essencialmente política. Da mesma forma que a criação da SEF foi recebida como uma concreta oportunidade para se fortalecer uma economia regional adequada aos ideais de sustentabilidade, a extinção da pasta marca uma guinada perigosa em direção à expansão da agropecuária.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A lamentável iniciativa partiu do mesmo governo (ou da mesma concepção de governo) que havia instituído a inédita secretaria. Uma incoerência que alvitra, pelo menos, duas reflexões importantes: ou a SEF foi criada por mero arroubo de entusiasmo, sem que de fato houvesse demanda por uma mudança de referência na precária economia estadual; ou, então, o segmento majoritário das coligações que formam o governo não concorda com o modelo econômico indicado pela existência de uma secretaria de floresta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;De qualquer forma, diante das justificativas prestadas, o que transparece é que a medida foi tomada da mesma forma que, outrora, foi criada uma Secretaria Estadual de Extrativismo (que já não existe), ou mesmo a Secretaria de Agropecuária, que se fortalece na própria existência, como tintas que escorrem pelo papel.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Chega a ser paradoxal que uma decisão política de tal monta tenha sido tomada num momento tão pouco propício, e justamente do ponto de vista político. Pois que o tema das florestas está em evidência no mundo inteiro. Para se ter uma idéia, a ONU, que declarou 2011 como o Ano Internacional das Florestas, tem estimulado as nações a promoverem discussões acerca da necessidade de se instituir uma nova governança florestal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O que a ONU intenciona é o aprimoramento da governança florestal. Ou seja, para as Nações Unidas, é mandatória a definição de um novo arcabouço institucional, capaz de reger e conduzir o tema das florestas - assunto que adquiriu reconhecimento sem precedentes, desde que se conseguiu comprovar a estreita dependência existente entre água e florestas, bem como a importância das florestas na retirada e imobilização do carbono presente na atmosfera.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Advogam-se, inclusive, mudanças na esfera federal brasileira, suprimindo-se da alçada do Ministério do Meio Ambiente as atribuições atinentes ao tema, já que o órgão tem se mostrado incompetente para gerir tão complexo assunto. O chamado setor florestal brasileiro, responsável por produzir quase 5% do PIB nacional, reivindica com razão a criação de uma pasta específica, o Ministério das Florestas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Em tal contexto, certamente que se esperava mais do Acre, estado reconhecido por suas contribuições para a realidade econômica e florestal amazônica, detentor de um legado que inclui as Reservas Extrativistas, o Manejo Florestal Comunitário e o Manejo Florestal de Uso Múltiplo. Inovações desenvolvidas no Acre e reproduzidas mundo afora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A conversão da SEF num departamento de um órgão maior, que vai agregar todos os assuntos que se relacionam à indústria - seja uma fábrica de plástico ou uma usina de borracha -, como se fossem a mesma coisa, evidencia a dimensão que o governo espera fornecer à política estadual de florestas – ou seja, nenhuma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ainda há saída. Que as pessoas e organizações que conhecem a realidade florestal no Acre consigam conferir à política florestal o reconhecimento que o governo não está enxergando.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ecio Rodrigues é professor da Universidade Federal do Acre (Ufac), engenheiro florestal, especialista em manejo florestal e mestre em economia e política florestal pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e doutor em desenvolvimento sustentável pela Universidade de Brasília (UnB).&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8407567-8001489183619467898?l=altino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://altino.blogspot.com/2012/02/o-fim-da-secretaria-de-floresta-do-acre.html</link><author>noreply@blogger.com (ALTINO MACHADO)</author><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8407567.post-5081762005093472572</guid><pubDate>Wed, 29 Feb 2012 11:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-29T07:45:39.614-04:00</atom:updated><title>O DILÚVIO E A SECA</title><description>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;b&gt;POR LÚCIO FLÁVIO PINTO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se São Paulo, a maior cidade do Brasil, tivesse sido fundada às margens do rio Acre e não do Tietê/Pinheiros, neste momento pelo menos quatro milhões dos seus 11 milhões de habitantes estariam fora das suas casas ou tendo que conviver com a água dentro delas. Seria uma tragédia de dimensão internacional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Rio Branco está vivendo quase em silêncio — e com pouco interesse nacional ou mesmo regional — essa situação. As águas do rio Acre quase se nivelaram ao recorde da cheia de 1997. A diferença é insignificante: um centímetro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com um agravante inédito: em agosto do ano passado o rio sofreu a sua seca mais crítica. A lâmina d'água era de 1,57 metros, bem abaixo da menor marca até então, a da grande seca amazônica de 2005, quando o nível ainda foi a 1,64 metros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De agosto de 2011 até dois dias atrás o crescimento do rio Acre foi de mais de 10 vezes: chegou a 17,65 metros. Subiu, portanto, 16 metros (o equivalente a um prédio de cinco andares), espraiando-se por grande parte do perímetro urbano e causando todo tipo de prejuízo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quase 15% da cidade ficaram às escuras, o que significaria deixar mais de um milhão e meio de paulistanos sem luz por dias seguidos para evitar acidentes com fios eletrificados, que costumam matar os desatentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os efeitos são ainda mais sentidos porque a capital abriga quase metade dos 750 mil habitantes do Acre e a maior parcela da riqueza do Estado, dois terços dela baseadas em serviços.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas o Acre está muito longe do foco da opinião pública brasileira para que a gravidade da cheia possa sensibilizar e mobilizar a solidariedade nacional — menos ainda, a oficial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se os brasileiros não sabem o que acontece do outro lado do país, os que lá estão nem sempre costumam estar próximos para a ajuda. Os recursos designados pelo governo local equiparam-se ao que foi gasto no carnaval, quando, literalmente, as águas rolaram.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Acre responde por 0,2% do PIB brasileiro. E só é brasileiro há pouco mais de um século. Em 1904 o barão do Rio Branco, patrono da diplomacia verde-amarela, comprou os 252 mil quilômetros quadrados que pertenciam à Bolívia para encerrar a guerra liderada pelo gaúcho Plácido de Castro pela emancipação desse território, que já era brasileiro de fato.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Acre é tão longínquo que o presidente Evo Morales se concedeu o direito de ironizar a pacificação da zona conflagrada feita pelo barão, o primeiro dos grandes e ainda o maior diplomata do Brasil. Disse que compramos o Acre pelo preço de um cavalo, ou menos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O governo brasileiro não contestou o humor negro do presidente Morales, que violentou todas as versões do fato histórico. Parece que os falsos estadistas de hoje consideram que ficar o Acre não foi um bom negócio;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não foi pouca terra como pode parecer a que compramos. O Acre se tornou o 16º maior Estado brasileiro, com 11 unidades federativas abaixo de sua grandeza física, o Distrito Federal no meio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas sua população é menos de 0,4% da soma dos brasileiros e sua riqueza, a metade desse valor. Ou seja: do físico ao econômico, passando pelo social, o Acre cai na hierarquia de valores. Quase sai da lista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Torna-se um produto exótico quando se constata que são muitos os que conhecem Chico Mendes e Marina Silva, sem atentar, contudo, para o contexto que lhes deu origem. Sabem deles sem entendê-los.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É a marca da relação da metrópole com a colônia, do centro com a periferia. O que conta é o polo dominante. O resto é derivativo. That's all folk, como apregoa a abertura das fitas de desenho animado do Pica-Pau.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ir — em menos de um ano — de um extremo de estiagem a outro extremo de inundação dá uma medida do que é a Amazônia, região configurada pela maior bacia hidrográfica do planeta. O elemento definidor dessa paisagem é a água. Não "a água" genericamente falando, como cenário decorativo. É a água enquanto protagonista. É assim há milênios. Mas pode deixar de ser assim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não que a transformação seja súbita ou possa ser prontamente diagnosticada com o surgimento de acontecimentos excepcionais, como sendo hecatombes e dilúvios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para minimizar a cheia acreana atual alguém lembrou que as tropas de Plácido de Castro atravessaram o rio Acre a cavalo, em algum ponto onde agora está Rio Branco (o rio Branco, aliás, fica no outro extremo da Amazônia, em Roraima, banhando Boa Vista, a confundir ainda mais os estudantes de geografia e história).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É verdade: outras cheias ou secas monumentais já existiram antes. O que parece novo é a frequência com que elas estão se repetindo, amiudando-se. Pode não ser uma catástrofe inevitável, mas certamente será uma catástrofe se os sinais de alerta forem ignorados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A maioria das cidades surgiu à beira de um rio. Mas na Amazônia a dimensão da hidrografia requer atenção especial. Qualquer mudança mais significativa deve ser considerada e bem estudada para que o homem se adapte da melhor maneira à natureza.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não tem sido esta a regra de procedimento. Muito pelo contrário: o homem segue seu caminho, na busca de novas fontes de riqueza, e vai mudando o que encontra pelo caminho. Acaba com as indispensáveis matas ciliares (que serão podadas ainda mais pelo pretendido novo Código anti-Florestal), dá fim à proteção vegetal das encostas, troca a densa mata nativa por precária pastagem — e assim segue a cornucópia da destruição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Amazônia (e na Terra em geral) há o efeito bumerangue. Se lança-se a agressão, ela retornará contra quem a lançou. Os desmatamentos indiscriminados terão eco. É só acompanhar seu rastro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As cheias começaram neste ano mais cedo. Não apenas no Acre: em toda a Amazônia. Um observador superficial pode contrapor outro fato a esse: também o refluxo começou mais cedo, já que o rio Acre apresentou ligeira baixa nos últimos dois dias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse movimento, porém, pode ser ilusório. Ele antecede um novo movimento de enchimento. Por isso os moradores das áreas atingidas pela subida e descida das águas, que tem ciclo semestral no interior da região, ficam atentos e apreensivos. É muito cedo para comemorar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Amazônia de vastas distâncias e grandezas continentais, a natureza ainda é a personagem principal. Mesmo que seja para desfazer, em muito menos tempo, o que fez durante largos períodos, quando o homem não era a hipótese em que se tornou. Improvável, aliás.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;O jornalista paraense Lúcio Flávio Pinto é editor do &lt;i&gt;Jornal Pessoal&lt;/i&gt; e escreve &lt;i&gt;&lt;a href="http://br.noticias.yahoo.com/blogs/cartas-amazonia/"&gt;Cartas da Amazônia&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; no Yahoo&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8407567-5081762005093472572?l=altino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://altino.blogspot.com/2012/02/o-diluvio-e-seca.html</link><author>noreply@blogger.com (ALTINO MACHADO)</author><thr:total>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8407567.post-7036195905700092257</guid><pubDate>Tue, 28 Feb 2012 22:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-28T18:49:34.097-04:00</atom:updated><title>VALEU O ESFORÇO</title><description>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;b&gt;Congressistas do Acre tentam, mas não conseguem dar as mãos&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-BW4qDvpWFvA/T01VpGeVtRI/AAAAAAAAHyE/EFomsRBDhgg/s1600/maos.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5513018441016810866" imageanchor="1" src="http://3.bp.blogspot.com/-BW4qDvpWFvA/T01VpGeVtRI/AAAAAAAAHyE/EFomsRBDhgg/s1600/maos.jpg" style="cursor: pointer; height: 350px; width: 480px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Senadores e deputados Acre, de partidos da situação e da oposição, se reuniram para anunciar que colocaram suas emendas à disposição do Governo Federal para que as verbas sejam realocadas para a reconstrução do Estado. Apesar do esforço, não conseguiram dar as mãos. Leia mais no &lt;a href="http://www.ac24horas.com/2012/02/28/unidos-pelo-povo-do-acre/"&gt;AC 24 Horas&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8407567-7036195905700092257?l=altino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://altino.blogspot.com/2012/02/valeu-o-esforco.html</link><author>noreply@blogger.com (ALTINO MACHADO)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-BW4qDvpWFvA/T01VpGeVtRI/AAAAAAAAHyE/EFomsRBDhgg/s72-c/maos.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8407567.post-2259386025388927263</guid><pubDate>Tue, 28 Feb 2012 19:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-28T15:39:10.628-04:00</atom:updated><title>QUANDO O CRIMINOSO ACUSA</title><description>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;b&gt;POR LUCIANO MARTINS COSTA&lt;/b&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;O Estado de S. Paulo noticia com destaque na edição de terça-feira (28/2) uma tentativa de coação praticada pelo ex-deputado federal e ex-coronel da Polícia Militar do Acre Hildebrando Paschoal contra autoridades judiciárias do estado, exigindo dinheiro e fazendo ameaças.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Hildebrando está preso há doze anos e condenado a mais de 110 anos de prisão por haver torturado e assassinado um desafeto de seus familiares. Ele exibe em sua ficha criminal os crimes de homicídio, compra de votos, tráfico de drogas e formação de quadrilha – que envolveria outros membros de sua numerosa família.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Essa carta é tema de comentários entre jornalistas acrianos desde o final do ano passado, e vinha provocando controvérsias no pequeno grupo que conhecia seu teor. Uma das questões se refere a supostas denúncias que o criminoso estaria disposto a fazer se não recebesse ajuda financeira das pessoas a quem ameaça.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;As cartas foram dirigidas à desembargadora Eva Evangelista, do Tribunal de Justiça do Acre, e à procuradora de Justiça Vanda Milani Nogueira, que o ex-deputado considera responsáveis por sua condenação e pela perda da patente de coronel e dos vencimentos correspondentes.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;b&gt;Inquérito sigiloso&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;A procuradora teve papel importante em sua condenação. Segundo o jornal, ele a acusa de haver impedido um suposto acordo com juiz que o condenaria, intermediado pelo então governador do Acre Orleir Cameli, quando era acusado de chefiar um esquadrão da morte na Polícia Militar.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;A desembargadora Eva Evangelista foi a juíza-revisora do processo de cassação da patente, que transitou em julgado e se efetivou no final do ano passado.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;O corte dos vencimentos é ponto central nas cartas que contêm as ameaças, nas quais ele exige o pagamento de R$ 6 mil como condição para omitir supostas denúncias contra a magistrada e a procuradora.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Uma das questões que se discutiam em Rio Branco no final do ano passado era a gravidade do risco que representa para as autoridades ameaçadas a capacidade de articulação de um dos criminosos mais perigosos já condenados no estado. Ele ainda tem influência sobre a Polícia Militar e conseguiu contrabandear a correspondência para fora de um presídio de segurança máxima e postá-la em uma agência dos correios.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Outra questão em pauta é a postura da imprensa diante de um episódio no qual um criminoso de alta periculosidade, cujas ações revelam uma personalidade vingativa e sem limites, faz acusações contra autoridades que o colocaram na cadeia e retiraram seus privilégios de oficial da Polícia Militar.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;A notícia sobre as cartas já havia sido publicada pelo próprio Estadão, no domingo (26/2), em uma coluna de política, informando sobre um inquérito sigiloso que corre no Ministério Público do Acre a respeito das supostas denúncias de Hildebrando.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;b&gt;A credibilidade da fonte&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Nas duas pontas da controvérsia ficam o dever de informar e a necessidade de ponderações criteriosas sobre as fontes das informações dos jornalistas.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Os aspectos patológicos da mente do ex-deputado e ex-coronel Hildebrando Paschoal são muito claros na descrição de um de seus crimes, quando mutilou e matou um desafeto com uma motosserra, na década de 1990.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;O contexto em que se dá a controvérsia é o processo que ocorreu no Acre nos últimos 25 anos, a partir do movimento liderado pelo ambientalista Chico Mendes, quando o estado foi retirado de uma situação de barbárie política e reorganizado institucionalmente.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Hildebrando representa o pior que poderia produzir o caos institucional. A questão é: quanta credibilidade ele pode ter, ao levantar suspeitas contra as duas autoridades que o condenaram? Por outro lado, nem mesmo um processo tão radical de mudanças políticas como o que ocorreu no Acre isenta seus protagonistas de seguir as mais estritas normas de conduta.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;A acusação que faz o criminoso à magistrada e à procuradora é a de favorecimento da filha de uma delas em um concurso público – e isso está sendo apurado pelo devido inquérito. Se a Justiça deve considerar Hildebrando Paschoal inidôneo como testemunha nesse processo, por que razão a imprensa o trataria como se fosse um cidadão na plenitude de seus direitos?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;O caso remete a episódios anteriores, nos quais estelionatários serviram como fontes de reportagens sobre denúncias de corrupção, e postula um debate entre os jornalistas sobre o papel da imprensa.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Durante o processo de redemocratização, os repórteres sabiam claramente, de modo geral, a quem dar a palavra. Em plena democracia, quais seriam os critérios para a seleção das fontes?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;b&gt;Luciano Martins Costa escreve diariamente no &lt;a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/radios/allradios"&gt;Observatório da Imprensa&lt;/a&gt;.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8407567-2259386025388927263?l=altino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://altino.blogspot.com/2012/02/quando-o-criminoso-acusa.html</link><author>noreply@blogger.com (ALTINO MACHADO)</author><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8407567.post-4734449381694423687</guid><pubDate>Tue, 28 Feb 2012 15:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-28T12:09:34.772-04:00</atom:updated><title>MANIFESTO DOS HAITIANOS EM IÑAPARI</title><description>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;b&gt;POR FOSTER BRONW E MIGUEL XAVIER&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Imigrantes pedem deportação ou autorização para atravessar a fronteira Brasil-Peru &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-yqPyC1EB3n4/T0zzX-LWQoI/AAAAAAAAHx8/2lNn65yAQas/s1600/haiti.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5513018441016810866" imageanchor="1" src="http://1.bp.blogspot.com/-yqPyC1EB3n4/T0zzX-LWQoI/AAAAAAAAHx8/2lNn65yAQas/s1600/haiti.jpg" style="cursor: pointer; height: 350px; width: 480px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
“Nada é tão ruim que não possa piorar.” Estas palavras, ditas por um especialista em Defesa Civil falando a respeito dos impactos de mudanças climáticas no Acre, podem servir para o caso de cerca de 300 haitianos refugiados em Iñapari, um pequeno vilarejo peruano na fronteira com o Estado do Acre, na Amazônia brasileira.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
A maior parte dos haitianos viajou do Haiti e da Republica Dominicana ao Peru sem saber que a porta de entrada para o Brasil iria fechar no dia 12 de janeiro. Foi antes também do governo peruano ter exigido um visto específico deles.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Leia mais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://blogdaamazonia.blog.terra.com.br/2012/02/18/justica-libera-entrada-de-haitianos-e-processo-corre-em-segredo-para-evitar-perturbacao-internacional/"&gt;Justiça libera entrada de haitianos e processo corre em segredo para evitar perturbação internacional&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://blogdaamazonia.blog.terra.com.br/2012/01/17/haitanos-hoje-nos-amanha/"&gt;Haitanos hoje, nós amanhã?&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As agências de viagem e os haitianos que chegaram antes relataram que eles poderiam encontrar trabalho no Brasil com a demanda de mão-de-obra criada pelo boom econômico brasileiro e a grande oferta de empregos nas construções para a Copa do Mundo de 2014.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Boom que os brasileiros conhecem melhor através da imprensa internacional do que em suas realidades cotidianas. Após o dia 12 de janeiro, aqueles que chegaram à fronteira, em Iñapari, para entrar no Brasil, encontraram a porta fechada, permitindo que esta situação remontasse à tragédia da enchente que assola a tríplice fronteira do Brasil, Peru e Bolívia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante os dias subsequentes aglomeraram-se haitianos em Iñapari esperando uma decisão do governo brasileiro sobre o seu presente e futuro. Grande parte dos haitianos gastou a sua poupança pagando comida e hospedagem, ficando finalmente sem recursos e parados na fronteira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Igreja Católica, através do padre René Salizar, abriu suas portas e muitos dormirarm no templo situado na praça central de Iñapari. A comida fornecida veio em parte da Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos do Acre, através da colaboração com o município fronteiriço de Assis Brasil e o Comitê Binacional Peru-Brasil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como a maioria dos haitianos tinha exaurido os seus recursos, não havia outra opção além de esperar. A primeira esperança foi a visita da presidenta Dilma Rousseff ao Haiti, no início de fevereiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Infelizmente, não houve uma proposta para o caso deles. Somente disseram que o Brasil iria emitir 100 vistos por mês, 1,2 mil por ano e não iria exigir uma indicação de emprego, mas somente emitiriam os vistos no Haiti.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Qualitativamente é uma proposta interessante, apesar de que os imigrantes teriam que voltar ao Haiti para pedir um visto, logo agora estão sem dinheiro. Quantitativamente parece pouco quando comparado aos padrões já estabelecidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por exemplo: três milhões de brasileiros são imigrantes em outros países, enquanto os haitianos esperam por uma decisão, em Iñapari, de 100 vistos por mês. Um milésimo deste número de brasileiros no exterior seria três mil pessoas, dez vezes mais do que os haitianos que aguardam no limbo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar de ser um número pequeno, quando comparado a outras situações calamitosas, são 300 seres humanos, incluindo crianças e gestantes, que estão vivendo em condições difíceis, muitos dormindo no chão da igreja. Sem proteção contra insetos, a maioria tem picadas sobre picadas, com algumas virando úlceras na pele, seja nos braços ou nas pernas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E neste limbo caiu água, muita água. No dia 16 de fevereiro, Iñapari teve a pior inundação de sua história recente, não constando na memória dos mais velhos da cidade, com água cobrindo quase a cidade inteira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os residentes de Iñapari tiveram que buscar refúgio. No caso dos haitianos, o refúgio foi uma pequena escola, seca quando não chovia. Daí aumentou o sofrimento: comida, talvez uma vez por dia e água turva para beber. E este foi um sofrimento compartilhado por peruanos de Iñapari.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os haitianos fazem apelos para as autoridades solucionar a situação, seja com a permissão para trabalhar no Brasil ou a deportação ao Haiti, o que parece uma alternativa mais digna a eles.&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
Manifesto&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na sexta-feira passada (25), os imigrantes haitianos retidos na pequena Iñapari assinaram um manifesto à opinião pública brasileira e peruana. Eis a íntegra do manifesto:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;“Reunidos, todos os cidadãos haitianos, no templo paroquial da Igreja Católica da cidade de Iñapari, no dia 25 de Janeiro de 2012, às quatro horas da tarde, tendo conhecimento da chegada de jornalistas da cidade de Lima, capital do Perú; depois de uma longa assembléia, onde se manifestaram vários de nossos compatriotas, homens e mulheres, alguns com lágrimas nos olhos, expressamos o seguinte à opinião pública:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Que neste momento nos encontramos 280 cidadãos haitianos retidos, nesta cidade fronteiriça de Iñapari, sem poder passar ao Brasil, desde o dia 12 de janeiro. Muitos de nós já não temos recursos económicos para pagar hotel, alimentação e para gastos pessoais. Por este motivo, caridosamente, o Pároco de Ibéria nos forneceu o local do templo para lá nos instalarmos. Somos mais de cem pessoas dormindo e guardando nossas malas no dito templo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Nós não tinhamos conhecimento da decisão humanitária que havia tomado o governo do Brasil, de outorgar vistos de trabalho para cidadãos haitianos em sua embaixada no Haiti; neste momento já estávamos no caminho viajando para o Brasil. Uma vez que na cidade de Santo Domingo, capital da República Dominicana, nos ofertam passagens de avião, dizendo que há trabalho no Brasil, a passagem pela fronteira é livre, etc., e aqui nos damos conta de que tudo foi pura mentira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Solicitamos encarecidamente ao governo do Brasil que nos permita ingressar a seu país, por um Ato Humanitário, para oferecer nosso trabalho, sobretudo, como mão de obra em suas grandes construções e mega-projetos; porque nós somos gente de trabalho e não temos a nenhum tipo de trabalho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4. Ao estar fechada a fronteira do Brasil e não podermos passar, somos conscientes que estamos expostos ao tráfico de pessoas, porque sabemos que já houve vários haitianos vítimas, afetados em seus direitos fundamentais como imigrantes na fronteira do Peru com o Brasil, de roubos, abusos e maus tratos, violação de mulheres e até assassinatos. Portanto, gostaríamos de pedir ao governo do Brasil que nos permita ingressar por sua fronteira de Assis-Brasil, para evitar o tráfico e ação de coiotes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6. Solicitamos ao governo do Perú que conceda anistía para vários de nossos concidadãos que já tenham vencidas as permissões de estadia no Perú,&amp;nbsp; para que assim não soframos a prisão por parte da polícia nacional peruana; porque nosso país de destino não era o Perúl, mas sim o Brasil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7. Expressamos nosso profundo agradecimento ao Padre René Salízar, pároco de Ibéria, que desde mais de um ano está solidário com nossa causa, também ao senhor prefeito de Iñapari e à Prefeitura Municipal de Assis-Brasil, pelo apoio humanitário que nos está fornecendo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esperando que através do presente documento nosso grito de auxílio seja escutado pela opinião pública do Perú, Brasil e Haiti, abaixo assinados.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Foster Brown é geoquímico, pesquisador do Woods Hole, professor da Universidade Federal do Acre (Ufac), cientista do Experimento de Grande Escala Biosfera Atmosfera na Amazonia (LBA) e membro da Iniciativa MAP de Direitos Humanos; Miguel Xavier é professor de química da Ufac.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8407567-4734449381694423687?l=altino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://altino.blogspot.com/2012/02/manifesto-dos-haitianos-em-inapari.html</link><author>noreply@blogger.com (ALTINO MACHADO)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-yqPyC1EB3n4/T0zzX-LWQoI/AAAAAAAAHx8/2lNn65yAQas/s72-c/haiti.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8407567.post-4385224414895930279</guid><pubDate>Tue, 28 Feb 2012 04:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-28T01:05:14.218-04:00</atom:updated><title>AS CARTAS DE HILDEBRANDO PASCOAL</title><description>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;b&gt;O blog &lt;a href="http://blogs.estadao.com.br/radar-politico/2012/02/28/leia-a-integra-das-cartas-em-que-o-ex-deputado-hildebrando-pascoal-ameaca-desembargadora/"&gt;Radar Político&lt;/a&gt;, do jornal O Estado de S. Paulo, revela nesta terça-feira (28) a íntegra das cartas em que o ex-deputado Hildebrando Pascoal ameaça desembargadora&lt;/b&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Preso há 12 anos e condenado a mais de 110 anos de prisão, o ex-deputado federal e ex-coronel da Polícia Militar Hildebrando Pascoal – o “homem da motosserra” – enviou duas cartas de ameaça e extorsão a autoridades do Judiciário do Acre. O material integra um inquérito sigiloso em tramitação no Ministério Público do Estado. Leia a íntegra a seguir:&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;“Procuradora de Justiça Vanda Denir Milani Nogueira&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;Desde os primeiros dias de minha prisão, você, com medo dos opressores, foi a pessoa que mais me abandonou. O que mais senti foi, para agradar os tiranos, o seu julgamento, coisa que você não tem moral de fazê-lo, pois a maioria dos problemas criados teve você como pano de fundo, ou seja, você como protagonista, principalmente aquele da Secretaria de Segurança Pública, quando você era delegada de polícia, que você hoje finge até para si própria que não tem nada a ver, esquecendo-se que pessoas que se encontram na minha situação, o que mais tem é MEMÓRIA.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;Nas poucas vezes que precisei de você e de sua família, para não dizer a única, tive minhas mãos vazias.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;Hoje encontro-me em uma situação, que sei, que cheguei a ela levada pelo descaso, pela falta de força de vontade, pelo descaso dos meus irmãos e da minha família e, que muitas vezes, ainda chegam aos meus ouvidos que eu teria sido o responsável por ter destruído a família.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;Vanda, você sabe como ninguém que nossos problemas eram únicos e de todos, inclusive, indo à minha casa fazendo cobranças.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;Durante meus julgamentos não delatei ninguém, dei meu próprio sangue e dos meus filhos e netas, e o que eu recebi foi o desprezo e o descaso.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;O Des. Gercino pediu ao governador Orleir Cameli para que me persuadisse a participar de uma reunião com ele, para acabarmos com as desavenças. Orleir fez o pedido e eu o aceitei.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;A reunião fora marcada para quarta-feira entre Gercino e eu, sendo mediada pelo governador. Ingenuinamente comentei com você, Vanda, da reunião que seria realizada entre Gercino e eu com a mediação de Orleir. Estranhamente a reunião não fora realizada.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;Você, Vanda, sabendo da reunião porque eu havia lhe falado, movida pelo ódio e pela vingança por não ter sido escolhida por mim como candidata a deputada estadual, falou para o então governador que eu iria matá-lo, razão pela qual a reunião não se realizara.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;Após minha cassação e prisão, o dr. Ery Varela, advogado do então governador Orleir Cameli, me falara desses absurdos, dessa mentira cometida por você.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;O Des. Gercino entrou em desespero e passou a utilizar-se de todos os meios repugnáveis ao Estado Democrático de Direito para me destruir, como destruiu-me com o apoio de Jorge Viana.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;Vanda, não tenho mais nada a perder. O que vai me segurar, no momento, é o objetivo de manter-me e manter minha família.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;Você conseguiu com sua turma tirar a minha patente e o meu salário, posição que conquistei, com honra.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;O Ministério Público e o Poder Judiciário acreano nunca teve e não tem autoridade moral para me denunciar e condenar-me.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;Sinto muito, mas vou tomar atitudes que até hoje evitei, mesmo sendo muito massacrado, portanto, vou tornar público todas as mazelas do Ministério Público e do Poder Judiciário, fornecendo detalhes.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;Não tenho mais nada a perder. O que vai me segurar, no momento, é o objetivo de manter minha família.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;Diante do exposto, solicito que me encaminhe, mensalmente, a importância de R$ 6.000,00 (seis mil reais) para me manter e manter minha família (filhos e netas).&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;Caso não me atenda, tenha a gentileza de encaminhar esta carta para os órgãos competentes, pois caso contrário eu a encaminharei e apresentarei esclarecimentos provando os fatos.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;Unidade Penitenciária 2/AC, 27 de setembro de 2011.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;Hildebrando Pascoal&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;P.S. Vanda, Ainda tem as aposentadorias dos soldados da borracha para serem esclarecidas, ou seja, tornar público as podridões. Quando eu for ouvido pelos Conselhos Nacional de Justiça e do Min. Público as pensões dos soldados da borracha serão esclarecidas também.”&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;“Senhora Desembargadora Eva Evangelista,&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;Trinta dias, aproximadamente, antes da realização do concurso público para provimento de cargos de Promotor de Justiça do Estado do Acre, a senhora e o seu marido Menandro passaram a frequentar todas as noites a casa da procuradora de Justiça Vanda Denir Milani Nogueira, minha cunhada.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;E como todas as noites nós nos encontrávamos lá para longas conversas, informações e recebimento de documentos sigilosos do Poder Judiciário, em momentos agradáveis regados a jantares, não é justo que só eu faça parte de uma colheita tão amarga: ver meus filhos e netos passarem necessidades por uma atitude de comum acordo que tomei com a senhora e outros amigos de seu quilate que não vem ao caso citá-los, a não ser em hora oportuna.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;Diante de tanta amizade, de tantos envolvimentos, não cabia a senhora se aliar aos meus algozes Jorge Viana e Tião Viana condenando-me à desonra e à execração pública.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;A senhora bem sabe que não é detentora de princípios éticos e morais para julgar-me como ser humano, nem tão pouco como Oficial honrado que fui.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;Você Eva, sabe muito bem que eu presenciei a Procuradora de Justiça Vanda Milani Nogueira, minha cunhada, entregando-lhe, em mãos, o gabarito das provas do concurso público do Ministério Público Estadual para ser repassado para sua filha, Gilcely Evangelista, hoje Procuradora de Justiça.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;Em outra oportunidade presenciei também, a minha cunhada Vanda entregando em mãos para o seu esposo Menandro que se encontrava em sua companhia o gabarito das provas do concurso público do Ministério Público do Estado do Acre.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;Desta vez, o concurso fora anulado em face da evidência da incapacidade de seu marido e outro. O escândalo veio à tona.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;Atendendo pedido verbal da minha cunhada Vanda e da senhora, fui ao jornal A Tribuna e pedi ao proprietário do jornal, empresário Ely Assem de Carvalho, que abafasse o escândalo referente ao concurso público do Ministério Público do Estado do Acre. Pedido semelhante fiz ao jornalista Silvio Martinelo, proprietário do jornal A Gazeta. Paguei muito caro por esse pedido feito ao Silvio.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;Valter Montila era o Procurador-Geral de Justiça, de direito, mas de fato era a Vanda. Depois a Vanda fora nomeada Procuradora-Geral de Justiça.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;A única arma que eu tenho e que não gostaria de usá-la é a caneta, associada aos conhecimentos que tenho sobre sua conduta nada recomendável para uma pessoa da sua importância social, portanto irei usá-la com a consciência tranquila.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;Encaminharei a cópia desta carta para os Conselhos Nacional de Justiça e do Ministério Público para conhecimento e providências, bem como após encaminhamento a postarei na internet.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;Tenho plena certeza que serei ouvido pelos Conselhos e prestarei todos os esclarecimentos. Infelizmente em certos momentos de nossas vidas, nos encontramos em posições em que nos deparamos com pessoas erradas, nos lugares errados e em situações mais erradas ainda, onde traímos os nossos ideais e nossas convicções.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;Este é o desabafo de um homem que sempre, indiscutivelmente, colocou em primeiro lugar a ética e a honra.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;i&gt;Unidade de Regime Fechado 2/AC, 3/11/11″&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Leia mais:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,hildebrando-dribla-cerco-e-da-cadeia-ameaca-judiciario-,841293,0.htm"&gt;Hildebrando dribla cerco e, da cadeia, ameaça Judiciário&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8407567-4385224414895930279?l=altino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://altino.blogspot.com/2012/02/as-cartas-de-hildebrando-pascoal.html</link><author>noreply@blogger.com (ALTINO MACHADO)</author><thr:total>10</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8407567.post-2359098413827032554</guid><pubDate>Tue, 28 Feb 2012 00:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-27T20:47:21.264-04:00</atom:updated><title>NOTA DE ESCLARECIMENTO DA SAÚDE</title><description>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Em resposta ao conteúdo da nota "&lt;a href="http://altino.blogspot.com/2012/02/vamos-acordar-tem-gente-morrendo.html"&gt;Vamos acordar, tem gente morrendo&lt;/a&gt;", a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Saúde do Acre enviou nota de esclarecimento a seguir:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
"Sobre o aparelho de tomografia, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) informa que o tomógrafo realmente está quebrado desde 14 de janeiro de 2012 e a demora no conserto se deve ao fato das peças serem importadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;A previsão é que o equipamento esteja funcionado já na primeira quinzena de março. Esclarecendo que nenhum paciente que necessitou do exame deixou de realizá-lo, pois todas as demandas estão sendo atendidas pelo Hospital das Clínicas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disso, o Governo do Estado está adquirindo um outro aparelho de tomografia que estará disponível até o final de março.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com relação à conduta médica no atendimento do paciente, é importante ressaltar que qualquer reclamação deverá ser formalizada pelo familiar e esta será&amp;nbsp; devidamente apurada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O paciente, citado no post do médico Nonato Anute fez o exame, foi submetido a um procedimento cirúrgico e permanece internado na UTI do HUERB. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em relação ao atendimento do Samu, o serviço possui uma ambulância completa, exclusiva para o transporte hospitalar. Na viatura tem: desfibrilador, oximetro de pulso, jogos de laringoscópio, neonatal, adulto e pediátrico e um respirador de transporte da Drager de última geração. Equipes estão de prontidão 24 horas por dia, priorizando as tomografias das emergências do trauma e da clínica.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sobre os inúmeros contratos de trabalho do médico, a Secretaria de Saúde está em fase de conclusão do recadastramento dos seus servidores e caso essa impropriedade for identificada, todas as providências cabíveis serão tomadas."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8407567-2359098413827032554?l=altino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://altino.blogspot.com/2012/02/nota-de-esclarecimento-da-saude.html</link><author>noreply@blogger.com (ALTINO MACHADO)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8407567.post-834047449646624176</guid><pubDate>Sun, 26 Feb 2012 23:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-27T08:26:10.728-04:00</atom:updated><title>"VAMOS ACORDAR, TEM GENTE MORRENDO"</title><description>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;b&gt;Médico denuncia falhas no sistema de saúde do Acre&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-4TtbChAhcK0/T0rAN5QD-fI/AAAAAAAAHxs/MFHXUIhxzDI/s1600/anute.png"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5513018441016810866" imageanchor="1" src="http://2.bp.blogspot.com/-4TtbChAhcK0/T0rAN5QD-fI/AAAAAAAAHxs/MFHXUIhxzDI/s1600/anute.png" style="cursor: pointer; height: 350px; width: 480px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;O médico Nonato Anute de Lima, chefe do serviço de cirurgia do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), se valeu do perfil dele no Facebook, neste domingo (26), para denunciar uma série de falhas no sistema de saúde pública do Acre.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Anute relatou o caso do atendimento de um paciente, vítima de traumatismo craniano, durante o plantão de sábado (25) no Pronto Socorro, e entrou em discussão com outros médicos na rede social.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;O conflito decorre da necessidade de realização de tomografia computadorizada do crânio e do fato do aparelho do Huerb estar quebrado desde dezembro do ano passado.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Atualmente, os exames são realizados na Fundação Hospital do Acre (Fundhacre), o que exige que os pacientes, muitas vezes em estado gravíssimo, sejam transferidos em ambulâncias do Samu.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Alguns médicos recusam-se a solicitar a tomografia para não incorrer, segundo eles, na responsabilidade de ter de acompanhar os pacientes no transporte de ambulância até a Fundhacre, retardando algumas vezes o início do tratamento definitivo, isto é, a cirurgia neurológica.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;O chefe do serviço de cirurgia primeiramente declarou no Facebook que trabalha "no SUS [Sistema Único de Saúde] e só para o SUS". Ele disse que não consegue entender porque "um sistema tão perfeito no papel é tão imperfeito na pratica".&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Anute Lima acrescentou:&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;- Tanto descaso, tanta indiferença, tanta preguiça, tanta hipocrisia, tanta vergonha. Acho que os médicos têm  uma grande culpa de tudo que acontece. Sabem onde estão todos os erros e nunca se manifestam. Vamos acordar meu povo. Tem muita gente morrendo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Reconhecido como muito dedicado ao serviço público, o médico Nonato Anute de Lima acumula 120 horas de trabalho em triplo vínculo: 40 horas em Extrema (RO), contratado pela Secretaria de Saúde de Rondônia, 40 horas pela Secretaria de Saúde do Acre, mais 40 horas prestando serviço terceirizado ao Acre pelo Pró-Saúde, além do cargo de confiança de diretor do serviço de cirurgia do Huerb, nomeado pelo governador Tião Viana (PT).&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Transcrevo na íntegra, sem correção, o segundo relato do diretor do serviço de cirurgia do  Huerb no Facebook:&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;- Chega um paciente vítma de queda de cavalo, logo na sala de emergêcia é avaliado pela cirurgia geral q da o primeiro atendimento e solita a avaliação de um neurocirurgião. A resposta que vem após alguns instantes que o neurocirurgão só vai avaliar se o paciente já estiver com a tomografia... parece piada né!!! mas a questão é que o unico hospital de emergencia ta com o aparelho danifcado há dois meses. Dai começa uma briga: quem vai pedir o exame e quem tem obrigação de levar o paciente até o outro hospital onde faz o exame. Aparece uma umbulacia sedida pelo samu sem respirador, sem monitor, sem laringo, sem desfrilidor e etc. Hoje acordo pensando de quem é a culpa??? se é do neurocirurgião que tinha que avaliar o paciente e não o exame, se é do estado por ter um unico hospital de emergencia sem tomografia há dois meses ou se é culpa nossa dos médicos que estamos la todos os dias há muito tempo e ficamos calados e sem procurar uma solução... VAMOS MUDAR ESSA HITÓRIA!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8407567-834047449646624176?l=altino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://altino.blogspot.com/2012/02/vamos-acordar-tem-gente-morrendo.html</link><author>noreply@blogger.com (ALTINO MACHADO)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-4TtbChAhcK0/T0rAN5QD-fI/AAAAAAAAHxs/MFHXUIhxzDI/s72-c/anute.png" height="72" width="72" /><thr:total>7</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8407567.post-4946255975127509212</guid><pubDate>Sun, 26 Feb 2012 18:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-26T15:37:10.021-04:00</atom:updated><title>CALAMIDADE PÚBLICA EM RIO BRANCO</title><description>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;b&gt;Com 17,64 m, Rio Acre continua a subir&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-P51rJNc91CQ/T0qGsmDYyeI/AAAAAAAAHxk/z_HkpDlvMLA/s1600/parque.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5513018441016810866" imageanchor="1" src="http://3.bp.blogspot.com/-P51rJNc91CQ/T0qGsmDYyeI/AAAAAAAAHxk/z_HkpDlvMLA/s1600/parque.JPG" style="cursor: pointer; height: 350px; width: 480px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace; font-size: small;"&gt;O prefeito de Rio Branco, Raimundo&amp;nbsp; Angelim (PT), decretou neste domingo (26) estado de calamidade pública em 37 bairros e 22 comunidades da cidade, consideradas as regiões&amp;nbsp; mais afetadas pela enchente do Rio Acre e seus afluentes. Por medida de segurança, o fornecimento de energia elétrica foi interrompido em 15% da cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A população do Acre é de 732.793 pessoas, segundo dados do IBGE. A Defesa Civil Estadual estima que 130,3 mil pessoas foram atingidas pelas cheias dos rios nos municípios de Assis Brasil, Brasiléia, Xapuri, Porto Acre, Rio Branco, Santa Rosa, Manoel Urbano, Sena Madureira e Cruzeiro do Sul.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Rio Acre, que banha Rio Branco, estava com 17,64 m de profundidade na medição feita pela Defesa Civil às 12h local (13h em Brasília). O rio, que está 3,64 m acima da cota de transbordamento, de 14 m, já desabrigou 6,4 mil pessoas na cidade, atingiu 24,7 mil casas e quase 100 mil pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O decreto do prefeito de Rio Branco considera que existem 16 escolas&amp;nbsp; urbanas e três escolas rurais da rede de ensino infantil estão alagadas, deixando fora de sala de aula mais de 3,7 mil alunos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- A situação afeta as atividades regulares&amp;nbsp; do ano letivo na rede pública de ensino municipal - assinalou o Angelim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O decreto também leva ame conta que 24 escolas urbanas (totalizando 19.693 alunos) e 30 rurais de ensino fundamental e médio da rede estadual encontram-se atingidas direta e indiretamente pelas águas, impedindo seu funcionamento normal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No último dia 15 de fevereiro, o prefeito havia decretado situação de emergência em parte da cidade e da zona rural, mas o rio continua subindo, agravando o problema de milhares de famílias que tiveram de deixar suas casas em decorrência das cheias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Esta já é a maior enchente da história. Há todos os fundamentos que justificam nós passarmos de situação de emergência para estado de calamidade pública nessas áreas - disse&amp;nbsp; Angelim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dos 56 dias de 2012, o nível do Rio Acre está há 34 dias acima da cota de alerta, 13,50 metros. O decreto de calamidade pública em Rio Branco leva em conta ainda que 12 doze unidades - nove unidades do Programa de Saúde da Família e três centros de saúde- estão com seu funcionamento comprometido, impedindo a atenção básica à população da que delas faz uso diário.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para garantir o pleno atendimento às pessoas, a Defesa Civil pode adentrar nas casas “a qualquer hora do dia ou da noite mesmo sem consentimento do morador para prestar socorro ou para determinar a pronta evacuação; usar da propriedade, inclusive particular, em circunstâncias que possam provocar danos ou prejuízos, ou comprometer a segurança, pessoas, instalações, serviços e outros bens públicos ou particulares, assegurando-se ao proprietário a indenização ulterior se houve danos”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Leia mais:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;a href="http://blogdaamazonia.blog.terra.com.br/2012/02/25/a-1-cm-de-recorde-enchente-atinge-124-mil-pessoas-no-acre/"&gt;A 1 cm de recorde, enchente atinge 124 mil pessoas no Acre&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;a href="http://blogdaamazonia.blog.terra.com.br/2012/02/24/governo-libera-r-5-milhoes-para-atender-117-mil-pessoas-atingidas-por-enchentes-no-acre/"&gt;Governo libera R$ 5 milhões para atender 117 mil pessoas atingidas por enchentes&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;a href="http://blogdaamazonia.blog.terra.com.br/2012/02/23/acre-considera-muito-grave-situacao-de-enchentes-no-estado/"&gt;Acre considera “muito grave” situação de enchentes no Estado&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;a href="http://blogdaamazonia.blog.terra.com.br/2012/02/22/enchente-do-rio-acre-alaga-cidades-e-desabriga-mais-de-7-mil-pessoas/"&gt;Enchente do Rio Acre alaga cidades e desabriga mais de 7 mil pessoas&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;a href="http://blogdaamazonia.blog.terra.com.br/2012/02/16/no-acre-enchente-deixa-1960-desabrigados-e-prefeitura-de-rio-branco-decreta-situacao-de-emergencia/"&gt;Prefeitura de Rio Branco decreta situação de emergência&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;a href="http://blogdaamazonia.blog.terra.com.br/2011/08/31/na-pior-seca-dos-ultimos-40-anos-nivel-do-rio-acre-baixa-para-157m/"&gt;Na pior seca dos últimos 40 anos, nível do Rio Acre baixa para 1,57m&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace; font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8407567-4946255975127509212?l=altino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://altino.blogspot.com/2012/02/estado-calamidade-publica-em-rio-branco.html</link><author>noreply@blogger.com (ALTINO MACHADO)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-P51rJNc91CQ/T0qGsmDYyeI/AAAAAAAAHxk/z_HkpDlvMLA/s72-c/parque.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8407567.post-3987114520399611141</guid><pubDate>Sun, 26 Feb 2012 17:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-26T13:29:35.859-04:00</atom:updated><title>RIO BRANCO, UMA CIDADE DO BARULHO</title><description>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;b&gt;José Carlos dos Reis Meirelles&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desconfio que, por ter morado na mata por quarenta anos, meus velhos ouvidos ficaram desacostumados a sons muito altos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os habitantes da mata, por dever de ofício, são discretos na emissão de sons, tirante os papagaios, araras e outros parentes de bico redondo nos barreiros. Mas também a algazarra não dura o dia todo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já aqui, em Rio Branco, os proprietários de alguns (e bote alguns nisso) carros resolveram transformá-los em boates ambulantes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não vai aqui nenhuma crítica ao gosto musical dos donos e nem o que ele carrega no porta-malas, que me parece, virou lugar de altos falantes potentes em vez de malas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Daí o camarada sai pelas ruas da cidade, com o som ligado no máximo volume poluindo a cidade com aquele bummm, bummm, bummm que todos conhecem bem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O fato, por princípio já é poluição sonora, aumenta o caos sonoro já inevitável das grandes cidades. Você está tirando seu sagrado cochilo, de dia ou de noite, e de repente acorda assustado com sua cama reverberando com o grave.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não bastasse, em alguns bares desta cidade, estes cidadãos educados se reúnem para tomar uma cervejinha, sagrado direito do trabalhador brasileiro pra desenfastiar as agruras da vida. Abrem o porta-malas e ligam o som no último volume.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se você deu azar de morar vizinho de um bar desses, sua vida, em casa, vai virar um inferno. O caso é que quando um dono de carro já&amp;nbsp; tomou a sua cerveja, paga a conta e vai embora, zoando pela cidade bummm, bummm, bummm...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas, imediatamente, outro freguês abre o porta-mala e bummm, bummm, bummm. E passa o dia, entra a noite e você não consegue descansar, dormir, assistir televisão, conversar, trabalhar e muito menos pensar, dentro da sua casa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas creio que isso acontece por dois motivos: falta de educação é o primeiro. E permissão dos agentes de trânsito, o segundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há poucos dias vi dois policiais militares em motos, com colete verde, que cuidam do trânsito, em frente ao Hospital de Base e um carro passando devagar, bummm, bummm, bummm.... Se pode em frente ao hospital, por que não pode&amp;nbsp; em frente à sua casa?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas, enfim, temos a cheia do Rio Acre, a polícia e as autoridades tem muito o que fazer. O velho Acre vai vazar, a vida vai voltar ao normal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E a cidade vai continuar, dia e noite ouvindo o bummm, bummm, bummm! E eu, morador do bairro do Bosque, vizinho de um bar....&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;José Carlos dos Reis Meirelles é ex-engenheiro e ex-chefe da Frente de Proteção Etnoambiental da Funai no Acre&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8407567-3987114520399611141?l=altino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://altino.blogspot.com/2012/02/rio-branco-uma-cidade-do-barulho.html</link><author>noreply@blogger.com (ALTINO MACHADO)</author><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8407567.post-4878161788427845279</guid><pubDate>Sat, 25 Feb 2012 22:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-25T18:12:57.615-04:00</atom:updated><title>RIOS CAUSAM PREOCUPAÇÃO NO ACRE</title><description>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;b&gt;A 1 cm de recorde em Rio Branco, enchente atinge 124 mil pessoas no Estado&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-mLCV5Pjm67U/T0lbDVM-DJI/AAAAAAAAHxc/T5pHE7hihS0/s1600/rbr.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5513018441016810866" imageanchor="1" src="http://4.bp.blogspot.com/-mLCV5Pjm67U/T0lbDVM-DJI/AAAAAAAAHxc/T5pHE7hihS0/s1600/rbr.jpg" style="cursor: pointer; height: 350px; width: 480px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Mais de 124 mil pessoas já foram atingidas no Acre pelas cheias dos rios Acre, Purus, Iaco e Juruá, que banham os municípios de Assis Brasil, Brasiléia, Xapuri, Porto Acre, Santa Rosa, Manoel Urbano, Sena Madureira, Cruzeiro do Sul, além de Rio Branco, a capital do Estado.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;O Rio Acre atingiu a marca de 17,61 m de profundidade, em Rio Branco, às 15 horas local (17h em Brasília) deste sábado (25), de acordo com a última medição feita pela Defesa Civil Estadual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Leia mais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://blogdaamazonia.blog.terra.com.br/2012/02/24/governo-libera-r-5-milhoes-para-atender-117-mil-pessoas-atingidas-por-enchentes-no-acre/"&gt;Governo libera R$ 5 milhões para atender 117 mil pessoas atingidas por enchentes&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://blogdaamazonia.blog.terra.com.br/2012/02/23/acre-considera-muito-grave-situacao-de-enchentes-no-estado/"&gt;Acre considera “muito grave” situação de enchentes no Estado&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://blogdaamazonia.blog.terra.com.br/2012/02/22/enchente-do-rio-acre-alaga-cidades-e-desabriga-mais-de-7-mil-pessoas/"&gt;Enchente do Rio Acre alaga cidades e desabriga mais de 7 mil pessoas&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://blogdaamazonia.blog.terra.com.br/2012/02/16/no-acre-enchente-deixa-1960-desabrigados-e-prefeitura-de-rio-branco-decreta-situacao-de-emergencia/"&gt;Prefeitura de Rio Branco decreta situação de emergência&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://blogdaamazonia.blog.terra.com.br/2011/08/31/na-pior-seca-dos-ultimos-40-anos-nivel-do-rio-acre-baixa-para-157m/"&gt;Na pior seca dos últimos 40 anos, nível do Rio Acre baixa para 1,57m &lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Na capital, 23,6 mil imóveis e 94,7 mil pessoas já foram atingidas pelas águas do Rio Acre. Existem 6,1 mil pessoas alojadas em abrigos públicos. O Rio Acre está 3,61 m acima da cota de transbordamento, que é de 14m.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;b&gt;Nova medição&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Na verdade a cota do Rio Acre está a apenas 1 centímetro de se igualar à cota da maior enchente da série histórica, de 1997, quando o Rio Acre ficou com 17,66 m de profundidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;A série histórica começou em 1970, quando a Defesa Civil do Acre fixou réguas de medição para registrar cheias e vazantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Porém, no ano passado, técnicos da Agência Nacional de Águas (ANA) estiveram no Acre e ajustaram as réguas de medição dos rios da região.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Reposicionada pelos técnicos da ANA, a régua de medição do Rio Acre foi reduzida 4 centímetros.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;A cota de 17,61 m atual na verdade corresponde a 17,65 m em relação à medição da maior cheia, em 1997. Segundo a Defesa Civil, se a régua tivesse sido mantida no mesmo posicionamento de 1997, o Rio Acre estaria com 17,65m e não com 16,61 m.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;b&gt;SOS Enchente Rio Acre&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;A superintendência do Banco do Brasil no Acre, em parceria com o governo do Estado e a prefeitura de Rio Branco, abriu uma conta corrente para receber depósitos, que beneficiará os desabrigados pelas alagações em todo o Estado.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;O CNPJ usado pelo Banco do Brasil é o da Diocese de Rio Branco. O dinheiro arrecadado será administrado pelo Fórum Tático Operacional da Superintendência do Banco do Brasil, em parceria com a Defesa Civil.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;SOS ENCHENTE RIO ACRE - (Banco do Brasil, agência 0071-X, conta 100.000-4). CNPJ 14.346.589/0001-99 &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8407567-4878161788427845279?l=altino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://altino.blogspot.com/2012/02/rios-causam-preocupacao-no-acre.html</link><author>noreply@blogger.com (ALTINO MACHADO)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-mLCV5Pjm67U/T0lbDVM-DJI/AAAAAAAAHxc/T5pHE7hihS0/s72-c/rbr.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8407567.post-3867306835862994325</guid><pubDate>Sat, 25 Feb 2012 20:12:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-25T16:26:47.876-04:00</atom:updated><title>NOVA MEDIÇÃO DO RIO ACRE</title><description>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;div class="tlTxFe mbm shareUnit aboveUnitContent"&gt;&lt;b&gt;Rio Branco está a 1 centímetro da maior cheia da história&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
O Rio Acre atingiu a marca de 17,61 m de profundidade às 15 horas deste sábado (25), de acordo com a última medição feita pela Defesa Civil Estadual.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;A cota do Rio Acre está a apenas 1 centímetro de se igualar à cota da maior enchente da série histórica, de 1997, quando o Rio Acre ficou 17,66 .&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;E explico: &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;A série histórica começou em 1970, quando a Defesa Civil do Acre fixou réguas de medição para registrar cheias e vazantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Porém, no ano passado, técnicos da Agência Nacional de Águas estiveram no Acre e ajustaram as réguas de medição dos rios da região.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Reposicionada pelos técnicos da Agência Nacional de Águas, a régua de medição do Rio Acre foi reduzida 4 centímetros.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;A cota de 17,61 m atual na verdade corresponde a 17,65 m em relação à medição da maior cheia, em 1997.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Portanto, se a régua tivesse sido mantida no mesmo posicionamento de 1997, o Rio Acre estaria com 17,65m e não 16,61 m.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As informações são da Defesa Civil Estadual. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8407567-3867306835862994325?l=altino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://altino.blogspot.com/2012/02/medicao-do-rio-acre.html</link><author>noreply@blogger.com (ALTINO MACHADO)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8407567.post-4016278952789293358</guid><pubDate>Fri, 24 Feb 2012 20:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-24T17:02:43.039-04:00</atom:updated><title>AJUDA DO TAMANHO DO CARNAVAL</title><description>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;b&gt;Governo federal libera R$ 5 milhões para atender 117 mil vítimas de enchentes no Acre&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-gQ4SC6TOAFc/T0f5P4jwVTI/AAAAAAAAHxU/LCqcV7WjdtU/s1600/canoa.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5513018441016810866" imageanchor="1" src="http://2.bp.blogspot.com/-gQ4SC6TOAFc/T0f5P4jwVTI/AAAAAAAAHxU/LCqcV7WjdtU/s1600/canoa.jpg" style="cursor: pointer; height: 350px; width: 480px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
A Defesa Civil do Acre estima que mais de 117 mil pessoas já foram atingidas pelas cheias dos rios Acre, Iaco, Purus e Juruá, que desabrigaram famílias nos municípios de Assis Brasil, Brasiléia, Xapuri, Porto Acre, Rio Branco, Santa Rosa, Manoel Urbano, Sena Madureira.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
Na medição feita pela Defesa Civil às 15h local (17h em Brasília), o Rio Acre alcançou, em Rio Branco, 17,56 m de profundidade, ficando 3,56 m acima da cota de transbordamento, que é 14m. A enchente começa a atingir famílias em Cruzeiro do Sul, no extremo-oeste do país, banhada pelo Rio Juruá.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os ministro Fernando Bezerra (Integração Nacional) e Aguinaldo Ribeiro (Cidades) sobrevoaram Rio Branco para avaliar a situação das áreas atingidas. Na capital do Acre, 22,3 mil imóveis já foram atingidos e 5,8 mil pessoas foram levadas para abrigos públicos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fernando Bezerra anunciou a liberação de R$ 3 milhões para o Estado e R$ 2 milhões para Rio Branco, para que sejam empregados no socorro às vítimas. Os valores correspondem aos R$ 5 milhões gastos pelo governo do Acre na organização do “Carnaval legal que só”, em Rio Branco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Eu me enxeri e vim de bicão - declarou o ministro das Cidades, após o sobrevoo na companhia do governador Tião Viana e do prefeito de Rio Branco, Raimundo Angelim, ambos do PT.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os ministros visitaram os desabrigados no parque onde anualmente o governo estadual promove a Feira Agropecuária do Acre, que se transformou no local que concentra a maioria de flagelados que tiveram que deixar suas casas. O cerimonial providenciou até a instalação da foto oficial do governador Tião Viana no parque.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo a Defesa Civil, a maioria dos desabrigados de Rio Branco está em casa de parentes e amigos. No município de Brasiléia, fronteira com a Bolívia, 95% da área urbana foi atingida, desabrigando mais de 14,7 mil pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em Xapuri, o rio começou baixar, alcançando 15,04 m. O mesmo rio apresenta tendência de vazante em Brasiléia,&amp;nbsp; mas parte da área urbana da cidade ainda permanece alagada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8407567-4016278952789293358?l=altino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://altino.blogspot.com/2012/02/ajuda-do-tamanho-do-carnaval.html</link><author>noreply@blogger.com (ALTINO MACHADO)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-gQ4SC6TOAFc/T0f5P4jwVTI/AAAAAAAAHxU/LCqcV7WjdtU/s72-c/canoa.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8407567.post-6957841840198418935</guid><pubDate>Fri, 24 Feb 2012 14:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-24T10:05:02.759-04:00</atom:updated><title>CHEIO ATÉ A TAMPA</title><description>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;b&gt;Marina Silva&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tenho tentado ajudar familiares e conterrâneos numa situação dramática que hoje vou ver de perto: a enchente do rio Acre, que já alcançou quase a marca histórica de 1997. Agora, com mais pessoas atingidas, devido ao crescimento urbano sem planejamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre as pessoas afetadas estão membros da minha família. Meu pai, com 80 anos, como a maioria das pessoas de sua idade, recusa-se a sair de casa, cuja palafita mandou aumentar para que ficasse acima da marca alcançada pela água em 1997. Vizinhos, como dona Antônia e dona Alzira, e minha irmã Doia, que também moram em casas altas, permanecem no local. Minha irmã comprou uma canoa e, com meu sobrinho Eudes, dedica-se ao trabalho de ajudar os desabrigados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Consigo imaginar a aflição das milhares de famílias no Acre e em vários outros Estados, que olham para o céu indagando quando vai parar de chover ou quando chegarão os recursos prometidos. No caso do Acre, nem tanto: o esforço do governo estadual e das prefeituras, com a ajuda do governo federal, criou uma estrutura para abrigar com segurança e socorrer com rapidez.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Admirável tem sido a mobilização da sociedade e do intenso voluntariado. Os órgãos públicos teriam muita dificuldade para acolher todos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Amazônia, temos uma dádiva, que é a floresta. Em Rio Branco, a situação é mais grave justamente porque é o trecho onde o rio Acre perdeu a maior parte de sua mata ciliar e a subida das águas não tem contenção. Ainda assim, é mais lenta que em outras regiões. Na planície, a água se espalha mata adentro. Em regiões de relevo mais acidentado, sua rapidez e sua força provocam tragédias irreparáveis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas há outro fator adicional, expresso numa palavra muito usada para descrever as melhores práticas de sustentabilidade: resiliência. Essa espécie de teimosia faz com que as pessoas inventem novos modos de conviver com a natureza em mudança e lhes dá capacidade de resistir, adaptar-se e, se necessário, mudar. No caso dos acreanos, sua base é o amor pelo rio que inunda as casas mas que provê os recursos essenciais à vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao brasileiro não falta solidariedade, nem amor à natureza e resiliência para suportar seus rigores. O Estado e seus dirigentes poderiam aprender essas lições, para distribuir com justiça os recursos e promover adaptações necessárias a este novo tempo de extremos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje abraçarei meu velho teimoso e, caso o rio tenha subido, tentarei convencê-lo a ir para a minha casa, onde o igarapé São Francisco chega perto, mas não entra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PS: Campanha Acre Solidário (doações para os atingidos), Banco do Brasil, ag. 0071-X, conta-corrente 100.000-4, CNPJ 14.346.589/0001-99.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Marina Silva escreve às sextas-feiras na &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/27412-cheio-ate-a-tampa.shtml"&gt;Folha de S. Paulo&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8407567-6957841840198418935?l=altino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://altino.blogspot.com/2012/02/cheio-ate-tampa.html</link><author>noreply@blogger.com (ALTINO MACHADO)</author><thr:total>8</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8407567.post-7817631247376013300</guid><pubDate>Thu, 23 Feb 2012 19:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-23T15:41:56.776-04:00</atom:updated><title>"SITUAÇÃO MUITO GRAVE" NO ACRE</title><description>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-hU2qJPBVaGY/T0aRhjrBxlI/AAAAAAAAHxM/gV8tNRQB4mk/s1600/taquari.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5513018441016810866" imageanchor="1" src="http://3.bp.blogspot.com/-hU2qJPBVaGY/T0aRhjrBxlI/AAAAAAAAHxM/gV8tNRQB4mk/s1600/taquari.jpg" style="cursor: pointer; height: 350px; width: 480px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Um boletim do governo do Acre e da prefeitura de Rio Branco, divulgado na tarde desta quinta-feira (23), considera “muito grave” a situação das enchentes no Estado. Mais de 70 mil pessoas já foram atingidas pelas cheias, sendo que mais de 10 mil foram levadas para abrigos públicos improvisados pela Defesa Civil nos municípios.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;O nível do Rio Acre continua subindo. Na medição divulgada às 15h pela Defesa Civil, o rio alcançou, em Rio Branco, a cota de 17,51 m, ficando 3,50 m acima da cota de transbordamento, que é 14 m.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;b&gt;Leia mais:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://blogdaamazonia.blog.terra.com.br/2012/02/22/enchente-do-rio-acre-alaga-cidades-e-desabriga-mais-de-7-mil-pessoas/"&gt;Enchente do Rio Acre alaga cidades e desabriga mais de 7 mil pessoas&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://blogdaamazonia.blog.terra.com.br/2012/02/16/no-acre-enchente-deixa-1960-desabrigados-e-prefeitura-de-rio-branco-decreta-situacao-de-emergencia/"&gt;Prefeitura de Rio Branco decreta situação de emergência&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://blogdaamazonia.blog.terra.com.br/2011/08/31/na-pior-seca-dos-ultimos-40-anos-nivel-do-rio-acre-baixa-para-157m/"&gt;Na pior seca dos últimos 40 anos, nível do Rio Acre baixa para 1,57m&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;O transbordamento do rio Acre desabrigou famílias nos municípios de Assis Brasil, Brasiléia, Xapuri, Porto Acre e Rio Branco. O Rio Purus atingiu os municípios de Santa Rosa e Manoel Urbano, e o Rio Iaco, o município de Sena Madureira.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Em Cruzeiro do Sul, o Rio Juruá já ultrapassou, na manhã destea quinta-feira, a cota de transbordamento. Dos municípios atingidos, Rio Branco, Santa Rosa e Brasiléia são os que enfrentam os maiores prejuízos.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Em Rio Branco, a capital do Acre, a enchente já chegou a 14,3 mil imóveis, atingindo em torno de 57,2 mil pessoas. A maioria das pessoas está em casa de parentes e amigos e 1,4 mil famílias alojadas em abrigos públicos, num total de 5,5 mil pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;No município de Brasiléia, fronteira com a Bolívia, 95% da área urbana foi atingida, desabrigando mais de 6 mil pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;De acordo com o boletim, o governo estadual e a prefeitura de Rio Branco, com o apoio do governo Federal, têm assegurado o envio de alimento, remédio e água potável às áreas atingidas e garantido todo o apoio às famílias que estão em abrigos públicos.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;O governo federal enviou 72 homens da Força Nacional, 18 profissionais da Força Nacional SUS, três profissionais da Defesa Civil Nacional, entre eles, o chefe do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), Armin Braun.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Mais 140 homens do Exército serão deslocado nesta sexta, de Rondônia, para reforçar as equipes. A aeronáutica também tem organizado o uso de aeronaves na entrega de cestas básicas e remédios em áreas isoladas.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;A presidente Dilma Roussef, em conversa por telefone com o governador Tião Viana, na tarde de quarta, se solidarizou com a população do Acre e pediu detalhes da situação de cada município atingido pela cheia. A presidente assegurou que o governo federal vai apoiar as famílias atingidas.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Em Xapuri, o rio chegou a 15,56 m. No município de Brasiléia, apesar de apresentar uma tendência de vazante, o rio ainda alaga boa parte da área urbana.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Diante da possibilidade de agravamento da situação, a superintendência do Banco do Brasil no Acre, em parceria com o governo do Estado e a prefeitura de Rio Branco, abriu uma conta corrente para receber depósitos, que beneficiará os desabrigados pelas alagações em todo o Estado.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;O CNPJ usado Banco do Brasil é o da Diocese de Rio Branco. O dinheiro arrecadado será administrado pelo Fórum Tático Operacional da Superintendência do Banco do Brasil, em parceria com a Defesa Civil.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;b&gt;SOS ENCHENTE RIO ACRE - (Banco do Brasil, agência 0071-X, conta 100.000-4). CNPJ 14.346.589/0001-99, da Diocese de Rio Branco.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8407567-7817631247376013300?l=altino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://altino.blogspot.com/2012/02/situacao-grave-no-acre.html</link><author>noreply@blogger.com (ALTINO MACHADO)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-hU2qJPBVaGY/T0aRhjrBxlI/AAAAAAAAHxM/gV8tNRQB4mk/s72-c/taquari.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8407567.post-5169547389793718630</guid><pubDate>Thu, 23 Feb 2012 17:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-23T13:50:17.740-04:00</atom:updated><title>PARABÉNS, SAMUEL</title><description>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Samuel Machado Campos ainda vai ver muita água rolar na ribeira deste Rio Acre, assim como o avô dele&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Ur1I57QhVaI/T0Z5Uh8-hiI/AAAAAAAAHxE/NATWI4ro1Jc/s1600/samuel.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5513018441016810866" imageanchor="1" src="http://2.bp.blogspot.com/-Ur1I57QhVaI/T0Z5Uh8-hiI/AAAAAAAAHxE/NATWI4ro1Jc/s1600/samuel.JPG" style="cursor: pointer; height: 350px; width: 480px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8407567-5169547389793718630?l=altino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://altino.blogspot.com/2012/02/parabens-samuel.html</link><author>noreply@blogger.com (ALTINO MACHADO)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-Ur1I57QhVaI/T0Z5Uh8-hiI/AAAAAAAAHxE/NATWI4ro1Jc/s72-c/samuel.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8407567.post-1774520334146206412</guid><pubDate>Thu, 23 Feb 2012 12:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-23T10:57:50.349-04:00</atom:updated><title>ENCHENTE DO RIO ACRE</title><description>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Passeio de barco no Rio Acre, no centro histórico de Rio Branco, terça-feira, quando estava com 17,40 m de profundidade. Na manhã desta quinta, o rio está com 17,50 m. O vídeo mostra a parte bela do "pelourinho" da Veneza acreana. Ou, como querem alguns, a Havana amazônica - lá os mandatários Fidel e Raul Castro; acá, Jorge e Tião Viana.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;object height="274" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/puIhdrfPewo?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/puIhdrfPewo?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="274" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8407567-1774520334146206412?l=altino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://altino.blogspot.com/2012/02/enchente-do-rio-acre.html</link><author>noreply@blogger.com (ALTINO MACHADO)</author><thr:total>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8407567.post-148702196951164575</guid><pubDate>Wed, 22 Feb 2012 19:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-22T16:12:35.425-04:00</atom:updated><title>GOVERNO QUER ECLUSAS NO RIO ACRE</title><description>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;b&gt;Barragem para regular cheia e vazante em Rio Branco&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;O governador do Acre, Tião Viana (PT), sonha em viabilizar um projeto de R$ 150 milhões para construção de eclusas no Rio Acre.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;O governador alega que eclusas podem tornar o Rio Acre navegável e resolver o problema do abastecimento de água em Rio Branco durante a estiagem.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Em janeiro, a presidente Dilma Roussef vetou seis de dez obras do Acre previstas no Plano Plurianual 2012, entre as quais a da construção de barragem no rio. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;As eclusas do Rio Acre ficaram no rol de obras consideradas “faraônicas” pela presidente Dilma Roussef.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Mas Tião Viana não quer ver morto o projeto das eclusas. O deputado estadual Eduardo Farias (PCdoB) voltou a defender a obra há duas semanas.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;A construção de uma barragem no Rio Acre, segundo Farias, acabaria com as temporadas de seca e de cheia.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;O deputado contatou até um especialista em hidrologia que defende a construção de barragens como reguladoras do nível de rios.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;O Rio Acre oscila entre 2 metros no verão e chega a 17 metros no inverno, desabrigando famílias, alega Farias.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Segundo o deputado, com a regulagem do nível do Rio Acre pela barragem, vários problemas deixariam de existir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após 13 anos no comando do governo, o PT não planejou plantio de uma única árvore para recuperar as matas ciliares do Rio Acre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O foco do governo estadual continuará sendo o incentivo à exploração madeireira. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8407567-148702196951164575?l=altino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://altino.blogspot.com/2012/02/governo-quer-eclusas-no-rio-acre.html</link><author>noreply@blogger.com (ALTINO MACHADO)</author><thr:total>5</thr:total></item></channel></rss>

