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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2enclosuresfull.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-8141253675313356245</atom:id><lastBuildDate>Sat, 17 Dec 2011 02:18:33 +0000</lastBuildDate><category>DESAMORES (1)</category><category>notinhas literárias</category><category>histórias que escuto por aí</category><category>devaneios</category><category>conversas de outrem</category><category>JOURNALISM FOR ME</category><category>um dia de cão</category><category>notinhas mentais</category><category>notinhas existenciais</category><category>coisas de final de ano</category><category>republicando textos</category><category>São Paulo</category><category>jornalismo</category><category>aleatório</category><category>Chorar; Amor; Acabou; Tristeza; Manifestar</category><category>você</category><category>paralisia</category><category>nasceu um escritor</category><category>cronicas</category><category>tudo sempre vira hipótese</category><category>eu</category><category>Manutenção</category><category>Nada é por acaso</category><category>parafraseando alguns</category><category>cartas</category><category>Repensando Bem</category><category>DIALOGANDO FILOSOFICAMENTE</category><category>besteirinhas</category><category>pensando bem</category><category>CINZEIROS CHEIOS COPOS VAZIOS</category><category>notinhas</category><category>ninguém</category><category>saber</category><category>sequencial</category><category>sofia</category><category>livros</category><category>alma</category><category>fragmentos de uma história mentirosa</category><category>notinhas musicais</category><category>Perfil</category><category>filmes</category><category>parabéns</category><category>peripécias</category><category>é sempre amor</category><category>Cem Anos de Solidão</category><title>anotações.</title><description>&amp;lt; Se você não consegue fazer com que as palavras trepem, não as masturbe &amp;gt; Henry Miller.</description><link>http://postando-isso.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Andréa M.)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>126</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://feeds.feedburner.com/blogspot/KDGf" /><feedburner:info uri="blogspot/kdgf" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><itunes:owner><itunes:email>noreply@blogger.com</itunes:email></itunes:owner><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle>&amp;lt; Se você não consegue fazer com que as palavras trepem, não as masturbe &amp;gt; Henry Miller.</itunes:subtitle><feedburner:browserFriendly></feedburner:browserFriendly><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8141253675313356245.post-8480519443757823817</guid><pubDate>Sat, 17 Dec 2011 02:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-16T18:18:33.847-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">alma</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">saber</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">sofia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">parafraseando alguns</category><title>Não sei mais se alma tenho</title><description>tem sentimento pior do que perceber que tudo soa tão, mas tão presente? como disse-me uma vez, crise é passo ao lado. não à frente, nem atrás. como que uma metamorfose. aprender a &lt;i&gt;cuore agire&lt;/i&gt; (do latim, agir com o coração. em português: coragem).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141253675313356245-8480519443757823817?l=postando-isso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://postando-isso.blogspot.com/2011/12/nao-sei-mais-se-alma-tenho.html</link><author>noreply@blogger.com (Andréa M.)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8141253675313356245.post-7346209616546876176</guid><pubDate>Sun, 11 Dec 2011 01:12:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-10T17:12:19.234-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">você</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">eu</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">sofia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">cartas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">ninguém</category><title>um dia, Sofia escreveu</title><description>você se lembra daquela vez, ao telefone, em que falamos sobre o que temíamos? eu disse que temia que você um dia chegasse para mim e dissesse, "o que eu quero mesmo é essa vida", e terminasse. e você, quase que a mesma coisa: "tenho medo que você um dia se canse de tudo isso". e acho, desde aquele momento, que eu estava certa (ainda mais com tudo o que aconteceu após essa conversa telefônica reveladora e verdadeiramente sincera). você não me disse com essas palavras, mas o fez. e eu, como num ato de arrogância e medo, prefiro entender que eu já sentia a sua falta. por isso mesmo deveria ter sido fácil aceitar e esquecer. mas não foi, e não é. como uma ferida aberta eu ainda tento esquecer e aceitar os conselhos de outrém, "nada na vida é definitivo, sofia". e não é. você não foi. e nada é senão mais que uma verdade efêmera (inserida em um determinado recorte de tempo). e, enquanto escrevo esta carta, caem algumas lágrimas no teclado. algumas em que nem eu mesma sei por que ainda caem. mas o fato é que elas caem e me fazem sentir, de novo, a angústia do não-ter-não-ser-não-existir, ao menos no seu mundo e, para você. elas estão no passado, assim como eu: anestesiada e crente de que foi melhor assim. aí, talvez, eu consiga me encontrar, para depois, reencontrar você.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141253675313356245-7346209616546876176?l=postando-isso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://postando-isso.blogspot.com/2011/12/um-dia-sofia-escreveu.html</link><author>noreply@blogger.com (Andréa M.)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8141253675313356245.post-5221760271508835229</guid><pubDate>Mon, 05 Dec 2011 13:40:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-05T05:40:38.731-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cem Anos de Solidão</category><title>Na dança da solidão</title><description>"[...] atordoado por duas nostalgias que se contrapunham como dois espelhos, perdeu seu maravilhoso sentido de irrealidade, até acabar recomendando a todos que fossem embora de Macondo, que olvidassem tudo o que ele havia ensinado do mundo e do coração humano, que cagassem para Horácio, e que em qualquer lugar em que estivessem recordassem sempre que o passado era mentira, que a memória não tinha caminhos de regresso, que toda primavera antiga era irrecuperável, e que o amor mais desatinado e tenaz não passava de uma verdade efêmera".&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MARQUEZ, García Gabriel.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141253675313356245-5221760271508835229?l=postando-isso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://postando-isso.blogspot.com/2011/12/na-danca-da-solidao.html</link><author>noreply@blogger.com (Andréa M.)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8141253675313356245.post-4960717443031151783</guid><pubDate>Mon, 22 Aug 2011 04:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-21T21:21:43.086-07:00</atom:updated><title>Bullshit!</title><description>'Merda!', esbravejou.&lt;br /&gt;
Pintei as unhas, quebrei o copo.&lt;br /&gt;
Vesti a roupa.&lt;br /&gt;
Olhei no espelho e, de novo.&lt;br /&gt;
Lá está.&lt;br /&gt;
Não adianta arranjar mais... desculpas?&lt;br /&gt;
É tudo parte de um jogo.&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;'Or you win, or you die!'&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
Sujo.&lt;br /&gt;
Não quero, e não admito.&lt;br /&gt;
As unhas pretas com um fundo de brilho refletiam os seus olhos.&lt;br /&gt;
E mais uma vez ela sentiu que há ainda algo.&lt;br /&gt;
Ensurdecedor. &lt;br /&gt;
Desisti, tirei toda a maquialagem.&lt;br /&gt;
Borrada, já chorei tudo o que devia mesmo.&lt;br /&gt;
E dei de ombros para toda aquela &lt;i&gt;merda&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;
'Só o que eu peço...&lt;br /&gt;
é que você não vá embora...&lt;br /&gt;
nunca!', disse ao agarrar o travesseiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141253675313356245-4960717443031151783?l=postando-isso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://postando-isso.blogspot.com/2011/08/bullshit.html</link><author>noreply@blogger.com (Andréa M.)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8141253675313356245.post-3040347943389801768</guid><pubDate>Sat, 11 Jun 2011 18:12:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-11T11:12:24.086-07:00</atom:updated><title>A angústia</title><description>é sempre sobre as pequenas mortes da vida.&lt;br /&gt;
brigas, perdas, choros.&lt;br /&gt;
amigos, pais, famílias.&lt;br /&gt;
e a falta, e a ausência de algo que sempre está presente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141253675313356245-3040347943389801768?l=postando-isso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://postando-isso.blogspot.com/2011/06/angustia.html</link><author>noreply@blogger.com (Andréa M.)</author><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8141253675313356245.post-2155053393545405110</guid><pubDate>Wed, 08 Jun 2011 15:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-08T08:25:51.421-07:00</atom:updated><title>Nuvens que passam ligeiras</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu também tenho uma série de complexos. De coisa antigas, que não morrem. Eu também parei em algum período do "segundo ano ginasial". E também acho que isso não quer dizer absolutamente nada. E também parei no segundo ano de vida. Mas acho que ela, a vida, começa agora. Diferente dela, eu começo só agora a achar que eu sou muito mais importante, do que saber o que os outros estão dizendo ou acham. Por mais que eu também ache que o que eu tenho a dizer é muito mais importante. E eu acho que é ainda, sabe? Ah, céu. Tão grande o céu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://2.gvt0.com/vi/9rsJOKBGhbY/0.jpg"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/9rsJOKBGhbY&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266" src="http://www.youtube.com/v/9rsJOKBGhbY&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141253675313356245-2155053393545405110?l=postando-isso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://postando-isso.blogspot.com/2011/06/nuvens-que-passam-ligeiras.html</link><author>noreply@blogger.com (Andréa M.)</author><thr:total>1</thr:total><enclosure url="http://www.youtube.com/v/9rsJOKBGhbY&amp;fs=1&amp;source=uds" length="1077" type="application/x-shockwave-flash" /><media:content url="http://www.youtube.com/v/9rsJOKBGhbY&amp;fs=1&amp;source=uds" fileSize="1077" type="application/x-shockwave-flash" /><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle>Eu também tenho uma série de complexos. De coisa antigas, que não morrem. Eu também parei em algum período do "segundo ano ginasial". E também acho que isso não quer dizer absolutamente nada. E também parei no segundo ano de vida. Mas acho que ela, a vida</itunes:subtitle><itunes:author>noreply@blogger.com (Andréa M.)</itunes:author><itunes:summary>Eu também tenho uma série de complexos. De coisa antigas, que não morrem. Eu também parei em algum período do "segundo ano ginasial". E também acho que isso não quer dizer absolutamente nada. E também parei no segundo ano de vida. Mas acho que ela, a vida, começa agora. Diferente dela, eu começo só agora a achar que eu sou muito mais importante, do que saber o que os outros estão dizendo ou acham. Por mais que eu também ache que o que eu tenho a dizer é muito mais importante. E eu acho que é ainda, sabe? Ah, céu. Tão grande o céu. </itunes:summary></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8141253675313356245.post-2760318109206148277</guid><pubDate>Sun, 29 May 2011 15:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-05-29T10:49:33.922-07:00</atom:updated><title>Um pouco mais</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-940JA8xatl0/TeJsaJNPdeI/AAAAAAAAAms/X0eRHTQ8VG8/s1600/tumblr_lia5yhxVOm1qcmxxho1_500_pb.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-940JA8xatl0/TeJsaJNPdeI/AAAAAAAAAms/X0eRHTQ8VG8/s1600/tumblr_lia5yhxVOm1qcmxxho1_500_pb.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era ele, ali, naquele quarto, naquela cama. Nas horas mais inapropriadas. Na hora em que o desejo batia à porta. Ele a olhava, e isso bastava aos dois. Ainda era claro, e ela não se deixava casta. Ele a pegava pela mão, e a cama rangia enquanto tentava controlar seus gemidos. Não importava se tinha alguém do lado de fora. Ele trancava a porta. O desejo incontrolável que a invadia e o contaminava. Por ele. Ao olhar nos olhos, ao despir um ao outro, beijá-lo na boca, passar as mãos pelas suas costas largas e abraçá-lo ao redor das pernas. Sempre, da forma mais pura. O suor, o calor, o cheiro, o coração pulsante, o desejo, o amor; a cumplicidade e a vontade de tê-lo e movimentar o sangue fervente. Cada toque, palavra, movimento. Pela falta, ausência, desejo, vontade, amor. Ali, naquela cama. Pela sede do eterno ela sussurrava, 'e se eu te olhar cem vezes, acredite, em cada uma delas te desejarei um pouco mais'.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141253675313356245-2760318109206148277?l=postando-isso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://postando-isso.blogspot.com/2011/05/um-pouco-mais.html</link><author>noreply@blogger.com (Andréa M.)</author><media:thumbnail url="http://4.bp.blogspot.com/-940JA8xatl0/TeJsaJNPdeI/AAAAAAAAAms/X0eRHTQ8VG8/s72-c/tumblr_lia5yhxVOm1qcmxxho1_500_pb.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8141253675313356245.post-100505265781968555</guid><pubDate>Sat, 28 May 2011 02:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-05-29T20:50:27.915-07:00</atom:updated><title>Estarrecedor</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-C-gKuZw0Ku8/TeJujXTcGzI/AAAAAAAAAmw/geHrZNBu6PQ/s1600/olhos.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-C-gKuZw0Ku8/TeJujXTcGzI/AAAAAAAAAmw/geHrZNBu6PQ/s1600/olhos.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;ela o esperou e tentou, mais uma vez pedir a ele que ficasse, implicitamente. mais uma vez implorou, 'não vá embora'. e... não é questão de merecer ou não. ninguém é melhor ou pior do que ninguém. 'eu não te mereço; você merece alguém melhor', e a olhou com lágrimas nos olhos. cada pessoa é única. é questão de gostar, de querer, de desejar, admirar. não necessariamente amar. &lt;b&gt;ela o via sonhando e sentia medo. foi apenas uma questão de escolha. &lt;/b&gt;e por mais que ele não queira trazer a cólera novamente eu te digo: 'você já o fez'. e o fez com ela. na hora que tudo acabar, você vai se cansar. e se quiser voltar ela prometeu a si mesma: 'não estarei mais aqui'. e o deixará com o vazio. o vazio das relações acabadas cheias de desejo mascarado por status e vaidade, que ao final não constroem nada (e que ele escolheu). é isso. ponto final. e... deixou de ser invisível mesmo sentindo que ainda há tanta coisa para falar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141253675313356245-100505265781968555?l=postando-isso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://postando-isso.blogspot.com/2011/05/estarrecedor.html</link><author>noreply@blogger.com (Andréa M.)</author><media:thumbnail url="http://1.bp.blogspot.com/-C-gKuZw0Ku8/TeJujXTcGzI/AAAAAAAAAmw/geHrZNBu6PQ/s72-c/olhos.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8141253675313356245.post-8693832876860076448</guid><pubDate>Fri, 27 May 2011 05:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-05-29T10:27:12.591-07:00</atom:updated><title>Compulsão</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-CRJ8GaAYycI/TeKBuHMb3mI/AAAAAAAAAm0/p0e39k5RaiU/s1600/tumblr_lcgh087gsZ1qbz0hoo1_500.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="103" src="http://4.bp.blogspot.com/-CRJ8GaAYycI/TeKBuHMb3mI/AAAAAAAAAm0/p0e39k5RaiU/s400/tumblr_lcgh087gsZ1qbz0hoo1_500.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela sabia que precisava dele. Pelo menos naquela noite de outono, sem grandes esperanças. Como sempre, sozinhos naquele apartamento grande e vazio onde os dois, cúmplices, já tinham deixado marcas de suor e desejo por todos os cantos. Mais uma vez ali, sozinhos. Inteiros, um ao outro. O cheiro, o desejo, a luxúria. Os dois nus. Ele se afastou e o dois olharam um para o outro. Ele não esboçou reação alguma. Ela o abraçou, e disse que o maior medo que sentia era da possibilidade de algo entre os dois acabar. Ele saiu. No silêncio, enquanto ela colocava as roupas, ele voltou, a abraçou e pediu que ela ficasse ali o resto da noite. Mas ela tinha medo da compulsão. Sempre teve. De querer ele sempre e   sempre e pra sempre. E amanhã e depois. E de dia, e tarde, de  madrugada.  E não saber digerir tanto amor e tanto amor acabar lhe  fazendo mal. E escolheu ir. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141253675313356245-8693832876860076448?l=postando-isso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://postando-isso.blogspot.com/2011/05/compulsao.html</link><author>noreply@blogger.com (Andréa M.)</author><media:thumbnail url="http://4.bp.blogspot.com/-CRJ8GaAYycI/TeKBuHMb3mI/AAAAAAAAAm0/p0e39k5RaiU/s72-c/tumblr_lcgh087gsZ1qbz0hoo1_500.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8141253675313356245.post-5113766191736516845</guid><pubDate>Mon, 09 May 2011 03:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-05-14T21:37:53.717-07:00</atom:updated><title>Amor Imorredouro. Lispector, Clarisse.</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[...] E sem mais nem menos perguntei: "o que mais interessa às pessoas? Às mulheres, digamos". Antes que ele pudesse responder, ouvimos do fundo da enorme sala a minha amiga respondendo em voz alta e simples: "O homem". Rimos, mas a resposta é séria. É com um pouco de pudor que sou obrigada a reconhecer que o que mais interessa à mulher é o homem. Mas que isso não nos pareça humilhante, como se exigissem que em primeiro lugar tivéssemos interesses mais universais. Não nos humilhemos, porque se perguntarmos ao maior técnico do mundo em engenharia eletrônica o que é que mais interessa ao homem, a resposta íntima, imediata e franca será: a mulher. E de vez em quando é bom lembrarmo-nos dessa verdade óbvia, por mais encabulante que seja. Hão de perguntar: "mas em matéria de gente, não são os filhos o que mais nos interessa?". Isto é diferente. Filhos são, como se diz, a nossa carne e o nosso sangue, e nem se chama de interesse. É outra coisa. É tão outra coisa que qualquer criança do mundo é como se fosse nosa carne e nosso sangue. Não, não estou fazendo literatura. Um dia desses me contaram sobre uma menina semiparalítica que precisou se vingar quebrando um jarro. E o sangue me doeu todo. Ela era uma filha colérica. O homem. Como o homem é simpático. Ainda bem. O homem é a nossa fonte de inspiração? É. O homem é o nosso desafio? É. O homem é o nosso inimigo? É. O homem é o nosso rival estimulante? É. O homem é o nosso igual, ao mesmo tempo inteiramente diferente? É. O homem é bonito? É. O homem é engraçado? É. O homem é um menino? É. O homem também é um pai? É. Nós brigamos com o homem? Brigamos. Nós não podemos passar sem o homem com quem brigamos? Não. Nós somos interessantes porque o homem gosta de mulher interessante? Somos. O homem é a pessoa com quem temos o diálogo mais importante? É. O homem é um chato? Também. Nós gostamos de ser chateadas pelo homem? Gostamos. Poderia continuar com esta lista interminável (...). Mas acho que ninguém mais me mandaria parar. Pois penso que toquei num ponto nevrálgico. E, sendo um ponto nevrálgico, como o homem nos dói. E como a mulher dói ao homem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141253675313356245-5113766191736516845?l=postando-isso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://postando-isso.blogspot.com/2011/05/amor-imorredouro-lispector-clarisse.html</link><author>noreply@blogger.com (Andréa M.)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8141253675313356245.post-1130428781377278095</guid><pubDate>Tue, 26 Apr 2011 02:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-05-14T21:42:35.854-07:00</atom:updated><title>A falta calada que eu sinto</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;eu descobri qual o nome. chama-se síndrome da não-existência. e eu  sofro, calada. em função de tentar acalmar meu coração e não acabar com a  gente mais uma vez. na tentativa do acerto. e você vem. sem que eu  queira. e eu vou, só porque você me puxou a mão. e o seu tom de voz, e  toda a sua indiferença. e esse jeito de dizer pra mim que está tudo bem, e  o meu jeito tosco de esconder que nada, nada está bem comigo. é que a minha  sede por querer fazer dar certo, e o meu choro escondido, não me deixam  respirar. e o meu coração doído. por saber que, no meio, eu ainda acho  que algo vai mudar, que tentarei mais uma vez, e que, ainda no meio, eu  vou ouvir a sua voz sussurar no meu ouvido, no escuro, no corpo, no  toque, mais uma vez, para sempre, como era antes, e como deveria ser,  para nós dois. e eu não queria nunca ter saído daquele abraço. queria que você me levasse embora. pra qualquer lugar. com você. e te perdi, de novo, para todas as &lt;i&gt;outras &lt;/i&gt;coisas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141253675313356245-1130428781377278095?l=postando-isso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://postando-isso.blogspot.com/2011/04/falta-calada-que-eu-sinto.html</link><author>noreply@blogger.com (Andréa M.)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8141253675313356245.post-5231481467752683779</guid><pubDate>Sun, 24 Apr 2011 16:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-04-24T09:46:29.069-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Chorar; Amor; Acabou; Tristeza; Manifestar</category><title>Aprendendo com Lispector, Clarisse.</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há um tipo de choro bom e há outro ruim. O ruim é aquele em que as lágrimas correm sem parar e, no entanto, não dão alívio. Só esgotam e exaurem. Uma amiga perguntou-me, então, se não seria esse choro como o de uma criança com a angústia da fome. Era. Quando se está perto desse tipo de choro, é melhor procurar conter-se: não vai adiantar. É melhor tentar fazer-se de forte, e enfrentar. É difícil, mas ainda menos do que ir-se tornando exangue a ponto de empalidecer. Mas nem sempre é necessário tornar-se forte. Temos que respeitar a nossa fraqueza. Então, são lágrimas suaves, de uma tristeza legítima à qual temos direito. Elas correm devagar e quando passam pelos lábios sente-se aquele gosto salgado, límpido, produto de nossa dor mais profunda. &lt;br /&gt;
Homem chorar comove. Ele, o lutador, reconheceu sua luta às vezes inútil. Respeito muito o homem que chora. Eu já vi homem chorar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141253675313356245-5231481467752683779?l=postando-isso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://postando-isso.blogspot.com/2011/04/aprendendo-com-lispector-clarisse.html</link><author>noreply@blogger.com (Andréa M.)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8141253675313356245.post-7814962299508985945</guid><pubDate>Mon, 15 Nov 2010 22:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-01-22T14:26:32.592-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Perfil</category><title>A rainha dos chocolates da estação</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nivalda Pereira da Silva é vendedora ambulante de chocolates. Ambulante, porque todas as noites encontro com ela, sempre com sua cestinha de vime e com bom humor, vendendo seus chocolates nas noites de São Paulo, ao sair da estação Alto do Ipiranga no caminho de volta pra casa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faça chuva ou faça sol, Nivalda, gasta todas as suas tardes e manhãs para fazer mais de oito sabores de chocolates variados entre trufas e pirulitos de chocolate para, em todas as noites, vender aos seus fregueses antigos e também novos que aparecem a cada parada do trem na estação.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Paraibana, veio para a capital financeira do país em 2004 tentar uma vida melhor. Quando chegou aqui, o lugar que escolheu para morar foi pra lá de São Caetano do Sul, na grande São Paulo. Aos 55 anos, com a disposição de uma adolescente, ela afirma veemente que vem todos os dias apé de lá até o ponto que vende seus doces.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Baixinha, dos cabelos crespos alisados, tem a pele queimada do sol e um sotaque típico do nordeste. Apesar de vender chocolates, não gosta de doces e tenta não experimentar os que faz. No final, quem serve de cobaia são os familiares e vizinhos. Simpática, mesmo no frio ou na chuva, atende a todos com seu bom humor e sua simpatia para atrair as notinhas de dois reais do bolso dos fregueses.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de muito conversar, no frio, ela reclamou do tempo e disse que estava com calor, que a garoa e esse tempo gelado não são nada, e tirou o casaco para mostrar que está de mangas curtas por baixo e que o casaco serve apenas de caixa para guardar seus pagamentos de todo o dia e balança os bolsos para as moedas tilintarem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dona "Ni" não tem marido que a sustente. Batalhadora, achou nos doces um jeito de ganhar a vida e fazer amizades. Da Paraíba, só trouxe sua filha, e mora com ela até hoje. A menina, com ambições maiores do que a da mãe, passou na faculdade de Biologia. Sem condições para pagar, começou, por incentivo de própria a fazer trufas para pagar os estudos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-A gente pagava um semestre e negociava o outro. Era do jeito que dava. Hoje ela está se formando em biologia, e não faz mais chocolates.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todos os meses, entre trancos, barrancos, simpatia, suor e chocolates, ela consegue pagar as contas todo mês. Agora, com a filha trabalhando na área, a vida ficou um pouco mais fácil, mas nem tanto assim. O cuidado com os bombons tem que ser redobrado. Tanto na hora de fazer, quanto na hora de vender.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Tem dia que eu e o menino da pipoca saímos correndo dos guardas. Uma vez me levaram todas as minhas trufas!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nivalda ficou conhecida como a vendedora de bombons da área mas, depois de vários assaltos quase que a mão armada dos policiais, resolveu se precaver. Para fingir que está apenas ali para esperar o ônibus chegar, além da cesta de vime, ela também leva uma mala de viagem pequena e esconde os doces dos gulosos de plantão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela se queixa e conta que antigamente fazia mais de 45 sabores de trufas e pirulitos de chocolates, mas depois que os caras do “rapa” levaram mais de três vezes todos os bombons, hoje faz apenas oito sabores de trufa: prestígio, maracujá, tradicional, cereja, limão, brigadeiro, amarula e coco. Além dos pirulitos em forma de coração no sabor tradicional e limão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além das iguarias tradicionais, Dona Nivalda também atende a certas necessidades exóticas e se diverte muito com isso. Quando você menos espera, ela saca uma surpresa da mala e mostra para suas freguesas um novo tipo de chocolate que serve como presente também. É um CD feito de chocolate que, com letras garrafais, está escrito, “você é d +”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Tá vendo? Dá pra rechear, colocar as letras de cor diferente e dar de presente. Não é o máximo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para outra freguesa, sentada cabisbaixa á espera de uma carona para chegar em casa, ela mostra o CD inovador no mercado de chocolates e diz também que há outro tipo de chocolate que ela faz: o masculino. E cai na risada. A freguesa, que tinha comprado uma trufa de prestígio não entendeu e perguntou que tipo era esse.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Menina, todas as mulheres adoram! Eu tenho um monte de encomenda! Vem até com presentinho e, de &amp;nbsp;sobra, dá até pra rechear com leite condensado. Depois, se você quiser, eu te dou o meu cartão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A moça riu e só entendeu quando viu, na mão de Nivalda, um orgão sexual masculino de perfil, perfeito, feito de chocolate e recheado com leite condensado. Nada mais sugetivo, não? Além disso, o "presentinho" a que ela se referia eram os testículos do órgão. A moça caiu na risada junto com Nivalda e enrubeceu as bochechas.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dona Nivalda, a única rainha dos chocolates da estação, se diverte, todos os dias, ao vender seus chocolates para seus fregueses a cada parada de trem na estação de metrô. E sim, faz isso com muito prazer, sem preguiça, e com muita, muita história pra contar.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141253675313356245-7814962299508985945?l=postando-isso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://postando-isso.blogspot.com/2010/11/rainha-dos-chocolates-da-estacao.html</link><author>noreply@blogger.com (Andréa M.)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8141253675313356245.post-8063311277153684900</guid><pubDate>Sun, 29 Aug 2010 22:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-08-29T15:16:54.027-07:00</atom:updated><title>E se cantássemos e ríssemos juntos para o resto da vida?</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você se lembra do primeiro erro que cometeu? Depois de um tempo, nem isto as lembranças guardam. Lembro de pequenas coisas da infância, adolescência, de pouco tempo atrás. Juro que me esforcei, mas, não consegui achar qual o primeiro erro que cometi. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez nenhum, talvez todos. Muito depende da concepção do que é errar, e do que é agir corretamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembro de vezes em que eu me sentia tão mal, mas tão mal, que preferia correr, gritar, chorar&amp;nbsp;e estragar tudo com todos.&amp;nbsp;E sim, você pensa que não? Vinham atrás de mim, e&amp;nbsp;diziam que o meu caminho não era o certo, e que era&amp;nbsp;bem provável que no fim, ficasse só eu e mais ninguém.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, ainda espero provar que não será assim. Terá alguém para cantar e dançar para o resto da vida, sim. Mesmo quando ninguém estiver olhando, ao entardecer.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/KAnM2-Pm0bI?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/KAnM2-Pm0bI?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt; &lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141253675313356245-8063311277153684900?l=postando-isso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://postando-isso.blogspot.com/2010/08/e-se-cantassemos-e-rissemos-juntos-para.html</link><author>noreply@blogger.com (Andréa M.)</author><thr:total>3</thr:total><enclosure url="http://www.youtube.com/v/KAnM2-Pm0bI?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" length="1012" type="application/x-shockwave-flash" /><media:content url="http://www.youtube.com/v/KAnM2-Pm0bI?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" fileSize="1012" type="application/x-shockwave-flash" /><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle>Você se lembra do primeiro erro que cometeu? Depois de um tempo, nem isto as lembranças guardam. Lembro de pequenas coisas da infância, adolescência, de pouco tempo atrás. Juro que me esforcei, mas, não consegui achar qual o primeiro erro que cometi. Talv</itunes:subtitle><itunes:author>noreply@blogger.com (Andréa M.)</itunes:author><itunes:summary>Você se lembra do primeiro erro que cometeu? Depois de um tempo, nem isto as lembranças guardam. Lembro de pequenas coisas da infância, adolescência, de pouco tempo atrás. Juro que me esforcei, mas, não consegui achar qual o primeiro erro que cometi. Talvez nenhum, talvez todos. Muito depende da concepção do que é errar, e do que é agir corretamente. Lembro de vezes em que eu me sentia tão mal, mas tão mal, que preferia correr, gritar, chorar&amp;nbsp;e estragar tudo com todos.&amp;nbsp;E sim, você pensa que não? Vinham atrás de mim, e&amp;nbsp;diziam que o meu caminho não era o certo, e que era&amp;nbsp;bem provável que no fim, ficasse só eu e mais ninguém.&amp;nbsp; Mas, ainda espero provar que não será assim. Terá alguém para cantar e dançar para o resto da vida, sim. Mesmo quando ninguém estiver olhando, ao entardecer. </itunes:summary></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8141253675313356245.post-5652488275118001652</guid><pubDate>Fri, 20 Aug 2010 15:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-08-20T08:59:05.947-07:00</atom:updated><title>Sutil irritabilidade</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ponho o pé direito fora da cama e ela está lá, olhando para mim. Não aguento a soberba que vem dela. Passo por ela e finjo que não vi. Mas ela continua lá. Olhando para mim. É quase que impossível ignorá-la. Mas por algum tempo consigo, até ela passar como um caminhão a minha volta. "Páre de fingir", ela diz. Vou sentido oposto, ela persegue. Fica ali, me olhando, esperando pelo momento certo. Até que algo dá errado e abro a guarda. Deixo ela entrar, abro espaço. A felicidade dela está feita e a minha, torturada. O mundo todo balança. Todas as pessoas são dinossauros e nada mais é concreto. O café continua frio. Opão mucho. O dedinho lateja. Os livros não lidos. A conta no banco. Os papéis. A cobrança. As obrigações. A ansiedade invade. As bochechas se enchem de ar. As palavras saem como alfinetes. E tudo dá errado. O choro engolido. O travesseiro suplicar um grito. E a vontade de estar entre um abismo e jogar tudo fora existe. E foi ela que trouxe. Mas é assim. Põe tudo ao contrário. E ninguém vê. Depois, tudo parece ficar bem. Mas ela ainda está lá. Esperando o momento certo. Afinal, deve haver sutileza. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141253675313356245-5652488275118001652?l=postando-isso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://postando-isso.blogspot.com/2010/08/sutil-irritabilidade.html</link><author>noreply@blogger.com (Andréa M.)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8141253675313356245.post-6816806385742664051</guid><pubDate>Mon, 16 Aug 2010 15:40:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-08-20T08:42:08.623-07:00</atom:updated><title>Súplica</title><description>Nossa senhora que ilumina a cabeça dos homens, &lt;br /&gt;
fazei com que as ondas cerebrais que torneiam minha&lt;br /&gt;
cabeça&lt;br /&gt;
Não me boicotem.&lt;br /&gt;
Livrai-me das confusões mentais!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ó, esplendorosa santa que anda entre os homens&lt;br /&gt;
sem nome, ilumine meus pensamentos&lt;br /&gt;
para que todas as palavras que saiam&lt;br /&gt;
de minha boca,&lt;br /&gt;
não sejam contra mim!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deixe que eu vença sozinha toda a essa guerra,&lt;br /&gt;
cate todos o cacos, desarme os soldados,&lt;br /&gt;
entenda todos os fragmentos, e saiba da verdade&lt;br /&gt;
e encha cinzeiros e não deixe nenhuma gota do&lt;br /&gt;
álcool que me abençoa&lt;br /&gt;
dentro dos copos!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Peço que, em um fim de noite,&lt;br /&gt;
me faça sofrer menos e&lt;br /&gt;
não deixe que as palavras corram de mim&lt;br /&gt;
e me escolham por merecimento&lt;br /&gt;
e saiam de meus dedos para a caneta&lt;br /&gt;
e da caneta para o papel&lt;br /&gt;
como jamais aconteceu&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se é santa não sei, se tem sexo ou não também não &lt;br /&gt;
quero saber, se é anjo, demônio ou humana&lt;br /&gt;
sei que anda por aí tentando orientar o mundo&lt;br /&gt;
e os homens&lt;br /&gt;
pobres de espírito não entendem que só basta&lt;br /&gt;
sentar e escrever&lt;br /&gt;
ou fazer e contar&lt;br /&gt;
ou não fazer nada&lt;br /&gt;
ou...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Livrai, livrai, livrai das confusões mentais!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141253675313356245-6816806385742664051?l=postando-isso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://postando-isso.blogspot.com/2010/08/suplica.html</link><author>noreply@blogger.com (Andréa M.)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8141253675313356245.post-5763280791657246294</guid><pubDate>Sun, 08 Aug 2010 17:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-08-08T10:54:06.375-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">parafraseando alguns</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">republicando textos</category><title>Sugestões para passar o mês do cachorro-louco, ao seu gosto.</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Para atravessar agosto é preciso antes de mais nada paciência e fé. Paciência para cruzar os dias sem se deixar esmagar por eles, mesmo que nada aconteça de mau; fé para estar seguro, o tempo todo, que chegará setembro—e também certa não-fé, para não ligar a mínima às negras lendas deste mês de cachorro louco. É preciso quem sabe ficar se distraído, inconsciente de que é agosto, e só lembrar disso no momento de, por exemplo, assinar um cheque e precisar da data. Então dizer mentalmente ah!, escrever tanto de tanto de mil novecentos e tanto e ir em frente. Este é um ponto importante: ir, sobretudo, em frente.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Caio F. - Sugestões Para Atravessar Agosto&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141253675313356245-5763280791657246294?l=postando-isso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://postando-isso.blogspot.com/2010/08/sugestoes-para-atravessar-o-mes-do.html</link><author>noreply@blogger.com (Andréa M.)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8141253675313356245.post-6289143529720957952</guid><pubDate>Fri, 30 Jul 2010 16:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-30T09:26:35.512-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">parafraseando alguns</category><title>Sara, O Mago.</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Na ilha por vezes habitada do que somos, há noites, manhãs e madrugadas em que não precisamos de morrer. Então sabemos tudo do que foi e será. O mundo aparece explicado definitivamente e entra em nós uma grande serenidade, e dizem-se as palavras que a significam. Levantamos um punhado de terra e apertamo-la nas mãos. Com doçura. Aí se contém toda a verdade suportável: o contorno, a vontade e os limites. Podemos então dizer que somos livres, com a paz e o sorriso de quem se reconhece e viajou à roda do mundo infatigável, porque mordeu a alma até aos ossos dela. Libertemos devagar a terra onde acontecem milagres como a água, a pedra e a raiz. Cada um de nós é por enquanto a vida. Isso nos baste.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;José Saramago.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;ad aeternum&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141253675313356245-6289143529720957952?l=postando-isso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://postando-isso.blogspot.com/2010/07/sara-o-mago.html</link><author>noreply@blogger.com (Andréa M.)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8141253675313356245.post-7804945834558139082</guid><pubDate>Tue, 27 Jul 2010 15:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-27T08:22:11.458-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">republicando textos</category><title>O menino das bolhas de sabão</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seguia seu caminho de todos os dias no meio do mundo. Despretensiosa, sentindo o vento bater, pensava nas pessoas, na vida, nas coisas, nas suas fantasias e no marasmo de todos os dias. Era apenas um dia que mostrava o seu melancólico fim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Olhou para o céu, e como mágica uma chuva de bolhas de sabão apareceu no seu caminho. Levadas pelo vento, espalharam-se totalmente pela avenida. Pessoas atordoadas passavam, e nem reparavam no que estava a acontecer. Sozinha sorria, e sentiu ter encontrado a mágica ali, naquele momento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estava ali por inteira, e seus pensamentos mais ainda. O inesperado havia se feito, o incomum havia se manifestado. Como que num conto de fadas, rodopiava e andava entre as flores e bolhas mágicas de sabão do seu pensamento. 'Da onde vem?', pensou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Andou mais uns passos à frente, e avistou a fonte. Era um menino. Um menino simples, sozinho, cabisbaixo, sem documentos, vendendo 'fazedores de bolhas de sabão' na rua. E para ganhar seus clientes, chuva deixou-se fazer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mexia com tanta vontade a manivela que soltava as bolhas no céu, que parecia por um momento ter esquecido quem era e o que estava a fazer ali. Era apenas um menino que bolhas de sabão no céu soltava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(publicado originalmente em uma segunda-feira de março de 2009)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141253675313356245-7804945834558139082?l=postando-isso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://postando-isso.blogspot.com/2010/07/o-menino-das-bolhas-de-sabao.html</link><author>noreply@blogger.com (Andréa M.)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8141253675313356245.post-3912255920107943572</guid><pubDate>Fri, 23 Jul 2010 22:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-23T15:25:44.869-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">peripécias</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">republicando textos</category><title>Névski, Paulista, Times Square e Dropsie</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao mesmo tempo em que a menina de All  Star,  jeans e iPod nos ouvidos anda apressada pela calçada da vida, o  chale azul claro da moça que está a passar fica preso no botão da bolsa  feita de couro da outra que o solta com rara gentileza; a moça bonita,  sozinha a andar, avista um amigo que não vê há tempos e como uma  surpresa pula na frente dele para dar um abraço saudosista; a mendiga  fedida enrolada em sacos plástico faz uma súplica aos céus para que ao  menos uma moedinha caia em seu potinho de esmolas, e que por favor, “meu  santo Deus!”, nesta noite não chova no seu papelão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
Enquanto os  carros passam em um movimento frenético quase que indestrutível e as  pessoas não se olham mais nos olhos, o ambulante de filmes piratas  oferece aos seus possíveis fregueses uma promoção de “três por dez” para  conseguir uns grandes trocados e voltar para sua terra de origem antes  que o Rapa chegue; as madames de bolsas e casacos de pele animal  passeiam empinadas, olham os óculos escuros na vitrine, e compartilham  futilidades indizíveis sobre seus maridos empresários provedores do pão  de cada dia de seus filhos que cultivam a infidelidade com a secretária  de óculos e saia no corpo colada sem que elas saibam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
Em outra  esquina um homem moribundo de terno e chinelos, grita pedaços da bíblia  para que todos ouçam a palavra de um suposto Deus, que para ele existe e  se personifica na forma de um cifrão dourado e vezenquando prateado; na  frete da vitrine da livraria estão todos os lançamentos  literários-contadores-de-histórias estampados a serem mostrados para a  multidão que passa, e nem os percebe, nem os vê; como em uma crônica de  João do Rio, um jovem-homem senta na mesa de um bar, pede uma dose de  uísque e ali fica a observar toda, toda, toda essa melancolia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;(originalmente publicado em 08 de agosto de 2009 - há quase um ano -. Nessa ocasião, andava por aí com 'A alma encantadora das ruas' de João do Rio nas mãos. É que particularmente eu gosto tanto, mas tanto desse texto!)&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="post-header"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141253675313356245-3912255920107943572?l=postando-isso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://postando-isso.blogspot.com/2010/07/nevski-paulista-times-square-e-dropsie.html</link><author>noreply@blogger.com (Andréa M.)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8141253675313356245.post-2618823771797749506</guid><pubDate>Wed, 21 Jul 2010 23:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-23T15:26:53.469-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">devaneios</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">besteirinhas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">pensando bem</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">peripécias</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">republicando textos</category><title>Conversas de Boteco</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estava escrito: "aposte a sua vida, ela sempre ganha". Pensei alto, "talvez ela sempre ganhe mesmo, contra seja-lá-o-que-for". Ela ouviu e logo retrucou, "na verdade, é a frase de um amigo. 'Vou ver se aposto a vida no bingo, prá ver se ganho'. Filosofia de boteco, sabe?". E eu, continuando: "adoro essas filosofias. No jogo do bicho, será que a vida ganha?"- perguntei. Ela, explicativa: "não deve ter "humano" lá; eles contam apenas os irracionais, né". -"É, e às vezes mais racionais do que os próprios seres humanos (se é que podem ser chamados assim)". Uma pausa, uma respiração e,&amp;nbsp; -"Como diria João Antônio, &lt;a href="http://www.releituras.com/jantonio_carioca.asp"&gt;&lt;i&gt;'cada um defende a sua e atira na do outro'.&lt;/i&gt;&lt;/a&gt; Eu apostaria. Apostaria só pra ver se realmente ela &lt;i&gt;sempre &lt;/i&gt;ganha no&lt;a href="http://epipoca.uol.com.br/filmes_detalhes.php?idf=11851"&gt;&lt;i&gt; jogo da vida, ou se o negócio é só apostar no bingo mesmo".&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;(originalmente publicado em 23 de agosto de 2009, quando terminei de ler uma edição do &lt;b&gt;Malagueta, Perus e Bacanaço&lt;/b&gt;, que a dona do &lt;a href="http://www.baiucacultural.com.br/"&gt;Baiúca Cultural&lt;/a&gt; me deu de presente).&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141253675313356245-2618823771797749506?l=postando-isso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://postando-isso.blogspot.com/2010/07/conversas-de-boteco.html</link><author>noreply@blogger.com (Andréa M.)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8141253675313356245.post-4784711127618659602</guid><pubDate>Mon, 19 Jul 2010 23:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-20T16:30:03.168-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">tudo sempre vira hipótese</category><title>No final, tudo vira hipótese</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo o que não deveria acontecer,&amp;nbsp;aconteceu nesses ultimos tempos. Morte, vida, recomeço, perdas, ganhos, dependências, lágrimas, choros, gritos, risos, brigas, listas e todos os tipos de arrebatamentos emocionais possíveis desesperadores de assustar e quiçá emocionar a qualquer um. É,&amp;nbsp;às vezes acontece.&amp;nbsp;Quando grito, não há santo que o segure dentro de mim. Até desapegar de coisas que eu achava que realmente eram, e na verdade não eram apegadas a mim eu desapeguei (e falo embolado assim mesmo). Me apeguei a outras que sinto que são verdadeiras -ao menos agora, aqui, neste exato momento. Afinal, é isso que dizem que vale. Se ficar, ficou. Se não, &lt;em&gt;arrivederci!&lt;/em&gt; Escolhemos sem perceber, falar de acaso é só desculpa. Ainda me agarro a consequências de jogar no vento pequenas hipóteses que podem dar certo e nem sempre são válidas; ou até as que são válidas e me fazem sonhar tanto, mas tanto que acabo por deixá-las apenas no&amp;nbsp;seu lugar de sempre: a imaginação. Caio em um abismo e todas as coisas que estão a minha volta vão junto comigo até que eu não consiga alcançá-las mais. Não matei o que ia me corroer no futuro quando pude, escolhi caçar alguns leões, revivi alguns dragões e continuo enfrentando trolls, encontrando com borboletas amarelas no caminho e correndo atrás do coelho branco todo dia (o que faz com que eu me perca no pisca-pisca da vida). Se bem que&amp;nbsp;a estrada de tijolos amarelos é longa&amp;nbsp;e o príncipe sempre me chama na janela pra jogar as tranças. Mas quer saber? Tudo isso é um conto (não sei se de fadas),&amp;nbsp;e se você não entendeu é mais fácil pensar que &lt;a href="http://postando-isso.blogspot.com/2010/07/depois-que-morre-vira-hipotese.html"&gt;no final, tudo vira hipótese.&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141253675313356245-4784711127618659602?l=postando-isso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://postando-isso.blogspot.com/2010/07/no-final-tudo-vira-hipotese.html</link><author>noreply@blogger.com (Andréa M.)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8141253675313356245.post-6035503766112741386</guid><pubDate>Mon, 19 Jul 2010 04:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-20T05:48:38.053-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">parafraseando alguns</category><title>"Depois que morre, vira hipótese".</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“A vida, Senhor Visconde, é um pisca-pisca. A gente nasce, isto é, começa a piscar. Quem pára de piscar, chegou ao fim, morreu. Piscar é abrir e fechar os olhos – viver é isso. É um dorme-e-acorda, dorme-e-acorda, até que dorme e não acorda mais. A vida das gentes neste mundo, senhor sabugo, é isso. Um rosário de piscadas. Cada pisco é um dia. Pisca e mama. Pisca e anda. Pisca e brinca. Pisca e estuda. Pisca e ama. Pisca e cria filhos. Pisca e geme os reumatismos. Por fim, pisca pela última vez e morre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– E depois que morre – perguntou o Visconde.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– Depois que morre, vira hipótese. É ou não é?”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[Monteiro Lobato (Emília)]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141253675313356245-6035503766112741386?l=postando-isso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://postando-isso.blogspot.com/2010/07/depois-que-morre-vira-hipotese.html</link><author>noreply@blogger.com (Andréa M.)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8141253675313356245.post-3309496198985457576</guid><pubDate>Fri, 25 Jun 2010 14:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-15T18:42:33.401-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Manutenção</category><title>Só mais um tempinho, só mais um</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há um tempo já não escrevo nada aqui. Não por falta de inspiração, mas por falta dele, do tempo. As ideias vêm à cabeça, mas não há espaço ultimamente para ancora-lás em algo que seja palpável (ou não, como o blog), e já que ter cuidados necessários para conservar algo é o significado de manter, cuidar, comunico a vocês que este blog está temporariamente (mas só durante um tempinho) em processo de cuidados e manutenção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Às vezes as ideias precisam de férias, mas há momentos em que é impossível segurá-las.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141253675313356245-3309496198985457576?l=postando-isso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://postando-isso.blogspot.com/2010/06/so-mais-um-tempinho-so-mais-um.html</link><author>noreply@blogger.com (Andréa M.)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8141253675313356245.post-5452317367239073509</guid><pubDate>Sat, 29 May 2010 04:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-18T20:38:16.009-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">paralisia</category><title /><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;V&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;em, deita aqui. Repousa teu &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;amor em mim. Esse lugar é &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;teu. Alguém me disse uma vez que nada acontece por acaso e hoje eu entendi. Entendi que a que vim. E que esse ombro é teu. Aquele abraço foi o melhor do mundo. Aquela imagem de você me olhando, pedindo para que o abraço nunca mais terminasse não sai da minha cabeça. Ai! Porque eu não voltei? Quero te &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;abraçar e não largar mais, até os meus braços não serem suficientes! Nunca mais! Você me prometeu, e há de cumprir. Meu Deus, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;você enxerga como eu. Vem, deita aqui. Repousa teu amor em mim. Vem cá que eu vou dizer pra você que vai ficar tudo bem.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; Sozinho você não está. Você me tem. Repousa aqui, vem. Vem que eu te mostro alguém a fim de te acompanhar se o acaso for te levar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141253675313356245-5452317367239073509?l=postando-isso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://postando-isso.blogspot.com/2010/05/vem-deita-aqui.html</link><author>noreply@blogger.com (Andréa M.)</author><thr:total>1</thr:total></item><language>en-us</language><media:rating>nonadult</media:rating></channel></rss>

