<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-2589046904135539392</atom:id><lastBuildDate>Sat, 16 Dec 2017 11:54:38 +0000</lastBuildDate><category>comportamento</category><category>Brasil</category><category>Renascendo...</category><category>Valores</category><category>sociedade</category><category>Música</category><category>Poderes</category><category>Política</category><category>Comunicação</category><category>Amigos</category><category>Congresso Nacional</category><category>informação</category><category>Stephen Covey</category><category>Cultura</category><category>aleatoriedades</category><category>personalidade</category><category>Informática</category><category>serviços</category><category>George Orwell</category><category>Esportes</category><category>Liderança</category><category>negócios</category><category>tecnologia</category><category>Datas</category><category>Poesia</category><category>Stanley Milgram</category><category>Pela Culatra</category><category>Japinha</category><category>Olimpíadas</category><category>Lourenço Diaféria</category><category>Nerds</category><category>Vídeos</category><category>Análise Transacional</category><category>DR. Thomas Harris</category><title>Efemérides</title><description>Espaço para registro de minhas impressões sobre a vida. Para matar a saudade, até mesmo para gerar alguma. É um lugar para aprisionar os pensamentos, aqueles que insistem em fugir.</description><link>http://renatookano.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Renato Okano)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>831</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2589046904135539392.post-8391710080435176725</guid><pubDate>Thu, 24 Nov 2016 08:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-11-24T06:05:13.058-02:00</atom:updated><title>O Banco do Brasil, de crise em crise</title><description>&lt;p&gt;&lt;img style=&quot;float: left; margin: 0px 20px 0px 0px; display: inline&quot; alt=&quot;Resultado de imagem para crise&quot; src=&quot;http://monticellipessoa.adv.br/wp-content/uploads/2015/07/gesta%C3%B5-de-crise.jpg&quot; width=&quot;300&quot; align=&quot;left&quot; height=&quot;217&quot;&gt;O Banco do Brasil anuncia o fechamento de pouco mais de 400 agências como medida para redução de custos. Anuncia também a alavancagem das agências digitais, totalmente virtuais. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;A medida parece ser daquelas que as empresas de mercado adotam em tempos de crise, certo?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Nem tanto.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A história mostra que o Banco do Brasil, por diversas causas, foi à falência em 1829, apenas 21 anos depois de fundado. As causas são diversas, mas todas vinculadas à atuação ligada à família real, significando, portanto, forte atuação política.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;História mais recente, no impedimento de &lt;font style=&quot;background-color: #cccccc&quot;&gt;Fernando Co&lt;font color=&quot;#00ff00&quot;&gt;l&lt;/font&gt;&lt;font color=&quot;#ffff00&quot;&gt;l&lt;/font&gt;or&lt;/font&gt;, carros de parlamentares desfilavam durante todo o dia na garagem da presidência do Banco, augurando negociações para fidelizar a base.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O fato é que o BB tem sua diretoria nomeada pelo governo federal, e muitos são os candidatos aos cargos. Pela visibilidade e pelo tamanho das verbas, são cargos cobiçadíssimos pelos políticos, o que nem sempre é bom sinal para os principais &lt;em&gt;stakeholders&lt;/em&gt; do banco. A atuação política não se afina, necessariamente, com os objetivos empresariais da instituição, e a conta tem de ser paga de alguma forma.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Algumas decisões do BB marcaram profundamente seus funcionários. Em 1985, os postulados do Novo Modelo Organizacional de Agência (NMOA) alterou estruturas organizacionais e causou a transferência de funcionários, algumas de forma compulsória. O Projeto Novo Rosto, no início dos anos 1990 foi outra trágica mudança, com ares ditatoriais, Cortou cargos e transferiu funcionários entre agências e cidades. Depois, uma onda de um tal de “Suporte Zero”, quase que concomitante com o Novo Rosto (na verdade, um argumento) agravou ainda mais a situação já precarizada dos funcionários.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Os principais atingidos foram os funcionários e suas famílias. Não se trata de evidenciá-los em desfavor das mudanças. Mas trata-se de, com a distância provida pelo tempo decorrido, avaliar a situação. Embora o NMOA tenha tido motivações fundamentadas em argumentos sólidos e voltados para uma lógica de integração com o ambiente, foi o único a apresentar fundamentação. O Projeto Novo Rosto foi a ação de um novo presidente com disposição a mudanças (quaisquer mudanças) e o Suporte Zero foi uma devaneio suicida baseado numa tentativa utópica de atingir o inatingível.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;As mudanças anunciadas pela nova presidência do BB são, salvo melhor juízo, necessárias sim. Mas só o são por causa das administrações politicamente engajadas anteriores. Num determinado momento dizer que 400 agência são dispensáveis é dizer que essa avaliação não ocorreu, em critérios objetivos, ao longo do tempo. Se cada uma delas não atingiu indicadores de performance de viabilidade econômica, é porque não houve avaliação anterior. Ou não havia indicadores. Pode-se dizer que foram escolhidas as de menor desempenho perante critérios formados numa avalição específica, o que só reforça o argumento. E, novamente, funcionários e família serão os afetados.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Dessa presidência do BB espera-se uma atuação voltada para o mercado, e não à política. Se assim for, menores serão os solavancos no caminho. Não há porque duvidar que assim será. E assim torcemos.&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;hr &#39;style: color blue&#39; /&gt;
Este artigo pertence ao &lt;a href=&quot;http://renatookano.blogspot.com&quot;&gt;Efemérides&lt;/a&gt;.&lt;br/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://renatookano.blogspot.com/2016/11/o-banco-do-brasil-de-crise-em-crise.html</link><author>noreply@blogger.com (Renato Okano)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2589046904135539392.post-1860319352673965909</guid><pubDate>Tue, 28 Jun 2016 10:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-06-28T07:05:50.671-03:00</atom:updated><title>A(s) polícia(s), sua situação e a morte de mais um menino</title><description>&lt;p&gt;&lt;img style=&quot;float: left; margin: 0px 20px 0px 0px; display: inline&quot; alt=&quot;A picha&amp;ccedil;&amp;atilde;o no carro que, segundo colega de farda, &amp;eacute; do PM&quot; src=&quot;http://extra.globo.com/incoming/19589870-cad-cee/w640h360-PROP/carro-pm.jpg&quot; width=&quot;300&quot; align=&quot;left&quot; height=&quot;171&quot;&gt;Nas notícias e nas redes sociais, repercute a morte de (mais) um garoto, de 11 anos neste caso, por um policial da guarda municipal desta vez.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Lamentável que uma morte ocorra de forma tão gratuita.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Mas…&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A situação das polícias no Brasil não é de vicejo. Ao contrário, muito ao contrário, como nos mostra o exemplo do Rio de Janeiro (RJ), onde policiais mostravam uma faixa no aeroporto internacional ontem (27/06), “&lt;em&gt;&lt;strong&gt;bem vindos ao inferno&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;”.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;É muito fácil adotar uma postura crítica, e somente isto, ao comportamento dos policiais. Mas eles são parte de uma realidade muito maior e mais triste que a sua própria.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Salários baixos, condições de trabalho hostis (dentro das respectivas “delegacias”), visados pelos bandidos que não pestanejam em atirar contra eles, imagine-se a pressão com que trabalham.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Mas precisam trabalhar. E vão, disfarçados, até envergar o uniforme. Mas isso não os livra das pressões.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Agora, o caso dos meninos. Imagine um carro roubado à sua frente. Quem pensaria que são garotos, ainda na infância, que os conduz? Pensa-se logo em &lt;em&gt;saidinha de banco&lt;/em&gt;, sequestro relâmpago, etc. E, por inferência lógica, há o temor das armas, que, parece, são facílimas de obter (por parte dos bandidos).&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Será que é justo pedirmos aos policiais esperarem para reagir? Será que só seria válido atirar se um deles fosse ferido? Será que alguém, nessa situação, pensaria em uma abordagem polida, cheia de protocolos?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;É oportuno lembrar que os atingidos estavam cometendo um crime. E que, até que saíssem do carro e se apresentassem, rendidos, à polícia, não se poderia ter ideia de quem fossem?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Depois do ocorrido, é cômodo criticar. Mas e se o policial fosse um familiar nosso, estaríamos condenando sua conduta? Parece que é fácil ser o crítico. Mas o fato é que se não pensarmos no conjunto total da situação, e não reconhecermos o que está errado, nunca haverá solução. Porque problema não há.&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;hr &#39;style: color blue&#39; /&gt;
Este artigo pertence ao &lt;a href=&quot;http://renatookano.blogspot.com&quot;&gt;Efemérides&lt;/a&gt;.&lt;br/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://renatookano.blogspot.com/2016/06/as-policias-sua-situacao-e-morte-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Renato Okano)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2589046904135539392.post-692810670305749962</guid><pubDate>Tue, 26 Apr 2016 11:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-04-26T09:14:59.932-03:00</atom:updated><title>Sobre o Uber</title><description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style=&quot;float: left; margin: 0px 20px 0px 0px; display: inline&quot; src=&quot;http://s3.caradvice.com.au/thumb/770/382/wp-content/uploads/2015/05/Uber-v-Taxi.jpg&quot; width=&quot;300&quot; align=&quot;left&quot; height=&quot;150&quot;&gt;Cena 1&lt;/strong&gt; – No aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro (RJ), entro num táxi depois de uma longa espera na fila. Digo o destino e o motorista sai. Já no trajeto, ele pergunta se vou pagar com uma nota de cinquenta reais. Digo que sim. Ele diz que não tem troco, e que me deixaria na avenida para eu pegar outro táxi. Eu me recuso, e ele segue adiante xingando, resmungando e fazendo barbaridades no trânsito. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Cena 2&lt;/strong&gt; – Em Recife (PE), ao pagar uma corrida, o motorista diz não ter troco. Mas diz que a culpa não é minha, e sim dele, que deveria ter se preparado. Disponho-me a ir com ele trocar, e ele se nega. Diz que o passageiro não deve pagar por um erro dele.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Cena 3&lt;/strong&gt; – Ainda em Recife (PE), um motorista se confunde e diz que errou o caminho. Retoma o caminho correto e me diz que eu não sairia perdendo por um erro dele. Apura, pelo rádio, qual seria o valor da corrida e me cobra exatamente esse valor. Pede mil desculpas pelo erro.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;É óbvio que no Rio de Janeiro eu preferiria o Uber. Os motoristas não se preocupam muito com ética, e o jeito brasileiro tenta se manifestar.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Já em Recife, uma das sedes da Copa do Mundo, os motoristas se preparam para atender o cliente. Ali, não há porque preferir o Uber, senão em termos financeiros. Mas a educação e simpatia dos motoristas de táxi torna difícil considerar qualquer outra opção.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O fato é que o Uber é uma inovação que tende a transformar a realidade do transporte de passageiros. Solicitação e pagamento por um app de smartphone, com regras bem definidas sobre os carros e motoristas, em algumas situações deixa mal os carrinhos populares com mais de 10 anos de uso que frequentemente se vê em táxis. E, como inovação, tende a ser combatido por aqueles que querem manter seu feudo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Feudo esse, aliás, promovido pelo poder público, na medida em que as prefeituras tornam oneroso demais a propriedade de um táxi. Para fins de justiça, melhor seria o fim do custo da placa de táxi, comum em muitas cidades. Também o número limite de táxis deveria ser repensado, pois é medida que atrapalha o dinamismo que deveria ter o serviço. Em Florianópolis, por exemplo, é notória a falta de carros de praça, motivo pelo qual a espera é longa e penosa. E lá não adianta nem app.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Enfim, concorrência se dá pela qualidade do serviço aliado a preço. Se quiserem continuar ganhando no grito, os taxistas se aproximam de mafiosos que ganham na intimidação.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Uma sugestão aos taxistas: sigam os exemplos dos pernambucanos. &lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;hr &#39;style: color blue&#39; /&gt;
Este artigo pertence ao &lt;a href=&quot;http://renatookano.blogspot.com&quot;&gt;Efemérides&lt;/a&gt;.&lt;br/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://renatookano.blogspot.com/2016/04/sobre-o-uber.html</link><author>noreply@blogger.com (Renato Okano)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2589046904135539392.post-1087356156291324594</guid><pubDate>Mon, 25 Apr 2016 17:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-04-25T14:44:57.530-03:00</atom:updated><title>“Futebolizando” a política</title><description>&lt;p&gt;&lt;img style=&quot;float: left; margin: 0px 20px 0px 0px; display: inline&quot; src=&quot;http://www.ultrapassandolimites.com.br/blog/wp-content/uploads/2015/09/Razao-e-Emo-o-3.jpg&quot; width=&quot;300&quot; align=&quot;left&quot; height=&quot;225&quot;&gt;O ator, se sentindo ofendido, cuspiu na cara dos ofensores.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Dois grupos de ideologias diferentes se encontram e brigam entre si.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Parece até coisa de torcida de futebol, pois envolve 100% de paixão e zero de razão.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Será que a civilidade do povo brasileiro é tão precária que a política vai fazê-la em pedaços?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Onde está o respeito pela posição alheia? Para onde foi a &lt;em&gt;fairplay&lt;/em&gt; de que tanto precisamos para manter o mínimo de cordialidade?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O povo brasileiro está estupefato pela situação. Alguns, com a monta da roubalheira. Outros, com o que chamam de golpe. Mas devíamos estar todos do mesmo lado, torcendo para que os transgressores da lei e da MORAL sejam julgados com a imparcialidade necessária e indispensável. Ao contrário, celebramos as demonstrações de força e os mentirosos desmentidos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;De um lado, os que estão sendo atingidos pela Lava Jato. São vários os partidos, mas em especial o PT. Mas os que são contra este não devem se esquecer de que há, em São Paulo, o escândalo da merenda escolar. E que o PSDB, tão faminto por justiça na esfera federal, esteja inapetente na esfera estadual. Sim, pois como os acusados são do PSDB, há que protegê-los, devem pensar. Assim, aquele deputado do PSDB que é apoiador de sempre do chamado golpe contra o PT, utilizando um discurso técnico e ético, vê-se pego no contrapé pela versão paulista do caso. Pergunta: alguém tem o que comemorar?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;No caso de São Paulo, os atingidos diretamente são crianças. Pior que tirar o doce das crianças é negar-lhes comida de qualidade. No caso de Brasília, ficam os cacos daquela que já foi a maior empresa brasileira.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Quem comemora o resultado da votação do Congresso na questão Dilma deveria lamentar. Pois a conta, para lá de amarga, já está sendo cobrada através do desemprego, que atinge nossos familiares e amigos, quando não nós mesmos. E quem comera os problemas da merenda escolar de São Paulo deveriam lembrar-se de que estamos pagando por uma boa merenda, mas está sendo entregue uma qualquer.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Ser´s que poderíamos desvestir a camisa partidária para analisar racionalmente cada questão?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Há amigos brigados, há pessoas brigando. Famílias em que se veem os dois lados estão emudecidas, pelo medo da discórdia.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Isso é coisa de futebol. Ao menos neste, quando fora do campo, os torcedores se divertem provocando uns aos outros. O que está em jogo é o valor do ingresso. Mas na política o que está em jogo é muito mais. É como vamos gozar a aposentadoria, como vamos receber tratamentos médicos, como seremos protegidos de ladrões e assassinos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Em suma, é triste o ponto em que chegamos. Precisamos voltar a pensar de forma independente. E os tais “formadores de opinião” devem se investir de responsabilidade social, mais que partidarismo, para chamar todos à razão.&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;hr &#39;style: color blue&#39; /&gt;
Este artigo pertence ao &lt;a href=&quot;http://renatookano.blogspot.com&quot;&gt;Efemérides&lt;/a&gt;.&lt;br/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://renatookano.blogspot.com/2016/04/futebolizando-politica.html</link><author>noreply@blogger.com (Renato Okano)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2589046904135539392.post-6508515981216187639</guid><pubDate>Tue, 01 Mar 2016 16:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-03-01T13:55:45.809-03:00</atom:updated><title>Refletindo sobre a troca do ministro da justiça</title><description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;https://lh3.googleusercontent.com/-NFr3IRY4pJo/VtXJcWQVX9I/AAAAAAAAPS8/h5fGNl1L-Qs/s1600-h/poc3a7o%25255B1%25255D%25255B3%25255D.jpg&quot;&gt;&lt;img title=&quot;poc3a7o[1]&quot; style=&quot;border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; background-image: none; border-bottom-width: 0px; float: left; padding-top: 0px; padding-left: 0px; margin: 0px 20px 0px 0px; display: inline; padding-right: 0px; border-top-width: 0px&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;poc3a7o[1]&quot; src=&quot;https://lh3.googleusercontent.com/-UHWrxUoRqIo/VtXJdCU6BTI/AAAAAAAAPTA/ennuNNsXAkM/poc3a7o%25255B1%25255D_thumb%25255B1%25255D.jpg?imgmax=800&quot; width=&quot;304&quot; align=&quot;left&quot; height=&quot;229&quot;&gt;&lt;/a&gt;Lula e petistas reclamaram do ministro da justiça, que não teria controle sobre a polícia federal. &lt;strong&gt;O que isto diz ao país&lt;/strong&gt;?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A presidente aceitou trocar o ministro por força das pressões de autoridades. &lt;strong&gt;O que isto diz ao país&lt;/strong&gt;?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O novo ministro é indicado pelo ministro da Casa Civil, que é aliado de Lula e petista. &lt;strong&gt;O que isto diz ao país&lt;/strong&gt;?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Não diz muita coisa, porque somente uma pequena parcela no país está de fato ligada nesses acontecimentos. Todos festejam o sucesso da Operação Lava Jato, mas nem todos percebem que pode vir a ser uma vitória fugaz. As ações de membros do governo, de advogados dos réus, dos apaniguados e dos que se locupletam das benesses do poder vão acabar nivelando por baixo a moral do país. Juízes como Moro devem continuar sendo tratados como exceção, e pode ser mesmo que tudo volte a ser um grande pano para baixo de onde devem ser varridos todos os maléficos atos de corrupção.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Nesta Lava Jato vimos que até mesmo pessoas de caráter considerados ilibados se envolveram nos escândalos. Não que não tenhamos visto isso antes. Mas desta vez algumas personalidades supostamente poderosas enfrentaram as barras da prisão, com constrangimentos de algemas e tudo a que tem &lt;strong&gt;DEVER&lt;/strong&gt;. Será que essa onde tem fôlego?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Não quero o juiz Moro candidato a nada. O que quero, mesmo, é ver outros juízes à altura deste. Que todos tenham discernimento e desprendimento para fazer a coisa certa. E que os justos que se ofendam com tal afronta, como essa da&amp;nbsp; troca do ministro, e venham a público para se manifestar. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Que os personagens tais como o caseiro, a secretária, o motorista, mesmo a ex-esposa que sabem das falcatruas as denunciem. Por que não há mal maior&amp;nbsp; que o silêncio, que implica em aceitação cúmplice.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Sempre fomos brindados com histórias de representantes do povo (vereadores, deputados estaduais, deputados federais, senadores e cargos majoritários) receberiam em troca de favores. Essa é uma afirmação comum e culturalmente, infelizmente, até aceita (lembra do “rouba mas faz”? Infelizmente não se faz mais nada, como é exemplo a situação dos hospitais no Brasil. Mas infelizmente, talvez mais ainda, é que ainda se roube. E a cultura do brasileiro faz com que mesmo os denunciados em grandes escândalos sejam reconduzidos ao cargo em eleições, mantendo a porta do malfeito e ganhando, adicionalmente, foro privilegiado.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Aqueles cidadãos, vítimas do caos da saúde, que choram sós, ou acompanhados da família, unidos, poderiam dar o primeiro passo. Não temos saúde. Pessoas morrem ou sofrem desnecessariamente por conta desse escandaloso SUS, que ainda não se mostrou mais que uma utopia. Mas, isolados uns dos outros, são fracos. São rechaçados pela polícia e pela direção de nossos catastróficos hospitais, que dizem, em notas oficiais protocolares, “&lt;em&gt;que todos os procedimentos foram seguidos à risca”&lt;/em&gt;. E, no entanto, não há remédios, não há equipamentos, não há médicos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Também assim aqueles que veem a polícia agir contra estudantes, mas veem os crimes aumentarem continuamente. E podemos discorrer aqui de inúmeros cidadãos que, às legiões, enfrentam problemas não de governabilidade, mas de governantes. Que, frise-se, podem ser do PT, ou do PSDB, ou de qualquer partido. Pensando no povo, poucos. Estadistas, nenhum.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O país é lindo. Acho que com esses políticos, mesmo isso um dia vai acabar. Porque nossos políticos, com nosso referendo, têm o grande talento de acabar com tudo.&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;hr &#39;style: color blue&#39; /&gt;
Este artigo pertence ao &lt;a href=&quot;http://renatookano.blogspot.com&quot;&gt;Efemérides&lt;/a&gt;.&lt;br/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://renatookano.blogspot.com/2016/03/refletindo-sobra-troca-do-ministro-da.html</link><author>noreply@blogger.com (Renato Okano)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://lh3.googleusercontent.com/-UHWrxUoRqIo/VtXJdCU6BTI/AAAAAAAAPTA/ennuNNsXAkM/s72-c/poc3a7o%25255B1%25255D_thumb%25255B1%25255D.jpg?imgmax=800" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2589046904135539392.post-4470382674598817081</guid><pubDate>Mon, 30 Nov 2015 18:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-11-30T16:53:33.909-02:00</atom:updated><title>Os bancos, a tecnologia e os assaltos</title><description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://lh3.googleusercontent.com/-IjqtgQo-AV4/VlybJ71qOEI/AAAAAAAAO9Y/uK9EK6CfHJ8/s1600-h/banco%25255B4%25255D.jpg&quot;&gt;&lt;img title=&quot;banco&quot; style=&quot;border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; background-image: none; border-bottom-width: 0px; float: left; padding-top: 0px; padding-left: 0px; margin: 0px 7px 0px 0px; display: inline; padding-right: 0px; border-top-width: 0px&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;banco&quot; src=&quot;http://lh3.googleusercontent.com/-a7ynP42-drk/VlybKqU7IDI/AAAAAAAAO9g/_mZleiUxDxA/banco_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800&quot; width=&quot;304&quot; align=&quot;left&quot; height=&quot;218&quot;&gt;&lt;/a&gt;Os bancos são das empresas mais se preocupam com automação. Desde a era dos supercomputadores, entidades bancárias investem em milhões para tornar seus processos mais ágeis e seguros, e para isso contam com a tecnologia, frequentemente das mais modernas. Não por acaso, o registro de alienação de automóveis, que interessa fortemente a esse nicho de empresas, é totalmente automatizado, sendo destaque no Brasil pela “utilidade pública”. Seria o gravame de automóveis mais importante que o registro unificado de identificação do cidadão, por acaso? Ou ter CPF + RG + PIS/PASEP + PASSAPORTE + … é menos importante que saber se o carro tem pendências de financiamento?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A população brasileira sem conta bancária é ainda muito grande. Embora tenha havido aumentos nos últimos nove anos, perto de 36% dos brasileiros ainda não têm conta em banco.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Em paralelo, a quantidade de estabelecimentos – oficiais ou não – que não aceitam transações eletrônicas é alto. De um lado, o grande desinteresse da máquina oficial não disponibiliza opção para o cartão de débito. De outro lado, altas taxas das transações eletrônicas afugentam os pequenos comerciantes. Como resultado, a população ainda depende – e muito – do dinheiro físico.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Pois bem, é esse fato que faz com que o ciclo do assalto se estabeleça. Pessoas precisam portar dinheiro em espécie para pagar algumas (ou muitas) das suas transações comerciais. Portanto, há uma grande quantidade de pessoas depositando (ou portando) dinheiro, e muitas pessoas indo a bancos para saques. Como se estivesse &lt;em&gt;pescando no aquário&lt;/em&gt;, ao bandido só basta esperar um desses &lt;em&gt;peixes &lt;/em&gt;sair do banco. Ou, no seu empreendimento, ajuntar um pouco que baste para o droga de que &lt;em&gt;necessita &lt;/em&gt;o bandido.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Um outro resultado dessa ação é que o próprio estabelecimento bancário voltou a ser alvo dos ladrões. Os ataques aos caixas eletrônicos mostram que os bancos não se safam dessa ciclo, ao contrário, são a parte mais visada. Os mesmos bancos que se valem de tecnologia em grande escala para outras coisas, ironia do destino.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Uma pergunta nos colocará diante da realidade fria do interesse do mercado bancário: se os bancos podem processar a TED (transferência eletrônica disponível, aquela transação que em questão de segundos/minutos já se processa), por que não podem aceitar cartões de outros bancos para pagar contas, por exemplo?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Interesses, claro.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Já há, há muito tempo, tecnologia disponível para que os bancos sejam interligados &lt;em&gt;on line&lt;/em&gt;. Mas inexplicavelmente (do meu ponto de vista) não o fazem. Além disso, uma ação assertiva poderia garantir acesso aos cartões de débito a grande parte da população (maior abrangência que a de hoje), ao mesmo tempo em que uma pequena mostra de boa vontade poderia estabelecer taxas mais amigáveis para que os comerciantes e outros empresários aceitem mais as transações eletrônicas. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Resultado provável: menor quantidade de assaltos, menor quantidade de mortes por “saidinhas de banco”, menos ataque aos bancos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Tem algum lado negativo?&lt;/p&gt;  &lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;hr &#39;style: color blue&#39; /&gt;
Este artigo pertence ao &lt;a href=&quot;http://renatookano.blogspot.com&quot;&gt;Efemérides&lt;/a&gt;.&lt;br/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://renatookano.blogspot.com/2015/11/os-bancos-tecnologia-e-os-assaltos.html</link><author>noreply@blogger.com (Renato Okano)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh3.googleusercontent.com/-a7ynP42-drk/VlybKqU7IDI/AAAAAAAAO9g/_mZleiUxDxA/s72-c/banco_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2589046904135539392.post-8233887490664296858</guid><pubDate>Wed, 23 Sep 2015 10:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-09-23T07:19:53.512-03:00</atom:updated><title>Quando será?</title><description>&lt;blockquote&gt; &lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://lh3.googleusercontent.com/-NBsd6TS9ozk/VgJ8qELQ1OI/AAAAAAAAOE8/ScXcaPPzB3k/s1600-h/Corrida%25255B4%25255D.jpg&quot;&gt;&lt;img title=&quot;Corrida&quot; style=&quot;border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; margin-right: 0px&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;Corrida&quot; src=&quot;http://lh3.googleusercontent.com/-RJUlz_KiPms/VgJ8q8hdOgI/AAAAAAAAOFA/aoI4lJXl1Ag/Corrida_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800&quot; width=&quot;304&quot; align=&quot;left&quot; height=&quot;120&quot;&gt;&lt;/a&gt;Nem sempre ganhando, nem sempre perdendo…&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Quando vai ser a próxima Corrida?&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align=&quot;right&quot;&gt;&lt;em&gt;Lourenço Diaféria&lt;/em&gt;  &lt;p&gt;Você venceu!&lt;br&gt;Você chegou onde queria.&lt;br&gt;Se lembra quando lhe disseram que a parada iria ser dura?&lt;br&gt;Muitos nem tentaram.&lt;br&gt;Muitos desistiram.&lt;br&gt;Muitos desanimaram.&lt;br&gt;Muitos falaram que não valia a pena.&lt;br&gt;Mas você chegou onde queria.&lt;br&gt;Foi difícil, a pista estava escorregadia.&lt;br&gt;Quantas pedras no meio do caminho.&lt;br&gt;Não eram todos que aplaudiam. Alguns o olhavam com olhar de descrença, diziam: - Coitado, é um sonhador.&lt;br&gt;Bolhas nos pés, tênis apertado, o suor escorrendo pelo rosto, a ladeira íngreme, e o dramático instante da dúvida: paro ou continuo?&lt;br&gt;Uma decisão apenas sua.&lt;br&gt;Alguns estavam caídos de cansaço e tédio.&lt;br&gt;Havia ainda um longo caminho pela frente,&lt;br&gt;e havia mais curvas do que retas.&lt;br&gt;Alguém o animou - Força, cara.&lt;br&gt;Alguém o provocou - E agora, cara?&lt;br&gt;Alguém tripudiou - Larga disso, cara.&lt;br&gt;Lembra?, você teve uma baita vontade de ir embora, de pegar suas coisas e dizer - Tchau mesmo, quero que tudo se lixe, pra mim chega, já dei minha cota, não tem mais jeito - e virar as costas à luta, à incompreensão, ao sacrifício.&lt;br&gt;Você teve vontade de ir para uma ilha deserta onde vertessem leite e mel.&lt;br&gt;Você olhou em frente. O horizonte era uma sombra parda.&lt;br&gt;Mas mesmo nessa hora tensa, pelo sim pelo não, você não parou de correr.&lt;br&gt;Talvez tenha diminuído o tamanho do passo, porque ninguém é de pedra e o coração da gente não pode ser medido com trena e compasso.&lt;br&gt;Mas você não parou porque sabia que no meio da multidão havia um recado mudo aguardando a sua decisão.&lt;br&gt;De sua decisão dependia a esperança de gente que você nem conhecia.&lt;br&gt;Então você tomou um fôlego, abriu o peito, e com os pés no chão e os olhos lá na frente, mandou ver.&lt;br&gt;Não importava tanto a colocação.&lt;br&gt;Você lutava para construir a sua parte no edifício do destino.&lt;br&gt;E foi seguindo.&lt;br&gt;Sem perceber, arrastou com seu exemplo muitos que pensavam em ficar no meio do caminho.&lt;br&gt;E você venceu.&lt;br&gt;Você chegou onde queria.&lt;br&gt;Ou você não venceu.&lt;br&gt;Você não chegou onde queria.&lt;br&gt;As coisas não deram certo, você tropeçou, havia um buraco, e outro buraco, e mais um buraco no chão feito de armadilha.&lt;br&gt;Você caiu, rolou, ah, houve gente que riu!&lt;br&gt;Alguém vaiou.&lt;br&gt;Você não venceu. Você não chegou onde queria.&lt;br&gt;Esfolou a pele, abriu ferida, em vez de estrelas o cobriu um manto cravejado de ridículo.&lt;br&gt;O suor de seu rosto foi em vão.&lt;br&gt;Em vão seus músculos latejaram.&lt;br&gt;Tudo em vão.&lt;br&gt;Apanhe seu embornal de mágoa, fique de mal com o mundo, abandone a pista.&lt;br&gt;Você teve a tentação.&lt;br&gt;Mas na multidão alguém esperava seu gesto de conquista.&lt;br&gt;Vamos, rapaz, esfregue a perna. Levante os ombros.&lt;br&gt;Não deixe que se apague o brilho dos seus olhos.&lt;br&gt;Escute o bater abafado do coração que insiste.&lt;br&gt;Você está vivo, e não está vivo à toa.&lt;br&gt;Você se levantou, se lembra?, e a vaia lhe soou como sinfonia.&lt;br&gt;Recomeçou a corrida e quando, por fim, você chegou - não em primeiro, como sonhava - mas chegou, o suor de seu rosto parecia purpurina.&lt;br&gt;Todos pensavam que você estivesse satisfeito por haver chegado.&lt;br&gt;Então você recolheu os retalhos de suas forças e perguntou:&lt;br&gt;- Quando é que vamos disputar a próxima corrida?&lt;br&gt;E foi neste momento que você venceu e chegou onde queria!&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;hr &#39;style: color blue&#39; /&gt;
Este artigo pertence ao &lt;a href=&quot;http://renatookano.blogspot.com&quot;&gt;Efemérides&lt;/a&gt;.&lt;br/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://renatookano.blogspot.com/2015/09/quando-sera.html</link><author>noreply@blogger.com (Renato Okano)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh3.googleusercontent.com/-RJUlz_KiPms/VgJ8q8hdOgI/AAAAAAAAOFA/aoI4lJXl1Ag/s72-c/Corrida_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2589046904135539392.post-2053806928686224529</guid><pubDate>Thu, 06 Aug 2015 10:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-08-06T07:22:52.717-03:00</atom:updated><title>Rodrigo Janot agora depende do Senado</title><description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://lh3.googleusercontent.com/-oYylq5fXP2k/VcM1OatU9CI/AAAAAAAANxQ/9-myk78XW9M/s1600-h/Janot%25255B5%25255D.jpg&quot;&gt;&lt;img title=&quot;Janot&quot; style=&quot;border-top: 0px; border-right: 0px; border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;Janot&quot; src=&quot;http://lh3.googleusercontent.com/-eGFU1_wWw-E/VcM1PDAZpjI/AAAAAAAANxc/D2M864MwPfk/Janot_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800&quot; width=&quot;486&quot; height=&quot;221&quot;&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Seu senador é da turma que pretende barrar Janot na recondução à PGR? Por quê? Que interesses ele defende?&lt;/p&gt;  &lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;hr &#39;style: color blue&#39; /&gt;
Este artigo pertence ao &lt;a href=&quot;http://renatookano.blogspot.com&quot;&gt;Efemérides&lt;/a&gt;.&lt;br/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://renatookano.blogspot.com/2015/08/rodrigo-janot-agora-depende-do-senado.html</link><author>noreply@blogger.com (Renato Okano)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh3.googleusercontent.com/-eGFU1_wWw-E/VcM1PDAZpjI/AAAAAAAANxc/D2M864MwPfk/s72-c/Janot_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2589046904135539392.post-9153276020290526859</guid><pubDate>Wed, 03 Jun 2015 08:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-06-03T05:43:10.357-03:00</atom:updated><title>Menoridade penal, justiça e vingança</title><description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://cache2.asset-cache.net/gc/455449499-business-boys-with-gun-in-office-gettyimages.jpg?v=1&amp;amp;c=IWSAsset&amp;amp;k=2&amp;amp;d=IYvDxmLe5iI1gOQ%2bShPVQfqzWV8T0cwW%2fX8MjKHIZXAF4zgbrYKpaJfyOUjo5dVE&quot;&gt;&lt;img title=&quot;Kid&quot; style=&quot;border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin: 0px 20px 0px 0px; display: inline; border-top-width: 0px&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;Kid&quot; align=&quot;left&quot; src=&quot;http://lh3.googleusercontent.com/-EUyDxPNJXKQ/VW6-HDew99I/AAAAAAAANi8/9dCO3w5x5Ro/Kid%25255B5%25255D.jpg?imgmax=800&quot; width=&quot;304&quot; height=&quot;204&quot;&gt;&lt;/a&gt; Considero desfocadas as discussões sobre a menoridade penal neste momento em que o congresso nacional vota a questão.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Ao cidadão não e facultado o direito de vingança. Esse poder-dever somente pode ser exercido pelo estado, que visa a ressocialização do condenado. Mas há falácias envolvidas nessa prática. Em primeiro lugar, não é certo que o estado aplicará as punições previstas em lei. O problema da impunidade é eloquente e só mostra a ausência do poder governamental nessa matéria. Outra falácia e a da ressocialização. Se há alguma evolução dentro da cadeia, esta se dá pela convivência com bandidos de diversas origens, e mais aperfeiçoa as más práticas que as reprime. Aliás, os exemplos mostram que há mais sucesso das religiões na ressocialização que da punição estatal.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O cidadão comum não se interessa pela ressocialização. Interessa-se por vingança. Quem já perdeu um conhecido ou um familiar para uma desses delinquentes inimputáveis concordará. Quando um adolescente com quinze passagens pela polícia mata, nosso desejo é que ele não fique impune. Pouco importa se ele voltará a merecer estar no convívio da sociedade. Que justiça há quando propomos esquecer as vítima para “cuidar” do criminoso?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Nosso critério para essa inimputabilidade é&amp;nbsp; cronológico. Parece que há aquele dia mágico em que o adolescente passa a compreender as consequências dos seus atos. Não há tal dia. Se não há, o critério parece ser bastante inadequado. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Mais adequado parece ser a avaliação da capacidade de compreensão, pelo adolescente-criminoso, do caráter reprovável de seu ato. E, de acordo com esse entendimento, puni-lo. É de se registrar que há ordenamentos jurídicos em que isso é um fato.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Independentemente da idade, o que queremos é punir, é vingança. A impunidade, fato concreto, dificilmente afastará esses adolescentes dos crimes. A simples ideia de punição teria esse poder? Imagino que não.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Entre uma e outra ineficiência, puna-se. Ao menos a vitima (se sobreviver) e os familiares e amigos terão uma sensação, tênue porém reconfortante, de justiça.&lt;/p&gt;  &lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;hr &#39;style: color blue&#39; /&gt;
Este artigo pertence ao &lt;a href=&quot;http://renatookano.blogspot.com&quot;&gt;Efemérides&lt;/a&gt;.&lt;br/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://renatookano.blogspot.com/2015/06/menoridade-penal-justica-e-vinganca.html</link><author>noreply@blogger.com (Renato Okano)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh3.googleusercontent.com/-EUyDxPNJXKQ/VW6-HDew99I/AAAAAAAANi8/9dCO3w5x5Ro/s72-c/Kid%25255B5%25255D.jpg?imgmax=800" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2589046904135539392.post-1076557776086940577</guid><pubDate>Mon, 16 Feb 2015 12:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-02-16T10:34:25.206-02:00</atom:updated><title>A força do erro</title><description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://lh4.ggpht.com/-dNfN7OlDey8/VOHjVlrsweI/AAAAAAAANbE/iKUOgYPWzCY/s1600-h/Ops%25255B3%25255D.jpg&quot;&gt;&lt;img title=&quot;Ops&quot; style=&quot;border-top: 0px; border-right: 0px; border-bottom: 0px; margin: 0px 20px 0px 0px; border-left: 0px; display: inline&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;Ops&quot; align=&quot;left&quot; src=&quot;http://lh5.ggpht.com/-V5n4je7ojqQ/VOHjWLLLBGI/AAAAAAAANbM/uJMbb1ZzrpU/Ops_thumb%25255B1%25255D.jpg?imgmax=800&quot; width=&quot;244&quot; height=&quot;244&quot;&gt;&lt;/a&gt; Vivemos em uma sociedade em que o erro não é bem vindo. Acredita-se que o profissional perfeito e a pessoa ideal não erram nunca. Mas essa forma de pensar tem seus problemas. O erro é, desde sempre, a maior fonte de aprendizagem. Quem já errou numa prova sabe que&amp;nbsp; que se lembra daquela é a resposta certa daquela questão. Assim, mais didático que o erro não há nada.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Mas fomos criados a enxergar o erro com um mal em si mesmo, uma situação a ser evitada. Talvez porque estejamos tão entretidos com outros problemas que queremos o atalho do aprendizado perfeito. Não há tal coisa.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;É a síndrome do “eu já falei…”. Para algumas pessoas basta dizer uma vez para que ela considere o aprendizado (do outro) completa. Não considera o contexto diferente da pessoa, nem parece se preocupar com isso. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Nas empresas, o problema é maior. O erro parece diminuir a noção de competência daquele que erra, mesmo que o erro seja único do gênero. Ou seja, a pessoa não errou mais naquele ponto. Sistemas de avaliação de desempenho parecem punir o erro em vez de privilegiar o acerto. Em vez de punir, há que se perguntar: o que propicia o surgimento do erro? Como evitar seu surgimento e/ou mitigar suas consequências? E como fazer do erra uma oportunidade de aprendizagem?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Nas ultimas eleições vimos políticos dirigindo esforços para justificar o injustificável. Parecem que são seres super-humanos que não erram nunca. Nunca são “flagrados” na condição humilde de aceitar o erro, analisar suas causas e providenciar as correções e as prevenções.&amp;nbsp; Culpa? Acho que nossa mesmo, que não permitimos erros no entorno profissional e familiar, o que dizer então daqueles que foram escolhidos para nos representar.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O erro, esse injustiçado, merece resgate. Se não o reconhecemos, nunca aprenderemos com ele. &lt;/p&gt;  &lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;hr &#39;style: color blue&#39; /&gt;
Este artigo pertence ao &lt;a href=&quot;http://renatookano.blogspot.com&quot;&gt;Efemérides&lt;/a&gt;.&lt;br/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://renatookano.blogspot.com/2015/02/a-forca-do-erro.html</link><author>noreply@blogger.com (Renato Okano)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh5.ggpht.com/-V5n4je7ojqQ/VOHjWLLLBGI/AAAAAAAANbM/uJMbb1ZzrpU/s72-c/Ops_thumb%25255B1%25255D.jpg?imgmax=800" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2589046904135539392.post-3406050778040794180</guid><pubDate>Wed, 31 Dec 2014 18:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-12-31T16:05:45.510-02:00</atom:updated><title>Balanço 2014</title><description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://lh5.ggpht.com/-BwA5IcQW1xI/VKQ6fHC0M1I/AAAAAAAANZQ/0GUB9cSlhss/s1600-h/happy-new-year-groovy-notebook-doodles-vector-28440665%25255B4%25255D.jpg&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;img title=&quot;happy-new-year-groovy-notebook-doodles-vector-28440665&quot; style=&quot;border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; margin-right: 0px&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;happy-new-year-groovy-notebook-doodles-vector-28440665&quot; align=&quot;left&quot; src=&quot;http://lh4.ggpht.com/--jw8scI_y08/VKQ6fotJBBI/AAAAAAAANZY/QkwTTVtUyeI/happy-new-year-groovy-notebook-doodles-vector-28440665_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800&quot; width=&quot;244&quot; height=&quot;158&quot;&gt;&lt;/a&gt; Acho que foi a mesma coisa para todo mundo. Só acho…&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;2014&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;:&lt;/p&gt; &lt;ul&gt; &lt;li&gt;12 meses;  &lt;li&gt;52 semanas;  &lt;li&gt;365 dias;  &lt;li&gt;8.760 horas;  &lt;li&gt;525.600 minutos;  &lt;li&gt;31.536.000 segundos; e  &lt;li&gt;Sete gols da Alemanha!&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;  &lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;hr &#39;style: color blue&#39; /&gt;
Este artigo pertence ao &lt;a href=&quot;http://renatookano.blogspot.com&quot;&gt;Efemérides&lt;/a&gt;.&lt;br/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://renatookano.blogspot.com/2014/12/balanco-2014.html</link><author>noreply@blogger.com (Renato Okano)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh4.ggpht.com/--jw8scI_y08/VKQ6fotJBBI/AAAAAAAANZY/QkwTTVtUyeI/s72-c/happy-new-year-groovy-notebook-doodles-vector-28440665_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2589046904135539392.post-7420772296747114655</guid><pubDate>Tue, 30 Dec 2014 17:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-12-30T15:30:40.672-02:00</atom:updated><title>Petrobrás: e se…?</title><description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://lh5.ggpht.com/-F4xL2zhAgSg/VKLhPAOG5gI/AAAAAAAANY4/45ci4ZpNVRk/s1600-h/stock-photo-29356924-thief-stealing-computer%25255B5%25255D.jpg&quot;&gt;&lt;img title=&quot;stock-photo-29356924-thief-stealing-computer&quot; style=&quot;border-top: 0px; border-right: 0px; border-bottom: 0px; margin: 0px 20px 0px 0px; border-left: 0px; display: inline&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;stock-photo-29356924-thief-stealing-computer&quot; align=&quot;left&quot; src=&quot;http://lh4.ggpht.com/-LnGkpIh7Dro/VKLhP4RqOyI/AAAAAAAANZA/_F8lLfXLww0/stock-photo-29356924-thief-stealing-computer_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800&quot; width=&quot;304&quot; height=&quot;364&quot;&gt;&lt;/a&gt; Dilma manteve Graça Foster no comando da Petrobrás, apesar das muitas denúncias. Duas linhas de raciocínio podem explicar essa situação.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Na primeira delas, a faxina ética iniciada teve resultados positivos e a presidente da república considera bem feito o trabalho. Os bilhões (&lt;em&gt;supostamente&lt;/em&gt;) desviados seriam, neste cenário, valor muito pequeno se comparado ao que teria se esvaído sem a graciosa intervenção ética. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Se isso for verdade, é de se imaginar qual seria o verdadeiro rombo. Aliás, é inimaginável. É impensável que uma empresa mundialmente reconhecida por sua solidez não tenha controles efetivos com relação aos seus gastos. A governança corporativa neste caso é obrigatória, para que não aconteça um novo escândalo Enron. Isto posto, concluímos tristemente que nossas empresas, mesma a maior estrela, não atende à Lei SarbOx (ou SOx).&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Filas de políticos esperando na fila para tirar um quinhão das gastanças da Petrobrás formam uma cena dantesca, mas viável, nesse contexto. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;O que pensarão disso os acionistas minoritários?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Na segunda linha de raciocínio, a faxina ética foi seletiva. Afinal, uma das exigências era a de que houvesse contribuição &lt;strong&gt;formal&lt;/strong&gt; à campanha da reeleição. Teriam perdido o emprego (ou a glândula mamária a que se penduravam) somente pessoas sem vínculo partidário ou com esse vínculo com partidos não-governistas. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Neste caso, o escândalo também é grande. Ao permitir seletivamente a rapinagem, o governo&amp;nbsp; compactou com os meliantes, e lhes deu aval para continuar na prática (ao que parece, usual, quase uma tradição) deituosa.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Diretores com patrimônios de milhões de dólares, desviando bilhões de dólares… nunca a comissão foi tão oportuna.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Em ambos os cenários, o currículo mais deslustrado foi a da presidente da Petrobrás, que assumiu como uma competente gerente e sai com uma ambiguidade: ou não é competente o suficiente para perceber desvios, mesmo vultosos, ou os percebeu e nada fez, apesar do discurso ético.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Há muito tempo a Petrobrás passa a imagem de empresa séria e confiável. Bastaram poucos anos para que governos destruísse essa aura, trazendo a empresa das páginas do noticiário econômico para as noticias policiais.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Acionistas têm o poder/direito de irem à justiça. Já é alguma coisa. E naqueles casos em que não há acionista, mas tão somente o contribuinte?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Já dizia o poeta: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;que país, o nosso.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;hr &#39;style: color blue&#39; /&gt;
Este artigo pertence ao &lt;a href=&quot;http://renatookano.blogspot.com&quot;&gt;Efemérides&lt;/a&gt;.&lt;br/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://renatookano.blogspot.com/2014/12/petrobras-e-se.html</link><author>noreply@blogger.com (Renato Okano)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh4.ggpht.com/-LnGkpIh7Dro/VKLhP4RqOyI/AAAAAAAANZA/_F8lLfXLww0/s72-c/stock-photo-29356924-thief-stealing-computer_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2589046904135539392.post-4111685368795021713</guid><pubDate>Tue, 21 Oct 2014 08:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-10-21T06:56:34.090-02:00</atom:updated><title>Ao vencedor (das eleições) as batatas..</title><description>&lt;p&gt;&lt;img style=&quot;border-top: 0px; border-right: 0px; background-image: none; border-bottom: 0px; float: left; padding-top: 0px; padding-left: 0px; border-left: 0px; display: inline; padding-right: 0px&quot; border=&quot;0&quot; src=&quot;http://thumbs.dreamstime.com/x/3d-thieves-mugging-man-21133956.jpg&quot; width=&quot;300&quot; align=&quot;left&quot; height=&quot;397&quot;&gt;Transformada em discussão de futebol, com direito a cenas lamentáveis, nossa eleição, como sempre, tem uma característica interessante: absolvição total e irrestrita ao candidato em que vota o brasileiro.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Afundados, candidatos, aliados e partidos, em diversas acusações de falcatruas, seus eleitores preferem ignorar seus malfeitos para focar somente nos malfeitos do adversário. E parece ser, na verdade, a eleição menos pelas qualidades que pelas antipatias.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Os dois candidatos agridem sem&amp;nbsp; razão. Esgrimem argumentos que beiram à fabula; distorcem fatos e privilegiam a máxima que prega que “contra argumentos não há fatos”. Usam, ambos, argumentos de lógica difusa, senão ausente. Tentam parecer infalíveis, sentando sobre a cauda de seus próprios erros. Pródigos em indicar os erros alheios, são infalíveis em qualquer coisa que façam.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Cegos, os adeptos de cada candidatura apontam a cegueira alheia. Conveniente e direcionada, cada um se cega como quer.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;As opções são péssimas. Ambos representam&amp;nbsp; que há de pior na política brasileira. De um lado, o “novo partido”, aquele que defenderia o trabalhador mas que cedo aprendeu que locupletar-se é melhor política. Do outro lado, a velha política, aquele que se disse “no limite da irresponsabilidade”, dizendo-se alternativa para a corrupção.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Fôssemos objetivos, riríamos de ambos. Teceríamos incontáveis piadas sobre cada um deles e seus partidos, e viraríamos as costas a eles, pois nenhum representa o melhor para o Brasil. Então, no meio dos hooligans eleitorais, adeptos de ambos as candidatos escolhem o menos ruim, distanciando mais ainda a resolução dos graves problemas que vivemos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O triste é que vamos às urnas como se fosse pela salvação. Não é.&lt;/p&gt;  &lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;hr &#39;style: color blue&#39; /&gt;
Este artigo pertence ao &lt;a href=&quot;http://renatookano.blogspot.com&quot;&gt;Efemérides&lt;/a&gt;.&lt;br/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://renatookano.blogspot.com/2014/10/ao-vencedor-das-eleicoes-as-batatas.html</link><author>noreply@blogger.com (Renato Okano)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2589046904135539392.post-8687719431323343698</guid><pubDate>Thu, 09 Oct 2014 19:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-10-09T16:00:00.660-03:00</atom:updated><title>O menos pior–Eleições 2014</title><description>&lt;p&gt;&lt;img style=&quot;border-top: 0px; border-right: 0px; background-image: none; border-bottom: 0px; float: left; padding-top: 0px; padding-left: 0px; margin: 0px 20px 0px 0px; border-left: 0px; display: inline; padding-right: 0px&quot; border=&quot;0&quot; src=&quot;http://thumbs.dreamstime.com/x/bracket-arrow-6286022.jpg&quot; width=&quot;300&quot; align=&quot;left&quot; height=&quot;399&quot;&gt;Todos têm razão e ninguém tem razão.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Desde sempre, o PSDB acumula denúncias de corrupção. Recentemente até o ícone Mário Covas foi vinculado à corrupção do metrô. Para ser diferente, o partido deveria apoiar as investigações. Preferiu criar obstáculos. Desmente até desmentidos e publica platitudes. Mas apoia a gritaria contra as malfeitorias petistas.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O PT, desde sua&amp;nbsp; criação, sempre se apresentou como o paladino da justiça. No poder, coligado aos antes inimigos, contaminou-se com o vírus da locupletação. Não só assumiu os defeitos dos que lá estavam, como ainda exacerbou outros malfeitos. E incentiva a gritaria contra as malfeitorias tucanas.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Em momento algum nenhum dos dois erra. Nada do que fazem merece reparo e não admitem críticas. E haja conspiração, má fé, distorção de palavras.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;No primeiro turno desta eleição, Marina Silva foi preterida não pelas virtudes dos adversários, mas por estes mostraram seus pecadilhos. Aliás, parecia votação para santo…&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O ponto é: por que as pessoas estão se digladiando pelos seus candidatos? Parece ser consenso que estamos votando no que consideramos o menos pior, não no melhor. Sabemos dos crimes cometidos por ambos os partidos e ainda assim os defendemos de forma figadal? Qual a lógica disso?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O PSDB, pelo seu histórico, não deveria ocupar a presidência. O PT idem. Mas a eleição é entre os dois. Escolha um para votar e brigue por ele?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Acho que não. Esperemos que o menos pior faça sua parte, mas bem feita. Qualquer um que ganhar estará sob suspeita. Não acho que devamos nos indispor uns com os outros por causa de uma classe que só se importa consigo mesma.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Paz entre os eleitores.&lt;/p&gt;  &lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;hr &#39;style: color blue&#39; /&gt;
Este artigo pertence ao &lt;a href=&quot;http://renatookano.blogspot.com&quot;&gt;Efemérides&lt;/a&gt;.&lt;br/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://renatookano.blogspot.com/2014/10/o-menos-pioreleicoes-2014.html</link><author>noreply@blogger.com (Renato Okano)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2589046904135539392.post-7390360999470895106</guid><pubDate>Tue, 12 Aug 2014 01:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-08-11T22:33:20.514-03:00</atom:updated><title>Os 7 x 1 da humanidade</title><description>&lt;p&gt;&lt;img style=&quot;float: left; margin: 0px 20px 0px 0px; display: inline&quot; src=&quot;http://thumbs.dreamstime.com/x/times-up-2165012.jpg&quot; width=&quot;300&quot; align=&quot;left&quot; height=&quot;399&quot;&gt;Em ficção científica, espera-se que a raça humana evolua com o passar do tempo. Foras as catastrofistas, imagina-se o ser humano que domou a violência, a guerra, acabou com a iniquidade, venceu as tentações e controlou seu temperamento.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Isaac Asimov outros autores foram a inspiração de muito inventos que beneficiaram a raça humana, ao imaginá-los com antecedência de muitos anos, assim como Leonardo da Vinci.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Se voltassem da morte hoje, esses autores, imagino, ficariam estarrecidos. Pois o homem conectou de tal forma ao resto do mundo, e com tamanha competência e tecnologia que é difícil crer que ainda haja guerra em algum canto. A guerra envolve facções de seres humanos contra outras facções do mesmo ser humano. Essa divisão não é, entretanto, previsível. Num dia, juntam-se torcedores de um time contra os de outro. Ideologias, religiões, posse de bens, tudo é motivo para uma guerra, grande ou pequena. E, em alguns lugares, aquele sonho de hegemonia ainda teima em florescer em algumas mentes mais fracas.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;E eis que, morrendo um, poucos, ou muitos, é a guerra se eternizando no meio humano. Algumas duram décadas e acumulam tanto ódio que nenhuma solução parece factível. Outras, as guerrilhas urbanas, fazem cidadãos reféns dos que vivem, essencialmente por iniciativa própria, apensa tangenciando as regras. São os que colocam-se a favor do pior da humanidade: drogas, roubos, mortes.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;E, infelizmente, dentre esses há aqueles que deveriam proteger. Sejam policiais, pais, cônjuges, pretensos amigos. Perpetram atos violentos como se o mundo fosse apenas uma tela de televisão. Mais e mais nos surpreendemos com crimes dessa natureza, e imagino a reação das vítimas, ao se verem golpeadas por aqueles que deveriam protegê-las.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;E temos a guerra das pessoas públicas, ainda inseridas no último grupo, mas merecendo um estarrecimento especial: falam em nome de honra, verdade, honestidade. Mas agem em nome dos atos mais corruptos em nome próprio, em nome da própria locupletação.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Assim, os celulares de tamanho mínimo, os satélites superpoderosos, redes de telefonia cada vez mais rápidas, carros que se dirigem, tecidos que simulam pele humana é a evolução visível. Da tecnologia. Pois do lado humano, o que se vê são os que crescem e se esforçam por crescer, e os que reeditam comportamentos e ambições de um tempo já passado.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Uma pena, mas a humanidade está perdendo de goleada. E a culpa&amp;nbsp; não é de outro.&lt;/p&gt;  &lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;hr &#39;style: color blue&#39; /&gt;
Este artigo pertence ao &lt;a href=&quot;http://renatookano.blogspot.com&quot;&gt;Efemérides&lt;/a&gt;.&lt;br/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://renatookano.blogspot.com/2014/08/os-7-x-1-da-humanidade.html</link><author>noreply@blogger.com (Renato Okano)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2589046904135539392.post-8286082813956322135</guid><pubDate>Mon, 14 Jul 2014 21:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-07-14T18:00:02.600-03:00</atom:updated><title>Panis e futebolensis</title><description>&lt;p&gt;&lt;img style=&quot;float: left; margin: 0px 20px 0px 0px; display: inline&quot; src=&quot;http://www.freeimages.com/assets/183013/1830128557/football-2-1373763-m.jpg&quot; width=&quot;300&quot; align=&quot;left&quot; height=&quot;300&quot;&gt;Por um período, o mundo, em geral, e o Brasil, especificamente, relegaram problemas a segundo plano para dar enfoque no futebol.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Seduzidos pela mídias, os brasileiros acompanhavam um quase reality show dos jogadores. Plantões direto do hotel informavam se dormiam, comiam, treinavam. O que comiam, o que bebiam, o que treinavam. E o que pensavam, por incrível que pareça.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Numa dessas noites, zappeando pelos canais brasileiros e já cheio de tanto futebol, parei na CNN para ver o que acontecia pelo resto do mundo: crise no Iraque, crise no Oriente Médio, expulsão do chefe da CIA na Alemanha. Mas, nos canais locais, tudo o que se falava era sobre a seleção e seu caminho à glória do hexacampeonato.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Não basta ser um megaevento, de megaobras, de uma entidade mega-autoritária. Tinha de ser também um fato arrebatador, daqueles que põem o país nas ruas para torcer e celebrar.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Notícias? Uma cos canais mais importantes do Brasil relegou a segundo plano a queda de uma obra (com vítimas fatais). Outro canal, o mais assistido, dedicou mais de 90% de seu tempo ao futebol e seus arredores.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O povo, quando seu ídolo se machucou, se mobilizou. Ofendeu o “agressor”, defendeu linchamentos e estupros, preencheu a blogosfera de palavras de ordem. Tal não se viu contra os corruptos, os corruptores, ou contra aqueles que se apropriam do bem público.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Não, em época de copa só importam os gols perdidos e os tomados. Os heróis se forjam nessas circunstâncias, e também são postos na berlinda com direito ao apedrejamento virtual.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Aqueles que eram inquestionáveis passaram os vilões, como se nunca tivessem sido outra coisa.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Tenho medo do que aprontaram nessa copa aqueles que se locupletam enquanto não há ninguém olhando. Por exemplo, quem viajou nas asas da FAB? Talvez a imprensa não saiba, pois estava ocupada com outras coisas.Em que projetos estavam nossos políticos? Em projetos futebolísticos, talvez um megatelevisor.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Mas os problemas (os&amp;nbsp; normais) não se preocuparam com a Copa do Mundo. Continuam lá os assassinatos, os roubos, os furtos. As filas de hospitais não diminuíram (talvez tenham aumentado). As escolas não se construíram, os hospitais não se aparelharam. Mas o assunto do dia é o chinelo do Maradona…&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Que país, o nosso…!!!&lt;/p&gt;  &lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;hr &#39;style: color blue&#39; /&gt;
Este artigo pertence ao &lt;a href=&quot;http://renatookano.blogspot.com&quot;&gt;Efemérides&lt;/a&gt;.&lt;br/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://renatookano.blogspot.com/2014/07/panis-e-futebolensis.html</link><author>noreply@blogger.com (Renato Okano)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2589046904135539392.post-2967743085123981940</guid><pubDate>Wed, 02 Jul 2014 11:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-07-02T08:43:17.830-03:00</atom:updated><title>Medo dos que têm certeza…</title><description>&lt;p&gt;&lt;img style=&quot;float: left; margin: 0px 20px 0px 0px; display: inline&quot; align=&quot;left&quot; src=&quot;http://thumbs.dreamstime.com/x/gavel-keyboard-legal-certainty-internet-11437740.jpg&quot; width=&quot;300&quot; height=&quot;200&quot;&gt;Uma das maiores barreiras na comunicação é a certeza. Aqueles que têm certeza têm também o comportamento típico daqueles que têm o poder. Pelo bem e pelo mal.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Dessa forma, quando estabelecemos – ou tentamos estabelecer – uma comunicação com o detentor de uma ou mais certezas, cedo ou tarde colidiremos com o muro da &lt;em&gt;verdade&lt;/em&gt;. Aquelas verdades absolutas, que não admitem controvérsia ou contestação. Aquelas certezas que embora sem fundamento, se impõem aos fatos. E não permitem a presença da racionalidade. A triste certeza das convicções.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;É assim a verdade que envolve religiões, esportes, ideologias políticas. E, em microambiente, são as certezas que envolvem o relacionamento das pessoas. Aqui, percepções e suspeitas ganham ares de postulados, de ciência provada e comprovada. Traições, sentimentos, intenções, tudo se traduz em certezas. E, como tal, incontestáveis.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Os que têm certeza não se permitem reavaliar suas posições. Não se permitem admitir uma hipótese contrária à sua própria convicção. São, portanto, os que têm a Terra como centro do universo, até que a morte os leve.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Não discutem racionalmente, não analisam os fatos, apaixonam-se pelo próprio apego ao que considera verdade. Não erram nunca, portanto nunca aprendem nada. Mas apreendem parte do universo para comprovar seu credo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Os que têm certeza matam o diálogo, inibem o contraditório, subjugam a arte de conjugar ideias em prol de evolui-las.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;As verdades, imutáveis que são, passam a ser muitas e diversas em torno de um único aspecto, encerrando os que as detêm na caverna platoniana das sombras da vida. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Prefiro a companhia dos inseguros, que se permitem avaliar e reavaliar suas próprias certezas. Estes são os mais maleáveis, os mais palatáveis, os mais abertos ao crescimento pessoal. São os que regam as ideias, aparam os excessos e ajustam sua percepção de vida.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Tenho certeza disso.&lt;/p&gt;  &lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;hr &#39;style: color blue&#39; /&gt;
Este artigo pertence ao &lt;a href=&quot;http://renatookano.blogspot.com&quot;&gt;Efemérides&lt;/a&gt;.&lt;br/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://renatookano.blogspot.com/2014/07/medo-dos-que-tem-certeza.html</link><author>noreply@blogger.com (Renato Okano)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2589046904135539392.post-7988582519623863176</guid><pubDate>Wed, 11 Jun 2014 02:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-06-10T23:00:25.095-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Brasil</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Congresso Nacional</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Poderes</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Política</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Valores</category><title>A insustentável irracionalidade do ser</title><description>&lt;p&gt;&lt;img style=&quot;border-top: 0px; border-right: 0px; background-image: none; border-bottom: 0px; float: left; padding-top: 0px; padding-left: 0px; margin: 0px 20px 0px 0px; border-left: 0px; display: inline; padding-right: 0px&quot; border=&quot;0&quot; align=&quot;left&quot; src=&quot;http://thumbs.dreamstime.com/z/giving-good-shove-two-manikins-one-pushing-other-off-edge-36704369.jpg&quot; width=&quot;300&quot; height=&quot;321&quot;&gt;Em política, somos torcedores. Errado dizer que somos eleitores, porque quem elege utiliza o voto. Mas o brasileiro usa a paixão, poucas vezes a emoção.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Paixão pelo politico, pelo partido ou pelo Bolsa-Esmola, tanto faz (esclarecendo que aqui, não cabe distinção: o PSDB reclama a paternidade, o PT reclama a criação).&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O fato é que, nas discussões políticas, mesmo mais que nas de futebol ou religião, imperam as opiniões &lt;em&gt;a priori&lt;/em&gt;. Quem votou em fulano o defende à morte. Mesmo se esse fulano foi apanhado com moda sonante na roupa íntima (vulgarmente chamado de dinheiro na cueca).&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Então, o torcedor-eleitor distorce a realidade, ignora fatos, cria factóides, se revolta contra quem “torce” para o &lt;em&gt;outro lado&lt;/em&gt;…&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Mas que outro lado, há que se perguntar?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Precisamos lembrar que a democracia, salvo alterações sobre as quais não recebi memorando algum, é aquilo “&lt;em&gt;do povo, pelo povo, para o povo&lt;/em&gt;”… Piegas e mentiroso…&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O governador que elegemos instiga, por ação ou omissão, as tropas sobre manifestantes pacíficos? &lt;em&gt;E daí, e o seu candidato que mentiu&lt;/em&gt;? O membro do partido desviou recursos? &lt;em&gt;E daí, e o seu candidato que viajou de avião&lt;/em&gt;?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Enfim, deixamos de avaliar cada caso e cada situação, como se fôssemos pau (que nasce torto) e não pudéssemos mudar nosso voto.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Nunca antes nesse país… as avaliações foram tão insensatas. Ministros, deputados, senadores, políticos sem cargos eletivos, amigos de políticos, familiares de políticos, todos se locupletando, e com milhares nas ruas e pelo ciberespaço defendendo cada ato, cada descalabro, cada discurso enviesado…&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Costumo dizer que a ditadura, com meus milhões de defeitos, criou obras primas artística em uníssono contra a violência ao cidadão. Depois de finda a ditadura, nunca mais um Cálice ou um Clube de Esquina. Mas Seguramos o Tchan, lamentamos Ai, Ai, Ai, se eu te pego e gingamos leque, leque, leque…&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Contribuímos com meses de salário (ou ganhos pessoais) para que nossos representantes façam o básico: representar-nos. Mas parece que nos interessamos somente por viagens; não queremos novas leis; estamos satisfeitos com os menores que roubam e matam impunemente; não precisamos de hospitais; tornamos-nos todos autodidatas; e não precisamos de segurança alguma, pois todos têm alma pura e bondade em seus corações.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Precisamos é tirar as vendas partidárias e exercer a criticidade em relação àqueles que elegemos. Precisamos é cobrar e agir, para que a cobrança se concretize e se transforme em realidades desejadas. Precisamos deixar de tratar política como time de futebol.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Porque, ao que se sabe, as ações propaladas como estando “no limite da irresponsabilidade” se perpetuam, mesmo sem a confissão cândida do político ingênuo…&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Precisamos debater, sem discutir e sem paixões, nossos caminhos. Porque estamos deixando aos nossos filhos e netos somente uma herança de usurpação. Logo, enriquemos os &lt;em&gt;defendidos &lt;/em&gt;enquanto tiramos, paulatinamente, o futuro das próximas gerações.&lt;/p&gt;  &lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;hr &#39;style: color blue&#39; /&gt;
Este artigo pertence ao &lt;a href=&quot;http://renatookano.blogspot.com&quot;&gt;Efemérides&lt;/a&gt;.&lt;br/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://renatookano.blogspot.com/2014/06/a-insustentavel-irracionalidade-do-ser.html</link><author>noreply@blogger.com (Renato Okano)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2589046904135539392.post-4755257751062237516</guid><pubDate>Thu, 05 Jun 2014 00:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-06-11T08:33:13.112-03:00</atom:updated><title>Sheherazadeando…</title><description>&lt;p&gt;&lt;img style=&quot;border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; background-image: none; border-bottom-width: 0px; float: left; padding-top: 0px; padding-left: 0px; margin: 0px 20px 0px 0px; display: inline; padding-right: 0px; border-top-width: 0px&quot; border=&quot;0&quot; align=&quot;left&quot; src=&quot;http://thumbs.dreamstime.com/x/terrorist-crime-bad-violence-kill-murder-criminal-20997928.jpg&quot; width=&quot;300&quot; height=&quot;300&quot;&gt;Tempos difíceis, em que as palavras são torcidas e torturadas, até que digam o que queremos ouvir…&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Qual foi mesmo o problema da declaração de Raquel Sheherazade? Ela disse que “&lt;em&gt;é até compreensível&lt;/em&gt; a atitude dos vingadores” naquele caso&amp;nbsp; do marginal amarrado ao poste. Foi linchada pela imprensa e pelas mídias sociais.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Vejamos: um “menor” comete crimes sabendo que, por causa dessa condição, terá nenhuma ou poucas consequências, e que logo voltará às ruas. E, pior, esse crime não se restringe aos pequenos: chega ao assassinato, com tantas agravantes quantas forrem possíveis. E é solto ou da delegacia, ou da ex-FEBEM, hoje Fundação Casa… livre para voltar ao crime.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O magistrado é solto por causa da idade. Ou se livra porque o tempo, que tudo conserta, aliou-se à lei e determinou que ele não mais merecia punição.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O ex-diretor de estatal é solto no mais puro exemplo do que é “matar a vaca para matar o carrapato”. O juiz mandou soltar cem, depois mandou não soltar noventa e nove…&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O tribunal que condenou se renova, e de novos ares perdoa o crime que recentemente propôs punir…&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O partido que apoia a criação de uma CPI contra a petrolífera não quer uma que apure os trens. E um e outro se revezam com os argumentos e contra-argumentos, aparentemente não percebendo a própria bipolaridade…&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Aquele que recebe dinheiro diz que não sabia… O que não sabia nem conhecia… &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Em tempos de futebol no quintal, “o que tinha que ser roubado já foi roubado”…&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Velhos inimigos se abraçam, fraterna e amigavelmente, mostrando que amizade tem preço…&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Jornalistas e comentaristas esbravejam contra juízes que cumprem (estritamente) a lei em um caso, enquanto criticam desarvorados outros juízes que não obedecem à lei…&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Sim, preciso concordar com a jornalista. Compreendo o que leva as pessoas a desabafarem pelos punhos e pés quando um desses &lt;em&gt;coitados&lt;/em&gt; é pego de jeito. É a representação daqueles que, arma em punho, nos sequestram, nos matam, nos roubam os bens conseguidos com esforço. É aquele momento em que o pensamento já não existe, mas aquele sentimento que leva o animal (que somos) a reagir, sem outra opção, pois que, de pouco em pouco, ou de uma vez, nos levam os bens ou a vida. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Sem segurança, sem justiça, sem aplicação de leis, e sem representantes de fato, quem é que está realmente seguro? Ou protegido? Ou devidamente representado?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Pode ser que tenha me juntado à Raquel Sherazade somente porque fui assaltado recentemente. Talvez. Mas os que passaram pela experiência que digam o sentimento que nos invade quando um outro ser humano, de arma em punho, nos obriga à entrega de bens pessoais em troca de não morrer? E, pior, no momento da entrega, em que nunca sabemos se essa troca realmente vai se dar?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;É o país dos “&lt;em&gt;de menor&lt;/em&gt;”, dos doleiros, dos lobistas, dos amigos da corte, dos governantes vazios de ação mas cheios de oratória, dos que condenamos sem nunca julgar…&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Sim, sou um dos que acha “compreensível”. Estou incitando à violência? Não, não estou. Estou somente dizendo que estamos voltando àquela era em que a segurança era nossa primeira necessidade, aquela coisa básica lá do tal de Maslow…&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Quem nunca sofreu uma violência sem ter achado &lt;em&gt;compreensível &lt;/em&gt;que atire a primeira pedra… Ops, não no bandido, senão…&lt;/p&gt;  &lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;hr &#39;style: color blue&#39; /&gt;
Este artigo pertence ao &lt;a href=&quot;http://renatookano.blogspot.com&quot;&gt;Efemérides&lt;/a&gt;.&lt;br/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://renatookano.blogspot.com/2014/06/sherazadeando.html</link><author>noreply@blogger.com (Renato Okano)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2589046904135539392.post-7493881920464658565</guid><pubDate>Wed, 14 May 2014 20:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-05-14T17:35:13.642-03:00</atom:updated><title>Manual do amigo que quero ser</title><description>&lt;img style=&quot;border-top: 0px; border-right: 0px; background-image: none; border-bottom: 0px; float: left; padding-top: 0px; padding-left: 0px; margin: 0px 20px 0px 0px; border-left: 0px; display: inline; padding-right: 0px&quot; border=&quot;0&quot; align=&quot;left&quot; src=&quot;http://thumbs.dreamstime.com/x/friendship-concept-7950289.jpg&quot; width=&quot;300&quot; height=&quot;200&quot;&gt;Como amigo, devemos ser sinceros. Assim, não espere que eu lhe conte mentiras diplomáticas. Acho que assim não o ajudo. Então, uso a verdade. Procuro usar a verdade de maneira gentil, sem deixar que ela ofenda, por mais agressiva que seja. Mas espere sempre a verdade. Mesmo que isto custe nossa amizade. &lt;br&gt;&lt;br&gt;Sou um amigo de poucas palavras. Somente as necessárias. E sem floreios. Sem rodeios. A não ser que seja para conversar. Aí, não tenho limites. Falamos de tudo, e de todos. Mas não espere de mim paixão. Ao menos aquela paixão de torcedor, de acólito, de sabedor. &lt;br&gt;&lt;br&gt;Todas as minhas opiniões estão sujeitas a revisão. Nem por isto, erradas. E, também nem por isto, certas. &lt;br&gt;&lt;br&gt;Não imponho minha amizade, assim como não imponho ajuda. Amizade é bom, mas deve ser desejada, nunca imposta. Acredite em mim, por que eu acreditarei em você quando você me disser que não precisa de ajuda. Respeito sua solidão, respeito seus desejos. Respeito até mesmo seu desrespeito. Mas não espere que eu invada seu espaço, mesmo que seja para ajudar. Se precisar, peça. &lt;br&gt;&lt;br&gt;Se somos amigos, é porque respeito sua opinião. Assim, não hesite em me oferecê-la. Mas, lembre-se: nossas opiniões podem não ser iguais. Nem mesmo semelhantes. Assim como nossas verdades, que, afinal, determinam essas opiniões. Ou são por elas determinadas, sei lá. Mas, enfim, que, amigos que somos, possamos conviver com nossas diferenças, que é o que faz grande nossa amizade. &lt;br&gt;&lt;br&gt;Espero que mantenhamos contato. De minha parte, aguarde uns telefonemas, mais telegráficos, de alguns segundos, apenas, e saiba que ele é para dizer que estou vivo e bem, e para saber se você está vivo e bem. Pressa? Talvez, nossa vida não está fácil. Mas um segundinho para falar com os amigos, isto sempre podemos arranjar. &lt;br&gt;&lt;br&gt;Às vezes esquecerei seu aniversário. Mas no máximo uma vez por ano. Não quer dizer que esqueci de você. E sei que você também não se esqueceu de mim. E, se esqueceu, tudo bem: talvez eu não tenha merecido ser lembrado. Por isto, permita que eu o lembre de mim. &lt;br&gt;&lt;br&gt;Coisas tristes, muitas vezes não falarei delas. Coisas alegres, talvez fale até demais. Por isto, quando nos encontrarmos, depois de um longo tempo, perdoe-me se fico falando de tempos idos, de lembranças adormecidas, dos bons momentos. Mesmo que eu fale muito disto. É porque isto nos fez amigos. Merece lembrança. &lt;br&gt;&lt;br&gt;Não se incomode se eu ficar olhando muito para você. As marcas do tempo estão em todos nós, e precisamos guardar essa imagem do “eu” atual. Assim, não o olharei por espantado com sua aparência. É para atualizar sua imagem, para ficar mais fácil reconhecer você da próxima vez. E eu saberei que você não estará olhando para minhas cãs, já tantas. &lt;br&gt;&lt;br&gt;Perdoe, assim, se a vida nos reservou algo diferente daquilo que projetamos. A vida é assim, e talvez para todos ela seja uma surpresa. Mas, surpresa ou não, os rumos da vida não podem mudar uma coisa: nossa amizade, se assim quisermos. E, conclamo, não deixemos que a vida determine o grau de nossa amizade, o tamanho de nosso apreço. Com tantas variáveis incontroláveis nesta vida, a amizade pode ser uma âncora.Façamos dela essa fortaleza.  &lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt; &lt;hr   ?style:=&quot;?style:&quot; blue?=&quot;blue?&quot;&gt; Este artigo pertence ao &lt;a href=&quot;http://renatookano.blogspot.com&quot;&gt;Efemérides&lt;/a&gt;. &lt;br&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;hr &#39;style: color blue&#39; /&gt;
Este artigo pertence ao &lt;a href=&quot;http://renatookano.blogspot.com&quot;&gt;Efemérides&lt;/a&gt;.&lt;br/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://renatookano.blogspot.com/2014/05/manual-do-amigo-que-quero-ser.html</link><author>noreply@blogger.com (Renato Okano)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2589046904135539392.post-3802014590963679685</guid><pubDate>Wed, 14 May 2014 00:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-05-13T21:27:39.734-03:00</atom:updated><title>Dos infanticídios…</title><description>&lt;p&gt;&lt;img style=&quot;border-top: 0px; border-right: 0px; background-image: none; border-bottom: 0px; float: left; padding-top: 0px; padding-left: 0px; margin: 0px 20px 0px 0px; border-left: 0px; display: inline; padding-right: 0px&quot; border=&quot;0&quot; align=&quot;left&quot; src=&quot;http://thumbs.dreamstime.com/x/rainbow-heart-children-ai-10302791.jpg&quot; width=&quot;300&quot; height=&quot;216&quot;&gt;Quando minha filha nasceu, as imagens se gravaram tão indelevelmente que mesmo após minha extinção estarão lá. Um bebê, com olhinhos preguiçosos e desacostumados à luz, tentavam firmar-se em algo. Gosto de acreditar que eles procuravam aquele que lhes falava desde cedo, ainda no aconchego da barriga da mãe.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Uma pessoa me disse logo após, ao saber de minha grande felicidade, que eu nunca mais dormiria sem nela pensar. Dito e feito.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Eu a embalava sob o som de músicas inventadas. E falava com ela como se fosse gente grande, o que me custou muitas e muitas críticas.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Nunca, em nenhum momento,quis senão o seu bem. A ponto de me dar por uma noite, como nas ocasiões em que a cólica atacava, e eu, entre dormente e vigilante, massageava suas costas sobre minha barrida. Por horas e horas…&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Enquanto crescia, pouca coisa mudava em minha determinação em protegê-la. Como ela não pediu para estar aqui, desdobrava-me em cuidados, sempre cuidando para não exagerar (concluo que nisto não tive sucesso: me excedi em cuidados).&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Hoje, se ela precisa de um coração, dou o meu Pulmão, rim, fígado… Enfim, minha vida pela dela. Ela, uma amiga fiel e companheira de diversos momentos, ultrapassa a tudo quanto possa almejar num relacionamento com uma filha/filho.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Portanto, não posso compreender como um pai/mãe, mesmo um padrasto/madrasta conseguem sequer imaginar a morte de uma criança. A morte! Eu, que a cada resfriado me via em preocupações mil com minha criança, não posso compreender tal falta de afeição.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Ok, minha filha, minha carne. Seria, então, compreensível com enteados? Não posso acreditar. O ser humano não foi munido com tal egoísmo, ao menos não após algumas centenas de anos de civilização.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Mas a realidade, por menos que a aceitemos, é cruel. Ainda há aqueles que valorizam demais a si mesmos, em detrimento de qualquer outra coisa. E, neste mundo financeiro, qualquer empecilho, qualquer um, é somente um mero empecilho.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O que será que anda errado com essas pessoas dos infanticídios? Talvez o egoísmo lhes tenha impedido de viver a mais maravilhosa e completa experiência: a de amar as crianças. E os filhos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Ainda bem que dessa água não beberei.&lt;/p&gt;  &lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;hr &#39;style: color blue&#39; /&gt;
Este artigo pertence ao &lt;a href=&quot;http://renatookano.blogspot.com&quot;&gt;Efemérides&lt;/a&gt;.&lt;br/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://renatookano.blogspot.com/2014/05/dos-infanticidios.html</link><author>noreply@blogger.com (Renato Okano)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2589046904135539392.post-434600612577555444</guid><pubDate>Mon, 30 Dec 2013 17:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-12-30T15:10:35.194-02:00</atom:updated><title>Em 2014…</title><description>&lt;p&gt;&lt;img style=&quot;border-top: 0px; border-right: 0px; background-image: none; border-bottom: 0px; float: left; padding-top: 0px; padding-left: 0px; margin: 0px 20px 0px 0px; border-left: 0px; display: inline; padding-right: 0px&quot; border=&quot;0&quot; align=&quot;left&quot; src=&quot;http://thumbs.dreamstime.com/x/shiny-red-letters-followed-years-recently-past-muted-gray-white-29898869.jpg&quot; width=&quot;300&quot; height=&quot;225&quot;&gt;Analisando em retrospectiva nossa trajetória, alinhamos alguns dos desejos para 2014... e tomamos nossas resoluções conforme esses desejos. &lt;p&gt;Que em 2014 nos encontremos com aqueles amigos de há muito, com quem pouco falamos. Mas, desse pouco, muito de saudade, muito de respeito e muito de interesse. Essas pessoas que nos mandam mensagens, que nos convidam para lugares que sabem que não vamos (normalmente porque não podemos), que nos provocam com pequenas presenças... mas que estão presentes. Em ação, intenção, ou pro desejo. Essas são pessoas de que precisamos, pessoas cuja presença queremos, pessoas essenciais, mesmo que etéreas. São os amigos de sempre e para sempre, aqueles encravados em nossos sentimentos. Encontremos-nos, portanto. &lt;p&gt;E que em 2014 nos livremos daquelas pessoas que se passam por amigos, na esperança de conseguir vantagens de algum tipo. Provavelmente sempre conseguem, mas não sabem que suas intenções não são invisíveis, ao contrário. São pessoas que não pensam no que têm a dar, somente no que têm a receber. Pessoas que exigem amizade incondicional, e só podem oferecer exigências. São pessoas não disponíveis, exceto na necessidade. São aquelas pessoas que se enganam mais do que nos enganam, e são as que mais sofrem com a “amizade” superficial a eles dispensada. Mas o superficial é pouco, não cria laços, não gera emoção nem comoção. Portanto, podemos nos livrar dessas pessoas. Livremos-nos, portanto. &lt;p&gt;E que em 2014 encontremos pessoas. Pessoas que são dignas de figurar entre nossos amigos. E para quem nos tornemos, também dignos de amizade. Que não nos recusemos a enxergar, em cada um, o (bom) potencial que todos têm. E que essa seja a visão, a primeira impressão. E que seja nosso paradigma dessas pessoas, a quem não deixaremos fraquejar. Amizade é um esforço conjunto. Façamos, portanto, nossa parte, para esperar o melhor de todos e de cada um. &lt;p&gt;E que em 2014 não encontremos pessoas que não mereçam nossa amizade. Se pensarmos a respeito, é até fácil. É uma questão de decisão. E que incumbe a cada um de nós. Se acharmos que cada um merece, então não desistiremos tão fácil. Dimensionaremos nossa paciência, nossa atenção, nosso esforço de maneira diferente. Será muito maior que aquele dirigido a pessoas classificadas como “não merecedoras”. Sim, é preciso uma alta dose de investimento pessoal. Mas será a medida daquele que gostaríamos de encontrar naquelas pessoas que nos rotulam negativamente no primeiro contato. Sejamos, portanto, magnânimos com as pessoas, tanto quanto gostaríamos que fossem conosco. &lt;p&gt;E, finalmente, transformemos cada um daqueles que concluímos não serem merecedores de esforços em pessoas sem rótulo. Que 2014 nos permita ver de forma diferente aqueles que, até hoje, não nos eram caros. Assim, reinventamos nossa forma de ver cada um, e aumenta nossa possibilidade de realizar conexões saudáveis com pessoas que, sabemos e decidimos, merecem estar em nossas vidas.   &lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;hr &#39;style: color blue&#39; /&gt;
Este artigo pertence ao &lt;a href=&quot;http://renatookano.blogspot.com&quot;&gt;Efemérides&lt;/a&gt;.&lt;br/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://renatookano.blogspot.com/2013/12/em-2014.html</link><author>noreply@blogger.com (Renato Okano)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2589046904135539392.post-4327727949960819587</guid><pubDate>Thu, 12 Dec 2013 11:12:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-12-12T09:12:09.352-02:00</atom:updated><title>Choque de consciência–o caos pelo indivíduo</title><description>&lt;p&gt;&lt;img style=&quot;border-top: 0px; border-right: 0px; background-image: none; border-bottom: 0px; float: left; padding-top: 0px; padding-left: 0px; margin: 0px 20px 0px 0px; border-left: 0px; display: inline; padding-right: 0px&quot; border=&quot;0&quot; align=&quot;left&quot; src=&quot;http://thumbs.dreamstime.com/x/moral-compass-brain-11910142.jpg&quot;&gt;Não se sabe, nunca se saberá, em que momento se deu, mas os seres humanos desistiram. Essa é a única conclusão a que podemos chegar.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O que explicaria, então, que pessoas que se reúnem para assistir a uma partida de futebol agridam umas às outras, depredem carros e imóveis, saqueiem casas comerciais? Se o propósito era assistir a um espetáculo esportivo, porque então de deslocam (com frequência) desse objetivo para se arriscar a ferimentos e outros riscos maiores?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Não é, infelizmente, caso isolado. Mais e mais casos se espalham pelo mundo, torcidas que, mais do que brigar, agendam as brigas como se fossem compromissos a serem honrados.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Fosse somente em casos de insanidade multitudinária, seria menos grave. Mas o trânsito prova que o indivíduo, isoladamente, também está sem controle. Pessoas de boa índole, disciplinadas e afáveis não raramente ignoram as mais básicas regras do trânsito e colabora, atomicamente, para o caos sistêmico, o que gera mortes e mutilações tantas que emula, com muita competência, uma guerra civil, Poder-se-ia dizer que a falta de fiscalização e sua consequente punição seriam as responsáveis por essa catástrofe. Não, não é verdade. A origem da catástrofe está no indivíduo, que escolhe ignorar as regras que pretender lhe dar segurança. Velocidade, ultrapassagens arriscadas, manobras irresponsáveis são apenas alguns dos pecadilhos. O maior deles é a transmutação do automóvel em arma, podendo mais aqueles que têm a maior. Não é raro que a incivilidade provoque ataques de automóveis contra outros, ou mesmo pedestres.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Culpa? Não sei se há que falar em culpa. Mas em falta de consciência. Pois aqueles que provocam, quando vitimados, aparecem no muxoxo da “injustiça social” e outras mazelas. A vítima do excesso de velocidade, em que pensa ao transitar pelo acostamento, passar pelo sinal fechado, avançar na faixa? Pecadilhos menores, talvez? Sim, mas que progridem. Rudy Giuliani, ex-prefeito de Nova Iorque, nos mostrou os excelentes resultados da intolerância zero.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Quem são esses que abdicaram do pacto social? São os esquecidos, os necessitados, os marginalizados? Não. São apenas pessoas que se deixaram sequestrar pelos seus instintos mais obscuros. São aqueles que, ao problema, fazem birra. São os analfabetos sociais, no sentido de que não prezam a vida em sociedade, mas somente a satisfação de suas necessidades pessoais, pois mais que doentias.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Como resolver? Podemos exigir leis e ações do governo, ou atuação intensiva da polícia. Isso mesmo aquelas famílias que recebem em suas casas, depois dos atos tresloucados, seus autores, e os defendem, pois família é isso. Mas o problema somente se resolverá se cada um, e todos, resolverem. Se cada um decidir que precisamos fazer o que é certo, e não o que queremos, aí então haverá horizontes por perseguir. Até lá, lamentemos a falta de consciência que grassa nesta “sociedade”, doente e carente.&lt;/p&gt;  &lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;hr &#39;style: color blue&#39; /&gt;
Este artigo pertence ao &lt;a href=&quot;http://renatookano.blogspot.com&quot;&gt;Efemérides&lt;/a&gt;.&lt;br/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://renatookano.blogspot.com/2013/12/choque-de-conscienciao-caos-pelo.html</link><author>noreply@blogger.com (Renato Okano)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2589046904135539392.post-7665649487768419363</guid><pubDate>Fri, 29 Nov 2013 19:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-11-29T17:52:10.718-02:00</atom:updated><title>O insulto do PSDB</title><description>&lt;p&gt;&lt;img style=&quot;border-top: 0px; border-right: 0px; background-image: none; border-bottom: 0px; float: left; padding-top: 0px; padding-left: 0px; margin: 0px 20px 0px 0px; border-left: 0px; display: inline; padding-right: 0px&quot; border=&quot;0&quot; align=&quot;left&quot; src=&quot;http://i.istockimg.com/file_thumbview_approve/11510214/2/stock-photo-11510214-liar.jpg&quot;&gt;O PSDB parece estar querendo nos insultar. Seus caciques vieram a público reclamar do Ministro da Justiça por causa do escândalo dos trens. Foi uma jogada mal ensaiada.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Parece que o que desagradou o partido foi o fato de a investigação estar andando. Talvez não nas melhores direções, nem na maior velocidade, mas está tendo sequências. Será que é disso que têm medo os caciques?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;É de se lembrar que os mesmos não vieram a público reclamar quando a imprensa mostrou que o Suíça encerrou a investigação por falta de colaboração do Brasil. Estava nas mãos de quem, mesmo?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Uma cortina de fumaça para nos fazer olhar para o outro lado do mensalão mineiro? Parece que sim. Pois de concreto sua reclamação não teve nada. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Reclamam que o ministro da justiça é que quer que os olhares se desviem dos petistas presos. Ou seja, um lado reclama que o outro o está copiando, só pode ser isso.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Não estamos comemorando a prisão dos petistas. Estamos satisfeitos (os que estão, claro) com o fato de um crime envolvendo políticos ter chegado a tão surpreendente desfecho. Que paguem o que devem, não mais. Mas há outros nessa fila. Se há justiça, ela deve ser aplicada também para os casos de outros fatos de comprovado crime. Se envolve uma figura com a respeitabilidade de um José Genoíno, pode ser lamentável, mas deveria ser exemplar.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Os fatos não parecem agradar os peessedebistas. Quem se lembra da privatização “&lt;em&gt;no limite da irresponsabilidade&lt;/em&gt;” de Fernando Henrique Cardoso? Mas as apurações não evoluíram. Assim como a compra dos votos da reeleição de outros menos famosos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O Brasil está no momento em que os culpados já têm medo. Talvez não paúra, mas somente um medinho, mas já é uma mudança. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Esse comportamento daqueles que tentam desmentir o que já está confessado à justiça suíça ofende a inteligência dos eleitores. Parece que os caciques do PSDB estão a tratar com uma manada que, a seu comando, vai de um lado para outro sem poder de crítica. Parece que o “rebanho” não tem discernimento para separar o fato da versão. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Ofende minha inteligência quererem que acreditemos neles por causa de um teatro mal ensaiado. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Fica óbvio que os partidos políticos, no fundo e na superfície, são a mesma coisa. Discursam para atingir o poder. E agem para mantê-lo, a qualquer custo. Diferenças entre os partidos, se há, são ínfimas. Nada que lhes desminta os piores comportamentos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Depois de tantos anos no poder, parece que PT e PSDB (além do PMDB, DEM, e outros) precisam é de um choque de votos. Ou do choque da falta de votos. O fato é que precisamos de novas cabeças, com novos objetivos. E com alguma moral. Não precisa muito, mas alguma moral já seria uma bela mudança.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;PSDB: menos um voto!&lt;/p&gt;  &lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;hr &#39;style: color blue&#39; /&gt;
Este artigo pertence ao &lt;a href=&quot;http://renatookano.blogspot.com&quot;&gt;Efemérides&lt;/a&gt;.&lt;br/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://renatookano.blogspot.com/2013/11/o-insulto-do-psdb.html</link><author>noreply@blogger.com (Renato Okano)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2589046904135539392.post-6731594570936102912</guid><pubDate>Sun, 24 Nov 2013 11:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-11-24T09:28:15.726-02:00</atom:updated><title>Preso político ou político preso?</title><description>&lt;p&gt;&lt;img style=&quot;border-top: 0px; border-right: 0px; background-image: none; border-bottom: 0px; float: left; padding-top: 0px; padding-left: 0px; margin: 0px 20px 0px 0px; border-left: 0px; display: inline; padding-right: 0px&quot; border=&quot;0&quot; src=&quot;http://thumbs.dreamstime.com/x/city-jail-14159538.jpg&quot; width=&quot;300&quot; align=&quot;left&quot; height=&quot;200&quot;&gt;George Orwell retratou bem a classe política. Com seu Ministério da Verdade, o poder estabelecido editava a realidade, transformando seus venenos em puro mel.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;José Genoíno e José Dirceu, braço esquerdo levantado, querem nos fazer acreditar que são presos políticos. Do governo do qual fizeram parte, sem que haja notícia de dissidência.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Os que defendem os políticos presos não apresentam senão tergiversações para embasar sua tese. Os que os repudiam aplaudem as medidas adotadas pelo nosso poder judiciário sem entrar no mérito, com adesismo &lt;em&gt;a priori&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Se formos separar uns e outros por partidos políticos, teremos o PT e o PSDB. O primeiro clamando pelo julgamento do mensalão mineiro. O segundo defendendo as penas dos políticos já presos e negando o mensalão mineiro. E, de novo, grupos defendendo e atacando sem entrar no mérito da questão.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Do lado tucano, há a mal explicada denúncia do cartel do metrô. Que, embelezada pelos tucanos, parece ter sido uma demonstração cabal de lisura e honestidade. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Se dependesse das declarações dos envolvidos, nada errado foi feito. Até mesmo o dinheiro que transitou por becos e vielas é honesto. Mas n nós, cidadãos, o interesse deveria ser bem outro. Deveríamos estar engajados na busca da verdade. A verdadeira, não a embelezada, num mundo surreal em que a verdade se pauta pelas versões, não pelos fatos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Assim, aos tucanos não interessaria se denúncia é contra seu partido. Interessaria, sim, apurar se procede. E, procedendo, interessaria a imediata punição dos envolvidos. Assim como aos petistas. Que, podendo se gabar de prender políticos envolvidos em tramoias, prefere atirar contra o sistema judiciário composto por seus indicados. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Sim, apoio a prisão dos petistas. Não por serem petistas, mas porque passaram por processo lega e foram condenados. Assim como apoiarei a prisão de tucanos, se o tribunal entender que há razões para tal. Paixões à parte, o Brasil ainda é uma grande coleção de capitanias hereditárias, em que todos são amigos do rei e os reis se protegem e a seus amigos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Vivemos num ecossistema de partidos políticos. Lula abraçando Collor parece ser o exemplo mais representativo disso. Quando nos livraremos disso? Não se sabe sequer se sairemos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Mas a mudança parece exigir que nossos posicionamentos sejam menos futebolísticos e mais objetivos. Cometeu ato criminoso? Punição! Independente de suas cores ideológicas.&lt;/p&gt;  &lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;hr &#39;style: color blue&#39; /&gt;
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