<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8460462909394246429</id><updated>2026-07-24T03:48:08.890-03:00</updated><category term="vida"/><category term="sabedoria"/><category term="memória"/><category term="trivialidades"/><category term="ilógica"/><category term="ética"/><category term="liberdade"/><category term="psicologia"/><category term="ensaio"/><category term="pais e filhos"/><category term="amigos"/><category term="mulher"/><category term="poesia"/><category term="ensino"/><category term="religião"/><category term="educação"/><category term="teologia"/><category term="consumismo"/><category term="lei"/><category term="professor"/><category term="capitalismo"/><category term="política"/><category term="vegetais"/><category term="SP"/><category term="história"/><category term="música"/><category term="USP"/><category term="receitas"/><category term="FEBEM"/><category term="TV"/><category term="PCR"/><category term="espiritismo"/><category term="cinema"/><category term="livros"/><category term="moda"/><category term="PSDB"/><category term="Serra"/><category term="burocracia"/><category term="nutrição"/><category term="CRM"/><category term="EUA"/><category term="ciência"/><category term="evangélicos"/><category term="jornalismo"/><category term="negritude"/><category term="CASA"/><category term="DNA"/><category term="novela"/><category term="socialismo"/><category term="tradução"/><category term="Lula"/><category term="PT"/><category term="aborto"/><category term="greve"/><category term="veja"/><category term="Jesus"/><category term="eleições"/><category term="english"/><category term="judaísmo"/><category term="torah"/><category term="trvialidades"/><title type='text'>Sobre todas as coisas</title><subtitle type='html'>Um Tratado sobre a Experiência Humana em Realismo Fantástico</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default?redirect=false'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06780548725288418897</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>199</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8460462909394246429.post-6269867815488652733</id><published>2017-01-21T00:50:00.001-02:00</published><updated>2017-01-21T02:13:45.471-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="amigos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ilógica"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="liberdade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="memória"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="psicologia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sabedoria"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="trivialidades"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="USP"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="vida"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ética"/><title type='text'>Dezessete e Trinta e Quatro, Trinta e Quatro e Cinquenta.</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É um título cabalístico. O escrevo como homenagem, reminiscência.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu tinha dezessete anos quando iniciei o mais longo e marcante relacionamento da minha vida. E meu parceiro tinha 34, exatamente o dobro de minha idade. Hoje sou eu quem tem 34 anos, e ele está prestes a fazer 51. Seria motivo para eu divagar alguns instantes solitariamente, não tivesse ele, a quem chamarei simplesmente de &quot;J&quot;, me mandado um e-mail exatamente no dia do meu aniversário, em 29 de dezembro último.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu nunca esqueceria igualmente seu aniversário, em 9 de fevereiro, a o que se soma o detalhe de que também é o aniversário de minha única sobrinha. Ela nasceu bem ao final de nosso relacionamento de 4 anos, e ele soube à época da &quot;coincidência &quot;. Este ano ela fará 13 anos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vendo de hoje e de fora, parece sim um despropósito um homem adulto se relacionar com uma adolescente com metade de sua idade. Hoje, eu com 34 anos, não consigo imaginar que conseguiria ter um relacionamento com um moleque de dezessete anos. Mas J não se relacionou com uma &quot;adolescente com metade de sua idade&quot;, ele se relacionou COMIGO, que nem aos 17 tinha dezessete anos. Não foi ele quem &quot;deu em cima de mim&quot;. Fui eu quem &quot;deu em cima dele&quot;, insistiu, seduziu, e, apaixonada, fez de tudo para engatar e manter o relacionamento. E confesso que sim, me senti à época muito orgulhosa de mim mesma por conseguir despertar a atenção de um &quot;homem feito&quot;, bem mais velho, admirado, respeitado e até disputado por outras colegas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;J é uma pessoa muito humana, cheia de consciência e escrúpulos. Ele mesmo não gostava do fato de eu ser tão jovem, o falou diversas vezes, que preferia que eu fosse alguns anos mais velha, para não sentir que estava &quot;se aproveitando&quot; de mim. Talvez ele soubesse, lá no fundo, que também eu &quot;me aproveitava dele&quot;, não no sentido material (longe disso, ao longo do nosso relacionamento ele sempre esteve muito ruim financeiramente, não pensem que eu tinha qualquer interesse escuso em relação a J, era um sentimento verdadeiro). Eu me aproveitava dele, e de estar neste relacionamento, para amadurecer, crescer, evoluir. J sempre foi um ótimo professor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Namoramos durante todo o tempo em que estive perdidamente apaixonada por ele, 4 anos e meio, e chegamos a morar juntos. Por isso, quando me perguntam, digo que tenho sim um &quot;ex-marido&quot;, embora nunca tenha me casado. Passamos por experiências fundamentais juntos. Eu estava com ele quando entrei na faculdade, saí de casa, virei adulta. Ele estava comigo durante o processo de luto por seu pai, e a morte de sua segunda mãe. Estávamos juntos durante a construção da minha vida e a dissolução da sua. E, sabendo da constância dos meus sentimentos, ele me chamava de &quot;seu porto seguro&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas, em determinado momento &quot;a chama apagou&quot;. Não foi nenhuma briga, traição, decepção ou mentira em particular. Gradualmente , o sentimento de paixão foi arrefecendo em mim, e talvez também nele, o relacionamento foi se desgastando e resolvemos, de comum acordo, nos separar. A minha e a sua vida haviam mudado. Depois de 4 anos de relacionamento, eu não mais queria, como aos 17 anos, &quot;me casar com meu grande amor&quot; e começar a ter uma &quot;vidinha doméstica&quot;. Não aos 21 anos, estudando História na USP.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu queria, assim como ele, ter a oportunidade de VIVER, experimentar, quebrar a cara, errar, me arrepender, FAZER E ACONTECER. Não queria &quot;me assentar&quot; tão cedo, ser uma pessoa &quot;dependente e dominada&quot; por um marido muito mais velho. Ele entendeu. Terminamos nosso relacionamento íntimo, mas continuamos amigos. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois de terminar a faculdade, me mudei para o interior e continuamos a, esporadicamente, trocar mensagens. Certa vez em que precisei vir a São Paulo nos comunicamos e ele me ofereceu sua hospitalidade. Dormi em sua casa de homem solteiro só com cachorro, como &quot;velhos e bons amigos&quot;. De outra feita, alguns anos depois, eu estava em São Paulo por ocasião das festas de fim de ano e lhe mandei um sms na noite de Natal, apenas saudando-o. Em poucos minutos sua nova parceira começou a me mandar mensagens furiosas enquanto eu só pensava &quot;Que mulher louca e insegura, nem com 17 anos eu me rebaixaria a fazer isso, ainda mais na noite de Natal...&quot; Enfim...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Muitos anos se passaram desde então, mas em nada diminuiu meu carinho e admiração por J, pelo papel tão importante que ele teve em minha vida e em minha evolução pessoal. Grande parte do que eu sou, sei que devo a ele, por todas as nossas conversas e experiências compartilhadas ao longo desses 4 anos em que estivemos juntos. Ele sempre será meu gigante com voz de trovão. Ainda sonho com ele, de tempos em tempos. Me traz o conforto de me sentir acolhida ao lado de um bom e velho amigo. Ele foi fundamental à formação da mulher adulta que sou hoje. Fez de mim uma pessoa mais humana, comedida, intelectualizada, engajada, assertiva, e com um gosto musical muito melhor. Foi J quem me apresentou a Chico Buarque, Eric Clapton, BB King e Billie Holliday. Se apenas isto tivesse feito por mim, já seria muito. Mas sua contribuição à formação do ser humano que sou hoje foi infinitamente maior.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Gostaria que ele soubesse o quanto sou grata por termos divido tantos momentos juntos. Que eu sei que sem ele eu não seria hoje boa parte do que sou. Que me lembro dele com carinho e admiração. Que não importa quantos anos passem ou o que aconteça, nada irá mudar tantas lembranças especiais que guardo dele comigo. Que torço sinceramente por sua felicidade. Que gostaria de sempre que for a São Paulo reencontrá-lo nos restaurantes em que gostávamos de ir.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que estou bem, sou dona de mim mesma, no domínio do meu destino, independente, sem dever nada a ninguém. Que hoje sou uma pessoa adulta, tenho uma vida respeitável e sou admirada pelo meu conhecimento. E que grande parte da base sobre a qual essa &quot;Fernanda adulta&quot; se assenta, reputo a tudo o que aprendi ao seu lado. Muito obrigada por ter permitido que eu fosse seu porto seguro. De certa forma, você ainda é o meu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Kings of Leon - Use Somebody&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=gnhXHvRoUd0&quot; style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue Light&#39;, HelveticaNeue-Light, helvetica, arial, sans-serif;&quot;&gt;https://www.youtube.com/watch?v=gnhXHvRoUd0&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eric Clapton &amp;amp; BB King - Ridding with the King&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=sJK78Y3zoQk&quot; style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue Light&#39;, HelveticaNeue-Light, helvetica, arial, sans-serif;&quot;&gt;https://www.youtube.com/watch?v=sJK78Y3zoQk&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dave Matthews Band - Where are you going&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;https://g.co/kgs/PhsWHN&quot; style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue Light&#39;, HelveticaNeue-Light, helvetica, arial, sans-serif;&quot;&gt;https://g.co/kgs/PhsWHN&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/feeds/6269867815488652733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/2017/01/dezessete-e-trinta-e-quatro-trinta-e.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default/6269867815488652733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default/6269867815488652733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/2017/01/dezessete-e-trinta-e-quatro-trinta-e.html' title='Dezessete e Trinta e Quatro, Trinta e Quatro e Cinquenta.'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06780548725288418897</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8460462909394246429.post-2113133231230330302</id><published>2016-09-24T00:25:00.001-03:00</published><updated>2016-09-24T00:31:56.552-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ilógica"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="memória"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="pais e filhos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="psicologia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sabedoria"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="trivialidades"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="vegetais"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="vida"/><title type='text'>Nome de personagem ecológico</title><content type='html'>&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É comum as pessoas não gostarem de seu próprio nome. Afinal, com qual autoridade alguém pode escolher o nome de outro ser humano? É uma escolha muito importante e frequentemente os pais não dão a devida atenção a este processo tão importante.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando estudamos Literatura os professores nos ensinam que os autores dos livros, ao escolher escolher o nome de seus personagens, muitas vezes já colocam &quot;inserido no nome&quot; algo da personalidade que projetam sobre aquele ser. E daí em diante passamos a cada filme ou livro ver no nome dos personagens &quot;pistas&quot; sobre sua real essência.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por toda a minha vida cri ter um nome banal, sem nenhum significado ou &quot;duplo sentido&quot;. Desde os doze anos falo fluentemente inglês e tenho tido contato com francês, alemão, italiano, castelhano, hebraico e até japonês sem nenhuma indicação de que meu nome tivesse qualquer &quot;subjacência&quot;... Até que...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Soube da existência de um programa na TV americana chamado &quot;Between Two Ferns&quot;, programa de entrevistas com o humorista Zach Galifianakis https://en.m.wikipedia.org/wiki/Between_Two_Ferns_with_Zach_Galifianakis e só então procurei por &quot;Fern&quot; num dicionário de língua inglesa e descobri que significa &quot;SAMAMBAIA&quot;!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nada demais se meu sobrenome não fosse &quot;Ramos&quot;, ou &quot;Palmer&quot; em seu correspondente em Inglês. Sim, meu nome equivale a &quot;Ramos de Samambaia&quot;. Sim, eu sou um personagem ecológico de um romance água com açúcar nova era &quot;BEM VERDE&quot;...&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E não só quem escolheu o meu nome não tinha a menor ideia disso como eu mesma passei 30 anos de minha vida sem me dar conta de que meu nome é sim um clichê ecológico risível. Tal como &quot;River&quot;, &quot;Leaf&quot; ou &quot;Summer&quot; Phoenix, só que acidentalmente!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na faculdade eu tive uma colega cujo nome do meio era &quot;Relva&quot; e ela explicava aos outros &quot;é por causa da &#39;grama&#39; mesmo&quot; e eu ria internamente. Pois é. Meu próprio nome é uma referência ecológica completa e eu nem sabia!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgHvixru9BHy3oCAlqG0x9eQYJCGoFmzWQfS2RlBDz1Yd-3_0IafuDgq3ndCM_SmshPf5mR-uvpD_X7h0fTMJGdLfXFP6RpgUT1oMmpVSSW2ZqVXFknofGx2clu5jrum1baOa4Ik4isiDw/s640/blogger-image--2039805121.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgHvixru9BHy3oCAlqG0x9eQYJCGoFmzWQfS2RlBDz1Yd-3_0IafuDgq3ndCM_SmshPf5mR-uvpD_X7h0fTMJGdLfXFP6RpgUT1oMmpVSSW2ZqVXFknofGx2clu5jrum1baOa4Ik4isiDw/s640/blogger-image--2039805121.jpg&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/feeds/2113133231230330302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/2016/09/nome-de-personagem-ecologico.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default/2113133231230330302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default/2113133231230330302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/2016/09/nome-de-personagem-ecologico.html' title='Nome de personagem ecológico'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06780548725288418897</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgHvixru9BHy3oCAlqG0x9eQYJCGoFmzWQfS2RlBDz1Yd-3_0IafuDgq3ndCM_SmshPf5mR-uvpD_X7h0fTMJGdLfXFP6RpgUT1oMmpVSSW2ZqVXFknofGx2clu5jrum1baOa4Ik4isiDw/s72-c/blogger-image--2039805121.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8460462909394246429.post-3949612649132780382</id><published>2016-07-21T23:05:00.001-03:00</published><updated>2016-07-21T23:05:57.022-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ensaio"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ilógica"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="liberdade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sabedoria"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="trivialidades"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="vida"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ética"/><title type='text'>Dez conselhos que a Fernanda de 34 anos daria pra Fernanda de14 anos</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;1 - Não tenha pressa. Para nada. Para casar, ter filho, escolher profissão, para nada. A vida é longa e você tem que pensar muito bem antes de tomar decisões definitivas. Não se contente com o primeiro cara legal que aparecer no seu caminho. Outros melhores te aguardam.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;2 - Não fume. Fumar na década de 1990 era legal, mas agora já não é tanto. Isso só vai prejudicar sua saúde e te fazer gastar muito dinheiro à toa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;3 - Cultive as boas amizades. Amigos de escola são inestimáveis e te trazem uma sensação de segurança. Amigos de faculdade te ajudarão a ter mais oportunidades de emprego. Cultive-os. Não perca o contato com eles.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;4 - Jamais se deixe dominar por ninguém. Família, namorado, melhor amigo, patrão, por ninguém. Ouça com atenção os conselhos das pessoas, especialmente as mais velhas, mas jamais permita que outra pessoa te domine.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;5 - Tenha a si mesma como prioridade, sempre. Você é a única pessoa preocupada com o seu próprio bem-estar. Se você mesma não se valorizar, ninguém o fará.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;6 - Preste atenção nas aulas de Matemática. Na escola parece que não servem pra nada, mas a maioria das profissões que pagam bem são da área de Exatas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;7 - Não tire fotos comprometedoras, não exagere nas selfies, e nudes jamais!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;8 - Pense antes de falar. Nascemos com duas orelhas e uma boca pra ouvir muito mais do que falar. E em boca fechada não entra mosquito. Se abstenha de &quot;tiradas engraçadinhas&quot; em que só você vê graça. A Fernanda de 34 anos passou por incontáveis situações constrangedoras ao tentar fazer piadas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;9 - Não perca seu tempo comparando sua vida com a de outras pessoas. Cada um tem sua própria trajetória, seus percalços e merecimentos. Enquanto você perde o seu tempo se ressentindo que fulano fez algo que você gostaria, esse mesmo fulano se ressente que você alcançou algo que ele almejava.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;10 - Não tenha medo. Você é jovem e tem a vida toda pela frente. Se joga! Tope, encare, vá, viaje, tente, pule e voe! Você só é jovem uma vez e a vida de adulto é muito chata!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/feeds/3949612649132780382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/2016/07/dez-conselhos-que-fernanda-de-34-anos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default/3949612649132780382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default/3949612649132780382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/2016/07/dez-conselhos-que-fernanda-de-34-anos.html' title='Dez conselhos que a Fernanda de 34 anos daria pra Fernanda de14 anos'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06780548725288418897</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8460462909394246429.post-398531410477589900</id><published>2016-07-08T01:11:00.001-03:00</published><updated>2016-07-08T01:11:34.990-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="consumismo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ensaio"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="liberdade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="pais e filhos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sabedoria"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="trivialidades"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="vida"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ética"/><title type='text'>Quatro motivos porque somos contra a compra e venda de filhotes de raça.</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue Light&#39;, HelveticaNeue-Light, helvetica, arial, sans-serif;&quot;&gt;Você tem uma cachorrinha fêmea de raça. Ela é muito linda, fofa, meiga, uma gracinha. Aí você pensa &quot;Ah, que mal tem? Vou cruzar minha cachorrinha, vender os filhotinhos, fazer algumas famílias felizes e de quebra ganhar uma graninha extra, que mal tem?&quot;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aí você compartilha o anúncio da venda dos filhotinhos, tão lindinhos, e não entende porque aparecem uns malucos que se dizem &quot;protetores de animais&quot; te criticando. O que é que você está fazendo de errado, trazendo lindos filhotinhos de raça ao mundo? Que mal tem isso?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ou você leva os filhotinhos pra uma feira de pets e aparecem uns loucos protestando contra os maus-tratos aos animais, contra os canis de fundo de quintal, mas você não tem nada a ver com isso, né? Seus filhotinhos são &quot;puro fruto do amor&quot;, ainda que vez por outra você saiba que alguns deles morrem logo depois de vendidos. Que pena, né? São tão pequenos e frágeis... Mas não dá pra devolver o dinheiro...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os protetores de animais nada têm contra cachorros de raça. Amamos cachorros. E gatos. E todos os pets. Sem raça, com raça, de meia raça, de qualquer jeito. O que somos contra é a irresponsabilidade, a exploração e o abandono. Vamos, portanto, tentar explicar pra você, que nós acreditamos que goste de cachorros, porque você deveria parar de cruzar o seu e vender os filhotes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;1 - Você está arriscando a vida, e explorando biologicamente, seu próprio cachorro, a cada gestação. Cada gravidez traz inúmeros riscos de complicações e problemas, ainda mais em raças pequenas. Por melhores que sejam os cuidados que você dedica à fêmea matriz, cada gestação sacrifica o corpinho da sua fêmea.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;2 - Você está causando danos psicológicos à fêmea matriz e aos filhotinhos prematuramente desmamados. Imagine o que é uma mãe ser engravidada uma vez por ano, amamentar só até os três meses e ter seu bebê arrancado de si e vendido, como se fosse mercadoria. E para o bebê, ser separado da mãe tão cedo... Não parece legal, né? Se não é legal pra você, porque seria legal para aquela que você chama de &quot;filha&quot;?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;3 - Cada filhote vendido é um cachorro de rua a mais que nunca encontrará um lar. Cada pessoa que compra um cachorro, se não fosse possível comprar, adotaria um, que seria retirado da rua. Portanto, cada lindo filhotinho que você traz à vida tira o lugar que poderia ser ocupado por um cachorro de rua.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;4 - Cachorros não são mercadoria, e muitas vezes são comprados por pessoas irresponsáveis, que os abandonarão assim que derem &quot;problema&quot;. Tome-se por exemplo o filhotinho presenteado no auge da paixão, num dia dos namorados. E depois que o namoro acaba? E o filhotinho lindo, que cresce demais para morar em apartamento? E aquele que late demais, e os vizinhos reclamam? Sim. Muitos desses acabam simplesmente abandonados na rua, pro dono &quot;se livrar do problema&quot;. E, na rua, acabam se reproduzindo sem controle. Mas seus filhotes mestiços não serão adotados, porque &amp;nbsp;a &quot;avó matriz&quot; continua produzindo lindos filhotinhos, até morrer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nós, protetores de animais, acreditamos que você seja uma pessoa boa, que realmente ama seus cachorros, e pedimos que você reflita sobre esse texto e se questione se realmente é certo continuar cruzando seus filhinhos e vendendo seus netinhos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Porque para nós o amor não tem preço. E filhos e netos não se compra nem se vende.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/feeds/398531410477589900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/2016/07/quatro-motivos-porque-somos-contra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default/398531410477589900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default/398531410477589900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/2016/07/quatro-motivos-porque-somos-contra.html' title='Quatro motivos porque somos contra a compra e venda de filhotes de raça.'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06780548725288418897</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8460462909394246429.post-8533313652874578035</id><published>2016-06-14T00:31:00.001-03:00</published><updated>2016-06-14T00:33:21.226-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="professor"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sabedoria"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="vida"/><title type='text'>A história de Cacau</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;Há mais de três anos, desde que passou o luto por minha avó, eu não atualizava este blog. Por diversos motivos, que ainda explicitarei. Mas sobretudo por estar a esperar por algo de realmente bom para escrever.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;Há alguns meses atualizei meus perfis incluindo a descrição &quot;noachide operária de &#39;tikkun olam&#39; e um pseudo projeto de &#39;boddisattva&#39;.&quot; &quot;Tikkun Olam&quot; se traduz por &quot;retificação do mundo&quot;. E mais do que ganhar dinheiro , ter sucesso ou &quot;felicidade&quot; isso é o que sempre tive como objetivo principal a atingir em minha vida. E é a respeito de uma pequena contribuição neste sentido que escrevo agora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;No começo deste 2016 na atribuição de aulas escolhi, além de minha escola sede, voltar a dar aulas numa escola que eu já conhecia de anos anteriores, situada num distrito afastado 6 kms da cidade, chamado Assistência, entre Rio Claro e Piracicaba. Tivera boas experiências lá na outra vez.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;Começando a dar aulas, vi que a escola alimentava com restos de merenda a uma cachorrinha, branca com manchas marrons. Como sempre tive e gosto de cachorros, peguei simpatia por ela, e aos poucos a fui observando. Dois meses depois de iniciadas as aulas, outra cachorrinha, pretinha, com gravidez a termo, meio que &quot;invadiu&quot; a escola, e pariu na sala de informática. Em alguns dias o Canil Municipal, pressionado, a buscou com seus filhotes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;Ouvi conversas aqui e ali que a outra, branquinha, precisava ir embora antes que aparecesse grávida. Um aluno disse que de final de semana ela ia pedir comida no bar, e às vezes apanhava dos bêbados do boteco. Isso cortou meu coração. E passei a observá-la mais de perto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;Ela sempre ficava ao lado da inspetora. Comecei a cogitar abrigá-la para ser castrada. Perguntei a esta inspetora, Bete, se a cachorrinha tinha nome. Disse que a chamava de &quot;Maria Encrenca&quot;. Não era um bom nome. Tirei uma foto e publiquei num grupo do Facebook perguntando como poderia castrar uma cachorra de rua gratuitamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;Me indicaram o centro de Zoonoses de RC, liguei e me deram seis meses de prazo. Me casdastrei, pensando se em seis meses a cachorrinha ainda estaria na escola.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;Foi então que um grupo de protetoras de animais, que nunca me viram pessoalmente até agora, se dispuseram a pagar pela castração da cachorrinha, se eu me dispusesse a lhe dar abrigo, &quot;lar temporário&quot;, no jargão dos protetores. Morando sozinha num apartamento de dois quartos, topei. Era uma sexta-feira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;Na segunda, alto outono, trouxe a cachorrinha pra minha casa e lhe escolhi um nome que acreditei não só lhe cabia como lhe traria bons augúrios: Cacau, pois era branca e marrom, como um bombom de chocolate branco, e igualmente doce. No mesmo dia, horas depois, Rio Claro teve uma enorme tempestade. Na mesma semana levei Cacau para castrar, mas descobrimos que já &amp;nbsp;era castrada, então as protetoras da AICA de RC trocaram o pagamento da castração pela vacina V10, que tem duas doses.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;Compartilhei, e comigo diversas pessoas, a foto da Cacau para adoção, e apareceu uma família interessada, levei Cacau até a casa deles de carro, pois queria me certificar das condições e com quais pessoas ficaria. Era um casal com duas crianças, uma delas bebê, numa casa de classe média baixa. Senti firmeza e lá deixei Cacau com o compromisso de ir buscá-la se qualquer coisa desse errado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;Fiquei feliz, segura que Cacau &amp;nbsp;estava em seu lar definitivo e até compartilhei pros meus amigos a notícia de que Cacau tinha tido um final feliz. Porém, uma semana depois, me mandaram ir buscá-la alegando que ela não tinha se dado bem com a filha menor do casal. A busquei em menos de 24 horas, de volta ao meu apartamento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;Já sabia a essa altura que Cacau era inteligente e de boa índole. E que estava disposta a fazer todo o possível para se agarrar a esta chance que lhe estava dando, de ser uma &quot;cachorrinha de família &quot;, e não mais uma cachorra de rua, à mercê das maldades dos bêbados. A cada momento percebi que Cacau estava bem disposta, a dar o seu melhor, a aprender, evoluir, mesmo com o choque de do nada deixar de ser uma cachorra de rua e virar uma cachorra de apartamento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;Não roeu nada. Nada destruiu ou sujou a toa. Não se entendeu muito bem com Amy, e pôr isso não pensei em mantê-la. Mas sempre por culpa da Amy, que a pentelhava e enchia o saco. Cacau nunca foi de sua parte agressiva ou hostil com minha Amy. Mas amizade entre elas não ia rolar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;Depois de sua primeira devolução, decidi divulgá-la aos meus alunos, imprimi um cartaz e passei em uma sala. Falei dela em outras. Alguns alunos se interessaram. Lhes dei meu telefone. Dois dias depois veio um aluno, feliz e sorridente:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;- Professora, falei com meus pais, e eles concordaram em ficar com a Cacau!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;Combinamos certinho, ele me passou o endereço, e fui lá entregar Cacau num sábado de manhã. Dei os mesmos alertas que à família anterior, que a buscaria se houvesse qualquer probelma. Era uma casa um tanto menos favorecida materialmente que a anterior. Na segunda-feira seguinte seria a segunda dose da vacina v10 da Cacau e deixei combinado de ir buscá-la. Qualquer problema já a devolveriam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;Qual não foi minha surpresa, ao chegar e perguntar à mãe do aluno, e ela muito mais receptiva, dizer que a Cacau era ótima, muito dócil, estava dando tudo certo. Só me pediu se poderia comprar uma casinha, pois não tinha condições. Comprei a casinha, levei pra vacinar, comprei coleira com medalhinha de identificação com o telefone celular dela.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;A fui decolver quando o aluno, Davi, estava chegando da escola. Ele literalmente deu alguns pulos de alegria quando me viu tirar do porta malas do meu Uno Mille a casinha da Cacau. Grande, de compensado de TetraPak. Mas o suficiente para ela se esquentar. Adicionei um colchonete que já usava no meu apartamento, que coube perfeitamente dentro da casinha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;Há um mês &quot;Maria Encrenca&quot; estava na rua, passando frio e fome, sendo agredida por bêbados. Hoje, Cacau está vacinada, vermifugada e medicada, em uma casinha quentinha e fofa, cuidada por uma família, e especialmente por um menino de onze anos chamado Davi. E o fato de que eu de alguma forma propiciei que todo esse bem acontecesse a Cacau me traz profunda alegria e a sensação de que vim ao mundo para fazer coisas deste tipo, e que mais coisas assim quero fazer. É este tipo de história que quero contar a respeito de minha vida e de minha presença neste mundo. Espero que Deus me ajude a ter muitas mais histórias como essa para contar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhLuS0KaTni8FqgNtHbADF6dP9bjSVSoEBqSxOXPeWZ24NyUE9bxgMCp8c0YmsVQyVhNqgA_KP1JD9EAcjzAbxplB7DwJS9cC8qjqQ2xVQ_lgGlce4IVUdS5G5uRBRg7Vb6CaLXLzI_58s/s640/blogger-image-419222875.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em; -webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#000000&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhLuS0KaTni8FqgNtHbADF6dP9bjSVSoEBqSxOXPeWZ24NyUE9bxgMCp8c0YmsVQyVhNqgA_KP1JD9EAcjzAbxplB7DwJS9cC8qjqQ2xVQ_lgGlce4IVUdS5G5uRBRg7Vb6CaLXLzI_58s/s640/blogger-image-419222875.jpg&quot;&gt;&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj_TGyofdrjn2_8SzKMeIStmTrFjXhNFbcp0dWiqJVc2DGc8rGrCndYsXB1ML9q5rVG8xoUyw85qJiLcbhwSd1bh5IU9Re-R3tc80bLlbKp-8wDPqM0x7LrD3xALoNcFITQUFKU1r-sAS0/s640/blogger-image-1395593590.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em; -webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#000000&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj_TGyofdrjn2_8SzKMeIStmTrFjXhNFbcp0dWiqJVc2DGc8rGrCndYsXB1ML9q5rVG8xoUyw85qJiLcbhwSd1bh5IU9Re-R3tc80bLlbKp-8wDPqM0x7LrD3xALoNcFITQUFKU1r-sAS0/s640/blogger-image-1395593590.jpg&quot;&gt;&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjvVb7sRY4xvShEJ3J6zvZijjZOZCiBbs-aAdP42WpfN_5K0fj17iUp0ALd-TdFJ-Qq6X02roqOFdU-Co1ybbg-OcPdLR08ntBRGz2dVq262J-N9kNPsYCjWvvW0xcrSG4lb289Tt6J7Yk/s640/blogger-image-649214427.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em; -webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#000000&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjvVb7sRY4xvShEJ3J6zvZijjZOZCiBbs-aAdP42WpfN_5K0fj17iUp0ALd-TdFJ-Qq6X02roqOFdU-Co1ybbg-OcPdLR08ntBRGz2dVq262J-N9kNPsYCjWvvW0xcrSG4lb289Tt6J7Yk/s640/blogger-image-649214427.jpg&quot;&gt;&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/feeds/8533313652874578035/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/2016/06/a-historia-de-cacau.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default/8533313652874578035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default/8533313652874578035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/2016/06/a-historia-de-cacau.html' title='A história de Cacau'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06780548725288418897</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhLuS0KaTni8FqgNtHbADF6dP9bjSVSoEBqSxOXPeWZ24NyUE9bxgMCp8c0YmsVQyVhNqgA_KP1JD9EAcjzAbxplB7DwJS9cC8qjqQ2xVQ_lgGlce4IVUdS5G5uRBRg7Vb6CaLXLzI_58s/s72-c/blogger-image-419222875.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8460462909394246429.post-9053912779287900116</id><published>2014-08-24T22:58:00.001-03:00</published><updated>2014-08-24T22:58:06.500-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="consumismo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ensino"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="liberdade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sabedoria"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="trivialidades"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="vida"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ética"/><title type='text'>Pequeno guia com 12 dicas para os iniciantes na Internet</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;1 - Não aceite a amizade de estranhos. Tem gente que sai adicionando os outros &quot;de bobo&quot;, outras que adicionam para passar vírus e dar golpes virtuais. E outras ainda que adicionam desconhecidos por motivos ainda mais escusos, criminosos mesmo. Simplesmente não aceite a amizade de ninguém que não seja previamente seu amigo na &quot;vida real&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;2 - Se você for menor de idade, não use uma foto de perfil (avatar) em que isso seja perceptível. Infelizmente, a internet está cheia de pedófilos e fotos que você acha normais e inocentes podem ser vistas de outra forma por esses tarados. Se você é menor, use como foto de perfil uma foto de um desenho, uma flor, uma paisagem, um personagem, de forma a que simplesmente pela foto o pedófilo não identifique que você é uma criança ou adolescente. Outra forma de evitar pedófilos é informar no seu perfil outro ano de nascimento, mais antigo, de forma a que os desconhecidos achem que você já é maior de idade.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;3 - Se algo é segredo, você deve ser o primeiro a guardá-lo. Não conte a NINGUÉM. Se você mesmo &quot;espalha&quot; o seu segredo, como pode achar que os outros vão guardá-lo? Procure, você mesmo, não espalhar fofocas nem publicar nada que ofenda a terceiros. Você poderá ser acionado judicialmente e processado no &quot;mundo real&quot; pelas coisas que publica na Internet.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;4 - Nunca, jamais, em nenhuma circunstância, faça fotos &quot;sensuais&quot; ou nu. Nem com seu namorado, noivo ou marido. Pode parecer que &quot;não tem nada de mais&quot;, mas tem sim. As pessoas são muito neuróticas com sexo e nudez. Uma única foto sem roupas poderá transformar sua vida num inferno, te tornar alvo de chacota e destruir sua reputação... para sempre.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;4 A - Pense: as pessoas cobram, muito caro, para posarem nuas... Por que você faria isso de graça... a menos que pretenda &quot;divulgar seus serviços sexuais&quot;? É justamente isso que as pessoas pensarão ao ver suas fotos nuas: que você é um profissional do sexo.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;4 B - Pense nisso antes de tirar fotos com seu namorado ou marido na hora da &quot;empolgação&quot;. Hoje vocês se amam de paixão, mas e quando esse relacionamento acabar? As pessoas são vingativas e aquele que você acha que é o &quot;amor da sua vida&quot; pode no futuro, por raiva, vazar na net suas fotos íntimas. Ele vai parecer um &quot;garanhão conquistador&quot;, e você sairá dessa como uma &quot;prostituta&quot;. Imagens que para você são de &quot;amor&quot;, para os outros são pornografia.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;4 C - Mesmo que você não seja vítima de um ex vingativo nem você mesma publicar as fotos &quot;sensuais&quot; que tira escondido de si mesmo, pense: e se você perder ou alguém roubar seu celular, tablet ou pen drive com essas fotos? E se um hacker invadir seu computador? Você acha que o ladrão terá algum escrúpulo em vender suas fotos para sites pornográficos ou de pedofilia? Com certeza, não. A única forma de se proteger disso é nunca, jamais, em nenhuma circunstância, tirar fotos sugestivas ou sem roupa. E até de biquíni.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;5 - A internet é uma praça pública. Tudo o que você publicar será usado contra você, mesmo 50 anos depois. Tome muito cuidado com publicações polêmicas, brincadeiras &quot;aparentemente inocentes&quot; e &quot;zoações&quot; em geral. Se um dia, daqui a 30 anos, você for candidato a presidente, aquela sua foto entornando uma garrafa de vodka, ou com o &quot;dedinho na boca&quot; pode, e fará, você perder a credibilidade diante dos eleitores.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;6 - Não faça postagens públicas, selecione &quot;só para amigos&quot;. Proteja-se dos curiosos e dos haters (gente que te odeia). Seja cioso de sua intimidade, explore e se informe sobre as opções de configuração de privacidade com cuidado para que não &quot;vazem&quot; informações suas por aí sem o seu conhecimento.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;7 - Se você for publicar algo e perceber que seus pais, ou seu chefe, não aprovariam, não publique. Nenhuma piada ou gracinha vale você &quot;queimar seu filme&quot; com aqueles que determinam o seu sustento.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;8 - Pense se vale mesmo a pena atualizar seu &quot;status de relacionamento&quot; toda vez que trocar de namorado ou &quot;ficante&quot;. Pense que no futuro quando você encontrar sua &quot;cara metade&quot; você pode até perdê-la se ela pesquisar e descobrir que você já teve 20 ou 30 outros parceiros. E também no que seu &quot;grupo de amigos&quot; vai pensar de você se você troca de parceiro engatando um novo relacionamento &quot;sério&quot; mês sim, mês não.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;9 - Quando estiver namorando, não exagere nas &quot;fotos românticas&quot; e não publique fotos beijando. No futuro, se o relacionamento acabar, você vai odiar essas fotos, bem como seus futuros parceiros. Você poderá deletar as suas, mas e se houver várias dessa fotos, com dezenas de diferentes parceiros, nos perfis de outras pessoas? Nessas você não conseguirá &quot;dar sumiço&quot; e podem ser fruto de grande desconforto, dores de cabeça e crises de ciúme.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;10 - Pense que um dia você terá filhos, netos e bisnetos. E talvez, se você não viver muito, eles só te conheçam a partir dos seus perfis nas redes sociais. Não publique coisas que poderiam envergonhar seus bisnetos daqui a 50 anos. Na internet tudo é eterno.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;11 - Não perca o sono. É tentador &quot;virar a madrugada&quot;. Não vale a pena. Não há nada que seja publicado depois da meia-noite que não possa esperar o dia seguinte para ser curtido, comentado e compartilhado. O sono é fundamental para nossa saúde e bem estar. Dormir poucas horas te fará se sentir mal e produzir pouco no dia seguinte. Durma pelo menos 8 horas por noite. E mais, se possível.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;12 - Cadastre no seu perfil do Facebook todos os livros que ler e filmes que assistir. É uma forma legal de divulgar que você tem interesses culturais, de passar uma imagem positiva para todos. E, em nosso mundo, infelizmente, mais importante do que &quot;ser&quot; é &quot;parecer&quot; ou &quot;divulgar&quot;. Cuide para que as informações que divulga sejam positivas, falem bem, e não mal, de você.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://lh5.googleusercontent.com/-aX7O5fFlNIY/U_qYKTtFesI/AAAAAAAAZ4I/_6HqpxVSs9c/s640/blogger-image-682028762.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://lh5.googleusercontent.com/-aX7O5fFlNIY/U_qYKTtFesI/AAAAAAAAZ4I/_6HqpxVSs9c/s640/blogger-image-682028762.jpg&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/feeds/9053912779287900116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/2014/08/pequeno-guia-com-12-dicas-para-os.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default/9053912779287900116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default/9053912779287900116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/2014/08/pequeno-guia-com-12-dicas-para-os.html' title='Pequeno guia com 12 dicas para os iniciantes na Internet'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06780548725288418897</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://lh5.googleusercontent.com/-aX7O5fFlNIY/U_qYKTtFesI/AAAAAAAAZ4I/_6HqpxVSs9c/s72-c/blogger-image-682028762.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total><georss:featurename>Rio Claro Rio Claro</georss:featurename><georss:point>-22.377762 -47.602963</georss:point></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8460462909394246429.post-8028640447145615926</id><published>2014-08-13T23:59:00.001-03:00</published><updated>2014-08-13T23:59:32.324-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ensaio"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ilógica"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="judaísmo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="liberdade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="religião"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="teologia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="torah"/><title type='text'>Acreditar em um &amp;quot;falso messias&amp;quot; viola algum mandamento?</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;Este é um texto genérico, não se refere especificamente a nenhuma vertente religiosa.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;A palavra &quot;Massiach&quot; (Messias) não consta da Torah.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Há porém duas passagens um pouco contraditórias a respeito de &quot;profetas como Moisés&quot; a vir no futuro, vejamos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Dt 18:&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;15 O Eterno seu D&#39;us fará surgir, dentre seus irmãos, um profeta como eu em seu meio, e vocês o ouvirão. 16 Foi o que você pediu aO Eterno seu D&#39;us, no Horeb, no dia da assembléia: ‘Não quero continuar ouvindo a voz dO Eterno meu D&#39;us, nem quero ver mais este fogo terrível, para não morrer’. 17 O Eterno me disse: ‘Eles têm razão. 18 Do meio dos irmãos deles, eu farei surgir para eles um profeta como você. Vou colocar minhas palavras em sua boca, e ele dirá para eles tudo o que eu lhe mandar. 19 Se alguém não ouvir as minhas palavras, que esse profeta pronunciar em meu nome, eu mesmo pedirei contas a essa pessoa. 20 Contudo, se o profeta tiver a ousadia de dizer em meu nome alguma coisa que eu não tenha mandado, ou se ele falar em nome de outros deuses, tal profeta deverá ser morto’.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;21 Talvez você se pergunte: ‘Como vamos distinguir se uma palavra não é palavra dO Eterno?’ 22 Se o profeta fala em nome dO Eterno, mas a palavra não se cumpre e não se realiza, trata-se então de uma palavra que O Eterno não disse. Tal profeta falou com presunção. Não tenha medo dele.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Nesta passagem, Moshe Rabeinu afirma que O Eterno lhe disse que, no futuro, faria surgir no povo de Israel &quot;um profeta como ele&quot;. Note: um profeta como Moisés, que não era o Messias. Porém outra passagem, que finaliza a Torah, afirma algo que aparentemente contradiz isso, vejam:&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Dt 34:&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;10 Em Israel nunca mais surgiu outro profeta como Moisés, a quem O Eterno conhecia face a face. 11 Ninguém o igualou em todos os sinais e prodígios que O Eterno o mandou realizar no Egito contra o Faraó, contra toda a sua corte e contra sua terra. 12 Ninguém se igualou a Moisés na mão forte e em todos os feitos grandiosos e terríveis que ele realizou aos olhos de todo o Israel.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;E sobre o advento de &quot;novos profetas&quot;, a Torah também diz:&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Dt 13:&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;2 Quando no meio de vocês aparecer algum profeta ou intérprete de sonhos e apresentar a você um sinal ou prodígio - 3 se esse sinal ou prodígio que ele anunciou se realiza e ele convida você: ‘Vamos seguir outros deuses (que você não conheceu) e vamos adorá-los’ - 4 não dê ouvidos a esse profeta ou intérprete de sonhos. Trata-se de uma prova com que O Eterno seu D&#39;us experimenta vocês, para saber se vocês de fato amam aO Eterno seu D&#39;us com todo o coração e com todo o ser. 5 Sigam ao Eterno seu D&#39;us e a ele temam; observem seus mandamentos e lhe obedeçam; sirvam a ele, e a ele se apeguem. 6 Quanto ao profeta ou intérprete de sonhos, deverá ser morto, porque propôs uma revolta contra O Eterno seu D&#39;us, que tirou vocês do Egito e os resgatou da casa da escravidão, e porque procurou afastar você do caminho pelo qual O Eterno seu D&#39;us havia mandado seguir. Desse modo, você estará eliminando o mal do seu meio.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Dessas passagens podemos concluir:&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;1 - Se algum dia virá &quot;um profeta como Moisés&quot;, há dúvidas. Pois tanto se afirma que um dia haverá (Dt 18:18), como também que &quot;nunca mais em Israel houve um profeta como Moisés&quot;. (Dt 34:10).&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;2 - Se o profeta for verdadeiro e as pessoas não crerem nele, não há punição prescrita, apenas esta sentença:&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Dt 18: 19 Se alguém não ouvir as minhas palavras, que esse profeta pronunciar em meu nome, eu mesmo pedirei contas a essa pessoa.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;3 - Se o profeta for falso e as pessoas crerem nele, e ele incitar as pessoas à idolatria, a Torah não especifica nenhuma punição aos fiéis &quot;desviados&quot;, apenas ao falso profeta, que incite os demais à idolatria (Dt 13:6).&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Tudo isto posto, perguntamos:&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;1 - Acreditar em um &quot;falso messias&quot; que não incite as pessoas à idolatria viola qual mandamento?&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;2 - Há alguma punição para quem acreditar em um falso messias que incite as pessoas à idolatria?&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;3 - O Eterno diz em Dt 13:4 que coloca à prova seus fiéis com o advento de &quot;falsos profetas&quot; e afirma a seguir que o importante é se apegar a D&#39;us e seguir seus mandamentos (Dt 13:5). Assim sendo &quot;ficar procurando um Messias&quot; ou &quot;novos profetas&quot; não seria perigoso, e a postura mais segura não é simplesmente se concentrar em seguir as Leis da Torah?&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;4 - Precisamos mesmo ficar ansiosamente perscrutando, desesperadamente procurando indícios de última hora de &quot;quando virá o Messias&quot;? Afinal, quando ele chegar, não instaurará a Era Messiânica e todos saberemos então, sem sombra de dúvida, que ele veio?&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;.&lt;/p&gt;&lt;br&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://lh4.googleusercontent.com/-xFUgEWW_NhU/U-wmDxkQWZI/AAAAAAAAZ3E/6WhbU5FIiKs/s640/blogger-image--1899219520.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://lh4.googleusercontent.com/-xFUgEWW_NhU/U-wmDxkQWZI/AAAAAAAAZ3E/6WhbU5FIiKs/s640/blogger-image--1899219520.jpg&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/feeds/8028640447145615926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/2014/08/acreditar-em-um-messias-viola-algum.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default/8028640447145615926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default/8028640447145615926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/2014/08/acreditar-em-um-messias-viola-algum.html' title='Acreditar em um &amp;quot;falso messias&amp;quot; viola algum mandamento?'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06780548725288418897</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://lh4.googleusercontent.com/-xFUgEWW_NhU/U-wmDxkQWZI/AAAAAAAAZ3E/6WhbU5FIiKs/s72-c/blogger-image--1899219520.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8460462909394246429.post-8761554052550533748</id><published>2014-07-10T02:48:00.001-03:00</published><updated>2014-07-10T02:50:52.361-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="amigos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="capitalismo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="consumismo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="memória"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="música"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="trivialidades"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="vida"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ética"/><title type='text'>Da Máfia chinesa</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Em texto anterior, mencionei que minha segunda experiência profissional foi em uma firma de videokê comandada por chineses, e au passant que meu desligamento desta empresa não foi tão pacífico. Vamos aos detalhes.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Os japoneses, ao que me consta, criaram uma forma de entretenimento denominada &quot;karaokê&quot;, termo que significaria &quot;sem banda&quot;. Pelo mundo espalhou-se o hábito de, em bares e locais de entretenimento, haver uma máquina que, com o acionamento de moedas, tocava a trilha de uma música, possibilitando aos clientes o entretenimento de cantá-la.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Na passagem entre os 1990 e os anos 2000 o karaokê &quot;evoluiu&quot; para o videokê, com o avanço de que agora havia uma tela que mostrava a letra da música a ser cantada. Rapidamente começaram a pulular pelos bares as &quot;jukebox de videokê&quot;. E justamente no fornecimento de &quot;máquinas de videokê&quot; a empresa King Star entrava no mercado.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Entrei em contato com ela através do meu então colega de cursinho, e para sempre grande amigo, Henrique &quot;Figura&quot;. Ele morava no mesmo prédio do dono da empresa, e assim conseguiu o emprego. No curso pré-vestibular Figura verificou que meu domínio do português era muito bom, e me convidou, a princípio, para um trabalho freelance como revisora da grafia da letra das músicas. Me forneceu um equipamento e por alguns finais de semana gastei todas a minhas horas livres nisso, entregando o trabalho antes do prazo.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Meu trabalho causou boa impressão e me convidaram para um trabalho fixo na King Star. Adorei pois seria minha segunda experiência empregatícia, e o local de trabalho ficava a 300 metros da minha casa no Tatuapé. Sem registro em carteira, receberia, em 2001, 300 reais por mês, o que creio que fosse próximo ao salário mínimo da época.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;O dono da empresa atendia pelo nome &quot;brasileiro&quot; de Fernando, meu xará. Era um taiwanês de 26 anos com esposa e filho pequeno, empreendedor arrojado que também empregava seus irmãos, que atendiam por Cris e Mário. Soube que antes de se dedicarem ao videokê trabalhavam com máquinas de caça-níquel, mas que haviam abandonado esse ramo por conta da proibição legal e subsequente fiscalização.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Figura rapidamente me ensinou seu métier, que era bem mais simples do que eu pensava. As máquinas, semelhantes a DVD players, vinham prontas da China. A nossa parte era desenvolver o software. Ou, mais precisamente, adicionar o máximo de músicas ao acervo do software do videokê. Baixávamos pela internet arquivos .mid com a melodia e também pesquisávamos a letra dessa canção. Nosso trabalho era simplesmente o de sincronizar letra e música, acertando compassos, timbres e tons.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Mesmo sem saber quase nada de música e sendo incapaz de tocar qualquer instrumento, era muito simples esse trabalho. E até o de multiplicar músicas, se gravadas por mais de um artista. Nosso trabalho frutificava, e as vendas iam bem até o ponto em que foi contratado um terceiro membro para nos ajudar. Após algumas entrevistas, selecionaram Roberto Mautone Jr., que frequentava minha sala do cursinho pré-vestibular.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Tudo ia muito bem... Até que... A China chamou.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Nosso chefe Fernando não nos explicou muito bem os pormenores, mas pelo que pude entender, o capital que havia usado para iniciar o negócio viera de Taiwan, de parceiros comerciais que, portanto, eram sócios no seu negocio na King Star. Aparentemente seu sócio em Taiwan estava passando por problemas, ou desconfiava de sua retidão na condução da empresa, e portanto enviaria &quot;emissários&quot; para um tipo de &quot;auditoria&quot;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Os chineses que vieram eram 2, um homem e uma mulher, esta aparentemente esposa do superior de Fernando, e aquele aparentemente seu &quot;testa de ferro&quot;. Só falavam chinês e um pouco de inglês. Sendo nós contratados numa firma com 3 chineses e 3 subalternos brasileiros, ouvir chinês para nós era corriqueiro. Fernando, com seu sotaque pesado, veio me perguntar se eu &quot;realmente falava inglês de verdade&quot; e quando disse que sim, me pediu que fizesse um &quot;meio de campo&quot; com os visitantes, os levasse para passear no bairro, almoçar, etc, e assim fiz.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Foi numa dessas oportunidades que descobri que minha primeira tatuagem não era em japonês, mas em chinês. No dia de meu aniversário de 18 anos eu comparecera a um estúdio de tatuagem. Folheara o portfólio e selecionara duma folha onde se lia &quot;Letras japonesas&quot; o ideograma sob o qual estava escrito &quot;verdade&quot;. Estava tranquila desse fato até que o &quot;testa de ferro&quot; do chinezão, ao vê-la, abriu um sorriso e disse: &quot;nice, honesty!&quot;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Eu disse &quot;I beg your pardon, what did you say?&quot; E ele disse &quot;I just read your tattoo&quot;. Repliquei: &quot;can you read it? Is it in chinese? I thought it was &#39;truth&#39; in japanese&quot;. E ele disse meio que rindo da minha cara &quot;well, it&#39;s chinese, and says &#39;honesty&#39;, wich also can be translated as &#39;truth&#39;.&quot; Me senti meio tranquila e meio lograda. Pelo menos eu não havia tatuado &quot;conteúdo 300 gramas&quot; ou &quot;sopa de cebola&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Após algumas semanas chegou da China, ou de Taiwan, pois para eles &quot;era tudo a mesma coisa&quot; o chefão cuja esposa eu estivera ciceroneando, mesmo com seu péssimo inglês. Aparentemente vinha para &quot;tomar o negócio&quot; do Fernando. Num sábado de janeiro de 2002, logo após eu fazer as provas da segunda fase da FUVEST o Fernando nos disse para ir ao trabalho &quot;normalmente&quot;, mas para ficarmos alerta, pois algo de importante aconteceria. Eu, Figura e Beto permanecemos no andar de cima, em nossos computadores, enquanto &quot;a chinesada&quot; fez uma reunião no andar de baixo. No meio do expediente, ouvimos do andar de cima barulhos que pareciam de uma briga física entre eles.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Quando se aproximou a hora do fim de nosso expediente, Fernando subiu as escadas, foi à nossa sala, nos dispensou e me entregou, numa caixa, uma fita de vídeo VHS. Me pediu que a ocultasse em minha bolsa, a levasse para minha casa, e disse que mais tarde, ainda neste dia, a iria buscar. E que eu a guardasse enquanto isso como a minha vida. Ok. Enquanto íamos embora, o testa de ferro do chinesão chamou o Figura para uma conversa particular.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Beto me acompanhou no curto trajeto até minha casa e, lá chegando, não nos contivemos em colocar a fita no meu videocassete, rebobiná-la e assisti-la. Era uma gravação de uma câmera escondida colocada na luminária do teto da sala onde acontecera a reunião, no andar de baixo. A &quot;chinesada&quot; obviamente só falara em chinês, mas mesmo não compreendendo uma só palavra, assistimos tudo, vidrados.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;A linguagem corporal não deixava dúvidas. Travavam nosso chefe Fernando, o chinesão seu superior e seu testa de ferro que reconhecera minha tatuagem uma discussão aguerrida, por conta de dinheiro ou da condução da empresa. Assistimos ao momento em que o &quot;chinesão big boss&quot; deu uma série de socos na mesa, e este fôra o barulho que nos alarmara, ouvido do andar de cima.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Ao fim da tarde nosso chefe Fernando veio bater à porta da minha casa, perguntando com ansiedade e insegurança de menino &quot;onde estava a fita&quot;. A entreguei na mesma caixa, sem lhe informar que a assistira, e ele a abraçou como a uma joia preciosa.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Abriu um sorriso, me agradeceu pela discrição e disse:&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;&quot;Essa fita vai salvar a minha vida&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Na semana seguinte recebi a notícia de havia sido aprovada no vestibular da USP para o curso vespertino de História e pedi meu desligamento da King Star. E soube que o &quot;chinesão big boss&quot; não era o &quot;big boss&quot; after all. Que havia, acima dele, lá na China, um &quot;chefão&quot; superior, e que essa fita da discussão em chinês lhe havia sido remetida por Fernando como uma forma de provar sua honestidade na condução do negócio, no intento de &quot;queimar&quot;, lá na China, com o &quot;verdadeiro chefão&quot; aquele que socara a mesa da King Star.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Nesse meio tempo o Figura nos revelou o conteúdo de sua conversa com o chinês. Ele sofrera uma tentativa de suborno. O chinês lhe dissera que a King Star seria desfeita, e o convidou para &quot;virar a casaca&quot;: abandonar o Fernando e passar a trabalhar diretamente para ele, o que lhe valeria um reajuste salarial de 50%. De 300 passaria a ganhar 450 reais. Só ele, eu e o Beto não. Não havia espaço para nós. Figura nos disse que por nenhum momento cogitou aceitar isso. Que conhecia o Fernando há anos e não colaboraria com essa &quot;puxada de tapete&quot;. Que não aceitaria essa proposta, levando o know-how que aprendera com o Fernando, para seus agora &quot;inimigos&quot; e futuros concorrentes. Que não faria parte deste &quot;golpe empresarial&quot; que resultaria no fim do emprego meu e do Beto, seus &quot;trutas&quot;. O Figura sempre foi muito &quot;firmeza&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Depois disso, não mais soube que rumo levou essa contenda. Com o avanço da tecnologia, e o fim da moda, essas máquinas de videokê que vendíamos caíram no ostracismo. Não há mais quem as compre. Não sei que rumo tomaram Fernando e seus irmãos. Mas tenho certeza que estão enriquecendo, empreendendo, trabalhando diligentemente, como os chineses, ou taiwaneses, sabem fazer tão bem.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://lh6.googleusercontent.com/-Fm50aoOzhuw/U74pPhLtinI/AAAAAAAAZdM/pBVTshoHFTU/s640/blogger-image--290518426.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://lh6.googleusercontent.com/-Fm50aoOzhuw/U74pPhLtinI/AAAAAAAAZdM/pBVTshoHFTU/s640/blogger-image--290518426.jpg&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/feeds/8761554052550533748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/2014/07/da-mafia-chinesa.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default/8761554052550533748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default/8761554052550533748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/2014/07/da-mafia-chinesa.html' title='Da Máfia chinesa'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06780548725288418897</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://lh6.googleusercontent.com/-Fm50aoOzhuw/U74pPhLtinI/AAAAAAAAZdM/pBVTshoHFTU/s72-c/blogger-image--290518426.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8460462909394246429.post-2332825316348145246</id><published>2014-05-15T00:36:00.001-03:00</published><updated>2014-05-15T00:36:38.644-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="liberdade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="memória"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="pais e filhos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sabedoria"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="trivialidades"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="vida"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ética"/><title type='text'>O canario Frank Sinatra</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;O dia 14 de maio de 2014 marca para mim a conclusão de uma das mais importantes incumbências que já recebi. Em seu leito de morte, meu avô me pediu que eu cuidasse &quot;dos seus&quot; com um sussurro. Padecendo de câncer terminal, saturado de morfina, em seu último momento de lucidez tivemos uma conversa física e metafísica de despedida. E, no seu último olhar, que foi de preocupação, percebi que ele, vendo-se partir, me repassava a responsabilidade de cuidar dos de sua casa. E assim foi.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Os que moravam &quot;sob a asa&quot; do meu avô até ele partir, eram uma pessoa, 2 cachorros e 2 pássaros. Os cachorros, Jade e Whiskey, morreram de velhos com mais de 14 anos e pude, com carinho, cuidá-los até o fim do decreto de seus dias. Minha avó, cuidei bem, alimentei, pensei suas feridas, fiz compania e até ensinei a mexer no celular. Mas para surpresa de todos, precocemente, faleceu em viagem ao Rio de Janeiro, para encontrar parentes, de derrame cerebral. Dentro das minhas forças, dela cuidei o melhor que pude, no que esteve ao meu alcance. O papagaio Chico foi doado pela minha vó Tula há muitos anos para o viveiro de um veterinário.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Restava o canário, o mais longevo de todos.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Criar canários do reino é um velho costume português que herdamos e sinceramente não me lembro de nenhuma ocasião em que a casa de meu avô não tivesse ao menos um canário. Às vezes alguns. Chegaram a dar cria. Além de singelos e de trato simples, os canários do reino cantam bonito, e interagem de forma até carinhosa com seu cuidador.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Desde o falecimento de meu avô assumi essa responsabilidade com certo pânico: nunca ninguém me instruíra a como cuidar de um passarinho tão frágil, mas pude fazer o backup das muitas memória do Major Vicente Novais da Silva, homem talhado em pedra, redobrando-se em carinhos e cuidados com seus pequenos. É simples. Basta água fresca, alpiste, vitamina uma vez por dia e de vez em quando um pedacinho de ovo, de fruta ou folha verde.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;É simples, mas não era um &quot;canário qualquer&quot;, era o canário do meu avô, que ele amava, e me pedira em seu leito de morte para cuidar. Portanto, eu não tinha &quot;só&quot; que cuidar dele. Para honrar ao meu avô, e a confiança que ele depositara em mim, eu tinha que cuidar MUITO BEM do agora &quot;meu&quot; canário, como não pude cuidar do meu avô.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Esse sentimento de responsabilidade, de cumprir a contento uma missão muito importante, não tive só a respeito do canário. Mas diferentemente dele, o papagaio, os cachorros, minha vó INTERAGIAM diretamente comigo. Depois da morte do Morzinho, minha relação com eles passou a ser DIRETAMENTE com eles. O Chico, que eu conhecia desde criança, mesmo esclerosado, ainda dançava às mesmas músicas de 20 anos antes. Os cachorros, até o problemático Uísque, me abanavam o rabinho e faziam festa. Minha vó conversava comigo, eu a levava ao shopping, almoçávamos juntas.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;O canário não. Eu sabia que já era adulto, ninguém soube precisar o quanto, mas minha vó garantiu que estava com eles desde antes de eu entrar na faculdade, portanto há pelo menos 7 anos. Não me lembrava de ter ouvido meu avô chamá-lo pelo nome, e questionei Tula, mas ela não soube me dizer se tinha nome. Remexendo entre os discos de meu avô, encontrei um de Frank Sinatra, e como nosso canário era bom cantor, escolhi eu mesma este ser o nome pelo qual o chamaria.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Por pelo menos 2 anos ele me estranhou. Se assustava e entrava em rebuliço quando eu me aproximava da gaiola. Bichinho frágil e arisco, no qual nem se pode tocar, enquanto o papagaio Chico nos franqueava ainda coçar-lhe o cangote...&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;O canário hesitava em ter uma relação direta comigo, então minha relação sempre foi com a lembrança do meu avô, através dele. Até este dia do hoje, todas as manhãs, quando descobria Frank do seu pano de dormir azul e lhe dava vitamina, me lembrava logo cedo do meu avô. E todas as noites, quando olhava no relógio para não deixar passar da hora de pôr pra dormir o canarinho idoso, me lembrava de meu avô ao cuidadosamente cobri-lo com seu pano azul para dormir, dizendo &quot;boa noite, Frank, durma bem.&quot;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;E o mesmo terror de falhar na missão em relação a cada um destes seres que eram da responsabilidade de meu avô me assombrava em relação ao canário. Tinha medo de deixar faltar-lhe água ou comida e que morresse por minha irresponsabilidade. Tinha medo de pegá-lo para cortar suas unhas e quebrar um de seus delicados ossinhos, matando-o com minha brutalidade. Tinha medo de deixá-lo fugir da gaiola ou vê-lo atacado por um pardal e que ele morresse por minha inépcia. Tinha medo de esquecer de cobri-lo à noite, no frio, ou de esquecer de descobri-lo pela manhã, e ele sufocar, morrendo por meu descuido.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Enfim, tinha um profundo medo de não corresponder a contento à missão que meu avô me dera, e mesmo post-mortem, decepcioná-lo. Que um dia eu viesse a sonhar ou vivenciar ele me recriminando a dizer: &quot;fui tão carinhoso sempre com você e você matou o meu canário!&quot;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Com o tempo eu e Frank fomos construindo uma amizade. Afinal, foram quase 8 anos e após o estranhamento inicial, ele percebeu que eu era sua cuidadora agora e passou a me saudar, cantar para mim, quase a comer na minha mão. Posso dizer que enriqueci sua alimentação. Mudei o simples alpiste por um mix de cereais. Sempre lhe cozinhava ovos ao ponto de perceber que ele preferia a gema à clara. Sempre lhe oferecia diferentes tipos de vegetais até o ponto de constatar que seu prediletos eram o pepino, o brócolis e a alface. Em dia quentes, lhe colocava a banheirinha e ele se refestelava com uma alegria que com certeza valeu o registro em vídeo.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;http://youtu.be/_KFV-qIZeZw&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Até a véspera de morrer, sempre esteve muito bem, se alimentando de forma voraz, detonando as folhinhas, limpando o cocho de vitamina. Sua convalescença foi curta. Em 13 de maio acordou baqueado, passou todo o dia sonolento e desanimado, mas ainda comeu e bebeu um pouco. Não acordou no dia 14. Não morreu de surpresa, atacado, neglicenciado. Sua água e ração estavam cheias. Sua gaiola limpa. Ele, protegido, abrigado dentro de casa.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Morreu em paz. E assim trouxe paz para uma questão de honra para mim: fazer frente e cumprir o último desejo do meu avô. Neste dia morreu o último ser que estava sob a responsabilidade do meu avô quando ele se viu surpreendido pela morte, e cuja incumbência me repassara. Hoje, mais de 7 anos depois, todos estão mortos. E posso dormir tranquila, pois cuidei deles o melhor que pude. E a morte de nenhum deles foi causada por mim.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;A partir de hoje, nem eu, nem meu falecido avô temos mais nada com o que nos preocupar. Tudo está bem, em paz, completo.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiq3aE_tFqL_hFYKt46sETUWboURdu4Z5KUJMQGhpHai5xykP6ZceHV5mQX4lIJpnJNt7CrRPxI2XCVXtkKmea8AcsavP2YzUHv39X1_GGOhyphenhyphen0o8jRVi8Ooke-ioZxf3TMZ077v_zHnKLg/s640/blogger-image--328841456.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiq3aE_tFqL_hFYKt46sETUWboURdu4Z5KUJMQGhpHai5xykP6ZceHV5mQX4lIJpnJNt7CrRPxI2XCVXtkKmea8AcsavP2YzUHv39X1_GGOhyphenhyphen0o8jRVi8Ooke-ioZxf3TMZ077v_zHnKLg/s640/blogger-image--328841456.jpg&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/feeds/2332825316348145246/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/2014/05/o-canario-frank-sinatra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default/2332825316348145246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default/2332825316348145246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/2014/05/o-canario-frank-sinatra.html' title='O canario Frank Sinatra'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06780548725288418897</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiq3aE_tFqL_hFYKt46sETUWboURdu4Z5KUJMQGhpHai5xykP6ZceHV5mQX4lIJpnJNt7CrRPxI2XCVXtkKmea8AcsavP2YzUHv39X1_GGOhyphenhyphen0o8jRVi8Ooke-ioZxf3TMZ077v_zHnKLg/s72-c/blogger-image--328841456.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total><georss:featurename>Jardim Cidade Azul Rio Claro</georss:featurename><georss:point>-22.389112 -47.583399</georss:point></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8460462909394246429.post-8141534986502563338</id><published>2014-04-05T02:21:00.003-03:00</published><updated>2014-04-05T02:28:39.357-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="capitalismo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="consumismo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="memória"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sabedoria"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="trivialidades"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="vida"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ética"/><title type='text'>Como faz bem fazer o bem</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Como faz bem fazer o bem. Como fazer o bem nos faz sentir bem.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Percebi isso hoje.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Sempre tive medo/receio de mendigos, pedintes e moradores de rua. O típico medo da classe mérdia de ser assaltado, explorado, feito de bobo.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Embora os &quot;valores cristãos&quot; nos recomendem praticar a caridade e ajudar ao próximo, essas &quot;boas ações&quot; costumam ser cerceadas por diversos motivos:&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;1 - Recomendam não dar dinheiro aos pedintes. Pois dar dinheiro não apenas os estimula a continuar na mendicância, como a sua doação pode ser usada para a compra de entorpecentes que prejudicarão ainda mais a saúde, física e mental, destas pessoas.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;2 - Recomendam, ao invés de doar diretamente aos pedintes, fazer doações a instituições de caridade, que usarão esse dinheiro em assistência social. Porém, grande parte desta verba é revertida para o pagamento dos funcionários dessa assistência, como os operadores de telemarketing que nos ligam e motoboys que vêm buscar nossas doações. Além de que grande parte dessa população de rua se recusa a ser &quot;institucionalizada&quot; pelo Estado ou ONG&#39;s.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;3 - Recomendam até não dar comida em pacotes fechados aos pedintes. Era meu costume comprar pacotes de bolacha e miojo extra para dar aos pedintes. Porém em diversas ocasiões fui informada que é comum pedintes coletarem esses mantimentos e os trocar por pedras de crack nas &quot;biqueiras&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;4 - Recomendam não &quot;dar trela&quot; para moradores de rua. Pois grande parte deles apresenta problemas psiquiátricos e a última coisa que alguém quer é um morador de rua que &quot;encafifou&quot; com você. E, se você lhe der atenção ou doações uma vez, pode ser que ele bata na sua porta a toda hora, no estilo &quot;você dá a mão, quer logo o braço.&quot;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Então, embora em algumas ocasiões tenha dispensado moedas apenas para me livrar rapidamente de pedintes, minha práxis comum tem sido ignorá-los, por mais mortificada que isso me fizesse sentir.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;De certa forma esse é um sentimento de culpa. Pela percepção do quanto somos abençoados por uma segurança financeira que se sustenta sobre a exploração e exclusão (ou inclusão perversa) dessas pessoas na sociedade.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Em São Paulo capital é tão grande o número de mendigos que eles chegam a fazer parte da paisagem, e tropeçamos neles sem pedir desculpas, considerando &quot;um fato natural da vida&quot; a existência de meninos de rua cheirando cola ao meio-dia na praça da Sé.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Em Rio Claro - SP não há &quot;meninos de rua&quot; e mendigos como em SP. Estamos relativamente bem servidos por entidades de Assistência social. Temos orfanato, &quot;Casa das Crianças&quot;, &quot;Casa da Aldeia&quot; (com &quot;mães sociais&quot;) e a Casa Transitória que abriga moradores de rua. Portanto é raro, em Rio Claro, ver um mendigo jogado na calçada. E é de se supor que ao encontrar algum, ele esteja na rua justamente por se recusar à institucionalização, a ser &quot;fichado e rotulado&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Esses andarilhos não querem &quot;se enquadrar&quot; no esquema de vida burguesa. O que sempre leva aos membros da &quot;classe média&quot;, como eu, a passar por essas pessoas com ar de superioridade e desprezo, ignorando-as. E, ao sermos abordados, frequentemente nos sentimos aviltados &quot;como ele ousa me dirigir a palavra, esse bêbado, esse drogado? Ai, que medo!&quot; E passamos por eles correndo, virando a cara.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;No dia de hoje estacionei meu carro em frente a um supermercado e perto dele havia uma casa lotérica, onde aproveitei para ir pagar umas contas. Nesse trajeto, passei a meio metro de um morador de rua. Ao passar por ele, me dirigiu algumas palavras, à quais me recusei a ouvir, passei direto, balançando minha cabeça em negativa, enquanto reparava em sua excessiva magreza.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Prossegui meu caminho até a lotérica, pensando sobre ele, percebendo que seu jeito idiossincrático denotava que ele provavelmente era possuidor de transtornos mentais. E que estes poderiam ser o motivo de ele prosseguir na rua, recusando as possibilidades de Assistência Social que nossa cidade oferece.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Um bêbado, um louco, um drogado, um desajustado...&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Pensando sobre isso na fila cogitei que direito tinha eu de julgá-lo. Netinha do vovô militar que sou, em tudo o que tive estímulo, ele teve desilusão. Em tudo o que tive oportunidades, ele teve barreiras. Em tudo o que tive conforto, ele teve dureza. Em tudo o que tive aconchego, ele teve violência.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Pequeno e magro, jogado na calçada, minha negativa em ajudá-lo começou a me incomodar. Era meu conforto que me incomodava. Era minha arrogância de superioridade que me incomodava. Era a percepção de que na verdade, pequenas circunstâncias da vida dos separavam, que me incomodava. Mas, sobretudo, que eu teria que passar de novo por ele, na volta a caminho do mercado, que me incomodava.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Resolvi que &quot;daria uma chance às circunstâncias&quot;: se no trajeto de volta ele falasse comigo de forma que eu não me sentisse ameaçada, o ajudaria. Não com dinheiro. Isso seria pedir demais.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Na volta, mais uma vez ele falou comigo, baixo e timidamente, já antecipando ser ignorado por mais uma patricinha arrogante. Mas, para sua e minha surpresa, parei e o olhei, como a um ser humano, como talvez nem ele mais me sentisse e poucos (inclusive eu) o considerassem. Me dissera sussurrando:&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;- Me dá uma ajuda...&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Parei e lhe disse com a maior simplicidade que pude:&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;- Você está com fome, sede? Estou indo no mercado, me fala do que você está precisando.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Ele abriu um sorriso amplo, mas com poucos dentes, e disse &quot;Uma Coca&quot;. Talvez tenha pensado que se tivesse pedido uma aguardente, eu recusaria, mas eu não teria recusado. Teria-lhe sim comprado um litro de pinga, se pedisse. Na sua condição, é mais do que compreensível que queira se entorpecer. Mas só me pediu um refrigerante e isso me fez ter vontade de também lhe comprar algo de comer.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Fui ao mercado e peguei uma Coca de 600 ml pensando que depois que poderia usar a garrafa para guardar água. Fui à padaria do mercado e peguei uma bandeja de bauru de forno, quentinho, com guardanapos e sachês de maionese e mostarda. Passei pelo caixa e fui levar até ele.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;- Comprei uma Coca e uma coisinha pra você comer também.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Ele abriu um sorriso um pouco mais largo, com um dente a mais e disse:&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;-Deus lhe abençôe!&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Tenho certeza que isso me trouxe mais bem-estar do que a ele. Que este ato, quantitavamente, mais aliviou a minha própria culpa por me sentir abençoada e pouco solidária do que a fome objetiva dele. Ele se sentiu um ser humano, mas eu me senti um pouco mais &quot;superior e boazinha&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Ao fazer essa &quot;boa ação&quot; que me fez sentir tão bem, me lembrei de todas as vezes nas quais, em circunstâncias similares, passei reto, ignorei, não ajudei quem previsava, e rapidamente essa intercorrência cotidiana foi esquecida. Como poderia tudo ter sido tão mais simples. E humano...&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Graças a Deus, há vários anos tenho emprego fixo, segurança financeira e comprar um refri e um salgado de vez em quando para um pedinte não me custa nada nem faz rombo algum no meu orçamento, cada vez menos apertado. O que me impedia era o medo, tudo aquilo que, com certa sabedoria da experiência, nos recomendam para nossa salva-guarda.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Não escrevo isso para esfregar na cara de quem quer que seja que &quot;sou boazinha&quot; ou alardear &quot;minha caridade&quot;, mas justamente para dizer que não costumo praticar caridade diretamente aos que dela necessitam, me abordam pelas ruas e pedem. E que hoje o resolvi fazer, pela primeira vez. E que, com isso, percebi que a oportunidade que esse mendigo me deu para lhe &quot;fazer o bem&quot; trouxe um benefício maior a mim do que a ele. Acho que, a partir de agora, rompida essa barreira, poderei fazer coisas simples como essa mais vezes. Com menos medo da próxima vez.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://lh3.googleusercontent.com/-5aj779f5MfM/Uz-Sfbr2cLI/AAAAAAAAXR4/qkO0_EPq9R0/s640/blogger-image--774249013.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://lh3.googleusercontent.com/-5aj779f5MfM/Uz-Sfbr2cLI/AAAAAAAAXR4/qkO0_EPq9R0/s640/blogger-image--774249013.jpg&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/feeds/8141534986502563338/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/2014/04/como-faz-bem-fazer-o-bem_5.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default/8141534986502563338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default/8141534986502563338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/2014/04/como-faz-bem-fazer-o-bem_5.html' title='Como faz bem fazer o bem'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06780548725288418897</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://lh3.googleusercontent.com/-5aj779f5MfM/Uz-Sfbr2cLI/AAAAAAAAXR4/qkO0_EPq9R0/s72-c/blogger-image--774249013.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total><georss:featurename>Rio Claro Rio Claro</georss:featurename><georss:point>-22.410131 -47.583782</georss:point></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8460462909394246429.post-8990039246348443815</id><published>2014-03-22T00:15:00.001-03:00</published><updated>2014-03-22T00:32:25.240-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="memória"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="mulher"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="pais e filhos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="trivialidades"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="vida"/><title type='text'>Solo un ratito</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Era uma sexta-feira à noite, perto de uma e meia da manhã, eu estava sentada no sofá, na sala da minha casa, placidamente assistindo à TV quando um barulho chamou minha atenção. Olhei para o lado direito, onde estava porta aberta e vi, de relance, tentando entrar furtivamente, um rato. Na verdade um ratinho, um camundongo, pequeno e cinza. Dei um grito, ele se assustou e saiu correndo. Talvez com mais medo de mim do que eu dele.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Terror total! Havia um rato tentando entrar em minha casa!&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Imediatamente tranquei todas as portas e janelas, lacrando as frestas com panos de chão. E pensei: &quot;quando escolhi essa casa para alugar vi seu grande jardim como vantagem, se eu soubesse que ratos poderiam se instalar nele, teria ficado com aquele kitnet no terceiro andar...&quot; Mas, contrato assinado, e aqui instalada há mais de 6 meses, a única opção era seguir em frente.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Não foi a primeira vez em que um rato apareceu numa casa na qual eu morava, mas nas 2 vezes anteriores, não era EU a responsável por dar cabo dele. Eu podia simplesmente aguardar que &quot;os adultos responsáveis&quot; pela casa, e por mim, resolvessem o problema. Agora a casa era minha, eu era a adulta, e o problema era meu para resolver.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Na manhã seguinte, decidida a fazer uma &quot;operação de guerra&quot;, levei #AmyThePoodle para passar alguns dias na casa da minha mãe. Fui na pet shop, comprei ratoeiras de metal, ratoeiras de cola e veneno (dos que têm aroma artificial de queijo). Fiquei super alerta por uns 4 dias, checando cada sombra. Na segunda-feira, já estava &quot;desencanada&quot; de que o rato tinha ido embora pra rua e no dia seguinte iria desarmar as ratoeiras e buscar a Amy.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Acordei na terça cedo para ir ao trabalho, despreocupada. Fui para a cozinha. Ia preparar meu sanduíche para comer no intervalo das aulas. Abri o armário.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Na parte de baixo, vi um pequeno ser cinza pular, furtivamente, tentando se esconder entre meus pacotes de miojo e batata palha. Era um rato. Berrei e imediatamente tranquei de novo o armário. Com ele e todas as minha comidas dentro.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Para minha sorte, já tinha marcado hora na dentista na quarta seguinte e avisado que daria falta médica no trabalho. Pedi ajuda à minha mãe, pois tenho pânico de ratos, e não conseguiria lidar com isso sozinha.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Não é propriamente uma &quot;fobia&quot;. Não tenho medo de ratos albinos de laboratório, do Mickey Mouse, de hamster limpinhos, criados em gaiola. Mas de ratos de rua, tenho absoluta aversão e ojeriza. Penso em leptospirose e febre tifóide como atributos indissociáveis de todo rato de rua, daí meu pânico total.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Minha mãe veio me ajudar. Abrimos juntas o armário. Começamos a tirar as coisas e de repente, no meio delas, ele pulou. Gritamos. Pegamos cada uma uma lata enorme de inseticida (ainda que ele seja um mamífero) e despejamos no armário. Já nós mesmas intoxicadas, trancamos tudo de novo e esperamos mais uma bela meia hora, na esperança de que o rato fosse alérgico, ou asmático, e morresse.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Reabrimos o armário. Tiramos o resto das coisas. Nada do rato. O esquadrinhamos, tombamos, e nada do rato. Teria fugido? Onde estaria? Armário esvaziado, comprei mais veneno e ratoeiras, colocados em locais estratégicos. Com tristeza, deixei a Amy mais alguns dias na casa da minha mãe. Senti muita falta de sua companhia nestes dias.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Quase não entrei na cozinha até o sábado, quando trouxe de novo minha mãe para verificar o rato e o armário. Abrimos. Nada. Tombamos. Eu segurando, ela olhou. Nada. Disse &quot;peraí&quot;, cutucou com a vassoura:&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;- O rato!&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Senti terror completo e gritei, segurando o armário pesado, com os olhos fechados:&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;- Vivo ou morto?!... VIVO OU MORTO?!&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Os 2 segundos que ela levou pra responder estão entre os &quot;top ten&quot; momentos mais terríficos de minha existência (até agora). Depois do lapso temporal que me pareceu levar várias horas de completo terror, ela disse:&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;- Morto. Tá estufado, comeu o veneno, olha!&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;- Não quero ver, tira ele de casa!!!&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Ela tirou, colocou num saco e jogou no lixo externo. Ufa! Aí sim fui inundada por uma sensação maravilhosa de alívio. Não só tinha de fato um rato mesmo e não era loucura da minha cabeça, como eu tinha conseguido prendê-lo, o veneno tinha funcionado, seu cadáver fôra localizado e devidamente descartado. Eu voltava a ser a dona de minha cozinha e área de serviço.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Muito prestativa, minha mãe se prontificou a me ajudar na limpeza completa desses ambientes que se seguiu. Faxinamos tudo com muito desinfetante. Passamos álcool em todas as frestinhas do armário de cozinha. Por termos despejado inseticida sobre as comidas guardadas nele, joguei fora tudo o que estava aberto, e lavei com água e sabão, esfregando bem, todo o resto.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Pensando em tornar meu armário &quot;à prova de ratos&quot;, comprei potes de vidro e plástico bem grosso, onde guardo agora todos os meus gêneros alimentícios. Meu pensamento: &quot;se acontecer de outro rato entrar aqui, não vai conseguir comer nada e vai embora!&quot; Também comprei daquelas &quot;cobras de areia&quot; que se coloca embaixo das portas, para impedir que outro rato entrasse. Desarmei as ratoeiras de metal e pude então ir buscar minha Amy, de quem já estava a morrer de saudades.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Era só um ratinho. Mas para mim foi uma marca, uma conquista. Dei conta. Resolvi o problema. Venci. Aprendi. Escolada, agora estou muito mais atenta. As ratoeiras de cola continuam escondidas em locais estratégicos, onde a Amy não alcança. Deixei veneno embaixo de alguns móveis e no vão das janelas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Continuo alerta, prestando atenção a ruídos, verificando o armário e se há &quot;alguma&amp;nbsp; novidade&quot; nas ratoeiras de cola. Essa é mais uma etapa superada na minha vida. Não que ratos de rua tenham cessado de me aterrorizar. Mas agora, depois de dar cabo do meu primeiro, me sinto mais pronta, segura, senhora de mim, para enfrentar outro, se aparecer.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Sinceramente espero nunca mais ter que passar por isso na minha vida, e essa experiência me fez repensar que quando eu for adquirir um imóvel, é bem provável que isso me faça optar por um novo, e não usado. Mas apesar de não desejar, jamais, ter que passar por isso de novo, por pior que tenha sido, foi uma experiência que me fez sentir poderosa, no controle, capaz.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;#girlpower #singlelady&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://lh6.googleusercontent.com/-HXX5Z4Kt5mA/Uy0AXwBJnEI/AAAAAAAAXAw/BEfK7Mh9MAE/s640/blogger-image-157117529.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://lh6.googleusercontent.com/-HXX5Z4Kt5mA/Uy0AXwBJnEI/AAAAAAAAXAw/BEfK7Mh9MAE/s640/blogger-image-157117529.jpg&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/feeds/8990039246348443815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/2014/03/solo-un-ratito.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default/8990039246348443815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default/8990039246348443815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/2014/03/solo-un-ratito.html' title='Solo un ratito'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06780548725288418897</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://lh6.googleusercontent.com/-HXX5Z4Kt5mA/Uy0AXwBJnEI/AAAAAAAAXAw/BEfK7Mh9MAE/s72-c/blogger-image-157117529.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total><georss:featurename>Rio Claro Rio Claro</georss:featurename><georss:point>-22.380217 -47.598508</georss:point></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8460462909394246429.post-2039778560288628339</id><published>2014-03-16T22:29:00.001-03:00</published><updated>2014-03-16T22:29:13.358-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="burocracia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ensaio"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="liberdade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="trivialidades"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="vida"/><title type='text'>Cotidiano da vida adulta</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Percebi que preciso manter minha vida num cabresto curto. Se não, tudo foge dos eixos.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Gosto de rotina, dum cotidiano sem surpresas, de ter dias previsíveis, bem cronometrados e planejados. Gosto de a cada noite, antes de dormir, construir uma imagem mental de como será o amanhã, projetando todas as idas e vindas, e ainda que sejam extenuantes, se foram previstas, não me cansam tanto.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Mas qualquer coisa que saia fora do meu &quot;esqueminha&quot; tem potencial para me abalar, me tirar do prumo, ou mesmo &quot;acabar com meu dia&quot;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Uma visita inesperada. Uma indisposição. Um imprevisto. Um incidente. Um telefonema. Um e-mail que precisa ser respondido com urgência. Um prazo que só lhe é informado prestes a expirar. Algo que &quot;precisa ser resolvido/entregue/protocolado pra &#39;ontem&#39;.&quot; Ter que correr atrás de papéis. Ter que depender dos &quot;favores&quot; e da &quot;boa vontade&quot; dos outros para cumprir prazos apertados... Te cobrarem por coisas das quais você não recebeu aviso prévio...&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;A vida adulta parece consistir de só stress, cobrança e trabalho... Prazos, papéis, obrigações... Solidão, sono atrasado e conformismo... Eu achava que quando me tornasse &quot;adulta&quot; eu viveria a MINHA VIDA...&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Não sei se sou só eu, mas me sinto vivendo uma meia-vida. Meio-minha (nas cada vez mais raras horas de folga) e meio &quot;cumprindo minha (extenuante) &#39;função social&#39;.&quot;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Me sinto feliz de cumprir uma &quot;função social&quot;, mas achava que isso seria um complemento à MINHA VIDA. Não que isso seria como o sono, algo inescapável e inadiável, vampirizando a maior parte do meu tempo.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Eu achava que, quando adulta, teria tempo para viver. Mas tirando o dormir e o trabalhar, sobram raros momentos no dia para relaxar: ver TV, tomar uma cervejinha, navegar na net... E quase nenhum tempo, nenhuma brecha para &quot;viver&quot;, investir em mim, passear, conhecer pessoas, espairecer, exercer meus hobbies...&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;http://www.youtube.com/watch?v=WBwo5MzB7io&amp;amp;feature=kp&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;br&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://lh6.googleusercontent.com/-vaVhi7BXRsA/UyZP5t5FdEI/AAAAAAAAW88/372wY9qxuFI/s640/blogger-image--957267313.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://lh6.googleusercontent.com/-vaVhi7BXRsA/UyZP5t5FdEI/AAAAAAAAW88/372wY9qxuFI/s640/blogger-image--957267313.jpg&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/feeds/2039778560288628339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/2014/03/cotidiano-da-vida-adulta.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default/2039778560288628339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default/2039778560288628339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/2014/03/cotidiano-da-vida-adulta.html' title='Cotidiano da vida adulta'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06780548725288418897</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://lh6.googleusercontent.com/-vaVhi7BXRsA/UyZP5t5FdEI/AAAAAAAAW88/372wY9qxuFI/s72-c/blogger-image--957267313.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total><georss:featurename>Rio Claro Rio Claro</georss:featurename><georss:point>-22.377915 -47.600719</georss:point></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8460462909394246429.post-9141683005341711513</id><published>2014-03-05T23:28:00.001-03:00</published><updated>2014-03-05T23:34:13.554-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="música"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="poesia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sabedoria"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="vida"/><title type='text'>Metade - Oswaldo Montenegro</title><content type='html'>Que a força do medo que eu tenho&lt;div&gt;&lt;p style=&quot;margin: 0px 0px 1em; padding: 0px; text-shadow: rgba(0, 0, 0, 0.14902) 0px 1px 1px;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;Não me impeça de ver o que anseio&lt;br&gt;Que a morte de tudo em que acredito&lt;br&gt;Não me tape os ouvidos e a boca&lt;br&gt;Porque metade de mim é o que eu grito&lt;br&gt;A outra metade é silêncio&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;margin: 0px 0px 1em; padding: 0px; text-shadow: rgba(0, 0, 0, 0.14902) 0px 1px 1px;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;Que a música que ouço ao longe&lt;br&gt;Seja linda ainda que tristeza&lt;br&gt;Que a mulher que amo seja pra sempre amada&lt;br&gt;Mesmo que distante&lt;br&gt;Pois metade de mim é partida&lt;br&gt;A outra metade é saudade&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;margin: 0px 0px 1em; padding: 0px; text-shadow: rgba(0, 0, 0, 0.14902) 0px 1px 1px;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;Que as palavras que falo&lt;br&gt;Não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor&lt;br&gt;Apenas respeitadas como a única coisa&lt;br&gt;Que resta a um homem inundado de sentimentos&lt;br&gt;Pois metade de mim é o que ouço&lt;br&gt;A outra metade é o que calo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;margin: 0px 0px 1em; padding: 0px; text-shadow: rgba(0, 0, 0, 0.14902) 0px 1px 1px;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;Que a minha vontade de ir embora&lt;br&gt;Se transforme na calma e na paz que mereço&lt;br&gt;Que a tensão que me corrói por dentro&lt;br&gt;Seja um dia recompensada&lt;br&gt;Porque metade de mim é o que penso&lt;br&gt;A outra metade um vulcão&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;margin: 0px 0px 1em; padding: 0px; text-shadow: rgba(0, 0, 0, 0.14902) 0px 1px 1px;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;Que o medo da solidão se afaste&lt;br&gt;E o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável&lt;br&gt;Que o espelho reflita meu rosto num doce sorriso&lt;br&gt;Que me lembro ter dado na infância&lt;br&gt;Pois metade de mim é a lembrança do que fui&lt;br&gt;A outra metade não sei&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;margin: 0px 0px 1em; padding: 0px; text-shadow: rgba(0, 0, 0, 0.14902) 0px 1px 1px;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;Que não seja preciso mais do que uma simples alegria&lt;br&gt;Pra me fazer aquietar o espírito&lt;br&gt;E que o seu silêncio me fale cada vez mais&lt;br&gt;Pois metade de mim é abrigo&lt;br&gt;A outra metade é cansaço&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;margin: 0px 0px 1em; padding: 0px; text-shadow: rgba(0, 0, 0, 0.14902) 0px 1px 1px;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);&quot;&gt;Que a arte me aponte uma resposta&lt;br&gt;Mesmo que ela mesma não saiba&lt;br&gt;E que ninguém a tente complicar&lt;br&gt;Pois é preciso simplicidade pra fazê-la florescer&lt;br&gt;Pois metade de mim é plateia&lt;br&gt;A outra metade é canção&lt;br&gt;Que a minha loucura seja perdoada&lt;br&gt;Pois metade de mim é amor&lt;br&gt;E a outra metade também&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://lh3.googleusercontent.com/-j6tiyCD0onM/UxfeoeM2A9I/AAAAAAAAWuw/oCCvolSk4YM/s640/blogger-image-695554364.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://lh3.googleusercontent.com/-j6tiyCD0onM/UxfeoeM2A9I/AAAAAAAAWuw/oCCvolSk4YM/s640/blogger-image-695554364.jpg&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/feeds/9141683005341711513/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/2014/03/metade-oswaldo-montenegro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default/9141683005341711513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default/9141683005341711513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/2014/03/metade-oswaldo-montenegro.html' title='Metade - Oswaldo Montenegro'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06780548725288418897</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://lh3.googleusercontent.com/-j6tiyCD0onM/UxfeoeM2A9I/AAAAAAAAWuw/oCCvolSk4YM/s72-c/blogger-image-695554364.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total><georss:featurename>Jardim Bela Vista Rio Claro</georss:featurename><georss:point>-22.400085 -47.580769</georss:point></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8460462909394246429.post-2726308738091122143</id><published>2013-12-20T23:59:00.001-02:00</published><updated>2013-12-21T00:03:31.235-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="amigos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="cinema"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ensaio"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="livros"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="religião"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sabedoria"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="teologia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="trivialidades"/><title type='text'>Dos Fenômenos Literários</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Em conversas com pessoas similares a mim em muitas coisas, como idade, nível social e educacional é comum um &quot;estranhamento cultural&quot;: apesar de eu ser uma leitora voraz, não ser adepta de nenhuma &quot;saga literária&quot; das várias que se consagraram como &quot;fenômenos&quot; da &quot;cultura pop&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;As mais populares nos anos 2000 são Harry Potter, The Lord of the Rings e The Twilight saga. Não li nenhum dos livros nem assisti a nenhum dos filmes. Quer dizer, cheguei a ser compelida a assistir ao primeiro filme do &quot;Senhor dos Anéis&quot; com um grupo de amigos. E enquanto eu bocejava, eles exultavam.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Os motivos de eu não participar dessa &quot;onda cultural massificada&quot; são vários, e como já fui muitas vezes confrontada pelo espanto dos meus interlocutores por eu não parecer muito empolgada a gastar um ingresso de cinema para assistir ao &quot;Hobbit&quot;, vale o registro.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;- Tudo isso foi lançado (ou virou viral) quando eu já tinha mais de 18 anos, já tendo lido vários clássicos qualitativamente superiores em enredo, linguagem, estética, como Kafka, Shakespeare, García Márques, Sartre.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;- Sempre soube reconhecer o tipo de literatura ou música classificável como &quot;guilty pleasure&quot;: algo do que até se gosta, mas se sabe que não tem muita &quot;qualidade&quot;. Estava ciente disso já aos 14 anos, ao reconhecer que ler livros do Paulo Coelho e chorar com as músicas do Bon Jovi eram coisas das quais no futuro eu meio que me envergonharia...&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;- Tive meu próprio &quot;Harry Potter&quot; na figura da série de 14 livros de Anne e Serge Golon &quot;Angélica, a Marquesa dos Anjos&quot;, cada um em média com 300 páginas. Aos 12 anos já tinha lido todos, e já tinha um &quot;cenário fantástico&quot; no qual fantasiar com as aventuras de Angélique de Peyrac no século XVI, entre o Poitou, O Languedoc, Versalhes, o Saara e o Novo Mundo.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;- Conhecer mitologia grega. Quando criança minha família tinha uma coleção de livros de mitologia grega. Como &quot;descer o nível&quot; depois disso?&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;- Ter feito faculdade de História, percebendo assim com facilidade todo o humor involuntário dos acochambramentos que os &quot;autores pop&quot; cometem. Isso também me trouxe uma certa visão de que se determinado autor não atingiu o nível de &quot;clássico&quot;, com tantos clássicos imortais na minha lista de ainda por ler, devo direcionar meus esforços primeiro ao que é um &quot;dever&quot; ler, antes de qualquer coisa &quot;acessória&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;- Estudar a Torah. Se comparada à mitologia grega o &quot;Senhor dos Anéis&quot; parece bobo, o que dizer de sua comparação à Torah? Ter estudado a Bíblia Hebraica em toda a sua riqueza e multiplicidade meio que &quot;estragou minha tolerância&quot; a literaturas fantásticas de banca de revista.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;- Perceber claramente uma &quot;mudança de gosto&quot; conforme os anos passaram. Um &quot;fenômeno literário&quot; no qual embarquei foi o de Dan Brown. Li as 400 páginas de &quot;The DaVinci Code&quot; em um final de semana, assim que lançado. Devorei e adorei, com 20 anos. 8 anos depois comprei &quot;The Lost Symbol&quot;. Li, com sofrimento, 35 páginas. Achei um lixo completo. Coloquei na prateleira e nunca mais senti vontade de retomar. Se eu fosse ler hj o &quot;Código da Vinci&quot; seguramente também abandonaria.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Em suma, sem querer me desfazer das paixões de ninguém, passo muito bem sem literatura-pop de vampiros, bruxinhos, elfos e gnomos.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;Depois de ler Eclesiastes, Provérbios, Sabedoria de Salomão, como poderia apreciar &quot;O Segredo&quot;, &quot;A cabana&quot;, &quot;Quem mexeu no meu queijo&quot;?&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica; min-height: 15px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0px; font-size: 12px; font-family: Helvetica;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/feeds/2726308738091122143/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/2013/12/dos-fenomenos-literarios.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default/2726308738091122143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default/2726308738091122143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/2013/12/dos-fenomenos-literarios.html' title='Dos Fenômenos Literários'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06780548725288418897</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8460462909394246429.post-2917386972175760190</id><published>2013-11-29T01:05:00.001-02:00</published><updated>2013-11-29T01:05:33.639-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="memória"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="pais e filhos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sabedoria"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="trivialidades"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="vida"/><title type='text'>15 curiosidades a meu respeito</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;1 - Nasci exatamente no dia do aniversário do meu avô - e sempre fui sua neta preferida. A gente se entendia só pelo olhar ;)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;2 - Nunca chamei meu avô por &quot;avô&quot;, o chamava de Papica, Moreco e Morzinho. Porque ele era o AMOR em forma de avô. Ah, ele era primo em segundo grau do presidente militar Humberto de Alencar Castello Branco.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;3 - Estou no meu terceiro poodle branco, mas nenhum deles foi comprado - um ganhei de presente, os outros 2 foram adotados da rua. Eu adotaria mais cães se pudesse. Mesmo!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;4 - Antes de eu nascer, minha família morou em Fernandópolis - SP. Mas não é por isso que me chamo &quot;Fernanda&quot;. Nunca estive em Fernandópolis.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;5 - Sou cinéfila e bibliófila. Tenho centenas de DVD&#39;s e livros. Quem for me dar um presente, filmes e livros são a melhor opção :)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;6 - Sou muito ligada em nutrição, desde sempre. Faço questão de todo dia comer vegetais variados, nem que seja uma saladinha. E como castanha do Pará todo dia. Acredito que uma boa alimentação poderá me fazer chegar até os 100 anos!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;7 - Quando criança, o &quot;sonho da minha vida&quot; era ser paquita da Xuxa. Virei historiadora. Portanto, quando você vir uma menina falando que seu sonho é ser funkeira, não perca a esperança.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;8 - Criei minha primeira página na internet com 15 anos, em 1998. Era dedicada às poesias de Cecília Meireles.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;9 - Meu primeiro computador era um 386, que rodava Windows 3.1 . Odiei quando lançaram o Windows 95. Já usei floppy disks no drive &quot;A&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;10 - Evito ao máximo tomar qualquer tipo de remédio. Até pra gripe e dor de cabeça. Só tomo se estiver quase morrendo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;11 - Aprendi castelhano vendo novelas mexicanas quando era adolescente. Só com esse &quot;treinamento&quot;, já consegui ler livros inteiros em castelhano.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;12 - Só uso brincos. Colares, anéis e pulseiras me incomodam.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;13 - Já namorei um cara que tinha exatamente o dobro da minha idade. Durou 4 anos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;14 - Eu sou muito &quot;prendada&quot;: sei cozinhar, bordar, tecer, crochetar, fazer caixas de tecido, costurar à mão. Mas não me peça pra fazer faxina. Odeio...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;15 - Minhas cores preferidas são o lilás e o verde-água. Minhas comidas preferidas são charuto de folha de uva e salpicão de frango.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E você, quais são as 15 curiosidades a seu respeito?&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgBiU3NFyBoM5a8ZUt-9rMgjYhZcBfH6-_hksXwcBwEmT9raGRhDjSEKxTbdtfoC-pNng61G2_GUmOlqXOIlX6Z1TTQT24dkeHEHd2uuwTkGEB8vWpY7HlwUzeNtr-SnT-chQlR1fjtDWk/s640/blogger-image--131319360.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgBiU3NFyBoM5a8ZUt-9rMgjYhZcBfH6-_hksXwcBwEmT9raGRhDjSEKxTbdtfoC-pNng61G2_GUmOlqXOIlX6Z1TTQT24dkeHEHd2uuwTkGEB8vWpY7HlwUzeNtr-SnT-chQlR1fjtDWk/s640/blogger-image--131319360.jpg&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/feeds/2917386972175760190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/2013/11/15-curiosidades-meu-respeito.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default/2917386972175760190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default/2917386972175760190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/2013/11/15-curiosidades-meu-respeito.html' title='15 curiosidades a meu respeito'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06780548725288418897</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgBiU3NFyBoM5a8ZUt-9rMgjYhZcBfH6-_hksXwcBwEmT9raGRhDjSEKxTbdtfoC-pNng61G2_GUmOlqXOIlX6Z1TTQT24dkeHEHd2uuwTkGEB8vWpY7HlwUzeNtr-SnT-chQlR1fjtDWk/s72-c/blogger-image--131319360.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total><georss:featurename>Rio Claro Rio Claro</georss:featurename><georss:point>-22.382745 -47.589749</georss:point></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8460462909394246429.post-5822822166121143093</id><published>2013-11-02T23:32:00.001-02:00</published><updated>2013-11-02T23:33:58.998-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ilógica"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="pais e filhos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="psicologia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sabedoria"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="vida"/><title type='text'>Saudades Eternas</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&quot;Saudade&quot; é um desses raros substantivos exclusivos da língua portuguesa. Análogo à melancolia, ao saudosismo, a sentir a falta, ausência, de algo, but not quite that. A saudade é muito mais amplo que tudo isso, pois podemos senti-la até do que não vivemos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&quot;Eterno&quot; tem um significado universal, amplo, e fácil: é aquilo que não tem fim, não esmorece nem diminui conforme o tempo passa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dia 2 de novembro é Feriado de Finados, dia dos mortos, no Brasil. Estive hoje no cemitério, apesar de não gostar. Minha mãe me pediu que a levasse e não pude recusar, por mais desconfortável que isso seja para mim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu não sinto que no túmulo no qual seus corpos jazem esteja também a &quot;presença espiritual&quot; dos meus amados já falecidos. Sei que a alma dos meus mortos não está mais presa ao seu corpo físico.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No túmulo da minha família jazem 2 mortos: meu avô Vicente e minha avó Tula. E ao visitá-lo hoje percebi que a saudade que sinto do meu avô é muito mais pungente que a da minha avó.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;À Tula pude acarinhar, cuidar, cozinhar, conviver, acompanhar. Por 6 anos fui sua cuidadora e companheira.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O mesmo não tive a oportunidade de fazer por meu avô, meu amado Morzinho. Como gostaria de ter igualmente tido 6 anos para dele cuidar, acarinhar, em seu abraço me aninhar. Queria ter-lhe pensado as feridas. Ter-lhe feito mil comidas apetitosas. Ter assistidos várias novelas sentada ao seu lado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tula morreu há menos de um ano e a saudade que sinto dela me traz paz.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Morzinho morreu há quase 7 anos e a saudade que sinto dele ainda me rasga. Sinto que não gastamos até o fim a parafina de nossa vela. Sinto que havia ainda muito por fazer. Eu queria tê-lo conhecido muito mais profundamente. Queria, tanto, ter tido a oportunidade de cuidar dele, de conviver mais no dia-a-dia com ele, como fiz com a Tula, em seus últimos anos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ficou algo &quot;no ar&quot;, algo incompleto, que ainda me faz sentir que há uma pendência entre nós. Não tivemos o tempo devido para, com ambos adultos, nos conhecer plenamente. Queria ter-lhe conhecido mais defeitos. Se tinha preconceitos. Se execrava a arte moderna. Se era contra a mini-saia. Se preferia cerveja lager ou pilsen.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Conheci meu avô como uma criança conhece a um pai protetor. Sinto que me faz falta tê-lo conhecido como adulta. Como dois adultos divagando sobre a vida. Queria ter-lhe mostrado minhas poesias. Queria ter-lhe exibido minhas fotos com amigos. Queria ter-lhe apresentado meus namorados. Ainda não tenho filhos, mas como queria que ele tivesse-os conhecido!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Restou muito &quot;por fazer&quot; entre eu e meu avô. Por isso ainda dói a saudade. Queria ter-lhe dito muito mais coisas, especialmente o quanto ele era importante, fundamental, basilar, para mim.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Espero que talvez, de onde estiver, ele me escute, e saiba que a minha saudade dele é incomensurável.&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjbOvIYb8VnK2sHv1qUtQFpb-mU-LOaF2iLuVs3YSiEi8YAnaP_KXMaNR4MuXOt6MXDnIkGRnlv0sgI34wjP60UcOXFFae6Bz7dqpcBs4fgttGiMRifs7LWN7IEEtoJwxCxD2DoPyfC0_c/s640/blogger-image-2039792553.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjbOvIYb8VnK2sHv1qUtQFpb-mU-LOaF2iLuVs3YSiEi8YAnaP_KXMaNR4MuXOt6MXDnIkGRnlv0sgI34wjP60UcOXFFae6Bz7dqpcBs4fgttGiMRifs7LWN7IEEtoJwxCxD2DoPyfC0_c/s640/blogger-image-2039792553.jpg&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/feeds/5822822166121143093/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/2013/11/saudades-eternas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default/5822822166121143093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default/5822822166121143093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/2013/11/saudades-eternas.html' title='Saudades Eternas'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06780548725288418897</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjbOvIYb8VnK2sHv1qUtQFpb-mU-LOaF2iLuVs3YSiEi8YAnaP_KXMaNR4MuXOt6MXDnIkGRnlv0sgI34wjP60UcOXFFae6Bz7dqpcBs4fgttGiMRifs7LWN7IEEtoJwxCxD2DoPyfC0_c/s72-c/blogger-image-2039792553.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total><georss:featurename>Vila Santa Cruz Vila Santa Cruz</georss:featurename><georss:point>-22.389231 -47.583292</georss:point></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8460462909394246429.post-8744620670505638076</id><published>2013-10-23T01:07:00.001-02:00</published><updated>2013-10-25T02:21:19.816-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ensaio"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="evangélicos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ilógica"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="psicologia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="religião"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sabedoria"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="teologia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="vida"/><title type='text'>Do Escapismo</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Confesso que &quot;escapei bastante&quot; de finalmente sentar para escrever este texto. Há alguns meses elaborei esta idéia e inúmeras foram as noites nas quais planejei, enfim, colocá-la por escrito. Mas sempre fugia disso. Nem hoje o faria, apesar desta ser uma das ocasiões em que o planejei. Porém, sendo este um dia chuvoso, falham minhas 2 possibilidades de conexão (paga) à internet, e o desvendei como um &quot;ultimato&quot; para tornar o projeto realidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sei porquê tanto disto fugi. É porque essa idéia não é, nem a mim, nem a ninguém, confortável ou reconfortante, mas seu exato oposto. Espero que cheguemos até lá. Incomoda sobre isso pensar, e plasmar em texto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&quot;Escapismo&quot; é o nome de uma técnica através da qual os ilusionistas realizam o espetáculo do se livrar de amarras aparentemente impossíveis. Harry Houdini era um grande mestre nisso: ser enterrado ou submergido numa camisa de força cheia de cadeados, alarmando toda uma platéia com a possibilidade de morrer na frente deles, para poucos segundos depois reaparecer, magicamente, livre de todas as trancas, num feito aparentemente sobrehumano.&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://lh5.googleusercontent.com/-Rv9lDiG24L0/Umc9av6rtgI/AAAAAAAAVfs/TAkYMF3jlaM/s640/blogger-image-1998380932.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://lh5.googleusercontent.com/-Rv9lDiG24L0/Umc9av6rtgI/AAAAAAAAVfs/TAkYMF3jlaM/s640/blogger-image-1998380932.jpg&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&quot;Escapismo&quot; também é o nome de um &quot;fenômeno psicológico&quot; marcado pela fuga, ou negação, da realidade imediata, que resulta num &quot;projeto idealizado&quot; numa &quot;antevisão&quot; de uma utopia &quot;muito melhor que a própria realidade&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O movimento estético-literário conhecido como &quot;Romantismo&quot; se baseava grandemente nisso: na fuga da realidade através da idealização de um passado heróico. Ou, no caso brasileiro, da invenção de um passado grandioso, feito sobre o molde europeu (temos aí o &quot;cavaleiro-índio&quot; Peri de &quot;O Guarani&quot; de José de Alencar como melhor exemplo).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vivemos, ainda, em um mundo Romântico. Embora a &quot;moda literária&quot; da &quot;alta cultura&quot; tenha passado pelo Realismo, Simbolismo, Parnasianismo, Modernismo e Pós-Modernismo, a &quot;baixa cultura&quot;, do &quot;povão&quot; me parece ter meio que &quot;estacionado&quot; no &quot;belo&quot; paradigma romântico.&amp;nbsp;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://lh5.googleusercontent.com/-jsQwHowugsc/Umc9YChtt4I/AAAAAAAAVfk/dYHA8YUqaTA/s640/blogger-image-1884668138.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://lh5.googleusercontent.com/-jsQwHowugsc/Umc9YChtt4I/AAAAAAAAVfk/dYHA8YUqaTA/s640/blogger-image-1884668138.jpg&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois é muito confortável &quot;escapar&quot; da realidade que nos oprime. Que nos diz que somos pequenos, frágeis, desimportantes, vivendo um tempo passageiro insignificante, num lugar risível, sem nada de especial. Queremos ser grandiosos, protagonistas de uma heróica senda de descobrimento, queremos nos sentir herdeiros de antepassados gloriosos, portadores de uma herança superior a todas as demais. Enfim, gostamos de nos sentir especiais, únicos, expoentes de uma grande tradição.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E quando nada disso há, o inventamos. Simplesmente o inventamos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nisso, vale a leitura do &quot;A invenção das tradições&quot; &quot;Eric Hobsbawm&quot;, que basicamente explicita como todos os &quot;símbolos da nacionalidade&quot;, muitas vezes venerados como sagrados e atemporais, foram fabricados em determinado contexto histórico, para cumprir objetivos políticos específicos, enumeráveis.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Muitas pessoas recorrem, portanto, ao Nacionalismo, para escapar da triste realidade diante dos seus olhos, num mecanismo psico-sociológico de negação, de fuga da realidade. É mais ou menos assim: &quot;minha realidade é ruim, porém meu passado, o passado dos meus ancestrais, do meu povo, da minha nação, é grandioso, vejam nosso folclore, nossos herois, nossa tradição...&quot;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E isso também pode se dar por adoção, por &quot;adesão&quot; a uma cultura vista como &quot;melhor&quot;, ou &quot;mais tradicional&quot; (e portanto &quot;mais verdadeira&quot;, supostamente). É nesse ponto que toco na conversão religiosa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O Brasil é, ainda hoje, um país francamente católico. Mas não &quot;Católico Apostólico Romano&quot;, mas &quot;católico à brasileira&quot;. Vivenciamos um &quot;Catolicismo folclórico&quot;, popular, poroso, osmótico, cheio de influências externas, reminiscências, marcado pela presença das tradições indígenas e africanas. Somos católicos por tradição, mas meio que &quot;estranhamos&quot; o Catolicismo &quot;puro sangue&quot;, não nos identificamos com o latim do rito romano. Por ter sido uma religião que nos foi em grande parte imposta, muitas pessoas não a sentem como &quot;verdadeira&quot; e procuram uma alternativa &quot;melhor&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E esse &quot;melhor&quot; necessariamente parece passar por um &quot;mais antiga&quot; ou &quot;mais pura&quot;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nisso, muitos enveredam pelo Protestantismo. Embora em &quot;secos dados históricos&quot; essas vertentes sejam muito mais jovens que o Catolicismo, todas elas alegam &quot;reviver o Cristianismo primitivo&quot; tal qual era praticado pelos primeiros cristãos, antes dos &quot;desvios doutrinários&quot; de viés pagão que teriam &quot;manchado&quot; a Igreja Católica. Portanto, embora mais jovens, as igrejas protestantes alegam representar um &quot;resgate&quot; de práticas primevas, &quot;abandonadas&quot; pelos desvios da Igreja de Roma.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas há muitos que não se satisfazem com uma tradição de &quot;meros&quot; 2 mil anos. Querem ir além, embora nem sempre &quot;radicais&quot; ou &quot;fundamentalistas&quot;, conseguem perceber que todo o Cristianismo é uma derivação de algo mais antigo, e portanto, &quot;idealmente&quot; &quot;mais verdadeiro&quot;: o Judaísmo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E isso vai ao encontro de outra ponta histórica mal-amarrada: a ausência de uma &quot;etnia brasileira&quot;. O &quot;brasileiro&quot; é, essencialmente, mestiço e bastardo. E isso nos traz grande desconforto. Como povo, somos o resultado de relações ilícitas, ou mesmo forçadas, entre brancos, negras e índias. Somos filhos do estupro, e não nos sentimos bem com isso. Somos filhos bastardos de mãe negra/índia pobre, não reconhecidos pelo pai branco, rico.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para fugir ao enfrentamento dessa realidade que não nos agrada, INVENTAMOS (ou aderimos a) TRADIÇÕES GRANDILOQÜENTES que nos permitam, num claro mecanismo de fuga, ressignificar nossa identidade, avolumando-a, aprofundando-a, melhorando-a, tornando-a em todos os aspectos superior àquela diante dos nossos olhos, palpável, da qual queremos fugir, a qual nos é desagradável, posto que real.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como se disséssemos:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&quot;Eu achava que não tinha tradição, mas veja só, &#39;redescobri&#39; ou &#39;adotei&#39; uma tradição antiqüíssima, super verdadeira, a mais antiga do mundo!&quot;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&quot;Eu achava que não tinha identidade, mas veja só como é tradicional, antiga, a senda que estou percorrendo!&quot;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tão mais bonito que assumir-se &quot;católico por imposição, mestiço a contragosto, bastardo sem herança&quot; é o INVENTAR-SE judeu, budista, messiânico, hare krishna, muçulmano, por &quot;resgate&quot; ou &quot;conversão&quot;. Psicologicamente para nós, muito mais fácil que encarar uma realidade &quot;desonrosa&quot; é escapar-se dela enveredando por sendas exóticas, idealizadas, distantes no tempo e no espaço, e por impalpáveis, idealizadas, teóricas, &quot;qualitativamente superiores&quot; a tudo o que nos é real, cheio de defeitos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi, é, difícil para mim colocar essa elaboração de idéias por escrito por perceber-me também sua praticante. Também eu, em variadas fases da minha vida, procurei caminhos que me permitissem fugir de mim mesma, de encarar-me em profundidade: amores românticos, identificação com a tradição oriundi, paulista, como bat anussim, noachide.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por muito tempo considerei seriamente a possibilidade de me converter ao Judaísmo. Fosse mais fácil, o teria realizado e talvez essa reflexão nunca se realizasse: se eu ocupasse minha mente no aprofundamento numa &quot;cultura mais verdadeira&quot; que a minha própria &quot;gastaria&quot; minha &quot;libido reflexiva&quot; no apreender reflexões de veneráveis outréns. E não no aprofundamento reflexivo em mim mesma.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Muito mais fácil que encarar a mim mesma constatando a fraqueza de minha &quot;parca filosofia&quot; é adotar o escopo interpretativo de gigantes filosóficos testados pelos séculos como Maimônides, Buda, o profeta Muhammad, Jesus de Nazaré.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como se desistíssemos de investir na meditação própria &quot;terceirizando&quot; essa reflexão, confiando em uma &quot;revelação&quot; feita a doutos terceiros. Por isso é tão confortável, e reconfortante, &quot;abancar-se&quot; numa doutrina religiosa. E quanto mais &quot;tradicional&quot;, justificada em sólidos fatos históricos ela for, melhor para nos convencermos de que &quot;esta sim&quot; é a &quot;filosofia de vida real&quot; pela qual devemos nos pautar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Muito mais simples que executar a árdua, e muitas vezes infrutífera, tarefa do encarar-se em profundidade é o escapar de si mesmo, dirigindo nossos esforços reflexivos para o &quot;aprender o caminho dos outros&quot;, adotando uma religião que nos ilude com realizações que o &quot;descobrir às cabeçadas o próprio caminho&quot; pode jamais nos prometer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Elis Regina (via Milton Nascimento) - Cais&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://youtu.be/aHoBvW16q78&quot; style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue Light&#39;, HelveticaNeue-Light, helvetica, arial, sans-serif;&quot;&gt;http://youtu.be/aHoBvW16q78&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Natiruts - Vamos Fugir http://www.youtube.com/watch?v=iQ2ddk4VOsc&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vespas Mandarinas - Não sei o que fazer comigo http://www.youtube.com/watch?v=9f5ERVxbcZc&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O Teatro Mágico - Eu não sei na verdade quem eu sou http://www.youtube.com/watch?v=Hlj8EtVoRi8&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/feeds/8744620670505638076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/2013/10/do-escapismo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default/8744620670505638076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default/8744620670505638076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/2013/10/do-escapismo.html' title='Do Escapismo'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06780548725288418897</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://lh5.googleusercontent.com/-Rv9lDiG24L0/Umc9av6rtgI/AAAAAAAAVfs/TAkYMF3jlaM/s72-c/blogger-image-1998380932.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total><georss:featurename>Rio Claro Rio Claro</georss:featurename><georss:point>-22.38084 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rei&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lá tenho a mulher que eu quero&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na cama que escolherei&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vou-me embora pra Pasárgada&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vou-me embora pra Pasárgada&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aqui eu não sou feliz&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lá a existência é uma aventura&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De tal modo inconseqüente&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que Joana a Louca de Espanha&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Rainha e falsa demente&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vem a ser contraparente&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Da nora que nunca tive&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E como farei ginástica&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Andarei de bicicleta&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Montarei em burro brabo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Subirei no pau-de-sebo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tomarei banhos de mar!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E quando estiver cansado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Deito na beira do rio&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mando chamar a mãe-d&#39;água&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pra me contar as histórias&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que no tempo de eu menino&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Rosa vinha me contar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vou-me embora pra Pasárgada&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em Pasárgada tem tudo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É outra civilização&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tem um processo seguro&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De impedir a concepção&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tem telefone automático&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tem alcalóide à vontade&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tem prostitutas bonitas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para a gente namorar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E quando eu estiver mais triste&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas triste de não ter jeito&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando de noite me der&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vontade de me matar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;— Lá sou amigo do rei —&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Terei a mulher que eu quero&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na cama que escolherei&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vou-me embora pra Pasárgada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://lh4.googleusercontent.com/-gIuC1LhnDPM/Ul9T6gpOw7I/AAAAAAAAVck/jfy8frqK03c/s640/blogger-image--422896641.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; 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rel='replies' type='text/html' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/2013/10/vou-me-embora-pra-pasargada-manuel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default/7825835447975751215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default/7825835447975751215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/2013/10/vou-me-embora-pra-pasargada-manuel.html' title='Vou-me embora pra Pasárgada - Manuel Bandeira'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06780548725288418897</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" 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type='text'>Balanco de Yom Kipur 5774</title><content type='html'>&lt;div&gt;Como é difícil escrever este texto! &amp;nbsp;Muitas foram as coisas inesperadas que me surpreenderam neste último ciclo anual. Há 1 ano nem remotamente eu suspeitava que coisas tão determinantes me aconteceriam tão rápido.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Minha vida sofreu uma verdadeira guinada, uma reviravolta completa. Muita coisa mudou, à minha revelia. Me mudei de casa e desde que isso aconteceu, tenho tido bem menos inspiração para escrever, e até algum ponto isso é até bom.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A esta altura dos meses, ano passado, minha avó passou por uma cirurgia de catarata. Por 2 meses não pôde dirigir, cozinhar, tomar banho. Neste intervalo, aproveitou para vender seu velho carro, e ficamos apenas com o meu. Sua convalescença foi um período em que nos aproximamos bastante. Apesar de nossa proximidade nos últimos anos, sempre houve um certo &quot;estranhamento&quot; entre nós.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando eu era criança, ela foi obrigada a me criar, e sempre me deixara bem claro que isso era a seu contragosto. Diferentemente da Cristhiane e da Patrícia, que ela tratava como se fossem suas filhas, e a chamavam de mãe, sempre houve uma linha bem traçada, clivando que ela não me considerava da mesma forma, que eu era um estorvo em sua vida, uma &quot;agregada indesejada&quot;. Nunca lhe joguei isso na cara, e até compreendia isso. De fato, não era obrigação da Tula me criar, eu morava em sua casa de favor, e isso sempre ficou bem claro de sua parte.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas foi com um certo deleite que certo dia, após sua cirurgia, enquanto a pensava e lhe levava comida que lhe disse:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Vc imaginava, Tula, que das suas 3 netas, seria EU a que cuidaria de vc quando vc estivesse idosa?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela fez uma expressão que dizia &quot;se eu soubesse, teria te tratado com mais carinho&quot;, mas disse apenas:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- A vida nos ensina muitas coisas inesperadas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Me sinto bem em poder dizer que dela tratei melhor quando ela precisou de mim do que ela me tratou quando eu era criança e precisei dela. Porém, tudo o que fiz por ela foi de boa vontade, não meramente para &quot;cumprir uma obrigação&quot;. Independentemente de ter me cuidado quando criança, Tula era minha avó, eu a amava, e por ela fiz tudo o que podia, e mais até.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Muitas foram as comidinhas que preparei para sua e minha degustação. Posso dizer que cozinhava &quot;para ela&quot; pois desde seu falecimento, consigo morreu minha gana de preparar tais quitutes. Pouca graça tem cozinhar apenas para si própria.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Recebi em Rio Claro, ainda na casa de minha avó, &amp;nbsp;a visita de amigos muito queridos, que vieram especialmente de Sampa. Romeu e Gisele, esta com marido e filhinho. Foi uma grande alegria que estes tenham se disposto a viajar quase 200 quilômetros para me visitar e conhecer minha então casa. Prova de profunda e duradoura amizade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Também recebi a visita de Mainá, vinda de Piracicaba. Em 5773 estive em sua casa de Sampa 2 vezes. Uma quando fui prestar o frustrante concurso para professor na prefeitura de Sampa, outra para passar o Reveillon.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meu Natal de 2012 foi um dos &quot;top 5&quot; de toda a minha vida. Tive a sorte de ser acolhida pelo Romeu em sua festa. A família do Romeu é simplesmente ma-ra-vi-lho-sa, tem uma ótima energia. São muitos os primos, os tios, os agregados, todos unidos numa &quot;vibe&quot; de amor, festa e comilança. Passei um Natal feliz, com uma família unida pelo amor. Adorei, e espero no futuro repetir a experiência. Aproveitei que estava na Vila Formosa para matar as saudades da tia Maria do Carmo, irmã do meu avô Morzinho, do tio Jaci e do falecido primo Mauro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Passado o Natal, comemorei meu aniversário com 2 churrascos na beira da piscina na casa da Gisele. Todos os amigos antigos compareceram: Maty, Romeu, Aline, Thaís e até o Chico. Inesquecível.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O Reveillon passei com a Mainá e a Sandra. Fomos a uma festa super dez, dos amigos da Sandra. No dia seguinte, primeiro de janeiro, estava tão feliz, despreocupada, até receber uma ligação e &quot;cair do céu&quot;. Era minha mãe Maria José Tomasella dizendo que justo na noite da virada a casa de minha avó tinha sido assaltada.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu pretendia ficar mais um pouco em Sampa, mas tive que voltar imediatamente para Rio Claro. Minha avó Tula estava viajando, em Ubatuba, e cabia a mim tomar as providências práticas necessárias.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi triste chegar e ver a casa toda revirada. Meus objetos pessoais devassados. Itens de valor, bijuterias finas, jóias, barras de ouro, dólares, subtraídos. Só com o chaveiro gastamos mais de 500 reais. Tomei todas as providências necessárias, para poupar minha vó disso. Só no dia seguinte recebi uma ligação dela, bem menos nervosa do que eu esperava, comunicando que acabara de saber do ocorrido. Quando lhe disse que eu já tinha feito tudo o necessário e a casa já estava com novas trancas, percebi na calma expressa em sua voz que confiava em mim para cuidar e guardar sua casa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No final de janeiro vieram nos visitar meu tio Renê e meu primo Renan. No retorno ao Rio de Janeiro, levaram a Tula, pois Cristhiane viria da Austrália com namorido e bebê Liam Novais Dermott. Foi numa sexta à noite, ao voltar do trabalho quase onze da noite, que vi minha avó pela última vez. Nos abraçamos e despedimos rapidamente. Na manhã do sábado seguinte foi para o Rio de Janeiro, saudável, alegre e saltitante, para me ser devolvida menos de 1 mês depois dentro de um caixão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não queria ir ao Rio. Queria voltar depois de 2 semanas, mas insistiram para que ficasse mais. No sábado 16 de fevereiro liguei no seu celular, estranhando que já fazia algum tempo que não me ligava. Quem me atendeu foi Regina. Fingiu não reconhecer minha voz e perguntou &quot;quem está falando&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-É a neta dela.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Me disse que Tula estava hospitalizada com crise respiratória, o que sempre acontecia quando ia ao Rio. Lhe disse que a fizesse me ligar quando retornasse para casa. Neste sábado, quase pelas 23 horas, Tula me ligou para dizer que já estava em casa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A última vez em que falei com minha avó Tula foi na noite de terça 19/02/2013. Era tarde da noite. Ela me ligou e enquanto desfiava o rosário de suas dores e mal-estares, os quais eu estava acostumada a pacientemente acompanhar, ouvi ao fundo a voz insensível de Cristhiane dizendo:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Lá vai ela fazer o relatório das doenças...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Percebi que isso fez Tula resumir seu relato, sentindo-se criticada como uma &quot;velha chata&quot;, e rapidamente se despediu. Ainda me machuca que a última vez em que pude falar com minha avó, nossa conversa foi diminuída, interceptada, por essa frase. Tenho certeza que, do além, Tula sabe extamente do que estou a falar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;2 dias depois Tula sofreu um derrame cerebral. O soube por Maria José. Perguntei aos do Rio se ela corria risco de vida, pois em caso positivo imediatamente pegaria estrada com Maria José para lá. Me asseguraram que não. No domingo 24 de fevereiro meu tio Renê ligou, perto do meio dia, para comunicar seu falecimento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu tive apenas 2 horas para fazer uma malinha com os itens essenciais e sair de casa. Pois 2 horas é o tempo que leva a viagem de Sampa a Rio Claro, e já estavam a caminho Regina, Patrícia, Letícia e Alex. Era demais para mim ter que lidar concomitantemente com o falecimento de Tula e a presença deles e dos parentes que logo viriam do Rio de Janeiro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Liguei para Maria José vir em casa, para &quot;receber as visitas&quot; depois de eu sair. A ela expus toda a minha dor. Sei que minhas cordas vocais jamais voltarão a ser as mesmas depois de lhe ter externado, em 200 decibéis, toda a dor que rasgava a minha alma. E ainda rasga. Eternamente lhe serei grata por ter ouvido toda a expressão do meu sofrimento. Lhe expus minha pior face, sem máscara. Vomitei grande parte de minha mágoa, e isso me fez bem. Especialmente ao saber que, mesmo lhe expondo meu &quot;pior lado&quot;, ela continuava me apoiando.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Após fazer minha malinha e lhe entregar as chaves, fui me abrigar na Toka do Shrek, república estudantil dos meus amigos da Física da Unesp. O João Eduardo Fonseca nisso me fez um favor inestimável. Na segunda seguinte do velório, só compareci na última hora, completamente fora de mim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pedi que João me acompanhasse pois sinceramente não sabia se conseguiria me controlar, ou se voaria no pescoço de Regina, se faria um escândalo homérico, se lhe cuspiria na cara. Sei porque não o fiz. Foi por causa de Sofia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Minha prima em segundo grau, Viviani, tinha 2 filhas que eu conhecia: Ivana e Amanda, e uma terceira, a mais nova, que eu nunca tinha tido oportunidade de ver, Sofia. Moravam em Brasília, e eu só conhecia Sofia do Facebook e do Instagram.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cheguei no velório, recebi um abraço do meu tio Renê ao qual hj me arrependo de ter aquiescido, e me arrastou para ver Tula no caixão; lá fiquei um minuto, e sem suportar, saí para fumar um cigarro. Nisso vi chegar Viviani, com seu marido Miguel e a menina Sofia. Me abraçaram, deram os pêsames e falaram que tinham vindo de carro, direto de Brasília.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Olhei a bela Sofia e comigo pensei: &quot;Eu não vou fazer essa menina ter se abalado de Brasília até aqui para voltar traumatizada, sabendo que essa família é tudo menos &#39;uma família&#39;.&quot; Então foi por ela, para não violar sua inocência, que &quot;fiquei na minha&quot; e me contive.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Terminado o enterro, voltei à Toka, segura de que os parentes em menos de 1 semana iriam embora. Ledo engano. Cristhiane, marido, Liam e Regina ficaram por um mês, o que nem em meus piores pesadelos eu esperava...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nisso soube que quase levaram embora o canário Frank. Dele cuido há 6 anos, desde o falecimento do meu avô. Me disse Maria José que ao chegar do velório, Patrícia já estava de saída, com a gaiola do Frank no carro. E que foi ela que, alarmada, impediu que o levassem embora. Foi triste perceber que sem me consultar, sem me fazer uma mera ligação no meu celular, iam simplesmente levar embora o MEU CANÁRIO, do qual eu cuidava há 6 anos e do qual Regina já tentara dar fim. Falta de respeito, da mais rasa consideração é apelido. Iam simplesmente subtrair meu pet sem sequer pensar &quot;hum, será que a Fernanda, que cuida dele há 6 anos, não vai achar ruim?&quot;. Agradecerei eternamente a Maria José ter impedido que o roubassem de mim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando finalmente Cristhiane, Regina &amp;amp; cia foram embora, vi que tinham espoliado a casa. Sem me consultar ou comunicar, deram embora móveis. Levaram inúmeros itens. Quadros, fotos, utensílios. Até coisas que já eram minhas, q Tula me tinha dado, como um belo vaso de vidro, transparente com azul. Raparam completamente os porta-joias. Levaram todos os soutiens. O aparelho de som, e muitas outras coisas. A casa foi espoliada, pilhada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Encheram 2 carros, levaram tudo o que quiseram. Como se com sua saída a casa fosse ficar vazia, sem ninguém. Pois como a um &quot;ninguém&quot; me consideravam.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma semana depois tive uma das piores decepções de minha vida. Menos de 1 mês antes de falecer minha vó tinha comprado, por indicação de Renê, uma televisão nova. Quando foram embora, Regina deixou avisado a Maria José que logo Patrícia viria busca a TV nova.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Me senti tratada como uma &quot;caseira&quot;, uma empregada da família, sem direito a absolutamente NADA. Que direito Patrícia tinha à TV nova se tinha sido EU a cuidar de Tula, e Patrícia não fizera jamais NADA por ela, além de lhe pedir dinheiro? Além disso, já estava há alguns anos combinado entre eu e a Tula que quando fosse a ocasião de a casa dela ser desfeita, eu ficar, nas palavras dela &quot;com uma casa montada&quot;: todos os seus eletrodomésticos e móveis ficariam comigo. Foi triste perceber que no momento em que ela faleceu, tudo o que ela &quot;deixou dito&quot; passou a ser sumamente ignorado pelos parentes. Ela, e sua vontade, deixaram de ser respeitados no momento em que morreu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mandei um e-mail a Renê dizendo que pretendia ficar com a TV nova. Ele me ligou, tresloucado, completamente fora de si, me xingou, ofendeu, inventou que tinha &quot;sustentado a mim e ao meu gigolô&quot; (desconheço a o que se referia), ameaçou vir a Rio Claro me bater, desligou o telefone na minha cara.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Neste dia perdi um tio, o único que tinha. Eu jamais havia-lhe feito nada. Pelo contrário, até então sempre me tratara muito bem, com o respeito que eu mereço. No momento em que Tula faleceu, tudo isso sumiu. Eu passei a ser &quot;um problema&quot; em sua vida. Os 6 anos, e seis anos não são seis dias, durante os quais eu tinha cuidado da Tula eram simplesmente IRRELEVANTES. Me tratou como um lixo, insinuou que eu era uma prostituta, e que eu lhe devia dinheiro. Neste momento, morreu para mim. Não pretendo jamais voltar a vê-lo, constatado que por mim não tem nenhum respeito, nenhum agradecimento, nenhuma consideração. Nunca mais me ligou, nem nos falamos. Que assim fique.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois disso percebi que a minha simples existência era uma &quot;pedra no sapato&quot; dos 2 herdeiros da minha avó. Se me permitiram continuar na casa mais um tempo, não foi por eles. Foi por 2 coisas, que fugiam completamente a mim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando eu soube do AVC da minha avó uma só coisa me veio imediatamente à cabeça: avisar aos seus amigos do Centro Espírita Fé e Caridade, pois sabia que Tula, muito dedicada ao Espiritismo, o queria, e estava necessitada de suas preces.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Imediatamente pensei em ligar para Dona Dirce Martins. Só não o fiz na hora pois já era tarde da noite. Na manhã seguinte, esperei soar 9 da manhã e liguei para Dona Dirce, pedindo que mobilizasse os amigos do centro em oração. Depois de Tula falecida, Renê me disse que pedira a dona Dirce orientações de como proceder e ela determinara: &quot;tudo deve ficar como está por 6 meses&quot;, o tempo mínimo para o espírito de Tula se &quot;desprender&quot; de suas coisas materiais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Isso Regina não respeitou, espoliando a casa em menos de 1 mês. Só não fez pior pois estava de viagem marcada para a Austrália. Não fosse essa viagem, previamente marcada, eu não teria podido permanecer mais na casa. Portanto, se fiquei 4 meses na casa após o falecimento da Tula não foi por &quot;bondade&quot; ou &quot;favor&quot; de ninguém, nem em respeito aos meus direitos ou sentimentos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao saber que Regina voltaria da Autrália no final de julho, estabeleci esta como a minha &quot;deadline&quot; para me mudar. Não queria jamais voltar a ver-lhe a cara.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tive 4 meses para encaixotar tudo. Lavei TODAS, todas as minhas roupas. Selecionei e lavei, todos, os panos de prato, tapetes e toalhas da Tula que queria levar. Foram 4 meses melancólicos, cheios de fantasmas, reminiscências, lembranças, saudades, nos quais todo dia ia ao antigo quarto da Tula, montado como um diorama à sua memória, como se ela ainda estivesse presente, e em sua memória, eu fazia orações. Várias vezes, com o coração triste e pesado, lhe agradeci por tudo, e dela me despedi.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Minha tristeza só foi aplacada pela chegada da pequena Amy. Presente da minha mãe, já explorado em outro texto. Ganhei uma nova filha, uma poodlezinha branca, com mais personalidade do que eu gostaria, mas adorável justamente por ser cheia de &quot;marra&quot;. Amy é única e não a trocaria por nada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em julho, de férias, fui a diversas imobiliárias escolher minha nova residência. Visitei mais de 15 e escolhi uma que, embora mais cara do que gostaria, é per-fei-ta pra mim e pra Amy, com um grande jardim, que aproveitamos ao máximo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando eu era criança, Maria José morava numa chácara, na qual plantava diversos gêneros alimentícios. Estou de certa forma emulando em meu amplo jardim a chácara na qual cresci. Plantei canteiros com ervas (manjericão, orégano, hortelã, salsinha, cebolinha, menta, pimenta, boldo, babosa). Tenho um tomateiro, em produção, só para mim. Plantei sementes de mamão, e farei ainda canteiros de diversas verduras. Não quero &quot;flores&quot;, mas coisas úteis, de comer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Me sinto muito feliz na minha casa nova. Ao me mudar da casa da Tula, levei tudo o que considerava que justamente me cabia. Deixei muitas coisas de valor: metade de uma baixela, a batedeira, o filtro de água, a cafeiteira, o foot spa, o umidificador de ar, a lavadora a pressão, o microondas, uma mesa de jantar com aparador, várias camas, colchões, 3 televisões, 1 videocassete, enfim, deixei várias coisas que poderia ter levado, mas não o fiz. Não por quem os viria levar, mas pela Tula. Levei apenas o que eu sentia que ela aquiescia em eu levar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na casa nova, só minha, me sinto muito mais leve, pronta para começar &quot;vida nova&quot;. Ao me mudar rompi definitivamente com meu tio, minha ex-mãe e irmãs. É triste saber que não deixei para trás boa coisa, ou grande coisa. O falecimento da minha avó Tula foi o fim da triste família que um dia tive.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje me sinto livre. Livre do peso das lembranças, das obrigações, das cobranças, das mágoas. Coloquei uma pedra, um ponto final, no passado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora, aos 30 anos, me sinto livre para começar vida nova. Espero sinceramente que o ano de 5774 me seja mais propício, me traga mais alegrias, pois 5773 foi &quot;bem foda&quot;, difícil, com muita coisa ruim. Mas agora tudo passou e um novo futuro, limpo, se descortina.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que venham coisas melhores!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEibzap3PcYJUbMJBcRvYyOYIFmb1Ad_qNpUTwqXMhAmxcAWvL9QPPYGwsVIIggmXDVFrWgXtKBib53nhO3ht4EHJFNPCVPOoqfbHqJo6IHNGwfURqprI_mA0D1pDiasEYpo7QsJME112FU/s640/blogger-image-864000314.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEibzap3PcYJUbMJBcRvYyOYIFmb1Ad_qNpUTwqXMhAmxcAWvL9QPPYGwsVIIggmXDVFrWgXtKBib53nhO3ht4EHJFNPCVPOoqfbHqJo6IHNGwfURqprI_mA0D1pDiasEYpo7QsJME112FU/s640/blogger-image-864000314.jpg&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh4hFZICy3-uUUAwDIVNzo7zwS3chrWmMTPpzu4Cszg2Wd29nSnpGCO6kpL7X0cs2ks3LrOviiRqlgyjDOvFZ-bgB-SO1wWzD4JAA_SlRjdzobT4lsWIv7ixH9Wwm2ZSMtZLV0cGBCEt_o/s640/blogger-image-1885936682.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh4hFZICy3-uUUAwDIVNzo7zwS3chrWmMTPpzu4Cszg2Wd29nSnpGCO6kpL7X0cs2ks3LrOviiRqlgyjDOvFZ-bgB-SO1wWzD4JAA_SlRjdzobT4lsWIv7ixH9Wwm2ZSMtZLV0cGBCEt_o/s640/blogger-image-1885936682.jpg&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/feeds/6820695214451633966/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/2013/09/balanco-de-yom-kipur-5774.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default/6820695214451633966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default/6820695214451633966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/2013/09/balanco-de-yom-kipur-5774.html' title='Balanco de Yom Kipur 5774'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06780548725288418897</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEibzap3PcYJUbMJBcRvYyOYIFmb1Ad_qNpUTwqXMhAmxcAWvL9QPPYGwsVIIggmXDVFrWgXtKBib53nhO3ht4EHJFNPCVPOoqfbHqJo6IHNGwfURqprI_mA0D1pDiasEYpo7QsJME112FU/s72-c/blogger-image-864000314.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total><georss:featurename>Vila Santa Cruz Vila Santa Cruz</georss:featurename><georss:point>-22.389113 -47.58337</georss:point></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8460462909394246429.post-1238024292794871545</id><published>2013-08-17T04:02:00.001-03:00</published><updated>2013-08-20T23:07:49.160-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ilógica"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="liberdade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="memória"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="poesia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="psicologia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sabedoria"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="trivialidades"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="vida"/><title type='text'>Como melhorar a qualidade dos seus sonhos</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nesta sexta feira 16/08/2013 aconteceu-me algo incrível. Só precisaria dar aulas às 12:30, portanto na noite anterior coloquei meu celular para despertar às 10:00 e às 10:10.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pontualmente às 8:06 minha cachorrinha Amy acordou-me gemendo aflita, olhei as horas, pensei &quot;putz, tava num baita sonho legal&quot;, mas me levantei e abri a porta da casa para ela poder ter acesso ao jardim, caso tivesse vontade de ir ao banheiro. Estava frio. Voltei à cama para aproveitar o tempo que me restava de sono, e deitei com o pensamento &quot;será que consigo retomar aquele sonho?&quot;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aquele sonho sei que não retomei. Mas tive outro, desta vez interrompido pelo sinal das 10:00, do qual guardo lembrança vívida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O tema era &quot;passarinhos&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Amy caçava passarinhos, e estava a brincar com um filhotinho de canário amarelo. Eu pegava o filhotinho, surpreendia-me de estar inteiro, e o adicionava à gaiola do meu canário Frank Sinatra. Anda no mesmo sonho, Amy caçava outro canário, desta vez adulto, e eu também o pegava nas mãos e o colocava na gaiola no Frank.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então, mesmo no sonho, me passou pela cabeça que em inúmeras situações isso se repetira, e à esta altura, já devia estar lotada, com dúzias de pássaros oníricos a gaiola do pequeno Frank.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então percebi que tenho tido inúmeros sonhos envolvendo pássaros. E, ainda deitada na cama, percebi que o &quot;ruído de fundo&quot; do meu sono era o piado de dezenas de pássaros, de variadas espécies, na jaqueira que faz sombra à minha casa. E que, da área de serviço, já cantava alto, reclamando de ainda estar coberto, o meu pequeno Frank.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Todos estes elementos - Amy caçadora de pássaros, o cantar do Frank, e os piados insistentes dos pássaros na jaqueira - resultavam-me num sonho leve, delicioso, propício e feliz: eu acompanhando a Amy caçando seus passarinhos, e tal qual num &quot;pesque e solte&quot;, ao invés de ela os matar, eu os guardava, seguros, a fazer companhia ao já idoso e não tão mais solitário canário Frank, que herdei de meu avô.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dreamgirl - Dave Matthews Band http://youtu.be/uoS_RYoDwNw&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjRc2ft2ugNhEvKs9YYEOQCbfSEhKJU6OekQGNJV06LhUbBaiI-Mq0Z2_qAMu_7TAbHTbttMzG1ffo6rTxv-wm9hhY2iNdbNEAR0rvKdvg67tqgTC4n3RdLXGVXMWrIgs4S-N8EoEPWmr4/s640/blogger-image--290780757.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjRc2ft2ugNhEvKs9YYEOQCbfSEhKJU6OekQGNJV06LhUbBaiI-Mq0Z2_qAMu_7TAbHTbttMzG1ffo6rTxv-wm9hhY2iNdbNEAR0rvKdvg67tqgTC4n3RdLXGVXMWrIgs4S-N8EoEPWmr4/s640/blogger-image--290780757.jpg&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/feeds/1238024292794871545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/2013/08/como-melhorar-qualidade-dos-seus-sonhos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default/1238024292794871545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default/1238024292794871545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/2013/08/como-melhorar-qualidade-dos-seus-sonhos.html' title='Como melhorar a qualidade dos seus sonhos'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06780548725288418897</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjRc2ft2ugNhEvKs9YYEOQCbfSEhKJU6OekQGNJV06LhUbBaiI-Mq0Z2_qAMu_7TAbHTbttMzG1ffo6rTxv-wm9hhY2iNdbNEAR0rvKdvg67tqgTC4n3RdLXGVXMWrIgs4S-N8EoEPWmr4/s72-c/blogger-image--290780757.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8460462909394246429.post-6154335187767515047</id><published>2013-08-10T03:34:00.001-03:00</published><updated>2013-08-10T03:43:46.444-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="espiritismo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="memória"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="religião"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sabedoria"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="teologia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="vida"/><title type='text'>Visita à Federação Espírita</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O ano era 2004. Eu residia no condomínio Viadutos, à praça General Craveiro Lopes, na Bela Vista, ou Bixiga, centro de São Paulo, em frente à Câmara Municipal, entre os viadutos Jacareí e Maria Paula.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cursava o terceiro ano de faculdade de História na USP. Embora enveredasse pelos estudos judaicos, ainda me considerava a quarta geração de espíritas kardecistas de minha família.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estava &quot;em crise&quot;: acabara de terminar um relacionamento de 4 anos, e tinha vários problemas familiares. A 200 metros de minha casa, ficava a Federação Espírita do Estado de São Paulo. Num dia ensolarado, resolvi fazer uma visita.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não posso dizer que tenha sido despretensiosa. Foi a primeira vez em muitos anos que entrava em um centro espírita. Desde pequena, nunca gostei muito de ir &quot;ao centro&quot; (fosse outra a minha religião, diria &quot;ao templo&quot; ou &quot;à igreja&quot;).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Acho que o que mais me incomodava era uma certa percepção de &quot;hipocrisia&quot;, não contra a religião espírita, mas a respeito das pessoas em geral. Era algo plenamente perceptível na postura, no tom de voz. Fora do ambiente religioso, quotidianamente, as pessoas tinham uma voz e uma postura natural. &quot;No centro&quot; eu percebia que as mesmas pessoas se comportavam de outra forma, falavam de outra maneira, tentando &quot;passar uma imagem&quot; melhor de si mesmas do que aquela que era perceptível no seu dia-a-dia. Mesmo que isso seja natural, e compreensível, sempre me incomodou, e me afastou de &quot;ir ao centro&quot; pois sentia que lá as pessoas meio que &quot;faziam pose de boazinhas, evoluídas&quot;, e fora deste ambiente, &quot;relaxavam&quot; e voltavam a seu &quot;eu espontâneo&quot;, falho, &quot;real&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando qualquer pessoa me perguntava se eu &quot;ia na igreja&quot;, minha resposta-padrão era:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não vou a nenhum centro religioso. Religião, para mim, não é algo que se pratica uma vez por semana, &quot;no culto&quot;, é algo que se transpira, que se VIVE no cotidiano.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas apesar de minha &quot;aversão&quot; à &quot;religião institucionalizada&quot;, sempre respeitei o Espiritismo Kardecista, especialmente por não cobrar, nem aceitar, dízimo dos fiéis. Sociologicamente, os espíritas tendem a ser pessoas instruídas, estudadas, que se relacionam com sua religião a partir da leitura, não de experiências místicas, transcendentais, &quot;miraculosas&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vendo-me num momento complicado, apesar de minha postura algo cínica, vi que &quot;não haveria mal algum&quot; em ir à Federação Espírita, nem que fosse só para me decepcionar e &quot;desencanar de vez&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A Federação Espírita do Estado de São Paulo ficava a 200 metros da minha casa, portanto não havia desculpa. Juntei coragem e fui. Subindo a pequena escadaria branca, percebi que havia uma fila de pessoas no hall. Brasileiros têm certo fascínio por filas. Se há uma fila de pessoas, algo de &quot;interessante&quot; elas devem estar aguardando. Fui ao fim da fila e perguntei à última pessoa para o que ela era. Me disse &quot;esta é a fila da palestra&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Espíritas não têm &quot;culto&quot; nem &quot;missa&quot;, mas sim palestras, estudos. Minha avó Tula era palestrante no Centro Espírita Fé e Caridade, em Rio Claro. Portanto, eu sabia o que esperar de uma &quot;palestra espírita&quot;. Aguardei ao fim da fila, e quando as portas foram abertas, entrei num grande parlatório, com mezanino, parecido com aqueles que a gente vê de madrugada na TV nos cultos evangélicos. Acostumada que estava ao acanhado &quot;Fé e Caridade&quot;, admirei-me com o tamanho do lugar e o número de assentos disponíveis.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eram 3 os palestrantes, se apresentaram como profissionais liberais, passaram suas &quot;mensagens do evangelho&quot; com aquele típico tom de voz dos palestrantes espíritas que eu ouvi em minha própria avó tantas vezes. Só no centro, não em casa. Terminada a palestra, disseram:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Quem estiver precisando de atendimento personalizado, a seguir teremos orientação doutrinária no subsolo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como não tinha mais nada fazer, e já estava por lá, fui ao subsolo e peguei mais uma fila. Quando chegou minha vez, entrei na sala de atendimento, com umas 5 mesas, nas quais espíritas experientes &quot;atendiam&quot; aos visitantes. Me indicaram a mesa de uma senhora de cabelos brancos, com a mesma aparência respeitável das &quot;senhorinhas espíritas&quot; amigas da minha avó no Fé e Caridade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Apesar disso, minha postura era algo cínica, de dúvida, como se estivesse diante de uma cartomante. Desde antes de sentar, já tinha decidido que falaria o mínimo possível, meio que &quot;testando&quot; a autenticidade de quem me atendia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Muito simpática, com aquele típico &quot;tom de voz espírita&quot;, professoral, perguntou o que me levara até lá. Respondi simplesmente:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Estou à procura de orientação.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela olhou bem fundo nos meus olhos, pegou minhas mãos nas suas, tremeu levemente, e disse suavemente:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você tem mediunidade...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Achei que tinha sido uma pergunta e disse que não, que na verdade &quot;tinha medo de espíritos&quot;. Ela não chegou a sorrir, mas suas bochechas se retesaram evidenciando seus pés de galinha, e nesta expressão compreendi sem palavras seu pensamento:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&quot;Eu não perguntei se vc tem mediunidade, eu constatei que vc tem mediunidade.&quot;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pegou uma folha de papel e começou a escrever o nome de uma série de cursos oferecidos pela Federação Espírita. Começou a falar comigo como se &quot;soubesse do meu passado&quot; de &quot;espírita ancestral&quot;, ainda que nada eu tivesse lhe revelado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Começou a me dar uma série de orientações: você deve fazer o curso tal, depois o curso tal, depois o curso tal... Enquanto eu me perguntava se ela &quot;falava isso para todo mundo&quot; ou era algo específico, personalizado, quando ela concluiu:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu sei que você é uma pessoa intelectualizada, cheia de dúvidas sobre a espiritualidade. Mas estou te esclarecendo o caminho que eu vejo que você pode seguir no Espiritismo, pois tem todas as potencialidades. A sua intelectualidade pode ser usada em prol da espiritualidade, dentro do Espiritismo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Percebeu minha postura reticente, questionadora, duvidosa. Mais uma vez pegou minhas mãos e disse:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Mesmo que você ainda não se sinta pronta, pense. Guarde este papel. Um dia, quando chegar a hora, você compreenderá.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não sei se já chegou esta hora. Na verdade, sei que ainda não veio. Ainda guardo o papel com suas orientações. Continuo a ter &quot;medo de fantasmas&quot; e de minhas capacidades mediúnicas. De certa forma, as renego, procuro ignorá-las, não alimentá-las. Nunca investi nisso, nunca me senti apta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas sempre percebi uma série de intuições, insights, coisas &quot;cinzas&quot; inclassificáveis em minhas experiências pessoais cotidianas. Embora racionalmente eu ainda rejeite tudo isso, não posso deixar de percebê-las. Guardo certo medo de &quot;ver além&quot; e perder o controle das coisas que não compreendo, que sinto estarem &quot;acima&quot; ou &quot;além&quot; do eixo cartesiano, de tudo o que pode ser determinado, classificado, medido.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Acho que minha mente ainda está &quot;fechada&quot; e não quer ver as coisas que aquela senhora percebeu em mim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Muito me surpreendeu que ela tenha me tratado como uma &quot;espírita escolada&quot;, mesmo que eu não lhe tenha dito praticamente NADA sobre mim. &amp;nbsp;Parecia que ela &quot;já sabia&quot; de tudo que não lhe falei. Senti-me como uma aluna diante de uma professora que a constata &quot;em nível avançado&quot; e já na quinta série recebe orientações de como entrar em Harvard.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Talvez seja este o caso, talvez não. Nunca &quot;rompi definitivamente&quot; com o Kardecismo, pois nunca vi necessidade disto. Primeiro porque esta não é uma religião na qual exista &quot;conversão&quot; e &quot;desconversão&quot; dos &quot;apóstatas&quot;. Segundo pois, embora já tenha percebido inconsistências e até falhas teológicas em sua doutrina, ainda considero o Espiritismo uma religião digna de respeito, que não se envolve em escândalos, que não cobra nada em dinheiro de seus adeptos. Terceiro, pois mesmo me aprofundando nos estudos judaicos, ainda não constatei nenhuma &quot;falha fundamental&quot; na doutrina espírita, fora a questão &quot;de Jesus&quot;, que precisa ser relativizada, e compreendida culturalmente no Ocidente.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje, não sei sinceramente se continuo &quot;espírita&quot; ou não. Mas posso dizer que nunca me decepcionei com nada desta religião. E que esta visita apenas avolumou meu respeito pela doutrina. O fato de a senhora que me atendeu ter me encaminhado a &quot;estudos superiores espíritas&quot; mesmo sem saber de minha história de vida e meus estudos universitários, me surpreendeu bastante e reforçou minha admiração por seus praticantes graduados.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela sabia quem eu era, ainda que nada tivesse lhe dito. Não descarto a possibilidade de um dia fazer a série de cursos que me indicou. Mas ainda me sinto muito &quot;racional, cartesiana&quot;, e pouco &quot;intuitiva, metafísica&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ainda não me sinto pronta. Nem sei se um dia estarei.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgBqFm0URKERyVxQmo58QKzP1WATx9cngWIsoc3vtq5laL3ikWbVK2ShhhoOXh4sqcU-FhOxBuWiO-R3En2SbkDFPt9qK9svaZjb48ZXVMrNfMLQcqTJttlqTGdGCqbAmna5MBBy1N69iM/s640/blogger-image-989443394.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgBqFm0URKERyVxQmo58QKzP1WATx9cngWIsoc3vtq5laL3ikWbVK2ShhhoOXh4sqcU-FhOxBuWiO-R3En2SbkDFPt9qK9svaZjb48ZXVMrNfMLQcqTJttlqTGdGCqbAmna5MBBy1N69iM/s640/blogger-image-989443394.jpg&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/feeds/6154335187767515047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/2013/08/visita-federacao-espirita.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default/6154335187767515047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default/6154335187767515047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/2013/08/visita-federacao-espirita.html' title='Visita à Federação Espírita'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06780548725288418897</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgBqFm0URKERyVxQmo58QKzP1WATx9cngWIsoc3vtq5laL3ikWbVK2ShhhoOXh4sqcU-FhOxBuWiO-R3En2SbkDFPt9qK9svaZjb48ZXVMrNfMLQcqTJttlqTGdGCqbAmna5MBBy1N69iM/s72-c/blogger-image-989443394.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8460462909394246429.post-3173437778655754770</id><published>2013-07-06T02:35:00.001-03:00</published><updated>2013-07-06T02:44:21.438-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="amigos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="consumismo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="memória"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="pais e filhos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="psicologia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="trivialidades"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="vida"/><title type='text'>Dos poodles brancos</title><content type='html'>&lt;div&gt;Em postagem anterior, relatei a &quot;história de vida&quot; de dois cachorrinhos que tive ( http://inadvertidamente.blogspot.com.br/2010/11/prosaica-elegia-de-jade-e-lucca-meus.html ), como viveram e, tristemente, morreram.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas a vida dá muitas voltas, e às vezes parece que torna a nos colocar diante das mesmas situações, como se o tempo fosse cíclico.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Desde o falecimento de Jade, em outubro de 2010, guardei-lhe um longo luto. E por um bom tempo ter outro cachorro pareceu-me fora de questão. Sentia como se ao pegar outro cachorro eu estivesse sendo infiel a Jade, como se ela fosse substituível. E não é, nunca foi.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O espaço que meus cachorros tiveram, têm, em meu coração, jamais poderá ser preenchido por outros, quais sejam. Cada um tem seu lugar em minhas memórias, em meu afeto, e sua falta jamais cessará de apertar meu coração.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu nunca comprei um cachorro a dinheiro e sou pessoalmente contra o se comprar filhotes. Lucca, ganhei de presente de meu ex-sogro. Jade foi encontrada perdida na rua. Nenhum deles foi comprado. E eu não compraria jamais um cão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando minha avó Tula faleceu em fevereiro de 2013, me vi completamente sozinha numa casa enorme, que faz eco, cheia de 30 anos de lembranças e muita saudade não só dela, mas também de meu avô Vicente, falecido há 6 anos e meio.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Logo minha mãe Maria José Tomasella, que tem 5 cachorrinhas adotadas da rua, me disse que eu deveria ir atrás de um cachorro, para ajudar com a minha solidão, aplacar um pouco da minha tristeza. Fiquei meio na dúvida, temerosa. Mas aos poucos fui me acostumando à idéia e pensei comigo: &quot;assim que minha situação se resolver e eu mudar de casa, então vou no Centro de Zoonoses e pego um cachorrinho abandonado&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nós sempre achamos que podemos programar, planejar, &quot;nossa vida&quot;. Mas a vida, ah, a vida, sempre nos surpreende, nos atropela, ignora completamente e passa por cima dos nossos projetos. O &quot;nosso tempo&quot; nem sempre é simultâneo, sincronizado, com &quot;o tempo&quot; e os fatos que a vida nos oferece, possibilita.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu não planejava pegar um novo cachorro tão logo, mas a vida me atropelou, com a amorosa intervenção de minha mãe.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Me disse que já há algum tempo ela observava que um casal seu vizinho tinha uma cachorrinha que não era bem tratada. Certa feita, conforme me relatou, estava na porta, quando viu os vizinhos saindo de casa, e a cachorrinha deles fugiu. A esposa, displicentemente, disse ao marido apenas:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não corre atrás não, deixa fugir...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Maria José não teve dúvida, correu atrás da cachorra, foi até eles e disse:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Se vocês não querem a cachorrinha, eu quero! Eu fico com ela.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A o que sua &quot;dona&quot; disse simplesmente:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Então pode ficar!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um dia depois o marido dela veio à porta dela e disse que &quot;tinha pensado melhor&quot; e que a queria de volta. Devolveu, mas continuou &quot;de olho&quot;. Alguns dias depois, num feriado prolongado, foram viajar, e deixaram a cachorrinha, sozinha, trancada do lado de fora, no quintal. Enquanto estavam fora, a cachorrinha tanto que fez que conseguiu fugir mais uma vez, mas providencialmente Maria José viu, correu atrás e a resgatou, de novo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Me ligou. Disse que tinha resgatado uma cachorrinha pequenininha, e me perguntou se a queria. Sem titubear, eu disse que sim. Passei no supermercado, comprei ração, latinhas de &quot;patê&quot; para cães, um ossinho de couro, e fui à sua casa pegar minha nova filha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Maria José me esperava no portão, com um cãozinho branco no colo, em péssimo estado. Me aproximei, ela me passou o cãozinho ao colo e a primeira coisa que pensei foi: &quot;que bom, ele não rosnou, é bem dócil&quot;. Ao senti-la nos meus braços, percebi &quot;como está magra, devia estar passando fome&quot;. Seus ossinhos saltados cutucavam. Estava emaciada, esquálida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lhe dei uma boa olhada então e pensei: &quot;ora bolas, parece ser poodle, será que é mesmo ou vira-lata mista com poodle?&quot; Não tinha como saber, dado seu estado lastimável. Estava muito feia. Tinha o pelo bem longo, todo emaranhado, cheio de nós e bolotas. Em seus olhos, 2 enormes pedras pretas de ramelas de meses, que ninguém limpava. Fedia.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A meti no carro e levei para casa. No trajeto, pensava em qual nome lhe daria. Após cogitar vários, veio-me um à mente: vendo como era pequenina, cabia-lhe também um nome pequenino, cheio de charme, delicado. Lhe disse em voz alta, como se a estivesse a chamar:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Amy!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E imediatamente ela atendeu, virou a cabeça e me olhou. O vi como um sinal de que gostou e aceitou este nome, e depois disso nenhum outro poderia ser cogitado. O reputo como homenagem à falecida cantora Amy Winehouse e à personagem do seriado &quot;The Big Bang Theory&quot; Amy Farrah Fowler (Mayim Bialik).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Chegando em casa, como estava suja, não a pude acarinhar como queria. Era feriado, primeiro de maio, e só por isso não a mandei imediatamente ao banho e tosa. Lhe ofereci água e ração. Comeu e bebeu como se não comesse e bebesse há vários dias. Senti meu coração se apertar por isso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Já estando farta e parecendo mais alegre, lhe disse, mesmo sabendo que ela nada entenderia:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Olha, agora vc é minha filhinha. Eu te prometo que vc nunca mais vai passar fome nem nenhuma necessidade. Vou cuidar bem de vc, mas em troca vc tem que prometer que vai &quot;durar&quot; pelo menos 10 anos. Vc está PROIBIDA de morrer antes que eu complete 40 anos, viu?!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como eu ainda não a conhecia bem, nem como seria sua rotina de xixis e cocôs, a mantive a princípio apenas no quintal. Em sua primeira noite, peguei um travesseiro velho para lhe servir de cutcho. &quot;Cutcho&quot; e &quot;cutchar&quot; é uma das poucas expressões italianas que persistiram em nossa família. Equivalem ao &quot;dormir&quot; ou &quot;deitar&quot;. Nos primeiros dias, antes de ganhar minha confiança, dormiu no quintal, e não lhe permiti acesso à cozinha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No dia seguinte de sua chegada, já dia útil, a levei ao pet shop, para banho e tosa. Ao ir buscá-la, era outra! Eu deixara lá uma cachorra bege que eu suspeitava ser mista de poodle. E de lá retirei uma poodle branco-gelo, perfeitinha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A moça do pet shop, que se lembrou ao me ver da época em que lá mesmo eu deixava o casalzinho Jade e Whiskey, disse:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu acho que essa cachorrinha nunca tinha sido tosada, teve medo da maquininha, do secador. E ela estava cheia de carrapatos. Tiramos, mas vc deve ver isso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fui direto ao melhor pet shop da cidade, com a pequena Amy no colo. Por primeiro, comprei-lhe um carrapaticida. Depois, como ela não aparentara simpatizar muito com o travesseiro velho, talvez por estar cheio do cheiro do suor de várias pessoas que ela jamais irá conhecer, me pus a selecionar-lhe caminhas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como minha idéia a princípio era de que ela dormisse do lado de fora, no quintal, mas não queria que passasse frio, fui ver as em formato de iglu. Não queria uma &quot;caminha&quot;, mas uma &quot;casinha&quot;. As de madeira não me pareceram suficientemente confortáveis e fui ver as de tecido, todas acima dos 100 reais. A vendedora disse que os cachorros costumam &quot;não gostar muito de casinhas fechadas&quot;, preferindo caminhas, mas atalhei: &quot;é que ela vai dormir no quintal, quero protegê-la do frio&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com sua ajuda, escolhi uma grande, bonita, bem quentinha. Na seção de coleiras, experimentamos algumas até nos decidir por uma bem &quot;gracinha&quot;, lilás. Eu já estava no caixa quando a vendedora que me ajudara a escolher o tamanho certo da casinha, me abordou:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ela assim tosadinha não vai passar frio dormindo no quintal? Pq vc não leva também uma roupinha?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Normalmente eu não aceito nenhuma dica de &quot;vendedores&quot;, sempre na sanha por vender mais e mais. Mas na inflexão de sua voz percebi uma preocupação genuína de um &quot;dog lover&quot;; e aquiesci. Com sua ajuda, experimentamos na pequena Amy algumas roupinhas até chegar a uma rosa-choque, xadrez, que levei.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De volta em casa, ela agora limpinha e bem tosada, a pude abraçar, pegar no colo e acarinhar. Em alguns dias, auferi que ela tinha algum nível de &quot;consciência&quot; sobre higiene, fazendo suas necessidades no ponto extremo do quintal, onde deveria, mesmo que eu não a tivesse instruído a isso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando percebi que ela não faria suas necessidades no meu quarto, passei a permitir que dormisse comigo, no quentinho, na intimidade do &quot;quarto da mamãe&quot;. Apesar da preocupação da vendedora, Amy a-do-rou sua casinha em formato de iglu, nela se sente muito confortável e segura. É com certa alegria que quando ralho com ela por algo que não gostei, a vejo correr e se refugiar na casinha, pois lá se sente segura de todos os &quot;perigos&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Percebi nela alguns traumas, como o de vassouras. Logo da primeira vez que peguei vassoura e pá para recolher suas necessidades, ela fugiu, com medo. Meu coração apertou. Também, ao trocar de sapatos, quando ela me viu com o chinelo na mão, imediatamente fugiu, se refugiando na casinha, tremendo de medo. Hoje, que ela já está comigo há 2 meses, isso não mais acontece. Ela já sabe que eu não usarei nem a vassoura nem o chinelo para lhe bater, e não mais fica com medo quando me vê com eles na mão.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi com muita dor no coração que então constatei o quanto ela era terrivelmente maltratada em seu antigo lar. Não só passava fome, mas também era agredida, e abandonada à ação livre de parasitas, sem os devidos cuidados de saúde e higiene. Como tinham coragem de tratar tão mal a uma cachorrinha tão boazinha e delicada, com menos de 3 quilos?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Maria José me disse que quando finalmente voltaram de viagem seus vizinhos, foi lhes perguntar da cachorrinha, a o que a antiga dona disse com displicência:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ah, fomos viajar e ela fugiu. Achei até bom, uma preocupação a menos, ela tava cheia de carrapatos, dava muito trabalho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Trabalho?!... Depois disso, vi que seus antigos donos não sentiam nenhuma falta dela, e que a partir de então podia ficar descansada de que não a queriam de volta. Isso somado aos maus tratos de que era anteriormente vítima, por parte deles.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Desde a chegada da pequena Amy, percebi nela apenas 2 &quot;defeitos&quot;:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;1 - Ela é fujona MESMO. No começo, acostumada que sempre estive a cachorros &quot;tranquilos&quot;, que jamais tentaram fugir, abria o portão e a deixava livremente &quot;dar uma conferida&quot; na rua. No primeiro mês, ainda insegura e temerosa, nem saía da frente de casa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas logo aprendi que não devia &quot;dormir no ponto&quot; com ela. Ao receber amigos de visita, enquanto eles entravam com as malas, Amy se afastou na rua. A chamei &quot;Amy!&quot; E ela prosseguiu a se afastar. Chamei de novo e de novo. Minhas chamadas apenas pareciam fazer ela ir mais longe. Quando a vi 5 casas adiante, fui atrás. Ela correu mais longe, em direção à Avenida Perimetral. E quanto mais eu ia em sua direção e a chamava, mais longe ela corria.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cruzou a avenida, para meu desespero. Corri atrás dela, deixando atrás meus visitantes desconcertados. Vendo-a ir em direção ao Rheder Netto, vendo que gritar &quot;Amy!&quot; em tom de desespero apenas a fazia correr mais longe, disse bem alto, em tom doce:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Vem colinho!!!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como mágica, ela deu meia volta e veio em direção aos meus braços. Ufa!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Semanas depois, recebi a visita de outra amiga. Resolvemos sair, à pé, até a rotisserie da esquina, pegar um marmitex. Enquanto saíamos, decidi deixar a pequena Amy na garagem, pois voltaríamos em coisa de 10 minutos. Saímos. Enquanto escolhíamos dentre as opções, Amy entrou no estabelecimento e meu sangue gelou:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Como vc chegou aqui?!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Achei que tinha deixado o portão aberto. A peguei no colo. O segurança da rotisserie disse:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ela é sua? Foi por sorte que não foi atropelada. Cruzou a avenida 3 vezes antes de entrar no restaurante.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A trazendo de volta pra casa, encontrei uma vizinha, com quem pouco converso:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ela te achou? Graças a Deus! Vi ela passando pelo portão, e não consegui pegar, pois ela correu!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Chegando à porta, vi que o portão permanecia trancado. Perguntei à vizinha:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Mas ela passou por entre as frestas do portão? Mas como?!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não sei como, mas vi ela se espremer, se retorcer, até passar!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então vi que não poderei, jamais &quot;dormir no ponto&quot; com a pequena Amy. E minha amiga falou:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Vc escolheu o nome certo! Ela é loki, maluquete tal qual a Amy Winehouse!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;2 - Amy tem instinto caçador. Especialmente a respeito de passarinhos. Desde o primeiro dia deixou claro que acha apetitoso e tem muita vontade de comer o canário do meu vô, Frank Sinatra. Ela lambe os beiços quando o vê e fica pulando, tentando alcançar sua gaiola. Também aos pardais e pombas da rua quer comer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando saímos para passear, fica en-lou-que-ci-da com todos os pássaros que vê. Quer correr em sua direção e devorá-los. Talvez pq em sua casa anterior passasse fome e &quot;complementasse sua alimentação&quot; caçando passarinhos. É com muito esforço e cuidado que tenho mantido o pequeno Frank longe do seu alcance, tentando em vão convencê-la de que ele é &quot;irmãozinho&quot; e não comida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fora ela ser fujona e querer comer meu canário, só tem qualidades. É dócil, amorosa, carente, obediente, higiênica, linda e carismática. Mas, sobretudo, me ama. Incondicionalmente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Chegar em casa e ter &quot;alguém&quot; que se alegra, efusivamente, em me ver, trouxe um novo colorido à minha vida. Eu já tinha meio que esquecido o quanto isso é bom. E de como é doce o som de um cachorrinho se sacudindo, fazendo aquele barulho típico das orelhinhas batendo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu havia me esquecido de como é boa a sensação de acarinhar um cachorrinho entre os braços. De como é gostoso ver um cachorrinho se espreguiçar, bocejar e se abandonar, bem leso e molinho, entre seus braços, seguro de que está &quot;no colinho da mamãe&quot;. De como é bom virar e revirar um cachorrinho no colo enquanto ele te lambe a abana o rabinho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas, além disso, de como é bom, ao fazer tudo isso com minha pequena Amy, lembrar-me que também o fazia, de igual forma, com Jade e Lucca. De certa forma, ao abraçar Amy, me sinto também abraçando aos dois poodles brancos que tive antes dela.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao ter essa sensação nostálgica, a cada vez, agradeço o belo gesto de minha mãe ao reservá-la para mim. Ela poderia ter pego a Amy para ela. Mas, ao vê-la poodle branquinha, sabendo que eu já tivera 2 poodles branquinhos, soube que ela seria perfeita para mim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E é. Racionalmente, eu teria preferido pegar um vira-latas, sem raça definida. &quot;Cai melhor&quot; a uma pessoa com meu discurso e postura ter um vira-lata. Pois quem me ver ao lado de Amy jamais pensará que ela foi resgatada, mas sim comprada, e como disse acima, sou contra o se pagar dinheiro, comprando, um cão, como se fosse mercadoria.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meus 2 poodles anteriores, não os peguei por serem &quot;de raça&quot;. Lucca ganhei. Ser &quot;de raça&quot; (duvidosa) foi surpresa. Jade fôra resgatada, prenhe. Ser &quot;de raça&quot; também foi surpresa. Igualmente, Amy não &quot;escolhi por ser de raça&quot;. Ganhei de presente da minha mãe. Ser &quot;de raça&quot;, poodle toy, branquinha, foi uma feliz e bem-vinda, &quot;coincidência&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sei que tê-la me fará ser obrigada a alugar casas um pouco maiores e mais caras, e isso custará alguns milhares de reais a mais por ano. Mas já não consigo imaginar minha vida sem ela, que já considero minha filhinha. É com prazer que trabalharei dezenas de horas a mais, para sustentá-la.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Amy me traz alegria, sorrisos, paz, tranquilidade. Aplacou minha solidão. Desde sua chegada, comecei a ver a vida de outra forma, vislumbrando um futuro. Agora tenho um compromisso ao qual não pretendo faltar, jamais. Tenho uma obrigação com ela. Assumi um compromisso de lhe proporcionar um lar confortável, seguro, comidinha da melhor, e muito carinho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao menos pelos próximos 10 anos, enquanto minha pequena Amy viver, tenho um bom, um ótimo, motivo para continuar na luta. Antes dela, voltar pra casa era melancólico. Tudo o que me esperava era o vazio, a saudade, a tristeza, o luto, os fantasmas do passado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje, quando volto pra casa cansada do trabalho, já chego com um sorriso. Antes de terminar de estacionar o carro ouço os latidos de Amy, alegre de que a &quot;mamãe&quot; voltou. E me sinto feliz em voltar e ter &quot;alguém&quot; que está a me esperar e me recebe com felicidade. E ela é contagiosa!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Obrigada, mãe, obrigada, Amy, por tornarem minha vida muito mais feliz!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEglAMpTFz3B08dLQPVZNjJlHjEg-ifhNonqAlzftHJL9HYDmrXSzkGpXBlBrOC7Jp-cH6KaA_LUjB5IYgik-8VJZtNNtumJxkHGJhUfLoKvHcveDsRCUinwoV9xgY3PxLgDy6Mr0BxXwGs/s640/blogger-image--569269271.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEglAMpTFz3B08dLQPVZNjJlHjEg-ifhNonqAlzftHJL9HYDmrXSzkGpXBlBrOC7Jp-cH6KaA_LUjB5IYgik-8VJZtNNtumJxkHGJhUfLoKvHcveDsRCUinwoV9xgY3PxLgDy6Mr0BxXwGs/s640/blogger-image--569269271.jpg&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/feeds/3173437778655754770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/2013/07/dos-poodles-brancos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default/3173437778655754770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default/3173437778655754770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/2013/07/dos-poodles-brancos.html' title='Dos poodles brancos'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06780548725288418897</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEglAMpTFz3B08dLQPVZNjJlHjEg-ifhNonqAlzftHJL9HYDmrXSzkGpXBlBrOC7Jp-cH6KaA_LUjB5IYgik-8VJZtNNtumJxkHGJhUfLoKvHcveDsRCUinwoV9xgY3PxLgDy6Mr0BxXwGs/s72-c/blogger-image--569269271.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total><georss:featurename>Jardim Alto do Santana Jardim Alto do Santana</georss:featurename><georss:point>-22.393937 -47.576007</georss:point></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8460462909394246429.post-5911756855192498019</id><published>2013-06-22T20:02:00.001-03:00</published><updated>2013-06-22T20:06:03.743-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="capitalismo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="história"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="liberdade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="memória"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="política"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="socialismo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="USP"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="vida"/><title type='text'>De minha primeira passeata</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A História é um campo de eterna surpresa. Por mais que imaginemos que exista alguma teleologia, alguma &quot;mão invisível&quot; a guiar os fatos, eles sempre nos aturdem. São mais rápidos que todas as análises, previsões, planejamentos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Desde 10 de junho de 2013 , há apenas 2 semanas, os acontecimentos têm atropelado os analistas. Ninguém poderá dizer : &quot;eu avisei&quot;, &quot;I saw it coming&quot; porquê ninguém previa os rumos que as passeatas pela diminuição da tarifa de transportes em São Paulo, organizadas pelo movimento Passe Livre, tomariam. Parecemos, hj, à beira da Anarquia, de nossa primeira Revolução, seja popular ou burguesa. Pela primeira vez em nossa História nos vemos diante de mobilizações sociais que abalam governos e convulsionam a sociedade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ver a tudo isso, até agora à distância, pela TV e Internet, além de um pouco de frustração por não poder ir à rua, me lembra meu primeiro ano na faculdade de História, na USP. Com frescos 19 anos, cheia de gana, iniciativa, vontade de &quot;mudar tudo&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Assim que comecei a faculdade, pegava todos os panfletos que encontrava, me informando sobre os diversos movimentos sociais nos quais os estudantes se engajavam. Logo no primeiro mês anunciaram uma passeata na avenida Paulista e é claro que eu não podia perder.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Poderia ter sido qualquer o motivo, eu teria ido, tão empolgada que estava. O mote nesta ocasião era a oposição à ALCA, Área de Livre Comércio entre as Américas, uma proposta estadunidense de baixar, ou anular tarifas alfandegárias e impostos de importação.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O pessoal da faculdade, com muita razão, colocou no panfleto de convocação que a ALCA seria uma sentença de morte à indústria nacional, que faliria com a concorrência desleal dos norte-americanos. Me juntei a eles à luta, na rua.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi num domingo. Concentração no vão livre do MASP. Fui de metrô. Sozinha, no começo me senti um pouco deslocada. A polícia, avisada, não estava lá para reprimir a passeata, apenas para escoltar, supervisionar e impedir que o trânsito fosse completamente bloqueado. Fizeram um cordão de isolamento nos permitindo ocupar 2 pistas da Avenida Paulista.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Logo encontrei alguns colegas de faculdade, cumprimentados com sorrisos e surpresa: &quot;Vc aqui tb, que legal!&quot;. Um deles, não me lembro sinceramente qual, fazia parte da coordenação da passeata e de sopetão, ao trocar meia dúzia de palavras comigo, perguntou todo animado:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você não quer subir no carro de som?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas é claro!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Me levou até a escada, trocou três palavras ao pé do ouvido com quem a guardava, que logo deu passagem, me permitindo subir a escada metálica, com um certo arrepio da espera do novo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lá em cima, além do &quot;puxador&quot; ao microfone, umas 30 pessoas, cheias de ânimo, empunhando cartazes e exibindo faixas, gritando palavras de ordem, agitando os braços ao alto, chamando a multidão.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E era grande. Só lá de cima vi. Milhares de pessoas ao nosso redor, todas no mesmo compasso: alegria, cidadania, democracia, protesto, luta por melhorias e contra as desigualdades sociais. Ondas de adrenalina coletiva nos estimulavam.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Me senti &quot;no olho do furacão&quot;, participando de algo muito especial, transformador, em cima daquele trio elétrico. Me juntei aos demais, cantando com a multidão e ajudando a segurar um longo cartaz de tecido, pintado com os dizeres &quot;Fora ALCA&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não sei dizer quanto tempo fiquei lá em cima, menos de 1 hora. Quando comecei a sentir minha voz enrouquecer, vitimada pela empolgação, cedi meu lugar a outro manifestante e vi que já era hora de descer. Já estávamos na rua da Consolação.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Prossegui em passeata, procurando outros colegas lá no meio. Encontrei alguns outros, calouros como eu, se sentindo &quot;revolucionários autênticos&quot; ao participar de seu primeiro protesto, como eu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vestida com uma blusa branca, nada demais. Ao constatar-me em meio a um mar vermelho, me senti algo deslocada, e como começava a esfriar um pouco, fui até um vendedor ambulante que acompanhava a manifestação com um varal de roupas para vender.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dei uma repassada nas camisetas e achei uma que preenchia meus anseios: vermelha, com dezenas de pequenos Che Guevaras estampados com a frase &quot;Viva Che&quot;. Perfeita. Vesti por cima da blusa branca e comecei a partir de então a me sentir &quot;mais adequada&quot;, identificada com a onda coletiva.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Prosseguimos até a praça Roosevelt e na praça da República nos dispersamos. Essa manifestação não foi histórica, não repercutiu, não mudou nada (até hoje a ALCA não chegou ao Brasil, e não parece que vá tão cedo...). Mas me deixou uma marca profunda. Foi a minha primeira.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na volta, peguei o metrô e, em segurança, voltei para casa. Conseguindo assento no trem, sentei-me com um sorriso no rosto, que coroava a sensação de estar participando de algo maior do que eu mesma. De ser um agente social transformador, que não apenas assiste, mas toma parte nos acontecimentos. Alguém que grita, e faz sua voz ser ouvida, contra o silêncio e a apatia geral.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No dia de hoje, parece, essa apatia do &quot;gigante adormecido&quot; acabou. Há 2 semanas milhares, milhões, de brasileiros saem às ruas, em protestos facilitados pelas redes sociais, azeitados pelas hashtags&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;#ogiganteacordou #obrasilacordou #vinagre #vdevinagre #passelivre #primaverabrasileira #vemprarua #protesto #manifestasp #changebrazil&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E algo mudou. Todos percebemos. Não sabemos ao certo o teor e a direção da mudança, mas ela está acontecendo. Centenas de cidades se levantam contra a alta no custo de vida, o peso dos impostos, a ineficiência dos serviços públicos, a corrupção institucionalizada, a impunidade à violência, os gastos exorbitantes nas obras da Copa do Mundo de futebol de 2014 e das Olimpíadas de 2016.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Parece que acordamos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Me sinto privilegiada em testemunhar acontecimentos Históricos como este.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgkJB329WT1JEiFq-3fo2EPACqnvMuuwTTOLv8PcFb1JvAYEgUB-gdvAshz4MMcAIA6dO5NMf_XBBRws0vuvpiApLu_VK_J3Djm7D3cEwPOy-Hx9FytfC0Q2C60XF1Z7OD6FHL0yyAAzKI/s640/blogger-image-731610761.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgkJB329WT1JEiFq-3fo2EPACqnvMuuwTTOLv8PcFb1JvAYEgUB-gdvAshz4MMcAIA6dO5NMf_XBBRws0vuvpiApLu_VK_J3Djm7D3cEwPOy-Hx9FytfC0Q2C60XF1Z7OD6FHL0yyAAzKI/s640/blogger-image-731610761.jpg&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/feeds/5911756855192498019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/2013/06/de-minha-primeira-passeata.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default/5911756855192498019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default/5911756855192498019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/2013/06/de-minha-primeira-passeata.html' title='De minha primeira passeata'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06780548725288418897</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgkJB329WT1JEiFq-3fo2EPACqnvMuuwTTOLv8PcFb1JvAYEgUB-gdvAshz4MMcAIA6dO5NMf_XBBRws0vuvpiApLu_VK_J3Djm7D3cEwPOy-Hx9FytfC0Q2C60XF1Z7OD6FHL0yyAAzKI/s72-c/blogger-image-731610761.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8460462909394246429.post-2486568862538991058</id><published>2013-06-18T23:07:00.001-03:00</published><updated>2013-06-22T20:32:18.501-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="amigos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="história"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ilógica"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="memória"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="PCR"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="religião"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sabedoria"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="trivialidades"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="vida"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ética"/><title type='text'>De Jarson Brenner</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nunca estive na presença física de Jarson Brenner Borges Passos. Contudo, sinto como se o conhecesse mais do que a muitos amigos pessoais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Jarson Brenner é meu amigo, de muitos anos. Nosso primeiro contato foi na comunidade do Orkut &quot;Perguntas Cristãs Complexas&quot;, creio que no ano de 2006.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Jarson era cristão evangélico. Porém, se destacava por sua mente aberta, questionadora, polivalente. Diferentemente dos demais evangélicos, com a cabeça desesperadoramente fechada, Jarson falava sobre tudo sem maldade, sem segundas intenções. Por algum motivo até hoje alheio ao meu conhecimento, foi construindo uma certa &quot;admiração&quot; por mim, sem que eu até hoje tenha descoberto o porquê.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando a situação na PCCplex ficou insustentável, um grupo de membros dissidentes fundou uma nova comunidade, a &quot;Religião &amp;amp; Vida&quot;, tema explorado neste outro texto: &quot;De Orlando Nunes&quot; http://inadvertidamente.blogspot.com.br/2013/04/de-orlando-nunes.html&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Jarson rapidamente aderiu à nova iniciativa, com entusiasmo, chegando a moderador antes da comunidade ser criminosamente deletada. Tb era membro bastante ativo da minha &quot;Perguntas Cristãs Ridículas&quot;, e a ele teria repassado a moderação dela, se pudesse...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com o passar dos anos, Jarson foi conquistando minha amizade e minha confiança. As comunidades eram criadas, deletadas, recicladas, abandonadas, mas ele continuava a ser presença constante em meus scraps, e-mails e mensagens.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Jarson sempre se identificou como um &quot;peregrino&quot;: alguém que está num caminho sagrado de descoberta pessoal, espiritual. Sempre primou pela humildade, calma, paciência, ponderação: marcas de uma pessoa verdadeiramente sábia.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mais sábio que aquele que aponta, indica ou inventa &quot;caminhos&quot; é aquele que diz &quot;estou num caminho cujo destino não conheço, meu trajeto vai sendo descoberto ao longo da trilha&quot;. E assim é Jarson Brenner. Flerta com o Cristianismo, o Noachidismo, o Judaísmo, o Budismo, o Hinduísmo, sempre aberto a todas as formas de sabedoria, que mesmo parciais, podem sim, trazer cada uma sua contribuição à sua evolução espiritual.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Jarson é leitor assíduo desse blog, sempre deixando comentários construtivos. Sinto que eu mesma não visite o seu com tanta freqüência, e o deveria, pois são belos os seus textos e reflexões. http://www.jarsonbrenner.com.br/&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Recentemente, tive uma grande decepção com um de meus mais íntimos amigos pessoais. Depois disso entrei numa certa &quot;crise de identidade&quot;, me questionando quem realmente era &quot;meu amigo de verdade&quot; e nesse meio tempo, percebi o quanto cada curtida, comentário e mensagem de Jarson demonstravam que nele eu tinha um &quot;grande amigo de verdade&quot;, que &quot;me curtia&quot; simplesmente por gostar das minhas idéias e escritos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Assim o remanejei mentalmente do grupo dos &quot;conhecidos virtuais&quot; para o de &quot;bons amigos pessoais&quot;, mesmo que nunca o tenha encontrado pessoalmente. Tantos anos de amizade, de demonstrações de boa índole, dedicação e atenção mereciam algum tipo de &quot;reconhecimento&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nesse meio tempo Jarson, para minha grande alegria, passou no vestibular e entrou no curso de História da UFPR. Do Maranhão, agora estava em Curitiba. Então vi que havia muito que eu poderia fazer por ele.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Imediatamente ponderei que podia ajudá-lo nessa nova trajetória. Sendo alguns anos mais velha que ele, tendo morado na maior megalópole do Brasil e já formada em História, eu poderia lhe mandar algo de minhas experiências e conhecimento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Percebi que eram muitas as músicas que eu tinha em mp3 no meu computador que Jarson provavelmente nunca tinha ouvido. E conhecer esse &quot;cancioneiro hipster&quot; lhe seria cobrado no &quot;ambiente acadêmico&quot;. Organizei todas as minhas músicas e as gravei em DVD&#39;s, divididas por categorias. Tb lhe copiei dois jogos muito interessantes para qualquer historiador: Caesar III e Civilization II. Pena que já são algo &quot;velhos&quot; e os novos computadores não os rodem... :(&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Igualmente, eram centenas os meus arquivos de faculdade, que nunca mais usarei, e que poderiam lhe ser de grande ajuda. Os gravei, todos, tb em discos. Da mesma fiz com todos os .txt , .doc e .rtf de meus comentários e tópicos que guardei das postagens que fiz nas comunidades de perguntas religiosas das quais já participei. Por saber de seu interesse por Judaísmo, tb lhe remeti uma cópia do meu volume comentado e sublinhado do Mishnê Torá de Maimônides. Por já estar esgotado e saber de sua importância, tb lhe mandei uma cópia do &quot;História social da Criança e da Família&quot; do Ariès.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por ele morar agora em Curitiba, um lugar frio, tb lhe fiz um mimo especial, e personalizado, que apenas poucos amigos chegados recebem: um cachecol, com suas iniciais. Cada cachecol que faço é exclusivo, artesanal, feito com muito carinho e cuidado. Em cada ponto vai um pensamento, um sentimento, uma meditação. E Jarson mais do que fez por merecer o seu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Empacotei tudo e lhe remeti pelo correio. Um presente espontâneo, em reconhecimento a tantos anos de uma bela, e construtiva, amizade. Espero que o cachecol o aqueça, o proteja, o deixe elegante e charmoso. Espero que os arquivos de textos possam lhe ser úteis. Espero que ele goste das músicas, e que elas ajudem a ampliar seu horizonte cultural. Espero que ele leia os livros, e que isso contribua algo em sua evolução espiritual.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas, em se tratando de Jarson Brenner, sei que não me decepcionarei em nenhuma dessas expectativas. Acredito muito que no futuro ele venha a construir &quot;renome&quot; e que um dia, com muito orgulho, comentarei que sou amiga do famoso escritor, intelectual, historiador Jarson Brenner para assombro dos que ouvirem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjB5Dfpqs5AewXnhmwL8c3xFYq-rutB9sPHDBQYNmRkEe6wRA32k60iKP-I1p0_RONFuN9D_5-xsi9iK90627D6Z497ee2OkLUBSAVVmaXuJYbcIerDOT1sYbW7tSBUqkbCBY_DFq81CXU/s640/blogger-image--830167859.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjB5Dfpqs5AewXnhmwL8c3xFYq-rutB9sPHDBQYNmRkEe6wRA32k60iKP-I1p0_RONFuN9D_5-xsi9iK90627D6Z497ee2OkLUBSAVVmaXuJYbcIerDOT1sYbW7tSBUqkbCBY_DFq81CXU/s640/blogger-image--830167859.jpg&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjXSB9DZe3D-fXuQHl21M92kS6aoY9xKN5at7hafkbnbfudoH4kh0Ruu0TPQSk3HJrbAlJD3c4bdssW1s21cEfRlfNPiIedUNq39-Lns1MAufj9EOjLYCb2Hydqz99Yl3JW8Pl5Ju18bD0/s640/blogger-image-239640649.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjXSB9DZe3D-fXuQHl21M92kS6aoY9xKN5at7hafkbnbfudoH4kh0Ruu0TPQSk3HJrbAlJD3c4bdssW1s21cEfRlfNPiIedUNq39-Lns1MAufj9EOjLYCb2Hydqz99Yl3JW8Pl5Ju18bD0/s640/blogger-image-239640649.jpg&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/feeds/2486568862538991058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/2013/06/de-jarson-brenner.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default/2486568862538991058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default/2486568862538991058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/2013/06/de-jarson-brenner.html' title='De Jarson Brenner'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06780548725288418897</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjB5Dfpqs5AewXnhmwL8c3xFYq-rutB9sPHDBQYNmRkEe6wRA32k60iKP-I1p0_RONFuN9D_5-xsi9iK90627D6Z497ee2OkLUBSAVVmaXuJYbcIerDOT1sYbW7tSBUqkbCBY_DFq81CXU/s72-c/blogger-image--830167859.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>3</thr:total><georss:featurename>Vila Bnh Vila Bnh</georss:featurename><georss:point>-22.393935 -47.57599</georss:point></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8460462909394246429.post-7896558199477230854</id><published>2013-06-09T01:19:00.001-03:00</published><updated>2013-06-09T01:38:24.951-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="amigos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="consumismo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="memória"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sabedoria"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="trivialidades"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="vida"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ética"/><title type='text'>Dos melhores presentes que já dei a namorados</title><content type='html'>&lt;div&gt;Presentear alguém é um ato muito especial. É uma declaração de que a pessoa tem sentimentos verdadeiros pela outra, que sempre a tem em mente, que ponderou profundamente sobre o que lhe poderia agradar, e, além disso, &quot;despendeu&quot; seu dinheiro, muitas vezes escasso, para simplesmente trazer alegria a alguém de sua profunda estima.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sempre gostei de dar presentes verdadeiramente especiais às pessoas preciosas em minha vida. Não importava o valor monetário. Sempre considerei o se presentear um ato de dedicação bonito entre duas pessoas. E sempre caprichei bastante. Muito mais quando o receptor era meu parceiro romântico.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em 1998 eu tinha 15 anos e um orçamento limitadíssimo. Acostumada a isso, já sabia ser necessário ter um &quot;colchão de dinheiro&quot;, uma certa reserva, para imprevistos e momentos especiais. Eu tinha um namoradinho, muito apaixonado por mim, chamado Daniel.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Embora o sentimento que dedicava a ele fosse em menor intensidade, eu sabia valorizar o quanto ele me tratava bem e fazia todas as minhas vontades. Ao se aproximar o dia dos namorados, 12 de junho no Brasil, precisava lhe dar um presente especial, pois era realmente digno de mérito todo o amor adolescente que me dedicava.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Era ano de Copa do Mundo, na França. E ele não fugia ao clichê da &quot;paixão pelo futebol&quot; que brasileiros comumente têm. Não havia presente melhor a lhe dar que uma camisa da seleção brasileira. Fiz pesquisa. A &quot;falsificada&quot; de camelô, vagabunda, era 15 reais. A &quot;falsificada&quot; de loja, usável, era 30 reais. A original, em tecido dry fit, custava no shopping 80 reais a canarinho e 98 reais a &quot;reserva&quot;, azul, muito mais bonita.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meu dinheiro era muito, muito pouco. Me questionei qual era o &quot;nível de amor&quot; que Daniel me dedicava, e quanto deveria ser o &quot;gasto justo&quot; que deveria corresponder ao seu presente de dia dos namorados.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao dar presentes às pessoas de minha estima, sempre procurei não ser miserável, mesquinha, e sim lhes dar o que mereciam. E Daniel não merecia uma camisa falsificada, nem de baixo valor. Seu amor por mim era verdadeiro, profundo. E eu não trairia sua dignidade lhe dando um presente &quot;inferior&quot;. Embora a camisa amarelo-canário oficial não fizesse feio algum, e custasse 18 preciosos reais a menos, pensei que uma blusa amarela não &quot;combinaria com tudo&quot; e que a azul, mesmo sendo mais cara, poderia ser usada em muitas mais ocasiões.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não tive dúvida, mesmo que aqueles 98 reais me doessem, comprei a camisa oficial azul. E gigantesco foi o sorriso de Daniel ao recebê-la.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não acredito que vc me deu uma camisa oficial, azul, da seleção. Vc não acredita o quanto eu queria ganhar ela!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em 2001, aos 17 anos, engatei meu segundo &quot;namoro sério&quot;, com James. E a ele dei dois presentes durante os 4 anos de nossa convivência que tb considero verdadeiramente especiais. O primeiro teria sido de Natal, mas só o pude dar em princípios de Janeiro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Até hoje me lembro da expressão de surpresa em seu rosto ao ganhá-lo. Não esperava um presente &quot;tão bom&quot;. Eu ainda vivia das poucas notas que conseguia receber de Regina, cada real era suado, duramente negociado ou mesmo &quot;arrancado&quot; de suas mãos com chantagens. Apesar disso, sempre tinha escondidas &quot;minhas reservas&quot;, sem que disto ela tivesse a mais vaga idéia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Era descomedido meu amor por James, e embora eu soubesse que a recíproca não fosse verdadeira, queria lhe dar um presente que, de forma palpável, lhe demonstrasse a profundidade de meus sentimentos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sendo ele historiador e geógrafo, não podia ser alguma coisa banal, mas algo que ele visse como precioso, e útil.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Era muito, absurdamente, caro para mim. Mas na livraria encontrei o presente perfeito, e depois de achá-lo, nenhum outro serviria. Lhe comprei o livro &quot;Trabalhadores&quot; do fotógrafo Sebastião Salgado, em encadernação de luxo, com capa dura. Ele simplesmente não acreditou, e ficou muito feliz. Eu, mais ainda.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No ano seguinte lhe dei outro mimo precioso. Assistira recentemente ao filme &quot;Um homem de família&quot; (The family man) no qual Nicolas Cage interpreta um especulador de Wall Street que é &quot;transportado&quot; a uma realidade paralela, uma outra virtualidade do rumo que poderia ter dado a sua vida, como &quot;pai de família&quot;. Ao abrir o armário de seu &quot;outro eu&quot; ele deplora o conteúdo de roupas baratas e sem grife. Apesar disso, seleciona as roupas &quot;menos piores&quot; para ir a uma festa, e na cena seguinte aparece com um belíssimo sweater de lã azul clara, com gola V.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao ir a Campos do Jordão em 2002, embora ainda longe do Natal, vi na vitrine de uma loja aquele mesmo suéter de lã azul com gola V, muito elegante. Custou caro, mas era perfeito. O comprei e dei a James. Ele não achou &quot;assim&quot; muito especial, mas gostou e imediatamente vestiu. Coube-lhe perfeitamente, e ele ficou muito charmoso, à la Nicolas Cage. Como um verdadeiro &quot;homem de família&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em 2003 namorei Felipe. Nosso enlace não chegou até o Natal, mas mesmo assim, se não lhe dei, lhe deixei um presente. Pouco versado em culinária e gastronomia, quando ia a sua casa eu lhe preparava muitos pratos, e para isso levei e lá deixei um livro de &quot;Receitas Vegetarianas&quot;. Ao fim de nosso compromisso, não o pedi de volta, lá ficou, e o reputei como um presente dado a uma pessoa deveras especial. Espero que ainda hoje dele faça uso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em 2007 namorei Gabriel. 6 anos mais jovem que eu. Ele me amava com mais intensidade do que eu a ele. E da mesma forma como se passara com Daniel, queria homenagear o sentimento que me dedicava com um presente que &quot;correspondesse&quot; em sua preciosidade à consideração que eu tinha por ser alvo de sua &quot;grande paixão&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lhe comprei seu primeiro vidro de &quot;eau de toilette&quot;, de &quot;perfume de verdade&quot;, Kaiak de Natura, com estojo metálico e tudo. Foi esfuziante sua expressão de agradecimento. Ele gostou MESMO. Quando terminamos, mais de 1 ano depois, o frasco não estava nem pela metade. Creio que ainda o use.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Desde então não mais tive nenhum namoro sério, e nenhum parceiro romântico que de mim merecesse algum presente especial. Conforme os anos se passam, fico mais &quot;fresca&quot; e seletiva, procurando ínfimos defeitos para descartar quem quer que seja que se candidate a ser o próximo nesta lista.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Da mesma forma que apenas dou presentes especiais, apenas aceito parceiros românticos que eu considere especiais, dignos de receber presentes que &quot;abram um rombo&quot; em minhas finanças, agora mais &quot;folgadas&quot;, com um &quot;colchão&quot; bem mais confortável.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O próximo a conseguir lugar nesta lista há de ser muito, muito, especial. Não aceito nada menos que isso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Alanis Morissette - Unsent http://www.youtube.com/watch?v=8Wlhw_HJLts&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhi1fDUXyNWPNdYDMa3-9gOOvZGggjf45jkqUMCl_i2LXVZoT9ZRqwSQha-dQs03AkER3fGRVFIR1HszNjD8suPIY0mzFrWN8Nl3dQl15CTK-Gg7IAfkMHaiTrDgj8KkJGGzQwpjwy-tLc/s640/blogger-image--1070477788.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhi1fDUXyNWPNdYDMa3-9gOOvZGggjf45jkqUMCl_i2LXVZoT9ZRqwSQha-dQs03AkER3fGRVFIR1HszNjD8suPIY0mzFrWN8Nl3dQl15CTK-Gg7IAfkMHaiTrDgj8KkJGGzQwpjwy-tLc/s640/blogger-image--1070477788.jpg&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/feeds/7896558199477230854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/2013/06/dos-melhores-presentes-que-ja-dei.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default/7896558199477230854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8460462909394246429/posts/default/7896558199477230854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inadvertidamente.blogspot.com/2013/06/dos-melhores-presentes-que-ja-dei.html' title='Dos melhores presentes que já dei a namorados'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06780548725288418897</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhi1fDUXyNWPNdYDMa3-9gOOvZGggjf45jkqUMCl_i2LXVZoT9ZRqwSQha-dQs03AkER3fGRVFIR1HszNjD8suPIY0mzFrWN8Nl3dQl15CTK-Gg7IAfkMHaiTrDgj8KkJGGzQwpjwy-tLc/s72-c/blogger-image--1070477788.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>