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&lt;br /&gt;
Material distribuído por professora da rede pública a alunos associava a  cor negra ao demônio; indenização será de R$ 54 mil a família que se  sentiu atingida. O governo paulista foi condenado por disseminar o medo e  a discriminação racial dentro de sala de aula. A decisão é do Tribunal  de Justiça que deu uma “dura” no poder público e condenou o Estado a  pagar indenização de R$ 54 mil a uma família negra. De acordo com a  corte de Justiça, a escola deve ser um ambiente de pluralidade e não de  intolerância racial.&lt;br /&gt;
O Estado quedou-se calado e não recorreu da decisão como é comum em  processos sobre dano moral. O juiz Marcos de Lima Porta, da 5ª Vara da  Fazenda Pública, a quem cabe efetivar a decisão judicial e garantir o  pagamento da indenização, deu prazo até 5 de abril para que o Estado dê  início à execução da sentença.&lt;br /&gt;
O caso ocorreu na capital do Estado mais rico da Federação e num país  que preza o Estado Democrático de Direito instituído há quase 24 anos  pela Constituição Federal de 1988. Uma professora da 2ª série do ensino  fundamental, de uma escola estadual pública, distribuiu material  pedagógico supostamente discriminatório em relação aos negros.&lt;br /&gt;
De acordo com a decisão, a linguagem e conteúdo usados no texto são de  discriminatórias e de mau gosto. Na redação – com o título &lt;b&gt;&lt;i&gt;“Uma família  diferente” – lê-se: Era uma vez uma família que existia lá no céu. O pai  era o sol, a mãe era a lua e os filhinhos eram as estrelas. Os avós  eram os cometas e o irmão mais velho era o planeta terra. Um dia  apareceu um demônio que era o buraco negro. O sol e as estrelinhas  pegaram o buraco negro e bateram, bateram nele. O buraco negro foi  embora e a família viveu feliz.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-vZ1Pp9c3O2E/TzjuhkssZqI/AAAAAAAABMQ/9LQchKqapOk/s1600/racismo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-vZ1Pp9c3O2E/TzjuhkssZqI/AAAAAAAABMQ/9LQchKqapOk/s320/racismo.jpg" width="239" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; O exercício de sala de aula mandava o aluno criar um novo texto e  inventar uma família, além de desenhar essa “família diferente”. Um dos  textos apresentados ao processo foi escrito pela aluna Bianca, de sete  anos. Chamava-se “Uma Família colorida” e foi assim descrito:&lt;br /&gt;
“Era uma vez uma família colorida. A mãe era a vermelha, o pai era o  azul e os filhinhos eram o rosa. Havia um homem mau que era o preto. Um  dia, o preto decidiu ir lá na casa colorida.Quando chegou lá, ele tentou  roubar os rosinhas, mas aí apareceu o poderoso azul e chamou a família  inteira para ajudar a bater no preto. O preto disse: – Não me batam, eu  juro que nunca mais vou me atrever a colocar os pés aqui. Eu juro. E  assim o azul soltou o preto e a família viveu feliz para sempre”.&lt;br /&gt;
A indenização, que terá de sair dos cofres públicos, havia sido  estabelecida na primeira instância em R$ 10,2 mil para os pais do garoto  e de R$ 5,1 mil para a criança, foi reformada. Por entender que o fato  era “absolutamente grave”, o Tribunal paulista aumentou o valor do dano  moral para R$ 54 mil – sendo R$ 27 mil para os pais e o mesmo montante  para a criança.&lt;br /&gt;
De acordo com a 7ª Câmara de Direito Público, no caso levado ao  Judiciário, o Estado paulista afrontou o princípio constitucional de  repúdio ao racismo, de eliminação da discriminação racial, além de  malferir os princípios constitucionais da igualdade e da dignidade da  pessoa humana.&lt;br /&gt;
“Sem qualquer juízo sobre a existência de dolo ou má-fé, custa a crer  que educadores do Estado de São Paulo, a quem se encarrega da formação  espiritual e ética de milhares de crianças e futuros cidadãos, tenham  permitido que se fizesse circular no ambiente pedagógico, que deve ser  de promoção da igualdade e da dignidade humana, material de clara  natureza preconceituosa, de modo a induzir, como induziu, basta ver o  texto da pequena Bianca o medo e a discriminação em relação aos negros,  reforçando, ainda mais, o sentimento de exclusão em relação aos  diferentes”, afirmou o relator do recurso, desembargador Magalhães  Coelho.&lt;br /&gt;
Segundo o relator, a discriminação racial está latente, “invisível  muitas vezes aos olhares menos críticos e sensíveis”. De acordo com o  desembargador Magalhães Coelho, o racismo está, sobretudo, na imagem  estereotipada do negro na literatura escolar, onde não é cidadão, não  tem história, nem heróis. Para o relator, ao contrário, é mau, violento,  criminoso e está sempre em situações subalternas.&lt;br /&gt;
“Não é por outra razão que o texto referido nos autos induz as crianças,  inocentes que são, à reprodução do discurso e das práticas  discriminatórias”, afirmou Magalhães Coelho. “Não é a toa que o céu tem o  sol, a lua, as estrelas e o buraco negro, que é o vilão da narrativa,  nem que há “azuis poderosos”, “rosas delicados” e “pretos” agressores e  ladrões”, completou.&lt;br /&gt;
O desembargador destacou que existe um passado no país que não é  valorizado, que não está nos livros e, muito menos, se aprende nas  escolas.&lt;br /&gt;
“Antes ao contrário, a pretexto de uma certa “democracia racial”,  esconde-se a realidade cruel da discriminação, tão velada quanto  violenta”, disse. Segundo Magalhães Coelho, na abstração dos conceitos, o  negro, o preto, o judeu, o árabe, o nordestino são apenas adjetivos  qualificativos da raça, cor ou região, sem qualquer conotação  pejorativa.&lt;br /&gt;
“Há na ideologia dominante, falada pelo direito e seus agentes, uma  enorme dificuldade em se admitir que há no Brasil, sim, resquícios de  uma sociedade escravocrata e racista, cuja raiz se encontra nos  processos históricos de exploração econômica, cujas estratégias de  dominação incluem a supressão da história das classes oprimidas, na qual  estão a maioria esmagadora dos negros brasileiros”, reconheceu e  concluiu o desembargador.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte : APG&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CENPAH, um olhar Negro na BAHIA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1984478145864950254-8312567408642730400?l=cenpah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cenpah.blogspot.com/2012/02/governo-alckmin-condenado-por-racismo.html</link><author>noreply@blogger.com (CENPAH)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-FQdu8Tb9QAQ/TzjtfO4R5eI/AAAAAAAABMA/8tEiXQchKRA/s72-c/alck.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1984478145864950254.post-448779173009145930</guid><pubDate>Mon, 13 Feb 2012 08:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-13T06:44:17.723-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">racismo</category><title>O protesto que abalou o shopping</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-k7HItYg6prw/TzjKmZ6stxI/AAAAAAAABLI/2J5aOHQgSAc/s1600/unafro620x465.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-k7HItYg6prw/TzjKmZ6stxI/AAAAAAAABLI/2J5aOHQgSAc/s320/unafro620x465.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O &lt;strong&gt;Comitê Contra o genocídio da população Negra – SP &lt;/strong&gt;liderou, ontem, sábado, um protesto, em São Paulo, no Shopping Higienópolis.&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Eis o manifesto.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
O Estado, racista, oprime a todos nós!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Quantas guerras vou ter que vencer por um pouco de paz?”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Basta de racismo, “higienização” sócio-racial e criminalização da pobreza&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Passados  124 anos da abolição da escravidão, a população negra continua sendo o  alvo preferencial da violência do Estado e das elites brasileiras. Seja  através das ações diretas do Estado, como a Polícia Militar, ou no  cotidiano das relações sociais, o racismo segue como importante  dinamizador da opressão e da barbárie no Brasil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No curto período  de 45 dias, em plena “virada de ano”, assistimos situações que não  deixam dúvidas de que o racismo permeia e motiva ações de violência e  desrespeitos à dignidade e aos direitos humanos da população.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="233" src="http://www.youtube.com/embed/OVrRN_kPlbg" width="400"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Racismo em todos os cantos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No início de dezembro, todos souberam do caso de &lt;strong&gt;Ester Elisa da Silva Cesário&lt;/strong&gt;, negra, de 19 anos, que trabalhava como estagiária no colégio &lt;strong&gt;Internacional Anhembi Morumbi&lt;/strong&gt;  até que sua chefe exigiu que ela alisasse o cabelo para permanecer no  emprego. Pouco depois, um menino etíope, de seis anos, foi jogado para  fora do restaurante &lt;strong&gt;Nonno Paolo &lt;/strong&gt;ao ser “confundido” com uma criança de rua.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já no início do ano, soubemos da lamentável história do jovem negro &lt;strong&gt;Michel Silveira&lt;/strong&gt;,  que foi preso de forma irregular, ficando dois meses encarcerado,  acusado injustamente por um assalto, apesar de várias testemunhas  comprovarem que, na hora do roubo, ele estava no seu local de trabalho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No mesmo período, as imagens de outro jovem negro, &lt;strong&gt;Nicolas Barreto&lt;/strong&gt;,  sendo agredido por um policial militar racista, dentro da USP, ganharam  as redes sociais expondo algo que há se sabe: a USP quer se manter como  um espaço da elite (ou seja, branco). E para tal, inclusive, esta  ameaçando de fechamento a principal entidade de combate ao racismo no  seu interior: o &lt;strong&gt;Núcleo de Consciência Negra&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Cracolândia, Moinho, Pinheirinho: o racismo também esteve lá!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enquanto isso, no centro da cidade, a &lt;strong&gt;Favela do Moinho&lt;/strong&gt; “pegou fogo” e as 500 famílias foram jogadas a sua própria sorte. E bem perto dali, na “&lt;strong&gt;Cracolândia&lt;/strong&gt;”,  a prefeitura e o governo do Estado, ao invés de tratarem a dependência  química como um problema social e de saúde, investiram na repressão e em  sucessivos ataques, causando apenas, como eles próprios denominaram a  operação, “dor e sofrimento”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A mesma dor e sofrimento que foram enfrentados no &lt;strong&gt;Pinheirinho&lt;/strong&gt;,  em São José dos Campos, onde, depois de 8 anos de luta, seis mil  pessoas viram seus sonhos e casas destruídos, pelo governador &lt;strong&gt;Alckmin&lt;/strong&gt; e o prefeito da cidade apenas para beneficiar um corrupto confesso, &lt;strong&gt;Naji Nahas&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E  não há dúvidas que o racismo também marcou estas histórias, como  sempre, lado a lado com a exploração econômica e a marginalização  social. Afinal, não há nenhuma dúvida sobre a “cor” da maioria dos  homens e mulheres que viviam nestas comunidades: negros e negras.&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;
Estado racista e opressor!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lamentavelmente,  o Brasil é um país onde cabelo liso é padrão estético e corporativo;  pobreza é crime e problemas que deveriam ser tratados por médicos viram  caso “de polícia”. Este é um país onde ser negro e pobre é passível de  “punição”, prisão e morte. No entanto, nada acontece com o colégio que  discriminou nem com o restaurante que humilhou nem com o delegado que  prendeu sem provas ou com o PM que atacou o estudante. Muito menos com  quem ateou fogo ao Moinho, decidiu “dedetizar a luz”, tratando gente  como ratos, ou esteve à frente da tropa que invadiu o Pinheirinho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nada  acontece, porque a impunidade, a “justiça” e as autoridades do Estado  estão do lado destes “senhores”, para garantir seus privilégios. O  racismo brasileiro é isso: assassinato direto e indireto, maus tratos,  falta de políticas públicas, desleixo, naturalização da desgraça,  criminalização da pobreza.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em todos os casos, em uma ponta,  oprimindo e explorando, estão o Estado, os governos, a polícia, o  judiciário, os interesses dos ricos e a manutenção de normas e padrões  contrários ao povo. Na outra ponta, estão os pobres, a classe  trabalhadora, as estagiárias, os agentes de saúde, os estudantes, os  dependentes químicos, os sem teto, as mulheres vitimadas pelo machismo  ou gays, lésbicas, bissexuais e travestis (LGBT) que sofrem com a  homofobia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma multidão de explorados e oprimidos que, num país como nosso, é inegavelmente, de maioria negra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Basta!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar  de muitos acreditarem na farsa de que vivemos numa democracia racial,  há 512 anos o racismo tem papel determinante na estrutura de dominação e  na prática da opressão no Brasil. É hora de reconhecer isto e ir à  luta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É hora de nos organizarmos, juntarmos forças com os demais  setores oprimidos e explorados, denunciarmos toda e qualquer atitude  discriminatória e, sobretudo combatermos o racismo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em décadas de  luta, fomos capazes de aprovar leis, criar organismos institucionais e  produzir pesquisas e estudos que deslegitimam o racismo e punem sua  prática. Mas, isto, contudo, ainda não foi suficiente para que negras e  negros conquistem os direitos e a liberdade que merecem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os  ataques recentes são provas de que racismo permanece ativo e operante.  Por isso, exigimos que o Estado brasileiro (em todos os seus níveis,  municipal, estadual e federal) e todos os que sejam coniventes e  cúmplices destas práticas sejam responsabilizados e punidos!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“O Racismo está aqui! Basta!!!&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;
Nossas bandeiras:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Contra o genocídio da juventude negra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Contra a homofobia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Contra o machismo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Contra o encarceramento em massa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Contra a violência policial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Contra as desapropriações no pinheirinho e em outros locais.&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;
Assinam:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Amparar  (Assoc. de Amigos e Familiares de Presos/as), Anastácia Livre, Centro  Acadêmico de Ciências Sociais Florestan Fernandes (Uninove), Centro de  Resistência Negra, Círculo Palmarino, Coletivo AnarcoPunk SP, Coletivo  Anti-Homofobia, CONEN, Consulta Popular, Empregafro, Força Ativa, Fórum  Popular de Saúde, FORUM DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE DA SÉ, Juventude  Socialista, Levante Popular da Juventude, Mães de Maio, Movimento Negro  Unificado (MNU), Movimento Quilombo Raça e Classe, MST, Núcleo de  Consciência Negra na USP, Sarau da Brasa, Setorial LGBT da CSP-Conlutas,  Sujeito Coletivo – USP, Tribunal Popular, UNEAFRO, UNEGRO&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
fonte:&amp;nbsp;http://www.ihu.unisinos.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Cenpah também participou numa ação contra o Racismo no shopping Iguatemi de Salvador, onde um nosso conhecido, o&amp;nbsp;músico e estudante de audiovisual Fábio Roberto Lira, foi vitima de racismo. Vejam as fotos do protesto:&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-xhruD3-6sNc/TzjM5IyyPaI/AAAAAAAABLQ/PRoCpse8WAA/s1600/DSC_0178.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-xhruD3-6sNc/TzjM5IyyPaI/AAAAAAAABLQ/PRoCpse8WAA/s320/DSC_0178.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-eUN842Ev6zw/TzjM7aeEd_I/AAAAAAAABLY/a7KikFs2seo/s1600/DSC_0179.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-eUN842Ev6zw/TzjM7aeEd_I/AAAAAAAABLY/a7KikFs2seo/s320/DSC_0179.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-h-gQeoOoOYQ/TzjM9Qv1fXI/AAAAAAAABLg/_hqyW6xDGT0/s1600/DSC_0181.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-h-gQeoOoOYQ/TzjM9Qv1fXI/AAAAAAAABLg/_hqyW6xDGT0/s320/DSC_0181.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-FsdmnxWbywI/TzjM_Z5YQtI/AAAAAAAABLo/aMrNTK6qIGo/s1600/DSC_0182.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-FsdmnxWbywI/TzjM_Z5YQtI/AAAAAAAABLo/aMrNTK6qIGo/s320/DSC_0182.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-jz7w9rfII00/TzjNBV6W5vI/AAAAAAAABLw/RXDfr2GzbgM/s1600/DSC_0183.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-jz7w9rfII00/TzjNBV6W5vI/AAAAAAAABLw/RXDfr2GzbgM/s320/DSC_0183.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-50aLmVenf7k/TzjND5_Mq3I/AAAAAAAABL4/VvryqToqP8o/s1600/DSC_0184.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-50aLmVenf7k/TzjND5_Mq3I/AAAAAAAABL4/VvryqToqP8o/s320/DSC_0184.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;"Eu estava na fila quando um cidadão tomou a minha frente. Quando fui  dizer que ele estava invadindo o meu lugar ele me agrediu verbalmente e  disse que eu era um preto do cabelo rasta podre e f*****".&lt;br /&gt;
Logo depois das injúrias raciais o músico, que é vocalista da banda  de pop reggae Soul Negro, disse que procurou a segurança do shopping  para formalizar uma denúncia contra o agressor, que responde pelo  prenome de Michel e supostamente trabalha na Agência do banco Itaú do  mesmo shopping. Ao ganhar uma negativa dos seguranças, que disseram que  'o problema era da polícia', Fábio foi atrás do agressor que tentou se  esconder em uma loja de informática. Ao falar com o Michel, uma nova  cena de intolerância se deu: "ele empurrou o meu rosto e me agrediu  verbalmente de novo, daí os seguranças do shopping resolveram chamar a  polícia", contou.&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;'Polícia comprou versão'&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
No entanto, a chegada da polícia não se traduziu na resolução do caso  para Fábio, pois de acordo com ele, os seguranças do local compraram a  versão de Michel, o acusado de cometer racismo, e disseram aos policiais  que Fábio tentou agredir o homem. Aí, começa mais uma cena desfavorável  para o músico: "eles não me deram oportunidade de falar nada, nem a  meus dois amigos, que testemunharam tudo. Simplesmente nos jogaram na  mala do carro, como se fóssemos criminosos, e Michel seguiu para a  delegacia na frente, como a vítima da situação", relatou inconformado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com o advogado de Fábio, José Raimundo dos Santos Silva, a  ação dos policias é questionável, uma vez que eles não deram&amp;nbsp; o direito  de seu cliente se defender. Já na delegacia, mais uma confusão põe em  dúvida o destino do processo: "Não tivemos acesso ao boletim de  ocorrência, nem ao termo de circunstanciado, que é onde consta quem é o  autor, a vítima e o artigo do código penal do processo", informou o  advogado. De acordo com Silva, a próxima atitude é abrir um processo no  Ministério Público para apurar o que houve de errado na ação policial e  no procedimento da delegacia.&lt;br /&gt;
O delegado plantonista da 16ª delegacia, no bairro da Pituba, Fábio  Melo foi procurado pela reportagem, mas não estava de plantão nesta  segunda, seu colega, o delegado&amp;nbsp;Alberto Xirame, disse que só ele poderá  esclarecer os motivos de não ter apresentado o&amp;nbsp;&amp;nbsp;registro da ocorrência.  "Este é um procedimento comum, dever ter acontecido alguma queda de  sistema ou problema com a impressora", argumentou.&lt;br /&gt;
Fábio, que também atua como educador em um projeto para presidiários e  é militante da campanha do movimento negro "Reaja ou será morto. Reaja  ou será morta", disse que sente o racismo vivo em Salvador todos os  dias, mas que nunca tinha sofrido uma ação direta como esta: "é  insustentável uma situação destas ainda acontecer. Não posso deixar isso  se perder, temos que correr atrás da justiça", assegurou o jovem.&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Protesto no Iguatemi&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Por conta da postura da segurança do shopping, Fábio decidiu,&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.facebook.com/photo.php?fbid=3138951960857&amp;amp;set=a.2104690464966.223805.1476640191&amp;amp;type=1&amp;amp;theater"&gt;através do Facebook&lt;/a&gt;,  convocar os amigos e colegas de militância para chamarem atenção para a  situação. O protesto aconteceu na tarde desta segunda-feira (30) e  contou com o apoio de aproximadamente 50 pessoas que fizeram uma apitaço  e empunharam faixas contra o racismo em frente à loja da Perini.&lt;br /&gt;
No entanto, de acordo com a assessoria do Iguatemi, os seguranças do  shopping não tomaram partido de nenhum dos clientes, até porque "eles  não presenciaram o fato" e não poderiam testemunhar. "Eles apenas  esperaram a viatura policial chegar, a partir daí a condução do caso é  uma responsabilidade da polícia", justificou a assessoria, informando  que&amp;nbsp; caso o&amp;nbsp; Iguatemi seja solicitado judicialmente para ceder as  imagens das câmaras do circuito interno do shopping, o fará sem  problemas.&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte -&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.bahia247.com.br/"&gt;www.bahia247.com.br&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CENPAH, um olhar Negro na BAHIA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1984478145864950254-448779173009145930?l=cenpah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cenpah.blogspot.com/2012/02/o-protesto-que-abalou-o-shopping.html</link><author>noreply@blogger.com (CENPAH)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-k7HItYg6prw/TzjKmZ6stxI/AAAAAAAABLI/2J5aOHQgSAc/s72-c/unafro620x465.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1984478145864950254.post-7423873173818614149</guid><pubDate>Fri, 10 Feb 2012 16:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-10T14:54:27.698-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Mídia</category><title>A grande mídia contra as ações afirmativas!</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-mgtFkvedrAs/TzVKg6RisGI/AAAAAAAABKw/RzVSls7Jc2A/s1600/380918_246373895418458_100001375477328_621002_613563948_n.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="312" src="http://1.bp.blogspot.com/-mgtFkvedrAs/TzVKg6RisGI/AAAAAAAABKw/RzVSls7Jc2A/s400/380918_246373895418458_100001375477328_621002_613563948_n.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;O que o Estado Democrático de Direito, o que o republicanismo, o que o interesse público podem esperar quando se alinham, em uníssono à maneira de campanha, três conglomerados de comunicação que, no Brasil, são os proprietários privados dos mais influentes veículos da imprensa nacional? Uma única coisa: o abuso do direito constitucional à liberdade de expressão e de opinião. A coação dos demais poderes institucionais. O desrespeito ao princípio de igualdade de oportunidade, cerne da democracia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;Pois é exatamente o que a sociedade brasileira assiste hoje, estupefata, com a sórdida manipulação encampada pela Rede Globo, Grupo Folha e Editora Abril - respectivamente donos da TV aberta de maior audiência, com suas filiadas em todo o território brasileiro, controladores da TV por assinatura, de O Globo, de emissoras de rádio; dos jornais Folha de S. Paulo e Valor Ecnômico, do poderoso portal UOL; da maior e mais potente revista noticiosa semanal, Veja, e de vários outros tentáculos midiáticos articulados entre si.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #800906; font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Cotas são o inferno&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px; min-height: 16.0px;"&gt;Esse poderosíssimo Leviatã apresenta-se na atual conjuntura como o sucedâneo do Leviatã hobbesiano. O propósito do monstro é amedrontar a sociedade repetindo insaciável, incontinenti e monocordiamente que o Inferno em breve se instalará no Brasil. Incansavelmente a Rede Globo, a Folha e Veja anunciam que isso já tem hora e data marcada.&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;O Brasil será transformado no reino de Lúcifer a partir do momento em que deputados e senadores em Brasília votem pela aprovação de dois projetos que tramitam no Congresso Nacional, um deles há mais de decênio: o Estatuto da Igualdade Racial (projeto de lei 6564/05, do senador Paulo Paim, PT), e o projeto de lei 73/99 (da deputada Nice Lobão, DEM) incorporado ao projeto de lei 3.627/2004, do governo federal. Ambos estabelecem, pela primeira vez no país, um sistema de políticas sociais compensatórias, inclusive de acesso às universidades públicas federais, como forma de corrigir as profundas desigualdades repercutidas até hoje pelos mais de 300 anos de escravidão negra e indígena que marcam a história socioeconômica brasileira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;A grande mídia simplifica tais políticas compensatórias, rotulando-as como projeto de cotas "raciais". Isso tem reduzido a abrangência daquelas proposições e tornado irracional o debate. A questão de "raça" é posta no primeiro plano, em uma sociedade que custa a acreditar na existência do racismo em suas relações cotidianas e institucionais. Um povo que acredita, a despeito do desmascaramento do mito, ser o Brasil uma "democracia racial", mercê de todos os mais respeitáveis dados e índices de medição da estrutura demográfica afirmarem sempre o contrário. A sociedade brasileira é cingida por uma forte persistência da herança escravocrata, que atinge "pretos" e "pardos" (na definição do IBGE), colocando-os como grupo nas piores posições da pirâmide sócio-econômica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #800906; font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-G-v5cx42VSY/TzVLmxDCSoI/AAAAAAAABK4/o56w3dP-yrg/s1600/nao_ha_racismo1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-G-v5cx42VSY/TzVLmxDCSoI/AAAAAAAABK4/o56w3dP-yrg/s320/nao_ha_racismo1.jpg" width="271" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Racismo como ideologia&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px; min-height: 16.0px;"&gt;Não são os propositores daqueles projetos de lei que inventaram a noção de "raça" como fator de identidade atribuída às pessoas de acordo com seus papéis e o lugar social por elas ocupado na formação da sociedade brasileira.&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;"Raça" sempre foi utilizada pelos "senhores da terra", desde o nascedouro da empreitada colonial nas Américas, como traço distintivo. Aos africanos, trazidos como escravos para todos os gêneros de labuta, foi-lhes pregada a definição de "negros" como marca de um tipo de animal racialmente inferior aos demais humanos. Não importaram as suas diferenciações culturais, ou étnicas, tampouco as suas tradições de origem. Todos são (ou eram) da "raça" negra, consequentemente podendo ser escravos pelo estatuto do ordenamento jurídico da Colônia e do Império. O racismo foi uma das ferramentas ideológicas de organização da exploração colonial. A República não solucionou, até o presente, essa equação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;Qual patriota - e a pátria, já disse alguém, é o último refúgio dos canalhas - quer ver seu país "pegar fogo", ter a sua "harmoniosa" população "separada" entre "brancos" (no Brasil identificados como rico ou doutor) e "negros" (sempre suspeitos e vilões)? Quem quer ver a "paz" que hoje reina, como antanho, desde o princípio do escravismo colonial, quem quer todas essas nossas tradições de cordialidade (no fundo perversas) perdidas por conta da aprovação do Estatuto da Igualdade Racial e do projeto 3.627?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;Nessa tecla batem, de forma orquestrada e combinada, os grandes conglomerados de mídia. Com seus impressos, telejornais, experts em antropologia social, rádios, internet, publicações, almejam influenciar - e muito - os humores e a disposição da opinião pública, isto é, dos brasileiros formadores de opinião e dos eleitores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #800906; font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Sem-precedentes a não ser no abolicionismo&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px; min-height: 16.0px;"&gt;O Estatuto e o outro projeto de lei seriam obra demoníaca (ou stalinista?). Permitir que congressistas tenham o livre-arbítrio de votar abalizados por razões éticas, de senso de justiça, de consciência histórica dos horrores que até hoje vigem da discriminação negativa contra os negros, isto a Rede Globo, a Folha de S. Paulo e a Veja simplesmente não querem aceitar. Portanto, mobilizam-se, com poucos precedentes similares nos debates legislativos, para derrotar aquelas proposições. Reeditam dessa forma, 130 anos depois, a mesma tipologia das paixões verificadas durante a árdua luta que resultou na abolição da escravatura no país.&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;Todos os artigos, todas as matérias, todos os editoriais veiculados direcionam-se a semear o pânico e a disseminar a idéia de que assim procede a mídia em defesa da unidade e do bem nacionais. Todas as reportagens ou entrevistas são produzidas e editadas de forma a referendar essa tese.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;O método é simples e corriqueiro. Para disfarçar o flagrante desrespeito às regras básicas do jornalismo em sociedades abertas (deve-se dar voz a todas as opiniões), esses grandes veículos usam a fórmula 10 para 1. Dão espaço e peso diferenciados aos que são contrários àqueles projetos e ao demais. Este, já que favorável, tem a sua opinião, posta no contexto das outras contrárias, com um enquadramento que remete ao bizarro, ao fora de propósito. Vira exotismo defender políticas compensatórias para os descendentes de escravos no Brasil, que são a esmagadora maioria dos pobres e miseráveis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #800906; font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-onMBtzij3EQ/TzVLoDhhvxI/AAAAAAAABLA/m3GrwjR0NjM/s1600/images.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-onMBtzij3EQ/TzVLoDhhvxI/AAAAAAAABLA/m3GrwjR0NjM/s1600/images.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Interesses anti-sociais das empresas&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Rede Globo e seu noticioso carro-chefe, o Jornal Nacional - já classificado por seu editor como produto dirigido a gente de mentalidade de Homer Simpson -, Veja e Folha de S.Paulo querem convencer os formadores de opinião, eleitores e seus representados no Congresso Nacional de que essas empresas privadas (ou seja, Globo, Folha e Abril, assim como os seguidores de tal ideário) defendem nessa campanha o que é melhor para "o país". No entanto, os formadores de opinião, e principalmente os atuais detentores de mandatos parlamentares, deveriam atentar para a seguinte obviedade escamoteada nesse debate: Rede Globo, Folha e Editora Abril são crias alimentadas pela última ditadura militar que destruiu a democracia, prendeu, torturou, matou e fechou, por consequência, esse mesmo Congresso Nacional. Perseguiu e cassou mandatos de parlamentares e tantos outros líderes sociais e políticos não-adesistas.&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;Entre os sombrios anos 1960 ao ocaso dos anos 1980, a maior parte do tempo foram conflitantes e até mesmo opostos os interesses republicanos e os interesses dessa hoje tríplice-aliança. Essas empresas se fortaleceram, se beneficiaram e se consolidaram, cada uma ao seu modo, pelas facilitações que o regime militar lhes proporcionou. Apoiaram abertamente ou foram coniventes em algumas fases com aquela ditadura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;Sobre a Globo há vasto corpus documental a respeito, dentro dele a existência de uma CPI. Carlos Guilherme Mota e Maria Helena Capelato (1980) registraram em História da Folha de S. Paulo: 1921-1981 a estratégia de posicionamento político que fez este jornal jamais ter sofrido sequer de leve os abusos ditatoriais infligidos ao seu concorrente local, O Estado de S.Paulo. A Editora Abril sempre flertou com a cúpula do sistema, tendo em Golbery do Couto e Silva um dos seus referenciais de conduta e em Antonio Carlos Magalhães um dos seus queridinhos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #800906; font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Dourando a pílula do comprometimento&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;A Folha buscou se redimir, a partir dos tempos de Claudio Abramo e mais ainda com Boris Casoy, na memorável campanha das Diretas-Já, que na primeira metade da década de 1980 exigia nas ruas o retorno ao Estado de Direito, com o estabelecimento de eleições livres para a Presidência da República. Naquela vez, Folha, Veja e Globo ficaram em campos diferenciados.&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;A vontade da poderosíssima Globo no período todos nós conhecemos. Se opôs tenazmente a que o povo brasileiro readquirisse a sua soberania por meio do voto. Ignorou ou mentiu, seguindo um padrão jornalístico de obediência à linha-dura do regime à qual serviu o tempo todo com denodo, demonizando os adversários.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;Provas ainda piores de que a Globo, quando quer, é o reino da perversão dos interesses cidadãos estão nos anais da história brasileira recente em dois escandalosos episódios. O que ficou conhecido como "Caso Globo/Proconsult" e o debate final da campanha eleitoral de 1989, entre Lula e Fernando Collor. No primeiro, a Globo foi pega de calças curtas na sua ignóbil tentativa de manipular contra Leonel Brizola o resultado da eleição para governador do Rio de Janeiro, em 1982. No segundo, a exibição no Jornal Nacional da edição do debate, beneficiando a performance de Collor, até hoje é estudada como um case do histórico de abuso de poder que essa rede televisiva possui.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;Nesse segundo episódio, o então todo-poderoso diretor da Central Globo de Jornalismo, Armando Nogueira, teve pruridos de hombridade, foi ao cacique Roberto Marinho e apresentou sua demissão do cargo. Vemos a confissão envergonhada dele para o teledocumentário Beyond Citizen Kane (Simon Hartog, 1993), que a Globo judicialmente censurou, impedindo sua exibição em todo o território brasileiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #800906; font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Um histórico de sujeiras&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Esse documentário &lt;a href="http://video.google.com/videoplay?docid=-1439668035631806019"&gt;&lt;span style="color: #0e23a3; letter-spacing: 0px; text-decoration: underline;"&gt;(assista aqui)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, que circulou em cópias piratas, é um consistente trabalho jornalístico da TV britânica, mostrando os tentáculos do império de Roberto Marinho e suas ramificações no comando do poder político nacional. Permitir a sua difusão à época seria contrária à estratégia que com o retorno da democracia a Globo traçou, visando apagar da memória o seu passado macbethiano.&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;Foi nesse vácuo, por exemplo, que alguma programação da emissora, como o Fantástico, até se deu ao luxo de exibir uma reportagem sobre o nascente Movimento Pelas Reparações dos Afrodescentente, enfocando o surgimento no Brasil de uma articulação social por políticas compensatórias de ação afirmativa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;Entretanto, pruridos iguais ao de Nogueira hoje não possui Ali Kamel. Este profissional, agora à frente do Jornalismo da TV Globo, é um dos comandantes do ataque sem trégua ao Estatuto da Igualdade Racial e ao Projeto de Lei do Executivo. Age de cima de um armamento pesado de artilharia, muito além do que poderiam vis mortais, como o autor dessas mal-traçadas linhas, desprovidos estes do instrumental fabuloso que são os comandos da TV Globo, da Veja, da Folha de S.Paulo. Nem um desses veículos abre espaço e tempo equitativos para o exercício de opinião contrária às suas neste tema. Seus colunistas e articulistas, com raras exceções de um Elio Gaspari, têm todos não-surpreendentemente o mesmo ponto de vista de quem lhes paga salários e bônus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #800906; font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Trapaça e covardia no debate&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Não há em toda a grande mídia brasileira um único articulista ou comentarista negro comprometido com a luta anti-racista contratualmente assegurado para, de forma regular, emitir sua opinião nesses veículos. Mesmo o limitado espaço da seção "Tendências/Debates" da página 3 da Folha, ou o seu suplemento "Mais!", nos últimos oito anos têm sistematicamente rejeitado colaborações contestadoras à sua tese. Não faltam pessoas com esse ponto de vista capacitadas para publicar na Folha, e uma lista de intelectuais comprometidos na luta por ações afirmativas foi entregue à Secretaria de Redação desse veículo por uma representação do Movimento Negro há mais de três anos, em visita àquele jornal. Certamente a lista foi para o lixo.&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;Diante de tão avassaladora campanha "cívica", mentalidades conservacionistas do establishment sentem-se agora encorajadas a bradar as suas posições contra as mudanças institucionais previstas por aqueles dois projetos de lei. Vêem-se estimuladas essas vozes porque sabem poder contar com a tutela dos grandes veículos de comunicação. Não temem, neste momento, a reação adversa das ruas. Porque as ruas estão desmobilizadas pela insuficiência das forças sociais que, sabedoras da justeza política das ações compensatórias aos estratos sempre excluídos (por razões históricas), acham-se órfãs do poder belicoso dos que possuem o controle da grande mídia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;Ouso dizer que por trás de todo esse poder esconde-se a prepotência dos covardes. Em breve eles também pressionarão os integrantes do Supremo Tribunal Federal, quando a matéria for ali analisada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;É esta covardia da Globo, da Veja e da Folha que interdita o nosso acesso equânime aos seus tempos e espaços. Ali Kamel jamais nos convidaria para um debate desarmado, ainda que em ambiente por ele dominado, em qualquer um dos seus jornalísticos ou talk shows cuja edição seja honesta. Otavio Frias Filho, para cujo jornal muitas vezes no passado escrevi, tendo dois textos meus reeditados em coletâneas organizadas pela Publifolha - e a partir dos quais produzi minha tese de doutorado - não me ofereceria em sua Folha um lugar de articulista frequente em contraponto ao seu pensamento. E Veja, para estampar uma "página-amarela" que fosse, somente se eu "revelasse" que Lúcifer não existe no além, Lúcifer é a "alcunha" de Luiz Inácio Lula da Silva.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;Como as coisas assim não se darão, ou os defensores e interessados pela democratização verdadeira das relações sociais no Brasil retomam aguerridamente a sua militância, pressionam os parlamentares, ganham as ruas e outros espaços de cidadania; ou, então... adeus às mudanças.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="color: #800906; letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;P.S&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;. - Uma nota adicional. Comecei a redigir este artigo em Madri, Espanha. Estou na Europa há oito meses como bolsista de pós-doutorado da Capes no Lateinamerika Institut da Freie Universität Berlim, verificando a presença e influência do geógrafo Milton Santos no debate intelectual em países europeus, subsídio para escrever a biografia autorizada dele. Dia desses tive de me deslocar em ônibus para Salamanca. Ao desembarcar na estação, à porta do veículo vieram me recepcionar três homens que se identificaram como agentes da polícia local. Eu era o único negro entre os demais passageiros e não estava chegando ao país naquele momento. Fui o único detido e submetido aos olhares suspeitosos dos demais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;Não se tratava de agentes da Imigração. Eram policiais comuns à paisana, que me levaram a um cubículo, me retiraram os documentos e remexeram minha mochila, cheia de livros - para a surpresa confessa deles - e folhearam meu passaporte com comentários jocosos sobre o número de viagens marcado por vários vistos ali apostos. Telefonaram para sei lá quem, ditando meus nome e sobrenome. Depois do vexame e do constrangimento, permitiram que eu fosse encontrar com um acadêmico da universidade local, estudioso da obra do brasileiro. A essa altura eu já tinha perdido meu humor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;Registro aqui o fato para ilustrar uma simples verdade, que se tenta escamotear: é muito fácil, para os prepostos do poder (público ou privado) saber quem é negro. Afirmo em resposta à questão bizantina levantada pelos inimigos das cotas. No Brasil, episódios como esse são banais. Na Europa frequentemente ocorrem. A cor da pele subsiste como valor de distinção, de discriminação e preconceito. Gostemos ou não, esses são os fatos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; min-height: 16.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;*Jornalista, professor da Universidade Federal da Bahia, doutor em Ciências da Comunicação pela USP. Criou o Etnomidia – Grupo de Estudos em Mídia e Etnicidades da Faculdade de Comunicação da UFBA, e coordena o Grupo de Pesquisa Permanecer Milton Santos do Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade/CNPq&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CENPAH, um olhar Negro na BAHIA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1984478145864950254-7423873173818614149?l=cenpah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cenpah.blogspot.com/2012/02/grande-midia-contra-as-acoes.html</link><author>noreply@blogger.com (CENPAH)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-mgtFkvedrAs/TzVKg6RisGI/AAAAAAAABKw/RzVSls7Jc2A/s72-c/380918_246373895418458_100001375477328_621002_613563948_n.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1984478145864950254.post-2795311757745189231</guid><pubDate>Fri, 10 Feb 2012 16:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-10T14:46:50.657-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Fatos e acontecimentos</category><title>E Se Deus For NEGRO!</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-eHsT02tg9ME/TzVJeLZnA_I/AAAAAAAABKg/PlVsVpd0CK0/s1600/jesus+negro+new.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-eHsT02tg9ME/TzVJeLZnA_I/AAAAAAAABKg/PlVsVpd0CK0/s1600/jesus+negro+new.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; line-height: 20.0px; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;François Bernier, viajante, antropólogo e médico francês, escreveu em 1684, no “Journal des Sçavants” de Paris, a seguinte descrição de um negro:” são &amp;nbsp;humanos, de lábios grossos e narizes achatados; pele oleosa, lisa e polida, com exceção das partes queimadas pelo sol; possui apenas três ou quatro fios de barba e os cabelos não são propriamente cabelos, mas uma espécie de lã que se assemelha ao pelo de algumas de nossas ovelhas. Seus&amp;nbsp; dentes são mais brancos que o marfim mais fino; sua língua e toda a reentrância da boca com lábios tão vermelhos quanto o coral”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; line-height: 20.0px; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; No simbolismo das cores, no Ocidente Cristão, o negro significava a derrota, a morte, o pecado, enquanto o branco significava o sucesso, a pureza e a sabedoria. Segundo, Roger Bastide, sociólogo francês, nós herdamos dos gregos e do cristianismo a polaridade branco-preto como expressão da pureza e do demoníaco. “Lembramos o véu negro de Teseu, quando retornou de Creta, como símbolo da derrota, e o seu véu branco como sinônimo de vitória. Os eleitos, no cristianismo, vestem túnicas brancas e os diabos são negros. Sem nos darmos conta, essa ligação da negrura com o inferno, a morte, as trevas da noite e o pecado&amp;nbsp; não deixa de exercer influência sobre nossa visão dos africanos, como se uma maldição estivesse colada a sua pele”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; line-height: 20.0px; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Em 2010 entrou em vigor o Estatuto da Igualdade Racial. O senador Demostenes Torres (DEM-GO), relator do texto final, conseguiu empurrar garganta abaixo e aprovar,&amp;nbsp; um estatuto que é a cara da elite branca e conservadora representada pelo Democratas. Foi o DEM que ajuizou ação no STF contra a demarcação dos territórios&amp;nbsp; quilombolas, contra as cotas nas universidades e de quebra aplaudiu o senador Demostenes quando ele defendeu que, na colônia, não houve estupro de mulheres negras pelos senhores de engenho, era sexo consensual. Muita cara de pau de um senador racista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-PH2Luvyq1dY/TzVJhrblbqI/AAAAAAAABKo/qmZLNr5FQqw/s1600/783l.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-PH2Luvyq1dY/TzVJhrblbqI/AAAAAAAABKo/qmZLNr5FQqw/s320/783l.jpg" width="254" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; line-height: 20.0px; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O&amp;nbsp; racismo no Brasil é alimentado na sutileza dos detalhes do cotidiano e até nos parece normal&amp;nbsp; esta convivência. Na maioria das vezes, ocorre de forma imperceptível, quase invisível. Outro exemplo vergonhoso foi o que &amp;nbsp;constatamos no ano passado, na novela Viver a Vida, assistida por milhões de brasileiras (os). A &amp;nbsp;personagem Helena vivida pela atriz negra Thaís&amp;nbsp;de Araujo, foi uma protagonista que ajoelhava e&amp;nbsp; implorava &amp;nbsp;perdão e mesmo assim levava porrada&amp;nbsp;em plena Semana da Consciência Negra . Demonstrou incompreensiva &amp;nbsp;subserviência aos personagens brancos. Por outro lado vimos &amp;nbsp;Luciana, &amp;nbsp;paraplégica, vivida pela atriz Aline Moraes&amp;nbsp;dentro de casa, sendo carregada &amp;nbsp;no colo &amp;nbsp;por um negro, contratado especialmente para essa finalidade. Na imprensa escrita, os negros jamais são vistos nas colunas sociais, mas predominam&amp;nbsp;nas páginas &amp;nbsp;policiais; nas passarelas as modelos são brancas. Na medicina, engenharia, direito e outros cargos nobres, o negro é minguado, quase não se vê.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; line-height: 20.0px; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;Esse racismo estrutural praticado de forma tão sutil tem proporcionado um alto custo social. Segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a cota de anestesia, para mulheres negras atendidas pelo SUS&amp;nbsp;no parto normal é quase 10% menor que a cotas destinadas às mulheres brancas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; line-height: 20.0px; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Repetindo Mário Rosa, poderíamos questionar: “E se você chegar ao céu e em vez de um velhinho de barba branca sentado no Trono, você vir um Deus negro? E se em vez de clarins ressoando na sua chegada, você ouvir tamborins? E se em vez de um coral com anjos lourinhos ou ruivos de cabelos encaracolados cantando de maneira contida, você encontrar um grupo de cabelos em trancinhas, da cor da noite, tocando louvores a Deus em ritmo de timbalada? Você ficaria surpreso? Muitos ficariam chocados. Fazemos uma imagem de Deus como se Ele fosse europeu, branco, de barba branca e bochechas vermelhas, como o Papai Noel. Deus é Espírito. Então não é branco, negro ou amarelo, Ele é Deus”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; line-height: 20.0px; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;Axé a todos aqueles que querem um Brasil mais igual; aos mais de 250.000 jovens negros analfabetos; aos negros residentes nos mais de 500 quilombos do Maranhão que não tem suas terras certificadas e às&amp;nbsp; mais de 1500 comunidades de terreiro&amp;nbsp; excluídas das políticas públicas por falta de registro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; line-height: 20.0px; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; line-height: 20.0px; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;Walter Nunes, Mestre em Relações Internacionais e membro da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;a href="mailto:walternunes@ufma.br"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px; text-decoration: underline;"&gt;walternunes@ufma.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CENPAH, um olhar Negro na BAHIA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1984478145864950254-2795311757745189231?l=cenpah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cenpah.blogspot.com/2012/02/e-se-deus-for-negro.html</link><author>noreply@blogger.com (CENPAH)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-eHsT02tg9ME/TzVJeLZnA_I/AAAAAAAABKg/PlVsVpd0CK0/s72-c/jesus+negro+new.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1984478145864950254.post-5593915380896514861</guid><pubDate>Fri, 03 Feb 2012 10:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-03T08:57:08.528-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">racismo</category><title>'Quando me olho no espelho, dói muito', diz baiana que perdeu visão ao ser agredida por PM</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-gmpMadXwTT8/Tyu9e4F0ICI/AAAAAAAABKY/VsM_J0FBIGs/s1600/olho.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://3.bp.blogspot.com/-gmpMadXwTT8/Tyu9e4F0ICI/AAAAAAAABKY/VsM_J0FBIGs/s320/olho.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Após oito dias, a Polícia Militar&amp;nbsp; de Salvador abriu um inquérito  para apurar a denúncia de agressão de um PM a uma cozinheira, no dia 22  de janeiro, durante o show do Olodum, no Pelourinho.&amp;nbsp;&lt;a href="http://g1.globo.com/bahia/noticia/2012/01/cozinheira-perde-visao-ao-ser-agredida-em-show-no-pelourinho.html"&gt;Na ocasião&lt;/a&gt;,  Almerinda Neves, 34 anos, estava no público do evento quando um dos  policiais militares que faziam a segurança no local desferiu golpes de  bastão no meio do público e um deles atingiu a cozinheira, que foi  socorrida por populares.&lt;br /&gt;
Almerinda acordou dois dias depois, após ser transferida do Hospital  Geral do Estado para o Hospital do Subúrbio. No hospital ela soube que  havia perdido o globo ocular do olho esquerdo.&amp;nbsp; Em depoimento, a  cozinheira contou que ainda está se acostumando a enxergar somente com  um dos olhos. "Eu ainda fico em dificuldade, fico vendo embaçado, a  claridade ainda incomoda. Muito doloroso", diz. Almerinda conta também  sobre a preocupação com o futuro seu e do seu filho de 12 anos. "Eu  dependo do meu trabalho para sustentar o meu filho. Só o senhor meu Deus  para dizer se poderei voltar a trabalhar ou não", lamenta.&lt;br /&gt;
A Polícia Militar informou que 150 agentes trabalhavam no show e que  um inquérito foi aberto para investigar o caso. “Vamos verificar  efetivamente o policial militar que tenha cometido essa possível  infração e, uma vez identificado, abriremos um processo administrativo  disciplinar através de nossa Corregedoria. O policial militar, sendo  realmente o acusado identificado, será punido disciplinarmente pela PM e  pode chegar ser demitido da corporação”, afirma o coordenador de  Planejamento de Operações do 18° Batalhão da PM, Adilson Santana.&lt;br /&gt;
&lt;div class="foto componente_materia midia-largura-646"&gt;&lt;img alt="Agressão ocorreu em show no Pelourinho (Foto: Reprodução/ TV Bahia)" src="http://s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2012/01/30/confusao_pelo5.jpg" title="Agressão ocorreu em show no Pelourinho (Foto: Reprodução/ TV Bahia)" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="foto componente_materia midia-largura-646"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="foto componente_materia midia-largura-646"&gt;&lt;strong&gt;Agressão ocorreu em show no Pelourinho (Foto: Reprodução/ TV Bahia)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="foto componente_materia midia-largura-646"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="foto componente_materia midia-largura-646"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;Almerinda foi à corregedoria da PM, na Pituba, para solicitar o  reconhecimento do agressor. "Após confirmada a autoria do policial  agressor, vamos entrar com uma ação cível de danos", explica José Santos  Silva, advogado da cozinheira.&lt;br /&gt;
"Eu espero que ele pague pelo que fez. Eu sou uma pessoa que  trabalho, sempre tive minha vida. Agora dependo de familiares. Então ele  vai ter que pagar, até mesmo com indenização. Não sei como vai ficar  minha vida daqui para frente. Eu estava muito feliz nesse dia, aí acabou  minha felicidade em tristeza. Uma tristeza dolorosa. Quandi me olho no  espelho dói muito", conta, emocionada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte G1&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CENPAH, um olhar Negro na BAHIA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1984478145864950254-5593915380896514861?l=cenpah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cenpah.blogspot.com/2012/02/quando-me-olho-no-espelho-doi-muito-diz.html</link><author>noreply@blogger.com (CENPAH)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-gmpMadXwTT8/Tyu9e4F0ICI/AAAAAAAABKY/VsM_J0FBIGs/s72-c/olho.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1984478145864950254.post-4447641591379119601</guid><pubDate>Fri, 03 Feb 2012 10:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-03T09:17:55.242-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">racismo</category><title>O Racismo Cordial da Rede Globo no BBB-12</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-IlOXrKRZxrU/Tyu8qc4rCvI/AAAAAAAABKQ/Sm465kFxnWg/s1600/globo+proibido.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-IlOXrKRZxrU/Tyu8qc4rCvI/AAAAAAAABKQ/Sm465kFxnWg/s1600/globo+proibido.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;O PEDRO BIAL tinha de perguntar ao único negro do programa Big Brother Brasil 12 se o critério racial, ou o que comumente se chama de cotas, seria um bom critério de eleição para um dos participantes do programa. Ele tinha de fazer isso. E aquele garoto, o Daniel, tinha de responder que “não, porque eu acho que não tem que ter cota pra nada, a gente é igual cara, embaixo da pele é sangue, e o sangue é vermelho”, querendo dizer que todos somos iguais; o que ninguém disse ou tinha de dizer naquele programa, e em rede nacional, é que nós negros sempre soubemos disso, e que apenas a ‘elite branca racista’ deste país é que discorda da assertiva daquele garoto negro, ou “negão” como o apresentador preferiu denomina-lo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É como se a Rede Globo, principal representante disto que chamamos de ‘elite branca racista’ deste país, estivesse cumprindo o seu papel. Digo isso porque estou certo que comparto da opinião de muitos dos militantes negros – que ao serem acordados às portas desta madrugada do dia 11 de janeiro, pois foi assim que soube de mais esta investida contra as ações afirmativas, com a avaliação inocente de que esta rede de televisão não é legítima para fazer este debate –, que esse tema, o da questão racial brasileira, não é nosso, que esse tema pertence a todos os brasileiros e tem lados. Que o nosso papel é o de defender a nossa posição e a ‘elite branca racista’ o dela, com isso, repito: a Rede Globo cumpre o seu papel.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sabemos ainda que as armas não são paritárias, e que não devemos esperar que a ‘elite branca racista’ nos seja leal e honrosa. Que esta mesma elite só se afastará deste debate quando destruí-lo, por tê-lo deslegitimado; ou quando puder tirar algum proveito dele. Que a ‘tolerância’ é uma das grandes ferramentas que forjamos no século passado para impor os ‘direitos das minorias’, pois não podemos obrigar a ‘elite branca racista’ a nos amar, mas compeli-la a nos admitir no mesmo espaço público e de poder sim, isso nós podemos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sabemos também que no momento histórico em que o IBGE afirma sermos nós negros mais de 50% da população, um apresentador perguntar ao único jovem negro de um programa, em meio a 16 participantes, se o critério racial é um critério legítimo de eleição, por mais esdrúxula que possa parecer tal pergunta, considerando tamanha ousadia frente à evidência, que este gesto é uma posição de ataque, é um desafio, e que devemos sempre estar ‘a postos’ para responder à altura; muito embora o constrangimento esculpido no rosto do garoto Daniel não nos permita sequer condená-lo, pois apenas mais uma vítima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E que não devemos descansar, assim como não fizeram João de Deus, Lucas Dantas, Manuel Faustino, Luís Gonzaga das Virgens, Luiz Gama, William Edward Burghardt Du Bois, Abdias do Nascimento, Lélia Gonzalez, Malcom X, Martin Luther King, Steve Biko, Patrice Lumumba, Cheikh Anta-Diop, Elbert "Big Man" Howard, Huey P. Newton, Sherman Forte, Bobby Seale, Reggie Forte e Little Bobby Hutton, Angela Davis e muitos outros e outras que começaram “de longe” a nossa batalha e que nós devemos continuar dando seguimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um Axé a todos e todas, vamos nos aliar a campanha iniciada pela nossa Magnífica Ivete Sacramento e não assistir a este programa, apenas isso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
CLEIFSON DIAS é Bacharel em Direito pela Universidade Católica do Salvador.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;veja a pergunta:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/P2W7KKwahiM" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CENPAH, um olhar Negro na BAHIA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1984478145864950254-4447641591379119601?l=cenpah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cenpah.blogspot.com/2012/02/o-racismo-cordial-da-rede-globo-no-bbb.html</link><author>noreply@blogger.com (CENPAH)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-IlOXrKRZxrU/Tyu8qc4rCvI/AAAAAAAABKQ/Sm465kFxnWg/s72-c/globo+proibido.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1984478145864950254.post-7100954000375393399</guid><pubDate>Fri, 03 Feb 2012 10:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-03T08:49:34.621-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">ações afirmativas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Política  e direitos humanos</category><title>Zumbi dos Palmares, uma faculdade que valoriza o negro</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-o904HMX7eRU/Tyu7sFhzMFI/AAAAAAAABKI/gcHR0rytDCY/s1600/mi_397165165582180.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-o904HMX7eRU/Tyu7sFhzMFI/AAAAAAAABKI/gcHR0rytDCY/s320/mi_397165165582180.jpg" width="279" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; line-height: 18.0px; margin: 0.0px 0.0px 13.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Talvez nem todo mundo saiba, mas em São Paulo exite uma universidade dedicada aos negros. Sim, a Faculdade Zumbi dos Palmares tem uma proposta que defende a educação (acima de tudo) e a “cidadania negra”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; line-height: 18.0px; margin: 0.0px 0.0px 13.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Números levantados pela universidade demonstram que, em média, os negros estudam 2,2 anos a menos do que os brancos no Brasil, um país que possui a segunda maior população negra do mundo. São 77,9 milhões. Diante de números graves como esse, o projeto de uma faculdade dedicada a essa fatia da população foi criado em 2000, por acadêmicos, profissionais liberais, intelectuais e personalidades de diversas áreas do conhecimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; line-height: 18.0px; margin: 0.0px 0.0px 13.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Inaugurada em 20 de Novembro de 2003, as aulas começaram em fevereiro de 2004. Trata-se da primeira faculdade idealizada por negros, tendo como foco a cultura, a história e os valores da negritude (90% dos alunos são negros auto-declarados). É a primeira e única instituição de ensino superior voltada para a inclusão do negro, na América Latina. A faculdade tem, na matriz curricular de seus cursos, o compromisso com a implantação da lei 10.639/2003 que institui como obrigatório o ensino de História da África e Afrobrasileira em todos os níveis. Isso garante que os alunos dos diversos cursos tenham a consciência do seu protagonismo na história.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; line-height: 18.0px; margin: 0.0px 0.0px 13.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;- Não adianta fazer demagogia, existe um histórico de problemas educacionais relacionados aos negros. Acho incrível a iniciativa de uma faculdade que valoriza a nossa cor, por isso escolhi estudar aqui – diz a aluna de direito Fernanda Silva, de 23 anos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; line-height: 18.0px; margin: 0.0px 0.0px 13.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Além de Direito, por lá, os alunos podem cursar Administração, Tecnologia em Transportes e Pedagogia. Os alunos garntem que o campus da faculdade é um espaço aberto de discussões dos mais variados temas que levam a uma reflexão mais profunda sobre questões como cinema, livros, dança, teatro, etnia, raça, etc.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; line-height: 18.0px; margin: 0.0px 0.0px 13.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Em 2011, festejando o ano internacional do afro-descente, a faculdade abaixo o preço da mensalidade do curso de Pedagogia em quase metade.&amp;nbsp;O reitor José Vicente defende a liberdade pela educação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; line-height: 18.0px; margin: 0.0px 0.0px 13.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;- É este o princípio que norteia nossas iniciativas, que sustenta nossas certezas e nos move em direção ao futuro. É a partir de uma comunidade consciente e organizada que construiremos a verdadeira cidadania e, a partir desta, o desenvolvimento capaz de abraçar a todos os brasileiros. A formação desta sociedade não pode continuar excluindo a maior parcela da população brasileira e nem condenando os afrodescendentes brasileiros a ficar “pelo caminho”, fora das universidades e longe dos melhores postos de trabalho. Investir na formação de novos professores é nosso desafio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; line-height: 18.0px; margin: 0.0px 0.0px 13.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Em 2007, a instituição formou 126 alunos em Administração, na primeira formatura da Zumbi, que contou com o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, como patrono.&lt;br /&gt;
Já em 2008 os formandos do curso de Administração, um total de 241 alunos, tiveram como patrono o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Glória Maria e Daiane dos Santos foram as paraninfas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; line-height: 18.0px; margin: 0.0px 0.0px 13.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Em parceria com a ONG Afrobras, os alunos também garentem sua inserção no mercado de trabalho, através de empresas parceiras do Programa de Estágios. Os alunos também criaram projetos inovadores como a TV Zumbi e o Zumbi News, veículos que mostram novidades do mundo acadêmico, notícias importantes e matérias sobre consciência negra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; line-height: 18.0px; margin: 0.0px 0.0px 13.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;O vestibular está com inscrições abertas. Para mais informações, acesse:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; line-height: 18.0px; margin: 0.0px 0.0px 13.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0e23a3; font: 13.0px Georgia; line-height: 18.0px; margin: 0.0px 0.0px 13.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="color: black; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;lt;&lt;a href="http://zumbidospalmares.edu.br/"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px; text-decoration: underline;"&gt;zumbidospalmares.edu.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&amp;gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0e23a3; font: 13.0px Georgia; line-height: 18.0px; margin: 0.0px 0.0px 13.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="color: black; letter-spacing: 0.0px;"&gt;fonte: Revista AFRO&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CENPAH, um olhar Negro na BAHIA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1984478145864950254-7100954000375393399?l=cenpah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cenpah.blogspot.com/2012/02/zumbi-dos-palmares-uma-faculdade-que.html</link><author>noreply@blogger.com (CENPAH)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-o904HMX7eRU/Tyu7sFhzMFI/AAAAAAAABKI/gcHR0rytDCY/s72-c/mi_397165165582180.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1984478145864950254.post-718523484304579836</guid><pubDate>Wed, 25 Jan 2012 17:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-26T09:08:35.717-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">racismo</category><title>Nota de Repúdio  contra CARTAZ CF 2012</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-uJW28WgyGck/TyA1RH81G-I/AAAAAAAABKA/qxi7msvcWbc/s1600/cf2012_cartaz.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-uJW28WgyGck/TyA1RH81G-I/AAAAAAAABKA/qxi7msvcWbc/s320/cf2012_cartaz.jpg" width="223" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 20pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Cf 2012: Não vale a pena VER de novo!!!&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Cambria;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 14pt;"&gt;Chegou mais um “tempo de conversão”, um chamado a mudar para que todos nós possamos viver segundo o projeto de Deus. No ano 2012 a CNBB promove a campanha: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial Black'; font-size: 14pt;"&gt;Fraternidade e Saúde Pública, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 14pt;"&gt;tema que quer discutir &amp;nbsp;a realidade&amp;nbsp; da saúde publica brasileira, com seus avanços, descasos, abusos e suas possíveis soluções.&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 14pt;"&gt;Como em todas as Campanhas, também a de 2012 está marcada &amp;nbsp;por um canto e por uma imagem que quer ajudar, até os fieis mais atarefado ou distraídos, &amp;nbsp;a gravar o lema e a seriedade da proposta. O Canto e a imagem acompanham todos os domingos da quaresma &amp;nbsp;as celebrações dos católicos. Os cartazes entram em lugares públicos, templos, campanhas (até eleitorais), seminários, camisetas, etc... porque mais do que as palavras, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial Black'; font-size: 14pt;"&gt;som e imagem se gravam na mente e no coração da gente.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 14pt;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 14pt;"&gt;Por isso, ao ver o cartaz da Cf 2012&amp;nbsp; a primeira coisa que pensamos foi: “&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Apple Chancery'; font-size: 14pt;"&gt;deve ter um erro ! Não pode ser! Não acredito! Já vimos essa imagem!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 14pt;"&gt;” Etc...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-x_W95TtM7ZA/TyA0SrGs1BI/AAAAAAAABJY/sfq2qjN34QY/s1600/vale+nao.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-x_W95TtM7ZA/TyA0SrGs1BI/AAAAAAAABJY/sfq2qjN34QY/s320/vale+nao.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-IuXrE_vTT4Y/TyA0kki8XyI/AAAAAAAABJg/mZBOqXVXddk/s1600/g_04092011094656CF_2012_ORIGINAL.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-IuXrE_vTT4Y/TyA0kki8XyI/AAAAAAAABJg/mZBOqXVXddk/s200/g_04092011094656CF_2012_ORIGINAL.JPG" width="142" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 14pt;"&gt;No imaginário coletivo do Brasil inteiro, desde que os nossos antepassados foram trazidos ao Brasil feitos escravos e tratados como animais,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 14pt;"&gt;&amp;nbsp;até o dia de hoje, nas novelas que dominam o horário nobre e nos programas que rebaixam e colocam a população negra num nível subalterno, como se fossemos ainda “escravos”, &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;esta imagem vem definindo o “lugar destinado ao negro”&lt;/b&gt; pela sociedade brasileira. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 14pt;"&gt;O que esta imagem vai dizer para&amp;nbsp; a maioria dos brasileiros, &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;51%&lt;/b&gt; que se declara negros-as???? Vai reforçar a ideia que medico que preste tem que ser de descendência europeia e que lugar de negro é de coitadinho, doente, necessitado, pobre, dependente. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 14pt;"&gt;Nos perguntamos ainda, como é possível que um erro tão insensível e,&amp;nbsp; ao nosso ver, ignorante na escolha de uma imagem que fere profundamente a história do povo negro, a sua identidade e a suas lutas possa ter acontecido numa instituição, a CNBB, que oficialmente luta contra a discriminação e até inclui na sua ação pastoral de Justiça e Paz a Pastoral Afro????&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 14pt;"&gt;Nós do CENPAH queremos divulgar essa reflexão para todas as pessoas, os movimentos, as organizações que se empenham na construção de um país mais justo e respeitoso de suas populações. Queremos convidar os agentes de Pastoral Afro, os APNs, os movimentos negros, as associações que trabalham na luta contra o racismo e&amp;nbsp; para a integração e o reconhecimento pleno da cidadania do povo negro para que &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;divulguem,&lt;/b&gt; &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;se expressem a fim de que a imagem da CF 2012 seja mudada ou pelo menos questionada!&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 14.2pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 14pt;"&gt;E&amp;nbsp; para concluir, queremos mostrar como teríamos gostado de ver o cartaz desta campanha:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-dj1DFtvqZhc/TyA0scWcJ-I/AAAAAAAABJo/SwfA_7R8hFE/s1600/cf2012_cartaz-1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-dj1DFtvqZhc/TyA0scWcJ-I/AAAAAAAABJo/SwfA_7R8hFE/s400/cf2012_cartaz-1.jpg" width="278" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Amoye3b67UQ/TyA00Rhw6LI/AAAAAAAABJw/5j1v9fE0pwg/s1600/cf2012_cartaz+2.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-Amoye3b67UQ/TyA00Rhw6LI/AAAAAAAABJw/5j1v9fE0pwg/s400/cf2012_cartaz+2.png" width="278" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-VpeKXWmNC00/TyA0-nHKMVI/AAAAAAAABJ4/OWmUUH7y584/s1600/cf2012_cartaz+4.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-VpeKXWmNC00/TyA0-nHKMVI/AAAAAAAABJ4/OWmUUH7y584/s400/cf2012_cartaz+4.png" width="278" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 14.2pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 14pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CENPAH, um olhar Negro na BAHIA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1984478145864950254-718523484304579836?l=cenpah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cenpah.blogspot.com/2012/01/nota-de-repudio-contra-cartaz-cf-2012.html</link><author>noreply@blogger.com (CENPAH)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-uJW28WgyGck/TyA1RH81G-I/AAAAAAAABKA/qxi7msvcWbc/s72-c/cf2012_cartaz.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1984478145864950254.post-6734394303886049389</guid><pubDate>Wed, 25 Jan 2012 16:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-25T14:51:19.206-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">ações afirmativas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Escola e educação</category><title>COTAS: a favor ou Contra?????</title><description>&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Kd3iST-qaso/TyAy4f0wmEI/AAAAAAAABJQ/Cb6J80-2bj4/s1600/cotas%252Bsociais.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="197" src="http://2.bp.blogspot.com/-Kd3iST-qaso/TyAy4f0wmEI/AAAAAAAABJQ/Cb6J80-2bj4/s320/cotas%252Bsociais.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Times; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;b&gt;Debate sobre as cotas raciais nas universidades brasileiras trouxe de volta velhos clichês como a suposta “democracia racial” brasileira e o reducionismo econômico, que insiste em negar a diferença de tratamento entre brancos e negros da mesma classe social&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;De todas as ficções com as quais o sistema capitalista se legitima, a mais hipócrita delas é a da igualdade de oportunidades. A meritocracia é uma ficção que só se realizaria se não houvesse heranças. No mundo real, ninguém começa a vida do zero; somos herdeiros não só do patrimônio, mas da cultura e da rede de relacionamentos de nossos pais. Alguns já nascem na pole position, com os melhores carros; outros se digladiam na última fila de largada em calhambeques não muito competitivos.Quem é o melhor? O piloto que vence a corrida largando na pole position e com o melhor carro ou aquele que largou em último e chega com seu calhambeque em segundo lugar? Quem tem mais mérito? O candidato que estudou a vida inteira em excelentes escolas particulares e passou em primeiro lugar no vestibular ou aquele que passou em último, tendo estudado somente em escolas públicas, enquanto trabalhava oito horas por dia para ajudar seus pais?As cotas universitárias não foram criadas para coitadinhos. Elas existem para vencedores. Para alunos que são tão brilhantes que, mesmo correndo durante 17 anos em calhambeques, ainda conseguem chegar próximos daqueles que dirigem os melhores carros. Para quem, contrariando todas as expectativas, venceu o sistema que lhe negou as oportunidades necessárias para que seu talento florescesse em plenitude. As cotas são um mecanismo para privilegiar o mérito pessoal em detrimento da condição social como critério de seleção.&lt;br /&gt;
É relativamente fácil perceber como a desigualdade econômica afeta o desempenho acadêmico dos candidatos ao vestibular. Mesmo quem nunca foi pobre consegue imaginar as dificuldades de alguém que estudou em uma escola fraca, sem dinheiro para comprar material escolar e tendo que trabalhar para ajudar nas despesas da casa. Difícil mesmo é um branco perceber como a desigualdade racial dificulta o ingresso de um negro na universidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;O racismo no Brasil é comumente negado com base em duas ideologias complementares: o “mito da democracia racial” e o reducionismo econômico. A primeira nega, contra todas as evidências fáticas, a existência da discriminação racial brasileira; a segunda reconhece o tratamento desigual, mas atribui sua causa à desigualdade econômica. Juntas, estas duas ideologias fundamentam um argumento recorrente de que o negro seria discriminado no Brasil não pela cor de sua pele, mas por sua pobreza.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;b&gt;Democracia racial&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;O mito da democracia racial brasileira, como todo mito que se preze, tem suas origens incertas. Muitos atribuem sua gênese à obra magna de Gilberto Freyre, Casa-grande &amp;amp; Senzala (1933), ainda que a expressão não conste expressamente no livro e só tenha sido usada por Freyre muito mais tarde, sob influência de outros intelectuais. Fato é que, independentemente do pensamento ou da vontade de Freyre, sua obra foi interpretada por muitos como a prova cabal de que as relações entre brancos e negros no Brasil se deram de forma muito mais cordial do que na América do Norte, até em função da miscigenação ocorrida por aqui, o que explicaria a suposta democracia racial existente no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;E foi com base nesta ideologia da democracia racial que o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) defendeu a ação de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 186, com a qual o seu partido requereu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que declarasse inconstitucional o sistema de cotas raciais nos vestibulares brasileiros. Em audiência pública ocorrida no STF em 3 de março de 2010, o senador afirmou: “Nós temos uma história tão bonita de miscigenação… (Fala-se que) as negras foram estupradas no Brasil. (Fala-se que) a miscigenação deu-se no Brasil pelo estupro. (Fala-se que) foi algo forçado. Gilberto Freyre, que é hoje renegado, mostra que isso se deu de forma muito mais consensual.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;Esta visão romanceada da escravidão no Brasil, que foi duramente criticada por Florestan Fernandes e seus colegas da USP em minuciosos estudos realizados a partir da década de 1950, ainda hoje encontra seus adeptos, não obstante seu visível anacronismo. A ditadura militar brasileira – que aposentou compulsoriamente Florestan em 1969 – esforçou-se para garantir uma sobrevida à ideologia da democracia racial, incutindo na população a ideia de que não há racismo no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;Os números do Relatório Anual das Desigualdades Raciais no Brasil 2007-2008, porém, mostram uma realidade bastante diferente da propagada pela ideologia da democracia racial. O IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de pretos e pardos no Brasil é de 0,753; o de brancos é de 0,838. Dos 513 deputados eleitos em 2006, apenas 11 eram pretos e 35 pardos. No início de 2007, dos 81 senadores 76 eram brancos, enquanto somente 4 eram pardos e 1 preto. Dos 68 juízes dos Tribunais Superiores, apenas dois foram identificados como pretos e dois como amarelos, sendo todos os demais brancos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;No ensino superior a democracia racial é uma ficção. Em 2006, um em cada cinco brancos em idade esperada para ingressar no ensino superior estava na universidade, enquanto 93,7% dos pretos e pardos na mesma faixa etária estavam excluídos do ensino superior público ou privado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;No corpo docente das universidades brasileiras a situação é ainda pior. Um estudo do professor de Antropologia da Universidade de Brasília (UNB) José Jorge de Carvalho avaliou 12 das principais universidades brasileiras e constatou que o número de professores negros (pretos e pardos) não chega sequer a 1%. Dos 4.705 professores da Universidade de São Paulo (USP) no período avaliado, apenas 5 (0,1%) eram negros. Na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), dos 2.700 professores, 20 (0,7%) eram negros. Das instituições pesquisadas, a com maior pluralismo racial do corpo docente foi a UNB, na qual, dentre 1.500 professores, havia 15 (1%) negros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;b&gt;Reducionismo econômico&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;Na impossibilidade de negar os números que indicam claramente a discriminação racial no Brasil, os adeptos da ideologia da democracia racial procuram justificar as desigualdades apontando como causa da discriminação não a etnia, mas a condição econômica dos negros, na média bastante inferior à dos brancos. Este argumento tem seduzido, inclusive, muita gente de esquerda que, em uma leitura ortodoxa do marxismo, entende que todo conflito social pode ser reduzido a um conflito de classes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;Uma análise mais atenta da realidade social, porém, constata que, para além do poder econômico que impõe a dominação de ricos sobre pobres, há também micropoderes que impõem relações de dominação em função de outras diferenças sociais, tais como as existentes entre brancos e negros, homens e mulheres, heterossexuais e homossexuais, nacionais e estrangeiros e tantas outras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;É tentador imaginar que um estudante negro que estudou toda a vida na mesma sala de aula de um colega branco, com renda familiar semelhante, tenha a mesma chance que ele de ingressar em uma universidade. Na vida real, porém, as dificuldades do estudante negro são sempre maiores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;Ainda que tanto o estudante negro quanto o branco assistam às mesmas aulas e estudem pelos mesmos livros, este é apenas um aspecto muito reduzido de sua formação. A criança e o adolescente refletirão boa parte das expectativas que seus pais, professores e colegas depositam nele. Se o aluno branco é visto por seus professores como “brilhante” e o negro como “esforçado”, esta diferença acumulada durante mais de 10 anos de estudos resultará em níveis de autoconfiança bastante diferentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;O negro já entra na escola com um menor status social perante seus colegas e isso lhe será relembrado durante todo o período escolar, desde os apelidos que lhe serão dados até o eventual desafio de um namoro interracial na adolescência. Se precisar trabalhar para ajudar nas despesas de casa, o adolescente negro terá maiores dificuldades em ser aceito em um emprego do que o adolescente branco, ganhará menos e exercerá piores funções. Haverá uma probabilidade muito maior de que os adolescentes negros sejam abordados e revistados pela polícia do que o mesmo ocorrer com seus colegas brancos; aqueles terão sempre seguranças seguindo seus passos em shoppings centers e boates. As revistas e os programas de TV lhe lembrarão o tempo todo que suas chances de ascensão social se resumem a ser um exímio jogador de futebol ou uma sambista destinada a ser símbolo sexual somente durante o carnaval.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;Se o adolescente branco tem como desafio vencer a pobreza para passar no vestibular, o adolescente negro, além da pobreza, precisará vencer o preconceito. Precisará ir além da expectativa social que lhe atribuiu um lugar na sociedade que ele não quer ocupar. E isso, muitas vezes, é bem mais difícil do que simplesmente aprender a matéria que cai na prova.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;Não se trata de uma mera dominação econômica de uma classe sobre outra, mas de uma dominação cultural que durante séculos incutiu no inconsciente coletivo a imagem do negro como raça inferior. As cotas raciais a médio e longo prazo permitirão que mais e mais negros sejam vistos no mercado de trabalho como profissionais de sucesso, alterando as expectativas sociais que são atribuídas aos jovens negros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;Quando os cirurgiões e os juízes negros deixarem de ser confundidos com pacientes e réus, não precisaremos mais de cotas. Até lá, as cotas raciais cumprirão não só o papel de promoção da igualdade racial, mas principalmente farão justiça com o estudante negro que enfrentou tantos percalços na sociedade racista em que vive. Reconhecerão o mérito de quem desafiou todas as expectativas sociais em contrário e continuou estudando para ingressar em uma universidade. O mérito de quem teima em ser um vencedor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="font: 12.0px Times; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Por &lt;a href="http://twitter.com/#%21/tuliovianna"&gt;&lt;span style="color: #0e23a3; letter-spacing: 0.0px; text-decoration: underline;"&gt;Túlio Vianna&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, Professor de Direito Penal da UFMG. Doutor (UFPR) e Mestre (UFMG) em Direito. Blogueiro: &lt;span style="color: #0e23a3; letter-spacing: 0.0px; text-decoration: underline;"&gt;&lt;a href="http://www.tuliovianna.org/"&gt;http://www.tuliovianna.org/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CENPAH, um olhar Negro na BAHIA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1984478145864950254-6734394303886049389?l=cenpah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cenpah.blogspot.com/2012/01/cotas-favor-ou-contra.html</link><author>noreply@blogger.com (CENPAH)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-Kd3iST-qaso/TyAy4f0wmEI/AAAAAAAABJQ/Cb6J80-2bj4/s72-c/cotas%252Bsociais.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1984478145864950254.post-5048711874324232432</guid><pubDate>Wed, 25 Jan 2012 16:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-25T14:48:19.381-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">racismo</category><title>Homem Negro Prefere as Loiras?   Será??!!</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Udco_XZ2pCs/TyAyMlSbXlI/AAAAAAAABJI/xRLTUEBMKRQ/s1600/negro-com-loira.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="226" src="http://3.bp.blogspot.com/-Udco_XZ2pCs/TyAyMlSbXlI/AAAAAAAABJI/xRLTUEBMKRQ/s320/negro-com-loira.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; line-height: 16.0px; margin: 0.0px 0.0px 5.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;b&gt;Um artigo escrito para a revista 'Sister 2 Sister' (Irmã para Irmã), por uma &lt;br /&gt;
mulher branca que pedia a resposta de homens negros.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pergunta &lt;br /&gt;
Querida Jamie: &lt;br /&gt;
Desculpa-me, mais eu gostaria de dar um desafio a todos seus leitores masculinos negros. &lt;br /&gt;
Eu sou uma mulher branca que esta noiva de um homem negro charmoso, educado e amoroso. Eu só não entendo as atitudes que as mulheres negras têm acerca da minha relação. &lt;br /&gt;
O meu homem decidiu que ele me queria, porque a escolha entre mulheres negras era muito reduzida. Como ele diz, eram ou muito gordas, obscenas, más, muito argumentativas, muito necessitadas, materialistas, ou carregando muita bagagem. &lt;br /&gt;
Antes do meu noivado, sempre que saía, era constantemente aproximada por homens negros que estavam dispostos a paparicar-me, e dar-me o mundo. Se as mulheres negras estão tão na defensiva por nós estarmos com os homens delas, porque que não olham para elas mesmas, e fazem algumas mudanças? &lt;br /&gt;
Estou cansada das olhadas e comentários quando estamos em publico. Eu gostaria de ouvir de alguns homens negros, o porquê que é que somos tão desejadas por eles. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bryant Gumbel deixou a sua mulher de 26 anos por uma de nós, Charles Barkley, Scottie Pippen, o modelo Tyson Beckford, Montell Williams, Quincy Jones, James Earl Jones, Harry Belafonte, Sydney Poitier, Kofi Anan, Cuba Gooding Jr., Don Cornelius, Berry Gordy, Billy Blanks, Larry Fishburne, Wesley Snipes....... &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu posso continuar e continuar. Mas, neste momento, estou um bocado zangada, e é por esta razão que estou a escrever isto muito rápido. Não fiquem zangadas connosco mulheres negras, porque muitos dos vossos homens nos querem. Ponham-se na linha e aprendam connosco, nós ainda vos podemo orientar em como tratar bem os vossos homens . Se eu estiver errada, homens negros, façam-me saber! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mulher Branca Repugnada, Algures em Virginia/EUA &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt; Resposta: &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Querida Jamie: &lt;br /&gt;
Eu gostaria de responder a carta escrita pela Mulher Branca Repugnada. &lt;br /&gt;
Deixa-me começar por dizer que sou um homem negro de 28 anos. Graduei-me numa das mais prestigiosas Universidades de Atlanta, Geórgia com Bacharelado em Gestão de Empresas. Tenho um bom emprego numa Grande Empresa, e recentemente comprei uma casa. Por isso, me considero um dos homens negros bem sucedidos. &lt;br /&gt;
Eu não vou usar o meu tempo precioso, para denegrir as pessoas brancas. Só queria esclarecer o porquê que o homem negro anda com a mulher branca. No passado, umas das grandes razões por quais os homens negros andavam com mulheres brancas, era porque elas eram consideradas fáceis. &lt;br /&gt;
As mulheres negras no meu bairro foram criadas na igreja. &lt;br /&gt;
Eram muito estritas quanto a perder a virgindade, e com quem a perdiam. Por causa da nossa impaciência, olhávamos para quem nos daria mais facilmente, e sem dar muito trabalho. Então, viramo-nos para as mulheres brancas. &lt;br /&gt;
Hoje em dia, em minha opinião, muitos dos homens negros andam com mulheres brancas porque elas são dóceis e fáceis de controlar. &lt;br /&gt;
Muitos homens negros, por causa das suas inseguranças, medos, e fragilidades, ficam intimidados pela força das nossas mulheres negras. Estamos com medo que as nossas mulheres façam maior sucesso que nós, e façam mais dinheiro do que nós, conduzam carros melhores, e tenham casas maiores. Por causa desse medo, muitos homens negros procuram por uma mulher dócil. Alguém que nós possamos controlar. &lt;br /&gt;
Eu já falei com muitos homens negros, e eles continuamente comentam o quanto é fácil controlar e pisar em cima das suas mulheres brancas. &lt;br /&gt;
Só para esclarecer! &lt;br /&gt;
Quero que a Mulher Branca Repugnada saiba que nem todos os homens negros bem sucedidos andam com mulheres brancas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Homens negros como Ahmad Rashad, Denzel Washington, Michael Jordan, Morris Chestnut, Will Smith, Blair Underwood, Kenneth 'Babyface' Edmonds, Samuel L. Jackson, e Chris Rock, todos casaram com mulheres negras fortes e, por outro lado, existem muitos homens brancos, que em público ou não, que aberta ou secretamente preferem mulheres negras a brancas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
TedDanson, Robert DeNiro, and David Bowie, só para mencionar alguns. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu só não quero que a Mulher Branca Repugnada esteja a ser mal informada, deixe de pensar que por vocês serem brancas, são algum tipo de deusas. &lt;br /&gt;
Lembre-se, que enquanto Rainhas Negras Egípcias como Hepsepshut e Nitorcris reinavam dinastias e exércitos de homens em Egipto, vocês estavam nas caves da Europa a comer carne crua e batendo-se uns aos outros na cabeça com mocas. LEIA A SUA HISTÓRIA. &lt;br /&gt;
Foi a mulher negra , que vos ensinou a cozinhar e a condimentar a comida. &lt;br /&gt;
Foi a mulher negra, que vos ensinou a criar e educar os vossos filhos. &lt;br /&gt;
Foi a mulher negra, que estava a amamentar e a criar os vossos filhos durante a escravatura. &lt;br /&gt;
Foi a mulher negra, que suportou ver os seus pais, maridos e filhos a serem espancados, mortos e presos. &lt;br /&gt;
As mulheres negras nasceram com duas coisas contra elas: serem mulheres e serem negras. E, apesar disto tudo, ainda se erguem! É pela força, elegância, poder, amor e beleza da mulher negra que eu não posso, e nunca poderei andar com mais ninguém, a não ser com a minha rainha negra. Não é só a beleza exterior que me cativa e me leva a elas. Não é o facto de elas virem em todas formas, tamanhos, cores e tons que as amo. &lt;br /&gt;
A sua beleza interior, é o que acho mais apelativo nela. O seu espírito forte, amoroso que nos ajuda a crescer. A sua integridade, a sua habilidade de superar grandes obstáculos, a sua vontade de sustentar aquilo em que acreditam, e a sua determinação em singrar e alcançar o seu mais alto potencial, enquanto supera grandes dores e sofrimentos, é por isso que eu me apaixonei pela mulher negra. &lt;br /&gt;
Honestamente acredito, que a sua zanga esta mais gerida pelo ciúmes e inveja do que as olhadas que recebe. Se isso não fosse, então porque é que estão constantemente nos salões bronzeando,para escurecer a pele? Se estão tão orgulhosas de serem brancas, então porque que não ficam contentes com as suas pálidas peles? Porque que continuam a injectar os lábios, nádegas, e seios com substâncias artificiais e perigosas, só para parecerem mais cheias e mais volumosas? &lt;br /&gt;
Eu acho que a sua zanga, é o resultado de vocês quererem ter o que a mulher negra tem. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Resumindo e concluindo: Se eu estivesse a procura de uma mulher dócil, alguém que eu pudesse pisar e controlar, eu te faria uma chamada. Mas infelizmente, estou a procura de uma mulher virtuosa. &lt;br /&gt;
Alguém que possa ser uma boa esposa, e mãe para os meus filhos. &lt;br /&gt;
Alguém que possa ser minha melhor amiga, e entender os meus problemas. Estou a procura da minha alma gêmea. Estou a procura de uma mulher negra. E infelizmente, tu não és, e nem nunca poderás servir este propósito. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sem considerar ofensa, e sem querer ofender!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CENPAH, um olhar Negro na BAHIA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1984478145864950254-5048711874324232432?l=cenpah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cenpah.blogspot.com/2012/01/homem-negro-prefere-as-loiras-sera.html</link><author>noreply@blogger.com (CENPAH)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-Udco_XZ2pCs/TyAyMlSbXlI/AAAAAAAABJI/xRLTUEBMKRQ/s72-c/negro-com-loira.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1984478145864950254.post-3857600965416797843</guid><pubDate>Tue, 17 Jan 2012 16:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-17T14:00:29.204-02:00</atom:updated><title>Vote a VALE como pior multinacional do MUNDO!!!</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-I3fTLzyWN_0/TxWa_inCdkI/AAAAAAAABIw/od3LphkCVl4/s1600/Vale+pior+multinacional.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="296" src="http://2.bp.blogspot.com/-I3fTLzyWN_0/TxWa_inCdkI/AAAAAAAABIw/od3LphkCVl4/s400/Vale+pior+multinacional.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Lucida Grande'; font-size: 16px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-weight: bold; line-height: 24px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Lucida Grande'; font-size: 16px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-weight: bold; line-height: 24px;"&gt;A Vale é a maior mineradora do mundo. Está realizando o maior investimento de sua história no Maranhão, onde atua há quase trinta anos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-weight: bold; line-height: 24px;"&gt;Mesmo assim, nossa região é a mais pobre (e saqueada) do Brasil.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-weight: bold; line-height: 24px;"&gt;O mesmo acontece em muitos países do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-weight: bold; line-height: 24px;"&gt;Essa campanha é o degrau mais alto de denúncia pública que conseguimos alcançar.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial; font-weight: bold; line-height: 24px;"&gt;Temos tempo até 26 de janeiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 24px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Impact; font-size: 18px;"&gt;&lt;b&gt;Vejam nesse site todas as explicações:&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #1c39f6;"&gt;http://xinguvivo.org.br/votevale/&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CENPAH, um olhar Negro na BAHIA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1984478145864950254-3857600965416797843?l=cenpah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cenpah.blogspot.com/2012/01/vote-vale-como-pior-multinacional-do.html</link><author>noreply@blogger.com (CENPAH)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-I3fTLzyWN_0/TxWa_inCdkI/AAAAAAAABIw/od3LphkCVl4/s72-c/Vale+pior+multinacional.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1984478145864950254.post-7672500267478108435</guid><pubDate>Fri, 13 Jan 2012 11:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-13T09:15:18.475-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pastoral Afro</category><title>Feliz Kwanzaa!</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-lb8PPpweGwU/TxASJO51OoI/AAAAAAAABHI/JoF6e3jcD8E/s1600/kwanzaa_dpi_high_resolution_desktop_2930x2258_wallpaper-225574.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="246" src="http://4.bp.blogspot.com/-lb8PPpweGwU/TxASJO51OoI/AAAAAAAABHI/JoF6e3jcD8E/s320/kwanzaa_dpi_high_resolution_desktop_2930x2258_wallpaper-225574.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;O natal de muitos Afro-americanos é comemorado em 26 de dezembro, nesta data muitos comemoram o Kwanzaa, uma festa que se originou na época do movimento pelos direitos civis na década de 1960. Uma comemoração do patrimônio da Afrohumanidade. Kwanzaa uma palavra africana da língua suaíli idioma banto com o número maior de falantes. Na África tradicional Kwanzaa representa as primeiras colheitas; na América do Norte e Caribe os participantes dessa festa são afrodescendentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Esta celebração está a espalhar-se lentamente pelos Estados Unidos, Canadá, Inglaterra e Caribe e já se podem enviar postais a desejar "Feliz Kwanzaa". Toda a celebração e os rituais da Kwanzaa foram concebidos após as famosas e terríveis revoltas de Watts, em 1966. Ele buscou em remotas tradições africanas valores que fossem cultivados pelos afro-americanos naqueles terríveis dias de lutas pelos direitos civis, de assassinatos de seus principais líderes e que, não sendo religiosos, pudessem atrair - como atraíram - todas as Igrejas Negras em todo o país e, no futuro, pelo mundo afora. O Kwanzaa foi idealizado por Maulana Karenga, que organizou a Kwanzaa em torno de 5 atividades fundamentais, comuns às celebrações africanas da colheita das primeiras frutas:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;a reunião da família, de amigos, e da comunidade;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;a reverência ao criador e à criação, destacadamente a ação de graças e a reafirmação dos compromissos de respeitar o ambiente e "curar" o mundo;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;a comemoração do passado honrando os antepassados, pelo aprendizado de suas lições e seguindo os exemplos das realizações da história;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;a renovação dos compromissos com os ideais culturais mais altos da comunidade como a verdade, justiça, respeito às pessoas e à natureza, o cuidado com os vulneráveis e respeito aos anciões;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;a celebração do "Bem da Vida" que é um conjunto de luta, realização, família, comunidade e cultura.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Karenga, diz que, "a Kwanzaa é celebrada através de rituais, diálogos, narrativas, poesia, dança, canto, batucada e outras festividades". O Kwanzaa envolve a reflexão sobre a valorização da comunidade, das crianças e da Vida. Estas atividades devem demonstrar os sete princípios, Nguzo Saba em suaíli:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;ol style="list-style-type: decimal;"&gt;&lt;li style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;umoja (unidade)&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;kujichagulia (autodeterminação)&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;ujima (trabalho coletivo e responsabilidade)&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;ujamaa (economia cooperativa)&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;nia (propósito)&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;kuumba (criatividade)&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;imani (fé)&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;A cada dia uma vela de cor diferente deve ser acesa num altar onde são colocadas frutas frescas, uma espiga de milho por cada criança que houver na casa. Depois de acesa a vela, todos bebem de uma taça comum em reverência aos antepassados, e saúdam com a exclamação "Harambee", que tanto significa "reúnam todas as coisas" como "vamos fazer juntos". A grande festa é a de 1 de janeiro, quando há muita comida, muita alegria e onde cada criança deve ganhar três presentes que devem ser modestos: um livro, um objeto simbólico e um brinquedo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Criado como um ritual para a época da colheita e usando a língua suaíli, Kwanzaa dura uma semana, durante o qual os participantes se reúnem com a família e amigos para trocar presentes à luz de uma série de velas pretas, vermelhas e verdes que simbolizam os sete valores básicos dos Afro-americanos vida familiar que é a unidade, autodeterminação trabalho coletivo e responsabilidade, economia cooperativa, propósito criatividade e fé.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Os dias que antecederam a Kwanzaa são para decorar a casa com enfeites de papel preto, vermelho e verde. Nesta festa se ensina a criança sobre sua cultura e historia. Eles colocam fotografias da atual geração da família. A celebração dura sete dias e termina com uma festa que tem alimentos africanos, e muita música. No final da festa, quando todos tiverem terminado de comer, eles todos se levantam, se comprometam com os sete princípios do Kwanzaa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Feliz Kwanzaa!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CENPAH, um olhar Negro na BAHIA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1984478145864950254-7672500267478108435?l=cenpah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cenpah.blogspot.com/2012/01/feliz-kwanzaa.html</link><author>noreply@blogger.com (CENPAH)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-lb8PPpweGwU/TxASJO51OoI/AAAAAAAABHI/JoF6e3jcD8E/s72-c/kwanzaa_dpi_high_resolution_desktop_2930x2258_wallpaper-225574.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1984478145864950254.post-5611520110215624236</guid><pubDate>Fri, 13 Jan 2012 11:12:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-13T09:12:28.773-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">racismo</category><title>Rosana Jatobá - O insustentável preconceito do ser!</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-aFyuQ3u3zTM/TxARg_dHATI/AAAAAAAABHA/rm40tR-zRRI/s1600/img-339063-rosana-jatoba.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="214" src="http://3.bp.blogspot.com/-aFyuQ3u3zTM/TxARg_dHATI/AAAAAAAABHA/rm40tR-zRRI/s320/img-339063-rosana-jatoba.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Era o admirável mundo novo! Recém-chegada de Salvador, vinha a convite de uma emissora de TV, para a qual já trabalhava como repórter. Solícitos, os colegas da redação paulistana se empenhavam em promover e indicar os melhores programas de lazer e cultura, onde eu abastecia a alma de prazer e o intelecto de novos conhecimentos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Era o admirável mundo civilizado! Mentes abertas com alto nível de educação formal. No entanto, logo percebi o ruído no discurso:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;- Recomendo um passeio pelo nosso "Central Park", disse um repórter. Mas evite ir ao Ibirapuera nos domingos, porque é uma baianada só!&lt;br /&gt;
-Então estarei em casa, repliquei ironicamente.&lt;br /&gt;
-Ai, desculpa, não quis te ofender. É força de expressão. Tô falando de um tipo de gente.&lt;br /&gt;
-A gente que ajudou a construir as ruas e pontes, e a levantar os prédios da capital paulista?&lt;br /&gt;
-Sim, quer dizer, não! Me refiro às pessoas mal-educadas, que falam alto e fazem "farofa" no parque.&lt;br /&gt;
-Desculpe, mas outro dia vi um paulistano que, silenciosamente, abriu a janela do carro e atirou uma caixa de sapatos.&lt;br /&gt;
-Não me leve a mal, não tenho preconceitos contra os baianos. Aliás, adoro a sua terra, seu jeito de falar....&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;De fato, percebo que não existe a intenção de magoar. São palavras ou expressões que , de tão arraigadas, passam despercebidas, mas carregam o flagelo do preconceito. Preconceito velado, o que é pior, porque não mostra a cara, não se assume como tal. Difícil combater um inimigo disfarçado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Descobri que no Rio de Janeiro, a pecha recai sobre os "Paraíba", que, aliás, podem ser qualquer nordestino. Com ou sem a "Cabeça chata", outra denominação usada no Sudeste para quem nasce no Nordeste.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Na Bahia, a herança escravocrata até hoje reproduz gestos e palavras que segregam. Já testemunhei pessoas esfregando o dedo indicador no braço, para se referir a um negro, como se a cor do sujeito explicasse uma atitude censurável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Numa das conversas que tive com a jornalista Miriam Leitão, ela comentava:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;-O Brasil gosta de se imaginar como uma democracia racial, mas isso é uma ilusão. Nós temos uma marcha de carnaval, feita há 40 anos, cantada até hoje. E ela é terrível. Os brancos nunca pensam no que estão cantando. A letra diz o seguinte:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;"O teu cabelo não nega, mulata&lt;br /&gt;
Porque és mulata na cor&lt;br /&gt;
Mas como a cor não pega, mulata&lt;br /&gt;
Mulata, quero o teu amor".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;"É ofensivo", diz Miriam. Como a cor de alguém poderia contaminar, como se fosse doença? E as pessoas nunca percebem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;A expressão "pé na cozinha", para designar a ascendência africana, é a mais comum de todas, e também dita sem o menor constragimento. É o retorno à mentalidade escravocrata, reproduzindo as mazelas da senzala.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;O cronista Rubem Alves publicou esta semana na Folha de São Paulo um artigo no qual ressalta:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;"Palavras não são inocentes, elas são armas que os poderosos usam para ferir e dominar os fracos. Os brancos norte-americanos inventaram a palavra 'niger' para humilhar os negros. Criaram uma brincadeira que tinha um versinho assim:&lt;br /&gt;
'Eeny, meeny, miny, moe, catch a niger by the toe'...que quer dizer, agarre um crioulo pelo dedão do pé (aqui no Brasil, quando se quer diminuir um negro, usa-se a palavra crioulo).&lt;br /&gt;
Em denúncia a esse uso ofensivo da palavra , os negros cunharam o slogan 'black is beautiful'. Daí surgiu a linguagem politicamente correta. A regra fundamental dessa linguagem é nunca usar uma palavra que humilhe, discrimine ou zombe de alguém".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Será que na era Obama vão inventar "Pé na Presidência", para se referir aos negros e mulatos americanos de hoje?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;A origem social é outro fator que gera comentários tidos como "inofensivos", mas cruéis. A Nação que deveria se orgulhar de sua mobilidade social, é a mesma que o picha o próprio Presidente de torneiro mecânico, semi-analfabeto. Com relação aos empregados domésticos, já cheguei a ouvir:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;- A minha "criadagem" não entra pelo elevador social !&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;E a complacência com relação aos chamamentos, insultos, por vezes humilhantes, dirigidos aos homossexuais ? Os termos bicha, bichona, frutinha, biba, "viado", maricona, boiola e uma infinidade de apelidos, despertam risadas. Quem se importa com o potencial ofensivo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Mulher é rainha no dia oito de março. Quando se atreve a encarar o trânsito, e desagrada o código masculino, ouve frequentemente:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;- Só podia ser mulher! Ei, dona Maria, seu lugar é no tanque!&lt;br /&gt;
Dependendo do tom do cabelo, demonstrações de desinformação ou falta de inteligência, são imediatamente imputadas a um certo tipo feminino:&lt;br /&gt;
-Só podia ser loira!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Se a forma de administrar o próprio dinheiro é poupar muito e gastar pouco:&lt;br /&gt;
- Só podia ser judeu!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;A mesma superficialidade em abordar as características de um povo se aplica aos árabes. Aqui, todos eles viram turcos. Quem acumula quilos extras é motivo de chacota do tipo: rolha de poço, polpeta, almôndega, baleia ...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Gosto muito do provérbio bíblico, legado do Cristianismo: "O mal não é o que entra, mas o que sai da boca do homem".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Invoco também a doutrina da Física Quântica, que confere às palavras o poder de ratificar ou transformar a realidade. São partículas de energia tecendo as teias do comportamento humano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;A liberdade de escolha e a tolerância das diferenças resumem o Princípio da Igualdade, sem o qual nenhuma sociedade pode ser Sustentável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;O preconceito nas entrelinhas é perigoso, porque , em doses homeopáticas, reforça os estigmas e aprofunda os abismos entre os cidadãos. Revela a ignorancia e alimenta o monstro da maldade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Até que um dia um trabalhador perde o emprego, se torna um alcóolatra, passa a viver nas ruas e amanhece carbonizado:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;-Só podia ser mendigo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;No outro dia, o motim toma conta da prisão, a polícia invade, mata 111 detentos, e nem a canção do Caetano Veloso é capaz de comover:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;-Só podia ser bandido!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Somos nós os responsáveis pela construção do ideal de civilidade aqui em São Paulo, no Rio, na Bahia, em qualquer lugar do mundo. É a consciência do valor de cada pessoa que eleva a raça humana e aflora o que temos de melhor para dizer uns aos outros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;PS: Fui ao Ibirapuera num domingo e encontrei vários conterrâneos...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CENPAH, um olhar Negro na BAHIA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1984478145864950254-5611520110215624236?l=cenpah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cenpah.blogspot.com/2012/01/rosana-jatoba-o-insustentavel.html</link><author>noreply@blogger.com (CENPAH)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-aFyuQ3u3zTM/TxARg_dHATI/AAAAAAAABHA/rm40tR-zRRI/s72-c/img-339063-rosana-jatoba.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1984478145864950254.post-4996296340026176087</guid><pubDate>Fri, 13 Jan 2012 11:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-15T14:57:35.756-02:00</atom:updated><title>Haitianos descobrem que sonho de vida melhor pode virar pesadelo</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-uz5q-UZmznA/TxAQrMTleKI/AAAAAAAABG4/3n5RknlqIXw/s1600/2012010538428.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="171" src="http://2.bp.blogspot.com/-uz5q-UZmznA/TxAQrMTleKI/AAAAAAAABG4/3n5RknlqIXw/s320/2012010538428.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;BRASILEIA (AC) - Anoitece em Brasileia e centenas de haitianos se espalham na Praça Hugo Poli, uma das principais da cidade, em animados grupos. Uns ocupam a quadra, outros arriscam manobras na pista de skate, vários conversam sentados em bancos ou ao redor dos quiosques. Em minutos, o burburinho dá lugar a sorrisos e longos abraços. É a chegada de três mulheres, que acabam de descer de um táxi puxando malas de rodinhas, em cujas alças ainda estão presos os tíquetes de companhias aéreas. Uma delas é Rosina François, de 27 anos; sua história se encaixa como uma luva no sonho haitiano de morar no Brasil, ganhar um bom salário e, aos poucos, trazer a família.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;Rosina é mulher de Dominique Desne, 34 anos, que chegou ao país em novembro, pela fronteira do Acre, assim como centenas de outros haitianos, como O GLOBO revelou na última semana. Hoje, vive em Sorocaba, no interior de São Paulo. Funcionário de uma empresa de construção civil, ele trabalha como pedreiro, é registrado e mora num alojamento da firma no município vizinho de Votorantim. O salário é de R$ 1.100 por mês. Com horas extras, chega a R$ 1.700, suficiente para alugar uma casa para a família que, em breve, estará de novo reunida. Os próximos a chegar são os três filhos do casal, Loumensa, de 7 anos, Donalason, de 4, e Chenala, de 9.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;- Vim porque vi que quem tinha vindo havia conseguido emprego para trabalhar - diz Dominique.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;O sonho haitiano de trabalhar no Brasil e ganhar salários de até R$ 4 mil começa numa agência de viagens da República Dominicana, com a qual todos fecharam negócio, mas de cujo nome nenhum diz se lembrar. É lá que são vendidos os pacotes de imigração ilegal, a preços que vão de US$ 1.000 a US$ 2.600. O roteiro é conhecido: República Dominicana, Panamá e Lima. A partir da capital peruana, o trajeto é feito de ônibus, passando por Puerto Maldonado, até Iñapari, última cidade antes da fronteira com Assis Brasil, porta de entrada oficial ao território brasileiro pela rodovia Interoceânica, que liga o Brasil ao Oceano Pacífico, num trajeto de 1.700 km.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;O Brasil dos sonhos dos haitianos não tem crise econômica, é carente de mão de obra e, de quebra, ainda há Ronaldo Fenômeno, ídolo dos jovens haitianos. Mas, em Iñapari, o sonho acaba: o trabalho da agência termina ali, a 113 quilômetros de Brasileia. O percurso pode ser feito de carro ou táxi em uma hora e meia. A diferença entre sonho e pesadelo é saber se a Polícia Federal brasileira permitirá a entrada sem o visto obrigatório, que deveria ter sido emitido no Haiti. Desde o Natal, a fronteira está liberada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/--BQ3Z0c0Q4g/TxMFblSnmYI/AAAAAAAABIo/ynVn3L6BUaU/s1600/haiti-revistaepoca.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/--BQ3Z0c0Q4g/TxMFblSnmYI/AAAAAAAABIo/ynVn3L6BUaU/s320/haiti-revistaepoca.jpg" width="247" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;b&gt;Relatos de roubo em travessia no mato&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;Quem chegou antes, entre novembro e dezembro, foi vítima de boatos de que a passagem sem visto estava impedida e caiu nas mãos de coiotes. Dois irmãos peruanos cobrariam US$ 50 para levar até a fronteira com a Bolívia, e outros US$ 50 para cruzar com os haitianos dentro da mata, numa caminhada de duas horas. Há quem diga que, para simular dificuldade, a dupla fazia os haitianos andarem em ziguezague. Na fronteira da Bolívia, houve quem cobrasse pedágio para evitar que fossem presos. Mais US$ 50. Os que não tinham dinheiro deixaram malas e objetos de valor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;A pé, carregando malas no meio do mato, haitianos contam ter sido também roubados e mulheres, estupradas. Houve até notícias não confirmadas de haitianos mortos no caminho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;Luciene Chachou, de 24 anos, e Joseph Christine, de 37, vivem o pesadelo. Cada uma pagou US$ 1.000 para vir. Ao chegarem em Iñapari, em dezembro, souberam que a fronteira estava fechada e aceitaram o trabalho dos coiotes. Na mata, diz Luciene, as duas foram agredidas e tiveram seus pertences arrancados. Após o susto, chegaram a Brasileia sem saber por onde começar e foram acolhidas por uma haitiana, que alugara uma casa, enquanto esperava pelo visto. Mas, esta semana, a mulher foi embora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;- Estamos na rua, não sabemos onde ficar - diz Joseph Christine, que só fala crioulo, sentada na praça ao lado da amiga e companheira de viagem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;Com a ajuda de um intérprete, ela conta que não gosta da comida oferecida pelo governo do Acre; acha as condições em Brasileia muito ruins e está decepcionada, porque a agência que vendeu "o pacote" disse a ela que, logo ao chegar, começaria a trabalhar. Há cozinheiros, padeiros, pedreiros e profissionais de todo o tipo entre os haitianos na praça de Brasileia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;O problema é que eles não têm como sair dali. Além da espera pelo visto humanitário, que demora até 45 dias, agora há o medo. No ano passado, grupos de haitianos receberam passagem do governo do Acre para ir até Porto Velho, em Rondônia, onde encontraram trabalho, principalmente ligados à construção de três hidrelétricas. Lá, muitos esperam ganhar dinheiro e seguir para o sonho maior: São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;Haitianos com diploma universitário ou com dinheiro não ficam no hotel da praça. Alugam casas e andam pelas ruas. Pelo menos 20%, calcula o governo do Acre, são estudantes que buscam vagas em universidades. Muitos deles têm Brasília como destino.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;A notícia de um sucesso, como o de Dominique, ou recados da família que ficou no Haiti, de que um ou outro já está estudando ou bem empregado, alimenta a esperança de quem está em Brasileia. Fresner Jeune, de 29 anos já possui CPF e visto temporário, mas diz não ter dinheiro para seguir viagem. E tem muito medo de ficar na rua numa cidade grande. O que faria numa cidade de 11 milhões de pessoas como São Paulo? Quem o ajudaria?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;- Você acha que dá para arrumar emprego em São Paulo? - pergunta, com olhar esperançoso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;Assim como Jeune, centenas de haitianos perambulam pelas ruas de Brasileia. O visto humanitário dado pelo governo, por enquanto, termina ali.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;fonte: O Globo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CENPAH, um olhar Negro na BAHIA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1984478145864950254-4996296340026176087?l=cenpah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cenpah.blogspot.com/2012/01/haitianos-descobrem-que-sonho-de-vida.html</link><author>noreply@blogger.com (CENPAH)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-uz5q-UZmznA/TxAQrMTleKI/AAAAAAAABG4/3n5RknlqIXw/s72-c/2012010538428.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1984478145864950254.post-3695521135085468243</guid><pubDate>Thu, 22 Dec 2011 12:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-22T10:20:57.915-02:00</atom:updated><title>Feliz Natal 2011, o CENPAH!!!</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-pxFzc0zBhcQ/TvMbfg08lHI/AAAAAAAABGk/ykVdv4TRkRc/s1600/Natal20112.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-pxFzc0zBhcQ/TvMbfg08lHI/AAAAAAAABGk/ykVdv4TRkRc/s400/Natal20112.png" width="282" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Peço a Deus,&lt;br /&gt;
Que os homens encontrem seus passos perdidos&lt;br /&gt;
E que os sonhos despertem esses olhos dormidos,&lt;br /&gt;
Que o amor transborde e que vivamos em paz;&lt;br /&gt;
Qua os dias terminem com os braços cansados&lt;br /&gt;
E que a sorte só queira estar ao seu lado&lt;br /&gt;
Que a dor não me assombre, nem me cause desespero,&lt;br /&gt;
Peço a deus.&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Sat-chit ananda parabrahma,&lt;br /&gt;
Purushotamah, paramahtma,&lt;br /&gt;
Sri bhagavathi sametha,&lt;br /&gt;
Sri bhagavathe namahah&lt;br /&gt;
Oh oh oh oh oh oh oh oh oh oh&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Peço a Deus,&lt;br /&gt;
Que nos mande do céu muita sabedoria,&lt;br /&gt;
Um amor verdadeiro, que ninguém passe fome,&lt;br /&gt;
Um abraço de irmão e que vivamos em paz;&lt;br /&gt;
Qua terminem as guerras e também a pobreza,&lt;br /&gt;
Encontrar alegrias entre tanta tristeza,&lt;br /&gt;
Que a luz ilumine as almas perdidas e um futuro melhor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Satchita, by Playing for a change&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="162" src="http://www.youtube.com/embed/plgD-Lt-o-4" width="260"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CENPAH, um olhar Negro na BAHIA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1984478145864950254-3695521135085468243?l=cenpah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cenpah.blogspot.com/2011/12/feliz-natal-2011-o-cenpah.html</link><author>noreply@blogger.com (CENPAH)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-pxFzc0zBhcQ/TvMbfg08lHI/AAAAAAAABGk/ykVdv4TRkRc/s72-c/Natal20112.png" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1984478145864950254.post-1342913601603819373</guid><pubDate>Thu, 22 Dec 2011 08:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-22T06:43:04.455-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Política  e direitos humanos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">história</category><title>CAMPANHA: REAJA OU SERA´ MORTO</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-pwuQDSmV_e8/TvLtW9rTW4I/AAAAAAAABGY/-HaDdI0pFwY/s1600/reaja.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="283" src="http://2.bp.blogspot.com/-pwuQDSmV_e8/TvLtW9rTW4I/AAAAAAAABGY/-HaDdI0pFwY/s400/reaja.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;b&gt;Apresentação&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; min-height: 15.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;A Campanha Reaja é uma articulação de movimentos e comunidades de negros e negras da Capital e interior do Estado da Bahia com uma interlocução nacional com organizações que lutam contra a brutalidade policial, pela causa antiprisional e pela reparação aos familiares de vítimas do Estado ( Execuções Sumárias e extra-judiciais) e dos esquadrões da morte, milícias e grupos de extermínio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; min-height: 15.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;No ano de 2005, num contexto de governo ligado a um grupo político que há décadas dominava os recursos financeiros, os meios de produção, o sistema de justiça e comunicação e que tinha no estado penal e no racismo fundamento para uma política de genocídio, nos insurgimos contra as mortes de milhares de jovens negros desovados como animais às margens de Salvador e Região Metropolitana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; min-height: 15.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Resolvemos fazer uma articulação comunitária e com os movimentos sociais e politizar nossas mortes. Colocar em evidência a brutalidade policial, a seletividade do sistema de justiça criminal que nos tinha - e ainda tem - como os bandidos padrão, sendo a cor de nossa pele, nossa condição econômica e de moradia, nossa herança ancestral e pertencimento racial a marca , a etiqueta de “&lt;i&gt;inimigos a serem combatidos&lt;/i&gt;”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; min-height: 15.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;A Campanha Reaja apresentou uma série de relatórios, informes, dossiês, denúncias e recomendações a vários organismos nacionais e internacionais como ONU, OEA, Anistia Internacional, OAB, Defensoria Pública, Comissões de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, da Assembléia Legislativa e o próprio Governo do Estado, independente de quem estivesse em seu comando, pois para nós o direito a vida e vida digna sem racismo e violência está para além da conjuntura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; min-height: 15.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Sendo assim, vimos através desse documento declarar nossa posição sobre a política em curso de segurança pública e fazer uma análise embrionária sobre o programa Pacto Pela Vida, lançado no dia 06/06/2011 pelo governo do Estado da Bahia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; min-height: 15.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Documento esse que deve ser encarado como um instrumento de diálogo que buscamos travar com o governo e os demais poderes de justiça articuladores desse programa, bem como as organizações da sociedade civil, o parlamento, e a sociedade de uma modo geral. Lembramos que em todas as oportunidades que tivemos para falar com o Excelentíssimo Senhor Governador Jaques Wagner apelamos para o fato de que só um diálogo com toda sociedade poderia ajudar a construir um outro modelo de segurança pública. Por tanto nossa exigência feita no calor de nossa ira frente aos corpos de vários jovens que tombaram durante as operações Saneamento I e II, na Chacina de Pero Vaz, na Chacina de Vitória da Conquista, na Chacina (vingança Estatal) de Cana Brava, nas mortes de Edvandro, de Djair, e Clodoaldo Souza o Negro Blul, entre outras, nos obriga a participar dessa construção de forma crítica, não tutelada e propositiva.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; min-height: 15.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Apresentamos a essa plenária alguma considerações sobre segurança pública, relações raciais, sistema de justiça na sua interação com pressupostos racistas, homofóbicos e sexistas que impedem a concretização dos princípios republicanos e democráticos tão repetidos por sua excelência o Governador do Estado da Bahia Jaques Wagner listando algumas questões de extrema importância a serem consideradas pelo governo como espinha dorsal na concepção de um possível Pacto Pela Vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; min-height: 15.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;b&gt;Os Pactos e Nós, Os Negros/as&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; min-height: 15.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;“&lt;i&gt;Mesmo que pareça mais atraente e até seguro juntar-se ao sistema, precisamos reconhecer que agindo assim estaremos bem perto de vender nossa alma&lt;/i&gt;” ( Bantu Stive Biko, Escrevo o que quero , editora ática , pag.48 2ºedição 1990)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; min-height: 15.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Cento e vinte e três anos depois da proclamação do pacto abolicionista “fajuto” que as elites fizeram entre si, nos tirando da condução legal de escravizados e nos empurrando para a quase perpétua exclusão dos meios de produção, de participação e do exercício de poder a que temos direito, o Estado, compreendido como os poderes de justiça, o poder legislativo, executivo e agora a defensoria pública, nos convoca a pactuarmos pela proteção da vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; min-height: 15.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;“&lt;i&gt;Art.5° todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país &lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;a inviolabilidade do direito à vida&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;, à liberdade, à igualdade, à segurança e a propriedade, nos termos seguintes:” (CEFB/88)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; min-height: 15.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Entendemos que esse pacto, pela vida, já está expresso em nosso ordenamento jurídico e que o Constituinte Originário imprimiu no artigo 5º e esparsamente em toda nossa carta mãe, os fundamentos de um estado democrático de direito: o direito a vida e à vida digna como sua expressão máxima. Portanto, segundo várias correntes doutrinárias e o próprio corpo de juízes supremos - (STF) Guardiões da Constituição, excetuando “&lt;i&gt;caso de Guerra declarada&lt;/i&gt;”(I,XLVII “a” Art.5º) - o valor da vida é um valor absoluto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; min-height: 15.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Porque o governo do Estado da Bahia nos convoca para um pacto pela vida? E porque as ações anunciadas pelo pacto concentram-se apenas numa suposta guerra contra o crime? Porque um governo democrático participativo e popular opera com uma lógica &lt;i&gt;de lei e ordem&lt;/i&gt; tendo como fim a criação de um Sistema de Defesa Social?A ideologia de defesa social tem como um de seus princípios norteadores essa dicotomia entre &lt;b&gt;bem&lt;/b&gt; (cidadão/sociedade) e &lt;b&gt;mal&lt;/b&gt; (bandido/ criminoso/excluído), não raramente os pobres exibidos na TV como em leilão de escravos. Essa dicotomia foi apresentada por um funcionário do governo quando apresentava o pacto a militantes do Movimento Negro numa reunião chamada pela Sepromi –Secretaria de Promoção da Igualdade. Essa mesma ideologia é expressa pelo mandatário máximo do Governo da Bahia quando apela em seu discurso para &lt;b&gt;o combate do bem contra o mal&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; min-height: 15.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;No lançamento do Programa Pacto pela Vida o Governador colocou diversas vezes a oposição do bem contra o mal como princípio do programa a nós apresentado como um pacto democrático.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; min-height: 15.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;No programa Balanço Geral exibido pela rede Record de televisão em 08/06/2011, conduzido pelo apresentador Raimundo Varela o governador falava na “defesa do bem contra o mal”. A julgar pelos corpos exibidos, pelos presos com suas imagens violadas nessa mesma emissora, o bem a que se refere o Governador tem origem racial , origem de classe e poder de contratar bons defensores e terem sua imagem e liberdade preservadas. E o mal ? Bem, o mal somos nós, negros e negras, a maioria da população. Não um corte ou um grupo de trabalho no governo, mas a totalidade dos interessados em um novo modelo de segurança.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; min-height: 15.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Segundo Alexandre Barata:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; min-height: 15.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;“&lt;i&gt;O Principio do bem e do mal. Há um controle da criminalidade(mal) em defesa da sociedade(bem) o delito é um dano para a sociedade o delinqüente é um elemento negativo e disfuncional”(Alexandre Barata , Criminologia Critica e critica do Direito Penal , pag03 editora Rio de Janeiro /2002)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; min-height: 15.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Os chamados inimigos , os maus, em sua maioria são jovens, encarcerados por crimes contra o patrimônio, crime anão, crimes de bagatela e que entopem as cadeias gerando lucros para empresas de segurança, construtoras, etc. A ideologia da defesa social quer proteger o patrimônio privado de uma criminalidade descalça, de rua, analfabeta uma criminalidade fruto da pobreza, da remoção forçada de famílias inteiras do campo, vítimas da acumulação do capital nas mãos dos herdeiros de quem fez o pacto do tráfico transatlântico de seres humanos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; min-height: 15.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Assim, consideramos os pontos que seguem de extrema relevância na composição do eixo central do Pacto Pela Vida:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; min-height: 15.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;1. O ordenamento jurídico já consagra a vida como um bem jurídico a ser protegido. O Pacto Pela Vida confirma o fracasso do Estado Brasileiro em garantir nossa segurança.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; min-height: 15.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;2. O Pacto Pela Vida não pode concentrar - se numa suposta guerra contra o crime apoiada na ideologia da defesa social e da teoria do direito penal do inimigo. Essa lógica do bem e do mal anunciada pelo governo e difundida pelo mesmo é reducionista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; min-height: 15.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;3. Somos contra a instalação de um sistema de defesa social. Esse é um modelo ideológico amparado na criminalização, no etiquetamento de pobres, negros e mulheres estigmatizadas por sua relação afetiva com homens ( jovens negros) que são o principal alvo do atual sistema de segurança pública exilados nas instituições de seqüestros ( Casas de Detenção, cadeia, delegacias e etc).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; min-height: 15.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;4. O governo nos convoca para o Pacto Pela Vida, por que não pode esconder a tragédia humana em suas mãos. A tragédia de uma guerra cruel cuja as vitimas são negros de baixa escolaridade residindo em lugares precários. Quando não morrem são depositados nas instituições de seqüestro que dão lucros às empresas do ramo da construção civil homenageadas pelo Governador no dia 06/06/2011.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; min-height: 15.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;5. Nós negras e Negros do Estado da Bahia somos os principais interessados em um novo modelo de segurança que não seja racista, machista, homofóbico e sexista. Não somos um corte um grupo de trabalho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; min-height: 15.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;6. O governo nos convoca para o Pacto Pela Vida por que precisa legitimar uma prática em curso de limpeza étnica, exemplificada pelos títulos das operações Saneamento I e II que levou a óbito mais de 3.000 pessoas entre 2007 e 2010, pela ação estatal da Rondesp, Choque, Caatinga, Guarnições e policias quer pela ação dos grupos de extermínio, esquadrão da morte ou pela omissão do estado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; min-height: 15.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;7. Fomos surpreendidos pelo atual secretario de Segurança Publica Mauricio Barbosa com o “ Baralho ” símbolo da indignidade e da ofensa aos direitos fundamentais. O supostos criminosos exibidos no jogo de carta virtual são violados em seu direito ao principio contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal. São pessoas exibidas como culpados antes de serem processados, antes do transito em julgado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; min-height: 15.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;8. O baralho da SSP é um ultraje a dignidade humana, uma repaginação dos institutos racistas de busca de africanos foragidos. O baralho deve ser retirado do sistema da SSP.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; min-height: 15.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;9. O governo tem que parar o incremento ao empreendimento industrial carcerário, pois criar mais cadeias não resolve o problema do crime, apenas gera mais lucro drenado para o centro do capitalismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; min-height: 15.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;10. O governo deve demolir o Presídio de Simões Filho como demonstração de respeito ao meio ambiente, o presídio viola área das comunidades tradicionais. O presídio está em área quilombola, território federal amparado pelo decreto 4887. O governador, um trabalhador do ramo químico e petroleiro sabe que os gases que passam por de baixo daquele presídio, ameaçam a vida de funcionários, presos e suas famílias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; min-height: 15.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;11. O pacto Tem que sair da lógica punitiva e apresentar números de instrumentos em política cultural, política de saúde, educação, saneamento, política publica ao invés de militarização do espaço urbano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; min-height: 15.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;12. O pacto tem que investir em reparação pecuniária, humanitária aos familiares das vítimas dos grupos de extermínio, esquadrão da morte e oficiais do governo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; min-height: 15.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;13. O pacto tem que apresentar os números de investimentos em “ ressocialização ” “ educação ”, cultura para prisioneiros e prisioneiras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; min-height: 15.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;14. O governo precisa impedir a exposição ilegal de presos em delegacias responsabilizar delegados, agentes policias, e polícias militares que expõem a constrangimento ilegal pessoas custodiadas pelo Estado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; min-height: 15.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;A reaja convoca negras e negros a agirem como maioria."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/bw10AewE2Mw" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CENPAH, um olhar Negro na BAHIA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1984478145864950254-1342913601603819373?l=cenpah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cenpah.blogspot.com/2011/12/campanha-reaja-ou-sera-morto.html</link><author>noreply@blogger.com (CENPAH)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-pwuQDSmV_e8/TvLtW9rTW4I/AAAAAAAABGY/-HaDdI0pFwY/s72-c/reaja.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1984478145864950254.post-7041695101374678249</guid><pubDate>Thu, 22 Dec 2011 08:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-22T06:39:46.671-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Política  e direitos humanos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">história</category><title>Morte de negros por homicídio subiu 23,4% em oito anos</title><description>&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;A taxa de mortalidade de negros por homicídio no Brasil registrou aumento de 23,4% em 2010 em relação a 2002. A informação faz parte do&amp;nbsp;&lt;i&gt;Mapa da Violência 2012: os novos padrões da violência no Brasil&lt;/i&gt;&amp;nbsp;realizado pelo Instituto Sangari e divulgado esta semana pelo Ministério da Justiça. Em um recorte feito por raça e cor, o estudo mostra que enquanto pessoas brancas são cada vez menos vítimas de homicídios, as ocorrências registram cada vez mais o crescimento dos assassinatos contra negros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Segundo o Mapa, em 2002, o número de vítimas negras era de 26.952. Em 2006, o índice foi de 29.925 e de 33.264, em 2010. &amp;nbsp;Destas, 15.008 mortes foram registras na Região Nordeste somente no último ano, onde 1.846 aconteceram em Alagoas e 1.699 Paraíba, os estados com os maiores índices do país. Os quantitativos dessa população entre os anos estudados foram obtidos a partir de projeções realizadas pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Em relação aos brancos, as taxas representaram queda na última década, de 18.852 para 13.668. O número de vítimas que era de 20,6 em cada 100 brancos, em 2002, passou a ser de 15,0 o que representa uma queda da ordem de 27,5%.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;b&gt;Intencionalidade –&amp;nbsp;&lt;/b&gt;Nos últimos 30 anos, 1.091.125 pessoas foram vítimas de morte por agressão propositada no país. De acordo com Julio Waiselfisz, diretor de pesquisas do Instituto Sangari, o estudo comparou os dados aos maiores conflitos internacionais do último século. “Comprovamos que no Brasil, sem conflitos de qualquer ordem, mata-se mais gente que muitos conflitos armados no mundo. É como se, só por homicídios, tivéssemos matado a mesma população vítima da Bomba Atômica”, explica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-33d1Cnut4EY/TvLstQl3RPI/AAAAAAAABGM/oHoTAbEshJ8/s1600/jovens+mortos-702987.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-33d1Cnut4EY/TvLstQl3RPI/AAAAAAAABGM/oHoTAbEshJ8/s1600/jovens+mortos-702987.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Para Eloi Ferreira de Araujo, presidente da Fundação Cultural Palmares, a situação é grave, pois os dados tratam de uma situação específica de mortalidade onde as principais vítimas são negras e jovens. “Os dados mostram a necessidade de ações emergenciais por parte do Estado. Não podemos deixar que esses números continuem crescendo”, afirma. “A juventude negra precisa de igualdade de direitos e oportunidades para mudar, sair desta condição de vulnerabilidade”, ressaltou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;b&gt;Lógica homicida –&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Em entrevista coletiva na terça-feira, 14 de dezembro, Waiselfisz apresentou uma nova realidade em relação a lógica da violência homicida no Brasil. Segundo ele, os padrões de mortes violentas mudaram radicalmente nos últimos dez anos “A violência era previsível. Hoje os homicídios surpreendem aos pesquisadores com fatos inesperados”, ressaltou o especialista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Waiselfisz comenta que há poucos anos era possível saber o que aconteceria no ano seguinte, em que estados e em que locais seriam registrados acréscimos de violência. Com as mudanças detectadas por meio do Mapa atual, será necessário que o Estado pense novas políticas para o combate à violência e a redução do índice de mortes propositadas. Uma das mudanças na lógica homicida foi que este tipo de violência, que era centrado nos grandes pólos urbanos, passou a migrar para o interior dos estados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Em números absolutos, os homicídios documentados pelo Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde (SIM/MS) passou de 45.360 para 49.932 entre os anos de 2000 a 2010. Enquanto as capitais registraram queda no número de assassinatos – 32339 para 28797 – as regiões de interior apontaram o crescimento de 8.114 homicídios no número de casos. O dado que em 2000 era de 3.021 mortes passou para 21.135 registradas em 2010.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;div style="color: #0e23a3; font: 12.0px Times; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="color: black; letter-spacing: 0.0px;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.palmares.gov.br/?p=16788&amp;amp;lang=pt"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px; text-decoration: underline;"&gt;Palmares Fundação Cultural&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CENPAH, um olhar Negro na BAHIA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1984478145864950254-7041695101374678249?l=cenpah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cenpah.blogspot.com/2011/12/morte-de-negros-por-homicidio-subiu-234.html</link><author>noreply@blogger.com (CENPAH)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-33d1Cnut4EY/TvLstQl3RPI/AAAAAAAABGM/oHoTAbEshJ8/s72-c/jovens+mortos-702987.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1984478145864950254.post-9183700767484721765</guid><pubDate>Wed, 14 Dec 2011 10:40:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-14T08:40:43.218-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">ações afirmativas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">história</category><title>Kilombos: um filme-resgate sobre o Brasil quilombola</title><description>Filmado no Brasil, Guiné-Bissau e Cabo Verde, o documentário  “Kilombos”, realizado por Paulo Nuno Vicente, transporta-nos pela  memória oral das raízes africanas das comunidades quilombolas,  cruzando-as com o território das suas manifestações culturais  contemporâneas. A estreia do filme está agendada para 7 de Março, na  Fundação Calouste Gulbenkian, em&amp;nbsp;Lisboa.&lt;br /&gt;
&lt;span class="imagecache-full" style="width: 590px;"&gt;&lt;img alt="Vitalina de Andrade Quilombo de Monte Alegre, Maranhão" height="400" src="http://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/full/2011/11/vitalina.jpg" title="Vitalina de Andrade Quilombo de Monte Alegre, Maranhão" width="328" /&gt;&lt;span class="caption"&gt;Vitalina de Andrade Quilombo de Monte Alegre,&amp;nbsp;Maranhão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Aqui era um mato. Tinha um senhor no tempo da escravidão. Eram dois  irmãos. Lá se desuniram. Ele meteu a cabeça no mato e veio andando,  andando, andando, no meio desse mato. E achou que aqui era bom: tinha  água, tinha tudo e era um&amp;nbsp;matão.&lt;br /&gt;
Ele fez moradia aqui e aí ele botou o nome daqui: Monte Alegre. Se  chamava Vestiniano Parga. Era dele. Aí quando acaba a escravidão, ele  quer ir embora, chama os pretos para comprar. Ele ia vender para eles.  Os pretos reuniram e foram comprar. Esses pretos velhos daqui: meus  avôs, avôs de nós. Avôs, bisavôs foram comprar [a&amp;nbsp;terra].&lt;br /&gt;
Menino, eu me esqueci foi do preço da terra! Até isso eles me  disseram. Aí foram pagar a terra, o povão aqui. E aí, passado uns  tempos, pretos foram buscar os papéis da&amp;nbsp;terra.&lt;br /&gt;
Leão foi quem trouxe o papel da terra. A gente nesse tempo não tinha  desconfiança uns com os outros, não. Todo o mundo confiava uns nos  outros. Aí entregou para eles e o povo pegou o papel. O papel era do  povo! Leão guardou. Depois quando morreu, passou para Isidoro, que era  filho dele. Ficou com os papéis. Isso aí eu vi. Eu estava garotona&amp;nbsp;já.&lt;br /&gt;
Um dia Joãozinho chegou, querendo ver o papel. “Isidoro, deixa ver papel da terra que eu quero&amp;nbsp;ver”.&lt;br /&gt;
Isidoro entrou, foi buscar e entregou. Aí, pegou, olhou e saiu com o  papel. Isidoro pediu. “Dá aí o papel”. E ele: “Não, vou levar papel para  corrigir um negócio errado que tem aqui”. “Tem nada errado, rapaz me dá  papel!”. E com essa ele foi andando e ficou com papel. E não deu. Aí  ficou ele, Joãozinho, como dono do Monte&amp;nbsp;Alegre.&lt;br /&gt;
Sempre vinham perguntar para vender e sempre ele dizia: “Não posso  vender, que tem dono”. Ele tinha os papéis, mas tinha essa consciência.  Mas quando Joãozinho morreu, os filhos dele começaram a vender pedaços  de terra por aí. Até de 15 cruzeiro vendiam. Vendendo, vendendo,  vendendo, vendendo, sem ser deles. Aí meu deus… Venderam tudinho.  Depois, aconteceu que o povo queria tomar a terra e o cabra que comprou a  terra não queria&amp;nbsp;entregar.&lt;br /&gt;
Juntou uns capangas dele e mandou aqui fazer um despejo. O povo tesou  que não ia. Aí ele mandou tocar fogo nas casas, derrubar e ver se o  povo ia embora daqui. Queimou casas quase todinhas. Aí o povo ficou na  rua, mas disse: “Daqui não sai. Daqui não. Nós não sai daqui. Nós não  tem para onde&amp;nbsp;ir”.&lt;br /&gt;
Fizeram barraco, fizeram latada, veio uma chuva, aí molhou a gente.  As casas queimadas e o povo no meio do tempo. Morreu gente, diabo a  quatro. Eu me lembro que, quando passou, graças a Deus, reuniu gente de  todas as partes. Era de São Luís, era de Teresina, de Bacabal, era de  Caxia, era de todo o lugar. Povo teimou: “Nós não sai daqui não. Só  morto. Não sai daqui não”. Eu só saio daqui mas subindo direito. ELE  adiante e eu&amp;nbsp;atrás.&lt;br /&gt;
&lt;span class="imagecache-full" style="width: 590px;"&gt;&lt;img alt="Gildázio Costa Quilombo de São Sebastião dos Pretos, Maranhão" height="400" src="http://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/full/2011/11/gildazio.jpg" title="Gildázio Costa Quilombo de São Sebastião dos Pretos, Maranhão" width="329" /&gt;&lt;span class="caption"&gt;Gildázio Costa Quilombo de São Sebastião dos Pretos,&amp;nbsp;Maranhão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
- Aqui foi uma área feita por quatro companheiros. Esses companheiros  andavam no seringal, tirando seringa. Eles vieram, trabalharam,  deixaram famílias lá e vieram para Bacabal. Foram trabalhar com um velho  chamado Eusébio&amp;nbsp;Trinta.&lt;br /&gt;
Aí eles pediram para ele um lugar para eles se situar e para eles  poder ir buscar as famílias. Aí o velho disse: “Olha, vocês vão aqui  directo, chega aquela entrada de olho de água, essa entrada que entra  para cá, lá vocês tocam cabeça no mato. Vocês vão sair num povoado  chamado Centrinho, lá ao pé de uma estrada velha. Lá vocês atravessam e  tocam cabeça no mato. Pode seguir aí, até vocês cansarem, lá no fundo  tem um lago. Daquele lago para cá, vocês podem caçar o lugar e&amp;nbsp;situar”.&lt;br /&gt;
Aí eles vieram, chegaram. Atravessaram tudo. Chegaram aqui, tocaram  cabeça no mato e tem o lago. Chegaram no lago, eles voltaram, e  situaram. Quatro companheiros, cada um com sua família. Aí fizeram  quatro casinhas. Duas bem aqui, duas lá onde é o campo de&amp;nbsp;futebol.&lt;br /&gt;
Aí eles trouxeram a família deles. Começaram a trabalhar. Começaram  gerando, gerando, gerando e cresceu. E este panelão já foi eles que  acharam aqui. Um era meu avô, Bonifácio Costa. Eles acharam isso aqui  nesse mato e trouxeram para cá para o povoado e a gente tem essa amizade  para esse panelão para não&amp;nbsp;sair.&lt;br /&gt;
Gente vem de Bacacabal, pede: “Rapaz, cê não cede esse panelão, para a  gente fazer uma passeata com ele?”. Eu digo: “Não. Esse panelão não sai  daqui. Essa é a origem. Porque vocês levam ele, faz a passeata com ele  lá, e diz nós não leva hoje, nós leva amanhã. Amanhã passa e não traz.  Não nós não fomos hoje, mas espera amanhã que nós levamos o panelão de  vocês. Vai um, vai outro e ficam com ele para lá. E nós não deixamos ele  sair. Está querendo ver o panelão? Vem de lá, vem ver, que ele está  aqui todo o&amp;nbsp;tempo”.&lt;br /&gt;
Esse panelão, meus avós contavam para nós que era de fazer comida  para os escravos. Ele fica connosco todo o tempo. Eles contavam para  nós: “Meus filhos, esse panelão vocês tem cuidado com ele. Isso aqui vai  ter grileiro que vai querer tomar isso aqui de vocês”. E nós dizia:  “Vovô, nós não damos não. Pode brigar, mas nós não damos, porque levar  nas costas eles não leva e botar no carro eles não bota, que nós  não&amp;nbsp;deixa”.&lt;br /&gt;
Como até hoje nós estamos com ele. Sou uma criatura que já tem a  minha idade, tenho 72 anos, sou orgulhoso por viver nesta terra. Nasci e  me criei bem ali. Nasci, me criei, estou nessa idade, nunca saí no  mundo, estou sempre aqui, tenho orgulho e amizade. Como eu digo, para  mim, não existe terra boa igual a essa terra. Porque foi esta terra que  me criou. Me criou, me deu todo o sustento. São Sebastião dos Pretos.  Sou&amp;nbsp;feliz.&lt;br /&gt;
&lt;span class="imagecache-full" style="width: 590px;"&gt;&lt;img alt="Emília Moreira Quilombo de Matões dos Moreiras, Maranhão" height="400" src="http://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/full/2011/11/emilia.jpg" title="Emília Moreira Quilombo de Matões dos Moreiras, Maranhão" width="329" /&gt;&lt;span class="caption"&gt;Emília Moreira Quilombo de Matões dos Moreiras,&amp;nbsp;Maranhão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
- Aqui é um quilombo de fugitivos. Ali tem uma antiga fazenda, eles  [antepassados escravizados] saíram de lá, vinham fazer suas estratégias,  seus planos. E aí começaram a discutir como se libertar. Ficaram  ali&amp;nbsp;escondidos.&lt;br /&gt;
Para mim, a escravidão ainda não acabou. Hoje ela é de uma forma mais  leve que às vezes a gente até pensa que não tem, mas está aí. Apesar  desse Brasil dizer que é um pais democrático, mas tanto está provando  que a gente está aqui com um conflito que já vem acirrado com mais de 40  anos. Os grandes fazendeiros tomaram as terras e nós estamos querendo  receber aquilo que é nosso por&amp;nbsp;direito.&lt;br /&gt;
Os opressores tocaram fogo nas roças e por isso houve pessoas que  foram embora [do quilombo] e se desgostaram. Houve gente que já morreu e  nunca voltou, e há outros que querem voltar, mas ficam com&amp;nbsp;medo.&lt;br /&gt;
Vieram uns jagunços, oferecendo 10 reais – na época não era real,  oferecendo 10 cruzeiros – e 10 litros de combustível, que era para nós  se calar e não dizer onde passava o limite das terras. Resultado, o  limite hoje passa dentro das casas. Nós temos casas construídas dentro  das casas que o opressor diz que é&amp;nbsp;dele.&lt;br /&gt;
A melhor terra está do lado deles. A gente vive num semiárido, não  temos campos agrícolas, não temos reservas, não temos nada porque nós  não sabemos onde estamos, onde é a terra de Matões. Nós não sabe de  acordo com o conflito. Agora, na nossa cabeça, na nossa memória, na  nossa história, a gente sabe onde está Matões. E é por isso que há  um&amp;nbsp;conflito.&lt;br /&gt;
Eu já passei aqui três meses sem passar na comunidade, já fui  ameaçada. Entrava aqui de manhã fugindo da minha própria casa, entrando  de manhã e saindo à noite, ou entrava à meia-noite e saía de madrugada.  Já saí daqui com dez homens, por causa das ameaças. Alguém que chegou  aqui na minha porta para me dizer que me ia dar uma pisa [surra] que eu  ia ficar a andar de cadeira de&amp;nbsp;rodas.&lt;br /&gt;
E aí a comunidade se começou a preocupar. No sentido em que era mais uma pessoa que a gente iria&amp;nbsp;perder.&lt;br /&gt;
&lt;div class="author"&gt;    por &lt;a href="http://www.buala.org/pt/autor/paulo-nuno-vicente"&gt;Paulo Nuno Vicente&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://www.buala.org/pt/afroscreen"&gt;Afroscreen&lt;/a&gt; | 21 Novembro 2011&lt;span class="tags"&gt; |&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CENPAH, um olhar Negro na BAHIA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1984478145864950254-9183700767484721765?l=cenpah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cenpah.blogspot.com/2011/12/kilombos-um-filme-resgate-sobre-o.html</link><author>noreply@blogger.com (CENPAH)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1984478145864950254.post-7061650752960934871</guid><pubDate>Wed, 14 Dec 2011 10:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-14T08:38:23.581-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">racismo</category><title>Preconceito segundo os FAMOSOS</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-TnDUgw1B3nw/Tuh8knhhkuI/AAAAAAAABGA/5kDkvx6Ow5I/s1600/WeAre.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="239" src="http://4.bp.blogspot.com/-TnDUgw1B3nw/Tuh8knhhkuI/AAAAAAAABGA/5kDkvx6Ow5I/s320/WeAre.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Até celebridades passam por situações constrangedoras. O ator  Jonathan Azevedo, 25 anos, o Fojô de Malhação, da Globo, sofreu racismo  há dois anos. Ele estava com a namorada em um shopping do Rio de Janeiro  e deixou a garota na fila do cinema enquanto falava ao telefone. Quando  voltou, o segurança o abordou. "Disse que não era para pedir dinheiro  para a moça, mas só estava dando o meu cartão de crédito para ela. Na  hora pedi para ela ficar calma e conversei com ele. Expliquei a situação  com educação", lembra o ator, que admite ter ficado chateado.&lt;br /&gt;
Para ele, a maior dificuldade é lidar com o próprio preconceito. "Eu  digo a mim mesmo muitos 'nãos'. Já me peguei várias vezes deixando de ir  a certos lugares porque o modo de me vestir não era adequado." Jonathan  coleciona oito participações em novelas, 18 peças de teatro e oito  filmes. "Já fiz muito bandido e acredito que não seja por ser negro, mas  era um caminho que tinha de trilhar até mostrar que tenho talento para  fazer outros papéis." Quando faz testes e não rola o personagem, o ator  age com naturalidade. "Sempre encaro como se não fosse para ser meu."&lt;br /&gt;
Outro que aproveitou as oportunidades da vida profissional foi o ator  Micael Borges, 23, o Pedro de Rebelde, da Record. Ele começou na vida  artística aos 6 anos. "O mercado é muito competitivo. Ser negro e vir de  uma comunidade carente (como a do Vidigal, do Rio de Janeiro) é um  desafio ainda maior. No começo sofri preconceito", diz Micael, que  acredita que os papéis para atores negros ainda são bem limitados.&lt;br /&gt;
O ator Vitor Lucas David dos Santos, 19, o Leonardo de Fina Estampa,  da Globo, concorda com os colegas de profissão. Ele lembra que quando  era criança sentia que o achavam diferente. "Hoje o preconceito ainda  existe, mas está maquiado." A carreira no teatro o ajudou a se livrar  dos medos. "Pude ser quem eu era de verdade e várias outras pessoas  também me viram assim", revela o ator, que começou na carreira aos 4  anos.&lt;br /&gt;
Eles fizeram história&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Nelson Mandela&lt;/strong&gt; - Principal representante do  antiapartheid (política racial implantada na África do Sul, em que a  minoria branca detinha o poder no país). Ficou preso entre 1962 e 1990  por tentar mudar isso e acabou sendo o primeiro presidente negro do país  entre 1994 e 1999.&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Martin Luther King&lt;/strong&gt; - Tornou-se um dos mais  importantes líderes do movimento dos direitos civis dos negros nos  Estados Unidos. Fez campanha mundial de não violência e foi o mais jovem  a receber o Prêmio Nobel da Paz, em 1964, aos 35 anos, pouco antes de  ser assassinado.&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Oprah Winfrey&lt;/strong&gt; - Famosa por The Oprah Winfrey Show, a  apresentadora alavancou o programa com a maior audiência dos Estados  Unidos. Depois de 20 anos no ar, Oprah encerrou o talk show como a negra  mais rica do século 20.&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Barack Obama&lt;/strong&gt; - O democrata marcou a política norte-americana ao ser eleito o primeiro presidente negro com recorde de votação em 2008.&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Taís Araújo&lt;/strong&gt; - Foi a primeira protagonista negra da  novela das 20h da Globo, em Viver a Vida (2009). Taís disse que quando  era criança não tinha em quem se espelhar e agora há referências na  televisão.&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;A Princesa e o Sapo&lt;/strong&gt; - Tiana é o nome da primeira princesa negra dos estúdios Disney. O desenho foi lançado em 2009.&lt;br /&gt;
Fonte:&lt;a href="http://www.dgabc.com.br/News/5926872/famosos-contam-o-que-acham-do-preconceito.aspx" target="_blank"&gt; Diario do ABC&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CENPAH, um olhar Negro na BAHIA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1984478145864950254-7061650752960934871?l=cenpah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cenpah.blogspot.com/2011/12/preconceito-segundo-os-famosos.html</link><author>noreply@blogger.com (CENPAH)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-TnDUgw1B3nw/Tuh8knhhkuI/AAAAAAAABGA/5kDkvx6Ow5I/s72-c/WeAre.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1984478145864950254.post-1537054321304606179</guid><pubDate>Wed, 14 Dec 2011 10:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-14T08:30:19.428-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Política  e direitos humanos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">história</category><title>Aprovada inclusão de nome indígena ou africano no RG</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-W-DtknqOjeo/Tuh6qVjzIVI/AAAAAAAABF4/YneY0qLex2k/s1600/segunda-via-rg.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-W-DtknqOjeo/Tuh6qVjzIVI/AAAAAAAABF4/YneY0qLex2k/s1600/segunda-via-rg.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;h3 class="post-title entry-title"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Comissão de Direitos Humanos e Minorias aprovou no dia 30  de novembro, um projeto que permite aos afrodescendentes e indígenas,  inserir em suas identidades sobrenomes de origem africana ou indígena,  sejam eles familiares ou não. A proposta altera a Lei de Registros  Públicos (6.015/73), que possibilita a mudança de nome aos maiores de 18  anos.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;O texto aprovado é um substitutivo  apresentado pelo deputado Márcio Marinho (PRB-BA) (foto), ao Projeto de  Lei 803/11, dos deputados petistas Nelson Pellegrino (BA), Edson Santos  (RJ) e Luiz Alberto (BA), que originalmente beneficiava apenas os  afrodescendentes. “A regra deve também permitir ao índio o acréscimo de  nome de ancestrais, a fim de resguardar sua identidade cultural e  familiar, guardando simetria com o tratamento dispensado aos  afrodescendentes”, justificou Marinho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O substitutivo de Márcio  Marinho também deixa claro que o sobrenome afrodescendente ou indígena  será acrescentado ao nome, uma vez que os apelidos de família não podem  ser prejudicados. Além disso, o registro civil poderá ser alterado em  qualquer tempo, independentemente da maioridade civil. O projeto tramita  em caráter conclusivo e ainda será analisado pela Comissão de  Constituição e Justiça e de Cidadania.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte: Agência Câmara&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CENPAH, um olhar Negro na BAHIA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1984478145864950254-1537054321304606179?l=cenpah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cenpah.blogspot.com/2011/12/aprovada-inclusao-de-nome-indigena-ou.html</link><author>noreply@blogger.com (CENPAH)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-W-DtknqOjeo/Tuh6qVjzIVI/AAAAAAAABF4/YneY0qLex2k/s72-c/segunda-via-rg.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1984478145864950254.post-9137598396352293458</guid><pubDate>Fri, 09 Dec 2011 10:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-09T08:28:22.335-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Política  e direitos humanos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">história</category><title>Juíza Luislinda: desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA)</title><description>&lt;div class="principal_foto3"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-AmIxloeCqWU/TuHihYQfTgI/AAAAAAAABFw/E9_rPZQAEGw/s1600/luislinda-juiza-editado2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-AmIxloeCqWU/TuHihYQfTgI/AAAAAAAABFw/E9_rPZQAEGw/s1600/luislinda-juiza-editado2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="legenda"&gt;Em sessão ordinária  realizada nesta terça-feira (6), em Brasília, o Conselho Nacional de  Justiça (CNJ) determinou que a juíza baiana Luislinda Valois fosse  promovida ao cargo de desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia  (TJ-BA). O CNJ utilizou como argumento principal o critério de  antiguidade para a concessão da promoção. O relator do caso, Jorge Hélio  Chaves de Oliveira, e todos os demais conselheiros decidiram de forma  unânime em prol do requerimento.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="bodytext"&gt;&lt;br /&gt;
"É o reconhecimento da luta de uma mulher  negra, rastafári, que conseguiu sair vitoriosa deste processo. É uma  conquista para o povo negro da Bahia", afirmou&amp;nbsp; Luislinda, primeira  juíza negra do Brasil. Desde agosto de 2010, ela ocupava o cargo de  desembargadora substituta no TJ. Com a proximidade da aposentadoria  compulsória, a nomeação de Valois como desembargadora titular poderia  não ocorrer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com a juíza, que acompanhou toda a audiência, o Tribunal deverá agora organizar a data da posse e a cerimônia oficial.&lt;/div&gt;&lt;div class="bodytext"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="bodytext"&gt;&lt;b&gt;Sobre Valois&lt;/b&gt; Valois foi a primeira juíza  negra a proferir uma sentença contra o racismo no Brasil. Ela trabalhou  no interior baiano até ser promovida para Salvador, em 1993. A juíza foi  a responsável por reativar dezenas de Juizados Especiais em municípios  da Bahia e criou e instalou a Justiça Itinerante e o Juizado Itinerante  Marítimo.&lt;/div&gt;&lt;div class="bodytext"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="bodytext"&gt;Fonte: Correio da Bahia&lt;/div&gt;&lt;div class="bodytext"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="bodytext"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/Nvn8cazoR1g" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CENPAH, um olhar Negro na BAHIA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1984478145864950254-9137598396352293458?l=cenpah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cenpah.blogspot.com/2011/12/juiza-luislinda-desembargadora-do.html</link><author>noreply@blogger.com (CENPAH)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-AmIxloeCqWU/TuHihYQfTgI/AAAAAAAABFw/E9_rPZQAEGw/s72-c/luislinda-juiza-editado2.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1984478145864950254.post-8135178565760997481</guid><pubDate>Fri, 09 Dec 2011 10:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-09T08:24:34.617-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Política  e direitos humanos</category><title>IBGE 2010: Brasil, um país que se assume cada vez mais Negro!</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Gkum35vPp4M/TuHhqS_HgMI/AAAAAAAABFo/J2hFuky9Kyc/s1600/brasil%252Bnegro.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="233" src="http://4.bp.blogspot.com/-Gkum35vPp4M/TuHhqS_HgMI/AAAAAAAABFo/J2hFuky9Kyc/s320/brasil%252Bnegro.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Dados do censo do IBGE de 2010 recentemente divulgados revelam que, pela primeira vez, o número de pessoas que se declaram negras e pardas é maior do que o das pessoas que se declaram brancas. Entre os mais de 191 milhões de brasileiros, 91 milhões se declaram brancos (47,7%), 15 milhões pretos (7,6%), 82 milhões pardos (43,1%), 2 milhões amarelos (1,1%) e 817 mil indígenas (0,4%). Somando negros e pardos, são 97 milhões.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Uma das hipóteses que explica o crescimento da população que se afirma como negra e parda é a maior taxa de fecundidade entre as mulheres desses grupos, comparativamente com as mulheres brancas, embora venha caindo sem parar o número de filhos por mulher no Brasil, em todos os grupos e regiões. Outra explicação, mais subjetiva, tem a ver com um processo de mudança na percepção da própria cor – consequência de todo o trabalho de valorização da cultura negra realizado há décadas pelo movimento negro, das políticas afirmativas e de reparação empreendidas nos últimos anos pelos governos, de um debate mais aberto nos meios de comunicação sobre a questão, etc. O fato é que hoje podemos dizer – de boca cheia – que o Brasil é um país cada vez mais negro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px; min-height: 15.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;Isto quer dizer que vivemos em um paraíso racial, cultura milagrosa de convivência harmônica e mistura de todas as origens étnicas? De forma alguma... as desigualdades entre pretos, pardos e brancos reveladas pelo censo são gritantes. A população negra, em geral, continua a receber menores salários que a população branca. Entre as mulheres negras, a situação é ainda pior. De acordo com os dados do IBGE, entre a população com rendimento mais alto (os que ganham mais de 30 salários mínimos por mês), existem 178.574 homens brancos e apenas 838 mulheres negras. Por outro lado, entre a população com menor rendimento (os que ganham até 1/4 do salário mínimo), existem 418.013 homens brancos e 2.501.852 mulheres negras e pardas. Veja os dados percentuais na tabela abaixo. Para ver os dados completos na tabela do IBGE, clique aqui.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Do ponto de vista urbanístico, as desigualdades são claras: em São Paulo, a proporção de negros com relação a brancos em cada bairro aumenta no sentido centro-periferia (Leia mais aqui). Em Brasília acontece o mesmo entre o plano piloto e as cidades satélites. Ou seja: quanto mais precários os bairros, maior a proporção de pretos e pardos. Nestes lugares é mais precária a oferta de equipamentos e serviços públicos, menores as oportunidades de empregos, e isso cria um círculo vicioso que dificulta a ascensão econômica e social da população dessas regiões.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Ainda com relação à dimensão urbanística dessa questão, por muito tempo existiu uma espécie de invisibilidade histórica dos territórios negros das cidades, que só muito recentemente vêm sendo, aos poucos, reconhecidos e valorizados, com o tombamento de terreiros de candomblé, a demarcação de áreas de quilombo etc. Em São Paulo, foi criada este mês a Rota Turística Afro-brasileira Luiz Gama, um roteiro com 18 pontos turísticos relacionados à cultura africana, incluindo territórios negros da cidade dos séculos XVIII e XIX. Iniciativas como esta são muito interessantes para o reconhecimento destes locais e sua (re)incorporação em nossa história. Mas o caminho para o tal paraíso racial ainda é longo... e difícil!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0e23a3; font: 12.0px Times; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="color: black; letter-spacing: 0.0px;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://raquelrolnik.wordpress.com/2011/11/25/brasil-um-pais-cada-vez-mais-negro/"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px; text-decoration: underline;"&gt;Raquel Rolnik&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0e23a3; font: 12.0px Times; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="color: black; letter-spacing: 0.0px;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://raquelrolnik.wordpress.com/2011/11/25/brasil-um-pais-cada-vez-mais-negro/"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px; text-decoration: underline;"&gt;Raquel Rolnik&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CENPAH, um olhar Negro na BAHIA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1984478145864950254-8135178565760997481?l=cenpah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cenpah.blogspot.com/2011/12/ibge-2010-brasil-um-pais-que-se-assume.html</link><author>noreply@blogger.com (CENPAH)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-Gkum35vPp4M/TuHhqS_HgMI/AAAAAAAABFo/J2hFuky9Kyc/s72-c/brasil%252Bnegro.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1984478145864950254.post-827471063080419847</guid><pubDate>Sun, 04 Dec 2011 10:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-09T08:43:03.341-02:00</atom:updated><title>LUTO NO CENPAH: Adeus nosso parceiro e amigo Pe. Franco Pelegrini</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-J1Xrbalr7D8/TttNpSTBHnI/AAAAAAAABFg/pTBEutrznTQ/s1600/217790_101976153224425_100002361217564_13718_3297169_n.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-J1Xrbalr7D8/TttNpSTBHnI/AAAAAAAABFg/pTBEutrznTQ/s320/217790_101976153224425_100002361217564_13718_3297169_n.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;Existem pessoas que sabem iluminar a vida dos outros com um simples  sorriso, existem pessoas que além disso doam sua vida inteira até as  ultimas conseqüências para nos dizer que realmente se importam conosco!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;OBRIGADO FRANCO PORQUE TU FOSTE UMA DELAS!&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;O Cenpah &amp;nbsp;e os  Combonianos do Nordeste lamentam a morte improvisa do amigo e   companheiro padre Franco Pellegrini, vítima de acidente de transito em   Salvador nesta sexta feira 02 de dezembro.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Padre Franco sempre acompanhou a comunidade de Sussuarana como pároco por quase 8 anos! Ao lado das comunidades Negras e sempre abrindo e apoiando espaços para a reflexão, Franco será sempre lembrado como parceiro comprometido da Pastoral Afro. Nosso carinho e nosso afeto nunca desaparecerão com o tempo! Obrigado Pe. Franco, que Deus te tenha na Paz e você possa viver o axé da eternidade!!&lt;br /&gt;
O Cenpah&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
CARTA De &amp;nbsp;despedida de PADRE FRANCO Pellegrini&lt;br /&gt;
&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:DocumentProperties&gt;   &lt;o:Revision&gt;0&lt;/o:Revision&gt;   &lt;o:TotalTime&gt;0&lt;/o:TotalTime&gt;   &lt;o:Pages&gt;1&lt;/o:Pages&gt;   &lt;o:Words&gt;1238&lt;/o:Words&gt;   &lt;o:Characters&gt;7057&lt;/o:Characters&gt;   &lt;o:Company&gt;Combo&lt;/o:Company&gt;   &lt;o:Lines&gt;58&lt;/o:Lines&gt;   &lt;o:Paragraphs&gt;16&lt;/o:Paragraphs&gt;   &lt;o:CharactersWithSpaces&gt;8279&lt;/o:CharactersWithSpaces&gt;   &lt;o:Version&gt;14.0&lt;/o:Version&gt;  &lt;/o:DocumentProperties&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;  &lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:TrackMoves/&gt;   &lt;w:TrackFormatting/&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:DoNotPromoteQF/&gt;   &lt;w:LidThemeOther&gt;PT-BR&lt;/w:LidThemeOther&gt;   &lt;w:LidThemeAsian&gt;ZH-TW&lt;/w:LidThemeAsian&gt;   &lt;w:LidThemeComplexScript&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;    &lt;w:SplitPgBreakAndParaMark/&gt;    &lt;w:EnableOpenTypeKerning/&gt;    &lt;w:DontFlipMirrorIndents/&gt;    &lt;w:OverrideTableStyleHps/&gt;    &lt;w:UseFELayout/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;m:mathPr&gt;    &lt;m:mathFont m:val="Cambria Math"/&gt;    &lt;m:brkBin m:val="before"/&gt;    &lt;m:brkBinSub m:val="&amp;#45;-"/&gt;    &lt;m:smallFrac m:val="off"/&gt;    &lt;m:dispDef/&gt;    &lt;m:lMargin m:val="0"/&gt;    &lt;m:rMargin m:val="0"/&gt;    &lt;m:defJc m:val="centerGroup"/&gt;    &lt;m:wrapIndent m:val="1440"/&gt;    &lt;m:intLim m:val="subSup"/&gt;    &lt;m:naryLim m:val="undOvr"/&gt;   &lt;/m:mathPr&gt;&lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" DefUnhideWhenUsed="true"
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&lt;h1&gt;&lt;span style="color: #0d0d0d; mso-themecolor: text1; mso-themetint: 242;"&gt;Carta de padre Franco à igreja de Sussuarana&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;1) &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Queridos irmãos e irmãs o que contemplava até poucos dias atrás só com os olhos mortais, agora eu posso contemplar com a plenitude dos meus sentidos mais profundos: a face luminosa do Pai e Mãe, o Deus de toda luz, de toda esperança, de toda caridade. O Deus de toda vida. É nessa contemplação luminosa que olho para a minha vida terrena, quando estava no meio de vocês. Fazendo ao mesmo tempo memória e balanço do que foi a minha passagem entre vocês. Nasci numa terra bonita, coberta de flores e de muito verde na primavera, mas que reveste de neve e gelo nos rígidos invernos. Uma terra que exigia sacrifício e suor para extrair dela o necessário para comer. À sombra daquelas montanhas, no povoado de Giovo, em Trento, Italia, poucos meses após o fim da segunda guerra mundial, no dia 19 de julho de 1945 mamãe Ana - que ainda vive - e papai Gino, falecido em 1986, anunciaram que havia nascido o quarto dos seus cinco filhos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;2) Quase como gesto de agradecimento a Deus os meus pais me apoiaram quando lhes comuniquei que queria entrar no seminário das Missões Africanas, em Trento. Em 1955, aos 11 aninhos queria trilhar os mesmos caminhos de muitos missionários que deixam a sua terra e querem comunicar o amor de Deus a todos os filhos e filhas que Ele gerou. Não tinha totalmente clareza, na época, do que significava ser missionário, mas o entendi mais tarde quando comecei a ouvir o testemunho de muitos missionários vindos da África e que passavam por lá. Isso me deu a certeza de que era isso mesmo que Deus queria de mim. Terminei os meus estudos de filosofia e teologia na Itália, em Roma, até ser ordenado sacerdote no dia 17 de abril de 1971 no povoado onde nasci. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;1) Já em 1972 me encontrava no sul do Maranhão, numa cidadezinha da diocese de Balsas, de nome Sucupira do Norte. Lugar sem alguma infra-estrutura, de lavradores sem terra, de grandes fazendeiros com muita terra ociosa. Tudo para ser construído. O bispo de Balsas era um nosso confrade, comboniano, homem cheio de zelo apostólico, o saudoso Dom Rino Carlesi. Ele, como eu, acreditava na força dos pequenos. Com outros confrades começamos a construir a igreja viva, aquela feita de gente que luta, que se organiza, que louva e reivindica. Iniciamos cursos de formação para animadores de comunidades, catequistas. Acreditávamos na força da educação, aquela que valoriza a pessoa e sabe descobrir o melhor que existe em cada um. Em 1977 me chamaram para ficar um tempinho na Itália para animar a juventude, para que outros jovens se abrissem à missão. Tinha 32 anos naquela época. Foi uma experiência intensa, mas que durou só alguns anos, pois recebi na bandeja um convite para regressar ao Maranhão, na paróquia de Riachão a 70 km de Balsas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;2) Em 1980, portanto, não me fiz de rogado e corri logo para lá. Reencontrei o meu velho bispo que me acolheu de braços abertos. Não perdemos tempo. Havia mais de 50 comunidades espalhadas naquele imenso sertão à espera de alguém que os confirmassem não só na fé, mas também em suas lutas por reconhecimento de direitos e dignidade. Lembro de numerosos conflitos e mortes por causa da posse da terra naquele rincão do Maranhão que parecia esquecido pelo meu Deus. Nunca me arrependi por ter ficado sempre do lado daqueles lavradores desejosos de produzir, mas que não possuíam um pedaço de chão e viviam oprimidos e humilhados por latifundiários sem escrúpulos. Na nossa caminhada pastoral, fé e compromisso caminhavam juntos de forma harmoniosa. E sempre acreditei nisso. Afinal, Deus mandou o seu filho ao mundo para salvar o ‘homem todo’, corpo e alma, e não só um pedaço. Com homens e mulheres de fé e de luta organizamos um sindicato de lavradores muito combativo, um verdadeiro aliado e defensor dos lavradores que não fez o duplo jogo, e não se vendeu como era freqüente naquela época. Apostei juntamente com a igreja de Balsas no surgimento e na consolidação das Comunidades Eclesiais de Base por acreditar que todos, homens e mulheres, e padres, indistintamente, fazemos parte do único povo de Deus, sem privilégios e sem honrarias. Era bonito e prazeroso ver como Deus ‘escondia muita coisa aos sabidos e espertalhões e as revelava aos pequenos’. Quantas vezes agradeci Deus por constatar quão verdadeira era a Sua palavra! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;1) Depois de 4 anos de permanência em Riachão me pediram para prestar um serviço como formador e pároco em São Paulo, no Parque Santa Madalena, onde nós combonianos tínhamos uma casa de formação para teólogos e uma paróquia imensa. Não era o que desejava, mas fui, pois sempre entendi que se me chamavam para algum serviço era porque podia oferecer algo de bom. Em São Paulo havia muita violência, muitas favelas, muito descaso e abusos de todo tipo. Reconheço que no início vivia com saudade do povo do sertão, do luar e das noites cheias de estrelas, dos banhos nos rios, e até das longas e cansativas viagens de ‘desobriga’ nas costas de um burro em que permanecíamos fora de casa mais de mês. Mas a dura e cruel realidade de São Paulo abriu os meus olhos sobre a vida de numerosas famílias das periferias urbanas no nosso País. Entrei firme com os meus seminaristas e com as comunidades eclesiais na construção de novos espaços de humanidade. Priorizamos os menores abandonados, aqueles com deficiência física, os dependentes de drogas. Aí descobri a humanidade que nasce e floresce no meio da brutalidade urbana. Encontrei muita gente inconformada, de luta e de fé. Carregada de humanidade e carinho. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;2) Em 1989 me chamaram de volta para o Maranhão, para trabalhar numa paróquia da periferia de São Luis, na Vila Embratel. Esse também foi um período marcante na minha vida. Com as comunidade daquela abandonada periferia organizamos e promovemos inúmeras atividades e projetos que existem ainda hoje. Apostamos de um lado na força e na participação dos leigos e leigas na igreja e na sociedade, nas pastorais sociais, na atenção aos menores abandonados, na alfabetização de adultos, e do outro lado, na luta pelo solo urbano para que as famílias que vinham do interior do Estado tivessem onde construir a sua casa. Foi aqui que tomei a decisão definitiva de me naturalizar brasileiro. Havia entendido que para mim não haveria outra terra a não ser esta. Foi uma festa quando chegaram a minha carteira de identidade e o meu passaporte inteiramente brasileiros. Passei quase 10 anos em São Luis até o dia em que me pediram para integrar uma comunidade que iria assumir uma presença missionária em Itupiranga, na diocese de Marabá, no Pará. Um território extenso, muitos assentamentos de família sem terra, muitas agressões às pessoas e ao ambiente. Uma paróquia em que fazia quase 4 anos que o padre não andava por lá. Aqui fiquei até o meu destino final, Sussuarana. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;1) Com certeza muitos de vocês se lembram quando cheguei em 2004. Confiante e temeroso ao mesmo tempo. Foi um tempo de graça para mim. Realidade nova, mas só em parte. Nunca havia trabalhado aqui, mas como sempre havia acontecido ao longo da minha vida nessa terra, aqui encontrei gente generosa, dedicada, disposta a enfrentar todo tipo de desafio. Hoje, olhando para cada um de vocês me sinto de poder proclamar as mesmas palavras de Jesus o bom pastor: ‘Eu conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem’ Vocês sabem que há sinceridade no que digo. Procurei me colocar, mesmo com as minhas fragilidades, ao serviço de todos vocês, sem julgar e condenar, acreditando que somente unidos podemos construir um novo jeito de ser igreja, de ser família. Pode ser que para alguns tenha parecido duro ou até intolerante, mas acreditem se isso ocorreu foi para manter fidelidade à prática evangélica de Jesus de Nazaré a essa igreja que fez uma opção clara em favor dos pequenos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;2) Acredito que a melhor forma para continuar a nos sentir unidos é reproduzir e multiplicar os mesmos gestos e as mesmas escolhas de Jesus: anunciar e testemunhar o Reino da vida, da paz verdadeira, da justiça, do respeito e do reconhecimento da dignidade de cada pessoa. Nisso poderemos nos sentir em permanente comunhão entre nós e com a humanidade, para além da morte, para além do tempo, para além de qualquer limite. Um eterno e saudoso abraço a todos vocês e que o Deus da vida vos proteja, vos guarde e vos abençoe,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 318.6pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Padre Franco&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CENPAH, um olhar Negro na BAHIA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1984478145864950254-827471063080419847?l=cenpah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cenpah.blogspot.com/2011/12/luto-no-cenpah-adeus-nosso-parceiro-e.html</link><author>noreply@blogger.com (CENPAH)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-J1Xrbalr7D8/TttNpSTBHnI/AAAAAAAABFg/pTBEutrznTQ/s72-c/217790_101976153224425_100002361217564_13718_3297169_n.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1984478145864950254.post-4724265212157366640</guid><pubDate>Tue, 29 Nov 2011 09:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-01T13:17:24.676-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Mídia</category><title>NEGRO NA MIDIA</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-4pxoseLMzM8/TtSseZIjTcI/AAAAAAAABFI/JhC98E_HY9s/s1600/imagem+do+negro+na+tv+publica.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-4pxoseLMzM8/TtSseZIjTcI/AAAAAAAABFI/JhC98E_HY9s/s1600/imagem+do+negro+na+tv+publica.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;b&gt;Forma como o negro é tratado pela mídia tem a ver com sua baixa inserção no imaginário racial do brasileiro&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;O cineasta Joel Zito Araújo ressaltou que o negro tratado de forma positiva ainda é tabu na mídia. Ele também lembrou vários casos de omissão da mídia com relação a crimes de racismo, como o do jovem dentista Flávio Ferreira Santana, morto por policiais militares por engano, em São Paulo no ano de 2004. "A mídia nunca pegou um caso desses para fazer uma campanha educativa. Ali Kamel, por exemplo, não escreveu uma linha sobre esse assunto", lamentou. Joel avalia que se o racismo fosse uma preocupação da mídia brasileira, fatos escandalosos como este e outros estariam na cabeça de todos. No entanto, quando perguntou para a plateia de cerca de 200 pessoas que assistiam ao debate, quase ninguém se lembrava de nenhum dos acontecimentos que relatou. "Não vimos Ana Maria Braga fazer matéria sobre isso e nem o Boris Casoy falando daquele jeito sobre o assunto, nem comentário do Alexandre Garcia ou do Arnaldo Jabor. Não vimos nenhuma manifestação de incômodo e de indignação quanto a isso", disse, apontando a dificuldade que elite brasileira tem de incorporar os não brancos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;Lembrando a pesquisa que gerou o documentário "A negação do Brasil", dirigido por ele, e o livro, também de sua autoria, "A negação do Brasil – O negro na telenovela brasileira", Joel contou que desde um pouco antes de 1964 até 1998 um terço das novelas não mostrou nenhum negro. Entre as que mostraram, 75% fizeram isso de maneira negativa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;Para produzir a pesquisa mais recente "Onde está o negro na TV pública?", que gerou o seu último livro "O Negro na TV pública", Joel Zito e equipe gravaram uma semana de programação da TV pública no Brasil. No levantamento aferiram que 82% da programação não trouxe qualquer menção aos negros. Apenas em 0,9% da programação o programa foi dedicado ao negro e à cultura negra. Dos apresentadores de telejornais, 89% eram eurodescendentes, 6,2% afrodescendentes e uma parcela perto de 4% não estava em nenhuma dessas categorias. "Me assustei ao perceber que a TV Globo incorporava mais o negro do que a TV pública naquele momento", relatou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;Ele atribui essa baixíssima inserção do negro ao imaginário racial do brasileiro. "Nós não superamos nossa mentalidade colonizada e o ideário da elite no final da escravidão que proclamava para todos os quatro cantos que o desejo nacional era fazer desse país um país branco", opina. De acordo com Joel, apenas na segunda parte dos anos noventa começa-se a incorporar os atores negros como bonitos. Para ele, o que justifica o tabu é a persistência do ideário do branqueamento e de um medo que as elites brasileiras têm de que esta maioria da população assuma a consciência na negritude, que virá junto com a consciência de direitos, e questione o que chamou de sistema de castas, nossa patente desigualdade. "Temos uma armadilha imaginária que é reforçada pela mídia, pela escola e pela violência racial de fazer com que aqueles que estão na base da pirâmide social entendam que essa desvantagem em que ele vive é um resultado natural por ele ter nascido assim", criticou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 14.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0e23a3; font: 12.0px Times; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="color: black; letter-spacing: 0px;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://blogdonpc.wordpress.com/2011/11/24/ativistas-debatem-forma-que-midia-trata-temas-como-racismo-homofobia-mulher-e-favela/"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0px; text-decoration: underline;"&gt;Blog do NPC&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CENPAH, um olhar Negro na BAHIA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1984478145864950254-4724265212157366640?l=cenpah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cenpah.blogspot.com/2011/11/negroa-na-midia.html</link><author>noreply@blogger.com (CENPAH)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-4pxoseLMzM8/TtSseZIjTcI/AAAAAAAABFI/JhC98E_HY9s/s72-c/imagem+do+negro+na+tv+publica.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1984478145864950254.post-7626730173893361549</guid><pubDate>Tue, 29 Nov 2011 09:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-29T07:55:07.962-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">ações afirmativas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pastoral Afro</category><title>Cabelo bom, sim senhor!</title><description>&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ezQ92-ygtmc/TtSr3hf8eOI/AAAAAAAABFA/0KxGypvr5tA/s1600/mulher_brasileira.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-ezQ92-ygtmc/TtSr3hf8eOI/AAAAAAAABFA/0KxGypvr5tA/s400/mulher_brasileira.jpg" width="355" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Brasil vive o auge do racismo, onde o preconceito contra o cabelo crespo agride mulheres de todas as idades&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; min-height: 15.0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; min-height: 15.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; min-height: 15.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;i&gt;Texto: Emanuelle Vanderlei - Jornalista&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;i&gt;Fotos: Helciane Angélica - Jornalista&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; min-height: 15.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; min-height: 15.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; min-height: 15.0px; text-align: right;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #1a37ee; font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; min-height: 15.0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px; text-decoration: underline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Carolina é uma menina negra, tem 12 anos e já sonha com uma escova progressiva. Perguntada pela mãe sobre os motivos ela explica: “Eu queria ficar mais bonita. A dona Graça (pessoa que faz o transporte escolar) disse que as outras meninas de cabelo ‘fuará,’ igual ao meu, fizeram e ficaram ótimas”. Carol, nem entende direito, mas já tenta negar sua identidade para fugir de uma das heranças mais malditas que o Brasil ainda preserva: o racismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; min-height: 15.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Apesar de pouca gente assumir o preconceito racial que ainda guarda dentro de si, a manifestação contra o cabelo crespo é livre, aceita como se fosse natural. É comum ouvirmos as pessoas classificarem o cabelo, dizendo que “fulana tem o cabelo ruim”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; min-height: 15.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #1a37ee; font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; min-height: 15.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px; text-decoration: underline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Nessa sociedade preconceituosa, o padrão de beleza criado e imposto pela mídia ultrapassa os limites do bom senso. Hoje, mães submetem crianças cada vez mais novas a procedimentos químicos agressivos, colocando em risco a saúde de suas filhas, tudo para negar a identidade mais forte da origem da população brasileira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; min-height: 15.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;A resistência à mudança muitas vezes é vista como desleixo, falta de vaidade. E isso influencia em tudo, é preciso carregar o tempo todo, até mesmo em uma seleção de emprego. Na contramão disso, há quem resista, enfrente o racismo com criatividade e exibe orgulhosa o visual afro. E a beleza da diversidade continua colorindo o país.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #1a37ee; font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; min-height: 15.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px; text-decoration: underline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;O blog Cabelo crespo é cabelo bom (&lt;a href="http://www.cabelocrespoecabelobom.com.br/"&gt;&lt;span style="color: #0e23a3; letter-spacing: 0.0px;"&gt;www.cabelocrespoecabelobom.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;), da jornalista Mariangela Miguel, surgiu de uma indignação, como afirma a descrição dela própria: “Depois de tantos anos ouvindo (e eu mesma afirmando!) que meu cabelo é ruim, que cabelo crespo é ruim, que fulana tem cabelo ruim, cansei. É verdade que nunca gostei de cabelos lisos, não combina comigo. Mas os cabelos cacheados sempre me provocaram suspiros. Tentei de tudo, chapinha, relaxamento, mas é obvio que os cachos nunca ficaram perfeitos. É claro que na adolescência a frustração é maior. Quem não quer ter o cabelo da moda? Quando o seu cabelo só cresce para cima, como explicar para uma menina de 13 anos que ela não pode nem sonhar com o cabelo Chanel? Quem é o culpado? O cabelo ruim. Acreditei nisso por muitos anos. Hoje, depois de tantas experiências (que vou fazer questão de contar cada uma para vocês), cheguei a seguinte conclusão: se meu cabelo fosse realmente ruim, não teria aguentado tanto secador, chapinha e química”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #1a37ee; font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; min-height: 15.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px; text-decoration: underline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;O depoimento de Mariangela descreve o sentimento de milhares de brasileiras. Como se sabe, a maior parte da população é negra e tem o cabelo crespo. A maioria não acha seu cabelo bonito, porque passou a vida inteira ouvindo que o bonito é o cabelo liso. Então é hora de desconstruir esses conceitos, lembrar que o racismo é inaceitável em qualquer que seja a sua forma de apresentação, e deixar que os cachinhos dominem o país. Não existe cabelo ruim, ruim é o preconceito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; min-height: 15.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 13.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; min-height: 15.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Times; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Fonte: Encarte Afro AXÉ ESPECIAL - Jornal Tribuna Independente (20.11.11)&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CENPAH, um olhar Negro na BAHIA&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1984478145864950254-7626730173893361549?l=cenpah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cenpah.blogspot.com/2011/11/cabelo-bom-sim-senhor.html</link><author>noreply@blogger.com (CENPAH)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-ezQ92-ygtmc/TtSr3hf8eOI/AAAAAAAABFA/0KxGypvr5tA/s72-c/mulher_brasileira.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item></channel></rss>

