<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-9205617</atom:id><lastBuildDate>Sun, 24 May 2015 15:35:48 +0000</lastBuildDate><category>Crônicas de um pai de primeira viagem</category><category>Poemas</category><category>Contos</category><category>Blá blá blá</category><category>Saudade</category><category>Crônicas</category><category>Jornalismo</category><category>Esportes</category><category>Calázio</category><title>Roquildo</title><description>&#xa;</description><link>http://andreroca.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (André Roca)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>162</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-9205617.post-2724800516548622745</guid><pubDate>Thu, 01 Jan 2015 22:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-01-01T20:23:17.327-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Blá blá blá</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crônicas</category><title>Das lições de 2014</title><description>Dois mil e catorze foi um ano de diferentes e estranhas emoções para mim. Comecei me despedindo da segunda graduação, com formatura e tudo, no início de janeiro. Dei uma sorte danada, pois os 40°C costumeiros da época deram lugar a aprazíveis 24°C, o que tornou a tarefa de vestir aquela toga algo muito menos complicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns dias depois, foi promovido e assumi a redação do portal Terra em Porto Alegre. Missão que abracei com amor e dedicação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em março, enfim nos mudamos, Lisi, Manu e eu, para a casa comprada em agosto do ano anterior. Depois de alguns probleminhas, conseguimos finalizar o grosso da reforma iniciada em dezembro e nosso novo lar se tornou habitável. Com isso, voltávamos a morar em uma casa depois de 10 anos vivendo em apartamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre os processos que envolveram essa mudança, lembro que estava de plantão no Réveillon de 2014. Por conta disso, ficamos em nosso apartamento na virada. Só nós três. Já sabíamos que aquele seria um dos nossos últimos momentos naquele lugar que tinha abrigado tantos sonhos que tivemos ao longo de uma década – e algumas angústias também, claro. Por isso mesmo, foi extremamente difícil ver minha filha, então com sete anos, chora muito, sentida como nunca, desejando que a venda do nosso prédio fosse apenas uma brincadeira dos adultos. Ela não queria sair de lá. Não queria ir embora da única casa que conhecia como lar. Com toda sua inocência, ela expressou com o choro um sentimento que era de todos nós. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de sairmos daquele apartamento, escrevi na parede frases como: “aqui fomos muito felizes” e “lar é onde estivermos juntos”. Era um misto de gratidão por tudo que vivemos ali e de esperança por novos dias tão legais quanto os que tivemos até aquele momento. Até agora, somos muito felizes na casa nova, obrigado! E assim continuaremos! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas 2014 seguiu avançando a passos largos e não me deu muita chance de olhar para trás. Em junho, tivemos jogos de Copa do Mundo em Porto Alegre. Consegui comprar alguns ingressos na última hora e levei filha e pais para acompanharem algumas partidas no Estádio Beira-Rio. Foi demais! &lt;br /&gt;Então o segundo semestre chegou e, com ele, novas nuvens de mudança. Desta vez, porém, elas vieram com tempestade. No dia 13 de agosto, três dias antes de uma viagem de trabalho a Nova York, recebi minha primeira carta de demissão em 15 anos dentro de redações. É difícil descrever o que se sente nesse momento. Obviamente, jamais gostaria de ter passado por isso. Analisando a recepção de alguns colegas à notícia, entretanto, pude assimilar que uma demissão não é apenas formada por sofrimento e tristeza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que preocupa, mas naquele dia em que 150 foram “promovidos ao mercado”, senti que muitos estavam aliviados. Foram dois anos, pelo menos, em que tivemos de lidar com a pressão por tarefas que sentíamos vergonha de reconhecer como trabalho nosso. A demissão, naquelas circunstâncias, era o alívio imediato pelo qual tanto clamávamos desde que o jornalismo começou a ser enterrado vivo, ao vivo, com cobertura pelo liveblog. Sobre o capitão dessa barca furada, só uma frase: vada a bordo, cazzo! Pois é, faltou hombridade para encarar a equipe de Porto Alegre. Mas foi até melhor, nos poupou uma cena constrangedora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo bem sincero, confesso que desde aquele 13 de agosto eu durmo muito bem à noite. E torço demais pelos colegas que seguiram. Espero que o futuro reserve algo bom para eles, lá ou em qualquer outro lugar deste vasto mundo corporativo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem trabalho, resolvi tirar férias. E estudar. Passei três meses devorando os 10 livros da bibliografia que seria cobrada na prova de seleção do mestrado. Feita a prova, larguei os livros para trabalhar com... livros. Passei 10 dias na Feira do Livro de Porto Alegre. Bom demais! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí dezembro chegou e os ares mudaram de novo. Já disse que esse é um mês especial pra mim. No dia 17 de dezembro, meu nome apareceu na lista dos aprovados da pós-graduação. Quem me avisou foi a Maurin, querida colega da Letras. Naquele momento, numa reação tardia, parece que compreendi o peso dos últimos meses sobre meus ombros. Foi com muito alívio e choro que comemorei essa vitória. No ano em que me despedi da PUC pela segunda vez, também carimbei os papeis do meu retorno. E assim garanti um 2015 diferente, com todos os ingredientes para ser bom demais, com novos caminhos sendo desbravados e repleto de perspectivas e novos sonhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tudo isso, obrigado 2014. Mesmo quando parecia que tudo desabaria novas oportunidades surgiram ou foram criadas. Afinal, a vida é dinâmica e não se resume a um crachá e um salário. Tem muita coisa para ser tentada. E se não der certo, é só tentar de novo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://feeds.feedburner.com/Roquildo&quot; rel=&quot;alternate&quot; type=&quot;application/rss+xml&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.feedburner.com/fb/images/pub/feed-icon16x16.png&quot; alt=&quot;&quot; style=&quot;vertical-align:middle;border:0&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://feeds.feedburner.com/Roquildo&quot; rel=&quot;alternate&quot; type=&quot;application/rss+xml&quot;&gt;Subscribe in a reader&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://andreroca.blogspot.com/2015/01/das-licoes-de-2014.html</link><author>noreply@blogger.com (André Roca)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-9205617.post-3958621289656195733</guid><pubDate>Wed, 31 Dec 2014 19:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-01-01T20:24:35.390-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crônicas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Saudade</category><title>Adeus, ano velho! Feliz 2015!</title><description>Acho que já escrevi sobre isso. Sobre os dezembros da minha vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considero dezembro, independentemente desse dia que encerra nossas ilusões e renova nossas expectativas, um mês muito especial. Minhas razões são um tanto pessoais, pois faço aniversário dia 27 e meu pai, dia 29. Mas há algo além. Gosto demais da energia que esse mês carrega e que se acentua a partir do dia 24. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendo perfeitamente que nossos sentimentos a respeito de determinadas datas vai depender demais da nossa experiência de vida. Não espero, por isso mesmo, que todos sintam a mesma coisa que eu quando o ano se aproxima do fim. Há, sei bem, quem odeie esse período, e não discordarei de nenhuma razão que possa ser elencada para defender esse ponto de vista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocorre que o meu sentimento sobre dezembro, e sobre o dia 31, foi modelado por dias muito felizes numa infância fantástica na década de 1980. Tenho muito vivas imagens de celebrações de ano-novo que se espichavam pela madrugada e, não raro, invadiam as manhãs do dia 1º na casa dos meus padrinhos, com quase toda a família reunida, alguns amigos, muita música, comida e amor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro ainda que não nos reuníamos apenas para fazer uma festa e esperar o feriado passar. Em determinado momento, alguém sempre pedia a palavra. Todos se davam as mãos, em círculo, e era feita uma prece. Agradecíamos pelo ano que tivemos, pelas oportunidades que nos foram dadas, e por estarmos ali, mais uma vez, reunidos em torno de uma mesa farta, conquistada com o suor do trabalho de todos. Naquele momento, éramos emoção e alegria, e renovávamos nossas expectativas acerca do ano seguinte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, geralmente era meu avô quem puxava: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Adeus, ano velho!&lt;br /&gt;Feliz ano-novo!&lt;br /&gt;Que tudo se realize&lt;br /&gt;No ano que vai nascer&lt;br /&gt;Muito dinheiro no bolso&lt;br /&gt;Saúde pra dar e vender” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde 1994, contudo, nosso Réveillon não é mais o mesmo. A família se espalhou. Os adultos daquela época parecem ter perdido o poder de mobilização e as crianças daquele tempo cresceram e hoje têm outros interesses, compromissos ou oportunidades que as levam para longe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje sorrimos para o passado enquanto lamentamos não podermos reprisar ele quando o fim de ano chega de novo. Culpamos a ausência de um ou de outro membro da família por não tolerarmos mais nossos defeitos reunidos por muito tempo. Por vezes, até damos mais poder ao que nos incomoda nas outras pessoas do que ao que nos faz bem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Natal desse ano tentei recuperar um pouco daquele espírito. Em determinado momento, pedi a palavra. Não suporto mais essa rotina vazia de comer-trocar presentes-beber-dormir. Faltava algo. Faltava espírito. Faltava agradecimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou uma pessoa de fazer discursos em ocasiões como essa e o motivo é simples: não controlo a emoção, choro e não consigo mais falar - por isso, prefiro escrever. Mas nessa noite de 24 de dezembro, ajudado pela meia-luz que escondeu minha vergonha, consegui dizer algumas palavras. E pela iniciativa do Fábio, meu irmão, terminamos aquele momento de reflexão com uma oração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No domingo, porém, tentei falar de novo e não consegui dizer mais do que cinco palavras. E a luz do sol iluminou minha cara inchada pelo choro de saudade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que já fui muito mais nostálgico do que sou hoje. Aprendi a me desapegar do passado para aproveitar o presente. E isso foi fundamental na minha vida. Quando dezembro chega, entretanto, sinto falta de um período em que tudo se resolvia depois daquela cantiga que celebra a renovação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tento, assim, tornar o dezembro da minha filha tão especial quanto os da minha infância, ainda que considere que os tempos mudaram tanto que as lembranças dela dificilmente serão grandiosas como as daquele guri dos anos 1980. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, se vocês me permitem, vou diminuir a luz de 2014 para puxar: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Adeus, ano velho!&lt;br /&gt;Feliz ano-novo!&lt;br /&gt;Que (&lt;i&gt;quase&lt;/i&gt;*) tudo se realize&lt;br /&gt;No ano que vai nascer&lt;br /&gt;Muito dinheiro no bolso&lt;br /&gt;Saúde pra dar e vender” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Um excelente 2015 para vocês! &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;*que fique algo para ser realizado no ano seguinte para ter graça&lt;/i&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://feeds.feedburner.com/Roquildo&quot; rel=&quot;alternate&quot; type=&quot;application/rss+xml&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.feedburner.com/fb/images/pub/feed-icon16x16.png&quot; alt=&quot;&quot; style=&quot;vertical-align:middle;border:0&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://feeds.feedburner.com/Roquildo&quot; rel=&quot;alternate&quot; type=&quot;application/rss+xml&quot;&gt;Subscribe in a reader&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://andreroca.blogspot.com/2014/12/adeus-ano-velho-feliz-2015.html</link><author>noreply@blogger.com (André Roca)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-9205617.post-325052818443143502</guid><pubDate>Sun, 07 Jul 2013 02:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-07-06T23:37:41.199-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Saudade</category><title>Tio Moa</title><description>Há exatamente um mês encontrei o tio Moa. Foi numa tarde triste em que nos vimos para a despedida de minha querida vó Geny. Conversamos por um bom tempo, como de costume.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homem de papo e sorriso fácil, o tio me contou, entre outras coisas, que havia mandado revelar um filme fotográfico e, quando pegou as fotos, encontrou algumas que tiramos na Redenção, quando a Manu tinha uns dois ou três anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com graça, me falou ainda sobre como sua mãe, aos 90 anos, havia passado um ladrão para trás, trancando-o dentro de casa a despeito da machadinha que o invasor portava. O susto e o medo fizeram com que a família vendesse a casa, que descobri naquele dia ter sido construída com os primeiros salários do tio Moa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas minhas memórias remotas da infância, sempre me lembro daquela casa como um lugar especial, que tinha um cheiro gostoso de amor. O pai do tio Moa era radioamador, e criava codornas, e era fotógrafo, e fazia mil coisas. E no sótão da casa foi onde vi pela primeira vez alguém tocar guitarra. Que lugar estimulante para uma criança!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, tio Moa me contou que tinha um presente pra mim. Ao longo dos anos, ele iniciou algumas coleções. Entre elas, a da Realidade, uma das mais importantes revistas de reportagens que esse país já viu surgir. Mas condicionou a entrega a um ato singelo: eu deveria ir até sua casa para um café.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mês passado, quando nos encontramos, tio Moa me cobrou a visita. Olhei nos olhos dele e prometi que passaria lá assim que entrasse de férias, no dia 13 de julho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tio Moa não conseguiu esperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele nos deixou hoje, de repente, sem nem ao menos nos deixar pensar sobre a possibilidade de não ter mais ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as inúmeras coisas que ele fazia com amor, uma delas era a árvore genealógica da família. Ele dizia que, quando eu fosse lá, ficaria surpreso com tudo que ele já tinha conseguido de informação sobre nossos parentes. Começava a me falar de tios que já não lembro, de bisavós que não conheci, e lembrava que, na verdade, não era meu tio, mas meu primo, já que o pai dele era irmão do meu avô, e a mãe, irmã da minha avó, o que fazia dele e de meu pai os verdadeiros primos-irmãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa conversa, no entanto, eu sempre interrompia. Em minha defesa, dizia que prefiro chamá-lo de tio, pois ele sempre me acolheu tão carinhosamente que só um tio que é quase um pai poderia fazê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntei para a Manu o que ela se lembrava do tio Moa. A resposta, com a sinceridade de uma criança, descreve o que ele era: ele estava sempre sorrindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentiremos demais a tua falta, meu tio.&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://feeds.feedburner.com/Roquildo&quot; rel=&quot;alternate&quot; type=&quot;application/rss+xml&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.feedburner.com/fb/images/pub/feed-icon16x16.png&quot; alt=&quot;&quot; style=&quot;vertical-align:middle;border:0&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://feeds.feedburner.com/Roquildo&quot; rel=&quot;alternate&quot; type=&quot;application/rss+xml&quot;&gt;Subscribe in a reader&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://andreroca.blogspot.com/2013/07/tio-moa.html</link><author>noreply@blogger.com (André Roca)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-9205617.post-4672392633230401221</guid><pubDate>Wed, 29 May 2013 01:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-07-06T23:37:57.563-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Saudade</category><title>19 anos</title><description>&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Não queria começar um texto com um clichê do tipo “o tempo voa”. Mas não adianta brigar com os fatos. O agora já passou e, se você dormiu no ponto, passou faz horas, dias, semanas...&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Olhei para o calendário há pouco. Marca 28 de maio. Amanhã se completam 19 anos desde que meu primo Diego morreu, aos 12. Talvez eu já tenha citado ele por aqui. Éramos como irmãos. Formávamos com o Fábio, meu irmão mais novo, e o Christian, seu irmão mais velho, um quarteto que arrepiava a família quando se encontrava. Aprontávamos tanto que um de nós sempre se machucava, chorava ou tirava (muito) um adulto do sério. Se isso não ocorresse, ou já tinham nos separado antes mesmo de alguma brincadeira começar ou tinham colocado as primas mais velhas para coordenar a bagunça.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Diego, um menino doce e honesto, que venerava o mano mais velho e era apaixonado pela Fernanda, a mana mais nova, era um dos pontos de equilíbrio desse nosso grupo. Se Fábio e Christian eram os mais agitados, ele era o mais centrado, que sabia desde sempre distinguir o certo do errado, a aventura inocente do perigo iminente. Não que ele não se entregasse às traquinagens da idade, pelo contrário. Mas era, de nós quatro, aquele que tinha maior consciência do que estava acontecendo.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Vez ou outra, no entanto, o quarteto se dividia em duplas. Chris e eu, os “grandes”, éramos acusados (~injustamente, juro!~) de implicar com os “pequenos”, que, do nosso ponto de vista, já nem eram tão pequenos assim e deveriam aprender a se defender. Se o Diego precisasse, todavia, o Christian já corria com o auxílio antes mesmo de ser chamado.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;***&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Mas o tempo voa e lá se vão duas décadas. A correria, a mesma que usamos de desculpa para tantas coisas, nos afasta cronologicamente daqueles momentos inocentes da infância. Vez ou outra, entretanto, um flash mais forte traz junto a lembrança de uma brincadeira, de um campeonato de botão, de um futebol na praia. Fecho os olhos e volto no tempo.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Nesses anos todos, não tive muitos sonhos com meu primo querido. Outra noite, porém, o enxerguei enquanto dormia. Tinha os cabelos pelo ombro. Já era um homem. Teria se dado bem com as mulheres. Fico pensando nas conversas que não tivemos tempo de ter, nos conselhos que ele teria me pedido, na profissão que teria seguido. Tento sentir a paz que ele transmitia com seus sorrisos para afogar a mágoa por não tê-lo mais por perto.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Penso no Chris e na Nanda, no Jorge e na Bia, e busco forças. Faz tempo que não nos falamos. Deixamos sempre para amanhã a ligação da saudade de hoje e de ontem. Sinto falta dos nossos encontros. Quem sabe a gente se reúne para jogar conversa fora e recordar quando o agora era só diversão. Antes que o agora passe de novo.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://feeds.feedburner.com/Roquildo&quot; rel=&quot;alternate&quot; type=&quot;application/rss+xml&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.feedburner.com/fb/images/pub/feed-icon16x16.png&quot; alt=&quot;&quot; style=&quot;vertical-align:middle;border:0&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://feeds.feedburner.com/Roquildo&quot; rel=&quot;alternate&quot; type=&quot;application/rss+xml&quot;&gt;Subscribe in a reader&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://andreroca.blogspot.com/2013/05/19-anos.html</link><author>noreply@blogger.com (André Roca)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-9205617.post-2343125521642406569</guid><pubDate>Sat, 21 Jul 2012 02:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-07-20T23:30:32.467-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crônicas de um pai de primeira viagem</category><title>Quando as perguntas começam a mudar</title><description>&lt;div style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;Manuela se aproxima, disfarça, e pergunta:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;– Pai, quando eu namorar alguém vou ter que trocar meu sobrenome?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;Alguns segundos de silêncio depois...&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;– Não, filha, só se quiser.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;– Eu não quero!&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;Ufa! Pelo menos isso!&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://feeds.feedburner.com/Roquildo&quot; rel=&quot;alternate&quot; type=&quot;application/rss+xml&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.feedburner.com/fb/images/pub/feed-icon16x16.png&quot; alt=&quot;&quot; style=&quot;vertical-align:middle;border:0&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://feeds.feedburner.com/Roquildo&quot; rel=&quot;alternate&quot; type=&quot;application/rss+xml&quot;&gt;Subscribe in a reader&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://andreroca.blogspot.com/2012/07/quando-as-perguntas-comecam-mudar.html</link><author>noreply@blogger.com (André Roca)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-9205617.post-2408958918397961324</guid><pubDate>Fri, 08 Jun 2012 22:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-06-08T23:01:55.556-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crônicas de um pai de primeira viagem</category><title>O monopólio das escolas de inglês em Porto Alegre</title><description>&lt;div style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;Hoje à tarde saí com a Manuela pelas ruas do Menino Deus, em Porto Alegre, para apresentá-la aos cursos de inglês da vizinhança. Pretendia esperar um pouco mais antes de colocá-la em uma aula de língua estrangeira, mas resolvi seguir o conselho da mãe de uma colega dela. Afinal, perguntou ela, o que é melhor: deixar nossas crianças sob a influência da televisão (o que fatalmente acaba ocorrendo) ou aproveitar essa fase em que elas são umas esponjinhas para que ganhem conhecimento?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;Como moramos em uma região bem abastecida por cursos de diversas bandeiras e didáticas, em poucos metros visitamos três escolas – e ainda optei por não ir a outras duas, do outro lado da rua, para que a Manu não ficasse impaciente e criasse alguma resistência ao ensino do inglês.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;No meu tempo de colégio, lembro que existiam diversas opções. Quem tinha melhores condições financeiras, por exemplo, fatalmente estudava no Cultural, no Yázigi ou no Britannia. Eram as marcas da tradição, da qualidade, ainda que com propostas bem distintas. Ensinaram inglês a gerações de porto-alegrenses.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;Quem não tinha tantos recursos se virava com escolas menos famosas, mas igualmente qualificadas, que ganhavam alguma fama no boca a boca entre os pais. Lembro de ter passado por duas. Um era o Clep, que ficava na rua do colégio Tubino, no bairro Petrópolis. Isso por volta dos 11 ou 12 anos. Depois estudei em uma escola no Centro, na galeria Chaves, já com 14 ou 15 anos. Não recordo o nome, infelizmente, mas ainda enxergo o rosto do professor, um apaixonado por U2 que nas horas vagas ganhava um dinheiro extra fazendo cover do Bono.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;Por fim, aos 21 anos, ingressei no Cultural para estudar de forma séria e contínua, finalizando o curso cerca de quatro ou cinco anos depois. Anos mais tarde, por não conseguir turma no ICBNA, fiz uma “manutenção” no Yázigi para não enferrujar. Não sabia, mas vivia os últimos anos da concorrência entre as duas escolas-referência.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;Hoje começamos nossa caminhada pelo Yázigi. Voltei ao local em que estudei pela última vez, na Rua Botafogo. Pareceu um bom lugar, como sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, fomos ao Quatrum. Manu gostou bastante, especialmente da sala de &lt;i&gt;Drama&lt;/i&gt;. Dali, passamos na escola que até pouco tempo era Cultural Menino Deus, mas hoje é People ou algo do gênero. Nessa peregrinação, fiquei sabendo que &lt;b&gt;AS TRÊS &lt;/b&gt;pertencem hoje ao mesmo grupo, dono também da Wizard – por sinal, uma das escolas do outro lado da rua.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;Isso, de certa forma, me incomodou bastante, pois uma das coisas que aprendi é que monopólio não é algo bom e que a concorrência é sempre saudável. E se isso vale para os serviços mais banais do dia a dia, imagina para a educação dos nossos filhos!&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;Por mais que cada escola tenha dito que possui autonomia e proposta didática diferenciada, é, no mínimo, algo para se refletir cuidadosamente. Afinal, minha esponjinha estará recebendo informações que seguirão com ela para o resto da vida. E nessa etapa em que a crítica deles ainda não está formada, cabe a nós conferir se esse ensino é de fato qualificado ou se estão criando um método de ensino em massa, como quem envia informações pela TV para um telespectador passivo. Espero estar errado. E também espero que a concorrência se fortaleça.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://feeds.feedburner.com/Roquildo&quot; rel=&quot;alternate&quot; type=&quot;application/rss+xml&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.feedburner.com/fb/images/pub/feed-icon16x16.png&quot; alt=&quot;&quot; style=&quot;vertical-align:middle;border:0&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://feeds.feedburner.com/Roquildo&quot; rel=&quot;alternate&quot; type=&quot;application/rss+xml&quot;&gt;Subscribe in a reader&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://andreroca.blogspot.com/2012/06/o-monopolio-das-escolas-de-ingles-em.html</link><author>noreply@blogger.com (André Roca)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-9205617.post-2593146405271291997</guid><pubDate>Sun, 21 Aug 2011 22:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-21T19:11:14.685-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crônicas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Esportes</category><title>Bicicleta, o gol que faltava a Leandro Damião no Inter</title><description>Em 2010, por ter participado da cobertura jornalística da Copa Libertadores, fui convidado pelo banco Santander, um dos principais patrocinadores, a escrever um texto que resumisse a competição daquele ano, vencida pelo Inter. Escrevi sobre Leandro Damião, que ainda era apenas uma das opções para o ataque do Inter e que nem o colorado mais fanático imaginava ver um dia como jogador da Seleção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O material, curto conforme o pedido da assessoria do banco, entraria em um livro de memórias sobre o torneio que seria editado e publicado na Espanha, na língua local. Pelo que consta, a ideia não saiu do papel – ou melhor, nunca foi para o papel. Por isso, publico aqui o texto, que revela um sonho daquele Damião iniciante: fazer um gol de bicicleta. Sonho realizado no jogo deste domingo, dia 21 de agosto de 2011, contra o Flamengo, no Estádio Beira-Rio, pelo Brasileirão. Pouco mais de um ano depois da conquista da América.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Libertadores, fábrica de heróis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Puxa vida, ele chamou o Damião! Não vai dar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi desta forma que um jornalista brasileiro que estava ao meu lado no Estádio Beira-Rio naquela noite de 18 de agosto de 2010 manifestou incredulidade com a substituição que o técnico Celso Roth faria nos minutos seguintes. O Internacional empatava em 1 a 1 com o Chivas Guadalajara no jogo que valia o título da Copa Libertadores. Mais um gol e os visitantes levariam a decisão para as cobranças de pênaltis, com sério risco de a taça mais importante da América do Sul passar para mãos mexicanas, lá do Norte. Algo inédito em 50 anos de disputa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Mas o guri tem personalidade! – respondi, com o canto da boca, tentando disfarçar que também não acreditava tanto assim na vitória a partir da entrada daquele garoto destro, fã de Ronaldo, que recém havia completado 21 anos e havia passado a maior parte da temporada fora dos planos, treinando e sonhando com o dia em que marcará um gol de bicicleta pela equipe profissional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois foi com a pressão de um clube centenário nas costas que Leandro Damião ingressou no time. E apenas quatro minutos depois roubou uma bola no próprio campo de defesa, atravessando o gramado a passos largos e determinados, como se cruzasse o continente para salvar dos conquistadores o tesouro sul-americano. Cada metro avançado representava um país de guerreiros que havia lutado bravamente, mas sem sucesso, pelo mesmo objetivo. Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. Todos já haviam tombado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, por todos eles e, principalmente, pelo Brasil, o garoto invadiu a área e chutou. E naquele momento, com o cronômetro marcando 30 minutos e 45 segundos, o tempo desacelerou. E foi como se um rastro de imagens se projetasse no ar enquanto a bola viajava do pé direito do atacante até estufar os cordéis – 11 países, 38 times, sete meses de disputas, 138 jogos e 329 gols. Além disso, Pelé, o Rei do Futebol, estava presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grito de êxtase explodiu da boca dos mais de 53 mil torcedores presentes, devolvendo à realidade o garoto de Jardim Alegre, que ainda sonha em fazer um gol de bicicleta, mas que já escreveu parte da história do futebol mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque a Libertadores é assim. Quando começa, coloca a América inteira a cuidar uma bola. E forja seus heróis, seus mitos, suas estrelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim em 2010, na 51ª edição, quando apresentou Damião ao mundo.&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://feeds.feedburner.com/Roquildo&quot; rel=&quot;alternate&quot; type=&quot;application/rss+xml&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.feedburner.com/fb/images/pub/feed-icon16x16.png&quot; alt=&quot;&quot; style=&quot;vertical-align:middle;border:0&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://feeds.feedburner.com/Roquildo&quot; rel=&quot;alternate&quot; type=&quot;application/rss+xml&quot;&gt;Subscribe in a reader&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://andreroca.blogspot.com/2011/08/bicicleta-o-gol-que-faltava-leandro.html</link><author>noreply@blogger.com (André Roca)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-9205617.post-3143449345759996642</guid><pubDate>Wed, 09 Feb 2011 23:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-02-15T22:45:11.828-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Contos</category><title>Certa vez perdi minha aliança</title><description>Certa vez perdi minha aliança. Foi na praia. No mesmo dia em que resolvi que voltaria a surfar. Sou apaixonado por surfe, mas, confesso, nunca tive muita habilidade. Mas naquele dia estava decidido que voltaria a praticar com afinco até ter condições de dizer: “garota, eu vivo a vida sobre as ondas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo que consegui naquele primeiro dia, contudo, foi escutar um menino de 10 anos tirar uma com a minha cara. Primeiro, ele se aproximou, caminhando, com a água pela cintura, e enquanto eu remava com todas as minhas forças para vencer as terríveis ondas, fez o favor de informar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tio, aqui já dá pé!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com ar de derrota, tentei explicar que estava praticando apenas, não importando em que situação ridícula tinha me metido. Então, ele me finalizou como se fosse o Anderson Silva contra o Vitor Belfort:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E essa bóia, tio, é tua?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bóia? Ele estava chamando a minha prancha de bóia! Logo a minha melancia (o apelido carinhoso é por causa das cores)!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de colocar em prática meus pensamentos (e afogamento era a coisa mais leve que passava pela minha cabeça), resolvi sair do mar, resignado. Nessa hora, senti um toque no dedo anelar (o “seu vizinho”, manja?) da mão esquerda. Pensei que fosse um peixe pequeno e sacudi a mão. Foi aí que minha aliança ganhou coragem para pedir o divórcio e escorregar os centímetros que a separavam da liberdade infinita, escondendo seu brilho dourado na imensidão escura daquela água cor chocolate. E tal qual um marido traído ainda zonzo pela notícia da escapulida da mulher amada, fiquei cerca de meia hora arrastando os pés pelo oceano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia mais o que resgatar. Nem minha dignidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ano e R$ 400 reais depois, na mesma praia, eis que saio para pescar com meu sogro. Não foi fácil, pois não gosto de pescar. Tenho pena dos peixes. Sim, pena! Deles e de todos os outros animais que matamos para comer. Quer saber se como eles ainda assim? Ah, como mesmo. Alguém já fez o trabalho, não? Então não vamos desperdiçar. Hipocrisia? Pode ser. Já tentei, mas não consigo tirar a carne da minha dieta. Sei que alimento essa indústria com os bifes que devoro, mas não mato com minhas próprias mãos. Não faz tanta diferença assim, sei também. Um dia, quem sabe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o fato é que fui pescar com meu sogro, e ele é quase um profissional, com todos os apetrechos, todos os macetes, todos os atalhos da atividade. Eu, na última vez em que joguei um anzol na água, por pouco não repeti meu pai 30 anos antes, que enfiou o mesmo no polegar logo no primeiro arremesso. Parou no hospital até. Juro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele dia, porém, o ar estava diferente. O mar estava calmo, quase sem ondas. A água, clarinha como a de um rio conciliador que leva alento e diversão para as cidades que cruza. Os peixes pulavam. As gaivotas aproveitavam. As crianças se aventuravam. As mulheres douravam a pele, despreocupadas. Já os homens, esses se preocupavam com as mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Larguei tudo na areia, arrumei a isca, joguei a linha o mais longe que consegui e... pimba! Veio o primeiro. Peguei outro marisco, abri, isquei novamente, lancei e... mais um. Repeti e, de novo, tirei outro belo animal da água. Que dia, amigo! Pouco mais de uma hora depois voltávamos para casa com o balde cheio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia tido tanta sorte que resolvi fazer todo o trabalho, da limpeza ao prato final. Comecei com o menor. Tirei as escamas, pedi desculpas – já disse que sinto pena dos coitados? – e abri a barriga. Segui arrancando as tripas, cortando e lavando os filés e reservando em um prato. Segui o mesmo ritual com os demais, e assim foi até chegar a vez do maior de todos. Meu tio Adão, outro pescador de fé, diria que aquele ali era o tataravô dos demais, dado o tamanho avantajado do peixe, coisa rara de se ver tirar da água hoje em dia. Pelo menos nesse tipo de pesca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preparei tudo e, ao rasgar o ventre do pobre bicho, não é que escuto o barulho de um metal batendo no alumínio da pia. Na hora pensei que fosse outro anzol, resquício de uma batalha cuja vitória havia sido do peixe. Não era. Era algo circular. Um anel. Era a minha aliança, reconhecida pelos dizeres gravados na parte interna e que foi possível ler após a lavagem com água e sabão. Um ano depois, o mar devolvia o símbolo do meu amor eterno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como forma de agradecer, hoje divido essa história para ajudar quem está em situação parecida. Mas vou logo avisando: essa era a história que eu tinha para explicar a volta da aliança sumida. Quem quiser que conte outra. Só não esqueça de jurar no final: &quot;Coração, a culpa não foi minha!&quot;.&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://feeds.feedburner.com/Roquildo&quot; rel=&quot;alternate&quot; type=&quot;application/rss+xml&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.feedburner.com/fb/images/pub/feed-icon16x16.png&quot; alt=&quot;&quot; style=&quot;vertical-align:middle;border:0&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://feeds.feedburner.com/Roquildo&quot; rel=&quot;alternate&quot; type=&quot;application/rss+xml&quot;&gt;Subscribe in a reader&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://andreroca.blogspot.com/2011/02/certa-vez-perdi-minha-alianca.html</link><author>noreply@blogger.com (André Roca)</author><thr:total>9</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-9205617.post-8236467205960954831</guid><pubDate>Mon, 07 Feb 2011 23:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-02-07T21:26:22.945-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Blá blá blá</category><title>Alô!</title><description>Será que alguém ainda passa por aqui?&lt;br /&gt;Acho que não!&lt;br /&gt;De qualquer forma, amanhã tem texto novo.&lt;br /&gt;Sobre o dia em que recuperei minha aliança perdida no mar.&lt;br /&gt;Uma verdadeira história de pescador!&lt;br /&gt;Só não publico hoje porque fiquei muito tempo em cima do texto.&lt;br /&gt;Preciso sair do texto para revisar ele antes de publicar.&lt;br /&gt;Esse ano vou escrever mais.&lt;br /&gt;Sinto muita falta disso.&lt;br /&gt;Boa noite!&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://feeds.feedburner.com/Roquildo&quot; rel=&quot;alternate&quot; type=&quot;application/rss+xml&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.feedburner.com/fb/images/pub/feed-icon16x16.png&quot; alt=&quot;&quot; style=&quot;vertical-align:middle;border:0&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://feeds.feedburner.com/Roquildo&quot; rel=&quot;alternate&quot; type=&quot;application/rss+xml&quot;&gt;Subscribe in a reader&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://andreroca.blogspot.com/2011/02/alo.html</link><author>noreply@blogger.com (André Roca)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-9205617.post-1701837413263121970</guid><pubDate>Sat, 14 Nov 2009 21:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-14T19:04:29.258-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Blá blá blá</category><title>Recordar é viver</title><description>Há um ano, escrevi um texto sobre o bar da Feira do Livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por acaso, sobre o que fazer no bar da Feira em um sábado à noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, hoje, um sábado, já quase noite, e você aí... que tal passear por lá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não?! Pelo menos, imagine:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://andreroca.blogspot.com/2008/11/o-bar-da-feira-do-livro-em-um-sbado.html&quot;&gt;http://andreroca.blogspot.com/2008/11/o-bar-da-feira-do-livro-em-um-sbado.html&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://feeds.feedburner.com/Roquildo&quot; rel=&quot;alternate&quot; type=&quot;application/rss+xml&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.feedburner.com/fb/images/pub/feed-icon16x16.png&quot; alt=&quot;&quot; style=&quot;vertical-align:middle;border:0&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://feeds.feedburner.com/Roquildo&quot; rel=&quot;alternate&quot; type=&quot;application/rss+xml&quot;&gt;Subscribe in a reader&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://andreroca.blogspot.com/2009/11/recordar-e-viver.html</link><author>noreply@blogger.com (André Roca)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-9205617.post-8513275746619497249</guid><pubDate>Thu, 12 Nov 2009 18:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-12T16:44:16.970-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Contos</category><title>Vai sonhando!</title><description>Primeiro eu tirei o All Star dela. Confesso que tava com receio. Ela teve um dia longo no trabalho, e o pisante era daqueles de cano alto. E eu não queria que o primeiro cheiro mais, hmmm, íntimo que sentisse dela fosse algo, bem, algo desagradável. Sabe como é, né? Primeiro encontro, e tal. Bom, mas eu tava ajoelhado. E ela atirada no sofá. Atirada assim, com os cotovelos apoiando o corpo, os joelhos grudados, uma perna levantada com o pé apoiado no meu peito e o outro aguardando o momento de ser despido também. Acho que levei uns cinco minutos para conseguir desamarrar o primeiro. Foi difícil avançar de fase, confesso. Mas na hora de tirar o segundo... uma moleza. Eu já tinha know-how, né. Tá, claro, também dei sorte. Afinal, o cadarço já tava frouxo, a lingueta um tanto solta. Acho que levei só uns 30 ou 40 segundos na tarefa. E o meu temor inicial se desfez por completo quando senti aquele aroma de lavanda vindo daquelas meias de algodão, branquinhas como brancas devem ser as meias de algodão. De um golpe só, tirei as duas. E com aqueles pés em mãos, comecei a beijá-los, e a acariciá-los, e a tocá-los como devem ser tocados os pés de mulheres como essa. Pés cavos, diga-se. Esse tipo de mulher não tem pé chato. Ela, literalmente, tem curvas da cabeça aos pés. A essa altura ela já havia descolado os joelhos e, aos risinhos, tentava me puxar para cima. Mas eu demorei nos pés. Demorei mesmo. A gente sempre escuta que a preliminar deve ser demorada, não? Nada melhor do que começar demorado, pensei. Mas aí ela se irritou, colocou um dos pés no meu ombro direito e me empurrou. Caí sentado em um tapete duro como pedra. Acho que foi ali que fiquei com o problema crônico no braço. Toda vez que faço um movimento mais amplo ele estala, e forte. Olhei torto pra ela, que riu com o canto da boca. E aqueles olhos amendoados me fizeram pular do chão para o sofá. Ela arrancou minha camisa e jogou sem direção. Caiu em cima de um vaso, perto da janela que estava aberta. Cara, absurdo, mas fiquei preocupado. Imagina se cai lá no pátio. Ia dar merda. Sem contar que poderia ter sujado de terra no vaso. Mas aí notei que aquela era uma planta artificial, e plantas artificiais não precisam de terra. A base de sustentação do troço era tão artificial quanto. Tava pronto pra iniciar uma tese sobre a bobagem que ela tinha acabado de fazer quando ela agarrou minha cabeça com as duas mãos, pressionou contra o peito e me empurrou para baixo. Desafivelei aquele cinto de marca que ela usava com dificuldade, achando que era o último obstáculo. Que nada! A calça tinha mais botões que painel de avião. E quanto botão falso!!! Quem foi o maldito que inventou uma calça com botões falsos?!?! Qual a utilidade de um botão, que não a finalidade dos botões de fechar as calças para que as calcinhas e cuecas não apareçam (quando este é o objetivo, né) e, claro, de não deixar a calça cair. Enquanto eu estava ali, lutando bravamente e pensando se não haveria um manual de instruções da roupa guardado em alguma gaveta daquele cômodo gigante que decorava a sala, ela jogou os braços para trás e começou a mexer o quadril, lentamente, bem len-ta-men-te. Naquele momento, exatamente, consegui abrir o último empecilho entre o meu prazer e a diversão dela. Porque tava na cara que ela se divertia muito. Eu tava tenso demais para pensar em diversão. Foi aí que ela me olhou com a cara mais provocativa que ela conseguiu armar e disse: vai sonhando! Vai sonhando?! Puta que pariu, cara! Pulei da cama, né! Tava meia hora atrasado pro trampo.&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://feeds.feedburner.com/Roquildo&quot; rel=&quot;alternate&quot; type=&quot;application/rss+xml&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.feedburner.com/fb/images/pub/feed-icon16x16.png&quot; alt=&quot;&quot; style=&quot;vertical-align:middle;border:0&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://feeds.feedburner.com/Roquildo&quot; rel=&quot;alternate&quot; type=&quot;application/rss+xml&quot;&gt;Subscribe in a reader&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://andreroca.blogspot.com/2009/11/vai-sonhando.html</link><author>noreply@blogger.com (André Roca)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-9205617.post-7793425232034577050</guid><pubDate>Thu, 12 Nov 2009 18:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-12T16:43:16.292-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Poemas</category><title>A Aposta</title><description>(da série: exercícios de oficina)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maltrapilho vestia lilás&lt;br /&gt;Com um chapéu de deboche&lt;br /&gt;Da borboleta, ia atrás&lt;br /&gt;Riscando o céu escarlate&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a galope que vinha&lt;br /&gt;Aquele quadro da dor&lt;br /&gt;Azar se pagasse mico&lt;br /&gt;Importante era o humor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o vaqueiro desinibido&lt;br /&gt;Chegava ao fim a aposta&lt;br /&gt;Deixando a vergonha com o amigo&lt;br /&gt;Que desfilaria de rosa&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://feeds.feedburner.com/Roquildo&quot; rel=&quot;alternate&quot; type=&quot;application/rss+xml&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.feedburner.com/fb/images/pub/feed-icon16x16.png&quot; alt=&quot;&quot; style=&quot;vertical-align:middle;border:0&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://feeds.feedburner.com/Roquildo&quot; rel=&quot;alternate&quot; type=&quot;application/rss+xml&quot;&gt;Subscribe in a reader&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://andreroca.blogspot.com/2009/11/aposta.html</link><author>noreply@blogger.com (André Roca)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-9205617.post-1159731668576506656</guid><pubDate>Wed, 30 Sep 2009 20:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-30T17:08:39.168-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crônicas de um pai de primeira viagem</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Saudade</category><title>Um caminho para o céu</title><description>No dia em que o Nemo morreu, no começo desse ano, quis ensinar uma lição para a Manuela. Chamei ela, mostrei aquele peixinho boiando no pequeno aquário, a barriga para cima, e perguntei se ela queria se despedir do amiguinho. Com a afirmativa, fomos até o banheiro do nosso apartamento e, num momento filosófico-barato (&quot;da água viestes e para a água retornarás&quot;), despejamos tudo no vaso sanitário: a água, o beta vermelho e um pouco da ilusão daquela menina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali, naquele lugar tão impróprio (mas funcional, convenhamos) para um ato tão simbólico, demos adeus ao animalzinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Agora, filha, ele está lá no céu. Virou uma estrelinha - sentenciei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela ficou muda. Chegou a fazer um beiço de choro, mas aguentou firme. Nos dias seguintes, notei que ela observava as nuvens. Até que veio o comentário:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acho que eu vi o rabo do meu peixe, pai - disse, apontando para o espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na última segunda, cheguei em casa mais cedo. Coloquei a Manu no colo e fui ter uma conversa séria com ela:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Manu, o nosso vozinho Osmar morreu. Ele já era muito velhinho. E agora ele foi pro céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela, com os olhos arregalados, perguntou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tu vai colocar o vô na patente, pai?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manuela tem 3 anos e seis meses.&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://feeds.feedburner.com/Roquildo&quot; rel=&quot;alternate&quot; type=&quot;application/rss+xml&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.feedburner.com/fb/images/pub/feed-icon16x16.png&quot; alt=&quot;&quot; style=&quot;vertical-align:middle;border:0&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://feeds.feedburner.com/Roquildo&quot; rel=&quot;alternate&quot; type=&quot;application/rss+xml&quot;&gt;Subscribe in a reader&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://andreroca.blogspot.com/2009/09/um-caminho-para-o-ceu.html</link><author>noreply@blogger.com (André Roca)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-9205617.post-3147953303217492399</guid><pubDate>Mon, 21 Sep 2009 20:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-21T17:24:13.828-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Poemas</category><title>João-do-Bairro</title><description>João&lt;br /&gt;Lembras do dia em que te falei&lt;br /&gt;Para irmos juntos à janela&lt;br /&gt;Daquela que sempre amei?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sumistes&lt;br /&gt;E fui sozinho&lt;br /&gt;Contando as pedras pelo caminho&lt;br /&gt;Perdido em passos que nunca dei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ingênuo&lt;br /&gt;Imaginei a reação&lt;br /&gt;Daquela moça tão amável&lt;br /&gt;Quando soltasse minha ilusão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corri&lt;br /&gt;Sorriso largo só de pensar&lt;br /&gt;Naquele beijo doce e quente&lt;br /&gt;Que estava para ganhar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sozinho&lt;br /&gt;Escalei aquela escada&lt;br /&gt;Que espichava até a sacada&lt;br /&gt;Da futura namorada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas João&lt;br /&gt;Por que não me avisastes&lt;br /&gt;Que teu sumiço era indício&lt;br /&gt;De um fim logo no princípio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo vidro&lt;br /&gt;Vi um abraço pegajoso&lt;br /&gt;Que esquentou a minha raiva&lt;br /&gt;De amante sanguinoso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então lembrei&lt;br /&gt;Da história da tua Maria&lt;br /&gt;Sem-vergonha e desgraçada&lt;br /&gt;Que morreu trancafiada**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E na escuridão&lt;br /&gt;De uma noite bem gelada&lt;br /&gt;Foi que deixei a minha amada&lt;br /&gt;Morrer incendiada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pelo bairro&lt;br /&gt;Espalharam minha história&lt;br /&gt;De corno endiabrado&lt;br /&gt;Que pensava estar vingado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ledo engano fraternal&lt;br /&gt;Aquele abraço entre os dois&lt;br /&gt;Pois quem via do quintal&lt;br /&gt;Não sabia que eram irmãos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só agora, João-de-Barro&lt;br /&gt;Que meu amor está lacrado&lt;br /&gt;Tu retornas ao meu lado&lt;br /&gt;Pra aumentar a minha dor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto estavas no pombal&lt;br /&gt;Teus conselhos me faltaram&lt;br /&gt;Pra segurar o animal&lt;br /&gt;Que só as cinzas acalmaram&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;font-size:78%;&quot; &gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20070430124644AABZs2d&quot;&gt;** O João-de-Barro não tranca a parceira&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://feeds.feedburner.com/Roquildo&quot; rel=&quot;alternate&quot; type=&quot;application/rss+xml&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.feedburner.com/fb/images/pub/feed-icon16x16.png&quot; alt=&quot;&quot; style=&quot;vertical-align:middle;border:0&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://feeds.feedburner.com/Roquildo&quot; rel=&quot;alternate&quot; type=&quot;application/rss+xml&quot;&gt;Subscribe in a reader&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://andreroca.blogspot.com/2009/09/joao-do-bairro.html</link><author>noreply@blogger.com (André Roca)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-9205617.post-8895854755032465999</guid><pubDate>Wed, 09 Sep 2009 20:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-09T18:13:00.045-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Contos</category><title>A verdadeira história da gripe suína OU Recontando Os Três Porquinhos</title><description>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://renata.piraju.tur.br/wp-content/uploads/2009/07/gripe-suina.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 233px; height: 213px;&quot; src=&quot;http://renata.piraju.tur.br/wp-content/uploads/2009/07/gripe-suina.jpg&quot; alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Olá! Meu nome é Prático. Sou o mais velho lá de casa. A minha família vocês conhecem, pois a nossa história ficou famosa. Saiu até no Jornal Nacional!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tem uma coisa que não foi dita na época. E agora, com esse papo de gripe suína, passamos de heróis a vilões. Mas, olha, não é bem assim como estão contando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se vocês lembram, compramos uma terrinha ali em Águas Claras, meus dois irmãos e eu. Como engenheiro que sou, fiquei responsável por dividir em três lotes iguais para que cada um tivesse seu espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que... bom, Cícero, meu irmão mais novo, sempre teve tudo em mãos. Foi criado como um leitão de banquete. Ganhava tudo na boca! Preguiçoso que só ele, logo pagou para um vizinho artesão construir uma casinha de palha. Uma tarde de trabalho depois, já estava tudo pronto! Era bonitinha até... se fosse no Rosa seria uma beleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o Heitor, um pouco mais “ligado”, resolveu comprar uma casinha pré-moldada. É claro que não juntou dinheiro suficiente e acabou pegando a mais barata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, não! Preocupado com conforto e segurança, resolvi investir em uma casa de cimento e tijolos, conforme manda o manual da boa construção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, numa bela noite de inverno, aconteceu. Já tínhamos sido avisados que por ali andava um Lobo muito esperto, bem audacioso. Então, naquela noite fria, ele apareceu. Foi direto na casinha de palha. O Cícero, assustado, trancou portas e janelas, mas não adiantou. O Lobo, que também era muito forte, foi logo avisando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Saia logo daí, ou vou soprar, soprar, sopraaaar... atchim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem deu tempo do sopro. Um espirro derrubou tudo. Foi uma “palhaçada” só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu irmão saiu correndo para a casa do Heitor, que era a mais próxima. Chegou avisando que o Lobo tinha aparecido e os dois trancaram tudo em questão de segundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Lobo, que ainda estava esperando a poeira da primeira casa baixar, quando viu que a vítima tinha escapado foi pra casa seguinte. Sem se importar com o sereno, chegou lá, cheirou em volta, confirmou que eram duas as vítimas e deu o aviso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Saiam logo daí. Estou com muita fome. Saiam, ou vou soprar, soprar, sopraaaaar... atchiiiiiiiim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa! Foi um espirro realmente forte. Tanto que acabou chamando a minha atenção. Até então, eu estava lendo, perto da lareira, bem tranqüilo. Mas com aquele espirro, seguido do barulho de madeira despencando, fui até a janela. Vi aquela poeira toda e meus irmãos correndo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abri a porta, eles entraram voando e nós fechamos tudo. Em poucos segundos, o Lobo apareceu. E, adivinhem, começou com aquele papo de que iria soprar, soprar, soprar e...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Atchim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, espirrou de novo. E de novo, e de novo! Mas a minha casa era muito forte, muito bem construída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas foi aí, talvez por presunção, que o Cícero teve uma péssima idéia. Abriu aquela janelinha minúscula que coloquei na porta para saber quem batia – sim, quis economizar no olho mágico. O Lobo enxergou e saiu bradando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu vou pegar vocês! Vou cozinhar vocês três! Vou fazer leitão a pururuca! Colocar no espeto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Cícero mostrando a língua:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tu não me pega, não me pega!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Lobo cada vez mais furioso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vou te pegar, vou te pegaaaaaa.... atchim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bicho espirrou tão forte, mas tão forte, que a cara do Cícero ficou cheia de ranho de Lobo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cícero, claro, acabou ficou doente. E depois o Heitor. E ai os vizinhos começaram com esse papo de gripe suína, que foi se espalhando, se espalhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu? Eu, não! Eu não pego gripo. Eu sou acos... acost... acos... a&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ATCHIM@#$@!%¨%$@....!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://mamute.blogs.sapo.pt/arquivo/porco.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 250px; height: 264px;&quot; src=&quot;http://mamute.blogs.sapo.pt/arquivo/porco.jpg&quot; alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://feeds.feedburner.com/Roquildo&quot; rel=&quot;alternate&quot; type=&quot;application/rss+xml&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.feedburner.com/fb/images/pub/feed-icon16x16.png&quot; alt=&quot;&quot; style=&quot;vertical-align:middle;border:0&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://feeds.feedburner.com/Roquildo&quot; rel=&quot;alternate&quot; type=&quot;application/rss+xml&quot;&gt;Subscribe in a reader&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://andreroca.blogspot.com/2009/09/verdadeira-historia-da-gripe-suina-ou.html</link><author>noreply@blogger.com (André Roca)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-9205617.post-3119766903173162544</guid><pubDate>Wed, 02 Sep 2009 10:40:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-02T07:40:53.747-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Poemas</category><title>Complô verde</title><description>Hoje, acreditem&lt;br /&gt;As árvores, todas elas, fizeram uma combinação&lt;br /&gt;Puxavam a haste de meu guarda-chuva&lt;br /&gt;E me davam o maior banho&lt;br /&gt;Sem noção&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://feeds.feedburner.com/Roquildo&quot; rel=&quot;alternate&quot; type=&quot;application/rss+xml&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.feedburner.com/fb/images/pub/feed-icon16x16.png&quot; alt=&quot;&quot; style=&quot;vertical-align:middle;border:0&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://feeds.feedburner.com/Roquildo&quot; rel=&quot;alternate&quot; type=&quot;application/rss+xml&quot;&gt;Subscribe in a reader&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://andreroca.blogspot.com/2009/09/complo-verde.html</link><author>noreply@blogger.com (André Roca)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-9205617.post-6683694469829273226</guid><pubDate>Sat, 15 Aug 2009 02:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-14T23:44:47.753-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crônicas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Esportes</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Saudade</category><title>O jogo bonito do Chris</title><description>&lt;div&gt;Na árvore genealógica da nossa família, o &lt;a style=&quot;font-weight: bold;&quot; href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Christian_Soares&quot;&gt;Christian&lt;/a&gt; e eu estaríamos um pouco distantes. É a minha avó materna, Geny, que é irmã da avó paterna dele, Ilza. Acho que seríamos primos de terceiro ou quarto grau. Não importa. Na prática, mandamos às favas esse papo de genealogia. Somos, sim, irmãos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por sermos da mesma idade – são apenas oito meses de diferença –, fomos companheiros de molecagem na infância, e seguimos aprontando muitas na adolescência. Daria para esgotar o limite de armazenamento desse blog só escrevendo histórias baseadas nas nossas experiências em Porto Alegre e, principalmente, na praia do Pinhal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Pinhal, aliás, foi onde disputamos pela primeira vez o amor de uma menina. O nome dela era Débora, e tinha uns 12 anos. Nós dois, uns... oito. Passávamos trinta vezes por dia em frente à casa da garota, sempre tentando espiar por entre as cortinas de crochê para flagrar a formosura daquelas pernas compridas da moreninha de cabelo chanel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A casa dela era de esquina, na mesma quadra em que ficava a da tia Lila, onde pousávamos. A cor era em tom claro, e na frente havia um muro de um metro, ao lado de uma árvore que estava sempre florida e era constantemente visitada por beija-flores. Débora conversou conosco uma única vez. Estava sentada ao muro. Não sei se foi algo que dissemos, ou se foi porque estávamos vendendo brigadeiros para ter dinheiro para jogar fliperama, mas ela nunca mais olhou para nós depois daquele dia. Pouco depois, sumiu para sempre de nossas vidas. Eram tempos em que a maioria das crianças ficava na praia com as mães ou as avós por uma quinzena ou, no máximo, um mês. O tempo da Débora havia se esgotado. O nosso, se arrastou depois dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos seguintes, Débora foi substituída em nossos corações por uma loirinha de olhos verdes de nome Vivian, que tinha casa na rua da Corsan, ou melhor, na “rua da caixa d’água”. Tínhamos, enfim, chegado a adolescência. Nessa época, a disputa entre Chris e eu já era mais acirrada. Mas com as meninas, modéstia a parte, eu e meus cabelos compridos levávamos larga vantagem. Talvez por isso, ele fazia questão de me humilhar nos esportes. O Christian, com qualquer bola, é craque. Sempre foi. Desde o berço já fazia estripulias com as pelotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como éramos parceiros, tínhamos a nossa combinação informal. Durante o dia, nos exibíamos em quadras de vôlei de praia ou jogando futebol na areia. E ele garantia o nosso sucesso desportivo. À noite, era minha vez. Trazia até ele as minhas amigas, várias delas. E o Chris, que naquela época era mirradinho, tinha o cabelo ruim, se consagrava. Porque, além de ser bom de bola, ele também sempre foi craque no papo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, como ocorre com quase todo mundo, crescemos e cada um tomou um rumo. Vieram as faculdades, os empregos, as namoradas... afastando-nos aos poucos. Há três anos, porém, nos aproximamos de novo. E, por mais estranho que pareça, foi com a ida dele para a Austrália. Estamos nos falando mais agora, separados por milhares de quilômetros, do que nos últimos anos dele em Porto Alegre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Chris, hoje, tem consagrado outras parcerias nos campos de um país ainda emergente no futebol. Já não precisa mais que ninguém apresente garotas pra ele. Primeiro, porque uma década de academia lhe renderam “atributos qualificadores”. Segundo, porque está muito bem casado. Então, me resta seguir daqui, contando as histórias do tempo em que o ex-magricela e eu aprontávamos todas. E alardeando ao mundo como esse cara joga bola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se você é daqueles que não acredita nas coisas até que veja com os próprios olhos:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height=&quot;265&quot; width=&quot;320&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/A4ae64LoL_8&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;&quot;&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot;&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/A4ae64LoL_8&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; height=&quot;265&quot; width=&quot;320&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Obs.: uma lástima, mas nenhum dos dois se deu bem com a Vivian!&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://feeds.feedburner.com/Roquildo&quot; rel=&quot;alternate&quot; type=&quot;application/rss+xml&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.feedburner.com/fb/images/pub/feed-icon16x16.png&quot; alt=&quot;&quot; style=&quot;vertical-align:middle;border:0&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://feeds.feedburner.com/Roquildo&quot; rel=&quot;alternate&quot; type=&quot;application/rss+xml&quot;&gt;Subscribe in a reader&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://andreroca.blogspot.com/2009/08/o-jogo-bonito-do-chris.html</link><author>noreply@blogger.com (André Roca)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-9205617.post-1291882799083614381</guid><pubDate>Tue, 11 Aug 2009 23:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-11T20:43:27.172-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crônicas de um pai de primeira viagem</category><title>O dia em que a televisão quase comeu minha filha</title><description>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://theboxinthecorner.files.wordpress.com/2007/12/television.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: left; cursor: pointer; width: 250px; height: 308px;&quot; src=&quot;http://theboxinthecorner.files.wordpress.com/2007/12/television.jpg&quot; alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Outro dia, na aula de Espanhol – antes da gripe, claro –, o professor Aureliano entregou um texto muito interessante. Na tradução castelhana, levava o título “La televisión se comió a mi mejor amiga” (&lt;a href=&quot;http://www2.hts.on.ca/middle/gosmond/Grade7English/Writing/citation.htm&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, a versão em inglês do texto da jornalista norte-americana &lt;a style=&quot;font-weight: bold;&quot; href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/Linda_Ellerbee&quot;&gt;Linda Ellerbee&lt;/a&gt;). Tratava de um assunto muito comum nos dias de hoje, mas que havia muito tempo eu não refletia sobre: o tempo que gastamos em frente ao aparelho. E não é que nem mesmo os pequeninos escapam dessa sedutora máquina. Tanto, que outro dia a televisão quase comeu minha filha. É sério!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Manuela assistia ao desenho do Pica-Pau, que é um dos preferidos dela, quando eu, que ocupava o outro lugar no sofá, fiz a pergunta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Filha, quer comer alguma coisa agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era final de tarde, horário da fome. Mas ela, completamente imóvel, nem piscava. Olhava atentamente para a televisão. Na tela, o Pica-Pau passava a perna em uma série de personagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pura cultura!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Insisti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Filha? Alou? Manu? Tá surda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surda! A palavra mágica. Como temos um tio praticamente surdo que é muito engraçado – não por ser surdo, óbvio, mas por ser espirituoso e bem-humorado –, essa palavrinha pra ela serviu como um botãozinho, como uma chave que girou naquele pequeno cérebro em ebulição e fez com que ela abrisse um leve sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele momento, senti que tinha tirado ela de dentro da barriga daquele aparelho perigoso chamado televisão. E antes que ela voltasse a ser engolida, tasquei logo outra frase com poderes especiais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Quer brincar?&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://feeds.feedburner.com/Roquildo&quot; rel=&quot;alternate&quot; type=&quot;application/rss+xml&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.feedburner.com/fb/images/pub/feed-icon16x16.png&quot; alt=&quot;&quot; style=&quot;vertical-align:middle;border:0&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://feeds.feedburner.com/Roquildo&quot; rel=&quot;alternate&quot; type=&quot;application/rss+xml&quot;&gt;Subscribe in a reader&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://andreroca.blogspot.com/2009/08/o-dia-em-que-televisao-quase-comeu.html</link><author>noreply@blogger.com (André Roca)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-9205617.post-4550455063896468392</guid><pubDate>Tue, 11 Aug 2009 01:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-10T22:18:21.438-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crônicas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Saudade</category><title>A melhor pizza do mundo</title><description>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/__DdBh5wDD4o/SoDGROvhV-I/AAAAAAAAALQ/4Jf98RQJ7_M/s1600-h/189193post_foto.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 250px; height: 187px;&quot; src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/__DdBh5wDD4o/SoDGROvhV-I/AAAAAAAAALQ/4Jf98RQJ7_M/s400/189193post_foto.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5368508755143120866&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Todos os anos, quando minha família se reunia para alguma comemoração, duas coisas eram certas. A primeira, é que o encontro seria na casa de meus avós maternos. A segunda, é que, independentemente do prato que fosse escolhido para o evento - churrasco ou feijoada, sopão ou lasanha, espaguete ou carreteiro -, um acompanhamento era presença obrigatória à mesa: &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;a pizza da tia Iracema&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caseira, de sardinha, a pizza da Cema era algo inacreditável. Tinha uma massa macia que servia de colchão para uma cobertura generosa e suculenta. A crocância era garantida pela fina camada de baixo e pelas laterais, que ficavam assim após o contato com a forma untada com capricho. &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;E os ingredientes, nossa, todos eles, todinhos, se uniam na medida exata, como se tivessem sido ditados pelo deus da gastronomia ou reunidos na assadeira pelo Anonymus Gourmet.&lt;/span&gt; Nunca, nunquinha houve caso de estar salgada demais, insossa demais, apimentada demais, acebolada demais. &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;A comunhão entre todos os elementos era perfeita.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O único problema da pizza da tia Iracema é que ela, a pizza, nunca durava até a hora do almoço ou da janta. Um a um, todos os convidados davam um jeito de passar pela mesa, levantar o pano de prato de leve e, discretamente, roubar uma fatia. Difícil era esconder o objeto do roubo, uma vez que a massa sempre tinha entre três e cinco dedos de altura. Mas a boca cheia, nesses casos, nunca era malcriação. &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Afinal, aquela era a melhor pizza do mundo, sem dúvida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a tia, sempre quietinha, sentada, as pernas cruzadas, sempre ao lado do tio Ricardo, o Cadinho, observava por detrás dos óculos o prazer que proporcionava àquele grupo de privilegiados. Ela, quando provava da própria receita, era sempre em pequena quantidade. Ela não aceitava a ideia de comer e deixar alguém sem provar aquela delícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa pizza, que eu vi se manter por gerações entre os principais pratos nas reuniões da minha família, agora vai viver apenas na lembrança de quem teve o prazer de prová-la. &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Tia Iracema partiu ontem, levando o toque mágico que transformava meus domingos em dias mais saborosos.&lt;/span&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://feeds.feedburner.com/Roquildo&quot; rel=&quot;alternate&quot; type=&quot;application/rss+xml&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.feedburner.com/fb/images/pub/feed-icon16x16.png&quot; alt=&quot;&quot; style=&quot;vertical-align:middle;border:0&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://feeds.feedburner.com/Roquildo&quot; rel=&quot;alternate&quot; type=&quot;application/rss+xml&quot;&gt;Subscribe in a reader&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://andreroca.blogspot.com/2009/08/melhor-pizza-do-mundo.html</link><author>noreply@blogger.com (André Roca)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/__DdBh5wDD4o/SoDGROvhV-I/AAAAAAAAALQ/4Jf98RQJ7_M/s72-c/189193post_foto.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-9205617.post-4875835650858481449</guid><pubDate>Wed, 05 Aug 2009 19:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-05T19:59:07.465-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Poemas</category><title>Saudade</title><description>Aqui, o desafio proposto por Charles Kiefer era, a partir de uma frase retirada do poema &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Sedução&lt;/span&gt;, de &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Ad%C3%A9lia_Prado&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Adélia Prado&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, criar uma poesia. Espero que tenha ficado satisfatório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A poesia me pega com sua roda dentada”&lt;br /&gt;Esmaga meus medos sem piedade&lt;br /&gt;E revela uma culpa que não vale nada&lt;br /&gt;Faz aumentar a minha saudade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tento consertar essa engrenagem&lt;br /&gt;Fábrica de poemas malditos&lt;br /&gt;Mas esqueço peças sobre a ferragem&lt;br /&gt;Como rimas soltas de outros escritos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, se a roda dentada tirasse proveito&lt;br /&gt;De tudo aquilo que já declamei&lt;br /&gt;Poeira levantaria de todo jeito&lt;br /&gt;Por lembranças que nem mesmo sei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a máquina que um dia brilhou&lt;br /&gt;Hoje já não funciona&lt;br /&gt;Outono, inverno, primavera, verão&lt;br /&gt;Eu mudo com a estação,&lt;br /&gt;Mas ela nem mesmo se emociona&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://feeds.feedburner.com/Roquildo&quot; rel=&quot;alternate&quot; type=&quot;application/rss+xml&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.feedburner.com/fb/images/pub/feed-icon16x16.png&quot; alt=&quot;&quot; style=&quot;vertical-align:middle;border:0&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://feeds.feedburner.com/Roquildo&quot; rel=&quot;alternate&quot; type=&quot;application/rss+xml&quot;&gt;Subscribe in a reader&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://andreroca.blogspot.com/2009/08/saudade.html</link><author>noreply@blogger.com (André Roca)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-9205617.post-1012725412386972915</guid><pubDate>Mon, 27 Jul 2009 19:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-27T16:51:46.004-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crônicas de um pai de primeira viagem</category><title>Cuidado com o que você fala perto do seu filho</title><description>A Manuela levou e nos deu um susto hoje. Estávamos aguardando o elevador no hotel. A porta se abriu, uma mulher entrou e o marido ficou apertando o botão do lado de fora com a intenção de permitir nossa entrada. Foi então que a Manu resolveu correr. Disparou, com a boneca em mãos, serelepe, até ser atacada por duas estruturas metálicas com cinco vezes o seu tamanho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Lisi e a outra senhora travaram a porta imediatamente e a pequena escapou ilesa. Eu, que vinha mais atrás, olhei rápido para ela, mas não vi minha filha de três anos. Enxerguei, sim, dois grandes olhos arregalados ao máximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela aguentou firme. Saímos do elevador em direção ao quarto. Foi quando a Lisi perguntou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– E se a porta não abre de novo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Esmaga ela! – disse, em tom dramático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dez passos adiante, quando entramos no quarto, a pequena larga essa, e desanda a chorar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– E ai vocês não teríam mais filhinha pra cuidar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa. Ouvir isso foi o que mais me doeu. E me fez parar para refletir sobre o que ando dizendo na frente dela. Eles captam tudo.&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://feeds.feedburner.com/Roquildo&quot; rel=&quot;alternate&quot; type=&quot;application/rss+xml&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.feedburner.com/fb/images/pub/feed-icon16x16.png&quot; alt=&quot;&quot; style=&quot;vertical-align:middle;border:0&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://feeds.feedburner.com/Roquildo&quot; rel=&quot;alternate&quot; type=&quot;application/rss+xml&quot;&gt;Subscribe in a reader&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://andreroca.blogspot.com/2009/07/cuidado-com-o-que-voce-fala-perto-do.html</link><author>noreply@blogger.com (André Roca)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-9205617.post-4901669876813379017</guid><pubDate>Sat, 25 Jul 2009 19:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-25T16:48:44.053-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Esportes</category><title>O Inter sem Nilmar</title><description>A saída de Nilmar deixa o Inter fragilizado. Sai o melhor atacante do clube, um dos melhores do país, e ficam as dúvidas quanto ao rendimento que o time conseguirá sem ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nilmar já é passado. Agora, Tite deveria aproveitar esse momento para reorganizar o time. E não está no ataque seu principal problema. Alecsandro e Taison, e Bolaños, quando este puder atuar por causa do limite de estrangeiros no time, são boas opções ofensivas e vão resolver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A zaga, porém, tem feito água nos últimos jogos. Índio está mal, e Bolívar tem que sair da lateral-direita, posição em que nunca foi bem. Quando o Inter foi campeão da Libertadores, Bolívar era uma sólida parede na defesa colorada. Tem que colocar a cabeça no lugar e pedir para disputar uma posição por ali de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a saída de Bolívar da lateral implicaria na entrada de um novo jogador ali. E aí há um problema. Danilo é fraco. Arílton, uma aposta. Mas apostas estão aí para serem feitas. Tite deveria testar o garoto ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro problema sério do inter está no meio-campo, que troca bons passes, marca relativamente bem, mas não está criando situações de ataque. O Inter cisca, cisca, e não bica. Tem o ataque que menos concluiu nesse Brasileirão. Isso é culpa dos atacantes, mas muito mais dos meias que não fazem o trabalho que deveriam fazer.&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://feeds.feedburner.com/Roquildo&quot; rel=&quot;alternate&quot; type=&quot;application/rss+xml&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.feedburner.com/fb/images/pub/feed-icon16x16.png&quot; alt=&quot;&quot; style=&quot;vertical-align:middle;border:0&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://feeds.feedburner.com/Roquildo&quot; rel=&quot;alternate&quot; type=&quot;application/rss+xml&quot;&gt;Subscribe in a reader&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://andreroca.blogspot.com/2009/07/o-inter-sem-nilmar.html</link><author>noreply@blogger.com (André Roca)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-9205617.post-6026179651112095688</guid><pubDate>Thu, 23 Jul 2009 11:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-23T08:19:39.601-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Esportes</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Jornalismo</category><title>Entrevista: Fernando Carvalho, o Centenário do Inter e os nanopops do colorado</title><description>Véspera do Centenário Colorado, em abril, tive a oportunidade de entrevistar o ex-presidente Fernando Carvalho e propor um desafio. Confere ai:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object id=&quot;playerFlash&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; data=&quot;http://mediacenter.clicrbs.com.br/skins/default/swf/playerChannel.swf?mediaXML=http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/RequestUrlPlayer.aspx;contentId=57974///channel=43&amp;amp;color=0x525252&amp;amp;autoStart=false&amp;amp;thumb=http://mediacenter.clicrbs.com.br/medias/IMAGES/641755.jpg&amp;amp;channelLink=http://www.clicrbs.com.br/esportes/jsp/default.jsp&amp;amp;channelImage=topo_esportes_novo.gif&amp;amp;channelColor=0xDDDFE2&quot; width=&quot;400&quot; height=&quot;376&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://mediacenter.clicrbs.com.br/skins/default/swf/playerChannel.swf?mediaXML=http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/RequestUrlPlayer.aspx;contentId=57974///channel=43&amp;amp;color=0x525252&amp;amp;autoStart=false&amp;amp;thumb=http://mediacenter.clicrbs.com.br/medias/IMAGES/641755.jpg&amp;amp;channelLink=http://www.clicrbs.com.br/esportes/jsp/default.jsp&amp;amp;channelImage=topo_esportes_novo.gif&amp;amp;channelColor=0xDDDFE2&quot;&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot;&gt;&lt;param name=&quot;allowScriptAccess&quot; value=&quot;always&quot;&gt;&lt;param name=&quot;quality&quot; value=&quot;high&quot;&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://feeds.feedburner.com/Roquildo&quot; rel=&quot;alternate&quot; type=&quot;application/rss+xml&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.feedburner.com/fb/images/pub/feed-icon16x16.png&quot; alt=&quot;&quot; style=&quot;vertical-align:middle;border:0&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://feeds.feedburner.com/Roquildo&quot; rel=&quot;alternate&quot; type=&quot;application/rss+xml&quot;&gt;Subscribe in a reader&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://andreroca.blogspot.com/2009/07/entrevista-fernando-carvalho-e-o.html</link><author>noreply@blogger.com (André Roca)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-9205617.post-6989890316253438099</guid><pubDate>Tue, 21 Jul 2009 23:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-21T21:02:35.052-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crônicas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Poemas</category><title>AUTOPOÉTICA</title><description>Até muito pouco tempo, acreditei ser a poesia algo que surgisse meramente por inspiração. Sentir era condição fundamental ao sujeito. Na minha ignorância, não era fundamental a técnica e sequer havia espaço para um trabalho de jardineiro, que rega, protege e poda as palavras que planta na folha vazia, como quem cultiva uma rara flor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, compreendo que os sentimentos são adubos férteis para a produção de poesia. Afinal, temos opinião sobre (quase) tudo. Isso, de alguma forma, implica sentirmos algo – seja raiva ou cumplicidade, seja amor ou piedade, seja até indiferença. E o objeto do nosso olhar – e aqui, também, do cheirar, escutar, degustar e/ou tocar –, então, ativa em nossas células o gatilho necessário para se dar início à criação poética. Mas esse é só o primeiro passo. É preciso ser gênio para extrair rotineiramente poemas de valor literário de sentimentos em estado bruto. O passo seguinte, por isso, é o trabalho árduo em cima das palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, ainda sem qualquer bagagem crítica sobre o assunto, iniciei um poema assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://andreroca.blogspot.com/2008/08/soneto-ii.html#links&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;“Pensar, trabalho que o poeta não tem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Poesia é inspiração, jamais desgosto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Errei em procurar tão além,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;O poema já escrito no teu rosto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;(...)”&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ao ter contato com algumas teorias, imediatamente tratei de recuperar essa escrita para editá-la. Alguns pontos que qualquer um identificaria como problemáticos já de cara: primeiro, &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;PENSAR&lt;/span&gt; o texto poético também &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;É FUNDAMENTAL&lt;/span&gt; (ainda que o mestre &lt;a href=&quot;http://charleskiefer.blogspot.com/&quot;&gt;Charles Kiefer&lt;/a&gt; tenha aliviado o meu lado dizendo que o grande Fernando Pessoa tem heterônimo que “pensa que o poema não tem pensamento”!); segundo, não devemos nos prender às rimas, ou cairemos em armadilhas como sugerir que, em algum momento, fazer poesia seja algo que cause desgosto (lamentável!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nunca é tarde para voltarmos atrás – pelo menos, não será enquanto não publicamos o erro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, afinal, para que serve a poesia? Na minha vida, serve para reflexão. Para expressar o que penso. Para despertar e despir sentimentos. Serve para me tornar um escritor melhor. Para eu ser um homem melhor, que enxerga os detalhes do viver. Serve para rir e até mesmo para chorar. Serve para matar uma saudade que jamais será morta. E para amar quem nunca amou de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda sei pouquíssimo sobre o assunto e me falta ler muitas das obras fundamentais. Tive contato com apenas alguns nomes. No cinema, conheci &lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/Il_Postino&quot;&gt;Neruda&lt;/a&gt; e me encantei. Na faculdade de jornalismo, um amigo me apresentou &lt;a href=&quot;http://literal.terra.com.br/ferreira_gullar/&quot;&gt;Ferreira Gullar&lt;/a&gt;. Na infância, &lt;a href=&quot;http://www.clicrbs.com.br/especiais/jsp/default.jsp?uf=1&amp;amp;local=1&amp;amp;espid=34&amp;amp;section=Home&quot;&gt;Quintana &lt;/a&gt;sempre foi modelo. Adulto, esnobei &lt;a href=&quot;http://www.fabriciocarpinejar.blogger.com.br/&quot;&gt;Carpinejar&lt;/a&gt; por anos, até ser fisgado por seus textos viscerais. Citar nomes é esquecer nomes. Faltam tantos outros...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que interessa, afinal? Creio ser o desejo de estudar, de produzir, de conhecer mais. Resta a reflexão. A poesia está em toda a parte.&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://feeds.feedburner.com/Roquildo&quot; rel=&quot;alternate&quot; type=&quot;application/rss+xml&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.feedburner.com/fb/images/pub/feed-icon16x16.png&quot; alt=&quot;&quot; style=&quot;vertical-align:middle;border:0&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://feeds.feedburner.com/Roquildo&quot; rel=&quot;alternate&quot; type=&quot;application/rss+xml&quot;&gt;Subscribe in a reader&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://andreroca.blogspot.com/2009/07/autopoetica.html</link><author>noreply@blogger.com (André Roca)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-9205617.post-7722651189456514877</guid><pubDate>Tue, 21 Jul 2009 23:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-21T20:39:10.603-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crônicas de um pai de primeira viagem</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Poemas</category><title>Menina</title><description>Uma tentativa inocente de criar um poema &quot;stanza&quot; (pode ser lido em dois sentidos - uma coluna e depois a outra, ou uma linha e depois a outra):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://2.bp.blogspot.com/__DdBh5wDD4o/SmZRFTGET5I/AAAAAAAAAKM/4S82z8YvvxI/s1600-h/stanza.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 152px;&quot; src=&quot;http://2.bp.blogspot.com/__DdBh5wDD4o/SmZRFTGET5I/AAAAAAAAAKM/4S82z8YvvxI/s400/stanza.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5361061557898071954&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://feeds.feedburner.com/Roquildo&quot; rel=&quot;alternate&quot; type=&quot;application/rss+xml&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.feedburner.com/fb/images/pub/feed-icon16x16.png&quot; alt=&quot;&quot; style=&quot;vertical-align:middle;border:0&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://feeds.feedburner.com/Roquildo&quot; rel=&quot;alternate&quot; type=&quot;application/rss+xml&quot;&gt;Subscribe in a reader&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://andreroca.blogspot.com/2009/07/menina.html</link><author>noreply@blogger.com (André Roca)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/__DdBh5wDD4o/SmZRFTGET5I/AAAAAAAAAKM/4S82z8YvvxI/s72-c/stanza.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item></channel></rss>