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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/atom10full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" gd:etag="W/&quot;DEcCQX88eyp7ImA9WxBbFEk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4276701444246103810</id><updated>2010-03-12T23:07:40.173-03:00</updated><title>Na Ponta dos Lápis</title><subtitle type="html">Uma tentativa de explorar o mundo através de uma visão mais literária</subtitle><link rel="http://schemas.google.com/g/2005#feed" type="application/atom+xml" href="http://www.napontadoslapis.com.br/feeds/posts/default" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.napontadoslapis.com.br/" /><link rel="next" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4276701444246103810/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false&amp;v=2" /><author><name>Leonardo Schabbach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02738436794671507187</uri><email>leoschabbach@gmail.com</email></author><generator version="7.00" uri="http://www.blogger.com">Blogger</generator><openSearch:totalResults>219</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/atom+xml" href="http://feeds.feedburner.com/blogspot/YnFY" /><feedburner:info uri="blogspot/ynfy" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><feedburner:emailServiceId>blogspot/YnFY</feedburner:emailServiceId><feedburner:feedburnerHostname>http://feedburner.google.com</feedburner:feedburnerHostname><entry gd:etag="W/&quot;DEQNQXY8eSp7ImA9WxBbE08.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4276701444246103810.post-3021198324809541511</id><published>2010-03-11T13:50:00.001-03:00</published><updated>2010-03-11T13:53:10.871-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-03-11T13:53:10.871-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Dicas para escritores" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="A importância dos blogs para os escritores" /><title>A importância dos blogs para escritores: Certeza e Confiança</title><content type="html">Achei interessante criar uma série de postagens para falar um pouco sobre a importância dos blogs na vida de um aspirante a escritor. Não vou começar dizendo, porém, que é interessante pela possibilidade de montar uma grupo de leitores inicial que pode ajudar o autor a ter um alcance significativo já no seu primeiro livro lançado. Falarei mais na questão da certeza e da confiança que um blog pode nos dar. Mas, lembre-se bem, tome cuidado para que estas duas qualidades não venham de maneira ilusória, pois somente adquirindo confiança em seu trabalho, um escritor terá motivação suficiente para trabalhar muito na direção de se tornar conhecido e conquistar seu público (veja a postagem: &lt;a href="http://www.napontadoslapis.com.br/2010/02/como-ser-publicado-como-se-tornar.html"&gt;&lt;b&gt;Se tornar um escritor dá trabalho&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;). Somente com estas certezas, o autor será capaz até mesmo de investir dinheiro em seu trabalho, possuindo a plena consciência de que se trata de um investimento no futuro.&lt;br /&gt;
&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;
Antes é necessário esclarecer, entretanto, que dinheiro não deve ser gasto sem muita consciência do que se está a fazer, é preciso tomar cuidado com uma série de pessoas que querem apenas se aproveitar dos escritores menos avisados (veja &lt;a href="http://www.escrevaseulivro.com.br/escreva/component/content/article/5-home/37-editoras-que-nao-sao-editoras.html"&gt;&lt;b&gt;"Editoras" que não são editoras&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;, por exemplo). Em breve, tentarei falar também um pouco sobre esta questão do dinheiro, de como pode ser útil gastá-lo caso se faça com o cuidado devido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agora, retornando à questão dos blogs. Para que sequer se cogite gastar um centavo ou então horas de seu tempo com o intuito de se tornar um escritor minimamente reconhecido, é preciso, primeiro, ter a certeza de que se é bom. Isso pode parecer uma afirmação boba, mas garanto a vocês que pelo menos 70% das pessoas que reclamam do mercado editorial, de como não conseguem publicar e tudo mais, são pessoas que produzem textos de péssima ou apenas razoável qualidade. Claro que o mercado é muito fechado e que, muitas vezes, somente com indicações é possível ser analisado por grandes editoras, mas há outros meios de se conquistar o seu espaço, especialmente se você estiver disposto a brigar por ele e se seu texto possuir real qualidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso, a primeira dica que dou a qualquer um que pense em ingressar no campo literário é que realmente se empenhe em ter certeza absoluta de que sua produção tem real qualidade. Os blogs, com a sua devida divulgação, podem ser muito importantes para isso. Ali, você poderá ter um feedback dos mais variados públicos. Mas não se contente apenas com isso, por intermédio do blog e das redes sociais, procure gerar comentários não só de leitores casuais como também de gente que trabalha com o meio. Às vezes, você pode receber muitos elogios de um grupo de pessoas que, talvez, não entenda tanto assim sobre o que é boa literatura, não note erros gramaticais ou de estrutura. Por meio do seu blog e das ferramentas certas da internet, você pode conseguir que pessoas mais envolvidas com o meio literário e com o mercado editorial acabem dando uma olhada nos seus textos. No final, juntando todos os feedbacks, será possível, então, ter uma idéia de se vale mesmo investir seu tempo e dinheiro em sua produção. Tendo a certeza e a confiança necessárias, você poderá trabalhar com tranqüilidade e motivação, pois saberá que não está correndo atrás de um objetivo ilusório.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;CURSO PARA ESCRITORES (manual em PDF)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda não dei uma olhada com a devida atençao a ele, mas baixei um &lt;a href="http://blogdoescritor.oficinaeditora.com/2007/05/ndice-escrevendo-fico-com-gotham.html"&gt;&lt;b&gt;Manual para Escritores&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; bem interessante. Trata-se do Gotham Writer's Workshop, um dos cursos mais renomados dos EUA para escritores. Creio que, na pior das hipóteses, deve haver uma boa quantidade de exercícios interessantes a se fazer para melhorar nossas capacidades narrativas; mas, é sempre bom lembrar, que cada um desenvolva seu próprio estilo de escrita. &lt;a href="http://blogdoescritor.oficinaeditora.com/2007/05/ndice-escrevendo-fico-com-gotham.html"&gt;&lt;b&gt;Clique aqui e vá ao blog onde pode baixá-lo.&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4276701444246103810-3021198324809541511?l=www.napontadoslapis.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/YnFY/~4/XOqab15Zjdk" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.napontadoslapis.com.br/feeds/3021198324809541511/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4276701444246103810&amp;postID=3021198324809541511&amp;isPopup=true" title="4 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4276701444246103810/posts/default/3021198324809541511?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4276701444246103810/posts/default/3021198324809541511?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/YnFY/~3/XOqab15Zjdk/importancia-dos-blogs-para-escritores.html" title="A importância dos blogs para escritores: Certeza e Confiança" /><author><name>Leonardo Schabbach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02738436794671507187</uri><email>leoschabbach@gmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="08876438529145312470" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">4</thr:total><feedburner:origLink>http://www.napontadoslapis.com.br/2010/03/importancia-dos-blogs-para-escritores.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DEUMRXw5eCp7ImA9WxBbE08.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4276701444246103810.post-2852181525951008092</id><published>2010-03-09T13:06:00.002-03:00</published><updated>2010-03-11T13:51:24.220-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-03-11T13:51:24.220-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Mercado Editorial" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Dicas para escritores" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Matérias sobre literatura" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Novos Autores" /><title>Multifoco, uma editora que publica novos autores</title><content type="html">Como tinha prometido em um dos comentários da postagem &lt;a href="http://www.napontadoslapis.com.br/2010/03/publique-seu-livro-de-graca-analise.html"&gt;&lt;b&gt;Como publicar seu livro de graça&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;, apresento a vocês leitores a &lt;a href="http://www.editoramultifoco.com.br/"&gt;&lt;b&gt;Multifoco&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; (no twitter - &lt;b&gt;&lt;a href="http://twitter.com/edmultifoco"&gt;@edmultifoco&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;). É uma editora que tem um projeto bem legal, sabe explorar um mercado até então praticamente abandonado e, como conseqüência, acaba dando espaço &lt;b&gt;aos novos escritores brasileiros&lt;/b&gt;. O grande diferencial deles é que, diferente de grande parte das editoras que se prestam a ajudar os novos talentos (umas fazendo um trabalho realmente sério e respeitado, como a &lt;a href="http://7letras.com.br/"&gt;&lt;b&gt;7Letras&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;, e outras simplesmente enganando os clientes: leia &lt;a href="http://www.escrevaseulivro.com.br/escreva/component/content/article/5-home/37-editoras-que-nao-sao-editoras.html"&gt;&lt;b&gt;"Editoras" que não são editoras&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;), a Multifoco nada cobra de seus autores, os custos são 100% dela, desde a revisão, a capa e a impressão dos livros (confira uma entrevista com um autor da editora aqui no blog, o &lt;a href="http://www.napontadoslapis.com.br/2010/02/novos-autores-estudos-sobre-leveza-de.html"&gt;&lt;b&gt;Fernando Torres&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;
&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;
Ao saber disso, fiquei interessado em conhecer melhor o seu processo de funcionamento, até porque pretendo entrevistar dois editores de dois selos diferentes (independentes) vinculados a ela. Inclusive, como perceberão no restante da matéria, a editora tem uma maneira de trabalhar com estes selos indepedentes que lhes permite publicar mais livros e com maior qualidade, um sistema bem inteligente. Como uma última informação, a editora está promovendo um excelente &lt;a href="http://www.napontadoslapis.com.br/2010/02/antologia-cruzada-contos-medievais.html"&gt;&lt;b&gt;concurso de contos medievais&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; por intermédio de seu selo &lt;b&gt;Anthology&lt;/b&gt;. Enfim, confiram agora uma entrevista com Raphael Santos, diretor de marketing da Multifoco. Espero que as informações sejam úteis a todos os aspirantes a escritores que acompanhem o &lt;a href="http://www.napontadoslapis.com.br/"&gt;&lt;b&gt;Na Ponta dos Lápis&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Se possível, fale mais um pouco sobre o projeto e os ideais da editora&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
R: A Multifoco é uma editora que apresenta uma nova forma de pensar o mercado editorial. Conseguimos publicar nossos autores sem repassar a eles nenhum custo, do contrário, assegurando-lhes os direitos autorais respectivos e, ainda assim, como é exigência de qualquer empresa, lucrar e crescer. Tudo isso porque entendemos o mercado, seus mais diversos segmentos e temos o objetivo de proporcionar ao público leitor o máximo de títulos possível, tentando atender aos nichos de leitores que demandam os mais variados gêneros.&lt;br /&gt;
&lt;div class="im"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Vocês têm a idéia de publicar novos autores sem que isso lhes custe nada. Para uma editora que se inicia agora e, portanto, ainda é pequena, essa é uma tarefa bem complicada. Como vocês conseguem tornar isso possível?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="im"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;R: É um equilíbrio entre o planejamento estratégico e a utilização das tecnologias atuais. Trabalhamos com tiragens baixas nos lançamentos, tentando manter o estoque próximo de zero. Depois disso, repomos os exemplares de acordo com a demanda de cada título. Com o &lt;i&gt;expertise&lt;/i&gt;&amp;nbsp;que adquirimos ao longo desses três, quase quatro anos, aprendemos a identificar alguns tipos determinados de autores, que para nós são parceiros, cujas informações são fundamentais para definirmos a tiragem inicial do livro (uma prerrogativa da editora). Minimizamos os riscos e maximizamos as possibilidades quando temos tiragens pequenas de um número grande de títulos.&lt;br /&gt;
&lt;div class="im"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Sei que vendem os livros através do site da Multifoco. Mas, em geral, como são os lançamentos? Sei que utilizam o casarão da editora: isso significaria que o autor teria de vir para o Rio? &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="im"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;R: Os lançamentos do Rio contam com a nossa sede como uma ótima opção para acontecerem. Em nosso espaço na Lapa, um ponto nobre da cidade, contamos com estrutura para lançamentos que vai desde uma noite de autógrafos até lançamentos mais "ousados", com apresentações musicais, performances teatrais ou recitais. Entretanto, lançar em nossa sede não é uma obrigação. O autor pode lançar em outros lugares também. Lançamos muitos livros em outros estados, como São Paulo, Minas Gerais, Paraná, dentre outros, e até mesmo em outros países, como nos EUA (Nova Iorque). Pelo nosso modelo, podemos lançar livros em qualquer lugar do mundo.&lt;br /&gt;
&lt;div class="im"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Como vocês consideram a evolução da editora até hoje? Como ela evoluiu?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="im"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;R: A Multifoco vem crescendo de forma muito acelerada. Terminamos nosso primeiro ano com cerca de 40 livros e no segundo ano já triplicamos este número. Atualmente, já temos mais de 200 títulos lançados e temos a expectativa de lançar mais 300 livros até o final de 2010. Isto só é possível devido a demanda de autores que temos e que, conforme cresce a nossa visibilidade, não para de crescer e nos procurar. E, a cada dia que passa, nos preparamos para atender um número maior possível de autores, aumentando, treinando e melhorando nossa equipe.&lt;br /&gt;
&lt;div class="im"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Qual o planejamento de lançamentos para o ano?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="im"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;R: Nossa expectativa é chegar a 50 lançamentos mensais. Atualmente, estamos em torno de 20 lançamentos mensais. Aumentamos recentemente nossa equipe e temos certeza de que, futuramente, iremos render ainda mais forte em nossos lançamentos.&lt;br /&gt;
&lt;div class="im"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Quantos selos vocês têm (já conheci dois editores de selos diferentes)? Já há selos fora do Rio? Algum para poesias?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="im"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;R: Temos selos que fazem parte da editora e são específicos para determinados gêneros (&lt;b&gt;Futurarte&lt;/b&gt; &amp;gt; Poesias, &lt;b&gt;Luminária&lt;/b&gt; &amp;gt; literatura acadêmica, &lt;b&gt;Download&lt;/b&gt; &amp;gt; blogs que viram livros, &lt;b&gt;Redondezas&lt;/b&gt; &amp;gt; contos, &lt;b&gt;Anthology&lt;/b&gt; &amp;gt; Ficções científicas, dentre outros). Esses selos são controlados por nosso editor-chefe, que recebe os originais, os analisa e define aqueles que serão publicados. Além disso, contamos com selos comandados por editores independentes, que não são funcionários da editora. Temos selos em Minas Gerais (&lt;b&gt;Terceira Margem&lt;/b&gt;), na região de Volta Redonda e adjacências (&lt;b&gt;Médio Paraíba&lt;/b&gt;) e em outros estados do Brasil. Os responsáveis por estes selos são os editores, que têm total liberdade para publicar qualquer livro, de qualquer gênero que tenha passado pelo seu crivo e esteja em linha com as diretrizes da editora.&lt;br /&gt;
&lt;div class="im"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Algum livro que tenha alcançado um sucesso surpreendente ou maior do que o esperado?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="im"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;R: Há livros que, dados seus temas, naturalmente têm um apelo maior junto a um determinado nicho de público. É o caso, por exemplo, dos livros &lt;a href="http://www.editoramultifoco.com.br/catalogo2.asp?lv=211"&gt;&lt;b&gt;O Retorno do Gigante&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.editoramultifoco.com.br/catalogo2.asp?lv=144" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.editoramultifoco.com.br/catalogo2.asp?lv=144"&gt;&lt;b&gt;A virada do século&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;, que tratam de histórias sobre o Vasco da Gama, um clube de futebol que, em sua história recente, passou por momentos delicados e que aproximaram bastante o clube e a torcida, deixando-a ávida por produtos que tenham relação com o clube. Outros, eventualmente, aparecem bastante na mídia sem muito esforço, como é o caso de &lt;a href="http://www.editoramultifoco.com.br/catalogo2.asp?lv=189"&gt;&lt;b&gt;A segunda Cinelândia Carioca&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;, cuja procura não chega a nos surpreender porque já conhecemos a qualidade do material. Mas desperta a atenção o interesse da mídia em cima de títulos como esse, visto que livros acadêmicos nem sempre encontram muito espaço na imprensa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Como é o processo de análise de originais de vocês? Quanto tempo leva, o que é levado em consideração e etc...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
R: O processo de análise é feito ou pelo editor-chefe da editora ou pelos editores de selos independentes. O que é levado em consideração é a qualidade do livro, mediante o nicho de leitores para o qual ele é proposto. Por isso a importância de termos editores independentes. Um editor que edita apenas livros de literatura fantástica, por fazer parte deste nicho, é capaz de identificar um título que possa fazer sucesso entre leitores deste gênero com mais facilidade do que um editor "comum". O tempo de espera, atualmente, gira entre seis e oito meses, dada a demanda que você deve imaginar que recebemos, visto que fazemos um trabalho único no mercado, até o momento, sem nenhuma outra editora que faça um trabalho igual ao nosso, pelas minhas mais recentes pesquisas. Entretanto, estamos aumentando nossa equipe, para diminuir esse prazo, aumentando o número de lançamentos por mês.&lt;br /&gt;
&lt;div class="im"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Fora o envio de originais, vocês têm outras maneiras de encontrar bons novos autores?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="im"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;R: Basicamente, a demanda que recebemos, que não para de crescer, é o local de onde vem os nossos escritores. Entretanto, temos um forte trabalho de marketing, via redes sociais, por exemplo, para atender o nosso principal objetivo, que é fazer com que, ao pensar em escrever um livro, o autor pense &lt;u&gt;sempre&lt;/u&gt; na Multifoco como a &lt;u&gt;primeira&lt;/u&gt; opção para publicação.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4276701444246103810-2852181525951008092?l=www.napontadoslapis.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/YnFY/~4/lJDtZQXPzDQ" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.napontadoslapis.com.br/feeds/2852181525951008092/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4276701444246103810&amp;postID=2852181525951008092&amp;isPopup=true" title="6 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4276701444246103810/posts/default/2852181525951008092?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4276701444246103810/posts/default/2852181525951008092?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/YnFY/~3/lJDtZQXPzDQ/multifoco-uma-editora-que-publica-novos.html" title="Multifoco, uma editora que publica novos autores" /><author><name>Leonardo Schabbach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02738436794671507187</uri><email>leoschabbach@gmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="08876438529145312470" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">6</thr:total><feedburner:origLink>http://www.napontadoslapis.com.br/2010/03/multifoco-uma-editora-que-publica-novos.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUIDR307fyp7ImA9WxBUGE8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4276701444246103810.post-5286530469771485219</id><published>2010-03-05T18:12:00.000-03:00</published><updated>2010-03-05T18:12:56.307-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-03-05T18:12:56.307-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Outros" /><title>Chegamos ao fim dos blogs?</title><content type="html">Darei uma paradinha hoje nos assuntos literários e falarei um pouco sobre a blogosfera (na realidade, até continuarei falando de literatura, pois saber como se encontra o panorama para os blogs pode ser importante aos escritores que queiram usar esta ferramenta como divulgação). Nos últimos tempos, tenho lido muito frases como o &lt;b&gt;twitter irá acabar com os blogs&lt;/b&gt;; ou, &lt;b&gt;pesquisas indicam que a blogosfera diminuiu em X%&lt;/b&gt;. Sinceramente, eu discordo de tudo isso. Os blogs, de fato, não irão acabar; e o &lt;b&gt;twitter&lt;/b&gt; nada mais é do que uma ferramenta extremamente útil a eles (por sinal, para quem quiser me seguir: &lt;a href="http://twitter.com/leoschabbach"&gt;&lt;b&gt;@leoschabbach&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;
&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;
Creio que o erro em tais afirmações é olhar somente para as estatísticas. Infelizmente, todos temos essa mania, olhamos para os números e tiramos algumas conclusões precipitadas. O número de blogs pode ter caído 20, 30, 40, 50 porcento que isso não é &lt;b&gt;necessariamente&lt;/b&gt; um indicador de que o surgimento de novas mídias como o twitter, o facebook, o orkut e outras decretará o fim deles. Pensemos bem: quem, de fato, migrou da plataforma dos blogs para, vamos dizer, o twitter? Foram as pessoas que os utilizavam como um diário virtual, certo? Afinal, se posso dar pequenas atualizações rápidas para meus amigos via twitter ou facebook, para que perderei tempo escrevendo textos longos? E para que um amigo meu irá querer ler aqueles textos longos e chatos se pode acompanhar tudo com uma rápida olhada no celular?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sim, foram estes tipos de blogs que viram a sua morte com o surgimento de novas redes sociais. Mas, como o Marcos Lemos, do &lt;a href="http://www.ferramentasblog.com/"&gt;&lt;b&gt;Ferramentas Blog&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;, sempre diz, algo próximo a 95% dos blogs criados acaba abandonado logo nos primeiros meses de vida. Isso é normal, acontece justamente com as pessoas que não tinham alguma intencionalidade ao criá-lo, queriam apenas publicar uma coisa ou outra sua de vez em quando. Para isso, realmente as redes sociais são mais eficientes e vão, sem sombra de dúvida, diminuir o número total estatístico de blogs. Agora, a quantidade real, aqueles que realmente são sempre atualizados, divulgados, produzem informação de qualidade, estes continuarão existindo, com ou sem as novas redes sociais. Na realidade, redes como o twitter, por exemplo, só facilitam a perpetuação dos blogs. Antes poderia parecer impossível trazer novas pessoas para o seu site, mas com o twitter (e outros) tal divulgação se torna muito mais acessível e possível, basta saber encontrar as pessoas certas. Aqui mesmo, grande parte dos leitores mais fiéis que tenho, vieram de um bom uso do twitter.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enfim, creio que os blogueiros não precisam se preocupar. Aqueles que realmente se esforçarem, continuarão a ter visitas e comentários. A única coisa que as redes sociais diminuem nos blogs, por sinal, é o número de comentários. Não que as pessoas participem menos, mas muitas vezes preferem deixar seu recado via twitter, facebook, orkut, Dihitt e etc... a comentar na própria postagem.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4276701444246103810-5286530469771485219?l=www.napontadoslapis.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/YnFY/~4/B6LUWMyEMvc" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.napontadoslapis.com.br/feeds/5286530469771485219/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4276701444246103810&amp;postID=5286530469771485219&amp;isPopup=true" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4276701444246103810/posts/default/5286530469771485219?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4276701444246103810/posts/default/5286530469771485219?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/YnFY/~3/B6LUWMyEMvc/chegamos-ao-fim-dos-blogs.html" title="Chegamos ao fim dos blogs?" /><author><name>Leonardo Schabbach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02738436794671507187</uri><email>leoschabbach@gmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="08876438529145312470" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total><feedburner:origLink>http://www.napontadoslapis.com.br/2010/03/chegamos-ao-fim-dos-blogs.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUAERXwyfCp7ImA9WxBUFkk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4276701444246103810.post-9175668906664704513</id><published>2010-03-03T16:08:00.002-03:00</published><updated>2010-03-03T16:15:04.294-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-03-03T16:15:04.294-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Livros de cabeceira" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Matérias sobre literatura" /><title>O Cavaleiro Inexistente - por Ítalo Calvino</title><content type="html">Faz um bom tempo, quando fiz a promoção de sorteio de meu livro acadêmico, pedi que as pessoas falassem do que mais gostavam no blog via e-mail. Uma das participações, a do Marcos Paulo (&lt;a href="http://twitter.com/marcospsreis"&gt;&lt;b&gt;@marcospsreis&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;), um dos leitores mais ativos daqui, foi muito legal, pois veio com uma série de sugestões por parte dele. Uma delas foi a questão de trazer mais entrevistas e matérias mais voltadas para a literatura, como comecei a fazer recentemente. A segunda idéia que ele deu também resolvi aplicar, e pretendo fazer isso de vez em quando. Ele sugerira que eu falasse de alguns de meus livros favoritos e indicasse ao pessoal do blog. Hoje falo aqui de um livro muito bom e muito importante para mim: &lt;a href="http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/178868/o-cavaleiro-inexistente-ed-de-bolso/?ID=BD20B7F87DA03030E2D121096"&gt;&lt;b&gt;O Cavaleiro Inexistente&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;, de Ítalo Calvino.&lt;br /&gt;
&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;
Para quem acompanha meus textos e opiniões, a escolha por este livro não deve ser assim tão surpreendente. Primeiro por ele trazer elementos fantásticos, misturar as fronteiras entre ficção e realidade, um tipo de literatura que realmente me agrada. E segundo por ter sido o principal inspirador da história na qual tenho trabalhado (&lt;a href="http://www.napontadoslapis.com.br/2010/01/dois-capitulos-do-livro-o-codigo-dos.html"&gt;&lt;b&gt;O Código dos Cavaleiros&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;). Hoje, porém, entrarei em mais detalhes e procurarei mostrar a razão pela qual considero &lt;b&gt;O Cavaleiro Inexistente&lt;/b&gt; um "livro de cabeceira".&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A história já começa com algo completamente fora do normal. Quando uma série de cavaleiros começa a se apresentar, eis que um difere de todos os outros: Agilulfo, o cavaleiro inexistente. É um diálogo cômico, logo de início, em que passamos a conhecer um cavaleiro que não passa de sua armadura: uma armadura sem corpo. É desta situação surreal que parte a história de Ítalo Calvino.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Interessante que, com o decorrer da obra, o autor nos mostra Agilulfo como oposto aos cavaleiros de sua época. Ele era honrado, limpo, organizado e incorporava todos os atributos de um homem de cavalaria ideal; o herói das fábulas. Nisso, já se faz uma crítica a uma certa sociedade de aparência, a uma mistificação que envolvia o ideal dos cavaleiros, algo que, por uma série de analogias e metáforas, também poderia ser levado à época em que Calvino escreveu o livro, crítica esta ainda muito atual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A obra, porém, ainda traz muitas outras reflexões. Agilulfo não passa de um invólucro movido pela vontade de ser um cavaleiro, pela crença naquilo que ele é: isso o torna real. Como muitos homens daquela época - e como muitas pessoas hoje - ele se definia pelos seus objetivos, e não necessariamente por aquilo que poderia ser sua essência. A crítica do autor vem da seguinte forma, metaforicamente pensando: Agilulfo era um cavaleiro por fora (tinha o título, seria imortalizado), mas exatamente por colocar os seus objetivos, aquilo que ele fazia e realizava, acima daquilo que ele era, passou a se tornar unicamente o seu objetivo, a sua própria existência se esvaziou e, então, deixou de existir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enfim, é um livro escrito de uma maneira próxima até das fábulas, a própria descrição da versão de bolso, por exemplo, classifica-o como um "conto de cavalaria às avessas". Creio ser uma obra extremamente irônica, bem escrita, claro, e de um elevadíssimo valor não só literário como conceitual. Não é uma obra grande e há versões por preços acessíveis. Por isso, fica aqui a dica, espero que apreciem!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4276701444246103810-9175668906664704513?l=www.napontadoslapis.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/YnFY/~4/pUuiRjSVhb0" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.napontadoslapis.com.br/feeds/9175668906664704513/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4276701444246103810&amp;postID=9175668906664704513&amp;isPopup=true" title="6 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4276701444246103810/posts/default/9175668906664704513?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4276701444246103810/posts/default/9175668906664704513?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/YnFY/~3/pUuiRjSVhb0/o-cavaleiro-inexistente-por-italo.html" title="O Cavaleiro Inexistente - por Ítalo Calvino" /><author><name>Leonardo Schabbach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02738436794671507187</uri><email>leoschabbach@gmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="08876438529145312470" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">6</thr:total><feedburner:origLink>http://www.napontadoslapis.com.br/2010/03/o-cavaleiro-inexistente-por-italo.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DEQEQn47eyp7ImA9WxBbE08.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4276701444246103810.post-4853386994338430299</id><published>2010-03-01T20:40:00.006-03:00</published><updated>2010-03-11T13:51:43.003-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-03-11T13:51:43.003-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Mercado Editorial" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Dicas para escritores" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Matérias sobre literatura" /><title>Publique seu livro de graça (análise)</title><content type="html">Hoje pretendo fazer uma análise de algumas ferramentas digitais muito interessantes aos novos escritores. Falarei especialmente da possibilidade de se &lt;b&gt;publicar seu livro&lt;/b&gt; (fisicamente) sem gastar nada por intermédio do site &lt;a href="http://clubedeautores.com.br/"&gt;&lt;b&gt;Clube de Autores&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;, mas também tratarei de outros assuntos relacionados.&lt;br /&gt;
&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;
Para quem não sabe, o Clube de Autores é um site no qual você monta o seu livro, com capa e tudo, e coloca para vender. Eles possuem uma máquina para impressão digital, então só imprimem seu livro quando alguém executa a compra; eles cuidam da entrega. Isso significa dizer que basta você montar seu livro, colocar no site e divulgá-lo para que possa ver sua obra publicada e comercializada. Dentro das opções do site, dependendo do número de páginas, a lombada será mais tradicional (colocada para livros com mais de 70 páginas) ou grampeada (com menos de 70 páginas). Faz uns dias, recebi o livro Mistérios em Floripa (do &lt;a href="http://twitter.com/Rodrigo_Capella"&gt;&lt;b&gt;Rodrigo Capella&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;). Posso afirmar que ele tem um bom acabamento, apesar de, por ter menos de 70 páginas, ter a lombada grampeada. Realmente a impressão deles é de qualidade, e o produto final não fica abaixo de grande parte das publicações que vemos por ai.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Logo, posso afirmar que é uma opção bem interessante publicar o seu livro por lá, ainda mais sabendo como é difícil conseguir uma boa editora nesses dias. Como já falei em outra postagem, o mais difícil para um novo autor é justamente - mais até do que publicar - conseguir promover e divulgar sua obra. Normalmente, um novo escritor nunca conseguiria um espaço considerável nas livrarias; ou seja, precisaria buscar por intermédio da internet e também de outros meios alcançar o seu público alvo. Partindo deste princípio, se pensarmos que o Clube de Autores disponibiliza a impressão do seu livro, não haveria muita diferença entre este sistema e o de uma editora pequena tradicional. Se você conseguir promover o seu livro com eficiência, conseguirá vender e atingir determinado público. Isso, porém, não funciona tão facilmente como parece.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Algumas desvantagens&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira é o preço das publicações. Embora já seja possível produzir apenas uma unidade do livro por um bom preço, ainda não se consegue baratear tanto a produção. Especialmente quando se trata de livro de poucas páginas, a publicação pelo Clube de Autores ainda sai muito cara. Isso significa dizer que será mais atrativo a quem quiser utilizar o site disponibilizar livros um pouco maiores (não gigantes, ou ninguém compra), mas com um bom número de páginas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A segunda desvantagem é que, apesar de parecer, publicar no site &lt;b&gt;não&lt;/b&gt; é a mesma coisa que publicar por uma editora pequena tradicional; leia-se tradicional como uma editora que irá procurar dentre os originais que recebe obras de qualidade. É justamente isso que diferenciará a recepção do público. Enquanto qualquer um pode colocar uma obra no site dos autores - e, por isso, ninguém garante que o livro lá posto tem qualidade literária -, numa editora pequena, porém comercial, sabe-se que o autor passou por ao menos algum tipo de seleção. Da mesma forma, dificilmente você irá conseguir espaço na grande mídia ou até mesmo entre muitos blogueiros por não ter esse "selo de qualidade" que ser selecionado por uma editora, por menor que seja, dá.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disso, muitas editoras médias e pequenas promovem noites de estréia para seus escritores - coisa que não será feito via Clube de Autores. Esses eventos às vezes atraem um pouco de atenção e podem gerar uma boa quantidade de leitores casuais. Estes leitores, gostando do livro, podem indicá-los a outros e sua obra pode ganhar mais importância.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;As vantagens&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Você não gasta sequer um centavo. Então, literalmente, não custa nada tentar. Fora isso, você pode ainda, por intermédio de blogs ou participações em redes sociais, chamar a atenção de uma boa quantidade de leitores; pessoas que irão acompanhar seus textos por gostarem deles e também de você. A partir desses leitores e da relação que&amp;nbsp; você mantiver com outras pessoas importantes das redes sociais, será possível, quem sabe, vender uma boa quantidade de exemplares, fazer algum "barulho" e chamar a atenção do mercado editorial. Como eu disse em outra postagem: &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.napontadoslapis.com.br/2010/02/como-ser-publicado-como-se-tornar.html"&gt;ser escritor dá muito trabalho&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lembro também que no Clube de Autores seu livro continua seu. Se&amp;nbsp; vier a fechar&amp;nbsp; com alguma editora, é só retirá-lo do ar. A parte ruim é que eles só lhe pagam quando você somar 100 reais em direitos autorais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dois bons lugares para chamar a atenção dos leitores na internet são o &lt;b&gt;&lt;a href="http://recantodasletras.uol.com.br/"&gt;Recanto das Letras&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; e também o &lt;a href="http://www.bookess.com/"&gt;&lt;b&gt;Bookess&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; (onde muita gente poderá acompanhá-lo enquanto você monta o seu livro - no futuro, poderemos também vender os livros por lá, do mesmo modo que no Clube de Autores).&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4276701444246103810-4853386994338430299?l=www.napontadoslapis.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/YnFY/~4/s5GzDrpUHFY" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.napontadoslapis.com.br/feeds/4853386994338430299/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4276701444246103810&amp;postID=4853386994338430299&amp;isPopup=true" title="21 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4276701444246103810/posts/default/4853386994338430299?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4276701444246103810/posts/default/4853386994338430299?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/YnFY/~3/s5GzDrpUHFY/publique-seu-livro-de-graca-analise.html" title="Publique seu livro de graça (análise)" /><author><name>Leonardo Schabbach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02738436794671507187</uri><email>leoschabbach@gmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="08876438529145312470" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">21</thr:total><feedburner:origLink>http://www.napontadoslapis.com.br/2010/03/publique-seu-livro-de-graca-analise.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DkUERHkyfyp7ImA9WxBUFU0.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4276701444246103810.post-8745985965184505129</id><published>2010-03-01T17:23:00.005-03:00</published><updated>2010-03-02T01:30:05.797-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-03-02T01:30:05.797-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Novos Autores" /><title>Vencedor da promoção do livro "Estudos sobre a leveza"</title><content type="html">Novamente, chegamos ao fim de mais uma promoção. E, como sempre, falo que a participação de todo mundo que acompanha o blog foi essencial para o seu sucesso. Também aproveito para ressaltar a importância de mudarmos nosso próprio comportamento diante de novos autores nacionais; precisamos dar mais chances a eles e se gostarmos do que lemos indicar para amigos, dar de presente, enfim. No caso do Fernando, vocês, caso se interessem pela obra (podem conferir o conto &lt;a href="http://www.napontadoslapis.com.br/2010/02/o-corpo-conto-do-livro-estudos-sobre.html"&gt;&lt;b&gt;O Corpo&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; aqui), devem entrar em contato com eles mesmo (no twitter &lt;a href="http://twitter.com/novasvisoes"&gt;&lt;b&gt;@novasvisoes&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; ou &lt;a href="http://arlequinal.com.br/livro-estudos-sobre-a-leveza/"&gt;&lt;b&gt;em seu blog&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;), devido à forma como foi negociado o livro com a Editora Multifoco - o autor explica na &lt;a href="http://www.napontadoslapis.com.br/2010/02/novos-autores-estudos-sobre-leveza-de.html"&gt;&lt;b&gt;entrevista&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;
Indico novamente por cá o livro &lt;b&gt;A filha do livreiro&lt;/b&gt;, da Marcela Tagliaferri (&lt;a href="http://twitter.com/mar_tagliaferri"&gt;&lt;b&gt;@mar_tagliaferri&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;), que foi a nossa última entrevistada. É um livro muito bom. Vocês podem saber como comprá-lo (via autora, Martins Fontes ou 7Letras) &lt;a href="http://www.napontadoslapis.com.br/2010/02/resultados-da-promocao-do-livro-filha.html"&gt;&lt;b&gt;aqui&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O vencedor da promoção, pela segunda vez consecutiva, foi o &lt;a href="http://twitter.com/crosshackl"&gt;&lt;b&gt;@crosshackl&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; (por escolha do autor entrevistado). Inclusive, aproveito para adiantar que a próxima entrevista + promoção ocorrerá também por RT no twitter, mas dessa vez a &lt;b&gt;premiação se dará por sorteio&lt;/b&gt; (é bom variar o esquema de premiação sempre, é mais democrático).&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4276701444246103810-8745985965184505129?l=www.napontadoslapis.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/YnFY/~4/CDJRGaNJVi0" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.napontadoslapis.com.br/feeds/8745985965184505129/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4276701444246103810&amp;postID=8745985965184505129&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4276701444246103810/posts/default/8745985965184505129?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4276701444246103810/posts/default/8745985965184505129?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/YnFY/~3/CDJRGaNJVi0/vencedor-da-promocao-do-livro-estudos.html" title="Vencedor da promoção do livro &quot;Estudos sobre a leveza&quot;" /><author><name>Leonardo Schabbach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02738436794671507187</uri><email>leoschabbach@gmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="08876438529145312470" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.napontadoslapis.com.br/2010/03/vencedor-da-promocao-do-livro-estudos.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0cBQ3g9eCp7ImA9WxBUFEo.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4276701444246103810.post-1775473913445351547</id><published>2010-02-26T18:05:00.001-03:00</published><updated>2010-03-01T17:24:12.660-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-03-01T17:24:12.660-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Poemas" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Poemas declamados" /><title>Melancolia (Poemas)</title><content type="html">Sinto uma melancolia que me empurra ao poema.&lt;br /&gt;
Uma força motriz,&lt;br /&gt;
invisível,&lt;br /&gt;
porém sentida.&lt;br /&gt;
&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;
Os versos brotam da melancolia da vida,&lt;br /&gt;
da saudade,&lt;br /&gt;
de um momento de descanso;&lt;br /&gt;
ou de cansaço.&lt;br /&gt;
Somente quando inevitável, é que de quando em quando eu faço&lt;br /&gt;
um poema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vida serena,&lt;br /&gt;
que segue.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O poema é interrupção,&lt;br /&gt;
coisa inútil&lt;br /&gt;
e leve.&lt;br /&gt;
Coisa útil&lt;br /&gt;
e entregue,&lt;br /&gt;
do poeta ao mundo,&lt;br /&gt;
em um segundo,&lt;br /&gt;
ou em horas.&lt;br /&gt;
Deus sabe como custam os poemas&lt;br /&gt;
a sair da cabeça&lt;br /&gt;
e tingir o papel.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Melancolia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desta palavra tão vazia&lt;br /&gt;
e cheia de sensações incertas&lt;br /&gt;
é que nasce minha poesia&lt;br /&gt;
e deságua em mim o poeta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;embed allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" height="20" src="http://www.4shared.com/embed/230483154/b6107327" width="420"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Nota:&lt;/b&gt; Definitivamente acho que este é um poema diferente do que costumo fazer - ou pelo menos postar aqui. Talvez siga uma linha mais próxima ao &lt;a href="http://www.napontadoslapis.com.br/2009/11/vida-poetica-poemas.html"&gt;&lt;b&gt;Vida Poética&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;. De qualquer jeito, considerei-o realmente muito bom, ao ponto de colocá-lo entre meus favoritos. Não sei o que vocês irei achar (tem um áudio de brinde, hehehe, acho interessante que escutem para pelo menos saber o tom de leitura que eu imaginei, que pode ser sempre diferente do de vocês, é legal comparar).&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4276701444246103810-1775473913445351547?l=www.napontadoslapis.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/YnFY/~4/vARQ6oFGPCw" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.napontadoslapis.com.br/feeds/1775473913445351547/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4276701444246103810&amp;postID=1775473913445351547&amp;isPopup=true" title="7 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4276701444246103810/posts/default/1775473913445351547?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4276701444246103810/posts/default/1775473913445351547?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/YnFY/~3/vARQ6oFGPCw/melancolia-poemas.html" title="Melancolia (Poemas)" /><author><name>Leonardo Schabbach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02738436794671507187</uri><email>leoschabbach@gmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="08876438529145312470" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">7</thr:total><feedburner:origLink>http://www.napontadoslapis.com.br/2010/02/melancolia-poemas.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;C04FQXczfSp7ImA9WxBUEUs.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4276701444246103810.post-6202555695308798591</id><published>2010-02-25T17:41:00.006-03:00</published><updated>2010-02-26T02:25:10.985-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-02-26T02:25:10.985-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Contos" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Novos Autores" /><title>O Corpo (conto retirado do livro "Estudos sobre a leveza")</title><content type="html">Com a permissão do autor, e como prometido, aqui segue um dos contos do livro &lt;b&gt;Estudos sobre a leveza,&lt;/b&gt; de Fernando Torres (&lt;a href="http://twitter.com/novasvisoes"&gt;&lt;b&gt;@novasvisoes&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;). Creio que ele traz um pouco da vontade de desvendar "o humano", como mencionei &lt;a href="http://www.napontadoslapis.com.br/2010/02/novos-autores-estudos-sobre-leveza-de.html"&gt;&lt;b&gt;na resenha sobre o livro&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;. Neste conto em especial, essa investigação se dá de modo um pouco diferente do que costumamos ver na cultura literária nacional. Em vez de se voltar para dentro das personagens, como costumeiramente se faz no Brasil, o conto traz a reflexão por meio do que acontece no exterior delas, de uma maneira parecida com o que faz um dos meus contistas favoritos, o &lt;a href="http://www.napontadoslapis.com.br/2008/12/gonalo-m-tavares-um-autor-ser-lido.html"&gt;&lt;b&gt;Gonçalo M. Tavares&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;. Enfim, vejam o que acham do conto. Depois, &lt;a href="http://www.napontadoslapis.com.br/2010/02/novos-autores-estudos-sobre-leveza-de.html"&gt;&lt;b&gt;participem da promoção e concorram a um exemplar do livro&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;. Enviem suas frases!!&lt;br /&gt;
&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;O CORPO&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Naquela manhã, bem em frente da padaria, apareceu um corpo. Era uma mulher (alguns disseram que era uma menina) de boas roupas e absolutamente desconhecida a todos os frequentadores do estabelecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Uma drogada!”- gritou um senhor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Você chama todo mundo de drogado” - e era verdade.Aquele senhor já acusara a filha da senhora que replicava de drogada. Assim como o os filhos e netos de quase todos que estavam por ali.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O padeiro estava preocupado. Se abrisse os portões, teria lucro (já juntava uma multidão em volta do corpo) mas seus clientes teriam de pular o corpo para entrar, e isso poderia ser considerado ofensivo. Se fechasse a porta, seus clientes podiam perceber o inevitável: o pão três quadras acima tinha o mesmo preço e menos bromato. Podia perder clientes de qualquer maneira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um jovem chegou e olhou com cuidado. Parecia uma colega do colégio, mas um telefonema já contrariou a teoria. Um repórter passou e tirou foto para o jornal. A polícia simplesmente não aparecia. Até que alguns curiosos, já enfadados da falta de respostas sobre o corpo da menina, resolveram que poderiam tirar fotos eles mesmos. Um homem, desses já feitos mas sem cabelos brancos, pediu para um amigo bater umas fotos: abraçou o corpo, fez pose e brincou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E veio a revolta.“pode ser filha de alguém!”,“podia ser sua irmã!”. E veio o linchamento. Da revolta, não se sabe muito bem quem, levantou-se o corpo, e a multidão poliforme seguiu a carregar a jovem em direção ao hospital, que sem espaço em seu necrotério negou armazenar a menina. A multidão seguiu em frente, e no rabo da revolta saíram médicos, enfermeiros, auxiliares e funcionários do hospital, em greve e carregando seus doentes até a autoridade mais próxima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O rapaz linchado por conta da brincadeira chegou ao hospital com dificuldade. E este estava vazio.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4276701444246103810-6202555695308798591?l=www.napontadoslapis.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/YnFY/~4/QYC5VcOzCUs" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.napontadoslapis.com.br/feeds/6202555695308798591/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4276701444246103810&amp;postID=6202555695308798591&amp;isPopup=true" title="6 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4276701444246103810/posts/default/6202555695308798591?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4276701444246103810/posts/default/6202555695308798591?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/YnFY/~3/QYC5VcOzCUs/o-corpo-conto-do-livro-estudos-sobre.html" title="O Corpo (conto retirado do livro &quot;Estudos sobre a leveza&quot;)" /><author><name>Leonardo Schabbach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02738436794671507187</uri><email>leoschabbach@gmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="08876438529145312470" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">6</thr:total><feedburner:origLink>http://www.napontadoslapis.com.br/2010/02/o-corpo-conto-do-livro-estudos-sobre.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEcGRX05eyp7ImA9WxBbEEo.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4276701444246103810.post-6800535339127621538</id><published>2010-02-23T18:03:00.013-03:00</published><updated>2010-03-08T15:13:44.323-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-03-08T15:13:44.323-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Matérias sobre literatura" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Novos Autores" /><title>[Novos Autores] Estudos sobre a leveza, de Fernando Torres</title><content type="html">&lt;b&gt;Nota:&lt;/b&gt; Confiram com exclusividade o conto &lt;a href="http://www.napontadoslapis.com.br/2010/02/o-corpo-conto-do-livro-estudos-sobre.html"&gt;&lt;b&gt;O Corpo&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;, do livro Estudos sobre a leveza. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Publicar um &lt;b&gt;livro de contos&lt;/b&gt; é uma tarefa complicada. E não falo aqui da dificuldade de se produzir e vender um livro do gênero, que é maior do que fazê-lo com um romance. Falo da árdua tarefa de "garimpar" entre os seus contos aqueles que formam um livro coeso, uma obra que tenha um determinado sentido. No livro Estudos sobre a leveza, Fernando Torres (&lt;a href="http://www.twitter.com/novasvisoes"&gt;&lt;b&gt;@novasvisoes&lt;/b&gt; &lt;/a&gt;- sigam e entrem em contato com o autor) consegue executar tal tarefa com precisão. Há um ou outro conto que até podem fugir - não muito - um pouco da proposta principal do livro, mas nada que atrapalhe - pelo contrário, alguns deles são até meus favoritos, como o &lt;b&gt;Trinta e Três Rotações&lt;/b&gt;, que possui uma veia mais surreal.&lt;br /&gt;
&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-f6TSl24ads/S4ShpJUOjpI/AAAAAAAAAFk/aO7ntHdBpRw/s1600-h/Capa+Fernando+T_frente.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_-f6TSl24ads/S4ShpJUOjpI/AAAAAAAAAFk/aO7ntHdBpRw/s320/Capa+Fernando+T_frente.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;De uma maneira geral, interpretei o livro, não sei se o autor há de concordar, como uma tentativa de entender ("estudar") o que é o humano, encontrar e definir os traços humanos nas mais diversas situações, sejam elas dramáticas, cotidianas ou, até mesmo, surreais. Creio que é com este objetivo que Fernando Torres, em muitas das histórias, faz quase como um "retrato" de um determinado momento da vida do personagem, sem se preocupar com o que veio antes e depois, com a intenção de mostrar o sentimento daquele instante, o que o aflige, o que o anima e etc... Creio que os contos &lt;b&gt;Os Vermelhos&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;O Corpo&lt;/b&gt; (que o autor me permitiu publicar aqui em alguns dias para vocês degustarem) fazem bem este papel, cada qual mostrando aspectos opostos. Um traz as lembranças de uma mulher mais velha diante de um objeto de desenho (um sapato) e o outro denuncia, também com alguns traços surreais, a banalização da violência e a falta de conectividade entre as pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Devo confessar também que diante de alguns contos fiquei com uma sensação de que talvez faltasse alguma coisa, às vezes gostaria de vê-los mais explorados, mas isso vai do gosto de cada um. Como todo o livro de contos, umas histórias irão agradar a uns e outras a outros. Estudos sobre a leveza é, para mim, uma excelente obra de estréia e, até pela entrevista dada pelo autor, creio que pode indicar o surgimento de um novo escritor muito bom, que estará sempre procurando melhorar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;b&gt;CONCORRA A UM EXEMPLAR&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;
Seguindo o mesmo padrão da última promoção, que teve um sucesso muito grande, utilizarei um combinação de comentário no blog mais twitter. Então, leiam com atenção para saberem como participar:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Colem a seguinte mensagem no perfil de vocês do twitter: &lt;b&gt;RT @leoschabbach Concorra a um exemplar do livro "Estudos sobre a leveza" do escritor entrevistado Fernando Torres! - http://migre.me/l3pf&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- No blog, respondam a seguinte pergunta com um parágrafo de, no máximo, 5 linhas do Word nos comentários: &lt;b&gt;para você, como poderíamos definir hoje o que é ser "humano" (como qualidade)?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vocês poderão enviar frases para a promoção até o próximo domingo (27/02). O resultado será anunciado na segunda-feira. E no comentário, favor, identicar-se colocando o nick do twitter. Exemplo: o meu é @leoschabbach.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;b&gt;ENTREVISTA COM O AUTOR&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Por que o nome Estudos sobre a leveza?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
R: Essa é uma pergunta que muita gente me faz. "Estudos" tem um duplo senso para mim, por um lado é idéia de ir a fundo em um tema, ou seja, debruçar-se sobre a proposição que colocamos, assim faço um exercício quase acadêmico quando me proponho a escrever um conto, mas assim como Adorno, considero o exercício acadêmico, se feito como deve, uma forma de arte. Por outro lado, encarar a empreitada de escrever o primeiro livro como estudo é uma forma se colocar em uma posição de humildade que eu acho necessária, que salvo raras exceções (e cito de forma ilustrativa James Joyce) ninguém pode encarar seus primeiros trabalhos como obras primas. Alguns escritores se arrependeram muito de seus primeiros escritos e muitas vezes por verem neles o ranço da prepotência juvenil. Achei que encarar o trabalho dessa forma me ajudaria a encontrar o tom apropriado para a minha estréia na literatura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já a "Leveza" eu pesquei do primeiro capítulo de "Seis propostas para o novo milênio" de Italo Calvino (Cia. das Letras), pois eu fiquei apaixonado pelo conceito que ele trata. Eu acho que falta o olhar sobre a leveza em nossa literatura e o pesadume está presente em exagero. Claro que quando vamos fazer um estudo sobre a leveza, o pesadume está presente até como contraposição necessária. Mas é sobre a leveza que eu me debrucei ao escrever sempre. E digo isso por que eu acho que a arte enquanto "choque" está esgotada, nada mais choca as pessoas. Nós batemos palmas a exercícios de sadismos culturais, como são os "realities show" ou alguns programas de pretensa comédia. O mundo cão não pertence mais à arte como forma de chocar, mas à nossa cultura popular. A arte é dialética, ou seja, é necessária a contaposição àquilo que diagnosticamos como estabelecido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Montar um livro de contos é sempre tarefa complicada: às vezes é difícil de dar uma unidade ao livro. Como foi esta tarefa para você? Que direção tomou?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
R: Com certeza. Eu demorei três anos entre escrever o primeiro conto e ver o "Estudos sobre a Leveza" publicado. Existe um trabalho intenso de escrever, revisar, reescrever, colher opiniões, escrever, revisar, reescrever. Eu já escrevi um texto no meu blog em que eu dizia que não escrever (ou seja tudo aquilo que não seja efetivamente criar) é tão importante quanto escrever.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para esse livro eu parti de um conjunto de 30 contos e alguns simplesmente não se encaixavam na proposta, mesmo sendo contos que foram elogiados ou que eu gostava muito. Depois que fechei esse universo que se encaixava na idéia título do livro, reli com cuidado, depois pedi para uma amiga com experiência fazer a revisão do texto. Quando achei que poderia apresentá-los, mandei para um amigo escritor com mais experiência e pedi uma leitura crítica, que trouxe sugestões essenciais. Ou seja, depois de trabalhar bastante no texto pude encará-lo como obra pronta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo esse processo requer paciência e humildade, pois temos que ter a sabedoria de aceitar sugestões e mudificar aquilo que escrevemos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Você tem algum conto ou conjunto de contos favorito no livro?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
R: É muito difícil dizer se há um conto favorito. Existem contos com os quais tenho uma relação emocional, como "Os Vermelhos" ou "Cheiro de Café Quente", pois foram os primeiros que escrevi. Existem outros em que acho que acertei em cheio na minha proposta, como "Punctum e Fiaba", que é uma fábula a meu próprio modo, e "Mandala de Areia", no qual acredito que melhor adeqüei forma, técnica e conteúdo. Por outro lado existem contos em que acho que fui longe e rompi com meus próprios padrões como "Abstrato!" e "Trinta e Três Rotações" que têm elementos oníricos. Por fim, existe dois que costumam agradar as pessoas e por isso mesmo acabo me afeiçoando a eles que são "Barulho Seco" e "Inesperado Gol". Como você pode ver, é muito difícil escolher, então prefiro que você e os outros leitores escolham e me contem os favoritos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Quais os contistas que você mais admira? Acha que algum deles influenciou sua obra? E como?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
R: Eu acho que essa uma pergunta que devemos dividir em duas partes. A primeira é falar dos grandes clássicos da literatura, como Machado, Tchekov, Guimarães, Hemmingway, entre tantos outros. Acho que aprendi a escrever na forma curta com Tchekov, essa busca pelo impacto com poucas palavras, a objetividade e a ironia (que eu encontro também em Machado). Com Hemmingway aprendi especialmente com os contos "Colinas como elefantes Brancos" e "Os Assassinos" em quais aprendi a importância daquilo que não é dito. Talvez na literatura seja mais importante o que não dizemos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A segunda parte está em escritores fora do cânone tradicional, que acabam sendo aqueles escritores por quem temos especial afinidade. Nesse caso posso citar alguns também, como Otto Lara Resende (que poucos conhecem como contista), o catalão Quim Monzó, minha amiga Suzana Montoro, entre outros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Pode nos falar um pouco sobre as dificuldades enfrentadas pelos novos autores no Brasil?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
R: Acho muito fácil entrar na ladainha que é difícil publicar um livro no Brasil. Publicar um livro no Brasil até que é fácil, existem muitas editoras (algumas piratas, outras idôneas) que publicam mediante o pagamento por parte do autor. As livrarias estão repletas desses livros, alguns que nem imaginamos. Graciliano Ramos bancou uma de suas obras (não me recordo qual), e seu editor foi o grande José Olympio. Existem outras pequenas editoras que trabalham com pequenas tiragens e em breve teremos métodos que facilitarão a publicação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O difícil é estabelecer uma carreira literária de respeito. E claro, para isso queremos publicar com as grandes editoras. E precisa ser difícil, quando pegamos um livro de uma editora que admiramos, com ela está seu padrão de qualidade, ali está o trabalho de uma dezena ou mais de profissionais que dedicaram anos de estudos na arte de confecção de um livro. Dentre esses profissionais está o escritor que é força motriz desse engenho que é editar uma obra literária. Eu estou percorrendo um caminho de muito investimento pessoal, assim como todos escritores que admiro, é difícil? Sim, mas você prefere ter um médico, advogado, publicitário, engenheiro que se dedicou a conhecer sua área ou ou um inexperiente? Com escritor é a mesma coisa. É difícil? Sim, mas assim separamos o joio do trigo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Talvez eu seja meio duro até com alguns amigos. Mas existem muitos aspirantes a escritor querem as coisas de mão beijada, mas isso é uma doença de minha geração, que não sabe lidar com as frustrações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;A Editora Multifoco tem se esforçado muito para encontrar novos talentos. Como foi sua recepção pela editora? E como os livros são comercializados?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
R: A Multifoco encontrou uma maneira aparentemente eficiente de explorar esse mercado. Esse trabalho está, junto com outras editoras, movimentando o mundo literário e isso é muito bom. Meu contato com eles foi sempre positivo, principalmente por entender a regra do jogo. O negócio deles é uma parceria de esforços entre o escritor e a editora. Nisso o escritor tem de entender que o reconhecimento é algo para ser conquistado com esforço. Meu livro não está nas prateleiras das livrarias, mas é um passo para eu conquistar esse espaço. Assim, fica um pouco difícil eu ter um leitor acidental, porém, eu estou certo que de alguma forma eu já conquistei cada um dos meus leitores antes de ler meu livro, por meus esforços.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Meu livro hoje só vendido na minha mão, a próxima tiragem deve ser vendida tanto pelo site da Multifoco como na minha mão. Acho legal essa relação direta com o leitor por que aproxima os dois e o livro não vira mero artigo de luxo em sua estante. Mas, reforço, exige dedicação do autor. O reconhecimento, espero, será fruto desse esforço.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4276701444246103810-6800535339127621538?l=www.napontadoslapis.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/YnFY/~4/OFaUH3mYmTs" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.napontadoslapis.com.br/feeds/6800535339127621538/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4276701444246103810&amp;postID=6800535339127621538&amp;isPopup=true" title="16 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4276701444246103810/posts/default/6800535339127621538?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4276701444246103810/posts/default/6800535339127621538?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/YnFY/~3/OFaUH3mYmTs/novos-autores-estudos-sobre-leveza-de.html" title="[Novos Autores] Estudos sobre a leveza, de Fernando Torres" /><author><name>Leonardo Schabbach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02738436794671507187</uri><email>leoschabbach@gmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="08876438529145312470" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_-f6TSl24ads/S4ShpJUOjpI/AAAAAAAAAFk/aO7ntHdBpRw/s72-c/Capa+Fernando+T_frente.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">16</thr:total><feedburner:origLink>http://www.napontadoslapis.com.br/2010/02/novos-autores-estudos-sobre-leveza-de.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DkYHSXg-fip7ImA9WxBVF0o.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4276701444246103810.post-5754098341473983908</id><published>2010-02-21T14:42:00.000-03:00</published><updated>2010-02-21T14:42:18.656-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-02-21T14:42:18.656-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Poemas" /><title>Pontos de Parada (Poema)</title><content type="html">Quem não precisa parar?&lt;br /&gt;
Há momentos em que já não há mais fôlego.&lt;br /&gt;
A insistência em continuar&lt;br /&gt;
é um droga moderna:&lt;br /&gt;
o ópio do povo.&lt;br /&gt;
&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;
Sequer conseguimos escutar,&lt;br /&gt;
mas queremos sempre ouvir,&lt;br /&gt;
o tempo todo,&lt;br /&gt;
nem que seja o som de uma buzina.&lt;br /&gt;
Aquele incessante barulho do trabalhar,&lt;br /&gt;
que já nem notamos:&lt;br /&gt;
a marcha fúnebre de uma alma criativa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E triste é a sina de quem não tem descanso,&lt;br /&gt;
daquele que não tem onde se apoiar.&lt;br /&gt;
É como andar a vida inteira manco&lt;br /&gt;
sem saber como viver&lt;br /&gt;
e sem ter tempo para pensar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Nota:&lt;/b&gt; Fiquei muito na dúvida de colocar ou não este poema aqui. Às vezes eu leio e acho que ficou muito bom, às vezes acho que ficou muito ruim. Pedi a opinião de algumas pessoas que acho que têm um bom gosto para literatura e o feedback foi positivo, então resolvi postar. É um poema que por muito pouco não joguei fora, num dos momentos em que li e não gostei do resultado. Bom, veremos o que vocês acham.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4276701444246103810-5754098341473983908?l=www.napontadoslapis.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/YnFY/~4/Jzh7YF-2x8A" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.napontadoslapis.com.br/feeds/5754098341473983908/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4276701444246103810&amp;postID=5754098341473983908&amp;isPopup=true" title="4 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4276701444246103810/posts/default/5754098341473983908?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4276701444246103810/posts/default/5754098341473983908?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/YnFY/~3/Jzh7YF-2x8A/pontos-de-parada-poema.html" title="Pontos de Parada (Poema)" /><author><name>Leonardo Schabbach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02738436794671507187</uri><email>leoschabbach@gmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="08876438529145312470" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">4</thr:total><feedburner:origLink>http://www.napontadoslapis.com.br/2010/02/pontos-de-parada-poema.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DEMER3w6cSp7ImA9WxBVFUU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4276701444246103810.post-2044452107969566550</id><published>2010-02-19T11:33:00.000-02:00</published><updated>2010-02-19T11:33:26.219-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-02-19T11:33:26.219-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Outros Autores" /><title>Publique seu conto ou poema</title><content type="html">Desde que decidi utilizar o espaço do blog para entrevistar novos autores, falar sobre &lt;a href="http://www.napontadoslapis.com.br/search/label/Mercado%20Editorial?max-results=8"&gt;&lt;b&gt;mercado editorial&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; e coisas que envolviam a publicação, fui perguntado algumas vezes se dentro desta iniciativa autores não publicados também teriam espaço. É claro que sim. Tanto que as postagens sobre mercado editorial muitas vezes terão o intuito de ajudar o autor iniciante a buscar espaço nas editoras e nas prateleiras. Agora, inspirado pelo projeto de &lt;a href="http://serescoletivos.com/"&gt;&lt;b&gt;blog coletivo&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; da &lt;b&gt;&lt;a href="http://twitter.com/gisellezamboni"&gt;@gisellezamboni&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;, também resolvi tentar arriscar uma outra iniciativa: postar contos e poemas de outros aqui no blog. Creio ser algo que só trará bons frutos.&lt;br /&gt;
&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;
Entretanto, aviso como funcionará o processo inicialmente. Como ainda não sei a quantidade de textos que irei receber, pretendo postar sem nenhuma obrigação com periodicidade. Irei receber os contos e poemas e publicarei quando achar que combinam com o que vem sendo colocado no blog. Isto significa dizer que, mesmo que seu texto seja muito bom, pode acabar não sendo publicado, a escolha realmente terá como principal objetivo a qualidade, mas envolverá diversos outros fatores também.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Espero que gostem da iniciativa e, a quem tiver uma idéia boa para um nome, por favor, indicar. Por enquanto deixarei com o marcador &lt;a href="http://www.napontadoslapis.com.br/search/label/Outros%20Autores?max-results=8"&gt;&lt;b&gt;Outros Autores&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;, mas se alguém tiver um nome mais criativo e interessante, favor deixar nos comentários. Espero que tenham gostado da iniciativa e que ajudem a divulgá-la!! Caso eu receba realmente uma quantidade grande de bons textos, pode ser que eu decida postá-los com uma periodicidade demarcada (uma ou duas vezes por semana).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt; &lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Publique seu conto ou poema&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Se quiser enviar seu conto ou poema, encaminhar para o e-mail &lt;a href="mailto:leoschabbach@uol.com.br"&gt;&lt;b&gt;leoschabbach@uol.com.br&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; (só receberá textos, nada mais). Coloque também na mensagem links para o perfil do twitter (se tiver) e para seus blogs. Ainda aceito que enviem uma biografia de não mais de 5 linhas no word para acompanhar o texto.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4276701444246103810-2044452107969566550?l=www.napontadoslapis.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/YnFY/~4/RYo4eOVC-7o" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.napontadoslapis.com.br/feeds/2044452107969566550/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4276701444246103810&amp;postID=2044452107969566550&amp;isPopup=true" title="7 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4276701444246103810/posts/default/2044452107969566550?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4276701444246103810/posts/default/2044452107969566550?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/YnFY/~3/RYo4eOVC-7o/publique-seu-conto-ou-poema.html" title="Publique seu conto ou poema" /><author><name>Leonardo Schabbach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02738436794671507187</uri><email>leoschabbach@gmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="08876438529145312470" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">7</thr:total><feedburner:origLink>http://www.napontadoslapis.com.br/2010/02/publique-seu-conto-ou-poema.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;AkUAQXszcSp7ImA9WxBUF0w.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4276701444246103810.post-6607974888992351618</id><published>2010-02-16T11:44:00.002-02:00</published><updated>2010-03-04T12:57:20.589-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-03-04T12:57:20.589-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Contos" /><title>Donatelo, o escritor - A poltrona verde</title><content type="html">&lt;b&gt;Nota:&lt;/b&gt; esta é a continuação da série reiniciada aqui &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.napontadoslapis.com.br/2009/11/donatelo-o-escritor-o-melhor-livro-do.html"&gt;Donatelo, o escritor&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; (clique para ver o primeiro conto). Se alguém acompanha o blog desde tempos mais remotos, talvez se lembre deste texto, a idéia é parecida, embora ele tenha sido reescrito do zero.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todos os dias, sem exceções, Donatelo se sentava em sua poltrona verde para olhar o movimento da rua pela janela. E ficava ali, por 131 pessoas. Não importava se teria de esperar horas ou apenas alguns minutos. Sentava-se rigorosamente até que um total de 131 pessoas atravessassem a sua janela. O tempo é uma contagem arbitrária, dizia Donatelo, eu posso medi-lo como quiser, é uma simples questão de escolha.&lt;br /&gt;
&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;
Sua mulher reclamava. Estava acostumada aos seus hábitos estranhos, mas este particularmente a irritava.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Não acredito que ainda está sentado nesta poltrona velha! Se demorar muito, seu café irá esfriar. Vê se toma juízo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Donatelo a ignorava, não podia desviar os olhos da janela a sua frente; as pessoas passavam muito rápido. Trinta e nove... quarenta. Era impressionante. O seguinte sempre parecia mais apressado do que o anterior. Sessenta e seis... sessenta e sete. Às vezes até mesmo os carros pareciam mais lentos do que os pedestres; isso quando não passavam buzinando e tiravam a atenção de qualquer outra coisa. Mas Donatelo não podia se distrair. Oitenta três... oitenta e quatro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma mulher tropeçou em uma pedra da calçada e caiu. Ninguém notou, ou pelo menos preferiram ignorar; tinham compromissos. Donatelo quase se levantou. Cento e três... cento e quatro. Depois, lembrou-se de sua contagem, não podia sair dali.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A mulher ainda não se movera, talvez tivesse se machucado seriamente. Cento e dez... cento e onze. As pessoas passavam como se ela fosse invisível. Pelas variadas expressões, só deviam enxergar dívidas, compromissos, dúvidas; talvez precisassem de óculos, ou de uma nova forma de contar o tempo, como ele felizmente tinha. Cento e vinte... cento e vinte e um. A mulher levantou, tirou o pó das roupas e foi embora. Sequer se sentira embaraçada, tinha certeza de que ninguém notara o seu tombo, era sempre assim: nunca tinham lhe desejado saúde.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Donatelo sorriu. Centro e trinta e um. Decidiu escrever sobre o que tinha acontecido, tinha ficado muito chocado com o comportamento das pessoas: como poderiam ter ignorado a mulher? Muito angustiado, pegou o seu caderno e anotou com detalhes tudo o que tinha percebido, como sempre fazia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Bom... agora que já anotei tudo em meu caderno, posso finalmente esquecer do assunto! – exclamou ele enquanto se dirigia à cozinha para tomar o seu café.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4276701444246103810-6607974888992351618?l=www.napontadoslapis.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/YnFY/~4/FuRXAdi0iR0" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.napontadoslapis.com.br/feeds/6607974888992351618/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4276701444246103810&amp;postID=6607974888992351618&amp;isPopup=true" title="3 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4276701444246103810/posts/default/6607974888992351618?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4276701444246103810/posts/default/6607974888992351618?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/YnFY/~3/FuRXAdi0iR0/donatelo-o-escritor-poltrona-verde.html" title="Donatelo, o escritor - A poltrona verde" /><author><name>Leonardo Schabbach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02738436794671507187</uri><email>leoschabbach@gmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="08876438529145312470" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">3</thr:total><feedburner:origLink>http://www.napontadoslapis.com.br/2010/02/donatelo-o-escritor-poltrona-verde.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUMHQHk5eSp7ImA9WxBVEks.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4276701444246103810.post-5007201189994815628</id><published>2010-02-14T12:49:00.002-02:00</published><updated>2010-02-15T17:50:31.721-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-02-15T17:50:31.721-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Matérias sobre literatura" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Novos Autores" /><title>Resultados da promoção do livro "A Filha do Livreiro", de Marcela Tagliaferri</title><content type="html">Hoje divulgo os resultados da promoção trazida na &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.napontadoslapis.com.br/2010/02/novos-autores-filha-do-livreiro-marcela.html"&gt;entrevista com Marcela Tagliaferri &lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;(no twitter, &lt;a href="http://twitter.com/mar_tagliaferri"&gt;&lt;strong&gt;@mar_tagliaferri&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;), autora do livro "A Filha do Livreiro". Primeiro, agradeço a participação de todos. Tanto a promoção quanto a postagem foram um sucesso e tudo isso se deve também ao esforço dos leitores em ajudar a divulgar novos autores.&lt;br /&gt;
&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;
Aos que se interessaram pela história, sugiro que não deixem de conferir o livro, digo, comprá-lo. Para que valorizemos os autores nacionais, é preciso também que mudemos um pouco nossa mentalidade. Precisamos sugerir os livros de novos autores que gostamos para outras pessoas, dá-los de presente, enfim, tratarmos eles com o mesmo respeito que tratamos os livros dos autores consagrados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O livro da Marcela está esgotado na Saraiva, mas há sites de outras grandes livrarias que também disponibilizam ele. Aconselho que entrem no site da autora ou em contato com ela mesma para saber mais. &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.marcelatagliaferri.com/"&gt;Confira o site oficial aqui&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;(segue também o link para compra na &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.7letras.com.br/catalogo/index.php"&gt;editora 7Letras&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; e também na &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.livrariamartinseditora.com.br/descricao.asp?cod_livro=AV0586"&gt;loja da Martins Fontes&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;). Como parte deste projeto, pretendo não só resenhar e trazer mais novos autores, como entrevistar algumas editoras que têm o objetivo de valorizar novos talentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agora, sem mais delongas. A frase escolhida pela própria escritora foi a do &lt;a href="http://twitter.com/crosshackl"&gt;&lt;strong&gt;@crosshackl&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt; Em breve entrarei em contato para fazer a entrega.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Quem disse que as histórias de ficção são meras invenções? Quando um bom livro aporta em nossas mãos, vem com ele, em cada página, a certeza de que a imaginação e criatividade são reais e a dúvida se um enredo assim acontece de verdade. E porque não. Quando um bom livro de ficção cai em minhas mãos, a única coisa que eu sei é que adoraria fazer parte da sua história. É pra isso que os livros existem.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4276701444246103810-5007201189994815628?l=www.napontadoslapis.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/YnFY/~4/UKbtvX5o1Hc" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.napontadoslapis.com.br/feeds/5007201189994815628/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4276701444246103810&amp;postID=5007201189994815628&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4276701444246103810/posts/default/5007201189994815628?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4276701444246103810/posts/default/5007201189994815628?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/YnFY/~3/UKbtvX5o1Hc/resultados-da-promocao-do-livro-filha.html" title="Resultados da promoção do livro &quot;A Filha do Livreiro&quot;, de Marcela Tagliaferri" /><author><name>Leonardo Schabbach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02738436794671507187</uri><email>leoschabbach@gmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="08876438529145312470" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.napontadoslapis.com.br/2010/02/resultados-da-promocao-do-livro-filha.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0UNSH8-cCp7ImA9WxBbFEw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4276701444246103810.post-3602832330439083150</id><published>2010-02-12T14:36:00.005-02:00</published><updated>2010-03-12T14:34:59.158-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-03-12T14:34:59.158-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Mercado Editorial" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Dicas para escritores" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Matérias sobre literatura" /><title>Como ser publicado? Como se tornar escritor? Trabalho... trabalho... trabalho...</title><content type="html">Além das entrevistas com novos autores e editoras que estou planejando, pretendo também trazer informações no blog a quem ainda quer &lt;b&gt;publicar o primeiro livro&lt;/b&gt;, trazer reflexões sobre o &lt;b&gt;mercado editorial&lt;/b&gt; e também sobre o processo da escrita. Por este motivo, resolvi falar nas postagens iniciais sobre o trabalho que dá ser escritor: não só pelo processo de criação, mas também pelo fato de termos de correr atrás de editoras e, especialmente, de precisarmos brigar para conseguir espaço nas livrarias e no mercado, vender é muito difícil.&lt;br /&gt;
&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;
Publicar, como falei, talvez já não seja tão complicado, até pelo surgimento da impressão digital, que permite aos autores disponibilizar suas obras online em sites como o &lt;a href="http://clubedeautores.com.br/"&gt;&lt;b&gt;Clube de Autores&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; e o&lt;a href="http://www.bookess.com/"&gt;&lt;b&gt; Bookess&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; e vendê-las sob demanda: o livro somente é impresso quando alguém faz a compra. Já a publicação por editoras comerciais continua muito difícil, mas surgem no mercado algumas soluções interessantes, gente que aposta em novos autores, como a Editora Multifoco (&lt;a href="http://www.napontadoslapis.com.br/2010/03/multifoco-uma-editora-que-publica-novos.html"&gt;&lt;b&gt;leia entrevista sobre ela aqui&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;), a Novo Século e a já mais conhecida 7Letras; mas deixarei para falar disso em outra postagem. Ainda assim, conseguir ser publicado dá trabalho. Não basta enviar o livro para que as editoras analisem, é preciso tentar fazer contatos, arrumar um bom agenciamento literário, enfim, procurar vários meios diferentes de chamar a atenção do mercado, formas de colocar a sua obra realmente na mão dos editores, pois o método tradicional de enviar os originais para análise é muito pouco efetivo neste sentido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, para que você se sinta confortável em correr atrás da maneira como falei, é necessário que você esteja certo de que tem um bom livro nas mãos, de que produziu uma obra de real qualidade (&lt;a href="http://www.napontadoslapis.com.br/2010/03/importancia-dos-blogs-para-escritores.html"&gt;&lt;b&gt;um blog pode ajudar nisso, leia aqui um artigo sobre&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;). Novamente, a palavra trabalho volta à cena. Escrever é um processo trabalhoso. Exige muitas etapas. Primeiro precisamos pensar no que iremos criar, inventar os detalhes da história, pesquisar muito em alguns casos (romances policiais e históricos, ficção científica). Então vem a parte mais difícil: escrever, e depois reler, corrigir, saber ser impiedoso com o próprio texto de modo a deixá-lo pronto, de modo a torná-lo uma obra realmente boa. Falo isso, porque vejo muitas pessoas reclamarem da dificuldade em publicar um livro, mas, quando dou uma olhada no que elas fizeram, logo percebo que falta ali um pouco de preocupação, de comprometimento com a qualidade da escrita e da obra que produzem. Nestes casos, é realmente quase impossível de conseguir uma publicação comercial, afinal, para alguém resolver apostar em um novo escritor, é preciso que o livro seja muito bom, muito bem escrito e, infelizmente, essa é a parte ruim, comercialmente viável. Na realidade, das duas uma: ou os editores acham que seu livro dará lucro, ou resolvem apostar nele por acharem que ele trará benefícios à reputação da editora (o que os faria apostar em livros não tão lucrativos assim).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enfim, como eu disse, ser escritor dá trabalho, exige não só um esforço muito grande da pessoa como uma confiança altíssima no que faz; confiança que deve chegar ao ponto de ela estar disposta até a gastar dinheiro para fazer seu nome, como se estivesse investindo em uma empresa que daria lucro no futuro, mas isso fica também para outra postagem, a de hoje é mais sobre a penosa vida dos escritores. Isso porque, depois de termos batalhado muito para finalizarmos a obra, criarmos um livro de real qualidade e conseguirmos uma boa editora, inicia-se a parte mais complicada: se manter no mercado, conquistar seu espaço; é preciso vender.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como todos sabem, no Brasil existem poucas livrarias, o que significa que há pouco espaço nas vitrines. Convenhamos, dificilmente um autor novo conseguirá os espaços mais destacados. Mesmo autores da Record, a maior editora do país, costumam ficar não mais do que algumas semanas em exposição, pois logo são trocados por novas obras a serem expostas. Imagine, então, um autor desconhecido que foi publicado por uma editora de médio/pequeno porte. É, isso mesmo: vender é complicadíssimo. O escritor precisa, após ter realizado o seu sonho de publicar, continuar trabalhando; precisa correr atrás de ainda mais contatos, tentar aparecer na internet, oferecer seu livro a formadores de opinião, tentar descolar entrevistas e etc... etc... etc... Ou seja, quer ser escritor? Quer mesmo? Então, amigo, prepara-se para trabalhar, e muito!!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Nota:&lt;/b&gt; Tratei de muitas questões diferentes neste texto, aviso apenas que em futuras postagens pretendo aprofundar muitas dos pontos que trouxe hoje. É claro que seria difícil falar profundamente de tudo que citei acima, até porque isso tornaria a postagem pesada demais para a leitura; ficaria gigante. Por fim, espero que tenham gostado das dicas e que dividam pelos comentários as suas opiniões.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4276701444246103810-3602832330439083150?l=www.napontadoslapis.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/YnFY/~4/eWhcaY8E4_8" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.napontadoslapis.com.br/feeds/3602832330439083150/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4276701444246103810&amp;postID=3602832330439083150&amp;isPopup=true" title="11 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4276701444246103810/posts/default/3602832330439083150?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4276701444246103810/posts/default/3602832330439083150?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/YnFY/~3/eWhcaY8E4_8/como-ser-publicado-como-se-tornar.html" title="Como ser publicado? Como se tornar escritor? Trabalho... trabalho... trabalho..." /><author><name>Leonardo Schabbach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02738436794671507187</uri><email>leoschabbach@gmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="08876438529145312470" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">11</thr:total><feedburner:origLink>http://www.napontadoslapis.com.br/2010/02/como-ser-publicado-como-se-tornar.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CU8NQn0zfip7ImA9WxBUFU0.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4276701444246103810.post-721837768248495781</id><published>2010-02-11T14:55:00.003-02:00</published><updated>2010-03-02T01:24:53.386-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-03-02T01:24:53.386-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Concursos Literários" /><title>[Antologia] - Cruzada, Contos Medievais</title><content type="html">É bom que todo o autor que quer ser publicado participe de antologias, publique uma ou outra coisa para reforçar o seu currículo. Claro que isso não é requisito obrigatório, mas não há dúvidas de que participações neste tipo de livros podem ajudar o autor a fazer seu nome e também contatos. Neste sentido, venho divulgar a vocês um concurso de &lt;b&gt;Contos Medievais&lt;/b&gt;. Como disse anteriormente, na internet, se nos dispomos a fazer um trabalho legal, um monte de gente aparece para ajudar (tudo bem, tudo bem, alguns também surgem para atrapalhar). Uns dias atrás falei aqui sobre &lt;a href="http://www.napontadoslapis.com.br/2010/02/um-reality-show-para-escritores.html"&gt;&lt;b&gt;um Reality Show para escritores&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; por indicação da &lt;b&gt;&lt;a href="http://twitter.com/marilialia"&gt;@marilialia&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;, hoje, falo deste concurso que me foi apontado pela &lt;a href="http://twitter.com/tykkaa"&gt;&lt;b&gt;@tykkaa&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;
Trata-se de uma iniciativa das escritoras Monica Sicuro ( Fiat 1, 2 e 3) e Georgette Silen ( O Grimoire dos Vampiros e Ufo - Contos não Identificados) que será publicada pelo selo Anthology da Editora Multifoco. Para quem não sabe, a Multifoco é uma editora nova, com boa qualidade, que vem apostando muito em novos autores. Inclusive, pretendo entrar em contato com eles e entrevistá-los para apresentá-los devidamente no blog, afinal, é algo que pode interessar a futuros escritores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Particularmente, não sei como funcionará esta antologia; isso significa dizer que não sei se todos os custos serão cobertos pelo selo editorial, se os selecionados precisarão se comprometer a vender exemplares (coisa bem comum) ou se haverá qualquer tipo de obrigação financeira. Sei que é uma boa editora, e para quem tem contos medievais é uma boa oportunidade. (&lt;b&gt;editado:&lt;/b&gt; conforme podem ler nos comentários, o concurso é excelente mesmo: cada autor recebe 15 exemplares para vender por consignação e, caso não consigam o feito, devolvem os livros sem ter prejuízo algum!!)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se quiserem saber mais informações, sugiro que contactem as escritoras que irão organizar a antologia. Você pode encontrá-las&lt;a href="http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=98308155"&gt;&lt;b&gt; na comunidade do Orkut sobre o concurso&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; e pode checar o regulamento também &lt;a href="http://cruzadacontosmedievais.blogspot.com/"&gt;&lt;b&gt;neste blog&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4276701444246103810-721837768248495781?l=www.napontadoslapis.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/YnFY/~4/51Mhridh6L0" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.napontadoslapis.com.br/feeds/721837768248495781/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4276701444246103810&amp;postID=721837768248495781&amp;isPopup=true" title="10 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4276701444246103810/posts/default/721837768248495781?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4276701444246103810/posts/default/721837768248495781?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/YnFY/~3/51Mhridh6L0/antologia-cruzada-contos-medievais.html" title="[Antologia] - Cruzada, Contos Medievais" /><author><name>Leonardo Schabbach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02738436794671507187</uri><email>leoschabbach@gmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="08876438529145312470" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">10</thr:total><feedburner:origLink>http://www.napontadoslapis.com.br/2010/02/antologia-cruzada-contos-medievais.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0ENQHo8fyp7ImA9WxBbEEo.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4276701444246103810.post-2228054660009955928</id><published>2010-02-09T12:48:00.019-02:00</published><updated>2010-03-08T15:08:11.477-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-03-08T15:08:11.477-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Matérias sobre literatura" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Novos Autores" /><title>[Novos Autores] - A filha do livreiro, Marcela Tagliaferri</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Inicio aqui o projeto de ajudar a &lt;a href="http://www.napontadoslapis.com.br/2010/02/mercado-editorial-apoio-novos-autores.html"&gt;&lt;b&gt;divulgar novos e bons autores nacionais&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;. Hoje, segue a resenha do livro “A filha do livreiro” de Marcela Tagliaferri (&lt;a href="http://www.twitter.com/mar_tagliaferri"&gt;&lt;b&gt;@mar_tagliaferri&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;), da editora 7Letras. Vocês poderão conferir também uma entrevista com a autora e concorrer a um exemplar do livro. Quem se interessar, pode encontrá-lo no &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.marcelatagliaferri.com/"&gt;site da autora&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; ou nos de grandes livrarias, como a &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.livrariasaraiva.com.br/"&gt;Saraiva&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; (&lt;b&gt;editado:&lt;/b&gt; felizmente, afinal é uma boa notícia, os exemplares da Saraiva já se esgotaram; é possível comprar o livro na &lt;a href="http://www.livrariamartinseditora.com.br/descricao.asp?cod_livro=AV0586"&gt;&lt;b&gt;Martins Fontes&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; ou no site da &lt;a href="http://www.7letras.com.br/catalogo/index.php"&gt;&lt;b&gt;7Letras&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;). Leiam a postagem com atenção e participem! &lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://schabbach.com.br/livro.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://schabbach.com.br/livro.jpg" width="176" /&gt;&lt;/a&gt;O livro começa com a morte da personagem principal, Ana Clara, a filha de uma família de livreiros até então formada por filhos únicos. Na cidade de Libertazul (um Rio de Janeiro mítico, como descreve a autora – uma cidade apaixonante entre o mar e a montanha onde todos amam a literatura; lembrou-me um pouco Paraty na época da FLIP), a expectativa em torno de Ana Clara era grande, todos achavam que ela seria a melhor dentre todos os livreiros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O crime acontece. A história começa com o sofrimento e a confusão do marido. É preciso saber quem assassinou Ana Clara. Nesse clima de mais agonia, a autora apresenta uma “sala secreta” e mais alguns mistérios que vão envolvendo o leitor e, conforme a confusão inicial se desfaz, ele começa a compreender as personagens e fica curioso para saber o que de fato aconteceu. A grande sacada é que o livro, pouco a pouco e de maneira natural, deixa de ser sobre o mistério da morte de Ana clara e passa a falar sobre a cidade de Libertazul, a família dos livreiros, os romances e, principalmente, a relação entre as personagens e as histórias de ficção. Sem sombra de dúvida, quem gostar realmente de literatura – ainda mais aqueles que também escrevem – vai se envolver com o livro, vai se conectar com a história e passar a refletir sobre o prazer da leitura, sobre o encantamento de uma boa história ficcional. Eu, particularmente, gostei muito da obra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Alguns detalhes mais técnicos.&lt;/b&gt; Até para avisar aos leitores do blog que pretendem comprar o livro, falarei de alguns pontos mais específicos da obra. Como disse na resenha, ela começa um pouco confusa, a leitura causa uma certa agonia: isso se deve a escolha da autora pela narração no presente – somente no início, depois há flashbacks e o tempo narrativo faz a diferenciação do que é presente e do que é passado para nós – e dos sucessivos períodos curtos. Mas claro, esta agonia e também confusão se dá por uma opção estética, para mostrar o sofrimento do marido, a perplexidade de toda Libertazul. Apenas faço este aviso aqui, pois algumas pessoas, neste início, podem se sentir incomodadas e desanimar da leitura; outras irão achar as páginas iniciais simplesmente fantásticas. O fato é, continue lendo e logo o mistério irá lhe envolver e, quando todo o clima acelerado do início do livro tiver passado, a história explodirá de vez.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A partir do capítulo que se inicia na página 42, um capítulo que considerei excelente, a autora nos leva a conhecer a história de Libertazul, a história da família de livreiros, romances e, como mencionado, mostra-nos o poder que podem ter os livros. Portanto, aconselho àqueles que não acharem as primeiras páginas do livro tão tentadoras a continuar, pois definitivamente não irão se arrepender.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Concorra a um exemplar do livro&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Decidi fazer a promoção de “A filha do livreiro” utilizando não só o blog como também o twitter, de modo a dar maior visibilidade a autora. Leiam com atenção como participar e concorrer a um exemplar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Após lerem a resenha e a entrevista, postem seus comentários normalmente e, no final, acrescentem um parágrafo de no máximo umas &lt;b&gt;Cinco&lt;/b&gt; linhas (no Word) dizendo qual a importância de um bom livro de ficção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Para validar a sua frase, poste no twitter a seguinte mensagem: &lt;b&gt;RT @leoschabbach Concorra a um exemplar do livro “A filha do livreiro” de nossa entrevistada Marcela Tagliaferri - http://migre.me/jpDy&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei que nem todos possuem twitter, mas quem sabe a promoção não os estimula a fazer um. Infelizmente, é mais interessante que o concurso seja feito desse modo, pois assim mais gente lerá sobre a obra da autora. &lt;b&gt;Vocês podem enviar frases até a meia-noite do próximo sábado&lt;/b&gt;. A melhor frase será escolhida (tentarei pedir para que a própria autora o faça) e revelada no domingo. &lt;b&gt;Não esqueçam de colocar no comentário o seu nick no twitter, para eu poder identificá-lo(a): exemplo, o meu, @leoschabbach.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;ENTREVISTA COM A AUTORA&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Como foi o processo de criação e produção do livro "A filha do livreiro"?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;R: Eu levei três anos para escrevê-lo. A ideia partiu de um confronto entre policias e traficantes na Rocinha, em que morreu uma mulher jovem, de bala perdida. O que me deu vontade de escrever sobre a perda de uma pessoa, repentinamente. Falar sobre o sofrimento de quem fica, do marido, no caso. Conforme a personagem foi sendo criada, as histórias surgiram e vieram outros personagens. O que mudou o rumo do que eu pretendia. Surgiu Libertazul, uma cidade mítica, onde o lugar da livraria é o centro da praça. Os caminhos da criação são um mistério, para mim. E muitas vezes caótico, porque você dá vida, mas os personagens possuem vida própria e muitas vezes é impactante. Você não deseja aquele caminho, mas não dá para brigar. A vida não é sua, é do outro. Muitas vezes, você leva uma rasteira deles. Tentei várias editoras e concursos. Mas sempre recebi não. Até que enviei para a 7Letras e o texto foi aprovado. Depois de ter lido uma matéria do Jorge, na revista Megazine do jornal O Globo, em que a discussão era justamente a dificuldade dos novos autores serem editados. E que ele lançava pessoas novas no mercado. Resolvi mandar para a editora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;De onde saiu a idéia da cidade de Libertazul? Se puder, nos fale um pouco sobre ela.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;R: Libertazul é o Rio de Janeiro mítico. O Rio dos meus sonhos. Vargas Llosa (Cartas a um jovem escritor) diz que: “ Ela (a ficção) não é o retrato da história, mas a sua contracapa ou reverso, o que não aconteceu e, precisamente por isso, precisou ser criado pela imaginação e pelas palavras para satisfazer as expectativas que a vida de verdade era incapaz de cumprir (...).”A criação te possibilita tudo. Não há restrição. Adoro essa ideia de liberdade e fantasia. Nada como a imaginação, o encantamento pelas palavras. Libertazul é uma cidade que fica entre o mar e as montanhas, onde as pessoas se sentem à vontade, andam despojadas, cheia de sol e muita chuva também. E que vive entre a livraria e o centro de medicina dos Livres, os fundadores da cidade. E o melhor, sem a violência urbana. A única violência existente fica por conta das negações humanas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Qual você acha que é a principal mensagem do livro?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;R: O livro não tem mensagem. A ficção não é lugar de mensagem. É um território livre. E como dizia Proust: todo leitor é leitor de si mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Quais os seus livros favoritos? Algum deles influenciou a sua obra?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;R:São muitos. Os livros favoritos ficam dentro da literatura, o grande amor da minha vida. Alguns eu falo no livro, como: Cem anos de solidão, Grande sertão veredas, As mil e uma noites. Não há como fugir de Machado de Assis, uma referência da nossa literatura. Falar em influencia é complicado, porque me vejo como parte da história, e ela é construída pelos clássicos, o passado, e pelos contemporâneos. Sei que sou uma escritora do século XXI. Recebo influencia de tudo. E não só da literatura como também das artes plásticas, da dramaturgia, das novas tecnologias. Faço parte da história. E me sinto muito orgulhosa disso. Não existe presente sem passado. Um grande movimento, como a vida: sempre em mutação. Acho bonito isso. E com todas as dores que ela traz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Alguma dica para os autores iniciantes?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;R: Perseverança. É um mercado difícil, principalmente no Brasil, país de não leitores. O principal é muita leitura, não adianta querer escrever sem ler. Isso é fundamental. O escritor se forma através das leituras. E escrever é um processo. Escreve, joga fora, reescreve. Até encontrar o seu lugar, onde você mais se identifica. É importante trocar. E dominar a técnica. Além de estar conectado. Porque escrever é muito solitário e não dá para ficar apenas sozinho. O recolhimento é importante, mas o trabalho precisa ser divulgado. O caminho é muito difícil. Mas irreversível.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4276701444246103810-2228054660009955928?l=www.napontadoslapis.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/YnFY/~4/r6ng8e7s0Bc" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.napontadoslapis.com.br/feeds/2228054660009955928/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4276701444246103810&amp;postID=2228054660009955928&amp;isPopup=true" title="21 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4276701444246103810/posts/default/2228054660009955928?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4276701444246103810/posts/default/2228054660009955928?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/YnFY/~3/r6ng8e7s0Bc/novos-autores-filha-do-livreiro-marcela.html" title="[Novos Autores] - A filha do livreiro, Marcela Tagliaferri" /><author><name>Leonardo Schabbach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02738436794671507187</uri><email>leoschabbach@gmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="08876438529145312470" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">21</thr:total><feedburner:origLink>http://www.napontadoslapis.com.br/2010/02/novos-autores-filha-do-livreiro-marcela.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0QDRX4zeyp7ImA9WxBWFUg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4276701444246103810.post-4506427051992482292</id><published>2010-02-07T13:09:00.000-02:00</published><updated>2010-02-07T13:09:34.083-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-02-07T13:09:34.083-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Poemas" /><title>Rascunhos poéticos (4 poemas)</title><content type="html">Na falta de título melhor, achei que esse caberia. Hoje resolvi dividir várias pequenas poesias com vocês. Mas, devo admitir, eu as chamo de rascunhos, pois elas são uma coisa bem mais solta, sem tanto trabalho, nem preocupação, que eu fiz. Talvez não devesse colocá-las por aqui, pois pode ser que muitos achem elas ruins, afinal, são "quase rascunhos", mas como de vez em quando eu leio e gosto de uma ou outra, decidi dividir com vocês. Veremos quais serão as reações.&lt;br /&gt;
&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Poeminha da Continuidade&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bem, digo-nos, amigos,&lt;br /&gt;
quando a vida apresentar-se impiedosa,&lt;br /&gt;
levemos um dedo de prosa,&lt;br /&gt;
batamos um pouco de bola,&lt;br /&gt;
guardemos, no saco, a viola&lt;br /&gt;
e sigamos por nossas estradas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;A busca&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cada dia,&lt;br /&gt;
de nada em nada,&lt;br /&gt;
preenchemos o vazio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Sem tempo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Olhos marejados...&lt;br /&gt;
corpo cansado...&lt;br /&gt;
Tenho para onde ir?&lt;br /&gt;
Acho que não...&lt;br /&gt;
Sigo sozinho,&lt;br /&gt;
por um árduo caminho.&lt;br /&gt;
Sigo, enfim, sem qualquer direção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cidade é vaga, vazia, injusta...&lt;br /&gt;
Cada hora é um dia, cada dia uma luta.&lt;br /&gt;
Assim nos perdemos,&lt;br /&gt;
nesse tão vasto mundo,&lt;br /&gt;
onde o tempo que temos&lt;br /&gt;
dura nenhum segundo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Sobre um prostíbulo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma puta, por uma hora, cento e vinte reais.&lt;br /&gt;
De segunda a domingo,&lt;br /&gt;
exceto na quarta.&lt;br /&gt;
Na quarta tem promoção.&lt;br /&gt;
Jogada de marketing.&lt;br /&gt;
Duas por setenta, e por uma hora.&lt;br /&gt;
Ah!&lt;br /&gt;
E o chopp é com dose dupla.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4276701444246103810-4506427051992482292?l=www.napontadoslapis.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/YnFY/~4/A61z1TtJW60" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.napontadoslapis.com.br/feeds/4506427051992482292/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4276701444246103810&amp;postID=4506427051992482292&amp;isPopup=true" title="5 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4276701444246103810/posts/default/4506427051992482292?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4276701444246103810/posts/default/4506427051992482292?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/YnFY/~3/A61z1TtJW60/rascunhos-poeticos-4-poemas.html" title="Rascunhos poéticos (4 poemas)" /><author><name>Leonardo Schabbach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02738436794671507187</uri><email>leoschabbach@gmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="08876438529145312470" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">5</thr:total><feedburner:origLink>http://www.napontadoslapis.com.br/2010/02/rascunhos-poeticos-4-poemas.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DUcFRXcycSp7ImA9WxBWE0U.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4276701444246103810.post-3131155299492157129</id><published>2010-02-05T14:20:00.001-02:00</published><updated>2010-02-05T14:23:34.999-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-02-05T14:23:34.999-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Matérias sobre literatura" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Concursos Literários" /><title>Um "Reality Show" para escritores</title><content type="html">Pois é. Aproveitando esta onda de Realities Show que aparecem em todos os cantos e de todas as formas, a Seleções decidiu criar uma competição parecida nas páginas de sua revista. Achei a idéia bem interessante e resolvi compartilhar com vocês no blog para saber o que acham e também por achar que pode ser uma excelente oportunidade para quem está começando a escrever e briga por um espaço no mercado editorial. Interessante ver como na internet quanto mais você divide, mais recebe em troca. Após minha postagem em &lt;a href="http://www.napontadoslapis.com.br/2010/02/mercado-editorial-apoio-novos-autores.html"&gt;&lt;b&gt;apoio aos novos escritores&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;, este concurso literário me foi indicado pela &lt;a href="http://twitter.com/marilialia"&gt;&lt;b&gt;@marilialia&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;, do Twitter.&lt;br /&gt;
&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;
A idéia da Revista Seleções é bem simples. Eles irão selecionar ao todo 10 participantes, levando em consideração algumas linhas que os escritores devem enviar para a revista tendo como base uma história que gostariam de escrever: ou seja, quase como o início de um livro, por assim dizer. Todo o "Reality Show" ocorrerá em 4 etapas, onde os escritores devem produzir novos textos e agradar ao público da Seleções. No final, o vencedor ganha um notebook e os três outros participantes que chegaram à final junto com ele levam um smartphone.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enfim, parece-me uma idéia bem interessante. É de fato um concurso a ser considerado. É também uma idéia bem mais agradável a mim do que muitas das idéias de "Reality Show" que vejo por ai. Fica a dica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://www.selecoes.com.br/aprendiz_de_escritor.asp"&gt;&lt;b&gt;Clique aqui para saber mais informações a respeito da competição &lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Veja ainda no site outra postagem com mais informações sobre&lt;b&gt; &lt;a href="http://www.napontadoslapis.com.br/2009/07/concursos-literarios-lista-de-bons.html"&gt;concursos literários&lt;/a&gt;.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4276701444246103810-3131155299492157129?l=www.napontadoslapis.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/YnFY/~4/ptvI3-mBh54" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.napontadoslapis.com.br/feeds/3131155299492157129/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4276701444246103810&amp;postID=3131155299492157129&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4276701444246103810/posts/default/3131155299492157129?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4276701444246103810/posts/default/3131155299492157129?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/YnFY/~3/ptvI3-mBh54/um-reality-show-para-escritores.html" title="Um &quot;Reality Show&quot; para escritores" /><author><name>Leonardo Schabbach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02738436794671507187</uri><email>leoschabbach@gmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="08876438529145312470" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.napontadoslapis.com.br/2010/02/um-reality-show-para-escritores.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0ADQ3k7cCp7ImA9WxBVFUU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4276701444246103810.post-8688774512458774246</id><published>2010-02-03T14:41:00.003-02:00</published><updated>2010-02-19T11:22:52.708-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-02-19T11:22:52.708-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Outros" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Mercado Editorial" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Matérias sobre literatura" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Novos Autores" /><title>[Mercado Editorial] Apoio a novos autores</title><content type="html">Ultimamente, venho pensando muito na questão dos novos autores no mercado editorial brasileiro. Como todos sabem, publicar um livro, embora pareça difícil, é na verdade a parte menos complicada do processo - e é neste exato ponto em que a maioria dos autores erra. Mesmo publicando sua obra em uma grande editora, conseguir real espaço no mercado, ainda mais para um escritor desconhecido, é tarefa quase impossível; ter uma vendagem boa então é ainda mais difícil. É preciso, por parte não só da editora, mas também do autor, um esforço enorme para conseguir promover uma publicação com a devida eficiência.&lt;br /&gt;
&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;a alt="Literatura de Fantasia" href="http://www.mundodefantas.blogspot.com/" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://schabbach.dominiotemporario.com/bannercamp2.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;Com todas estas idéias na cabeça, deparei-me com um texto excelente da Laura Bacellar em seu site &lt;a href="http://www.escrevaseulivro.com.br/"&gt;&lt;b&gt;Escreva seu livro&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;, que fala justamente de uma mudança de pensamento pela qual nós leitores devemos passar para estimular também a compra de novos autores nacionais: &lt;a href="http://www.escrevaseulivro.com.br/escreva/component/content/article/5-home/10-por-laura-bacellar.html"&gt;&lt;b&gt;O movimento em prol dos novos escritores brasileiros&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;. Normalmente, quando nos perguntam quais obras você lê e&amp;nbsp; indica, tendemos a falar dos grandes clássicos e nos esquecer dos novos autores, daqueles que estão surgindo agora e que mais precisam da nossa ajuda. O que Laura propõe é justamente que façamos o contrário, que procuremos nas livrarias por gente nova, desconhecida, e que falemos sobre estas pessoas para nossos amigos, parentes e etc...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É uma idéia muito boa, idéia que pretendo seguir aqui no blog. A partir de hoje, começarei a procurar por autores novos para divulgar por aqui, fazer entrevistas, resenhar livros; ainda estou definindo exatamente o que será feito. Peço aos leitores do &lt;a href="http://www.napontadoslapis.com.br/"&gt;&lt;b&gt;Na Ponta dos Lápis&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;, que indiquem novos escritores também, para que assim eu possa procurá-los e, quem sabe, entrevistá-los. Com esta mesma idéia, encontrei um blog muito legal, da &lt;a href="http://twitter.com/cellyborges"&gt;&lt;b&gt;@cellyborges&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;, que pretende divulgar os autores de fantasia: &lt;span id="goog_1265213848211"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_1265213848212"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/"&gt;&lt;/a&gt;é uma campanha definivitamente muito bonita e efetiva, portanto, decidi participar. Vocês podem conferir o banner nesta mesma postagem. E podem também entrar no &lt;a href="http://www.mundodefantas.blogspot.com/"&gt;&lt;b&gt;Mundo de Fantas&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; para saber mais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enfim, o que acham dessa nova idéia? Que tal todos participarmos?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4276701444246103810-8688774512458774246?l=www.napontadoslapis.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/YnFY/~4/ojeUwdHk-UQ" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.napontadoslapis.com.br/feeds/8688774512458774246/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4276701444246103810&amp;postID=8688774512458774246&amp;isPopup=true" title="6 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4276701444246103810/posts/default/8688774512458774246?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4276701444246103810/posts/default/8688774512458774246?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/YnFY/~3/ojeUwdHk-UQ/mercado-editorial-apoio-novos-autores.html" title="[Mercado Editorial] Apoio a novos autores" /><author><name>Leonardo Schabbach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02738436794671507187</uri><email>leoschabbach@gmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="08876438529145312470" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">6</thr:total><feedburner:origLink>http://www.napontadoslapis.com.br/2010/02/mercado-editorial-apoio-novos-autores.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEUEQHY6cSp7ImA9WxBWEEk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4276701444246103810.post-7375395607243540930</id><published>2010-02-01T14:36:00.000-02:00</published><updated>2010-02-01T14:36:41.819-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-02-01T14:36:41.819-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Obras de Carlos Drummond de Andrade" /><title>Carlos Drummond de Andrade - Poemas</title><content type="html">Fazia algum tempo que não colocava um poema dele aqui. Hoje, trago três &lt;b&gt;poemas de Carlos Drummond de Andrade;&lt;/b&gt; bem curtos, mas com muita perspicácia e ironia. Retirei-os do livro &lt;a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/28565/farewell/?franq=283196"&gt;&lt;b&gt;Farewell&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;, que na minha opinião é um dos melhores para comprar do poeta. No blog, além dos poemas, vocês ainda podem conferir alguns &lt;a href="http://www.napontadoslapis.com.br/2009/07/contos-plausiveis-carlos-drummond-de.html"&gt;&lt;b&gt;contos de Carlos Drummond de Andrade&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Fora de Hora&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entrega fora de hora&lt;br /&gt;
e posse fora de hora.&lt;br /&gt;
Quem mandou&lt;br /&gt;
você atrasar a hora,&lt;br /&gt;
você apressar a hora,&lt;br /&gt;
você aceitar a hora&lt;br /&gt;
não madurada&lt;br /&gt;
ou demasiado madura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O tempo fora de hora&lt;br /&gt;
não é tempo nem é nada.&lt;br /&gt;
O amor fora de hora&lt;br /&gt;
é como rolar a escada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Escravo de Papelópolis&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ó burocatas!&lt;br /&gt;
Que ódio vos tenho, e se fosse apenas ódio...&lt;br /&gt;
É ainda o sentimento&lt;br /&gt;
da vida que perdi sendo um dos vossos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Aristocracia&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Conde de Lautréamont&lt;br /&gt;
era tão conde quanto eu.&lt;br /&gt;
Que sendo o nobre Drummond&lt;br /&gt;
valho menos que um plebeu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Nota:&lt;/b&gt; Quem ainda não conferiu, pode ver no blog uma postagem com uma outros três &lt;a href="http://www.napontadoslapis.com.br/2009/08/poemas-de-carlos-drummond-de-andrade-o.html"&gt;&lt;b&gt;poemas de Carlos Drummond de Andrade&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;, sendo um deles declamado.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4276701444246103810-7375395607243540930?l=www.napontadoslapis.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/YnFY/~4/1EK9J4W72dI" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.napontadoslapis.com.br/feeds/7375395607243540930/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4276701444246103810&amp;postID=7375395607243540930&amp;isPopup=true" title="5 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4276701444246103810/posts/default/7375395607243540930?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4276701444246103810/posts/default/7375395607243540930?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/YnFY/~3/1EK9J4W72dI/carlos-drummond-de-andrade-poemas.html" title="Carlos Drummond de Andrade - Poemas" /><author><name>Leonardo Schabbach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02738436794671507187</uri><email>leoschabbach@gmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="08876438529145312470" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">5</thr:total><feedburner:origLink>http://www.napontadoslapis.com.br/2010/02/carlos-drummond-de-andrade-poemas.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DEYGRXg8eip7ImA9WxBXF0Q.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4276701444246103810.post-2854052619145799939</id><published>2010-01-29T18:12:00.002-02:00</published><updated>2010-01-29T18:15:24.672-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-01-29T18:15:24.672-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Outros" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Matérias sobre literatura" /><title>Dois capítulos do livro "O Código dos Cavaleiros"</title><content type="html">Decidi postar aqui no blog mais dois capítulos do livro de ficção que terminei não faz muito tempo. O título provisório da história é "O Código dos Cavaleiros", trata-se de uma brincadeira com os contos de cavalaria clássicos, mas de uma maneira diferente de livros como "Dom Quixote" e "O cavaleiro inexistente". Posto para pedir a ajuda de vocês que acompanham o&lt;a href="http://www.napontadoslapis.com.br/"&gt;&lt;b&gt; Na Ponta dos Lápis&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;. Não sei se poderei colocar toda a história aqui, até porque ela já está sendo analisada por gente do mercado editorial, mas gostaria muito mesmo que vocês lessem e dessem as impressões que tiveram, seria de extrema importância para mim. Quem ainda não leu o primeiro capítulo pode conferí-lo no blog também: &lt;a href="http://www.napontadoslapis.com.br/2009/11/primeiro-capitulo-do-meu-livro-tudo-tem.html"&gt;&lt;b&gt;Cap.1 - Tudo tem um começo&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;
&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Cap. 2 - E uma continuação -&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deitado na cama de seu quarto, Lino começou a pensar em um plano. Deveria haver algum meio de fugir sem que ninguém notasse. Moedas de prata ele já tinha, conseguira juntar nos últimos três meses o que achava ser o suficiente para a sua empreitada. Faltava agora uma forma... uma forma de escapar sem alertar a sua família.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme a noite passava, algumas idéias lhe ocorreram. Nenhuma delas, entretanto, parecia realmente boa, poucas tinham alguma chance de funcionar. Mas ele permanecia determinado. Sabia que não podia se deixar derrotar pelo cansaço. Antes de sequer cogitar a possibilidade de repousar, precisava criar um plano para sair dali.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Levantou-se da cama e começou a arrumar as suas coisas. Pegou uma velha bolsa de couro que ficava em seu armário e guardou tudo o que lhe parecia importante. Primeiro, colocou cuidadosamente o seu pequeno saco de moedas de prata no compartimento da esquerda. Depois, foi a vez de uma antiga panela de barro, cordas e um lampião a óleo no lado direito. Como a velha bolsa parecia não suportar mais muita coisa, pegou duas peças de roupa, jogou lá dentro e a fechou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tudo estava empacotado, agora só precisava dar traços finais a seu plano. Enquanto guardava os seus pertences na velha bolsa, tivera uma excelente idéia. E tudo conspirava a seu favor, principalmente agora que os primeiros raios da manhã começavam a iluminar a pequena vila.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Justamente hoje era o dia em que sua família enviava de carroça metade dos alimentos que conseguira estocar durante o ano para a vila onde uns primos seus moravam, uma cidadezinha próxima aos portos onde o mercado era mais aquecido. A idéia que lhe ocorrera era bastante simples. Bastava se voluntariar para levar os alimentos e aproveitar o momento oportuno para fugir em sua empreitada rumo à cavalaria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sabia que alguns detalhes do plano ainda precisavam ser aperfeiçoados. O tempo, porém, era curto; certamente sua mãe faria questão de que a carroça saísse o quanto antes, até para evitar o olhar alheio que em épocas de escassez poderia ser cobiçoso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele saiu rápido de casa e correu até a entrada da pequena vila, onde um viajante, amigo íntimo da família, costumava ficar durante as manhãs. O nome do homem era Marcos. Pelo que Lino sabia, seu trabalho consistia em viajar de cidade em cidade comprando e revendendo produtos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Senhor Marcos, senhor Marcos! O senhor está acordado?!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Bem, de certo que sim. Mas é claro que se não estivesse, tenho certeza de que agora estaria, com todo esse barulho, não é? – retrucou o viajante, de forma bem-humorada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lino ficou um pouco constrangido, com um certo receio de talvez ter importunado o velho homem. Marcos já não era mais tão jovem. Aparentava ter mais de 60 anos – o que já era bastante raro de se ver na época – e andava sempre curvado, apoiando sua mão direita em uma velha bengala de prata.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ora, meu bom garoto, não sabia que era você. O que faz tão cedo em minha tenda?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Preciso pedir um favor seu. Será que pode me ajudar?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- É claro que sim. Sabe que faço qualquer coisa por você e sua família. Ninguém, em nenhuma vila ou burgo que visitei, tratou-me tão bem quanto vocês.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lino apenas concordou com a cabeça, sabia que Marcos não estava mentindo. Ele ainda se lembrava da noite em que o viajante chegara à cidade, cheio de mercadorias e sem uma moeda sequer. Era uma noite de inverno, uma das mais frias de que conseguia se lembrar. Fora ele quem vira o estranho viajante cruzando a ponte, tentando vencer a fadiga que já havia tomado quase todo seu corpo já castigado pela idade. Fora ele quem correra até o velho homem e o levara para a sua casa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seus pais, embora sempre tenham passado por dificuldades, nunca se negaram a ajudar alguém necessitado e deram comida e abrigo ao viajante desconhecido. No dia seguinte, Marcos não podia ter se mostrado mais agradecido, dando de presente à família diversos itens de sua coleção que considerava valiosos na região. Daquele dia em diante, uma grande amizade se formou, e Lino passou a ter um amigo que podia lhe contar os feitos dos grandes cavaleiros espalhados por todo o continente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- E então? O que quer me dizer? – perguntou o viajante enquanto olhava o garoto nos olhos com sua expressão carinhosa habitual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- É... não sei... é que é meio complicado...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Marcos continuou em silêncio. Embora o menino ainda não tivesse lhe dito o que tanto o afligia, ele já imaginava o que ele queria lhe perguntar. Desde que o encontrara pela primeira vez, no dia em que chegara à vila, percebera naquele garoto magro e esguio, de apenas quinze anos, uma vontade enorme de conhecer o mundo. Nos meses seguintes, nos quais criou um laço de amizade muito forte com toda a família, percebeu que suas previsões estavam corretas. Lino tinha de fato o espírito de um aventureiro, um empreendedor; isso era o que mais chamava a sua atenção, fazia-o se lembrar da sua própria juventude.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Bem, senhor Marcos. Sabe, preciso muito de sua ajuda, muito. E preciso que você me prometa que não vai contar nada pra ninguém. Nem pros meus pais, nem pros meus irmãos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lino lançou um olhar esperançoso ao seu velho amigo. Se existia alguém em toda a vila que podia ajudá-lo a concretizar o seu grande objetivo, era ele. O único homem que acreditava em seu potencial. O único que lhe contava sobre as guerras, os heróis e os torneios. Se mesmo morando em uma pobre vila de camponeses sabia algo em relação ao mundo, era por causa de Marcos. Não restava dúvidas: era hora daquele velho viajante ajudá-lo a pôr em prática o seu grande plano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- E o que quer que eu faça, garoto? O que está planejando?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Preciso que você vá até a vila onde meus primos moram por mim e que leve os alimentos da minha família.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O velho viajante sorriu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- E qual a razão disto? Por acaso está pensando em fugir?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Bem... sim... é isso. E você é a única pessoa pra quem posso confiar os alimentos que vão estar na carroça. Preciso que você vá no meu lugar. Só assim vou ter tempo de fugir sem que minha família fique preocupada com minha ausência. Assim eu ganho seis dias de vantagem. Quando você voltar, pode explicar pros meus pais. Por favor... nessa vila só você é capaz de me entender.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Tá certo. Você ainda é muito novo, mas acho que pode escolher o caminho que quer seguir. Traz a carroça até aqui e a gente faz a troca. Pode confiar em mim, vou fazer o que você pediu. – disse o viajante, dando um último aceno com a cabeça e se dirigindo para dentro da tenda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O garoto mal podia acreditar. Esta era a sua grande chance. Agora que ela havia aparecido e tudo parecia estar bem encaminhado, já podia até sentir seu coração bater mais forte. Apesar de ser um misto de alegria e tristeza por causa de todas as conseqüências de sua partida, a sensação ainda assim era muito boa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Voltou para casa o mais rápido que pôde. Logo se deparou com a carroça, já pronta para a partida. Sua mãe e seu pai conversavam no quintal, ainda decidindo quem seria o responsável por levar os alimentos. Ele os interrompeu, ainda um pouco ofegante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Pai... mãe... deixa que eu levo a carroça dessa vez.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A idéia, porém, pareceu não ser muito bem recebida. Sua mãe colocou as mãos na cintura e cerrou os olhos, gesto que normalmente significava reprovação. O pai, que não costumava discordar da mulher, permaneceu calado e um pouco desconsertado diante do pedido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Olha, Lino, acho melhor você não ir não. Você é muito novo e o caminho é perigoso. Você é avoado demais. Não sei não... – resmungou a mãe.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Mas mãe, eu já tenho quase dezesseis anos, já estou pronto. E tenho muitas saudades dos primos. Qual o problema de eu ir? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Bem, se quer tanto ir... ainda não sei. Melhor eu conversar com seu pai sobre isso. Agora, vai comer algo lá dentro. Daqui a pouco eu digo o que decidi.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lino fez um sinal de positivo com a cabeça e correu para dentro da pequena casa de madeira. Estava ansioso, não sabia muito bem como se comportar. Decidiu comer um pouco do pão que tinha sobrado do dia anterior enquanto olhava seus pais pela janela; tentava decifrar qual decisão eles tomariam.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por uns poucos segundos, chegou a fraquejar. A idéia de se separar de sua família por tempo indeterminado era no mínimo assustadora. Seu pai, Antônio, e sua mãe, Sônia, sempre cuidaram dele e de seus irmãos com muito carinho. Lino tinha dúvidas de que conseguiria sobreviver sem a proteção e a segurança que eles o davam. Mesmo seus irmãos, que tanto o menosprezavam o chamando de sonhador, fariam muita falta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A perspectiva de concretizar o seu grande sonho, entretanto, foi varrendo aos poucos todos estes sentimentos. No momento em que percebeu que seus pais tinham chegado a uma decisão, Lino não conseguiu mais se conter e correu para o quintal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- E então?!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Você pode ir sim. Arruma suas coisas e sobe na carroça. Mas não se esquece que tamo confiando em você. É muito importante que os alimentos cheguem lá bem cuidados. – afirmou o pai enquanto lhe dava um abraço carinhoso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Certo, pai. Pode confiar, não vou decepcionar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lino correu para dentro da casa, esperou alguns minutos para fingir que arrumava suas coisas e saiu para o quintal. Seu pai, sua mãe e seus irmãos lhe esperavam para que pudessem se despedir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Bem, filho, é isso. Leva este mapa para não se perder e segue sempre a estrada. Daqui a uns seis dias, eu espero te ver de novo com boas notícias. – disse o pai, sorrindo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já Lino tentava conter as lágrimas. Sabia que não retornaria tão cedo, mas pelo menos tinha se certificado de que o dinheiro chegaria a sua família e também de que Marcos explicaria tudo o que tinha acontecido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Num último esforço para conter a tristeza, despediu-se de seus familiares o mais rápido que pôde, subiu na carroça e partiu em direção à entrada da cidade. Em pouco tempo, alcançou a tenda de Marcos. O velho viajante, pontual como sempre, já estava a esperá-lo, apoiado em sua bengala de prata e todo coberto por uma capa cinza que costumeiramente utilizava em suas viagens.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Bem, já estava demorando, não? Quase desisti. – brincou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Sabe como é... – começou Lino, em um tom um pouco melancólico. – despedidas costumam ser longas e desconfortáveis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Sei, sei. Agora me deixe subir e tomar o seu lugar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Marcos segurou as rédeas dos cavalos e subiu cautelosamente na carroça. Lino lhe entregou o mapa que marcava onde era a casa de seus primos e desceu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Por favor, cuida bem dos alimentos, ta? Toda minha família depende dessas vendas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Não se preocupe, garoto! Quando se trata de cuidar de mercadoria, ninguém é mais qualificado do que eu. Agora, é você quem deve tomar cuidado. Tem muita gente ruim por ai. Ande sempre com seus dois olhos abertos. Te vejo em breve! Heyah!! – gritou ele, ao sair em disparada com a carroça.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lino permaneceu parado por alguns instantes, observando Marcos sumir em uma curva da estrada. Sua jornada finalmente começara. Com um punhado de alimentos que pegara de última hora em casa, cordas, uma panela de barro, algumas moedas de prata e três peças de roupa precisaria aprender a sobreviver nos ermos, sozinho. Era o grande desafio de sua vida que começava e ele estava certo de que um dia retornaria àquela mesma vila como um grande cavaleiro, um grande motivo de orgulho para toda a sua família.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Encorajado por estes pensamentos, deu seu primeiro passo com convicção: daquele momento em diante, deixava a vila para entrar na História.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Cap. 3 - Primeiros passos -&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os passos seguintes não mantiveram o mesmo entusiasmo. Caminhara por um dia inteiro e, mesmo assim, sabia que ainda teria muito trabalho pela frente. Desde que saíra de casa, a única coisa em que conseguia pensar era que já teria chegado ao seu destino se ainda estivesse com a sua carroça.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A verdade era que, apesar de estar determinado e concentrado em seus objetivos, não passava de um menino novo e inexperiente que mal sabia para onde ir. O que mais queria era se tornar um grande cavaleiro, disso não tinha dúvidas. Mas por onde começar era uma questão que ainda não tinha conseguido resolver.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por enquanto, continuava andando, sempre seguindo a estrada em direção a uma vila não muito distante da de onde morava. Estava esperançoso. Naquela região, costumavam acontecer diversos torneios. Aparentemente, um dos mais ricos e poderosos nobres do reino possuía um de seus castelos nas proximidades da vila. Marcos uma vez havia lhe contado que este homem, conhecido como Arturo de Galgânia, era também um grande cavaleiro, um combatente que gostava de participar de muitos dos torneios que promovia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O grande problema era que a sua situação apenas se complicava. O cansaço aos poucos aumentava, assim como a vontade de voltar para casa e deixar todos os seus planos de lado. E o que tornava tudo ainda pior: descobrira que a quantidade de alimentos que tinha levado era muito pouca. Mal duas noites tinham se passado e seus suprimentos já começavam a escassear.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diante de tais problemas, preferiu se manter apegado às poucas esperanças que lhe restavam. Começou a racionar o que sobrara dos alimentos e resolveu parar menos para descansar; quem sabe não conseguia alcançar a vila mais próxima antes de tudo dar errado. Pelo pouco que sabia da geografia do lugar, não parecia muito distante. A vegetação aos poucos tinha se modificado, já se mostrava bem diferente da de sua terra natal. Segundo Marcos lhe ensinara, aquele tipo de floresta, bem menos densa e formada por altos pinheiros, era típica da vila para onde se encaminhava.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um barulho mais à frente na estrada, porém, resgatou-o de suas ponderações. Não muito distante de onde estava, três homens conversavam animadamente entre um gole e outro de cerveja. Certamente, eram homens pouco educados: limpavam a boca nas mangas de suas blusas e discutiam em voz alta. Lino achou melhor baixar a cabeça e tentar passar sem chamar muita atenção, mas foi puxado pelo ombro no meio do caminho&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Vem cá, muleque. Tá vindo de onde?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O garoto não respondeu, apenas olhou para os três estranhos. Eles não se vestiam de forma muito diferente da de sua família. Claramente eram também de origem pobre; as roupas sujas, rasgadas e as botas furadas. A grande diferença eram as armas. Cada um tinha uma espada embainhada no lado esquerdo da cintura, coisa não muito comum entre camponeses.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ih, parece que cortaram a língua dele fora! – disse um segundo homem, que tinha uma aparência um pouco mais selvagem e descuidada do que o primeiro. – Pega essa bolsinha que ele tá levando e vamo dá no pé, deve ter gente melhor pra roubar por ai!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro homem, que ainda agarrava Lino pelo braço, jogou-o no chão e tomou à força a pequena bolsa de couro. Os três soltaram uma longa gargalhada e dispararam pela estrada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O garoto arrastou-se até uma árvore próxima e se sentou, os braços cruzados envolvendo os joelhos. Algumas lágrimas rolaram de seus olhos, mas ele não sabia dizer se eram de medo ou de raiva. Seus planos tinham ido por água abaixo e sua jornada mal tinha começado. Mas, também, como pudera ser tão idiota? Não passava de uma criança, era um alvo fácil. Era óbvio que uma coisa dessas aconteceria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E a raiva aumentava, mas uma raiva de menino, aquele incômodo que se tem quando você se decepciona com seus próprios atos. Por horas ficou ali, sentado, choramingando, remoendo-se. Mal sabia ele que o desespero era passageiro. E passou, depois de um tempo. A cabeça, que havia se abaixado durante o choro, ergueu-se. Se ele queria ser um cavaleiro, não podia se deixar abater por aquilo. Que criancisse a dele! Era a hora de continuar, e já até sabia como. Iria atrás dos três homens que haviam lhe roubado. Difícil não seria. Eles não eram nem um pouco sutis e suas pegadas podiam ser vistas sem grandes problemas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Reconfortado por este novo sentimento, levantou-se, sacudiu a poeira da roupa e começou sua nova empreitada. Era hora de recuperar o tempo e o dinheiro perdidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;************************&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A tarefa, que parecia ser muito fácil, mostrou-se um pouco mais complicada do que inicialmente imaginara. O clima seco daquele início de inverno deixara a terra da estrada muito dura: as pegadas, com o tempo, ficavam cada vez mais difíceis de serem identificadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas isso não faria Lino se entregar. Ele seguia determinado pela estrada, analisava cada centímetro de terra e avançava o mais rápido que podia. Já tinha um dia que estava atrás dos três malfeitores e sabia que os alcançaria no momento certo. Ainda não tinha idéia do que faria se realmente os alcançasse, mas preferia não pensar muito sobre o assunto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O tempo foi passando sem que ele pudesse notar. Só quando os últimos raios de sol começaram a se pôr e ficou difícil de enxergar o caminho é que percebeu que estava tarde. Em muito pouco tempo, seria impossível continuar a perseguição, ele não tinha como iluminar o caminho. Infelizmente, teria de esperar pelo dia seguinte.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando procurava por um local em que pudesse descansar, reparou em algo que lhe deu um novo ânimo. Um pouco para fora da estrada, no meio da floresta, era possível avistar uma luz em meio aos altos pinheiros. Definitivamente se tratava de uma fogueira. Se eram os três homens que o haviam roubado, não sabia; mas não restava dúvida de que o melhor era averiguar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esgueirou-se por entre as árvores com cuidado, tentando fazer o mínimo de barulho possível. Aproximou-se até vislumbrar a clareira de onde emanava a luz. Conseguiu avistar um homem sentado em um toco de madeira. Ele alimentava uma fogueira a sua frente e separava alguns ingredientes para cozinha; parecia um camponês comum, extraordinariamente forte, porém comum.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um pouco desapontado, Lino deixou que o cansaço o vencesse e se sentou. Quanta coisa já havia se passado... e até agora só conseguira ficar mais perdido e desorientado. Não sabia exatamente para onde ir, não comia nada há quase dois dias e já não tinha quase mais esperanças de encontrar os homens que haviam lhe roubado. Se quando fugira da vila o destino fora um grande companheiro, agora ele parecia tê-lo abandonado. Mas apenas parecia, pois o destino não abandona os personagens das grandes histórias – e era justamente isso que Lino pretendia ser.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando se deu por vencido, por um golpe de sorte, que inicialmente pareceu azar, sentou-se em uma grande poça de lama, algo que lhe pareceu muito estranho; não vira um sinal de chuva sequer nos dias anteriores. Ao olhar ao redor, alimentando a sua curiosidade costumeira, notou algo que lhe chamou atenção, um detalhe que renovou o seu espírito: havia marcas espalhadas por toda a lama, marcas de pés. Conseguiu identificar cinco pares de pegadas diferentes. Duas seguiam em direção à clareira, onde estava o homem e a fogueira, mas uma delas fazia a volta e retornava novamente para estrada. As outras três tomavam o mesmo rumo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O coração de Lino disparou. Ele conhecia as três últimas pegadas. Eram deles, dos três homens! E eram muito recentes. Era óbvio! Eles estavam prestes a realizar mais uma emboscada. Mas desta vez seriam surpreendidos, ele estava a caminho, pronto para estragar os seus planos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Novamente tomado pelo entusiasmo e empurrado pela precipitação da juventude, levantou-se e saiu em disparada atrás dos rastros. Deixou a floresta, atravessou a estrada e se embrenhou na mata por mais uma vez. No meio do caminho, porém, ainda cego pela emoção, distraiu-se, tropeçou na raiz de um arbusto e se espatifou no chão. Quando olhou para frente, viu os três salteadores. No meio deles, estava um quarto homem, um senhor magro que vestia uma túnica de luxo roxa e uma boina de mesma cor na cabeça. Ele possuía um bigode bem fino e perfeitamente aparado, era definitivamente alguém muito rico, provavelmente um nobre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar da entrada desastrosa na cena, Lino não chegou a ser notado. Os salteadores pareciam muito ocupados assustando a sua vítima. O homem a quem roubavam, entretanto, mantinha a calma e a classe, mas também não mostrava resistência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Com calma, por favor. Vamos resolver as coisas sem violência, sejamos cavalheiros, meus bons homens. – disse ele, fazendo gestos com as mãos na tentativa de apaziguar os salteadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ih.... olha o cara... tentando enrolar a gente. – disse o homem de aspecto mais selvagem, que parecia ser o menos paciente dos três. – Vamo dá uma lição nele e ver se ele continua calmo assim!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ei, esperem ai vocês três! – gritou Lino enquanto se levantava do chão e apontava o indicador da mão direita na direção dos salteadores, que prontamente se viraram para encará-lo. Não demorou muito e caíram na gargalhada, tão logo o reconheceram como o menino que tinham roubado no dia anterior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Olha quem resolveu aparecer! – exclamou o salteador de aspecto mais selvagem em meio a incontidas risadas. – Erick, não vamos perder tempo! Pega ele logo!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mesmo homem que havia arrancado e roubado a bolsa de Lino anteriormente partiu em sua direção. Sem o lampejo de coragem que o havia acometido momentos antes, o garoto olhou-o se aproximar com uma expressão de horror, quase atônito diante da situação. Em um ato reflexo, virou-se o mais rápido que pôde na direção oposta e saiu em disparada rumo à estrada. Precisava pensar rápido. O salteador estava a seu encalço. Não era muito fácil correr pela floresta, ainda mais desesperado. Um plano.... um plano... precisava de um plano. Ele não veio. Para piorar, suas idéias aos poucos se esvaíam, assim como o seu fôlego e a sua velocidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em um salto, sobre uma pedra que quase o derrubou, alcançou a estrada. Olhou para os lados... tudo vazio. O som dos passos de seu perseguidor aumentava. Sem saber o que fazer, embrenhou-se na mata novamente. Mais à frente, viu uma luz... uma luz já conhecida. O homem da clareira! É claro! Ele poderia ajudar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;************************&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O homem se levantou assim que viu o menino todo desengonçado sair correndo da floresta. Sem demonstrar qualquer hesitação e com uma prontidão até mesmo surpreendente, disparou ao seu encontro para lhe prestar socorro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- O que aconteceu, garoto? Tá tudo bem com você?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Salteadores... salteadores... ai atrás de mim. – balbuciou Lino, esbaforido.&lt;br /&gt;
O homem ergueu a cabeça. Assim que avistou outra pessoa saindo da floresta, puxou Lino para trás de si com o braço direito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ah! Quer dizer que arrumou um protetor. – disse o salteador, em tom debochado, no momento em que parou a dois passos de distância do homem e começou a jogar sua espada de uma mão para a outra ameaçadoramente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Garoto, pelo que você falou, era pra ter mais de um bandido, não?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- É. Mas os outros dois estão atacando uma outra pessoa. Um nobre, eu acho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O homem deixou escapar um grito de lamento e colocou as mãos sobre a cabeça. Depois, em um movimento rápido, segurou com a sua mão esquerda o braço esquerdo do salteador, deu um giro com o corpo e acertou uma cotovelada fulminante em seu rosto. Lino tomou um susto. Em uma questão de segundos, viu o seu perseguidor nocauteado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Uau... isso foi... incrível!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Onde está o nobre que você falou? Me leva até ele imediatamente!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Tá. Tudo bem. Vem comigo!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os dois saíram em disparada em direção à floresta. Agora revigorado e um pouco mais seguro, Lino não teve dificuldades em alcançar a estrada e encontrar o local onde o nobre fora emboscado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Parem ai, vocês dois! – gritou ele, assim que saiu do meio das árvores e encontrou os salteadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os dois homens se esqueceram do nobre que tentavam roubar e se viraram muito irritados. O que aquele menino intrometido poderia querer agora?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Erick!! Não falei para pegar o... – dizia o salteador de aspecto mais selvagem quando viu um homem sair da floresta logo atrás de Lino. – quem é você?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Vou dar uma chance pra vocês. Vão embora agora e eu não machuco nenhum dos dois. – disse o homem, puxando Lino mais uma vez para trás de si com o braço direito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os salteadores não levaram a ameaça a sério: começaram a gargalhar do estranho a sua frente. Atrás dos dois, o nobre respirou aliviado. Com uma calma incomum, ajeitou a boina roxa na cabeça cuidadosamente, passou pelo meio de seus agressores e se pôs ao lado de Lino e do outro homem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- O que é isso?! – gritou o salteador de aspecto mais selvagem. – Não acreditam mesmo que estão a salvo agora, não é?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Idiotas! – gritou o outro enquanto caía na gargalhada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O nobre não deu atenção aos gritos. Lentamente, tirou duas luvas de couro do bolso, deu uma leve sacudida para tirar o pó e as vestiu. Depois, ajeitou novamente a boina na cabeça.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Bartô... você está atrasado... como sempre. Agora, termine logo com estes dois, eles já causaram muitos inconvenientes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Desculpe-me, senhor, mas estava montando nosso acampamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lino permanecia calado. A maneira como aqueles dois estranhos reagiam àquela situação era um tanto quanto peculiar. Ao menos para ele, tudo parecia muito perigoso e arriscado: a vida deles estava em jogo. Os dois salteadores tinham a mesma opinião. Ambos estavam incrédulos com o pouco caso feito de suas ameaças. Era algo definitivamente inaceitável. A atitude daquele nobre e de seu aparente serviçal era totalmente desrespeitosa e, o que ainda tornava as coisas piores, beirava a indiferença.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Quem vocês pensam que são? – esbravejou o homem de aspecto mais selvagem. – É melhor pararem com a brincadeira ou vão acabar se machucando! Se não passarem tudo o que têm de valor agora vocês vão ver!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os dois salteadores faziam gestos vigorosos no ar, tentando desesperadamente tomar o controle da situação. Lino mantinha os olhos fixos neles, ainda estava muito assustado e amedrontado com tudo que acontecia. Até agora, não conseguia entender como aquele nobre e o seu companheiro podiam estar tão calmos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Bartô... cuide deles, tudo bem?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Como quiser, senhor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Está certo, então.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O nobre se virou, sacudiu as mangas de sua veste cuidadosamente e seguiu em direção à estrada. Os salteadores ficaram pasmos. Como alguém poderia reagir a uma emboscada daquela maneira? Quanta arrogância! Era hora de alguém lhes dar uma lição! E ninguém melhor do que dois bandidos experientes para fazê-lo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Suas ações, porém, não foram tão rápidas e nem tão vigorosas quanto os seus pensamentos. Antes mesmo que pudessem levantar as suas espadas, viram um homem impressionantemente ágil para o porte que tinha desferir contra eles golpes que nunca tinham sequer imaginado. Depois da surra, até pensaram em se levantar e tentar continuar lutando, mas a covardia se mostrou mais forte. Melhor era permanecer no chão, derrotados, a correr o risco de se machucarem ainda mais. Vida difícil era aquela de salteador.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já Lino continuava calado e imóvel, quase como o espectador de uma cena que não correspondia a sua realidade. Quem era aquele homem? O que ele e um nobre faziam na floresta? Isto era o que mais o interessava.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um tapa amigável nas costas o fez voltar à realidade. Ele levantou a cabeça e viu o acampamento. Estava tão envolvido em seus pensamentos que nem percebera ter andado até ali. Com a mão em seu ombro, estava o homem que derrotara os salteadores. Mais adiante, o nobre tomava conta de uma panela meticulosamente colocada no fogo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Garoto, queria te agradecer. Foi muito corajoso de sua parte ter se colocado para me defender. Se não fosse você, Bartô não teria me encontrado. Claro que aqueles homens não eram grande coisa, mas fico feliz que tenha mostrado bravura. Nestes dias, ninguém a tem, pode apostar. – disse o nobre enquanto adicionava alguns ingredientes ao que cozinhava.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ah, obrigado. Mas não foi mais que minha obrigação. Eles também tinham roubado as minhas coisas, eu pude pegar elas de volta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Sim, sim. Muito modesto de sua parte. Agora se sente, vamos todos comer. Fiz uma sopa com alguns ingredientes desta floresta. Tenho certeza de que irá gostar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O nobre pegou uma tigela de metal, encheu-a com uma sopa verde de aspecto e cheiro muito agradáveis e a ofereceu a Lino. O garoto prontamente aceitou, pegou a tigela e se sentou num toco de madeira. O homem que derrotara os salteadores, que atendia pelo nome de Bartô, sentou-se ao seu lado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- A noite está muito bonita, não? Hoje o dia foi bom, acabou dando tudo certo. Acho que acordamos com o pé esquerdo. – comentou ele enquanto olhava do céu para a floresta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- É verdade. E o clima está muito bom também, nem muito quente, nem muito frio. – respondeu o nobre, que fitava de cima a baixo as roupas sujas de lama que Lino vestia. – E você, garoto? Pelo que vejo, não teve um dia tão bom, não é?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- É. Não tive mesmo. Tava perseguindo os salteadores o dia todo, já tava quase desistindo. Ah, e obrigado pela sopa, está muito boa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Não precisa agradecer. Depois de tudo o que fez, você merece.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lino respondeu com um sinal de positivo. Ainda se sentia desconfortável na presença dos dois estranhos. Eles pareciam ser boas pessoas, mas mal os conhecia; não sabia o que deveria dizer e nem como tinha de se portar. Era melhor baixar a cabeça e tomar a sua sopa em silêncio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ei, garoto. Me diz: por que que você tá sozinho? É meio perigoso pra alguém da sua idade andar por essa região. – perguntou Bartô enquanto lhe oferecia um cantil de água.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ah... é... é que eu fugi de casa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Fugiu de casa?! Mas então precisamos levar você de volta! Seus pais devem estar muito preocupados! – exclamou o homem, parecendo extremamente contrariado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O nobre fez um gesto para que ele se acalmasse e depois fitou Lino por alguns segundos. Talvez fosse interessante ouvir o que aquele bravo garoto tinha a lhes contar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Qual a razão dessa sua fuga? Não é algo muito comum de se ver, ainda mais se for para se embrenhar numa floresta perigosa como esta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Eu fugi pra tentar me tornar um cavaleiro. Como sempre ouvi dizer que na vila que tem ai mais adiante costumam fazer torneios, queria chegar lá. Mas os salteadores apareceram e tudo começou a dar errado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ah... se tornar cavaleiro. Então é isso. Bem, vou lhe dizer que é uma tarefa bem difícil, ainda mais para alguém que parece vir de origem pobre como você.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Eu sei. Mas nada pode me impedir de tentar, não é?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- É. Está certo. E sua família? Não acha que eles ficarão preocupados?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Não, eu fiz uma combinação com um amigo meu. Meus pais só vão saber que eu fugi daqui a quatro dias. E esse meu amigo vai explicar tudo pra eles.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Bem, isso não significa que eles não ficarão preocupados, mas já é alguma coisa. Não é mesmo, Bartô? Acho que não precisamos levá-lo para casa. – disse o nobre, sorrindo, enquanto servia um pouco mais de sopa para o menino. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- É. Poder ser. Eu ainda acho que seria melhor levar ele de volta, mas se você acha que não... tudo bem.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4276701444246103810-2854052619145799939?l=www.napontadoslapis.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/YnFY/~4/hs4xm-pF87E" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.napontadoslapis.com.br/feeds/2854052619145799939/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4276701444246103810&amp;postID=2854052619145799939&amp;isPopup=true" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4276701444246103810/posts/default/2854052619145799939?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4276701444246103810/posts/default/2854052619145799939?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/YnFY/~3/hs4xm-pF87E/dois-capitulos-do-livro-o-codigo-dos.html" title="Dois capítulos do livro &quot;O Código dos Cavaleiros&quot;" /><author><name>Leonardo Schabbach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02738436794671507187</uri><email>leoschabbach@gmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="08876438529145312470" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">2</thr:total><feedburner:origLink>http://www.napontadoslapis.com.br/2010/01/dois-capitulos-do-livro-o-codigo-dos.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CkUGRn48eCp7ImA9WxBXFEg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4276701444246103810.post-8369626165938536641</id><published>2010-01-25T18:07:00.001-02:00</published><updated>2010-01-25T18:10:27.070-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-01-25T18:10:27.070-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Outros" /><title>Big Brother Brasil e a questão do preconceito</title><content type="html">Talvez este seja o meu primeiro e último post a respeito do &lt;b&gt;Big Brother Brasil&lt;/b&gt;. Digo talvez, porque, como sou formado em comunicação, o programa muitas vezes suscita questões interessantes, como a que pretendo comentar nesta postagem, então não posso garantir que eu não vá falar sobre ele aqui de novo. Não vou julgar se as pessoas devem ou não assistí-lo ou se ele é ou não é algo de qualidade; não me preocupo nem um pouco com isso. Eu, particularmente, não assisto ao programa, mas não por achar que é horroroso ou uma afronta à intelectualidade como muitos gritam aos quatro ventos, mas por uma simples questão de hábito; estou acostumado a fazer ou assistir outras coisas no horário.&lt;br /&gt;
&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;
O fato é que, na última terça-feira, acabei assistindo ao programa, vi uma pequena parte de edição e então a prova do líder. O que me chamou a atenção foi a questão da "diversidade" neste Big Brother Brasil, inclusive comentei isso via &lt;a href="http://twitter.com/leoschabbach"&gt;&lt;b&gt;twitter&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;. Achei engraçado que a Globo anuncie a quem quiser ouvir - e a quem não quiser também - esta edição como a que pretende "quebrar os preconceitos", pois o que eles fazem é justamente o contrário; não tratam a questão com a naturalidade que ela deveria ter, mas a exaltam o tempo inteiro como algo que deve ser exaltado. Isso é um problema, um erro grave que foi cometido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vejamos o porquê desta minha afirmação. Se você pretende estimular a aceitação dos homosexuais, você logicamente irá querer que a homosexualidade seja vista como algo natural. Uma pessoa seria advogada, loira e hétero; ou professor, moreno e gay; e assim por diante. Quando você exalta da maneira como o programa faz a sexualidade dos três participantes da Tribo dos Coloridos, quando exalta como característica principal que os define como pessoas a homosexualidade deles, você aponta que há algo de estranho ali, algo que de ser observado e que, por isso, não pode ser natural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mostrarei um exemplo em novelas para que a coisa fique mais clara. A Taís Araújo, por exemplo, foi a primeira protagonista negra da história das telenovelas brasileiras. Atualmente, ela é também a segunda, exercendo o papel de Helena na novela de Manoel Carlos. As duas situações em que ela foi protagonista, porém, foram totalmente diferentes se olharmos pela questão racial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na primeira novela, a &lt;b&gt;Cor do Pecado&lt;/b&gt;, a protagonista possuía o nome de Preta, o próprio título da novela já apontava a questão da cor, e a personagem de Taís Araújo era definida somente por isso. Alguém ai lembra o que ela fazia para viver? Quais eram seus sonhos e etc? Não... toda a novela, todas as questões da vida da personagem principal se envolviam com o fato de ela ser negra, somente isso. Esta é uma maneira ruim de tratar o assunto. Afinal, se você quer que o negro seja visto sem diferenciação de tratamento, faça isso já na criação da personagem. Crie uma protagonista como outra qualquer; com profissão, sonhos e triângulos amorosos como em qualquer outra novela e faça com que ela seja, assim, por um acaso, negra, como poderia ser branca, mulata, loira e etc...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É isto que acontece nesta nova novela. Não acompanho para saber se já houveram episódios que envolvam a questão do racismo, mas esta personagem de Taís Araújo, a Helena, não tem como característica principal e quase única ser negra. Ela é uma pessoa como outra qualquer, uma protagonista como outra qualquer, que também é negra. É desta maneira que você de fato estimula a "quebra de preconceitos" e não da forma como o Big Brother Brasil vem fazendo.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4276701444246103810-8369626165938536641?l=www.napontadoslapis.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/YnFY/~4/O9jMcQIld04" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.napontadoslapis.com.br/feeds/8369626165938536641/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4276701444246103810&amp;postID=8369626165938536641&amp;isPopup=true" title="7 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4276701444246103810/posts/default/8369626165938536641?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4276701444246103810/posts/default/8369626165938536641?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/YnFY/~3/O9jMcQIld04/big-brother-brasil-e-questao-do.html" title="Big Brother Brasil e a questão do preconceito" /><author><name>Leonardo Schabbach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02738436794671507187</uri><email>leoschabbach@gmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="08876438529145312470" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">7</thr:total><feedburner:origLink>http://www.napontadoslapis.com.br/2010/01/big-brother-brasil-e-questao-do.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;Dk4HSHc5cCp7ImA9WxBXEEQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4276701444246103810.post-478155754398720984</id><published>2010-01-21T15:28:00.000-02:00</published><updated>2010-01-21T15:28:59.928-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-01-21T15:28:59.928-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Poemas" /><title>Tempos Modernos</title><content type="html">Um belo dia,&lt;br /&gt;
o circo veio à cidade.&lt;br /&gt;
E, junto dele, veio toda compania.&lt;br /&gt;
Palhaços, mágicos, malabares,&lt;br /&gt;
pássaros, pombos e cotovias.&lt;br /&gt;
&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;
Porém, era ali a cidade grande,&lt;br /&gt;
cheia de pompa e também de mordomia.&lt;br /&gt;
E era por isso&lt;br /&gt;
que ao circo&lt;br /&gt;
ninguém ia,&lt;br /&gt;
pois em meio a essa vil modernidade,&lt;br /&gt;
deixa-se de lado a magia&lt;br /&gt;
e opta-se pela racionalidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Comentário:&lt;/b&gt; Este é um poema mais antigo também, é bem curto, simples, mas gosto muito dele. Acho que me traz algumas imagens à cabeça que são agradáveis, uma certa melancolia, não sei bem explicar. Enfim, divido com vocês, espero que gostem.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4276701444246103810-478155754398720984?l=www.napontadoslapis.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/YnFY/~4/r2qiMQPP8ws" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.napontadoslapis.com.br/feeds/478155754398720984/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4276701444246103810&amp;postID=478155754398720984&amp;isPopup=true" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4276701444246103810/posts/default/478155754398720984?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4276701444246103810/posts/default/478155754398720984?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/YnFY/~3/r2qiMQPP8ws/tempos-modernos.html" title="Tempos Modernos" /><author><name>Leonardo Schabbach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02738436794671507187</uri><email>leoschabbach@gmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="08876438529145312470" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">2</thr:total><feedburner:origLink>http://www.napontadoslapis.com.br/2010/01/tempos-modernos.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEAHR3c-fSp7ImA9WxBQGE4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4276701444246103810.post-1684687550278357043</id><published>2010-01-18T14:29:00.002-02:00</published><updated>2010-01-18T14:38:56.955-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-01-18T14:38:56.955-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Outros" /><title>Crítica sobre o novo filme de Sherlock Holmes</title><content type="html">Como havia criado uma postagem falando das minhas expectativas envolvendo o &lt;a href="http://www.napontadoslapis.com.br/2009/09/trailer-do-novo-filme-de-sherlock.html"&gt;&lt;b&gt;novo filme do Sherlock Holmes&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;, hoje escrevo para dar a minha opinião a respeito dele. Uma das maiores preocupações que eu tinha era que, por se tratar de uma super produção, acabassem criando um filme com excessivas cenas de ação e romance e se esquecessem do lado inteligente e perspicaz das obras do autor Sir Arthur Conan Doyle.&lt;br /&gt;
&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;
Felizmente, não foi o que aconteceu. O romance com &lt;b&gt;Irene Adler&lt;/b&gt; (personagem de &lt;b&gt;Rachel McAdams&lt;/b&gt;), romance que não existe nos livros, não é colocado de maneira tão veemente. Inclusive, o que mais chama a atenção é a relação entre Holmes e seu fiel amigo &lt;b&gt;Watson&lt;/b&gt;. As atuações de &lt;b&gt;Robert Downey Jr.&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Jude Law&lt;/b&gt;, neste sentido, para mim foram perfeitas. Ambos conseguiram passar com perfeição a visão que eu tinha dos personagens no livro. Durante toda a história, é impossível não rir com a relação inusitada entre os dois. E este é um ponto extremamente positivo do filme, pois ele finalmente traz uma visão do Watson muito diferente da que a maioria das pessoas estava acostumada. Nos livros, embora o Dr. Watson conte as histórias de Holmes e, quase que o tempo todo, exalte as suas qualidades intelectuais, há uma relação de amizade e reciprocidade entre os dois. Diferentemente dos outros filmes sobre o detetive, Watson não é visto aqui como um personagem inútil, que serve apenas para exaltar as qualidade de Sherlock Holmes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A trama também é bem interessante, seguindo mais pelo lado do caso &lt;b&gt;O cão dos Baskerville&lt;/b&gt;, em que há todo um clima de sobrenaturalidade rondando a história quase que o tempo inteiro. Ainda assim, o grande atrativo do filme é o persongem, o peculiar e incrível detetive Sherlock Holmes. Talvez por isso a recepção do grande público venha a se dividir. Como trama e clímax, o filme é bom, mas nada excepcional. Agora, o personagem de Holmes está extremamente bem desenvolvido e irá, definitivamente, passar a sensação de que o filme é muito bom para aqueles que conseguirem se identificar com ele. Em realidade, este é mais um aspecto em que a super produção se aproxima do livro. Apesar dos casos criados por Sir Arthur Conan Doyle serem de razoável complexidade e bem interessantes, o grande atrativo de seus contos sempre foi a figura de Holmes, era ela quem causava a fascinação necessária para prender os leitores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enfim, de uma maneira geral, achei o filme muito bom e, provavelmente, assistirei-o várias vezes. É claro que ele não consegue ser exatamente como os livros, o que até é um ponto positivo, pois os casos postos na tela do cinema exatamente como contados por Doyle poderiam ficar entediantes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Nota 1:&lt;/b&gt; Há alguns diálogos no filme retirados integralmente dos livros, o que achei muito legal. Por outro lado, em nenhum momento Holmes declama a sua frase mais conhecida: "Elementar, meu caro Watson".&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Nota 2:&lt;/b&gt; Para quem não sabe, a série House foi inspirada em Sherlock Holmes. Não é de se estranhar, portanto, que a relação entre House e Wilson seja tão parecida com a relação entra Holmes e Watson (inclusive nos nomes). Quem acompanha a série irá perceber.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4276701444246103810-1684687550278357043?l=www.napontadoslapis.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/YnFY/~4/aMDx2065-HE" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.napontadoslapis.com.br/feeds/1684687550278357043/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4276701444246103810&amp;postID=1684687550278357043&amp;isPopup=true" title="3 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4276701444246103810/posts/default/1684687550278357043?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4276701444246103810/posts/default/1684687550278357043?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/YnFY/~3/aMDx2065-HE/critica-sobre-o-novo-filme-de-sherlock.html" title="Crítica sobre o novo filme de Sherlock Holmes" /><author><name>Leonardo Schabbach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02738436794671507187</uri><email>leoschabbach@gmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="08876438529145312470" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">3</thr:total><feedburner:origLink>http://www.napontadoslapis.com.br/2010/01/critica-sobre-o-novo-filme-de-sherlock.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CkYHRn0_eyp7ImA9WxBQFkg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-4276701444246103810.post-7172278250501029032</id><published>2010-01-16T11:55:00.000-02:00</published><updated>2010-01-16T11:55:37.343-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-01-16T11:55:37.343-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Poemas de Cecília Meireles" /><title>Dois poemas para crianças, por Cecília Meireles</title><content type="html">Já postei alguns&lt;b&gt; poemas de Cecília Meireles&lt;/b&gt; aqui no blog. Todos sabem a profunda admiração que tenho pelo trabalho da autora, pela profundidade e beleza de seus versos, assim como pelo trabalho com a forma em alguns de seus poemas. Hoje, porém, coloco dois&lt;b&gt; poemas para criança &lt;/b&gt;escritos por ela. Vale lembrar que, mesmo sendo infantis, são incrivelmente agradáveis de se ler, não importa a idade. Achei interessante mostrar mais esse lado de Cecília, que sempre se preocupou muito com a produção de uma literatura mais infantil, afinal, tinha consciência de que são as crianças os futuros leitores e escritores do país. Espero que gostem!&lt;br /&gt;
&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Ou isto ou aquilo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ou se tem chuva e não se tem sol&lt;br /&gt;
ou se tem sol e não se tem chuva!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ou se calça a luva e não se põe o anel,&lt;br /&gt;
ou se põe o anel e não se calça a luva!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quem sobe nos ares não fica no chão,&lt;br /&gt;
quem fica no chão não sobe nos ares.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É uma grande pena que não se possa&lt;br /&gt;
estar ao mesmo tempo em dois lugares!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,&lt;br /&gt;
ou compro o doce e gasto o dinheiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo . . .&lt;br /&gt;
e vivo escolhendo o dia inteiro!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não sei se brinco, não sei se estudo,&lt;br /&gt;
se saio correndo ou fico tranqüilo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas não consegui entender ainda&lt;br /&gt;
qual é melhor: se é isto ou aquilo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;O menino azul&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O menino quer um burrinho&lt;br /&gt;
para passear.&lt;br /&gt;
Um burrinho manso,&lt;br /&gt;
que não corra nem pule,&lt;br /&gt;
mas que saiba conversar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O menino quer um burrinho&lt;br /&gt;
que saiba dizer&lt;br /&gt;
o nome dos rios,&lt;br /&gt;
das montanhas, das flores,&lt;br /&gt;
— de tudo o que aparecer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O menino quer um burrinho&lt;br /&gt;
que saiba inventar histórias bonitas&lt;br /&gt;
com pessoas e bichos&lt;br /&gt;
e com barquinhos no mar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E os dois sairão pelo mundo&lt;br /&gt;
que é como um jardim&lt;br /&gt;
apenas mais largo&lt;br /&gt;
e talvez mais comprido&lt;br /&gt;
e que não tenha fim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(Quem souber de um burrinho desses,&lt;br /&gt;
pode escrever&lt;br /&gt;
para a Ruas das Casas,&lt;br /&gt;
Número das Portas,&lt;br /&gt;
ao Menino Azul que não sabe ler.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Nota:&lt;/b&gt; Quem quiser pode ainda conferir no blog uma postagem sobre as &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.napontadoslapis.com.br/2009/08/uma-visao-sobre-cecilia-meireles.html"&gt;características da obra de Cecília Meireles&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;a href="http://www.napontadoslapis.com.br/2009/08/uma-visao-sobre-cecilia-meireles.html"&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4276701444246103810-7172278250501029032?l=www.napontadoslapis.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/YnFY/~4/8wvPylIW1e8" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.napontadoslapis.com.br/feeds/7172278250501029032/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4276701444246103810&amp;postID=7172278250501029032&amp;isPopup=true" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4276701444246103810/posts/default/7172278250501029032?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/4276701444246103810/posts/default/7172278250501029032?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/YnFY/~3/8wvPylIW1e8/dois-poemas-para-criancas-por-cecilia.html" title="Dois poemas para crianças, por Cecília Meireles" /><author><name>Leonardo Schabbach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02738436794671507187</uri><email>leoschabbach@gmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="08876438529145312470" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">2</thr:total><feedburner:origLink>http://www.napontadoslapis.com.br/2010/01/dois-poemas-para-criancas-por-cecilia.html</feedburner:origLink></entry></feed>
