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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-24275712</atom:id><lastBuildDate>Sun, 12 Feb 2012 06:45:33 +0000</lastBuildDate><title>O Micróbio II</title><description>«...os seres não se medem aos palmos nem as terras pela altitude...»</description><link>http://o-microbioii.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (O Micróbio II)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>197</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://feeds.feedburner.com/blogspot/coxFb" /><feedburner:info xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" uri="blogspot/coxfb" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-24275712.post-7853533723390554806</guid><pubDate>Wed, 13 Apr 2011 10:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-04-13T11:38:57.905+01:00</atom:updated><title>Democracia e liberdade religiosa nas revoluções árabes</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-75pe1YnPzFc/TaV8A-t-S3I/AAAAAAAAAbw/ztMFweoSvJ8/s1600/coptas-muculmanos.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 244px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-75pe1YnPzFc/TaV8A-t-S3I/AAAAAAAAAbw/ztMFweoSvJ8/s320/coptas-muculmanos.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5595014468355378034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os levantamentos verificados nos países árabes tiveram como principal referência a revolução iniciada no Egipto nos meses de Janeiro e Fevereiro deste ano. Muçulmanos e cristãos saíram juntos à rua para derrubar Hosni Mubarak, depois de 30 anos de um governo cuja ilegitimidade se tinha acentuado em plena crise. A taxa de desemprego mais elevada durante muito tempo e um aumento considerável da pobreza foram algumas das razões que provocaram descontentamento entre a população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os egípcios pediam reformas. Os mais jovens, menos contagiados pelo fanatismo religioso ou sentimentos nacionalistas de épocas precedentes, exigiam por sua vez democracia e liberdade para que o país pudesse empreender uma nova era. Aqueles desejos levaram os mais optimistas a pensar que, numa nação em que não existia separação entre religião e Estado, a aspiração democrática conduziria inevitavelmente ao secularismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas na primeira escolha para se optar entre a elaboração de uma nova constituição ou simplesmente reformar a actual, ganhou esta última. A Irmandade Muçulmana e os membros do PND, partido de Mubarak, impuseram-se aos desorganizados grupos rebeldes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.asianews.it/news-en/The-Arab-spring-between-authoritarianism-and-Islamism-21205.html"&gt;Samir Khalil Samir&lt;/a&gt; afirma que “os resultados do referendo sobre a Constituição eram inevitáveis. Nem se colocou sequer a hipótese de mudar o artigo 2º - que estabeleceu em 1972, sem qualquer votação, a sharia como religião oficial do estado – e mesmo que agora fosse submetido à votação, apenas 30% o teria mudado. E não necessariamente porque o resto da população seja islamita, mas porque a maioria não se dá conta e pensa que se foram as leis do Islão que governaram a nação desde a sua origem deve continuar a ser assim. Apenas uns poucos, com uma maior sensibilidade, são conscientes desta oportunidade, especialmente entre os cristãos, de que um governo do Islão tem consequências”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Os cristãos coptas no Egipto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os coptas são cerca de 10-15% da população do Egipto e estão presentes em todos os estratos sociais, desde os mais pobres até aos mais ricos. Estes cristãos egípcios são um colectivo fácil de atacar pela sua fragilidade. Ao não serem reconhecidos oficialmente pelo Islão, tão pouco o Estado os respeita. O seu estatuto de orfandade legal fez com que em muitas ocasiões tenham sofrido ataques indiscriminados por parte dos muçulmanos radicais como reivindicação face ao governo. “É mais fácil queimar uma igreja copta que um ministério – afirma a jornalista &lt;a href="http://www.mercatornet.com/articles/view/egypts_forgotten_copts/"&gt;Ângela Shanahan&lt;/a&gt; – e por isso nos últimos dez anos os coptas foram alvo de mais de quarenta ataques. Acrescentando-se ainda a discriminação que sofrem diariamente em questões educativas ou laborais, mas principalmente no que corresponde à liberdade religiosa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação dos cristãos coptas e a relativização com que se estão a levar a cabo as mudanças no Egipto não vaticina uma “primavera árabe” muito duradoira. Não são muito confortantes as palavras com que algumas autoridades religiosas, como &lt;a href="http://www.nytimes.com/2011/04/02/opinion/02gomaa.htm?_r=1"&gt;Ali Gomaa&lt;/a&gt;, o Grande Mufti do Egipto, procuram justificar a manutenção da Constituição actual. “A sociedade egípcia é profundamente religiosa e é inevitável que o Islão tenha um lugar na nossa ordem política democrática. Isto, no entanto, não deve ser um motivo de alarme para os egípcios ou para o Ocidente. Ainda que a religião não esteja completamente separada do Estado, podemos assegurar que não será utilizada para obter créditos políticos. Além disso não há contradição entre o artigo 2º e o artigo 7º da Constituição reformada, que garante a igualdade dos cidadãos perante a lei independentemente da sua religião, raça ou credo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Democracia e laicidade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na situação actual de alguns países árabes, adverte Samir, surge o paradoxo de que uma possível democracia não garante a secularidade. “Como cristãos queremos a liberdade, democracia, justiça, assim como laicidade, neutralidade religiosa, ou seja, que remos que cada um seja considerado como cidadão, não como muçulmano, cristão ou de outra religião. Desgraçadamente, no Médio Oriente, ao ter que governar grupos fortes e fanáticos, a laicidade só se pode impor por governantes autoritários”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quando o sistema é frágil, é necessário fazer concessões ao Islão. Nós, os cristãos, queremos democracia e laicismo, mas na prática, agora no Médio Oriente é impossível que nos sentemos juntos. Por esta razão os cristãos preferem ter um regime autoritário que pelo menos permita um mínimo de liberdade religiosa”.&lt;br /&gt;O único exemplo que Samir expõe como caso de êxito é a democracia do Líbano. Os cristãos são 35% da população, mas os muçulmanos, apesar de em maioria, aceitaram limitar a sua representação política a 50% dos lugares parlamentares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Samir Khamil fica a esperança de que “aqueles que no Egipto desejam uma sociedade inspirada no Islão, pelo menos afastem o modelo fundamentalista semelhante ao da Arábia Saudita ou Irão”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24275712-7853533723390554806?l=o-microbioii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://o-microbioii.blogspot.com/2011/04/democracia-e-liberdade-religiosa-nas.html</link><author>noreply@blogger.com (O Micróbio II)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-75pe1YnPzFc/TaV8A-t-S3I/AAAAAAAAAbw/ztMFweoSvJ8/s72-c/coptas-muculmanos.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-24275712.post-334400227216880805</guid><pubDate>Fri, 25 Mar 2011 11:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-03-25T11:46:53.592Z</atom:updated><title>Killzone 3</title><description>&lt;iframe title="YouTube video player" src="http://www.youtube.com/embed/Yxjyw1R1FvA" allowfullscreen="" width="410" frameborder="0" height="390"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Género: Acção; Plataforma: PS3; Software: &lt;a href="http://www.guerrilla-games.com/"&gt;Guerrilla Games&lt;/a&gt;; Distribuidor: Sony&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O género dos FPS (first person shooter) está muito em voga: &lt;a href="http://www.medalofhonor.com/"&gt;Medal of Honor&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.callofduty.com/"&gt;Call of Duty&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.singularity-game.com/age-gate?referer=http%3A%2F%2Fwww.singularity-game.com%2F"&gt;Singularity&lt;/a&gt; e outras dezenas de títulos enchem as estantes das lojas de videojogos. Por isso, &lt;a href="http://www.guerrilla-games.com/"&gt;Guerrilla Games&lt;/a&gt; devia ter oferecido algo diferente ao já visto até agora se queria que a sua saga Killzone se distinguisse de todos os outros. Ora bem, esta terceira parte não se destaca pela sua história, personagens ou modos de jogo, mas sim pelas suas qualidades técnicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O argumento situa-nos exactamente onde terminou o jogo anterior, e para não desvirtuar, apenas acrescento que os humanos devem fugir de Helghan, planeta dos Helghast, uma raça semelhante à nossa, extremamente violenta e com enormes ânsias de vingança pelo terrível passado. Para sair com vida do planeta contaremos com um bom arsenal e diversidade de armas além de situações muito variadas (o que é muito positivo), onde tão depressa estamos numa fase de calmaria como dirigindo um veículo em alta velocidade como exercendo funções de sniper. É neste facto que encontramos um ponto contra: não há transições entre estas mudanças o que muitas vezes acaba por ser insólito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.killzone.com/kz3/agegate.html"&gt;Killzone 3&lt;/a&gt; destaca-se sobretudo pelo aspecto técnico: os gráficos exprimem o potencial da PlayStation 3 (não é em vão que está desenvolvido apenas para ela) e o som, em todas as suas vertentes, é espectacular, ajudado pela emoção e pela típica linguagem de guerra. Os inimigos não dão tréguas e os confrontos são realmente impressionantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como era de esperar, e em consonância com as últimas tecnologias, é compatível com 3D e com o comando de movimento PlayStation Move, o que se agradece já que contribui muito e, ainda que este não seja tão rápido nem fiável como o clássico DualShock 3, torna a experiência bem mais “real”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não está à mesma altura o argumento (muito previsível ainda que com algumas nuances interessantes) nem os personagens, demasiado estereotipados (os dirigentes do planeta Helghan são cópias exactas dos típicos que dirigem regimes totalitários). Pelo menos &lt;a href="http://www.guerrilla-games.com/"&gt;Guerrilla Games&lt;/a&gt; dotou a história principal de modo cooperativo, com o que podemos jogar juntamente com um amigo mas não em online. De resto pode-se jogar em modo “multiplayer” ao estilo de &lt;a href="http://www.callofduty.com/"&gt;Call of Duty&lt;/a&gt;, mas não na história principal já que nesta vertente os modos de jogo são os normais: por equipa, todos contra todos, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.killzone.com/kz3/agegate.html"&gt;Killzone 3&lt;/a&gt; é o que se esperava, mas não mais do que isso. Agrada mas não surpreende. &lt;a href="http://www.guerrilla-games.com/"&gt;Guerrilla Games&lt;/a&gt; potenciou tanto o aspecto técnico que pôs de lado o narrativo e este é o seu tendão de Aquiles.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24275712-334400227216880805?l=o-microbioii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://o-microbioii.blogspot.com/2011/03/killzone-3.html</link><author>noreply@blogger.com (O Micróbio II)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://img.youtube.com/vi/Yxjyw1R1FvA/default.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-24275712.post-1496657533666121967</guid><pubDate>Mon, 07 Mar 2011 10:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-03-07T11:12:33.863Z</atom:updated><title>Óscares 2011 – Hollywood aplaude o discurso do Rei</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-6nLntkwGOqY/TXS6m7heR7I/AAAAAAAAAbo/ra8NoUGWtLM/s1600/kings-speech-movie.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 159px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-6nLntkwGOqY/TXS6m7heR7I/AAAAAAAAAbo/ra8NoUGWtLM/s320/kings-speech-movie.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5581291016194770866" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filme, realização, guião original e actor principal. Com estes prémios não é preciso dizer mais nada. O &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1504320/"&gt;The King’s Speech&lt;/a&gt; seduziu Hollywood e foi o grande triunfador com 4 estatuetas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os prémios de interpretação para Natalie Portman (&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0947798/"&gt;Black Swan&lt;/a&gt;), Melissa Leo e Christian Bale (&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0964517/"&gt;The Fighter&lt;/a&gt;) estão mais que justificados: são 3 intérpretes magníficos. Natalie Portman, actriz de grande talento, demonstrou que é a única coisa de interessante no mórbido &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0947798/"&gt;Black Swan&lt;/a&gt;. Bale deve o seu prémio a Mark Walbergh que ilumina todo um filme e dá o mote para que Bale brilhe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maravilhosa moldura do &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1285016/"&gt;The Social Network&lt;/a&gt; foi reconhecida por uma Academia que preferiu, de maneira compreensível, deixar o filme de Fincher fora dos grandes prémios. Que &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1403865/"&gt;True Grit&lt;/a&gt; ficasse de mãos vazias, sendo o segundo filme com maior número de nomeações, é perfeitamente normal: os primeiros a reclamar perante o protagonismo do filme (que, por sinal, excelente) foram os próprios irmãos Coen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Susanne Bier, a grande realizadora dinamarquesa que trabalha com Zentropa, o selo de Lars Von Trier, levou o Óscar de melhor filme estrangeiro com &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1340107/"&gt;Hævnen&lt;/a&gt;, um filme forte (e, porque não dizê-lo, muito cruel), muito parecido com as obras anteriores (&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0457655/"&gt;Efter brylluppet&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0386342/"&gt;Brødre&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0469623/"&gt;Things We Lost in the Fire&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os prémios técnicos que &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1375666/"&gt;Inception&lt;/a&gt; levou, avaliam a opinião de muitos que destacam mais a forma que o conteúdo do filme de Christopher Nolan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0435761/"&gt;Toy Story 3&lt;/a&gt; foi o melhor filme de animação e Randy Newman levou o galardão da canção, que está longe de ser uma das melhores que compôs no seu longo percurso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora o triunfo da noite: Colin Firth, um actor extraordinário, recebeu finalmente o prémio que devia ter recebido há muito tempo. O papel de Jorge VI foi-lhe oferecido pelo guionista mais velho premiado na história dos Óscares, David Seidler, 74 anos, um inglês que chegou aos EUA em 1940 fugindo das bombas alemãs e que escreveu o seu primeiro guião para Coppola: um fabuloso filme de nome &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0096316/"&gt;Tucker: The Man and His Dream&lt;/a&gt; (1988).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24275712-1496657533666121967?l=o-microbioii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://o-microbioii.blogspot.com/2011/03/oscares-2011-hollywood-aplaude-o.html</link><author>noreply@blogger.com (O Micróbio II)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-6nLntkwGOqY/TXS6m7heR7I/AAAAAAAAAbo/ra8NoUGWtLM/s72-c/kings-speech-movie.png" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-24275712.post-6962256521828361923</guid><pubDate>Thu, 17 Feb 2011 14:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-02-17T14:20:30.646Z</atom:updated><title>O primeiro prémio World Press Photo mostra a opressão da mulher sob os talibãs</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-TJe6NuunK3o/TV0ucgCvz3I/AAAAAAAAAbg/8KlGSlJIdII/s1600/20110214wordlpressphoto2011_amp.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 255px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-TJe6NuunK3o/TV0ucgCvz3I/AAAAAAAAAbg/8KlGSlJIdII/s320/20110214wordlpressphoto2011_amp.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5574662980927213426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O retrato de Bibi Aisha, uma jovem do Afeganistão mutilada pelo seu marido, foi galardoado com o primeiro prémio &lt;a href="http://www.worldpressphoto.org/"&gt;World Press Photo&lt;/a&gt; de 2010. A imagem foi captada em Kabul pela sul-africana Jodi Bieber a 1 de Agosto de 2010, tendo sido publicada na revista Time,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A jovem afegã de 18 anos foi castigada por um talibã por se ter refugiado em casa da sua família fugindo da violência do seu marido. Depois do veredicto dos talibãs, o seu cunhado arrastou-a até à casa do seu marido que lhe cortou o nariz e abandonou-a. Foi resgatada por militares americanos e actualmente reside nos Estados Unidos, onde recebe ajuda e tem sido submetida a intervenções cirúrgicas para reconstrução do nariz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A foto foi seleccionada entre mais de 100.000 imagens enviadas por 5.847 profissionais de 125 países. Este concurso, o maior em participação e o mais internacional no ramo, também o é relativamente ao júri que é composto por 19 fotógrafos e editores de imagem de todo o mundo para escolher os prémios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente do júri, David Burnett, aconselhou os fotógrafos a seguirem a sua própria intuição: “Com o desenvolvimento da tecnologia digital é tal a competição, que as fotos feitas com o coração orientado pela intuição têm mais possibilidade de se destacar que as realizadas por encargo de uma redacção”. Burnett destacou a elevada percentagem de profissionais italianos premiados e o facto de várias fotos terem sido captadas por fotógrafos locais. “Não vale a pena andar atrás do exótico, o êxito está ao virar da esquina”. Isto ocorreu com a foto do toureiro, tirada por um espanhol, sucedendo mesmo com séries sobre o Bangladesh, México e Somália, fotografadas por profissionais desses locais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As obras dos 56 fotógrafos galardoados são uma recapitulação da memória de 2010. Mostram o terramoto do Haiti e as erupções vulcânicas na Indonésia, passando pela guerra dos narcotraficantes no México, as inundações do Paquistão ou um retrato de Julian Assange, fundados da Wikileaks, da autoria do irlandês Seamus Murphy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma novidade foi a entrega de uma menção especial a reportagens feitas por não profissionais. Exemplo disso é um dos mineiros do Chile. O fotógrafo Adam Patterson enviou uma pequena câmara digital a Eduardo Peña e deu-lhe instruções para que mostrasse como viviam a 700 m de profundidade. A &lt;a href="http://www.worldpressphoto.org/"&gt;WPPH&lt;/a&gt; quis premiar estes cidadãos que substituíram os fotógrafos quando estes não estão no lugar da notícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma exposição itinerante com as fotos premiadas percorrerá 100 países depois da inauguração em Amesterdão, onde Jodi Bieber receberá o seu prémio, dotado com 10.000 €. Finalmente a maior distinção, já que tinha ganho oito prémios em diversas categorias em que concorreu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24275712-6962256521828361923?l=o-microbioii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://o-microbioii.blogspot.com/2011/02/o-primeiro-premio-world-press-photo.html</link><author>noreply@blogger.com (O Micróbio II)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-TJe6NuunK3o/TV0ucgCvz3I/AAAAAAAAAbg/8KlGSlJIdII/s72-c/20110214wordlpressphoto2011_amp.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-24275712.post-221412211533596030</guid><pubDate>Wed, 09 Feb 2011 16:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-02-09T16:19:14.780Z</atom:updated><title>O que custa deixar a cadeira presidencial em África</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_WQYQYaiERAo/TVK-Cx9ECUI/AAAAAAAAAbY/3kJKUq5zrQk/s1600/african_map_of_africa_flags_within_country_maps_postcard-p239409289846642337trdg_400.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_WQYQYaiERAo/TVK-Cx9ECUI/AAAAAAAAAbY/3kJKUq5zrQk/s320/african_map_of_africa_flags_within_country_maps_postcard-p239409289846642337trdg_400.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5571724643989195074" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Constituições retocadas, eleições canceladas ou manipuladas, repressão dos partidos da oposição… todas as estratégias foram utilizadas por parte de alguns chefes de estado africanos com o intuito de prolongar o seu poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou a ensaiar-se uma espécie de sistema hereditário sem rei, como recentemente sucedeu no Gabão: no dia 8 de Junho de 2009 morreu Omar Bongo Ondimba, depois de 44 anos como chefe de estado. Depois do breve mandato de um governo provisório, em Outubro desse mesmo ano Ali Bem Bongo, filho de Ondimba, assumiu o poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a recorrência às sagas familiares não é um fenómeno novo em África: na República Democrática do Congo e no Togo já se tinha ocorrido algo semelhante em 2001 e 2005. É o caso do próprio Egipto, onde antes de estalar o conflito os rumores já situavam o filho de Mubarak – que já liderava o partido político do seu pai – como sucessor do chefe de estado. Hoje esta possibilidade parece ter desaparecido. E no entanto, vale a pena perguntar que teria acontecido se não tivesse havido o contágio dos protestos iniciados em Tunis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto os golpes de estado foram moda para subir ao poder durante as décadas de 70 e 80, agora prefere-se a manipulação da constituição ou das eleições. Isto é precisamente um dos objectivos destes “especialistas” em manter o poder: não armar confusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o caso de Angola: José Eduardo dos Santos é presidente da República desde 1979. Em 1992, num gesto de magnanimidade, decidiu retocar a constituição de forma a promover o confronto eleitoral com alguém que lhe quisesse fazer frente. Resultado demasiado previsível já que na ocasião só existia praticamente um partido. No entanto, o resultado da primeira volta não deve ter agradado pelo que resolveu suspender a segunda volta. As últimas eleições deviam ter acontecido em 2009, mas alguém se deve ter esquecido…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1979, um golpe militar nomeou Teodoro Obiang como chefe de estado da Guiné Equatorial. Até ao momento foi reeleito em todas as eleições. Além disso, modificou os mandatos constitucionais que limitavam o número de vezes que podia ter sido reeleito. Todos os processos eleitorais foram classificados de fraudulentos pela comunidade internacional. No último obteve uma suspeita vitória com 95,8% dos votos. Enquanto isto, o achado de importantes jazidas de petróleo converteram o país num dos maiores produtores de África. Dizer que é um dos mais prósperos será ir longe demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estratégia de Muammar Al-Gaddafi na Líbia foi diferente, ainda que também subtil: na realidade não é chefe de estado nem tem sequer algum título político oficial, pelo que se evita o aborrecimento de ter que modificar a constituição. No entanto, o seu controlo do país como líder da revolução continua efectivo, tal e qual como quando chegou ao poder graças ao golpe militar em 1969. O que realmente mudou foi a política externa. De permanente ameaça pela sua colaboração com o terrorismo islâmico, foi pouco a pouco suavizando a sua mensagem relativamente à diplomacia ocidental. Este ano ocupa um lugar no Conselho da ONU para os direitos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro que gosta do “lugar” é Robert Gabriel Mugabe. Em 1987 chegou ao poder no Zimbabwe, e já com quase 87 anos continua a ganhar eleições: as últimas em 2008, onde obteve 85,5% dos votos. Como em todas as anteriores ocasiões também estas foram classificadas de fraudulentas pelos observadores internacionais. Com Mubarak na corda bamba, Mugabe parece condenado a perder um dos seus companheiros do ilustre clube dos dirigentes octogenários: em África só o acompanha Abdoulaye (83 anos), presidente do Senegal, ainda que este “só” tenha 11 anos de poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente dos Camarões também está a caminho de morrer no poder. Com os seus 78 anos, Paul Biya acumula 29 anos de mandato. E o lugar não parece em risco: nas últimas eleições obteve mais de 70% dos votos, e o seu partido controla 140 doa 180 lugares da câmara. Por acaso e se Biya assim o desejar, o presidente tem poder para alargar ou reduzir a legislatura…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro que consegui eliminar os limites do seu poder foi Yoweri Museveni, presidente do Uganda desde 1986. Além de acumular os cargos de presidente da república e chefe de governo, em 2005 modificou a constituição para que pudesse ser reeleito sem limite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história de Denis Sassou Nguesso é mais complicada. Assim que a República do Congo obteve a independência procurou adoptar o marxismo à realidade do seu país. A experiência não funcionou e, em 1992, nas primeiras eleições democráticas, perdeu o poder. No entanto, a guerra civil de 1997 devolveu-lhe o lugar. A sua política provocou várias tentativas de guerra e actualmente vive uma tensa calma com os rebeldes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Políticos africanos com mais anos de poder:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Muammar Al-Gaddafi&lt;/span&gt; - Líbia – 42 anos de poder – 75 anos de idade&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;José Eduardo dos Santos&lt;/span&gt; - Angola – 32 anos de poder – 69 anos de idade&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Teodoro Obiang&lt;/span&gt; – Guiné Equatorial - 32 anos de poder – 68 anos de idade&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Robert Gabriel Mugabe&lt;/span&gt; - Zimbabwe - 31 anos de poder – 87 anos de idade&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Mohamed Hosni Mubarak&lt;/span&gt; - Egipto - 30 anos de poder – 85 anos de idade&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Paul Biya&lt;/span&gt; - Camarões - 29 anos de poder – 78 anos de idade&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Denis Sassou Nguesso&lt;/span&gt; – República do Congo - 27 anos de poder – 68 anos de idade&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Yoweri Kaguta Museveni&lt;/span&gt; - Uganda - 25 anos de poder – 67 anos de idade&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Blaise Compaoré&lt;/span&gt; - Burkina Faso - 24 anos de poder – 60 anos de idade&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24275712-221412211533596030?l=o-microbioii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://o-microbioii.blogspot.com/2011/02/o-que-custa-deixar-cadeira-presidencial.html</link><author>noreply@blogger.com (O Micróbio II)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_WQYQYaiERAo/TVK-Cx9ECUI/AAAAAAAAAbY/3kJKUq5zrQk/s72-c/african_map_of_africa_flags_within_country_maps_postcard-p239409289846642337trdg_400.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-24275712.post-4765969979396592103</guid><pubDate>Wed, 19 Jan 2011 10:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-01-19T10:47:58.906Z</atom:updated><title>Sou fumador</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_WQYQYaiERAo/TTbA7mb2x8I/AAAAAAAAAbM/4yqqy2KV4kM/s1600/area_fumador%255B1%255D.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 303px; height: 297px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_WQYQYaiERAo/TTbA7mb2x8I/AAAAAAAAAbM/4yqqy2KV4kM/s320/area_fumador%255B1%255D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5563846519825024962" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como aqueles fanáticos que vêem um “pecado” no menor dos gestos que possa parecer suspeito, agora basta uma baforada de fumo para que haja quem de bom grado lapidasse a quem se atrevesse a tanto, berrando: “Não quero ser fumador passivo”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vão os fumadores razoáveis (porque também há os que não são) invocam que apenas querem um espaço para eles (começam a escassear), ainda que se afoguem no seu próprio fumo, que não querem de modo algum meter-se com o pulmão alheio, que lhes parece exigível que não se limite a liberdade de ninguém, nem dos que fumam nem dos que não fumam. Esta sociedade que aceita facilmente males muito maiores, acaba por ser de uma intolerância que raia o fanatismo quando se trata do tabaco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bode expiatório&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por uma má consciência de aceitar males maiores, o tabaco converte-se em bode expiatório. Toda a fúria, o rancor, o ódio que se descarrega contra o tabaco – e indirectamente contra os fumadores e fumadoras – dá uma certa (falsa) consciência de se estar correcto, no “lado dos bons”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como em todas as formas pseudo-religiosas, ante o ardor dos fanáticos surgiu uma minoria de dissidentes, de “hereges”, que adoptaram o nome de “insubmissos”. Como quase sempre, há pouco que fazer, porque do lado contrário não só está todo o Estado como uma grande parte da sociedade. A sociedade maioritária experimentou em muitas ocasiões um certo gosto em lutar contra as minorias, contra quem “não é como nós”. O caso do tabaco é mais um.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24275712-4765969979396592103?l=o-microbioii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://o-microbioii.blogspot.com/2011/01/sou-fumador.html</link><author>noreply@blogger.com (O Micróbio II)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_WQYQYaiERAo/TTbA7mb2x8I/AAAAAAAAAbM/4yqqy2KV4kM/s72-c/area_fumador%255B1%255D.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-24275712.post-2026177298093006200</guid><pubDate>Wed, 24 Nov 2010 16:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-11-24T16:52:22.607Z</atom:updated><title>O Papa, o preservativo e a abertura</title><description>&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Uma conduta de risco na informação jornalística é ficar pelo título chamativo e desprezar o contexto das palavras. Acabamos de o comprovar, uma vez mais, perante as palavras de Bento XVI sobre os preservativos no livro da entrevista com Peter Seewald. A pergunta do jornalista tenta clarificar a controvérsia que surgiu por motivo das declarações do Papa na sua viagem a África (Camarões) em 2009, quando disse que a epidemia da sida não se pode resolver simplesmente com a distribuição de preservativos. Agora, acrescentou que pode haver casos singulares em que esteja justificado o seu uso, para evitar a transmissão da doença, e colocou como exemplo uma prostituta que toma essa precaução como um acto de responsabilidade para não infectar outra pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelos seus comentários em terras africanas, Bento XVI sofreu uma crucifixão mediática, agora, pelo contrário, foi felicitado pela sua “abertura” e “realismo”, como se tivesse sido concedido indulgência plenária pelo uso do preservativo. No entanto, em qualquer dos casos o que orienta o Papa são os mesmos princípios: a humanização da sexualidade e a necessidade de prevenir a sida com uma mudança de condutas, não só com o preservativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Contra a banalização da sexualidade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Papa diz na entrevista que é necessário enfrentar a “banalização da sexualidade”, pela qual “muitas pessoas já não vêem na sexualidade a expressão do seu amor, mas sim uma espécie de droga”. Diante desta concepção, que leva à promiscuidade, o Papa quer que a sexualidade não se desvincule do amor e “possa exercer o seu efeito positivo sobre o ser humano na sua totalidade”. O autêntico modo de vencer a infecção do VIH não é o preservativo mas uma “verdadeira humanização da sexualidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Papa não mudou a sua orientação de fundo relativamente à sua viagem a África, onde também manteve que a luta contra a sida se deve basear numa “humanização da sexualidade, ou seja, uma renovação espiritual e humana que leve consigo um novo modo de comportamento na relação entre as pessoas”. Em definitivo, o que pedia e o que pede o Papa é um modo responsável de viver a sexualidade, sem deixar de ter em conta o bem do outro. E, seguindo o exemplo do Papa, se alguém escolheu um estilo de vida como a prostituição, não lhe vamos colocar como ideal a fidelidade ao seu par, por isso, neste caso, o uso do preservativo pode ser “um primeiro acto de responsabilidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestas e noutras situações singulares – como já numerosos moralistas apontaram no caso de casais em que um é seropositivo e o outro não – usar o preservativo para evitar a infecção é um sinal de responsabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este ponto de vista é muito distinto da estratégia da distribuição indiscriminada e massiva de preservativos como se fosse a vacina contra o VIH. Bento XVI admite como um mal menor para casos particulares como “um primeiro acto de responsabilidade para alertar de novo as consciências de que nem tudo é permitido e que não se pode fazer tudo o que se queira”. Do lado oposto, os defensores acérrimos do preservativo, continuam a transmitir a mensagem de que tudo vale desde que se use.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produz-se assim o efeito indesejado que os epidemiológicos denominam por “compensação de riscos”. Como se comprovou em diversos países africanos, onde a distribuição massiva de preservativos levou a um aumento da promiscuidade e do contágio. E o mesmo se pode dizer da escalada da infecção entre homossexuais em países desenvolvidos que, segundo a UNAIDS, se converteu no principal modo de transmissão na América do Norte e na União Europeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A abertura necessária&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perante tanto ruído sobre a “mudança de posição” de bento XVI, não podemos esquecer que a Igreja não tem uma doutrina sobre preservativos, mas sim sobre o valor da sexualidade, conforme a sua ideologia do homem. O Papa adverte na entrevista que “concentrar-se apenas no preservativo é banalizar a sexualidade”. Por isso a Igreja defende a educação da pessoa para que viva a sua sexualidade como manifestação de amor e integrada num projecto de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É precisamente isto que não entendem os que consideram as palavras do Papa como um primeiro passo para a bênção do preservativo em qualquer circunstância, quando o que Bento XVI procura é focar-se numa “moralização para desenvolver a consciência do que não está permitido”. Os primeiros acham que a promiscuidade é boa ou, pelo menos, é irreparável. Bento XVI não se conforma com este nível de sexualidade tão pouco humana. Neste sentido, poderá haver casos singulares em que o uso do preservativo seja útil, mas a Igreja também admite o uso de opiáceos para mitigar a dor em situações extremas, sem que considere um ideal a sua difusão massiva. O problema da “cultura do preservativo” é que não confia na educação do carácter da pessoa, mas confia no recurso ao artifício técnico, nem sempre bem usado e portanto não carente de risco. Por isso dirige uma mensagem indiscriminada a toda a população, onde a mesma serve tanto para os alunos de uma escola como para prostitutas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bento XVI vai mais longe. Por isso, não ficaria mal aos que agora saúdam a “abertura” que abrissem um pouco mais a sua mente que os leva a desprezar os esforços realizados em favor do atraso do início das relações sexuais e da fidelidade no casal. A luta contra a sida ganharia muito mais com isso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24275712-2026177298093006200?l=o-microbioii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://o-microbioii.blogspot.com/2010/11/o-papa-o-preservativo-e-abertura.html</link><author>noreply@blogger.com (O Micróbio II)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-24275712.post-509689613129240904</guid><pubDate>Wed, 17 Nov 2010 11:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-11-17T11:28:07.560Z</atom:updated><title>Unstoppable</title><description>&lt;object width="410" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/JA63glohLhg?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/JA63glohLhg?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="410" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Realizador&lt;/span&gt;: Tony Scott&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Guião&lt;/span&gt;: Mark Bomback&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Actores&lt;/span&gt;: Denzel Washington, Chris Pine, Rosario Dawson, Ethan Suplee, Kevin Dunn.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já deu para perceber que Tony Scott tem uma paixão por comboios. Foi assim em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0108399/"&gt;True Romance&lt;/a&gt; (1993) e em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1111422/"&gt;The Taking of Pelham 1 2 3&lt;/a&gt; (2009), e neste &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0477080/"&gt;Unstoppable&lt;/a&gt; são mesmo os personagens principais da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A máquina que sem controlo humano avança a toda a velocidade para destruir uma cidade tem mais de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0120685/"&gt;Godzilla&lt;/a&gt; do que um esperado &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0089941/"&gt;Runaway Train&lt;/a&gt;. Parece incrível, mas aconteceu na realidade em 2001: perto de Toledo (Ohio), devido a um estúpido erro, um comboio com 47 vagões arrancou sozinho, sem maquinista, e percorreu cerca de 107 km, com uma carga altamente perigosa. Um destemido maquinista saltou para o comboio em andamento para o travar. O último filme de Tony Scott relata este acontecimento como uma catástrofe, ou melhor, como os filmes clássicos de monstros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este comentário merece, como é óbvio, uma explicação: sinceramente, talvez esperássemos outro tipo de filme de acção, uma espécie de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0111257/"&gt;Speed&lt;/a&gt;, mas com comboios, e Scott dá-nos gato por lebre. Não é o seu melhor filme, no entanto é um filme sério, de grande força visual, sóbrio, sem adornos inúteis e com todos os elementos (clássicos) no seu sítio. Tudo com um generoso pressuposto de 100 milhões de dólares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Scott põe em cena todos os elementos do género: a ameaça de catástrofe iminente, os esforços oficiais para o deter, a imprensa que persegue a notícia, o clássico duo de perdedores – um veterano (Washington) e um jovem (Pine) – que contra todos os prognósticos conseguem o impossível. E também contra todo o tipo de prognósticos, Scott surpreende por ser conciso, pela sua clareza expositiva, pelos seus planos imaginários, desta vez adequados e plenamente justificados: utiliza as imagens dos repórteres e dos noticiários que cobrem a notícia para completar a narração principal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não esquece o elemento humano: as suas personagens têm vida. A escolha dos actores é acertada. Denzel Washington já tinha trabalhado com ele (este é o quinto filme que rodam juntos), e o jovem Chris Pine é capaz de dar réplica ao seu colega veterano. Os dramas pessoais, sem perderem a acção principal, completam o quadro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24275712-509689613129240904?l=o-microbioii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://o-microbioii.blogspot.com/2010/11/unstoppable.html</link><author>noreply@blogger.com (O Micróbio II)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-24275712.post-3133592640055869433</guid><pubDate>Mon, 15 Nov 2010 11:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-11-15T11:53:53.951Z</atom:updated><title>A “obamania” perde fôlego</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_WQYQYaiERAo/TOEeJvk5bjI/AAAAAAAAAao/1zd4kT5_HFc/s1600/800px-2010_gubernatorial_election_results.png"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 208px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_WQYQYaiERAo/TOEeJvk5bjI/AAAAAAAAAao/1zd4kT5_HFc/s320/800px-2010_gubernatorial_election_results.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5539742169381301810" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Depois das eleições de 2 de Novembro, a Câmara de Representantes regressa para as mãos dos republicanos. Também foram submetidas a sufrágio 160 propostas por todo o país. A que gerou maior expectativa foi a que propunha a legalização da “marijuana” para uso recreativo na Califórnia, tendo sido chumbada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de recuperar 60 lugares, o Partido Republicano conseguiu arrebatar aos democratas a maioria na Câmara de Representantes com 239 lugares assegurados frente a 187. 9 lugares estão ainda por preencher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Senado, os republicanos também fizeram progressos: 46 lugares, conseguiram recuperar 6, mas os democratas conservam 53. Neste momento encontra-se 1 ainda pendente. Por outro lado, o Partido Republicano conseguiu 9 governadores novos e o Partido Democrata perde 9. Ainda se encontram por decidir 4 estados (um deles é independente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo em conta estes resultados, Obama apressou-se a recuperar o discurso do “terreno comum” que já tinha utilizado na sua eleição. O presidente declarou que desejava colaborar com os republicanos “para encontrar um terreno comum, desenvolver o país e trabalhar pelo povo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso é exactamente o que os eleitores não tinham claro que Obama estivesse a fazer. Para Christopher Mann, professor de ciência política na Universidade de Miami, mais que uma vitória republicana foi “uma reacção da esquerda e da direita face a quem está a governar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta análise vem dar razão às reivindicações do Tea Party, o outro vencedor da jornada eleitoral. Os correspondentes do Washington Post, Krissah Thompson e Amy Gardner, acreditam que o “Tea Party amadureceu: deixou de ser um movimento de protesto para se converter numa poderosa força capaz de gerar mudanças políticas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com efeito, o Tea Party conseguiu que os seus candidatos republicanos em Estados tão disputados como Kentucky, Florida e Pensilvânia; com a novidade, além disso, de ter conseguido os seus dois primeiros lugares no Senado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, o Tea Party também sofreu derrotas noutros Estados onde fizeram campanha. Os seus candidatos perderam no Nevada, Delaware, West Virgínia e New York. O caso mais sonante foi o da candidata republicana Christine O’Donnell (Delaware) que está no centro das atenções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Legalização da marijuana&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Califórnia reprovou por maioria de 53% a Proposição 19, que legalizaria a posse de marijuana (até 28 g), para uso recreativo, e a sua plantação em propriedade privada. Desta forma, na Califórnia – assim como noutros Estados e no Distrito de Columbia – continua a ser legal o consumo e cultivo apenas para fins medicinais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros dois Estados submeteram a referendo a legalização da marijuana para fins medicinais. Dakota do Sul reprovou por ampla margem (63%) e Arizona também reprovou mas por uma margem menor (50,3%).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez por influência do Tea Party, as propostas relativas à economia (sobretudo, os impostos) tiveram um protagonismo muito maior nestas eleições que as questões morais ou sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre estas últimas, Colorado afastou por maioria de 70% uma iniciativa que pretendia reconhecer a personalidade ao feto desde a concepção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros Estados aprovaram iniciativas com o fim de tirar peso à reforma da saúde aprovada em Março, o projecto chave de Obama. Assim, o Arizona aprovou por maioria de 55% uma emenda constitucional que proíbe “qualquer lei ou norma que obrigue uma pessoa, empresário ou pessoal da saúde a participar num sistema de saúde”. Mas não ficou claro a força legal que esta emenda poderá ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mesma linha, os eleitores de Oklahoma aprovaram por maioria de 64% uma emenda constitucional que proíbe “ a participação obrigatória em sistemas de saúde”. Neste Estado também ficou aprovada uma  que proíbe os tribunais estatais de terem em conta a leis internacionais – menciona-se expressamente a sharia islâmica – na resolução de litígios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro Estados decidiram aprovar propostas dirigidas a rever constituições estatais. Num deles, Maryland, já não se fazia desde 1967. Os outros três são Iowa, Michigan e Montana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24275712-3133592640055869433?l=o-microbioii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://o-microbioii.blogspot.com/2010/11/obamania-perde-folego.html</link><author>noreply@blogger.com (O Micróbio II)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_WQYQYaiERAo/TOEeJvk5bjI/AAAAAAAAAao/1zd4kT5_HFc/s72-c/800px-2010_gubernatorial_election_results.png" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-24275712.post-4633666915674782222</guid><pubDate>Wed, 20 Oct 2010 11:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-10-20T12:10:37.531+01:00</atom:updated><title>The stoning of Soraya M.</title><description>&lt;object width="410" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/uWbdn5YfMJs?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/uWbdn5YfMJs?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="410" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Realizador&lt;/span&gt;: Cyrus Nowrasteh&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Guião&lt;/span&gt;: Betsy Giffen Nowrasteh y Cyrus Nowrastehm.&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Intérpretes&lt;/span&gt;: Shohreh Aghdashloo, Mozhan Marnò, James Caviezel, Navid Negahban, David Diaan.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1986, o carro do jornalista franco-iraniano Freidoune Sahebjam tem uma avaria em Kapuyeh, uma pequena aldeia montanhosa no Irão sob o jugo do fundamentalismo islâmico. Uma mulher convence-o a ir a sua casa e gravar uma aterrorizante história que tem de ser conhecida. O jornalista conhece assim a dantesca tragédia de Soraya M., uma jovem mãe de quatro filhos, lapidada poucos dias antes, vítima de uma cruel conspiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este inquietante e notável filme do americano Cyrus Nowrasteh baseia-se num best seller internacional de Freidoune Sahebjam, que deu a conhecer ao mundo a lapidação de Soraya M. O filme foi exibido nos festivais de Toronto e Los Angeles, onde obteve o prémio do Público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto o livro como o guião – escrito pelo próprio Nowrasteh e pela sua esposa Betsy Giffen – realçam a insegurança jurídica, o desprezo pelos direitos humanos e a discriminação da mulher em países islâmicos onde se aplica a sharia, sobretudo aqueles onde vigoram penas tão desumanas como a lapidação pública: Irão, Somália, Sudão, Iraque, Emiratos Árabes Unidos, Afeganistão, Paquistão…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, o filme fundamenta as suas críticas elogiando a religiosidade sincera e o sentido de solidariedade de tantos crentes muçulmanos. E, inclusive, mostra como por detrás de alguns fundamentalismos supostamente religiosos, se ocultam a inveja, a ambição do poder, a luxúria e outros interesses que de espiritual nada têm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem grande alarde, Nowrasteh entrelaça com fluidez todos os fios narrativos, evitando com habilidade o maniqueísmo e a falta de argumentação. Consegue-o quase sempre, graças ao sóbrio realismo da sua câmara e ao excelente trabalho de toda a equipa, especialmente da veterana Shohreh Aghdashloo e da jovem Mozhan Marnó, muito convincente na interpretação da sofrida pele de Soraya M. Também Jim Caviezel está à altura do seu papel, onde confirma a sua poderosa presença física e a sua profunda voz. Elogio especial merece a música de John Debney, tão sugestiva e inquietante como a que compôs para a &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0335345/"&gt;The Passion of the Christ&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24275712-4633666915674782222?l=o-microbioii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://o-microbioii.blogspot.com/2010/10/stoning-of-soraya-m.html</link><author>noreply@blogger.com (O Micróbio II)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-24275712.post-3742474321463093941</guid><pubDate>Fri, 08 Oct 2010 11:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-10-08T12:52:32.273+01:00</atom:updated><title>Buried</title><description>&lt;object width="420" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/GWVoUBgVcf8?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/GWVoUBgVcf8?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="420" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Realizador&lt;/span&gt;: Rodrigo Cortés&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Guião&lt;/span&gt;: Chris Sparling. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Intérpretes&lt;/span&gt;: Ryan Reynolds, Robert Paterson, José Luis García Pérez, Stephen Tobolowsky, Samantha Mathis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este filme é, acima de tudo, um desafio técnico e narrativo. O facto de não ser a primeira vez que se fazem experiências deste género não tira mérito a esta produção, dirigida pelo espanhol Rodrigo Cortés. Se em filmes como “&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0037017/"&gt;Lifeboat&lt;/a&gt;” ou “&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0040746/"&gt;Rope&lt;/a&gt;”, de Hitchcock, o desafio era rodar num único quadro, a novidade de Buried é que este quadro é uma caixa em forma de urna. Tudo acontece dentro da caixa e com a presença de um único actor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paul Conroy é um motorista americano contratado para fazer transportes no Iraque em 2006. Atacado por terroristas, Paul é sequestrado, torturado e enterrado numa caixa com uma luz e um telemóvel. Pedem por ele 5 milhões de dólares. O prazo é 90 minutos, exactamente a duração do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito interessante comprovar o que se tira da câmara e do guião para oferecer toda uma panóplia de emoções e situações, sem qualquer quebra de ritmo. Por detrás das piruetas formais do filme está uma dura crítica à burocracia, aos meios de comunicação social, à desumanização da política e solta-se um claustrofóbico niilismo que se torna insuportável à medida que passa o tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao não ver mais que uma personagem, o espectador tem de colocar em jogo toda a sua imaginação: dar rosto às vozes do telemóvel, configurar a gestão da sua libertação, inclusive reconstruir a vida familiar e afectiva do protagonista. Neste micro-espaço de madeira, o realizador cria momentos de aventura, de tensão dialéctica, de terror, de romance e até de comédia… negra. O filme não está isento de alguns erros, especialmente de credibilidade nalguns detalhes, mas prevalecem os acertos. Não é um filme para qualquer um: é muito angustiante, muito deprimente e não dá lugar a qualquer resquício de esperança.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24275712-3742474321463093941?l=o-microbioii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://o-microbioii.blogspot.com/2010/10/buried.html</link><author>noreply@blogger.com (O Micróbio II)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-24275712.post-463752364297279287</guid><pubDate>Wed, 29 Sep 2010 11:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-09-29T12:39:58.351+01:00</atom:updated><title>Venezuela: a batalha pela democracia</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_WQYQYaiERAo/TKMlUMn038I/AAAAAAAAAag/KSWgalmtWh8/s1600/hugo-chavez_w_fidel-castro.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 249px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_WQYQYaiERAo/TKMlUMn038I/AAAAAAAAAag/KSWgalmtWh8/s320/hugo-chavez_w_fidel-castro.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5522298597002239938" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A oposição venezuelana conseguiu entrar na Assembleia Nacional (Congresso), após cinco anos de ausência. Este feito, estrangulado por uma Lei Eleitoral claramente favorável ao Governo, é talvez a última oportunidade na Venezuela para a sobrevivência da democracia representativa. Enquanto, o regime de Hugo Chávez anuncia que forçará o caminho para a instalação de um Estado Comunista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A oposição venezuelana, assim como a opinião pública internacional, esteve confusa durante muito tempo devido à estratégia política chavista que se aproveitou das instituições democráticas para sequestrar o poder: desde 1999, mediante a convocatória de uma Assembleia Constituinte que decapitou todos os poderes públicos, Hugo Chávez combinou a manipulação da ordem legal com uma agitação eleitoral de índole populista, garantida pelo controlo governamental dos organismos eleitorais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em flagrante desvantagem, os opositores do chavismo, decidiram não se apresentarem às eleições legislativas de 2005. A denúncia que implicava este gesto acabou por fracassar, já que caiu sobre si a culpa de não entrar na lide democrática e Chávez ficou, praticamente, dono absoluto do Congresso. Com este cenário, Hugo Chávez subordinou a sua vontade à designação dos membros do Tribunal Supremo e ficou habilitado para legislar por decreto, aprovando desta maneira cerca de 80% das leis venezuelanas dos últimos tempos. Por sua vez aglutinou as forças oficiais sob a forma de um partido único, o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), do qual é presidente o próprio chefe de Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Lei Eleitoral ao gosto do poder&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As eleições legislativas de 2010 eram sem dúvida a maior ameaça para o projecto totalitário do regime, que começou a prevenir-se desde o ano passado com a promulgação de uma Lei Orgânica de Processos Eleitorais (LOPE). Este instrumento consagra um desequilíbrio entre a população dos círculos eleitorais e os lugares atribuídos, de modo que os estados menos povoados do país, por sinal afectos ao chavismo, surgem sobre-representados. Dos resultados obtidos no domingo conclui-se que a oposição é maioritária nas regiões onde se concentra um maior número de eleitores: Zulia, Carabobo, Lara, Miranda, Aragua e na região da Capital. Segundo o censo eleitoral, nestes seis estados estão 52% dos votantes, no entanto estes correspondem apenas a 39% dos lugares na Assembleia Nacional (64 deputados num total de 165).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acrescenta-se ainda o facto de o artigo 19 da nova Lei permitir que os presidentes do parcial Conselho Nacional Eleitoral estruturem os círculos eleitorais agrupando, por conveniência, municípios. Deste modo podem-se desmembrar as regiões mais favoráveis à oposição e somar votos chavistas onde façam falta. Esta “habilidade” fica assim legalizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luta que aí vem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças a estas artimanhas, 51% do eleitorado que votou na oposição traduz-se em 65 deputados, 40% da Assembleia Nacional. Mesmo assim, e ainda que o PSUV tenha obtido uma maioria simples, os adversários do regime poderão bloquear a aprovação de leis orgânicas. Desde logo, o parlamento venezuelano será nos próximos meses cenário de lutas intensas perante o programa comunista que Chávez pretende impor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Base fundamental nestes planos é a Lei de Comunas, aprovada a 22 de Junho por uma Assembleia Nacional de uma só cor. No projecto do texto legal reconhece-se o começo de “um processo de mudança política, que abarca todos os âmbitos estruturais para a transformação do país de um capitalismo dependente para um socialismo de conteúdos socioeconómicos e geopolíticos inovadores”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo de Chávez insistiu que as comunas são apenas um outro nível da descentralização – alheio, por certo, ao desenho constitucional do Estado. No entanto, trata-se de uma estrutura vertical, submetida directamente ao Ministério das Comunas e inserida na cadeia de comando de um partido único. É muito claro que a organização soviética prevista neste modelo procura minar o papel dos órgãos representativos próprios da democracia liberal e o equilíbrio de poderes capaz de projectar ambições despóticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As forças opositoras, integradas por formações políticas recentes e pelos grandes partidos tradicionais que procuram renovar-se e recuperar o prestígio perdido, descobriram nestas eleições as vantagens de travar certas parcialidades e de unirem esforços: a chamada Mesa da Unidade Democrática (MUD), parece ser a fórmula desejada para enfrentar também as presidenciais de 2012. As intenções expressas de Chávez é perpetuar o seu poder e empenhar-se a qualquer preço no progresso da “Revolução Bolivariana”, mas a realidade da Venezuela não vai nesse sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma inflação a rondar os 30%; com 100 mil milhões de dólares de dívida pública; exaustos pelos sucessivos cortes de luz e de água; no lugar 122 entre 139 no índice de Competitividade do Foro Económico Mundial… o país em ruínas vê consolidar-se a autocracia chavista entre uma bebedeira de petrodólares exibida sem pudor pelo regime.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24275712-463752364297279287?l=o-microbioii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://o-microbioii.blogspot.com/2010/09/venezuela-batalha-pela-democracia.html</link><author>noreply@blogger.com (O Micróbio II)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_WQYQYaiERAo/TKMlUMn038I/AAAAAAAAAag/KSWgalmtWh8/s72-c/hugo-chavez_w_fidel-castro.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-24275712.post-2583338604334965400</guid><pubDate>Wed, 22 Sep 2010 11:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-09-22T12:23:20.983+01:00</atom:updated><title>Em Gaza a falta de materiais de construção impede a edificação de escolas</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_WQYQYaiERAo/TJnm3QI8VYI/AAAAAAAAAaY/jUHbxRdWoNc/s1600/images.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 272px; height: 185px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_WQYQYaiERAo/TJnm3QI8VYI/AAAAAAAAAaY/jUHbxRdWoNc/s320/images.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5519696655218922882" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As crianças da faixa de Gaza começaram este ano lectivo com abundantes cadernos e esferográficas, mas com um grande deficit de salas. Apesar das promessas do governo israelita em suavizar o bloqueio da faixa de Gaza, mantêm-se as severas restrições na importação de materiais de construção pelo que continua a haver uma grande falta de escolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos (UNRWA) informa que é necessária a construção de 100 novas escolas para acompanhar a escolarização das crianças de Gaza. Desde 2007 que não se autoriza a entrada de materiais para a construção de novas escolas. Em consequência, a UNRWA teve de travar, neste ano escolar, o pedido de 40.000 alunos que queriam entrar na escola. As escolas da Agência têm resultados académicos superiores em 20% aos das escolas do governo.&lt;br /&gt;Como consequência da falta de espaço nas escolas de Gaza, a maioria dos colégios funcionam em dois turnos, em salas com mais de cinquenta alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A construção de uma escola requer, em média, a entrada de 220 camiões de materiais de construção, pelo que para edificar 100 novas escolas seriam necessários 22.000 camiões. A única passagem que Israel mantém aberta para a entrada de camiões é Kerem Shalom por onde passam diariamente cerca de 250, a maioria para a entrada de alimentos e matérias humanitários básicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da condenação internacional ao ataque aos barcos de ajuda humanitária que tentaram quebrar o bloqueio de Gaza, o governo israelita anunciou em Junho uma flexibilização do bloqueio. Em vez de listas de mercadorias autorizadas passaria a haver uma lista de produtos proibidos. Também se ampliaria a capacidade da passagem de Kerem Shalom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O embargo de bens de consumo foi levantado, mas continuam a aplicar-se restrições ao material que pode servir a indústria e as empresas, impedindo assim o desenvolvimento do território. Neste momento permite-se a entrada de 240 camiões de materiais de construção por mês, comparados com os mais de 5.000 que entravam antes do bloqueio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar das promessas, diz a UNRWA, Israel não aprovou a entrada de nenhum camião com material de construção para escolas da Agência, ainda que tenha dito que está disposto a “negociar” a entrada de materiais para a construção de 8 das 100 escolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: www.unrwa.org e www.gisha.org&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24275712-2583338604334965400?l=o-microbioii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://o-microbioii.blogspot.com/2010/09/em-gaza-falta-de-materiais-de.html</link><author>noreply@blogger.com (O Micróbio II)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_WQYQYaiERAo/TJnm3QI8VYI/AAAAAAAAAaY/jUHbxRdWoNc/s72-c/images.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-24275712.post-6607037985727533337</guid><pubDate>Thu, 16 Sep 2010 10:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-09-16T11:49:28.299+01:00</atom:updated><title>Incêndios mediáticos com o Corão e o Papa</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_WQYQYaiERAo/TJH1n4_4KtI/AAAAAAAAAaQ/yH7oyVJhEQQ/s1600/5_26_091506_pope_protest.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 249px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_WQYQYaiERAo/TJH1n4_4KtI/AAAAAAAAAaQ/yH7oyVJhEQQ/s320/5_26_091506_pope_protest.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5517461084169579218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pastor Terry Jones, líder de uma pequena igreja de Gainesville (Florida) com cerca de 50 fiéis, conseguiu criar a ameaça de uma crise entre o Ocidente e os países islâmicos com a sua peregrina ideia de queimar exemplares do Corão. Ideia que, felizmente, abandonou. No Reino Unido, em vésperas da viagem de Bento XVI, grupos minoritários de activistas empenham-se em criar um incêndio mediático, através de berros, para dar a impressão de que a opinião pública está contra a viagem. O mais penoso é comprovar que facilmente, em questões religiosas, os extremistas conseguem a atenção mediática em detrimento dos que procuram intercâmbio de opiniões e não de insultos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pastor Jones, com a sua pistola de calibre 40 na cintura, surge com um ar sério diante de uns cartazes com a frase “O islão é do diabo”. Dizia que com a queima do Corão queria deixar aos radicais islâmicos a mensagem de que a América não se deixará dominar pelo seu terror.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A fogueira é o recurso de um idiota”, comentou o procurador-geral norte-americano, Eric Holder, ainda que não é por isso que deixe de ser “perigoso”. No final, as idiotices deste estilo acabam por ser pagas por algum cristão no Paquistão ou no Sudão, a quem cortarão o pescoço ou lhe queimarão a casa, ainda que nunca tenha ouvido falar do pastor Jones.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O temor era que se repetissem as cenas violentas que se produziram perante situações como as das caricaturas de Maomé em 2006. É seguro que os extremistas radicais tirarão partido desta “mensagem” que o pastor quis enviar. Mas seria desejável que os responsáveis islâmicos soubessem distinguir entre um cristão e um pastor que só responde por si mesmo e entre o que se denomina por Ocidente e as manifestações ridículas de um provocador. Assim como também a grande maioria dos muçulmanos pedem que se distinga entre o islão como religião e as acções dos terroristas islâmicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Nações Unidas, a Casa Branca, o Vaticano e líderes muçulmanos, judeus e católicos nos Estados Unidos, pediram a Jones que cancelasse os seus planos. De certeza que se sentiu deleitado com tanta atenção pública. E o melhor modo de evitar estas fogueiras seria que os meios de comunicação não nos brindassem com tanta publicidade gratuita a exaltados. Queimar um Corão numa povoação da Florida não passa de um facto isolado e estúpido. Só se converte no rastilho de uma crise se os meios de comunicação fizerem eco da mensagem, exaltando a sua pequenez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperando o Papa no Reino Unido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os extremistas crescem proporcionalmente à atenção que lhes é prestada. Também no reino Unido é curioso o clima mediático que se criou nos dias prévios à viagem de Bento XVI. Uma série de activistas decidiu aproveitar a visita não só para defender as suas causas particulares – homossexualidade, ordenação de mulheres, ateísmo… -, mas também para atacar o Papa que não partilha das suas ideias. Querem dar a impressão de que são a voz de uma grande maioria de britânicos que se opõem a esta viagem. No entanto, as sondagens que se realizaram demonstram que estes não são mais que uma percentagem residual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde é difícil encontrar neutralidade é nalguns meios de comunicação que deveriam mostrar a sua objectividade como canais públicos. A BBC Rádio 4 emitiu um documentário sobre a vida de Newman, cujo argumento central era lançar suspeitas sobre a sua amizade com o seu colaborador Ambrose Saint John, como se tratasse de uma relação homossexual, segundo a tese que activistas homossexuais tentam difundir. Também a BBC2 emitirá um documentário sobre abusos sexuais cometidos por clérigos católicos, programa realizado por Peter Tatchell, activista homossexual. Aqueles que se queixam de que se utilizem fundos públicos para gastos relacionados com a visita do Papa, deveriam também saber por que razão a BBC utiliza o dinheiro recolhido pelo obrigatório imposto televisivo para fazer programas tão facciosos e ao serviço de determinados lobbies.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A agressividade dos tolerantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém está obrigado a estar a favor da visita do Papa. Mas o que chama a atenção nestes profissionais do “contra” é a agressividade e a intolerância que demonstram, tão afastada da característica fleuma britânica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num recente debate, organizado pela Central London Humanist Group – organização anti-religiosa -, a agressividade foi tal que até a comentadora da New Humanist (do mesmo teor), reconhecia na sua rubrica: “Na audiência de ontem à noite, os contrários à visita do Papa estavam em maior número e calaram, através de berros constantes, os católicos (mesmo os que se limitaram a fazer perguntas desde o público), em vez de escutarem os seus pontos de vista e argumentar racionalmente. Houve muita gritaria – incluindo obscenidades – e em diversas ocasiões não foi permitido aos defensores terminar as suas intervenções”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto parece que a agressividade está a ser contraproducente, já que neste momento o protesto encontra mais eco na imprensa que na rua. De facto, a lista das organizações que apoiam a campanha “Protest the Pope” é muito reduzida e limitada a um filão daqueles que se auto titulam por “humanistas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o ponto de vista informativo, o problema é que os extremistas ocupam o centro da atenção mediática, quando não são mais que uma minoria que não sabe fazer mais nada que gritar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24275712-6607037985727533337?l=o-microbioii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://o-microbioii.blogspot.com/2010/09/incendios-mediaticos-com-o-corao-e-o.html</link><author>noreply@blogger.com (O Micróbio II)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_WQYQYaiERAo/TJH1n4_4KtI/AAAAAAAAAaQ/yH7oyVJhEQQ/s72-c/5_26_091506_pope_protest.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-24275712.post-2117155533016653732</guid><pubDate>Wed, 14 Jul 2010 09:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-14T10:05:56.168+01:00</atom:updated><title>Cristiano Ronaldo e a cláusula de rescisão do seu filho</title><description>Há dias, Cristiano Ronaldo anunciou, através do Facebook, a recente paternidade e com ela a intenção de tomar a cargo o seu filho, libertando de toda a responsabilidade a mãe que parece ter preferido o anonimato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar dos títulos da imprensa sensacionalista, não existe uma certeza total que o jogador tivesse planificado o feliz acontecimento recorrendo a uma “barriga de aluguer”, procedimento que só é permitido nalguns Estados norte-americanos – onde teve lugar o nascimento – e na Europa, em países como a Inglaterra ou Grécia. Assim como também não está claro que o desejo de anonimato da mãe tenha sido precedido de uma transferência milionária, estratégia bastante imprudente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existe qualquer certeza, mas uma coisa CR deixou claro: chamou a si a responsabilidade da educação do seu filho para o qual contará com a inestimável ajuda da sua mãe e da sua irmã, não ficando claro o papel que Irina Shayk – modelo russa e recente aquisição de CR – terá. Trata-se portanto de um projecto pessoal do próprio CR em que retira ao seu filho, desde o seu nascimento, o direito de ter uma mãe, o que contraria o Princípio nº 6 da Declaração dos Direitos da Criança, aprovado pela ONU em 1959, onde se afirma que a criança “sempre que for possível, deverá crescer sob o amparo e responsabilidade dos seus pais e (…) salvo circunstâncias excepcionais, não se deve separar a criança de tenra idade da sua mãe”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível que CR pense que o dinheiro consegue tudo. Mas a história recente da sua prestação no Real Madrid deveria servir para tirar a conclusão: se os contratos milionários não asseguram êxitos, no caso do seu filho tão pouco substituem a importância da figura materna. Já agora que pergunte à sua própria mãe se esta teria aceitado desprender-se do seu filho da mesma maneira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24275712-2117155533016653732?l=o-microbioii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://o-microbioii.blogspot.com/2010/07/cristiano-ronaldo-e-clausula-de.html</link><author>noreply@blogger.com (O Micróbio II)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-24275712.post-8614209127519012949</guid><pubDate>Wed, 07 Jul 2010 10:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-07T11:52:45.947+01:00</atom:updated><title>The Twilight Saga: Eclipse</title><description>&lt;object width="410" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Q1D5goGz0SY&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Q1D5goGz0SY&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="410" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Realizador:&lt;/span&gt; David Slade&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Guião:&lt;/span&gt; Melissa Rosenberg&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Intérpretes:&lt;/span&gt; Kristen Stewart, Robert Pattinson, Taylor Lautner, Nikki Reed, Billy Burke&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua a saga de beijos e ardentes olhares entre a bela Swan e Cullen, salpicados por expressões como “quero-te mas não posso”, “desejo-te mas temos de esperar”. Melodias que resvalam em coros do estilo “oooh”, “aaah”…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o livro é básico, meloso e de ritmo lento, o filme consegue superá-lo. O enredo de telenovela do século passado sobre uma tortuosa abstinência de um tipo que quer sangue e uma adolescente que quer sabe-se lá o quê, completa-se com uma história de lutas entre vampiros e lobisomens feita por quatro amigos recém saídos do liceu e digna de ser emitida numa festa de graduação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo gira à volta da contemplação extasiada dos protagonistas que não participam em nada, que não têm qualquer motivo para amar, porque a autora do livro se empenhou em não dotar as personagens de vida e de carácter. Ficando assim reduzidos a meras máscaras que colocam os leitores-espectadores num exercício de impossível identificação com um conflito irreal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se mete pelo meio o licantropo sem camisa e em bermudas, recém-saído de uma cabine de bronzeado, dá vontade de chorar: o triângulo entre a Bela e os Monstros, motor de um veículo que avança a 30km/h, é tão patético que agora se entende a razão pela qual os realizadores vão mudando de filme para filme. Os anteriores devem estar a recompor-se da sobredosagem emotiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os produtores continuam a enrolar profissionais de renome. Howard Shore, compositor da música do “Senhor dos Anéis”, coloca como fundo uma melodia repetitiva e aborrecida. Aguirresarobe fotografa sem descanso os protagonistas em paisagens de postal arrepiantes. Duas actrizes de enorme talento, Bryce Dallas Howard e Catalina Sandino Moreno, têm pequenas intervenções, cada uma mais ridícula que a outra. O realizador britânico David Slade deve ter sido contratado apenas para se ocupar de umas risíveis sequências violentas e de quatro ou cinco situações mórbidas do estilo Bela dorme abraçada ao depilado peito do lobo culturista enquanto a cena é contemplada pelo vampiro debilitado e salpicado por pó talco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior é que ainda ficam a faltar mais dois filmes da saga.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24275712-8614209127519012949?l=o-microbioii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://o-microbioii.blogspot.com/2010/07/twilight-saga-eclipse.html</link><author>noreply@blogger.com (O Micróbio II)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-24275712.post-8332722994367169790</guid><pubDate>Thu, 24 Jun 2010 09:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-06-24T10:14:26.645+01:00</atom:updated><title>Liberdade sexual de sentido único</title><description>O governo da Catalunha quer investigar uma clínica de Barcelona por oferecer terapia a homossexuais que querem deixar de o ser. O político catalão Josep Duran i Lleida, porta-voz do grupo parlamentar de Convergència i Unió no Congresso dos Deputados, comenta no seu &lt;a href="http://www.duranilleida.org/?p=1638"&gt;blog&lt;/a&gt; o paradoxo que implica esta decisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nunca disse que a homossexualidade seja uma doença – diz Duran i Lleida – mas surpreende-me que quando uma pessoa, casada durante anos e com filhos, chega à conclusão de que na realidade é homossexual, quer afirmar-se nessa tendência e considera que para isso necessita de ajuda, aceita-se a sua petição e celebra-se o facto de “sair do armário”. No caso inverso, se essa pessoa acode voluntariamente à assistência médica, não o pode fazer, pelo contrário, a Generalitat obriga-o a ir a um psiquiatra”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal atitude supõe que “a espécie humana tem um estado normal, que é a homossexualidade e que ninguém se pode negar a avançar por este caminho”, pois não está previsto que alguém queira alcançar a heterossexualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É aqui que Duram i Lleida vê a “contradição radical”: consiste em que “a ideologia de género afirme que o sexo é uma opção mutável, ainda que transitória, e que o importante é o género, e que este princípio não se aplica quando um homossexual deseja passar para heterossexual”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem sei que isto é na Catalunha… mas tendo em conta que Sócrates gosta de andar a reboque das orientações vizinhas em tudo quanto é política sexual. A ver vamos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24275712-8332722994367169790?l=o-microbioii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://o-microbioii.blogspot.com/2010/06/liberdade-sexual-de-sentido-unico.html</link><author>noreply@blogger.com (O Micróbio II)</author><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-24275712.post-6739511199622217726</guid><pubDate>Thu, 13 May 2010 11:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-05-13T12:29:17.010+01:00</atom:updated><title>Le Petit Nicolás</title><description>&lt;object width="410" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/H5mquUT7jCI&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/H5mquUT7jCI&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="410" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Realizador:&lt;/span&gt; Laurent Tirard&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Guião:&lt;/span&gt; Laurent Tirard, Alain Chabat, Grégoire Vigneron&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Intérpretes:&lt;/span&gt; Maxime Godart, Valerie Lemercier, Kad Merad, Sandrine Kiberlain, Daniel Prévost&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Laurent Tirard, 42 anos, jornalista e autor de livros de entrevistas a grandes realizadores, acabou de rodar o seu 3º filme, depois do interessante “&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0796335/"&gt;Molière&lt;/a&gt;”. A iniciativa era imponente: levar ao cinema a fabulosa colecção de livros infantis ilustrados de 1956-64, assinados pelo escritor René Gosciny e desenhos de Jean-Jacques Sempé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças a um engenhoso guião, a uma preponderante posição em cena e interpretações airosas, os 90 minutos de filme seguem-se com um sorriso que, em largos momentos, se converte em gargalhada. Os colegas de Nicolás e as situações são magníficas (o casting é acertado, a direcção de actores cumpre e o guarda-roupa está fantástico).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é lógico, a narração na primeira pessoa do livro não se mantém, a não ser em raras excepções, mas há que reconhecer que a equipa conseguiu capturar a alma do original, a sua ingenuidade, sentido de humor, traquinice e ternura. Desde um ponto de vista narrativo, Tirard sabe construir uma história equilibrada que evolui muito bem, evitando os problemas que surgem quando se leva ao cinema histórias de livros ou revistas. O êxito de bilheteira em França (36 milhões de euros) levou Tirard a tentar a sua sorte com "&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1597522/"&gt;Astérix e os Bretões&lt;/a&gt;", que está a rodar neste momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma excelente maneira de fazer cinema para crianças de hoje… e para os seus pais e avós. Estes recordarão tempos em que tiveram o seu valor. Antes quase ninguém se atrevia com o intocável mito de 68 e, de alguma maneira, Tirard presta uma homenagem à França da década de 55-65.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24275712-6739511199622217726?l=o-microbioii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://o-microbioii.blogspot.com/2010/05/le-petit-nicolas.html</link><author>noreply@blogger.com (O Micróbio II)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-24275712.post-6875326615893517926</guid><pubDate>Fri, 30 Apr 2010 15:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-04-30T16:38:43.674+01:00</atom:updated><title>Inquisição secular</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_WQYQYaiERAo/S9r5IteFtVI/AAAAAAAAAZ4/U191ZP6i6Vg/s1600/atheists_are_blanks.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 269px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_WQYQYaiERAo/S9r5IteFtVI/AAAAAAAAAZ4/U191ZP6i6Vg/s320/atheists_are_blanks.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465955025807586642" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brendan O’Neill, que se define como ateu livre, escreve em &lt;a href="http://www.spiked-online.com/index.php/site/article/8526/"&gt;www.spiked-online.com&lt;/a&gt; que a campanha dos novos ateus contra o Papa surge de um secularismo pessimista, que só é capaz de se afirmar ridicularizando a religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brendan O’Neill refere-se à campanha do que chama “novos ateus” (como Richard Dawkins, Christopher Hitchens, Geoffrey Robertson… e eu acrescento Harold Kroto, prémio Nobel da química em 1996, pessoa que admirei e que estudei e que tive a oportunidade de contactar numa conferência no I.S. Técnico onde apresentou o seu trajecto impressionante na pesquisa científica do C60) que lançaram a proposta de deter o Papa quando visitar a Inglaterra, acusando-o de “crimes contra a humanidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O’Neill interroga-se pela questão que leva a uns quantos pensadores inteligentes a perderem a razão quando se trata da Igreja católica e do Papa. Por exemplo, recorda que “em 2006 Dawkins criticou a ‘histeria sobre a pedofilia’ e afirmou que, ainda que tivesse sido vítima de abuso sexual num internato, estaria disposto a defender os professores abusadores se ‘ao final de cinquenta anos fossem acusados como assassinos de crianças’. No entanto, agora coloca os sacerdotes abusadores no mesmo patamar que os genocidas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O’Neill adverte que alguns comentadores anti-católicos decidiram não ter em conta os dados e números, e fazem afirmações tão insólitas como a de um colunista que descreve o Vaticano como “uma associação criminosa internacional para proteger os ‘violadores de crianças’”. Apesar desta falta de sensatez, “a campanha dos que andam à caça do Papa adquiriu um carácter poderosamente patológico, obsessivo e de uma estridência ensurdecedora. É barulhenta e emotiva.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A razão desta campanha se ter tornado tão histérica, diz O’Neill, deve-se a que os ‘novos ateus’ necessitam de se afirmar. “A actual caça ao Papa surge de um movimento secularista que parece incapaz de afirmar um propósito ou um sentido de um modo positivo, centrado no homem – ao estilo do que fizeram grandes ateus como Marx ou Darwin – e que só podem afirmar-se negativamente, no confronto com o ‘mal’ da religião, com gestos contra a suposta perversidade da fé institucionalizada”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O secularismo está em crise”, diz O’Neill. Se no século XVIII (século das luzes) se procurou afastar a orientação de Deus para se afirmar que só o homem podia dominar as complexidades da vida, hoje domina um pensamento pessimista no qual o homem é visto como um ser egoísta, destrutivo e em quem não se pode confiar. Não é a fé na humanidade o que define o actual secularismo, pelo contrário: existe uma profunda confusão sobre o papel do homem que se sente incómodo no mundo em que vive. “Empurrado mais pela dúvida e confusão que pelo desejo de uma nova luz da razão, o novo secularismo toca o seu alarme intolerante perante qualquer sistema de pensamento que, ao contrário do seu, parece ter algo de coerente e domínio”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É isto que está por detrás da sua guerra contra a religião: um instinto de ridicularizar aqueles que têm uma perspectiva global da vida e um sólido sistema de pensamento. Isto é realmente o que eles encontram de tão chocante na Igreja católica em particular: as suas crenças, a sua fé, a hierarquia. É um ateísmo completamente estranho à grande maioria de pessoas e a qualquer visão orientada para o futuro que só pode atacar de uma maneira extrema e intolerante perante aqueles que parecem ter crenças sólidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como consequência, escreve O’Neill, “a sua campanha contra o Papa parece mais uma caça às bruxas ou, paradoxalmente, uma Inquisição. Primeiro, para estimular a sua campanha de alguma lógica, os caça-papas exageram amplamente a escala e os efeitos dos delitos da Igreja católica contra as crianças. Segundo, porque manifestamente procuram criar um clima repressivo e policial em relação ao que consideram uma religião problemática, a ponto de procurarem impedir que os líderes religiosos não se sintam livres de viajar pelo mundo para visitar os seus seguidores. E em terceiro lugar, e mais importante, porque a sua caça está pensada de maneira a criar uma satisfação a si próprios, para atribuir um sentimento de poder, um propósito e uma legitimidade que já não podem atingir através das suas ideias ou da sua visão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brendan O’Neill assegura que “como ateu livre, a minha única preocupação neste tema é analisar a emergência de uma nova forma de ateísmo histérico e repressivo. E os ‘novos ateus’ não são o primeiro grupo de pessoas na história que perseguem os seus próprios objectivos intolerantes, enganadores e discutíveis, sob o pretexto de fazer justiça aos que não têm poder”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24275712-6875326615893517926?l=o-microbioii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://o-microbioii.blogspot.com/2010/04/inquisicao-secular.html</link><author>noreply@blogger.com (O Micróbio II)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_WQYQYaiERAo/S9r5IteFtVI/AAAAAAAAAZ4/U191ZP6i6Vg/s72-c/atheists_are_blanks.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-24275712.post-1196940173737043932</guid><pubDate>Fri, 30 Apr 2010 10:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-04-30T11:20:29.214+01:00</atom:updated><title>O véu... outra vez</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_WQYQYaiERAo/S9qugf3W-HI/AAAAAAAAAZw/1-gXOJwrxw8/s1600/6a00d83451586c69e200e54f7044268833-800wi.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 251px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_WQYQYaiERAo/S9qugf3W-HI/AAAAAAAAAZw/1-gXOJwrxw8/s320/6a00d83451586c69e200e54f7044268833-800wi.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465872971100256370" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho esta polémica, qualquer que seja o contexto, completamente absurda e artificial e até mesmo injusta se tivermos em conta a legislação vigente em toda a Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, a roupa pode ser um símbolo próprio de uma filosofia de vida, de uma cultura ou de uma religião. Por isso não me parece lícito proibir através de legislação o uso de um símbolo cultural ou religioso que seja parte da identidade essencial da pessoa, desde que o símbolo não seja contrário a valores constitucionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, os países da Europa e principalmente onde esta discussão está em voga (França, Espanha, Bélgica, Suíça, Alemanha…) são países laicos, com modelos de cooperação positiva entre Estado e religião e permitem que os seus cidadãos manifestem externamente as suas crenças ou filosofias de vida desde que não sejam contrárias à moral ou à ordem pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, não se pode fazer uma interpretação unívoca ou unilateral do significado antropológico do uso do véu. Com independência de que muitos ocidentais ou defensores da igualdade da mulher o interpretem como uma manifestação da subordinação da mulher ao homem, e sem afirmar ou negar esta premissa, considero que corresponde às próprias mulheres a explicação das suas razões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, em numerosos estudos sociológicos realizados em países europeus ou no Canadá, com uma longa tradição de imigração de pessoas de religião muçulmana, conclui-se que as filhas de imigrantes nascidas nestes países usam o véu por diferentes razões. Por exemplo, numa longa sentença do Tribunal Constitucional alemão sobre o uso do véu, no caso de uma professora de um instituto, apresentam-se dados de entrevistas realizadas a 25 alunas que usam o véu em escolas alemãs, e as razões apontadas são diversas: respeito à sua própria tradição cultural, às suas raízes, aos seus pais, motivos religiosos, identidade antropológica, pertença a um grupo cultural, protecção da sua feminilidade, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha opinião deve-se permitir o uso do véu, inclusive em centros escolares com doutrinas próprias e com uniforme, por várias razões. É um direito que deriva directamente da liberdade religiosa e é compatível com a constituição de qualquer país europeu. Além disso, faz parte do modelo de laicidade positiva de qualquer estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra razão é que os pais têm direito a educar os seus filhos segundo as suas crenças, desde que estas não sejam um atentado contra os direitos fundamentais. Concluindo, o significado do véu deve ser decidido por quem o usa e não de um ponto de vista externo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A igualdade de direitos consegue-se com formação académica e profissional, com a inserção no mercado de trabalho… com a independência económica. Com o conhecimento das legislação para exigirem os seus direitos, com a protecção através da aplicação do Código Civil e direito da família, no uso dos seus direitos essenciais como cidadãos de um país, já que na sua maioria a segunda geração provavelmente já obteve a nacionalidade do país de acolhimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto não impede que se esteja atento ao favorecimento de um multi-culturalismo ingénuo, absurdo e relativista que perpetue a subordinação da mulher, e ao mesmo tempo exigir a partir de uma posição intercultural o respeito pelos direitos humanos e igualdade de género, especialmente quando as pessoas com estas crenças vivam em países europeus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24275712-1196940173737043932?l=o-microbioii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://o-microbioii.blogspot.com/2010/04/o-veu-outra-vez_30.html</link><author>noreply@blogger.com (O Micróbio II)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_WQYQYaiERAo/S9qugf3W-HI/AAAAAAAAAZw/1-gXOJwrxw8/s72-c/6a00d83451586c69e200e54f7044268833-800wi.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-24275712.post-1055474107988610348</guid><pubDate>Wed, 21 Apr 2010 11:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-04-21T12:52:34.731+01:00</atom:updated><title>Actor despedido por ser inteligente</title><description>Uma notícia curiosa que despertou a minha atenção. A cadeia americana ABC despediu um actor por este se negar a filmar cenas de sexo. O actor é &lt;a href="http://www.imdb.com/name/nm0568180/"&gt;Neal McDonough&lt;/a&gt;, 44 anos, bastante conhecido pelas suas aparições em filmes como &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0181689/"&gt;Minority Report&lt;/a&gt; ou &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0418689/"&gt;Flags of our fathers&lt;/a&gt;, e em séries de TV como &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0410975/"&gt;Desperate Housewives&lt;/a&gt; ou &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0185906/"&gt;Band of Brothers&lt;/a&gt;. Tinha começado a rodar &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1595860/"&gt;Scoundrels&lt;/a&gt;, uma nova série da ABC, e negou-se a interpretar uma cena de sexo explícito com &lt;a href="http://www.imdb.com/name/nm0000515/"&gt;Virginia Madsen&lt;/a&gt;. A cadeia decidiu substitui-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A notícia deu azo a diversos comentários e explicações. Publicou-se então que isto se deve ao facto de McDonough ser católico, com firmes crenças religiosas e tem mulher e três crianças ainda pequenas. Por isso negou interpretar este tipo de cenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos meios digitais – mais dados a este tipo de debates – milhares de internautas apoiaram massivamente a decisão do actor. A julgar pelos comentários, deduz-se que a coerência continua a ser um valor em alta. Na maioria são pessoas que enaltecem a posição de McDonough e elogiam que uma pessoa seja capaz de perder um milhão de dólares por actuar em consciência e respeito à sua mulher e família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os que criticam a decisão do actor – além da cadeia televisiva, obviamente – fazem-no realçando que não teve a mesma resposta ao interpretar papéis violentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sexo e Violência, muito diferentes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do lógico senso comum – presente em muitos comentários na Web, como o da mulher que preferia ver o seu marido, se este fosse actor, a disparar uma arma que na cama com outra mulher -, neste ponto, convém lembrar o crítico francês &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Andr%C3%A9_Bazin"&gt;André Bazin&lt;/a&gt;, mentor de &lt;a href="http://www.imdb.com/name/nm0000076/"&gt;Truffaut&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.imdb.com/name/nm0006445/"&gt;Rohmer&lt;/a&gt;, inspirador da &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nouvelle_Vague"&gt;Nouvelle Vague&lt;/a&gt; e impulsionador da revista &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cahiers_du_Cin%C3%A9ma"&gt;Cahiers du Cinema&lt;/a&gt;. Bazin afirma que a grande diferença é que as cenas de violência se representam enquanto as de sexo, em certo modo, se vivem. “Se surge no ecrã uma mulher e um homem em posições tais que seja inverosímil que não haja acompanhamento de consumação sexual, eu terei direito a exigir num filme policial que se mate verdadeiramente a vítima ou pelo menos que esta fique ferida. E esta hipótese não tem nada de absurdo já que não faz muito tempo que o assassinato tenha deixado de ser um espectáculo, para os romanos os mortais jogos de circo eram o equivalente a uma orgia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bazin refere que – em diferença a outras artes representativas, como a pintura – “no cinema uma mulher nua pode-se desejar expressamente e acariciá-la realmente mas, se queremos permanecer ao nível da arte, devemo-nos manter no imaginário. Devemos considerar que o que passa no ecrã como um relato não chega ao plano da realidade ou então torno-me cúmplice, em diferido, de um acto, ou pelo menos uma emoção, cuja realidade exige intimidade. O que significa que no cinema se pode dizer tudo mas não se pode mostrar tudo. Pode-se falar de todo o tipo de condutas sexuais mas com a condição de recorrer à possibilidade de abstracção da linguagem cinematográfica, de maneira que a imagem não adquira valor documental”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta perspectiva, entende-se que haja realizadores que neguem a inclusão de cenas de sexo nos seus filmes. O realizador finlandês &lt;a href="http://www.imdb.com/name/nm0442454/"&gt;Ali Kaurismäki&lt;/a&gt;, explica-o com eloquência. Nos seus filmes, muito sombrios em certas ocasiões, retrata a vida de prostitutas ou amantes sem recorrer ao sexo. “Quando vejo um filme e chega a cena de sexo sinto-me sempre muito constrangido, assim como o público, segundo creio. São situações privadas e sinto-me como um voyeur. Todas estas sequências parecem sempre a mesma, penso que em Hollywood devem recorrer a um stock”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o espanhol &lt;a href="http://www.imdb.com/name/nm0025538/"&gt;Patxi Amezcua&lt;/a&gt; comentou, recentemente, o facto de no seu filme “&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1176928/"&gt;25 kilates&lt;/a&gt;” ter recorrido a pouco sexo e vocabulário pesado: não é preciso dizer ‘filho da puta’ para que se note que a personagem está aborrecida… E o sexo despista na maior parte das vezes”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Quando falham outros recursos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, as pessoas que vêem muito cinema, por exemplo, os críticos coincidem em assinalar que, salvo raras excepções, o excesso de sexo num filme pode obedecer a dois motivos: ou é marketing para o promover à base do escândalo ou então um modo de tentar salvar um mau guião. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tese de Bazin explica também como, à margem de outras questões morais, muitos actores sentem-se incomodados quando rodam estas cenas. Para alguns são necessárias para entrarem no mundo do cinema mas renunciam a elas quando atingem um determinado patamar. É o caso, por exemplo, de &lt;a href="http://www.imdb.com/name/nm0000093/"&gt;Brad Pitt&lt;/a&gt; que sobre esta questão disse: “Não quero sentir-me envergonhado quando os meus filhos virem os meus filmes”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o espectador? Quer ver sexo? A julgar pelos dados de bilheteira parece que não. Entre os 10 filmes mais vistos em 2009 só um – &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1119646/"&gt;The Hangover&lt;/a&gt; – tem conteúdos sexuais explícitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em definitivo, toda esta história revela que um dos chavões do mercado cinema – que o sexo vende – não é correcto e que o sexo no ecrã tem mais inconvenientes que vantagens. Faz perder dinheiro aos produtores e distribuidores, cataloga os actores, incomoda o espectador, não ajuda à criatividade do realizador e não convence os críticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neal McDonough, além de bom actor demonstrou ser coerente e inteligente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24275712-1055474107988610348?l=o-microbioii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://o-microbioii.blogspot.com/2010/04/actor-despedido-por-ser-inteligente.html</link><author>noreply@blogger.com (O Micróbio II)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-24275712.post-3779987473304178999</guid><pubDate>Mon, 12 Apr 2010 10:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-04-12T11:56:06.994+01:00</atom:updated><title>A IGREJA E A PEDOFILIA – Pe. Gonçalo Portocarrero de Almada</title><description>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Entrevista concedida ao jornal Expresso para efeitos de elaboração de um artigo sobre o tema. A entrevista acabou por não ser publicada, vá lá saber-se porque razão...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;1. Qual a sua opinião sobre o fenómeno da pedofilia na Igreja Católica?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pe. Gonçalo Portocarrero de Almada: Como é evidente, não posso deixar de lamentar todos os crimes de abusos de menores. Não só lamento sinceramente todos os casos de pedofilia como espero que as entidades civis e eclesiais competentes tomem as medidas adequadas para a total erradicação deste fenómeno na sociedade e na Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não ignoro, contudo, que a esmagadora maioria destes casos ocorre no seio das famílias, sobretudo das mais disfuncionais, e das instituições do Estado, como o triste caso Casa Pia demonstrou, e não nas instituições da Igreja que, embora também vulneráveis, são, por regra, exemplares no seu desinteressado e muitas vezes heróico serviço aos mais necessitados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;2. Como explica o facto deste fenómeno ter assolado a Igreja Católica?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pe. GPA: Há um manifesto exagero na afirmação de que este fenómeno tem «assolado a Igreja». Temo que o sensacionalismo criado à volta destes casos e o modo como a Igreja Católica tem sido a eles associada por certa imprensa não seja de todo inocente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;3. Quer exemplificar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pe. GPA: Com certeza. Segundo Massimo Introvigne, que cita um estudo de 2004 do John Jay College of Criminal Justice, foram 958 os padres acusados de pedofilia nos Estados Unidos, num período de 42 anos, tendo resultado a condenação de 54, aproximadamente um por ano. Se se tiver em conta que nesse mesmo lapso de tempo foram condenados pelo crime de pedofilia 6.000 professores de ginástica e treinadores desportivos, é necessário concluir que o principal alvo desta campanha mediática não é a pedofilia, que é apenas um pretexto, mas a Igreja e, mais especificamente, o Papa e o sacerdócio católico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com efeito, é significativo que, citando Jerkins, a maior parte dos casos de abusos de menores protagonizados nos Estados Unidos por clérigos tenham sido perpetrados por pastores protestantes e não por padres católicos e, no entanto, contrariando a mais elementar justiça e objectividade, são apenas estes últimos, em termos mediáticos, os bodes expiatórios...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;4. Entende então que se trata de uma perseguição contra a Igreja Católica?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pe. GPA: Certamente. Qualquer pessoa de bem, mesmo não sendo católica, vê com preocupação esta crescente onda de intolerância laicista, porque sabe que, hostilizada a Igreja Católica ou neutralizada a sua acção social, quem fica a perder é a família, porque nem o Estado nem nenhuma outra instituição é capaz de assegurar o serviço que a Igreja Católica presta às famílias portuguesas, sobretudo às mais carenciadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;5. A Igreja portuguesa está a investigar com a necessária diligência as suspeitas sobre padres pedófilos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pe. GPA: Muito embora a hierarquia eclesiástica não possa, nem deva, ignorar as suspeitas de padres pedófilos, não só não é sua principal missão investigar estes casos como também não conta com estruturas adequadas para uma tal missão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que a lógica da suspeita e da delação, tão ao gosto dos novos fariseus, a Igreja há dois mil anos que se rege pela lógica da confiança e do perdão, seguindo o exemplo do seu Mestre que, embora provocando a indignação dos hipócritas, desculpou a adúltera, como também perdoou a tripla traição de Pedro. Mais do que poder ou tribunal, a Igreja é comunhão e família e, por isso, alegra-se e sofre com todas as glórias e misérias dos seus filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Igreja, que é santa na sua origem e nos seus fins, é pecadora nos seus membros militantes que, contudo, não enjeita, se neles reconhece um autêntico propósito de conversão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;6. Quer com isso dizer que a Igreja condescende com a pedofilia do seu clero?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pe. GPA: De modo nenhum, pois a Igreja não condescende nunca com a prevaricação de quantos, investidos na especialíssima responsabilidade do ministério sacerdotal, desonram essa sua condição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Possivelmente, a condenação mais severa de todo o Evangelho é a que Cristo dirige precisamente aos pedófilos e a quantos são motivo de escândalo para os mais novos. Esse ensinamento evangélico, como todos os outros, não é letra morta na doutrina, nem na praxe eclesial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;7. Pode dar alguns exemplos de documentos da Igreja sobre esta questão?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pe. GPA: Sem a pretensão de ser exaustivo, permita-me que, a este propósito, recorde alguns dos mais recentes documentos da Santa Sé sobre este particular:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- a instrução Crimen sollicitacionis, de 1922 e que, em 1962, o Beato João XXIII reafirmou e na qual se esclarece a obrigação moral de denunciar estes casos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- o Código de Direito Canónico, que reafirma a excomunhão automática, ou seja, a imediata expulsão da Igreja, do confessor que alicia o penitente, qualquer que seja a sua idade ou género, para um acto de natureza sexual;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- o Catecismo da Igreja Católica, que renova a condenação da pedofilia;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- e o documento De delictis gravioribus, de 2001, que regulamenta o Motu Proprio Sacramentum Sanctitatis tutela, do Papa João Paulo II que, para evitar qualquer local encobrimento destes delitos, atribui a necessária competência à Congregação para a Doutrina da Fé, então presidida pelo actual Papa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;8. Não obstante esta condenação formal da pedofilia, não é verdade que tem faltado vontade política de aplicar as correspondentes sanções?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pe. GPA: À hierarquia da Igreja não tem faltado a firmeza necessária para punir os eclesiásticos que incorreram em actos desta natureza. Foi o que aconteceu a um cardeal arcebispo de uma capital centro-europeia, que foi recluído num convento e proibido de qualquer acto público. Foi também o caso do fundador de uma prestigiada instituição religiosa, que foi também suspenso do ministério pastoral, demitido das suas funções de governo na estrutura eclesial por ele fundada, que foi sujeita a inspecção canónica, e obrigado a residir em regime de quase-detenção numa casa religiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;9. E se se vier a verificar algum caso no clero português?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pe. GPA: Como se sabe, graças a Deus não há memória de nenhum sacerdote português, diocesano ou religioso, que tenha sido alguma vez condenado por um crime desta natureza. Se porventura se desse também entre nós algum caso, não tenho dúvidas de que o nosso episcopado, de acordo com as normas a que está obrigado, saberia agir com justiça e caridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;10. Concorda com as críticas veladas de vários sectores da sociedade que acusam a Igreja de pouco fazer para garantir a total transparência destes processos? A maioria dos casos suspeitos é, regra geral, arquivado pelo Ministério Público. Segundo algumas fontes policiais, «as vítimas retraem-se mais tarde, devido ao ascendente dos alegados agressores».&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Pe. GPA: Dada a minha sensibilidade cristã e formação jurídica, causa-me algum desconforto o uso e abuso de expressões tão vagas e perigosas como «críticas veladas», «casos suspeitos», «alegados agressores», porque tendem a criar uma suspeição generalizada. Há um princípio geral de inocência que não pode ser contrariado: um político, um professor, um padre ou um desempregado que seja burlão não faz da sua mesma condição todos os políticos, professores, padres ou desempregados. Se um violador que é engenheiro, como o recentemente detido, não infama todos os engenheiros, nem suscita uma caça aos engenheiros violadores, porque razão um padre pedófilo, se o houver, provoca esta tão desmedida reacção nos meios de comunicação social?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;11. Pode-se dizer que a associação entre pedofilia e sacerdócio católico não é arbitrária, na medida em que é entre os padres que tendem a verificar-se delitos desta natureza?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Pe. GPA: Não, porque uma tal pressuposição carece de fundamento, como as estatísticas mais recentes provam. Por exemplo, na Alemanha, segundo Andrea Tornielli foram notificados, desde 1995, 210.000 casos de delitos contra menores, mas apenas 94 desses casos diziam respeito a eclesiásticos, ou seja, um para cada dois mil envolvia algum sacerdote ou religioso católico. O inquérito Ryan, sobre a situação na Irlanda, é também esclarecedor porque, num universo de 1090 crimes cometidos contra menores em instituições educativas, os religiosos católicos acusados de abusos sexuais foram 23.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;12. Talvez alguém entenda que, muito embora haja também pedófilos que não são padres, o crime para que mais tendem os sacerdotes católicos é o abuso de menores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pe. GPA: Também não é verdade porque, de acordo com Mons. Scicluna, perito da Congregação para a Doutrina da Fé, que é o organismo da Santa Sé que superintende estes casos, entre os anos 2001 e 2010, houve notícia de 300 casos de pedofilia num total de 400.000 padres. Além disso, os abusos de menores são apenas 10% de todas as acções criminais praticadas por sacerdotes católicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;13. Mas do ponto de vista da psiquiatria, tudo leva a crer que o celibato sacerdotal é, em boa parte, responsável pelos abusos de menores realizados pelo clero católico…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pe. GPA: Pelo contrário. Manfred Lutz, um psiquiatra especialista na matéria, afirmou que o celibato sacerdotal não só não incita à prática destes crimes como até favorece uma atitude de respeito e de ajuda aos menores. Esta conclusão científica prova-se também pelo facto de, entre os clérigos condenados por este crime, haver mais pastores protestantes, casados, do que sacerdotes católicos, celibatários, e ainda porque a grande maioria dos pedófilos são casados o que, obviamente, não pode ser usado contra o casamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;14. Consta na opinião pública que a maioria dos casos suspeitos de padres pedófilos, não é objecto de investigação, nem de posterior procedimento criminal…&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Pe. GPA: Se assim é, de facto, não é certamente por culpa da Igreja, que nada tem a ver com as investigações policiais, nem muito menos com as diligências judiciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora se tenda a crer que a Igreja e o seu clero gozam de um tratamento de excelência na sociedade portuguesa, a verdade é que não deve haver instituição pública nem classe profissional mais maltratada nos media do que a Igreja Católica e os seus sacerdotes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;15. Porque o diz?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pe. GPA: Permita-me que lhe dê um exemplo. Há uns meses atrás, um pacato pároco português foi detido com enorme aparato por quatro ou cinco polícias trajados a rigor, como se o pobre padre de aldeia fosse um perigoso terrorista, quando na realidade era apenas um mero caçador que tinha por licenciar algumas armas. À notícia, transmitida nos noticiários televisivos, foi dado um aparato que, de não ser dramático, teria sido ridículo, até porque aquele pacífico sexagenário não representava nenhum perigo público. Não foi com certeza por acaso que se forjou toda aquela fantástica encenação, como também não foi por acaso que se convidaram as televisões…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas factos ocorridos há dezenas de anos numa instituição pública, como a Casa Pia, e de que foram vítimas dezenas de adolescentes, ainda não conhecem uma decisão judicial… Será isto justiça?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;16. Mas não acha que o incumprimento de uma obrigação por um padre é um escândalo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pe. GPA: É verdade que é exigível aos prestadores de serviços públicos uma especial responsabilidade: é razoável que o incumprimento de uma obrigação fiscal por parte um governante seja notícia, mas já o não seja se o prevaricador for um anónimo cidadão. Mas o escândalo não pode ser utilizado como arma de arremesso ideológica, sob pena de que aconteça aos padres católicos de agora o que aconteceu aos judeus alemães, durante o regime nazi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;17. Surpreendem-no estes casos de padres pedófilos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pe. GPA: Nenhum pecado é surpresa para nenhum padre e todos os padres sabemos que somos capazes de todos os erros e de todos os horrores. Não é por acaso que, na Semana Santa, a Igreja recorda o tristíssimo caso de Judas Iscariotes, que muito significativamente os evangelistas não silenciaram, quando poderiam tê-lo feito, a bem do prestígio da sua condição sacerdotal e do bom nome da Igreja. Graças a Deus conheço muitos padres, quer seculares como eu, quer religiosos, e confesso-lhe que não conheço nenhum que não mereça a minha admiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;18. Tem ouvido, mesmo que rumores, de casos de pedofilia por parte de alguns padres? Ou é uma completa surpresa para si a existência deste tipo de casos, que acabam por manchar o nome da instituição secular?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pe. GPA: Tenho uma enorme devoção por todos os meus irmãos sacerdotes, na certeza de que até no menos bom há, pelo menos, a grandeza do dom e da missão a que foi chamado. Também não ignoro que nenhum de nós, por mais qualidades que possa ter, é indigno dessa graça, pelo que nunca me surpreenderá encontrar nos outros alguma da miséria que diariamente descubro em mim. Mas, mesmo que essa constatação possa de algum modo perturbar-me, confesso-lhe que mais do que a traição de Judas, me admira a santidade e o martírio dos outros onze apóstolos. Talvez por isso, não tenho tempo para ouvir esses rumores de que fala, ou tempo para olhar para essas manchas a que alude e que não ignoro, porque prefiro contemplar a eterna beleza da Igreja, que procuro amar com todo o meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;19. Já denunciou algum caso às autoridades eclesiásticas?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pe. GPA: Denunciar é um termo que não faz parte do meu dicionário e, como padre, a minha missão não é acusar o culpado, mas perdoar o arrependido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;20. Já teve alguma suspeita de abusos por parte de algum colega seu?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pe. GPA: Como não é meu hábito falar das vidas alheias, permita-me que, em vez de falar dos meus colegas, lhe diga o que eu desejaria que me acontecesse se caísse numa dessas situações, até porque é isso mesmo que desejo aos meus irmãos sacerdotes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tivesse um dia a desgraça de incorrer nalgum comportamento menos próprio da minha condição sacerdotal, agradeceria que os meus irmãos na fé, padres ou não, tivessem a coragem de me fazerem a correcção fraterna, tal como Nosso Senhor determinou. Se o meu desvario persistisse, não obstante essa caridosa advertência, aceitaria de muito bom grado que o meu bispo utilizasse todos os meios ao seu dispor, sem excluir os civis e penais, para a minha emenda, na certeza de que essa expiação, embora dolorosa, contribuiria decerto para o bem das almas e para a minha salvação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24275712-3779987473304178999?l=o-microbioii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://o-microbioii.blogspot.com/2010/04/igreja-e-pedofilia-pe-goncalo.html</link><author>noreply@blogger.com (O Micróbio II)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-24275712.post-8594167888895562200</guid><pubDate>Mon, 05 Apr 2010 18:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-04-05T19:24:45.902+01:00</atom:updated><title>Sem Ratzinger não haveria história</title><description>&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;O New York Times publicou que em 1998 a Congregação para a Doutrina da Fé, presidida, na ocasião, pelo Card. Ratzinger, impediu que se processasse um sacerdote acusado de abusar sexualmente crianças. Mas não conta a história completa, que leva a conclusões diferentes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;a href="http://www.nytimes.com/2010/03/25/world/europe/25vatican.html"&gt;artigo de Laurie Goodstein&lt;/a&gt; no New York Times sustém que em 1996 o Card. Joseph Ratzinger, na ocasião prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé (CDF), não ouviu as petições do Arcebispo de Milwaukee, Mons. Rembert Weakland, para que se abrisse um processo contra um sacerdote acusado de abusos de menores. Goodstein baseia-se em documentos eclesiásticos “que viram a luz do dia recentemente” no decorrer de um processo contra a arquidiocese por cinco das vítimas. Os advogados dos acusadores facilitaram os documentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Goodstein, os factos são estes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O sacerdote acusado, Lawrence Murphy, trabalhou de 1950 a 1974 num colégio, St. John’s School, tendo sido nomeado director em 1963. Ali abusou sexualmente de cerca de 200 crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pese as denúncias que começaram a surgir, os superiores nunca julgaram nem castigaram Murphy, a não ser que em 1974 o afastaram de St. John’s transferindo-o para a diocese, onde passou os 24 anos de vida restantes “trabalhando livremente com crianças” em paróquias, escolas e um centro de reclusão para delinquentes jovens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A arquidiocese nunca informou as autoridades civis. Mas a polícia e os inspectores, por seu lado, não fizeram caso das denúncias apresentadas pelas vítimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como em 1993 chegaram Maios denúncias à arquidiocese sobre abusos anteriores a 1974, Mons. Weakland fez com que uma assistente social, especialista em pedofilia, examinasse Murphy. A conclusão de 3 dias de entrevistas foi que Murphy tinha reconhecido os factos, que provavelmente tinha tido contacto com cerca de 200 crianças e que não mostrava arrependimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mons. Weakland, no entanto, não tentou que Murphy fosse excluído do ministério sacerdotal até 1996. Nesse ano, escreveu duas cartas sobre o caso ao Card. Ratzinger, que não terá respondido. Ao cabo de 8 meses, o secretário da Congregação, Tarciso Bertone – actualmente cardeal secretário de Estado – deu indicações para que se abrisse um processo canónico contra Murphy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Murphy escreveu ao Card. Ratzinger em Janeiro de 1998 para solicitar que se arquivasse o processo aberto contra ele. Alegava que a sua idade era avançada e a sua saúde frágil, e que as normas canónicas fixavam o prazo de um mês para iniciar um processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Depois desta apelação de Murphy, Mons. Bertone “deteve” o processo.&lt;br /&gt;- Em Maio de 1998 houve uma reunião no Vaticano, em que Mons. Weakland não terá conseguido convencer Mons. Bertone e outros membros da Congregação que permitissem o desenvolvimento do processo para afastar Murphy do sacerdócio. Murphy morreu de causas naturais em Agosto desse ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Relato selectivo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Goodstein sustém que o prefeito e a Congregação primeiro iniciaram, depois colocaram travões e depois impediram o processo contra Murphy. No entanto, o exame dos mesmos documentos publicados permite descobrir que essa tese se apoia numa exposição selectiva dos factos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Goodstein não explica porque razão chegou o caso Murphy à Santa Sé. Weakland dirigiu-se a Ratzinger quando soube que alguns dos delitos denunciados eram de solicitação, isto é, com fonte no confessionário. Daí concluiu que estariam sob a jurisdição da CDF e seria necessária uma autorização para prosseguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer que fosse a razão que Ratzinger ou a CDF não respondessem de imediato, isto não impediu a abertura do processo penal contra Murphy, aspecto que Goodstein não menciona. O seu relato salta da &lt;a href="http://documents.nytimes.com/reverend-lawrence-c-murphy-abuse-case#document/p29"&gt;carta de Ratzinger&lt;/a&gt; em Julho de 1996 para a &lt;a href="http://documents.nytimes.com/reverend-lawrence-c-murphy-abuse-case#document/p41"&gt;resposta de Bertone&lt;/a&gt; em Março de 1997 com as instruções para abrir o processo. A documentação mostra que &lt;a href="http://documents.nytimes.com/reverend-lawrence-c-murphy-abuse-case#document/p32"&gt;Weakland já o tinha iniciado em 22.11.1996&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao confirmar a autorização para processar Murphy por solicitação, Bertone informou Weakland que as normas processuais vigentes que devia seguir eram as da instrução de 1962 sobre o modo de investigar e julgar tais delitos. Por isso se abandona o processo original e se começa outro conforme o procedimento específico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois o tribunal percebe que, segundo a instrução de 1962, o bispo competente para julgar o caso é o da diocese onde vive o acusado. Isto obriga a fechar o processo em Milwaukee e pedir a Mons. Fliss que abra outro, coisa que acontece em &lt;a href="http://documents.nytimes.com/reverend-lawrence-c-murphy-abuse-case#document/p50"&gt;14.12.1997&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A abertura sucessiva de dois processos inválidos antes de iniciar um terceiro e definitivo ocasionou demoras, mas não foram culpa da CDF.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dados silenciados&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim não se concluiu o processo, segundo Goodstein porque a CDF admitiu os argumentos de &lt;a href="http://documents.nytimes.com/reverend-lawrence-c-murphy-abuse-case#document/p54"&gt;Murphy na sua carta a Ratzinger de 12.01.1998&lt;/a&gt;. “O cardeal Bertone – lê-se no início do artigo – reteve o processo depois de Fr. Murphy ter escrito pessoalmente ao cardeal Ratzinger alegando que não deveria ser levado a julgamento porque já se tinha arrependido e a sua saúde era débil, e porque o caso tinha proscrito”. No final, Goodstein insiste: “A tentativa de expulsar Fr. Murphy teve um súbito fim depois de o sacerdote ter apelado ao cardeal Ratzinger”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui começam as omissões de Goodstein. Primeiro, o final não foi precisamente “súbito”, pois os cargos não foram retirados até sete meses depois da carta de Murphy e quatro desde que Bertone informasse Fliss das alegações do acusado para que as tivesse em conta. Assim como Goodstein salta o facto de em 19.08.1998, altura em que &lt;a href="http://documents.nytimes.com/reverend-lawrence-c-murphy-abuse-case#document/p75"&gt;Weakland informa a CDF que abandonava o caso&lt;/a&gt;, acrescentando de que começaria de imediato um processo administrativo para declarar Murphy incapaz de exercer o ministério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo que na sua &lt;a href="http://documents.nytimes.com/reverend-lawrence-c-murphy-abuse-case#document/p57"&gt;carta a Fliss (6.04.1998)&lt;/a&gt; Bertone ponha em dúvida a continuação da causa penal contra Murphy, recomendando primeiro empregar medidas pastorais; e mais tarde na &lt;a href="http://documents.nytimes.com/reverend-lawrence-c-murphy-abuse-case#document/p70"&gt;reunião no Vaticano&lt;/a&gt;, com Weakland e outros (30.05.1998), tenha insistido no mesmo. Mas Goodstein silencia dados cruciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Outro caso igual&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não diz que na carta a Ratzinger de 17.07.1996, Weakland consultou sobre &lt;a href="http://documents.nytimes.com/reverend-lawrence-c-murphy-abuse-case#document/p30"&gt;outro caso antigo de um sacerdote acusado&lt;/a&gt; de abuso de menores e solicitação. A resposta de Bertone (24.03.1997) refere-se a dois casos e autoriza a abertura dos dois processos. O do outro sacerdote é concluído com a condenação e exclusão do estado clerical (está pendente a apelação).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tese apresentada no título do artigo, “o Vaticano recusou expulsar um sacerdote dos EUA que abusou de crianças” (para evitar um escândalo que prejudicasse o bom nome da Igreja, segundo a interpretação de Goodstein), suscita dúvidas se num caso simultâneo e paralelo a própria CDF não faz qualquer reparo. A que se deve a diferença?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se pode ler nos documentos, o segundo acusado tinha confessado os seus delitos perante três testemunhas, não vítimas, que assim o declararam sob juramento. Em relação a Murphy, só havia uma &lt;a href="http://documents.nytimes.com/reverend-lawrence-c-murphy-abuse-case#document/p6"&gt;informação manuscrita&lt;/a&gt; da assistente social que o entrevistou; mas o próprio &lt;a href="http://documents.nytimes.com/reverend-lawrence-c-murphy-abuse-case#document/p83"&gt;negou sempre os factos&lt;/a&gt;, tanto na fase de investigação como nas suas declarações em julgamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, na reunião de 30.05.1998, Bertone e outros da CDF sustiveram que não havia base suficiente para um processo penal. O longo tempo decorrido, 24 anos, sem novas denúncias dificultava muito provar a solicitação em julgamento e se não havia indícios de abusos desde 1974, Bertone não via utilidade nas acções penais contra um acusado que parecia próximo a morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A recomendação de Bertone foi proibir Murphy de todo o ministério com crianças e convidá-lo a manifestar arrependimento, advertindo-o que se o não fizesse, estaria sujeito a sanções mais graves, inclusive a exclusão do estado clerical em último caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bertone não estava errado. Como se comprovou ao final de três meses que o processo não se poderia concluir: Murphy morreu a 21.08.1998.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sem Ratzinger não haveria história&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais censurável no modo como se manejou o caso Murphy é que ante as primeiras denúncias não havia reacção eficaz por parte das autoridades eclesiásticas. Assim como também não intervieram as civis que subestimaram duas acusações em 1973 e 1974, porque os factos tinham prescrito. Algo fez a diocese, ao afastar Murphy de St. John’s. Mas nem a diocese nem a polícia investigaram mais para averiguar se Murphy tinha cometido abusos mais recentes ou se continuava a ser um perigo para os menores. Tiveram de passar quase vinte anos até que novas denúncias sobre a época de Murphy em St. John’s urgissem no esclarecimento dos factos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa parte dos documentos obtidos por Goodstein foram &lt;a href="http://www.jsonline.com/features/religion/45368687.html"&gt;tornados públicos o ano passado&lt;/a&gt; pela organização de vítimas após instância civil à diocese. O que parece revelar Goodstein pela primeira vez é a correspondência entre os bispos e o Vaticano. Aí se vê que a notificação à CDF chegou ao fim, quase vinte e cinco anos depois das primeiras denúncias e quando começava a ver-se próxima a morte de Murphy. A intervenção da diocese, no decorrer do último ano e meio, não podia suplantar o que não se fez nas duas últimas décadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas à frente da CDF estava o actual Papa, e isso é o que proporciona a história à jornalista. Goodstein tinha podido utilizar o título: “O Vaticano autorizou a expulsão de um sacerdote dos EUA que abusou de menores”, em referência ao outro acusado de Milwaukee. O interesse de Goodstein, no entanto, parece ser o de relacionar Bento XVI com algum caso passado, como o de Munich. De qualquer forma, uma apresentação selectiva de dados equivale a desinformação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24275712-8594167888895562200?l=o-microbioii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://o-microbioii.blogspot.com/2010/04/sem-ratzinger-nao-haveria-historia.html</link><author>noreply@blogger.com (O Micróbio II)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-24275712.post-6212247695737913565</guid><pubDate>Fri, 19 Mar 2010 21:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-03-19T21:15:58.387Z</atom:updated><title>I'll be back...</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_WQYQYaiERAo/S6PpXSqbVsI/AAAAAAAAAZY/eqxrBNVQxVo/s1600-h/roma.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 174px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_WQYQYaiERAo/S6PpXSqbVsI/AAAAAAAAAZY/eqxrBNVQxVo/s320/roma.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450456560404485826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou de volta no dia 30 de Março. Até lá.&lt;br /&gt;Alea jacta est!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24275712-6212247695737913565?l=o-microbioii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://o-microbioii.blogspot.com/2010/03/ill-be-back.html</link><author>noreply@blogger.com (O Micróbio II)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_WQYQYaiERAo/S6PpXSqbVsI/AAAAAAAAAZY/eqxrBNVQxVo/s72-c/roma.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-24275712.post-6246027250639409804</guid><pubDate>Thu, 04 Mar 2010 09:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-03-04T10:24:39.426Z</atom:updated><title>Vi ontem...</title><description>&lt;object width="420" height="340"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/z2X0Ha_PtnU&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/z2X0Ha_PtnU&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="420" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://filminfocus.com/focusfeatures/film/a_serious_man/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Realizador&lt;/span&gt;: Ethan Coen, Joel Coen&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Guião&lt;/span&gt;: Joel Coen, Ethan Coen&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Intérpretes&lt;/span&gt;: Michael Stuhlbarg, Richard Kind, Fred Melamed, Sari Lennick, Adam Arkin&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O homem sério e preocupado é Larry Gopnik, um professor universitário de Física, judeu, casado e com dois filhos adolescentes. E cuja vida se vai desmoronando pouco a pouco: o seu casamento, o seu trabalho e, sobretudo, a sua tradição religiosa onde não encontra as respostas que procura angustiosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do divertido e louco &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;a href="http://focusfeatures.com/film/burn_after_reading"&gt;Burn after reading&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;, os irmãos Coen regressam ao universo de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;a href="http://www.mgm.com/title_title.php?title_star=FARGO"&gt;Fargo&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;a href="http://video.movies.go.com/nocountryforoldmen/"&gt;No Country for old men&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;. Uma história cínica e povoada por patéticos indivíduos com uma dose de humor negro e, neste caso, muito negro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste filme, os Coen escreveram um guião autobiográfico que poderia ter sido assinado por Woody Allen. De facto, todo o filme é muito Allen, desde o soberbo modo de ambientar a vida num bairro até à magnífica naturalidade das interpretações (neste caso, os dois realizadores americanos contaram com um leque de actores de teatro e televisão pouco conhecidos). Para cunhar o selo Allen, os Coen entram em cheio numa visão ácida do mundo judeu representada com verosimilhança – como eles próprios confessam – mas também com bastante maldade (ainda que os próprios neguem).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado? Brilhante nalguns momentos, como na interpretação de Michael Stuhlbarg, com uma nomeação nos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;a href="http://www.goldenglobes.org/nominations/"&gt;Globos de Ouro&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;, e, noutros momentos, - como acontece com Allen – enfadonho. Ainda que, afortunadamente, os irmão Coen – que pecam por excesso de cinismo e de “tortura” às suas personagens – nunca caiem no tom instrutivo ou edificante, tão aborrecido e típico de Woody Allen, como se pode ver no seu último trabalho: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;a href="http://www.sonyclassics.com/whateverworks/"&gt;Whatever Works&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24275712-6246027250639409804?l=o-microbioii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://o-microbioii.blogspot.com/2010/03/vi-ontem.html</link><author>noreply@blogger.com (O Micróbio II)</author><thr:total>2</thr:total></item></channel></rss>

