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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/atom10full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" gd:etag="W/&quot;A0QER344cSp7ImA9WhRQEEQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1213134426779454143</id><updated>2011-12-05T13:35:06.039-02:00</updated><category term="linguagem e poder" /><category term="paradigma qualitativo" /><category term="virada linguística" /><category term="texto" /><category term="pronúncia" /><category term="dados" /><category term="problema de pesquisa" /><category term="falhas de comunicação" /><category term="discurso" /><category term="Língua Estrangeira" /><category term="racionalidade científica" /><category term="formação do professor" /><category term="pesquisa" /><category term="escolha do tema" /><category term="Curso de Letras" /><category term="corpus" /><category term="TCC" /><category term="revistas de Letras" /><category term="validade" /><category term="literatura" /><category term="professor pesquisador" /><category term="aceitabilidade da pesquisa" /><category term="hortifruti" /><category term="Texto acadêmico" /><category term="artigo científico" /><category term="centralidade da linguagem" /><category term="humor" /><category term="Revistas Acadêmicas" /><category term="docência" /><category term="gêneros discursivos" /><category term="ensaio" /><category term="Ciências Humanas" /><category term="ALAB" /><category term="Linguística" /><category term="Estereótipos" /><category term="língua inglesa" /><category term="Sugestões de pesquisa" /><category term="pesquisa linguística" /><category term="confiabilidade" /><category term="interação em sala de aula" /><category term="professor de línguas" /><category term="pesquisa em linguagem" /><category term="teorias linguísticas" /><category term="condição do professor" /><category term="Educação" /><category term="estruturalismo" /><category term="língua portuguesa" /><category term="publicidade" /><category term="Sociolinguística Interacional" /><category term="funções da linguagem" /><category term="pesquisa em Letras" /><category term="artigos científicos." /><category term="Letras" /><category term="giro linguístico" /><category term="intertextualidade" /><category term="Roman Jakobson" /><category term="Linguística Aplicada" /><category term="Filosofia" /><category term="formação" /><category term="Gêneros textuais" /><category term="ensino de línguas" /><category term="trabalho intelectual" /><category term="professor reflexivo" /><title>TEMAS&amp;TOMOS</title><subtitle type="html">Linguística, linguagem, educação e cultura.</subtitle><link rel="http://schemas.google.com/g/2005#feed" type="application/atom+xml" href="http://temasetomos.blogspot.com/feeds/posts/default" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://temasetomos.blogspot.com/" /><author><name>Newton P Monteiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17015553861606940067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><generator version="7.00" uri="http://www.blogger.com">Blogger</generator><openSearch:totalResults>21</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/atom+xml" href="http://feeds.feedburner.com/blogspot/emShc" /><feedburner:info uri="blogspot/emshc" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><entry gd:etag="W/&quot;C0MESXY5fyp7ImA9WhRRFks.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1213134426779454143.post-2160267482997841735</id><published>2011-11-30T11:56:00.000-02:00</published><updated>2011-11-30T11:56:48.827-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-11-30T11:56:48.827-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="texto" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="intertextualidade" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="hortifruti" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ensino de línguas" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="publicidade" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="língua portuguesa" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="humor" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="gêneros discursivos" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="discurso" /><title>UMA CAMPANHA PUBLICITÁRIA BEM-HUMORADA E AS LIÇÕES DE TEXTO</title><content type="html">&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A Hortifruti é uma empresa carioca do ramo do varejo de hortifrutigranjeiros que possui uma campanha publicitária bastante criativa e interessante. (Acesse o site &lt;a href="http://www.hortifruti.com.br/campanhas/campanhas-hortifruti.html"&gt;http://www.hortifruti.com.br/campanhas/campanhas-hortifruti.html&lt;/a&gt;) Recheadas de toques de humor e referências a elementos da cultura brasileira e midiática, os anúncios da empresa são um bom exemplo de diversos fenômenos textuais e discursivos, tais como intertextualidade, intertexualidade intergêneros, ironia, memória discursiva.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;No texto a seguir, por exemplo, constrói-se um trocadilho com base na música "Óculos" da banda Paralamas do Sucesso e a referência a um dos produtos comercializados pela empresa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-FzzhJrH1Low/TtY0-zwdSCI/AAAAAAAAABs/c69QOu7Dttw/s1600/wallpaper_1024_768_20100604132622+-+hortifrutti.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/-FzzhJrH1Low/TtY0-zwdSCI/AAAAAAAAABs/c69QOu7Dttw/s400/wallpaper_1024_768_20100604132622+-+hortifrutti.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Observe que este tipo de material é um recurso útil para o professor que precisa demonstrar para os alunos questões de interpretação de texto. O exemplo é ilustrativo da importância de se estabelecer relações entre os textos para que se possa recuperar os sentidos que circulam na sociedade em torno de determinados assuntos. Além disso, o exemplo deixa claro que os textos não apenas 'se misturam' no tratamento de seus conteúdos, mas também em suas formas. No caso desse anúncio, a relação estabelecida se dá entre dois gêneros textuais, a música e o próprio anúncio.Para quem conhece a música, é quase impossível não ter ativada na memória a própria melodia do 'hit' dos anos 1980.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O professor pode explorar materiais como este, encontrados em diversos sites da internet, para explorar diversos aspectos da constituição dos textos. Pode ainda propor aos próprios alunos que pesquisem textos deste tipo ou ainda que produzam seus próprios textos. O trabalho com a disciplina de língua portuguesa provavelmente vai ganhar bastante em nível de interesse e será bem mais prazeroso para os alunos e, como consequência, satisfatório para o professor. É claro que no ensino de língua portuguesa, há diversos outros temas que devem ser abordados e outras práticas são necessárias para tratá-los. Mas o trabalho de pesquisa, análise e elaboração de textos publicitários bem-humorados oferece a possibilidade de introduzir os alunos em um universos de fenômenos textuais e discursivos que contribuirão bastante para suas competências comunicativa, textual e discursiva. VAle lembrar ainda que de um ponto de vista prático (ou pragmático?), vestibulares e concursos exploram com cada vez mais frequência textos como os da referida campanha publicitária. Isto não ocorre à toa. Afinal, temos cada vez mais consciência de que o senso crítico e a criatividade também são questões de linguagem.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1213134426779454143-2160267482997841735?l=temasetomos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/NAFk6N4IW-Tl17EgdgdIeLCIbYY/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/NAFk6N4IW-Tl17EgdgdIeLCIbYY/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/NAFk6N4IW-Tl17EgdgdIeLCIbYY/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/NAFk6N4IW-Tl17EgdgdIeLCIbYY/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/emShc/~4/-c9EXED-P1M" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://temasetomos.blogspot.com/feeds/2160267482997841735/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://temasetomos.blogspot.com/2011/11/uma-campanha-publicitaria-bem-humorada.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1213134426779454143/posts/default/2160267482997841735?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1213134426779454143/posts/default/2160267482997841735?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/emShc/~3/-c9EXED-P1M/uma-campanha-publicitaria-bem-humorada.html" title="UMA CAMPANHA PUBLICITÁRIA BEM-HUMORADA E AS LIÇÕES DE TEXTO" /><author><name>Newton P Monteiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17015553861606940067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-FzzhJrH1Low/TtY0-zwdSCI/AAAAAAAAABs/c69QOu7Dttw/s72-c/wallpaper_1024_768_20100604132622+-+hortifrutti.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://temasetomos.blogspot.com/2011/11/uma-campanha-publicitaria-bem-humorada.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0ICSX49fSp7ImA9WhRRFks.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1213134426779454143.post-7054416941871994907</id><published>2011-11-30T10:53:00.001-02:00</published><updated>2011-11-30T11:59:28.065-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-11-30T11:59:28.065-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ensaio" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="TCC" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="artigo científico" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="problema de pesquisa" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Texto acadêmico" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Revistas Acadêmicas" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="revistas de Letras" /><title>BREVES NOTAS SOBRE A ESCRITA DE TEXTOS ACADÊMICOS</title><content type="html">Para muitos alunos do ensino superior, ler e redigir artigos científicos, ensaios e outros textos acadêmicos constituem tarefas desafiantes. Se este é seu caso, saiba que sua dificuldade não é um caso isolado. Vale à pena conversar com seu professor e pedir sugestões de artigos e ensaios, mesmo quando tais textos não são uma exigência da disciplina/professor. Outra sugestão é procurar por artigos acadêmicos na internet, especialmente em serviços como o Scielo e o Google Acadêmico. Se desejar consultar uma lista de revistas na área de Letras, consulte o site &lt;a href="http://www.blogger.com/www.wix.com/sabeletras/sabe-letras"&gt;www.wix.com/sabeletras/sabe-letras&lt;/a&gt;. Com o objetivo de auxiliar o estudante, apresento a seguir breves sugestões para redigir um texto de pesquisa. Há outros ‘formatos’ possíveis. Observe que o nome das seções (subtópicos) geralmente é diferente em cada artigo, embora a estrutura geral seja bastante próxima. Este material é apenas ilustrativo, mas espero que seja útil para o estudante acadêmico, de Letras ou qualquer outra área. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
TITULO DO ARTIGO/RELATÓRIO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
NOME COMPLETO&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(em nota de rodapé, apresente seu minicurrículo: nome, instituição, email de contato)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(em artigos científicos, antes da introdução, você deverá acrescentar um resumo e palavras-chave, bem como sua tradução para uma língua estrangeira, em geral, o inglês (Abstract; keywords))&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
INTRODUÇÃO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Inicie seu texto com uma frase curta. Exemplo: &lt;br /&gt;
“A questão de....... tem sido discutida por vários autores.....” / “O problema X tem ocupado a atenção dos estudiosos na área da linguagem / literatura / educação” &lt;br /&gt;
- Problematize. Explique que questões (perguntas) ou problemas ainda não foram esclarecidos, explicados, solucionados ou suficientemente compreendidos. Pode-se também propor perguntas. Exemplo:&lt;br /&gt;
“Embora muitos estudos sobre esse tema tenham sido publicados, ainda há questões não esclarecidas, como .......” / “Diversas pesquisas tem tratado dessa questão, mas faltam ainda análises que tratem da sua aplicação na prática...”&lt;br /&gt;
- Diga do que trata o seu estudo. Exemplo:&lt;br /&gt;
Este trabalho se propõe a investigar XXXXXX a partir do conceito de discutido por Autor (2007) e  XXXXXXXX ........................... / a partir da teoria XXXXXXXXXXX&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;TEORIA (Fundamentação teórica)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Selecione os conceitos/ideias importantes para sua análise. &lt;br /&gt;
- Explique esses conceitos/teorias&lt;br /&gt;
- Também é possível comparar conceitos e teorias, argumentando em favor de um(a) conceito/teoria               como mais adequado para tratar do problema/questão.&lt;br /&gt;
- É também interessante apresentar resultados de pesquisas que trataram do mesmo assunto de seu estudo, deixando claro o que esses estudos investigaram e o que não fizeram, ou ainda, se as análises foram satisfatórias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
METODOLOGIA (Procedimentos metodológicos)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Explique como sua pesquisa foi organizada e quais instrumentos foram utilizados na pesquisa. Por exemplo, se você fez entrevistas ou aplicou questionários; se analisou documentos ou montou um corpus. Daí, convém demonstrar que critérios você adotou na escolha e elaboração de instrumentos (Exemplo: porque você preferiu usar um questionário, em vez de fazer uma entrevista.) Mesmo quando a pesquisa é bibliográfica, seu artigo vai ganhar muito se você explicar como selecionou o material consultado.&lt;br /&gt;
- Apresente o contexto da pesquisa, se for o caso, tais como quem foram os sujeitos pesquisados, quando e onde. Mencione (e discuta) qual é o paradigma de pesquisa (qualitativa ou quantitativa)  e a modalidade de pesquisa (estudo de caso, etnografia, linguística de corpus, análise do discurso, entrevista sociolinguística etc).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
ANÁLISE (Análise de dados)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Apresente os dados que você está analisando.&lt;br /&gt;
- Analise: aplique conceitos / classifique fatos e fenômenos / apresente explicações que aumentem o entendimento do leitor acerca das questões tratadas (Observação: alguns textos de pesquisa não separam a metodologia da análise. Isto ocorre em estudos bibliográficos, em que a discussão é teórica e conceitual, sem dados para análise).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
CONSIDERAÇOES FINAIS&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Resuma os pontos analisados&lt;br /&gt;
- Se for o caso, responda as perguntas colocadas na introdução&lt;br /&gt;
- Proponha uma solução para o problema apresentado no início &lt;br /&gt;
- Reflita sobre aplicações, outras possibilidades de pesquisa, limitações da sua pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1213134426779454143-7054416941871994907?l=temasetomos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/h2G8cAeLf_y2R29b2jCTpD-C8WA/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/h2G8cAeLf_y2R29b2jCTpD-C8WA/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/h2G8cAeLf_y2R29b2jCTpD-C8WA/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/h2G8cAeLf_y2R29b2jCTpD-C8WA/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/emShc/~4/hw57uxa29AQ" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://temasetomos.blogspot.com/feeds/7054416941871994907/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://temasetomos.blogspot.com/2011/11/breves-notas-sobre-escrita-de-textos.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1213134426779454143/posts/default/7054416941871994907?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1213134426779454143/posts/default/7054416941871994907?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/emShc/~3/hw57uxa29AQ/breves-notas-sobre-escrita-de-textos.html" title="BREVES NOTAS SOBRE A ESCRITA DE TEXTOS ACADÊMICOS" /><author><name>Newton P Monteiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17015553861606940067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://temasetomos.blogspot.com/2011/11/breves-notas-sobre-escrita-de-textos.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CU4MRHwycCp7ImA9Wx9REkQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1213134426779454143.post-4948440632738160654</id><published>2010-12-14T00:17:00.005-02:00</published><updated>2010-12-14T00:33:05.298-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-12-14T00:33:05.298-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="pesquisa" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Linguística" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Revistas Acadêmicas" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Educação" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="artigos científicos." /><title>SITE DISPONIBILIZA REVISTAS ACADÊMICAS EM DIVERSAS ÁREAS</title><content type="html">O DOAJ (Directory of Open Access Journals) é um site que disponibiliza links de acesso a revistas acadêmicas em diversas áreas do conhecimento. O serviço permite encontrar revistas de acesso livre ou híbrido (em que se paga apenas pelos artigos de escolha) de diversas instituições no mundo. Na área de Educação são 395 revistas acadêmicas, línguas e literaturas, 218, Linguística, 148. É possível ainda encontrar revistas da área das Ciências Sociais, Direito,História e Arqueologia, Filosofia e diversas outras. Diversos idiomas são contemplados e mais de cinco mil revistas estão disponíveis. O acesso se faz pelo link &lt;a href="http://www.doaj.org/"&gt;http://www.doaj.org/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1213134426779454143-4948440632738160654?l=temasetomos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/neFHz7Eh-yirQks2VNe4aIp3EhU/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/neFHz7Eh-yirQks2VNe4aIp3EhU/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
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&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/HUOhBMqdv9jC1SLvHG5bhHJyswY/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/HUOhBMqdv9jC1SLvHG5bhHJyswY/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
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Linguagem, comunicação e poder" /><author><name>Newton P Monteiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17015553861606940067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://temasetomos.blogspot.com/2010/06/voce-se-comunica-bem-linguagem.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DU4AQ3o6eCp7ImA9WxBVEEQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1213134426779454143.post-2339033832374571426</id><published>2010-02-13T02:00:00.003-02:00</published><updated>2010-02-13T19:52:22.410-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-02-13T19:52:22.410-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="pesquisa" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="literatura" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Curso de Letras" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="formação do professor" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="professor de línguas" /><title>FORMAÇÃO EM LETRAS E FORMAÇÃO DO PROFESSOR</title><content type="html">&lt;span xmlns=""&gt; &lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Prof. Ms. Newton Paulo Monteiro&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;A maior parte dos profissionais formados nos cursos de Letras opta por habilitações de licenciatura. Assim, além das especificidades da área relacionadas aos estudos de língua materna, língua estrangeira e literaturas, uma dimensão importante da formação em Letras diz respeito à formação do educador. Isto quer dizer que o profissional de Letras não pode perder de vista a natureza múltipla de sua atuação, constituída pelas questões educacionais, linguísticas e literárias. Sua contribuição para a educação implica necessariamente a integração dessas dimensões, elemento importante para o exercício da profissão e para uma relação interdisciplinar produtiva com outras áreas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;De modo a desempenhar adequadamente seu papel de educador do campo da linguagem, em suas diversas manifestações, é fundamental que o profissional de Letras, formado ou em formação, se coloque a seguinte pergunta: o que há de específico na formação do profissional em Letras e o que há de comum com a formação em outras áreas da Educação? A elaboração de uma posição acerca desta questão é necessária para que este profissional desenvolva sua identidade frente a outras áreas da Educação. A discussão que se segue apresenta algumas observações com o objetivo de contribuir para a reflexão sobre o tema.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;strong&gt;O profissional de Letras: um educador &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;O primeiro aspecto que deve ser lembrado é que o profissional de Letras é um educador. Ele se junta a seus colegas das outras disciplinas escolares nos esforços de desenvolver em crianças, jovens e adultos uma formação geral, que contemple as diversas áreas do saber e suas relações, proporcionando assim o contato com a herança cultural e científica da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Dessa maneira, o profissional de Letras oportuniza aos alunos o domínio da linguagem, em suas modalidades oral e escrita - por meio de habilidades como a leitura, a escrita e a expressão oral - e proporciona o conhecimento e a apreciação da cultura literária relacionada a uma língua e cultura. Este saber é de grande relevância para que o aluno possa se desenvolver nas outras disciplinas, participar das práticas de linguagem próprias da sociedade em que vive e adquirir uma compreensão mais clara e crítica sobre o papel da linguagem nas relações sociais.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;A formação linguística e literária &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Se a contribuição do profissional de Letras envolve a criação de pontes entre as questões educacionais e as questões de sua área, fica evidente que a formação específica é fundamental. O campo de estudos do profissional de Letras abrange os estudos literários, compreendendo as literaturas brasileira, portuguesa, e estrangeira, bem como o conhecimento da teoria literária, da crítica literária e da literatura comparada. Além disso, o curso aborda também uma série de teorias sobre a linguagem e a aprendizagem de línguas, assuntos estudados em diversas áreas da Linguística e da Linguística Aplicada, também chamadas de Ciências da Linguagem ou estudos linguísticos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Um papel social importante do profissional de Letras é promover a compreensão da importância da linguagem nas atividades humanas a partir de uma perspectiva que ultrapasse a noção de língua como Gramática Normativa e que permita situar a língua como um fenômeno da cultura, da sociedade, marcada por diferentes práticas sociais e diferentes valores de uso e também como inerentemente variável. Essa compreensão da língua fortalece seu papel na construção de significados e identidades, além disso, constitui elemento fundamental de diversos processos cognitivos e sociais.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O trabalho do formado em Letras apresenta, portanto, grande relevância para a Educação, pois é este profissional que se propõe a pensar, investigar e ensinar as diversas funções desempenhadas pela língua. Sua atuação apresenta importância para outras áreas, bem como para a realização de atividades cotidianas nas esferas social e cultural, o que inclui as situações do trabalho e do exercício da cidadania, além, evidentemente, de servir a outros propósitos de interesse dos sujeitos sociais. Mas o papel deste profissional não pode se resumir a estas questões instrumentais, já que a presença da língua e das questões linguísticas nas muitas dimensões da vida social revela a centralidade da linguagem nas atividades humanas. Como resultado, o professor de línguas e literaturas deve compreender que trabalha com fenômenos humanos, manifestos nos muitos modos pelos quais o homem emprega e se constitui pela e na linguagem. Os estudos linguísticos e literários revelam assim muito do que constitui a humanidade e que se manifesta em todas as culturas da história.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Atuação docente e pesquisa&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;A atividade do professor de línguas e literaturas relaciona-se com a pesquisa. Esta afirmação se justifica pela própria natureza da atuação docente, pois o professor constantemente se ocupa de questões específicas de sua formação – as questões linguísticas e literárias – e de questões educacionais relativas ao ensino/aprendizagem, a avaliação, a formação do aluno, dentre outras. A profissão docente é marcada por inquietações das quais qualquer profissional minimamente sério e engajado em sua atividade não pode fugir. Mas apesar da importância da pesquisa para a atuação do professor, surge a questão da formação para empreender a pesquisa.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;A formação para pesquisa está relacionada com as atividades desenvolvidas primeiramente na graduação e, depois, em outros níveis de estudo. Assim, o professor se envolve em questões específicas de sua área, considerando como tais questões se integram nos objetivos educacionais necessários para a formação de crianças, jovens e adultos. Mesmo que não desenvolva pesquisas propriamente acadêmicas, o professor, para realizar seu trabalho da melhor maneira possível, precisa compreender o ensino não se separa da pesquisa e que sua atuação docente ganhará em qualificação à medida que as questões a pesquisar sejam claras e específicas para o professor.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Este é o caso, por exemplo, do ensino de leitura. Embora muitos professores se preocupem com estratégias motivadoras de ensino ou simplesmente exijam de seus alunos que realizem a leitura de textos ou livros completos, esta questão precisa ser bem compreendida a partir das teorias que explicam a leitura, seu ensino, as questões sociais, culturais e cognitivas relacionadas e o papel do texto literário na formação do leitor. Apenas por levar em conta questões como estas é que o professor poderá promover condições adequadas para o ensino de leitura, apesar dos muitos desafios a Educação que tendem a solapar quaisquer esforços de melhoria.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Quando o profissional de Letras se reconhece como um profissional dos estudos linguísticos e literários cujas atividades incluem o ensino, o estudo e a pesquisa e tem claro para si que esta postura é fundamental no cumprimento do seu papel de educador, abrem-se portas para um exercício não apenas mais satisfatório da profissão, mas também para que se alcance efetivamente os objetivos educacionais. Em resumo, a contribuição do professor com formação em Letras se dá a partir de dentro de sua área de atuação como consequência da consciência do seu lugar no quadro amplo das diversas áreas educacionais.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1213134426779454143-2339033832374571426?l=temasetomos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/rUvqj67bplcDrqkqLzL-7jnB22Q/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/rUvqj67bplcDrqkqLzL-7jnB22Q/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/emShc/~4/3WuIQynoGmg" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://temasetomos.blogspot.com/feeds/2339033832374571426/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://temasetomos.blogspot.com/2010/02/formacao-em-letras-e-formacao-do.html#comment-form" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1213134426779454143/posts/default/2339033832374571426?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1213134426779454143/posts/default/2339033832374571426?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/emShc/~3/3WuIQynoGmg/formacao-em-letras-e-formacao-do.html" title="FORMAÇÃO EM LETRAS E FORMAÇÃO DO PROFESSOR" /><author><name>Newton P Monteiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17015553861606940067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://temasetomos.blogspot.com/2010/02/formacao-em-letras-e-formacao-do.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DEUFQ3o8eCp7ImA9WxNVFkQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1213134426779454143.post-8818727731757304670</id><published>2009-10-27T17:52:00.004-02:00</published><updated>2009-10-28T00:16:52.470-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-10-28T00:16:52.470-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Roman Jakobson" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="funções da linguagem" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="estruturalismo" /><title>ROMAN JAKOBSON E A LINGUÍSTICA DO SÉCULO XX</title><content type="html">&lt;span xmlns=""&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: right"&gt;Profº. Ms. Newton Paulo Monteiro&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;Roman Jakobson nasceu em 11 de outubro de 1896, em Moscou, Rússia. De origem judaica, Jakobson era filho de um engenheiro químico e proeminente industrial, Roman Osipovic. Em 1914, Jakobson se inscreveu no Departamento de Eslavística da Universidade de Moscou para iniciar seus estudos universitários. Já em 1915, formou com outros estudantes o Círculo Linguístico de Moscou e cerca de um ano mais tarde inicia as atividades da Opoiaz, Sociedade de Estudos da Linguagem Poética, o Círculo Linguístico de São Petersburgo, inaugurando o movimento que seria chamado de Formalismo Russo. No centro das preocupações do grupo, encontravam lugar as questões de poética (literatura), cultura, folclore e linguagem. Além de linguistas, grandes nomes da arte e da literatura – como Maiakoviski - frequentavam as reuniões desses grupos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Mais tarde, Jakobson foi lecionar na Universidade de Praga, iniciando estudos sobre a literatura tcheca, o verso comparado e o verso russo. É nesse contexto que surge um dos mais importantes movimentos linguísticos da primeira metade do século XX, o Circulo Linguístico de Praga (1926). Além da influência do filósofo austro-húngaro Edmund Husserl, conhecido por propor a corrente filosófica conhecida como fenomenologia, Jakobson encontraria em Praga outras influências importantes. Entre elas a do psicólogo Bühler, que propõe um modelo de análise da linguagem baseado em funções, e de Ferdinand de Saussure, cujas teses Jakobson conhece por meio de Mathesius, aluno de Saussure e membro do Circulo sediado em Praga.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;No entanto, em razão do clima hostil da Segunda Guerra Mundial, Jakobson, assim como outros intelectuais europeus (lembre-se ainda sua origem judaica), passa a fugir, o que o leva a Escandinávia (Dinamarca e Noruega), onde participa do Círculo Linguístico de Copenhague, e depois a Suécia, onde estudou com médicos os avanços da fisiologia, possibilitando aprofundar seus estudos sobre o problema de linguagem resultante de lesões cerebrais conhecido como afasia. Apesar de sua insistência em solo europeu, a fuga de Jakobson teria como destino a América, mais especificamente a cidade de Nova Iorque, onde um grupo de intelectuais europeus formou o Círculo Linguístico de Nova Iorque. É ali que Jakobson chegaria como linguista renomado, ocupando lugares em prestigiosas universidades americanas como Harvard e MIT, para citar algumas, para trabalhar ao lado de outras figuras importantes das humanidades, como o antropólogo francês Claude Levy-Strauss, cujo trabalho sofreu importantes influências do pensamento jakobsoniano. É também em Nova Iorque que iria ocorrer o encontro do lingüista russo com o linguista brasileiro Mattoso Câmara Junior, considerado pai da linguística brasileira e cujo trabalho também traz a marca do pensamento de Jakobson.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Durante sua longa carreira, Jakobson produziu mais de 600 títulos, entre artigos e livros. Em seus interesses, além das questões de linguagem, estavam os problemas da literatura, do cinema, das lesões cerebrais que resultavam em problemas linguísticos, de aquisição de linguagem, de cultura e de folclore. Tão amplo é o escopo dos assuntos estudados por Jakobson que constitui uma tarefa difícil sistematizar os temas de suas pesquisas em um quadro bem delimitado e definido. Jakobson é um dos primeiros autores a tratar da questão do sujeito da linguagem, com sua tese sobre os embreadores, também conhecidos como dêiticos. Também se deve a Jakobson os avanços da teoria fonológica, com o refinamento da noção de fonema, cujas pesquisas iniciadas no círculo de Praga encontrariam um potencial para ampliação com os estudos da fonética acústica nos Estados Unidos. É com esse ambiente favorável que o grande teórico das ciências da linguagem abandonaria a noção de fonema como unidade mínima da fala para chegar a interpretação do fonema como feixe de traços distintivos, permitindo grandes avanços em teorias fonológicas subseqüentes desenvolvidas por outros pesquisadores. Além disso, ao aprofundar os estudos sobre as funções da linguagem, Jakobson ampliaria a proposta de Bühler para um modelo mais abrangente, contendo fatores adicionais que interferem na comunicação linguística. Jakobson reconhece também a importância de outros sistemas de signos, que não apenas o verbal, chegando a reconhecer a impossibilidade humana de existência, pensamento e comunicação fora do quadro dos signos. Nesse sentido, Jakobson parece antecipar as posições assumidas nesse início de século XXI pelas Ciências Cognitivas, dentre as quais a própria linguística cognitiva, segundo as quais a mente humana não pode acessar diretamente a realidade, exceto por signos e por um processo de percepção situado e influenciado pelo contexto cultural.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Jakobson esteve no Brasil para uma estada de um mês em 1968. Sua relação com o Brasil se deve à influência do antropólogo francês Claude Levy-Strauss, que desenvolveu trabalhos por aqui e foi uma das influências na criação da Universidade de São Paulo, o tradutor e professor Boris Schnaiderman, o linguista Ataliba de Castilho e o próprio Mattoso Câmara. Seu legado, porém, foi muito importante para o desenvolvimento da linguística brasileira, sendo ainda possível encontrar no mercado algumas de suas obras, tais como &lt;em&gt;Linguística e comunicação&lt;/em&gt; (Cultrix) e &lt;em&gt;Linguística, poética, cinema &lt;/em&gt;(Perspectiva).&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Diferentemente de outros cientistas e intelectuais europeus, Jakobson não retornou à Europa no pós guerra, embora se mantivesse atualizado com as discussões travadas nesse continente. Jakobson foi um dos grandes responsáveis pelo desnvolvimento do Estruturalismo, não apenas na Linguística, mas enquanto movimento intelectual – certamente um dos mais importantes do século XX – que influenciou as mais diversas áreas (Antropologia, Psicanálise etc.) do pensamento científico nas ciências humanas e sociais. Uma de suas grandes contribuições foi dar uma interpretação teleológica as unidades linguísticas, isto é, uma interpretação que concebia os elementos lingüísticos como tendo uma função, um fim, no evento comunicativo. Assim, encontram-se em seu trabalho as sementes de uma perspectiva funcionalista em linguística, atualmente uma das importantes escolas da ciência da linguagem.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Jakobson falece em Cambridge, Massachussetts, Estados Unidos, em 18 de julho de 1982, aos 85 anos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;strong&gt;AS FUNÇÕES DA LINGUAGEM&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Uma das grandes contribuições de Jakobson se deu no campo das funções da linguagem. Chalhub (1995, p. 6) resume assim o modelo do linguista russo: &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" align="center"&gt;&lt;br /&gt;Referente _____________________Função Referencial&lt;br /&gt;Emissor ______________________F. Emotiva&lt;br /&gt;Receptor______________________F. Conativa&lt;br /&gt;Canal _______________________ F. Fática&lt;br /&gt;Mensagem ____________________ F. Poética&lt;br /&gt;Código ______________________ F. Metalinguística&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" align="center"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" align="center"&gt;&lt;span xmlns=""&gt;Nenhum evento de linguagem tem uma função exclusiva. Os usos da linguagem se distinguem &lt;/span&gt;&lt;span xmlns=""&gt;por uma distribuição diferente das diversas funções de acordo com uma hierarquia na qual algumas funções ocupam uma posição mais proeminente. Assim, uma poesia, que é marcada, pela função poética pode também apresentar as funções metalinguística, conativa ou referencial. Note-se, por exemplo, o anúncio publicitário apresentado no site&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" align="center"&gt;&lt;span xmlns=""&gt;  &lt;a href="http://www.portaldapropaganda.com/comunicacao/2007/12/0002"&gt;http://www.portaldapropaganda.com/comunicacao/2007/12/0002&lt;/a&gt;, &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" align="center"&gt;&lt;span xmlns=""&gt;veiculado em 2007 pela Fenapro (Federação Nacional das Agências de Propaganda) em celebração ao dia da propaganda. Pode-se afirmar o seguinte acerca das funções encontradas no texto.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;ol style="MARGIN-LEFT: 53pt"&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Do ponto de vista do objetivo do gênero anúncio publicitário, o texto apresenta a função conativa, pois se dirige ao leitor com o a intenção de persuadi-lo acerca do valor da propaganda;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;O conteúdo do anúncio remete a uma propaganda veiculada na televisão nos anos 1980, em que uma jovem em início da adolescência ganha o seu primeiro sutiã. A propaganda se tornou um marco da publicidade brasileira. O anúncio da Fenapro desenvolve, assim, um intertexto em relação aquele anúncio televisivo dos anos 1980, bem como em relação à expressão popular 'o primeiro beijo a gente nunca esquece'. Mas visto que este intertexto se caracteriza por ter como objeto um anúncio publicitário (a propaganda do sutiã na TV) em outro anúncio (o texto da Fenapro), encontra-se aqui um exemplo de função metalinguística (Nota-se aí a perspectiva semiótica da abordagem de Jakobson);&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Finalmente, visto que o texto pretende falar sobre o valor da propaganda, apresentando isto como uma verdade (referente), passível de ser recuperada pelo acesso dos interlocutores à realidade, é também possível falar na função referencial.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;A teoria das funções da linguagem apresenta um olhar sobre o fenômeno lingüístico que transcende a descrição de seus elementos, o que seria fazer um estruturalismo sem funções. Ao integrar os fatores funcionais em suas pesquisas, Jakobson permite que se vislumbre uma linguística que, cedo ou tarde, retomaria uma perspectiva que englobe o uso da língua, os sujeitos que a usam e os contextos em que o evento lingüístico ocorre, ou ainda, os contextos que a língua ajuda a construir. Evidentemente, não se encontra ainda no autor – pelo menos não no modelo das funções da linguagem - uma perspectiva que coloque a interação no centro do evento lingüístico, entendida com ato de construção conjunta mediada pela língua. De fato, seria necessário esperar os interacionistas para que se concretizasse essa perspectiva. Mas Jakobson já concede um lugar para a alteridade, isto é, para a presença do outro no evento lingüístico.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;strong&gt;CONSIDERAÇÕES FINAIS&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Por suas muitas contribuições à Linguística e a outras áreas do conhecimento, Jakobson merece ser lembrado como uma referência importante de intelectualidade e ciência no século XX. Seu legado, porém, não deve ficar restrito a este período. A tão propalada interdisciplinariedade de que se tanto fala hoje em dia era a prática do eminente linguista russo, e não mero discuro. Pode-se dizer que Jakobson foi um daqueles sujeitos cujo trabalho investigativo foi pautado pelo estabelecimento de relações - tanto do pesquisador com os seus pares quanto entre as áreas de seu interesse - o que certamente contribuiu para sua extensa produção científica. Por esse e por outros motivos, encontra-se em Jakobson um exemplo para pesquisadores, alunos e professores, de um pesquisador que perseguiu o conhecimento, sempre atento às muitas áreas do saber, à arte e a literatura, sem deixar de se &lt;em&gt;situar claramente&lt;/em&gt; em sua própria área de atuação: a ciência Linguística.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;strong&gt;REFERÊNCIAS&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;ALTMAN, C. A conexão americana: Mattoso Câmara e o Círculo Linguístico de Nova Iorque. In: DELTA, 20 (Especial), 2004, p. 129-158. Disponível em: &lt;a href="http://www.scielo.br/pdf/delta/v20nspe/24265.pdf"&gt;http://www.scielo.br/pdf/delta/v20nspe/24265.pdf&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;CHALHUB, S. Funções da linguagem. 7 ed. São Paulo: Ática, 1995.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;FLORES, V. N.; TEIXEIRA, M. Introdução à Linguística da Enunciação. São&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Paulo: Contexto, 2005.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;HOLENSTEIN, E. Jakobson – o Estruturalismo Fenomenológico. Lisboa/ Paris: Veja/Mondial Editions Seghers, 1975.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;MACHADO, I. Jakobson – biografia. São Paulo: PUCSP, 1999. Disponível em: &lt;a href="http://www.pucsp.br/pos/cos/cultura/biojakob.htm"&gt;http://www.pucsp.br/pos/cos/cultura/biojakob.htm&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1213134426779454143-8818727731757304670?l=temasetomos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/8o78GDvFLUlzTkPG6hnVVrdwqNE/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/8o78GDvFLUlzTkPG6hnVVrdwqNE/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/8o78GDvFLUlzTkPG6hnVVrdwqNE/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/8o78GDvFLUlzTkPG6hnVVrdwqNE/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/emShc/~4/Nih_J5jgxDc" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://temasetomos.blogspot.com/feeds/8818727731757304670/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://temasetomos.blogspot.com/2009/10/roman-jakobson-e-linguistica-do-seculo.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1213134426779454143/posts/default/8818727731757304670?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1213134426779454143/posts/default/8818727731757304670?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/emShc/~3/Nih_J5jgxDc/roman-jakobson-e-linguistica-do-seculo.html" title="ROMAN JAKOBSON E A LINGUÍSTICA DO SÉCULO XX" /><author><name>Newton P Monteiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17015553861606940067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://temasetomos.blogspot.com/2009/10/roman-jakobson-e-linguistica-do-seculo.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DEQCQ3g_fCp7ImA9WxNVFkQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1213134426779454143.post-7535845788289946329</id><published>2009-10-08T03:13:00.005-03:00</published><updated>2009-10-28T00:19:22.644-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-10-28T00:19:22.644-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="docência" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="trabalho intelectual" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="professor reflexivo" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="condição do professor" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="professor pesquisador" /><title>DILEMAS E EXISTÊNCIA DA CONDIÇÃO DE PROFESSOR</title><content type="html">&lt;span xmlns=""&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;Não constitui grande novidade dizer que o professor é um profissional que se encontra diante de diversos dilemas. São bem conhecidas as discussões, queixas e notícias sobre as demandas próprias da burocracia escolar, a situação social e econômica da profissão, o ambiente muitas vezes ameaçador e inóspito da escola, e outros desalentos da educação. Há também o grande desafio do tempo. Para muitos educadores, o dia pode ser resumido a uma sequência de obrigações que se tornam cada vez mais automatizadas, fruto de demandas sobre as quais o professor não tem controle. Prazos, documentos, preparação de aulas, divulgação de resultados, enfim, uma lista infindável de tarefas consome seu tempo e energia. Pouco tempo lhe é deixado para estudar, refletir e pesquisar – enfim, para existir intelectualmente. &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;O professor é deste modo desapropriado da dimensão intelectual de seu trabalho. Gesto insidioso, nunca socialmente admitido, mas capaz de ferir a estima individual e de toda a classe, a anulação do professor enquanto sujeito de conhecimento comporta o paradoxo de não ser reconhecido nem pelos que deveriam ser os mais interessados em preservar esta condição – os próprios docentes. Perdem com isso, porém, não apenas os profissionais da educação – que se tornam profissionalizados – mas, também, os alunos e toda a sociedade solapada em sua ânsia imediatista. &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;Mas o fato é que esta dimensão intelectual se impõe, de maneira sutil, pouco reconhecida, como fruto de dilemas íntimos que inquietam o professor, mas que não encontram uma via de escape na relação com os colegas. Afinal, onde estão os colegas? Muitas vezes igualmente absortos em suas demandas e tarefas. Mas há também o receio da exposição. Pois dentre tantas perversidades na situação dos educadores, está sua propensão por vezes demasiadamente avaliativa, se não de si mesmos, pelos menos de seus alunos e pares. E é aí que se constrói o isolamento e junto com ele as angústias mal resolvidas. Muitos se acostumam com esse quadro. Passam meramente a cumprir as exigências. Aliás, tais exigências são com frequência totalmente impostas. São as vontades dos governos, das autoridades educacionais, dos coordenadores pedagógicos, dos donos de escola. Ao professor, resta executar. É assim que pouco a pouco a sala dos professores se torna um espaço de fugas. Momento de bater papo com os colegas e falar das trivialidades a que todo ser humano tem direito: o jogo de futebol, a novela, os filhos, a netinha, aquele perfume novo que saiu no catálogo; ou talvez o destino de viagem nas próximas férias se o orçamento permitir. A sala de professores se torna por dez ou quinze minutos um espaço para a tão merecida socialização. Momento em que se deixam de lado as obrigações da profissão e as opiniões veladas sobre seus pares. E se em algum instante a sala for preenchida por alguma conversa pertinente à profissão, não será difícil encontrar ali as lamúrias e queixas sobre os caminhos da educação ou a impertinência e desinteresse dos alunos. Mas alguns não se deixarão vencer por demandas que lhes roubam o sentido de seu fazer. Tampouco se permitirão distrair-se com a rotinização das suas vidas pessoal e profissional ou com as pedras do seu caminho – que não são de modo algum exclusividade da condição dos professores. Para esses professores, angústias e dilemas serão o alimento para as reflexões das quais eles simplesmente não podem escapar intelectualmente. E que angústias seriam essas? &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;Em primeiro lugar, os desafios da própria educação: o desinteresse ou desmotivação dos alunos; ou aquela aula surpreendentemente recompensadora em que os interesses convergiram tão harmoniosamente quanto o uníssono de uma sinfonia; as perguntas dos alunos, que revelam para o professor a existência de jovens indagadores, ainda dispostos a aprender, embora mergulhados, eles também, em muitas dificuldades que limitam seu aproveitamento escolar; pode ser que os dilemas surjam daquele assunto de sua disciplina pouco compreendido, quer pelos alunos quer pelo próprio professor. Além disso, outras preocupações talvez também dominem a mente do professor: a situação da sociedade em que ele e seus alunos vivem e a consequente necessidade de compreendê-la e aprender a nela viver. É nesse ponto que o professor reconhece o aspecto social de seu trabalho e disciplina, e passa a perceber que ele tem um papel importante na formação dos jovens e em ajudá-los a conseguir um futuro melhor e a serem pessoas melhores (seja lá o que isto queira dizer!). E assim o professor se intelectualiza (e se compromete com o seu fazer)!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;É claro que tudo isso está no campo das questões pedagógicas – aquelas que dizem respeito à gestão da sala de aula, ao papel do professor na sociedade e à extensão possível de sua contribuição às vidas dos sujeitos com quem professores e professoras têm encontros semanais. Não se considerou ainda uma outra dimensão necessária da atuação do professor. Algo capaz de torná-lo sujeito no próprio campo de sua disciplina: as questões teóricas, práticas, filosóficas, éticas e científicas de seu campo. É crucial esclarecer que este também é um lugar para a intelectualização do professor. Além disso, embora tais questões não deixem de ter o caráter social e pedagógico citado anteriormente, revestem-se de um sentido muito especial. O fato é que quando o professor se intelectualiza nos temas específicos de sua disciplina constrói para si um lugar no debate travado em sua área. Talvez não lhe seja possível desenvolver reflexões semelhantes aos grandes nomes do campo, que são em geral altamente especializados e predominantemente dedicados à pesquisa, mas pelo menos passa a ser um leitor crítico da enxurrada de novidades produzidas, e este posicionamento pavimenta seu próprio papel de educador, a quem cabe a responsabilidade de instilar nos jovens uma mente indagadora e reflexiva (e não a de abrir uma vala onde são lançadas infindáveis quantidades de conhecimentos). É aqui também que se sedimenta o papel do professor enquanto sujeito que conduz seus alunos a uma posição na qual se exigirá deles a tão necessária capacidade de seletividade, reiteradamente mencionada na sociedade contemporânea. &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;Construir para si um lugar crítico em seu campo, evidentemente, torna o próprio professor um pesquisador. Uma condição deste tipo abre possibilidades para promoção de sua auto-estima profissional e lhe institui como 'modelo' para os alunos, que passarão a reconhecer no conhecimento algo que pode ser construído, alcançado e mesmo questionado e substituído. Possibilita igualmente a construção de uma educação fundada nas perguntas em vez de em conhecimentos prontos e naturalizados. &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;Por conseguinte, a condição de professor guarda uma dimensão intelectual que não pode ser negada, embora possa ser abafada. Ao tratar com humanos e como humano que é não é possível para o professor evitar o confronto com dilemas, inquietações, angústias. Se estas são, frequentemente, razão de sofrimento, desalento, desmotivação, podem também ser o combustível capaz de inflamar o aspecto pouco exigido pelas burocracias escolares, expectativas sociais e mercadológicas e negligenciado pela mídia: o do professor enquanto intelectual, pesquisador, sujeito reflexivo. E para se conscientizar desta condição o professor não precisa de decretos ou aprovações externas, seja de pais, jornalistas, governantes, e até mesmo de alunos e colegas. Precisa somente reconhecer seu papel e nele se engajar, ainda que de modo solitário, e buscar em seus pares igualmente antenados com tal auto-percepção, uma fonte de interlocução necessária, embora talvez frágil, instável e provisória. Basta a tal professor sua própria consciência: o elemento fundamental de sua existência intelectual.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1213134426779454143-7535845788289946329?l=temasetomos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/XDsPwQHE_c10J37fO-6GDmMJmKM/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/XDsPwQHE_c10J37fO-6GDmMJmKM/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/XDsPwQHE_c10J37fO-6GDmMJmKM/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/XDsPwQHE_c10J37fO-6GDmMJmKM/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/emShc/~4/NHIJFcxj498" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://temasetomos.blogspot.com/feeds/7535845788289946329/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://temasetomos.blogspot.com/2009/10/dilemas-e-existencia-da-condicao-de.html#comment-form" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1213134426779454143/posts/default/7535845788289946329?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1213134426779454143/posts/default/7535845788289946329?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/emShc/~3/NHIJFcxj498/dilemas-e-existencia-da-condicao-de.html" title="DILEMAS E EXISTÊNCIA DA CONDIÇÃO DE PROFESSOR" /><author><name>Newton P Monteiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17015553861606940067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://temasetomos.blogspot.com/2009/10/dilemas-e-existencia-da-condicao-de.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DUYBSXY8eip7ImA9WxNVFkQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1213134426779454143.post-2699420956717069003</id><published>2009-07-15T03:50:00.002-03:00</published><updated>2009-10-28T00:32:38.872-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-10-28T00:32:38.872-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="TCC" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="pesquisa em linguagem" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="escolha do tema" /><title>PONTOS A CONSIDERAR AO ESCOLHER UM TEMA DE TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO</title><content type="html">&lt;span xmlns=""&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;em&gt;     &lt;/em&gt;A monografia é o ponto alto de sua formação acadêmica. É o momento em que você demonstra que é capaz de ir além dos conteúdos estudados, e que sabe lidar com os conhecimentos adquiridos para analisar um aspecto da realidade. Trata-se de um momento de grande crescimento pessoal e profissional, que lhe possibilitará exercitar sua capacidade de reunir informações, analisá-las e tirar conclusões, organizando-as em um relatório escrito cuidadosamente elaborado. Organização, pensamento crítico, capacidade analítica e sintética e habilidade de escrita são algumas das habilidades que você poderá exercitar durante este período. O trabalho monográfico pode lhe ajudar a definir sua área de especialização e a melhorar seu exercício profissional. Com o objetivo de auxiliá-lo (a) na escolha de seu tema, apresentamos as seguintes sugestões. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Escolha um assunto de que você goste (sua experiência com a monografia pode ser enriquecedora e satisfatória. Mas para isso é necessário que você reconheça seus pontos fortes e afinidades).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Escolha um tema pertinente à área (como estudante de Letras, os assuntos adequados para uma pesquisa devem se situar nas áreas da Literatura, Linguística ou Linguística Aplicada – abordando, portanto, questões de linguagem e literatura. Isto inclui trabalhos com as Línguas Portuguesa e Inglesa, Libras e outras, e, ensino de línguas e literatura.).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Escolha um tema que seja possível estudar com o tempo e os recursos materiais e financeiros de que você dispõe. (Isto exige programação).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Não se preocupe de início com o título e o número de páginas de sua monografia (ou o dia da apresentação). O texto monográfico é um relatório de um estudo, portanto, uma &lt;em&gt;conseqüência&lt;/em&gt; de todo um processo de pesquisa.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Não demore em iniciar sua pesquisa. Trabalhos de última hora perderão em qualidade. Não se iluda com a possibilidade de se safar por meio de saídas alternativas. Comprar ou baixar um trabalho da Internet equivale a perder um importante momento de sua formação. É desperdício de dinheiro e potencial. Mostra que você acredita mais em um desconhecido do que em si mesmo e nos seus quatro anos de formação. Finalmente, é uma saída ingênua (afinal, seus professores, especialistas e mestres na área, conhecem os &lt;em&gt;sites&lt;/em&gt; da internet que tratam dos assuntos de sua formação).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Elabore um projeto, mesmo que simples, do que você pretende fazer e peça a um (a) professor (a) que o leia e comente. Este passo é importante porque lhe ajuda a registrar e organizar as informações que você precisa considerar antes de se lançar à pesquisa. Seu primeiro projeto, porém, pode ser um 'rascunho', mesmo que provisoriamente incompleto, dessas informações. É necessário começar de algum lugar (não é mesmo?). Consulte um dos manuais de metodologia da biblioteca da faculdade para detalhes sobre como elaborar um projeto e veja o roteiro ao final deste texto.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Faça um levantamento bibliográfico do que existe sobre o assunto, pois isto possibilita tomar conhecimento de outras pesquisas, das perspectivas teóricas e dos conceitos relevantes para seu estudo. Procure entender não somente os aspectos teóricos, mas também como os pesquisadores organizaram e desenvolveram o estudo (metodologia). Alguns autores fazem sugestões de pesquisa. Talvez você possa aproveitar algumas dessas sugestões. Se bem empregada, a internet pode ser uma excelente fonte de busca (embora não seja e não deva ser a sua única fonte. Você deve consultar também os livros que tratam de seu tema). Procure por palavras importantes de seu tema de estudo em &lt;em&gt;sites&lt;/em&gt; como:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;span style="TEXT-DECORATION: underline"&gt;http://scholar.google.com.br&lt;/span&gt; (google acadêmico) - Mecanismo de busca de artigos acadêmicos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a href="http://www.scielo.br/"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;http://www.scielo.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt; - Biblioteca Eletrônica Científica (com acesso à revista DELTA da PUC-SP).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a href="http://rle.ucpel.tche.br/"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;http://rle.ucpel.tche.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt; - Revista Linguagem &amp;amp; Ensino.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a href="http://www3.unisul.br/paginas/ensino/pos/linguagem/0303/00.htm"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;http://www3.unisul.br/paginas/ensino/pos/linguagem/0303/00.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt; - Revista Linguagem &amp;amp; Discurso.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a href="http://www.letras.ufg.br/"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;http://www.letras.ufg.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt; - &lt;em&gt;site&lt;/em&gt; da UFG com acesso à revista Signótica.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a href="http://www.letras.ufmg.br/"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;http://www.letras.ufmg.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt; - &lt;em&gt;site&lt;/em&gt; da UFMG com acesso a arquivos para &lt;em&gt;download&lt;/em&gt; ou compra de livros.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-LEFT: 35pt"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;span style="TEXT-DECORATION: underline"&gt;http://www.unicamp.br/iel/site/alunos/publicacoes/ &lt;/span&gt;- &lt;em&gt;site &lt;/em&gt;com publicações de alunos de (pós-) graduação do Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp. Textos sobre Literatura, Linguística, Linguística Aplicada e quatro especiais: a crítica literária no Brasil, Macunaíma, Clarice Lispector e 100 anos de Drumond.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a href="http://www.letramagna.com/"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;http://www.letramagna.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt; - Revista Letra Magna.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a href="http://paginas.terra.com.br/educacao/revel/sob_rev.htm"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;http://paginas.terra.com.br/educacao/revel/sob_rev.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt; - Revista Virtual de Estudos da Linguagem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-LEFT: 35pt"&gt;&lt;a href="http://www.veramenezes.com/"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;http://www.veramenezes.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt; - &lt;em&gt;site&lt;/em&gt; da Profª. Vera Menezes (Letras/UFMG). Inclui &lt;em&gt;links&lt;/em&gt; para periódicos de Linguística no &lt;span style="TEXT-DECORATION: underline"&gt;http://www.veramenezes.com/journals.htm&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a href="http://www.leffa.pro.br/"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;http://www.leffa.pro.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt; - &lt;em&gt;site&lt;/em&gt; do Prof. Vilson Leffa (Universidade Católica de Pelotas).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a href="http://www.pucsp.br/pos/lael/lael-inf/def_teses.html"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;http://www.pucsp.br/pos/lael/lael-inf/def_teses.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt; - banco de teses e dissertações da PUC-SP.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-LEFT: 35pt"&gt;&lt;a href="http://standish.stanford.edu/bin/browse/field/list?field=titleBrowse"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;http://standish.stanford.edu/bin/browse/field/list?field=titleBrowse&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt; – &lt;em&gt;site&lt;/em&gt; com textos em inglês da Universidade de Stanford.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a href="http://spider.ufrgs.br/discurso/"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;http://spider.ufrgs.br/discurso/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt; - &lt;em&gt;sites&lt;/em&gt; com artigos sobre Análise do Discurso (UFRGS).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-LEFT: 35pt"&gt;&lt;a href="http://www.instituto-camoes.pt/cvc/recensinar/ensinolingua.html"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;http://www.instituto-camoes.pt/cvc/recensinar/ensinolingua.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt; - &lt;em&gt;site&lt;/em&gt; sobre línguas e ensino do Instituto Camões (Portugal).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a href="http://www.ipol.org.br/"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;http://www.ipol.org.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt; - &lt;em&gt;site&lt;/em&gt; do Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Linguística.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-LEFT: 36pt"&gt;&lt;a href="http://www.oup.com/elt/catalogue/guidance_articles/freebooks?cc=br"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;http://www.oup.com/elt/catalogue/guidance_articles/freebooks?cc=br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt; – &lt;em&gt;site&lt;/em&gt; com livros em inglês para&lt;em&gt; download&lt;/em&gt; (Editora da Universidade de Oxford).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-LEFT: 36pt"&gt;&lt;a href="http://www.minedu.govt.nz/index.cfm?layout=document&amp;amp;documentid=10599&amp;amp;indexid=1004&amp;amp;indexparentid=1072"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;http://www.minedu.govt.nz/index.cfm?layout=document&amp;amp;documentid=10599&amp;amp;indexid=1004&amp;amp;indexparentid=1072&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt; – &lt;em&gt;Instructed Second Language Acquisition&lt;/em&gt; – Livro de Rod Ellis sobre aquisição de linguagem disponível no &lt;em&gt;site&lt;/em&gt; do Ministério da Educação da Nova Zelândia (o &lt;em&gt;site&lt;/em&gt; também disponibiliza outros materiais).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-LEFT: 35pt"&gt;&lt;a href="http://www.stellabortoni.com.br/"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;http://www.stellabortoni.com.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;site&lt;/em&gt; da Profª. Stella Maris Bortoni-Ricardo sobre sociolinguística e educação em Língua Portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a href="http://www.dominiopublico.gov.br/"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;http://www.dominiopublico.gov.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt; - Biblioteca Digital do Governo Federal.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-LEFT: 35pt"&gt;&lt;a href="http://www.cervantesvirtual.com/seccion/lengua/"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;http://www.cervantesvirtual.com/seccion/lengua/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt; - esta seção da Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes (Espanha) apresenta diversos textos em Inglês e Espanhol nas áreas de Linguística e Literatura.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-LEFT: 35pt"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;span style="TEXT-DECORATION: underline"&gt;http://www.iltec.pt/publicacoes/index.html&lt;/span&gt; – &lt;em&gt;site&lt;/em&gt; com textos em português e inglês do Instituto de Linguística Teórica e Computacional (Portugal).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a href="http://www.vertentes.ufba.br/tapresenta.htm"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;http://www.vertentes.ufba.br/tapresenta.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt; - página do Projeto Vertentes do Português Rural do Estado da Bahia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-LEFT: 35pt"&gt;&lt;a href="http://www.filologia.org.br/"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;http://www.filologia.org.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt; - página do Circulo Fluminense de Estudos Filológicos e Linguísticos com textos de Filologia, Linguística e Literatura.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-LEFT: 35pt"&gt;&lt;a href="http://www.gel.org.br/4publica-estudos.htm"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;http://www.gel.org.br/4publica-estudos.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;span style="TEXT-DECORATION: underline"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;- página do Grupo de Estudos Linguísticos do Estado de São Paulo (GEL) com acesso aos artigos dos últimos números da Revista do GEL.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-LEFT: 35pt"&gt;&lt;a href="http://www.unb.br/gelco/?pg=4"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;http://www.unb.br/gelco/?pg=4&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt; - página do Grupo de Estudos da Linguagem do Centro-oeste (GELCO) com acesso aos artigos dos encontros nacionais.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a href="http://www.unb.br/abralin/index.php?id=8"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;http://www.unb.br/abralin/index.php?id=8&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;span style="TEXT-DECORATION: underline"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;– site da Associação Brasileira de Linguística com textos na seção boletins.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Não deixe de fazer o fichamento das obras consultadas. Registre em fichas ou em um caderno os dados dos livros e artigos (nome da obra e do autor, editora, ano de publicação, páginas dos comentários importantes). Escreva o que o autor disse ou anote em suas próprias palavras. Este procedimento facilita a identificação dos pontos interessantes e lhe permite voltar ao texto com facilidade quando você for escrever. Consulte um dos manuais de metodologia da biblioteca da faculdade para detalhes sobre este procedimento.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;É boa prática ter uma caderneta para anotar perguntas e idéias que você talvez tenha sobre o assunto de sua pesquisa. Não perca uma boa idéia! (Você certamente terá muitas!!).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Pesquisas em Linguística e Linguística Aplicada podem ir, e geralmente vão, além de mero levantamento teórico. Muitos estudos incluem uma parte prática, com estudos de campo ou de &lt;em&gt;corpus. &lt;/em&gt;É necessário escolher uma metodologia de pesquisa para seu estudo. O livro &lt;em&gt;Pesquisa em Linguística Aplicada&lt;/em&gt;: temas e métodos, de Vilson Leffa, apresenta algumas das metodologias atuais na área. Você pode baixá-lo em formato PDF no &lt;em&gt;site &lt;ahref="http://www.leffa.pro.br/HP_GTLA/livro/Pesquisa_LA.pdf"&gt;&lt;/em&gt;http://www.leffa.pro.br/HP_GTLA/livro/Pesquisa_LA.pdf Outro texto interessante, que aborda inclusive questões éticas da pesquisa, é o texto de Maria Antonieta Alba Celani, "Questões de ética na pesquisa em Linguística Aplicada", na revista Linguagem &amp;amp; Ensino, Vol. 8, No. 1, 2005 (p. 101-122), disponível em &lt;a href="http://rle.ucpel.tche.br/php/edicoes/v8n1/antonieta.pdf"&gt;http://rle.ucpel.tche.br/php/edicoes/v8n1/antonieta.pdf&lt;/a&gt;. Sobre descrição de línguas, veja PERINI, M. A. &lt;em&gt;Princípios de linguística descritiva&lt;/em&gt;: introdução ao pensamento gramatical. São Paulo: Parábola Editorial, 2006.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1213134426779454143-2699420956717069003?l=temasetomos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/2kmgHv-lfy929JUNZvkU6wq1-yU/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/2kmgHv-lfy929JUNZvkU6wq1-yU/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
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Portanto, quero deixar, desde já, claro que as sugestões a seguir não esgotam as possibilidades de pesquisa desses temas. Além disso, os interessados deverão, obviamente, buscar a bibliografia pertinente, formular suas próprias questões de pesquisa, escolher o contexto de investigação e a metodologia. Críticas e sugestões serão bem-vindas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;strong&gt;Relação pronúncia/escrita &lt;/strong&gt;(Este tipo de investigação enfoca as principais interferências da fala na ortografia da língua portuguesa. Outra possibilidade é a pesquisa das relações entre fala e escrita na língua estrangeira (inglês), com o objetivo de investigar a capacidade dos alunos de deduzir certas pronúncias com base em padrões. Por exemplo: seriam os alunos capazes de deduzir a pronúncia de palavras como &lt;em&gt;fate, kite, poke&lt;/em&gt; a partir das mais conhecidas &lt;em&gt;make, bike, Coke&lt;/em&gt;?).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;strong&gt;Variação no emprego da pontuação&lt;/strong&gt; (Nessa proposta, um estudo pode ser realizado a partir da perspectiva da linguística histórica ou da sociolinguística variacionista com o fim de analisar como o emprego da pontuação varia nos textos através das épocas ou em diferentes classes sociais. O estudante-pesquisador pode analisar também as mudanças nas normas oficiais de pontuação).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;strong&gt;Processos morfológicos em textos jornalísticos&lt;/strong&gt; (A sugestão aqui é investigar a formação e freqüência de uso de palavras em textos jornalísticos com atenção especial aos casos não dicionarizados. De tempos em tempos, algumas palavras se tornam de uso comum e são, portanto, registrados em jornais e revistas. Escritores de editoriais e colunistas cunham certas palavras para tentar expor mais claramente suas idéias. Estes processos são uma possibilidade de pesquisa para os interessados em morfologia, e que, ao mesmo tempo, pretendem compreender o funcionamento da língua em textos autênticos.).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;strong&gt;Aquisição de padrões sintáticos na escrita&lt;/strong&gt; (Esta proposta visa à análise da capacidade de produção de orações complexas, tais como coordenadas, subordinadas e reduzidas, em textos escolares. A investigação poderia analisar se a exposição à leitura de textos com tais características por certo período contribui para a melhor capacidade de elaboração das orações. Outra possibilidade seria a investigação da freqüência dessas orações na produção de sujeitos selecionados a partir de parâmetros sociolinguísticos, como idade, sexo, classe social, grau de escolaridade).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;strong&gt;Aquisição da escrita a partir da perspectiva da teoria dos gêneros textuais &lt;/strong&gt;(Para este tipo de estudo, o pesquisador precisaria ler sobre &lt;em&gt;gêneros textuais&lt;/em&gt; e analisar propostas de ensino da escrita por meio desta abordagem. Em seguida, poderia desenvolver um trabalho de ensino de certos gêneros com um grupo de aprendizes, de língua portuguesa ou inglesa, e avaliar os resultados.).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;strong&gt;Estudo dos tempos e aspectos verbais em diferentes tipos de texto &lt;/strong&gt;(Um estudo nessa linha se ocuparia de revelar quais são as características dos verbos em textos de diferentes tipos. Poderia distinguir entre questões de tempo verbal e questões de aspecto verbal, este último ponto entendido como a maneira pela qual um texto apresenta uma ação ou acontecimento. Assim, contrastando as formas verbais &lt;em&gt;comprou&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;comprava&lt;/em&gt;, temos o tempo pretérito para ambas, mas, os modos perfeito e imperfeito, respectivamente.).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;strong&gt;Análise de dicionários&lt;/strong&gt; (Aplicando conceitos teóricos da semântica, lexicologia e lexicografia, este tipo de estudo se constituiria da análise dos critérios empregados para decidir quais entradas devem constar nos dicionários. Exemplo: o mini-dicionário Aurélio (2000) registra uma única entrada para "armar" e duas entradas para "fiar". Quais os critérios que orientam essas decisões? Existe consistência no emprego do critério, utilizando-se um único critério para todos os casos semelhantes? Outros dicionários adotam os mesmos critérios?).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;strong&gt;Estudo das normas de polidez &lt;/strong&gt;(Atos de fala como cumprimentos, saudações, pedidos de ajuda, pedidos de desculpa, agradecimentos, condolências podem variar de acordo com as condições sociolinguísticas, estilísticas e discursivas tanto na fala quanto na escrita. Quais são as normas de polidez que uma dada comunidade emprega? Como o emprego dessas normas é interpretado por sujeitos de fora da comunidade? Por exemplo: como os adolescentes de um determinado grupo agradecem, lamentam, se desculpam etc. e como isso é interpretado pelos adultos (pais, professores, autoridades policiais, jornalistas etc.)? Quais são as normas de polidez empregadas em cartas empresariais, comunicados oficiais das mais diversas instituições (empresas, órgãos públicos, imprensa, governo)? Quais são as variações das formas de agradecimento (obrigado, muito obrigado, grato, valeu); de pedidos de desculpa (desculpa, perdão, foi mal)? Quais as regras de uso que governam a ocorrência de cada um desses modos de agradecer/desculpar-se, etc.? Ao desenvolver um estudo desse tipo, é fundamental não adotar uma visão normativa, baseada, por exemplo, em regras de etiqueta, mas reconhecer que essas normas são de natureza linguística e cultural. Aliás, um estudo alternativo desse assunto seria a análise do discurso sobre a polidez encontrado em manuais de etiqueta e boas maneiras, revistas femininas, programas de televisão, entre outros).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;strong&gt;Estudo das práticas linguísticas em ambientes profissionais &lt;/strong&gt;(Seguindo os princípios da sociolinguística interacional ou dos gêneros textuais, este tipo de pesquisa teria como objetivo descrever, analisar e refletir sobre as diversas situações comunicativas que envolvem uma profissão. Por exemplo: que tipos de textos orais e escritos são produzidos/lidos por um professor? Quais as características da fala de um vendedor de uma loja de sapatos? Quais são os textos que uma secretária escreve e como o faz? Quais atividades linguísticas o jornalista desenvolve antes da escrita de uma reportagem?).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;strong&gt;Formação e solução de mal-entendidos&lt;/strong&gt; (A análise da conversação oferece elementos teóricos para este tipo de pesquisa. Em uma conversação cotidiana, numa entrevista, numa consulta médica, há situações em que as pessoas não se entendem. Por outro lado, estes problemas de comunicação são resolvidos na própria conversação. Quais os tipos de mal-entendido mais comuns? Que estratégias são utilizadas para resolvê-los? A que as pessoas atribuem o mal-entendido: à ambigüidade da língua, à má interpretação de outros, à má intenção, à suas dificuldades de comunicação ou a outros fatores? Em outras palavras: para as pessoas, os mal-entendidos (ou um caso particular deles) ocorrem por problemas do sistema linguístico, por incompetência comunicativa dos participantes da interação ou por razões morais tais como a intenção de enganar, a dissimulação etc?).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;strong&gt;Desenvolvimento das interações &lt;/strong&gt;(Em qualquer evento comunicativo oral - uma conversa casual, uma aula - como poderiam ser respondidas as seguintes questões: quem fala? qual o papel social de quem fala? quem tem o poder de decidir quem fala e quando? como os participantes da comunicação cedem ou tomam a palavra (o turno, para ser mais técnico)? como iniciam ou terminam sua fala? de que maneira a linguagem corporal contribui na comunicação? que gestos são feitos? qual o papel do olhar? qual a distância que os participantes da interação mantêm entre si? como a entonação, a ênfase, as pausas,o ritmo de fala, o volume de voz interferem nos processos de reter, tomar e ceder a palavra? qual o tempo das pausas? que papel desempenham? em que momentos as pessoas riem, sorriem, aumentam ou abaixam o ritmo de fala ou o volume da voz?).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;strong&gt;Análise de narrativas&lt;/strong&gt; (As seguintes questões poderiam ser investigadas em um estudo sobre narrativas: quais são as principais características da narrativa? como as narrativas são construídas em diferentes comunidades ou por diferentes sujeitos? como um mesmo evento é narrado (nas modalidades oral e escrita) por sujeitos diferentes? o que difere nas narrativas de diferentes obras literárias? como os jornais e telejornais narram um mesmo evento? que estratégias linguísticas são empregadas nas narrativas dos evangelhos? quais as características das narrativas de um discurso fundador, tal como a história de um país, a fundação de uma cidade, o início de uma instituição etc.? Por exemplo: quais as características/diferenças/semelhanças entre as narrativas oficiais da história de uma cidade (ex. Aparecida de Goiânia) e as narrativas extra-oficiais (ex. a dos antigos moradores)?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;strong&gt;Análise de material didático &lt;/strong&gt;(Empregando&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;conceitos da análise do discurso, das teorias dos gêneros textuais, ou outro referencial teórico útil, pode-se desenvolver um estudo de um material didático (ex. o livro-texto), procurando analisar as concepções de língua, comunicação, educação, sujeito, dentre outras, presentes no texto. Por exemplo: como o livro didático empregado na aula de língua estrangeira representa a língua que é ensinada, o país de origem da língua, os falantes "nativos" e "não-nativos", as outras culturas não falantes dessa língua?).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;strong&gt;Linguagem e identidade &lt;/strong&gt;(A linguagem permite que construamos discursos sobre nós mesmos, sobre o grupo a que pertencemos e sobre outras pessoas e grupos, criando imagens ou representações sociais influenciadas por valores culturais. Isto significa que criamos, pela linguagem, identidades. A identidade pode ser vista como individual (sou assim) ou coletiva (somos assim) e se define pela diferença com o(s) outro(s). Estudos sobre identidade procuram analisar como a linguagem é empregada para construir o sentimento de pertencer ou não pertencer a certo grupo. Tratam de questões afetivas e sociais tais como aceitação, auto-estima ou preconceito. Um estudo sobre linguagem e identidade na escola, por exemplo, poderia investigar como o sentimento de pertencimento possibilita a formação de grupos de alunos, resultando na aceitação de certos membros e na exclusão de outros. Para se manter dentro dos domínios de um estudo em Linguística, essa pesquisa deve analisar os discursos produzidos pelos membros da comunidade escolar. Outra sugestão é a análise de como professores e alunos constroem imagens de si na sala de aula e quais as conseqüências desse comportamento nas relações que se estabelecem e nas iniciativas de participação ou auto-exclusão na aula. São referenciais teóricos úteis para esse tipo de estudo: as teorias de identidade, a(s) análise(s) do discurso e a sociolinguística, especialmente a interacional).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;strong&gt;Análise do discurso midiáticos e institucionais&lt;/strong&gt; (Este tipo de estudo teria como objetivo descrever os discursos veiculados na mídia (incluindo músicas) ou em instituições dos mais diversos tipos. O enfoque da Análise de Discurso de linha francesa e da Análise Crítica do Discurso (de orientação inglesa) se caracteriza pela identificação de elementos ideológicos e pela elucidação de como os discursos se materializam nos textos, ou seja, como a linguagem é reveladora dos discursos. Como exemplo, uma propaganda de cerveja pode ser analisada em termos das representações que produz da vida social. Uma pesquisa desse tipo de propaganda poderia investigar que discursos estão sobre a mulher estão implícitos nos textos, visto que referências à figura feminina são comuns nesses anúncios publicitários. Poderia também revelar como o público alvo da propaganda – por exemplo, homens apreciadores de futebol - é representado.).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;strong&gt;Estudo das estratégias de persuasão em textos orais e escritos &lt;/strong&gt;(Um levantamento das estratégias de persuasão no discurso publicitário, religioso, político, entre outros, seria o objetivo deste estudo, seguido de uma reflexão crítica do estudante-pesquisador. Além disso, o pesquisador poderia desenvolver um trabalho com aprendizes de língua, buscando aprofundar suas capacidades de percepção dessas estratégias na leitura, ou mesmo, sua habilidade em empregá-las.).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;strong&gt;Processos de variação e mudança &lt;/strong&gt;(Pesquisas em sociolinguística e linguística histórica interessantes podem ser desenvolvidas por investigar como certos aspectos da língua são empregados por diferentes membros da sociedade. O estudo comparativo da linguagem de pessoas de faixas etárias distantes possibilita compreender que mudanças estão se operando na língua).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;strong&gt;Estudo de figuras de linguagem em textos do cotidiano &lt;/strong&gt;(As figuras de linguagem se fazem sempre presentes nos textos orais e escritos. Dentre essas, as metáforas tem sido considerados como constitutivas do pensamento. Compreender as figuras de linguagem, e especialmente a metáfora, possibilita compreender melhor os processos cognitivos. Esses processos se referem aos modos de produção, organização, armazenagem e recuperação do conhecimento. O estudo das figuras da linguagem da mídia, dos materiais didáticos e da linguagem popular é campo vasto de pesquisa).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;strong&gt;Concepções de língua e ensino no discurso dos professores e alunos &lt;/strong&gt;(A prática de ensino sempre apresenta concepções acerca dos processos de ensino/aprendizagem, bem como do objeto de estudo – a língua materna ou estrangeira – haja, ou não, consciência desse fato. O estudo dessas concepções se situa claramente na área da Linguística Aplicada e se relaciona com os estudos da formação de professores. Identificar essas concepções e analisá-las é uma excelente possibilidade de pesquisa. O aluno que decidir trilhar esse caminho tem muitas opções à sua disposição. Pode investigar se as concepções dos professores estão de acordo com as dos alunos em uma determinada situação de ensino. Pode, também, observar se existe coerência entre o discurso e a prática do professor. Pode, ainda, analisar se o professor tem consciência das concepções teóricas do ensino de línguas presentes em livros e cursos de formação, bem como em documentos oficiais como os PCNs. Constatada a consciência, o aluno-investigador poderia buscar compreender se o professor acredita nas propostas dessas concepções e se sua prática de ensino reflete esta alegada crença. Se, por outro lado, descobrir que o professor não compartilha do discurso teórico-metodológico sobre o ensino de línguas, o pesquisador poderá tentar compreender as razões, as justificativas, para tal posição).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;strong&gt;Estudo da compreensão de enunciados em provas e materiais didáticos &lt;/strong&gt;(Uma pesquisa que se ocupe desse tema pode abordar questões do ensino de língua ou literatura, mas também de geografia, história, matemática, ou qualquer outra disciplina. Pode também enfocar os enunciados de provas de concurso e vestibulares. Esse estudo seria linguístico porque se concentra em questões como leitura, envolvendo a interpretação de palavras e orações. Nesse tipo de estudo, testes poderiam ser desenvolvidos para se determinar a compreensão dos sujeitos investigados).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;strong&gt;Estudo das práticas de leitura na sociedade local &lt;/strong&gt;(Este tipo de estudo poderia consistir em um levantamento das práticas de leitura em bibliotecas locais. Perguntas como as seguintes poderiam ser propostas: quem são os sujeitos que freqüentam as bibliotecas? o que lêem? com que freqüência vão à biblioteca? costumam levar livros e/ou revistas para casa ou lêem somente na biblioteca? que tipos de texto lêem? como se tornaram leitores? que livros e revistas são mais solicitados na biblioteca?).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;strong&gt;Estudo das estratégias de leitura e sua aplicação no ensino &lt;/strong&gt;(Esta pesquisa poderia se concentrar em um levantamento das principais propostas teóricas para o ensino de leitura e desenvolver um trabalho de aplicação de uma dessas propostas. Os resultados seriam, então, registrados e avaliados. Com um pouco mais de detalhamento, o pesquisador poderia procurar revelar em que campos estão as principais dificuldades de compreensão de textos, isolando, por exemplo, aspectos como o vocabulário empregado nos textos ou a estrutura das orações como focos de sua investigação. Esta proposta pode ser aplicada no ensino tanto da língua materna quanto da língua estrangeira).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;strong&gt;Uso da língua inglesa na sociedade local &lt;/strong&gt;(Nessa proposta, o investigador procuraria identificar como a língua inglesa (LI) é empregada na sociedade local. Quem são os sujeitos que utilizam a LI? A que profissões pertencem? Empregam a língua em suas práticas profissionais? Que outros usos existem localmente para a LI? Como vieram a estudar/conhecer a língua? Existem na cidade lugares em que a língua é utilizada?).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;strong&gt;Estudo sobre a promoção do preconceito linguístico &lt;/strong&gt;(O objetivo deste estudo seria identificar quais são os fatores de promoção do preconceito linguístico na sociedade, incluindo como a mídia representa a língua e os seus usos. Este estudo poderia ainda buscar compreender se aqueles que promovem este tipo de preconceito têm consciência de seus atos. Propondo uma reflexão comparativa entre o preconceito linguístico e outros tipos de preconceito, este estudo poderia investigar se proponentes do preconceito linguístico reconhecem qualquer semelhança entre tais práticas excludentes. O estudo poderia ainda uma reflexão sobre a Declaração Universal dos Direitos Linguísticos, da Unesco, ou de outros documentos que promovem o respeito às diferenças linguísticas.).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;strong&gt;Descrição das formas e usos da Língua Brasileira de Sinais &lt;/strong&gt;(Embora haja poucos estudos nessa área, a Libras é uma língua e, portanto, apresenta formas e usos, merecendo, assim, a atenção dos profissionais da linguagem. Elementos lexicais, organização sintática, variação linguística caracterizam qualquer sistema linguístico, incluindo a Libras. O estudante que procurar se aprofundar nessa área vai enfrentar o desafio de ainda não haver muito material disponível para esse tipo de estudo, mas poderá também ser pioneiro numa área cuja relevância social é cada vez mais reconhecida).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;strong&gt;Estudo sobre critérios para elaboração de material para ensino de línguas &lt;/strong&gt;(O ensino de línguas exige o planejamento e elaboração de estratégias de ensino e de material de apoio. Isto vale para a língua materna, para a língua estrangeira, e mesmo para o ensino de Libras. Investigar os critérios que podem ser empregados para um ensino de línguas com enfoque comunicativo é uma necessidade na formação de professores. Há, porém, diversos aspectos que precisam ser considerados nesse processo. Os materiais precisam ser desenvolvidos com uma concepção clara de língua e de ensino de línguas. Além disso, aspectos culturais e cognitivos precisam ser levados em conta, de maneira que os materiais didáticos não apresentem elementos não pertencentes ao universo cultural e cognitivo dos alunos. É importante que as propostas de atividades e os materiais não subestimem, nem superestimem a capacidade de compreensão do aprendiz. No processo de elaboração, deve-se cuidar para que conteúdos preconceituosos não sejam transmitidos. Finalmente, podemos dizer que a elaboração de materiais didáticos de qualidade também precisa considerar aspectos como a apresentação física e visual).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;strong&gt;Estudo da realização fonética e sintática da partícula negativa 'não'&lt;/strong&gt; (Adotando o ponto de vista sociolinguístico ou funcionalista, este estudo desenvolveria uma descrição e explicações do emprego da partícula negativa 'não' em variedades do português brasileiro. Poderiam ser investigadas questões como a realização pré-verbal (não sei), pós-verbal (sei não), pré e pós-verbal (não sei não) e a variante fonética de 'não' em posição pré-verbal (num sei / num sei não). Estes resultados poderiam ser comparados com outras realizações tais como em perguntas e respostas com fim de demonstrar as diversas possibilidades de emprego da partícula negativa na oralidade.).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;strong&gt;Estudo das características linguísticas de uma modalidade de linguagem em gêneros textuais semelhantes/diferentes. &lt;/strong&gt;Este estudo teria como propósito compreender como diferentes modalidades linguísticas (narração, descrição, argumentação, injunção, procedimental etc) se realiza em gêneros textuais semelhantes/diferentes. Por exemplo: quais as características de uma narrativa em uma reportagem jornalística e em uma biografia. O que há de comum ou diferente nos elementos procedimentais de um manual de instruções e uma receita?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1213134426779454143-8372018097424475837?l=temasetomos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Zl9lh47VBbH_PCaDnJVI-ucAvX4/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Zl9lh47VBbH_PCaDnJVI-ucAvX4/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/emShc/~4/bWc7Hpqd7SA" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://temasetomos.blogspot.com/feeds/8372018097424475837/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://temasetomos.blogspot.com/2009/07/breves-sugestoes-para-pesquisar-lingua.html#comment-form" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1213134426779454143/posts/default/8372018097424475837?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1213134426779454143/posts/default/8372018097424475837?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/emShc/~3/bWc7Hpqd7SA/breves-sugestoes-para-pesquisar-lingua.html" title="BREVES SUGESTÕES PARA PESQUISAR A LÍNGUA (GEM)" /><author><name>Newton P Monteiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17015553861606940067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://temasetomos.blogspot.com/2009/07/breves-sugestoes-para-pesquisar-lingua.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DEAFSXozfyp7ImA9WxNVFkQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1213134426779454143.post-5224186371310234934</id><published>2009-07-15T03:18:00.002-03:00</published><updated>2009-10-28T00:25:18.487-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-10-28T00:25:18.487-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Curso de Letras" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="teorias linguísticas" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="formação" /><title>POR QUE OS ALUNOS DE LETRAS PRECISAM ESTUDAR FONOLOGIA, MORFOLOGIA E SINTAXE – se a tendência atual é considerar a língua como atividade social?</title><content type="html">&lt;span xmlns=""&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;Há alguns meses na Comunidade Virtual da Linguagem – CVL - (&lt;a href="http://tech.groups.yahoo.com/group/CVL/"&gt;http://tech.groups.yahoo.com/group/CVL/&lt;/a&gt; ), lista de discussão na internet que agrega mais de 2700 linguistas, professores, alunos, e outros interessados em questões linguísticas, a pergunta que dá título a este artigo foi postada por uma aluna de graduação em Letras. Curiosamente, a questão gerou certa polêmica, com opiniões de todo o tipo não apenas em relação à questão em causa, mas também no que se refere à propriedade da pergunta e às intenções da aluna.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;Imagino que a questão deva ressoar ruidosamente nas cabeças de alunos de Letras em todo país. Afinal, se no curso de Letras se critica tanto os formalismos da gramática normativa, por que será que eles mesmos, professores de Letras críticos dos gramáticos, mantêm nas grades do curso as chamada disciplinas formais como fonética, fonologia, morfologia, sintaxe e semântica formal?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;Admito que as razões talvez não sejam óbvias para os alunos. Mas elas existem!!! Por isso, se este for o seu caso, antes de se agitar na cadeira e dar um risinho de vitória, te convido a colocar de lado quaisquer posições pré-concebidas e dar uma olhada na contribuição que eu mesmo fiz à discussão na CVL. Talvez elas te ajudem a olhar a questão por outro prisma. Daí te convido também a postar sua opinião nos comentários. Segue o texto de minha resposta à aluna:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:12;"&gt;&lt;em&gt;"Parabéns por suas colocações e perguntas.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:12;"&gt;&lt;em&gt;Vou colocar minha posição e, sem dúvida, você poderá analisar as diversas opiniões de colegas desta lista e de teóricos que estudar para construir o seu próprio posicionamento.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:12;"&gt;&lt;em&gt;-  Cada uma das teorias linguísticas procura dar conta de  um aspecto da língua. Sua formação será mais abrangente quanto mais conhecer e puder se posicionar em relação a essas várias teorias.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:12;"&gt;&lt;em&gt;- É importante que o profissional de Letras tenha uma visão histórica da área, o que inclui compreender que um determinado conceito ou perspectiva teórica não surge do nada, mas que aparece em reação a outras perspectivas ou que, pelo menos, pode coexistir com elas.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:12;"&gt;&lt;em&gt;- Mesmo existindo um grande interesse atual por estudos do discurso, pela sociolinguística e pela Linguística Aplicada, para mencionar algumas áreas que reagiram às abordagens formalistas, há muitos linguistas que continuam a estudar a linguagem a partir da perspectiva formalista. Esta é uma das opções para o profissional de Letras, especialmente se for de seu interesse se tornar pesquisadora. Assim é importante que a graduação mostre as diversas possibilidades para atuação na pesquisa.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:12;"&gt;&lt;em&gt;- Minha visão é a de que mesmo as teorias que Weedwood chama de Macrolinguística (não formalistas) precisam trabalhar com algumas categorias formais ao tratar das questões de seu interesse. A sociolinguística variacionista, por exemplo, precisa abordar elementos formais da linguagem a fim de correlacioná-los com as variáveis sociais. Além disso, já existe uma área chamada de "Discourse Phonology", que relaciona aspectos da estrutura linguística, especialmente entonação e efeitos de proeminência, com questões do discurso. Adotar uma perspectiva social sobre a linguagem, entendida como forma de interação, não exclui de todo a compreensão sobre aspectos formais da linguagem.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:12;"&gt;&lt;em&gt;- O estudo de fonologia, morfologia e sint[a]xe no curso de Letras permite perceber que estes aspectos da língua podem ser analisados a partir de diversas abordagens teóricas, e não apenas pelo viés da Gramática Normativa (em geral a única conhecida dos estudantes recém chegados aos cursos de Letras).&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;- Finalmente, lembre-se de que o que você leu em Marcuschi (2008) é uma das perspectivas teóricas possíveis. Outros teóricos e pesquisadores adotam outras posições e investigam outros tipos de questões. Os que têm interesse em questões mais formais vão trabalhar em domínios teóricos que deem conta de seus problemas formais. Lembre-se também de que na questão do ensino de línguas, a perspectiva teórica a partir da qual um professor (a) trabalha, esteja consciente disso ou não, vai afetar o seu modo de ensinar a língua. Somente conhecendo as diversas teorias é que você poderá avaliar criticamente as muitas formas de pesquisar, estudar e ensinar a língua" &lt;/span&gt;(Newton Paulo Monteiro - Depoimento a CVL, em 03 de maio de 2009).&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;Você pode ter acesso a essa discussão na íntegra, e também a outras, no site da Comunidade Virtual da Linguagem, recomendável também para se manter atualizado sobre questões, eventos e lançamentos em nosso campo de atuação.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;Sugestões de Leitura&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt; Weedwood (História concisa da lingüística)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt; Marcuschi, (Cognição,linguagem e práticas interacionais).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;Villaça Koch (Desvendando os segredos do texto).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1213134426779454143-5224186371310234934?l=temasetomos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/T1-HCe3-jro3WFPHUeOhs0_ViLE/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/T1-HCe3-jro3WFPHUeOhs0_ViLE/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/T1-HCe3-jro3WFPHUeOhs0_ViLE/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/T1-HCe3-jro3WFPHUeOhs0_ViLE/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/emShc/~4/nuy20tBnsM0" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://temasetomos.blogspot.com/feeds/5224186371310234934/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://temasetomos.blogspot.com/2009/07/por-que-os-alunos-de-letras-precisam.html#comment-form" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1213134426779454143/posts/default/5224186371310234934?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1213134426779454143/posts/default/5224186371310234934?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/emShc/~3/nuy20tBnsM0/por-que-os-alunos-de-letras-precisam.html" title="POR QUE OS ALUNOS DE LETRAS PRECISAM ESTUDAR FONOLOGIA, MORFOLOGIA E SINTAXE – se a tendência atual é considerar a língua como atividade social?" /><author><name>Newton P Monteiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17015553861606940067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://temasetomos.blogspot.com/2009/07/por-que-os-alunos-de-letras-precisam.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DEAMQX84fSp7ImA9WxNVFkQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1213134426779454143.post-2840684655485201475</id><published>2009-07-11T03:20:00.006-03:00</published><updated>2009-10-28T00:26:20.135-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-10-28T00:26:20.135-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="giro linguístico" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Filosofia" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="virada linguística" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Linguística" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="centralidade da linguagem" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Ciências Humanas" /><title>A consciência da centralidade da linguagem: o giro linguístico</title><content type="html">&lt;span xmlns=""&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:12;"&gt;Durante o século XX, a linguagem passou a ocupar um lugar mais central em diversas disciplinas. Além da inauguração de uma ciência da linguagem, a saber, a linguística, esse século presenciou uma maior consciência do papel da linguagem em diversos fenômenos estudados por essas disciplinas. Como conseqüência, a perspectiva racionalista iniciada por René Descartes, e que concebia a razão, ou pensamento, como característica principal do homem (lembre-se o adágio cartesiano "penso, logo existo"), perdeu espaço para a concepção que encontra na linguagem este papel central. Isto resultou no que se chama de virada ou giro linguístico, definido por Gracia (2004) como:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-LEFT: 106pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:10;"&gt;mudança que ocorreu na filosofia e em várias ciências humanas e sociais, e que as estimulou a dar uma atenção maior ao papel desempenhado pela linguagem, tanto nos próprios projetos dessas disciplinas quanto na formação dos fenômenos que elas costumam estudar. (p. 19).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;Desloca-se, portanto, o foco da razão para a linguagem, o que equivale a uma substituição dos domínios em que se deve procurar a compreensão do ser humano. Enquanto privilegiava-se a razão, o foco era a interioridade, pois o pensamento é necessariamente subjetivo, interior ao sujeito. Por outro lado, ao privilegiar a linguagem, o centro da atenção é a exterioridade, visto que a linguagem é manifesta publicamente e, conseqüentemente, passível de observação. Gracia expressa isso do seguinte modo:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-LEFT: 106pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:10;"&gt;Não é dentro de nossa mente que temos que "olhar" para saber como pensamos, e sim devemos "olhar" para nossos discursos; não devemos esquadrinhar nosso "interior" e, sim, devemos permanecer no "exterior" visível a todos. (2004, p.27).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:12;"&gt;Esta ênfase na linguagem possibilita repensar diversas noções importantes para compreender o homem e sua busca pelo conhecimento. Conceitos como "conhecimento", "verdade", "realidade" são discutidas em sua relação com a linguagem. De fato, a própria linguagem começa a ser pensada em outros termos. Novamente, lemos em Gracia (2004):&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-LEFT: 106pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:10;"&gt;O giro lingüístico (...) contribuiu para que fossem esboçados novos conceitos sobre a natureza do conhecimento, seja ele o de sentido comum ou o científico, para permitir que surgissem novos significados para aquilo que se costuma entender pelo termo "realidade" – tanto "social" ou "cultural" quanto "natural" ou "física". (...) mais que tudo o "giro lingüístico" modificou a própria concepção de natureza da linguagem. (p. 20).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Estes posicionamentos se definem a partir da constatação de que "a linguagem não só nos diz como é o mundo, ela também o institui, e não se limita a refletir as coisas do mundo, também atua sobre elas, participando de sua constituição" (p. 38). A linguagem passa a ser vista, então, como (inter) ação, como construtora do mundo e da realidade, bem como fundamental na própria constituição do pensamento, estando relacionada aos processos sociais e de cognição. Esta relevância da linguagem nas diversas áreas do conhecimento enfatiza a necessidade do professor de língua portuguesa ganhar consciência do seu papel educativo e da relação da sua disciplina com outras áreas do saber. Enfatiza, também, a necessidade de olhar a linguagem para além dos elementos formais e a partir de uma postura que supere a perspectiva normativa. Manter em mente esses elementos ajudará o leitor a compreender a proposta dos PCN de língua portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Referência&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;GRACIA, T. I. O "giro lingüístico". In: IÑIGUEZ. L. (Coord.). &lt;em&gt;Manual de análise do discurso em ciências sociais&lt;/em&gt;.Trad. Vera Lúcia Joscelyne. Petrópolis, RJ: Vozes, 2004.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1213134426779454143-2840684655485201475?l=temasetomos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Dh0YPpZe7Wj-UQvPwKIdDYNLkn0/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Dh0YPpZe7Wj-UQvPwKIdDYNLkn0/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Dh0YPpZe7Wj-UQvPwKIdDYNLkn0/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Dh0YPpZe7Wj-UQvPwKIdDYNLkn0/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/emShc/~4/1feOuayS1KA" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://temasetomos.blogspot.com/feeds/2840684655485201475/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://temasetomos.blogspot.com/2009/07/consciencia-da-centralidade-da.html#comment-form" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1213134426779454143/posts/default/2840684655485201475?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1213134426779454143/posts/default/2840684655485201475?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/emShc/~3/1feOuayS1KA/consciencia-da-centralidade-da.html" title="A consciência da centralidade da linguagem: o giro linguístico" /><author><name>Newton P Monteiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17015553861606940067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://temasetomos.blogspot.com/2009/07/consciencia-da-centralidade-da.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DE8BQnk6cCp7ImA9WxNVFkQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1213134426779454143.post-2922500458725895725</id><published>2009-07-11T03:16:00.002-03:00</published><updated>2009-10-28T00:27:33.718-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-10-28T00:27:33.718-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ensino de línguas" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="racionalidade científica" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Linguística Aplicada" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Estereótipos" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Ciências Humanas" /><title>Estereótipos e ensino de línguas – desafios à racionalidade científica em Linguística Aplicada</title><content type="html">&lt;span xmlns=""&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Nessa exposição, pretendo apontar três campos em que a teoria e a prática do ensino de línguas apresentam a influência de estereótipos. Tais campos são: a noção de falante nativo, as atividades do ensino comunicativo e a questão das identidades. Dessa situação resulta a dificuldade de se alcançar uma racionalidade científica para a Lingüística Aplicada e o ensino de línguas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Um estereótipo é usualmente considerado como uma idéia ou noção social empregada para se referir a uma dada realidade. Por sua natureza, os estereótipos são redutores da realidade a que se referem e, por vezes, comportam sentidos estigmatizadores. Nesse ensaio, considero o estereótipo na acepção apontada anteriormente de "idéia ou noção social empregada para se referir a uma dada realidade".&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Embora a atividade científica pretenda eliminar os estereótipos, acreditando que com isso estará mais aparelhada para alcançar resultados verdadeiros, a Linguística Aplicada e o ensino de línguas não estão em condições de fazer este mesmo gesto, uma vez que grande parte de suas atividades implica a existência de estereótipos. Tomemos a questão do falante nativo como um exemplo dessa declaração. A noção de falante nativo permeia a Linguística, a Linguística Aplicada e o ensino de línguas. O falante nativo é usualmente concebido como um ser em pleno domínio de sua língua e como modelo para o aprendiz. Para que alguém seja falante nativo de uma língua é necessário que essa língua seja a primeira ou a única por ele conhecida. O falante nativo é também alguém sempre em condições de emitir julgamentos acerca da propriedade de uma expressão ou construção gramatical da língua. Em resumo, seu conhecimento é absoluto e sua competência lingüística ultrapassa os limites do contextual. Isto é, o falante nativo é sempre competente para se comunicar em qualquer situação, mesmo que nunca tenha passado pela experiência de se comunicar em uma situação específica de interação. O ensino de línguas e a Lingüística Aplicada incorporaram esses pressupostos de tal modo que esta visão do falante nativo é perpetuada e continua a sustentar a prática e muitas vezes a pesquisa nessa área. O que fica claro, portanto, é a presença de uma visão estereotipada como fundamento de uma prática que se quer científica, e, portanto, imune aos efeitos da estereotipização.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Esse estereótipo evidentemente mascara a situação real dos interagentes na língua. A suposta competência do falante nativo que o tornaria capaz de se comunicar em qualquer situação de maneira eficaz não pode ser sustentada de maneira absoluta. Falantes diferentes se desempenham de maneira distinta em suas atividades comunicativas. Em suas comunidades, esses falantes não são avaliados como detentores de uma mesma competência lingüística. Pode-se perceber isso nos ofertas de emprego nos classificados dos jornais. Dentre os requisitos freqüentemente citados para uma oportunidade de trabalho, estão a "facilidade de comunicação", a "boa comunicação verbal e escrita", o "bom relacionamento interpessoal" e a "capacidade de persuasão/ negociação", critérios que explícita ou implicitamente envolvem certa competência comunicativa não especificada, e, sim, intuída, e não pressuposta como presente em todos os falantes nativos. Ao que parece, esses anúncios pretendem dizer que a capacidade de comunicação desejada para o exercício das funções ofertadas não se resume a uma habilidade de troca de informações (fazer-se entender), mas envolve ser capaz de produzir certos efeitos afetivos no interlocutor e no ambiente de comunicação.     &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Contudo, a sala de aula de língua estrangeira é um lugar em que a noção de falante nativo se faz presente de tal modo que alunos e professores estão constantemente preocupados em trazer à tona este modelo como parâmetro para a avaliação de sua própria produção linguística. Esta é, porém, uma visão muito específica de falante nativo, embasada na premissa de que a comunicação competente pode ser alcançada através da habilidade de negociar informações. A interação é entendida, portanto, como um processo de transferência de informações. O desejo de atingir a competência nativa conduz por sua vez ao desejo de uma identidade nativa, a qual poderia ser alcançada por se falar/escrever como o nativo. Por conseguinte, sustenta-se uma visão estereotipada e unificada de falante, com traços definidos cuja operacionalização em sala de aula permitiria alcançar o modelo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;    A presença dos estereótipos no ensino de línguas pode também ser constatada nas atividades de ensino inspiradas na Abordagem Comunicativa. Na prática de sala de aula, os alunos e os professores assumem papéis, que lhes proporcionariam encenar as situações reais de comunicação encontradas fora dos limites da sala de aula. Essas atividades em pares (&lt;em&gt;pair work&lt;/em&gt;) e encenações (&lt;em&gt;role-play&lt;/em&gt;) têm como premissa a língua enquanto instrumento de comunicação, sendo raramente o caso das atividades didáticas enfocarem algum aspecto que não tenha a comunicação como elemento primordial. Para atingir os objetivos comunicativos são desenvolvidas atividades interativas que têm um propósito comunicativo definido. Ao desempenhar seus papéis na atividade proposta na aula, os aprendizes lançam mão de noções estereotipadas acerca das situações comunicativas. Essas noções se baseiam em sua própria percepção do que ocorre nas situações em questão, bem como naquilo que apresenta um material didático oferecido pelo professor. Em certas circunstâncias, tal como ocorre na realidade brasileira, essa percepção não pode passar de uma visão estereotipada, muitas vezes com situações nunca vivenciadas pelos aprendizes. Muitos materiais didáticos importados apresentam situações como viagens aéreas internacionais, visitas a museus, refeições em restaurantes, isto é, experiências alheias à realidade de muitos alunos e, às vezes, até mesmo dos professores. Quando a realização das atividades demanda que os próprios alunos construam a situação de interação, eles só podem fazer isso a partir de suas percepções fragmentadas da realidade que se pretende encenar. Portanto, essas atividades didáticas se baseiam na formação de estereótipos acerca de certas situações e papéis sociais.    &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Em anos recentes, tem havido um grande interesse nas questões de identidade e a educação passou a ser vista como um foro privilegiado para sua discussão. O ensino de línguas em particular se apresenta como um palco para a exposição e discussão dessas questões, já que a diversidade linguística é prontamente percebida como lugar em que se constituem as identidades e diferenças culturais. Além disso, o ensino de línguas possibilita uma atenção mais detida à construção dos discursos que constroem as diferenças e as identidades sócio-culturais. Esse interesse pela questão da identidade evidencia novamente a presença de estereótipos no ensino de línguas. Freqüentemente, discussões acerca das identidades e diferenças culturais desembocam na reflexão dos estereótipos que reduzem e estigmatizam certos grupos de pessoas. A tarefa do professor seria, nesse sentido, criar situações para a discussão desses estereótipos, procurando desconstruí-los através da conscientização de sua impropriedade e da construção de um discurso de respeito às diferenças. Portanto, a presença de estereótipos no ensino de línguas se deve não apenas à constituição de suas abordagens pedagógicas, mas ao seu compromisso com a construção de uma sociedade menos preconceituosa.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;    Portanto, constatamos que os estereótipos se fazem presentes em diversos aspectos do ensino e aprendizagem de línguas. Essa situação tem conseqüências para as pretensões de racionalidade científica almejada pelo ensino de línguas e a Lingüística Aplicada. Não é o caso de termos que simplesmente decidir se estereótipos são bons ou ruins no ensino de línguas, mas, antes, de levar em conta sua realidade nessa atividade. O edifício científico foi erigido sob a premissa de que o cientista e a atividade científica devem ser imunes ao senso comum e aos seus preconceitos, bem como às visões estereotipadas. A realidade, porém, é que a própria ciência se encontra mergulhada em estereótipos e muitas vezes até mesmo ajuda a fomentá-los. No caso das disciplinas da área de humanas, como a Lingüística Aplicada, deveria haver o reconhecimento de que grande parte de sua atividade envolve justamente lidar com a constituição e propagação de estereótipos. A formação de estereótipos é na verdade um processo sócio-cognitivo comum a espécie humana e que desempenha papel importante na elaboração e organização do conhecimento. Visto não ser possível apreendermos a realidade em sua totalidade, precisamos selecionar certos traços que permitam a formação de categorias mentais que se destinam a constituir o nosso conhecimento de mundo. Entretanto, dessa seleção resulta não apenas o conhecimento, mas também a ignorância e o mascaramento das sutilezas da realidade. E é especialmente quando esse processo assume a forma de estigmas que os seus efeitos danosos passam a serem sentidos. Além disso, esse processo pode nos conceder um conhecimento confortável, que nos exima de um esforço mais profundo, capaz de ampliar e transformar nossas referências acerca da realidade.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;    Essa preocupação deve, sem dúvida, ocupar os envolvidos com o ensino e aprendizagem de línguas estrangeiras. A noção de falante nativo, por exemplo, vai além das colocações anteriormente feitas, e se reveste de diversas outras nuanças que devem ser entendidas por pesquisadores, professores e alunos, com o intuito de provocar uma reflexão acerca do tipo de ensino de línguas estrangeiras que queremos. A abordagem comunicativa no ensino e a pesquisa da Lingüística Aplicada também precisam considerar o peso dos estereótipos culturais na sua atividade. Precisamos compreender como tais estereótipos são concebidos em determinadas situações de ensino e qual o seu impacto sobre o processo de aprendizagem. Assim, deveríamos nos perguntar até que ponto uma atividade que mostre pessoas no &lt;em&gt;check-in&lt;/em&gt; de um aeroporto é realmente relevante para os nossos aprendizes e até se a situação ali retratada reflete de fato o que os aprendizes precisam saber para se comunicarem eficazmente na língua inglesa. Além disso, seria pertinente considerar a questão da pertinência do estereótipo do aprendiz acerca dessa situação para a sua comunicação efetiva em uma situação real. O que quero dizer é que tomamos o conhecimento de mundo dos aprendizes como suficiente para suas possibilidades de comunicação na língua estrangeira em determinadas circunstâncias, sem indagarmos se em tais contextos outros aspectos culturais que não lhes são de conhecimento precisam ser colocados em operação para que haja comunicação efetiva. Não se trata de subestimar o aprendiz, mas de reconhecer que temos operado em grande parte a partir de uma visão unificada de como se processa a comunicação em certos contextos. Poderia ser argumentado que a Lingüística de Corpus visa justamente à elucidação dos elementos relevantes ao conhecimento de uma situação comunicativa. Contudo, mesmo com a importante contribuição dessa área, ainda somos deixados com uma percepção estereotipada da comunicação. Além disso, a situação do professor e do aprendiz nem sempre é a de se basear nos resultados de uma pesquisa. Isto significa que a questão dos estereótipos no ensino de línguas tem uma relação profunda com as próprias atividades da sala de aula. É nesse espaço que os estereótipos podem produzir seus efeitos de uma maneira mais marcante e preocupante. Assim, urge que a pesquisa em Linguística Aplicada volte sua atenção para esse importante aspecto constitutivo da prática e pesquisa do ensino de línguas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1213134426779454143-2922500458725895725?l=temasetomos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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Segundo ela, a educação lingüística permite a construção de leituras de mundo só possíveis no confronto com o outro. Isto passaria pela necessidade de uma educação de línguas estrangeiras. Nesse confronto com a cultura e a língua estrangeira, os sujeitos teriam a oportunidade de conhecerem a si mesmos, de entenderem a sua própria cultura, ao mesmo tempo em que conhecem a língua e a cultura de outros povos e pessoas. Este tipo de educação permitiria ainda o exercício de uma cidadania dentro dos espaços de sua própria cultura e também nos domínios da cultura globalizada. Em suas próprias palavras, encontramos as seguintes declarações sobre a importância de tal educação:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-LEFT: 70pt"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;A educação não pode ter seu valor estabelecido pelas trocas econômicas, não pode ser submetida a homogeneizações universalizantes, sob pena de assim deixar o particular, o localizado, e voltar-se exclusivamente ao mercado globalizado, deixando de ser relevante às sociedades locais para atender a demandas que se supõem &lt;em&gt;universais. &lt;/em&gt;Se a educação abandonar o seu compromisso com o local para responder ao global, ela corre o risco de estar assinando sua sentença de morte, deixando de responder às necessidades das comunidades específicas em nome da formação de cidadãos globais que assumem identidades internacionais em detrimento de suas identidades locais. (p.2)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-LEFT: 70pt"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;O sujeito que aprende uma língua estrangeira aprende também que sua identidade nacional não é a única possível, nem a melhor, mas sim uma dentre várias construções convencionalizadas produzidas por diferentes comunidades mundo a fora; ele aprende que o mundo se encontra repleto de identidades diferentes da sua, que essas outras identidades também precisam ser respeitadas em suas singularidades, que elas podem contribuir muito para uma melhor compreensão dos processos que posicionam os indivíduos e as comunidades em relações de poder, e que tais posições não são revelações das essências dos indivíduos, não são a expressão da verdade sobre ele, mas sim representações simbólicas das pessoas, construções discursivas que rotulam e tentam apagar a individualidade e a heterogeneidade das comunidades nacionais. (p. 3).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;A autora, contudo, considera desnecessário que a língua estrangeira para a educação lingüística seja a inglesa, pois tal confronto com o outro seria também possível com a aprendizagem de outras línguas, as quais não ocupam uma posição tão destacada no cenário político-econômico internacional quanto o inglês – que é considerada a língua da globalização. Conforme a sua primeira declaração deixa claro, para Jordão, a educação não deve se curvar às imposições da sociedade globalizada. Ao discutir estes pontos, Jordão levanta um conjunto de questões que podem ser assim resumidas:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Qual o objetivo do ensino da língua inglesa: preparar pessoas para o trabalho, os negócios, o turismo ou o exercício da cidadania?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;O ensino de língua inglesa deve ser conduzido da mesma maneira nas escolas públicas, particulares e nos cursos de idiomas? Qual o papel dessas instituições no ensino de línguas estrangeiras?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;O ensino de língua estrangeira deve ser obrigatório?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Quais as culturas e sotaques da língua estrangeira que devem ser privilegiados em sala de aula? No caso da língua inglesa, a questão poderia ser assim formulada: devem todas as culturas/variedades da língua inglesa ser privilegiadas ou apenas algumas?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Para a autora, portanto, o fato de a Língua Inglesa ser a disciplina de Língua Estrangeira Moderna na maior parte das escolas brasileiras não significa que a questão da educação lingüística esteja resolvida. Na verdade, para ela, os sujeitos aprendizes deveriam ter a possibilidade de serem conscientizados acerca do que está por trás da questão do ensino de língua estrangeira, e da língua inglesa em particular. A língua inglesa não seria, nesse sentido, uma passagem para o sucesso pessoal, mas apenas mais uma opção de educação lingüística.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Acerca da postura a ser adotada em relação ao ensino da língua estrangeira, Jordão considera ser fundamental que tal educação deixe de lado questões de pronúncia e gramática para privilegiar o desenvolvimento da capacidade de interpretação dos aprendizes. Acerca deste ponto, porém, poderíamos levantar o seguinte questionamento. Se a educação lingüística deve privilegiar o exercício da cidadania (como parece ser a posição desta autora), faz-se necessário que os sujeitos aprendizes tenham competência para fazer ouvir a sua voz, e não apenas que sejam capazes de compreender significados produzidos (o que muitas vezes é compreendido como uma educação voltada para a leitura de textos em língua estrangeira). Assim, as possibilidades de atuação do educando em sua sociedade está relacionada à sua capacidade de se expressar, oralmente ou por escrito, na língua estrangeira. Contudo, &lt;em&gt;como tal competência poderia ser desenvolvida, se questões de pronúncia e gramática fossem ignoradas? &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;strong&gt;Referências&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;JORDÃO, C. M. A língua inglesa como '&lt;em&gt;comodity&lt;/em&gt;': direito ou obrigação de todos? In: VIII Congresso Luso-Afro-Brasileiro de Ciências Sociais. Coimbra, 16 a 18 de setembro de 2004. Disponível em: www.ces.uc.pt/lab2004/inscricao/pdfs/grupodiscussao32/ClarissaJordao.pdf&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1213134426779454143-5740072849860811321?l=temasetomos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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Ao se debruçar sobre um tema, fazer escolhas teóricas e metodológicas e divulgar os resultados de seus estudos, o pesquisador – seja experiente ou iniciante – estabelece um diálogo com uma comunidade de pesquisadores que inevitavelmente julgarão sua produção com base em critérios aceitáveis para a comunidade. Assim, a atividade de pesquisa, da mesma maneira que o exercício da profissão de professor, supõe a sintonia do pesquisador/professor com os valores da comunidade e com as práticas consideradas legítimas pelos seus membros.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:12;"&gt;    Ao se preparar para desenvolver um projeto de pesquisa, o estudante de graduação e de pós-graduação não pode deixar de reconhecer que seu projeto, assim como sua atuação profissional, deve estar em condições de captar o interesse e a aceitação da comunidade profissional a qual ele ou ela pretende se juntar. Formar-se como profissional - professor de línguas e Literatura com preparação acadêmica - equivale em grande parte a conquistar a aceitação de seus pares mais experientes e inseridos na profissão, a saber, professores, pesquisadores universitários em língua e Literatura, coordenadores pedagógicos e demais sujeitos que compõem a comunidade profissional da área de Letras.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:12;"&gt;    Os valores de uma comunidade profissional sofrem a influência de valores e questões mais gerais, ligados a produção do conhecimento científico ou intelectual em uma dada área do saber. Desse modo, a formação de um professor de línguas e Literatura implica em adquirir conhecimentos acerca da atividade científica em linguagem e do ensino de línguas, por meio de disciplinas como a Linguística, a Linguística Aplicada e a Educação, dentre outras, e também em se inteirar dos debates e investigações na área da Literatura. Evidentemente, esta formação envolve, igualmente, o desenvolvimento de habilidades, atitudes e práticas próprias da profissão. Mas o legado do conhecimento científico não pode ser ignorado, em razão de ser um valor na sociedade contemporânea e um componente da formação na profissão docente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:12;"&gt;    Por esses motivos, a pesquisa desenvolvida por um estudante no final de seu curso deve satisfazer a critérios reconhecidos pelos demais profissionais de sua área, resultando em conformar-se a exigências de &lt;em&gt;aceitabilidade da pesquisa&lt;/em&gt;. Na discussão que se segue, esta questão será tratada tendo por base alguns requisitos tradicionalmente considerados necessários na produção da pesquisa científica, isto é, as noções de objetividade, confiabilidade, validade e generalização.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:12;"&gt;&lt;strong&gt;1.0 - Debates em torno da questão da verdade&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:12;"&gt;    O problema de produzir pesquisa aceitável para a comunidade de pesquisadores e profissionais de uma área diz respeito à questão de produzir conhecimento que possa ser considerado como confiável ou verdadeiro pela comunidade de pesquisa. Isto leva a discussão para algumas questões de caráter filosófico como a da possibilidade do conhecimento, a natureza do conhecimento e da realidade e a questão da verdade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:12;"&gt;    A discussão da &lt;em&gt;possibilidade do conhecimento&lt;/em&gt; remonta aos gregos e coloca em questão a crença segundo a qual o homem pode conhecer a realidade. As posições oscilam de uma atitude crédula, segundo a qual o conhecimento é plenamente possível, a uma atitude cética, que considera o conhecimento como algo impossível de ser alcançado. Se a posição adotada for em favor da possibilidade do conhecimento, surge, então, uma segunda questão relativa a &lt;em&gt;natureza do conhecimento&lt;/em&gt; e ao modo de alcançá-lo. Platão e Aristóteles, por exemplo, assumiam posições antagônicas nessas questões. O primeiro sustentava a posição de que o conhecimento era uma questão de desvelar, por meio da razão, as idéias universais já existentes no cosmo, ao passo que Aristóteles defendia a tese de que o conhecimento era construído pela ação da razão sobre a experiência (empiria) adquirida por meio dos sentidos. A estas reflexões, deve-se acrescentar a discussão relacionada acerca da questão da realidade, que pode ser resumida na seguinte pergunta: a mente humana pode conhecer a realidade tal como ela é, ou consegue apenas captar alguns de seus fragmentos e interpretá-los em uma linguagem própria? Se para compreender a realidade, a mente humana precisa lançar mão de uma linguagem, isto indicaria que os humanos não têm acesso direto a essa realidade, que não podem conhecê-la tal como ela é, e que provavelmente, não a percebem ou conhecem da mesma maneira. Assim, características individuais e culturais interfeririam no modo como as pessoas entendem a realidade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:12;"&gt;    Toda essa discussão remete a outra questão, a da &lt;em&gt;verdade&lt;/em&gt;, colocando em pauta se a verdade é uma questão de correspondência com a realidade, de interpretação dessa realidade, de revelação por uma autoridade ou de construção do conhecimento. Não deve ser difícil imaginar que nesse debate em torno da verdade, as mais distintas posições são assumidas desde os gregos até a atualidade, resultando em diferentes maneiras de compreender como se pode chegar ao conhecimento, ou mesmo, se é possível chegar ao conhecimento. Ao longo dos séculos, o debate foi alimentado por questões que surgiram não apenas na filosofia e na religião, mas também na própria ciência, inclusive nas ciências naturais como a Física, a Biologia e a Química. O resultado é que, nesse início de século XXI, a relação verdade/conhecimento/pesquisa ainda é amplamente debatida por diversos setores intelectuais da sociedade contemporânea.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:12;"&gt;    Mas a questão necessária para os propósitos deste texto é a seguinte: como essas preocupações em torno da verdade se relacionam com as noções de objetividade, confiabilidade, validade e generalização? No que diz respeito a noção de &lt;strong&gt;objetividade&lt;/strong&gt;, pode-se dizer que o conhecimento objetivo pode ser alcançado na medida em que se controle a interferência da &lt;strong&gt;subjetividade&lt;/strong&gt; do pesquisador de maneira que o conhecimento adquirido corresponda à realidade e não às suas interpretações individuais da realidade. Em outras palavras, esse conhecimento apresenta &lt;strong&gt;validade&lt;/strong&gt;. Nas ciências naturais, uma maneira de assegurar a objetividade do conhecimento foi por se certificar dessa correspondência e também da confiabilidade de uma pesquisa. A &lt;strong&gt;confiabilidade&lt;/strong&gt; se refere a propriedade de um procedimento investigativo de gerar sempre os mesmos resultados, independentemente do momento, do número de vezes e do pesquisador que procura repetir o procedimento (&lt;strong&gt;replicabilidade&lt;/strong&gt;). Assim, uma pesquisa científica deveria ser &lt;em&gt;replicável&lt;/em&gt;, isto é, repetível, permitindo que pesquisadores independentes que seguissem rigorosamente os mesmos passos da pesquisa chegassem aos mesmos resultados. Além disso, para que a pesquisa pudesse ser cientificamente valida, deveria possibilitar a &lt;strong&gt;generalização&lt;/strong&gt;, isto é, os seus resultados deveriam ser aplicáveis (&lt;em&gt;generalizáveis&lt;/em&gt;) não apenas aos fenômenos específicos em análise, mas a toda a família de fenômenos do mesmo tipo. Em outras palavras, a pesquisa deve ter um alcance &lt;em&gt;universal&lt;/em&gt;. Se, por exemplo, uma determinada substância produz um efeito sobre organismos pesquisados em laboratório, todos os organismos semelhantes deverão ter o mesmo efeito quando em contato com a mesma substância.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:12;"&gt;    Todas essas posições são resultado da tradição de pesquisa conhecida como &lt;em&gt;positivismo&lt;/em&gt;, que predominou por longo tempo nas ciências. No rastro das conquistas das ciências naturais, as ciências humanas e sociais, inclusive a Linguística, procuraram emprestar esse modelo de validação do conhecimento científico como verdadeiro e confiável. Até mesmo na Literatura, a questão se infiltrou com discussões sobre se esta seria ou não uma ciência. O estruturalismo, com sua afirmação de que a língua deveria ser estudada em si mesma (Saussure), ou sem a interferência dos sujeitos falantes, é um exemplo do legado positivista na Linguística. Entretanto, além dos abalos ao positivismo nas próprias ciências naturais, as ciências humanas e sociais foram pouco a pouco colocando em dúvida a aplicação de princípios das ciências naturais, a tal ponto que há hoje pesquisadores que abdicaram completamente da posição de que as pesquisas nessas ciências devam preencher os requisitos da objetividade, confiabilidade, validade e generalização. Isto ocorre principalmente entre aqueles pesquisadores que assumem uma posição filosófica mais radical dentro de uma perspectiva pós-moderna da ciência e da noção de verdade. Por outro lado, há pesquisadores que sustentam a necessidade de preservar um conjunto mínimo de requisitos para que as pesquisas em ciências sociais e humanas possam ainda ser consideradas aceitáveis. Nas ciências da linguagem, a posição pós-moderna é mais comum entre alguns pesquisadores em Linguística Aplicada e em áreas menos formais da Linguística, do que entre pesquisadores formalistas. Já na Literatura, pesquisadores ligados a temáticas como a dos &lt;em&gt;estudos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;culturais&lt;/em&gt; frequentemente adotam tal posição.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:12;"&gt;&lt;strong&gt;2.0 – A aceitabilidade da pesquisa em Letras na contemporaneidade&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:12;"&gt;    Em vista das questões abordadas na seção anterior, as perguntas que se impõem, então, são: ainda é necessário produzir um conhecimento aceitável? Em caso afirmativo, como ficam os conceitos de objetividade, confiabilidade, validade e generalização?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:12;"&gt;    Para muitos pesquisadores, a resposta a primeira pergunta seria sem dúvida afirmativa. Se a pesquisa se desenvolve como um processo que inclui procedimentos aceitáveis para uma comunidade de pesquisa, haveria a necessidade de o pesquisador satisfazer os requisitos da "boa pesquisa". Evidentemente, nem todos concordarão com esta posição, mas entre aqueles que o fazem, é bastante claro que falar em critérios que garantam a aceitabilidade da pesquisa não significa aceitar noções como objetividade, confiabilidade, validade e generalização em um sentido exatamente igual aquele sustentado por pesquisadores nas ciências naturais. Por exemplo, está bem claro que as pesquisas nas áreas das ciências sociais e humanas dificilmente poderão ser replicadas (repetidas) e que nem sempre é o caso de generalizar os resultados de uma pesquisa de uma &lt;em&gt;amostra&lt;/em&gt; para uma população maior. Se um pesquisador em Linguística Aplicada chega a resultados interessantes ao estudar um grupo de alunos em processo de aprendizagem de uma língua estrangeira não se segue disso que os resultados sejam válidos para todos os aprendizes de línguas estrangeiras. Portanto, os procedimentos adotados para garantir a qualidade e aceitabilidade da pesquisa devem resultar de outras considerações.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:12;"&gt;    &lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1213134426779454143-5573637517240708829?l=temasetomos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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Trask (2006, p. 68) define o corpus como "um conjunto de textos escritos ou falados numa língua disponível para análise". Já Dubois et ali (2007, p. 158) declaram que "estabelece-se a gramática descritiva de uma língua a partir de um conjunto de enunciados: este é submetido à análise e constitui o &lt;em&gt;corpus&lt;/em&gt; da pesquisa". &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:12;"&gt;A pesquisa com corpus obteve grande desenvolvimento na segunda metade do século XX. Foi a partir daí que se constituiu a chamada Linguística de Corpus. A facilidade de se empregar computadores com boa capacidade de memória no armazenamento de dados favoreceu consideravelmente a compilação de corpora dos mais diversos tipos. Sardinha (2004) apresenta uma lista de corpora do inglês e do português, tanto nas modalidades falada quanto na escrita, mostrando que corpora de grande porte podem chegar a centenas de milhões de palavras. Este é o caso do Bank of English (1987; inglês britânico; 450 milhões de palavras) e do Banco de Português (português falado e escrito; PUC-SP / 233 milhões de palavras). Além do armazenamento de dados, porém, o corpus se notabiliza pela indexação – procedimento de identificação da categoria fonológica, gramatical ou discursiva a que pertencem os itens do corpus. A elaboração de corpora de língua falada exige, ainda, a transcrição dos dados em uma modalidade de transcrição apropriada para o tipo de pesquisa que se pretende realizar. O progresso dessa área permitiu um grande desenvolvimento da pesquisa linguística e diversas aplicações práticas, tais como a elaboração de gramáticas, dicionários e material didático para o ensino de língua com base nos usos autênticos da língua. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:12;"&gt;Apesar do desenvolvimento da Linguística de Corpus, grande parte dos pesquisadores em linguagem não trabalha diretamente com corpus de grande escala. Muitos elaboram o seu próprio corpus para os objetivos de sua pesquisa, tendo em vista as peculiaridades da comunidade ou sujeitos que são investigados. Nesse caso, o pesquisador precisa tomar uma série de decisões para que a elaboração do corpus possibilite uma pesquisa de qualidade. Algumas questões consideradas podem ser: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:12;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul style="MARGIN-LEFT: 106pt"&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:12;"&gt;Qual é a comunidade / sujeito da pesquisa?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:12;"&gt;Que tipo de fenômeno lingüístico será investigado?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:12;"&gt;Que tipo de transcrição, no caso de língua falada, será apropriada para representar os dados?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:12;"&gt;Que etiquetas de indexação serão usadas no corpus?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:12;"&gt;Que tamanho o corpus deverá ter para ser representativo do que se pretende estudar? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:12;"&gt;Questões como esta permitirão ao pesquisador decidir como deverá elaborar o seu corpus, tendo em vista seus objetivos específicos de investigação. Assim, se um pesquisador desejar investigar os problemas gramaticais presentes na produção textual de um grupo de alunos, o seu corpus será constituído de um bom número de textos dessa comunidade de alunos, a partir dos quais serão compilados exemplos de problemas gramaticais, mas não problemas ortográficos, visto que este não é objeto da pesquisa em questão. Em suma, um corpus não procura representar todos os fenômenos de linguagem, mas apenas aqueles que interessam ao pesquisador. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:12;"&gt;Como se pode obter dados para um corpus de pesquisa? Isto pode ser feito a partir de textos em circulação na sociedade ou por meio de técnicas específicas de coleta de dados. Assim, para um pesquisador interessado em compreender as particularidades de um determinado gênero textual, a reportagem jornalística, por exemplo, o seu corpus será constituído de textos autênticos encontrados em jornais, revistas e sites. O mesmo vai acontecer se o pesquisador estiver interessado na literatura de cordel. Seu corpus será composto de um número significativo desses textos, que serão identificados e organizados de acordo com critérios apropriados para o tipo de pesquisa em desenvolvimento. Se o interesse do pesquisador for por dados da língua falada, seu corpus será composto de transcrições do fenômeno da fala que lhe interessa, tais como transcrições das interações de alunos e professores em uma aula de língua portuguesa. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:12;"&gt;Uma segunda possibilidade de constituição de um corpus é por meio da aplicação de técnicas de coleta de dados que possibilitem ao usuário da língua produzir o dado em que o pesquisador está interessado. Contudo, ao passo que alguns reconhecem esse procedimento como adequado, Dubois et ali (2007), por exemplo, outros autores reconhecerão como corpus apenas coletâneas que apresentem textos autênticos, produzidos de maneira espontânea (Sardinha, 2004; Trask, 2006). Ainda assim, pode-se dizer que muitas pesquisas são desenvolvidas com a aplicação de técnicas de coleta de dados, como no caso de algumas técnicas da pesquisa sociolingüística e da Linguística Aplicada. Se um pesquisador estiver interessado em analisar aspectos da aprendizagem da língua inglesa em um grupo de estudantes poderá elaborar uma tarefa (escrita ou falada) que permita ao aprendiz produzir o dado lingüístico apropriado para sua pesquisa. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:12;"&gt;Portanto, a pesquisa em linguagem, assim como a pesquisa literária, não pode prescindir de certas decisões quanto as fontes e o modo de organização dos dados de pesquisa. Assim, ao elaborar seu projeto de pesquisa, você deverá responder as seguintes questões: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul style="MARGIN-LEFT: 106pt"&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:12;"&gt;Que tipo de investigação pretendo fazer? Trata-se de pesquisa baseada em dados ou em bibliografia?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:12;"&gt;Trata-se de uma pesquisa com a língua escrita ou com a língua falada?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:12;"&gt;Trata-se de uma pesquisa com dados espontâneos ou eliciados com técnicas de pesquisa? Nesse último caso, que técnicas deverão ser usadas para gerar o dado de interesse para a pesquisa?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:12;"&gt;Como serão registrados os dados da pesquisa? Isto é: que tipo de transcrição será empregada (ortográfica, fonética, fonológica, conversacional, discursiva) para pesquisas com a língua falada? Que tipo de indexação (identificação das categorias lingüísticas e informações adicionais sobre os usos da língua) será adequado para os dados (tanto de língua falada quanto de escrita)?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:12;"&gt;Como esses dados serão arquivados, organizados e analisados? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:12;"&gt;Mesmo que o pesquisador não tenha respostas definitivas para todas essas perguntas, será fundamental prosseguir com sua pesquisa. Pois, apenas por se engajar na pesquisa é que poderá encontrar as questões e as respostas que permitirão obter a experiência necessária para a produção do conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1213134426779454143-2527424586425494116?l=temasetomos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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