<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-36815867</atom:id><lastBuildDate>Thu, 08 Feb 2024 13:47:18 +0000</lastBuildDate><category>Literatura</category><category>Poema</category><category>Poesia</category><category>Cinepop</category><category>Costumes</category><category>Crítica: Cinema</category><category>Crônica</category><category>Cultura</category><category>Direito</category><category>Retorno</category><title>Trans-versões: Versos Imaginários</title><description>Volto ao Blog Trans-versões agora visando literatura, críticas artísticas, linguagem e, quem sabe, não tem jeito, política...</description><link>http://transversoes.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Georgenor Franco Neto)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>43</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-36815867.post-2035662493270736297</guid><pubDate>Tue, 02 Nov 2010 02:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-11-02T00:28:50.696-02:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;     É representativo desta eleição que a primeira vez que se fale em economia de forma um pouco mais claro seja no primeiro discurso da já Presidente Dilma. Já falei para muitos amigos e digo aqui: o primeiro turno foi uma discussão condominial, e de condomínio recém inaugurado! Basta ver que quando Serra e Dilma falavam de saúde o debate era em torno de quantas unidades de saúde seriam construídas. O segundo turno foi igual nas propostas, mas no restante, a postura foi de cristãos recém convertidos.&lt;br /&gt;     &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;     Enfim, ainda bem que passou... Agora os programas políticos de duas folhas podem ir para o triturador. Neste país, só se discute os grandes problemas da nação depois das urnas. E de portas batidas. Batidas apenas, não precisam passar a chave. Ainda não amadurecemos para o debate político. Mas, não fiquem preocupados, nossa democracia é jovem. &lt;/div&gt;</description><link>http://transversoes.blogspot.com/2010/11/e-representativo-desta-eleicao-que.html</link><author>noreply@blogger.com (Georgenor Franco Neto)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-36815867.post-4209571837135354857</guid><pubDate>Mon, 18 Oct 2010 00:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-10-17T22:37:16.446-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Literatura</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Poema</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Poesia</category><title>Visões Que Tive Quando Pisquei Depois De Te Ver</title><description>&lt;span style=&quot;font-size:130%;&quot;&gt;Quando passaste do meu lado,&lt;br /&gt;Peguei meu elefante alado&lt;br /&gt;E cavalguei pelas estrelas&lt;br /&gt;Mais frias do oceano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando afogado no oceano vermelho,&lt;br /&gt;Talvez morto, louco fiquei.&lt;br /&gt;E no sonho da loucura,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andava nas linhas das partituras,&lt;br /&gt;Caía num copo de leite,&lt;br /&gt;Pegava o barquinho de papel, voava até&lt;br /&gt;A torre, beijava-te no vazio.&lt;br /&gt;04/10/2001 &lt;/span&gt;</description><link>http://transversoes.blogspot.com/2010/10/visoes-que-tive-quando-pisquei-depois.html</link><author>noreply@blogger.com (Georgenor Franco Neto)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-36815867.post-1101515223332360428</guid><pubDate>Sun, 10 Oct 2010 04:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-10-10T03:17:08.441-02:00</atom:updated><title>Os Votos da Marina</title><description>&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;font-size:130%;&quot;&gt;   A última coisa que Serra e Dilma – e qualquer analista – deve pensar é que o eleitorado de Maria é monolítico. Ela agrega os verdes, os evangélicos, os descontentes com o PT, parcela da classe-média insatisfeita, e tantos outros. Então, não será com uma estratégia única que Dilma ou Serra vão angariar os votos do fenômeno. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;font-size:130%;&quot;&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;   Na pesquisa do Datafolha de ontem, dia 9/10/2010, Dilma tem 48% e Serra 41% do total de pesquisados. Só os válidos, seria 54% para Dilma e 46% para Serra (&lt;a href=&quot;http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/10/09/datafolha-mostra-dilma-sete-pontos-a-frente-de-serra.jhtm&quot;&gt;http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/10/09/datafolha-mostra-dilma-sete-pontos-a-frente-de-serra.jhtm&lt;/a&gt;). &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;   A pesquisa confirma algumas impressões: muitos votos de Maria vão para Serra e outros tantos para Dilma; um punhado irá anular ou votar em branco e tem uma boa parcela de indecisos. Deem uma olhadela no link acima.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;   E não é preciso ser madame Zoraide para saber que o PV irá dar apoio declarado a um dos partidos enquanto Maria não irá apoiar ninguém. Confirmando-se, isso pode ser uma grande tacada dela: sua bandeira foi uma terceira via; caso declare apoio a um dos candidatos sua imagem pode ficar manchada perante parcela do eleitorado. Por isso, a decisão do PV será só pelo dia 17: minimizar desgastes. &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;   Vamos votar consciente, meus amigos! Sugiro como colírio de lucidez assistir ao “Tropa de Elite 2”: um manifesto por um Brasil melhor e, principalmente, cinema de primeira. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://transversoes.blogspot.com/2010/10/os-votos-da-marina.html</link><author>noreply@blogger.com (Georgenor Franco Neto)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-36815867.post-8789613877243533928</guid><pubDate>Thu, 23 Sep 2010 15:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-09-23T14:03:33.717-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Literatura</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Poema</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Poesia</category><title>O Menino Vestido de Soldado</title><description>&lt;span style=&quot;font-size:130%;&quot;&gt;Há um tijolo não posto;&lt;br /&gt;Há desejos ardentes recatados;&lt;br /&gt;Há sentimentos represados;&lt;br /&gt;Só a guerra está livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Menino vestido de soldado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luz do sol ilumina o mundo,&lt;br /&gt;Mas não podemos vê-la.&lt;br /&gt;Queria frequentá-la, ficar ao lado dela,&lt;br /&gt;Mas as pessoas não saem da frente de suas calçadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Menino vestido de soldado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ataques terroristas tornaram-se frequentes;&lt;br /&gt;A violência vive à esquina;&lt;br /&gt;As mulheres e os homens só pintam auto-retratos,&lt;br /&gt;Mas alguns ainda têm esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Menino vestido de soldado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há crise de hemorragia verbal.&lt;br /&gt;Os espaços foram ocupados por cartazes&lt;br /&gt;Virtualmente há espaço para todos.&lt;br /&gt;Mas os ouvidos não cresceram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Menino vestido de soldado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles querem gritar, mas como soldados&lt;br /&gt;Perderam as cordas vocais nas guerras.&lt;br /&gt;Não tem papel, não tem cartaz,&lt;br /&gt;Não se protesta contra o carinho do carrasco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Menino vestido de soldado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas bombas caíram.&lt;br /&gt;As crianças ficaram surdas.&lt;br /&gt;Ótimo! Os soldados estão mudos!&lt;br /&gt;No mundo, não há diálogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Menino vestido de soldado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo balancim, vejo uma mulher.&lt;br /&gt;A água manchando os seios&lt;br /&gt;A procura de sexo. Fui mutilado&lt;br /&gt;Na guerra. Mas ainda vejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Menino vestido de soldado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade está fechada. Os homens&lt;br /&gt;Estão aquartelados. Seria&lt;br /&gt;Um bombardeio? A esquadrilha?&lt;br /&gt;Não! Tenho certeza, algo nasceu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Menino vestido de soldado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os desejos são mediatos.&lt;br /&gt;Não se tem mais ânimo para o último tijolo.&lt;br /&gt;O indivíduo é que vale.&lt;br /&gt;Mesmo assim, sei, algo nasceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Menino vestido de soldado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O marchar dos soldados&lt;br /&gt;Abafa os gritos. Mesmo as pessoas gritando&lt;br /&gt;“Umbigo maior que o mundo”&lt;br /&gt;Acredito (iludo-me?), algo nasceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Menino vestido de soldado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do lodaçal, da eterna guerra,&lt;br /&gt;Das relações líquidas, entre amores cegos,&lt;br /&gt;Relacionamentos surdos, uma justiça muda,&lt;br /&gt;Ouso dizer: algo nasceu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Menino vestido de soldado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns dirão: “Impossível!”&lt;br /&gt;O que pode sair de uma&lt;br /&gt;Salgada terra de sombras?&lt;br /&gt;“Uma flor?!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Menino vestido de soldado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não são todos os dias&lt;br /&gt;Que temos a sensibilidade para ler jornais.&lt;br /&gt;A corrupção, o sangue, os fluidos corporais,&lt;br /&gt;As atitudes artísticas, a queda da bolsa, os protestos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Menino vestido de soldado,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os protestos e os objetos dos protestos.&lt;br /&gt;A globalização, as barrigas vazias,&lt;br /&gt;As crônicas de Amor,&lt;br /&gt;Tergiversaremos tudo. Até sobre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Menino vestido de soldado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do pelotão de fuzilamento,&lt;br /&gt;O mundo baixa suas calças&lt;br /&gt;E balança seu pênis, vindo nos currar.&lt;br /&gt;E apenas lamentamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Menino vestido de soldado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está no pelotão. A infância corre&lt;br /&gt;Entre seu fuzil e o muro:&lt;br /&gt;Suas pipas, seus jogos, seu Navio Pirata&lt;br /&gt;Aportando na ilha das sereias dos seios fartos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Menino vestido de soldado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sabemos como terminar&lt;br /&gt;O trabalho. Não porque temos a limitação&lt;br /&gt;Dos quebra-cabeças, mas porque os tijolos&lt;br /&gt;Não tem arestas e o ar é limite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Menino vestido de soldado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não conhece o poeta.&lt;br /&gt;O mundo não conhece o poeta.&lt;br /&gt;O paredão não sabe do poeta.&lt;br /&gt;A flor nasceu sem saber do poeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Menino vestido de soldado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aguardemos! Amanhã o prédio terá&lt;br /&gt;Mais um pavimento.&lt;br /&gt;_____________________&lt;br /&gt;Quero ser lírico!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Menino vestido de soldado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corpos esquartejados, metralhados.&lt;br /&gt;Rimas desgastadas, retalhadas.&lt;br /&gt;Uma agulha para costurar&lt;br /&gt;As cordas vocais do poeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Menino vestido de soldado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estava fardado.&lt;br /&gt;Estava vestido. Entoava&lt;br /&gt;Um hino de guerra de “som e fúria”,&lt;br /&gt;Com sua voz tati-bi-tati.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Menino vestido de soldado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deseja Belém;&lt;br /&gt;Lembra-se do Iraque;&lt;br /&gt;Inventa Rio de Janeiros.&lt;br /&gt;Em São Paulo, longe do Eldorado,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Menino vestido de soldado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assiste a um Teatro de ódio.&lt;br /&gt;Um mundo a duzentos quilômetros por segundo&lt;br /&gt;E as pessoas só se dão as mãos&lt;br /&gt;Quando se saturam o peso do andar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Menino vestido de soldado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falarei de sexo e de cidades.&lt;br /&gt;Versificarei o amor, insônia, solidão.&lt;br /&gt;Bardo de coisas não vividas e indignidades. Gritei&lt;br /&gt;Ideias que queriam antes explicar e não mudar o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Menino vestido de soldado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não escrevi muitas dores,&lt;br /&gt;Ou sobre lugares queridos, entes queridos.&lt;br /&gt;Falta falar da angustia do amor e sexo.&lt;br /&gt;E da relativização das minhas ideias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Menino vestido de soldado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impõe a mira nas fuças dos desertores.&lt;br /&gt;O paredão está disputado. Mas a flor&lt;br /&gt;Enfrenta os tijolos; fura o paredão.&lt;br /&gt;Agride o mundo e a guerra e se entrega a&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Menino vestido de soldado,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que joga a arma, deserta, desposa&lt;br /&gt;A prisioneira. E a flor?&lt;br /&gt;Talvez uma esperança, o Salvador, a liberdade.&lt;br /&gt;Amor? Ou não mais que um poeta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Menino se despiu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iniciado em: 19/09/2007&lt;br /&gt;Transcrito em: 17/04/2010.&lt;/span&gt;</description><link>http://transversoes.blogspot.com/2010/09/o-menino-vestido-de-soldado.html</link><author>noreply@blogger.com (Georgenor Franco Neto)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-36815867.post-5954211289090446900</guid><pubDate>Mon, 13 Sep 2010 02:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-09-13T00:21:44.791-02:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;O mais engraçado desta campanha do para deputado federal em São Paulo, é ver o Magila alfinetando o Tiririca, dizendo que campanha é coisa séria. Lembrando que o Magila é do mesmo partido da Mulher Pêre (funkeira) e da Cameron Brasil (atriz pornô).&lt;/div&gt;</description><link>http://transversoes.blogspot.com/2010/09/o-mais-engracado-desta-campanha-do-para.html</link><author>noreply@blogger.com (Georgenor Franco Neto)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-36815867.post-3558891838378110949</guid><pubDate>Wed, 01 Sep 2010 19:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-09-23T13:57:01.889-02:00</atom:updated><title>Feliz Aniversário</title><description>&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:130%;&quot;&gt;Feliz Aniversário!&lt;br /&gt;Dez anos se passaram&lt;br /&gt;Entre o primeiro tijolo&lt;br /&gt;E o Castelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos problemas foram postos,&lt;br /&gt;Mentiras foram escritas.&lt;br /&gt;Minha língua se feriu&lt;br /&gt;E deu em verborragia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas pouca coisa foi divulgada.&lt;br /&gt;Pouco da minha angústia foi citada.&lt;br /&gt;Talvez uma ou outra em rima maldita.&lt;br /&gt;E só agora alguma coisa é tida&lt;br /&gt;Por sólida. Quem sabe este Castelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em dez anos, pouco me expus.&lt;br /&gt;Adquiri cabelos brancos,&lt;br /&gt;Fui desrespeitoso ao abusar&lt;br /&gt;Dos versos mancos.&lt;br /&gt;Angustiei-me, cansei de invejar.&lt;br /&gt;Bebi todas as ilusões&lt;br /&gt;E acho que continuo em coma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonhei tão alto&lt;br /&gt;E continuo em um Castelo&lt;br /&gt;Que traduz o mundo.&lt;br /&gt;Acho que pouco me serve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou em um salão&lt;br /&gt;Imenso, cantando ‘parabéns’ sozinho.&lt;br /&gt;É vazio, sem flor nem balão.&lt;br /&gt;Só há uma mesa nua&lt;br /&gt;Pedindo por um pano de linho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também fico nu diante da mesa.&lt;br /&gt;Roço-me nessa mesa.&lt;br /&gt;Violento essa mesa.&lt;br /&gt;Copulo com essa mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem, ninguém vem à festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que me cansei dos tijolos.&lt;br /&gt;Por isso falo do Castelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os homens e as mulheres estão de fora.&lt;br /&gt;Mas tenho vergonha do meu corpo pelado,&lt;br /&gt;E medo de darem pauladas nas minhas crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tenho que me vestir.&lt;br /&gt;Tenho que superar o Castelo.&lt;br /&gt;Tenho que levar minhas crianças ao parque.&lt;br /&gt;Sonho em encher o salão de festas.&lt;br /&gt;“Parabéns.”&lt;br /&gt;30/08/2010&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;</description><link>http://transversoes.blogspot.com/2010/09/feliz-aniversario.html</link><author>noreply@blogger.com (Georgenor Franco Neto)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-36815867.post-1679481452273553036</guid><pubDate>Tue, 31 Aug 2010 02:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-08-31T00:14:29.386-02:00</atom:updated><title>Por causa de um Tijolo...</title><description>Iniciei-me no vício&lt;br /&gt;Das mentiras poéticas.&lt;br /&gt;30/08/2010</description><link>http://transversoes.blogspot.com/2010/08/por-causa-de-um-tijolo.html</link><author>noreply@blogger.com (Georgenor Franco Neto)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-36815867.post-8794107367720891765</guid><pubDate>Sat, 28 Aug 2010 18:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-08-28T16:43:25.747-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Literatura</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Poema</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Poesia</category><title>&quot;Mais Um Tijolo&quot;, pelos meus dez anos...</title><description>Meu amigos,&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;dia 30 próximo, completo 10 anos que escrevo poemas. A precisão é por conta do hábito de datar meus textos. Meu primeiro poema foi “Mais Um Tijolo”. Hoje, ele me parece pueril e ingênuo. Mas, tenho-o com grande carinho. Segue abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        &quot;Mais Um Tijolo&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora começo a construir minha casa.&lt;br /&gt;A casa dos sonhos, desejos e esperanças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estou agora pegando o primeiro tijolo.&lt;br /&gt;Eu estou colocando o primeiro tijolo.&lt;br /&gt;Eu terminei de colocar o primeiro tijolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou pegando o segundo tijolo.&lt;br /&gt;Meu braço dói. &lt;br /&gt;Mas estou pegando, pegando o segundo tijolo.&lt;br /&gt;Estou colocando o segundo tijolo.&lt;br /&gt;Eu acabo de colocar o segundo tijolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou tentando pegar o terceiro tijolo.&lt;br /&gt;Meu braço dói muito mais.&lt;br /&gt;Eu não consigo pegar o terceiro tijolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou pegar mais um tijolo.&lt;br /&gt;Eu não vou colocar mais um tijolo.&lt;br /&gt;Eu não vou colocar mais nenhum tijolo.&lt;br /&gt;Eu não vou colocar mais nenhum tijolo!&lt;br /&gt;                                30/08/2000</description><link>http://transversoes.blogspot.com/2010/08/mais-um-tijolo-pelos-meus-dez-anos.html</link><author>noreply@blogger.com (Georgenor Franco Neto)</author><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-36815867.post-6491324213786040868</guid><pubDate>Thu, 19 Aug 2010 02:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-08-19T00:42:17.479-02:00</atom:updated><title>O  episódio 150 da &quot;Família da Pesada&quot;</title><description>&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Sou fã assumido da Família da Pesada. Nos últimos tempos tenho assistido aos episódios durante o café da manhã. As piadas carregadas na total falta de respeito são das coisas que mais me agradam. Infelizmente, os a maioria dos humoristas ficaram comportados demais para merecer esse título. Mas não é a simples provocação. Com tal acidez, eles conseguem expor toda ambiguidade de um tema: eles criticam as convicções sociais não pensadas e, em seguida, colocam em cheque a própria crítica. O episódio sobre a legalização da maconha é símbolo disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingo passado, assisti ao divulgadíssimo episódio 150. Foi uma decepção! A história começa com Brian e Stewie falando para o espectador que o episódio é especial. Logo em seguida, vemos os dois em um cofre de um banco. Brian estava vendo uns pertences quando a porta se fecha eles ficam presos. Começamos a acompanhar uma série de eventos bizarros: Brian como o cocô de Stewie, eles trocam xingamentos e daí ladeira abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os autores optaram por levar os acontecimentos ao extremo. O problema não foi isso. Mas a total falta de graça nas piadas. Sinceramente, estava parecendo mais um episódio da 18ª temporada dos Simpsons do que um da 9ª temporada da Família da Pesada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso eles tenham optado por fazer um especial altamente sem graça, eles conseguiram. Mas, se acharam que estavam abafando, só conseguiram abafar nossas risadas. Eles se esqueceram da maior qualidade da “Família da Pesada”: humor realmente engraçado, desrespeitoso e profundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito melhor foi o episódio 100, no qual eles entrevistaram pessoas que não gostavam do programa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O episódio 150 só ficou com mais cara de Família da Pesada quando Brian e Stewie revisaram alguns programas antigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, vale ver esse experimentalismo dos produtores. Torcendo para que eles continuem inovando, mas sem perder a mão. &lt;/div&gt;</description><link>http://transversoes.blogspot.com/2010/08/o-episodio-150-da-familia-da-pesada.html</link><author>noreply@blogger.com (Georgenor Franco Neto)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-36815867.post-1599331340239407487</guid><pubDate>Sat, 23 Jan 2010 19:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-23T17:42:13.351-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cinepop</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crítica: Cinema</category><title>10 Filmes de Almodóvar</title><description>&lt;a href=&quot;http://www.cinepop.com.br/fotos2/abracospartidos_1.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 296px; CURSOR: hand; HEIGHT: 228px; TEXT-ALIGN: center&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;http://www.cinepop.com.br/fotos2/abracospartidos_1.jpg&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Queridos leitores,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;alguns de vocês sabem, mas para quem desconhece, explico que publico desde idos de 2007 críticas de cinema no site CINEPOP. Antes, publicava críticas semanais no Portal da Cultura, um site regional. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Passarei a postar aqui no Transversões o link para os meus textos publicado no CINEPOP.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Foi ublicado o texto &quot;10 Filmes de Almodóvar&quot;, no qual listo os filmes dele que assistir na ordem de preferência. Segue o link:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href=&quot;http://www.cinepop.com.br/cinetop/10filmesdeamodovar.htm&quot;&gt;http://www.cinepop.com.br/cinetop/10filmesdeamodovar.htm&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://transversoes.blogspot.com/2010/01/queridissimo-leitores-alguns-de-voces.html</link><author>noreply@blogger.com (Georgenor Franco Neto)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-36815867.post-742300848482364098</guid><pubDate>Mon, 18 Jan 2010 15:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-18T14:00:04.425-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Costumes</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crônica</category><title>Preparativos pro Samba</title><description>&lt;p&gt;&lt;br /&gt;    Geysa “Vestidinho” Arruda protagonizou uma cena triste em 2009: centenas de estudantes (?) agrediram-na verbalmente, chamaram-na de tudo e mais aquilo que você está pensando. Podemos ouvir direitinho no vídeo as pessoas falando “libera ai”. Ela foi expulsa e depois, por ordem do Min. da Educação, reintegrada à faculdade. Ela jurou processo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;    Início de 2010. No “Fantástico” do dia 17 de Janeiro, apareceu Geysa em um vestido mais sumário que o da Uniban. A voz do repórter que explicava que ela fez lipoescultura, colocou silicone, aplique no cabelo e outras coisas, tudo para desfilar nas escolas de samba Gaviões da Fiel e Porto da Pedra. Na reportagem, ela ainda me aparece de biquíni e com outro vestidinho andando pelas ruas ao som de assovios e outros “gracejos”. No fim, confirmou que quer processar a faculdade.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;    Não sou moralista, não sou contra mulher bonita mostrar o que tem e continuo achando um absurdo o que ocorreu com ela nas rampas da Uniban. Mas, convenhamos, no instante em que ela aparece de biquíni em rede nacional, aceita exibir o corpo para se promover usando o escândalo com ponto de partida, ela perde a razão.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;    Não peço moral, peço coerência: se ela aceita se promover através do corpo (algo totalmente aceitável, muitas dançarinas fazem isso), então aceite enterrar o caso da faculdade, inclusive desistir do processo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;    Mas a situação não deixa de ser coerente: ela só tema fama enquanto o caso gerar indignação. O triste é que as pessoas que a trataram como puta, agora, mais do que nunca, vão achar que estavam certos e, talvez, se sintam confortáveis para repetir.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;    Enfim, tudo é carnaval. E alguém se lembra da outra moça da Uniban que foi apedrejada pelos alunos por não querer participar de um comício? Foi na mesma semana da Geysa... Claro que não, ela talvez não tenha gordura na barria para transferir pra bunda.&lt;br /&gt;                                                                                                                              18/01/2010&lt;/p&gt;</description><link>http://transversoes.blogspot.com/2010/01/preparativos-pro-samba.html</link><author>noreply@blogger.com (Georgenor Franco Neto)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-36815867.post-8753666649784263386</guid><pubDate>Wed, 23 Sep 2009 02:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-18T14:04:37.618-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Literatura</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Poema</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Poesia</category><title>Cavaleiro do Ar</title><description>Você é um rapaz de sonhos&lt;br /&gt;Que quer ser chamado de gentleman&lt;br /&gt;E dispensa uma legião de fãs,&lt;br /&gt;E se dispersa em versos enfadonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você é um Cavaleiro do Ar,&lt;br /&gt;Que viajará eternamente&lt;br /&gt;Enquanto o vento soprar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você quer fazer muitas coisas:&lt;br /&gt;Sair distribuindo sorrisos pelos rostos,&lt;br /&gt;Mas fica triste porque cai.&lt;br /&gt;Não se preocupe, suas mãos são de homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você é um Cavaleiro do Ar,&lt;br /&gt;Que viajará eternamente&lt;br /&gt;Enquanto o vento soprar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me perguntas como fazer Castelos de Areia&lt;br /&gt;Que pelas águas não sejam desfeitos.&lt;br /&gt;Ora, amigo, não sei nem tecer uma teia&lt;br /&gt;De aranha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se soubesse como você cavalgar&lt;br /&gt;Voaria para a lua tentar entender&lt;br /&gt;Como podemos ver as luzes das estrelas&lt;br /&gt;Se são coisas que não estão mais lá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você é um Cavaleiro do Ar,&lt;br /&gt;Que viajará eternamente&lt;br /&gt;Enquanto o vento soprar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de saber por que não és um Don Quixote?&lt;br /&gt;De saber por que tantos riem enquanto outros choram?&lt;br /&gt;Por que estás em uma cidade de poucos jardins?&lt;br /&gt;E para alguns não importam os meios, mas os fins?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revira suas coisas e se pergunta:&lt;br /&gt;“Onde estarão meus super-heróis?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez um tenha virado político e outro mágico.&lt;br /&gt;Talvez um tenha virado santo, outro corretor.&lt;br /&gt;E aquele mendigo, um dia pode ter sido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns podem ter virado motoristas ou operários,&lt;br /&gt;Outros juízes ou salafrários&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você é um Cavaleiro do Ar,&lt;br /&gt;Que viajará eternamente&lt;br /&gt;Enquanto o vento soprar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho para você como uma Duna permanente.&lt;br /&gt;E queria aprender a sonhar um pouco mais,&lt;br /&gt;A desprender os pés sem medo de cair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho para você querendo aprender a unir&lt;br /&gt;O fim e o começo.&lt;br /&gt;Aprender a conciliar&lt;br /&gt;O deletério e o deleite.&lt;br /&gt;E a pensar sempre&lt;br /&gt;No horror e no humor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você, meu amigo, é um Cavaleiro do Ar,&lt;br /&gt;Que viajará eternamente&lt;br /&gt;Enquanto o vento soprar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você é um gigante&lt;br /&gt;Em uma terra de pequenos,&lt;br /&gt;Sem montanhas para se&lt;br /&gt;Encostar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você não se sente humano&lt;br /&gt;Entre esses caras.&lt;br /&gt;Você não se sente em casa&lt;br /&gt;Nessas terras frias&lt;br /&gt;E nem ao norte do Equador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei te dizer.&lt;br /&gt;Só posso imaginar&lt;br /&gt;Você como um Cavaleiro do Ar,&lt;br /&gt;Viajando eternamente&lt;br /&gt;Enquanto o vento soprar.&lt;br /&gt;13/04/2009</description><link>http://transversoes.blogspot.com/2009/09/cavaleiro-do-ar.html</link><author>noreply@blogger.com (Georgenor Franco Neto)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-36815867.post-7810092662620064587</guid><pubDate>Tue, 25 Aug 2009 04:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-25T03:13:35.121-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Retorno</category><title>Volta o cão arrependido</title><description>Postei pela última fez 2 anos atrás. Retorno para este espaço porque alguns amigos comentaram que entravam aqui e não viam nada. Não sei se conseguirei escrever com regularidade nem por longo tempo. Falta paciência para escrever para um lugar que não dá nem ilusão de que é lido. Esses anos, escrevi para o Cinepop (&lt;a href=&quot;http://www.cinepop.com.br/&quot;&gt;www.cinepop.com.br&lt;/a&gt;), e retornarei em breve para lá. Vamos ver se terei disciplina para contribuir para a geléia geral da internet. Não quero dizer que a idiotice humana foi inaugurada com a internet. Mas esta democratizou aquela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A leitura telegráfica também não é exclusividade da rede mundial de computadores. Mas a facilidade com que o leitor pode expressar sua opinião acerca do texto deixa visível isso. Não sei se vocês terão paciência, mas o no post “Pessoa VIP” (&lt;a href=&quot;http://transversoes.blogspot.com/2006_12_01_archive.html&quot;&gt;http://transversoes.blogspot.com/2006_12_01_archive.html&lt;/a&gt;) ironizei tanto com o mau uso do termo e com a ideia de dividir as pessoas entre importantes e desimportantes com base no dinheiro, e não nos seus méritos. Bom, um dos leitores não entendeu e me esculhambou. E nem se identificou. Infelizmente, a ironia é artigo para raros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuidarei de postar com regularidade. Até o fim da semana, falarei sobre o show de Chuck Berry, e amanhã publicarei um dos meus últimos poemas. Também colocarei links com os textos que saírem no Cinepop. Espero contar com a audiência de vocês!</description><link>http://transversoes.blogspot.com/2009/08/volta-o-cao-arrependido.html</link><author>noreply@blogger.com (Georgenor Franco Neto)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-36815867.post-7317126205564375770</guid><pubDate>Sun, 17 Jun 2007 05:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-18T14:05:08.032-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Literatura</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Poema</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Poesia</category><title>Amante Noturna</title><description>&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;Se eu encontrasse uma noite&lt;br /&gt;Linda,&lt;br /&gt;Dormiria,&lt;br /&gt;Torcendo para logo amanhecer&lt;br /&gt;Para não trair minha&lt;br /&gt;Morena.&lt;br /&gt;18/04/07&lt;/span&gt;</description><link>http://transversoes.blogspot.com/2007/06/amante-noturna.html</link><author>noreply@blogger.com (Georgenor Franco Neto)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-36815867.post-5163659397349377752</guid><pubDate>Thu, 10 May 2007 03:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-05-10T01:44:17.417-02:00</atom:updated><title>Uma Classe Unida.</title><description>&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;Os políticos são bem mais unidos do que a classe dos relógios:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;Eles se xingam de prostitutas, de filhos destas, de feias e veados e permanecem unidos. Nesta quarta, uma deputada recolhia assinaturas contra  o Dep. Clodovil Hernandes que depreciou as deputadas da casa, fazendo alusões a profissão exercida por mulheres em calçadões das grandes (e pequenas) cidades.  Ao preceber o abaixo-assinado, o &quot;belíssimo&quot; Dep. Clodovil Hernandez chamou a deputada de feia e que, assim, seria incapaz de execer a profissão mais antiga do mundo. A referida deputada, chorando, foi reclamar com o coordenador da pré-escola, digo, com a presidência da Câmara. Depois de todo o fuzue, os integrantes da câmara, votaram aumento em seus salários!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;Escrevo este texto a título de protesto: as postitutas são mulheres que ganham a vida sem prejudicar ninguém, muito menos o bolso do contribuinte. Elas não merecem serem tão depreciadas!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://transversoes.blogspot.com/2007/05/uma-classe-unida.html</link><author>noreply@blogger.com (Georgenor Franco Neto)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-36815867.post-8718340533913391289</guid><pubDate>Fri, 04 May 2007 02:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-18T14:05:20.774-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Literatura</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Poema</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Poesia</category><title>Um Poeta Marciano</title><description>&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;Mundo,&lt;br /&gt;Terra,&lt;br /&gt;Vejo aqui, tudo errado!&lt;br /&gt;Terra, águas poluídas,&lt;br /&gt;Filtro quebrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo tudo errado!&lt;br /&gt;Será que sou de Marte?&lt;br /&gt;21/08/2001&lt;/span&gt;</description><link>http://transversoes.blogspot.com/2007/05/um-poeta-marciano.html</link><author>noreply@blogger.com (Georgenor Franco Neto)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-36815867.post-7735091078094266459</guid><pubDate>Sun, 15 Apr 2007 04:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-04-15T02:32:12.175-02:00</atom:updated><title>Chico Mendes e o Atual Estado da Degradação Ambiental</title><description>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href=&quot;http://www.lbaconferencia.org/port/images/Queimada_na_Amazonia.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 248px; CURSOR: hand; HEIGHT: 205px&quot; height=&quot;158&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;http://www.lbaconferencia.org/port/images/Queimada_na_Amazonia.jpg&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;Talvez você que está lendo este post não esteja assistindo a mini-série Amazônia, da Rede Globo. Eu mesmo, só passei a assisti-la nesta última fase, onde é contada a história do seringalista acreano Chico Mendes, um herói. Não uso o termo de forma leviana – não se devem usar as palavras de forma leviana. Ele foi um herói na melhor precisa acepção da palavra. Nasceu em 1944, passou sua vida como seringueiro e lutou não apenas pela preservação da mata como algo intocável, mas como uma forma de preservar o homem e sua cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele expôs os problemas dos seringueiros e do desmatamento para Brasil e o exterior. Dentre suas vitória, teve a suspensão de financiamento internacional para projetos que proporcionavam a devastação da mata e a implantação de reversas extrativistas no estado do Acre. Chico Mendes foi assassinado em 22 de dezembro de 1988.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luta de Chico Mendes tem ecos nas discussões sobre preservação ambiental de hoje. O planeta sofre os reflexos de climáticos de um modelo de desenvolvimento insustentável. A manutenção dele é inviável. Esta formatação gerou o aumento da temperatura no planeta, responsável por alterações climáticas significativas, a redução das áreas verdes, a extinção de espécies, só para ficar nos efeitos mais visíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a publicação do relatório sobre a alteração climática, o mundo passou a respeitar a questão ambiental. Deixamos de ver os ecologistas como ecochatos. A percepção do problema ambiental como coletivo e emergencial pode ser considerado uma das mudanças de paradigma mais importante do século XXI. Os problemas do meio-ambiente (das alterações climáticas às poluições das águas) obrigarão uma mudança de estilo de vida de proporções comparáveis apenas, talvez, com a própria revolução industrial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.organizacionislam.org.ar/images/amazonia.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 239px; CURSOR: hand; HEIGHT: 170px&quot; height=&quot;123&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;http://www.organizacionislam.org.ar/images/amazonia.jpg&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Este texto escrito há alguns anos atrás soaria messiânico. Hoje, é emergencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Propostas diversas vêm surgindo para solucionar a crise ambiental. Desde a enterras gás carbônico no subsolo – em fase de inicias em países como os EUA – até a criação do mercado de carbono – a ingênua proposta dos países mais desenvolvidos comprarem cotas de carbonos de países mais pobres para que estes não se desenvolvam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Idéias como o mercado de carbono – surgido com o Protocolo de Kyoto – é incapaz de dar conta da magnitude do problema. É preciso encontrar um modelo de desenvolvimento que proporcione qualidade de vida para todos e degrade o mínimo o meio-ambiente. Talvez soe – e é – utópico um modelo de desenvolvimento que gere qualidade de vida para todos. Provavelmente, a sociedade encontre um formato menos prejudicial ao meio-ambiente, mas que não necessariamente melhore a vida de países como os da África. Mas, sonhar não custa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo formato de desenvolvimento econômico deve considerar uma reformulação da postura ética e a compreensão das idiossincrasias das culturas locais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos éticos, devemos buscar o entendimento de pertencermos a uma rede coletiva, onde os nossos atos influenciam – mesmo microscopicamente – no todo. Exemplo prático: optar em um carro bicombustível a encher o tanque com álcool ao invés de gasolina. &lt;a href=&quot;http://www.organizacionislam.org.ar/images/amazonia.jpg&quot;&gt;&lt;/a&gt;Seremos obrigados a alterar nossos padrões de consumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A compreensão das idiossincrasias das culturas locais é relevante e mais clara para àqueles dependem diretamente da natureza, como os povos das florestas os das montanhas geladas. O exemplo dos ribeirinhos da Amazônia. Eles dependem de atividades extrativistas. Se a região sofrer as alterações previstas nos relatórios, essa população não terá como se sustentar, dirigindo-se para as cidades, provocando inchaço urbano e, muito provavelmente, gerando acréscimos da violência e de desempregados – além de aumentar o contingente de movimentos como o MST, que hoje perdeu sua orientação e mais se interessa em poder do que em ajudar trabalhadores rurais. Ademais, essas populações perderão sua identidade e expressões culturais serão extintas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se trata de uma luta do socialismo contra o capitalismo. Mas de reformular o modelo econômico, preferencialmente por um mais justo. Seguir o exemplo de Chico Mendes e, mas recentemente, da Irmã Dorothy são salutares. No caso desta religiosa, ele defendia o projeto de reflorestamento e manejo com geração de emprego e renda e de uma reforma agrária. Muitos a acusaram de invasões de terra. Não duvido que ela tenha praticado invasões. Mas, isto não justifica o seu assassinato em 2005. (Não sou favorável às invasões de terras, principalmente nos moldes do MST; mas, a reforma agrária é elemento da reformulação do modelo de exploração econômica, que inclui o uso responsável e da propriedade privada).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para terminar – já escrevi muito para um blog – sugiro aos que me lêem que assinem no abaixo-assinado promovido pelos atores da mini-série global em prol da preservação da Amazônia. Talvez ele não resulte em nada; provavelmente muitos dirão se tratar de mais uma moda promovida pela poderosa Globo. Mas, o simples ato de protestar, de demonstrar a preocupação para os nossos políticos, a pressão social exercida (vamos combinar que movimentos artísticos têm seu peso) tem seu valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo, o meu depoimento no site Amazônia Para Sempre e o link para assinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.amazoniaparasempre.com.br/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Moro em São Paulo desde Fevereiro de 2007. Nasci e me criei em Belém do Pará, uma cidade fortemente ligada à floresta amazônica. Sinto-me na responsabilidade de construir, ainda que minimamente, na preservação da mata. Manter a mata é manter também a cultura dos povos que vivem nela, por ela e para ela. Além de preservar, devemos buscar uma forma sustentável de explorar as riquezas amazônicas. Só desta forma, poderemos proporcionar, de uma vez, vida digna aos que vivem na floresta, desenvolvimento para a região e para o Brasil e benefícios ecológicos para o planeta.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;05/04/07&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://transversoes.blogspot.com/2007/04/chico-mendes-e-o-atual-estado-da_15.html</link><author>noreply@blogger.com (Georgenor Franco Neto)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-36815867.post-8674764217085977231</guid><pubDate>Sat, 24 Mar 2007 23:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-03-24T21:50:20.558-02:00</atom:updated><title>Bush, Brasil e Etanol</title><description>&lt;div&gt;&lt;a href=&quot;http://www.une.org.br/home2/radar_estudantenet_jun_2005/bush_-_sp_jpg.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 274px; CURSOR: hand; HEIGHT: 184px&quot; height=&quot;213&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;http://www.une.org.br/home2/radar_estudantenet_jun_2005/bush_-_sp_jpg.jpg&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Na quinta dia 8 de Março, o presidente Bush desembarcou em São Paulo. No outro dia, foi embora. Menos de 24 hs. O suficiente para um rebu na capital paulista. Vias interditadas, trânsito caótico e protestos contra a sua visita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei impressionado com os protestos. Não pela magnitude – já vi maiores – mas pelos motivos, ou falta deles. Esta foi a única visita de Bush com um mínimo fundo ecológico – embora não seja sua prioridade – e que pode trazer benefícios econômicos para o Brasil. A intenção do presidente norte-americano é de substituir, ou pelo menos reduzir, a dependência dos Estados Unidos pelo petróleo, aumentando o uso do etanol (álcool) O petróleo tem como principais fornecedores países hostis aos EUA. Com o aumento do uso do etanol, Bush conseguiria reduzir a dependência dos xeiques árabes e da Venezuela, minimizaria a força de Hugo Chávez na América Latina e ajudaria a iniciar um processo sólido de redução do efeito estufa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transformar o etanol em uma commodite seria o primeiro passo rumo à consolidação desse combustível para uso em grande escala. &lt;a href=&quot;http://www.defesanet.com.br/embraer/neiva1/img4.gif&quot;&gt;&lt;img style=&quot;FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 288px; CURSOR: hand; HEIGHT: 194px&quot; height=&quot;213&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;http://www.defesanet.com.br/embraer/neiva1/img4.gif&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então por que os protestos? Além da natural tendência a se protestar contra com é maior, e do fato de Bush ser um dos piores e mais belicosos presidentes dos Estados Unidos? Existe algum motivo que pode levar a prejuízos se o Brasil firmar um acordo com os norte-americanos? Tem! Mas todos, para se concretizarem, dependem da forma como o Brasil administrará a produção do álcool.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As manifestações diziam que nos tornaríamos terreno de plantio de cana-de-açúcar para os americanos, que haveria desabastecimento interno. Não vi, porém, nenhum slogan “o Etanol é nosso!” Podemos virar um grande terreno de plantação de cana-de-açúcar para os EUA? Não seria impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os agricultores plantassem apenas cana no lugar de soja ou milho, sim, o Brasil poderia regredir a um sistema monocultor, como nos tempos coloniais. Existe o medo, fundado, de crescimento do desmatamento para ampliação da fronteira agrícola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, foi desconsiderado pelos manifestantes que temos condição de aumentar o plantio de cana sem derrubar nenhuma árvore e sem substituir nenhum tipo de cultura existente. Bastaria usar as terras já devastadas, atualmente usadas para a pecuária extensiva (um tipo de pecuário de baixo rendimento e qualidade, mas que ocupa grandes porções de terras). Sem derrubar nada e sem substituir nenhum tipo de outra cultura agrícola, teríamos condições de atender até a 25% da demanda mundial, caso o etanol se tornasse predominante nos automóveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro problema concreto seria ter como único cliente lá foro os Estados Unidos. Afinal, a procura por combustíveis alternativos está em estágio avançado. Um substituto mais ecológico e eficiente do que o álcool pode surgir a qualquer momento. Assim, de um momento para o outro, perderíamos nosso único cliente, gerando prejuízos. Solução seria estimular outros países a produzir e consumir o combustível, formando um sistema mundial de produção e consumo. Isso garantiria uma durabilidade para o etanol e evitaria crises de abastecimento. A ampliação do plantio do combustível pelo mundo, poderia ajudar a países pobres a crescer economicamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos que cuidar também da tecnologia, na qual hoje somos líderes. Não se trata de guardá-la sob sete chaves. Na era do conhecimento ninguém mais pode monopolizar uma tecnologia. Devemos é criar intercâmbio com outros países, sul-americanos, por exemplo, para continuar na liderança do etanol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se pode ver, se o acordo prejudicar o Brasil, os responsáveis serão os plantadores de cana e o governo. Podemos nos beneficiar e contribuir para a minimização do efeito estufa, reduzir a influência de um ditador como Chávez no continente e abrir marcado para outros produtos nos EUA e em outros países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de protestar, deveríamos refletir. Só protestar sem pensar nos pontos positivos, nos iguala à pessoas belicosas como George Bush.&lt;br /&gt;24/03/2007&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://transversoes.blogspot.com/2007/03/bush-brasil-e-etanol.html</link><author>noreply@blogger.com (Georgenor Franco Neto)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-36815867.post-366349908372869886</guid><pubDate>Wed, 14 Mar 2007 16:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-18T14:05:49.182-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Literatura</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Poema</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Poesia</category><title>Dois Poemas Pelo Dia da Poesia</title><description>&lt;span style=&quot;font-family:Arial;&quot;&gt;Caros leitores, posto abaixo dois poemas, como forma de comemorar o Dia da Poesia. Eles foram escritos em momentos distintos da minha vida. Um em 2002, outro hoje!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;Relação Poema Poesia&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;O poema, embora não necessariamente,&lt;br /&gt;É uma estrutura fria,&lt;br /&gt;Anti-sentimental e seca.&lt;br /&gt;A poesia é notoriamente conhecida&lt;br /&gt;Como emocional, idílica,&lt;br /&gt;Dramática e vibrante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas essas classificações&lt;br /&gt;Não são jamais estáticas,&lt;br /&gt;Nem propriamente verdades&lt;br /&gt;Absolutas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poema é o lócus&lt;br /&gt;Da poesia. Esta é a inquilina&lt;br /&gt;Que incita a organização da casa.&lt;br /&gt;Mas a organização das coisas&lt;br /&gt;É feita com diálogo:&lt;br /&gt;A poesia trás como decorador a emoção;&lt;br /&gt;O poema a razão.&lt;br /&gt;As duas senhoras dialogam,&lt;br /&gt;Discutem o espaço, a idéia,&lt;br /&gt;A posição dos moveis.&lt;br /&gt;Nesta querela, o vencedor&lt;br /&gt;Nunca é pleno:&lt;br /&gt;Sempre cede em algo.&lt;br /&gt;13/03/2002&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;****&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;Olhando Formações Gasosas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava parado.&lt;br /&gt;Olhava o copo de coca-cola.&lt;br /&gt;Formações gasosas na superfície.&lt;br /&gt;Eu não desejava nada;&lt;br /&gt;Não queria nada&lt;br /&gt;Imaginava nada.&lt;br /&gt;Não pensava nem&lt;br /&gt;Em um ataque terrorista,&lt;br /&gt;Nem nestes versos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, desestabilizaram-me:&lt;br /&gt;“O que houve? O que tas pensando?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não queria, mas fiz!&lt;br /&gt;14/03/2007&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://transversoes.blogspot.com/2007/03/dois-poemas-pelo-dia-da-poesia.html</link><author>noreply@blogger.com (Georgenor Franco Neto)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-36815867.post-3719210268310523755</guid><pubDate>Tue, 06 Mar 2007 04:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-03-06T02:19:43.971-02:00</atom:updated><title>O Caso do Surdo-Mudo</title><description>&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;            A pessoa vai a uma loja. Compra um produto. Sai e no meio do cominho é preso por tentativa de assalto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Numa reedição do romance de Kafka, há 11 dias, um surdo-mudo foi até uma loja de conveniência comprou um produto e, após sair da loja, um outro cliente, por achar que os gestos do deficiente auditivo fossem uma tentativa de assalto, acusou-o de tentativa de assalto. Quando o proprietário chegou, decidiu chamar a polícia. Esta, sempre muito competente, prendeu o rapaz em flagrante, mesmo este tendo mostrado não portar armas e já ter saído da loja. O surdo-mudo continua preso porque a juiz ainda não apreciou o HC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Este caso diz muito sobre o Brasil. Listemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            1ª. A polícia é ineficiente, primeiro prende depois pergunta. Claro, ela o faz quando o suspeito se aproxima do estereótipo do PPP: Preto, Pobre e Puta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            2ª. A justiça é lenta. 11 dias para apreciar um pedido de liberdade provisória!!! O Judiciário é lento por existirem leis processuais arcaicas, por não ter estrutura adequada à demanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            3ª. O ato do cliente-acusador que apontou o dedo para aquele surdo-mudo, desrespeitando os ensinamentos de cristo de não atirar a primeira pedra, só apontou o dedo por viver em um estado de pânico. Nas grandes cidades, vivemos apavorados, com medo de qualquer celular de baixo da roupa que lembre uma arma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Os brasileiros estamos aquartelados em nós mesmos, nos isolando dos outros. E a classe dirigente (congressistas, presidente, ministros e juízes) ou tomam providencias inócuas ou lentas demais para a rapidez do crime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Um risco de nada se fazer é a situação piorar a um ponto no qual se discutir soluções para a violência será um discurso vazio, sem empolgar os ânimos das pessoas. Daí, não precisaremos dar mas nenhum passo para a barbárie.&lt;br /&gt;            06/03/2007&lt;/span&gt;</description><link>http://transversoes.blogspot.com/2007/03/o-caso-do-surdo-mudo.html</link><author>noreply@blogger.com (Georgenor Franco Neto)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-36815867.post-7237316540996029980</guid><pubDate>Thu, 22 Feb 2007 04:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-02-22T02:36:11.270-02:00</atom:updated><title>Ultimo Poema da Pedra</title><description>&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;Tijolo:&lt;br /&gt;Objeto; retângulo; argila.&lt;br /&gt;Não se comunica.&lt;br /&gt;É impossível.&lt;br /&gt;Em sua rigidez&lt;br /&gt;Tem apenas argila.&lt;br /&gt;Podem até ameaça-lo&lt;br /&gt;O tijolo continuará&lt;br /&gt;Imóvel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua definição&lt;br /&gt;De argila moldada pelo homem&lt;br /&gt;De pedra solúvel ao baque do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tijolo é roxo.&lt;br /&gt;Tem peso de respeito.&lt;br /&gt;Parece – talvez seja – insignificante perante a construção&lt;br /&gt;Da qual faz parte.&lt;br /&gt;Mas continuará sendo tijolo.&lt;br /&gt;                                21/11/2006&lt;/span&gt;</description><link>http://transversoes.blogspot.com/2007/02/ultimo-poema-da-pedra.html</link><author>noreply@blogger.com (Georgenor Franco Neto)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-36815867.post-4768447685972889845</guid><pubDate>Wed, 07 Feb 2007 02:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-02-08T18:27:28.820-02:00</atom:updated><title>A Eleição de Chinaglia</title><description>&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;Os deputaos federais elegeram Arlindo Chinaglia, do PT. Isto, após uma homérica corrida eleitoral, onde as únicas propostas visavam exclusivamente os interesses dos deputaos. A vitória de Chinaglia é clara indicação da distância entre o Congresso e a população e o fortalecimento do PT dentro do governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O partido do presidente vinha perdendo espaço dentro do próprio governo (o que é estranho), até o lider do governo seria de outro partido (esquizofrênico). Com essa eleição, o Pt tem amis força para ganhar espaço no governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diga-se, o que parecia leniência de Lula, surge como uma carta na manga: normalmente inicia-se um governo com o ministério formado. No seu seguno mandato, Lula tirou férias. Até agora, o Brasil parece que não tem dirigente. Um barco aderiva. Hoje, podemos dizer que foi uma grande jogada: agora, depois de feitasas alianças para avotação, os cargos serão distribuídos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, que faltam cargos suficientes para tanta aliança. O que fazer: na lesgislatura passada usou-se o mensalão. Segundo divulgado pela VEJA, correu nos corredores do Congresso que o esquema voltou a ativa. Qual? Não sei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A legislatura passada é vista como a pior dos últimos tempos. Coma eleição de Chinaglia, o grupo de José Dirdeu. Ele já articula a aprovação da Lei da Anistia, para voltar a candidatar-se. É bom ficarmos atentos! Se os parlamentares continuarem a agir dessa forma, o Congresso estará ameaçado como isntituição! E isso afeta diretamente o processo democrático!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://transversoes.blogspot.com/2007/02/os-deputados-federais-elegeram-arlindo.html</link><author>noreply@blogger.com (Georgenor Franco Neto)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-36815867.post-8589275662621145844</guid><pubDate>Fri, 02 Feb 2007 20:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-02-02T18:35:39.450-02:00</atom:updated><title>Amortecedores</title><description>&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;Este poema foi publicado no site Blocos Online (&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://www.blocosonline.com.br&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;www.blocosonline.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;):&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Amortecedor&lt;br /&gt;Amortece dor&lt;br /&gt;A morte&lt;br /&gt;Amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mordo&lt;br /&gt;Dor&lt;br /&gt;Amortece dor&lt;br /&gt;Amortecedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amorte: vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morte, Dores,&lt;br /&gt;Cedo, Amor:&lt;br /&gt;Amortecedores.&lt;br /&gt;             23/03/2006&lt;/span&gt;</description><link>http://transversoes.blogspot.com/2007/02/amortecedores.html</link><author>noreply@blogger.com (Georgenor Franco Neto)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-36815867.post-116992519500595654</guid><pubDate>Sat, 27 Jan 2007 19:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-18T14:06:21.754-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Literatura</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Poema</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Poesia</category><title>Body System</title><description>&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;As pernas,&lt;br /&gt;As pernas,&lt;br /&gt;As pernas,&lt;br /&gt;As pernas não são&lt;br /&gt;Pernas&lt;br /&gt;São meios de locomoção,&lt;br /&gt;E as mãos&lt;br /&gt;Instrumentos de pegação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu pego o quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pego sífilis, hemorragia, hebola, AIDS,&lt;br /&gt;Amores para o coração&lt;br /&gt;– Este músculo melodramático –&lt;br /&gt;E palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que é palavras?&lt;br /&gt;Palavras&lt;br /&gt;É palavra com s.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavras são gestos da língua&lt;br /&gt;Língua&lt;br /&gt;Este aglomerado de papilas gustativas,&lt;br /&gt;Ponte entre meu corpo e o mundo,&lt;br /&gt;Por onde transita minha alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alma que sai&lt;br /&gt;Deixando a fabrica&lt;br /&gt;De sonhos e pesadelos&lt;br /&gt;Funcionando;&lt;br /&gt;Impulsos elétricos de células neurais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alma que volta&lt;br /&gt;E abra as janelas&lt;br /&gt;Do corpo&lt;br /&gt;Olhos,&lt;br /&gt;Dois pontos de vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se a alma se fosse de vez?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seriamos como os trituradores estomacais,&lt;br /&gt;Autotriturando-se.&lt;br /&gt;Carne podre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem resume tudo é o intestino.&lt;br /&gt;Coroemos o ânus&lt;br /&gt;Rei do organismo.&lt;br /&gt;17/07/2004&lt;/span&gt;</description><link>http://transversoes.blogspot.com/2007/01/body-system.html</link><author>noreply@blogger.com (Georgenor Franco Neto)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-36815867.post-116922535170495500</guid><pubDate>Fri, 19 Jan 2007 16:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-18T14:06:34.588-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Literatura</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Poema</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Poesia</category><title>O que irão deixar?</title><description>&lt;span style=&quot;font-family:arial;&quot;&gt;&lt;br /&gt;João vai deixar o tabuleiro de xadrez.&lt;br /&gt;O Fulano vai deixar a música.&lt;br /&gt;Carlos vai deixar o chá.&lt;br /&gt;O Beltrano vai deixar os poemas.&lt;br /&gt;Drummond vai deixar o avião.&lt;br /&gt;O Ciclano vai deixar as gargalhadas de amarguras.&lt;br /&gt;Andrade vai deixar o que faz rima com Raimundo.&lt;br /&gt;O Cidadão vai deixar o partido.&lt;br /&gt;Anne vai deixar sua companhia.&lt;br /&gt;O Coisinha vai deixar o jantar.&lt;br /&gt;Victor vai deixar os desenhos virtuais.&lt;br /&gt;E Eu vou deixar saudades.&lt;br /&gt;17/07/2004&lt;/span&gt;</description><link>http://transversoes.blogspot.com/2007/01/o-que-iro-deixar.html</link><author>noreply@blogger.com (Georgenor Franco Neto)</author><thr:total>0</thr:total></item></channel></rss>