<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7713249604898960788</id><updated>2025-06-16T06:10:10.877-03:00</updated><category term="mae"/><category term="alceni"/><category term="morte"/><category term="paulo alceu"/><category term="vaca"/><category term="cadeira de rodas"/><category term="campeonato"/><category term="casa"/><category term="cerro da polvora"/><category term="criança"/><category term="dairi"/><category term="doença"/><category term="eu"/><category term="familia"/><category term="igreja catolica"/><category term="infancia"/><category term="jesus madeira"/><category term="santa rosa"/><category term="topetão"/><category term="vila kennedy"/><category term="violencia"/><category term="Amaro Jr."/><category term="acidente"/><category term="adoção"/><category term="agua"/><category term="alcool"/><category term="aldirio"/><category term="ana"/><category term="aniversario"/><category term="apelidos"/><category term="arroio"/><category term="assassinato"/><category term="autobiografia"/><category term="açougue"/><category term="açudes"/><category term="balneario"/><category term="barracas"/><category term="batismo"/><category term="bebedeira"/><category term="bebida"/><category term="berço"/><category term="bicicleta"/><category term="bolo"/><category term="boteco"/><category term="brigas"/><category term="brincadeiras"/><category term="brinquedo"/><category term="burrice"/><category term="cachaceiros"/><category term="caixão"/><category term="caminhar"/><category term="caminhão"/><category term="campo"/><category term="canha"/><category term="chale"/><category term="charque"/><category term="cid"/><category term="ciganos"/><category term="circo"/><category term="colegio"/><category term="compras"/><category term="corrida"/><category term="covardia"/><category term="crianças"/><category term="dar a luz"/><category term="dinheiro"/><category term="disco"/><category term="dona suely"/><category term="el loco"/><category term="eletronica"/><category term="enfermaria militar"/><category term="escola"/><category term="estadio"/><category term="ferido"/><category term="festa"/><category term="festa religiosa"/><category term="fogo"/><category term="futebol"/><category term="gardenal"/><category term="gigia"/><category term="governantes"/><category term="grávida"/><category term="gurizada"/><category term="historia"/><category term="iura"/><category term="ki-suco"/><category term="leandro guerra"/><category term="leite"/><category term="lp"/><category term="luis"/><category term="luis carlos"/><category term="luta"/><category term="milton"/><category term="miseria"/><category term="morar junto"/><category term="musica"/><category term="mutirao I"/><category term="mutirão III"/><category term="mãe"/><category term="nome"/><category term="o eterno"/><category term="olaria"/><category term="pai"/><category term="paralisia"/><category term="parto"/><category term="pena"/><category term="picada"/><category term="porta"/><category term="praia"/><category term="praça"/><category term="prefeitura"/><category term="primos"/><category term="problemas"/><category term="professoras"/><category term="religiao"/><category term="renato"/><category term="retardo mental"/><category term="rio"/><category term="rosa"/><category term="sheyla"/><category term="som"/><category term="sueli"/><category term="temporal"/><category term="temporl"/><category term="tijolo"/><category term="time"/><category term="toca-discos"/><category term="torneio"/><category term="travessia"/><category term="troca"/><category term="turismo"/><category term="valdeci silva"/><category term="vicio"/><category term="vingança"/><category term="vontade"/><category term="vó"/><category term="vô"/><category term="xandi"/><category term="zé amalio"/><title type='text'>EL LOCO</title><subtitle type='html'>Este blog contará a minha história, como realmente ela se sucedeu, sem cortes e mentiras. Ele é atualizado de tempos em tempos sem data pre-definida. Fiquem a vontade para comentar, criticar e dar sugestoes. &#xa;El Loco Madeira, editor</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default?redirect=false'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false'/><author><name>Jesus Madeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452464350557108866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>37</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7713249604898960788.post-2336874587355010135</id><published>2011-09-12T17:38:00.000-03:00</published><updated>2011-09-12T17:38:32.755-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="doença"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="familia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="morte"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="xandi"/><title type='text'>Pausa. Repensando a vida.</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O que eu vou escrever agora não me sucedeu no passado ou quando era criança. Vou contar uma coisa que me aconteceu agora poucos dias; quinta-feira, mais precisamente.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Estava na minha casa, aqui no Capão do Leão, estava preparando-me para dormir quando recebi uma chamada no celular; não conhecia o número, por isso pensei sinceramente em não atender, já que era tarde, mas no instinto recebi a chamada. Para minha surpresa era o Cris, um primo. Ele me transmitiu a triste notícia.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A morte sempre me assombra. Volta e meia ela bate na minha porta. E leva alguém sem dó nem piedade.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Desta vez, infelizmente, eu já esperava. Mas não estava preparado. Nunca se está. Todos sabemos que não viveremos para sempre, que este tempo aqui é apenas uma provação passageira, que um dia todos partiremos, deixaremos alguém pranteando pela partida. Mas mesmo assim, a dor de um ente querido é a maior dor que um ser humano possa suportar. Claro, cada um sente a sua maneira.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Disse que já esperava. Claro. Conheço muito bem a enfermidade da qual era acometido meu irmão Xandi (como era carinhosamente chamado). Meu tio Milton, meu irmão Paulo e meus primos Bazildo e agora o Leonardo, também são acometidos dessa mesma doença. Genética, que assombra a todos da família. Todos têm medo de terem filhos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Porém, para a morte estamos sempre despreparados, mesmo sabendo que ela virá cedo ou mais tarde. Por isso choramos, sofremos e não aceitamos. Nessa hora duvidamos da existência de um Deus, mas é Nele que se busca forças sempre, no espirutual. Nessas horas as pessoas ficam mais pobres de espirito, por isso precisam ser consoladas. E a fé é o caminho natural para a grande maioria das pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A dor pela perda de um ente querido varia por vários fatores. Entre eles, a idade da pessoa ao falecer. Quanto mais jovem, maior é a dor dos que ficam. Uma pessoa já idosa viveu bastante e cumpriu seu ciclo aqui na Terra, mas o que dizer de um jovem que recém começou a viver?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; Não sei. Tinha um amigo meu que sempre dizia que o normal são os filhos enterrarem os pais, não o contrário. Nesse caso a dor seria maior. Pobre da minha Velha, nos últimos dez anos enterrou três filhos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Outro motivo que eleva o tamanho da dor é a maneira como ocorre a morte. Não sei como surgiu essa doença, mas não conheço nenhum caso fora da minha família. O que me faz perguntar, será que o problema não é conosco? Pode ser. Pode ser uma provação que devamos passar. Não sei.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No entanto, fico entristecido, porque já são vários casos. Essa doença assombra já faz bastante tempo e fez várias vítimas. Por isso, quando alguma criança nasce com esse problema, a família fica toda entristecida, porque já sabe onde e como isso vai terminar. Infelizmente. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgOQdYceE-d6PHYDiiaXxUJ6ig4s6HMQbNy5A721JgR1lCLgY_Aae-tkuyJIHRQ29B8LfS7v88ODGEF1QebFrwmQzeaXHJlC5LZFBXqGtlRYYL5diCzAjgoDr1TeeKP0v2wQfT-uQdpHzI/s1600/Chandi2.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgOQdYceE-d6PHYDiiaXxUJ6ig4s6HMQbNy5A721JgR1lCLgY_Aae-tkuyJIHRQ29B8LfS7v88ODGEF1QebFrwmQzeaXHJlC5LZFBXqGtlRYYL5diCzAjgoDr1TeeKP0v2wQfT-uQdpHzI/s320/Chandi2.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; Adios hermanito. Te va com Dios.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/feeds/2336874587355010135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/2011/09/pausa-repensando-vida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default/2336874587355010135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default/2336874587355010135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/2011/09/pausa-repensando-vida.html' title='Pausa. Repensando a vida.'/><author><name>Jesus Madeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452464350557108866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgOQdYceE-d6PHYDiiaXxUJ6ig4s6HMQbNy5A721JgR1lCLgY_Aae-tkuyJIHRQ29B8LfS7v88ODGEF1QebFrwmQzeaXHJlC5LZFBXqGtlRYYL5diCzAjgoDr1TeeKP0v2wQfT-uQdpHzI/s72-c/Chandi2.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7713249604898960788.post-2060955503166832698</id><published>2011-09-12T17:02:00.000-03:00</published><updated>2011-09-12T17:02:21.610-03:00</updated><title type='text'>Escritorio de Advocacia, novo anuncio.</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEglH2byUxb1K8CVKVQkl4MvQyNncrlWyuDvOPvkw6KbuI2XFnlMC5C3EgJTl7GxysSu9j6kXH_CWQPmieqVnMzqTuz1wmBFoauzIxyUQcHTgnvKKaRe6jcnjWUZIEdt5OaXhTTIMIogzCk/s1600/Anuncio+CPl.bmp&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;192&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEglH2byUxb1K8CVKVQkl4MvQyNncrlWyuDvOPvkw6KbuI2XFnlMC5C3EgJTl7GxysSu9j6kXH_CWQPmieqVnMzqTuz1wmBFoauzIxyUQcHTgnvKKaRe6jcnjWUZIEdt5OaXhTTIMIogzCk/s400/Anuncio+CPl.bmp&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/feeds/2060955503166832698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/2011/09/escritorio-de-advocacia-novo-anuncio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default/2060955503166832698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default/2060955503166832698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/2011/09/escritorio-de-advocacia-novo-anuncio.html' title='Escritorio de Advocacia, novo anuncio.'/><author><name>Jesus Madeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452464350557108866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEglH2byUxb1K8CVKVQkl4MvQyNncrlWyuDvOPvkw6KbuI2XFnlMC5C3EgJTl7GxysSu9j6kXH_CWQPmieqVnMzqTuz1wmBFoauzIxyUQcHTgnvKKaRe6jcnjWUZIEdt5OaXhTTIMIogzCk/s72-c/Anuncio+CPl.bmp" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7713249604898960788.post-1809490285960924162</id><published>2011-08-26T16:48:00.000-03:00</published><updated>2011-08-26T16:48:47.282-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="dona suely"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="eu"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="igreja catolica"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="iura"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="paulo alceu"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="praça"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="vila kennedy"/><title type='text'>A pracinha, a Dona Suely e o Iura</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Voltando a escrever neste meu livro amigo, tenho algumas lembranças a compartilhar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Muitos anos atrás, la pelos 96 e 97, eu frequentava a casa de uma senhora já bem velhinha chamada Suely. Ela morava ali na Vila kennedy, em frente à Pracinha do Posto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Todos os dias de manhã era sagrado: levanta-me bem cedinho e ia para a Praça esperar que ela me chamasse. Depois tomava um cafezão daqueles bem gordo; ficava um pouco e ia para casa satisfeito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Mas para isso existia um ritual: eu não poderia simplesmente chegar e ir entrando ou batendo na casa dela, eu tinha que esperar que ela me chamasse, por isso eu sentava na Praça. Isso se dava em virtude de um seus filhos, de nome Paulo, não gostava muito que ela compartilhasse um pouco de seu alimento comigo. Muitas vezes, ela me acenava com a mão para eu ir embora. Eu tinha muito medo desse tal de Paulo, pois ela dizia que ele era da Brigada, apesar de nunca tê-lo visto fardado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;No entanto, assim foi por longos anos, todos os dias, de segunda a domingo eu ia tomar café na casa da Dona Suely. Ganhava muitas coisas dela, como roupas, alimentos e brinquedos. Foi uma época boa de quando eu sentava na Praça. As pessoas da vizinhança me conheciam como o Menino da Praça, pois esta foi minha rotina por anos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Eu nem sei como eu conheci a Dona Suely, acho que foi meio por acaso; mas ela marcou demais a minha vida naqueles difíceis anos noventa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Porém, teve uma pessoa que eu conheci naquela praça que se tornou um dos grandes amigos que eu tive na minha juventude: o Iura Patron.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;O Iura todos os domingos quando ia para a Igreja (falerei disso em um post posterior), não perdia a oportunidade e me convidava. Todo santo domingo era a mesma coisa. Eu sempre dava uma desculpa. Mas nunca ia. Eu me lembro até de uma vez eu ter me escondido dele. Mesmo assim ele não desistiu e seguia me convidando. Tempos depois eu fui à Igreja e frequentei assiduamente por sete anos. Não foi o Iura que me levou para a Igreja, mas com certeza plantou uma semente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Por isso eu não esqueço daquela Praça (a Praça de Cima como se convencionou chamar pela gurizada, porque poucos sabiam seu nome). Ali conheci um grande amigo e tinha uma pessoa maravilhosa que me ajudou muito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/feeds/1809490285960924162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/2011/08/pracinha-dona-suely-e-o-iura.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default/1809490285960924162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default/1809490285960924162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/2011/08/pracinha-dona-suely-e-o-iura.html' title='A pracinha, a Dona Suely e o Iura'/><author><name>Jesus Madeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452464350557108866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7713249604898960788.post-7583897572012619379</id><published>2011-06-20T14:20:00.000-03:00</published><updated>2011-06-20T14:20:24.874-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="adoção"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="familia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="leandro guerra"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="morar junto"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sueli"/><title type='text'>Leandro e a Tia Sueli</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Bom, primeiramente quero ressaltar que tenho escrito pouco no Blog em virtude do tempo, que tem se tornado cada vez mais escasso. Mas aqui estou de novo, trazer mais um pouco de mim e de meus pares.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;******&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; Agora vou escrever um pouco sobre a vida do Leandro, ou do Guerra como muitos o chamam. Creio que depois do Luis, ele foi o irmão que mais viveu londe de casa, naquela época.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A irmã mais nova de meu pai, a Sueli nunca pôde ter um filho, não sei qual a razão e então ela queria por que queria pegar um sobrinho para criar. Quando eu era criança ela tentou de todas as maneiras me levar para morar consigo, mas eu nunca quis, sempre dizia que não.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;De tanto eu dizer não, que ela desistiu. Mas não desistiu de pegar um sobrinho. Só que suas investida mudaram, foram para o Leandro, que é mais novo que eu dois anos e meio. O Leandro de prontidão aceitou e foi morar com a Sueli.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; Eu não me lembro exatamente a data, mas creio que foi lá pelo ano de 1996, o Leandro tinha menos de dez anos de idade.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A Sueli morava na Vila Kennedy, ali naquela rua que passava do lado da antiga pista de motocros - hoje a pista deu lugar a um bairro chamado Indianapolis II -, e trabalhava como auxiliar de enfermagem na Santa Casa de Jaguarão. Naquela época, ela e o Marquinhos trabalham como auxiliares de enfermagem, eram, portanto, os irmãos mais bem colocados do Alceni, meu pai, que por sua vez era o mais miserável de todos, vivia sempre numa &lt;i&gt;pindaiba danada&lt;/i&gt;. Por isso ele aceitou a ida do Leandro para a Sueli sem problemas, já que era uma boca a menos para comer em casa.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Aliás, quero fazer um parêntese aqui: O Alceni tinha o prazer de dar os filhos para os outros. Sempre havia alguém querendo os filhos dele. O Leandro, por exemplo, morou com a Sueli e com o Vaca, a Sheyla ele quase deu para um desconhecido, o Alexandre foi dado, depois tirado. Ou seja, fazia filho, e um monte, mas criar não queria. Mas isso já é outra história.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; Voltemos a história do Leandro com a tia Sueli.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; Como disse ela morava ali perto do campo da motocros, perto da nossa casa, portanto; perto também da casa casa da vó Maria, que fez todo o esquema para a Sueli levar o Leandro para morar consigo. Claro que depois de ir morar com a Sueli, o Guerra mudou de vida. Vivia sempre arrumadinho, tinha cadernos, roupas e tênis bons para ir ao colégio. E até uma bicicleta havia ganhado. Uma cross daquelas do Uruguai. Cor azul, se não me engano. Fora com essa bicleta que eu aprendi a andar. Antes eu nem conhecia bicicleta.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Até essa época ia tudo bem. Ela morava ali perto, o Leandro visitava a mãe quando quisesse, eu ia lá, a gente andava de bicicleta, ia na motocros, estudavámos no mesmo colégio, no Amaro Juunior, cursávamos a mesma série, então até esse momento ia tudo bem.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas as coisa começaram a mudar quando a Sueli mudou-se do lugar onde morava para Vila Pindorama. Ficou mais longe de ele visitar mãe e os irmãos; e a Sueli começou a mudar o tratamento com ele também, proibindo-o às vezes até de sair na rua. Eu me lembro que às vezes eu tinha até dificuldade de ir lá de visitá-lo, ele tinha que pedir permissão. Dormir fora então, nem pensar. Final de semana na casa da mãe, nem se cogitava. Então as coisas iam de mal a pior. Ficou insutentável quando ela o transferiu para estudar no Espirito Santo. Todos os outros primos foram para o Joaquim Caetano - isso se dava porque o Amaro Junior ia até a quinta série - e ele se sentiu deslocado. Isso sem imaginar que quem estudava no Espirito Santo, tinha que ter uma certa renda, mais do que ela recebia como auxiliar de enfermagem. Porque apesar de o Espirito Santo ser uma escola pública tudo era cobrado: livro, apostila, uniforme, até a bacaquice de uma agenda tinha que comprar. Talvez até algumas coisas não fosse obrigatório, mas convenhamos, a pressão social, faz algumas coisas de facultativas em obrigatórias, então se sentia deslocado, porque algumas coisas ele não tinha e os colegas riam, é claro.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Dessa forma começou haver desgaste entre eles. O Leandro já era um adolescente e não aceitava mais imposições. O Baixinho, marido da Sueli, até era um cara bom, mas quando bebia ficava insuportável. E começaram ter as brigas. O Leandro não ia mais ao colégio, não obedecia mais e a Sueli mandou-o embora. E era tudo o que ele queria. Viver em liberdade.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Leandro voltou para casa da mãe, mas aquele ano ele perdeu. Repetiu o ano. No ano seguinte, ele estudou a sexta de novo, só que no Joaquim Caetano, sem frescuras e sem babaquices. Perdeu um pouco da mordomia, mas ganhou liberdade.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E Leandro e Sueli nunca mais. Nunca mais também a Sueli quis pegar um sobrinho para criar, ainda mais grande. Esses tempos eu soube que conseguiu uma criança para criar, mas bem pequeninha, de colo.&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/feeds/7583897572012619379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/2011/06/leandro-e-tia-sueli.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default/7583897572012619379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default/7583897572012619379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/2011/06/leandro-e-tia-sueli.html' title='Leandro e a Tia Sueli'/><author><name>Jesus Madeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452464350557108866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7713249604898960788.post-9077797911244319734</id><published>2011-05-10T13:09:00.001-03:00</published><updated>2011-05-11T17:55:49.180-03:00</updated><title type='text'>Escritório de Advocacia - Divulgação</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjFCwlGB_mHh03iMQ68DML3P54dotvTUveA8t9MK655WOjbDDQv59jbtMQszCld2yVbZnPSI6nGvJlc8Izp5qTke0dX60T5zDvUSC5UPGk8hLjM3C8erqsUevhg10an-I_dBxbUWixOjEU/s1600/jesus+-+madeira+-+advogado.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;220&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjFCwlGB_mHh03iMQ68DML3P54dotvTUveA8t9MK655WOjbDDQv59jbtMQszCld2yVbZnPSI6nGvJlc8Izp5qTke0dX60T5zDvUSC5UPGk8hLjM3C8erqsUevhg10an-I_dBxbUWixOjEU/s400/jesus+-+madeira+-+advogado.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/feeds/9077797911244319734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/2011/05/escritorio-de-advocacia-divlgacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default/9077797911244319734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default/9077797911244319734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/2011/05/escritorio-de-advocacia-divlgacao.html' title='Escritório de Advocacia - Divulgação'/><author><name>Jesus Madeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452464350557108866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjFCwlGB_mHh03iMQ68DML3P54dotvTUveA8t9MK655WOjbDDQv59jbtMQszCld2yVbZnPSI6nGvJlc8Izp5qTke0dX60T5zDvUSC5UPGk8hLjM3C8erqsUevhg10an-I_dBxbUWixOjEU/s72-c/jesus+-+madeira+-+advogado.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7713249604898960788.post-8219009203777731383</id><published>2011-05-02T13:57:00.000-03:00</published><updated>2011-05-02T13:57:38.065-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="agua"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="arroio"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="balneario"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="picada"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="praia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="rio"/><title type='text'>Picada Nossa de Cada Dia</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Picada é um dos nomes de um pequeno arroio afluente do Rio Jaguarão. Ao logo de sua águas, dependendo do lugar, tem um nome diferente. Pode Arroio Lagoão, Passinho da Areia, Ponte Quebrada e, claro Picada.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A parte que se chama Picada é a parte que fica atrás da Vila Kennedy, cerca de meia hora a pá da Vila, onde existem muitas plantações de arroz.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não sei porque tem esse nome. Talvez seja porque picada significa, segundo o Dicionário de Língua Portuguesa Aurelio Buarque de Holanda, &lt;i&gt;um caminho estreito aberto na mata a golpes de facão&lt;/i&gt;. talvez seja por isso. Mas não acredito muito. Esse nome foi dado pela gurizada; e a gurizada não pensaria nisso. Talvez tenha esse nome em virtude da quantidade de mutucas existententes naquele local. Ninguém saía de lá sem lever uma boas picadas de mutuca. Essa deve ser a razão mais provável de ter esse nome.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; No entanto, a Picada foi uma mais maravilhosa experiências da minha juventude. Na época do apogeu da Picada ninguém pensava em ir ao Balneário Lago Merin, a gurizada queria era curtir mesmo aquela&amp;nbsp; água gelada de arroio. Famílias inteiras iam à Picada.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A Picada era mais ou menos assim: havia uma rua de entrada, tinha que pular um portão e essa estradinha nos levava até às margens do arroio. Dos dois lados era bom, mas o lado preferido de todo o mundo era lado direito de quem ia, porque existia um areal, que dava ao arroio &lt;i&gt;status&lt;/i&gt; de praia. Havia muitas árvores e barrancos onde se juntava uma gurizada para dar &lt;i&gt;ponta&lt;/i&gt; na água. Existia também muitos butiazeiros e pés de araçá e maracujá. Era uma fartura.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Porém, não era nada fácil tomar banho lá. Primeiro porque não existia acesso para veículo. Tinha que ser a pé mesmo. Depois em certas épocas, a entrada não era permitida. Sempre havia os capatazes que corriam quem entrasse.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eu e meus primos tivemos grandes aventuras nessa Picada. Algumas desastrosas. Uma vez queríamos acampar lá. Mas alguém nos disse que se ouvia gritos de crianças chorando durante a noite. Pio e eu bem que tentamos uma vez, entretanto, chegando a noite no cagaceamos e demos no pé. Se ouvia uns gritos à noite, realmente; mas não eram de crianças chorando. Era um pássaro que piava que nem criança quando chora. Como a gente ria disso depois.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Fora isso, as inúmeras pescarias que fazíamos nesse local. Apesar de ser um arroio raso, sempre se pescava peixe por lá, inclusive se fazia um assado de peixe na beira da água. Lembro-me de uma pescaria desastrada. Éramos eu, Luis, Cid, Pio, Negão Rafa, Valério, entre outros, fizemos na chamada parte funda da Picada. Era um local mais distante da estrada de entrada tinha que caminhar mato adentro. Fomos pescar lá e tiramos algumas traíras. Mas o que mais chamou a atenção, foi quando o Pio estava pescando com um dos meus caniços e a traíra engoliu o anzol e cortou a linha. Imaginem a cena. Luis, Valério, Pio, todo o mundo chutando a pobre trairinha para que ela não voltasse de novo para a água. Mas voltou, ela conseguiu retornar e nos deixou&amp;nbsp; na mão naquele dia. Olha que era uma traíra grandezinha.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Apesar de ser um arroiozinho de não mais do que um metro de profundidade, havia vezes que ela ficava profunda e perigosa. Quando chovia muito, ela ficava cheia e o banho era impossível. A água ia até a entrada do acesso às águas, mais de trinta metros da margem. A correnteza também era inimiga em dias de água cheia. Era muito perigoso. A gurizada só ia para olhar as águas, ninguém se animava adentrar.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Além das travessuras de guri, a Picada tinha também uma outra utilidade por aquelas zonas. Quando faltava água, era um camboio de gente se dirigindo para lá de balde e garrafas. Na Picada existia uma cacimba da mais pura água. Muita água bebi daquela cacimba. Lembro-me que ela ficava junto a uma tapera, rodeava de pés de figueira e araçá. Água boa e novinha.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tempos bons que não voltam mais. Acredito até que hoje em dia ninguém vá mais à velha Picada tomar banho. Ficou no passado mesmo, na memória de quem la já foi um dia.&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/feeds/8219009203777731383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/2011/05/picada-nossa-de-cada-dia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default/8219009203777731383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default/8219009203777731383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/2011/05/picada-nossa-de-cada-dia.html' title='Picada Nossa de Cada Dia'/><author><name>Jesus Madeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452464350557108866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7713249604898960788.post-119342321388395784</id><published>2011-03-24T17:38:00.002-03:00</published><updated>2011-03-29T14:30:25.628-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="açudes"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="cid"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="luis"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="olaria"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="tijolo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="valdeci silva"/><title type='text'>A Velha Olaria</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Muito pouca coisa me lembro da Olaria velha que ficava lá nos fundos do bairro Indianopolis. No entanto, três coisas ficaram na minha mente para sempre: os oçudes que existiam um pouco mais adiante; a casa de telhado de palha, que servia de aconchego - o Cid dizia que ele construíra a casa, não sei se procede - e o acidente do Luis com as esteiras da Olaria onde se machucou uma das mãos. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A Olaria pertencia ao Valdeci Silva, um famoso cantor de músicas religiosas de Jaguarão. Anos mais tarde ele seria canditado a vereador, fazendo um pouco mais de setenta votos. Acho que ele se canditatou na época errada.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Valdeci fez parte dos tempos áureos da minha infância. Do tempo em que eu andava solto. Ele era muito amigo do Cid, por isso&amp;nbsp; nos visitava frequentemente. O Valdeci fez sucesso, quando se gravava músicas em fita cassete, pois em CD naquela época, só para cantores de alta estirpe, coisa que ele não era. Era famoso apenas em Jaguarão e no meio das Igrejas Evangélicas. Não sei por onde ele anda agora, mas dizem que mora em Pelotas. Da última vez que falei com ele foi na eleição municipal de 2004. Depois nunca&amp;nbsp; mais o vi. Soube tempos depois que ele e o Cid tinham rompido, não sei quais as razões, mas acho que envolve politica. &lt;br /&gt;
Então a velha olaria pertencia ao Valdeci que dividia seu tempo trabalhando nela e cantando para as &quot;multidões&quot;. Eu me lembro que a música mais fomosa dele era &quot;Quantas lágrimas&quot;, que tinha um trecho mais ou menos assim: &lt;i&gt;quantas lágrimas que rolam em meu rosto, é dor de um desgosto, é pecado que a traz, até parece que nada tem valor, mas eu olho para cruz, clamo sangue de Jesus, tudo se torna feliz.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
Fora a religiosidade dele, de resto era um homem normal. Era dono de uma olaria. Para ser sincero não sei se era dele propriamente dito ou se ele locava aquilo, mas ele mandava.&lt;br /&gt;
Os principais empregados dele eram o Cid e o Luis, que trabalhavam nela todos os dias e faziam a máquina funcionar.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Fora o trabalho, a olaria servia de ponto de encontro da gurizada. Na famosa casa feita com barro e tijolo com telhado de palha. Ali eram feitas as reuniões. Ali também foi o fim do famoso Wikiman e do Homem Águia. Afora isso, nós brincávamos muito naquela olaria, de tudo quanto é coisa.&lt;br /&gt;
Dentro da pátio da olaria havia um açude, onde a gurizada tomava banho. Mas tempos antes havia mais dois açudes mais atrás da olaria. Eram as famosas Pirulitas e as Balas. Não me perguntem porque têm esses nomes que eu não sei. Acho que o primeiro foi o Pirulitas, depois surgiu o outro e, não tendo outro nome puseram Balas. Coisas de guri.&lt;br /&gt;
Então a gurizada tomava banho nesses açudes. Mas credo, se fosse hoje em dia eu não colocaria nem meus pés dentro daquela água imunda cheia de aguapés. Já naquela época eu tinha medo de entrar na água. Só que a Rosa - irmã da minha mãe - não teve medo. Certa vez o Luis perdeu um chinelo lá e a Marta&amp;nbsp; - irmã da Rosa - que morava com a minha vó foi buscá-lo e não encontravam do tal chinelo. A Marta queria ver o chinelo, mas não entrou na água, mandou a pobre da Rosa fazê-lo. Até eu me assustei.&lt;br /&gt;
Mas voltando a história da olaria, o Luis uma vez se acidentou trabalhando. Não sei bem o que ele fez. Segundo o Valdeci dissera para a Vó, ele tinha colocado a mão numa correia e se machucado um pouco. Ficou uns quantos dias com as mãos enfaixadas.&lt;br /&gt;
Vale lembrar que nem ele, nem o Cid tinham carteiras de trabalho assinadas, não possuiam, portanto, nenhum direito previdenciário, ou seja, ficou por isso mesmo. Mas isso já não importa. O que importava mesmo naquela época era a diversão.&lt;br /&gt;
Tempos depois a olaria fechou e nunca mais se fez tijolo lá. O Valdeci como eu já disse deu um sumiço de Jaguarão. Claro, não antes de fundar a sua própria igreja. Como não deu muito certo, tomou chá de sumiço e a velha olaria já não existe mais.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/feeds/119342321388395784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/2011/03/velha-olaria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default/119342321388395784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default/119342321388395784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/2011/03/velha-olaria.html' title='A Velha Olaria'/><author><name>Jesus Madeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452464350557108866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7713249604898960788.post-2838566416451664605</id><published>2011-01-13T14:46:00.000-02:00</published><updated>2011-01-13T14:46:01.278-02:00</updated><title type='text'>Escritorio de Advocacia - Divulgação</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEinvSVLSEieddonsJBvqIjYtWioWHSz3UUhEiPpWkvtOOUKDDM5AiMFSzPnpYRxmNly7I_PeoG8BG-3QFzKi_TPtXRAPJt6eA5O4tUDvAi1A5KmfK3nrQEHYBRvrO9xM829zj73BkOhkDY/s1600/jesus+-+madeira+-+advogado.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;220&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEinvSVLSEieddonsJBvqIjYtWioWHSz3UUhEiPpWkvtOOUKDDM5AiMFSzPnpYRxmNly7I_PeoG8BG-3QFzKi_TPtXRAPJt6eA5O4tUDvAi1A5KmfK3nrQEHYBRvrO9xM829zj73BkOhkDY/s400/jesus+-+madeira+-+advogado.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/feeds/2838566416451664605/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/2011/01/escritorio-de-advocacia-divulgacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default/2838566416451664605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default/2838566416451664605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/2011/01/escritorio-de-advocacia-divulgacao.html' title='Escritorio de Advocacia - Divulgação'/><author><name>Jesus Madeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452464350557108866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEinvSVLSEieddonsJBvqIjYtWioWHSz3UUhEiPpWkvtOOUKDDM5AiMFSzPnpYRxmNly7I_PeoG8BG-3QFzKi_TPtXRAPJt6eA5O4tUDvAi1A5KmfK3nrQEHYBRvrO9xM829zj73BkOhkDY/s72-c/jesus+-+madeira+-+advogado.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7713249604898960788.post-3428047991616155586</id><published>2011-01-13T14:06:00.000-02:00</published><updated>2011-01-13T14:06:18.608-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="cadeira de rodas"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="luis carlos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="luta"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="mutirao I"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="vontade"/><title type='text'>Seu Luis Carlos da Cadeira de Rodas</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;Quando vivia no Mutirão I existia um Senhor que se chamava Luis Carlos. Ele era um amigo da gurizada. Morava - e acho que ainda mora - na&amp;nbsp; Avenida Vinte e Sete de Janeiro a poucos metros da nossa casa.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;O Seu Luis Carlos ou Tio Luis Carlos, como muitos o chamavam, tinha uma peculiariedade: não caminhava, era paralítico. Talvez por isso o Paulo Alceu se identificasse tanto com ele. No entanto, ele não nasceu assim. Ficou sem caminhar depois de um acidente. Por isso ele tinha forças nos braços e podia movimenter a sua cadeira de rodas para cima e para baixo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;Tanto tinha forças que dirigia. Isso mesmo ele tinha um veículo adaptado. Usava apenas as mãos. Quando era &lt;i&gt;chico&lt;/i&gt; muito andei naquele chevette branco. Muitos tinham medo de andar com ele, pois acreditavam que ele não podia fazer, que ele era limitado. Para falar a verdade, até dava um certo medo, mas como era bom ver aquele homem dirigindo; ficava imaginando como ele fazia tudo aquilo usando apenas as mãos. Incrível.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;Que força de vontade. Esse sim dá para dizer que deu a volta por cima. O homem sofreu um acidente grave, parou de caminhar, mas não deixou de viver. Muitas pessoas com problemas bem menores se atirariam em uma cama e ali ficariam até morrer. Mas esse não. Mandou adaptar o carro e seguiu a vida. Às vezes eu fico imaginando a gente com problemas bem pequenos, já reclama da vida, põe a culpa em Deus e fica achando razões para tudo. O Seu Luis Carlos ali, em cima de uma cadeira de rodas, alegre, feliz e, principalmente, vivendo.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: left; margin-right: 1em; text-align: left;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVheLwzwQszQGl3TLV1q0vNfKhsFPfPt-HH22xtgtSRoUJ8J8iPUUp_4KSvEnIfOb_qdRRFPlXLfJilzpQSMkri5ZVpFLsi-Qv9tXL7qrRs8oBooJEqBGxsDS3cOynxCwb_n2LPnWAgHc/s1600/4426818213_4d20ef77e8_o.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;212&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVheLwzwQszQGl3TLV1q0vNfKhsFPfPt-HH22xtgtSRoUJ8J8iPUUp_4KSvEnIfOb_qdRRFPlXLfJilzpQSMkri5ZVpFLsi-Qv9tXL7qrRs8oBooJEqBGxsDS3cOynxCwb_n2LPnWAgHc/s320/4426818213_4d20ef77e8_o.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Seu Luis Carlos e a filha - foto da internet&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;Claro que, talvez ele não tivesse conseguido sozinho. Ele sempre contou com o apoio da filha, que desde muito jovem sempre cuidou dele. Era ela que sempre estava a seu lado. Nunca o abandonou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;Qunado éramos pequenos, eu meu irmão Paulo íamos vizitá-los, ela sempre fazia um café para nós. Uma pena que eu não me lembro do nome dela. Esqueci por completo. Mas mesmo assim, ela também é uma heroína.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;Alguns anos atrás, lá pelos anos 2000, novamente eu me encontrei com o Seu Luis Carlos. Ele era monitor no Projeto CASE. Ele trabalhava lá, ajudando a cuidar da meninada. Sempre trabalhou. Não parou nunca. Por isso eu acho que ele é um exemplo de pessoa, de luta, de perseverança. Se imaginarmos se o homem tinha coragem de atuar no Projeto CASE, onde havia uma gurizada barra pesada, então ele tinha coragem para tudo. Ele é um herói.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;Mas eu andava meio preocupado esses dias; pois eu tinha que escrever sobre ele, por tudo que representou à minha infância, mas não achava uma imagem dele. Mas como um passe de mágica, vasculhando na internet, eis que achei essa imagem que já diz tudo. Ele e a filha sentados na frente de casa. Só não sei se ele tem o chevettão ainda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/feeds/3428047991616155586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/2011/01/seu-luis-carlos-da-cadeira-de-rodas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default/3428047991616155586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default/3428047991616155586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/2011/01/seu-luis-carlos-da-cadeira-de-rodas.html' title='Seu Luis Carlos da Cadeira de Rodas'/><author><name>Jesus Madeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452464350557108866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVheLwzwQszQGl3TLV1q0vNfKhsFPfPt-HH22xtgtSRoUJ8J8iPUUp_4KSvEnIfOb_qdRRFPlXLfJilzpQSMkri5ZVpFLsi-Qv9tXL7qrRs8oBooJEqBGxsDS3cOynxCwb_n2LPnWAgHc/s72-c/4426818213_4d20ef77e8_o.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7713249604898960788.post-6960493518607452981</id><published>2010-11-23T11:07:00.000-02:00</published><updated>2010-11-23T11:07:23.534-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Amaro Jr."/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="colegio"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="crianças"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="escola"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="professoras"/><title type='text'>Amaro Junior</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Minha Querida Escola, já sei ler e escrever, contigo aprendi que a vida não é nada sem você...&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: left; margin-right: 1em; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg9B79NnOf_hCYnzL4dzD7yroNhjWetN59B68UdFKt_4wxLopNPRvU-LRLUT4ws8vISuHoXHl-EbvK3MSQfo7B3wVQqpYoxtqtEVl71HUB10ZHFm4GPYoetsq8dTH7R8nS3h5dv0NrvFHw/s1600/LastScan2.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg9B79NnOf_hCYnzL4dzD7yroNhjWetN59B68UdFKt_4wxLopNPRvU-LRLUT4ws8vISuHoXHl-EbvK3MSQfo7B3wVQqpYoxtqtEVl71HUB10ZHFm4GPYoetsq8dTH7R8nS3h5dv0NrvFHw/s1600/LastScan2.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Eu na foto escolar em 1998&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quando me lembro da minha infância, é claro, não posso esquecer dessa escola, que marcou demais a minha curta vida.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O nome da escola é Dr. Manoel Amaro Jr. Foi fundada em 1962. Amaro Jr foi o fundador patrono da escola. A escola fica ali na Vila Kennedy entre as Ruas XV de Novembro, 27 de Janeiro e Gustavo Guimarães.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na época em que eu estudava ela ia apenas até a 5ª série do ensino fundamental. Era uma escola bem pequena, com poucas salas de aula. Hoje é uma escola bem maior, bem mais ampla.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Estudei nela do 1º ao 5º ano. Depois saí, pois não tinha sexta série. Cada vez que eu passo em frente dela, momentos lindos retornam a minha mente. Coisas do passado retornam, as vezes com tanta nitidez, que parece que acontecem hoje.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tão nitidamente que aquela estrofe que dá inicio a este post é de uma música que eu aprendi lá na 3ª série. Nunca mais esqueci. Por muitos anos eu enganei o Leandro e o Renatinho dizendo que era eu quem compunha a famosa música, até que um dia &amp;nbsp;eles descobriram que eu aprendi na escola.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Minha vida escolar foi um pouco distinta das outras pessoas. Até hoje nunca entendi certas coisas. Por exemplo, quando eu comecei a estudar eu tinha já nove anos de idade. Muito tarde se formos comparar que as crianças começam com seis. Estudei nesse colégio entre 94 e 98. Nunca repeti uma série. Nem nesse&amp;nbsp;colégio, nem em qualquer outro. Só por aí dava para se tirar uma ideia. Eu era o maior da turma, todos tinham medo de mim, embora nunca fizesse mal a uma mosca.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Da primeira série, duas coisas ficaram para sempre na minha mente. Primeiro, o famoso e já&amp;nbsp;nostálgico&amp;nbsp;mimeógrafo. O cheiro que ele produzia era tão particular que até hoje fico maravilhado quando vejo um. Coisas lindas eram aqueles desenhos feitos em papel ofício através de uma matriz. E o prazer que dava de pintar aquilo depois. Isso é nostálgico, é maravilhoso.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Segundo era a Professora Leonice. Tive várias e ótimas professoras, mas nenhuma me marcou tanto quanto essa. Não sei se porque era primeira série e tudo era novidade ou porque realmente aquela professora tinha algo de especial. Não sei. Mas eu me recordo de um caderno que ela me deu de presente uma vez. Um caderno bem simples, mas que com seu trabalho de arte virou o melhor caderno do mundo. Imagina, eu era criança. Aquele caderno todo desenhado, forrado e pintado, com vários desenhos de bichinhos deixou-me maravilhado vários dias e me fez sentir uma pessoa importante, pois havia alguém que se importava comigo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Havia tantas outras pessoas naquela escola, essa que para mim, até os dias atuais é a mais especial. Posso citar, por exemplo, a tia da merenda, que sempre enchia o prato para mim, e causava ciumeiras entre os demais. Havia também o guardinha da escola, que certa vez foi me buscar em casa pois eu não ia a aula já havia alguns dias. Enfim, tantas coisas, que se não tivessem acontecido, talvez eu não estivesse aqui, escrevendo estas palavras, que são palavras de agradecimento.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Amaro Jr. vai sempre ficar na minha lembrança. Lembrar-me-ei sempre das professoras Dulce, Berenice, Júlia, da Maria Dilu e claro da Aldiria, a famosa da 5ª série.&amp;nbsp;Todos tinham medo dela. Eu me lembro que quando eu estava na 4ª série, o Rafa sempre me dizia que na quinta eu ia sofrer. Que nada, a quinta veio e eu passei na maior tranquilidade.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Fico recordando vários colegas de várias séries, que nem me lembro mais, mas com certeza marcaram minha vida, tais como a Davina, a Daiane (uma vez fui para secretaria por sua culpa), o Luis, o Paulo Henrique, o Claudinei, o Eliberto, o Jorge, o Davi, &amp;nbsp;o Amaro e claro todos os meus primos, o Pio, o Cris, o Rafa, a Adriana, o Gabriane, etc. A todos quero externar meus agradecimentos e dizer que como eu sinto saudades daqueles tempos em que éramos crianças e tudo podia acontecer.&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/feeds/6960493518607452981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/2010/11/amaro-junior.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default/6960493518607452981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default/6960493518607452981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/2010/11/amaro-junior.html' title='Amaro Junior'/><author><name>Jesus Madeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452464350557108866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg9B79NnOf_hCYnzL4dzD7yroNhjWetN59B68UdFKt_4wxLopNPRvU-LRLUT4ws8vISuHoXHl-EbvK3MSQfo7B3wVQqpYoxtqtEVl71HUB10ZHFm4GPYoetsq8dTH7R8nS3h5dv0NrvFHw/s72-c/LastScan2.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7713249604898960788.post-3955605422856098575</id><published>2010-11-04T17:38:00.000-02:00</published><updated>2010-11-04T17:38:22.903-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="bebedeira"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="boteco"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="cachaceiros"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="dairi"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="o eterno"/><title type='text'>Dairi, o Eterno</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É dificil falar sobre esta pessoa e não ficar emocianado. O Dairi fez parte de toda a minha infância e de quase toda a gurizida que morava na Vila ou no Cerro. Sendo por isso que eu o citei em vários posts que escrevi.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É por isso também que, em sua homenagem, o Luiz tenha criado uma comunidade só para ele no orkut. Comunidade, inclusive, que dá nome a este post: Dairi, o Eterno.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Muitos leriam assim meio superficialmente e se perguntariam: mas por que eterno se ninguém vive para sempre e o Dairi não é tão velho, deve ter lá seus sessenta e poucos. Não sei. Mas vou tentar explicar um pouquinho disso.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Alguns anos atrás existia o que eu chamo de &quot;turma da cachaça&quot;. Eram vários participantes: o Alceni, o Vaca, o Titila, o Dairi e outros agreagados menos influentes. Dos que eu citei, só o Dairi continua na ativa, os demais foram beber cachaça nos pagos celestiais ou infernais,&amp;nbsp; não sei. Por isso ele é chamado de eterno.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Naquela época, todos diziam que o Dairi não resistiria mais um agosto, que um dia iam achar ele morto em uma vala, coisas do gênero. Isso era dito principalmente pelo Vaca e&amp;nbsp;pelo Alceni.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas assim não foi. O tempo passou, o Titila se foi, o Alceni se foi, o Vaca se foi e o Dairi? Continua aí forte e&amp;nbsp;irredutível e mais cachaceiro do nunca. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Segundo o Luiz, o diferencial do&amp;nbsp;Dairi para os outros seria porque se alimenta, coisa que os outros não faziam. Pode ser. Mas eu não poderia deixar de acrescentar mais uma coisinha, também importante:&amp;nbsp;o&amp;nbsp;Dairi é inocente. Ele seria imcapaz de fazer maldade a uma mosca sequer. Acredito que, mais do que a comida, esse seja o diferencial do Negão&amp;nbsp;Dairi, como todos cosmumavam chamá-lo ou Bruce Lee, quando estava bêbado.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para ser sincero, não sei exatamente como ele está agora. Mas sei que está na ativa, sempre na volta do Cerro.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Porém, voltando sobre a inocência do Dairi, sinceramente, nunca vi, em um homem, tanta humildade. Não sei se era a posição social dele ou se isso veio de berço, mas&amp;nbsp;o homem era uma muralha de humildade.&amp;nbsp;Nada tirava isso dele. Eu me lembro de uma maldade que o Vaca lhe fez (fez-lhe tantas outras), certo dia, o Dairi trabalhando no boteco dele (do Vaca), o Vaca que não era burro pagava em comida e cachaça; mas nesse dia ele fez uma &quot;baita&quot; sacanagem com o&amp;nbsp;Negão: deu-lhe de comer em um penico. Está bem que o penico era novo, era da venda, mas mesmo assim a humilhação não poderia ser maior. Mas o Dairi era humilde. Comeu a refeição, mesmo naquele penico.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por isso que eu digo que este era o diferencial do Dairi, ele não fazia mal para ninguém. Várias vezes eu o vi ser humilhado, várias vezes eu vi ser espancado, várias vezes eu ovi chorar. Mas Deus estava do seu lado. Os opressores morreram e ele continua. Agora dentro de suas bebedeiras pode brincar a vontade de ser Bruce Lee. E ele é.&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/feeds/3955605422856098575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/2010/11/dairi-o-eterno.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default/3955605422856098575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default/3955605422856098575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/2010/11/dairi-o-eterno.html' title='Dairi, o Eterno'/><author><name>Jesus Madeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452464350557108866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7713249604898960788.post-2335777931814276150</id><published>2010-10-28T17:36:00.000-02:00</published><updated>2010-10-28T17:36:08.858-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="campeonato"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="campo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="estadio"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="gurizada"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="topetão"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="torneio"/><title type='text'>O &quot;Topetão&quot;</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Topetão, assim era chamado o campo de futebol que ficava ali na vila, mais precisamente ali no Mutirão III. Perto da casa de todos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As vezes sinto saudade desse tempo nostálgico que jamais volverá. Lembro-me das partidaças que ocorriam por lá. Não comentarei muuito sobre elas porque já escrevi em outros posts. Mas sempre é bom relembrar aqueles tempos perdidos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quando me lembro do campo &quot;Topetão&quot; muita coisa vem à-tona. O campo tinha esse nome - dado pelo Belo, irmão do dairi - justamente por ser todo irregular, cheio de calombos e buracos. Ninguém sabe ao certo de quem é aquele campo, se da Prefeitura ou de algum particular. Mas o certo que ali&amp;nbsp; era a nossa casa. O &quot;estádio&quot; tinha dois times, GEU e o GEK, mas de vez em quando outros times iam jogar ali.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Simplesmente era fantástico. Se juntava uma gurizada e se fazia campeonatos, na maioria oranizados pelo Cid, ou pelo Belo. As vezes não valia nada, apenas um troféu de lata que tempos depois seria dado como premiação em outro campeonato.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas o que valia mesmo era a diversão. E como tinha. As vezes aquele campo ficava abarrotado de tanto guri que queria jogar. As vezes os adultos também jogavam.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sinto saudade daquele tempo. Lembro-me da gurizada, Pio, Valerio, o Negão Rafa, Cris, a gurizada do Cerro, da &quot;Vila de Cima&quot;, do Belo, que sempre era juiz. Havia uma gurizada muito boa de bola. Mas só o Cristiano Barragana se animou a seguir carreira no futebol. Hoje joga em times do interior do Estado.&amp;nbsp;Enfim, esse tempo era bom, jogávamos sem responsabilidades, a qualquer hora, qualquer dia, sempre fazendo a velha bola rolar.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No entanto, o velho campo já não existe mais. Vários fatores motivaram sua extinção. Não existe o gramado, mas o terreno baldio continnua.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Alguns moradores da redondeza não gostavam da presença do campo ali, pois fazia muito ajuntamento de homens. O campo também não possuía proteção de tela ou cerca. Muitas vezes a bola ia parar lá na casa da Kita e, não raras vezes ela ficou sem os vidros da janela. Foi a Kita que deu inicio ao fim do Topetão. Eu me lembro que uma vez ela mandou arrancar as traves. Uma vez ela foi mais loge: mandou queimar as traves. As traves eram de pau de eucalipto, por isso quando alguém arrancava ou as furtava, nós colocávamos outra em seu lugar. Era uma trabalheira danada.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Enfim outros fatores também contribuiram. Não raras vezes fizeram fogueira de São João nas suas proximidades, o que estragou ainda mais a qualidade do campo, que já era ruim. Outro fator é que a gurizada foi cresendo, assumindo responsabilidade, não queriam mais ficar cuidando de um campo velho. Vitória da Kita, portanto.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas além do futebol, outro fator me faz sentir saudades daquele campo: das brigas ao final da partida. Não que eu seja a favor da violência, mas aquelas brigas eram iguais a brigas de irmãos, no outro dia estavam todos de bem e jogando bola de novo. O brigão mais corriqueiro que existia era o negão Nilson. Também era o mais apanhava, do Ramão, do Valério, do Cid e de muita gente mais.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Porém, sem sombra de dúvida, a briga que mais eu guardo e nunca sai da minha cabeça foi entre Luiz e Cristiano Barragana. Aquilo sim foi uma briga de verdade. Como sempre depois do jogo, quem perdeu não gostou e ficou discutindo. A discussão foi aumentando até virar porrada. Mas foi uma briga apenas entre os dois, não foi uma briga generalizada. Mas foi a briga. O Luiz venceu.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ninguém gostava de brigas. As brigas vinham no calor do jogo, depois era tudo esquecido, voltava-se a jogar como se nada tivesse acontecido. Algumas entradas mais ríspidas no desafeto, nada de mais.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ah, &quot;Topetão&quot;, um dia eu volto para jogar contigo. Um dia eu entro em campo de novo, no meu jogo de despedida.&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/feeds/2335777931814276150/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/2010/10/o-topetao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default/2335777931814276150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default/2335777931814276150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/2010/10/o-topetao.html' title='O &quot;Topetão&quot;'/><author><name>Jesus Madeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452464350557108866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7713249604898960788.post-3994171869628493974</id><published>2010-09-15T14:58:00.000-03:00</published><updated>2010-09-15T14:58:14.029-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="casa"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="cerro da polvora"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="chale"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="eu"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="mae"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="miseria"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="mutirão III"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="problemas"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="vaca"/><title type='text'>O &quot;El Vaca que mató mi Hijo&quot;</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Impressionante como eu falo ou escrevo sobre esta pessoa. Talvez seja por causa dessa pessoa que eu seja do jeito que eu sou hoje. Acalmem-se. Não estou falando de nenhum exemplo a ser seguido ou uma pessoa a ser venerada ou adorada ou qualquer coisa do gênero. Não. Mas acredito que o caráter de uma pessoa é construído por etapas, com experiências, tanto boas e ruins. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quando fui morar no Mutirão III, o Vaca logo tratou de me levar para o lado dele, pois ele tinha planos e eu contra ele seria uma ameaça. Não demorou muito. Logo fui seduzido pelas coisas fáceis do mundo. O Vaca tinha de tudo e eu, ao contrário, nada tinha. Então o que se podia esperar de um guri de dez ou onze anos? No começo fui presa fácil. Mas aprendi grandes lições que carrego até os dias de hoje.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Como disse, o &quot;El Vaca&quot; tinha planos. Ele era um homem muito &quot;olhudo&quot;, ambicioso, cheio de interesses materiais. Quando fomos morar naquela casa, ele já tinha meu pai na palma da mão.&amp;nbsp;Já o dominava completamente. Era o dono dele, em outras palavras. Meu pai fazia tudo o que ele pedia, exatamente tudo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tanto fazia tudo que, na minha opinião, cometeu um dos maiores erros de sua trágica vida: vendeu (deu) a casa onde morávamos para esse cidadão de &quot;olho grande&quot;. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não arriscaria falar em valores, pois não me lembro quanto foi a negociação. Mas sei que foram mais ou menos nestes termos: meu pai dava-lhe a casa, em troca receberia um terreno com um chalé (que nunca foi dele), que ficava ali no Cerro da Pólvora, abaixo da Hidráulica, o Vaca quitaria sua conta no boteco e o restante, acreditem se quiserem, foi pago em mercadoria, isso mesmo, em mercadoria do boteco do Vaca. Um absurdo!!!! Mas isso não&amp;nbsp;é nada. O chalé que ele deu era um lixo, insalubre, desumano, para dizer pouco. A casa (se é que dava para chamar assim) era de chão batido (quando chovia era um &quot;deus nos acuda&quot;), possuía apenas dois cômodos; dormíamos todos praticamente juntos, não tinha água encanada, apenas uma torneira&amp;nbsp;na rua,&amp;nbsp;não tinha luz elétrica e, pasmem, NÃO TINHA NEM BANHEIRO, isso mesmo, não tinha banheiro. Nosso banheiro era um canavial que ficava cerca de 30 metros campo afora. Um ambiente completamente insalubre e desumano. Uma verdadeira porcaria. O vagabundo ainda tinha coragem de abrir a boca e dizer que tinha nos ajudado. Mas nunca vi essa ajuda. Chegamos nesse momento ao fundo do poço, lugar inimaginável tempos antes, quando morávamos numa casa grande e arejada. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tudo bem. Fazia parte de um plano, o qual me colocaria a frente de muita gente. Isso, a partir desse momento eu comecei a refletir como poderia mudar as coisas. Mas não conseguia traçar um plano. Não naquele momento. Pensa bem, era um infeliz, não tinha nada, era um magrelo fraco, mal-trapilho, que mal conseguia parar em pé.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas inconscientemente foi a partir daí que minha vida começou a mudar. Comecei ser parte dessa pessoa que sou hoje.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É claro não foi tão simples assim. Moramos nesse maldito lugar vários meses. Passamos um inverno terrível ali. Lembro-me até de uma história triste. Eu&amp;nbsp;e meu irmão Paulo, estudávamos ali no Amaro Jr., pois era na época a escola mais próxima.&amp;nbsp;Quando fomos embora para o Cerro, a escola ficou um pouco longe para o Paulo, que já dava sinais que pararia de caminhar em breve.&amp;nbsp;Nós levávamos cerca de duas horas para chegar em casa; em circunstâncias normais, não levaríamos meia hora. Uma vez, uma das últimas que ele fora à escola, indo para casa, andávamos perto daquelas crateras que sempre&amp;nbsp;existiram ali no Cerro. E estava escuro. O Paulo já não tinha força nas pernas, caía toda hora. Eu temia pela sua segurança, tinha medo sinceramente que ele caísse naquelas crateras. Por sorte não caiu. Mas ficou bem próximo. A partir dali ficou claro que ele não poderia mais ir a escola a pé. Pouco tempo depois ele deixou de caminhar de vez. Apenas andava de cadeira de rodas. Foi uma pena. Mas fazia parte da nossa vida.&lt;br /&gt;
Às vezes eu caio em devaneios e fujo um pouco do assunto, mas isso é proposital. Eu quero que os leitores entendam a minha situação naquela época, então eu puxo outros assuntos, para encrementar a história e não deixar nada passar.&lt;br /&gt;
Como citei anteriormente, moramos nessa &quot;josta&quot; apenas por alguns meses, graças ao bom Deus. Em seguida nos mudamos de novo para o Mutirão III. Inicialmente moramos nos fundos da casa do Vaca; depois nos mudamos para os fundos da casa que era nossa. Por incrível que possa parecer, fomos morar na parte dos fundos da nossa casa. Até parece brincadeira.&lt;br /&gt;
Essa casa (peça) também não era grande coisa. Era uma peça grande feita pelo Vaca (acho que ficou com pouco de medo, pois nunca nos pagou o preço) e era metade de alvenaria, metade de madeira. Tinha um banheiro que era meio social. Dividíamos com o locatário da parte de planchada da casa que era nossa.&lt;br /&gt;
Isso, o Maldito dividiu a casa em três: a parte principal, a da frente morava uma das &quot;filhas&quot; dele (há quem diga que ele nunca teve filhos de verdade), a do meio, que era de laje, ele alugava e finalmente a engenhoca de alvenaria-madeira, a qual a gente morava. Essa também era um lixo, mas não conseguia ser pior que a do Cerro. Mas ela só não caiu porque eu segurei com esteios, se não, tinha ido com os vários temporais que ela suportou.&lt;br /&gt;
Tão logo nos mudamos para ali, eu e minha mãe tratamos de traçar um plano para recuperá-la. Tentamos de todas as maneiras, mas não conseguimos. Envolvemos o maior número de pessoas possíveis, mesmo assim não conseguimos. Partimos então para a ignorância: arrombamento, destruição, roubos, etc. Mas não. O máximo que conseguimos foi recuperar a parte de planchada. Nada mais.&lt;br /&gt;
Moramos ali até 2003, quando fomos embora de vez da Vila, buscar outros ares, comigo já há bastante tempo no comando. Mas não entregamos a casa para o Vaca, demo-la para o Alcindo, um vizinho. O Alcindo vive lá&amp;nbsp;até hoje, construiu lá. Na parte da frente mora a nega Guinga, que lá por 97 alugou aquela parte do Vaca, pagou uns dois meses e, nunca mais; apossou-se da casa. Bem feito. Tanto que ele queria se aproveitar, passaram a perna nele. Ele morreu sem nada, na verdadeira miséria. Tanto que ele queria somar posses, perdeu tudo. Mas principalmente, ele perdeu a dignidade, o respeito e o carinho que as pessoas sentiam por ele.&lt;br /&gt;
Em outro post, que servirá para complemento deste, escreverei o que eu fazia para prejudicá-lo, como eu fiz para tentar ao&amp;nbsp;menos amenizar os problemas lá em casa, nessa&amp;nbsp;época. Até lá.&lt;br /&gt;
Quero que o leitor possa interagir um pouco comigo. fiquem livres para comentar, criticar, dar sugestões ou me mandar recados. Prometo que responderei a todos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/feeds/3994171869628493974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/2010/09/o-el-vaca-que-mato-mi-hijo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default/3994171869628493974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default/3994171869628493974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/2010/09/o-el-vaca-que-mato-mi-hijo.html' title='O &quot;El Vaca que mató mi Hijo&quot;'/><author><name>Jesus Madeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452464350557108866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7713249604898960788.post-3831108055477827283</id><published>2010-08-25T17:29:00.000-03:00</published><updated>2010-08-25T17:29:26.963-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="acidente"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="açougue"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="bicicleta"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="compras"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="corrida"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="dinheiro"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ferido"/><title type='text'>Atropelado por uma bicicleta</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Muito embora tivéssemos ido embora do Mutirão I, nossa vida ainda estava atrelada àquele lugar. Foi difícil para todos nós acimilarmos a ideia de que deveríamos seguir a vida em outro lugar. Assim, todos os amigos que foram feitos nessa região ainda eram os nossos amigos. Apenas com o passar do tempo que a mãe e o pai e, até certo ponto nós, fomos fazer amizades com os novos vizinhos. Mas ainda nessa época era possível visitar o Luis Carlos, a Ana, o Marquinhos dentre outros.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Também o lugar de comprar as coisas não havia mudado. Até nos acostumarmos com os armazens dali, seguíamos nos deslocando até o Mutirão I para efetuar as compras. Assim era comum gente fazer compras no armazém do Amarildo ou no Gaúcho ou ainda comprar carne ali no açougue que ficava ao lado de onde hoje é o Supermercado Souza. Era uma aventura.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sempre sobrava para mim é claro. A mãe precisava de algo, dizia: &quot;Jesus vai na venda e isso&quot;, &quot;vai na venda e busca aquilo&quot;, etc. Numa dessas feitas ela me mandou ao açougue. O dito cujo. Lá fui eu. Atravessei todo a vila para comprar sei lá eu o que. Era guisado eu acho. Mas fui. Meio resmungando mas fui. Nessa época eu já resmungava, já não tinha mais o mesmo respeito de antes.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Lá ia eu, tranquilo, numa dormência só. Eu me lembro como se fosse hoje. Era forte do verão e eu estava sem camisa. Estava moreno do calor do sol. Andava sempre sem camisa no verão, parecia um &quot;bidiva&quot;. Atravessei todo o campo do florestal, entrei na Vinte e Sete, perto da casa que era do Boca,&amp;nbsp;e ainda tinha que caminhar mais um bocado até o açougue.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Naquela época a Vinte e Sete não era asfaltada e tinha um canteiro dividindo as duas pistas. Entrei na Avenida e vi duas bicicletas em alta velocidade (não preciso exagerar, mas alta velocidade para bicicleta). O que eu pensei? Inteligente que eu era: vou para o canteiro que assim não terá perigo. Que nada. Acho que fui dormento, burro e&amp;nbsp;mais um pouco. Quando vi as bicicletas vindo na minha direção tratei de correr; mas não deu tempo. Fui atropelado por uma bicicleta de corrida.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Havia dois erros aí. Primeiro eu fui burro, deveria ter ficado na calçada Depois, ali não era loal de apostar corrida. Aquela Avenida sempre bastante movimentada. Sempre houve um fluxo de veículo muito grande.Portanto aqueles dois rapazes estavam errados. Mas naquela época ninguém se preocupava com isso.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eu não me lembro muito bem o que bateu na minha cabeça, se foi o guidão ou o próprio cara querendo me derrubar colocou o braço. Mas uma coisa eu me lembro muito bem: eu caí e fui arrastado por vários metros. Agora imaginem a cena. Imaginem também o estado que fiquei depois. Ela Avenida de terra seca e dura e com muitas pedras, fiquei com o peito e o abdômen na miséria, todo esfolado e machucado.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quem me socorreu foi a mulher do Boca. Colocou remédio - mercúrio eu acho e metiolate - , fez curativos e queria levar-me em casa. Que nada. Turro que nem eu, estava preocupado mesmo era com o dinheiro que havia caído e eu estava com medo de tê-lo perdido. O cara que me atropelara encontrou e me devolveu. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ainda assim, todo machucado, fui ao açougue e comprei o que a mãe havia ordenado. Cheguei em casa ela levou um susto. Eu disse que fora apenas um acidente, nada mais. Foi um susto danado.&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/feeds/3831108055477827283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/2010/08/atropelado-por-uma-bicicleta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default/3831108055477827283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default/3831108055477827283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/2010/08/atropelado-por-uma-bicicleta.html' title='Atropelado por uma bicicleta'/><author><name>Jesus Madeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452464350557108866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7713249604898960788.post-3192521365383099539</id><published>2010-08-10T10:50:00.000-03:00</published><updated>2010-08-10T10:50:44.064-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="alcool"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="barracas"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="caixão"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="caminhão"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ciganos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="fogo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="morte"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="prefeitura"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="travessia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="vó"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="vô"/><title type='text'>Historias Esquecidas</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Bem amigos, primeiramente peço desculpas pelo lapso de tempo que fiquei sem escrever. Esse mes de julho aconteceram-me tantas coisas que nao estava com cabeça para escrever nada. Mas hoje estou me rdimindo, postarei varias coisas que me aconteceram ainda quando eu morava no Mutirão I, mas que passaram desapercebidas e pude escrevê-las antes. Algumas delas foi meu irmão Luis que me releembrou, pois sinceramente já havia olvidado. Bom aí está, deliciem-se.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Recordando&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Infelizmente a mente humana às vezes nos trai. Esquecemos coisa importantes de nossa vida passada e delas não mais lembramos a menos que alguem nos reelembre. Quando escrevi o post “O Começo na Vila”, esqueci-me de acontecimentos que haviam ocorrido ainda no Mutirão I.Contar-lhes-ei agora neste post espcial de recuperação. São apenas algumas historinhas: O dia em que me pus fogo, o dia em que engoli uma moeda, os ciganos e a travessia da 27, alem da morte do vô Jaime. Contarei de maneira sucinta e resumida. Apenas uma breve relembrança.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;O dia em que me pus fogo&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não me recordo muito bem do ano, mas era noventa e pouco. Naquela época não tínhamos fogão a lenha em casa, só gás. Então quando faltava gás era um caos. Se não tinha dinheiro então, o caos era dobrado. E se faltasse no dia que o botequeiro do fiado estava fechado, o caos era o triplo. E foi o que ocorreu, o maldito gás faltou justamente quando a coisa já não estava muito boa.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para fazer comida havia poucas alternativas, rabo quente, fogo na rua ou o famoso fogãozinho feito de álcool. Como funcionava: pegava-se uma lata baixinha, geralmente de patê, enchia-se de álcool, quatro ou mais pregos pregados numa tábua qualquer e era só acender que estava pronto o fogão improvisado. Tínhamos um fogo suficiente para fazer comida, aquecer água, entre outras coisas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Uma dessas vezes, quando foi feito um fogãozinho desse tipo, eu é que quase fui fritado. Aquilo tinha que encher de álcool de quando em quando, para o que estava cozinhando não ficar cru pelo fogo apagado. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Certa feita fiquei eu de encarregado de repor o álcool faltante. Pra quê. Guri, arteiro, com bobagem certeza faria, e fiz mesmo. Ao pegar o álcool para repor, não percebi que tinha derramado o liquido por boa parte de meu corpo; quando coloquei no recipiente, o fogo se alastrou por todo o meu corpo. Queimei meu braço direito, a perna direita e parte da região abdominal. Sorte não queimou meu rosto. Quando percebi que tinha posto fogo no corpo foi aquele griteiro. Eu só me lembro do meu pai com a vassoura na mão para apagar o fogo. Não sei o que foi pior, se o fogo, a vassoura ou a pasta de dente que minha mãe colocou depois. Naquele dia eu chorei a noite inteira.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;A morte do Vô Jaime&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não que tenha esquecido dele, mas é que me lembro tão pouco do episodio que não tinha como escrever um post legal.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sinceramente, apesar de ter falecido ainda no ano de 92, pouco me lembro do pai da mãe. Eu me lembro apenas que ele era magro e velho, nada mais.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O que eu me lembro mais da morte do vô, foi a camioneta Kombi branca que levou o caixão até o cemitério Municipal. Recordo também que era da prefeitura e o caixão também era da prefeitura, que até há alguns anos teve uma fabrica de caixão ali onde é hoje a UNIPAMPA, então as pessoas que não possuíam condições de pagar funerária, servia-se dos caixões fabricados pela prefeitura, alem da Kombi.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Infelizmente eu não recordo de mais nada sobre o tema. Apenas uma coisa foi certa nisso, que depois do falecimento do vô a vó não foi mais a mesma. Desde desse episodio, culminado depois pela morte de todos seus irmãos, essa “veia” tem altos e baixos, vivendo só em depressão. Coisas da vida, infelizmente.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;O Dia em que engoli uma moeda&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quando eu era pequeno, eu ajudava minha mãe a cuidar de meus irmãos menores. Ajudei a cuidar do Renato, da Pérola e da Márcia. Uma vez cuidando dela, com aquelas manias de moleque, pus uma moeda na boca. Andava para lá e para cá com aquela moeda sempre debaixo da língua. Que mania ridícula.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas numa dessas, aquela moeda caiu para onde não devia: para a goela. Fora um tremendo susto. Larguei a guria no chão rapidamente, e comecei a me engasgar ali mesmo, num desespero sem fim, foi quando a mãe ouviu a guria chorar foi ver que estava acontecendo e me ali lutando pela vida. Só me lembro do soco nas costas e moeda sair para bem longe. Depois dessa aprendi uma lição: nunca mais por moedas na boca, alem do perigo de se engolir tendo em vista seu tamanho, também é nojento, sujo e pode transmitir doenças. Moedas na boca nunca mais.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Os ciganos e a travessia da 27&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quando morávamos ali na 27 de Janeiro, havia um campo muito grande onde havia ou há ainda uma casa muito velha. Essa casa por ora servia de loja de produtos agropecuários, ora casa de moradia, em fim, ela já foi um monte de coisa. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas eu me lembro que, na época em que eu morava lá havia sempre uns ciganos que acampavam nesse local. Eu achava muito engraçado o jeito deles, seu modo de viver, as coisas estranhas que faziam. Eles sempre iam na minha casa pegar água.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eu de vez em quando ia visitá-los em suas barracas. Entretanto, para fazê-lo eu devia atravessar a Avenida 27, que naquela época já era muito movimentada, pois ali era o caminha para o Curral de Pedras, entre outras localidades muito procuradas antigamente.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas eu era tão idiota, acho que queria parecer o “maioral”, o bom, sei lá eu, que sempre que ia atravessar esperava um caminhão bem perto, só para mostrar para os ciganos que eu era mais rápido que os caminhões. Fiz isso varias vezes, até a mulher morava nessa casa velha a qual me referi alertou-me quão perigoso essa isso e que eu não deveria fazer mais, deveria esperar todos os veículos passarem primeiro, só depois então atravessar. Nesse dia aprendi mais uma lição: jamais provoque quem pode te destruir.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/feeds/3192521365383099539/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/2010/08/historias-esquecidas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default/3192521365383099539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default/3192521365383099539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/2010/08/historias-esquecidas.html' title='Historias Esquecidas'/><author><name>Jesus Madeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452464350557108866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7713249604898960788.post-7037612452548944956</id><published>2010-06-30T16:47:00.001-03:00</published><updated>2010-06-30T16:51:14.094-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="brigas"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="campeonato"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="futebol"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="time"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="topetão"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="vila kennedy"/><title type='text'>O Inicio na Vila</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os primórdios dias em que vivi na Vila Kennedy já me ditavam o que viria por dali em diante. Haveria uma grande mudança na minha vida. Eu ficaria mais rebelde, mais solto e bem atirado, na boa expressão da palavra. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não conhecia praticamente ninguém naquela zona, além dos meus primos. Fui conhecendo aos poucos. Alguns eu me&amp;nbsp;dou bem até hoje, como é o caso do Caco, do Alcindo, do Valério e do Renato Bolacha. Grandes amigos da minha juventude futebolística no nostálgico campo Topetão. Topetão era um campo de futebol de cinco perto da nossa casa. Tinha esse nome, que fora dado pelo ilustre Belo, irmão do Dairi, justamente pela quantidade de morros que possuía. Não era muito difícil o camarada sair lesionado do campo, geralmente com um dedo destroncado.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Topetão fora palco de grandes jogos e muitas brigas também. Existiam muitos times da gurizada da volta e por isso se fazia muitos campeonatos. A maioria organizados pelo Belo e pelo Cid.&amp;nbsp;Grandes clássicos foram organizados neste campo,&amp;nbsp;clássicos também jogados nas quadrinhas de cimento que ficavam nas praças da vila, na de&amp;nbsp;cima, perto do posto de saúde e na de&amp;nbsp;baixo, junto ao Castelo Branco. Existiam muitos times, mas os principais eram: GEU (Grêmio&amp;nbsp;Esportivo União), que pertencia ao Cid; o GEK (Grêmio Esportivo&amp;nbsp;Kennedy), que pertencia ao Luís; o Cerro da Pólvora que pertencia ao Ércio; o&amp;nbsp;Heineken (homenagem a cerveja), que pertencia ao Tiaguinho e a turma do Minhoca, além de outros times mais distantes como o Prado e o da Vila Vencato. Grandes campeonatos eram organizados, valendo qualquer coisa. Sempre acabava em briga. Eu me lembro que o maior clássico ficava por conta de GEU e GEK. Talvez por pertencer a mesma familia ou por serem muito próximos ou até por usarem o mesmo campo, o Topetão. Recordo que eu jogava no GEK. Cada jogador tinha o passe fixado num valor imaginário. Se um time quisesse aquele jogador, tinha que pagar o preço. Os dois times, GEU e GEK, foram fundados praticamente no mesmo dia e do mesmo jeito. Numa pescaria no &quot;Posto de Bomba&quot;, o Cid disse que queria fundar um time de futebol. Daí nasceu o GEU em 15 de janeiro de 1996. No outro dia o Luís fundou o GEK. Por convenção, os irmãos ficaram no time do fundador, por isso eu fiquei no Kennedy e, Pio, Rafa e Nero ficaram no União.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tirando essa parte futebolística, minha vida nos primórdios tempos em que vivi ali, que foi de 94 até 98, era uma loucura. Eu andava muito solto, fazia o que queria, saía de casa a qualquer hora e voltava a qualquer hora. Foi a época em que me rebelei conra tudo e contra todos. Esse período foi marcado prinipalmente pelas brigas com o Alceni, pelas fugidas de casa e por ter me envolvido com o Vaca,&amp;nbsp;tendo experimentado cigarros e bebidas alcoólicas. Estava indo pelo mesmo caminho de meu pai.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Esse período posso dividí-lo em três: Quando nos mudamos, na troca de casa; quando o Alceni fez a maior burrada de sua vida (escreverei sobre isso em outro post); e quando retornamos a morar ali no mesmo lugar, só que nos fundos da nossa antiga casa, onde moramos até 2003.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Posso considerar que fora um período negro da minha vida. Não pelos amigos que eu fiz por lá, mas pelas más influências, principalmente a do Vaca. Nessa época também já não aceitava mais imposiões de meu pai. Eu me lembro que a gente brigava de cabo de vassoura. Depois da briga eu saía de casa e só voltava quando ele me chamava. As vezes ficava meses fora de casa. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Certa vez, talvez seja a partir desse momento que conheci o Vaca de verdade, nós brigamos feio. Eu me lembro que tinha um cabelão, não comprido, mas muito grande. Ele saíra do boteco do Vaca, que ficava cerca de 50 metros de nossa casa; não sei porque, ma ele veio sorrindo e eu já achei que vinha bronca por ali. Dito e feito. Parecia que tinha prazer de maltratar os outros. Veio na minha direção, agarrou-me pelos cabelos e me soqueou todo. Eu só me desvincilhei quando lhe dei uma mordida. Ele me soltou e ficamos nos agredindo mutuamente, física e verbalmente. Eu nunca me esqueço desse dia. Era forte do inverno. Naquela noite eu dormi numa barraca feita no campo Topetão, que servia de vestiário e local de reuniões do time. Aquela foi uma das noites mais fria e mais triste da minha vida. Era eu, o Bob, o cachorro do Negão Rafa e um fogo amigo; mais nada. Parecia que o dia nunca chegava.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Depois eu sumi. Ficava cada dia na casa de alguém. A partir desse dia eu me tornei um homem e mandei o Vaca, o Alceni e não sei mais quem à &quot;merda&quot;, &quot;puta que pariu&quot;, não sei mais o que.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Hoje posso dizer que foi um tempo difícil, mas também de aprendizado. Não seria o que sou hoje se não tivesse passado por isso. Nem tudo é espinho, existem flores também nesse jardim.&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/feeds/7037612452548944956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/2010/06/o-inicio-na-vila.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default/7037612452548944956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default/7037612452548944956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/2010/06/o-inicio-na-vila.html' title='O Inicio na Vila'/><author><name>Jesus Madeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452464350557108866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7713249604898960788.post-3088707014001454777</id><published>2010-06-23T13:33:00.000-03:00</published><updated>2010-06-23T13:33:24.745-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="alceni"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="burrice"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="casa"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="troca"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="vaca"/><title type='text'>A Troca de Casa</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Era fim de 93, inicio de 94, nessa época percebi que mudaríams de casa mais uma vez. Havia um alemão, de nome Francisco, meio esperto, trovou meu pai para trocarem de casa. Não sei se foi a vontade de mudar de casa ou foi pela vontade de ficar mais próximo do boteco do Vaca que o fez aceitar a permuta. Só sei que aceitou de pronto.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ele trocou uma casa na Avenida Vinte e Sete de Janeiro, principal via da cidade, por uma casa nos fundos da Vila Kennedy;&amp;nbsp;para aumentar o desespero, por&amp;nbsp;uma casa pior; tremenda burrice.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A casa da Vinte e Sete de Janeiro era bem melhor. A casa do Mutirão III, fora aumentada, contruído dois quartos, um de casal e um de solteiro, por isso até parecia grande. O terreno era a metade. Sem considerar a localização. É só comparar: Vinte e Sete de Janeiro, 2.412 com Antonio Lino de Souza, 06. Inacreditável. Uma casa valia vinte por cento da outra. Anos mais tarde passei por&amp;nbsp;aquela que fora nossa casa um dia: construíram verdadeira&amp;nbsp;uma mansão ali. O melhor de tudo era que dava frente para duas ruas. Na época em que nós morávamos não era uma casa esplenderosa, mas era melhor do&amp;nbsp;aquela com que fora trocada. Infelizmente são coisas da vida. Na vida tudo passa, menos a morte, essa nos pega sempre.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não saberia dizer com certeza qual foi a negociação. Mas me lembro que na troca ficavam de fora as aberturas. Então me lembro que foram retiradas algumas janelas e portas. Meu pai colocou outras depois. Lembro-me que tinha qualquer coisa referente a&amp;nbsp;setecentos pilas, o que daria&amp;nbsp;em reais coisa parecida com R$ 1.000,00. Uma verdadeira pechincha. Mas fora mais ou menos assim.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ficamos ali nessa casa por apenas alguns meses. Logo ele fez outra burrada ainda maior. Mas isso é assunto para depois. Só sei que essa mudança encurtou ainda mais os laços de amizade entre meu e o Vaca. O Vaca, sempre o Vaca, já estou até enojado de falar desse cara; mas é assim mesmo. Depois o Vaca passou a perna nele, tirou tudo que ele tinha. Mas ele continuva puxando saco do Vaca. Era uma paixão doentia.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Entretanto, se por um lado isso, por outro, eu não posso reclamar, não da casa, mas do lugar. Ali eu fiz grandes amigos, aprendi lições valiosas. Eu saí em 94, voltei em 95 e só saí de novo em 2003. Até hoje eu posso visitar meus amigos daquela parte da cidade. Isso sim valeu a pena. Isso ninguém nos tira. Podem nos tirar casa, emprego, mulher, mas os verdadeiros amigos ninguém pode tirar-nos. Somente isso e o conhecimento que temos é que levaremos conosco, o resto é passageiro. Por isso eu não reclamo.&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/feeds/3088707014001454777/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/2010/06/troca-de-casa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default/3088707014001454777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default/3088707014001454777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/2010/06/troca-de-casa.html' title='A Troca de Casa'/><author><name>Jesus Madeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452464350557108866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7713249604898960788.post-5257477768764844971</id><published>2010-06-18T13:33:00.000-03:00</published><updated>2010-06-18T13:33:25.326-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="aniversario"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="bolo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="festa"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="infancia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ki-suco"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="pena"/><title type='text'>Bolo de Chocolate</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quando eu começo a escrever algo sobre minha vida, fico analisando tudo que já me aconteceu até aqui. Sucederam-me muitos eventos. Alguns bons, outros nem tanto. Eu não quero passar para o leitor uma imagem de infeliz, coisa que eu não sou. Também não desejo, em hipótese alguma, que alguém sinta pena de mim. Odeio o sentimento de pena. Acho que é o pior sentimento que uma pessoa pode sentir por outra. Porque quando sentimos pena de alguém é como nos sentirmos superiores ou que aquela pessoa não passa de um &quot;Zé NInguém&quot;, um infeliz, cuja existência não vale de nada. Não, isso eu não desejo que as sintam por mim. Não quero que leiam o que eu escrevi e digam que sou um pobre coitado; muito ao contrário, quero que as pessoas me vejam como alguém que deu a volta por cima e reconquistou tudo aquilo que fora perdido, e o mais importante: a dignidade. Ela fora jogada fora, mas a reconquistei. Hoje vivo bem. Com a ajuda de algumas pessoas pude superar o trauma de praticamente viver na rua e conquistar tudo novamente. Hoje sou uma&amp;nbsp;pessoa que pode se orgulhar de ter passado todas as barreiras da adversidade e superado as dificuldades da vida. Aprendi muito com isso. Isso me fez crescer, tanto profissionalmente, tanto como pessoa humana. Por isso não quero que ninguém pense que sou um coitadinho. Ok? Valeu galera.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;*****&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Bom dito isso vou à história de hoje. Era meu aniversário de nove anos. Já estava ficando velho. Eu nunca tive uma festa de aniversário de&amp;nbsp;verdade. Nunca, nem depois de velho. Hoje eu nem me importo mais com isso.&lt;br /&gt;
Quando era garoto só queria esperar os anos passarem. Quando&amp;nbsp;se é adolescnte, queremos logo chegar a maioridade,&amp;nbsp;&quot;pra ser dono do seu próprio nariz&quot;; entretanto, quando a maioridade chega, dá uma saudade e queremos voltar a ser jovem de novo, para tentar viver aquilo que desperdiçou quando adolescente e tentar consertar os&amp;nbsp;erros. As vezes eu&amp;nbsp;sou assim.&amp;nbsp;Quero&amp;nbsp;voltar, mas não é possível.&lt;br /&gt;
Porém, voltando ao assunto, eu recordo que era de 93, primavera, eu tive então, uma mini-festa, se é que possível dizer assim. Era um bolo de chocolate, bem grande, e &quot;ki-suco&quot;. O bolo feito, advinhem por quem!!! É, pelo meu pai. De vez em quando ele era bondoso e fazia as coisas pra&amp;nbsp;gente. Até então, eu não sabia o que era ter um bolo de aniversário. Já tinha comido, é claro, mas no aniversário dos outros, no meu não.&lt;br /&gt;
Mas nesse dia eu tive alguns minutos de alegria. Eu e meus comemos um bolo de chocolate feito por nosso pai. É verdade, não era um super-bolo, mas o vale é a intenção e a dedicação que se coloca em alguma coisa. Pronto. Das pequenas e simples coisas, são feitas grandiosas obras.&lt;br /&gt;
As vezes precisamos fazer algo tão pequeno para ajudar ou fazer alguém feliz, mas queremos fazer sempre o mais dificil. É a nossa falta de perceptividade.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/feeds/5257477768764844971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/2010/06/bolo-de-chocolate.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default/5257477768764844971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default/5257477768764844971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/2010/06/bolo-de-chocolate.html' title='Bolo de Chocolate'/><author><name>Jesus Madeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452464350557108866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7713249604898960788.post-8834650536159343047</id><published>2010-06-15T10:31:00.000-03:00</published><updated>2010-06-15T10:31:02.196-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="alceni"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="covardia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="mae"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="paulo alceu"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="violencia"/><title type='text'>Alceni Covarde</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Poucas pessoas pessoas entendem hoje quando eu falo&amp;nbsp;do Alceni, meu pai. Muitos dizem que coisas do passado lá devem ficar e se, Deus perdoou a todos, porque eu não haveria de perdoar. Bom, Deus é Deus, eu sou eu. Sou Jesus, mas também sou humano, tenho as minhas fraquesas e não deixo de ter razão.&amp;nbsp;As pessoas que me&amp;nbsp;criticam não sabem pelo que eu passei e que eu vi passarem minha mãe e meus irmãos menores. Talvez se tivessem presenciado dez por cento não teriam coragem de dar uma opinião contrária sequer.&lt;br /&gt;
Pois é pessoal não me critiquem. Eu sou assim mesmo. Tenho dificuldade de esquecer as maldades que me fazem.&lt;br /&gt;
Poderia enumerar aqui muitas de suas atrocidades, mas não o farei, por dois motivos; um porque não faço questão de ficar remoendo pesadelos do passado; outro, porque não sei até onde podem ir minhas palavras e posso até magoar alguém. Essa com certeza não é a minha intenção.&lt;br /&gt;
Mas vou citar duas apenas, para resumir a história e para que os leitores possam ter uma ideia de como ele era. Quero apenas releembrar aqui que eu e ele passávamos brigando, para que não digam que eu não fiz nada; entretanto, nos episódios de maior dor, eu era muito pequeno, quase nada poderia fazer, portanto. Depois&amp;nbsp;que eu cresci ele diminuiu um pouco, por eu tentar controlá-lo&amp;nbsp;e também por causa da cachaça, que o destruiu completamente. Ela foi culpada de tudo; ela e o Vaca.&lt;br /&gt;
Não sei precisar a data, mas faz muito tempo. O Alceni tinha um problema: era impaciente. A Márcia tinha meses de idade, um ano talvez. Como toda criança, certa noite se botou a chorar sem parar. Não sei o motivo, mas chorava muito. Talvez estivesse doente, com cólicas, ou fosse apenas manha, o certo é que não necessitava tanta maldade. Lembro-me que me levantei durante a noite e vi aquela barbaridade. Ficava ali imaginando por que tudo tinha que ser daquela forma. Por mais que eu tentasse achar uma razão para justificar tal ato, não conseguia. A guria chegou a se cagar nas calças de tanto tapa que levava.&amp;nbsp;O que&amp;nbsp;mais me surpreendia&amp;nbsp;era que a mãe nada fazia, não sei por que,&amp;nbsp;talvez estivesse com medo também. Mas era cruel, toda vez que bebia fazia destas coisas.&lt;br /&gt;
Uma outra vez, a vítima foi o Paulinho. Paulo era deficiente, tinha dificuldades para se locomover. Estávamos indo todos para casa depois de uma festa na casa do Vaca, no Mutirão III, atravessávamos o campo do Florestal, quando o Paulo disse, meio sem querer que ele estava bêbado (e estava), quando de repente levou um tablefe. Paulo contava com nove ou dez de idade, já demostrava que em pouco tempo deixaria de caminhar. Levou aquele tapa e ficou no chão sem ter forças para levantar-se. Eu o ajudei a levanta-se. Hoje, ao lembrar dessa cena fico constornado. Agora em agosto fará dez que ele faleceu. Eu nunca esqueço dele, porque muito o cuidei. &lt;br /&gt;
Essas e entre outras covardias eu presenciei. As pessoas que talvez não saibam disso, não entendem o ódio que eu sentia pelo Alceni. Jamais consegui perdoá-lo. Muitos me criticam por causa disso. Não posso fazer nada. Eu sou assim mesmo, não consigo ser falso. Se eu penso alguma coisa, trato logo de mostrar. Eu não fico fingindo o que eu não sou. Quem me conhece sabe disso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/feeds/8834650536159343047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/2010/06/alceni-covarde.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default/8834650536159343047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default/8834650536159343047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/2010/06/alceni-covarde.html' title='Alceni Covarde'/><author><name>Jesus Madeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452464350557108866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7713249604898960788.post-3984917984310760598</id><published>2010-06-07T14:30:00.000-03:00</published><updated>2010-06-07T14:30:41.148-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="criança"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="dar a luz"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="mae"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="parto"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sheyla"/><title type='text'>O Nascimento da Sheyla</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As vezes os acontecimentos são tão importantes na nossa vida que guradamos por anos, muitas vezes até a morte. Muitas coisas levamos conosco no caixão, não compartilhamos com ninguém. Mas não existe nenhum segredo indecifrável. Um dia eles vão ao conhecimento das pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas acho que as coisas devem ser compartilhadas, principalmente o conhecimento. A única coisa que podemos dizer que nos pertence de verdade é isso e ninguém poderá nos tirar. É o único bem&amp;nbsp;verdadeiramente que possuímos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O que eu quero dizer é que o objetivo deste blog não é contar&amp;nbsp;minha vida a ninguém, mas sim uma troca de experiência, onde eu posso dizer que aprendi muito. Essa é a experiência da minha vida. Vivi pouco, é verdade, mas tenho experiência pra dar e vender. Por isso eu compartilho aqui todas essas historias, mui verdadeiras por sinal, para que todos no mínimo saibam pelo que eu passei. Estejam todos livres para comentar, elogiar, criticar, dar sugestões, pois afinal aqui é um canal de comunicação.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;***********&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Bom, o que eu queria escrever hoje é outra coisa. A mãe tem um monte de filhos, era uma fábrica de crianças. Era efeito &quot;escadinha&quot;, as vezes a diferença de idade era inferior a dois anos. Incrível, mal uma começava a caminhar e ela já estava prenha de novo. Não critico isso, acho que fez parte de uma época, e os frutos estão aí, vejam só por mim, haha.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O normal é que as crianças nasçam no hospital com todo acompanhamento médico, higiene, segurança, etc. Eu disse que era o normal, mas há excessões, é claro. O exemplo dessa excessão é a Sheyla, a mais nova de minhas irmãs. Hoje quem a conhece nem imagina que ela nasceu em casa, em cima da cama da mãe. Isso mesmo, a mãe deu a luz à Sheyla em casa. Quando menos se esperava, puf, a Sheyla veio ao mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Era final de 92, inicio de 93. A mãe&amp;nbsp;fora diversas vezes ao médico e só diziam que não era o momento, que deveria esperar mais um pouco, que talvez para o final de janeiro. Mas eles erraram os prognósticos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eram 02 de janeiro de 93, começo da noite, uns gritos são ouvidos. Era a mãe numa gemedeira só. Não vai dar tempo, não vai dar tempo, era o que se ouvia. E não deu tempo mesmo, em seguida se ouviu um chorinho de criança. A cama dela ficou toda ensanguentada. Era a Sheyla que chegava de repente.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eu me lembro que para fazer o serviço de parto foi chamado uma &quot;nega véia&quot;, que morava ali nas proximidades, acostumada já com esse tipo de serviço. Até hoje eu me lembro da pessoa, mas nunca consegui gurdar o nome. Sei que ela é gente do Amaro Junior, que moravam ali na XV de Novembro, próximo ao colégio. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Foi uma obra-prima. Quando a mãe foi ao hospital, foi só para fazer repouso, porque não tinha nenhum procedimento médico a ser feito. Incrível. Como as pessoas de antigamente sabiam fazer de tudo.&amp;nbsp;Hoje vivemos a época do &quot;fordismo&quot;, onde&amp;nbsp;as pessoas são treinadas para fazer uma única&amp;nbsp;coisa, para se produzir em larga escala. Admira-me também a coragem, tanto daquela mulher, que fez&amp;nbsp;o trabalho com destreza e esmero e da minha mãe, não deve ser fácil passar por uma situação dessas. Eu vejo hoje as mulheres&amp;nbsp;muito fiasquentas para ter um filho; não pode isso, não pode aquilo, tem que ir para o hospital não sei quantos dias antes, enfim uma infinidade de frescuras. Eu sei, era outra época.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/feeds/3984917984310760598/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/2010/06/o-nascimento-da-sheyla.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default/3984917984310760598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default/3984917984310760598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/2010/06/o-nascimento-da-sheyla.html' title='O Nascimento da Sheyla'/><author><name>Jesus Madeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452464350557108866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7713249604898960788.post-6113190391145246161</id><published>2010-06-02T16:47:00.001-03:00</published><updated>2010-06-09T11:11:47.746-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="brincadeiras"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="brinquedo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="criança"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="infancia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="primos"/><title type='text'>A Minha Infância</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sempre quando me lembro da minha infância, vem-me à cabeça os brinquedos. Não eles, mas a sua falta. Nunca tive quantidades de briquedos a ponto de exuberar. Meus pais naquela época não tinham dinheiro para me dar brinquedos. No máximo um carrinho, um bonequinho, uma bola, nada mais. Também não se pensava em jogos de &quot;video game&quot;, computador então, nem se considerava a sua existência.&lt;br /&gt;
Hoje as crianças têm tudo e não dão valor; elas perderam um pouco da criatividade e até do respeito ao próximo. Por não ter tantos brinquedos, talvez eu tenha aprendido uma das maiores lições da minha vida: fazer as coisas em equipe e a compartilhar. Hoje, em virtude de ficarem muito tempo na frente do computador&amp;nbsp;jogando, msn, comunidades sociais, etc, as crianças ficam muito individualistas e egoístas. É uma pena, estão perdendo o melhor da infância. Infância fica melhor quando se tem amigos, se pode ficar na casa dele de vez em quando e ele na nossa, é se sujar sem que a mãe brigue, jogar bola na frente de casa, brincar de luta e até brigar; isso faz parte de nosso crescimento e aprendemos lições que levaremos para vida toda.&lt;br /&gt;
Meus amigos de infâcia eram todos meus primos. Quando eu era criança dificilmente meus pais deixavam eu sair de casa, portanto, meus amigos eram meus primos, pois estes eu podia visitar.&lt;br /&gt;
Eu disse que não tinha quase brinquedos, mas o Cris tinha. E muitos. Eu me lembro que quando ia na casa dele, a Catita sempre vinha com saco cheio de brinquedos, um saco daqueles de telinha, de cebola, e esparramava tudo no chão. Enquanto ela e minha mãe ficavam tomando mate, eu e Cris ficávamos brincando. Mas eram muitos brinquedos mesmo. Tinha &quot;homenzinho&quot;, soldadinho, cavalinho, caminhão, carros; tinha uns bonecos que funcionavam à pilha que quando ligava fazia uns barulhos estranhos, parecendo estar em um combate. Tinha também o homem aranha, super-homem e uma infinidade de brinquedos. Era uma maravilha tudo aquilo pra dois guris de sete ou oito anos.&lt;br /&gt;
Fora isso, todas as outras brincadeiras eram feitas sem brinquedos. Com os outros primos as brincadeiras eram um pouco diferentes. O Pio e o Rafa eram bem mais soltos que o Cris. Então nós brincávamos na rua. Jogando bola, fazendo brinquedos de greda, &quot;tampicross¹&quot;, andar de bicicleta, pega-ladrão, entre outras bricadeiras de guri. Às vezes eram tanta gente envolvida, que a brincadeira virava um &quot;frege&quot;. Às vezes a gurizada se pegava a pau, mas isso fazia parte da integração, logo estavam todos de bem novamente.&lt;br /&gt;
O único porém eram os guris mais velhos. O Cid e o Luis sempre passavam a perna na gente. Inventavam coisas que nunca existiram. Às vezes chegavam a assustar os menores. Usavam muito da superstição para levar vantagem. Inventaram até um tal de Vick-Man, um super-heroi encarnado num deles para exigir coisas. E sempre conseguiam. Eu me lembro até do &quot;sagrado Monte Zebu&quot;, uma bobagem que hoje não existe mais. Na realidade era um morro ficava ali nas proximidades do Mutirão III, que eles diziam que era sagrado e as coisas que conseguíamos era para ofertar ao tal heroi, deus, sei lá o quê, nesse morro. Era uma trouxisse, mas era legal a brincadeira.&lt;br /&gt;
Entretanto, a brincadeira que eu mais gostava era a &quot;de acampamento&quot;. Não só no mato com pescarias, mas também nos fundos do pátio. Nós brincávamos de quartel e guarda. O Cid era o comandante, sempre, era o mais velho da turma; o Luis era o sub-comandante, era o segundo da lista; o restante eram todos soldados e deviam trabalhar, deviam revesar-se na guarda noturna. Os mais velhos sempre achavam um jeito de assustar os já assustados &quot;guardinhas&quot; de plantão na madrugada. De vez em quando o silêncio era cortado pelo grito de &quot;socorro mãe&quot;. Não sei mas é primeira pessoa que a gente chama quando está assustado.&lt;br /&gt;
Tempo nostálgico. Às vezes paro e quero voltar atrás reviver tudo de novo. Que boa época era aquela, onde não existia maldade e as coisas eram feitas com extrema expontaneidade. Acho que apesar de todos os percalços tive uma infância feliz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;Notas: tampicross: fórmula 1 com tampas de garrafa em pista de areia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/feeds/6113190391145246161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/2010/06/minha-infancia.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default/6113190391145246161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default/6113190391145246161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/2010/06/minha-infancia.html' title='A Minha Infância'/><author><name>Jesus Madeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452464350557108866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7713249604898960788.post-2336708876859122524</id><published>2010-05-24T13:06:00.001-03:00</published><updated>2010-05-24T13:12:39.593-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="circo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="gigia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="leite"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="paulo alceu"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="renato"/><title type='text'>A Gigia e o Renato</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No meu último post escrevi sobre a Ana e o Zé Amalio. Também disse que eles eram os padrinhos de batismo do meu irmão Renato. Ficou escrito também que além do Renato, o Paulo fora batizado dessa forma. Bom o que eu quero escrever agora não é sobre batismo. Até porque não me lembro desse episódio e, para ser sincero nem sei se era nascido, já que o Paulo&amp;nbsp;era um ano mais velho do que eu. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas eu me lembro da Gigia e do Renato, padrinhos dele. Gigia, não sei se esse é o verdadeiro nome dela, mas todos a chamavam assim.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A Gigia e o Renato formavam um casal muito extranho. Estranho na minha concepção, é claro. Ela devia ter o dobro da idade dele. Naquela época ela já era bem de idade. Formavam um casal extranho até no jeito de ser; ela era chefe, de tudo. Renato era um cara jovial, usava barba comprida e era muito trabalhador.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eles tinha uma leitaria. Isso, tinham umas vaquinhas e vendiam leite. Eles entregavam leite de carroça, de casa em casa. Não existiam muitas opções para comprar leite naqueles tempos. Existia o leite &quot;C&quot;, de saquinho, da nostalgica Cabanha Santa Fé, fora isso, o leite era vendido a granel, de porta em porta num tarro&amp;nbsp; de metal. Funcionava assim; funciona assim ainda hoje em muitas localidades, onde parece que o tempo não passa.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eles moravam ali na Julio de Castilhos, próximo da igrejinha. Não sei se Gigia vive ainda, portanto, não poderia dizer se ela vive ali. Digo ela, porque o Renato e ela já não viviam&amp;nbsp;juntos fazia muitos anos. Aconteceu uma tragédia com o Renato, ele sofreu um acidente automobilístico e perdeu uma perna. Não sei dizer como foi, mas sei que&amp;nbsp;ele agora só&amp;nbsp;tem uma perna. Mas anda bem de saúde.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A Gigia era uma pessoa bem legal, não era uma velha rabugenta, era uma pessoa de hábitos simples, mas ao mesmo tempo de certa forma exigente. O Renato igualmente, era bem humilde, trabalhador e de vez em quando até submisso a Gigia, a quem ele se dirigia de &quot;mãe&quot;, porque embora fosse mulher dele, quem não conhecese, jurava que se tratava de mãe e filho.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O que eu quero dizer na realidade que a Gigia e o Renato eram diferentes da Ana e do Zé. Esses sim estavam presentes. Pelo menos antes de se separarem.&amp;nbsp;Eu me lembro que uma das minhas&amp;nbsp;tarefas de manhã bem cedo era buscar o leite lá na casa deles.&amp;nbsp;Era todos os dias 2 litros de leite. Uma certa feita até acompanhamos o Renato apanhar as vacas em um campo que ficava de fronte a casa deles, até o lugar onde ele as ordenhava.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Além disso, passávamos na casa deles. Eles tinham um parreral, que quando ficava frutífero, uma de nossas brincadeiras era comer uvas a vontade até se encher. Era bem legal. Também, ali bem próximo de&amp;nbsp;onde eles moravam, onde agora está completamente tomada por casas, havia um grande campo vazio; e de quando em quando vinha um circo e se instalava ali. A gente&amp;nbsp;ia pra casa da Gigia, eu meu irmão Paulo e&amp;nbsp;às vezes o Luiz, para depois fugirmos para circo, só para&amp;nbsp;poder&amp;nbsp;ver os animais.&amp;nbsp;&amp;nbsp;Era muito divertido ficar olhando os macaquinhos, os leões, as girafas e outros bichos mais. Uma vez até chegamos a entrar, não sei quanto era o ingresso, mas me lembro muito bem que quem levava não sei quantas embalagens de leite Santa Fé, ganhava descontos. Lembro-me que o Luiz chegou com uma porrada delas, não sei de onde. Acho que eram oito saquinhos, mais uma quantia em dinheiro, não me recordo bem. Só sei disso: que nós entramos no circo. Eu não gostava dos briquedos, gostava dos bichinhos. Foi bem divertido. Naquele tempo os circos podiam ter animais, hoje está bem complicado, em virtude dos órgãos de proteção ao bicho. Eu acho correto. Embora eu gostasse de circo com animais, eu os prefiro no seu habitat natural ou, no máximo, em um zoológico, sendo bem cuidado, não maltrados, como num circo. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas voltando a Gigia e ao Renato não sei mais do paradeiro desses dois. O Renato, alguns anos atrás soube que estava morando na Vila Kennedy, bem de saúde, embora com uma perna. A Gigia, bom, essa nunca mais ouvi falar dela, não sei nem se vive. Imagina, aquela época, 93, ela já era velha, se vive quantos anos deve ter? Não sei. Só quero dizer que na época desses dois foi bem legal, principalmente para meu irmão Paulo, pois eles o queriam bem e gostavam muito dele. Bom, assim que deve ser.&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/feeds/2336708876859122524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/2010/05/gigia-e-o-renato.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default/2336708876859122524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default/2336708876859122524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/2010/05/gigia-e-o-renato.html' title='A Gigia e o Renato'/><author><name>Jesus Madeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452464350557108866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7713249604898960788.post-3038254814725794157</id><published>2010-05-18T12:48:00.001-03:00</published><updated>2010-05-18T12:58:29.925-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ana"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="batismo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="festa religiosa"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="igreja catolica"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="religiao"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="zé amalio"/><title type='text'>O Batismo do Renatinho</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A Ana era nossa vizinha lá Mutirão I. O Zé Amalio era seu marido. Ela é aquela do charque que comentei esses dias. Bah, naquele dia ela quase perdeu a carne do&amp;nbsp; feijão. Que sacanagem iam fazer com ela.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O que eu me lembro deles é voltado principalmente para aquela época, pois depois que nos mudamos dali, por volta de 94, praticamente a relação dela com a mãe se emiscuiu. Ela era uma pessoa alegre, estava sempre fazendo festa, contrastando com a nossa casa que era um silencio infernal, como se vivêssemos em regime de concentração. Bebia feito louca, cachaça. Era uma polaca&amp;nbsp;alta e forte. Já o Zé era o oposto, era faquinho e baixinho; igualmente bebia muito; era uma concorrência grande entre esses dois. Tinha duas filhas, uma eu me lembro muito bem, a Adriana, da menor eu não me lembro nem do nome.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quando fomos morar nessa região da cidade, ela foi a primeira amizade que minha mãe fez. O Zé inclusive por muitos anos trabalhou como ajudante do meu pai nas obras. Então havia uma grande união entre eles.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Essa aproximação deles fez com que a Ana se oferecesse para ser madrinha de batismo do meu irmão Renato, que na época contava com meses de idade. O convite foi aceito.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sinceramente nunca entendi esse negócio de batismo na Igreja Católica. Para ser sincero, nunca fui católico, nunca aceitei seus sacramentos e duvido que eles tenham sido instituídos por Jesus Cristo. Respeito logicamente quem é dessa crença. Religião é um dogma, não precisa ser verdade. Cada um acredita naquilo que quiser. Entretanto, isso não interessa agora. Até mesmo porque eu acredito que minha mãe aceitou que Ana fosse madrinha de meu irmão mais para ele tivesse uma propriamente do que pela necessidade de que ele fosse batizado, pois ela nunca foi a uma missa sequer. Eu tambem nunca fui. Acho a Igraja Católica muito triste, até parece que estamos num velório; por outro lado não cultuo imagens. Como vou adorar uma coisa que pode ser feita por mim mesmo? Por fim, hoje agradeço por não ter sido batizado nessa Igreja. Na minha casa&amp;nbsp;somente o Renato e o Paulo, mais&amp;nbsp;ninguém. E podem ter certeza, se um dia eu tiver um filho, jamais irei batizá-lo, porque segundo se prega, batismo é para&amp;nbsp;remissão de&amp;nbsp;pecados. Criança tem pecados? Criança é inocente e só uma pessoa muito burra para crer que apenas&amp;nbsp;batizando é que&amp;nbsp;ela &quot;entrará no céu&quot;. Claro, isso para quem acredita em religião.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Voltando um pouco ao batismo do meu irmão, lá estávamos nós, naquela igrejinha na Vila&amp;nbsp;Kennedy, esquina da Gustavo Guimarães com&amp;nbsp;Júlio de Castilhos, a Igreja&amp;nbsp;Sagrado Coração de Jesus. Sinceramente, não me lembro de nada que o padre falou; falava tão baixinho que acho que ninguém escutou. Mas&amp;nbsp;o que eu&amp;nbsp;me lembro é da água em cima da cabeça criança e do choro logo após. Esse era o batismo. Era uma coisa tão simples que me fez pensar se realmente era necessário; não seria melhor as pessoas simplesmente dizerem que são padrinhos e madrinhas, do que fazer todo aquele processo? Não sei. Talvez quisessem guardar o memento para sempre.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para mim, o melhor veio depois do batismo. Uma&amp;nbsp;galinhada. Oh, que comida bem boa.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Infelizmente, esse dia não poderia terminar bem. Depois da galinhada, meu pai e a Ana discutiram ferozmente e foram dormir de mal. Vai entender essa gente. Em pouco tempo foram de euforia, alegria&amp;nbsp;e até uma certa religiosidade para uma troca de ofensas sem tamanho. Sei&amp;nbsp;lá são todos loucos eu acho. Mais um motivo para eu descrer nessas festas religiosas. As pessoas são muito falsas. Ora estão de bem, ora estão de mal e brigam por qualquer bobagem. Que fé&amp;nbsp;é&amp;nbsp;essa? Fé só em dias de festa, natal,&amp;nbsp;páscoa,&amp;nbsp;dia de batismo, etc,&amp;nbsp;depois passa, volta-se tudo ao normal. Essa falsa religiosidade que me incomoda.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tudo bem, passou. Ficaram de bem e amigos por muitos anos, até a&amp;nbsp;gente&amp;nbsp;ir embora de lá. &lt;br /&gt;
Poucos anos atrás, nas andanças com meu amigo Mendes, outro que era pinguço, encontrei a Ana. Só ela; o Zé nunca mais vi. E ela continuava do mesmo jeito, embora quase 15 anos mais velha.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O&amp;nbsp;que eu trago de proveito disso tudo pra minha vida? Nada. Esse batismo não significou absolutamente nada para mim. Nem para quem deveria, o Renato, que fora contemplado pelo gole de água. Digo nada porque sinceramente eles nunca se imporataram muito com meu irmão,&amp;nbsp;ruindo por terra talvez o maior sentido desse batismo, onde a madrinha seria uma espécie de&amp;nbsp;segunda mãe. A Ana nunca se importou com o meu irmão, nunca deu um afeto sequer. Passou vários anos longe dele. Foi vê-lo somente no momento mais indesejado, foi no dia em que ele fora sepultado em 2004, já era tarde demais. Ela chorou. Foi pura falsidade. Eu não posso chorar por alguém que não tenho afeto. Infelizmente eu sou assim.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/feeds/3038254814725794157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/2010/05/o-batismo-do-renatinho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default/3038254814725794157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default/3038254814725794157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/2010/05/o-batismo-do-renatinho.html' title='O Batismo do Renatinho'/><author><name>Jesus Madeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452464350557108866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7713249604898960788.post-7798084652312265590</id><published>2010-05-13T13:48:00.000-03:00</published><updated>2010-05-13T13:48:41.092-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="disco"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="eletronica"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="lp"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="musica"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="som"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="toca-discos"/><title type='text'>Toca-Discos</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Há pouco tempo escrevi sobre a televisão, a maravilha que ela tinha nos proporcionado. O mundo novo que nos trouxe, o qual até então desconhecíamos totalmente.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhBkFEJt3jjS26VVqw1DkZz1-bseyWN1FbMHme3poG74dvPIHrxLQ98RGHIKf07Ffyqw2QtpCpjJqf686fkYaluX0wGWzQG8tV-0i7XuImGwmyP9D8npbELtgaXNnOaA_19eo-0JGzzVYk/s1600/img.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhBkFEJt3jjS26VVqw1DkZz1-bseyWN1FbMHme3poG74dvPIHrxLQ98RGHIKf07Ffyqw2QtpCpjJqf686fkYaluX0wGWzQG8tV-0i7XuImGwmyP9D8npbELtgaXNnOaA_19eo-0JGzzVYk/s320/img.jpg&quot; wt=&quot;true&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas muito antes de ter televisão em casa, reinava&amp;nbsp;um velho toca-discos. Creio que foi daí que peguei paixão por esses aparelhos. Até hoje, em pleno 2010, na era do MP3, MP4, MP5, celulares com tocadores, músicas &quot;online&quot;, por incrível que possa parecer eu tenho um desses em casa. Claro, não igual àquele, que só tive dois, esse e anos mais tarde um outro. Mas eu tenho um apego especial por esses toca-discos e acho que o gosto vem&amp;nbsp;dessa época. Não é dificil eu chegar em casa e colocar um Leonardo Favio, Manolo Otero ou um Los Iracundos a girar a ficar admirando a velha caixa e o som tão particular que só ela produz. Não há dinheiro que pague isso: a satisfação. Não há tecnologia que mude isso; é que nem gostar de carro antigo, está no sangue.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Voltando um pouco no passado, o toca-discos era um dos pucos aparelhos eletrônicos que possuíamos em casa. Era um aparelho feio, portátil de cor vermelha (mas também existem de outras cores, mas vermelho era mais comum). Era uma espécie de maleta. Para escutar tinha-se que abrí-lo e engatar os fios da tampa que continha um auto-falante e servia de caixa de som.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Aquilo sonava todo o dia. Eu me lembro que a agulha devia ser trocada de vez em quando porque ficava gasta e o aparelho não funcionava direito. Mas era bacana. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A mãe tinha uns discos que eu nem me lembro mais quais eram. Sei que eram muitos. Lembro-me que certa vez derrubei-os de cima do armário. Vários deles ficaram imprestáveis. Nesse dia teve bronca sem sombra de dúvida. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Havia os discos grandes de 4 ou 5 músicas de cada lado e os compactos, os duplos e simples, com duas e uma música de cada lado, respectivamente. Depois esse aparelho estragou e tivemos&amp;nbsp;vários outros, mas igual a esse só&amp;nbsp;por volta de 97, mas logo foi substituído por outros aparelhos mais modernos. Entretanto, a minha afeição por eles continua até hoje. Ah, que vontade de escutar Leonardo Favio.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/feeds/7798084652312265590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/2010/05/toca-discos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default/7798084652312265590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default/7798084652312265590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/2010/05/toca-discos.html' title='Toca-Discos'/><author><name>Jesus Madeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452464350557108866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhBkFEJt3jjS26VVqw1DkZz1-bseyWN1FbMHme3poG74dvPIHrxLQ98RGHIKf07Ffyqw2QtpCpjJqf686fkYaluX0wGWzQG8tV-0i7XuImGwmyP9D8npbELtgaXNnOaA_19eo-0JGzzVYk/s72-c/img.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7713249604898960788.post-3245555276855561923</id><published>2010-05-10T14:30:00.001-03:00</published><updated>2010-05-10T17:03:39.131-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="charque"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="dairi"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="mae"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="porta"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="santa rosa"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="temporal"/><title type='text'>O Novo Temporal Santa Rosa</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tempos atrás escrevi algo aqui sobre temporal Santa Rosa. Escrevo porque isso fez parte da minha infância. Até certo ponto acho legal esse tipo de coisa. Às vezes acho que as pessoas devem crer em alguma coisa para dar certo sentido à vida. Algumas pessoas realmente acreditam nisso. Ainda mais se pegarmos antigamente pessoas sem muita instrução, o pouco que aprendiam era em casa com a própria família. Então existia essas crendices. Existia o Santa Rosa, o Santo Antônio, entre outras coisas mais. Sempre com um nome de algum santo, por causa da grande influência da Igreja Católica. Então quando eu falo &quot;existiu um certo Santa Rosa&quot; muitas pessoas riem de mim, principalmente os mais novatos. Eu convivi com isso, mas já faz tempos que não ouço ninguém mais comentar sobre o assunto.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No início dos anos de 90, nós já morando ali no Mutirão I (Coj. Habitacional Fernado Corrêa Ribas), voltei a conviver com um desses. Pelo menos se dizia que era o tal do Santa Rosa. Nessa época meu pai&amp;nbsp;trabalhava como esquilador na zona rural do município (naquele tempo se esquilava com tesoura manualmente, hoje existem máquinas que fazem todo o serviço), então ficávamos sós, minha mãe, eu e meus irmãos menores. De vez em quando o Dairi ficava para acompanhar (Dairi, o Eterno, existe até comunidade no Orkut que fala do homem). Mas o Dairi era um pinguço, bebia pra caramba. Ia bêbado, caia no sono e não via nada. Era como se estivéssemos sós em casa. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As portas da casa eram de madeira e não eram pintadas, então elas inchavam em dia de muita chuva. Minha mãe estava grávida, eu acho que da Sheyla. Então tinha a maldita porta dos fundos que não fechava de jeito nenhum, ninguem naquele dia havia conseguido, nem o Dairi.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Naquele dia elas passaram o tempo todo falando no tal Santa Rosa, a mãe e a nega Patricia. Engraçado que eu nunca me esqueço dessa mulher que morava ali nas redondezas, apesar de ela fazer um bolo frito horrível, que só de pensar me embrulha o estômago. Fora a primeira e acho que a única vez que comi torta frita com cebola. Talvez seja por isso que eu nunca esqueçi dela, apesar de nunca mais tê-la vista depois de 94. Ou talvez também pode ser por causa do charque. Isso porque no dia do tal temporal, havia um pedaço de charque dependurado em um varal na casa da Ana, a nossa vizinha e a Nega estava quase pegando o tal charque. Imagina, que cena. Mas não pegou, a chuva veio antes. A Patricia foi embora e o charque ficou esquecido naquele temporal que se aproximava. E o Dairi não chegava nunca e a mãe já estava amendrontada.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas aquela noite prometia. Já era tarde, o Dairi chega num porrão danado e para piorar todo molhado. Minha mãe emprestou-lhe roupas do pai e ele foi dormir, no sofá da sala. Ali ficou, a noite inteira sem dar um suspiro. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Conforme entrava a madrugada, o tempo só piorava, era trovoada, relampejada, estrondos assustadores e frio. O quarto onde dormíamos eu e Paulinho ficava mais ou menos uns três metros da dita porta e, pra nosso desespero nosso quarto não tinha porta, então podíamos ver tudo que acontecia na cozinha. Inclusive o clarão que entrava pela fresta da porta. Era um cagaço atrás do outro. A porta estava calçada apenas com uma pá, nada mais para segurá-la. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Já pelas altas horas da madrugada a portinha não aguentou o forte vento e se abriu. Levei um tremendo susto. O Dairi nem se coçou. Quem dera, o alcool ainda estava em seu sangue. A primeira coisa que pensei foi...gritar é lógico. Gritei bem alto: &quot;mãe a porta dos fundos se abriu&quot;. Umas três vezes até que ela se levantou e foi fechar a porta. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nunca tinha visto coisa tão descomunal. A porta que durante o dia ninguém conseguira fechar, lá estava trancadinha e chaveada. Impressionante. Isso me faz crer que a maior parte de nossas forças não está nos músculos, mas sim&amp;nbsp; na quantidade de força psicológica que lhes proporcionamos. Minha mãe naquele dia provou isso, mesmo estando gravida de vários meses não se amedontrou e foi lá e fechou o &quot;infechável&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A partir dali dormimos tranquilos e serenos e no outro dia perguntamos para o Dairi se ele tinha visto alguma coisa e por incrível que pareça, não viu nada. Que coisa.&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/feeds/3245555276855561923/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/2010/05/o-novo-temporal-santa-rosa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default/3245555276855561923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7713249604898960788/posts/default/3245555276855561923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://elloco-madeira.blogspot.com/2010/05/o-novo-temporal-santa-rosa.html' title='O Novo Temporal Santa Rosa'/><author><name>Jesus Madeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10452464350557108866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>