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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301</atom:id><lastBuildDate>Sat, 25 May 2013 19:53:38 +0000</lastBuildDate><category>media</category><category>educação</category><category>economia social</category><title>Ladrões de Bicicletas</title><description /><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Nuno Teles)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>4170</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://feeds.feedburner.com/blogspot/ladroes" /><feedburner:info xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" uri="blogspot/ladroes" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-7233388841006688348</guid><pubDate>Sat, 25 May 2013 10:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-05-25T15:11:02.130+01:00</atom:updated><title>Trocas e baldrocas</title><description>Imagine que tem um crédito à habitação indexado à euribor e receia que a taxa venha a subir. Imagine também que há um vizinho que lhe propõe fazerem uma troca: ele paga esse crédito a taxa variável e você paga-lhe a ele a mesma prestação mas com juros a uma taxa fixa ligeiramente superior. Apesar de ser um pouco mais caro, a proposta pode fazer sentido para si: elimina o risco das variações da taxa. No mercado financeiro, isto é o exemplo de um SWAP, que quer dizer literalmente "troca". Tem algum risco para quem aceita a parte variável, é claro, e depende sempre das perspetivas de evolução das taxas dos dois agentes, mas é relativamente transparente e não vai muito além do risco que já havia no conjunto dos dois vizinhos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A coisa complica-se quando se entra em negócios mais complexos. Imagine que o vizinho lhe propõe a mesma troca mas com mais duas condições: a taxa mantem-se fixa mas salta 5% se o preço do ouro aumentar mais de 10% num ano e, se a euribor subir acima de 5%, você tem de pagar o empréstimo todo de uma vez. Agora já não estamos só a falar de cobrir risco... Bem vindo ao casino!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Claro que fazer uma aposta deste tipo é uma irresponsabilidade e pode ser considerada um crime se estivermos a falar de dinheiros públicos, mas há mais culpados nesta história, além da pessoa que aceita o negócio. O primeiro é o vizinho que lho propõe, com maior ou menor pressão, sabendo perfeitamente os riscos envolvidos. Aliás, é até muito possível que ele lhe ofereça negócios cuja complexidade esconda o verdadeiro risco envolvido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O outro culpado é o próprio sistema polítco que permite que lhe seja oferecido um contrato deste tipo e que os tribunais defendam a sua legitimidade. Mais grave: durante anos andaram a dizer-lhe que o seu vizinho é muito esperto, percebe imenso de matemática e faz negócios tão complexos que pouquíssimas pessoas os compreendem. Supostamente isso é bom. Dizem que é a modernidade dinâmica, a “sofisticação financeira”, quando na verdade se trata de um casino pouco transparente e frequentemente criminoso, já que o seu vizinho sabe muito mais dos "produtos" que anda a vender, do que algumas das pessoas que, iludidas, os compram.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O problema dos produtos financeiros complexos não é apenas a ingenuidade ou irresponsabilidade de uns e a ganância de outros. É o facto de haver um conjunto de "vizinhos" que anda há decadas a tentar fazer-nos crer que somos nós que não sabemos o suficiente para podermos compreender o sistema financeiro. Esses argumentos levaram ao desmantelamento dos entraves a que estes produtos circulassem livremente nos mercados, entrassem nas casas das pessoas e nos cofres do estado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não sabemos quais as condições associadas aos produtos financeiros que foram encontrados nas carteiras de entidades públicas, mas sabemos que eles tinham um risco muito elevado e que são mais um sinal dos perigos da “má vizinhança” entre os mecanismos dos mercados financeiros e o financiamento do estado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tal como na crise financeira internacional, a tendência para encontrar uns quantos culpados e ignorar os problemas evidentes do próprio sistema, deixa-nos a todos vulneráveis, à espera da próxima vez em que iremos aprender uns quantos conceitos de finanças “sofisticadas” à pressa para, pelo menos, percebermos o que nos obrigam a pagar dessa vez...</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2013/05/trocas-e-baldrocas.html</link><author>noreply@blogger.com (Sara Rocha)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-6613268208395689406</guid><pubDate>Fri, 24 May 2013 09:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-05-24T10:14:22.812+01:00</atom:updated><title>Choques</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Fxkrada29do/UZ59S3gvP-I/AAAAAAAAHxA/7jolk5RjgoY/s1600/doutrina-do-choque-naomi-klein-1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-Fxkrada29do/UZ59S3gvP-I/AAAAAAAAHxA/7jolk5RjgoY/s320/doutrina-do-choque-naomi-klein-1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://www.jornaldenegocios.pt/economia/financas_publicas/detalhe/carlos_moedas_diz_que_maus_habitos_acabam_quando_se_enfrentam_os_choques.html"&gt;Os maus hábitos acabam quando se enfrentam os choques&lt;/a&gt;, diz Moedas, ilustrando uma vez mais aquilo a que Naomi Klein chamou a doutrina do choque, associando-a a um modelo de capitalismo de desastre que de outra forma teria dificuldade em ser instituído. É claro que Moedas, representante do capital financeiro em comissão de serviço no governo, atentem só no seu &lt;a href="http://www.esquerda.net/opiniao/carlos-moedas-uma-raposa-sorridente-no-galinheiro/26256"&gt;percurso&lt;/a&gt;, sabe que a sua única virtude é ser neoliberal e que isso vale tudo, incluindo inventar, por exemplo, quando diz que Portugal está onde está porque conheceu o que designa por bolha de despesa: as despesas de consumo cresceram 1,2% ao ano, entre 2000 e 2010, tendo entretanto caído mais de 8%, e as despesas de investimento caíram cerca de 2% ao ano entre 2000 e 2010. Uma maluqueira. A procura interna esteve praticamente estagnada neste período e isso viu-se na medíocre performance económica, ao contrário do que gosta de dizer Gaspar. A verdade é que a crise internacional e a austeridade foram mais um choque, o enésimo na economia portuguesa: do euro, à convergência nominal que precedeu a adopção desta moeda que nunca nos serviu, passando pela liberalização financeira ou pela abertura mal gerida às forças do mercado global. Estes choques sucessivos reforçaram uma elite financeirizada e extroverida: de facto, numa bolha, que tem de ser furada, até porque alimenta todos os maus hábitos, vive gente como Moedas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, Gaspar, revigorado depois de uma visita a casa, anunciou que chegou a hora do investimento, quando as previsões, optimistas, são que este caia 7% este ano, depois de uma quebra de mais de 25% nos dois anos anteriores. A ideia é dar uns créditos fiscais durante meio ano, quando o problema, claro, é a compressão da procura, como o Alexandre assinalou no seu último poste. Uma medida que só beneficia os poucos que, de qualquer forma, já iriam investir, como de resto assinalam vários capitalistas ao Negócios. Na realidade, este choque destina-se a naturalizar a redução futura da tributação que incide sobre o capital, reforçando uma regressão com muitos anos e que continua a beneficiar da concorrência fiscal, um &lt;a href="http://ladroesdebicicletas.blogspot.pt/2011/08/controlar-e-harmonizar.html"&gt;jogo&lt;/a&gt; de soma negativa como há poucos, instituído fortemente à escala da UE. Este jogo durará o tempo que durar a liberdade irrestrita de circulação de capitais.</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2013/05/choques.html</link><author>noreply@blogger.com (João Rodrigues)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-Fxkrada29do/UZ59S3gvP-I/AAAAAAAAHxA/7jolk5RjgoY/s72-c/doutrina-do-choque-naomi-klein-1.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-5820712594342807915</guid><pubDate>Fri, 24 May 2013 01:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-05-24T02:38:55.342+01:00</atom:updated><title>Do Estado Social ao Estado penal (II)</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-eWq4CjScL7Q/UZ6_fi-kFCI/AAAAAAAAD2Y/s2zHUY8KtvQ/s1600/carga+policial+parlamento.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="225" src="http://4.bp.blogspot.com/-eWq4CjScL7Q/UZ6_fi-kFCI/AAAAAAAAD2Y/s2zHUY8KtvQ/s400/carga+policial+parlamento.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
O &lt;a href="http://www.amnistia-internacional.pt/"&gt;Relatório Anual da Amnistia Internacional&lt;/a&gt; (AI), ontem divulgado, aponta as manifestações de 2012 como exemplos de recurso a «&lt;i&gt;força excessiva&lt;/i&gt;» pela polícia portuguesa, assinalando o caso dos «&lt;i&gt;dois jornalistas [que] receberam tratamento médico depois de, alegadamente, terem sido espancados pela polícia&lt;/i&gt;», a 22 de Março, e a carga policial sobre manifestantes em frente à Assembleia da República, a 14 de Novembro, em que foi relatada «&lt;i&gt;a ocorrência de 48 feridos&lt;/i&gt;».&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A somar a estes episódios, a AI registou casos de tortura e maus tratos nas prisões portuguesas e em situações de custódia policial; o aumento de queixas e de vítimas de violência doméstica (infligida sobretudo a idosos e mulheres); e práticas de discriminação e maus tratos contra migrantes e minorias étnicas (assinalando o uso excessivo de força sobre membros de uma comunidade cigana, em que «&lt;i&gt;pelo menos nove pessoas (...), incluindo crianças, foram alegadamente espancadas e vítimas de abusos verbais e de agressão física por cerca de 30 agentes da polícia&lt;/i&gt;»). Após uma visita a Portugal em Maio de 2012 - reporta ainda a Amnistia - o Comissário para os Direitos Humanos do Conselho da Europa manifestou a sua «&lt;i&gt;preocupação pela discriminação prolongada contra as comunidades ciganas e
o impacto da crise económica e das medidas de austeridade financeira nos direitos das crianças e idosos&lt;/i&gt;».&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Amnistia Internacional dedica-se essencialmente aos direitos individuais de primeira geração (isto é, aos direitos cívicos e políticos dos cidadãos), escrutinando de modo muito particular o papel do Estado no incumprimento e violação de Direitos Humanos. E não surpreende, por isso, que os impactos da austeridade no campo da violação de direitos colectivos, económicos e sociais, escape a uma avaliação mais detalhada da organização. Se o fizesse, a AI chegaria hoje facilmente à conclusão de que Portugal ilustra bem que «&lt;i&gt;o atrofiamento do Estado social é o outro lado do reforço das desigualdades e do Estado penal&lt;/i&gt;», como assinalou o &lt;a href="http://ladroesdebicicletas.blogspot.pt/2013/04/do-estado-social-ao-estado-penal.html"&gt;João Rodrigues&lt;/a&gt; num post anterior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2013/05/do-estado-social-ao-estado-penal-ii.html</link><author>noreply@blogger.com (Nuno Serra)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-eWq4CjScL7Q/UZ6_fi-kFCI/AAAAAAAAD2Y/s2zHUY8KtvQ/s72-c/carga+policial+parlamento.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-3715875210160182311</guid><pubDate>Thu, 23 May 2013 18:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-05-23T22:28:31.185+01:00</atom:updated><title>Zombie</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-jd81o6MTnzc/UZ5lozIrz4I/AAAAAAAAAOw/SEKIKkOIaK4/s1600/10823876-cartoon-zombie-with-brains-exposed-isolated-on-white.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-jd81o6MTnzc/UZ5lozIrz4I/AAAAAAAAAOw/SEKIKkOIaK4/s320/10823876-cartoon-zombie-with-brains-exposed-isolated-on-white.jpg" width="219" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
O Governo pretende reduzir o IRC de 31,5% para 20%. Boas notícias para quem paga IRC, claro. E para a economia e sociedade como um todo? Poderá esta medida estimular o investimento e retirar Portugal da recessão? E que outros efeitos previsíveis terá?
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Comecemos por recordar aquelas que são as principais transformações, sem dúvida intencionais, que acompanham a actual recessão – ela própria muito longe de se inverter, na medida em que decorre da conjugação da crise estrutural internacional com a perda de competitividade decorrente da adesão a uma zona monetária disfuncional - e obviamente, nos últimos anos, a sangria de juros da dívida pública e um programa brutal de compressão da procura interna.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Temos então, por um lado, um processo sistemático de transferência de poder e de rendimento do trabalho para o capital, por via tanto legislativa como da própria economia política da recessão. Só em 2012, a parte dos salários no rendimento nacional reduziu-se de 65% para 62%; estima-se que, neste momento, já esteja abaixo de 60%. Por outro lado, um processo acelerado de centralização do capital por via da falência em massa de micro e pequenas empresas – devido à contracção do mercado interno e a medidas de impacto diferenciado directo, como as alterações no IVA.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste quadro, a redução do IRC agravará a relação de forças entre o trabalho e o capital em detrimento do primeiro – e, por esse via, agravará ainda mais a desigualdade interpessoal. Nada fará para deter a centralização do capital, uma vez que não distingue entre pequenas e grandes empresas e uma vez que, na verdade, são as grandes empresas quem paga mais de metade do IRC, sendo por isso as principais beneficiárias. E nada fará para promover a retoma, uma vez que o principal determinante do investimento é a perspectiva de procura e esta encontra-se em queda livre. O Governo actual pode ser para muitos um zombie, mas como todos os zombies tem ainda a capacidade de provocar muita destruição.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(&lt;a href="http://economico.sapo.pt/noticias/zombie_169572.html"&gt;publicado originalmente no Diário Económico da passada 3ª feira&lt;/a&gt;)
</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2013/05/zombie.html</link><author>noreply@blogger.com (Alexandre Abreu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-jd81o6MTnzc/UZ5lozIrz4I/AAAAAAAAAOw/SEKIKkOIaK4/s72-c/10823876-cartoon-zombie-with-brains-exposed-isolated-on-white.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-6681030191509466264</guid><pubDate>Thu, 23 May 2013 11:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-05-24T01:09:00.538+01:00</atom:updated><title>Estado Social, Democracia e Desenvolvimento</title><description>&lt;div align="center"&gt;
&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/Q1iHGckel4Y" width="550"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
«&lt;i&gt;O alvo dos cortes redobrados é o Estado. Não o Estado capturado pelos poderosos e posto ao serviço dos seus interesses, mas o Estado Social. O Estado que redistribui rendimento, investe na criação de emprego, garante os direitos dos trabalhadores e dos reformados, apoia os mais frágeis, qualifica o país com educação, ciência, saúde, segurança social. O Estado Democrático de Direito. O Estado que garante os direitos humanos. O Estado que pode e deve capacitar a sociedade com uma administração pública competente, desenvolver as infraestruturas coletivas, conceber estratégias, apoiar iniciativas individuais e coletivas, ajudar a economia e defender a posição internacional do país.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Claro que é preciso cortar nas gorduras. Cortar nas rendas ilegítimas, nos maus investimentos, nos juros e na dívida. Mas o Estado Social não é gordura. É o músculo de que o País precisa para se reconstruir, depois da devastação causada pela austeridade. E não se trata apenas de defender o Estado Social que temos, trata‐se de o robustecer e transformar. O Estado Social é o alicerce de uma alternativa política à austeridade e ao empobrecimento.&lt;/i&gt;»&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Excerto do texto final de &lt;b&gt;&lt;a href="https://docs.google.com/file/d/0B8PLvntEjgHPOUx5M2RIZXVUTjQ/edit?usp=sharing"&gt;Resolução da Conferência&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; «&lt;i&gt;&lt;b&gt;Vencer a crise com o Estado Social e Democracia&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;», promovido pelo &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.congressoalternativas.org/"&gt;Congresso Democrático das Alternativas&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; e que teve lugar no passado dia 11 de Maio no Fórum Lisboa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2013/05/estado-social-democracia-e.html</link><author>noreply@blogger.com (Nuno Serra)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://img.youtube.com/vi/Q1iHGckel4Y/default.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-7716020014467450086</guid><pubDate>Wed, 22 May 2013 23:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-05-23T00:37:43.738+01:00</atom:updated><title>1 de Junho: Povos unidos contra a troika</title><description>&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/3-eDmV1rRuM" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2013/05/1-de-junho-povos-unidos-contra-troika.html</link><author>noreply@blogger.com (Nuno Serra)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://img.youtube.com/vi/3-eDmV1rRuM/default.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-198254601024282960</guid><pubDate>Wed, 22 May 2013 15:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-05-22T17:28:24.933+01:00</atom:updated><title>A direita de sempre</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-LRUQtp9cXjk/UZzdwBq2OQI/AAAAAAAAAJY/AnAB2dq43fc/s1600/Logo%2520CDS-PP.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-LRUQtp9cXjk/UZzdwBq2OQI/AAAAAAAAAJY/AnAB2dq43fc/s200/Logo%2520CDS-PP.jpg" width="170" ya="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;
Apesar de alguns (poucos) militantes do Partido Socialista quererem ver o CDS posicionar-se ao centro, na expectativa de que assim se possa tornar um potencial parceiro de coligação do PS, o CDS, nos momentos importantes, não deixa de ser claro quanto à sua matriz ideológica – é o partido mais conservador e mais à direita do sistema partidário português. Foi assim, na passada sexta-feira, aquando da votação do projecto de lei do PS sobre co-adopção por casais do mesmo sexo, onde da bancada do PSD, 16 deputados votaram a favor deste importante avanço civilizacional; mas da bancada do CDS, nem um único. Deste partido só ouvimos a ameaça de envio do diploma para o Tribunal Constitucional.&lt;/div&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;
Em matéria de despenalização da interrupção voluntária da gravidez, procriação medicamente assistida, educação sexual em meio escolar, eutanásia ou direitos dos homossexuais, o CDS é sempre o adversário mais empenhado que o PS encontra pela frente. E apesar de estas questões serem suficientemente esclarecedoras do ponto de vista ideológico, não são as únicas a separar os dois partidos – é sobretudo em matéria de política social e económica que as divergências mais se fazem notar.&lt;/div&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;
Nenhum socialista poderá algum dia esquecer a forma cínica, desonesta e ignóbil com que o CDS sempre combateu um dos mais importantes instrumentos de luta contra a pobreza em Portugal – o rendimento mínimo garantido. Da mesma forma que nenhum homem ou mulher de esquerda poderá ser indiferente aos repetidos ataques a outras políticas sociais de combate à pobreza e à desigualdade social, como acontece, por exemplo, com o próprio subsídio de desemprego. É também neste partido que estão os principais defensores do plafonamento da Segurança Social, do cheque ensino ou, pasme-se, do fim do salário mínimo e da progressividade do nosso sistema fiscal.&lt;/div&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
O CDS não é (e não voltará a ser) um partido democrata-cristão; aliás, já praticamente não existe democracia cristã na Europa. O CDS reúne, antes, o pior da direita: o conservadorismo nos costumes e o liberalismo na economia. Defender a presença do CDS num governo do Partido Socialista, só se for para garantir que o PS nunca governará à esquerda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(crónica publicada no jornal i às quartas-feiras)&lt;br /&gt;
</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2013/05/a-direita-de-sempre.html</link><author>noreply@blogger.com (Pedro Nuno Santos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-LRUQtp9cXjk/UZzdwBq2OQI/AAAAAAAAAJY/AnAB2dq43fc/s72-c/Logo%2520CDS-PP.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>7</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-7431912696864854651</guid><pubDate>Wed, 22 May 2013 12:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-05-22T14:00:42.357+01:00</atom:updated><title>Pós o quê?</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ulPMQp7xDWI/UZzALp1UF3I/AAAAAAAAHww/c1pFafgS2Wo/s1600/policias_belem_merkel.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="180" src="http://1.bp.blogspot.com/-ulPMQp7xDWI/UZzALp1UF3I/AAAAAAAAHww/c1pFafgS2Wo/s320/policias_belem_merkel.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
A minha síntese do comunicado do Conselho de Estado: é preciso que algo mude politicamente no “pós-troika” europeu para que tudo na lógica da política da troika fique na mesma. A austeridade e a regressão estrutural são permanentes porque estão inscritas nas regras do jogo. Sete horas para isto. Cavaco anda nisto há muito tempo e sabe bem o que nos espera no pós-troika.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É aliás por causa deste realismo que a sua conjuntural fragilidade é, a prazo, a estrutural força dos sectores sociais que ainda representa. 

Pensar o pós-troika do ponto de vista de vista de uma política económica alternativa só pensando o pós-euro e isso as elites dominantes, em redor de Cavaco e do governo, nunca estarão dispostas a fazer, até porque sabem, como a visita de Gaspar a Schäuble ilustra, que a sua força interna está hoje em larga medida no exterior. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, a fratura socioeconómica interna é exposta todos os dias: por exemplo, segundo o &lt;a href="http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/automovel/detalhe/portugal_esta_no_top_5_europeu_na_compra_de_bmw_mercedes_e_audi.html"&gt;Negócios&lt;/a&gt;, Portugal é de longe o país periférico onde, em termos relativos, mais carros de gama alta são comprados. Relembrando uma certa economia política do desenvolvimento, é a burguesia compradora…     
</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2013/05/pos-o-que.html</link><author>noreply@blogger.com (João Rodrigues)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-ulPMQp7xDWI/UZzALp1UF3I/AAAAAAAAHww/c1pFafgS2Wo/s72-c/policias_belem_merkel.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-327105994384755217</guid><pubDate>Wed, 22 May 2013 10:12:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-05-22T11:12:07.219+01:00</atom:updated><title>Hoje</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-pKrDMt-Pl2s/UZyZ35nUkaI/AAAAAAAAD18/zm-w7BqzbFY/s1600/pensar+os+pensadores+ii+-+francisco+carvalho.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="124" src="http://1.bp.blogspot.com/-pKrDMt-Pl2s/UZyZ35nUkaI/AAAAAAAAD18/zm-w7BqzbFY/s640/pensar+os+pensadores+ii+-+francisco+carvalho.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2013/05/hoje_22.html</link><author>noreply@blogger.com (Nuno Serra)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-pKrDMt-Pl2s/UZyZ35nUkaI/AAAAAAAAD18/zm-w7BqzbFY/s72-c/pensar+os+pensadores+ii+-+francisco+carvalho.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-9008918666291478507</guid><pubDate>Tue, 21 May 2013 12:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-05-21T14:16:29.906+01:00</atom:updated><title>Da direita à esquerda</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-4EFVn-KugEU/UZtu4IbGJwI/AAAAAAAAHwg/gM_OHOQNXQU/s1600/121213052616-japan-shinzo-abe-fist-raise-story-top2.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-4EFVn-KugEU/UZtu4IbGJwI/AAAAAAAAHwg/gM_OHOQNXQU/s320/121213052616-japan-shinzo-abe-fist-raise-story-top2.jpeg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Imaginem uma economia capitalista envelhecida e estagnada vai para duas décadas, com uma dívida pública que ultrapassa 200% do PIB, causada pela tal estagnação, uma deflação enraizada e uma banca “zombie”. Portugal, 2020? Não. Japão, 2012. Que fazer? Não ligar à sabedoria convencional aplicada ao longo das últimas décadas e usar a soberania monetária, o facto de o endividamento ser numa moeda controlada pelo Banco Central, e colocar nesta instituição um governador de confiança, ao serviço da estratégia do governo, capaz de mobilizar o financiamento monetário para tentar garantir que a deflação é superada, no quadro de um significativo programa governamental de investimento público, garantindo, ao mesmo tempo, uma sempre útil desvalorização cambial. O resultado? Um crescimento anualizado de 3,5% no último trimestre no Japão. Desgraçadamente, é a direita nacionalista, liderada por Shinzō Abe, que está a adoptar uma política económica heterodoxa que funciona. Não é a primeira vez que tal acontece.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, a esquerda europeia maioritária, por exemplo em França, está reduzida, graças ao euro e ao declínio económico e político por este gerado, a cada vez mais impotentes discursos sobre o governo económico europeu. A única coisa que me dá esperança é saber que um pouco por todo o lado, e em Portugal também, a ideologia do globalismo e suas potentes declinações europeias, o culto da impotência do Estado e do seu decisivo favorecimento pelo “colete-de-forças dourado” de um sistema cambial rígido, pode estar em quebra à esquerda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De resto, neste país, a esquerda tem condições únicas para monopolizar com realismo a bandeira da recuperação de margem de manobra soberana no campo económico, monetário e não só, dando-lhe um cunho progressista, em defesa do emprego, das liberdades e legitimidade democráticas e da expansão igualitária das capacidades individuais, graças a um Estado social que não pode ser preservado com estes constrangimentos externos. Contra as amalgamas em que muitos globalistas se especializaram, esta é aliás a diferença crucial na economia política e moral face a uma direita nacionalista que, reconhecendo também, como Karl Polanyi afirmou na sua comparação entre socialismo e fascismo, a “realidade da sociedade” e do poder de Estado, está disposta a sacrificar as liberdades e a sua igualização perante este reconhecimento.

</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2013/05/da-direita-esquerda.html</link><author>noreply@blogger.com (João Rodrigues)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-4EFVn-KugEU/UZtu4IbGJwI/AAAAAAAAHwg/gM_OHOQNXQU/s72-c/121213052616-japan-shinzo-abe-fist-raise-story-top2.jpeg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-5255895523720573792</guid><pubDate>Mon, 20 May 2013 22:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-05-21T00:19:13.561+01:00</atom:updated><title>Dualidade alarmante</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
Em artigo no Expresso online, &lt;a href="http://expresso.sapo.pt/juros-da-divida-aproximam-se-de-5=f807596"&gt;Jorge Nascimento Rodrigues&lt;/a&gt; dava conta, na passada quinta-feira, de mais um passo na trajectória descendente dos juros da dívida portuguesa, que se aproximam agora dos 5% (valor que não se registava desde Junho de 2010). Com a excepção da Eslovénia, este movimento de descida é comum a todas as obrigações dos países periféricos da Zona Euro, incluindo a Grécia, onde as taxas de juro se encontram já abaixo dos 10% (mais concretamente, em torno dos 8,6% no final da semana passada).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta tendência de descida das taxas de juro das dívidas soberanas coincide, contudo, com o aprofundamento da recessão na Zona Euro, que dura já há seis trimestres (a mais prolongada desde a criação do euro, em 1999) e agora marcada pela entrada recente da França em recessão técnica (dois meses consecutivos de quebra do PIB) e a variação homóloga negativa do PIB alemão no primeiro trimestre do ano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Zd85IpPDoaQ/UZlvdvsBBbI/AAAAAAAAD1s/tD0NjZPPd1Q/s1600/Taxa+de+Juro+e+Desemprego+%2528EZ%2529.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="205" src="http://1.bp.blogspot.com/-Zd85IpPDoaQ/UZlvdvsBBbI/AAAAAAAAD1s/tD0NjZPPd1Q/s400/Taxa+de+Juro+e+Desemprego+%2528EZ%2529.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Esta «&lt;i&gt;dualidade alarmante&lt;/i&gt;» entre o aprofundar da recessão (que já atinge 11 dos 17 países da Zona Euro), reflectido no aumento continuo do desemprego, e a euforia do mercado das dívidas soberanas, que 1/3 dos inquiridos pela Fitch classificam de «&lt;i&gt;exuberância irracional&lt;/i&gt;», é bem ilustrativa da distância que separa a economia real do universo das motivações e dos incentivos que orientam os investidores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De facto, como assinala Jorge Nascimento Rodrigues, alguns analistas sugerem que «&lt;i&gt;quanto pior (na economia) melhor&lt;/i&gt;», em virtude de a degradação da situação económica na Zona Euro permitir alimentar expectativas de que «&lt;i&gt;o Banco Central Europeu avance para medidas ainda mais "acomodativas", quer nas taxas de juro directoras como em medidas não convencionais, o que agradará aos investidores&lt;/i&gt;». Estamos pois, uma vez mais, perante o «&lt;a href="http://ladroesdebicicletas.blogspot.pt/2013/05/o-efeito-bce.html"&gt;efeito BCE&lt;/a&gt;» e não, &lt;a href="http://www.portugal.gov.pt/pt/os-ministerios/ministerio-das-financas/mantenha-se-atualizado/20130507-set-divida.aspx"&gt;como se continua a pretender fazer crer&lt;/a&gt;, dos supostos bons frutos de confiança que a austeridade permitiria agora colher.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2013/05/dualidade-alarmante.html</link><author>noreply@blogger.com (Nuno Serra)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-Zd85IpPDoaQ/UZlvdvsBBbI/AAAAAAAAD1s/tD0NjZPPd1Q/s72-c/Taxa+de+Juro+e+Desemprego+%2528EZ%2529.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-2594375310806085405</guid><pubDate>Sun, 19 May 2013 21:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-05-20T22:24:22.669+01:00</atom:updated><title>Consenso</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-__el5iuSusQ/UZlL55myKTI/AAAAAAAAHwQ/geTtKzItfRQ/s1600/1junho.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="173" src="http://4.bp.blogspot.com/-__el5iuSusQ/UZlL55myKTI/AAAAAAAAHwQ/geTtKzItfRQ/s320/1junho.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
A troika em todo o seu esplendor num título do &lt;a href="http://pt.mondediplo.com/spip.php?article895"&gt;Público&lt;/a&gt; de ontem: “Com medo da recessão, do impacto da austeridade e do TC, troika não abdica de corte de 4700 milhões”. A troika não abdica de ainda mais austeridade permanentemente recessiva e com medidas certamente inconstitucionais. Entretanto, uma &lt;a href="http://www.publico.pt/economia/noticia/sondagem-mostra-vontade-de-renegociar-ou-denunciar-acordo-com-a-troika-1594818"&gt;sondagem&lt;/a&gt; diz-nos que mais de 80% dos inquiridos defende que o memorando deve ser renegociado ou denunciado, esta diferença é importante, e que apenas 12% dos inquiridos considera que o documento foi bem elaborado. Centenas de milhares de novos desempregados depois, estranho seria se fosse diferente. Parece então emergir um consenso potencialmente feito de bom senso, ou seja, de dissenso. Já agora, por onde andam os economistas que nos garantiram, em uníssono na TV durante meses a fio, que o memorando era a melhor coisa que inevitavelmente tinha acontecido à economia portuguesa, contribuindo assim para construir um consenso que já se esboroou? Andam por onde sempre andaram: algures entre um estúdio, um editorial, uma &lt;a href="http://pt.mondediplo.com/spip.php?article895"&gt;universidade&lt;/a&gt; do consenso das elites, um ministério, um palácio lá para Belém e um grupo económico mortinho por continuar a ir ao pote.</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2013/05/consenso.html</link><author>noreply@blogger.com (João Rodrigues)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-__el5iuSusQ/UZlL55myKTI/AAAAAAAAHwQ/geTtKzItfRQ/s72-c/1junho.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-550658359687123409</guid><pubDate>Sun, 19 May 2013 15:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-05-20T03:07:49.659+01:00</atom:updated><title>Frei Bento Domingues</title><description>&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;iframe frameborder="0" height="360" scrolling="no" src="http://rd3.videos.sapo.pt/playhtml?file=http://rd3.videos.sapo.pt/ZPfK4yHiY0fGiDKR0yU0/mov/1&amp;amp;quality=sd" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Comenta o «&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.tintadachina.pt/book.php?code=078849a8789fcf3a698c62a032190baa&amp;amp;tcsid=d93e2d091b802c0a1571e4d444c5efcd"&gt;Não acredite em tudo o que pensa&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;» no programa «&lt;b&gt;&lt;a href="http://videos.sapo.pt/ZPfK4yHiY0fGiDKR0yU0"&gt;Por Linhas Tortas&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;», do Económico TV. Foi na passada terça-feira, 14 de Maio. A economia, a política e a ética, a partir dos lugares comuns e dos aparentes inevitáveis que tecem os tempos de austeridade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2013/05/frei-bento-domingues.html</link><author>noreply@blogger.com (Nuno Serra)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-8758602443707304035</guid><pubDate>Sat, 18 May 2013 10:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-05-18T11:39:04.122+01:00</atom:updated><title>Entre a tasca e a loja</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-WvsIYxfK1ZY/UZAIxwiisaI/AAAAAAAAHu8/62acFZ7R-ac/s1600/ctt0806.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="164" src="http://2.bp.blogspot.com/-WvsIYxfK1ZY/UZAIxwiisaI/AAAAAAAAHu8/62acFZ7R-ac/s320/ctt0806.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;
&lt;i&gt;Na freguesia de Olhalvo [Alenquer] encerraram a estação e abriram um posto numa tasca. As cartas sujeitas a aviso de recepção que não eram entregues aos destinatários pelos carteiros iam para a tasca e ficavam numa caixa em cima do balcão. Quando alguém chegava com o talão para a levantar os funcionários da tasca diziam para procurar na caixa. E ao procurar viam-se todas as outras cartas com os respectivos destinatários e remetentes.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
José Oliveira, dirigente sindical, Público de 08/05/2013&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vale tudo para preparar os correios para a privatização: reduzir de forma significativa o número de estações, com óbvios sacrifícios em termos de coesão social e territorial ou de confiança na fiabilidade do serviço público prestado, reduzir o número de trabalhadores e, claro, o estatuto e segurança laboral dos que ficam. Assim se corrói um dos pilares de uma
comunidade política, uma das instituições que capacitam os que por aqui vivem, igualizando o acesso a um serviço fundamental. Recentemente, fiquei agoniado ao ouvir na rádio o responsável pelas “lojas” dos CTT (as palavras são mesmo importantes e as realidades a que elas se referem ainda mais) a falar de “players do mercado” e de outras trampas da novilíngua mercantil que há muito infesta e mata tudo o que é público, acompanhando o processo em curso de vulnerabilização dos cidadãos e de reforço de um poder empresarial que já só cuida dos lucros dos seus futuros
accionistas e das remunerações dos seus gestores de topo à custa da pilhagem do que era de todos. Assim se confirma que é chegado o &lt;a href="http://www.jornaldenegocios.pt/opiniao/detalhe/eacute_o_tempo_da_corrupccedilatildeo_geral.html"&gt;tempo da corrupção geral, da venalidade universal&lt;/a&gt;, o tempo da mercadorização sem fim. Contra isto, está a economia política e moral dos &lt;a href="http://www.ces.uc.pt/eventos/?id=7296&amp;amp;id_lingua=1"&gt;bens comuns&lt;/a&gt;, ou seja, a capacidade colectiva que garante as bases materiais da comunidade, indispensável para que certos valores, que temos boas razões para defender, possam florescer. Os correios enquanto serviço público do Estado, ou seja, de todos nós, são parte dessa base. Entretanto, recupero um informado e informativo texto sobre os perigos da privatização dos CTT, da autoria de Agostinho Santos Silva: é mesmo &lt;a href="http://arrastao.org/14776.html"&gt;mais Estado em mãos privadas&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Adenda: já depois de ter escrito este post, li o artigo de José Manuel Pureza sobre a &lt;a href="http://www.esquerda.net/opiniao/ideologia-postal/27883"&gt;ideologia postal&lt;/a&gt; que destrói os bens comuns. Recursos convergentes, o discurso e a prática institucional dos bens comuns que fazem uma comunidade decente, para combater este capitalismo predador.</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2013/05/entre-tasca-e-loja.html</link><author>noreply@blogger.com (João Rodrigues)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-WvsIYxfK1ZY/UZAIxwiisaI/AAAAAAAAHu8/62acFZ7R-ac/s72-c/ctt0806.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-8105106388741756158</guid><pubDate>Fri, 17 May 2013 15:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-05-17T16:29:24.166+01:00</atom:updated><title>Fantasias perigosas e "ajustamento" real</title><description>Para quem ler inglês, deixo o &lt;a href="http://euro.boellblog.org/2013/05/15/dangerous-fantasies-and-really-existing-adjustment/"&gt;link &lt;/a&gt;para o meu último post no blogue "Eurozone 2013: Prospects and Challenges", promovido pela Fundação Heinrich Böll. Sobre os dois anos da Troika em Portugal, as fantasias perigosas da "austeridade expansionista" e das "reformas estruturais", e a dramática realidade de um "ajustamento" à medida dos interesses do capital.</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2013/05/fantasias-perigosas-e-ajustamento-real.html</link><author>noreply@blogger.com (Alexandre Abreu)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-2732040268331143768</guid><pubDate>Fri, 17 May 2013 01:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-05-17T02:22:55.249+01:00</atom:updated><title>Ainda o «efeito BCE»</title><description>&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="340" src="http://www.youtube.com/embed/t3hb2YdXP9w" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Na resposta de João Galamba ao deputado Duarte Pacheco (PSD), ontem na Assembleia da República: «&lt;i&gt;até Dezembro de 2011, e já com este governo em funções e com medidas que alegadamente tinham conquistado imensa credibilidade, os juros subiram vertiginosamente. Em Dezembro de 2011 Mário Draghi anuncia os LTRO, que são empréstimos de financiamento de longa duração a juros inferiores a 1%. Quando é que foi a data em que os juros portugueses começaram a descer? Foi em Fevereiro/Março de 2012, depois do LTRO e num momento em que, no segundo LTRO, os bancos portugueses foram buscar 42 mil milhões de euros. (...) Até Julho desse ano não houve um investidor estrangeiro a comprar nada de dívida pública portuguesa. (...) A 26 de Julho de 2012 há a mudança radical, em que o BCE se assume como "segurador de último recurso", e é aí senhor deputado que os juros de Portugal, da Irlanda, da Espanha, da Grécia e da Itália (sobretudo da Grécia, que foi o país que mais desceu desde essa decisão), começaram a cair vertiginosamente. Subiu o rating da Grécia antes de subir o de Portugal. Senhor deputado, será por causa da credibilidade das políticas gregas, desse país de quem tanto o PSD se quer distinguir?&lt;/i&gt;».&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2013/05/ainda-o-efeito-bce.html</link><author>noreply@blogger.com (Nuno Serra)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://img.youtube.com/vi/t3hb2YdXP9w/default.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>7</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-994425601023059755</guid><pubDate>Thu, 16 May 2013 21:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-05-16T22:39:40.233+01:00</atom:updated><title>Sinais dos tempos</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-CQY8i1FKqZc/UZVP2_mOZ9I/AAAAAAAAA4s/3zyiV01XGy8/s1600/dignidade+e+respeito.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="163" src="http://2.bp.blogspot.com/-CQY8i1FKqZc/UZVP2_mOZ9I/AAAAAAAAA4s/3zyiV01XGy8/s400/dignidade+e+respeito.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div align="left"&gt;
﻿Como todas as crises sociais, a crise que estamos a viver é uma crise política e o seu resultado envolve perdas e ganhos para diferentes grupos ou classes. Contudo, os interesses em confronto são sempre entendidos e comunicados através de conceitos, de teorias, de ideologias. Ou seja, na luta política as ideias contam e contam muito. O projecto de reengenharia da sociedade portuguesa, promovido por um governo alucinado e em sintonia com o ordoliberalismo germânico, bem pode ter chegado a um impasse. Porém, é preocupante que algumas das suas ideias tenham sido acriticamente assimiladas por muitos dos que lideram a contestação. Mesmo que o plano global acabe derrotado, corre-se o sério risco de no futuro alguns elementos daquele projecto virem a ser concretizados, até mesmo por um governo das esquerdas. Vejamos apenas dois exemplos.&lt;/div&gt;
&lt;div align="left"&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div align="left"&gt;
No que toca às pensões da função pública, uma das críticas mais fortes ao governo dirige-se à natureza retroactiva da alteração da fórmula de cálculo das pensões já em pagamento. Porém, uma crítica focada na inexistência de um tempo de transição implicitamente assume que o processo de convergência entre os sistemas público e privado é, em princípio, desejável. Porquê esta ideia de uniformizar por baixo instituída já em 2005? Importa lembrar que, para o neoliberalismo, os funcionários públicos eram privilegiados, não estavam sujeitos às regras de um mercado de trabalho que se desejava desregulamentado. Nessa ideologia, o trabalho é apenas uma mercadoria e o seu preço deve formar-se apenas através da interacção entre oferta e procura, tanto quanto possível sem intromissão do Estado. Não podendo, de uma só vez, transformar as políticas sociais em mecanismos de assistência aos pobres, o projecto neoliberal concentrou-se na eliminação da matriz distintiva do trabalho na administração pública, a cultura do interesse público apoiada pela estabilidade da carreira. O assalto das máquinas partidárias aos lugares de chefia tornou-se então ao mesmo tempo pretexto e instrumento desta “modernização” da administração pública. Para tornar o Estado mais pequeno e mais débil face aos interesses económicos e financeiros, converteu-se a relação laboral dos funcionários num contrato individual de trabalho e montou-se a farsa das avaliações. Criaram-se as condições geradoras do trabalho acrítico, da submissão silenciosa às irregularidades, do medo de ser mandado para o quadro de mobilidade. É esta convergência com o sector privado que devia estar a ser contestada pelas esquerdas.&lt;/div&gt;
&lt;div align="left"&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div align="left"&gt;
Outro exemplo é a reconfiguração da percepção que os cidadãos têm da natureza e da sustentabilidade do nosso sistema de pensões. O governo justifica os cortes nas pensões com a sua pretensa insustentabilidade pela demografia, quando na realidade a verdadeira ameaça ao sistema reside no aumento do desemprego gerado por uma política económica que, submissa à globalização sem freio, há muito tempo abdicou do objectivo de pleno emprego, um dos pilares do Estado social. Neste contexto, o debate público foi sendo cada vez mais formatado pela lógica neoliberal, individualista – o direito aos meus descontos –, uma lógica que alguns críticos dos cortes nas pensões já assimilaram ao invocar um imaginário direito de propriedade em vez de invocarem a responsabilidade entre gerações que funda uma sociedade decente. Assim se legitima uma futura reconfiguração do sistema segundo uma lógica de poupança-reforma em que a pensão se torna uma variável de ajustamento à conjuntura económica. Entretanto, generosamente empenhadas na defesa do Estado social, as esquerdas quase deixaram cair o conceito de pensão como o direito a um nível de vida próximo daquele que os activos usufruem. Sinais dos tempos.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
(O meu &lt;a href="http://www.ionline.pt/iOpiniao/sinais-dos-tempos"&gt;artigo&lt;/a&gt; no jornal i)﻿</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2013/05/sinais-dos-tempos.html</link><author>noreply@blogger.com (Jorge Bateira)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-CQY8i1FKqZc/UZVP2_mOZ9I/AAAAAAAAA4s/3zyiV01XGy8/s72-c/dignidade+e+respeito.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-429799407667804244</guid><pubDate>Thu, 16 May 2013 15:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-05-16T16:56:43.522+01:00</atom:updated><title>Hoje</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-CrqrXn9jI2U/UZUBrBRQaLI/AAAAAAAAD1c/Stu_2GDFu-0/s1600/pensar+os+pensadores+ii+-+jos%C3%A9+reis.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="124" src="http://1.bp.blogspot.com/-CrqrXn9jI2U/UZUBrBRQaLI/AAAAAAAAD1c/Stu_2GDFu-0/s640/pensar+os+pensadores+ii+-+jos%C3%A9+reis.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2013/05/hoje_16.html</link><author>noreply@blogger.com (Nuno Serra)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-CrqrXn9jI2U/UZUBrBRQaLI/AAAAAAAAD1c/Stu_2GDFu-0/s72-c/pensar+os+pensadores+ii+-+jos%C3%A9+reis.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-5857333285967606130</guid><pubDate>Wed, 15 May 2013 21:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-05-15T22:12:15.180+01:00</atom:updated><title>O inimigo de Gaspar</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-VJE9QnGpwc8/UZP49aeoD0I/AAAAAAAAHwA/1yQc7Jh5i-4/s1600/Capture.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-VJE9QnGpwc8/UZP49aeoD0I/AAAAAAAAHwA/1yQc7Jh5i-4/s320/Capture.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Um dos principais inimigos de Gaspar é mesmo o &lt;a href="http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&amp;amp;xpgid=ine_destaques&amp;amp;DESTAQUESdest_boui=151507142&amp;amp;DESTAQUESmodo=2"&gt;Instituto Nacional de Estatística&lt;/a&gt;: o PIB caiu 3,9% no primeiro trimestre, face ao mesmo trimestre de 2012, o recuo mais significativo desde que a austeridade necessariamente recessiva começou há já muitos trimestres atrás. Parece que o investimento, apesar do anúncio mágico do último DEO de que chegou “a sua hora”, continua a liderar a quebra da procura interna, o que o INE também explica: diz, os responsáveis empresariais esmagadoramente dizem ao INE que tem o mau hábito de os inquirir, que é a evolução previsível das vendas que explica isto, a tal procura em compressão acentuada, graças à austeridade. Vá lá perceber-se esta desconfiança, ignorando a regressão estrutural em curso e os seus propalados efeitos positivos na confiança investidora de quem passou a ter ainda mais poder numa economia política que assenta, cada vez mais, num esforço para redistribuir recursos de baixo para cima e medo de cima para baixo. Nestes processos redistributivos desaparecem recursos e as vendas diminuem; só o medo aumenta, indo muito para lá do mundo do trabalho.</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2013/05/o-inimigo-de-gaspar.html</link><author>noreply@blogger.com (João Rodrigues)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-VJE9QnGpwc8/UZP49aeoD0I/AAAAAAAAHwA/1yQc7Jh5i-4/s72-c/Capture.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-3108639801599041476</guid><pubDate>Wed, 15 May 2013 00:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-05-16T02:27:31.803+01:00</atom:updated><title>Há limites de decência que um presidente não deveria poder ultrapassar</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Sdoo5mApMJA/UZLfnm-GOlI/AAAAAAAAD1M/fhxD8pJNtzg/s1600/pastorinhos+da+troika.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-Sdoo5mApMJA/UZLfnm-GOlI/AAAAAAAAD1M/fhxD8pJNtzg/s320/pastorinhos+da+troika.jpg" width="297" /&gt;&lt;/a&gt;A quem se dirige o reformado de Belém, quando avisa que «&lt;a href="http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=76048"&gt;&lt;i&gt;há limites de dignidade que não podem ser ultrapassados&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;»? A Nossa Senhora de Fátima, a quem o mesmo Aníbal Cavaco Silva atribui a «&lt;a href="http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=24&amp;amp;did=107507"&gt;&lt;i&gt;inspiração [pelo] fim da 7ª Avaliação da troika&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;» (que consagra - justamente - as novas penalizações para reformados e pensionistas)?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E quanto vale este aviso de Cavaco? O mesmo que a advertência, feita ao governo de José Sócrates em Março de 2011 (ainda a procissão da austeridade não tinha saído do adro), de que «&lt;a href="http://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/quothaacute_limites_para_os_sacrifiacutecios_que_se_podem_exigir_ao_comum_dos_cidadatildeosquot.html"&gt;&lt;i&gt;há limites para os sacrifícios que se podem exigir ao comum dos cidadãos&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;»?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E hoje, porque não apela Cavaco Silva a «&lt;i&gt;uma grande mobilização da sociedade civil&lt;/i&gt;»? Deixou de ser «&lt;i&gt;altura de os portugueses despertarem da letargia em que têm vivido&lt;/i&gt;»?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2013/05/ha-limites-de-decencia-que-nao-deveriam.html</link><author>noreply@blogger.com (Nuno Serra)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-Sdoo5mApMJA/UZLfnm-GOlI/AAAAAAAAD1M/fhxD8pJNtzg/s72-c/pastorinhos+da+troika.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-6255254183110054179</guid><pubDate>Tue, 14 May 2013 21:12:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-05-15T10:41:23.874+01:00</atom:updated><title>Nem cooperação, nem desenvolvimento</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-oQ59T8ldH4w/UZKomo9PFmI/AAAAAAAAHvw/zfjuOqbyoTQ/s1600/8738088610_74fb10d645.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="" border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-oQ59T8ldH4w/UZKomo9PFmI/AAAAAAAAHvw/zfjuOqbyoTQ/s320/8738088610_74fb10d645.jpg" title="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Não admira que Passos Coelho tenha estado hoje em Paris a apresentar mais uma cassete da OCDE sobre Portugal: é verdade que a principal força ideológica e política deste governo está sobretudo em Bruxelas e em Frankfurt, mas o rico clube de economistas ortodoxos, bem pagos e seguros, que vivem em Paris sempre dá uma adicional ajuda ideológica
externa à sua agenda de regressão estrutural interna. Tendo em conta as prescrições - da austeridade
permanente à desregulamentação das relações laborais, com ataque deliberado à contratação colectiva ou congelamento indefinido do salário mínimo, passando pelo mito da concorrência em sectores monopolistas que deveriam permanecer públicos -, algumas delas contrariadas mesmo pela sua investigação, é caso para &lt;a href="http://ladroesdebicicletas.blogspot.pt/2012/07/ocde-nem-cooperacao-nem-desenvolvimento.html"&gt;reafirmar&lt;/a&gt; que a OCDE não passa, no fundo, de um &lt;i&gt;think-tank&lt;/i&gt; neoliberal, não podendo, por isso, tratar da cooperação e do desenvolvimento.</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2013/05/nem-cooperacao-nem-desenvolvimento.html</link><author>noreply@blogger.com (João Rodrigues)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-oQ59T8ldH4w/UZKomo9PFmI/AAAAAAAAHvw/zfjuOqbyoTQ/s72-c/8738088610_74fb10d645.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-4037296593583395130</guid><pubDate>Tue, 14 May 2013 09:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-05-14T10:57:32.479+01:00</atom:updated><title>Hoje</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-3SfCBhO_PCw/UZIKa2AnvII/AAAAAAAAD08/AcdP41qw8xs/s1600/pensar+os+pensadores+ii+-+jcarlosgra%C3%A7a.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="124" src="http://3.bp.blogspot.com/-3SfCBhO_PCw/UZIKa2AnvII/AAAAAAAAD08/AcdP41qw8xs/s640/pensar+os+pensadores+ii+-+jcarlosgra%C3%A7a.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2013/05/hoje_14.html</link><author>noreply@blogger.com (Nuno Serra)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-3SfCBhO_PCw/UZIKa2AnvII/AAAAAAAAD08/AcdP41qw8xs/s72-c/pensar+os+pensadores+ii+-+jcarlosgra%C3%A7a.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-3103692657487506662</guid><pubDate>Tue, 14 May 2013 09:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-05-14T15:20:08.213+01:00</atom:updated><title>Fragilidades e Forças</title><description>&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
Os estados frágeis são uma das áreas de trabalho da economia
do desenvolvimento. Um estado é frágil quando tem dificuldades políticas de longo
prazo que impedem a ação de qualquer governo e também quando não têm condições objectivas
para gerir o país pela falta de condições técnicas do seu aparelho.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
"Emagrecer" administração pública retira condições de funcionamento ao estado que são fundamentais
para a recuperação da economia e do bem-estar das pessoas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
A economia portuguesa
precisa de uma administração pública que consiga implementar os projectos
previstos nos programas europeus; controlar a relação com o sistema financeiro
e entidades gestoras de PPPs (enquanto existirem), sem estar dependente de contratos milionários
com consultoras; apoiar as famílias na altura de mais carências de modo a que
as prestações sociais sejam complementadas com trabalho no terreno; ter um
controlo efectivo da evasão fiscal, conhecendo as novas formas que ela assume;
vigiar o respeito pelas leis laborais (que ainda restam) numa época em que a
probabilidade dos abusos aumenta; regular as condições ambientais que são
determinantes para a nossa saúde e o nosso futuro conjunto e ainda ajudam a manter
importantes fontes de exportações como o turismo; e tantas outras funções determinantes…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
O estado social é músculo na sociedade, pelas muitas razões
que foram discutidas no sábado passado no &lt;a href="http://www.congressoalternativas.org/2013/05/projeto-de-resolucao.html"&gt;Congresso Democrático das Alternativas&lt;/a&gt;. Para o complementar, é preciso um aparelho de estado sólido e eficiente, fundamental para qualquer estratégia
de relançamento da economia e, portanto, crucial &amp;nbsp;no momento em que nos
encontramos. &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
Ninguém acredita que seja reduzindo funcionários e racionando
resmas de papel que o estado vai melhorar essa eficiência. O investimento num
aparelho de estado eficiente que combata o desperdício (combate esse que também
exige meios), mas que se fortaleça, é parte do investimento público em que Portugal
deveria estar a apostar. Uma desburocratização eficiente pressupõe infraestruturas,
meios informáticos e técnicos, formação de funcionários e fortalecimento de
laços de trabalho entre equipas. Um ambiente de concorrência desesperada entre
funcionários que tentam safar-se da próxima onda de despedimentos enquanto ultrapassam
o colega na fila de espera para a única impressora disponível é a própria
imagem de um estado em desagregação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
O ataque à administração pública e aos seus funcionários não
é uma estratégia de poupança nem de eficiência. São cortes cegos e contraproducentes
que fazem parte de uma outra estratégia da direita: a desacreditação das funções do estado
na sociedade e na economia, para procurar privatizar o máximo de serviços. É
uma estratégia que nos fragiliza a todos e um caminho de sub-desenvolvimento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2013/05/fragilidades.html</link><author>noreply@blogger.com (Sara Rocha)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-4789610890394984021</guid><pubDate>Mon, 13 May 2013 17:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-05-13T18:35:33.998+01:00</atom:updated><title>Dos sacrifícios e de outras fraudes</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-KGKBZzUQgzE/UZEjcb2DRGI/AAAAAAAAHvM/TjcWVgERS6c/s1600/mexa492723583199867074.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://4.bp.blogspot.com/-KGKBZzUQgzE/UZEjcb2DRGI/AAAAAAAAHvM/TjcWVgERS6c/s320/mexa492723583199867074.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Realmente, todos têm de fazer sacrifícios, em especial esse génio da gestão global que se chama António Mexia: &lt;a href="http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/detalhe/mexia_e_o_mais_bem_pago_no_ano_em_que_meio_psi_20_ficou_sem_premios.html"&gt;os presidentes executivos do PSI-20 receberam em 2012 mais de 15 milhões de euros, um aumento de 6% face ao ano anterior&lt;/a&gt;&amp;nbsp;(mais 4,9%, em média, para os membros de 19 comissões executivas do PSI-20). Quando também &lt;a href="http://ladroesdebicicletas.blogspot.pt/2013/04/saldos_3.html"&gt;sabemos&lt;/a&gt; que as remunerações médias dos trabalhadores portugueses caíram, entre reduções salariais e perdas de emprego, 7,2%, enquanto que os rendimentos dos activos registaram um comportamento quase simétrico, confirma-se o que dizia o grande economista John Kenneth Galbraith: “Para muitos, e em especial para os que têm voz política, dinheiro e influência, uma depressão ou uma recessão está longe de ser penosa. Ninguém pode confessar isto abertamente; em certas coisas há que discreto, mesmo do que revelamos de nós próprios”. Confirmam-se também outras ideias de Galbraith: atrás da &lt;a href="http://progressive.org/mag_galbraith0199"&gt;fraude&lt;/a&gt; do “mercado livre” esconde-se a realidade da grande empresa capitalista e das suas estruturas de poder; estas estruturas, em especial quando estão associadas à fraqueza dos freios estatais e dos contrapesos sindicais, explicam os rendimentos de quem está no topo da cadeia alimentar e não um suposto mérito que, vá lá perceber-se porquê, costuma ser confundido com os montantes arrecadados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
José Reis, no âmbito de mais &lt;a href="http://ladroesdebicicletas.blogspot.pt/2013/05/pluralismo-na-universidade-patrocinio.html"&gt;um ciclo&lt;/a&gt; organizado por estudantes de economia, irá discutir, esta quinta-feira, o pensamento de John Kenneth Galbraith.</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2013/05/dos-sacrificios-e-de-outras-fraudes.html</link><author>noreply@blogger.com (João Rodrigues)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-KGKBZzUQgzE/UZEjcb2DRGI/AAAAAAAAHvM/TjcWVgERS6c/s72-c/mexa492723583199867074.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-5448572093240705062</guid><pubDate>Sun, 12 May 2013 12:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-05-12T13:02:05.107+01:00</atom:updated><title>Um jornal com a questão fundamental</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ED9jJJCrbrQ/UY-EpBbrsgI/AAAAAAAAHuk/BKO8vouAdpo/s1600/arton920.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-ED9jJJCrbrQ/UY-EpBbrsgI/AAAAAAAAHuk/BKO8vouAdpo/s320/arton920.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;i&gt;O dossiê &lt;/i&gt;[&lt;b&gt;Que fazer com este euro?&lt;/b&gt;]&lt;i&gt; que publicamos neste número de Maio sobre Portugal no euro quer justamente contribuir para um debate racional e respeitador e para desarmar o poder desta nova intoxicação. Convidámos um conjunto de economistas que têm criticado a resposta austeritária à crise a reflectir sobre as implicações de ficar e de sair do euro. &lt;b&gt;Os artigos de Carlos Carvalhas, Francisco Louçã, João Galamba, José Vieira da Silva, Nuno Teles/Alexandre Abreu e Octávio Teixeira&lt;/b&gt; são a prova de que o debate é urgente e que pode ser feito sem manipular a informação e sem chantagens emocionais.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;
&lt;i&gt;O estado de corrosão da democracia a que chegámos, no contexto de uma arquitectura institucional da União Europeia e da moeda única que abdica da coesão geográfica e social, não nos permite já estar perante escolhas fáceis. No Le Monde diplomatique pensamos que a partilha de informação e pontos de vista, aliando dimensões nacionais e internacionais, e nunca prescindindo de uma análise de classes e dos interesses em confronto, constitui um contributo para as revoltas críticas e colectivas que podem inverter a tragédia em curso e permitir escolhas democráticas orientadas para a justiça social.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;
Sandra Monteiro, &lt;a href="http://pt.mondediplo.com/spip.php?article919"&gt;Demissão e outras urgências&lt;/a&gt;, &lt;i&gt;Le Monde diplomatique - edição portuguesa&lt;/i&gt;, &lt;a href="http://pt.mondediplo.com/spip.php?article920"&gt;Edição de Maio de 2013&lt;/a&gt;.</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2013/05/um-jornal-com-questao-fundamental.html</link><author>noreply@blogger.com (João Rodrigues)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-ED9jJJCrbrQ/UY-EpBbrsgI/AAAAAAAAHuk/BKO8vouAdpo/s72-c/arton920.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></item></channel></rss>
