<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301</atom:id><lastBuildDate>Sat, 28 Jan 2012 00:39:56 +0000</lastBuildDate><category>media</category><category>educação</category><category>economia social</category><title>Ladrões de Bicicletas</title><description /><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Nuno Teles)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>3314</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://feeds.feedburner.com/blogspot/ladroes" /><feedburner:info xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" uri="blogspot/ladroes" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-622614281157234346</guid><pubDate>Fri, 27 Jan 2012 22:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-27T22:39:48.833Z</atom:updated><title>Digam-me que não é verdade por favor</title><description>O &lt;a href="http://www.ft.com/intl/cms/s/0/33ab91f0-4913-11e1-88f0-00144feabdc0.html#axzz1kblS2o8E"&gt;Financial Times de hoje &lt;/a&gt;diz ter tido acesso a um documento do governo alemão distribuído a ministros das finanças da eurozona em que se propõe, ou exige, que a Grécia ceda a soberania sobre questões orçamentais a um “comissário orçamental” nomeado pelos ministros das finanças da UE. Sem isto não haveria novo empréstimo da troica nem renegociação da dívida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior ainda:  Atenas seria forçada a adoptar uma lei obrigando o estado Grego, para todo o sempre, a dar prioridade ao serviço da dívida relativamente a todas as outras obrigações e necessidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Citação literal do dito documento: “Dado o cumprimento decepcionante até agora, a Grécia tem de aceitar deslocar a soberania orçamental para o nível europeu durante algum tempo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digam-me que não é verdade. Que a Europa ainda não chegou a este ponto. Porque se chegou, é o fim da linha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4018985866499281301-622614281157234346?l=ladroesdebicicletas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2012/01/digam-me-que-nao-e-verdade-por-favor.html</link><author>noreply@blogger.com (José M. Castro Caldas)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-5978231559493122096</guid><pubDate>Fri, 27 Jan 2012 20:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-27T20:02:21.914Z</atom:updated><title>Isto não é especulação...</title><description>&lt;em&gt;Na verdade, a suposta solução relega metade da zona euro para o estatuto de países do Terceiro Mundo, que passaram a estar fortemente endividados numa moeda estrangeira.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.publico.pt/ProjectSyndicate/George%20Soros/novo-ano-a-mesma-crise-1531075"&gt;George Soros&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4018985866499281301-5978231559493122096?l=ladroesdebicicletas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2012/01/isto-nao-e-especulacao.html</link><author>noreply@blogger.com (João Rodrigues)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-3260790627827600216</guid><pubDate>Thu, 26 Jan 2012 10:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-26T10:41:59.242Z</atom:updated><title>Ponto da situação</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-6zK70_I67f8/TyEs1bWT_SI/AAAAAAAAAkM/elpgofFStRY/s1600/Monti%2B%2526%2BMerkel.jpg"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 400px; height: 225px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701887899613789474" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-6zK70_I67f8/TyEs1bWT_SI/AAAAAAAAAkM/elpgofFStRY/s400/Monti%2B%2526%2BMerkel.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No &lt;a href="http://www.ionline.pt/opiniao/ponto-da-situacao"&gt;jornal i&lt;/a&gt;:&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Os indicadores mais recentes sobre a evolução da economia portuguesa em 2011, em particular sobre o consumo das famílias, mostram que entrámos em 2012 já com uma recessão grave. Tendo em conta a quebra das receitas fiscais, seguramente muito além do previsto no Orçamento deste ano, estão à vista novas medidas de empobrecimento e de desmantelamento do nosso frágil Estado-providência. À semelhança do que aconteceu à Grécia, tudo se conjuga para que a espiral deflacionista devaste o país deixando-o mais endividado, mais pobre e desesperado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Com taxas de 14% para obrigações a dez anos no mercado secundário, é evidente que o acesso do estado português ao financiamento privado a partir de 2013 é uma impossibilidade. E sem procura interna não é a liberalização do mercado do trabalho que fará crescer a economia e gerar excedentes orçamentais. O efeito bola de neve está lançado, tornando o peso da dívida pública insustentável e insuportável. Um dia, confrontados os credores com a evidência de que não podemos pagar, impor-se-á um corte substancial na dívida pública. Afinal, se não se pode pagar… não se paga. Como na Grécia, será o fim da linha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Na Itália, Mario Monti bem sabe o que pode esperar da austeridade para que foi mandatado. Por isso pede à Sr.a Merkel medidas para o conjunto da zona euro, mas tem dificuldade em ser ouvido. Sabendo-se que o ordoliberalismo alemão apenas conhece a punição como via para a redenção, cabe perguntar: os 360 mil milhões de euros de obrigações italianas que se vencem em 2012 serão refinanciados nos mercados? E a que taxa? Ou a Itália também vai ficar ligada à máquina de oxigénio do FEEF?&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Por muito que as autoridades tentem disfarçar a ansiedade, o facto é que a política europeia falhou rotundamente. Diplomaticamente, o próprio FMI já começou a distanciar-se dos seus parceiros da troika. Porém, a força dos interesses da finança, legitimados pelo fanatismo ordoliberal que tomou conta da União Europeia, impede uma solução de curto prazo da presente crise. Bem pelo contrário, a Alemanha subiu a parada e exige a aprovação de um pacto que retira o poder orçamental aos estados-membros. Um corpo de tecnocratas embebidos no ordoliberalismo, sem qualquer legitimidade política, ditará a partir de Bruxelas o essencial do orçamento que cada estado-membro terá de aprovar. Depois da germanização do BCE, temos agora a tutela alemã dos orçamentos. Acho estranho que em Portugal ninguém exija um referendo. Talvez porque se espera que o euro acabe entretanto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Anestesiados pelo mantra da inevitabilidade do empobrecimento, aliás muito bem orquestrado pelos canais de televisão no horário nobre, os portugueses estão a viver estoicamente o seu papel de cobaias de uma política económica comprovadamente errada, no essencial inspirada pela teoria económica dominante no período anterior à Grande Depressão do século passado. Governados por uma elite política comprada por interesses privados de diferente natureza, ou representados por uma oposição incapaz de produzir uma alternativa mobilizadora, os portugueses parecem cordeiros a caminho do matadouro. É enorme a responsabilidade daqueles que percebem o que está em causa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4018985866499281301-3260790627827600216?l=ladroesdebicicletas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2012/01/ponto-da-situacao.html</link><author>noreply@blogger.com (Jorge Bateira)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-6zK70_I67f8/TyEs1bWT_SI/AAAAAAAAAkM/elpgofFStRY/s72-c/Monti%2B%2526%2BMerkel.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>8</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-5177225714754906401</guid><pubDate>Wed, 25 Jan 2012 23:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-25T23:33:03.502Z</atom:updated><title>Até bater na rocha, não há crise</title><description>&lt;a href="http://www.blogger.com/Com%20uma%20recess%C3%A3o%20%C3%A0%20porta%20na%20zona%20euro,%20os%20%E2%80%98ratings'%20em%20queda,%20um%20ano%20carregado%20de%20emiss%C3%B5es%20soberanas%20que%20s%C3%A3o%20roletas%20russas%20para%20muitas%20economias,%20com%20os%20credores%20a%20manter%20a%20Gr%C3%A9cia%20%C3%A0%20beira%20do%20%E2%80%98default'%20e%20a%20porem%20Portugal%20no%20caminho%20de%20um%20segundo%20resgate,%20era%20dif%C3%ADcil%20pensar%20num%20%E2%80%98timing'%20mais%20absurdo%20para%20a%20UE%20embarcar%20num%20processo%20de%20adop%C3%A7%C3%A3o%20e%20ratifica%C3%A7%C3%A3o%20de%20um%20novo%20Tratado.%20Este%20novo%20Tratado%20tenta%20constitucionalizar%20o%20trav%C3%A3o%20da%20d%C3%ADvida,%20a%20%E2%80%98regra%20de%20ouro'%20(equil%C3%ADbrio%20or%C3%A7amental)%20e%20comprometer%20os%20pa%C3%ADses%20com%20a%20%22cultura%20de%20estabilidade%22,%20que%20%C3%A9%20essencial%20para%20restaurar%20a%20confian%C3%A7a%20dos%20mercados,%20como%20dizem%20os%20alem%C3%A3es.%20Contudo,%20o%20Tratado%20parece%20francamente%20desnecess%C3%A1rio%20para%20este%20e%20outros%20prop%C3%B3sitos."&gt;«Se soubessem que corriam risco de vida, os passageiros do Concordia teriam seguramente tentado impedir a decisão do comandante de aproximar demasiado o barco da costa para saudar os nativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre líderes europeus isso não seria garantido. Com uma recessão à porta na zona euro, os ‘ratings' em queda, um ano carregado de emissões soberanas que são roletas russas para muitas economias, com os credores a manter a Grécia à beira do ‘default' e a porem Portugal no caminho de um segundo resgate, era difícil pensar num ‘timing' mais absurdo para a UE embarcar num processo de adopção e ratificação de um novo Tratado. Este novo Tratado tenta constitucionalizar o travão da dívida, a ‘regra de ouro' (equilíbrio orçamental) e comprometer os países com a "cultura de estabilidade", que é essencial para restaurar a confiança dos mercados, como dizem os alemães. Contudo, o Tratado parece francamente desnecessário para este e outros propósitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde logo, só fala de austeridade. Será suficiente? Em 2007, a Alemanha tinha um défice orçamental recorde, a Espanha e Irlanda tinham excedente. Mesmo acreditando piamente no mantra da consolidação, a regra por si só não é eficaz. Gordon Brown, o ex-líder britânico, inscreveu a "regra de ouro" nas finanças britânicas em 1997 e volvidos treze anos deixou o país com um défice de dois dígitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, acrescenta confusão ao tomar o défice estrutural (de 0,5%) como teste da "regra de outro". Este indicador desconta o efeito do ciclo mas depende do cálculo do produto potencial, para o qual existem várias ‘escolas de pensamento'. Bruxelas tem uma metodologia mas vários países não a seguem e chegam a valores diferentes. Até agora este era só um elemento de análise, agora terá peso paraconstitucional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, o objectivo de Berlim em constitucionalizar o pacto de estabilidade também saiu furado. Há países onde só uma revolução mudará a carta magna. Na Finlândia, por exemplo, são precisos 4/5 do Parlamento, na Dinamarca impõem-se eleições e referendo. Depois de muito debate a actual lei de enquadramento orçamental em Portugal também serve.»&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Luis Rego, Diário Económico. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4018985866499281301-5177225714754906401?l=ladroesdebicicletas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2012/01/ate-bater-na-rocha-nao-ha-crise.html</link><author>noreply@blogger.com (Ricardo Paes Mamede)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-5988735298378423868</guid><pubDate>Wed, 25 Jan 2012 22:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-26T12:14:50.771Z</atom:updated><title>Não chega para as despesas</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-7EC0PMWVICU/TyB9rAHkDcI/AAAAAAAAD6I/reA8_8xVCcc/s1600/041122_nuno_thomaz.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 126px; height: 177px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-7EC0PMWVICU/TyB9rAHkDcI/AAAAAAAAD6I/reA8_8xVCcc/s400/041122_nuno_thomaz.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701695305970617794" /&gt;&lt;/a&gt;Na semana passada foi Daniel Bessa, esta semana é Nuno Fernandes Thomaz: não percebo esta mania do Negócios, muito pouco condizente com um jornal económico de referência, de fazer primeiras páginas com estas figuras da bancarrotocracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, leiamos o que o hilariante antigo Secretário de Estado dos Assuntos do Mar, que atracou como gestor na CGD, depois de passar pelo “&lt;a href="http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&amp;amp;id=525199"&gt;venture capital&lt;/a&gt;”, nos diz: “Estou contra o modelo de remuneração dos gestores públicos. A percentagem de pessoas disponível para ganhar pouco é pequena. Depois, aparecem pessoas impreparadas...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lata é proporcional ao autismo social, a um estreito modelo egoísta da acção humana que é muito perigoso para a confiança, para o crédito. Nada que preocupe esta gente. No quadro desse modelo de remuneração, um gestor de topo público pode esperar auferir, por mês, até uns mais do que confortáveis cinco mil e tal euros, mais dois mil e tal de despesas. O problema deste modelo é, quando muito, ser demasiado generoso e ficar circunscrito, de forma totalmente arbitrária, ao “sector público”, divisão que na banca ainda faz menos sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, lendo Thomaz, percebe-se melhor o queixume de Cavaco: o universo de referência desta gente desprezível está lá em cima, no peixe mais graúdo, nos que reconquistaram todo o poder capitalista sem freios, na classe capitalista transnacional com quem se encontram por aí e com quem se comparam de forma invejosa. É uma maçada um tão baixo rendimento. No fundo, são os representantes dos 99% no 1% do topo nacional. Não nos revoltemos, não...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4018985866499281301-5988735298378423868?l=ladroesdebicicletas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2012/01/nao-chega-para-as-despesas.html</link><author>noreply@blogger.com (João Rodrigues)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-7EC0PMWVICU/TyB9rAHkDcI/AAAAAAAAD6I/reA8_8xVCcc/s72-c/041122_nuno_thomaz.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-7515726518917046765</guid><pubDate>Wed, 25 Jan 2012 18:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-25T18:24:31.000Z</atom:updated><title>Confundir os sintomas com a doença</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-_r25RZoWSdE/TyAp6yiTv5I/AAAAAAAAB4o/BLulqL3MVvE/s1600/ue+drowning.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="287" src="http://4.bp.blogspot.com/-_r25RZoWSdE/TyAp6yiTv5I/AAAAAAAAB4o/BLulqL3MVvE/s400/ue+drowning.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
«&lt;em&gt;Uma das coisas que me impressiona na questão da "crise" europeia é o modo como os sintomas se confundem com o verdadeiro problema: as disfunções do sistema macroeconómico&amp;nbsp;que é a zona euro. Tomemos, por exemplo, a situação actual da Grécia: Desde ontem, os ministros das finanças da UE, a Comissão Europeia e o FMI uniram esforços para exigir que os credores assumam uma maior fatia no perdão da dívida grega. (...) A razão principal de tanto regateio decorre do facto de, cada vez que se olha para a Grécia, o estado da sua economia estar pior. A UE, portanto, está basicamente a pedir mais aos credores porque as suas próprias políticas não conseguiram recuperar a economia. E o que torna esta situação ainda mais interessante é o facto de a Europa ter desperdiçado dois anos e, literalmente, centenas de biliões de dólares a tentar evitar o incumprimento da Grécia, fazendo agora exigências que potencialmente empurram o país exactamente nessa direcção. (...) Como já disse anteriormente, a posição da Alemanha constitui uma faca de dois gumes porque, embora a sua economia esteja a crescer neste contexto, ele é negativo para o resto da Europa, dado que uma das principais causas desta crise reside nos desequilíbrios de competitividade entre os Estados membros, induzidos pela moeda única&lt;/em&gt;».&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Do artigo, que vale a pena &lt;a href="http://www.macrobusiness.com.au/2012/01/germany-loses-its-grip/"&gt;ler na íntegra&lt;/a&gt;, no blogue &lt;em&gt;Macrobusiness&lt;/em&gt;&amp;nbsp;(via João Galamba, facebook).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4018985866499281301-7515726518917046765?l=ladroesdebicicletas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2012/01/confundir-os-sintomas-com-doenca.html</link><author>noreply@blogger.com (Nuno Serra)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-_r25RZoWSdE/TyAp6yiTv5I/AAAAAAAAB4o/BLulqL3MVvE/s72-c/ue+drowning.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-269794464346045037</guid><pubDate>Wed, 25 Jan 2012 01:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-25T02:23:15.800Z</atom:updated><title>Imponderáveis?</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-bLrD-Ck-Uc0/Tx9nV1NfX5I/AAAAAAAAB4g/pKSYctmJSD8/s1600/escher.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-bLrD-Ck-Uc0/Tx9nV1NfX5I/AAAAAAAAB4g/pKSYctmJSD8/s400/escher.jpg" width="278" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
«&lt;em&gt;Nós estamos a fazer tudo o que devíamos fazer para sair da situação actual. Estamos a garantir que podemos fazer uma consolidação orçamental credível. Estamos a implementar todo um conjunto de reformas verdadeiramente estruturais. Há imponderáveis em toda esta questão, que é principalmente a situação internacional.&lt;/em&gt;»&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim entendeu reagir o ministro &lt;a href="http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Ministro-da-Economia-admite-que-objectivos-do-programa-da-troika-fiquem-comprometidos.rtp&amp;amp;headline=20&amp;amp;visual=9&amp;amp;article=521060&amp;amp;tm=6"&gt;Álvaro Santos Pereira&lt;/a&gt; ao artigo do &lt;em&gt;Wall Street Journal&lt;/em&gt;, que sugere que Portugal venha a necessitar de &lt;a href="http://economia.publico.pt/Noticia/vitor-gaspar-escusase-a-comentar-cenario-de-novo-resgate--1530502"&gt;um novo pacote de assistência financeira&lt;/a&gt;. Exactamente no dia em que o FMI reviu em baixa o crescimento da economia mundial, em risco de estagnar, identificando a &lt;a href="http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=FMI-reve-crescimento-mundial-em-baixa.rtp&amp;amp;headline=20&amp;amp;visual=9&amp;amp;article=521082&amp;amp;tm=6"&gt;Europa como o epicentro da crise&lt;/a&gt; e sublinhando a existência de «&lt;em&gt;um perigo ainda maior&lt;/em&gt;», o de «&lt;em&gt;a crise europeia se intensificar&lt;/em&gt;». E quando, após a reunião do Eurogrupo, o comissário Olli Rehn deu voz a mais um &lt;a href="http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Eurogrupo-chegou-a-acordo-sobre-novo-mecanismo-de-resgate-permanente-da-UE.rtp&amp;amp;headline=20&amp;amp;visual=9&amp;amp;article=520952&amp;amp;tm=6"&gt;delirante exercício de fé&lt;/a&gt;, ao arrepio de todas as evidências: «&lt;em&gt;o ano passado foi o ano da contenção da crise&lt;/em&gt; (sic)&lt;em&gt;, este ano tem de ser o ano de resolver a crise&lt;/em&gt;».&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com as economias europeias em manifesta desaceleração e os respectivos governos proibidos de adoptar medidas de estímulo à economia, face ao dogma austeritário que o acordo intergovernamental irá acentuar, a «&lt;em&gt;situação internacional&lt;/em&gt;» de que fala Álvaro Santos Pereira é feita de tudo menos de «&lt;em&gt;imponderáveis&lt;/em&gt;». Imponderável, quando muito, seria a improvável mudança de rumo, a tempo de evitar o desastre que se desenha cada vez com maior clareza no horizonte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4018985866499281301-269794464346045037?l=ladroesdebicicletas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2012/01/imponderaveis.html</link><author>noreply@blogger.com (Nuno Serra)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-bLrD-Ck-Uc0/Tx9nV1NfX5I/AAAAAAAAB4g/pKSYctmJSD8/s72-c/escher.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-8370235624676326390</guid><pubDate>Tue, 24 Jan 2012 18:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-24T18:12:10.614Z</atom:updated><title>O ponto de viragem</title><description>&lt;a href="http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&amp;amp;id=533561"&gt;Ministro da Economia não comenta segundo resgate mas admite que há "imponderáveis".&lt;/a&gt; Um dos imponderáveis para Álvaro e Gaspar deve ser a natureza permanentemente depressiva da austeridade: &lt;a href="http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&amp;amp;id=533545"&gt;Zona Euro entra em recessão arrastada pela queda de Itália e Espanha.&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4018985866499281301-8370235624676326390?l=ladroesdebicicletas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2012/01/o-ponto-de-viragem.html</link><author>noreply@blogger.com (João Rodrigues)</author><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-3155947605255098130</guid><pubDate>Mon, 23 Jan 2012 21:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-23T22:17:48.511Z</atom:updated><title>Larguem o romance da austeridade</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-9Xir_XQOtwU/Tx1YbjRnoKI/AAAAAAAAD5w/i3wb3iqGNjk/s1600/369052.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 199px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-9Xir_XQOtwU/Tx1YbjRnoKI/AAAAAAAAD5w/i3wb3iqGNjk/s320/369052.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700809933669769378" /&gt;&lt;/a&gt;O Público tem um trabalho sobre como a crise nos obriga a “mudar de vida”. No fundo, a crise é vista como uma oportunidade para redescobrir os valores e as “coisas simples” ou lá o que é – “vamos” deixar de ter empregadas domésticas ou de ir de férias  para o estrangeiro, de ser “consumistas” e tudo, “&lt;a href="http://www.publico.pt/Sociedade/em-2012-vamos-conhecer-o-vizinho-cuidar-da-horta-e-integrar-uma-associacao-1530217?p=2"&gt;em 2012, vamos conhecer o vizinho, cuidar da horta e integrar uma associação&lt;/a&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há mesmo pachorra para este romance da austeridade. Apontemos noutras direcções: vamos entrar em conflito com o vizinho, já que as disputas aumentam por falta de dinheiro nos condomínios, vamos ter de regressar à pluriactividade feita de todas as auto-explorações, vamos deixar de pagar quotas nas associações, vamos ter o tempo mais espartilhado e a vida mais condicionada pela subordinação crescente a patrões medíocres e pelos cada vez mais baixos salários, vamos entrar em insolvência, com o endividamento e o desemprego a aumentarem o stress e as &lt;a href="http://www.nottingham.ac.uk/~lizjg1/gathergood_debtdepression.pdf"&gt;depressões&lt;/a&gt;, o ensimesmamento e o rompimento dos laços sociais. Que tal assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2012, a austeridade não é uma oportunidade para nada, mas sim um imenso desperdício de capacidades individuais e colectivas, um imenso golpe no processo da vida. É claro que todos os “vamos” dependem do lugar de classe e, já se sabe, num jornal português de referência a classe universal tende a ser demasiadas vezes uma parda média que serve para tudo, inclusive para dar voz aos preconceitos de Nilton ou para transformar a intensificação da exploração numa “disponibilidade para a mudança”. Mil vezes o realismo social com rostos e nomes e vidas concretas lá dentro de &lt;a href="http://meninosdeninguem.wordpress.com/"&gt;Ana Cristina Pereira&lt;/a&gt;, uma das melhores repórteres portuguesas. Escreve no Público e faz o que deve ser feito: dar voz aos que não têm voz, às trabalhadoras domésticas, aos que nunca vão para fora cá dentro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4018985866499281301-3155947605255098130?l=ladroesdebicicletas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2012/01/o-publico-tem-um-trabalho-sobre-como.html</link><author>noreply@blogger.com (João Rodrigues)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-9Xir_XQOtwU/Tx1YbjRnoKI/AAAAAAAAD5w/i3wb3iqGNjk/s72-c/369052.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>8</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-6781435672060326935</guid><pubDate>Mon, 23 Jan 2012 18:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-23T22:10:44.640Z</atom:updated><title>Viragem para o buraco</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-V353hkqTvfI/Tx2gh9zJVLI/AAAAAAAAAKA/sYpqZOREhdg/s1600/gaspar_passos.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="226" src="http://2.bp.blogspot.com/-V353hkqTvfI/Tx2gh9zJVLI/AAAAAAAAAKA/sYpqZOREhdg/s320/gaspar_passos.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family:inherit;"&gt;“Ponto de viragem”? Estaremos a falar do mesmo país? Será que Gaspar ignora os 13,4% de desempregados – a mais elevada taxa de sempre, em contínuo crescimento? Será que se esqueceu da previsão de contracção da actividade económica em 3% em 2012, que obviamente acabará por pecar, como habitualmente, por optimista? Será que não reparou que Espanha, principal destino das exportações portuguesas, importou menos em 2011 do que em 2008 – e vai agora iniciar um programa de compressão da procura semelhante ao português? Será que ignora que a taxa de juro das obrigações portuguesas continua a bater recordes? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family:inherit;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family:inherit;"&gt;E estou só a falar do desempenho macroeconómico. A par de tudo isso, e com ainda mais gravidade, os portugueses sentem na pele toda a violência de uma ofensiva de classe que se resume nalgumas palavras: corte de salários; aumento do tempo de trabalho; aumento dos preços e redução da oferta de transportes públicos; liberalização dos despedimentos; aumento das “taxas moderadoras”; congelamento do salário mínimo, em desrespeito do acordo assinado em 2007; redução do montante e duração do subsídio de desemprego;  aumento do IVA, incluindo sobre bens essenciais como a electricidade e gás; TDT; SCUTs; restrição no acesso ao RSI; e por ai fora. E nem vou entrar por questões como o clientelismo desavergonhado, o tratamento da produção cultural, o reforço orçamental para a área da vigilância e repressão ou o favorecimento descarado da banca através da transferência do fundo de pensões ou do financiamento sem contrapartidas de controlo. Sem que nada disto, sem excepção, tenha sido sufragado nas urnas – o que revela, além do mais, um profundo desprezo pela democracia. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family:inherit;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family:inherit;"&gt;O essencial da política deste governo resume-se em garantir às medíocres elites nacionais uma fatia muito maior de um bolo mais pequeno. A viragem é mesmo para o buraco, até que sejamos nós a remeter a quadrilha em funções, o pior governo de sempre, para o caixote do lixo da história.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4018985866499281301-6781435672060326935?l=ladroesdebicicletas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2012/01/viragem-para-o-buraco.html</link><author>noreply@blogger.com (Alexandre Abreu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-V353hkqTvfI/Tx2gh9zJVLI/AAAAAAAAAKA/sYpqZOREhdg/s72-c/gaspar_passos.png" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-2144348492705859259</guid><pubDate>Sun, 22 Jan 2012 16:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-22T17:16:09.887Z</atom:updated><title>Decrescimento</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-pP6L-RYUsQk/Txw1NheVLqI/AAAAAAAAAJ4/CI79WoEy1gc/s1600/Decrescimento.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-pP6L-RYUsQk/Txw1NheVLqI/AAAAAAAAAJ4/CI79WoEy1gc/s320/Decrescimento.jpg" width="225" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Até à próxima 3ª feira, estão abertas as inscrições para um conjunto de iniciativas, organizadas pelo &lt;a href="http://www.cidac.pt/"&gt;CIDAC&lt;/a&gt;, subordinadas ao tema “Decrescimento: uma proposta polémica?”. Incluem três sessões de um círculo de leitura orientado por Fernando Florêncio, antropólogo da Universidade de Coimbra (4, 11 e 25 de Fevereiro, em Lisboa), seguidas por um seminário (9 e 10 de Março, também em Lisboa) com Serge Latouche, um dos mais conhecidos proponentes desta linha de pensamento e proposta política.&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
Os defensores do decrescimento chamam a atenção para as consequências e limites ecológicos à expansão da produção e desmontam muitas das falácias intrínsecas à ideologia produtivista que, de tão naturalizada, raramente é posta em causa (consideramos &lt;i&gt;normal &lt;/i&gt;quea escala da actividade económica esteja em constante expansão – e inquietamo-nos quando assim não acontece). Perante o carácter socialmente iníquo e ecologicamente destrutivo da acumulação capitalista, a crítica ao produtivismo anárquico e predatório é, por isso, não só pertinente como sobretudo urgente.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
Porém, esta crítica, sob pena de ter um carácter meramente utópico, deve assentar na compreensão de que o produtivismo predatório tem as suas raízes na própria lógica de funcionamento do modo de produção; deve fazer-se acompanhar pelo reconhecimento de que o desenvolvimento social e humano, particularmente no caso dos países ditos do “Sul”, requer o desenvolvimento das forças produtivas e a transformação das relações de produção; e não deve servir para legitimar a inacção face a situações de desemprego generalizado (que se caracterizam tipicamente pela estagnação ou “decrescimento”&lt;i&gt;cíclicos&lt;/i&gt;), na medida em que estas, além de socialmente dramáticas em si mesmas, constituem também fases de recuo na relação de forças entre o trabalho e o capital. Em suma, trata-se de uma crítica e de uma proposta que, a meu ver (&lt;a href="http://www.esquerda.net/artigo/decrescer-ou-morte"&gt;e no de autores como John Bellamy Foster&lt;/a&gt;), fazem todo o sentido e têm toda a pertinência... &lt;i&gt;se e só se&lt;/i&gt; constituírem parte integrante de uma crítica mais ampla ao capitalismo e de uma proposta para a sua superação. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
Em todo o caso, este é um debate que é necessário e urgente aprofundar - e esta louvável iniciativa é uma ocasião extraordinária para o fazer. Mais informações e inscrições &lt;a href="http://www.cidac.pt/"&gt;aqui&lt;/a&gt;.  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4018985866499281301-2144348492705859259?l=ladroesdebicicletas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2012/01/decrescimento.html</link><author>noreply@blogger.com (Alexandre Abreu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-pP6L-RYUsQk/Txw1NheVLqI/AAAAAAAAAJ4/CI79WoEy1gc/s72-c/Decrescimento.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>10</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-2763299632848113553</guid><pubDate>Sun, 22 Jan 2012 14:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-22T16:02:05.984Z</atom:updated><title>Realismo</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-gyA8vvDNq9I/Txwx5tYjvII/AAAAAAAAD5k/ebx96GexVrU/s1600/state_grid_gi.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-gyA8vvDNq9I/Txwx5tYjvII/AAAAAAAAD5k/ebx96GexVrU/s320/state_grid_gi.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700486095849110658" /&gt;&lt;/a&gt;Nas últimas duas décadas, as elites portuguesas foram influenciadas por um romance de mercado, globalista e pós-nacional, segundo o qual o controlo público de sectores estratégicos, os controlos de capitais e outros instrumentos para o desenvolvimento nacional seriam relíquias de um passado estatal e ineficiente, substituído pelos amanhãs europeus e globais que cantam, apesar da performance económica nunca ter voltado a ser a mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que uma empresa pública chinesa, que dá pelo transparente nome de &lt;i&gt;State Grid&lt;/i&gt;, se prepara para passar a controlar a REN, no quadro do último fôlego de um irresponsável processo de privatizações que caberá reverter no futuro, isto se quisermos reconstruir um Estado estratega capaz depois da ruína causada pelo tal romance, podem ler o dossiê da &lt;i&gt;&lt;a href="http://www.economist.com/"&gt;The Economist&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; sobre a projecção internacional do capitalismo de Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do óbvio viés liberal, até esta revista reconhece alguns factos sobre o papel central do chamado Estado desenvolvimentista ao longo da história: “todas as potência emergentes necessitaram do Estado para desbloquear o crescimento ou para, pelo menos, proteger as indústrias mais frágeis”. Daqui até começarmos o processo de libertação das utopias globalistas, um processo realista de protecção socioeconómica, é só um passo que a &lt;i&gt;The Economist&lt;/i&gt; ou estas elites políticas capturadas nunca terão incentivos para dar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4018985866499281301-2763299632848113553?l=ladroesdebicicletas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2012/01/realismo.html</link><author>noreply@blogger.com (João Rodrigues)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-gyA8vvDNq9I/Txwx5tYjvII/AAAAAAAAD5k/ebx96GexVrU/s72-c/state_grid_gi.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-4912954755895369336</guid><pubDate>Sun, 22 Jan 2012 14:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-22T14:24:50.334Z</atom:updated><title>Debate</title><description>No âmbito do ciclo de debates vidas e vozes, organizado pelo CES, eu e José Manuel Pureza iremos dinamizar uma troca de ideias sobre &lt;a href="http://www.ces.uc.pt/eventos/index.php?id=4724&amp;amp;id_lingua=1"&gt;Karl Polanyi e Johan Galtung&lt;/a&gt;, ou seja, sobre a violência estrutural das utopias liberais e sobre as formas de as superar. O debate terá lugar na próxima terça-feira, às 21h15m, na Galeria Santa Clara, que fica na margem certa do Mondego. Apareçam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4018985866499281301-4912954755895369336?l=ladroesdebicicletas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2012/01/debate.html</link><author>noreply@blogger.com (João Rodrigues)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-7015980426128050564</guid><pubDate>Sat, 21 Jan 2012 13:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-21T13:57:03.496Z</atom:updated><title>Nunca chega</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-srfTzyirMzg/TxrEFbQCw9I/AAAAAAAAD5Y/c0Im38Lowek/s1600/loureiro_costa_cavaco.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 230px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-srfTzyirMzg/TxrEFbQCw9I/AAAAAAAAD5Y/c0Im38Lowek/s320/loureiro_costa_cavaco.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700083875884221394" /&gt;&lt;/a&gt;Cavaco aufere rendimentos anuais que o colocam no último percentil nacional (o tal 1% do topo de que agora se fala). Ao afirmar que estes rendimentos não chegam para as despesas, Cavaco exemplifica bem o autismo social da sua &lt;a href="http://www1.ionline.pt/conteudo/7831-a-economia-politica-e-moral-do-cavaquismo"&gt;economia política e moral&lt;/a&gt;. Indica também como estas elites políticas reaccionárias parecem ter sempre os olhos postos no peixe capitalista bem graúdo com quem convivem, seja a nível nacional, seja a nível internacional, tomando como suas as expectativas, hábitos e também os interesses destes. Só assim se compreende...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4018985866499281301-7015980426128050564?l=ladroesdebicicletas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2012/01/nunca-chega.html</link><author>noreply@blogger.com (João Rodrigues)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-srfTzyirMzg/TxrEFbQCw9I/AAAAAAAAD5Y/c0Im38Lowek/s72-c/loureiro_costa_cavaco.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>9</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-5514675288623290521</guid><pubDate>Fri, 20 Jan 2012 16:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-20T16:19:17.589Z</atom:updated><title>21 de Janeiro - Marcha da indignação</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ZOs1KYTFTgE/TxmTXhQ669I/AAAAAAAAAJw/R2zK5gmCYQ8/s1600/21jan_cartaz_web_500.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-ZOs1KYTFTgE/TxmTXhQ669I/AAAAAAAAAJw/R2zK5gmCYQ8/s320/21jan_cartaz_web_500.jpg" width="226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Em defesa da democracia, dos serviços públicos, dos direitos dos trabalhadores e de uma sociedade decente. Saiamos à rua e juntemos a nossa voz. Sábado, 21 de Janeiro, 15h, do Marquês de Pombal a S. Bento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4018985866499281301-5514675288623290521?l=ladroesdebicicletas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2012/01/21-de-janeiro-marcha-da-indignacao.html</link><author>noreply@blogger.com (Alexandre Abreu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-ZOs1KYTFTgE/TxmTXhQ669I/AAAAAAAAAJw/R2zK5gmCYQ8/s72-c/21jan_cartaz_web_500.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-2544280980235253046</guid><pubDate>Fri, 20 Jan 2012 12:12:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-20T14:20:23.150Z</atom:updated><title>Da soberania democrática</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-pWelZIK58XQ/Txl1rqqIwfI/AAAAAAAAD5M/BgEQFztrPI0/s1600/PAR135456.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 214px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699716196459921906" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-pWelZIK58XQ/Txl1rqqIwfI/AAAAAAAAD5M/BgEQFztrPI0/s400/PAR135456.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Num inquérito divulgado ontem pelo &lt;a href="http://www.publico.pt/Política/so-56-dos-portugueses-acreditam-que-o-melhor-sistema-e-a-democracia-1529752"&gt;Público&lt;/a&gt;, a esmagadora maioria dos cidadãos portugueses questionados revelou, para tristeza do politólogo liberal António Costa Pinto, ter uma noção que me parece saudavelmente exigente de democracia, indissociável de objectivos de bem-estar partilhados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As actuais políticas de austeridade, a actual configuração da integração europeia e da globalização, são totalmente incompatíveis com um ideal democrático substantivo, assente na acção soberana guiada por fins socioeconómicos partilhados, o que pressupõe, por exemplo, estritos limites à acção dos mercados financeiros e o controlo democrático de instrumentos relevantes de política económica. Estes instrumentos foram perdidos para instituições consideradas virtuosas porque despolitizadas, como é o caso do BCE, mas que, na realidade, estão ao serviço, necessariamente político, de elites bem minoritárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É no esvaziamento da capacidade e dos poderes do Estado para estar ao serviço do bem-estar da maioria dos cidadãos que radica grande parte da crise da política democrática. Neste contexto, não é de estranhar que sejam cada vez mais os que se desabituam de um exercício participativo cada vez mais limitado, cada vez mais condicionado por despotismos económicos e que a falta de hábito mine a confiança e alimente o cinismo e o ódio a uma política vista como mero jogo fechado para beneficiários egoístas ou como imposição regressiva no processo da vida. O liberalismo económico alimenta estes sentimentos e alimenta-se deles para justificar novas rondas de esvaziamento daquilo que a política democrática é capaz de &lt;a href="http://books.google.pt/books?id=3GbZnoJkq3sC&amp;amp;pg=PA93&amp;amp;lpg=PA93&amp;amp;dq=why+people+hate+politics+colin+hay&amp;amp;source=bl&amp;amp;ots=tm5pmFJbt7&amp;amp;sig=YZ9vuru1wNcDn1yxSve6lB7oBho&amp;amp;hl=pt-PT&amp;amp;sa=X&amp;amp;ei=kFsZT6-MGYzR8QOyxOCpCw&amp;amp;redir_esc=y#v=onepage&amp;amp;q&amp;amp;f=false"&gt;oferecer&lt;/a&gt;. As desigualdades elevadas só ajudam à &lt;a href="http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2008/12/desigualdade-sabota-democracia.html"&gt;festa&lt;/a&gt; liberal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sempre, cultivar as liberdades democráticas substantivas, o poder que os cidadãos detêm para alcançar vidas decentes, exige um contramovimento de protecção da sociedade contra os efeitos nefastos das utopias liberais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4018985866499281301-2544280980235253046?l=ladroesdebicicletas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2012/01/da-soberania-democratica.html</link><author>noreply@blogger.com (João Rodrigues)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-pWelZIK58XQ/Txl1rqqIwfI/AAAAAAAAD5M/BgEQFztrPI0/s72-c/PAR135456.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-8745920555135183553</guid><pubDate>Fri, 20 Jan 2012 11:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-20T14:14:38.899Z</atom:updated><title>Caetano Veloso - Haiti</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://1.gvt0.com/vi/ApqXyzRcIXk/0.jpg" height="300" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ApqXyzRcIXk&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;






&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;






&lt;embed width="480" height="300"  src="http://www.youtube.com/v/ApqXyzRcIXk&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4018985866499281301-8745920555135183553?l=ladroesdebicicletas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2012/01/caetano-veloso-haiti.html</link><author>noreply@blogger.com (Nuno Serra)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-2695757295309725436</guid><pubDate>Fri, 20 Jan 2012 00:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-20T00:50:23.527Z</atom:updated><title>Pensar em alemão</title><description>«&lt;em&gt;A agência &lt;/em&gt;[Standard &amp;amp; Poor's]&lt;em&gt; diz que a actual crise não resulta do descontrolo orçamental na periferia mas sim de desequilíbrios macroeconómicos entre países do euro. Lisboa, em vez de criticar, devia ter aplaudido este diagnóstico porque conforta a posição de Portugal ao demonstrar que a crise é sistémica e a responsabilidade é partilhada. Ou Vítor Gaspar já pensa em alemão ou o governo desistiu de pressionar Berlim e o resto da zona euro a procurar alternativas. O país esperava um reconhecimento do seu esforço mas a S&amp;amp;P - e bem - não se impressiona com cortes salariais. Querem resultados sustentáveis e Portugal cai para notação "lixo" porque estes não se vêem - antes pelo contrário. É tudo muito lógico mas, claro, o resultado é terrível: é mais um passo na senda da Grécia com os investidores sem argumentos para segurar títulos nacionais.&lt;/em&gt;»&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Do artigo de Luís Rego (via &lt;a href="http://corporacoes.blogspot.com/2012/01/ou-vitor-gaspar-ja-pensa-em-alemao-ou-o.html"&gt;Câmara Corporativa&lt;/a&gt;), a ler na íntegra &lt;a href="http://economico.sapo.pt/noticias/a-standard-poors-tem-razao_136141.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4018985866499281301-2695757295309725436?l=ladroesdebicicletas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2012/01/pensar-em-alemao.html</link><author>noreply@blogger.com (Nuno Serra)</author><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-1130729678167275305</guid><pubDate>Thu, 19 Jan 2012 01:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-19T14:28:56.969Z</atom:updated><title>Quatro notas sobre um acordo</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-cxNjNbzDKtE/TxdVXpT16II/AAAAAAAAB4I/tjJWBi5H_RA/s1600/concerta%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" nfa="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-cxNjNbzDKtE/TxdVXpT16II/AAAAAAAAB4I/tjJWBi5H_RA/s320/concerta%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" width="222" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Assinado entre o governo, o patronato e a UGT em sede de «consternação social» (para retomar a expressão de António Chora na TVI24) e que assume a fantasiosa designação de «&lt;em&gt;&lt;a href="http://www.google.pt/url?sa=t&amp;amp;rct=j&amp;amp;q=compromisso+para+o+crescimento+competitividade+e+emprego&amp;amp;source=web&amp;amp;cd=4&amp;amp;ved=0CD0QFjAD&amp;amp;url=http%3A%2F%2Fsicnoticias.sapo.pt%2Fincoming%2F2012%2F01%2F17%2Fcompromisso-para-o-crescimento-competitividade-e-emprego-.pdf%2FBINARY%2FCompromisso%2Bpara%2Bo%2BCrescimento%2C%2BCompetitividade%2Be%2BEmprego%2B(.pdf)&amp;amp;ei=Lj8WT8naGMv-8QPgstnaAg&amp;amp;usg=AFQjCNHoN3P2vGqTEbSjGwUmyYu8tebdSw"&gt;Compromisso para o Crescimento, Competitividade e Emprego&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;» (a novilíngua orwelliana no seu melhor):&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;1&lt;/strong&gt;. Facilitação dos despedimentos e diminuição das indemnizações, redução dos montantes e da duração do subsídio de desemprego, diminuição do custo horário de trabalho, supressão de dias de férias e feriados. Supõe-se que um acordo seja o resultado de cedências mútuas entre interesses opostos, mas não se consegue encontrar um só exemplo que demonstre a cedência do patronato nesta negociação. Os trabalhadores perdem em toda a linha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;2&lt;/strong&gt;. Não se cingindo a matérias de legislação laboral, estas são contudo as que revelam maior detalhe, prioridade e condições legais de implementação imediata. Os restantes domínios, das políticas económicas às políticas activas de emprego e formação profissional, correspondem em regra a propostas anteriormente anunciadas pelo governo e enunciadas aqui em formulações etéreas e imprecisas, cuja concretização remete para documentos futuros, a apresentar pelo governo até ao final de 2012. De crescimento este acordo nada tem. A competitividade é a de um beco visivelmente sem saída.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;3&lt;/strong&gt;. Para justificar a assinatura do acordo pela UGT, João Proença diz que não o fazer implicaria a adopção de «medidas muito mais gravosas para os trabalhadores», face às «ameaças claras da parte do governo, que iria provocar uma grande desregulação laboral». Com a &lt;a href="http://arrastao.org/2450612.html"&gt;anuência «meio» contrariada&lt;/a&gt; de João Proença, a UGT patrocina e legitima um dos mais rudes golpes no mundo do trabalho, desequilibrando as relações de força, robustecendo e dando fôlego a uma ofensiva que, de outro modo, poderia ser combatida com uma oposição social e política mais sólida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;4&lt;/strong&gt;. Mas a posição da UGT significa igualmente a sua adesão, implícita, à tese segundo a qual o problema da competitividade da economia portuguesa reside no «factor trabalho». Com o seu aval a este acordo, a UGT passa a estar do lado da governação retrógrada e do capitalismo medíocre, na trincheira daqueles que consideram que a única forma de o país ser competitivo reside na estratégia dos baixos salários e do empobrecimento dos segmentos desfavorecidos de um país exemplarmente desigual. Isto é, o «modelo» demonstradamente falhado a que o João Rodrigues se refere no post anterior, responsável pelos principais bloqueios que tolhem a economia portuguesa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4018985866499281301-1130729678167275305?l=ladroesdebicicletas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2012/01/quatro-notas-sobre-um-acordo.html</link><author>noreply@blogger.com (Nuno Serra)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-cxNjNbzDKtE/TxdVXpT16II/AAAAAAAAB4I/tjJWBi5H_RA/s72-c/concerta%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-5575570385048336548</guid><pubDate>Wed, 18 Jan 2012 14:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-18T14:17:22.333Z</atom:updated><title>Modelo</title><description>Referi ontem o modelo extensivo de acumulação, fórmula usada, por exemplo, no QREN para sintetizar os bloqueios da economia portuguesa. Um modelo que este governo procura perpetuar, com cada vez mais sacrifícios para os trabalhadores, mas que agora nem sequer tem a parte da acumulação, um detalhe importante qualquer que seja a variedade de capitalismo: investimento, como sublinha &lt;a href="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2012/01/17/quest-245-es-estruturais.aspx"&gt;Pedro Romano&lt;/a&gt;, nem vê-lo, já que a procura é a austeridade que se sabe. Vamos mesmo rumo à depressão e com deprimentes &lt;a href="http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO030180.html"&gt;conversas económicas&lt;/a&gt; de custo social acrescido a condizer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4018985866499281301-5575570385048336548?l=ladroesdebicicletas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2012/01/modelo.html</link><author>noreply@blogger.com (João Rodrigues)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-5894198977115822018</guid><pubDate>Wed, 18 Jan 2012 12:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-18T12:51:17.641Z</atom:updated><title>Ajustamento estrutural em debate no Barreiro</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-bRg-eNYicQs/Txa9-D9U8QI/AAAAAAAAAJo/0JVYMEmrfiM/s1600/APBarreiro180112.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-bRg-eNYicQs/Txa9-D9U8QI/AAAAAAAAAJo/0JVYMEmrfiM/s320/APBarreiro180112.jpg" width="221" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje à noite (21h), no Barreiro, por iniciativa da &lt;a href="http://www.assembleiapopularbarreirense.org/"&gt;Assembleia Popular Barreirense&lt;/a&gt;, debate-se a experiência do ajustamento estrutural na América Latina à luz do ajustamento estrutural em curso na periferia da zona Euro. Ou, por outras palavras, discute-se a tragédia a partir do ponto de vista da farsa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4018985866499281301-5894198977115822018?l=ladroesdebicicletas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2012/01/ajustamento-estrutural-em-debate-no.html</link><author>noreply@blogger.com (Alexandre Abreu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-bRg-eNYicQs/Txa9-D9U8QI/AAAAAAAAAJo/0JVYMEmrfiM/s72-c/APBarreiro180112.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-5805683981267637690</guid><pubDate>Wed, 18 Jan 2012 10:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-18T14:04:28.027Z</atom:updated><title>Ainda a desunião geral dos trabalhadores</title><description>&lt;em&gt;Custa-me a aceitar que uma central sindical avalize um conjunto de medidas, todas elas viradas contra aqueles que representa.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://economia.publico.pt/Noticia/fundador-da-ugt-diz-que-acordo-pode-ser-certidao-de-obito-desta-central-sindical-1529580"&gt;Torres Couto&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4018985866499281301-5805683981267637690?l=ladroesdebicicletas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2012/01/ainda-desuniao-geral-dos-trabalhadores.html</link><author>noreply@blogger.com (João Rodrigues)</author><thr:total>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-8956580809339468105</guid><pubDate>Tue, 17 Jan 2012 17:12:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-17T17:32:29.026Z</atom:updated><title>Um debate a não perder</title><description>A propósito do novo pacote laboral, esta "entrevista" de Mário Crespo a Arménio Carlos é obrigatória. O sindicalista desmonta, de forma consistente, os argumentos do &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=lszB9lFNcHI"&gt;jornalista&lt;/a&gt; (?) e explica por que foi a CGTP a única organização com uma posição decente nestas negociações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed height="428" width="570" flashvars="file=http://rd3.videos.sapo.pt/WLgcArf6oIyI0aFuzEjr/mov/1&amp;amp;type=video&amp;amp;image=http://sicnoticias.sapo.pt/programas/jornaldas9/article1249706.ece/ALTERNATES/w570/1038804_4.png&amp;amp;skin=http://sicnoticias.sapo.pt/skins/sicnot/gfx/jwplayer/sic_noticias.xml&amp;amp;autostart=false&amp;amp;repeat=list&amp;amp;bufferlength=3&amp;amp;controlbar=over" wmode="transparent" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" quality="high" name="player" id="player" style="" src="http://sicnoticias.sapo.pt/skins/sicnot/gfx/jwplayer/player.swf" type="application/x-shockwave-flash" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4018985866499281301-8956580809339468105?l=ladroesdebicicletas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2012/01/um-debate-nao-perder.html</link><author>noreply@blogger.com (Nuno Teles)</author><thr:total>14</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-8641583789512419192</guid><pubDate>Tue, 17 Jan 2012 14:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-17T15:06:49.455Z</atom:updated><title>Desunião geral dos trabalhadores</title><description>Daniel Bessa, um dos intelectuais orgânicos de um certo patronato, saúda a coragem de João Proença e considera que a meia hora era uma &lt;a href="http://economia.publico.pt/Noticia/acordo-na-concertacao-social-foi-uma-boa-surpresa-diz-daniel-bessa-1529437"&gt;brincadeira de crianças&lt;/a&gt; ao pé do que foi conseguido. Bessa tem razão: trata-se de uma vitória para o patronato medíocre, o que é bem sucedido a usar a crise como pretexto para reforçar um modelo extensivo de acumulação assente em despedimentos mais fáceis e baratos, em cada vez menos férias ou em horas extraordinárias que se tornam ordinárias num contexto de horários cada vez mais baralhados. Tudo parte de uma engenharia de desvalorização interna que só vai aumentar o desemprego e transferir todos os custos do ajustamento para os trabalhadores, para os seus salários cada vez mais reduzidos, para as suas cada vez mais precárias condições de vida. Desgraçadamente, a UGT cumpre o papel que muitos lhe reservaram: servir para tentar legitimar todos os retrocessos laborais. Para isto não é preciso ter coragem; basta apenas ter disponibilidade para dizer que sim a tudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4018985866499281301-8641583789512419192?l=ladroesdebicicletas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2012/01/desuniao-geral-dos-trabalhadores.html</link><author>noreply@blogger.com (João Rodrigues)</author><thr:total>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-7109541785068719285</guid><pubDate>Mon, 16 Jan 2012 13:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-17T04:27:46.546Z</atom:updated><title>Da cegueira</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-vsSkaAKfwOM/TxQmom47FZI/AAAAAAAAB30/v0zYWfASX8U/s1600/V%25C3%25ADtor+Gaspar.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="245" kba="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-vsSkaAKfwOM/TxQmom47FZI/AAAAAAAAB30/v0zYWfASX8U/s320/V%25C3%25ADtor+Gaspar.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
«&lt;em&gt;&lt;span id="goog_1798832564"&gt;&lt;/span&gt;Substituir a análise individualizada por uma análise sistémica baseada na área do euro revela bom senso por parte da S&amp;amp;P. Significa que a S&amp;amp;P, apesar de todos os seus defeitos, não perdeu completamente o contacto com a realidade e, finalmente, se juntou ao clube dos que pretendem analisar uma crise sistémica... de forma sistemática. Esta quebra metodológica, que rejeita a tese da culpabilidade dos devedores como explicação para a crise, devia interessar a Portugal. Mas, infelizmente, não interessa a Gaspar e, aparentamente, também não interessa a este governo que quer ir para além da Troika.&lt;span id="goog_1798832565"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;»&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vale a pena ler na íntegra &lt;a href="http://jugular.blogs.sapo.pt/3099611.html"&gt;este&lt;/a&gt; post (e também &lt;a href="http://jugular.blogs.sapo.pt/3099918.html"&gt;este&lt;/a&gt;) do João Galamba no Jugular, sobre os fundamentos que levaram a &lt;em&gt;Standard &amp;amp; Poors&lt;/em&gt; a descer o &lt;em&gt;rating&lt;/em&gt; de diversos países europeus (incluíndo o da França e de Portugal) na sexta-feira passada. É curioso constatar que quem, como o ministro Vítor Gaspar, usava o argumento dos &lt;a href="http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1928292"&gt;«riscos de contágio»&lt;/a&gt; para justificar as políticas de austeridade, venha hoje recusar a análise sistémica da S&amp;amp;P, que sublinha a natureza crítica do próprio euro, constatando acrescidamente o óbvio: «&lt;em&gt;um processo de reforma unicamente assente no pilar da austeridade corre o risco de se tornar auto-destrutivo, à medida que a procura interna diminui, em linha com a quebra da confiança dos consumidores em relação ao emprego e ao rendimento disponível, erodindo a receita tributária&lt;/em&gt;».&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que é a cegueira? Não ver, não querer ver ou fingir que não se vê?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4018985866499281301-7109541785068719285?l=ladroesdebicicletas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2012/01/da-cegueira.html</link><author>noreply@blogger.com (Nuno Serra)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-vsSkaAKfwOM/TxQmom47FZI/AAAAAAAAB30/v0zYWfASX8U/s72-c/V%25C3%25ADtor+Gaspar.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total></item></channel></rss>

