<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301</atom:id><lastBuildDate>Thu, 14 May 2026 07:15:28 +0000</lastBuildDate><category>economia social</category><category>educação</category><category>media</category><title>Ladrões de Bicicletas</title><description></description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Nuno teles)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>11051</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-967486832601519981</guid><pubDate>Thu, 14 May 2026 07:08:38 +0000</pubDate><atom:updated>2026-05-14T08:15:28.026+01:00</atom:updated><title>Portugal está preparado para a nova era de choques de preços?</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjhnhPnj68JsNigqfn4fVAPlq4eFqgDmmcU55KfqwiPDcVF-X-zIGDKgEGIx-DkeVpgUHMldSgICVIP_UkHldyMWndUQWvExuEr8eq7Zxudf8dRhyphenhyphenb1yhKarbAXJk2F1LJGtcHAEi4KlEEl-v-rAHG246SlGHwqHYhrqc_iOYKYvrvejv6Qj4eXO2Apb8Y/s5930/ea1ba8c4-d56e-49e6-912a-d7fa6fa97f76_5930x3953.jpg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;3953&quot; data-original-width=&quot;5930&quot; height=&quot;213&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjhnhPnj68JsNigqfn4fVAPlq4eFqgDmmcU55KfqwiPDcVF-X-zIGDKgEGIx-DkeVpgUHMldSgICVIP_UkHldyMWndUQWvExuEr8eq7Zxudf8dRhyphenhyphenb1yhKarbAXJk2F1LJGtcHAEi4KlEEl-v-rAHG246SlGHwqHYhrqc_iOYKYvrvejv6Qj4eXO2Apb8Y/s320/ea1ba8c4-d56e-49e6-912a-d7fa6fa97f76_5930x3953.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;Nos últimos meses, a guerra no Médio Oriente reacendeu o &lt;a href=&quot;https://reversodamoeda.substack.com/p/quem-ganha-e-quem-perde-com-a-crise&quot;&gt;debate sobre a inflação&lt;/a&gt;. Os mercados energéticos reagiram de imediato, os preços do petróleo têm registado enormes oscilações e as economias europeias já registam alguma pressão sobre os preços. É a segunda vez em poucos anos que isso acontece: desde a pandemia e, sobretudo, o início da guerra na Ucrânia em 2022, os choques de preços multiplicaram-se e a inflação tornou-se um dos temas centrais na vida da maioria das pessoas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A guerra voltou a tornar visíveis as ramificações da economia mundial e a forma como as perturbações numa região se transmitem de forma rápida ao longo das cadeias de produção. O aumento do preço do petróleo torna a gasolina e o gasóleo mais caros e acaba por afetar todos os produtos que dependem do transporte - desde alimentos a produtos industriais -, pressionando especialmente setores como a agricultura, altamente dependentes de combustível para os tratores. É por isso que, historicamente, picos do preço do petróleo costumam estar associados a subidas dos custos dos alimentos. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgDQ3XvRwDyaP9-E5iHxY9pc-ZhIOzA0KRs5Wzldh8hCsulsYBNx9S1_xmMtGFtJHvS8_6qpJboeAW4MIFmYUKCUNlI1OGcupPcyXbQTwrK49DzGT8Yrb0Z-BqtTDv3S-efpGx5qmGpdvvDQbPNoW_ETcnOOEMQaRmYLj5PDxvukUNBV1NIjLxto_7urJk/s2504/3d42f7df-968e-4c33-9027-353d067324cc_2504x1267.png&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1267&quot; data-original-width=&quot;2504&quot; height=&quot;203&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgDQ3XvRwDyaP9-E5iHxY9pc-ZhIOzA0KRs5Wzldh8hCsulsYBNx9S1_xmMtGFtJHvS8_6qpJboeAW4MIFmYUKCUNlI1OGcupPcyXbQTwrK49DzGT8Yrb0Z-BqtTDv3S-efpGx5qmGpdvvDQbPNoW_ETcnOOEMQaRmYLj5PDxvukUNBV1NIjLxto_7urJk/w400-h203/3d42f7df-968e-4c33-9027-353d067324cc_2504x1267.png&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Fonte: &lt;a href=&quot;https://fredblog.stlouisfed.org/2026/03/the-relationship-among-pil-prices-food-costs-and-consumer-inflation/?utm_campaign=1773339457&amp;amp;utm_content=stlouisfed&amp;amp;utm_medium=social&amp;amp;utm_source=twitter&amp;amp;utm_term=Chart/Graph,Inflation&quot;&gt;FRED&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;Além disso, há impactos menos visíveis que vão muito para lá do mercado energético. As disrupções não afetam apenas a produção de combustíveis fósseis, mas também de uma série de produtos derivados a partir destes. Os constrangimentos na &lt;a href=&quot;https://www.reuters.com/business/energy/iran-war-chokes-petrochemical-supply-sends-plastic-prices-soaring-2026-03-26/&quot;&gt;produção de plásticos&lt;/a&gt;, derivados do petróleo, podem aumentar os custos dos produtos embalados no supermercado. Já o gás natural é uma matéria-prima essencial na produção de &lt;a href=&quot;https://carnegieendowment.org/emissary/2026/03/fertilizer-iran-hormuz-food-crisis&quot;&gt;fertilizantes&lt;/a&gt; como a amónia e a ureia, o que significa que tem impacto nos custos de produção dos alimentos. Mais: o gás natural está frequentemente associado à extração de hélio, um &lt;a href=&quot;https://www.ft.com/content/2c5068d6-b0a5-4b9e-967f-958f8df23899?syn-25a6b1a6=1&quot;&gt;recurso crítico&lt;/a&gt; para o fabrico de semicondutores e para equipamentos médicos como as máquinas de ressonância magnética. A disrupção da produção de combustíveis fósseis provoca um efeito dominó ao longo das cadeias de valor e afeta não apenas os preços que pagamos pela energia, mas também pelos alimentos, produtos embalados ou aparelhos eletrónicos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjFvy6UonBvOEJ_KOsjp8xEH9mQsDXqbbovm93SlMyxNYGx27G1T6qFqaBE_t5TInpfKYqwINZMD01gJA_MUzJv0vWOImKQmE8RpS_O6-EtbktX3YA6M2kh0UQHacHiTXojHi1xRKjPvRcDKIvH8thBTr8FoaQ2Bj6yLFXbB-6eoZcfqgaNCwcBigkX8e8/s6715/d8b11284-00ca-4683-ba48-d076bddd0cfd_6715x3966.png&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;3966&quot; data-original-width=&quot;6715&quot; height=&quot;236&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjFvy6UonBvOEJ_KOsjp8xEH9mQsDXqbbovm93SlMyxNYGx27G1T6qFqaBE_t5TInpfKYqwINZMD01gJA_MUzJv0vWOImKQmE8RpS_O6-EtbktX3YA6M2kh0UQHacHiTXojHi1xRKjPvRcDKIvH8thBTr8FoaQ2Bj6yLFXbB-6eoZcfqgaNCwcBigkX8e8/w400-h236/d8b11284-00ca-4683-ba48-d076bddd0cfd_6715x3966.png&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Matérias-primas críticas que passam no Estreito de Ormuz. Fonte: Center on Global Energy Policy &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;Quatro anos depois do surto inflacionista que se seguiu à pandemia, a economia mundial confronta-se com um novo choque energético e de cadeias de abastecimento de grandes dimensões. Depois de várias décadas em que a inflação se manteve estável e baixa nas economias ocidentais, a sucessão deste tipo de choques nos últimos anos sugere que a economia mundial está a entrar numa era em que a instabilidade se torna a norma. Nesse contexto, é importante perceber o que mudou, que consequências é que essas mudanças implicam e qual a posição da economia portuguesa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Porque é que já não nos lembrávamos da inflação? &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante quase quarenta anos, a inflação deixou de ser um problema nas economias ocidentais. Depois do pico registado na década de 1970, com dois choques petrolíferos (1973 e 1979) que fizeram disparar os preços, a inflação foi contida e os países europeus entraram num longo período de relativa estabilidade a que os economistas dão o nome de &quot;Grande Moderação&quot;, a ponto de muitos terem começado a assumir que o problema estava essencialmente resolvido.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi1O-G83yL-tpWhi9RPxX_beQ4bokPO4XxXDmRdIbwPRakUwY-o60i0KIYCQDy6KxgpreLuLkWIYvi-pKRq1tnXRvXJ-TBcip1UYErQfSGinrmSb1zLGFYjt0NjyxVwO3BDK8jQKikRipfC-AncDGOxlkJqRpA_mp036aEkRe32sq6NPuK8Y8UpzNpNhf8/s2504/ccbea441-8269-4aae-bfb9-8ed43c394187_2504x1212.png&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1212&quot; data-original-width=&quot;2504&quot; height=&quot;194&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi1O-G83yL-tpWhi9RPxX_beQ4bokPO4XxXDmRdIbwPRakUwY-o60i0KIYCQDy6KxgpreLuLkWIYvi-pKRq1tnXRvXJ-TBcip1UYErQfSGinrmSb1zLGFYjt0NjyxVwO3BDK8jQKikRipfC-AncDGOxlkJqRpA_mp036aEkRe32sq6NPuK8Y8UpzNpNhf8/w400-h194/ccbea441-8269-4aae-bfb9-8ed43c394187_2504x1212.png&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Fonte: &lt;a href=&quot;https://data.worldbank.org/indicator/FP.CPI.TOTL.ZG?locations=OE&quot;&gt;Banco Mundial&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;Que fatores é que estiveram na origem da Grande Moderação? A resposta mais comum nos manuais de Economia atribui o mérito à política monetária. Desde a década de 1980, os bancos centrais tornaram-se independentes do poder político, adotaram um mandato principal - assegurar a estabilidade de preços - e definiram metas explícitas para a taxa de inflação. A interpretação convencional diz-nos que a chave para o sucesso dos bancos centrais esteve na credibilidade deste compromisso. Se trabalhadores e empresas acreditam que a inflação se manterá estável, as negociações salariais e as decisões de preços acabam por incorporar essa expectativa e evitam-se pressões de ambos os lados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O momento fundador desta narrativa foi o &lt;a href=&quot;https://www.nplusonemag.com/issue-34/reviews/other-peoples-blood-2/&quot;&gt;choque de Volcker&lt;/a&gt;, como ficou conhecida a subida agressiva das taxas de juro pelo então presidente da Reserva Federal norte-americana (Paul Volcker) no início dos anos 1980. Com uma inflação que atingia dois dígitos, Volcker aumentou as taxas de juro para níveis sem precedentes, o investimento caiu, o desempregou disparou e a economia americana entrou em recessão, tendo a inflação acabado por ceder. A principal ilação retirada foi a de que a credibilidade dos bancos centrais - por outras palavras, a disposição para impor custos reais à economia em nome da estabilidade de preços - era a chave para manter a inflação sob controlo. No entanto, alguns estudos empíricos (&lt;a href=&quot;https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/03050629.2016.1188813&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;https://www.jstor.org/stable/40835622?seq=1&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt; ou &lt;a href=&quot;https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/00036846.2011.564136&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;) têm colocado em causa esta perspetiva. A relação entre independência dos bancos centrais e estabilidade de preços não é robusta: quando se alarga o conjunto de países analisados ou se ajusta a metodologia, a correlação entre as duas variáveis enfraquece ou desaparece. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso obriga-nos a olhar para outros fatores. Durante o mesmo período em que os bancos centrais ganhavam independência, a economia mundial passou por um conjunto de &lt;a href=&quot;https://www.elgaronline.com/view/journals/roke/4-4/roke.2016.04.08.xml&quot;&gt;transformações estruturais&lt;/a&gt; que reduziram drasticamente os custos de produção das empresas. A globalização significou acesso a matérias-primas e mão-de-obra a preços mais baixos. A China integrou-se na economia global, tornando-se a fábrica do mundo e inundando os mercados ocidentais com produtos baratos. Ao mesmo tempo, a queda das taxas de sindicalização, o enfraquecimento da negociação coletiva e a precarização do trabalho reduziram o poder negocial dos trabalhadores e comprimiram os salários. A Grande Moderação foi em grande medida o produto de condições estruturais que parecem estar agora a inverter-se. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pandemia e a guerra na Ucrânia representaram uma reversão das condições que tinham mantido a inflação baixa durante décadas. Uma economia dependente de cadeias de abastecimento a funcionar em fluxo contínuo foi confrontada com ruturas e estrangulamentos que provocaram escassez e fizeram disparar os custos de produção. A evidência empírica aponta nesta direção, tanto nos &lt;a href=&quot;https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/08911916.2024.2419240#abstract&quot;&gt;EUA&lt;/a&gt; como na &lt;a href=&quot;https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0954349X24001802&quot;&gt;Zona Euro&lt;/a&gt;: os constrangimentos da oferta, e em particular o choque energético provocado pela guerra na Ucrânia, explicam boa parte da subida dos preços registada em 2022 e 2023, enquanto o papel da procura e dos salários foi pouco significativo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;  Uma nova era de choques &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há motivos para crer que os choques inflacionistas não são eventos isolados, uma vez que as condições que os tornavam pouco frequentes estão a mudar. Há duas forças em particular que apontam para um futuro em que perturbações da oferta e choques de preços se tornam uma característica estrutural das economias: o crescimento de tensões geopolíticas e a intensificação das alterações climáticas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos geopolíticos, os últimos anos têm sido marcados por uma fragmentação da ordem económica internacional que emergiu após a Segunda Guerra Mundial. A crescente rivalidade entre os EUA e a China tem levado os primeiros a apostar numa &lt;a href=&quot;https://reversodamoeda.substack.com/p/para-onde-nos-leva-uma-guerra-comercial&quot;&gt;guerra comercial&lt;/a&gt; como forma de travar (ou pelo menos conter) o seu declínio económico, revertendo décadas de integração. Os conflitos em regiões que concentram parte importante das reservas de matérias-primas essenciais, do Médio Oriente à Gronelândia, têm de ser entendidos neste contexto. A concentração geográfica de recursos como o petróleo, o gás, os semicondutores ou os minerais essenciais para a transição energética permite aos países usá-los como arma de pressão. Neste cenário, a volatilidade dos mercados de energia e de matérias-primas parece ter vindo para ficar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O início de 2026 é um bom exemplo. A guerra no Médio Oriente interrompeu o fornecimento de gás natural proveniente do Golfo Pérsico, afetando a produção de fertilizantes como a ureia e a amónia, essenciais para a agricultura. Com 30% da produção mundial de ureia temporariamente fora do mercado, os preços dos fertilizantes dispararam cerca de 40% em poucos meses. Em países como a Tailândia, as Filipinas e o Bangladesh, agricultores que estão a entrar em época de sementeira enfrentam custos de produção que tornam o &lt;a href=&quot;https://www.washingtonpost.com/world/2026/05/09/iran-farms-thailand-food/&quot;&gt;cultivo economicamente inviável&lt;/a&gt; e muitos estão a abdicar de produzir ou a reduzir a área cultivada, o que terá impacto na oferta de alimentos como o arroz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se olharmos para os &lt;a href=&quot;https://www.bloomberg.com/news/articles/2026-05-12/supply-chain-stress-that-soared-during-covid-heads-higher-again?srnd=phx-economics-v2&quot;&gt;indicadores&lt;/a&gt; sobre as cadeias de abastecimento, encontramos um padrão semelhante ao que se verificou após o início da guerra na Ucrânia. O índice da Reserva Federal de Nova Iorque que mede a pressão sobre as cadeias de abastecimento globais registou em abril o valor mais elevado desde julho de 2022, ao passo que o índice do Banco Mundial que acompanha o transporte de contentores se aproximou dos valores da pandemia, com as transportadoras a começar a repercutir os custos de energia e a incerteza nas tarifas que cobram às empresas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhC7mVYmrcaCdPBMPEHzAvZLGEGYXLAuYXqDg03k9AdhuwG2n9oISzBVC4rb-RHrYnyorBEW05JcivkWJvh6ITT2plPJBE7E064ZZFKiXVn3Jj1yLYxwbYl8FRoYGv26wqKogVStsz1ZhevD24-AV3GsUuOZ74E5MVFMbDy95sjPBhfRwNiu1X_AhQ1-YU/s1034/4b3cef77-bb71-4a35-b3bd-65486e8f86d4_1034x757.png&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;757&quot; data-original-width=&quot;1034&quot; height=&quot;293&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhC7mVYmrcaCdPBMPEHzAvZLGEGYXLAuYXqDg03k9AdhuwG2n9oISzBVC4rb-RHrYnyorBEW05JcivkWJvh6ITT2plPJBE7E064ZZFKiXVn3Jj1yLYxwbYl8FRoYGv26wqKogVStsz1ZhevD24-AV3GsUuOZ74E5MVFMbDy95sjPBhfRwNiu1X_AhQ1-YU/w400-h293/4b3cef77-bb71-4a35-b3bd-65486e8f86d4_1034x757.png&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Fonte do gráfico: &lt;a href=&quot;https://www.bloomberg.com/news/articles/2026-05-12/supply-chain-stress-that-soared-during-covid-heads-higher-again?srnd=phx-economics-v2&quot;&gt;Bloomberg&lt;/a&gt;, com base em dados da New York Fed&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;p&gt;Além disso, as alterações climáticas estão a tornar-se uma fonte recorrente de subidas de preços dos alimentos. As culturas agrícolas são muito sensíveis às condições meteorológicas e fenómenos como ondas de calor mais prolongadas, períodos de seca severa ou chuvas intensas fora de época põem em risco a produção. Nos últimos anos, os preços do azeite dispararam em consequência de secas prolongadas em Espanha, Itália e Portugal. O cacau atingiu máximos históricos depois de ondas de calor devastarem as colheitas na Costa do Marfim e no Gana, os dois maiores produtores mundiais. Um &lt;a href=&quot;https://www.nature.com/articles/s43247-023-01173-x&quot;&gt;estudo&lt;/a&gt; de investigadores do Banco Central Europeu concluiu que, em 2022, as temperaturas-recorde do verão europeu aumentaram a inflação dos alimentos entre 0,43 e 0,93 pontos percentuais e que este impacto tenderá a agravar-se nas próximas décadas com o aquecimento projetado para o continente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há ainda um fator de amplificação adicional. Quando os custos de produção sobem, as empresas aumentam os preços que cobram em simultâneo, o que significa que nenhuma corre o risco de perder clientes para a concorrência. A crescente concentração dos mercados num pequeno conjunto de grandes empresas facilita a &lt;a href=&quot;https://www.elgaronline.com/view/journals/roke/11/2/article-p183.xml&quot;&gt;coordenação implícita dos aumentos de preços&lt;/a&gt; em contextos em que há constrangimentos da oferta, o que ajuda a explicar porque é que os lucros extraordinários se verificam sobretudo em setores que funcionam como oligopólios: energia, produção agro-industrial, grande distribuição, etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma economia organizada em torno de fluxos contínuos de produtos entre países é vulnerável a choques que ocorram em qualquer ponto da cadeia. A experiência dos últimos anos é ilustrativa: desde o levantamento desigual dos confinamentos após a pandemia, que atrasaram a produção de componentes necessários para responder à procura, à escalada de conflitos militares, que interditam rotas marítimas e impedem o transporte, passando por cheias e secas severas que afetam a produção agrícola, os efeitos em cascata têm-se feito sentir um pouco por todo o mundo. Numa era de maior instabilidade geopolítica e de intensificação das alterações climáticas, estas cadeias tornam-se mais frágeis e os preços que pagamos no supermercado refletem-no. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Quão exposto está Portugal? &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A economia portuguesa reúne várias características que a tornam particularmente exposta a uma era de choques de preços recorrentes. A primeira é a mais evidente: Portugal é um importador líquido de energia e, embora tenha feito progressos na expansão das energias renováveis (que representam cerca de 80% da produção elétrica), a &lt;a href=&quot;https://ourworldindata.org/grapher/fossil-fuels-share-energy?tab=line&amp;amp;country=~PRT&quot;&gt;dependência de petróleo importado&lt;/a&gt; continua a ser elevada nos transportes e em vários setores industriais. Quando os preços do petróleo disparam, Portugal paga mais pela energia que importa e vê a sua balança comercial deteriorar-se. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No setor elétrico, o país beneficia de uma posição relativamente favorável. À semelhança de Espanha, Portugal é dos países europeus menos exposto ao impacto dos preços do gás na eletricidade. O peso crescente das renováveis funciona como um amortecedor em períodos de volatilidade dos combustíveis fósseis, e o mecanismo ibérico de desacoplamento entre o preço do gás e o preço da eletricidade, aplicado durante o choque de 2022, contribuiu para &lt;a href=&quot;https://cepr.org/voxeu/columns/winners-and-losers-energy-crisis-policy-lessons-iberian-electricity-market&quot;&gt;reduzir as faturas&lt;/a&gt; em Portugal e Espanha face ao resto da Europa. Ainda assim, isso não cobre os transportes, onde a gasolina e o gasóleo representam ainda quase toda a energia consumida, nem protege os setores industriais que dependem diretamente dos combustíveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda vulnerabilidade tem a ver com a agricultura. Portugal encontra-se &lt;a href=&quot;https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/agricultura-e-pescas/detalhe/volatilidade-dos-precos-e-subida-de-custos-de-importacao-de-fertilizantes-preocupa&quot;&gt;dependente da importação dos fertilizantes&lt;/a&gt; usados na produção agrícola (produzidos a partir de gás natural). Quando os preços do gás sobem, como aconteceu em 2022 e como está a acontecer novamente, os custos de produção agrícola aumentam e o impacto repercute-se nos preços dos alimentos. E isso liga-se com a terceira vulnerabilidade: as alterações climáticas. Enquanto parte do sul da Europa, Portugal é um dos países europeus &lt;a href=&quot;https://www.eea.europa.eu/en/analysis/publications/european-climate-risk-assessment&quot;&gt;mais expostos&lt;/a&gt; às consequências do aquecimento global, que se traduzem num aumento da frequência e intensidade das secas, ondas de calor, incêndios e precipitação intensa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas associações de produtores têm alertado para os impactos que as tempestades que atingiram o país no início deste ano tiveram na produção agrícola, devido ao excesso de precipitação e humidade, à perda de área cultivada e aos danos nas infraestruturas, que implicam riscos de quebras na produção de bens como os &lt;a href=&quot;https://expresso.pt/economia/economia_agricultura/2026-03-20-agricultores-alertam-para-risco-real-de-quebras-na-producao-e-para-o-aumento-da-dependencia-externa-alimentar-do-pais-3c2dc238&quot;&gt;cereais&lt;/a&gt; ou os &lt;a href=&quot;https://expresso.pt/economia/economia_agricultura/2026-02-14-laranja-boa-no-chao-e-apodrecida-na-arvore-algarve-perde-entre-25-e-40-dos-citrinos--e-antecipa-subida-dos-precos--8c666301&quot;&gt;citrinos&lt;/a&gt;. Com o bloqueio do estreito de Ormuz que se seguiu, a subida dos custos com fertilizantes também tem sido referida como um problema para a atividade agrícola. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O que fazer quando os choques se tornam a norma? &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde a ascensão da independência dos bancos centrais, a resposta a um pico de inflação foi sempre a mesma: subir as taxas de juro, travar a procura e esperar que as pressões sobre os preços cedessem. Esta estratégia foi desenhada para um tipo específico de inflação, que resulta de uma economia sobreaquecida, com um excesso de procura que se deveria a políticas expansionistas ou ao crescimento demasiado acelerado dos salários. No entanto, quando a inflação resulta de choques da oferta como os que se têm multiplicado nos últimos anos, subir a política monetária não tem nenhum efeito óbvio. Subir as taxas de juro não ajuda a reabrir uma rota marítima ou a recuperar colheitas destruídas por cheias ou secas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os economistas Daniela Gabor e Benjamin Braun distinguem &lt;a href=&quot;https://www.phenomenalworld.org/analysis/against-carbon-shock-therapy/&quot;&gt;três caminhos possíveis&lt;/a&gt; para os governos face aos atuais choques energéticos. O primeiro é o que chamam &quot;terapia de choque do carbono&quot;: deixar que os preços elevados dos combustíveis fósseis façam o seu trabalho, eliminando as atividades dependentes de energia barata e forçando uma reconversão acelerada. O segundo é o caminho do &quot;derisking&quot;: usar os instrumentos do Estado e o dinheiro público para reduzir riscos para o setor privado, através de subsídios, garantias e incentivos fiscais, na esperança de atrair investimento privado para a transição verde. O terceiro, mais transformador, é o que designam como &quot;Estado verde forte&quot;: investimento público direto, planeamento, direcionamento do crédito para atividades estratégicas e controlos de preços quando necessário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Alemanha é dada como exemplo dos custos da terapia de choque do carbono. Depois da invasão russa da Ucrânia em 2022, a Alemanha aplicou uma medida de regulação dos preços do gás para as famílias e as pequenas empresas, mas não interveio para proteger a indústria intensiva em energia, com o argumento de que os preços altos disciplinariam as empresas a promover a transição para fontes de energia limpas ou a fechar portas. O resultado foi sobretudo o segundo: a economia alemã entrou em estagnação e, no final de 2024, a produção industrial intensiva em energia estava ainda 20% abaixo dos níveis anteriores à guerra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os países da periferia do sul da União Europeia - Portugal, Espanha, Itália e Grécia - foram menos atingidos pelo choque energético de 2022 em termos de impacto sobre o PIB, precisamente porque têm menos indústria intensiva em energia. Isso ajuda a explicar o melhor desempenho relativo destas economias nos últimos anos, que culminou com a &lt;a href=&quot;https://reversodamoeda.substack.com/p/portugal-e-a-economia-do-ano-para&quot;&gt;distinção&lt;/a&gt; de Portugal como a “economia do ano” para a revista britânica The Economist. No entanto, trata-se do reflexo de uma base industrial mais fraca, com menor capacidade tecnológica nos setores que vão ser decisivos para a transição verde. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, as economias do sul europeu &lt;a href=&quot;https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1111/gove.70089&quot;&gt;não estão numa posição estruturalmente vantajosa&lt;/a&gt;: além da baixa capacidade tecnológica em tecnologias verdes, exibem níveis reduzidos de apoios públicos à transição e atraso na adoção de renováveis fora do setor elétrico. Com uma política industrial europeia assente em regras de auxílios de Estado que favorecem os países menos endividados (leia-se, a Alemanha, que sozinha alocou mais de 90 mil milhões de euros em apoios estatais verdes entre 2021 e 2023), os países da periferia terão tendência a perder a corrida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta à nova era de choques de preços enfrenta vários desafios. Como reduzir a dependência de combustíveis fósseis ou fertilizantes importados? Como acelerar a eletrificação dos transportes sem assentar apenas em incentivos à compra de carros elétricos por classes médias/altas? Como evitar a transferência de rendimento para o topo que ocorre com os lucros extraordinários e a distribuição de dividendos das grandes empresas em contextos de crise? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem planeamento público, deixar que o mercado aplique a “terapia de choque do carbono” resulta em destruição de capacidade produtiva e desindustrialização. A transição energética requer a construção de um Estado verde com capacidade real de intervenção, desde o investimento direto através de empresas públicas à constituição de reservas de matérias-primas críticas. Há exemplos que mostram que é possível fazê-lo a uma escala nacional comparável com a nossa. Na &lt;a href=&quot;https://www.bwl.admin.ch/en/strategic-stockpiling&quot;&gt;Suíça&lt;/a&gt;, o Estado definiu regras para um conjunto de empresas privadas que tem de manter stocks de bens essenciais (alimentos, fertilizantes, medicamentos e combustíveis) equivalentes a dois a quatro meses de consumo. A &lt;a href=&quot;https://www.helsinkitimes.fi/finland/finland-news/domestic/27936-the-guardian-finland-strengthens-food-security-urges-europe-to-follow.html&quot;&gt;Finlândia&lt;/a&gt; mantém reservas de cereais para cobrir as necessidades alimentares durante nove meses e a &lt;a href=&quot;https://edition.cnn.com/2024/12/18/business/poland-butter-reserves-prices-intl/index.html&quot;&gt;Polónia&lt;/a&gt; mobilizou recentemente as suas reservas de manteiga durante a crise. Este tipo de reservas permite estabilizar a oferta e os preços dos produtos e proteger a soberania alimentar dos países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No curto prazo, a experiência dos últimos anos mostra que há instrumentos que funcionam, como desacoplar o preço da eletricidade do gás quando este dispara, regular temporariamente preços e/ou margens em bens essenciais e tributar os lucros extraordinários para redistribuir os custos da crise (mais desenvolvidos &lt;a href=&quot;https://reversodamoeda.substack.com/p/quem-ganha-e-quem-perde-com-a-crise&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;). A médio prazo, o caminho passa por reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados, o que implica investimento público para expandir a capacidade de produção de renováveis, constituir reservas de matérias-primas essenciais e orientar a eletrificação dos transportes e da economia. O custo do investimento necessário para a transição energética é &lt;a href=&quot;https://www.theguardian.com/environment/2026/mar/11/reaching-net-zero-by-2050-cheaper-for-uk-than-one-fossil-fuel-crisis&quot;&gt;inferior&lt;/a&gt; ao custo económico de uma crise energética como a de 2022. O preço mais elevado é o da inação.&lt;/p&gt;&lt;i&gt;Para ler outros textos como este, pode também subscrever gratuitamente a newsletter &lt;a href=&quot;https://reversodamoeda.substack.com/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Reverso da Moeda&lt;/a&gt;.&lt;/i&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2026/05/portugal-esta-preparado-para-nova-era.html</link><author>noreply@blogger.com (Vicente Ferreira)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjhnhPnj68JsNigqfn4fVAPlq4eFqgDmmcU55KfqwiPDcVF-X-zIGDKgEGIx-DkeVpgUHMldSgICVIP_UkHldyMWndUQWvExuEr8eq7Zxudf8dRhyphenhyphenb1yhKarbAXJk2F1LJGtcHAEi4KlEEl-v-rAHG246SlGHwqHYhrqc_iOYKYvrvejv6Qj4eXO2Apb8Y/s72-c/ea1ba8c4-d56e-49e6-912a-d7fa6fa97f76_5930x3953.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-3833816584262860444</guid><pubDate>Wed, 13 May 2026 13:20:20 +0000</pubDate><atom:updated>2026-05-13T14:20:20.425+01:00</atom:updated><title>Um jornal para respostas coletivas</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj9pD_B6oDqnHdKy4VEIUz1jvge9MkyxnSB7crG0_GlEcaq_bdCbV5um6050VIIn17HSwtLJuFhRK5G4Rhld7Dtr5OLsgky_A71HUM5GUARFKOBUvWFJcSb3kiyNtRVbHgiAhtFWKDV88kM9_VlUvpUMKHqefXc2eP0FAH4AEE-J-hXOZ8s5lZxSHR2f3Q/s1921/2026-05.jpg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1921&quot; data-original-width=&quot;1500&quot; height=&quot;640&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj9pD_B6oDqnHdKy4VEIUz1jvge9MkyxnSB7crG0_GlEcaq_bdCbV5um6050VIIn17HSwtLJuFhRK5G4Rhld7Dtr5OLsgky_A71HUM5GUARFKOBUvWFJcSb3kiyNtRVbHgiAhtFWKDV88kM9_VlUvpUMKHqefXc2eP0FAH4AEE-J-hXOZ8s5lZxSHR2f3Q/w501-h640/2026-05.jpg&quot; width=&quot;501&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;Perante o aprofundamento da crise climática, as companhias de seguros privadas procuram que os Estados lhes criem condições para lucrar com as catástrofes (...)&amp;nbsp;Acontece que o Estado democrático não foi criado para ser um mediador de seguros privados. E as populações, desde logo as mais afetadas pelas catástrofes climáticas (mas não só), sabem bem que a solidariedade, ou o direito a ter proteção social e a viver em segurança, não se confundem com garantir bons negócios aos privados.Na noite da apresentação do PTRR, as televisões logo se encheram de comentadores que explicaram aos cidadãos que o governo está a pedir-lhes que, contratando um seguro, façam poupanças «em tempos em que tudo está bem» para que possam estar protegidos «quando as coisas correrem mal».&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Nenhuma consideração das obrigações do Estado na prevenção e mitigação das alterações climáticas; nenhuma exigência de políticas públicas que protejam o bem público, não o interesse privado. E, sobretudo, uma total incompreensão de como, para a grande maioria da população, a ideia de que será agora preciso acrescentar novas poupanças às poupanças que já há muito não se conseguia fazer é algo, não só impossível, como ofensivo. Na verdade, o problema não é individual — e a resposta democrática terá de ser coletiva.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sandra Monteiro,&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;https://pt.mondediplo.com/2026/05/um-estado-mediador-de-seguros.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Um Estado mediador de seguros?&lt;/a&gt;, Le monde diplomatique - edição portuguesa, &lt;a href=&quot;https://pt.mondediplo.com/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;maio de 2026&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2026/05/um-jornal-para-respostas-coletivas_01533839690.html</link><author>noreply@blogger.com (João Rodrigues)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj9pD_B6oDqnHdKy4VEIUz1jvge9MkyxnSB7crG0_GlEcaq_bdCbV5um6050VIIn17HSwtLJuFhRK5G4Rhld7Dtr5OLsgky_A71HUM5GUARFKOBUvWFJcSb3kiyNtRVbHgiAhtFWKDV88kM9_VlUvpUMKHqefXc2eP0FAH4AEE-J-hXOZ8s5lZxSHR2f3Q/s72-w501-h640-c/2026-05.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-1689473445866005831</guid><pubDate>Wed, 13 May 2026 09:13:10 +0000</pubDate><atom:updated>2026-05-13T10:50:17.651+01:00</atom:updated><title>Cruz</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgZnPvmrENFgO387LXEBnuK95SPAaWx1nyBdcOsvWO2nEIO3I1ypNt8WqrgJ-PGDzZA37nELxVVjB7Bpbt96OjtacQ_ARwc-tN-Tgehf6pjvJH94umrlNjWgZ8Tn73olfzflDiTd_PDz2kNoJyaeSG0wex6sabT3_lCOkWro8r0k9NZi4o6mhvMPDZW6oU/s1102/Captura%20de%20ecra%CC%83%202026-05-10,%20a%CC%80s%2020.51.16.png&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;708&quot; data-original-width=&quot;1102&quot; height=&quot;206&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgZnPvmrENFgO387LXEBnuK95SPAaWx1nyBdcOsvWO2nEIO3I1ypNt8WqrgJ-PGDzZA37nELxVVjB7Bpbt96OjtacQ_ARwc-tN-Tgehf6pjvJH94umrlNjWgZ8Tn73olfzflDiTd_PDz2kNoJyaeSG0wex6sabT3_lCOkWro8r0k9NZi4o6mhvMPDZW6oU/s320/Captura%20de%20ecra%CC%83%202026-05-10,%20a%CC%80s%2020.51.16.png&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Aquando da pandemia, pensou-se&amp;nbsp;que o sórdido negócio dos covidários turísticos, também conhecidos por cruzeiros, levaria um rombo eventualmente fatal. Tratou-se de uma ilusão, de várias: as coisas não tendem a melhorar espontaneamente depois da catástrofe, pelo contrário.&amp;nbsp;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No capitalismo, esta festa continuou e cada dia mais intensa, incluindo iates cada dia maiores para milionários cada dia com mais milhões, e continuará até haver sujeito político que a trave.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Entretanto, os custos sociais são pagos pela comunidade e dentro dela pelos mais pobres, claro: dos efeitos da poluição intensa até à super-exploração laboral, passando pela difusão de vírus, como se vê uma vez mais, agora com o hantavírus. Diz que não é tão contagioso. Era o que mais nos faltava.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2026/05/cruz.html</link><author>noreply@blogger.com (João Rodrigues)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgZnPvmrENFgO387LXEBnuK95SPAaWx1nyBdcOsvWO2nEIO3I1ypNt8WqrgJ-PGDzZA37nELxVVjB7Bpbt96OjtacQ_ARwc-tN-Tgehf6pjvJH94umrlNjWgZ8Tn73olfzflDiTd_PDz2kNoJyaeSG0wex6sabT3_lCOkWro8r0k9NZi4o6mhvMPDZW6oU/s72-c/Captura%20de%20ecra%CC%83%202026-05-10,%20a%CC%80s%2020.51.16.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-2873480309083555568</guid><pubDate>Tue, 12 May 2026 08:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-05-12T09:53:55.963+01:00</atom:updated><title>Tempos reais</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgr8xY-Y7Q7pEneiGOT9P9jpnDgu9dlqSnQ4LDfoYiTllKx4iTDh1wYj5Pogd1dlXraD3iSdyEvWoGTvYjH75nTLhPJsTp2WRxMhW7_JN0eoXeykUo6JQfqXdVXf5SRnUWOdJMuRLHGBD_rhTQjz8pxIJfiCoLfMHXbDb8Z2nuTxLPdfRH7dF8ipgEWktY/s1170/944b6866-2786-4f6e-8c0f-07d302117c78.jpeg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;474&quot; data-original-width=&quot;1170&quot; height=&quot;163&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgr8xY-Y7Q7pEneiGOT9P9jpnDgu9dlqSnQ4LDfoYiTllKx4iTDh1wYj5Pogd1dlXraD3iSdyEvWoGTvYjH75nTLhPJsTp2WRxMhW7_JN0eoXeykUo6JQfqXdVXf5SRnUWOdJMuRLHGBD_rhTQjz8pxIJfiCoLfMHXbDb8Z2nuTxLPdfRH7dF8ipgEWktY/w400-h163/944b6866-2786-4f6e-8c0f-07d302117c78.jpeg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Como se não fosse nada, o editorial do &lt;i&gt;Financial Times &lt;/i&gt;de ontem diz que a China tem reservas contracícilicas de bens essenciais e controlos de preços, o que ajuda a absorver os choques num contexto em que a República Popular é melhor vista pela maioria do mundo do que os EUA.&amp;nbsp;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Só falta dizerem que a propriedade pública de grande parte da banca ajuda a China a dirigir o crédito para os setores em que a política industrial aposta ou que os controlos de capitais são barreiras às crises financeiras...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2026/05/tempos-reais.html</link><author>noreply@blogger.com (João Rodrigues)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgr8xY-Y7Q7pEneiGOT9P9jpnDgu9dlqSnQ4LDfoYiTllKx4iTDh1wYj5Pogd1dlXraD3iSdyEvWoGTvYjH75nTLhPJsTp2WRxMhW7_JN0eoXeykUo6JQfqXdVXf5SRnUWOdJMuRLHGBD_rhTQjz8pxIJfiCoLfMHXbDb8Z2nuTxLPdfRH7dF8ipgEWktY/s72-w400-h163-c/944b6866-2786-4f6e-8c0f-07d302117c78.jpeg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-4001466346621674222</guid><pubDate>Tue, 12 May 2026 08:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-05-12T09:07:50.437+01:00</atom:updated><title>Haja número</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEidMekcqCbbK641P72Rl_M0QGzkoJffXl22aZIhXa3KSw-U35qMZzG66ErmJ00-QFMPiqMxMocFCf0bFPYguoJ7CxrHf4MYNCEBzvpMhpxCMoTi2od9iVWOur1aT1G_Eyn43LFEKZ0pm8Wh8Zl3f0XaiyACiVkOjYUdEICaokbu4JZxYixGprl3rmRohyphenhyphen0/s1350/HICWU9cXUAAgz9Q.jpeg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1350&quot; data-original-width=&quot;1080&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEidMekcqCbbK641P72Rl_M0QGzkoJffXl22aZIhXa3KSw-U35qMZzG66ErmJ00-QFMPiqMxMocFCf0bFPYguoJ7CxrHf4MYNCEBzvpMhpxCMoTi2od9iVWOur1aT1G_Eyn43LFEKZ0pm8Wh8Zl3f0XaiyACiVkOjYUdEICaokbu4JZxYixGprl3rmRohyphenhyphen0/w320-h400/HICWU9cXUAAgz9Q.jpeg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;Sim, &lt;a href=&quot;https://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2025/07/anti-amorim.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;anti-Amorim&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2026/05/haja-numero.html</link><author>noreply@blogger.com (João Rodrigues)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEidMekcqCbbK641P72Rl_M0QGzkoJffXl22aZIhXa3KSw-U35qMZzG66ErmJ00-QFMPiqMxMocFCf0bFPYguoJ7CxrHf4MYNCEBzvpMhpxCMoTi2od9iVWOur1aT1G_Eyn43LFEKZ0pm8Wh8Zl3f0XaiyACiVkOjYUdEICaokbu4JZxYixGprl3rmRohyphenhyphen0/s72-w320-h400-c/HICWU9cXUAAgz9Q.jpeg" height="72" width="72"/><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-7480935160608267943</guid><pubDate>Mon, 11 May 2026 09:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-05-11T10:53:18.092+01:00</atom:updated><title>As coisas</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhzO88AHepHrJ49qv1Dnd4ieaeJ6ul8AApKCubzwbgNDpV_bkSsQlUHBzXAxTkLfHxcWPTAU1LZo08qflzcCHwiX8_aniViezDpuOQOE_aTTRGb88rjKnEknSk5XjR5S3ZY8WmjrqFllPTyPJSWIqP4BzzKsBXZv0NYNbjEMvBG0391zWcL5YStKRCv0Aw/s728/Captura%20de%20ecra%CC%83%202026-05-11,%20a%CC%80s%2010.36.11.png&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;728&quot; data-original-width=&quot;544&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhzO88AHepHrJ49qv1Dnd4ieaeJ6ul8AApKCubzwbgNDpV_bkSsQlUHBzXAxTkLfHxcWPTAU1LZo08qflzcCHwiX8_aniViezDpuOQOE_aTTRGb88rjKnEknSk5XjR5S3ZY8WmjrqFllPTyPJSWIqP4BzzKsBXZv0NYNbjEMvBG0391zWcL5YStKRCv0Aw/s320/Captura%20de%20ecra%CC%83%202026-05-11,%20a%CC%80s%2010.36.11.png&quot; width=&quot;239&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Confesso que estou mortinho por conhecer os “novos rostos” que &lt;a href=&quot;https://expresso.pt/opiniao/2026-05-06-o-problema-nao-esta-no-ps-e-a-solucao-nao-e-a-ala-esquerda-do-ps-a3fa6551&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Daniel Oliveira&lt;/a&gt; vai tirar da cartola para a sua nova &lt;a href=&quot;https://www.rtp.pt/programa/tv/p44581&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;coisa&lt;/a&gt;&amp;nbsp;político-partidária, essa sim, finalmente libertadora e realizadora.&amp;nbsp;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E mal posso esperar por ouvir os novos discursos dos novos rostos sobre a corrida armamentista e o quadro de regras austeritárias cada dia mais condicionadoras da UE, bem como o futuro do nosso Estado social neste desgraçado contexto, sem esquecer a luta laboral e outros assuntos menores conexos, tipo paz e solidariedade anti-imperialista.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bom, e nem falo de piquetes de greve e de outras formas de organização dos subalternos, indignos da &lt;a href=&quot;https://www.abrilabril.pt/nacional/esquerda-bramane-em-portugal&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;esquerda brâmane&lt;/a&gt;, mas dignos dos que militantemente não desistem e que por isso são particularmente atacados pelas Impresas desta vida tão intensamente capitalista. Sim, estou a falar dos comunistas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tenho, entretanto, um conselho para os aspirantes a Tsipras: cuidado, se a história for destino, quando perderem, e obviamente perderão, serão mediaticamente trucidados pelo mesmo que vos aconselhou politicamente e promoveu mediaticamente.
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2026/05/coisas.html</link><author>noreply@blogger.com (João Rodrigues)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhzO88AHepHrJ49qv1Dnd4ieaeJ6ul8AApKCubzwbgNDpV_bkSsQlUHBzXAxTkLfHxcWPTAU1LZo08qflzcCHwiX8_aniViezDpuOQOE_aTTRGb88rjKnEknSk5XjR5S3ZY8WmjrqFllPTyPJSWIqP4BzzKsBXZv0NYNbjEMvBG0391zWcL5YStKRCv0Aw/s72-c/Captura%20de%20ecra%CC%83%202026-05-11,%20a%CC%80s%2010.36.11.png" height="72" width="72"/><thr:total>18</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-1120217531230924531</guid><pubDate>Mon, 11 May 2026 08:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-05-11T10:04:26.679+01:00</atom:updated><title>Vira-latismo</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhA96SNTgQFuoqgJu56obV3IX6HFFsvghCrrKwfCqB7l4J_ZmiToNC-QEaFrUWtRRikJsy59-6jdBAHSyaZ08Kfrthyphenhyphen8mqVAn4BkyNO39F7jQ5YNNYrlSXxVxFEtaSCAdmRJCOTdetX_-hQCZZKs4YTgfqSBTSx7SmI4qZvg40i1fUT1MrjYtPD5eLoY6Y/s510/260409-prajs-arn-0012-09800.jpg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;340&quot; data-original-width=&quot;510&quot; height=&quot;213&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhA96SNTgQFuoqgJu56obV3IX6HFFsvghCrrKwfCqB7l4J_ZmiToNC-QEaFrUWtRRikJsy59-6jdBAHSyaZ08Kfrthyphenhyphen8mqVAn4BkyNO39F7jQ5YNNYrlSXxVxFEtaSCAdmRJCOTdetX_-hQCZZKs4YTgfqSBTSx7SmI4qZvg40i1fUT1MrjYtPD5eLoY6Y/s320/260409-prajs-arn-0012-09800.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A única virtude política alguma vez revelada por Seguro foi não se chamar André Ventura na segunda volta das eleições presidenciais. Por isso, e ao contrário de &lt;a href=&quot;https://x.com/1963Cor_DeVolta/status/2053357548204441976&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Rodrigo Sousa e Castro&lt;/a&gt;, não fiquei espantado com o seu discurso vira-latista num dos areópagos europeístas, o Instituto Europeu de Florença:&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;“Em vez de minorias de bloqueio, precisamos de maiorias com ambição, lideranças que pensem em Europa para além dos egoísmos imediatos dos Estados-membros que representam.”&amp;nbsp;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi com discursos destes que o país se transformou numa &lt;a href=&quot;https://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2024/08/semicolonizados.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;semicolónia&lt;/a&gt; e agora querem acabar de transformá-lo numa colónia, totalmente controlada pelo egoísmo austeritário e belicista da Comissão Europeia e das grandes potências. E pensar que o Presidente tem por dever defender a independência nacional, base da solidariedade.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2026/05/vira-latismo.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Coimbra)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhA96SNTgQFuoqgJu56obV3IX6HFFsvghCrrKwfCqB7l4J_ZmiToNC-QEaFrUWtRRikJsy59-6jdBAHSyaZ08Kfrthyphenhyphen8mqVAn4BkyNO39F7jQ5YNNYrlSXxVxFEtaSCAdmRJCOTdetX_-hQCZZKs4YTgfqSBTSx7SmI4qZvg40i1fUT1MrjYtPD5eLoY6Y/s72-c/260409-prajs-arn-0012-09800.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-5223332411627589942</guid><pubDate>Sun, 10 May 2026 09:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-05-10T10:26:31.896+01:00</atom:updated><title>Haja história</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-niTTKaauSn6H7fne3VKjHCSdcbrAFBq8CK9D1C-T4Vo7axPyNNJfFYoSMtIK0uZCdGBHzw3oQTZ0ch9TtfoQrQm4tebPNIAzdwS27djh1qysAAswEJR3Ix7OH6FAgbQVteyztG39MU44k_dobz2uc-bEzV_aKtThqC-76O1rul-Aj4bqrDg96r2KGas/s1740/Captura%20de%20ecra%CC%83%202026-05-10,%20a%CC%80s%2010.21.54.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1228&quot; data-original-width=&quot;1740&quot; height=&quot;452&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-niTTKaauSn6H7fne3VKjHCSdcbrAFBq8CK9D1C-T4Vo7axPyNNJfFYoSMtIK0uZCdGBHzw3oQTZ0ch9TtfoQrQm4tebPNIAzdwS27djh1qysAAswEJR3Ix7OH6FAgbQVteyztG39MU44k_dobz2uc-bEzV_aKtThqC-76O1rul-Aj4bqrDg96r2KGas/w640-h452/Captura%20de%20ecra%CC%83%202026-05-10,%20a%CC%80s%2010.21.54.png&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;Do &lt;a href=&quot;https://thetricontinental.org/wp-content/uploads/2025/11/202511012_WAFW_PT_Web.pdf&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;estudo&lt;/a&gt; do Instituto Tricontinental de Pesquisa Social:&amp;nbsp;“Os 80 anos da vitória na Guerra Mundial Antifascista – Quem salvou a humanidade: uma história restauracionista”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2026/05/haja-historia.html</link><author>noreply@blogger.com (João Rodrigues)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-niTTKaauSn6H7fne3VKjHCSdcbrAFBq8CK9D1C-T4Vo7axPyNNJfFYoSMtIK0uZCdGBHzw3oQTZ0ch9TtfoQrQm4tebPNIAzdwS27djh1qysAAswEJR3Ix7OH6FAgbQVteyztG39MU44k_dobz2uc-bEzV_aKtThqC-76O1rul-Aj4bqrDg96r2KGas/s72-w640-h452-c/Captura%20de%20ecra%CC%83%202026-05-10,%20a%CC%80s%2010.21.54.png" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-2873610761660895506</guid><pubDate>Sun, 10 May 2026 09:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-05-10T10:28:01.684+01:00</atom:updated><title>Haja memória</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh5taZa2IWNy2fozkbtloOC_YC-p_FmIswPBHWMq1yBdVOOyhcPVzjHSaQkAAaX8DXjSaUYRtAybIE12eNQk_rooYbO4EAKzEVBdXwFzsy0Qjru1O0PdrAJMtQ6nGm-KMDd_3lA5BKFw49tvQrI-zEjt6LU1uQX95HwHTOhloJQEef6ckd7mDduVtIc39I/s1170/c20aaf76-b746-45c8-b662-b05c48fc601a.jpeg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;860&quot; data-original-width=&quot;1170&quot; height=&quot;294&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh5taZa2IWNy2fozkbtloOC_YC-p_FmIswPBHWMq1yBdVOOyhcPVzjHSaQkAAaX8DXjSaUYRtAybIE12eNQk_rooYbO4EAKzEVBdXwFzsy0Qjru1O0PdrAJMtQ6nGm-KMDd_3lA5BKFw49tvQrI-zEjt6LU1uQX95HwHTOhloJQEef6ckd7mDduVtIc39I/w400-h294/c20aaf76-b746-45c8-b662-b05c48fc601a.jpeg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O culto euro-liberal da desmemória numa imagem: em Berlim, quando se assinalou mais um aniversário da derrota do nazifascismo, os símbolos soviéticos estão proibidos.&amp;nbsp;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A base material deste culto é a pulsão de morte armamentista em curso na Alemanha, com a cumplicidade dos restos da social-democracia. O processo fascização está a passar por aqui.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pela minha parte, recordo sempre a formulação imorredoura de Ernest Hemingway: “Todo o ser humano que ama a liberdade deve ao Exército Vermelho mais do que conseguirá pagar numa vida”.
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2026/05/memoria.html</link><author>noreply@blogger.com (João Rodrigues)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh5taZa2IWNy2fozkbtloOC_YC-p_FmIswPBHWMq1yBdVOOyhcPVzjHSaQkAAaX8DXjSaUYRtAybIE12eNQk_rooYbO4EAKzEVBdXwFzsy0Qjru1O0PdrAJMtQ6nGm-KMDd_3lA5BKFw49tvQrI-zEjt6LU1uQX95HwHTOhloJQEef6ckd7mDduVtIc39I/s72-w400-h294-c/c20aaf76-b746-45c8-b662-b05c48fc601a.jpeg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-8782034374307945846</guid><pubDate>Sat, 09 May 2026 20:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-05-09T21:42:19.784+01:00</atom:updated><title>Aqui estamos</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgyN-rkDfC_NnAgLMRvzhZtMf6wczt6jNX-vxd2QQkdiudUOl_QlfL9Ze98pejDRBEAaRjhcOGPpgzSdpLm2kO04K-7ZgtIge8VWqWdxTcBvmO7H2LF6rG56zDk3JPJfebnVAT-1SKILbB7b33xP3qYYzcf0y4rwZyjwqcqQxemx9e4hoJGNVZ6pQuOQQI/s1454/Captura%20de%20ecra%CC%83%202026-05-09,%20a%CC%80s%2021.25.44.png&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1106&quot; data-original-width=&quot;1454&quot; height=&quot;304&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgyN-rkDfC_NnAgLMRvzhZtMf6wczt6jNX-vxd2QQkdiudUOl_QlfL9Ze98pejDRBEAaRjhcOGPpgzSdpLm2kO04K-7ZgtIge8VWqWdxTcBvmO7H2LF6rG56zDk3JPJfebnVAT-1SKILbB7b33xP3qYYzcf0y4rwZyjwqcqQxemx9e4hoJGNVZ6pQuOQQI/w400-h304/Captura%20de%20ecra%CC%83%202026-05-09,%20a%CC%80s%2021.25.44.png&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;«Se a História serve para alguma coisa é para nos tornar conscientes de que nenhum avanço social se conseguiu sem luta»: li no Twitter esta sábia formulação de um historiador chamado Josep Fontana, infelizmente por traduzir.&amp;nbsp;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tenho Josep Fontana «catalogado» como o Eric Hobsbawm catalão, até dada as suas duas histórias do século XX, a última das quais publicada em 2017, um ano antes do seu falecimento, destilação de décadas de investigação e reflexão, onde a história política não passa sem a história económica e social.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não por acaso, termino assim o último artigo no &lt;i&gt;&lt;a href=&quot;https://www.abrilabril.pt/nacional/ideologia-dominante-faz-gala&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;AbrilAbril&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Num gesto de que Eric Hobsbawm foi o pioneiro, &lt;a href=&quot;https://users.sussex.ac.uk/~ssfa2/hobsbawm%20goodbye.pdf&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;logo em 1990&lt;/a&gt;, e que se tornou um marcador da visão crítica do «breve século XX», o historiador Josep Fontana, no livro &lt;i&gt;El siglo de la revolución: Una historia del mundo desde 1914 &lt;/i&gt;(2017, Editorial Crítica), cita Karl Kraus traduzido diretamente do alemão, num texto de 1920, aparentemente de homenagem a Rosa Luxemburgo, assassinada um ano antes:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;«Que Deus preserve o comunismo para sempre, para que esta ralé — os capitalistas — não se torne ainda mais desavergonhada (...) e para que, pelo menos, tenha pesadelos ao irem dormir.»&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fontana defende que, desde os finais dos anos 1970, «a ralé pode dormir tranquila, sem medo da revolução, decidida a recuperar tudo o que havia cedido»: «o resultado foi este mundo em que vivemos hoje, onde a desigualdade cresce desenfreadamente, com a estagnação económica como dano colateral».&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas a história está cheia de contradições e de lutas que necessariamente irrompem: «o apogeu da desigualdade significa necessariamente o começo do fim do sistema que a engendrou», defendeu. A escolha luxemburguista continua diante de nós: «socialismo ou barbárie». A ideologia dominante faz gala de ofuscar esta escolha, mas aqui estamos.




&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2026/05/aqui-estamos.html</link><author>noreply@blogger.com (João Rodrigues)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgyN-rkDfC_NnAgLMRvzhZtMf6wczt6jNX-vxd2QQkdiudUOl_QlfL9Ze98pejDRBEAaRjhcOGPpgzSdpLm2kO04K-7ZgtIge8VWqWdxTcBvmO7H2LF6rG56zDk3JPJfebnVAT-1SKILbB7b33xP3qYYzcf0y4rwZyjwqcqQxemx9e4hoJGNVZ6pQuOQQI/s72-w400-h304-c/Captura%20de%20ecra%CC%83%202026-05-09,%20a%CC%80s%2021.25.44.png" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-4312004353800255947</guid><pubDate>Fri, 08 May 2026 07:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-05-08T08:39:54.761+01:00</atom:updated><title>Pedras</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhnXps82wCEw3W1hGs8jOxSSAZKXX_QTIY2zNAXA9pCcICoevM5KI8yPatCL-yJNNVxArlbEjTsskc2BXffYPJqp9q9mZMsoJEfmMkGHbTUa-lwncobIr_9LUb-moe9sxdwjZZ3Wgun8Yh25X3JZRVME3AdlX2WAjPCbC9Bsmg2yvVM50faQ2aRxzacfLM/s1600/HHqY8MEXUAMD6O8.jpeg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1600&quot; data-original-width=&quot;1200&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhnXps82wCEw3W1hGs8jOxSSAZKXX_QTIY2zNAXA9pCcICoevM5KI8yPatCL-yJNNVxArlbEjTsskc2BXffYPJqp9q9mZMsoJEfmMkGHbTUa-lwncobIr_9LUb-moe9sxdwjZZ3Wgun8Yh25X3JZRVME3AdlX2WAjPCbC9Bsmg2yvVM50faQ2aRxzacfLM/w240-h320/HHqY8MEXUAMD6O8.jpeg&quot; width=&quot;240&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;font-style: italic; text-align: left;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-style: italic; text-align: left;&quot;&gt;&lt;i&gt;Na senda Lisboa “chic”, uma equipa de trabalhadores do município inscreveu o nome de uma empresa (privada), segmento luxo, no passeio (público) da Avenida da Liberdade. Há buracos por essa cidade fora? Pois que haja. Mas a partir de hoje há um “je ne sais quoi” na calçada…&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://x.com/joao_ferreira33/status/2052120746957193669&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;João Ferreira&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;O JNcQuoi é “um espaço de indulgência único” detido pela Amorim Luxury, ou seja, pela herdeira mais rica do país, Paula Amorim, e pelo seu marido, o mesmo que disse: “não podemos ter pessoas de classe média ou média baixa a morar em prédios classificados”. Está mesmo tudo ligado no &lt;a href=&quot;https://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2018/10/de-quantos-pobres-se-faz-um-rico.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;porno-riquismo&lt;/a&gt;, no consumo conspícuo na era das desigualdades pornográficas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2026/05/pedras.html</link><author>noreply@blogger.com (João Rodrigues)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhnXps82wCEw3W1hGs8jOxSSAZKXX_QTIY2zNAXA9pCcICoevM5KI8yPatCL-yJNNVxArlbEjTsskc2BXffYPJqp9q9mZMsoJEfmMkGHbTUa-lwncobIr_9LUb-moe9sxdwjZZ3Wgun8Yh25X3JZRVME3AdlX2WAjPCbC9Bsmg2yvVM50faQ2aRxzacfLM/s72-w240-h320-c/HHqY8MEXUAMD6O8.jpeg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-1508804370085806057</guid><pubDate>Thu, 07 May 2026 21:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-05-08T09:01:55.293+01:00</atom:updated><title>Carlos Brito</title><description>&lt;div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgcBvcTF6p94blFrm-6RTmLdqjKS3e_QbVnlJ0dzGvY7XZSrGTRWoimFi9HPWi5MLbTOHe5Dx2Y2GzraSkUvXrI-Pn8OgHT2ZU6yj83H-cEui0vpHZ4ztVEuw_A8toauPsVD2Y-U1meoRU/s320/mw-320.jpg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;213&quot; data-original-width=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgcBvcTF6p94blFrm-6RTmLdqjKS3e_QbVnlJ0dzGvY7XZSrGTRWoimFi9HPWi5MLbTOHe5Dx2Y2GzraSkUvXrI-Pn8OgHT2ZU6yj83H-cEui0vpHZ4ztVEuw_A8toauPsVD2Y-U1meoRU/s0/mw-320.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Faleceu um resistente antifascista e construtor da democracia. Faleceu Carlos Brito. Em jeito de singela homenagem, deixo por aqui uma nota de leitura que escrevi em &lt;a href=&quot;https://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2021/03/folegos.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;2021&lt;/a&gt;:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Fôlegos&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Já não sei quem disse que pode haver nas derrotas uma dignidade que escapa às vitórias, às grandes e às pequenas. Quem tem essa dignidade sabe que nada está garantido, mesmo quando se ganha politicamente alguma coisa ou quando não se perde tudo. Lembro-me disto ao reler o livro de Carlos Brito,&amp;nbsp;&lt;i&gt;Álvaro Cunhal - Sete Fôlegos do Combatente&lt;/i&gt;.&amp;nbsp;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não tenho por hábito reler livros. Este é um livro de memórias políticas que já li e reli desde o seu lançamento, em 2010. Conheço, por exemplo, poucas clarificações tão cabais do posicionamento comunista durante o PREC, um dos sete fôlegos de Álvaro Cunhal. Um posicionamento que de resto parece indicar um padrão: a história escrita por supostos vencedores pode ser pura ideologia, enquanto ofuscação, incluindo quando se trabalha com palavras como “totalitarismo”.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esta palavra só serve para ofuscar o fascismo e apoucar o antifascismo, ao colocar os comunistas num caldo pouco recomendável em termos da verdade histórica. Aposto que futuros historiadores, com ainda maior distância, irão corroborar mais aspectos da versão comunista da nossa história recente do que de outras versões políticas, dado o trabalho que já foi feito até ao 25 de Novembro e depois.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A revelação da surpresa que Álvaro Cunhal teve pelos resultados do trabalho constituinte, fazendo de 1976 um marco unitário com novo fôlego estratégico, num momento de refluxo, é um dos vários momentos que nos dá a ver a acção política como um exercício de filosofia da conjuntura com impactos na estrutura, mesmo quando a correlação de forças já mudou dramaticamente. Tinha ficado uma cristalização institucional de outra correlação e de convergências político-ideológicas típicas dos anos setenta, a Constituição da República Portuguesa, e era necessário fazer dela uma trincheira para enfrentar o que aí vinha. Somos filhos dessa visão na esquerda, incluindo as várias propostas de convergências consequentes feitas ao PS, quer reconheçamos tal facto, quer não.  Fez-se o que melhor que se pôde.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O Álvaro Cunhal que emerge da pena clara de Carlos Brito, sem acinte, nem ajustes de contas, é engrandecido, incluindo pela revelação elevada da política como trabalho de e para humanos falíveis, com os quais se concorda e com os quais se discorda, por vezes dolorosamente, como na parte final do percurso. E pode chamar-se hegemonia também à capacidade de reintegrar os perdedores.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há no livro uma destreza analítica que também é a do intelectual tarimbado por décadas de política. Nunca conheci melhor combinação, independentemente das convergências e das divergências, com as quais de facto se aprende sempre. Nestas últimas, está a mais recente demonstração de preocupação da associação política Renovação Comunista com o PCP, que não é nada fácil de compatibilizar com o apoio dado &lt;a href=&quot;https://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2014/05/o-que-nao-fazer.html&quot;&gt;anteriormente&lt;/a&gt; ao PS, bem como com a participação noutros projectos partidários. Diria que a preocupação consequente pressupõe um apoio que é muito diferente deste tipo de manifestações públicas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No fim deste texto, fica o que mais me importa: Cunhal e Brito são dois dos muitos que têm um lugar nas melhores páginas da nossa História Política comum, assim com h e p grandes. Devemos tanto a esse H e P que tantos escreveram nas mais difíceis circunstâncias. Haja combate pela memória, até porque História haverá certamente. Sabemos bem que não terminou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2026/05/carlos-brito.html</link><author>noreply@blogger.com (João Rodrigues)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgcBvcTF6p94blFrm-6RTmLdqjKS3e_QbVnlJ0dzGvY7XZSrGTRWoimFi9HPWi5MLbTOHe5Dx2Y2GzraSkUvXrI-Pn8OgHT2ZU6yj83H-cEui0vpHZ4ztVEuw_A8toauPsVD2Y-U1meoRU/s72-c/mw-320.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-3944569457812739006</guid><pubDate>Thu, 07 May 2026 12:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-05-07T14:31:19.938+01:00</atom:updated><title>Da defesa ao ataque</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEjSSjSb8OHlKo7QyTfGL5CM9gwHz6mxIHw0oioqjdw9Tn4yQGI01Ge53aSLsec6QEt_4-CLflfVMIiD6M9BXgvwr2GHzVl52Ei3B0NLkYo70ZSKoYyyJtYtFmY54ZWb2neENo6FA5dyXBZGy8wMLslV9o6oqv6hlR-cExNx8Dttls07cZb8LEA4kV8i_EA&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; data-original-height=&quot;880&quot; data-original-width=&quot;620&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEjSSjSb8OHlKo7QyTfGL5CM9gwHz6mxIHw0oioqjdw9Tn4yQGI01Ge53aSLsec6QEt_4-CLflfVMIiD6M9BXgvwr2GHzVl52Ei3B0NLkYo70ZSKoYyyJtYtFmY54ZWb2neENo6FA5dyXBZGy8wMLslV9o6oqv6hlR-cExNx8Dttls07cZb8LEA4kV8i_EA=w282-h400&quot; width=&quot;282&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Neste contexto, pode ser útil ler a desmontagem do embuste neoliberal da literacia financeira, feita por &lt;a href=&quot;https://www.dn.pt/opiniao-dn/literacia-financeira-um-embuste-neoliberal#goog_rewarded&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;João Oliveira&lt;/a&gt;, prolongando argumentos mais detalhados de &lt;a href=&quot;https://www.ces.uc.pt/projectos/behave/media/AS_209_a01.pdf&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Ana Cordeiro Santos e Vânia Costa&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;https://x.com/JasHookJr/status/2050136639721075131?s=20&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;estes dois minutos&lt;/a&gt; de Maria Clara Murteira sobre segurança social, bem como &lt;a href=&quot;https://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2019/09/do-querido-mes-de-agosto-para-este_2.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;o texto&lt;/a&gt; sobre o investimento que precede a poupança escrito com João Rodrigues.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2026/05/da-defesa-ao-ataque.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Coimbra)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEjSSjSb8OHlKo7QyTfGL5CM9gwHz6mxIHw0oioqjdw9Tn4yQGI01Ge53aSLsec6QEt_4-CLflfVMIiD6M9BXgvwr2GHzVl52Ei3B0NLkYo70ZSKoYyyJtYtFmY54ZWb2neENo6FA5dyXBZGy8wMLslV9o6oqv6hlR-cExNx8Dttls07cZb8LEA4kV8i_EA=s72-w282-h400-c" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-7412359855175645810</guid><pubDate>Thu, 07 May 2026 08:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-05-07T15:24:10.155+01:00</atom:updated><title>A ideologia dominante faz gala...</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjwz_U5NchOtTBKZTRUaEOGCbHIC4eT4gnR07D7kLt5Ymn78bjcEDgOpP9GG8OSvgcV2V_2SvKwv-JSo6k1wINzPD5xCYwIVCzQJ_s22UV06sz1Lis6wFOz0RaGq-NqCtxbki9EG3xoDd6fg3mxlv64DRpZndsX9KvfdPA4q_9i3rVCTwMTZ5M6KmPkFQA/s705/31156%20(1).jpg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;470&quot; data-original-width=&quot;705&quot; height=&quot;213&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjwz_U5NchOtTBKZTRUaEOGCbHIC4eT4gnR07D7kLt5Ymn78bjcEDgOpP9GG8OSvgcV2V_2SvKwv-JSo6k1wINzPD5xCYwIVCzQJ_s22UV06sz1Lis6wFOz0RaGq-NqCtxbki9EG3xoDd6fg3mxlv64DRpZndsX9KvfdPA4q_9i3rVCTwMTZ5M6KmPkFQA/s320/31156%20(1).jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;No Twitter, um anónimo designou-a por «espetáculo insano protagonizado por sociopatas ricos e alienados». Nela houve espaço para a atriz-milionária Sarah Paulson enfrentar os poderosos. Fê-lo num vestido de tule cinza da coleção Outono/Inverno 2026, reveladoramente chamada The One Percent, da Matières Fécales, previamente apresentada nas passerelles de Paris, complementando o vestido com uma nota de um dólar transformada em mascarilha, metáfora da cegueira do dinheiro.&amp;nbsp;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Este foi um dos momentos marcantes da Met Gala, que anualmente se realiza no icónico Metropolitan Museum of Art de Nova Iorque e cuja entrada custa cem mil dólares por pessoa (trezentos e cinquenta mil dólares por mesa). Trata-se da expressão máxima do consumo conspícuo na era das desigualdades pornográficas, o que já apodei de porno-riquismo (&lt;i&gt;Le Monde Diplomatique – edição portuguesa&lt;/i&gt;, março de 2018).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Já não é a primeira vez que alguém se coloca naquela gala em preparos pretensamente críticos, mas tão funcionais que se não existissem tinham de ser inventados pelo sistema. A cada vez mais integrada Alexandria Ocasio-Cortez já ali se pavoneou, em plena pandemia, de vestido branco, com uma garrida inscrição a vermelho: «tax the rich» (taxar os ricos).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O sistema não absorve todas as críticas, ao contrário do que pareceu afiançar uma certa «teoria crítica», de resto sob suspeita, cada dia mais fundada, de não ter passado de uma racionalização bem financiada da impotência coletiva. Adora, isso sim, todos os seus simulacros performativos, tão fáceis de mercadorizar. O poder do capital requer exibição para ser material; a componente mediática de ofensiva ideológica destina-se a alimentar aspirações e sonhos impossíveis, a criar desejos inúteis e fúteis, já o sabemos há muito. Uma certa dissensão performativa ajuda ao espetáculo, dando-lhe um certo drama, uma ilusão de acomodação plural.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Patrocinada pelo bilionário Jeff Bezos e pela esposa, que terão comprado por dez milhões de dólares o direito de serem seus presidentes honorários este ano, a gala é todo um documento cultural despudorado da civilização-barbárie capitalista, sinal poderoso da validade da fórmula de Warren Buffet: «tem havido uma luta de classes e a minha classe venceu».&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esta declaração realista foi feita precisamente a propósito da substancial redução da progressividade fiscal nos EUA. De facto, no período de maior crescimento da produtividade da história do país, a seguir à Segunda Guerra Mundial, a taxa marginal do imposto, que incidia sobre o último escalão do rendimento, chegou a um máximo de 91%, em 1960, até descer, meio século mais tarde, para os 35%, como bem assinalou o economista social-democrata Robert Reich.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O resto do artigo pode ser lido no &lt;a href=&quot;https://www.abrilabril.pt/nacional/ideologia-dominante-faz-gala&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;i&gt;AbrilAbril&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2026/05/a-ideologia-dominante-faz-gala.html</link><author>noreply@blogger.com (João Rodrigues)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjwz_U5NchOtTBKZTRUaEOGCbHIC4eT4gnR07D7kLt5Ymn78bjcEDgOpP9GG8OSvgcV2V_2SvKwv-JSo6k1wINzPD5xCYwIVCzQJ_s22UV06sz1Lis6wFOz0RaGq-NqCtxbki9EG3xoDd6fg3mxlv64DRpZndsX9KvfdPA4q_9i3rVCTwMTZ5M6KmPkFQA/s72-c/31156%20(1).jpg" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-7249026918803447929</guid><pubDate>Wed, 06 May 2026 11:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-05-06T12:49:20.165+01:00</atom:updated><title>Desgovernado</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg4QHDAGpIj9W_RC5N0E6G8QDuXWkD7xkd-UQTaFCVB_MtSSu-z0D8HfA2VFpaFOoPZdxS8KZylVxSQFNYj1Rib5gjwwLs74zUO0fmBD9P_EvDJ6jS9QjXh00wrFzqafacq2gDegDjamGEARtdAhgHNPViTxsSfU6qNBIxOv06TWcsDyWF38OdJGZMz17M/s1350/HG_AE3aaYAAIacg.jpeg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1350&quot; data-original-width=&quot;1080&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg4QHDAGpIj9W_RC5N0E6G8QDuXWkD7xkd-UQTaFCVB_MtSSu-z0D8HfA2VFpaFOoPZdxS8KZylVxSQFNYj1Rib5gjwwLs74zUO0fmBD9P_EvDJ6jS9QjXh00wrFzqafacq2gDegDjamGEARtdAhgHNPViTxsSfU6qNBIxOv06TWcsDyWF38OdJGZMz17M/w320-h400/HG_AE3aaYAAIacg.jpeg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O assessor de imprensa terá dito: Senhor Governador, pode regressar ao &lt;a href=&quot;https://x.com/santospereira_a&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Twitter&lt;/a&gt;, passado um interregno de duas semanas, a memória é curta. Nós dizemos: tenha vergonha, nós temos memória.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2026/05/desgovernado.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Coimbra)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg4QHDAGpIj9W_RC5N0E6G8QDuXWkD7xkd-UQTaFCVB_MtSSu-z0D8HfA2VFpaFOoPZdxS8KZylVxSQFNYj1Rib5gjwwLs74zUO0fmBD9P_EvDJ6jS9QjXh00wrFzqafacq2gDegDjamGEARtdAhgHNPViTxsSfU6qNBIxOv06TWcsDyWF38OdJGZMz17M/s72-w320-h400-c/HG_AE3aaYAAIacg.jpeg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-466055684256071917</guid><pubDate>Wed, 06 May 2026 08:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-05-06T09:10:15.147+01:00</atom:updated><title>Haja cultura proletária</title><description>&lt;i&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiudFFkGwI7mlNZeHpADEt9m9AFlLRka-zhmubMviYe1MP_vj9WPQeqfEEeJO1eAhaXahuPbT4k6B8pY-Fn6MiAykJN0D24yGoPO2D33RLTNbT5C4p2Gi0JIOPRA7Zlx1Jpik2wpVcpoTTTdLq_UZBzJny75g_ZHQgTvCp6_Lj8AWra5rgGq2xib4Zk1cc/s705/31137.jpg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;470&quot; data-original-width=&quot;705&quot; height=&quot;213&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiudFFkGwI7mlNZeHpADEt9m9AFlLRka-zhmubMviYe1MP_vj9WPQeqfEEeJO1eAhaXahuPbT4k6B8pY-Fn6MiAykJN0D24yGoPO2D33RLTNbT5C4p2Gi0JIOPRA7Zlx1Jpik2wpVcpoTTTdLq_UZBzJny75g_ZHQgTvCp6_Lj8AWra5rgGq2xib4Zk1cc/s320/31137.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Quando Portugal entrou na CEE, despertou-se uma vontade súbita de ascender socialmente. O brilho das novidades vindas do estrangeiro cosmopolita impunha-se, então, como um estímulo a uma nova forma de vida, inspirada pelo consumo e pelo crédito. A partir daí, espaços de sociabilidade foram perdendo relevância. Muito lentamente, as coletividades entraram num período de declínio, que já na transição do século refletir-se-ia até na dificuldade em formar listas para as suas direções.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Quando comecei a frequentar os cafés da minha cidade com amigos e conhecidos, questionava-me, com frequência, sobre o motivo que levava um determinado grupo de pessoas a manter-se fiel a esses espaços e uma outra casta a preferir uma sociabilização mais restrita, doméstica, discreta. O movimento de ascensão de classe da minha família permitia-me experienciar as duas vivências. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O resto do artigo de Jorge C. pode ser lido no &lt;i&gt;&lt;a href=&quot;https://www.abrilabril.pt/cultura/uma-cultura-proletaria&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;AbrilAbril&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;. Gosto particularmente da forma honesta como nos seus artigos a primeira pessoa do singular se liberta numa certa e determinada primeira pessoa do plural. Somos de facto um conjunto de relações sociais, produtos e produtores de cultura. Haja cultura proletária.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2026/05/cultura.html</link><author>noreply@blogger.com (João Rodrigues)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiudFFkGwI7mlNZeHpADEt9m9AFlLRka-zhmubMviYe1MP_vj9WPQeqfEEeJO1eAhaXahuPbT4k6B8pY-Fn6MiAykJN0D24yGoPO2D33RLTNbT5C4p2Gi0JIOPRA7Zlx1Jpik2wpVcpoTTTdLq_UZBzJny75g_ZHQgTvCp6_Lj8AWra5rgGq2xib4Zk1cc/s72-c/31137.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-7282270957361559133</guid><pubDate>Tue, 05 May 2026 14:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-05-05T15:25:42.679+01:00</atom:updated><title>Das nossas relações</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiLo1MHAt8SIaCYpHTgx8UYFKN5NJdoz5wDSaDRiDzHSeoF-stRKaWMX5IzZXcyVOVbhYj0eMwTKyWHDbG0wYj7_h7gkcQX3kxffUT1I1g0uANcU8UJW7wx6GLF-wLFYwRKBL1UPULEv2ZuGBvswyurec-lngkf1bM3bu_WAWYIJQe1faSw-Epj09Ei2Ww/s1368/Captura%20de%20ecra%CC%83%202026-05-05,%20a%CC%80s%2015.24.43.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;894&quot; data-original-width=&quot;1368&quot; height=&quot;209&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiLo1MHAt8SIaCYpHTgx8UYFKN5NJdoz5wDSaDRiDzHSeoF-stRKaWMX5IzZXcyVOVbhYj0eMwTKyWHDbG0wYj7_h7gkcQX3kxffUT1I1g0uANcU8UJW7wx6GLF-wLFYwRKBL1UPULEv2ZuGBvswyurec-lngkf1bM3bu_WAWYIJQe1faSw-Epj09Ei2Ww/s320/Captura%20de%20ecra%CC%83%202026-05-05,%20a%CC%80s%2015.24.43.png&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;5 maio – parabéns, &lt;a href=&quot;https://www.marxists.org/portugues/marx/1845/tesfeuer.htm&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Karl Marx&lt;/a&gt;: “[A] essência humana não é uma abstração inerente a cada indivíduo. Na sua realidade ela é o conjunto das relações sociais”.
  
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2026/05/das-nossas-relacoes.html</link><author>noreply@blogger.com (João Rodrigues)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiLo1MHAt8SIaCYpHTgx8UYFKN5NJdoz5wDSaDRiDzHSeoF-stRKaWMX5IzZXcyVOVbhYj0eMwTKyWHDbG0wYj7_h7gkcQX3kxffUT1I1g0uANcU8UJW7wx6GLF-wLFYwRKBL1UPULEv2ZuGBvswyurec-lngkf1bM3bu_WAWYIJQe1faSw-Epj09Ei2Ww/s72-c/Captura%20de%20ecra%CC%83%202026-05-05,%20a%CC%80s%2015.24.43.png" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-5989407850284466542</guid><pubDate>Tue, 05 May 2026 08:40:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-05-05T09:51:54.261+01:00</atom:updated><title>Haja visão</title><description>&lt;i&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiLQ5ONUKAAq6mE_AnePTgeVo22Ukk9Bmq2PWwHM-N6Tun9SPCLu-AyvYYLlgmssfYag7gE2_pjGELgxdGoSQqbxRD0aUjyLzO1EzKg95JYsqc9LoZqjYlbN3tjLcNnQ4J6IEeFCz4WgcGi9Yo0xLxk91nd6MffCf-akCz8CUUnQwdzfYc_Flqw0VIdZLA/s2048/629377c7-4c64-47c0-86fb-1b8da68928ef.jpeg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;2048&quot; data-original-width=&quot;1666&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiLQ5ONUKAAq6mE_AnePTgeVo22Ukk9Bmq2PWwHM-N6Tun9SPCLu-AyvYYLlgmssfYag7gE2_pjGELgxdGoSQqbxRD0aUjyLzO1EzKg95JYsqc9LoZqjYlbN3tjLcNnQ4J6IEeFCz4WgcGi9Yo0xLxk91nd6MffCf-akCz8CUUnQwdzfYc_Flqw0VIdZLA/s320/629377c7-4c64-47c0-86fb-1b8da68928ef.jpeg&quot; width=&quot;260&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Foi no terreno, contactando com comunidades devastadas pela violência, que Traoré terá consolidado a sua visão política, assente num diagnóstico simples: a independência política, conquistada em 1960, nunca foi acompanhada de uma verdadeira independência económica.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tenho comprado a &lt;i&gt;Visão&lt;/i&gt;&amp;nbsp;com alguma regularidade, depois ter contribuído para o projeto de controlo da publicação pelos próprios trabalhadores, uma luta meritória em curso. Esta semana fi-lo sobretudo por causa de uma excelente &lt;a href=&quot;https://visao.pt/atualidade/mundo/2026-05-02-burkina-faso-um-prec-sob-o-feitico-de-sankara/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;reportagem&lt;/a&gt;, da autoria de José Rodrigues, sobre o Burkina Faso e sobre o corajoso Ibrahim Traoré, discípulo do imortal Thomas Sankara.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O jornalista foi lá e apreciou a reconstrução de uma nação digna nas mais duras, mas também esperançosas, circunstâncias, incluindo graças à conquista do controlo público de setores estratégicos. Ir e ver acaba por ser um antídoto em relação às campanhas imperialistas contra Traoré a que uma certa esquerda eurocentrada é absolutamente vulnerável. O jornalismo deve ser mesmo a primeira versão da história.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2026/05/haja-visao.html</link><author>noreply@blogger.com (João Rodrigues)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiLQ5ONUKAAq6mE_AnePTgeVo22Ukk9Bmq2PWwHM-N6Tun9SPCLu-AyvYYLlgmssfYag7gE2_pjGELgxdGoSQqbxRD0aUjyLzO1EzKg95JYsqc9LoZqjYlbN3tjLcNnQ4J6IEeFCz4WgcGi9Yo0xLxk91nd6MffCf-akCz8CUUnQwdzfYc_Flqw0VIdZLA/s72-c/629377c7-4c64-47c0-86fb-1b8da68928ef.jpeg" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-5405167376949332820</guid><pubDate>Mon, 04 May 2026 12:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-05-04T14:08:40.848+01:00</atom:updated><title>A paz, o pão...</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEieHl_JkTwOZ0Y1920Xm1xFzuIF3A-MGh2ZdIwo-qJj73xOapFcEnXZc6GdJACJHhxrHK6lh5KKUhsqOuNmtODgSjKWTpNVe88mEyRSwna2FlLv0GAAPVeGm6zl6EuTaH7d7RJwIE9Gq4LA4xRfjIF4kIVdPyz98JKw-t5eIrWVB0MvHwqHRX1w04gJwQQ/s1060/Captura%20de%20ecra%CC%83%202026-05-04,%20a%CC%80s%2013.55.43.png&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1060&quot; data-original-width=&quot;758&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEieHl_JkTwOZ0Y1920Xm1xFzuIF3A-MGh2ZdIwo-qJj73xOapFcEnXZc6GdJACJHhxrHK6lh5KKUhsqOuNmtODgSjKWTpNVe88mEyRSwna2FlLv0GAAPVeGm6zl6EuTaH7d7RJwIE9Gq4LA4xRfjIF4kIVdPyz98JKw-t5eIrWVB0MvHwqHRX1w04gJwQQ/w286-h400/Captura%20de%20ecra%CC%83%202026-05-04,%20a%CC%80s%2013.55.43.png&quot; width=&quot;286&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Acabei de almoçar no refeitório da liga dos combatentes, onde se come bem e barato, no magnífico claustro do Colégio da Graça, em Coimbra.&amp;nbsp;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estavam lá três camaradas no sentido mais profundo do termo – e “um camarada é alguém com quem contas, com quem partilhas uma ideologia, um compromisso com princípios e objetivos para lá do que é momentâneo, numa luta que todos sabem ser longa” (&lt;a href=&quot;https://www.boitempoeditorial.com.br/produto/camarada-152501?srsltid=AfmBOoqcoxIGW8pzwV6LWFPIbtndiF-kiejrruAzHi3V70Sa5TADLGtq&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Jodi Dean&lt;/a&gt;) – a acabar de montar uma exposição sobre os cinquenta anos da Constituição.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Deixo aqui um dos painéis, confirmando que a luta pela paz não pode ser desligada do resto, do combate pelos direitos laborais, parte do Estado social e da democracia. Os &lt;a href=&quot;https://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2026/04/brutal.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;mecanismos&lt;/a&gt; são brutalmente claros e o sindicalismo de classe conhece-os e dá a conhecê-los como poucos neste país. Também é por isto que os dominantes e os seus servos intelectuais mediáticos o odeiam.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2026/05/paz-pao.html</link><author>noreply@blogger.com (João Rodrigues)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEieHl_JkTwOZ0Y1920Xm1xFzuIF3A-MGh2ZdIwo-qJj73xOapFcEnXZc6GdJACJHhxrHK6lh5KKUhsqOuNmtODgSjKWTpNVe88mEyRSwna2FlLv0GAAPVeGm6zl6EuTaH7d7RJwIE9Gq4LA4xRfjIF4kIVdPyz98JKw-t5eIrWVB0MvHwqHRX1w04gJwQQ/s72-w286-h400-c/Captura%20de%20ecra%CC%83%202026-05-04,%20a%CC%80s%2013.55.43.png" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-2500225054964925271</guid><pubDate>Sun, 03 May 2026 09:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-05-05T15:36:33.723+01:00</atom:updated><title>Guerras de classe</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhgDk8ydU-TzIvo2eT9XC0leVjnXYW6XprJu2b6K0QQtWQvUTuViwB3efBLbj-9Lo4T7A_WXvNlIBbgJ7PUZk-viLeXBlokNr41c7-RtGYpTxNus1znvixR-YbGSMOS4Sv835cWSDT6wKdk2n7a1xxRxS6jTPu60AJpoU2s3eA_dM8_i-XxEt6IAaKlg3U/s1684/2ddf2911-1636-4956-9784-33b1eee0e1f9.jpeg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1684&quot; data-original-width=&quot;1170&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhgDk8ydU-TzIvo2eT9XC0leVjnXYW6XprJu2b6K0QQtWQvUTuViwB3efBLbj-9Lo4T7A_WXvNlIBbgJ7PUZk-viLeXBlokNr41c7-RtGYpTxNus1znvixR-YbGSMOS4Sv835cWSDT6wKdk2n7a1xxRxS6jTPu60AJpoU2s3eA_dM8_i-XxEt6IAaKlg3U/w278-h400/2ddf2911-1636-4956-9784-33b1eee0e1f9.jpeg&quot; width=&quot;278&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Em 1899, Thorstein Veblen publicou &lt;i&gt;A teoria da classe do lazer – Um estudo económico das instituições&lt;/i&gt;&amp;nbsp;(Actual, 2018). Trata-se de um estudo tão arguto quanto ácido sobre os hábitos da classe possidente norte-americana, da forma como as brutalmente desiguais instituições do capitalismo do seu tempo davam livre curso aos instintos predadores, sob a forma da especulação financeira, da corrosão de instituições não-mercantis ou de um ocioso consumo ostentatório; conspícuo, chamou-lhe.&amp;nbsp;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Três anos mais tarde, em 1902, John Hobson, escreveu &lt;i&gt;Imperialism: a study&lt;/i&gt;&amp;nbsp;(por traduzir), argumentando que o imperialismo, predação internacional ao serviço de interesses financeiros, não podia ser compreendido sem atender à forma como a desigual distribuição do rendimento e da riqueza nas principais potências capitalistas dava origem a um persistente subconsumo popular interno que tinha de ser de alguma forma compensado externamente.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Encarnado internacionalmente por Bernard Arnault, um dos dez homens mais ricos do mundo, e nacionalmente por Paula Amorim, a herdeira mais rica do país, é fácil de ver que o &lt;a href=&quot;https://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2018/10/de-quantos-pobres-se-faz-um-rico.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;porno-riquismo&lt;/a&gt;, o negócio do consumo conspícuo na nova era das desigualdades pornográficas, é indissociável das guerras de classe multiescalares em curso contra os povos e contra a natureza. O resto é só hipocrisia e ganância.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Num sistema capitalista estruturalmente violento, a paz torna-se crescentemente um luxo para os povos. Por isso, a luta séria e intransigente, de recorte anti-imperialista, pela paz vai à raiz dos problemas. Sim, é radical lutar pela paz.

&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2026/05/guerras-de-classe.html</link><author>noreply@blogger.com (João Rodrigues)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhgDk8ydU-TzIvo2eT9XC0leVjnXYW6XprJu2b6K0QQtWQvUTuViwB3efBLbj-9Lo4T7A_WXvNlIBbgJ7PUZk-viLeXBlokNr41c7-RtGYpTxNus1znvixR-YbGSMOS4Sv835cWSDT6wKdk2n7a1xxRxS6jTPu60AJpoU2s3eA_dM8_i-XxEt6IAaKlg3U/s72-w278-h400-c/2ddf2911-1636-4956-9784-33b1eee0e1f9.jpeg" height="72" width="72"/><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-536764004316448703</guid><pubDate>Sat, 02 May 2026 19:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-05-02T21:00:57.787+01:00</atom:updated><title>Houve tudo</title><description>&lt;i&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhcSE0yY1C590mFrc_UgbbNk6ootxmLPu220vGWKCEl9Myxd4u3wTBURUQGKeG3JJuiAXmOe3uxB9pp5L75f3ncM59uRf8VJVJQLQciK3HRu7cuuMaDUZFx7rhu0YmyO6G15rBP2WmP3vIWqxaMpgYIaPOAFSQoVW2DcE4EDwWdZsDKhHFDwrq0ZO01JzM/s1170/d85eaba6-7cf8-4f67-945a-526f15a0fecd.jpeg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;761&quot; data-original-width=&quot;1170&quot; height=&quot;260&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhcSE0yY1C590mFrc_UgbbNk6ootxmLPu220vGWKCEl9Myxd4u3wTBURUQGKeG3JJuiAXmOe3uxB9pp5L75f3ncM59uRf8VJVJQLQciK3HRu7cuuMaDUZFx7rhu0YmyO6G15rBP2WmP3vIWqxaMpgYIaPOAFSQoVW2DcE4EDwWdZsDKhHFDwrq0ZO01JzM/w400-h260/d85eaba6-7cf8-4f67-945a-526f15a0fecd.jpeg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;Vamos afirmar a nossa indignação e protesto, a exigência de uma vida melhor, da derrota do pacote laboral, vamos afirmar a poderosa força dos trabalhadores. Todos juntos vamos realizar uma grande greve geral no próximo dia 3 de Junho. E aqui, hoje, perante milhares de trabalhadores, a CGTP-Intersindical Nacional apela, mais uma vez, aos trabalhadores para a luta. Apela à convergência de todas as estruturas dos trabalhadores. Vamos construir dia a dia essa grande jornada de unidade, força e dignidade dos trabalhadores, pelos direitos, pelos salários, por um país mais justo e desenvolvido.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Excerto da intervenção de &lt;a href=&quot;https://www.cgtp.pt/informacao/comunicacao-sindical/22402-intervencao-de-tiago-oliveira-1-de-maio&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Tiago Oliveira&lt;/a&gt; no Primeiro de Maio da CGTP. 

Fomos muitos, muitos mil para continuar abril em maio – e abril perde-se ou ganha-se em maio –, subindo a Almirante Reis, do Martim Moniz à Alameda, em Lisboa, fiéis a uma tradição de luta, de unidade, a partir da força do trabalho. Sem ela, como o Primeiro de Maio de 1974 tão bem ilustrou, não teria havido revolução democrática. Sem ela, já tínhamos o pacote laboral em vigor, parte de um plano de classe tão inclinado.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sim, foram muitos os jovens a participar, mas também havia velhos, com o corpo de quem trabalhou e lutou arduamente uma vida inteira, a solidariedade de classe real impede clivagens geracionais tão artificiais como o liberalismo que as promove.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quase no fim da manifestação lá estava ela, numa cadeira de rodas, na berma do passeio, tão frágil quanto digna, tão vulnerável quanto determinada, não desistiu. Fiquei com os olhos marejados uma vez mais, não a conhecia, mas gostaria de a ter conhecido.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A cadeia do tempo não se quebrará, porque também houve alegria, camaradagem, amizade, comes e bebes, combatividade, houve tudo o que importa, é aqui que está o futuro, afinal de contas, porque é aqui que se defende a paz, os direitos de quem trabalha e a democracia que não fica à porta dos locais onde se cria tudo o que valor, igualização cidadã sem fim. 

A luta continua, cientificamente é aliás a única coisa que podemos prever.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2026/05/houve-tudo.html</link><author>noreply@blogger.com (João Rodrigues)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhcSE0yY1C590mFrc_UgbbNk6ootxmLPu220vGWKCEl9Myxd4u3wTBURUQGKeG3JJuiAXmOe3uxB9pp5L75f3ncM59uRf8VJVJQLQciK3HRu7cuuMaDUZFx7rhu0YmyO6G15rBP2WmP3vIWqxaMpgYIaPOAFSQoVW2DcE4EDwWdZsDKhHFDwrq0ZO01JzM/s72-w400-h260-c/d85eaba6-7cf8-4f67-945a-526f15a0fecd.jpeg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-3820254810692256164</guid><pubDate>Fri, 01 May 2026 09:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-05-01T10:45:35.451+01:00</atom:updated><title>Luta</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiLSxSSHeS79aHOHAzqFCfKil_LPpBbnNa_teRoo0GmVjHP54a9rOTZqqEU-GXsKTDXP14fLGJzW_g2BEJ3I4m3IqUnHHDMTusIBD528dZke08mdy6AxF4LlRipXekNtqP040Qh0HZHg-0Gk8i3AVZWA8esOqIof5CTe4iwKGuOSi9MGUJKnsvAXS5aDkY/s1350/HHNxuX6WwAA8RS8.jpeg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1350&quot; data-original-width=&quot;1080&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiLSxSSHeS79aHOHAzqFCfKil_LPpBbnNa_teRoo0GmVjHP54a9rOTZqqEU-GXsKTDXP14fLGJzW_g2BEJ3I4m3IqUnHHDMTusIBD528dZke08mdy6AxF4LlRipXekNtqP040Qh0HZHg-0Gk8i3AVZWA8esOqIof5CTe4iwKGuOSi9MGUJKnsvAXS5aDkY/w320-h400/HHNxuX6WwAA8RS8.jpeg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2026/05/luta.html</link><author>noreply@blogger.com (João Rodrigues)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiLSxSSHeS79aHOHAzqFCfKil_LPpBbnNa_teRoo0GmVjHP54a9rOTZqqEU-GXsKTDXP14fLGJzW_g2BEJ3I4m3IqUnHHDMTusIBD528dZke08mdy6AxF4LlRipXekNtqP040Qh0HZHg-0Gk8i3AVZWA8esOqIof5CTe4iwKGuOSi9MGUJKnsvAXS5aDkY/s72-w320-h400-c/HHNxuX6WwAA8RS8.jpeg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-1324376235223789910</guid><pubDate>Thu, 30 Apr 2026 15:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-04-30T16:12:17.179+01:00</atom:updated><title>Até amanhã</title><description>&lt;i&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgsKIrBf2o_s06pKy1w50ADEW4ammEsupVTPfhtFN0EEFDoejnORxWZFgxAx4gjIcTl3kvkDEOPRxmxjmtbd-RpNMSwGQRexdphSPt6tRY6PbiIuDgsL0XugPO5AcDYjmptYqY00HwfEn2Nuqe4jiUS-2o0O91kdJfdVG0ulLtD4N0wY642ReUoAVomhrs/s1444/3143c59b-fce6-4bd2-a254-f690baf1691d.jpeg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1444&quot; data-original-width=&quot;1169&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgsKIrBf2o_s06pKy1w50ADEW4ammEsupVTPfhtFN0EEFDoejnORxWZFgxAx4gjIcTl3kvkDEOPRxmxjmtbd-RpNMSwGQRexdphSPt6tRY6PbiIuDgsL0XugPO5AcDYjmptYqY00HwfEn2Nuqe4jiUS-2o0O91kdJfdVG0ulLtD4N0wY642ReUoAVomhrs/w259-h320/3143c59b-fce6-4bd2-a254-f690baf1691d.jpeg&quot; width=&quot;259&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A origem do 1º de Maio remonta a 1886, numa luta pelas 8 horas de trabalho. Em 1962, os trabalhadores rurais do Alentejo conquistaram esse direito pela luta árdua. Deixaram de ser os bichos da noite. 140 e 64 anos depois, chegámos ao 1º de Maio de 2026. Com avanços tecnológicos extraordinários, querem mesmo aumentar a jornada de trabalho diário, e convencer-nos que trabalhar 10h e 12h num dia é futuro e progresso. Banco de horas é passado e atraso, é nostalgia de exploração desenfreada. Não vamos deixar.&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href=&quot;https://x.com/CpiCastro/status/2049520361692123599&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Carina Castro&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2026/04/ate-amanha.html</link><author>noreply@blogger.com (João Rodrigues)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgsKIrBf2o_s06pKy1w50ADEW4ammEsupVTPfhtFN0EEFDoejnORxWZFgxAx4gjIcTl3kvkDEOPRxmxjmtbd-RpNMSwGQRexdphSPt6tRY6PbiIuDgsL0XugPO5AcDYjmptYqY00HwfEn2Nuqe4jiUS-2o0O91kdJfdVG0ulLtD4N0wY642ReUoAVomhrs/s72-w259-h320-c/3143c59b-fce6-4bd2-a254-f690baf1691d.jpeg" height="72" width="72"/><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-5373385373624559812</guid><pubDate>Thu, 30 Apr 2026 10:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-04-30T12:00:05.207+01:00</atom:updated><title>Marcas</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjQaa_JXp_BRVoQvEKmoaHyZ8Bz7z7b-ddvz4_IsNFtUXZNwzOFOGUzTufxt1NsbA3sHq3YXMO_riDfu1P5JiX6amKBjkbNzIVyA14Br1x4rSefv2hTHVb3XbvTFw3XGgLw7vBl7ObWb8HQqej3tYBMwUhHmF-ctSxIgrWvnW7xEHYH6DbWNCmn5WG3j8c/s970/universidade-evora.jpg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;540&quot; data-original-width=&quot;970&quot; height=&quot;223&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjQaa_JXp_BRVoQvEKmoaHyZ8Bz7z7b-ddvz4_IsNFtUXZNwzOFOGUzTufxt1NsbA3sHq3YXMO_riDfu1P5JiX6amKBjkbNzIVyA14Br1x4rSefv2hTHVb3XbvTFw3XGgLw7vBl7ObWb8HQqej3tYBMwUhHmF-ctSxIgrWvnW7xEHYH6DbWNCmn5WG3j8c/w400-h223/universidade-evora.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O imortal Aquilino Ribeiro terá dito, cito de memória: “o problema de Portugal não é aplicar-se o provérbio ‘em terra de cegos quem tem um olho e rei’, mas sim quem tem dois olhos furar um olho para poder ser rei”. Ou para poder ser um boneco televisivo.&amp;nbsp;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não tenho televisão desde 2022 e desde aí que praticamente não perco tempo com comentário político televisionado, mas o &lt;a href=&quot;https://x.com/expresso/status/2049532372270371197&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;algoritmo&lt;/a&gt; quer que saibamos o que Francisco Mendes da Silva anda a dizer: “Na esquerda, o BE e o PCP são marcas que estão mortas, o Livre não vai dar muito mais do que aquilo. É preciso uma novidade rápida”.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tenho duas coisas ou três coisas para dizer. A marca do apoio ao genocídio sionista não sai, Mendes da Silva. E vergonha, economizadora do dislate político na época da mercadorização total, onde tudo é marca, manifestamente não há.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Reparai como vivemos um momento de vivo confronto de classes, com capacidade de organização, resistência e resposta dos trabalhadores contra o pacote laboral. É também (e muito) nesta esfera que se afere da vitalidade (e validade ou reconhecimento) da esquerda e dos seus valores, com o trabalho no centro. 

É exatamente neste momento que Mendes da Silva diz ser necessária “uma nova esquerda”.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Percebe-se: a esquerda que temos, sobressaindo aqui os que, por exemplo, organizarão de novo os piquetes de greve e lá estarão em maior número, não permitirá que o pacote laboral de patrões e Mendes da Silva vá por diante. Apoio ao genocídio, belicismo, exploração dos trabalhadores, isto está mesmo tudo ligado.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E se, por absurdo da história, a tradição comunista morresse em Portugal, seria preciso que se juntasse gente boa e subalterna para ressuscitar este &lt;a href=&quot;https://www.abrilabril.pt/nacional/razao-comunista-e-iluminismo-radical&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;iluminismo radical&lt;/a&gt;, tão indispensável em tempos que seriam ainda mais brutos e escuros.  
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2026/04/marcas.html</link><author>noreply@blogger.com (João Rodrigues)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjQaa_JXp_BRVoQvEKmoaHyZ8Bz7z7b-ddvz4_IsNFtUXZNwzOFOGUzTufxt1NsbA3sHq3YXMO_riDfu1P5JiX6amKBjkbNzIVyA14Br1x4rSefv2hTHVb3XbvTFw3XGgLw7vBl7ObWb8HQqej3tYBMwUhHmF-ctSxIgrWvnW7xEHYH6DbWNCmn5WG3j8c/s72-w400-h223-c/universidade-evora.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4018985866499281301.post-4258280493776643224</guid><pubDate>Wed, 29 Apr 2026 13:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-04-29T17:48:41.260+01:00</atom:updated><title>Debater, debater, debater sempre</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhw8-u9w8j4CEaRR7mNai8nM1pvhOJez-bnIbKUvBiHX6IkNmQKPmyuIMWAygpho1AXCx_18IGDvPXRauj-Q6Jra8F7iHC0zWFQm8uoynNYNs_100unqhVhOlO8l5-bu_0aVGlIhZTgAesnMVCwspf_3if5E5qwGZAJD9bT7vUZHg6iG8kwv5JbWQCJ0xE/s1540/2dcff628-b6ac-43cd-b40d-bb1ab1c398cd.jpeg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1540&quot; data-original-width=&quot;1170&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhw8-u9w8j4CEaRR7mNai8nM1pvhOJez-bnIbKUvBiHX6IkNmQKPmyuIMWAygpho1AXCx_18IGDvPXRauj-Q6Jra8F7iHC0zWFQm8uoynNYNs_100unqhVhOlO8l5-bu_0aVGlIhZTgAesnMVCwspf_3if5E5qwGZAJD9bT7vUZHg6iG8kwv5JbWQCJ0xE/s320/2dcff628-b6ac-43cd-b40d-bb1ab1c398cd.jpeg&quot; width=&quot;243&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Hoje de manhã, entre as 10h e as 12h, tive a oportunidade de participar num debate sobre o pacote laboral na Antena 1, expondo meia dúzia de ideias.&amp;nbsp;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em primeiro lugar, denunciei a manipulação ideológica liberal, a que consiste em dizer que é flexível, termo com conotação positiva, um arranjo que confere mais direitos aos patrões e logo menos aos trabalhadores e que é rígido um arranjo que confere mais direitos aos trabalhadores e logo mais deveres aos patrões. Ninguém é neutro, mas podemos e devemos ser objetivos. Tudo começa pelo enquadramento.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em segundo lugar, a lógica global do pacote laboral é socialmente regressiva; se for aprovado, terá impactos negativos na economia portuguesa: economia de ainda menor pressão salarial, mercado interno mais comprimido, menores incentivos ao investimento modernizador.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em terceiro lugar, ao enfraquecer os sindicatos, a negociação coletiva, fomentando a precariedade, a imposição patronal, por exemplo com o banco de horas, o pacote laboral acentua desequilíbrios estruturais que vêm do passado, das contrarreformas de 2003 e da troika, responsáveis por este padrão: no último quatro de século a produtividade do trabalho cresceu 21% e os salários reais 15%, ou seja, ocorreu uma transferência do trabalho para o capital.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em quarto lugar, os patrões não são todos iguais: esta proposta é recortada para os mais retrógrados, concentrados em setores estruturalmente menos produtivos, como o turismo, desejando uma força de trabalho barata e descartável.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em quinto lugar, o pacote laboral entroniza estes setores e nenhum empresário de setores avançados o pediu.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em sexto lugar, porque factos e valores estão sempre entrelaçados, apelei à participação de todos os trabalhadores na jornada do Primeiro de Maio. Esta jornada será a continuação da luta persistente dos trabalhadores contra o pacote laboral. Tem raízes históricas e sementes de presente e futuro. Lá estarei, lá estaremos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Adenda. &lt;/b&gt;Quem quiser conhecer a lista das malfeitorias deste pacote, pode ler com proveito &lt;a href=&quot;https://www.cgtp.pt/images/images/2025/07/combater.pdf&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;este documento&lt;/a&gt; da CGTP, por exemplo.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2026/04/debater-debater-debater-sempre.html</link><author>noreply@blogger.com (João Rodrigues)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhw8-u9w8j4CEaRR7mNai8nM1pvhOJez-bnIbKUvBiHX6IkNmQKPmyuIMWAygpho1AXCx_18IGDvPXRauj-Q6Jra8F7iHC0zWFQm8uoynNYNs_100unqhVhOlO8l5-bu_0aVGlIhZTgAesnMVCwspf_3if5E5qwGZAJD9bT7vUZHg6iG8kwv5JbWQCJ0xE/s72-c/2dcff628-b6ac-43cd-b40d-bb1ab1c398cd.jpeg" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></item></channel></rss>