<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-449501676768811098</id><updated>2024-11-08T15:34:06.664+00:00</updated><category term="Paris gelada"/><category term="perspectiva desde de Monmartre"/><title type='text'>Café de Flore</title><subtitle type='html'>(...) uma virtual esplanada onde a reflexão assiste, as memórias se inscrevem,as trevoltas têm expressão  e os afectos são namorados porque é imperioso sentenciar a realidade e mimar a Utopia</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>Rimbaud no Café de Flore</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964179109235749736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5SkNMfE8CHo/SwcJlEJF0oI/AAAAAAAAAMI/EdDOJmDv1I0/S220/Centre+Pompidou-+2008+L%27Amour-+M%C3%A9nage+%C3%A0+trois.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>27</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-449501676768811098.post-16169709198996165</id><published>2011-06-07T00:16:00.000+01:00</published><updated>2014-12-17T00:49:17.711+00:00</updated><title type='text'>Passos Coelho - o inicio político de um amador e o seu desejado e patético fim-.</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjmK09_EgH0QeTtBSIeyusjbChm08BmJz-avjii2FHYUZUbu0A2GZJi9GWA6IXrEeLthTWw9uQA-AXnJMWPwAAYkJ7VBE1CGkT88jlTJzYUuxusBOJg0XHEYTo305TufpUT0J7Aed6wa_kt/s1600/images.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjmK09_EgH0QeTtBSIeyusjbChm08BmJz-avjii2FHYUZUbu0A2GZJi9GWA6IXrEeLthTWw9uQA-AXnJMWPwAAYkJ7VBE1CGkT88jlTJzYUuxusBOJg0XHEYTo305TufpUT0J7Aed6wa_kt/s1600/images.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #000066;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana,sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt; &lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: times new roman,serif;&quot;&gt;Pedro  Passos Coelho&amp;nbsp;&amp;nbsp; Data de nascimento: 24 de Julho de 1964&amp;nbsp;&amp;nbsp; Formação  Académica: Licenciatura em Economia – Universidade Lusíada (concluída em  2001, com 37 anos de idade)&amp;nbsp;&amp;nbsp; Percurso profissional: Até 2004, apenas  actividade partidária na JSD e PSD; a partir de 2004 (com 40 anos de  idade) passou a desempenhar vários cargos em empresas do amigo e  companheiro de Partido, o Engº Ângelo Correia, tais como:&amp;nbsp;&amp;nbsp; (2007-2009)  Administrador Executivo da Fomentinvest, SGPS, SA; (2007-2009)  Presidente da HLC Tejo,SA; (2007-2009) Administrador Executivo da  Fomentinvest; (2007-2009) Administrador Não Executivo da Ecoambiente,SA;  (2005-2009) Presidente da Ribtejo, SA; (2005-2007) Administrador Não  Executivo da Tecnidata SGPS; (2005-2007) Administrador Não Executivo da  Adtech, SA; (2004-2006) Director Financeiro da Fomentinvest,SGPS,SA;  (2004-2009) Administrador Delegado da Tejo Ambiente, SA; (2004-2006)  Administrador Financeiro da HLC Tejo,SA.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Eis o “magnífico” CV do  homem que pretende governar este País! Um homem que nunca soube o que  era trabalhar até aos 37 anos de idade! Um homem que, mesmo sem ocupação  profissional, só conseguiu terminar a Licenciatura (numa Universidade  privada…) com 37 anos de idade! Mais: um homem que, mesmo sem  experiência de vida e de trabalho, conseguiu logo obter emprego como  ADMINISTRADOR… em empresas de Ângelo Correia, “barão” do PSD e seu tutor  político!... E que nesse universo continua a exercer funções!...&amp;nbsp;&amp;nbsp; É  ESTE O HOMEM QUE FALA DE “ESFORÇO” NA VIDA E DE “MÉRITO”!&amp;nbsp;&amp;nbsp; É ESTE O  HOMEM QUE PRETENDE DAR LIÇÕES DE VIDA A MILHARES DE TRABALHADORES DESTE  PAÍS QUE NUNCA CHEGARÃO A ADMINISTRADORES DE EMPRESA ALGUMA, MAS QUE  LABUTAM ARDUAMENTE HÁ MUITOS E MUITOS ANOS NAS SUAS EMPRESAS, GANHANDO  ORDENADOS DE MISÉRIA!&amp;nbsp;&amp;nbsp; É ESTE O HOMEM QUE, EM TOM MORALISTA, FALA DE  “BOYS” E DE “COMPADRIOS”, LOGO ELE QUE, COMO SE COMPROVA, NÃO PRECISOU  DE “FAVORES” DE NINGUÉM PARA ARRANJAR EMPREGO!...&amp;nbsp;&amp;nbsp; É ESTE O HOMEM QUE  ATACA AS “NOVAS OPORTUNIDADES” E O ESFORÇO DE MILHARES DE PESSOAS QUE,  TRABALHANDO NO DURO, PRETENDEM MELHORAR AS SUAS HABILITAÇÕES  LITERÁRIAS!&amp;nbsp;&amp;nbsp; Como é que um homem destes pode pretender, sequer, chegar a  PRIMEIRO-MINISTRO?!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;color: #000066;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana,sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: times new roman,serif;&quot;&gt; Por: Margarida Rosa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;color: #000066; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana,sans-serif;&quot;&gt;(...)  Lida esta informação deu-me uma de dizer que este homem é um amador. Um  instrumento, um refém, uma marioneta, para dois anos lançado para um  contexto político muito adverso que os verdadeiros profissionais deste  partido entenderam não disputar para sua protecção. É um experimento a  dois anos, com um programa político delineado, para qual não era  necessário nenhum atributo de cariz politico. Apenas voluntarismo e  ambição de um dia, tristemente ficar na história. &lt;b&gt;O cognome logo  veremos qual será. Os que, neste contexto, vilmente vão ser castigados  pela política, a que Passos Coelho dá rosto, tratarão de espicaçar a  imaginação para lhe encontrar o epitáfio que dele dará uma ideia  &quot;precisa e concisa&quot; para a História. Talvez a de um D. Sebastião, sem a  noção da pátria e dos patriotas.&lt;/b&gt; Presentemente este imberbe amador,  não percebeu quão saco de porrada vai ser. Quantas contestações vai  sofrer. Que curto mas intenso vai ser o seu calvário político, porque a  sua desfaçatez de principiante o impediu de prever. Muitos e tristes  balidos, vão emitir os borregos que o elegeram,para os quais a ânsia  cega de mudar apenas por mudar acicatada por um discurso alarmista de  que não haveria dinheiro, tolheu a reflexão essencial, à limpeza das  emoções mais primárias, e instalou o medo das propostas mais  libertadoras, Sim. Era possível e desejável outra solução. E ela  existia. E não tinha nenhuma das consequências que estes arautos da  direita, estes alarmistas profissionais, traquejados em manipular os  medos e em projectar cenários de caos para soluções que possam por em  causa o absolutismo das suas políticas. E não se poupam ao trabalho de  maquinar cenários de Apocalipse para evitar que as evidências de uma  outra medida possa ser sentida pelos trabalhadores como &quot;a solução&quot; mais  justa para, neste caso, a saída da crise.Já ontem, no discurso da  vitória, os que o &quot;empurraram&quot; para o sacrifico, o puseram à prova,  aconselhando-lhe a levantar uma pontinha do véu , das verdades, que  manteve escondidas durante a campanha eleitoral. E escutamos a instrução  que ,às tantas nos dizia: - (...) se para além destas previstas medidas  outras forem necessárias tomar, assim faremos, porque a isso nos obriga  o compromisso assinado com a troika-. Entendo que no calor das emoções  todos os que &quot;por engano&quot; e que foram muitos, votaram nesta política,  não se alarmaram com o dito. Mas estou certo que, como a maioria dos  portugueses, vamos sofrer e muito com a sua execução. Prevejo por isso  que, dois anos durará o consulado deste imberbe Sebastião de direita. As  ruas não lhe darão tréguas, nem as bocas se calarão acusando-o de  perjúrio político. O arrependimento será uma praga para cada alma que o  elegeu e nos outros que por isso também pagam.Inquietando-os para a  mudança. A redenção exigirá a cada comentário a sua queda e a do seu  Governo. A penúria e as privações para a maioria dos portugueses,  afastarão o medo e desinquietarão a contestação nas ruas como a única  solução para a mudança. Prevejo que muitos mares de gente fluirão em  gritos de protesto pelas avenidas desaguando nas praças desta cidade e,  para além das suas divergências, exigir em uníssono a queda deste  experimental instrumento da politica de direita, de nome Passos Coelho, e  novas eleições antecipadas. ... esta é a minha intuição para o fim da  situação criada. E que esta minha intuição se realize. É o meu desejo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;color: #000066; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana,sans-serif;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;color: #000066; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana,sans-serif;&quot;&gt;Beijos e Abraços&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;color: #000066;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana,sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;f.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #000066;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana,sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/feeds/16169709198996165/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/2011/06/pedro-passos-coelho-data-de-nascimento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default/16169709198996165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default/16169709198996165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/2011/06/pedro-passos-coelho-data-de-nascimento.html' title='Passos Coelho - o inicio político de um amador e o seu desejado e patético fim-.'/><author><name>Rimbaud no Café de Flore</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964179109235749736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5SkNMfE8CHo/SwcJlEJF0oI/AAAAAAAAAMI/EdDOJmDv1I0/S220/Centre+Pompidou-+2008+L%27Amour-+M%C3%A9nage+%C3%A0+trois.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjmK09_EgH0QeTtBSIeyusjbChm08BmJz-avjii2FHYUZUbu0A2GZJi9GWA6IXrEeLthTWw9uQA-AXnJMWPwAAYkJ7VBE1CGkT88jlTJzYUuxusBOJg0XHEYTo305TufpUT0J7Aed6wa_kt/s72-c/images.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-449501676768811098.post-4707369845630981593</id><published>2011-04-18T12:01:00.000+01:00</published><updated>2011-04-18T12:01:45.571+01:00</updated><title type='text'>Vir para a rua, impedir as medidas do FMI</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjMyAqR6OGVNNv5rAqVsed9yWZj13k8TFylJR_2FPyMUdhRCwJv-vLbnLa8urSWMeuWfUgmMECs7Cr5f7GHQbDrZJexcGbQJOSQIlEAv1IaXftA8A8Ao49NWb0hlVoNeUKaTABPqh2ftEAr/s1600/5870_0005t9b0.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;196&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjMyAqR6OGVNNv5rAqVsed9yWZj13k8TFylJR_2FPyMUdhRCwJv-vLbnLa8urSWMeuWfUgmMECs7Cr5f7GHQbDrZJexcGbQJOSQIlEAv1IaXftA8A8Ao49NWb0hlVoNeUKaTABPqh2ftEAr/s320/5870_0005t9b0.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000066; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt;&quot;&gt;Bom dia, é o mínimo, quanto a mim, que podemos fazer, é assinar esta petição pública, &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #000066; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.peticaopublica.com/?pi=denuncia&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: blue;&quot;&gt;www.peticaopublica.com/?pi=denuncia&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; para demonstrar ao poder político que estes &quot;criminosos&quot; encapotadamente sob o nome de agências de rating, mas ao serviço da grande finança, podem emitir as opiniões que bem entenderem que , não lhe reconhecemos, isenção e honestidade nas mesmas e muito menos capacidade de avaliação com rigor. Qual a credibilidade de relatórios que têm por base, a maior parte das vezes, as manchetes de jornais económicos, cuja componente comercial é sempre grande parte da verdade inscrita, em conjunto com os indicadores macro económicos &quot;martelados&quot; constantemente em favor de quem especula.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se mais razões não existissem para &quot;menorizar&quot; este &quot;trabalho&quot; que, não é mais do que fomentar a dúvida, lançar a inquietação, podendo chegar até ao boato, numa obediência canina aos seus donos, seria suficiente, para questionar a existência e em particular a eficiência desta previsões, recordar-nos, que foi no país onde estão sediadas estas agências e por causa da desregulamentação dos endeusados mercados capitalistas, que defendem que, a crise estalou com todas a consequências a que assistimos e que estes bandeirantes do capitalismo não souberam prever e muito pelo contrário, depois souberam esconder, enquanto puderam. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000066; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt;&quot;&gt;Beijos e abraços&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000066; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
f. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nota: Devemos prepara-nos para vir para a rua e não excluir a hipótese de violentamente impedir-mos que algumas das medidas que hoje ouvi a abrir os noticiários - cortes nos subsídios de Natal e férias -&amp;nbsp; se vierem a confirmar. Não podemos aceitar que os bancos que causaram a partir da engenharia financeira criada para o consumo e a especulação se recapitalizem COM BASE EM POLÍTICAS que penalizam o nosso rendimento do trabalho e as nossas pensões sacrificando a qualidade de vida das nossas famílias&amp;nbsp; por muitos anos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;CONTINUO A DEFENDER QUE É PREFERÍVEL ALGUM TEMPO NO INFERNO DO QUE UMA CONDENAÇÃO À REVELIA POR MUITOS ANOS NO PURGATÓRIO&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/feeds/4707369845630981593/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/2011/04/vir-para-rua-impedir-as-medidas-do-fmi.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default/4707369845630981593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default/4707369845630981593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/2011/04/vir-para-rua-impedir-as-medidas-do-fmi.html' title='Vir para a rua, impedir as medidas do FMI'/><author><name>Rimbaud no Café de Flore</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964179109235749736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5SkNMfE8CHo/SwcJlEJF0oI/AAAAAAAAAMI/EdDOJmDv1I0/S220/Centre+Pompidou-+2008+L%27Amour-+M%C3%A9nage+%C3%A0+trois.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjMyAqR6OGVNNv5rAqVsed9yWZj13k8TFylJR_2FPyMUdhRCwJv-vLbnLa8urSWMeuWfUgmMECs7Cr5f7GHQbDrZJexcGbQJOSQIlEAv1IaXftA8A8Ao49NWb0hlVoNeUKaTABPqh2ftEAr/s72-c/5870_0005t9b0.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-449501676768811098.post-380974393529483335</id><published>2010-10-27T10:34:00.000+01:00</published><updated>2010-11-14T13:53:20.984+00:00</updated><title type='text'>Quando rezar começa a incomodar a Europa</title><content type='html'>&lt;m:smallfrac m:val=&quot;off&quot;&gt;    &lt;m:dispdef&gt;    &lt;m:lmargin m:val=&quot;0&quot;&gt;    &lt;m:rmargin m:val=&quot;0&quot;&gt;    &lt;m:defjc m:val=&quot;centerGroup&quot;&gt;    &lt;m:wrapindent m:val=&quot;1440&quot;&gt;    &lt;m:intlim m:val=&quot;subSup&quot;&gt;    &lt;m:narylim m:val=&quot;undOvr&quot;&gt;   &lt;/m:narylim&gt;&lt;/m:intlim&gt; &lt;/m:wrapindent&gt;  &lt;/m:defjc&gt;&lt;/m:rmargin&gt;&lt;/m:lmargin&gt;&lt;/m:dispdef&gt;&lt;/m:smallfrac&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiunHZgJXpcFG4vzDV3Ge3R45CxYccH-6cZ4NBEhGfut8yfrMtBuHHKLW7Kbrm-0D_mDGV_zoivyM5NThBe0qKtcZK3Th54wG8x-GmhG9CVBNOcN_QpJ9sODLvNpiKnXogphT0-cB1iJYDD/s1600/Isl%C3%A3o+-+Quando+rezar+incomoda.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiunHZgJXpcFG4vzDV3Ge3R45CxYccH-6cZ4NBEhGfut8yfrMtBuHHKLW7Kbrm-0D_mDGV_zoivyM5NThBe0qKtcZK3Th54wG8x-GmhG9CVBNOcN_QpJ9sODLvNpiKnXogphT0-cB1iJYDD/s1600/Isl%C3%A3o+-+Quando+rezar+incomoda.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2&gt;&lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;/h2&gt;&lt;m:smallfrac m:val=&quot;off&quot;&gt;    &lt;m:dispdef&gt;    &lt;m:lmargin m:val=&quot;0&quot;&gt;    &lt;m:rmargin m:val=&quot;0&quot;&gt;    &lt;m:defjc m:val=&quot;centerGroup&quot;&gt;    &lt;m:wrapindent m:val=&quot;1440&quot;&gt;    &lt;m:intlim m:val=&quot;subSup&quot;&gt;    &lt;m:narylim m:val=&quot;undOvr&quot;&gt;   &lt;/m:narylim&gt;&lt;/m:intlim&gt; &lt;/m:wrapindent&gt;  &lt;/m:defjc&gt;&lt;/m:rmargin&gt;&lt;/m:lmargin&gt;&lt;/m:dispdef&gt;&lt;/m:smallfrac&gt;&lt;br /&gt;
&lt;h2&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;u&gt;Quando rezar começa a incomodar na Europa&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt; line-height: 115%;&quot;&gt;&amp;nbsp;&quot;&lt;a href=&quot;http://downloads.cbn.com/cbnnewsplayer/cbnplayer.swf?aid=17933&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;http://downloads.cbn.com/&lt;wbr&gt;&lt;/wbr&gt;cbnnewsplayer/cbnplayer.swf?&lt;wbr&gt;&lt;/wbr&gt;aid=17933&lt;/a&gt;&quot;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000066; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; line-height: 150%;&quot;&gt;(...) começa a ser VERDADEIRAMENTE preocupante o modo como o islamismo se manifesta através dos seus crentes, nas sociedades que por tradição e abertura cultural reconhecem a liberdade religiosa. Começo, também eu por estes testemunhos, a reconhecer nestas manifestações actos de uma deliberada provocação aos valores à cultura e mentalidades ocidentais nas sociedades democráticas. O entendimento que os islamitas fazem da sua religião desafia e desrespeita&amp;nbsp; literalmente, pelo menos nos seus comportamentos públicos, um dos pilares basilares da nossa cultura de sociedades republicanas, a laicidade do espaço publico instituído como o lugar de todos.&amp;nbsp; &lt;b&gt;Neste caldo cultural que o pós guerra estimulou abrindo pela tolerância a construção de sociedades multi-culturais não pode,o Islão, sob nenhum pretexto, por em causa esta laicidade que tem possibilitado a construção das Instituições do Estado baseadas no direito e no seu escrutínio&lt;/b&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000066; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; line-height: 150%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
Não podem, alguns muçulmanos, aproveitando-se dos supremos valores da tolerância e da liberdade democrática pretender impor a suas praticas religiosas ao espaço publico de todos os cidadãos, adulterando por completo a ordem publica e desrespeitando as demais comunidades.&lt;b&gt; Existem para o acto de religação com o transcendente, templos designados onde a liturgia das distintas religiões deve manifestar-se&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000066; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; line-height: 150%;&quot;&gt;Mas o mais grave e preocupante destas exposições, cada vez mais acintosas, do islamismo é a percepção de que estes actos são a expressão, por enquanto tentativas de desrespeito à natureza laica dos estados democráticos, de um desígnio (expansionista) do Islão para impor a sua visão do Mundo nas sociedades de acolhimento do Ocidente. Daí que estes comportamentos condenáveis e contra os quais o Estados e os restantes cidadãos se devem mobilizar, sejam sobretudo, defendidos pelos muçulmanos como preceitos da lei islâmica, a Sharia, que um (bom) muçulmano não pode nem deve deixar de cumprir, sob pena .... e é por esta via, da intimidação pública, que (parece) fazer parte de uma estratégia, ou não, para ganhar o Ocidente, que o Islão, vai confrontando e em alguns casos, como em França, minando os princípios do Estado Social, com a pratica da poligamia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nem todos os muçulmanos, mas muitos deles, vem nesta visão islâmica da família uma possibilidade de exploração do estado social democrático: dos seus abonos e da sua assistência que, apanhado de surpresa por esta realidade (importada) tem na legalidade uma deficiente defesa contra estes oportunistas, que vivem sem trabalhar à sombra da generosidade do Estado e da solidariedade dos cidadãos pela via dos impostos. É evidente que estão à margem de qualquer planeamento familiar, contra o qual se insurgem legitimados pelo Corão&lt;b&gt;. É deste modo que, a França, o país dos direitos e liberdades do Homem, se vê constantemente envolvida em conflitos e ameaçada pelo islamismo mais radical, também no seu estado social que, ainda hoje, e até quando ???, (apesar dos efeitos da globalização sobre esta histórica conquista) é a expressão política mais redentora que alguma vez emergiu na história dos homens como solução para proteger os mais desfavorecidos das desigualdades e injustiças sociais.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 12pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000066; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; line-height: 150%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
Não vai ser fácil impedir esta escalada cada vez maior e mais intensa contra a ordem social laica por parte do islamismo. Mas é preciso actuar com determinação no impedimento de praticas de subversão da ordem publica e da liberdade dos cidadãos, legitimadas ou não pela religião, seja ela qual for. &lt;b&gt;O espaço publico é a &quot;ágora&quot; onde a liberdade se manifesta em ordem e respeito pelas diferenças de todos&lt;/b&gt;. Qualquer manifestação, expresse ela o que expressar, não pode adulterar a ordem democraticamente consignada e a liberdade dos cidadãos. Por isso, no respeito de todas as liberdades, deve de ser condicionada a um tempo e a um espaço previamente definido. Só assim, no uso do seu direito em liberdade, legítima aqueles que se manifestam e, cuja expressão pretenda louvar Alá ou outra qualquer divindade que assiste outras religiões.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 12pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000066; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; line-height: 150%;&quot;&gt;É assim que nós (os estados democráticos e laicos) entendemos que deve expressar-se o direito e a liberdade de manifestação. É assim que, os muçulmanos, enquanto cidadãos destes estados o devem entender.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 12pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000066; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; line-height: 150%;&quot;&gt;E portanto, é nesta perspectiva e, sem contemplações, que lhes devemos fazer sentir a força do Estado quando entendam subverter esta expressão da ordem democrática republicana e laica. &lt;b&gt;A Sharia&lt;/b&gt; representa uma outra organização das sociedades e do Estado que a civilização, a nossa rejeitou. Aqui, na Europa, as sociedades organizaram-se com base no direito romano e como religião impôs-se a religião católica. A partir da revolução francesa a evolução politica faz no sentido da construção de estados de direito, laicos e democráticos em que vivemos hoje. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;color: #000066; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; line-height: 150%;&quot;&gt;Em minha opinião, sem exacerbar as hostes nacionalistas, xenófobas e racistas, igualmente perversas para a liberdade e as diferenças que devemos continuar a respeitar&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=&quot;color: #000066; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; line-height: 150%;&quot;&gt; e, porque estes testemunhos são um sinal dos tempos, creio que também devemos, desde já, em Portugal, estar atentos a fenómenos de islamismo radical, que como, em alguns países da Europa, aqui possam surgir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000066; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; line-height: 150%;&quot;&gt;Abraços e Beijos &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000066; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; line-height: 150%;&quot;&gt;f. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/feeds/380974393529483335/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/2010/10/quando-rezar-comeca-incomodar-europa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default/380974393529483335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default/380974393529483335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/2010/10/quando-rezar-comeca-incomodar-europa.html' title='Quando rezar começa a incomodar a Europa'/><author><name>Rimbaud no Café de Flore</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964179109235749736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5SkNMfE8CHo/SwcJlEJF0oI/AAAAAAAAAMI/EdDOJmDv1I0/S220/Centre+Pompidou-+2008+L%27Amour-+M%C3%A9nage+%C3%A0+trois.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiunHZgJXpcFG4vzDV3Ge3R45CxYccH-6cZ4NBEhGfut8yfrMtBuHHKLW7Kbrm-0D_mDGV_zoivyM5NThBe0qKtcZK3Th54wG8x-GmhG9CVBNOcN_QpJ9sODLvNpiKnXogphT0-cB1iJYDD/s72-c/Isl%C3%A3o+-+Quando+rezar+incomoda.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-449501676768811098.post-6864542273586009322</id><published>2010-09-23T19:38:00.000+01:00</published><updated>2010-10-24T17:33:17.775+01:00</updated><title type='text'>Rui Unas e a sua &quot;palhaçada&quot; com pretensão a humor.</title><content type='html'>&lt;m:smallfrac m:val=&quot;off&quot;&gt;    &lt;m:dispdef&gt;    &lt;m:lmargin m:val=&quot;0&quot;&gt;    &lt;m:rmargin m:val=&quot;0&quot;&gt;    &lt;m:defjc m:val=&quot;centerGroup&quot;&gt;    &lt;m:wrapindent m:val=&quot;1440&quot;&gt;    &lt;m:intlim m:val=&quot;subSup&quot;&gt;    &lt;m:narylim m:val=&quot;undOvr&quot;&gt;   &lt;/m:narylim&gt;&lt;/m:intlim&gt; &lt;/m:wrapindent&gt;  &lt;/m:defjc&gt;&lt;/m:rmargin&gt;&lt;/m:lmargin&gt;&lt;/m:dispdef&gt;&lt;/m:smallfrac&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;iframe allowfullscreen=&#39;allowfullscreen&#39; webkitallowfullscreen=&#39;webkitallowfullscreen&#39; mozallowfullscreen=&#39;mozallowfullscreen&#39; width=&#39;180&#39; height=&#39;165&#39; src=&#39;https://www.blogger.com/video.g?token=AD6v5dxagW4mHUxRTUjbH-aXVJGffzOV8pUqVADs6JUKhlIMw3cOPBOav4_vazv2MJUeSxj-i65RfX7i2_JDpr38DQ&#39; class=&#39;b-hbp-video b-uploaded&#39; frameborder=&#39;0&#39;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial &amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; line-height: 115%;&quot;&gt; (...)&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;a &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial &amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; line-height: 115%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;meu ver o mérito desta &quot;brincadeira&quot; reside no excelente e difícil, penso eu, trabalho de sincronização. O texto é uma aberração humorística. Que falta de imaginação. Que vulgaridade. Neste texto não se troça de nada: nem das opções pedagógicas da política de educação, nem das escolhas efectivas para implementar essa política. E muito menos se fala da tão polémica necessidade da educação sexual nas escolas. não porque os adolescentes não saibam como agarrar-se e estimular com prazer as suas zonas erógenas, porque essa experiência, é tão natural, passe a publicidade, como a nossa sede.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial &amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; line-height: 115%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small; line-height: 115%;&quot;&gt;A fisiologia do sexo, se não houver inibições o mutilações impeditivas, despertará, neles e nelas as &quot;comichões&quot; e convidará às &quot;transgressões&quot; dos altares, até então, virgens dos jovens descobridores dos prazeres de Eros. E se as expectativas, por qualquer fantasia sonhada, ou “comparada” não se cumprirem , alguma cumplicidade terá nascido entre eles e elas, que fará com que busquem, e aprendam como construir o seu prazer sexual.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 115%;&quot;&gt;Se o propósito da, educação para o sexo, fosse substituir a natureza e o instinto sexual era não só, do meu ponto de vista, uma aberração pedagógica e, mais grave ainda, seria uma intromissão nas manifestações mais íntimas do individuo, e uma tentativa condenável e perigosa de &quot;formatar&quot; por teoria a abordagem sexual dos adolescentes, inibindo e conflituando com as idiossincrasias sexuais e emocionais, e com a liberdade dos indivíduos, rapazes e raparigas, no seu direito mais elementar à expressão e realização livre da sua sexualidade.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small; line-height: 115%;&quot;&gt;Mas descansemos que, tanto quanto eu sei pelo anuncio e pelo debate à volta deste programa a educação proposta visa sobretudo:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small; line-height: 115%;&quot;&gt;&lt;b&gt;1º&lt;/b&gt;-na sua pedagogia, dar a conhecer, numa abordagem sumária a anatomia dos órgãos&amp;nbsp; sexuais, cuidados e higiene.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 115%;&quot;&gt;2º&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small; line-height: 115%;&quot;&gt;-uma fisiologia da sexualidade que incide sobre o estímulo sexual e os seus efeitos.&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;3º&lt;/b&gt;-uma ética das relações e da sexualidade&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small; line-height: 115%;&quot;&gt;&lt;b&gt;4º&lt;/b&gt;-e o que penso ser o item mais desenvolvido e que versa sobretudo a prevenção das doenças por transmissão sexual.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;u&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 115%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small; line-height: 115%;&quot;&gt;Porque é exactamente pelas consequências que o aumento exponencial das relações sexuais tem tido na transmissão de doenças graves que, a necessidade de uma pedagogia para a sexualidade apareceu e passou a integrar o processo educativo nas escolas, com todas as resistências e malformações que todos conhecemos. Mas que independentemente de se concordar, na prática, com as respostas, tem mérito por si só como iniciativa. E isso é uma outra questão que não é objecto deste meu comentário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small; line-height: 115%;&quot;&gt;O objecto deste texto é o humor, pelo humor, a palhaçada do Rui Unas, exposta em vídeo, resultado de um preconceito político ou pior, pretender dar sinal de si, para não cair no esquecimento como &quot;humorista ???&quot; e produzir chacota, palhaçada, em vez de humor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small; line-height: 115%;&quot;&gt;A mim sempre me disseram que o humor era uma forma superior de critica precisamente porque é como o dois em um: elucida e faz rir ou sorrir. Mas humor não é boçalidade. Não é, como neste caso referir uma já estafada felação, pelos canais e revistas de sexo, pelos filmes porno, e até mesmo pelos consultores que proliferam nos áudio-visuais em rubricas, algumas pseudo pedagógicas, sobre a distintas e mais arrojadas performances sexuais. Acreditam que um felattio, vulgarmente um broche, pode surpreender a maioria dos adolescentes enquanto prática preliminar da sexualidade ??? e que os tabus relativos a estas e outras performances por força da sua actualidade já não se estilhaçaram e constituem (agora) apenas a sombra de um fantasma da moral em grupos de adolescentes, e&amp;nbsp; de adultos mais conservadores???&amp;nbsp; Se este humorista??? pretendia ver reconhecido o valor sexual desta pratica para o êxtase da relação em nada contribui.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small; line-height: 115%;&quot;&gt;O seu contributo não é (para mim) nada engraçado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;No seu afã de reduzir a educação sexual à felação seria interessante com criatividade explorar humoristicamente a situação como exagero da pedagogia do programa do governo de educação para a sexualidade. Pobre, ficou-se pelo acto de chupar. Isto é; ficou-se sem graça pela repetição exaustiva do acto de chupar &amp;nbsp;e lamber que de vez em quando lembrava que tinha que ser muito e bem. Espero que não tenha ficado cansado e que tenha ele próprio apreendido com a suas leções (não lições) de chupa-chupa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small; line-height: 115%;&quot;&gt;É óbvio que com detractores assim e ainda por cima com a pretensão a fazê-lo com humor não há iniciativa politica, esta ou outra que por mais controversa e mal concebida que seja não ganhe adeptos. Ou no mínimo estimule a discussão salvando-a da indiferença. O exemplo é este meu comentário que, provavelmente, não teria sido escrito se o mau gosto desta peça não me acicatasse a critica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small; line-height: 115%;&quot;&gt;E tu Zé desculpa se com o envio deste vídeo não me provocaste o riso mas o escárnio.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
f.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/feeds/6864542273586009322/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/2010/09/normal-0-21-false-false-false-pt-x-none.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default/6864542273586009322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default/6864542273586009322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/2010/09/normal-0-21-false-false-false-pt-x-none.html' title='Rui Unas e a sua &quot;palhaçada&quot; com pretensão a humor.'/><author><name>Rimbaud no Café de Flore</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964179109235749736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5SkNMfE8CHo/SwcJlEJF0oI/AAAAAAAAAMI/EdDOJmDv1I0/S220/Centre+Pompidou-+2008+L%27Amour-+M%C3%A9nage+%C3%A0+trois.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-449501676768811098.post-6469934875749318696</id><published>2010-09-20T16:34:00.000+01:00</published><updated>2010-10-24T17:17:00.719+01:00</updated><title type='text'>Paulo Coelho; uma visão sobre o Corpo Feminino</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj7Q5aFBEnZMcVo1661Q_VYWqzUSHOxKEOSm3Xg6Ai7DEzvXjwBZV73Y0jZyna1z0UjoAho05LygG7OnwOIjy6Trcqn79taLNZ4UbrqeYZqEwhJ5qBvKYNVjPRRKZuxd92oq2-ubdIXrDb5/s1600/paulocoelho.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj7Q5aFBEnZMcVo1661Q_VYWqzUSHOxKEOSm3Xg6Ai7DEzvXjwBZV73Y0jZyna1z0UjoAho05LygG7OnwOIjy6Trcqn79taLNZ4UbrqeYZqEwhJ5qBvKYNVjPRRKZuxd92oq2-ubdIXrDb5/s200/paulocoelho.jpg&quot; width=&quot;155&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;m:smallfrac m:val=&quot;off&quot;&gt;    &lt;m:dispdef&gt;    &lt;m:lmargin m:val=&quot;0&quot;&gt;    &lt;m:rmargin m:val=&quot;0&quot;&gt;    &lt;m:defjc m:val=&quot;centerGroup&quot;&gt;    &lt;m:wrapindent m:val=&quot;1440&quot;&gt;    &lt;m:intlim m:val=&quot;subSup&quot;&gt;    &lt;m:narylim m:val=&quot;undOvr&quot;&gt;   &lt;/m:narylim&gt;&lt;/m:intlim&gt; &lt;/m:wrapindent&gt;      &lt;m:smallfrac m:val=&quot;off&quot;&gt;    &lt;m:dispdef&gt;    &lt;m:lmargin m:val=&quot;0&quot;&gt;    &lt;m:rmargin m:val=&quot;0&quot;&gt;    &lt;m:defjc m:val=&quot;centerGroup&quot;&gt;    &lt;m:wrapindent m:val=&quot;1440&quot;&gt;    &lt;m:intlim m:val=&quot;subSup&quot;&gt;    &lt;m:narylim m:val=&quot;undOvr&quot;&gt;   &lt;/m:narylim&gt;&lt;/m:intlim&gt; &lt;/m:wrapindent&gt;  &lt;/m:defjc&gt;&lt;/m:rmargin&gt;&lt;/m:lmargin&gt;&lt;/m:dispdef&gt;&lt;/m:smallfrac&gt; &lt;/m:defjc&gt;&lt;/m:rmargin&gt;&lt;/m:lmargin&gt;&lt;/m:dispdef&gt;&lt;/m:smallfrac&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 13.5pt;&quot;&gt;Uma Visão de Paulo Coelho sobre o Corpo Feminino, que é possível constatar a partir deste link e sobre a qual entendi escrever um comentário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;https://docs.google.com/present/edit?id=0AbuocLTmgvFZZGZiemNxM2NfNDU4a3FkM2hr&amp;amp;hl=en&quot;&gt;https://docs.google.com/present/edit?id=0AbuocLTmgvFZZGZiemNxM2NfNDU4a3FkM2hr&amp;amp;hl=en&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 13.5pt; line-height: 115%;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;O Corpo Feminino por Paulo Coelho;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp; para mim uma visão redutora da mulher como objecto sexual na perspectiva do escritor&amp;nbsp; Paulo Coelho. E não me estranha este tipo de discurso reaccionário disfarçado de bondade e solidariedade. Em boa hora que depois de ler um , creio que o primeiro, dos seus livros, O Alquimista, me elucidei desta enganadora natureza do Homem e do escritor, &quot;rebuçada&quot;, nem sequer com uma eloquente prosa, mas com as muitas palavras que um escritor conhece, para em sugestivas propostas ao mesmo tempo sedutoras, explorar as fraquezas humanas evidentes nas sociedades actuais: solidão, desorientação, incompreensão dos tempos, embalando os seus leitores, salvo seja, em propostas para a aceitação resignada de um destino particular que, parece querer fazer acreditar-nos que vem com cada um de nós, como uma marca na auréola em qualquer produto de mercado, para atestar o seu criador.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 10pt; line-height: 115%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 13.5pt; line-height: 115%;&quot;&gt;E agora vem propor-nos um modelo feminino de mulher, assente numa anatomia de guitarra, curvilínea, e proporcional. Diz este sábio &quot;&lt;b&gt;as magrinhas são uma invenção de estilistas gay que odeiam as mulheres que com eles competem&quot;&lt;/b&gt;, mas que sentimento mais distorcido. Então e aquelas que por natureza nada fazem para ser magras e são??? ... só por acaso, na enviesada perspectiva deste escriba podem ser belas??? E&amp;nbsp;não lhe ocorre que existem outros homens que gostam da feminilidade e sensualidade nas magras e que lhe encontram a proporcionalidade que remata em beleza, sem recheios e curvas balzaquianas ??? E então, o que ele diz sobre as saias!!! Que foram inventadas, &lt;u&gt;incorporem-se nesta ideia&lt;/u&gt;, para que as mulheres deixassem ver as pernas. Para este paradigma as saias das muçulmanas não contam. Nem as das ciganas. Nem as das indianas. Que, só deixam ver as pernas em dias de ciclone. Tolera-se, esta perspectiva mais cristianizada do objectivo das saias, que é a sua. Se o (seu) Deus assim o quis!!! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 13.5pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Para mim que sou de História, nunca me foi servida tal perspectiva. E ainda bem que não estive exposto a esse perigo. Noutras perspectivas creio que objectivo primeiro das saias foi o de proteger a nudez contra as intempéries. A questão moral só chegou mais tarde. E esta de ordem estética chegou-me agora no séc. XXI. Quando eu já sou homem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 13.5pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Questiona-se Paulo Coelho, nesta sua elevada reflexão, porque optam as mulheres pelo uso das calças quando poderiam vestindo saias sensualizar a sua aparência para os homens. Meu Deus, que sou ateu, quanta estreiteza de espírito e quanto machismo. Então as mulheres vão deixar de sentir-se confortáveis, protegidas do frio, de estar em concordância com a sua opção estética, apenas porque existem homens a quem devem mostrar as pernas porque, em parte, é esse o desígnio deste &quot;bocado&quot; da sua anatomia.Sensualizar os homens.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 13.5pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Mas vai mais longe, o escriba destas ideias, nesta sua bondosa apreciação acerca do modelo feminino ideal, que não se esgota na sua mortal predestinação de agradar ao homem. Esvaziada da sua vontade a mulher, tem no homem, o seu derradeiro objectivo estético, o seu modelo de imitação. Por isso quer assemelhar-se a ele. Tenho pena de discordar mas continuo a não ver grande semelhança entre homens e mulheres vestidos com calças. Distingo-os na perfeição. Até de olhos fechados, só pela vibrações.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 13.5pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Depois deste raciocínio, nós os homens podemos descansar porque não se vislumbra nestes desvios comportamentais das mulheres, nenhum de índole, reivindicativa, e muito menos revolucionária. Deus não dorme e por isso podemos estar descansados que estes &quot;caprichos&quot; da fêmea, não ameaçam a nossa masculina influência nas regras da organização, direitos e deveres das sociedades. Sobretudo naquelas de língua portuguesas. Já que é este o idioma em que o iluminado Paulo Coelho escreve.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 13.5pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Nesta &lt;b&gt;certeza catedrática&lt;/b&gt; de demonstrar a bondade do seu modelo feminino esqueceu-se este iluminado escriba que existem mulheres que também gostam das pernas de outras mulher. E não só!!!E para quem é indiferente, literalmente assim, que os homens olhem ou não para as suas pernas. O frissom vêm de outros olhares e por outros caminhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 13.5pt; line-height: 115%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 13.5pt; line-height: 115%;&quot;&gt;É assim que disfarçado com a eloquência das palavras, se percebe, a ideia de que o objectivo da criação da mulher, por Deus, foi para (prazer) do Homem. Assim sendo, afirma este iluminado que: &lt;b&gt;&quot;a mulher é a prova de que Deus existe&quot;&lt;/b&gt;. Então e o Homem é a prova de quê ??? Da encarnação de Deus. *oda-se&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 13.5pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Justifico esta exclamação porque teses como esta servidas de evangélicas bondades, têm o perigo de ser &quot;engolidas&quot; por alguém (por muita gente) e disseminarem-se como verdades. Porque insisto, disfarçadas de boa vontade, enfeitando a crítica de divinos propósitos, revelam princípios que utilizados em outras matérias da nossas vida social e politica podem, não diria por em causa, mesmo nesta imperfeitíssima democracia, a liberdade de expressão, mas intuo que dariam mais força a muitos defensores de entidades modelares que devem no seu entender constituir o farol dos tempos contra a pluralidade das ideias que vieram com as democracias e cuja liberdade confunde muita gente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por fim e ainda acerca deste PPS, montado a partir desta ideia do escriba Paulo Coelho, atestar que na sua alucinada visão sobre a mulher um raio transgressor de lucidez levou-o a dizer que &lt;b&gt;&quot; a doçura feminina é equivalente a mil viagras&lt;/b&gt;&quot; e que eu sublinho, mas&amp;nbsp; acrescento, &lt;u&gt;&lt;i&gt;sem desprimor para o Viagra&lt;/i&gt;&lt;b&gt;,&lt;/b&gt;&lt;/u&gt; na defesa dos homens, sobretudo dos mais velhos e outros afectados pela &quot;ociosidade&quot; do órgão, chamemos-lhe assim, para não ferir sensibilidades, que o futuro e o destino não conhecem. Faço-me entender!!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 13.5pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Beijos e abraços&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 13.5pt; line-height: 115%;&quot;&gt;f.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/feeds/6469934875749318696/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/2010/09/httpsdocs_20.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default/6469934875749318696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default/6469934875749318696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/2010/09/httpsdocs_20.html' title='Paulo Coelho; uma visão sobre o Corpo Feminino'/><author><name>Rimbaud no Café de Flore</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964179109235749736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5SkNMfE8CHo/SwcJlEJF0oI/AAAAAAAAAMI/EdDOJmDv1I0/S220/Centre+Pompidou-+2008+L%27Amour-+M%C3%A9nage+%C3%A0+trois.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj7Q5aFBEnZMcVo1661Q_VYWqzUSHOxKEOSm3Xg6Ai7DEzvXjwBZV73Y0jZyna1z0UjoAho05LygG7OnwOIjy6Trcqn79taLNZ4UbrqeYZqEwhJ5qBvKYNVjPRRKZuxd92oq2-ubdIXrDb5/s72-c/paulocoelho.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-449501676768811098.post-3282806532120866027</id><published>2010-08-22T03:45:00.000+01:00</published><updated>2010-10-04T13:34:34.938+01:00</updated><title type='text'>Ás voltas na cama; monólogos de olhos fechados II</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEitgfD6HVLxGxW9Gto7rARVq8YDKaMUSaGFpat7um-x0GJ5suDcJ9Zdpa7-8YUGO1Bh0qlC5n8oewLB1xK5HxbfIPfOt1oayeI_X74u4ByisOMQcZKy5wfhEt4UcVS5DXg7tjmHr96lvJze/s1600/sala+de+espera++II.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;178&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEitgfD6HVLxGxW9Gto7rARVq8YDKaMUSaGFpat7um-x0GJ5suDcJ9Zdpa7-8YUGO1Bh0qlC5n8oewLB1xK5HxbfIPfOt1oayeI_X74u4ByisOMQcZKy5wfhEt4UcVS5DXg7tjmHr96lvJze/s200/sala+de+espera++II.png&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;Era assim que &quot;rezava&quot; numa das colunas de opinião daquelas revistas que servem para aquietar o paciente nas salas de espera de qualquer consultório: &lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;i&gt;“Amar não é apoderar-se do outro para nos completar, mas sim dar-se ao outro para o completar&lt;/i&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;”&lt;/i&gt;, retesei-me na cadeira como se inesperadamente me tivessem anunciado que não iria pagar aquela consulta porque uma &quot;enorme generosidade&quot; tinha, naquele dia, invadido por transcendente vontade aquele profissional da medicina. De imediato me dei conta de quanto era&amp;nbsp; ilógica e inplausível esta sensação associada aquela ideia sobre o que é amar. A razão ao nível a que nos habituámos a usá-la não comportava atitudes de tão grande desprendimento. Mas a ideia &quot;romântica&quot; era desafiadora da imaginação e atrevia-me, por contágio, a pensar como seria se inesperadamente estes impulsos de &quot;desprendimento material&quot; se impusessem ao espírito alguns dias por mês.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;Imaginei a transformação desta Ordem Mundial. Os seus diferentes estádios.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;Que hábitos abandonaríamos primeiro??? Quais os consumos que, no imediato, seriam mais desvalorizados??? Quais os princípios humanos que deixariam de ser apenas postulados de reflexão e estruturariam uma ética que privilegiaria comportamentos solidários ante qualquer natural proposta de competição que excluísse os menos apetrechados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;Sacudi-me. E a Razão contrariando a intensidade do devaneio &quot;puxou-me&quot; para dentro da realidade: uma sala, onde outros senhores doentes, como eu, sentados numa cadeira, esperavam ansiosos a vez, a sua, para confidenciarem ao clínico as suas mágoas ou as suas alegrias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;A auxiliar do médico fez soar na sala a sua voz, anunciando a vez de uma Srª Odete&amp;nbsp; e, com isso &quot;trouxe&quot; o meu olhar para o exterior. Constatei que&amp;nbsp; tal&amp;nbsp; como quando havia chegado à sala de espera, toda a gente, continuava&amp;nbsp; consigo mesma. Baixei os olhos e confrontei-me com a mesma coluna onde a frase que me levou ao &quot;devaneio&quot; sobressaía anunciando o principio do fim do desencontro amoroso que vem com a dialéctica dos afectos, e que durante uma relação amorosa tantas vezes se questionam. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;Mas era inegável que a frase soava bem. E vendia!!! Representava uma perspectiva altruísta da relação amorosa. Mas não passa de um cliché. É um pressuposto muito generalista e &quot;doutrinário&quot; e que serve qualquer relação seja qual for a sua Natureza. Ninguém se sentirá mal se em qualquer relação cumprir este princípio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;Mas, no meu entender, não é por certo essa orientação da relação que mantém o interesse e a atracção dos enamorados. Não há fórmulas para o amor, lato senso. Defendo eu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;Nesta relação particular entre as pessoas que pressupõe alguma &quot;perda voluntária&quot; da vontade, é esse um dos sinais do enamoramento, não existe, pelo menos nesta empolgada fase, uma presença igualitária para a Razão e a Emoção, (o sentimento).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;Nesta perspectiva, acredito que a permanência dos amores está muito mais ligada às emoções, latentes e vividas, e às expectativas criadas durante o &amp;nbsp;enamoramento, do que a qualquer projecção de um futuro, mais ou menos possível de realizar. Depois (...) é um processo de ajustamento e aceitação mútua à presença do outro, tantas vezes, reflectido e questionado nos desencontros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;Um balanço constante, baseado nos (ses) que nos infundem dúvidas e que nestes contextos de vida nos perseguem sempre. E ainda bem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;É um sinal de que a inquietação tem ainda alguma vitalidade no nosso espírito e é por ela que a &quot;vontade&quot; do prazer renovado nunca deixa de nos &quot;assediar...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;Desta vez foi outro o sentido que me chamou para&amp;nbsp;o &quot;real&quot;. A tal voz tinha feito soar o meu nome dentro da sala de espera.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;f.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/feeds/3282806532120866027/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/2010/08/as-voltas-na-cama-monologos-de-olhos_21.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default/3282806532120866027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default/3282806532120866027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/2010/08/as-voltas-na-cama-monologos-de-olhos_21.html' title='Ás voltas na cama; monólogos de olhos fechados II'/><author><name>Rimbaud no Café de Flore</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964179109235749736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5SkNMfE8CHo/SwcJlEJF0oI/AAAAAAAAAMI/EdDOJmDv1I0/S220/Centre+Pompidou-+2008+L%27Amour-+M%C3%A9nage+%C3%A0+trois.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEitgfD6HVLxGxW9Gto7rARVq8YDKaMUSaGFpat7um-x0GJ5suDcJ9Zdpa7-8YUGO1Bh0qlC5n8oewLB1xK5HxbfIPfOt1oayeI_X74u4ByisOMQcZKy5wfhEt4UcVS5DXg7tjmHr96lvJze/s72-c/sala+de+espera++II.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-449501676768811098.post-8330910226440749945</id><published>2010-08-15T18:14:00.000+01:00</published><updated>2014-12-17T00:43:37.613+00:00</updated><title type='text'>Às voltas na cama; &quot;monólogos&quot; de olhos fechados I</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: left; margin-right: 1em; text-align: left;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgwypguFM03L5CYBNu-8_hsiOhH6F99boMDkdaEsl0HAQBbd3g9YJkK4jJ5ICJY7aB_7Gsd8RSJQIRv6_H9YeQnhLIeByR_NTKIMiyqf39BTAHUYgJpVfL4lu0Y4MAPaU_kEp1JefYTEcjA/s1600/Voltas+na+cama+I.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; cssfloat: left; height: 130px; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto; width: 103px;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgwypguFM03L5CYBNu-8_hsiOhH6F99boMDkdaEsl0HAQBbd3g9YJkK4jJ5ICJY7aB_7Gsd8RSJQIRv6_H9YeQnhLIeByR_NTKIMiyqf39BTAHUYgJpVfL4lu0Y4MAPaU_kEp1JefYTEcjA/s320/Voltas+na+cama+I.jpg&quot; ox=&quot;true&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Il pensiero&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Mes chers amis... findo o repasto deste “rotineiro” encontro, sobreveio como sempre, alguma conversa para deitar fora, empurrada pela quantidade de comida deglutida a meias com&amp;nbsp; ar onde o prazer se expressava em onomatopeias incompletas porque a avidez era grande e não concedia pausas à palavra. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Respondi como podia ao intertêm durante alguns minutos, concentrando-me no momento em que cairia bem, sem ninguém dar por isso, a mentirinha como pretexto para abandonar, apenas por uns minutos, sem precisar quantos, a balbúrdia de conversas que se chocavam no espaço de 2 metros quadrados, em perguntas e respostas e sims e nãos, quando era evidente que aquela reunião não se podia estender, para a maior parte de nós, para além da mesa - a suprema justificação para a permanência juntos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Fuji dali. E com o tédio por companhia, abri a máquina e sem objectivo a que me dirigir, fui abrindo e fechando ficheiros, no acto mecânico para prender a atenção. Foi assim que neste matar de tempo encontrei algumas fotos que &quot;fixaram&quot; Paris em Dez de 2008 e que atestam o meu último &quot;filrt&quot; com esta cidade com que namoro sempre que posso. A soçobrar nesta apatia por dentro de um tempo morto, ressuscitei à vista destas digitalizadas &quot;memórias de Paris&quot;: &lt;strong&gt;&lt;u&gt;As fotos de Dez de 2008.&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Incorporei-me. Pressenti que a atenção &quot;acordava&quot; concomitante à interacção que se establecia com a máquina. Olhei com mais atenção as fotos e pressenti a força da memória, das memórias, que me arrastavam para a dimensão passada do tempo, contra o qual o inexoravél presente nada pode. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Neste esquizofrénico momento, sem nostalgia, embebi-me deste passado recente e fiz um apoteótico remake daquele namoro com Paris. No “dispaly” da máquina os pixeis continuavam ordeiramente unidos, tal qual a ciência óptica os tinha fixado a mando do meu olhar, das minha impressões, quando nos encontramos nesse Dez de 2008 . &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Puxei pela memória para que todos os detalhes fossem (re)vividos -os elementos, as cores, a temperatura, a nossa envolvência- e cumpriu-se esse&amp;nbsp;adágio&amp;nbsp;popular para quem; recordar é viver. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Dei-me conta com esta &quot;revisitação&quot; que não tinha &quot;colocado&quot;, este passado, tal como já fizera a outros, na rota da &quot;eternidade&quot;. Terei, certamente, contado sobre ele. Das alegrias que tive, terei levado parte a outros. Mas não o partilhei. Não o embebi desta Natureza, que é a da partilha, e que vem com o acto de contar experiências passando emoções vividas. Apenas as tinhas comunicado. Senti que estas memórias reclamavam o seu estado de perenidade que se faria pela sua nidificação nas lembranças de outros. As dos mais queridos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;f.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/feeds/8330910226440749945/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/2010/08/voltas-na-cama-monologos-de-olhos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default/8330910226440749945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default/8330910226440749945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/2010/08/voltas-na-cama-monologos-de-olhos.html' title='Às voltas na cama; &quot;monólogos&quot; de olhos fechados I'/><author><name>Rimbaud no Café de Flore</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964179109235749736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5SkNMfE8CHo/SwcJlEJF0oI/AAAAAAAAAMI/EdDOJmDv1I0/S220/Centre+Pompidou-+2008+L%27Amour-+M%C3%A9nage+%C3%A0+trois.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgwypguFM03L5CYBNu-8_hsiOhH6F99boMDkdaEsl0HAQBbd3g9YJkK4jJ5ICJY7aB_7Gsd8RSJQIRv6_H9YeQnhLIeByR_NTKIMiyqf39BTAHUYgJpVfL4lu0Y4MAPaU_kEp1JefYTEcjA/s72-c/Voltas+na+cama+I.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-449501676768811098.post-4716178867843404412</id><published>2010-08-08T20:39:00.000+01:00</published><updated>2010-08-09T23:39:59.806+01:00</updated><title type='text'>As Mulheres</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEga2wDnOQV78jLMnK6eezTYqoYN3IRE0uCpS8qs3VOjDBe3MLnu9cS5JoRjz5RrrmaC3ZnEUUoWmg0CQi96M0ps9yDt_vbG1v_DuQhqp0Gr2Yg683FWd3hd_hbHyMFoOBGoztBuM0hsmhOJ/s1600/Silhueta+feminina.bmp&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; bx=&quot;true&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEga2wDnOQV78jLMnK6eezTYqoYN3IRE0uCpS8qs3VOjDBe3MLnu9cS5JoRjz5RrrmaC3ZnEUUoWmg0CQi96M0ps9yDt_vbG1v_DuQhqp0Gr2Yg683FWd3hd_hbHyMFoOBGoztBuM0hsmhOJ/s320/Silhueta+feminina.bmp&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;As Mulheres&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;(...) em tempos os homens abriram a caixa de Pandora, libertaram o contraceptivo oral, e despromoveram o preservativo. Com os eventos da ciência e da tecnologia, o Mercado cresceu e exigiu mais braços. E as mulheres desafiaram as mentalidades (masculinas), que não resistiram à ideia de que a vida, a das suas familias, poderia melhorar com o seu trabalho, pensavam, apesar dos riscos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Depois ... a Natureza feminina revelou-se uma insuspeita aliada na senda da sua emancipação. É uma outra Natureza. Humana. Por vezes, muito humana até. Sem dúvida. Generosa, forte, com enorme capacidade de sofrimento. Paciente. Inpregnada de lições de vida. Astuta. E sobretudo credora dos nossos maiores afectos. Indubitavelmente, as mulheres são, alguma vez, o objecto maior das paixões masculinas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Agora, rendidos a estas evidências que, com os Tempos, perderam o pudor de se afirmarem, (elas) esteriotipam-nos a partir de modelos de performance sexual. Aí estamos nós à sua mercê, no afâ de corresponder, aos seus elaborados apetites e aos ditames de uma Natureza de quem somos aditos, não só mas também, pelo sexo, à espera que a barriga não nos cresça, a calvice não seja precoce e o Viagra não nos falte e não nos falhe, na hora em que o estimulo do desejo necessita de ser &quot;puxado&quot; do sítio onde nasce para o lugar da sua sexual representação que, em todo o seu explendor, pleno de generosidade “morrerá” por ali, numa incondicional entrega ao prazer (…) recíproco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Beijos e abraços&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;f. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Nota: (às vezes dá-me para rabiscar e partilhar), portanto este texto é apenas um comentário que espero que as minhas amigas não o tomem como uma prespectiva &quot;máscula&quot; e reprovadora dos ventos sociais e politicos que estimularam as mulheres na luta pela sua emancipação e que hoje&amp;nbsp;se revelam seres de uma Natureza, proventura mais conflituosa mas&amp;nbsp;mais enriquecedora,&amp;nbsp;e a quem admiramos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/feeds/4716178867843404412/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/2010/08/as-mulheres.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default/4716178867843404412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default/4716178867843404412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/2010/08/as-mulheres.html' title='As Mulheres'/><author><name>Rimbaud no Café de Flore</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964179109235749736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5SkNMfE8CHo/SwcJlEJF0oI/AAAAAAAAAMI/EdDOJmDv1I0/S220/Centre+Pompidou-+2008+L%27Amour-+M%C3%A9nage+%C3%A0+trois.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEga2wDnOQV78jLMnK6eezTYqoYN3IRE0uCpS8qs3VOjDBe3MLnu9cS5JoRjz5RrrmaC3ZnEUUoWmg0CQi96M0ps9yDt_vbG1v_DuQhqp0Gr2Yg683FWd3hd_hbHyMFoOBGoztBuM0hsmhOJ/s72-c/Silhueta+feminina.bmp" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-449501676768811098.post-6390685224479759201</id><published>2010-07-01T19:10:00.001+01:00</published><updated>2022-08-21T10:23:28.671+01:00</updated><title type='text'>A assimetria da dor</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;border-bottom: medium none; border-color: initial; border-left: medium none; border-right: medium none; border-style: none; border-top: medium none; border-width: medium; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEge4c5wqhboZvyiRPlSaWyLeygk-Kp4oPleD2cvNFhaAPo7OqFUMHzKS994KyeTX1hk3w8TkfSfJxW-U7wuJBQjAeJNmT77EdXAeEUJ78Ls8C48dpxMqGcHPJlOlwHNBLeawfjo8nnZq4RP/s1600/viewer.png&quot; style=&quot;clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;Verdana, sans-serif&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;150&quot; rw=&quot;true&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEge4c5wqhboZvyiRPlSaWyLeygk-Kp4oPleD2cvNFhaAPo7OqFUMHzKS994KyeTX1hk3w8TkfSfJxW-U7wuJBQjAeJNmT77EdXAeEUJ78Ls8C48dpxMqGcHPJlOlwHNBLeawfjo8nnZq4RP/s200/viewer.png&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span face=&quot;Verdana, sans-serif&quot;&gt;...é revoltante a assimetria geográfica da dor neste Mundo; Deus esqueceu-se seguramente do Oriente, lá onde a sua incontestável &quot;ordem&quot; não está em perigo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span face=&quot;Verdana, sans-serif&quot;&gt;A sua preocupação é desde à muito, o Ocidente que pelas ideias transformou também à muito a sua ordem numa nova ordem, onde ele é cada vez mais invisível e mais convictamente substituível por uma outra ideia de justiça e sobretudo por um hedonismo da descren&lt;/span&gt;&lt;span face=&quot;Verdana, sans-serif&quot;&gt;ça&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
f.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/feeds/6390685224479759201/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/2010/07/assimetria-da-dor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default/6390685224479759201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default/6390685224479759201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/2010/07/assimetria-da-dor.html' title='A assimetria da dor'/><author><name>Rimbaud no Café de Flore</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964179109235749736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5SkNMfE8CHo/SwcJlEJF0oI/AAAAAAAAAMI/EdDOJmDv1I0/S220/Centre+Pompidou-+2008+L%27Amour-+M%C3%A9nage+%C3%A0+trois.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEge4c5wqhboZvyiRPlSaWyLeygk-Kp4oPleD2cvNFhaAPo7OqFUMHzKS994KyeTX1hk3w8TkfSfJxW-U7wuJBQjAeJNmT77EdXAeEUJ78Ls8C48dpxMqGcHPJlOlwHNBLeawfjo8nnZq4RP/s72-c/viewer.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-449501676768811098.post-9167738395465755186</id><published>2010-06-25T23:48:00.000+01:00</published><updated>2010-06-30T16:59:26.645+01:00</updated><title type='text'>José Saramago , um lúcido transgressor</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi14LdrrDOh9EMf_nFJTjyznFSWY561obinCPhFcsykChPt5hSAkX9IOwNZ8F84ioyLOACWAuojgRvYBFjjT5mBt-P-8RRWIRbkHw5qAlhZNErnqNOaXtpn71cmxQp7Neu__rrzzNoZ5i28/s1600/untitled.bmp&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; ru=&quot;true&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi14LdrrDOh9EMf_nFJTjyznFSWY561obinCPhFcsykChPt5hSAkX9IOwNZ8F84ioyLOACWAuojgRvYBFjjT5mBt-P-8RRWIRbkHw5qAlhZNErnqNOaXtpn71cmxQp7Neu__rrzzNoZ5i28/s320/untitled.bmp&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Em memória de um lúcido transgressor que gostava que com ele pensássemos. Era assim, de cada vez que o lia, que entendia Saramago.&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;(...) Saramago era de facto um ético intransigente contra tudo e contra todos os que fomentavam a pobreza e a injustiça, mas era sobretudo um transgressor de sublime imaginação e de corrosiva ironia contra as pérfidas convenções e as falsas doutrinas que, amarraram a Civilização à Igreja e os Estados ao Liberalismo selvagem que tantas injustiças e crimes cometeram e cometam contra as pessoas (...) e pela sua denúncia e pela sua intervenção nunca lhe perdoarão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Mas ter-nos-á sempre a nós. Os que continuamos a gostar dele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;f.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/feeds/9167738395465755186/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/2010/06/sarazmago-um-lucido-trasngressor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default/9167738395465755186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default/9167738395465755186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/2010/06/sarazmago-um-lucido-trasngressor.html' title='José Saramago , um lúcido transgressor'/><author><name>Rimbaud no Café de Flore</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964179109235749736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5SkNMfE8CHo/SwcJlEJF0oI/AAAAAAAAAMI/EdDOJmDv1I0/S220/Centre+Pompidou-+2008+L%27Amour-+M%C3%A9nage+%C3%A0+trois.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi14LdrrDOh9EMf_nFJTjyznFSWY561obinCPhFcsykChPt5hSAkX9IOwNZ8F84ioyLOACWAuojgRvYBFjjT5mBt-P-8RRWIRbkHw5qAlhZNErnqNOaXtpn71cmxQp7Neu__rrzzNoZ5i28/s72-c/untitled.bmp" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-449501676768811098.post-1638157414527744917</id><published>2010-01-11T00:41:00.000+00:00</published><updated>2010-10-24T17:06:45.178+01:00</updated><title type='text'>Opinião</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;border: medium none;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;border: medium none;&quot;&gt;&lt;object height=&quot;160&quot; style=&quot;clear: left; float: left;&quot; width=&quot;180&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/aYE_TdVo5FY&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/aYE_TdVo5FY&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; width=&quot;180&quot; height=&quot;160&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;A propósito desta canção/inquietação de Alanis Morissete&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;border: medium none;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;border: medium none;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;Evidentemente que, sem com esta minha observação pretender desmerecer a denúncia associada às imagens é pertinente perceber que estas&amp;nbsp;embora legitimas, são as i&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;nquietações&amp;nbsp;de quem sente que a acumulação da riqueza, que lhe é permitida, é exagerada e até ofensiva para quem, por &quot;sorte/acaso&quot;,&amp;nbsp;lhe tocou viver num inóspito, ou subalternizado&amp;nbsp;país&amp;nbsp;por esta Ordem Mundial.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;border: medium none;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;Tenho, por isso, que fazer um tremendo exercício de auto reflexão e fé, que torne abstracto o abraço de conforto do meu, já desgastado sofá, do ar de qualidade QB que respiro e das (longínquas) realidades como estas que me chegam na forma mais higiénica das notícias, através do comércio das imagens que a despudorada TV coloca em minha casa apenas como tal. Sem apelo mobilizador. Sem indignação, por rótulo, que balance o meu solidário e humano dever de ajudar a fazer justiça. Pelo contrário, estas imagens, tão só como informação, têm um efeito perverso sobre a minha humana compaixão. Sim. Não é nenhuma alarvidade o que afirmo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;Pensemos um pouco no efeito psicológico que estas terríveis imagens dos deserdados de Deus e da Sorte têm sobre os &quot;humildes fruidores de migalhas&quot;, que somos a maioria de nós, da riqueza que produzimos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;Em consciência, laudos de Graças se desprendem da Alma, da nossa, rumo ao céu, onde o Criador Sentado, crêem alguns, deixou cair uma delas, para este lado do Mundo que nos protege,&quot;por enquanto&quot;, dos apocalipses e das trevas depois do Sol. A morte é cada vez mais uma ideia &quot;ausente&quot; da maioria dos quotidianos. E a revolução, ou mais exactamente para não chocar democratas convictos, as profundas reformas na social justiça, quando exigidas ou&amp;nbsp;simplesmente mencionadas,&amp;nbsp;são blasfémias em mentes desadaptadas, com o pérfido desejo de vomitar no prato das lentilhas, num desafio irresponsável á Sorte. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;Assim que: à parte das expectativas sobre a reforma do Código do Trabalho e das ânsias, durante o processo negocial da tabela salarial, sempre com direito à contestação em frente de uma&amp;nbsp;cerveja e, com a possibilidade, enorme, de mudar a conversa para o futebol, se os pontos de vista estiverem em rota de colisão; Tudo vai bem. Porque a ideia de mudança está inscrita no devir e o Tempo é inexorável na sua marcha. E assim acreditamos que é. Desde Heraclito, passando por Camões, para chegarmos aos lentos, muitos lentos, reformistas sociais de agora. Mas a malta aguenta. Que remédio. As mentes, as brilhantes, nada conhecem melhor&amp;nbsp; que esta democracia. A representativa.&amp;nbsp;Esperemos pois que a vontade de mudança nos mobilize para pensar, outra&amp;nbsp;modo de democracia e,&amp;nbsp;a sua concretização.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;É portanto como cidadão, envolvido na expectativa da política e dos seus efeitos imediatos na minha, na nossa vida, que recebo estas imagens. E, é no relativo conforto do lar que eu, que a maioria dos ocidentais cidadãos as digere, enfraquecidos no seu universal humanismo e desmobilizados para a justiça da redistribuição da riqueza no Planeta Terra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;&lt;b&gt;E,esta é a postura que me inquieta porque sinto que,&amp;nbsp; cada vez mais, me estão&amp;nbsp;a transformar para além do que eu pensava admissível. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;&lt;b&gt;Mesmo quando por um exercício de relativismo tento aceitar os contraditórios sentimentos que me atravessam&amp;nbsp;e reflectem o meu ser e o meu estar de Europeu e Ocidental alienando-me cada vez mais. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;&lt;b&gt;E ter disso consciência penaliza-me.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;Beijos e abraços &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;f.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/feeds/1638157414527744917/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/2010/01/proposito-desta-cancaoinquietacao-de.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default/1638157414527744917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default/1638157414527744917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/2010/01/proposito-desta-cancaoinquietacao-de.html' title='Opinião'/><author><name>Rimbaud no Café de Flore</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964179109235749736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5SkNMfE8CHo/SwcJlEJF0oI/AAAAAAAAAMI/EdDOJmDv1I0/S220/Centre+Pompidou-+2008+L%27Amour-+M%C3%A9nage+%C3%A0+trois.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-449501676768811098.post-5979493155619251221</id><published>2010-01-10T17:20:00.000+00:00</published><updated>2010-07-21T22:44:52.844+01:00</updated><title type='text'>Sobressaltos ...</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: left;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEia5zqh_3NzUurlS631CfAuPY7fP9AwfPSZgPMu5lDyozUWvm2kLeqcB4-YPMZw3NB4511ZDubU9KqQkRA5FG8AjXe9AhHWW2Qvx22kP8_nGeft_GN4KnCpMUg36IS_pBmrIXOdWvjUOTDP/s1600/thumbnail.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;200&quot; ps=&quot;true&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEia5zqh_3NzUurlS631CfAuPY7fP9AwfPSZgPMu5lDyozUWvm2kLeqcB4-YPMZw3NB4511ZDubU9KqQkRA5FG8AjXe9AhHWW2Qvx22kP8_nGeft_GN4KnCpMUg36IS_pBmrIXOdWvjUOTDP/s200/thumbnail.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Num Segundo o sol cai a pino &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Os Horizontes cerram-se&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Os rostos contraem-se&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;As mãos tocam-se&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Os peitos estilhaçam-se&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;A palavra falta&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;O silêncio é de estranhos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;E, o afecto resvala para parte incerta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana;&quot;&gt;Os sonhos continuam sem abrigo,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana;&quot;&gt;pendurados no olhar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana;&quot;&gt;de nariz esborrachado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana;&quot;&gt;contra a transparência vazia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp; grávidos de realidades,outras&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Ilusões,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Atazanando a Alma,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Salpicada de suplícios &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Num tempo eterno que lhe &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;concederam&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;f.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/feeds/5979493155619251221/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/2010/01/perpetua-ilusao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default/5979493155619251221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default/5979493155619251221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/2010/01/perpetua-ilusao.html' title='Sobressaltos ...'/><author><name>Rimbaud no Café de Flore</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964179109235749736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5SkNMfE8CHo/SwcJlEJF0oI/AAAAAAAAAMI/EdDOJmDv1I0/S220/Centre+Pompidou-+2008+L%27Amour-+M%C3%A9nage+%C3%A0+trois.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEia5zqh_3NzUurlS631CfAuPY7fP9AwfPSZgPMu5lDyozUWvm2kLeqcB4-YPMZw3NB4511ZDubU9KqQkRA5FG8AjXe9AhHWW2Qvx22kP8_nGeft_GN4KnCpMUg36IS_pBmrIXOdWvjUOTDP/s72-c/thumbnail.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-449501676768811098.post-9050500208960548953</id><published>2010-01-01T16:42:00.001+00:00</published><updated>2010-01-01T16:44:41.879+00:00</updated><title type='text'>Conjecturas</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgSJhuEOjVPRqYNv4byOuYlZZQa6vv487w8QHsSST2L9iNEjhn6GdrcqpB-wZuOrKysG37pc2Jz3oiSWvmInu0WPXPzkaQIFybmzYxDgAmTTedS_gwbMbX3FGbOoxPU5bFckWGe6p8sF4jm/s1600-h/conjecturas5.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgSJhuEOjVPRqYNv4byOuYlZZQa6vv487w8QHsSST2L9iNEjhn6GdrcqpB-wZuOrKysG37pc2Jz3oiSWvmInu0WPXPzkaQIFybmzYxDgAmTTedS_gwbMbX3FGbOoxPU5bFckWGe6p8sF4jm/s400/conjecturas5.JPG&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/feeds/9050500208960548953/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/2010/01/blog-post_8715.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default/9050500208960548953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default/9050500208960548953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/2010/01/blog-post_8715.html' title='Conjecturas'/><author><name>Rimbaud no Café de Flore</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964179109235749736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5SkNMfE8CHo/SwcJlEJF0oI/AAAAAAAAAMI/EdDOJmDv1I0/S220/Centre+Pompidou-+2008+L%27Amour-+M%C3%A9nage+%C3%A0+trois.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgSJhuEOjVPRqYNv4byOuYlZZQa6vv487w8QHsSST2L9iNEjhn6GdrcqpB-wZuOrKysG37pc2Jz3oiSWvmInu0WPXPzkaQIFybmzYxDgAmTTedS_gwbMbX3FGbOoxPU5bFckWGe6p8sF4jm/s72-c/conjecturas5.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-449501676768811098.post-7236384775642843998</id><published>2009-12-22T15:44:00.000+00:00</published><updated>2010-07-01T19:55:39.196+01:00</updated><title type='text'>Sobre o sonho, ou os sonhos</title><content type='html'>&lt;/meta&gt;&lt;meta content=&quot;Word.Document&quot; name=&quot;ProgId&quot;&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content=&quot;Microsoft Word 11&quot; name=&quot;Generator&quot;&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content=&quot;Microsoft Word 11&quot; name=&quot;Originator&quot;&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href=&quot;file:///C:%5CDOCUME%7E1%5Charuka%5CDEFINI%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml&quot; rel=&quot;File-List&quot;&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;E o sonho revelou-se á Natureza Humana a via mais fácil e necessária ao seu equilíbrio emocional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Este é aquele sonho que todos nós pressupomos acontecer na cama. É uma manifestação transversal a toda a sociedade.Seria interessante saber, se possível, qual a classe social que mais sonha e quais os objectos dos seus sonhos. Eu não penso fazê-lo. Não está nos meus horizontes e, não consideraria como um sonho a sua realização.·&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;A outra classe de sonhos é aquela que resulta de um estado interior que faz do inconformismo a existência de alguém. Existir é nestas circunstâncias, muitas vezes sonhar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Nesta febre de alcançar um objectivo, o seu objectivo, o sonhador, subalterniza, muitas das categorias essenciais da realidade: talento, classe social, género, formação, finanças que, dependendo do sonho, todas ou algumas delas, em conjunto, são condição para que o sonho se transforme em realidade ou, pelo contrário, pela ausência de condições objectivas, o sonho, emerga com a natureza de devaneio e, assim fica existindo, no limbo das possibilidades ( se,)... ou seja condicionais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Se assim for, o sonho é reservado para um tempo e um espaço que o sonhador, sentirá adiado, até que por exaustão o deixe aninhar-se no sítio das ideias/sonhos por concretizar.·&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Tenho para mim que, a maior parte destas realizações muitas vezes apelidadas de sonhos, são apenas objectivos que hoje se vulgarizaram socialmente: como o curso superior que, de facto já foi, em tempos e para alguns um verdadeiro sonho de vida alcançado. Mas estes são os sonhos dos pais. Da família. Que faz esforços e descansa as ansiedades quando tudo o que queremos é perceptível no imediato. Porque, quase sempre foi assim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;E é nesta esfera do &quot;desejo&quot; necessariamente realizável, elevado á categoria de sonho, pelo qual pautamos em conjunturas sociais e de vida difíceis, os nossos relativos horizontes, louváveis sem dúvida e, razões de felicidade quando alcançados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Mas questiono-me se pertencem à categoria dos sonhos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Sem ser arrogante e dando o devido valor à relatividade e á sua importância para a valoração do conceito de sonho, penso que estas realizações que muitos nós, encaramos como tal, se ficam pela esfera dos desejos mais ou menos realizáveis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;f.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/feeds/7236384775642843998/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/2009/12/sobre-o-sonho-ou-os-sonhos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default/7236384775642843998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default/7236384775642843998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/2009/12/sobre-o-sonho-ou-os-sonhos.html' title='Sobre o sonho, ou os sonhos'/><author><name>Rimbaud no Café de Flore</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964179109235749736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5SkNMfE8CHo/SwcJlEJF0oI/AAAAAAAAAMI/EdDOJmDv1I0/S220/Centre+Pompidou-+2008+L%27Amour-+M%C3%A9nage+%C3%A0+trois.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi6JvqGltUPAUgO1Rzo92Tyes40Rr6dM-cq-9n8We3o6ZGqhemm8pbA4-mvE9EbDy2D0xZWeb8hhFqroZvngNBeZJPxCx6ZQry4Wc0CJERrH9p2aF5LP6xFTQoD8yDU8OtjIl70San678e7/s72-c/Sonho.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-449501676768811098.post-2573281296696220676</id><published>2009-12-06T16:19:00.000+00:00</published><updated>2010-01-10T15:49:23.823+00:00</updated><title type='text'>Festinha</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-family: Verdana;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;table align=&quot;left&quot; border=&quot;1&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;MsoTableGrid&quot; style=&quot;border-bottom: medium none; border-collapse: collapse; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; height: 213px; margin-left: 4.8pt; margin-right: 4.8pt; width: 505px;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr style=&quot;height: 150.3pt;&quot;&gt;&lt;td style=&quot;border-bottom: white 1pt solid; border-left: white 1pt solid; border-right: white 1pt solid; border-top: white 1pt solid; height: 150.3pt; padding-bottom: 0cm; padding-left: 5.4pt; padding-right: 5.4pt; padding-top: 0cm; width: 700.95pt;&quot; valign=&quot;top&quot; width=&quot;700&quot;&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEheLGdc_k0K19yJeRFe6xbgqXOFHMtFw-x5pKLZWKONi_D2KBKy5Wtfm7uiVIlyISrULMptugyEi_us-kSHOp03Dnt0JyGLnB4_GYEcrVGDpFEv_6psR6ZsAmlow8evgvt5RDUWGoCP3m5t/s1600-h/Caricia.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEheLGdc_k0K19yJeRFe6xbgqXOFHMtFw-x5pKLZWKONi_D2KBKy5Wtfm7uiVIlyISrULMptugyEi_us-kSHOp03Dnt0JyGLnB4_GYEcrVGDpFEv_6psR6ZsAmlow8evgvt5RDUWGoCP3m5t/s400/Caricia.jpg&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;&quot;&gt; Faz-me uma &quot;festinha&quot; no rosto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;&quot;&gt;Como prelúdio de um abraço&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;&quot;&gt;Como chão para um beijo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;&quot;&gt;Com ternura por dentro do olhar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;&quot;&gt;Depois(...)eu concebo um imaginado momento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;Festinha= toque afectuoso para um momento de&amp;nbsp;empatia&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: left;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: left;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/feeds/2573281296696220676/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/2009/12/festinha.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default/2573281296696220676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default/2573281296696220676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/2009/12/festinha.html' title='Festinha'/><author><name>Rimbaud no Café de Flore</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964179109235749736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5SkNMfE8CHo/SwcJlEJF0oI/AAAAAAAAAMI/EdDOJmDv1I0/S220/Centre+Pompidou-+2008+L%27Amour-+M%C3%A9nage+%C3%A0+trois.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEheLGdc_k0K19yJeRFe6xbgqXOFHMtFw-x5pKLZWKONi_D2KBKy5Wtfm7uiVIlyISrULMptugyEi_us-kSHOp03Dnt0JyGLnB4_GYEcrVGDpFEv_6psR6ZsAmlow8evgvt5RDUWGoCP3m5t/s72-c/Caricia.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-449501676768811098.post-415473762198748124</id><published>2009-11-27T22:05:00.000+00:00</published><updated>2014-12-23T00:40:37.911+00:00</updated><title type='text'>Um dia na vida de uma mulher</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgUffQqCd6gJenUuou9P-D1dKWzG1DZ8xVBdW5RZU-BG8wYGN-iyjxQx9RhC9A-adszL97fAakn0E6-A3NAY_HBD0scMU_-7QYF8zVt5jzA6iDwRlyvza_-FGi_fgBTxXdVXtb1GTZi8XUm/s1600/iUm+dia+na+vida+de+uma+mulher.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgUffQqCd6gJenUuou9P-D1dKWzG1DZ8xVBdW5RZU-BG8wYGN-iyjxQx9RhC9A-adszL97fAakn0E6-A3NAY_HBD0scMU_-7QYF8zVt5jzA6iDwRlyvza_-FGi_fgBTxXdVXtb1GTZi8XUm/s320/iUm+dia+na+vida+de+uma+mulher.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Despertou de um
sono longo. A realidade chegava-lhe ordenada pelos sentidos. Ainda de olhos
fechados o olfacto não transportou até si nenhum perfume que atestasse outra
humana presença. A epiderme reclama-lhe o toque com intensidade de carícia, o
beijo matinal no ombro direito, a junção do corpo dele com o seu, seguido de um
abraço que inexoravelmente a introduziam no Mundo. Eram assim inevitavelmente
os despertares aos sábados de manhã depois de ter conhecido o Bernardo, seu
namorado, havia pelo menos um ano. Dois &quot;specimens&quot; lindos, com
glamour, que desafiavam pelos bares e gafieiras do costume, os incontinentes
caçadores de sexo das soirés lisboetas. Aos olhares explícitos daquela tribo de
oníricos nunca tinham sido capazes de conter as sensuais coreografias que
exprimiam na batida repetitiva dos sons da House Music, ou no “caliente” abraço
que o bolero exigia, enquanto arrastavam os corpos colados pela pista ao
encontro da nota musical que coroasse o extâse que adivinhavam invadi-los, e
que se cumpriria com a cumplicidade mágica de uma atmosfera sombria que lhes
outorgava a natureza de silhuetas.&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Recusava
acordar. Sabia que esta negação para a vida se manifestava sempre assim depois
de um “desencontro de afectos”. Mas desta vez sentia-se “incompleta” e por isso
não queria desvelar-se para um dia que lhe faria sentir o peso da solidão.
Estava “amputada” do afecto com mais empatia que tinha vivido estes últimos
tempos. E, obviamente, sentia que não eram só as noites de enlevo e orgasmos
que, em tão pouco tempo, já eram saudades, mas era tudo o que demais compunha a
vivência com este companheiro. Muitas vezes os “olhares” para a realidade
sobrepunham-se de tal maneira, e sabia não serem estes momentos de perfeita
sintonia, uma refinada gentileza dele, que concedia ao espírito, apesar da sua
sólida formação materialista, a veleidade de supor uma qualquer teoria acerca
das almas gémeas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Nesse revelado
momento fazia sempre por esquecer a sua lógica de pensamento para não beliscar
a harmonia e a felicidade experimentada. Mais tarde, para “explicar” aqueles
momentos de existencial perfeição, sem trair a sua formação, enquadrava-os nos fenómenos
empáticos que os afectos potenciam. Também a estética não os dividia apesar da
diferente e natural, dizem, sensibilidade dos géneros. Discutiam livros e
cinema sem exaltar-se e em total liberdade de opinião.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Estava triste
porque este tempo de feliz mundividência estava prestes a desmoronar-se por um
ataque de imatura “ciúme” que uma tendência possessiva inflamou ainda mais.
Sentiu a liberdade, a sua, “encolher” quando ele “soltou” um discurso sobre o
compromisso que pretendia, percebeu ali mesmo, organizar as suas emoções. &lt;b&gt;Para ela as relações eram, sempre tinham
sido, “edifícios” estratificados por experiências afectivas e emocionais, no
qual o ajustamento das mesmas determinava o cimento da sua estrutura e a sua
permanência.&lt;/b&gt; Percebia o incómodo, o dele, porque o piropo de um bem-apessoado
transeunte da gafieira tinha estimulado nela uma resposta no mesmo tom, seguida
de um curto “briefing” de insinuações, entrecortadas com ritualizadas
coreografias de côrte. O irreverente “beicinho” do Bernardo foi por si
apercebido sem nenhum sentimento mesquinho de superioridade. Sentiu um enorme
carinho pelo seu indiscreto momento de insegurança. Gostava da pessoa de
Bernardo. E gostava do homem que ele incorporava. Mas deu consigo numa das
mesas da gafieira a “engolir”, por respeito, aquele inoportuno e redutor
discurso acerca das formalidades que ele entende deverem fazer parte das suas
relações afectivas, e que acabavam de ser desvalorizadas pelo comportamento
dela.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Ficou triste pelo
que entendia ser um precedente ao qual não poderia ceder. Antevia que se
concedesse, a Bernardo, aquela perspectiva estaria a submeter-se a um código
moralizador do seu comportamento afectivo que não subscrevia e a mutilar a sua
“livre” natureza para viver emoções que, a seu ver, não punham em causa os
alicerces da sua relação com ele. &lt;b&gt;Sabia,
sobretudo, que o valor e a permanência da sua relação com Bernardo resultavam
do somatório e da intensidade das experiências que viveram e que aquele, no seu
entender, insignificante episódio não poderia corromper esta concepção; para si
um credo, &quot;de que as relações afectivas permanecem porque o seu edifício é
estruturado pela sedimentação de diferentes experiências com capacidade para se
ajustarem entre si”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;
&lt;o:p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 150%;&quot;&gt;Daí entender que
aquele julgamento a que Bernardo a tinha submetido se revelava como uma
experiência desajustada de todas as anteriores. Pressentida a amargura que esta
rotura causaria aos dois, o afecto que lhe tinha, enorme, desaconselhava-a a
que num impulso radical ditasse o fim daquela relação, ali e naquele momento,
porque a amargura não lhes daria sossego e a tristeza encontraria motivos para
se instalar por algum tempo. Duvidou sobre qual a opção mas correcta a tomar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 150%;&quot;&gt;Queria
compreender se aquele discurso aparecia como recurso à justificação de um
despeitado momento ou se revelava parte de uma mentalidade por si desconhecida.
Entendeu voltar sozinha para casa e por antecipação começou a viver, ali mesmo,
a experiência de solidão que, no seu apartamento e na sua cama, se tornariam
mais intensos naquela noite de sexta-feira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 150%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;No dia seguinte,
na manhã de sábado, encontrava-se na cama pressionada pela decisão de ter de
ressuscitar ou aniquilar uma relação que ontem tinha suspendido. Agitada
enquanto “vivia” por remake o sucedido, sentiu-se desconfortável na cama. Uma
atrevida ponta de ar invadiu-lhe a atmosfera quente dos lençóis e causou-lhe um
“frissom” no corpo, agravando ainda mais o desconforto do seu melancólico e
triste despertar. Abriu por fim os olhos e a claridade que a manhã, já alta,
tinha lançado para dentro do seu quarto feriu-lhe o estado de sonolência. Algum
calor, impróprio do Inverno, fazia-lhe adivinhar a vida lá fora,
manifestando-se em desportistas de fim-de-semana mobilizados no combate à adiposidade
construída em empregos sedentários que lhe penalizam o corpo e a estética, numa
sociedade que paradoxalmente tem nas diferenças humanas um valor democrático,
mas que obtusamente insiste por influência de uma fanática filosofia da
“normatização” veiculada por alguns midia, em construir modelos para a
standarização de tudo e de todos nós.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Reconheceu neste
pensamento uma visão de crítica militante de todo o pensamento ou filosofia que
se aflorasse redutora das escolhas individuais de vida que não atentassem
contra a estabilidade da ordem democrática.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 150%;&quot;&gt;Mas era do mais
elementar bom senso reconhecer também o esforço meritório daqueles desportistas
de fim-de-semana, por influência, ou não, do discurso mediático. Sobretudo
porque era evidente que a actividade física é boa para a saúde.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 150%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Percebeu
entretanto que já nem mesmo o conforto da cama a compensava. Ficar ali
significava não contrariar a pulsão masoquista destes momentos e enredar-se no sucedido.
Energicamente levantou-se como se a vida a puxasse para dentro de si e
dirigiu-se ao chuveiro. Sentiu que a temperatura quente da água se revelava
como a primeira compensação daquele dia. Apostou em si e produziu-se sem saber
que um convite percorria à velocidade da luz os fios do telefone para se
anunciar num DRING. Atendeu. Do outro lado um colega e amigo revelava
enfaticamente a mensagem relembrando-lhe que hoje se celebrava o jantar da sua
agência de publicidade. Sociabilizar-se era tudo o que menos queria naquele
momento. Olhou-se ao espelho e gostou de si. E associou ao seu embelezamento
uma premonição qualquer que sentia positiva. Respondeu entusiasmada que sim.
Que estaria presente. Passou novamente pelo espelho para que a imagem, de si,
ali reflectida abrisse brechas na sua tristeza e lhe colasse no espírito
confiança e alegria. Muita alegria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Evitou o
elevador para sair do prédio. Quando chegou à rua já a Lua com o seu exército
de estrelas tinham encetado uma perseguição ao Sol para instalarem a noite no
céu. Por impulso olhou para o firmamento na procura de uma estrela que sentisse
sua e que brilhasse, em si, toda esta noite. A empatia não se estabeleceu. Na
dúvida segurou bem dentro do peito a positividade do momento. Quando saiu do
carro, já no destino, constatou que o néon tinha ocupado toda a cidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Mostrou-se à
chegada e durante o convívio receptiva aos &quot;piropos&quot;. Mas soube
também perceber os excessos. Tinha a certeza que nem tudo, naquelas exuberantes
demonstrações de afecto, era inteiramente verdade. Mas não deixou de estar à
altura das insinuações. Era natural nela a adesão aos jogos de palavras eivadas
de subliminares propósitos. Mas entendia-os como um modo que os seres
inteligentes encontraram para tornear, sem inconveniência, alguns formalismos
culturalmente ainda “vivos” e actuantes em muitas mentalidades. Como a do
Bernardo agora revelada. Por isso ele não entendia como é que estes jogos
podiam ser apenas prazeres intelectuais, carícias egocêntricas e por aí ficavam
sem, imediatas, consequências. Bernardo defendia que as insinuações disfarçam,
em menor ou maior grau, objectivas intenções. Mas concretizáveis, defendia eu,
apenas e só pela vontade consonante dos intervenientes. E, para ela, os afectos
onde estes prazeres insinuados se realizam eram, muito concretos e sempre experienciados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 150%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 150%;&quot;&gt;Na despedida
alguns beijos não encontraram o local desejado e alongaram, para uma
sublimação, a sua permanência no &quot;destino&quot; possível que lhes reservou
no rosto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Alguns olhares
insinuavam um desejo aceso nas entranhas que teriam que adiar. Porque nessa
noite, a excitada predisposição libidinosa não iria cumprir-se em sexo. Pelo
menos consigo como partenaire. Ninguém ali tinha acordado os seus duendes para
brincar aos &quot;amantes”. O momento tinha tornado tudo demasiado óbvio para
todos. A indecisão parecia ter tomado conta das vontades e suspendido o tempo.
As insistências para que ficasse foram infrutíferas. Com um cordial e aberto
sorriso finalizou a despedida deixando alguns apontamentos em aberto para mais
tarde confirmar. Em seguida desprendeu-se suavemente da sua voz um cumprimento
de boa noite que se elevou-se no ar para apaziguar o cosmos e, todos e cada um
por si, pensaram num destino para aquela noite. O ronco dos automóveis
&quot;estilhaçou&quot; o silêncio e a claridade à solta dos faróis perfurou a noite
para desvendar o segredo dos caminhos. Ela empreendeu o rumo de casa como o
desejado destino.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 150%;&quot;&gt;No regresso o
tempo da viagem pareceu-lhe suspenso e sem atritos de qualquer ordem. A
silhueta do seu &quot;refúgio&quot;, como que por magia, saída das trevas,
projectou-se num horizonte próximo. Bocejou dentro do carro. Minutos depois
dava o primeiro passo dentro do seu apartamento. Voltou-se, fechou a porta, e
“apalpou” o espaço com um olhar de reconhecimento. Sentiu um carinho imenso e
rememorou, num ápice, a história de todos os adereços que eram parte de si. Da
sua vida ainda curta de mulher adulta e emancipada. Detectou neles muita da sua
identidade. Afinal não estava sozinha. Projectou os braços apertando-os contra
o tronco num “abraço” possível a si mesma e sentiu que tinha construído um
instante de felicidade. Estendeu-se no canapé da sala fechou os olhos e
deixou-se ir com o turbilhão de pensamentos que reclamavam uma ordem, a sua, e
pressentiu que não mudaria. Embalou-se nesse jogo com as ideias enquanto o sono
cada vez mais presente lhe &quot;roubava&quot; a consciência. Não quis
resistir. Preferiu esperar que o Sol a chamasse no outro dia. Boa noite.
Murmurou para si. E não registou mais nada na memória.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;
&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/feeds/415473762198748124/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/2009/11/um-dia-na-vida-de-uma-mulher_9027.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default/415473762198748124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default/415473762198748124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/2009/11/um-dia-na-vida-de-uma-mulher_9027.html' title='Um dia na vida de uma mulher'/><author><name>Rimbaud no Café de Flore</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964179109235749736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5SkNMfE8CHo/SwcJlEJF0oI/AAAAAAAAAMI/EdDOJmDv1I0/S220/Centre+Pompidou-+2008+L%27Amour-+M%C3%A9nage+%C3%A0+trois.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgUffQqCd6gJenUuou9P-D1dKWzG1DZ8xVBdW5RZU-BG8wYGN-iyjxQx9RhC9A-adszL97fAakn0E6-A3NAY_HBD0scMU_-7QYF8zVt5jzA6iDwRlyvza_-FGi_fgBTxXdVXtb1GTZi8XUm/s72-c/iUm+dia+na+vida+de+uma+mulher.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-449501676768811098.post-6213749499190283860</id><published>2009-11-24T19:04:00.000+00:00</published><updated>2014-12-17T22:24:22.634+00:00</updated><title type='text'>A propósito da missa Miserere Dei de Gregorio Allegri</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;link href=&quot;file:///C:%5CDOCUME%7E1%5Charuka%5CDEFINI%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml&quot; rel=&quot;File-List&quot;&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;
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&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana;&quot;&gt;Reconheço ainda a sua enorme beleza cuja inspiração só a ideia de comunhão com o transcendente seria capaz de a inspirar. Contudo não posso deixar de viver e de me interrogar sobre o que considero um paradoxo e que me inquieta, porque sendo eu um irredutível militante dos homens e das mulheres a quem imputo toda a beleza e toda a miséria e a sua consequente transformação na História, não entendo o porquê de não sermos nós (os humanos) os inspiradores e os objectos de tanta e tão harmoniosa beleza ...&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/feeds/6213749499190283860/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/2009/11/proposito-da-missa-miserere-dei-de.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default/6213749499190283860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default/6213749499190283860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/2009/11/proposito-da-missa-miserere-dei-de.html' title='A propósito da missa Miserere Dei de Gregorio Allegri'/><author><name>Rimbaud no Café de Flore</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964179109235749736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5SkNMfE8CHo/SwcJlEJF0oI/AAAAAAAAAMI/EdDOJmDv1I0/S220/Centre+Pompidou-+2008+L%27Amour-+M%C3%A9nage+%C3%A0+trois.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi9P-FOYPM9ViFmZshiPnSRilsF1ClcAAggtLK34tODu94Qzx6AopZncUnddtVj-hq-tKNEF3vX7QmV-yfhPf1xgA8mkSHb5FKfc_x4UJ7fq70uSP6zmDa62d_dwpigW-0Mabq-0tzi8pc8/s72-c/Miserere.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-449501676768811098.post-2854921446457407530</id><published>2009-11-05T17:25:00.000+00:00</published><updated>2009-11-05T17:25:31.168+00:00</updated><title type='text'>Tempo de Desejo</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiDBlYeavOyvGklcNemj-oVidZ_1WqnhlWY8lA5gzdF8je1LCI9TagQh86_v7r3MqNWKutERXRzaqn2ct0NFJiIkzkGYi6UZsOqVQ8WswmoBMV9mTj4VexS6_3Da1zX5ExxoHd-r_Hb9dPy/s1600-h/Tempo+de+desejo.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiDBlYeavOyvGklcNemj-oVidZ_1WqnhlWY8lA5gzdF8je1LCI9TagQh86_v7r3MqNWKutERXRzaqn2ct0NFJiIkzkGYi6UZsOqVQ8WswmoBMV9mTj4VexS6_3Da1zX5ExxoHd-r_Hb9dPy/s640/Tempo+de+desejo.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/feeds/2854921446457407530/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/2009/11/tempo-de-desejo_2359.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default/2854921446457407530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default/2854921446457407530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/2009/11/tempo-de-desejo_2359.html' title='Tempo de Desejo'/><author><name>Rimbaud no Café de Flore</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964179109235749736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5SkNMfE8CHo/SwcJlEJF0oI/AAAAAAAAAMI/EdDOJmDv1I0/S220/Centre+Pompidou-+2008+L%27Amour-+M%C3%A9nage+%C3%A0+trois.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiDBlYeavOyvGklcNemj-oVidZ_1WqnhlWY8lA5gzdF8je1LCI9TagQh86_v7r3MqNWKutERXRzaqn2ct0NFJiIkzkGYi6UZsOqVQ8WswmoBMV9mTj4VexS6_3Da1zX5ExxoHd-r_Hb9dPy/s72-c/Tempo+de+desejo.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-449501676768811098.post-7556727509330805304</id><published>2009-11-04T02:08:00.000+00:00</published><updated>2010-01-01T21:22:35.562+00:00</updated><title type='text'>Virtual partilha</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content=&quot;Word.Document&quot; name=&quot;ProgId&quot;&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content=&quot;Microsoft Word 11&quot; name=&quot;Generator&quot;&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content=&quot;Microsoft Word 11&quot; name=&quot;Originator&quot;&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href=&quot;file:///C:%5CDOCUME%7E1%5Charuka%5CDEFINI%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml&quot; rel=&quot;File-List&quot;&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;
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&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt; line-height: 150%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;As últimas notas do piano sobem lentamente deixando adivinhar o fim da música e a amputação deste meu (delicioso) momento. Acabou. Como prometido vou passar-lhe este testemunho. Este mimo. Como convencionamos chamar-lhe. Oxalá também em si ele encontre a receptividade emocional que o faça viver mais algum tempo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/feeds/7556727509330805304/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/2009/11/amiga-e-partilha-virtuais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default/7556727509330805304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default/7556727509330805304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/2009/11/amiga-e-partilha-virtuais.html' title='Virtual partilha'/><author><name>Rimbaud no Café de Flore</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964179109235749736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5SkNMfE8CHo/SwcJlEJF0oI/AAAAAAAAAMI/EdDOJmDv1I0/S220/Centre+Pompidou-+2008+L%27Amour-+M%C3%A9nage+%C3%A0+trois.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgipOCsDtm0dPTOr-IVtDaL-8CgibW_O2SW5DvyOFdRe7kAXUKQr_24stZGFjWmwkyvhpP75ZO7DhPosJDgn1s9R2PQ7K3-J4dSSJbaGIMTfHbIst3DVLXI4C6KaojmTpHznIKZVG34HNi1/s72-c/images.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-449501676768811098.post-8297471225586600058</id><published>2009-11-04T01:13:00.000+00:00</published><updated>2009-11-04T16:15:35.727+00:00</updated><title type='text'>Amizade e virtuais contactos</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhT_8-pITqnB9GZtXyxO_U2IBJ3YdFvZa8IzdT0SDwoH0nyZJwOKdSqy7iA2YP7KYQKCAsq7IPfrDYxPJaFLT9fH42rMJ6mvzwn2kQ_xTolwaF_RLncZRRvj0azVOlc_-qIN3LlWR9KiQmZ/s1600-h/Abra%C3%A7o.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhT_8-pITqnB9GZtXyxO_U2IBJ3YdFvZa8IzdT0SDwoH0nyZJwOKdSqy7iA2YP7KYQKCAsq7IPfrDYxPJaFLT9fH42rMJ6mvzwn2kQ_xTolwaF_RLncZRRvj0azVOlc_-qIN3LlWR9KiQmZ/s320/Abra%C3%A7o.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;meta content=&quot;text/html; charset=utf-8&quot; http-equiv=&quot;Content-Type&quot;&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content=&quot;Word.Document&quot; name=&quot;ProgId&quot;&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content=&quot;Microsoft Word 11&quot; name=&quot;Generator&quot;&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content=&quot;Microsoft Word 11&quot; name=&quot;Originator&quot;&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href=&quot;file:///C:%5CDOCUME%7E1%5Charuka%5CDEFINI%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml&quot; rel=&quot;File-List&quot;&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;
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&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt;&quot;&gt;(escrito em 29 de Abril de 2009, como resposta á questão de como seria o Mundo sem amizade&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;)&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&amp;nbsp; &lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;… Sem amizade (sincera) a vida seria um buraco negro cega de afectos e com um Eros mutilado pelo impulso sexual(...) mas uma vida que (pode adivinhar-se) possível a prazo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; text-align: left;&quot;&gt;&lt;meta content=&quot;text/html; charset=utf-8&quot; http-equiv=&quot;Content-Type&quot;&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content=&quot;Word.Document&quot; name=&quot;ProgId&quot;&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content=&quot;Microsoft Word 11&quot; name=&quot;Generator&quot;&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content=&quot;Microsoft Word 11&quot; name=&quot;Originator&quot;&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href=&quot;file:///C:%5CDOCUME%7E1%5Charuka%5CDEFINI%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml&quot; rel=&quot;File-List&quot;&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;
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--&gt;
&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt;&quot;&gt;(escrito em 1 de Maiol de 2009, como resposta á questão&amp;nbsp; &quot; como me imaginas&quot;)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;... Imaginar-te a partir das trocas de recados que tivemos, só poderia resultar num perfil saído de uma primeira consulta de psicologia, de um esboço diagnosticado por um consultor após uma entrevista para um emprego, de um sentimento simpático por um sorriso matinal que se esboçou, no entretanto, dos (nossos) sentidos que se cruzaram pela tua entrada e a minha saída de um café, onde rotineiramente as bicas nos esperam, como alento para mais um dia de trabalho, etc , etc, etc, ... sei tão pouco de ti, mulher, que só por um exercício de masoquismo e por algum virtual despeito, que não existe relativamente a ti, poderia arriscar a imaginar-te, tu que dás (vida real) ao nosso virtual contacto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Imaginar, adjectivar, como tu fizeste sobre mim, diga-se, no exercício e no conforto que a liberdade virtual te confere, não o farei,... estou constantemente a ser interrompido que ainda me repito na prosa que te escrevo. Se acontecer, não leves a mal, - dizia eu que não farei esse mesmo exercício para corresponder à tua curiosidade e para deleite do teu ego, sem ofensa. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Todos temos este fetiche de querer saber o que os outros pensam de nós, como nos imaginam, para reforçar a nossa auto-estima, e para aferir, de algum modo, o significado das nossas opções, mas também porque a alma gémea, essa recorrente aspiração que nos vem do desejo de ser feliz pela justa medida em que a harmonia deve de ser a sustentação dos afectos, do amor que nos apoquenta a existência, e que aqui, no virtual contacto, pode estar do outro lado á distância de alguns fotões que se traduzem primeiro em informação depois em afecto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;... mas como diz Joaquim Sabina que eu respeito e por quem tu te enamoras-te, &lt;b&gt;&quot;que no te vendan amores sin espinas&quot;&lt;/b&gt;... este foi um aparte, creio que estou a sair do objectivo da tua pergunta. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Voltando à questão que é a de corresponder à tua curiosidade para saberes como te penso/imagino, dir-te-ei que alguma coisa te desajusta do quotidiano, das sociedades, do microcosmo dos teus amigos e que na poesia, na escrita por ti, e na que lês de outros poetas procuras algo me mais &quot;substancial, de mais essencial&quot; que dê razão a um sentir que se choca com a materialidade de um quotidiano que parece inquietar-te a vida; talvez porque essas inquietação representem a necessidade e a &quot;convicção&quot; de que a vida, a que tu entendes mais plena, esteja para além destes fluxos quotidianos, da organização das sociedades ocidentais onde tudo se elabora, numa lógica de mercado, pronto a consumir, como contrapartida pela colaboração profissional numa empresa e pelo acto de votar para animar o sistema. A distância no sentido mais poético e mais afectivo instalou-se porque aparentemente sobrevive-se (sem estar presente, o amigo, o amor, a participação) – todo este espaço é muito preenchido por outras muitas coisas que se podem fazer sozinho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Almas, como a que humildemente penso ser a tua, com alguma saudade (da sua vida) pela proximidade à poesia que revelas, são imensas, e só por esta, chamemos-lhe circunstância me permito esta &quot;generalização&quot; ... O mais sobre ti nem a idade me atrevo a calcular ainda que a adição de (20+25) não me pareça difícil. Tudo o que, pouco consubstanciado nos nossos recados, eu me atrevê-se a criar/imaginar acerca de ti só poderia ter acontecido num exercício de escrita, e na tentativa de &quot;ajustar-te&quot; a um qualquer estereótipo, com dois ou três detalhes que eu gostaria que lá estivessem. Mas por enquanto nenhuma ninfa me visitou a propósito ...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Mulher de (+ ou -) 45 anos, à procura de qualquer sentimento que não seja intenso... etc, etc, etc &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Os beijos que entenderes tomar, em dose, para te satisfazerem hoje&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/feeds/8297471225586600058/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/2009/11/sem-amizade-sincera-vida-seria-um.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default/8297471225586600058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default/8297471225586600058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/2009/11/sem-amizade-sincera-vida-seria-um.html' title='Amizade e virtuais contactos'/><author><name>Rimbaud no Café de Flore</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964179109235749736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5SkNMfE8CHo/SwcJlEJF0oI/AAAAAAAAAMI/EdDOJmDv1I0/S220/Centre+Pompidou-+2008+L%27Amour-+M%C3%A9nage+%C3%A0+trois.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhT_8-pITqnB9GZtXyxO_U2IBJ3YdFvZa8IzdT0SDwoH0nyZJwOKdSqy7iA2YP7KYQKCAsq7IPfrDYxPJaFLT9fH42rMJ6mvzwn2kQ_xTolwaF_RLncZRRvj0azVOlc_-qIN3LlWR9KiQmZ/s72-c/Abra%C3%A7o.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-449501676768811098.post-9036006016795991914</id><published>2009-11-04T00:16:00.000+00:00</published><updated>2014-12-17T23:19:16.178+00:00</updated><title type='text'>Paris</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;font-family: Times,&#39;Times New Roman&#39;,serif; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;link href=&quot;file:///C:%5CDOCUME%7E1%5Charuka%5CDEFINI%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml&quot; rel=&quot;File-List&quot;&gt;&lt;/link&gt;&lt;smarttagtype name=&quot;metricconverter&quot; namespaceuri=&quot;urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags&quot;&gt;&lt;/smarttagtype&gt;&lt;smarttagtype name=&quot;PersonName&quot; namespaceuri=&quot;urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags&quot;&gt;&lt;/smarttagtype&gt;&lt;style&gt;
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--&amp;gt;&lt;br /&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhUIEsufNFGTcJa7khVZ4pjRkfahyphenhyphenfhBuK1mpJ08afy1nm42IyUGpYImp72uYzsYZQUZuX7n68F3Sfv6WCDyauJoOYzLnnYF7cuzkyFFc9jTndPs5Phk2MJRwhTmL5W5dNEU-MFf1LSBMdk/s1600/Paris.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhUIEsufNFGTcJa7khVZ4pjRkfahyphenhyphenfhBuK1mpJ08afy1nm42IyUGpYImp72uYzsYZQUZuX7n68F3Sfv6WCDyauJoOYzLnnYF7cuzkyFFc9jTndPs5Phk2MJRwhTmL5W5dNEU-MFf1LSBMdk/s400/Paris.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;Olá minha querida amiga, Paris é um pequeno cosmos, que a Liberdade e os movimentos que a germinaram escolheram para se cultivar.&lt;b&gt; Depois é chique, charmosa&amp;nbsp; e coquette, mas também é libertária, solidária, política e revolucionária, no sentido mais amplo do termo, e desde de sempre foi (muito) cosmopolita&lt;/b&gt;. &lt;br /&gt;
Nesta planície à beira de &lt;personname productid=&quot;la Seine&quot; w:st=&quot;on&quot;&gt;la Seine&lt;/personname&gt;, sempre foram acolhidos os expatriados, os congeminadores de revoluções, os idealistas, e os imorais, ou (amorais), os amantes, e as meretrizes, que viviam escondidos ou foram excomungados de todas as urbes, da Europa, onde o bafiento odor da moral cristã não lhes deixava recanto para sobreviver ou as ideias políticas afrontavam a ordem estabelecida. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;A libertinagem e a contestação política estão na génese da projecção desta cidade no Mundo Europeu, e não só. Mas esta é a parte mais mundana da identidade de Paris. Montmartre, o quartier do deboche, com o Pigalle a seus pés, tornou-se, não o podiam supor, os zeladores dos costumes da época, um dos ex-libris da Paris libertina que toda a gente quer percorrer, na esperança de reconhecer um vestígio, no mínimo uma imitação, muito descaracterizada do bairro de perdição, onde Henry Lautrec e mais tarde Picasso, entre outros artistas de renome, se &quot;compensaram&quot; das batalhas a que a arte e o acto da criação os obrigava. Foram tempos da Paris/Burguesa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;Lá em Paris, a liberdade e o enamoramento, l&#39;amour, sempre foram cultivados desde de muito cedo como expressões inadiáveis da natureza humana, e necessária à felicidade, harmonia, e plenitude dos seres. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;Esta é uma visão, (um pouco) por dentro da História que projectou esta cidade no Mundo. Reconheço, agora que te escrevo, que esta mirada não está isenta de emoções vividas, manipuladas pelas memórias de quem nela peregrinou alguns anos. Sim. Eu vivi alguns anos &lt;personname productid=&quot;em Paris. Tenho-a&quot; w:st=&quot;on&quot;&gt;em Paris. Tenho-a&lt;/personname&gt; nas veias. Sem remorsos de não me encontrar por ali mas, por vezes, atraiçoado pelas saudades, essa expressão, que traduz a “ausência” no sentir tão lusitano. Outros tempos. Outra cidade, social e politicamente falando.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;A última vez que &quot;namorei&quot; com ela, Paris, foi no zénite de &lt;metricconverter productid=&quot;2008. A&quot; w:st=&quot;on&quot;&gt;2008. A&lt;/metricconverter&gt; azáfama do Natal fazia sentir-se por todo o lado. A crise anunciava-se já&amp;nbsp; no crescendo do desemprego que comprometia equilíbrios precários e vidas difíceis entre a comunidade cada vez maior de imigrantes africanos. O Inverno e o frio que o acompanha, punha a nu todas as dificuldades que muitas destas pessoas plantavam na esquina de uma qualquer boulevard ou de um qualquer bistrôt, onde as mágoas e os azares sempre foram argumentos para tocar o coração daqueles a quem, por enquanto, a crise lhes tinha passado ao lado. Mesmo confortados por esta solidariedade de café, o desespero, a injustiça colada à pele, a desorientação por não encontrar o culpado, iam fazendo vitimas entre os mais desprevenidos, no Metro, nas gares de comboio, nas esquinas mais solitárias, nos trajectos, daqueles estavam em actividade, entre a casa e o trabalho, nas rotas de algum turista mais explorador do espaço que apareceu, sem ser convidado, nos lugares que a pobreza e a marginalidade territorializaram.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;Ás vezes reflectia-se uma espécie de medo, nos rostos das gentes, ao fim da tarde quando o fluxo nas artérias tinha menos vida e a cidade se aninhava para receber a noite fria. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;Eu tinha uma agenda plena e grandes expectativas neste reencontro. Culturalmente deleitei-me com tudo o que a minha pequena estadia me permitiu - Quai D&#39;Orsai, Louvre, Maison de Picasso, Museu Dali, L&#39;Horlogerie, Cemitério do Père L&#39;achaise, onde está sepultado Jim Morrison dos Doors entre outros vultos da cultura e da política; Casa Museu de Rodin, Conciergerie, Les Invalides, Casa Emmanuel Dèschamps; Centre Pompidou, e muitas permanências no Quartier Latin, de gratas memórias, em Montmartre, no Sacré Coeur,&amp;nbsp; e ainda alguns passeios pelo Quai Voltaire entre Chatelet e Notre Dame. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;Inicialmente estranhá-mo-nos, eu e a cidade, depois de tanto tempo sem nos vermos. Tive a estranha sensação de que ela me queria &quot;atrapalhar&quot;, confundir, fazendo-me sentir um estranho que tem, obrigatoriamente ,que cumprir um ritual iniciático de aceitação.Tactear-lhe o corpo, aventurando-se nas suas artérias, para ser aceite como um dos seus. Duas horas bastaram para, depois de entrar nela, nos reconciliar-mos. E apesar das mudanças na minha ausência&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;&amp;nbsp;que me frustraram os &quot;imprevisíveis&quot; rendez-vous com que Paris me brindou sempre que a visitei, constatei que a &quot;patine&quot; de encanto que envolve esta cidade tem a natureza perene das belezas que nem o tempo se atreve a beliscar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;
Contei-te o meu &quot;olhar e o meu sentir&quot; deste encontro com Paris. Alonguei-me, quiçá de mais. Mas todos os meus amigos sabem que não faço segredo do meu amor incondicional por esta urbe e pelos seus encantos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: 11pt; line-height: 150%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;Beijo.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/feeds/9036006016795991914/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/2009/11/resposta-silvia.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default/9036006016795991914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default/9036006016795991914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/2009/11/resposta-silvia.html' title='Paris'/><author><name>Rimbaud no Café de Flore</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964179109235749736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5SkNMfE8CHo/SwcJlEJF0oI/AAAAAAAAAMI/EdDOJmDv1I0/S220/Centre+Pompidou-+2008+L%27Amour-+M%C3%A9nage+%C3%A0+trois.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhUIEsufNFGTcJa7khVZ4pjRkfahyphenhyphenfhBuK1mpJ08afy1nm42IyUGpYImp72uYzsYZQUZuX7n68F3Sfv6WCDyauJoOYzLnnYF7cuzkyFFc9jTndPs5Phk2MJRwhTmL5W5dNEU-MFf1LSBMdk/s72-c/Paris.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-449501676768811098.post-687315248853621379</id><published>2009-11-03T19:03:00.000+00:00</published><updated>2009-12-03T18:27:02.224+00:00</updated><title type='text'>Pro(vocações) de amiga</title><content type='html'>&lt;meta content=&quot;Word.Document&quot; name=&quot;ProgId&quot;&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content=&quot;Microsoft Word javascript:void(0)11&quot; name=&quot;Generator&quot;&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content=&quot;Microsoft Word 11&quot; name=&quot;Originator&quot;&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href=&quot;file:///C:%5CDOCUME%7E1%5Charuka%5CDEFINI%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml&quot; rel=&quot;File-List&quot;&gt;&lt;/link&gt;&lt;o:smarttagtype name=&quot;PersonName&quot; namespaceuri=&quot;urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags&quot;&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;style&gt;
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&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.blogger.com/post-create.do&quot; name=&quot;&amp;amp;lid=ProfileJournal_EntryTitleLink&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href=&quot;http://hi5.com/friend/profile/displayJournalDetail.do?ownerId=256826605&amp;amp;journalId=62526555&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Tahoma; font-size: 11pt; line-height: 150%;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Tahoma; font-size: 11pt; line-height: 150%;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiCrn4iGhC4a-B4KQ2XoA1q8ksvNfvf2hcrGPUFXYYEILX8QCN84sWjdWVq0mSS_0eIP2brzijWYfxr7S3FxWaLNvZJ5AIRGAoutcRazlJMzirj0dabPE9Yr3DDd5OQNpYBC2rqobu5v1KI/s1600-h/Prococa%C3%A7%C3%B5es.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiCrn4iGhC4a-B4KQ2XoA1q8ksvNfvf2hcrGPUFXYYEILX8QCN84sWjdWVq0mSS_0eIP2brzijWYfxr7S3FxWaLNvZJ5AIRGAoutcRazlJMzirj0dabPE9Yr3DDd5OQNpYBC2rqobu5v1KI/s320/Prococa%C3%A7%C3%B5es.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Tahoma; font-size: small; line-height: 150%;&quot;&gt;Olá Querida amiga; … estás sempre a provocar-me. Eu não o mereço. Pedes-me comentários a situações, para ti inaceitáveis, numa tentativa sibilina de me apanhar em contradição quando sabes que, independentemente de eu procurar ter um olhar mais abrangente e tolerante, sobre muitas questões polémicas, não hesito em condenar estas práticas de violência de alguns homens sobre as mulheres.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small; line-height: 150%;&quot;&gt;Podias ter elaborado um questionário. Responder-te-ia com a mesma coerência com que faço o comentário as estas imagens e vídeos, que me envias-te e aos quais recorres para gritares a tua indignação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small; line-height: 150%;&quot;&gt;Pelo o que entendo da linguagem &quot;subjacente&quot; ás imagens e vídeos que partilhas é muito recorrente a temática da liberdade da mulher. Alguns deles de uma forma poética, como devem ser sempre a linguagens que pretendem ser representativas de tão inalcançável designo, como o é a liberdade … e eu acrescento para ambos os sexos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small; line-height: 150%;&quot;&gt;A liberdade como a felicidade, de tão relativas, traduzem (momentos) fugazes de harmonia cósmica em nós, que nos brindam em momentos muito particulares da nossa existência, para logo nos desinquietarem na procura de outros idênticos momentos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small; line-height: 150%;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;b&gt;O paradoxo é quando (viver) a liberdade constitui um suplício&lt;/b&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small; line-height: 150%;&quot;&gt;Por isso afirmo que, é sempre preferível viver uma (liberdade relativa) que nos permita sentir e estar no caminho para uma qualquer liberdade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small; line-height: 150%;&quot;&gt;A outra, a liberdade absoluta é um mistério que flutuará sempre no limbo da mais românticas das aspirações humanas. E ainda bem. Porque se por qualquer sortilégio, um dia, este utópico desígnio se concretizasse, na alma de quem o conseguisse instituir-se-ia o absoluto vazio... porque supostamente, quem alcançasse essa condição, mutilar-se-ia do “sentido” da liberdade como horizonte tão necessário e, sempre determinante, para instituir e manter os compromissos, de que se faz a vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small; line-height: 150%;&quot;&gt;Nessa condição, de absoluta liberdade, o homem ou a mulher, impossibilitados de estabelecer compromissos na vida, perderiam o supremo sentido da sua própria existência. Não ligues, querida. Foi uma reflexão, talvez, desviada do contexto&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small; line-height: 150%;&quot;&gt;Regressemos pois, ao nosso objecto de reflexão: as imagens violentas que, me enviaste e que, representam um atentado contra a liberdade e a dignidade das mulheres em concreto. É óbvio que têm de ser objecto de crítica. &lt;b&gt;Em particular quando este recurso à violência por parte dos homens toma foros de &quot;normalidade&quot; nas mentalidades contemporâneas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small; line-height: 150%;&quot;&gt;Sem deixar de ser sempre condenável, qualquer recurso à violência num contexto das relações, suponho que, &lt;b&gt;já em deficit de afectos&lt;/b&gt;, é interessante, para abrir esta discussão, não nivelar estas manifestações pelo mesmo diapasão&lt;b&gt;. &lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;Nem toda a agressão, no meu entender, constitui o princípio da sua normal instituição. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small; line-height: 150%;&quot;&gt;Não te exaltes. Não estou a dizer nada de indefensável. &lt;u&gt;Um impulso agressivo, não é uma prática sistemática de porrada&lt;/u&gt; – não gosto do termo mas é aquele que melhor traduz essa indignação, que é a violência sobre a mulher, mostrada nestes teus vídeos –&amp;nbsp; e, nem sempre se manifesta da mesma maneira e em condições de ânimos exaltados pelo “desamor” de um pelo outro.Mas sempre condenável. Sem dúvida. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small; line-height: 150%;&quot;&gt;Qualquer acto de violência física (refiro-me em particular a este tipo de violência porque é sem duvida o mais representativo no contexto das relações heterossexuais) é sempre atentatório dos direitos e liberdades das mulheres e, também da sua dignidade. Mas, o que mais nos deve preocupar, &lt;u&gt;é quando um qualquer homem conseguiu &quot;institucionalizar&quot; este comportamento na relação e, a (ainda) sua companheira, tem dificuldades em escapar-lhe.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small; line-height: 150%;&quot;&gt;O bofetão &quot;extemporâneo&quot;, sempre condenável, é por vezes num contexto de imaturidade afectiva provocada pela insegurança o modo mais brutal e primário de dizer; &lt;b&gt;não me abandones&lt;/b&gt;. Nós os homens, quase todos, temos o Édipo mal resolvido. À imagem da nossa ligação com a mãe, aceitamos que as mulheres nos critiquem, mas é-nos insuportável que elas nos abandonem e nos deixem de proteger. E muitas vezes por cultura machista ou não, o modo como agimos para subverter a nossa fragilidade, não assumida, é a agressividade. E gritamos, ameaçamos, agredimos … Ao que tu me obrigas querida amiga para defender esta perspectiva com alguma coerência. Mas tu conheces-me. Sabes que sou polémico e que este facto nunca me retraiu de defender os meus pontos de vista. Eu sei. Nem sempre é fácil esclarecer algumas das posições complexas que teimo &lt;st1:personname productid=&quot;em defender. Mas&quot; w:st=&quot;on&quot;&gt;em defender. Mas&lt;/st1:personname&gt; os seres humanos, pelo menos, como eu os entendo e sinto têm na sua alma muito pouco de maniqueísta. São muito mais paradoxais. Usando uma metáfora para ilustrar a natureza humana, o quero dizer é que, as pessoas são sempre muito mais ao vivo e a cores do que a preto e branco. Não te parece?...continuando a reflexão e para concluir …&lt;b&gt;Penso que todos desejamos viver as relações amorosas muito para além da dimensão humana&lt;/b&gt;.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small; line-height: 150%;&quot;&gt;E esta é um a”ilusão” que tu sabes que defendo dever fazer parte das nossas vidas. Ainda que, e correndo o risco de ser amargo, humanamente este ideal do &quot;amor transcendente&quot; só se equaciona numa perspectiva da doutrina da fé e só na realizavél (dizem alguns)&amp;nbsp; comunhão com o transcendente “ amor&amp;nbsp; é&amp;nbsp; concebido sem pecado. Mas, defendo eu, nunca numa uma outra qualquer dimensão existencial. Aí raramente os afectos não acompanham o prazer, e infelizmente a posse. E a entrega pressupõe, naturalmente, um compromisso aferível, mas que as partes não conseguem viver, “eternamente sem pecado”.É nesta amálgama, em que se transforma o ser humano quando tem que lidar com a “dor dos afectos” que eu faço incidir o meu olhar. E sem, de imediato, condenar tento perceber a angustia que humanamente se desenvolve quando, o que seja: a vida, a liberdade do outro, nos coloca na outra margem dos, ainda, nossos afectos. Viver o desencontro deste tempo, é penoso. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small; line-height: 150%;&quot;&gt;Não, compreender o impulso, é ser autista à própria condição humana. E essa condição é tudo menos linear e, nenhum tratado de ética, nem nenhuma mentalidade pós-moderna, poderá ter a pretensão da a conter fora das suas incongruências e absurdos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small; line-height: 150%;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;Quando a inquietação da vida, suspende a imaginação e o sonho, quase sempre no seu lugar, põe a tristeza e um &lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small; line-height: 150%;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;intenso &lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small; line-height: 150%;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;sofrimento&amp;nbsp;&lt;/u&gt; &lt;/b&gt;… mesmo que dure apenas o momento em que nos lembrarmos da notícia revelada. Em que encaramos a “realidade”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small; line-height: 150%;&quot;&gt;Já vai longo este meu comentário. Começo a sentir um dos efeitos da falta de alimento. Por sinal, desculpa o sarcasmo, também muito humano. A fome. Por isso vou alinhavar este final desafiando-te, a manteres este tema como, um mimo com natureza de provocação &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small; line-height: 150%;&quot;&gt;Mesmo, com este (meu) forte pressentimento sobre a irredutibilidade da condição humana ao estádio de paz e de perene serenidade, a meu ver, a sua fatalidade genética que, me condiciona o olhar, acredito no sonho e nas utopias, que nascem do esforço e da nossa inquietação interior de querermos ser melhores … e, acrescento, uns para os outros. Na “esperança” de que os paradoxos gerados: guerras, fome, sem abrigo, violência etc., entre outros absurdos, num contexto de desenvolvimento cientifico e tecnológico e, sobretudo das mentalidades, serão de outra ordem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small; line-height: 150%;&quot;&gt;&lt;b&gt;A mim, dava me jeito que a nova ordem fosse a da festa permanente. A vida seria uma risada total... &lt;/b&gt;desculpa a criancice&lt;b&gt;. &lt;/b&gt;Aí a serenidade seria a companheira dos espíritos e não existiriam mais&lt;b&gt; les chagrins d’amour.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;A festa estaria em tudo e, sobretudo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small; line-height: 150%;&quot;&gt;. E, tu já não terias de te preocupar com a tua condição de mulher e, de eventualmente seres agredida por um “amor impulsivo” que não entende a tua condição de indivíduo feminino em liberdade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small; line-height: 150%;&quot;&gt;Sinto que me crucifiquei com esta abordagem. Mas eu, muitas vezes, sou assim paradoxalmente romântico (...) também no sentido filosófico.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Tahoma; font-size: 11pt; line-height: 150%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;Fica bem, querida amiga&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/feeds/687315248853621379/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/2009/11/provocacoes-de-amiga.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default/687315248853621379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default/687315248853621379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/2009/11/provocacoes-de-amiga.html' title='Pro(vocações) de amiga'/><author><name>Rimbaud no Café de Flore</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964179109235749736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5SkNMfE8CHo/SwcJlEJF0oI/AAAAAAAAAMI/EdDOJmDv1I0/S220/Centre+Pompidou-+2008+L%27Amour-+M%C3%A9nage+%C3%A0+trois.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiCrn4iGhC4a-B4KQ2XoA1q8ksvNfvf2hcrGPUFXYYEILX8QCN84sWjdWVq0mSS_0eIP2brzijWYfxr7S3FxWaLNvZJ5AIRGAoutcRazlJMzirj0dabPE9Yr3DDd5OQNpYBC2rqobu5v1KI/s72-c/Prococa%C3%A7%C3%B5es.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-449501676768811098.post-331756594549324525</id><published>2009-11-03T18:38:00.000+00:00</published><updated>2010-08-16T19:20:20.301+01:00</updated><title type='text'>Desabafo para a Maria Lua</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgKXpy_zJ9dW1xIV6ykUjTI3E2XeO0LK8bNwU41gzHWn48rng5hDLBrhuCC92sk2kuGuyY-psXhv5IQp1WPH1bg39FWr570nu10CBVbsp1Z3Dws3FRaOoWOhNiyLpgQ3CWlwJwFnfV8Ng_A/s1600/Meu+sentimento+de+revolta.bmp&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; ox=&quot;true&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgKXpy_zJ9dW1xIV6ykUjTI3E2XeO0LK8bNwU41gzHWn48rng5hDLBrhuCC92sk2kuGuyY-psXhv5IQp1WPH1bg39FWr570nu10CBVbsp1Z3Dws3FRaOoWOhNiyLpgQ3CWlwJwFnfV8Ng_A/s320/Meu+sentimento+de+revolta.bmp&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Olá Maria. Li com atenção este teu desabafo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acredito que a &quot;impulsividade&quot; que está por detrás deste escrito esteja, estou certo, prenhe de boas intenções e sobretudo de um querer para a mudança. Creio que se inquirirmos toda a gente sobre a necessidade e a vontade de mudar, quase todos reconhecerão que é preciso urgentemente fazê-lo em diferentes estruturas da nossa vida social e política. Mesmos aqueles que aparentemente tem as necessidades resolvidas muito para além das necessidades essencias, te dirão que é preciso mudar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Chegados, em abstracto a este &quot;natural&quot; consenso, é preciso ser consequente. Exigamos pois que as ideias para a mudança ou mudanças se revelem. É então que (no concreto) os conceitos, os mais variados, sobre justiça distributiva, liberdade dos géneros, ética e moral, mostram a sua diferença e reflectem mentalidades e os interesses de grupo social ou de classe se revelam imperativos e, que por isso, os antangonismos se exprimem até ao conflito. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os presupostos que estiveram na origem primeiro dos estados sociais e depois das classes, já muito depurados pelas diferentes filosofias políticas, continuam a fazer sentir-se mais ou menos residualmente nas mentalidades e com influência, na prática, em todo o Mundo nas diferentes ordens sociais e políticas. Mesmo nas (nossas) tão louvadas Democracias. A questão da quota obrigatória na atribuição de lugares às mulheres no parlamento, ainda que eu não concorde, mas isso seria uma outra discussão, reflecte, a Ocidente, a resistência mental, mesmo depois do inquestionavél e formalmente instituído principio da igualdade de direitos e deveres para todos independentemente do género.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
È verdade e temos a consciência da nossa tremenda evolução cientifica e tecnológica. Os bens materiais e o exponencial e exagerado consumo atestam a filosofia de progresso capitalista do mesmo modo como atestam todos os seus atropelos e resistências à implentação de uma maior justiça distribuitiva da riqueza e á consequente evolução para um mais participativo, politica e socialmente, estado de direito, na perseguição da utopia da faternidade plena entre os homens. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas aceitar estas permissas como desígnio maior da natureza humana que mobilizasse as vontades, as irmanasse, na concretização do supremo objectivo da justiça social e da igualdade de oportunidades, &quot;infectando&quot; o nosso comportamento com a fé nesses ideiais, poria em causa uma ordem, e os seus defensores, que reproduzem, na prática, todo o seu contrário. Sustentando-se hipocritamente num discurso político que nos quer fazer crer que também a, utopia da justiça da igualdade e da fraternidade, estão nos seus horizontes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar do &quot;nivelamento&quot; que a fé tentou introduzir com a ideia de um Deus justiceiro perante o qual todos os homens são iguais na Terra, vivemos sentimentos contradictórios resultantes das nossas necessidades efectivas que põem em causa esse desígnio da religião que é a entrada no paraíso para os &quot;homens de boa vontade&quot;. Duvidamos, cada vez mais, não só porque a dimensão de conforto pela espiritualidade é de dificil alcance, mas também porque a materialização necessária à nossa sobrevivência e bem estar que por cultura, abrilhantamos com o status social de sinais exteriores de conforto e da riqueza, é o propósito da nossa individualidade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A lógica pela qual sobrevive o sistema, este sistema, é a do consumo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sua inesgotavél imaginação e criatividade atestam a convicção das sociedades ocidentais desde do séc. XIII que o capitalismo é o que de mais próximo, do paraíso celestial, o homem é capaz de construir na Terra. A História pode testemunhar quantas lutas e quanto sangue os homens derramaram quando a indignação de estar vivo e humilhado transforma ideais, em aspirações possiveis, e a morte, pela justiça e por dignidade, transforma-se numa passagem para a eternidade que a memória dos vivos garante de geração em geração. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O socialismo cientifico de Marx não preveu um fim tão rápido das classes sociais como também não preveu a Democracia representativa. Com a instucionalização do direito ao sufrágio universal as lutas á margem do poder instituido são apelidadas de terrorismo. E assim a reforma como instrumento de mudança das politicas, ganhou maior legitimidade e substituiu como instrumento da democracia política a REVOLUÇÂO e continua a permitir adiar e obviamente manter os previlégios de um grupo social de capitalistas e um sistema de repartição da riqueza que legitima a acumulação por parte de pequenos sectores da sociedade. Os mais ricos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim o voto é cinicamente um direito que expressa &quot;livremente&quot; uma vontade mas que pela fraca informação e que pela desmobilização militante da sociedade civil traduz por um lado o medo de que os mitos de uma esquerda socializante, criados com a desinformação, nos cerceie a liberdade individual e nos impeça de realizar as nossas naturais indiossicrasias. Isto é; ser rico, belo e invejado pelos nossos semelhantes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A história fez chegar este &quot;recado&quot; à ideia ou às ideias que parecem constituir o motivo das tuas inquietações e o que te faz interrogar acerca da consciência do SER. E que essa consciência um a vez &quot;revelada&quot; e porque seria da mesma natureza em todos nós logicamente expressar-se-ia objectivamente da mesma maneira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A inércia vencer-se-ia pois, já não a partir dos grandes ideais, da igualdade, liberdade e fraternidade, que a Revolução Francesa revelou como designios políticos,que não foram alcançados, em prol do bem comum, mas a partir de uma politica que tem por base a ecologia cujo objecto é da Terra, como habitat que sustenta a humanidade e cujas mudanças afectam transversalmente as sociedades e implicam um esforço e cooperação de todos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É esta a nova consciência que tu prevês ser mobilizadora da sociedade civil, e que por isso se organizará à margem das tradicionais instituições políticas pela absoluta necessidade da mudança de paradigma para o desenvolvimento sustentado da vida em geral e das políticas que o realizem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pois bem é de facto, também eu penso, o grande leit-motiv que provavelmente mobilizará vontades e imporá políticas contras as quais os interesses económicos de grupo cederão um pouco mais, porque decididamente é o modo de produção que defende a acumulação e o consumo desenfreado que mais prejuízo têm causado ao planeta. E nestas circunstâncias, a produção tradicional de riqueza como argumento que justifica os meios começa a ser criticavél e defendê-lo começa a ser também mal visto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É possível prever numa primeira fase em que a nova filosofia de organização das sociedades tenha por base maior consenso social. Concedo que esta poderá ser uma plausível prespectiva. Mas apenas acredito que este consenso perdurará objectivamente na fase de transição das tecnologias de produção das energias limpas e renovaveis. Mas o meu cepticismo, não me faz acreditar que o modo de produção se altere. Ou seja que o capitalismo passe a ter uma vertente mais social, quer na intervenção e organização das empresas quer na distribuição da riqueza pelos productores, até se descaracterizar e passar a ser apelidado transitóriamente de outra qualquer coisa, para a qual a filosofia política ainda tem que inventar o nome. Talvez o meu cepticismo se sustente nos exemplos do passado histórico. Mas aprendi que é pelo passado que se projecta o futuro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E eu acredito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Talvez ainda vivamos o suficiente para assistir, tu, ao clamar pela voz da universal consciência em unissono na defesa de uma sociedade que se organize no respeito às suas origens naturais e aos meios que a sustenta e que apesar de ambientalmente mais limpa privatize todos os recursos essenciais nas mãos de alguns &quot;empreendedores&quot;, por demissão do Estado, e com esta opcção acabe por justificar a minha falta de fé relativamente aos sistemas reformadores e eu continue a acreditar piamente que as mudanças, as mais estruturais, não se instituem por decreto mas por vontade do povo em revolta. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bom fim de semana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um beijo&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/feeds/331756594549324525/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/2009/11/desabafo-para-maria-lua.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default/331756594549324525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default/331756594549324525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/2009/11/desabafo-para-maria-lua.html' title='Desabafo para a Maria Lua'/><author><name>Rimbaud no Café de Flore</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964179109235749736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5SkNMfE8CHo/SwcJlEJF0oI/AAAAAAAAAMI/EdDOJmDv1I0/S220/Centre+Pompidou-+2008+L%27Amour-+M%C3%A9nage+%C3%A0+trois.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgKXpy_zJ9dW1xIV6ykUjTI3E2XeO0LK8bNwU41gzHWn48rng5hDLBrhuCC92sk2kuGuyY-psXhv5IQp1WPH1bg39FWr570nu10CBVbsp1Z3Dws3FRaOoWOhNiyLpgQ3CWlwJwFnfV8Ng_A/s72-c/Meu+sentimento+de+revolta.bmp" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-449501676768811098.post-3014759021845391676</id><published>2009-11-03T17:30:00.001+00:00</published><updated>2014-12-23T00:02:40.768+00:00</updated><title type='text'>Um bocejo (...) de vida</title><content type='html'>&lt;link href=&quot;file:///C:%5CDOCUME%7E1%5Charuka%5CDEFINI%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml&quot; rel=&quot;File-List&quot;&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;
&lt;!--
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&lt;/style&gt;

--&amp;gt;  &lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh2_S__W6-nSEOr0G4N4RgYdXg3sW_y9biMBjJnZYRCOUWDgoTHaGduZSNXvySj7FVMbGyExzi6Z7v5PoxkxgjG7eSRH5ScoupdbKsNQJroAqXVSWWgSO7c3CdHMjwHTfFj_CO8f1pj2W9l/s1600-h/%C3%A0+janela.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh2_S__W6-nSEOr0G4N4RgYdXg3sW_y9biMBjJnZYRCOUWDgoTHaGduZSNXvySj7FVMbGyExzi6Z7v5PoxkxgjG7eSRH5ScoupdbKsNQJroAqXVSWWgSO7c3CdHMjwHTfFj_CO8f1pj2W9l/s320/%C3%A0+janela.jpg&quot; height=&quot;121&quot; width=&quot;127&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Olá Vida, estou a acordar para o Mundo e tenho os sentidos um pouco entorpecidos. Nada que impedisse de corresponder á tua insinuação. Sobretudo hoje em que a minha rotineira &quot;actividade&quot; me exige mais trabalho do que o habitual.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;O sol de calor temperado que desejo todos os dias&amp;nbsp; desafia-me para passear com sinais de luz que vejo espraiarem-se desde da minha janela. Daqui a pouco, esta luz vai incidir directa sobre a casa e disputar-me entre o meu dever e a minha vontade. Que tortura. Imagina. Em momentos como este as memórias tornam-se pérfidas aliadas do desejo egoísta e irreverente que cresce dentro de mim e, ingratas continuam cada vez mais presentes, obrigando-me a &quot;vivê-las&quot;, esquecendo-se que sou eu que as albergo com carinho dentro de mim e que é através de mim que têm existência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;b&gt;M&lt;b&gt;as têm uma ordem própria, a dos sentidos, a que obedecem para o bem e para o mal e não podem negá-la&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Que paradoxo. Sem me aperceber os sentidos foram-se desabrochando desde que comecei a escrever-te este &quot;recado”. A indecisão está agora em mim mais consciente e obviamente mais contundente. Sinto que o seu efeito me provoca ansiedade que me dói na alma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;b&gt;Porquês, brotam-me dos olhos, como anúncios de néon desafiando um desejo que se afirma em crescendo no sentido do êxito da sua proposta. &lt;/b&gt;Tenho um pensamento de censura para com a minha (individual) natureza, por não impedir numa qualquer ordem, os rasgos de inconveniência destes desejos e destas memórias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;A angústia de não ter um porquê, plausível, convincente, para transformar o momento em vontade paralisa-me a acção. Num incontido impulso ergo a cabeça e pela janela entra o Tejo, que se espraia suavemente num espreguiço de kilómetros, que sei, entre Oeiras e Vila Franca de Xira. Contido pela margens que o orientam e domam a sua ciclópica força renovada diariamente pelo abraço do Oceano Atlântico, vai embalando os barcos cacilheiros que acariciam as suas águas transversalmente numa corrida diária, entre as margens, a transportar as gentes, de lá para cá.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&amp;nbsp;Os turistas, misturados com as gentes que fazem o corredor entre a Praça do Comércio e o Cais do Sodré passeiam nas suas margens em cortesias reverenciando a beleza do seu azul e captam momentos, para a eternidade, com a cumplicidade do rio, num postal de que eu queria, agora, fazer parte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;b&gt;Reconheço que, ter deixado escapar o olhar pela janela foi um gesto imprudente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Fragilizei-me ainda mais perante o desejo que cresce, dentro de mim, confiadamente tranquilo na certeza de que vai ter êxito quando a decisão chegar&lt;b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;b&gt;Deixo-me absorver neste tempo de escrita que utilizo como um exercício de catarse.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&amp;nbsp;O Sol entretanto ganhou altura e espargiu mais calor pela minha casa e limpou o céu de nuvens. Tenho (agora) a certeza pelas memórias, que o horizonte é agora mais longínquo, a paisagem de contornos mais nítidos e o postal de Lisboa à beira Tejo ainda mais belo .&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Ferve-me o sangue em revolta pelo castigo que me estou a infringir. Não vou olhar o Tejo. Repeti para dentro de mim e continuei curvado sobre o teclado onde martelava estas palavras. Olhei em redor e não tinha um mastro, nem ninguém, para me amarrar a ele. Senti-me mais desprotegido que Ulisses perante o canto das sereias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;b&gt;Embrulhavam-se dentro de mim, a projecção de um arrependimento a curto prazo que se fazia censura e o ímpeto de uma vontade em me deixar “benzer” pela carícias deste matinal Sol morno de Outono em Lisboa e de me juntar aos felizardos lá em baixo, na praça e no cais, cujos movimentos de passeio pareciam pautados pelo encosto de uma brisa que os orientava no sentido da comunhão com o Tejo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&amp;nbsp;Nesta hesitação sofrida, senti calor. Intui, de imediato que o tempo concedido pelo Sol para comungar das suas carícias com o Tejo e com Lisboa tinha terminado&lt;b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;E desassombradamente como se tivesse a cumprir um destino cósmico, ao qual nem mesmo ele, o Astro Rei, pode fugir, subiu mais alto nos céus e empinou os raios de calor sobre esta cidade no cumprimento de uma sentença que, julgo eu, para punir o comportamento dos homens e mulheres lisboetas, que não souberam manter e elevar a harmonia e a beleza desta urbe que, ele (o Sol) tinha elegido um dia, para espreguiçar os seus primeiros, mornos e ternos raios da manhã, quando despontava a Leste depois de noite dormida noutras paragens, muito antes de Ulisses, trazido por bons ventos, ter atracado neste lugar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;b&gt;O desconforto do calor fez a coragem ganhar-me e fui capaz de elevar a cabeça. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Já sem medo de ser tentado fiz incidir o olhar sobre tão, supostamente, envolvente e tentadora visão. Esta não era a Lisboa dos meus olhos e das memórias tentadoras que me apavoravam por irresistivelmente desafiarem o meu dia e o meu ser mais formal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;O que a retina me levava ao cérebro, não fosse o movimento de pessoas e carros que a atulhavam, era uma imagem de um (quase) fóssil, de uma praça citadina em desalinho, donde as ideias de melhoramentos traduzidas em obras lhe feriram a frágil harmonia da estética que a história fez crescer neste lugar, e da importância que o rio teve no seu crescimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;As obras tinham tornado mais feio o ancoradouro dos barcos que atravessavam o Tejo sem a calma e o prazer do destino à vista. Assemelhavam-se agora mais a recipientes flutuantes que em movimentos oscilantes entre as margens, deglutiam “passageiros” enchendo os ventres de metal até á insaciabilidade, para numa digestão rápida entre quinze e vinte minutos os vomitarem, na outra margem, num desalinho estético de roupas e figuras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;“Senti” com olhar a paisagem que aquelas viagens de “cacilheiro”, faz tempo, tinham acabado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;b&gt;Não era a mesma límpida brisa que despenteava e acariciava as gentes, Verão adentro, para lhes refrescar os corpos cansados e melados em suor pelo trabalho. Não era o mesmo Tejo nem a sua a verde água que, imensas vezes, excitada pela carícia suave da navegação no seu dorso transparente, lambia os barcos em movimentos despudorados pelos afectos compartidos num imenso tempo, contra os quais a moral e censura nada podiam,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Envergonhei-me por não ter dado crédito aos jornais que, com mais ou menos verdade, vão disseminando “as realidades” feitas noticias e, deixei que o Sol morno desta manhã em Lisboa me tivesse, pelas memórias que fez me “reviver”, contagiado um desejo de preguiça hoje, em mim latente, tendo-me arrancado de um real bem mais necessário que me punirá de imediato na próxima semana se eu não cumprir o que devo cumprir. Punição que se arrastará por muito mais tempo e com mais intensidade se este projecto tiver que ser adiado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Entretanto, de repente, uma máquina começou a esventrava a minha rua mesmo em frente á minha janela, ferindo o silêncio que normalmente está neste lugar e me é tão necessário ao trabalho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;O prazer de outra coisa qualquer que não fosse estudar voltou à assomar-se aos desejos, imensos, de fugir desta secretária, que reclama para si o tempo imprescindível á realização da minha tarefa, que o barulho das obras acabou de tornar inviável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&amp;nbsp;Dei tréguas a uma consciência culpada que teimava em me acompanhar e em desvalorizar, neste contexto, a incapacidade que tive para resistir aos prazeres de reviver as memórias e suspender na “realidade” a vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;O barulho ensurdecedor das máquinas que se intrometeu no silêncio, alterou um tempo que deslizava síncrono ponteado pelos sons característicos do quotidiano que se repetia na minha rua. O ar estalava a cada aceleração da máquina para aumentar a intensidade com que atacava o solo e o esventrava. Convoquei com todas as forças a concentração para iniciar o trabalho. Mas os sons fortes entravam-me pela janela e atingiam-me o Cérbero, alterando toda a disciplina e impedindo a minha ligação ao assunto. Aproveitei a circunstância a meu favor. E como todos os culpados que não assumem a culpa, utilizei todos os “imprecisos e dogmáticos conceitos como: o destino, o acaso, a falta de sorte, para aliviar a consciência e tal como o “inteligente” que sabe que a vontade que nos atira para o trabalho só se contrariar esperando que ela passe, fiz exactamente o mesmo; fiquei á espera que o impulso do dever me voltasse a visitar com a fé que desta vez me deixaria vencer por ele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/feeds/3014759021845391676/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/2009/11/um-bocejo-de-vida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default/3014759021845391676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default/3014759021845391676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/2009/11/um-bocejo-de-vida.html' title='Um bocejo (...) de vida'/><author><name>Rimbaud no Café de Flore</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964179109235749736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5SkNMfE8CHo/SwcJlEJF0oI/AAAAAAAAAMI/EdDOJmDv1I0/S220/Centre+Pompidou-+2008+L%27Amour-+M%C3%A9nage+%C3%A0+trois.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh2_S__W6-nSEOr0G4N4RgYdXg3sW_y9biMBjJnZYRCOUWDgoTHaGduZSNXvySj7FVMbGyExzi6Z7v5PoxkxgjG7eSRH5ScoupdbKsNQJroAqXVSWWgSO7c3CdHMjwHTfFj_CO8f1pj2W9l/s72-c/%C3%A0+janela.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-449501676768811098.post-6807926218787809159</id><published>2009-11-03T16:53:00.000+00:00</published><updated>2013-02-09T21:12:37.729+00:00</updated><title type='text'>Evanescências</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;
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&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEisYFpOmfSdNVTT-kqqCMddiiqF6Vr96fPcYwHRM7yWwjcFLu_7N0x6lrUNyiVyAGnjQc229K6SSYE3w3NKD2klTyon63FkLAZTrfkqvWAiyM6mxUTOk0xXptCgyS8uDs2Z7cg1qfAFaZ64/s1600-h/Dan%C3%A7arina+de+Tango.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEisYFpOmfSdNVTT-kqqCMddiiqF6Vr96fPcYwHRM7yWwjcFLu_7N0x6lrUNyiVyAGnjQc229K6SSYE3w3NKD2klTyon63FkLAZTrfkqvWAiyM6mxUTOk0xXptCgyS8uDs2Z7cg1qfAFaZ64/s320/Dan%C3%A7arina+de+Tango.jpg&quot; height=&quot;92&quot; width=&quot;198&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;10:52 &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
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&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
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&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt;Foi perfeito; - disse ela. A afirmação saiu-lhe espontâneamente como o corolário do prazer que se acabava de viver.Um breve sorriso aflorou o rosto dele como sinal de orgulho pela cumplicidade na construção desse prazer. Sentia que era parte desses momentos dessas horas, desses dias. Sentia-se em &quot;estado de graça&quot; depois da dádiva que representava para ele aquela afirmação por ela proferida, no mesmo instante em que a &quot;ideia de perfeição&quot; o atravessava com a velocidade e a intensidade de um cometa&lt;br /&gt;
Perfeito!!!... Pensou; enquanto que pela pequena janela olhava para o horizonte onde se abriam clareiras nas nuvens pela fuga dos mais atrevidos raios de Sol;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 150%;&quot;&gt; perfeito, seria poder cristalizar aquele tempo e aquele espaço, fundir os corpos e geminar as almas prolongando este prazer de estar , até que a vida &lt;/span&gt;.../... Acordou desta letargia quando ela proferiu o &quot;passe mágico&quot; para o real: -&lt;i&gt;um tostão pelos teus pensamentos&lt;/i&gt;-. De imediato o &quot;real&quot; entrou pela pequena vigia do apartamento e preencheu-lhe os sentidos : o moinho&amp;nbsp; de vento rolava agora com mais força, as copas das àrvores agitavam-se docemente embaladas pelo ar aquecido transformado em brisa naquela tarde e,enchendo-lhe as narinas de uma mistura agre e doce de maresia com flores silvestres ...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 150%;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small; line-height: 150%;&quot;&gt;Os corpos melados de suor já seco e, a vontade de saciar a fome que agora crescia dentro deles, lembrava-lhe ainda mais a sua condição humana, reforçando por isso a realidade. Todavia aquele envolvente ambiente teimava &lt;personname productid=&quot;em desfazer-se. A&quot; w:st=&quot;on&quot;&gt;em desfazer-se. A&lt;/personname&gt; sintonia era perfeita. Os olhares na mesma direcção do tecto adivinhavam futuros e multiplicavam desejos imaginados. Da proximidade dos corpos emanava um calor de reconforto. Voltaram-se um para o outro e os olhares de distintas cores esbaterem-se .As pupilas dilataram-se, os semblantes iluminavam-se de paz e, os pensamentos num movimento sincrone e descensurado transferiam desejos que tornava difícil estabelecer numa qualquer cronologia. Oferecidos aos despudorados olhares de cada um, os corpos, tentavam as naturezas saciadas, pelo esperado anúncio de mais um impulso que desse vida aquela vontade alojada na mente. Com a disfuncionalidade deste momento apareceu a madrugada. Senti um ar meio frio a lamber-me a cara enquanto a brasa do cigarro se tornava mais rubra com a minha aspiração. Latas do lixo tombavam ao assédio de cães vadios esfomeados. Um burburinho de vozes arrastadas fazia-se ouvir. Um grupo de jovens, soltando risos prolongados e tecendo alguns, para mim, imperceptíveis comentários olhou na minha direcção. No meio deles alguém me questionou: Oh mestre não tem frio aí na varanda? As palavras uma a trás da outra &quot;feriram&quot; o meu estado de evanescência. Deixei de ter o Tejo nos meus olhos. E o horizonte postou-se ali debaixo da minha varanda limitado a Norte e a Sul pelas luzes dormentes dos candeeiros de&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt; rua&lt;/span&gt;. Na primeira chegada à realidade, um dos vultos que olhava para mim na varanda parecia-me ela. Com a realidade mais presente percebi que não podia ser. Aqueles seres eram adolescentes bêbados&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;,&lt;/span&gt; a curtir, que todos os fins-de-semana, em estado ébrio se dirigiam à praça de táxis mais perto para se deslocarem a outro sitio da cidade onde a noite fosse acabar. Não respondi aquela inoportuna pergunta. Voltei as costas e entrei no quarto. A cama estava desfeita e sem ninguém. Deitei-me e alonguei o horizonte para além daquela rua e daquelas vozes para me juntar a ela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
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</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/feeds/6807926218787809159/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/2009/11/evanescencias_03.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default/6807926218787809159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/449501676768811098/posts/default/6807926218787809159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/2009/11/evanescencias_03.html' title='Evanescências'/><author><name>Rimbaud no Café de Flore</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964179109235749736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5SkNMfE8CHo/SwcJlEJF0oI/AAAAAAAAAMI/EdDOJmDv1I0/S220/Centre+Pompidou-+2008+L%27Amour-+M%C3%A9nage+%C3%A0+trois.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEisYFpOmfSdNVTT-kqqCMddiiqF6Vr96fPcYwHRM7yWwjcFLu_7N0x6lrUNyiVyAGnjQc229K6SSYE3w3NKD2klTyon63FkLAZTrfkqvWAiyM6mxUTOk0xXptCgyS8uDs2Z7cg1qfAFaZ64/s72-c/Dan%C3%A7arina+de+Tango.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry></feed>