<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5560459642523127937</id><updated>2024-10-08T18:59:10.217-07:00</updated><title type='text'>ILE ÁSE ÌYÀMÍ ÓMÌ TÙTÙ</title><subtitle type='html'>Ninu ohun ti a fi ise ara l&#39;oso ni OSÚN ati LÀÁLÌ. Awon yoruba l&#39;o ni asa Osùn kikun yi ní ikáwò. Ibi a ba gbe nse àjoyò oyé tabi ti iyawo tabi ti omo titun l&#39;a ti nkun Osùn.&#xa;(dentre as coisas que usamos no trabalho para o corpo o feiticeiro invoca Osún !!!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://iyalodechris.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5560459642523127937/posts/default?redirect=false'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iyalodechris.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5560459642523127937/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false'/><author><name>IYALODE CHRIS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01942820168200766654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi7X8l-vLrSx5tRYEzltBSluiJmN37gLeLdxRAEnpWgXCiZ6v1ffNOirMwWXeztnEvPvkwub1VCpRcuO7FOuk0uNJrM3Pu_fqXDRGQSPW5L5jlXr3zOxb38EIewIVAe6A/s220/OgAAAIvJ9b25WzGlzXH9lqnuo_z5fr_1n7yC-zfXzRcoi2mEL6jmWJPORqukihjzF-XAoFhx0qMp5R5PhIjuuTPKIUEAm1T1UHVeVwEF7xVf5RwFXHvDxn8BDH0J.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>42</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5560459642523127937.post-1796296880321924641</id><published>2012-10-23T09:13:00.000-07:00</published><updated>2012-10-23T09:14:05.050-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>

                      

                       Nascimento do Obi

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Obi é um elemento muito importante no culto de Orisa. A noz de cola, Obi, é o
símbolo da oração no céu.

É um alimento básico, e toda vez que é oferecido seu consumo é sempre precedido
por preces.

Foi Orunmila quem revelou como a noz de cola foi criada.

Quando Olodunmare descobriu que as divindades estavam lutando umas contra as
outras, antes de ficar claro que Esu era o responsável por isso, Ele decidiu
convidar as quatro mais moderadas divindades (Paz, a Prosperidade, a Concórdia e
Aiye, a única divindade feminina presente ), para entrarem em acordo sobre a
situação ....

Eles deliberaram longamente sobre o motivo de os mais jovens não mais
respeitarem os mais velhos, como ordenado pelo Deus Supremo.

Todos começaram então a rezar pelo retorno da unanimidade e equilíbrio.
Enquanto estavam rezando pela restauração da harmonia, Olodunmare abriu e
fechou sua mão direita apanhando o ar.

Em seguida abriu e fechou sua mão esquerda, de novo apanhando o ar.

pós isso, Ele foi para fora, mantendo Suas mãos fechadas e plantou o conteúdo
das duas mãos no chão.

Suas mãos haviam apanhado no ar as orações e Ele as plantou. No dia seguinte,
uma árvore havia crescido no lugar onde Deus havia plantado as orações que Ele
apanhara no ar.
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Ela rapidamente cresceu, floresceu e deu frutos

Quando as frutas amadureceram para colheita, começaram a cair no solo.

Aiye pegou-as e as levou para Olodunmare,e Ele disse a ela para que fosse e
preparasse as frutas do jeito que mais lhe agradasse.

Primeiro, ela tostou as frutas, e elas mudaram sua textura, o que as deixou com
gosto ruim.

No outro dia, Ela pegou mais frutas e as cozinhou, e elas mudaram de cor e não
podiam ser comidas. Enquanto isso, outros foram fazendo tentativas, no entanto
todas foram mal sucedidas.

Foram então até Olodunmare para dizer que a missão de descobrir como preparar as
nozes era impossível.

Quando ninguém sabia o que fazer Elenini, a divindade do Obstáculo, se
apresentou como voluntária para guardar. 
as frutas.

Todas as frutas colhidas foram então dadas a ela.

Elenini então partiu a cápsula, limpou e lavou as nozes e as guardou com as
folhas para que ficassem frescas por catorze dias.

Depois, ela começou a comer as nozes cruas.

Ela esperou mais catorze dias e depois disso percebeu que as nozes estavam
vigorosas e frescas.

Após isso, ela levou as frutas para Olodunmare e disse a todos que o produto das
preces, Obi, podia ser ingerido cru sem nenhum perigo.

Deus então decretou que, já que tinha sido Elenini, a mais velha divindade em
Sua casa quem conseguiu decodificar o segredo do produto das orações, as nozes
deveriam ser dali por diante, não somente um alimento do céu, mas também, onde
fossem apresentadas, deveriam ser sempre oferecidas primeiro ao mais velho
sentado no meio do grupo, e seu consumo deveria ser sempre precedido por preces.

Olodunmare também proclamou que, como um símbolo da prece, a árvore somente
cresceria em lugares onde as pessoas respeitassem os mais velhos.

Naquela reunião do Conselho Divino, a primeira noz de cola foi partida pelo
Próprio Olodunmare e tinha duas peças.

Ele pegou uma e deu a outra para Elenini, a mais antiga divindade presente.
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A próxima noz de cola tinha três peças, as quais representavam as três
divindades masculinas que disseram as orações que fizeram nascer a árvore da noz
de cola.

A próxima tinha quatro peças e incluía assim Aiye, a única mulher que estava
presente na cerimônia.

A próxima tinha cinco peças e incluiu Orisa-Nla.

A próxima tinha seis peças representando a harmonia, o desejo das orações
divinas.

A noz de cola com seis peças foi então dividida e distribuída entre todos no
Conselho.

Aiye então levou a noz de cola para a Terra, onde sua presença é marcada por
preces e onde ela só germina e floresce em comunidades humanas onde existe
respeito pelos mais velhos, pelos ancestrais e onde a tradição é glorificada. OBÍ !!!
E o fruto que em todas as circunstâncias se rende a os ORIXAS; oferenda e alimento ritual dos deuses e antepassados.com a oferenda do OBI se começa todos os rituais e cerimônias.
- Quando OBATALA o dono do obí, reuniu todos os ORIXAS para dar a cada um o direito do obi. Esta assembleia de reparte a cada um os poderes do OBI em baixo da palmeira. OBATALA, pois, aos pés de cada ORIXA um OBI, por isso, todos os ORIXAS tem o direito do OBI.
Ao redor da palmeira sagrada os ORIXAS escutaram respeitosamente as instruções de OBATALA. o único que se mostrou relutante foi OBALUAIYE, mas no entanto OBATALÁ o dominou a fim teve que acatar a vontade do chefe supremo.
Desde de então não possível praticar o rito aos ORIXAS e os ANTEPASSADOS, sem antes ter concebido a oferenda do OBÍ.

assim nasce o culto e a cerimônia dos obi que também é representado como o fruto mas sagrado dentre o culto dos orixas acreditam-se que é a própria boca dos orixas e considerado como a &quot;ÓSTIA&quot; .
Dentre o culto do OBI temos o mais comum que o &quot;OBI ABATA&quot; o OBI de 4 bandas que é o mais comum nas consultas.também se dividi no em 2 macho e 2 femeas que traz com 9 combinações agbá.
temos o &quot;OBI BANJA&quot; que usamos geralmente para uma confirmação de algum trabalho.como também vários métodos e tipos de obi a ser usado em determinado cultos como por exemplo:
OBI DE 3 BANDAS usada exclusivamente nas oferendas a EXÚ.
OBI DE 5 BANDAS usado exclusivamente no culto as IYÁ MINS.
Além das caídas que traz consigo o OBI ele também traz em suas apresentações através do posicionamento das caídas denomina APERE-TI e também com ele traz o símbolo do odu agbá conhecido também como perna do odu.
Temos em cuba o oraculo semelhante ao do obi. Que é o COCO também conhecido como &quot;OSHEBILLE&quot; leva o nome do signo a qual ele nasceu: 

O awo chamado BIAGUÉ tinha um filho chamado ADIÁTÓTÓ. e seu pai lhe entregou seu único segredo: a arte, que havia recebido de IFÁ adivinhar com os cocos.
Em sua casa BIAGUÉ tinha outros filhos que lhe obedecia como um pai e ele os consideravam como filhos pois eles eram adotivo com exceção de ADIÁTÓTÓ.
Quando morre BIAGUÉ todos os filhos adotivos roubam tudo do verdadeiro herdeiro.
ADIÁTÓTÓ fica no mundo passando por muita dificuldade.
Um certo dia o OBÁ &quot;rei&quot; queria averiguar a quem pertencia o grande terreno que possuía BIAGUÉ no ILÉ ILÚ, na cidade, e ordenou que se apresentasse seu dono atual. o que declarou que o terreno lhe pertencia não tinha provas que o acreditasse e o porta voz divulgou o nome de ADIÁTÓTÓ.
A qual foi ver o OBÁ e disse que o único que podia provar era ele pois era o único a qual BIAGÚE havia ensinado a arte de adivinhar com os cocos. Então todas as perguntas que o rei fazia, o obi respondia a verdade e dessa forma ADIÁTÓTÓ recebeu de volta toda sua herança deixada pelo seu pai qual seus falsos irmãos o roubaram e a única coisa que não conseguiram roubara foi a sabedoria de usar o coco como oraculo de adivinhação.
Desta forma ADIÁTÓTÓ FOI O PRIMEIRO awo que adivinhou com o coco.
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                                ORÍ – CABEÇA



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Há numerosas traduções para ORÍ, algumas são mais apropriadas que outras dependendo do contexto. No uso comum ORÍ significa cabeça. Entretanto a tradução literal é mais perto do significado espiritual da palavra. ORÍ é composto do prefixo &quot;O&quot;, que é o pronome pessoal ele/ela, e do sufixo &quot;RÍ&quot; que significa perceber. Assim melhor que significar apenas cabeça física, seria mais exato compreender o significado da palavra como o assento da percepção. Na terminologia ocidental poderia também significar o assento da consciência. O conceito do assento da percepção é conhecido no Taoísmo como o &quot;Eu desconhecido&quot; que existe no ponto central da consciência. A disciplina espiritual de Ifá sugere que o &quot;Eu desconhecido&quot; descrito em Taoísmo possa ser aproximado com a possessão do transe.

Em IFÁ, ORÍ é considerado também o altar sagrado pessoal que acomoda uma comunicação com as forcas espirituais que existem no mundo. Esta ligação ocorre através de três centros de axé situados na cabeça.
Estes centros são chamados IWÁJÙ-ORÍ, ÀTÀRÍ e IPÁKÒ.

IWÁJÙ-ORÍ - A fonte da Potência Espiritual na testa. A palavra IWÁJÙ-ORÍ é traduzida geralmente para significar testa. Entretanto na língua de IFÁ tem um significado esotérico mais profundo. O axé situado na testa é a fonte da Divina inspiração a respeito das perguntas do desenvolvimento do caráter. Isto sugere que o IWÁJÙ-ORÍ é similar ao conceito místico oriental do TERCEIRO OLHO.&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
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ÀTÀRÍ - Fonte da Potência Espiritual no alto da cabeça. ÀTÀRÍ significa o topo superior da cabeça. Refere-se também ao axé central no topo da cabeça ou a coroa do crânio. Na forma oriental da Yoga, esta área é geralmente referida como o chacra da coroa. É neste ponto que o indivíduo liga o espírito interno com a dimensão transcendental chamada Nirvana. Em IFÁ esta dimensão é chamada LÀÍ-LÀÍ. Quando um indivíduo liga sua própria consciência com o reino de LÀÍ-LÀÍ têm uma experiência de fonte da criação que é descrita geralmente como sendo além do tempo e do espaço. Esta é uma ideia difícil de explicar, porque não traduz facilmente em palavras.
Entretanto este conceito de LÀÍ-LÀÍ sugere que há uma diferença entre a compreensão intelectual da unidade de estar e da experiência emocional da unidade de estar. Historicamente, sempre que os místicos tentaram descrever o índice de sua experiência do visionário, é expresso geralmente na língua poética ou simbólica. A finalidade do uso deste tipo de língua é a esperança que guiará outros além do intelecto a uma experiência direta no reino místico.

IPÁKÒ - A fonte da FORÇA ESPIRITUAL na base do crânio. O IPÁKÒ fica situado na base do crânio onde o crânio junta-se com a garganta. É neste lugar que individuais forças da natureza (Orixá) unem com a consciência individual. O IWÁJÙ-ORÍ permite a visão mística e o IPÁKÒ permite a possessão. Isto pode parecer como uma distinção sutil, mas tais distinções são um aspecto importante na instrução de IFÁ.
Quando o novato está executando a adivinhação, uma comunicação com o espírito é dirigida com o IWÁJÙ-ORÍ. Sempre que um novato se torna possuído por seu Orixá, o axé do Orixá entra no ORÍ do médium pelo IPÁKÒ. A habilidade do ORÍ ao receber o axé de Orixá é uma função da ressonância interna do próprio ORÍ. Em outras palavras, o axé de um Orixá particular que existe na consciência de um indivíduo particular tem a habilidade de atrair o axé deste mesmo Orixá que existe no 
mundo. Isto pode ocorrer como uma experiência visionária, ou como uma experiência de transe ou possessão. Um não é considerado tão melhor quanto o outro, ele simplesmente tem diferentes funções ritualísticas.
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
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ORÍ-INÙ – INTERIOR
ORÍ-INÙ significa interior. Esta definição é exata, mas limitada. Se o ORÍ for o assento da consciência, a seguir o ORÍ-INÙ é como um mistério dentro de um mistério. É o ser invisível dentro do próprio 
invisível, ou para usar uma frase do Yoruba, é o próprio que dança na frente do próprio. Ifá ensina que mesmo depois que nós alcançamos esse ponto central do nosso ser, ou a fonte da consciência, há um mistério interno mais profundo que permanece ilusório. É a tarefa de todas as várias formas e iniciação de Orixá e de IFÁ revelar o ORÍ-INÙ AO ORÍ.
Os antigos sábios de Ifá fez uma análise muito completa daqueles elementos que dão forma a fundação do si próprio. Distinguiram mesmo entre elementos que unem a forma do interior (ORÍ-INÙ) que está na fundação de percepção do si próprio. Os componentes do ORÍ-INÙ são ÀPÁRÍ-INÙ e ORÍ ÀPEERE.

&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-VxRw6a1xXJs/UH7VOjGRpNI/AAAAAAAAAmI/NpJfnbObyNo/s1600/4752897974147302.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; width=&quot;301&quot; src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-VxRw6a1xXJs/UH7VOjGRpNI/AAAAAAAAAmI/NpJfnbObyNo/s400/4752897974147302.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;

ÀPÁRÍ-INÙ - A FONTE DA CONSCIÊNCIA.
ÀPÁRÍ-INÙ é feito das palavras &quot;PÁ&quot; que significa &quot;marca ou sinal&quot;, da palavra &quot;ORÍ&quot; significando &quot;consciência&quot; e da palavra &quot;INÙ&quot; que significa &quot;interno&quot;. A tradução mais desobstruída no português seria a MARCA DO SER INTERNO. Esta é uma referência à disposição interna para o processo de construir o caráter. IFÁ ensina que um ORÍ vem ao mundo com uma disposição para desenvolver o BOM CARÁTER e outro ORÍ vem ao mundo incapaz de agarrar facilmente a importância de desenvolver o bom caráter. Aqueles que conhecem a fonte necessária para construir o bom caráter através de seus próprios recursos internos desenvolvem o que é chamado a testemunha &quot;ÈRÍ-OKÀN&quot; que significa &quot;TESTEMUNHA DO CORAÇÃO&quot;. Na língua de IFÁ para testemunha do coração é ter uma boa consciência. Àqueles que têm dificuldade de se tornar &quot;ÈRÍ-OKÀN&quot; são dados orientações e os rituais de limpeza para desenvolver esta consciência. Ambas as tendências emergem do ÀPÁRÍ-INÙ que está no núcleo da consciência de cada pessoa.

ORÍ-ÀPEERE - OS PADRÕES DA CONSCIÊNCIA.
A palavra ORÍ-ÀPEERE traduz para significar também modelo, o exemplo, ou o sinal da consciência. IFÁ ensina que todas as coisas são criadas pelos padrões da energia chamados ODÙ. Os padrões de ODÙ reaparecem durante toda a criação. Isto sugere que os padrões similares da energia em dimensões diferentes da evolução têm uma afinidade. Por exemplo, o fogo no centro do sol, o fogo no centro da terra e todos os fogos no fundo do forno dos ferreiros representam padrões similares da energia em reinos diferentes da criação. IFÁ diria que o mesmo espírito foi renascido em casas diferentes. Quando cada indivíduo escolhe um destino estão de fato escolhendo uma determinada energia padrão ou uma forca espiritual para guiar sua consciência em uma determinada reencarnação. A forca espiritual que encarna no consciente de um indivíduo, então torna-se o principal Orixá que é adorado em uma determinada estadia na vida. Com as sucessivas reencarnações, o Orixá que molda o ORÍ-ÀPEERE de um espírito humano mudaria, adicionando camadas de profundidade a consciência em desenvolvimento de cada alma reencarnada.

ÌPÒNRÍ - O EU MAIS ELEVADO.
O ÌPÒNRÍ é associado com o conceito de IFÁ de um &quot;Eu&quot; mais elevado. É uma referência que IFÁ descreve porque o dobro perfeito de cada alma existe no ÒRUN, ou dimensão invisível. Este é um conceito esotérico que sugere que toda a forma de consciência evolui de uma fonte 
primária que existe em purificar o impuro. Em IFÁ a finalidade de todo o crescimento espiritual é mover o ORÍ da animada consciência humana no alinhamento perfeito com a consciência eterna transcendente da qual toda vida evolui. É função da maioria das formas de transe usados em IFÁ para elevar a consciência além do &quot;Eu&quot; da consciência humana para o &quot;Eu&quot; que gera todos os ciclos de reencarnação. Este é um conceito difícil de expressar em termos objetivos, mas é um conceito que aumenta na clareza quando um indivíduo desenvolve a habilidade de funcionar como um médium para o Orixá. Quando um novato começa agarrar inteiramente o significado do ÌPÒNRÍ da uma dimensão 
adicionado a opinião de IFÁ que quando a vida de outra pessoa melhora a vida de todos melhoram. A base metafísica para esta opinião é que o ÌPÒNRÍ está enraizado ao ODÙ, e o ODÙ é enraizado a essência da criação que faz todas as coisas uma extensão desta.&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
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ÌPÍN NKAN TÀBÍ TI ENÌKAN - O CONCEITO DE IFÁ SOBRE DESTINO.
É a frase do yoruba usada para expressar a ideia do destino. É difícil traduzir literalmente, mas sugere a ideia que os limites do &quot;Eu&quot; estão determinados pelo coração. A frase é usada para descrever o conceito do destino, porque o destino é uma ideia multidimensional. O conceito Ifá para destino é uma integração de três componentes conhecidos como ÀKÚNLÈYÀN, ÀKÚNLÈGBÁ E ÀYÀNMÓ.

ÀKÚNLÈYÀN - O conceito de ifá sobre escolha.
É a parte do destino individual que é criado pela escolha individual. Isto seria comparável ao que é conhecido na filosofia ocidental como LIVRE-ARBÍTRIO. Na metafísica de IFÁ o livre-arbítrio inclui aquelas escolhas feito durante uma vida e aquelas que são feitas entre reencarnação sucessiva. Enquanto a vida progride, o ORÍ está efetuado pelos elementos do destino que são predeterminados e os elementos do destino que resultam do livre-arbítrio. Ou seja, nós podemos escolher um destino e nós podemos escolher ignorá-lo. Enquanto mais um indivíduo ignora seu destino escolhido, mais duro torna-se trazer o destino escolhido dentro do ser.

ÀKÚNLÈGBÁ - O conceito de Ifá sobre Livre-arbítrio.
É aquele elemento do destino pessoal que muda em consequência das escolhas feitas com o livre-arbítrio. Este conceito sugere que algumas escolhas que são feitas no curso de uma vida podem limitar ou expandir as escolhas que se tornam disponíveis deste ponto em diante. Por exemplo, a decisão de não aprender ler limitará o fluxo futuro da informação que está disponível a um dado pessoal. Se essa pessoa tem escolhido um destino como escritor, a decisão de não aprender a ler elimina a possibilidade de seu potencial inerente como um autor.

ÀYÀNMÓ - Conceito de IFÁ sobre Predeterminação.
São aqueles aspectos do destino que não podem ser alterados. Dentro da metafísica de IFÁ o aspecto mais significativo do ÀYÀNMÓ seria a época de morte predeterminada. IFÁ ensina que esta data não pode ser prolongada, mas com a infeliz escolha este dia pode vir prematuramente. Em termos muito simples, o conceito do ÀYÀNMÓ sugere que cada pessoa tenha uma escala de potencial nas áreas dadas que não podem ser prolongadas além de algum ponto. Dado a natureza do destino como descrita por IFÁ, é impossível ter um destino positivo que se torne interrompido pelo desenvolvimento infeliz do caráter. IFÁ ensina que a vacância do desenvolvimento do bom caráter pode conduzir a um decrescimento no potencial pessoal. Esta é porque que a sagrada escritura de IFÁ diz &quot;ÌWÁ-PÈLÉ NI ÀYÀNMÓ&quot; que significa que o CARÁTER É DESTINO. A opinião que o CARÁTER É DESTINO, coloca um valor espiritual elevado na elevação espiritual do ORÍ, porque o ORÍ é o centro do controle que guia o desenvolvimento do bom caráter.

APEERE - CONCEITO DE IFÁ SOBRE PERFEIÇÃO.
A escritura sagrada de IFÁ descreve o potencial humano pelos dizeres &quot;ORÍ LÓ KÓ WON L&#39;APEERE&quot; que significa &quot;SOMENTE O EU ALCANÇA O ESTADO DE PERFEIÇÃO&quot;. A sugestão aqui é que o ORÍ continua a se desenvolver até alcançar o APEERE, que á a palavra Yoruba para a conclusão e perfeição. De acordo com a escritura sagrada de IFÁ, aqueles que alcançam APEERE vivem na cidade sagrada chamada ILÉ IFÉ, que existe no centro do reino invisível do &quot;ÒRUN&quot;. Aqueles que procuram APEERE (transformação espiritual) são guiados pelo conceito de IFÁ sobre BOM CARÁTER. A escritura sagrada de IFÁ está desobstruída que o CARÁTER não é uma introdução de riqueza ou de status social. O BOM CARÁTER é considerado um processo interno que coloca valores na honestidade, na limpeza e no interesse para o bem-estar da família prolongado. Valores como status sociais e riquezas são considerados ser aspectos do ÀYÀNMÓ, que é o aspecto fixo do destino. Os valores tais como HONESTIDADE, HUMILDADE E GENEROSIDADE são aspectos de ÀKÚNLÈYAN que é o destino que pode ser efetuado pelo LIVRE ARBÍTRIO. Estas ideias podem parecer obscuras e sem importância àquelas que foram levantadas com conceitos filosóficos ocidentais sobre o destino. Entretanto, são feitos exames muito seriamente por aqueles que executam a adivinhação e conduzem o ritual na cultura tradicional Yoruba. Três dias depois que uma criança nasce em uma família de adoradores de IFÁ/ORIXÁ, os mais velhos da comunidade executam uma cerimônia chamada &quot;IKÒ ÉDAYÈ&quot;. Durante esta cerimônia, a adivinhação é executada para revelar os elementos fixos do destino da criança. Se a adivinhação indicar pouco no caminho da boa fortuna, os pais são lembrados de pagar uma atenção especial ao desenvolvimento do CARÁTER. Isso é por causa da opinião que o desenvolvimento do BOM CARÁTER pode literalmente mudar o destino de uma pessoa para melhor. Inversamente, o CARÁTER INFELIZ pode mudar o destino de uma pessoa para pior. É por causa desta dinâmica, dentro do desenvolvimento do potencial humano que a maioria de adivinhos de Ifá examina valores do CARÁTER quando uma pessoa vem para a consulta e se queixa de infortúnio.
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ÀTÚNWÁ - O CONCEITO DE IFÁ SOBRE O RENASCIMENTO DO CARÁTER.
A palavra ÀTÚNWÁ é uma contração de &quot;ÀTÚNBÍ&quot;, (regeneração) e &quot;ÌWÁ&quot;, significando CARÁTER.
Em IFÁ a palavra é usada para descrever o que o misticismo oriental chama de REENCARNAÇÃO.
Em muitas tradições religiosas orientais, a reencarnação é definida como o renascimento continuo da alma. O conceito de IFÁ sobre ÀTÚNWÁ é uma opinião similar, que incluí uma explanação complexa das forcas espirituais que são envolvidas no renascimento da alma.
É significativo que a palavra Yoruba para reencarnação faz uso da palavra &quot;ÌWÁ&quot;. É porque IFÁ ensina que através do processo de construção do CARÁTER, estão envolvidos o indivíduo e a família. Isto significa que o conceito de IFÁ sobre o CARÁTER está relacionado às introduções da responsabilidade geral. De acordo com IFÁ, não pode haver nenhum crescimento pessoal à custa de outro, e quando alguém na família prolongada não exibe o BOM CARÁTER, a família inteira sofre. Quando alguém em uma comunidade Yoruba exibe o CARÁTER INFELIZ, uma pessoa idosa perguntará invariável à pessoa para identificar seus pais. Isto é, porque a falha de viver até os limites gerais é considerada uma falha coletiva. Quando tal falha é identificada, há um esforço considerável dentro da família inteira para resolver o problema. Em termos metafísicos, o conceito do ÀTÚNWÁ está na fundação do conceito de IFÁ sobre o &quot;Eu&quot;. Isto é porque o princípio organizado que cria a consciência humana (ORÍ) é ligado com o princípio organizado que cria a todas as formas de consciência. Quando esta ligação é agarrada com a visão mística, o ORÍ torna-se ciente de seu relacionamento com o ÌPÒNRÍ (o Eu mais elevado). O índice desta visão é a consciência que o Eu eterno remanesce durante toda a manifestação do ÀTÚNWÁ (reencarnação).

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                                ÒRÌSÀ ORÍ



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Segundo o pensamento da Cultura Yorùbá, o homem é constituído pelos seguintes princípios vitais:
ARA – corpo físico;
ÒJÌJI – Essência Espiritual;
OKÁN – literal “coração” com profunda relação com o èjè (sangue), sede do pensamento intuitivo e fonte originária de todas as ações;
ÈMÍ – sopro Divino, intimamente ligado a “respiração”. Quando uma pessoa morre se diz que Èmí foi embora.
ORÍ – literal “cabeça”, abriga Orí Inú, a Consciência, responsável pelo destino pessoal, pelas oportunidades e dificuldades existenciais.
Orí é a mais importante Divindade dessa constituição do Ser, visto que, por maior que possa ser o empenho das outras Divindades em tentar fortalecer o Ser, tudo dependerá de ser sancionado por Orí. Única Divindade que vem do Òrun para o Àiyé junto com o Ser e com ele fará a viagem do retorno. Orí Inú já existia antes do nascimento do Ser no Àiyé, podendo ser comparado a palavra “alma” ou “espírito”, segundo nos relata um destes ÈSÉ ÌTÒN ODÙ IFÁ que compõe o Odù Ògúndá Méjì nos informando que Orí é a ÚNICA Divindade que acompanhará o Ser no além-túmulo.
Todos nascem com um “destino” a realizar, mas isso não quer dizer que sejamos um “joguete” nas mãos das forças que “determinam” radicalmente os acontecimentos a serem vividos no Àiyé (no Mundo). O Ser tem o poder de decidir pelo rumo dos acontecimentos da sua própria vida, principalmente de modo responsável do seu desenrolar, ampliando sua consciência e conhecimentos, desenvolvendo e disciplinado sua vontade, um dito popular Yorùbá diz: “A consciência da própria responsabilidade exigirá a disciplina da vontade”.
Ifá diz que: “As realizações fundamentais da existência dependem não apenas de inclinações naturais ou da sorte, mas também dos esforços pessoais que, aliados à força do destino (Odù), promovem o desenvolvimento do ”Homem forte”, rico em saúde, genitor de prole numerosa e possuidor de respeitáveis recursos materiais.”
( Bàbálàwó Fabunmi Sowunmi)
Orí Inú (Eu interior) e Eléèdá (Destino pessoal trazido pelo Odù + Òrìsà individual) estão relacionados intimamente.&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
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Nos conta Ifá em uma Ìtòn Orí Òfúnkònròn em sua tradução para o Português:

“Ao amanhecer Olókònròn não colocou sua coroa”.
Não colocou em seu pescoço seu ilèké nlá (Grande Colar) que revela sua realeza.
Não vestiu roupas especiais de ide.
É com nobreza que se trata o nobre.
É com sabedoria que se trata o sábio.
Quando o mais velho parte fica o mais novo em seu lugar.
É com prosperidade que se cresce na vida.
Orí que será coroado não precisa ser grande. 
O pescoço que ostentará o colar da nobreza não precisa ser grande nem comprido.
O corpo que vestirá o vestido com roupa de ide não precisa ser grande.
Foram eles que fizeram um Jogo Divinatório para Orí no dia em que ele estava vindo do Òrun para o Àiyé.
Orí perdeu-se e foi consultar Egúngún.
Orí perdeu-se e foi consultar Oró.
Orí perdeu-se e foi consultar Ifá, que é quem indica o caminho do Ser.
Eléèdá, o Destino, indica ao Ser um bom lugar.
Aquele que vem para o Mundo e deseja Ter sorte na vida deve perguntar à Ifá.
O SER QUE VEM AO MUNDO E QUER SER IMPORTANTE DEVE DEIXAR ESPAÇOS PARA FAZER PERGUNTAS.
NÃO RESPEITAR OS CONSELHOS DOS OUTROS, NÃO RESPEITAR AS PESSOAS QUE PODEM ORIENTAR, DEIXAR DE PERGUNTAR PELO CAMINHO É O QUE FAZ O HOMEM SE PERDER.
Orí o grande teimoso.
Òrìsà chamou Orí.
Ele diz que Orí não tem sabedoria:
- Você não sabe que Òsó é o líder dos feiticeiros?
- Você não sabe que Ajé é a líder das bruxas? 
O Ser é quem dá origem ao Ser.
O animal é que dá origem ao animal.
- Orí, você não sabe que a mosca, antes de vir ao Mundo, consultou Ifá?
- E que quando o pássaro vem ao Mundo, antes de vir, consulta Ifá?
- Você sabe que nem as árvores que estão na floresta vieram ao Mundo sem antes consultar Ifá?
- E que as folhas também não vieram ao Mundo sem antes consultar Ifá?
Sòngó diz que quando você fala em sabedoria a uma pessoa e ela não entende, pode ser chamada de KO SI (não sabe – ignorante).
Orí se cansou.
Orí pensou muito e ficou cansado com seus problemas.
Ele não sabia o que falar.
Não sabia o que fazer.
Quem não pergunta por nossos problemas não saberá de nossos problemas.
Ògún chamou Orí:
- Aquele para quem você se esforça para transmitir sabedoria e não chega a ser sábio (não aprende) é como uma árvore que não responde;
- Aquele que você se esforça para transmitir conhecimentos e não chega a Ter conhecimento é como uma palmeira em uma floresta;
- Aquele cuja sensibilidade você estimula e não chega a ser sensível é como uma árvore na qual se esbarra.
- Aquele a quem você indica o caminho e não reconhece o caminho é como uma árvore a que prestasse um favor.
Ògún ainda diz para Orí:
- Já te dei sabedoria. Agora procure mais sabedoria e junte à que já te dei.
- Já te dei conhecimentos. Agora procure mais conhecimentos e junte aos que já te dei.
Ògún foi embora dizendo:
- Quando recebemos sabedoria de um sábio devemos acrescentar a ela nossa própria sabedoria. Quando recebemos sabedoria, orientamos aos outros.
O QUE DETÉM SABEDORIA É CHAMADO DE SÁBIO.
O QUE CONHECE AS COISAS É CHAMADO DE CONHECEDOR.
O QUE TEM SENSIBILIDADE É CHAMADO DE SENSÍVEL.
Orí pensou a respeito de sí próprio.
Estava cansado de si mesmo.
Orí foi consultar Èsú e lhe disse:
- Você Èsú que é famoso e generoso, é você que vim consultar.
Orí lhe disse que pensara tanto sobre os próprios problemas que chegava ao ponto de sentir um nó no intestino.
Èsú disse para Orí que seu problema era consigo mesmo e pediu a ele que o conduzisse para o Mundo.
Èsú lhe pediu:
Três búzios;
Um galo;
Bastante azeite de dendê;
Bastante oti (gyn).
Orí providenciou tudo.
Èsú lhe disse:
- QUEM TEM PROSPERIDADE NO MUNDO TEM QUE SEPARAR A PARTE DE ÈSÚ.
- QUEM QUISER PROCRIAR NO MUNDO NÃO DEVE DEIXAR ÈSÚ PARA TRÁS.
E perguntou para Orí:
- Você não sabe que eu sou o mensageiro de Elédùmarè?
- E que sou eu quem está atrapalhando seu caminho?
- Que sou eu que estou te empurrando para todos os caminhos?
Orí deu-lhe as costas e foi indo embora.
Èsú o chamou para que voltasse.
Disse-lhe que quando uma pessoa faz uma pergunta, deve aguardar a resposta.
Èsú mandou que Orí o acompanhasse e o levou para a casa de Òrúnmìlà.
Na casa de Ifá, Èsú deu para Orí um búzio para que ele falasse nele os seus problemas.
Orí falou no búzio seus problemas e entregou a Òrúnmìlà.
Òrúnmìlà fez o jogo.
O que apareceu foi um símbolo de que Orí se perdera no caminho.
Òrúnmìlà disse:
- Orí, você se perdeu muito e foi parar no infinito. Sofreu tanto que já está perdendo os cabelos.
- Você andou e foi para na casa de Sòngó.
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
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- Você andou e foi parar na casa de Ògún. Falaram com você por metáforas e símbolos e você não entendeu. A terceira pessoa, que é Èsú, foi quem te trouxe aqui.
- Você não sabe que ninguém vai para o Mundo sem antes consultar Ifá?
- Você não sabe que ninguém faz nada se deixar para trás a importância de seu Orí?
- Você não sabe que ninguém faz nada sem pedir consentimento de seu destino?
Òrúnmìlà pediu que Orí providenciasse os seguintes elementos para Ifá:
2 camundongos;
2 peixes;
1 galo ou galinha grande;
1 cabra com chifres grandes;
Obi grande;
Orógbó grande
Sèkèté (um tipo de aguardente de milho).
Òrúnmìlà recomendou que Orí oferecesse um galo para Èsú. 
Òrúnmìlà recomendou que Orí oferecesse um obi de três partes e água fresca para seu Eléèdá.
Orí providenciou tudo.
Fez as oferendas para Ifá, para Èsú e para seu Eléèdá, conforme instruído por Ifá.
Após as oferendas Ifá respondeu para Orí:
- O seu problema não está nem com Egúngún nem com Òrìsà. Seu problema é com seu Eléèdá.
SE O HOMEM TEM PROSPERIDADE NA VIDA AGRADEÇA A SEU ORÍ.
SE O HOMEM TEM PROGRESSO NA VIDA AGRADEÇA A SEU ORÍ.
O HOMEM DEVE VENERAR SEU ORÍ PORQUE ELE É O PRIMORDIAL ENTRE OS ÒRÌSÀ.
ORÍ É O MAIS VELHO DOS ÒRÌSÀ.
Òrúnmìlà chamou Èsú e mandou que indicasse o caminho para Orí.
Quando Èsú chegou a encruzilhada que liga o Òrun ao Àiyé, mostrou o caminho que Orí deveria seguir para encontrar seu Destino. E mandou que ele seguisse esse caminho entoando a seguinte cantiga:

“MEU PROBLEMA NÃO É COM EGÚNGÚN; MEU PROBLEMA NÃO É COM ÒRÌSÀ; MEU PROBLEMA É COM MEU ELÉÈDÁ.”

CONCLUSÕES:

Devemos observar que Orí recebe ensinamentos de Èsú, Sòngó, Ògún e Òrúnmìlà.
Ògún enfatiza que O ESFORÇO DO MESTRE NÃO É SUFICIENTE PARA DESENVOLVER O APRENDIZ. Tem que haver o empenho de ambos e determinada tarefa do Mestre cabe ao Aprendiz dar continuidade a busca de mais conhecimentos, pois para ele caberá o trabalho de levar conhecimento para outras pessoas.
Èsú mostra para Orí A NECESSIDADE DE PERGUNTAR, SANAR DÚVIDAS E AGUARDAR A RESPOSTA. Deixa ele claro também que uma das coisas que fez por desorientar Orí FOI A NEGLIGÊNCIA NO TRATO COM ÈSÚ.
Já Òrúnmìlà, além de enfatizar que OS ENSINAMENTOS DADOS POR ÈSÚ E ÒGÚN SALIENTAM A NECESSIDADE DE ORÍ SEGUIR CONSELHOS DE QUEM ORIENTA.
Acatado por Orí todos os conselhos e ensinamentos, mesmo assim é recomendado que ele retorne para ao Àiyé repetindo, para não se esquecer, que SEUS PROBLEMAS E RESPECTIVAS SOLUÇÕES SERÃO ENCONTRADAS NA SUA RELAÇÃO COM SEU ELÉÈDÁ.

</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iyalodechris.blogspot.com/feeds/3174750128524022232/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://iyalodechris.blogspot.com/2012/10/orisa-ori-segundo-o-pensamento-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5560459642523127937/posts/default/3174750128524022232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5560459642523127937/posts/default/3174750128524022232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iyalodechris.blogspot.com/2012/10/orisa-ori-segundo-o-pensamento-da.html' title=''/><author><name>IYALODE CHRIS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01942820168200766654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi7X8l-vLrSx5tRYEzltBSluiJmN37gLeLdxRAEnpWgXCiZ6v1ffNOirMwWXeztnEvPvkwub1VCpRcuO7FOuk0uNJrM3Pu_fqXDRGQSPW5L5jlXr3zOxb38EIewIVAe6A/s220/OgAAAIvJ9b25WzGlzXH9lqnuo_z5fr_1n7yC-zfXzRcoi2mEL6jmWJPORqukihjzF-XAoFhx0qMp5R5PhIjuuTPKIUEAm1T1UHVeVwEF7xVf5RwFXHvDxn8BDH0J.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-T-_VbtduZ4c/UH7MCzWQpZI/AAAAAAAAAkw/fXjboG6NDa8/s72-c/400393_352804534795158_1125035157_n.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5560459642523127937.post-2704787691994658706</id><published>2012-10-17T08:14:00.000-07:00</published><updated>2012-10-17T08:14:03.856-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-oKtZ9EewWX8/UH7K9IuPLDI/AAAAAAAAAkk/OnQ0sBjS1Ik/s1600/303318_270105509754971_2133367469_n.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear:right; float:right; margin-left:1em; margin-bottom:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; width=&quot;340&quot; src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-oKtZ9EewWX8/UH7K9IuPLDI/AAAAAAAAAkk/OnQ0sBjS1Ik/s400/303318_270105509754971_2133367469_n.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;

                               MUDE SUA VIDA REZANDO PARA &quot;ORI&quot;







Esta reza é para ser feita todas as manhãs, ou pelo menos 4 vezes na semana.
Ao acordar, pela manhã, bem cedo, não fale com ninguém.
Vá até o seu quarto de orisá, em frente ao Igbá de seu orisá fun fun (Obatalá).
Caso não tenha em casa, vá à uma área onde você veja o Sol nascendo.
Coloque uma eniyn (esteira), caso não tenha, coloque um lençol branco.
Ajoelhe-se, de frente para o Sol.
Pegue um pouco de Gyn e bocheche, cuspindo para o lado. Não engula o Gyn.
Pegue um copo de água fresca.
Molhe o centro de sua cabeça e invoque ORI.
Ori oooooo. Ori oooooo. Ori ooooo.
E então proceda a essas Rezas.
Não é necessário rezar em Yorubá, mas pode rezar.
IRE O (BOA SORTE PARA VOCÊ)


OFÒ FÚN BIBÓ ORÍ
(encantamento para propiciar a cabeça).

ÒRÚNMÌLÀ NÍ ODI ÈDÙN,
MO NÍ ODI ÈDÙN. 
ÒRÚNMÌLÀ NÍ ODI ÈDÙN OKÀN, 
MO NÍ ODI ÈDÙN OKÀN. 
ONÍ TÍ EGBÉ ENI NBÁ LÓWÓ,
T’A ÀBÁ LÒWÒ,
Ò NÍ ORÍ ENI L’ÀÁ KÉPÈ. 
ONÍ TÍ EGBÉ ENI BÁ À NSE, 
OHUN RERE TÁÀBÁ RÍ OHUN RERE SE,
Ò NÍ ORÍ ENI L’ÀÁ KÉPÈ. 
ORÍ MÌ, WÁ SE LÉ GBÈ LÉHÌN MI. 
IGBA, IGBA, NÍ ORÒGBÒ NSO LÓKO; 
IGBA, NÍ OBÌ NSO LÓKO . 
IGBA, IGBA NÍ ATAARE NSO LÓKO. 
IGBA , AJÉ KÓ WOLÉ TÓ MI WÁ.
OÒGÙN, ÀÌSÀN, EJÓ, WÀHÁLÀ, 
IKÚ, ÀÍRÍJE, ÀÌRÍMU KÓ PÒÓRÁ . 
TÍ EFUN BÁ WO INÚ OSÙN, ÁPÒÓRÁ . 
KÍ GBOGBO WÀHÁLÀ MI PÒÓRÁ . 
ÀWÍSE NÍ TI IFÁ, ÀFÒSE NÍ TI ÒRÚNMÌLÀ. 
ÀBÁ TÍ ALÁGEMO BÁDÁ NI ÒRÌSÀ ÒKÈ NGBÀ. 
KON KON NÍ EWÉ INÓN NJÓ, 
WÀRÀ, WÀRÀ, NI OMODÉ NBO OKO ÈSÌSÌ. 
ILÉ ÒGBÁ ÒNÒN Ò GBÁ NÍ TI ÀRÁGBÁ. 
GBOGBO OHUN TÍ MO SO YÌÍ ,
KÍ ARÒ KÓ RÒ MÒ
ÀSE, ÀSE, ÀSE!

ÒRÚNMÌLÀ que fortifica os tristes, 
Fortifique-me, eu estou triste. 
Òrúnmìlà que fortifica o coração triste, 
Fortifique o meu coração triste. 
Senhor da comunidade, Aquele que é honrado e respeitado, é a cabeça de alguém cansado que invoca tua ajuda. 
Senhor da comunidade, esteja conosco (me acompanhe), 
Que as coisas boas nos encontrem, e que obtenhamos coisas boas, é a cabeça de alguém cansado que invoca tua a ajuda. 
Minha cabeça, venha cobrir a casa e minha retaguarda. 
Duzentos, duzentos, que orògbò cresça na floresta; 
Duzentos, que obì cresça na floresta.
Duzentos, duzentos, que atare cresça na fazenda.
Duzentos, que o poder do dinheiro adentre minha casa. 
Que as feitiçarias, as doenças, os problemas, as aflições,
A morte, a fome, a sede, desapareçam da minha vida. 
Quando efun entra no osùn, ele desaparece. 
Que todas as minhas aflições desapareçam. 
Que a palavra de Ifá se realize, e a de Òrúnmìlà também.(como um canto)
E ao encontrarem Alágemo realizem-se através dos Òrìsà, que aceitam do alto. 
A folha no fogo queima rapidamente, (que meus pedidos realizem-se assim).
Leite, leite, escorra para as crianças em quantidade, como é na Fazenda Èsìsì. 
Que minha casa, meus caminhos, meus conhecidos se engrandeçam. 
Que todos os meus votos façam desabrochar, e transformar-se para mim,
Afim de que ao nascer do dia eu encontre facilidades. 
Assim seja!
 
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iyalodechris.blogspot.com/feeds/2704787691994658706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://iyalodechris.blogspot.com/2012/10/mude-sua-vida-rezando-para-oriesta-reza.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5560459642523127937/posts/default/2704787691994658706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5560459642523127937/posts/default/2704787691994658706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iyalodechris.blogspot.com/2012/10/mude-sua-vida-rezando-para-oriesta-reza.html' title=''/><author><name>IYALODE CHRIS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01942820168200766654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi7X8l-vLrSx5tRYEzltBSluiJmN37gLeLdxRAEnpWgXCiZ6v1ffNOirMwWXeztnEvPvkwub1VCpRcuO7FOuk0uNJrM3Pu_fqXDRGQSPW5L5jlXr3zOxb38EIewIVAe6A/s220/OgAAAIvJ9b25WzGlzXH9lqnuo_z5fr_1n7yC-zfXzRcoi2mEL6jmWJPORqukihjzF-XAoFhx0qMp5R5PhIjuuTPKIUEAm1T1UHVeVwEF7xVf5RwFXHvDxn8BDH0J.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-oKtZ9EewWX8/UH7K9IuPLDI/AAAAAAAAAkk/OnQ0sBjS1Ik/s72-c/303318_270105509754971_2133367469_n.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5560459642523127937.post-4944940089957650927</id><published>2012-10-17T08:03:00.000-07:00</published><updated>2012-10-17T08:03:08.060-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>


                              O que é “Àbíkú”?

&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://1.bp.blogspot.com/-eti-4tLrwHk/UH7HCJOkl7I/AAAAAAAAAjk/xn29lHFQ3P4/s1600/3619_445762535455880_1012750185_n.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; width=&quot;329&quot; src=&quot;http://1.bp.blogspot.com/-eti-4tLrwHk/UH7HCJOkl7I/AAAAAAAAAjk/xn29lHFQ3P4/s400/3619_445762535455880_1012750185_n.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;

A tradução literal é “nascido para morrer” (a bi ku) ou “o parimos e ele morreu” (a bi o ku), designando crianças ou jovens que morrem antes de seus pais.
Há, assim, dois tipos de Àbíkú: o primeiro, Àbíkú – omode, designando crianças e o segundo, Àbíkú – Agba, referindo-se a jovens ou adultos que morrem, via de regra, em momentos significativos de suas vidas e sempre antes dos pais, apresentando nisso uma alteração da ordem natural que socialmente é aceita e entendida como: aqueles que chegaram ao Aiyé (mundo físico) primeiro, voltam primeiro ao Orún (mundo espiritual). Nessa questão, além da lógica natural, está presente a garantia da continuidade no Aiyé e a certeza da lembrança e do culto ao ancestral que deixa descendentes que recontarão sua história ao longo dos tempos, garantindo sua “sobrevivência” na comunidade.
No Orún vive um grupo de crianças chamadas Emere ou Elegbe e este grupo constitui
o Egbe Orún Àbíkú, ou seja, sociedade das crianças que nascem para morrer. Contam os mitos que a primeira vez que os Àbíkú vieram para a terra foi em Awaiye e constituíam um grupo de duzentos e oitenta, trazidos por Alawaiye, chefe deles no Orún. Na encruzilhada que une o Orún ao Aiyé, ikorita meta, todos pararam e vários pactos foram feitos, definindo o momento particular do retorno de cada um ao Orún.&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-6URxEex07cI/UH7HQ_K88kI/AAAAAAAAAjw/Yl5I2UYSpAo/s1600/320706_10150389830927323_991030361_n.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear:right; float:right; margin-left:1em; margin-bottom:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; width=&quot;321&quot; src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-6URxEex07cI/UH7HQ_K88kI/AAAAAAAAAjw/Yl5I2UYSpAo/s400/320706_10150389830927323_991030361_n.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;

Alguns voltariam quando vissem pela primeira vez o rosto da mãe, outros quando casassem, um terceiro grupo voltaria quando completassem determinado tempo de vida, um quarto grupo voltaria quando tivessem o primeiro filho, e assim por diante. E o carinho dos pais, o amor que recebessem ou os presentes não seriam capazes de retê-los no Aiyé. Alguns assumiram o compromisso de que nem nasceriam.
Esse pacto deveria ser cumprido e os seus companheiros no Orún manterem-se presentes na sua vida, interagindo no seu dia a dia, para que não o esquecessem e retornassem ao Orún tão logo o momento pactuado ocorresse.
Como chega a ocorrer o nascimento ou a manifestação de um Àbíkú em uma gravidez? O Ioruba acredita que a ação do Àbíkú ocorre por determinação do destino da mãe, ou por força de magia/feitiçaria, ou por condições acidentais.
O Prof. Sikiru Salami e a Profa. Dra. Iyakemi Ribeiro, na sua monografia
“Ayedungbe: a terra é doce para nela se viver – rito na luta contra a morte de Àbíkú”, definem essas condições acidentais como “aquisição inadvertida de um Àbíkú por uma mulher grávida que não tenha tomado os necessários cuidados para evitar isso”.&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-ItbWquFQOQ4/UH7Hd0xUDUI/AAAAAAAAAj8/VBvLSsGnOWI/s1600/282929_271194342988225_1800172859_n.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; width=&quot;300&quot; src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-ItbWquFQOQ4/UH7Hd0xUDUI/AAAAAAAAAj8/VBvLSsGnOWI/s400/282929_271194342988225_1800172859_n.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;

Existe a crença de que uma mulher grávida, ao passar por determinados locais em que os Àbíkú se estabelecem, se não estiver devidamente protegida, pode ver-se invadida por este “espírito” e tornar-se sujeita à gravidez de um Àbíkú. Por isso cuidados especiais são tomados pelas mulheres tão logo tenham consciência do estado de gravidez. Não é raro que mulheres grávidas carreguem junto a barriga um “ota”, devidamente preparado, para evitar essa “invasão” por parte de um Elegbe.
Sacrifícios, oferendas e rezas são feitas também com o objetivo de evitar que uma mulher tenha filhos Àbíkú ou que, grávida, venha a ser “invadida” por um deles.
Deixando de lado condições acidentais ou efeito de magia/feitiçaria, temos observado que a ocorrência de Àbíkú numa mãe invariavelmente repete uma história familiar que podemos reconhecer procurando os seus antecedentes.
Ou seja, podemos procurar nos antecedentes familiares da mãe para constatar, invariavelmente, que este Àbíkú vem se fazendo presente na família, geração após geração, em linha direta ou não.
Outra questão interessante é que podemos afirmar com grande precisão que alguns Odú de nascimento predispõem a ocorrência de Elegbe. Assim, temos que mulheres regidas pelo Odú Ogundabede (Ogunda + Ogbe) são naturalmente predispostas a gerarem filhos Àbíkú e, identificadas, quando ainda não são mães, certas oferendas são realizadas e alimentos são-lhes dados para prevenir a ocorrência.Ebó igualmente é feito nas situações em que já geraram filhos ou planejam gerar – um preá é colocado acima da porta de entrada da casa e um peixe acima da porta de trás, para proteger os moradores da visita dos Elegbe que ali vêm em busca de seus companheiros.
Neste caso, deixam de ter acesso ao interior da casa e levarão, no lugar da pessoa que vieram buscar, o preá e o peixe. Um Orin Egbe, cantiga dedicada a Aragbo ou Ere Igbo, Orixá protetor das crianças Àbíkú, fala-nos desse Ebó.
Entendemos, assim, que Egbe é cultuado e louvado com a finalidade de defender as crianças da morte prematura e oferendas lhe são feitas para que “desistam” de levar os Àbíkú de volta para o Orún, sendo um de seus objetivos a questão da manutenção dessas crianças no Aiyé.&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://3.bp.blogspot.com/-KoU3KqgUzCc/UH7IWncIYFI/AAAAAAAAAkI/59-5XwsACEw/s1600/535915_179805938823230_1628564966_n.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear:right; float:right; margin-left:1em; margin-bottom:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; width=&quot;266&quot; src=&quot;http://3.bp.blogspot.com/-KoU3KqgUzCc/UH7IWncIYFI/AAAAAAAAAkI/59-5XwsACEw/s400/535915_179805938823230_1628564966_n.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Cultos e oferendas são realizados tanto para que a comunidade de Àbíkú abra mão de levá-los de volta, como para que Ere igbo os proteja de serem reconduzidos à terra espiritual.” Todas as pessoas nascidas dentro do Odú Ogundabede, homens e mulheres, devem cultuar Egbe. Entende-se também que quem o cultua evoca as suas bênçãos em benefício das crianças do núcleo familiar.
Aliás, o culto de Egbe e suas festas trazem muita semelhança com as festas e o culto que se fazem para “Cosme e Damião” e que são, muitas vezes, confundidas com o culto do Òrìsà Ibeji. Este Òrìsà e Egbe (ou Aragbo) são de distintas naturezas, justificam abordagens e tratamentos diferenciados, têm formas particulares de serem louvados, são cultuados por diferentes razões e necessidades, e os seus cultos não podem ser confundidos sob pena de incorrermos em erro de fundamento.Por último, dois aspectos são importantes de serem nomeados: o primeiro, diz respeito ao que podemos chamar de comportamento peculiar da criança Àbíkú.
São, certamente, crianças que se distinguem por este aspecto. Segundo, a resistência, na nossa cultura, que os pais têm em aceitar o fato de terem um filho Àbíkú e a dificuldade consequente em lidar com esta criança e todas as necessidades decorrentes da luta pela sua permanência no Aiyé.
Cabe aí um importante papel para o sacerdote que pode ajudá-los a compreender a questão, dar-lhes orientação e acompanhamento durante todo o processo.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iyalodechris.blogspot.com/feeds/4944940089957650927/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://iyalodechris.blogspot.com/2012/10/o-que-e-abiku-traducao-literal-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5560459642523127937/posts/default/4944940089957650927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5560459642523127937/posts/default/4944940089957650927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iyalodechris.blogspot.com/2012/10/o-que-e-abiku-traducao-literal-e.html' title=''/><author><name>IYALODE CHRIS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01942820168200766654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi7X8l-vLrSx5tRYEzltBSluiJmN37gLeLdxRAEnpWgXCiZ6v1ffNOirMwWXeztnEvPvkwub1VCpRcuO7FOuk0uNJrM3Pu_fqXDRGQSPW5L5jlXr3zOxb38EIewIVAe6A/s220/OgAAAIvJ9b25WzGlzXH9lqnuo_z5fr_1n7yC-zfXzRcoi2mEL6jmWJPORqukihjzF-XAoFhx0qMp5R5PhIjuuTPKIUEAm1T1UHVeVwEF7xVf5RwFXHvDxn8BDH0J.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-eti-4tLrwHk/UH7HCJOkl7I/AAAAAAAAAjk/xn29lHFQ3P4/s72-c/3619_445762535455880_1012750185_n.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5560459642523127937.post-6803987904879035869</id><published>2012-10-16T20:14:00.000-07:00</published><updated>2012-10-16T20:22:02.033-07:00</updated><title type='text'>SOCIEDADE FEMININA</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-yCS3zib8pIo/UH4fza1M4OI/AAAAAAAAAhc/DM7dR6MZSEU/s1600/Scan4_0004_004.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;292&quot; width=&quot;400&quot; src=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-yCS3zib8pIo/UH4fza1M4OI/AAAAAAAAAhc/DM7dR6MZSEU/s400/Scan4_0004_004.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;


Enquanto no estado de sonho, somos informados que durante o período primal do nosso desenvolvimento cultural, antigos anciãos Africanos cuidadosamente monitorizados e desenvolveu o sistema indígena de Ifa ética e prestava muita atenção a todas as atividades principais e comportamento social em seu mundo. A partir desta analogia uma sofisticada estrutura, infalível pragmática foi desenvolvido a partir do qual seus descendentes pudessem viver e usar como base para criar maravilhosas, sociedades &quot;civilizadas&quot; e manter a existência pacífica dentroda cominudade, eles devem escolher. Até à data, Ifá é uma das poucas retenções clássico religiões do nosso passado antigo e é preservado como uma pedra angular da ética viável continental Africano. Suas escrituras sagradas como ter sobrevivido a mais &quot;no tato&quot;, apesar do genocídio cultural que tem ou destruídas, devastadas ou contaminado a maioria dos outros sistemas tradicionais indígenas Africano. Em sociedades onde a natureza patriarcal da ética ocidental predominam, a questão da feminilidade e o papel de cultos estão constantemente a ser discutido a importância de cultos nas sociedades ocidentais é muitas vezes subestimada, legalmente restrito e socialmente controlada em seu detrimento. No entanto, os iorubás antigos, embora gênero específico em seu formato cultural, eram extremamente atencioso com os cultos e sua importância recebida como mães ao &quot;equilíbrio&quot; da sociedade. Neste artigo, vamos revelar a perspectiva tradicional Ifa de como a África antiga fala com relação à questão da feminilidade e oferecê-lo como uma posição opcional que as pessoas pode Ressuscitar a medida que nos aproximamos do século 21. Iremos utilizar os dados apresentados em Osa o Odu da Megi e Ose&#39;Tura para apoiar a nossa posição sobre a questão da feminilidade. Vamos, então, observar o que Ifá diz sobre um dos temas mais controversos da década de noventa. O Orisá que é a personificação da feminilidade sob a perspectiva é Osun. Babalawos antigo sussurro mesmo em templos de hoje orisa, orixá Osun, que continua a ter uma posição de destaque de uma enorme riqueza e honra entre os Irunmale. Mas quando estudamos. . . o oraculo também nos diz em Ose&#39;Tura, que em tempos primordiais, ele não começou assim. Muito pelo contrário, a Irunamle não bem-vinda a participação de Osun na criação do mundo, nem respeitá-la especial &quot;presentes&quot;. Ifá ensina que no início da criação do mundo, quando o &#39;time&#39; de primeira Irunmale foram enviados para projetar e preparar o mundo para a habitação, Osun, foi contratada para andar com pé de igualdade entre os Irunmale. A aura do sagrado Orisa estava tão impregnado de Iwa Pele causado Olodumare ser especialmente satisfeito com ela que foi dado o &quot;frisado coroa&quot;, que o direito dela como uma pessoa idosa honrado entre eles. Na verdade, a nossa mãe bendita foi ainda fornecido com o interage necessários para completar seu tribunal e cumprimentá-la ase. Mas, após a Irunmale tinha dado saudações a Ifa, Orunmila percebeu que Eles evitado e ignorado Osun.
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-zMMPSIyb1-8/UH4ggi_xZXI/AAAAAAAAAho/TC0kmsnCUas/s1600/320291_523559050993241_2123715251_n.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear:right; float:right; margin-left:1em; margin-bottom:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; width=&quot;252&quot; src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-zMMPSIyb1-8/UH4ggi_xZXI/AAAAAAAAAho/TC0kmsnCUas/s400/320291_523559050993241_2123715251_n.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Ele perguntou por que nenhum deles queria lidar com Osun, e Eles responderam: &quot;É porque ela é mulher&quot;. Orunmila, em seguida, advertiu-os: &quot;Não ir até lá, a menos que você quer que sua palavras (ase) a perecer!&quot; Ele ainda disse a eles .... se julgar sua natureza feminina como uma fraqueza, ou estranho, ou algo para evitar e ignorar, ela é extremamente poderosa e tem um enterage dedicada de poderosos seguidores Irunmale que respondem só para ela! Uma vez que este foi revelado, o Irunmale Orunmila agradeceu e começou a consultar com Osun,Foi neste ponto, que o seu trabalho feito progresso! O Oraculo Osa Meji é um dos Odu Ifa que dita o protocolo correto que todos devem usar quando se aproxima a totalidade da feminilidade. Ase é uma expressão (Iorubá) Africana que tem um número de utilizações genéricas, mas seu significado fundamental é, a capacidade de fazer algo acontecer, ou seja,poder! Mais especificamente, Ase é que a capacidade expressa quando executado, faz um impacto significativo, perceptível, e mutável sobre seu assunto ou o objeto de sua direção. O conceito de gênero, sendo a segunda lei do universo, existe com a finalidade de seriedade, ou seja, ordem. É a outra parte da “fórmula” necessária para a manutenção adequada de equilíbrio energético. Esta é a razão pela qual a ética Africana é específica de gênero e do mundo é sempre considerado de acordo com dois gêneros primários; feminino e masculino. Estes dois sexos deve idealmente operam em freqüências determinadas uns com os outros para que as operações de ordem mundial. Segundo a tradição, tudo tem uma hierarquia pré-determinada sociais na África e é organizada em um estrato de acordo com sua vinda à existência cronológica. E um ser humano é definido de acordo com seu nível de atributos comportamentais, ou seja, Iwa Pele. A lei determinou que foi dado a Iya Mi Aje Osoronga por Olodumare, o Supremo Controlador do Universo, no início da criação está consagrado na Odu sagrado, Osa Meji, que diz: &quot;Seu Ase será para manter o mundo ... Isso será um pássaro contido numa cabaça coberta. Exercite seu Ase com cuidado! De acordo com o Oráculo de Ifá, Iya Mi Aje Osoronga é o um dos nomes sagrados da entidade misteriosa e divina que conhecemos como poder feminino, ou seja, o sexo identificado como feminilidade, o que implica todas as características de feminilidade! Cultos Africano apresentam as características únicas em um nível humano que existem no divino &quot;IyaMi.&quot; cabaça Iyami Aje do ritual /  simboliza o útero, ou seja, , a vida intra-uterina em todas as suas expressões, enquanto o seu ícone da divindade é tangível visto no Osoronga magnífico, (Garça), uma ave exótica Africano cuja encantadora voz emite gritos na calada da noite!&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://1.bp.blogspot.com/-Pi03HR9RgeM/UH4gxxnRpAI/AAAAAAAAAh0/6h0p1vZ4IVQ/s1600/534381_4654742253421_2068987327_n.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;297&quot; width=&quot;400&quot; src=&quot;http://1.bp.blogspot.com/-Pi03HR9RgeM/UH4gxxnRpAI/AAAAAAAAAh0/6h0p1vZ4IVQ/s400/534381_4654742253421_2068987327_n.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;

IyaMi Aje conter, manter e valorizar o segredo da vida, e pode mudar a balança da ordem mundial e equilíbrio. Ela é o milagre que traz humanidade e é também a força que remove ou restringe-la. Iya Mi Aje é livremente traduzido como &quot;Nossa Mãe que come&quot;. Muito poucas pessoas compreender ou aceita que dela emana capacitação de Olodumare, o Ser Supremo, como confirmado no Oráculo de Ifa, Odu Osa Meji. IyaMi Aje Osoronga também pune aqueles que violam as leis do universo. Ela mantém vigilância constante sobre os poderes que tem em todos os níveis da sociedade que poluem as águas, córregos, oceanos, florestas, atimosfera e de fato a terra própria! Os antigos, especialmente da África Ocidental e Central considerar culto de possuir certo tipo de poder que é extraordinário, misterioso, fenomenal, e como tal, são reverenciados em sociedades em todo o continente Africano. Todas as espécies do sexo feminino são os &quot;escolhidos&quot; de Iyami e, portanto, carregam a essência de Iyami, mais ou menos, dentro de seu ser e que o grau de Iyami é o que define a natureza feminina. Iyami traz paz, saúde, bem estar, e fertilidade a todos. Como a última palavra em reciprocidade, o poder de Iyami também pode trazer seca, esterilidade, à guerra e a doença, quando as leis de Olodumare são infrigidas! E assim, Africano as pessoas têm um medo que se intensificou o respeito de Iyami Aje Seja como for, Iyami continua a ter posse exclusiva dos poderes sustentação da vida! Ela monitora o cosmos em nome do bem-estar do mundo pessoas de ascendência Africana todos! Todo o mundo faria bem em prestar homenagem e tributo ritual ao poder místico de IyaMi Aje. Transformação, paciência, indulgência, calma, &quot;a cabeça fria&quot;, força, flexibilidade, sabedoria, clarividência, sigilo, enigmático, invulnerabilidade estas são apenas algumas das virtudes da feminilidade que o estrato social Africano procura desenvolver e refinar no mais alto nível dentro de feminilidade Africano através de sociedades secretas. Culto Africano retratar-se de uma maneira &quot;controlada&quot; grave, através de seus vestidos códigos, estilos de cabelo e linguagem corporal. Nada é deixado &quot;solto&quot; ... o cabelo é cuidadosamente mantidos juntos, calças são evitadas em público e a iburun iro, bubba, e gueledé preferido como o símbolo de uma mulher culta digno de respeito pelo mundo! A composição fisiológica da espécie fêmea tem certas dimensões que regem sua natureza feminina. Os órgãos genitais femininos representam a abertura da superfície que permitir o acesso para as profundezas do nosso misterioso origens físico, e, como tal, simboliza o desconhecido. O caráter desta parte mais sagrado da feminina fisiologia é projetado para ser agradável, absorvendo a contraparte masculina de incentivar e acomodar o processo de procriação O útero interior simboliza o universo em micro;. Umidade contendo, centro de nutrição da vida, e sempre em mudança do útero. Simboliza a fertilidade, o desenvolvimento progressivo e sigilo. A mama é o último símbolo de alimento e fonte de alimento uma vez que a criança é entregue ao mundo, para as gerações futuras. O físico feminino é especial e sagrado causando ética Africana e personalizado para insistir que a integridade da anatomia feminina por adequadamente vestido! Mesmo ícones nosso orisá são blindados em pano de acordo! Como tal, os iorubás antigos criaram o código de vestimenta ideal de bubba, iro, iburun e gueledé, que quando usado pela mulher Africano, virtudes simboliza . de uma rainha Há também coisas fisicamente presente no mundo que pertencem a Iyami Aje, a terra é um símbolo de estabilidade, porque a nossa pele, cabelo, etc todos vêm dela, e retornará a ela sobre a nossa partida da física estado, a água é um símbolo de fluidez, porque ela está em conformidade com os limites da disciplina, é mutável, mas não pode ser dominado; a sombra é de símbolo de compreensão, porque ela não pode ser tocado, eo vazio é o símbolo do mistério, porque ela só pode ser apropriada por estar cheio! Pode-se dizer que quando contraparte masculina da mulher se funde com ela, ele está a tentar preencher o vazio de sua própria imperfeição! Iyami Aje Osoronga é, portanto, seres Supremo. Seus tabus são o isolamento da sociedade, e destruição da natureza em qualquer nível. Qualquer sociedade que não envolvem e têm um grande respeito pela integridade da psique feminina está caminhando para sua própria destruição! O iorubá antigos tinha um conhecimento especial do poder da feminilidade e mesmo que eles tinham uma visão exclusivamente patrilinear, eles deliberadamente atribuídas certas funções na sociedade estritamente a cultos, como o controle do dinheiro, por meio do mercado! Osa Meji nos aconselha a &quot;tomar baixa&quot;, tome cuidado quando na presença dos poderes mais velho feminino, ou seja, uma velha . Como cultos Africanos têm a sagrada responsabilidade de guardar os nossos corpos, mentes e espíritos e lembrem-se da fonte e guardiã da nossa feminilidade. Não podemos dar ao luxo de envolver nossos deus Africano nos vícios várias partes do mundo ocidental, através da participação em comportamento humano em qualquer nível que interfira com a nossa feminilidade Africana e coloca em &quot;risco&quot;. Cultos Africanos não pode dar ao luxo de compartilhar algumas do lazer comportamental de outras raças e culturas. Por exemplo, para uma mulher Africana de participar em qualquer tipo de grelhar atividade com alguém que não seja uma contrapartida do sexo masculino seria perigoso para o seu bem estar e ofensiva para Iyami Aje a quem pertencem todos os cultos Africanos. 
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Promiscuidade é evitada e inaceitável pela sociedade Africana homens, ou meninos (ou alguém)  que desrespeitar, sodomizar, e de outra maneira abuso &quot; , em qualquer lugar de qualquer idade&quot;, acabará por ser disciplinado por IyaMi Aje. Maternidade é a expressão suprema da feminilidade e deve ser o objetivo de cada mulher Africana. Africano são os cultos de sustentação cultural Africano e religião e deve sempre levar-se em público, bem como privadas, de forma, vestido, e pensei como tal. A área que circunda o útero deve ser sempre coberto, o corpo deve ser banhado da cabeça aos pés diariamente, o cabelo deve ser denominado de forma &quot;controlada&quot; . Expressão pública deve ser subjugada, e palavras escolhidas com cuidado e reflexão cuidadosa. Reserve o seu desentendimento com seu companheiro para os momentos privados, onde você pode livremente se expressar. Sistematicamente ensinar e monitorar seus filhos mesmo com a cultura da África e do comportamento maneira que seja favorável a um advogado culinária. que o mundo lhe dar sua posição elevada, comportando-se e vestir-se e falando de uma maneira altamente elevados.&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
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        cultos Africano formam o controle completo de sua vida social, espiritual e física muito antes de o movimento feminista ocidental veio a fruição. Uma vez que uma mulher Africana reaprende sua cultura antiga e um sistema de ética, ela tornou-se assim alinhado com todas as mães antigas que vieram antes dela, e que irá ressuscitar o seu conhecimento de si mesma dentro dela! Todos os Orisas feminina se unem em IyaMi Aje. Osun ,Oya, Yemonja, Oba, Onile, Aje, Odu, Nana Buruku, Olokun e todas as mães ancestrais são consagrados como o &#39;um&#39; genérico em IyaMi Aje. Este é o fundamento da feminilidade Africana que nos faz tão forte! 

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                             ÀBÍKÚ
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Àbíkú - a palavra já diz tudo:
A = Nós; Bi = Nascer; Ku = Morrer
[Nós nascemos para morrer]

    No Orun; um mundo paralelo que nos rodeia, onde vivem Deuses e Antepassados, palavra facilmente traduzível por Céu; mora um grupo de crianças chamado Egbe Orun Abiku - as crianças que nascem para morrer em curto espaço de tempo, gerando grande sofrimento para as suas famílias. As meninas são chefiadas por Oloiko [chefe de grupo] e os meninos por Ìyájanjasa [a mãe que bate e corre].

    A permanência dos Abiku ou Emere é condicionada a um pacto que fazem na vinda do Orun para o Aiye [a Terra] com Onibode Orun, o porteiro do Céu. Este pacto é cumprido rigorosamente pelos Abiku, uma criança cujo acordo foi não nascer, realmente não nascerá; outra que combine voltar quando romper seu primeiro dente, terá morte súbita, por acidente ou por doença, horas ou dias após o aparecimento deste dente. Quando uma criança Abiku nasce, seu par, aquele seu companheiro mais chegado no Orun, começará a interferir em sua vida, atormentando-a, aparecendo-lhe em sonhos, a fim de que não se esqueça de seus amigos do Orun e rapidamente volte para eles, assim que houver cumprido o seu pacto.

    Várias histórias de Abiku nos são relatadas nos Itan Ifá, pelos odú Odi, Obara, Ejiogbe, Irete-Irosun, Otura-Rete, Iwori-Wosa entre outros [Tradição oral].

IWORI-WOSA

O dia que uma criança dá o aviso que vai se suicidar
Não se pode permitir que sua intenção se concretize
Ifá foi consultado para Matanmi (não me engane)
Que estava vindo do Céu para a Terra
Ele foi avisado que deveria fazer sacrifício
O que devemos sacrificar para não sermos enganados pela Morte?
Carneiro
O que devemos sacrificar para não sermos enganados pela Doença?
Carneiro
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
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EJIOGBE

O olho da agulha não goteja pus
No banheiro não se põe uma canoa a navegar
Ifá foi consultado para Òrúnmìlà
Quando ele fazia um pacto com Emere (Àbíkú)
Um pacto fora feito com Emere (Àbíkú)
Ele não iria morrer logo na flor da idade
O caso do Emere (Àbíkú) agora fica seguro com Ifá


    A primeira vez que os Àbíkú vieram para a Terra foi em Awaiye, rei de Awaiye, num grupo de duzentos e oitenta, trazidos por Alawaiye, rei de Awaiye e chefe deles no Òrun. Na vinda para a Terra, todos pararam no portal do Céu e vários pactos foram feitos. Eles voltariam ao Òrun quando:
- Vissem pela primeira vez o rosto de sua mãe;
- Casassem;
- Completassem 7 dias de vida;
- Tivessem novo irmão;
- Construíssem uma casa;
- Começassem a andar.

    E nenhum queria aceitar o amor de seus pais, e os presentes e mimos seriam insuficientes para retê-los na Terra, e talvez alguns absolutamente não nascessem. Esta primeira leva de crianças Àbíkú combinaram entre si também roupas, rituais, chapéus e turbantes, tingidos de òsun que teriam valor simbólico de 1.400 búzios e que, se seus pais adivinhassem estas roupas e dessem-nas como oferendas, poderiam segurá-las na Terra. As roupas seriam colocadas penduradas nas árvores do Bosque Sagrado dos Àbíkú, em Awaiye, e seus pais fariam anualmente uma festa, com tambores e cantigas, para alegrar os Àbíkú, que seriam untados com òsun, e não voltariam mais ao Òrun, rompendo assim o pacto feito, e seu vínculo com o Egbe Òrun Àbíkú.

    Outras histórias são contadas por Òrúnmìlà sobre crianças que, depois de várias idas e vindas entre o Céu e a Terra, puderam ser conservadas vivas, devido a seus pais terem consultado Ifá e feito os Ebo determinados por Òrúnmìlà, trocando ou acrescentando um nome que os desanimassem de morrer novamente, usando folhas sagradas em fricções nos seus corpinhos, para afastar os outros companheiros Àbíkú, colocando em seus tornozelos Sawoor, fazendo em seus corpos pequenas incisões, e através delas inserindo pó preto e mágico de uma mistura de folhas, e com este mesmo pó enchendo um amuleto de couro em forma de pequeno saco, chamado Óndè que seria preso à cintura da criança.

    Alguns Àbíkú também deveriam colocar em seus tornozelos pesadas argolas e correntes que não os deixariam fugir para o Òrun. As oferendas eram feitas como recomendavam os Itan Ifá - troncos de bananeira, cabras, galos, pombos, roupas e chapéus tingidos com òsun, alimentos, guizos, búzios, doces, bebidas, a serem entregues no Bosque Sagrado, ou enterrados à margem de um rio, ou soltas nas águas. Estes Ebo possibilitariam aos pais reter seus filhos na Terra, e eles não morreriam mais. Porém, se apesar das oferendas, os chefes das Comunidades Àbíkú, Oloiko e Iyajanjasa insistissem em vir à Terra em busca de suas crianças, e conseguissem levá-las de volta ao Òrun, os pais deveriam marcar seus corpos com cortes, ou mesmo mutilá-los ou queimá-los, para que seus pares no Òrun não os reconhecessem ou aceitassem de volta. Também pelas marcas seriam reconhecidas quando voltassem à Terra e não quereriam mais nascer.

    Nas terras de ancestralidade Yorùbá, uma mãe que perde vários filhos antes ou depois do nascimento, por morte brusca, súbita ou inexplicável, procura um Bàbáláwo e descobre estar dando a luz a uma criança Àbíkú, que pode nascer e morrer inúmeras vezes impedindo-a também de ter filhos normais. O Bàbáláwo indica a necessidade de Ebo, o uso de folhas, procedimentos estes usados para afastar o Àbíkú, se os filhos da mulher estiverem mortos, e para
que ela possa gerar crianças perfeitas. Ou para reter a criança na Terra e romper seu vínculo com o Òrun, mantendo-a viva. Até que a criança complete nove anos, sempre próximo à data do seu aniversário, determinadas oferendas serão feitas e depois repetidas até o Àbíkú completar dezenove anos. A criança deverá usar roupas especiais, com enfeites e cores específicas, seu nome deve ser mudado ou a ele acrescentado outro, que desestimule sua volta ao Òrun.

    Guizos em quantidade devem ser presos a seus brinquedos, roupas, tornozelos, pulso, pois o som dos guizos faz bem ao Àbíkú e afasta os amigos do Céu. A fava Éerù, no Brasil chamada Bejerekun, deve ser usada em banhos e chás, pacificando a criança, Efun também pode ser utilizado para acalmá-la. As folhas são usadas em fricções ou banhos, e com elas é feita a mistura mágica com a qual se protege a criança e se prepara o amuleto, que o Àbíkú carregará por toda a sua vida. O corpo da mãe também deve ser defendido e esfregado com folhas, para que ela não atraia uma nova criança Àbíkú. Se a mãe tiver também problemas com Egbe, chamada Eleeriko, uma deusa considerada o feminino de Egungun, que atormenta as crianças, marcando-lhes o corpo durante a noite, ela será avisada de que deve zelar por Egbe, entregando-lhe cabaças com oferendas no rio, e louvando-a a cada quinto dia.

    Também um altar com símbolos religiosos poderá ser instalado na casa, e anualmente serão feitas festas com sacrifícios de animais, tambores e dança.
    Nem toda criança Àbíkú é atormentada por Egbe que também pode dar filhos às mães que a louvam. Há alguns Orìkí de Egbe que demonstram bem esta ligação.
    Este que damos a seguir é de Ibadan, e é uma súplica para que Egbe envie crianças sadias que não sejam Àbíkú ou Emere.

Mãe, proteja-me, eu irei ao rio
Não permita Emere seguir-me em casa
Mãe proteja-me, eu irei ao rio
Não permita que uma criança amaldiçoada siga-me em casa
Mãe proteja-me, eu irei ao rio
Não permita que uma criança estúpida siga-me em casa
Olugbon morrei e deixou filhos atrás dele
Arega morreu e deixou filhos atrás dele
Olukoyi morreu e deixou filhos atrás dele
Eu não poderei morrer sem deixar filhos atrás de mim
Eu não poderei morrer de mãos vazias, sem descendentes [1].



    Dizem também alguns sacerdotes que as crianças que nascem em datas determinadas são &quot;Abiku&quot;. E, sendo assim, pais e mães ambiciosos, programam seus filhos para que nasçam nestes dias, e até mesmo operações cesarianas são realizadas, para adequar a chegada ao mundo das crianças às datas de nascimento apropriadas para &quot;Abikum&quot;. O modo de encarar a pessoa &quot;Abiku&quot; muda de casa para casa, podendo ser acrescentados ou eliminados detalhes dessa explanação.

    Os pais e mães de Òrìsà brasileiros deveriam reavaliar seu conceito sobre crianças Àbíkú, uma vez que estes nascimentos ocorrem não só na terra Yorùbá, elas nascem em todo o mundo e no Brasil também. É imperioso também que se instruam sobre todo o ritual sacro a ser realizado dentro da problemática Àbíkú.

    Vários povos ao redor do Golfo de Guinéa tem a mesma crença nos Àbíkú, embora dêem à eles nomes diferentes. Os Nupe chamam-nos de Kuchi ou Gaya-Kpeama. Entre os Ibo, são chamados Ogbanje ou Eze-Nwanyi ou Agwu ou ainda Iyi-Uwa Ogbanje. Já os Haussa chamam-nos Danwabi ou kyauta. Os Akan denominam a mãe de um Àbíkú Awomawu e entre os Fanti são conhecidos por Kossamah.

    Famílias que já perderam um ou mais filhos, tendem a buscar na religião um consolo e uma explicação para estas mortes, e é dever da Tradição de Òrìsà e do Candomblé Ketu, estar apta para oferecer, além de um amparo religioso que diminua o sofrimento dos pais, uma solução para que tal tragédia não mais ocorra. Temos muita pouca literatura em português sobre o assunto, talvez apenas a tradução de um excelente artigo de Pierre Verger, publicado em 1983 na Revistas Afro-Asia no 14, com uma explanação ampla sobre Itan Ifá, OrukoÀbíkú, folhas e Ofo do qual farei citações literais mais adiante.
    Outros autores africanos, franceses e ingleses falam sobre o assunto, em considerações superficiais ou profundas, mas suas publicações não estão disponíveis para a quase totalidade do sacerdócio brasileiro. O fato de não possuirmos no Brasil local determinado, como a Floresta Àbíkú de Awaiye, não nos impede de sacralizar parte de um bosque para receber as oferendas das
famílias das crianças Àbíkú.

    Tomando por base as recomendações do Itan Ifá, um Ebo poderá ser montado com um pedaço de tronco de bananeira, roupas e gorros tingidos de òsun e bordados de guizos e búzios, pratos com comidas [Iyan; Akara; Ekuru; Eko; Doces; Canjica; Frutas; Mel; Guizos; Bebidas; Animais; Cabra; Pombo; Galo; Folhas]. As roupas serão colocadas nos galhos da árvores, as comidas e oferendas ao redor no chão, ou monta-se um carrego como para a morte, embrulhado em pano branco, que será enterrado ou solto nas águas de um rio.

    Não é necessário o uso de palavras, pois só o fato dos pais saberem qual o significado da oferenda secreta é suficiente para dar força mágica ao Ebo.
    Nada porém dever ser feito sem confirmação e autorização de Òrúnmìlà, pois só a ele cabe nos orientar em nossas dificuldades e dúvidas. As folhas são colhidas como oferenda e utilizadas para fazer fricções no corpo, ou na feitura de pós mágicos que serão esfregados nas incisões no corpo e rosto dos Àbíkú, e na confecção de amuletos (Onde) ou para banhos rituais. Cada folha tem sua frase mágica, chamada Ofo, que aumenta seu poder de atuação no Ebo. Cito aqui textualmente os Ofo escritos por Pierre Verger:

Ewé Abirikolo, insinu Òrun e pehinda.
(Folhas de Abirikolo, coveiro do Céu, voltai)
Ewé Agidimagbayin, Olorum maa ti kun, a a ku mo
(Folha de Agidimagbayin, Olorun fecha a porta do Céu para que não morramos mais)
§ Ewé Idi l&#39;ori ki ona Òrun temi odi
(Folha de Idi, dizei que o caminho do Céu está fechado para mim)
Ewé Ija Agbonrin
(Não ande pelo longo caminho que conduz ao Céu)
Ewé Lara Pupa ni osun a won Àbíkú
(A Folha de Lara Vermelha é o cânhamo dos Àbíkú)
Olubotuje ma je ki mi bi Àbíkú omo
(Olubotuje não me deixe parir filhos Àbíkú)
Opa Emere ki pe ti fi ku, yio maa eu ni, nwon ni, nwon ba ri Opa Emere
(Vara de Emere não os deixe morrer, isto lhes agrada, ver a Vara de Emere) [2].


    As crianças Àbíkú devem, no sétimo dia a partir do nascimento, se forem meninas, ou no nono dia, se forem meninos (se for o caso de gêmeos, o dia certo é o oitavo) passar pelo ritual de Ikomojade , quando recebem um nome específico que desestimule sua volta ao Òrun. Nesta cerimônia são usados água, dendê, sal, mel, obì, peixe, gin, atare.


NOMES ÀBÍKÚ

Omolabake - Esta é uma criança que eu mimarei.
Kujore - Deus poupou este aqui.
Siwoku - Pare de morrer. Tire as mãos da morte.
Kalejaye - Sente-se e goze a vida.
Omotunde - A criança voltou.
Maku - Não morra.
Kikelomo - Crianças são feitas para serem mimadas.
Moloko - Não tem mais enxada para enterrar.
Ayedun - A vida é doce.


    Os nomes Àbíkú negam a morte e contam a doçura e a alegria da vida. Contam também como a Terra é bela e boa para se viver. Deve-se sempre chamar a criança por este nome, que pode ser incorporado oficialmente ou não aos seus outros nomes e sobrenomes. Isto também ajuda no rompimento do vínculo com o Egbe Òrun Àbíkú. Como a descoberta do pacto é algo difícil, sempre próximo ao dia do aniversário da criança, até que esta complete 19 anos ou pelo prazo que o Ifá determinar, devem ser feitas oferendas nos locais sacralizados, acompanhadas ou não de Ebo a Egbe Eleriko. Para Òrìsà Egbe se colocam, em uma grande cabaça, os seguintes elementos: Ovos; Akasa; Iyan; Akara; Eba; cana-de-açúcar; Obi; Éerù, Ekodide; Bananas; Àádun; Doces - em um número de 1 ou 6. Esta cabaça é fechada, colocada em um saco e solta num rio, com acompanhamento de rezas e cantigas. 

REZA (DE IBADAN)
Egbe. a afável mãe, aquela que é apoio suficiente para aqueles que a cultuam.
Aquela que veste veludo, a elegante que come Cana-de-Açúcar na estrada de Oyo.
Aquela que gasta muito dinheiro em óleo de palma.
Aquela que está sempre fresca e tem fartura de óleo com o qual ela realiza maravilhas.
Aquela que tem dinheiro para o luxo, a linda.
Aquela que sucumbe à seu marido como à uma pesada clave de ferro.
Aquela que tem dinheiro para comprar quando as coisas estão caras [3].

CANTIGA [DE LALUPON]
Por favor, use um Oja.
O Oja é usado para atar as crianças em nossas costas.
Eu posso cultuá-la todo o quinto dia.
A Mãe Egbe que mora entre as plantas.
Dê-me meus próprios filhos.
Eu posso cultuá-la a cada cinco dias [3]


    Os Àbíkú não são, como querem certos autores ou sacerdotes, seres maléficos, que tem por &quot;missão&quot; causar sofrimento às suas mães. Eles carregam consigo, por causa de seu constante morrer/renascer, o peso de Iku, a morte, e são seres divididos entre a vontade de ficar na Terra com suas famílias e o desejo e a obrigação de retornar ao Egbe Òrun. O Bàbálòrìsà ou Ìyálòrìsà, tenho verificado que uma criança é Àbíkú, deve estar preparado para contornar a natural reação dos familiares, de medo, susto, repulsa e mesmo horror, porque a primeira impressão de pais não habituados ao assunto, é crer que o sacerdote coloca seu filho em uma classificação espiritual de maldade e perversão. Também o risco iminente de uma morte súbita apavora a família que tende a reagir com agressividade ou incredulidade, e quer garantias infalíveis e imediatas que isso não é verdade, por quaisquer meios.

    Portanto, é necessário que se explique aos pais o problema, e que se dê ao mesmo tempo soluções adequadas, que se cite casos e exemplos, naturalmente sem falar em nomes ou detalhes desnecessários, a fim de que os familiares concordem em ser totalmente esclarecidos e orientados para uma solução definitiva. Explicar também que oferendas &quot;podem&quot; reter o Àbíkú na Terra, se
feitas corretamente, mas antes que tenha sido o pacto identificado e rompido, a oração e a crença profunda nos Òrìsà é de grande valia. Mães que já tenham perdido filhos Àbíkú devem ser avisadas da necessidade de oferendas para que o Àbíkú não volte a nascer de seus corpos e elas possam dar à luz crianças normais.
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
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    Por vezes o nascer e morrer inúmeras vezes de uma criança pode abalar física e psiquicamente a Mãe e recursos médicos e terapêuticos &quot;nunca&quot; devem ser abandonados. Pelo contrário, sua utilização deve ser incentivada, em combinação com o tratamento espiritual. Os pais não devem considerar isso com &quot;castigo&quot;, &quot;karma&quot;, &quot;feitiço&quot; ou outras explicações engendradas pela falta de conhecimento. Para isso o sacerdote deverá esclarecê-los e pacificá-los com a solidez e peso de seus argumentos.

    Assim, no Brasil, como nos países Yorùbá, a problemática Àbíkú será contornada e menos pais serão vítimas de sofrimento causado pela morte de seus filhos.
Os Abikús são classificados em quatro modalidades:
Abikú Inã ou Izô - do fogo - Esse abikú é o que &quot;come&quot; a cabeça mãe (mata-a) no nascimento, ou &quot;come&quot; a cabeça do pai por acidente posteriormente. É um dos mais difíceis abikú de trato, e traz consigo a má sorte pra quem com ele mantiver relacionamento permanente. O abikú de fogo geralmente aliena o segmento social no qual estiver envolvido e não raro desenvolve uma psicopatia irreversível após os 21 anos. Uma pesquisa feita no Brasil constatou que a maioria desses abikú ou foram doados ao nascer, ou foram adotados por de seus pais legítimos.
Abikú Omí ou Azín - da água - Esse é o tipo que nasce de 6, 7 ou 8 meses.Geralmente explode a bolsa d´água da mãe nesse período e vai para incubadora. Morre precocemente ou cresce e sai desse período critico. Se seus avós forem vivos, estará ligado a eles mais do que aos pais. Seu principio de abi (vida) decorre entre 1 á 3, 5 anos e o seu processo de Ikú (morte) inicia-se entre 3 á 5. O retorno dos &quot;amiguinhos&quot; é feito por afogamento, tuberculose, desidratação ou cólera. A forma de evitar esse retorno é usar um nome contrário ao nome que trouxe de útero e promover trabalhos de ordem espiritual propiciando ofertas aos odús (presságios).
Abikú Alé - da terra - Esse tipo segundo a ancestral cultura Yorubana, os mais trabalhosos para os sacerdotes e parentes, uma vez que está intimamente ligada aos &quot;amiguinhos das florestas&quot; que com frequência o chamam de volta.
Muitas vezes nasce por cesariana, ou de parto normal sanguinolento. É uma criança agitada, com tendências á neuroses familiares. Tem condição congregaste e como o abikú do fogo, costuma &quot;comer cabeças&quot; não só de parentes, como de outras pessoas. Contrata-se esse abikú, usando o nome contrário ao seu objetivo e promovendo-se festas anuais nas quais existam o feijão-fradinho e dendê em abundância para todos. A forma de retorno também é por acidente em quedas de alturas ou por doenças de pele e órgão digestivo. O tempo de vida (se não tratado) oscila entre 4 e 8 anos.
Abikú Fefé - do vento - Esse tipo difere um pouco dos outros demais, por ser de especial origem no meio do convívio das pessoas. Ele destaca-se em todo o ambiente desde seu nascimento que em geral, foi inspirado ou não planejado.
Tem características próprias e pode ser facilmente induzido á manter-se na vida em face de sua instabilidade emocional inicial. Deve como os demais, ter um nome contrário ao fato constante instado ás delícias da vida. Por ter mais do que &quot;amiguinhos&quot; do outro lado, poderá ser salvo por Exú e Oyá na hora H.
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-3y2ITqXESBU/UH7CuTOGxmI/AAAAAAAAAiw/YGH_0n4LNEE/s1600/431723_246758988742082_1058030100_n.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; width=&quot;277&quot; src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-3y2ITqXESBU/UH7CuTOGxmI/AAAAAAAAAiw/YGH_0n4LNEE/s400/431723_246758988742082_1058030100_n.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;

A palavra Abikú quer dizer “aquele que vive e morre e vive novamente” ou ainda “nascido para morrer”.
Os Abikú são crianças que trazem a marca da “morte” ainda no ventre materno. Os Yorubás acreditam que os Abikú já trazem consigo o dia e a hora em que vão retornar para o “outro lado da vida”.
De um modo geral, esse tempo é determinado entre o nascimento e os 7(sete) anos de vida. Na Nigéria assim que nasce um Abikú são tomadas providências imediatas para que essas crianças permaneçam vivas aqui no aiyé, ou seja, na terra.
Segue algumas das providências que são tomadas: assim que nasce a criança Abikú é levada e banhada num rio para que sejam afastados os espíritos que possam acompanhar essa criança.&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
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Depois são feitas várias pinturas em determinadas partes do corpo da criança Abikú e são postos em suas pernas, braços e pulsos diversos amuletos que também servem para neutralizar os antepassados Abikú dessa criança.Na verdade, só se nasce Abikú se tiver antepassado Abikú.
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                        A Cosmogonia Yoruba

&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://3.bp.blogspot.com/-J-NnjxPWpD8/UH3m58oMIDI/AAAAAAAAAes/gjrO7F6Rsh4/s1600/558479_407863779279169_1916352541_n.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;261&quot; width=&quot;400&quot; src=&quot;http://3.bp.blogspot.com/-J-NnjxPWpD8/UH3m58oMIDI/AAAAAAAAAes/gjrO7F6Rsh4/s400/558479_407863779279169_1916352541_n.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;

Yoruba e um nome reservado aos povos de Oyo, que acabou por cobrir todas as etnias do mesmo tronco, hoje conhecidos como de fala yoruba.

Além da antiga civilização egípcia ser considerada como remanescente da Atlântida, as afinidades entre a religião de orisa / ifa e as hoje conhecidas crenças da antiga civilização egípcia só corroboram esta afinidade
Seja como for, elementos da pratica religiosa yoruba comprovam ser das primeiras praticadas na Terra e, segundo a tradição, nos foi legada pelos ancestrais instrutores espirituais do planeta.
Dentro da tradição yoruba, a estrutura universal e regida por uma Divindade Suprema. Olodumare / Olorun, origem única e princípio de todos os mundos que comanda e zela pela sua evolução.
Este Ser permeia todos os reinos da manifestação cósmica, desde as maiores galáxias até os ínfimos espaços inter-atômicos.
Descrito como aterekaye (aquele que cobre o mundo, fazendo todos sentirem a Sua presença) e o detentor do Poder Absoluto e Onipotente, reverenciado como:
Eleda - Senhor da Criação Universal - responsável por toda a criação, origem de tudo. O incriado, que existe por si mesmo.
Oba ada eda - Rei de toda a existência
Elemi - Senhor que confere e retira o sopro da Vida.
Alaye - Senhor da Vida - o eterno e sempre existente.
Ariwareehin - o Eterno senhor que conhece o passado e o futuro
Dentro deste conceito de supremacia absoluta e inconcebível, a Olodumare não se erguem templos, não se idealizam a imagem e tampouco se realizam, rotineiramente, sacrifícios ritualísticos. Contudo, cada um e livre para dirigir as suas orações e louvores ao Senhor Supremo do Universo.
Segundo a concepção yoruba, todo o processo de existência se desenvolve no plano físico - o aiye - e no sobrenatural - o orun.
Tudo o que se manifesta no aiye tem a sua preexistência no orun. Tudo o que existe no plano material possui o seu doble no Orun.
Dentro da tradição yoruba, a existência dinâmica se deve a manifestação de uma força que se denomina Ase. Sem Ase não haveria possibilidade de existência e realização, pois dele decorre todo o processo vital, como essência e forma. Tanto as divindades como toda entidade animada estão impregnadas de Ase.
Como força vital, Ase é plantado, cultivado, renovado e compartilhado. Como toda energia no Universo manifestado, Ase é gasto e renovado. Receber Ase significa incorporar as representações matérias e simbólicas que representam os princípios vitais de tudo que tem existência no aiye como reflexo do orun.
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-fOr2tQEpRyY/UH3nV5rH0dI/AAAAAAAAAe4/2vcITvOi4-Y/s1600/390638_267168913342978_708688952_n.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear:right; float:right; margin-left:1em; margin-bottom:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;300&quot; width=&quot;400&quot; src=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-fOr2tQEpRyY/UH3nV5rH0dI/AAAAAAAAAe4/2vcITvOi4-Y/s400/390638_267168913342978_708688952_n.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Ase, como força, e neutro, mas detém qualidades e características dos elementos que contém e veicula. Ase é a energia contida numa grande variedade de substancias representativas dos reinos animal, vegetal e mineral, que se propõe movimentar.
Os elementos portadores de ase podem ser agrupados em três categorias, chamadas “sangues&quot; - porque o sangue e o veiculo energético por excelência:
Sangue vermelho
Sangue branco
Sangue negro
Todas as cores encontradas na natureza vinculam-se, em ultima instância, a uma das cores primordiais vermelha (amarelo, laranja) ou negra (verde, azul, lilás, cinzento). O amarelo é, portanto, uma variedade do vermelho, como o azul e o verde são variações do negro.
O sangue vermelho compreende:
No reino animal - todo tipo de sangue, humano e animal.
 No reino vegetal - azeite de dendê, ossun, mel.
 No reino mineral – cobre, bronze, ouro.
O sangue branco compreende:
No reino animal - o plasma do igbin, o sêmen, a saliva, o hálito, as secreções, o marfim, os ossos.
No reino vegetal - a água, o álcool contido nas bebidas brancas, a manteiga de ori, o inhame.
No reino mineral - efun, sal, prata, chumbo, conchas.
O sangue negro compreende:
No reino animal - as cinzas dos animais
No reino vegetal - a terra, sementes, o sumo das folhas, o waji.
No reino mineral - o carvão, o ferro, as pedras.
Alguns lugares, objetos ou partes do corpo humano podem ser impregnados de ase: a língua, o coração, as vísceras, os órgãos genitais, os dentes e ossos, assim como também as raízes, árvores, sementes, as pedras e cristais, os rios, o mar, as florestas e o fogo.
A pratica da religião yoruba consiste em atuação através da manipulação dos ase branco, vermelho e negro.
Como dogma, baseia-se na fé numa Divindade Absoluta - Olodumare, na crença na existência e na sobrevivência da alma como sopro divino - emi, nas conseqüências das ações humanas ewo, e na Lei moral ditada pela consciência de cada um, que permeia a vida cotidiana - ifa aya.
A criaçao do Planeta Terra
Segundo os Itan (mitos), corpo da tradição oral que norteia todas as crenças e procedimentos da religião yoruba. Olodumare convocou Obatala / Orisa nla para elaborar o planeta Terra dentro da dimensão física.
Durante a caminhada, Obatala encontrou Esu, que indagou sobre oferendas que deveriam ser feitas para a consecução do trabalho. Obatala não deu importância ao fato e, sedento, extrapolou no consumo de bebida alcoólica. Conseqüentemente, caiu em sono profundo e foi suplantado por Oduduwa, que, tomando os elementos necessários, saiu para efetuar a tarefa da criação da Terra.
O local onde o trabalho teve inicio denominou-se Ife (aquilo que é amplo). Segundo a tradição, dai proveio o nome da cidade sagrada de lle Ife.
Segundo a tradição de alguns clãs yorubas, Oduduwa teria sido um herói proveniente de reinos do oriente que atravessou todo o Egito, chegando ao local onde viria a ser fundada a cidade de lle Ife.
Ali encontrou a população local, os Igbo, cujo rei era Obatala. Logo encontrou oposição por parte de Oreluere, ancestral guardião, partidário de Obatala. Esta oposição política a investida de Oduduwa fez nascer a Sociedade Secreta Ogboni, preservadora da justiça e dos ideais implantados ns primeiras instituições da Terra.
Em território yoruba há controvérsia sobre a figura de Oduduwa, visto tanto como divindade masculina, como feminina, associada a antiga tradição das deusas da fertilidade.
A controvérsia de mitos disputando entre Obatala e Oduduwa a criação da Terra revela dois momentos distintos que se complementam na memória política da civilização yoruba. Por uma lado, o mito da criação do planeta Terra e por outro, a incursão de povos estrangeiros que ali mesclaram.
Disto resultou que embora rendam fisicamente, tributo a ancestralidade de Oduduwa, reconhecem em Obatala - já intitulado Orisa nla, o Grande Orisa - a divindade regente do planeta Terra.
Outros itan já trazem a seguinte versão sobre a cria~o da Terra:
&quot;Munido de uma concha com terra, uma galinha e um pombo, Obatala jogou a terra sobre a imensidão das águas que cobriam o planeta e, em seguida, enviou a galinha e o pombo para espalhar a terra.
Tarefa cumprida, Obatala informou a Olodumare, que enviou agemo, o camaleão, a fim de conferir o trabalho.
Da primeira, vez, agemo informou que a terra ainda não estava suficientemente seca para a missão pretendida. Na segunda inspeção, comunicou que tudo estava a contento&quot;.
De toda forma, tendo sido privado de cumprir a missão de criar a Terra, tornando-a habitável no plano físico - ou complementando a obra da criação - Obatala convocou Oreluere para trazer e fazer encarnar os seres que já aguardavam no Orun para concretizar a sua existência material.
Fato inconteste e que, por fim, Obatala recebeu a incumbência de criar as características físicas dos corpos que deveriam abrigar os habitantes humanos do planeta.
Com barro e água, Obatala confeccionou os corpos, aguardando que Olodumare complementasse com o emi - o sopro da vida que os animaria.
Segundo os mitos, no inicio orun e aiye eram mundos interligados, ate que houve uma ruptura - relatada através de varias versões, que, no entanto mantém a constante de que o humano transgrediu contra o Poder Supremo e uma barreira se levantou entre os dois mundos.
O privilégio desta livre comunicação foi cortado, sendo substituído pelo oráculo, legado por Orunmila.
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
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                                Orisas


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Como parte da criação do orun e do aiye, Olodumare criou uma infinidade de hierarquias atuantes nos diversos pianos do Universo.
Dentre eles situam-se os Orisa – energias intermediárias responsáveis primordiais pelas funções relacionadas aos diversos reinos da natureza na Terra.
Trata-se de Seres Divinos, facetas emanadas da Divindade Suprema Universal.
Os Orisa atuam de acordo com as funções que Ihes são delegadas por Olodumare, inclusive como mediadores entre Ele e os seres humanos.

A criação da Vida na Terra foi delegada ao Orisa Obatala (o rei do pano branco que esconde a vida e a morte), que com o seu ofu-rufu (sopro divino) permeou varias outras dimensões além da física. Dele emanaram os outros Orisa, com a tarefa de exercer domínio pleno sobre os diversos reinos e elementos da natureza terrestre, porem dentro dos limites e tarefas por Ele estabelecidos.
Há um itan (mito) que relata como o corpo de Obatala foi atingido e partido em mil pedaços. Ao receber a noticia, Olodumare designou Orunmila para recolher todas as partes e traze-las de volta.
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
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Recolheu-os numa grande cabaça, assegurando o seu renascimento no Orun. O restante foi espalhado por todo o mundo, fazendo com que de cada um nascesse uma divindade. Por esta razão, considera-se Obatala o Orisa maior, dentro do qual todos estão contidos - como a cor branca contem todas cores.
O termo Orisa foi, inicialmente, utilizado para designar Obatala, conhecido como Orisa nla ou Osaala.
A energia vital - ase - que permeia todas as forças da natureza e parte do Orisa, que representa o aspecto inteligente e estabelece um elo entre a humanidade e Olodumare.
Textos mais antigos falam de igba male ojukotun, igba male ojukosi: duzentas divindades do lado direito e duzentas divindades do lado esquerdo - mais um.
A concepção de características antropomórficas deve-se a condição arquetipica que Ihes é inerente.
Os Orisa não pertencem a cadeia de evolução humana.
C:omo personificação das mais violentas, grandiosas e incontroláveis forças da natureza, força pura, Ase (energia vital) esmagador, é evidente que Orisa desvincula-se à cadeia cármica da evolução humana.
Conceber Orisa como um ancestral humano divinizado e um belo mito que confirma a filiação humana a determinada linhagem dos reinos da natureza com seus quatro elementos: água, terra, fogo e ar.
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Ancestrais humanos podem ter se tornado encantados, pois a gama de seres divinizados tutelares e imensa. Alias, antes da ruptura entre Orun e Aiye - seres pertencentes a hierarquia não-humanas engravidaram mulheres, dando origem a estirpe dos chamados “semi-deuses”, vastamente mencionados, por exemplo. na mitologia grega.
Diante de recentes teorias que ousam atribuir a origens não-terrestres o progresso tecnológico não condizente com o adiantamento da época - que certas civilizações arcaicas evidenciaram - poderiam os Orisa antropomorfizados estar incluídos nesses grupos. Humanos ou não, é importante notar que deles se originaram as instruções que ate hoje seguimos, com relação ao corpo ritualístico/mágico da religião.
Os Orisa constituem energia pura que interfere, também, na existência dos seres humanos, já que conosco compartilham da natureza terrestre e concorrem diretamente para a nossa formação como seres individualizados. No momento em que o ser humano vem a encarnar, aceitando o seu destino, seus corpos são criados com a energia predominante de um orisa e a de outros, em menor grau formando assim um complexo inédito.
As práticas e rituais da religião yoruba têm por finalidade a sintonia e integração do ser humano com essa energia divina da qual foi formado.
Há pessoas que dispõem do dom de manifestar fisicamente a presença do seu Orisa. Esta manifestação é apenas uma forma de sintonia, nada tendo a ver com mérito ou elevação espiritual. Em alguns seres humanos, a predisposição inata e rituais específicos fazer aflorar com maior intensidade esta energia pura, que e o Orisa, podendo ocasionar os fenômenos do transe e da incorporação, quando o arquétipo do Orisa se manifesta de forma plena.
De um panteão que atingia a casa das centenas, o numero dos que transpuseram a barreira do interesse local atinge a casa das duas dezenas, a saber: Orunmi1a. Esu, Obata1a, Ogun, Osoosi, Osanyin, Osumare, Obaiuaiye, Ibeji, Erinle, Osun, Olokun, Yemonja, Oya , Sango etc.... Há também culto a Egungun e a Iyami Osoronga, que não são Orisa, mas ancestrais.
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                     Por que se iniciar? &quot;Fazer santo&quot;?

&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-U_Gp53QqISE/UH3c7EiQeGI/AAAAAAAAAc0/Qrz0zpnE3Ig/s1600/samburu3_web_bg.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; width=&quot;398&quot; src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-U_Gp53QqISE/UH3c7EiQeGI/AAAAAAAAAc0/Qrz0zpnE3Ig/s400/samburu3_web_bg.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;

No Brasil e em vários lugares do mundo existem milhares e milhares de pessoas que, maravilhadas pelo mistério dos Orisa, quer sejam descendentes de africanos, europeus, asiáticos ou de qualquer outra raça do planeta, acabam transpondo as portas da iniciação, surpreendidos pelo paradoxo de defrontar-se com crenças alicerçadas em rituais de rebuscada complexidade e ao mesmo tempo simples de entendimento na sua essência. 

As cerimônias são alegres, coloridas, embaladas pelo som dos tambores nos quatro cantos do mundo, agregando pessoas de todas as camadas sociais; contudo, o aprendizado ritual e filosófico requer estudos sérios e contínuos, que acompanharão o iniciado pela vida afora. Que mistérios são esse, ocultos em meio a lendas e ensinamentos de sabedoria ancestral? O que na verdade leva pessoas às mais diferentes tradições afro-descendentes, em busca da iniciação?
Iniciar-se (popularmente no Brasil diz-se &quot;fazer santo&quot;) e possibilitar através de rituais próprios que o lado divino da criatura transpareça: é libertar o Deus Interior (Ori Inu) que existe em cada ser humano, permitindo-lhe vir a tona e provocar impulso irresistível capaz de conduzir a individualidade a realização pessoal, estabelecendo dessa maneira a mais perfeita comunhão possível com o Universo, com a Natureza, com o Criador, enfim, com a própria Vida, em seu pulsar infinito. Corpo físico, mente e alma são ritualisticamente preparados para componentes da manifestação divina. Condições propícias são estabelecidas para que a memória ancestral possa florescer nos recessos do inconsciente, produzindo muitas vezes o transe, em suas mais variadas formas e também variados graus. &quot;Fazer santo&quot; e nascer de novo, renascer como individuo mais forte, completo, potencialmente seguro, com melhores condições para, ao abandonar medos, traumas ou bloqueios, lançar-se inteiro na busca da realização pessoal.


&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-9Xx7Um5_Xn8/UH3dQxytWtI/AAAAAAAAAdA/T0grwLaIpGM/s1600/galinha%2Bangola%2Bclose.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; width=&quot;306&quot; src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-9Xx7Um5_Xn8/UH3dQxytWtI/AAAAAAAAAdA/T0grwLaIpGM/s400/galinha%2Bangola%2Bclose.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;

                            Por que se iniciar? &quot;Fazer santo&quot;?




Conhecer a si mesmo: pressuposto básico para a realização pessoal em todos os níveis, desde sua origem o ser humano anseia pelo encontro com o Infinito. Essa busca incansável freqüentemente provoca verdadeiras batalhas que são travadas no interior do individuo, acompanhadas por sentimentos de angustia, ansiedade, inconformismo ou até mesmo desespero frente ao desconhecido ou ao irremediável: as fatalidades e incertezas do amanha, o ciclo da vida, a morte. Todo esse processo destina-se a criação de ambiente propicio ao tão sonhado encontro. A historia da humanidade espelha essa incansável busca de respostas aos enigmas da vida: Quem sou eu? De onde venho? Para onde vou? A felicidade e perseguida por todos, sendo muitas vezes um desejo alimentado pela incerteza. &quot;Quero ser feliz, mas não sei bem o que e felicidade&quot;. E o ser humano continua a colocar a própria felicidade longe de si mesmo, em circunstancias exteriores: dinheiro, posição, poder, fama, ou na dependência de outras pessoas: &quot;Se ele - ou ela - me amar, serei feliz&quot;.
Há milhares de anos, o nativo do continente africano já tinha os mesmos anseios: conhecer seu Deus, os mistérios do Universo, a origem da Vida. Olodumare (o Criador) em sua Graça e Poder infinitos permitiu-lhes conhecer a sabedoria do IFA (a revelação): a Criação do Universo e dos seres humanos, os princípios que regulam as relações entre ilu Aiye (a Terra) o Orun (mundo espiritual) e o conhecimento dos Orisa, divindades participes da Criação e intermediarias entre Deus (Olodumare) e os homens. Desenvolveram-se rituais iniciáticos para os mistérios dos Orisa, como forma de realizar o sagrado em si mesmo, ou seja, permitir que o Deus interior, na figura de um ancestral divino, desperte em cada individuo e estabeleça a ponte com o Cosmos, tão necessária a realização pessoal, tornando-o assim capaz de fazer escolhas mais acertadas e consequentes em relação a vida e aos semelhantes, na construção da própria felicidade. A compreensão clara de que destino e possibilidade e não fatalidade e a base dessa realização. O conhecimento das forças que regem o Universo e a Vida nas suas mais variadas formas e meios de manifestação, bem como dos princípios que regulam essa interação é o caminho da Iniciação.

&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-jT6x4D_ZgX4/UH3dtfONjqI/AAAAAAAAAdM/a7GefFGxZD0/s1600/Yi%25C3%25A0w%25C3%25B3s.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; width=&quot;274&quot; src=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-jT6x4D_ZgX4/UH3dtfONjqI/AAAAAAAAAdM/a7GefFGxZD0/s400/Yi%25C3%25A0w%25C3%25B3s.JPG&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;

Iniciação: quem, quando e como?
O momento do chamado é diferente para cada pessoa. Para alguns, uma doença difícil de ser curada; outros, as dificuldades do próprio caminho; outros ainda buscam fugir as religiões tradicionais por concluírem que muitas delas estão tão voltadas para o dia a dia dos homens e seus interesses imediatos que acabam fugindo a sua real finalidade: promover o encontro do ser com a Divindade ampara-lo em suas dificuldades espirituais e conseqüentemente, também as materiais. Alguns ainda são provenientes de outras religiões ou filosofias espiritualistas, finalmente, existem aqueles que simplesmente são tocados pelo Orisa, nos recessos da própria alma. Muitos são descendentes de africanos, mas não é regra. Na África o culto esta realmente ligado às famílias, mas no Brasil, principalmente a miscigenação, trouxe para toda a população a denominação afro-descendente. A iniciação (feitura) propriamente dita acontece num período de reclusão que varia de sete a dezessete dias. Esse período e comparável a gestação na barriga da mãe; nesse aspecto, o aposento sagrado representa o ventre da própria mãe natureza. O neófito aprende os mistérios básicos das divindades e da Criação; os costumes da comunidade e os princípios que regulam as relações da família religiosa (hierarquia sacerdotal); as formas adequadas de comportamento nas cerimônias publicas e restritas. Conhecimentos acerca de seu próprio Orisa Ihe são ministrados: a maneira adequada de cultua-lo, suas proibições (ewo) (quando houver), as virtudes que deverão ser cultivadas e os vícios que deverão ser evitados para atrair influências benéficas e uma relação harmoniosa com a divindade pessoal.
                     



                             O que pode mudar na vida do Iniciado
O destino e dado a cada ser na forma de possibilidade, nunca como fatalidade. Desse modo, quem antes de voltar ao mundo escolheu, por exemplo, ser médico, a o renascer na Terra encontrara em seu caminho situações que o direcionem para essa profissão. Entretanto, isto não quer dizer que necessariamente venha a exercer a medicina. Ele pode a qualquer tempo mudar os rumos da própria vida através do exercício do livre-arbítrio (o que, alias, e um conceito universal). Cada qual constrói a própria historia. Ocorre muitas vezes a pessoa acabar fazendo escolhas erradas e sofrendo conseqüências desastrosas. Pode ser fruto de um destino ruim, que exigira tempo e determinação para ser superado. A dor transforma-se em companheira constante. Ligam-se a tudo isso os problemas do dia a dia (para não mencionar a situação difícil da sociedade contemporânea); o conjunto acaba provocando sentimentos de impotência frente aos obstáculos e encruzilhadas da vida, ou simplesmente solidão, carência de aconchego, de orientação, de coragem, carência de fé. O Orisa pessoal, nesse particular, pode influenciar e muito, prevenindo ou mesmo remediando tais situações, conferindo força e equilíbrio ao seu tutelado, restaurando-lhe as energias, estendendo-lhe proteção e orientando-o quanto ao melhor caminho a seguir. Mas o individuo deve permitir que o Orisa atue de modo construtivo na sua pr6pria vida. Orisa não representa problema no caminho de ninguém - pode significar a solução através do seu apoio divino o ser humano pode criar condições para vencer as barreiras internas e externas para a construção de um futuro melhor.
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-PAs857m8v6o/UH3eRxgf_TI/AAAAAAAAAdY/dDzjm1HBIIM/s1600/Novas%2Bpinturas%2Bpara%2Bo%2Bsite%2B068.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear:right; float:right; margin-left:1em; margin-bottom:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;288&quot; width=&quot;400&quot; src=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-PAs857m8v6o/UH3eRxgf_TI/AAAAAAAAAdY/dDzjm1HBIIM/s400/Novas%2Bpinturas%2Bpara%2Bo%2Bsite%2B068.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;

Iniciação
A presença do orisa na vida de uma pessoa depende do fortalecimento do ori para acoplamento do seu ase, através do ritual de iniciação. Apos diversos tipos de ebo, banhos de folhas e bori, o iniciando está purificado e fortalecido para ter plantado no seu corpo a energia do seu orisa tutelar. Trata-se de ritual complexo e com características sob medida para a entidade única que e o iniciando em questão e o seu orisa. O ritual de iniciação não decorre de desejo próprio, mas depende de prescrição oracular conforme o próprio termo, marca, não a concretização, mas o inicio de um aprendizado e desafios constantes que requerem disciplina e dedicação espiritual pelo resto da vida.
Não implica em qualquer tipo de submissão contrariada, pois o ori e soberano no seu livre-arbítrio. No entanto, uma vez tendo vivenciado a sublime e divina presença do Orisa, o afastamento deste, mesmo que voluntário, se faz sentir como um vazio sombrio que pode ate ser confundido - erroneamente - com castigo. O orisa não necessita infringir castigos, primeiro porque, como energia da natureza, não depende da adesão de devotos - nós e que precisamos do orisa - segundo, porque a sua simples ausência em nossas vidas, já se caracteriza por si só, como desgraça.
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</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iyalodechris.blogspot.com/feeds/6395680853042158480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://iyalodechris.blogspot.com/2012/10/por-que-se-iniciar-fazer-santo-no.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5560459642523127937/posts/default/6395680853042158480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5560459642523127937/posts/default/6395680853042158480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iyalodechris.blogspot.com/2012/10/por-que-se-iniciar-fazer-santo-no.html' title=''/><author><name>IYALODE CHRIS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01942820168200766654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi7X8l-vLrSx5tRYEzltBSluiJmN37gLeLdxRAEnpWgXCiZ6v1ffNOirMwWXeztnEvPvkwub1VCpRcuO7FOuk0uNJrM3Pu_fqXDRGQSPW5L5jlXr3zOxb38EIewIVAe6A/s220/OgAAAIvJ9b25WzGlzXH9lqnuo_z5fr_1n7yC-zfXzRcoi2mEL6jmWJPORqukihjzF-XAoFhx0qMp5R5PhIjuuTPKIUEAm1T1UHVeVwEF7xVf5RwFXHvDxn8BDH0J.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-U_Gp53QqISE/UH3c7EiQeGI/AAAAAAAAAc0/Qrz0zpnE3Ig/s72-c/samburu3_web_bg.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5560459642523127937.post-973777909224664168</id><published>2012-10-13T09:30:00.000-07:00</published><updated>2012-10-14T15:47:24.019-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>


           
                                     YAMI 




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&lt;a href=&quot;http://3.bp.blogspot.com/-6JO-pNDntuQ/UHmVgZJ2w8I/AAAAAAAAAcQ/-Lp_IYWVbuM/s1600/395558_268041876589015_427571994_n.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;300&quot; width=&quot;400&quot; src=&quot;http://3.bp.blogspot.com/-6JO-pNDntuQ/UHmVgZJ2w8I/AAAAAAAAAcQ/-Lp_IYWVbuM/s400/395558_268041876589015_427571994_n.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;

O culto  é passado de forma Oral, de geração em geração, pois acredita seus sacerdotes que a palavra verbalizada possui um “alto valor” no poder de transmitir o “Asé”, força contida nos ensinamentos herdados de seus antepassados. 
Mitologicamente as Ìyàmì são conhecidas como “ÈLÈYÈ” (mulher pássaro), aquelas que usaram mal seu poder mágico e por isso tiveram de entregar para Òrìsàálà o seu Igba-Nla (cabaça mágica recipiente que guarda o poder), para que ele fizesse um bom uso do poder da criação.

Enquanto elas estão com energia positiva elas são chamadas e tratadas como ÌYÀMÌ (Grande Mãe), mas quando estão na forma negativa são aplacadas e chamadas ÀJÈ (Bruxas). A energia das Ìyàbá são energias tão complexas que chegam ter criticas na sociedade onde há culto à elas. O culto de Ìyàmì Òsòròngá é comum nas comunidades Yorubanas entre as mulheres idosas que depois passam para as mulheres mais jovens a fim de ter continuidade do culto. 
Existem tipos de Ìyàmì Òsòròngá, como por exemplo:
Ìyàmì Òsòròngá – Awo Shefun ou Funfun – São mulheres que usam tudo branco inclusive os animais para sacrifício, Elas são mais Positivas do que as outras Iya. Ìyàmì Òsòròngá – Awo Dudu – São Iyà que usam tudo Preto e que carregam tanto o positivo quanto o negativo depende da invocação. Ìyàmì Òsòròngá – Awo Pupa – São Iya que usam tudo vermelho. Elas como as Iya Dudu têm tanto o poder positivo quanto o negativo, dependendo da invocação. 
Ìyàmì é frequentemente denominada Èlèyè (donas de pássaros). O pássaro sempre foi o emblema do poder da “feiticeira”; é recebendo-o que uma mulher se torna uma Ìyàmì-Àjè (Mãe que possui o poder sobrenatural). É simultaneamente que um Espírito e o Pássaro (sobrenatural) vão fazer os trabalhos benéficos ou maléficos, isso depende da moral do praticante. De forma que durante as expedições do pássaro, o corpo da “Feiticeira (o)” permanece imóvel em casa, ou seja, ela fica inerte (dormindo) na cama até o momento do retorno da Ave sobrenatural (poder). Toda mulher iniciada com culto das Ìyàmì “possui uma cabaça que contém o pássaro chamado”, akalamabo, considerado o Pássaros mais Sagrado. A força do Pássaro é o que conduz o Espírito de uma “Feiticeira” até seus destinos. Citemos um Ofo-Ìyàmì-Àjè,esse processo iniciatico é longo, A INICIADA LEVA 9 ANOS DE APRENDIZADO ARDUO,DEPOIS DESSE PERIODO PODE SE SER CHAMADA DE SACERDOTISA DO CULTO, é importante que tenha humildade, discernimento e muita sabedoria pois as ajés atacam muito neste período para testa las ,é fundamental o acompanhamento de sua Sacerdotisa para direcionar  neste período....  Akalamabo é pássaro bonito e elegante, 
pousa suavemente nos tetos das casas, e é silencioso.
“Mas, se a pessoa diz que é pra matar, eles matam, 
se ela diz pra devorar os intestinos de alguém, “devoram&quot;. 
O pássaro envia pesadelos, fraqueza nos corpos, doenças, dor de barriga, 
levam embora os olhos (visão = Inteligência) e os pulmões das pessoas, 
Produz dores de cabeça e febre, não deixa que as mulheres engravidem, 
e não deixa as grávidas darem à luz. 
Durante o período de uma iniciação que pessoa passa ao lado das Àjè, ela entende qual é o verdadeiro sentido de ser uma “perita neste assunto”, porque todo ensinamento é dado oralmente por meio de Cânticos e cada verso de saudade, opressão, liberdade, cada um simboliza uma história. As Ìyàmì têm participação ativa nos três mundos. 
1º Do ÒRUN (todos os mitos relatam a vinda do Òrun, mundo espiritual) para o ÀIYÉ. 
2º Mundo dos vivos, elas participam de tudo e fazem de tudo, elas se transformam em qualquer coisa ou ser, se transformam se passando até por um Egungun ou Orisa. Normalmente que tem não sabe.
3º No Ori Inu, na MENTE de cada individuo, é por isso que facilitam o poder de atrair ou afastar o mal, até a morte. Mas é no ÀIYÉ que essa força tem acesso pleno ao mundo invisível e permanente, trazendo sua ação e resultados no presente, embora o Poder controlador venha de fora.
Para existir um Poder que neutralize a força negativa, é preciso que alguém as manipule. Então, possessão pela força física não é possível, porque elas se transformam em pássaros, da mesma forma que ficam em cima de Árvores, essas forças também pousam sobre a cabeça do ser humano e podem se transformar em qualquer coisa, desde um Egun até em Orisa, se passando por tal durante toda uma vida, manipulando aquele que desconhece tal possibilidade. A relação dessas forças (Ajè) com os Pássaros é tão inerente, por isso, Elas não entram em conflito com os Iwins (Espíritos das árvores), de tal forma que o Pássaro é seu meio de comunicação em todos os sentidos.
As mulheres Sacerdotisas de Ìyàmì se reconhecem pelo olhar, pelo cheiro, como também se transformam para o encontro com as iguais. Elas não mandam nos Pássaros porque Elas são os próprios Pássaros. Quando uma Pessoa adquiriu ou recebe esta forma, ela passa a ter duas almas, dois corações: a primeira é a de ser humano com seus desejos e sentimentos normais, a segunda é a que permite sua transformação, porque sua aquisição altera a estrutura mental da pessoa. A pessoa passar a ser um(a) ATIBÈYÈ ,“Aquela que recebeu o Pássaro (poder)”, e com o pássaro ela irá conviver dentro dela. Isso só é possível através da iniciação. Existem duas formas de se trabalhar com as Ìyàmì: a primeira é criar/gerar essa força, e para isso existem encantamentos e os próprios feitores desse Poder sabem disso; a segunda é usar essa força no cotidiano para a cura, prosperidade e para soluções de problemas até mesmo àqueles mais complicados. Para tanto é preciso conhecer sua própria natureza, os meios para se chegar até ela, e colocar em pratica sua ação.
Nuca se sabe como esta o humor das grandes mães, por conta disso todo cuidado é pouco.As Ìyàmì não são comparadas nem cultuadas por intermédios de Òrìsà femininos, por exemplo, pois os poderes de Iyami são formas impessoais muito diferentes. Geralmente as mulheres que cultuam os Òrìsà femininos fazem isso com muito carinho, envolvidas emocionalmente exaurindo sua força. Mas pode-se dizer que as Ìyàmì são Orisa, e ao mesmo tempo não são Òrísà, somente seres, forças. Os encantamentos das Ìyàmì, utilizados no Culto, fazem referencias às características e forças instintivas que existem nos animais, na natureza. Todo animal pertence ao Universo sobrenatural, e o ser humano não vive o mesmo mundo deles: sua lógica e sua realidade, tanto espiritual quanto física, são bem diferentes. Poderes sobrenaturais são formas de aproveitar tudo o que existe na Natureza. As Ìyàmì têm domínio e acesso a tudo isso, mas do que quaisquer outros seres.


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Quando uma oferenda  é feita ao Pé de uma árvore (Igí), as Ìyàmì são chamadas de Onile-Origi e quando elas se alimentam do Èbò pegam o problema da pessoa para elas. 
Ao pedir para tirar a morte do caminho, não se trata apenas de morte física, mas sim evitar o fim de alguma coisa. 
Uma pessoa que tenha esse poder, se não tiver conhecimento dele, pode estar sendo manipulada para o Bem ou para o Mau. As ÀJÈ têm seu próprio Universo, e quando são requeridas são as únicas forças que respondem de imediato. O que vem formar um conceito muito complexo. Quando a pessoa possui ou passa a adquirir essa força, ela tem de tomar muito cuidado para ser Feliz na Vida, seja com amigos, com família, profissão, filhos, amor, com sua própria vida em sua totalidade. Principalmente através das palavras. Ifá diz que a palavra é como um ovo atirado ao chão, que se quebra revela a sua riqueza, (poder de construção). Ou ainda, palavra é como um ovo que ao cair se quebra e jamais se reconstitui, (poder de destruição).
Invocar o poder das Ajè não é como chamar uma pessoa ou entidade ,mas sim a força que elas representam. Sempre haverá defesa para um Mal que tenha sido feito contra quem a cultua. As sequelas e consequência irão recair sobre quem primeiro deflagrou o processo “mau”. Existe uma relação intrínseca entre Òrúnmìlà-Ifá e Ìyàmì-Òsòròngá. No culto de Ifá existe o Odu Òsà-Mejì, que conta como o Odu das Iyami. É este o Odu que revela aos humanos os problemas turbulentos com as Ìyàmì e também mostra os caminhos para solucionar tais problemas. O mesmo Odu que fala de pessoa que tem grande necessidade de Assentar ou Cultuar Ìyàmì Òsòròngá quando elas favorecem ou perturbam a pessoa, isso ocorre porque as vezes a pessoa tem a energia delas sem saber e, assim não podem controlar o positivo ou o negativo que elas irradiam, seja através da mente, atitudes ou palavras. As vezes este poder é tanto, que acaba fazendo mal a si mesma, normalmente autodestrutivo. 
Iyámi é a forma aglutinada do culto da ancestralidade feminina. Esta imensa massa energética que representa o poder feminino é cultuada na Sociedade Geledé. Assim como Orô e Egungun que somente podem ser cultuados por homens, Iyámi somente pode ser cultuada por mulheres. 
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                    Èsù Elebo




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Para melhor compreensão do porque da necessidade de oferendas aos deuses vamos aqui discorrer sobre o mito da criação de Èsù, princípio dinâmico e princípio da existência individualizada.
A análise de Èsù se impõe como imprescindível para compreensão da ação ritual e do sistema como totalidade. Princípio dinâmico e de expansão de tudo o que existe, sem ele todos os elementos do sistema e seu devir ficariam imobilizados, a vida não se desenvolveria. Segundo as próprias palavras de Ifá, “cada um tem seu próprio Èsù e seu próprio Olórun, em seu corpo” ou “cada ser humano tem seu Èsù individual, cada cidade, cada casa (linhagem), cada entidade, cada coisa e cada ser tem seu próprio Èsù”, e mais, “ se alguém não tivesse seu Èsù em seu corpo, não poderia existir, não saberia que estava vivo, porque é compulsório que cada um tenha seu Èsù individual”. Em virtude da maneira como Èsù foi criado por Olódùmarè, ele deve resolver tudo o que possa aparecer e isso faz parte de seu trabalho e de suas obrigações. Cada pessoa tem seu próprio Èsù; e ele deve desempenhar o seu papel, de tal modo que ajude a pessoa para que ela adquira um bom nome e o poder de desenvolver-se.
Olódùmarè fez Èsù como se fosse um medicamento de poder sobrenatural próprio para cada pessoa. Isto quer dizer que cada pessoa tem à mão seu próprio remédio de poder sobrenatural podendo utilizá-lo para tudo o que desejar. Èsù exerce as mesmas funções para todos os ebora. Só os seres humanos não podem ver seu Èsù particular. Os ebora; osòrìsà e todos os Irúnmalè podem ver-se a si próprios, acompanhados de seu Èsù, fato que lhes permite executar tudo o que tem necessidade, de acordo com as maneiras específicas e os deveres de seu Èsù.
Nos ritos de oferendas ambos comem juntos; o nome de cada Èsù acompanhante é conhecido, invocado e cultuado junto ao òrìsà, como elemento indestrutivelmente ligado a ele. A história conta que nas remotas origens,Olódùmarè e Òrìsànlá estavam começando a criar o ser humano. Assim criaram Èsù, que ficou mais forte, mais difícil que seus criadores. Olódùmarè enviou Èsù para viver com Òrìsànlá; este o colocou à entrada de sua morada e o enviava como seu representante para efetuar todos os trabalhos necessários. Foi então que Òrùnmìlà desejoso de ter um filho, foi pedir um a Òrìsànlá. Este lhe diz que ainda não tinha acabado o trabalho de criar seres e que deveria voltar um mês mais tarde. Òrùnmìlà insistiu, impacientou-se querendo a qualquer preço levar um filho consigo. Òrìsànlá repetiu que ainda não tinha nenhum.
Então perguntou: Que é aquele que vi à entrada de sua casa? É aquele mesmo que ele quer. Òrìsànlá lhe explicou que aquele não era precisamente alguém que pudesse ser criado e mimado no àiyé. Mas Òrùnmìlà insistiu tanto que Òrìsànlá acabou por aquiescer. Òrùnmìlà deveria colocar suas mãos em Èsù e , de volta ao àiyé, manter relações com sua mulher Yebìírú, que conceberia um filho. Doze meses mais tarde, ela deu à luz um filho homem e, porque Òsàlà dissera que a criança seria Alágbára, senhor do poder, Òrùnmìlà decidiu chama-la Elégbara; assim desde que, Òrùnmìlà pronunciou seu nome, a criança, Èsù mesmo, respondeu e disse:
Iyá, ìyá mãe, mãe
Ng o je eku eu quero comer preás
A mãe respondeu:
Omo naa jeè filho, come, come,
Omo naa jeè filho, come, come
Omo l’okùn Um filho é como contas de coral vermelho,
Omo ni de Um filho é como cobre
Omo ni jìngìndìnrìngìn Um filho é como alegria inestinguível,
A um se yì, mu s’òrun Uma honra apresentável, que nos
Ara eni representará depois da morte.
Então Òrùnmìlà trouxe todos os preás que pode encontrar. No dia seguinte a cena se reproduziu:
Mo r’omo na Visto que consegui ter um filho
Aji logba aso o que acorda e usa duzentas vestimentas diferentes,
Omo máa Filho, continue a comer
No quarto dia, disse que queria comer carne. Sua mãe cantou como de hábito e seu pai trouxe-lhe todos os animais quadrúpedes que pode achar; até que não ficou um só, Èsù não parou de chorar.
No quinto dia, ele disse:
Ìyà Ìyà mãe, mãe
Ng ó je ó Eu quero comê-la
A mãe repetiu sua canção: filho come, filho come, come e foi assim que Èsù engoliu sua própria mãe. Òrùnmìlà alarmado correu a consultar os Babaláwo, que lhe recomendaram fazer a oferenda de uma espada, de um bode e de quatorze mil cauris; ele assim o fez.
No sexto dia depois de seu nascimento, Èsù disse:
Bàbá, Bàbá Pai, Pai
Ng ó ju ó ó Eu quero comê-lo
Òrùnmìlà cantou a canção da mãe e quando este se aproximou, Òrùnmìlà lançou-se em sua perseguição com a espada e Èsù fugiu. Quando Òrùnmìlà o arrepanhou, começou a seccionar pedaços de seu corpo, a espalhá-los, e cada pedaço transformou-se em um Yangí.
Òrùnmìlà cortou e espalhou duzentos pedaços e eles se transformaram em duzentos Yangí. Quando o pai se deteve, o que restou de Èsù levantou-se e continuou fugindo.
Isto se repetiu nos nove Òrun que ficaram assim povoados de Yangí. No último òrun, depois de ter sido talhado, Èsù decidiu pactuar com Òrùnmìlà : este não devia mais persegui-lo; todos os Yangí seriam seus representantes e Òrùnmìlà poderia consulta-los cada vez que fosse necessário envia-los a executar os trabalhos que ele lhes ordenasse fazer, como se fossem seus verdadeiros filhos. Èsù assegurou-lhe que seria ele mesmo quem responderia por meio dos Yangí (pedaços de laterita) cada vez que o chamasse.
Òrùnmìlà perguntou-lhe sobre a mãe que havia sido devorada, e ele devolveu sua mãe ao pai e acrescentou:
Òrùnmìlà ki o maa kési oun
Bi ó ba fee gba gbogbo àwon nkan
Bi eran ati eye
Ti òun je ti àiyé
Pè òun ó máà ràn án lówó
láti gbà padà fún làti owo àwon Omo aràiyé.
Òrùnmìlà deveria chama-lo
Se ele queria recuperar a todos e
Cada um dos animais e das aves
Que ele tinha comido sobre a terra
Ele (Èsù) os assistiria para
Reavê-los das mãos da humanidade.
Dessa história rica em informações, queremos destacar a relação que o ìtan estabelece entre o povoamento ou o nascimento de descendentes, com a voracidade agressiva do recém-nascido e a devolução ulterior de tudo o que foi engolido – devido ao pacto. Particularmente a restituição da mãe-símbolo, Yébìírú, yé + bi + irú: a mãe que dá nascimento a filhos de todo tipo, o ventre-continente da humanidade.
A restituição da mãe e de tudo o que tinha sido ingerido através de oferendas não só restabelecera harmonia, mas transforma o descendente no símbolo de fecundidade e de transmissão do agbàra, a força simbolicamente contida no adó-iràn (cabaça que contem a força que se propaga).
Por este motivo Èsù também é chamado Elebo, senhor das oferendas.
Òse- tùwá, representante direto de Èsù, simboliza um de seus aspectos mais importantes, o de ser encarregado de transportar as oferendas, Òjíse-ebo, evidenciando seu caráter de Èsù Elebo , o proprietário, o que controla, o que regula o ebo, a oferenda ritual.
Por ser a única entidade para quem são abertas as portas do òrun, quando a relação òrun-àiyé fica abalada e a seca ameaça destruir inteiramente a terra, o descendente é o único que pode transportar, fazer aceitar o ebo e, consequentemente, trazer a chuva, fertilizar a terra, restabelecendo ao mesmo tempo a relação òrun-àiyé.
Èsù é o resultado da interação de um par: nasceu do ventre e do àse de Òsun Olori Ìyá-mi Ajé do poder supremo feminino, e do àse dos 16 Irúnmalè Àgbà Odù, do poder supremo masculino.
( Afòsé) O VERBO – Sua importância
A transmissão oral do conhecimento é considerada na tradição iorubá como o veículo do asè, o poder, a força das palavras, que permanece sem efeito em um texto escrito. O conhecimento transmitido oralmente tem o valor de uma iniciação pelo verbo atuante, uma iniciação que não está no nível mental da compreensão, porém na dinâmica do comportamento. É também difícil traçar uma linha de demarcação entre o assim chamado conhecimento científico e prática “mágica”.
Isto ocorre devido à importância dada, em uma cultura tradicionalmente oral como a iorubá, à encantação, ofò, pronunciada no momento de preparação ou aplicação das diversas receitas medicinais, oògùn. (ofò) encontramos a definição da ação esperada de cada um dos elementos que entram na receita.
Essas encantações (jogo de palavras) têm uma grande importância nas civilizações de tradição oral. Sendo pronunciadas em orações solenes, podem ser consideradas como definições e com frequência são as bases sobre as quais o raciocínio é construído.
Na cultura africana tradicional, saber o nome de uma pessoa ou coisa significa que elas podem, até certo ponto, ser controladas. Consequentemente, entre os iorubas a preparação de remédios e trabalhos mágicos deve ser acompanhada de encantações (ofò) com o nome das plantas, sem as quais esses remédios e trabalhos não agiriam. Palavras para que possam agir, devem ser pronunciadas. Entre os iorubas, os ofò são frases curtas nas quais muito frequentemente o verbo que define a ação esperada, o verbo atuante, é uma das sílabas do nome da planta ou do ingrediente empregado. Como exemplos vão usar um trabalho feito para encontrar onde ficar, . Ele indica a oferenda a ser feita e a encantação apropriada: um pilão (odó) é usado para encontrar onde acampar (dó); folhas de tètè para encontrar onde descansar (tè); folhas gbégbé para encontrar onde morar (gbé). Frequentemente, o verbo atuante de uma preparação é o mesmo para todas as folhas nela empregadas, e a mesma sílaba é encontrada em cada um dos nomes. É o caso, por exemplo, de uma receita para tratar lepra (oògùn ètè) em que a sílaba pa é encontrada nos nomes das folhas ikí pupa, oparun e òrúpa, e na encantação, que também é a mesma para as três: ba mi pa àrùn ètè, “ajude-me a matar a lepra”.
O verbo atuante da fórmula propiciatória também pode ser encontrado em mais de uma sílaba do nome da planta. Quando pèrègún é usada em trabalhos para se obter boa sorte Àwúre oríre, o elo é criado a partir depèrè, com o ofò pèrègún pe rere wá, “pèrègún chame a sorte (rere) para cá; mas quando é usada em trabalhos para agradar as feiticeiras wíwá ìyónú ìyàmi, o elo se baseia em gún, com o ofò pèrègún ó ní kí ayé mi ó gún, pèrègún manda que a minha vida seja reta (gún).
Um babalawó raramente emprega os nomes dos odus em sua forma original, dando preferência aos nomes derivados dele foneticamente, às vezes por acréscimo de um prefixo e um sufixo, que lhe conferem uma significação particular. Dessa maneira o babalawó tem maior facilidade para encontrar o simbolismo e o contexto das histórias (ìtàn) e remédios classificados naquele odu.
Eis alguns exemplos:
Ògúndá òdí também pode ser denominado ògúndá gédìí ìgbín, “ògúndá-corta-o-fundo-do-caracol”, em alusão à tranqüilidade, uma vez que o líquido que flui da concha do caracol é usado na preparação de um tranquilizante.
Nos trabalhos para se obter favores das feiticeiras ìyónú ìyàmi, o odu òsá méjì, torna-se òsá eléye, òsá-dono-do-pássaro, e ogbè ògúndá torna-se ogbè ìyàmi.
Vimos assim a importância da verbalização de nossos desejos ou necessidades. É justo e necessário que se observe ou relembre que: Palavras para que possam agir, devem ser pronunciadas. Eis aí uma oportunidade:
OGBÈ ÌRETÈ ou OGBÈ ALÁHÉRÉ OWÓ (ogbè-dono-da-casinha-de-dinheiro)
Deve-se pilar ewé pèrègún e imí ojó pupa (enxofre vermelho), misturar com sabão da costa e lavar-se com o preparado, dizendo o ofò:
Asúré p’ajé.
Ada gìrìgìrì p’ajé.
Oro ap’ajé má ye ohùn.
Pèrègún ní í pe irúmolè l’át’òde òrun w’áyé.
Pèrègún wá lo rèé pe ajé tèmi wá l’át’òde òrun.
Ele-que-corre para chamar riquezas
Ele que apressa furiosamente para chamar riquezas
Fala, chame riquezas sem falhar
É Pèrègún que chama irúnmolè do além para a terra
Pèrègún, agora vá e chame minha riqueza do além.
ONILÉ
Onilé era a filha mais recatada e discreta deOlódùmarè.
Vivia trancada em casa do pai e quase ninguém a via; quase nem se sabia de sua existência.
Quando os orixás seus irmãos se reuniam no palácio do grande pai para as grandes audiências em que Olódùmarè comunicava suas decisões, Onilé fazia um buraco no chão e se escondia, pois sabia que as reuniões sempre terminavam em festa,
com muita música e dança ao ritmo dos atabaques.
Onilé não se sentia bem no meio dos outros. Um dia o grande deus mandou os seus arautos avisarem: haveria uma grande reunião no palácio e os orixás deviam comparecer ricamente vestidos, pois ele iria distribuir entre os filhos as riquezas do mundo e depois haveria muita comida, música e dança.
Por todos os lugares os mensageiros gritaram esta ordem e todos se prepararam com esmero para o grande acontecimento. Quando chegou por fim o grande dia, cada orixá dirigiu-se ao palácio na maior ostentação, cada um mais belamente vestido que o outro,
pois este era o desejo de Olódùmarè. Iyamojà chegou vestida com a espuma do mar,
os braços ornados de pulseiras de algas marinhas, a cabeça cingida por um diadema de corais e pérolas, o pescoço emoldurado por uma cascata de madrepérola.
Osòósì escolheu uma túnica de ramos macios, enfeitada de peles e plumas dos mais exóticos animais.
Osaniyn vestiu-se com um manto de folhas perfumadas.
Ògún preferiu uma couraça de aço brilhante, enfeitada com tenras folhas de palmeira.
Òsún escolheu cobrir-se de ouro, trazendo nos cabelos as águas verdes dos rios.
As roupas de Òsúmaré mostravam todas as cores, trazendo nas mãos os pingos frescos da chuva.
Oya escolheu para vestir-se um sibilante vento e adornou os cabelos com raios que colheu da tempestade.
Sangó não fez por menos e cobriu-se com o trovão.
Òsalà trazia o corpo envolto em fibras alvíssimas de algodão e a testa ostentando uma nobre pena vermelha de papagaio.
E assim por diante.
Não houve quem não usasse toda a criatividade para apresentar-se ao grande pai com a roupa mais bonita.
Nunca se vira antes tanta ostentação, tanta beleza, tanto luxo.
Cada orixá que chegava ao palácio de Olódùmarè provocava um clamor de admiração,
que se ouvia por todas as terras existentes.
Os Òrisás encantaram o mundo com suas vestes. Menos Onilé.
Onilé não se preocupou em vestir-se bem.
Onilé não se interessou por nada.
Onilé não se mostrou para ninguém.
Onilé recolheu-se a uma funda cova que cavou no chão.
Quando todos os Òrisás haviam chegado,
Olódùmarè mandou que fossem acomodados confortavelmente, sentados em esteiras dispostas ao redor do trono.
Ele disse então à assembléia que todos eram bem-vindos. Que todos os filhos haviam cumprido seu desejo e que estava tão bonito que ele não saberia escolher entre eles qual seria o mais vistoso e belo.
Tinha todas as riquezas do mundo para dar a eles, mas nem sabia como começar a distribuição.
Então disse Olódùmarè que os próprios filhos, ao escolherem o que achavam o melhor da natureza, para com aquela riqueza se apresentar perante o pai, eles mesmos já tinham feito a divisão do mundo.
Então Iyamojà ficava com o mar,
Òsún com o ouro e os rios.
A Òsòósì deu as matas e todos os seus bichos,
reservando as folhas para Òsaniyn.
Deu a Oya o raio e a Sangó o trovão.
Fez Ósalà dono de tudo que é branco e puro, de tudo que é o princípio, deu-lhe a criação.
Destinou a Òsumaré o arco-íris e a chuva.
A Ògún deu o ferro e tudo o que se faz com ele, inclusive a guerra.
E assim por diante.
Deu a cada òrisà um pedaço do mundo, uma parte da natureza, um governo particular.
Dividiu de acordo com o gosto de cada um. E disse que a partir de então cada um seria o dono e governador daquela parte da natureza.
Assim, sempre que um humano tivesse alguma necessidade relacionada com uma daquelas partes da natureza, deveria pagar uma prenda aoòrisà que a possuísse. Pagaria em oferendas de comida, bebida ou outra coisa que fosse da predileção do òrisà.
Os òrísàs, que tudo ouviram em silêncio, começaram a gritar e a dançar de alegria,
fazendo um grande alarido na corte.
Olódùmarè pediu silêncio, ainda não havia terminado.
Disse que faltava ainda a mais importante das atribuições.
Que era preciso dar a um dos filhos o governo da Terra, o mundo no qual os humanos viviam e onde produziam as comidas, bebidas e tudo o mais que deveriam ofertar aos òrísàs.
Disse que dava a Terra a quem se vestia da própria Terra.
Quem seria? Perguntavam-se todos?
” Onilé “, respondeu Olódùmarè.
” Onilé?” todos se espantaram.
Como, se ela nem sequer viera à grande reunião?
Nenhum dos presentes a vira até então.
Nenhum sequer notara sua ausência.
“Pois Onilé está entre nós”, disse Olódùmarè e mandou que todos olhassem no fundo da cova, onde se abrigava, vestida de terra, a discreta e recatada filha.
Ali estava Onilé, em sua roupa de terra.
Onilé , a que também foi chamada de Ilè, a casa, o planeta.
Olódùmarè disse que cada um que habitava a Terra pagasse tributo a Onilé,
pois ela era a mãe de todos, o abrigo, a casa.
A humanidade não sobreviveria sem Onilé.
Afinal, onde ficava cada uma das riquezas queOlódùmarè partilhara com filhos òrísàs?
“Tudo está na Terra”, disse Olódùmarè.
“O mar e os rios, o ferro e o ouro”,
Os animais e as plantas, tudo” , continuou; até mesmo o ar e o vento, a chuva e o arco-íris, tudo existe porque a Terra existe, assim como as coisas criadas para controlar os homens e os outros seres vivos que habitam o planeta, como a vida, a saúde, a doença e mesmo a morte.
Pois então, que cada um pagasse tributo a Onilé,
foi a sentença final de Olódùmarè.
Onilé, òrisà da Terra, receberia mais presentes que os outros, pois deveria ter oferendas dos vivos e dos mortos, pois na Terra também repousam os corpos dos que já não vivem.
Onilé, também chamada Aiyé, a Terra, deveria ser propiciada sempre, para que o mundo dos humanos nunca fosse destruído.
Todos os presentes aplaudiram as palavras de Olódùmarè.
Todos os òrisàs aclamaram Onilé.
Todos os humanos propiciaram a mãe Terra.
E então Olódùmarè retirou-se do mundo para sempre e deixou o governo de tudo por conta de seus filhos òrisàs


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                Confraria feminina 






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Nos tempos antigos, pouco depois que Òlódùmàrè delegou a criação do mundo os Òrìsàs agbóros(masculinos), realizavam oferendas para o Senhor da Criação, com o intuito de intervir pelos seres humanos e manter o equilíbrio das forças da natureza. Mas não convidavam as mulheres, pois a cerimônia era proibida para o sexo feminino. Esta foi a razão pela qual Òsun revoltou-se contra os Òrìsà masculinos e reuniu todas as mulheres convencendo-as a tomarem uma atitude quanto a proibição dada pelos Òrìsà masculinos.
Òsun então se tornou Ìyálòdè (chefe de todas as mulheres) e, representando as mulheres, recorreu as Ìyamí Òsòròngá (Mães ancestrais), as detentoras do poder feminino. Entregando-lhes oferendas, Òsún pediu o auxilio das Ìyamí Àjé (Mãe feiticeira), que lançaram o àjé em todos os homens que, a partir de então, passaram a não mais defecar e urinar porque suas vísceras não funcionavam normalmente. Até os animais do sexo masculino foram atingidos. Homens e animais começaram a passar mal, pois eles comiam e bebiam, mas não podiam defecar e nem urinar. Esta situação durou sete dias...
 Os seres do sexo masculino começaram a morrer, o que preocupou os Òrìsà, que resolveram consultar Òrúnmìlà (sacerdote supremo do oráculo de Ifá).
 Então o Babaláwo Òrúnmìlà consultou o oraculo para responder a todos os Òrìsà, oportunidade na qual respondeu o odu Osé Ireté. Òrúnmìlà recomendou, então, que quando eles fossem realizar oferendas na mata sagrada deveriam convidar uma mulher que estava esperando um filho, está mulher era Òsun. E, se ela concordasse em acompanha-los, tudo voltaria ao normal, e todos ficariam curados daquele grande mal.
Seguindo a recomendação do Babaláwo, eles foram até Òsun, que estava se banhando na beira de um rio, e a convidaram para fazer parte das oferendas. Ela ouviu as suplicas dos Òrìsà masculinos e, mesmo com muita vontade de aceitar o convite, se negou a participar alegando que ela e todas as mulheres estavam cansadas de serem tratadas como escravas dos homens, ressaltando que a mulher participa da criação da vida e, por esta razão, tinham o direito de intervir e decidir por ela. Diante da negativa, imploraram a presença de Òsun. Vendo que todos os homens estavam passando muito mal, Òsun resolveu acompanhá-los nas oferendas, mas com uma condição: que  todos os Òrìsà masculinos deveriam passar um pouco de seus poderes para a criança que ela estava esperando, e que deveriam rezar muito para a criança nascer do sexo masculino, pois, se a criança que estava dentro dela nascesse menina,  os homens ficariam subalternos às mulheres.
Os Òrìsà masculinos ficaram preocupados, pois acreditavam que a condição imposta por Òsun poderia colocar em risco a existência e que, nada deste mundo,  daria certo para todos os homens. Por outro lado pensavam que, se nada fizessem, todos os homens morreriam o que os obrigou a aceitar a imposição de Òsun para acompanhá-los até  a mata sagrada.  
Sem saber como passar parte dos seus poderes para criança os Òrìsà voltaram a consultar Ifá, quando então  respondeu o odu odiséséso (mensageiro do nascimento).  Desta feita, o Babaláwo aconselhou  que todos os Òrìsà fossem pela manhã à casa de Òsun e impusessem as mãos no ventre dela dizendo o seguinte: &quot;que de mim passe para esta criança um pouco de meu poder&quot;. Deveriam fazer isto até que a criança viesse ao mundo para garantir que ela fosse do sexo masculino. Recomendou ainda que os homens deveriam aprender respeitar as mulheres.
Èsù, Ògún e todos os Òrìsà masculinos  seguiram para casa de Òsun e fizeram o que lhes foi recomendado pelo Babaláwo até o dia do nascimento da criança. Imediatamente as funções intestinais, os rins, fígado, bexiga dos homens e animais do sexo masculino voltaram a funcionar. A partir dai as mulheres passaram a ser respeitadas e temidas como feiticeiras.
No dia do nascimento da criança todos Òrìsà masculinos ficaram em frente da casa de Òsun para saber qual seria o seu sexo. Esperaram por muito tempo até  Osun aprensentá-la para o egbe (comunidade): era um menino, para alívio dos  Òrìsà do sexo masculino.
Todos os Òrìsa cantaram e louvaram a existência e gritaram assim: urra  to to to  (estamos salvos). A partir deste dia os Òrìsà masculinos não faziam mais oferendas sem convidar e levar suas esposas e  todas as mulheres.
O Babaláwo consultou mais uma vez Ifá  e respondeu  o odu oturá, nome que eles propuseram a criança. Levaram a proposta para Òsun, que não concordou e, se preparou para fazer imposições. Neste momento um pássaro pousou no fila (espécie de chapéu) que estava cobrindo a cabeça da criança e se curvou.  
Aquele sinal significou que a criança tinha o poder de apaziguar até as Ìyamí Àjé, razão pela qual, Òsun  atendeu parcialmente a proposta dos Òrìsà e deu à criança o  nome de Osé Otura:  a criança tem o poder de todos Òrìsà. O garoto ficou conhecido como o décimo sétimo odu do jogo de búzios e, a partir de então, este odu passou a intermediar as mensagens e oferendas para todos os outros odu. Apenas ele tem o poder de entrar  e sair do Orun, quando e como quiser, sem ser perseguido pelas Ìyamí Àjé.
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                                     MUSO


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Explica-se que o homem é o ultimo ato da criação. Deus supremo OLODUMARE modelou o ser humano da matéria viva a lama sagrada que deu origem a criação do mundo levada até a ele no Orun por IKÚ.
Com o barro sagrado OLODUMARÊ modela o corpo e lhe insufla o seu sopro divino &quot;IWÁ”; em seguida seu ajudante, AJALÁ modela a cabeça &quot;ORI”; OBATALA os apadrinham com o poder e a força espiritual.
ORUMILÁ é quem determina e escolhe o destino a cada um com seu odu pessoal, ou seja, com seu &quot;KARMA&quot; que através dele também são transmitido à personalidade a cada novo ser humano.
EXÚ é responsável de proteger o IWÁ (caráter), que irão reger sua vida. 
LATOPÁ considerada por uns como a verdadeira mãe de exu e por outros como uma personificação própria de exu, de LATOPÁ origem as doenças (ARUN), e todas as moléstias

MUSO: É um orixá responsável pela nossa ligação direita com os nossos ancestrais ele é o principio da vitalidade é ligado á bananeira a qual segundo as tradições africanas é local de moradia de todos os antepassados e local preferido de culto a nossa mãe ancestral IYÁ MI AGBÁ. A onde após nosso nascimento  se enterrava o umbigo do recém nascido.

Dai através desse ato do surgimento então a primeira IYAMI nossa mãe feiticeira e logo em seguida do surgimento a IYÁMI ABIAMÔ , que vai reger todo o processo da gravidez e do nascimento das crianças que aqui no Brasil é confundida como OXUM; ela passa a reger não só a gestação, mas também todas as anomalias que dai possam surgir, pelo MUSÓ

ABIKU: criança que nasce e morre logo depois.

EMERÊ: criança que nasce e morre causando a morte da mãe ou até mesmo do pai.

AJOBÍ: criança que nasce com um dedo a mais.

OKÊ: criança que nasce com a placenta na cabeça 

IGÊ: criança que nasce em posição inversa, com os pés na frente

ABAMÍ: criança que nasce com aparência de velha, com espírito de uma pessoa falecida antes de sua hora. O espírito que volta nessa criança para cumprir o que faltava completar em vida.

OJÔ: criança superdotada

AINON: criança que nasce com cordão umbilical enrolado no pescoço

DADÁ: criança que nasce com cabelos encaracolados 





Existem também outras anomalias. Por exemplo, toda criança que nasce cercada de seres invisíveis que acompanham. Aos poucos, ela se desliga deles e começa a se 

Interessar pelas pessoas ao seu redor, por gestos e sons. se a criança não se desligar desses seres, ela continuará brincando e falando com eles, ficará acordada a noite em vês de dormir.
Todas essas anomalias se originam no MUSÓ, que faz parte de cada ser humano, porque ninguém nasce perfeito.

As iyámis, essas entidades extremamente perigosas, vão residir nas árvores e tomar a forma de certos pássaros para que possam se deslocar rapidamente e agir.por isso, são chamadas de IYÁ-ELEYÉS as donas dos pássaros, que trabalham tanto para o bem e quanto para o mal.
no odu OGBE-OWORIN , relata que o primeiro homem a ser modelado por OBATALÁ foi LAMURUDU, um guerreiro caçador. Com sua família e seus descendentes, ele fundou uma cidade, IFÉ OWU; mas como já havia outros seres no local, LAMURUDU sentiu-se incomodado e saiu pelo mundo afora. Errante, até chegar a BORNU, no SAARA; foi, em seguida, até o EGITO e depois até MECA, ARÁBIA SAUDITA. Nessa caminhada, os seus seguidores fundaram números povoados. Antes de morrer LAMURUDU aconselhou seu filho ODUDUWÁ a voltar para IFÉ e este assim o fez. Partindo com seu irmão OLOFI ONILÊ e com seus seguidores, para fundar e instalar em IFÉ, cuja população cresceu e prosperou.

No odu OGBÉ-MEJI se conta que originalmente o céu (ORUN) não estava separado da terra ( ayê ) a fronteira entre esses dois planos era controlada por um guardião denominado ( ONIGBODÊ ) , mas todos podiam circular livremente entre um e outro. os irunmolês e os humanos iam de um plano a outro e podiam consultar OLODUMARÊ para resolver seus problemas .

Durante o afastamento de LAMURUDU, houve uma grande discórdia na terra surgiu uma disputa entre o mestre dos céus, AJALORUN, representante de OLODUMARÊ e um dos seguidores de ODUDUWÁ, AJALAYÊ, o mestre da terra. AJALORUN queria se apoderar de uma oferenda de rato-do-campo (EMÔ) e AJALAYÊ se opôs a isso. Ofendido, AJALORUN se retirou para o alto do céu, que se elevou ainda mais, separando-se da terra. A chuva deixou de cair; tudo se tornou árido, plantas secaram e os animais morreram. Os habitantes da terra tiveram então que reconhecer a supremacia de AJALORUN, e resolveram enviar o rato de volta para o céu, mas este já estava tão distante, no alto. Somente AKALAMAGBÔ ( o abutre ) poderia cumprir essa tarefa. AKALAMAGBÔ partiu para cumprir sua tarefa que saiu levando a oferenda determinada, sua mãe morreu, mas ninguém se preocupou de enterrá-la. Quando AKALAMAGBÔ voltou ninguém lhe deu a notícia e, por acaso, quando veio de sua missão estava muito faminto, ele encontrou um cadáver e o comeu sem saber que era sua mãe.
depois disso a chuva voltou a cair e tudo se normalizou. Mas, em conseqüência o céu ficou separado da terra e os humanos não tiveram mais livre acesso no ORUN.
No espaço vazio ficou esú (ONIGBODÊ) que para uns chama-se LATOPÁ. Foi ele o responsável por estabelecer a ligação entre e OLODUMARÊ e os homens, transmitindo os recados determinado por ORUMILÁ.
ORUMILÁ teve outro filho,. AMUSU, a quem deu todo o seu conhecimento de IFÁ, 

Tendo ele de tornado o primeiro BABALAWÔ da terra. Depois de cumprir sua missão OBATALÁ não ficou na terra e retirou-se para o céu a fim de ficar perto de OLODUMARÊ.
dizem que LATOPÁ esta ligada também ao final da vida, por ter gerado um EGUN , que vai ser o primeiro desencarnado a estabelecer uma ligação entre os vivos e os ancestrais. Com ele começa o culto dos BABAS-EGUNS, fundado por uma mulher, IYÁ AGBON, outra forma  conhecida de OYÁ.

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Lenda sobre Iku (  Morte )

O povo yoruba como o resto do povo africano, eles crêem que a morte não e o fim da vida. Eles acreditam que existe  um outro mundo paralelo ao nosso. A morte para eles não representa o fim da vida terrestre e sim um prolongamento da vida além tumulo. Este mundo para o povo yoruba é chamado de Orun ( Céu ) o mesmo é dividido em 9( nove ) partes. Este local para eles é o domínio dos seus ancestrais.

A morte para o yoruba não é a extinção da vida terrestre, mas uma mudança de vida para outra. Seus antepassados ou ancestrais são chamados de  Òkù Òrun e Àgbagbà, ou ainda tem um outro título chamado de Èsa, usado para reverenciar um ancestral por parte religiosa Lese Orisa ( Culto aos Orixás ), este Título chamado de Èsa e chamado seu nome em um ritual desta religião chamado de Ìgpádè  (  Encontro ).

Um antepassado ou ancestral e alguém que uma pessoa descende, seja por parte paternal o maternal, em qualquer período de tempo, em que o ser vivente conversava e tinha relações afetuosas. O povo yoruba tem por costume cultuar seus antepassados ou ancestrais para ter o merecimento de culto, somente aqueles que uma idade avançada ( salvos algumas restrições de nascimento), ter tido um trabalho de boa qualidade perante a sociedade, ter deixado bons filhos, ter sido uma pessoa de boa índole . Para o yoruba um casamento sem filhos não é uma boa forma de ter vivido ou seja um mal negocio. 

Para eles existe um sistema de valores que tem 3 partes: Um OWO ( Dinheiro), Dois OMO ( Filhos) Três ÀÍKÙ ( Vida longa ).

A vida longa para eles e a mais importante porque pode proporcionar a ele o alcance das outras duas partes. São estes valores e toda linhagem de gerações passadas que, se transformam para os seus familiares o direito de ser cultuado como antepassado ou ancestral. Existe a ancestralidade por parte de pai e mãe, mais somente a parte masculina e cultuada por ser a mais importante. Através do pai que é passada a ancestralidade da família, ele e o procriador e cabe a ele a transmissão da mesma para os seus filhos, sendo a mãe a genitora recebendo esta ancestralidade e dando a ele a vida. A parte feminina e cultuada de uma forma de energia aglutinada tendo o seu culto junto as Gelede ( Culto de eguns femininos ligado ao culto das Yia mi Aje.” Minha mães feiticeiras”). Os ancestrais quando chega ao Orun, eles são recebidos pelos seus antecessores acolhendo e encaminhando, fazendo-os se desprender dos bens materiais. Sendo, este que faleceu pertencer ao culto dos orisas, ele só poder se desprender de todo bem material deixado na terra, depois do asese ( Axexe. Obrigação feita para as pessoas que morrem e pertence ao culto de orixá). Feito esta obrigação este  ancestral poderá se desprender das coisas matérias e encontrar os seus ancestrais que já se encontram no Orun, os mesmos ajudam encaminhando para um lugar de luz, fazendo com que ele ganhe grau espiritual para poder ajudar seus familiares que deixou na terra.

Quando falamos a palavra culto  damos a conotação de homenagem aos espírito, assim podemos entender melhor o que falamos. Feito as obrigações do ritual fúnebre, o espírito se desprende de tudo que deixou na terra e passa por um portal que liga  o Aye ( terra) ao Òrun ( céu), este portal e guardado por um guardião chamado de Ònibòdè  Òrun ( guardião do céu), este portal tem a ligação entre os dois mundos no qual Òrun e a moradia de Òlòdumarè ( Criador supremos de tudo e todos os seres).



O odú Òyèkú Méji revela, em um de seus ìtàn, que a morte somente começou a matar, depois que sua mãe foi espancada e morta na praça do mercado de Ejìgbòmekùn. Ele gritou enfurecido. Fez do elefante a esposa do seu cavalo. Ele fez do búfalo a sua corda. Ele fez do escorpião o seu esporão bem firme pronto para lutar.

Conforme a cultura Yoruba, o Òrun e dividido em 9 ( nove) partes e dependendo da vida e a causa morte deste ancestral ele e colocado em uma destas 9 ( nove ) partes. Cada parte corresponde a um tipo de elevação espiritual. Dependendo da vida, ele pode ficar no Òrun Buruku ( Parte onde se encontra as pessoas que teve uma vida ruim, só causou problemas, matou, roubou, teve uma vida desregrada), até o Òrun Áláfiá ( Parte onde se encontra os que tiveram uma vida solida, sadia, boa, foi uma pessoa de boa índole). Por isso temos de fazer por merecer que nosso espírito seja cultuado e reverenciado por nossos descendentes. Somente seremos reverenciados após nossa morte e poderemos ajudar nossos descendentes se tivermos uma vida correta.

Nascimento ( Ìbi), Vida( Ìyé) e Morte( Àti Iku ), o Pós- Vida ( Ìye Lèbin Iku), o Julgamento Divino ( Idájo ti Òlòrun) e o possível retorno a vida sucessivamente ( Àtùnwa) São visto com criação de Òlòdumarè, para remover da terra as pessoas que tiveram seu tempo de vida. Sendo Iku o seu mais fiel mensageiro. Para os Yorubas Iku também e um orisa. Iku não mata, somente toca as pessoas, com este toque a pessoa se desliga deste mundo acordando no outro. Costuma-se dizer: Ikú Kí pani, ayò I&#39;o npa ni – “ A morte não mate, são os excessos que matam”


A esposa da morte.
Ojontarigi era a única esposa da Morte,
Mesmo assim Orunmila quis arrebatá-la.
À Orunmila foi dito para ele fazer sacrifício,
E ele fez.
Depois que ele terminou de fazer o sacrifício, 
Ele arrebatou Ojontagiri para longe da morte.
Então a Morte pegou o seu Kumo,
E foi para a casa de Orunmila.
Ele viu Esu na frente da casa.
Esu disse: “Como vai você ?”,
Iku Ojepe cujo artigo de vestuário é tingido em osun.
Depois que eles trocaram saudações,
Esu pergunta para ele: Onde você vai?
Morte respondeu que ia para a casa de Orunmila.
Esu pergunta: Qual o problema?
Morte disse que Orunmila levou sua esposa,
E por isso tem que matá-lo.
Esu, então, implorou para Morte se sentar.
Depois que ele se sentou,
Esu deu comida e bebidas.
Depois que Morte comeu até se satisfazer, 
Ele se levantou,
Pegou seu bastão, 
E começou a ir.
Então, Esu perguntou novamente: “Onde você vai?”,

Morte respondeu que ele ia para a casa de Orunmila
Então Esu disse: “Como você pode comer a comida de um homem, e ao mesmo tempo querer matá-lo ?”
Você não sabe, que a comida que a pouco você comeu, pertence à Orunmila?
De repente morte não sabia o que fazer,
Ele diz: “Diga para Orumila que ele pode ficar com a mulher”

Assim Ikú ficou sozinho, sem filho e sem esposa! Sendo o Orisa mais fiel a Òlòdumàré
 
Por isso se recebemos uma pessoa em nossa casa, damos abrigo, alimentação, esta pessoa não poderá nos fazer mal, e se o fizer pagará com a própria vida por este ato. Nem Ikú matou Òrumilá depois de comer sua comida. Quem somos para fazer mal aquele que nos alimenta.


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Os yorubas tem Ori como a mais importantes divindade da compreensão da cultura religiosa yorubana. Esta divindade Ori para eles o orisa que nos guia neste mundo Ayie ( terra ) e no Orun ( céu ). Ori e o mais importnte dos orisas, ori só se curva perante a OLODUMARE ( Deus supremo dos Yorubas ). No culto aos orisas muitos são iniciados e não tem nenhuma noção de quem é o orisa ori dentro do contesto religioso Uma pessoa sem ori não tem direção,equilíbrio não tem uma vida prospera. Geralmente a forma mais normal de nascimento é o ori que vem a mundo primeiro, ori é onde guardamos nossas vidas passadas, recipiente e residência de todas as escolhas e opções que tomamos em nossa vida.



 



O que é ORI:

ORI - ISESÉ- A CABEÇA O DESIGUINANTE, PODEMOS CHAMAR TB COMO ORI- OORO OU ORI- AKOKO- A PRIMEIRA CABEÇA.

Por ser o orisa primordial e ter uma importância no Orun ORI ISESÉ, tem o domínio sobre ORI INÚ, que ver ser a cabeça de cada pessoa iniciada no culto de orisa. Todo orisa tem seu ORI INÚ, seu ORI individual.

Segundo os contos yoruba, ORI tem o poder e a autoridade sobre todas as divindades, este poder vem ORI ISESÉ que ordenou que ORI fosse a todos os lugares e se tornando respeitado.

ORI e a moradia de realizações, escolha de destino que lutam para acalmar as decisões que são tomadas. Muita das vezes e chamado de ORI INU ou a parte interna da cabeça ou destino. Existe também ORI ODÈ ou cabeça física, onde ORI INÚ faz moradia o contra ponto de ORI INÚ no Orun é o ORI ISESÉ. Para onde ORI INÙ volta depois de nossa morte.

ORI e moldado com os elementos mais sagrados que existe ALALÈ ( A grande mãe Terra ), todos os Orisas tem que reverência e prestar homenagens a ORI, todos os iniciados no culto dos orisas tem que reverenciar ORI, tocando a terra com a testa em sinal de respeito ao primeiro ORI criado.

Ao nascer ORI ODE vem primeiro o resto do corpo vem seguindo, junto com ORI ODE vem ORI INÚ que é o primeiro ser criado, trazendo com determinação todo o destino do homem na terra. Devido a tal importância 


ORI ODE e tratado com respeito como ORI INÚ que vem ser o seu contra ponto espiritual onde vem se comunicando uma com a outra, determinando caminhos que temos de tomar e atitudes a seguir. Mais temo dentro de ORI INÚ as opções, ode nós mesmo fazemos as escolhas certas ou erradas em nossa vida. Por isso o ditado CADA CABEÇA SEU GUIA E JUIZ.

Nosso ORI é tão importante que antes que qualquer coisa a ser feita dentro do culto religioso, temos de prestar satisfação a ORI ODE e ORI INÚ, de tudo o que será feito. Isso geralmente e feito no EBORI ou BORI ou seja consentimento a cabeça. Isso e feito através de jogo de búzio ou obi. ORI INÚ se comunica e fala o que quer comer o que quer que seja oferecido a ela. Assim sabemos o que podemos fazer, comer, vestir para que nossa vida seja mais fácil.                                



OFUN-RETE:

OWEWÉ – Aquele que limpa a pobreza com perfeição.  Saiu em jogo somente para um ORI e os quatrocentos IRUMOLE ( Divindades celestiais ) que iam diretamente a OLORUN o supremo criados o qual iria abrir o OBI para criação do asé ( axe ).

OGBON- Sabedoria, Todos que fizeram o sacrifício teriam que ao amanhecer saudar o criador.. Todos os quatrocentos IRUMOLES não o fizeram, somente ORI o fez, ao amanhecer ORI saudou o grande 

Igba ORI.

criador OLODUMARE. Todos os orisas não acordaram.. Somente ORI acordou!!!!

Todos tentaram abrir o Obi OGBON do ase para o grande criador, ninguém conseguiu.. Somente ORI conseguiu, pois fez os ebos, acordou cedo e louvou o criador. O divino teve a resposta o obi sagrado.. Jogou obteve a resposta.. Teve-se uma grande louvação.. O lugar mais alto dos céu foi preenchido APERE local de destaque.

ORINSALA-  Foi o primeiro a botar a prova a desafiar ORI... E pois ORI no chão o retirando de APERE. Em AJALAMO onde todos os destinos são moldados e criados, ORINSALA se tornou um grande moldador de destino,..ORI criou IFA, IFA se tornou um especialista em IKIN ( caroço de dendê de 4 olhos ) ORI também criou AMAKISI ao leste, a luz matinal que surge ao amanhecer na terra. ORI criou todos os orisas e o locais onde eles são reverenciados.


AO ACORDAR, EU HOMENAGEIO OLORÚN. DEIXE TODAS AS COISAS BOAS VIREM A MIM. MEU ORI ME DEU VIDA. DE-ME O PODER DE ULTRAPASSAR A MORTALIDADE E EU NÃO MORREREI. DEIXE TODAS AS COISAS BOAS PERTENCEREM A MIM, COMO A LUZ PERTENCE A AMAKISI.

Quando nascemos, nos mesmo escolhemos nosso ORI, ele que e nos dá caminho e traz tudo que conseguimos. Temos que cultuar nosso ORI, alimentado e tratando.. AJALA “ O Oleiro que molda ORI” ele sempre bebe e por isso as vezes ele esquece ORI dentro do forno. Por isso temos cabeças duras e com dificuldades de aprender e progredir. Temos que saber escolher nosso ORI na hora de nascermos. Não podemos trocar-lo. ORI é a ligação direta com OLODUMARE, é ligado diretamente com uma força maior que chamamos de ELEDA (Energia incondicional), o pensamento de OLORUN que todos nos temos dentro de nós. Por isso quando salvamos nossa cabeça estamos salvando Nosso ELEDA e isso só pode ser feito através de nosso ORI.

IWA LÉWA:

Toda a importância de ORI vem através de LÉWA “CARATER E BELEZA” É através desta escolha que somo visto pelas pessoas como belo, esta escolha é sempre acompanhada pelo destino ou seja, IWA também significa DESTINO. Só podemos alcançar boas coisas e nos tornamos pessoas de bom caráter, assim atingimos nosso reconhecimento espiritual e material, conseguindo assim alcançar a coroa de ORISA.

No ILÊ ORUN “CASA DO CÉU ” Existe um irmão gêmeo que chamamos  de INIKEJI. O mesmo é para nos lembrarmos do nosso compromisso que firmamos na escolha do nosso destino com nosso ORI no ato de nosso nascimento. Só o encontramos após nossa morte. Na verdade o mundo e um grande mercado, nossa verdadeira casa e no ORUN. 

Sempre retornamos ao nosso lar, com isso fazemos um ciclo de nossa própria ancestralidade. Sempre retornando em nosso seio família. A Reencarnação e sempre feita em nossa família consangüínea.

Para alcançarmos nosso destino todos os ORI vão até a OLORUN. TUDO VEM DAQUELE QUE DÁ VIDA – OLORÚN - SE MANIFESTA COMO VIDA - OLODUMARE. CADA PESSOA, PEDRA, ÁRVORE, PUNHADO DE TERRA É COMPOSTO DE ODU E TEM UM ESPÍRITO DE ELEDÁ EM SI, ORI OU ORO, O QUE HABITA DENTRO. TUDO VEM DA MESMA FONTE, NÃO DIFERENTES, EU POSSO VOLTAR COMO UM PÁSSARO, MAS AINDA COM ORI, O QUE ME DÁ A ESCOLHA NECESSÁRIA DE ALCANÇAR MEU DESTINO ESCOLHIDO. MAS AINDA ASSIM ORI VEM DE ELEDÁ. O CORPO DO PÁSSARO É SOMENTE A RESIDÊNCIA DO ESPÍRITO DO PÁSSARO, E O ESPÍRITO VEM DE OLODUMARE. 
IGBÁ IWA, QUE É NOSSO CORPO QUE CONTEM O NOSSO CARÁTER, É SOMENTE A RESIDÊNCIA DO ESPÍRITO, INDEPENDENTE DE SUA FORMA FÍSICA. 
NÓS TEMOS A TENDÊNCIA DE NOS SEPARARMOS DESTE ESPÍRITO, E É O QUE NOS IMPEDE DE ALCANÇARMOS IWA PELE.







KOTOPO KELEBE:  Este era o nome de ORI antes de se tornar cabeça de todos orisa. APERE de ORI e na realidade o seu reconhecimento, indica a sua vitoria perante todas as outras divindades. ORI esta na ponta da pirâmide da existência. ORI lutou contra todas as ameaças e oposições dos seus rivais, os vencendo e ditou o seu destino perante OLODUMARE. 

Em alguns ODU IFÁ, vemos que ORI venceu ORINSALA em um duelo, onde ORI se elevou a suprema posição de seus pares. Esta posição e chamada de APERE. ORI foi mais adiante para provar a superioridade perante ORINSALA, dando a ele um lugar permanente chamado de: OKE- ALAMOLEKE em ODE IRANJÉ, que vem ser uma função especifica em AJALAMO. AJALAMO, vem ser um lugar muito interessante na cidade de IFÉ, é o lugar os espíritos vão para escolher seu ORI. A pessoa designada para este lugar e chamada de AJALA’MOPIN “ O MOLDADOR DE CABEÇAS”, ORINSALA é o responsável de moldar os corpos. Em AJALAMO, existe uma outra divindade que não é mencionada que se chama KORI. Ele e o moldado dos espíritos de crianças.
Ligação de ORI com os pontos cardiais.

Nosso ORI tem pontos que são ligados aos pontos cardiais da terra, esta ligação e sempre lembrada quando tomamos BORI (BO - Oferenda e ORI Cabeça). Quando saudamos nossa cabeça nesta obrigação, levamos nossa mão a terra e colocamos nos 4 cantos que são:




OJU ORI-  TESTA e FONTE - NASCENTE

IKOKO ORI ou IPÁKO ORI – OPICIONAL - POENTE - NUCA

APA OTUN- LADO DIREITO – LESTE - LADO MASCULINO

APA OSI- LADO ESQUERDO – OESTE – LADO FEMININO



                                  



JE EWO- Comer Tabu- Ou fazer o que é proibido. GBIGBA ÈWO- Receber o Tabu- Ou seja, fazer o certo. Estas são algumas formas de reconhecimento de IWA. Antes mesmo de nascermos, ainda espíritos, recebemos diversas diretivas que chamamos de instinto. Mais conhecido no meio dos homens como DEJA VU, ou a memória de ORI.




SOMENTE ORI PODE ACOMPANHAR O SEU DEVOTO A QUALQUER LUGAR SEM RETORNAR, SE EU TENHO DINHEIRO, É O MEU ORI QUE EU AGRADEÇO. MEU ORI, É VOCÊ. SE EU TENHO FILHOS, É O MEU ORI QUE EU VOU CULTUAR. MEU ORI, É VOCÊ. POR TODAS AS COISAS BOAS QUE EU TENHO NA TERRA, É O MEU ORI QUE EU CULTUO. MEU ORI, É VOCÊ.
 



  


ALGUNS ORIKIS DE ORI:


ÀJÀLÁ ORÍ, ORÍ L&#39;EWÀ, L&#39;EWÀ, L&#39;EWÀ. 
ÀJÀLÁ ORÍ, ORÍ L&#39;EWÀ, L&#39;EWÀ, L&#39;EWÀ. 
OPÉ ÈNYIN EDÙMARÈ, WÁ ORÍ, E KÚ Ó. 
OPÉ ÈNYIN EDÙMARÈ, WÁ ORÍ, E KÚ Ó. 
E KÚ Ó ÒRUN, E KÚ Ó ÒSÙPÁ, E KÚ ÒJÒ, ÒJÒ BÒ ILÈ. 
E KÚ Ó ÒRUN, E KÚ Ó ÒSÙPÁ, E KÚ ÒJÒ, ÒJÒ BÒ ILÈ. 
IRÉ ORÍ Ó JÍ, Ó JÍ IRE ORÍ, 
IRÉ ORÍ Ó JÍ, Ó JÍ IRE ORÍ. 


Àjàlá que molda cabeças, deixe este Orì lindo, lindo, lindo. 
Agradeço-te Deus, venha para esta Cabeça, eu te saúdo. 
Eu saúdo o Sol, eu saúdo a Lua, eu saúdo a Chuva, Chuva que cai sobre a Terra
 
        Vc será uma Cabeça feliz, acorde feliz Orí




          


&quot;ORI BURUKU KI I WU TUULU. 
A KI I DA ESE ASIWEREE MO LOJU-ONA. 
A KI I M&#39; ORI OLOYE LAWUJO. 
A DIA FUN MOBOWU TI I SE OBINRIN OGUN. 
ORI TI O JOBA LOLA, ENIKAN O MO KI TOKO-TAYA O MO PE&#39;RAA WON NI WERE MO. 
ORI TI O JOBA LOLA, ENIKAN O MO.&quot; 





&quot;Uma pessoa de mau ORI não nasce com a cabeça diferente das outras. 
Ninguém consegue distinguir os passos dos louco na rua. 

Uma pessoa que é líder não é diferente E também é difícil de ser reconhecida. 
É o que foi dito à Mobowu, esposa de OGUN, que foi consultar IFÁ.




 


 &quot;ORI LO NDA ENI 
ESI ONDAYE ORISA LO NPA ENI DA 
O NPA ORISA DA 
ORISA LO PA NIDA 
BI ISU WON SUN 
AYÉ MA PA TEMI DA 
KI ORI MI MA SE ORI 
KI ORI MI MA GBA ABODI&quot; 



&quot;ORI é o criador de todas as coisas 
ORI é que faz tudo acontecer, antes da vida começar 
É ORISA que pode mudar o homem 
Ninguém consegue mudar ORISA 
ORISA que muda a vida do homem como inhame assado 
AYÉ*, não mude o meu destino 



Para que o meu ORI não deixe que as pessoas me desrespeitem 
Que o meu ORI não me deixe ser desrespeitado por ninguém 
Meu ORI, não aceite o mal.&quot;
 




&quot;ORI MI 
MO KE PE O O 
ORI MI 
A PE JE 
ORI MI 
WA JE MI O 
KI NDI OLOWO O 
KI NDI OLOLA 
KI NDI ENI A PE SIN 
LAYE 
O, ORI MI 
LORI A JIKI 
ORI MI LORI A JI YO MO LAYE&quot; 





Meu ORI 
Eu grito chamando por você 
Meu ORI, 
Me responda 
Meu ORI, 
Venha me atender 
Para que eu seja uma pessoa rica e próspera 
Para que eu seja uma pessoa a quem todos respeitem 
Oh, meu ORI! 



“A ser louvado pela manhã, 
                      Que todos encontrem alegria comigo”



                     
        

                                           IGABA ORI.


                                        ORI MI O! 
SE RERE FUN MI! 

 MEU ORI! 
                             SE ALEGRE COMIGO!




                        “ ORI mi a ba bo ki a to bo ORISA&quot;

MEU ORI TEM QUE SER CULTUADO ANTES DE ORISA.




  &quot; KO SI ORISA TI DA NIGBE LEYIN ORI ENI&quot;

NÃO EXISTE ORISA QUE APÓIE MAIS O HOMEM QUE SEU PRÓPRIO ORI.

TODO ORI PODE SER MODIFICADO DE RUIM PARA BOM E BOM PARA RUIM. DEPENDENDO DA SITUAÇÃO.


</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iyalodechris.blogspot.com/feeds/6811467421388097894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://iyalodechris.blogspot.com/2012/09/ori-segundo-os-yorubas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5560459642523127937/posts/default/6811467421388097894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5560459642523127937/posts/default/6811467421388097894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iyalodechris.blogspot.com/2012/09/ori-segundo-os-yorubas.html' title=' ORI SEGUNDO OS YORUBAS '/><author><name>IYALODE CHRIS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01942820168200766654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi7X8l-vLrSx5tRYEzltBSluiJmN37gLeLdxRAEnpWgXCiZ6v1ffNOirMwWXeztnEvPvkwub1VCpRcuO7FOuk0uNJrM3Pu_fqXDRGQSPW5L5jlXr3zOxb38EIewIVAe6A/s220/OgAAAIvJ9b25WzGlzXH9lqnuo_z5fr_1n7yC-zfXzRcoi2mEL6jmWJPORqukihjzF-XAoFhx0qMp5R5PhIjuuTPKIUEAm1T1UHVeVwEF7xVf5RwFXHvDxn8BDH0J.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-H5lCkJfVwuo/UFDwSZd4XTI/AAAAAAAAAZ0/qzFTiwR__qY/s72-c/308421_182172411874620_1999709352_n.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5560459642523127937.post-1273119295875180008</id><published>2012-02-01T12:07:00.000-08:00</published><updated>2012-02-01T12:07:46.692-08:00</updated><title type='text'>Pq cultuar orisa</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-fz6BzGD1jQ4/Tyma5xT9GtI/AAAAAAAAAYg/ACWhk5MwB9Q/s1600/397793_145974772185502_100003189406922_184945_113316905_n.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;238&quot; width=&quot;400&quot; src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-fz6BzGD1jQ4/Tyma5xT9GtI/AAAAAAAAAYg/ACWhk5MwB9Q/s400/397793_145974772185502_100003189406922_184945_113316905_n.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;

A vida na Terra é tão importante como a vida após esta. Cada religião representa um estilo de vida. As religiões que se baseiam no culto aos Àwón Òrìsà (Orixás) cuidam para que cada ser humano tenha uma relação harmônica com seus congêneres e com o resto da criação, de forma que levem uma vida plena de satisfação e felicidade.Um dos pontos essenciais dessas religiões é que estas não partem da arrogância do ser humano, ao contrário de outras religiões que acreditam que toda a criação foi feita para sua própria satisfação e exploração. Não podemos esquecer que há seres criados que se encontram em níveis mais altos do que o nosso, por isso devemos saudá-los e lhes fazer reverência. As religiões de culto aos Òrìsà não se baseiam no materialismo. Não obstante, segundo diz Ifá, existem três coisas que os seres humanos desejam na vida:

Ire méta làwa n wá
Àwá n wówó
Àwá n wómo
Àwá n wá àtubòtán ayé

Buscamos três bênçãos,
Buscamos a bênção do dinheiro,
Buscamos filhos,
Buscamos morrer em paz.
A bênção das coisas materiais é a menos importante das três. A mais importante é ter uma vida longa, tendo boa saúde e morrer em paz, seguida pela bênção dos filhos. Esses são os três objetivos da vida na Terra.

Quando alguém morre, existe a necessidade de saber se essa pessoa será feliz depois de sua morte. Não existe o inferno, mas existe o conceito de julgamento e castigo pós-morte.
Ifá diz:

E mo sìkà láyé o o ò
Nítorí òrun.
E mó sìkà láyé,
Nítorí òrun.
Bé e de bodè é ó rojó.

Não faça nada maldoso na terra.
Já que irás para o céu.
Quando chegares ao portão (entre o céu e a terra)
Terás que responder (pelo seus erros).
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;É no portão que existe entre o céu e a terra que o julgamento tem lugar em nosso caso. Esse portão não está custodiado por um ser humano, mas por um carneiro cujo nome é Àgbò Mòmò Momo. Ele é o guardião do portão entre o céu e a terra. Um verso de Ifá diz:

Ajá níí gba bodè ní Ìpóró,
Agbò níí gba bodèe Mòmò,
Ewúré níí gba bodeè bóki bòki.

O cão é o guardião da porta de Ìpóró,
Àgbò, o carneiro, é o guardião da porta de Mòmò.
Ewúré, a cabra, é a guardiã da porta daqueles que não podem manter a boca fechada!

Quando se chegar ao portão que há entre o céu e a terra, haverá o julgamento e punição por aquilo que tiver feito. Se fez o bem será recompensado e poderá regressar à terra como um ancestral. Aqueles que não fizeram o bem não voltarão, tendo que transitar lentamente pelo que nós chamamos Òrun àpáàdì, que se assemelha ao inferno cristão.Aqueles que seguem o culto aos Àwón Òrìsà quando morrem vêem seus ancestrais. A mesma coisa acontece com os cristãos ou muçulmanos. Nunca vi ninguém que estivesse morrendo dizer que via um anjo, ou via Jesus Cristo. As pessoas sempre vão encontrar seus ancestrais, talvez o pai que tenha morrido vinte anos antes, ou a mãe, irmão, irmã, tio ou tia que já tenham morrido. Quando alguém está agonizando e começa a lhe dizer: “Olhe para isso” ou “Minha mãe está aqui! Oh, mamãe, que bom vê-la”, nos damos conta que essa pessoa logo estará junto aos seus ancestrais. Conta-se, por exemplo, que os caçadores, os quais são todos devotos de Ògún, quando morrem, se reúnem ao pé de uma árvore de Ògún, no céu, e assam carne (de caça) para Olúmokin.

Em um verso Ìjálá se diz:

Wón n be níbi ò gbé séyelé,
Kò sádìe,
Kò kúkú sí èmìnìkàn
Ti í dami obè é nù;
Kò kúkú sí kurúù ti í gbádiè.

Mo kílé
Ilé ò jé mó o.
Baba à mi, mo sàgò sàgò títí,
Onílé ò fohùn.
Mo ní “Níbo lonílé yìí wà.
Omo Oníwànnú,
Ó yúnko, Àbó ròde.”

Ode tí n be lóhùún pò jode ayé lo.
Àwon n be nídìí Ògún,
Eran ni wón n yan folúmokìn.
Òrun dèdèedè mó kàn-ánjú mó,
Gbogboo wa lá n bò.
tradução

Estão em um lugar onde não há pombos,
Onde não há galinhas,
Onde não há tremores
Que possam derramar a sopa.
Onde não há falcões que cacem pintainhos.

Cheguei em casa e fiz minha saudação,
Porém ninguém respondeu.
Meu pai, eu o saudei “àgò!”, durante algum tempo,
Mas ninguém respondeu.
Perguntei, “Onde está o dono desta casa?”
Filho de Oníwànnú,
Foi à fazenda,
Ou foi à cidade?
Os caçadores do céu são em maior número
Que os caçadores da terra.
Oh Céu, que está pendurado acima (de nós),
Oh Céu, não tenha pressa,
(Pois) Todos nós estamos chegando.
&lt;a href=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-BZAavmVMTWs/TymbMUPBnXI/AAAAAAAAAYs/6hsHvV9nT0M/s1600/167.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear:right; float:right; margin-left:1em; margin-bottom:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;274&quot; width=&quot;400&quot; src=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-BZAavmVMTWs/TymbMUPBnXI/AAAAAAAAAYs/6hsHvV9nT0M/s400/167.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;

A chave para se chegar a uma idade avançada e com boa saúde, bem como ter uma excelente recompensa no céu, é Ìwà pèlé, caráter bom, gentil e amoroso. Assim, quando alguém de bom caráter morre, ele ou ela irá para um lugar bom (Òrun Rere), o céu onde moram seus ancestrais e onde vivem os Àwón Òrìsà. Por isso é bom cultuar os Àwón Òrìsà, tentando imitar as suas boas qualidades.

Acredito que todos nos estamos aqui,no aye para sermos felizes....e ter varias experiencias e emoções!!!!Portanto vamos viver cada momento com dignidade e alegria!!!!</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iyalodechris.blogspot.com/feeds/1273119295875180008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://iyalodechris.blogspot.com/2012/02/pq-cultuar-orisa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5560459642523127937/posts/default/1273119295875180008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5560459642523127937/posts/default/1273119295875180008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iyalodechris.blogspot.com/2012/02/pq-cultuar-orisa.html' title='Pq cultuar orisa'/><author><name>IYALODE CHRIS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01942820168200766654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi7X8l-vLrSx5tRYEzltBSluiJmN37gLeLdxRAEnpWgXCiZ6v1ffNOirMwWXeztnEvPvkwub1VCpRcuO7FOuk0uNJrM3Pu_fqXDRGQSPW5L5jlXr3zOxb38EIewIVAe6A/s220/OgAAAIvJ9b25WzGlzXH9lqnuo_z5fr_1n7yC-zfXzRcoi2mEL6jmWJPORqukihjzF-XAoFhx0qMp5R5PhIjuuTPKIUEAm1T1UHVeVwEF7xVf5RwFXHvDxn8BDH0J.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-fz6BzGD1jQ4/Tyma5xT9GtI/AAAAAAAAAYg/ACWhk5MwB9Q/s72-c/397793_145974772185502_100003189406922_184945_113316905_n.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5560459642523127937.post-962335551678046773</id><published>2012-02-01T12:02:00.000-08:00</published><updated>2012-02-01T12:02:18.301-08:00</updated><title type='text'>Anciãos: os pilares da África</title><content type='html'>Os anciãos em África desde sempre desempenharam um papel decisivo. Além de fundamento da família e da etnia, eram os condutores da vida, o elo de união entre o passado e o futuro, os repositórios da sabedoria popular e os educadores da juventude.

Mais de metade da população africana é constituída por jovens com menos de 30 anos. A juventude, como um grande capital humano, apresenta-se como a força de transformação em vistas de um futuro prometedor. Estes jovens africanos têm grandes ideais e vontade de transformar a situação que o continente africano atravessa, infelizmente pouco lisonjeira. A juventude ajuda a reinventar a sociedade africana; possui, além disso, uma grande criatividade na arte da sobrevivência. Mas estes jovens ainda contam com os anciãos? Que lugar ocuparão as pessoas mais velhas no contexto da sociedade africana?
Tradicionalmente, representam um elo fundamental. O amor à vida é uma característica de todas as culturas africanas. A sociedade organiza-se e estrutura-se em volta da vida; a «vida» é a chave que permite entrar na alma, na filosofia e na espiritualidade do negro africano. A vida é sagrada; é preciso respeitá-la, protegê-la e fazer com que ela cresça. A morte, em África, é concebida sobretudo como a continuação da vida no outro mundo. Assim se compreende o culto aos antepassados e a sua veneração. Para os negros africanos, «os mortos não são mortos»; continuam a viver em comunhão com os vivos. Os negros africanos conservam uma estreita relação com os antepassados, para não interromperem a corrente da vida. Por isso, não se chama antepassado a todos os mortos, mas àqueles que servem de referência e modelo para os vivos. Daí a importância e o respeito atribuídos aos anciãos, por serem os mais próximos dos antepassados.
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-OvulU1-a2Kg/TymZIbVNYXI/AAAAAAAAAXw/LFzfhuQjqeU/s1600/f286.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;308&quot; width=&quot;400&quot; src=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-OvulU1-a2Kg/TymZIbVNYXI/AAAAAAAAAXw/LFzfhuQjqeU/s400/f286.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;


A memória do povo

Os anciãos são também a memória do povo, aqueles que preservam a história e uma infinidade de acontecimentos e palavras recebidos do passado. «Velho que morre, biblioteca que arde», dizia Hempaté Ba. Um provérbio bambara, na África ocidental, afirma que «o velho vê sentado aquilo que o jovem de pé não descortina». Desta forma se associa a idade (os anos vividos) à sabedoria. Em diversos idiomas da cultura banta, «ancião» e «sábio» são dois conceitos coincidentes; por exemplo, mzee, em swahili, significa ancião, sábio, respeitável. Os anciãos são aqueles que «viram o Sol antes dos mais novos», aqueles que sabem ensinar.
As fábulas, narradas à noite, junto da fogueira, por quem tem mais experiência da vida e autoridade moral - os anciãos -, são uma autêntica lição. Também uma criança ou um jovem podem contar aos outros uma fábula, mas não passa de uma brincadeira ou de uma iniciação. Como quando uma menina imita, com uma boneca, os gestos que vê fazer à mãe em relação a um irmão mais pequeno. Estes provérbios são amiúde sólidos argumentos nas discussões ou em litígios importantes entre adultos.
O lugar onde nasce e se desenvolve a vida, a família é uma instituição de referência e de identidade da pessoa. A família - nunca nuclear, mas alargada - engloba todos os seus membros (irmãos, primos, tios, avós). Tem de existir entre eles uma grande solidariedade. Não nos admiremos, portanto, se uma criança for viver para casa dos tios, pois encontra-se sempre «em família». A solidariedade é partilhar com os outros aquilo que uma pessoa tem; por conseguinte, é concebida como a arte de saber estar e viver com os seus «irmãos». Nas línguas bantas, «ter» traduz-se por «estar com». Assim, dizer «tenho um irmão» equivale a dizer «estou com um irmão» e «tenho uma casa» equivale a «estou numa casa».
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
Várias famílias com um antepassado comum formam o clã. Os clãs formam a tribo ou a etnia. Há elementos que unem os membros da mesma etnia (tribo): o antepassado comum, o chefe, a cultura (a tradição), a língua, o território (a terra). Uma etnia possui uma determinada história, um sistema político e económico e uma organização social. Stefano Kaoze, o primeiro sacerdote congolês, define a etnia como uma nação ou povo. Pertencer a uma etnia é um dom, uma riqueza; implica a identidade social e cultural, a segurança do indivíduo. Na etnia, o africano encontra as suas raízes e os valores de referência.
Os anciãos são os pilares da família e da etnia, não só por conhecerem a sua história e a sua cultura como também por servirem de referência aos costumes e aos segredos da vida. Acompanham os membros da família e ocupam um lugar central na etnia. Encontram-se sempre presentes nos momentos-chave da vida de cada um dos membros da família e presidem à celebração desses momentos: nascimento, iniciação, matrimónio e morte. Conhecem as plantas medicinais e procuram manter a harmonia no seio da família. Rezam ao deus dos antepassados, que sempre os protegeu. A sua alegria é viverem entre os seus, no seio da sua família, clã ou etnia, e morrer satisfeitos depois de verem os filhos dos seus netos.De mestres a “bruxos”

Os anciãos continuam ainda a ser, em África, uma referência para a maioria dos mais jovens. Mas a civilização moderna faz com que, no continente africano, convivam diversas culturas: as tradicionais e as modernas. O respeito pelos anciãos está a mudar, sobretudo nas cidades.
* Já existem, em diversos locais, lares para anciãos, devido à influência do Ocidente e ao entusiasmo dos missionários. Constituem um refúgio para os que viram os seus cônjuges dizimados pela pandemia da sida ou por qualquer outra doença. Por outro lado, afastam os velhos do seio da sua família.
* Os contributos da modernidade, com as suas novas tecnologias, subvertem a ordem do mundo tradicional africano: vieram as escolas e as universidades, a cultura ocidental é apresentada como superior à africana, a televisão substituiu os convívios do anoitecer à roda da fogueira e o ancião procura o seu lugar nesta nova ordem.
* Os jovens perdem respeito aos anciãos e julgam os seus ensinamentos antiquados; há até quem os retenha como bruxos, capazes de tirar a vida aos mais novos.
O futuro da África passa por saber ligar o seu passado ao presente, integrar a modernidade nas suas culturas sem perda de valores. É preciso não esquecer a «memória» dos antepassados. «A árvore cresce quando afunda no solo as suas raízes», diz um provérbio africano. Com a sua longa história, os povos africanos implementaram sistemas que lhes permitiram organizar a sua vida social e política; a sua religião responde à necessidade de uma alma profundamente crente. É uma memória que fica no «gene» do negro africano. É preciso valorizá-la no diálogo com os contributos do mundo moderno, para conseguir uma vida adequada à África e ao africano.
Presentemente, muitos médicos e investigadores recorrem à sabedoria dos anciãos para descobrirem e catalogarem as plantas medicinais que as florestas africanas escondem.
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
O cristianismo deixa-se enriquecer com os valores africanos: por exemplo, utilizam-se os provérbios e os contos para explicar a palavra de Deus. Prescindir do ancião seria como tentar apagar o passado da África. O seu rosto terá de acompanhar a juventude africana, pois «a mão do ancião pode tremer, mas a sua voz costuma acertar no alvo».&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
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Dentre os vários assuntos, temos os rituais que envolvem os sacrifícios animais praticados habitualmente em nossos Rituais.

Os Cristãos, Católicos e Protestantes, são os que mais repudiam o nosso sacrifício animal. Eles deveriam estudar mais o seu Antigo Testamento, em específico o &quot;Levítico&quot;, onde os sacrifícios, não só de animais, são relatados.

O Livro &quot;The Lion Handbook to the Bible&quot;, Lion Publishing – England Herts – 1973 de autoria de David e Pat Alexander, relata que o Levítico é o código das leis dadas por Deus a seu povo
através de Moisés no Sinai.

As cerimônias e outros ritos e normas não eram um fim em si mesmas. A oferta do sacrifício dia após dia, ano após ano, a recordação anual do dia da expiação recordavam constantemente a Israel o pecado que o separava da presença de Deus.

Os israelitas infringiam a aliança com ele desobedecendo as suas leis e estavam condenados à morte. Mas Deus, na sua misericórdia, mostrou-lhes que haveria de aceitar um sucedâneo, a saber, a morte de um animal perfeito e inocente, em lugar da vida do pecador. Suas leis mostram que Deus age em harmonia com as leis naturais para o bem do povo, diz o livro.Levítico 1-7 – Os Sacrifícios
1 - O Holocausto (capítulo 1 e 6,1-6) único sacrifício em que se queima o animal todo, um sinal de consagração.
2 - Oferta de cereais ou de farinhas (capítulo 2 e 6, 7-11) acompanhava muitas vezes o holocausto e o sacrifício de comunhão (item 1 acima).
3 - O sacrifício da comunhão (capítulo 3 e 7, 11-36)
4 - O sacrifício do pecado (4,1-5,13 e 6, 17-23)
5 – O sacrifício da reparação ( 5,14-26 e 7, 1-10)

O Fiel trazia sua oferta (um animal sem defeito físico tirado da própria manada ou rebanho ou, no caso do povo pobre, rolas ou pombos) até o pátio diante do tabernáculo. Colocava a mão sobre ele para significar que o animal o representava e depois o imolava (sacrificava).

Se o sacrifício era público o Sacerdote era quem realizava essa operação. O Sacerdote tomava a bacia com o sangue e com ele espargia o altar, queimando a seguir algumas partes específicas do animal que continham determinadas porções de gordura. O que restava era consumido pelos Sacerdotes e suas famílias ou ainda pelo Sacerdote junto com os ofertantes.

Os sacrifícios exprimiam a gratidão do indivíduo pela bondade de Deus, ou eram simplesmente manifestações espontâneas de devoção e homenagem.&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://1.bp.blogspot.com/-nBsvbhizSNE/TymXlz6yFCI/AAAAAAAAAXA/AWCwEZzYaOg/s1600/download.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;267&quot; width=&quot;400&quot; src=&quot;http://1.bp.blogspot.com/-nBsvbhizSNE/TymXlz6yFCI/AAAAAAAAAXA/AWCwEZzYaOg/s400/download.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;

O sacrifício pelo pecado e o sacrifício da reparação (Levítico 4-5, 26) referem-se às transgressões contra a lei de Deus ou situação em que foi cometida uma falta contra o próximo, porém ambos demonstram a exigência de enfrentar o pecado pelo uso do sangue.
O Sacerdote como representante de Deus tinha a função de declarar se o fiel e sua oferta eram aceitos ou rejeitados por Deus.

A prática do sacrifício animal remonta ao início das relações entre Deus e os homens (Gênesis 4,4) e no Novo Testamento explica a morte de Jesus (Hebreus 9,11). O Levítico 17,11 diz que o sacrifício é algo dado por Deus ao Homem. A pessoa que leva a oferta apodera-se da vida do sangue animal sacrificado e pode doá-la a Deus, injetando nova vida nas suas relações com Deus.

Este é um pequeno espaço histórico, para a dignificação da Religião dos Orixás, tão agredida pelas Doutrinas Cristãs, principalmente pelas Protestantes. Então, cabe-nos o direito de mostrar quão hipócritas são aqueles que nos agridem e nos repudiam com bases em seus Livros Sagrados, que mostram largamente a pratica de ritos idênticos aos nossos e com a mesma simbologia .
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-wHoKg4RYYPc/TymXzJou8XI/AAAAAAAAAXM/wWVtUIIY6j4/s1600/big-5.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear:right; float:right; margin-left:1em; margin-bottom:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; width=&quot;400&quot; src=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-wHoKg4RYYPc/TymXzJou8XI/AAAAAAAAAXM/wWVtUIIY6j4/s400/big-5.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;

A Religião dos Orixá é extremamente tradicionalista e não muda sua liturgia com fins hipócritas, somente para agradar a visão leiga dos fiéis na tentativa de obter fins lucrativos. O que era feito há 6000 anos é mantido até hoje por nós, mas não com uma conotação diabólica como desejam nos impor usando uma mídia já desgastada. Hoje o Homem é culto, busca informar-se e encontra a verdade relativa ao nosso mundo religioso.

O Orixá nunca esteve envolto ao mundo da Magia Negra, ao baixo astral, ao Satanismo ou muito menos ligado a demônios somente porque realizamos em nossos ritos o sacrifício animal. Nós pregamos os ensinamentos dos Orixás que são puros em sua essência, não ficamos pregando mais os atos dos demônios do que a palavra de Deus tirada de livros sagrados de autoria duvidosa.

Nossa doutrina religiosa foi mantida pela boa vontade do Homem fiel a Deus, mantendo todos os nossos conhecimentos na memória e transmitindo-os pela oralidade. Não temos livros sagrados adaptados a cada momento da história em decorrência das necessidades das instituições religiosas.

Não expulsamos demônios em forma de &quot;teatro&quot; para enganar pobres coitados crédulos dizimistas que acreditam nas encenações de atores bem pagos para se contorcerem em público ou darem testemunhos suspeitos, sempre idênticos, sem provas. Não &quot;amarramos&quot; espíritos ruins em nome de Deus.O que desejamos é somente poder expor que nossa Religião, a Religião dos Orixás, tem como objetivo ( RELIGAR) o Homem a Deus através da manutenção de ritos tradicionalistas; através de uma hierarquia rígida mantida entre os seguidores e Iniciados; através da exigência de uma conduta honrada e moral dentro das verdadeiras Ègbé (Sociedades).

Desejamos mostrar com clareza que nossos verdadeiros Sacerdotes são homens sábios, estudiosos e perseverantes na sua religiosidade, tudo isso com base em uma filosofia mitológica milenar. Qualquer outra versão não tem sustentação real, tratando-se de invencionismo de muitos que pretendem impressionar ou lucrar em benefício próprio usando o nome dos ( Orixás Yorùbá ).

Se fazemos sacrifícios é porque somos autorizados por Deus, conforme também era praticado em Israel. Além do mais, a energia pura do Orixa, absorve a essência espiritual do animal a ele imolado e a eleva espiritualmente, evoluindo-o rapidamente, o que deveria levar milhões de anos para evoluir na escala espiritual, sem contar que, a carne do animal é consumida durante as festas, proporcionando a energia da satisfação alimentar, que o Orixá absorve e transforma em realizações das necessidades materiais dos ofertantes.
O sacrifício é necessário, tanto para a evolução espiritual do animal, como para a alimentação dos participantes (comer animal vivo, sem sacrificá-lo é realmente impossível!) 
ão podemos esquecer que nas mesquitas, anualmente, até os nossos dias, é sacrificado um cordeiro para Alláh. Mas ninguém gosta de agredir o Islã. E sabem muito bem o porquê !

Èjè (sangue) é vida, todos nós aprendemos isso nos templos verdadeiramente consagrados aos Orixás. Tiradas as partes sagradas dos animais que são ofertadas às Divindades, o restante é consumido pelos ofertantes. Não há desperdício nos Ilé Orixá, em respeito à natureza, conforme nos determinam as Divindades.

Os animais ofertados não podem sofrer para serem imolados, conforme nos determina o Orixá Ogun Olóòbe, o Senhor da Faca. O ritual é cercado do máximo respeito seguido de procedimentos de abstinência, onde a pureza e a limpeza espiritual e orgânica dos presentes é exigida com rigor para que eles possam participar desse tipo de oferenda e só aos Iniciados devidamente preparados por anos cabe exercer o ato de imolar o animal. Isso não cabe a qualquer pessoa despreparada.
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Há uma liturgia a ser seguida a risca em detalhes, onde o epo pupa (azeite de dendê), iyò (o sal), oyin (o mel), omi (a água), otí (a aguardente), ataare (a pimenta) são rezados e encantados recebendo pela palavra propriedades mágicas, para poderem ser ofertados às Divindades como símbolos de doçura, progresso, prosperidade, fartura, fertilidade, alegrias e paz, afim de que essas bênçãos sejam retribuídas a todos em troca da oferta.

Sem que nunca se esqueça de ofertar para Onílè (o globo terrestre) sua parte, pois é ele quem sustenta os nossos pés. Esta frase metafórica Yorùbá nos ensina que é a Mãe Natureza quem nos permite mais uma reencarnação no Àiyé (na Terra) e por isso devemos mostrar nossa gratidão a ela durante os ritos de oferendas.
Só pode ver maldade em uma ritualistica dessa quem é mal no mais profundo de sua essência intima, no próprio caráter ou pelo desconhecimento, acabando por julgar sem saber o que verdadeiramente está sendo realizado num ritual em nome de Deus.

Pois graças a esse Deus, Olodùmarè, nós não fazemos apologia aos demônios, pois os desconhecemos na nossa cultora religiosa. Para a cultura Religiosa Yorùbá Deus não &quot;permitiria que os Anjos Caíssem&quot;. Quem faz mal aos homens é o próprio Homem ! Nós somos raízes da Energia Universal (Oloorum) e por isso mesmo temos o poder criador.O diabo foi criado nada menos que pelos Cristãos, pela necessidade de justificar suas deficiências e erros e o mesmo (diabo) vem criando poderes através da energia emitida por determinados evangélicos modernos que o mentaliza e o supre energeticamente através da suas invocações e exorcismos diários. Nosso Deus jamais criaria o Demônio, pois o mesmo é a antítese de Deus, senão o mesmo não seria Onisciente, Onipotente e Onipresente!

A Religião dos Orixás não deseja ser melhor que as outras Religiões. Deseja somente ser respeitada, assim como sabe respeitar. Desejamos somente que as pessoas possam cumprir seu papel em mais uma passagem pela vida no Àiyé com auxílio dos ensinamentos deixados pelos Orixás.

Desejamos somente crescer nas experiências de viver. Desejamos poder aprender a conviver num mesmo espaço físico com os outros homens, porque o nosso espírito não tem para onde evoluir já que o Homem é um deus-finito. Evoluir o espírito do Homem seria tentar superar a Deus, pois o nosso espírito foi criado de Deus, portanto somos partículas divinas. Já fomos criados sendo deuses.

Tudo o que necessitamos já recebemos de Deus no momento da Criação, só temos que aprender a usar o que nos foi dado por Ele.
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://1.bp.blogspot.com/-dUxMAIdFVE0/TymYhGtF8GI/AAAAAAAAAXk/nAho9yHI7aI/s1600/pic1.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;267&quot; width=&quot;400&quot; src=&quot;http://1.bp.blogspot.com/-dUxMAIdFVE0/TymYhGtF8GI/AAAAAAAAAXk/nAho9yHI7aI/s400/pic1.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iyalodechris.blogspot.com/feeds/7680053801054400812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://iyalodechris.blogspot.com/2012/02/o-ritual-do-sacrificio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5560459642523127937/posts/default/7680053801054400812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5560459642523127937/posts/default/7680053801054400812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iyalodechris.blogspot.com/2012/02/o-ritual-do-sacrificio.html' title='O RITUAL DO SACRIFÍCIO'/><author><name>IYALODE CHRIS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01942820168200766654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi7X8l-vLrSx5tRYEzltBSluiJmN37gLeLdxRAEnpWgXCiZ6v1ffNOirMwWXeztnEvPvkwub1VCpRcuO7FOuk0uNJrM3Pu_fqXDRGQSPW5L5jlXr3zOxb38EIewIVAe6A/s220/OgAAAIvJ9b25WzGlzXH9lqnuo_z5fr_1n7yC-zfXzRcoi2mEL6jmWJPORqukihjzF-XAoFhx0qMp5R5PhIjuuTPKIUEAm1T1UHVeVwEF7xVf5RwFXHvDxn8BDH0J.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-nBsvbhizSNE/TymXlz6yFCI/AAAAAAAAAXA/AWCwEZzYaOg/s72-c/download.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5560459642523127937.post-530153128281282273</id><published>2011-09-20T09:00:00.000-07:00</published><updated>2011-09-20T09:00:39.408-07:00</updated><title type='text'>&quot;Eu somos nós&quot;</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-uk94a_bs-g0/Tni3yoxnE7I/AAAAAAAAAWY/Gjq4KykkNM0/s1600/19.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; width=&quot;288&quot; src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-uk94a_bs-g0/Tni3yoxnE7I/AAAAAAAAAWY/Gjq4KykkNM0/s400/19.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;

É preciso uma aldeia inteira para educar uma criança.
Quando a aldeia está presente, uma falha não importuna o todo. Um dos Pais pode morrer. Um amigo pode mudar. Um irmão pode sair. Um primo adoecer. Mas o resto da aldeia está lá. E a criança recoloca a sua emoção. Esgrima-se de uma falha. E não encontra em cada golpe, uma parede frente a uma espada. Quando olha em redor dos sabres e floretes da vida, encontra uma aldeia inteira a lutar consigo. Sente o esforço e avalia a tarefa, e compreende, que afinal. Nenhuma luta é difícil de travar.
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://1.bp.blogspot.com/-2q4Cbk21wdE/Tni4Y4SPDaI/AAAAAAAAAWg/xmmT95skCrI/s1600/7533842391700965.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear:right; float:right; margin-left:1em; margin-bottom:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; width=&quot;300&quot; src=&quot;http://1.bp.blogspot.com/-2q4Cbk21wdE/Tni4Y4SPDaI/AAAAAAAAAWg/xmmT95skCrI/s400/7533842391700965.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;

</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iyalodechris.blogspot.com/feeds/530153128281282273/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://iyalodechris.blogspot.com/2011/09/eu-somos-nos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5560459642523127937/posts/default/530153128281282273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5560459642523127937/posts/default/530153128281282273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iyalodechris.blogspot.com/2011/09/eu-somos-nos.html' title='&quot;Eu somos nós&quot;'/><author><name>IYALODE CHRIS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01942820168200766654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi7X8l-vLrSx5tRYEzltBSluiJmN37gLeLdxRAEnpWgXCiZ6v1ffNOirMwWXeztnEvPvkwub1VCpRcuO7FOuk0uNJrM3Pu_fqXDRGQSPW5L5jlXr3zOxb38EIewIVAe6A/s220/OgAAAIvJ9b25WzGlzXH9lqnuo_z5fr_1n7yC-zfXzRcoi2mEL6jmWJPORqukihjzF-XAoFhx0qMp5R5PhIjuuTPKIUEAm1T1UHVeVwEF7xVf5RwFXHvDxn8BDH0J.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-uk94a_bs-g0/Tni3yoxnE7I/AAAAAAAAAWY/Gjq4KykkNM0/s72-c/19.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5560459642523127937.post-1914039012350215716</id><published>2011-09-07T21:09:00.000-07:00</published><updated>2011-09-07T21:09:30.894-07:00</updated><title type='text'>Onilé a Primeira Divindade da Terra.</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-Z5Nm-kJpvV8/Tmg9nzDYZWI/AAAAAAAAATo/nlxivM2QgVw/s1600/Blog%2B%2BOxum%2Bentrevista.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; width=&quot;332&quot; src=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-Z5Nm-kJpvV8/Tmg9nzDYZWI/AAAAAAAAATo/nlxivM2QgVw/s400/Blog%2B%2BOxum%2Bentrevista.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Os antigos povos que deram origem aos atuais iorubás ou nagôs, de cujas tradições se moldaram o candomblé no Brasil, cultuavam uma entidade da Terra, a Terra-Mãe, que recebeu muitas denominações em diferentes aldeias e cidades que formam o complexo cultural iorubá e seus entornos principais, entre os quais os jejes mahis e daomeanos e os tapas ou nupes e os ibos. Esta antiga divindade é até hoje cultuada e recebe o nome de Onilé, a Dona da Terra, a Senhora do planeta em que vivemos. Outros nomes da Terra-Mãe são: Aiê, Ilé, Ialé, também Ije, Ale, Ala, Aná, Ogerê, e mesmo Buku e Buruku. Entre os jejes do Maranhão e da Bahia é chamada Aisã. Creio que grande parte dos seguidores do candomblé nunca ouviu falar ou teve apenas vagas referências sobre Onilé, mas em certos candomblés de nação Keto, que preservam ou reconstituem tradições que em grande parte se perderam na diáspora iorubana, pratica-se um culto discreto, mas significativo a Terra-Mãe, para a qual se canta, ou no início do Sirê ou no final da chamada roda de Sòngo, a cantiga que diz “Mojubá, orisá/ ibá, orisá/ ibá Onilé”, que pode ser traduzido como “Eu saúdo o orisá/ Saúdo Onilé/ Salve a Senhora da Terra”. Onilé é uma divindade feminina relacionada aos aspectos essenciais da natureza, e originalmente exercia seu patronato sobre tudo que se relaciona à apropriação da natureza pelo homem, o que inclui a agricultura, a caça e a pesca e a própria fertilidade. Com as transformações da sociedade iorubá numa sociedade patriarcal ou patrilinear, que implicou a constituição de linhagens e clãs familiares fundados e chefiados por antepassados masculinos, as mulheres perderam o antigo poder que tiveram numa primeira etapa (um mito relata que, numa disputa entre Oyá e Ogum, os homens teriam arrebatado o poder que era antes de domínio das mulheres). Os antepassados divinizados tomaram o lugar das divindades primordiais e houve uma redivisão de trabalho entre os orisás. As divindades femininas antigas tiveram então seu culto reorganizado em torno de entidades femininas genéricas, as Yiá Mi Osorongá, consideradas bruxas maléficas pelo fato de representarem sempre um perigo para os poderios masculinos, e vários orisás tiveram dividido entre si as atribuições de zelar pela Terra, agora dividida em diferentes governos: o subsolo ficou para Omulu-Obaluaye e para Ogum, o solo para orisá-Oko e Ogum, a vegetação e a caça para os Odes e Osonyin e assim por diante. A fertilidade das mulheres foi o atributo que restou às divindades femininas, já que é a mulher que pari que reproduz e dá continuidade à vida. Constituir-se-iam elas então em orisás dos rios, representando a própria água, que fertiliza a terra e permite a vida: são as Yiagbás Yemonjá, Òsun, Obá, Oyá, Yewá e outras e também Nanã, que como antiga divindade da terra, representa a lama do fundo do rio, simbolizando a fertilização da terra pela água. Onilé teve seu culto preservado na África, mas perdendo muitas das antigas atribuições. Hoje ela representa nossa ligação elemental com o planeta em que vivemos, nossa origem primal. É a base de sustentação da vida, é o nosso mundo material. Embora sua importância seja crucial do ponto de vista da concepção religiosa de universo, os devotos a ela poucos recorrem, pois seu culto não trata de aspectos particulares do mundo e da vida cotidiana, preferindo cada um dirigir-se aos orisás que cuidam desses aspectos específicos. No Brasil, como aconteceu com outros orisás, seu culto quase desapareceu. Certamente um fator que contribuiu para o esquecimento de Onilé no Brasil é o fato de que este orisá não se manifesta através do transe ritual, não incorpora, não dança. Outros orisás importantes na África e que também não se manifestam no corpo de iniciados foram igualmente menos considerado neste País que, por influência do Kardecismo, atribui um valor muito especial ao transe. Foi o que aconteceu com Orunmilá, Oduwduwa, Orisá-Oko, Ajalá, além da Yiá Mi Osorongá. É interessante lembrar que o culto de Osonyin sofreu no Brasil grande mudança, passando o orisá das folhas a se manifestar no transe, o que o livrou certamente do esquecimento. O culto da árvore Iroko também se preservou entre nós, ainda que raramente, quando ganhou filhos e se manifestou em transe, sorte que não teve Apaoká. Na Nigéria mantém-se viva a idéia de que Onilé é à base de toda a vida, tanto que, quando se faz um juramento, jura-se por Onilé. Nessas ocasiões, é ainda costume pôr na boca alguns grãos de terra, às vezes dissolvida na água que se bebe para selar a jura, para lembrar que tudo começa com Onilé, a Terra-Mãe, tanto na vida como na morte. Um mito que já tive o prazer de contar em outras ocasiões ensina qual são a atribuição principal de Onilé, como ela está associada ao chão que pisamos e sobre o qual vivemos nós e todos os seres vivos que formam o nosso habitat, nosso mundo material. &lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-Pp2edFrmY8I/Tmg93waOBaI/AAAAAAAAATw/fGdx7ZLn6gI/s1600/33879.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear:right; float:right; margin-left:1em; margin-bottom:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;299&quot; width=&quot;400&quot; src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-Pp2edFrmY8I/Tmg93waOBaI/AAAAAAAAATw/fGdx7ZLn6gI/s400/33879.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Assim conta o mito: Onilé era a filha mais recatada e discreta de Olodumare. Vivia trancada em casa do pai e quase ninguém a via. Quase nem se sabia de sua existência. Quando os orisás seus irmãos se reuniam no palácio do grande pai para as grandes audiências em que Olodumare comunicava suas decisões, Onilé fazia um buraco no chão e se escondia, pois sabia que as reuniões sempre terminavam em festa, com muita música e dança ao ritmo dos atabaques. Onilé não se sentia bem no meio dos outros. Um dia o grande deus mandou os seus arautos avisarem: haveria uma grande reunião no palácio e os orisás deviam comparecer ricamente vestidos, pois ele iria distribuir entre os filhos as riquezas do mundo e depois haveria muita comida, música e dança. Por todos os lugares os mensageiros gritaram esta ordem e todos se prepararam com esmero para o grande acontecimento. Quando chegou por fim o grande dia, cada orisá dirigiu-se ao palácio na maior ostentação, cada um mais belamente vestido que o outro, pois este era o desejo de Olodumare. Yemonjá chegou vestida com a espuma do mar, os braços ornados de pulseiras de algas marinhas, a cabeça cingida por um diadema de corais e pérolas, o pescoço emoldurado por uma cascata de madrepérola. Osòósi escolheu uma túnica de ramos macios, enfeitada de peles e plumas dos mais exóticos animais. Osonyin vestiu-se com um manto de folhas perfumadas. Ogum preferiu uma couraça de aço brilhante, enfeitada com tenras folhas de palmeira. Òsun escolheu cobrir-se de ouro, trazendo nos cabelos as águas verdes dos rios. As roupas de Osumarè mostravam todas as cores, trazendo nas mãos os pingos frescos da chuva. Oyá escolheu para vestir-se um sibilante vento e adornou os cabelos com raios que colheu da tempestade. Sòngo não fez por menos e cobriu-se com o trovão. Óòsàálá trazia o corpo envolto em fibras alvíssimas de algodão e a testa ostentando uma nobre pena vermelha de papagaio. E assim por diante. Não houve quem não usasse toda a criatividade para apresentar-se ao grande pai com a roupa mais bonita. Nunca se vira antes tanta ostentação, tanta beleza, tanto luxo. Cada orisá que chegava ao palácio de Olodumare provocava um clamor de admiração, que se ouvia por todas as terras existentes. Os orisás encantaram o mundo com suas vestes. Menos Onilé. Onilé não se preocupou em vestir-se bem. Onilé não se interessou por nada. Onilé não se mostrou para ninguém. Onilé recolheu-se a uma funda cova que cavou no chão. Quando todos os orisás haviam chegado, Olodumare mandou que fossem acomodados confortavelmente, sentados em esteiras dispostas ao redor do trono. Ele disse então à assembléia que todos eram bem-vindos. Que todos os filhos haviam cumprido seu desejo e que estava tão bonito que ele não saberia escolher entre eles qual seria o mais vistoso e belo. Tinha todas as riquezas do mundo para dar a eles, mas nem sabia como começar a distribuição. Então disse Olodumare que os próprios filhos, ao escolherem o que achavam o melhor da natureza, para com aquela riqueza se apresentar perante o pai, eles mesmos já tinham feito a divisão do mundo. Então Yemonjá ficava com o mar, Òsun com o ouro e os rios. A Osòósi com as matas e todos os seus bichos, reservando as folhas para Osonyin. Deu a Oyá o raio e a Sòngo o trovão. Fez Óòsàálá dono de tudo que é branco e puro, de tudo que é o princípio, deu-lhe a criação. Destinou a Osumarè o arco-íris e a chuva. A Ogum deu o ferro e tudo o que se faz com ele, inclusive a guerra.&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-2B0XQPcgysA/Tmg-QA150EI/AAAAAAAAAT4/kks_nAdbVgk/s1600/endangered%2Bspecies%2B%2B44x51%2B%2Bacrylic%2B09.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; width=&quot;300&quot; src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-2B0XQPcgysA/Tmg-QA150EI/AAAAAAAAAT4/kks_nAdbVgk/s400/endangered%2Bspecies%2B%2B44x51%2B%2Bacrylic%2B09.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
E assim por diante. Deu a cada orisá um pedaço do mundo, uma parte da natureza, um governo particular. Dividiu de acordo com o gosto de cada um. E disse que a partir de então cada um seria o dono e governador daquela parte da natureza. Assim, sempre que um humano tivesse alguma necessidade relacionada com uma daquelas partes da natureza, deveria pagar uma prenda ao orisá que a possuísse. Pagaria em oferendas de comida, bebida ou outra coisa que fosse da predileção do orisá. Os orisás, que tudo ouviram em silêncio, começaram a gritar e a dançar de alegria, fazendo um grande alarido na corte. Olodumare pediu silêncio, ainda não havia terminado. Disse que faltava ainda a mais importante das atribuições. Que era preciso dar a um dos filhos o governo da Terra, o mundo no qual os humanos viviam e onde produziam as comidas, bebidas e tudo o mais que deveriam ofertar aos orisás. Disse que dava a Terra a quem se vestia da própria Terra. Quem seria? Perguntavam-se todos? “Onilé”, respondeu Olodumare. “Onilé?” todos se espantaram. Como, se ela nem sequer viera à grande reunião? Nenhum dos presentes a vira até então. Nenhum sequer notara sua ausência. “Pois Onilé está entre nós”, disse Olodumare e mandou que todos olhassem no fundo da cova, onde se abrigava vestida de terra, a discreta e recatada filha. Ali estava Onilé, em sua roupa de terra. Onilé, a que também foi chamada de Ilê, a casa, o planeta. Olodumare disse que cada um que habitava a Terra pagasse tributo a Onilé, pois ela era a mãe de todos, o abrigo, a casa. A humanidade não sobreviveria sem Onilé. Afinal, onde ficava cada uma das riquezas que Olodumare partilhara com filhos orisás? “Tudo está na Terra”, disse Olodumare. “O mar e os rios, o ferro e o ouro, Os animais e as plantas, tudo”, continuou. “Até mesmo o ar e o vento, a chuva e o arco-íris, tudo existe porque a Terra existe, assim como as coisas criadas para controlar os homens e os outros seres vivos que habitam o planeta, como a vida, a saúde, a doença e mesmo a morte”. Pois então, que cada um pagasse tributo a Onilé, foi à sentença final de Olodumare. Onilé, orisá da Terra, receberia mais presentes que os outros, pois deveria ter oferendas dos vivos e dos mortos, pois na Terra também repousam os corpos dos que já não vivem. Onilé, também chamada Aiê, a Terra, deveria ser propiciada sempre, para que o mundo dos humanos nunca fosse destruído. Todos os presentes aplaudiram as palavras de Olodumare. Todos os orisás aclamaram Onilé. Todos os humanos propiciaram a mãe Terra.&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://3.bp.blogspot.com/-GDoQpYOkEs8/Tmg-hwfhtXI/AAAAAAAAAUA/o5ds5llFZl8/s1600/1999%2BAFRICA2%2B60X100%2B%25C3%25B3leo%2Btela.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;233&quot; width=&quot;400&quot; src=&quot;http://3.bp.blogspot.com/-GDoQpYOkEs8/Tmg-hwfhtXI/AAAAAAAAAUA/o5ds5llFZl8/s400/1999%2BAFRICA2%2B60X100%2B%25C3%25B3leo%2Btela.JPG&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
E então Olodumare retirou-se do mundo para sempre e deixou o governo de tudo por conta de seus filhos orisás1. E assim este mito, de modo didático e com muita beleza, situa o papel de Onilé no panteão dos deuses iorubás. Como é estrutural nos mitos, o tempo da narrativa não é histórico, dando a impressão que os cultos dos diferentes orisás foram instituídos a um só tempo, num só ato do supremo deus. A narrativa enfatiza, contudo, a concepção básica da religião dos orisás, isto é, que cada orisá é um aspecto da natureza, uma dimensão particular do mundo em que vivemos. Eles são o próprio mundo, com suas forças, elementos, energias e propriedades, mundo que tem por base Onilé, a Terra, o planeta que habitamos o nosso lar no universo.&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-PTMD_fiuZJU/Tmg-30tkOrI/AAAAAAAAAUI/fwpMJ8VcbVk/s1600/canvas_8.gif&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;274&quot; width=&quot;400&quot; src=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-PTMD_fiuZJU/Tmg-30tkOrI/AAAAAAAAAUI/fwpMJ8VcbVk/s400/canvas_8.gif&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
 Mito de Onilé.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na África iorubá, Onilé ocupa lugar central no culto da sociedade masculina secreta Ogboni. A escultura em bronze aqui mostrada, provavelmente do século XVIII, é originária dessa sociedade tem os olhos em semicírculos, que tudo observam em silêncio, e as mãos fechadas e alinhadas, uma sobre a outra, na altura do umbigo, num gesto que simboliza o conhecimento ancestral, conforme os símbolos Ogboni, sociedade que, até o século XIX, cuidava da justiça, julgava criminosos e feiticeiros e executava os condenados à morte.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Louvar Onilé é celebrar as origens. Por isso, quando aparecem junto aos humanos, os antepassados egungun saúdam Onilé, lembrando-nos que ela é anterior a tudo o mais, mesmo às linhagens mais antigas da humanidade.&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-4KmTcz73fPM/Tmg_Rcneb6I/AAAAAAAAAUQ/Ah_y2Up6BVQ/s1600/Iemanja%2Be%2Bos%2Borix%25C3%25A1s%2Bseus%2Bfilhos.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear:right; float:right; margin-left:1em; margin-bottom:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;291&quot; width=&quot;400&quot; src=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-4KmTcz73fPM/Tmg_Rcneb6I/AAAAAAAAAUQ/Ah_y2Up6BVQ/s400/Iemanja%2Be%2Bos%2Borix%25C3%25A1s%2Bseus%2Bfilhos.png&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
 Onilé é assentada num montículo de terra vermelha, que representa o coração da Terra, podendo também ser montado com terra de cupinzeiro, que é trazida de dentro do solo pelos insetos trabalhadores, e que é vermelha. Dentro do montículo fixa-se uma quartinha com água, pois não há vida na terra desprovida de água. A quartinha dentro da terra simboliza que a água vem de dentro da Terra e que é assim a primeira dádiva de Onilé. A água que jorra do solo forma os regatos, rios, lagos e o próprio mar, de onde sobe para as nuvens e se precipita em chuva, voltando ao solo e subsolo, num ciclo permanente de propiciação da vida. O assentamento é coberto com moedas ou búzios, que entre os antigos iorubanos era dinheiro, representando toda a riqueza e prosperidade que está na Terra, que dela extraímos e na qual vivemos. Vermelho e marrom, cores da terra, são as cores apropriadas para colares de contas que homenageiam Onilé. Na África, os sacrifícios feitos a Onilé incluem caracóis, aves fêmeas e tartarugas No Brasil a legislação pune como crime inafiançável o sacrifício de animais ameaçados de extinção e assim a tartaruga é substituída pela cabra. Aliás, matar um animal em extinção seria uma ofensa imperdoável a Onilé, que é a própria natureza, a grande mãe da ecologia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além desses animais, dá-se para Onilé tudo o que a terra produz e que o homem transforma: obis, orobôs e todas as demais frutas, inhame e outros tubérculos, feijões, milho, favas, mel, dendê, sal, vinho e tudo mais que vem da terra pela mão do homem.&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://3.bp.blogspot.com/-7iSP3JvUWOo/Tmg_lfW3FNI/AAAAAAAAAUY/18wL6pDyR1U/s1600/6736767.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;288&quot; width=&quot;267&quot; src=&quot;http://3.bp.blogspot.com/-7iSP3JvUWOo/Tmg_lfW3FNI/AAAAAAAAAUY/18wL6pDyR1U/s400/6736767.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
 Cultuada discretamente em terreiros antigos da Bahia e em candomblés africanizados, a Mãe Terra tem despertado recentemente curiosidade e interesse entre os seguidores dos orisás, sobretudo entre aqueles que compõem os seguimentos mais intelectualizados da religião. Onilé, isto é, a Terra, tem muitos inimigos que a exploram e podem destruí-la. Para muitos seguidores da religião dos orisás, interessados em recuperar a relação orisá-natureza, o culto de Onilé representaria, assim, a preocupação com a preservação da própria humanidade e de tudo que há em seu mundo. Pois é Onilé quem guarda o planeta e tudo que há sobre ele, protegendo o mundo em que vivemos e possibilitando a própria vida de tudo que vive sobre a Terra, as plantas, os bichos e a humanidade.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iyalodechris.blogspot.com/feeds/1914039012350215716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://iyalodechris.blogspot.com/2011/09/onile-primeira-divindade-da-terra_07.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5560459642523127937/posts/default/1914039012350215716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5560459642523127937/posts/default/1914039012350215716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iyalodechris.blogspot.com/2011/09/onile-primeira-divindade-da-terra_07.html' title='Onilé a Primeira Divindade da Terra.'/><author><name>IYALODE CHRIS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01942820168200766654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi7X8l-vLrSx5tRYEzltBSluiJmN37gLeLdxRAEnpWgXCiZ6v1ffNOirMwWXeztnEvPvkwub1VCpRcuO7FOuk0uNJrM3Pu_fqXDRGQSPW5L5jlXr3zOxb38EIewIVAe6A/s220/OgAAAIvJ9b25WzGlzXH9lqnuo_z5fr_1n7yC-zfXzRcoi2mEL6jmWJPORqukihjzF-XAoFhx0qMp5R5PhIjuuTPKIUEAm1T1UHVeVwEF7xVf5RwFXHvDxn8BDH0J.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-Z5Nm-kJpvV8/Tmg9nzDYZWI/AAAAAAAAATo/nlxivM2QgVw/s72-c/Blog%2B%2BOxum%2Bentrevista.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5560459642523127937.post-9039877117592364646</id><published>2011-09-07T20:26:00.000-07:00</published><updated>2011-09-07T20:26:58.584-07:00</updated><title type='text'>COMO ÈSÙ TORNOU-SE ÒSIJÈ-EBÓ</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://3.bp.blogspot.com/-zoSNS4wfdCY/TmgwcqleofI/AAAAAAAAARw/1J_LMML4XL0/s1600/exu1.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; width=&quot;295&quot; src=&quot;http://3.bp.blogspot.com/-zoSNS4wfdCY/TmgwcqleofI/AAAAAAAAARw/1J_LMML4XL0/s400/exu1.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Essa história revela o nascimento do 17o. Odù, como e de onde nasceu Òsetùwá, em decorrência, veremos a analise através de como Èsù se tornou ÈSÙ ÒSIJÈ-EBÓ, o transportador e encarregado de encaminhar as oferendas entre a terra e o òrun.&lt;br /&gt;
Quem deveria consultar o porta-voz-principal-do-culto-de-Ifá; a nuvem esta pendurada por cima da terra... &lt;br /&gt;
Bábálàwó dos tempos imemoriais; Os &quot;siris&quot; estão no rio; a marca do dedo requer Yèréòsùn (pó sagrado de Ifá).&lt;br /&gt;
Estes foram os Bàbáláwo que jogaram Ifá para os quatrocentos Irúnmolè, senhores do lado direito, e jogaram Ifá para os duzentos malè, senhores do lado esquerdo. E jogaram Ifá para Òsun, que tem uma coroa toda trabalhada de contas, no dia em que ele (Òsetùwá) veio a ser o décimo sétimo dos Irúnmolè que vieram ao mundo, quando Òlódumàrè enviou os òrìsà, os dezesseis, ao mundo, para que viessem criar e estabelecer a terra.&lt;br /&gt;
E vieram verdadeiramente nessa época. As coisas que Òlódumàrè lhes ensinou nos espaços do òrun constituíram nos pilares de fundação que sustentam a terra para a existência de todos os seres humanos e de todos os ebora. Òlódumàrè lhes ensinou que quando alcançassem a terra, deveriam abrir uma clareira na floresta, consagrando-a de Orò, o Igbó Orò. Deveriam abrir uma clareira na floresta, consagrando-a a Eégún, o Igbó Eégún, que seria chamado Igbó Òpá. Disse que deveriam abrir uma clareira na floresta consagrando-a a Odù Ifá, o Igbó Odù, onde iriam consultar o oráculo a respeito das pessoas. Disse ele que deveriam abrir um caminho para os Òrìsà e chamar esse lugar de Igbó Òrìsà, floresta para adorar os òrìsà. Òlódumàrè lhes ensinou a maneira como deveriam resolver os problemas de fundação (assentamento) e adoração dos ojóbo (lugares de adoração) e como fariam as oferendas para que não houvesse morte prematura, nem esterilidade, nem infecundidade, que não houvesse perda, nem vida paupérrima, não houvesse nada de tudo isso sobre a terra.&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://1.bp.blogspot.com/-qR4Zni3AUMo/TmgxI7RXGpI/AAAAAAAAAR4/ewX_EiVcC50/s1600/Ex%25C3%25BA%2B01.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear:right; float:right; margin-left:1em; margin-bottom:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; width=&quot;259&quot; src=&quot;http://1.bp.blogspot.com/-qR4Zni3AUMo/TmgxI7RXGpI/AAAAAAAAAR4/ewX_EiVcC50/s400/Ex%25C3%25BA%2B01.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Para que as doenças sem razão não lhes sobrevivessem, que nenhuma maldição caísse sobre eles, que a destruição e a desgraça não se abatessem sobre eles. Òlódumàrè ensinou aos dezesseis Òrìsà o que eles deveriam realizar para evitar todas as coisas. Ele os delegou e enviou à terra, a fim de executarem tudo isso. Quando vieram ao òde àiyé, a terra fundaram fielmente na floresta o lugar de adoração de Orò, o Igbó Orò. Fundaram na floresta o lugar de adoração de Eégún. Fundaram na floresta o lugar de adoração de Ifá que chamamos Igbódù. Também abriram um caminho para os òrìsà, que chamamos Igbóòòsa. Executaram todos esses programas visando a ordem. Se alguém estava doente, ele ia consultar Ifá ao pé de Òrúnmìlá. Se acontecia que Eégún poderia salvá-lo, dir-lho-iam. Seria conduzido ao lugar de adoração na floresta de Eégún ao Igbó-Igbàlè, para que ele fizesse uma oferenda para Egúngún. Talvez que um de seus ancestrais devesse ser invocado como Eégún, para que o adorasse, a fim de que esse Eégún o protegesse. Se havia uma mulher estéril, Ifá seria consultado, a respeito dela, a fim de que Orúnmìlà pudesse indicar-lhe a decocção de Òsun, que ela deveria tomar. Se havia alguém que estava levando uma vida de miséria, Orúnmìlà consultaria Ifá, a respeito dele. Poderia ser que Orò estivesse associado à sua própria entidade criadora. Orúnmìlà diria a essa pessoa que é a Orò que ela devia adorar. E ela seria conduzida à floresta de Orò. Eles seguiram essa prática durante muito tempo. Enquanto realizavam as diversas oferendas, eles não chamavam Òsun. Cada vez que iam a floresta de Eégún, ou à floresta de Orò, ou à floresta de Ifá, ou à floresta de Òòsà, a seu retorno, os animais que eles tinham abatido, fossem cabras, fossem carneiros, fossem ovelhas, fossem aves, entregavam-nos a Òsun para que ela os cozinhasse. Preveniram-na que quando ela acabasse de preparar os alimentos, não devia comer nenhum pouco, porque deviam ser levados aos Malè, lá onde as oferendas são feitas. Òsun começou a usar o poder das mães ancestrais - àse Iyá-mi - e a estender sobre tudo o que ela fazia esse poder de Iyá-mi-Àjé, que tornava tudo inútil. Se se predissesse a alguém que ele ou ela não fosse morrer, essa pessoa não deixava de morrer.&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://1.bp.blogspot.com/-AxUoxntB0rs/TmgxfyJnkYI/AAAAAAAAASA/DY6PBIpoG0Q/s1600/AFRIKA.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;237&quot; width=&quot;400&quot; src=&quot;http://1.bp.blogspot.com/-AxUoxntB0rs/TmgxfyJnkYI/AAAAAAAAASA/DY6PBIpoG0Q/s400/AFRIKA.JPG&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Se fosse proclamado que uma pessoa não sobreviveria, a pessoa sobreviveria. Se se previsse que uma pessoa daria à luz um filho, a pessoa tornava-se estéril. Um doente a quem se dissesse que ele ficaria curado não seria jamais aliviado de sua doença. Essas coisas ultrapassavam seu entendimento, porque o poder de Olódumàre jamais tinha falhado. Tudo que Olódumàre lhes havia ensinado eles o aplicava, mas nada dava resultado. Que era preciso fazer? Quando se congregaram numa reunião, Orúnmìlà sugeriu que, já que eles eram incapazes de compreender o que se estava passando por seus próprios conhecimentos, não havia outra solução senão consultar Ifá novamente. Em consequência, Orúnmìlà trouxe seu instrumento adivinhatório, depois consultou Ifá. Contemplou longamente a figura do Odù que apareceu e chamou esse Odù pelo nome de Òsetùwá. Ele olhou em todos os sentidos. A partir do resultado definitivo de sua leitura, Orúnmìlà transmitiu a resposta a todos os outros Odù-àgbà. Estavam todos reunidos e concordaram que não havia outra solução para todos eles, os ÒRÌSÀS-IRÚNMÀLÈ, senão encontrar um homem sábio e instruído que pudesse ser enviado a Olódumàre, para que mandasse a solução do problema e o tipo de trabalho que devia ser feito para o restabelecimento da ordem, a fim de que as coisas voltassem a normalizar-se, e nada mais interferisse em seus trabalhos. Ele, Orúnmìlà, deveria ir até a Olódumàrè. Orúnmìlà ergueu-se. Serviu-se de seus conhecimentos para utilizar a pimenta, serviu-se de sua sabedoria para tomar nozes de obi, despregou seu òdùn (tecido de ráfia) e o prendeu no seu ombro, puxou seu cajado do solo, um forte redemoinho o levou, e ele partiu até os vastos espaços do outro mundo para encontrar Olódumàrè.&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://3.bp.blogspot.com/-bp5HMTq29E8/Tmgx5qgi5-I/AAAAAAAAASI/fNrdJHBzbiY/s1600/Ex%25C3%25BA%2B02.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear:right; float:right; margin-left:1em; margin-bottom:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; width=&quot;272&quot; src=&quot;http://3.bp.blogspot.com/-bp5HMTq29E8/Tmgx5qgi5-I/AAAAAAAAASI/fNrdJHBzbiY/s400/Ex%25C3%25BA%2B02.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Foi lá que Orúnmìlà reencontrou Èsù Òdàrà. Èsù já estava com Olódumàrè. Èsù fazia sua narração a Olódùmarè. Explicava que aquilo que estava estragando o trabalho deles na terra era o fato de eles não terem convidado a pessoa que constitui a décima sétima entre eles. Por essa razão, ela estragava tudo, Olódumàrè compreendeu. Assim que Orúnmìlà chegou, apresentou seus agravos a Olódumàrè. Então Olódumàrè lhe disse que deveria ir e chamar a décima sétima pessoa entre eles e levá-la a participar de todos os sacrifícios a serem oferecidos. Porque, além disso, não havia nenhum outro conhecimento que Ele lhes pudesse ensinar senão as coisas que Ele já lhes havia dito. Quando Orúnmìlà voltou à terra, reuniu todos os òrìsà e lhes transmitiu o resultado de sua viagem. Chamaram Òsun e lhe disseram que ela deveria segui-los por todos os lugares onde deveriam oferecer sacrifícios. Mesmo na floresta de Eégún. Òsun recusou-se: ela jamais iria com eles. Começaram a suplicar a Òsun e ficaram prostrados um longo tempo. Todos começaram a homenageá-la e a reverenciá-la. Òsun os maltratava e abusava deles. Ela maltratava Òrìsànlá, maltratava Ògún, maltratava Orúnmìlà, maltratava Òsányín, maltratava Orànje, ela continuava a maltratar todo mundo. Era o sétimo dia, quando Òsun se apaziguou. Então eles disseram que viesse. Ela replicou que jamais iria, disse, entretanto, que era possível fazer uma outra coisa já que todos estavam fartos dessa história. Disse que se tratava da criança que levava no seu ventre. Somente se eles soubessem como fazer para que ela desse à luz uma criança do sexo masculino, isso significaria que ela permitiria então que ele a substituísse e fosse com eles. Se ela desse à luz uma criança do sexo feminino, podiam estar certos que esta questão não se apagaria em sua mente. Ficariam aí, pedaços, pedaços, pedaços. E eles deveriam saber com certeza que esta terra pereceria; deveriam criar uma nova. Mas se ela desse a luz a um filho-homem, isso queria dizer que, evidentemente, o próprio Olórun os tinha ajudado. Assim apelou-se para Òrìsànlá e para todos os outros òrìsà para saber o que deveriam fazer para que a criança fosse do sexo masculino. Disseram que não havia outra solução a não ser que todos utilizassem o poder - àse - que Olódumàrè tinha dado a cada um deles; cada dia repetidamente deveriam vir, para que a criança nascesse do sexo masculino, Todos os dias iam colocar seu àse - seu poder - sobre a cabeça de Òsun, dizendo o que segue. &quot;Você Òsun ! Homem ele deverá nascer, a criança que você traz em si!&quot; Todos respondiam &quot;assim seja&quot;, dizendo &quot;TÓ!&quot; acima de sua cabeça...&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-g-jgY4uwYss/TmgyQFQdO1I/AAAAAAAAASQ/8qn5o8b7ipg/s1600/Ex%25C3%25BA.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;300&quot; width=&quot;400&quot; src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-g-jgY4uwYss/TmgyQFQdO1I/AAAAAAAAASQ/8qn5o8b7ipg/s400/Ex%25C3%25BA.JPG&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Assim fizeram todos os dias, até que chegou o dia do parto de Òsun. Ela lavou a criança. Disseram que ela deveria permitir-lhes vê-la. Ela respondeu &quot;não antes de nove dias&quot;. Quando chegou o nono dia, ela os convocou a todos. Esse era o dia da cerimônia do nome, da qual se originaram todas as cerimônias de dar o nome. Mostrou-lhes a criança, e a pôs nas mãos de Òrìsà. Quando Òrìsànlá olhou atentamente a criança e viu que era um menino, gritou: &quot;Músò&quot;...! (hurra...!). Todos os outros repetiram &quot;Músò&quot;...! Cada um carregou a criança, depois o abençoaram. Disseram &quot;somos gratos por esta criança ser um menino&quot;. Disseram &quot;que tipo de nome lhe daremos&quot;. Òrìsà disse: &quot;vocês todos sabem muito bem que cada dia abençoamos sua mãe com nosso poder para que ela pudesse dar à luz uma criança do sexo masculino, e essa criança deveria justamente chamar-se À-S-E-T-Ù-W-Á (o poder trouxe ela a nós)&quot; Disseram: &quot;acaso você não sabe que foi o poder do àse, que colocamos nela, que forçou essa criança a vir ao mundo, mesmo se antes ela não queria vir à terra sob a forma de uma criança do sexo masculino? Foi nosso poder que a trouxe à terra&quot;. Eis por que chamaram a criança de ÀSETÙWÀ. Quando chegou o tempo, Orúnmìlà consultou o oráculo Ifá acerca da criança, porque todos devem conhecer sua origem e destino, colheram o instrumento de Ifá para consultá-lo. Eles o manipularam e o adoraram. Era chegado o momento de consultar Ifá a respeito dele, para saberem qual era seu Odù, para que o pudessem iniciar no culto de Ifá. Levaram-no à floresta de Ifá, que chamamos Igbódù, onde Ifá revelaria que Òsè e Òtùá eram seu Odù. Este foi o resultado que ele deu a respeito da criança. Orúnmìlà disse: &quot;a criança que Òsè e Òtùá fizeram nascer, que antes chamamos de Àsetùwá&quot;, disse, &quot;chamemo-la de Òsètùá&quot;. Foi por isso que chamaram a criança com o nome do Odù de Ifá que lhe deu nascimento, Òsètùá. Àsetùá era o nome que ele trazia anteriormente. Assim, a criança participou do grupo dos outros Odù, ao ponto de ir com eles a todos os lugares onde se faziam oferendas na terra. Foi assim que todas as coisas que Olódùmàrè lhes tinha ensinado deixaram de ser corrompidas. Cada vez que proclamavam que as pessoas não morreriam, elas realmente sobreviviam e não morriam. Se diziam que as pessoas seriam ricas, elas tornavam-se realmente ricas. Se diziam que a mulher estéril conceberia, ela realmente dava à luz. A própria Òsun deu a essa criança um nome nesse dia. Disse ela: &quot;Osó a gerou (significando que a criança era filho do poder mágico), porque ela mesma era uma ajé e a criança que ela gerou é um filho homem. Disse ela: &quot;Akin Osò&quot;, (Akin Osò: poderoso mago; homem bravo dotado de um grande poder sobrenatural) eis o que a criança será!&lt;br /&gt;
É por isso que eles chamaram Òsetùá de Akin Osò, entre todos os Odù Ifá e entre os dezesseis òrìsà mais anciãos. Depois eles disseram que em qualquer lugar onde os maiores se reunissem, seria compulsório que a criança fosse um deles. Se não pudessem encontrar o décimo sétimo membro, não poderiam chegar a nenhuma decisão, e se dessem um conselho, não poderiam ratifica-lo. Finalmente, aconteceu! Sobreveio uma seca na terra. Tudo estava seco! Não havia nem orvalho! Fazia três anos que tinha chovido pela última vez. O mundo entrou em decadência. Foi então que eles voltaram a consultar Ifá, Ifà àjàlàiyé. (aquele que administra a terra)&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://3.bp.blogspot.com/-HgsAaY63Ex4/Tmgy_zbBnII/AAAAAAAAASY/DcWbs1-DOME/s1600/exu%2Bpoe%2Bfogo%2Bna%2Bcasa%2B%25281%2529.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;300&quot; width=&quot;400&quot; src=&quot;http://3.bp.blogspot.com/-HgsAaY63Ex4/Tmgy_zbBnII/AAAAAAAAASY/DcWbs1-DOME/s400/exu%2Bpoe%2Bfogo%2Bna%2Bcasa%2B%25281%2529.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Quando Orúnmìlà consultou Ifá àjàlàiyé, disse que deveriam fazer uma oferenda, um sacrifício, e preparar a oferenda de maneira que chegasse a Olódùmàrè, para que Olódùmàrè pudesse ter piedade da terra, e assim não virasse as costas à terra e se ocupasse dela para eles. Porque Olódùmàrè não se ocupava mais da terra. Se isso continuasse, a destruição era inevitável, era iminente. Somente se pudessem fazer a oferenda, Olódumàrè teria sempre misericórdia deles. Ele se lembraria deles e zelaria pelo mundo. Foi assim que prepararam a oferenda. Eles colocaram, uma cabra, uma ovelha, um cachorro e uma galinha, um pombo, uma preá, um peixe, um ser humano e um touro selvagem, um pássaro da floresta, um pássaro da savana, um animal doméstico. Todas essas oferendas, e ainda dezesseis pequenas quartinhas cheias de azeite de dendê que eles juntaram nesse dia. E ovos de galinha, e dezesseis pedaços de pano branco puro. Prepararam as oferendas apropriadas usando folhas de Ifá, que toda oferenda deve conter. Fizeram um grande carrego com todas as coisas. Disseram então, que o próprio Èjì-Ogbè deveria levar essa oferenda a Olódumàrè. Ele levou a oferenda até as portas do òrun, mas não, lhe foram abertas. Èjì-Ogbè voltou à terra. No segundo dia Òyèkú-Méji a carregou, ele voltou. Não lhe abriram as portas. Ìwòrí-Méji levou a oferenda, assim fizeram Òdi-Méji; Ìrosùn-Méji; Òwórin-Méji; Òbàrà-Méji; Òkànràn-Méji; Ogúndá-Méji; Òsá-Méji; Ìká-Méji; Òtúrúpòn-Méji; Òtúá-Méji; Ìrètè-Méji; Òsè-Méji; Òfún-Méji.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas não puderam passar Olórun não abria as portas. Assim decidiram que o décimo sétimo entre eles deveria ir e experimentar o seu poder, antes que tivessem que reconhecer que não tinham mais nenhum poder. Foi assim que Òsetùá foi visitar certos Babaláwo, para que eles consultassem o oráculo para ele. Esses Babaláwo traziam os nomes de Vendedor-de-azeite-de-dendê e Comprador-de-azeite-de-dendê. Ambos esfregaram seus dedos com pedaços de cabaça. Jogaram Ifá para Akin Osò, o filho de Enìnàre (aquela que foi colocada na senda do bem) no dia em que ele conseguiu levar a oferenda ao poderoso òrun. Disseram que ele deveria fazer uma oferenda; disseram, quando ele acabasse de fazer a oferenda, disseram, no lugar a respeito do qual ele estava consultando Ifá, disseram, ali, ele seria coberto de honras, disseram, sucederá que a posição que ele ali alcançasse, disseram, essa posição seria para sempre e não desapareceria jamais. Disseram, as honras que ele ali receberia, disseram, o respeito, seriam intermináveis. Disseram: &quot;Você verá uma anciã no seu caminho&quot;, disseram, &quot;faça-lhe o bem&quot;. Assim, quando Òsetùá acabou de preparar a oferenda, seis pombos, seis galinhas com seis centavos e quando estava em seu caminho, ele encontrou uma anciã. Ele carregava a oferenda no caminho que levaria a Èsù, quando encontrou essa anciã na sua rota. Essa anciã era da época em que a existência se originou. Disse: &quot;Akin Osò! à casa de quem vai você hoje ?&quot; Disse: &quot;eu ouvi rumores a respeito de todos vocês na casa de Olófin, que os dezesseis Odù mais idosos levaram uma oferenda ao poderoso òrun sem sucesso&quot;.&lt;br /&gt;
Disse: &quot;assim seja&quot;. &lt;br /&gt;
Disse: &quot;é sua vez hoje?&#39;&#39; &lt;br /&gt;
Disse: &quot;é minha vez&quot;. &lt;br /&gt;
Disse: &quot;tomou alimentos hoje?&quot; &lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://3.bp.blogspot.com/-blhGqsbN2gU/Tmg0Xjg6NwI/AAAAAAAAASg/OcMjI8uxRdg/s1600/cartao_exu1.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear:right; float:right; margin-left:1em; margin-bottom:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;315&quot; width=&quot;233&quot; src=&quot;http://3.bp.blogspot.com/-blhGqsbN2gU/Tmg0Xjg6NwI/AAAAAAAAASg/OcMjI8uxRdg/s400/cartao_exu1.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Respondeu ele: &quot;eu tomei alimentos&quot;. &lt;br /&gt;
Disse ela &quot;quando você chegar a seu sitio, diga-lhes que você não irá hoje&quot;. &lt;br /&gt;
Disse ela: &quot;Esses seis centavos que você me deu&quot;, Disse: &quot;há três dias não tinha dinheiro para comprar comida&quot; &lt;br /&gt;
Disse: &quot;diga-lhes que você não ira hoje&quot;. &lt;br /&gt;
Disse: &quot;quando chegar amanhã, você não deve comer, você não deve beber antes de chegar ali&quot;. &lt;br /&gt;
Disse: &quot;você deve levar a oferenda&quot;. Disse: &quot;todos esses que ali foram, comeram da comida da terra, essa é a razão por que Olórun não lhes abriu a porta!&quot; &lt;br /&gt;
Quando Òsetùá voltou a casa de Oba Àjàlàiyè, todos os Odù Ifá estavam reunidos lá. Disseram: &quot;você deve estar pronto agora, é sua vez hoje de levar a oferenda ao òrun, talvez a porta seja aberta para você!&quot; Disse ele que estaria pronto no dia seguinte, porque não tinha sido avisado na véspera. Quando chegou o dia seguinte, Òsetùá, foi encontrar Èsù e lhe perguntou o que deveria fazer. Èsù respondeu: &quot;Como! Jamais pensei que você viria me avisar antes de partir&quot;. Disse ele: &quot;isso vai acabar hoje, eles lhe abrirão a porta !&quot; Perguntou ele: &quot;Tomou algum alimento?&quot; Òsetùá lhe respondeu que uma anciã lhe tinha dito na véspera que ele não devia comer absolutamente nada. Então Òsetùá e Èsù puseram-se a caminho. Partiram em direção aos portões do òrun. Quando chegaram lá, as portas já se encontravam abertas, encontraram as portas abertas. Quando levaram a oferenda a Olódùmarè e Ele examinou. Olòdumarè disse: &quot;Haaa! Você viu qual foi o último dia que choveu na terra?! Eu me pergunto se o mundo não foi completamente destruído. Que pode ser encontrado lá?&quot; Òsetùá não podia abrir a boca para dizer qualquer coisa. Olódùmarè lhe deu alguns &quot;feixes&quot; de chuva. Reuniu, como outrora, as coisas de valor do òrun, todas as coisas necessárias para a sobrevivência do mundo, e deu-lhas. Disse que ele, Òsetùá, deveria retornar. Quando deixaram a morada de Olódumarè, eis que Òsetùá perdeu um dos &quot;feixes&quot; de chuva. Então a chuva começou a cair sobre a terra. Choveu, choveu, choveu, choveu... Quando Òsetùá voltou ao mundo, em primeiro lugar foi ver Quiabo. Quiabo tinha produzido vinte sementes. Quiabo que não tinha nem duas folhas, um outro não tinha mesmo nenhuma folha em seus ramos. Voltou-se em direção à casa do Quiabo escarlate, Ilá Ìròkò tinha produzido trinta sementes. Quando chegou a casa de Yáyáá, esse havia produzido cinquenta sementes. Foi então até à casa da palmeira de folhas exuberantes, que se encontrava na margem do rio Awónrin Mogún. A palmeira tinha dado nascimento a dezesseis rebentos.&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-yRpjUwqQ-uE/Tmg1NZ-4EpI/AAAAAAAAASo/kDFfF-4offw/s1600/ESU.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; width=&quot;289&quot; src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-yRpjUwqQ-uE/Tmg1NZ-4EpI/AAAAAAAAASo/kDFfF-4offw/s400/ESU.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Depois que a palmeira deu nascimento a dezesseis rebentos ele voltou à casa de Oba Àjàlàiyé. Àse se expandia e se estendia sobre a terra. Sêmen convertia-se em filhos, homens em seu leito de sofrimento se levantavam, e todo o mundo tornou-se aprazível, tornou-se poderoso. As novas colheitas eram trazidas dos plantios. O inhame brotava, o milho amadurecia, a chuva continuava a cair, todos os rios transbordavam, todo mundo era feliz. Quando Òsetùá chegou, carregaram-no para montar num cavalo (signo de realeza: só os mais poderosos podem-se permitir a criar ou montar cavalos em País Yorùbá). Estavam mesmo a ponto de levantar o cavalo do chão para mostrar até que ponto as pessoas estavam ricas e felizes. Estavam de tal forma contentes com ele, que o cobriram de presentes, os que estavam em sua direita os que estavam em sua esquerda. Começaram a saudar Òsetùá: &quot;Você é o único que conseguiu levar a oferenda ao òrun, a oferenda que você levou ao outro mundo era poderosa! Disseram, &quot;sem hesitação, rápido, aceite meu dinheiro e ajude-me a transportar minha oferenda ao òrun! Òsetùá! Aceite rápido! Òsetùá aceite minha oferenda!&quot; Todos os presentes que Òsetùá recebeu, os deu todos a Èsù Òdàrà. Quando os deu a Èsù, Èsù disse: &quot;Como!&quot; Há tanto tempo ele entregava os sacrifícios, e não houve ninguém para retribuir-lhe a gentileza. &quot;Você Òsetùá! Todos os sacrifícios que eles fizerem sobre a terra, se não os entregarem primeiro a você, para que você possa trazer a mim, farei que as oferendas não sejam mais aceitáveis&quot;.&lt;br /&gt;
Eis a razão pela qual sempre que os Babaláwo fazem sacrifícios, qualquer que seja o Odù Ifá que apareça e qualquer que seja a questão, devem invocar Òsetùá para que envie as oferendas a Èsù. Porque é só de sua mão que Èsù aceitará as oferendas para levá-las ao òrun.&lt;br /&gt;
Porque quando Èsù mesmo recebia os sacrifícios das pessoas da terra e os entregava no lugar onde as oferendas são aceitas, eles não demonstravam nenhum reconhecimento pelo que ele fazia por todos até o dia em que Òsetùá teve de carregar o sacrifício e Èsù foi abrir o caminho apropriado para o òrun, para alcançar a morada de Olódumàrè. Quando se abriram as portas para ele. A qualidade de gentileza que Èsù recebeu de Òsetùá era realmente muito valiosa para ele (Èsù). &lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-QyZzBQ0b2TI/Tmg1kzLA9oI/AAAAAAAAASw/oWZ680dr20s/s1600/Exu%2B%25281%2529.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; width=&quot;300&quot; src=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-QyZzBQ0b2TI/Tmg1kzLA9oI/AAAAAAAAASw/oWZ680dr20s/s400/Exu%2B%25281%2529.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Então ele e Òsetùá decidiram combinar um acordo pelo qual todas as oferendas que deveriam ser feitas deveriam ser-lhe enviadas por intermédio de Òsetùá. Foi assim que Òsetùá converteu-se no entregador de oferendas para Èsù. Èsù Òdàrà, foi assim que ele se converteu em O portador de oferendas para Olódumàrè, Èsù Òsijé-Ebó, no poderoso òrun. É assim como este Itan (verso) Ifá explica, a respeito de ÈSÙ E ÒSETÙÁ.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iyalodechris.blogspot.com/feeds/9039877117592364646/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://iyalodechris.blogspot.com/2011/09/como-esu-tornou-se-osije-ebo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5560459642523127937/posts/default/9039877117592364646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5560459642523127937/posts/default/9039877117592364646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iyalodechris.blogspot.com/2011/09/como-esu-tornou-se-osije-ebo.html' title='COMO ÈSÙ TORNOU-SE ÒSIJÈ-EBÓ'/><author><name>IYALODE CHRIS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01942820168200766654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi7X8l-vLrSx5tRYEzltBSluiJmN37gLeLdxRAEnpWgXCiZ6v1ffNOirMwWXeztnEvPvkwub1VCpRcuO7FOuk0uNJrM3Pu_fqXDRGQSPW5L5jlXr3zOxb38EIewIVAe6A/s220/OgAAAIvJ9b25WzGlzXH9lqnuo_z5fr_1n7yC-zfXzRcoi2mEL6jmWJPORqukihjzF-XAoFhx0qMp5R5PhIjuuTPKIUEAm1T1UHVeVwEF7xVf5RwFXHvDxn8BDH0J.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-zoSNS4wfdCY/TmgwcqleofI/AAAAAAAAARw/1J_LMML4XL0/s72-c/exu1.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5560459642523127937.post-3284990649751262354</id><published>2011-09-07T19:59:00.000-07:00</published><updated>2011-09-07T19:59:11.334-07:00</updated><title type='text'>POR QUE ESU É O PRIMEIRO?</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-ZvPT60VQImE/Tmgr98Xu8zI/AAAAAAAAARQ/5fdFon5Mm-E/s1600/nanahayne_2699157_bara.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;321&quot; width=&quot;400&quot; src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-ZvPT60VQImE/Tmgr98Xu8zI/AAAAAAAAARQ/5fdFon5Mm-E/s400/nanahayne_2699157_bara.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Para que os seres humanos possam viver bem neste mundo, é preciso estar bem com os deuses. Por isso os homens propiciam os orixás, oferecendo-lhes um pouco de tudo o que produzem e que é essencial à vida. As oferendas dos homens aos orixás devem ser transportadas até o mundo dos deuses, o Orum. O orixá Exu tem esse encargo de transportador. Também é preciso saber se os orixás estão satisfeitos com a atenção a eles dispensada pelos seus descendentes, os seres humanos. Exu propicia essa comunicação, traz suas mensagens, é o mensageiro. É fundamental para a sobrevivência dos mortais receber as determinações e os conselhos que os orixás enviam do Aiê.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Exu é o portador das orientações e ordens, é o porta-voz dos deuses e entre os deuses. Exu faz a ponte entre este mundo e o mundo dos orixás, especialmente nas consultas oraculares. Como os orixás interferem em tudo o que ocorre neste mundo, incluindo o cotidiano dos viventes e os fenômenos da própria natureza, nada acontece sem o trabalho de intermediário do mensageiro e transportador Exu. Nada se faz sem ele, nenhuma mudança, nem mesmo uma repetição. Sua presença está consignada até mesmo no primeiro ato da Criação: sem Exu, nada é possível. O poder de Exu, portanto, é incomensurável.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O sacrifício é o meio através do qual os humanos se dirigem aos orixás, e o sacrifício significa a reafirmação dos laços de lealdade, solidariedade e retribuição entre os habitantes do Aiê e os habitantes do Orum. Sempre que um orixá é interpelado, Exu também o é, pois a interpelação de todos se faz através dele. É preciso que ele receba a oferenda, sem a qual a comunicação não se realiza. A relação homem-orixá tem como fundamento à materialidade do sacrifício, a concretude da oferenda. Isso é uma definição religiosa, um ponto de partida essencial na concepção africana do sagrado. A própria possibilidade de o homem professar a sua religião de orixás — seja na África, no Brasil, ou noutro lugar — depende, pois, do trabalho de Exu.&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-fPR-MloW9C4/TmgtGkwlasI/AAAAAAAAARY/Vow-63vOAGs/s1600/SAVE0011.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear:right; float:right; margin-left:1em; margin-bottom:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; width=&quot;283&quot; src=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-fPR-MloW9C4/TmgtGkwlasI/AAAAAAAAARY/Vow-63vOAGs/s400/SAVE0011.JPG&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Como mensageiro dos deuses, Exu tudo sabe; não há segredos para ele, tudo ele ouve e tudo ele transmite. E pode quase tudo, pois conhece todas as receitas, todas as fórmulas, todas as magias. Exu trabalha para todos, não faz distinção entre aqueles a quem deve prestar serviço por imposição de seu cargo, o que inclui todas as divindades, mais os antepassados e os humanos. Exu não pode ter preferência por esse ou aquele. Mas talvez o que o distingue de todos os outros deuses é seu caráter de transformador: Exu é aquele que tem o poder de quebrar a tradição, pôr as regras em questão, romper a norma e promover a mudança. Não é, pois, de se estranhar que seja temido e considerado perigoso, posto que se trata daquele que é o próprio princípio do movimento, que tudo transforma, que não respeita limites. Assim, tudo o que contraria as normas sociais que regulam o cotidiano passa a ser atributo seu. Exu carrega qualificações morais e intelectuais próprias do responsável pela manutenção e funcionamento do status quo, inclusive representando o princípio da continuidade garantida pela sexualidade e reprodução humana, mas ao mesmo tempo ele é o inovador que fere as tradições, um ente, portanto nada confiável, que se imagina, por conseguinte, ser dotado de caráter instável, duvidoso, interesseiro, turbulento e arrivista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para um iorubá ou outro africano tradicional, nada é mais importante do que ter uma prole numerosa, e para garanti-la é preciso ter muitas esposas e uma vida sexual regular e profícua. É preciso gerar muitos filhos, de modo que, nessas culturas antigas, o sexo tem um sentido social que envolve a própria idéia de garantia da sobrevivência coletiva e perpetuação das linhagens, clãs e cidades. Exu é o patrono da cópula, que gera filhos e garante a continuidade do povo e a eternidade do homem. Nenhum homem ou mulher pode se sentir realizado e feliz sem uma numerosa prole, e a atividade sexual é decisiva para isso. É da relação íntima com a reprodução e a sexualidade, tão explicitadas pelos símbolos fálicos que o representam, que decorre a construção mítica do gênio libidinoso, lascivo, carnal e desregrado de Exu-Elegbara.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-891LpNy9ALE/TmgubRJIDXI/AAAAAAAAARg/x91mj-vyqmM/s1600/Bar%25C3%25A1.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; width=&quot;289&quot; src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-891LpNy9ALE/TmgubRJIDXI/AAAAAAAAARg/x91mj-vyqmM/s400/Bar%25C3%25A1.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Isso tudo contribuiu enormemente para modelar sua imagem estereotipada de orixá difícil e perigoso, que os cristãos, erroneamente, reconheceram como demoníaca. Quando a religião dos orixás veio a ser praticada no Brasil do século XIX por negros que eram também católicos, todo o sistema cristão de pensar o mundo em termos do bem e do mal deu um novo formato à religião africana, no qual Exu veio a desempenhar outro papel. A visão “cristã” dos orixás confundiu Oxalá com Jesus, Iemanjá com Nossa Senhora, e outros santos católico com os demais orixás. Para completar o panteão afro-católico, sobrou para Exu ser confundido com o Diabo. Foi, portanto, o sincretismo católico que deu a Exu a identidade de um demônio. Mas essa identidade destorcida sempre foi católica, cristã, sincrética. Não tem nada de africano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pensam os que se acostumaram a ver os orixás numa perspectiva cristã (imposta pelo catolicismo e hoje reforçada pelo evangelismo) que Exu deve ser homenageado em primeiro lugar para não provocar confusão, para não bagunçar a cerimônia, como se ele fosse um simples e oportunista arruaceiro. É uma visão bem simplista e demasiadamente falsa. Ora, Exu é antes de tudo movimento e nada pode acontecer sem ele, nem mesmo em pensamento, sem movimento. Nada pode, portanto, se dar sem a interferência de Exu. Por isso ele é sempre o primeiro a ser homenageado: é preciso permitir o movimento para que o evento, seja ele qual for, se realize, seja para o bem ou para o mal. Esse movimento não é dotado de moralidade, nem poderia ser, pois se assim fosse o mundo ficaria paralisado. A vida é um pulsar permanente, e em cada passo, em cada avanço ou retrocesso, em cada mudança, enfim, Exu está presente. Tudo começa por ele; por isso ele será sempre o primeiro.&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-9PtxzZVWdyY/Tmgu5wpYlVI/AAAAAAAAARo/Rr_MvY9JhH4/s1600/exu.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear:right; float:right; margin-left:1em; margin-bottom:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; width=&quot;280&quot; src=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-9PtxzZVWdyY/Tmgu5wpYlVI/AAAAAAAAARo/Rr_MvY9JhH4/s400/exu.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iyalodechris.blogspot.com/feeds/3284990649751262354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://iyalodechris.blogspot.com/2011/09/por-que-esu-e-o-primeiro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5560459642523127937/posts/default/3284990649751262354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5560459642523127937/posts/default/3284990649751262354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iyalodechris.blogspot.com/2011/09/por-que-esu-e-o-primeiro.html' title='POR QUE ESU É O PRIMEIRO?'/><author><name>IYALODE CHRIS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01942820168200766654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi7X8l-vLrSx5tRYEzltBSluiJmN37gLeLdxRAEnpWgXCiZ6v1ffNOirMwWXeztnEvPvkwub1VCpRcuO7FOuk0uNJrM3Pu_fqXDRGQSPW5L5jlXr3zOxb38EIewIVAe6A/s220/OgAAAIvJ9b25WzGlzXH9lqnuo_z5fr_1n7yC-zfXzRcoi2mEL6jmWJPORqukihjzF-XAoFhx0qMp5R5PhIjuuTPKIUEAm1T1UHVeVwEF7xVf5RwFXHvDxn8BDH0J.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-ZvPT60VQImE/Tmgr98Xu8zI/AAAAAAAAARQ/5fdFon5Mm-E/s72-c/nanahayne_2699157_bara.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5560459642523127937.post-282625573498111893</id><published>2011-09-06T16:09:00.000-07:00</published><updated>2011-09-06T16:09:55.199-07:00</updated><title type='text'>EU</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://1.bp.blogspot.com/-RJqcQXZm9TI/TmakSv7GtsI/AAAAAAAAAQk/hFs-X8wgeWQ/s1600/20.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear:right; float:right; margin-left:1em; margin-bottom:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; width=&quot;400&quot; src=&quot;http://1.bp.blogspot.com/-RJqcQXZm9TI/TmakSv7GtsI/AAAAAAAAAQk/hFs-X8wgeWQ/s400/20.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Sou filha do caminho, do tempo, do vento, traço o caminho da forma que vier, da estrada sou amiga, da noite companheira, da água tiro proveito, curo as feridas, cresço na vida, no ar sou livre as vezes solta, muitas vezes louca. &lt;br /&gt;
sou assim não quero que me entendam. Vivo, rio, incomodo. Porque?, simplesmente rio de tudo até quando quero chorar!!!, rio até do mal que assola os dias, rir é bom, viver é ótimo, sonhar um delírio, conquistar é pra quem simplesmente quer e faz. &lt;br /&gt;
Eu faço não tudo o que quero, pos se fosse o contrario as vitorias nada seriam. &lt;br /&gt;
Incomodo as vezes é bom, conquisto não com a rapidez dele, mas dele sou filha, nele confio, nele me apoio. &lt;br /&gt;
Pois na trilha da vida Esú anda comigo de maõs dadas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não sou preto, branco ou vermelho, tenho as cores e formas que quiser. &lt;br /&gt;
Não sou diabo nem santo, sou Esú!. Mando e desmando,traço e risco. Faço e desfaço. Estou e não vou. tiro e dou. Passo e cruzo,traço , misturo arrasto o Pé. &lt;br /&gt;
Sou reboliço e alegria, jogo e faço fé. sou nuvem,vento e poeira.&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-d-s1vKljuVE/Tmak23bC-pI/AAAAAAAAAQs/8FjJQya_RZk/s1600/417108-3316968.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; width=&quot;300&quot; src=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-d-s1vKljuVE/Tmak23bC-pI/AAAAAAAAAQs/8FjJQya_RZk/s400/417108-3316968.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
SE EU PUDESSE........&lt;br /&gt;
Se eu pudesse viver novamente a minha vida, na próxima trataria de cometer mais erros. &lt;br /&gt;
Não tentaria ser tão perfeita, relaxaria mais. &lt;br /&gt;
Seria mais tola ainda do que tenho sido, na verdade bem poucas coisas levaria a sério. &lt;br /&gt;
Correria mais riscos, viajaria mais, contemplaria mais entardeceres, subiria mais montanhas ,nadaria mais rios. &lt;br /&gt;
Iria a mais lugares onde nunca fui, tomaria mais sorvete e menos café, teria mais problemas reais e menos imaginários. &lt;br /&gt;
Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata e produtivamente cada minuto da sua vida, claro que tive momentos de alegria. &lt;br /&gt;
Mas, se pudesse voltar a viver, trataria de ter somente bons momentos. &lt;br /&gt;
Porque, se não sabem, disso é feita a vida, só de momentos, não percas o AGORA. &lt;br /&gt;
Eu era um desses que nunca ia a parte alguma sem um termômetro, uma bôlsa de água quente, um guarda chuva e um pára-quedas; se voltasse a viver, começaria a andar descalço no começo da primavera e continuaria assim até o fim do outono. &lt;br /&gt;
Daria mais voltas na minha rua, contemplaria mais amanheceres e brincaria mais com mais crianças,nunca diria não a mim mesma em prol de outros.......................&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://3.bp.blogspot.com/-g4VtdzURYEA/TmalTU6Rb3I/AAAAAAAAAQ0/XYx346vFPaM/s1600/417108-3101568.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear:right; float:right; margin-left:1em; margin-bottom:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; width=&quot;320&quot; src=&quot;http://3.bp.blogspot.com/-g4VtdzURYEA/TmalTU6Rb3I/AAAAAAAAAQ0/XYx346vFPaM/s400/417108-3101568.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Quando me olho no espelho e procuro quem fui...sorrio àquela que sou... &lt;br /&gt;
Me alegro do caminho andado, assumo minhas contradições. Sinto que devo saudar a jovem que fui com carinho mas deixa-la de lado porque agora me atrapalha; seu mundo de ilusões e fantasias, já não me interessa. &lt;br /&gt;
É bom viver sem tantas obrigações. Que bom não sentir um desassossego permanente causado por correr atrás de tantos sonhos. &lt;br /&gt;
Eu não sei se me tornei invisível para o mundo, pode ser....porém nunca fui tão consciente de minha existência como agora, nunca me senti tão protagonista da minha vida e nunca desfrutei tanto cada minuto da minha existência! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não tenho tempo para desfraldar outra bandeira que não seja a da compreensão, do encontro e do entendimento entre as pessoas... &lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://3.bp.blogspot.com/-bT3tZSzJekA/Tmaln5-zm-I/AAAAAAAAAQ8/M7CFJ8QN4pY/s1600/417108-3316967.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; width=&quot;300&quot; src=&quot;http://3.bp.blogspot.com/-bT3tZSzJekA/Tmaln5-zm-I/AAAAAAAAAQ8/M7CFJ8QN4pY/s400/417108-3316967.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
NOSSA COMO EU APRENDI!!!&lt;br /&gt;
Eu aprendi que entre a política e a técnica existe uma distância enorme, mas nem por isso elas devem estar desarmonizadas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu aprendi que numa casa política é importante ver com os olhos de águia, porque é pela força do pensamento e da astúcia nos negócios que se consegue alçar vôos mais altos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu aprendi que no mundo dos negócios é necessário astúcia e desprendimento, por isso não deve os negócios estar separados da justiça social. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu aprendi a reconhecer que todos são importantes no contexto de uma organização, embora muita das vezes isso não seja percebido. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu aprendi que o que é bom numa organização pode não ser bom em outra, nem por isso você deixa de ser um profissional. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu aprendi que não importa a idade para se aprender. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu aprendi que a união faz a força e a amizade e compreensão faz a diferença. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu aprendi que meus porquês são parecidos ou iguais aos dos outros e devem ser entendidos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu aprendi que a crítica é importante para o aperfeiçoamento, mas deve ser feita nas horas oportunas para que ela não se torne destruidora. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu aprendi que cada ambiente é reflexo das pessoas que nele estão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu aprendi que é necessário refletir e emanar paz e amor para o ambiente que você vive. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu aprendi que o amigo não é aquele que passa a mão em sua cabeça, mas aquele que ergue a sua cabeça. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu aprendi a andar em círculos para garantir a estratégia do avanço. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu aprendi a conhecer os porquês da organização para compreender os porquês de cada um que dela faz parte. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu aprendi que no trabalho não é necessário ser apenas profissional, é preciso saber ser profissional. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu aprendi que tudo o que parece não é mera coincidência. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu aprendi que nas horas difíceis os olhos ficam cegos, é preciso então, enxergar com o coração. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu aprendi que os pensamentos passam, os planos se tornam ultrapassados, mas as lembranças boas e marcantes tornam a vida agradável de sentir, de se viver. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu aprendi que um ano é apenas um tempo, um período, uma data, umas horas, uns minutos, uns segundos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu aprendi.....&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O KE EU APRENDI????&lt;br /&gt;
O Que Eu Aprendi... &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aprendi que, por pior que seja um problema ou uma situação, sempre existe uma saída. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aprendi que é bobagem fugir das dificuldades. Mais cedo ou mais tarde, será preciso tirar as pedras do caminho para conseguir avançar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aprendi que perdemos tempo nos preocupando com fatos que muitas vezes só existem na nossa mente. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aprendi que é necessário um dia de chuva para dar valor ao sol. Mas se ficar exposto muito tempo, o sol queima. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aprendi que heróis não são aqueles que realizaram obras notáveis. Mas os que fizeram o que foi necessário e assumiram as conseqüências dos seus atos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aprendi que não vale a pena se tornar indiferente ao mundo e às pessoas. Vale menos a pena, ainda, fazer coisas para conquistar migalhas de atenção.&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-e7if_-wnarY/TmamcDAzhcI/AAAAAAAAARE/qEl6D-bwJYY/s1600/l%2B%25284%2529.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; width=&quot;300&quot; src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-e7if_-wnarY/TmamcDAzhcI/AAAAAAAAARE/qEl6D-bwJYY/s400/l%2B%25284%2529.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&quot;Nenhuma mulher é linear quando tocada pela faísca da loucura. E, no meu caso particular, a loucura, além de morar ao lado, usa freqüentemente meu telefone&quot;(...)</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iyalodechris.blogspot.com/feeds/282625573498111893/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://iyalodechris.blogspot.com/2011/09/eu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5560459642523127937/posts/default/282625573498111893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5560459642523127937/posts/default/282625573498111893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iyalodechris.blogspot.com/2011/09/eu.html' title='EU'/><author><name>IYALODE CHRIS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01942820168200766654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi7X8l-vLrSx5tRYEzltBSluiJmN37gLeLdxRAEnpWgXCiZ6v1ffNOirMwWXeztnEvPvkwub1VCpRcuO7FOuk0uNJrM3Pu_fqXDRGQSPW5L5jlXr3zOxb38EIewIVAe6A/s220/OgAAAIvJ9b25WzGlzXH9lqnuo_z5fr_1n7yC-zfXzRcoi2mEL6jmWJPORqukihjzF-XAoFhx0qMp5R5PhIjuuTPKIUEAm1T1UHVeVwEF7xVf5RwFXHvDxn8BDH0J.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-RJqcQXZm9TI/TmakSv7GtsI/AAAAAAAAAQk/hFs-X8wgeWQ/s72-c/20.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5560459642523127937.post-8010745490231680666</id><published>2011-09-06T15:49:00.000-07:00</published><updated>2011-09-06T15:49:40.573-07:00</updated><title type='text'>&quot; Quem sou eu ???</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-z_HF5dJXLk8/TmajISfS74I/AAAAAAAAAQU/ZQ1A79cx-Mw/s1600/3640737957_c78c4e88a3.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear:right; float:right; margin-left:1em; margin-bottom:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;284&quot; width=&quot;400&quot; src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-z_HF5dJXLk8/TmajISfS74I/AAAAAAAAAQU/ZQ1A79cx-Mw/s400/3640737957_c78c4e88a3.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&quot; Quem sou eu ??? Sou a fuga para alguns, a coragem para outros. Sou o tambor que ecoa nos terreiros, trazendo o som das nossas raízes. Sou o cântico que chama ao convívio nossos orixás . Sou o aperê dos iyawos, a ocara do Bugre, a encruzilhada do Exú, o jardim dos erês, a consulta com Ifá e o céu dos Orixás. Sou o dengué dos iyawos, a reza do roncó, o charuto do Caboclo e do Exú; o cigarro da Pomba-Gira e o doce do erê. Sou a gargalhada da Padilha, o requebro da Cigana, a seriedade do Tranca-Rua. Sou o sorriso e a meiguice de Osùn; a traquilidade de Yemonjá ,a garra de Ogun, a justiça de Sango e a sabedoria de Osàla. Sou o fluído que se desprende das mãos do abian trazendo a paz. Sou o isolamento dos iyawos aonde nascem os Orisas. Sou o Templo dos sinceros e o teatro dos atores. Sou livre. Não tenho papas. Sou determinada e forte. Minhas forças? Elas estão no homem que sofre e que clama por piedade, por amor, por caridade. Minhas forças estão nas entidades espirituais que me utilizam para seu crescimento. Estão nos elementos. Na água, na terra, no fogo e no ar; no adjá que ressoa,nos atabaques, no rhum dos orixás. Estão finalmente na tua crença, na tua Fé, que é o elemento mais importante no meu Asé. Minhas forças estão em ti, no teu interior, lá no fundo, na última partícula da tua mente, onde te ligas ao Criador. Quem sou? Sou a humildade, mas cresço quando combatida. Sou a prece, a magia, o ensinamento milenar, sou cultura. Sou o mistério, o segredo, sou o amor e a esperança.&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://3.bp.blogspot.com/-nzBh53JIlwk/TmajZBXyufI/AAAAAAAAAQc/x728jL9aN9I/s1600/a%2Bfesta%2Bdos%2Borixas.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;300&quot; width=&quot;400&quot; src=&quot;http://3.bp.blogspot.com/-nzBh53JIlwk/TmajZBXyufI/AAAAAAAAAQc/x728jL9aN9I/s400/a%2Bfesta%2Bdos%2Borixas.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iyalodechris.blogspot.com/feeds/8010745490231680666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://iyalodechris.blogspot.com/2011/09/quem-sou-eu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5560459642523127937/posts/default/8010745490231680666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5560459642523127937/posts/default/8010745490231680666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iyalodechris.blogspot.com/2011/09/quem-sou-eu.html' title='&quot; Quem sou eu ???'/><author><name>IYALODE CHRIS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01942820168200766654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi7X8l-vLrSx5tRYEzltBSluiJmN37gLeLdxRAEnpWgXCiZ6v1ffNOirMwWXeztnEvPvkwub1VCpRcuO7FOuk0uNJrM3Pu_fqXDRGQSPW5L5jlXr3zOxb38EIewIVAe6A/s220/OgAAAIvJ9b25WzGlzXH9lqnuo_z5fr_1n7yC-zfXzRcoi2mEL6jmWJPORqukihjzF-XAoFhx0qMp5R5PhIjuuTPKIUEAm1T1UHVeVwEF7xVf5RwFXHvDxn8BDH0J.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-z_HF5dJXLk8/TmajISfS74I/AAAAAAAAAQU/ZQ1A79cx-Mw/s72-c/3640737957_c78c4e88a3.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>