<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599428341418786825</id><updated>2026-04-11T15:43:52.721-07:00</updated><category term="Política"/><category term="Informação"/><category term="Revista Veja"/><category term="Políticas Sociais"/><category term="Diretoria"/><category term="Cultura"/><category term="Politica"/><category term="violência"/><title type='text'>EXPLORANDO RELEITURAS</title><subtitle type='html'>BLOG EXPLORANDO RELEITURAS: Política, Sociedade, Cultura, Informação e Ciência</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default?redirect=false'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false'/><author><name>Galera do Releituras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03437301560374318649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fCY0CMispFg/TIG0fooS2OI/AAAAAAAAABE/w_pNavkxgfo/S220/ECJ+-+multid%C3%A3o.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>93</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599428341418786825.post-683667195634807293</id><published>2011-06-20T16:07:00.000-07:00</published><updated>2011-06-20T16:07:33.604-07:00</updated><title type='text'>Sobre o crescimento do alcoolismo entre jovens e a necessidade de regulação publicitária</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Certa vez, participando de uma roda de discussão com jovens em situação de vulnerabilidade, espantei-me ao ouvir um garoto de 12 anos, respondendo à pergunta da psicóloga que comandava a sessão, sobre o por quê de ele gastar todo o dinheiro que conseguia no consumo de cerveja. “Porque é bom”, responde o garoto. “E como você sabia que era bom?”, insiste ela. “Porque eu vi na TV”. Foi a primeira vez que ouvi alguém admitir explicitamente que seu estímulo inicial à ingestão de bebidas alcoólicas resultou do incentivo de propagandas comerciais, embora todos saibamos, ainda que intuitivamente, de sua eficácia. Caso contrário, as empresas produtoras não destinariam milhões de suas verbas para este fim e nem teriam um &lt;em&gt;lobby&lt;/em&gt; e resistência tão cerrada a cada vez que se fale em regulação deste tipo de publicidade.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O fato é que os jovens brasileiros estão bebendo cada vez mais cedo e em maior quantidade. Uma pesquisa realizada pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) e pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), de acordo com dados do portal Uol Saúde “revela que o consumo de álcool por adolescentes de 12 a 17 anos já atinge 54% dos entrevistados e desses, 7% já apresentam dependência. O estudo foi realizado em 2004 e mostrou que entre jovens de 18 a 24 anos, 78% já fizeram uso da substância e 19% deles são dependentes.” Creio que uma pesquisa mais recente teria uma tendência de alta em todos esses índices. Para além do sofrimento pessoal e familiar que a doença do alcoolismo, por si só, causa, é preciso considerar o custo direto para seu tratamento no sistema de saúde pública e os custos e riscos indiretos decorrentes da associação entre álcool e direção; álcool e outras drogas; álcool e alteração no comportamento, que, por vezes, gera violência.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O uso abusivo de bebidas alcoólicas, sua glamourização e identificação com a diversão tornaram-se um símbolo de nossa atual cultura jovem. Cabe exigir e ensinar a eles mais responsabilidade no usufruto disso que eles chamam de prazer. Entretanto, seria absurdo desconsiderar a responsabilidade das empresas, do Estado e dos veículos de comunicação que aceitam divulgar suas propagandas. Para uma geração que cresce estimulada ao uso e abuso de álcool, pode ser difícil discernir acerca dos limites e conseqüências desta prática. É por isso que se torna forçoso regular a publicidade do álcool, a exemplo do que se fez com o cigarro e como acontece em vários daqueles países que costumamos citar quando queremos falar de altos padrões de civilidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;clear: both; text-align: justify;&quot;&gt;Antes que me acusem de caretice, este assunto tem chamado a atenção de toda a sociedade. Abaixo, os vídeos de dois bons programas de televisão exibidos recentemente sobre este assunto, &quot;Profissão Repórter&quot; e &quot;A Liga&quot;. O contra-senso é que, no intervalo destes programas, não deixaram de ser exibidos os comerciais de bebidas alcoólicas...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot; unselectable=&quot;on&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/feeds/683667195634807293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/5599428341418786825/683667195634807293' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default/683667195634807293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default/683667195634807293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/2011/06/sobre-o-crescimento-do-alcoolismo-entre.html' title='Sobre o crescimento do alcoolismo entre jovens e a necessidade de regulação publicitária'/><author><name>Gisele Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10150656983152489844</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-2si_Ccn8OJE/U8vu03VFlQI/AAAAAAAAAMI/Q_ywS0dr9_w/s220/cafe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599428341418786825.post-7069448061183388480</id><published>2011-04-29T06:59:00.001-07:00</published><updated>2011-04-29T06:59:36.312-07:00</updated><title type='text'>Sobre racismo, homofobia, Bolsonaro e CQC - quem promove o preconceito?</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As declarações polêmicas do Deputado Federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) no programa humorístico CQC, algumas semanas atrás, geraram diversas repercussões e manifestações (pró e contra) que ainda não arrefeceram de todo. O episódio serviu para que se denunciasse os preconceitos e violências sofridas pelos homossexuais, a falta de decoro do parlamentar; para que brotasse uma discussão enviesada sobre temas como “liberdade de expressão” e “politicamente correto”. Os desdobramentos do caso ganharam contornos de luta aberta entre ideologias, em que movimentos neo-fascistas deram as caras em pleno vão do Masp, em São Paulo, em defesa do conteúdo da fala do deputado, havendo confronto verbal com movimentos LGBT e militantes de direitos humanos. Deu o que falar... &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;iframe allowfullscreen=&quot;&quot; frameborder=&quot;0&quot; height=&quot;349&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/embed/-kHM1mkPsLQ&quot; width=&quot;425&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Pelo visto, a única coisa que faltou debater foi o papel do CQC e de outros programas ditos humorísticos na disseminação do preconceito – um debate do qual quase todos fogem tal qual o demo da cruz. É muito simples –embora necessário e oportuno (oportunista?) – criticar a postura de Bolsonaro, mas alguém aí já parou para pensar que, as mesmas coisas, se ditas no tom debochado de alguns dos membros do programa passariam despercebidas, ou, no máximo, provocariam uma repercussão diminuta?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O humor, além do papel de entreter, é utilizado como meio de promoção, consolidação e naturalização de preconceitos, que, disseminados desta e de outras formas, contribui para a ocorrência de ações discriminatórias, bullying em ambientes escolares, e, em casos extremos - mas não infreqüentes - agressões físicas e assassinatos. Sim, porque ao contrário do que querem fazer crer os arautos do “politicamente incorreto”, os preconceitos e o clima de tolerância para com eles não surgem por geração espontânea. Faço questão de frisar este ponto por saber que, saídas da boca de algum CQC, bobagens como as que disse Bolsonaro seriam consideradas engraçadas. É mais fácil estar predisposto a condenar atitudes de políticos do que assistir criticamente a um grupo de humoristas famosos e charmosos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Aliás, CQC – o nome oficial do programa é “Custe o que custar” – remete a uma tática militar chamada “Close Quarter Combat”, que em português se traduz por algo como “Combate em ambientes confinados”. Ela consiste em realizar movimentos treinados com o máximo de precisão para desarmar e atacar rápida e eficazmente o inimigo, com alto grau de proximidade física entre eles e parco aparato bélico. O uso da sigla não é mera coincidência, a se considerar o estilo “projétil verbal” utilizado pelos repórteres. Alguns de seus principais alvos, aliás, são figuras do meio político. Isso contribui para dar ao programa um verniz intelectualizado e “cidadão”, passando a imagem de seus membros como paladinos da justiça, o que serve para encobrir parcialmente o fato de que destilam misoginia e outras formas de preconceito com suas piadas de gosto duvidoso, com a sombra do humor a travestir uma agressão. Como diria Augusto dos Anjos, o beijo, amigo, é a véspera do escarro... &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O caso mais escandaloso de demonstração de preconceito por um membro do programa foi uma série de mensagens racistas no twitter e blog pessoais de Danilo Gentili. Para “provar” que não se tratava daquilo, escreveu um texto intitulado “Um post racista” (&lt;a href=&quot;http://danilogentili.zip.net/arch2009-07-01_2009-07-31.html&quot;&gt;http://danilogentili.zip.net/arch2009-07-01_2009-07-31.html&lt;/a&gt;). A emenda saiu pior do que o soneto: o texto, bizarro, tinha como pomo da discórdia a discussão sobre o significado de apelidar um nego de macaco. Todos sabem – talvez até mesmo os primatas – o que isto representa: não uma referência a inteligência, como Gentili tentou disfarçar, mas sim o rebaixamento simbólico dos negros a uma linha inferior à da humanidade. Dentre outros acintes, também escreveu que os verdadeiros&amp;nbsp;preconceituosos são os pretos – pois a espécie humana não se sub-divide em raças – tentando demonstrar com silogismos a ausência do racismo, como se fosse possível aboli-lo com meia dúzia de golpes de lógica. Infelizmente, não é tão simples assim.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sugerir a proximidade de um negro com um macaco é inequivocamente uma ofensa – e de reconhecimento universal, como os recentes casos de bananas arremessadas ao gramado para jogadores de futebol brasileiros em partidas no exterior (Neymar, Roberto Carlos) ou a montagem do asqueroso Tea Party, que coloca Obama como um filhote de macacos não nos deixam mentir. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiJjUsMwBxFhkhbih2r3K9hVRxG8yrrkvdDCqCPgwhUFIVVFrEhnZ3OROMU0c3qq75jvAby3vepTvOBUrgftByA0O62Ep21aNArlbxUDypsPJk4zyQvHUBSOlPeipCZRiGa8sEbGP6aqaE/s1600/obamacaco.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; j8=&quot;true&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiJjUsMwBxFhkhbih2r3K9hVRxG8yrrkvdDCqCPgwhUFIVVFrEhnZ3OROMU0c3qq75jvAby3vepTvOBUrgftByA0O62Ep21aNArlbxUDypsPJk4zyQvHUBSOlPeipCZRiGa8sEbGP6aqaE/s1600/obamacaco.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Dizer o contrário – ao invés de se retratar de uma piada infeliz – foi uma ofensa adicional por parte do humorista. Entretanto, a reação àquele episódio foi restrita: até onde sei, uma representação da Ong AfroBrás e alguns protestos pela internet. Apesar disso, não faltou quem saudasse as opiniões de Gentili como demonstrações de argúcia e coragem. Fossem palavras de alguma autoridade – como nosso deputado Bolsonaro – as conseqüências seriam sérias. Contrariamente ao discurso pronto de jornalistas e humoristas quando cobrados a ter responsabilidade pelo que dizem e escrevem, não se trata de “censura” ou “ditadura do politicamente correto”, mas uma exortação para que tenham bom-senso, maturidade e postura ética. Por que a única liberdade que, usada sem restrição, não se choca com os direitos alheios é a de pensamento, e não a de expressão.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Leia também: &quot;Afinal de contas, quem é que votou no Jair Bolsonaro?&quot; &lt;a href=&quot;http://quantotempodura.wordpress.com/2011/03/29/qtd-analisa-afinal-de-contas-quem-votou-em-jair-bolsonaro/&quot;&gt;http://quantotempodura.wordpress.com/2011/03/29/qtd-analisa-afinal-de-contas-quem-votou-em-jair-bolsonaro/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/feeds/7069448061183388480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/5599428341418786825/7069448061183388480' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default/7069448061183388480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default/7069448061183388480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/2011/04/sobre-racismo-homofobia-bolsonaro-e-cqc.html' title='Sobre racismo, homofobia, Bolsonaro e CQC - quem promove o preconceito?'/><author><name>Gisele Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10150656983152489844</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-2si_Ccn8OJE/U8vu03VFlQI/AAAAAAAAAMI/Q_ywS0dr9_w/s220/cafe.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img.youtube.com/vi/-kHM1mkPsLQ/default.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599428341418786825.post-5349944515096561852</id><published>2011-04-26T05:07:00.000-07:00</published><updated>2011-04-26T05:10:43.218-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Politica"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Revista Veja"/><title type='text'>Lula é pego em blitz da Lei Seca e perde carteira</title><content type='html'>&lt;table border=&quot;0&quot; cellpadding=&quot;1&quot; cellspacing=&quot;2&quot; width=&quot;100%&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span class=&quot;titulos&quot;&gt;Site Patria Latina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula é pego em blitz da Lei Seca e perde carteira&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;             &lt;/tr&gt;             &lt;tr&gt;               &lt;td class=&quot;textos&quot;&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;                                     &lt;table align=&quot;left&quot; border=&quot;0&quot; cellpadding=&quot;1&quot; cellspacing=&quot;3&quot; width=&quot;200&quot;&gt;                     &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;                       &lt;td align=&quot;center&quot;&gt;&lt;table border=&quot;0&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot;&gt;                           &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;                             &lt;td align=&quot;left&quot;&gt;&lt;span class=&quot;textospequeno&quot; align=&quot;left&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;                           &lt;/tr&gt;                           &lt;tr&gt;                             &lt;td&gt;&lt;a href=&quot;http://www.patrialatina.com.br/fotos/20-04-2011_07_20_51_.jpg&quot; rel=&quot;lightbox&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;                           &lt;/tr&gt;                       &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;                     &lt;/tr&gt;                     &lt;tr&gt;                       &lt;td class=&quot;textoslegenda&quot; align=&quot;center&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;                     &lt;/tr&gt;                   &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;Não. É claro, óbvio e evidente que o Lula não  foi parado em blitz da Lei Seca. O infrator da vez foi o senador do  PSDB e ex-governador de Minas  Gerais que mora no Rio de Janeiro (ah,  tudo bem, o Sarney é senador do  Amapá e mora no Maranhão… ou em  Brasília?), Aécio Neves. E se fosse o Lula ou algum outro petista de  expressão a ser parado  numa operação de trânsito, se recusar a fazer o  teste do bafômetro e ter  a carteira de habilitação apreendida pelo fato  de estar vencida  (renovar pra quê, se basta dar uma carteirada, não é  mesmo) ? &lt;p&gt;O blog &lt;strong&gt;&lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://quantotempodura.wordpress.com/2011/04/19/e-se-fosse-o-lula/&quot;&gt;Quanto Tempo Dura&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, em mais uma peça genial, dá a dica sobre como seria a cobertura de alguns veículos da nossa respeitável grande mídia.&lt;/p&gt; &lt;h2&gt;&lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://quantotempodura.wordpress.com/2011/04/19/e-se-fosse-o-lula/&quot;&gt;E se fosse o Lula?&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt;                                  &lt;table border=&quot;0&quot; cellpadding=&quot;1&quot; cellspacing=&quot;1&quot; width=&quot;100%&quot;&gt;                     &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;                       &lt;td class=&quot;textospequeno&quot; align=&quot;right&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://brasiliamaranhao.files.wordpress.com/2011/04/e_se_fosse_o_lula.jpg&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; src=&quot;http://brasiliamaranhao.files.wordpress.com/2011/04/e_se_fosse_o_lula.jpg?w=446&amp;amp;h=4044&quot; title=&quot;e_se_fosse_o_lula&quot; class=&quot;aligncenter size-full wp-image-3536&quot; height=&quot;4044&quot; width=&quot;446&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.patrialatina.com.br/fotos/20-04-2011_07_20_51_.jpg&quot; rel=&quot;lightbox&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.patrialatina.com.br/imagemmenor.php?imagem=fotos/20-04-2011_07_20_51_.jpg&quot; border=&quot;1&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Texto:  / Postado em 20/04/2011 ás 07:13&lt;/td&gt;                     &lt;/tr&gt;                 &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;             &lt;/tr&gt;             &lt;tr&gt;               &lt;td class=&quot;textospequeno&quot; bgcolor=&quot;#DDC6A4&quot; height=&quot;20&quot;&gt;&lt;hr /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/feeds/5349944515096561852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/5599428341418786825/5349944515096561852' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default/5349944515096561852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default/5349944515096561852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/2011/04/lula-e-pego-em-blitz-da-lei-seca-e.html' title='Lula é pego em blitz da Lei Seca e perde carteira'/><author><name>Fábio C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09814024355103861937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599428341418786825.post-3978020971903900898</id><published>2011-04-09T11:05:00.001-07:00</published><updated>2011-04-09T11:05:52.719-07:00</updated><title type='text'>A gente somos inútil?</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;“A gente faz música e não consegue gravar&lt;br /&gt;
A gente escreve livro e não consegue publicar&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;A gente escreve peça e não consegue encenar&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;A gente joga bola e não consegue ganhar&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;Inútil...&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;A gente somos inútil!”&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;Trecho da música “Inútil”, do grupo Ultraje a Rigor&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Uma mesa de debates com o título “Ciências Sociais para quê?” ocorreu na semana de recepção de calouros na maior e mais famosa universidade do país. Composta por intelectuais prestigiados, chegou a uma triste conclusão: não servimos para nada...&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Como se não bastasse o fato de termos ininterruptamente questionada a validade de nosso curso – a ponto de ser freqüente que o público, em geral, não saiba nem do que se trata, ou nos confunda com assistentes sociais – a crise de legitimidade se instaurou tão profundamente que nos deixou desbaratados: não sabemos mais qual a nossa função, nosso papel, nosso trabalho.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em tom de brincadeira, Chico de Oliveira diz, ao responder às questões dos estudantes (que, embora participativos, “choviam no molhado” e tornavam o debate previsível e desinteressante), que ele e a Profª Sylvia Garcia, sua colega na mesa, ensinavam “um monte de bobagens”, e que as Ciências Sociais não serviam para nada. Logo depois, mais sério, disse que os estudantes deveriam se debruçar sobre os textos dos autores da área, sem preconceitos. Disse ainda que uma grande obra teórica – como “O Capital”, de Karl Marx – valia bem mais do que muitos trabalhos visíveis, materiais, que somos desancados por não produzir. Por fim, arrematou: nosso papel como cientistas sociais seria, simplesmente, o de “incomodar”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A afirmação me incomodou. A tal ponto que eu e a amiga a quem acompanhava nos entreolhamos e decidimos ir embora. Saímos da FFLCH comentando o assunto, pensando que tal posição – aparentemente apoiada por muitos, a se deduzir pelo número de cabecinhas assentindo a tal ou qual frase de efeito, algo observável do fundo de um auditório – era alienada, elitista e contraproducente.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Alienada, porque reflete o pensamento da posição de classe de alguém que está no topo da hierarquia acadêmica, com espaço reconhecido como intelectual influente, e que, olhando o mundo deste ângulo, desconsidera a realidade dos jovens que cursam Ciências Sociais hoje. Se houve tanta concordância quanto pareceu haver, eu a atribuiria ao fato de que todos os que pegaram o microfone – e provavelmente a maioria ali, já que se tratava de palestra de recepção de ingressantes – eram, no máximo, alunos do 3º ano e envolvidos com a tradicional e, infelizmente, embolorada militância estudantil radicalizada. As perspectivas do aluno ingressante e do concluinte ou recém-formado sobre o curso tendem a ser discrepantes. Os primeiros, cheios de expectativa e ainda deslumbrados por haverem ultrapassado a barreira do vestibular, acreditam que farão algo grandioso na sociedade, que terão uma excelente carreira acadêmica ou qualquer outra atividade promissora em que eles esperam “fazer a diferença”. Por outro lado, o concluinte, ou recém-formado, com uma visão mais crítica fornecida pela maturidade e pelo acúmulo de frustrações, se vê, freqüentemente, perdido e tendo o futuro próximo como uma incógnita angustiante. Não há espaço para todos na academia; este é um espaço corporativo e, pela influência das relações de poder que se estabelecem em seu interior, acaba por, não raro, ofuscar o debate intelectual sob as chamas das fogueiras de vaidades; não há muito espaço no mercado de trabalho, onde somos considerados inúteis e quase sempre marcados com estigmas indeléveis.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Achar que é suficiente ao cientista social exercer o papel de “incômodo” permanente à sociedade, cai como uma luva à postura arrogante dos jovens estudantes que se mostram infensos a regras e rigores de qualquer natureza, rotulados de antemão como “repressores”. É uma postura elitista pois acomoda o pretenso intelectual, do alto da torre de marfim ou do baixo chinelo sujo, em sua posição de alguém que se limita, quando muito, a falar com um ar de superioridade da sociedade e suas instituições, como se não fizesse parte delas e como se não lhe coubesse o compromisso de envolver-se de forma ativa e relevante nos problemas que a afligem. Acomoda nas imposturas inócuas a falsa consciência de estarem rebelando-se contra a sociedade ao apertarem um cigarrinho de maconha em público, vestirem-se de forma provocativa, revelando sua homossexualidade ou coisas do tipo. Contentam-se em aparecer com um verniz Cult e uma atitude blasé ao invés de buscar estudar a fundo estes fenômenos e lutar de forma politizada e eficiente. Mas pouca atenção se presta às mudanças no mundo e às lutas institucionais por questões como essas, da maior importância também fora dos muros protegidos da universidade. Elitista, também, porque parece desconsiderar que a maioria dos que saem da universidade precisarão inserir-se no mercado de trabalho, que é uma realidade diante da qual não podemos simplesmente dar de ombros, como se a estadia subsidiada na universidade fosse durar para sempre.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Contraproducente, pois ao invés de tomarmos as rédeas da discussão e definição das políticas e diretrizes que dirigem nosso curso e a universidade, nos limitamos a protestar a posteriori de forma caricata com palavras de ordem e manifestações mambembes. Enquanto assumimos este comportamento previsível e estereotipado, do qual já sabemos o script e que o mundo espera de nós, continuamos perdendo espaço no debate público, na universidade, na definição de políticas e em todas as áreas que a atuação conseqüente se faria importante, relegando-nos, ao contrário, ao nicho pseudo-intelectual e distante. Ao invés de pautar, somos pautados de fora e acabamos por dar de bandeja aos nossos oponentes todos os argumentos deque eles se utilizarão para nos deslegitimar, questionar nossa razão de ser e reduzir os investimentos de que necessitamos. Contraproducente, também, porque ao “não servirmos para nada” está a um passo a nossa extinção. Para que desperdiçar dinheiro público em algo inútil?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;De incômodos a sociedade já está repleta. Caberia aos cientistas sociais procurar entende-los e formular propostas de interesse social para a tentativa de sua resolução. Já passou da hora de pensarmos em construir uma espécie de “terceira via” para os cursos de Ciências Sociais, elaborado por nós a partir de um debate sério, desradicalizado e sem anacronismos. Considerando a profissionalização e o mercado de trabalho, buscar uma forma de, sem render-se às suas exigências de subordinação, consigamos ser úteis para a sociedade e superar a perspectiva ingênuo-romântico-assistencialista de que faremos a revolução ou somos cientistas sociais para “ajudar a sociedade”, como é comum ouvir na fala de ingressantes. É possível contribuir a partir de qualquer profissão: o que nos distingue? O que faz nosso trabalho importante? O que justifica que a sociedade inteira pague pelos nossos estudos em universidades públicas? Com a palavra, os cientistas sociais. Urge iniciar o debate.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/feeds/3978020971903900898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/5599428341418786825/3978020971903900898' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default/3978020971903900898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default/3978020971903900898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/2011/04/gente-somos-inutil.html' title='A gente somos inútil?'/><author><name>Gisele Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10150656983152489844</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-2si_Ccn8OJE/U8vu03VFlQI/AAAAAAAAAMI/Q_ywS0dr9_w/s220/cafe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599428341418786825.post-3215248820090662980</id><published>2011-03-24T06:37:00.000-07:00</published><updated>2011-03-24T06:37:28.281-07:00</updated><title type='text'>Timão, paixão e o deslocamento da esperança e da expectativa de justiça</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;O papel da indústria do entretenimento, como a própria designação denuncia, seria a de entreter, distrair, divertir. Entretanto, às vezes esta esfera é extrapolada e o passatempo transforma-se em algo mais sério, algo emblemático quando observamos, por exemplo, as torcidas organizadas de times de futebol, uma espécie de “tribo” em que a identidade do grupo é definida, reforçada e reafirmada a cada partida. Para além de uma mera distração, o símbolo das equipes é quase um totem sagrado, pelo qual se pode – no limite, literalmente – matar ou morrer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Tempos atrás (este texto está em minha cabeça, esperando para ser escrito, desde fevereiro) elementos da fiel torcida corinthiana protagonizaram atos de vandalismo como forma de manifestação de seu descontentamento com o mau desempenho do time, eliminado do campeonato de futebol mais importante da região, a Taça Libertadores da América. Comentaristas esportivos, imprensa afora, disseram ser aquilo algo puramente irracional, criminoso e que não manifestaria a posição do autêntico torcedor, que, diante da decepção, se contentaria em consolar-se em sua casa ou à mesa de um bar. Talvez a “propensão à honestidade”, o medo de ser apanhado cometendo uma atividade ilícita, impeça o envolvimento de mais torcedores em efetuar esta cobrança, digamos assim, enfática.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Embora a maioria dos torcedores não chegue às vias de fato e manifestem sua insatisfação apenas verbalmente, é notório o envolvimento dos torcedores – especialmente os do Corinthians – com os assuntos do time e as cobranças de resultados. A “Fiel Torcida” – que mostrou merecer seu apelido quando do rebaixamento do clube para a segunda divisão do campeonato brasileiro em 2007 – mesmo em uma péssima fase do time, criou uma forte mobilização com a campanha “Eu nunca vou te abandonar”, incentivando e dando uma prova de amor e fidelidade ao time. Uma espécie de “na saúde ou na doença...” Como diria Toquinho, ser corinthiano vai além de &quot;ser ou não o primeiro&quot;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;O orgulho em pertencer à torcida, a ostentação de seus símbolos em camisas e demais acessórios fornecem uma identidade, algo em que se depositar expectativas e esperanças. Em suma: algo em que se acreditar (e torcer). A despeito das inúmeras falcatruas e denúncias de irregularidades que cercam as transações e campeonatos esportivos, e, apesar também, de há muito a indústria do entretenimento e do espetáculo haver suplantado o espírito desportivo, da competição justa e do “que vença o melhor”, as competições esportivas ainda gozam de bastante credibilidade entre o grande público. Os torcedores resistem a ver sua paixão pelo time e pelo futebol transformar-se em outra coisa, em mero comércio (foi inevitável à minha lembrança a estória de Cristo, que teria expulsado mercadores do Templo...). Recentemente, divulgou-se levantamento apontando o Corinthians como a marca esportiva mais valiosa do mercado brasileiro (&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI195470-16370,00-MARCA+CORINTHIANS+E+A+MAIS+VALIOSA+DO+FUTEBOL+BRASILEIRO.html&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI195470-16370,00-MARCA+CORINTHIANS+E+A+MAIS+VALIOSA+DO+FUTEBOL+BRASILEIRO.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;). A torcida, diante disto e das derrotas em campo, reclama e diz que o time, seu elenco e seu símbolo não podem metamorfosear-se em um simples instrumento de marketing e captação de recursos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Talvez todos estes protestos, desde os verbais até as pichações e quebra-quebras tenham um significado mais profundo que apenas o desejo de ver seu time vencer partidas e campeonatos. Embora sempre chame a atenção o paradoxo de ver as pessoas protestando em relação aos resultados do futebol – que, para além da simpatia por um ou outro time, não possuem relação direta com sua vida, à exceção do laço simbólico – e quase nunca por questões políticas ou que afetem seu cotidiano, como o aumento de passagens de ônibus, mal atendimento em serviços de saúde, etc creio que isto não seja mera demonstração de “alienação” por parte das massas. Não necessariamente porque política seja algo “chato” e futebol e novelas serem “legais” – quando o clima esquenta em época de eleições, são poucos os que permanecem completamente indiferentes. Estas representações, do que é considerado emocionante e do que é maçante, são construídas historicamente. No Brasil, nascemos quase “obrigados” a adorar futebol e a detestar política ou qualquer forma de participação coletiva ou reivindicativa por direitos de cidadania. A política, ou qualquer coisa que se conecte a ela, apesar de afetar em quase todos os âmbitos a vida do indivíduo, não é percebida como algo que lhe diga respeito, e, mais do que isso é algo completamente desacreditado. A sensação – calcada nas experiências de vida das pessoas – de que há um grande descaso das autoridades e políticas públicas, na qual todas as partes envolvidas pensam apenas em como poderão se beneficiar e locupletar-se à custa do desprotegido e impotente cidadão, as faz virar as costas para a política, como sendo algo sujo, de corruptos e as faz ver suas iniciativas em opinar ou reivindicar quase sempre nulas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Tenho a impressão de que a busca por satisfação, por lisura e por justiça, que deveriam ser direcionadas às instituições públicas acabam por ser desviadas para produtos de entretenimento&amp;nbsp;que as pessoas deveriam usufruir, mas, no íntimo, ter uma relação relativamente indiferente. Na prática, dá-se o oposto. Apesar de eu haver iniciado o texto falando a respeito de um clube de futebol, outro fato (também de fevereiro, estou um mês atrasada...) também me chamou a atenção para este deslocamento das expectativas de justiça do que é “sério” para o divertimento: a novela Passione, que, como quase todas as novelas globais das 21hs teve sua fase final extremamente comentada, acabou por decepcionar o público em seu desfecho. Isso porque a vilã da trama, a bela e psicopata Clara Medeiros (personagem vivida por Mariana Ximenes), depois de todas as maldades que cometeu, safou-se, não ficando presa, nem pobre, nem nada de ruim lhe aconteceu. Algo semelhante se deu no final de Belíssima, alguns anos atrás, em que a personagem de Fernanda Montenegro, que cometeu roubos e otras cositas más, também teve um final feliz que revoltou uma parte do público. Mas a comprovação de minha hipótese apresentou-se límpida a mim quando, dias após o término de Passione, uma pessoa próxima, noveleira de plantão, afirmou que não assistiria à novela seguinte. Quando eu a questionei pelas razões, recebi a resposta: ela não gostara do desfecho da novela anterior. Disse-me que, a vilã, ao se ver impune pronunciou: “Esse é o retrato do Brasil”. - “E eu lá quero ver isso? Retrato do Brasil eu vejo de monte, o que eu queria era vê-la punida!”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;O futebol, um produto predominantemente masculino, as telenovelas, direcionadas ao público feminino. Em comum, a propriedade de realizar uma espécie de transcendência para um reino de idealismo e fantasia de seu desejo de lisura e justiça, já que concretamente ele é pouco visto e sentido. Entretenimento que encerra a esperança de se ver fazer justiça, de se ver alguma honestidade, algum resultado, de se lavar a alma e se regozijar. Não à toa, quando as pessoas têm problemas que reclamam solução urgente, pensam em resolvê-los (e às vezes de fato conseguem) através da exibição em programas de televisão, e, secundariamente esperam resposta das instituições que deveriam atendê-los de pronto. Isso vai desde o “DNA no Ratinho”, até a denúncia na Globo ou no CQC. O que, para mim, é mais um atestado de falência do poder público... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;&quot;&gt;﻿﻿ &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em; text-align: left;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgrNG1F1DDk384JDy52A51XNqi7X2fCJsED19FjRgEDRi0K9Om8xZYXM_HxbN_hk1GZpo2xPFpFsvkROkaiCtuGZsQHvvlapJg-tibgF6JIbQgditUwDARwAWRsy1APtOLbkUIOulG66Dg/s1600/0%252C%252C44192118%252C00.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;275&quot; r6=&quot;true&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgrNG1F1DDk384JDy52A51XNqi7X2fCJsED19FjRgEDRi0K9Om8xZYXM_HxbN_hk1GZpo2xPFpFsvkROkaiCtuGZsQHvvlapJg-tibgF6JIbQgditUwDARwAWRsy1APtOLbkUIOulG66Dg/s400/0%252C%252C44192118%252C00.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;A torcida corinthiana. Imagem retirada do site de Época Negócios.&lt;br /&gt;
&quot;Corinthians é a marca mais valiosa do futebol brasiliro&quot;, reportagem&amp;nbsp;de Silvia Balieiro&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;
﻿﻿&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/feeds/3215248820090662980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/5599428341418786825/3215248820090662980' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default/3215248820090662980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default/3215248820090662980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/2011/03/timao-paixao-e-o-deslocamento-da.html' title='Timão, paixão e o deslocamento da esperança e da expectativa de justiça'/><author><name>Gisele Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10150656983152489844</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-2si_Ccn8OJE/U8vu03VFlQI/AAAAAAAAAMI/Q_ywS0dr9_w/s220/cafe.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgrNG1F1DDk384JDy52A51XNqi7X2fCJsED19FjRgEDRi0K9Om8xZYXM_HxbN_hk1GZpo2xPFpFsvkROkaiCtuGZsQHvvlapJg-tibgF6JIbQgditUwDARwAWRsy1APtOLbkUIOulG66Dg/s72-c/0%252C%252C44192118%252C00.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599428341418786825.post-7931229614707457869</id><published>2011-02-05T06:36:00.001-08:00</published><updated>2011-02-05T06:36:40.623-08:00</updated><title type='text'>Ritmos musicais recém-aprovados no vestibular</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Desde que ingressei no curso de Ciências Sociais, no já distante ano de 2006, um elemento da sub-cultura universitária, expandido para o circuito baladeiro e do show business nacional, me intriga: nas festas, i-pods, aparelhos de MP3 e de rádio uma modalidade diferente de música soava: a música &quot;universitária&quot;. O primeiro estilo a adentrar o cobiçado espaço das faculdades, ao que consigo me lembrar, foi o forró. Sucedeu-lhe o pagode, o sertanejo – que se encontra, no momento, no auge de seu sucesso – e, nos últimos meses de 2010, “fomos surpreendidos novamente”: o cartaz de uma festa anunciava um ambiente com “funk universitário”. Essa para mim é nova: foi a primeira vez que vi este adjetivo associado ao pancadão, mas não seria nenhuma surpresa vê-lo ganhar corações, mentes e corpos que descem até o chão de pessoas matriculadas em instituições de ensino superior Brasil afora.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por detrás da alcunha “universitário” – uma classificação adotada de forma a demarcar diferenças – ou melhor, antes dela, encontram-se ritmos musicais depreciados estética, cultural e moralmente como inferiores pelo respeitável público de “bom gosto” que freqüenta as universidades. São manifestações musicais típicas de grupos populares, alvos de inúmeros preconceitos, como o de que seriam “baixos” e de mau-gosto: segundo representações comuns, forró é “rala-bucho” de nortista brega e safado. Pagode não seria música, seria lixo criado por aqueles neguinhos sem cultura, “manos” sem estilo, ostentadores extravagantes com suas roupas e acessórios estrepitosos e cabelos pintados de loiro. Sertanejo, pura cafonice caipira dos “pé-vermeio”, terrível! E agora o funk? Aquela putaria?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Aparentemente, “universitário” é uma palavrinha mágica dotada do poder de elevar qualquer coisa a “nível superior”. Nossas classes médias e altas (e os aspirantes a ela, já inebriados e adeptos de sua ideologia classista), que sempre confundiram, proposital e convenientemente, elite econômica com elite intelectual e cultural, ao se renderem às manifestações musicais populares – muitas delas, verdade seja dita, de qualidade discutível – não poderiam, de forma alguma, dar testemunho de seu mau-gosto. Rebatizar forró, pagode, sertanejo e funk de “universitários” parece ter sido&amp;nbsp;o meio&amp;nbsp;encontrado por estes setores para curtirem sem peso na consciência seu verdadeiro deleite musical, com a ilusão de que, chamando os estilos de “universitários” se distanciam da suposta inferioridade cultural dos grupos sociais originalmente produtores e apreciadores daqueles ritmos. Procuram manter a “necessária” distinção, manter a “classe”. Porém, como diria a já clássica letra de Tati Quebra-Barraco: “é som de preto, de favelado; mas quando toca, ninguém fica parado!”&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O ódio presente no discurso dos setores que não apreciam estes estilos – ou dos enrustidos que não têm coragem de admiti-lo, para manter seu verniz &lt;em&gt;Cult&lt;/em&gt;, mas que nas festas os cantam e dançam freneticamente – geralmente não se limita à crítica estética, se é que a alcança, mas utiliza-a para disfarçar o preconceito de local e de classe, e demarcar distâncias e hierarquizações. Por trás da ojeriza, que precisa ser declarada pública, agressivamente e em alto e bom som ao forró, pagode, sertanejo e funk, vejo a necessidade de afirmação de superioridade da juventude do sudeste por sobre a cultura nordestina; das classes médias, altas e aspirantes&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;&quot;&gt; &lt;/span&gt;ao que é produzido por pobres; dos moradores de áreas urbanas que querem afirmar sua pretensa modernidade frente ao atraso rançoso que cerca o “sertão” e da promiscuidade sexual e baixos valores morais que cercariam os funkeiros favelados.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não se trata, aqui, de negar às pessoas o livre discernimento e escolha daquilo que irão ou não ouvir ou gostar: eu mesma não aprecio alguns dos ritmos em questão. Mas isso não me faz odiá-los, vociferar contra eles e os grupos que originalmente os produziram, ou, por outra, inventar uma demarcação artificial para me permitir gostar daqueles estilos sem “descer do salto” e “baixar o nível”. O ponto que eu gostaria de destacar é que a maioria das críticas que ouço àqueles estilos musicais não são críticas musicais, estilísticas, estéticas, artísticas ou coisa que o valha: são uma forma socialmente aceita de externar preconceitos contra as classes populares e consolidar as representações sociais que as descrevem como culturalmente inferiores. Se não, como explicar as poucas críticas que recebem alguns estilos ou “artistas” cuja qualidade artística de sua produção é bastante questionável, mas não está associada a grupos “subalternos”? Como explicar a&amp;nbsp;ausência de&amp;nbsp;crítica – e, quando ocorre, desprovida daquela indignação inconformada que cerca as críticas às “músicas de pobre” – a este pseudo-rock de doer os ouvidos? Às músicas tolas de cantores pop nacionais e estrangeiros? À “putaria” do rap e do pop norte-americanos? Como diriam os Titãs: “Um idiota em inglês/Se é um idiota, é bem menos que nós/ Um idiota em inglês /É bem melhor do que eu e vocês”...&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A maior “prova” de que o pano de fundo e as razões profundas da acerba crítica às manifestações musicais de grupos nacionais subalternos não são estéticas e sim classistas é quando ouço os comentários acerca das mesmas músicas interpretadas por cantores de diferentes estilos. A música “Esperando Aviões”, do compositor mineiro Vander Lee, considerado uma das maiores revelações recentes da MPB foi descrita como “lixo”, “melosa” por uma colega &lt;em&gt;wanna be&lt;/em&gt; que diz adorar MPB e não conhecia a origem da música, quando a ouvimos cantada por um grupo de pagode. Duvido que a reação seria a mesma se ouvisse a versão de Lee. As músicas são descritas, integralmente, sem pestanejar e sem uma crítica mais detida pela decomposição de seus elementos (letra, arranjo, voz do cantor, etc) como ruins, totalmente ruins. É como se “Baba baby” de Kelly Key e Maria Gadu, “É o amor” de Zezé de Camargo &amp;amp; Luciano e Maria Bethania e “Fico assim sem você” de Claudinho &amp;amp; Buchecha e Adriana Calcanhotto – só para citar alguns exemplos que me vêm a mente – não mantivessem a mesma letra e melodia. Há que se argumentar que a voz de uns é superior a de outros – e eu devo concordar, sem dúvida! – mas, se desde o começo o problema fosse apenas a interpretação do cantor e não a música em si, por que classificá-la, raivosamente e sem mais de “lixo”? O desprezo dirigido a alguns artistas e o prestígio concedido a outros (mesmo quando gravam músicas terríveis, mas têm um nome estabelecido na praça) é transferido àquilo que produzem, e isso me faz pensar que a crítica não é musical (como seria se a argumentação se baseasse em que o tal “não canta nada”), e sim se dirigem ao próprio cantor e a classe que ele representa, com frequência,&amp;nbsp;com suas origens biográficas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas, caros colegas, sem stress! “Seus problemas acabaram”: o rótulo e a nova geração de cantores “universitários” estão aí para permitirem que vocês gozem em toda a plenitude de seu mau-gosto, e sem peso na consciência!&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/feeds/7931229614707457869/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/5599428341418786825/7931229614707457869' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default/7931229614707457869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default/7931229614707457869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/2011/02/ritmos-musicais-recem-aprovados-no.html' title='Ritmos musicais recém-aprovados no vestibular'/><author><name>Gisele Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10150656983152489844</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-2si_Ccn8OJE/U8vu03VFlQI/AAAAAAAAAMI/Q_ywS0dr9_w/s220/cafe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599428341418786825.post-6049954830184872582</id><published>2011-01-30T15:11:00.000-08:00</published><updated>2011-01-30T15:12:05.560-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Política"/><title type='text'>Capital da contradição</title><content type='html'>&lt;span class=&quot;template-revistas&quot;&gt;&lt;h1 class=&quot;documentFirstHeading&quot;&gt;                       &lt;span class=&quot;&quot; id=&quot;parent-fieldname-title&quot;&gt;Revista do Brasil:&lt;br /&gt;            &lt;/span&gt;              &lt;/h1&gt;            &lt;p class=&quot;documentDescription&quot;&gt;                      &lt;span class=&quot;&quot; id=&quot;parent-fieldname-description&quot;&gt;             Dados do IBGE mostram que o número de casas vazias no país é  maior do que o de famílias sem teto – essas que, em cidades como  São  Paulo, com 290 mil imóveis desocupados, ainda são tratadas como  criminosas         &lt;/span&gt;              &lt;/p&gt; &lt;/span&gt;                     &lt;span&gt;             &lt;p class=&quot;documentByLine&quot;&gt; Por: &lt;span&gt;Leandro Melito &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;/span&gt;       &lt;p class=&quot;documentByLine&quot;&gt;Publicado em 03/01/2011&lt;/p&gt;                           &lt;div class=&quot;newsImageContainer&quot;&gt;             &lt;a href=&quot;http://www.redebrasilatual.com.br/revistas/55/capital-da-contradicao/image_preview&quot; id=&quot;parent-fieldname-image&quot; title=&quot;Abandono: objetivo das ocupações é fazer com que imóveis tenham finalidade social. Foto: Danilo Ramos&quot;&gt;               &lt;br /&gt;            &lt;/a&gt;             &lt;p class=&quot;discreet&quot;&gt;                        &lt;span class=&quot;&quot; id=&quot;parent-fieldname-imageCaption&quot;&gt;             Abandono: objetivo das ocupações é fazer com que imóveis tenham finalidade social. Foto: Danilo Ramos         &lt;/span&gt;                  &lt;/p&gt;         &lt;/div&gt;                   &lt;div class=&quot;&quot; id=&quot;parent-fieldname-text&quot;&gt;              &lt;p&gt;No final do ano passado, em 25 de novembro, a Avenida Ipiranga, no  centro de São Paulo, acordou com assovios, apitos e barulho de garrafas  pet vazias chocando-se contra as sacadas do prédio localizado no número  895. Os 15 andares estavam ocupados por 840 famílias prestes a serem  desalojadas. Semanas antes, o proprietário, HM Engenharia, empresa do  Grupo Camargo Corrêa, havia obtido na Justiça direito à reintegração de  posse. O advogado dos sem-teto, Manoel del Rio, afirma que a propriedade  não cumpre função social. “Da forma como o proprietário utiliza o  prédio, ele não é bom para a cidade. O Judiciário não atendeu ao nosso  pedido para que houvesse uma audiência sobre o imóvel com as partes  envolvidas”, diz. Procurada, a HM informou por meio da assessoria que  não se pronunciará até que tenha resposta para um projeto de habitação  popular para o prédio, apresentado à prefeitura.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Exatamente um ano antes, as mesmas famílias foram desalojadas do  terreno Alto Alegre, no bairro de São Mateus, periferia leste da cidade.  Na ocasião, foram informadas da reintegração no exato momento de sua  execução e retiradas de forma brutal. No dia 25 de novembro de 2009,  acordaram com o barulho dos tratores, tiveram as casas derrubadas e  incendiadas e perderam seus pertences. “A gente não foi nem avisada que  teria reintegração. Acordamos por volta das 4 da manhã e os policiais já  estavam lá. Mal conseguimos tirar a roupa de dentro dos barracos”,  conta Maria do Planalto, coordenadora do Movimento Terra de Nossa Gente.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Na Avenida Ipiranga, as famílias saíram de forma pacífica. Foram até a  Câmara Municipal, onde se encontraram com famílias que já estavam ali  acampadas, após a reintegração de um prédio na Avenida Nove de Julho,  propriedade do INSS, realizada em 18 de novembro. Essas ocupações foram  simultâneas a outras duas, nos edifícios nas avenidas Prestes Maia, 911,  e São João, 88. Coordenados pela Frente de Luta por Moradia (FLM),  3.800 sem-teto ocuparam os quatro prédios em 4 de outubro. “A ideia das  ocupações é acelerar processos de desapropriação na região para fazer  habitação de interesse social”, informa Osmar Borges, coordenador do  movimento.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Dados do Censo 2010 divulgados pelo IBGE mostram que existem no  Brasil  mais de 6 milhões de domicílios vagos. O número supera em cerca  de 200 mil os 5,8 milhões de famílias brasileiras que não vivem em  locais considerados adequados. O cálculo é do Sindicato da Indústria da  Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) com base na  Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE. São Paulo,  segundo o Sinduscon, tem 1,112 milhão de domicílios vagos e 1,127 milhão  de famílias sem casa adequada. Portanto, bastariam 15 mil novas  moradias para resolver o déficit habitacional do estado.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;img class=&quot;image-inline image-inline&quot; src=&quot;http://www.redebrasilatual.com.br/revistas/55/imagens/reintegrao_08_mauricio_morais.jpg/image_preview&quot; alt=&quot;Moradora chora ao ser despejada de prédio na Avenida Ipiranga. Foto: Mauricio Morais&quot; /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Para a urbanista Ermínia Maricato, criadora do Laboratório de  Habitação e Assentamentos Humanos da Faculdade de Arquitetura e  Urbanismo (FAU) da USP, os movimentos organizados prestam um serviço à  cidade ao chamar a atenção para o número de imóveis ociosos, que não  cumprem a função social da propriedade, prevista na Constituição e no  Estatuto da Cidade. Ela afirma que o poder público induz a população a  ocupar áreas­ periféricas. Nas proximidades das represas Billings e  Guarapiranga vivem cerca de 2 milhões de pessoas. “Se um imóvel no  centro é ocupado, o Judiciário concede liminar rapidamente. Quando é  área de proteção ambiental na periferia, que deveria ser cuidada pelo  Estado, nada acontece”, afirma Ermínia, secretária de Habitação e  Desenvolvimento Urbano da Prefeitura de São Paulo de 1989 a 1992.&lt;/p&gt; &lt;h2&gt;Violação de direitos&lt;/h2&gt; &lt;p&gt;Na ocupação do prédio da Ipiranga, uma equipe foi na frente para  cuidar dos elevadores e evitar acidentes. As famílias subiram até o  quinto andar. O eletricista Domingos Martins fez a instalação elétrica  nas escadas e corredores. Faltou fiação para completar dois andares. O  problema maior foi a falta de água. No quarto dia, eles encontraram um  poço artesiano e três caixas d’água.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Martins trabalha com comunicação visual, faz letreiros e está há 12  anos na luta por moradia. Vive no bairro Colorado, na zona leste. “Aqui a  gente está bem, é cinco estrelas (risos), tem quarto até com carpete. O  sonho maior de um trabalhador é um lar. Ele tira do salário, mas sabe  que está construindo alguma coisa para ele e para os filhos.”&lt;br /&gt;Dagmar  Maria de Jesus, que ganha R$ 500 por mês como diarista, dividiu um  quarto com quatro famílias. Raimunda Oliveira dos Santos, também  diarista, tem três filhos e dois netos. Com 53 anos, não consegue  trabalho com carteira. “Eu não vou deixar meus filhos na rua.” Robinson  Xavier de Oliveira paga R$ 300 de aluguel em um barraco na favela com o  seguro-desemprego. “Em vez de aluguel, eu poderia pagar uma coisa minha e  da minha família.” Edvania Florentino da Silva, desempregada, tem dois  filhos e morava de favor. “Chorei quando vi a reportagem da Globo. Eles  tratam a gente como bandido.”&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;img class=&quot;image-left image-inline&quot; src=&quot;http://www.redebrasilatual.com.br/revistas/55/imagens/copy_of_reintegrao_01_mauricio_morais.jpg/image_mini&quot; alt=&quot;Tropa de choque chega para fazer cumprir decisão judicial de desocupar o prédio (abandonado) da construtora Camargo Corrêa. Foto: Mauricio Morais&quot; /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;No dia seguinte à ocupação, os sem-teto foram impedidos por policiais  de receber água ou alimentação. Patrick Wilken, pesquisador da Anistia  Internacional, afirma que a polícia agiu de forma ilegal. “Nessa  situação, a polícia tem de dialogar, não pode impedir as pessoas de  entrar ou sair do prédio.” Ele visitou as quatro ocupações e se reuniu  com a superintendente de Habitação Popular da prefeitura, Elizabete  França. “A prefeitura não está oferecendo uma resposta adequada aos  problemas seríssimos dos moradores de baixa renda. Oferece só uma  resposta emergencial para um problema que existe há muito tempo”,  critica, referindo-se a uma bolsa-aluguel de R$ 400 concedida às  famílias.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Segundo Maria do Planalto, quando as famílias foram desalojadas do  terreno do Alto Alegre começaram a receber o auxílio, cortado após o  terceiro mês. Em reunião realizada em abril com a Secretaria de  Habitação­ de São Paulo, o Ministério das Cidades, a Companhia de  Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado e a Caixa Econômica  Federal, foi acertado que as famílias receberiam a bolsa num primeiro  momento e, em seguida, seriam integradas ao programa Parceria Social,  que concede auxílio de R$ 300 mensais por 30 meses, até serem  encaminhadas para uma moradia­ definitiva. Maria afirma que o acordo foi  quebrado.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Em 18 de novembro, após a reintegração de posse do antigo prédio do  INSS, as famílias acamparam numa praça em frente à Câmara. Na tarde do  dia 22, caía uma chuva forte em São Paulo e, enquanto tentavam se  proteger embaixo das lonas, elas foram surpreendidas por uma ação  violenta. A Guarda Civil Metropolitana usou bombas de gás, cassetetes e  sprays de pimenta para forçar as famílias a deixar a praça. Dez mulheres  e sete homens foram feridos. O estudante Jonatan Silva tentou registrar  a ação, mas foi agredido e teve sua filmadora danificada. “Eles me  deram dois tapas, um soldado pegou minha máquina e jogou debaixo do  viaduto”, conta.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;As famílias da Ipiranga permaneceram 12 dias acampadas em frente à  Câmara. Foram proibidas de amarrar as lonas das barracas nas grades da  casa legislativa ou nas árvores da calçada, “para não depredar o  patrimônio público”, e também de utilizar seus banheiros. No início de  dezembro, lideranças apresentaram à prefeitura uma lista de 357  famílias, e o governo se prontificou a atender 111 pelo Parceria Social.  Foram firmados compromissos de inclusão das demais no programa Minha  Casa, Minha Vida e de participação do movimento no processo de  desapropriações e reformas de 53 prédios no centro da cidade a serem  destinados à moradia popular.&lt;/p&gt; &lt;h2&gt;Revitalização para quem?&lt;/h2&gt; &lt;p&gt;A prometida desapropriação será feita com verba do Fundo Municipal de  Habitação. Mas a prefeitura ainda não indicou como será a destinação  desses prédios, informa Kazuo Nakano, urbanista do Instituto Pólis. “Os  critérios de atendimento e participação dos movimentos por moradia estão  completamente obscuros. Falta aprofundar a utilização justa desse  patrimônio, que será reaproveitado com dinheiro público. Será muito  grave se a prefeitura usar esses prédios para favorecer negócios  imobiliários”, alerta.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Nenhum dos prédios identificados para desapropriação está dentro do  perímetro reservado para o projeto Nova Luz, anunciado pela prefeitura  como de revitalização do centro. “Isso quer dizer indiretamente que a  vida que existe ali não interessa, embora seja o lugar da cidade que tem  mais vida, mas que não dá lucros para o mercado imobiliário”, afirma  João Whitaker, urbanista da FAU. Antes de iniciar a revitalização, a  área teve a imagem degradada pelo fortalecimento do rótulo de  criminalidade. Andrea Matarazzo, subprefeito da Sé e secretário de  Coordenação das Subprefeituras (2005 a 2009), estigmatizou a região da  Luz como cracolândia.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A manutenção do espaço (coleta de lixo, varrição de ruas, restauração  da sinalização viária, sinalização de pedestres) também deixou de ser  feita da mesma maneira como é realizada em outras regiões. Em agosto de  2009, o prefeito Gilberto Kassab fez um corte de 20% nos contratos de  varrição de ruas e recolhimento de entulho, e em outubro anunciou corte  de 10% nos contratos com as empresas de coleta de lixo. Segundo Ermínia  Maricato, isso faz parte da construção das “novas centralidades”  engendradas pelo mercado imobiliário. “Primeiro, tem-se a construção da  degradação, e depois a construção de uma nova centralidade.” O processo  de revalorização inflaciona o preço dos imóveis e expulsa do centro as  pessoas de baixa renda. “Os imóveis ficam vazios por interesses  especulativos do mercado”, afirma Whitaker.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Na execução do projeto Nova Luz, pela primeira vez o governo  municipal irá transferir para a iniciativa privada uma prerrogativa que  constitucionalmente é do Estado: o grupo que ganhar a licitação terá o  direito de fazer as desapropriações que julgar necessárias para realizar  as obras de revitalização. Em seguida, quem vencer outro processo, de  concessão urbanística, poderá desapropriar e explorar economicamente os  espaços público e privado do perímetro.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;“Chegamos no limite da configuração do espaço urbano unicamente como  uma mercadoria e não como território de efetivação de direitos”,  sentencia Nakano. A Central de Movimentos Populares (CMP) acompanha  diversos projetos que têm provocado remoção da população, além do Nova  Luz: a requalificação das marginais do Tietê já removeu 18 favelas; o  projeto do Parque Linear do Tietê, na zona leste, vai remover mais de 20  mil famílias; a obra da Operação Urbana Águas Espraiadas, na região do  Jabaquara e Americanópolis, mais de 10 mil; e o projeto de  requalificação do Parque Dom Pedro II. “Não temos nada contra melhorar a  cidade e fazer a recuperação do patrimônio histórico. Mas isso tem que  atender a população de baixa renda e não expulsá-la”, reivindica  Benedito Roberto Barbosa, o Dito, coordenador da CMP. &lt;/p&gt;  &lt;div class=&quot;bloco-inteiro&quot;&gt;&lt;strong&gt;Solução ao alcance&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Depois  de tomar conhecimento do programa Morar no Centro, em 2002, o  proprietário do edifício Joaquim Carlos, localizado no bairro paulistano  do Belém, procurou a Secretaria de Habitação. O imóvel foi adquirido em  2004 por R$ 1,7 milhão, valor referendado pela Caixa federal. O prédio  antes abrigava 120 unidades do tipo sala-quarto, predominando  apartamentos com área útil inferior a 37 metros quadrados. O projeto de  reforma criou 48 quitinetes, 42 apartamentos com um dormitório e três  unidades adaptadas para deficientes físicos, com áreas entre 40 e 57  metros quadrados. Foram atendidas famílias com renda entre três e cinco  salários mínimos, ligadas ao movimento de moradia União de Lutas dos  Cortiços e outras cadastradas pela prefeitura. A gestão do condomínio é  terceirizada – uma comissão formada por 11 moradores acompanha os  trabalhos e orçamentos apresentados pelas administradoras. Alguns deles,  segundo suas aptidões, fazem trabalhos de manutenção, contribuindo para  manter um valor baixo do condomínio, R$ 120. As prestações variam de R$  195 a R$ 290.&lt;br /&gt;O empreendimento, entregue em 2007, encontra-se em  ótimas condições, com todas as unidades ocupadas. Foi prevista uma área  de lazer no mezanino com mais de 200 metros quadrados, que ainda  abrigará sala de computação e biblioteca. Nos fundos, há um grande salão  de festas com cozinha e sanitários. Para reduzir prazos e custos, foi  essencial o empenho do proprietário no processo de negociação,  principalmente na regularização da matrícula do imóvel.&lt;/div&gt;                       &lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/feeds/6049954830184872582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/5599428341418786825/6049954830184872582' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default/6049954830184872582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default/6049954830184872582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/2011/01/capital-da-contradicao.html' title='Capital da contradição'/><author><name>Fábio C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09814024355103861937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599428341418786825.post-1588626868496445053</id><published>2011-01-22T14:59:00.000-08:00</published><updated>2011-01-22T14:59:09.231-08:00</updated><title type='text'>Sobre alpinistas em montanhas de luxo e  morros de risco - responsabilidade pessoal e consciência do perigo</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
Neste início de ano, ouvindo a uma rádio de notícias, duas reportagens sem conexão alguma, mas tocadas na sequência, me pareceram extremamente encadeadas, pelo paradoxo que saltou subliminarmente aos meus ouvidos: o desaparecimento do alpinista brasileiro Bernardo Collares, em uma montanha da Patagônia, e as inundações em áreas urbanas na região sudeste. No primeiro caso, o atleta escalava o monte Fitz Roy, que, ao que consta, é “considerado por muitos alpinistas profissionais como o maior de todos os desafios do seu esporte, porque suas paredes verticais requerem técnica impecável para serem conquistadas. Ademais, o clima da região é excepcionalmente ruim e traiçoeiro — fato que já custou a muitos suas vidas.” (&lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Cerro_Fitzroy&quot;&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Cerro_Fitzroy&lt;/a&gt;). Sua família cobrou veementemente do governo brasileiro, e criticou as autoridades argentinas, pelo não-resgate do corpo do alpinista, que, machucado e em condições climáticas tão adversas, não teria chances de ser encontrado vivo. A carta aberta de Katia Arantes ao Itamaraty, foi reproduzida no blog de Fernando Gabeira, em que ela critica a falta de investimento dos governos argentino e chileno, afirmando que ambos “fingem que é natural os montanhistas serem abandonados a própria sorte, fazendo das montanhas da Patagônia um túmulo inacessível onde os familiares não podem chorar os seus mortos. A desculpa deles é que os montanhistas não avisaram aos órgãos publicos locais que iriam subir a montanha. Essa burocracia é apenas para ajudá-los a lavar as mãos em casos fatais de estrangeiros.” (&lt;a href=&quot;http://blogs.estadao.com.br/fernando-gabeira/2011/01/08/apelo-por-montanhista/&quot;&gt;http://blogs.estadao.com.br/fernando-gabeira/2011/01/08/apelo-por-montanhista/&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O segundo caso, que não deixou o noticiário por ser uma tragédia cujos desdobramentos ainda encontram-se em curso, é um roteiro que se repete todos os anos, e que, de tão previsível, poderia ser incluído no calendário de verão: os deslizamentos de moradias situadas em áreas de risco, inundações de cidades, perdas humanas e materiais. As chuvas, somadas à falta de planejamento urbano, descaso de autoridades e efeitos de mudanças climáticas produziram alagamentos e prejuízos em regiões de São Paulo, Minas Gerais, e, de forma mais dramática, na serra do Rio de Janeiro (este último, está sendo considerado por alguns como o maior desastre natural da história do Brasil.) Mas seria de extrema ingenuidade ou evasão considerar estas catástrofes como apenas “naturais”, por diversas razões: a ocupação de encostas de morros e demais áreas de risco se dá pela impossibilidade de a população de baixa renda adquirir imóveis em outras regiões, cujo preço, nas grandes cidades, é inflacionado pela especulação imobiliária; pela ação de políticos e lideres comunitários demagogos, que incentivam ocupações em terrenos impróprios, para fazer dali um curral eleitoral, e que, em momentos como esse, desaparecem como se não lhes coubesse nenhuma responsabilidade; pela inépcia do poder público em impedir essas construções quando estão no início, e ainda as incentivarem, indiretamente, fornecendo serviços de abastecimento de água, energia elétrica e asfalto a essas regiões, legitimando sua existência no local. Considerando todos esses fatores, fica difícil interpretar essas tragédias como catástrofes naturais – são, pelo contrário, desastres sociais. O único fator “natural”, nesse caso, seriam as mudanças climáticas que estão aumentando a intensidade pluviométrica na região sudeste do Brasil, como nos informa o jornalista André Trigueiro, especializado em meio ambiente (&lt;a href=&quot;http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/andre-trigueiro/2011/01/15/MUDANCAS-CLIMATICAS-DEIXAM-CHUVAS-CADA-VEZ-MAIS-SEVERAS.htm&quot;&gt;http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/andre-trigueiro/2011/01/15/MUDANCAS-CLIMATICAS-DEIXAM-CHUVAS-CADA-VEZ-MAIS-SEVERAS.htm&lt;/a&gt;). O que não deixa de ser, também, fruto da ação humana.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O ponto que eu gostaria de abordar, e que conecta as duas notícias, é a questão da noção do perigo por parte dos indivíduos envolvidos, e as responsabilidades pessoal e do poder público diante do risco que cada uma dessas pessoas, nas diferentes situações, assume. No caso do montanhista desaparecido, parece conveniente a seus parentes, algumas personalidades e “anônimos” internet a fora apontar a responsabilidade ao governo brasileiro, através do Itamaraty, e dos governos da Argentina e Chile por não resgatar o corpo de Bernardo. Embora seja compreensível a dor da família, que em seu desespero tanta de todas as formas encontrar um ente querido, ainda que morto, cabe a nós questionar: é dever do Estado brasileiro zelar pela segurança e integridade física de um cidadão que, privadamente, decide escalar uma montanha perigosa em um país estrangeiro? Caso o sujeito em questão não estivesse em missão oficial – como não estava – praticando um esporte por livre e espontânea vontade, em busca de prazer e realização pessoal e ciente do perigo, qual a relação das autoridades com esta ocorrência? A meu ver, nenhuma. Um problema particular.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Completamente oposta é a situação dos pobres urbanos que vivem em situação de risco, cujas vidas são responsabilidade do poder público. Entretanto, esta opinião está longe de ser unânime, apesar do relativo amadurecimento da imprensa ao tratar desta questão, pois já não se vê, como antes, âncoras e repórteres culpando a população por morar em lugares perigosos e insalubres. Mas não é esta a visão do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que, de acordo com reportagem do portal G1 declarou que os moradores de áreas de risco têm consciência da situação do lugar e por isso devem tratar de se mudar (&lt;a href=&quot;http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/01/para-kassab-morador-de-area-de-risco-sabe-do-perigo-e-deve-se-mudar.html&quot;&gt;http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/01/para-kassab-morador-de-area-de-risco-sabe-do-perigo-e-deve-se-mudar.html&lt;/a&gt;). Para o prefeito, o problema de habitação na cidade é privado, e cabe às unidades familiares resolvê-lo e responsabilizarem-se individualmente por sua sorte ao ocuparem tais áreas. Kassab lava suas mãos diante de um problema de planejamento urbano, que é de responsabilidade das autoridades municipais desde a fiscalização de regiões de preservação e risco de deslizamento – impedindo a construção de imóveis ali, desde seus primeiros tijolos – até a situação da especulação imobiliária e predial da cidade.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Segundo dados do Grupo Estado, de dezembro de 2008, havia na cidade de São Paulo 400 mil imóveis desocupados, para um défcit habitacional de 700 mil moradias (&lt;a href=&quot;http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/node/2199&quot;&gt;http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/node/2199&lt;/a&gt;). Dados preliminares do Censo 2010, divulgados no último mês, mostram que no estado de São Paulo há 1.112.000 de casas vazias, enquanto que o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) estima que haja 1.127.000 famílias sem teto ou com residências inadequadas. O défcit habitacional “real”, portanto, seria de apenas 15 mil moradias. Em âmbito nacional, os dados são ainda mais surpreendentes: o número de casas vazias supera o de famílias que necessitam de moradias (&lt;a href=&quot;http://www.brasil.gov.br/noticias/arquivos/2010/12/13/numero-de-casas-vazias-supera-deficit-habitacional-do-pais-indica-censo-2010&quot;&gt;http://www.brasil.gov.br/noticias/arquivos/2010/12/13/numero-de-casas-vazias-supera-deficit-habitacional-do-pais-indica-censo-2010&lt;/a&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Antes de morrer, Bernardo Collares deu uma declaração em que expressava seus motivos para escalar: “As montanhas são uma espécie de reino mágico onde, por meio de algum encantamento, eu me sinto a pessoa mais feliz do mundo”. (&lt;a href=&quot;http://odia.terra.com.br/portal/rio/html/2011/1/plano_para_resgatar_alpinista_135637.html&quot;&gt;http://odia.terra.com.br/portal/rio/html/2011/1/plano_para_resgatar_alpinista_135637.html&lt;/a&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Buscava sua felicidade, como propõe o marketeiro projeto de lei de Emenda Constitucional que visa incluir este “direito” na Carta Magna brasileira (&lt;a href=&quot;http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,buarque-quer-pec-que-da-direito-a-busca-da-felicidade,557159,0.htm&quot;&gt;http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,buarque-quer-pec-que-da-direito-a-busca-da-felicidade,557159,0.htm&lt;/a&gt;). Melhor seria se o Congresso se ocupasse na tentativa de viabilizar o direito à moradia digna, que já se encontra na Lei e é responsabilidade pública, deixando a felicidade e sua busca a critério privado dos cidadãos.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/feeds/1588626868496445053/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/5599428341418786825/1588626868496445053' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default/1588626868496445053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default/1588626868496445053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/2011/01/sobre-alpinistas-em-montanhas-de-luxo-e.html' title='Sobre alpinistas em montanhas de luxo e  morros de risco - responsabilidade pessoal e consciência do perigo'/><author><name>Gisele Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10150656983152489844</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-2si_Ccn8OJE/U8vu03VFlQI/AAAAAAAAAMI/Q_ywS0dr9_w/s220/cafe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599428341418786825.post-4080262567217968665</id><published>2011-01-08T19:52:00.000-08:00</published><updated>2011-01-08T19:55:26.247-08:00</updated><title type='text'>Coisas de homem, coisas de mulher - a adequação aos papeis</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A intenção era mesmo a de escrever o post dessa semana sobre a situação da mulher – mais uma vez e sempre, enquanto necessário, estarei eu aqui a hastear a bandeira de mais este “-ismo”. Sim, essa é a forma pejorativa a que muitos – e muitas – deslegitimam, sem pestanejar, a árdua e inglória luta pela igualdade de direitos e dignidade entre os sexos. Na falta de tempo e inspiração para fazê-lo antes, ligo a TV desanimada em mais um fim de noite, e aí me surge a ponta do novelo: uma reportagem sobre as liquidações de início de ano nas lojas, explorando a imagem das mulheres, “naturalmente” afeitas ao consumismo. Mas a gota d’água foi apresentar “até um homem” aderindo aos super descontos, como se fosse algo de extrema raridade, e, por isso, digno de destaque.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nessas e noutras representações – através de anúncios publicitários, novelas e nas mais diversas formas de discurso – reitera-se a caricaturização da figura feminina como fútil, compulsivamente preocupada em comprar, de preferência pagando com o cartão do homem que a sustenta. Numa visão mercantil das relações afetivas, em que se espera da mulher que assuma a posição de “prostituta de um homem só”, a estereotipia produz, como numa imagem em negativo, os contornos das relações de poder distribuídas entre os sexos: os homens detêm o poder econômico e as mulheres o poder da manipulação através da beleza física e dos dotes afetivos. A eles, o poder conferido pela cultura, a elas, os atributos “doados” pala natureza. São conhecidas e infames as oposições: razão x emoção; lógica x intuição; dureza x sensibilidade, dicotomias sempre evocadas quando se procede às comparações entre o masculino e o feminino.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É verdade que os homens, quando não se encaixam nos papeis masculinos que lhe são impostos (como os que que gostam de atividades tidas como femininas,&amp;nbsp;a exemlo&amp;nbsp;da dança; os homossexuais, frequentemente apelidados de “mulherzinhas”), sofrem com os padrões impostos, também opressores. Margaret Mead, antropóloga norte-americana que&amp;nbsp;realizou&amp;nbsp;trabalhos de campo em&amp;nbsp;tribos da Nova-Guiné entre as décadas de 1960 e 70 (estudo que culminou no famoso livro &lt;em&gt;Sexo e Temperamento&lt;/em&gt;), explicita, através do contraste com outras culturas, que os comportamentos masculinos e femininos que observamos nas sociedades ocidentais nada tem de natural, sendo apenas uma construção histórica e cultural específica. Chega ao final da obra com a proposição que nossas sociedades se tornem mais flexíveis e abdiquem de impor a homens e mulheres comportamentos estereotipados, permitindo-lhes desenvolver sua personalidade de acordo com suas aptidões e características individuais, em quaisquer direção que caminhem.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;O falo e o poder&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nossa cultura relegou historicamente as mulheres à submissão aos homens, e as relações de poder existentes na contemporaneidade encontram-se indelevelmente marcadas por esta milenar cisão, apesar dos avanços. A tradição ocidental, judaico-cristã, que em seus textos sagrados descreve o homem como “a cabeça” lamentavelmente ainda contribui para formatar as mentes femininas em sua freqüente aversão ao comando, exceto das maçantes atividades domésticas. A versão profanizada as enxerga apenas como objetos – sexuais e de trabalho servil, comandado e “leve” – jamais como sujeitos, e ambas as vertentes contribuem para solidificar, até ao ponto de tornar imperceptível e natural à maioria das pessoas, que existem “coisas de homem” e “coisas de mulher”, e que apenas às primeiras competem a ação, a força, o comando e o poder.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
A definição de posições sociais, visões de mundo e mesmo&amp;nbsp;o próprio “interesse” (que, a princípio, pode parecer mero reflexo do “instinto”; ou, numa versão mais intelectualizada, de autonomia e “livre-arbítrio”) encontram-se viciados por ideologias e mecanismos sociais que são instituídos e definidos pela relação de dominação. É o que Bourdieu conceituou como “violência simbólica”:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A&amp;nbsp;dominação masculina é uma dominação de tipo particular que, por mais que se diga o contrário, não repousa sobre a violência física... Ela repousa sobre o que chamei de violência simbólica, ou seja, a violência que resulta do fato de as pessoas terem na cabeça princípios de percepção, maneiras de ver que são produto da relação de dominação. Isso não quer dizer que as mulheres sejam fracas, idiotas, submissas, quer dizer que as estruturas sociais levam-nas – desde a infância, na família, na escola – a incorporar, interiorizar um tipo de relação masculino-feminino, através, por exemplo, do sistema de adjetivos. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A distinção entre hard e soft... entre as ciências duras e as ciências moles, é masculino-feminino. Quanto mais nos aproximamos das ciências moles, mais elevada é a proporção de mulheres encontradas e inversamente para os homens. Se as coisas se passam dessa forma, não é porque dirigimos as mulheres para o social, para o feminino, para as belas-artes, enquanto os homens ficam com as matemáticas, a física; é também porque as mulheres pensam que não são dotadas para essas matérias, que são feitas para as primeiras, que as últimas não lhes interessam. (&lt;em&gt;Pierre Bourdieu entrevistado por Maria Andréa Loyola.&lt;/em&gt; Rio de Janeiro: EdUERJ, 2002).&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
As mulheres que rompem barreiras que as segregavam a determinadas áreas sofrem diversos preconceitos, entre eles o de “não serem mais mulheres”. Vi isso durante a campanha presidencial, ao ouvir mais uma piada sem graça do CQC: sem Marina no segundo turno, o Brasil perderia a oportunidade de ter a primeira mulher na presidência em 2011. Enquanto um falava, outro dos machistas da bancada imitava os trejeitos supostamente masculinos de Dilma. Então firmeza, competência técnica (em uma área dominada por engenheiros, como é a de Minas e Energia, especialização da presidente), perfil gerencial, voz grave e cabelos curtos – além, óbvio, do cargo que disputava – fazem dela menos mulher? Pior: os rumores de que ela seria homossexual, apenas por ser divorciada, e como se fosse este o cerne da discussão quando se avalia a aptidão de alguém a um cargo público (preconceito que, façamos justiça, também atinge o atual prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, por ser um homem solteiro).&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
É por isso que adoro ver um “troca-troca”, homens fazendo “coisas de mulheres” e mulheres fazendo “coisas de homem”, embora não possa negar meu maior deleite nas últimas, pois sinto me dizerem respeito mais diretamente: além de indivíduo descontente com as imposições sociais, também enquanto membro do mais oprimido gênero. É ótimo ver Dilma na presidência, e&amp;nbsp;este é mais um importante tijolo derrubado nos tabus que separam o que é atribuição&amp;nbsp;feminina&amp;nbsp;ou masculina na política, assim como ver o aumento no número de ministras, uma delas, na equipe econômica. Mas o caminho da mulher na atividade política é cheio de avanços e recuos: não avançamos no parlamento e nem conseguimos cumprir a lei que determina a obrigatoriedade de 30% de candidaturas de mulheres. Gostei de ver o carro de posse de Dilma cercado por seguranças do sexo feminino, assim como adoro igualmente de vê-las engenheiras, policiais, motoristas de coletivos, jogadoras de futebol etc, rompendo, pouco a pouco, o cordão simbólico que determina as posições sociais a partir &lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;de diferenças biológicas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/feeds/4080262567217968665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/5599428341418786825/4080262567217968665' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default/4080262567217968665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default/4080262567217968665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/2011/01/coisas-de-homem-coisas-de-mulher.html' title='Coisas de homem, coisas de mulher - a adequação aos papeis'/><author><name>Gisele Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10150656983152489844</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-2si_Ccn8OJE/U8vu03VFlQI/AAAAAAAAAMI/Q_ywS0dr9_w/s220/cafe.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599428341418786825.post-5254456773005160939</id><published>2011-01-03T13:30:00.000-08:00</published><updated>2011-01-03T13:34:50.653-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Política"/><title type='text'>Reformismo revolucionário: a estratégia da esquerda latino-americana*</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;font-family: arial; font-size: 14px; color: rgb(57, 67, 77); line-height: 19px; padding-top: 1px; &quot;&gt;&quot;Estado&quot;, &quot;política&quot;, &quot;história&quot;, &quot;revolução&quot; são as ferramentas da esquerda latino-americana para atacar as consequências e também as causas do capitalismo, promovendo ao mesmo tempo a integração do Continente em termos políticos, econômicos, sociais e culturais. A estratégia pode ser condensada na fórmula do pensador judaico-romeno Lucien Goldmann: &quot;reformismo revolucionário&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas palavras pareciam condenadas à lata de lixo, sob a pressão doutrinária das últimas décadas. &quot;Estado&quot; é uma delas. Acusado de perdulário, mastodôntico e ineficiente em contraposição à livre iniciativa, apresentada como paradigma, o aparelho estatal foi execrado para justificar as desregulamentações e o desmonte que vitimaram os serviços públicos. Embalados pelo canto de sereia do fenômeno divulgado na condição de uma tendência inexorável, que converteria o planeta em uma aldeia global, muitos inclusive, iam ao cúmulo de classificar de inútil a escolha de presidente para os Estados nacionais. As eleições teriam perdido o sentido frente a uma realidade na qual as linhas principais da política econômica seriam ditadas pelo FMI e o Banco Mundial. Das &quot;Diretas já&quot; às &quot;Indiretas sempre&quot;, um passo à frente, dois atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Leia mais:&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://operamundi.uol.com.br/noticias/NO+PRIMEIRO+DIA+DE+MANDATO+DILMA+SE+REUNE+COM+AUTORIDADES+INTERNACIONAIS_8610.shtml&quot; shape=&quot;rect&quot; style=&quot;color: rgb(57, 67, 77); text-decoration: underline; &quot;&gt;No primeiro dia de mandato, Dilma se reúne com autoridades internacionais&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href=&quot;http://operamundi.uol.com.br/noticias/EM+BRASILIA+PARA+POSSE+JUAN+MANUEL+SANTOS+SE+REUNE+COM+CHAVEZ+E+HILLARY_8595.shtml&quot; shape=&quot;rect&quot; style=&quot;color: rgb(57, 67, 77); text-decoration: underline; &quot;&gt;&lt;em&gt;Em Brasília para posse, Juan Manuel Santos se reúne com Chávez e Hillary&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href=&quot;http://operamundi.uol.com.br/noticias/EM+DISCURSO+DE+POSSE+DILMA+PROMETE+FAZER+DE+AMERICA+LATINA+O+CENTRO+DA+POLITICA+EXTERNA_8587.shtml&quot; shape=&quot;rect&quot; style=&quot;color: rgb(57, 67, 77); text-decoration: underline; &quot;&gt;&lt;em&gt;Em discurso de posse, Dilma promete fazer de América Latina o centro da política externa&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href=&quot;http://operamundi.uol.com.br/noticias/POSSE+DE+DILMA+E+DESTAQUE+NA+IMPRENSA+ESTRANGEIRA_8575.shtml&quot; shape=&quot;rect&quot; style=&quot;color: rgb(57, 67, 77); text-decoration: underline; &quot;&gt;&lt;em&gt;Posse de Dilma é destaque na imprensa estrangeira&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://operamundi.uol.com.br/noticias/AMORIM+DEIXA+CARGO+COM+SENSACAO+DE+DEVER+CUMPRIDO+E+FAZ+BALANCO+DA+POLITICA+EXTERNA+DO+GOVERNO+LULA_8607.shtml&quot; shape=&quot;rect&quot; style=&quot;color: rgb(57, 67, 77); text-decoration: underline; &quot;&gt;&lt;em&gt;Amorim deixa cargo com sensação de dever cumprido e faz balanço da política externa do governo Lula&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://operamundi.uol.com.br/noticias_ver.php?idConteudo=8566&quot; shape=&quot;rect&quot; style=&quot;color: rgb(57, 67, 77); text-decoration: underline; &quot;&gt;&lt;em&gt;Amorim: decisão sobre Battisti não prejudicará relação com a Itália&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href=&quot;http://operamundi.uol.com.br/noticias_ver.php?idConteudo=7921&quot; shape=&quot;rect&quot; style=&quot;color: rgb(57, 67, 77); text-decoration: underline; &quot;&gt;&lt;em&gt;Amorim recebe prêmio &#39;100 pensadores globais&#39; de revista nos EUA&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://operamundi.uol.com.br/noticias_ver.php?idConteudo=8273&quot; shape=&quot;rect&quot; style=&quot;color: rgb(57, 67, 77); text-decoration: underline; &quot;&gt;&lt;em&gt;Discípulo de Amorim, Patriota é confirmado por Dilma no Itamaraty&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Considerando que, quem fala Estado fala política, esta sob a hegemonia do neoliberalismo foi também minimizada e criminalizada. Basta lembrar o argumento de Fernando Henrique Cardoso para reprimir a greve dos petroleiros no primeiro mandato: &quot;Trata-se de um movimento... político&quot;. Pior, contrário à intenção tucana de privatização da Petrobrás. Dê-lhe tanques.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: arial; font-size: 14px; color: rgb(57, 67, 77); line-height: 19px; padding-top: 1px; &quot;&gt;Analiticamente, para o príncipe do Consenso de Washington, os petroleiros cometiam então três delitos: a) manifestavam-se fora do Congresso Nacional, único espaço para a prática política tida por legítima; b) intervinham como um corpo coletivo organizado, quando apenas a desobediência civil de indivíduos avulsos era admitida; c) defendiam o patrimônio público construído por várias gerações, numa época em que moderno significava entreguismo. A repressão manu militari sobre os trabalhadores mobilizados marcou o início de um retrocesso civilizacional de resultados perversos para o povo brasileiro.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: arial; font-size: 14px; color: rgb(57, 67, 77); line-height: 19px; padding-top: 1px; &quot;&gt;FHC, no caso, agiu de acordo com uma antiga aspiração das elites, eliminar a política das ruas e, no limite, esconjurá-la para longe do próprio Estado. Não à toa, Platão propunha para os postos hierárquicos de mando na sociedade os &quot;filósofos&quot;. Saint-Simon, os &quot;industriais&quot;. John Galbraith, os &quot;tecnocratas&quot;. Hoje fala-se nos &quot;gestores&quot;, na tentativa ainda de elidir a dinâmica objetiva da luta de classes e despolitizar a vontade subjetiva dos governantes. No fundo, essa visão gerencial sobre o exercício do poder central reflete a autonomização, mais imaginária que real, das políticas públicas no que concerne às questões estruturais e ao conteúdo de cada projeto político-ideológico. Como se as políticas públicas não tivessem governo.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: arial; font-size: 14px; color: rgb(57, 67, 77); line-height: 19px; padding-top: 1px; &quot;&gt;Compreende-se assim que um dos cinquenta executivos de destaque entre os países emergentes, conforme a tabela de celebridades do Financial Times, tenha descrito Dilma Rousseff como &quot;uma gestora pública, tecnocrata de boa formação, de bom senso e experiente, o que será muito bom para o Brasil&quot; (Zero Hora, 12/12/2010). A completa assepsia política da descrição traduz o desejo atávico das classes dominantes, desde a remota Antiguidade.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: arial; font-size: 14px; color: rgb(57, 67, 77); line-height: 19px; padding-top: 1px; &quot;&gt;&lt;strong&gt;Do triunfalismo à surpresa&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: arial; font-size: 14px; color: rgb(57, 67, 77); line-height: 19px; padding-top: 1px; &quot;&gt;Francis Fukuyama, em 1989, com espalhafatosa cobertura midiática, anunciou o fim da história e fixou um programa máximo (sic) para o Ocidente: a economia de mercado e a democracia representativa. Inaugurava a ideologia imperialista da Nova Ordem Mundial. A senha para um padrão implacável de relações econômicas, que não aceitavam discussão e cobravam obediência imediata sob ameaça de expulsar os atores da cena e aprisioná-los em uma dependência abjeta, como se fossem escravos de novo, denunciou o geógrafo Milton Santos com o neologismo &quot;globalitarismo&quot;, para realçar o viés totalitário da globalização neoliberal.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: arial; font-size: 14px; color: rgb(57, 67, 77); line-height: 19px; padding-top: 1px; &quot;&gt;A utopia socialista que movia a rebeldia era condenada a um passado jurássico, junto com os ideais da cidadania ativa. O capital, triunfante, decretava a paz perene. Como no verso de T. S. Eliot, &quot;sonhando com sistemas tão perfeitos em que o bem seja de todo dispensável&quot;. Doce ilusão. O Zapatismo, que veio à luz no emblemático dia em que entrava em vigor a North American Free Trade Agreement (Nafta), o tratado de livre comércio dos Estados Unidos com o Canadá e o México, em 1° de janeiro de 1994, mostrou que a recusa à exploração e à opressão mantinha-se acesa sob as cinzas. Em paralelo, a experiência do Orçamento Participativo nos anos 90 revelou que a socialização da política é o melhor antídoto à apatia das camadas empobrecidas, à corrupção e às demasias burocráticas da administração pública.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: arial; font-size: 14px; color: rgb(57, 67, 77); line-height: 19px; padding-top: 1px; &quot;&gt;Em uma conjuntura nacional e internacional repleta de adversidades, a criatividade e a irresignação estiveram localizadas no eixo da resistência que ligou Chiapas a Porto Alegre simbolicamente. Esses centros laboratoriais acuaram o medo e fizeram ressurgir a esperança. Os pobres tornavam a ser cidadãos. A dominação capitalista não afigurava-se como uma fatalidade ou um destino, &quot;surpreendendo aqueles que não acreditavam mais na possibilidade de mudanças sociais e que haviam abandonado a história&quot;, enfatizou a socióloga Laura Tavares Soares (Os custos sociais do ajuste neoliberal na América Latina, SP, Ed. Cortez, 2000).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: arial; font-size: 14px; color: rgb(57, 67, 77); line-height: 19px; padding-top: 1px; &quot;&gt;A dialética corcoveava, rejuvenescida na linguagem sem esquematismos do subcomandante Marcos e nas assembléias comunitárias do prefeito Olívio Dutra. Preparava-se o terreno para o I Fórum Social Mundial. Movimentos tradicionais (com vetor no trabalho) somavam-se aos contemporâneos (feministas, ecológicos, contra a fome, etc.) para questionar a gramática da exclusão, reatualizar o valor da solidariedade e devolver a dignidade à política. As promessas do paraíso reaganista, calcadas no fetichismo da mercadoria, esfumavam-se. As bandeiras vermelhas regressavam às praças. Mas havia pedras no caminho. E a &quot;imprensalão&quot; tencionou à procura de desvios, fabricando uns tantos com sensacionalismo e ódio de classe. Assustados e incapazes de uma leitura correta sobre os acontecimentos, os setores médios afastaram-se da estrela guia.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: arial; font-size: 14px; color: rgb(57, 67, 77); line-height: 19px; padding-top: 1px; &quot;&gt;A militância petista não se intimidou, porém, e a caravana popular seguiu avante, comunicando-se em portunhol. Ao lado, os cães ladravam e ensaiavam o frustrado impeachment do presidente Lula. O Estado reassumia, aos poucos, suas funções clássicas para atender as demandas da população, e um papel regulatório na economia para alavancar o desenvolvimento sustentado e combater as desigualdades sociais e regionais. &quot;Estado&quot;, &quot;política&quot;, &quot;história&quot; foram palavras recontextualizadas graças à ascensão das forças antineoliberais na AL.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: arial; font-size: 14px; color: rgb(57, 67, 77); line-height: 19px; padding-top: 1px; &quot;&gt;&lt;strong&gt;Céu com nuvens carregadas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: arial; font-size: 14px; color: rgb(57, 67, 77); line-height: 19px; padding-top: 1px; &quot;&gt;Vislumbram-se outras batalhas no horizonte. A direita articulada em torno do Tea Party, o nó górdio do Partido Republicano dos EUA, em um ambiente recessivo e agravado com o corte nos gastos sociais, redobra a disposição conservadora de organizar o conjunto das relações sociais pela premissa da mercantilização de tudo e todos, com um script que mescla individualismo e belicismo. Se o roteiro causa a sensação de um déjà vué porque o novíssimo ideário direitista reconduz o mundo ao caos societal, isto é, à condição natural hobbesiana que faz do homem lobo do homem. A barbárie continua pedindo passagem para romper o contrato social de proteção aos direitos e espalhar a miséria e o sofrimento. Fuck you!&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: arial; font-size: 14px; color: rgb(57, 67, 77); line-height: 19px; padding-top: 1px; &quot;&gt;A postura intransigente do Tea Party aponta para uma posição de confronto com as nações que, soberanas, buscam superar o status quo. Sem que se possa esperar um freio à sede de sangue da ultradireita (vide post de Emir Sader: Obama e Lula, 09/12/2010) e nem consideração com o princípio elementar da liberdade de expressão (vide a perseguição, esta de fato terrorista, ao portal do Wikileaks). Perigos e dilemas rondam o futuro. O Norte direitiza-se com extremismo; o Sul esquerdiza-se, embora com moderação e respeito à institucionalidade. É possível antecipar tensões e retaliações, com o alargamento da crise, do desemprego e da anomia social no território estadunidense. O Irã que se cuide.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: arial; font-size: 14px; color: rgb(57, 67, 77); line-height: 19px; padding-top: 1px; &quot;&gt;Enquanto isso, o Brasil avança, reduz a pobreza, projeta um Estado de bem-estar social. Diante das inusitadas conquistas, referendadas com a vitória de Dilma, Lula utiliza o bordão &quot;como nunca antes...&quot; para chamar a atenção sobre o que está em curso no país. Tem nome, &quot;Revolução Democrática&quot;. Rafael Correa, o presidente do Equador, refere-se à &quot;Revolução Cidadã&quot;. Hugo Chávez, o presidente da Venezuela, à &quot;Revolução Bolivariana&quot;, em homenagem ao lendário libertador Simon Bolívar. Evo Morales, o presidente da Bolívia, à &quot;Revolução Democrática e Cultural&quot; como uma ponte para o &quot;Neo-socialismo&quot;.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: arial; font-size: 14px; color: rgb(57, 67, 77); line-height: 19px; padding-top: 1px; &quot;&gt;O denominador comum é a idéia de &quot;revolução&quot;, mais um mote maldito esquecido no porão que sacode a poeira e dá a volta por cima. Nenhuma alusão à luta armada, mas sim à elevação do nível de consciência das maiorias, ao empoderamento dos movimentos sociais, aos vínculos orgânicos desses com os partidos políticos comprometidos com as mudanças e aos progressos institucionais para aprofundar a democracia e a justiça social. &quot;Não façam o que eu fiz&quot;, aconselhou Fidel Castro em reunião com um grupo de líderes reformadores sobre a questão do método (Che Guevara, 80Th Anniversary, Trilogy Collection, DVD).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: arial; font-size: 14px; color: rgb(57, 67, 77); line-height: 19px; padding-top: 1px; &quot;&gt;&quot;Estado&quot;, &quot;política&quot;, &quot;história&quot;, &quot;revolução&quot; são as ferramentas da esquerda latino-americana para atacar as consequências e as causas do capitalismo, promovendo ao mesmo tempo a integração do Continente em termos políticos, econômicos, sociais e culturais. A estratégia pode ser condensada na fórmula do pensador judaico-romeno Lucien Goldmann: &quot;reformismo revolucionário&quot;. Paradoxal, só na aparência, como o realismo mágico de nossa literatura. La nave va.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: arial; font-size: 14px; color: rgb(57, 67, 77); line-height: 19px; padding-top: 1px; &quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;sub&gt;* Luiz Marques é professor de Ciência Política da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRG)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**Texto originalmente publicado no &lt;/sub&gt;&lt;a href=&quot;http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&amp;amp;cod=53204&quot; shape=&quot;rect&quot; style=&quot;color: rgb(57, 67, 77); text-decoration: underline; &quot;&gt;&lt;sub&gt;Adital&lt;/sub&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/feeds/5254456773005160939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/5599428341418786825/5254456773005160939' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default/5254456773005160939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default/5254456773005160939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/2011/01/reformismo-revolucionario-estrategia-da.html' title='Reformismo revolucionário: a estratégia da esquerda latino-americana*'/><author><name>Anonymous</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/blank.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599428341418786825.post-4527299231725468192</id><published>2010-12-29T17:57:00.001-08:00</published><updated>2010-12-29T17:57:45.165-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Informação"/><title type='text'>ANÁLISE  Aumento nos transportes gera forte pressão inflacionária</title><content type='html'>&lt;b&gt;  MAURO ZAFALON&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;  &lt;span style=&quot;font-size:-1;&quot;&gt;  COLUNISTA DA &lt;b&gt;FOLHA &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  O gasto com transporte público é um dos itens de grande peso no bolso dos consumidores. Qualquer mudança  no valor da passagem provoca não só gasto maior para os  usuários como forte pressão  sobre a inflação.&lt;br /&gt;É o que deverá ocorrer com  a nova tarifa de ônibus urbano determinada pela prefeitura paulistana.&lt;br /&gt;Os índices de inflação colocam todos os gastos dos  consumidores em uma só  cesta e definem um peso específico para cada um deles.&lt;br /&gt;Essa cesta leva em consideração as necessidades diárias da população inserida  na faixa de renda pesquisada  pelos institutos de inflação.&lt;br /&gt;O peso da passagem de  ônibus é grande. De cada  R$ 100 que os paulistanos  gastam mensalmente, R$  4,40 são destinados ao pagamento de tarifas de ônibus,  conforme dados da Fipe  (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).&lt;br /&gt;A Fipe, ligada à USP, mede  a inflação apenas no município de São Paulo.&lt;br /&gt;Já o IPCA (Índice de Preços  ao Consumidor Amplo), do  IBGE -índice que apura a inflação oficial no país-, determina que, de cada R$ 100  desembolsados pelos brasileiros, R$ 3,84 são gastos  com ônibus urbanos.&lt;br /&gt;Esse gasto elevado se reflete nas taxas de inflação. Considerando só a variação percentual de 11,11% no reajuste  das tarifas de ônibus (de R$  2,70 para R$ 3), o IPC da Fipe  vai registrar inflação de 0,47  ponto percentual em 30 dias.&lt;br /&gt;Ou seja, se mais nada subir  nos 30 dias após esse reajuste, a inflação será de 0,47%  apenas por conta do aumento da passagem de ônibus.&lt;br /&gt;Já a pressão no IPCA do aumento em São Paulo (que  computa preços também em  outras cidades) será de 0,14  ponto percentual.&lt;br /&gt;Para ter uma ideia de como  é grande o peso das tarifas de  ônibus na inflação, todos os  465 itens pesquisados mensalmente pela Fipe vêm gerando taxa média mensal de  0,50%.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/feeds/4527299231725468192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/5599428341418786825/4527299231725468192' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default/4527299231725468192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default/4527299231725468192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/2010/12/analise-aumento-nos-transportes-gera.html' title='ANÁLISE  Aumento nos transportes gera forte pressão inflacionária'/><author><name>Fábio C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09814024355103861937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599428341418786825.post-4758058922025433453</id><published>2010-12-29T17:56:00.001-08:00</published><updated>2010-12-29T17:56:55.531-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Informação"/><title type='text'>Verba de subsídio é queimada, diz engenheiro</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-size:-1;&quot;&gt;DE SÃO PAULO &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O valor gasto pela prefeitura em subsídios às empresas  de ônibus poderia ser direcionado para a construção de  mais corredores de ônibus,  segundo o engenheiro Sergio  Ejzenberg, mestre em transportes pela Escola Politécnica da USP. Há dez corredores  na cidade, com 121 km. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;  &lt;img src=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/ep.gif&quot; /&gt;&lt;/center&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;  Folha - Como avalia o reajuste das tarifa de ônibus?&lt;br /&gt; Sergio Ejzenberg - &lt;/b&gt;A tarifa  não será de R$ 3. É muito  maior, por causa do subsídio  anual bilionário às empresas. Se a lógica indica que onde há mais passageiros, o  custo diminui, por que os  ônibus andam lotados e a  nossa tarifa é cara? Primeiro,  os ônibus não andam, porque não têm privilégio nas  vias -como há poucos corredores, a velocidade é lenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;   O que deveria ser feito?&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;O dinheiro do subsídio é  queimado. Se fosse investido  em corredor, não precisaria  ser gasto. Em vez de investir  para aumentar a velocidade  dos ônibus, a prefeitura faz  obras inúteis, como viadutos  e pontes. O gigantismo da cidade também afeta a tarifa,  por conta de percursos longos e congestionamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;   Além dos corredores, qual a  solução?&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;O que precisamos é de metrô, com capacidade maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;   A tarifa maior pode inibir o  uso do ônibus?&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;Os usuários podem ficar  tentados a comprar a sua motocicleta: hoje com R$ 250 já  se paga a prestação da moto,  com vantagem de economizar tempo e ganhar produtividade e qualidade de vida.  Mas a poluição e o risco de  acidentes aumentam.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/feeds/4758058922025433453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/5599428341418786825/4758058922025433453' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default/4758058922025433453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default/4758058922025433453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/2010/12/verba-de-subsidio-e-queimada-diz.html' title='Verba de subsídio é queimada, diz engenheiro'/><author><name>Fábio C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09814024355103861937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599428341418786825.post-4586162941226671468</id><published>2010-12-29T17:54:00.000-08:00</published><updated>2010-12-29T17:56:19.814-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Informação"/><title type='text'>Absurdo do: Kassab sobe tarifa de ônibus para R$ 3</title><content type='html'>&lt;b&gt;Folha 23/12/10&lt;br /&gt;Aumento representa quase o dobro da inflação na cidade medida pela Fipe, de 6,03% desde o último reajuste&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt; SP terá a tarifa mais cara do país; passagem de metrô só deve subir em fevereiro, e deve continuar mais barata   &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;table width=&quot;320&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;span style=&quot;font-size:-2;&quot;&gt;Carlos Cecconello/Folhapress&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/c2912201001.jpg&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/td&gt; &lt;td valign=&quot;bottom&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style=&quot;font-size:-1;&quot;&gt;&lt;i&gt;Passageiros aguardam em ponto de ônibus na av. Nove de Julho, centro de SP, a poucos dias do aumento da passagem&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;b&gt;  EVANDRO SPINELLI&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; &lt;b&gt;  RICARDO GALLO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style=&quot;font-size:-1;&quot;&gt; DE SÃO PAULO &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A tarifa de ônibus em São  Paulo subirá quase o dobro  da inflação em 5 de janeiro.&lt;br /&gt;O prefeito Gilberto Kassab  (DEM) autorizou ontem o aumento da passagem de R$  2,70 para R$ 3, alta de 11,11%.&lt;br /&gt;Será tarifa mais cara do  país entre as cidades com  mais de 500 mil habitantes.  Até novembro, o posto era dividido com Osasco, que reajustou a sua tarifa no início  deste mês para R$ 2,90.&lt;br /&gt;A tarifa integrada (ônibus  + metrô/trem) passa de R$  4,07 para R$ 4,29.&lt;br /&gt;A prefeitura diz que o reajuste é baseado na projeção  de despesas no sistema para  o ano. Cerca de 2.000 dos  quase 15 mil carros da frota  serão substituídos.&lt;br /&gt;Apesar desse gasto extra, o  preço do litro do diesel se  manteve em R$ 2 e os salários  de motoristas e cobradores  aumentou 6,5%.&lt;br /&gt;A inflação na cidade, medida pelo IPC-Fipe, foi de  6,03% desde o último reajuste, em janeiro deste ano.&lt;br /&gt;Desde julho de 1994, a passagem de ônibus já subiu  500%, ante inflação de 231%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;METRÔ MAIS BARATO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; O metrô já é, desde o início  de 2009, mais barato que o  ônibus. Na ocasião, Kassab  autorizou o aumento dos ônibus de R$ 2,30 para R$ 2,70  -o sistema sobre trilhos, por  sua vez, subiu para R$ 2,65.&lt;br /&gt;Especialistas apontam que  essa diferença incentiva o  uso do metrô. O novo reajuste da tarifa do sistema sobre  trilhos deve sair em fevereiro,  mas a &lt;b&gt;Folha&lt;/b&gt; apurou que o  grupo de transição do governador eleito Geraldo Alckmin (PSDB) já definiu que o  bilhete não chegará a R$ 3.&lt;br /&gt;Ou seja, a defasagem das  tarifas de ônibus e metrô, hoje em R$ 0,05, pode até subir.&lt;br /&gt;Mesmo com o aumento de  11,11% nas tarifas, a gestão  Kassab aumentará os subsídios às empresas de ônibus.&lt;br /&gt;Neste ano, as empresas receberam R$ 600 milhões. Para o ano que vem, o Orçamento prevê R$ 743 milhões.&lt;br /&gt;O vereador Milton Leite  (DEM), relator do Orçamento, disse o valor de subsídio  para 2011 foi um pedido do  secretário-adjunto de Transportes, Pedro Machado.&lt;br /&gt;&quot;A prefeitura mandou R$  600 milhões, mas o Pedro  Luiz pediu para aumentar.  Com esse valor. ele disse que  a tarifa podia ser de R$ 3. Se  fosse ver pelo custo do sistema, a tarifa teria de ser de  R$ 3,20 ou R$ 3,30&quot;, afirmou.&lt;br /&gt;O vereador Antonio Donato (PT) classificou o reajuste  de &quot;assustador&quot;. &quot;Acho que  eles querem fazer caixa até a  eleição à custa do bolso do  trabalhador. Acho que não  vai ter outro reajuste neste  governo&quot;, disse o petista.&lt;br /&gt;Ele quer pedir uma auditoria nas planilhas de custo do  sistema para verificar se o  cálculo da tarifa está correto.&lt;br /&gt;A União Estadual dos Estudantes de SP também atacou o aumento e planeja um  protesto em janeiro.&lt;br /&gt;&quot;Os ônibus são superlotados, sem conforto, atrasam  bastante. Comparado ao benefício que oferece, o reajuste é inaceitável&quot;, diz Carlos  Eduardo Siqueira, 26, presidente da entidade.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/feeds/4586162941226671468/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/5599428341418786825/4586162941226671468' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default/4586162941226671468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default/4586162941226671468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/2010/12/absurdo-do-kassab-sobe-tarifa-de-onibus.html' title='Absurdo do: Kassab sobe tarifa de ônibus para R$ 3'/><author><name>Fábio C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09814024355103861937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599428341418786825.post-707390866566429563</id><published>2010-12-29T17:43:00.000-08:00</published><updated>2010-12-29T17:44:26.400-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Informação"/><title type='text'>Final de ano deve ter descanso e estudo</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Folha 23/12/10&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;b&gt;  Dividir o tempo entre a folga e os livros é a indicação dos psicólogos a quem não encerrou maratona do vestibular&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size:-1;&quot;&gt;DE SÃO PAULO &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Bruno de Souza, 21, tenta  uma vaga em história na USP  e, por isso, enfrenta em janeiro a 2ª fase da Fuvest. Os poucos dias que ele tem de folga  até lá -as provas vão de 9 a  11 de janeiro- serão aproveitados jogando capoeira,  duas vezes por semana.&lt;br /&gt;&quot;É bom para relaxar, ajudar a diminuir a pressão do  vestibular&quot;, diz ele.&lt;br /&gt;Mariana Favoretto, 19, que  tenta medicina na Fuvest,  tem a mesma opinião: &quot;Tem  que fazer algo para esquecer  os livros um pouquinho&quot;.&lt;br /&gt;Só um pouquinho mesmo,  já que ela não vai abandonar  totalmente os estudos, mesmo passando o fim de ano na  praia. &quot;Vou estudar umas  duas horas [por dia]. E tocar  um pouco de violão, algo de  que gosto muito.&quot;&lt;br /&gt;Dividir o tempo entre estudo e descanso é uma das indicações que psicólogos dão  a quem ainda não encerrou a  maratona de vestibulares.&lt;br /&gt;&quot;Mas não tem muita regra,  depende do ritmo de cada estudante. Se ele acha que pode parar totalmente, então  para. O que não pode é ficar  em cima do muro&quot;, diz a psicóloga Rosane Levenfus.&lt;br /&gt;Célio Tasinafo, professor  do Cursinho do Estudante,  de Campinas, recomenda  que seus alunos descansem  até o Ano-Novo.&lt;br /&gt;&quot;É importante aproveitar  as festas, descansar e não ficar longe da família. Depois  desse período, até as provas,  também não vale estudar de  forma estafante.&quot;&lt;br /&gt;Para quem não consegue  esquecer o vestibular, mas  não quer se enfiar nos livros  neste período, o&lt;b&gt; Fovest&lt;/b&gt; dá  algumas sugestões de passeios e outras atividades  mais leves que podem ajudar  a fazer uma boa prova. Veja  as dicas na página 6.&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size:-1;&quot;&gt;&lt;b&gt; (ANDRESSA TAFFAREL)&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/feeds/707390866566429563/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/5599428341418786825/707390866566429563' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default/707390866566429563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default/707390866566429563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/2010/12/final-de-ano-deve-ter-descanso-e-estudo.html' title='Final de ano deve ter descanso e estudo'/><author><name>Fábio C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09814024355103861937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599428341418786825.post-7383317766721254990</id><published>2010-12-28T10:05:00.000-08:00</published><updated>2010-12-29T17:50:14.380-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="violência"/><title type='text'>Bandeira negra de paz</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Antes mesmo da deflagração dos conflitos entre policiais, bandidos e policiais bandidos no Rio de Janeiro no final do mês de novembro, a implantação das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) já havia atraído minha atenção. Por um aspecto pitoresco, quase marginal: nas “comunidades” – eufemismo para aplacar o estigma que pesa sobre a palavra “favela” – então “pacificadas”, para simbolizar sua retirada do domínio ilegal e a paz que, se esperava, reinaria ali, eram hasteadas duas bandeiras: uma do Brasil, e, a outra... Não uma bandeira branca, emblema universal da paz, mas uma bandeira negra do BOPE (Batalhão de Operações Especiais, a “tropa de elite” da polícia carioca), em cujo centro encontra-se o famigerado distintivo, a “faca na caveira”.﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿ &lt;/div&gt;﻿﻿﻿&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg0MF9spIvsNQ_mDaWisp_P5La8Yegw7iwB_Fzky0pUxAjmaaPX9DbfeXoMCUWsCxk1ttQ3_V7vYdfPVYLamBTqXCBMyudJoSGvvoaJaaXIgxbcB1e6wAHvecWUsNLW7Byc3PSJY_LnG_Y/s1600/untitled.bmp&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img n4=&quot;true&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg0MF9spIvsNQ_mDaWisp_P5La8Yegw7iwB_Fzky0pUxAjmaaPX9DbfeXoMCUWsCxk1ttQ3_V7vYdfPVYLamBTqXCBMyudJoSGvvoaJaaXIgxbcB1e6wAHvecWUsNLW7Byc3PSJY_LnG_Y/s400/untitled.bmp&quot; border=&quot;0&quot; height=&quot;241&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:xx-small;&quot;&gt;Policiais do Bope hastearam bandeiras do Bope e do Brasil no alto do Morro do Andaraí .&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:xx-small;&quot;&gt;Foto: Alessandro Costa /Agência O Dia. Jornal &quot;O Dia&quot;, 12/06/10.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://odia.terra.com.br/portal/rio/html/2010/6/bandeiras_do_brasil_e_do_bope_sao_hasteadas_no_morro_do_andarai_87991.html&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:xx-small;&quot;&gt;http://odia.terra.com.br/portal/rio/html/2010/6/bandeiras_do_brasil_e_do_bope_sao_hasteadas_no_morro_do_andarai_87991.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;﻿﻿﻿&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿Fiquei a me perguntar: como promover uma cultura de paz nas favelas exaltando-se um signo de morte e da guerra? Não sou dessas que atacam previamente qualquer operação da polícia, ou que defendem puerilmente a sua extinção: a polícia é uma instituição necessária para coibir crimes e garantir o respeito às leis, muito embora, atualmente, seja forçoso retirá-la do interior da rede do crime, na qual está inextricavelmente envolvida. Trata-se, portanto, de aprimorar seu funcionamento, fazendo-o enquadrar-se na lei e torná-la uma parte da resolução – e não do problema – da segurança pública. Um território dominado pelo crime, seja de origem policial, civil, ou &quot;de capital misto&quot; constitui-se em uma afronta aos pilares constitutivos do Estado: o controle por sobre seus territórios e o monopólio do uso da violência. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para que haja uma sociedade pacificada, é essencial que o Estado seja capaz de assegurar estas suas prerrogativas, e não, pelo contrário, que haja a ausência de quaisquer tipo de agências de vigilância e repressão, e a violência “democratize-se” pela sociedade, às margens do controle estatal. Neste sentido as operações no Rio são louváveis, à exceção dos abusos e falhas de praxe. E também o são em outro aspecto: a baixa letalidade dos confrontos, demonstrando que há uma orientação diversa de política de segurança daquela que prega que “bandido bom é bandido morto”. Apenas a título de comparação, que foi bastante evocada, com a série de ataques do PCC em São Paulo no ano de 2006, o saldo da operação no Rio foi, de acordo com informações do Globo em 29/11 (&lt;span style=&quot;;font-family:&amp;quot;;font-size:11pt;&quot;  &gt;&lt;a href=&quot;http://oglobo.globo.com/rio/mat/2010/11/29/balanco-geral-das-operacoes-no-rio-de-janeiro-123-presos-37-mortos-em-uma-semana-923144693.asp&quot;&gt;http://oglobo.globo.com/rio/mat/2010/11/29/balanco-geral-das-operacoes-no-rio-de-janeiro-123-presos-37-mortos-em-uma-semana-923144693.asp&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;, de 37 mortes, contra 493 nos &quot;confrontos&quot; paulistas (&lt;span style=&quot;;font-family:&amp;quot;;font-size:11pt;&quot;  &gt;&lt;a href=&quot;http://www.estadao.com.br/noticias/geral,mortes-durante-ataques-do-pcc-em-2006-sao%20arquivadas,370134,0.htm&quot;&gt;http://www.estadao.com.br/noticias/geral,mortes-durante-ataques-do-pcc-em-2006-sao%20arquivadas,370134,0.htm&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;). Inequivocamente, um avanço, que denota uma mudança de orientação e uma crescente conscientização de que o papel da polícia é prender, o da justiça é condenar ou absolver, e que não cabe à autoridade policial o papel de executora sumária de supostos criminosos. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Entretanto, é preciso atentar para um aspecto pernicioso que a cobertura deste episódio está contribuindo para consolidar: a glorificação e exaltação da guerra e da figura justiceira dos policiais do BOPE e das Forças Armadas. Sem dúvida, é importante que a população valorize e confie em suas forças de segurança, mas isso é algo diferente de criar em torno delas uma mística de heroísmo e tolerância com a violência praticada (desde que contra “criminosos”). Impulsionada pelo fenômeno “Tropa de Elite” e pelas recentes incursões no Rio, a cabeça de muitas pessoas vem sendo militarizada e tomada pelo êxtase maniqueísta do “bem vencendo o mal”, da polícia contra o bandido, algo que contribui muito mais para a disseminação de um &lt;em&gt;ethos&lt;/em&gt; guerreiro e exterminador do que para uma cultura de paz e respeito aos direitos humanos. Isso não deve significar frouxidão contra o crime, mas sim que o combate se trave dentro dos limites da lei e com o mínimo de violência possível. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas não é isso o que vemos no pensamento do homem comum: o “cidadão de bem” defende que a polícia aja com o máximo de força e truculência possível, e, neste contexto, cria-se um clima de legitimação, e até mesmo clamor, pela ação policial agressiva. Caso a polícia não esteja preparada para resistir a esse assédio e sinal verde à violência contra os cidadãos – como não está – ela ganha mais argumentos para justificar sua brutalidade, camuflando-a de “anseio da sociedade”. Os meninos, que antes canalizavam sua admiração pela figura imponente do traficante tenderão não a valorizar as soluções dialogadas, institucionais e não-violentas, mas sim as armas e uniformes de uma polícia violenta, e cuja violência, pior ainda, venha a ser considerada legítima, positiva e motivo de orgulho. Trocam-se os personagens, permanecem os papéis: ao invés da violência dos descamisados traficantes, a violência dos “homens de preto”...&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para não fazer afirmações sem embasamento, transcrevo abaixo alguns dos gritos de guerra entoados pelos soldados do BOPE durante seu período de treinamento. Como tais cânticos e ideologia se coadunam com a criação de uma cultura de paz?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;&quot;Homem de preto,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;qual é a sua missão?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;É invadir favela&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;é deixar corpo no chão.&quot;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;&quot;Você sabe quem eu sou? &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;Sou o maldito cão de guerra.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;Sou treinado para matar,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;mesmo que custe minha vida,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;a missão será cumprida,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;seja ela onde for&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;-espalhando a violência, a morte e o terror.&quot;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;&quot;Sou aquele combatente,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;que tem o rosto mascarado,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;uma tarja negra e amarela, &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;que ostento em meus braços&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;me faz ser incomum:&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;um mensageiro da morte.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;Posso provar que sou um forte,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;isso se você viver.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;Eu sou... herói da nação.&quot;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;&quot;Alegria, alegria&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;sinto no meu coração,&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;pois já raiou um novo dia,&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;já vou cumprir minha missão.&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vou me infiltrar numa favela&lt;br /&gt;com meu fuzul na mão,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;vou combater o inimigo,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;provocar destruição.&quot;&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;&quot;Se perguntas de onde venho&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e qual é minha missão:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;trago a morte e o desespero,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e a total destruição.&quot;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;em&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;&quot;Sangue frio em minha veias,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;congelou meu coração,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;nós não temos sentimentos,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;nem tampouco compaixão,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;nós amamos os cursados&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e odiamos pés-de-cão*.&quot;&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;&quot;Comandos, comandos,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e o que mais vocês são?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Somos apenas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;malditos cães de guerra,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;somos apenas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;selvagens cães de guerra.&quot; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-size:x-small;&quot;&gt;* Cursados são os membros do BOPE, pés-de-cão são os policiais militares convencionais. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-size:x-small;&quot;&gt;Extraído do livro &lt;strong&gt;Elite da tropa&lt;/strong&gt;, de Luiz Eduardo Soares, André Batista e Rodrigo Pimentel. Disponível no endereço: &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href=&quot;http://despertandovozes.blogspot.com/2006/05/elite-da-tropa.html&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-size:x-small;&quot;&gt;http://despertandovozes.blogspot.com/2006/05/elite-da-tropa.html&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;em&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;&quot;Homens de Preto, qual é sua missão? &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Entrar pela favela e deixar corpos no chão! &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Homens de Preto, que é que você faz? &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu faço coisas que assusta o Satanás! &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Bope vai te pegar! (Pega daqui, pega de lá) &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Bope vai te pegar! (Pega daqui, pega de lá) &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cachorro latindo, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;criança chorando, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;vagabundo vazando! &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;É o Bope chegando! &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cachorro latindo, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;criança chorando, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;vagabundo vazando! &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;É o Bope chegando! &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;É o Bope matando! &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Bope vai te pegar! (Pega daqui, pega de lá) &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Bope vai te pegar! (Pega daqui, pega de lá) &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tropa de Elite osso duro de roer! &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pega um, pega geral, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;também vai pegar você! &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tropa de Elite osso duro de roer! &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pega um, pega geral, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;também vai pegar você! &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Bate com o pé, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;bate com a mão, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;bate com o pau, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;o bope é mau, quebra geral. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cachorro latindo, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;criança chorando, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;vagabundo vazando! &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;É o Bope chegando!&quot; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;;font-family:&amp;quot;;&quot; &gt;&lt;span style=&quot;font-size:x-small;&quot;&gt;Retirado de matéria do site G1. Disponível em: &lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL394467-5606,00-BOPE+APROVA+TREINO+ANTISEQUESTRO+COM+ARMAS+NAOLETAIS.html#letra&quot;&gt;&lt;span style=&quot;;font-size:x-small;color:blue;&quot;  &gt;http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL394467-5606,00-BOPE+APROVA+TREINO+ANTISEQUESTRO+COM+ARMAS+NAOLETAIS.html#letra&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/feeds/7383317766721254990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/5599428341418786825/7383317766721254990' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default/7383317766721254990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default/7383317766721254990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/2010/12/bandeira-negra-de-paz.html' title='Bandeira negra de paz'/><author><name>Gisele Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10150656983152489844</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-2si_Ccn8OJE/U8vu03VFlQI/AAAAAAAAAMI/Q_ywS0dr9_w/s220/cafe.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg0MF9spIvsNQ_mDaWisp_P5La8Yegw7iwB_Fzky0pUxAjmaaPX9DbfeXoMCUWsCxk1ttQ3_V7vYdfPVYLamBTqXCBMyudJoSGvvoaJaaXIgxbcB1e6wAHvecWUsNLW7Byc3PSJY_LnG_Y/s72-c/untitled.bmp" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599428341418786825.post-2392079007210283268</id><published>2010-12-17T10:27:00.000-08:00</published><updated>2010-12-17T10:28:39.831-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Informação"/><title type='text'>Wikileaks e o futuro da internet</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O gigantesco vazamento de documentos do Departamento de Estado dos  Estados Unidos, que o Wikileaks pôs à disposição de cinco jornais de  grande prestígio mundial, desencadeou uma crise de proporções muito  maiores do que o Watergate ou a revelação dos papéis do Pentágono sobre a  Guerra do Vietnã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que mais preocupa é a reação diante dos vazamentos, que  sacodem a opinião pública mundial. A resposta foi dura e reforçará o  segredo. Empresas como a Amazon excluíram o Wikileaks de seus  servidores. Prestigiadas universidades norte-americanas recomendaram aos  estudantes que não acessem o site da organização, porque assim  colocariam em risco a possibilidade de serem contatados pelo governo dos  EUA. Ao mesmo tempo, hackers suspeitos ativaram milhares de  computadores zumbis para lançar ciberataques à infraestrutura do  Wikileaks. Alguns extremistas de direita foram além. Não só querem a  “morte digital” como pedem a prisão e a execução de Julián Assange.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os vazamentos não terminaram e esta batalha apenas começou. Mas além  das piadas e dos registros para a história, o que está em jogo aqui é a  luta entre o controle e a liberdade da internet. Para entendê-la não se  pode deixar-se confundir pelos tecnicismos. No fundo, toda a rede  digital tem regras que podem incluir ou excluir, monitorar ou respeitar a  privacidade, dar segurança ou insegurança, permitir a liberdade de  expressão ou a censura. Sem dúvida, estas regras não se transformam em  leis, mas em um software proprietário como o iPhone, como um software  aberto como Wikipedia ou como tantos vírus que se espalham globalmente  pela Internet, alguns dos quais não foram criados por hackers  individuais, mas por Estados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: 14px; color: rgb(57, 67, 77); line-height: 19px;&quot; class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Em países autoritários, o controle é simples e direto: existe  censura e é proibido visitar alguns sites. Em países democráticos,  também existem poderosas forças que tentam controlar as redes digitais. A  diferença é que os processos são mais sofisticados e avançam por vias  paralelas. Por um lado, há uma tendência à concentração do poder  econômico na internet, que se manifesta na importância crescente das  redes proprietárias, tais como iTunes, NetFlix, Facebook, assim como as  redes de celulares dominadas por empresas de telecomunicações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este movimento vem acompanhado por uma importante pressão para  reforçar a propriedade intelectual na internet. Por outro lado, as  corporações privadas e as organizações de inteligência tentam  identificar preferências de consumo e vigiar a vida privada dos  cidadãos, muitas vezes sem consentimento ou conhecimento dos mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociedade civil não se submete facilmente. Importantes grupos de  opinião pressionam para que os tribunais competentes investiguem mais  cuidadosamente os casos de abuso de monopólio e a vulnerabilidade dos  direitos do consumidor na internet. Deste modo, existe uma crescente  pressão social por mais transparência do Estado na internet, o que  também acontece com os grupos econômicos e as grandes empresas privadas.  Importantes ONGs se mobilizam para alcançar uma legislação de  propriedade intelectual que equilibre os direitos do autor e o acesso  social na internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: 14px; color: rgb(57, 67, 77); line-height: 19px;&quot; class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Princípios&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A batalha pelo controle e pelo acesso às redes digitais é o espelho  da velha luta histórica sobre os princípios de igualdade, liberdade e  democracia. O primeiro se refere à igualdade de acesso, que continua  sendo relevante em nosso país, porque só um terço dos chilenos tem  acesso diário à internet. O segundo se refere à liberdade de expressão  em uma rede cujo objetivo é superar o oligopólio dos meios de  comunicação. E o terceiro, ao fato de que a Internet deve ser uma  ferramenta que faz da transparência a base fundamental de uma democracia  republicana, uma transparência que deve ser efetiva e informal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste contexto se desenvolve a disputa sobre o Wikileaks. As  democracias conseguem superar as tendências concentradoras e  autoritárias universalizando o acesso a uma internet aberta, inclusiva e  sem censura? O que se impõem às redes proprietárias dominadas por  monopólios que selecionam conteúdos, com Estados que desenvolvem  sofisticados métodos de vigilância e legislações de propriedade  intelectual excludentes que frearam a difusão do conhecimento e,  portanto, a inovação? Não sabemos, mas é certo que a derrota da internet  que conhecemos hoje poderia converter o sonho de uma sociedade da  informação em uma utopia orweliana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evitemos mal entendidos. Agora não se propõe que tudo seja conhecido  porque isto se choca com o principio da privacidade. Tampouco se trata  de questionar a necessária discrição com a qual se deve operar toda a  diplomacia. Mas tal como expressa a lei chilena, toda matéria pública  deveria ser, em princípio, transparente, sempre quando não afeta a  segurança nacional ou privada. Com isto, não me refiro só à  administração publica, mas toda atividade privada que gera interesses  externos ou que está associada à provisão de bens públicos, tais como  saúde, educação, energia elétrica, água potável e outras.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;A transparência é fundamental para impedir que nossa democracia seja  prisioneira de poderes fanáticos e opacos, que tomam decisões que  afetam a vida de milhões de chilenos. Não foi para isto que derrotamos a  ditadura de Pinochet. Se queremos uma democracia inclusiva e efetiva, é  indispensável universalizar o acesso a uma internet aberta e não  controlada, porque com ela se construirão contrapesos efetivos aos  poderes fanáticos, se deterão correntes autoritárias, ao mesmo tempo que  inevitavelmente se terminará com o oligopólio dos meios de comunicação,  substituindo-os por um espaço aberto, democrático e de ideias  competentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wikileaks e os principais jornais do mundo ocidental trouxeram uma  imensa contribuição. Longe de ameaçar a segurança mundial, o grande  vazamento de 2010 é uma fonte de ensinamento de como funcionam as  relações de poder no mundo, tanto em países autoritários como em países  democráticos. Nos primeiros já temos experiência, mas é nos segundos que  o Chile tem que aprender mais. As democracias devem saber se defender  de poderes fanáticos, sejam nacionais ou estrangeiros, que atuam de  forma opaca e secreta. A receita é clara: para mais democracia e mais  transparência, precisamos universalizar o acesso a uma internet aberta e  livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Álvaro Díaz é economista e ex-embaixador do Chile no Brasil&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/feeds/2392079007210283268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/5599428341418786825/2392079007210283268' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default/2392079007210283268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default/2392079007210283268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/2010/12/wikileaks-e-o-futuro-da-internet.html' title='Wikileaks e o futuro da internet'/><author><name>Fábio C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09814024355103861937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599428341418786825.post-5443084092432963777</id><published>2010-12-17T09:57:00.000-08:00</published><updated>2010-12-17T10:26:29.491-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Política"/><title type='text'>Operamundi: Recuperando a importância dos sindicatos</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot; class=&quot;chapeu&quot;&gt;12/12/2010 -  11:03 &lt;span class=&quot;blue&quot;&gt;|&lt;/span&gt;  Jane McAlevey  &lt;span class=&quot;blue&quot;&gt;|&lt;/span&gt;  Nova York&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;                                       &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Pela primeira vez na história recente, a maioria das  vozes do movimento pelas mudanças sociais, incluindo os sindicatos de  inclinação progressista, faz um esforço extraordinário para transformar a  derrota eleitoral generalizada em vitória. Será que também desta vez  aprenderemos finalmente as lições certas?&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Considerando as limitações de nosso sistema bipartidário e as  diferenças entre os partidos nas questões que envolvem os trabalhadores,  faz sentido os sindicatos endossarem os democratas e os membros dos  sindicatos apoiarem o partido nas eleições. Mas os líderes sindicais  permaneceram muito tempo amarrados ao Partido Democrata em questões  fundamentais de estratégia. Ironicamente, quando os democratas  conquistam a Casa Branca, o problema é exacerbado, pois os sindicatos  frequentemente confundem acesso com poder. Os líderes do Partido  Democrata não acordam de manhã pensando em como estender os benefícios  sociais aos trabalhadores ou aos pobres. E eles certamente não acordam  pensando em como tornar os sindicatos mais fortes.  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href=&quot;http://operamundi.uol.com.br/noticias_ver.php?idConteudo=5104&quot; shape=&quot;rect&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;À medida que o complexo consultor-industrial ligado ao Partido  Democrata dominou a maioria dos sindicatos nacionais, os sindicatos  substituíram a organização pela mensagem eletrônica, enquanto os  organizadores de verdade praticamente desapareceram. Para derrotar as  mentiras despejadas 24 horas por dia nos lares norte-americanos pela Fox  News, é indispensável atrair os trabalhadores em pessoa, e não  bombardeá-los com e-mails pré-aprovados pelo público. É necessária uma  discussão de duas vias para ajudar os trabalhadores a superar o medo e a  frustração e apoiar a ação coletiva a fim de tratar dos problemas em  suas vidas. Aviso aos sindicatos: Twitter e Facebook não significam  engajamento.  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Segurança organizacional&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em vez de se concentrar na segurança econômica imediata da classe  trabalhadora (e, neste país altamente desigual, isto inclui a classe  média), os sindicatos têm se preocupado com sua própria segurança  organizacional. Encorajados por pesquisadores e consultores do Partido  Democrata, os líderes sindicais decidiram apostar todas as fichas na Lei  de Livre Escolha do Empregado (EFCA, na sigla em inglês). Com a crise  econômica devastando a nação, esta era a &quot;tarefa&quot; número um do novo  governo que os sindicatos lutaram tanto (e pagaram tanto) para eleger. É  bom lembrar que os sindicatos tentam inutilmente obter reformas  trabalhistas significativas desde os anos 1940 - quando eram muito mais  fortes. A Câmara de Comércio e seus aliados contrários aos sindicatos  sem dúvida não gostaram de ver os Democratas discutindo a reforma das  leis trabalhistas, mas o lobby das grandes companhias certamente ficou  feliz com uma estratégia concebida pelos sindicatos que a Câmara poderia  resumir à frase &quot;os sindicatos querem derrubar o direito de um  trabalhador de optar, por voto secreto, pela formação de um sindicato&quot;.  Os líderes sindicais passaram o primeiro ano do governo Obama  trabalhando &quot;nos bastidores&quot; para aprovar essa prioridade. Não  surpreende que tenham fracassado.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O que os sindicatos poderiam fazer, e o que deveriam fazer para mudar  a equação em 2012 e também em futuras eleições sindicais? Criar uma  verdadeira luta em torno do estado das classes trabalhadora e média  tratando de questões nas quais os sindicatos possam fazer uma diferença  imediata na vida das pessoas. A capacidade dos sindicatos de expandir  suas fileiras não está na reforma da lei trabalhista; está no potencial  de grandes números de norte-americanos enxergarem os sindicatos como  algo relevante. Com pouco mais de 7% da força de trabalho do setor  privado participando de sindicatos, não é difícil perceber por que os  líderes sindicais estão preocupados com sua própria sobrevivência. No  entanto, depois de 70 anos de tentativas fracassadas de expandir os  sindicatos com abordagens tecnocráticas legislativas, legais e  regulatórias, é hora de experimentar o sindicalismo como um movimento  social de massa.  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Negociações&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os trabalhadores não podem pagar o aluguel, pagar a hipoteca, ter um  cartão de crédito, arrumar emprego, comprar roupas ou livros de escola  para os filhos ou se aposentar. Eles enfrentam índices de divórcio  crescentes à medida que as tensões familiares aumentam, e perderam o  senso de dignidade. Eles não ligam para a reforma da lei trabalhista e  não ligam para os sindicatos (pelo menos na forma atual). Eles estão  desesperados, e o desespero ignorado logo se transforma em alimento para  os alarmistas ou desculpa para não comparecer às urnas. As duas  decisões são um desastre que tende a ser repetido a não ser que os  sindicatos se recomponham rápido.  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href=&quot;http://operamundi.uol.com.br/opiniao_ver.php?idConteudo=1316&quot; shape=&quot;rect&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;Em vez de postar links para os sites das associações  habitacionas, que tal iniciar conversações diretas entre trabalhadores  sobre a ocupação das sedes de companhias de hipoteca em todo o país, até  que os bancos parem de executar as hipotecas de suas casas? Em vez de  conclamar repentinamente os membros a fazer piquetes diante de bancos ou  realizar ações militantes aparentemente aleatórias, que tal sentar-se  com os sindicalizados e conversar sobre quais ações todos podem adotar  para forçar soluções para a crise da habitação - soluções como obrigar  os bancos a recalcular as hipotecas de acordo com o verdadeiro valor das  residências e criar linhas de crédito para que os trabalhadores possam  se mudar para lugares onde é possível arranjar um emprego?&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os sindicatos precisam se conectar com os trabalhadores cara a cara  em eventos especiais, locais de trabalho e visitas domiciliares, para  perguntar o que lhes tira o sono. Então deveriam planejar ações diretas  com trabalhadores que respondessem a seus problemas. Que tal tomar os  escritórios das grandes agências de classificação de crédito e ocupá-los  24 horas por dia, sete dias por semana, até que elas concordem em  eliminar todo o crédito ruim amontoado sobre qualquer pessoa que tenha  feito um pagamento de hipoteca atrasado porque perdeu o emprego ou teve o  horário de trabalho reduzido? A crise habitacional está diretamente  ligada à crise salarial, que está diretamente ligada à crise do emprego.  As pessoas deste país imploram por uma luta, mas os únicos que oferecem  uma são da ala direita. Todas essas questões estão diante dos olhos dos  sindicatos há vários anos. Por que nenhum sindicato transformou a crise  dos trabalhadores em uma crise do capital e da elite política?&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Fracasso    &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;  &lt;br /&gt;Há duas razões principais para este fracasso, e os membros dos  sindicatos precisam deflagrar um movimento interno, um mini-MoveOn, para  confrontá-las. Em primeiro lugar, até hoje, quando indagados sobre a  crise habitacional, muitos sindicatos dizem, em resumo: &quot;Isso não é  problema nosso. Nós apenas tratamos de questões dos trabalhadores no  local de trabalho.&quot; Dada a crise em todos os aspectos da vida dos  trabalhadores, essa resposta é ainda mais retrógrada e míope do que a  segunda razão pela qual os sindicatos não fazem o que deveriam: as  disputas por influência. Alguns dos melhores organizadores ensinam os  trabalhadores a brigar entre si em vez de lhes mostrar como brigar com  os patrões, e muito menos como realizar ações coletivas contra a elite  política de um modo mais amplo.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não é tarde demais. A crise habitacional ainda assoma no horizonte, e  o futuro ataque à Seguridade Social e outros programas de subvenção  oferecerá espaço de sobra para que os sindicatos mobilizem sua base e  organizem os desorganizados. Mas esses esforços deveriam apontar para  algo diferente da formação de um sindicato.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os organizadores dos sindicatos - funcionários remunerados e membros  comuns - deveriam bater às portas e começar a se reunir com centenas de  milhares de trabalhadores a fim de galvanizar um movimento para exigir  justiça econômica. Se os sindicatos fizerem isso com os trabalhadores  desorganizados e, juntos, eles vencerem campanhas, será mais provável  estes mesmos trabalhadores considerarem a sindicalização uma boa opção  em suas vidas. A uma razão de um organizador para 1.000 conversações  organizadoras em bairros no país todo, apenas 2.000 organizadores de  sindicatos poderiam engajar 2 mihões de pessoas - e isso é o bastante  para criar uma crise que a elite terá inevitavelmente de enfrentar.  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fortalecimento&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ironicamente, a única questão de segurança organizacional que deveria  ser tratada urgentemente pelo movimento trabalhista produziu mais uma  situação de autoflagelação: a campanha de ódio cuidadosamente lançada  contra os sindicatos do setor público. O ataque virulento lançado contra  os &quot;sindicatos governamentais&quot; a partir do coração de Estados  democratas como New Jersey é uma jihad tripla contra tudo o que a  direita mais odeia: a ideia de redistribuir qualquer recurso para os  pobres; os afro-americanos e pessoas de cor, mal representados no  funcionalismo público; e os sindicatos em geral (o maior bloco de  norte-americanos sindicalizados trabalha para o governo). Podem apostar  que esse terceiro objetivo tem prioridade nos papéis pregados nas  paredes dos gabinetes de guerra conservadores. Assistir aos sindicatos  do setor privado abandonarem essa luta e oferecerem de bom grado os  sindicatos governamentais para a destruição mostra como é fácil dividir e  conquistar. Quanto mais permitirmos que a direita chame o setor público  de outra coisa que não um componente essencial da economia, mais  permitiremos que a direita destrua a única base real dos sindicatos e a  única fonte real de bons empregos ao alcance de muitas pessoas de cor e  mulheres.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; É hora de fortalecer as pessoas para que entrem em ação. Sabemos que  as pessoas aprendem melhor agindo - não se trata de nenhuma ciência  complexa, nem de algo a ser comprovado por pesquisas. Há anos sabemos  que as melhores questões são aquelas ampla e profundamente sentidas e  para as quais podemos elaborar soluções razoáveis. Os sindicatos  perceberiam que essas questões estão debaixo de seu nariz se escutassem  os trabalhadores, e não os pesquisadores.   &lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/feeds/5443084092432963777/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/5599428341418786825/5443084092432963777' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default/5443084092432963777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default/5443084092432963777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/2010/12/operamundi-recuperando-importancia-dos.html' title='Operamundi: Recuperando a importância dos sindicatos'/><author><name>Fábio C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09814024355103861937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599428341418786825.post-4838792676140382642</id><published>2010-12-16T06:40:00.000-08:00</published><updated>2010-12-16T06:41:25.697-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Política"/><title type='text'>Chomsky: 10 estratégias de manipulação midiática</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;15 December 2010     &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Por Noam Chomsky&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;1. A estratégia da distração.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O elemento  primordial do controle social é a estratégia da distração, que consiste  em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças  decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do  dilúvio ou inundação de contínuas distrações e de informações  insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável  para impedir que o público se interesse pelos conhecimentos essenciais,  na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da  cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos  verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real.  Manter o público ocupado, ocupado, ocupado; sem nenhum tempo para  pensar; de volta à granja com outros animais (citação do texto “Armas  silenciosas para guerras tranquilas”).&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;2. Criar problemas e depois oferecer soluções.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Esse  método também é denominado “problema-ração-solução”. Cria-se um  problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público a  fim de que este seja o mandante das medidas que desejam sejam aceitas.  Por exemplo: deixar que se desenvolva ou intensifique a violência  urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o  demandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade.  Ou também: criar uma crise econômica para forçar a aceitação, como um  mal menor, do retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos  serviços púbicos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;3. A estratégia da gradualidade.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Para fazer com  que uma medida inaceitável passe a ser aceita basta aplicá-la  gradualmente, a conta-gotas, por anos consecutivos. Dessa maneira,  condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram  impostas durante as décadas de 1980 e 1990. Estado mínimo,  privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa,  salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que  teriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;4. A estratégia de diferir.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Outra maneira de  forçar a aceitação de uma decisão impopular é a de apresentá-la como  “dolorosa e desnecessária”, obtendo a aceitação pública, no momento,  para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do  que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado  imediatamente. Logo, porque o público, a massa tem sempre a tendência a  esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício  exigido poderá ser evitado. Isso dá mais tempo ao público para  acostumar-se à idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando  chegue o momento.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;5. Dirigir-se ao público como se fossem menores de idade.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A  maior parte da publicidade dirigida ao grande público utiliza  discursos, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis,  muitas vezes próximos à debilidade mental, como se o espectador fosse  uma pessoa menor de idade ou portador de distúrbios mentais. Quanto mais  tentem enganar o espectador, mais tendem a adotar um tom  infantilizante. Por quê? “A e alguém se dirige a uma pessoa como se ela  tivesse 12 anos ou menos, em razão da sugestionabilidade, então,  provavelmente, ela terá uma resposta ou ração também desprovida de um  sentido crítico&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;6. Utilizar o aspecto emocional mais do que a reflexão.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Fazer  uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto  circuito na análise racional e, finalmente, ao sentido crítico dos  indivíduos. Por outro lado, a utilização do registro emocional permite  abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar  idéias, desejos, medos e temores, compulsões ou induzir comportamentos…&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;7. Manter o público na ignorância e na mediocridade.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Fazer  com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os  métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da  educação dada às classes sociais menos favorecidas deve ser a mais pobre  e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que planeja  entre as classes menos favorecidas e as classes mais favorecidas seja e  permaneça impossível de alcançar (ver “Armas silenciosas para guerras  tranqüilas”).&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;8. Estimular o público a ser complacente com a mediocridade.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Levar o público a crer que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;9. Reforçar a autoculpabilidade.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Fazer as pessoas  acreditarem que são culpadas por sua própria desgraça, devido à pouca  inteligência, por falta de capacidade ou de esforços. Assim, em vez de  rebelar-se contra o sistema econômico, o indivíduo se autodesvalida e se  culpa, o que gera um estado depressivo, cujo um dos efeitos é a  inibição de sua ação. E sem ação, não há revolução!&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;10. Conhecer os indivíduos melhor do que eles mesmos se conhecem. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No  transcurso dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência gerou  uma brecha crescente entre os conhecimentos do público e os possuídos e  utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e  à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento e  avançado do ser humano, tanto no aspecto físico quanto no psicológico. O  sistema conseguiu conhecer melhor o indivíduo comum do que ele a si  mesmo. Isso significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um  controle maior e um grande poder sobre os indivíduos, maior do que o dos  indivíduos sobre si mesmos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;em&gt;* Noam Chomsky é linguista, filósofo e ativista político  estadunidense. Professor de Linguística no Instituto de Tecnologia de  Massachusetts&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/feeds/4838792676140382642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/5599428341418786825/4838792676140382642' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default/4838792676140382642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default/4838792676140382642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/2010/12/chomsky-10-estrategias-de-manipulacao.html' title='Chomsky: 10 estratégias de manipulação midiática'/><author><name>Fábio C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09814024355103861937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599428341418786825.post-3685862005316897509</id><published>2010-12-14T05:08:00.000-08:00</published><updated>2010-12-14T05:09:07.245-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Política"/><title type='text'>WikiLeaks: Serra ia entregar pré-sal à exploração norte-americana</title><content type='html'>&lt;div id=&quot;navpages&quot;&gt;                     &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;13/12/2010 13:41,              Por Redação, com colaboradores - de São Paulo                                                              &lt;/div&gt;&lt;div id=&quot;attachment_183851&quot; class=&quot;wp-caption alignleft&quot; style=&quot;width: 310px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a rel=&quot;attachment wp-att-183851&quot; href=&quot;http://correiodobrasil.com.br/chineses-ampliam-presenca-na-america-latina/183850/refinaria/&quot;&gt;&lt;img class=&quot;size-medium wp-image-183851&quot; title=&quot;CdB&quot; src=&quot;http://correiodobrasil.com.br/wp-content/uploads/2010/10/refinaria-300x169.jpg&quot; alt=&quot;O refino do petróleo garante a produção de gasolina&quot; height=&quot;169&quot; width=&quot;300&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class=&quot;wp-caption-text&quot;&gt;O refino do petróleo garante a produção de gasolina e outros derivados&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As petroleiras norte-americanas contavam com o apoio do candidato  derrotado à Presidência da República José Serra para não se submeter às  novas regras definidas no marco de exploração de petróleo na camada  pré-sal que o governo aprovou no Congresso. A Chevron chegou a ouvir do  então pré-candidato favorito à Presidência, José Serra (PSDB), quando  estava à frente da presidente eleita, Dilma Rousseff, a promessa de que a  regra seria alterada caso ele vencesse. A revelação está em um  telegrama diplomático dos EUA, datado de dezembro de 2009, e vazado pelo  site&lt;em&gt; WikiLeaks&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;“Deixa esses caras (do PT) fazerem o que eles quiserem. As rodadas de  licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o  modelo antigo funcionava… E nós mudaremos de volta”, disse Serra a  Patricia Pradal, diretora de Desenvolvimento de Negócios e Relações com o  Governo da petroleira norte-americana Chevron, segundo relato do  telegrama.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O despacho relata a frustração das petrolíferas com a falta de  empenho da oposição em tentar derrubar a proposta do governo brasileiro.  O texto diz que Serra se opõe ao projeto, mas não tem “senso de  urgência”. Questionado sobre o que as petroleiras fariam nesse meio  tempo, Serra respondeu, sempre segundo o relato: “Vocês vão e voltam”.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A executiva da Chevron relatou a conversa com Serra ao representante  de economia do consulado dos EUA no Rio. O cônsul Dennis Hearne repassou  as informações no despacho “A indústria do petróleo conseguirá derrubar  a lei do pré-sal?”.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O governo alterou o modelo de exploração –que desde 1997 era baseado  em concessões–, obrigando a partilha da produção das novas reservas. A  Petrobras tem de ser parceira em todos os consórcios de exploração e é  operadora exclusiva dos campos. A regra foi aprovada na Câmara este mês.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O diário conservador paulistano Folha de S. Paulo teve acesso e  divulgou os seis telegramas do consulado dos EUA no Rio sobre a  descoberta da reserva de petróleo, obtidos pelo WikiLeaks. Datados entre  janeiro de 2008 e dezembro de 2009, mostram a preocupação da diplomacia  dos EUA com as novas regras. O crescente papel da Petrobras como  “operadora chefe” também é relatado com preocupação.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O consultado também avaliava, em 15 de abril de 2008, que as  descobertas de petróleo e o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento)  poderiam “turbinar” a candidatura de Dilma Rousseff, então ministra da  Casa Civil. O consulado cita que o Brasil se tornará um “player”  importante no mercado de energia internacional. Em outro telegrama, de  27 de agosto de 2009, a executiva da Chevron comenta que uma nova  estatal deve ser criada para gerir a nova reserva porque “o PMDB precisa  de uma companhia”.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Texto de 30 de junho de 2008 diz que a reativação da Quarta Frota da  Marinha dos EUA, na época da descoberta do pré-sal, causou reação  nacionalista. A frota é destinada a agir no Atlântico Sul, área de  influência brasileira.&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/feeds/3685862005316897509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/5599428341418786825/3685862005316897509' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default/3685862005316897509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default/3685862005316897509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/2010/12/wikileaks-serra-ia-entregar-pr%C3%A9-sal-%C3%A0.html' title='WikiLeaks: Serra ia entregar pré-sal à exploração norte-americana'/><author><name>Fábio C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09814024355103861937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599428341418786825.post-4680771320985956835</id><published>2010-12-14T05:05:00.000-08:00</published><updated>2010-12-14T05:06:50.025-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Informação"/><title type='text'>Professor será eixo central do novo Plano Nacional de Educação</title><content type='html'>&lt;div id=&quot;navpages&quot;&gt;                     &lt;/div&gt;                                  &lt;p style=&quot;font-size: 80%;&quot;&gt;    13/12/2010 10:08,              Redação, com ABr - de Brasília   &lt;/p&gt;                                                           &lt;p&gt;&lt;a rel=&quot;attachment wp-att-195914&quot; href=&quot;http://correiodobrasil.com.br/professor-sera-eixo-central-do-novo-plano-nacional-de-educacao/195910/haddad2-4/&quot;&gt;&lt;img class=&quot;alignleft size-full wp-image-195914&quot; src=&quot;http://correiodobrasil.com.br/wp-content/uploads/2010/12/haddad21.gif&quot; alt=&quot;&quot; height=&quot;205&quot; width=&quot;300&quot; /&gt;&lt;/a&gt;O  ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira que a  valorização do professor será o eixo central do novo Plano Nacional de  Educação (PNE), que deve ser entregue pelo governo ao Congresso Nacional  nesta quarta-feira.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Durante participação no programa &lt;em&gt;Café com o Presidente&lt;/em&gt;,  Haddad afirmou que o texto terá metas para cada etapa da educação, desde  a infantil até a profissional. Mas, segundo ele, a próxima década  precisa ser do professor.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;– O professor brasileiro ainda ganha, em média, 60% do que ganham os  demais profissionais de nível superior, e nós queremos encurtar essa  distância para que a carreira do magistério não perca talentos para as  demais profissões –, disse.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O ministro lembrou que, na semana passada, dados do Programa  Internacional de Avaliação Estudantil (Pisa) indicaram que o Brasil foi o  terceiro país avaliado que mais evoluiu na qualidade da educação –  ficando atrás de Luxemburgo e do Chile.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Para Haddad, o estudo demonstra que a educação brasileira está “no rumo certo”, crescendo em quantidade mas também em qualidade.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;– Agora, trata-se de acelerar o passo –, concluiu.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O presidente Luiz Inácio Lula da Silva garantiu que vai enviar o novo  Plano Nacional de Educação (PNE) ao Congresso Nacional na próxima  quarta-feira.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;– Estaremos deixando público o compromisso do governo brasileiro até  2020 –, disse em seu programa semanal Café com o Presidente.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Entidades da área educacional já haviam pedido urgência na divulgação  do texto. Uma carta foi enviada ao Ministério da Educação (MEC) e à  Presidência da República para que o projeto fosse encaminhado ao  Congresso Nacional antes do recesso parlamentar, que deve começar nesta  semana, logo que for votado o Orçamento de 2011.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Lula lembrou que o novo PNE não deve ser visto como um programa de governo, uma vez que tem a duração de dez anos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;– O que é importante é que as metas são ambiciosas –, disse, ao citar  a previsão de chegar a 7% do Produto Interno Bruto (PIB) investidos em  educação até 2020.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;– A qualidade da educação é um desafio para a futura presidenta do  Brasil, a companheira Dilma Rousseff. É um desafio para quem for  escolhido por ela para ser ministro da Educação –, afirmou.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Lula destacou os investimentos em educação superior feitos nos  últimos oito anos, mas avaliou que é preciso, a partir de agora, “mais  ousadia” no ensino fundamental.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O atual Plano Nacional de Educação vigora até 31 de dezembro.&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/feeds/4680771320985956835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/5599428341418786825/4680771320985956835' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default/4680771320985956835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default/4680771320985956835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/2010/12/professor-ser%C3%A1-eixo-central-do-novo.html' title='Professor será eixo central do novo Plano Nacional de Educação'/><author><name>Fábio C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09814024355103861937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599428341418786825.post-7658809591542895963</id><published>2010-12-14T05:04:00.000-08:00</published><updated>2010-12-14T05:05:26.862-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Revista Veja"/><title type='text'>&quot;VEJA&quot; REPETE OS SLOGANS DAS VIÚVAS DA DITADURA CONTRA AS REPARAÇÕES</title><content type='html'>&lt;h3 class=&quot;post-title entry-title&quot;&gt; &quot;VEJA&quot; REPETE OS SLOGANS DAS VIÚVAS DA DITADURA CONTRA AS REPARAÇÕES &lt;/h3&gt; &lt;div class=&quot;post-header&quot;&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;a href=&quot;http://avenida7.zip.net/images/veja_mente.gif&quot;&gt;&lt;img style=&quot;margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 292px; height: 425px;&quot; src=&quot;http://avenida7.zip.net/images/veja_mente.gif&quot; alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;A &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Veja&lt;/span&gt; continua repetindo os mais falaciosos slogans da extrema-direita, como se fosse apenas a versão impressa dos sites fascistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes, aliás, adoram disponibilizar a seus primatas... digo, seguidores, a propaganda enganosa da revista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa rápida incursão pelos depósitos de imundície virtual, encontrei:&lt;br /&gt;&lt;ul style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;li&gt;no &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Ternuma&lt;/span&gt;, ponto de encontro de todos os totalitários, link para matéria da &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Veja&lt;/span&gt; atacando o MST, &lt;a href=&quot;http://www.ternuma.com.br/veja25jan09.htm&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;25 anos de crimes e impunidade&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;no &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;A Verdade Sufocada&lt;/span&gt;, do Brilhante Ustra, há um sem-número de artigos de um tal Jailton de Carvalho citando sempre a &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Veja&lt;/span&gt; como fonte das informações tendenciosas, a exemplo &lt;a href=&quot;http://www.averdadesufocada.com/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=2366&amp;amp;Itemid=34&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;deste aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; atacando as Farc;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;no &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Mídia Sem Máscara&lt;/span&gt;, do Olavo de Carvalho, constantes citações da revista &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Veja&lt;/span&gt; e elogios efusivos de OC ao blogueiro mais reacionário da revista, Reinaldo Azevedo, por ter &lt;a href=&quot;http://www.midiasemmascara.org/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=9288:co-coordenando-as-ideias&amp;amp;catid=8:desinformacao&amp;amp;Itemid=14&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;explicado a crise hondurenha&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; exatamente como Goebbels recomendava; e&lt;/li&gt;&lt;li&gt;no &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Usina de Letras&lt;/span&gt;, que dá abrigo a Felix Mayer, um dos principais gurus das viúvas da ditadura, este também reproduz e recomenda a &lt;a href=&quot;http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/a-crise-hondurenha-desenhada-em-15-fatos-nao-se-deixe-enrolar/&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;desinformação programada&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; de Reinaldo Azevedo acerca dos eventos de Honduras.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;E  por aí vai, nos sites e blogues militares, nas correntes de e-mails  golpistas, enfim, em todos os tentáculos dessa máquina de emburrecer e  fanatizar cidadãos já tendentes à intolerância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na edição de 14/10, que está nas bancas, a &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Veja&lt;/span&gt; ataca de novo as reparações concedidas pelo Estado brasileiro às vítimas da ditadura militar, em &lt;a href=&quot;http://veja.abril.com.br/141009/esquema-bolsa-guerrilha-p-074.shtml&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;O esquema do Bolsa Guerrilha&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu alvo, desta vez, é Ana de Cerqueira César Corbisier, que militou na ALN de Carlos Marighella.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;RESISTENTES SALVARAM A HONRA NACIONAL&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ana  participou de duas expropriações de bancos (o que importa o roubo de um  banco diante do crime inominável de fundar-se um banco? - indagava  Brecht), para sustentar a luta contra os usurpadores do poder daqui,  exatamente como fazia a Resistência Francesa para sustentar a luta  contra os nazistas de lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A França reconhece e homenageia o  martírio e o heroísmo dos que salvaram a honra nacional - não fosse a  Resistência, o país ficaria idenficado apenas com os colaboracionistas  da República de Vichy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Veja &lt;/span&gt;continua  denegrindo, injuriando e caluniando os bravos que aqui exerceram o   milenar direito da resistência à tirania, salvando igualmente a honra  brasileira - caso contrário, o País ficaria identificado apenas com os  insensíveis yuppies do  &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;milagre econômico&lt;/span&gt;, aqueles que zurravam &quot;Brasil, ame-o ou deixe-o!&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ademais,  a revista que virou house-organ obscurantista quer anular os grandes  marcos da civilização, fazendo-nos retornar a antes da Grécia antiga. Se  depender dela, acabaremos voltando às cavernas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falaciosamente,  sempre omite que o Estado brasileiro seguiu à risca uma das  recomendações da ONU para países que saem de ditaduras: o ressarcimento  dos terríveis prejuízos que o arbítrio causa à vida dos cidadãos,  assassinando-os, torturando-os, mutilando-os, enlouquecendo-os,  perseguindo-os, discriminando-os.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Veja&lt;/span&gt;  - e para os que, como ela, repetem até hoje os slogans criados e  difundidos pelos serviços de guerra psicológica das Forças Armadas  durante a ditadura -, Ana é &quot;ex-terrorista&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se alguém quem quiser maiores esclarecimentos sobre a impropriedade desse rótulo propagandístico, recomendo a leitura de &lt;a href=&quot;http://hedonistapolitizado.blogspot.com/2009/09/militantes-contra-ditadura-herois-ou.html&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Militantes contra a ditadura: heróis ou terroristas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, no excelente blogue do jurista All Mon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele reproduz um parágrafo do constitucionalista Daniel Sarmento que vai ao âmago da questão:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&quot;Não  se deve caracterizar os atos praticados contra a ditadura militar como  crimes políticos ou de terrorismo. Até porque, de acordo com a definição  do art. 2º da Lei 7.170/83, foram os golpistas de 1964, e não os  insurgentes de esquerda, que subverteram a ordem constitucional vigente,  estabelecendo, sob a égide da violência, do terror e do medo, uma nova  &#39;ordem&#39; político-institucional, sem qualquer salvaguarda dos princípios  básicos atinentes à fundamentação da soberania democrática do Estado&quot;.&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;E conclui:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&quot;...a  própria Lei da Anistia (que os próprios militares citam como uma lei  pactuada democraticamente, mas não passou de mais uma decisão unilateral  dos juristas da repressão) deixou de punir crimes considerados  políticos. E se deixou de punir, excluiu a própria antijuridicidade  destes atos&quot;.&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;PARA A &quot;VEJA&quot;, CONFRONTAR O ARBÍTRIO &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;É &quot;ABSURDO&quot;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; Voltando à nauseabunda matéria da &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Veja&lt;/span&gt;,  a revista ousa contestar o direito de Ana a ser indenizada por todos os  riscos que correu e todos os traumas decorrentes de haver travado luta  tão desigual, tendo, ainda, de passar uma década inteira no exílio, para  ficar a salvo de ser estuprada, torturada, assassinada:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&quot;Em  2001, Ana bateu à porta da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça  e, desde 2007, recebe da União uma pensão mensal vitalícia de 2 744  reais, além de indenização parcelada de 361 500 reais. Ana é um dos 30  967 brasileiros beneficiados com os 2,6 bilhões de reais concedidos a  vítimas do regime militar. Já é absurdo chamar de &#39;vítima&#39; alguém que  entrou voluntariamente para uma organização terrorista e atuou num  assalto que resultou em homicídio (não se tem notícia de que ela tenha  sido presa ou torturada)&quot;.&lt;/blockquote&gt;Quem &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;entrou voluntariamente para uma organização&lt;/span&gt;  que jamais se caracterizou como terrorista na conceituação civilizada,  tinha uma coragem e um idealismo inalcançáveis para os pigmeus morais da  &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Veja&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, 40  anos depois, Ana comete um deslize imperdoável: está pleiteando uma  vultosa indenização trabalhista da Fundação Padre Anchieta por ter sido  obrigada a deixar o emprego em função da perseguição política que  sofreu. Só que a pensão que por ela recebida da União já se destina,  principalmente, a reparar o prejuízo que a ditadura causou à sua  carreira profissional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fornece, portanto, trunfo valioso à  propaganda inimiga, assim como o fizeram Carlos Heitor Cony e Ziraldo.  Em respeito ao papel que desempenharam no passado, esses três e alguns  outros não deveriam exagerar em suas demandas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como preço da  magnanimidade com que se contemplaram certas celebridades, cujos casos  foram priorizados e logo resolvidos pela anistia federal, houve em  seguida uma redução acentuada nos valores das reparações dos  &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;resistentes anônimos  &lt;/span&gt;deixados para depois (a grande maioria).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alguns vips, mais do que mereciam receber. A boa parte dos que não alcançaram a notoriedade, menos do que deveriam receber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem  passou pelo inferno e teve a felicidade conservar a vida e a lucidez,  deveria ser mais zeloso na preservação da imagem de nossa resistência -  até em manifestação de respeito pelos companheiros que não estão mais  conosco.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/feeds/7658809591542895963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/5599428341418786825/7658809591542895963' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default/7658809591542895963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default/7658809591542895963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/2010/12/veja-repete-os-slogans-das-vi%C3%BAvas-da.html' title='&quot;VEJA&quot; REPETE OS SLOGANS DAS VIÚVAS DA DITADURA CONTRA AS REPARAÇÕES'/><author><name>Fábio C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09814024355103861937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599428341418786825.post-3088989543932357430</id><published>2010-12-14T05:03:00.000-08:00</published><updated>2010-12-14T05:04:35.534-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Revista Veja"/><title type='text'>A EX-VEJA: SEM ISENÇÃO NEM PROFISSIONALISMO</title><content type='html'>&lt;span class=&quot;titulos&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;table align=&quot;left&quot; border=&quot;0&quot; cellpadding=&quot;1&quot; cellspacing=&quot;3&quot; width=&quot;200&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td align=&quot;center&quot;&gt;&lt;table border=&quot;0&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;                           &lt;/tr&gt;                           &lt;tr&gt;                             &lt;td&gt;&lt;a href=&quot;http://www.patrialatina.com.br/fotos/13-12-2010_17_02_31_.jpg&quot; rel=&quot;lightbox&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.patrialatina.com.br/imagemmenor.php?imagem=fotos/13-12-2010_17_02_31_.jpg&quot; border=&quot;1&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;                           &lt;/tr&gt;                       &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;                     &lt;/tr&gt;                     &lt;tr&gt;                       &lt;td class=&quot;textoslegenda&quot; align=&quot;center&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;                     &lt;/tr&gt;                   &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;                 &lt;p&gt;&lt;br /&gt;                    &lt;/p&gt;&lt;h3 class=&quot;post-title entry-title&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/2010/12/alem-da-isencao-veja-enterrou-o.html&quot;&gt;Celso Lungaretti&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt; &lt;div class=&quot;post-header&quot;&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;div style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot; class=&quot;separator&quot;&gt;&lt;a style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhyQwtm0Z8Z2vGS9yev3seSo6K92-UPGS3FVYt9_yYAbO1NwuInd1sRYXS4INHdboWHDcFjZCtLYLZ1PY3DyvG9myKa-7_BZ-6eKFJlAgKA5wZl9KoWkhvF5mUWiGcSSinRzmKPI8JMWJI/s320/veja_mente.JPG&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt; Distanciei-me de vez da ex-revista &lt;b&gt;Veja&lt;/b&gt;, que acompanhava apenas para conferir se havia algo a retrucar,  quando o acesso  &lt;i&gt;on line &lt;/i&gt;  a uma edição passou a ser liberado somente no dia da chegada da  seguinte às bancas. Antes, eu a lia como assinante do UOL.Questão de  princípio: adquirir lixo impresso, nem pensar!&lt;/div&gt; &lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Desde então, por conta da desafasagem e decorrente desinteresse, é raro eu tomar conhecimento de alguma matéria da &lt;b&gt;Veja&lt;/b&gt;   --  as exceções sendo aquelas que, mais reacionárias e falaciosas  ainda  do que as habituais,  levam companheiros  a escreverem indgnados  para  mim.&lt;/div&gt; &lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nesta 6ª feira, contudo, na sala de espera de um consultório a &lt;b&gt;Veja&lt;/b&gt; (edição 2194) era  o que sobrava como alternativa à ridícula &lt;b&gt;Caras&lt;/b&gt;. E eu sempre detestei colunismo social.&lt;/div&gt; &lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Encontrei, claro, a lavagem cerebral de sempre: mentiras sobre o Cesare Battisti (incrivelmente, a &lt;b&gt;Veja &lt;/b&gt;ainda   mantém a derrubada versão de sua autoria em quatro mortes, inclusive  as  quase simultâneas ocorridas em localidades distantes entre si, como  se  ele tivesse o dom da ubiquidade!), tentativas de exumar o cadáver   político do Serra, lôas à ocupação militar das favelas cariocas, a   costumeira satanização do Chávez,  etc.&lt;/div&gt; &lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Isto era o esperado. Surpreendente mesmo foi sua mediocridade jornalística mesmo em assuntos  &lt;i&gt;&lt;b&gt;neutros&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt; &lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Parece, p. ex., ser o único  veículo  brasileiro que desconhece o motivo principal da ruptura do  jogador Kaká  e sua esposa com a Igreja Renascer: o desabamento do teto  de um templo  paulistano, matando fiéis, e a descoberta de que a  fiscalização havia  sido subornada para não embargar aquele imóvel  inseguro.&lt;/div&gt; &lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E uma tal Isabela Boscov, incumbida de fazer um necrológio de duas páginas de Mario Monicelli, não só destacou &lt;b&gt;Meus Caros Amigos&lt;/b&gt;, de preferência a obras mais personalizadas desse prolífico diretor italiano, como zurrou que tal filme  &quot;já se chamou também &lt;b&gt;Quinteto Irreverente&lt;/b&gt; (sic!)&quot;.&lt;/div&gt; &lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ou seja, ela viajou na maionese por ignorar aquilo que tinha obrigação de saber.  Primeiramente, que &lt;b&gt;Meus Caros Amigos&lt;/b&gt; era um projeto do diretor Pietro Germi, grande nome do néo-realismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Germi escreveu o roteiro e se preparava para filmá-lo quando uma cirrose   hepática o afastou do trabalho (e acabaria por provocar-lhe, adiante, a   morte).&lt;/div&gt; &lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Então, o que Monicelli fez, na   verdade, foi dar respeitosa continuidade àquilo que fora delineado pelo   mestre -- a quem o filme seria postumamente dedicado. &lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai daí que &lt;b&gt;Meus Caros Amigos&lt;/b&gt;, lançado em 1975, é muito mais uma comédia pungente e nostálgica, ao estilo de Germi.&lt;/div&gt; &lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quanto a &lt;b&gt;O Quinteto Irreverente&lt;/b&gt;, trata-se, na verdade, da &lt;u&gt;&lt;b&gt;sequência&lt;/b&gt;&lt;/u&gt; de &lt;b&gt;Meus Caros Amigos&lt;/b&gt;,   lançada em 1982 e, esta sim, uma fita característica de Monicelli: bem   menos melancólica e mais corrosiva, sarcástica. Para quem é do ramo, a   diferença de estilos salta aos olhos.&lt;/div&gt; &lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Aliás, além do &lt;b&gt;Amici Miei&lt;/b&gt; (&lt;b&gt;Meus Caros Amigos&lt;/b&gt;) e do &lt;b&gt;Amici Miei atto II&lt;/b&gt; (&lt;b&gt;O Quinteto Irreverente&lt;/b&gt;), há também um agônico &lt;b&gt;Amici Miei atto III&lt;/b&gt;, de 1985, dirigido por Nanni Loy.&lt;/div&gt; &lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Constatando a crassa falta de informação da dita  &lt;i&gt;&lt;b&gt;crítica de cinema&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; da &lt;b&gt;Veja&lt;/b&gt;,   veio-me à lembrança o extraordinário Rubem Biáfora, que durante mais  de  30 anos exerceu com profissionalismo exemplar a função, em &lt;b&gt;O Estado de S. Paulo&lt;/b&gt;.&lt;/div&gt; &lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não só fazia uma verdadeira  &lt;i&gt;&lt;b&gt;militância cinematográfica&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;    -- utilizava seu espaço, prioritariamente, para aproximar os leitores   das obras-primas da sétima arte, relegando a segundo plano a tralha   comercial -- como tinha extremo rigor no tratamento das informações.&lt;/div&gt; &lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Naqueles tempos pré-computador,   arquivava de forma complicada suas anotações sobre cada filme, grafadas   com letra miudinha em papel-de-seda e sempre atualizadas. Era comovente   vê-lo quase encostar o nariz no texto para conseguir enxergar o que   estava escrito, com sua vista fraca.&lt;/div&gt; &lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Crítico principiante, às vezes  eu lhe  pedia informações de que estava muito necessitado. Ele ia  pesquisar e,  cerca de meia hora depois, retornava a ligação, respondendo  ao que eu  perguntara e acrescentando uma enorme profusão de dados que, a  seu ver,  poderiam me ser úteis.&lt;/div&gt; &lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt; &lt;p&gt;A mediocridade dos que hoje posam de críticos deve fazer o velho Biáfora revirar-se na cova...&lt;/p&gt;                                                                             Texto:  / Postado em 13/12/2010 ás 17:02</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/feeds/3088989543932357430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/5599428341418786825/3088989543932357430' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default/3088989543932357430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default/3088989543932357430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/2010/12/ex-veja-sem-isen%C3%A7%C3%A3o-nem.html' title='A EX-VEJA: SEM ISENÇÃO NEM PROFISSIONALISMO'/><author><name>Fábio C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09814024355103861937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599428341418786825.post-5016176465617369016</id><published>2010-12-13T11:03:00.000-08:00</published><updated>2010-12-13T11:05:05.212-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Política"/><title type='text'>Pragmático: Vazamentos mostram que os interesses superam princípios</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:+1;color:#ff0000;&quot;&gt;&lt;b&gt;ANÁLISE&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;span style=&quot;font-size:180%;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;Folha 13/12&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;b&gt;CLAUDIA ANTUNES&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size:-1;&quot;&gt;DO RIO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os telegramas divulgados  pelo site WikiLeaks confirmam que a prática da diplomacia dos EUA é muito mais  realista que o discurso principista que o país prefere usar  em fóruns internacionais.&lt;br /&gt;Mostram que em várias  ocasiões houve distância entre análises do Departamento do Estado e  políticas adotadas sob a pressão do Congresso e de lobbies internos.&lt;br /&gt;O pragmatismo é claro na  relação com o governo brasileiro, encarado como mediador conveniente com os vizinhos sul-americanos apesar  de suposto &quot;antiamericanismo&quot;, e se estende à Colômbia, maior aliado na região.&lt;br /&gt;Os telegramas revelaram,  por exemplo, que em 2009  um conselheiro da embaixada em Bogotá se reuniu com  emissário de Pablo Catatumbo, chefe do bloco ocidental  das Farc (Forças Armadas  Revolucionárias da Colômbia) -formalmente designadas como &quot;narcoterroristas&quot;.&lt;br /&gt;O emissário, segundo o  despacho, era também pragmático: disse que travar relação com a embaixada seria  &quot;útil no futuro&quot;, pois os EUA  teriam &quot;participação chave&quot;  em eventual processo de paz.&lt;br /&gt;Em relação a Mianmar, as  mensagens mostram colaboração constante com a China,  apesar de os países adotarem  posições distintas quando se  trata de condenar publicamente a ditadura.&lt;br /&gt;Os chineses, dizem os  americanos, também mostram impaciência com a falta  de concessões da junta militar de Mianmar, embora insistam em que as sanções ao  país não fazem efeito.&lt;br /&gt;A opinião não é desinteressada: a China investe no  país e vê em seus portos uma  via alternativa ao estreito de  Málaca, entre Malásia e Cingapura, principal rota entre o  Pacífico e o Índico.&lt;br /&gt;Mas os diplomatas dos  EUA concordaram. &quot;Nossas  sanções nos dão superioridade moral, mas são ineficazes  porque não são amplas. Os  principais clientes de Mianmar se recusam a participar.&quot;&lt;br /&gt;No caso de Honduras, ficou clara a diferença entre a  análise da embaixada, que  disse não ter dúvidas de que  ocorrera um golpe contra o  presidente Manuel Zelaya, e  a posição conciliatória adotada em relação aos golpistas, devido à ação de conservadores em Washington.&lt;br /&gt;Em outros casos, o jogo da  diplomacia dos EUA se mostrou mais pesado, longe da  pregação de respeito ao Estado de Direito. Em 2007, houve pressão pesada para a Justiça alemã não emitir ordens  de prisão contra agentes da  CIA acusados do sequestro  de Khaled al Masri, suspeito  erroneamente de terrorismo.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/feeds/5016176465617369016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/5599428341418786825/5016176465617369016' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default/5016176465617369016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default/5016176465617369016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/2010/12/pragmatico-vazamentos-mostram-que-os.html' title='Pragmático: Vazamentos mostram que os interesses superam princípios'/><author><name>Fábio C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09814024355103861937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599428341418786825.post-574840295534056665</id><published>2010-12-12T05:43:00.000-08:00</published><updated>2010-12-12T05:44:31.108-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Política"/><title type='text'>Principais rodovias cobram pedágio a mais</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-size:180%;&quot;&gt;&lt;b&gt;Folha 12/12&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;b&gt; Governo de SP alterou regra de reajuste, causando valor indevido em vias como Bandeirantes, Imigrantes e Castello&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferença a mais em 24 praças varia deR$ 0,05 a R$ 0,10; maioria foi beneficiada, diz gestão tucana&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;b&gt;  ALENCAR IZIDORO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;  &lt;span style=&quot;font-size:-1;&quot;&gt;  DE SÃO PAULO &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Os motoristas pagam desde julho um valor indevido de  pedágio, acima do previsto  nos contratos de concessão,  em 24 praças de São Paulo.&lt;br /&gt;O valor extra afeta inclusive trechos de rodovias movimentadas como Bandeirantes, Anhanguera, Castello  Branco, Raposo Tavares, Anchieta e Imigrantes.&lt;br /&gt;A diferença a mais nesses  postos de cobrança, que representam 18% do total existente no Estado, varia de  R$ 0,05 a R$ 0,10 para carros.&lt;br /&gt;Ela é um efeito colateral de  uma decisão do governo Alberto Goldman (PSDB) às  vésperas das eleições. Ele resolveu mudar, unilateralmente, a regra contratual de  reajuste e arredondamento.&lt;br /&gt;O objetivo divulgado publicamente era atenuar os  aumentos, evitando ajustes  acima da inflação num momento em que esse tema era  motivo de críticas à candidatura de Geraldo Alckmin.&lt;br /&gt;Em 72 praças, os reajustes  realmente ficaram menores.  Em 39, deu na mesma. O problema é que houve um resultado contrário em 24. Esse  efeito colateral, negativo para milhares de motoristas, foi  omitido pelo Estado.&lt;br /&gt;Goldman alterou a base de  correção da tarifa. Ela ocorreria a partir de um valor exato,  previsto em contrato, mas foi  aplicada sobre um valor arredondado, cobrado na cabine.&lt;br /&gt;Numa praça da via Anhanguera, por exemplo, a tarifa  de R$ 6,10 deveria passar para R$ 6,30 pelo contrato. Ficou em R$ 6,35 com o novo  cálculo. Num ponto da Bandeirantes, deveria ter ido de  R$ 6,10 para R$ 6,40, mas ficou em R$ 6,35 (veja quadro).&lt;br /&gt;O governo diz que a medida beneficiou ou foi indiferente para 85% dos usuários  (o número total não foi informado). Mas há uma estimativa de técnicos de que foram  prejudicados por dia de 200  mil a 400 mil, que pagam esse &quot;extra&quot; sem saber.&lt;br /&gt;Um motorista que passa  num pedágio desses na ida e  outro na volta diariamente  pode ter um prejuízo anual  de até R$ 73. Ou seja, mais do  que a taxa de inspeção veicular paulistana, de R$ 56,44.&lt;br /&gt;Entre os prejudicados estão os que passam na principal rota do litoral. A tarifa no  sistema Anchieta-Imigrantes, baseada em cálculos  contratuais, deveria ser de  R$ 18,40, e não os R$ 18,50  desembolsados desde julho.&lt;br /&gt;Em nota, a Secretaria dos  Transportes, chefiada por  Mauro Arce, diz que a decisão  &quot;se mostrou benéfica para a  grande maioria&quot; e, no &quot;pequeno número de praças&quot; onde houve efeito negativo, a tarifa deve ser revista em 2011.&lt;br /&gt;O governo Goldman não  comenta valores específicos  e nega acesso a processos  que revelariam os detalhes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;QUEBRA DE CONTRATO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; As concessionárias viram  na decisão quebra de contrato que pode motivar pedido  judicial de indenização.&lt;br /&gt;Executivos do setor dizem  que houve oposição radical  do corpo técnico da Artesp,  agência reguladora das concessões de rodovias de São  Paulo. Mas a mudança foi imposta pelo secretário Arce.&lt;br /&gt;Ele temia a repercussão  negativa de uma alta de  16,7% (de R$ 1,20 para R$  1,40) numa praça de Diadema (ABC), devido aos critérios contratuais de reajuste.&lt;br /&gt;As principais concessionárias formalizaram alertas ao  governo. Alegam que, no  conjunto, haverá um ônus  superior a R$ 8 milhões a ser  assumido por Alckmin.&lt;br /&gt;Ressaltam que há praças  cobrando tarifas mais caras  do que as corretas -e que  não haverá como ressarcir  quem já passou por elas.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/feeds/574840295534056665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/5599428341418786825/574840295534056665' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default/574840295534056665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default/574840295534056665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/2010/12/principais-rodovias-cobram-pedagio-mais.html' title='Principais rodovias cobram pedágio a mais'/><author><name>Fábio C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09814024355103861937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599428341418786825.post-4236633742743364898</id><published>2010-12-12T05:35:00.000-08:00</published><updated>2010-12-12T05:36:21.901-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Políticas Sociais"/><title type='text'>Por uma cidadania planetária</title><content type='html'>&lt;p class=&quot;western&quot;&gt;A humanidade pode comemorar o fato de que, por todo o  planeta, se enraíza uma consciência ética de que todo ser humano é  portador de direitos inalienáveis&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot;&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot; style=&quot;text-align: right;&quot;&gt; &lt;em&gt;10/12/2010&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot;&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot;&gt;&lt;em&gt;Marcelo Barros&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot;&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot;&gt;No  dia 10 de dezembro, a Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU  completará 62 anos. Ao festejar este aniversário, a humanidade pode  comemorar o fato de que, por todo o planeta, se enraíza uma consciência  ética de que todo ser humano é portador de direitos inalienáveis. Muitos  destes direitos estão incluídos nas leis e constituições nacionais. De  1948 para este começo de século, a ONU se firmou como interlocutora de  muitos conflitos internacionais. Apesar de ainda se deixar dominar pelos  governos mais poderosos do mundo, tem colaborado para o diálogo e a paz  entre os povos. Atualmente, além dos países, a ONU admite em sua  assembleia geral representantes de organizações indígenas, consultores  da sociedade civil e tem um diálogo construtivo com organismos  internacionais como o Tribunal Internacional de Justiça e várias  organizações que no mundo inteiro trabalham pela consolidação dos  direitos humanos individuais e também coletivos (direitos dos povos, das  nações indígenas e das diversas culturas).&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot;&gt;Problemas  novos e antigos se acumulam e a ONU se revela frágil e incapaz de  resolvê-los. Apesar de que a Declaração dos Direitos Humanos, assinada  em 1948 por 190 países, afirma que as pessoas têm o direito de migrar e  de morar em qualquer rincão do planeta Terra, as nações ricas constroem  muralhas mais discriminatórias e odiosas do que a cortina de ferro  destruída em Belém há 21 anos. As mercadorias circulam de um continente a  outro. As pessoas que tentam passar as fronteiras de um país a outro  são presas e punidas. O governo francês persegue impunemente os ciganos e  os expulsa sumariamente do país, um território onde eles transitam por  séculos. Em nome da segurança nacional, vários governos se sentem com o  direito de desnudar pessoas em aeroportos e expor os passageiros ao  risco de radiações até hoje não controladas em aparelhos para detectar  metais. Governos ricos que detêm centenas de mísseis nucleares em suas  bases militares ameaçam invadir um país pobre se este construir uma  usina para processamento de urânio, mesmo que seja para fins médicos ou  de engenharia civil. Tudo isso para manter nos Estados Unidos o  lucrativo monopólio do enriquecimento de urânio.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot;&gt;Nesta  última década, a novidade maior é que a sociedade civil tem reagido a  estes problemas e tem se organizado internacionalmente. Hoje há uma  consciência de cidadania universal que se revela nos diversos fóruns  sociais e temáticos, além de se manifestar pela paz e pela ecologia em  diversos momentos dos anos recentes. O governo dos Estados Unidos pode  manter o seu poderio militar e continuar torturando presos políticos no  campo de concentração de Guantânamo. Mas, não tem mais moral para falar  de democracia e de direitos humanos, nem se arvorar como juiz de outros  povos.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot;&gt;No mundo inteiro, se fortalece o movimento  para se criar uma ONU não só de governos, mas da sociedade civil  internacional. Fóruns como o recente que ocorreu no Cazaquistão em  outubro pedem uma Constituição internacional da humanidade que defina  uma ética comum a partir da qual os povos possam construir a consciência  de uma cidadania planetária e de paz. Sem dúvida os meios de  comunicação social têm uma função importantíssima neste processo  educativo dos povos. De fato, no interior do Brasil, as pessoas já se  sentem envolvidas com um acidente que vitimou mineiros do outro lado do  mundo (Nova Zelândia) ou a história de uma criança de três anos que caiu  em um poço na Argentina e foi salva depois de sete horas de luta  intensa e risco de vida dos bombeiros.  Entretanto, é preciso não só  sentir compaixão, mas reagir solidariamente diante da epidemia de cólera  que vitima o povo haitiano já tão sofrido pelas continuas dominações  dos Estados Unidos e pelo recente terremoto que destruiu parte do país.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot;&gt;Nesta  preparação do Natal, Igrejas e organizações da sociedade civil estão  propondo às pessoas que, ao organizar seus gastos de Natal, reservem uma  espécie de dízimo de solidariedade que não precisa ser necessariamente a  décima parte, mas uma cota efetiva e significativa para a solidariedade  ao povo do Haiti e, mesmo em nosso país, a construir uma sociedade de  paz.  Então, sim, veremos se realizando no mundo o que vários séculos  antes de Cristo, o profeta Isaías já prometia e as Igrejas proclamam  cada ano na noite de Natal: “O povo que perambulava na escuridão viu uma  grande luz. Para as pessoas que jaziam sob a sombra da morte, uma luz  resplendeu. (...) A canga de escravos que lhes pesava no pescoço, a vara  que lhes batia nos ombros, o chicote dos seus algozes... foram  quebrados. Toda bota militar que pisa forte o solo e o fardamento sujo  de sangue serão jogados ao fogo porque nasceu-nos, hoje, uma criança. Um  filho nos foi dado. O seu nome é Conselheiro Maravilhoso e Artífice da  Paz” (Is 9, 1- 6).&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot;&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot;&gt;&lt;strong&gt;Marcelo  Barros é monge beneditino e autor de 30 livros, entre os quais &quot;Dom  Helder, profeta para os nossos dias&quot;, Goiás, Ed. Rede da Paz, 2006.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/feeds/4236633742743364898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/5599428341418786825/4236633742743364898' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default/4236633742743364898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599428341418786825/posts/default/4236633742743364898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://explorando-releituras.blogspot.com/2010/12/por-uma-cidadania-planetaria.html' title='Por uma cidadania planetária'/><author><name>Fábio C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09814024355103861937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>