<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5797018261253708537</id><updated>2026-10-31T17:37:46.130-07:00</updated><title type='text'>Farol Capixaba (Blog do Adilson Braga Fontes)</title><subtitle type='html'>História e Genealogia</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5797018261253708537/posts/default?redirect=false'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Adilson Braga Fontes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05669272421414277781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgrfKTz14lnQFwrkZunZd_ORJ_oNBYqRgIreE3VfvR5U1D0BTp04wehx20JRvKpk7CN74Z5_wOYWcFyIWXVX2ToSJG5NFomVDX_FP_E6aX1winU0Me7UnfkoR-Utj23eg/s113/abf.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>22</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5797018261253708537.post-6782579777700292734</id><published>2026-07-05T18:35:07.918-07:00</published><updated>2026-07-05T18:35:07.919-07:00</updated><title type='text'>Dirso Braga Fontes (1932-2026): um capixaba de alma mineira</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, sans-serif; font-size: 11pt; text-align: justify; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;Dirso era um capixaba de alma mineira. Esposo dedicado, pai exemplar, irmão leal e amigo daqueles que cruzaram seu caminho. Fez carreira na Vale, onde trabalhou por muitos anos, e, depois da aposentadoria, desfrutou de uma vida longa, construída sobre valores simples, como trabalho, honestidade e dedicação à família. Viveu muito, mas, acima de tudo, viveu para os outros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span id=&quot;docs-internal-guid-ea132b07-7fff-3693-0002-89d89976fcf8&quot;&gt;&lt;p dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;line-height: 1.38; margin-bottom: 12pt; margin-top: 12pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, sans-serif; font-size: 11pt; font-variant: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;Dirso nasceu em 1932, no município capixaba de Afonso Cláudio, bem na divisa com Minas Gerais. Era filho de uma capixaba e de um mineiro de Ouro Preto. Talvez por isso carregasse consigo um pouco dos dois estados: a firmeza do mineiro e a hospitalidade do capixaba. Passou a infância e a juventude na fazenda, onde aprendeu desde cedo o valor do esforço diário. Foi ali também que se casou e viu nascer os primeiros filhos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;line-height: 1.38; margin-bottom: 12pt; margin-top: 12pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, sans-serif; font-size: 11pt; font-variant: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;Com a família já iniciada, mudou-se para a região do Vale do Aço, em Minas Gerais. Ali começaria uma nova etapa de sua vida, construindo uma sólida carreira na mineração. Foi naquela terra que consolidou seu lar, educou seus filhos e deixou um legado que ultrapassou sua própria trajetória, inspirando alguns de seus filhos a seguirem o mesmo caminho profissional na mineração.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;line-height: 1.38; margin-bottom: 12pt; margin-top: 12pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, sans-serif; font-size: 11pt; font-variant: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;Dirso era o irmão mais velho de meu pai, em uma família de 16 irmãos. Cresci ouvindo histórias sobre ele. Na lembrança de meu pai, era o irmão que servia de exemplo, alguém cuja postura de vida despertava admiração. O respeito que conquistou não vinha apenas pelo sucesso profissional, mas pela maneira como tratava as pessoas e assumia suas responsabilidades.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;line-height: 1.38; margin-bottom: 12pt; margin-top: 12pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, sans-serif; font-size: 11pt; font-variant: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;As minhas lembranças são poucas, mas muito vivas. Recordo-me das visitas que ele, sua esposa e alguns dos filhos faziam à nossa família quando morávamos em Aimorés, Minas Gerais. Em uma dessas ocasiões, fomos visitá-los em Itabira. A viagem de trem foi uma aventura inesquecível para um menino de oito anos. Ainda hoje consigo reviver, mesmo que em fragmentos, o encanto daquela viagem e o passeio pela cidade na garupa da motocicleta de meu primo Gilberto. Foi a primeira vez que andei de trem e também a primeira vez que subi em uma motocicleta. Algumas lembranças da infância desaparecem com o tempo; outras permanecem para sempre.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;line-height: 1.38; margin-bottom: 12pt; margin-top: 12pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, sans-serif; font-size: 11pt; font-variant: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;Anos depois, já morando em Vila Velha, continuamos recebendo as visitas do tio Dirso e de sua família. Eram encontros aguardados com alegria, oportunidades de rever os primos e fortalecer os laços familiares.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;line-height: 1.38; margin-bottom: 12pt; margin-top: 12pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, sans-serif; font-size: 11pt; font-variant: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;A vida, contudo, não permitiu uma convivência frequente. Talvez eu tenha encontrado meu tio pouco mais de uma dezena de vezes. Ainda assim, bastaram esses poucos encontros para confirmar tudo aquilo que sempre ouvi sobre ele. Sua bondade era silenciosa. Sua generosidade não precisava de anúncios. Sempre que algum irmão enfrentava dificuldades, logo surgia a notícia de que Dirso havia estendido a mão, oferecendo ajuda, apoio ou simplesmente sua presença.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;line-height: 1.38; margin-bottom: 12pt; margin-top: 12pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, sans-serif; font-size: 11pt; font-variant: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;Mas, entre todas as lembranças, uma delas se destaca acima das demais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;line-height: 1.38; margin-bottom: 12pt; margin-top: 12pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, sans-serif; font-size: 11pt; font-variant: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;Dirso e sua esposa dedicaram grande parte de suas vidas ao cuidado do filho caçula, Fabiano, que nasceu com necessidades especiais. Não havia atalhos nem descanso para quem escolheu amar daquela maneira. Eles transformaram o cuidado em missão, a renúncia em demonstração diária de amor e a paciência em virtude. Embora Fabiano tenha partido cedo para a eternidade, sua breve existência marcou profundamente aquela família. Mais do que alguém que precisava de cuidados, ele foi um mestre silencioso, ensinando aos pais lições de perseverança, compaixão e amor incondicional que dificilmente seriam aprendidas de outra forma.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;line-height: 1.38; margin-bottom: 12pt; margin-top: 12pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, sans-serif; font-size: 11pt; font-variant: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;Hoje, quando penso em meu tio Dirso, não me vêm à mente a carreira que ele teve, nem os anos de trabalho na mineração. O que permanece é a imagem de um homem íntegro, daqueles que constroem seu legado em silêncio e sem alarde. Pessoas assim dificilmente aparecem nos livros de História, porque sua grandeza não está em feitos pomposos, mas nos detalhes duradouros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;line-height: 1.38; margin-bottom: 12pt; margin-top: 12pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, sans-serif; font-size: 11pt; font-variant: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;No fim das contas, a verdadeira riqueza de um homem não se mede pelo patrimônio que acumulou, mas pelas vidas que ajudou a sustentar, pelos exemplos que deixou e pela saudade que semeou. E, enquanto houver alguém para contar sua história, Dirso continuará vivo, não somente na memória da família, mas naquilo que existe de melhor em cada um que teve o privilégio de conhecê-lo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, sans-serif; font-size: 11pt; font-variant: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/feeds/6782579777700292734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/2026/07/dirso-braga-fontes-1932-2026-um.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5797018261253708537/posts/default/6782579777700292734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5797018261253708537/posts/default/6782579777700292734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/2026/07/dirso-braga-fontes-1932-2026-um.html' title='Dirso Braga Fontes (1932-2026): um capixaba de alma mineira'/><author><name>Adilson Braga Fontes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05669272421414277781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgrfKTz14lnQFwrkZunZd_ORJ_oNBYqRgIreE3VfvR5U1D0BTp04wehx20JRvKpk7CN74Z5_wOYWcFyIWXVX2ToSJG5NFomVDX_FP_E6aX1winU0Me7UnfkoR-Utj23eg/s113/abf.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5797018261253708537.post-2834429565070990787</id><published>2026-06-13T14:23:05.526-07:00</published><updated>2026-06-13T14:23:05.526-07:00</updated><title type='text'>Joaquim Antonio Dias</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Joaquim Antonio Dias (nascido em 1844) foi casado com Delphina Maria de Jesus (nascida em 1849, em Minas Gerais, filha de Francisco de Paula Ferreira e Luciana Maria de Paula), com quem constituiu numerosa família. Entre seus filhos encontram-se Maria José Eduvirge (nascida em 1870), Maria Januaria Dias (1872), José Sebastião Dias (1874), Francisco Thimóteo Dias (1882), que mais tarde se tornaria o fundador da tradicional Cachaçaria Thimotina, Miguel Dias (1885), Gabriel Dias (1887), Janaina Dias (1889), Genuína Dias (1891), Manoel Dias (1891) e Luciana Dias (1893).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Joaquim Antonio Dias figura entre os primeiros moradores de destaque do Alto Guandu. Sua hospitalidade e prestígio na comunidade ficaram registrados no diário de viagem de Dom Pedro Maria de Lacerda, bispo do Rio de Janeiro, que percorreu a região em 1886 durante sua visita pastoral ao interior da então freguesia de São Sebastião do Alto Guandu.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na ocasião, Dom Pedro Maria administrou o sacramento da Crisma a dois filhos de Joaquim Antonio Dias e referiu-se ao anfitrião de maneira afetuosa como &lt;strong&gt;&quot;o bom Joaquim Dias&quot;&lt;/strong&gt;, expressão que revela a estima conquistada pelo fazendeiro junto ao religioso.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em 15 de setembro de 1886, o bispo registrou em seu diário ter expedido provisão autorizando o casamento de uma das filhas de Joaquim:&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&quot;Passei provisão para aqui (Afonso Cláudio) casar-se uma das filhas do Sr. Joaquim Antônio Dias.&quot;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Poucos dias depois, em 21 de setembro, durante a viagem de retorno, Dom Pedro voltou a hospedar-se na residência da família, localizada na região correspondente ao atual distrito de Fazenda Guandu. O bispo registrou as melhorias que Joaquim havia preparado para recebê-lo novamente:&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&quot;De novo vi a Cachoeira Bonita e pelas 10 horas estávamos no bom Joaquim Dias. Agora havia alguns palmitos fincados perto da casa, e enfeites na porta da casa; havia cortina na porta de meu quartinho, e um lenço na janela servindo de vidraça. A mesa de jantar tinha sido serrada um pouco na ponta para ficar mais espaço para o altar, e um pano novo de chita clara estava em arco para servir de sobrecéu ou dossel ao altar que se armasse onde fora armado na ida. Ele mesmo agora tinha vinho, conhaque e outras bebidas. Coitado, pensava que eu lá chegaria ontem, dormiria e hoje diria Missa! Serviu-nos, porém, um bom almoço. Disse-me que quer casar agora uma outra filha mais moça; e eu mandei que me procurasse no Afonsinho.&quot;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O relato oferece um raro retrato da vida cotidiana dos pioneiros da região, revelando o esforço de Joaquim Antonio Dias para acolher dignamente a autoridade eclesiástica em uma época em que o Alto Guandu ainda possuía infraestrutura bastante precária.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Seu prestígio também se refletiu na vida pública. Em 1890, foi nomeado subdelegado de polícia do distrito de Afonso Cláudio. Poucos anos depois, figurava entre os eleitores da Vila de Afonso Cláudio no alistamento eleitoral de 1894 (VIEIRA, p. 93), demonstrando sua participação ativa na organização política do recém-formado município.&lt;/p&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Curiosidade&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Entre os filhos de Joaquim Antonio Dias destacou-se &lt;strong&gt;Francisco Thimóteo Dias&lt;/strong&gt;, fundador da tradicional &lt;strong&gt;Cachaçaria Thimotina&lt;/strong&gt;. O alambique iniciou suas atividades em 1915, vinte e quatro anos após a emancipação política de Afonso Cláudio, tornando-se uma das mais antigas fábricas de cachaça do Espírito Santo ainda em funcionamento.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEj1hE2eVmi71GrEZgU4j11qAc2vj1L7IX-LH_sBDLtUgHKww-0kX8m9amCe8oywvSpKKARS7snmxCgShkdrTsAW4OG8QC4sZXeIYqDkSSezcp_m0rZgAZDYyYbzPgmy6g8bO8FhB1wmc8R02UHTzl6VTRdIa6FVrkk4l2kxLXTwP7XXgfz69m-Qg1-9gjY&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; data-original-height=&quot;561&quot; data-original-width=&quot;890&quot; height=&quot;202&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEj1hE2eVmi71GrEZgU4j11qAc2vj1L7IX-LH_sBDLtUgHKww-0kX8m9amCe8oywvSpKKARS7snmxCgShkdrTsAW4OG8QC4sZXeIYqDkSSezcp_m0rZgAZDYyYbzPgmy6g8bO8FhB1wmc8R02UHTzl6VTRdIa6FVrkk4l2kxLXTwP7XXgfz69m-Qg1-9gjY&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O nome &lt;strong&gt;Thimotina&lt;/strong&gt; deriva do segundo nome de seu fundador, enquanto a caricatura utilizada na logomarca presta homenagem à sua esposa. Após Francisco Thimóteo, a administração da cachaçaria passou para seu filho, Nério Dias, que permaneceu à frente da empresa até 1977. Entre 1978 e 2005, o comando ficou a cargo de Paulo Roberto Soares, genro do fundador, casado com sua filha Jovita. Atualmente, a cachaçaria é administrada por &lt;strong&gt;Paulo Roberto Dias Soares&lt;/strong&gt;, bisneto de Francisco Thimóteo Dias, preservando uma tradição familiar com mais de um século de história.&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Francisco Thimoteo teve dois filhos seus casados com sobrinhas de minha avó paterna: José Geraldo Dias (casado com Maria de Loudes Braga) e Joao Dias Leite (casado com Lidia Braga). Ambas as esposas são filhas de Maria Braga Lamas e Adelino Henrique Pedro.&lt;/p&gt;&lt;hr style=&quot;text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Referências&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;docs-internal-guid-c699baa1-7fff-283a-d42e-9179d31387b6&quot;&gt;&lt;p dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;line-height: 1.2; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt; font-variant: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;BRASIL. Ministério da Agricultura, Indústria e Commércio. Directoria Geral de Estatística. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt; font-variant: normal; font-weight: 700; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;Recenseamento do Brazil&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt; font-variant: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;: realizado em 1 de setembro de 1920 : relação dos proprietários dos estabelecimentos ruraes recenseados no Estado do Espírito Santo. Rio de Janeiro : Typ. da Estatística, 1923. p. 6.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;line-height: 1.2; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;&quot;&gt;CHACHACARIA Thimotina.&lt;span style=&quot;font-size: 10pt; font-variant: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&amp;nbsp;Disponível em: &lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://www.thimotina.com.br&quot; style=&quot;text-decoration: none;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: blue; font-size: 10pt; font-variant: normal; text-decoration-skip-ink: none; text-decoration: underline; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;www.thimotina.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt; font-variant: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id=&quot;docs-internal-guid-93be81d3-7fff-6ee3-695f-a87f6c7273b8&quot;&gt;&lt;p dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;line-height: 1.2; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt; font-variant: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;Diário da Manhã. Parte oficial. Vitória, 25 de março de 1922. Ano XVI, nº 185, p. 1.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 13.3333px; white-space-collapse: preserve;&quot;&gt;FAMILY Search.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt; font-variant: normal; text-align: justify; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&amp;nbsp;Disponível em: &lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;https://new.familysearch.org&quot; style=&quot;text-align: justify; text-decoration: none;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: blue; font-size: 10pt; font-variant: normal; text-decoration-skip-ink: none; text-decoration: underline; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;https://new.familysearch.org&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt; font-variant: normal; text-align: justify; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt; font-variant: normal; text-align: justify; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;docs-internal-guid-93c72eb2-7fff-d526-ddeb-795a1d1b1721&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;p dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;line-height: 1.2; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt; font-variant: normal; vertical-align: baseline;&quot;&gt;FREIRE, Moniz. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt; font-variant: normal; font-weight: 700; vertical-align: baseline;&quot;&gt;O Estado do Espírito Santo&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt; font-variant: normal; vertical-align: baseline;&quot;&gt;. Victória, 25 de dezembro de 1890. Anno IX, n. 2599. p. 1.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt; font-variant: normal; vertical-align: baseline;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;docs-internal-guid-aa64e631-7fff-34cb-1b73-6e22d8798f63&quot;&gt;&lt;p dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;line-height: 1.2; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt; font-variant: normal; vertical-align: baseline;&quot;&gt;LACERDA, D. Pedro Maria de. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt; font-variant: normal; font-weight: 700; vertical-align: baseline;&quot;&gt;Apontamentos da Visita Episcopal de 1886 na Província do Espírito Santo&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt; font-variant: normal; vertical-align: baseline;&quot;&gt;: 24 de julho de 1886 a 28 de março de 1887. p. 64, 81, 102.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt; font-variant: normal; vertical-align: baseline;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt;	&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;span id=&quot;docs-internal-guid-d2b8cb3a-7fff-6794-ab87-5ec52baeabe0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; font-variant: normal; vertical-align: baseline;&quot;&gt;VIEIRA, José Eugênio. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; font-variant: normal; font-weight: 700; vertical-align: baseline;&quot;&gt;Afonso Cláudio&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; font-variant: normal; vertical-align: baseline;&quot;&gt;: cronologia de sua história política, administrativa e cultural. Vitória, 2009.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/feeds/2834429565070990787/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/2026/06/joaquim-antonio-dias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5797018261253708537/posts/default/2834429565070990787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5797018261253708537/posts/default/2834429565070990787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/2026/06/joaquim-antonio-dias.html' title='Joaquim Antonio Dias'/><author><name>Adilson Braga Fontes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05669272421414277781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgrfKTz14lnQFwrkZunZd_ORJ_oNBYqRgIreE3VfvR5U1D0BTp04wehx20JRvKpk7CN74Z5_wOYWcFyIWXVX2ToSJG5NFomVDX_FP_E6aX1winU0Me7UnfkoR-Utj23eg/s113/abf.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEj1hE2eVmi71GrEZgU4j11qAc2vj1L7IX-LH_sBDLtUgHKww-0kX8m9amCe8oywvSpKKARS7snmxCgShkdrTsAW4OG8QC4sZXeIYqDkSSezcp_m0rZgAZDYyYbzPgmy6g8bO8FhB1wmc8R02UHTzl6VTRdIa6FVrkk4l2kxLXTwP7XXgfz69m-Qg1-9gjY=s72-c" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5797018261253708537.post-4441269057882799414</id><published>2026-06-09T06:17:13.349-07:00</published><updated>2026-06-09T06:21:13.288-07:00</updated><title type='text'>Antonio de Souza Barros (Barros Preto)</title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;h2 data-end=&quot;179&quot; data-section-id=&quot;5s3liv&quot; data-start=&quot;134&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h2&gt;
&lt;p data-end=&quot;801&quot; data-start=&quot;181&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Antonio de Souza Barros, conhecido como Barros Preto, ao residir em Rio Pardo, tomou conhecimento da existência das terras do Guandu, região então celebrada por sua beleza e fertilidade. Movido pela curiosidade e pelo potencial do lugar, dirigiu-se até a região e, impressionado com suas condições naturais, ali estabeleceu a Fazenda Santo Antônio da Boa Vista, fixando residência no ano de 1876 — propriedade que mais tarde seria conhecida como Fazenda Guandu. Tratou-se, ao que tudo indica, do primeiro estabelecimento de que se tem notícia no Alto Guandu, posteriormente passando às mãos de Francisco Tosta das Neves.&lt;/p&gt;
&lt;p data-end=&quot;1553&quot; data-start=&quot;803&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Segundo registros da época, Antonio teria falecido em 15 de abril de 1884, na localidade de Guandu de Cima, distrito de São Sebastião (atual município de Afonso Cláudio, ES), então com a impressionante idade de 134 anos. O mesmo periódico que divulgou tal informação, em nota subsequente, registrava ainda a existência de Eleutério Velho, a quem atribuía 149 anos de idade, também morador antigo do Guandu. Contudo, a veracidade dessas idades é posta em dúvida por outra fonte jornalística, que menciona a existência de certidão de nascimento de Eleutério, o que leva à suspeita de exagero nas idades divulgadas. Assim, é possível que Antonio de Souza Barros não tivesse a idade extraordinária que lhe foi atribuída pelo jornal &lt;em data-end=&quot;1552&quot; data-start=&quot;1531&quot;&gt;O Espírito-Santense&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p data-end=&quot;1826&quot; data-start=&quot;1555&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A história oficial do município de Afonso Cláudio relata que o engenheiro Frederico Wilmer, em suas expedições em busca de ouro na região do Guandu, teria encontrado o valioso metal justamente em terras pertencentes a Antonio de Souza Barros, por volta da década de 1850.&lt;/p&gt;
&lt;p data-end=&quot;2253&quot; data-start=&quot;1828&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Antonio foi casado com Maria Joanna, também identificada em algumas fontes como Custódia de Jesus, com quem teve numerosa descendência: Zaquiel de Barros, Maria de Souza Barros, Euzébio de Souza Barros (casado com Elvira Gomes da Rosa), Alfredo de Souza Barros (casado com Januária Maria de Jesus), Antonio de Souza Barros (casado com Maria Fernandes), Juracy de Souza Barros, Pedro de Souza Barros e Silvino de Souza Barros.&lt;/p&gt;
&lt;p data-end=&quot;2486&quot; data-start=&quot;2255&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em sua fazenda, registrava-se a presença de trabalhadores escravizados, tanto afrodescendentes quanto indígenas. Após sua morte, a propriedade foi vendida ao fazendeiro Manoel Fernandes Moura, figura de grande influência na região.&lt;/p&gt;
&lt;p data-end=&quot;2948&quot; data-start=&quot;2488&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em 1885, Dona Maria Joanna envolveu-se em um conflito com o Sr. Moura em razão do índio Leopoldino, nascido na própria fazenda e registrado por Antonio de Souza Barros como escravo. Após a morte do marido, a viúva buscou corrigir a situação, defendendo a libertação do indígena que considerava ter sido injustamente submetido à escravidão. O caso ganhou contornos judiciais, uma vez que Manoel Moura reivindicava Leopoldino como sua propriedade (FONTES, 2014).&lt;/p&gt;
&lt;p data-end=&quot;3253&quot; data-start=&quot;2950&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Leopoldino conseguiu comprovar, perante o juiz municipal de Cachoeiro de Itapemirim, as circunstâncias de seu nascimento. Ainda assim, o juiz de direito da comarca negou-lhe o mandado de manutenção de sua liberdade (FONTES, 2014), revelando as complexas contradições jurídicas e sociais daquele período.&lt;/p&gt;
&lt;p data-end=&quot;3759&quot; data-start=&quot;3255&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na mesma época, por volta da década de 1880, aparecem registros de outros indivíduos com o sobrenome Souza Barros em Afonso Cláudio, possivelmente ligados à família de Barros Preto. Entre eles, destaca-se Joaquim de Souza Barros, que em 1883 assinou um documento em defesa de acusados de um homicídio envolvendo Jorge Guilherme Gomes, e Januário de Souza Barros, que em 1886 foi acusado de assassinar, “a facadas, o indivíduo José Innocêncio Seraphim, o qual evadiu-se após o assassinato” (FONTES, 2014).&lt;/p&gt;&lt;p data-end=&quot;3759&quot; data-start=&quot;3255&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p data-end=&quot;3759&quot; data-start=&quot;3255&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Referências&lt;/p&gt;&lt;p data-end=&quot;3759&quot; data-start=&quot;3255&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;Calibri, sans-serif&quot; style=&quot;font-size: 12pt; font-variant: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&quot;Brasil Batismos, 1688-1935&quot;, database, &lt;b&gt;FamilySearch&lt;/b&gt; (https://familysearch.org/ark:/61903/1:1:XV7K-XXZ : 14 February 2020), Antonio Jose de Barros in entry for Zaquiel Barros, 1861.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p data-end=&quot;3759&quot; data-start=&quot;3255&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;Calibri, sans-serif&quot; style=&quot;font-size: 12pt; font-variant: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;FONTES, Adilson Braga. &lt;/span&gt;&lt;span face=&quot;Calibri, sans-serif&quot; style=&quot;font-size: 12pt; font-variant: normal; font-weight: 700; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;Notícias de Afonso Cláudio&lt;/span&gt;&lt;span face=&quot;Calibri, sans-serif&quot; style=&quot;font-size: 12pt; font-variant: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;: a história de Afonso Cláudio contada pelos jornais: 1881-1949. Campinas: Abrafo, 2014.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p data-end=&quot;3759&quot; data-start=&quot;3255&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;docs-internal-guid-69fef9de-7fff-43eb-69f8-58f0e5afce04&quot;&gt;&lt;span face=&quot;Calibri, sans-serif&quot; style=&quot;font-size: 12pt; font-variant: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;b&gt;O Espírito-Santense&lt;/b&gt;. Vitória, 26 maio 1886, ano XVI, n. 42.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p data-end=&quot;3759&quot; data-start=&quot;3255&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;span face=&quot;Calibri, sans-serif&quot; style=&quot;font-size: 12pt; font-variant: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/feeds/4441269057882799414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/2026/06/antonio-de-souza-barros-barros-preto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5797018261253708537/posts/default/4441269057882799414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5797018261253708537/posts/default/4441269057882799414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/2026/06/antonio-de-souza-barros-barros-preto.html' title='Antonio de Souza Barros (Barros Preto)'/><author><name>Adilson Braga Fontes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05669272421414277781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgrfKTz14lnQFwrkZunZd_ORJ_oNBYqRgIreE3VfvR5U1D0BTp04wehx20JRvKpk7CN74Z5_wOYWcFyIWXVX2ToSJG5NFomVDX_FP_E6aX1winU0Me7UnfkoR-Utj23eg/s113/abf.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5797018261253708537.post-1893028628897804489</id><published>2026-06-08T17:15:33.095-07:00</published><updated>2026-06-08T17:15:33.095-07:00</updated><title type='text'> Joaquim José de Almeida</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; text-align: justify;&quot;&gt;Por Adilson Braga Fontes&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 14.85px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 14.85px; text-align: justify;&quot;&gt;Joaquim José de Almeida estabeleceu-se no atual município de Afonso Cláudio antes de 1881, fato que pode ser comprovado pela seguinte nota publicada em jornal da época:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;post-body entry-content&quot; id=&quot;post-body-5002492865719332442&quot; itemprop=&quot;description articleBody&quot; style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 14.85px; line-height: 1.4; position: relative; width: 838.4px;&quot;&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p class=&quot;isSelectedEnd&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em São José do Rio do Peixe (Guandu de Cima), de propriedade do Sr. Joaquim José de Almeida, faleceu no dia 26 de março de 1881 um escravo do referido senhor, de nome Domingos, de 18 anos, vítima de um tiro dado casualmente por seu senhor moço Calixto, durante uma caçada de veado. O informante diz-nos que esse moço quase endoideceu, porque os dois eram verdadeiros amigos (O CACHOEIRANO, 1881, p. 3).&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p class=&quot;isSelectedEnd&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nesse mesmo ano de 1881, Joaquim José adquiriu as referidas terras da Fazenda Nacional, localizadas no já mencionado Rio do Peixe, abrangendo cerca de 16 milhões de metros quadrados (FONTES, 2014, p. 247).&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;isSelectedEnd&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em 1884, sua propriedade destacava-se como uma das grandes produtoras de fumo de boa qualidade da região, alcançando naquele ano uma produção aproximada de 12 mil quilos do produto (FONTES, 2014, p. 25).&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;isSelectedEnd&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Joaquim José de Almeida nasceu por volta de 1846, no estado de Minas Gerais. Foi casado em primeiras núpcias com Francisca Valentina da Silva, falecida em 1888, e, em segundas núpcias, com Luiza Sebastiana Gomes, viúva do lendário Jorge Guilherme Gomes, personagem também abordado neste blog.&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;isSelectedEnd&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Era padrasto do também lendário Augusto Escopelli Gomes.&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;isSelectedEnd&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Joaquim teve diversos filhos. Entretanto, este autor não pôde determinar com segurança quais deles eram filhos de Luiza Sebastiana Gomes e quais eram provenientes do primeiro casamento com Francisca Valentina da Silva. São eles: José Cláudio de Almeida (hipoteticamente filho de Joaquim e Luiza), Francisca de Almeida (casada com Laurindo José da Fonseca Lannes), Maria Francisca da Assumpção (casada com Paulino Martins Vianna), Anna Francisca de Almeida (casada com Manoel Cardoso de Mattos), Victória de Almeida (casada com José Basílio de Souza), Magdalena Almeida (casada com Joaquim Machado Braga, tio-bisavô do autor deste blog), Joaquim Luiz de Almeida, Domingos Justino (Gustavo) de Almeida, Calixto Pereira de Almeida (o mesmo que acidentalmente matou o escravo de seu pai), Clemente Dutra de Almeida, João Batista de Almeida (filho da primeira esposa) e Joanna de Almeida (casada com Sátyro José de Souza) (FONTES, 2014, p. 162).&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;isSelectedEnd&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A árvore genealógica da família encontra-se disponível no FamilySearch.&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;isSelectedEnd&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Joaquim foi relacionado como agricultor estabelecido em Afonso Cláudio no ano de 1889 (SILVEIRA, 1889).&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;isSelectedEnd&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Esteve presente à solenidade de instalação da Villa Affonso Cláudio, realizada em 20 de janeiro de 1891. Em 1892, concorreu ao cargo de Juiz Distrital da Vila de Afonso Cláudio, obtendo 30 votos, sem lograr êxito na eleição. Em 1893, possuía duas casas alugadas na vila, uma pelo valor de 4$000 e outra por 9$000 (quatro mil e nove mil réis, respectivamente). Também atuava como negociante de 4ª classe e era proprietário de uma pequena fábrica de aguardente no município. Seu nome figurou ainda no alistamento eleitoral da Vila de Afonso Cláudio em 1894 (VIEIRA, 2009).&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;isSelectedEnd&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Com a fundação do Progressista Club de Afonso Cláudio, em 1890, Joaquim José foi nomeado tesoureiro da agremiação, então liderada por Ramiro de Barros (FONTES, 2014, p. 47).&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;isSelectedEnd&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em 1895, recebeu a patente de capitão-ajudante do 36º Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional da Comarca do Guandu (BRASIL, 1895, p. 7).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Joaquim José de Almeida faleceu por volta de 1911, em Afonso Cláudio.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Referências:&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;docs-internal-guid-43008aa8-7fff-3f4f-54fe-cd71710a7b51&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 12pt; font-variant: normal; font-weight: 700; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;O Cachoeirano&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 12pt; font-variant: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;. Cachoeiro de Itapemirim, 31 jul. 1909, ano XXXII. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;docs-internal-guid-0cae4831-7fff-f910-9bcd-e359f768e56f&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 12pt; font-variant: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;FONTES, Adilson Braga. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 12pt; font-variant: normal; font-weight: 700; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;Notícias de Afonso Cláudio&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 12pt; font-variant: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;: a história de Afonso Cláudio contada pelos jornais: 1881-1949. Campinas: Abrafo, 2014.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;docs-internal-guid-3e08fe91-7fff-8341-f884-f72861f72d42&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 12pt; font-variant: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;SILVEIRA, Godofredo da. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 12pt; font-variant: normal; font-weight: 700; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;Almanak administrativo, mercantil, industrial e agrícola da província do Espírito Santo&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 12pt; font-variant: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;. Vitória: [s.n], 1889. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;docs-internal-guid-995e2eb0-7fff-fbf4-06b9-819c729ccb8c&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 12pt; font-variant: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;VIEIRA, José Eugênio. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 12pt; font-variant: normal; font-weight: 700; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;Afonso Cláudio&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 12pt; font-variant: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;: cronologia de sua história política, administrativa e cultural. Vitória, 2009.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;docs-internal-guid-f8ce1a68-7fff-7e01-4eda-a8b9019d5532&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 12pt; font-variant: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;BRASIL. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 12pt; font-variant: normal; font-weight: 700; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;Diário Oficial da União&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 12pt; font-variant: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;. Seção 1. Rio de Janeiro, 10 de julho de 1895. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 12pt; font-variant: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;clear: both;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;post-footer&quot; style=&quot;background-color: white; color: #999999; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13.5px; line-height: 1.6; margin: 0.5em 0px 0px;&quot;&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/feeds/1893028628897804489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/2026/06/joaquim-jose-de-almeida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5797018261253708537/posts/default/1893028628897804489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5797018261253708537/posts/default/1893028628897804489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/2026/06/joaquim-jose-de-almeida.html' title=' Joaquim José de Almeida'/><author><name>Adilson Braga Fontes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05669272421414277781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgrfKTz14lnQFwrkZunZd_ORJ_oNBYqRgIreE3VfvR5U1D0BTp04wehx20JRvKpk7CN74Z5_wOYWcFyIWXVX2ToSJG5NFomVDX_FP_E6aX1winU0Me7UnfkoR-Utj23eg/s113/abf.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5797018261253708537.post-1643601461959132651</id><published>2020-03-27T08:36:00.003-07:00</published><updated>2020-03-27T08:36:30.331-07:00</updated><title type='text'>Coronel Bimbim</title><content type='html'>&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: #f9f9f9; color: #030303; font-family: Roboto, Arial, sans-serif; font-size: 14px; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;b&gt;Origem e família – Alto Capim&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: #f9f9f9; color: #030303; font-family: Roboto, Arial, sans-serif; font-size: 14px; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Secundino Cypriano da Silva nasceu em 1895, no distrito de Alto Capim, Aimorés, MG, denominado anteriormente de São Sebastião do Alto Capim, mas também conhecido como “Barra Alegre”. Faleceu no dia 18 de abril de 1964, de ataque cardíaco, foi sepultado no Alto Capim, “num sepultamento que reuniu mais de cinco mil pessoas, entre jagunços, deserdados da sorte e companheiros de crimes”.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Nasceram também nesse distrito, o líder petista Perly Cypriano (sobrinho-neto de Bimbim e o deputado estadual capixaba, Cláudio Vereza. Mas não tem só esse tipo de gente lá não, tem gente boa também, minha mãe e os meus avós nasceram em Alto Capim e conviveram com alguma proximidade com a família do Bimbim e seus jagunços.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi-FCbU-SRlbttCZ2iFyyPWMH_KEYkQQX2KRV_1U3gTGAoc5gC5jW8JFAFhXrhm-U4bFlVDAlMo5xzYoCo55leCrffjCk7zl-grnhSfHcXQBGFNP8JAI7qBYrkCvGBuH8mwHCKqJGNw9A8/s1600/bb.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;215&quot; data-original-width=&quot;234&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi-FCbU-SRlbttCZ2iFyyPWMH_KEYkQQX2KRV_1U3gTGAoc5gC5jW8JFAFhXrhm-U4bFlVDAlMo5xzYoCo55leCrffjCk7zl-grnhSfHcXQBGFNP8JAI7qBYrkCvGBuH8mwHCKqJGNw9A8/s1600/bb.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
De modo mais abrangente, Aimorés é o berço outros bom e famosos cidadãos. Sebastião Salgado, talvez o maior fotógrafo brasileiro, reconhecido em todo o mundo, aliás, conhecido muito mais lá fora do que aqui, também nasceu no município, num distrito ao lado de Alto Capim, seu pai foi contemporâneo de Bimbim e tiveram algum grau de convivência; o cantor Altemar Dutra é um filho de Aimorés, grande cantor de boleros, reconhecido em toda a América Latina, morreu precocemente, aos 43 anos, e outros tantos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Bimbim era filho de Secundino Cipriano da Silva, tinha o mesmo nome que o pai, sua esposa era Dona Luiza, eram pais de Severina Cipriano. A irmã de Bimbim, Derminda Cypriano, era casada com José Gonçalves do Nascimento, filho do fazendeiro influente de Afonso Cláudio, ES, Sebastião Gonçalves do Nascimento. José e Derminda foram pais de Sebastião Gonçalves do Nascimento Neto (o Totó), sobrinho de Bimbim, que era um dos braços fortes do tio no Espírito Santo. A irmã de Totó, Dona Minta, foi professora de meu pai, ela lecionava em uma escola na fazenda da família. Meu avô tinha uma fazenda próxima a de Totó e sua família. Nas décadas em que Bimbim reinou na região, meu avô teve contato com ele e com seus jagunços, meu pai também, mas era jovem no tempo de Bimbim.&lt;/div&gt;
O Contestado
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A explicação remonta ao período do ciclo do ouro em Minas Gerais, no século XVIII. Nesta época, a Coroa Portuguesa encontrou uma barreira natural aos que vinham do mar para explorar clandestinamente o ouro na região de Vila Rica, esta barreira era um paredão montanhoso que dificulta o acesso do litoral capixaba ao interior do estado e, por consequência ao estado vizinho, Minas Gerais. Esta cadeia montanhosa é a Serra do Mar capixaba.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A zona do vale do rio Doce, leste mineiro e oeste capixaba, desde o começo da colonização, é palco de embates. Assim que os primeiros colonos chegaram à região inóspita e selvagem tiveram que colocar à prova a força e a disposição de lutar. A questão do litígio entre o Espírito Santo e Minas Gerais influiu de maneira desfavorável no desenvolvimento do território. Ambos os estados reivindicavam o direito sobre a área. Mas nenhum dos dois investiu no progresso efetivo dos pequenos núcleos de povoação que iam surgindo. Não havia autoridade constituída. Os colonizadores seguiam a ordem natural das coisas, e predominou a lei do mais forte. E foi realmente essa lei que deu origem a figuras como Bimbim, que fazia justiça com as próprias mãos.&lt;/div&gt;
Mas por que havia uma zona contestada entre Minas e Espírito Santo?
Com esta barreira natural, o governo luso proibiu que o interior montanhoso do Espírito Santo fosse colonizado, deixando esta região desabitada, ou quase, ali viviam milhares de nativos, Botocudos.
Do lado de Minas, os mineiros seguiram a mesma lógica, começaram a emigrar para a chamada Zona Proibida para colonizá-la, pois as terras ali eram baratas e férteis. A corrida por terras de cidadãos dos dois estados impôs aos governos a necessidade de se definir os limites dos estados, assunto até então relegado ao descaso. Daí surgiram os conflitos, chamado de Contestado. 
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjR0wo_xkbincz5wWT_fkD4lf8SLalPEc4Vf4HId4lR-JaAZ4SABR0-y7_9UqkT3uuTzjF7GwC6s8PmH6gWeTNBYuDtNjDCHzJNgLB1ufhzAY-c8_SUYOZvaBdGEZcSowh3Cl7SOHAfzH8/s1600/bb2.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;178&quot; data-original-width=&quot;282&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjR0wo_xkbincz5wWT_fkD4lf8SLalPEc4Vf4HId4lR-JaAZ4SABR0-y7_9UqkT3uuTzjF7GwC6s8PmH6gWeTNBYuDtNjDCHzJNgLB1ufhzAY-c8_SUYOZvaBdGEZcSowh3Cl7SOHAfzH8/s1600/bb2.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Quando tinha 22 anos, Bimbim dá início à sina que levaria até o último dia de vida. Aos 22 anos ele atira num desafeto no Alto do Capim. Daí em diante acumulou um número incalculável de mortes em sua conta, matou até morrer, em 1964, mas não de morte matada. Acabou, de certa forma – se é que se pode registrar assim de forma tão insólita – premiado, simplesmente por ter morrido de morte natural, para frustração de uma legião de inimigos e regozijo de amigos e seguidores. O único que foi capaz de matá-lo foi o próprio coração, que enfraquecido, o levou para o túmulo aos 69 anos de idade.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A indefinição na jurisdição dos territórios fronteiriços abriu brechas para que o poder paralelo se instalasse, nascendo daí o poder dos coronéis no contestado, que “botavam ordem” na região sem lei, fazendo e executando suas próprias leis. Portanto, podemos dizer que a região contestada está na raiz da violência de Bimbim e de seus companheiros de garrucha.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O início&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/feeds/1643601461959132651/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/2020/03/coronel-bimbim.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5797018261253708537/posts/default/1643601461959132651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5797018261253708537/posts/default/1643601461959132651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/2020/03/coronel-bimbim.html' title='Coronel Bimbim'/><author><name>Adilson Braga Fontes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05669272421414277781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgrfKTz14lnQFwrkZunZd_ORJ_oNBYqRgIreE3VfvR5U1D0BTp04wehx20JRvKpk7CN74Z5_wOYWcFyIWXVX2ToSJG5NFomVDX_FP_E6aX1winU0Me7UnfkoR-Utj23eg/s113/abf.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi-FCbU-SRlbttCZ2iFyyPWMH_KEYkQQX2KRV_1U3gTGAoc5gC5jW8JFAFhXrhm-U4bFlVDAlMo5xzYoCo55leCrffjCk7zl-grnhSfHcXQBGFNP8JAI7qBYrkCvGBuH8mwHCKqJGNw9A8/s72-c/bb.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5797018261253708537.post-5085922744429828495</id><published>2020-01-12T02:58:00.001-08:00</published><updated>2020-01-12T03:00:09.104-08:00</updated><title type='text'>Seraphim Tibúrcio da Costa</title><content type='html'>&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;background: white; margin-bottom: 7.5pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black; font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-color-alt: windowtext; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;Seraphim Tibúrcio da Costa nasceu&lt;/span&gt;&lt;span lang=&quot;PT&quot; style=&quot;color: black; font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-color-alt: windowtext; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt; em 1856, em Jequeri, um distrito do munícipio mineiro de Ponte Nova (no
meio do caminho entre Ouro Preto e Manhuaçu). Por volta do fim da década de 1870,
ainda jovem, chegou ao recém-criado município de Manhuaçu, como tropeiro, mas
tempos depois já exercia &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-color-alt: windowtext; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;o cargo de cobrador de impostos da cidade. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white; margin-bottom: 7.5pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black; font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-color-alt: windowtext; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;A região para onde Seraphim se mudou era conhecida
originalmente como Maygaçu, nome que na língua dos índios locais quer dizer rio
grande, que aportuguesado virou Manhuaçu, que batiza o principal rio local e o
município. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white; margin-bottom: 7.5pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black; font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-color-alt: windowtext; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;O sertão do Rio Manhuaçu começou a ser explorado no
início do século XIX pelo desbravador Domingos Fernandes de Lana (natural de Ouro
Preto, seu pai – Domingos Fernandes Barroso - foi um dos construtores da
primitiva estrada real de Ouro Preto a Vitória), que estabelece com os índios
puris o comércio da ipecacuanha (ipeca - planta medicinal). Lana rompe pela
mata, desfazendo dificuldades, enfrentando as adversidades, improvisando
passagens, abrindo trilhas que mais tarde se transformariam em caminhos
permanentes para os mais diversos pontos.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white; margin-bottom: 7.5pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black; font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-color-alt: windowtext; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;Após alguns anos, chegam ao lugar, representando o
governo provincial, o Guarda-Mor Luiz Nunes de Carvalho e o Alferes José
Rodrigues de Siqueira Bueno. Constroem uma fortificação nas margens do Ribeirão
de São Luiz, e organizam os primeiros estabelecimentos agrícolas. Por volta de
1843 forma-se um aldeamento de índios em terras do tal Ribeirão São Luiz.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white; margin-bottom: 7.5pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black; font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-color-alt: windowtext; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;Por este tempo surge o sertanista Antônio Dutra de
Carvalho que se estabelece nas cercanias da Cachoeira da Mata, primeira
propriedade de um grande latifúndio que se formaria, cujos limites se estendiam
por três léguas de largura em cada margem do Manhuaçu, e por outras três léguas
de fundos. Em 1846, o sertanista aluga índios junto à curadoria do aldeamento e,
com esta força de trabalho, abre a primeira estrada do lugar. Os caminhos se
alongam por toda a região onde cruzam gente em busca de terras e comércio. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white; margin-bottom: 7.5pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black; font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-color-alt: windowtext; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;Na ocasião, a ipeca extraída pelos índios é uma mercadoria
disputada, fonte importante de renda para a localidade. A criação de suínos e
os gêneros de subsistência também tem expansão nessa época. Inicia-se o cultivo
de café. A região ganha novo impulso para seu desenvolvimento com a chegada de
colonos suíços, alemães e franceses poucos anos depois.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white; margin-bottom: 7.5pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black; font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-color-alt: windowtext; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;Na década de 1870 a região contava com três povoamentos:
o arraial de Santa Margarida, mais antigo, e as povoações de São Lourenço e de
São Simão. Diante do progresso da região, o governo provincial cria, em 5 de
novembro de 1877, o município do Rio Manhuaçu, destinando como sede o povoado
de São Simão. É o bastante para fazer insurgir um movimento emancipacionista no
arraial de São Lourenço do Manhuaçu, que reivindicava ser a sede. Organizados e
reunidos em torno do Tenente-Coronel Antonio Rafael Martins de Freitas,
veterano da Guerra do Paraguai, a população requer a emancipação como também
introduz melhoramentos na vila, construindo um autêntico programa de obras
públicas. Finalmente as autoridades estaduais se rendem à pressão e em 13 de
janeiro de 1880, promulgam a lei 2.557 transferindo para a Vila de São Lourenço
a sede do município de Manhuaçu. No ano seguinte lhe é concedido o foro de
cidade.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;Depois dessa breve introdução sobre a formação do
município de Manhuaçu, voltemos à história do Seraphim Tibúrcio. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;background: white; margin-bottom: 7.5pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black; font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-color-alt: windowtext; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;Trabalhando como coletor de impostos na cidade ele
começa a ganhar dinheiro, e dessa maneira conquista a confiança dos coronéis
que dominavam a cidade.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white; margin-bottom: 7.5pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black; font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-color-alt: windowtext; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;Mostrando visão empreendedora, compra a primeira
máquina de limpar café da região e passa a prestar serviço a todos os
cafeicultores. Foi um dos homens que ajudaram a consolidar a construção dos
prédios para que a sede do município fosse transferida de São Simão (atual
Simonésia) para a Vila de São Lourenço do Manhuaçu, em 1877. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white; margin-bottom: 7.5pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black; font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-color-alt: windowtext; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;Ao longo do tempo passou a diversificar suas
atividades de negócios, atuando como comerciante de gêneros e comprador de café.
Foi nomeado coronel da Guarda Nacional e foi delegado de polícia em Manhuaçu.
Era culto, possuindo um círculo de amizades bem próximo aos grandes nomes das
ideologias republicanas, como Silva Jardim e Cesário Alvim (membros do Partido
Republicano). &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white; margin-bottom: 7.5pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black; font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-color-alt: windowtext; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;Com prestígio e influência, em 1892, foi eleito
prefeito de São Lourenço do Manhuaçu, com o apoio dos Dolabela. Em 1894, rompe
a aliança com os Dolabela e tenta a reeleição e foi derrotado. Serafim Tibúrcio
venceu nas urnas, com 636 votos à frente do segundo colocado, Frederico
Dolabella, que foi conduzido ao poder por indicação dos coronéis rivais.
Frederico Dolabella governou Manhuaçu até 1905, acompanhado do irmão, o vigário
Odorico, que soube articular um quadro em que ganhava apoio, enquanto Serafim
Tibúrcio perdia sustentação.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white; margin-bottom: 7.5pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black; font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-color-alt: windowtext; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;O coronel Tibúrcio ficou inconformado com a derrota,
reuniu documentos, foi até à capital Ouro Preto e recorreu ao presidente da
província mineira, Crispim Jaques Bias Fortes, porém, este não o apoiou na
reivindicação, pois as eleições municipais eram de responsabilidade dos
municípios que tinham autonomia para declarar vencedores e perdedores, tudo
feito para aumentar o poder dos feudos municipais. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white; margin-bottom: 7.5pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black; font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-color-alt: windowtext; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;Depois desse revés, Tibúrcio foi obrigado a sair da
cidade e se refugiar em fazendas nas proximidades de Caratinga, um município
vizinho. Foi nessa espécie de exílio político que ele elaborou a estratégia de
retomada do poder. Contou com a ajuda de índios e jagunços, que também haviam
sido expulsos da cidade pelos coronéis, por intermédio do padre Odorico. Com o
apoio do coronel João do Santos Coimbra, Tibúrcio liderou uma tropa que chegou
ao município no início de maio de 1896, com um contingente de cerca de oitocentos
homens e invadiu Manhuaçu. Foram dias e noites de confronto nas ruas e praças,
até a proclamação da República Manhuassu,&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white; margin-bottom: 7.5pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
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&lt;/w:wrap&gt;&lt;/v:imagedata&gt;&lt;/v:shape&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-color-alt: windowtext; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;A
declaração de independência foi uma espécie de vingança contra Bias Fortes, que
se negou a apoiá-lo. Com isso, o coronel declarou o município um país
independente, com moeda e legislação próprias. Então, tomou o controle da
região e proclamou a república independente do Brasil em 15 de maio de 1896, sete
anos depois da Proclamação da República do Brasil. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white; margin-bottom: 7.5pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black; font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-color-alt: windowtext; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;A moeda que
circulava na República Manhuaçu era um vale chamado Boró, lastreado no café. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white; margin-bottom: 7.5pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black; font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-color-alt: windowtext; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;É interessante notar que a proclamação da República
do Manhuaçu foi noticiada na capital federal (Rio de Janeiro) somente por um
jornalista: Machado de Assis.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white; margin-bottom: 7.5pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black; font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-color-alt: windowtext; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;Segundo historiadores, em seu curto autodeclarado
governo, Tibúrcio espalhou o medo em várias famílias oposicionistas, tendo
ordenado invadir a fazenda de Antônio Welerson, promotor público e pessoa de
bem que só não aconteceu por causa de um comparsa de Tibúrcio que avisou a
tempo Welerson, tendo ele se refugiado na fazenda de seu sogro José Bazílio
Nogueira da Gama.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white; margin-bottom: 7.5pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black; font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-color-alt: windowtext; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;Essa incrível declaração de independência, em um
lugarejo escondido onde o Judas perdeu as botas, foi feita com um discurso proferido
no coreto da praça central da cidade. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white; margin-bottom: 7.5pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black; font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-color-alt: windowtext; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;Ninguém podia entrar no território republicano sem
autorização do então presidente coronel Serafim Tibúrcio, que estabeleceu como
sede da República o casarão onde morava e atualmente funciona a Escola Estadual
Monsenhor Gonzalez, no Centro da cidade. O estado independente que ele criou
tinha aproximadamente o tamanho de Sergipe (a região de abrangência da então
República do Manhuaçu é hoje ocupada por cerca de 70 municípios). &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white; margin-bottom: 7.5pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black; font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-color-alt: windowtext; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;Depois de proclamada a independência, o coronel
Tibúrcio avançou em direção à divisa com o estado do Espírito Santo com a
política de distribuição de lotes e abertura de estradas. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white; margin-bottom: 7.5pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black; font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-color-alt: windowtext; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;Houve três tentativas frustradas do governo provincial
de restabelecer a ordem política em Manhuaçu. Em todas os policiais foram
mortos a tiros pelos jagunços e os índios puris e botocudos a serviço do
coronel. Serafim Tibúrcio só foi deposto depois da interferência do Exército, que,
a pedido de Bias Fortes, mandou a Manhuaçu 380 homens armados com carabinas,
revólveres e canhões para enfrentar os aliados do coronel. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white; margin-bottom: 7.5pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black; font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-color-alt: windowtext; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;A República Manhuassu (na época se escrevia com dois
esses) durou apenas 22 dias. A batalha pela retomada de Manhuaçu só terminou
depois de 20 dias de combate, em 15 de junho daquele ano.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white; margin-bottom: 7.5pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;v:shape id=&quot;Imagem_x0020_7&quot; o:allowoverlap=&quot;f&quot; o:spid=&quot;_x0000_s1026&quot; style=&quot;height: 178.6pt; left: 0; margin-left: 0; margin-top: 7pt; mso-height-percent: 0; mso-height-percent: 0; mso-height-relative: margin; mso-position-horizontal-relative: text; mso-position-horizontal: absolute; mso-position-vertical-relative: text; mso-position-vertical: absolute; mso-width-percent: 0; mso-width-percent: 0; mso-width-relative: margin; mso-wrap-distance-bottom: 0; mso-wrap-distance-left: 9pt; mso-wrap-distance-right: 9pt; mso-wrap-distance-top: 0; mso-wrap-style: square; position: absolute; text-align: left; visibility: visible; width: 163.3pt; z-index: 251663360;&quot; type=&quot;#_x0000_t75&quot;&gt;
 &lt;v:imagedata cropbottom=&quot;15890f&quot; cropleft=&quot;1670f&quot; cropright=&quot;2379f&quot; croptop=&quot;857f&quot; o:title=&quot;&quot; src=&quot;file:///C:/Users/ADILSO~1/AppData/Local/Temp/msohtmlclip1/01/clip_image002.jpg&quot;&gt;
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&lt;/w:wrap&gt;&lt;/v:imagedata&gt;&lt;/v:shape&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-color-alt: windowtext; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;Deposto
pelo Exército, depois de 22 dias de República, Serafim Tibúrcio fugiu com
aliados para a cidade de Afonso Cláudio, no Espírito Santo, divisa com Mina
Gerais. Neste estado adquiriu/ganhou fazendas e gado, o que, para o professor e
historiador Flávio Mateus, reforça a tese de que ele havia deixado Manhuaçu
depois de um acordo com o governo. Residia na fazenda Aurora da Barra.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white; margin-bottom: 7.5pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black; font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-color-alt: windowtext; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;De 1908 a 1916 ocupou o cargo de governador municipal
(equivalente a vereador). Nesse período também foi vice-presidente da
governadoria municipal de Afonso Cláudio (câmara de vereadores) e foi presidente
do governo municipal (prefeito). &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white; margin-bottom: 7.5pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black; font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-color-alt: windowtext; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;Os anos vividos em Afonso Cláudio renderam ao coronel
Tibúrcio alguns aliados e inimigos. No ano de 1916, quando era o presidente da
câmara dos vereadores da cidade e na esteira da Revolta do Xandoca, encontrou a
oportunidade de se vingar de alguns de seus novos inimigos, foi um dos
protagonistas de ataques desferidos a Afonso Cláudio, ao lado de Antonio
Martinho Barbosa e Eduardo Olympio dos Santos, seus fiéis aliados, em resposta à
derrota nas últimas eleições municipais. Na verdade, o ataque foi endereçado
aos líderes opositores e a seus aliados que tinham sua moradia e base em Afonso
Cláudio, representados pelos coronéis José Cupertino Figueira Leite e José Giestas,
deputado estadual e prefeito eleito, respectivamente. O confronto foi violento
e ocorreram várias baixas. Após o frustrado ataque a Afonso Cláudio, pois a
população resistiu bravamente sendo auxiliada por uma guarnição militar vinda
da capital, Seraphim e seus companheiros se refugiaram em Minas Gerais, MG, de
onde não mais retornaram.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white; margin-bottom: 7.5pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black; font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-color-alt: windowtext; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;Serafim Tibúrcio da Costa faleceu em Espera Feliz, MG,
três anos depois de ter sido expulso de Afonso Cláudio, sendo enterrado em
Manhuaçu em 19 de novembro de 1919.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , sans-serif; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;Fontes: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: windowtext; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-fareast-font-family: Dotum; text-decoration: none; text-underline: none;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://cdlmanhuacu.com.br/institucional/nossa-historia/&quot;&gt;http://cdlmanhuacu.com.br/institucional/nossa-historia/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://www.facebook.com/moedaboro/posts/159035477610631/&quot;&gt;https://www.facebook.com/moedaboro/posts/159035477610631/&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-fareast-font-family: Dotum; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;ANTUNES, Daniel. Estado de Minas - 21/09/09 - 12:59&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;https://www.portalcaparao.com.br/noticias/visualizar/4334/manhuassu-a-republica-de-serafim-tiburcio&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: windowtext; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-fareast-font-family: Dotum; text-decoration: none; text-underline: none;&quot;&gt;https://www.portalcaparao.com.br/noticias/visualizar/4334/manhuassu-a-republica-de-serafim-tiburcio&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/feeds/5085922744429828495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/2020/01/seraphim-tiburcio-da-costa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5797018261253708537/posts/default/5085922744429828495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5797018261253708537/posts/default/5085922744429828495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/2020/01/seraphim-tiburcio-da-costa.html' title='Seraphim Tibúrcio da Costa'/><author><name>Adilson Braga Fontes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05669272421414277781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgrfKTz14lnQFwrkZunZd_ORJ_oNBYqRgIreE3VfvR5U1D0BTp04wehx20JRvKpk7CN74Z5_wOYWcFyIWXVX2ToSJG5NFomVDX_FP_E6aX1winU0Me7UnfkoR-Utj23eg/s113/abf.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5797018261253708537.post-3873006482238459465</id><published>2019-12-27T07:23:00.003-08:00</published><updated>2019-12-27T07:23:38.381-08:00</updated><title type='text'>Amylton Dias de Almeida</title><content type='html'>&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: right;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Por Adilson Braga Fontes&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: right;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; text-indent: 1.0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;Amylton era filho de
Átila Dias de Almeida e Yracy Neto Prudêncio, foi criado pelo avô paterno em
Vitoria, pois sua mãe o abandonara aos dois anos de idade. Nasceu em Afonso
Cláudio, em 21 de março de 1946, e faleceu em Vitória, em 11 de outubro de
1995. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; text-indent: 1.0cm;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiMFzXle2GbeYx-0EhQ1DwjXBEMJRT7nNbHlDHuSoBU4RwTNr3ektHqZgfcro_AxNyoxdDaVTo-53ka_V9MfJyxj9CG95FLYslLcfA7uTjRVmVgwg2nl8UDzqvG7sFCCCQ9J42XdTZ7kTk/s1600/aa.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;500&quot; data-original-width=&quot;327&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiMFzXle2GbeYx-0EhQ1DwjXBEMJRT7nNbHlDHuSoBU4RwTNr3ektHqZgfcro_AxNyoxdDaVTo-53ka_V9MfJyxj9CG95FLYslLcfA7uTjRVmVgwg2nl8UDzqvG7sFCCCQ9J42XdTZ7kTk/s320/aa.jpg&quot; width=&quot;209&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;Sua carreira teve
início aos 17 anos, quando em 1963 foi para o Rio de Janeiro, onde teve os
primeiros contatos com o mundo artístico. Retornando ao Espírito Santo,
trabalhou na redação dos principais jornais da capital. A partir da metade da
década de 1970 iniciou suas atividades na televisão e no cinema.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; text-indent: 1.0cm;&quot;&gt;
&lt;v:shapetype coordsize=&quot;21600,21600&quot; filled=&quot;f&quot; id=&quot;_x0000_t75&quot; o:preferrelative=&quot;t&quot; o:spt=&quot;75&quot; path=&quot;m@4@5l@4@11@9@11@9@5xe&quot; stroked=&quot;f&quot;&gt;
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 &lt;v:imagedata o:title=&quot;&quot; src=&quot;file:///C:/Users/ADILSO~1/AppData/Local/Temp/msohtmlclip1/01/clip_image001.jpg&quot;&gt;
 &lt;w:wrap anchorx=&quot;margin&quot; anchory=&quot;margin&quot; type=&quot;square&quot;&gt;
&lt;/w:wrap&gt;&lt;/v:imagedata&gt;&lt;/v:shape&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;Era um ativista cultural e atuou como jornalista,
escritor, dramaturgo, documentarista, trabalhou na televisão, crítico de
cinema, cineasta, romancista e videomaker. No decorrer das décadas de 1960,
1970 e 1980 participou do cenário artístico-cultural capixaba tendo integrado,
por dois mandatos, o Conselho Estadual de Cultura do Espírito Santo.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; text-indent: 1.0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;Costumava assinar
seus textos como &quot;A.A.&quot;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; text-indent: 1.0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;Destacou-se pela
excelência crítica cinematográfica, publicada durante vinte e três anos
no&amp;nbsp;Caderno Dois,&amp;nbsp;do&amp;nbsp;Jornal A Gazeta. Revelou-se um intelectual
combativo, engajando-se em diversas causas. Dono de um estilo personalíssimo,
irônico e mordaz, Amylton de Almeida estruturou um acervo audiovisual que
revela diversas peculiaridades sobre o Estado. Libertário, independente,
criativo, ousado e irreverente, Almeida revelou talentos na literatura, na
música e na produção audiovisual capixaba. Recebeu premiações por seu trabalho
em todo país. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; text-indent: 1.0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;Entre suas obras,
destacam-se os romances: &lt;i&gt;Passagem do século&lt;/i&gt; (1977), &lt;i&gt;Blissful agony&lt;/i&gt;
(1988) e &lt;i&gt;Autobiografia de Hermínia Maria &lt;/i&gt;(1994); biografia: &lt;i&gt;Carlos
Lindeberg: um estadista e seu tempo&lt;/i&gt; (2010 - póstuma); as peças teatrais: &lt;i&gt;As
noites das longas facas&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Segunda parte&lt;/i&gt; e a comédia &lt;i&gt;Tem xiririca
na bixanxa&lt;/i&gt;, com autoria de Milson Henriques e colaboração de Marcos
Alencar. Deixou inédita a peça &lt;i&gt;Respire fundo. Prenda o ar. Solte&lt;/i&gt;. Seu
vídeo mais conhecido é &lt;i&gt;Lugar de toda pobreza &lt;/i&gt;(1983). Ao falecer, deixou
pronto, como diretor e roteirista, o filme &lt;i&gt;O amor está no ar&lt;/i&gt;, de 1995, o&amp;nbsp;primeiro&amp;nbsp;longa-metragem
do Espírito Santo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; text-indent: 1.0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;A seguir, um pouco
de sua obra:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; text-indent: 1.0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;&quot;Este é o
instante em que Vitória perde todas as suas características. Observe o menino
de lábios abertos. Este é o instante em que o ramo de flores cai aos pés,
enquanto a lua continua se movendo e o vento espalha o cheiro de manacá pela
cidade. Este é o instante em que a Praça Costa Pereira se encontra deserta para
sempre. Longe, muito longe daqui o vento sopra. Este é o instante em que chove.
Observe. Este é o instante em que o menino, de cabeça levemente tendendo para o
lado do ombro direito, de olhos fundos e secos, tenta sorrir. Observe o olhar.
Este é o instante em que se encaram. Este é o instante em que o vento abre as
portas e as janelas da casa e bate a pitangueira de encontro ao portão.
Observe. Este é o instante de madrugada para sempre.&quot; (Blissful agony, p.
63)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;center&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center; text-indent: 1.0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;center&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center; text-indent: 1.0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;* * *&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; text-indent: 1.0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; text-indent: 1.0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;&quot;Por opção ou
por condescendência, ele era amplo; a vida o atingia em milhares de detalhes;
não escolhia, discernia aceitava tudo, desde que, juntando-se, esses detalhes o
impelissem para alguma coisa muito forte que fizesse sentido. Nunca fazia: ele
não cabia no mundo. Porque — sabia-o — possuía uma força desconhecida que não
poderia nunca ser exposta através de palavras ou explicada através de imagens.
Alguma coisa que o sustentava sob duas pernas. Claro, era atingido também por
algumas premonições sobre o futuro. Começava sempre com a sensação de que já vivera
tudo isso. Em seguida, erguendo a cabeça, para olhar estrelas, atingindo uma
tristeza tão grande que adivinhava o pânico sugerido pela densidade do que
acontecia agora.&quot; (A passagem do século, p. 76)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;center&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center; text-indent: 1.0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;center&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center; text-indent: 1.0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;* * *&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; text-indent: 1.0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; text-indent: 1.0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;&quot;Eles não
tinham qualquer tendência à disciplina. Eram simplesmente duas pessoas
influenciadas pelo reino fantástico da desordem. Em dias de chuva e vento frio,
permaneciam horas, sentados na cama, ouvindo discos, lendo, ouvindo a chuva
batendo na janela, o vento levantando as cortinas, pensando sobre os mais
significativos momentos e os mais bobos, além de frases ditas pela vida afora
ou então encostando o nariz à janela, escrevendo &#39;eu te amo&#39;, em homenagem a
pessoa alguma, no vidro úmido. Também em horas como estas, percebiam que a
língua havia sido abolida em favor de gestos e atos, altruístas e infelizes
implicitamente. Eles haviam nascido apenas para ocupar lugar, espaço e tempo ou
então viver tantos anos de vida. E isto era tudo.&quot; (Autobiografia de
Hermínia Maria, p. 179)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; text-indent: 1.0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;center&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center; text-indent: 1.0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;* * *&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;center&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center; text-indent: 1.0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; text-indent: 1.0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;&quot;(...) de
repente, sob a luz do fim do dia (entre violáceo e dourado) uma pessoa descobre
no outono de Vitória que não existe passado, presente, futuro, outono,
primavera. De repente, uma pessoa descobre que é eterna e que — portanto —
aceitasse morrer sem constrangimento ou revoltas. De repente, uma pessoa
aceita, de olhos fundos e secos. E esta será sempre a expressão que apresentará
às exigências, acusações, crueldades e impasses de sua vida: o profundo espanto
pelo fato de encontrar-se vivo para sempre.&quot; (A passagem do século, p. 58)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; text-indent: 1.0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoFootnoteText&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;Bibliografias &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
GOMES, Deny. &lt;b&gt;Morro do Moreno&lt;/b&gt;: Amylton de
Almeida. Disponível em: &lt;a href=&quot;http://www.morrodomoreno.com.br/materias/amylton-de-almeida-por-deny-gomes.html&quot;&gt;http://www.morrodomoreno.com.br/materias/amylton-de-almeida-por-deny-gomes.html&lt;/a&gt;.
Acesso em: 27 dez. 2019.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoFootnoteText&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoFootnoteText&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,sans-serif; font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-fareast-font-family: Dotum;&quot;&gt;NAGIB, Lúcia. &lt;b style=&quot;mso-bidi-font-weight: normal;&quot;&gt;O cinema da retomada&lt;/b&gt;: depoimento de 90
cineastas. São Paulo, Editora 34, 2002. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoFootnoteText&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
SEIDEL, Mônica. &lt;b&gt;Cena Vitória&lt;/b&gt;: Amylton de
Almeida. Disponível em: &lt;a href=&quot;http://cenavitoria.blogspot.com/p/e-por-falar-em-saudade.html&quot;&gt;http://cenavitoria.blogspot.com/p/e-por-falar-em-saudade.html&lt;/a&gt;.
Acesso em: 27 dez. 2019.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/feeds/3873006482238459465/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/2019/12/amylton-dias-de-almeida.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5797018261253708537/posts/default/3873006482238459465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5797018261253708537/posts/default/3873006482238459465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/2019/12/amylton-dias-de-almeida.html' title='Amylton Dias de Almeida'/><author><name>Adilson Braga Fontes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05669272421414277781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgrfKTz14lnQFwrkZunZd_ORJ_oNBYqRgIreE3VfvR5U1D0BTp04wehx20JRvKpk7CN74Z5_wOYWcFyIWXVX2ToSJG5NFomVDX_FP_E6aX1winU0Me7UnfkoR-Utj23eg/s113/abf.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiMFzXle2GbeYx-0EhQ1DwjXBEMJRT7nNbHlDHuSoBU4RwTNr3ektHqZgfcro_AxNyoxdDaVTo-53ka_V9MfJyxj9CG95FLYslLcfA7uTjRVmVgwg2nl8UDzqvG7sFCCCQ9J42XdTZ7kTk/s72-c/aa.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5797018261253708537.post-7140059252418804534</id><published>2019-12-27T07:18:00.000-08:00</published><updated>2020-01-12T02:58:38.979-08:00</updated><title type='text'>José Francisco Rosa (Zé Pernambuco)</title><content type='html'>&lt;h3 class=&quot;post-title entry-title&quot; itemprop=&quot;name&quot; style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 18px; font-stretch: normal; font-variant-east-asian: normal; font-variant-numeric: normal; font-weight: normal; line-height: normal; margin: 0px; position: relative;&quot;&gt;
&lt;b style=&quot;font-size: 14.85px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; José Francisco Rosa&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;era filho de Francisco João da Rosa e Maria da Penha Rosa, o 4º entre os 9 filhos do casal, nasceu no dia 23 de janeiro de 1924, na localidade de Infância, interior de Afonso Cláudio, ES. Ficou órfão paterno muito cedo, foi necessário que ele desenvolvesse suas habilidades para o trabalho, pois precisava ajudar sua mãe na criação dos irmãos.&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;
&lt;div class=&quot;post-body entry-content&quot; id=&quot;post-body-891468018040148656&quot; itemprop=&quot;articleBody&quot; style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 14.85px; line-height: 1.4; position: relative; width: 838px;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; Corajoso e determinado, em 1942, com 18 anos de idade se alistou no exército e se ofereceu para servir e combater o inimigo na Itália durante a Segunda Guerra Mundial.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; Sendo aceito, pegou sua pequena mala com seus pertences e partiu rumo a Vila Velha, ES, para os treinamentos rígidos impostos pelos superiores, porém, com orgulho e com a certeza de estar fazendo a coisa certa para defender com dignidade sua pátria e ajudar a construir um Brasil melhor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; Após anos de treinamentos e pronto para embarcar para Europa para fazer parte do grupo da Força Expedicionária Brasileira (FEB), que se encontrava na Itália, não foi preciso, pois ao se preparar para a viagem, os países aliados ao Brasil, renderam os inimigos no Monte Castelo (Itália), no dia 21 de fevereiro de 1945, colocando assim, fim à terrível Segunda Guerra Mundial.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; Em 29 de setembro de 1948, José Pernambuco casou-se com Sebastiana Braga Lamas (filha de José Henrique Pedro e Aurora Braga Lamas), um relacionamento que durou 57 anos e gerou 11 filhos, muitos ainda vivos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; Destinou 40 anos de sua vida à comunidade de São Vicente do Firme, ali, com muita dificuldade e perseverança, criou seus filhos e ajudou o próximo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; Sua casa sempre tinha as portas abertas para quem solicitasse, estava sempre pronto para auxiliar aos necessitados. Por muitas vezes, à noite, se levantou da cama para socorrer as pessoas que ficavam pela estrada que liga Afonso Cláudio ao município de Brejetuba; com carros atolados no rio, carros quebrados (uma junta de boi ficava sempre nas proximidades do rio para fazer o trabalho de resgate), oferecendo a estes, descanso e comida, se desejassem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; José Pernambuco ensinou que “devemos ajudar sempre sem olhar a quem”. Ensinou que “o trabalho dignifica o homem”. Ensinou também que “tudo posso naquele que me fortalece&quot;. Sua vida, além de ter sido para o trabalho e para a família, também foi destinada ao “Deus Vivo”, como ele se referia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; No fatídico dia 15 de maio de 2005, sua esposa veio a falecer, a tristeza o dominou, sentimento que o levou a não querer mais viver. Deus atendeu o seu pedido e o levou no dia 21 de novembro de 2006, deixando seus filhos com saudades eternas. José Pernambuco se foi, mas deixou aos seus descendentes o seu bem maior, o conhecimento e a sabedoria acumulados em anos de experiência como grande líder.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; Em 2012, os moradores do município de Afonso Cláudio, Estado do Espírito Santo, solicitaram ao Poder Legislativo Municipal, por meio de abaixo assinado, por intermédio do Vereador Nilton Luciano de Oliveira, a denominação da Estrada Rural, que liga Afonso Cláudio, ES à Brejetuba, ES, de “José Francisco Rosa&quot;, vulgo José Pernambuco.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; José Pernambuco era filiado ao PDT desde 1987.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; Alguns dos filhos de Zé Pernambuco e Sebastiana foram: Almir Braga Rosa – Almir Pernambuco – (ex-deputado estadual e ex-vice-prefeito de Afonso Cláudio); José Braga Rosa (falecido em 2018); Ivone Braga Rosa, Ivaldo Braga Rosa, Rosangela Braga Rosa, Maria da Penha Rosa, Aurora Braga Rosa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;Fonte: CÂMARA Municipal de Afonso Cláudio. 6 jun. 2012. Disponível em:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://www3.cmac.es.gov.br/Arquivo/Documents/MIG/IND562012.pdf&quot; style=&quot;color: #6699cc; text-decoration-line: none;&quot;&gt;http://www3.cmac.es.gov.br/Arquivo/Documents/MIG/IND562012.pdf&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;. Acesso em: 4 jul. 2019.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/feeds/7140059252418804534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/2019/12/jose-francisco-rosa-ze-pernambuco-jose.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5797018261253708537/posts/default/7140059252418804534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5797018261253708537/posts/default/7140059252418804534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/2019/12/jose-francisco-rosa-ze-pernambuco-jose.html' title='José Francisco Rosa (Zé Pernambuco)'/><author><name>Adilson Braga Fontes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05669272421414277781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgrfKTz14lnQFwrkZunZd_ORJ_oNBYqRgIreE3VfvR5U1D0BTp04wehx20JRvKpk7CN74Z5_wOYWcFyIWXVX2ToSJG5NFomVDX_FP_E6aX1winU0Me7UnfkoR-Utj23eg/s113/abf.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5797018261253708537.post-9126502256530114881</id><published>2019-06-02T20:12:00.000-07:00</published><updated>2019-06-02T20:18:02.036-07:00</updated><title type='text'>Coronel Bimbim no cinema</title><content type='html'>&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: left; margin-right: 1em; text-align: left;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
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&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Resultado de imagem para filme bimbim&quot; src=&quot;data:image/jpeg;base64,/9j/4AAQSkZJRgABAQAAAQABAAD/2wCEAAkGBxISEhISEhISFRMSEhUXFhUVFRUSEBUXFRUWFxUSFRUYHSggGBolHRUVITEhJSkrLi4uFx8zODMtNygtLisBCgoKDg0OFRAQGCsdHR0tKy0tLS0rLS0tLS0tLS0tLS0tKy0rLS0tKy0tLSstLTgtKystLTc3KystNzctKysrK//AABEIAMIBAwMBIgACEQEDEQH/xAAbAAABBQEBAAAAAAAAAAAAAAAAAQIDBAUHBv/EADoQAAIBAgMFBgMGBwADAQAAAAABAgMRBCExEkFRYZEFE1JxgaEUIpIGFUKxwfAHMlNi0eHxcoKyI//EABgBAQEBAQEAAAAAAAAAAAAAAAABAgME/8QAIBEBAQEBAAMAAwEBAQAAAAAAAAERAhIhMQNBUTITIv/aAAwDAQACEQMRAD8A4aAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAASdxLwy6MO4l4ZdGe/uOci4krn3cT8MujDuJ+GXRnQO95kneJ5MYa533E/DLow7iXhl0Z0FPPIW28Ya573E/DLow+Hn4ZdGdBg3u0HSmxiue/Dz8EujD4efgl9LOhwrviWaVXiyEcz+Hn4JfSxfhp+CX0s6hCum/Me5vn5k1rJ/XLPhp+CX0sPhp+CX0s6pGq1p7j4VLk8lnLk/w0/BL6WHw8/DLozrDsRONxOi8OV9xPwy6MO4l4ZdGdMnS1IalJmozZY513EvDLow7ifhl0Z0LYY5JlTa513E/DLoxe4n4ZdGdEix7kQc4+Hn4JfSweGn4JfSzpEKzWjJ1jE9UFxy/wCHn4ZdGL8PPwy6M6XUSeaZXVRliX0558PPwy+lh8PPwS+lnRe+YjqviMHOu4n4ZdGHcT8MujOibQqZBzruJ+GXRh3E/DLozo1xUwuOcdxPwy6MU6PcUGKe2OgwjDrwJKVLS+80xJUcY6oRRLNVJBUoPZU0rXeWepNazFeK5E+HlnbiIs1Za8BcPBu97JjVn0tkpW/fkRyp2z4liVHa1aXle5MsMpLZbX6k1vxtUFC+g9UZa3Vi5DAJtLbSfHOxHjKLh8u9SzlfLLgTUvGfT6eFStdjtr8JB3+TetvYY+0ckmle6z3smVreVyXBP9QUL71+o3DYmN5O+XT3LE8XG91Cy2dXaTv/AIMXW5xzf2jm7kcpksMVGSyTvfhwFrypu1k4ytnfRjWrx6+q+2iKrUsOr0Gt2pWnlbhxZ0crKk7wVVSSjhU1fa3cBk8NzfqhsTw6z4KbTEqQGV6Mo5tZcVoV3UZYxZn1JNWItu4kmIaiJNoS424AK2OGIdKdvUinxHoZFi06yz5EDwI3VVxYVASw+4g5VXyALsQUUm77S145lidKpduCVlzV8yh8Ja12WY1bKys+Oe8rE06rOV7a2WbS0fAapNpRzsuQsK0oppNfNZ3tmrcHuJPipu99lt6u2fUjWooRaak0rdLk0cW3KzUFu4IoPDz0Wl+I5YWW9e5WNs+NGONW1KHyvJ7LTsvNveTOq4xjptPV2yXLzMf4eXJeRYw1JqSk3o768BkanfS5DttKXzRcrK3AXE9pKa+WCXG6dyKvJOUp3acm3k1vKleu461JPk3d+w8eda8+v2J0Kk80yrOnnrfcy99+2hsWemreeZQp14vKLSfF6l+Odn8TKTStuG/ENJJPQf3DtnJdQWFvo11Mns+jWlvd/UllK/EiWCfFD4UHH8SFxqXo+HaM4P5bq6t6EOJxC/E0kV62Ijf5troMi6NR3aqPZy1SRLY3z5WtXB9pU1+L2ZpU8XSnpKP5HnlVoxyVKX1ENXEx3U2v/YxcemddT69aoxaaWafQwq2ElF2ay6mVhO3nTlknbg9C7Ht6+5r3LzccvydTpJWoSi84u1snuZDG/Fa+pPisa6lrt5Kyy3bir3Se99DpHm6zfR84Ozd/QdTovYcrry/F0GUsPr82vImhHZ0kU+ofmTSe8mlgaqTeTXvzyHOnd7Tlf2LFGu4QlFS/mvd2zV9SLirVwsowyae1Z5buTIY4efD3Lq2bPUji4WtZ9WiaXmK8qEv20TYPBymn8yjbxb/IJVoeBvqLCvF/gfuXyZ8Ya8BV8UfqQhbU4eD3YpfJchtqfBhGNPcmuhJTV92hLGnx0MSiHZhwb6BsQ3JkmTFUFxQ2NIG48xNqPMnlSj4l7jFCPAsMROEf7h8YQ5kmyuAqSBIze1a8Kay/men+TEpV7yu+O8Xtavt1ZNaLJf5KqnoGb9atT589AjRS1afkyhGr8okZ5A1t4XFQb2Zp8mv1NGNOmtE/Y8tCdmew7KltU1dJ2Cy7UajHmSdzDgy5sx4ISSXAjbPq0INNNGMsC4XSf4m/8Hp2o8GYvadXZm9yyefJGep6b/Hm+1SvCeVlqEYPeiw8W6lm2rx0SViaukm9ysZei8PKYim9t5bz0XZHY0XFTqa7luHdnYFTk20/ka8nfM9DGX9qNx5epirLB07IFhqWm0XtrkJsrguhtzxSWEp+IPh6fifQvbPITYKqj8PDxMkVGCVixKHIRr+32Aq9xDiJ3FPiyZwXhYmwvCyCHuKfFi9xS4+5J3a8LBQXhYEXdU/2wJdheBgQJ6roVnUno7JeVyzBLK7s3+8xZ4dSyuTNjKnVprW+RJGulYdHCbm8iWFGK3IzOboqNtyyyXAmi078idKLK1ahrZ3vuNZglUCp2jU2KcmtbfmWEnZWtZGR9o6loxVs5X6Fi2vPK7bG7QREqBgu4dEj2iRcAqRHruxbuktx5fDRvfkmzf7BrZyi+F0VWuoviP2eYiG1q8Yq8pJebsMap+yUu0cNtZq2me/1KWL+0VOOUE5PjpEu/YrESqzr1KjWSjH+1LNsnU9N/jv/AKMpYeChtTkr8kl/0XA4ZVXtSbcd1t/Jje2VQVRqDe03dxs9l80z0P2Bo4RVL1Zy2k01HZfdX3OUtDk9k7n2/pFjMHPD1HSlFL5YyyedpLL8mRRk3qrGr/FjEqNfDSpyW13Urtb1tfL+p5Sj24tJr1X+Drzzs14+77rQlVmp22Lx43/QmuRYbGU6n8sl5aMsWNZjBu3yByHCWAa4hbmI1vt7sFPdYBdh8RrjzB1baiqd1dAxG4c2J3XNkm0OUwIu7fiYE20AFNVLvNZ+xKqivYj2LpJ6jVFp2Syvv9jE2MpVNZ24jO7UuPWwzbak1Z2HwcmUNdOyy09xjk27NZceJaSsufsRtWRZyGSpxWayseQ7cxW3VbvlFWS5Hou08SlC20vm36Zbzx2Jndt8WQNgIx0NBsdQYJ65EqZFvJYoItYXW3FF/serarHzt1yKGE/mT4NFqfyzuuKsWFX+3+1pQkqcHb5c3vz3Lgeaq1XJ3bbfN3J+1cQ51Zy526Ipop7OR7j+GODlVqTik7Xjc8hGmrXOgfwnxElVqQja8oxed9z3dR3/AJdPxf6RfbyjGniVTUbSir33pcPK+Z1L7Jdn0qFKnCMVapBTUtXJtJyUnvzZyD7W4lzx1Zy1SivzOnfYrtWNXAwu7SoL/wCP9HPr47yPB/xOxSnjppaU4xjbdfNv8zxdRmn2zjnWr1ar/HUk/S+XsjMqs78/I4dX2dCrbO5u9j9qOb2JO/B78tzPMzeTJuya+zUg3pde4rD3FuYW5kbsOg76GGjtjmJsoXoLteQEe0uAvech06qWokakXvX5Mi+xFocooRxfEaqQEuwuIpHsPkA1fSlsyunHNX10ZPCad76r3GOosrcFf9RcVFJbX9uvoc58TEUpt34vImhSkrWs8vIjw8bLXLVvzJHKTWWS/RCrIgg5Ru3f/BWrdpbMW2vTey++FtLO/wCZ5Tt/EJzaXF9B7/rN5xn9pdoSqyu9FkktEVZPIa9RZ6m0PtkFFZizbsJh3a/kEOgvzLDpZi0qN/XMlUXdcgsh+Ep558R+KVnzGQdprkR4qrtSbCdM+vq/MfR0ExIlJln0/SWjO3yv0PU/w9xSp42ld2U7x1trp7nlKqLHZ+JcZxmtYST9U7m78xeblbfa89rGYp8KjXR2N/sPtJUsHjVfO0NnjeW1Fni8PinKpVm9ZScurbH1cW/mgn8srN+jyMZvp28smldSxHJkEpXfBCxfM7Rw03FTy8xKLIMRLPyJcOzEu0e6wVZOnGWvyokjXvuMPs2q+7ir6ZFyNS28897suDSjNt22cuJL6FfByyu36EixOi2c+h0l1Ugt/IinWyyWe4o2nGzlnmFzGrcFIqU8U5PQVYl3tbJajUxb2wKrxcePuA0w1U7W57xlaKs3d5tJX01CvW+bksug11HlvSd7cOBzdYnns3VnxuJLJeYkYJJttXatbf5kcoy137uFjQhxU1CLk7pWz/fQ8TjKznKUuLN77TYx3VO/N+e5Hm5Fjn1duETFlqNAqJquiEpRyGEsHkExcp1ElnwQ6pXTd1lZGcpi96F1dq1VZNasgc8xikC1DNNxO4iTJKuiI0FnxNCVxqeyxsSVraXM1uifCNKUuDQlTVvduKZJKbeQ5W31iXbzsDZHFD0bZMr08lLc210HYd5mpCmnhZ3We05J8M0jIoamOL7WvQdnQvF+ZoWyyWhR7Kmthq28uUp8F58zz9/6onpSdsizSqpNKzvzzKtO+beV8rjouSd9fJ6cDXPoaMattwVJqSs1qJRq5fNa/HcS7Seh0WKWLoLZvHL/AFuFwsrw2WvUuztZaajdlLkiY0quMPC+ghc248UBUVKkZN5p/wChKTtm+NvXgOVS8nrsuyWeuQ9UIrJ3vf33nDyeicq8G9qUr3baS5C4mrspybyin/wfKGfN/kv+mJ9o8VZbCbvLN8EtyNxnqZPbzuMxDlKUnrJ3Kw+Yw6OEAAAUqYJCD75BDWxAYBU0EOQ2KFDnTamgRot6D9klpyNSLFbupcGCjJbmXU7iSqJaamvFdV2nJrKzfuE6bjlssvYOjGp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/&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; text-align: center;&quot;&gt;O filme “Os Senhores da Terra”, primeiro longa-metragem do
cineasta de Aimorés, Paulo Thiago, lançado em 1970, conta a história de um jagunço
que é contratado para matar um coronel. Enquanto trama o crime, apaixona-se
pela enteada de sua vítima e fica sem ação. O contratante se une então ao
delegado da cidade e a um engenheiro, que representa o poder tecnocrático. O
coronel morre, um novo poder se constitui e o jagunço foge com a amada para as
serras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; text-align: justify;&quot;&gt;&quot;Na cidade de Degredo, dominada pela violência, o famoso
jagunço Judas Iscariote é contratado para matar o Coronel Floro Bartolomeu,
assassino do prefeito. Enquanto trama o crime, apaixona-se por Rosa Viviana,
enteada de Floro. Medeiros Mendes, o coronel que contrata Judas, exige deste
uma ação imediata, mas o amor por Rosa deixa o jagunço sem saber o que fazer.
Os inimigos de Floro conspiram. O delegado da cidade se une a Medeiros Mendes e
ao novo poder tecnocrático representado pela chegada do sobrinho de Floro, o
engenheiro Hélio, que vem a Degredo estudar a construção de uma represa. Hélio
termina por dominar a situação. Floro acaba morrendo e Judas foge com Rosa para
as serras, perseguido pelo novo poder constituído&quot;. (Extraído do Guia de
Filmes, 29)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;clear: left; float: left; font-size: 12pt; line-height: 107%; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;O diretor Paulo Thiago teve como inspiração para o seu filme fatos
reais ocorridos no interior de Minas, em Aimorés (o caso do Cel. Bimbim,
acusado da morte do prefeito e que recebeu a polícia a bala, 1958) e em Alagoas
(na luta entre coronéis e no tiroteio ocorrido na Câmara, 1957).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;clear: left; float: left; font-size: 12pt; line-height: 107%; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12.0pt; line-height: 107%;&quot;&gt;Premiação&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; line-height: 107%;&quot;&gt;: Prêmio da Crítica Internacional no
Festival de Karlovy-Vary, 1970 - Tchecoslováquia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b style=&quot;mso-bidi-font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 14.0pt; line-height: 107%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b style=&quot;mso-bidi-font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 14.0pt; line-height: 107%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;
&lt;b style=&quot;mso-bidi-font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 107%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b style=&quot;mso-bidi-font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 107%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;
&lt;b style=&quot;mso-bidi-font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 107%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;
&lt;b style=&quot;mso-bidi-font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 107%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;
&lt;b style=&quot;mso-bidi-font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 107%;&quot;&gt;O filme está disponível
na íntegra no YouTube: &lt;span style=&quot;font-size: 14pt;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=K4IHvZmYvks&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;https://www.youtube.com/watch?v=K4IHvZmYvks&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b style=&quot;mso-bidi-font-weight: normal;&quot;&gt;Fonte&lt;/b&gt;: &lt;a href=&quot;http://bases.cinemateca.gov.br/cgi-bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&amp;amp;base=FILMOGRAFIA&amp;amp;lang=p&amp;amp;nextAction=lnk&amp;amp;exprSearch=ID=018280&amp;amp;format=detailed.pft&quot;&gt;http://bases.cinemateca.gov.br/cgi-bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&amp;amp;base=FILMOGRAFIA&amp;amp;lang=p&amp;amp;nextAction=lnk&amp;amp;exprSearch=ID=018280&amp;amp;format=detailed.pft&lt;/a&gt;.
Acesso em: 2 jun. 2019.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/feeds/9126502256530114881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/2019/06/coronel-bimbim-no-cinema.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5797018261253708537/posts/default/9126502256530114881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5797018261253708537/posts/default/9126502256530114881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/2019/06/coronel-bimbim-no-cinema.html' title='Coronel Bimbim no cinema'/><author><name>Adilson Braga Fontes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05669272421414277781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgrfKTz14lnQFwrkZunZd_ORJ_oNBYqRgIreE3VfvR5U1D0BTp04wehx20JRvKpk7CN74Z5_wOYWcFyIWXVX2ToSJG5NFomVDX_FP_E6aX1winU0Me7UnfkoR-Utj23eg/s113/abf.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5797018261253708537.post-7216355314060291796</id><published>2018-01-05T13:26:00.002-08:00</published><updated>2018-01-05T13:27:03.475-08:00</updated><title type='text'>Veterano José Rodrigues Fontes</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;background: rgb(255, 255, 255); border: 0px; color: #757474; font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 18px; outline: 0px; padding: 0px 0px 10px; vertical-align: baseline;&quot;&gt;
Ex-combatente da 2ª Guerra Mundial, o 2º Ten. JOSÉ RODRIGUES FONTES, filho de Manuel Rodrigues Fontes e Argentina Francisca Fontes, nasceu na Fazenda Pouso Alegre, em Afonso Cláudio, Município do Estado do Espírito Santo, em 07 de junho de 1920.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;gallery galleryid-11717 gallery-columns-2 gallery-size-thumbnail&quot; id=&quot;gallery-1&quot; style=&quot;background: rgb(255, 255, 255); border: 0px; color: #757474; font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 12px; margin: auto; outline: 0px; padding: 0px; vertical-align: baseline;&quot;&gt;

&lt;dl class=&quot;gallery-item&quot; style=&quot;background: transparent; border: 0px; float: left; margin: 10px 0px 1.5em; outline: 0px; padding: 0px; text-align: center; vertical-align: baseline; width: 288.5px;&quot;&gt;
&lt;dt class=&quot;gallery-icon portrait&quot; style=&quot;background: transparent; border: 0px; font-weight: bold; margin: 0px; outline: 0px; padding: 0px; vertical-align: baseline;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.portalfeb.com.br/wp-content/uploads/Fontess.jpg&quot; style=&quot;background: transparent; border: 0px; color: #b9bd47; margin: 0px; outline: 0px; padding: 0px; text-decoration-line: none; vertical-align: baseline;&quot; title=&quot;Fontess&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Fontess&quot; class=&quot;attachment-thumbnail&quot; src=&quot;http://www.portalfeb.com.br/wp-content/uploads/Fontess-150x150.jpg&quot; height=&quot;150&quot; style=&quot;background: transparent; border: 2px solid rgb(207, 207, 207); margin: 0px; outline: 0px; padding: 0px; vertical-align: baseline;&quot; width=&quot;150&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/dt&gt;
&lt;/dl&gt;
&lt;dl class=&quot;gallery-item&quot; style=&quot;background: transparent; border: 0px; float: left; margin: 10px 0px 1.5em; outline: 0px; padding: 0px; text-align: center; vertical-align: baseline; width: 288.5px;&quot;&gt;
&lt;dt class=&quot;gallery-icon portrait&quot; style=&quot;background: transparent; border: 0px; font-weight: bold; margin: 0px; outline: 0px; padding: 0px; vertical-align: baseline;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.portalfeb.com.br/wp-content/uploads/Fontes.jpg&quot; style=&quot;background: transparent; border: 0px; color: #b9bd47; margin: 0px; outline: 0px; padding: 0px; text-decoration-line: none; vertical-align: baseline;&quot; title=&quot;Fontes&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Fontes&quot; class=&quot;attachment-thumbnail&quot; src=&quot;http://www.portalfeb.com.br/wp-content/uploads/Fontes-150x150.jpg&quot; height=&quot;150&quot; style=&quot;background: transparent; border: 2px solid rgb(207, 207, 207); margin: 0px; outline: 0px; padding: 0px; vertical-align: baseline;&quot; width=&quot;150&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/dt&gt;
&lt;/dl&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: rgb(255, 255, 255); border: 0px; color: #757474; font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 18px; outline: 0px; padding: 0px 0px 10px; vertical-align: baseline;&quot;&gt;
Foi convocado ao Exército no dia 01 de dezembro de 1941 e serviu no Grupo Escola – I ( 1º RAPC(GE). Recebeu treinamento por alguns meses na Cidade do Rio de Janeiro e embarcou em navio rumo à Itália, no 2º Escalão como integrante do I/1º RAPC (Regimento de Artilharia Pesada Curta Rio de Janeiro). Após 15 dias de viagem, ele e seus companheiros chegaram em Nápoles, de onde se deslocaram até Livorno, acampando na região de Pisa.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: rgb(255, 255, 255); border: 0px; color: #757474; font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 18px; outline: 0px; padding: 0px 0px 10px; vertical-align: baseline;&quot;&gt;
Prestou serviço durante a Campanha da Itália de 06/10/1944 à 11/08/1945 e participou no Combate pela posse do Monte Castelo cuja batalha marcou a presença da FEB no conflito que durou 3 meses.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: rgb(255, 255, 255); border: 0px; color: #757474; font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 18px; outline: 0px; padding: 0px 0px 10px; vertical-align: baseline;&quot;&gt;
O 2º Tenente José Rodrigues Fontes, casado com Zilda de Abreu Fontes com a qual teve 6 filhos residiu no RJ durante 50 anos. Na cidade de Petrópolis (RJ), como integrante da Associação dos Ex-combatentes participou de eventos promovidos pelo 32º BIMz. A partir de 1º de julho de 2011 fixou residência na Cidade de Canela(RS).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: rgb(255, 255, 255); border: 0px; color: #757474; font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 18px; outline: 0px; padding: 0px 0px 10px; vertical-align: baseline;&quot;&gt;
Não nos esqueçamos dos nossos pracinhas, não deixemos se perder esse legado deixado pelos verdadeiros heróis de nossa nação, não nos esqueçamos dos feitos daquele dia 21 de fevereiro de 1945. Vamos rememorar atos heróicos como esse para evitar que nossa sociedade seja escrava de sua própria ignorância.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: rgb(255, 255, 255); border: 0px; color: #757474; font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 18px; outline: 0px; padding: 0px 0px 10px; text-align: center; vertical-align: baseline;&quot;&gt;
&lt;strong style=&quot;background: transparent; border: 0px; color: #1c1c1c; margin: 0px; outline: 0px; padding: 0px; vertical-align: baseline;&quot;&gt;“… povo que não tem virtude acaba por ser escravo….”&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: rgb(255, 255, 255); border: 0px; color: #757474; font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 18px; outline: 0px; padding: 0px 0px 10px; vertical-align: baseline;&quot;&gt;
&lt;strong style=&quot;background: transparent; border: 0px; color: #1c1c1c; margin: 0px; outline: 0px; padding: 0px; vertical-align: baseline;&quot;&gt;Colaboradora:&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;Deiza Maria Fontes de Almeida&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(Fonte: http://www.portalfeb.com.br/veterano-jose-rodrigues-fontes/)&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/feeds/7216355314060291796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/2018/01/veterano-jose-rodrigues-fontes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5797018261253708537/posts/default/7216355314060291796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5797018261253708537/posts/default/7216355314060291796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/2018/01/veterano-jose-rodrigues-fontes.html' title='Veterano José Rodrigues Fontes'/><author><name>Adilson Braga Fontes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05669272421414277781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgrfKTz14lnQFwrkZunZd_ORJ_oNBYqRgIreE3VfvR5U1D0BTp04wehx20JRvKpk7CN74Z5_wOYWcFyIWXVX2ToSJG5NFomVDX_FP_E6aX1winU0Me7UnfkoR-Utj23eg/s113/abf.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5797018261253708537.post-8941523597197661292</id><published>2014-11-09T18:41:00.003-08:00</published><updated>2018-01-05T15:07:07.274-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #666666; font-family: &amp;quot;helvetica&amp;quot; , &amp;quot;arial&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Publiquei, no começo de 2014, o livro NOTÍCIAS DE AFONSO CLÁUDIO -&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #666666; font-family: &amp;quot;helvetica&amp;quot; , &amp;quot;arial&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;A história de Afonso Cláudio contada pelos jornais - 1881-1949&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #666666; font-family: &amp;quot;helvetica&amp;quot; , &amp;quot;arial&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #666666; font-family: &amp;quot;helvetica&amp;quot; , &amp;quot;arial&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Este livro busca contar um pouco sobre a história de Afonso Cláudio, um município do interior do Estado do Espírito Santo, através das páginas dos jornais. Apresenta a visão de pessoas, em sua maioria, de fora do município, dentre elas: jornalistas, viajantes, imigrantes, políticos, profissionais das mais variadas áreas que passaram por Afonso Cláudio, como: juízes, advogados, promotores, empresários, e muitos outros que deixaram registrados o cotidiano das pessoas, os acontecimentos relevantes, a cultura, a política, a economia e os desafios deste pedaço de terra encravado nas montanhas capixabas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #666666; font-family: &amp;quot;helvetica&amp;quot; , &amp;quot;arial&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj9lRF5xQ6yFuf_GOMve5i1R92lyg6hpdNuYCxPB7lgKZyik6lan-z0r4oSZC_wb2u98_7Z7SiBmBfBeThdn9gMvQHNfF5QRxkj94fWzIDDH0SSd8wAxvUygLlDBIWlGA-Lpn3XzTWetAU/s1600/naccapa.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj9lRF5xQ6yFuf_GOMve5i1R92lyg6hpdNuYCxPB7lgKZyik6lan-z0r4oSZC_wb2u98_7Z7SiBmBfBeThdn9gMvQHNfF5QRxkj94fWzIDDH0SSd8wAxvUygLlDBIWlGA-Lpn3XzTWetAU/s1600/naccapa.png&quot; width=&quot;225&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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O livro pode ser comprado no site:&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;https://agbook.com.br/book/166052--Noticias_de_Afonso_Claudio&quot;&gt;https://agbook.com.br/book/166052--Noticias_de_Afonso_Claudio&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #666666; font-family: &amp;quot;helvetica&amp;quot; , &amp;quot;arial&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #666666;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;helvetica neue&amp;quot; , &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Desejo uma boa leitura.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #666666;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;helvetica neue&amp;quot; , &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #666666;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;helvetica neue&amp;quot; , &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;b&gt;Comentários sobre o livro colhidos no Facebook:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
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&lt;span style=&quot;background: rgb(254, 254, 254); font-size: 12pt; line-height: 107%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;i&gt;Muito,
muito bom!!! Você deveria levar o seu projeto para câmara dos vereadores, para
o material ser aplicado em sala de aula.&lt;/i&gt; (Adriano Cardoso)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;span style=&quot;background: rgb(254, 254, 254); font-size: 12pt; line-height: 107%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;span style=&quot;background: white; font-size: 12pt; line-height: 107%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;i&gt;Excelente
livro! Notícias de Afonso Cláudio te possibilita conhecer com detalhes a
história de seus antigos familiares. Obrigado por sua excelente contribuição,
Adilson Braga Fontes!&lt;/i&gt; (Ademilsom Marques de Oliveira)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;span style=&quot;background: white; font-size: 12pt; line-height: 107%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;span style=&quot;background: white; font-size: 12pt; line-height: 107%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;i&gt;A
história contada por meio da notícia. Brilhante!&lt;/i&gt; (Marlon Turial Lamas)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #666666;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;helvetica neue&amp;quot; , &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/feeds/8941523597197661292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/2014/11/publiquei-no-comeco-de-2014-o-livro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5797018261253708537/posts/default/8941523597197661292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5797018261253708537/posts/default/8941523597197661292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/2014/11/publiquei-no-comeco-de-2014-o-livro.html' title=''/><author><name>Adilson Braga Fontes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05669272421414277781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgrfKTz14lnQFwrkZunZd_ORJ_oNBYqRgIreE3VfvR5U1D0BTp04wehx20JRvKpk7CN74Z5_wOYWcFyIWXVX2ToSJG5NFomVDX_FP_E6aX1winU0Me7UnfkoR-Utj23eg/s113/abf.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj9lRF5xQ6yFuf_GOMve5i1R92lyg6hpdNuYCxPB7lgKZyik6lan-z0r4oSZC_wb2u98_7Z7SiBmBfBeThdn9gMvQHNfF5QRxkj94fWzIDDH0SSd8wAxvUygLlDBIWlGA-Lpn3XzTWetAU/s72-c/naccapa.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5797018261253708537.post-3627738057353236723</id><published>2012-01-06T09:34:00.000-08:00</published><updated>2012-01-06T10:00:51.145-08:00</updated><title type='text'>Como era Vila Velha</title><content type='html'>&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;A cidade de Vila V&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhTzZ6nwakQuMZiT6TuhL_j6HC9XfqxEZ1MozASeMxTyZMRQZZHA42XQyVMjRiqpaCFjvHOpcFQVjcoEcvJIOoMZ-Hc51pEbihmoBrNNPDJu-DFHfwMuoYvIRetFdnjGjag6PAnecC6GYM/s1600/1980+igrosario.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; FLOAT: left; HEIGHT: 157px; CURSOR: hand&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5694579255233094354&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhTzZ6nwakQuMZiT6TuhL_j6HC9XfqxEZ1MozASeMxTyZMRQZZHA42XQyVMjRiqpaCFjvHOpcFQVjcoEcvJIOoMZ-Hc51pEbihmoBrNNPDJu-DFHfwMuoYvIRetFdnjGjag6PAnecC6GYM/s320/1980+igrosario.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;elha tinha ruas estreitas, arenosas. Não possuía calçamento, nem rede de esgoto, nem água encanada. A água era recolhida no chafariz da fonte de Inhoá, perto da igreja do Rosário.&lt;br /&gt;Era de lancha ou de barco que se ia de Vitória a Vila Velha. O desembarque se dava no cais dos Padres. O cais ficava diante da entrada velha do convento da Penha. Nessa época nem sequer havia o bonde ligando Vila Velha a Paul. O bonde só começou a circular a partir de 1912.&lt;br /&gt;Os moradores de Vila Velha habitavam casas simples e todos se conheciam. Os quintais eram divididos por ripas e possuíam árvores frutíferas. Quase não havia movimento na cidade. As noites eram silenciosas e calmas. Somente em ocasiões especiais, como nas festas de Nossa Senhora da Penha, e nas célebres lapinhas, havia agitação nas ruas.&lt;br /&gt;Sem energia elétrica, a iluminação noturna era feita com lampiões a querosene. A luz dos lampiões p&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjFsKq4k3e3ACsxkUeORg5m4pz9NkuXEGWO3iJbiWvAaQwrgRLJ6gmGdHIkieFGNTnYqQDomE2eabBE8TvsqE-oDL77e1omAGmTZEqybTcYpqCyBLwd3IaxjYuElZg8n-XULhejlBPFd6k/s1600/ijs-prainha-+1936.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 164px; FLOAT: left; HEIGHT: 108px; CURSOR: hand&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5694579635433763202&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjFsKq4k3e3ACsxkUeORg5m4pz9NkuXEGWO3iJbiWvAaQwrgRLJ6gmGdHIkieFGNTnYqQDomE2eabBE8TvsqE-oDL77e1omAGmTZEqybTcYpqCyBLwd3IaxjYuElZg8n-XULhejlBPFd6k/s320/ijs-prainha-+1936.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;úblicos mal iluminava o espaço em volta dos postes.&lt;br /&gt;A praça, em frente à igreja do Rosário, ia até as areias da Prainha. As areias estavam, quase sempre, cobertas de algas verdes. Quem por ali passasse ficava com as canelas verdes. Muitos historiadores dizem que essa é a origem da expressão canelas verdes, usada para designar os moradores de Vila Velha.&lt;br /&gt;Atrás da igreja do Rosário ficava o velho cemitério da cidade. Para se ir à Praia da Costa, que era desabitada, atravessava-se o rio da Costa, sobre pranchões de madeira. Com a urbanização, este pequeno rio foi canalizado. Para se subir ao convento da Penha, usava-se a ladeira de pedra, porque não havia a estrada de rodagem.&lt;br /&gt;Foi lentamente que Vila Velha mudou. As primeiras grandes mudanças ocorreram com a chegada da energia elétrica e dos bondes elétricos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;Fonte: Vila Velha: Nosso Município - Noções Históricas e Geográficas&lt;br /&gt;Autores: Léa Brígida Rocha de Alvarenga Rosa/ Luiz Guilherme Santos Neves/ Renato José Costa Pacheco &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;Disponível em: &lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://www.morrodomoreno.com.br/materias/como-era-vila-velha.html&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;http://www.morrodomoreno.com.br/materias/como-era-vila-velha.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;Fotos: Instituto Jones Santos Neves.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/feeds/3627738057353236723/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/2012/01/como-era-vila-velha.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5797018261253708537/posts/default/3627738057353236723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5797018261253708537/posts/default/3627738057353236723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/2012/01/como-era-vila-velha.html' title='Como era Vila Velha'/><author><name>Adilson Braga Fontes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05669272421414277781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgrfKTz14lnQFwrkZunZd_ORJ_oNBYqRgIreE3VfvR5U1D0BTp04wehx20JRvKpk7CN74Z5_wOYWcFyIWXVX2ToSJG5NFomVDX_FP_E6aX1winU0Me7UnfkoR-Utj23eg/s113/abf.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhTzZ6nwakQuMZiT6TuhL_j6HC9XfqxEZ1MozASeMxTyZMRQZZHA42XQyVMjRiqpaCFjvHOpcFQVjcoEcvJIOoMZ-Hc51pEbihmoBrNNPDJu-DFHfwMuoYvIRetFdnjGjag6PAnecC6GYM/s72-c/1980+igrosario.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5797018261253708537.post-5902137870222114794</id><published>2011-12-14T09:47:00.000-08:00</published><updated>2011-12-14T09:53:03.706-08:00</updated><title type='text'>Afonso Cláudio se despede de Zuleika Haddad Fafá</title><content type='html'>&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;No dia 29 de novembro de 2011, Afonso Cláudio se despediu de Maria Zuleika Haddad Fafá, 87 anos. Ela faleceu em decorrência de problemas cardíacos no hospital Metropolitano, em Vitória, onde estava internada desde o dia 14 de novembro devido a complicações. Nem o dia chuvoso impediu que centenas de pessoas acompanhassem o cortejo até o cemitério, prestando a última homenagem àquela que foi professora para muitos da comunidade.&lt;br /&gt;Nascida em Afonso Cláudio, filha de José Jorge Haddad e Isaura de Barros Haddad, ela foi casada durante 67 anos com o ex-prefeito Sebastião Fafá, com quem teve seis filhos. Zuleika iniciou sua vida profissional como professora no Instituto Nossa Senhora de Lourdes, época em que reiniciou seus estudos, fazendo parte da primeira turma do Normal, como era conhecido na época o curso para habilitação de professores. Estava então com 36 anos.&lt;br /&gt;Zuleika especializou-se na disciplina de histór&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg_Fq24rfOi62e-cutnCYciixyYnXeACLmYUwNbzNQ6v6QbaHVJW5AVF9y2ZAgsOIXbajLFldnz8HtvNtL8HbVCUPEUlZZsUkRmRYfHq7MpV1oPx1o5jTk4sxFEB5NvsJFB2KT-aTugCa8/s1600/zhf.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 180px; CURSOR: hand&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5686043117590501010&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg_Fq24rfOi62e-cutnCYciixyYnXeACLmYUwNbzNQ6v6QbaHVJW5AVF9y2ZAgsOIXbajLFldnz8HtvNtL8HbVCUPEUlZZsUkRmRYfHq7MpV1oPx1o5jTk4sxFEB5NvsJFB2KT-aTugCa8/s320/zhf.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;ia, matéria que lecionou por diversos anos no Ginásio Estadual e Escola Normal Afonso Cláudio, atual EEEFM Afonso Cláudio, onde também exerceu o cargo de diretora, até sua aposentadoria. Após, foi secretária Municipal de Educação, presidente do Conselho Tutelar e membro do Conselho da Casa de Cultura.&lt;br /&gt;Foi primeira-dama do Município por duas vezes, ocasião em que desenvolveu inúmeros trabalhos sociais, destacando-se a participação na fundação da Casa do Menino, no bairro São Vicente, e a realização da festa de Natal para famílias carentes do Município, projeto pelo qual mantinha um carinho especial. No último Natal por ela organizado, conseguiu realizar seu grande sonho: doar a cada família uma cesta básica e brinquedos.&lt;br /&gt;Sempre manteve interesse pela história do município de Afonso Cláudio. Assim, realizou inúmeras pesquisas e as documentou, colocando-as sempre à disposição dos interessados e alunos para a realização de trabalhos escolares. Em 1999 integrou a comissão de festas do centenário da Paróquia de São Sebastião de Afonso Cláudio, onde ficou responsável pela pesquisa, que deu origem ao livro “Vivenciar as Lembranças é Viver Sempre Mais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Folha da Terra -2/12/11 (http://folhadaterra.com.br)&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/feeds/5902137870222114794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/2011/12/afonso-claudio-se-despede-de-zuleika.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5797018261253708537/posts/default/5902137870222114794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5797018261253708537/posts/default/5902137870222114794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/2011/12/afonso-claudio-se-despede-de-zuleika.html' title='Afonso Cláudio se despede de Zuleika Haddad Fafá'/><author><name>Adilson Braga Fontes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05669272421414277781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgrfKTz14lnQFwrkZunZd_ORJ_oNBYqRgIreE3VfvR5U1D0BTp04wehx20JRvKpk7CN74Z5_wOYWcFyIWXVX2ToSJG5NFomVDX_FP_E6aX1winU0Me7UnfkoR-Utj23eg/s113/abf.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg_Fq24rfOi62e-cutnCYciixyYnXeACLmYUwNbzNQ6v6QbaHVJW5AVF9y2ZAgsOIXbajLFldnz8HtvNtL8HbVCUPEUlZZsUkRmRYfHq7MpV1oPx1o5jTk4sxFEB5NvsJFB2KT-aTugCa8/s72-c/zhf.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5797018261253708537.post-3223227141025918026</id><published>2011-11-22T12:39:00.001-08:00</published><updated>2011-11-22T13:11:04.179-08:00</updated><title type='text'>Viagem de Saint-Hillaire de Guarapari a Vila Velha</title><content type='html'>&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg5upZMif_3VHsMNMPOu7OdmAFtLGINE7z_obRhBOU2jpckp3621GoDigRDwjFTsdMiynImhyphenhyphenCtxjCKi0c1WvWrVcr0pHb1-fTt4FpLskKwTjxNCxDuGphYsjx3lD35JMrdaWHNGuC_8L4/s1600/santo+hilario.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; hda=&quot;true&quot; height=&quot;150&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg5upZMif_3VHsMNMPOu7OdmAFtLGINE7z_obRhBOU2jpckp3621GoDigRDwjFTsdMiynImhyphenhyphenCtxjCKi0c1WvWrVcr0pHb1-fTt4FpLskKwTjxNCxDuGphYsjx3lD35JMrdaWHNGuC_8L4/s200/santo+hilario.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;strong&gt;Augustin François César Prouvençal de Saint-Hilaire&lt;/strong&gt; (1779-1853), foi um botânico, naturalista e viajante francês. Viajou alguns anos pelo Brasil, tendo escrito importantes livros sobre os costumes e paisagens brasileiros do século XIX. O francês veio para o Brasil em 1816, onde permaneceu até 1822. Segundo ele e as autoridades ministeriais que o enviaram, os objetivos maiores de sua viagem seriam o bem-estar da humanidade e a glória nacional. Mas o fato é que Saint-Hialire, por meio de suas andanças pelo Brasil, nos legou riquíssimos conhecimentos sobre nossa biodiversidade, geografia, cultura. O texto abaixo é baseado no relato de suas andanças pelo Espírito Santo. &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;em&gt;“... Deixando Guarapari, atravessei o rio... Tão logo me vi do outro lado do rio, cruzei a planície que já havia avistado quando ainda na vila. Mostra ela uma superfície arenosa e apresenta uma vegetação,, que eu havia observado, semelhante à das várias restingas que eu percorrera até então. Do outro lado dessa planície entrei numa floresta e, daí a pouco, cheguei a Perocão, lugar que tirou seu nome de uma ribeira cujas águas correm na vizinhança. A casa onde fiz parada [...] foi construída ao cimo de pequena montanha que domina uma enseada bastante larga de onde também se avista o alto mar...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;em&gt;A pé da colina vi o vale que rega o Perocão; florestas imensas se estendem do lado oeste e, à distância se percebem as altas montanhas...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;em&gt;Depois de haver deixado meu hospedeiro, atravessei o Perocão, que se lança pouco abaixo no oceano. A cerca de ¼ de légua dessa ribeira, encontrei outra igualmente pequena, a de Una (ribeira negra) junto a qual se acham cabanas muito mal conservadas...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;em&gt;Da mesma forma que o Rio Perocão, a Ribeira de Una se transpõe por uma ponte. Mais longe, atravessei terrenos arenosos, nos quais a vegetação é a das restingas; rodei os pântanos e afinal me vi de novo às margens do mar, da qual me havia distanciado por certo tempo.” &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Pelo relato de Saint-Hillaire, na ocasião Guarapari não passava de uma pequena Vila, com suas casas concentradas no que hoje é o centro. Para cruzar o rio (enseada) na saída da cidade em direção a Vila Velha era preciso usar canoas, ainda não havia ponte. &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
De Guarapari, passando pela Ponta da Fruta e chegando a “Sitio de Santinhos” &lt;em&gt;“vê-se a Baía do Espírito Santo.”&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;em&gt;“Pouco mais ou menos a meio caminho, encontrei a Ribeira do Jecú, perto da qual estão espalhadas algumas choupanas. Passa-se sobre esse pequeno rio por uma ponte de madeira, cuja entrada é fechada por uma grande porta, ao passar a qual, é exigido tributo.”&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O viajante se refere ao Rio Jucu, como Jecú, o que em nota é corrigido posteriormente. &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Uma observação interessante é a cobrança de pedágio para atravessar a ponte. Não mudou muita coisa, hoje o pedágio continua, só que em outra ponte. &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Naquela época ainda se usava a estrada velha, que passava dentro da Barra do Jucu, que margeando o mar saia em Coqueiral. &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;em&gt;&quot;O Jecú se lança no oceano, pouco abaixo da ponte, mas sua desembocadura tem pouca profundidade... Esta circunstância havia decidido os jesuítas, possuidores de três fazendas situadas à margem do Jecu, a cavarem um canal que, comunicando a ribeira à Baía do Espírito Santo, pusesse os gêneros alimentícios ao abrigo dos riscos que corriam ao ser transportados em canoas, por mar.” &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Saint-Hillaire observa que os jesuítas possuíam fazendas às margens do Rio Jucu e que sua foz era pouco profunda para uso de embarcações, o que mobilizou os religiosos a construírem um canal que ligasse o rio ao mercado consumidor, Vitória. O canal em questão é o Marinho, que existe até os dias atuais, extremamente poluído e entregue ao descaso das autoridades e das populações que habitam o seu entorno.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O canal, junto com outros dois em Minas, eram os únicos canais construídos até então no Brasil. Em nota o editor diz que os canais mineiros “nunca serviu para nada ou estão entulhados”, sendo o do Espírito Santo o único que foi usado e que ainda existe.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;em&gt;“Para além do Jecu, entrei num bosque e depois cheguei a vasto campo, onde se poderia criar muito gado. O horizonte é limitado, a oeste por outeiros, que sem dúvida fazem parte de cadeia marítima; num plano menos distante vêem-se montanhas, entre as quais é possível distinguir uma de forma cônica, que tem o cume coroado pelo famoso Convento de Nossa Senhora da Penha...”&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhp_GnZFBM-I9kqAXnH673UMBizvl4SHPs0Ui9Pmrl8t3AlvALWeJKp0CnrIbAiKPQKwTZhUV5eUkPyTCvrBuo5Nt65_b_-ngWThJvqdduFzTO0FF5WTYOrctKDEr1fo1FR-r2X0L3Xpvo/s1600/Vila-Velha-photo124-5.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; hda=&quot;true&quot; height=&quot;150&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhp_GnZFBM-I9kqAXnH673UMBizvl4SHPs0Ui9Pmrl8t3AlvALWeJKp0CnrIbAiKPQKwTZhUV5eUkPyTCvrBuo5Nt65_b_-ngWThJvqdduFzTO0FF5WTYOrctKDEr1fo1FR-r2X0L3Xpvo/s200/Vila-Velha-photo124-5.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Depois de deixar o Jucu, Saint-Hillaire tem uma visão panorâmica&amp;nbsp;da região&amp;nbsp;que hoje é composta por vários bairros de Vila Velha. Apesar de estar em solo canela-verde e de ter avistado o que possivelmente já era de seu conhecimento, o Convento da Penha, ele toma outro caminho. Segue pelo o que seria hoje a Darly Santos e chega as margens da Bahia de Vitória, em Paul ou São Torquato, neste lugar toma uma canoa e desembarca em Vitória, onde permanece por alguns dias antes de seguir para seu destino, o norte do estado. &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Durante sua caminhada da foz do Jucu até tomar a embarcação para Vitória, o francês comenta que o caminho era pouquíssimo usado e que a certo ponto achou que estivesse perdido. Este comentário mostra que a região&amp;nbsp;da atual Rodovia Lindemberg era pouco habitada. As pessoas se concentravam no entorno da Bahia de Vitória, fato que pode ser facilmente notado pelas muitas construções antigas encontradas em Paul, Argolas e São Torquato, e que são raras ou inexistentes em Cobilândia e outras bairros mais distantes.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ao retornar de sua incursão pelo norte capixaba, Santi-Hillaire manifestou o desejo de conhecer Vila Velha. Segue seu relato:&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Saindo de Vitória &lt;em&gt;“tomamos nossa canoa e nos dirigimos para a entrada da baía. Após haver contornado as montanhas que a circundam do lado sul, chegamos a um ancoradouro dominado pela montanha da Penha e no fundo do qual se situa a cativante Aldeia de Vila Velha, onde desembarcamos.”&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Pelo que o botânico viu, Vila Velha não passava de um aldeamento de pessoas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;em&gt;“Como já disse, Vila Velha foi o primeiro estabelecimento que os portugueses fundaram na província e se chamou primitivamente Vila do Espírito Santo.”&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Saint-Hillaire apresenta como principal motivo para a retirada dos primeiros colonos de Vila Velha para Vitória o que usualmente se aprende nos livros de história, os insistentes ataques dos índios. No entanto ele enumera outras razões para o fracasso da fixação em território canela-verde, e fala da condição do lugar, na ocasião de sua visita:&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;em&gt;“Outras razões contribuíram ainda para impedir que a Vila do Espírito Santo, ou Vila Velha, adquirisse alguma importância: as águas são ali de má qualidade; o ancoradouro, o beira do qual a vila foi construída, é raso e as embarcações não podem navegar nele; por último as terras da vizinhança são arenosas por demais para ser cultivadas... Esta pretensa vila é apenas um aldeamento, formado quase exclusivamente de cabanas semi-arruinadas. Embora, vizinhas das montanhas, essas cabanas são construídas num terreno plano e chegam só a cerca de quarenta.”&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;em&gt;“Não podendo usar suas terras, os habitantes de Vila Velha, vivem apenas da pesca; são muito pobres e seu número diminui dias a dia...” O autor termina o parágrafo citando que a Paróquia de Vila Velha era composta por cerca de apenas 700 a 800 adultos.&quot; &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Após vislumbrar e diminuta e pobre Vila Velha, o viajante sobe o Convento da Penha, objetivo de sua visita à vila. Segue a descrição:&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;em&gt;“Para chegar à igreja, passa-se primeiro por um arco e galga-se um caminho ladeado por dois muros, calçado com pedras grandes e chatas e sombreados por copadas árvores. Na extremidade deste caminho, exatamente embaixo do rochedo, encontra-se uma plataforma sobre a qual se ergueu uma construção estreita, baixa e comprida, dividida em pequenos aposentos destinados aos peregrinos que a devoção atrai para a montanha. Desta plataforma se sobe uma escada estreita cortada no rochedo e, alcançando o convento, descortina-se uma vista de imensa extensão.” &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O botânico disse ter ficado&lt;em&gt; “extasiado com a vista”,&lt;/em&gt; que na época eram o lindo mar da Praia da Costa, a planície arenosa de Vila Velha, as montanhas, o Ribeirão da Costa (hoje escoadouro de esgoto da cidade) e as ilhas da Bahia de Vitória, que hoje podem ser contadas nos dedos de uma mão e com sorte não sobram dedos. &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ele ainda cita o Governador do Rio, Salvador Correia de Sá, que por volta de 1637, esteve no convento e patrocinou sua ampliação e manutenção, com tributos que vinham de “Goitacás” (Campos), onde possuía terras e onde também os habitantes eram fieis devotos de Nossa Senhora da Penha, enviando oferendas a ela.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ele cita uma tradição na festa da Penha que hoje não existe e nem poderia:&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;em&gt;“Pouco antes da festa da Padroeira, os frades fazem peditórios nas imediações, no dia da festa, inúmeros peregrinos sobem a montanha e os religiosos lhes oferecem uma refeição custeada pelas esmolas recebidas. Junto ao convento há uma grande sala destinada a esse banquete público.” &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Depois da visita ao Convento da Penha Saint-Hillaire parte para o Rio de Janeiro. &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ao ler seus relatos o que me chamou a atenção foi a condição da maior cidade do Estado do Espírito Santos há 200 anos. Sua população estava em queda e as pessoas viviam na miséria, muito diferente do que se vê hoje, desenvolvimento e prosperidade, mas sem fechar os olhos para as desigualdades e crescente número de bairros que nascem sem a mínima infra-estrutura. &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Por &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Adilson Braga Fontes&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Fonte:&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
SAINT-HILLAIRE. &lt;strong&gt;Viagem ao Espírito Santo e Rio Doce&lt;/strong&gt;. Belo Horizonte: Itatiaia, 1974. p. 35-38, 112-115.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/feeds/3223227141025918026/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/2011/11/viagem-de-saint-hillaire-de-guarapari.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5797018261253708537/posts/default/3223227141025918026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5797018261253708537/posts/default/3223227141025918026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/2011/11/viagem-de-saint-hillaire-de-guarapari.html' title='Viagem de Saint-Hillaire de Guarapari a Vila Velha'/><author><name>Adilson Braga Fontes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05669272421414277781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgrfKTz14lnQFwrkZunZd_ORJ_oNBYqRgIreE3VfvR5U1D0BTp04wehx20JRvKpk7CN74Z5_wOYWcFyIWXVX2ToSJG5NFomVDX_FP_E6aX1winU0Me7UnfkoR-Utj23eg/s113/abf.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg5upZMif_3VHsMNMPOu7OdmAFtLGINE7z_obRhBOU2jpckp3621GoDigRDwjFTsdMiynImhyphenhyphenCtxjCKi0c1WvWrVcr0pHb1-fTt4FpLskKwTjxNCxDuGphYsjx3lD35JMrdaWHNGuC_8L4/s72-c/santo+hilario.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5797018261253708537.post-7192428900522482861</id><published>2011-10-28T05:49:00.002-07:00</published><updated>2012-04-05T11:00:41.140-07:00</updated><title type='text'>Apresentação do livro &quot;GUANDU&quot;, de Adilson Braga Fontes</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;BORDER-BOTTOM: medium none; TEXT-ALIGN: justify; BORDER-LEFT: medium none; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;BORDER-BOTTOM: medium none; TEXT-ALIGN: justify; BORDER-LEFT: medium none; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none&quot;&gt;&lt;a style=&quot;MARGIN-BOTTOM: 1em; FLOAT: left; CLEAR: left; MARGIN-RIGHT: 1em; cssfloat: left&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj679YqnjU3_WGy8cRs8A4fyDzIEuU1yer4uSVBvleGWQq5gkzcbByrt3opHRGy63_eweS4bS9LScNu0j6sNIPOnz5VbEiFaDi1VX3rVPbfueIgsPyYskl69sRLFfXWwSLo0MyA77q1agM/s1600/cover_front_medium.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj679YqnjU3_WGy8cRs8A4fyDzIEuU1yer4uSVBvleGWQq5gkzcbByrt3opHRGy63_eweS4bS9LScNu0j6sNIPOnz5VbEiFaDi1VX3rVPbfueIgsPyYskl69sRLFfXWwSLo0MyA77q1agM/s200/cover_front_medium.jpg&quot; width=&quot;141&quot; height=&quot;200&quot; hda=&quot;true&quot; /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;BORDER-BOTTOM: medium none; TEXT-ALIGN: justify; BORDER-LEFT: medium none; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none&quot;&gt;Uma obra de ficção histórica que se passa no final do século 19, com a expansão cafeeira na Zona da Mata Mineira e o povoamento do interior do estado do Espírito Santo como pano de fundo. O livro conta a história de Ignácio Gonçalves Lamas e sua viagem de mudança de Minas Gerais para o interior inóspito capixaba, com toda sua família e alguns amigos. A viagem é marcada pelas dificuldades e perigos enfrentados. Índios, animais selvagens, temporais e até assombrações permeiam o trajeto pela densa floresta. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;BORDER-BOTTOM: medium none; TEXT-ALIGN: justify; BORDER-LEFT: medium none; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;BORDER-BOTTOM: medium none; BORDER-LEFT: medium none; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none&quot;&gt;Acesse o link e saiba mais: &lt;a href=&quot;http://www.agbook.com.br/book/117063--Guandu&quot;&gt;http://www.agbook.com.br/book/117063--Guandu&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/feeds/7192428900522482861/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/2011/10/lancamento-do-livro-guandu-de-adilson.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5797018261253708537/posts/default/7192428900522482861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5797018261253708537/posts/default/7192428900522482861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/2011/10/lancamento-do-livro-guandu-de-adilson.html' title='Apresentação do livro &quot;GUANDU&quot;, de Adilson Braga Fontes'/><author><name>Adilson Braga Fontes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05669272421414277781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgrfKTz14lnQFwrkZunZd_ORJ_oNBYqRgIreE3VfvR5U1D0BTp04wehx20JRvKpk7CN74Z5_wOYWcFyIWXVX2ToSJG5NFomVDX_FP_E6aX1winU0Me7UnfkoR-Utj23eg/s113/abf.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj679YqnjU3_WGy8cRs8A4fyDzIEuU1yer4uSVBvleGWQq5gkzcbByrt3opHRGy63_eweS4bS9LScNu0j6sNIPOnz5VbEiFaDi1VX3rVPbfueIgsPyYskl69sRLFfXWwSLo0MyA77q1agM/s72-c/cover_front_medium.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5797018261253708537.post-1875341988857467848</id><published>2011-04-22T17:46:00.000-07:00</published><updated>2018-05-10T11:01:29.158-07:00</updated><title type='text'>Coronelismo Capixaba - Coronel Serafim Tibúrcio da Costa</title><content type='html'>&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi7Rde8iAu-6ZFVvE-wAKPbMrIqYLUEqaNTtBZs0STAWZSSlyMmz78jSuEDws-QxMn6eow3MZ88hrrbikKjJt9qWZbqNPn-OyQmUQfw0YZyuyBisMhEZ3DpxdoxTiiZxH523Us-ptdeDSA/s1600/CEL_SERAFIMTC&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5598582355334219042&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi7Rde8iAu-6ZFVvE-wAKPbMrIqYLUEqaNTtBZs0STAWZSSlyMmz78jSuEDws-QxMn6eow3MZ88hrrbikKjJt9qWZbqNPn-OyQmUQfw0YZyuyBisMhEZ3DpxdoxTiiZxH523Us-ptdeDSA/s320/CEL_SERAFIMTC&quot; style=&quot;cursor: hand; float: left; height: 300px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 220px;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
Esta é uma história bastante peculiar e merece ser contada. &lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
O Coronel Serafim Tiburcio nasceu por volta de 1875, em Ponte Nova, MG. Chegou à região do Manhaçu (Leste Mineiro) para exercer a função de cobrador de impostos. Era culto e amigo de figuras influentes, o que o levou a ser eleito para a prefeitura local em 1892. Dois anos depois não conseguiu se reeleger e, inconformado, o Coronel Tiburcio resolve tomar o poder à força, culminando na invasão de Manhuaçu, em 1896, acompanhado por de cerca de 800 jagunços e ladeado por outros coronéis que apoiavam sua causa. Tal incidente deixou muitos mortos e deu origem à República Independente do Brasil, tendo lançado inclusive moeda própria. &lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
O novo país não durou mais que 3 meses, pois tropas federais foram enviadas à região para reestabelecer a ordem nacional, que na ocasião andava combalida com o fim da monarquia. &lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
Depois da queda, Coronel Tiburcio, seus seguidores e jagunços, tomaram o rumo de Afonso Cláudio, interior do Estado do Espírito Santo.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
Em terras afonsoclaudenses instalou-se adquirindo propriedades e se introduzindo à cena política local.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
Em 1908, Cel. Serafim Tiburcio, foi eleito para o governo municipal de Afonso Cláudio, permanecendo até 1914. Em 1916, tenta tomar o poder à bala, como fizera antes em Minas Gerais. Ameaçou &quot;reduzir a cidade &#39;às cinzas&#39;, saquear as casas dos opositores e entregar suas famílias a bandoleiros&quot;.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
O Coronel José Giestas, governante municipal na época do conflito, e um dos opositores do Coronel Serafim Tiburcio narra o ocorrido:&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
&lt;em&gt;“...chegou ao nosso conhecimento a notícia de que Serafim Tibúcio e Martinho Barbosa, comandando duzentos e cinquenta homens armados (...) anunciou que estavamos em eminente perigo. Com menos de dez minutos o norte e o leste da cidade estavam tomados de jagunços (...) durante 45 minutos dispararam sobre a cidade mais de cinco mil tiros.”&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
Uma guarda cívica previamente organizada pelo prefeito José Giestas e o deputado capixaba José Cupertino puseram fim à rebelião, expulsando os rebeldes para fora do estado.&lt;br /&gt;
Após o término do conflito José Giestas se dirige ao povo nas seguintes palavras: &lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
&lt;em&gt;“Consigno no presente documento os meus sinceros agradecimentos ao digno povo Guandu, pela prova de confiança que me dispensou renovando-me o mandato. A essa e as demais provas de generosidade, consideração que tenho recebido deste bravo povo, procurei corresponder meus melhores esforços em prol do engrandecimento e do progresso do município.&lt;br /&gt;Julgo-me dispensado de renovar aqui o programa que tracei em março de 1914, o qual seguirei até o fim de meu governo.”&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
José Giestas permaneceu no governo até 1928, tendo um de seus filhos também governado a cidade anos após o término do mandato do pai.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
A tentativa de golpe em Afonso Cláudio foi o último grande ato do Coronel Serafim Tiburcio da Costa, pois veio a falecer alguns anos depois, em 19 de novembro de 1919, em Espera Feliz, MG.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Por: &lt;strong&gt;Adilson Braga Fontes&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte:&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
1. GAMA, José Olinto Xavier da Gama. &lt;strong&gt;Jornal das montanhas.&lt;/strong&gt; Ano 8 - Nº 85 - 15 de agosto de 2010. &lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
2. &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Serafim_Tib%C3%BArcio_da_Costa&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #3366ff;&quot;&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Serafim_Tib%C3%BArcio_da_Costa&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/feeds/1875341988857467848/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/2011/04/coronelismo-capixaba-coronel-serafim.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5797018261253708537/posts/default/1875341988857467848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5797018261253708537/posts/default/1875341988857467848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/2011/04/coronelismo-capixaba-coronel-serafim.html' title='Coronelismo Capixaba - Coronel Serafim Tibúrcio da Costa'/><author><name>Adilson Braga Fontes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05669272421414277781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgrfKTz14lnQFwrkZunZd_ORJ_oNBYqRgIreE3VfvR5U1D0BTp04wehx20JRvKpk7CN74Z5_wOYWcFyIWXVX2ToSJG5NFomVDX_FP_E6aX1winU0Me7UnfkoR-Utj23eg/s113/abf.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi7Rde8iAu-6ZFVvE-wAKPbMrIqYLUEqaNTtBZs0STAWZSSlyMmz78jSuEDws-QxMn6eow3MZ88hrrbikKjJt9qWZbqNPn-OyQmUQfw0YZyuyBisMhEZ3DpxdoxTiiZxH523Us-ptdeDSA/s72-c/CEL_SERAFIMTC" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5797018261253708537.post-6552876828555418681</id><published>2010-10-07T11:14:00.000-07:00</published><updated>2010-10-16T11:08:39.610-07:00</updated><title type='text'>Coronelismo Capixaba - Bimbim, Senhor do Vale do Rio Doce</title><content type='html'>&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;&#39;Ele impôs a paz dos cemitérios na região do Contestado, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;contabilizando em sua biografia política oito mil mortes.&quot;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size:180%;&quot;&gt;Bimbim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Escreveu seu nome a bala&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://adilsonbragafontes.blogspot.com/2010/09/coronelismo-capixaba-os-senhores-de.html&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color:#330099;&quot;&gt;Coronel Bimbim&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Esse nome te diz alguma coisa? Se você estiver com mais de 50 anos de idade, possivelmente. Com menos, talvez não, a não ser que sua família seja natural aqui do Espírito Santo ou do oeste mineiro. Nesse caso, então deve ter ouvido, em alguma oportunidade, um parente mais velho falar dele, já que o coronel Bimbim foi, na região do Rio Doce, no seu tempo de domínio, senhor absoluto da vida e da morte do seus habitantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há muita diferença do que ele representou na sua região para o que significou para o Nordeste a figura de Lampião. Pode não ser exatamente igual. Mas há muita semelhança, principalmente no código de justiçamento do matador. E, ainda como Lampião, ele foi venerado pela população pobre, mas, como o outro, também odiado pelas famílias de suas vítimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso específico do coronel Bimbim, apesar de a região ter reunido, no seu período, os maiores matadores de sua história, tendo tido entre eles figuras legendárias como o tenente José Scárdua, nenhum deles, no entanto, deixou de prestar-lhe reverência e obediência. Era saudado como o principal chefe do crime, numa extensão territorial em que cabiam meio Espírito Santo e uma parte de Minas Gerais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus poderes, sobre a vida dos que habitavam essa região, foram de tal ordem que um de seus sobrinhos-netos, Raul Cipriano, 60 anos, chega à ousadia de afirmar agora que &quot;não caía uma folha de uma árvore em seu território de mando que não obedecesse a um desejo seu&quot;. Imagem que não está de todo dissociada do que ainda hoje dizem antigos moradores das cidades de Baixo Guandu (ES) e Aimorés (MG), assegurando que &quot;ninguém partiu de lá para outro mundo, de morte matada, que não fosse por uma decisão dele&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 1920 a meados da década de 60, o coronel Bimbim foi realmente senhor absoluto do Vale do Rio Doce.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Os mais famosos matadores da região dependiam de seu beneplácito para executar suas vítimas. Nesse tempo, inclusive, em que Bimbim imperou por lá, a região viveu o período mais violento de sua história, ajudado, em parte, pela disputa de sua posse pelo Espírito Santo e por Minas Gerais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para seus biógrafos, essa região contestada está na raiz da sua violência, como bem assinalou Hélio dos Santos Pessoa em seu livro &quot;Negociador de vida na saga do rio Doce&quot;:&lt;br /&gt;&quot;A zona do vale do rio Doce, desde o começo da colonização, é palco de embates renhidos. Assim que os primeiros colonos chegaram para a região, inóspita e selvagem, tiveram que colocar à prova a força e a disposição de lutar. As disputas foram travadas em todos os sentidos. Homens, feras e selvagens se engalfinhavam em uma guerra de titãs. A questão do litígio entre o Espírito Santo e Minas Gerais influiu, de maneira desfavorável, no desenvolvimento do território. Ambos os estados reivindicavam o direito sobre a área. Mas nenhum dos dois investiu no progresso efetivo dos pequenos núcleos de povoação que iam surgindo. Não havia autoridade constituída. Os colonizadores seguiam a ordem natural das coisas, e predominou a lei do mais forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi realmente essa lei que deu origem a figuras como Bimbim, que fazia justiça com as próprias mãos.&lt;br /&gt;No seu caso, ainda aos 22 anos, ele começa atirando num desafeto no Alto do Capim (MG, distante 268 quilômetros de Vitória), onde tinha sua fazenda. Daí em diante não parou de matar. Foi matando até morrer, no ano de 1964. Contudo, acabou, de certa forma - se é que se pode registrar assim de forma tão insólita - premiado, simplesmente por ter morrido de morte natural para frustração de uma legião de inimigos e regozijo de amigos e seguidores. Quem acabou abatendo-o mesmo foi o seu frágil coração, aos 69 anos de idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cálculos mais exagerados dão conta de que Bimbim, nos seus 40 anos de domínio sobre o Vale do Rio Doce, foi responsável por cerca de oito mil mortes. Seus parentes não reagem contra esses números, mas observam que, desses oito mil, além dos que ele próprio executou e dos que mandou executar, devem constar também as mortes pela quais não moveu uma única palha para evitá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas matar mesmo, puxando o gatilho do seu revólver ou acionando o disparador de sua carabina, foi só no início. Grande parte dessas mortes foi de responsabilidade de seus jagunços. Apesar de todo esse rosário de mortes, seus admiradores continuam venerando-o como a um perfeito justiceiro. Embora já passados 30 anos de sua época, uma legião deles, espalhados pelo Espírito Santo e Minas, de cabelos já totalmente embranquecidos, ainda permanece o tempo todo cultuando-o como a um verdadeiro ídolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;strong&gt;A mula estupradora&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um afilhado do coronel, conhecido por Criatura, residente em Barra de São Francisco, conta, com frequência, um feito, a seu ver, de justiça do padrinho: havia numa região de &lt;a href=&quot;http://adilsonbragafontes.blogspot.com/2010/03/afonso-claudio-terra-que-me-viu-nascer.html&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color:#330099;&quot;&gt;Afonso Cláudio&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, que faz fronteira com Aymorés, um homem que andava estuprando as moças da região. Com medo de que o reconhecessem, pois tratava-se de um homem muito forte, suas vítimas comumente atribuíam os ataques à figura de uma certa Mula Doida. Mas veio o dia em que ele atacou uma pessoa de idade, que não fez como as demais moças e foi direto à casa de Bimbim contar quem era o estuprador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O coronel mandou imediatamente seus jagunços buscarem o sujeito. Mas, quando ele chegou à sua casa, o coronel constatou que se tratava de um moço muito trabalhador e resolveu mudar a forma de puni-lo. Em vez de matá-lo, optou por decepar-lhe uma de suas orelhas, marcando-o para o resto da vida como a Mula Doida da localidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Episódios de justiçamento à moda Bimbim existem muitos. A verdade é que, embora residisse em Minas Gerais, ele foi responsável por inúmeros crimes no Espírito Santo. Político do lado de Minas, tendo chegado inclusive ao cargo de prefeito de Aymorés, ele mantinha sua presença política no Espírito Santo, elegendo um sobrinho deputado estadual, que atendia pelo nome de Totó (Sebastião Cypriano do Nascimento) e que inscreveu também o seu nome no rol dos matadores capixabas. E com o devido destaque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quando a política era perigosa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até governadores como Carlos Lindenberg, que tiveram estreita relação com a violência rural no Estado, levaram em consideração essa credencial de sobrinho do coronel Bimbim do Totó, que aplicava métodos semelhantes de justiçamento na região de sua influência política, que era Afonso Cláudio. Ele era da UDN, principal adversária do PSD, de Carlos Lindenberg.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um tempo, no dizer do único jagunço do coronel ainda vivo, Aponino Gomes da Silva, 79 anos, &quot;em que a política era perigosa e não tinha os sem-vergonhas de hoje&quot;. Neste período de lutas entre UDN e PSD no Estado, Aponino, em algumas ocasiões, guarneceu o sobrinho do coronel, principalmente depois que atiraram nele e no João do Valim (ex-prefeito de Afonso Cláudio).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas enquanto a política do lado de cá da fronteira com Minas era na base do tiro promovido pelo sobrinho do coronel Bimbim, do lado de lá, isto é, em Minas Gerais, o coronel ia eliminando seus adversários para conseguir a prefeitura de Aymorés, como viria realmente a obter com o tempo. Mas isso é assunto para daqui a pouco. O momento é ainda de se falar das estatísticas de mortes do coronel Bimbim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Possivelmente não ficou, enquanto viveu o coronel Bimbim, um único ladrão de cavalo com vida na região do rio Doce e do norte do Estado. Foram praticamente 40 anos matando ladrão de cavalo. Mas não foi só este o seu campo de violência. No setor político, então, caíram muitos, como também nas questões de terra e de posses. Grande parte das violências ocorridas nas ocupações do norte capixaba tem o dedo dele. Fora dessas atividades, até casamentos desfeitos passavam por ele. Maridos voltavam para casa ou morriam, e o mesmo também acontecia com as mulheres que trocavam de marido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ainda hoje alguém se der ao trabalho de levantar o número de mortes desses quadros de violência em que ele esteve presente, certamente vai chegar próximo ao número previsto lá na frente, de oito mil mortes. Isto porque a semente dele espalhou-se principalmente pelo Espírito Santo, onde agiam, na mesma linha, o tenente José Scárdua, o major Orlando Cavalcante e os fazendeiros Reginaldo Paiva, Antônio Pinto, Alfredo Fagundes e o Beatriz, só para ficar com os mais importantes. &quot;O Bimbim tinha o braço comprido demais&quot;, disse, de certa feita, Carlos Lindenberg, na sua época de governador, para dar idéia exata da presença dele na violência do Espírito Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O período de crimes foi tão extenso no Espírito Santo, que Bimbim, mais seus seguidores, acabaram conhecidos como integrantes de uma organização conhecida como Sindicato do Crime. &quot;Era de ver, disse um membro da elite de Baixo Guandu (que só falou depois da promessa do repórter de não colocar o seu nome na reportagem), como o povo já sabia quem ia morrer quando havia uma questão entre fazendeiros. Naquele tempo, a vida, infelizmente, dependia desses homens. Se forem então contar os seus mortos, não é qualquer cemitério que cabe todos eles&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os poderes desse grupo acabaram no dia em que enterraram o Bimbim no Alto do Capim, no ano de 1964, muito embora pouco antes de ele morrer os desentendimentos já existissem entre os matadores, com o assassinato de Neném Maria (um dos pistoleiros mais temidos a serviço deles), e que no momento em que foi assassinado estava na companhia de dois amigos do tenente José Scárdua, que também foram mortos no episódio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que o coronel Bimbim morreu, os seus seguidores, diferentemente dele, acabaram fazendo também parte das estatísticas dos que foram assassinados, envolvidos que estiveram numa luta de grupos para ocupar o lugar dele na organização. O grupo do tenente José Scárdua matou Reginaldo Paiva e o major Orlando Cavalcanti, enquanto que os sucessores de Reginaldo mataram Scárdua e os seus pistoleiros, pondo um fim, literalmente, à era Bimbim, que cobriu de terror as populações do Vale do Rio Doce e do norte capixaba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;strong&gt;Pouca escolaridade, muita argúcia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;O coronel Bimbim, que de batismo se chamava Secundino Cypriano da Silva, era um homem sem escolaridade, mas de uma argúcia e estratégia de ação incomuns, no dizer do ex-prefeito de Aymorés, Antônio Calvão, que é casado com uma sobrinha dele. Atribui a esses predicados a liderança que exerceu sobre os demais valentões de sua terra e do Espírito Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em matéria de aparência, lembrava muito os personagens do tempo de Pancho Vila no México, sobretudo pelo tipo físico atarracado, pelo cabelo, pelo bigode, e ainda no cinto largo, a la mexicana, que rodeava sua cintura com destaque. Identidade com o nosso homem do campo, só nos dentes de ouro, que eram, neste período, moda nos fazendeiros de pouca instrução como ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era um homem rico. Sua propriedade, no Alto Capim, tinha pouco mais de 100 alqueires - para a época, classificada de média para pequena. Mas ele comerciava muito café e também emprestava dinheiro a juros. Dizem, ainda hoje, que em matéria de café, poucos foram aqueles que negociavam fora dele, por óbvias razões de segurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha enorme implicância com os forrós, dizia que era lugar de briga e bebida, a ponto de proibi-los quando foi autoridade em Aymorés. Na redondeza de onde morava então era raro alguém arriscar promover algum baile. Mas houve o dia da desobediência. Ele soube e foi até o local. O salão estava cheio quando ele chegou com os seus jagunços. A sanfona silenciou imediatamente com a sua chegada e todos ficaram paralisados no salão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele foi para o centro do salão e mandou separar os homens das mulheres. E foi a um por um indagando se gostava de dançar. Todos responderam, invariavelmente, que sim. Ele falou então que ia fazer a vontade deles: mandou separar o salão no meio com uns bancos e botou homens de um lado e mulheres do outro. E obrigou os homens a dançarem entre si, fazendo o mesmo com as mulheres. E foi embora. Ninguém parou de dançar antes de o dia clarear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vitória escrita com sangue&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Excentricidades à parte, sua estratégia, para se tornar prefeito de sua terra, rendeu uma enfiada de mortes. Ainda nos idos de 40, ele começou a participar de eleições apoiando candidatos do PSD. Em 54, elegeu-se vice-prefeito na chapa de Zequinha Henrique. Foram eleitos pelo PSD, uma vitória também tirada com a ajuda da jagunçada do Bimbim, que tomava de assalto as seções de votação, ficando dentro da cabine indevassável vigiando os eleitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os dois se desentenderam no governo, até porque o prefeito era conhecido também pela sua coragem pessoal e havia dado uma resposta atrevida quando ele quis interferir nos negócios da administração: &quot;Bimbim conhece montaria e sabe que quem está na garupa não governa as rédeas&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na eleição seguinte (58), Bimbim disputou as eleições contra um candidato apoiado pelo Zequinha Henrique e perdeu por apenas 86 votos. Mas nessa eleição ele já não estava mais no PSD e sim na UDN. Sua derrota é atribuída às urnas do distrito de Mundo Novo, onde os seus jagunços foram impedidos pela polícia de tomar conta delas, como ele fez em outros lugares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O episódio de Mundo Novo, então, ficou marcado na história política do município como a única resistência vitoriosa contra o coronel Bimbim. As urnas só deram 12 votos para ele e 402 para o seu adversário. Conta o historiador Hélio dos Santos Pessoa, também no livro O negociador de vidas na saga do rio Doce, que os jagunços do coronel toparam no lugar com um destacamento chefiado pelo cabo Machadinho, um dos militares mais respeitados da região. Houve intensa troca de tiros, obrigando inclusive a população a se refugiar nas matas. Acabou com os homens do coronel em fuga. O cabo Machadinho, que tocou os jagunços do Bimbim para fora de Novo Mundo, foi o mesmo que o desarmou em outra ocasião (episódio contestado por seus familiares).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de sua derrota, Bimbim andou aconselhando uns e outros a irem providenciando pano preto, pois ia Ter muita viúva chorando. E não deu outra. Ele só não conseguiu matar um velho aliado que não ficou com ele nessa eleição, que era um próspero comerciante e proprietário rural no distrito de São Sebastião da Vala, onde ele também perdeu. Influente na política, essa pessoa, que se chamava Hamilton Santos, teve a coragem de ficar nas eleições contra o coronel. Mas depois não conseguiu permanecer na região. Mudou-se com toda a família para Belo Horizonte, não sem antes passar o maior sufoco nas mãos dos jagunços do coronel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três dias após sair o resultado das eleições, o prefeito Zequinha Henrique é assassinado na casa de sua amante, na cidade capixaba de Baixo Guandu, vizinha de Aymorés. Tomba com os tiros que foram dados pelo pistoleiro que atendia pelo apelido de Tiãozinho, levado pelo tenente José Scárdua. A estratégia do crime foi usar um pistoleiro de fora, já que a jagunçada do coronel era bastante conhecida em Aymorés, especialmente do Zequinha. O crime contou também com u olheiro de nome Joaquim Belo, que teve a função de vigiar a vítima para permitir que o pistoleiro chegasse no momento decisivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da morte do Zequinha, Bimbim retirou-se do lugar por algum tempo, deixando inclusive de assumir a prefeitura na qualidade de vice, voltando anos depois para tornar a disputar outra eleição e desta vez vencê-la. Mas, antes dessa sua vitória para a prefeitura de Aymorés, muita gente desapareceu do município e outras tantas, especialmente influentes lideranças políticas que estiveram contra ele nas eleições de 58.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Altamiro Santos pagou caro por Ter deixado de apoiá-lo. Começou com uma pressão psicológica dos seus jagunços junto à sua família. Depois porcos, galinhas, bois foram aparecendo mortos nos terreiros e nos seus pastos. Proibiu que o pessoal comprasse em sua venda. E por fim, mandou incendiar sua casa e sua loja comercial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Altamiro levou a família para Belo Horizonte mas só conseguiu sair muito depois, sob proteção de amigos e policiais. Foi colocado num teco-teco, já que era impossível sair por terra; os jagunços do coronel Bimbim tinham tomado conta das saídas de Aymorés e da estação de trem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros adversários seguiram o mesmo caminho de Altamiro para não morrer nas mãos dos jagunços do coronel. Assim ocorreu com o fazendeiro Davi de Oliveira Silva, com Manoel Coimbra (teve que entregar sua fazenda a um vizinho e sair corrido), Josué de Oliveira (por Ter ajudado Altamiro na sua fuga), José de Oliveira Pinto, Manoel Medeiros de Oliveira, Virgílio de Oliveira (vendeu sua fazenda por preço irrisório e se mandou, assim ocorreu com Ari Lagner), e ainda Vicente Pereira Reis, o pastor José de Oliveira e Jaci Cruz, Roldão Lopes, Alvim Modesto, Henrique Corte, Vicente Rodrigues Neto, Levi Rodrigues, Natanael Rodrigues, Sebastião Cortez, Gabriel José de Oliveira, Armindo Francisco, José Marcelino, Antônio Ferreira, Manoel Felix. E muitos outros de menor significado político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois dessa diáspora de adversários, que ocorreu em 1961, véspera portanto das eleições de 1962, o coronel Bimbim elegeu-se finalmente prefeito de Aymorés sob o slogan &quot;Adversário político é inimigo, e inimigo a gente não conversa, mata&quot;. Ganhou co 90% dos votos válidos, mas só governou dois anos. Faleceu no dia 18 de abril de 1964, na metade do seu mandato. Foi enterrado no alto do Capim num sepultamento que reuniu mais de cinco mil pessoas, entre jagunços, deserdados da sorte e companheiros de crimes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;strong&gt;Aponino, o fiel escudeiro &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Para um homem de 79 anos, às vésperas dos anos 80, ele está enxuto. Alto, sorridente, mas silencioso, principalmente quando o assunto é o coronel Bimbim. Falara com ele só foi possível depois que se apelou para parentes do coronel. O médico Zezinho Cypriano e o dirigente petista Perly Cypriano, um neto e o outro sobrinho, ajudaram, indo com o repórter a Aymorés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Aponino, cujo nome inteiro á Aponino Gomes da Silva, como o jagunço de maior confiança do coronel Bimbim, falou muito pouco, pois, como disse, o coronel não gostava de falador. Aponino estava no carro em que o coronel passou mal no caminho de casa e veio a falecer. Eram ele e o motorista que atendia pelo nome de Cereais. O coronel tinha o hábito de na Sexta-feira ir para a fazenda passar o fim-de-semana. Descansar dos afazeres da prefeitura e conversar com o povo do lugar, que o viu nascer e que ele viu também nascerem os filhos dos amigos. Aponino lembra a hora em que ele passou mal:&lt;br /&gt;- Estou com uma dor forte no coração.&lt;br /&gt;O jagunço sugeriu voltar para Aymores. Ele rejeitou:&lt;br /&gt;- Se tiver que morrer, prefiro morrer em casa. Toca pra lá.&lt;br /&gt;E morreu dentro da casa.&lt;br /&gt;Falar da sua relação com o coronel é apenas ouvir a resposta de que era do jeito que ele falasse. Era cumprir as suas ordens. E guardar o homem como ele fazia no tempo todo do Bimbim prefeito. Ficava o tempo todo do lado de fora do seu gabinete só assuntando o pessoal. E o acompanhava quando ele saía à rua.&lt;br /&gt;- Armado?&lt;br /&gt;- Nunca andei armado para mostrar. Sempre aquartelado.&lt;br /&gt;- Quantos matou?&lt;br /&gt;- Um sorriso surgiu no seu rosto, e ele balançou a cabeça em sinal de reprovação, mas o neto do coronel, Zezinho Cypriano, entrou também no assunto:&lt;br /&gt;- E a história daquele povo que cercou meu avô e vocês na serra? Como é que foi essa história direito?&lt;br /&gt;- Era o sargento Duque,Veni Cordeiro, João Brandini e Nena Salino. Nós fomos avisados que eles estavam tocaiando na serra. Estavam até com metralhadora. Voltamos e passamos por outro lugar.&lt;br /&gt;- E depois?&lt;br /&gt;- Eles foram morrendo um a um... só Veni é que se mandou. Voltou depois da morte do Bimbim. Abílio e Toti, meus companheiros, mataram. Era o último que faltava da tocaia.&lt;br /&gt;- Abílio e Toti eram jagunços como o senhor?&lt;br /&gt;- O Bimbim não tinha jagunços, tinha amigos...&lt;br /&gt;- Além desses dois e do senhor, quantos amigos o Bimbim tinha mais?&lt;br /&gt;- Tinha o olímpio, Carrerinho, Faisca, Manoel Afonso e o Barbi (deve ser Balbi)... O Barbi foi dos melhores atiradores.&lt;br /&gt;- Como vocês agiam nas eleições?&lt;br /&gt;- Era como se ele queria. No alto Capim, por exemplo, era do jeito que ele falasse e dava certo. Quem não votava nele tinha que ir embora cedo. A urna só tinha que Ter votos dele.&lt;br /&gt;(Zezinho Cypriano quer saber dele como é que foi o episódio em que a polícia subiu a serra - Alto Capim fica no alto de uma serra - para prender Bimbim por causa do assassinato do prefeito Zequinha Henrique. E se era verdade que havia realmente 200 homens a serviço do coronel para enfrentar a polícia)-&lt;br /&gt;- Nós éramos apenas uns 15 homens. Mas ia segurar eles num pontilhão e rolando pedra em cima. Mas a polícia, apesar de ser muita, não teve coragem de subir. Negociou três vezes. Só subiu quando teve informação que o Bimbim e a gente tinha se retirado.&lt;br /&gt;- É verdade que você costuma dizer que só tem dó de uma morte? A que você foi matar um sujeito e encontrou ele com oito meninos ainda pequenos. Matou mas queixou-se depois ao Bimbim, que estava com dó das crianças por ficarem sem o pai. E que o Bimbim, a partir de sua queixa, enquanto esteve vivo, sustentou os meninos com uma feira semanal?&lt;br /&gt;(Nesta hora Aponino baixa os olhos e não fala nada. Concorda com o seu silêncio, ao olhar dentro dos olhos do neto do coronel).&lt;br /&gt;Vem do Zezinho outra pergunta indiscreta:&lt;br /&gt;- É verdade que a última mulher do Bimbim, Luíza o traiu?&lt;br /&gt;Aponino apressa-se a responder até com veemência:&lt;br /&gt;- Traiu. Mas com quem traiu morreu.&lt;br /&gt;Em seguida, desanuviando o clima proporcionado pela traição da mulher de Bimbim, Aponino disse que quando ele pegava um pedacinho de pau e começava a lapidar com o seu canivete, alguém ia cair em algum canto, pois ele sabia tirar uma árvore grossa do caminho como ninguém.&lt;br /&gt;- No enterro do coronel algum dos seus homens chorou?&lt;br /&gt;- Senti muitos sentimentos; homens, como nós, não choram. Choro, para gente como nós, é coisa de mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ninguém visita o túmulo do coronel&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Sexta-feira, 2 de novembro, Finados, cemitério de Alto Capim, 11 horas da manhã. O repórter encontra no cemitério apenas o coveiro e um filho menor, mais um homem, aparentando uns 60 anos, acendendo velas sobre a sepultura da mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indago sobre o local da sepultura do coronel Bimbim. O coveiro indica uma sepultura de mármore negro, bem no centro do cemitério. E diz que em volta dele estão enterrados três irmãos e uma filha, mais um neto. Na sepultura do coronel não há sequer uma flor ou um sinal de visita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pergunto ao coveiro se alguém apareceu para visitá-lo. Ele diz que não. Da família, como de hábito, apenas apareceu a filha do irmão Acendino. Só que dessa vez ela veio na véspera. Sinais claros dessa visita aparecem no estado da sepultura do irmão: limpa e com arranjo de lírios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já na sepultura de Bimbim a situação é de total abandono: a parte da frente está desabando e a imagem de Nossa Senhora Aparecida, que devia dar uma aparência exuberante a ela, acha-se completamente destruída. &quot;Essa imagem era linda&quot;, comenta o coveiro, &quot;mas a chuva acabou com ela&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procuro saber do coveiro sobre quem havia então acendido três velas na sepultura dele. E ele me surpreende, dizendo que foi ele próprio. &quot;Todo finado eu acendo essas velas para a alma do coronel&quot;. E revela que o seu pai foi casado com a Severina, filha de Bimbim, ali também enterrada. Mas que ele não é filho dela e sim de outra mulher. Uma que o pai roubou quando abandonou a filha de Bimbim. Roubou mas sumiu de lá e só voltou depois que Bimbim morreu. &quot;Bobo é que o meu pai não era de enfrentar o Bimbim depois de Ter abandonado a sua filha&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do almoço o movimento aumenta no cemitério. Mas muito pouco. No máximo umas 10 pessoas. Mas o pessoal que chega não procura a sepultura dele. Só apenas um velho conhecido: Alvino Quintero, de 84 anos. Assim mesmo só foi lá depois que visitou as sepulturas da sua família: &quot;Primeiro vou nos meus parentes. Depois dou uma olhadinha nele. O Bimbim foi um homem muito bom para esse povo daqui&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saio do cemitério e vou à vila buscar explicação para tanto abandono. Começo a ouvir coisas como &quot;ele era bom demais para muitos e ruim um tanto para outros&quot;, como disse Baldivino Lessa, de 60 anos, nascido e criado no lugar. Já outro dizia que depois que o Bimbim faltou o lugar acabou. &quot;Com ele era beleza pura&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro diz que depois que &quot;o velho morreu acabou a vila&quot; e até a sua propriedade arruinou. Disse que o seu novo dono derrubou a imponente casa da fazenda junto com as palmeiras, que enfeitavam a frente da propriedade. Dizia que havia derrubado tudo para se livrar do feitiço do coronel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A movimentada Alto Capim, do coronel Bimbim, não existe mais. Hoje é um lugar decadente e parado, com apenas 64 casas na sede do distrito, um posto de saúde, um ginásio, como o nome do coronel, um posto telefônico que mal funciona e uma igreja católica. &quot;Agora - disse um jovem relativamente revoltado é só branchiária (capim) nas costas do povo para levar para o gado. A coisa arruinou mesmo. Sem o Bimbim este lugar perdeu a sua vida&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href=&quot;http://www.seculodiario.com/reportagens/index_%20bimbim01.htm&quot;&gt;http://www.seculodiario.com/reportagens/index_%20bimbim01.htm&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/feeds/6552876828555418681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/2010/10/coronelismo-capixaba-bimbim-senhor-do.html#comment-form' title='31 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5797018261253708537/posts/default/6552876828555418681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5797018261253708537/posts/default/6552876828555418681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/2010/10/coronelismo-capixaba-bimbim-senhor-do.html' title='Coronelismo Capixaba - Bimbim, Senhor do Vale do Rio Doce'/><author><name>Adilson Braga Fontes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05669272421414277781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgrfKTz14lnQFwrkZunZd_ORJ_oNBYqRgIreE3VfvR5U1D0BTp04wehx20JRvKpk7CN74Z5_wOYWcFyIWXVX2ToSJG5NFomVDX_FP_E6aX1winU0Me7UnfkoR-Utj23eg/s113/abf.jpg'/></author><thr:total>31</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5797018261253708537.post-7108525879301622937</id><published>2010-09-23T13:36:00.000-07:00</published><updated>2010-10-16T11:07:24.000-07:00</updated><title type='text'>Coronelismo Capixaba - Os Senhores de Afonso Cláudio</title><content type='html'>&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:180%;&quot;&gt;Totó e Pedro Saleme&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;O duelo que não houve&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhoras e senhores, esse duelo poderia ter ocorrido em qualquer dia das últimas três décadas na hoje pacata Afonso Cláudio: de um lado, Sebastião Cipriano do Nascimento, o Totó, chefe político da UDN, deputado estadual durante 20 anos e sobrinho do famoso &lt;a href=&quot;http://adilsonbragafontes.blogspot.com/2010/10/coronelismo-capixaba-bimbim-senhor-do.html&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color:#330099;&quot;&gt;coronel Bimbim&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;; do outro, Pedro Saleme, líder do todo-poderoso PSD, exímio atirador cuja fama mantinha os inimigos à distância e ex-deputado estadual. Durante todo o tempo que durou a rivalidade, Totó teve ao seu lado jagunços de Bimbim e Pedro não largou de seus dois revólveres. Mais de 30 anos após o início dessa inimizade, eles resolveram dizer o que pensam um do outro, mas em diferentes lugares, pois colocá-los juntos ainda é uma temeridade. Totó, próximo dos 70 anos, mora hoje num confortável apartamento na Praia do Suá, enquanto Pedro Saleme, com 75 anos, vive na bucólica cidade serrana de Campinho. Totó está melhor de vida: desfruta de uma aposentadoria do Tribunal de Contas e de outra da Assembléia Legislativa. Enquanto Pedro esqueceu suas mágoas, Totó ainda cultiva ódio ao ex-governador Christiano Dias Lopes Filho, que o mandou prender como autor de 28 mortes ocorridas durante o episódio conhecido como Captura Branca. Depois de ir a júri três vezes, ele ficou um ano e meio preso. As histórias dessa luta de políticos do Interior são revividas por suas principais personagens, num duelo verbal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rogério - Como começa a sua desavença com Pedro Saleme?&lt;br /&gt;Totó - Ela começa quando ele não cumpre o compromisso de lançar minha candidatura à prefeitura de Afonso Cláudio. A história começa com ele pressionando o meu pai para que eu fosse candidato a vereador pelo PSD. Só aceitei porque meu pai precisava receber uma estrada que construiu e eles só pagariam se eu ou Pedro fosse candidato a vereador pelo PSD. Isso foi no ano de 1948. Fui candidato, mas exigi o compromisso, no caso de ser bem votado, do partido me lançar na próxima eleição para a Prefeitura. Eles aceitaram. Da outra vez, porém, o Pedro Saleme disse que o candidato seria ele. Eu era muito jovem e esperaria para a próxima vez. Voltei a me candidatar a vereador e fui o mais votado do Município. Na próxima eleição, em 1953, eles apareceram com outro candidato. Aí, fui para a UDN que era realmente o partido que se identificava comigo, pois sempre havia sido oposicionista. Na UDN, também não consegui ser candidato a prefeito. O seu Diógenes Schwartz, presidente do partido, queria ser e foi. Eu acabei entrando numa lista para ser escolhido deputado estadual. E me elegi deputado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como foi essa eleição?&lt;br /&gt;Totó - Foi tranquila. Nós fizemos a campanha de Chiquinho e ganhamos o Governo com ele. A gente só foi para o Chiquinho, porque o pessoal do PSD de Afonso Cláudio não deixou a gente da UDN conversar nem sequer com o candidato ao Governo do Estado PSD-UDN, que era Eurico Sales. E aí a gente passou para o Chiquinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria que o senhor contasse sobre a Captura Branca.&lt;br /&gt;Totó - O negócio da Captura Branca foi o seguinte: por causa dos roubos dos animais, o delegado de Polícia, Ildo Fraga, o capitão Dudu, baixou uma portaria autorizando os colonos a se armarem para enfrentar os ladrões de cavalo. O prefeito era o Pedro Saleme. Eu e minha família principalmente meu tio coronel Bimbim, tínhamos alergia a ladrões. E no município de Afonso Cláudio existiam 40 e tantos ladrões profissionais. Roubavam animais de cela e gado também. Como vereador, sempre muito atrevido, comecei a denunciá-los e a exigir providências. Criei atritos e surgiram muitos problemas comigo. Mas eu tinha o apoio do Pedro Saleme. Exigimos do Governo Estadual um delegado para combater os ladrões. O Governo mandou o capitão Dudu, que era muito mais ladrão do que os próprios ladrões.&lt;br /&gt;Começou a chamá-los, dizendo: &quot;Eu tenho uma lista aqui, para eliminar vocês, mas se me derem uma importância em dinheiro, eu tiro seus nomes. E começou a tomar dinheiro deles. Aí. Exigimos dele a portaria, autorizando os colonos a se armarem e tivemos um desentendimento com o Dudu. Ficamos, portanto, contra os ladrões e contra a Polícia também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ladrões também eram bravos?&lt;br /&gt;Totó - Tudo gente ruim, assassinos. Grupos perigosíssimos. Diante disso, eu e Pedro Saleme reunimos os vereadores e os chefes políticos e chegamos à conclusão de que a única maneira de combatê-los era criar um grupo para eliminá-los. Fomos `a fazenda do coronel Bimbim, em Minas Gerais, a 40 quilômetros de Afonso Cláudio. Fomos eu, Pedro Saleme, João Duarte Manso e Tão Gastão, o prefeito e três vereadores. Naquela época, tínhamos toda a cobertura do governador do Estado, que era Jones dos Santos Neves. Ele estava danado com a situação de Afonso Cláudio, porque mandou para lá oito vacinadores, com oito mulas, e elas foram roubadas. Voltaram somente com os arreios dos animais. Bom, fomos à fazenda do tio Bimbim e expusemos a situação a ele. Pedimos ajuda, pois as nossas vidas - a minha e a de Pedro Saleme - estavam correndo perigo. Tínhamos sido jurados de morte pelos ladrões e a Polícia estava, também, contra nós. Bimbim indagou: &quot;Qual é a ajuda que vocês estão querendo?&quot;. Pedro Saleme disse: &quot;Nós queremos que você mande eliminar esses ladrões&quot;. Bimbim, que tinha alergia a ladrões, não teve dúvida: mandou os pistoleiros de Alto Capim, região mineira onde Bimbim tinha a sua fazenda acabar com eles. A missão teve o nome de Captura Branca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles eliminaram todos os ladrões?&lt;br /&gt;Totó - Eliminaram vários outros fugiram. Por causa desses crimes, fui preso em 1967 pelo irmão do governador Christiano Dias Lopes Filho. Respondi por eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Totó, deixa o episódio da prisão para depois. Lembra dos pistoleiros que acabaram com os ladrões de cavalos? Quem eram eles?&lt;br /&gt;Totó - Abílio Lima, Elpídio Martins e Josias Siqueira eram os principais. Mas Abílio era o cabeça do grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época houve processo?&lt;br /&gt;Totó - Não. A ordem era do Governo, por que processo? Além disso, essa limpeza foi em benefício da própria sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que vocês se socorreram ao coronel Bimbim? Ele já estava acostumado a matar?&lt;br /&gt;Totó - O tio Bimbim tinha alergia a ladrão. Desde menino que todo mundo sabia que ele não dava folga a ladrão. Pedimos ajuda por causa disso e também porque ele era irmão de maçonaria de Pedro Saleme. Era também o único, na época, que tinha homens para esse serviço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Totó, o seu relacionamento com Bimbim era muito antigo?&lt;br /&gt;Totó - Desde que nasci, praticamente. Sempre fui muito amigo dele. Nas horas difíceis dele, estive sempre ao seu lado. Ele também teve horas difíceis. Nas minhas, ele nunca me deixou só. Ele me incentivava muito na política. E me ajudava muito na política também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que tipo de ajuda?&lt;br /&gt;Totó - Ele tinha muitos amigos no Espírito Santo, principalmente em Afonso Cláudio. Saleme disse outro dia, no jornal, que Bimbim tinha os bandidos e eu me prevalecia de seus bandidos. Meu tio não tinha bandido, mas amigos. Era um homem que fazia favores a muita gente. Por isso, eu me beneficiava das suas amizades, no Espírito Santo. Ele viajava comigo nas minhas campanhas políticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos voltar a sua briga com Pedro Saleme. Ela beneficiou politicamente vocês dois.&lt;br /&gt;Totó - É verdade. A coisa ficou mais feia a partir de 1958, quando Carlos Lindenberg voltou ao Governo do Estado. Entramos em atrito direto. Saleme não disse ao jornal que foi muitas vezes ameaçado de morte por mim? Confesso que é verdade. Agora, vou chegar lá para você compreender porque eu queria matar Pedro Saleme. Como eu sempre fui muito atrevido, escorei Carlos Lindenberg no Município na campanha eleitoral e depois seu Governo mandou para Afonso Cláudio o tenente Orlando Cavalcante para me eliminar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conta o incidente com Carlos Lindenberg?&lt;br /&gt;Totó - Carlos Lindenberg, mais Pedro Saleme e o pessoal do PSD de Afonso Cláudio foram fazer um comício na minha região, São Domingos, e levaram consigo mais de 50 homens com metralhadoras e armas de grosso calibre. Achei um desaforo aquele aparato todo e cerquei na estrada. Disse alguns desaforos, mas o Carlos Lindenberg reagiu. Depois disso, minha cabeça foi colocada a prêmio pelo seu Governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como foi esse diálogo?&lt;br /&gt;Totó - Vamos encerrar esse assunto, pois tem coisa que eu não quero dizer. Carlos Lindenberg assumiu o Governo e mandou Orlando Cavalcante lá para Afonso Cláudio. Ele pegou logo o Henrique Kerf (atual vice-prefeito de Afonso Cláudio), que era meu companheiro, para matar. Sequestrou o Kerf, levando-o para o Estado do Rio. Ele e o capitão Joubert Costa. Quando eles estavam levando o Kerf para o Estado do Rio, reuni a Assembléia Legislativa e fiz um movimento muito grande para evitar essa morte. Aí, o Carlos Lindenberg mandou o delegado de Cachoeiro de Itapemirim, capitão Higino Bernardes, vir para a estrada cercar os dois capitães com o Kerf. Higino conseguiu que os dois devolvessem Kerf a Afonso Cláudio, mas Orlando obrigou-o a confessar um crime que não havia praticado. Ele foi acusado da morte de Carlos Martelo. Roubaram tudo o que o Kerf tinha: relógio, revólver, dinheiro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como acabou esse caso?&lt;br /&gt;Totó - Eu vim para Vitória e denunciei o caso da tribuna da Assembléia Legislativa. Quando eu estava discursando, entraram na Assembléia Orlando Cavalcante e Joubert. Ficaram na minha frente. Chegou perto de mim o Vicente Silveira, que é um espírito de porco muito grande, e disse: &quot;E agora?&quot; Agora - respondi - vai a ladainha de corpo presente. Denunciei os dois e disse que o lugar deles era na cadeia. Fiz a denúncia na presença deles. Eles ficaram quietos, mas na mesma hora disseram ao Ivan, advogado em Alegre, que estava com eles, que iriam me matar de qualquer maneira. A briga, que era com Pedro Saleme, na época da Prefeitura, passou a ser também com Orlando Cavalcante, que mandou para Afonso Cláudio dois pistoleiros terríveis, Raimundo Vitorino e Deuclides de tal. A essa altura, Orlando contava com a cobertura total do Pedro Saleme e do Governo do Estado. Em 28 de novembro de 1960...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer dizer que o Pedro Saleme não tinha pistoleiros?&lt;br /&gt;Totó - tinha. Só que os pistoleiros dele eram militares, os meus eram civis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram os pistoleiros do Bimbim?&lt;br /&gt;Totó - Vinham do Bimbim. Por causa dessa briga, eu tirei licença na Assembléia Legislativa e transferi o meu domicílio para Alto do Capim, em Minas Gerais, região do Coronel Bimbim, e realmente lá eu chefiei um grupo de pistoleiros. Era para me defender, senão eu seria assassinado pelos pistoleiros de Pedro Saleme. Tinha uns 20 homens comigo. Nessa época, é que eu mandei um pessoal de lá matar o Pedro Saleme. Tem uma coisa até pitoresca nesse negócio da morte do Pedro. É que eu mandava os pistoleiros lá de Minas para a fazenda do Sebastião Alves de Lima, o Schel. Eles vinham, ficavam um bom tempo, mas não liquidavam o Pedro Saleme. Um pistoleiro chegou a ficar dois meses lá, pertinho do Pedro Saleme, e não realizou o crime. Sabem quem avisava o Pedro? O próprio Schel, que guardava meus pistoleiros, ia na casa do Pedro Saleme avisá-lo. Dizia: &quot;Você se cuida, não sai por aí não, que a situação está preta&quot;. Quando os pistoleiros voltavam para Alto Capim, ele dizia pro Saleme: &quot;Pode sair que o campo está livre&quot;. Veja que situação: o meu companheiro que guardava os meus pistoleiros era quem protegia o inimigo. E eu feito um bobo só mandando pessoal para lá. Eu mandei para me defender. Não tinha solução: era ele ou eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio dessa briga toda, como ficaram os seus companheiros políticos?&lt;br /&gt;Totó - Eram perseguidos. Foram espancados e até mortos. Mataram José Rosa, companheiro meu de Brejetuba. Nessa época, o Orlando deve Ter prendido uns 50 companheiros meus. Desarmou todo mundo da UDN. Só era permitido usar revólver a quem era do PSD. Quando corri para Minas Gerais, eles também foram para lá. Tem um caso engraçado: ameaçaram um companheiro nosso de prisão, se ele não entregasse o seu revólver. Como ele não tinha arma, foi obrigado a comprar uma de elemento do PSD para entregar à Polícia. O general Parente Frota, que era deputado estadual e estava numa CPI que apurava esses fatos, perguntou a ele: &quot;Por que revólver do PSD?&quot; O companheiro respondeu: &quot;Porque os da UDN já estavam todos tomados&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orlando só cometeu esse crime?&lt;br /&gt;Totó - E os tiros que eu tomei?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como foi?&lt;br /&gt;Totó - Eu estava no bar do Alcides Soares, quando o soldado Raimundo Vitorino, me deu três tiros pelas costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o senhor estava desprevenido?&lt;br /&gt;Totó - Não estava desprevenido, mas os tiros foram pelas costas. Eu estava conversando com o João Valim, que foi ex-prefeito também de Afonso Cláudio, e outras pessoas. Eu não morri porque o pistoleiro, quando chegou pelas minhas costas, esbarrou numa cadeira. Pressenti e pulei para o lado. Ele me alvejou ainda no ar. Nesse dia, não tinha levado nenhum pistoleiro comigo. Na hora em que ele começou a atira, gritou: &quot;Vai morrer, bandido&quot;. Eu só tive tempo de me jogar no chão e não pude sacar do revólver. No chão eu rolei e saí com o revólver na mão. Ele se retirou rápido e duas pessoas também foram atingidas. Eu levei três tiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois desses tiros, o que fez com Pedro Saleme?&lt;br /&gt;Totó - O Pedro Saleme veio a Vitória e procurou o governador Carlos Lindenberg e o secretário de Interior e Justiça, que era o general Darcy Pacheco de Queiroz. Pediu pacificassem Afonso Cláudio. Trouxe na sua companhia os principais líderes do PSD de Afonso Cláudio. Logo depois, foi ao encontro do tenente José Scárdua, muito amigo do meu tio Bimbim e do secretário Darcy Pacheco. Ele levou o convite para eu me reunir com o pessoal do PSD, na presença do governador Carlos Lindenberg. Não aceitei. Voltou e fizeram a reunião com o PSD de Afonso Cláudio, mas o Carlos Lindenberg insistiu, mandou o tenente de volta a Alto Capim para explicar ao coronel Bimbim que a situação era muito grave, pois ia continuar morrendo gente de um lado e do outro. E o meu tio, depois de conversar com Scárdua, ponderou que eu deveria aceitar e ir ao encontro. Atendi, não com medo de morrer, mas levando em consideração, como me lembrou Bimbim, que havia 20 e tantas famílias fugidas de Afonso Cláudio sem qualquer crime. O único crime era o de serem meus companheiros políticos. Disse a José Scárdua que eu aceitava a reunião desde que houvesse garantia de volta a Afonso Cláudio de meus companheiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o senhor foi à reunião?&lt;br /&gt;Totó - Fomos à reunião. Eu, com o pessoal da UDN de Afonso Cláudio, e Pedro Saleme, com o PSD. Lá, eu fiz as minhas exigências: a retirada do Orlando Cavalcante e o retorno de meus companheiros ao Município, para continuar a vida deles normal na agricultura. Pedro Saleme aceitava a volta deles, menos dos que tinham processo no Município. Havia uns que eram realmente responsáveis por crimes. Aí, concordei. Isso foi uma hora muito feliz para Afonso Cláudio. Lembro, ainda hoje, a declaração de Carlos Lindenberg: &quot;Esse foi um grande dia do meu Governo, pacificar Afonso Cláudio. &quot;Demos a mão eu e Pedro Saleme e sobrevivemos. Se a briga continuasse, hoje um de nós não estaria vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa pacificação ocorreu em 1961.Como foi a eleição seguinte?&lt;br /&gt;Totó - Correu tudo bem. Eu me reelegi deputado estadual pela UDN e Pedro Saleme tornou-se deputado estadual pelo PSD. Nessa eleição, Bimbim fez a minha campanha toda e eu cumpri o acordo com Carlos Lindenberg, pois de 63 em diante eu era Governo (Chiquinho foi eleito). Apesar de Ter o corpo todo furado de bala, não houve mais um crime político em Afonso Cláudio. O Pedro Saleme falou no jornal (referência a uma entrevista dele em A Gazeta) que usava dois revólveres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E daí?&lt;br /&gt;Totó - Ele disse que usava dois revólveres e atirava com precisão. Nunca usei dois revólveres sempre usei um só. Agora, nunca corri da briga. Já Pedro Saleme levou uma carreira minha muito grande em São Domingos. Acho, que naquela época, ele deve Ter tido muita dificuldade para correr com dois revólveres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que você contou o caso da corrida de Pedro Saleme, fala como foi que impediu o comício de Carlos Lindenberg, também em São Domingos, que está mal contado lá atrás. Totó - Aquela briga não houve. O Carlos Lindenberg foi com uns 100 militares: tinha até gente do Exército, para fazer o comício. Dessa eu corri, mas não os deixei realizar o comício, pois na minha região quem fazia comício era só a UDN. Eu fui ao comício - onde tinha muita gente - subi no palanque antes de eles chegarem e disse para o público: nós vamos fazer uma festa mais bonita aqui. Carlos Lindenberg já está em Afonso Cláudio e, daqui a pouco, chega aqui, com os seus pistoleiros. Meu tio Bimbim está chegando com uns 50 pistoleiros. Vai ser um comício lindo, na base da carabina e da metralhadora. Quando Carlos chegou, não havia ninguém para assistir ao comício dele. Cumpri a minha promessa de que ele não realizaria esse comício. Na saída, foi que encontrei com ele, e trocamos palavras duras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-size:130%;&quot;&gt;Entrevista com o rival Pedro Saleme.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rogério -No caso da &quot;Captura Branca&quot;, onde o senhor estava?&lt;br /&gt;Saleme - Eu era deputado estadual e o Totó, vereador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O senhor concordou com a &quot;Captura Branca&quot;?&lt;br /&gt;Saleme - Eu não concordei e nem a instituí. Não me lembro bem como foi feito. O certo é que o tio do Totó, o coronel Bimbim, tinha ojeriza a ladrão de cavalo. Totó tomou a frente do combate aos ladrões de cavalo em Afonso Cláudio e liquidou uma porção deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O senhor quer insinuar que a influência do Totó dependia do tio?&lt;br /&gt;Saleme - A sua influência era realmente através do seu tio. Porém, Bimbim não era um bandido. Ele era fazendeiro em Alto Capim, no município de Aimorés, Minas Gerais, mas sempre dispôs de jagunços. Irradiava sua influência até Afonso Cláudio. Existia um distrito em Afonso Cláudio, na divisa com Minas, onde não ia Polícia. Quem decidia as coisas era o Bimbim, como fazia na sua terra. Ele chegou a ser prefeito em Aimorés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos adiantar a conversa. O Totó rompeu com o senhor porque queria ser candidato a prefeito e o senhor não honrou o compromisso que tinha com ele. Isso é correto?&lt;br /&gt;Saleme - Ele queria ser candidato a prefeito, mas o grupo de que eu participava não concordava com isso. Existia um outro da preferência do grupo. Eu nunca tive compromisso com ele. E se Totó, que não era muito confiável do PSD, fosse candidato a prefeito, a gente estava arriscado a perder. Ele se aborreceu porque não foi candidato a prefeito e saiu do PSD. Foi para a UDN, candidatou-se a deputado e ganhou. Eu não tinha nenhum compromisso com ele, torno a falar. Ele solicitou realmente, mas nós não fizemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como foi o comício em que o Totó não quis deixar o Carlos Lindenberg falar?&lt;br /&gt;Saleme - Naquela oportunidade, até o general Parente Frota foi fardado. Foi um grupo muito grande com Carlos Lindenberg. Mas antes disso houve um caso feio. Fomos lá fazer um comício e lançar o Lilito como candidato a vereador pelo PSD. Nesse dia, saímos realmente corridos. Nós chegamos ao local e, como fazíamos habitualmente, fomos à Igreja. Levamos conosco todo o pessoal do PSD da sede, inclusive o Nilo Costa, que o Coronel Bimbim - que estava próximo da igreja - queria que engolisse um artigo que saiu em A Gazeta, Bimbim estava entrincheirado lá embaixo, de Gazeta na mão. Quando soubemos da presença deles e da sua intenção, deu um frio na minha espinha e no resto do pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como vocês se saíram da situação?&lt;br /&gt;Saleme - Quando saímos da igreja, vimos a turma toda lá embaixo: Totó, Bimbim, José Scárdua, João Valim e outros. Eram umas 50 pessoas, todas armadas até os dentes. Eles tinham até metralhadora. Como não havia outra saída da igreja, resolvemos passar por lá. O diálogo foi violento. Ouvimos muito desaforo. O jornal ofendia o Bimbim e ele atribuía a autoria da notícia ao Nilo Costa. Mas não tinha sido o Nilo. O Bimbim ouviu a sua explicação e não se convenceu. Depois, fomos almoçar. De lá é que saímos corridos. O José Scárdua e o Totó atirando atrás. Mas chegamos sãos e salvos a casa. Realmente fomos, corridos e não fizemos o comício. O Lilito, coitado atravessou uma mata e chegou a casa praticamente a pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a situação do Carlos Lindenberg?&lt;br /&gt;Saleme - Não fizemos o comício, porque o Totó tinha dispensado o público. Aí, o Carlos disse uns desaforos ao Totó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O senhor se deu bem com o Bimbim?&lt;br /&gt;Saleme - O tio do Totó era meu irmão de maçonaria. Embora o Bimbim tivesse essa coisa de pistoleiro, no fundo ele era um homem bom. Ele criava crianças desprotegidas, era contra ladrão de cavalo porque achava que o ladrão de cavalo prejudicava o homem trabalhador. Por que ele se transformou nesse homem é uma história diferente. Dizem que o Bimbim começou a agir assim depois que foi assaltado por ladrões, quando viajava a Santa Leopoldina. Nesse dia, ele matou os seus assaltantes e jurou os ladrões desse mundo. Daí a sua ojeriza a ladrões. Isso foi muito antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coisa ficou preta quando o senhor foi para a Prefeitura e o Orlando Cavalcante para a Delegacia de Polícia.&lt;br /&gt;Saleme - Mas nunca houve propósito meu de mandar matar o Totó. Ele, nessa época, foi acertado num bar e atribuiu esse crime a mim. Mas não ocorreu por minha responsabilidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o Totó diz que o Orlando chegou com essa missão. Tanto que ele tomou os revólveres do pessoal da UDN.&lt;br /&gt;Saleme - Isso pode Ter acontecido. Mas nós tivemos que dar jeito no Orlando, porque passou a ser inconveniente para a nossa política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele bateu muito?&lt;br /&gt;Saleme - Isso ocorreu. Mas eram coisas dele só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o senhor nega que mandou matar o Totó ele não faz segredo que mandou matá-lo. Só que os seus pistoleiros eram controlados pelo Schel, que lhe avisava.&lt;br /&gt;Saleme (rindo) - Realmente, o Schel não dizia que tinha gente atrás de mim nem onde eles estavam. Passavam por mim e dizia: &quot;Se cuida, Pedro&quot;. E os pistoleiros não me encontravam. Por isso, não deu certo a minha morte. Schel pertencia à UDN, mas era meu amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí o atentado contra Totó.&lt;br /&gt;Saleme - Ele achou que fui eu e, depois, andou pensando que tivesse sido também o José Luiz Cláudio Correia. Mas isso que você disse agora é muito importante. É a confissão de Totó de que realmente queria me matar e mandou me matar. Isso mostra que eu não tinha nenhum pistoleiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Totó garante que os seus pistoleiros eram militares.&lt;br /&gt;Saleme - Era a força do Governo, não minha. E nós tivemos que tirar o Orlando, porque ele estava incoveniente demais, embora nunca possa negar a qualidade de amizade dele. Eu lhe devo muitas atenções, mas Orlando fez muitas coisas que eu seria incapaz de pensar quanto mais mandar fazer. Agia, arbitrariamente, achando que aquilo era feito em meu benefício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando soube da tentativa de assassinato do Totó, qual foi a sua reação?&lt;br /&gt;Saleme - Nós tentamos tirar o Orlando da Delegacia, mas era difícil afastá-lo bruscamente. A minha proteção também estava em jogo. A coisa ficou mais fácil quando o Carlos Lindenberg promoveu o meu encontro com o Totó no Palácio. Essa iniciativa partiu do general Darcy Pacheco de Queiroz, que era secretário de Interior e Justiça. Darcy era muito meu amigo e estava preocupado com a situação. Foi ele quem efetivamente planejou o nosso encontro no Palácio. E o tenente José Scárdua, que era ligado ao Darcy e também ao coronel Bimbim, foi incumbido da missão de convencer o Totó a vir ao encontro. Ele veio, fizemos um acordo, que só vigorou naquele momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como?&lt;br /&gt;Saleme - A situação continuou a mesma; tiramos o Orlando, que agia por conta própria, mas os seus atos eram atribuídos a mim. A coisa melhorou realmente quando deixamos Lourival Mendonça no lugar de Orlando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A convivência com Totó se normalizou?&lt;br /&gt;Saleme - Só aparentemente. Na Assembléia Legislativa, onde viemos a ser deputados juntos, discutíamos muito. Certa vez, quando o Dirceu Cardoso, que também era deputado estadual, estava discursando e nós o aparteávamos, houve um incidente entre nós, mas os demais deputados acabaram com a confusão. Eu sempre enfrentei Totó; toda a minha vida foi assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o Totó era Governo - o que ocorreu nas duas vezes em que Chiquinho se elegeu - ele também botava a Polícia para perseguí-lo?&lt;br /&gt;Saleme - Botava os delegados da sua confiança. Mas ele não movia perseguição contra os meus companheiros. Agia em favor dos seus interesses políticos, é claro. Mas nessas ocasiões ocorreram mortes de pessoas amigas minhas cujas razões a gente não sabia. O Renato Barros, de Sobreiro, por exemplo, era tabelião lá, meu companheiro político. Morreu estupidamente. E os criminosos eram do lado do Totó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eram os comícios?&lt;br /&gt;Saleme - Eram sempre tensos. Houve um em frente à minha casa, na praça de Afonso Cláudio, que foi um pavor. Tínhamos que dar tempo ao comício para evitar que Francisco Costa, que era do lado deles, não matasse um de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O senhor se dava bem com o tenente José Scárdua, apesar das ligações dele com o Totó?&lt;br /&gt;Saleme - Muito bem e devo minha vida também a ele. Era ele quem atenuava a situação. E quando então Darcy Pacheco, que era o seu grande amigo, fazia qualquer recomendação a meu respeito, ele livrava a situação com o seu jeito especial. E assim a minha vida foi se prolongando(ele está vivo e com 90 anos de idade, enquanto o Totó já é morto há mais de 10 anos). Era como o Schel fazia também. Ele estava politicamente comprometido com o Totó, era da UDN, mas me livrava da morte. Livrava de uma forma que não o deixava também mal com os seus companheiros de partido, que queriam a minha caveira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual foi sua sensação durante todo esse tempo na expectativa de ser assassinado? Sentiu medo?&lt;br /&gt;Saleme - Eu nunca senti medo. Isso não quer dizer que eu não sentia medo por valentia. E sempre andei sozinho, mas prudentemente. Já o Totó sempre andou acompanhado. E a gente se encontrava em situações inevitáveis. Uma vez, tivemos um atrito na casa do Agenor Barros, o Nozinho, já falecido. Ele, que era nosso candidato a vereador, estava pressionando para Totó não ser candidato por nós. Nessa hora, também, estava junto conosco o dr. Álvaro Castelo. Aí, discutimos e ele me disse, em tom ameaçador, que tinha dois corações: um bom e um ruim. Eu pedi então que ele usasse um coração só: o bom. O Nozinho acabou sendo candidato pelo PSD e foi até eleito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O senhor, nesse encontro, estava armado?&lt;br /&gt;Saleme - Com dois revólveres, como sempre andava naquela época. Com os dois revólveres eu ia à Assembléia Legislativa, à Igreja, à maçonaria, a enterro, etc. Onde fosse tinha que andar armado. Minha proteção exigia. Era importante que os meus desafetos soubessem que eu estava armado, para mantê-los à distância. Eu, desarmado, naquele tempo, era um convite aos inimigos. Mas armado e sabendo atirar bem - eu treinava muito - era de fazer o inimigo pensar duas vezes antes de me atacar. Agora, eu prudentemente, não saía à noite e não ia a qualquer lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como entra o José Scárdua, homem que pertenceu ao mundo da violência, como pacificador nesse caso?&lt;br /&gt;Saleme - Não é bem assim. O Scárdua era pistoleiro do Bimbim e policial capixaba. Ele gostava do Bimbim, devia favores a ele, mas nunca deixou de ser meu amigo, nem do general Darcy Pacheco de Queiroz. Ele também me prevenia quando a coisa estava feia para o meu lado. Mas dizia de um jeito discreto para não se comprometer com o Totó. O Scárdua também usava o expediente de dizer a outros amigos meus, que eram dele também, para me avisarem, sem haver necessidade de ele próprio me procurar. Dessa maneira, eu consegui ir vivendo. Se eu tinha que ir a determinado lugar sobre o qual havia sido prevenido, não ia. A noite, eu não chegava à janela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia gente que ajudava a vigiar a situação?&lt;br /&gt;Saleme - Toda vida tive parentes que zelaram por mim. O meu genro Darly do Valle me ajudava muito. Havia amigos que ajudavam também, todos sempre discretamente. No encontro em que o Bimbim queria fazer o Nilo Costa comer A Gazeta, quem me protegeu as costas foi o Darly. Nunca tive pistoleiro do meu lado, ou valentão escolhido. As pessoas me protegiam espontaneamente. Nos comícios, a vigilância era redobrada para ver se tinha alguém do outro lado infiltrado no público. E como eu iria me defender se não houvesse um grupo assim organizado? Não obstante tudo isso, cheguei a determinados lugares em que a minha vida correu risco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diga um caso?&lt;br /&gt;Saleme - Certa vez, quando eu cheguei a Sobreiro, havia uma cavalaria armada desfilando pela rua. Eram os pistoleiros de Bimbim, todos armados e me afrontando. Quando vi aquilo, deixei o encontro político de lado e vim embora. Deixei o lugar por conta deles, pois afinal eu só tinha comigo dois companheiros e eles eram muitos. E olha que eu era prefeito em visita e era recebido assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Totó andava sempre acompanhado?&lt;br /&gt;Saleme - Na Assembléia, havia sempre dois pistoleiros vigiando sua vida. Mesmo assim, nunca tomei qualquer providência contra esses capangas que poderiam inclusive me acertar numa hora de discussão com ele. Totó dispunha de gente à vontade, por causa do apoio do tio. O que Totó ganhava gastava na sua proteção. A valentia do Totó estava ligada à valentia do tio. Ele dependia do tio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o Bimbim era um homem que liquidava sempre seus inimigos, por que o senhor sobreviveu?&lt;br /&gt;Saleme - Tenho informações do que ele disse na época: &quot;Se vocês querem liquidar o Pedro Saleme, façam, mas eu não vou ajudar. Se vocês tiverem força, acertem ele. Se depender de mim isso não vai ocorrer&quot;. Por causa disso, também, eu durei. Ele ajudava Totó em outras coisas, menos nessa de me matar. Eu era ainda seu irmão de maçonaria. O José Scárdua também tinha interesse em que eu sobrevivesse, por causa do general Darcy Pacheco de Queiroz, e ajudava o Bimbim a ficar na sua neutralidade. A minha morte era somente do gosto de Totó. Sobre a atitude do Bimbim: se ele era meu irmão de maçonaria, não podia agir contra mim. Eu acho que ele aliviou minha vida porque era meu irmão de maçonaria. S e Bimbim estivesse realmente interessado na minha morte, eu não estaria vivo hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O senhor então afirma que o Bimbim liquidou todas as pessoas que ele quis?&lt;br /&gt;Saleme - Liquidou. E muitas por vontade do próprio Totó. Bimbim gostava do Totó. Era o sobrinho por quem tinha mais apreço. O Totó só foi o Totó por causa do apoio do tio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como os senhores estão hoje?&lt;br /&gt;Saleme - Nós estamos hoje aposentados de tudo e já nos damos. Não somos mais inimigos, mas não temos muita condição de conversar. Todas as vezes em que tentamos, entramos em choque. Esquecemos os fatos, mas os ressentimentos ficaram....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Medeiros, Rogério. Jornal A Tribuna. 1982. Disponível em: http://www.seculodiario.com/reportagens/index_toto01.htm &lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/feeds/7108525879301622937/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/2010/09/coronelismo-capixaba-os-senhores-de.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5797018261253708537/posts/default/7108525879301622937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5797018261253708537/posts/default/7108525879301622937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/2010/09/coronelismo-capixaba-os-senhores-de.html' title='Coronelismo Capixaba - Os Senhores de Afonso Cláudio'/><author><name>Adilson Braga Fontes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05669272421414277781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgrfKTz14lnQFwrkZunZd_ORJ_oNBYqRgIreE3VfvR5U1D0BTp04wehx20JRvKpk7CN74Z5_wOYWcFyIWXVX2ToSJG5NFomVDX_FP_E6aX1winU0Me7UnfkoR-Utj23eg/s113/abf.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5797018261253708537.post-8085058957030581219</id><published>2010-07-11T19:11:00.000-07:00</published><updated>2010-07-11T19:30:03.686-07:00</updated><title type='text'>Adeus, vovó Ladil</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhRrVmKzxvlxsbqeTm8kE8pPPnBZmTNiiSzICZlPq_tTi_OcOujl9SGbsIvE9jlbER4AxTQJaJF11JftqTJ4HkpiYa_ChSycABHwIOeIg3F7zxzP3P4PGHwVg5A5CaYjz6VqttTeFVXPnI/s1600/SDC13369.JPG&quot;&gt;&lt;img style=&quot;MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 240px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5492841338620663186&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhRrVmKzxvlxsbqeTm8kE8pPPnBZmTNiiSzICZlPq_tTi_OcOujl9SGbsIvE9jlbER4AxTQJaJF11JftqTJ4HkpiYa_ChSycABHwIOeIg3F7zxzP3P4PGHwVg5A5CaYjz6VqttTeFVXPnI/s320/SDC13369.JPG&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Faleceu no dia 17 de junho de 2010, Ladil Araujo Vargas, mais conhecida como &lt;em&gt;Lady&lt;/em&gt;, aos 85 anos, em Niterói, RJ. Lady era bisavó de minhas filhas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Lady nasceu em Itaipu, Niterói. Era filha de Epiphaneo José de Araujo e Mathildes Garcia. Foi casada com Heitor Fernandes Vargas, já falecido. Deixa dois filhos e vários netos e bisnetos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Lady foi muito ativa e sempre ajudou o marido a tocar sua auto escola, a tradicional Auto Escola Vargas, em Niterói. Viveu uma vida de serviço ao próximo, dedicando-se à família e aqueles que necessitavam de ajuda.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Vovó Lady deixará muitas saudades, pois sua alma era boa e generosa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/feeds/8085058957030581219/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/2010/07/adeus-vovo-ladil.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5797018261253708537/posts/default/8085058957030581219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5797018261253708537/posts/default/8085058957030581219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/2010/07/adeus-vovo-ladil.html' title='Adeus, vovó Ladil'/><author><name>Adilson Braga Fontes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05669272421414277781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgrfKTz14lnQFwrkZunZd_ORJ_oNBYqRgIreE3VfvR5U1D0BTp04wehx20JRvKpk7CN74Z5_wOYWcFyIWXVX2ToSJG5NFomVDX_FP_E6aX1winU0Me7UnfkoR-Utj23eg/s113/abf.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhRrVmKzxvlxsbqeTm8kE8pPPnBZmTNiiSzICZlPq_tTi_OcOujl9SGbsIvE9jlbER4AxTQJaJF11JftqTJ4HkpiYa_ChSycABHwIOeIg3F7zxzP3P4PGHwVg5A5CaYjz6VqttTeFVXPnI/s72-c/SDC13369.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5797018261253708537.post-6744299168788840087</id><published>2010-05-23T17:18:00.000-07:00</published><updated>2010-05-26T11:00:42.437-07:00</updated><title type='text'>Adeus, tia Irene</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhtxh6aj6F4VsuDXwpljjcSlHlk6XgP4FlWILojtHnEAlk2wXw9oW9ZSWHZJEPbZazfXiMpqPw9aWe7A0IpyG8omOHxVlzi23cIR4dVA1VtpVkFccPTQJ5UcyDr5pCfInLSyQIJ1CK-jeY/s1600/OgAAAKAWNYRD4quoNgw13ZsbrsS_a1nXDGDxUQUk550m8zo8EPOHoNCTL4wpCFUsWD8p0qRHvKE-NejYkeoWrIabItMAm1T1UJ2T4IkIS7GIbXG_0HSOun8T8CrH.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 240px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5474643287578113474&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhtxh6aj6F4VsuDXwpljjcSlHlk6XgP4FlWILojtHnEAlk2wXw9oW9ZSWHZJEPbZazfXiMpqPw9aWe7A0IpyG8omOHxVlzi23cIR4dVA1VtpVkFccPTQJ5UcyDr5pCfInLSyQIJ1CK-jeY/s320/OgAAAKAWNYRD4quoNgw13ZsbrsS_a1nXDGDxUQUk550m8zo8EPOHoNCTL4wpCFUsWD8p0qRHvKE-NejYkeoWrIabItMAm1T1UJ2T4IkIS7GIbXG_0HSOun8T8CrH.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;No dia 10 de maio de 2010 os céus receberam em uma de suas várias mansões a Irene Braga Fontes, nascida em Afonso Cláudio e radicada em Governador Valadares, MG. Era filha de Benedito Rodrigues Fontes e Sebastiana Braga Lamas. Fora casada com Herminio de Souza Braga, já falecido, e era irmã de meu saudoso pai. &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;A seus filhos e descendentes que ficam, desejo força para suportar a saudade e o vazio que deixou e, coragem para trilhar o seu belo exemplo de vida, de mulher dedicada à família e às coisas de Deus.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Siga em paz...</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/feeds/6744299168788840087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/2010/05/adeus-tia-irene.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5797018261253708537/posts/default/6744299168788840087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5797018261253708537/posts/default/6744299168788840087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/2010/05/adeus-tia-irene.html' title='Adeus, tia Irene'/><author><name>Adilson Braga Fontes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05669272421414277781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgrfKTz14lnQFwrkZunZd_ORJ_oNBYqRgIreE3VfvR5U1D0BTp04wehx20JRvKpk7CN74Z5_wOYWcFyIWXVX2ToSJG5NFomVDX_FP_E6aX1winU0Me7UnfkoR-Utj23eg/s113/abf.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhtxh6aj6F4VsuDXwpljjcSlHlk6XgP4FlWILojtHnEAlk2wXw9oW9ZSWHZJEPbZazfXiMpqPw9aWe7A0IpyG8omOHxVlzi23cIR4dVA1VtpVkFccPTQJ5UcyDr5pCfInLSyQIJ1CK-jeY/s72-c/OgAAAKAWNYRD4quoNgw13ZsbrsS_a1nXDGDxUQUk550m8zo8EPOHoNCTL4wpCFUsWD8p0qRHvKE-NejYkeoWrIabItMAm1T1UJ2T4IkIS7GIbXG_0HSOun8T8CrH.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5797018261253708537.post-2121226061224666104</id><published>2010-04-07T14:17:00.000-07:00</published><updated>2010-04-07T14:34:38.411-07:00</updated><title type='text'>Recenseamento de Proprietários Rurais de Afonso Cláudio - 1920</title><content type='html'>&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-size:130%;&quot;&gt;Recenseamento do Brazil&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Realizado em 01 de setembro de 1920&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relação dos proprietários dos estabelecimentos ruraes recenseados no Município de Afonso Cláudio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Arquivo Público do Espírito Santo disponibilizou em formato pdf um &lt;a href=&quot;http://www.ape.es.gov.br/pdf/Recenseamento/Recenseamento_1920_Afonso_Claudio.pdf&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;color:#3333ff;&quot;&gt;recenseamento&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; dos proprietários rurais do Estado no ano de 1920, o documento foi publicado pelo Ministério da Agricultura, Indústria e Commercio, Directoria Geral de Estatística. &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;A relação dos proprietários e das propriedades rurais dos municípios do Espírito Santo faz parte de uma publicação em volume único, de 01 de setembro de 1920, pela Directoria Geral de Estatística. &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Naquela época os municípios de Brejetuba e Laranja da Terra faziam parte de Afonso Cláudio, logo, os proprietários destes lugares estão incluídos na relação.&lt;br /&gt;Este material é uma boa fonte de pesquisa, pois cita o nome completo dos proprietários e o local onde suas propriedades estavam estabelecidas, o que facilita qualquer tipo de pesquisa que se queira fazer.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/feeds/2121226061224666104/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/2010/04/recenseamento-do-brazil-realizado-em-01.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5797018261253708537/posts/default/2121226061224666104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5797018261253708537/posts/default/2121226061224666104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/2010/04/recenseamento-do-brazil-realizado-em-01.html' title='Recenseamento de Proprietários Rurais de Afonso Cláudio - 1920'/><author><name>Adilson Braga Fontes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05669272421414277781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgrfKTz14lnQFwrkZunZd_ORJ_oNBYqRgIreE3VfvR5U1D0BTp04wehx20JRvKpk7CN74Z5_wOYWcFyIWXVX2ToSJG5NFomVDX_FP_E6aX1winU0Me7UnfkoR-Utj23eg/s113/abf.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5797018261253708537.post-2045501715259148603</id><published>2010-03-01T08:44:00.000-08:00</published><updated>2010-07-27T09:58:11.829-07:00</updated><title type='text'>Afonso Cláudio - Terra onde Nasci</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEidUw4ltkHWoWWo2Uq4ok_xppXJ0_6Ql3bnskXa8OjSg-Ds-XCA93JW1oqouuqV0UGktyj2-q1Cg4S8F-05tsuu7KF0rz1iVVyDrhDy7KKT-GV1sP2RHhWjH-yOn3I5JUJ_550wO5YhzW8/s1600-h/140.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;MARGIN: 0px 10px 10px 0px; 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/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Eu e inúmeros antepassados nascemos neste Município capixaba.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Afonso Cláudio é um município situado a oeste do Estado do Espírito Santo, na Região Serrana, na divisa com o Estado de Minas Gerais.&lt;br /&gt;Afonso Cláudio é a cidade mais influente da região, principalmente nas questões políticas.&lt;br /&gt;A cidade foi fundada no finalzinho do século XIX, por imigrantes vindos, principalmente de Minas e Rio de Janeiro. Acredito que os vindo do Rio não necessariamente seriam fluminenses, apesar de muitos serem, mas também eram estrangeiros que desembarcavam na cidade do Rio e rumavam para o interior. Os Giestas, por exemplo, eram portugueses desembarcados no Rio que foram para Afonso Cláudio. &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Logo depois vieram com presença marcante os imigrantes italianos e pomeranos. O município não fazia parte dos assentamentos oficiais, mas estes estrangeiros foram sendo levados para a região, depois de já estarem estabelecidos em outras regiões.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Abaixo segue o relato oficial da formação do território afonsoclaudense.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;O primeiro explorador do território, que na época não levava o nome de Afonso Cláudio, segundo a tradição, foi o engenheiro Frederico Wilmer que teria descoberto ouro no lugar denominado &quot;Lagoa Sêca&quot;, na fazenda Santo Antônio do Alto guandú, e no Atual distrito de Pontões, e que pertencia a Antônio de Souza Barros, conhecido por Barros Preto. Sabe-se que Frederico Wilmer contaíra febre amarela e, em consequência faleceu em Vitória no ano de 1851.&lt;br /&gt;Algum tempo depois, um aventureiro de nome ignorado, vindo provavelmene de Minas Gerais, chegou a construir um rancho, no local que hoje é a Praça Adherbal Galvão, na sede municipal prosseguindo sua penetração, foi ter à casa de Antônio de Souza Barros, a quem conseguiu entusiasmar, com a descrição das terras férteis que percorrera.&lt;br /&gt;Em 1876, Souza Barros foi até à cabeceiras do Rio Guandu, no atual distrito de Pontões, onde fixou residência.&lt;br /&gt;Provavelmente, nesse mesmo ano, Jorge Guilherme Gomes, &lt;a href=&quot;http://adilsonbragafontes.blogspot.com/p/ignacio-goncalves-lamas.html&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color:#3366ff;&quot;&gt;Inácio Gonçalves Lamas&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;(meu trisavô paterno), José Manoel Ribeiro e outros, vindo de Minas Gerais, da Região da Zona da Mata, se estabeleceram às margens do Ribeirão Lagoa, no atual distrito de Serra Pelada, fazendo pequenas aberturas nas matas.&lt;br /&gt;Em 1881, essas famílias mudaram-se para o lugar, mais tarde denominado &quot;Arrependido&quot; que distava cerca de 5 quilômetros da atual cidade. Iniciaram, aí, a construção de uma capela e um cemitério, auxiliados por Sabino Coimbra de Oliveira que, nessa época, já havia fixado residência, no lugar chamado &quot;Grama&quot;.&lt;br /&gt;Em 1885, notando que as águas do córrego já eram escassas, resolveram abandonar o local, que juntamente com o córrego passou a se chamar &quot;Arrependido&quot;. Procurando um lugar mais apropriado para o início de uma povoação, vieram ter à margem direita do Rio Guandu, no ponto onde fica hoje a parte norte da cidade, de propriedade então de Eugênio Pereira da Silva, que recebera de José Garby o direito de posse.&lt;br /&gt;Conta-se que a venda do terreno de José Garby para Eugênio Pereira da Silva foi condicionada à doação de parte dele à Igreja, para a iniciação do povoado.&lt;br /&gt;De fato, nesse mesmo ano (1885), Eugênio Silva, Sabino Coimbra de Oliveira, Inácio Gonçalves Lamas, Jorge Guilherme Gomes e outros lançaram os fundamentos da&lt;br /&gt;povoação idealizada, a quem deram o nome de São Sebastião do Alto Guandu de Cima. A escritura de doação, no entanto foi passada por Joaquim Ferreira Galvão, genro de Eugênio Silva. A localização do povoado, em relação ao Rio Guandu, era a 30 quilômetros da nascente e 96 da foz.&lt;br /&gt;Em 1886, diversas famílias, entre as quais a de Joaquim Ferreira Galvão e a do coronel Ramiro de Barros Conceição, vieram estabelecer-se, no novo arraial. Ainda em 1886, a convite o povoado recebeu a visita pastoral do Bispo do Estado do Rio de Janeiro. Não havendo ainda igreja, construiu-se um rancho, coberto de folhas que serviu de templo provisório. A povoação progrediu rapidamene. Os primeiros caminhos que viriam incrementar seu desenvolvimento, ligando-a às cidades vizinhas, foram constuídos por Inácio Lamas, com o auxílio de indígenas.&lt;br /&gt;Em 1888, a povoação tornou-se distrito. Já em 1890, a Povoação de São Sebastião do Alto Guandú de Cima elevada à categoria de vila e criado o município, com a denominação de Afonso Claúdio, em homenagem ao doutor Afonso Cláudio de Freitas Rosa, o primeiro Presidente do Estado, na República. &lt;em&gt;(Fonte: Enciclopédia dos Municípios Brasileiros. IBGE, 1958, v.6)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/feeds/2045501715259148603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/2010/03/afonso-claudio-terra-que-me-viu-nascer.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5797018261253708537/posts/default/2045501715259148603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5797018261253708537/posts/default/2045501715259148603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adilsonbragafontes.blogspot.com/2010/03/afonso-claudio-terra-que-me-viu-nascer.html' title='Afonso Cláudio - Terra onde Nasci'/><author><name>Adilson Braga Fontes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05669272421414277781</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgrfKTz14lnQFwrkZunZd_ORJ_oNBYqRgIreE3VfvR5U1D0BTp04wehx20JRvKpk7CN74Z5_wOYWcFyIWXVX2ToSJG5NFomVDX_FP_E6aX1winU0Me7UnfkoR-Utj23eg/s113/abf.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEidUw4ltkHWoWWo2Uq4ok_xppXJ0_6Ql3bnskXa8OjSg-Ds-XCA93JW1oqouuqV0UGktyj2-q1Cg4S8F-05tsuu7KF0rz1iVVyDrhDy7KKT-GV1sP2RHhWjH-yOn3I5JUJ_550wO5YhzW8/s72-c/140.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>4</thr:total></entry></feed>