<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-376102822312167392</id><updated>2024-10-06T22:37:46.945-07:00</updated><title type='text'>JC INVESTIGADOR</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default?redirect=false'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12549472885192724622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>32</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-376102822312167392.post-6658916580291553320</id><published>2015-12-26T09:30:00.002-08:00</published><updated>2015-12-26T09:30:40.170-08:00</updated><title type='text'>DEPRESSÃO E USO DE DROGAS</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 16px; font-style: italic; text-align: justify;&quot;&gt;Osvaldo Luiz Saide&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Resumo&lt;/strong&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;O autor faz uma análise das atuais pesquisas sobre a associação Depressão e Uso de Drogas levando em conta autores clássicos da Clínica Psiquiátrica. A ideia principal é a de demonstrar que, para a prática psiquiátrica, todo o médico deve ler o produto das pesquisas mais recentes com espírito crítico, baseando-se em conhecimento anterior acumulado e valorizando, também, a experiência pessoal com os seus pacientes. Depressão e Abuso de Drogas é uma associação frequente, isso não é uma novidade. A novidade está na específica forma de associação que pode ocorrer no caso concreto e que pode implicar em alto risco de suicídio.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;strong style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Descritores:&lt;/strong&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;Abuso de álcool; Abuso de drogas; Depressão; Transtornos do humor; Comorbidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;INTRODUÇÃO&lt;/strong&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 15px;&quot;&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;A relação entre uso de drogas e depressão parece ter, primitivamente, um significado simbólico ou talvez ter um sentido quase atávico1,2. Mas isso, provavelmente, no imaginário das pessoas que não usam drogas (ou pensam não usar). Quase se imagina que quem &quot;se entrega às drogas&quot; deve ter algo errado consigo próprio, talvez tenha lhe acontecido alguma coisa, uma profunda decepção, um desgosto, quem sabe? Os relatos das pessoas comuns sobre o passado de &quot;bêbados&quot; e &quot;viciados&quot; é repleto de histórias tristes e desenganos: &quot;Ela ficou assim porque o marido a deixou.&quot; ou então &quot;Foi desgosto do menino quando soube que a mãe tinha um amante!&quot; A justificativa de um &quot;trauma&quot; parece condizer com a equação popular: desgosto = uso de álcool/drogas. Do mesmo jeito, se diz: &quot;Ele bebe para esquecer...&quot; ou então &quot;Do jeito que ela se pica deve estar querendo se matar!&quot;.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;De forma quase caricatural, acreditamos que depressão e problemas com drogas andam sempre juntos. Pensamos que talvez só mesmo um sujeito desesperado (e, portanto, deprimido) pode se lançar ao uso compulsivo de drogas/álcool. Talvez o fenômeno da dependência, embora bastante comum, seja mesmo intrigante em suas origens. E não é nem um fenômeno tão distante assim: quem de nós não tem ou teve notícias de um parente ou amigo com problemas com drogas? E o meu cigarro que uso, não é uma droga, afinal? Ou aquele &quot;diazepam&quot; absolutamente necessário para que eu durma à noite? E aquelas inúmeras latinhas de cerveja que estão na minha frente a cada churrasco ou festa de fim de semana?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Drogas estão aí, na nossa vida, no dia a dia, e mesmo assim estranhamos ao saber que um tio morreu fumando, mesmo sabendo que estava com câncer de pulmão. Ou achamos um absurdo esse sujeito mendigo, bêbado, chegar em nosso plantão de emergência de madrugada queixando-se das pernas bambas que, segundo diz, nada tem a ver com a cachaça, pois não bebe desde ontem.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Há, no imaginário popular, uma necessidade de explicar todo e qualquer fenômeno mental por fatos ocorridos na vida de cada um. Não é necessário ser psicanalista para acharmos que alguém bebe muito por causa da mãe ou que cheira cocaína por causa do pai. A existência humana tem um conteúdo dramático per se e não é de estranhar que caminhamos sobre nossas fraquezas e sobrevivendo nossas frustrações. Uns melhor, outros pior.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Mas por outro lado muitos se esquecem que, de início, tudo era festa e brincadeira. Assim se começa, muitas vezes, o uso do álcool: em alegres e inocentes festinhas de família. Ou se começou a cheirar &quot;para ficar ligado&quot; numa festa de adolescentes3.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Em nossa cultura, o uso de álcool é componente fundamental de celebrações de maneira tal que, se avisarem que na festa não tem cerveja, muitos não vão. De alegria em alegria, as pessoas vão utilizando sua droga e quase sem perceber, passam a necessitar da droga para ir à festa e depois passam a necessitar da droga para qualquer coisa.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Mas, em todo caso, acabamos falando que também a alegria pode ser razão para uso de álcool/drogas e não a tristeza (seria uma reação maníaca como sugerem os psicanalistas?)4.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Afinal, como lidamos com nossas emoções? Em que ponto passamos a querer euforia mais que alegria, em que ponto nos entregamos à tristeza e caímos em depressão?&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Sem dúvida, as drogas afetam meu estado de humor: a cocaína me estimula, a maconha me tranquiliza. Mas, a cada vez que uso uma droga, eu modulo externamente meu humor e fico menos senhor de minhas emoções.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Muito do trabalho com pacientes internados em Clínica de Dependências, utilizando o Modelo Minnesota, se pauta, entre outras coisas, no princípio de que o Dependente Químico não sabe lidar com as próprias emoções: alegria x euforia, tristeza x depressão etc.5 Muitos exercícios emocionais são propostos para que ele recupere a condição de lidar com as próprias emoções sem usar drogas. Até então, ele vinha tentando se ajustar às próprias emoções utilizando fármacos e só fez se complicar6.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;No desenvolvimento desse raciocínio, o Modelo Minnesota mais ortodoxo considera que o Dependente Químico (DQ), para se recuperar, não deveria usar droga nenhuma e sim fazer um trabalho interno de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal em que se libertasse do uso de drogas para modelar as emoções. Se, dessa forma, o DQ sofre durante o tratamento (até por conta de razoável sintomatologia de Síndrome de Abstinência) isso serviria como ajuda à maturidade e crescimento pessoal. Talvez isso seja verdade em pessoas com uma Dependência Química &quot;pura&quot; mas não é o caso para pessoas que apresentam quadros de comorbidade como a depressão. Sem identificação da sintomatologia depressiva paralela e sem apoio medicamentoso, há grave risco de suicídio7,8.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Essa não é a primeira vez que abordamos esse tema e em um trabalho anterior, utilizando uma pesquisa de campo rudimentar, encontramos sintomatologia depressiva em 16% de pacientes masculinos internados por alcoolismo em um Hospital Psiquiátrico9. Esse trabalho trazia muito mais perguntas do que respostas. Mas afinal esses sintomas vieram antes ou depois da dependência do álcool, e de outra feita, como isso se processa? Depressão induz abuso de álcool, o álcool induz depressão, nada tem a ver uma coisa com a outra ou tudo veio junto?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Dezoito anos depois desse trabalho, retomamos a questão analisando não somente o problema do abuso/dependência do álcool, mas de todas as drogas para entender o &quot;estado da arte&quot; no momento atual. Até onde avançamos?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Transtornos do Humor, como definido pela DSM IV - TR são essencialmente classificados como depressivos ou bipolares. Durante esta última década, resultados de pesquisa e a experiência clínica têm convergido para o reconhecimento de que essas enfermidades comumente ocorrem associadas ao abuso de substâncias e que esta associação tem consequências clínicas adversas. A associação de Transtornos de Humor e Abuso de substâncias piora o curso clínico, o resultado do tratamento e o prognóstico de cada problema. No entanto, o alívio de uma das condições demonstra facilitar a recuperação da outra.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;strong style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;EPIDEMIOLOGIA&lt;/strong&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Dois estudos epidemiológicos são clássicos por terem examinado a prevalência de transtornos psiquiátricos e abuso de substâncias ao conduzir avaliações em populações adultas. O primeiro deles foi o estudo ECA (&lt;/span&gt;&lt;em style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Epidemiological Catchment Area&lt;/em&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;) conduzido no início da década de 80 e o outro foi o NCS (&lt;/span&gt;&lt;em style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;National Comorbidity Survey&lt;/em&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;) conduzido no início da década de 90. Ambos demonstraram inequivocamente que Transtornos Afetivos aumentam o risco de abuso de álcool/drogas10, 11.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;No estudo ECA, encontrou-se uma prevalência de 13,5% de abuso/dependência de álcool e 6,1% para abuso/dependência de outras drogas (excluída aí a nicotina - a dependência mais comum de todas chegando à época a 22% da população americana). Entre os indivíduos com Transtornos do Humor (TH), encontraram-se 32% de problemas com álcool/drogas. Entre os indivíduos com Depressão Maior, encontramos 16,5% com problemas com álcool e 18% com problemas de outras drogas. Problemas relacionados a álcool e drogas (PRAD) são particularmente comuns entre indivíduos com Transtorno Bipolar (TB) chegando a 56% desse grupo12,13!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;O estudo NCS mostrou algumas diferenças, mas também as metodologias de trabalho foram muito diferentes. A estimativa para dependência de álcool foi de 14,1% e para drogas em geral foi de 7,5%. A prevalência para qualquer Transtorno de Humor foi de 19,3%. Pacientes com depressão têm duas vezes mais risco de apresentar PRAD e pacientes com Transtorno Bipolar têm sete vezes mais chance de ter PRAD!&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Em um estudo canadense14, dados do&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;em style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Canadian Community Health Survey&lt;/em&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;mostram que a prevalência em 12 meses de Depressão Maior em pessoas com PRAD foram: 6,9% para bebedores pesados, 8,8% para dependentes de álcool e 16,1% para drogas de um modo geral. Inversamente, se estudou a prevalência por 12 meses em pessoas com Depressão Maior de abuso de álcool (12,3%), dependência de álcool (5,8%) e dependência de drogas (3,2%). Pode se dizer, a partir desses dados, que drogas, de um modo geral, facilitam a eclosão de Depressão e que Depressão anterior é fator importante para abuso de álcool.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Para se ter uma ideia da importância desta correlação, passamos a analisar dois estudos sobre pacientes em tratamento. Em um deles, Brady1 estudou pacientes em tratamento para dependência de álcool e estimou que de 20 a 67% deles experenciaram alguma vez na vida um episódio de depressão e que de 6 a 8% eram suspeitos de bipolaridade. Rounsaville, em um estudo já clássico apud 15, demonstrou que, entre os abusadores de cocaína em tratamento, 30,5% teve ao menos um episódio depressivo e 11,1% teve um episódio de mania ou hipomania não relacionado à intoxicação pela droga. Transtornos Bipolares parecem ser mais prevalentes entre abusadores de cocaína que entre os que abusam de bebidas alcoólicas. Em estudo mais recente, Ford, Gelertner e cols.16 confirmaram esses achados.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Uma das razões para tamanha discrepância de percentuais deve-se à complexidade da superposição diagnóstica entre TH e PRAD. Por exemplo, abstinência de drogas pode afetar o estado de humor e, assim, o paciente que é avaliado em quadro de abstinência pode ser confundido como se estivesse sofrendo uma verdadeira depressão (tratar-se-ia de Episódio depressivo ou Depressão Maior ou simples sintomatologia da intoxicação?). Daí muitos pesquisadores recomendam avaliar o paciente para TH somente após um período de desintoxicação.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;strong style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;ABUSO DE ÁLCOOL/DROGAS LEVANDO À DEPRESSÃO&lt;/strong&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Como o uso de álcool é bem aceito socialmente, muitas pessoas iniciam o uso de álcool, sem maiores razões a não ser pelo costume de uso social, em festas e reuniões de família. Para a nicotina, o mesmo pode ocorrer acrescido do fato de que o uso pode funcionar como &quot;ritual de passagem&quot; da adolescência à vida adulta17. Quando se trata de drogas ilegais, o uso exige um certo grau de transgressão por parte do usuário. Transgressão um pouco menor em drogas como a maconha que hoje flutua no limbo da semilegalidade até a forte transgressão representada pelo crack e injetáveis.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;O uso repetido é meio-caminho para o abuso e daí insensivelmente se passa à dependência. No caso da nicotina, isso é sabido por todos os fumantes: começaram fumando da mão de amigos, depois um dia compraram um maço de cigarros para levar a uma festa, repetiram na semana seguinte e na outra. Um dia notaram que estavam fumando regularmente. Não há, portanto necessidade de uma patologia mental prévia para que alguém se torne dependente de uma droga: basta o uso regular e continuado. As drogas têm um potencial de dependência que está expresso no prazer que podem proporcionar.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Claro está que algum indivíduo tem maior tendência a criar dependência, outros não e que circunstâncias externas e momentos da vida (inclusive idade precoce) agem como fatores facilitadores. Jellineck18, ao diferenciar cinco tipos de alcoolistas pelas letras iniciais do alfabeto grego, já dizia que os tipos característicos de uma &quot;doença alcoólica&quot; seriam os tipos γ e δ. Schuckit19 de outra feita, distinguia alcoolistas &quot;primários&quot; de alcoolistas &quot;secundários&quot;: distinção essa exclusivamente temporal - se o abuso/dependência do álcool não era precedido, na cronologia do indivíduo, por nenhuma patologia mental, ele tem um &quot;alcoolismo primário&quot;.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Já o termo &quot;alcoolista secundário&quot; reserva-se no caso da presença de uma patologia mental prévia, mas sem obrigatoriedade de uma relação causa-efeito. Assim, um deficiente mental que tem problemas com álcool é considerado um &quot;alcoolista secundário&quot;, mas isso não significa que a origem do alcoolismo seja a deficiência mental. Mas isso tudo serve para concluirmos que, em drogas legais, é fácil pensar que a maioria dos usuários não tem qualquer patologia prévia definida como já demonstraram alguns estudos de seguimento3. Para entender como uso de drogas/álcool tem o potencial de desencadear depressão, pensemos como agem tais drogas sobre o funcionamento cerebral. Ora, drogas como o álcool, benzodiazepínicos, sedativo-hipnóticos, opioides e opiáceos já em suas fases de intoxicação mostram claramente seu potencial depressogênico : elas são consideradas essencialmente depressoras do Sistema Nervos Central (SNC).&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Muitos pacientes que nos procuram por problemas com essas drogas e estão em fase de franca intoxicação por uso repetido e podem ser visto por nós em consulta com aspecto depressivo. Mas também sua história não é só de franca intoxicação pela droga/álcool, mas também aí se somam as perdas emocionais e econômicas dos últimos tempos, o esgotamento pelo uso compulsivo, o sentimento de fracasso pela impotência diante da droga. Mas, certamente, a substância química tem seu potencial depressogênico intrínseco.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Esse esgotamento, esse cansaço, podem também ser observados em usuários de outras drogas que nos chegam à consulta, inclusive usuários de estimulantes como cocaína, o&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;em style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;crack&lt;/em&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;, a anfetamina. Essas substâncias são estimulantes, mas só até certo ponto: há um ponto acima do qual não há como liberar mais neurotransmissores e o efeito dessa devastação é o esgotamento dos neurotransmissores e a consequente sintomatologia depressiva. Talvez aí a chance de tomar para si um tratamento, tentar sua recuperação5.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Quanto mais ilegal e quanto mais excludente for a representação de seu uso, maior será o percentual relativo de pessoas com problemas psiquiátricos fazendo uso de tal droga. Dessa forma, estudos com drogas injetáveis demonstram que mais de 90% da amostra de pacientes tinha uma patologia mental prévia ao uso. Para tamanha transgressão, é necessário um forte desagregamento interior prévio.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Existe uma associação grande entre miséria e alcoolismo no Brasil e no mundo, e essa situação de uso de um tóxico numa situação de pauperismo, com falta de satisfação das necessidades mais elementares, resulta num quadro de síndrome depressiva decorrente de um estado de esgotamento físico e psicológico. Também porque ao beber, andar a esmo pelas ruas, viver na mendicância, a pessoa tem seus elos pessoais e familiares desfeitos. Assim é a situação em que encontramos, muitas vezes, um paciente em situação de urgência.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Uma porção significativa de alta coocorrência de depressão e abuso de álcool e drogas pode ser resultado da confusão diagnóstica com certos estados clínicos. Entre os fatores de confusão, incluem-se quadros de intoxicação e síndrome de abstinência. Sintomas de abuso de drogas podem mimetizar tanto sintomas de depressão como mania.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Abuso de estimulantes pode produzir sintomas de mania ou hipomania e síndrome de abstinência frequentemente se manifesta com sintomas de disforia ou depressão20,21. O uso crônico de estimulantes como cocaína e anfetamina também pode produzir sintomas como euforia, aumento de energia, redução do apetite, grandiosidade, paranoia. Inversamente, retirada de estimulantes pode resultar em anedonia, humor triste e pensamentos suicidas. O uso crônico de depressores do SNC (álcool, benzodiazepínicos, barbituratos e opiáceos) pode resultar em sintomas depressivos tais como dificuldade de concentração, anedonia, insônia, enquanto a retirada dessas drogas pode resultar em ansiedade e agitação.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Devemos distinguir corretamente um Episódio Depressivo do que é propriamente Depressão Maior. Episódios depressivos podem ocorrer como resultado de intoxicação de substâncias, mas são de curta duração, remitem em pouco tempo e fazem parte da sintomatologia do abuso.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Uma situação assim deve ser acompanhada para definirmos se há ou não uma enfermidade depressiva, ou Depressão Maior desencadeada pelo uso da droga. Muitos estudos mostram que 30 a 50% dos pacientes aparentemente deprimidos no início do tratamento diminuem seus escores entre o primeiro e o 14º dia de abstinência quando internados10.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;O tempo apropriado para avaliar um quadro de Depressão Maior é variável e depende da droga de abuso. Drogas de ação prolongada (como diazepam, opiáceos) requerem longo período de abstinência antes de um diagnóstico preciso, mais que drogas de rápida eliminação como álcool e cocaína. Para indivíduos em abuso de metadona, por exemplo, um diagnóstico seguro de Depressão Maior só deve ser feito se os sintomas depressivos persistirem após quatro semanas!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Schuckit19 propõe, de forma ponderada, observar em geral os pacientes por duas semanas para confirmarmos um quadro de Depressão Maior. Assim, deve-se esperar um período de desintoxicação para confirmarmos clinicamente uma Depressão Maior desencadeada por abuso de álcool/drogas. Convém, portanto, que se aplicarmos testagem para depressão no início do tratamento, deveremos repeti-la algum tempo depois já em abstinência. Se as alterações se mantiverem, estamos diante de uma Depressão Maior desencadeada por abuso de álcool/drogas. Antes disso, a sintomatologia depressiva pode se inserir no que chamamos Episódio Depressivo secundário ao abuso de drogas que é um quadro passageiro.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Em termos práticos, optamos por seguir a proposta de Schuckit e em nosso programa na UERJ (o PROEXA - Programa de Extensão em Alcoologia) só aplicamos testagem para depressão após um período de abstinência. Aí sim, se a testagem for positiva, modificamos nossa conduta e inserimos um antidepressivo. É perfeitamente possível que o uso crônico de álcool/drogas exacerbe modificações contínuas em neurotransmissores e pacientes que, por anos, eram rotulados apenas como drogadictos acabem por desenvolver verdadeiros quadros de Depressão Maior ou mesmo outro Transtorno de Humor por motivos neurofisiológicos que veremos adiante22,23,24.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;strong style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;A DEPRESSÃO LEVANDO AO ABUSO DE ÁLCOOL E DROGAS&lt;/strong&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Transtornos de Humor (incluindo a Depressão, claro) podem motivar indivíduos a fazer uso de álcool/drogas para aliviar o próprio mal-estar. A substância pode, inicialmente, minimizar ou moderar seus sintomas, mas a abstinência e o uso crônico tipicamente exacerbam a médio prazo os sintomas. Griesler e Mel-Chen e col.25 estudaram especificamente a questão da nicotina entre adolescentes. Eles comentam que, em uma amostra de alunos de escolas públicas de Chicago (em geral, negros), o início precoce de qualquer transtorno psiquiátrico aumenta o risco de uso posterior da substância.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;A Teoria da Automedicação implica que indivíduos irão selecionar drogas que aliviem especificamente seus sintomas psiquiátricos. Por exemplo, uma pessoa com incontrolável sentimento de raiva ou agressão deve escolher opiáceos, enquanto pessoas deprimidas tenderiam a escolher a cocaína para energizá-las. Estudos tentando comprovar esses dados foram, porém, inconclusivos até agora.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Contraditório em relação a essa ideia é que muitos pacientes com Transtorno Bipolar fazem mais abuso de drogas durante os episódios maníacos do que nos episódios depressivos26. Ainda mais: drogas como cocaína, anfetamina e outros estimulantes eram frequentemente utilizadas durante os episódios maníacos. O fato coloca em cheque uma opinião corrente de que o paciente procura a droga para reduzir sua sintomatologia (a Teoria da automediação) . Há casos que podemos entender assim, mas nem todos. Pacientes em quadros maníacos, muitas vezes, parecem querer ampliar essa sensação de euforia e todo poder buscando uso abusivo de estimulantes.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Autores de peso como Merikangas, Herrel, Angst26 concluíram, após o Estudo de Zurich, que o maior risco da associação entre Transtorno de Humor e PRAD estava no grupo dos Transtornos Bipolares. Assim, indivíduos com sintomas maníacos tinham maior risco de problemas com drogas em geral. Em contraste, Depressão Maior foi preditiva somente de abuso/dependência a benzodiazepínicos.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Entende-se, dessa forma, que, para o diagnóstico de Depressão Maior, deveríamos seguir um critério rígido. Assim, teríamos de identificar uma sintomatologia francamente depressiva, utilizando critérios compatíveis com o CID 10 ou a DSM-IV TR e que, então, como complicador desse quadro surgiria a questão da droga. Ora, com frequência, quando o paciente nos chega pela primeira vez, o que sobressai é o abuso de álcool/drogas. A compreensão do fenômeno depressivo prévio é retrospectiva e depende de correta captação da história pregressa, dos fatos que antecederam a agudização do problema.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Como se trata de uma interpretação de fatos anteriores, ela depende da sensibilidade do examinador e da adequação do que alega o paciente, comparado a informações de familiares. Para isso, temos de recorrer a uma boa anamnese. Um exemplo comum é o paciente alegar que vem bebendo demais depois da separação, depois que a esposa o abandonou. Um médico pouco experiente logo iria supor que o paciente deprimiu e, por isso, passou a fazer uso excessivo de álcool. Logo depois, ao conversar com familiares, irá descobrir que a grande causa da separação foi a esposa não suportar mais seus episódios de embriaguez que resultavam em violência e abandono de responsabilidades profissionais.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Portanto, ocorre com frequência o usuário de drogas procurar se justificar a partir de desgraças ocorridas ao longo de sua vida. Um olhar atento pode revelar que seu uso de drogas foi o principal responsável pelas desgraças de sua vida e que, portanto, é a origem principal de seus problemas5.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Não parece ser o caso se identificamos Depressão em crianças ou jovens adolescentes. Um extenso e bem cuidado estudo recente de Crum, Green e col.27 demonstrou que início precoce de Depressão em crianças e adolescentes é fator facilitador para Problemas Relacionados a Álcool na vida adulta. No mesmo ano (2008), Griesler, Mei-Chen e col. haviam observado o mesmo com a nicotina25. É possível que Transtornos de Humor de início precoce favoreçam o aparecimento de problemas com drogas de um modo geral28.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Na questão do álcool, temos interessantes diferenças de gênero entre a faixa de idade mais comum para o início de problemas. Enquanto o alcoolismo em homens se inicia mais frequentemente na juventude, entre as mulheres é mais comum um alcoolismo tardio, de início, após os 40 anos. Aí pode ser que a Depressão faça a diferença: em mulheres surgem mais os episódios depressivos após os 40 anos e nesse caso o abuso de álcool costuma acompanhar esses episódios.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Sem dúvida, mesmo nesses casos, encontramos pessoas com quadros decorrentes de intoxicação, sinais de dependência, síndrome de abstinência, etc, decorrentes do uso regular da droga de escolha. O fenômeno da dependência tem o seu próprio caminho bioquímico, segue sua fisiopatologia e é fator de confusão em muitas pesquisas. Distinguirmos um Episódio Depressivo (secundário ao abuso/dependência de drogas) de uma Depressão Maior ou sintomas de abstinência da droga exige sensibilidade clínica: boa anamnese e exame psicopatológico. Avaliação por testes deve apenas completar o raciocínio clínico.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Um fator complicador é que usuários crônicos de álcool/drogas, algumas vezes, com seus excessos &quot;mascaram&quot; sua verdadeira patologia. A retirada da droga acaba por revelar uma patologia até então obscura como a depressão. Os sintomas passam de um nível subclínico para uma franca sintomatologia. Às vezes, isso é insuportável e eles retornam ao uso da droga. Se ficarmos só no tratamento da questão da droga, não obteremos sucesso. Em tais casos, é necessário o imediato tratamento da patologia psiquiátrica subjacente29.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Transtorno Bipolar vem sendo cada vez mais estudado e resulta, hoje, em uma profusão de artigos sobre o tema e inclusive a existência de revistas exclusivas para estudar o fenômeno. Quando, muitas vezes, diagnosticamos um Episódio Depressivo prévio ao abuso de álcool/drogas não sabemos se, de fato, estamos diante de um Transtorno Bipolar de Humor. Muitos pacientes têm crises depressivas periódicas por anos a fio, nessas crises fazem uso abusivo de álcool/drogas. Somente se, em alguma oportunidade, surgir uma sintomatologia maníaca é que iremos atentar que se trata de um paciente Bipolar e aí mudamos nosso diagnóstico. Como hoje não temos um exame específico para diferenciar Depressão Maior de Transtorno Bipolar, fazemos o diagnóstico em cima de critérios puramente clínicos. Assim, o diagnóstico psiquiátrico pode mudar à medida que novos fatos da vida do paciente forneçam novas informações ao psiquiatra clínico.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Mas no caso das mulheres que começam a fazer uso abusivo de álcool após o início de uma depressão em uma idade tardia, a Teoria da Automedicação parece cair como uma luva. O efeito inicial do álcool é euforizante e isso alivia, aparentemente, a depressão. Se depois vem mais depressão, ela mesma se corrige por novo abuso de álcool e com esse ciclo temos a base do surgimento da dependência quando se precisa beber para não ficar deprimido.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Não devemos esquecer que o álcool foi o primeiro anestésico utilizado pelo homem com fins cirúrgicos: as pessoas eram embriagadas para retirar um dente podre. O álcool estimula a produção de endorfinas e elas reduzem a sensação dolorosa. Das dores físicas às psíquicas, é um pulo e temos aí mais um mecanismo facilitador da dependência.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Schuckit19, em um trabalho já clássico, estudou a presença de Depressão Maior em alcoolistas internados e identificou somente 5% de homens com quadro claramente depressivo antes do aparecimento de problemas com álcool. Esse número é quatro vezes maior na população feminina onde ele encontrou 20% das mulheres internadas em um Centro de Recuperação com um histórico claramente depressivo prévio aos problemas com álcool.O que veio primeiro: o ovo ou a galinha?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Talvez pudéssemos pensar que abuso de álcool/drogas e depressão podem ser fenômenos independentes que, casualmente, podem acontecer na mesma pessoa. Isso não parece ser próximo à verdade, pois a coincidência é muito maior do que poderia ser pelo simples acaso. Pode ser considerada a forma mais comum de comorbidade com o abuso de drogas presentes no eixo I (DSM ¬ IV TR) levando em conta o conjunto de todas as formas de Transtornos de Humor15,13. Portanto, ela supera qualquer índice devido ao simples acaso e parecem ter uma relação umbilical.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Sem conseguir definir o que veio primeiro, McRae, Hedden e col.24, comentam que, numa comparação entre usuários de maconha e cocaína, os dependentes de cocaína eram mais ansiosos e os dependentes de maconha eram mais depressivos. Ora, por um lado, a cocaína aumenta a ansiedade e, por outro, a maconha pode facilitar a depressão, então por que usam?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Certamente Transtornos de Humor e PRAD ocorrem em indivíduos predispostos devido a fatores genéticos30,31. Famílias de drogadictos têm mais membros com problemas de humor do que o esperado e vice-versa também. Estes fatos fizeram pensar que alguns genes variantes podem contribuir como fator de risco para ambas as doenças. A genética de uma pessoa pode, então, determinar que:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;a) ela seja vulnerável a Transtorno de Humor e daí utilização de drogas em maior quantidade, de diversa procedência como uma solução individual para sua sensação de desequilíbrio emocional crônico. Com essa conduta ela vive a um passo de adquirir dependência a uma substância;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;b) ela tenha uma modelagem cerebral que responda mais intensamente à exposição a drogas e, assim, abre facilmente caminho à dependência e de forma inversa, exposições repetidas a drogas podem abrir caminho para a Depressão Maior ou outro Transtorno de Humor;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;c) talvez o cérebro de algumas pessoas seja particularmente sensível ao desencadeamento de ambos os problemas de forma praticamente concomitante sem que possamos definir claramente o que veio primeiro: Transtorno de Humor ou PRAD.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Se assim for, depressão e drogas podem, de outra feita, ser uma imagem &quot;em espelho&quot; um do outro. Lopez Ibor32 trabalhou por anos com o conceito de &quot;equivalente depressivo&quot;, que hoje foi abandonado por não se prestar à moderna conceituação de diagnóstico utilizando critérios bem estabelecidos para sua elaboração. Mas, de um ponto de vista estrutural, pode se entender melhor certos pacientes se compreendermos seu processo de uso abusivo da droga com uma forma velada de autodestruição, de abandono de perspectivas, de procura velada pela morte. Em muitos pacientes com abuso/dependência de drogas, a presença do princípio da morte (&lt;/span&gt;&lt;em style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Thanatos&lt;/em&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;) é sensível em seu discurso embora não haja um humor claramente triste4. Daí a sensação que temos de que se não há depressão, a sua vida em si é triste.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Muitos pacientes que acompanhamos ao longo do tempo, seguimos sua evolução, o observamos de forma mais regular e sistemática, percebemos também o seu mundo, sua maneira de ver as coisas em torno de si33. Com esse olhar existencialista, vemos que ele cultiva um mundo decadente, depressivo, com uma lista infindável de fracassos, que são lidos pelo seu eu como algo que o distingue (&quot;Afinal, doutor, você conhece alguém mais fracassado do que eu? Pois eu sou o maior fracasso!&quot;).&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Muitos parecem ignorar a própria decadência, seja física, seja profissional ou familiar. Abandonam a família, sua profissão, descuidam da própria higiene e cuidados pessoais como se estivessem presos a um profundo desgosto que nem mesmo sabem explicar, apenas justificam-se por acontecimentos negativos da vida que já surgiram decorrentes do abuso de drogas e não o contrário.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Sempre intrigou aos pesquisadores a frequência maior de depressão entre as mulheres e de forma oposta a frequência maior de abuso/dependência de drogas entre os homens30,31. No caso específico do alcoolismo, a diferença entre a incidência homem/mulher se mantém mesmo tendo se reduzido um pouco após a maior liberação das mulheres e sua participação no mercado de trabalho. Em todas as pesquisas de incidência, notamos que há mais homens com problemas com álcool e há mais mulheres com depressão.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Ora, a genética do alcoolismo vem sendo, há muito, estudada e um dos focos do trabalho de Winokur34 vem a ser a genética dos Transtornos de Humor (TH). Quando esse autor começou a estudar o problema da depressão, ele lançou a ideia de que haveria um &quot;espectro de doenças depressivas genéticas&quot;. Nesse sentido, se aproximam Lopez Ibor e Winokur quando um fala em &quot;equivalentes depressivos&quot; e o outro fala em &quot;espectro de doenças depressivas genéticas&quot;. A oposição de incidência de alcoolismo e depressão entre homens e mulheres, levou Winokur a propor que, talvez, o alcoolismo (aqui entendido como dependência do álcool) fosse uma expressão genética modificada da depressão em homens.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Sabendo que, possivelmente, pessoas com propensão a desenvolver alcoolismo metabolizam mais rapidamente o etanol (o que está ligado a múltiplas alterações enzimáticas), a expressão desses fatores depende da interação com os cromossomas sexuais (sistema XY e XX). Tais enzimas, também, modificam o sistema do segundo receptor e daí termos que: se a interação ocorre com os cromossomas sexuais XX, temos forte tendência à depressão, mas se ocorre em presença de XY, a tendência maior é para alcoolismo. A ideia parece interessante para explicar a diferença de incidência entre os sexos tanto para o &quot;alcoolismo primário&quot; como para a Depressão Maior.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Outra proposta para entendermos a alta comorbidade entre TH e PRAD envolve a hipótese de um fenômeno de kindling cerebral15. O termo inicialmente foi usado por epileptólogos para compreender que repetidas crises, tais como ocorrem nos ataques epiléticos podem sensibilizar as células cerebrais. No caso da Epilepsia, ataques epilépticos facilitam o aparecimento de outros ataques e podem provocar novas formas clínicas de Epilepsia inclusive com distúrbios de comportamento.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Bem, álcool/drogas podem sensibilizar os neurônios e este aumento de sensibilidade pode contribuir para a típica progressão de uso ocasional para o aumento da frequência e intensidade do uso. Para dependência, é um pulo e uma vez dependente temos um kindling, onde o cérebro funcionando de forma anômala abre todas as condições para o surgimento de patologias como a depressão etc.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Mas isso também pode ser uma verdade inversa onde depressão e Transtornos de Humor, de um modo geral em crises repetidas, separadas por curto espaço de equilíbrio, abrem condições inclusive bioquímicas para maior facilidade ao abuso e dependência de álcool/drogas. A hipótese de&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;em style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;kindling&lt;/em&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;para a presença de comorbidade sustenta que, em indivíduos vulneráveis, existiria uma tendência neurobiológica de sensitização, que pode promover o aparecimento tanto da dependência quanto da depressão ou dito de outra forma, tanto de TH como de PRAD.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;De qualquer forma, trata-se de uma hipótese que necessita de maior comprovação. Há necessidade de integrar esse modelo neurobiológico com a compreensão psicossocial dos fatos. A relação entre TH e PRAD é extremamente complexa e bidirecional, sugerindo um contínuo entre ambas as desordens, podendo uma afetar a vulnerabilidade para desenvolver a outra ou mudanças no curso clínico de cada caso em particular.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;strong style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;CONCLUSÕES&lt;/strong&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;A compreensão do que ocorre com os sentimentos dos usuários de álcool/drogas é fundamental na avaliação de cada caso. A clínica ocorre no caso concreto e não sobre estatísticas. Assim, um DQ pode dar a sensação ao entrevistador de que não tem sentimento algum, ser totalmente indiferente ao seu estado. Indiferente à própria decadência moral e física, indiferente ao mal-estar que provoca nos pais e restante da família. Um outro parece recitar um salmo de lamúrias em que responsabiliza a mulher, os filhos, os pais por todos os seus problemas parecendo sofrer &quot;porque não o entendem&quot;.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;O que tem de comum é a grande dificuldade do DQ de lidar com as próprias emoções. Essa mesma dificuldade parece torná-lo permeável a fenômenos de graves alterações do estado de ânimo como são as depressões. Entre o que se lamenta e o que está indiferente quem está deprimido?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Muitos trabalhos atuais1,14,10,27 falam da associação TH e PRAD baseados, exclusivamente, em testes realizados sobre pacientes em observação. Não há parâmetros homogêneos sobre os tipos de testes e em que momentos foram utilizados (por exemplo: após quantos dias de abstinência da droga?). Os expressivos índices de sobreposição de sintomas podem indicar apenas coincidências e falta de anamnese e exame psicopatológico que não costumam ser aceitos como base para atuais &quot;pesquisas científicas&quot;. Ou seja, no afã de quantificar para se tornar &quot;ciência&quot;, podemos estar diante de números sem significado efetivo para o médico clínico ou que mais o confundem que o ajudam.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;O Exame Psicopatológico é fundamental na captação da sintomatologia depressiva. Testes utilizados indiscriminadamente sem relacionamento humano entre médico e paciente provavelmente levam a superestimativas do binômio Depressão x Uso de Drogas como se tem observado. Projetos de pesquisa, muitas vezes, são desenvolvidos por quem não tem experiência alguma com a clínica e nenhum compromisso com os pacientes que são testados. O valor de cada pesquisa deve sempre ser avaliado pelo clínico em sua prática diária. Recomendamos que a utilização de testagem auxilie o raciocínio clínico e seja feita sob critérios. Sintomas depressivos podem surgir logo no primeiro contato com o paciente e podem indicar apenas parte da sintomatologia por intoxicação ou abstinência. Além disso, a primeira entrevista pode tomar um tom &quot;confessional&quot; o que pode superestimar a tristeza momentânea do paciente. Somente leve em conta para diagnóstico da Depressão Maior sintomas que persistam após 14 dias de abstinência.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;De outra feita, uma boa anamnese que indique presença de episódios depressivos no passado pode ser um ótimo argumento para uma associação, hoje, entre Depressão Maior e Abuso de álcool/drogas. Isso pode resultar na decisão imediata do clínico iniciar antidepressores e mesmo decidir pela internação, uma vez que é alto o risco de suicídio nesses pacientes35.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Alguns pontos, porém, parecem sair de positivo nessas pesquisas que mostram nosso avanço em entender a associação entre PRAD e TH:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;1) considerando o conjunto dos TH, é maior a relação de abuso de drogas com o Transtorno Bipolar do Humor e, em especial, com a fase maníaca;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;2) Depressão Maior parece mais associada em mulheres de meia-idade ao abuso/dependência de álcool e abuso/dependência a benzodiazepínicos;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;3) abuso de drogas facilita o aparecimento de outras patologias mentais como Depressão e Transtorno Bipolar;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;4) pacientes com Depressão Maior e Transtorno Bipolar devem ser desestimulados a beber ou usar drogas de dependência por seus médicos;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;5) a associação Depressão e uso de álcool/drogas aumenta muito o risco de suicídio em nossos pacientes. Na presença dessa associação, os pacientes devem ser avaliados quanto ao risco de suicídio.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;De alguma forma estrutural, há uma correlação entre depressão e uso de drogas e isso se comprova mais fortemente quando se estuda a pessoa doente mais do que quando utilizamos baterias infindáveis de testes. Daí a importância para o Psiquiatra Clínico de desenvolver uma detalhada anamnese e exame psicopatológico. Na sua prática clínica, o conhecimento sistematizado do caso pode superar o valor dos testes.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;No momento atual, diante de uma crise depressiva, não sabemos distinguir uma Depressão Maior de uma Depressão Bipolar se não há passado de mania ou hipomania. Daí pesquisas futuras serão necessárias para distinguir a relação de PRAD com ambas as patologias.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Um Psiquiatra Clínico deve sedimentar seus conhecimentos nos textos clássicos porque um grande critério de valor científico é a História. De outra feita, precisa estar pronto para novas descobertas e compreender a linguagem científica de seu tempo. Textos atuais podem desaparecer ou podem se sedimentar pelo acréscimo que trazem ao conhecimento humano. Portanto, o clínico deve pautar sua conduta por um equilíbrio entre o clássico e o moderno. Só o tempo vai nos mostrar o valor real de uma pesquisa e não parâmetros da moda, daí entendermos que o futuro define o valor de um trabalho científico.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;Canguilhem36 comentava que não é o pesquisador que está na vanguarda do conhecimento e sim o clínico, ao contrário, portanto, do que se pensa. É o clínico que precisa dar as respostas imediatas diante do problema apresentado pela pessoa humana e ele, naturalmente, precisa ser ousado, arriscar. Daí a Medicina jamais poder ser uma ciência e sim uma prática que conjuga conhecimento e arte.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;strong style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;REFERÊNCIAS&lt;/strong&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;1. Brady, KT, Myrick H, Sonne S. Comorbid addiction and affective disorders. In: Graham AW, Schultz TK, Wilford BB (Eds.) Principles of Addiction Medicine (2ª ed.) Arlington (VA): American Society of Addiction Medicine; 1998. p.983-92.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;2. Jung CG. Psicologia e Religião Oriental. Rio de Janeiro: Círculo do Livro; 1990. 266p.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;3. Vaillant G. A história do Alcoolismo Revisitada. Porto Alegre: Ed. Artes Médicas; 2003. 376p.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;4. Fenichel O. Teoria Psicoanalitica de las Neurosis. Buenos Aires: Editorial Paidos; 1973. p.436-65.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;5. Burns J. O Caminho dos Doze Passos. S. Paulo: Edições Loyola; 2002.143 p.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;6. Bussing A, Matthiessen PF, Mundle G. Emotional and Rational Disease Acceptance in Patients with Depression and Alcohol Adiction. Health and Quality of Life Outcomes. 2008;6(4):31-42.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;7. Arria A, Grady KE, Caldeira KM, Vincent M, Wil cox HC, Wish ED. Suicide Ideation Among College Students: A Multivariate Analysis. Arch. Suicide Res. 2009;13(3):230-46.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;8. Wilcox H. Epidemiological Evidence on the Link Between Drug Use and Suicidal Behaviors Among Adolescents. The Canadian Child and Adolescent Psychiatric Review. 2004 May;13(2):27-31.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;9. Saide OLS, Martins WG, Freire de Moura MA, Almeida, GO. Alcoolismo e Depressão. Inform. Psiq. 1992;11(1):26-30.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;10. Goldsmith RJ, Ries RK. Substance-induced mental disorders. In: Graham AW, Schultz TK, Mayo-Smith MF, Ries RK, Wilford BB (Eds). Principles of Addiction Medicine. 3th ed. Chevy Chase: American Society of Addiction Medicine; 2003, p.1263-76.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;11. Hasin D S; Goodwin RD, Stinson FS, Grant BF. Epidemiology of Major Depressive Disorder: Results from the Nacional Epidemiologic Survey on Alcoholism and Related Conditions. Arch. Gen. Psychiatry. 2005 Oct;62(10):1097-106.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;12. Leventhal AM, Witt CF, Zimerman, M. Association between depression subtypes and substance use disorders. Psychiatry Res. 2008 Oct;161(1):45-50.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;13. Ribeiro M, Laranjeira R, Cividanes G. Transtorno Bipolar do Humor e Uso Indevido de Substâncias Psicoativas. Rev. Psiq. Clin. 2005;32,supl.1:78-88.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;14. Currie SR, Patten SB, Williams JV, Beck CA, El-Guebaly N, Maxwell C. Comorbidity of Major Depression with Substance Use Disorders. Can. J. Psichiatry. 2005 Spt;50(10):660-6.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;15. Quello SB, Brady KT, Sonne SC. Mood Disorders and Substance Use Disorders: a Complex Comorbidity. Science and Practice Perspectives. 2005 Dec;7(1):13-21.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;16. Ford JD, Gelertner J, DeVoe J, Zhang W, Weiss RD, Brady K et al. Association of Psychiatric and Substance Use Disorder Comorbidity with Cocaine Dependence Severity and Treatment Utilization in Cocaine-Dependent Individuals. Drug Alcohol Depend. 2009 Jan;1(3):193-203.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;17. Griesler PC, Mei-Chen H, Schaffran C, Kandel DB. Comorbidity of Psychiatric Disorders and Nicotine Dependence Among Adolescents: Findings from a Prospective, Longitudinal Study. J Am Acad Child Adolesc Psychiatry. 2008 Nov;47(11):1340-50.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;18. Jellineck EM. The Disease Concept of Alcoholism. New Haven (Conn): Hilhouse Press. 1960.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;19. Shuckit MA. Abuso de Álcool e Drogas: uma orientação clínica ao diagnóstico e tratamento. Porto Alegre: Artes Médicas; 2005. 356 p.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;20. Conner K, Pinquart M, Holbrook AP. Meta-analysis of depression and substance use and impairment among cocaine users. Drug Alcohol Depend. 2008 Nov;98(1-2):13-23.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;21. Glasner-Edwards S, Marinelli-Casey P, Hilhou- se M, Ang A, Mooney LJ, Rawson R. Depression Among Methamphetamine User. J. Nerv. Ment. Dis. 2009 Apr;197(4):225-231.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;22. Looby A, Earleywine M. Negative Consequences Associated with Dependence in Daily Cannabis Users. Substance AbuseTreatment, Prevention and Policy. 2007;2(3):54-60.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;23. Mamorstein N. Longitudinal Association Between Alcohol Problems and Depressive Symptoms Early Adolescence Throug Early Adulthood. Alcohol Clin. Exp. Res. 2009 Jan;33(1):49-59.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;24. McRae AL, Hedden S, Malcolm RJ, Carter RE, Brady KT. Characteristics of cocaine - and marijuana dependent subjects presenting for medication treatment trial. Addict. Behav. 2007 Jul;32(7):1433-40.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;25. Griesler P, Mel-Chen H, Shaffran C, Kandel D.B. Comorbidity of Psychiatric Disorders and Nicotine Dependence Among Adolescents: Findings from a Prospective, Longitudinal Study. J. Am. Acad. Child Adolesc. Psychiatry. 2008 Nov;47(11):1340-50.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;26. Merikangas K, Herrel R, Swendsen J, Rossler W, Ajdacic-Gross V, Angst J. Specificity of Bi- polar Condiction in the Comorbidity of Mood and Substance Use Disorders - The Zurich Cohort Study. Arch. Gen. Psychiatry. 2008 Jan;65(1);47-52.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;27. Crum RM, Green KM, Storr CL, Ya-Fen C, Ia longo N, Stuart EA, Anthony J. Depressed Mood in Childhood and Subsequent Alcohol Use Through Adolescence and Young Adulhood. Arch. Gen. Psychiatry. 2008;65(6):702-12.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;28. Sihvola E, Rose RJ, Dick DM, Pulkkinen L, Marttunen M, Kaprio J. Early-Onset Depressive Disorders Predict the Use of Addictive Substances in Adolescence: a Prospective Study of Adolescent Finnish Twins. Addiction. 2008 Dec;103(12):2045-53.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;29. Drake RE, Mueser KT, Brunette MF. Manage- ment of persons with co-occurring severe mental illness and substance use disorder: program im- plications. World Psychiatry. 2007 Apr;6:131-36.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;30. Escarabajal MD. Alteraciones genéticas relacionadas con el alcoholismo. Rev. Neurol. 2003;37(5):471-80&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;31. Hoenicka J, Ampuero I, Ramos Atance JA. Aspectos genéticos del alcoholismo. Adiciones. 2005;17(2):81-94.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;32. Lopes-Ibor II. Depressive equivalents. In: Kielholz, P. org. Masked Depression. Bern: Hans Huber Publishers; 1973.p. 97-121.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;33. Saide OLS. Psicoterapia Existencial - Aplicações à Clínica Psiquiátrica. Tese de Livre-Docência apresentada a Faculdade de Ciências Médicas (UERJ), Rio de Janeiro abril 1989, 208p.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;34. Winokur G, Clayton PI. Family history studies II. Sex differences and alcoholism in primary affective illness. Br.J. Psychiatry. 1967;113:973-9.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;35. Gonzalez VM, Bradizza CM, Lorraine-Colins R. Drinking to Cope as a Statistical Mediator in the Relationship Between Suicidal Ideation and Alcohol Outcomes Among Underage College Drinkers. Psychol. Addict Behav. 2009 Sep;23(3):443-51.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #f6fbff; color: #050e2b; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px; text-align: justify;&quot;&gt;36. Canguilhem G. O Normal e o Patológico. Rio de Janeiro: Ed. Forense-Universitária, Rio de Janeiro; 1978. 270p.&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/feeds/6658916580291553320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/2015/12/depressao-e-uso-de-drogas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default/6658916580291553320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default/6658916580291553320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/2015/12/depressao-e-uso-de-drogas.html' title='DEPRESSÃO E USO DE DROGAS'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12549472885192724622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-376102822312167392.post-7770750338837356698</id><published>2015-12-26T08:59:00.000-08:00</published><updated>2015-12-26T08:59:01.779-08:00</updated><title type='text'>fim de ano </title><content type='html'>&lt;div style=&quot;box-sizing: border-box; color: #333333; font-family: &#39;Open Sans&#39;, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 20px; margin-bottom: 10px;&quot;&gt;
Mais um ano chega ao fim. Para alguns marcados por extrema alegria, para outros embargados de dor. Nesse momento é hora de refletir.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;box-sizing: border-box; color: #333333; font-family: &#39;Open Sans&#39;, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 20px; margin-bottom: 10px;&quot;&gt;
Como foi nosso ano? Conseguimos conquistar nossos ideais? Será que realmente lutamos por eles?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;box-sizing: border-box; color: #333333; font-family: &#39;Open Sans&#39;, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 20px; margin-bottom: 10px;&quot;&gt;
Demos o abraço que nosso irmão tanto queria, ou viramos as costas não se importando com ele? Pedimos perdão pelas nossas falhas, ou o orgulho não deixou? Fomos amigos e companheiros com nosso colega de trabalho, ou simplesmente fazíamos nosso trabalho sem se importar com o outro tão perto de nós? Estivemos presente na vida de nossos filhos, de nossos maridos, esposas?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;box-sizing: border-box; color: #333333; font-family: &#39;Open Sans&#39;, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 20px; margin-bottom: 10px;&quot;&gt;
Enfim, depois de tantas perguntas nos vêm mais uma pergunta: será que teremos uma outra chance? Para um pedido de desculpas, uma reconciliação, uma dúvida não respondida, um amor encontrado, uma dor desaparecida, um grito de alívio, um beijo, um abraço que não foi dado?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;box-sizing: border-box; color: #333333; font-family: &#39;Open Sans&#39;, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 20px; margin-bottom: 10px;&quot;&gt;
Meu Deus… nos dê forças, nos dê saúde, nos dê a chance de fazer o que deveria ser feito, consertar nossos erros, de sermos amigos, companheiros, compreensivos, mãe, pai, filha, filho, esposa, esposo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;box-sizing: border-box; color: #333333; font-family: &#39;Open Sans&#39;, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 20px; margin-bottom: 10px;&quot;&gt;
Nos dê a chance de viver cada vez mais o amor verdadeiro de Cristo.um amor que não venha se esfriar a cada dia ,mais que venha se multiplicar junto com a compaixão e a caridade.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/feeds/7770750338837356698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/2015/12/fim-de-ano.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default/7770750338837356698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default/7770750338837356698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/2015/12/fim-de-ano.html' title='fim de ano '/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12549472885192724622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-376102822312167392.post-7079793478918818659</id><published>2014-09-02T16:41:00.000-07:00</published><updated>2014-09-02T16:55:20.429-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h1 style=&quot;background-color: white; float: left; font-family: &#39;Trebuchet MS&#39;, Tahoma, Verdana, Arial; font-size: 21px; margin: 0px; padding: 2px 0px; width: 570px;&quot;&gt;
Drogas o que fazer a respeito&lt;/h1&gt;
&lt;h2 style=&quot;background-color: white; background-image: none; float: left; font-family: &#39;Trebuchet MS&#39;, Tahoma, Verdana, Arial; font-size: 12px; font-weight: normal; line-height: 14px; margin: 0px 0px 15px; padding: 0px; width: 570px;&quot;&gt;
Após um século tentando eliminar as drogas, o mundo descobriu que isso é impossível. Saiba então como conviver com elas.&lt;/h2&gt;
&lt;h3 style=&quot;background-color: white; float: none; font-family: &#39;Trebuchet MS&#39;, Tahoma, Verdana, Arial; font-size: 12px; margin: 0px 20px 0px 0px; padding: 2px 0px;&quot;&gt;
por Rodrigo Vergara&lt;/h3&gt;
&lt;div class=&quot;share&quot; style=&quot;background-color: white; float: right; font-family: &#39;Trebuchet MS&#39;, Tahoma, Verdana, Arial; font-size: 12px; margin: 0px; padding: 3px 0px 0px 5px;&quot;&gt;
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&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div id=&quot;texto&quot; style=&quot;background-color: white; clear: both; font-family: &#39;Trebuchet MS&#39;, Tahoma, Verdana, Arial; font-size: 14px; margin: 0px 10px 0px 0px; padding: 10px 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 0px 0px 10px;&quot;&gt;
Bálsamo ou veneno? Comida dos deuses ou maldição do diabo? Hábito natural ou desvio da sociedade moderna? Não há resposta certa ou fácil quando o assunto são as drogas. As pesquisas de opinião refletem essa ambigüidade. Quando abordam o tema, em geral mostram que estamos longe de um consenso. Mas as pesquisas revelam algo mais. Em meio aos números, nota-se que quase não há indecisos sobre o assunto. Ou seja, não importa de que lado as pessoas estejam, o fato é&amp;nbsp;que todas elas têm opinião formada – e arraigada – sobre o uso de drogas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 0px 0px 10px;&quot;&gt;
Surpreende encontrar esse grau de convicção em um assunto tão complexo, com aspectos médicos, econômicos, sociais, históricos e morais tão sinuosos. Quem examina esse vespeiro percebe que a coisa mais rara de achar são respostas 100% seguras.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 0px 0px 10px;&quot;&gt;
“Só há uma coisa certa sobre as drogas: é&amp;nbsp;preciso haver informação. Informação de qualidade, desvinculada da moral, do poder econômico e das forças políticas”, diz o juiz aposentado Wálter Fanganiello Maierovitch, ex-secretário nacional antidrogas e um dos maiores experts no tema no Brasil.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 0px 0px 10px;&quot;&gt;
É&amp;nbsp;isso que tentamos oferecer a você nas próximas páginas: informação. Ao longo da leitura, você encontrará questões que raramente são formuladas a respeito das drogas. E outras que, apesar de formuladas há muito tempo, seguem sem resposta definitiva. Verá que os conceitos mais simples revelam contornos inéditos quando examinados à luz do debate. E conhecerá os interesses que até&amp;nbsp;agora ditaram as regras do jogo.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;box&quot; style=&quot;background-color: #eaeaea; font-size: 12px; margin: 0px; padding: 5px;&quot;&gt;
&lt;h4 class=&quot;titulo&quot; style=&quot;font-size: 14px; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Drogas&lt;/h4&gt;
&lt;div class=&quot;destaque&quot; style=&quot;padding: 12px 0px 2px;&quot;&gt;
&lt;strong style=&quot;margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;TABACO&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
A nicotina é&amp;nbsp;uma droga mais letal que a maconha e vicia com mais facilidade que a heroína; no entanto, é&amp;nbsp;bem mais acessível que as outras duas&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;destaque&quot; style=&quot;padding: 12px 0px 2px;&quot;&gt;
&lt;strong style=&quot;margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;ECSTASY&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
As drogas sintéticas, fabricadas em geral nos países ricos, são as que tiveram maior aumento de consumo nos últimos anos&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;destaque&quot; style=&quot;padding: 12px 0px 2px;&quot;&gt;
&lt;strong style=&quot;margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;COCAÍNA&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
A política de redução de danos, que substitui drogas mais letais por outras menos agressivas, ainda não achou substituto para a cocaína&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;destaque&quot; style=&quot;padding: 12px 0px 2px;&quot;&gt;
&lt;strong style=&quot;margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;HEROÍNA&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Os opiáceos são a droga usada há mais tempo pela humanidade. Há registros de 8 000 anos sobre o poder da papoula&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;destaque&quot; style=&quot;padding: 12px 0px 2px;&quot;&gt;
&lt;strong style=&quot;margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;MACONHA&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Uma das razões para a criminalização da maconha foi o lobby da indústria farmacêutica, cujos produtos concorriam com a erva&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;destaque&quot; style=&quot;padding: 12px 0px 2px;&quot;&gt;
&lt;strong style=&quot;margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;CRACK&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Uma das raras notícias boas sobre o crack foi um teste brasileiro que curou dependentes usando a maconha como degrau para chegar à abstenção&lt;/div&gt;
&lt;h4 class=&quot;titulo&quot; style=&quot;font-size: 14px; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Como estamos lidando com o problema?&lt;/h4&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
O modelo atual de combate às drogas busca nada mais nada menos que a abstinência completa das substâncias ilegais. Qualquer outro resultado que não passe pelo abandono dessas substâncias de uma vez por todas é&amp;nbsp;considerado um fracasso. O argumento para chegar lá é&amp;nbsp;forte: quem não largar o baseado ou a seringa vai para a cadeia.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Essa guerra tem três frentes de batalha. A primeira é&amp;nbsp;tentar acabar com a oferta, ou seja, combater os fornecedores, os narcotraficantes. A Polícia Federal brasileira, que apreende toneladas de entorpecentes todo ano, trabalha nessa frente. Outro exemplo saído desse front foi a substituição de cultivo realizada na Bolívia e no Peru, pela qual os agricultores receberam incentivos para trocar a lavoura de coca por outras culturas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
A segunda frente de combate é&amp;nbsp;a redução da demanda. Há duas maneiras de convencer o sujeito a não usar drogas, ou seja, de prevenir o uso das drogas. Além de ameaçar prendê-lo, processá-lo e condená-lo – ou seja, reprimi-lo –, pode-se tentar educá-lo: ensinar-lhe os riscos que determinada substância traz à sua saúde e colocá-lo em contato com pessoas que já foram dependentes.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
A terceira frente de batalha é&amp;nbsp;o tratamento. Chegar à eliminação das drogas não pelo ataque à oferta ou ao consumo, mas tratando aqueles que já estão dependentes da droga como vítimas que precisam de ajuda médica em vez de algozes que merecem repressão policial.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Das três estratégias, a que tem recebido mais atenção e recursos é, disparado, o combate ao tráfico.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Após sucessivos aumentos do orçamento destinado à guerra contra as drogas, os Estados Unidos são hoje o país que mais gasta com isso. Há 18 anos, o país dispendia 2 bilhões de dólares nesse combate. No ano 2000, o governo federal, sozinho, torrou 20 bilhões nessa guerra – outros 19 bilhões foram gastos por Estados e prefeituras. Desse total, 13,6 bilhões (68%) foram usados no combate ao tráfico de drogas e 6,4 bilhões (32%) destinaram-se a ações de redução da demanda. Destes últimos, porém, mais da metade acabou financiando a repressão: prisão, investigação e processo de usuários. As campanhas educativas receberam 3 bilhões.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Em 1998, houve uma tentativa de correção de rumos. Em uma reunião da assembléia geral da ONU (com a presença do então presidente americano Bill Clinton e de Fernando Henrique Cardoso), a entidade fez uma recomendação, que todos os países membros assinaram, de que deveria haver mais equilíbrio entre os recursos destinados à redução da oferta e da demanda. Mas isso ainda não aconteceu.&lt;/div&gt;
&lt;h4 class=&quot;titulo&quot; style=&quot;font-size: 14px; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
A abordagem atual funciona?&lt;/h4&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Os burocratas resistem a admitir, mas o mundo já perdeu a guerra contra as drogas. É&amp;nbsp;essa a opinião unânime dos estudiosos do assunto, desde a conservadora e prestigiada revista inglesa The Economist até&amp;nbsp;o ex-ministro da Justiça José&amp;nbsp;Carlos Dias, um dos mais liberais dentre os que já ocuparam a cadeira. Um bom resumo da opinião desses experts é&amp;nbsp;a declaração de Bruce Michael Bagley, Ph.D. em Ciência Política na Universidade da Califórnia e consultor sobre tráfico e segurança pública: “A política antidrogas é&amp;nbsp;um fracasso. As drogas estão mais baratas, mais puras e mais acessíveis do que nunca. E o consumo de drogas aumenta ao redor do mundo”.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Traduzindo suas palavras em números: no combate à oferta, as forças policiais apreendem apenas 20% da droga em circulação. Já pelo flanco da demanda, os tratamentos que visam a abstinência curam só 30% dos usuários. “Eu não sustentaria por um dia sequer uma campanha de vacinação que fracassasse em 70% dos casos”, diz o médico Fábio Mesquita, coordenador do programa de DST/Aids da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo e vice-presidente da Associação Internacional de Redução de Danos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
De fato, se estivéssemos vencendo, o inimigo não estaria tão viçoso. A ONU estima que o tráfico movimenta 400 bilhões de dólares no mundo, equivalente ao PIB do México. Para comparar, a indústria farmacêutica global fatura 300 bilhões; a do tabaco, 204 bilhões; a do álcool, 252 bilhões.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
O irônico é&amp;nbsp;que a própria repressão sustenta esse vigor, graças a uma famosa lei de mercado – “quanto maior o risco, maior o lucro”. No caso da heroína, essa margem chega a ser de 322 000%. Um quilo de ópio custa 90 dólares no Afeganistão e 290 000 dólares nas ruas americanas. E 90% do preço final fica com os traficantes do país consumidor.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Correndo subterrâneo, esse rio de dinheiro vira uma fonte inesgotável de corrupção. No Brasil, a CPI do Narcotráfico calculou que o tráfico emprega pelo menos 200 000 pessoas no país, mais que o Exército, cujo efetivo é&amp;nbsp;de 190 000 pessoas. Exercendo o trabalho para o qual é&amp;nbsp;paga, essa gente causa outros problemas, como o aumento da criminalidade. É&amp;nbsp;evidente: quem se dispõe a enfrentar a lei atrás de lucros enormes não vai se prender a outras convenções sociais.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Na Inglaterra, um estudo da Universidade de Cambridge calculou que dependentes de drogas são responsáveis por 32% dos crimes. “Mas, ao contrário do que se pensa, a violência não é&amp;nbsp;decorrente do uso da droga, mas do comércio ilegal”, diz Mesquita. Sua opinião é&amp;nbsp;confirmada por pesquisa da Universidade de Columbia, em Nova York: 21% dos presos por atos violentos em 1999 nos Estados Unidos cometeram seus crimes apenas sob o efeito do álcool, 3% haviam usado crack ou cocaína e 1%, heroína. Os demais estavam sóbrios.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Por outro lado, há nas cadeias uma multidão de pessoas pouco violentas presas por envolver-se com drogas. Nos Estados Unidos, são 400 000 pessoas (20% da população carcerária), sendo 180 000 por posse e 220 000 por tráfico. Detalhe: só em 12% dos casos houve arma de fogo envolvida. Ou seja, há 340 000 presos por envolvimento não-violento com drogas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Enfim, são altos os custos da atual abordagem sobre as drogas. Mas os benefícios compensam? Nem de longe. Há, hoje, 180 milhões de usuários de drogas no mundo, segundo a ONU. Pior: dados de 112 países divulgados no mês passado pela entidade mostram que o consumo de maconha, cocaína, heroína e anfetamina aumentou em 60% das nações entre 1996 e 2001. Além disso, triplicou a produção mundial de ópio e dobrou a de coca, entre 1985 e 1996.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Exceção à regra, os Estados Unidos reportam uma redução de consumo desde os anos 70, mas são poucos os que atribuem essa redução à ação oficial. “A repressão tem mais a ver com o ritmo natural de uma epidemia: as pessoas vêem que quem usa tem problemas e, então, não usam”, diz o economista Peter Reuter, professor do Departamento de Criminologia na Universidade de Maryland, consultor do governo americano e considerado um dos maiores especialistas do mundo no tema.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Restaria uma justificativa moral para a manutenção da atual política: se a maioria acha que a guerra vale a pena, que se respeite a democracia. Mas nem nos Estados Unidos isso acontece: mais de 75% dos americanos acreditam que a guerra contra as drogas está sendo perdida.&lt;/div&gt;
&lt;h4 class=&quot;titulo&quot; style=&quot;font-size: 14px; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Se perdemos a guerra contra as drogas, quem ganhou?&lt;/h4&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Do ponto de vista econômico, há ao menos cinco grandes beneficiados pelo modelo atual de combate às drogas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;destaque&quot; style=&quot;padding: 12px 0px 2px;&quot;&gt;
&lt;strong style=&quot;margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;1) O produtor&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
No caso da heroína, estão incluídos aí o agricultor que planta papoulas e o processador que faz da planta uma droga para consumo. Da renda obtida na venda final, o lavrador fica com 6% e o processador, com 2%, segundo estudo da ONU.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;destaque&quot; style=&quot;padding: 12px 0px 2px;&quot;&gt;
&lt;strong style=&quot;margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;2) Traficante&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Nos mercados de ópio da Ásia, o intermediário é&amp;nbsp;mal remunerado: morde 2% da receita. Os outros 90% acabam no bolso do tráfico internacional, que arca com o risco de transportar a mercadoria até&amp;nbsp;o consumidor.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;destaque&quot; style=&quot;padding: 12px 0px 2px;&quot;&gt;
&lt;strong style=&quot;margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;3) Mercado financeiro&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
A dinheirama gerada pelo negócio não fica guardada no colchão do traficante, é&amp;nbsp;claro. Quem presta esse serviço são os bancos que operam em paraísos fiscais e os governos dessas localidades, em que o sigilo é&amp;nbsp;a alma do negócio.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;destaque&quot; style=&quot;padding: 12px 0px 2px;&quot;&gt;
&lt;strong style=&quot;margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;4) Indústria de armas&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Além de sustentar uma vida de rei para os criminosos, a renda do tráfico também é, digamos, reinvestida na produção. Em um negócio em que não se pode ter uma sede vistosa, isso significa proteção, armamento. “O tráfico financia indiretamente mais da metade das armas ilegais em circulação no país”, diz Luiz Eduardo Soares, ex-coordenador de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro e hoje secretário da Prefeitura de Porto Alegre. Nas favelas do Rio, os traficantes têm até&amp;nbsp;mísseis antiaéreos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;destaque&quot; style=&quot;padding: 12px 0px 2px;&quot;&gt;
&lt;strong style=&quot;margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;5) Forças de repressão&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Você poderia dizer que as forças de repressão (polícias etc.) são compostas por funcionários públicos, que – em tese, pelo menos – não fazem uso pessoal do dinheiro que lhes é&amp;nbsp;confiado para viabilizar seu trabalho. Ainda que fosse assim, quem não quer o poder de administrar alguns bilhões de dólares? São, portanto, mais um beneficiário desse negócio.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
O curioso é&amp;nbsp;que, embora 90% da renda da droga fique nos países consumidores, ou seja, as nações ricas, essa receita ilegal faz mais diferença nos países produtores, em geral muito pobres. Comparada com o PIB dos Estados Unidos, de 11 trilhões de dólares, nem a receita global do tráfico faz medo: não chega a 4% da pujança americana. Mas, na Colômbia, o narcotráfico injeta no país o equivalente a 10% do PIB. Hoje, a Colômbia é&amp;nbsp;certificada pelos americanos como zona de exclusão de drogas, um reconhecimento à simpatia do atual governo colombiano pela política antidrogas americana. “Mas, mesmo quando o país não tinha esse tratamento, a Colômbia nunca pediu socorro ao Fundo Monetário Internacional, tamanha a contribuição da droga no país”, diz Maierovitch, ex-secretário nacional antidrogas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Os países ricos prestam mais atenção nos custos que as drogas lhes causam. O Canadá, por exemplo, gasta 14,8 bilhões de dólares (2,7% do PIB) com abuso de substâncias em geral, sendo 1,1 bilhão com drogas ilegais (atenção: 92% dessa verba é&amp;nbsp;gasta com o abuso de drogas legais). Desses últimos, 6% vão para tratamento de saúde, 29% para repressão e 60% são desperdiçados com absenteísmo, morte e perdas de produtividade – quem usa drogas ganha, em média, 60% menos do que seria esperado para sua idade.&lt;/div&gt;
&lt;h4 class=&quot;titulo&quot; style=&quot;font-size: 14px; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Afinal, o que é droga?&lt;/h4&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Depende. Do ponto de vista médico, “drogas são substâncias usadas para produzir alterações nas sensações, no grau de consciência e no estado emocional”, de acordo com a cartilha da Secretaria Nacional Antidrogas. Essa definição inclui maconha, cocaína e heroína, mas também café, chocolate e Prozac, sem falar no álcool e no cigarro. Do ponto de vista legal e jurídico, existem as drogas livres, que qualquer um pode comprar sem controle (álcool e cigarro); as de uso controlado (que podem ser compradas com receita médica); e as ilegais.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
O que impressiona é&amp;nbsp;que não há nenhum critério técnico que justifique a inclusão das substâncias em uma ou outra categoria. “À luz da ciência, não há ponto de corte”, diz o psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira, coordenador do Programa de Orientação e Assistência a Dependentes, da Universidade Federal de São Paulo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Heroína e cocaína causam dependência? Sim. Mas a nicotina, presente no cigarro que qualquer criança pode comprar na esquina, é, disparada, a droga com maior poder de criar dependência (leia quadro na pág. 55). Segundo a ONU, 1,5 bilhão de pessoas sofrem de alcoolismo, contra 55 milhões de dependentes de drogas ilegais. Além disso, algumas drogas ilegais, como o LSD, não causam dependência.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
As drogas ilegais são proibidas porque causam danos à saúde? Evidente. Mas álcool e cigarro são as substâncias que mais matam no Brasil, segundo o médico Fábio Mesquita. “Não há lógica nenhuma na legalização ou não.”&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Na verdade, a classificação das drogas muda de acordo com o lugar e o momento. “Muitas das substâncias hoje ilegais foram usadas durante milhares de anos para tratar dor e angústia mental e dar prazer”, diz o historiador Richard Davenport-Hines. Em seu livro The Pursuit of Oblivion (A busca do esquecimento, inédito no Brasil), ele lembra que, há poucas décadas, nos Estados Unidos anfetaminas e outras drogas foram consumidas por donas-de-casa infelizes, homens de negócio e “até&amp;nbsp;pelo presidente americano John F. Kennedy, quando tinha que encontrar-se com líderes estrangeiros”, escreveu (leia texto sobre a história das drogas na pág. 60).&lt;/div&gt;
&lt;h4 class=&quot;titulo&quot; style=&quot;font-size: 14px; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
O Estado tem o direito de proibir o uso?&lt;/h4&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Roberto (nome fictício) foi preso fumando um baseado. Encarcerado, ele ficou matutando sobre a periculosidade de seus colegas de cela: um aplicou o golpe do bilhete premiado em uma velhinha; o outro tentou roubar um banco; e o terceiro matou a mulher. “E eu?”, pergunta-se. “Mereço ser isolado da sociedade? Quem eu ameaço estando em liberdade, além de mim mesmo?”&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Em favor de seu cliente, o advogado de Roberto poderia citar a revista inglesa The Economist, que abraça a tese do filósofo John Stuart Mill: “A respeito de si mesmo, sobre seu corpo e mente, o indivíduo é&amp;nbsp;soberano”. Esse raciocínio não só inocentaria Roberto, como impediria o Estado de se meter sobre o que cada um faz consigo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Mas há uma brecha na teoria: se Roberto, depois de anos fumando maconha, tiver um câncer, o Estado terá que tratá-lo. O prejuízo seria coletivo. “O direito coletivo suplanta o individual. Todo mundo tem direito à propriedade, mas, se o Estado quer abrir uma avenida onde está sua casa, você vai ter que se mudar”, diz Wálter Maierovitch. Ou seja, se o simples uso da droga – não se trata aqui de crimes ou acidentes envolvendo usuários sob o efeito da droga, que são outra história – acarreta um custo social, o Estado teria o direito de se intrometer. Além disso, é&amp;nbsp;dever do Estado proteger o cidadão. A obrigatoriedade do cinto de segurança segue o mesmo raciocínio.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
“O detalhe”, diz Maierovitch, que é&amp;nbsp;juiz aposentado, “é&amp;nbsp;que há infrações cíveis, administrativas e criminais. O trato criminal serve para situações que geram intranqüilidade social, o que não é&amp;nbsp;o caso do usuário de drogas. Ele deve ser resgatado, não criminalizado.”&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
É&amp;nbsp;o que faz hoje Portugal, cuja legislação serve de modelo: lá, o porte de drogas é&amp;nbsp;proibido, mas não criminalizado. A punição para os infratores é&amp;nbsp;a mesma – para ficar no mesmo exemplo – de quem não usa cinto de segurança, ou seja, uma multa.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
É&amp;nbsp;preciso lembrar, porém, que o Estado em geral representa os interesses dos grupos mais influentes. “Nos Estados Unidos, a classe média, que tem grande influência sobre a opinião pública, tem muito medo de ver suas crianças envolvidas com drogas”, diz o cientista político Bruce Bagley.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Em muitos casos, e em especial no americano, os grupos mais próximos da burocracia são puritanos. “As drogas foram proscritas na América por americanos idealistas, que acreditavam que a natureza humana poderia ser tornada perfeita, que a virtude deve triunfar sobre o vício”, diz o historiador Richard Davenport-Hines.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Para o médico Fábio Mesquita, interesses econômicos também pesaram na decisão. “A maconha foi proibida, entre outras razões, por pressão da indústria farmacêutica, que produzia substâncias que disputavam com a erva o mercado dos remédios para abrir apetite, reduzir dor e enjôo.”&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Para Milton Friedman, prêmio Nobel de Economia e defensor da legalização das drogas, a demora da burocracia oficial na correção da política contra as drogas é&amp;nbsp;típica. “Em uma empresa privada, um programa fracassado é&amp;nbsp;abortado assim que se detecta seu insucesso, para evitar prejuízo ainda maior. Um programa governamental ruim, não. Alega-se sempre que ele precisa ser um pouco diferente, um pouco maior e um pouco mais caro”, disse ele, em 1992, à revista alemã Der Spiegel.&lt;/div&gt;
&lt;h4 class=&quot;titulo&quot; style=&quot;font-size: 14px; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Duelo de idéias&lt;/h4&gt;
&lt;h5 class=&quot;olho&quot; style=&quot;font-size: 12px; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Conheça os argumentos de quem defende a criminalização e os de quem a combate&lt;/h5&gt;
&lt;div class=&quot;destaque&quot; style=&quot;padding: 12px 0px 2px;&quot;&gt;
&lt;strong style=&quot;margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;Por que usar drogas deve constituir um crime&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;destaque&quot; style=&quot;padding: 12px 0px 2px;&quot;&gt;
&lt;strong style=&quot;margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;1 – Fazem mal à saúde&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Maconha provoca câncer, cocaína aumenta as chances de isquemia e ataque cardíaco. Além disso, o uso de drogas reduz a auto-estima e aumenta a chance de depressão&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;destaque&quot; style=&quot;padding: 12px 0px 2px;&quot;&gt;
&lt;strong style=&quot;margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;2 – Causam dependência&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Cocaína, heroína e maconha causam vício com o uso freqüente. Estatísticas indicam que até&amp;nbsp;10% dos usuários de maconha ficam dependentes&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;destaque&quot; style=&quot;padding: 12px 0px 2px;&quot;&gt;
&lt;strong style=&quot;margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;3 – Incitam a violência&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Na Holanda, 5 000 dos 25 000 dependentes de drogas são responsáveis por cerca de metade dos crimes leves. Na Inglaterra, eles respondem por 32% da atividade criminal&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;destaque&quot; style=&quot;padding: 12px 0px 2px;&quot;&gt;
&lt;strong style=&quot;margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;4 – As mais leves levam às mais pesadas&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Quase todos os usuários de drogas pesadas já consumiram maconha. O governo americano diz que fumar maconha aumenta em 56% a chance de consumo de outra droga&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;destaque&quot; style=&quot;padding: 12px 0px 2px;&quot;&gt;
&lt;strong style=&quot;margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;5 – Sem punição, o uso vai aumentar&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
A Holanda liberou o uso de maconha e ele subiu 400%. Nos Estados Unidos, o uso de álcool caiu 50% com a Lei Seca (1920-33) e só voltou ao nível anterior em 1970&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;destaque&quot; style=&quot;padding: 12px 0px 2px;&quot;&gt;
&lt;strong style=&quot;margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;6 – Causam prejuízo à sociedade&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Usuários de drogas consomem mais recursos do sistema público de saúde e têm produtividade menor&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;destaque&quot; style=&quot;padding: 12px 0px 2px;&quot;&gt;
&lt;strong style=&quot;margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;7 – Pervertem quem as usa&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
O uso da droga transforma pessoas produtivas em indolentes, responsáveis em inconseqüentes, cidadãos em párias&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;destaque&quot; style=&quot;padding: 12px 0px 2px;&quot;&gt;
&lt;strong style=&quot;margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;Por que as drogas devem ser descriminalizadas&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;destaque&quot; style=&quot;padding: 12px 0px 2px;&quot;&gt;
&lt;strong style=&quot;margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;1 – A criminalização faz mal à saúde&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Tratar o uso como crime mantém os usuários longe do serviço de saúde. E o produto ilegal, vendido sem controle, é&amp;nbsp;tão perigoso para a saúde quanto remédio sem bula&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;destaque&quot; style=&quot;padding: 12px 0px 2px;&quot;&gt;
&lt;strong style=&quot;margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;2 – Repressão não cura dependência&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Criminalizar o uso afugenta os usuários ocasionais, mas não os viciados. E encarcerar dependentes não os livra da droga. Há tráfico nas cadeias&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;destaque&quot; style=&quot;padding: 12px 0px 2px;&quot;&gt;
&lt;strong style=&quot;margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;3 – Criminalidade cairia&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
A maior parte dos crimes relacionados a drogas decorre do comércio ilegal, não do uso ou do efeito psicoativo das substâncias. Além disso, o tráfico financia a compra de armas&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;destaque&quot; style=&quot;padding: 12px 0px 2px;&quot;&gt;
&lt;strong style=&quot;margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;4 – As mais leves não levam às mais pesadas&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
As pesquisas que fazem essa associação não são conclusivas. Como explicar, por exemplo, que a maioria das pessoas que usa maconha não migra para drogas mais pesadas?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;destaque&quot; style=&quot;padding: 12px 0px 2px;&quot;&gt;
&lt;strong style=&quot;margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;5 – Descriminalizar reduz os danos&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Descriminalizar não significa liberar, apenas parar de tratar o usuário como criminoso. A droga pode continuar proibida e o uso pode ser combatido com campanhas educativas&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;destaque&quot; style=&quot;padding: 12px 0px 2px;&quot;&gt;
&lt;strong style=&quot;margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;6 – A sociedade nada ganha com a criminalização&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Hoje, quem lucra são os produtores, os traficantes, o mercado financeiro, a indústria de armas e as forças de repressão&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;destaque&quot; style=&quot;padding: 12px 0px 2px;&quot;&gt;
&lt;strong style=&quot;margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;7 – Cada um faz o que quer consigo mesmo&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Ninguém tem o direito de dizer o que cada pessoa faz com o próprio corpo, desde que não cause prejuízo a ninguém&lt;/div&gt;
&lt;h4 class=&quot;titulo&quot; style=&quot;font-size: 14px; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Que mal causam o usuário e o traficante?&lt;/h4&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Descriminalizar a droga pode fazer sentido quando se trata de um sujeito inofensivo como Roberto. Mas o que dizer dos inúmeros casos de pessoas que, sob efeito de uma substância psicoativa – legal ou ilegal –, furtam, roubam e matam? E dos traficantes, que, segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, são responsáveis pela maioria das chacinas na cidade?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Cada caso merece tratamento diferente, mas é&amp;nbsp;bom lembrar que a maioria dos usuários é&amp;nbsp;como o Roberto, nada ameaçador. Segundo Arthur Guerra de Andrade, psiquiatra do Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas, da USP, e coordenador do curso médico da Faculdade de Medicina do ABC, há vários tipos de usuários, de acordo com seu grau de dependência.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
O primeiro é&amp;nbsp;o usuário experimental. Nos Estados Unidos, no que diz respeito à maconha, metade das pessoas com menos de 40 anos, uns 70 milhões de pessoas, já experimentaram a droga. O segundo tipo é&amp;nbsp;o usuário ocasional como o Roberto, que usa drogas socialmente. Uma pesquisa do governo americano mostra que, nos últimos 12 meses, 25 milhões de pessoas (12,4% da população maior de 12 anos) haviam usado alguma droga ilegal. Desses, metade havia feito uso no último mês. Os usuários severos, o terceiro tipo, que precisam de tratamento, são 3,6 milhões (1,7% da população).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
O dependente é&amp;nbsp;um problema para a sociedade porque ele perde o controle, consome a droga em situações de risco, causa acidentes e comete crimes. “Medidas repressivas reduzem o número de usuários ocasionais, mas a quantidade de dependentes, que é&amp;nbsp;o que importa, não diminui”, diz Dartiu Xavier. E qual é&amp;nbsp;a vantagem de impedir que usuários ocasionais de álcool ou drogas consumam essas substâncias? Além disso, há dependentes de todo tipo de coisa: sexo, jogo, comida e até&amp;nbsp;trabalho. “Tem gente viciada em sexo, que transa com vários parceiros sem camisinha e transmite doenças. Mas nem por isso vamos proibir o sexo”, diz Xavier. Se essas pessoas causam acidentes ou cometem crimes, essas atitudes é&amp;nbsp;que precisam ser penalizadas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Para o economista Peter Reuter, a repressão só funciona se for um meio de obrigar as pessoas a levar a sério seus problemas com as drogas. “A política atual não tem sentido porque só tem sentido punitivo. E a punição não pode ser um fim em si mesmo”, diz.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
De fato, experiências em curso sugerem que o que traz resultados é&amp;nbsp;tratar, não reprimir o dependente. Na Suíça, clínicas de tratamento para dependentes de heroína recuperam dois terços dos pacientes e reduzem em 60% seus contatos com a polícia. Criminalizar o uso, porém, aumenta a distância entre o usuário e o remédio de que ele precisa. Na Holanda, onde a maconha é&amp;nbsp;vendida legalmente e há bastante tolerância ao uso de drogas, 80% dos usuários estão em contato com os órgãos de saúde pública. No Brasil, menos de 2%. “O problema da droga é&amp;nbsp;um problema de saúde e de educação”, afirma o ex-ministro José&amp;nbsp;Carlos Dias.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
O traficante, por sua vez, mereceria tratamento mais duro. “O fornecedor visa o lucro, o controle de partes da sociedade e o domínio de território. Ele causa dano social maior”, diz Wálter Maierovitch, ex-secretário nacional antidrogas. Se bem que o pequeno traficante, que vende a droga para manter o vício, se aproxima bastante da condição de vítima. “Ele deveria ter punição mais branda. Na prisão, ele só vai ser aperfeiçoado no crime”, diz Dias.&lt;/div&gt;
&lt;h4 class=&quot;titulo&quot; style=&quot;font-size: 14px; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Como seria o mundo se as drogas fossem legalizadas?&lt;/h4&gt;
&lt;h5 class=&quot;olho&quot; style=&quot;font-size: 12px; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Conheça as vantagens e as desvantagens de viver em um mundo onde o uso de drogas fosse liberado&lt;/h5&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Que ninguém se iluda: o primeiro efeito da legalização das drogas seria o aumento imediato do consumo, por várias razões. Primeiro, o preço cairia muito. Segundo Mark Kleiman, da Universidade da Califórnia, o custo de produção e distribuição da cocaína equivale a 5% do seu valor atual. Uma porção de maconha custaria o mesmo que um saquinho de chá. Não bastasse esse incentivo, o estigma social do usuário seria menor: ninguém precisaria esgueirar-se para fumar um baseado. Ou seja, o acesso às drogas, por mais rigorosa que fosse a legislação regulando seu comércio, seria muito mais fácil e seguro do que é&amp;nbsp;hoje. Resta saber que regras adotar para cada droga.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Alguns, como Milton Friedman, ganhador do prêmio Nobel de Economia, acham que todas as drogas deveriam ser vendidas como são os remédios: pela indústria farmacêutica. Em seu mundo ideal, ele já vislumbra a heroína light e a cocaína de baixo teor. A idéia parece extravagante e acarreta várias desvantagens, mas teria pelo menos um benefício inconteste: obrigaria os usuários a procurar um médico, o que permitiria ao governo saber quantas pessoas consomem o quê no país. E drogas produzidas legalmente teriam controle de qualidade. Hoje, a cocaína vendida em São Paulo chega a ter 93% de impurezas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Se bem que, no Brasil, esse benefício talvez não se concretizasse. Anfetaminas, por exemplo, são vendidas sob prescrição médica por aqui. Resultado: somos os maiores consumidores da droga. “O controle sobre medicamentos é&amp;nbsp;muito ruim no país”, diz Fábio Mesquita. Não que a burla ocorra só aqui. Nos Estados Unidos, é&amp;nbsp;proibido vender álcool a menores de 21 anos, mas 87% dos estudantes do ensino médio já tomaram uns tragos. Maconha, porém, só passou pelos pulmões de 46% deles. A diferença deve-se ao fato de que o uso da erva é&amp;nbsp;crime.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Para o sociólogo Luiz Eduardo Soares, deveríamos legalizar as drogas aos poucos, começando pela maconha, que seria tratada como o álcool e a nicotina. “O álcool em nada difere das drogas ilegais. E estamos perdendo a guerra contra o álcool? Não. Estamos convivendo e aprendendo, difundindo o autocontrole, evitando efeitos sobre terceiros, coibindo a propaganda.”&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
A legalização permitiria taxar a venda de drogas. O dinheiro poderia financiar a prevenção e o tratamento de usuários. Diante dos preços atuais, mesmo um super imposto de 500% quebraria o comércio ilegal. O tráfico se transformaria em um negócio tão pouco atraente quanto é&amp;nbsp;hoje o contrabando de cigarros.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Some-se a isso um controle sobre as armas e a criminalidade despencaria, diz Soares. “Os problemas socioeconômicos iriam se manifestar em algum lugar, mas o número dos crimes com morte cairia, porque o número de armas cairia e a fonte de financiamento para comprá-las estaria seca.” Os morros do Rio, por exemplo, poderiam ser finalmente reintegrados à cidade.&lt;/div&gt;
&lt;h4 class=&quot;titulo&quot; style=&quot;font-size: 14px; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Existem alternativas eficientes?&lt;/h4&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Da maneira como foi formulada, a guerra contra as drogas está perdida desde o dia em que alguém escolheu como meta a erradicação completa e total. Tal façanha era e sempre foi impossível, admitem os especialistas. Mas o fato é&amp;nbsp;que só agora isso saltou aos olhos da intelligentsia. “Nunca encontrei um administrador público que acreditasse de verdade que acabaria com as drogas. Mesmo os funcionários da agência americana de combate às drogas, a DEA, admitem isso quando conversam conosco”, diz o sociólogo Luiz Eduardo Soares.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Constatado o erro, os agentes públicos buscam agora uma meta que substitua a antiga utopia. E estão encontrando alternativas promissoras. A mais difundida é&amp;nbsp;a redução de danos, que evita o erro anterior. Já que erradicar as drogas é&amp;nbsp;impossível, tenta-se reduzir os estragos que elas causam aos usuários e à sociedade. Ou seja, as mortes, as doenças e o crime. Faz parte desse espírito, por exemplo, oferecer seringas a usuários de drogas injetáveis para evitar que eles compartilhem agulhas e contraiam doenças. Ou, como ocorre mundo afora, substituir uma droga ilegal por outra que cause menos prejuízo à saúde. “A redução de danos é&amp;nbsp;claramente o caminho que os estudiosos e o mundo todo estão indicando”, diz Bruce Bagley.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
A mais revolucionária experiência em curso hoje ocorre na Suíça. Lá, quem quiser usar heroína pode obtê-la de graça do governo. Parece piada, mas o Estado construiu clínicas para os usuários, com direito a parede branquinha, maca com lençol, seringa e até&amp;nbsp;um enfermeiro para aplicar a injeção. Resultado: o tráfico e as mortes por overdose acabaram, todos os usuários estão sob cuidados médicos e muitos estão deixando o vício.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
O Brasil também anda experimentando. Em São Paulo, dependentes de crack foram estimulados a consumir maconha. “Em oito meses, 68% deles largaram as duas drogas”, diz Dartiu Xavier, um dos autores da experiência, até&amp;nbsp;então inédita.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Atrás de opções, os agentes públicos estão redescobrindo as campanhas de educação e prevenção. Segundo o instituto de pesquisas americano Rand Corporation, nos anos 90 esses programas foram 12 vezes mais efetivos que o combate ao tráfico e o encarceramento.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Mas nem os críticos da atual política querem paz para os traficantes. Nesse campo, as sugestões procuram otimizar o combate. O ex-secretário nacional antidrogas, Wálter Maierovitch, tem sua fórmula: controle eletrônico das transações financeiras, regulamentação dos paraísos fiscais e vigilância sobre os químicos necessários para a produção das drogas.&lt;/div&gt;
&lt;h4 class=&quot;titulo&quot; style=&quot;font-size: 14px; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Drogas leves levam a drogas mais pesadas?&lt;/h4&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Entre os estudiosos, a “teoria da escadinha”, como é&amp;nbsp;conhecida essa hipótese, é&amp;nbsp;aceita por alguns e condenada por outros. As pesquisas existentes sobre o assunto, longe de esclarecer, são lenha extra para a fogueira. André&amp;nbsp;Malbergier, coordenador do Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas da Unifesp, faz parte do grupo que defende essa tese e tem argumentos razoáveis. Primeiro, diz ele, o uso inaugural serviria para quebrar o gelo. “A pessoa que consome algo que altera seu estado de consciência fica mais vulnerável a usar outras substâncias que mexam com isso”, diz André. No caso de drogas ilegais, o uso romperia uma barreira moral. “O sujeito usa uma vez e não recebe punição. Pronto. Está aberto o caminho para outras ilegalidades”, diz ele. Por fim, existe a facilidade social. “O consumidor de maconha tem maior probabilidade de conhecer o usuário – e o traficante – de uma substância mais forte e mais letal”, afirma.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Há dados epidemiológicos que apóiam a teoria da escadinha. Segundo o órgão oficial americano de prevenção ao uso de drogas, quem usa maconha tem 56% mais chances de vir a consumir outro tipo de droga.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Quem critica a teoria da escadinha afirma que tais pesquisas são direcionadas. “Pergunta-se ao usuário de heroína se já usou maconha e liga-se uma coisa à outra. Se usarem o método em outros hábitos, vão descobrir que usar cigarro, beber cerveja, andar de ônibus e ter cachumba também leva a drogas mais pesadas”, diz o médico Fábio Mesquita.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Para Dartiu Xavier, que também não crê na teoria da escadinha, não existem drogas leves e pesadas. Tudo depende de como o usuário se relaciona com elas. Para um alcoólatra, que metaboliza bem o álcool, cerveja é&amp;nbsp;droga pesada e cocaína, não. Para alguém que não tem limites alimentares, doce pode causar dependência. A escadinha sugere que uma droga desemboca na outra, mas a maioria dos usuários de maconha a abandona espontaneamente. “Quase todos os usuários de heroína ou cocaína já fumaram maconha, mas a maioria dos usuários da erva não consome heroína ou cocaína”, diz o economista Peter Reuter.&lt;/div&gt;
&lt;h4 class=&quot;titulo&quot; style=&quot;font-size: 14px; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Uma tradição ou uma maldição?&lt;/h4&gt;
&lt;h5 class=&quot;olho&quot; style=&quot;font-size: 12px; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Saiba como um hábito de 8 000 anos virou uma sina há um século&lt;/h5&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
O pensamento único dos governos hoje em dia em relação às drogas faz parecer que elas sempre foram proibidas. Nada mais enganoso. Há apenas 80 anos, o uso das drogas hoje ilegais era tão comum que, até&amp;nbsp;1920, nos Estados Unidos havia lojas para quem quisesse fumar ópio. Maconha também podia ser fumada livremente até&amp;nbsp;o início do século.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Na verdade, na história da humanidade, as drogas passaram muito mais tempo liberadas que proibidas. O ópio é, provavelmente, a primeira droga usada pelo homem: os poderes da papoula são conhecidos há pelo menos 8 000 anos. A coca já era usada pelos habitantes dos Andes há 2 000 anos. E há registros de uso da maconha como remédio em escritos chineses do século I a.C. “Ópio e maconha foram remédios tradicionais e valiosos usados por muitos séculos”, afirma o historiador inglês Richard Davenport-Hines.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
A coca foi levada para a Europa pelos espanhóis e passou a ser consumida misturada com álcool. Com essa formulação, recebeu até&amp;nbsp;um selo oficial do Papa Leão XIII. Em 1884, o americano John Pemberton inventou uma mistura de vinho, folhas de coca e grãos de kola, um tipo de tranqüilizante para os americanos, “o povo mais nervoso do mundo”, segundo seus anúncios. O álcool foi retirado da fórmula em 1886. Em 1901 e 1902, foi a vez da coca. Mas a bebida manteve o ótimo nome que havia recebido: Coca-Cola. A cocaína só foi descoberta em 1860 e era um anestésico cirúrgico muito usado. Em 1885, só o laboratório Merck produziu 83 toneladas da substância.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Os problemas com as drogas começaram com a multiplicação dos casos de abuso e dependência, em geral pacientes de meia-idade que se viciavam no remédio ou trabalhadores que procuravam alívio para sua vida diária. Já no século XVII, médicos alertavam para os perigos do ópio e, no final do século XIX, muitos pararam de prescrever a cocaína. Mas havia tônicos vendidos sem receita cuja composição era 99,9% cocaína.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Era preciso uma regulamentação e logo surgiram as primeiras. Mas o rigor e a maneira como elas foram adotadas revelam outros interesses além de proteger a população.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Havia muito racismo. Nos Estados Unidos, as campanhas alertavam que os negros enlouquecidos pela cocaína e os chineses sob efeito do ópio podiam fazer mal às mulheres brancas. E havia motivos econômicos, é&amp;nbsp;claro. A fibra de cânhamo, derivada da maconha, concorria com fibras sintéticas recém-descobertas. Além disso, algumas drogas eram um obstáculo à sociedade industrial. “Até&amp;nbsp;o início do século XX, a resposta oficial às drogas dependia se elas aumentavam ou não a produtividade humana”, diz Davenport-Hines. Não por acaso, as primeiras idéias de proibir o uso miravam só os trabalhadores. As drogas minavam sua capacidade de produzir.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
O curioso é&amp;nbsp;que a China, a primeira a proibir o uso do ópio, teve sua decisão desafiada pela Inglaterra, que lucrava traficando para os chineses. A divergência gerou duas guerras entre os dois países, em 1839 e 1857, vencidas pelos europeus, que abriram o mercado chinês. Não que os ingleses apreciassem o ópio. “É&amp;nbsp;um artigo de luxúria, que não deve ser permitido a não ser para o propósito de comércio e que deve ser mantido longe do consumo interno”, escreveu Warren Hastings, governador da possessão britânica de Bengala, na Ásia.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Então, no início do século XX, os Estados Unidos tomaram duas iniciativas importantes: criminalizaram o usuário e pressionaram por um acordo internacional contra a venda de drogas. Mas que substâncias seriam proibidas? “As distinções entre as drogas legais e as apenas reguladas, como as anfetaminas, eram muito sutis e, às vezes, falsas. Boa parte dessas distinções devem-se ao lobby da indústria farmacêutica em prol de seus novos produtos”, diz o historiador.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
É&amp;nbsp;importante lembrar que, quando o uso foi criminalizado, as drogas já não eram vendidas livremente. Em muitos Estados, só médicos podiam fornecê-las. Depois, nem eles. Nos primeiros quatro meses sob a lei, 257 médicos e 40 dentistas foram processados. Em 1922, a Suprema Corte proibiu até&amp;nbsp;que os pacientes recebessem doses decrescentes para curar a dependência. Em 1924, o uso medicinal da heroína foi proibido. Ao dependente só restava agir à sombra da lei ou abster-se.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
O poder americano abriu caminho no mundo para sua visão sobre as drogas e sua política sobre as drogas expandiu o seu poder político. No final da Segunda Guerra, os americanos indicaram que não liberariam as colônias holandesas e britânicas ocupadas pelos japoneses durante o conflito se os governos coloniais não adotassem a proibição. Até&amp;nbsp;então, os governos coloniais achavam que impor tal política às populações locais era imperialista e contraprodutivo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Finalmente, em 1979, o presidente Richard Nixon lançou sua Guerra Contra as Drogas, que se revelou um fracasso, mas foi retomada depois por Ronald Reagan e George Bush (pai). “Foi um desastre proibir as drogas”, afirma Davenport-Hines.&lt;/div&gt;
&lt;h4 class=&quot;titulo&quot; style=&quot;font-size: 14px; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Por que as pessoas se drogam?&lt;/h4&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
O sentido de usar drogas varia de cultura para cultura e de momento para momento. Mas, por trás de todas as nuanças, o interesse do usuário é&amp;nbsp;sempre o mesmo e o mais óbvio possível: a busca do prazer. E droga dá prazer, não há como negar. Por que, então, algumas pessoas usam drogas e outras não? E por que algumas pessoas usam uma droga e viciam, e outras não?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
“A droga dá prazer, mas não para qualquer um. Tem gente que não gosta da sensação de ficar com a consciência alterada. Essas pessoas não voltarão a usar, porque ninguém fica dependente de algo que cause desprazer. O que prova que não é&amp;nbsp;o acesso à droga que gera o uso”, diz o psiquiatra Dartiu Xavier. Além disso, algumas pessoas se dão bem com certas substâncias, mas não com outras. “A interação da química do usuário com a da droga é&amp;nbsp;importante. O prazer obtido com essa interação é&amp;nbsp;que vai nortear o risco de a pessoa querer usar mais”, diz o médico Arthur Guerra de Andrade.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
O conhecimento humano ainda não permite saber, de antemão, quem vai virar dependente de uma substância. Mas as pistas indicam que os dependentes de droga têm dificuldades em sentir prazer e encontram nas drogas um alívio para o sofrimento que os atormenta emocionalmente.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
O uso precoce é&amp;nbsp;um dos fatores de risco mais importantes. Até&amp;nbsp;os 16 ou 18 anos, a personalidade do jovem ainda não está desenvolvida, ele ainda está tentando encontrar sua forma de se relacionar com o mundo. Oferecer a ele uma fonte instantânea de prazer pode ofuscar sua visão para outros mecanismos saudáveis que, tanto quanto as drogas, têm o poder de alterar sua consciência e seus sentimentos, como os esportes, os estudos e as atividades artísticas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Famílias pouco afetivas também povoam o histórico de muitos usuários regulares. É&amp;nbsp;como se o sujeito possuísse um déficit afetivo, uma sede do prazer negado pela família. Essa lacuna ele vai ocupar de alguma maneira, muitas vezes com drogas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Por fim, a prevalência de transtornos psíquicos entre usuários reforça a tese de que as drogas trazem alívio a quem as consome. Depressão, pânico, distúrbio de atenção e quadros de ansiedade são mais comuns entre usuários de droga. E, em geral, precedem o uso. Em São Paulo, uma pesquisa com 523 usuários de drogas identificou que 44% tinham doença depressiva. Desses, 77% já sofriam de depressão antes do contato com drogas. Ou seja: o uso de drogas é&amp;nbsp;conseqüência e não causa desse desequilíbrio, desse desespero emocional.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
A pressão social também favorece o uso de drogas. Mas não se trata, aqui, da influência de “más companhias” e, sim, de algumas das mensagens transmitidas à sociedade. Entre outros recados, ensina-se às crianças que a felicidade está ligada ao consumo e que a tristeza e a solidão devem ser eliminadas. “Estamos dizendo que a felicidade pode ser comprada e que tristeza e solidão devem ser evitadas a qualquer preço. Se você parar para pensar, a relação doentia entre consumidores e produtos é&amp;nbsp;igual à que existe entre os dependentes e as drogas”, diz Dartiu Xavier.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Para Richard Davenport-Hines, que estudou a relação entre os homens e as drogas ao longo da história, o ser humano consome drogas porque isso simplesmente faz parte da sua natureza. “Seres humanos precisam ocasionalmente de momentos de fuga da sua existência costumeira. Alguns escalam montanhas, outros entram para monastérios, outros ficam completamente bêbados e alguns usam drogas. Não há nada natural em estar sóbrio.”&lt;/div&gt;
&lt;h4 class=&quot;titulo&quot; style=&quot;font-size: 14px; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Para saber mais&lt;/h4&gt;
&lt;div class=&quot;destaque&quot; style=&quot;padding: 12px 0px 2px;&quot;&gt;
&lt;strong style=&quot;margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;Na livraria:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;destaque&quot; style=&quot;padding: 12px 0px 2px;&quot;&gt;
&lt;strong style=&quot;margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;The Pursuit of Oblivion&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Richard Davenport-Hines, Weidenfeld &amp;amp; Nicolson, 2001&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;destaque&quot; style=&quot;padding: 12px 0px 2px;&quot;&gt;
&lt;strong style=&quot;margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;Intoxicating Minds&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Ciaran Regan, Columbia University Press, 2001&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;destaque&quot; style=&quot;padding: 12px 0px 2px;&quot;&gt;
&lt;strong style=&quot;margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;Food of The Gods&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Terence McKenna, Bantam Books, 1992&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;destaque&quot; style=&quot;padding: 12px 0px 2px;&quot;&gt;
&lt;strong style=&quot;margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;Se Liga! O Livro das Drogas&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Myltainho Severiano da Silva, Record, 1997&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;destaque&quot; style=&quot;padding: 12px 0px 2px;&quot;&gt;
&lt;strong style=&quot;margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;The Alchemy of Culture&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
Richard Rudgley, British Museum Press, 1993&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;destaque&quot; style=&quot;padding: 12px 0px 2px;&quot;&gt;
&lt;strong style=&quot;margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;Na internet&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
www.undcp.org&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
www.samhsa.gov&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
www.druglibrary.org&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding: 2px 0px;&quot;&gt;
www.drcnet.org&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/feeds/7079793478918818659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/2014/09/drogas-o-que-fazer-respeito-apos-um.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default/7079793478918818659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default/7079793478918818659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/2014/09/drogas-o-que-fazer-respeito-apos-um.html' title=''/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12549472885192724622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-376102822312167392.post-8997519838608292819</id><published>2014-09-02T16:24:00.003-07:00</published><updated>2014-09-02T16:24:45.512-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style=&quot;background-color: #eeeeee; color: #424242; font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 12px;&quot;&gt;
&lt;u&gt;SUGESTÃO DE PERGUNTAS E RESPOSTAS PARA OS CARTÕES&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: #eeeeee; color: #424242; font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 12px;&quot;&gt;
1 - O que são drogas?&lt;br /&gt;Resposta - São substâncias utilizadas pelo homem para produzir alteração do seu humor, da sua mente e das suas sensações.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: #eeeeee; color: #424242; font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 12px;&quot;&gt;
2 – O que faz com que as alterações psicológicas provocadas pelas drogas sejam mais ou menos intensas?&lt;br /&gt;Resposta - As alterações psicológicas variam de acordo com o tipo e a quantidade de droga e as características de quem as utiliza.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: #eeeeee; color: #424242; font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 12px;&quot;&gt;
3 – Quais os tipos de drogas?&lt;br /&gt;Resposta - Há dois tipos de drogas: as lícitas (álcool, tabaco e alguns medicamentos) e as ilícitas (maconha, cocaína, LSD, crack, anfetamias, etc.).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: #eeeeee; color: #424242; font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 12px;&quot;&gt;
4 - Quais os três grupos em que podem ser classificadas as drogas?&lt;br /&gt;Resposta - Estimulantes, Depressoras e Perturbadoras (alucinógenas).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: #eeeeee; color: #424242; font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 12px;&quot;&gt;
5 – O que é dependência química?&lt;br /&gt;Resposta – É quando a pessoa apresenta uma série de sintomas e perda do controle do uso de uma determinada substância psicoativa.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: #eeeeee; color: #424242; font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 12px;&quot;&gt;
6 – Como pode ser identificada uma possível situação de uso de drogas?&lt;br /&gt;Resposta – Quando são observadas alterações no cotidiano pessoal; queda do rendimento no trabalho, estudo, higiene pessoal; desinteresse por convívio social; mudanças de comportamento; ocorrência de pequenos delitos como furtos de objetos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: #eeeeee; color: #424242; font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 12px;&quot;&gt;
7 – Que características individuais podem dificultar o envolvimento com drogas?&lt;br /&gt;Resposta – Habilidades em resolver problemas, vínculos positivos com pessoas, auto-estima desenvolvida, pais presentes que estabelecem limites, bom desempenho na escola, respeito às leis, informações corretas sobre as drogas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: #eeeeee; color: #424242; font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 12px;&quot;&gt;
8 – Que situações são desencadeadas pelo uso de drogas?&lt;br /&gt;Resposta – Furto, roubo, seqüestro, violência doméstica.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: #eeeeee; color: #424242; font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 12px;&quot;&gt;
9 – Por que as pessoas ainda consomem drogas se há tanta divulgação de que fazem mal?&lt;br /&gt;Resposta – Há vários motivos, dependendo da pessoa: curiosidade, para esquecer problemas, frustrações ou insatisfação, insegurança e busca de prazer. O uso pode comprometer gravemente a vida da pessoa.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: #eeeeee; color: #424242; font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 12px;&quot;&gt;
10 – Que fatores levam ao risco de uso ou abuso de drogas?&lt;br /&gt;Resposta – A falta de informação, uma saúde deficiente, insatisfação com a própria vida, personalidade vulnerável e acesso fácil às drogas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: #eeeeee; color: #424242; font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 12px;&quot;&gt;
11 – O que significa Prevenção às Drogas?&lt;br /&gt;Resposta – Define-se como prevenção às drogas: medidas que informam as pessoas sobre as questões relacionadas com o seu uso; ações que impeça o seu uso e recuperação de usuários com reintegração ao meio social.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/feeds/8997519838608292819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/2014/09/sugestao-de-perguntas-e-respostas-para.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default/8997519838608292819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default/8997519838608292819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/2014/09/sugestao-de-perguntas-e-respostas-para.html' title=''/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12549472885192724622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-376102822312167392.post-4407267198063948460</id><published>2012-12-14T07:13:00.000-08:00</published><updated>2012-12-14T07:13:15.923-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>SUPERAÇÃO
REINSERÇÃO SOCIAL
 
A familía é a principal aliada no processo de tratamento e de reinserção social da pessoa que apresenta dependência .
A presença da família é importante durante todo o processo de tratamento da pessoa que apresenta dependência e fundamental também na etapa da reinserção social do ex-usuário de crack. Após o término da fase intensiva de tratamento e com o retorno ao meio familiar, o restabelecimento das relações sociais positivas está diretamente relacionado à manutenção das transformações.

Segundo Fátima Sudbrack, psicóloga e professora da Universidade de Brasília (UnB), um dos primeiros passos para o processo de reinserção social é evitar o isolamento do usuário. “É uma ilusão achar que só a internação vai resolver o problema. Na verdade, a desintoxicação é só uma parte do tratamento, pois o mais importante é a reinserção social. É importante que o dependente saiba com quem pode contar”, explica.

É fundamental que a família reconheça que ele está em um processo de recuperação de dependência, compreenda suas dificuldades e ofereça apoio para que ele possa reconstruir sua vida social. “Durante o tratamento os familiares e amigos podem e devem apoiar o dependente, se possível com ajuda profissional. O principal risco para um ex-usuário é se sentir sozinho, desvalorizado e sem a confiança das pessoas próximas”, diz Fátima.

A capacidade de acolher e compreender, estabelecer regras claras de convivência familiar, a demonstração de um interesse real em ajudar e de compromisso com a recuperação, além do respeito às diferenças e da manutenção de um ambiente de apoio, carinho e atenção, são atitudes que contribuem para melhorar a qualidade de vida do ex-usuário e ajudam na prevenção de recaídas. “De forma geral, no início é preciso exercer um controle maior sobre as atividades do indivíduo, manter uma rotina mais rigorosa, com acompanhamento. É preciso oferecer toda a ajuda possível, manter uma proximidade maior. O que faltou antes vai ter que ser fortalecido neste momento”, afirma o médico Mauro Soibelman, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). É o chamado manejo firme e amigável, expressão usada por psiquiatras especializados no tratamento de dependentes químicos. “Não significa ser autoritário e bruto, apenas firme no propósito de manter o usuário longe do crack”, completa o especialista.

De acordo com Raquel Barros, psicóloga da ONG Lua Nova, é preciso dar espaço para a pessoa recomeçar. “Não se trata de fazer de conta que nada está acontecendo, mas de não focar a pessoa só nisso”, ressalta. A procura por um trabalho e a volta aos estudos deve ser incentivada. “É fundamental ocupar o tempo em que o dependente fumava crack com atividades saudáveis, seja com estudos, trabalho, esportes ou caminhadas”, diz Mauro Soibelman.

Hábitos sociais
Situações de convívio social fora do ambiente familiar tendem a ser desafiadoras para o ex-usuário de crack. Para a psicóloga Fátima Sudbrack, não é recomendado que a pessoa volte a freqüentar casas noturnas, bares ou mantenha contato com amigos que fazem uso de drogas. “Não podemos pedir que a pessoa abandone tudo o que fazia, mas é bem difícil retornar a esses lugares e não voltar a consumir a droga”, diz.

O uso de drogas lícitas, mesmo de forma moderada, não é recomendado pela maioria dos especialistas. “O cigarro é mais tolerável, apesar de controverso. Mas o álcool é um grande problema. Mesmo em baixas doses, a bebida alcoólica afrouxa as defesas do usuário e se torna um facilitador para recaídas”, explica Soibelman. Para a psicóloga Fátima Sudbrack, o dependente tende a compensar a ausência do crack com outra droga mais acessível. “Fazendo o uso de álcool e outras drogas ele não vai se recuperar, mas apenas buscar satisfação em outro produto”,</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/feeds/4407267198063948460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/2012/12/superacaoreinsercao-social-familia-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default/4407267198063948460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default/4407267198063948460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/2012/12/superacaoreinsercao-social-familia-e.html' title=''/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12549472885192724622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-376102822312167392.post-4910017182928651766</id><published>2012-12-14T07:08:00.002-08:00</published><updated>2012-12-14T07:08:34.211-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>o crack como surgiu                                                           o crack surgiu nos Estados Unidos na década de 1980 em bairros pobres de Nova Iorque, Los Angeles e Miami. O baixo preço da droga e a possibilidade de fabricação caseira atraíram consumidores que não podiam comprar cocaína refinada, mais cara e, por isso, de difícil acesso. Aos jovens atraídos pelo custo da droga juntaram-se usuários de cocaína injetável, que viram no crack uma opção com efeitos igualmente intensos, porém sem risco de contaminação pelo vírus da Aids, que se tornou epidemia na época.

No Brasil, a droga chegou no início da década de 1990 e se disseminou inicialmente em São Paulo. “O consumo do crack se alastrou no País por ser uma droga de custo mais baixo que o cloridrato de coca, a cocaína refinada (em pó). Para produzir o crack, os traficantes utilizam menos produtos químicos para fabricação, o que a torna mais barata&quot;, explica Oslain Santana, diretor de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal.

Segundo estudo dos pesquisadores Solange Nappo e Lúcio Garcia de Oliveira, ambos da Universidade Federal de são Paulo (Unifesp), o primeiro relato do uso do crack em São Paulo aconteceu em 1989. Dois anos depois, em 1991, houve a primeira apreensão da droga, que avançou rapidamente: de 204 registros de apreensões em 1993 para 1.906 casos em 1995. Para popularizar o crack e aquecer as vendas, os traficantes esgotavam as reservas de outras drogas nos pontos de distribuição, disponibilizando apenas as pedras. Logo, diante da falta de alternativas, os usuários foram obrigados a optar e aderir ao uso.

Hoje, a droga está presente nos principais centros urbanos do País. Os dados mais recentes sobre o consumo do crack estão sendo coletados e indicarão as principais regiões afetadas, bem como o perfil do usuário. Segundo, no entanto, pesquisa domiciliar realizada pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas – SENAD, em parceria com o Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) em 2005, 0,1% da população brasileira consumia a droga.lamentavelmente. 

                   </content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/feeds/4910017182928651766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/2012/12/o-crack-como-surgiu-o-crack-surgiu-nos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default/4910017182928651766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default/4910017182928651766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/2012/12/o-crack-como-surgiu-o-crack-surgiu-nos.html' title=''/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12549472885192724622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-376102822312167392.post-3374513031659261864</id><published>2012-12-14T06:58:00.000-08:00</published><updated>2012-12-14T06:58:25.473-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'> No Chile Injuv Jornal: Guerra contra as drogas guerra, sobre a juventude


Por Eduardo Vergara B . Diretor de Assuntos do Sul e Observatório de Políticas sobre Drogas e Opinião Pública 


Publicado na Revista RT Injuv , Governo do Chile

 Apesar das boas intenções, os chilenos mais jovens estão consumindo drogas e um número crescente estão a ser presos e punidos. Lado a lado com essa notícia ruim, o crime organizado está a substituir o Estado em muitos distritos do Chile e aos cartéis mexicanos no México ter encontrado um novo centro de operações. Dadas as metas que os governos recentes foram levantadas, não é nada novo para argumentar que nossa política de drogas falhou.

Mas não o suficiente para admitir o fracasso. É imperativo encontrar soluções para reverter a situação antes que seja tarde demais. Lentamente, estamos a fazer os mesmos erros que levaram a países como o México, para cair nas profundezas de uma guerra sangrenta que já matou mais de 60 000 mortes em cinco anos.

Aqueles que defendem a atual política argumentam que a realidade chilena é muito diferente do mexicano, colombiano ou Central. Mas eles estão errados. Nosso país já está mostrando sintomas semelhantes aos que viveram todos esses países: a proibição provocou o fortalecimento da violência do crime organizado e do consumo. Ignorar o que está acontecendo em nossa região não é apenas irresponsável, é para dar um impulso aos narcos mais do que o tráfico de drogas continuar a financiar o terror, agradecido das políticas atuais.

Como um grande número de líderes mundiais e de ex-presidentes latino-americanos de todos os matizes políticos têm questionado os modelos atuais, devemos fazer o mesmo. O país merece uma discussão aberta, longe de tabus ideológicos e barreiras morais gatille refletir sobre o que é a política certa para o Chile.

Devemos nos mover em direção a uma política de drogas com base em ciência, saúde e direitos humanos. Desencadeado por mudanças estruturais, tais como mover o caminho do Ministério da Saúde do Interior, e as mudanças substantivas em relação aos medicamentos maneira estão enfrentando algumas optaram por ser ilegal. Regulamento é o único modelo honesto nos permitem ter uma educação honesta e alternativas de reabilitação conter o consumo efetivo.

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Observatório Latino-Americano de Política de Drogas e Opinião Pública Assuntos do Sul
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/feeds/3374513031659261864/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/2012/12/no-chile-injuv-jornal-guerra-contra-as.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default/3374513031659261864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default/3374513031659261864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/2012/12/no-chile-injuv-jornal-guerra-contra-as.html' title=''/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12549472885192724622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-376102822312167392.post-8314483983351684551</id><published>2011-05-07T16:03:00.000-07:00</published><updated>2011-05-07T16:03:06.158-07:00</updated><title type='text'>Odontologistas</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhAyN6HbxL4-0qY1v7y3NfDnlonCn5CAI_LK7LJTL0wzrZyoKuuZb0nawpIZzdhOWSfwVVEqIE-Twt7why17cti2dB0ZqrGgRxgelyQ0OaZpYdGsgI_3uFhMMZwwCiovBOeb54tSBsqq94/s1600/a46785453c1253ca3f2fd9c81d7552dd3c0a01fd.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;109&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhAyN6HbxL4-0qY1v7y3NfDnlonCn5CAI_LK7LJTL0wzrZyoKuuZb0nawpIZzdhOWSfwVVEqIE-Twt7why17cti2dB0ZqrGgRxgelyQ0OaZpYdGsgI_3uFhMMZwwCiovBOeb54tSBsqq94/s320/a46785453c1253ca3f2fd9c81d7552dd3c0a01fd.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 11px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 11px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;&quot;&gt;Os registros dentais são, freqüentemente, uns dos métodos mais efetivos de identificação do corpo. Assim como as impressões digitais, os dentes de todas as pessoas são diferentes. A forma, tamanho, alinhamento, fragmentos e obturações são registrados com detalhes pelo nosso dentista, quando ele examina nossos dentes. Os odontologistas solicitam estes registros e os compraram com as marcas de mordidas encontradas na cena do crime ou com os dentes dos corpos sem identificação. Os odontologistas tiram raios X dos dentes do corpo encontrado, antes de compará-los com os registros dentais de pessoas desaparecidas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 11px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;&quot;&gt;A primeira vez que os dentes foram usados para identificar os corpos de pessoas mortas foi em 1849, após um incêndio numa opera em Viena.&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/feeds/8314483983351684551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/2011/05/odontologistas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default/8314483983351684551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default/8314483983351684551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/2011/05/odontologistas.html' title='Odontologistas'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12549472885192724622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhAyN6HbxL4-0qY1v7y3NfDnlonCn5CAI_LK7LJTL0wzrZyoKuuZb0nawpIZzdhOWSfwVVEqIE-Twt7why17cti2dB0ZqrGgRxgelyQ0OaZpYdGsgI_3uFhMMZwwCiovBOeb54tSBsqq94/s72-c/a46785453c1253ca3f2fd9c81d7552dd3c0a01fd.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-376102822312167392.post-1908463039779016579</id><published>2011-05-07T16:00:00.000-07:00</published><updated>2011-05-07T16:00:37.862-07:00</updated><title type='text'>Cientistas Forenses</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhnTS5XD2O59cie8ao4VYW3iXJrdcpl2UwJlCaeMuGt0zbxOaHKHBHyyRc4DBHP-t4Qh_z-ONu3Nwv-uELKiaHgLshFSYWTAQVhGxQZfhJg0DdyHmJeRZKTNfB2NeLRN2qvTxtPc5d0X0c/s1600/df6c2c3621aef0b44587932943ab21eee8f71b60.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;109&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhnTS5XD2O59cie8ao4VYW3iXJrdcpl2UwJlCaeMuGt0zbxOaHKHBHyyRc4DBHP-t4Qh_z-ONu3Nwv-uELKiaHgLshFSYWTAQVhGxQZfhJg0DdyHmJeRZKTNfB2NeLRN2qvTxtPc5d0X0c/s320/df6c2c3621aef0b44587932943ab21eee8f71b60.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Durante uma investigação, onde um crime foi realizado há anos ou décadas, os antropólogos forenses são chamados para fazer uma análise dos restos de esqueletos. Na maioria das vezes, seu conhecimento pode ser vital na construção do perfil biológico da vítima. Detalhes, como: idade, sexo, raça, altura e peso podem ajudar a trazer uma identificação positiva. Os esqueletos só podem ser identificados como procedentes de humanos através de um exame prévio.&lt;br /&gt;
Se houver suspeitas de algo ilícito, o antropólogo forense examinará os ossos a procura de algum vestígio de violência ou trauma, por exemplo: sinas de feridas feitas com facadas e ossos machucados ou fraturados. Muitas vezes, os antropólogos forenses são chamados para visitar o local onde foram encontrados os restos e ajudar na exumação do corpo.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/feeds/1908463039779016579/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/2011/05/cientistas-forenses.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default/1908463039779016579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default/1908463039779016579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/2011/05/cientistas-forenses.html' title='Cientistas Forenses'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12549472885192724622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhnTS5XD2O59cie8ao4VYW3iXJrdcpl2UwJlCaeMuGt0zbxOaHKHBHyyRc4DBHP-t4Qh_z-ONu3Nwv-uELKiaHgLshFSYWTAQVhGxQZfhJg0DdyHmJeRZKTNfB2NeLRN2qvTxtPc5d0X0c/s72-c/df6c2c3621aef0b44587932943ab21eee8f71b60.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-376102822312167392.post-3205003076418370200</id><published>2011-05-07T15:58:00.000-07:00</published><updated>2011-05-22T16:00:41.675-07:00</updated><title type='text'>Patologistas</title><content type='html'>Patologistas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Especialistas no funcionamento do corpo humano, os patologistas são capazes de saber qual foi o processo de deterioração gradativa do corpo que levou o indivíduo à morte. De fato, este é o seu trabalho. Esses médicos, altamente especializados, determinam as mudanças estruturais e funcionais que acontecem no corpo humano. Durante a autopsia, eles utilizam uma série de métodos.&lt;br /&gt;
O patologista examina o corpo, cortando-o e abrindo-o, e inspeciona os órgãos internos para descobrir o tempo e a causa da morte. O processo gástrico, por exemplo, pára no momento que o corpo morre. Dessa forma, é possível analisar a comida não digerida que ficou no estômago e ter uma idéia do que aconteceu nas horas e minutos que antecederam o fatal acontecimento. É claro que os patologistas trabalham também com os vivos. Muitas vezes, eles são chamados para determinar como aconteceu um ferimento durante um assalto ou estupro. O The Royal College of Pathology se refere ao trabalho do patologista como uma ciência oculta.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/feeds/3205003076418370200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/2011/05/patologistas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default/3205003076418370200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default/3205003076418370200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/2011/05/patologistas.html' title='Patologistas'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12549472885192724622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-376102822312167392.post-2544152100590777251</id><published>2011-05-07T15:56:00.001-07:00</published><updated>2011-05-07T15:56:13.474-07:00</updated><title type='text'>O que é Prática Forense?</title><content type='html'>Prática forense é a aplicação de técnicas científicas dentro de um processo legal. Essas práticas envolvem pesquisadores altamente especializados – ou criminalistas – que localizam vestígios. Mas esses vestígios só podem proporcionar provas conclusivas quando são testados em laboratório. Alguns dos vestígios encontrados não podem ser vistos a olho nu. Hoje em dia, a ciência forense usa o teste de DNA nos julgamentos de acusações complexas e sérias – solucionando assassinatos através dos blocos da vida.&lt;br /&gt;
Como os criminosos desenvolveram vias cada vez mais criativas de driblar a lei, nossa força policial foi obrigada a descobrir maneiras mais eficientes de levar esses delinqüentes a julgamento. Mesmo que aparentemente eles não deixem pistas, os detetives descobriram há algum tempo que isto não é verdade. A presença física sempre estará presente em um objeto, local ou até mesmo em outra pessoa. Todos nós sabemos que os criminosos podem ser capturados pelas pegadas e balas de revólver. Mas o que nem todos sabiam era que as fibras, amostras de cabelo e até sujeira de sapato podem ser usados na investigação. De fato, quase qualquer coisa encontrada na cena do crime pode ser testada e usada como prova, confirmando ou não a presença de um suspeito no local.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/feeds/2544152100590777251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/2011/05/o-que-e-pratica-forense.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default/2544152100590777251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default/2544152100590777251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/2011/05/o-que-e-pratica-forense.html' title='O que é Prática Forense?'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12549472885192724622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-376102822312167392.post-8156926256049322453</id><published>2011-05-07T15:54:00.001-07:00</published><updated>2011-05-07T15:54:21.169-07:00</updated><title type='text'>Crime Verdadeiro</title><content type='html'>Crime Verdadeiro&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Numa investigação de assassinato, à medida que o tempo passa, fica mais difícil encontrar os vestígios. Mas, nos roubos de obras de arte, o tempo é um aliado dos investigadores que tentam resolver o crime. As estatísticas mostram que a maioria dos roubos de obras de arte leva vários anos ou décadas para ser solucionada.&lt;br /&gt;
Com a divulgação e publicidade do roubo, qualquer pessoa poderia detectar o ladrão. Por isso, as obras roubadas são mantidas escondidas por um longo período, antes de serem vendidas. Esta é uma das razões pela qual apenas 20% das obras roubadas são recuperadas. A política de muitas casas de leilões, incluindo as líderes Christie&#39;s e Sotheby&#39;s, é verificar se uma obra de arte é roubada, antes de leiloá-la. Mas a falta de leis facilita a venda dessas obras aos pequenos antiquários.&lt;br /&gt;
De acordo com os registros de achados e perdidos de obras de arte, 54% de todas as peças roubadas são recuperadas pelos catálogos de leilões; 31% pela polícia; 6% pelos revendedores de arte e 6% através dos registros dos achados e perdidos. O especialista científico que certifica se uma obra é autêntica ou não, através de um estudo minucioso da pintura, atua como um elemento importante na luta contra os roubos de obras de arte. Equipados com métodos de análises de carbono e pigmento, e técnica de luzes fluorescente UV, estes especialistas conseguem revelar até o mais perfeito falsificador. Se alguém tentar passar uma falsificação de Vermeer ou Velazquez, por exemplo, utilizando pigmento azul da Prússia, será imediatamente desmascarado – o pigmento só foi usado em 1704!</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/feeds/8156926256049322453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/2011/05/crime-verdadeiro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default/8156926256049322453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default/8156926256049322453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/2011/05/crime-verdadeiro.html' title='Crime Verdadeiro'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12549472885192724622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-376102822312167392.post-2455845462092348583</id><published>2011-05-07T15:47:00.000-07:00</published><updated>2011-05-07T15:47:57.260-07:00</updated><title type='text'>O Sistema do Prazer, as Drogas e a Sociedade!</title><content type='html'>A busca constante por estímulos prazerosos, como alimentos saborosos, uma cerveja geladinha e a relação sexual excitante, está associada a um &quot;sistema cerebral de recompensa&quot;, assim denominado pelo neurobiólogo americano James Olds nos anos 60. Trata-se de uma complexa rede de neurônios que é ativada quando fazemos atividades que causam prazer. Este sistema nos fornece uma recompensa sempre que fazemos determinadas atividades, levando-nos, portanto, a repetir aqueles atos. Biologicamente, ele tem uma função específica e essencial: garantir a sobrevivência do indivíduo e da espécie, ao dar motivação para comportamentos como comer, beber e reproduzir-se.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Infelizmente, não somente as funções fisiológicas normais estimulam este sistema, mas também o fazem o álcool e outras drogas de abuso, e às vezes gerando um prazer muito mais intenso do que as funções naturais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como afirmam os autores do artigo Abuso de Drogas [ leia o artigo ] desta edição: &quot;quando uma pessoa usa uma droga psicoativa e o efeito por ela produzido é de alguma forma agradável, este efeito adquire o caráter de uma recompensa&quot;. De fato, estudos experimentais comprovam que todos os comportamentos que são reforçados por uma recompensa tendem a ser repetidos e aprendidos. Estudos mais recentes demonstraram que o sistema de recompensa é subjacente a drogas como morfina, heroína, cocaína, álcool e até mesmo a nicotina do cigarro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Embora possa provocar inicialmente euforia e bem-estar, dando aos adictos uma falsa idéia de efeito benéfico, a influência das drogas sobre o sistema de recompensa, ao tornar-se crônica pela repetição do uso, acaba conduzindo a um poderoso e inescapável ciclo de adição, muitas vezes danificando o cérebro [leia o artigo] e outros órgãos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se pensarmos bem, este fato biológico está por trás de uma infinidade de dramas pessoais e sociais e uma modificação talvez irreversível das sociedades, que sofrem pesadamente com o domínio ilícito das atividades de exploração econômica da drogadição. Nos EUA, por exemplo, estima-se que 63% (1) de todas as atividades criminosas, de roubos a assassinatos praticados por gangues e traficantes, e um número incontável de mortes e doenças, são causadas direta ou indiretamente pelo uso de drogas de abuso por uma parcela relativamente pequena da população. Em países como a Colômbia, e nas grandes cidades do Brasil, estas estatísticas podem ser ainda piores. É, sem dúvida uma epidemia assustadora, e a maior tragédia desse final de século.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso, é tão urgente a compreensão dos mecanismos cerebrais da drogadição pela neurociência. Por que ela ocorre? Como bloquea-la?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O objetivo dos experimentos nos quais alguns cientistas estão engajados é descobrir a natureza química dos sistemas mediadores da recompensa. Também nesta edição, no artigo &quot; A Síndrome da Deficiência da Recompensa&quot; [ leia o artigo], são apresentados os mecanismos cerebrais deste sistema intrigante, as causas e conseqüências de sua deficiência e uma breve explanação de escassas tentativas terapêuticas para o fenômeno da adição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um dado curioso que emerge das diversas pesquisas nesse campo é que a ação de quantidades minúscula da droga que chegam ao cérebro altera de forma poderosa o comportamento, ao mexerem com os mecanismos normais da neurotransmissão. Uma descoberta fundamental, na década dos 60s, posteriormente confirmada para muitas outras drogas, é que nosso cérebro tem neurotransmissores com estrutura química semelhante às drogas de adição (como as endorfinas, literalmente, morfinas endógenas!) e receptores químicos nas membranas que reagem especificamente às drogas circulantes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Portanto, o segredo da compreensão do controle das funções cerebrais na drogadição está principalmente em entender os nossos processos químicos de informação. Se pudermos entender como estes sistemas interagem para produzir estes comportamentos, e se soubermos o suficiente sobre a neuroquímica, poderemos eventualmente intervir e bloquear ou corrigir as alterações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas isso não é tudo. Precisamos também entender melhor os mecanismos psicológicos individuais e sociais que estão por trás do fenômeno da drogadição. Afinal, todos nós temos esses sistemas cerebrais, neurotransmissores e receptores, mas apenas alguns de nós sucumbimos ao abuso de drogas.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/feeds/2455845462092348583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/2011/05/o-sistema-do-prazer-as-drogas-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default/2455845462092348583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default/2455845462092348583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/2011/05/o-sistema-do-prazer-as-drogas-e.html' title='O Sistema do Prazer, as Drogas e a Sociedade!'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12549472885192724622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-376102822312167392.post-5072897441504457615</id><published>2011-05-07T15:44:00.000-07:00</published><updated>2011-05-07T15:44:08.471-07:00</updated><title type='text'>Cristal a droga da morte está sendo vendida por traficantes no Benedito Bentes</title><content type='html'>Cristal a droga da morte está sendo vendida por traficantes no Benedito Bentes   &lt;br /&gt;
Jornal Alagoas em Tempo &lt;br /&gt;
A delegada Maria Aparecida, do 22º distrito policial, confirmou com exclusividade para o Alagoas em Tempo, que a droga Cristal Meth, conhecida também como Cristal da Morte, já está circulando em Alagoas, principalmente em Maceió. A droga que está tirando o sono do poder público norte-americano, está sendo comercializada por traficantes do bairro Benedito Bentes. &quot;Essa droga, é mais nociva que a Merla e os efeitos aos usuários é devastador principalmente porque estoura todos os dentes e as gengivas do consumidor. Tenho conhecimento da presença dela no Benedito Bentes, mas, já tenho suspeita que ela está sendo comercializada na minha área que compreende as favelas localizadas no Trapiche da Barra e no Vergel e já estou investigando através de minha equipe de trabalho&quot;, disse a delegada.&lt;br /&gt;
Segundo a delegada, &quot;O número de usuários desta droga no Brasil é mínimo, mas o fato dela ser 60 vezes mais potente que a cocaína e devastadora por excelência, preocupa a polícia, os órgãos de saúde e de combate às drogas.&lt;br /&gt;
Meth vem do hebraico morte e, realmente, é o nome mais adequado para esta bomba. Seus efeitos imediatos são a euforia, aumento do desejo sexual, mas depois pode causar inúmeros transtornos. A destruição física é notória e fora do país é um dos assuntos que mais preocupa as autoridades, quando se fala em Cristal Meth&quot;, disse a delegada.&lt;br /&gt;
O que é a droga&lt;br /&gt;
O farto material foi publicado no blog da delegada e traz o texto da jornalista Suzane Furtuoso, publicado no site da revista Época, reproduzido abaixo na íntegra:&lt;br /&gt;
A droga que mais preocupa as autoridades americanas começa a aparecer em raves no Brasil. Uma pedra cristalina, aparentemente inofensiva, tornou-se o pesadelo da sociedade americana. A droga, conhecida como crystal meth ou ice - entre outros nomes -, tem o nome técnico de metanfetamina, é destrutiva e pode ser usada das mais variadas formas: ingerida em cápsula, derretida para ser injetada, cheirada como a cocaína e fumada como o crack.&lt;br /&gt;
Com o tempo, a sensação de euforia e o aumento do desejo sexual, produzidos pelas altas doses de dopamina liberadas no cérebro, dão lugar a pânico, alucinações, agressividade, convulsões, falta de apetite, risco de derrame, colapso cardiovascular, corrosão de dentes e gengivas. A droga não custa a levar à morte - e está sendo considerada uma epidemia sem precedentes.&lt;br /&gt;
Esse quadro assustador dá seus primeiros passos também no Brasil. Desde o começo do ano, o Departamento de Investigações sobre Narcóticos vem fazendo apreensões da droga em raves e faculdades de São Paulo. No dia 20 de agosto, a Operação Dancing, de combate ao tráfico de drogas sintéticas, prendeu 20 jovens numa rave em Indaiatuba, no interior do Estado, com ecstasy, LSD, maconha e a preocupante novidade. &lt;br /&gt;
Ainda não há pistas de como o tóxico entra no país porque a polícia não conseguiu chegar aos traficantes. Assim como o ecstasy, por aqui a crystal meth custa caro e está restrita à classe média alta. Nos Estados Unidos, antes de entrar na moda, foi durante muito tempo a droga típica do meio rural, produzida em laboratórios de fundo de quintal a partir de ingredientes tirados de remédios comuns.&lt;br /&gt;
O Grupo de Estudos de Álcool e Drogas do Hospital das Clínicas de São Paulo também registra a presença da crystal meth. O diretor da instituição, o psiquiatra Arthur Guerra de Andrade, já identificou o uso do entorpecente entre jovens pacientes. &quot;Quem experimentou utiliza outros tipos de droga. A descrição é de um ecstasy turbinado&quot;, diz. O médico considera preocupante o surgimento da moda. &quot;Por ser sintética e misturada com substâncias cuja reação no corpo é desconhecida, pode se tornar um sério problema de saúde pública&quot;, destaca.&lt;br /&gt;
Nos Estados Unidos, a meth é tratada como uma epidemia sem precedentes &lt;br /&gt;
A pseudoefedrina - usada para produzir metanfetamina, um derivado sintético mais potente da anfetamina - é o estimulante que dá base à droga. É relativamente fácil de produzir, mas perigoso. São comuns explosões nos laboratórios clandestinos que proliferaram no interior dos EUA.&lt;br /&gt;
Mais de 12 milhões de americanos já experimentaram metanfetaminas e 1,5 milhão são usuários regulares, de acordo com estimativas governamentais. Ao que parece, nenhum dos Estados escapou da crystal meth. O Missouri está no topo da lista, com mais de 8 mil laboratórios clandestinos. Pesquisa da National Association of Counties feita com autoridades de 45 dos 50 Estados americanos mostrou que, para 58% deles, a crystal meth é, atualmente, a droga mais preocupante. Depois vêm a cocaína, com 19%, a maconha, com 17%, e a heroína, com 3%.&lt;br /&gt;
A metanfetamina não é uma droga nova. Como a maconha e a heroína, porém, tornou-se mais poderosa graças à tecnologia. Na década de 50, era prescrita para dietas e casos de depressão. Foi proibida nos anos 70, mas continuou a ser fabricada clandestinamente no interior dos EUA. Na década passada, o tráfico organizado mexicano começou a produzir meth. Hoje, metade da droga consumida é feita no México.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/feeds/5072897441504457615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/2011/05/cristal-droga-da-morte-esta-sendo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default/5072897441504457615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default/5072897441504457615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/2011/05/cristal-droga-da-morte-esta-sendo.html' title='Cristal a droga da morte está sendo vendida por traficantes no Benedito Bentes'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12549472885192724622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-376102822312167392.post-2045971228912587062</id><published>2011-05-07T15:41:00.001-07:00</published><updated>2011-05-07T15:41:17.936-07:00</updated><title type='text'>Óxi</title><content type='html'>Óxi é o nome da nova droga que está sendo vendida pelos traficantes no Brasil. A substância, que segundo especialistas é mais forte que o crack, usa como princípio ativo a pasta da folha de coca.&lt;br /&gt;
Assim como o crack, o óxi pode ser fumado ou inalado. Os efeitos começam a surgir depois de, mais ou menos, sete segundos. A substância consegue causar sensações de euforia, depressão, medo e paranoia. A duração desses efeitos é de, no máximo, dez minutos. Por usar cal e combustível como ingredientes adicionais, o óxi consegue agredir mais o organismo do usuário.&lt;br /&gt;
A curto prazo, dificuldade na respiração, fibroses e endurecimento do pulmão podem ser causados. Produzida na Bolívia, a droga começou a entrar no Brasil em 2005.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/feeds/2045971228912587062/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/2011/05/oxi.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default/2045971228912587062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default/2045971228912587062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/2011/05/oxi.html' title='Óxi'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12549472885192724622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-376102822312167392.post-6892633836256036178</id><published>2011-04-30T16:52:00.001-07:00</published><updated>2011-04-30T16:52:45.340-07:00</updated><title type='text'>Cocaína</title><content type='html'>A Erythroxylon coca é uma planta encontrada na América Central e América do Sul. Essas folhas são utilizadas, pelo povo andino, para mascar ou como componente de chás, com a função de aliviar os sintomas decorrentes das grandes altitudes. Entretanto, uma substância alcaloide que constitui cerca de 10% desta parte da planta, chamada benzoilmetilecgonina, é capaz de provocar sérios problemas de saúde e também sociais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na primeira fase da extração do alcaloide, as folhas são prensadas em ácido sulfúrico, querosene ou gasolina, resultando em uma pasta denominada sulfato de cocaína. Na segunda e última, utiliza-se ácido clorídrico, formando um pó branco. Assim, neste segundo caso, ela pode ser aspirada, ou dissolvida em água e depois injetada. Já a pasta é fumada em cachimbos, sendo chamada, neste caso, de crack. Há também a merla, que é a cocaína em forma de base, cujos usuários fumam-na pura ou juntamente com maconha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Atuando no Sistema Nervoso Central, a cocaína provoca euforia, bem estar, sociabilidade. Pelo fato de que nem sempre as pessoas conseguem ter tais sensações naturalmente, e de forma intensa, uma pessoa que se permite utilizar esta substância tende a querer usar novamente, e mais uma vez, e assim sucessivamente. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O coração tende a acelerar, a pressão aumenta e a pupila se dilata. O consumo de oxigênio aumenta, mas a capacidade de captá-lo, diminui. Este fator, juntamente as com arritmias que a substância provoca, deixa o usuário pré-disposto a infartos. O uso frequente também provoca dores musculares, náuseas, calafrios e perda de apetite.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como a cocaína tende a perder sua eficácia ao longo do tempo de uso, fato este denominado tolerância à droga, o usuário tende a utilizar progressivamente doses mais altas buscando obter, de forma incessante e cada vez mais inconsequente, os mesmos efeitos agradáveis que conseguia no início de seu uso. Dosagens muito frequentes e excessivas provocam alucinações táteis, visuais e auditivas; ansiedade, delírios, agressividade, paranoia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este ciclo torna-o também cada vez mais dependente, fazendo de tudo para conseguir a droga, resultando em problemas sérios não só no que tange à sua saúde, mas também em suas relações interpessoais. Afastamento da família e amigos, e até mesmo comportamentos condenáveis, como participação de furtos ou assaltos para obter a droga são comuns.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além de provocar, em longo prazo, comprometimento dos músculos esqueléticos, existem ainda os agravantes recorrentes da forma de uso. Cocaína injetável, por exemplo, pode provocar a contaminação por doenças infecciosas, como hepatite e AIDS, e infecções locais. No caso daqueles que inalam, comprometimento do olfato, rompimento do septo nasal e complicações respiratórias, estas últimas também típicas dos fumantes, incluindo aí bronquite, tosse persistente e disfunções severas. Gestantes podem ter bebês natimortos, com malformações, ou comprometimento neurológico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Romper com a droga é difícil, já que o indivíduo tende a se sentir deprimido, irritadiço, e com insônia. Assim, quando um usuário opta por deixá-la, deve receber bastante amparo e ser incentivado neste sentido. É necessária ajuda médica, tanto no processo de desintoxicação quanto tempos depois desta etapa.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/feeds/6892633836256036178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/2011/04/cocaina.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default/6892633836256036178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default/6892633836256036178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/2011/04/cocaina.html' title='Cocaína'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12549472885192724622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-376102822312167392.post-4486088171511895198</id><published>2011-04-30T16:51:00.000-07:00</published><updated>2011-04-30T16:51:00.917-07:00</updated><title type='text'>O Caminho do Crak no Organismo e Seus Efeitos Devastadores</title><content type='html'>Um Corpo que cai... &lt;br /&gt;
 Em estado gasoso _ fumaça; a cocaína, principio ativo do crak; chega aos alvéolos pulmonares _ pontas do sistema respiratório onde é feita a troca entre gás carbônico e oxigênio. A droga entra na circulação pelos alvéolos e atinge o coração. Começa a agir nos órgãos mais irrigados do corpo, especialmente no cérebro. &lt;br /&gt;
No sistema nervoso central, interfere nos neurotransmissores _ que fazem a comunicação entre os neurônios _ que fazem a comunicação entre os neurônios; e hiper-estimula a atividade motora. O bem estar e a euforia duram de dois a cinco minutos. &lt;br /&gt;
A pressão arterial aumenta assim como os batimentos cardíacos; provoca convulsão, há riscos de enfarte e de derrame cerebral. O crak então chega ao fígado onde é metabolizado. Vai até os rins que o eliminam pela bexiga. &lt;br /&gt;
Em uma das canções de John Lennon há uma estrofe de pesado sentido, milhões de jovens já a escutaram e talvez não entenderam sua beleza de idéias; a estrofe em sua versão original diz: &lt;br /&gt;
“ Você pode ir à igreja e cantar hinos, &lt;br /&gt;
Pode julgar-me pela cor da pele; &lt;br /&gt;
Pode viver na mentira uma vida inteira... &lt;br /&gt;
Só não pode esconder uma coisa: &lt;br /&gt;
Quando você está estragado por dentro!” &lt;br /&gt;
Ninguém consegue disfarçar por muito tempo, os estragos que o vicio opera em si... &lt;br /&gt;
Janir Joplin costumava dizer, pouco antes de morrer: “ O mundo apreciaria mais minhas canções se soubesse que estou me destruindo aos poucos.”</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/feeds/4486088171511895198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/2011/04/o-caminho-do-crak-no-organismo-e-seus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default/4486088171511895198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default/4486088171511895198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/2011/04/o-caminho-do-crak-no-organismo-e-seus.html' title='O Caminho do Crak no Organismo e Seus Efeitos Devastadores'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12549472885192724622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-376102822312167392.post-5389708066099912722</id><published>2011-04-30T16:46:00.001-07:00</published><updated>2011-04-30T16:46:44.740-07:00</updated><title type='text'>Maconha</title><content type='html'>Em 1735, o botânico Carl Lineu nomeou a Maconha como Cannabis sativa. A mesma foi chamada de Cannabis indica, pelo biólogo francês, Jean Baptiste Lamarck. &lt;br /&gt;
Assim como outras plantas, a maconha possui dois gêneros: macho e fêmea. Em um mesmo pé pode ter ambas as estruturas sexuais. É a flor do macho que produz o pólen que fecunda a fêmea, quando a flor da fêmea é fecundada ela se enche de sementes e depois morre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando não ocorre fecundação da fêmea, essa excreta uma grande quantidade de resina pegajosa composta por dezenas de substâncias diferentes. Dentre as várias substâncias, existe a THC (delta-9-tetrahidrocanabinol) que serve de filtro solar para a planta, pois essa é de clima desértico. Apesar do THC estar presente em toda a planta é na flor da fêmea que se encontra a maior concentração da substância. A real droga da maconha é essa flor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O THC tem uma propriedade bem curiosa, gruda em algumas moléculas das paredes dos neurônios de animais, até mesmo do homem, tais moléculas são conhecidas como receptores de canabinóides, quando ocorre a ligação o receptor opera sutis mudanças químicas dentro da célula, mas não se sabe dizer ao certo quais são elas. Em 1992, o pesquisador israelense Ralph Mechoulam descobriu o motivo pelo qual temos tal receptor. O receptor serve para ligar-se à outra molécula, a mesma fabricada pelo próprio cérebro, muito semelhante ao THC. A molécula foi batizada por Rauph de anandamida (ananda, em sânscrito, significa “felicidade”). Enfim, o cérebro produz uma substância com efeitos parecidos com os do THC, em doses bem menores. &lt;br /&gt;
Não se sabe qual a finalidade da anandamida no cérebro, mas está relacionada ao controle da dor. Pelo fato de haver receptores de canabinóides em células fora do cérebro, leva a pensar que a anandamida desempenha um papel mais abrangente do que parece.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além das formas de uso mais conhecidas há uma especial, a do cânhamo, que é utilizado na produção de tecidos. Supostamente foi pelo fato de Cristóvão Colombo usar tecidos derivantes do cânhamo em suas velas e cordas, assim, juntamente com as embarcações as sementes da maconha também vieram. A idéia era de plantar as sementes, pois se tivesse que ser feita alguma reparação nas velas e cordas, eles teriam o material. Enquanto a maconha era utilizada por pessoas mais pobres, ela não causava tanto medo, repúdio e preconceito. Porém, quando as pessoas de classe média começaram a fazer o uso da droga, surgiu um motivo de preocupação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há indícios de que há muitos anos a maconha se faz presente em quase todo o mundo, sua disseminação se deu através de viajantes, esses levavam sementes da maconha, desse modo essa se fazia presente em quase todos os continentes. Por muitos anos a maconha foi considerada legal, sua ilegalidade em vários países, incluindo o Brasil, se deu por volta do século XX. Mas ainda existem países onde a maconha é legal, em outros ela é comercializada unicamente como remédio (auxiliando pacientes no tratamento de doenças, controlando a dor).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Brasil, a maconha se faz tão presente por existir muitas áreas sem qualquer tipo de vigilância. Com isso fica mais fácil o escoamento da droga. Durante um bom tempo a maconha era comercializada com um preço insignificante. Vários países tentaram mais nenhum conseguiu erradicar a maconha de seu território. A maconha é conhecida em muitos países como “marijuana”. Há boatos de que as tropas revolucionárias de Pancho Villa que chacoalharam as estruturas do poder em 1910, eram adeptos de um baseado no intervalo das batalhas; assim surgiram os conhecidos versos: La cucaracha/ la cucaracha/ ya no puede caminar/ Porque no tiene/ Porque le falta/ marijuana que fumar, atribuídos à Villa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O efeito causado pela maconha em pessoas que a fuma é variado. Para evitar problemas relacionados à saúde física e mental, é recomendável que a pessoa não faça o uso de drogas (no caso em questão a cannabis), pois pode agravar os problemas relacionados à saúde. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Principais efeitos &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os efeitos causados pelo consumo da maconha, bem como a sua intensidade, são os mais variáveis e estão intimamente ligados à dose utilizada, concentração de THC na erva consumida e reação do organismo do consumidor com a presença da droga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os efeitos físicos mais freqüentes são avermelhamento dos olhos, ressecamento da boca e taquicardia (elevação dos batimentos cardíacos, que sobem de 60 - 80 para 120 - 140 batidas por minuto).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com o uso contínuo, alguns órgãos, como o pulmão, passam a ser afetados. Devido à contínua exposição com a fumaça tóxica da droga, o sistema respiratório do usuário começa a apresentar problemas como bronquite e perda da capacidade respiratória. Além disso, por absorver uma quantidade considerável de alcatrão presente na fumaça de maconha, os usuários da droga estão mais sujeitos a desenvolver o câncer de pulmão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O consumo da maconha também diminui a produção de testosterona. A testosterona é um hormônio masculino responsável, entre outras coisas, pela produção de espermatozóides. Portanto, com a diminuição da quantidade de testosterona, o homem que consome continuamente maconha apresenta uma capacidade reprodutiva menor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os efeitos psíquicos são os mais variados, a sua manifestação depende do organismo e das características da erva consumida. As sensações mais comuns são bem-estar inicial, relaxamento, calma e vontade de rir. Pode-se sentir angústia, desespero, pânico e letargia. Ocorre ainda uma perda da noção do tempo e espaço além de um prejuízo na memória e latente falta de atenção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em longo prazo o consumo de maconha pode reduzir a capacidade de aprendizado e memorização, além de passar a apresentar uma falta de motivação para desempenhar as tarefas mais simples do cotidiano.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/feeds/5389708066099912722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/2011/04/maconha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default/5389708066099912722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default/5389708066099912722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/2011/04/maconha.html' title='Maconha'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12549472885192724622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-376102822312167392.post-6396736678909835174</id><published>2011-04-30T16:43:00.000-07:00</published><updated>2011-04-30T16:43:09.559-07:00</updated><title type='text'>A venda de drogas deve ser legalizada?</title><content type='html'>O líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira (SP) defendeu a liberação do plantio de maconha para consumo, em debate sobre o tema. Opinião que deverá ganhar ares de escândalo, principalmente depois de a presidente Dilma Roussef ter prometido “combate sem tréguas” às drogas. Independentemente da opinião que se tenha, chegou a hora de o país ter uma conversa adulta sobre o assunto.&lt;br /&gt;
A defesa de maior liberalidade para a venda legal de drogas não divide a “direita” e a “esquerda”, como outros assuntos da esfera pública. Há defensores de ambas as posições nos dois lados da trincheira.&lt;br /&gt;
A revista britânica “The Economist”, espécie de bíblia do capitalismo liberal, já se manifestou favoravelmente à liberação de todas as drogas. Para a revista, o Estado não deve se meter na vida privada do cidadão, mesmo quando este quer se autoinfligir algum dano, como é o caso do consumo de drogas.&lt;br /&gt;
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso deu declaração no mesmo sentido: “Acho que deveríamos incluir [na liberação] todas as drogas. Todas fazem mal. Mas a política de guerra às drogas não está funcionando”.&lt;br /&gt;
Registra-se que os Estados Unidos já tentaram a sua guerra contra a venda de bebidas alcoólicas, com a chamada Lei Seca (1920-1933), o que ajudou a fortalecer o fenômeno do gangsterismo no país.&lt;br /&gt;
Lembrando que álcool e cigarro são duas drogas altamente perniciosas – e legais.&lt;br /&gt;
Em alguns temas – o aborto é outro deles – seria interessante introduzir uma pitada a mais de razão no debate, ainda que eu saiba a dificuldade em afastar a emoção (religiosidade, etc.) de tais assuntos.&lt;br /&gt;
Confesso não ter ainda opinião claramente definida sobre a questão das drogas. Mas é um equívoco sufocar o debate com a satanização de quem defende a sua liberação ou daqueles que defendem a descriminalização do aborto.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/feeds/6396736678909835174/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/2011/04/venda-de-drogas-deve-ser-legalizada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default/6396736678909835174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default/6396736678909835174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/2011/04/venda-de-drogas-deve-ser-legalizada.html' title='A venda de drogas deve ser legalizada?'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12549472885192724622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-376102822312167392.post-2940022693226164207</id><published>2011-04-30T16:37:00.000-07:00</published><updated>2011-04-30T16:37:47.637-07:00</updated><title type='text'>Alerta: 22 novas drogas fatais ao coração</title><content type='html'>Um relatório divulgado esta semana mostra que foram identificadas, só durante o ano passado, 24 novas drogas ilegais vendidas no mercado paralelo, todas com potencial de aumentar os casos de infartos em jovens&lt;br /&gt;
A European Monitoring Centre for Drug Addiction (Emcdda), responsável pelo levantamento feito em parceria com a Polícia Federal da União Europeia, classifica como “recorde” as identificações em apenas um ano. Foi mais do que o dobro das reportadas em 2008 (13 naquele ano).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O dossiê deixou autoridades do mundo todo em alerta por causa de dois motivos principais, avalia o fundador do Instituto Brasileiro Giovanni Falcone Walter Maierovitchi – entidade que também recebeu o documento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro é que 22 das 24 novas drogas são sintéticas, ou seja, feitas em laboratório e com potencial tóxico ainda maior. O segundo é que a internet é o terreno fértil para a venda destes produtos ilegais, o que amplia o alcance de usuários em todos os continentes, não só o europeu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Feitas a base de anfetamina e outras substâncias já identificadas em ecstasy, as novas drogas sintéticas contribuem para agravar o cenário dos problemas cardíacos em pessoas com menos de 30 anos. O consumo das chamadas “pílulas do amor” transforma o coração em bomba-relógio e é o principal responsável pela falência precoce do músculo cardíaco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Coração “pilhado” e doente&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Brasil, uma em cada quatro vítimas de infarto nesta faixa-etária é usuária de cocaína, ecstasy ou outro psicoativo, dado que foi apresentado nesta quinta-feira, 29, aos principais médicos do País, durante o Congresso da Sociedade Paulista de Cardiologia (Socesp).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Rui Ramos, médico da Socesp e debatedor do tema, afirmou que o contexto do usuário deste tipo de droga é agravado por outros hábitos. No geral eles fumam cigarro e consomem bebidas alcoólicas, o que fragiliza ainda mais o coração. Outro agravante é: “ficar pilhado” também sobrecarrega o coração. O risco de problema é aumentado em 50%.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ronaldo Laranjeira, psiquiatra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), especializado em drogas, disse em entrevista recente ao iG que o Brasil é um dos poucos países que ainda registra aumento de consumo de cocaína junto com ecastasy – na Europa há declínio só do uso de coca – e isso é o preço pago “por não ter um sistema de saúde estruturado para o atendimento do dependente”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“É uma soma de fatores”, acrescenta Marcelo Sampaio, cardiologista do Instituto Dante Pazzanese e autor de uma pesquisa sobre infartos em jovens. “Dos infartados a maioria é fumante (92%). Os mais novos estão mais estressados, mais obesos, comendo pior. Tudo isso favorece a ocorrência de problemas cardiovasculares”, resume.&lt;br /&gt;
Felipe usava crack e teve overdose por causa de ecstasy&lt;br /&gt;
Overdose na rave&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Felipe, 22 anos, já colocou em risco sua vida por causa das drogas sintéticas. O “pescoço” foi a prêmio depois que foi preso, perdeu todas “as balas” que vendia na porta da faculdade e entrou em dívida com o dono da boca que oferecia o emprego de vendedor. Já o coração entrou em colapso quando, em uma só noite, o jovem consumiu oito comprimidos de ecstasy numa rave. A overdose, a segunda da sua vida, foi o gatilho para buscar ajuda médica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar dos comprimidos, o crack é apontado pelo jovem como a droga que mais o devastou. “Uma mistura letal&quot;, reconhece ele. &quot;Um alerta também para os jovens que pensam que bala não vicia. Eu traficava para usar&quot;, afirmou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mesmo ecstasy que fez Felipe ver a morte de perto para procurar uma nova vida, poderia ter sido o último capítulo caso a personagem real fosse uma mulher. Para o sexo feminino, o infarto é duas vezes mais fulminante, ainda mais se incentivado pelo uso de drogas.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/feeds/2940022693226164207/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/2011/04/alerta-22-novas-drogas-fatais-ao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default/2940022693226164207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default/2940022693226164207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/2011/04/alerta-22-novas-drogas-fatais-ao.html' title='Alerta: 22 novas drogas fatais ao coração'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12549472885192724622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-376102822312167392.post-2221256634981227539</id><published>2011-04-30T16:30:00.001-07:00</published><updated>2011-04-30T16:30:34.603-07:00</updated><title type='text'>A Era Apocalíptica</title><content type='html'>Água: essencial para a vida no planeta. E está acabando. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sem água, sem vida. Simples assim. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
GUERRA SERÁ?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Terra é azul porque três quartos da sua superfície está coberta de água. Pena que 97,5% pertença aos oceanos. Da pequena parcela que corresponde à água doce, 90% está estocada nos pólos e no subsolo. O resultado final é que somente 0,26% de toda água existente está disponível para consumo humano. Não é de admirar que estejamos à beira de uma grande crise e que em regiões de mais intensa escassez como no Oriente Médio se fale em guerras pela água, o bem mais precioso. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mesmo no Brasil, onde estão 12% das reservas planetárias de água doce, a distribuição e o acesso são desiguais. Kyoto, Osaka e Shiga, onde vivem quase 6 milhões de japoneses, sediaram o 3º Fórum Mundial da Água ocorrido entre o dia 16 e 23 de março de 2003 com a participação de 180 países e 24 mil delegados, assistindo a intensos debates sobre como levar à prática resoluções já tomadas em mega-reuniões anteriores da ONU, como a Rio + 10 de Joanesburgo em 2002 e a que originou a Declaração do Milênio no ano 2000, onde se prevê reduzir à metade até 2015 a proporção de pessoas sem acesso a água potável e segura (e a serviços de saneamento básico). Para que tais metas se concretizem, será preciso aplicar nos países em desenvolvimento e em transição (Europa Oriental) 180 bilhões de dólares anualmente, ao longo dos próximos 25 anos. Hoje, os gastos anuais são de 80 bilhões. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;Embora o País tenha muita oferta de água, a distribuição não é ideal, tem muitas discrepâncias&quot;, diz o coordenador da área de meio ambiente da Unesco no Brasil, Celso Schenkel. Num ranking da Unesco envolvendo 180 países sobre a quantidade anual de água disponível per capita, o Brasil aparece na 25ª posição - com 48.314 m³. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mais pobre em água é o Kuwait (10 m³ anuais por habitante, seguida pela Faixa de Gaza (52m³) e Emirados Árabes Unidos (58m³). Na outra ponta, excetuando-se a Groenlândia e o Alasca, a Guiana Francesa é o país com maior oferta (812.121 m³), seguida por Islândia (609.319 m³), Guiana (316.698 m³) e Suriname (292.566 m³). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em todo o mundo, as mudanças climáticas serão responsáveis por 20% do aumento da falta d’água, diz o relatório. Não somente nas zonas propensas à seca, mas também nas áreas tropicais e subtropicais as chuvas devem ser menos intensas e menos freqüentes. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seis mil crianças com menos de cinco anos morrem por dia em todo o mundo em razão de doenças relacionadas a impurezas da água consumida. O informe alerta que a escassez nos reservatórios será resultado do crescimento populacional, da poluição e das mudanças climáticas. A previsão é de que a disponibilidade de água por pessoa vai cair um terço nos próximos 20 anos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O relatório foi uma das mais importantes contribuições levadas ao 3º Fórum Mundial da Água, em Kyoto. O trabalho da Unesco destaca ainda que, até 2050, dois milhões de pessoas de 48 países enfrentarão problemas de escassez de água. Isso numa projeção otimista. Numa avaliação pessimista, a crise poderá afetar sete milhões de pessoas em 60 países. Os países mais pobres em oferta de água são: o Kuait, com dez metros cúbicos de água por pessoa ao ano, a Faixa de Gaza, com 52 metros cúbicos, e os Emirados Árabes, com 58 metros cúbicos. O país com a melhor oferta de água no mundo é a Groelândia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O relatório das Nações Unidas é o maior já produzido sobre a disponibilidade e a qualidade da água no mundo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O diretor do Programa Mundial de Água da Unesco, agência da ONU responsável pelo relatório, Gordon Young, afirmou à agência Reuters que não existe água em condições higiênicas e sanitárias adequadas para cerca de 40 % da população mundial. &quot;Este fato é uma tragédia absoluta&quot;, disse ele. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O diretor da Unesco ressaltou que os líderes mundiais não demonstram disposição em resolver a queda no abastecimento de água. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para Gordon Young, os políticos atuais gastam muitos recursos na construção de armamentos e, por isso, não sobra dinheiro para a implementação de projetos para melhorar a qualidade e aumentar a quantidade de água disponível. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com o relatório da ONU, cerca de seis milhões de toneladas de lixo são despejadas por dia em rios, lagos e canais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Grande parte da água limpa no mundo é utilizada em irrigação. Para a ONU, a economia seria maior se a água suja fosse tratada e utilizada na colheita de alimentos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A ONU incluiu no documento um ranking de países no que se refere ao tratamento da água. Finlândia, Canadá, Nova Zelândia e Grã-Bretanha apresentaram os melhores desempenhos. A Bélgica ficou atrás de países como Índia e Marrocos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O relatório das Nações Unidas alerta também para o risco de conflitos por causa da escassez de água, principalmente no Oriente Médio. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Alarmismo &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O relatório anual das Nações Unidas faz terríveis projeções para o futuro da humanidade. A ONU prevê que em 2050 mais de 45% da população mundial não poderá contar com a porção mínima individual de água para necessidades básicas. Segundo dados estatísticos existem hoje 1,1 bilhão de pessoas praticamente sem acesso à água doce. Estas mesmas estatísticas projetam o caos em pouco mais de 40 anos, quando a população atingir a cifra de 10 bilhões de indivíduos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir destes dados projeta-se que a próxima guerra mundial será pela água e não pelo petróleo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Qual o volume de água potável disponível? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
· Os dados que são utilizados pela mídia mundial são: De toda a água disponível na terra 97,6% está concentrada nos oceanos (tabela 1.1). A água fresca corresponde aos 2,4% restantes. Você acha 2,4% pouco? Então ouça isso: destes 2,4% somente 0,31% não estão concentrados nos pólos na forma de gelo. Resumindo: de toda a água na superfície da terra menos de 0,02% está disponível em rios e lagos na forma de água fresca pronta para consumo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assustado?  A realidade não é tão terrível quanto estes números parecem apontar. Em sua grande maioria estes números estão sendo manipulados, por alguns, de forma a criar uma verdadeira histeria coletiva em relação a água. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que está sendo feito em relação a isso? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
· Em decorrência das notícias alarmistas vários países já começam a se preparar para a venda de grandes volumes de água, pensando em lucrar em cima da necessidade dos outros. No Canadá, por exemplo, a preocupação já é com a legislação que não permite a venda de grandes volumes como é feito com o petróleo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
· A população se prepara para tempos ruins, onde o consumo de água deverá ser significativamente reduzido. Existe uma tendência mundial de culpar e perseguir aqueles que, mesmo pagando, consomem mais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste relatório iremos fornecer alguns dados, cientificamente embasados, que irão adicionar uma nova perspectiva àquela gerada pelas projeções catastróficas acima. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As reservas mundiais de água &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em primeiro lugar é importante falar que nós Brasileiros, no que diz respeito a água, estamos muito bem, obrigado. O Brasil, Rússia, China e Canadá são os países que basicamente &quot;controlam&quot; as reservas de água fresca mundial. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A distribuição da água no Mundo é muito desigual e, uma grande parte do planeta está situada em regiões com carência de água. No momento cabe a estes países, em caráter de urgência, desenvolver tecnologias que permitam a captação, armazenamento e preservação da água e seus mananciais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antes de nos aprofundarmos nesse assunto é muito importante dizer que apesar de termos a impressão de que a água está desaparecendo, a quantidade de água na Terra é praticamente invariável há centenas de milhões de anos. Ou seja a quantidade de água permanece a mesma o que muda é a sua distribuição e seu estado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
CICLO HIDROLÓGICO &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O causador deste fenômeno é um processo chamado Ciclo Hidrológico, através do qual as águas do mar e dos continentes se evaporam, formam nuvens e voltam a cair na terra sob a forma de chuva, neblina e neve. Depois escorrem para rios, lagos ou para o subsolo formando os importantes aquíferos subterrâneos, e aos poucos correm de novo para o mar mantendo o equilíbrio no sistema hidrológico do planeta (clique na foto para detalhes). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A água somente passa a ser perdida para o consumo basicamente graças à poluição e à contaminação, nunca devido ao assoreamento como muitos dizem. São estes fatores que irão inviabilizar a reutilização, causando uma redução do volume de água aproveitável da Terra. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Brasil é altamente privilegiado em termos de disponibilidade hídrica global. Nós temos um volume médio anual de 8.130 km3, que representa um volume per capita de 50.810 m3/hab.ano. Estes números devem ser encarados com uma certa reserva pois a distribuição de água no Brasil, como veremos adiante, também é bastante irregular. A Amazônia, o lugar mais rico em água potável superficial de todo o Planeta está distante dos grandes centros urbanos nacionais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conclusão 1: O gerenciamento da água é que deve ser considerado o grande problema e não seu &quot;desaparecimento&quot;. Desta forma quando o Governo tenta culpar o usuário pelo consumo excessivo de água está, na realidade, confessando a sua incapacidade em suprir este excesso de água no presente e, possivelmente, no futuro. O cidadão pode e deve evitar perdas desnecessárias do produto, mas não deve, sob hipótese nenhuma, ser responsabilizado pela falta de água. A única forma de inviabilizar a água para o consumo é a contaminação da mesma por poluentes. Portanto cabe, mais uma vez as autoridades criar leis severas que punam exemplarmente aqueles que poluem e contaminam as águas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como é consumida a água? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;A rã não bebe toda a água do tanque onde mora&quot; - Provérbio indígena norte-americano &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existem diferentes cálculos sobre a quantidade diária de água que um ser humano necessita para viver adequadamente. Alguns levam em consideração apenas o imprescindível para matar a sede, cozinhar e tomar banho; outros incluem o necessário para a limpeza de roupas e espaços. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esses cálculos variam de 25 litros a 50 litros diários, o que indicam volumes de 9.125 litros a 18.250 litros por pessoa ao ano. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ocorre que o volume de reserva de água doce por pessoa vem diminuindo com o passar do tempo, conforme podemos observar na tabela abaixo: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A realidade, entretanto, exige mais água: para cultivar uma horta, para o trato de animais domésticos, para o cuidado especial de doentes, para a limpeza pública e de locais de trabalho... E o desenvolvimento tecnológico cria novas necessidades, como as máquinas de lavar roupas e louças ou os automóveis. Veja, abaixo, a média do consumo em litros de água para algumas atividades do cotidiano: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Organização das Nações Unidas (ONU), por meio da Organização para Alimentação e Agricultura (FAO) classificou os países em cinco categorias. Para isso levou em consideração o volume de água renovável dividido pelo tamanho da população, começando por um mínimo de 1 milhão de litros para cada uma. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na categoria escassez, estão os países nos quais há menos de 1 milhão de litros por pessoa anualmente — são os que se encontram em pior situação. Na categoria “água no limite” estão os países que possuem entre 1 milhão e 1,7 milhão de litros por pessoa ao ano. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Brasil está no melhor grupo, com mais de 10 milhões de litros de água doce disponível por habitante anualmente, mas as maiores reservas estão no norte, longe das grandes cidades. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Atualmente, entre os 6 bilhões de habitantes do mundo, 500 milhões já vivem no pior grupo, em países do norte da África (como o Egito, a Líbia e a Argélia) e na Península Arábica (como a Arábia Saudita, a Síria e a Jordânia). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Índia, com cerca de 1 bilhão de habitantes, está no grupo de “água no limite”, e a China, com mais de 1 bilhão, no grupo de “água insuficiente”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A ONU calcula que, no ano 2050, o mundo terá uma população de 8,9 bilhões de pessoas, das quais 4 bilhões viverão em países com escassez crônica de água, o pior grupo. Nesses países, a escassez de água poderá provocar problemas graves na saúde pública e inviabilizar o crescimento da economia e a geração de empregos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para conseguir abastecer-se de água, os países que sofrem com a escassez utilizam diferentes métodos: o transporte por caminhões, por navios tanques e também em gigantescos sacos plásticos arrastados por navios. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O consumo de água no planeta é que ditará as políticas de gerenciamento da água. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O consumo de água per capita varia de país para país e de lugar para lugar. Alguns exemplos abaixo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na tabela acima observamos que o consumo é significativamente maior nos países desenvolvidos quando comparados ao Brasil. No Brasil o maior consumo per capita é observado no Distrito Federal que é ainda 33% menor que o consumo médio do Canadá. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O principal uso de água é, sem dúvida nenhuma, na agricultura. As águas públicas, que precisam tratamento e transporte tem uma distribuição diferente. Aproximadamente 60% desta água será usada para fins domésticos, 15% para fins comerciais e 13% em indústrias. O restante para fins públicos e outras necessidades. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Brasil o consumo de água per capita multiplicou-se por mais de dez ao longo do século 20. Mesmo assim existem milhões de cidadãos sem acesso a água de qualidade. Da mesma forma milhões de casas não tem rede de esgotos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É necessário um investimento significativo, por parte das autoridades, neste setor. Se este investimento não for efetuado, em pouco tempo teremos o caos social derivado pela falta d&#39;água. Neste caso o grande culpado será, mais uma vez, a falta de previsão e de investimentos do setor público e não o cidadão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já, nos outros países onde além do problema de gerenciamento existe a falta de reservas de água o problema poderá ser, realmente, gravíssimo no futuro próximo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A tecnologia mais promissora é a dessalinização da água dos mares e lagos salgados, que pode ser feita por meio da filtragem ou da destilação da água em usinas. De 1980 ao ano 2000, o preço do metro cúbico de água do mar dessalinizada diminuiu de 5,50 dólares para 55 centavos de dólar, e este parece ser o método que será o mais adotado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outras soluções são a cobertura de encostas e áreas com plásticos para a captação de orvalho e chuva e seu armazenamento em cisternas, além do tratamento da água usada para ser reutilizada, a chamada água de reúso. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A água no Brasil &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O nosso país, conforme dito, é privilegiado. Temos gigantescas reservas de água praticamente em todos os Estados com exceção dos situados no semi-árido do Nordeste. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Isso não é nenhuma novidade! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que a maioria não sabe é que existem reservas simplesmente gigantescas, maiores ainda que aquelas contidas nos rios e lagos de superfície. São as reservas dos aquíferos subterrâneos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Brasil detém 11,6% da água doce superficial do mundo. Os 70% da água disponível para uso estão localizadas na Região Amazônica, que representa apenas 7% da população do País. Enquanto que os 30% restantes distribuem-se desigualmente pelo País, para atender os 93% restantes. Estima-se que 51% do abastecimento de água no Brasil são feitos por captações subterrâneas através de 200.000 poços tubulares e mais de 1 milhão de poços/cacimbas. A ausência de controle sobre as diversas atividades do homem (práticas domésticas, agrícola e comercial) modificadoras dos mecanismos de reposição natural da água, principalmente dos recursos hídricos subterrâneos, denotam a importância da regulamentação e controle sobre os nossos recursos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Brasil, 92,7% das residências têm rede da água potável segundo dados do Ministério das Cidades. &quot;Mas no nordeste o sistema de abastecimento não consegue garantir água todo dia&quot;, diz o diretor da Agência Nacional de Águas, Benedito Braga. No que diz respeito à rede de esgoto, a situação é oposta. Apenas 37,7% dos domicílios estão ligados à rede de coleta. O resto é lançado nos rios e no mar. É essa poluição - somada aos dejetos industriais - que está na base da crise da água. Atualmente, estima-se que haja 120 mil km³ de água contaminada no mundo - uma quantidade maior do que o total existente nas dez maiores baciais hidrográficas do planeta. Se o ritmo de contaminação não se alterar, o número pode chegar aos 180 mil km³ em 2050. Segundo a ONU, um litro de água com dejetos contamina oito litros de água pura. &quot;De todas as crises sociais e naturais que os seres humanos devem enfrentar, a dos recursos hídricos é a que mais afeta a nossa própria sobrevivência e a do planeta&quot;, afirma o diretor geral da Unesco, Koichiro Matsuura. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A grande reserva Brasileira de água: os aquíferos subterrâneos &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lembre-se que no ciclo hidrológico, uma parte da água superficial penetra nas rochas permeáveis formando vastos lençóis freáticos também chamados de aquíferos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O maior aqüífero conhecido do mundo, O AQÜÍFERO GUARANI, está localizado em rochas da Bacia Sedimentar do Paraná e ocupa uma área de mais de 1,2 milhões de km2. Este super-aquífero estende-se pelo Brasil, (Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul com 840.000 Km²), Paraguai (58.500 Km²), Uruguai (58.500 Km²) e Argentina, (255.000 Km²). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este aqüífero pode conter mais de 40 mil quilômetros cúbicos de água o que é superior a toda a água contida nos rios e lagos de todo o planeta. Somente este fato poderia significar que o abastecimento de água Brasileiro estaria garantido , sem reciclagem e reaproveitamento por milhares e milhares de anos...imagine então se fizermos uma reciclagem, tratamento e reaproveitamento eficientes...teremos água para todo o sempre. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estima-se que por ano o Aquífero Guarani receba 160 quilômetros cúbicos de água adicional vindas da superfície. Este é um ponto que pode ser considerado um problema ou uma solução. Se estas águas superficiais estiverem contaminadas o aquífero será terrivelmente atingido. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A água do Guarani já abastece muitas comunidades nos Estados do Sul-Sudeste do País. &lt;br /&gt;
Reservatórios subterrâneos de água potável são conhecidos em todos os terrenos e regiões do Brasil. Mesmo no semi-árido do Nordeste existem gigantescos reservatórios. Somente um deles possui um volume de 18 trilhões de metros cúbicos de água disponível para o consumo humano, volume este suficiente para abastecer toda a atual população brasileira por um período de, no mínimo, 60 anos isso sem reciclagem ou reaproveitamento desta água. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O potencial de descoberta de novos aquíferos, inclusive maiores do que o próprio Guarani é muito grande. É só lembrar que 3/4 dos 8,5 milhões de quilômetros quadrados da superfície Brasileira correspondem a Bacias Sedimentares como a do Paraná. Todas estas bacias contém unidades sedimentares porosas e permeáveis que podem formar excelentes aquíferos de dimensões continentais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em sondagens profundas (&gt;400m) na Bacia do Amazonas (PA) podemos constatar esta verdade. Intersectamos um gigantesco aqüífero com artesianismo que até hoje fornece água ininterrupta à comunidade da Transamazônica. Este reservatório, ainda não mapeado, foi intersectado em poucos furos distantes dezenas de quilômetros o que dá uma idéia de seu volume. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais interessante ainda é que os aquíferos tem uma água pura, sem poluentes ou contaminantes podendo ser utilizada diretamente para consumo. Em outras palavras uma água barata e pura que não necessita de tratamento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conclusão 2: O Brasil tem, provavelmente, as maiores reservas de água do mundo. Estas reservas estão distribuídas em todo o Território Nacional. O mapeamento dos principais mananciais subterrâneos do Brasil deve ser uma prioridade. Mais ainda é fundamental que seja monitorada a qualidade da água que penetra nos aquíferos evitando, por intermédio de pesadas multas, a poluição e contaminação desta água o que pode comprometer um dos maiores bens do País. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Reservas alternativas de água &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A única maneira de acabar com a água da Terra é acabando com o planeta. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A água está presente em praticamente todos os ambientes conhecidos. Na atmosfera, na superfície, nos aquíferos subterrâneos, nos seres vivos, nas emanações vulcânicas e também na maioria das rochas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As rochas da crosta terrestre são ricas em minerais hidratados. Se alguém tiver interesse em calcular a quantidade de água encerrada na estrutura de minerais formadores de rocha verá que o volume é simplesmente imenso. É lógico que , nas condições atuais essas reservas são apenas teóricas, já que o custo da extração desta água será muito elevado e anti-econômico. No entanto esta tecnologia poderá ser útil na conquista de planetas com pouca água como Marte. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Soluções mais óbvias que estão sendo ou serão praticadas em breve são: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessalinização: A dessalinização das águas do mar e de aquíferos subterrâneos com salinidade elevada será a solução para vários países que tenham o capital, a tecnologia e o acesso à água salgada. Infelizmente a água potável gerada por estas usinas ainda será um produto caro e, naturalmente inacessível a muitos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tratamento de águas servidas: No processo de gerenciamento de águas este é um ponto fundamental. Os países mais desenvolvidos estão investindo pesado nesse campo. No Brasil cidades como Brasília estão se destacando no tratamento e reaproveitamento dessas águas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Captação das águas da chuva: Em países com estações chuvosas é possível maximizar os reservatórios e estoques de água pelo uso inteligente da água de precipitação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por exemplo: somente a água que é precipitada na Grande S. Paulo durante os meses de janeiro a março é superior em volume a todo o consumo desta cidade em um ano. Este exemplo é válido para quase todos os locais onde existem estações chuvosas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Precipitação média mensal (mm) em São Paulo no período 1961-1990 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conclusão final: A água da terra não está acabando. Na realidade a água da superfície terrestre pode estar aumentando pela adição de água vulcânica. O valor da água deverá aumentar consideravelmente pois existem países carentes que terão que utilizar tecnologias caras ou importar água de países ricos. O Brasil não deverá ter problema de falta de água se os governantes investirem adequadamente no gerenciamento, armazenagem, tratamento e distribuição das águas. Evitar a poluição das águas deve ser considerada a prioridade número um dos Governantes.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/feeds/2221256634981227539/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/2011/04/era-apocaliptica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default/2221256634981227539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default/2221256634981227539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/2011/04/era-apocaliptica.html' title='A Era Apocalíptica'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12549472885192724622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-376102822312167392.post-6598336998461169966</id><published>2011-04-28T19:01:00.000-07:00</published><updated>2011-04-28T19:01:06.848-07:00</updated><title type='text'>A UNICEF IDENTIFICA OS CINCO PRINCIPAIS MOTIVOS DE PREOCUPAÇÃO  RELATIVAMENTE ÀS CRIANÇAS</title><content type='html'>A UNICEF IDENTIFICA OS CINCO PRINCIPAIS MOTIVOS DE PREOCUPAÇÃO &lt;br /&gt;
RELATIVAMENTE ÀS CRIANÇAS EM 2004 &lt;br /&gt;
Ultrapassar os obstáculos que as crianças enfrentam é fundamental para o progresso &lt;br /&gt;
humano &lt;br /&gt;
Nova York, 31 de Dezembro de 2003 – Ao assinalar a entrada de um Novo Ano chamando a &lt;br /&gt;
atenção para as necessidades das crianças nos países em desenvolvimento, a UNICEF identificou &lt;br /&gt;
hoje os cinco motivos de maior preocupação no que diz respeito às crianças em 2004: &lt;br /&gt;
sobrevivência infantil, os efeitos do VIH/SIDA, crianças vítimas de guerra, exploração e falta de &lt;br /&gt;
investimento. &lt;br /&gt;
“Cada uma destas questões por si só coloca problemas terríveis a centenas de milhões crianças”, &lt;br /&gt;
afirmou a Directora Executiva da UNICEF Carol Bellamy. “Em conjunto, constituem um imperativo &lt;br /&gt;
global para que se faça muito mais para as crianças em 2004.” &lt;br /&gt;
A senhora Bellamy detalhou estas cinco questões preocupantes: &lt;br /&gt;
Sobrevivência infantil:  Cerca de 11 milhões de crianças morrem anualmente antes de &lt;br /&gt;
completarem cinco anos de idade e muitas dezenas de milhões ficam com deficiências físicas e/ou &lt;br /&gt;
mentais ou com dificuldades de aprendizagem – única e exclusivamente porque aos pais ou quem &lt;br /&gt;
delas toma conta falta o essencial para que as crianças (nos primeiros anos de vida) possam &lt;br /&gt;
sobreviver e desenvolver-se. O sarampo, a malária e a diarreia são três das principais causas de &lt;br /&gt;
morte, no entanto são doenças que se podem prevenir ou tratar. &lt;br /&gt;
O VIH/SIDA: Mais de metade das novas infecções ocorrem em jovens com menos de 25 anos, &lt;br /&gt;
sendo as raparigas mais duramente atingidas do que os rapazes. Há actualmente perto de 14 &lt;br /&gt;
milhões de crianças órfãs de SIDA, das quais 11 milhões vivem na região de África a sul do Sara. &lt;br /&gt;
Em 2010, espera-se que o número de crianças desta região que terão perdido os pais devido à &lt;br /&gt;
epidemia chegue aos 20 milhões. &lt;br /&gt;
Crianças vítimas de guerra: Só na última década, mais de 2 milhões de crianças morreram em &lt;br /&gt;
consequência directa de conflitos armados, e mais do triplo ficaram com deficiências para o resto &lt;br /&gt;
da vida ou foram gravemente feridas. Calcula-se que 20 milhões de crianças foram ob rigadas a &lt;br /&gt;
abandonar as suas casas e mais de 1 milhão ficaram órfãs ou separadas das suas famílias. &lt;br /&gt;
Exploração:  Abusos, exploração e violência roubam a infância de centenas de milhões de &lt;br /&gt;
crianças: cerca de 246 milhões de crianças trabalham, das quais 171 milhões em condições &lt;br /&gt;
perigosas.  Estima-se que 1.2 milhões de crianças são traficadas todos os anos, e pensa-se que 2 &lt;br /&gt;
milhões de crianças, sobretudo raparigas, são objecto de tráfico para o negócio do sexo. Calculase que haverá mais de 300.000 crianças-soldado, algumas com apenas oito anos de idade, &lt;br /&gt;
exploradas em conflitos armados em mais de 30 países espalhados pelo mundo.  &lt;br /&gt;
Investimento insuficiente nas Crianças: São muitos os governos, tanto no mundo industrializado &lt;br /&gt;
como nos países em desenvolvimento, que não reconhecem que investir em áreas relacionadas &lt;br /&gt;
com as crianças significa investir no futuro dos seus países. Na década de 90, o montante global &lt;br /&gt;
da ajuda aos países em desenvolvimento decresceu, apesar do agravamento de problemas como &lt;br /&gt;
a SIDA. As crianças não têm a prioridade que merecem.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/feeds/6598336998461169966/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/2011/04/unicef-identifica-os-cinco-principais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default/6598336998461169966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default/6598336998461169966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/2011/04/unicef-identifica-os-cinco-principais.html' title='A UNICEF IDENTIFICA OS CINCO PRINCIPAIS MOTIVOS DE PREOCUPAÇÃO  RELATIVAMENTE ÀS CRIANÇAS'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12549472885192724622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-376102822312167392.post-1962059652667357106</id><published>2011-04-28T18:43:00.000-07:00</published><updated>2011-04-28T18:43:08.689-07:00</updated><title type='text'>Á GUERRA</title><content type='html'>O Pobre Diabo Face à Guerra&lt;br /&gt;
Se tivessem contado ao diabo, que sempre teve uma enorme paixão pela guerra, que um dia haveria homens para quem a continuação desta representa um interesse comercial, que eles nem se dão ao trabalho de disfarçar e cujo produto ainda os ajuda a ocupar um lugar de destaque na sociedade, ele teria dito para irem contar isso à avó dele. Mas depois, quando se tivesse convencido do facto, o inferno teria ficado abrasado de vergonha e ele não teria outro remédio senão reconhecer que toda a vida fora um pobre diabo! palavras ditas pelo Karl Kraus, in &#39;O Archote&#39;&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A guerra é a princípio a esperança de que a vida nos venha a correr melhor, a seguir, a expectativa de que corra pior aos outros, depois, a satisfação por ela também não correr melhor aos outros, e, mais tarde, a surpresa por ela correr pior a ambos. &lt;br /&gt;
O maior poder de fogo é uma vantagem, quando serve para proteger um património cultural ainda mais importante que ele. Mas como o maior poder de fogo exclui a existência de um património cultural mais importante, só nos resta, para explicar a vantagem do maior poder de fogo, a conjectura de que o maior poder de fogo serve para proteger o maior poder de fogo. Causa das guerras: cada homem, cada grupo humano sente-se, com todo o direito, mestre legítimo e possuidor do universo. Mas esta posse é mal entendida, por desconhecimento de que o acesso - tanto quanto é possível ao homem sobre a terra - passa, em cada um, pelo seu próprio corpo. &lt;br /&gt;
Alexandre está para um camponês proprietário como Don Juan para um marido feliz. Pouco interessa o que os homens pensam da guerra, disse o juiz. A guerra perdura. É o mesmo que perguntar-lhes o que acham da pedra. A guerra sempre esteve presente. Antes de o homem existir, a guerra já estava à espera dele. O ofício supremo a aguardar o seu supremo artífice. Sempre foi assim e sempre assim será. Assim e não de outra forma. &lt;br /&gt;
(...) Os homens nasceram para jogar. Nada mais. Todo o garoto sabe que a brincadeira é uma ocupação mais nobre do que o trabalho. Sabe também que a excelência ou mérito de um jogo não é inerente ao jogo em si, mas reside, isso sim, no valor daquilo que os jogadores arriscam. Os jogos de azar exigem que se façam apostas, sem o que não fazem sequer sentido. Os desportos implicam medir a destreza e a força dos adversários e a humilhação da derrota e o orgulho da vitória constituem em si mesmos aposta suficiente, pois traduzem o valor dos contendores e definem-nos. Porém, quer se trate de contendas cuja sorte se decide pelo azar quer pelo mérito, todos os jogos anseiam elevar-se à condição da guerra, pois nesta aquilo que se aposta devora tudo, o jogo, os jogadores, tudo.&lt;br /&gt;
Imaginem dois homens a jogar às cartas que nada têm para apostar a não ser as próprias vidas. Quem é que não ouviu já uma história assim? Uma carta virada. Para um tal jogador, a laboriosa progressão do universo inteiro veio desembocar naquele momento decisivo que irá decidir se é ele que vai morrer às mãos do adversário ou o inverso. Haverá certificação mais segura do valor de um homem? Este engrandecimento do jogo até ao seu estado supremo não admite discussão em torno do conceito de destino. A escolha de um homem em detrimento de outro é uma preferência absoluta e irrevogável e só uma pessoa destituída de inteligência poderia imaginar uma decisão tão profunda sem que a ela presidisse um qualquer intento ou significado de ordem superior. Nos jogos que têm como objecitvo a aniquilação do vencido, as decisões são muito claras. Este homem, que tem nas mãos esta combinação particular de cartas, vê a sua existência chegar ao fim por esse motivo. Eis a natureza da guerra, cujo prémio é a um tempo o jogo e a autoridade e a justificação. Vista desta maneira, a guerra é a forma mais genuína de adivinhação. É pôr à prova a nossa vontade e a vontade de outrem no quadro daquela vontade mais vasta que, pelo facto de vincular todas as vontades individuais, é obrigada a escolher. A guerra é o jogo supremo porque representa, em última análise, o romper da unidade da existência. A guerra é deus. &lt;br /&gt;
As leis da moral são uma invenção da humanidade para privar dos seus direitos os mais poderosos em favor dos fracos. As leis da história subvertem as leis da moral a cada passo. A validade de uma perspectiva moral nunca pode ser confirmada ou infirmada por um qualquer exame definitivo. Quando um homem cai morto num duelo, isso não demonstra que as suas ideias eram erradas. O facto de ele se ter envolvido numa tal prova apenas atesta uma nova e mais vasta perspectiva. A vontade dos duelistas de renunciar a quaisquer novas discussões, reconhecendo o carácter trivial de todo e qualquer debate, e de apelar directamente às instãncias do absoluto histórico indica claramente a pouca importância de que se revestem as opiniões e a grande importância das divergências em torno dessas mesmas opiniões. Pois a discussão é efectivamente trivial, mas o mesmo não se pode dizer das vontades opostas que a discussão pôs em relevo.&lt;br /&gt;
A vaidade humana é bem capaz de tocar as raias do infinito, mas o seu saber permanece imperfeito, e, por mais que ele acabe por valorizar os seus próprios juízos, em última análise vê-se obrigado a submetê-los a um tribunal superior. Na guerra, não há lugar a recurso. Aí, quaisquer considerações em torno da equidade, da rectidão e dos direitos morais são esvaziadas de todo o valor e fundamento e os pontos de vista dos litigantes são desprezados. As decisões de vida e de morte, do que há-de ser e do que não há-de ser, ultrapassam todos os critérios de certo ou errado. As escolhas desta magnitude subordinam aos seus ditames todos os dilemas menores, morais, espirituais, naturais. As guerras e as revoluções - há sempre uma ou outra em curso - chegam, na leitura dos seus efeitos, a causar não horror mas tédio. Não é a crueldade de todos aqueles mortos e feridos, o sacrifício de todos os que morrem batendo-se, ou são mortos sem que se batam, que pesa duramente na alma: é a estupidez que sacrifica vidas e haveres a qualquer coisa inevitavelmente inútil. &lt;br /&gt;
Todos os ideais e todas as ambições são um desvairo de comadres homens. Não há império que valha que por ele se parta uma boneca de criança. Não há ideal que mereça o sacrifício de um comboio de lata. Que império é útil ou que ideal profícuo?&lt;br /&gt;
Tudo é humanidade, e a humanidade é sempre a mesma - variável mas inaperfeiçoável, oscilante mas improgressiva. Perante o curso inimplorável das coisas, a vida que tivemos sem saber como e perderemos sem saber quando, o jogo de mil xadrezes que é a vida em comum e luta, o tédio de contemplar sem utilidade o que se não realiza nunca - que pode fazer o sábio senão pedir o repouso, o não ter que pensar em viver, pois basta ter que viver, um pouco de lugar ao sol e ao ar e ao menos o sonho de que há paz do lado de lá dos montes.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/feeds/1962059652667357106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/2011/04/guerra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default/1962059652667357106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default/1962059652667357106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/2011/04/guerra.html' title='Á GUERRA'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12549472885192724622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-376102822312167392.post-6682779785698099108</id><published>2011-04-26T15:43:00.001-07:00</published><updated>2011-04-26T15:43:52.312-07:00</updated><title type='text'>Sem paciência no trânsito</title><content type='html'>Tem dias que você acorda sem paciência com o trânsito e, em especial, com as pequenas infrações cometidas pelos motoristas. Esta semana, deparei-me com um condutor trafegando pela contramão em uma via residencial e com pelo menos cinco escolas. Parei o carro, olhei firmemente e dei passagem para o infrator.&lt;br /&gt;
Infelizmente, boa parte dos motoristas brasileiros insiste em dar uma “roubadinha” no trânsito. É a lei de levar vantagem em tudo. Não importa o que eles estejam fazendo. O trânsito é um reflexo do comportamento social de um povo e de seus cidadãos.&lt;br /&gt;
Na maioria das vezes, o brasileiro, principalmente o que tem condições financeiras de viajar para o exterior, é exemplar e cumpre em Paris (França) ou em Londres (Inglaterra), por exemplo, regras como atravessar na faixa de pedestres, não pisar na grama e, quando aluga um veículo, para em sinaleiras e, pasmem, dá até a preferência para o pedestre.&lt;br /&gt;
Ao chegar no Brasil, esquece todas as regras de civilidade. Buzina excessivamente, fura sinal vermelho e nunca dá a preferência para o pedestre. E o que é que deve passar pela cabeça de um cidadão desta estirpe? Acredito que é, no mínimo, um mal educado, uma pessoa que não respeita o direito alheio e, como consequência, nem percebe que está desrespeitando a si próprio.&lt;br /&gt;
Se age assim na frente dos filhos, piora ainda mais a situação. Perpetua o seu desrepeito pelo próximo e aí nem pode exigir respeito, companheirismo e ações educados do seu herdeiro. É uma pessoa sem princípios de cidadania.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/feeds/6682779785698099108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/2011/04/sem-paciencia-no-transito.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default/6682779785698099108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default/6682779785698099108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/2011/04/sem-paciencia-no-transito.html' title='Sem paciência no trânsito'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12549472885192724622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-376102822312167392.post-3811742799419627723</id><published>2011-04-26T15:37:00.000-07:00</published><updated>2011-04-26T15:37:06.390-07:00</updated><title type='text'>BULLYING</title><content type='html'>Bullying - É exercido por um ou mais indivíduos, causando dor e angústia, com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bullying é um termo da língua inglesa (bully = “valentão”) que se refere a todas as formas de atitudes agressivas, verbais ou físicas, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motivação evidente e são exercidas por um ou mais indivíduos, causando dor e angústia, com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa sem ter a possibilidade ou capacidade de se defender, sendo realizadas dentro de uma relação desigual de forças ou poder.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O bullying se divide em duas categorias: a) bullying direto, que é a forma mais comum entre os agressores masculinos e b) bullying indireto, sendo essa a forma mais comum entre mulheres e crianças, tendo como característica o isolamento social da vítima. Em geral, a vítima teme o(a) agressor(a) em razão das ameaças ou mesmo a concretização da violência, física ou sexual, ou a perda dos meios de subsistência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O bullying é um problema mundial, podendo ocorrer em praticamente qualquer contexto no qual as pessoas interajam, tais como escola, faculdade/universidade, família, mas pode ocorrer também no local de trabalho e entre vizinhos. Há uma tendência de as escolas não admitirem a ocorrência do bullying entre seus alunos; ou desconhecem o problema ou se negam a enfrentá-lo. Esse tipo de agressão geralmente ocorre em áreas onde a presença ou supervisão de pessoas adultas é mínima ou inexistente. Estão inclusos no bullying os apelidos pejorativos criados para humilhar os colegas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As pessoas que testemunham o bullying, na grande maioria, alunos, convivem com a violência e se silenciam em razão de temerem se tornar as “próximas vítimas” do agressor. No espaço escolar, quando não ocorre uma efetiva intervenção contra o bullying, o ambiente fica contaminado e os alunos, sem exceção, são afetados negativamente, experimentando sentimentos de medo e ansiedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As crianças ou adolescentes que sofrem bullying podem se tornar adultos com sentimentos negativos e baixa autoestima. Tendem a adquirir sérios problemas de relacionamento, podendo, inclusive, contrair comportamento agressivo. Em casos extremos, a vítima poderá tentar ou cometer suicídio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O(s) autor(es) das agressões geralmente são pessoas que têm pouca empatia, pertencentes à famílias desestruturadas, em que o relacionamento afetivo entre seus membros tende a ser escasso ou precário. Por outro lado, o alvo dos agressores geralmente são pessoas pouco sociáveis, com baixa capacidade de reação ou de fazer cessar os atos prejudiciais contra si e possuem forte sentimento de insegurança, o que os impede de solicitar ajuda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Brasil, uma pesquisa realizada em 2010 com alunos de escolas públicas e particulares revelou que as humilhações típicas do bullying são comuns em alunos da 5ª e 6ª séries. As três cidades brasileiras com maior incidência dessa prática são: Brasília, Belo Horizonte e Curitiba.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os atos de bullying ferem princípios constitucionais – respeito à dignidade da pessoa humana – e ferem o Código Civil, que determina que todo ato ilícito que cause dano a outrem gera o dever de indenizar. O responsável pelo ato de bullying pode também ser enquadrado no Código de Defesa do Consumidor, tendo em vista que as escolas prestam serviço aos consumidores e são responsáveis por atos de bullying que ocorram dentro do estabelecimento de ensino/trabalho.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/feeds/3811742799419627723/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/2011/04/bullying.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default/3811742799419627723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/376102822312167392/posts/default/3811742799419627723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jcinvestigador.blogspot.com/2011/04/bullying.html' title='BULLYING'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12549472885192724622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>