<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907928423892075134</id><updated>2026-10-24T13:31:40.503-03:00</updated><category term="Política"/><category term="Acorde"/><category term="Saúde"/><category term="Pensamentos"/><category term="Quadrinhos"/><category term="Educação"/><category term="Assis Ribeiro"/><category term="Poemas"/><category term="Frases"/><category term="Espiritualidade"/><category term="Castañeda  e Dan Mlilman"/><category term="Direito"/><category term="Ecologismo"/><category term="Mundo Quântico"/><category term="Hermetismo"/><category term="Vídeos"/><category term="Letras"/><category term="Pinturas/Fotos"/><category term="Tirinhas"/><category term="Livros"/><category term="Filosofia"/><category term="Economia"/><category term="Castañeda &amp; Dan Mlilman"/><category term="Signos"/><category term="Carnaval"/><category term="Sai Baba"/><category term="Imprensa"/><category term="Calunga"/><category term="Horóscopo"/><category term="Bahia - Brasil"/><category term="Milton Santos"/><category term="Contos e Lendas"/><category term="Zygmunt Bauman"/><category term="Curiosidades"/><category term="Aldous Huxley"/><category term="Leonardo Boff"/><category term="Sons do Nordeste"/><category term="Poesia"/><category term="Provérbios"/><category term="Picadinhas"/><category term="Khalil Gibran"/><category term="Poemas de Pedro Abrunhosa"/><category term="pensamento"/><category term="George Orwell"/><category term="Acordei"/><category term="saude"/><category term="Bauman"/><category term="Castañeda e Dan Mlilman"/><category term="Livros. Hermann Hesse"/><category term="Politica"/><category term="Signo"/><category term="Siignos"/><category term="es"/><title type='text'>A Procura.</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://assisprocura.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default?redirect=false'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assisprocura.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false'/><author><name>Assis Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03586290603153277144</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='20' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVeIAqDuBXcbr6w2gj3kZFmEjfM4POHiSGeh_WLsokK0PphMeWU5iMCjBW6UNz7ypVWQXf6SfOH2gnNW1EOe-NLA1OIvuSDV7E6jGHROScNotBCY18IXe9wfrQvdINbU0/s220/Arara.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>3463</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907928423892075134.post-4490976809784874951</id><published>2026-10-24T13:31:38.961-03:00</published><updated>2026-10-24T13:31:40.502-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Política"/><title type='text'>Demanda por líderes como Bolsonaro e Trump chegou para ficar, diz cientista política francesa</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;www1.folha.uol.com.br&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ana Luiza Albuquerque&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Houve um tempo, há 30 ou 40 anos, pós-queda do Muro de Berlim, em que o liberalismo era tratado como a grande ideologia vitoriosa. O pluralismo, a limitação do poder estatal, a separação entre os poderes, os direitos individuais e algum grau de liberdade econômica, maior ou menor, pareciam características garantidas entre as sociedades democráticas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Essa era chegou ao fim e o liberalismo perdeu sua hegemonia, afirma a &lt;b&gt;cientista política francesa Marlene Laruelle. Diretora do Programa de Estudos sobre o Iliberalismo na Universidade George Washington (EUA), ela diz que o iliberalismo se tornou uma ideologia competitiva,&lt;/b&gt; representada no século 21 por líderes como Jair Bolsonaro, o americano Donald Trump e o húngaro Viktor Orbán.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pautado por elementos como o exercício da vontade da maioria a despeito do sistema de freios e contrapesos, o apelo à homogeneidade da nação e a primazia dos valores conservadores, o &lt;b&gt;iliberalismo&lt;/b&gt; não é apenas uma crítica ao modelo vitorioso até então, mas um novo projeto político, afirma Laruelle em entrevista por videoconferência à Folha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A professora, que escreve um novo livro intitulado &quot;Um adeus ao liberalismo&quot;, com previsão de publicação em 2027, acredita que a demanda por líderes iliberais continuará a existir até que o liberalismo e seus agentes sejam capazes de propor um novo horizonte político, que pressuponha a redução das desigualdades sociais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Como a sra define o iliberalismo?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;br&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Acho que é importante pensar no iliberalismo não apenas como uma crítica ao liberalismo, mas como um programa. É outro projeto político, com cinco componentes, em uma versão moderada ou mais radical: uma liderança muito forte e a ideia do majoritarismo contra os freios e contrapesos; a defesa da soberania contra as instituições supranacionais; uma espécie de política externa contra a ordem internacional liberal; o apelo à homogeneidade da nação contra o multiculturalismo; e alguma forma de valores conservadores contra os progressismos. Se você tiver esses cinco critérios, pode-se dizer que se trata de uma proposta iliberal.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Então é uma ideologia, e não apenas um dispositivo retórico?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;br&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sim. Geralmente usamos o populismo para definir o que está acontecendo, mas o populismo é, em grande parte, um recurso retórico. Ou então usamos termos como autoritarismo e retrocesso democrático, que nos dizem o que está acontecendo com as instituições. Se você usa o termo iliberalismo, está falando de ideologia, da proposta política e de seu conteúdo. Percebemos que há uma proposta que tem sua própria coerência e lógica, que traz consigo outro conjunto de valores e que está competindo com a democracia liberal.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Como se explica o fim da hegemonia liberal?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O liberalismo costumava estar associado à prosperidade econômica e à ideia de que os grupos sociais iriam progredindo gradualmente em termos de direitos socioeconômicos. Esse tipo de paralelo não funciona mais. Nos últimos 30 anos, temos visto um aumento da desigualdade socioeconômica em todo o planeta. Esse tipo de diferença entre crescimento econômico e justiça socioeconômica é uma espécie de promessa quebrada do liberalismo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A segunda leitura diz mais respeito aos valores culturais. O fato de que o liberalismo, por muito tempo, foi entendido em termos da neutralidade das instituições, da Justiça, que permitiria às pessoas viverem seu próprio sistema de valores, mas que, gradualmente, se tornou muito progressista. Uma parte da população apresentou uma espécie de reação conservadora.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há um terceiro aspecto, que é o fato de estarmos entrando num momento pós-moderno, que se acelerou especialmente com as redes sociais. Esse individualismo extremo e essa espécie de atomização dos laços sociais fazem com que a desconfiança em relação às instituições, à ciência, ao jornalismo, acabe se intensificando. Então, se você juntar todos esses elementos, de repente entende por que o liberalismo, no sentido mais tradicional, está perdendo sua hegemonia. [Ele] Se baseava no progresso, na racionalidade, no universalismo, e todos esses critérios estão, de certa forma, se desintegrando.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;br&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;A sra diz que há uma crise de imaginação na política. O que quer dizer com isso?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com o fim do comunismo, há essa sensação de que o liberalismo venceu a batalha, de que é a única opção disponível, de que não há mais competição ideológica. O liberalismo perdeu a capacidade de projetar qualquer futuro. Na melhor das hipóteses, podemos ter pequenos ajustes tecnocráticos e melhorar um pouco o Estado de bem-estar social. É o que a tecnocratização neoliberal vem produzindo. Essa narrativa de que não há mais escolha, não há mais política.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele não consegue recriar nenhuma utopia, o que significa que apenas a extrema direita e a extrema esquerda trazem consigo a imaginação de algo diferente. Mas a esquerda está em minoria. É a direita que tem conseguido reinventar um imaginário político para dizer: &quot;Não, não está escrito que tem que ser assim&quot;. É realmente importante que as forças liberais não fiquem na defensiva, não defendam o &quot;status quo&quot;, mas sejam capazes de imaginar algo atraente para os cidadãos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;br&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;A demanda por líderes iliberais chegou para ficar?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;br&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Acho que sim. Não é que as pessoas não queiram democracia. Elas acreditam que a democracia funcionará melhor se tiverem esse tipo de líder. As pessoas sentem que o liberalismo não está mais dando resultados no aspecto econômico e têm a sensação de não saber para onde ele está indo. Por isso, acredito que a proposta iliberal veio para ficar até que haja uma profunda transformação em nosso sistema político e no cenário internacional. É um momento histórico, uma espécie de fase pela qual temos que passar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Como o nacionalismo cristão se conecta à proposta iliberal?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;br&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O nacionalismo cristão é uma espécie de interpretação iliberal da religião, porque não se trata apenas de uma interpretação muito estrita e literal. Está se exigindo uma espécie de papel controlador do espaço público, querendo que os Estados Unidos se tornem um Estado religioso com uma única interpretação da religião. Se você interpretar seu oponente político não como parte de um mecanismo normal de discordância em uma democracia, mas quase como uma oposição teológica, você estará praticamente destruindo o princípio da democracia, o que é potencialmente perigoso, pois pode abrir as portas para a violência política.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;br&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;O nacionalismo cristão foi muito forte no governo Bolsonaro. Agora seu filho, candidato à Presidência, também fala em guerra espiritual, em expulsar o mal. Isso é um chamado para a violência, ainda que simbólica?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;br&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Essas narrativas metafóricas podem ser interpretadas de diferentes maneiras. Você pode ver isso apenas como um exagero linguístico que não significa nada, a não ser servir como mecanismo para que as redes sociais reajam. Ou você pode imaginar que, para algumas pessoas do público, isso será interpretado literalmente como um apelo à violência, seja simbólica ou física. Esse é o problema desse tipo de linguagem: ela é inflamatória. Essa é sempre a linha divisória entre a violência simbólica e a violência política real. Tanto Bolsonaro quanto Trump estão sempre nessa linha divisória, jogando com os dois lados.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;[Essa estratégia] Serve para mobilizar os eleitores e também para desacreditar a oposição. Para polarizar a opinião pública, para dizer que o que está nos dividindo não se resume apenas a divergências sobre políticas públicas. O que nos divide é tão profundo, tão importante do ponto de vista filosófico e teológico, que não há como chegarmos a um acordo. Um tem que vencer e o outro tem que perder, o que é mais ou menos o contrário do que a democracia deveria ser.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;br&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Há algum caminho para que o liberalismo recupere sua hegemonia?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;br&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A hegemonia está perdida, mas ele pode se tornar mais competitivo. Para que o liberalismo tenha sucesso, precisa cortar os laços com o neoliberalismo. Precisa redefinir sua relação com certas formas de capitalismo, caso contrário, não será capaz de ter um projeto político que pareça atraente para um número suficiente de pessoas. Precisará renegociar o que significa ser progressista. Trata-se apenas de política de identidade, ou é progressista no sentido socioeconômico? Há uma chance, mas ele terá que trabalhar muito para se reinventar se quiser ser capaz de competir com o iliberalismo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;RAIO-X | Marlene Laruelle, 53&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Professora de ciência política na Universidade Luiss (Roma, Itália). Diretora do Programa de Estudos sobre o Iliberalismo na Universidade George Washington (EUA). PhD em ciência política na Universidade Sciences Po (Paris, França)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/10/demanda-por-lideres-como-bolsonaro-e-trump-chegou-para-ficar-diz-cientista-politica-francesa.shtml&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assisprocura.blogspot.com/feeds/4490976809784874951/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://assisprocura.blogspot.com/2026/10/demanda-por-lideres-como-bolsonaro-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default/4490976809784874951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default/4490976809784874951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assisprocura.blogspot.com/2026/10/demanda-por-lideres-como-bolsonaro-e.html' title='Demanda por líderes como Bolsonaro e Trump chegou para ficar, diz cientista política francesa'/><author><name>Assis Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03586290603153277144</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='20' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVeIAqDuBXcbr6w2gj3kZFmEjfM4POHiSGeh_WLsokK0PphMeWU5iMCjBW6UNz7ypVWQXf6SfOH2gnNW1EOe-NLA1OIvuSDV7E6jGHROScNotBCY18IXe9wfrQvdINbU0/s220/Arara.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907928423892075134.post-7526926731091137667</id><published>2026-10-24T12:28:03.000-03:00</published><updated>2026-10-24T12:37:07.261-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Acorde"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Filosofia"/><title type='text'>Espartanos faziam isso há 2.500 anos e hoje são hábitos de pessoas mentalmente forte</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span&gt;Henrique Cesaretti&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No Correio do Estado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;A história antiga oferece lições práticas para quem quer desenvolver força mental nos dias de hoje. Os espartanos, conhecidos pela disciplina extrema e foco em desafios, cultivavam cinco hábitos que a psicologia moderna reconhece como fundamentais para a resiliência e o crescimento pessoal.&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esses princípios, aplicados em versão modernizada, ajudam qualquer pessoa a fortalecer a mente e lidar melhor com as adversidades do dia a dia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;1. Mantenha o foco no presente&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os espartanos valorizavam o &quot;aqui e agora&quot; em vez de se prender ao passado ou projetar excessivamente o futuro. Esse pragmatismo refletia sua forma de resolver problemas imediatos, desenvolvendo habilidades e resistência para lidar com o que estava à sua frente naquele momento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aprender com o passado é importante, mas permanecer preso a ele impede viver plenamente. Concentrar-se no presente permite que você Desenvolva capacidades reais e enfrente os desafios com clareza mental, em vez de estar dividido entre remorso e ansiedade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;2. Procure desconforto&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A filosofia espartana baseava-se na ideia de que o crescimento e a força vinham de sair da zona de conforto. O treinamento rigoroso que recebiam desde cedo era concebido para construir resiliência por meio da exposição a situações adversas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Assumir novas responsabilidades e desafios que o levam além de suas capacidades atuais desenvolve confiança e força mental. Ao se expor regularmente ao incômodo de situações desconhecidas, você aprende e se fortalece, trabalhando a resiliência que nasce justamente do enfrentamento de dificuldades.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;3. Cultive uma mentalidade de crescimento&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para os espartanos, desafios e adversidades não eram ameaças, mas oportunidades para melhorar. Eles viam os erros como parte natural do aprendizado, um conceito que a psicologia moderna chama de mentalidade de crescimento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pessoas que acreditam que suas habilidades podem evoluir encaram o esforço como ferramenta de aprendizado e tratam fracassos como chances de desenvolver novas competências. Essa atitude contrasta com quem acredita que talentos são fixos e, por medo de parecer incompetente, evita desafios maiores.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;4. Desenvolva autodisciplina&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A autodisciplina era o pilar da vida espartana e não funcionava como restrição, mas como caminho para a liberdade. Agir conforme seus valores e objetivos, mesmo quando é difícil, constrói confiança e reduz a ansiedade sobre decisões.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Essa prática também está associada a maior clareza mental e melhor controle emocional. Quando você consegue agir de acordo com o que importa, em vez de ser levado por impulsos, ganha autonomia sobre sua própria vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;5. Mantenha a resiliência e a coragem&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os espartanos compreendiam que a força mental vinha de enfrentar o medo de frente, não evitando-o. Eles treinavam constantemente porque sabiam que essa preparação contínua transformava o medo em confiança e construía resiliência duradoura.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Reconhecer que o desconforto é temporário e que você é capaz de atravessá-lo muda a forma como você se relaciona com os desafios. Essa coragem cultivada na prática diária, aos poucos, torna a força mental cada vez mais sólida.&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assisprocura.blogspot.com/feeds/7526926731091137667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://assisprocura.blogspot.com/2026/10/espartanos-faziam-isso-ha-2500-anos-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default/7526926731091137667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default/7526926731091137667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assisprocura.blogspot.com/2026/10/espartanos-faziam-isso-ha-2500-anos-e.html' title='Espartanos faziam isso há 2.500 anos e hoje são hábitos de pessoas mentalmente forte'/><author><name>Assis Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03586290603153277144</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='20' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVeIAqDuBXcbr6w2gj3kZFmEjfM4POHiSGeh_WLsokK0PphMeWU5iMCjBW6UNz7ypVWQXf6SfOH2gnNW1EOe-NLA1OIvuSDV7E6jGHROScNotBCY18IXe9wfrQvdINbU0/s220/Arara.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907928423892075134.post-2102962080311577668</id><published>2026-08-17T12:10:43.567-03:00</published><updated>2026-08-17T12:10:45.285-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Acorde"/><title type='text'>Platão, sobre como educar as crianças: “Não se deve obrigar as crianças a aprender nem forçá-las a absorver conhecimento; basta mostrar o caminho para que cada uma pense por conta própria.”</title><content type='html'>Platão, sobre como educar as crianças: “Não se deve obrigar as crianças a aprender nem forçá-las a absorver conhecimento; basta mostrar o caminho para que cada uma pense por conta própria.”&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;O dilema pedagógico &lt;/b&gt;acompanha a história humana desde a Antiguidade clássica, quando pensadores já debatiam os limites da disciplina rígida. Ao refletir sobre a formação dos jovens, Sócrates percebeu que a imposição mecânica apenas gera aversão ao estudo. Quando o saber nasce do estímulo correto, o intelecto se desenvolve guiado pela &lt;b&gt;curiosidade das crianças.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Como a filosofia clássica enxerga o aprendizado infantil?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A tradição filosófica grega estruturou debates profundos sobre a transmissão de virtudes e conhecimentos na pólis. No Livro VII do clássico A República, o filósofo ateniense Sócrates dialoga sobre a formação dos guardiões e esclarece que &lt;b&gt;mentes livres não devem ser submetidas à servidão intelectual.&lt;/b&gt; Uma instrução assimilada sob coerção não cria raízes permanentes, pois o indivíduo tende a rejeitar aquilo que foi gravado pelo &lt;b&gt;medo do castigo.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas aqui está o detalhe: quando a mente infantil é respeitada em seu ritmo próprio, a assimilação dos conceitos acontece com clareza e profundidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Por que Platão defendia o ensino sem imposição ou violência?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O filósofo Platão argumentava que &lt;b&gt;a violência pedagógica distorce o caráter e enfraquece o amor pela verdade. &lt;/b&gt;Em sua visão, nenhum homem livre deve aprender qualquer disciplina como se fosse um escravo submetido a ordens cegas. Enquanto os exercícios corporais forçados não causam dano permanente aos músculos, os conhecimentos introduzidos à força na mente não permanecem e acabam esquecidos com extrema facilidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Quais são os pilares da educação platônica para os primeiros anos?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O método de Sócrates propõe substituir a obrigação pela ludicidade, permitindo que a criança descubra o &lt;b&gt;prazer da investigação.&lt;/b&gt; Em vez de impor tarefas mecânicas ou castigos severos, o educador deve criar ambientes estimulantes, nos quais a imaginação encontre espaço fértil para florescer. Esse princípio assegura que o processo formativo respeite o ritmo biológico e psicológico, fortalecendo a autonomia do pensamento desde cedo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Compreender essas diretrizes ajuda a estruturar práticas pedagógicas mais equilibradas, organizadas em fatores determinantes para o desenvolvimento integral:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;b&gt;Abordagem lúdica: &lt;/b&gt;utilização de jogos e atividades dinâmicas para despertar o interesse espontâneo pelas ciências e artes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;b&gt;Identificação de talentos&lt;/b&gt;: observação cuidadosa das preferências da criança para reconhecer suas vocações desde cedo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;b&gt;Preservação da liberdade: &lt;/b&gt;condução do estudo sem métodos punitivos, garantindo que o conhecimento seja acolhido voluntariamente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;De que maneira o modelo socrático pode orientar pais e professores hoje?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A pedagogia moderna dialoga frequentemente com as noções clássicas ao enfatizar o protagonismo dos estudantes no processo de ensino. No ambiente doméstico e escolar, pais e professores alcançam melhores resultados quando adotam a escuta ativa em vez da imposição autoritária. &lt;b&gt;Ao formular perguntas que despertam a reflexão, os adultos incentivam a elaboração de hipóteses e fortalecem a capacidade de discernimento dos jovens.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E o ponto central é este: aplicar tais conceitos no cotidiano escolar exige a adoção de estratégias conscientes para cultivar o hábito de reflexão permanente:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;b&gt;Estímulo à investigação: &lt;/b&gt;incentivo à formulação de dúvidas espontâneas em vez de respostas prontas e decoradas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;b&gt;Valorização do erro: &lt;/b&gt;tratamento das falhas como etapas naturais da construção do raciocínio lógico.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;b&gt;Ambiente dialógico: &lt;/b&gt;criação de momentos de conversa aberta em que opiniões e argumentos são ouvidos com respeito.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Como transformar a curiosidade natural no motor do conhecimento?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O cultivo da sabedoria exige paciência e sensibilidade por parte dos mediadores do saber. Quando os educadores abandonam práticas puramente punitivas e passam a instigar o questionamento, as crianças desenvolvem autoconfiança para explorar temas complexos. Dessa forma, o estudo deixa de ser uma obrigação enfadonha e se consolida como uma busca voluntária, alinhada com as potencialidades individuais de cada aprendiz.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Resgatar esses valiosos ensinamentos da filosofia antiga oferece caminhos consistentes para edificar uma formação ética e intelectualmente livre de amarras.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assisprocura.blogspot.com/feeds/2102962080311577668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://assisprocura.blogspot.com/2026/08/platao-sobre-como-educar-as-criancas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default/2102962080311577668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default/2102962080311577668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assisprocura.blogspot.com/2026/08/platao-sobre-como-educar-as-criancas.html' title='Platão, sobre como educar as crianças: “Não se deve obrigar as crianças a aprender nem forçá-las a absorver conhecimento; basta mostrar o caminho para que cada uma pense por conta própria.”'/><author><name>Assis Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03586290603153277144</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='20' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVeIAqDuBXcbr6w2gj3kZFmEjfM4POHiSGeh_WLsokK0PphMeWU5iMCjBW6UNz7ypVWQXf6SfOH2gnNW1EOe-NLA1OIvuSDV7E6jGHROScNotBCY18IXe9wfrQvdINbU0/s220/Arara.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907928423892075134.post-2299455124151693413</id><published>2026-08-04T05:20:35.818-03:00</published><updated>2026-08-04T05:20:37.482-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Economia"/><title type='text'>A loteria do nascimento</title><content type='html'>&lt;div&gt;Quais são os custos das desigualdades?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Folha de São Paulo - Michael França&lt;/div&gt;&lt;div&gt;4.ago.2026&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Partindo de uma sociedade igualitária, várias desigualdades vão surgir naturalmente. As diferenças decorrentes de esforços e preferências individuais fazem parte de qualquer país. Pessoas assumem riscos diferentes e fazem escolhas distintas. Seria estranho imaginar que todas terminassem a vida na mesma situação. Porém, o desafio começa na geração seguinte.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A desigualdade produzida em uma geração transforma-se em desigualdade de oportunidades na próxima. Famílias que acumularam mais recursos conseguem oferecer vantagens aos filhos. Essas vantagens aumentam suas chances de acumular mais patrimônio. Parte desse patrimônio será novamente transmitida à geração seguinte.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então, a loteria do nascimento começa a ganhar mais peso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É aqui que uma discussão normalmente tratada como questão de justiça social se transforma também em um desafio econômico.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma economia funciona melhor se as pessoas conseguirem chegar às posições nas quais suas capacidades individuais são mais bem usadas. Pode até parecer óbvio. Contudo, sociedades desiguais fazem algo diferente. Elas costumam selecionar pessoas pela origem que tiveram. E isso tem o seu preço.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma parte substantiva do capital humano deixa de ser desenvolvida. Pessoas são alocadas de maneira pior. &lt;b&gt;A produtividade diminui.&lt;/b&gt; O crescimento econômico é menor do que seria em uma sociedade capaz de aproveitar melhor as capacidades espalhadas pela população. E quanto maior for a influência familiar sobre o destino de uma pessoa, menor tende a ser a capacidade da sociedade de descobrir quem poderia fazer o quê.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma economia dinâmica precisa permitir duas coisas. Pessoas que começam embaixo precisam conseguir subir. Pessoas que começam em cima precisam correr algum risco de cair. Se os filhos dos pobres raramente chegam ao topo e os filhos dos ricos raramente deixam o topo, o país começa a se parecer menos com uma economia competitiva e mais com um sistema de reprodução de posições sociais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E as consequências ultrapassam o patrimônio.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando a origem familiar determina excessivamente quem chega às melhores posições, a sociedade passa a aproveitar apenas uma parcela limitada de seu estoque de recursos humanos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E existe uma ironia nisso para as elites econômicas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A desigualdade que as beneficia é a mesma que, simultaneamente, prejudica o ambiente do qual uma parte de sua riqueza depende.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Empresas precisam de trabalhadores qualificados. Investidores precisam de boas empresas. Uma economia sofisticada precisa encontrar talentos em uma população inteira, e não apenas entre aqueles que nasceram nas famílias mais ricas. E, ainda mais importante, tem-se que o atual pacto social está esfarelando, e a hipótese de ruptura não deveria ser descartada. É justamente sobre esses custos que Daniel Duque e eu discutimos em nosso novo livro, &quot;Os Custos das Desigualdades: uma carta às elites econômicas&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;https://www1.folha.uol.com.br/colunas/michael-franca/2026/08/quais-sao-os-custos-das-desigualdades.shtml&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assisprocura.blogspot.com/feeds/2299455124151693413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://assisprocura.blogspot.com/2026/08/a-loteria-do-nascimento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default/2299455124151693413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default/2299455124151693413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assisprocura.blogspot.com/2026/08/a-loteria-do-nascimento.html' title='A loteria do nascimento'/><author><name>Assis Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03586290603153277144</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='20' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVeIAqDuBXcbr6w2gj3kZFmEjfM4POHiSGeh_WLsokK0PphMeWU5iMCjBW6UNz7ypVWQXf6SfOH2gnNW1EOe-NLA1OIvuSDV7E6jGHROScNotBCY18IXe9wfrQvdINbU0/s220/Arara.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907928423892075134.post-5577639534553405584</id><published>2026-07-05T09:49:55.000-03:00</published><updated>2026-07-05T09:56:29.129-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Saúde"/><title type='text'>Por que a solidão equivale a fumar 15 cigarros por dia</title><content type='html'>&lt;div&gt;Por que a solidão equivale a fumar 15 cigarros por dia (e os impactos desta epidemia nas grandes cidades)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;23 junho 2026&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Todos os anos, centenas de milhares de pessoas morrem por causa da solidão. E estar desconectado da sociedade tem um efeito na saúde equivalente ao hábito de fumar 15 cigarros por dia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Essas são apenas algumas das estatísticas que escancaram um fenômeno antigo, mas que começou a chamar atenção mais recentemente: a quantidade de pessoas sem laços sociais, que se sentem incomodadas pela &lt;b&gt;sensação de “não fazer parte&quot;.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas o que é a solidão? E que evidências temos sobre os efeitos dela na saúde e até na economia?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Existem muitos tipos de solidão, &lt;/b&gt;que cada pessoa sente de forma diferente. Talvez seja um relacionamento que azedou, um casamento ou relacionamento com palavras não ouvidas e necessidades não atendidas. Você está ali, mas nunca é visto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A ciência define atualmente a solidão, de forma geral, como a &lt;b&gt;desconexão entre os relacionamentos sociais reais e os desejados,&lt;/b&gt; o que reflete a realidade de que você não precisa estar sozinho para se sentir solitário.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;O fato é que podemos ficar sozinhos com a mesma facilidade em meio a uma multidão, em um relacionamento amoroso ou entre amigos.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um estudo de 2021 envolvendo 756 pessoas que registraram regularmente como se sentiam em um aplicativo de celular por um período de dois anos confirmou essa observação.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;A sensação de solidão parece aumentar em ambientes superlotados e densamente povoados – ou seja, nas cidades modernas.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Será que o nosso estilo de vida cada vez mais urbano e dominado pela tecnologia está nos deixando com a sensação de estarmos menos conectados uns aos outros? E existem soluções escondidas nessas descobertas?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em maio de 2023, o cirurgião-geral dos Estados Unidos divulgou um relatório sobre uma epidemia que cresceu silenciosamente no país durante décadas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vivek Murthy declarou que os americanos se sentem solitários, muito mais do que o habitual, e isso representa uma ameaça ao bem-estar físico e emocional, além de ser um enorme problema de saúde pública.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&quot;O impacto na mortalidade de estar socialmente desconectado é semelhante ao de fumar 15 cigarros por dia&quot;, comparou o médico, que tem como função ser o principal porta-voz dos problemas de saúde do país e também dirigir um corpo de médicos do Exército norte-americano.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O mesmo documento partilhado pelo médico aponta que, de 2003 a 2020, o isolamento social médio entre os cidadãos cresceu de 142 horas mensais para 166, o que representa um aumento de 24 horas na média.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os mais afetados por esta tendência são os jovens, cujo tempo com os amigos foi reduzido em 70% nas últimas duas décadas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Já a seguradora Cigna, num levantamento independente publicado em 2020, indica que três em cada cinco americanos &quot;estão sozinhos&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O problema não diz respeito apenas aos EUA. Outras regiões do mundo, como a América Latina, também são afetadas pela solidão. Uma pesquisa realizada pela consultoria Ipsos em 2020, em que a empresa escolheu aleatoriamente cinco países latino-americanos nos quais entrevistou mais de 15 mil pessoas, revelou que, no Brasil, 36% dos entrevistados disseram se sentir sozinhos. No Peru, a taxa ficou em 32%.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se você se sente sozinho ou tem outros problemas que afetam o seu bem-estar mental, procure ajuda nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) ou nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) mais próximos de sua casa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Você também pode buscar apoio emocional no Centro de Valorização da Vida (CVV), no número de telefone 188.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para casos de emergência, contate o Samu (192).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;https://www.bbc.com/portuguese/articles/cl7x1w17q1vo&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assisprocura.blogspot.com/feeds/5577639534553405584/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://assisprocura.blogspot.com/2026/07/por-que-solidao-equivale-fumar-15.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default/5577639534553405584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default/5577639534553405584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assisprocura.blogspot.com/2026/07/por-que-solidao-equivale-fumar-15.html' title='Por que a solidão equivale a fumar 15 cigarros por dia'/><author><name>Assis Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03586290603153277144</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='20' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVeIAqDuBXcbr6w2gj3kZFmEjfM4POHiSGeh_WLsokK0PphMeWU5iMCjBW6UNz7ypVWQXf6SfOH2gnNW1EOe-NLA1OIvuSDV7E6jGHROScNotBCY18IXe9wfrQvdINbU0/s220/Arara.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907928423892075134.post-3954364351177397033</id><published>2026-07-03T17:50:23.527-03:00</published><updated>2026-07-03T17:50:24.893-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Acorde"/><title type='text'>Clint Eastwood sobre a velhice</title><content type='html'>Aos 96 anos, Clint Eastwood quebrou uma das ilusões mais confortáveis que temos sobre envelhecer: a ideia de que chegar à velhice extrema é apenas uma vitória bonita, tranquila e cheia de sabedoria.&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em um discurso recente, ele falou sem romantizar sobre o que acontece com o corpo ao longo do tempo. Os ossos perdem flexibilidade, os movimentos ficam mais lentos, a luz forte começa a incomodar os olhos, e até respirar pode exigir mais esforço. Mas, segundo ele, isso era apenas o começo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com a dureza e a sinceridade que sempre marcaram sua imagem, Eastwood tocou em um assunto que muita gente prefere evitar. Ele não ofereceu frases prontas sobre a terceira idade ser um período de paz absoluta, nem tentou transformar a velhice em uma propaganda bonita.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pelo contrário. Ele descreveu, de forma crua e direta, o que acontece quando um ser humano se aproxima de um século de existência.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;“A luz machuca os olhos, e até respirar pode parecer um trabalho pesado”, teria dito Eastwood, ao falar sobre a constante batalha de viver dentro de um corpo que já não responde como antes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;“O corpo simplesmente não coopera do mesmo jeito. Cada passo precisa ser pensado. Cada movimento exige uma estratégia.”&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas ele também deixou claro que o desgaste dos ossos, dos músculos e da força física é apenas a parte mais visível da velhice.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O peso mais profundo de envelhecer tanto não está apenas na dor do corpo. Está no emocional. Está no psicológico. Quando alguém atravessa os 90 anos, o mundo ao redor muda de uma forma silenciosa, mas brutal.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Você olha para os lados e percebe que a maioria das pessoas que conheciam sua juventude já não está mais aqui. Aqueles que dividiram suas histórias, suas piadas internas, suas lutas, seus erros e suas vitórias desapareceram com o tempo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O círculo de rostos familiares vai diminuindo. O telefone toca cada vez menos. Os dias parecem mais longos, mais lentos, mais vazios. E, muitas vezes, a parte mais difícil não é a dor física, mas a ausência de alguém que realmente queira sentar, escutar e se importar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando o presente se torna silencioso demais, a mente humana procura abrigo no passado. Eastwood explicou que revisitar antigas memórias não é sinal de fraqueza, nem apenas nostalgia. É uma forma de continuar existindo por inteiro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É por isso que muitas pessoas idosas repetem as mesmas histórias. Elas acrescentam pequenos detalhes, voltam aos mesmos acontecimentos, contam de novo aquilo que já contaram antes. Não fazem isso para se exibir, nem para dominar a conversa. Fazem isso para se prender a uma realidade em que foram fortes, amadas, úteis e presentes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;“Você se pega repetindo histórias, acrescentando detalhes, não para convencer ninguém, mas apenas para sentir que ainda está conectado a alguma coisa”, teria admitido Eastwood. “Você tenta passar algo para os mais jovens, mesmo quando percebe o tédio nos olhos deles.”&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vivemos em uma cultura que trata a longevidade como um troféu. Parabenizamos as pessoas por sobreviverem muitos anos, mas raramente falamos sobre a solidão esmagadora que pode acompanhar essa sobrevivência.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Celebramos o novo, o rápido, o brilhante, o conectado. Mas quase não deixamos espaço para o ritmo lento, repetitivo e profundo daqueles que já viveram quase tudo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Clint Eastwood pode ser um gigante do cinema, mas suas palavras não falam apenas sobre ele. Elas falam por cada idoso anônimo de 90 anos que mora na casa ao lado, que senta à mesa da família em silêncio, ou que espera apenas alguns minutos de atenção verdadeira.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Essas pessoas são bibliotecas vivas da nossa história. Carregam memórias de um mundo que ajudou a construir o caminho por onde caminhamos hoje.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando escolhemos desacelerar, guardar o celular, abandonar a pressa e realmente ouvi-las, algo poderoso acontece. Nós criamos uma ponte entre gerações. Permitimos que o passado respire no presente. E lembramos a elas que ainda importam.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No fim, as rugas em seus rostos não são apenas marcas do tempo. São mapas de uma vida inteira. Cada linha guarda uma perda, uma vitória, uma saudade, uma escolha, uma sobrevivência.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E sentar ao lado de alguém que chegou tão longe, ouvindo sua jornada com respeito, não é um favor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É um privilégio.&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assisprocura.blogspot.com/feeds/3954364351177397033/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://assisprocura.blogspot.com/2026/07/clint-eastwood-sobre-velhice.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default/3954364351177397033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default/3954364351177397033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assisprocura.blogspot.com/2026/07/clint-eastwood-sobre-velhice.html' title='Clint Eastwood sobre a velhice'/><author><name>Assis Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03586290603153277144</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='20' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVeIAqDuBXcbr6w2gj3kZFmEjfM4POHiSGeh_WLsokK0PphMeWU5iMCjBW6UNz7ypVWQXf6SfOH2gnNW1EOe-NLA1OIvuSDV7E6jGHROScNotBCY18IXe9wfrQvdINbU0/s220/Arara.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907928423892075134.post-5502263842105423334</id><published>2026-07-02T07:11:56.731-03:00</published><updated>2026-07-02T07:11:58.608-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Filosofia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Livros. Hermann Hesse"/><title type='text'>Hermann Hesse: o escritor que transformou a busca por si mesmo em um dos maiores legados da literatura mundial</title><content type='html'>– Nascido em 2 de julho de 1877, na pequena cidade de Calw, no sul da Alemanha, &lt;b&gt;Hermann Hesse &lt;/b&gt;tornou-se um dos escritores mais influentes do século XX ao transformar a busca pelo sentido da existência em literatura. Vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 1946, Hesse permanece, décadas após sua morte, como referência para leitores de diferentes gerações que encontram em seus romances uma &lt;b&gt;reflexão profunda sobre identidade, liberdade, espiritualidade e autoconhecimento.&lt;/b&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sua obra atravessou guerras mundiais, revoluções culturais e mudanças de época sem perder atualidade. Em um mundo marcado pela velocidade, pelo consumo e pela fragmentação, seus livros continuam propondo uma pergunta essencial: &lt;b&gt;quem somos quando deixamos de viver apenas segundo as expectativas da sociedade?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Essa questão está no centro de praticamente toda a sua produção literária, especialmente nos chamados romances iniciáticos, gênero que Hesse ajudou a consagrar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;O mestre do romance iniciático&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A palavra “iniciação” refere-se ao processo de transformação interior pelo qual um indivíduo abandona antigas certezas para descobrir uma nova compreensão de si e do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nos romances de Hermann Hesse, essa transformação nunca acontece por meio de respostas prontas. Ela exige crise, sofrimento, dúvida, solidão e experiências contraditórias.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Seus protagonistas raramente são heróis tradicionais. São homens inquietos, divididos entre razão e emoção, tradição e liberdade, espírito e matéria.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É justamente essa complexidade que tornou seus livros universais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em &lt;b&gt;Demian&lt;/b&gt; (1919), talvez sua obra mais revolucionária, Emil Sinclair percorre o caminho da infância protegida até a descoberta da própria individualidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O romance, publicado logo após a Primeira Guerra Mundial, &lt;b&gt;influenciou profundamente gerações de jovens que buscavam romper com padrões sociais rígidos.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É nele que aparece uma das frases mais conhecidas de Hesse:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; “O pássaro rompe o ovo. O ovo é o mundo. Quem quiser nascer precisa destruir um mundo.”&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mais do que uma metáfora literária, a frase tornou-se um símbolo da necessidade permanente de transformação pessoal.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Sidarta&lt;/b&gt;: o diálogo entre Oriente e Ocidente&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nenhum livro representa melhor a síntese entre literatura e espiritualidade do que Sidarta, publicado em 1922.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Embora muitos leitores imaginem tratar-se da biografia de Buda, o romance segue outro caminho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sidarta é um personagem fictício que vive na mesma época de Gautama Buda, encontra o mestre, mas decide não segui-lo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sua conclusão é radical:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;A verdade não pode ser simplesmente ensinada.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;br&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Ela precisa ser vivida.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao longo do romance, Sidarta experimenta o ascetismo, o prazer, o amor, a riqueza, o fracasso, o trabalho e a contemplação até compreender que a sabedoria nasce da experiência integral da vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O rio, personagem simbólico do livro, torna-se o grande mestre.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele representa o tempo, a unidade entre passado e futuro e a continuidade da existência.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mais de um século após sua publicação, Sidarta continua sendo um dos romances filosóficos mais lidos do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A profunda ligação com a Índia&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Embora Hermann Hesse tenha nascido na Alemanha, sua relação com a Índia começou antes mesmo de seu nascimento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sua mãe, Marie Gundert, nasceu na Índia, onde seus pais atuavam como missionários protestantes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Seu avô materno, Hermann Gundert, foi um importante linguista e orientalista, estudioso das línguas indianas, especialmente do malaiala, e produziu gramáticas, dicionários e traduções que permanecem referências.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O ambiente familiar era profundamente marcado pelo contato com a cultura indiana.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Desde criança, Hesse conviveu com relatos sobre o país, objetos trazidos do Oriente, textos religiosos e tradições filosóficas asiáticas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Essa influência permaneceu durante toda sua vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em 1911, o escritor realizou uma longa viagem ao Oriente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Passou por Ceilão (atual Sri Lanka), Malásia, Singapura e Indonésia. Embora não tenha permanecido longamente na Índia continental, a experiência aprofundou seu contato com o universo espiritual asiático.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mais importante ainda foi o encontro intelectual com os textos clássicos do hinduísmo e do budismo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As Upanishads, o Bhagavad Gita e os ensinamentos budistas aparecem constantemente reinterpretados em sua literatura.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Entretanto, Hesse nunca escreveu como um mestre religioso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Seu objetivo era construir uma ponte entre Oriente e Ocidente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para ele, ambas as tradições buscavam responder às mesmas perguntas fundamentais:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quem somos?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que significa viver?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como superar o sofrimento?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;O lobo da estepe &lt;/b&gt;e a crise do homem moderno&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Publicado em 1927, O lobo da estepe talvez seja seu romance psicologicamente mais complexo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Harry Haller vive dividido entre duas naturezas:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;o homem civilizado e o lobo selvagem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje, muitos críticos enxergam no livro uma antecipação dos debates modernos sobre identidade, alienação e saúde mental.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Décadas depois, a obra tornou-se um símbolo da contracultura dos anos 1960 e 1970.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Jovens que questionavam o consumismo, a guerra e os modelos tradicionais encontraram em Hesse um autor que parecia compreender suas inquietações muito antes delas se tornarem movimentos sociais.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Narciso e Goldmund: &lt;/b&gt;razão e sensibilidade&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Outro clássico é Narciso e Goldmund, publicado em 1930.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os dois protagonistas representam polos aparentemente opostos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Narciso simboliza o pensamento, a disciplina e a espiritualidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Goldmund representa a arte, os sentidos, a emoção e a experiência.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao longo do romance, Hesse mostra que ambos são incompletos quando separados.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A plenitude humana depende da convivência entre essas dimensões.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;O jogo das contas de vidro&lt;/b&gt; e o Nobel&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sua última grande obra, O jogo das contas de vidro (1943), é considerada por muitos críticos seu romance mais ambicioso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nele, Hesse imagina uma sociedade dedicada ao conhecimento, à filosofia, à música e às artes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O protagonista, Josef Knecht, descobre que nem mesmo uma civilização baseada apenas no saber pode escapar das contradições humanas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Três anos depois da publicação da obra, Hesse recebeu o Prêmio Nobel de Literatura.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A Academia Sueca destacou sua produção como uma síntese entre inspiração humanista, refinamento artístico e profundidade filosófica.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Um escritor que atravessou gerações&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Poucos autores conseguiram dialogar com públicos tão diferentes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hesse foi lido por intelectuais, religiosos, estudantes, artistas, músicos e leitores comuns.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Suas obras influenciaram movimentos existencialistas, a geração beat, a contracultura dos anos 1960&lt;/b&gt; e continuam presentes nas listas de leitura de universidades em todo o mundo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mais do que oferecer respostas, &lt;b&gt;seus romances convidam à reflexão.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eles sugerem que o &lt;b&gt;verdadeiro conhecimento não nasce da acumulação de informações, &lt;/b&gt;mas da coragem de enfrentar as próprias contradições.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;br&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;A atualidade de Hermann Hesse&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Em tempos marcados pela hiperconectividade, pela ansiedade e pela busca incessante por resultados&lt;/b&gt;, a obra de Hermann Hesse parece adquirir nova relevância.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Seus livros lembram que:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- nenhuma tecnologia substitui o trabalho interior.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- que nenhuma fórmula pronta elimina a necessidade de viver.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- que o autoconhecimento permanece sendo uma das aventuras mais difíceis — e mais importantes — da condição humana.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao aproximar a tradição filosófica da Índia da literatura europeia, Hesse construiu uma ponte cultural que continua inspirando milhões de leitores. &lt;b&gt;Seus romances iniciáticos permanecem como convites permanentes à descoberta de si mesmo, mostrando que a maior viagem não é a que atravessa continentes, mas aquela que conduz o ser humano ao encontro de sua própria consciência.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;br&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;https://www.brasil247.com/cultura/hermann-hesse-o-escritor-que-transformou-a-busca-por-si-mesmo-em-um-dos-maiores-legados-da-literatura-mundial&lt;b&gt;/&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assisprocura.blogspot.com/feeds/5502263842105423334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://assisprocura.blogspot.com/2026/07/hermann-hesse-o-escritor-que.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default/5502263842105423334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default/5502263842105423334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assisprocura.blogspot.com/2026/07/hermann-hesse-o-escritor-que.html' title='Hermann Hesse: o escritor que transformou a busca por si mesmo em um dos maiores legados da literatura mundial'/><author><name>Assis Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03586290603153277144</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='20' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVeIAqDuBXcbr6w2gj3kZFmEjfM4POHiSGeh_WLsokK0PphMeWU5iMCjBW6UNz7ypVWQXf6SfOH2gnNW1EOe-NLA1OIvuSDV7E6jGHROScNotBCY18IXe9wfrQvdINbU0/s220/Arara.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907928423892075134.post-5201660124479239267</id><published>2026-07-01T05:13:04.562-03:00</published><updated>2026-07-01T05:13:06.275-03:00</updated><title type='text'>Copa do Mundo cria êxtase libertador que espanta nosso vazio existencial</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Copa do Mundo cria êxtase libertador que espanta nosso vazio existencial&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Folha de São Paulo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O futebol é o palco mágico onde a nossa loucura ganha permissão oficial para existir e reinar absoluta no meio da rua.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Durante um mês, a cada quatro anos, grande parte do planeta entra em um acordo silencioso e decide que a vida de 11 homens correndo atrás de uma esfera sintética é a coisa mais importante do universo. No fundo, talvez seja mesmo a única coisa que faça sentido.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O apito inicial do juiz não marca apenas o começo de uma partida, mas decreta a suspensão temporária e gloriosa da realidade objetiva. Os boletos a pagar, o trânsito engarrafado, as decepções amorosas e as crises políticas desaparecem como fumaça levada pelo vento, onde o destino pode ser reescrito em uma fração de segundo por um chute torto ou por um milagre inesperado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Olhamos para o campo e não vemos apenas rapazes de 20 e poucos anos com cortes de cabelo esquisitos. Vemos heróis míticos carregando o peso das nossas próprias esperanças cansadas. O craque que dribla três adversários e chuta no ângulo faz exatamente aquilo que gostaríamos de fazer no dia a dia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vibramos com ele como se a glória fosse nossa porque, naquele instante, a glória é realmente nossa e de mais ninguém. Exigimos dele uma perfeição absurda que nós mesmos nunca alcançamos e ficamos furiosos quando ele erra um passe simples, esquecendo convenientemente que ele também é feito de carne e osso, medo e noites maldormidas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No banco de reservas, o técnico assume o papel daquele pai sábio e onipotente que tem a resposta para todos os problemas do mundo moderno. Queremos que ele tenha a palavra exata no vestiário capaz de curar feridas antigas e a magia necessária para transformar um grupo de rapazes assustados em uma legião de guerreiros imbatíveis.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se o time ganha, ele é um gênio incompreendido que enxergou o que ninguém mais viu. Se o time perde, ele é o culpado por todas as nossas tristezas acumuladas desde a infância. Não existe meio-termo nessa paixão desmedida que queima a nossa paciência e nos faz gritar com a televisão como se o homem pudesse nos ouvir através da tela.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E, quando o time entra em campo, deixamos de ser indivíduos solitários perdidos em uma rotina cansativa e repetitiva que nos esmaga de segunda a sexta. O sujeito engravatado abraça o desconhecido suado na arquibancada, e a vizinha tímida grita palavrões impublicáveis na janela do apartamento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A solidão desaparece e dá lugar a um corpo único que respira, sofre e canta em uníssono. A camisa da seleção vira a nossa verdadeira pele, e o hino nacional cantado a plenos pulmões é a nossa oração de guerra.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Torcer contra o rival é uma delícia libertadora e quase terapêutica que nos poupa anos de divã. É a chance perfeita de jogar no outro tudo aquilo de que não gostamos em nós mesmos e que fingimos não ver no espelho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É uma batalha de mentirinha em que ninguém se machuca de verdade, mas na qual o orgulho de milhões de pessoas entra em jogo a cada dividida de bola. O futebol permite que a gente libere os nossos instintos mais primitivos de um jeito lúdico e inofensivo. Uma guerra sem balas e sem trincheiras lutada com canções provocativas e bandeiras tremulando ao vento e rezas silenciosas para que o atacante adversário tropece nas próprias pernas de forma humilhante.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O gol é o clímax absoluto dessa jornada épica e imprevisível. No momento exato em que a bola estufa a rede, o tempo simplesmente para de existir. Nesse grito rasgado que arranha a garganta, o nosso eu individual se dissolve completamente e nós viramos pura energia pulsante espalhada pelo ar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É um êxtase coletivo que espanta o vazio existencial e nos faz sentir vivos de um jeito absurdo e incontrolável. É a prova definitiva de que o caos e o sofrimento angustiante dos 90 minutos podem ser transformados em uma ordem cósmica perfeita e absurdamente bela.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas a derrota traz um luto pesado e silencioso que cobre as ruas como uma neblina fria e implacável. A eliminação em uma Copa do Mundo não é uma frustração qualquer que se esquece no dia seguinte com uma xícara de café forte. A esperança morre ali no gramado, e somos obrigados a voltar para a realidade dura e cinzenta da segunda-feira sem a armadura da ilusão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vivenciamos uma tristeza profunda porque perdemos a magia que nos unia e nos fazia acreditar que éramos invencíveis contra as dores do mundo. O tombo dói na alma porque a queda de um herói nos lembra da nossa própria fragilidade humana e da nossa incapacidade de controlar o destino.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje, os grandes jogadores vivem como divindades intocáveis, cercados de luxo, fama e contratos bilionários que desafiam a imaginação. Moram em castelos de vidro e parecem cada vez mais distantes da nossa realidade suada. Ganham em um mês o que a maioria nem em 20 vidas inteiras de trabalho duro e honesto ganharia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O jogador deixou de ser um de nós que deu certo e passou a ser uma marca global polida e plastificada que não pode errar, ficar triste e envelhecer nunca. Ele é obrigado a sorrir para as câmeras e esconder os seus defeitos a qualquer custo, blindado por empresários e assessores de imagem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando a falha humana inevitavelmente aparece em um pênalti isolado ou em um escândalo qualquer, a nossa decepção é gigantesca, porque percebemos atônitos que o nosso deus de chuteiras sangra e chora exatamente como nós.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É exatamente por isso que a Copa do Mundo continua sendo tão fascinante e absolutamente necessária para a nossa sanidade. Ela é o último grande ritual de igualdade que nos resta neste planeta fragmentado e polarizado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Waldemar Magaldi Filho&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Analista junguiano, mestre e doutor em ciências da religião e fundador do IJEP (Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa). Autor de &quot;Dinheiro, Saúde e Sagrado&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assisprocura.blogspot.com/feeds/5201660124479239267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://assisprocura.blogspot.com/2026/07/copa-do-mundo-cria-extase-libertador.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default/5201660124479239267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default/5201660124479239267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assisprocura.blogspot.com/2026/07/copa-do-mundo-cria-extase-libertador.html' title='Copa do Mundo cria êxtase libertador que espanta nosso vazio existencial'/><author><name>Assis Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03586290603153277144</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='20' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVeIAqDuBXcbr6w2gj3kZFmEjfM4POHiSGeh_WLsokK0PphMeWU5iMCjBW6UNz7ypVWQXf6SfOH2gnNW1EOe-NLA1OIvuSDV7E6jGHROScNotBCY18IXe9wfrQvdINbU0/s220/Arara.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907928423892075134.post-61138943383522596</id><published>2026-06-03T11:02:27.428-03:00</published><updated>2026-06-03T11:02:29.198-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Filosofia"/><title type='text'>A cacetada de Einstein sobre pontos de vista. </title><content type='html'>Existe uma frase atribuída a Albert Einstein que, de tão simples, parece quase óbvia, mas que bate fundo quando você para para pensar:&amp;nbsp;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;“Há duas maneiras de viver a vida: acreditando que milagres não existem ou que tudo é milagre.”&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em poucas palavras, ela resume um dos maiores desafios do ser humano: a forma como escolhemos olhar para o que está ao nosso redor.&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A ideia central por trás da frase de Einstein é quase paradoxal:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;dois indivíduos podem acordar na mesma manhã, enfrentar os mesmos acontecimentos e terminar o dia com sensações completamente diferentes.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um vê rotina e obstáculos. O outro encontra gratidão, sentido e beleza no que parece ordinário.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Artigo completo:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;https://www.brasil247.com/tendencias/2026/05/27/frase-de-einstein-do-dia-ha-duas-maneiras-de-viver-a-vida-acreditando-que-milagres-nao-existem-ou-que-tudo-e-milagre-a-reflexao-sobre-olhar-gratidao-e-sentido-da-existencia/&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assisprocura.blogspot.com/feeds/61138943383522596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://assisprocura.blogspot.com/2026/06/a-cacetada-de-einstein-sobre-pontos-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default/61138943383522596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default/61138943383522596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assisprocura.blogspot.com/2026/06/a-cacetada-de-einstein-sobre-pontos-de.html' title='A cacetada de Einstein sobre pontos de vista. '/><author><name>Assis Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03586290603153277144</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='20' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVeIAqDuBXcbr6w2gj3kZFmEjfM4POHiSGeh_WLsokK0PphMeWU5iMCjBW6UNz7ypVWQXf6SfOH2gnNW1EOe-NLA1OIvuSDV7E6jGHROScNotBCY18IXe9wfrQvdINbU0/s220/Arara.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907928423892075134.post-5982390834478918512</id><published>2026-04-20T11:07:30.642-03:00</published><updated>2026-04-20T11:07:32.255-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Filosofia"/><title type='text'>A técnica de Marco Aurélio para o caos. </title><content type='html'>Marco Aurélio, filósofo romano: “A nossa vida é o que os nossos pensamentos a fazem”&lt;div&gt;&lt;div&gt;Por Joaquim Luppi Fernandes&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O imperador Marco Aurélio afirmava que a &lt;b&gt;nossa vida é um reflexo direto do que cultivamos diariamente em nossa mente.&lt;/b&gt; Por isso, adotar uma postura racional permite que você neutralize impulsos negativos antes que eles dominem suas ações e decisões.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Qual a técnica de Marco Aurélio para o caos?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;A prática da atenção plena &lt;/b&gt;permite que você observe os próprios pensamentos sem se deixar levar por julgamentos precipitados ou pessimistas. Isso ajuda a separar o que está sob seu controle daquilo que é meramente externo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Como aplicar o estoicismo para mudar sua mentalidade?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Iniciar o dia com afirmações positivas&lt;/b&gt; e reflexões sobre a impermanência das coisas ajuda a preparar o espírito para qualquer imprevisto. Essa rotina cria um &lt;b&gt;escudo mental poderoso &lt;/b&gt;contra o estresse excessivo e as frustrações comuns.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;O&amp;nbsp;exercício constante de gratidão e objetividade &lt;/b&gt;consolida os novos padrões de pensamento que você deseja implementar agora.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Desse modo, a transformação pessoal ocorre de maneira orgânica e sustentável, refletindo-se em todas as áreas da sua vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp;-&amp;nbsp; &amp;nbsp;Pratique o distanciamento emocional nos conflitos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp;-&amp;nbsp; &amp;nbsp;Aceite as mudanças com naturalidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp;-&amp;nbsp; &amp;nbsp;Elimine julgamentos sobre terceiros.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp;-&amp;nbsp; &amp;nbsp;Foque apenas no momento presente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp;-&amp;nbsp; &amp;nbsp;Escreva um diário de reflexões noturnas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Matéria completa:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;https://catracalivre.com.br/noticias/marco-aurelio-filosofo-romano-a-nossa-vida-e-o-que-os-nossos-pensamentos-a-fazem/&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assisprocura.blogspot.com/feeds/5982390834478918512/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://assisprocura.blogspot.com/2026/04/a-tecnica-de-marco-aurelio-para-o-caos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default/5982390834478918512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default/5982390834478918512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assisprocura.blogspot.com/2026/04/a-tecnica-de-marco-aurelio-para-o-caos.html' title='A técnica de Marco Aurélio para o caos. '/><author><name>Assis Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03586290603153277144</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='20' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVeIAqDuBXcbr6w2gj3kZFmEjfM4POHiSGeh_WLsokK0PphMeWU5iMCjBW6UNz7ypVWQXf6SfOH2gnNW1EOe-NLA1OIvuSDV7E6jGHROScNotBCY18IXe9wfrQvdINbU0/s220/Arara.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907928423892075134.post-4171768296690035318</id><published>2026-04-20T10:58:56.522-03:00</published><updated>2026-04-20T10:58:57.990-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Filosofia"/><title type='text'>Você procura a felicidade? </title><content type='html'>&lt;div&gt;Erich Fromm, filósofo e psicanalista: “A felicidade não está em ter, mas em ser: na capacidade de amar, criar e conectar-se.”&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aprenda a cultivar o ser e encontre o equilíbrio emocional através de reflexões profundas sobre propósito e bem-estar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por Joaquim Luppi Fernandes&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em um mundo onde o consumo desenfreado muitas vezes dita o ritmo das nossas vidas, encontrar um equilíbrio psicológico torna-se uma tarefa desafiadora e necessária.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como a filosofia de Erich Fromm influencia nosso bem-estar atual?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A visão deste pensador, filósofo e sociólogo, nos convida a questionar as bases da nossa sociedade moderna, que frequentemente prioriza o acúmulo material em detrimento do desenvolvimento pessoal.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao integrar conceitos da psicanálise com uma abordagem humanista, ele nos ensina que a saúde da mente está ligada à nossa capacidade de agir com autonomia e autenticidade diante das pressões externas constantes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aplicar esses ensinamentos no dia a dia significa escolher atividades que nutrem a alma, como a arte, a meditação e o diálogo sincero com aqueles que amamos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Essa mudança de perspectiva ajuda a diminuir a ansiedade gerada pela comparação constante, permitindo que cada indivíduo encontre o seu próprio ritmo e propósito em uma jornada única, valorosa e livre de excessos desnecessários.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Qual é a relação entre o autoconhecimento e a busca por uma vida autêntica?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A investigação das motivações profundas permite que compreendamos melhor os vazios que tentamos preencher com compras impulsivas ou validação social momentânea.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao mergulhar na jornada interior, descobrimos que muitas das nossas angústias derivam de uma desconexão com nossa essência criativa, algo que as abordagens analíticas buscam resgatar através de um olhar cuidadoso sobre a história pessoal de cada um.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Entender as normas sociais que moldam nosso comportamento é o primeiro passo para nos libertarmos de padrões automáticos que geram um cansaço persistente.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Quando passamos a agir com base em valores internos sólidos, a necessidade de aprovação externa diminui drasticamente, &lt;/b&gt;abrindo espaço para uma rotina mais leve, onde o foco recai sobre o crescimento pessoal e a paz de espírito cotidiana.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por que a inteligência emocional é essencial para superar o materialismo?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Desenvolver a capacidade de identificar e gerenciar sentimentos é uma ferramenta poderosa para resistir aos apelos de uma cultura voltada apenas para o ter.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando possuímos clareza sobre nossas reais necessidades, deixamos de buscar em vitrines o que só pode ser encontrado dentro de nós, resultando em uma mente muito mais tranquila para lidar com desafios.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para implementar essa mudança de paradigma e focar no que realmente importa, existem algumas práticas fundamentais que podem ser adotadas gradualmente por qualquer pessoa interessada em uma evolução genuína e duradoura:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;- Praticar o consumo consciente avaliando a real utilidade de cada nova aquisição antes de finalizar a compra.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; - Dedicar tempo diário para atividades criativas&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; - Fortalecer os laços afetivos através de momentos de escuta ativa e presença genuína com amigos e familiares.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; - Respeito mútuo pela individualidade e pelos sonhos de cada pessoa envolvida no círculo de convivência.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; - Responsabilidade afetiva ao lidar com as expectativas e sentimentos alheios com transparência e honestidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; - Cuidado constante com o bem-estar físico e emocional de quem está ao nosso lado durante a jornada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Matéria completa:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;https://catracalivre.com.br/noticias/erich-fromm-filosofo-e-psicanalista-a-felicidade-nao-esta-em-ter-mas-em-ser-na-capacidade-de-amar-criar-e-conectar-se/&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assisprocura.blogspot.com/feeds/4171768296690035318/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://assisprocura.blogspot.com/2026/04/voce-procura-felicidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default/4171768296690035318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default/4171768296690035318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assisprocura.blogspot.com/2026/04/voce-procura-felicidade.html' title='Você procura a felicidade? '/><author><name>Assis Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03586290603153277144</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='20' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVeIAqDuBXcbr6w2gj3kZFmEjfM4POHiSGeh_WLsokK0PphMeWU5iMCjBW6UNz7ypVWQXf6SfOH2gnNW1EOe-NLA1OIvuSDV7E6jGHROScNotBCY18IXe9wfrQvdINbU0/s220/Arara.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907928423892075134.post-2315172685113904535</id><published>2026-04-20T10:30:47.260-03:00</published><updated>2026-04-20T10:30:48.858-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Saúde"/><title type='text'>Relacionar-se</title><content type='html'>&amp;nbsp;Relacionar-se é, talvez, o exercício mais complexo e recompensador da experiência humana. É o processo de &lt;b&gt;construir pontes entre universos particulares,&lt;/b&gt; o que exige um equilíbrio constante entre o que somos e o que o outro nos traz.&lt;div&gt;Aqui estão algumas dimensões fundamentais desse conceito:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;1. A Base: O Relacionamento Consigo Mesmo&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não se constrói uma relação sólida com o outro sobre um terreno interno instável. Conhecer seus próprios limites, valores e &quot;gatilhos&quot; é o que permite que a troca seja saudável. &lt;b&gt;A qualidade do nosso diálogo com o mundo é um reflexo do diálogo que mantemos em nossa própria mente&lt;/b&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;2. A Comunicação como Ferramenta&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Muitas vezes, acreditamos que nos relacionar é apenas &quot;falar&quot;, mas &lt;b&gt;a essência está no escutar.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Escuta Ativa: Ouvir para compreender, não apenas para responder.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Assertividade: Capacidade de expressar necessidades sem agressividade, mas com clareza.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;3. O Desafio da Alteridade&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Relacionar-se é aceitar que o outro é um ser independente, com uma história e uma visão de mundo diferentes da sua.&lt;/b&gt; O conflito não é necessariamente um sinal de fracasso, mas sim o ponto onde duas individualidades se encontram e precisam negociar um espaço comum.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;4. Diferentes Esferas de Conexão&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Afetiva/Familiar&lt;/b&gt;: Onde os laços são profundos e a vulnerabilidade é maior.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Social/Amizade&lt;/b&gt;: Espaços de troca intelectual, lazer e apoio mútuo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Profissional&lt;/b&gt;: Baseada na colaboração, no respeito às hierarquias e na busca por objetivos comuns.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&quot;O homem é um animal social.&quot; — Aristóteles&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Essa frase continua atual porque define nossa &lt;b&gt;necessidade biológica e emocional de pertencer.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Relacionar-se é, no fundo, um aprendizado contínuo sobre tolerância, empatia e, principalmente, sobre quem nós mesmos nos tornamos quando estamos em companhia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assisprocura.blogspot.com/feeds/2315172685113904535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://assisprocura.blogspot.com/2026/04/relacionar-se.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default/2315172685113904535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default/2315172685113904535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assisprocura.blogspot.com/2026/04/relacionar-se.html' title='Relacionar-se'/><author><name>Assis Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03586290603153277144</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='20' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVeIAqDuBXcbr6w2gj3kZFmEjfM4POHiSGeh_WLsokK0PphMeWU5iMCjBW6UNz7ypVWQXf6SfOH2gnNW1EOe-NLA1OIvuSDV7E6jGHROScNotBCY18IXe9wfrQvdINbU0/s220/Arara.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907928423892075134.post-5417914453069991989</id><published>2026-01-30T14:42:32.763-03:00</published><updated>2026-01-30T14:42:34.568-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Saúde"/><title type='text'>Descansar o cérebro é ato de inteligência biológica; saiba como restaurar a energia mental</title><content type='html'>Descansar o cérebro é ato de inteligência biológica; saiba como restaurar a energia mental&lt;div&gt;Fernando Gomes&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vivemos uma era em que a mente parece nunca descansar. A enxurrada de informações, o excesso de estímulos digitais, a necessidade constante de produtividade e a pressão por desempenho nos colocaram em um estado de vigília permanente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não é de surpreender, portanto, que cada vez mais pessoas relatem sintomas como irritabilidade, lapsos de memória, falta de concentração e um cansaço que não se resolve nem com uma boa noite de sono. Esse fenômeno tem nome: fadiga mental.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao contrário do cansaço físico, que é perceptível nos músculos e no excesso de sono, por exemplo, a fadiga mental se manifesta no funcionamento do cérebro — especialmente nas regiões responsáveis por aspectos como atenção, memória de trabalho e controle emocional.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O córtex pré-frontal, localizado atrás da testa, é um dos primeiros a sofrer quando o cérebro está sobrecarregado. É ele quem executa tarefas complexas, como tomada de decisão, planejamento e autocontrole. Sob fadiga, essa região reduz sua atividade, e o resultado é um funcionamento mais lento, reações impulsivas e dificuldade para manter o foco.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pesquisas em neuroimagem mostram que, durante longos períodos de esforço cognitivo, há um acúmulo de adenosina, um neurotransmissor que sinaliza ao cérebro que é hora de descansar. Esse mesmo mecanismo explica a sonolência após horas de estudo ou trabalho intenso. Além disso, a exposição contínua a telas e notificações ativa o sistema dopaminérgico de recompensa, criando um ciclo de hiperestimulação seguido de queda abrupta — o que aumenta a sensação de exaustão mental e emocional.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas a fadiga mental não é apenas desconforto. Quando crônica, ela pode ter consequências sérias.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estudos associam esse estado à diminuição da neuroplasticidade, ou seja, à capacidade do cérebro de criar novas conexões e aprender.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Também há evidências de que a fadiga prolongada eleva os níveis de cortisol, o hormônio do estresse, contribuindo para distúrbios do sono, ansiedade e até comprometimento imunológico.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A mente cansada, portanto, não afeta apenas o desempenho cognitivo — ela abala o equilíbrio integral do corpo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Reconhecer os sinais é o primeiro passo para evitar um colapso mental. Dificuldade de concentração, erros frequentes, sensação de “cabeça pesada”, insônia e perda de prazer em atividades que antes eram satisfatórias indicam que o cérebro está pedindo pausa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Diferente do que muitos pensam, não é o esforço em si que causa dano, mas a ausência de recuperação. Assim como um atleta precisa de repouso entre treinos, o cérebro também exige períodos de descanso para consolidar informações e se reorganizar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como reverter a fadiga mental&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se você sente que passa por isso, calma. Eu tenho uma boa notícia: existem formas cientificamente comprovadas de restaurar a energia mental e elas são simples de serem feitas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um exemplo clássico e muito eficiente é dormir. Afinal, é durante o sono profundo que o cérebro elimina metabólitos tóxicos e reorganiza memórias. Outra dica bem simples é se mexer. Atividades físicas aeróbicas, como caminhar ou dançar, aumentam o fluxo sanguíneo cerebral e estimulam a liberação de endorfinas e dopamina, favorecendo o equilíbrio emocional.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Já a prática da atenção plena (mindfulness) e a respiração consciente ajudam a reduzir a hiperatividade do sistema límbico, responsável pelas respostas de estresse. É aquela ideia simples de tentar estar sempre no “aqui e agora”, sem deixar vagar o pensamento para o que já foi ou para o que está por vir.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Outro ponto essencial é aprender a gerenciar estímulos. O excesso de informação consome energia cognitiva como um “ruído” constante. Tente, então, desligar notificações, alternar períodos de foco com intervalos regulares e buscar momentos de silêncio. São atitudes simples que produzem grande impacto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O cérebro precisa de vazio para criar, de pausa para consolidar e de tédio para reinventar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em um mundo acelerado, descansar é um ato de inteligência biológica. O cérebro humano, com seus 86 bilhões de neurônios, consome cerca de 20% da energia corporal (mesmo em repouso). Isso significa que pensar cansa – literalmente. Mas também significa que cuidar da mente é zelar pela nossa principal ferramenta de sobrevivência.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como neurocirurgião e neurocientista, vejo diariamente os efeitos do esgotamento mental em diferentes faixas etárias — de estudantes exauridos por maratonas de estudo a profissionais que perderam o prazer pelo próprio trabalho. Sem falar no crescimento absurdo de burnout.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lembre-se de que o cérebro é um órgão de alta performance, mas não é uma máquina. Ele precisa de manutenção, limites e intervalos para continuar operando em seu potencial máximo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em tempos de sobrecarga digital e emocional, talvez o maior desafio seja reaprender a parar. Não para fazer menos, mas para pensar melhor. Vale lembrar ainda que as jornadas de trabalho exaustivas não são sinônimo de alta performance — são, na verdade, o caminho mais rápido para o colapso cognitivo e emocional. O cérebro humano não foi projetado para operar em modo contínuo, sem pausas ou tempo de recuperação.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em um mundo em que a exaustão virou símbolo de dedicação, é urgente repensar em como fortalecer a produtividade sustentável, já que o cérebro, ao contrário do resto do corpo, não dá sinais visíveis de exaustão. A não ser que esteja no limite – mas daí já pode ser tarde demais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Matéria completa:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;https://www.estadao.com.br/saude/descansar-o-cerebro-e-ato-de-inteligencia-biologica-saiba-como-restaurar-a-energia-mental/&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assisprocura.blogspot.com/feeds/5417914453069991989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://assisprocura.blogspot.com/2026/01/descansar-o-cerebro-e-ato-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default/5417914453069991989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default/5417914453069991989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assisprocura.blogspot.com/2026/01/descansar-o-cerebro-e-ato-de.html' title='Descansar o cérebro é ato de inteligência biológica; saiba como restaurar a energia mental'/><author><name>Assis Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03586290603153277144</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='20' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVeIAqDuBXcbr6w2gj3kZFmEjfM4POHiSGeh_WLsokK0PphMeWU5iMCjBW6UNz7ypVWQXf6SfOH2gnNW1EOe-NLA1OIvuSDV7E6jGHROScNotBCY18IXe9wfrQvdINbU0/s220/Arara.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907928423892075134.post-1660462530259442462</id><published>2026-01-27T02:47:35.973-03:00</published><updated>2026-01-27T02:47:36.914-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Saúde"/><title type='text'>Qual é a melhor fase da vida ? </title><content type='html'>Qual é a melhor fase da vida segundo a psicologia?&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Segundo a psicologia, a melhor fase da vida começa quando a pessoa para de viver para agradar expectativas externas e passa a agir com mais consciência e autonomia. Não se trata de egoísmo ou isolamento, mas de maturidade emocional: entender limites, aceitar imperfeições e escolher onde investir energia, segundo o NIH.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Essa fase costuma surgir depois de frustrações, erros e aprendizados. O indivíduo deixa de buscar validação constante e começa a alinhar decisões com valores pessoais. O resultado é menos ansiedade, mais clareza e relações mais honestas consigo e com os outros.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que tipo de pensamento marca essa virada de chave?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A mudança acontece quando a pessoa entende que não precisa controlar tudo nem corresponder a todos. Esse pensamento reduz a pressão interna e permite escolhas mais realistas, baseadas no que é possível e no que realmente importa naquele momento da vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na prática, isso significa aceitar que nem tudo será perfeito, que dizer “não” é saudável e que o descanso não é fracasso. Esse modo de pensar libera tempo mental e emocional, favorecendo bem-estar e decisões mais equilibradas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Antes de avançar, vale destacar atitudes mentais que costumam acompanhar essa fase:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-&amp;nbsp; &amp;nbsp;Menos comparação constante com os outros&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-&amp;nbsp; &amp;nbsp;Mais responsabilidade pelas próprias escolhas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-&amp;nbsp; &amp;nbsp;Maior tolerância ao erro e à imperfeição&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por que esse pensamento melhora a saúde emocional?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Porque ele reduz o conflito interno e o desgaste psicológico. A psicologia mostra que grande parte do sofrimento emocional vem da tentativa de manter imagens irreais: ser produtivo o tempo todo, estar sempre disponível ou nunca falhar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando a pessoa passa a aceitar limites e a priorizar o essencial, o sistema emocional entra em estado de menor alerta. Isso impacta diretamente níveis de estresse, qualidade do sono e até a forma como lidamos com problemas cotidianos, tornando-os mais manejáveis.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Essa fase tem relação com idade ou maturidade?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não está ligada a uma idade fixa, mas ao desenvolvimento psicológico. Algumas pessoas chegam a esse ponto aos 30, outras aos 50, e há quem nunca chegue. O fator decisivo é a disposição para refletir, aprender com experiências e revisar crenças antigas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A psicologia do desenvolvimento aponta que essa mudança costuma ocorrer quando a pessoa deixa de reagir automaticamente e passa a responder de forma consciente. É menos sobre “ter vivido muito” e mais sobre ter elaborado o que foi vivido.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como saber se você já entrou nessa melhor fase?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os sinais aparecem quando a vida fica mais simples por dentro, mesmo que por fora continue desafiadora. A pessoa passa a se cobrar menos, escolhe melhor suas batalhas e aceita que nem tudo precisa de resposta imediata.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Outro indício claro é a sensação de coerência: decisões fazem mais sentido, relações ficam mais seletivas e o foco se desloca do “parecer” para o “ser”. Não é ausência de problemas, mas maior capacidade de lidar com eles sem se perder emocionalmente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Extraído de:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;https://www.correiobraziliense.com.br/cbradar/a-melhor-fase-da-sua-vida-comeca-quando-a-pessoa-pensa-dessa-maneira-segundo-a-ciencia/&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assisprocura.blogspot.com/feeds/1660462530259442462/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://assisprocura.blogspot.com/2026/01/qual-e-melhor-fase-da-vida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default/1660462530259442462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default/1660462530259442462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assisprocura.blogspot.com/2026/01/qual-e-melhor-fase-da-vida.html' title='Qual é a melhor fase da vida ? '/><author><name>Assis Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03586290603153277144</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='20' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVeIAqDuBXcbr6w2gj3kZFmEjfM4POHiSGeh_WLsokK0PphMeWU5iMCjBW6UNz7ypVWQXf6SfOH2gnNW1EOe-NLA1OIvuSDV7E6jGHROScNotBCY18IXe9wfrQvdINbU0/s220/Arara.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907928423892075134.post-151507083299581102</id><published>2026-01-27T02:19:10.254-03:00</published><updated>2026-01-27T02:19:11.743-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Saúde"/><title type='text'>Quando viver vira palco: curtidas, validação</title><content type='html'>&lt;div&gt;Nas redes sociais, o comportamento performático transforma a rotina ao expor produtividade, visibilidade e valor pessoal no dia a dia&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; Por Giovanna Rodrigues&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Produzir, aparecer, render, crescer. Na sociedade atual, o sucesso parece, cada vez mais, ligado a como somos vistos pelos outros, no trabalho, nas relações, no corpo e, principalmente, nas redes sociais.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ser uma pessoa produtiva deixou de ser apenas sobre habilidades profissionais e passou a influenciar a forma como cada um constrói sua identidade, mede sua autoestima e se percebe no mundo. O problema é que, quando a vida vira uma entrega constante, o &lt;b&gt;custo emocional&lt;/b&gt; costuma ser alto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nas redes sociais, a palavra &quot;performático&quot; tem surgido com frequência, sendo usado para descrever comportamentos e posturas que parecem construídos mais para serem vistos e avaliados pelos outros&lt;b&gt; &lt;/b&gt;do que para refletir um sentimento ou experiência genuína.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Do ponto de vista mental, a psicóloga Silvia de Oliveira explica que uma pessoa performática é aquela que passa a medir seu valor pessoal a partir do que faz e do que entrega. &quot;A identidade começa a ser baseada&amp;nbsp;na aprovação dos outros.&quot;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;br&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A ideia de algo performático nas redes sociais está ligada à maneira como as plataformas digitais funcionam: tudo pode ser visto, medido, comparado e pontuado; curtidas, visualizações, seguidores e comentários se tornam indicadores de valor social. Essa lógica favorece comportamentos que buscam maximizar a visibilidade, muitas vezes mais do que expressar um sentimento ou realidade interior.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esse fenômeno está no centro de debates sobre cultura on-line. Quando alguém faz algo &quot;performático&quot;, a impressão que se passa é de que&lt;b&gt; &lt;/b&gt;a ação tem mais a ver com ser notado do que com ser vivido ou sentido. O resultado dessa lógica é um cansaço constante.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;br&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os sinais aparecem no dia a dia: medo excessivo de errar, dificuldade de desacelerar, sensação constante de não ser suficiente e dependência da aprovação dos outros.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Identidade e autoestima&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A forma como a identidade é construída também mudou. Segundo Eliana, antes ela surgia a partir das relações e das experiências ao longo do tempo. Hoje, muitas vezes, ela vira uma espécie de curadoria de si mesmo, uma maneira de escolher cuidadosamente o que mostrar e como mostrar, com base em como será percebido ou avaliado pelos outros. &quot;A identidade passa a ser construída em posts, fotos e vídeos, sempre pensando no olhar do outro&quot;, explica.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Essa dependência da reação externa afeta diretamente a autoestima, e curtidas, comentários e visualizações funcionam como termômetros do valor pessoal.&lt;b&gt; &quot;&lt;/b&gt;Quando a validação vem mais de fora do que de dentro, a autoestima fica instável&quot;, resume Eliana.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As redes sociais intensificam esse processo ao mostrar apenas recortes idealizados da vida. &quot;A impressão é que todo mundo está sempre feliz, bem-sucedido e produtivo&quot;, diz Silvia. A comparação constante alimenta uma cobrança silenciosa para estar sempre performando. Aos poucos, o olhar do outro passa a valer mais do que a própria experiência vivida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;br&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para Eliana, isso cria uma pressão social para parecer bem o tempo todo. Sofrimento, dúvidas e momentos difíceis raramente aparecem porque não &quot;geram engajamento&quot;. &quot;Existe uma expectativa de felicidade constante. Quem não performa sucesso ou alegria pode se sentir invisível ou fracassado&quot;,&lt;b&gt; &lt;/b&gt;analisa&lt;b&gt;.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;br&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os efeitos desse cenário são ainda mais fortes entre os jovens. Márcia explica que quem cresce sob a lógica do algoritmo enfrenta desafios maiores para fugir desse ideal. A comparação constante com padrões inalcançáveis de beleza e sucesso contribui para o aumento da ansiedade e da depressão.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Matéria completa:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;https://www.correiobraziliense.com.br/revista-do-correio/2026/01/amp/7334406-quando-viver-vira-palco-curtidas-validacao-e-a-cultura-da-performance.html&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assisprocura.blogspot.com/feeds/151507083299581102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://assisprocura.blogspot.com/2026/01/quando-viver-vira-palco-curtidas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default/151507083299581102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default/151507083299581102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assisprocura.blogspot.com/2026/01/quando-viver-vira-palco-curtidas.html' title='Quando viver vira palco: curtidas, validação'/><author><name>Assis Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03586290603153277144</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='20' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVeIAqDuBXcbr6w2gj3kZFmEjfM4POHiSGeh_WLsokK0PphMeWU5iMCjBW6UNz7ypVWQXf6SfOH2gnNW1EOe-NLA1OIvuSDV7E6jGHROScNotBCY18IXe9wfrQvdINbU0/s220/Arara.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907928423892075134.post-1636427841484662634</id><published>2026-01-26T19:23:39.656-03:00</published><updated>2026-01-26T19:23:40.944-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Saúde"/><title type='text'>Sete coisas que afetam a sua frequência vibracional. </title><content type='html'>&lt;div&gt;Sete coisas que afetam a sua frequência vibracional.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;1ª -&amp;nbsp; Os seus pensamentos. Todo pensamento que você possui emite uma frequência para o Universo e essa frequência retorna para a origem, no caso, você. Então se você tem pensamentos negativos, de desânimo, tristeza, raiva, isso tudo vai voltar para você, por isso é tão importante que você cuide da qualidade dos seus pensamentos e aprenda a cultivar os pensamentos mais positivos.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;2ª -&amp;nbsp; As suas companhias. As pessoas que estão a sua volta influenciam diretamente na sua frequência vibracional. Se você está aí lado de pessoas alegres, determinadas, você também entrará nessa vibração, agora se você se cerca de pessoas reclamonas e fofoqueiras, tome cuidado, pois elas podem estar diminuindo a sua frequência e como consequência te impedindo de fazer a lei da atração funcionar seu favor.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;3ª -&amp;nbsp; Músicas. As músicas são poderosíssimas. Se você só escuta músicas que falam de morte, traição, tristeza, isso tudo vai interferir naquilo que você vibra. Preste atenção na letra das músicas que você escuta, elas podem estar diminuindo a sua frequência vibracional. E, lembre-se, você atrai para sua vida exatamente aquilo que você vibra.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;4ª -&amp;nbsp; Coisas que você assiste. Quando você assiste muito programas que abordem desgraças, mortes, traições, seu cérebro aceita aquilo como uma realidade e libera toda uma química no seu corpo, fazendo com que sua frequência vibracional seja afetada. Assista coisas que te façam bem e te ajudem a vibrar uma frequência elevada.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;5ª -&amp;nbsp; Ambiente que você fica. Seja na sua casa ou seu trabalho, se você passa grande parte do tempo num ambiente desorganizado, sujo, feio, isso também afetará sua frequência. Melhore do que está a sua volta, organize e limpe o seu ambiente. Mostre ao universo que você está apto a receber muito mais. Cuide do que você já tem.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;6ª - O que você fala. Se você reclama ou fala mal das coisas e das pessoas,&amp;nbsp; isso afeta sua frequência vibracional. Para você manter a sua frequência elevada é fundamental que você elimine o hábito de reclamar e de falar mal dos outros. Então evite fazer dramas e se vitimizar. Assuma responsabilidade sua vida.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;7ª - Gratidão&amp;nbsp; Eu sou grato pela minha vida&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assisprocura.blogspot.com/feeds/1636427841484662634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://assisprocura.blogspot.com/2026/01/sete-coisas-que-afetam-sua-frequencia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default/1636427841484662634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default/1636427841484662634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assisprocura.blogspot.com/2026/01/sete-coisas-que-afetam-sua-frequencia.html' title='Sete coisas que afetam a sua frequência vibracional. '/><author><name>Assis Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03586290603153277144</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='20' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVeIAqDuBXcbr6w2gj3kZFmEjfM4POHiSGeh_WLsokK0PphMeWU5iMCjBW6UNz7ypVWQXf6SfOH2gnNW1EOe-NLA1OIvuSDV7E6jGHROScNotBCY18IXe9wfrQvdINbU0/s220/Arara.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907928423892075134.post-4004281885808153782</id><published>2026-01-23T15:00:25.939-03:00</published><updated>2026-01-23T15:00:27.335-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Filosofia"/><title type='text'>Kierkegaard já tinha avisado como a era da comparação tornou sua ansiedade pior</title><content type='html'>&lt;b&gt;Kierkegaard já tinha avisado como a era da comparação tornou sua ansiedade pior&lt;/b&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A discussão sobre ansiedade na sociedade contemporânea costuma ser associada às redes sociais, à exposição constante e à comparação permanente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Redação O Antagonista&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Muito antes da internet&lt;/b&gt;, porém, o filósofo dinamarquês Søren Kierkegaard já tratava da &lt;b&gt;ansiedade&lt;/b&gt; como experiência central da existência humana, ajudando a entender por que tantas pessoas relatam &lt;b&gt;sensação de insuficiência e cobrança interna permanente.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;O que é ansiedade para Kierkegaard&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;No livro O Conceito de Angústia (1844)&lt;/b&gt;, Kierkegaard descreve a &lt;b&gt;ansiedade&lt;/b&gt; como uma “tontura da liberdade”.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela &lt;b&gt;aparece quando o indivíduo percebe que não há caminho garantido, que cada decisão envolve riscos e que ele poderia sempre ter escolhido de outro modo.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Diferente do medo, ligado a um objeto definido, a ansiedade existencial se conecta ao futuro aberto e ao desconhecido.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Surge no intervalo entre o que a pessoa é hoje e o que poderia se tornar, funcionando como sinal de responsabilidade por suas escolhas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Como a era da comparação intensifica a ansiedade&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A chamada &lt;b&gt;era da comparação&lt;/b&gt; é marcada pelo acesso contínuo à vida de outras pessoas por meio de redes sociais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Em vez de lidar apenas com suas próprias possibilidades, o indivíduo passa a se medir o tempo todo pelos recortes idealizados da realidade alheia.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esse cenário amplia a sensação descrita por Kierkegaard: estar entre o que se é e o que se poderia ser, mas agora com um padrão aparentemente sempre melhor nas telas dos outros.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;A liberdade vira fonte de angústia, inadequação e cobrança silenciosa por desempenho e sucesso.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quais elementos aproximam Kierkegaard da cultura da comparação&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;A relação entre ansiedade existencial e cultura digital pode ser observada em mecanismos que reforçam a comparação e a sensação de insuficiência.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eles moldam como o indivíduo enxerga suas possibilidades e avalia a própria trajetória.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; Idealização da vida alheia: &lt;b&gt;imagens editadas criam padrões quase inalcançáveis&lt;/b&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; Métricas de aprovação: &lt;b&gt;curtidas e seguidores funcionam como validação social constante.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; Pressão por rapidez: &lt;b&gt;histórias de sucesso acelerado fazem qualquer atraso parecer fracasso.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; Medo de ficar para trás:&lt;b&gt; a comparação frequente alimenta a sensação de estar sempre aquém.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como a interioridade kierkegaardiana ajuda a lidar com a ansiedade&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Para Kierkegaard, a existência autêntica começa quando a pessoa deixa de viver apenas segundo papéis sociais e expectativas genéricas.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em vez disso, &lt;b&gt;passa a cultivar uma relação mais consciente consigo mesma, valorizando a interioridade.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Entender a ansiedade não só como distúrbio, mas também como sinal de escolhas significativas, pode favorecer decisões mais conscientes e menos guiadas pelo olhar alheio.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Artigo completo:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;https://oantagonista.com.br/ladooa/entretenimento/kierkegaard-ja-tinha-avisado-como-a-era-da-comparacao-tornou-sua-ansiedade-pior/&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assisprocura.blogspot.com/feeds/4004281885808153782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://assisprocura.blogspot.com/2026/01/kierkegaard-ja-tinha-avisado-como-era.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default/4004281885808153782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default/4004281885808153782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assisprocura.blogspot.com/2026/01/kierkegaard-ja-tinha-avisado-como-era.html' title='Kierkegaard já tinha avisado como a era da comparação tornou sua ansiedade pior'/><author><name>Assis Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03586290603153277144</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='20' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVeIAqDuBXcbr6w2gj3kZFmEjfM4POHiSGeh_WLsokK0PphMeWU5iMCjBW6UNz7ypVWQXf6SfOH2gnNW1EOe-NLA1OIvuSDV7E6jGHROScNotBCY18IXe9wfrQvdINbU0/s220/Arara.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907928423892075134.post-2007752448487623665</id><published>2026-01-16T17:35:28.351-03:00</published><updated>2026-01-16T17:35:30.321-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Filosofia"/><title type='text'>A frase do Taoísmo que revela como o mundo interior molda a realidade externa</title><content type='html'>&lt;b&gt;A frase do Taoísmo que revela como o mundo interior molda a realidade externa&lt;/b&gt;&lt;div&gt;Por Larissa Carvalho&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A filosofia chinesa reúne um conjunto de ensinamentos que ligam diretamente a mente, o comportamento e o rumo da vida de cada pessoa. Entre essas ideias, uma frase costuma ser destacada como síntese de uma visão milenar: &lt;b&gt;“Se corriges a tua mente, o resto da tua vida encaixará no lugar”&lt;/b&gt;. Esta máxima, associada ao pensamento taoísta, sugere que a organização interior tem impacto direto na forma como a realidade se apresenta no dia a dia, inspirando práticas como meditação, autoconhecimento e cultivo da serenidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;O que significa corrigir a mente na filosofia chinesa&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A expressão “corrigir a mente” não se refere a uma ideia de perfeição, mas a um processo de &lt;b&gt;alinhamento entre pensamentos, emoções e ações.&lt;/b&gt; Na tradição chinesa, especialmente no taoísmo, considera-se que a mente é a origem das atitudes e escolhas, influenciando diretamente a harmonia interna e a relação com o ambiente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Corrigir a mente envolve observar com clareza o que se pensa e sente, reconhecer hábitos mentais prejudiciais e ajustar a forma de interpretar as situações. Em vez de tentar controlar todas as circunstâncias externas, a pessoa aprende a trabalhar o próprio campo interno por meio de práticas como atenção plena, contemplação e estudo de textos clássicos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Como a frase “Se corriges a tua mente, o resto da tua vida encaixará no lugar” atua no cotidiano&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A frase “Se corriges a tua mente, o resto da tua vida encaixará no lugar” expressa uma &lt;b&gt;convicção central da filosofia chinesa: não há separação rígida entre o mundo interior e o mundo exterior. &lt;/b&gt;A maneira como a realidade é percebida influencia diretamente o comportamento, e o comportamento, por sua vez, molda resultados e a qualidade das relações.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na prática, esse princípio se manifesta em situações comuns, como conflitos, decisões profissionais e desafios emocionais. Para ilustrar como diferentes estados mentais geram desfechos distintos na vida diária, podemos observar alguns padrões recorrentes:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;b&gt;Mente confusa:&lt;/b&gt; favorece decisões precipitadas, conflitos recorrentes e sensação de desorientação.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;b&gt;Mente focada:&lt;/b&gt; facilita escolhas consistentes, definição de prioridades e relações mais estáveis.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;b&gt;Mente serena:&lt;/b&gt; tende a interpretar problemas como etapas de aprendizado, e não como fracassos definitivos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Como a filosofia chinesa orienta o equilíbrio entre interior e exterior&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dentro do pensamento chinês, especialmente no taoísmo, o ideal não é controlar tudo, mas viver em sintonia com o fluxo natural da vida, chamado de &lt;b&gt;Tao.&lt;/b&gt; Isso significa reconhecer limites, aceitar que nem todas as situações podem ser moldadas à vontade e, ao mesmo tempo, assumir responsabilidade pelo próprio mundo interno.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para favorecer esse equilíbrio, tradições chinesas apontam caminhos práticos que continuam atuais, como &lt;b&gt;cultivar simplicidade, reservar momentos de silêncio e usar a respiração como âncora. &lt;/b&gt;Essas orientações ajudam a reduzir resistências desnecessárias e a responder aos desafios com mais clareza.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;b&gt;Atenção aos pensamentos recorrentes:&lt;/b&gt; identificar padrões de preocupação excessiva, autocrítica constante ou pessimismo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;b&gt;Respiração e pausa: &lt;/b&gt;interromper o automatismo de reações rápidas com pequenos intervalos de silêncio e respiração profunda.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;b&gt;Simplicidade no dia a dia: &lt;/b&gt;reduzir excessos de tarefas, estímulos e compromissos, permitindo mais espaço mental.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;b&gt;Observação das emoções: &lt;/b&gt;perceber como raiva, medo ou tristeza surgem e se dissipam, sem reprimi-las nem alimentá-las.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;b&gt;Coerência entre intenção e ação: &lt;/b&gt;alinhar o que se pensa, o que se diz e o que se faz, diminuindo contradições internas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Essa visão é útil em um mundo acelerado&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em um cenário marcado por redes sociais, notificações constantes e metas profissionais elevadas, a frase “Se corriges a tua mente, o resto da tua vida encaixará no lugar” funciona como um convite à reorganização interna. Não se trata de ignorar problemas concretos, mas de reconhecer que a forma de olhar e reagir a eles influencia o desfecho de cada situação.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Ao assumir a responsabilidade pelo próprio interior, a pessoa passa a depender menos de mudanças externas para experimentar uma vida mais ordenada e significativa&lt;/b&gt;. Assim, o ensinamento taoísta segue como um mapa prático: ao ajustar a mente, o caminho tende a ficar mais nítido, e a trajetória torna-se mais coerente com aquilo que se deseja construir, mesmo em meio à rotina acelerada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Artigo:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;https://www.correiobraziliense.com.br/cbradar/a-frase-do-taoismo-que-revela-como-o-mundo-interior-molda-a-realidade-externa/&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assisprocura.blogspot.com/feeds/2007752448487623665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://assisprocura.blogspot.com/2026/01/a-frase-do-taoismo-que-revela-como-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default/2007752448487623665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default/2007752448487623665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assisprocura.blogspot.com/2026/01/a-frase-do-taoismo-que-revela-como-o.html' title='A frase do Taoísmo que revela como o mundo interior molda a realidade externa'/><author><name>Assis Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03586290603153277144</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='20' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVeIAqDuBXcbr6w2gj3kZFmEjfM4POHiSGeh_WLsokK0PphMeWU5iMCjBW6UNz7ypVWQXf6SfOH2gnNW1EOe-NLA1OIvuSDV7E6jGHROScNotBCY18IXe9wfrQvdINbU0/s220/Arara.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907928423892075134.post-4955498083429552758</id><published>2026-01-15T07:16:22.737-03:00</published><updated>2026-01-15T07:16:24.560-03:00</updated><title type='text'>Aqueles que cresceram nas décadas de 60 e 70 desenvolveram forças mentais que estão sendo perdidas</title><content type='html'>Aqueles que cresceram nas décadas de 60 e 70 desenvolveram forças mentais que estão sendo perdidas&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Essas habilidades abrangem características como paciência, autonomia, tolerância à frustração, capacidade de concentração e regulação emocional&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Redação O Antagonista&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O conceito de habilidades mentais dos maiores de 50 anos, explica como o contexto de infância e juventude dessa geração contribuiu para desenvolver paciência, foco, tolerância à frustração e outras competências emocionais e cognitivas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;O que são as habilidades mentais dos maiores de 50 anos&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Essas habilidades abrangem características como paciência, autonomia, tolerância à frustração, capacidade de concentração e regulação emocional.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Essas competências foram moldadas por um estilo de vida com &lt;b&gt;menos tecnologia, menos gratificação imediata e mais responsabilidade prática&lt;/b&gt; desde cedo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Em vez de telas e redes sociais, eram comuns leitura, brincadeiras criadas na hora, contato direto com vizinhos e familiares e uma rotina em que esperar fazia parte da realidade.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esse ambiente, segundo psicólogos, favoreceu o desenvolvimento de autocontrole, resiliência e maior estabilidade emocional na vida adulta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Quais são as principais habilidades desenvolvidas a partir dos 50 anos&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pesquisas em psicologia indicam que muitas pessoas acima de 50 anos mantêm um repertório emocional e cognitivo sólido, útil em contextos profissionais e familiares.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Essas capacidades não são exclusivas dessa faixa etária, mas aparecem com frequência nessa geração devido às experiências vividas na infância e adolescência.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Entre as habilidades mentais dos maiores de 50 anos, destacam-se competências que auxiliam na tomada de decisão, no convívio social e no enfrentamento de momentos de crise:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;b&gt;Paciência&lt;/b&gt;: convivência com processos lentos facilitou lidar com prazos longos e ausência de respostas imediatas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;b&gt;Tolerância&lt;/b&gt; à frustração: compreensão de que esforço não garante recompensa desenvolveu resiliência diante de perdas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;b&gt;Regulação emocional: &lt;/b&gt;maior controle das reações favoreceu estratégias internas de autocontenção em situações tensas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;b&gt;Capacidade de concentração&lt;/b&gt;: leitura prolongada e escrita manual exigiram foco sustentado e atenção contínua.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;b&gt;Gestão direta de conflitos&lt;/b&gt;: conversas presenciais ampliaram a leitura de contexto, linguagem corporal e diálogo assertivo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Como o contexto de infância influenciou essas habilidades&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quem cresceu nas décadas de 1960 e 1970 vivenciou menos acesso à tecnologia, maior contato presencial e, em muitos casos, dificuldades econômicas significativas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Era comum que adolescentes trabalhassem cedo para ajudar na renda familiar, o que exigia organização, disciplina e senso concreto de responsabilidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sem internet ou smartphones, o tédio era resolvido com criatividade: inventar brincadeiras, adaptar objetos, reler livros e conversar à porta de casa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esse cenário favoreceu flexibilidade cognitiva, planejamento e uso prático dos recursos disponíveis, além de treinar a negociação cotidiana com familiares e colegas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;De que forma o convívio presencial contribuiu para competências sociais&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O convívio direto expunha conflitos de forma mais clara e imediata, exigindo que as pessoas enfrentassem desentendimentos cara a cara.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Isso ajudou a desenvolver escuta atenta, escolha cuidadosa de palavras e maior percepção de gestos e expressões faciais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Essas experiências reforçaram a capacidade de diálogo, a empatia e a adaptação a diferentes perfis de personalidade. Em ambientes de trabalho, essas competências se traduzem em melhor gestão de equipes, negociações mais equilibradas e leitura mais precisa de contextos sociais complexos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como essas habilidades se conectam ao mundo digital atual&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No cenário atual marcado por smartphones, inteligência artificial e redes sociais, as habilidades mentais dos maiores de 50 anos funcionam como um contrapeso à pressa, à distração constante e à impulsividade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Paciência, foco e tolerância à frustração ajudam na execução de projetos longos e em decisões mais ponderadas.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao mesmo tempo, as gerações mais jovens trazem familiaridade com ferramentas digitais e grande adaptabilidade tecnológica.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A combinação entre experiência de vida, leitura cuidadosa de contextos e atualização constante em tecnologia favorece a troca entre gerações e o uso mais equilibrado dos recursos digitais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Artigo:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;https://oantagonista.com.br/ladooa/entretenimento/aqueles-que-cresceram-nas-decadas-de-60-e-70-desenvolveram-forcas-mentais-que-estao-sendo-perdidas/&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assisprocura.blogspot.com/feeds/4955498083429552758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://assisprocura.blogspot.com/2026/01/aqueles-que-cresceram-nas-decadas-de-60.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default/4955498083429552758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default/4955498083429552758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assisprocura.blogspot.com/2026/01/aqueles-que-cresceram-nas-decadas-de-60.html' title='Aqueles que cresceram nas décadas de 60 e 70 desenvolveram forças mentais que estão sendo perdidas'/><author><name>Assis Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03586290603153277144</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='20' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVeIAqDuBXcbr6w2gj3kZFmEjfM4POHiSGeh_WLsokK0PphMeWU5iMCjBW6UNz7ypVWQXf6SfOH2gnNW1EOe-NLA1OIvuSDV7E6jGHROScNotBCY18IXe9wfrQvdINbU0/s220/Arara.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907928423892075134.post-6805341867588701725</id><published>2026-01-13T10:17:08.075-03:00</published><updated>2026-01-13T10:17:09.787-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Saúde"/><title type='text'>Como Bauman previu o maior medo de todas as pessoas na modernidade</title><content type='html'>&lt;b&gt;Como Bauman previu o maior medo de todas as pessoas na modernidade&lt;/b&gt;&lt;div&gt;Por Larissa Carvalho&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A ideia de modernidade líquida ganhou espaço nas últimas décadas para explicar um modo de vida marcado pela rapidez, pela instabilidade e pela falta de certezas duradouras, em que relações pessoais, vínculos comunitários e até projetos de vida parecem escorrer pelas mãos, substituídos por conexões frágeis, mediadas por telas e plataformas digitais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;O que é modernidade líquida e qual o sentido dessa metáfora&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A expressão modernidade líquida remete à ideia de que, assim como os líquidos não mantêm forma fixa, também as estruturas sociais contemporâneas se tornaram mutáveis e incertas. Carreiras estáveis, casamentos duradouros, identidades fixas e comunidades de longa duração deixam de ser regra e cedem espaço a transições frequentes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No lugar do sólido, surgem trabalhos temporários, relações afetivas intermitentes e identidades em constante reformulação. Bauman relaciona essa fluidez a um ambiente de consumo permanente, em que pessoas, produtos e experiências são apresentados como itens testáveis e descartáveis, o que dificulta compromissos de longo prazo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Como o consumo e a tecnologia influenciam as relações na modernidade líquida&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bauman destaca que a lógica do consumo atravessa não só o mercado, mas também os vínculos afetivos e sociais. Fica mais fácil interromper uma relação do que enfrentar conflitos, trocar de grupo digital do que negociar diferenças, “deletar” alguém em vez de construir entendimento paciente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As plataformas digitais potencializam essa dinâmica, oferecendo hiperconexão e, ao mesmo tempo, sensação de descartabilidade. Relações podem ser “otimizadas” por cliques e algoritmos, o que estimula contatos rápidos e substituíveis, reduzindo o espaço para laços que suportem frustrações e desacordos reais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Por que a modernidade líquida intensifica a solidão contemporânea&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um dos pontos centrais do conceito de modernidade líquida é a análise da solidão não desejada. Para Bauman, não se trata apenas de estar fisicamente só, mas de experimentar a ausência de vínculos que ofereçam escuta, acolhimento e espaço para mostrar fragilidades, mesmo em ambientes cheios ou redes movimentadas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A combinação entre hiperconexão e medo de exclusão cria um cenário paradoxal: acumulam-se contatos, curtidas e “amigos” virtuais, mas persiste a sensação de não pertencer a nenhum grupo significativo. Críticas públicas, rejeição nas redes ou afastamento de círculos sociais são vividos como ameaça, ativando antigos medos de isolamento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Quais são os impactos da solidão na saúde física e mental&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A psicologia e as ciências da saúde reforçam que a solidão persistente não é apenas um desconforto subjetivo, mas um fator de risco mensurável. Pesquisas recentes relacionam o isolamento social a maior probabilidade de depressão, ansiedade, doenças cardiovasculares e acidentes vasculares cerebrais, além da redução da expectativa de vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Artigo completo:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;https://www.correiobraziliense.com.br/cbradar/como-bauman-previu-o-maior-medo-de-todas-as-pessoas-na-modernidade/&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assisprocura.blogspot.com/feeds/6805341867588701725/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://assisprocura.blogspot.com/2026/01/como-bauman-previu-o-maior-medo-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default/6805341867588701725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default/6805341867588701725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assisprocura.blogspot.com/2026/01/como-bauman-previu-o-maior-medo-de.html' title='Como Bauman previu o maior medo de todas as pessoas na modernidade'/><author><name>Assis Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03586290603153277144</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='20' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVeIAqDuBXcbr6w2gj3kZFmEjfM4POHiSGeh_WLsokK0PphMeWU5iMCjBW6UNz7ypVWQXf6SfOH2gnNW1EOe-NLA1OIvuSDV7E6jGHROScNotBCY18IXe9wfrQvdINbU0/s220/Arara.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907928423892075134.post-5925407406047366943</id><published>2025-12-20T13:12:50.224-03:00</published><updated>2025-12-20T13:12:50.945-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Acorde"/><title type='text'>Como se tornar uma pessoa de boa energia.</title><content type='html'>&lt;b&gt;Como se tornar uma pessoa de boa energia.&lt;/b&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando alguém diz que você tem &quot;boa energia&quot;, significa que sua presença é positiva, agradável e inspiradora, fazendo as pessoas se sentirem bem, confortáveis e mais leves perto de você.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em outras palavras, &lt;b&gt;seja:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;b&gt;Positivo e Otimista:&lt;/b&gt; Tenha atitudes construtiva, não foque em negatividade e inspire os outros.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;b&gt;Empático e Gentil: &lt;/b&gt;Demonstre simpatia, seja um bom ouvinte e se importe com os outros.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;b&gt;Vibrante e Entusiasmado: &lt;/b&gt;Tenha disposição, vitalidade e esteja em sintonia consigo mesmo e com a vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;b&gt;Atraia Coisas Boas: &lt;/b&gt;Pessoas vão gostar de estar perto,  e coisas positivas irão acontecer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;b&gt;Seja um Refúgio: &lt;/b&gt;Seja alguém que traz conforto e faz as pessoas se sentirem seguras, como um apoio.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;b&gt;Tenha bom caráter: &lt;/b&gt;Tenha atitudes boas. Assim você lida bem com limites e não se envolve em conflitos desnecessários.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assisprocura.blogspot.com/feeds/5925407406047366943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://assisprocura.blogspot.com/2025/12/como-se-tornar-uma-pessoa-de-boa-energia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default/5925407406047366943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default/5925407406047366943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assisprocura.blogspot.com/2025/12/como-se-tornar-uma-pessoa-de-boa-energia.html' title='Como se tornar uma pessoa de boa energia.'/><author><name>Assis Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03586290603153277144</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='20' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVeIAqDuBXcbr6w2gj3kZFmEjfM4POHiSGeh_WLsokK0PphMeWU5iMCjBW6UNz7ypVWQXf6SfOH2gnNW1EOe-NLA1OIvuSDV7E6jGHROScNotBCY18IXe9wfrQvdINbU0/s220/Arara.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907928423892075134.post-8975731886734305334</id><published>2025-12-20T08:56:39.794-03:00</published><updated>2025-12-20T08:56:41.430-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Acorde"/><title type='text'>O que significa querer estar sempre certo, segundo a psicologia</title><content type='html'>&lt;b&gt;O que significa querer estar sempre certo, segundo a psicologia&lt;/b&gt;&lt;div&gt;Por Larissa Carvalho 11/12/2025&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Querer ter sempre a razão é um comportamento que costuma aparecer em diferentes contextos: no trabalho, na família, entre amigos e até em debates nas redes sociais. Em muitos casos, essa postura é interpretada apenas como “gênio forte” ou “personalidade difícil”. No entanto, a psicologia aponta que esse hábito pode estar ligado a mecanismos internos mais profundos, relacionados à forma como a pessoa lida com inseguranças, críticas e com a própria imagem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;O que significa sempre querer ter razão segundo a psicologia&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A psicologia descreve esse padrão como um conjunto de fatores cognitivos e emocionais. Um dos conceitos frequentemente associados a esse comportamento é a inflexibilidade cognitiva, isto é, a dificuldade de mudar de ideia, considerar novas perspectivas ou revisar crenças antigas (Hohl e Dolcos, 2024).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nesses casos, &lt;b&gt;a pessoa tende a interpretar divergências como desafios pessoais, e não como diferenças naturais de opinião. &lt;/b&gt;Assim, o diálogo deixa de ser um espaço de troca e passa a funcionar como um “campo de prova” em que é preciso defender a própria imagem a qualquer custo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Quais são as principais causas de querer ter sempre a razão&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De acordo com abordagens clínicas atuais, o comportamento de precisar estar certo o tempo todo costuma ter raízes em diferentes áreas da vida emocional. Em muitos casos, ele é um reflexo de experiências anteriores, modelos de relacionamento e estratégias de proteção que foram sendo construídas ao longo dos anos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Além de fatores individuais, como traços de personalidade mais rígidos, o ambiente em que a pessoa cresceu também pode reforçar esse padrão. A seguir, algumas causas comuns ajudam a entender por que a necessidade de ter razão se torna tão intensa, como explicita o estudo de Souza, Pelegrini e Fineberg (2024).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;b&gt;Medo de errar:&lt;/b&gt; o equívoco é visto como falha pessoal, o que gera desconforto intenso ao reconhecer um engano.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;b&gt;Baixa autoestima e insegurança: &lt;/b&gt;confirmar que está certo funciona como uma forma de reforçar o próprio valor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;b&gt;Inflexibilidade cognitiva:&lt;/b&gt; há resistência em rever crenças ou aceitar informações que contrariem o que já se pensa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;b&gt;Necessidade de controle: &lt;/b&gt;manter opiniões firmes oferece sensação de ordem em situações que parecem imprevisíveis.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Como esse comportamento afeta relacionamentos e bem-estar emocional&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Do ponto de vista das relações, a necessidade constante de ter a razão pode gerar desgaste. &lt;b&gt;Conversas simples podem transformar-se em disputas&lt;/b&gt;, já que o objetivo passa a ser provar algo em vez de compreender o outro, o que reduz a empatia e a sensação de parceria.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No campo emocional, insistir em estar certo o tempo todo &lt;b&gt;pode aumentar a ansiedade e a tensão interna.&lt;/b&gt; A pessoa passa a monitorar situações para garantir que não será desmentida, limita a abertura ao aprendizado e pode sentir solidão por ser vista como pouco acessível ou rígida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Discussões tendem a se prolongar além do&amp;nbsp; necessário.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Erros menores ganham proporções maiores&amp;nbsp; por falta de admissão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Outras pessoas podem evitar conversar&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;sobre determinados temas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- A&amp;nbsp;pessoa corre o risco de ser vista como&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;pouco acessível ou rígida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;É possível lidar de forma diferente com a necessidade de ter razão&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A psicologia indica que, embora esse comportamento possa estar bem enraizado, ele não é fixo. Com autoconhecimento e, em alguns casos, acompanhamento profissional, é possível reconhecer padrões, entender de onde vem a dificuldade em admitir erros e desenvolver formas mais flexíveis de se relacionar com opiniões diferentes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Algumas estratégias simples podem ajudar a flexibilizar esse padrão, favorecendo relações mais saudáveis e uma postura interna menos defensiva. Entre elas estão práticas que estimulam a escuta ativa, a tolerância ao erro e a compreensão de críticas como oportunidades de crescimento:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;b&gt;Perceber os gatilhos:&lt;/b&gt; identificar situações em que a necessidade de ter razão aparece com mais força, como em discussões específicas ou diante de certas pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;b&gt;Diferenciar crítica de ataque pessoal:&lt;/b&gt; separar a ideia que está sendo questionada da própria identidade ajuda a reduzir a sensação de ameaça.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;b&gt;Praticar escuta ativa: &lt;/b&gt;prestar atenção real ao que o outro diz, em vez de preparar contra-argumentos o tempo todo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;b&gt;Normalizar o erro: &lt;/b&gt;encarar equívocos como parte do desenvolvimento, e não como sinal de fracasso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;https://www.correiobraziliense.com.br/cbradar/o-que-significa-querer-estar-sempre-certo-segundo-a-psicologia/.&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assisprocura.blogspot.com/feeds/8975731886734305334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://assisprocura.blogspot.com/2025/12/o-que-significa-querer-estar-sempre.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default/8975731886734305334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default/8975731886734305334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assisprocura.blogspot.com/2025/12/o-que-significa-querer-estar-sempre.html' title='O que significa querer estar sempre certo, segundo a psicologia'/><author><name>Assis Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03586290603153277144</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='20' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVeIAqDuBXcbr6w2gj3kZFmEjfM4POHiSGeh_WLsokK0PphMeWU5iMCjBW6UNz7ypVWQXf6SfOH2gnNW1EOe-NLA1OIvuSDV7E6jGHROScNotBCY18IXe9wfrQvdINbU0/s220/Arara.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907928423892075134.post-6583974540508985590</id><published>2025-11-21T03:16:53.314-03:00</published><updated>2025-11-21T03:16:54.660-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Acorde"/><title type='text'>Zygmunt Bauman, sociólogo: “Existem muitas maneiras de achar a felicidade, mas na sociedade de hoje todas passam por uma loja.</title><content type='html'>&lt;b&gt;Zygmunt Bauman, sociólogo: “Existem muitas maneiras de achar a felicidade, mas na sociedade de hoje todas passam por uma loja.&lt;/b&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;div&gt;A ideia de felicidade sofreu uma transformação significativa e segundo Bauman, o consumo tornou-se o novo caminho para atingir o bem-estar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Redação O Antagonista&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em tempos contemporâneos, poucos intelectuais se destacaram tanto quanto o &lt;b&gt;sociólogo&lt;/b&gt; polonês &lt;b&gt;Zygmunt Bauman&lt;/b&gt;, que dedicou sua vida a analisar as mudanças constantes em nossa sociedade, cunhando o termo “modernidade líquida” para descrever uma realidade em que tudo é transitório, assim como a &lt;b&gt;felicidade&lt;/b&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nesse cenário, as relações pessoais, carreiras profissionais e até mesmo a identidade passam por transformações rápidas e ininterruptas. Em 2025, as previsões de Bauman continuam ressoando, evidenciando um futuro indefinido onde a incerteza se torna um estado perene.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Contrastando com a “sociedade sólida” do passado, que valorizava a permanência e os vínculos duradouros, a era atual se caracteriza pela volatilidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Antigamente, as pessoas frequentemente passavam suas vidas inteiras em um único emprego, formavam famílias estáveis e envelheciam em ambientes que pouco mudavam.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje, no entanto, a mudança é a norma. Indivíduos se veem constantemente reinventando-se, mudando de emprego, parcerias e até mesmo redefinindo suas identidades pessoais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dados recentes do Observatório Demográfico revelam que mais de 50% dos casamentos em diversos países resultam em divórcio, espelhando a fragilidade emocional da vida moderna.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como a busca pela felicidade foi redirecionada?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Neste panorama incerto, a concepção de felicidade sofreu uma transformação significativa. Segundo Bauman, o consumo tornou-se o novo caminho para atingir o bem-estar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao invés de associar a identidade ao trabalho, valores ou contribuições pessoais, ela agora se reflete naquilo que se possui. Essa mudança de perspectiva enfatiza que não somos mais definidos pelo que fazemos, mas pelo que compramos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tal constatação oferece uma crítica contundente ao consumismo desenfreado, evidenciando como a satisfação através de compras é efêmera e cria uma dependência contínua em busca de novas aquisições.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;A neurociência apoia as intenções de Bauman?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As descobertas na neurociência corroboram as ideias centrais de Bauman.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Atividades simples e significativas como praticar exercícios, socializar, leitura ou até mesmo atos de caridade são capazes de desencadear reações químicas no cérebro, liberando hormônios como dopamina e oxitocina, associados à felicidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Infelizmente, a sociedade atual tende a subvalorizar essas experiências face à gratificação instantânea proporcionada pelo consumo e pelas telas digitais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estudos de prestigiadas universidades, como Harvard, demonstram que as conexões humanas são cruciais para uma vida satisfatória, mas são muitas vezes negligenciadas em nosso ritmo acelerado de vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Qual é o impacto das redes sociais sobre nossa felicidade?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em um cenário ligado às interações digitais, as redes sociais emergem como vitrine das vidas pessoais, reforçando a lógica do consumismo. Nelas, demonstram-se aquisições e experiências como se fossem troféus, em uma busca incessante por validação externa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No entanto, essa felicidade projetada é passageira e frágil. Ao sumir o brilho de um novo objeto ou a emoção de uma experiência recente, resta um sentimento de vazio.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bauman acreditava que esse ciclo nos leva a esconder nossas emoções e nos desconectar de nós mesmos e dos outros, prejudicando nossa capacidade de enfrentar desafios emocionais de maneira saudável.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em suma, as ideias de Zygmunt Bauman sobre a modernidade líquida permanecem altamente relevantes no contexto atual.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele alertava sobre os perigos de uma vida guiada pelo consumo e pela instabilidade emocional, destacando a necessidade de um retorno a formas de felicidade mais genuínas e duradouras.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;À medida que a sociedade avança, cabe a cada indivíduo buscar um equilíbrio que valorize relações humanas e experiências significativas sobre as satisfações instantâneas e superficiais do consumo.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No link&lt;/div&gt;&lt;div&gt;https://oantagonista.com.br/ladooa/entretenimento/zygmunt-bauman-sociologo-existem-muitas-maneiras-de-achar-a-felicidade-mas-na-sociedade-de-hoje-todas-passam-por-uma-loja/&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assisprocura.blogspot.com/feeds/6583974540508985590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://assisprocura.blogspot.com/2025/11/zygmunt-bauman-sociologo-existem-muitas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default/6583974540508985590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default/6583974540508985590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assisprocura.blogspot.com/2025/11/zygmunt-bauman-sociologo-existem-muitas.html' title='Zygmunt Bauman, sociólogo: “Existem muitas maneiras de achar a felicidade, mas na sociedade de hoje todas passam por uma loja.'/><author><name>Assis Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03586290603153277144</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='20' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVeIAqDuBXcbr6w2gj3kZFmEjfM4POHiSGeh_WLsokK0PphMeWU5iMCjBW6UNz7ypVWQXf6SfOH2gnNW1EOe-NLA1OIvuSDV7E6jGHROScNotBCY18IXe9wfrQvdINbU0/s220/Arara.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907928423892075134.post-1444968261835617880</id><published>2025-11-01T07:54:31.498-03:00</published><updated>2025-11-01T07:54:33.140-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Filosofia"/><title type='text'>Como se formou o modo de vida que cada um de nós temos</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;b&gt;O grito da razão&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O Iluminismo, também conhecido como Esclarecimento, foi muito mais do que apenas um período histórico do século XVIII — trata-se de uma verdadeira revolução intelectual e cultural.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Inspirado pela máxima kantiana Sapere Aude! (“Ouse saber!”), o movimento representou o momento em que o ser humano passou a confiar em sua própria razão, abandonando a dependência da tradição, da fé cega e da autoridade política.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A &lt;b&gt;mudança de paradigmas de pensamento &lt;/b&gt;marca o nascimento da modernidade filosófica, em que o indivíduo racional e a ciência tornam-se o &lt;b&gt;novo centro da organização social e do conhecimento&lt;/b&gt;, deixando um pouco mais de lado o tradicionalismo e a religiosidade que eram temas centrais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;O Iluminismo não significou apenas a substituição das “trevas” pela “luz”. Seu projeto de libertação racional e humana, de modo controverso, trouxe também novas formas de dominação. Ao longo do tempo, o ideal de emancipação humana deu lugar à racionalização excessiva e ao controle técnico.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os iluministas acreditavam que, por meio da razão e da investigação científica, o homem poderia compreender o mundo e transformá-lo para melhor. &lt;b&gt;Esse ideal se opôs diretamente ao&lt;/b&gt; &lt;b&gt;dogmatismo religioso&lt;/b&gt;, que impunha verdades absolutas, &lt;b&gt;e ao&lt;/b&gt; &lt;b&gt;absolutismo político&lt;/b&gt;, que concentrava o poder nos reis e monarcas, justificando sua autoridade como de origem divina.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com o sucesso das ciências naturais, principalmente após as descobertas de Newton, surgiu a idealização de que a história humana era uma marcha progressiva e racional.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A ideia de &lt;b&gt;progresso&lt;/b&gt; defendia que o conhecimento científico e a educação conduziriam a humanidade de um passado conturbado para um futuro de liberdade e justiça.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Essa visão linear e otimista da história se tornou um dos pilares da Modernidade&lt;/b&gt; e foi usada para justificar avanços tecnológicos e a expansão econômica, &lt;b&gt;mesmo que, mais tarde, também tenha servido de justificativa para o colonialismo europeu, com o argumento de levar a “civilização” até outros povos.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para os iluministas, se a razão é universal, os direitos também o são. &lt;b&gt;Assim, nasceram as ideias de direitos naturais: vida, liberdade e propriedade, segundo John Locke. Tais direitos não dependem da vontade do rei ou da igreja, mas pertencem a todos os seres humanos. Locke via o Estado como resultado de um contrato social, criado para proteger esses direitos.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O pensador &lt;b&gt;Jean-Jacques Rousseau, porém, ofereceu uma visão mais democrática: a liberdade verdadeira está na participação política, e a soberania reside na Vontade Geral&lt;/b&gt;.&lt;b&gt; Esses conceitos fundamentaram o liberalismo político e inspiraram revoluções, como a francesa e a americana&lt;/b&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;A Sociedade Moderna&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Os pensamentos iluministas não se restringiram somente à filosofia, os ideais se transformaram em projetos aplicados na sociedade moderna.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Política&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Para evitar que o poder político se transformasse em tirania, Montesquieu propôs, em O Espírito das Leis, a divisão dos poderes: &lt;/b&gt;Executivo, Legislativo e Judiciário. Cada poder deveria limitar o outro, garantindo equilíbrio e liberdade. Essa estrutura institucional é, até hoje, a base das democracias modernas e das Constituições brasileiras, inclusive a de 1988.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Economia&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O pensador &lt;b&gt;Adam Smith, em A Riqueza das Nações, estendeu a ideia de liberdade individual para a esfera econômica. &lt;/b&gt;Ele defendia que o mercado funcionava de acordo com leis naturais e que o Estado deveria interferir o mínimo possível.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O interesse individual de cada pessoa, ao buscar o próprio lucro, seria guiado por uma “mão invisível” que promoveria o bem-estar coletivo. Dessa forma, o Iluminismo forneceu a base teórica para o capitalismo liberal, associando a razão à eficiência e ao progresso econômico.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Ciência&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No campo científico, o Iluminismo consolidou a ascensão do método experimental e empírico. A física de Newton tornou-se o modelo do saber racional. O universo passou a ser entendido como uma máquina regida por leis matemáticas, substituindo explicações metafísicas e religiosas. O homem, pela ciência, acreditava poder dominar a natureza e construir um mundo mais previsível e controlado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;As Críticas à Modernidade Iluminista&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;O otimismo iluminista foi fortemente questionado no século XX, quando guerras, genocídios e crises ecológicas &lt;/b&gt;mostraram o lado obscuro da racionalidade moderna. &lt;b&gt;A questão central foi “como o projeto da razão, criado para libertar o homem, pôde gerar tamanha destruição?”&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Filósofos como &lt;b&gt;Theodor Adorno e Max Horkheimer, tecendo críticas da Escola de Frankfurt, na obra Dialética do Esclarecimento,&lt;/b&gt; afirmaram que o Iluminismo acabou por se autodestruir.&lt;b&gt; A razão, antes crítica e libertadora, transformou-se em razão instrumental, preocupada apenas com a eficiência e o controle.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Essa forma de racionalidade passou a dominar tanto a natureza quanto o próprio ser humano, reduzindo tudo a instrumentos e números&lt;/b&gt;. Na sociedade moderna, essa lógica se expressa na burocracia, na tecnocracia e na indústria cultural, que padronizam o pensamento e limitam a autonomia crítica.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Já filósofos como Michel Foucault foram além, questionaram a própria ideia de uma razão universal numa visão pós-estruturalista.&lt;/b&gt; Para eles, o Iluminismo representou a imposição de um modelo eurocêntrico de racionalidade, baseado no homem branco, europeu e proprietário.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Essa visão “universal” excluiu as vozes femininas, indígenas, africanas e populares,&lt;/b&gt; definindo-as como irracionais ou inferiores. &lt;b&gt;A partir disso, surgiram as críticas à violência epistêmica (a dominação de um tipo de saber sobre os outros) &lt;/b&gt;e à forma como o discurso da civilização justificou o colonialismo, o racismo e o patriarcado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;O legado e o desafio contemporâneo&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Apesar das críticas, seria um erro considerar o Iluminismo um fracasso. Muitos de seus ideais permanecem como pilares do mundo contemporâneo: os direitos humanos, a liberdade de expressão, o pensamento científico e até mesmo o ideal democrático são frutos deste projeto.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A própria crítica ao Iluminismo só é possível porque herdamos dele as ferramentas da razão e da reflexão crítica.&lt;b&gt; O DESAFIO ATUAL NÃO É ABANDONAR A RAZÃO, MAS REDEFINI-LA. &lt;/b&gt;A filosofia contemporânea busca &lt;b&gt;uma razão mais autocrítica e plural, capaz de dialogar com diferentes culturas e saberes&lt;/b&gt;, reconhecendo seus próprios limites.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;EM VEZ DE UMA RAZÃO QUE DOMINA, atualmente se busca UMA RAZÃO QUE EMANCIPA E RECONCILIA O HUMANO COM A DIVERSIDADE e com a natureza&lt;/b&gt;. O projeto iluminista, portanto, não está encerrado: continua até hoje vivo em nossa tentativa de construir uma sociedade mais justa, livre e consciente, uma sociedade que ainda ousa saber.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Artigo completo:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;https://vestibulares.estrategia.com/portal/materias/filosofia/iluminismo-e-modernidade-sombra-da-razao-e-a-sociedade/&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assisprocura.blogspot.com/feeds/1444968261835617880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://assisprocura.blogspot.com/2025/11/como-se-formou-o-modo-de-vida-que-cada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default/1444968261835617880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default/1444968261835617880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assisprocura.blogspot.com/2025/11/como-se-formou-o-modo-de-vida-que-cada.html' title='Como se formou o modo de vida que cada um de nós temos'/><author><name>Assis Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03586290603153277144</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='20' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVeIAqDuBXcbr6w2gj3kZFmEjfM4POHiSGeh_WLsokK0PphMeWU5iMCjBW6UNz7ypVWQXf6SfOH2gnNW1EOe-NLA1OIvuSDV7E6jGHROScNotBCY18IXe9wfrQvdINbU0/s220/Arara.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7907928423892075134.post-8263865759123820915</id><published>2025-10-25T13:45:00.002-03:00</published><updated>2025-10-25T14:04:23.463-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Acorde"/><title type='text'>Que fazer quando o mal-estar com a sociedade já não decorre da proibição, mas do excesso?</title><content type='html'>Diálogo com a psicanalista Clotilde Leguil, sobre novo livro. Que fazer quando o mal-estar com a sociedade já não decorre da proibição, mas do excesso? E quando a exigência de superar limites invade o pessoal, ecológico e político? Quais saídas?&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Do site &quot;Outras Palavras&quot;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Clotilde Leguil em entrevista a Amador Fernández-Savater, no CTXT | Tradução: Rôney Rodrigues&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;“Todos estamos em perigo”, disse Pasolini em sua última entrevista, poucas horas antes de ser assassinado. Esta frase me vem à mente ao ler o último livro da psicanalista Clotilde Leguil, A Era do Tóxico – Ensaio sobre o novo mal-estar na civilização [sem tradução para no Brasil]. &lt;b&gt;Todos estamos em perigo não apenas pela ameaça externa de poderes destrutivos para a vida, mas também pela possibilidade de que o veneno da destrutividade atue e se espalhe a partir do nosso próprio interior. Nós somos parte do perigo.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É isso que Leguil se propõe a pensar, escutando o que diz uma palavra-sintoma que circula hoje por toda parte: o “tóxico”. Com o auxílio da literatura, do cinema e da psicanálise, &lt;b&gt;Leguil interpreta o tóxico como um novo imperativo de gozo, a compulsão por uma satisfação bruta e imediata, uma voracidade que não pode ser saciada de forma alguma. O mal do ilimitado. O regime do hiper (hiperatividade, hiperestimulação, hipersexualização).&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O filósofo Félix Guattari propôs, há vinte e cinco anos, pensar interligados três “ecossistemas”: o íntimo, o relacional e o planetário. O ensaio de Leguil reflete sobre o “veneno” que hoje ameaça desertificar os três, esgotando o corpo individual, social e terrestre. E propõe uma ética do desejo, da responsabilidade perante o nosso desejo, como resistência e limite.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Apesar de Heidegger, que afirmava que a fala corrente é uma fala “inautêntica”, repleta de clichês, a senhora decide escutar o mal-estar na linguagem ordinária e fixa-se numa palavra de uso corrente hoje: o tóxico. Um exercício de escuta analítico, poderíamos dizer, de um sintoma de época. Quais possibilidades e riscos tem este exercício de escuta? A senhora teme ter contribuído para legitimar uma palavra que provém do âmbito da autoajuda, do coaching, da educação sentimental das redes sociais?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Interessei-me por este significante do “tóxico” a partir do seu novo uso, que me fez levantar questões. Apostei em levar a sério esta extensão do termo, própria da nossa época. &lt;b&gt;Hoje em dia, o tóxico já não designa apenas as substâncias em si, mas uma modalidade de relação com o outro, que se assemelharia a um veneno. &lt;/b&gt;Partindo desta constatação, tentei interpretar esta nova metáfora do nosso mal-estar, uma nova metáfora que capturei primeiro através da linguagem, do discurso concreto, da forma como os sujeitos falam do seu mal-estar. Não se trata apenas de usar esta palavra para legitimá-la, mas de interpretá-la e tentar ver o que ela abrange, de que é sintoma.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O tóxico, diz a senhora, fala-nos de um novo mal-estar, do mal-estar específico da nossa época. Já não estamos na época em que o mal-estar tinha a ver com a proibição e a lei, com um esmagamento do desejo através da repressão, mas houve uma mudança. Do que se trata?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Efetivamente, interpretei esta influência do tóxico nas relações humanas a partir da psicanálise. Na minha opinião, ela testemunha uma nova figura do Super-eu, aquela que Lacan definiu em seu escrito Kant com Sade em 1963. Estaríamos nos encontrando perante uma inversão do Super-eu da proibição, do Super-eu freudiano. E esta inversão revelaria também a verdadeira função do Super-eu, que é sempre da ordem da forçatura, do forçamento. Este novo Super-eu é aquele que força a gozar cada vez mais. Produz o que Lacan chamou a busca de um plus de gozo, que se impõe a cada um. O termo “tóxico” poderia dar testemunho dos efeitos deste “excesso” de gozo, não no sentido de “excesso” de prazer, mas no sentido de “excesso” de forçamento do prazer, de exigências pulsionais que aniquilam o desejo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O tóxico, no uso corrente do termo, faz-nos pensar sempre que é um problema do outro. O outro é a pessoa tóxica da qual convém afastar-se, o tóxico vem de fora, etc. No entanto, a senhora complexifica o termo para nos dar a entender que o tóxico está em nós mesmos. O “fora”, o que vem de fora, articula-se ou ativa algo “dentro”, no nosso próprio interior. Como é essa dialética dentro-fora?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sim, a experiência tóxica, tal como a interpreto, é da ordem de uma nova dialética entre o exterior e o interior. Algo do outro vem tocar o nosso corpo, como uma flecha envenenada que nos fere, mas, antes disso, também nos embriaga. É o lado anfibológico do tóxico: por um lado, a experiência tóxica faz experimentar uma forma de prazer estranho e novo; por outro lado, conduz a derivar para um gozo mau e destrutivo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A marca do excesso no nosso interior, diz a senhora, é a “pulsão”. O mandato de época impele à satisfação pulsional total. Mas, o que é a pulsão? É biológica, é cultural? É ontológica, é histórica? Um cruzamento de ambas?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A pulsão, tal como a define Freud, é uma força libidinal que se situa entre o somático e o psíquico. Direi com Lacan que a pulsão é também o que responde no corpo a uma angústia perante o desejo do outro. É a forma como o vínculo com o outro pode suscitar uma espécie de exigência pulsional, à qual o sujeito não consegue dizer “não”. A dimensão da hýbris, do excesso, poderia ser a que evoca o termo “tóxico”. Há algo que é “demasiado” e que provoca angústia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No gozo, no tóxico, o outro, o diferente, desaparecem. Desaparece o vínculo, desaparece o tempo como duração, desaparece o mundo compartilhado. Evaporam-se como simples instrumentos ou ocasiões de gozo. Isso tem efeitos terríveis sobre o que Félix Guattari chamava de “as três ecologias”: o ecossistema pessoal, o ecossistema social e o ecossistema terrestre. Em todos os três casos, um tipo de forçamento ameaça chegar até o colapso e o esgotamento (da energia, da atenção, dos vínculos).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sim, no meu ensaio interessei-me por estes três campos: o campo íntimo, o campo ecológico e o campo político. Porque o interesse deste termo “tóxico” é que se situa na encruzilhada dos três. Em cada um deles, o que se denomina “tóxico” é o que põe em perigo a vida, o que obriga os seres vivos a suportar uma estimulação que vai além do suportável.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O tóxico articula-se com a linguagem. Há uma palavra que envenena. Como entender isto?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Situo a experiência tóxica no nível de uma modalidade do discurso que exige uma forma de forçamento pulsional que coloca o sujeito em perigo: &lt;b&gt;uma frase tóxica seria uma frase que envenena o sujeito, injetando em seu corpo uma forma de crença, mas também transgredindo uma fronteira. Penso nos discursos tóxicos como aqueles que te fazem abandonar toda ética&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(....)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Texto completo:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;https://outraspalavras.net/crise-civilizatoria/era-das-relacoes-toxicas/&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assisprocura.blogspot.com/feeds/8263865759123820915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://assisprocura.blogspot.com/2025/10/que-fazer-quando-o-mal-estar-com.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default/8263865759123820915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7907928423892075134/posts/default/8263865759123820915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assisprocura.blogspot.com/2025/10/que-fazer-quando-o-mal-estar-com.html' title='Que fazer quando o mal-estar com a sociedade já não decorre da proibição, mas do excesso?'/><author><name>Assis Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03586290603153277144</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='20' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVeIAqDuBXcbr6w2gj3kZFmEjfM4POHiSGeh_WLsokK0PphMeWU5iMCjBW6UNz7ypVWQXf6SfOH2gnNW1EOe-NLA1OIvuSDV7E6jGHROScNotBCY18IXe9wfrQvdINbU0/s220/Arara.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>