<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-17163319</id><updated>2026-06-09T20:34:23.091-03:00</updated><category term="O"/><category term="Imprensa"/><category term="N"/><category term="http://4.bp.blogspot.com/_t2sqbyvWbyA/TEM5V-jDYwI/AAAAAAAAH3U/Ajd48yJ_bAs/s400/tumulo+violado.jpg"/><category term="."/><category term="And"/><category term="Bananão"/><category term="Gil"/><category term="I"/><category term="Lula"/><category term="P"/><category term="Pu"/><category term="ST"/><category term="ao"/><category term="blogs"/><category term="charge"/><category term="ci"/><category term="e"/><category term="f"/><category term="governo"/><category term="humor"/><category term="ideologias"/><category term="mídia"/><category term="petismo"/><category term="re"/><category term="u"/><category term="é"/><title type='text'>BLOG DO ORLANDO TAMBOSI</title><subtitle type='html'>Política, filosofia e ciência em revista.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='https://otambosi.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/17163319/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='https://otambosi.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/17163319/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>Orlando Tambosi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946018475927273129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>43629</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-7698962827129295779</id><published>2026-06-09T20:34:23.090-03:00</published><updated>2026-06-09T20:34:23.091-03:00</updated><title type='text'>Henry Nowak e o racismo anti-branco</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi3iFC1e8Zinbargl8rORnOh8_IwEyb0DTxmbYEf78V2IfW29HcDsokTPSi7YQVxA6RbvPmEkTqvajCqLO_GOgzZoVHtRn-gPyOpvnMsNrXerE1ACJq6ffnu1eFI5a6Mm2Ld-1J2n1AKuemkovoXlE6FDOYag6XlsN2Wu2y_HkRg91muetgWC1h/s360/andrecc81-azevedo-alves-11_467x467_acf_cropped.webp&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;360&quot; data-original-width=&quot;360&quot; height=&quot;200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi3iFC1e8Zinbargl8rORnOh8_IwEyb0DTxmbYEf78V2IfW29HcDsokTPSi7YQVxA6RbvPmEkTqvajCqLO_GOgzZoVHtRn-gPyOpvnMsNrXerE1ACJq6ffnu1eFI5a6Mm2Ld-1J2n1AKuemkovoXlE6FDOYag6XlsN2Wu2y_HkRg91muetgWC1h/w200-h200/andrecc81-azevedo-alves-11_467x467_acf_cropped.webp&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Num Ocidente dominado e subjugado pela vertigem da política identitária e do wokismo institucionalizado que a extrema-esquerda impôs, Henry Nowak não tinha a identidade correta para ser vítima. André Azevedo Alves para o &lt;a href=&quot;https://observador.pt/opiniao/henry-nowak-e-o-racismo-anti-branco/&quot;&gt;Observador:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;No dia 25 de Maio de 2020, o trágico assassinato de George Floyd por um polícia em Minneapolis gerou uma onda de comoção e revolta que alastrou dos EUA para o nível global. Um pouco por todo o mundo – mas com especial incidência nos EUA e na Europa – sucederam-se os protestos (por vezes violentos), as condenações veementes e as tomadas de posição políticas e institucionais. A morte de Floyd foi vista por muitos como uma consequência do racismo sistémico e as suas derradeiras palavras “I can’t breathe” ficaram como um símbolo da opressão – por vezes letal – que esse mesmo racismo pode gerar.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;No dia 3 de Dezembro de 2025, o jovem Henry Nowak, com apenas 18 anos, foi brutalmente esfaqueado em Southampton, em Inglaterra, com uma faca cerimonial Sikh. Enquanto Henry estava a esvair-se em sangue na rua, relatou aos polícias que tinha sido esfaqueado por Vickrum Digwa. O agressor, no entanto, alegou ter sido ele próprio vítima de racismo, alegação essa que foi suficiente para que os polícias decidissem algemar o esfaqueado e ensanguentado Henry Nowak, que acabaria por morrer no chão, algemado, pouco depois. Antes de morrer, Henry Nowak disse várias vezes aos agentes que tinha sido vítima de um esfaqueamento e implorou repetidamente “I can’t breathe”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Os paralelismos entre os dois casos são impossíveis de ignorar, desde a importância das imagens gravadas até à repetição da expressão “I can’t breathe”. Mas há também diferenças chocantes, nomeadamente nas reacções geradas, que evidenciam uma flagrante e inaceitável duplicidade de critérios por parte de muitos. Como Konstantin Kisin eloquentemente assinala no seu artigo &lt;a href=&quot;https://www.konstantinkisin.com/p/henry-nowak-how-anti-racism-gave&quot;&gt;“How Anti-Racism Gave You Racism”&lt;/a&gt; contrastando os casos de George Floyd e de Henry Nowak:&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;“As últimas palavras de Henry Nowak, capturadas nos registos da câmera corporal divulgadas pela Polícia de Hampshire nas primeiras horas da manhã de terça-feira – a meio da noite, quando menos pessoas veriam – foram as mesmas [de George Floyd]. “Não consigo respirar.” Ele disse-as algemado na calçada, enquanto sangrava por causa de cinco facadas, a polícias que haviam decidido que o homem que lhe causou esses ferimentos era a verdadeira vítima. Você não verá as palavras de Henry estampadas num mural. Nenhum político irá citá-las na Câmara dos Comuns. Nenhuma empresa mudará o seu logotipo. O mesmo establishment que tornou imortais quatro palavras quando pronunciadas por um homem negro em Minneapolis encara as mesmas quatro palavras, pronunciadas por um rapaz branco que morreu numa rua de Southampton, com o que só pode ser descrito como um silêncio institucional determinado. Esse silêncio não é neutro. É uma declaração. Diz-lhe exactamente de quem é o sofrimento que o sistema decidiu que conta e de quem não. E não foi produzido pelo antigo racismo – não por skinheads e idiotas – mas pelas pessoas que passaram seis anos a dizer que o tinham abolido.”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A actuação da polícia britânica neste caso constitui infelizmente uma evidente comprovação do cada vez mais preocupante fenómeno conhecido como “two-tier policing”: perante o medo de serem acusados de comportamentos racistas, os polícias optaram por tratar a vítima branca que se estava a esvair em sangue como um criminoso. A narrativa “anti-racista” – presente de forma obsessiva na formação das forças policiais, na sua gestão interna e nos responsáveis políticos que as tutelam – propicia que qualquer alegação de racismo seja automaticamente tratada como verdadeira, independentemente das circunstâncias e evidências em contrário. O resultado é um enviesamento objectivo contra cidadãos brancos que, por sua vez, inequivocamente potenciou a grave negligência dos agentes policiais que terão sido incapazes de avaliar o efectivo estado crítico em que a vítima Henry Nowak se encontrava.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Esta discriminação institucionalizada – e, sim, sistémica – contra cidadãos brancos resulta em boa parte de anos e anos de treino DEI (“Diversity, Equity, and Inclusion”), como &lt;a href=&quot;https://www.telegraph.co.uk/news/2026/05/30/murder-of-henry-nowak-exposes-the-deadly-truth-anti-racism/&quot;&gt;bem explica Daniel Hannan&lt;/a&gt;. As campanhas de “anti-racismo” assentes em narrativas e doutrinas radicais sobre “racismo estrutural” que dominam há décadas as Universidades ocidentais potenciam na prática o racismo anti-branco, de que o caso Henry Nowak é um triste e trágico sintoma.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Neste contexto moldado por essas ideologias radicais, apelar à igualdade perante a lei de todos – independentemente das suas características étnicas e raciais – é prontamente descartado como sendo “populista” ou, pior, de “extrema-direita”. O resultado final é que as narrativas do “anti-racismo” produzem elas próprias novas formas de racismo – inclusivamente de racismo sistémico e institucionalizado. Como &lt;a href=&quot;https://theobjective.com/internacional/2026-06-06/contraluz-victima-incorrecta-george-floyd/&quot;&gt;bem realçou Juan Ángel Soto&lt;/a&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;“O Ocidente não se perdeu repentinamente. Ele perdeu-se gradualmente, instituição por instituição, política por política, curso de formação por curso de formação. As histórias de George Floyd e Henry Nowak não são opostas: são, num sentido terrível, uma continuidade. O início e o fim de uma trajectória que começou com uma preocupação legítima pela justiça e levou à sua reversão sistemática.”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Num Ocidente dominado e subjugado pela vertigem da política identitária e do wokismo institucionalizado que a extrema-esquerda impôs com sucesso, Henry Nowak não tinha a identidade correcta para ser vítima e, logo, só podia ser o agressor – mesmo que todos os dados objetivos apontassem em sentido contrário. É tempo de rejeitar este veneno ideológico e voltar a defender, sem medo, a igual dignidade de todas as pessoas e o igual tratamento de todos perante a lei. Todas as formas de opressão racista são condenáveis. Todas as vidas importam.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-family: verdana;&quot;&gt;[Você quer que o blog - atualizado diariamente há 20 anos - continue? Há custos a cobrir. Considere colaborar com qualquer valor. Pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='https://otambosi.blogspot.com/feeds/7698962827129295779/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://otambosi.blogspot.com/2026/06/henry-nowak-e-o-racismo-anti-branco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/17163319/posts/default/7698962827129295779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/17163319/posts/default/7698962827129295779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='https://otambosi.blogspot.com/2026/06/henry-nowak-e-o-racismo-anti-branco.html' title='Henry Nowak e o racismo anti-branco'/><author><name>Orlando Tambosi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946018475927273129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi3iFC1e8Zinbargl8rORnOh8_IwEyb0DTxmbYEf78V2IfW29HcDsokTPSi7YQVxA6RbvPmEkTqvajCqLO_GOgzZoVHtRn-gPyOpvnMsNrXerE1ACJq6ffnu1eFI5a6Mm2Ld-1J2n1AKuemkovoXlE6FDOYag6XlsN2Wu2y_HkRg91muetgWC1h/s72-w200-h200-c/andrecc81-azevedo-alves-11_467x467_acf_cropped.webp" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-4893291331461651134</id><published>2026-06-09T20:30:18.565-03:00</published><updated>2026-06-09T20:30:18.565-03:00</updated><title type='text'>Combate ao racismo: cuidados, senhores deputados!</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj9SRhKixdKBjFW4hvLQJCs7vm7Uit8mvO-5UlSARaKdcE8IxOh7KTNIOO9xoEt7SazZEOKrRwtd5ubyTwfdrP7c4nmd8T34tmsnNqKjv5MmlXW-9A7mFLwupi82eWyK6-4Gfwh2JppUYNkTGSD-pAO1OMIlsRCPXgf22NqSz7Vv0kfdGN997nM/s360/joao-pedro-marques.webp&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;360&quot; data-original-width=&quot;360&quot; height=&quot;200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj9SRhKixdKBjFW4hvLQJCs7vm7Uit8mvO-5UlSARaKdcE8IxOh7KTNIOO9xoEt7SazZEOKrRwtd5ubyTwfdrP7c4nmd8T34tmsnNqKjv5MmlXW-9A7mFLwupi82eWyK6-4Gfwh2JppUYNkTGSD-pAO1OMIlsRCPXgf22NqSz7Vv0kfdGN997nM/w200-h200/joao-pedro-marques.webp&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O combate ao racismo é uma coisa desejável, mas é um perigo pôr na mão de pessoas como o SOS Racismo um articulado que lhes permita perseguir judicialmente quem tem ideias com que não concordam. João Pedro Marques para o &lt;a href=&quot;https://observador.pt/opiniao/cuidado-senhores-deputados/&quot;&gt;Observador:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Será no dia 11 de Junho que uma &lt;a href=&quot;https://www.publico.pt/2025/11/03/sociedade/noticia/24-mil-pessoas-assinam-iniciativa-criminalizar-praticas-discriminacao-2153118&quot;&gt;proposta para alterar&lt;/a&gt; o Código Penal irá a votos na Assembleia da República. Trata-se de uma proposta que visa criminalizar “factos, recusas, discursos, desconsiderações ou insultos” tidos por racistas, criminalização essa  que muito agrada à jurista &lt;a href=&quot;https://www.publico.pt/2026/06/06/opiniao/opiniao/criminalizar-racismo-2177218&quot;&gt;Teresa Pizarro Beleza&lt;/a&gt;, mas que, no que diz respeito à questão dos discursos, me deixa de pé atrás. Por isso venho pedir aos legisladores que vão votar a dita proposta que tenham redobrado cuidado na sua apreciação. Não preciso de lhes recomendar que olhem para Inglaterra e para o dramático caso de Henry Nowak, o rapaz esfaqueado por um sikh, nem para o vergonhoso comportamento que a policia e muitos políticos trabalhistas tiveram relativamente a ele. E por que razão o tiveram? Desde logo porque havia no ar, blowing in the wind, uma acusação de racismo feita por um homem asiático a um branco. Essa acusação — que era, aliás, falsa —  condicionou logo à partida a actuação dos agentes policiais que tiveram de avaliar e decidir o caso logo ali, na rua. Mas passemos adiante pois, como disse, não vou pedir-vos que se foquem nesse caso. Peço-vos apenas que atentem no que se passa em Portugal, dando-vos como exemplos a considerar quatro ou cinco dos inúmeros episódios que se passam comigo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Há tempos o historiador José Lingna Nafafé deu uma entrevista a um órgão de comunicação e eu critiquei, aqui no &lt;a href=&quot;https://observador.pt/opiniao/as-confusoes-do-historiador-nafafe/&quot;&gt;Observador&lt;/a&gt;, de forma fundamentada, várias das suas opiniões. Nada de invulgar pois a crítica é prática comum tanto no meio académico como em caso de debate de ideias no espaço público. Sucede, porém, que José Nafafé é guineense e de pele negra. Isso bastou para que outra pessoa de pele negra, um também guineense radicado em Portugal por motivos de estudos chamado Samuel Alfredo Gomes, aparecesse na caixa de comentários do Observador a verter o óleo dos seus impropérios. Para além de me chamar “pseudo-historiador” sem obra científica de referência, de me classificar como um ignorante que quer impor “a sua versão estúpida da história” e pessoa que não faria outra coisa a não ser “atacar intelectuais negros/as”, Samuel Gomes, que é jurista, acusou-me, claro está, de ser racista pois essa cereja em cima do bolo da vitimização ou da irritação é sempre indispensável. E racista porquê? Samuel Gomes não o diz, mas depreende-se: porque eu me atrevi a criticar um negro que, na avaliação do dito Gomes, seria “um dos historiadores mais respeitáveis da actualidade” e “uma referência intelectual que não se discute”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O comentário deste guineense era tão disparatado que — coisa rara — o jornal o removeu temporariamente. Mas o senhor Gomes, tendo outros meios de expandir e difundir o seu nervoso, reproduziu o dito comentário &lt;a href=&quot;https://www.facebook.com/samuyoffa.yofa/posts/pfbid0nLo7CB4inpXpr4Zf4PEHoEktEQEtN1F4JZ2CVLwB3aPvUeUQ4WbngocgiYFFY9q6l&quot;&gt;no Facebook&lt;/a&gt; — onde pontifica não como Samuel Gomes, mas com o nome de Samuel Yoffa Namaba —, acentuando a acusação de racismo que me dirigiu, a que juntou a de “extrema-direita”. Mais de 100 pessoas acorreram aí a aplaudi-lo e a secundá-lo, sobressaindo, entre elas, a figura da também jurista de origem angolana Anizabela Amaral, sobre a qual já escrevi &lt;a href=&quot;https://observador.pt/opiniao/o-dia-seguinte-sequela-de-joacine-e-a-coleira/&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;https://observador.pt/opiniao/oh-como-os-woke-sao-virtuosos/&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;. Anizabela Amaral é líder do SOS Racismo. É, também, a tal senhora que considera que eu sou “uma pessoa de ideias perigosas” que urge silenciar e que os meus artigos de opinião são “crónicas de agressão” através dos quais eu cometeria o crime de  “incitamento ao ódio contra pessoa ou grupos de pessoas por causa da sua cor e origem étnico-racial”. Considera, igualmente, que os alvos do meu “fel” são sempre os mesmos, que levo a cabo “ataques sórdidos a activistas anti-racistas” e que “o descaramento e a desonestidade são a (minha) marca de água”. Acusa-me, para além disso, e se bem que não me conheça de parte nenhuma, de ser misógino e perseguidor de mulheres, e apela a que eu seja “afastado dos media imediatamente”. É óbvio que esta senhora confunde a livre expressão das ideias com racismo e outras coisas más. E uma vez que esse seu erro de paralaxe parece ser crónico voltou agora, a propósito da minha crítica ao historiador Nafafé, a considerar que eu seria “uma máquina de ódio”, alguém cuja vida “tem pouco interesse” e que “chafurd(a) no ódio que destil(a)”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;As coisas podiam ficar por esses vis rancores de Facebook, mas como o mundo é pequeno e Anizabela Amaral parece ser uma pessoa politicamente muito activa, vamos encontrá-la também nesta proposta de alteração do Código Penal que vai a votos no dia 11 de Junho pois a referida jurista — líder, repito, do SOS Racismo — é uma das principais mentoras e difusoras da intenção legislativa, como &lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=Q-BcAb6G99I&quot;&gt;pode ser visto aqui&lt;/a&gt;. Ou seja, esta senhora está na génese, na base e/ou na divulgação da proposta que os nossos deputados irão agora votar. É por isso muito importante que, no plenário da Assembleia da República e no que diz respeito à questão dos discursos, haja o máximo cuidado na apreciação da redação da alteração da lei que se propõe e nas penas que se prevêm, e que se pense muito bem nas possíveis consequências de tudo isso. Ainda que uma coisa seja a mensagem e outra os mensageiros, convirá não perder de vista qual o quadro de pensamento e de avaliação das realidades de que os ditos mensageiros têm dado sobejas provas. O combate ao racismo é uma coisa louvável e desejável, mas é um perigo pôr na mão de pessoas como Anizabela Amaral, Samuel Alfredo Gomes (também conhecido como Samuel Yoffa Namaba) e seus amigos do SOS Racismo, um articulado que lhes permita perseguir judicialmente gente branca apenas porque exprime ideias com as quais não concordam. Estamos a falar de pessoas, além do mais juristas, que têm mostrado repetidamente que não distinguem um debate de opiniões de um insulto, e que consideram que a contestação e refutação das teorias e interpretações de negros/as equivale a racismo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Como julgo que ficou claro, muito daquilo a que estes senhores e senhoras de origem africana chamam racismo não é racismo nenhum. É apenas discordância, diferença de pontos de vista e crítica, por vezes incisiva, coisas que talvez não sejam usuais em Bissau ou em Luanda, mas que são comuns e estimáveis no território português — e Deus permita que assim continuem. Os negros são seres humanos iguais aos outros e estão expostos à censura ou ao elogio como qualquer pessoa, tenha ela a epiderme que tiver. O debate de ideias e o confronto de opiniões, num contexto não-insultuoso, não pode nem deve ser condicionado ou limitado pela cor da pele dos debatentes. Por isso, caros/as senhores/as deputados/as da nação portuguesa, muita atenção à discussão e votação de dia 11 de Junho.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-family: verdana;&quot;&gt;[Você quer que o blog - atualizado diariamente há 20 anos - continue? Há custos a cobrir. Considere colaborar com qualquer valor. Pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='https://otambosi.blogspot.com/feeds/4893291331461651134/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://otambosi.blogspot.com/2026/06/combate-ao-racismo-cuidados-senhores.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/17163319/posts/default/4893291331461651134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/17163319/posts/default/4893291331461651134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='https://otambosi.blogspot.com/2026/06/combate-ao-racismo-cuidados-senhores.html' title='Combate ao racismo: cuidados, senhores deputados!'/><author><name>Orlando Tambosi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946018475927273129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj9SRhKixdKBjFW4hvLQJCs7vm7Uit8mvO-5UlSARaKdcE8IxOh7KTNIOO9xoEt7SazZEOKrRwtd5ubyTwfdrP7c4nmd8T34tmsnNqKjv5MmlXW-9A7mFLwupi82eWyK6-4Gfwh2JppUYNkTGSD-pAO1OMIlsRCPXgf22NqSz7Vv0kfdGN997nM/s72-w200-h200-c/joao-pedro-marques.webp" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-2654387647221593829</id><published>2026-06-09T20:26:16.918-03:00</published><updated>2026-06-09T20:26:16.918-03:00</updated><title type='text'>Sexta coluna: a corrupção ideológica da política britânica</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh5oFikMuFAmUyV6BjdAqD5i9pV8_NM_cN5DZuGOsTTRo1JEgH769OTL7Glpa3mneyqxrnmT2_A5bWx0_rV0GkZQqERAhHMrHgwSe7GSEnbk09Z0WcIqWg4ZJZZhd-d8h_npRw-Qk0jpJnLDYBOs8faZ94BpqQxW1qofbmt8gMxVLx-oFEywz4E/s299/download%20(1).jpeg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;168&quot; data-original-width=&quot;299&quot; height=&quot;225&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh5oFikMuFAmUyV6BjdAqD5i9pV8_NM_cN5DZuGOsTTRo1JEgH769OTL7Glpa3mneyqxrnmT2_A5bWx0_rV0GkZQqERAhHMrHgwSe7GSEnbk09Z0WcIqWg4ZJZZhd-d8h_npRw-Qk0jpJnLDYBOs8faZ94BpqQxW1qofbmt8gMxVLx-oFEywz4E/w400-h225/download%20(1).jpeg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Depois do assassínio de Henry Nowak já se sabe a resposta à pergunta: quem põe as algemas aos inimigos homicidas da sociedade? A polícia não é – põe-nas antes às vítimas. João Tiago Proença para o &lt;a href=&quot;https://observador.pt/opiniao/a-sexta-coluna/&quot;&gt;Observador:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A expressão quinta coluna surgiu em 1936, quando as forças nacionalistas de Franco avançavam para Madrid; o general declarou que além das quatro colunas havia uma quinta coluna dentro da capital. Aclimatada rapidamente, sucedeu-lhe o que sucede às expressões que como que são pedidas pelo Zeitgeist, parece que existem desde sempre e que desde sempre se pensou com elas. Perde-se o rasto da sua proveniência, a sua novidade embota-se e ficam por analisar os acontecimentos que motivaram o seu aparecimento. No rescaldo da II Guerra Mundial, em 1945, Alexandre Koyré, cuja reflexão incidiu maioritariamente na filosofia das ciências, dedicou-lhe um artigo. Nesse texto, o filósofo russo nacionalizado francês distinguia a quinta coluna de outras formas de inimigo interior, já com uma longa tradição. Os Estados nacionais teriam integrado os seus cidadãos numa unidade que, não tendo qualquer legitimação fora de si e sem que as diferenças sociais recorressem a terceiros para sustentar uma posição de força, impossibilitava o aparecimento de inimigos interiores. Ao contrário dos Estados dinásticos, em que a minoria leal a um monarca destronado pode constituir um inimigo interior, dos Estados confessionais, em que uma minoria religiosa se pode entender com o inimigo para estabelecer a verdadeira religião, ou dos Estados multinacionais, em que as nações minoritárias oprimidas acalentam esperanças de separatismo, os Estados nacionais não vêem contestada do interior a sua unidade. Para Koyré, as duas guerras baralharam os dados e fizerem surgir uma clivagem social, antiga na oposição económica, e, em simultâneo, nova pela posição relativa das classes, uma oposição que levou ao aparecimento do conceito de quinta coluna, um choque na época. Há hoje um novo choque.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Conta-se que numa reunião mundana de nobres e elementos do alto clero, do século XVII, em resposta a temores quanto a uma revolta da populaça, alguém terá julgado pôr fim ao assunto dizendo que contra a ralé havia as alabardas. Um rosto discreto, perguntou sibilinamente: e quem empunha as alabardas? A força, último garante da segurança e, por essa mesma razão, do regular funcionamento das instituições, não se exerce automaticamente. Como todas as coisas humanas, também ela depende da opinião, de uma opinião que a legitime. Se as forças de segurança respiram miasma hostis e se alimentam de opiniões figadalmente inimigas da ordem social que servem, é a sociedade no seu todo que fica irremediavelmente posta em causa. À imagem e semelhança daquele desmancha-prazeres seiscentista, depois do assassínio de Henry Nowak já se sabe a resposta à pergunta: quem põe as algemas aos inimigos homicidas da sociedade? A polícia não é – põe-nas antes às vítimas – já se corrompeu ideologicamente. Sem que haja, contudo, inteligência com o inimigo, até porque ele não é visto como tal – e o mal começa aí, numa despolitização absoluta – tudo leva a crer que se assiste ao nascimento de uma nova coluna. Já não pode ser a quinta coluna, pois a que agora ganha corpo, num delírio irenista, julga não ter nenhum exterior. Pelo contrário, é autofágica e omnívora: destrói-se e consome a si mesma – e ao todo da sociedade que a institui. Talvez seja a sexta coluna. E lá fora, os inimigos continuam à espreita.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-family: verdana;&quot;&gt;[Você quer que o blog - atualizado diariamente há 20 anos - continue? Há custos a cobrir. Considere colaborar com qualquer valor. Pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='https://otambosi.blogspot.com/feeds/2654387647221593829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://otambosi.blogspot.com/2026/06/sexta-coluna-corrupcao-ideologica-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/17163319/posts/default/2654387647221593829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/17163319/posts/default/2654387647221593829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='https://otambosi.blogspot.com/2026/06/sexta-coluna-corrupcao-ideologica-da.html' title='Sexta coluna: a corrupção ideológica da política britânica'/><author><name>Orlando Tambosi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946018475927273129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh5oFikMuFAmUyV6BjdAqD5i9pV8_NM_cN5DZuGOsTTRo1JEgH769OTL7Glpa3mneyqxrnmT2_A5bWx0_rV0GkZQqERAhHMrHgwSe7GSEnbk09Z0WcIqWg4ZJZZhd-d8h_npRw-Qk0jpJnLDYBOs8faZ94BpqQxW1qofbmt8gMxVLx-oFEywz4E/s72-w400-h225-c/download%20(1).jpeg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-495487679305554556</id><published>2026-06-09T17:19:00.000-03:00</published><updated>2026-06-09T17:18:33.058-03:00</updated><title type='text'>Como tornar o futebol menos chato e mais perturbador</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg-a0zcfTf1mXzmJ7K2_eRFvgQ4y14sam77rVQDho303Lnos2S499Qy3hcttsPg4OOvZVhCukjKEKiwhsCbnrT-ERJTrk41MP9H3dZsWjI59_9vBl2PXdYgvTcrewjZaNGyaNsCzb8VnU0_7-bb-UfniO-uGfa6Q36rijdBI3PH9oRaU_odMW_x/s1024/17809399396a26fca34e520_1780939939_3x2_lg.jpg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;683&quot; data-original-width=&quot;1024&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg-a0zcfTf1mXzmJ7K2_eRFvgQ4y14sam77rVQDho303Lnos2S499Qy3hcttsPg4OOvZVhCukjKEKiwhsCbnrT-ERJTrk41MP9H3dZsWjI59_9vBl2PXdYgvTcrewjZaNGyaNsCzb8VnU0_7-bb-UfniO-uGfa6Q36rijdBI3PH9oRaU_odMW_x/s16000/17809399396a26fca34e520_1780939939_3x2_lg.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Não seria melhor mudar para o jogo ser mais excitante?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Uma ideia é anular o gol sempre que o atacante festejar. João Pereira Coutinho para a &lt;a href=&quot;https://www1.folha.uol.com.br/colunas/joaopereiracoutinho/2026/06/propostas-para-tornar-o-futebol-menos-chato-e-mais-perturbador.shtml&quot;&gt;FSP:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/futebol/&quot;&gt;Futebol&lt;/a&gt; é chato? Estranha pergunta essa, às vésperas de uma &lt;a href=&quot;https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/copa-do-mundo/&quot;&gt;Copa do Mundo&lt;/a&gt;. Mas a revista &lt;a href=&quot;https://www.economist.com/leaders/2026/06/04/how-to-make-football-more-exciting&quot;&gt;The Economist &lt;/a&gt;tem alguma razão: às vezes, é. Não seria melhor introduzir algumas mudanças para tornar o jogo mais excitante?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A revista propõe algumas. E algumas são boas. Vendar os jogadores antes do escanteio, por exemplo. Escolher um torcedor da arquibancada para jogar pelo seu time durante 10 minutos. Permitir duas bolas em campo por curtos períodos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Ou, então, a minha favorita: ir retirando do goleiro as partes do corpo que ele pode usar para defender o gol à medida que o tempo passa. Se a partida vai para a prorrogação, só lhe sobra o rosto.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O jogo ficaria mais divertido, admito. Mas, para almas mais metafísicas, ficaria mais relevante? Mais perturbador? Não creio.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Era o italiano Arrigo Sacchi quem dizia: &quot;O futebol é a coisa mais importante entre as coisas menos importantes da vida&quot;. É pouco ambicioso. Minhas propostas para melhorar o jogo, que defendo há vários anos, vão no sentido de tornar o futebol a coisa mais importante entre as coisas mais importantes.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Aliás, aqui entre nós, cheguei a compartilhar as minhas inovações com um antigo técnico da seleção portuguesa. O homem me ouviu em silêncio e, visivelmente perturbado, afastou-se sem dizer uma palavra.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Ainda hoje não sei se ficou bem ou mal impressionado. O leitor que decida:&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;1ª inovação – O impedimento moral&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Todos conhecemos o impedimento tático. Deveria existir o moral: o gol é anulado se o atacante, podendo resolver a jogada com dignidade, escolhe uma opção que torna o futebol espiritualmente pior.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Dou exemplos: marcar o gol de rebote; humilhar o adversário com paradinhas ou provocações; aproveitar de forma indevida o esforço de outro colega, tocando na bola quando já não é preciso.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Em resumo: não basta marcar o gol; é preciso merecê-lo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;2ª inovação – O inimigo interno&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Antes do jogo, um jogador de cada time é sorteado em segredo. Durante a partida, a qualquer momento, ouve-se um sinal sonoro. Nesse instante, os dois jogadores sorteados se revelam, trocam de camisa e passam a jogar pelo time adversário até o apito final.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O infiltrado tem de jogar lealmente pelo seu novo time. Se não o fizer, optando pela sabotagem, simulação de incompetência ou excesso de nacionalismo, seu time de origem será punido com um gol a cada 15 minutos, até que o jogador compreenda que a traição também exige profissionalismo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;3ª inovação – O Rubicão&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Sempre que um jogador em posse de bola cruza a linha do meio-campo, o seu time fica proibido de recuar a bola para o seu próprio campo durante aquele lance. A travessia implica compromisso ofensivo irrevogável.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Se a bola voltar para trás, o árbitro assinala infração por recuo desonroso.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;4ª inovação – O goleiro esfíngico&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Antes do pênalti, o goleiro se aproxima do cobrador e lhe sussurra uma adivinha, um paradoxo ou um problema metafísico. O cobrador tem cinco minutos para resolver, sem ajuda externa. Só então pode bater.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Se não souber, pode cobrar mesmo assim, mas será obrigado a indicar ao goleiro o lado para onde vai chutar.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Moral da história? Quando você não usa a cabeça, só lhe resta a força.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;5ª inovação – Interregno, ou &quot;cláusula Hobbes&quot;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Uma vez por jogo, durante 10 minutos, o árbitro é obrigado a deixar o campo. O jogo continua normalmente, mas sem árbitro.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;As regras continuam a existir, mas dependem exclusivamente da vontade dos jogadores: as faltas só existem se o jogador que as cometeu admitir; o impedimento passa a depender da consciência do atacante; a posse da bola no arremesso lateral depende do acordo entre os times; etc.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Caberá aos jogadores, sem o árbitro, optar pela cooperação ou pela anarquia.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;6ª inovação – O eterno retorno&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O futebol deve aceitar o recurso desesperado contra o destino. Cada time que sofre um gol pode, uma vez por jogo, invocar o Eterno Retorno. O lance que originou o gol é então repetido desde o momento da recuperação de bola, do passe decisivo ou de outro ponto fixado pelo VAR metafísico. Todos os jogadores devem estar nas mesmas posições do lance original.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Se o time atacante não voltar a marcar, o primeiro gol é anulado. Se voltar a marcar, o gol vale por dois.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;7ª inovação – Festejos estoicos&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O gol será anulado sempre que o atacante o festeje.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-family: verdana;&quot;&gt;[Você quer que o blog - atualizado diariamente há 20 anos - continue? 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Pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='https://otambosi.blogspot.com/feeds/495487679305554556/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://otambosi.blogspot.com/2026/06/como-tornar-o-futebol-menos-chato-e.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/17163319/posts/default/495487679305554556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/17163319/posts/default/495487679305554556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='https://otambosi.blogspot.com/2026/06/como-tornar-o-futebol-menos-chato-e.html' title='Como tornar o futebol menos chato e mais perturbador'/><author><name>Orlando Tambosi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946018475927273129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg-a0zcfTf1mXzmJ7K2_eRFvgQ4y14sam77rVQDho303Lnos2S499Qy3hcttsPg4OOvZVhCukjKEKiwhsCbnrT-ERJTrk41MP9H3dZsWjI59_9vBl2PXdYgvTcrewjZaNGyaNsCzb8VnU0_7-bb-UfniO-uGfa6Q36rijdBI3PH9oRaU_odMW_x/s72-c/17809399396a26fca34e520_1780939939_3x2_lg.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-2043158504661309686</id><published>2026-06-09T17:01:12.378-03:00</published><updated>2026-06-09T17:01:12.378-03:00</updated><title type='text'>Os traidores e a forca</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhSNna9lNvT3TK4KHLpdP85Nj3WoBvx1l6KS7h6Twn9WCrgT8xpDYMymdxMBE95I_UEQuxrOxT9GJmXlcHVZS-XrBE2_wq2e6hRQ88fSVtEkZee9gVSU-WNaQXd-yGWEG8stcmiKDaZ7klMFwG7vkKQeFkg2ALRcqsUaimz9LzrurUJSRhLwk3G/s637/WhatsApp-Image-2026-06-08-at-13.56.47-637x372.jpeg.webp&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;372&quot; data-original-width=&quot;637&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhSNna9lNvT3TK4KHLpdP85Nj3WoBvx1l6KS7h6Twn9WCrgT8xpDYMymdxMBE95I_UEQuxrOxT9GJmXlcHVZS-XrBE2_wq2e6hRQ88fSVtEkZee9gVSU-WNaQXd-yGWEG8stcmiKDaZ7klMFwG7vkKQeFkg2ALRcqsUaimz9LzrurUJSRhLwk3G/s16000/WhatsApp-Image-2026-06-08-at-13.56.47-637x372.jpeg.webp&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Quando um presidente fala em forca, mesmo metaforicamente, ele se aproxima de uma tradição política incompatível com os valores democráticos. Luciano Trigo para a&lt;a href=&quot;https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/luciano-trigo/os-traidores-e-a-forca/&quot;&gt; Gazeta do Povo:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A história brasileira costuma ser lembrada por meio de símbolos simplificados. Tiradentes, por exemplo. É o mártir da independência. Já Joaquim Silvério dos Reis ficou marcado como o traidor que vendeu seus companheiros à Coroa portuguesa. Mas, quando figuras públicas recorrem a esses personagens para atacar adversários, é importante recapitular os fatos em toda a sua complexidade.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Na semana passada, Lula afirmou que determinados adversários mereceriam a forca, evocando a memória de Joaquim Silvério dos Reis — que, na verdade, não foi enforcado, mas este é o menor dos problemas. A analogia revela um problema histórico e moral profundo. Afinal, quem foi o traidor, aos olhos do regime vigente em Minas Gerais no final do século XVIII? E quem acabou sendo enforcado: o traidor ou o herói?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Joaquim Silvério dos Reis era um rico proprietário de terras e minerador. Endividado junto à Coroa portuguesa, viu na delação da Inconfidência Mineira uma oportunidade para obter vantagens pessoais. Em 1789, denunciou às autoridades o movimento que articulava uma ruptura com o domínio português. Em troca, recebeu favores da administração colonial, incluindo o perdão de dívidas e outras compensações. Morreu de causas naturais, já idoso.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Do ponto de vista da memória nacional construída posteriormente, Silvério se tornou o arquétipo do traidor: o homem que colocou seus interesses particulares acima do ideal de liberdade defendido pelos inconfidentes.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Mas a perspectiva da Coroa portuguesa era exatamente oposta. Para Lisboa, Joaquim Silvério dos Reis não era um traidor: era um colaborador leal, que prestou um serviço ao Estado ao denunciar uma conspiração criminosa. Quem atentava contra a ordem estabelecida eram os inconfidentes. Eles é que planejavam desafiar a autoridade legítima do reino e romper com o sistema político vigente.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Tiradentes não foi enforcado por defender a liberdade em abstrato. Foi executado porque o governo da época o considerou um rebelde e um traidor. Mas a sua execução não é lembrada como um triunfo da justiça, e sim como um exemplo de perseguição estatal contra aqueles que ousaram desafiar o poder.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Como acontece hoje, a Coroa portuguesa também acreditava estar defendendo a ordem, a legalidade e a estabilidade. Também acreditava que seus opositores ameaçavam a integridade do Estado. Também se via como guardiã do bem comum. E foi em nome dessa convicção que condenou Tiradentes à morte. Isso comprova que a justiça histórica nem sempre coincide com a justiça proclamada pelos governantes de cada época.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O problema da declaração não está apenas na violência da imagem empregada. Está também na inversão histórica que ela sugere. Ao associar adversários a Joaquim Silvério dos Reis, presume-se automaticamente que o governo representa a causa justa e que os opositores ocupam o papel dos traidores. Mas foi exatamente esse tipo de certeza moral que levou regimes autoritários de diferentes épocas a perseguirem dissidentes.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Uma analogia alternativa parece muito mais pertinente ao debate. Se quisermos transportar a lógica da Inconfidência Mineira para os dias atuais, Tiradentes não se pareceria com os defensores do poder estabelecido, mas justamente com aqueles que são apontados pelo regime vigente como inimigos da democracia, ameaças ao Estado de direito ou traidores da pátria.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Evidentemente, as circunstâncias históricas são distintas, e não se trata de equiparar personagens ou causas específicas. Meu ponto é outro: a História ensina que governos costumam atribuir aos seus opositores os rótulos mais severos possíveis, enquanto reservam para si o papel de guardiães da legalidade. Mas Tiradentes se tornou um símbolo nacional justamente porque as gerações posteriores concluíram que o julgamento do poder não era o julgamento da História.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Essa constatação deveria servir de advertência sempre que autoridades contemporâneas tratam adversários políticos como inimigos a serem perseguidos, silenciados ou eliminados. Governantes democráticos deveriam evitar qualquer flerte retórico com a ideia de eliminar adversários políticos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Quando um presidente fala em forca, mesmo metaforicamente, ele se aproxima de uma tradição política incompatível com os valores democráticos. A democracia pressupõe a coexistência de opiniões divergentes. Adversários devem ser derrotados nas urnas, no debate público e no campo das ideias, não conduzidos ao cadafalso — nem mesmo simbolicamente.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Convém recordar quem realmente terminou na forca em 1792. Não foi o homem que defendeu o poder estabelecido. Foi justamente aquele que ousou enfrentá-lo. O mártir da Inconfidência foi enquadrado, pelo poder de sua época, na categoria dos “traidores” e “inimigos da ordem”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A História está repleta de casos semelhantes. Muitos personagens hoje reverenciados como defensores da liberdade foram considerados subversivos, extremistas ou traidores pelas autoridades de seu tempo. A diferença entre um herói e um traidor, entre um mártir e um criminoso, depende do julgamento das gerações futuras. E o julgamento da história frequentemente surpreende aqueles que acreditam possuir o monopólio da virtude.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Por isso, a lembrança da Inconfidência Mineira deveria inspirar prudência, não bravatas. A principal lição da Inconfidência Mineira não é que traidores merecem a forca. É que o poder costuma chamar de traidor quem desafia seus interesses. Ontem foi Tiradentes. Hoje pode ser qualquer opositor inconveniente.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-family: verdana;&quot;&gt;[Você quer que o blog - atualizado diariamente há 20 anos - continue? Há custos a cobrir. Considere colaborar com qualquer valor. Pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='https://otambosi.blogspot.com/feeds/2043158504661309686/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://otambosi.blogspot.com/2026/06/os-traidores-e-forca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/17163319/posts/default/2043158504661309686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/17163319/posts/default/2043158504661309686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='https://otambosi.blogspot.com/2026/06/os-traidores-e-forca.html' title='Os traidores e a forca'/><author><name>Orlando Tambosi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946018475927273129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhSNna9lNvT3TK4KHLpdP85Nj3WoBvx1l6KS7h6Twn9WCrgT8xpDYMymdxMBE95I_UEQuxrOxT9GJmXlcHVZS-XrBE2_wq2e6hRQ88fSVtEkZee9gVSU-WNaQXd-yGWEG8stcmiKDaZ7klMFwG7vkKQeFkg2ALRcqsUaimz9LzrurUJSRhLwk3G/s72-c/WhatsApp-Image-2026-06-08-at-13.56.47-637x372.jpeg.webp" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-5609846069372747763</id><published>2026-06-09T13:09:37.755-03:00</published><updated>2026-06-09T13:09:37.755-03:00</updated><title type='text'>Por que Rubio está certo ao dizer que o Brasil de Lula não é amigo dos EUA</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi_KMHCX5HNqcu3mylEqgzrwu_zE3WHI14LOKjNwrFmxFvhyphenhypheneVIZwnBuNCjvCJ-3pn8oASGuAcLMF3iD4oneV65MvqeLddhG2FJ-GjGWcQTDaUIteD_sft11VOFG00JIFKicxqu-GDX_2L4a5-SI0FV5prSnVqU_tcmq3UPU13VH3C2d7NTWnii/s720/eua-trump-alianca-crime-720x720.jpg.webp&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;720&quot; data-original-width=&quot;720&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi_KMHCX5HNqcu3mylEqgzrwu_zE3WHI14LOKjNwrFmxFvhyphenhypheneVIZwnBuNCjvCJ-3pn8oASGuAcLMF3iD4oneV65MvqeLddhG2FJ-GjGWcQTDaUIteD_sft11VOFG00JIFKicxqu-GDX_2L4a5-SI0FV5prSnVqU_tcmq3UPU13VH3C2d7NTWnii/s16000/eua-trump-alianca-crime-720x720.jpg.webp&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Não é segredo para ninguém que Lula e o PT nunca morreram de amores pelos Estados Unidos. Desde a fundação do partido, em 1980, eles cultivam uma atitude hostil aos americanos, que culminou com a fundação do Foro de São Paulo, em parceria com Fidel Castro (1926-2016), em 1990. José Fucs para a &lt;a href=&quot;https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/jose-fucs/por-que-rubio-esta-certo-ao-dizer-que-o-brasil-de-lula-nao-e-amigo-dos-eua/&quot;&gt;Gazeta do Povo:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, &lt;a href=&quot;https://www.gazetadopovo.com.br/tudo-sobre/celso-amorim/&quot;&gt;Celso Amorim&lt;/a&gt;, reagiu com indignação à afirmação do secretário de Estado americano, Marco Rubio, de que o Brasil é uma exceção na “coalizão de países amigos” dos Estados Unidos na América Latina, ao lado de Cuba, da Venezuela e da Colômbia.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;“A declaração de Rubio é inédita. Nem quando o Dean Rusk (secretário de Estado de 1961 a 1969) e o Lincoln Gordon (ex-embaixador dos EUA no país de 1961 a 1966) estavam conspirando (para derrubar o presidente João Goulart), um secretário de Estado excluiu o Brasil da lista de países amigos”, disse Amorim. “É uma declaração impressionante e preocupante. Precisamos ver o que ocorrerá a partir disso, mas nem quando havia conspiração essa situação foi formalizada.”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Convenientemente, Amorim omitiu em sua resposta a informação essencial de que a fala de Rubio veio poucas horas depois de o presidente Lula dizer que ele é “inimigo mortal de Cuba”, “anti-América Latina” e “não gosta do Brasil”, o que já seria mais do que suficiente para justificá-la. Como se isso não bastasse, o presidente ainda dobrou a aposta no dia seguinte, ao chamar Rubio de “latino-americano frustrado” durante uma reunião ministerial, reforçando a percepção de que, com “amigos” como o Brasil de Lula, os EUA não precisariam de inimigos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Com certeza, suas declarações não seriam incluídas no livro Como fazer amigos e influenciar pessoas, o eterno best-seller do escritor americano Dale Carnegie, com mais de 30 milhões de cópias vendidas em todo o mundo. Ninguém que procura cultivar um relacionamento saudável e sólido com seu interlocutor – no caso, com o presidente dos EUA, &lt;a href=&quot;https://www.gazetadopovo.com.br/tudo-sobre/donald-trump/&quot;&gt;Donald Trump&lt;/a&gt; – vai se referir assim a um de seus colaboradores mais próximos. Nem vai falar que ele agora “vai pensar duas vezes antes de tomar decisões contrárias ao Brasil”, como fez Amorim logo após Trump receber Lula na Casa Branca, com surpreendente cordialidade, no início de maio.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Trata-se de uma regra básica de convivência que se torna ainda mais pertinente se você for o presidente do Brasil ou seu principal assessor na área externa e ele, o chefe da diplomacia dos EUA, a nação mais poderosa do planeta. Sobretudo quando o país tem pendências relevantes a negociar, como o tarifaço de 25% sobre produtos nacionais, recomendado pelo USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos), e divergências significativas na forma de lidar com grupos criminosos como o PCC (&lt;a href=&quot;https://www.gazetadopovo.com.br/tudo-sobre/pcc/&quot;&gt;Primeiro Comando da Capital&lt;/a&gt;) e o CV (&lt;a href=&quot;https://www.gazetadopovo.com.br/tudo-sobre/comando-vermelho/&quot;&gt;Comando Vermelho&lt;/a&gt;), recentemente classificados como organizações terroristas pelo governo americano.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Nenhum país – e aqui “nenhum” não é só força de expressão – reagiu desta forma às medidas e ameaças de Trump. Nem a China nem a União Europeia, que são bem mais importantes para a economia e a geopolítica dos EUA e que também foram alvo do aumento de tarifas, entre outras medidas, tiveram a petulância de Amorim e de Lula, que saiu do encontro em Washington celebrando o fato de ter arrancado dele um sorriso.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;b&gt;Conjunto da obra&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A fala de Rubio, porém, vai muito além das reações brasileiras ao tarifaço e à classificação do PCC e do CV como grupos terroristas. Vai muito além também da reação irada de Lula ao cancelamento de vistos de autoridades brasileiras e às sanções promovidas pelos EUA com base na &lt;a href=&quot;https://www.gazetadopovo.com.br/tudo-sobre/lei-magnitsky/&quot;&gt;Lei Magnitsky&lt;/a&gt; (norma que permite aplicar penalidades a estrangeiros envolvidos em violações a direitos humanos ou casos graves de corrupção), motivadas pelas denúncias de restrições à liberdade de expressão no país e de perseguição política contra o ex-presidente &lt;a href=&quot;https://www.gazetadopovo.com.br/tudo-sobre/jair-bolsonaro/&quot;&gt;Jair Bolsonaro&lt;/a&gt; e seu grupo político.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A afirmação de Rubio se deve muito mais ao conjunto da obra de Lula e Amorim ao longo do tempo do que às suas grosserias recentes contra ele mesmo e contra Trump. Diante do retrospecto da dupla petista na arena internacional, não faltam razões para o secretário de Estado americano excluir o Brasil da lista de amigos dos EUA na América Latina – e não precisa ser bolsonarista nem de “extrema direita” para se dar conta disso.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Não é segredo para ninguém que Lula e o PT nunca morreram de amores pelos Estados Unidos. Desde a fundação do partido, em 1980, eles cultivam uma atitude hostil aos americanos, que culminou com a fundação do Foro de São Paulo, em parceria com Fidel Castro (1926-2016), em 1990. O objetivo declarado da entidade, que reúne partidos políticos, ONGs, movimentos sociais e sindicalistas de esquerda e extrema-esquerda da América Latina e do Caribe, foi justamente servir como contraponto à hegemonia dos EUA na região e no mundo, após a queda do Muro de Berlim e o fim do comunismo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Depois, com a chegada de Lula ao poder em 2003, nos quase 20 anos de governos petistas, eles seguiram na mesma toada e agiram para aplicar suas ideias retrógradas ao mundo real. Encontraram em Amorim – que se filiou à sigla em 2009 – o mais completo tradutor do antiamericanismo petista entre os diplomatas do Itamaraty.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Com a ascensão da esquerda na América Latina nos anos 2000, eles atuaram para formar um “cinturão rosa” (ou era vermelho mesmo?) na região e aproximaram-se do regime dos aiatolás do Irã e de grupos guerrilheiros islâmicos. Tiveram ainda um papel ativo na criação do bloco do Brics, ao lado da China, da Rússia, da Índia e depois da África do Sul e de outros países, para reforçar o tal do Sul Global – um eufemismo para o velho terceiro-mundismo ressentido da esquerda latino-americana – do qual eles tanto tanto falam.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Agora, com Trump na Casa Branca e Rubio à frente do Departamento de Estado, que não engolem o lero lero esquerdista de Lula e sua turma, parece que a coisa degringolou de vez. Com a chacoalhada master promovida pelo presidente americano na geopolítica predominante no pós-guerra, o embate tornou-se mais direto e ganhou contornos de um conflito ideológico explícito.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;b&gt;“Turma do amor”&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;De repente, em vez de procurar se adaptar à nova realidade mundial, que colocou em xeque o multilateralismo defendido pelo atual governo e pelo PT, o Brasil resolveu falar grosso e peitar o gigante americano de igual para igual. Em vez de buscar um entendimento, preferiu seguir a cartilha do “companheiro” Fidel, resgatando o embolorado discurso anti-imperialista, em defesa da “soberania nacional”, dos anos 1950 e 1960.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O antagonismo da “turma do amor” começou ainda nas eleições americanas, em novembro de 2024, quando Lula declarou apoio à candidata democrata Kamala Harris e sugeriu que uma vitória de Trump representaria o retorno do fascismo e do nazismo “com nova cara”. É uma visão que foi reforçada recentemente pelo presidente do PT, Edinho Silva, autor do seguinte “afago” a Trump: “Ele é o maior líder fascista do século 21”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Desde a posse de Trump, em janeiro de 2025, Lula já fez todo tipo de provocação contra ele. Já ironizou sua ambição pelo prêmio Nobel da Paz e sua suposta agressividade, ao dizer que iria levar um pé de jabuticaba para acalmá-lo. Também já o chamou de “imperador”, “senhor da guerra” e “gringo” e afirmou que ele “não foi eleito para governar o mundo” e “não faz bem para a democracia mundial”. De quebra, ainda falou que “se o Trump fosse brasileiro e tivesse feito o que fez no Capitólio estaria sendo julgado no Brasil”. Como se vê, Lula foi só “carinho”, de um “verdadeiro” amigo do peito, ao se referir ao presidente americano.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;b&gt;Desdolarização&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Seus ataques a Trump, no entanto, superam de longe a retórica conflituosa e incendiária. Decorridos apenas um ano e meio desde o seu retorno à Casa Branca, Lula ampliou sua aliança com a China, a Rússia e o Irã; defendeu a desdolarização das transações comerciais entre os países do Brics e o fim do uso do dólar como padrão monetário global; e fez duras críticas às ações dos EUA contra o regime do Irã, contra a Venezuela, que levou à captura do ex-ditador Nicolás Maduro, e contra o cerco a Cuba, que ele procurou furar enviando “ajuda humanitária” ao país.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Ele ainda se negou a participar de duas grandes iniciativas lançadas por Trump: o “Escudo das Américas”, que reúne 12 países latino-americanos com o objetivo de combater grupos narcoterroristas da região e conter a imigração ilegal, e o Conselho da Paz, destinado inicialmente a promover a desmilitarização e a reconstrução da Faixa de Gaza, mas desenhado para atuar também em outros conflitos globais.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Além disso, Lula ainda declarou apoio oficial à candidatura de Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile, à sucessão de António Guterres na Secretaria-Geral da ONU, que deverá ocorrer no fim de 2026, opondo-se aos nomes defendidos pelo presidente americano, e articulou com governos de esquerda na região o fortalecimento da Celac (comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos) como alternativa à sua influência na OEA (Organização dos Estados Americanos).&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Isso sem falar da revogação do visto e da proibição da entrada no Brasil de Darren Beattie, assessor do governo Trump, em suposta retaliação pelo cancelamento do visto do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e da expulsão de um agente de imigração americano do país –uma medida que também teria sido um troco pelo revogação do visto do representante da Polícia Federal nos EUA, Marcelo Ivo de Carvalho, acusado de ter atuado fora de suas atribuições legais na prisão do ex-deputado e ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) Alexandre Ramagem, em solo americano.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Diante de todo o bombardeio de Lula, Amorim e da tropa de choque petista contra Trump e os Estados Unidos, é difícil discordar de Rubio quando ele diz que hoje o Brasil não faz parte do grupo de países amigos de Washington na América Latina.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Ao se referir ao secretário de Estado americano, o presidente afirmou que ele “não gosta do Brasil”. Mas, na realidade, uma coisa é não gostar do Brasil. Outra, bem diferente, é não gostar de Lula, de Amorim e de seus aliados – e nisso Rubio não está sozinho.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-family: verdana;&quot;&gt;[Você quer que o blog - atualizado diariamente há 20 anos - continue? Há custos a cobrir. Considere colaborar com qualquer valor. Pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='https://otambosi.blogspot.com/feeds/5609846069372747763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://otambosi.blogspot.com/2026/06/por-que-rubio-esta-certo-ao-dizer-que-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/17163319/posts/default/5609846069372747763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/17163319/posts/default/5609846069372747763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='https://otambosi.blogspot.com/2026/06/por-que-rubio-esta-certo-ao-dizer-que-o.html' title='Por que Rubio está certo ao dizer que o Brasil de Lula não é amigo dos EUA'/><author><name>Orlando Tambosi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946018475927273129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi_KMHCX5HNqcu3mylEqgzrwu_zE3WHI14LOKjNwrFmxFvhyphenhypheneVIZwnBuNCjvCJ-3pn8oASGuAcLMF3iD4oneV65MvqeLddhG2FJ-GjGWcQTDaUIteD_sft11VOFG00JIFKicxqu-GDX_2L4a5-SI0FV5prSnVqU_tcmq3UPU13VH3C2d7NTWnii/s72-c/eua-trump-alianca-crime-720x720.jpg.webp" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-2723022266999198632</id><published>2026-06-09T12:07:47.027-03:00</published><updated>2026-06-09T12:07:47.027-03:00</updated><title type='text'>A estratégia do ódio</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhXWUha-BM2SgjFrWWD2eObNxs8gQdnZpiQxBwNBiq-d4qtkhtFn_8kVyHnels8szRZaX5ahyphenhyphenoLSl-ucRENH79ZQqQqynTlg4a3g0rNlLGDDF86D878vjHsmmjwvviA3u7heBCnYiKGP7EukO6bOXNwikQSd8Cs_ZqSdqpgaBjjkfwSgzWQlGLs/s1200/campo-concentracion.jpg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;675&quot; data-original-width=&quot;1200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhXWUha-BM2SgjFrWWD2eObNxs8gQdnZpiQxBwNBiq-d4qtkhtFn_8kVyHnels8szRZaX5ahyphenhyphenoLSl-ucRENH79ZQqQqynTlg4a3g0rNlLGDDF86D878vjHsmmjwvviA3u7heBCnYiKGP7EukO6bOXNwikQSd8Cs_ZqSdqpgaBjjkfwSgzWQlGLs/s16000/campo-concentracion.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Al aplicar la teoría del Muro, la designación del otro como enemigo desemboca en un llamamiento al odio, término clave en el vocabulario del totalitarismo. Antonio Elorza para &lt;a href=&quot;https://theobjective.com/elsubjetivo/opinion/2026-06-09/estrategia-odio-articulo-antonio-elorza/&quot;&gt;The Objective:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Las secuencias documentales sobre los campos de exterminio nos asoman a la realidad. Menos mal. En la estupenda Nuremberg, un psiquiatra desquiciado y arribista, y no digamos el crispado juez Jackson, son literalmente engullidos por la desbordante personalidad y la inteligencia del mariscal Göring enfundado en la piel de Russell Crowe. Por comparación, da ganas de apuntarse al neonazismo hoy en auge. Para evitarlo, no hubiera sido inútil, como en otras películas alusivas al tema, incluir al principio o al final una imagen del auténtico Göring, cuya jeta era ya reveladora de su condición.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Más grave es que al ser incluidos datos políticos en los títulos finales de Nuremberg, resultaba inexcusable que lo fundamental quedase claro, por mucho que Göring intentara encubrirlo: se buscaba una «solución final» (Endlösung), no solución completa. Y eso figuraba tanto en la carta citada de Göring a Heydrich, de julio de 1941, como cuando Heydrich convoca la reunión posterior del lago Wannsee. En ella no se decidió la Endlösung, sino solo su organización concreta. El nivel de los asistentes, técnico, no político, lo prueba, aunque se usara el término evacuación, o emigración, para disimular el aniquilamiento.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Lo que sí prueban las actas de Wannsee, obra del minucioso y nada banal Eichmann, es la comunión de todos los participantes, cuando abordan la organización del exterminio. Les une la mezcla de absoluta frialdad, como si los judíos fueran ajenos a la condición humana, y de ferocidad, como seres merecedores del odio, por su perversidad, y más aún, por su condición de enemigos de Alemania, causantes de todos sus males. El despreciable judío es el enemigo por excelencia, y por ello ha de ser eliminado. La víctima es vaciada previamente de su condición humana, a partir de una radical deshumanización asumida por el verdugo. En una palabra, odio.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;La exhibición del genocidio nazi ofrece la impresión de ser único en la historia. De ahí que haya sido objeto de miles de relatos, fílmicos o literarios, en tanto que otras variantes de barbarie xenófoba, como la japonesa en la misma guerra mundial, o el genocidio comunista de los jemeres rojos en Camboya, por citar solo dos ejemplos, han pasado casi inadvertidos. La Alemania nazi es el Mal. Incluso aportaciones originales de gran valor, como el Verdugos voluntarios, de Goldhagen, centran en la sociedad alemana el vivero del mal.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Tiene razón Goldhagen, pero el caso alemán fue extremo, no único. En otros regímenes y en otras sociedades se han dado procesos similares de satanización de un grupo humano, ampliamente compartida por la mayoría de los ciudadanos, con la consecuencia de la reducción de los demás a víctimas, potenciales o demasiado reales. Casi siempre promovidos desde arriba; aunque a veces, en los totalitarismos horizontales o totalismos, casos del islam o del nacionalismo vasco, por una dinámica violenta surgida desde una ideología del odio —la de Sabino Arana— en la propia sociedad.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;El hecho es que a lo largo del último siglo se han sucedido los ensayos, plenamente logrados o no, de construir un poder totalitario sobre la base de un maniqueísmo radical, generador del odio. Su clave es siempre la construcción del enemigo. Una vez asumida, esa satanización primaria del otro sirve para justificar toda exacción o violencia contra él, garantizar a largo plazo la supresión del pluralismo político e ideológico y, finalmente, legitimar el ejercicio de un poder ilimitado a quien la promueve, en la doble condición de verdugo y redentor.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Ahora que se cumple el centenario de su protagonista, vale la pena dejar por un momento a Hitler y evocar un ejemplo de régimen totalitario de esas características, desde supuestos doctrinales opuestos: el instaurado en Cuba por Fidel Castro. El tema nos interesa también por su incidencia sobre el proceso de destrucción de la democracia en curso, aquí y ahora.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Repasemos los acontecimientos. Fidel Castro llegó para restaurar la democracia a Cuba, cual nuevo José Martí, y al mes de entrar en La Habana, con la ley de 7 de febrero, anuló la Constitución de 1940 y abrió la puerta a su propia dictadura. En lo sucesivo, frente a la premonición de Martí, su invocado mentor, de que un pueblo no es un juguete heroico para que un Redentor juegue con él, nunca abandonará la omnipotencia, legitimada precisamente por esa supuesta condición. Dirá no ser comunista, e instaurará un comunismo aún más ineficaz que otros, mezcla de estatización a ultranza y costosísimas ocurrencias (la zafra de los diez millones, la supresión del pequeño comercio).&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Siempre recurriendo a la Mentira, con mayúscula, sustentada en la represión. Prometió defender la libertad de prensa a toda costa, y tras eliminarla, impuso el modelo de (des)información soviético con Granma, clónica de su admirado Pravda. Anunció la libertad, y muy pronto su régimen castigará cualquier disidencia con decenas de años de cárcel (de Huber Matos al 21-J). Prometerá el bienestar a los cubanos, y les asegurará la miseria, paliada solo mientras duraron las enormes subvenciones soviética y chavista.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;La tintura roja del invocado socialismo no logra encubrir que Fidel está más cerca de Mussolini que de Marx o de Lenin. Llevaba el autoritarismo dentro, heredado de su padre y consolidado con los jesuitas de Belén. Recordemos las famosas palabras a los intelectuales: «Dentro de la Revolución, todo; contra la Revolución, ningún derecho». Mussolini 1925, puro y duro. En economía, Fidel Castro es un anti-Marx y nunca imitó a Lenin, tratando de entender qué funcionaba mal en su revolución. Lo que le gustaba a Fidel de ambos, no era el rigor o el método, sino lo bien que aplastaban a sus adversarios.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;La construcción del enemigo fue el recurso de Fidel para defender lo indefendible: mirando al interior, con la confrontación entre el polo siempre positivo, la Revolución, más su soporte, el pueblo revolucionario, y el negativo, satánico, a exterminar, la contrarrevolución, los gusanos —parientes de las ratas judías del vocabulario nazi—, envuelta en su manifestación exterior, el imperialismo americano. Esto último lo resuelve todo, es la culpa de todo. De que proliferaran los gusanos y por «el bloqueo», «el embargo», que la Revolución, la construcción del paraíso, haya fracasado. Y para los culpables de dentro, vigilancia y represión a ultranza. El odio es un estupendo disolvente. Cuestión resuelta: Izquierdistas del mundo, adheríos a la receta y al modo de Vázquez Montalbán en su día, perseverad como «simpatizantes legitimadores». La sarna del otro, no pica.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Tanto el nacionalsocialismo criminal como el malaventurado castrismo, responden a un proceso que no es solo político, sino psicológico-social. Lo ha estudiado entre nosotros el psiquiatra Enrique Baca, en su libro La construcción del enemigo (2024).&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;La importancia de esta dimensión a escala universal, se confirmó con el famoso experimento sobre «la tercera ola», llevado a cabo por Ron Jones en 1967 y en California. Fue posible generar un movimiento fascista de laboratorio con jóvenes universitarios, haciéndoles asumir un sentido de la identidad y de la disciplina, desde el cual conquistaran el espacio de la universidad, como sus auténticos representantes. Eso sí, previas identificación, agresión y victoria contra los designados como enemigos. En 2008, sobre ese experimento, Dennis Gansel hizo la película La ola, llevando el tema a Alemania, pero para entonces la ficción se había hecho realidad en España, con el movimiento Contrapoder, localizado en la Facultad de Políticas de la UCM, con Pablo Iglesias y Juan Carlos Monedero como líderes de una minoría, que por los medios citados, se hizo dueña de un espacio político.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Desconocedor de esa identidad de los promotores, ante un primer escrache frustrado a Rosa Díez en 2010, les adjudiqué en El País la etiqueta de «fascismo rojo», en cuanto minoría activa que desde la violencia trata de suprimir el pluralismo, suplantando al sujeto colectivo que dicen encarnar: «los estudiantes». Al modo en que una minoría de nazis se proclamó Alemania. Pronto superaron ese marco inicial, gracias al apoyo exterior de Hugo Chávez y de sus aliados (los entrañables ayatolás de Irán), y a la invocación de un objetivo atrayente e indeterminado, «el socialismo del siglo XXI». El azar vino en su ayuda. La muerte de Chávez en 2013 —llanto y oportuno olvido— les salvó del descrédito venezolano, y sobre todo fueron impulsados por la oleada de malestar político acéfalo, surgida del 15-M. Del laboratorio universitario saltaron con éxito a la plaza pública: Podemos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;El Arbeit macht frei!, de la entrada en Auschwitz, no es solo un emblema de la deshumanización nazi, sino también un ejemplo del papel desempeñado por la mentira y por la inversión de significados en todas las variantes del totalitarismo. Lo veíamos en el castrismo, y cabe apreciarlo de nuevo en Podemos y en sus secuelas, si bien hábilmente Pablo Iglesias y los suyos han sido tan eficaces en la descalificación del oponente como en la ocultación de su verdadero rostro. Lo escrito online puede ser borrado, a diferencia de lo impreso, y así han podido componer la propia imagen, limpiándola de la carga violenta de sus años de gestación. La mentira en su origen, y luego.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Los efectos son conocidos: fulgurante ascenso y posterior crisis. Pero su acceso al poder hizo buena la desconfianza previa de quienes les conocían. Una vez formado el Gobierno de coalición PSOE-Podemos, no resulta fácil saber si el ingreso de Pedro Sánchez en el club de los destructores del enemigo es deudor de su vicepresidente Iglesias o de la influencia de Fidel, vía Miguel Barroso. Cuenta el momento de la declaración abierta, la respuesta a la crisis de la covid, en 2020, y el hecho de que esa actitud agresiva será una constante de sus actuaciones futuras.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A partir de entonces, Sánchez rellena, sin que falte uno, todos los puntos del formulario. Frente a una identificación genérica, positiva, de sí mismo y sus seguidores, el «progresismo», un mantra universal, similar a «la Revolución» para Fidel, entra en juego la condenatoria de todo oponente o crítico. Este es reducido al anonimato (y a la afasia). Al ser aplicada siempre la estrategia totalitaria del lenguaje de Sánchez, a los disconformes les toca el sambenito de «extrema derecha», descalificativa, sean quienes sean y digan lo que digan. Su discurso solo existe para justificar la inmediata condena. Así, nunca es recogido lo que dice Feijóo, ni siquiera mediante un resumen de sus palabras.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Es una fórmula de aplicación general. Con una nitidez absoluta en el perro de presa que abre el ataque, y fidelidad también absoluta al guion de los papagayos, políticos y medios, el otro no existe salvo como personificación del Mal. Lógicamente, tampoco existen sus posibles argumentos e ideas, simples reflejos de su negatividad absoluta. Por eso no deben ser conocidos por el público, ni tenidos en cuenta. Lo más, se les añaden unas gotas de desprecio o que refuerzan su envío a la basura. Menosprecio y odio.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Tal vez los voceros del sanchismo lo ignoran, pero ejecutan el mismo procedimiento de destrucción del discurso llevado a cabo por los técnicos de propaganda del Tercer Reich, que así se lo explicaban a quienes aquí intentaban imitarles desde el naciente franquismo. Botón de muestra: el No-Do. El otro solo debía ver reproducida su imagen, privada de mensaje alguno o mejor, ridiculizada mediante ruidos atronadores o ladridos de perro. Ahora el patrón se perpetúa: callar y deformar.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;En la propaganda sanchista, al enemigo se le menciona una y mil veces, pero solo como antítesis del bueno de la película, el presidente, en calidad de portador de esa misma labor de destrucción que el aparato de manipulación de Sánchez lleva a cabo. La cruzada en curso contra el Poder Judicial se atiene a esa regla. Nunca es discutida la base de la indagación del propio auto de un juez. Basta con afirmar ex cathedra, por un ministro o por los medios oficiales, que se basa solo en «indicios» o en una «investigación prospectiva». Y una vez sentado esto, pasemos a generalizar la condena, aplicada más que a ese o a aquel a los jueces, a excepción de Peinado, el maldito profanador del harén familiar.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Todas las consideraciones se mueven en torno a la vieja inclusión preferente por Iglesias de los jueces en «las cloacas» del Estado, hostiles y boicoteadoras del progresismo. Asistimos, en consecuencia, no a la autoproclamada libertad de expresión de ministros y asociados sobre el Poder Judicial, sino a la sistemática descalificación del Estado de derecho. Mil mentiras repetidas incesantemente, acaban siendo aceptadas como verdad.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;No se trata de un simple juego de palabras. Al aplicar la teoría del Muro, la designación del otro como enemigo, siempre culpable, desemboca una y otra vez en un llamamiento al odio, término clave en el vocabulario del totalitarismo. Nunca hay nada que discutir de lo que dice al adversario. Rosa Díez en el segundo escrache organizado por Iglesias, el juez Peinado que ataca al amor inocente de Pedro, la UCO que investiga más a Zapatero que al novio de la pérfida Ayuso, el Supremo que condena a un egregio justiciero como el galardonado García Ortiz, la víctima que trata de perpetuar el recuerdo de un terrorismo etarra ya superado, todos ellos reciben una lluvia de acusaciones y condenas.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Siempre como falsas evidencias propaladas por todo el espectro del poder, desde el ministro altivo al que opina en la charca de una tertulia oficial. En definitiva, sin excepción, los acusados por denunciar y juzgar al círculo de delincuencia que rodea a Sánchez, se hacen acreedores al odio colectivo. Todos los focos del poder sanchista convergen sobre ellos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;El círculo se cierra con la inevitable protesta de victimización a cargo del agresor. Y hasta hoy, el mecanismo de intoxicación ha tenido éxito en la parte de la opinión blindada por la lealtad a Sánchez. A pesar de componentes de infinita torpeza, de Koldo a Leire Díez. No importa que surjan los más espectaculares e innegables datos, no solo de corrupción, sino de guerra sucia contra el Estado de derecho emprendida, esta vez sí, desde las cloacas del poder presidencial. «No les gustan los ladrones», dirán los fieles, «pero menos los jueces que no persiguen al PP». Presunción de inocencia es absolución de antemano.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Por cierto, los jueces ya persiguieron y condenaron al PP, y por ello Pedro Sánchez se hizo con el poder. Pero la precisión es inútil, frente a otro muro, el del discurso oficial. Nada hay que hacer, que pueda convencerles. Lo tapa todo el odio al enemigo, que Sánchez ha sabido crear, desautorizando a quien se le oponga como crítico o adversario.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Resultado: a pesar de que seguimos formalmente en un sistema constitucional, una serie de valores democráticos han desaparecido, por efecto de esa construcción del enemigo. Todo conflicto es traducido en enfrentamiento, en guerra abierta. La comunicación desaparece y el resultado es devastador, según advierte Enrique Baca desde el análisis teórico, pero con total ajuste a nuestra realidad.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Por fortuna, cabría añadir otro menos mal: estamos en Europa, dado que la senda de Sánchez es paralela a la de los dictadores latinoamericanos, en cuanto al vaciado de la democracia. Solo que al aproximarse un terrible año político 2027, nada debe ser excluido. «Al reducir al otro a enemigo», resumía Umberto Eco, «construimos nuestro infierno sobre la tierra». Vale para España.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-family: verdana;&quot;&gt;[Você quer que o blog - atualizado diariamente há 20 anos - continue? Há custos a cobrir. Considere colaborar com qualquer valor. Pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='https://otambosi.blogspot.com/feeds/2723022266999198632/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://otambosi.blogspot.com/2026/06/a-estrategia-do-odio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/17163319/posts/default/2723022266999198632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/17163319/posts/default/2723022266999198632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='https://otambosi.blogspot.com/2026/06/a-estrategia-do-odio.html' title='A estratégia do ódio'/><author><name>Orlando Tambosi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946018475927273129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhXWUha-BM2SgjFrWWD2eObNxs8gQdnZpiQxBwNBiq-d4qtkhtFn_8kVyHnels8szRZaX5ahyphenhyphenoLSl-ucRENH79ZQqQqynTlg4a3g0rNlLGDDF86D878vjHsmmjwvviA3u7heBCnYiKGP7EukO6bOXNwikQSd8Cs_ZqSdqpgaBjjkfwSgzWQlGLs/s72-c/campo-concentracion.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-3094551766018994725</id><published>2026-06-09T12:01:59.863-03:00</published><updated>2026-06-09T12:01:59.863-03:00</updated><title type='text'>Sua Santidade nocauteia a Sua Sanchidade</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgbV88O9_grGCJsnw0zG1jGOThLeCoxKO5edF3firV_rA9rzSLNtmsg9TR61if1vHCu6hmelCZsSCIiN9pdVcOZNTG4EuRpux7gFFW38IZnLOXQa7ucb43HVRDveiFmVXxcl2XESMyknj6hZ-5_kYBpOktrGifogfc8dh8udA7vwahsKhMJn-hc/s1200/sanchez-leon-xiv.jpeg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;675&quot; data-original-width=&quot;1200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgbV88O9_grGCJsnw0zG1jGOThLeCoxKO5edF3firV_rA9rzSLNtmsg9TR61if1vHCu6hmelCZsSCIiN9pdVcOZNTG4EuRpux7gFFW38IZnLOXQa7ucb43HVRDveiFmVXxcl2XESMyknj6hZ-5_kYBpOktrGifogfc8dh8udA7vwahsKhMJn-hc/s16000/sanchez-leon-xiv.jpeg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Al presidente le crujió la mandíbula al oír al Papa hablar de ‘moral’ y ‘límite del poder’. Y cuando le escuchó que ‘la autoridad lleva siempre consigo responsabilidad’. Maite Rico para &lt;a href=&quot;https://theobjective.com/elsubjetivo/sujetame-el-vermu/2026-06-09/santidad-noquea-sanchidad-articulo-maite-rico/&quot;&gt;The Objective:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Aquí andábamos, chapoteando en el lodazal, cuando nos cayó del cielo un Papa sensato y transparente. Me gustó &lt;a href=&quot;https://theobjective.com/etiqueta/robert-prevost/&quot;&gt;Robert Prevost&lt;/a&gt; desde el primer momento: matemático, jugador de tenis y aficionado a los coches (conducirlos y repararlos) son unas credenciales interesantes en un misionero. Además es afable, tiene mirada perspicaz, bonhomía y cierta timidez. Un contrapunto al exhibicionismo sectario de Bergoglio.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Estaba cantado que &lt;a href=&quot;https://theobjective.com/espana/2026-06-06/gobierno-leon-xiv-corrupcion/&quot;&gt;Pedro Sánchez, en plena eclosión de sus cloacas, intentaría patrimonializar la visita.&lt;/a&gt; Se ha pegado al Papa como una garrapata. Incluso se ha colado en el viaje a Canarias, donde no estaba prevista su presencia. ¡Él y 15 ministros!&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Hasta ahora Su Santidad ha logrado neutralizar a Su Sanchidad. De haber podido, Sánchez habría recibido al Papa en Moncloa con Begoña de blanco riguroso. Pero fue él quien tuvo que desplazarse ayer hasta la Nunciatura con un bonsai bajo el brazo. Y luego se apresuró a tuitear sobre su gran sintonía y cuánto «comparten el compromiso» por las migraciones, el multilateralismo y el entendimiento entre los pueblos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;El problema es que, acto seguido, &lt;a href=&quot;https://theobjective.com/sociedad/2026-06-08/lea-discuros-completo-papa-congreso-diputados/&quot;&gt;León XIV habló en el Congreso. Pueden leer aquí su magnífico discurso. &lt;/a&gt;Antes tuvimos que tragarnos a la telonera, Francina Armengol, siempre a la bajura de lo que se espera de ella: lugares comunes, lenguaje inclusivo y argumentario monclovita para secuestrar el mensaje del Papa, al que situó con ellos «en el lado correcto».&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Su cháchara inane se desintegró en cuanto tomó la palabra el Pontífice. Destacó el legado cultural y filosófico español. La fe y la razón, la tradición y el pensamiento. De Santa Teresa a Unamuno, del Quijote a la Escuela de Salamanca. Importantísima reivindicación (ahora que algunos exigen que España pida perdón) de los maestros salmantinos que «introdujeron en el discernimiento histórico la pregunta por el valor irreductible de todo ser humano y los límites morales del poder».&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Al presidente del Gobierno le empezó a crujir la mandíbula al oír «moral» y «límite del poder». Que «la autoridad lleva siempre consigo una responsabilidad». Que «el bien común está por encima de los intereses particulares». Que hay que defender «la vida humana desde su concepción hasta su ocaso natural» (el Papa está sin duda al corriente de que el Gobierno pretende introducir el aborto como derecho en la Constitución).&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;El mal rato siguió cuando León XIV reivindicó la familia y el derecho de los padres a escoger la educación de los hijos (tienen en la mira a la concertada). Y cuando recordó que la paz se instaura también a través del discurso y que «quienes ejercen una responsabilidad pública tienen una especial obligación de custodiar la palabra para desarmar el lenguaje», a media bancada socialista, empezando por Óscar Puente, le explotó la cabeza.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Naturalmente el Papa habló de paz y de inmigración, y lo hizo desde la moral pero también desde el pragmatismo, alejado de la demagogia. Todos los diputados aplaudieron muchísimo y cada quien se quedó con lo que quiso. Oigamos a Mertxe Aizpurua, de Bildu: «Me quedo con la idea de los inmigrantes, no con la del aborto». Como para hablar de respeto a la vida está ella, que acostumbraba a señalar objetivos a ETA.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Otra aplaudidora, Miriam Nogueras, ignoró igualmente la filosofía papal sobre los particularismos. Agarró a León XIV y no lo soltaba, enseñándole todos sus dientes y conminándolo, en inglés, a que hablara en catalán en su próxima etapa del viaje. «Su santidad, soy catalana, como Gaudí. Hablar en el idioma de la tierra que le da la bienvenida es un acto maravilloso de amor y respeto. Espero que disfrute su visita a Cataluña, mi nación». Otro diputado de Junts le dijo lo mismo en italiano. Esta noche el Papa ha soñado con Gaudí y con dentaduras coronando la Sagrada Familia. Hablará en catalán, de eso se ha encargado Omella, arzobispo de Barcelona, y estos pelmas se pondrán la medalla.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Desde las tribunas le escuchaban fuerzas vivas de todo pelaje. Destacó la ausencia de Zapatero, tal vez para que no le preguntaran por las joyas, ahora que ya se sabe que los rubíes y las esmeraldas son auténticos. En cambio se apareció José Bono, robando tiempo a sus negocios. También estaba Mercedes González, la directora general de la Guardia Civil, con cara de futura imputada. Y el padre Ángel. Solo faltaba Leire Díez con una libreta.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;León XIV sabe dónde ha venido. Conoce nuestra historia y en qué momento desgarrado nos encontramos. De ahí su insistencia en el diálogo, en la responsabilidad de los líderes, en la necesidad de «derribar los muros» (¿hola, presidente?) y superar la polarización. Menos mal que estos días en Madrid han permitido aflorar a una España civilizada. Medio millón de jóvenes primorosos y alegres. Concentraciones multitudinarias sin un solo incidente. Y un Papa abrumado por el cariño.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Si quitamos la sobredosis de actuaciones musicales y de coreografías, el afán protagónico (y los discursos) del cardenal José Cobo o el anticlímax de ver en un escenario a Unai Sordo y Pepe Álvarez, nuestras Pili y Mili del sindicalismo vertical, yo creo que la primera etapa del viaje papal ha sido un éxito. Para León XIV, que está demostrando que vuela alto. Y sobre todo para nosotros, creyentes o no, porque nos ha brindado un soplo reconfortante.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-family: verdana;&quot;&gt;[Você quer que o blog - atualizado diariamente há 20 anos - continue? Há custos a cobrir. Considere colaborar com qualquer valor. Pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='https://otambosi.blogspot.com/feeds/3094551766018994725/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://otambosi.blogspot.com/2026/06/sua-santidade-nocauteia-sua-sanchidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/17163319/posts/default/3094551766018994725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/17163319/posts/default/3094551766018994725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='https://otambosi.blogspot.com/2026/06/sua-santidade-nocauteia-sua-sanchidade.html' title='Sua Santidade nocauteia a Sua Sanchidade'/><author><name>Orlando Tambosi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946018475927273129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgbV88O9_grGCJsnw0zG1jGOThLeCoxKO5edF3firV_rA9rzSLNtmsg9TR61if1vHCu6hmelCZsSCIiN9pdVcOZNTG4EuRpux7gFFW38IZnLOXQa7ucb43HVRDveiFmVXxcl2XESMyknj6hZ-5_kYBpOktrGifogfc8dh8udA7vwahsKhMJn-hc/s72-c/sanchez-leon-xiv.jpeg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-5360055662928011239</id><published>2026-06-09T11:55:42.191-03:00</published><updated>2026-06-09T11:55:42.191-03:00</updated><title type='text'>Um mundo de cabeça para baixo: Trump ameaça deixar Israel sozinho </title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjVKdXi-UwMIM-CTWaH1RTcwhZpXnM358m2UaKpzS5xLER8Nxl-QQpKf1QZTMA2qI8bJXNnoMPlOWtbhyphenhyphenXjCtAsuF0-xFGsCiA6VJ9Jq0Ip3j2IVkKAuKv3DyO_lSB0ny46dtkk1fpCiYlxHZiofFWkPct00mGPt8fZoFw4d7OAnEzoRs92T3ms/s1280/GettyImages-2170403639.webp&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;720&quot; data-original-width=&quot;1280&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjVKdXi-UwMIM-CTWaH1RTcwhZpXnM358m2UaKpzS5xLER8Nxl-QQpKf1QZTMA2qI8bJXNnoMPlOWtbhyphenhyphenXjCtAsuF0-xFGsCiA6VJ9Jq0Ip3j2IVkKAuKv3DyO_lSB0ny46dtkk1fpCiYlxHZiofFWkPct00mGPt8fZoFw4d7OAnEzoRs92T3ms/s16000/GettyImages-2170403639.webp&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Existe uma lógica dos interesses próprios, mas não deixa de ser espantoso como o presidente pressiona o aliado com quem foi à guerra contra Irã. &lt;a href=&quot;https://veja.abril.com.br/coluna/mundialista/um-mundo-de-cabeca-para-baixo-trump-ameaca-deixar-israel-sozinho/&quot;&gt;Vilma Gryzinski&lt;/a&gt;:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-style: italic; text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O que 100 dias não fazem numa situação de guerra. O mesmo Donald Trump que realizou o sonho israelense de um ataque conjunto contra instalações militares iranianas agora pressiona Israel a ponto de ter ameaçado abandonar o país à própria sorte se entrasse numa escalada de ataques ao Irã.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Detalhe fundamental: quem revelou isso foi o próprio presidente ou assessores próximos dele. Todos só falam, evidentemente, com o objetivo de aumentar a pressão sobre Israel. Os meandros das conversas com Benjamin Netanyahu foram revelados por Trump a um jornalista israelense com quem fala frequentemente, Barak Ravid – e também usa para mandar recados.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Relembrando a sequência de acontecimentos dos últimos dias para não perder o fio da meada: o Hezbollah intensificou ataques aéreos contra a região fronteiriça com Israel, forças israelenses retaliaram atacando uma posição dos xiitas libaneses em Beirute, não obstante houvesse um cessar-fogo, o Irã partiu para a represália com onze mísseis (interceptados) contra Israel e Trump entrou na dança, exigindo que o país não respondesse. Foi aí que fez a ameaça de abandonar Israel.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Sabendo que sofreria uma tremenda derrota perante a opinião pública interna e seus próprios aliados de ultradireita, Netanyahu tentou atender os dois lados. Aprovou uma represália contida contra alvos iranianos, mas depois &lt;a href=&quot;https://veja.abril.com.br/mundo/o-recuo-de-israel-e-ira-apos-pressao-de-trump-sobre-ataques/&quot;&gt;cancelou um ataque subsequente&lt;/a&gt; quando os aviões de guerra já estavam na pista de decolagem.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;INTERESSES DIVERGENTES&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Existem precedentes históricos para as duas atitudes: acatar os mandamento dos Estados Unidos e também desafiá-los O analista Herb Keinon, do Jerusalem Post, evocou a atitude de Levi Eshkol, que era primeiro-ministro quando eclodiu a Guerra dos Seis Dias, há exatamente 59 anos. “Devo enfatizar a necessidade de que Israel não seja responsável pelo início de hostilidades”, advertiu o presidente americano da época, Lyndon Johnson, quando a tensão com os vizinhos árabes que pretendiam invadir Israel já havia chegado ao ponto máximo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Dois dias depois, Eshkol mandou desfechar o ataque preventivo – extraordinariamente bem sucedido, contra todas as expectativas. “Eshkol acreditava que Israel enfrentava uma ameaça existencial e que garantir os interesses do país tinham precedência até sobre os desejos de seu maior aliado”, relembrou Keinon.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Ele enumerou outros exemplos: Ronald Reagan não queria que Israel atacasse o reator atômico do Iraque em Osirak, em 1981 (e suspendeu temporariamente a entrega de caças F-16), e a atitude se repetiu em relação ao reator sírio que George Bush filho preferia administrar diplomaticamente. Imaginem como seria diferente a situação no Oriente Médio se Israel não tivesse resistido aos desejos dos presidentes americanos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;É natural que haja interesses divergentes entre os dois países, pois os Estados Unidos são uma superpotência que tem uma esfera de ação global e precisa levar em conta o jogo geopolítico nos países árabes , além de outros aliados muçulmanos, que quer manter sob sua esfera de influência. Mas não deixa de ser espantoso que Donald Trump, tendo decidido ir à guerra contra o Irã junto com Israel, agora pressione o aliado da maneira como está fazendo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;‘ORGULHOSOS, FORTES’&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Os analistas são praticamente unânimes sobre os motivos: Trump comprou muito facilmente a versão vendida por Netanyahu, de que o regime dos aiatolás desmoronaria, e o Irã acabaria virando um país amigo, numa espetacular mudança no tabuleiro. Agora, diante de uma guerra impopular e dos prejuízos causados pelo fechamento do Estreito de Ormuz, corre atrás de um acordo, anunciando que será selado a qualquer momento. Já chegou a dizer que estava demorando porque os iranianos “são orgulhosos, são fortes”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Parece um mundo de cabeça para baixo: Trump chama Netanyahu de “louco” (com palavrão acompanhando) e os iranianos de fortes.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O clima reinante em Israel é de pessimismo. Disse no Times of Israel seu diretor, David Horowitz, em geral partidário de posições centristas: “Trump tenta amarrar as mãos de Netanyahu, enquanto naufraga a parceria que foi à guerra há 100 dias”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Horowitz lembrou que, em 1991, Israel acatou os interesses americanos e não reagiu quando Saddam Hussein mandou uma chuva de mísseis Scud sobre o país. O objetivo era preservar a ampla aliança multinacional que George Bush pai havia costurado para livrar o Kuwait dos invasores iraquianos. Mas na época a ideia era cortar as asas de uma tirania, não encontrar um modo de acomodar os interesses de um adversário tão ou mais perigoso como o Irã. Poderá este adversário promover um racha entre Israel e os Estados Unidos? Não haveria vitória maior.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-family: verdana;&quot;&gt;[Você quer que o blog - atualizado diariamente há 20 anos - continue? Há custos a cobrir. Considere colaborar com qualquer valor. Pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='https://otambosi.blogspot.com/feeds/5360055662928011239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://otambosi.blogspot.com/2026/06/um-mundo-de-cabeca-para-baixo-trump.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/17163319/posts/default/5360055662928011239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/17163319/posts/default/5360055662928011239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='https://otambosi.blogspot.com/2026/06/um-mundo-de-cabeca-para-baixo-trump.html' title='Um mundo de cabeça para baixo: Trump ameaça deixar Israel sozinho '/><author><name>Orlando Tambosi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946018475927273129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjVKdXi-UwMIM-CTWaH1RTcwhZpXnM358m2UaKpzS5xLER8Nxl-QQpKf1QZTMA2qI8bJXNnoMPlOWtbhyphenhyphenXjCtAsuF0-xFGsCiA6VJ9Jq0Ip3j2IVkKAuKv3DyO_lSB0ny46dtkk1fpCiYlxHZiofFWkPct00mGPt8fZoFw4d7OAnEzoRs92T3ms/s72-c/GettyImages-2170403639.webp" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-1366447123860045127</id><published>2026-06-09T11:47:27.342-03:00</published><updated>2026-06-09T11:47:27.343-03:00</updated><title type='text'>Sentença bizarra: um caso exemplar de ativismo judicial.</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjFo2hl6deXYcyu_NBVy3CxNuB1GqQj-8c5MFVMecDhulxQyRDj-xv6b0UZyCnr-QP2GOMZPfrUV_wZupitzPmecPR8c83Dr6pp6coPilju9yzmq5veQTMFDdixwtBNc8nM5W_6I1l5QykPGS9SwhK4W3_y1xRVrfWndRSWaD1f3aefgcvnf7XS/s237/download%20(1).jpeg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;213&quot; data-original-width=&quot;237&quot; height=&quot;359&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjFo2hl6deXYcyu_NBVy3CxNuB1GqQj-8c5MFVMecDhulxQyRDj-xv6b0UZyCnr-QP2GOMZPfrUV_wZupitzPmecPR8c83Dr6pp6coPilju9yzmq5veQTMFDdixwtBNc8nM5W_6I1l5QykPGS9SwhK4W3_y1xRVrfWndRSWaD1f3aefgcvnf7XS/w400-h359/download%20(1).jpeg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Bizarra sentença da juíza do caso Henry Borel, que deu perdão judicial à mãe do menino por considerá-la vítima de misoginia, mostra como a cultura do ativismo disseminou-se no Judiciário. Editorial do &lt;a href=&quot;https://www.estadao.com.br/opiniao/caso-exemplar-de-ativismo-judicial/&quot;&gt;Estadão:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O assassinato de Henry Borel, torturado até a morte aos 4 anos de idade em março de 2021 pelo então namorado de sua mãe, o ex-vereador carioca Jairo Souza Santos Júnior, vulgo Jairinho, chocou o País e pôs a sociedade em compasso de espera por justiça. Ao fim do julgamento no II Tribunal do Júri do Rio, na semana passada, Jairinho foi condenado a mais de 43 anos de prisão, uma pena que, à luz da hediondez do crime, só mesmo a defesa do assassino haverá de contestar por dever de ofício.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O grande problema – e não só para o caso particular, mas sobretudo para o Estado Democrático de Direito – foi a decisão da juíza Elizabeth Machado Louro de conceder perdão judicial a Monique Medeiros, a mãe de Henry, pelo crime de homicídio culposo por omissão. Para justificar o perdão, a juíza afirmou que Monique teria sido vítima, pasme o leitor, de “misoginia declarada extrema”, reflexo, em sua visão, de uma sociedade constituída em “moldes patriarcais”. Isso é discurso político, não fundamento jurídico.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Para extinguir a punibilidade da mãe de Henry, Sua Excelência descreveu como “incomensurável o sofrimento de quem, além de perder seu único filho, viu-se alvo durante cinco longos anos de perseguição implacável contra a sua honra e sua autoestima como mãe”. A despeito da contundência das palavras, nenhuma vírgula da decisão da juíza no que concerne à ré tem respaldo na prova dos autos contra ela, razão pela qual o Ministério Público, em boa hora, recorreu da sentença.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Noves fora a teratologia da decisão, eivada de vícios jurídicos, seria reducionista de nossa parte limitar esta nota à figura da juíza Elizabeth Louro. Sua sentença não foi mais do que sintoma de um fenômeno mais amplo e bem mais perturbador: a disseminação, no âmbito do Judiciário, de uma cultura ativista que divide os cidadãos entre aqueles sobre os quais pode recair todo o peso da lei penal e os que fazem jus a uma espécie de reparação histórica embutida, de forma sub-reptícia ou escancarada, em decisões judiciais.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Nesse sentido, o bizarro perdão concedido a Monique Medeiros decorre de um ecossistema permissivo diante do ativismo judicial que o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) têm alimentado com denodo de uns anos para cá.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O CNJ, vale lembrar, já editou protocolos que orientam julgamentos com base em “perspectiva racial” e “de gênero”. O STF, por sua vez, fixou teses sobre “racismo estrutural” com desdobramentos concretos sobre o sistema de persecução penal. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que injúria racial não pode ser cometida contra “pessoa branca”. Em outra frente, o STJ também aprovou o registro da categoria “não binário” em documentos oficiais, decisão que, no regime republicano, sustentado pela separação de Poderes, obviamente cabe ao Legislativo. Poderíamos continuar. São muitos os exemplos de ativismo de uma propalada “vanguarda iluminista” no Judiciário, para citar a famosa expressão do ministro aposentado do STF Luís Roberto Barroso. O busílis é que sentenças não se prestam a “melhorar” a sociedade, e sim a aplicar a lei tal como está escrita.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Eis o problema para o Estado Democrático de Direito. Quando juízes deixam de aplicar a lei para contrabandear em suas decisões ideologias, valores ou visões de mundo – em suma, para “reformar” a sociedade –, a sentença deixa de ser o que deveria para se tornar panfleto político. Isso é inaceitável. Decisão judicial não é instrumento de reparação histórica. A razão é elementar: a escolha por reparar qualquer que seja a dívida social, chamemos assim, é da sociedade, por meio de seus representantes eleitos, não de juízes.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O Judiciário não é o locus das transformações sociais. Juízes não têm a prerrogativa de reescrever a realidade ou “empurrar a História” à luz de suas teorias sociológicas ou vieses ideológicos. Ao transformar uma condenada por omissão gravíssima em vítima e, assim, afastar as consequências jurídicas de sua má conduta, Elizabeth Louro foi mais uma magistrada a expor o perigo de uma Justiça militante que, ao abandonar a imparcialidade em nome de causas supostamente virtuosas, arruína o princípio da igualdade de todos perante a lei.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-family: verdana;&quot;&gt;[Você quer que o blog - atualizado diariamente há 20 anos - continue? Há custos a cobrir. Considere colaborar com qualquer valor. Pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='https://otambosi.blogspot.com/feeds/1366447123860045127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://otambosi.blogspot.com/2026/06/sentenca-bizarra-um-caso-exemplar-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/17163319/posts/default/1366447123860045127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/17163319/posts/default/1366447123860045127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='https://otambosi.blogspot.com/2026/06/sentenca-bizarra-um-caso-exemplar-de.html' title='Sentença bizarra: um caso exemplar de ativismo judicial.'/><author><name>Orlando Tambosi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946018475927273129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjFo2hl6deXYcyu_NBVy3CxNuB1GqQj-8c5MFVMecDhulxQyRDj-xv6b0UZyCnr-QP2GOMZPfrUV_wZupitzPmecPR8c83Dr6pp6coPilju9yzmq5veQTMFDdixwtBNc8nM5W_6I1l5QykPGS9SwhK4W3_y1xRVrfWndRSWaD1f3aefgcvnf7XS/s72-w400-h359-c/download%20(1).jpeg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-693441912079632027</id><published>2026-06-09T11:43:33.729-03:00</published><updated>2026-06-09T11:43:33.729-03:00</updated><title type='text'>Lula quebra o Brasil para tentar se reeleger</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhgYWV-Xlkn6QRNy1349jzTfrTtSiaY2BxiYzF99Hsy_39Jki8Us_Zy6QfY-_wvct06Q-eQsWs1Q-UfOx2AQj1aMiAF7LzhxkkK9h0djs5xrQrkTnTs-4QIALa7ZeOcIqLtzt9Ps5b_1tDwFonoHemrnFWDF3BeQVNRp5yo-UVljcxPPtfu38fI/s299/download.jpeg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;168&quot; data-original-width=&quot;299&quot; height=&quot;360&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhgYWV-Xlkn6QRNy1349jzTfrTtSiaY2BxiYzF99Hsy_39Jki8Us_Zy6QfY-_wvct06Q-eQsWs1Q-UfOx2AQj1aMiAF7LzhxkkK9h0djs5xrQrkTnTs-4QIALa7ZeOcIqLtzt9Ps5b_1tDwFonoHemrnFWDF3BeQVNRp5yo-UVljcxPPtfu38fI/w640-h360/download.jpeg&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Petista usa truques contábeis para esconder o aumento cavalar de despesas, lembrando as malfadadas pedaladas fiscais de Dilma. Mas a conta da dívida pública explosiva sempre chega. Editorial do Estadão:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;“Quebrei o Banespa, mas elegi meu sucessor.” Essa frase, atribuída ao ex-governador de São Paulo, Orestes Quércia, resume uma forma de usar os instrumentos à disposição do governo não para o bem comum, mas para proveito próprio. É amplamente sabido que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva vem patrocinando uma série de medidas para tentar levantar sua popularidade e ajudar em sua reeleição. Mas ninguém, até o momento, havia tido a paciência de somar todas as “pequenas bondades eleitorais” que, tomadas uma a uma, parecem inofensivas. O economista Marcos Mendes, em relatório da XP Investimentos, fez esse trabalho para o cidadão brasileiro. E o retrato não é nada bonito.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Segundo o economista, somente neste ano foram nada menos do que 33 medidas diferentes, somando a incrível marca de R$ 215 bilhões em aumento de despesas ou redução de receitas. Em comparação, a malfadada PEC 126/2022, a chamada “PEC da gastança”, liberou R$ 168 bilhões de gastos no ano seguinte por fora do teto dos gastos, o que já foi um escândalo. Pelo visto, o governo Lula perdeu a pouca vergonha que ainda tinha.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Há uma ficção em curso no Brasil chamada “novo arcabouço fiscal”, que substituiu o finado teto de gastos. Segundo essa ficção, o País está com suas contas em ordem porque o novo arcabouço fiscal está sendo obedecido à risca. Pois bem, de acordo com o relatório de Marcos Mendes, somente 4% dos R$ 215 bilhões aprovados afetam os indicadores do arcabouço. Não, caro leitor, o senhor não leu errado: mais de R$ 200 bilhões em despesas extras ou renúncias de arrecadação simplesmente não aparecem nas contas públicas.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Mendes lista três truques usados pelo governo para maquiar as contas. O primeiro são as linhas de crédito subsidiadas, que não impactam a despesa primária e, portanto, não consomem espaço do arcabouço. É o caso, por exemplo, do subsídio para a compra de caminhões. Como esses gastos saem do Orçamento, mas continuam “pertencendo” ao Tesouro (são empréstimos), não são considerados despesas. Na prática, no entanto, esses recursos nunca voltam para o Tesouro, sendo reutilizados para outros “pacotes de bondades”. O resultado é o aumento da dívida pública, apesar de não serem uma despesa primária.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O segundo truque é o uso de fundos públicos para financiar programas de incentivo. Esses recursos, que saíram do orçamento no passado, poderiam ser usados para abater a dívida, diz Mendes. E, obviamente, estes gastos não afetam as métricas do arcabouço. Um exemplo escandaloso foi a transferência do “dinheiro público esquecido” pelos correntistas diretamente para o Fundo de Garantia de Operações (FGO), usado para turbinar o Desenrola. Esses recursos deveriam passar pelo Tesouro, para daí serem encaminhados ao FGO, mas isso afetaria o resultado primário, o que impactaria as medidas do arcabouço fiscal. Nem pensar.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Por fim, o terceiro truque é abrir crédito extraordinário, gasto que fica de fora do arcabouço. As subvenções aos combustíveis, segundo o economista, provavelmente seguirão esse caminho.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Tudo isso parece um déjà vu das pedaladas fiscais do trevoso governo de Dilma Rousseff. Estamos diante dos mesmos truques para gastar mais sem nenhuma transparência. Não se discute a conveniência desses gastos – todos parecem bastante justificados quando analisados um a um, ainda que se possa questionar a incrível coincidência de todos estarem sendo feitos justamente em ano eleitoral. O problema está em escamotear esses gastos da sociedade, fazendo parecer que o arcabouço fiscal continua em pé e saudável. Esses truques servem apenas para cumprir formalmente as regras fiscais, mas não são suficientes para fazer o dinheiro aparecer do nada.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Hoje, sem espaço de manobra, com o Orçamento tomado por decisões populistas do passado e do presente, o governo Lula lança mão dos mesmos expedientes do governo Dilma. O final dessa história já conhecemos. Mas Lula poderá dizer, lembrando Quércia, que quebrou o Brasil, mas reelegeu-se.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-family: verdana;&quot;&gt;[Você quer que o blog - atualizado diariamente há 20 anos - continue? Há custos a cobrir. Considere colaborar com qualquer valor. Pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='https://otambosi.blogspot.com/feeds/693441912079632027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://otambosi.blogspot.com/2026/06/lula-quebra-o-brasil-para-tentar-se.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/17163319/posts/default/693441912079632027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/17163319/posts/default/693441912079632027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='https://otambosi.blogspot.com/2026/06/lula-quebra-o-brasil-para-tentar-se.html' title='Lula quebra o Brasil para tentar se reeleger'/><author><name>Orlando Tambosi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946018475927273129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhgYWV-Xlkn6QRNy1349jzTfrTtSiaY2BxiYzF99Hsy_39Jki8Us_Zy6QfY-_wvct06Q-eQsWs1Q-UfOx2AQj1aMiAF7LzhxkkK9h0djs5xrQrkTnTs-4QIALa7ZeOcIqLtzt9Ps5b_1tDwFonoHemrnFWDF3BeQVNRp5yo-UVljcxPPtfu38fI/s72-w640-h360-c/download.jpeg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-8588478534475591881</id><published>2026-06-08T20:46:31.140-03:00</published><updated>2026-06-08T20:46:31.140-03:00</updated><title type='text'>Sánchez e Orbán</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiDZsvFu4D7nYz1V8-mjVnDNuRD7pWSJZ5m4nmmhbgoU7M2jWTLdqAzKnSZxkWl7wEg2oX46U4g0GvNSSZ_vtwMASrfVRelD7NjVQkL0gzUCD20pybLbjVXzpYobJoGRVFg8XcRCY_awHeIefK2cNqFVF18lxTRyv_ka0oieJcqSvlP-mgVUamQ/s360/joao-marques-de-almeida.webp&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;360&quot; data-original-width=&quot;360&quot; height=&quot;200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiDZsvFu4D7nYz1V8-mjVnDNuRD7pWSJZ5m4nmmhbgoU7M2jWTLdqAzKnSZxkWl7wEg2oX46U4g0GvNSSZ_vtwMASrfVRelD7NjVQkL0gzUCD20pybLbjVXzpYobJoGRVFg8XcRCY_awHeIefK2cNqFVF18lxTRyv_ka0oieJcqSvlP-mgVUamQ/w200-h200/joao-marques-de-almeida.webp&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Orbán fez tudo para continuar no poder, mas perdeu as eleições. Tal como aconteceu este ano na Hungria, seria muito salutar para Espanha que houvesse nas próximas eleições um despertar democrático. João Marques de Almeida para o &lt;a href=&quot;https://observador.pt/opiniao/sanchez-e-orban/&quot;&gt;Observador:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://observador.pt/opiniao/sanchez-e-orban/&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Há, obviamente, diferenças importantes entre os dois. Mas também existem semelhanças, e todas más. Começando com as diferenças, uma das mais importantes foi a posição de ambos perante o ataque da Rússia à Ucrânia. Orbán colocou-se do lado de Putin. Sánchez apoia a Ucrânia desde o início da guerra. Apesar de estar no lado certo, não se julgue que é um sinal do amor do PM espanhol à democracia. Sánchez defende que a União Europeia, neste momento, deve estar mais próxima da China do que dos Estados Unidos. Aliás, a relação de Sánchez com democracias e ditaduras deixa muito a desejar. Olha para Trump como uma ameaça à democracia, mas foi sempre próximo do regime de Maduro. Os ditadores, Maduro e Xi, não são alternativas a quem ameaça a democracia. Nisso, Orbán era mais consistente: estava ao lado de Putin e de Xi, e foi sempre amigo de Trump.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Mas mesmo nestas diferenças, havia um ponto em comum entre Sánchez e Orbán. Ambos defendiam a paz. Orbán era contra a posição da União Europeia em relação à Ucrânia porque contribuía para a guerra. Orbán queria uma “paz russa”, mas queria a paz. Sánchez também afirma que é contra a guerra no Irão, e não contra os Estados Unidos. Mas acaba a defender, neste momento, uma “paz iraniana”, que mantenha o regime no poder e o Hezbollah como um poder militar no interior do Líbano.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Há outra diferença muito importante entre Sánchez e Orbán. Sánchez pretende inundar a Espanha de imigrantes, e legaliza-os em pequenos grupos de meio milhão. Orbán manteve a Hungria fechada a imigrantes. A prazo, a política de Sánchez vai causar problemas muito maiores do que a de Orbán. Em matérias de costumes, Orbán foi sempre muito mais conservador do que Sánchez. Ambas as posições são legítimas.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Mas as semelhanças entre Sánchez e Orbán são o lado mais perturbador da comparação. Podemos começar com a corrupção. Na Hungria, o exercício do poder por Orbán beneficiou e enriqueceu amigos e os militantes do seu partido. Na Espanha governada pelo PSOE de Sánchez passa-se o mesmo. Os seus familiares próximos, os seus amigos e militantes do seu partido beneficiam pessoalmente do poder do PSOE e enriquecem desse modo. O Fidetz, na Hungria, e o PSOE, em Espanha, tornaram-se máquinas de corrupção.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O desrespeito pelo estado de direito é outro ponto comum entre Orbán e Sánchez. No exercício das suas funções de PM, Orbán tentou controlar o poder judicial. O PSOE faz o mesmo em Espanha. Como se tem percebido nas últimas semanas, o PSOE tem uma estratégia de condicionar as investigações judiciais aos seus militantes e aos familiares de Sánchez. Além disso, recorre a truques reles para descredibilizar os juízes. Os consulados de Orbán e de Sánchez constituíram e constituem dois dos maiores exemplos, na União Europeia, de ataques ao estado de direito por governos eleitos democraticamente.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Muitos afirmavam que Orbán tinha poder absoluto. Afinal, não passava de um exagero. Quem tem poder absoluto, não perde eleições com uma maioria de 2/3 contra. Orbán tentou fazer tudo para ficar no poder. Mas Sánchez também o faz. Desde “gerigonças” com antigos grupos terroristas, e anti-democráticos, como o EH Bildu do País Basco (a ETA “civil”), até alianças com partidos que querem destruir a Espanha, cuja constituição Sánchez jurou defender. A última manobra foi a legalização de centenas de milhares de imigrantes, o que é uma forma cínica de compra de votos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Esperemos que haja uma última semelhança. Orbán fez tudo para continuar no poder, mas perdeu as eleições. Tal como aconteceu este ano na Hungria, seria muito salutar para Espanha que houvesse nas próximas eleições um despertar democrático, que afaste do poder um governo corrupto, que ameaça o estado de direito e a separação de poderes, e desrespeita a constituição espanhola.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-family: verdana;&quot;&gt;[Você quer que o blog - atualizado diariamente há 20 anos - continue? Há custos a cobrir. Considere colaborar com qualquer valor. Pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='https://otambosi.blogspot.com/feeds/8588478534475591881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://otambosi.blogspot.com/2026/06/sanchez-e-orban.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/17163319/posts/default/8588478534475591881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/17163319/posts/default/8588478534475591881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='https://otambosi.blogspot.com/2026/06/sanchez-e-orban.html' title='Sánchez e Orbán'/><author><name>Orlando Tambosi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946018475927273129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiDZsvFu4D7nYz1V8-mjVnDNuRD7pWSJZ5m4nmmhbgoU7M2jWTLdqAzKnSZxkWl7wEg2oX46U4g0GvNSSZ_vtwMASrfVRelD7NjVQkL0gzUCD20pybLbjVXzpYobJoGRVFg8XcRCY_awHeIefK2cNqFVF18lxTRyv_ka0oieJcqSvlP-mgVUamQ/s72-w200-h200-c/joao-marques-de-almeida.webp" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-5542815345642863627</id><published>2026-06-08T20:16:18.005-03:00</published><updated>2026-06-08T20:16:18.005-03:00</updated><title type='text'>Leão XIV: um mar de gente para mudar a História</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhzb6iI7ww2_tQHKuCfsDVjjg5bFgrtxUn5g5oHHwrBminR0bW_lDE6pMcTbHZMgvPWAgzJtfcgeCh1FrdHz7aRu7l0KvGB7GaofnFkAQ3AIVt769BS3rgJKBBlQIwO-lTAK83yPkvXoJf3aCAtudb7VRseg9KruEDkPY9CHjDcKkt5n6H9FnlO/s251/download%20(2).jpeg&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;251&quot; data-original-width=&quot;201&quot; height=&quot;251&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhzb6iI7ww2_tQHKuCfsDVjjg5bFgrtxUn5g5oHHwrBminR0bW_lDE6pMcTbHZMgvPWAgzJtfcgeCh1FrdHz7aRu7l0KvGB7GaofnFkAQ3AIVt769BS3rgJKBBlQIwO-lTAK83yPkvXoJf3aCAtudb7VRseg9KruEDkPY9CHjDcKkt5n6H9FnlO/s1600/download%20(2).jpeg&quot; width=&quot;201&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O que sucedeu foi um verdadeiro encontro: entre uma instituição que precisa de futuro e uma geração que precisa de sentido. João Pedro Palma para o &lt;a href=&quot;https://observador.pt/opiniao/leao-xiv-um-mar-de-gente-para-mudar-a-historia/&quot;&gt;Observador:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Mais do que as pétalas de flores no asfalto e as bandeiras da Vaticano misturadas com as de Espanha, enquanto o papamóvel branco avançou pelas ruas de Madrid na manhã de domingo, algo de mais bonito embelezava, de forma viva, as ruas da capital espanhola. Uma verdadeira multidão que se estima entre 1,1 e 1,2 milhões de pessoas tendo a polícia acabado por encerrar os acessos antes mesmo do início da missa: já não havia espaço.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Trata-se, de facto da maior concentração religiosa em Espanha desde há décadas. E é também para Leão XIV, o primeiro verdadeiro teste de confiança popular numa Europa cada vez mais secularizada e politicamente fraturada. O que é certo é que Espanha não desiludiu. E o Papa também não.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Quinze anos se passaram já desde a última visita papal a território espanhol. Corria o ano de 2011, e fez a visita Bento XVI, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude em Madrid.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A Espanha de 2026, contudo, é um país onde alegadamente a percentagem de católicos praticantes caiu, ao que acresce um clima de polarização política que tornava a visita, à partida, num campo minado, em que os aproveitamentos políticos e os enquadramentos da presença do sumo-pontífice pareciam inevitáveis. O grande desafio, superado logo a partir do primeiro momento, era garantir que a mensagem do Papa chegasse e fosse relevante para todos. E o que é certo é que na primeira palavra que dirigiu ao Reino de Espanha, deixou claro o que trazia na bagagem: interpelação desinteressada, a todos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;E na Praça de Lima perante 600 mil jovens reunidos para uma vigília de oração, houve um diálogo que não deve ser ignorado. Direto, sem papel, sem distância protocolar. Leão XIV respondeu às perguntas dos jovens sobre vocação, fé, futuro, e ao responder à última pergunta da noite, confiou aos jovens aquela que definiu como a sua missão concreta: “Sejam humanos. Sim, sejam humanos! Homens e mulheres de carne e osso.” “Vocês podem mudar a história, façam-no com amor!”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;E acreditou no que estava a dizer. Emocionou-se. Não por causa da multidão em si até porque o Papa sabe que vai estar rodeado de multidões. Terá sido certamente o silêncio que se fez quando ele parou de falar ou talvez a atenção que aqueles rostos lhe ofereceram, de forma genuína e esfomeada. Uma fome de verdade e de Deus.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Há uma diferença entre um líder que chora porque a ocasião exige que chore, e um líder que chora porque foi apanhado desprevenido pela realidade que o rodeia.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Essa emoção não valida necessariamente a mensagem, mas é reveladora daquele que é o custo de a carregar. Creio que é uma difícil responsabilidade:  estar diante de uma multidão de jovens, olhá-los nos olhos e garantir-lhes uma esperança e um futuro. E mais do que isso, essa emoção prova a coragem de alguém que ainda acredita no que diz sabendo o que custa acreditar.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Mas há algo mais a dizer sobre aquele momento e que tem menos a ver com o Papa do que com os jovens que ele tinha à frente.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Leão XIV sabe, que a juventude europeia não é o seu público natural. Sabe que a geração que estava na naquela praça cresceu com o telemóvel ao invés de crescer com o catecismo e sabe também que uma parte significativa dos ali presentes poderá não regressar a uma celebração religiosa nos próximos anos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;É também exatamente por isso que a emoção do Papa também nos deve comover. Porque não foi um triunfo, mas um reconhecimento. Foi a afirmação, silenciosa, manifestada em lágrimas, de que percebeu que aquela enorme presença custou alguma coisa a cada uma das pessoas que ali estava. Vieram na mesma, apesar de tudo. Que trouxeram as suas dúvidas junto com as suas bandeiras.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O Papa, para já, do seu lado, superou o desafio: está a fazer uma promessa implícita, de que a Igreja que ele governa tentará estar à altura do que pede a esses jovens, e que apoiado na geração que é o futuro, tentará também mudar a história.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Não duvido de que sucedeu um verdadeiro encontro: entre uma instituição que precisa de futuro e uma geração que precisa de sentido. Entre um papa que sabe o peso do que promete, e jovens que, apesar de tudo, ainda têm coragem para ouvir.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-family: verdana;&quot;&gt;[Você quer que o blog - atualizado diariamente há 20 anos - continue? Há custos a cobrir. Considere colaborar com qualquer valor. Pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='https://otambosi.blogspot.com/feeds/5542815345642863627/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://otambosi.blogspot.com/2026/06/leao-xiv-um-mar-de-gente-para-mudar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/17163319/posts/default/5542815345642863627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/17163319/posts/default/5542815345642863627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='https://otambosi.blogspot.com/2026/06/leao-xiv-um-mar-de-gente-para-mudar.html' title='Leão XIV: um mar de gente para mudar a História'/><author><name>Orlando Tambosi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946018475927273129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhzb6iI7ww2_tQHKuCfsDVjjg5bFgrtxUn5g5oHHwrBminR0bW_lDE6pMcTbHZMgvPWAgzJtfcgeCh1FrdHz7aRu7l0KvGB7GaofnFkAQ3AIVt769BS3rgJKBBlQIwO-lTAK83yPkvXoJf3aCAtudb7VRseg9KruEDkPY9CHjDcKkt5n6H9FnlO/s72-c/download%20(2).jpeg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-8303751706686452132</id><published>2026-06-08T20:05:00.000-03:00</published><updated>2026-06-08T20:06:06.958-03:00</updated><title type='text'>O que exatamente é “racismo”?</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjeqpWew2ba7qRkUCYcGDCXTun52w6io7CmvA_Cw41fytVUMTqhm5YfykeqmgAQ8ox4rj29tpzlOFJwDOo7ZYKbS5421_AygAwTPE-Njbai-oGuNXrb1m7jCkDB8bOzcoPRYoYc-ig0qh_3_9_qpox3iKjlX55SynvL2bexLiTC32mMPw9p3JNj/s1200/Black_Lives_Matter_49975206982-1200x800.jpg%20(1).webp&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;800&quot; data-original-width=&quot;1200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjeqpWew2ba7qRkUCYcGDCXTun52w6io7CmvA_Cw41fytVUMTqhm5YfykeqmgAQ8ox4rj29tpzlOFJwDOo7ZYKbS5421_AygAwTPE-Njbai-oGuNXrb1m7jCkDB8bOzcoPRYoYc-ig0qh_3_9_qpox3iKjlX55SynvL2bexLiTC32mMPw9p3JNj/s16000/Black_Lives_Matter_49975206982-1200x800.jpg%20(1).webp&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Quase nunca ouvimos uma definição. Duvido que alguém saiba realmente o que é. Se você estiver inclinado a contestar isso, pergunte-se por que, se o racismo é realmente algo claro e determinado, existe uma discordância tão incessante sobre quais pensamentos e comportamentos são “racistas” e quais não são? Lew Rockwell para o &lt;a href=&quot;https://mises.org.br/artigos/20116/o-que-exatamente-e-racismo/&quot;&gt;Instituto Mises:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Gostaria de analisar duas palavras que o estado e seus apoiadores têm empregado com muito sucesso para justificar o aumento do poder governamental. Uma delas é racismo. A outra é igualdade.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O que exatamente é “racismo”? Quase nunca ouvimos uma definição. Duvido que alguém saiba realmente o que é. Se você estiver inclinado a contestar isso, pergunte-se por que, se o racismo é realmente algo claro e determinado, existe uma discordância tão incessante sobre quais pensamentos e comportamentos são “racistas” e quais não são?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Se colocada na saia justa, a pessoa comum provavelmente definiria o racismo nos moldes de como Murray N. Rothbard definiu o antissemitismo, envolvendo ódio e/ou a intenção de praticar violência, seja dirigida pelo estado ou não, contra o grupo desprezado:&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Parece-me que existem apenas duas definições sustentáveis e defensáveis de antissemitismo: uma, centrada no estado mental subjetivo da pessoa, e a outra, “objetivamente”, nas ações que ela realiza ou nas políticas que defende. Para a primeira, a melhor definição de antissemitismo é simples e conclusiva: uma pessoa que odeia todos os judeus…&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;blockquote&gt;Como, a menos que sejamos amigos íntimos de alguém ou psiquiatras, podemos saber o que se passa no coração de uma pessoa? Talvez, então, o foco deva ser, não no estado do coração ou da mente do sujeito, mas em uma proposição que possa ser verificada por observadores que não conhecem a pessoa pessoalmente. Nesse caso, devemos nos concentrar no objetivo em vez do subjetivo, ou seja, nas ações ou defesas da pessoa. Bem, nesse caso, a única definição racional de um anti-semita é aquele que defende que sejam impostas restrições políticas, legais, econômicas ou sociais aos judeus (ou, é claro, que tenha participado de sua imposição).&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Isso, então, parece razoável: (1) alguém é racista se odeia um determinado grupo racial, mas (2) como não podemos ler a mente das pessoas, e como acusar alguém de odiar um grupo inteiro de pessoas é uma acusação bastante grave, em vez de tentar em vão ler a mente do suspeito, devemos verificar se ele defende restrições especiais contra o grupo em questão.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;De volta a Rothbard:&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;blockquote&gt;Mas será que não estou redefinindo o antissemitismo a ponto de fazê-lo desaparecer? Certamente que não. Quanto à definição subjetiva, pela própria natureza da situação, não conheço ninguém assim, e duvido que o Smear Bund conheça também. Na definição objetiva, onde pessoas de fora podem ter maior conhecimento, e deixando de lado os anti-semitas declarados do passado, existem na América moderna autênticos anti-semitas: grupos como o movimento Christian Identity, ou a Aryan Resistance, ou o autor do romance Turner’s Diaries. Mas esses são grupos marginais, diz você, sem importância e que não valem a pena se preocupar? Sim, amigo, e esse é precisamente o ponto.&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Por outro lado, talvez um “racista” seja alguém que acredita que diferentes grupos tendem a ter características comuns, mesmo reconhecendo o ponto axiomático de que cada pessoa é única. Mas seja a estrutura familiar, uma propensão ao alcoolismo, uma reputação de trabalho árduo ou muitas outras qualidades, Thomas Sowell reuniu uma vasta obra mostrando que essas características não estão nem perto de ser distribuídas igualmente entre as populações.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Os chineses, por exemplo, ganharam reputação em países de todo o mundo por trabalharem intensamente, muitas vezes em condições particularmente difíceis. (Na verdade, essa é uma das razões pelas quais os sindicatos americanos desprezavam os trabalhadores chineses no século XIX.) Em meados do século XX, a minoria chinesa dominava os principais setores da economia da Malásia, embora fosse oficialmente discriminada pela Constituição do país, e ganhava o dobro da renda média dos malaios. Eles eram donos da grande maioria das usinas de arroz na Tailândia e nas Filipinas. Controlavam mais de 70% do comércio varejista na Tailândia, Indonésia, Camboja, Filipinas e Malásia.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Poderíamos contar uma história semelhante sobre os armênios em várias partes do mundo, bem como sobre judeus e indianos. Os nipo-americanos passaram de uma situação de discriminação tão grave que foram confinados em campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial para atingir, em 1959, a mesma renda dos brancos e, dez anos mais tarde, registrar rendimentos um terço superiores.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O mesmo vale para os alemães, cuja reputação e realizações em artesanato, ciência e tecnologia têm sido evidentes não apenas na Alemanha, mas também entre os alemães nos EUA, no Brasil, na Austrália, na Tchecoslováquia e no Chile. Eles tinham fazendas mais prósperas do que os agricultores irlandeses na Irlanda do século XVIII, do que os agricultores brasileiros no Brasil, os agricultores russos na Rússia e os agricultores chilenos no Chile.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Os judeus têm renda mais alta do que os hispânicos nos EUA; isso, segundo nos dizem solenemente, é resultado de “discriminação”. Ah, é mesmo? Como Sowell aponta, como explicar, então, por que os judeus têm renda mais alta do que os hispânicos nos países hispânicos?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;De acordo com as regras absurdas que regem a sociedade americana, Sowell, sendo ele próprio negro, tem permissão para discutir tais fenômenos, enquanto o resto de nós enfrenta demonização, carreiras destruídas e reputações arruinadas caso nos atrevamos a mencionar quaisquer desses fatos proibidos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Para não ser suspeito de “racismo”, portanto, é preciso agir da forma mais cautelosa possível, pelo menos fingindo acreditar nas seguintes proposições:&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;*as disparidades de renda entre os grupos são explicáveis inteiramente ou em grande parte pela “discriminação”;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;*se um grupo minoritário está “sub-representado” em uma determinada profissão, a causa deve ser o “racismo”;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;*se alunos de minorias são punidos de forma desproporcional na escola, a causa deve ser o “racismo”, mesmo quando os próprios professores envolvidos pertencem ao mesmo grupo minoritário;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;*se as notas das provas — tanto na escola quanto no setor privado — diferem por grupo racial, isso é evidência de que as provas têm viés cultural, mesmo que as questões que apresentam a maior disparidade tenham, por acaso, o menor conteúdo cultural.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Nenhuma dessas afirmações é defensável, nem é preciso dizer, mas todas elas devem ser acreditadas. Os céticos são, evidentemente, “racistas”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Todas as opiniões ou proposições a seguir já foram declaradas “racistas” em algum momento, por alguma fonte:&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;*a ação afirmativa é indesejável;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;*a legislação antidiscriminação constitui uma violação dos direitos de propriedade privada e da liberdade contratual;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;*o caso Brown v. Board of Education baseou-se em um raciocínio falho;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;*a extensão do racismo na sociedade americana é exagerada.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Há muitos fundamentos sobre os quais se poderia defender essas alegações. Mas, como, segundo sites populares de esquerda como o Daily Kos, o ThinkProgress e o Media Matters, é “racista” acreditar em qualquer um deles, não importa quais sejam seus argumentos. Você é um “racista”. Proteste o quanto quiser, mas quanto mais você tenta, mais os comissários o difamam e ridicularizam. Você pode fingir que tem razões logicamente sólidas e moralmente irrepreensíveis para suas opiniões, mas tudo isso não passa de uma cortina de fumaça para o “racismo”, na visão dos comissários. A única maneira de satisfazê-los agora é abandonando suas opiniões (e mesmo assim eles ainda questionarão sua sinceridade), mesmo que você não as defenda com base em argumentos questionáveis.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Assim, acusações de “racismo” quase sempre envolvem uma tentativa de ler mentes – por exemplo, aquela pessoa alega se opor à lei antidiscriminação por algum tipo de princípio, mas sabemos que é porque ela é racista.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Ver libertários, que obviamente deveriam ter mais discernimento, aderindo à onda do controle do pensamento, ou fingindo que toda a questão se resume à liberdade de ser um idiota, é extremamente míope e muito lamentável. O estado usa o argumento do “racismo” como justificativa para ampliar ainda mais seu poder sobre a educação, o emprego, a redistribuição de riqueza e muitas outras áreas. Enquanto isso, silencia os críticos da violência estatal com sua palavra mágica e nunca definida, “racismo” — uma acusação que o crítico tem de passar o resto da vida tentando refutar, apenas para descobrir que os oportunistas raciais não vão retirar a maldição até que ele se humilhe completamente e repudie toda a sua filosofia.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Se ele tentar se defender alegando que tem amigos próximos que pertencem ao grupo que ele é acusado de odiar, será ridicularizado mais do que nunca. Eis Rothbard novamente:&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;blockquote&gt;Também gostaria de enfatizar um ponto: durante toda a minha vida, ouvi os anti-anti-semitas zombarem dos gentios que, ao se defenderem da acusação de anti-semitismo, protestam dizendo que “alguns dos meus melhores amigos são judeus”. Essa frase é sempre alvo de escárnio, como se o ridículo fácil fosse uma refutação do argumento. Mas me parece que o ridículo é habitualmente usado aqui, precisamente porque o argumento é conclusivo. Se alguns dos melhores amigos do Sr. X são de fato judeus, é absurdo e contraditório alegar que ele é antissemita. E isso deveria ser o suficiente.&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;É difícil contestar Rothbard nesse ponto. Se alguém fosse acusado de não gostar de carne moída, mas pudesse ser demonstrado que ele gostava muito de hambúrgueres e goulash, isso praticamente derrubaria a acusação, não é mesmo?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Não conheço ninguém que odeie grupos inteiros, e as pessoas que o fazem constituem uma minoria tão pequena que suas organizações são tanto lunáticas como informantes do FBI. Da mesma forma, não conheço ninguém que defenda o uso da violência oficial contra grupos específicos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;É claro que devemos querer tratar as pessoas com justiça e respeito. Qualquer pessoa decente pensa assim. Mas como e por que a “igualdade” entra em cena, exceto no sentido libertário trivial e óbvio de que todos devemos, igualmente, abster-nos de agredir uns aos outros?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O estado adora nada mais do que declarar guerra às drogas, ao terrorismo, à pobreza ou à “desigualdade”. O estado ama a “igualdade” como princípio organizador, porque ela nunca pode ser alcançada. Ao tentar alcançá-la, o estado adquire cada vez mais poder sobre cada vez mais práticas e instituições. Qualquer um que questione a premissa da igualdade é expulso da sociedade educada. É uma grande farsa, e certamente não é lugar para libertários.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Se é igualdade material que queremos, ela desapareceria no momento seguinte à sua conquista, assim que as pessoas retomassem seus padrões normais de consumo e os bens e serviços oferecidos por algumas pessoas fossem mais valorizados do que aqueles oferecidos por outras. Se for “igualdade de oportunidades”, então teríamos que abolir a família, como tantos esquemas socialistas já contemplaram seriamente, já que as condições no lar desempenham um papel tão importante no sucesso das crianças.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Sim, é claro que nos opomos à desigualdade resultante dos privilégios especiais concedidos pelo estado a certas pessoas e grupos. Mas a verdadeira questão aqui não é a desigualdade em si, e sim a justiça e a propriedade privada.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Até mesmo o velho ditado sobre a igualdade aos olhos de Deus não está totalmente correto. Erik von Kuehnelt-Leddihn, católico tradicional e liberal clássico, observou que Judas, que traiu Cristo, não era de forma alguma o “igual” do discípulo amado, e que as origens da “igualdade” residiam no desejo de Lúcifer de ser igual a Cristo. Ele acrescentou:&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O igualitarismo, nas melhores circunstâncias, torna-se hipocrisia; se for sinceramente aceito e acreditado, sua ameaça é ainda maior. Então, todas as desigualdades reais parecem, sem exceção, injustas, imorais, intoleráveis. Ódio, infelicidade, tensão e um desajuste geral são o resultado. A situação é ainda pior quando se fazem esforços brutais para estabelecer a igualdade por meio de um processo de nivelamento artificial (“engenharia social”), que só pode ser feito pela força, restrições ou terror, e o resultado é uma perda completa da liberdade.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Se queremos ser livres, portanto, devemos evitar o estado, seus métodos e sua linguagem.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-family: verdana;&quot;&gt;[Você quer que o blog - atualizado diariamente há 20 anos - continue? Há custos a cobrir. Considere colaborar com qualquer valor. Pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='https://otambosi.blogspot.com/feeds/8303751706686452132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://otambosi.blogspot.com/2026/06/o-que-exatamente-e-racismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/17163319/posts/default/8303751706686452132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/17163319/posts/default/8303751706686452132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='https://otambosi.blogspot.com/2026/06/o-que-exatamente-e-racismo.html' title='O que exatamente é “racismo”?'/><author><name>Orlando Tambosi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946018475927273129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjeqpWew2ba7qRkUCYcGDCXTun52w6io7CmvA_Cw41fytVUMTqhm5YfykeqmgAQ8ox4rj29tpzlOFJwDOo7ZYKbS5421_AygAwTPE-Njbai-oGuNXrb1m7jCkDB8bOzcoPRYoYc-ig0qh_3_9_qpox3iKjlX55SynvL2bexLiTC32mMPw9p3JNj/s72-c/Black_Lives_Matter_49975206982-1200x800.jpg%20(1).webp" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-4891475890988236195</id><published>2026-06-08T18:28:01.184-03:00</published><updated>2026-06-08T18:28:01.184-03:00</updated><title type='text'>A escolástica espanhola lançou as bases da ciência econômica moderna</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhU8mljF2VjrRCwFfqn5FywCxQA1t3EA_CI1K0_9sPH4FOHs8WjcDAiqy3gsvFp3YU64eHgGreAjvvEnbBEWm-AH9RXrKf9FnzgbZIgumoxjP-skhMprve55GjhHU6xw4M1H8PKobFlwpxIsysvW_F94EKdfre1cPnkFnC46zCHjzRij-vDKdXr/s848/Salamanca-2-848x484.jpg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;484&quot; data-original-width=&quot;848&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhU8mljF2VjrRCwFfqn5FywCxQA1t3EA_CI1K0_9sPH4FOHs8WjcDAiqy3gsvFp3YU64eHgGreAjvvEnbBEWm-AH9RXrKf9FnzgbZIgumoxjP-skhMprve55GjhHU6xw4M1H8PKobFlwpxIsysvW_F94EKdfre1cPnkFnC46zCHjzRij-vDKdXr/s16000/Salamanca-2-848x484.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;La Escuela de Salamanca, en su búsqueda de un orden social justo, tuvo hallazgos esenciales en su estudio de los problemas económicos. &lt;a href=&quot;https://www.nuevarevista.net/escolastica-ciencia-economica/&quot;&gt;Nueva Revista:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;José Luis Cendejas sostiene en &lt;a href=&quot;https://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=7688380&quot;&gt;Ciencia económica y pensamiento económico de la Escuela de Salamanca&lt;/a&gt; que los escolásticos españoles de los siglos XVI y XVII no solo reflexionaron sobre cuestiones económicas, sino que sentaron las bases de una auténtica ciencia económica moderna, adelantándose en varios siglos a teorías que suelen atribuirse a autores posteriores, como Adam Smith y los marginalistas del siglo XIX.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;El texto comienza recordando que la &lt;a href=&quot;https://www.nuevarevista.net/cristianismo-capitalismo/&quot;&gt;importancia económica de la Escuela de Salamanca&lt;/a&gt; permaneció olvidada durante siglos y solo fue redescubierta en el siglo XX gracias a investigadores como Marjorie Grice-Hutchinson, Joseph Schumpeter y Raymond de Roover. Schumpeter llegó a afirmar que los escolásticos del XVI fueron auténticos fundadores de la economía científica y que parte de la economía moderna podría haberse desarrollado directamente a partir de sus ideas, evitando siglos de rodeos intelectuales.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;b&gt;Ciencia económica y justicia&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;El autor dedica una parte importante de su ensayo a establecer qué debe entenderse por «ciencia económica». Frente a la visión tradicional que sitúa el nacimiento de la economía en Adam Smith, Cendejas recuerda que para Schumpeter la ciencia no depende de la existencia de una disciplina autónoma, sino del esfuerzo consciente por analizar racionalmente problemas concretos. Desde esa perspectiva, los escolásticos españoles sí practicaron ciencia económica: estudiaron sistemáticamente cuestiones como los precios, el dinero, el comercio, la propiedad y la usura, intentando descubrir principios racionales y universales que permitieran juzgar qué era justo en la vida económica.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;El núcleo filosófico del pensamiento salmantino era la idea de justicia. La economía no aparecía como una disciplina independiente, sino integrada en la teología moral y el derecho. Los escolásticos analizaban los intercambios económicos porque creían que toda relación humana debía ajustarse a un orden justo. La pregunta central no era cómo maximizar riqueza o crecimiento, sino qué significaba «dar a cada uno lo suyo».&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Cendejas explica que esta preocupación llevó a los escolásticos a desarrollar una sofisticada teoría de la justicia económica basada en tres grandes distinciones: entre derecho y ley positiva, entre justicia doméstica y justicia política, y entre derecho natural y derecho positivo. En este marco, las actividades económicas, sobre todo el comercio y los contratos, se entendían como parte de la justicia conmutativa, es decir, de las relaciones entre individuos que debían respetar la igualdad y la reciprocidad.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;b&gt;Precio justo e inflación&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Pero la gran aportación intelectual de la Escuela de Salamanca, según Cendejas, fue la teoría subjetiva del valor y el análisis del precio justo. Los escolásticos rechazaron la idea de que el valor dependiera exclusivamente de los costes de producción. Defendían que el valor de las cosas provenía de la «común estimación» de los hombres, de la valoración subjetiva que compradores y vendedores hacían de los bienes en el mercado. Según el autor, esta intuición anticipa en tres siglos la revolución marginalista del siglo XIX.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;El precio justo no era, por tanto, un precio fijado arbitrariamente por la autoridad ni derivado mecánicamente de los costes. Era el precio que emergía de un mercado suficientemente competitivo y libre, donde compradores y vendedores actuaban voluntariamente y sin coacción. Los escolásticos comprendieron que la competencia limitaba el abuso de poder económico y que los monopolios distorsionaban la justicia de los intercambios. El mercado aparecía así como un mecanismo capaz de revelar una valoración socialmente aceptada de los bienes.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;La teoría monetaria es otro capítulo fundamental. Cendejas sostiene que los escolásticos españoles desarrollaron una explicación coherente del dinero basada también en la teoría subjetiva del valor. El dinero valía no por decreto político, sino por la estimación común de la sociedad. De ahí surgía una crítica muy severa a la manipulación monetaria de los gobiernos. Juan de Mariana, por ejemplo, denunció que alterar el contenido metálico de la moneda equivalía a una forma de expolio político.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;El texto subraya además que autores como Martín de Azpilcueta formularon tempranamente la teoría cuantitativa del dinero, décadas antes de Jean Bodin y con mayor claridad que Copérnico. Azpilcueta observó que donde abundaba el dinero, los precios tendían a subir; y donde escaseaba, bajaban. Esta reflexión surgió directamente de la experiencia de la inflación provocada por la llegada masiva de plata americana a España y Europa durante los siglos XVI y XVII.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Los escolásticos comprendieron también los mecanismos internacionales de transmisión de la inflación. Detectaron que las zonas más cercanas a los focos de expansión monetaria sufrían primero las subidas de precios y que el fenómeno se extendía después al resto de Europa a través del comercio y de los tipos de cambio. Del mismo modo, analizaron fenómenos financieros avanzados, como la creación de crédito bancario y el papel de las letras de cambio en la expansión monetaria.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;b&gt;La escolástica, a favor de los intereses&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;El problema de la usura ocupa la última gran parte del ensayo. Los escolásticos partían de la tradición medieval que consideraba injusto cobrar intereses por el préstamo de dinero, ya que este, al ser un bien fungible, no podía alquilarse separando propiedad y uso. Cobrar intereses significaba, según la formulación clásica, «vender lo que no existe».&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://www.nuevarevista.net/wp-content/uploads/2026/06/aula-medieval-salamanca-scaled.jpg&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Aula Fray Luis de León de la Universidad de Salamanca. Foto: FMB&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Sin embargo, la realidad económica obligó a introducir matices cada vez más complejos. Los autores salmantinos admitieron excepciones legítimas al cobro de intereses: indemnización por pérdidas sufridas, lucro cesante, riesgos asumidos o retrasos en el pago. Francisco de Vitoria, por ejemplo, aceptó que un prestamista pudiera recibir compensación si renunciaba a un beneficio probable por prestar su dinero. El artículo destaca que estas discusiones anticipaban conceptos modernos como el coste de oportunidad, la preferencia temporal o incluso ciertos elementos de la teoría de la probabilidad.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;El desarrollo comercial y financiero terminó haciendo insostenible la prohibición absoluta de la usura. Las necesidades del crédito, la expansión mercantil y la sofisticación de los contratos fueron obligando a reinterpretar progresivamente la doctrina tradicional. El autor muestra cómo la Iglesia acabó aceptando ciertos intereses vinculados al riesgo, el trabajo o los costes administrativos, especialmente en instituciones como los montes de piedad.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;En sus conclusiones, Cendejas insiste en que la Escuela de Salamanca abordó la economía como parte de una investigación más amplia sobre el orden social justo. Los escolásticos no buscaban construir una disciplina autónoma, pero al intentar responder racionalmente a problemas concretos del comercio, el dinero o los contratos, desarrollaron herramientas analíticas que anticiparon elementos esenciales de la economía moderna. Su gran legado, sostiene el autor, fue haber integrado teoría del valor, teoría monetaria y análisis jurídico-moral dentro de un sistema coherente basado en la idea de justicia natural.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-family: verdana;&quot;&gt;[Você quer que o blog - atualizado diariamente há 20 anos - continue? Há custos a cobrir. Considere colaborar com qualquer valor. Pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='https://otambosi.blogspot.com/feeds/4891475890988236195/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://otambosi.blogspot.com/2026/06/a-escolastica-espanhola-lancou-as-bases.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/17163319/posts/default/4891475890988236195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/17163319/posts/default/4891475890988236195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='https://otambosi.blogspot.com/2026/06/a-escolastica-espanhola-lancou-as-bases.html' title='A escolástica espanhola lançou as bases da ciência econômica moderna'/><author><name>Orlando Tambosi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946018475927273129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhU8mljF2VjrRCwFfqn5FywCxQA1t3EA_CI1K0_9sPH4FOHs8WjcDAiqy3gsvFp3YU64eHgGreAjvvEnbBEWm-AH9RXrKf9FnzgbZIgumoxjP-skhMprve55GjhHU6xw4M1H8PKobFlwpxIsysvW_F94EKdfre1cPnkFnC46zCHjzRij-vDKdXr/s72-c/Salamanca-2-848x484.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-3774734623039390127</id><published>2026-06-08T18:12:31.250-03:00</published><updated>2026-06-08T18:12:31.250-03:00</updated><title type='text'>A nuvem: novo objetivo de guerra</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiApuwR6EhJXCE3WFVuZY0YXgQsyc0Q310rFdmi-TYG8Ow-9zc2TGq4fpBfGv3WT6qDpXKwFO4SQYeRuFbElA0wAj3XLH-ARC-Pjq5l4FBsSS0abJOMf8qm1Cbd4ZpBrttOm5eUsVNHJTj4VZ510fpv3AKzhG_5TtAbUdmz0fHLMZSBdBXuK4Q1/s1500/nube.jpg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;900&quot; data-original-width=&quot;1500&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiApuwR6EhJXCE3WFVuZY0YXgQsyc0Q310rFdmi-TYG8Ow-9zc2TGq4fpBfGv3WT6qDpXKwFO4SQYeRuFbElA0wAj3XLH-ARC-Pjq5l4FBsSS0abJOMf8qm1Cbd4ZpBrttOm5eUsVNHJTj4VZ510fpv3AKzhG_5TtAbUdmz0fHLMZSBdBXuK4Q1/s16000/nube.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;La defensa civil del siglo XXI no consiste solo en proteger carreteras, hospitales, puertos o centrales eléctricas. También requiere garantizar que los servicios digitales esenciales puedan seguir funcionando ante la amenaza posible a infraestructura que los sostienen. Pedro García López para &lt;a href=&quot;https://ethic.es/nube-nuevo-objetivo-guerra&quot;&gt;Ethic:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: trebuchet;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Durante décadas, cuando pensábamos en infraestructuras estratégicas en una &lt;a href=&quot;https://ethic.es/especiales-24/el-mundo-en-guerra&quot;&gt;guerra&lt;/a&gt;, imaginábamos aeropuertos, puertos, centrales eléctricas, refinerías, satélites, redes ferroviarias o cables de telecomunicaciones. Sin embargo, en una sociedad digitalizada hay otra infraestructura que se ha vuelto igual de crítica, aunque sea menos visible: los centros de datos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Los ataques con drones contra tres centros de datos de Amazon Web Services (AWS) ubicados en los Emiratos Árabes Unidos y Baréin, atribuidos a Irán, mostraron que la nube ha entrado en la lógica de la geopolítica. La nube es física. Tiene edificios, cables, energía y jurisdicción. Y, en tiempos de guerra, todo eso puede convertirse en objetivo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;b&gt;Ataque con drones a centros de datos&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Los ataques iraníes contra AWS muestran este cambio de época. Según Reuters, fueron una represalia iraní tras ataques de Estados Unidos e Israel contra Irán.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Los centros de datos en Emiratos Árabes Unidos y Baréin sufrieron daños físicos, problemas de&lt;a href=&quot;https://ethic.es/peso-nube-problema-energetico-normalizar-uso-ia&quot;&gt; energía&lt;/a&gt; y disrupciones de conectividad. Estos afectaron a servicios de computación en la nube (&lt;a href=&quot;https://ethic.es/2024/04/que-es-exactamente-la-nube-luces-y-sombras-de-la-revolucion-de-internet/&quot;&gt;cloud&lt;/a&gt;) usados por bancos, empresas financieras y otros clientes de la zona. «Servicios cloud» se refiere a sistemas y datos alojados en servidores remotos, como los de Amazon Web Services.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Como consecuencia, AWS aconsejó a algunos clientes mover sus cargas de trabajo (aplicaciones, procesos o servicios) a otras regiones/centros de datos que no estuvieran afectados. O, en su defecto, hacer copias de seguridad (respaldar datos) en lugares seguros fuera de la zona.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;El mensaje estratégico es claro: atacar un centro de datos no equivale solo a dañar un edificio tecnológico. Puede significar presionar a una empresa estadounidense y generar un dominó de daños que afecte a economías aliadas, interrumpa servicios civiles y cuestione la confianza en la infraestructura digital.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;b&gt;Centros de datos estratégicos en España&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Los centros de datos son la columna vertebral de nuestra sociedad digitalizada, de la que dependen innumerables servicios online que necesitamos en nuestro día a día. Son infraestructuras sobre las que descansan bancos, hospitales, administraciones públicas, universidades, logística, comercio electrónico, medios de comunicación y servicios esenciales. Así, por ejemplo, en el &lt;a href=&quot;https://ethic.es/gran-apagon-que-cuentan-los-datos&quot;&gt;gran apagón&lt;/a&gt; que vivimos en la península ibérica, la gente echaba más de menos no poder comunicarse o pagar con tarjeta que la luz en sí misma.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;En España, las regiones con más centros de datos son Madrid, Aragón y Barcelona. Si Madrid y Aragón representan el músculo del procesamiento, Cataluña es el sistema circulatorio. Sant Adrià de Besòs alberga la Barcelona Cable Landing Station, (Barcelona CLS) , un puerto digital neutral que sirve de punto de amarre para cables submarinos de fibra óptica de última generación, como el sistema 2Africa (que circunnavega todo el continente africano conectándolo con Europa), o el cable Medusa, un sistema de cable submarino de fibra óptica que conecta Europa con el norte de África y Oriente Medio, abarcando más de 8.700 kilómetros a lo largo de la región del Mediterráneo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Estos cables discurren por el fondo del mar y transportan alrededor del 99% del tráfico intercontinental. La estación de Besòs y las infraestructuras de interconexión asociadas en el área metropolitana de Barcelona no son solo infraestructuras locales: son el cordón umbilical que une a la Unión Europea con el norte de África, Oriente Medio y Asia. Si este nodo se interrumpe, el impacto de conectividad reverbera en todo el continente. Por eso, la sociedad está empezando a plantearse la importancia estratégica de estas infraestructuras y a tomar medidas para protegerlas.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;b&gt;Duplicar para asegurar&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Es importante distinguir claramente entre tolerancia a fallos y seguridad.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;La tolerancia a fallos se resuelve principalmente con redundancia de servicios. Un centro de datos certificado de tipo Tier III o Tier IV (infraestructuras de misión crítica altamente confiable) puede tener redundancia eléctrica, refrigeración duplicada, generadores autónomos y varias rutas posibles en las vías de comunicación. Estas prevenciones lo hacen muy robusto frente a fallos técnicos. Pero no lo convierten automáticamente en una instalación preparada para guerra híbrida, sabotaje coordinado, ataques a la red eléctrica, cortes de fibra o crisis prolongadas de suministro.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Por eso, administraciones y empresas deberían conocer mejor sus dependencias digitales. ¿Dónde están sus datos? ¿En qué nube o región cloud? ¿Qué servicios son críticos? ¿Existen copias fuera de línea? ¿Se ha probado la recuperación? ¿Puede operar una administración si fallan durante horas su proveedor_ cloud_ o centro de proceso de datos, su sistema de identidad o su red corporativa?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;b&gt;Protección en España&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;España dispone de un marco legal de protección de infraestructuras críticas. La Ley 8/2011 y el Real Decreto 704/2011  regulan la protección de aquellas infraestructuras cuya interrupción tendría un impacto grave sobre servicios esenciales. El sistema está coordinado por el Centro Nacional de Protección de Infraestructuras Críticas, dependiente del Ministerio del Interior. La lista concreta de operadores e instalaciones críticas no es pública, precisamente por razones de seguridad.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Esto significa que no podemos afirmar alegremente que un determinado centro de datos esté protegido por defensa, policía o medidas especiales. Algunos podrían estar incluidos en planes de protección si soportan servicios esenciales; otros no. Además, proteger una infraestructura crítica no significa necesariamente poner soldados en la puerta. Puede implicar planes de seguridad, coordinación con autoridades, análisis de riesgos, protocolos de respuesta, ciberseguridad, control de accesos, redundancia y controles periódicos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;La defensa civil del siglo XXI no consiste solo en proteger carreteras, hospitales, puertos o centrales eléctricas. También requiere garantizar que los servicios digitales esenciales puedan seguir funcionando ante la amenaza posible a infraestructura que los sostienen. La nube también es un objetivo de guerra.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://theconversation.com/profiles/pedro-garcia-lopez-2690202&quot;&gt;Pedro García López&lt;/a&gt; es catedrático de Universidad, investigador principal del Grupo CloudLab. Experto en Computación en la nube., &lt;a href=&quot;https://theconversation.com/institutions/universitat-rovira-i-virgili-2571&quot;&gt;Universitat Rovira i Virgili.&lt;/a&gt; Este artículo fue publicado originalmente en &lt;a href=&quot;https://theconversation.com/&quot;&gt;The Conversation&lt;/a&gt;. Lea el &lt;a href=&quot;https://theconversation.com/la-nube-nuevo-objetivo-de-guerra-283535&quot;&gt;original&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-family: verdana;&quot;&gt;[Você quer que o blog - atualizado diariamente há 20 anos - continue? Há custos a cobrir. Considere colaborar com qualquer valor. Pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='https://otambosi.blogspot.com/feeds/3774734623039390127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://otambosi.blogspot.com/2026/06/a-nuvem-novo-objetivo-de-guerra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/17163319/posts/default/3774734623039390127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/17163319/posts/default/3774734623039390127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='https://otambosi.blogspot.com/2026/06/a-nuvem-novo-objetivo-de-guerra.html' title='A nuvem: novo objetivo de guerra'/><author><name>Orlando Tambosi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946018475927273129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiApuwR6EhJXCE3WFVuZY0YXgQsyc0Q310rFdmi-TYG8Ow-9zc2TGq4fpBfGv3WT6qDpXKwFO4SQYeRuFbElA0wAj3XLH-ARC-Pjq5l4FBsSS0abJOMf8qm1Cbd4ZpBrttOm5eUsVNHJTj4VZ510fpv3AKzhG_5TtAbUdmz0fHLMZSBdBXuK4Q1/s72-c/nube.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-3623885122292181115</id><published>2026-06-08T15:15:41.034-03:00</published><updated>2026-06-08T15:15:41.034-03:00</updated><title type='text'>O terrorismo que não pode ter nome</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVNBpriJHAH2Bgj0gh4FFPItRc6fCyq5aOR6EfbfHWRgpFlaN1__TlhlLPhphbJbd_kNDPcEdewC9BF69EzkU1EGDqlxp1w_x-Hywfns7g6znc4ipgKzni6YrWTv6oFMx8JiH-2iPn3pKRyf9p3DJ6rf9vhDJkm1A_EWHBTwWW88Xo4vQ0vsTg/s310/download.jpeg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;162&quot; data-original-width=&quot;310&quot; height=&quot;334&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVNBpriJHAH2Bgj0gh4FFPItRc6fCyq5aOR6EfbfHWRgpFlaN1__TlhlLPhphbJbd_kNDPcEdewC9BF69EzkU1EGDqlxp1w_x-Hywfns7g6znc4ipgKzni6YrWTv6oFMx8JiH-2iPn3pKRyf9p3DJ6rf9vhDJkm1A_EWHBTwWW88Xo4vQ0vsTg/w640-h334/download.jpeg&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Barrios paralelos, comunidades que conviven sin integrarse, banderas palestinas por doquier, generaciones de jóvenes que crecen cada vez más alejadas de la nación que las acoge y un sector de los medios de comunicación que abandona gradualmente su función para convertirse en una caja de resonancia ideológica. Alessandro Nardone para &lt;a href=&quot;https://disidentia.com/modena-y-el-gran-tabu-el-terrorismo-que-no-puede-ser-nombrado/&quot;&gt;Disidentia:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Módena, 16 de mayo de 2026. Salim El Koudri, de 31 años, condujo su Citroën C3 a toda velocidad por la acera de la Via Emilia Centro, arrollando a personas que simplemente pasaban una tarde de sábado cualquiera en el corazón de una ciudad italiana; ocho personas resultaron heridas, cuatro de ellas de gravedad, algunas con amputaciones, pero la cosa no quedó ahí, ya que tras el impacto salió del coche y apuñaló a quienes intentaban detenerlo. Él mismo se lo admitió a su abogado con palabras que dejan muy poco margen para la interpretación: «Salí de casa para morir, solo tenía que acelerar» y que «quería atropellar al mayor número de personas posible».&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Llámalo como quieras, pero las palabras siguen significando algo, y tergiversarlas para adaptarlas a la conveniencia del momento no cambia la realidad: esto es un intento de asesinato en masa, esto es un acto de terrorismo contra civiles indefensos en el centro de una ciudad italiana.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Y, sin embargo —y aquí es donde la cuestión deja de limitarse a Módena—, en los medios de comunicación convencionales lo primero que leemos no es la sangre en el asfalto, ni la historia de una comunidad conmocionada, ni un intento de comprender qué pudo llevar a un hombre a convertir un coche en un arma y una calle en un objetivo, sino más bien el currículum del agresor: «Licenciado en Economía, sin antecedentes penales, antiguo paciente psiquiátrico tratado hasta 2024 en el Centro de Salud Mental de Castelfranco Emilia».&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;¿Sus orígenes? Omitidos, difuminados, relegados al final del artículo, aunque no hace falta ser Sherlock Holmes para deducirlos a partir del nombre, siguiendo un guion que conocemos desde hace años y que ahora se repite casi mecánicamente cada vez que se habla de hurtos, robos, agresiones sexuales o asesinatos cometidos por extranjeros: el «detalle» desaparece, se considera irrelevante, casi impropio de mencionar porque —como nos recuerdan constantemente los guardianes de la corrección política— decirlo en voz alta «alimentaría el odio y el racismo».&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Ahora detengámonos un momento y pensemos en el cortocircuito cultural que hemos creado: hemos llegado a un punto en el que contar toda la historia se percibe como más peligroso que la historia en sí misma, como si en pleno apogeo de Tangentopoli (el enorme escándalo de corrupción italiano que implicaba la financiación ilegal de políticos y partidos políticos, que barrió con la vieja clase política y abrió el camino a la «Segunda República» de Silvio Berlusconi) los periódicos hubieran decidido que no podían mencionar que los ladrones eran políticos porque hacerlo podría fomentar los votos de protesta o debilitar la confianza en las instituciones.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Es una lógica autodestructiva, la misma que durante años ha dominado cada vez más a parte de los medios de comunicación europeos y lo que queda del debate público en el Reino Unido, según la cual el origen de los delincuentes de repente deja de ser relevante, no porque carezca de significado, sino porque mencionarlo podría perturbar el dogma multicultural. Absurdo. Y, sobre todo, inútil. Porque la realidad sigue existiendo, decidamos describirla con honestidad o no.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Los datos oficiales del &lt;a href=&quot;https://www.interno.gov.it/it/stampa-e-comunicazione/dati-e-statistiche&quot;&gt;Ministerio del Interior&lt;/a&gt; italiano y de &lt;a href=&quot;https://www.ilsole24ore.com/art/furti-scippi-e-rapine-oltre-sei-arrestati-10-sono-stranieri-AHVXA3QD&quot;&gt;Il Sole 24 Ore&lt;/a&gt; correspondientes a 2024 dibujan un panorama que, aunque pueda ser objeto de controversia política, no puede descartarse simplemente como una cuestión de semántica: los extranjeros representan aproximadamente el 9 % de la población residente, pero constituyen el 34,7 % de todos los delincuentes denunciados o detenidos; en los delitos contra la propiedad, las cifras aumentan aún más, superando el 60 % en los casos de atracos en la calle, robos de bolsos y hurtos, oscilando entre el 47 % y el 50 % en el conjunto de los robos, entre el 43 % y el 44 % en los casos de violencia sexual, y el 39 % en el tráfico de drogas. Los inmigrantes ilegales, que representan menos del 1 % de la población, son responsables de aproximadamente el 28 % de todos los delitos, mientras que los extranjeros ocupan casi un tercio de la capacidad carcelaria, con una sobrerrepresentación aún mayor en los delitos contra la propiedad y contra las personas.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;No se trata de cifras inventadas por supuestos «racistas», ni de eslóganes de campaña, ni de impresiones: son datos del Ministerio del Interior, del Departamento de Administración Penitenciaria y del ISTAT (Instituto Nacional de Estadística).&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Y lo más importante: no se trata de una anomalía italiana; el patrón, con diferente intensidad pero con una dinámica reconocible, se repite en toda Europa. Y es aquí donde la cuestión deja de referirse únicamente a Módena para ampliarse a algo más amplio. Porque esto no es una excepción.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Es el resultado de una estrategia cultural que durante años ha tendido a ocultar el patrón, a medicalizarlo todo, a minimizar el papel de los factores culturales y religiosos, y a convertir cualquier intento de analizar el panorama general en una ofensa moral.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Y este proceso no surgió de la nada. Tras el 11 de septiembre de 2001, mientras Occidente entraba en la fase más delicada de su relación con el mundo islámico, círculos cercanos a los Hermanos Musulmanes y apoyados por Catar invirtieron enormes recursos en la creación de redes de influencia cultural, académica, mediática y social en toda Europa.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Catar —el principal patrocinador financiero de los Hermanos Musulmanes— financió, a través de Qatar Charity, una poderosa ONG controlada por el Estado, más de 140 proyectos, entre los que se incluyen mezquitas, centros islámicos, escuelas coránicas y centros culturales en toda Europa, por un valor estimado de entre 71 y 123 millones de euros.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Según las conclusiones publicadas en &lt;a href=&quot;https://www.amazon.com/Qatar-Papers-finances-Brotherhood-Europe-ebook/dp/B086DSMKFY?dplnkId=ebb370a9-53e7-4554-8df3-de80d47f767f&quot;&gt;Qatar Papers&lt;/a&gt; (2019) por los periodistas franceses Christian Chesnot y Georges Malbrunot, basadas en miles de documentos internos de la propia Qatar Charity, aproximadamente el 90 % de esos fondos habrían ido a parar a redes y organizaciones vinculadas directa o indirectamente a la Hermandad Musulmana.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Italia —según se informa, el país en el que se invirtió la mayor parte de los fondos— recibió decenas de millones de euros: 45 proyectos por un total aproximado de 22 millones de euros solo en 2014, en los que participaron Módena, Bérgamo, Roma, Sicilia, Milán, Brescia y muchas otras ciudades. Según se informa, una parte significativa de estos flujos pasó por la UCOII,  (Unión de Comunidades y Organizaciones Islámicas de Italia) considerada históricamente una correa de transmisión del pensamiento inspirado en la Hermandad en Italia, mientras que &lt;a href=&quot;https://www.washingtoninstitute.org/policy-analysis/western-media-misguided-narrative-about-al-jazeera&quot;&gt;Al Jazeera&lt;/a&gt; reforzó su papel como amplificador global y los think tanks, las fundaciones, las cátedras universitarias y los acuerdos de educación e investigación contribuyeron a dar forma a una narrativa precisa: Occidente es el problema, la islamofobia es el verdadero peligro, e incluso las estadísticas se vuelven sospechosas si describen realidades incómodas.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;En este contexto, no es de extrañar que el llamado escándalo «Qatargate», relacionado con una supuesta influencia financiera sobre ciertos diputados socialistas del Parlamento Europeo, desapareciera de los titulares en cuestión de días.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;El resultado es visible en todas partes: barrios paralelos, comunidades que conviven sin integrarse, banderas palestinas por doquier, generaciones de jóvenes que crecen cada vez más alejadas de la nación que las acoge y un sector de los medios de comunicación que abandona gradualmente su función para convertirse en una caja de resonancia ideológica.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Donald Trump ha sido probablemente el líder político más tergiversado de la era moderna, en parte porque se atrevió a calificar a este aparato de «medios de noticias falsas» y comenzó a desafiar su monopolio cultural, mientras que Elon Musk, al adquirir Twitter y transformarlo en X, abrió una brecha en un sistema que durante años se arrogó la autoridad de decidir de antemano lo que la gente podía pensar, decir y publicar. Su esfuerzo es importante no porque resuelva el problema, sino porque demuestra que el monopolio sobre la narrativa puede ser cuestionado.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Lo que se necesita ahora es una toma de conciencia más amplia. Lo que se necesita es que más emprendedores, más editores y más agentes económicos inviertan en medios de comunicación independientes capaces de romper el monopolio de la desinformación de los medios dominantes y devolver a los italianos y a los europeos el derecho a enfrentarse a la realidad sin filtros.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Porque a estas alturas ya conocemos demasiado bien el guion, y no me sorprendería que en unos días alguien intentara explicar que el verdadero problema no era el agresor, sino quienes hacían preguntas; que la culpa recae en las víctimas «que no se apartaron del camino», en un sistema «que no lo trató lo suficiente» o en una «sociedad racista».&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Cualquier cosa —absolutamente cualquier cosa— menos reconocer el punto central. El Koudri llevó a cabo un acto de terrorismo contra nuestro pueblo en una ciudad italiana. Y, una vez más, parte de los medios de comunicación y del establishment cultural dieron la impresión de movilizarse no para protegernos de la amenaza, sino para protegernos de la realidad.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Ya basta. Los italianos lo han entendido. La civilización occidental se está desmantelando no solo a través de las fronteras abiertas, sino también mediante la negativa gradual a llamar a las cosas por su nombre y a través de la distorsión diaria de aquellos cuyo trabajo debería ser informar.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;El caso de Módena no es un episodio aislado. Es un símbolo. Y hasta que no encontremos el valor para decirlo en voz alta —con datos y sin miedo—, seguiremos persiguiendo las consecuencias sin atrevernos a afrontar las causas.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;Alessandro Nardone, consultor de comunicación estratégica, experto en marketing digital y branding político, escritor y conferenciante italiano.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-family: verdana;&quot;&gt;[Você quer que o blog - atualizado diariamente há 20 anos - continue? 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Pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='https://otambosi.blogspot.com/feeds/3623885122292181115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://otambosi.blogspot.com/2026/06/o-terrorismo-que-nao-pode-ter-nome.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/17163319/posts/default/3623885122292181115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/17163319/posts/default/3623885122292181115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='https://otambosi.blogspot.com/2026/06/o-terrorismo-que-nao-pode-ter-nome.html' title='O terrorismo que não pode ter nome'/><author><name>Orlando Tambosi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946018475927273129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVNBpriJHAH2Bgj0gh4FFPItRc6fCyq5aOR6EfbfHWRgpFlaN1__TlhlLPhphbJbd_kNDPcEdewC9BF69EzkU1EGDqlxp1w_x-Hywfns7g6znc4ipgKzni6YrWTv6oFMx8JiH-2iPn3pKRyf9p3DJ6rf9vhDJkm1A_EWHBTwWW88Xo4vQ0vsTg/s72-w640-h334-c/download.jpeg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-4628536532253884065</id><published>2026-06-08T15:05:00.000-03:00</published><updated>2026-06-08T15:05:14.654-03:00</updated><title type='text'>A constante estoica</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiQyYNV8poJJlLSyLwVAXS89qi2KvavbXLcU6qXknowSQ3xu_efTUggu93CORyPi-sj2FFVZrM87Y0ef80kMLZm9VibGoey95nR4dtIEzty01sm0IEPGrnWd16wEb4vPweJXG36XtUPTZsMBAtUFHDQ4EcbVrGNXHO9wZubCC0G-Fma4wBVFQV1/s1024/17807789596a2487cf8c491_1780778959_3x2_lg.jpg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;683&quot; data-original-width=&quot;1024&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiQyYNV8poJJlLSyLwVAXS89qi2KvavbXLcU6qXknowSQ3xu_efTUggu93CORyPi-sj2FFVZrM87Y0ef80kMLZm9VibGoey95nR4dtIEzty01sm0IEPGrnWd16wEb4vPweJXG36XtUPTZsMBAtUFHDQ4EcbVrGNXHO9wZubCC0G-Fma4wBVFQV1/s16000/17807789596a2487cf8c491_1780778959_3x2_lg.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O estoicismo fala com todos nós, em qualquer tempo. Luiz Felipe Pondé para a &lt;a href=&quot;https://www1.folha.uol.com.br/colunas/luizfelipeponde/2026/06/a-constante-estoica.shtml&quot;&gt;FSP:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Quando escolas filosóficas entram na moda, temos como consequência dois fenômenos. O primeiro, negativo, é o uso abusivo de ideias tiradas de contexto e utilizadas como algum tipo de ferramenta motivacional. Penso que a categoria de conteúdo motivacional é uma das misérias do pensamento em nosso tempo. Viciante, move toda uma economia de ideias empobrecidas a serviço da ignorância e da mentira sistemática.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O segundo, positivo, é a possibilidade de que a escola filosófica que &quot;entra na moda&quot; possa despertar em almas mais consistentes o interesse pela filosofia que está em questão. A escola filosófica à qual me refiro neste artigo é o &lt;a href=&quot;https://www1.folha.uol.com.br/colunas/luizfelipeponde/2019/07/a-tentacao-estoica.shtml&quot;&gt;estoicismo&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O filósofo espanhol, autor do grande dicionário de filosofia que carrega seu sobrenome, José Ferrater Mora, afirma no verbete &quot;Estoico&quot; que o estoicismo se caracteriza por ser uma &quot;constante estoica&quot;. Esse fato pode ser responsável, em grande parte, pelo seu sucesso entre o senso comum e, mesmo, no uso empobrecido, quando essa constante se despedaça no discurso motivacional.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&quot;Constante estoica&quot; significa que o estoicismo fala com todos nós, independente da época em que vivemos, principalmente, se levarmos em conta o fato que os verdadeiros estoicos viveram na &lt;a href=&quot;https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/grecia/&quot;&gt;Grécia&lt;/a&gt; e em &lt;a href=&quot;https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/roma/&quot;&gt;Roma&lt;/a&gt; entre os séculos 4º a.C., com seu fundador Zenão de Cítio, em &lt;a href=&quot;https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/atenas/&quot;&gt;Atenas&lt;/a&gt;, e seguiu até o século 2º d.C. em Roma, com o imperador filósofo Marco Aurélio.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;No total, cerca de 600 anos se passaram até que seu último grande representante, Marco Aurélio, viesse a morrer em 180 d.C. Por isso, trata-se de uma escola filosófica cujas fontes são fragmentadas, muitas vezes contraditórias.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O maior acesso que temos a essas fontes são dos três grandes estoicos em Roma, Sêneca, senador romano, Epicteto, escravo liberto grego, mas que viveu parte da sua vida em Roma, e o imperador filósofo Marco Aurélio. Esses poucos dados servem para nos dar alguns parâmetros da complexidade da constituição temporal da escola estoica.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O primeiro problema com relação à banalização do estoicismo é porque se trata de uma filosofia muito distante do discurso de sucesso e controle da vida que marca a nossa época. Muito pelo contrário, um estoico porá em dúvida a validade de pensar a vida como um projeto de controle sobre as coisas e os eventos a nossa volta.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Por outro lado, sem que isso justifique a banalização que toda moda de pensamento carrega consigo, a ideia de que podemos, sem apelos a tradições religiosas práticas, aprender racionalmente a viver com menos sofrimento, pode parecer que se trata de uma espécie de &quot;autoanálise cognitiva&quot; a serviço de uma vida melhor.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O que a faz uma constante também é sua proposta de que podemos, por nós mesmos, nos tornarmos mais sábios, ainda que aprendendo com a tradição filosófica que lhe era anterior. De novo, nada mais distante da ideia contemporânea de que a tradição de nada serve a não ser como afetação vintage. Vejamos alguns dos temas que marcam, por exemplo, o universo de angústias estoicas —que são constantes entre nós humanos— na abordagem do imperador filósofo Marco Aurélio.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Misantropia, ou seja, uma desconfiança profunda com relação aos homens e suas ações no mundo, o medo da morte, o sentimento do vazio da existência, a monotonia, a covardia repentina que nos acomete diante da vida e, acima de tudo, a consciência da efemeridade do tempo —a fuga do tempo— e da impotência humana. Assim, o especialista Pierre-Maxime Schuhl resume as preocupações estoicas centrais. Pergunto: como encarar temas como esses banalizando-os, vestindo-os com a capa da simplificação a favor do sucesso no fim do dia?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Por outro lado, estoicos como Epicteto, seguido por Marco Aurélio, estabelecerão três estratégias ou modos de ação diante dos problemas da vida, conhecidas como &quot;topoi&quot;. Em oposição a eles, identificarão vícios simétricos, já que esses &quot;topoi&quot; serão entendidos como virtudes, por sua vez.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Entender que tudo tem uma causa que é fruto da natureza e que escapa ao nosso controle e que, portanto, não devemos atribuir uma intenção contra ou a favor de nós. O vicio oposto, por sua vez, é o &quot;vazio de inteligência&quot;, ou seja, a incapacidade de compreender nossa impotência diante da natureza ou do cosmos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Sempre levarmos em conta aqueles que vivem conosco, portanto, ter um senso de comunidade ativo. O vício oposto é se apartar do vínculo com as pessoas com quem vivemos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Estar atento a nossa alma, intelecto e corpo, e não fazer deles veículos de desordem. O vício oposto é contaminar, com as agitações da nossa alma e do nosso corpo, o mundo a nossa volta.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-family: verdana;&quot;&gt;[Você quer que o blog - atualizado diariamente há 20 anos - continue? Há custos a cobrir. 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Pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='https://otambosi.blogspot.com/feeds/4628536532253884065/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://otambosi.blogspot.com/2026/06/a-constante-estoica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/17163319/posts/default/4628536532253884065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/17163319/posts/default/4628536532253884065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='https://otambosi.blogspot.com/2026/06/a-constante-estoica.html' title='A constante estoica'/><author><name>Orlando Tambosi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946018475927273129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiQyYNV8poJJlLSyLwVAXS89qi2KvavbXLcU6qXknowSQ3xu_efTUggu93CORyPi-sj2FFVZrM87Y0ef80kMLZm9VibGoey95nR4dtIEzty01sm0IEPGrnWd16wEb4vPweJXG36XtUPTZsMBAtUFHDQ4EcbVrGNXHO9wZubCC0G-Fma4wBVFQV1/s72-c/17807789596a2487cf8c491_1780778959_3x2_lg.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-1366292314233233710</id><published>2026-06-08T15:00:40.797-03:00</published><updated>2026-06-08T15:00:40.797-03:00</updated><title type='text'>O caso Henry Borel e a Senhora dos Absurdos</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgmPQJUxHMShifRVK7m-rXfYh2Ls4FQi3M6H7wlnTH9V49c8oT8YZY50DKZowlq63u-8fom4vgLjhNF80bg9IAAlSvlAgWt9oQAu5NtsGBTCK51IXxluNzlqvJv-1uaCGRGNV7CDo5sHfqyAl4cvRGs_exgnbJnPNDwRJdd6FU4SCnutSb6z4xk/s680/WhatsApp-Image-2026-06-05-at-10.14.50.jpeg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;454&quot; data-original-width=&quot;680&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgmPQJUxHMShifRVK7m-rXfYh2Ls4FQi3M6H7wlnTH9V49c8oT8YZY50DKZowlq63u-8fom4vgLjhNF80bg9IAAlSvlAgWt9oQAu5NtsGBTCK51IXxluNzlqvJv-1uaCGRGNV7CDo5sHfqyAl4cvRGs_exgnbJnPNDwRJdd6FU4SCnutSb6z4xk/s16000/WhatsApp-Image-2026-06-05-at-10.14.50.jpeg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;A mãe sabia do que acontecia. A mãe orientou a babá a apagar mensagens. A mãe fez selfie na delegacia. A mãe foi ao salão antes do enterro.&amp;nbsp;Alícia Bezerra de Lima para o &lt;a href=&quot;https://claudiodantas.com.br/o-caso-henry-borel-e-a-senhora-dos-absurdos/&quot;&gt;portal Claudio Dantas:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Existia uma personagem de humor chamada “Senhora dos Absurdos”. Ela dizia as coisas mais politicamente incorretas possíveis, e as pessoas riam. Riam justamente porque sabiam que aquilo era absurdo. Outras porque reconheciam, por trás do exagero, opiniões e comportamentos que existiam de verdade. Algumas até se identificavam. Eu gostava. O humor tem essa capacidade de expor certas contradições. A graça estava justamente no fato de sabermos que aquilo não deveria ser levado a sério. Mas falando em absurdo… O dia nem tinha começado direito e a primeira coisa que li foi: “Caso Henry Borel: Jairo é condenado a 43 anos. Mãe recebe perdão judicial.”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Não caí porque ainda estava deitada. “Absurdo!”, pensei. Mas fui procurar saber qual motivo do perdão, o julgamento durou 10 dias, alguma novidade poderia ter surgido… eis que logo entendo as razões. Após a leitura da sentença, a juíza Elizabeth Machado Louro afirmou que se tratou de uma atitude “claramente discriminatória de gênero, influenciada pela cultura patriarcal” e que, se “fosse um pai e não a mãe na mesma situação, nem sequer teria sido ele processado”, pois o “papel culturalmente reservado à mulher nos moldes patriarcais não só dela exige ser mãe, mas muito além, a mãe perfeita. Mãe suficiente não basta”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A magistrada também avaliou que houve “reação desproporcional e desmesurada da sociedade em geral em face da conduta” de Monique. Absurdo! O art. 121, §5º do Código Penal dispõe: Na hipótese de homicídio culposo, o juiz poderá deixar de aplicar a pena, se as consequências da infração atingirem o próprio agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária. (Incluído pela Lei nº 6.416, de 24.5.1977). O instituto do perdão judicial existe. Todo estudante de Direito aprende isso logo nas primeiras aulas de Direito Penal. Não é novidade. Mas ele foi pensado para situações muito específicas.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Aquelas tragédias em que a própria consequência do fato já representa um sofrimento devastador para quem o praticou. O pai que, por imprudência, provoca a morte do próprio filho. O acidente que destrói a vida de quem o causou. Casos assim. No caso Henry Borel, desde que a história veio a público, nunca sequer se cogitou a aplicação de perdão judicial. Não cabia. Falava-se em omissão. Em participação. Em encobrimento. Não por acaso, a tragédia provocou tamanha comoção social que resultou até na criação da Lei Henry Borel (Lei nº 14.344/2022), voltada ao fortalecimento dos mecanismos de proteção de crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O nome de Henry tornou-se símbolo da necessidade de evitar que tragédias semelhantes se repetissem. A mãe sabia do que acontecia. A mãe orientou a babá a apagar mensagens. A mãe fez selfie na delegacia. A mãe foi ao salão antes do enterro. Por essas e outras a manchete me causou espanto. Não porque o instituto exista. Mas porque há uma distância enorme entre a razão pela qual ele foi concebido e a forma como acabou sendo aplicado neste caso. A justificativa construída ao redor da decisão. Porque uma coisa é estudar institutos jurídicos, discutir seus limites e defender sua aplicação quando cabível. Outra é transformar em vítima quem a sociedade inteira aprendeu a enxergar como participante de uma das histórias mais chocantes dos últimos anos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O caso se tornou público. Não dá para sustentar que a mãe de Henry teria sido alvo de uma espécie de perseguição patriarcal. É verdade que decisões judiciais não existem para satisfazer a indignação popular, mas para aplicar a lei. Nessa perspectiva, o perdão judicial não equivale a uma absolvição, mas ao reconhecimento de que determinadas consequências já suportadas pelo condenado tornam desnecessária a imposição da pena.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Ainda assim, parece difícil sustentar que o justo repúdio social dirigido a alguém que colaborou para o assassinato do próprio filho possa ser equiparado a uma forma de perseguição injusta ou que a reprovação pública, por si só, seja fundamento suficiente para dispensar a punição. O problema não está em a decisão contrariar a opinião pública. O Direito frequentemente o faz. O problema está na narrativa construída para justificá-la. Quando conceitos como patriarcado e discriminação de gênero são invocados em situações nas quais sua relação com os fatos é duvidosa, o resultado não é o fortalecimento do debate feminista, mas sua banalização.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Em vez de chamar atenção para casos reais de violência e desigualdade contra mulheres, esse tipo de argumento acaba produzindo descrédito e ridicularização. E é assim que os absurdos vão sendo normalizados. Primeiro causam estranheza. Depois encontram uma justificativa sofisticada. Em seguida, passam a ser tratados como algo perfeitamente razoável. Até que chegamos a essas bizarrices. A “Senhora dos Absurdos” ao menos tem a honestidade de avisar que está fazendo humor. O problema começa quando os absurdos deixam de ser piada.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-family: verdana;&quot;&gt;[Você quer que o blog - atualizado diariamente há 20 anos - continue? Há custos a cobrir. Considere colaborar com qualquer valor. Pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='https://otambosi.blogspot.com/feeds/1366292314233233710/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://otambosi.blogspot.com/2026/06/o-caso-henry-borel-e-senhora-dos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/17163319/posts/default/1366292314233233710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/17163319/posts/default/1366292314233233710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='https://otambosi.blogspot.com/2026/06/o-caso-henry-borel-e-senhora-dos.html' title='O caso Henry Borel e a Senhora dos Absurdos'/><author><name>Orlando Tambosi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946018475927273129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgmPQJUxHMShifRVK7m-rXfYh2Ls4FQi3M6H7wlnTH9V49c8oT8YZY50DKZowlq63u-8fom4vgLjhNF80bg9IAAlSvlAgWt9oQAu5NtsGBTCK51IXxluNzlqvJv-1uaCGRGNV7CDo5sHfqyAl4cvRGs_exgnbJnPNDwRJdd6FU4SCnutSb6z4xk/s72-c/WhatsApp-Image-2026-06-05-at-10.14.50.jpeg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-1377554644009610029</id><published>2026-06-08T14:50:11.215-03:00</published><updated>2026-06-08T14:50:11.215-03:00</updated><title type='text'>É a segurança, estúpido!</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh145GwyOowYj_lxjFg6ruuY0nnQJZmMQaIZoBUM1ls960i7k_QlIiyqkSobdyVd5daBPs5fNQdDsuDRCoFG0XRj0DV4gGOQLEYYb7MXj57krweNOQz0oTRKgwxYRaWaKvdgn66aXreddKXDI0dK2x1XcJ0Oww5f_TU0Psg4NoiKnBhpyYBNaam/s3200/operacao-contencao-comando-vermelho-seguranca-eleicao.jpg.webp&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1802&quot; data-original-width=&quot;3200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh145GwyOowYj_lxjFg6ruuY0nnQJZmMQaIZoBUM1ls960i7k_QlIiyqkSobdyVd5daBPs5fNQdDsuDRCoFG0XRj0DV4gGOQLEYYb7MXj57krweNOQz0oTRKgwxYRaWaKvdgn66aXreddKXDI0dK2x1XcJ0Oww5f_TU0Psg4NoiKnBhpyYBNaam/s16000/operacao-contencao-comando-vermelho-seguranca-eleicao.jpg.webp&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Quando um candidato se decidir a colocar a segurança no topo da lista, e prometer (e depois concretizar) linha-dura, como no resto do mundo, ganhará a eleição com facilidade. Adriano Gianturco para a &lt;a href=&quot;https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/adriano-gianturco/seguranca-publica-prioridade-eleicao/&quot;&gt;Gazeta do Povo:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O que será que as pessoas desejam no continente mais violento do mundo?!&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;No Peru, acabamos de ter o segundo turno das eleições presidenciais, disputado entre a direitista Keiko Fujimori (filha do homônimo ex-ditador) e o esquerdista Roberto Sánchez. Fujimori é a favorita, a apuração ainda está em curso, mas de qualquer forma o fator que mais a impulsiona é exatamente a promessa de combater com punho duro o crime. Na Colômbia, a mesma coisa está prestes a acontecer.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;No ano passado, no Chile, José Antonio Kast ganhou as eleições, entre outras coisas, por sua plataforma para a &lt;a href=&quot;https://www.gazetadopovo.com.br/tudo-sobre/seguranca-publica/&quot;&gt;segurança pública&lt;/a&gt; – que apesar de ser relativamente boa no Chile em comparação com os vizinhos, estava piorando. Na Bolívia e no Paraguai, Rodrigo Paz e Santiago Peña, respectivamente, também foram eleitos em parte por isso.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Destaque para o Equador, um país que piorou muito nos últimos anos, virou centro do narcotráfico mundial – graças à máfia albanesa, que escoa cocaína para os portos europeus – e com &lt;a href=&quot;https://www.gazetadopovo.com.br/tudo-sobre/criminalidade/&quot;&gt;criminalidade &lt;/a&gt;e &lt;a href=&quot;https://www.gazetadopovo.com.br/tudo-sobre/violencia/&quot;&gt;violência &lt;/a&gt;crescentes. Houve tentativa de golpe de Estado, e a população vive como refém, assustada. Não por acaso Daniel Noboa ganhou recentemente as eleições com a promessa de acabar com tudo isso, com o apoio de Donald Trump.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O emblema de toda essa situação é, claro, a linha-dura de Nayib Bukele em El Salvador, com 96% de aprovação popular.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Até na Argentina, onde Javier Milei foi eleito principalmente para reverter o caos econômico, a segurança também preocupa. Milei usa a “mão dura”, e já reduziu os homicídios em 11,5%, chegando à menor taxa dos últimos 25 anos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A contraprova disso é o Uruguai, a “Suíça da América do Sul”: um país tão seguro que essa agenda não cola muito por lá.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;É o movimento pendular latino de séculos. Há autoritarismo, vêm os marxistas prometendo direitos sociais, direitos humanos e igualdade, e em vez disso entregam mais pobreza, mais autoritarismo e mais criminalidade; então, volta a direita militarista com a linha dura. Um vaivém. A segurança é o calcanhar de Aquiles do marxismo, e no Brasil não é diferente.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Até 2018 pouco se falava de segurança no debate público brasileiro; os debates presidenciáveis nem mencionavam o assunto. O problema parecia não existir, como se estivéssemos na Suíça. Foi &lt;a href=&quot;https://www.gazetadopovo.com.br/tudo-sobre/jair-bolsonaro/&quot;&gt;Jair Bolsonaro&lt;/a&gt; quem deu visibilidade ao tema, e isso o ajudou a vencer.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A criminalidade chegou ao topo da discussão a partir de 2025, com o governo Lula. Hoje, as pesquisas de opinião mostram que a segurança é uma das maiores preocupações da população: 41% dos entrevistados pelo Ipsos a mencionaram como prioridade, mas 90% disseram estar preocupados com a violência. Não por acaso 53% concordam em classificar &lt;a href=&quot;https://www.gazetadopovo.com.br/tudo-sobre/pcc/&quot;&gt;PCC &lt;/a&gt;e &lt;a href=&quot;https://www.gazetadopovo.com.br/tudo-sobre/comando-vermelho/&quot;&gt;Comando Vermelho&lt;/a&gt; como terroristas. Além disso, 70% das pessoas culpam o governo federal pelos números da criminalidade e veem a questão como responsabilidade da União.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Ou seja, se e quando um candidato se decidir a colocar esse tópico no topo da lista, e prometer (e depois concretizar) linha-dura, como no resto do mundo, ganhará com facilidade. Se alguém propuser prisão perpétua (sem revisão e sem condicional) para homicídio doloso, e maioridade penal de 14 anos, ganhará de lavada. Não é “rocket science”, é obviedade. Repito isso há anos. A famosa Pirâmide de Maslow coloca em ordem as prioridades das pessoas, e a segurança vem em segundo lugar, logo depois das necessidades fisiológicas (comer, dormir etc.).&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Em 1992, um dos slogans da campanha de Bill Clinton era “it’s the economy, stupid!”. O lema surgiu porque, enquanto o governo George W. Bush tentava focar nos sucessos da política externa, a campanha de Clinton redirecionou o debate para a realidade prática dos eleitores: a perda de empregos e o custo de vida. A frase tornou-se um marco na análise política global, reforçando que, independentemente de questões ideológicas, a percepção do bem-estar econômico é quase sempre o fator que mais pesa na decisão do eleitorado. Parafraseando o mote de Clinton, “é a segurança, estúpido!” A economia vem depois. As pessoas querem isso, ainda mais na América Latina.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-family: verdana;&quot;&gt;[Você quer que o blog - atualizado diariamente há 20 anos - continue? Há custos a cobrir. Considere colaborar com qualquer valor. Pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='https://otambosi.blogspot.com/feeds/1377554644009610029/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://otambosi.blogspot.com/2026/06/e-seguranca-estupido.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/17163319/posts/default/1377554644009610029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/17163319/posts/default/1377554644009610029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='https://otambosi.blogspot.com/2026/06/e-seguranca-estupido.html' title='É a segurança, estúpido!'/><author><name>Orlando Tambosi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946018475927273129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh145GwyOowYj_lxjFg6ruuY0nnQJZmMQaIZoBUM1ls960i7k_QlIiyqkSobdyVd5daBPs5fNQdDsuDRCoFG0XRj0DV4gGOQLEYYb7MXj57krweNOQz0oTRKgwxYRaWaKvdgn66aXreddKXDI0dK2x1XcJ0Oww5f_TU0Psg4NoiKnBhpyYBNaam/s72-c/operacao-contencao-comando-vermelho-seguranca-eleicao.jpg.webp" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-1675983629262936794</id><published>2026-06-08T14:34:41.700-03:00</published><updated>2026-06-08T14:34:41.701-03:00</updated><title type='text'>Um novo paradigma de cunho autoritário?</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjMlhNizrODZ7Xbk3-soh8izeV4DzO1Y6fYNH3T0JFIBICZq3jMEvybHK6CBEx96f_W1RWR6A8sLZu7vPuTvESo5lnearmpFXkn4h3jlPeWPG4ECWwx8qCxoqEEbxl1JNy0duffrFL5ekP69fBx4zL-IG3zjxUqhglFQIK0dVSiptQdcq77imtb/s1200/paradigma-autoritario-7-5.jpg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;675&quot; data-original-width=&quot;1200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjMlhNizrODZ7Xbk3-soh8izeV4DzO1Y6fYNH3T0JFIBICZq3jMEvybHK6CBEx96f_W1RWR6A8sLZu7vPuTvESo5lnearmpFXkn4h3jlPeWPG4ECWwx8qCxoqEEbxl1JNy0duffrFL5ekP69fBx4zL-IG3zjxUqhglFQIK0dVSiptQdcq77imtb/s16000/paradigma-autoritario-7-5.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Las corrientes populistas de la actualidad se valen de elecciones libres y otros procedimientos de la democracia moderna para tomar el poder y socavar las instituciones. El mejor ataque a la democracia –dice Sebreli, inspirado por Sartori– es en nombre de ella misma. Hugo Celso Felipe Mansilla para &lt;a href=&quot;https://theobjective.com/internacional/2026-06-08/nuevo-paradigma-autoritario/&quot;&gt;The Objective:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;El artículo analiza las transformaciones y desafíos de los paradigmas políticos que cuestionan valores democráticos y la propia modernidad, con atención a los patrocinados por &lt;a href=&quot;https://theobjective.com/etiqueta/donald-trump/&quot;&gt;Trump&lt;/a&gt; y &lt;a href=&quot;https://theobjective.com/etiqueta/vladimir-putin/&quot;&gt;Putin&lt;/a&gt;, así como las características del modelo chino. Se centra además en la crisis de las democracias tradicionales, la influencia de la tecnología y la IA, el control social y las nuevas formas de autoritarismo, así como en las raíces que alimentan estas dinámicas en América Latina, &lt;a href=&quot;https://theobjective.com/etiqueta/estados-unidos/&quot;&gt;Estados Unidos&lt;/a&gt;, Rusia, &lt;a href=&quot;https://theobjective.com/etiqueta/china/&quot;&gt;China&lt;/a&gt; o Irán. E igualmente reflexiona sobre la persistencia de tradiciones autoritarias y la influencia de ideologías que facilitan el ascenso de regímenes populistas. Finalmente, propone la necesidad de una visión crítica y coherente, basada en el legado socrático y en un sentido común racional, para afrontar estos nuevos retos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;b&gt;El nuevo paradigma&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;No hay una respuesta clara a la pregunta del título de este ensayo. El sociólogo chileno Fernando Mires escribió: «Lo único que podemos decir con cierta seguridad es que los antiguos paradigmas políticos se encuentran a la defensiva, si no en retroceso, frente al avance de la ofensiva putinista y trumpista, la que pone en entredicho toda la legislación que regía las relaciones políticas y económicas hasta entonces vigente. […] Trump, en su ofensiva destructiva, no es más que un continuador de Putin. O para ser más claro: la guerra a Occidente la declaró primero Putin usando medios militares y la continúa Trump usando medios económicos»1.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Todo esto puede ser interpretado superficialmente como un retorno a formas de fundamentalismo que creíamos superadas, por lo menos en el ámbito occidental. ¿Representan los fundamentalismos un retroceso social y cultural que debería haber sido superado por la modernidad? Fernando Mires nos aconseja, sin embargo, preguntarnos de manera más diferenciada: «Podemos pensar que Trump no es sino un vocero de un programa que anuncia un nuevo paradigma aplicado a la política internacional. […] Se trata […] de una lucha entre dos paradigmas: uno, el del europeo de hoy, que considera al ser humano un fin, y el otro, el de Putin y Trump, que consideran al ser humano un medio para cumplir objetivos que van más allá de lo humano»2.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;En los pocos meses del gobierno de Trump, decayeron las reglas democráticas del juego político, se debilitó la independencia del Poder Judicial, se puso en entredicho la legitimidad de las elecciones libres y la calidad del debate político-intelectual alcanzó el nivel más bajo de muchas décadas3. Y, deplorablemente, los progresos técnicos pueden contribuir a esta terrible evolución. La tecnología más avanzada puede tener, bajo ciertas circunstancias, efectos negativos, antidemocráticos e irracionales sobre la vida política y cultural4. Durante el siglo XX pudimos observar que los avances científico-técnicos podían ser usados para consolidar regímenes totalitarios, como fue el caso del nazismo y del estalinismo5. Hoy estamos ante un modelo de evolución histórica que se apoya en la inteligencia artificial, que no conoce miramientos éticos: el fin tiende a justificar los medios. “Esos medios pueden ser personas, países, territorios; no importa. Para los programas de la inteligencia artificial son solo números. Nada más. En breve: la máquina tenía solo un objetivo en su ‘mente’: ganar como sea sin fijarse en los medios y atendiendo solo a los objetivos”6.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Fernando Mires sugiere que el gobierno de Donald Trump se parece a lo que describió Hannah Arendt como la «alianza entre las elites y la chusma»7. Esta especie de pacto entre una oligarquía poderosa, satisfecha consigo misma, con capas sociales de bajos niveles de educación e ingresos. Paradójicamente, hay una gran similitud entre el comportamiento de estas élites y sus votantes de clases bajas: es gente que jamás se pone en duda a sí misma. Entre los votantes jóvenes de Trump se ven adolescentes con comportamientos anímicamente violentos e intelectualmente mediocres. Tanto en los Estados Unidos como en Rusia, China e Irán, los gobiernos autoritarios practican la polarización para ganar adherentes ingenuos, quienes conforman lamentablemente la gran mayoría de los electores en cualquier sociedad.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;En los Estados Unidos, el presidente Donald Trump contribuye a reflotar una tradición sociocultural que siempre estuvo presente, aunque soterrada por los adelantos de la modernidad democrática8: una fuerte hostilidad hacia los intelectuales y, por consecuencia, una vigorosa animadversión hacia todo aquel que piensa de forma diferenciada y cuidadosa. La situación en Rusia, Irán y China no es del todo distinta. Un gran conocedor del taoísmo chino y del mundo musulmán, Jean Grenier (1898-1971), el inspirador de Albert Camus, escribió en 1938 que el «espíritu de ortodoxia», en su versión elemental y popular, es algo bienvenido por gran parte de la población, ya que satisface una demanda anímica permanente y vigorosa. Las versiones simplificadas del marxismo corresponden adecuadamente a esta necesidad9. Al mismo tiempo, florece una vieja y robusta tradición norteamericana –común a otras culturas–, que enaltece el viejo y honorable legado «propio»: el ingenio práctico, el saber hacer dinero, el patriotismo ciego pero ferviente, y un cierto puritanismo religioso-moral10. Donald Trump parece ser su representante contemporáneo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;En otro plano y por culpa de los posmodernistas, de los marxistas radical-estridentes y de los adoradores de cualquier frivolidad novedosa y rutilante (como la apología de todas las modas asociadas al tema género), los intelectuales en su conjunto aparecen ahora como los villanos que ponen en peligro el orden social, predicando temores infundados y proponiendo alternativas simplemente ridículas. El espíritu simplificado de ortodoxia es una especie de respuesta, lamentablemente efectiva, a la actual tiranía de la corrección política, del multiculturalismo obligatorio y de la cultura progresista que han impuesto las izquierdas a nivel global. Por otro lado, en los Estados Unidos (y en buena parte del mundo) las formas tradicionales del debate político, social y cultural –los grandes periódicos, los programas de calidad en los canales televisivos, los libros y las revistas de buen nivel– han perdido sus audiencias anteriores y son incapaces, además, de presentar ideas novedosas y atractivas11. Estamos en una situación aporética: sin salida clara.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;b&gt;Las ambivalencias de la modernidad&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Para muchos autores, la modernidad trajo consigo un proyecto de vida de los individuos autónomos que habría convertido en obsoleta la servidumbre de los colectivos cerrados premodernos12, pero esto ha demostrado ser más un postulado teórico que una realidad práctica. La educación moderna, por ejemplo, junto con la democratización del sistema escolar y del ámbito universitario, no ha logrado eliminar el peso determinante de las tradiciones arcaicas, de los prejuicios colectivos y de las ficciones que brindan seguridad anímica y consuelo espiritual a dilatadas audiencias. La Ilustración no logró debilitar la influencia de los legados culturales que carecen de argumentos razonables, pero que poseen raíces profundas en muchos órdenes sociales. Aquí reside la fuerza normativa –que permanece muy vigorosa– de las tradiciones autoritarias de Rusia, China, Irán y otras naciones, aunque vayan recubiertas con el manto del nacionalismo, de la religión ancestral y de los partidos comunistas. Un pensador ruso muy cercano al gobierno de su país, Aleksandr Dugin, aseveró que la democracia sería «una civilización satánica»13, lo que es muy similar a lo que pensaron los inquisidores católicos sobre los avances del racionalismo aplicados a la esfera pública a partir del siglo XVI.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Con tristeza y miedo a causa de un futuro totalmente incierto, vemos hoy que experimentos populistas de derecha e izquierda14, y también regímenes que parecen ser mafiosos (o cercanos a designios criminales), se han colocado a la cabeza de los gobiernos en algunos Estados importantes del globo. Y lo más deprimente es lo siguiente: estos gobiernos están respaldados por el voto democrático y libre de sus sociedades respectivas o, por lo menos, avalados por el apoyo colectivo tácito de masas políticamente infantilizadas. El desempeño técnico-económico de esos regímenes es, en algunos casos, francamente mediocre, pero ni eso logra a menudo reducir la popularidad de gobernantes que pueden resultar fatales para la paz mundial. Por ello, la esperanza se ha transformado en un sentimiento precario. Las corrientes populistas de la actualidad se valen de elecciones libres y otros procedimientos de la democracia moderna para tomar el poder y para socavar las instituciones. El mejor ataque a la democracia –dice Juan José Sebreli, inspirado por Giovanni Sartori– es en nombre de ella misma15. Como afirman Steven Levitsky y Daniel Ziblatt, ahora los adversarios de la democracia pluralista saben utilizar los procedimientos y las instituciones de la democracia para destruirla desde sus propias entrañas16. Las masas populares se pueden equivocar con la misma facilidad que lo hacen los individuos. Equivocarse es lo más usual en este mundo. Regímenes desastrosos llegaron al poder con amplio respaldo popular y legal, como Hitler, Mussolini y Perón. Nuestra obligación es mantener una distancia crítica con respecto a todos los regímenes políticos y a todos los experimentos sociales.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;b&gt;LAS IDENTIFICACIONES FÁCILES&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;En los diversos ámbitos civilizatorios, las corrientes favorables al autoritarismo tienen raíces y manifestaciones muy diferentes entre sí. Por ejemplo, la esperanza y el sentido común representan impulsos que en América Latina emergen distorsionados por la llamada “Gran Doctrina”, cuya difusión y aceptación sigue siendo prevaleciente. Esta amalgama de ideas, prejuicios y anhelos está conformada por resabios de la religiosidad popular católica, por versiones simplistas del marxismo-leninismo, por elementos nacionalistas y por prejuicios colectivos de vieja data. Una porción considerable de la población se identifica fácilmente con ella, creyendo que representa lo más valioso del propio legado cultural, por un lado, y lo más progresista de las opciones socio-políticas, por otro. Se trata, en el fondo, de una tradición autoritaria, que se puede combinar sin dificultades con los adelantos técnicos mejor vistos del presente.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Octavio Paz aseveró que una de las características distintivas de América Latina es la falta de una tradición crítica, moderna, abierta al análisis y al cuestionamiento de las propias premisas. Simultáneamente lo que prevalece hasta hoy es una enorme esperanza, que se manifiesta en la doble certidumbre de una inmensa riqueza en recursos naturales y de un futuro radiante por medio de regímenes radicales. Esta esperanza es alimentada por la “Gran Doctrina”, como la denomina Paz. Es un credo religioso, político y moral, que sirve como “consuelo, compensación, venganza imaginaria contra una realidad insoportable”17. La carencia principal –el desinterés por el espíritu crítico y el desprecio por la democracia pluralista– ha sido, paradójicamente, alimentada por los intelectuales convencionales de izquierda, quienes, aparte de producir pronósticos errados, fomentaron asimismo una atmósfera proclive al autoritarismo, a las falsas ilusiones y a la celebración de las tradiciones presuntamente auténticas. Estos pensadores dificultan el florecimiento de un genuino sentido común crítico, por una parte, y de una esperanza socio-política sobria y practicable, por otra.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://theobjective.com/wp-content/uploads/2026/06/gam-ol-eye-8938815.jpg&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Es probable, sin embargo, que toda identificación fácil sea a la larga un obstáculo con respecto a un proceso intelectual que intenta comprender una temática compleja. El pensar y sentir en antinomias binarias excluyentes ha gozado y goza de una notable simpatía en todo el mundo. Pero, como sabemos a causa de la terrible historia del siglo XX, la popularidad de una doctrina o la fuerza de un movimiento político no garantizan su calidad intrínseca o su justificación a largo plazo. La contraposición amigo/enemigo explica aparentemente la realidad, pero lo que logra de manera efectiva es legitimar un orden político y también dar lustre argumentativo a una constelación preconstituida como tal en el imaginario colectivo. La realidad, como siempre, resulta mucho más complicada, y por ello un análisis diferenciado de la misma es mal recibido por aquella mentalidad que evita esfuerzos cognoscitivos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Otra identificación fácil en todo el Tercer Mundo es la predisposición a percibir muy positivamente el modelo chino de desarrollo, a veces porque parece ser la alternativa adecuada a los detestados Estados Unidos y a Europa, la cuna del colonialismo y de la pérfida modernidad occidental. Para muchos pensadores izquierdistas y postmodernistas de hoy día, la República Popular China representa una identidad nacional sólida y original, alejada de las ilusiones y los engaños de la civilización occidental. Esta opción conlleva la renuncia a los ideales de la transparencia liberal y a las instituciones de la democracia, ideales, en el fondo, «impuestos» por la expansión del capitalismo. La democracia liberal y los derechos humanos constituirían solo «mantras», que la propaganda de EEUU repetiría para «frenar» el creciente poderío económico de China y para «rivalizar» con su brillante modelo político18.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;El paradigma chino tiende a reemplazar el soviético y el cubano en el imaginario progresista de América Latina. Y este modelo combina, de modo más o menos estable, la propiedad privada en los medios de producción y el comercio exterior con una cultura autoritaria, a menudo con tintes nacionalistas, y con una estructura política de partido único y férreo control estatal sobre una población infantilizada19. En América Latina se pasa fácilmente por alto que la China contemporánea es una autocracia convencional, anclada en la tradición imperial clásica de una armonía obligatoria impuesta desde arriba, pero con las más modernas innovaciones tecnológicas20. Esta visión idílica de China, habitual en el Tercer Mundo, entraña un cierto peligro: ignorar la manipulación de la consciencia, individual y colectivamente, mediante el uso de métodos muy refinados y difíciles de ser descubiertos. Esto impide que los ciudadanos aprendan de sus errores y que puedan formar juicios morales racionales y autónomos. Desde la propia China se insiste en el excepcionalismo de esta gran cultura, lo que impide juzgar negativamente los procedimientos de control social (el manejo oficial de la narrativa destinada a la población china y también al exterior), y comprender la manipulación de las emociones. En cambio, la población, sometida permanentemente a esta especie de lavado cerebral, cree que estos mecanismos muy efectivos de hipervigilancia están destinados a asegurar la felicidad y la tranquilidad del pueblo chino21.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;b&gt;Conclusiones provisionales&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Existe un campo de reflexión que los regímenes de Rusia, China e Irán descuidan sistemáticamente y que hoy también puede ser soslayado por la Administración Trump en los Estados Unidos. Ya vivimos en una nueva era geológica, el antropoceno, en la cual los seres humanos hemos modificado nuestro planeta de modo irreversible: lo hemos estropeado. Hemos causado el cambio climático, eliminado miles de especies animales y vegetales, envenenado el aire y las aguas y agotado varios recursos naturales22.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://theobjective.com/wp-content/uploads/2026/06/mansilla-2.jpg&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Hemos producido una situación general, en la cual la relación del hombre con la tecnología, con nuestras organizaciones sociales y consigo mismo no está clarificada. Estamos ante una constelación paradójica, en la que los seres humanos han alcanzado una clara omnipotencia sobre los circuitos naturales mediante la ciencia y la tecnología, pero simultáneamente se perciben como desamparados ante los desarreglos ecológicos y culturales que esa misma omnipotencia ha originado23. Por otra parte, hemos permitido un uso excesivo de postverdades, generalmente emitidas por el poder central de los Estados autoritarios, y parcialmente les hemos dado crédito. A esto han contribuido masivamente las teorías postmodernistas y aquellas ideologías que atacan –simulando un aire progresista, juvenil y antimperialista– las maldades del colonialismo europeo y los excesos del racionalismo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Lo que nos hace falta es una visión coherente del mundo, que incluya la dimensión de la esperanza, pero dentro de la perspectiva del sentido común crítico. Tenemos que reavivar el legado socrático, opuesto a la pretensión de poseer la certeza absoluta, que ha sido el rasgo distintivo de los regímenes totalitarios. Lo rescatable del legado socrático no es la posesión de una verdad asegurada para siempre, sino la concordancia de los involucrados en buscar incansablemente algo similar a la verdad, sin olvidar una dosis indispensable de escepticismo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;***&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;1 Fernando Mires, Trump: ¿Locura total o cambio de paradigma?, en: polisfmires.blogspot.com del 6 de abril de 2025.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;2 Ibid.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;3 Cf. Juan Elman, Trump 2.0 y las reconfiguraciones de la derecha, en: Nueva Sociedad (Buenos Aires), N.º 318, julio-agosto de 2025, pp. 34-47.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;4 Sobre esta temática cf. Evgeny Morozov, Oligarcas intelectuales legisladores, en: Nueva Sociedad, N.º 318, julio-agosto de 2025, pp. 144-158.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;5 Tesis vislumbrada tempranamente por Hannah Arendt, The Origins of Totalitarianism [1951], New York: Harcourt Brace Jovanovich, 1973, pp. 437-459.- Cf. también: Byung-Chul Han, Infocracia. La digitalización y la crisis de la democracia, Madrid: Taurus, 2022.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;6 Fernando Mires, op. cit. (nota 1).&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;7 Hannah Arendt, op. cit. (nota 5), pp. 326-340.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;8 Theodor W. Adorno et al., The Authoritarian Personality, New York: Wiley, 1950.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;9 Jean Grenier, Essai sur l’esprit d’orthodoxie [1938], París : Gallimard, 1967, pp. 18, 56-57, 119-120, 175-177.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;10 Rasgos socioculturales ya estudiados exhaustivamente a mediados del siglo XX en los Estados Unidos por Richard Hofstadter, Anti-Intellectualism in American Life, New York: Knopf, 1963, passim.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;11 Sobre esta temática cf. Romain Huret, ¿El fin de las ciencias sociales? Tradición y modernidad del anti-intelectualismo en Estados Unidos, en: Nueva Sociedad, Nº 316, marzo-abril de 2025, pp. 147-156.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;12 Thomas Meyer, Fundamentalismus. Die andere Dialektik der Aufklärung (Fundamentalismo. La otra dialéctica de la Ilustración), en: Thomas Meyer (comp.), Fundamentalismus in der modernen Welt. Die Internationale der Unvernunft (Fundamentalismo en el mundo moderno. La Internacional de la irracionalidad), Frankfurt: Suhrkamp, 1989, pp. 13-22, especialmente p. 15, 21.- Cf. también: Arnold Künzli, Kritik der reinen Unvernunft. Plädoyer für ein radikales Denken gegen den Fundamentalismus (Crítica de la sinrazón pura. Alegato en favor de un pensamiento radical contra el fundamentalismo), en: ibid., pp. 50-61, especialmente p. 50-51; y el interesante ensayo de Horst Heimann, Marxismus als Fundamentalismus? (¿El marxismo en cuanto fundamentalismo?), en: ibid., pp. 213-230.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;13 Aleksandr Dugin, The Theory of a Multipolar World, Londres: Arktos, 2021, passim.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;14 Algunas observaciones y conclusiones valiosas en: Cas Mudde / Cristóbal Rovira Kaltwasser, Populismo: una breve introducción, Madrid: Alianza, 2019.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;15 Juan José Sebreli, El malestar en la política, Buenos Aires: Sudamericana, 2012, p. 12.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;16 Steven Levitsky / Daniel Ziblatt, Cómo mueren las democracias, Buenos Aires: Ariel, 2018, passim; tesis esbozada en: Steven Levitsky / Lucan A. Way, Competitive Authoritarianism: The Origins and Evolution of Hybrid Regimes in the Post-Cold War Era, New York: Cambridge University Press, 2010.- Cf. también: Mónica Herz / Giancarlo Summa, La extrema derecha como amenaza para la gobernanza mundial, en: Nueva Sociedad, Nº 315, enero-febrero de 2025, pp. 74-90, aquí p. 78.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;17 Octavio Paz, Hombres en su siglo y otros ensayos, Barcelona. Seix Barral, 1984, p. 181.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;18 Bernabé Malacalza, América del Sur: una periferia convulsionada, en: Nueva Sociedad, Nº 295, septiembre-octubre de 2021, pp. 29-41, aquí p. 36.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;19 Sobre esta temática con sus aspectos negativos y también algunos positivos, cf. Alexander Fischer, Manipulation. Zur Theorie und Ethik einer Form der Beeinflussung (Manipulación. Sobre la teoría y la ética de una forma de influencia), Berlin: Suhrkamp, 2017, especialmente p. 27, 160, 164, 169.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;20 Evolución tempranamente analizada por: Zheng Yongnian, The Chinese Communist Party as Organizational Emperor. Culture, Reproduction, and Transformation, Londres: Routledge, 2010.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;21 Zhang Weiwei, The China Wave: Rise of a Civilizational State, Shanghai: World Century Publishing Corporation, 2012.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;22 Eva Horn / Hannes Bergthaller, Anthropozän zur Einführung (Introducción al antropoceno), Hamburgo: Junius 2019, pp. 9-12, 78-79.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;23 Ibid., p. 75, 80, 83, 174.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe;&quot;&gt;[Você quer que o blog - atualizado diariamente há 20 anos - continue? 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Lygia Maria para a &lt;a href=&quot;https://www1.folha.uol.com.br/colunas/lygia-maria/2026/06/ativismo-identitario-no-caso-henry-borel-mina-a-justica.shtml&quot;&gt;FSP:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;No desfecho jurídico da &lt;a href=&quot;https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/caso-henry/&quot;&gt;morte trágica de Henry Borel,&lt;/a&gt; o júri condenou a mãe do menino, Monique Medeiros, por omissão em tortura e por homicídio culposo. Mas a juíza, Elizabeth Machado Louro, concedeu&lt;a href=&quot;https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/06/monique-medeiros-mae-de-henry-borel-e-solta-apos-receber-perdao-em-julgamento-da-morte-do-filho.shtml&quot;&gt; perdão judicial nessa segunda condenação&lt;/a&gt;, alegando sofrimento da ré pela perda do único filho e &lt;a href=&quot;https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/06/juiza-cita-misoginia-e-cultura-patriarcal-ao-conceder-perdao-a-monique-medeiros.shtml&quot;&gt;perseguição misógina da opinião pública.&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O caso escancara a face irracional e moralista do &lt;a href=&quot;https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2025/02/identitarismo-e-fenomeno-neoliberal-para-frear-acao-comum-avalia-autor.shtml&quot;&gt;identitarismo&lt;/a&gt;. Ao cindir o mundo numa luta dogmática do bem contra o mal, setores do movimento incitam práticas e discursos persecutórios e injustos que prejudicam a imagem e os direitos das minorias que se arvoram a proteger.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O perdão para homicídio culposo, no geral, é medida excepcional concedida em casos de acidentes ou imperícias que causam a morte de um parente. A consequência do crime já atinge o autor com tamanha gravidade que a pena se torna desnecessária.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Mas a condenação por omissão em tortura de Monique parece afastar essa hipótese. Afinal, a mãe que, por desatenção, não vê o filho correr para a rua e ser atropelado, por exemplo, é diferente da mãe que não interrompe agressões contínuas infligidas por terceiro a seu filho.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Já o argumento de perseguição misógina é insensato e perigoso. Homens acusados de estupro, &lt;a href=&quot;https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/violencia/&quot;&gt;violência&lt;/a&gt; doméstica ou de matar a prole sofrem retaliação social.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Os 61 socos desferidos por Igor Cabral em sua namorada, em 2025, causaram indignação nas redes sociais; em 2008, Alexandre Nardoni foi execrado pelo assassinato de sua filha, cometido com a madrasta da menina.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Assim, ao banalizar o instituto do perdão, a decisão de Louro abre uma brecha nefasta que pode gerar injustiças.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Ademais, tal ativismo judicial baseado em discurso feminista rasteiro &lt;a href=&quot;https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painel/2026/06/apos-perdao-a-mae-de-henry-borel-deputada-apresenta-projeto-para-limitar-julgamento-por-genero.shtml&quot;&gt;pode contribuir para o chamado backlash: &lt;/a&gt;críticas e ataques a pautas legítimas relacionadas ao combate ao machismo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Por fim, a militância da juíza esvazia o poder de agir e o dever de responsabilização das mulheres, perpetuando a vitimização e a infantilização do sexo feminino, verificadas em parcela significativa do discurso identitário.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-family: verdana;&quot;&gt;[Você quer que o blog - atualizado diariamente há 20 anos - continue? Há custos a cobrir. Considere colaborar com qualquer valor. Pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='https://otambosi.blogspot.com/feeds/4514595417028513323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://otambosi.blogspot.com/2026/06/ativismo-identitario-no-caso-henry.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/17163319/posts/default/4514595417028513323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/17163319/posts/default/4514595417028513323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='https://otambosi.blogspot.com/2026/06/ativismo-identitario-no-caso-henry.html' title='Ativismo identitário no caso Henry Borel mina a Justiça'/><author><name>Orlando Tambosi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946018475927273129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhyQfCXuRlzK5JiqKztbaok84P8D4T2C1dhfh2DuZ7Jt0CxVjIadgsVRuTb9YoOvhE9ZVsE73yR7eqN2oSlA3FjN9kneS9MJzk7zd9v7bPzp5rhJHEhyphenhyphens6FNfYikmXZsAONkAHsrbwlyOLYISrzBPeCJ3MVgNt5beDTng9wJpUj9k9JzvG58guJ/s72-c/177429010869c184bc742b4_1774290108_3x2_lg.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-4993309706734480001</id><published>2026-06-08T09:29:12.682-03:00</published><updated>2026-06-08T09:29:12.683-03:00</updated><title type='text'>Racismo é aquilo que um homem quiser?</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjJzVDLxgUn6nfBKectRAQGUeWi6DxlYGYAQ51qp08oSINR3xUrQ-D7Uy5L3qifuxwllFUrIn9Y_wKMY3smwmcXXpbTyZyDPqDXpUi6msZZNCB3eQ2lXcQotfh3sbRhyphenhyphenMs6XnWwJb8j3Xwk3obzJ4Qh8L7IVKovVHcWXqKiCTgSJn_dahErBtq2/s360/jose-manuel-fernandes.webp&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;360&quot; data-original-width=&quot;360&quot; height=&quot;200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjJzVDLxgUn6nfBKectRAQGUeWi6DxlYGYAQ51qp08oSINR3xUrQ-D7Uy5L3qifuxwllFUrIn9Y_wKMY3smwmcXXpbTyZyDPqDXpUi6msZZNCB3eQ2lXcQotfh3sbRhyphenhyphenMs6XnWwJb8j3Xwk3obzJ4Qh8L7IVKovVHcWXqKiCTgSJn_dahErBtq2/w200-h200/jose-manuel-fernandes.webp&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Em 1999 o Reino Unido adotou a doutrina de que para haver um crime racista basta que alguém se queixe de racismo. A morte de Nowak veio mostrar até onde esse delírio contaminou as forças de segurança. José Manuel Fernandes para o &lt;a href=&quot;https://observador.pt/opiniao/racismo-e-aquilo-que-um-homem-quiser/&quot;&gt;Observador:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Deverá ser discutido esta semana na Assembleia da República um projecto de lei que visa, afirmam os seus proponentes, “reforçar a tutela penal para todas as formas de discriminação”, assim travando, “de forma decidida”, o “combate cultural e civilizacional” contra o racismo. Isto porque, na opinião dos proponentes, alguns deles ligados ao activismo radical e ao SOS Racismo, há em Portugal poucas condenações por crimes de racismo, pelo que defendem um conjunto de mudanças no Código Penal.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Não sendo eu jurista, e muito menos penalista, não vou discutir o detalhe da proposta (apesar de alguns pontos me alarmarem), prefiro antes falar de como importa saber do que falamos quando falamos de racismo. E também do que nos dizem acontecimentos recentes como a morte de Henry Nowak no Reino Unido.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O debate é longo e antigo e existem evidentes diferenças entre, por um lado, o medo que inspiram os que nos são estranhos, um medo que pode transformar-se em hostilidade ou mesmo em aversão ao estrangeiro – altura em que passamos a usar um nome feio: xenofobia – e, por outro lado, o racismo biológico e ideológico que fez o seu trágico caminho nos últimos 200 anos. A hostilidade ao que nos é estranho é um preconceito que devemos contrariar, a teorização de que existem raças superiores e raças inferiores uma ideologia que devemos combater.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Infelizmente as teorizações não se ficaram por aqui, muito menos se ficaram pelo sonho de Martin Luther King que queria que os seus quatro filhos um dia vivessem “numa nação onde não sejam julgados pela cor da sua pele, mas pelo conteúdo do seu carácter”. Infelizmente este sonho de igualdade foi substituído por doutrinas identitárias que criaram conceitos como o de “racialização” e geraram um racismo de sinal contrário, passando a condenar à partida o homem branco. De acordo com estes conceitos, nos quais tropeçamos se seguirmos o discurso dos activistas, e em particular do SOS Racismo, não só não há racismo negro (só os brancos podem ser culpados de racismo, sendo que esses mesmos brancos nem seriam capazes de entender o que é racismo), como quem determina o que é ou não é racismo é a auto-identificada vítima.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Temos conhecido um pouco melhor esta forma de pensar nos últimos anos, altura em que a chamada “Critical Race Theory” sacudiu o pó da Academia e saltou para as ruas e para as empresas, constituindo num dos alicerces das políticas identitárias que passaram a arrumar as pessoas em função da sua cor da pele e da sua orientação sexual, desconsiderando não só o seu carácter como as suas qualificações. Os Estados Unidos estão a viver o refluxo dos excessos dessas políticas ditas “de integração” e o Reino Unido está a viver o choque de ter percebido que a sua polícia não socorreu, antes algemou, uma vítima de esfaqueamento por ter dado prioridade a uma alegação (tudo indica que falsa) de racismo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Num tempo em que, na linha do discurso que inspira os proponentes das alterações ao nosso Código Penal, se alimentam por todo o lado discursos públicos sobre o “racismo estrutural”, ou mesmo sobre o “racismo institucional”, o que começa a acontecer com cada vez mais frequência é “as instituições viverem assustadas por terem um mau entendimento das políticas raciais”, como escreveu a líder dos conservadores britânicos, Kemi Badenoch (que é negra), &lt;a href=&quot;https://www.thetimes.com/uk/politics/article/kemi-badenoch-institutional-racism-this-is-institutional-incompetence-993hm59t8&quot;&gt;num artigo muito interessante e muito equilibrado publicado no Sunday Times&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;No caso do Reino Unido o mal é antigo, tem mesmo mais de 25 anos e datará porventura de um relatório escrito aquando de um incidente de que também resultou uma morte, o Relatório Macpherson de 1999. Charles Moore, que à altura era director do The Telegraph, &lt;a href=&quot;https://www.telegraph.co.uk/news/2026/06/05/police-response-nowak-murder-decades-in-the-making/&quot;&gt;recordou agora&lt;/a&gt; que nessa altura fez aquilo que poucos jornalistas e comentadores fazem – leu o relatório todo –, tendo concluído que este era não só desequilibrado como continha instruções potencialmente perigosas. Ele destaca em especial uma das conclusões desse documento: “Um incidente racista é qualquer incidente que seja percebido como racista pela vítima ou por qualquer outra pessoa.”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Moore faz radicar nesta definição à margem de qualquer lei criminal a deriva que tem vindo a ocorrer nas forças policiais britânicas, hoje acusadas de terem dois pesos e duas medidas, sendo muito mais tolerantes quando os envolvidos pertencem a minorias étnicas. Isto porque, como ele escreve, a doutrina hoje em vigor manda “fazer da polícia – e de muitos outros funcionários públicos – agentes de uma doutrina racial que lhes disseram que eles próprios não entendem”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Como é tradicional em Portugal estas teorias e estas orientações chegam-nos com atraso, mas mesmo assim chegam e talvez a sua mais recente manifestação seja mesmo o projecto de lei que os deputados vão ter de discutir esta semana. Veremos se o fazem percebendo que o que pode estar em causa não é apenas um eventual aperfeiçoamento da lei, mas antes a importação do contrabando ideológico que tem envenenado a política noutros países e, no caso do Reino Unido, será no mínimo co-responsável pela morte de Henry Nowak.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-family: verdana;&quot;&gt;[Você quer que o blog - atualizado diariamente há 20 anos - continue? Há custos a cobrir. Considere colaborar com qualquer valor. Pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='https://otambosi.blogspot.com/feeds/4993309706734480001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://otambosi.blogspot.com/2026/06/racismo-e-aquilo-que-um-homem-quiser.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/17163319/posts/default/4993309706734480001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/17163319/posts/default/4993309706734480001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='https://otambosi.blogspot.com/2026/06/racismo-e-aquilo-que-um-homem-quiser.html' title='Racismo é aquilo que um homem quiser?'/><author><name>Orlando Tambosi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946018475927273129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjJzVDLxgUn6nfBKectRAQGUeWi6DxlYGYAQ51qp08oSINR3xUrQ-D7Uy5L3qifuxwllFUrIn9Y_wKMY3smwmcXXpbTyZyDPqDXpUi6msZZNCB3eQ2lXcQotfh3sbRhyphenhyphenMs6XnWwJb8j3Xwk3obzJ4Qh8L7IVKovVHcWXqKiCTgSJn_dahErBtq2/s72-w200-h200-c/jose-manuel-fernandes.webp" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-7889653082725060410</id><published>2026-06-08T09:20:23.218-03:00</published><updated>2026-06-08T09:20:23.218-03:00</updated><title type='text'>Como combater o socialismo da Geração Z</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhAfYsNZuVn4ggRiZMA0ZCn4T7zcweWHMPHTU7c_GNGA7so4jYNTXp-4nGOHAZVvFJL_JpG-uQWuYqV1Dd7JL17t0LsL2Z4dQ-3SqnpD1qam0FbXfoy-fH-uX0ePrBkJvG5sTLwzMNmykUz5fz6ovoQvKtlwIpPFk1yYGL5YeDYyZYMaJhArCyd/s310/download.jpeg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;163&quot; data-original-width=&quot;310&quot; height=&quot;338&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhAfYsNZuVn4ggRiZMA0ZCn4T7zcweWHMPHTU7c_GNGA7so4jYNTXp-4nGOHAZVvFJL_JpG-uQWuYqV1Dd7JL17t0LsL2Z4dQ-3SqnpD1qam0FbXfoy-fH-uX0ePrBkJvG5sTLwzMNmykUz5fz6ovoQvKtlwIpPFk1yYGL5YeDYyZYMaJhArCyd/w640-h338/download.jpeg&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A doutrina do ‘eu primeiro’ é uma ameaça à prosperidade. The Economista para o &lt;a href=&quot;https://www.estadao.com.br/internacional/como-combater-o-socialismo-da-geracao-z/&quot;&gt;Estadão:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Algo novo está surgindo na esquerda.&lt;a href=&quot;https://www.estadao.com.br/internacional/quem-e-zohran-mamdani-o-comunista-lunatico-favorito-para-ser-prefeito-de-nova-york/&quot;&gt; Uma nova safra de socialistas quer reformular a economia com controle de preços, pesados ​​impostos sobre a riqueza e uma onda de nacionalizações&lt;/a&gt;. Impulsionados pela fúria em relação a Gaza, eles estão conquistando eleitores em um ritmo impressionante. Muitos ascenderam à proeminência recentemente, como Zack Polanski, líder do Partido Verde no &lt;a href=&quot;https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/reino-unido-europa/?srsltid=AfmBOorP-7_XHGdlSn_ZXi9H4yy4UljLTkgKMqdsLhjfQYtyQJyAutr0&quot;&gt;Reino Unido&lt;/a&gt;, ou &lt;a href=&quot;https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/zohran-mamdani/?srsltid=AfmBOop5OdMCMwfZFNsRRh1B7zd8Ibb3vSjCURD0lwBIhritRqScA0YY&quot;&gt;Zohran Mamdani&lt;/a&gt;, prefeito de Nova York. Outros são figuras políticas de longa data: o septuagenário &lt;a href=&quot;https://www.estadao.com.br/internacional/quem-e-jean-luc-melenchon-lider-da-esquerda-radical-na-franca/?srsltid=AfmBOorhuz920zIe-KQLS66bdlWIHY3eGbqRQO0LA2dOUm-VVd5BF_7h&quot;&gt;Jean-Luc Mélenchon está em sua quarta tentativa de chegar à presidência francesa&lt;/a&gt;, mas o apoio esmagador dos jovens de vinte e poucos anos da “Geração Z” colocou o Palácio do Eliseu novamente em sua mira.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Podemos chamar isso de socialismo da Geração Z. Não porque todos os seus adeptos sejam jovens — ou porque seja novidade para os jovens se inclinarem para a esquerda — mas porque é o tipo de esquerdismo, feito para a era do TikTok, que os jovens revolucionários de hoje apoiam.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://www.estadao.com.br/resizer/v2/TYMPASCE3BFUFNLQ2JEXYR7YTM.jpg?quality=80&amp;amp;auth=b59995b25de7b1251be70d09ee79567d472c930f1975f751f896fe37443fb08c&amp;amp;width=1200&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, participa de um evento no Harlem&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Esqueça os ideais coletivistas ponderados ou a tomada dos meios de produção. O socialismo da Geração Z é uma doutrina do “eu primeiro”. As mudanças climáticas e as questões raciais, preocupações das décadas de 2010 e início de 2020, &lt;a href=&quot;https://www.estadao.com.br/internacional/como-trump-entrou-na-fase-de-impasse-de-suas-intervencoes-internacionais-em-gaza-na-ucrania-e-ira/?srsltid=AfmBOopKNriMx4w8f4lfMhiCmgRJmHLhXk8ldjf3MiqL_SVCfxN4VgzD&quot;&gt;agora são preocupações muito mais periféricas. O mesmo acontece com as questões sociais, com exceção de Gaza&lt;/a&gt;. A angústia com a &lt;a href=&quot;https://www.estadao.com.br/internacional/alto-custo-de-vida-nos-estados-unidos-pode-ser-calcanhar-de-aquiles-de-trump-diz-diretor-da-eurasia/?srsltid=AfmBOoqfhitQs5Gz31CfXDKZwvhUtXBV7-kCsUbjbZ2OWRGFe7Te7-3v&quot;&gt;inflação, a habitação e a inteligência artificial substituiu tudo isso por algo mais grosseiro&lt;/a&gt;. “Este país está inundado de riqueza”, diz Avi Lewis, recém-eleito líder do Novo Partido Democrático no &lt;a href=&quot;https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/canada-america-do-norte/?srsltid=AfmBOooHjruagLM5awvVymtikvvFO3UwS6tfvEtw3ns5PUHmDw3ZgzGC&quot;&gt;Canadá&lt;/a&gt;, um país onde a produtividade está praticamente estagnada há uma década. “Podemos ter coisas boas.”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Dizer que os preços devem ser controlados para manter as contas baixas enquanto outra pessoa paga pelos serviços públicos é uma mensagem sedutora e fácil de compartilhar.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Muitas das queixas que motivam os socialistas da Geração Z têm origem em problemas reais. A &lt;a href=&quot;https://www.estadao.com.br/internacional/para-derrotar-trump-democratas-precisam-de-mensagem-de-ascensao-social-diz-consultor-de-clinton/?srsltid=AfmBOoo0fHrD-dIO1dl9tAnoCdMCrHXBCQXSQ_izvH8fCwkjyt-hI6hs&quot;&gt;inflação está muito alta, o aluguel nas grandes cidades tornou-se frequentemente inacessível&lt;/a&gt; e a inteligência artificial pode desestabilizar o mercado de trabalho. Ignorar essas preocupações seria insensato. No entanto, o socialismo da Geração Z está errado sobre como resolver os problemas do capitalismo. Ele deve ser combatido, pois representa uma profunda ameaça à prosperidade.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://www.estadao.com.br/resizer/v2/V5GSYYHFENDRNAA2QDVWUND6DQ.jpg?quality=80&amp;amp;auth=99111716898f56bec70f26f924ca64f450ce0a2dce96e17c584cde5a00775113&amp;amp;width=1200&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Jean-Luc Mélenchon, fundador do partido francês de esquerda La France Insoumise (LFI), participa de uma reunião ao ar livre de última hora em Marselha, em 7 de maio de 2026.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Os socialistas da Geração Z não são exatamente iguais em nenhum país. As realidades do poder forçaram alguns, como Mamdani, a se tornarem mais moderados. Mas, em geral, eles concordam em três princípios fundamentais. Primeiro, que o crescimento pouco contribui para o bem-estar da população em geral. Sua mentalidade é de soma zero, onde um resultado melhor não vem da criação, mas da tomada — como temem que os magnatas da IA ​​farão em breve em larga escala. Segundo, que os gastos podem ser financiados pelos mais ricos. Se antes a esquerda defendia impostos mais altos para todos, os socialistas da Geração Z exigem subsídios financiados por bilionários. O terceiro princípio é uma notável hostilidade à iniciativa privada.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Os socialistas da Geração Z não têm interesse em deixar o mercado funcionar livremente e redistribuir os lucros. Eles querem que partes importantes da vida cotidiana, da moradia à alimentação, sejam governadas por decretos estatais.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://www.estadao.com.br/resizer/v2/KXAFGPGB3BASPHFLGLGKIRDQJA.jpg?quality=80&amp;amp;auth=05a9d3d3fac61a15de625faac86353402d79b50297ad4e00892fa32201bb9ba7&amp;amp;width=1200&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, participa de um evento ao lado do ex-jogador de futebol Bastian Schweinsteiger, em Nova York&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A política sempre teve franjas excêntricas. A extrema direita não é menos maluca — e é mais perigosa. Mas o que é tão preocupante nos socialistas da Geração Z é a profundidade com que suas ideias estão se infiltrando no centro-esquerda. &lt;a href=&quot;https://www.estadao.com.br/internacional/o-tea-party-democrata-chegou-o-que-a-ascensao-de-zohran-mamdani-significa-para-o-partido/?srsltid=AfmBOopGv1FOkhO5VsUNdhrAjmKowV7wNhzqO3rxmtTGWOJBqxgOnz3V&quot;&gt;Desesperados para competir, até mesmo democratas tradicionais&lt;/a&gt; nos &lt;a href=&quot;https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/estados-unidos-america-do-norte/?srsltid=AfmBOopPEBvgm9F0xxbxaVhV-EBBSruydrTgsTPe-I8t41K0ZuBeI0j_&quot;&gt;Estados Unidos&lt;/a&gt; agora propõem planos absurdos, como isentar mais da metade dos contribuintes do imposto de renda federal.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;No &lt;a href=&quot;https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/reino-unido-europa/?srsltid=AfmBOorP-7_XHGdlSn_ZXi9H4yy4UljLTkgKMqdsLhjfQYtyQJyAutr0&quot;&gt;Reino Unido&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;https://www.estadao.com.br/internacional/fragilidade-de-starmer-ressalta-o-fracasso-dos-partidos-tradicionais-em-lidar-com-o-populismo/&quot;&gt;o Partido Trabalhista, que chegou ao poder com uma plataforma centrista, foi assustado pelos Verdes &lt;/a&gt;e está reacendendo seu fervor por impostos mais altos e maior controle estatal. Cada vez mais, as ideias dos socialistas da Geração Z conseguem vencer mesmo quando seus candidatos perdem.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Isso é uma má notícia. O controle de aluguéis agravaria a escassez de moradias, destruindo o incentivo à construção. As margens de lucro das grandes redes de supermercados, demonizadas pelos socialistas da Geração Z, já são mínimas após anos de competição implacável — um milagre do capitalismo moderno. Os impostos sobre a riqueza se tornariam confiscatórios e desencorajariam a inovação. Não presuma que o fracasso dessas políticas, se implementadas, traria uma correção automática de rumo. A Europa luta há décadas para escapar do marasmo de baixo crescimento deixado por sua própria regulamentação excessiva; a ascensão dos “peronistas” estatistas na &lt;a href=&quot;https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/argentina-america-do-sul/?srsltid=AfmBOor_I2vIquMRiSeNWmgGJQJvvdNcj2qN5VJ7FaFq6e_ibelDUeLY&quot;&gt;Argentina&lt;/a&gt; ajuda a explicar seu século de declínio relativo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://www.estadao.com.br/resizer/v2/GO4L6JK45FBDFMRTM6WIWCZJ4I.jpg?quality=80&amp;amp;auth=9c25ec5dbc142f0ec0f3b66ee3d806dbb04c1f0149ce4a356640780ada3d8ba4&amp;amp;width=1200&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, discursa no Parlamento britânico, em Londres&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Resistir ao socialismo da Geração Z é, portanto, uma tarefa urgente. O primeiro passo é que os liberais de livre mercado parem de se desculpar. Uma série de críticas populares ao capitalismo, cada uma contendo um grão de verdade, obscureceu, em conjunto, a sabedoria fundamental de que a iniciativa privada está na raiz da prosperidade humana. Sim, as pessoas nem sempre são racionais, como mostra a economia comportamental. É verdade que a desigualdade importa e o crescimento é melhor quando é amplo. O livre comércio e a globalização criam perdedores, assim como vencedores.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Mas este é o melhor momento da história da humanidade para se nascer, considerando os recordes de renda real, a alta expectativa de vida e os baixos índices de pobreza extrema. Uma defesa mais incisiva do capitalismo funcionaria melhor na era das redes sociais &lt;a href=&quot;https://www.estadao.com.br/internacional/rodrigo-da-silva/por-que-o-primeiro-ministro-do-reino-unido-deve-cair-entenda-no-video/&quot;&gt;do que as lamentações de centristas sem carisma como Sir Keir Starmer&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://www.estadao.com.br/resizer/v2/6ROFQ7VD6BCKVC3CHAHWZL7XMY.jpg?quality=80&amp;amp;auth=46a4a657d30c4cf9748b47f0c614e0a686e8afdae8603f348083ac11abff6da2&amp;amp;width=1200&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, discursa em Ottawa&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.estadao.com.br/internacional/quem-sao-as-potencias-medias-que-buscam-novas-aliancas-para-escapar-das-ameacas-de-eua-e-china/&quot;&gt;Governos centristas também precisam resolver os problemas que alimentam o descontentamento popular&lt;/a&gt;. Os liberais da “abundância” têm razão em querer construir moradias e infraestrutura baratas e em grande quantidade. Os políticos precisam parar de sobrecarregar os jovens com o ônus de financiar pensões excessivas.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O sistema tributário deve garantir que a meritocracia prevaleça sobre a hereditária: impostos sobre herança mais abrangentes e taxas sobre a propriedade ajudariam. O maior desafio será a disrupção causada pelos avanços na IA (Inteligência Artificial). A geração Z de esquerda já definiu suas posições com apelos por uma moratória nos data centers e uma garantia de emprego pelo governo. Os liberais precisam ser mais positivos e criativos em suas próprias propostas, usando uma combinação de impostos, propriedade de capital distribuída e apoio aos trabalhadores para garantir que os benefícios da disrupção do mercado de trabalho sejam amplamente compartilhados.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;b&gt;O mundo é regido por pouco mais do que isso&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Os populistas estão em alta; às vezes, pode parecer que o liberalismo de mercado está fadado ao fracasso político. A The Economist discorda. U&lt;a href=&quot;https://www.estadao.com.br/internacional/torcedor-do-arsenal-keir-starmer-precisa-aplicar-o-modelo-de-premier-league-no-reino-unido/&quot;&gt;ma defesa robusta das ideias que trouxeram riquezas sem precedentes mal foi tentada&lt;/a&gt;. Muitos dos problemas que motivam os socialistas da Geração Z, como os aluguéis altos, são resultado de mercados insuficientemente livres, e não excessivamente. Ainda há tempo para o liberalismo voltar a produzir resultados — e vencer o debate.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-family: verdana;&quot;&gt;[Você quer que o blog - atualizado diariamente há 20 anos - continue? Há custos a cobrir. Considere colaborar com qualquer valor. Pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='https://otambosi.blogspot.com/feeds/7889653082725060410/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://otambosi.blogspot.com/2026/06/como-combater-o-socialismo-da-geracao-z.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/17163319/posts/default/7889653082725060410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/17163319/posts/default/7889653082725060410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='https://otambosi.blogspot.com/2026/06/como-combater-o-socialismo-da-geracao-z.html' title='Como combater o socialismo da Geração Z'/><author><name>Orlando Tambosi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946018475927273129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhAfYsNZuVn4ggRiZMA0ZCn4T7zcweWHMPHTU7c_GNGA7so4jYNTXp-4nGOHAZVvFJL_JpG-uQWuYqV1Dd7JL17t0LsL2Z4dQ-3SqnpD1qam0FbXfoy-fH-uX0ePrBkJvG5sTLwzMNmykUz5fz6ovoQvKtlwIpPFk1yYGL5YeDYyZYMaJhArCyd/s72-w640-h338-c/download.jpeg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-8182495180935420929</id><published>2026-06-08T09:10:00.000-03:00</published><updated>2026-06-08T10:16:54.416-03:00</updated><title type='text'>O Papa e os Sánchez</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEihecRipgYBFXKDavBG2fhAGre3M95F9oGp9KbCm9iFYi8MMmGhy5eeumoGIkR2nltLtLG4xN9BirZ6bYvwzDdlXJN3UXcBL4ztsWaFSbp1oRgU-AnWEh8deozrp-O-DtO0Nv9Mt-CiWHZmdZJN-OODEGa-661mpNtgv5RaGjO32Wzg1dDShe-e/s1200/europapress_7577058_05_june_2026_peru_lima_presidential_candidate_roberto_sanchez_of_the_juntos-1200x675.webp&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;675&quot; data-original-width=&quot;1200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEihecRipgYBFXKDavBG2fhAGre3M95F9oGp9KbCm9iFYi8MMmGhy5eeumoGIkR2nltLtLG4xN9BirZ6bYvwzDdlXJN3UXcBL4ztsWaFSbp1oRgU-AnWEh8deozrp-O-DtO0Nv9Mt-CiWHZmdZJN-OODEGa-661mpNtgv5RaGjO32Wzg1dDShe-e/s16000/europapress_7577058_05_june_2026_peru_lima_presidential_candidate_roberto_sanchez_of_the_juntos-1200x675.webp&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Elecciones presidenciales entre Keiko Fujimori y Roberto Sánchez, comunista radical. Sí, Sánchez, como Pedro. Román Cendoya para &lt;a href=&quot;https://theobjective.com/elsubjetivo/opinion/2026-06-08/papa-sanchez-articulo-roman-cendoya/&quot;&gt;The Objective:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Ha sido todo un espejismo tener a España mirando al cielo gracias a la &lt;a href=&quot;https://theobjective.com/sociedad/2026-06-07/ultima-hora-papa-espana-en-directo/directo/&quot;&gt;visita del papa León XIV&lt;/a&gt;. Ha llegado en el momento oportuno a un país que necesita elevar la mirada y el espíritu para escapar, aunque solo sea por unos días, del clima de degradación institucional y corrupción que representan el &lt;a href=&quot;https://theobjective.com/etiqueta/gobierno-de/&quot;&gt;Gobierno&lt;/a&gt; de Sánchez y el &lt;a href=&quot;https://theobjective.com/etiqueta/psoe/&quot;&gt;PSOE&lt;/a&gt; en numerosos ámbitos de la vida pública. España necesita respirar y/o rezar, además de unas elecciones generales ya.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://theobjective.com/elsubjetivo/opinion/2026-06-01/sanchez-leon-xiv-articulo-cristina-casabon/&quot;&gt;León XIV&lt;/a&gt; es un misionero que nació en Chicago, pero eligió ser de Chiclayo. Las dos ciudades fonéticamente suenan parecido, pero no tienen nada que ver. Solo comparten estar en América. Chiclayo tuvo el mérito de que, por vocación, espíritu, sacrificio y servicio, llevó a Robert Prevost Martínez a nacionalizarse peruano. Y este peruano se ha encontrado presidiendo en la Plaza de Lima de Madrid, en homenaje a la capital del Perú, la energía de la juventud, en esa vigilia en la que su espíritu se elevó hacia el cielo mientras su cabeza, con preocupación, seguro que recordaba a su Perú.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Ayer domingo se celebró en el Perú la segunda vuelta de las elecciones presidenciales entre Keiko Fujimori, la candidata para el futuro en democracia, y Roberto Sánchez, comunista radical. Sí, Sánchez, como Pedro. La penosa coincidencia no es solo de apellido y, por eso, seguro que el Papa ha ofrecido más de una oración por nuestros países.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;No puede ser el paralelismo, pero lo es. El Sánchez del Perú se postula como quien ocupará o desmontará todas las instituciones. Como Pedro. Propone hacer una nueva Constitución para perpetuarse en el poder y alinear al país con Venezuela y Bolivia. O sea, que sigue la ruta de los países del peor Zapatero. El Sánchez peruano propone las nacionalizaciones de los dos grandes negocios del país: la minería y la agroindustria. Nuestro Sánchez metió la mano para que sus amigos gestionen Telefónica e Indra. El Sánchez peruano propone ocupar todos los puestos relevantes, como el Banco Central de Reserva y demás instituciones, con los José Luis Escrivá peruanos. En su candidatura integra terroristas de Sendero Luminoso y se ha juntado con Antauro Humala, nacionalista etnocacerista que asesinó a policías —¿les suena?— y propone declarar la guerra a Chile, prohibir la religión católica y secuestrar al Rey de España.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Para llegar al poder, el Sánchez peruano se apoya en los bilduetarras andinos. Y, como no podía ser menos en el defecto Sánchez, ocupa la justicia. Su Lola es el fiscal político que metió en la cárcel durante casi 500 días a su rival, Keiko Fujimori —sin causa ni delito—, y, además, provocó, con su persecución política, el suicidio del expresidente Alan García. La pregunta es pertinente: ¿qué tienen los Sánchez que, cuando se meten en política, se dedican a cargarse los países con el mismo modelo? Confiemos en que &lt;a href=&quot;https://theobjective.com/internacional/2026-05-12/fiscalia-peru-cinco-anos-carcel-candidato-presidencial-roberto-sanchez/&quot;&gt;Roberto Sánchez&lt;/a&gt;, que apunta maneras, no llegue a presidente para evitar que corrompa el país y el poder como ya ha hecho en España Pedro Sánchez.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;El problema es que los cánticos y las oraciones pasan y vuelve la realidad, porque ahí sigue: no se va, no quiere irse. Su obsesión por el poder está llevando a Pedro Sánchez directamente al banquillo y a la cárcel. Sánchez se escandalizaba porque con Rajoy montaron una «policía patriótica», una unidad dedicada a las cloacas del Estado. Pedro Sánchez, sin pudor, ha instaurado el Gobierno cloaca, un todo criminal dedicado a prácticas corruptas y delictivas desde la disposición del Estado.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Pedro Sánchez, al que tanto preocupa cómo pasará a la historia, puede ya estar seguro de que está en la historia como el presidente del Gobierno cloaca. Ha batido todos los récords de la peor corrupción posible. Nadie ha llevado tan lejos a tantos poderes e instituciones en el desprecio de leyes y normas. Pedro Sánchez, su equipo, su familia y su Gobierno tienen bloqueados demasiados recursos policiales y judiciales del país por sus prácticas y conductas punibles.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;El récord de Sánchez es que su organización criminal es un estercolero que salpica a casi 100 personas, que ya lleva 18 delitos tipificados y que tiene 12 sumarios en los juzgados, para los que están dedicados 14 jueces. Y sigue sumando. En el Gobierno cloaca están implicados once ministerios y, por supuesto, el Palacio de la Moncloa y las sedes del PSOE. No es persecución. Es instrucción. No se trata de una conspiración contra el Gobierno, sino de la imprescindible investigación de unos hechos tan graves como repugnantes, que mantienen a los españoles en estado de indignación y estupefacción.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Sánchez extiende la corrupción a todo lo que tiene relación con el mantenimiento de su poder. Utiliza las instituciones y a las personas para destruir a las instituciones y a las personas que interfieren en su poder. A todos los niveles. En Sánchez, la corrupción es pasado, presente y futuro. Y va más allá de nuestras fronteras. Es tóxico y malo. Pero tiene un problema muy grave: se cree todopoderoso, pero no lo es. No todos claudican ante él. Hay honorables ciudadanos que, desde sus trabajos como periodistas, jueces, policías, guardias civiles y políticos, investigan, denuncian y persiguen las conductas y comportamientos de esa banda que es el PSOE de Sánchez y su Gobierno cloaca.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Sánchez huye del pueblo y de los espacios públicos. No soporta la libertad de la masa. Esa fobia a la ciudadanía ha permitido al papa León XIV disfrutar de Madrid, de los jóvenes y del buen espíritu de los españoles. Habría sido terrible, ante el mundo, que la Castellana se hubiera llenado de esa jaculatoria laica que reza fervorosamente: «Pedro Sánchez, hijo de p…». Es verdad que al Papa le habría aumentado su angustia por el Roberto Sánchez del Perú y habría rezado más por su tierra. También se habría conseguido que ningún peruano en Madrid dejara de votar para evitar que el Perú caiga en manos de su Sánchez. Roberto.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-family: verdana;&quot;&gt;[Você quer que o blog - atualizado diariamente há 20 anos - continue? Há custos a cobrir. Considere colaborar com qualquer valor. Pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='https://otambosi.blogspot.com/feeds/8182495180935420929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://otambosi.blogspot.com/2026/06/o-papa-e-os-sanchez.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/17163319/posts/default/8182495180935420929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='https://www.blogger.com/feeds/17163319/posts/default/8182495180935420929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='https://otambosi.blogspot.com/2026/06/o-papa-e-os-sanchez.html' title='O Papa e os Sánchez'/><author><name>Orlando Tambosi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14946018475927273129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEihecRipgYBFXKDavBG2fhAGre3M95F9oGp9KbCm9iFYi8MMmGhy5eeumoGIkR2nltLtLG4xN9BirZ6bYvwzDdlXJN3UXcBL4ztsWaFSbp1oRgU-AnWEh8deozrp-O-DtO0Nv9Mt-CiWHZmdZJN-OODEGa-661mpNtgv5RaGjO32Wzg1dDShe-e/s72-c/europapress_7577058_05_june_2026_peru_lima_presidential_candidate_roberto_sanchez_of_the_juntos-1200x675.webp" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>