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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/atom10full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" gd:etag="W/&quot;DEAGQXoyeSp7ImA9WhRUFU4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3214417140532370034</id><updated>2012-01-25T21:12:00.491-03:00</updated><category term="Dignidade humana" /><category term="política" /><category term="História" /><category term="constituição" /><category term="Direito" /><category term="Religião" /><category term="Estado Policial" /><category term="Democracia" /><category term="Humor" /><category term="Estado de Direito" /><category term="Vaticano" /><category term="eleições" /><category term="Eleições 2010" /><category term="Charge" /><category term="Projeto de lei" /><category term="Economia" /><category term="Liberdade" /><title>Anselmo Carvalho</title><subtitle type="html">Direito, Política e Sociedade.</subtitle><link rel="http://schemas.google.com/g/2005#feed" type="application/atom+xml" href="http://anselmocarvalho.blogspot.com/feeds/posts/default" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://anselmocarvalho.blogspot.com/" /><link rel="next" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3214417140532370034/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false&amp;v=2" /><author><name>Anselmo Carvalho</name><uri>https://profiles.google.com/110169768794683107678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="//lh5.googleusercontent.com/-fFSMVczwcg4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAhk/zffqN2b-GdY/s512-c/photo.jpg" /></author><generator version="7.00" uri="http://www.blogger.com">Blogger</generator><openSearch:totalResults>471</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/atom+xml" href="http://feeds.feedburner.com/blogspot/tMQq" /><feedburner:info uri="blogspot/tmqq" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><entry gd:etag="W/&quot;DEAGQXoycSp7ImA9WhRUFU4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3214417140532370034.post-4453726322386554639</id><published>2012-01-25T21:05:00.001-03:00</published><updated>2012-01-25T21:12:00.499-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-25T21:12:00.499-03:00</app:edited><title>As lições de Churchill</title><content type="html">&lt;h3 class="post-title entry-title" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, sans-serif; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 20px; position: relative; text-align: -webkit-auto;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;
&lt;div class="post-header" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, sans-serif; line-height: 1.6; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: -webkit-auto;"&gt;
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&lt;div class="post-body entry-content" id="post-body-1651683929920711451" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, sans-serif; line-height: 22px; position: relative; text-align: -webkit-auto; width: 680px;"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/--ShBomZDoW4/Tx6d9rIftqI/AAAAAAAABRY/jWjq_U5YfPI/s1600/churchill.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; color: #b87209; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; text-decoration: none;"&gt;&lt;img border="0" height="144" src="http://2.bp.blogspot.com/--ShBomZDoW4/Tx6d9rIftqI/AAAAAAAABRY/jWjq_U5YfPI/s200/churchill.jpg" style="border-bottom-style: none; border-color: initial; border-image: initial; border-left-style: none; border-right-style: none; border-top-style: none; border-width: initial; position: relative;" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://rodrigoconstantino.blogspot.com/2012/01/as-licoes-de-churchill.html"&gt;Rodrigo Constantino&lt;/a&gt;, O GLOBO&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Winston Churchill faleceu no dia 24 de janeiro de 1965. Este artigo é uma homenagem a este que foi a figura política de maior destaque no século 20. Liderança inquestionável nos turbulentos anos 40, Churchill foi o maior responsável individual pela derrota nacional-socialista na Segunda Guerra Mundial. Não é pouca coisa.&lt;br /&gt;
De sua longa vida, podem-se tirar diversas lições importantes. Superação é uma das primeiras palavras que vem à mente. A quantidade de adversidades e obstáculos que surgiram em seu caminho apenas fortalece o mérito de suas conquistas. Churchill não era de desistir, e usava cada tropeço para se reerguer com mais determinação ainda. Para ele, sucesso era a habilidade de sair de um fracasso para outro sem a perda do entusiasmo.&lt;br /&gt;
Como todo ser humano, Churchill tinha suas falhas e contradições. Nem sempre foi correto, e errou em suas previsões em importantes situações. Mas todos estes defeitos servem para torná-lo mais humano, e não eclipsam de forma alguma seus tantos acertos, fundamentais para preservar a liberdade naqueles ameaçadores anos.&lt;br /&gt;
Uma de suas maiores qualidades como estadista era seu realismo. Enquanto muitos preferiam o falso consolo de esperanças ingênuas, Churchill analisava os fatos com maior frieza. Como escreve Paul Johnson em sua &lt;a href="http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/3369657/churchill/" target="_blank"&gt;biografia&lt;/a&gt;, “Churchill era realista o bastante para perceber que as guerras aconteceriam e, por mais terríveis que fossem, ele preferia vencê-las a perdê-las”. Ele sabia ser pragmático quando necessário, mas sua essência era basicamente a de um liberal, defensor da democracia e também do livre mercado.&lt;br /&gt;
Sobre a democracia, aliás, Churchill tornou famosa a idéia de que se trata do pior modelo político, exceto todos os outros. Ele era realista o suficiente para não esperar escolhas democráticas fantásticas, e costumava dizer que o melhor argumento contra a democracia era uma conversa de cinco minutos com um eleitor médio. Esta postura cética é importante para limitar os estragos que podem ocorrer com o abuso de poder do governo, mesmo sob regimes democráticos.&lt;br /&gt;
Nas grandes batalhas do século 20, tanto ideológicas quanto físicas, Churchill esteve do lado certo. Ele abominava os monstros aparentados: o comunismo, o nazismo e o fascismo. Considerava a tirania bolchevique a pior de todas. Chegou a afirmar que “o vício intrínseco do capitalismo é a partilha desigual do sucesso”, enquanto “o vício intrínseco do socialismo é a partilha equitativa do fracasso”.&lt;br /&gt;
Ainda assim, soube fazer concessões práticas quando a própria sobrevivência dos valores ocidentais estava em jogo. Até mesmo com Stalin ele costurou um pacto para derrotar Hitler, após este trair o ditador soviético. Para Churchill, se Hitler invadisse o inferno até o diabo mereceria ao menos uma palavra favorável.&lt;br /&gt;
Churchill havia lido “Mein Kampf” e, ao contrário de tantos que consideravam Hitler apenas um aventureiro iludido, ele acreditou em suas promessas. O “pacifismo” era o credo da moda, mas Churchill soube enxergar melhor a realidade. Isso fez com que a Inglaterra estivesse preparada quando o inevitável ataque nazista ocorreu. O papel de liderança exercido por Churchill neste momento de vida ou morte foi crucial para a vitória inglesa. “Nós nunca nos renderemos”, enfatizou em seu famoso discurso.&lt;br /&gt;
Ele era a “personificação do entusiasmo”, como explica Johnson. Sua retórica não era, entretanto, vazia, e suas ações incansáveis colocavam em prática sua mensagem. Sua coragem na liderança da máquina de guerra inglesa comprovava sua fala. Sua confiança era contagiante, e sua determinação, inspiradora. Segundo o historiador Paul Johnson, seria legítimo dizer que Churchill realmente salvou a Inglaterra (e, portanto, o Ocidente).&lt;br /&gt;
Além das medalhas militares, Churchill publicou quase 10 milhões de palavras em discursos e livros, pintou mais de 500 telas, construiu pessoalmente boa parte de sua propriedade particular, foi membro da Royal Society, foi agraciado com o Prêmio Nobel de Literatura, foi exímio caçador e jogador de pólo, criou cavalos vencedores e consumiu espantosa quantidade de champanhe, em companhia de seus charutos. Era muito espirituoso, com incríveis tiradas dignas de uma mente rápida e sagaz.&lt;br /&gt;
Para Paul Johnson, a vida de Churchill passa ao menos cinco lições importantes: pense sempre grande; nada substitui o trabalho árduo; nunca deixe que erros e desastres o abatam; não desperdice energia com coisas pequenas e mesquinhas; e, por fim, não deixe que o ódio o domine, anulando o espaço para a alegria na vida. Belas lições!&lt;br /&gt;
&lt;div style="clear: both;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="post-footer" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, sans-serif; line-height: 1.6; margin-bottom: 0.5em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0.5em; text-align: -webkit-auto;"&gt;
&lt;div class="post-footer-line post-footer-line-1"&gt;
&lt;span class="post-author vcard" style="margin-left: 0px; margin-right: 1em;"&gt;Posted by &lt;span class="fn"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/profile/09330341852800968799" rel="author" style="color: #b87209; text-decoration: none;" title="author profile"&gt;Rodrigo Constantino &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="post-timestamp" style="margin-left: -1em; margin-right: 1em;"&gt;at &lt;a class="timestamp-link" href="http://rodrigoconstantino.blogspot.com/2012/01/as-licoes-de-churchill.html" rel="bookmark" style="color: #b87209; text-decoration: none;" title="permanent link"&gt;&lt;abbr class="published" style="border-bottom-style: none; border-color: initial; border-image: initial; border-left-style: none; border-right-style: none; border-top-style: none; border-width: initial;" title="2012-01-24T10:03:00-02:00"&gt;10:03 AM&lt;/abbr&gt;&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3214417140532370034-4453726322386554639?l=anselmocarvalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/tNTwTtjKglZ3bkAUMSur5TEk6oU/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/tNTwTtjKglZ3bkAUMSur5TEk6oU/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/tNTwTtjKglZ3bkAUMSur5TEk6oU/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/tNTwTtjKglZ3bkAUMSur5TEk6oU/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/tMQq/~4/lu1zqTnRzgQ" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="related" href="http://rodrigoconstantino.blogspot.com/2012/01/as-licoes-de-churchill.html" title="As lições de Churchill" /><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://anselmocarvalho.blogspot.com/feeds/4453726322386554639/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3214417140532370034&amp;postID=4453726322386554639&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3214417140532370034/posts/default/4453726322386554639?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3214417140532370034/posts/default/4453726322386554639?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/tMQq/~3/lu1zqTnRzgQ/as-licoes-de-churchill.html" title="As lições de Churchill" /><author><name>Anselmo Carvalho</name><uri>https://profiles.google.com/110169768794683107678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="//lh5.googleusercontent.com/-fFSMVczwcg4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAhk/zffqN2b-GdY/s512-c/photo.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/--ShBomZDoW4/Tx6d9rIftqI/AAAAAAAABRY/jWjq_U5YfPI/s72-c/churchill.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://anselmocarvalho.blogspot.com/2012/01/as-licoes-de-churchill.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D08BQn86cSp7ImA9WhRREEQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3214417140532370034.post-605945224621727135</id><published>2011-11-23T21:50:00.000-03:00</published><updated>2011-11-23T21:50:53.119-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-11-23T21:50:53.119-03:00</app:edited><title>Meus heróis não morreram de overdose. Alguns dos meus amigos de infância é que morreram no narcotráfico! E foi uma escolha!</title><content type="html">Por &lt;a href="http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/meus-herois-nao-morreram-de-overdose-alguns-dos-meus-amigos-de-infancia-e-que-morreram-no-narcotrafico-e-foi-uma-escolha/?utm_source=feedburner&amp;amp;utm_medium=feed&amp;amp;utm_campaign=Feed%3A+ReinaldoAzevedo+%28Reinaldo+Azevedo%29"&gt;Reinado Azevedo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/files/2011/11/ferrorama.jpg"&gt;&lt;img src="http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/files/2011/11/ferrorama-480x358.jpg" alt="ferrorama" width="480" height="358" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este será um texto difícil, leitores! Avançarei por um trilho que sempre evitei porque tenho tal horror à demagogia que o risco remoto de que nela pudesse resvalar sempre me impediu de continuar. Mas chega a hora, como disse o poeta, em que os bares se fecham. E então restamos com nossas verdades. E elas precisam ser não exatamente &lt;strong&gt;a&lt;/strong&gt;nunciadas, mas &lt;strong&gt;e&lt;/strong&gt;nunciadas. Chegou a hora de vocês saberem um pouco mais deste escriba. Mas vamos devagar nesta longa viagem noite adentro. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:#000000"&gt;Enganam-se aqueles que supõem que tenho debatido, nestes dias, a formação de chapas para disputar o DCE da USP, da Unirio ou da UFPR. A questão, entendo, é bem mais ampla: trato aqui de regras de civilidade, da democracia e do estado de direito. Espanta-me que seja justamente nas universidades — em particular nas públicas — que direitos essenciais garantidos pela Constituição sejam aviltados; direitos que custaram os esforços de gerações de brasileiros. Modestamente, fiz parte dessa trajetória e corri riscos, desde bem menino, por isso. Constato, não surpreso, mas nem por isso menos indignado, que a defesa da lei no Brasil pode ser, sim, uma atitude perigosa, daí que eu tenha sido obrigado a tomar medidas para a minha proteção. Nem por isso vou desistir. Releiam o título deste post. Eu vou chegar lá.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:#000000"&gt;Ontem, enquanto alguns leitores de Vladimir Safatle, o professor pró-invasão, liam a sua corajosa fuga do debate (&lt;em&gt;ver post abaixo&lt;/em&gt;), um panfleto era distribuído na USP, com tiragem anunciada de 3 mil exemplares. Ataca-me com impressionante violência. Mais do que isso: incita o ódio, a agressão. Acusa-me, em última instância, de interferir numa questão que seus autores parecem considerar privada. Isto mesmo: eles privatizaram a Universidade de São Paulo e rejeitam por princípio a crítica. O curioso é que, em sua não-resposta, Safatle me acusava — este rapaz precisa tomar cuidado com seu eventual lado mitômano — de promover a violência retórica. Escreveu em sua “não-resposta” que ele pertence àquela categoria de pessoas que &lt;span style="color:#ff0000"&gt;“nunca responderão a situações nas quais a palavra escrita resvala para o pugilato, nas quais ela flerta com as cenas da mais tosca briga de rua com seus palavrões e su&lt;span style="color:#ff0000"&gt;as acusações ‘&lt;strong&gt;ad hominen&lt;/strong&gt;‘.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff0000"&gt; Seria, simplesmente, ignorar a força seletiva do estilo.”&lt;/span&gt; Bem, noto à margem que o latim de Safatle não é melhor do que seu português, sua filosofia, seus argumentos e seu talento de polemista. O certo é “&lt;strong&gt;ad hominem”&lt;/strong&gt;, com “m”. A alternativa é não recorrer ao latim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:#000000"&gt;Não, eu não desferi um só palavrão contra este rapaz. Em compensação, aqueles aos quais ele dá suporte — costuma ministrar “aulas” em áreas públicas ocupadas, como já fez em Salvador! — percorrem todo o vocabulário da desqualificação para me atacar, com impressionante vulgaridade e boçalidade. Em suma: acusam-me de promover aquilo que eles próprios promovem. Quando um delinqüente intelectual divulga um panfleto asqueroso, que faz a apologia da pancadaria e da tortura, em vez de pedirem cadeia para o autor, preferem jogá-lo nas costas de seus adversários. É uma gente, parece, para a qual o crime sempre é útil, os próprios  ou os alheios.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:#000000"&gt;&lt;strong&gt;Ataques e povo consumidor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Nos ataques que prosperam na rede, as Mafaldinhas e os remelentos mimados me acusam, ora vejam!, de ser um representante da “classe dominante” — ou de estar a serviço dela — e fechar os olhos e tapar os ouvidos ao sofrimento do povo, de que eles seriam os procuradores. Se o povo os ignora e, na verdade, repudia a sua pauta, então é porque está ainda esmagado pela opressão do capital e pelas artimanhas da ideologia dominante, que lhe incute uma falsa consciência que o impede de ter clareza de seu papel revolucionário. É aí que entra, então, o partido — o deles — com o seu papel de vanguarda e de organizador da luta. Escrevo isso e dou um meio-suspiro. Imaginem vocês se Marx estabeleceria esse encadeamento se os “revolucionários” em questão fossem estudantes universitários…&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:#000000"&gt;O que essa gente sabe “do povo”, Deus Meu? No máximo, tem notícia dele por intermédio de suas respectivas empregadas, certamente mais “reacionárias” do que eles próprios. Esses radicais, que hoje se querem à esquerda do PT — os petistas assistem aos absurdos da USP pensando apenas em como tirar proveito eleitoral do episódio —, explicam por que foi um operário meio ignorantão, Luiz Inácio Lula da Silva, a empurrá-los para a absoluta indigência intelectual e para o flerte com o banditismo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:#000000"&gt;Se Lula e seu PT têm promovido o que considero um contínuo rebaixamento institucional do Brasil por conta do aparelhamento do estado e de sua vocação para se estabelecer como partido único, o que certa esquerda considera “progressista”, é fato que o sucesso do Apedeuta, desde quando era sindicalista, se deve justamente a aspectos de sua pregação que esses radicalóides consideram “conservadores”, até mesmo reacionários. Desde quando era presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, Lula prega a uma platéia de consumidores, não de revolucionários. As três campanhas eleitorais vencidas pelo PT exercitaram, todos sabemos, à farta a lógica do “nós” contra “eles” — aquela bobajada tipicamente esquerdista —, mas sempre ancoradas na democratização das conquistas do capitalismo. Há, sim, uma vasta literatura de esquerda que provaria que Lula é um grande “reacionário”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:#000000"&gt;O ponto, meus caros, é que o povo vive o, como chamarei?, “&lt;em&gt;malaise&lt;/em&gt;” da carência, enquanto esses esquerdistas enfatuados conhecem o “&lt;em&gt;malaise&lt;/em&gt;” da abastança. PCO, LER-QI, PSOL e assemelhados oferecem “consciência revolucionária” aos pobres, e estes querem é geladeira nova. Os extremistas do sucrilho e do toddynho lhes propõem utopias, e eles estão de olho no computador. Os delirantes, em suma, lhes acenam com o socialismo, e eles só esperam que o capitalismo também lhes sorria. Foi Lula quem conduziu esses delinqüentes intelectuais para o hospício da política. Em certa medida, ninguém foi, segundo a ótica deles, mais contra-revolucionário do que o ex-presidente — o que não quer dizer que ele seja um democrata convicto. Eu não considero.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:#000000"&gt;&lt;strong&gt;Desconhecem o povo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Esses extremistas de terceiro grau, sejam alunos, professores ou funcionários, não sabem o que é o povo, quem é o povo, o que quer o povo — e o resultado que logram nas urnas deixa isso muito claro. E então virá a pergunta fatal: “E você, Reinaldo, conhece?” Pois é, conheço, sim! SEM ME CONSIDERAR SEU REPRESENTANTE PORQUE NÃO FUI ELEITO POR NINGUÉM, DEIXO CLARO! E agora começa o caminho um tanto pedregoso, que sempre evitei, porque tenho verdadeiro asco de certas parvoíces sociologizantes. Mais do que isso: a cada vez que vi Lula tentando justificar algumas de suas escolhas equivocadas por causa de sua infância pobrezinha, meu estômago deu alguns corcovos. O Lula que mobilizou os consumidores, se querem saber, merece o meu respeito. O Lula que tenta fazer da pobreza uma cultura merece o meu solene desprezo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:#000000"&gt;Vamos lá, Reinaldão, coragem! Sabem os meus familiares, sabem os meus amigos próximos, alguns deles jornalistas (sim, os tenho, e queridos!), que fui muito pobre, muito mesmo! &lt;strong&gt;E nunca dei uma de coitadinho porque não pode haver poder mais discricionário e asqueroso do que o das vítimas — de quaisquer vítimas — se transformado em categoria de pensamento&lt;/strong&gt;. A pobreza não existe nem para culpar nem para enobrecer ninguém. Vamos lá ao título. Não! Os meus heróis não morreram de overdose porque isso é luxo que não se consente a determinadas faixas de renda. Essa “overdose” sempre supõe que o tal “herói” foi uma espécie de paladino da luta contra a opressão. Qual opressão? Qualquer uma que possa servir de pretexto para enfiar o pé na jaca.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:#000000"&gt;Se meus heróis não morreram de overdose, tive, isto sim, amigos de infância e pais de amigos que se meteram com a bandidagem e o narcotráfico e que hoje estão mortos. Morreram de “overbalas”. Meu pai trocava molas de caminhão; minha mãe chegou a trabalhar como doméstica. Não me orgulho da profissão que tiveram. Orgulho-me das pessoas que eram — minha mãe, felizmente, viva, forte e ainda mais cheia de opiniões do que eu, hehe. Orgulho-me de seu caráter. Orgulho-me de seu senso de honra. Morei em dois cômodos de madeira até os 5 anos; depois, em dois cômodos de alvenaria até os 15. No fundo do terreno, corria um rio fétido. Nas chuvas, a água invadia a casa. O que isso me ensinou? Digo daqui a pouco. E talvez surpreenda muita gente!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:#000000"&gt;&lt;strong&gt;Eu era livre para escolher&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Tive todas as oportunidades de delinqüir, às quais alguns sucumbiram, numa periferia aonde o asfalto chegou tardiamente, para ter um “Kichute” novo (ainda existe?), uma calça “Lee Americana”, como chamávamos à época, uma “vitrola” para os bailinhos — faziam-se “bailinhos” então. E sempre disse “não!” E fiquei sem o Kichute, a Lee Americana e a vitrola. Eu tenho uma novidade para esses delinqüentes encapuzados e seus professores picaretas: &lt;strong&gt;OS POBRES TAMBÉM FAZEM ESCOLHAS&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;MORAIS&lt;/strong&gt;. Não são umas bestas à espera da iluminação que vocês possam proporcionar. Aliás, eles as fazem mais freqüentemente do que os abastados porque, de fato, suas carências são maiores e maiores as chances de tentação de encontrar um caminho mais curto para obter o desejado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:#000000"&gt;Disse “não” muitas vezes — e não vai nisso heroísmo nenhum! Não fui o único. Sempre que leio textos de supostos especialistas a demonstrar como os pobres da periferia são vítimas passivas das circunstâncias, sou tentado a pegar um chicote. Porque essa gente não sabe &lt;strong&gt;O&lt;/strong&gt; que nem&lt;strong&gt; DO&lt;/strong&gt; que está falando.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:#000000"&gt;Não, eu não acho que essa minha origem me qualifique para isso ou para aquilo. Não me liguei a grupos socialistas porque quisesse subir na vida (claro!) ou porque achasse que o estado tinha a obrigação de me dar moradia ou o que fosse. A minha questão, desde sempre, tinha a ver com a democracia. Achava, e ainda acho, inaceitável que um governo possa decidir o que devemos pensar, o que devemos dizer, o que devemos calar. Nem governos nem milícias comuno-fascistas da USP ou de qualquer outro lugar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:#000000"&gt;A propósito da ignorância dos extremistas. Lembro-me, eu tinha 15 anos, de uma “aula” com um “intelequitual” da Convergência Socialista (que está na pré-história do PSTU) a esculhambar o então apenas “sindicalista” Lula, em começo de carreira, porque este seria um “reformista”, empenhado “apenas” em conquistar salários melhores, o que, entendi, era ruim para a libertação dos trabalhadores. O que aquela gente sabia do povo, Deus Meu? Nada! O que sabe ainda hoje? Nada!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:#000000"&gt;Todos os dias, recebo centenas de comentários mais ou menos assim: “Você, que nunca andou de ônibus…”; “Você, que nunca andou de trem…”; “Você, que nasceu em berço de ouro…” Costumo ignorar porque tenho outra novidade para os delinqüentes encapuzados: &lt;strong&gt;a abastança pode ser tão opressora quanto a carência! Os que não sabem o que fazer dos benefícios que herdaram podem ter um destino tão ou mais duro do que os que não sabem o que fazer das carências que herdaram. O ponto, desde sempre, não é o que fizeram de você, mas o que você vai fazer do que fizeram de você, compreenderam?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:#000000"&gt;&lt;strong&gt;Ignorância com efeitos trágicos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Essa ignorância do que são e do que querem os pobres tem efeito terrível na vida dos próprios pobres. A cada vez que vejo ONGs nas favelas do Rio ou na periferia de São Paulo ensinando criança pobre a batucar, a fazer rap, a fazer funk (lá vem chiadeira…), vem-me de novo a vontade de pegar o chicote. Por que pobre tem de batucar? Aos 14 anos, eu já tinha lido toda a poesia de Cecília Meireles e boa parte do que sei de Drummond, por exemplo. Ali, na cozinha de casa. Não porque eu fosse um gênio, o que não sou, mas porque há pobres que se interessam por literatura e não estão dispostos a representar o papel de pobres para satisfazer os anseios dos remelentos e das Mafaldinhas revolucionárias. E não estão dispostos pela simples e óbvia razão de que… JÁ SÃO POBRES. NÃO PRECISAM REPRESENTAR!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:#000000"&gt;Eu conheço o povo, aqueles alunos e professores remelentos não conhecem. Para a chateação e a fúria deles todos, conheço também os textos que lhes servem de referência, com a ligeira diferença de que os li. Safatle, aquele rapaz do cinturão do agronegócio, a esta altura, deve estar radiante: “Eu sabia! Esse Reinaldo é um pobre que se tornou reacionário para subir na vida; um arrivista!” E se sentirá, então, pacificado. Ele, das classes abastadas, se regozijará com a generosidade de sua entrega à causa popular, mesmo vindo das camadas superiores. Já eu, vejam que desastre!, em vez de estar na rua, carregando bandeira; em vez de estar empenhado na libertação da minha classe; em vez de estar exercendo o papel que me foi reservado pelo marxismo sem imaginação dessa canalha, eu, olhem que coisa!, estou aqui a dizer para Safatle que sua citação de um texto de referência é descabida. Corrijo também o seu português. Corrijo, para arremate dos males, o seu latim. Pobre reacionário é mesmo uma merda, né, Safatle? É só ler alguma coisinha, já sai corrigindo os ricos progressistas…&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:#000000"&gt;&lt;strong&gt;Por que isso tudo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Por que isso tudo? Para tentar ganhar algumas credenciais junto à escumalha moral que anda me satanizando por aí? Eu quero mais é que essa gente se dane. Mas não venha, como se dizia na minha vila, “botar panca” (sim, o certo é “banca”) pra cima de mim, tentando me dar aula do que é povo, do que é pobreza, do que é carência. Eu lhes ensino, seus delinqüentes, como transformar dois ovos e um tomate numa refeição para quatro pessoas, com o acréscimo de farinha de rosca numa omelete sem queijo e sem presunto. A boa notícia para nós é que era gostoso. Fiz Dona Reinalda preparar o prato dia desses. Ficou bom, mas não era a mesma coisa, porque, para citar um trecho que decorei de “No Caminho de Swann, de Proust (só trechinhos, viu? Não quero passar falsas impressões, hehe), &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“tentamos achar nas coisas, que, por isso, nos são preciosas, o reflexo que nossa alma projetou sobre elas, e desiludimo-nos ao verificar que as coisas parecem desprovidas, na natureza, do encanto que deviam, em nosso pensamento, à vizinhança de certas idéias”.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; No caso, a omelete de farinha de rosca estava ali, mas as circunstâncias eram outras, como a água do rio que não passa duas vezes pelo mesmo lugar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:#000000"&gt;A minha história não me faz nem mais nem menos qualificado para coisa nenhuma! Também a pobreza pregressa não é categoria de pensamento. Eu espero que aqueles vagabundos que ficam demonizando meu nome por aí me desprezem ainda mais por isso. Têm a chance de descobrir que as nossas diferenças não estão apenas nas escolhas, mas também nas origens. A pobreza não me ensinou nada de especial. Cabe a cada um de nós o esforço ao menos de tomar a rédea do nosso destino, feito muito mais de opções do que freqüentemente supomos. Mas isso não é uma particularidade da pobreza. Também os ricos, reitero, podem ser oprimidos pela riqueza. “Mas qual opressão é melhor?”, pode perguntar um cínico.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:#000000"&gt;Olhem aqui, minhas caras, meus caros, é claro que governos e políticas públicas têm de se ocupar da melhoria das condições de vida do povo. Com uma escola melhor, uma saúde melhor, uma segurança melhor, aumentam as chances de felicidade. Negá-lo seria uma estupidez. Chances de felicidade, no entanto, não são felicidade garantida. Na pobreza ou na abastança, o que quer que nos faça infelizes sempre está dentro de nós. E não há revolução que dê jeito.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:#000000"&gt;Ah, sim: algum anseio insatisfeito da pobreza ainda me assalta hoje, já que “o menino é o pai do homem”, como escreveu Wordsworth, frase depois retomada por Machado de Assis em “Memórias Póstumas de Brás Cubas”?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:#000000"&gt;Um ferrorama lindão, gigantesco, cheio de traquitanas. No mais, nada faltou, nada excedeu. Cada vida existe na sua exata medida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:#000000"&gt;Beijo do Tio Rei.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ReinaldoAzevedo?a=HBMZUabX5W4:uTPVFZTZCfI:4mMhLe-VARg"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ReinaldoAzevedo?d=4mMhLe-VARg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ReinaldoAzevedo?a=HBMZUabX5W4:uTPVFZTZCfI:MQ-FMzGVnj4"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ReinaldoAzevedo?d=MQ-FMzGVnj4" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ReinaldoAzevedo?a=HBMZUabX5W4:uTPVFZTZCfI:l3fMvQ60XsE"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ReinaldoAzevedo?d=l3fMvQ60XsE" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ReinaldoAzevedo?a=HBMZUabX5W4:uTPVFZTZCfI:V_sGLiPBpWU"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ReinaldoAzevedo?i=HBMZUabX5W4:uTPVFZTZCfI:V_sGLiPBpWU" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ReinaldoAzevedo?a=HBMZUabX5W4:uTPVFZTZCfI:I9og5sOYxJI"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ReinaldoAzevedo?d=I9og5sOYxJI" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ReinaldoAzevedo/~4/HBMZUabX5W4" height="1" width="1" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3214417140532370034-605945224621727135?l=anselmocarvalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;h1 style="font-family: verdana, helvetica, arial, sans-serif;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #afafaf; font-size: 12px; font-weight: normal; text-transform: capitalize;"&gt;Autor:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.imil.org.br/author/fabio-giambiagi/" style="color: #fd6900; font-size: 13px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-decoration: none; text-transform: capitalize;" title="Posts by Fabio Giambiagi"&gt;Fabio Giambiagi&lt;/a&gt;&lt;/h1&gt;
&lt;div id="fonter" style="font-family: verdana, helvetica, arial, sans-serif; height: 27px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: -27px; text-align: right;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #fd6900; font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="resize" style="font-family: verdana, helvetica, arial, sans-serif; font-size: 12px;"&gt;
&lt;div class="imagen-single" style="float: left; height: auto; margin-right: 10px; margin-top: 10px;"&gt;
&lt;img alt="Fábio Giambiagi" class="attachment-full wp-post-image" height="263" src="http://www.imil.org.br/wp-content/uploads/2011/09/28_MHG_ECO_GIAMBIAGI6.jpg" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; margin-bottom: 2px; margin-left: 2px; margin-right: 2px; margin-top: 2px;" title="Fábio Giambiagi" width="350" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 10px; padding-left: 10px; padding-right: 10px; padding-top: 10px; text-align: justify;"&gt;
Javert, o policial de “Os miseráveis”, de Victor Hugo, ao advertir, nas palavras de Mário Vargas Llosa em “La tentación de lo imposible”, que “o bem e o mal não são, como ele pensava, algo rigidamente separado e reconhecível, mas caminhos que se cruzam entre si e por vezes se perdem um do outro sem que seja possível distingui-los”, exclama em determinado momento, algo assoberbado pelos dilemas que lhe toca enfrentar: “Que fácil é ser bom. O difícil é ser justo.” Sábias palavras, que devem ser lembradas quando se pensa no desafio previdenciário para as próximas décadas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 10px; padding-left: 10px; padding-right: 10px; padding-top: 10px; text-align: justify;"&gt;
O IBGE divulgará em poucas semanas a nova tábua de mortalidade. De um ano para outro, as diferenças são sempre modestas, mas, ao longo do tempo, as mudanças são enormes. Na década de 70, um homem que chegasse vivo aos 60 anos tinha, em média, uma expectativa de viver mais 16 anos. Hoje, essa expectativa pulou para mais 20 anos (ou seja, mais 4 anos de vida, devido aos avanços da medicina). No caso das mulheres de 60 anos, tal expectativa passou de mais 17 para 23 anos (6 anos de diferença). Mais ainda: em 2030, a projeção oficial é que tais parâmetros aumentarão para 22 e 26 anos para homens e mulheres, respectivamente.&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 10px; padding-left: 10px; padding-right: 10px; padding-top: 10px; text-align: justify;"&gt;
Recentemente, um jornalista escreveu uma matéria afirmando que a reforma que eu e outros colegas defendíamos nos textos publicados há alguns anos pelo Ipea acerca da questão previdenciária seria “neoliberal”. Fariam bem as pessoas imbuídas de concepções maniqueístas do mundo em pensar nas palavras do personagem de Victor Hugo acima citado. Quando se trata de discutir questões previdenciárias, dividir o mundo entre “mocinhos” e “bandidos” beira o ridículo. Não há pessoas “a favor” ou “contra” os idosos. Há simplesmente um megadesafio demográfico pela frente.&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 10px; padding-left: 10px; padding-right: 10px; padding-top: 10px; text-align: justify;"&gt;
Em geral, mesmo quem defende a conveniência de o país realizar uma reforma que modifique as regras de aposentadoria, aponta para o envelhecimento da população como a grande justificativa. Na verdade, porém, esse não é o único fenômeno que age sobre as tendências demográficas do país. O segundo grande movimento populacional em curso é que nasce cada vez menos gente, em função da queda drástica das taxas de fecundidade, pela combinação de avanço dos métodos contraceptivos e maior informação. Como consequência, o número de crianças de 0 a 4 anos está em queda absoluta no Brasil desde a década de 90. Eram 18 milhões de crianças na primeira infância em 1990, o número cedeu para 15 milhões em 2010 e as projeções indicam que a redução continuará sem ser interrompida pelos próximos 40 anos. Em 2050, tenho dito nas minhas palestras sobre o tema que bebê será algo disputado a tapa no país, de tão pouco comum que será ver recém-nascidos pelas ruas!&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 10px; padding-left: 10px; padding-right: 10px; padding-top: 10px; text-align: justify;"&gt;
Está em curso uma inversão da nossa pirâmide populacional. No ano 2000, havia no Brasil 51 milhões de crianças e jovens de 0 a 14 anos e apenas 14 milhões de pessoas com idades de 60 anos ou mais. As projeções do IBGE indicam que em 2050 esses números terão mudado para 28 milhões e 64 milhões de pessoas, respectivamente.&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 10px; padding-left: 10px; padding-right: 10px; padding-top: 10px; text-align: justify;"&gt;
No universo dos grupos populacionais extremos, a mudança é ainda maior: entre o ano 2000 e a projeção oficial para 2050, o universo de crianças de 0 a 4 anos encolherá de 17 milhões para 9 milhões de pessoas, e o dos idosos de 80 anos ou mais aumentará de 2 para 14 milhões de pessoas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 10px; padding-left: 10px; padding-right: 10px; padding-top: 10px; text-align: justify;"&gt;
Ao longo dos últimos 20 anos, tenho me debruçado sobre essa questão e discutido os desafios que isso gera para o Brasil. Nessas duas décadas, o próprio processo de envelhecimento associado ao ser humano — ninguém encara a vida aos 50 anos com os mesmos olhos que aos 30 — me fez aprofundar o senso de transitoriedade acerca do papel de cada indivíduo no mundo em que vivemos e aumentou da minha parte o que entendo ser um dever de solidariedade daqueles que hoje estamos na ativa, em relação às gerações dos nossos filhos e netos. Cedo ou tarde, o Brasil terá que encarar esse desafio demográfico sem a demagogia escandalosa que tem marcado o posicionamento de todos os partidos políticos — sem exceção — sobre a matéria. Espero em futuros artigos, neste espaço que o jornal me oferece uma vez por mês, procurar contribuir, modestamente, para qualificar esse debate tão delicado quanto necessário.&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 10px; padding-left: 10px; padding-right: 10px; padding-top: 10px; text-align: justify;"&gt;
Fonte: O Globo, 14/11/2011&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 10px; padding-left: 10px; padding-right: 10px; padding-top: 10px; text-align: justify;"&gt;
Postagem a partir do site do&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.imil.org.br/artigos/o-desafio-demografico/?utm_source=feedburner&amp;amp;utm_medium=feed&amp;amp;utm_campaign=Feed%3A+org%2Fhetj+%28Instituto+Millenium%29" target="_blank"&gt;Instituto Millenium&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
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E sentenciou: ele só fará convênios com prefeituras, não mais com segmentos da sociedade civil. Ou seja, em vez de destrinchar o que ocorre na administração federal e de analisar as bases reais do poder e da corrupção, encontra um bode expiatório fora do governo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No caso, quanto eu saiba, é opinião de pessoa que não tem as mãos sujas por desvios de recursos públicos. Não se trata, portanto, de simples cortina de fumaça para obscurecer práticas corruptas. São palavras que expressam a visão de mundo do novo ministro: o que pertence ao “Estado”, ao governo, é correto; o que vem de fora, da sociedade, traz impurezas… O mal estaria nas ONGs em si, não no desvio de suas funções nem na falta de fiscalização, cuja responsabilidade é dos partidos e dos governos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse tipo de ideologia vem associado a outra perversão corrente: fora do partido e do governo nada é ético; já o que se faz dentro do governo para beneficiar o partido encontra justificativa e se torna ético por definição.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Repete-se algo do mensalão. Naquele episódio, já estava presente a ideologia que santifica o Estado e faz de conta que não vê o desvio de dinheiro público, desde que seja para ajudar os partidos “populares” a se manterem no poder. Com uma diferença: no mensalão desviavam-se recursos públicos e de empresas para pagar gastos eleitorais e para obter apoio de alguns políticos. Agora são os partidos que se aninham em ministérios e, mesmo fora das eleições, constroem redes de arrecadação por onde passam recursos públicos que abastecem suas caixas e os bolsos de alguns dirigentes, militantes e cúmplices.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A corrupção e, mais do que ela, o “fisiologismo”, o clientelismo tradicional, sempre existiram. Depois da redemocratização, começando nas prefeituras, o PT – e não só ele – enveredou pelo caminho de buscar recursos para o partido nas empresas de coleta de lixo e de transporte público (sem ONGs no meio…). Há, entretanto, uma diferença essencial na comparação com o que se vê hoje na esfera federal. Antes o desvio de recursos roçava o poder, mas não era condição para o seu exercício. Agora os partidos exigem ministérios e postos administrativos para obterem recursos que permitam sua expansão, atraindo militantes e apoios com as benesses que extraem do Estado. É sob essa condição que dão votos ao governo no Congresso. O que era episódico se tornou um “sistema”, o que era desvio individual de conduta se tornou prática aceita para garantir a “governabilidade”.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dessa forma, as “bases” dos governos resultam mais da composição de interesses materiais que da convergência de opiniões. Com isso perdem sentido as distinções programáticas, para não falar nas ideológicas: tanto faz que o partido se diga “de esquerda”, como o PC do B, ou centrista, como o PMDB, ou de centro-direita, como o PR, ou que epíteto tenham, todos são condôminos do Estado. Há apenas dois lados, o dos condôminos e o dos que estão fora da partilha do saque. O antigo lema “é dando que se recebe”, popularizado pelo deputado Cardoso Alves no governo Sarney, referia-se às nomeações, ao apadrinhamento, que, eventualmente, poderiam levar à corrupção, mas em si mesmo não o eram. Tratava-se da forma tradicional, clientelista, de fazer política.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Hoje é diferente. Além da forma tradicional – que continua a existir -, há uma nova maneira “legitimada” de garantir apoios: a doação quase explícita de ministérios com as “porteiras fechadas” aos partidos sócios do poder. Digo “legitimada” porque desde o mensalão o próprio presidente Lula outra coisa não fez senão justificar esse “sistema”, como ainda agora, no caso da demissão dos ministros acusados de corrupção, aos quais pediu que tivessem “casca dura” – ou queria dizer caradura? – e se mantivessem no cargo. Num clima de bonança econômica, a aceitação tácita deste estado de coisas por um líder popular ajuda a transformar o desvio em norma mais ou menos aceita pela sociedade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pois bem, parece-me grave que, no momento em que a presidenta esboça uma reação a esse lavar de mãos, um ministro reitere a velha cantilena: a contaminação adveio das ONGs. Esqueceu que o governo tem a responsabilidade primordial de cuidar da moral do Estado. Não há Estado que seja por si só moral, nem partido que seja imune à corrupção pela graça divina. Pior, que não se possa tornar cúmplice de um sistema que se baseie na corrupção.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O “sistema” reage a essa argumentação dizendo tratar-se de “moralismo udenista”, referência às críticas que a UDN fazia aos governos do passado, como se ao povo não interessasse a moral republicana. Ledo engano. É só discutir o tema relacionando-o, por exemplo, com trapalhadas com a Copa para ver se o povo reage ou não aos desmandos e à corrupção. A alegação antimoralista faz parte da mesma toada de “legitimação” dos “malfeitos”. Não me parece que a anunciada faxina, embora longe de haver sido completa, tenha tirado apoios populares da presidenta. O obstáculo a uma eventual faxina não é a falta de apoio popular, mas a resistência do “sistema”, como se viu na troca de um ministro por outro do mesmo partido, possivelmente também para preservar um ex-titular do mesmo ministério que trocou o PC do B pelo PT e hoje governa o Distrito Federal. Estamos diante de um sistema político que começa a ter a corrupção como esteio, mais do que simplesmente diante de pessoas corruptas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda há tempo para reagir. Mas é preciso ir mais longe e mais rápido na correção de rumos. E nesse esforço as oposições não se devem omitir. Podem lutar no Congresso por uma lei, por exemplo, que limite o número de ministérios e outra, se não a mesma, que restrinja ao máximo as nomeações fora dos quadros de funcionários. Por que não explicitar as condições para que as ONGs se tornem aptas a receber dinheiros públicos? Os desmandos não se restringem ao Ministério do Esporte, há outros na fila. Os dossiês da mídia devem estar repletos de denúncias. Não adianta dizer que se trata de “conspirações” contra os interesses populares. É da salvaguarda deles que se trata.&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/augustonunes?a=sqiuNSD98kA:M5FGFdFQT6g:4mMhLe-VARg"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/augustonunes?d=4mMhLe-VARg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/augustonunes?a=sqiuNSD98kA:M5FGFdFQT6g:MQ-FMzGVnj4"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/augustonunes?d=MQ-FMzGVnj4" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/augustonunes?a=sqiuNSD98kA:M5FGFdFQT6g:I9og5sOYxJI"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/augustonunes?d=I9og5sOYxJI" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/augustonunes?a=sqiuNSD98kA:M5FGFdFQT6g:l3fMvQ60XsE"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/augustonunes?d=l3fMvQ60XsE" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/augustonunes?a=sqiuNSD98kA:M5FGFdFQT6g:V_sGLiPBpWU"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/augustonunes?i=sqiuNSD98kA:M5FGFdFQT6g:V_sGLiPBpWU" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3214417140532370034-296081320967484183?l=anselmocarvalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Augusto Nunes&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Sete anos depois do suicídio de Getúlio Vargas, sete meses depois da posse, o presidente Jânio Quadros precipitou, com sete linhas manuscritas, a sequência de crises que desembocaria, sete anos mais tarde, no Ato Institucional n° 5 – e na instauração da ditadura sem camuflagens. Na manhã de 25 de agosto de 1961, a democracia ainda em sua infância viu-se forçada a renunciar à maturidade, que só seria alcançada caso fossem cumpridos integralmente dois mandatos  consecutivos. O Brasil civilizado pareceu mais distante que nunca no dia em que o presidente sumiu.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Abrupto e inesperado, o último ato foi um fecho coerente para a ópera do absurdo composta desde o primeiro dia de governo, quando Jânio foi ameaçado pela maioria oposicionista no Congresso: se ele continuasse a hostilizar o antecessor Juscelino Kubitschek, uma sessão especial da Câmara e do Senado seria convocada para tratar do assunto. Ainda em 1º de fevereiro, o novo presidente revidou com a criação de comissões de sindicância, chefiadas por militares e incumbidas de investigar “focos de corrupção” que dizia ter herdado de JK.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nos 204 dias seguintes, o Brasil viajou numa montanha-russa monitorada por um homem de 44 anos que obedecia exclusivamente ao instinto. Tangenciando o penhasco com perturbadora frequên­cia, alternando freadas bruscas com arrancadas vertiginosas, ele aumentou o expediente dos servidores públicos, exonerou meio mundo, suspendeu nomeações por um ano, reduziu o orçamento das Forças Armadas e os quadros funcionais de todas as embaixadas, tabelou o preço do arroz e do feijão, condenou a invasão de Cuba financiada pelos Estados Unidos, planejou a anexação da Guiana Francesa, baixou medidas de combate ao monopólio, desvalorizou a moeda, determinou ao Itamaraty que restabelecesse relações diplomáticas com a União Soviética, proibiu maiô em concurso de miss, lança-perfume, briga de galo, corridas de cavalo em dias úteis e veiculação de comerciais no cinema, mobilizou o Exército para reprimir uma greve de estudantes no Recife, brigou com a maioria dos parlamentares aliados, regulamentou a remessa de juros para o exterior, enviou o vice João Goulart à China, condecorou Che Guevara e rompeu com Carlos Lacerda. No 207° dia de governo, renunciou à Presidência.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Insatisfeito com o Congresso, infeliz com a vida numa cidade que odiava, colérico com o discurso em que Carlos Lacerda o acusou de tramar um golpe de gabinete, Jânio pouco dormiu na madrugada de 25 de agosto de 1961. Saiu da cama antes que o sol nascesse disposto a tirar o sono dos demais brasileiros. Depois do café da manhã ao lado da piscina do Palácio da Alvorada, sobressaltou a mulher, Eloá, com outra frase de novela mexicana: “A conspiração está em marcha, mas vergar eu não vergo!”.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Às 6 horas, já no Planalto, chamou a seu gabinete alguns assessores de confiança e, alisando o bigode de dono de botequim, antecipou a manchete da próxima edição de todos os jornais: “Comunico aos senhores que renuncio, hoje, à Presidência da República”. Durante o desfile do Dia do Soldado, convocou os três ministros militares para uma audiência – e para deixá-los atônitos com a notícia. Rejeitou os apelos para ficar com outro palavrório solene que terminava com a identificação do culpado: “Ajustem o novo Brasil às exigências do Brasil novo. Com esse Congresso eu não posso governar”.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;SURTO DE SINCERIDADE&lt;/strong&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Sem pausas, ordenou ao ministro da Justiça, Oscar Pedroso Horta, que entregasse ao presidente do Senado, Auro de Moura Andrade, a carta que redigira no dia 19, depois de  condecorar Che Guevara. Na hora do almoço, embarcou rumo à base aérea de Cumbica, para a demorada escala que precedeu a partida para a Europa a bordo de um navio cargueiro. No dia 26, o país, imerso na perplexidade, pareceu afundar na crise provocada pelo veto dos chefes das Forças Armadas à posse do vice João Goulart.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Ele foi a UDN de porre no governo”, resumiu Afonso Arinos de Mello Franco, ministro das Relações Exteriores. “Faltou alguém trancá-lo no banheiro”, lastimou. Só se fosse para sempre, sabe-se hoje. Algumas horas de cárcere privado só adiariam a tentativa de instituir o presidencialismo autoritário que o deixaria livre para agir. Na carta da renúncia, o signatário informou que deixara com o ministro da Justiça as razões do seu gesto. O segundo texto confiado a Pedroso Horta é um amontoado de queixas difusas, alusões a “forças terríveis”, declarações de amor ao Brasil e juras de apreço ao Povo (com maiúscula). Ele só contou a verdade alguns meses antes de morrer, em 16 de fevereiro de 1992, numa conversa com Jânio John Quadros Mulcahy, o único filho homem de Tutu Quadros.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em 25 de agosto de 1991, trinta anos depois da renúncia, o paciente internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, foi acometido por um surto de sinceridade provocado pela curiosidade do neto. “Foi o maior erro que cometi”, lamentou. “Ao renunciar, eu quis pedir um voto de confiança à minha permanência no poder.” Foi para acentuar a sensação de vazio que despachara o vice, João Goulart, para a China. “Jango era uma espécie de Lula, completamente inaceitável para a elite”, comparou. “Imaginei que o povo iria às ruas, seguido dos militares, e que eu seria chamado de volta.”&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O intuitivo genial só esqueceu de combinar com os adversários. Auro de Moura Andrade comunicou ao plenário do Congresso que a renúncia era “um ato de vontade unilateral”, e empossou o presidente da Câmara, o deputado Ranieri Mazzilli. Preocupados com o vice que voltava da China, os militares esqueceram o homem que desertara. E o povo só poderia ser mobilizado por um partido janista que o líder jamais deixou nascer. “Fiquei com a faixa presidencial até o dia 26″, contou ao neto. “Deu tudo errado. O país pagou um preço muito alto.” Jango acabaria engolido pelos quartéis. Mas seria expelido três anos mais tarde.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A tentativa de implantação de uma ditadura civil que resultou no advento de uma ditadura militar ortodoxa seria a peça mais vistosa do acervo de singularidades e paradoxos colecionados desde o berço. Jânio João Quadros segundo a certidão de batismo, o filho do médico Gabriel Nogueira Quadros e da dona de casa Leonor Silva Quadros resolveu ainda menino trocar o “João” por um “da Silva” e juntar o mais comum dos sobrenomes ao prenome inspirado em Janus, o deus bifronte. Virou Jânio da Silva Quadros – ou apenas J. Quadros, na assinatura dos bilhetinhos ou de decretos oficiais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A CAVALGADA DAS VASSOURAS&lt;/strong&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Nascido em Campo Grande (hoje Mato Grosso do Sul), inventou quando estudante em Curitiba um estranhíssimo sotaque sem parentesco com Mato Grosso, com o Paraná ou com qualquer região. O acento personalíssimo só pode ser encontrado na voz dos imitadores. O estudante de direito da Faculdade do Largo São Francisco já exibia trajes desleixados e cabelos em desalinho, parecia pouco asseado, bebia com muita competência e apreciava frases empoladas. Tinha na cabeça (além de um dicionário alojado em algum desvão do cérebro) ideias vagamente nacionalistas e a certeza de que fora enviado pela Divina Providência para salvar o Brasil.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em 1947, os alunos do Colégio Dante Alighieri decidiram conseguir uma vaga na Câmara Municipal de São Paulo para o professor de geografia que não fizera sucesso como advogado criminalista e não ingressara na carreira diplomática “por não corresponder aos padrões estéticos”. Foi o começo da impressionante cavalgada das vassouras, anabolizada pelo discurso que celebrava a luta do tostão contra o milhão, prometia varrer a bandalheira, punir os desonestos, enquadrar os ineptos e engaiolar os corruptos – a começar pelo inimigo preferido, Adhemar de Barros, uma espécie de Paulo Maluf sem disfarces.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em apenas treze anos, Jânio foi deputado estadual, prefeito da capital, governador, deputado federal e presidente da República. Só ficou do começo ao fim no governo de São Paulo. Ao completar o mandato em janeiro de 1959, o líder carismático havia incorporado a imagem de administrador incorruptível. O Brasil fora feliz com JK, um mineiro risonho, generoso, tolerante, afeito ao convívio dos contrários. Mas decidiu em 1960 que o sucessor seria o mato-grossense genioso, instável, ególatra, autoritário.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como o país, Jânio pagou caro pela renúncia ao mandato conferido por mais de 5,6 milhões de eleitores. Transformado numa caricatura de si próprio, tentou a ressurreição impossível antes e depois da cassação, em 1964. Fracassou em 1962 e em 1982 na tentativa de voltar ao governo paulista, elegeu-se prefeito de São Paulo em 1985. Aos 75 anos, morreu pensando na Presidência. E sem revelar o número da conta no banco suíço.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Cinquenta anos depois da renúncia, o Brasil parece bem menos primitivo, a democracia tem mais consistência e Jânio figura na galeria presidencial como outro ponto fora da curva. Mas tampouco parece suficientemente moderno para considerar-se livre de reprises da farsa. Países exauridos pela corrupção endêmica serão sempre vulneráveis a algum populista que, com um discurso sedutoramente agressivo, prometa varrer a bandalheira.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3214417140532370034-613717336807732474?l=anselmocarvalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/WbfsI_cRRlaIEizCgqYrQyCWS8E/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/WbfsI_cRRlaIEizCgqYrQyCWS8E/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/WbfsI_cRRlaIEizCgqYrQyCWS8E/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/WbfsI_cRRlaIEizCgqYrQyCWS8E/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/tMQq/~4/-C1NIaTrAws" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="related" href="http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/bau-de-presidentes/o-dia-em-que-o-presidente-sumiu/" title="O dia em que o presidente sumiu" /><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://anselmocarvalho.blogspot.com/feeds/613717336807732474/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3214417140532370034&amp;postID=613717336807732474&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3214417140532370034/posts/default/613717336807732474?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3214417140532370034/posts/default/613717336807732474?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/tMQq/~3/-C1NIaTrAws/o-dia-em-que-o-presidente-sumiu.html" title="O dia em que o presidente sumiu" /><author><name>Anselmo Carvalho</name><uri>https://profiles.google.com/110169768794683107678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="//lh5.googleusercontent.com/-fFSMVczwcg4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAhk/zffqN2b-GdY/s512-c/photo.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://anselmocarvalho.blogspot.com/2011/08/o-dia-em-que-o-presidente-sumiu.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEYCQX04eCp7ImA9WhdQF0w.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3214417140532370034.post-5695484883311919908</id><published>2011-08-18T21:02:00.000-03:00</published><updated>2011-08-18T21:02:40.330-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-08-18T21:02:40.330-03:00</app:edited><title>Boas Novas – Jesus Cristo nasceu mesmo em 25 de Dezembro do ano 1 A.C. - Bíblia Católica News</title><content type="html">&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(53, 56, 61); font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;div class="PostHead"&gt;&lt;h2 style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-weight: bold; font-size: 24px; line-height: 24px; letter-spacing: -1px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 1px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; color: rgb(16, 157, 208); "&gt;Boas Novas – Jesus Cristo nasceu mesmo em 25 de Dezembro do ano 1 A.C.&lt;/h2&gt;&lt;small class="PostDet" style="padding-top: 1px; padding-right: 0px; padding-bottom: 1px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 10px; color: rgb(51, 102, 153); font-weight: bold; "&gt;
&lt;br /&gt;Autor: Bíblia Católica | Postado em: &lt;a href="http://blog.bibliacatolica.com.br/categoria/biblia/" title="Ver todos os posts em Bíblia" rel="category tag" style="text-decoration: underline; color: rgb(255, 102, 0); border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;Bíblia&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://blog.bibliacatolica.com.br/categoria/historia-da-igreja/" title="Ver todos os posts em História da Igreja" rel="category tag" style="text-decoration: underline; color: rgb(255, 102, 0); border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;História da Igreja&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://blog.bibliacatolica.com.br/categoria/igreja/" title="Ver todos os posts em Igreja" rel="category tag" style="text-decoration: underline; color: rgb(255, 102, 0); border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;Igreja&lt;/a&gt;&lt;/small&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt" class="PostContent" style="padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style" url="http://blog.bibliacatolica.com.br/biblia/boas-novas-jesus-cristo-nasceu-mesmo-em-25-de-dezembro-do-ano-1-ac/" title="Boas Novas – Jesus Cristo nasceu mesmo em 25 de Dezembro do ano 1 A.C."&gt;&lt;iframe src="http://platform.twitter.com/widgets/tweet_button.html#_=1313711252873&amp;amp;count=horizontal&amp;amp;id=twitter_tweet_button_0&amp;amp;lang=pt&amp;amp;original_referer=http%3A%2F%2Fblog.bibliacatolica.com.br%2Fbiblia%2Fboas-novas-jesus-cristo-nasceu-mesmo-em-25-de-dezembro-do-ano-1-ac%2F&amp;amp;related=bibliacatolica%2Ccatolicosbrasil&amp;amp;text=Boas%20Novas%20%E2%80%93%20Jesus%20Cristo%20nasceu%20mesmo%20em%2025%20de%20Dezembro%20do%20ano%201%20A.C.&amp;amp;url=http%3A%2F%2Fblog.bibliacatolica.com.br%2Fbiblia%2Fboas-novas-jesus-cristo-nasceu-mesmo-em-25-de-dezembro-do-ano-1-ac%2F&amp;amp;via=bibliacatolica" allowtransparency="true" frameborder="0" scrolling="no" class="twitter-share-button twitter-count-horizontal" title="Twitter para websites: Botão de Tweet" style="width: 120px; 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padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; float: none; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;&lt;iframe allowtransparency="true" frameborder="0" hspace="0" id="I1_1313711253668" marginheight="0" marginwidth="0" name="I1_1313711253668" scrolling="no" src="https://plusone.google.com/u/0/_/+1/fastbutton?url=http%3A%2F%2Fblog.bibliacatolica.com.br%2Fbiblia%2Fboas-novas-jesus-cristo-nasceu-mesmo-em-25-de-dezembro-do-ano-1-ac%2F&amp;amp;size=medium&amp;amp;count=true&amp;amp;annotations=&amp;amp;hl=en-US&amp;amp;jsh=r%3Bgc%2F23123384-f8bf5791#id=I1_1313711253668&amp;amp;parent=http%3A%2F%2Fblog.bibliacatolica.com.br&amp;amp;rpctoken=385932536&amp;amp;_methods=onPlusOne%2C_ready%2C_close%2C_open%2C_resizeMe" tabindex="-1" vspace="0" width="100%" style="width: 90px; height: 20px; position: static; left: 0px; top: 0px; visibility: visible; "&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="atclear" style="clear: both; "&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;&lt;em&gt;Por Robert A. Sungenis
&lt;br /&gt;Tradução: Carlos Martins Nabeto
&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.catholicintl.com/" target="_blank" style="text-decoration: underline; color: rgb(204, 0, 0); border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;http://www.catholicintl.com/&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;Os pesquisadores críticos costumam a afirmar que Jesus provavelmente nasceu no ano 6 a.C. ou talvez até antes. Tal afirmação se baseia na informação fornecida por Flávio Josefo, de que Herodes morreu no ano 4 a.C. Considerando que Herodes teria ordenado matar as criancinhas de até dois anos de idade, isto levaria alguém a conjecturar que o nascimento de Cristo se deu entre os anos 5 e 6 a.C.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;As obras de Josefo que nos interessam aqui são “A Guerra Judaica” e “Antiguidades Judaicas”, as quais compreendem o período que vai de 170 a.C a 70 d.C. Embora muitos pesquisadores confiem totalmente em Josefo, suas obras contêm muitos erros e discrepâncias, que podem ser atribuídas ao próprio Josefo, ou ainda pelo fato de que na Idade Média existiaram dúzias de manuscritos das suas obras, cada uma diferenciando significativamente das demais. De fato, um artigo sobre Josefo na “Grande Encyclopédie” de Ladmirault (publicada em Paris, em 1893) afirmava que ele era “orgulhoso, arrogante e pretencioso; alguém que falsificava a história em vantagem própria e que tratava os eventos muitas vezes de forma inadequada”. Várias edições críticas das obras de Josefo foram publicadas a partir de então (p.ex.: Niese, 1881; Reinach 1902-1932). Reinach chega a acrescentar comentários nos relatos de Josefo tais como “isto é um erro” ou “em outro livro…as coisas são diferentes…”[1]&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;Graças ao trabalho de Hughes de Nateuil, descobrimos que os críticos modernos estão equivocados. Pouco conhecido (ou divulgado) pelos pesquisadores modernos é que Josefo usou duas formas diferentes para datar a morte de Herodes e a interpretação da fonte que aponta o ano 4 a.C. é extremamente discutível. Em outra obra, ele chega a afirmar que Herodes morreu em 7 ou 8 a.C.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;Por outro lado, no ano 532 o monge Dionísio, o Exíguo, declarou que Cristo havia nascido em 25 de dezembro do ano 1 a.C. Ele também estabeleceu que o ano 1 d.C. correspondia ao ano 754 da fundação de Roma.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;Para compreendermos este sistema de datação, precisaremos retornar para a era pré-cristã. Nessa época existiam dois sistemas de datação:&lt;span id="more-580"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;1) O sistema de datação baseado nas datas do monarca reinante. Aqui a data inicial é 753 a.C., que corresponde à data de fundação de Roma sob o patrocínio de Rômulo. Os romanos denominaram esta data inicial como “urbe condita” (=”a partir da fundação da cidade”). O ano começava em 21 de abril e continha 355 dias no calendário. A adoção deste calendário impreciso forçou o [imperador] Júlio César, no ano 46 a.C., após consultar o astrônomo grego Sisógenes, a aumentar o número de dias desse ano para 445 e, a partir de então (ou seja, do ano 45 a.C. em diante) passou a haver 365,25 dias no ano, devendo ele agora começar em 1º de janeiro.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;2) O sistema de datação baseado nas datas de eventos importantes. Aqui a data inicial é 776 a.C., que corresponde à data da primeira celebração dos Jogos Olímpicos. A cada quatro anos, os gregos recordariam a data dos jogos ou “Olimpíadas”, abreviando o evento como “OL”. Conforme declarava Santo Agostinho: “Qualquer coisa, então, que aprendemos em História sobre a cronologia dos tempos passados ajuda-nos muito na compreensão das Escrituras, mesmo que seja sem o auxílio da Igreja como matéria de instrução filial. Por isso frequentemente procuramos informação sobre uma variedade de matérias usando as Olimpíadas e os nomes dos cônsules. A ignorância sobre aquele consulado em que nosso Senhor nasceu e também daquele em que Ele sofreu [a crucificação] tem levado alguns ao erro de supor que ele tinha 46 anos de idade quando sofreu [a crucificação], por ser o número de anos que os judeus disseram a Ele que teria o templo demorado para ser edificado (e que Ele usou como um símbolo de Seu corpo). Mas nós sabemos, pela autoridade do Evangelista, que Ele tinha cerca de 30 anos de idade quando foi batizado; mas o número de anos que Ele viveu depois disto, só poderemos saber reunindo os Seus atos, e não há dúvidas de que poderão ser deduzidas de maneira mais clara e mais precisa comparando a história profana com o Evangelho” (Da Doutrina Cristã 2,28,42). Cada espaço de 4 anos tinha início na primeira lua-cheia de verão.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;Podemos encontrar outros Padres da Igreja usando o calendário olímpico [2]. Cirilo de Jerusalém, por exemplo, em suas “Leituras Catequéticas 12,19, data a profecia de Daniel 9,24-27 segundo o calendário olímpico. (…)&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;Quanto ao sistema romano, embora esteja ligado mais intimamente ao nosso calendário atual, Júlio César não empregava os numerais de 1 a 31 para apontar os dias do mês. Ao contrário, ele usava os antigos nomes romanos “calendas, nonas e idos”. Neste sistema, as calendas eram o primeiro dia do mês; as nonas, o décimo-quinto; e os idos, o trigésimo (exceto em março, maio, julho e outubro, quando as nonas caíam no sétimo dia e os idos, no décimo-quinto). Os dias existentes entre esses nomes eram apontados conforme se aproximavam mais para as calendas, as nonas ou os idos. O número colocado antes do nome do calendário deveria ser subtraído da data do calendário; por exemplo, o “oitavo dia das calendas” deveria subtrair 8 dias a partir de 1º da janeiro, ou seja, equivaleria ao nosso 25 de dezembro. É daí que provém a célebra expressão irlandesa: “Nos idos de março”…&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;No entanto, tudo isso é ainda um pouco mais complicado. Na verdade, havia duas formas de se datar no calendário baseado no monarca reinante.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;Os anos podiam ser expressos em números ordinais (p.ex.: primeiro, segundo, terceiro, quarto…). Quando os números ordinais eram usados, refletiam o ano em que certo monarca tinha sido nomeado ou ascendido ao trono. Seu ano de ascensão seria o primeiro ano e o ano seguinte seria o segundo ano.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;Mas os anos também podiam ser expressos em números cardinais (p.ex.: um, dois, três, quatro…). Neste caso, o ano 1 seria um ano após o monarca ter ascendido ao trono.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;Os antigos judeus usaram um sistema similar, de dupla marcação, para apontar os reinados dos reis de Israel e Judá, distinguindo entre o ano da ascensão do rei em oposição ao seu ano seguinte de reinado (v. “The Mysterious Numbers of the Hebrew Kings”, de Edwin Thiele).&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;E nós fazemos o mesmo ao computar várias datas. Atualmente, vivemos no 21º século, mas a data atual não começa, p.ex., em 2104, mas em 2004. De maneira análoga, podemos dizer que “João está em seu 31º ano” ou que “João possui 30 anos de idade”.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;Essas diferenças são importantes, já que é sabido que todos os historiadores gregos e latinos apontaram datas baseando-se em algum dos sistemas mencionados acima. Com efeito, eles encontravam disponíveis para eles próprios datas que usavam como referência:&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;1) A Olimpíada (ou OL)
&lt;br /&gt;2) A “urbe condita” (ou UC)
&lt;br /&gt;3) Os anos do monarca
&lt;br /&gt;4) Os anos do calendário juliano&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;Como resultado, um mesmo evento poderia ser citado conforme diferentes datações, dependendo do sistema empregado. Por exemplo, quando Lucas 3,1 menciona: “No 15º ano do reinado de Tibério César, quando Pôncio Pilatos era o governador da Judéia e Herodes o tetrarca da Galiléia”, o “15º ano” poderia significar 15 anos a partir da data em que ascendeu ao trono (que nós sabemos ser agosto de 14 d.C.) ou 16 anos a partir da data de sua ascensão. E mais: o mês de início de seu reinado poderia tanto ser janeiro quanto agosto.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;Para complicar ainda mais as coisas, já quase no fim do Império Romano, sob o reinado de Constantino, um outro sistema de datação foi estabelecido, baseando-se na taxação territorial que se fazia a cada 15 anos, conhecido como “indicções”. Este ciclo de 15 anos teve origem no reinado de Diocleciano, mas foi implementado especificamente como calendário por Constantino.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;Um outro complicador é que os gregos, além de usar o calendário olímpico, celebravam o nascimento de Jesus em 6 de janeiro enquanto que os latinos celebravam em 25 de dezembro. Aqui não há apenas uma diferença de 12 dias, mas sim uma diferença de quase 1 ano no calendário, já que janeiro corresponde ao início de um novo ano no calendário.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;E é aqui que entra Dionísio, o Exíguo (apelidado “Exíguo” em razão da sua humildade). Embora armênio de nascimento, estabeleceu-se eventualmente em Roma. Ele começou seu trabalho traduzindo textos do grego para o latim, observando que os gregos e os latinos não celebravam o Natal e a Páscoa nas mesmas datas. Baseando-se nos testemunhos de Justino Mártir, Tertuliano, Eusébio de Cesaréia, Jerônimo e também em historiadores como Júlio Africano e Orósio, calculou que Cristo havia nascido precisamente 532 anos antes da data em que ele, Dionísio, teria iniciado o seu trabalho.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;Por exemplo, Júlio Africano fez um extensivo estudo dos calendários grego e hebraico e tentou fazer uma correspondência cuidadosa entre os dois. Ele escreve:&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;“Até o tempo das Olimpíadas, não havia história precisa entre os gregos. Todas as coisas anteriores a essa data são confusas e não são consistentes umas com as outras. Mas como essas Olimpíadas foram perfeitamente investigadas por muitos, então os gregos passaram a registrar sua história não de acordo com longos espaços, mas em períodos de quatro anos. Por essa razão eu irei selecionar as narrativas míticas mais memoráveis, anteriores ao tempo da primeira Olimpíada, e percorrê-las rapidamente. Mas aquelas [narrativas] que são posteriores a esse período, pelo menos aquelas que são notáveis, eu as reunirei citando eventos hebraicos em conexão com [os eventos] gregos, conforme a datação destes, examinando cuidadosamente as ocupações dos hebreus e mencionando superficialmente as [ocupações] dos gregos. O meu plano é este: citar alguns eventos singulares da história hebraica e colocá-los em sintonia com outros da história grega. E considerando isto como matéria principal, subtrairei ou adicionarei [os eventos] conforme pareçam necessários para a narrativa; farei constar o que os gregos ou os persas registraram, ou qualquer personagem memorável de qualquer outra nacionalidade surgido na data do evento na história hebraica. Talvez assim eu possa me ater ao objetivo que proponho para mim mesmo” (Fragmento restante 3,1).&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;Um exemplo do seu elaborado cálculo pode ser visto abaixo:&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;“Além disso, a partir de Artaxerxes 70 semanas são computadas até o tempo de Cristo, conforme a numeraçao dos judeus. Portanto, de Neemias, que foi enviado por Artaxerxes ao povo de Jerusalém, por volta do 120º ano do Império Persa e do 20º ano do próprio Artaxerxes; e no 4º ano da 83ª Olimpíada até esse tempo, que é o 2º ano da 202ª Olimpíada e o 16º ano do reinado de Tibério César, passaram-se 475 anos, correspondentes a 490 anos hebraicos, já que eles medem o ano pelo mês lunar de 29,5 dias, como pode ser facilmente explicado, sendo que o período anual segundo o sol consiste de 365,25 dias, de forma que o período lunar de 12 meses possui 11,25 dias a menos. Por essa razão, os gregos e os judeus inserem três meses intercalados a cada oito anos. Assim obtêm 3 meses por 8 vezes 11,25 dias. Logo, os 475 anos contêm 59 períodos de 8 anos e 3 meses, pois sendo acrescentados os 3 meses intercalados a cada 8 anos, obtemos 15 anos e estes, juntamente com os 475 anos, perfazem 70 semanas. Agora, que ninguém pense que estamos só considerando os cálculos da astronomia quando fixamos o número de dias em 365,25. Não se trata de ignorar a Verdade, mas isto é fruto de um estudo preciso e, assim, declaramos essa nossa opinião tão brevemente. Permitam que o que se segue também seja apresentado sumariamente para aqueles que se esforçam por investigar cuidadosamente todas as coisas” (Fragmentos restantes 18,2) [2]&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;Obs.: 202ª Olimpíada menos 83ª Olimpíada = 119 Olimpíadas. 119 x 4 anos = 476 anos. Deduzindo-se 1 ano – já que não existiu o ano 0 (zero) -, restam 475 anos.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;Quando comparamos os anos lunares com os anos solares, temos:&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;- 475 anos x 365,25 dias = 173,493 dias
&lt;br /&gt;- 490 anos x 354 dias (isto é, 12 meses de 29,5 dias) = 173.460 dias (havendo, assim, uma diferença de apenas 33 dias!)&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;Dionísio então afirmou que o ano 1 da vida de Cristo correspondia ao ano romano de 754 UC (da fundação de Roma), com ambos começando no dia 1º de janeiro. Observe-se aqui que Dionísio situou o nascimento de Cristo no 8º dia anterior às calendas de Janeiro (ou seja: 1º de janeiro do ano 1 d.C menos 8 dias = 25 de dezembro do ano 1 a.C.). Incidentalmente, o dia 1º de janeiro do ano 1 d.C coincide com o quarto ano da 194ª Olimpíada, no mínimo até a primeira lua cheia de julho, quando então muda para o primeiro ano da 195ª Olimpíada.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;Após o cuidadoso trabalho de Dionísio, todos os historiadores aceitaram seu sistema de datação. Então, aqueles que desejassem retornar na história para apontar datas anteriores ao nascimento de Cristo passariam a empregar anos negativos. Por outro lado, aqueles que desejassem datar um evento ocorrido após Cristo, o expressariam como “Anno Domini” (isto é, “o ano de Nosso Senhor”) [abreviado como AD ou, popularmente, d.C.]. Com efeito, é seguro afirmar que o Calendário de Dionísio foi aceito por todo o mundo ocidental e continua a ser usado até os nossos dias.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;Podemos agora usar os vários calendários e coordenar várias datas para eventos específicos da vida de Cristo:&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;- 8 dias após o nascimento de Cristo = 195ª OL ou 754 UC ou 1 AD [d.C.].
&lt;br /&gt;- Jesus no Templo de Jerusalém aos 12 anos de idade (cf. Luc. 2,42) = 198ª OL ou 766 UC ou 13 AD [d.C.].
&lt;br /&gt;- Batismo de Jesus = 202ª OL ou 782 UC ou 29 AD [d.C.].
&lt;br /&gt;- Crucificação de Jesus = 203ª OL ou 786 UC ou 33 [d.C.].&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;O livro apócrifo “Evangelho de Nicodemos”, em sua parte I (=Atos de Pilatos), declara:&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;“No 15º ano do governo de Tibério César, imperador dos romanos, sendo Herodes o rei da Galiléia, no 19º ano de seu governo, no oitavo dia antes das calendas de abril, que é o 25º de março, no consulado de Rufo e Rubélio, no 4º ano da 202ª Olimpíada, sendo José Caifás o sumo-sacerdote dos judeus” [3].&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;Tudo isso coincide precisamente com as informações que temos, pois:&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;O 15º ano de Tibério César = 19º ano de Herodes = 4º ano da 202ª Olimpíada = 8º dia das calendas de abril = 25 de março de 33 AD [d.C.]!&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;[Com isto em mente, sabemos que] os [primitivos] Padres [da Igreja] testemunharam a data precisa do nascimento de Cristo:&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;a) Eusébio de Cesaréia (+345 d.C.), em suas “Crônicas” (PG 19, col. 530ss) registra que:&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;- Cristo nasceu no 4º ano da 194ª Olimpíada.
&lt;br /&gt;- no 3º ano de Cristo (quando ele tinha 2 anos de idade, antes de completar o seu 3º aniversário), Herodes ordenou a matança dos inocentes.
&lt;br /&gt;- Herodes morreu no ano 5 AD [d.C.], corroído por vermes.
&lt;br /&gt;- a Paixão de Cristo (33 AD) ocorreu no 1º ano da 203ª olimpíada, no 18º ano de Tibério.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;b) O mesmo autor, em sua “História Eclesiástica” (PG 19, col. 287), registra que:&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;- César Augusto reinou por 56 anos e 4 meses. Tendo ascendido ao trono em 43 a.C., o 42º ano de seu reinado pode ter se encerrado entre 1º de abril de 1 a.C e 1º de abril de 1 d.C. Lucas 2,1 declara: “Naqueles dias um decreto de César Augusto ordenou um censo em toda a terra habitada” (a significância do 42º ano será vista mais abaixo).&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;c) São Jerônimo (+420), em sua “Interpretação das Crônicas de Eusébio Panfílio” (PL 27, col. 559ss), registra que:&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;- Herodes foi reconhecido como rei dos judeus no ano 2 de César Augusto e que reinou 37 anos, apontado a morte de Herodes no ano 6 de Cristo ou 6 d.C. Ele escreve: “Jesus Cristo, o Filho de Deus, nasceu em Belém de Judá e a partir desse ano começou a salvação dos cristãos. No ano 3 d.C., Herodes matou todas as crianças de sexo masculino em Belém e, no ano 6 d.C., ele teve uma morte terrível, mas merecida: seu corpo foi perfurado por vermes” (cf. tradução inglesa de J. S. Daly e F. Egregyi).
&lt;br /&gt;- Cristo nasceu no ano 32 de Herodes ou também no ano 42 de Augusto.
&lt;br /&gt;- o batismo de Cristo ocorreu em 30 d.C.
&lt;br /&gt;- a Paixão de Cristo ocorreu em 33 d.C.
&lt;br /&gt;- o martírio de Estêvão e a conversão de Paulo se deram em 34 d.C.
&lt;br /&gt;- Mateus escreveu seu evangelho em 41 d.C.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;d) São Justino Mártir (+163), em sua “Apologia” (PL 6, col. 383ss), registra que:&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;- a Paixão de Cristo ocorreu no 17º ano de Tibério, que teve início entre agosto de 32 e agosto de 33 d.C.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;e) Tertuliano (+222), em seu “Contra os Judeus” (PL 2, col. 614), registra que:&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;- o nascimento de Jesus ocorreu no ano 41 de César Augusto. Embora isto seja 1 ano antes daquele declarado por São Jerônimo, isto se deve ao fato de que Tertuliano seguia estritamente a datação latina (a qual, como vimos anteriormente, apontava o Natal no calendário um ano antes do calendário grego, já que 25 de dezembro tem um ano a menos que 6 de janeiro) enquanto que São Jerônimo, embora latino, usava fontes gregas enquanto residia na Palestina.
&lt;br /&gt;- na crucificação de Cristo, o sol parou de brilhar ao meio-dia (isto consta na sua obra “Apologético” 1,21): “Ele (=Deus) teria várias maravilhas apropriadas para tal morte. Com efeito, no momento em que o sol atingiu o meio da sua órbita, o dia foi repentinamente privado do seu brilho e aqueles que não sabiam que esse prodígio foi preparado para a morte de Cristo não compreenderam a razão desse fato. Posteriormente, eles passaram a negar que isso ocorrera, mas vocês podem encontrar [o registro] desse evento mundial guardado nos seus arquivos”. O texto de um historiador secular conhecido como Phlegon, ex-escravo do imperador Adriano (117-138 d.C.), corrobora: “…no 4º ano da 202ª Olimpíada ocorreu um eclipse que tornou-se notável porque nada comparável ocorrera antes. Na sexta hora do dia [meio-dia] as trevas eram tais que qualquer um conseguia ver as estrelas” (Fragmenta Historicum Graecorum, Didot. Paris 1849, vol. 3, Phlegon, livro 13, cap. 14, conforme citado em “The Controversy Concerning the Dates of the Birth and Death of Jesus Christ”, de J. S. Daly).&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;Obs.: este fenômeno não poderia ter sido um eclipse causado pela lua, já que as trevas de um eclipse total ocorreriam apenas em áreas específicas da terra e, em todo caso, não durariam muito tempo; mas os Evangelhos registram que o sol parou de brilhar por três horas. Orígenes (+254), em seu “Contra Celso” 2,33, confirma o testemunho de Phlegon: “O eclipse que ocorreu no tempo de Tibério, durante aquele reinado em que Cristo foi crucificado, e o grande terremoto simultâneo, foi registrado por Phlegon em seus livros 13 e 14″.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;Continuemos, agora com outros historiadores da Igreja:&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;f) João Malalas (+578), em sua “Cronografia” (PG 97, col. 351ss), registra que:&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;- “No 4º mês do 42º ano de Augusto, no 8º [dia] das calendas de janeiro [isto é, em 25 de dezembro], na 7ª hora do dia, Nosso Senhor Jesus Cristo nasceu em Belém”.
&lt;br /&gt;- “Ele foi batizado no [rio] Jordão no 6º dia do mês de Audynae [=janeiro]“.
&lt;br /&gt;- “No ano 18 do reinado de Tibério, no 7º mês, Nosso Senhor Jesus Cristo foi traído por Judas, seu discípulo. No 23º [dia] de março, o 3º dia da lua, o 5º dia da semana, na 5ª hora da noite [=23:00], Ele foi levado perante Caifás (…) No dia seguinte, foi levado a Pilatos (…) Ele foi crucificado no 14º dia da lua… Nesse momento, o sol foi privado da sua luz e as trevas cobriram toda a terra”.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;g) Diácono Paulo, em sua “História Diversa” (PL 95, col. 858-864), registra que:&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;- “No 12º ano do reinado de Tibério, em Fidenae, um anfiteatro ruiu soterrando 20 mil pessoas. 7 anos depois, no tempo em que Nosso Senhor sofreu a Sua Paixão, ocorreu um imenso terremoto e pedras rolaram das montanhas. No mesmo dia, o sol escureceu da 6ª à 9ª hora; as trevas cobriram toda a terra e as estrelas apareceram [no céu]“.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;h) Júlio Africano, nos fragmentos de suas obras que chegaram até nós (PG 10, col. 90), registra que:&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;- “No ano 5.533 da terra, que é o 33º de Cristo, denominado o 1º ano da 203ª Olimpíada, no momento em que Cristo sofreu Sua Paixão, trevas terríveis cobriram o mundo e rochas se quebraram em razão de um terremoto”.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;i) Orósio (+418), em sua “História contra os Pagãos” (PL 31, col. 1.059, livro 7), registra que:&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;- Cristo nasceu em dezembro do ano 1 a.C.
&lt;br /&gt;- no ano 3 de Cristo, Herodes assassinou os inocentes.
&lt;br /&gt;- no ano 6 d.C., Herodes morreu, consumido por vermes.
&lt;br /&gt;- no ano 28, Tibério enviou Pilatos como governador da Judéia.
&lt;br /&gt;- no ano 33, a Paixão ocorreu no 8º dia das calendas de abril (=25 de março).&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;j) Cassiodoro (+580), em sua “Crônica” (PL 69, col. 1.228), registra que:&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;- a Paixão de Cristo ocorreu no ano 18 de Tibério, no 8º [dia] das calendas de abril, durante um eclipse do sol.
&lt;br /&gt;- ele também escreve: “Jesus Cristo, o Filho de Deus, nasceu em Belém no ano 41 do reinado de Augusto”.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;k) Sulpício Severo (+420), em sua “História Sagrada” (PL 20, col. 144), registra que:&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;- Cristo nasceu no ano 33 de Herodes, no 8º dia das calendas de janeiro (=25 de dezembro), e Herodes morreu 4 anos mais tarde.
&lt;br /&gt;- Cristo foi crucificado no 24º ano de Herodes, o Jovem (isto é, Herodes Antipas).&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;l) Epifânio (+403), em suas obras “Do Ano do Natal de Cristo” e “Do Ano da Paixão de Cristo” (PG 13, cols. 902 e 978), registra que:&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;- Cristo nasceu no ano 45 do calendário juliano (=ano 1 a.C. de nosso atual calendário), no 4º ano da 194ª Olimpíada.
&lt;br /&gt;- que a Sua Paixão ocorreu no 18º ano de Tibério, em 25 de março, e a ressurreição, em 27 [de março].&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;Obs.: como é fácil de perceber, eventuais discrepâncias são quase sempre explicadas pelas diferenças de emprego dos números cardinais e ordinais dos diversos sistemas de datação.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;—–
&lt;br /&gt;Notas:&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;[1] Alguns exemplos de erros nas obras de Josefo:
&lt;br /&gt;- Esdras 6,15 diz: “Este templo foi concluído no 3º dia do mês de Adar; era o 6º ano do reinado do rei Dario”; mas Josefo diz: “Tudo ficou completo no 9º mês do 28º ano de Xerxes” (Antiguidades, livro 11, v.179), ou seja, uma diferença de 45 anos!
&lt;br /&gt;- 1Macabeus 6,30 diz: “O número de suas forças era de 100 mil soldados a pé; 20 mil a cavalo; e 32 elefantes acostumados à guerra”; mas em “Guerra Judaica” (livro 1, v.41), [Josefo] diz que eram 50 mil soldados, 5 mil cavaleiros e 80 elefantes, embora em “Antiguidades” (livro 12, cap. 9, v.366) cite 1Macabeus 6,30!
&lt;br /&gt;- Em “Guerra Judaica” (livro 1, cap. 2, v.68), [Josefo] afirma que Hircano reinou por 33 anos, mas em “Antiguidades” (livro 12, v.299), diz que foram por 32 anos e, depois, no livro 22, por 30 anos.
&lt;br /&gt;- Em “Guerra Judaica” (livro 1, cap. 3, v.70) é dito que Aristóbulo colocou a diadema sobre sua fronte 471 anos após o retorno do exílio, mas em “Antiguidades” (livro 13, v.301), afirma-se que foi 480 anos. Ambas as datas estão erradas, pois se deu após 490 anos!
&lt;br /&gt;- Em “Guerra Judaica” (livro 1, cap. 4, v.105), ele diz que Alexandre capturou Gamala e expulsou o governador, mas em “Antiguidades” (livro 13, v.394), diz que Alexandre o matou.
&lt;br /&gt;- Em “Antiguidades” (livro 15, cap. 11, v.1), ele diz que “Herodes assumiu a restauração do Templo [de Jerusalém] no 18º ano de seu reinado”, mas em “Guerra Judaica” (livro 1, cap. 21, v.401), afirma que “foi no 15º ano”.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;[2] “The Early Church Fathers and Other Works”, originalmente publicada em inglês pela Wm. B. Eerdmans Pub. Co. em Edimburgo (Escócia), no início de 1867 (Ante Nicene Fathers 6, Roberts e Donaldson).&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 11px; line-height: 1.4em; color: rgb(99, 86, 95); "&gt;[3] Outras menções às Olimpíadas encontramos em:
&lt;br /&gt;- Clemente de Alexandria (40ª, 50ª, 46ª e 62ª Olimpíadas): “O discípulo de Crates foi Zeno de Cítia, fundador da seita estóica. Ele foi sucedido por Cleantes e, depois, por Crísipo e outros após este. Xenófanes de Colofon foi o fundador da escola eleática que, segundo Timeu, viveu na época de Hiero, senhor da Sicília, e Epicarmo, o poeta. E Apolodoro diz que ele nasceu na 40ª Olimpíada e chegou até o tempo de Dario e Ciro”; (…) “Heródoto, em seu primeiro livro, concorda com ele. A data é próxima da 50ª Olimpíada. Pitágoras certamente viveu nos dias de Polícrates, o tirano, por volta da 62ª Olimpíada. Mnesífilo é citado como discípulo de Sólon e foi contemporâneo de Temístocles; Sólon surgiu por volta da 46ª Olimpíada” (Stromata 1,14).
&lt;br /&gt;- Hipólito de Roma (88ª Olimpíada): “Este filósofo [Anaxágoras] floresceu no 1º ano da 88ª Olimpíada, na mesma época em que eles afirmam também que Platão nasceu”.
&lt;br /&gt;- Sócrates Escolástico (271ª e 300ª Olimpíadas): “Na Bretanha, contudo, Constantino foi proclamado imperador, no lugar de seu pai, Constâncio, que morreu no 1º ano da 271ª Olimpíada, no 25º [dia] de julho (…) O imperador Constantino viveu 65 anos e reinou 31. Ele faleceu durante o consulado de Feliciano e Tartão, no 22º [dia] de maio, no 2º ano da 278ª Olimpíada. Este livro, portanto, abrange um período de 31 anos” (História Eclesiástica, livro 1, caps. 2 e 40). “E assim terminou essa guerra empreendida em razão dos cristãos que sofriam [perseguição] na Pérsia, sob o consulado dos dois Augustos, sendo o 13º de Honório e o 10º de Teodósio, no 4º ano da 300ª Olimpiada. E então acabou a perseguição que se levantara na Pérsia contra os cristãos” (História Eclesiástica, livro 7, cap. 20).
&lt;br /&gt;- Teófilo de Antioquia (7ª e 62ª Olimpíadas): “Então, quando Ciro já reinava por 29 anos e foi assassinado por Tomiris na terra dos massagetas, na 62ª Olimpíada, os romanos começaram a crescer em poder, pois Deus os fortaleceu. Roma foi estabelecida por Rômulo, tido por filho de Marte e Ília, na 7ª Olimpíada, no dia 21 de abril, quando o ano era consistido de 10 meses. Ciro, então, tendo morrido, como já dissemos, na 62ª Olimpíada, faz-nos com esta data corresponda a 220 anos, quando Tarquínio, apelidado o Soberbo, reinou sobre os romanos” (A Autólico 3,27).&lt;/p&gt;&lt;hr style="border-left-width: 0px; border-left-style: solid; border-left-color: rgb(171, 176, 181); border-right-width: 0px; border-right-style: solid; border-right-color: rgb(171, 176, 181); border-top-width: 1px; border-top-style: dotted; border-top-color: rgb(171, 176, 181); border-bottom-width: 0px; border-bottom-style: solid; border-bottom-color: rgb(171, 176, 181); height: 1px; "&gt;&lt;strong&gt;Para citar este artigo:&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;SUNGENIS, Robert A&lt;/strong&gt;. Apostolado Veritatis Splendor:&lt;em&gt;BOAS NOVAS – JESUS CRISTO NASCEU MESMO EM 25 DE DEZEMBRO DO ANO 1 A.C.&lt;/em&gt;. Disponível em &lt;a href="http://www.veritatis.com.br/article/4688" target="_blank" style="text-decoration: underline; color: rgb(204, 0, 0); border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;http://www.veritatis.com.br/article/4688&lt;/a&gt;. Desde 24/12/2007.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3214417140532370034-5695484883311919908?l=anselmocarvalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/11HnPTSvKetYbGKxeuSeB4dIQ8Q/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/11HnPTSvKetYbGKxeuSeB4dIQ8Q/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/files/2011/08/presos-turismo-460x4601.jpg"&gt;&lt;img title="presos-turismo-460x460" src="http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/files/2011/08/presos-turismo-460x4601.jpg" alt="" width="460" height="460" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;José Nêumanne&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;br /&gt;&lt;p&gt;A cobrança feita pela presidente Dilma Rousseff a seu ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, por não ter sido avisada previamente da operação da Polícia Federal (PF) que levou a 35 prisões no Ministério do Turismo, a começar pelo número dois da pasta, foi imprópria, injusta e equivocada. É de admirar que Sua Excelência, que faz tanta praça de seu passado libertário, tenha ressuscitado uma prática administrativa comum na República Velha dos coronéis da Guarda Nacional, quando se media o poder de um chefe político por sua capacidade de nomear e demitir o chefe da polícia e o diretor do grupo escolar. O Brasil não é mais uma sociedade rural semiescravagista, mas uma República com um sistema institucional desenhado numa Constituição dita “cidadã” por seus redatores e um sistema financeiro que não fica a dever mesmo aos centros do contemporâneo capitalismo movido à velocidade de tempo real da cibernética.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No Estado Democrático de Direito, não é cabível chefe de governo se imiscuir em rotina policial, assunto do qual devem dar conta os aparelhos de força legítima que funcionam e são regulados por instrumentos de Estado – como é o caso da PF, que não se pode subordinar a interesses subalternos das alianças políticas. É pouco provável que tenha passado pela cabeça da maior autoridade da República a intenção de determinar qualquer tipo de obstrução à investigação policial de ilícitos de enorme gravidade, de vez que tratam da malversação de recursos públicos. Mas é lícito pedir vênia para registrar a inexistência de qualquer outra motivação para Sua Excelência reivindicar prévio conhecimento por ela de procedimentos da alçada dos agentes federais. Dilma queria o quê? Exigir todo o rigor dos investigadores das fraudes? Bem, ou isso seria absolutamente desnecessário – e até inócuo – ou, então, a superiora em hierarquia dos agentes da lei estaria manifestando, se não descrença, no mínimo, dúvidas quanto à capacidade que eles teriam de cumprir sua missão sem necessidade de estímulo ou repreensão da chefia. Ou a PF sabe que não pode condescender com delinquentes indicados pelo chefão de um partido grande da base aliada ou, então, estaríamos sob uma crise institucional de fato, em que responsáveis pelo cumprimento da lei não podem fazê-lo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tendo sido sufragada pela maioria do eleitorado para comandar a República e influir na vida de todos os brasileiros, Dilma deveria, em vez de exigir tomar conhecimento de detalhes rotineiros do trabalho dos cidadãos aos quais o Estado atribui tanto poder e responsabilidade, voltar sua inquietação para outra direção. A divulgação de seu descontentamento com o ministro da Justiça por ele não a haver informado a respeito da iminência de diligências pode até ter dado a outros subordinados dela que estejam dilapidando o patrimônio público posto sob sua guarda e responsabilidade o sinal de que, afinal de contas, apesar das frequentes dispensas de funcionários denunciados nos últimos dias, ela não está assim tão empenhada em exigir deles o irrestrito cumprimento da lei.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para reanimar a autoestima da cidadania, ameaçada pelo frequente noticiário dos atos lesivos de servidores públicos que usam prerrogativas de seus cargos para empobrecer a Nação e ficar mais ricos, a presidente – que me perdoe a ousadia da sugestão – deveria fazer justamente o contrário do que fez. Como sigilo absoluto tem sempre de cercar operações policiais do gênero, já que quanto mais gente souber, maiores serão as chances de os suspeitos escaparem do alcance do braço da lei, ela deveria sufocar o lampejo de amor próprio ferido por não ter recebido a informação privilegiada e, ato contínuo, chamar a atenção do subordinado por ter sido informada da operação na mesma hora em que o caipira de Goiás ou o agente da Bolsa de São Paulo dela tiveram ciência.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De cobrança – e esta, sim, dura, implacável até – da presidente são merecedores colegas de ministério de Martins Cardozo que têm causado frequentes dissabores à chefe por serem lenientes com subalternos que passeiam por dispositivos do Código Penal com a mesma desenvoltura com que dispõem do Orçamento da União com liberalidade para se beneficiar. O pito no titular da pasta da Justiça pela quebra do princípio do privilégio que a autoridade deve ter em relação à iniciativa rotineira de uma autoridade policial que deveria ser pública, mas não governamental, destoou da imagem de justiceira que a presidente resolveu adotar desde que pôs em risco a paz nos arraiais governistas com as caneladas que deu nos parceiros do PR expelidos do feudo dos Transportes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os marqueteiros do Planalto devem ter tomado um baita susto quando souberam que a popularidade da presidente desabou oito pontos de março para cá, de acordo com a pesquisa que o Ibope fez para a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Mas se eles esperavam que a reação pavloviana da número um da República a levaria aos píncaros da glória estatística do prestígio lulista, estavam contando com o ovo posto antes de ele ter sido concebido. A pré-racionalidade do povão, diagnosticada há tempos pelo jornalista Mauro Guimarães, não deve ser desprezada: o cidadão comum também sabe que a ocasião faz o novo ladrão quando o antigo é surpreendido e exonerado. É melhor demitir o corrupto, como ela fez, do que mantê-lo furtando no lugar. Mas isso não altera o fundamental: mantida a estrutura que permite o furto, o novo larápio nela será engendrado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Governabilidade significa, ensinava Lula, dividir as lentilhas do poder com os donos dos votos no Congresso. Ao trocar cargo por voto, nesse loteamento, o presidente perde autoridade sobre o ocupante do cargo e não ganha garantia da fidelidade do dono do voto. Não é fácil decepar esse nó górdio, mas Dilma se depara com um dilema: ou rompe com isso ou passará o mandato inteiro demitindo suspeitos e pondo novos em seu lugar.&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/augustonunes?a=uDkw8eW_sjY:Fi-cbr9rF28:4mMhLe-VARg"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/augustonunes?d=4mMhLe-VARg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/augustonunes?a=uDkw8eW_sjY:Fi-cbr9rF28:MQ-FMzGVnj4"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/augustonunes?d=MQ-FMzGVnj4" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/augustonunes?a=uDkw8eW_sjY:Fi-cbr9rF28:I9og5sOYxJI"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/augustonunes?d=I9og5sOYxJI" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/augustonunes?a=uDkw8eW_sjY:Fi-cbr9rF28:l3fMvQ60XsE"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/augustonunes?d=l3fMvQ60XsE" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/augustonunes?a=uDkw8eW_sjY:Fi-cbr9rF28:V_sGLiPBpWU"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/augustonunes?i=uDkw8eW_sjY:Fi-cbr9rF28:V_sGLiPBpWU" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3214417140532370034-871658205731592518?l=anselmocarvalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;/p&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:#000000"&gt;Há dois meses estudantes liderados pela extrema-esquerda chilena, disfarçados de geração Facebook - gente que só estaria querendo se expressar… - promove o caos na educação do país. Ganharam a adesão de sindicatos de professores, de mineiros e por aí vai. O que é mais notável nisso tudo? A economia não piorou sob o governo do “direitista” Sebastián Piñera, e as regras vigentes na educação são as mesmas que vigoravam durante os sucessivos governos socialistas pós-democratização. O Chile segue sendo um dos países mais organizados do continente. Então o que mudou? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:#000000"&gt;Há um governo “de direita” no país, eleito democraticamente, segundo a vontade da maioria da população, e isso as esquerdas, “democraticamente”, não aceitam. E qual é a forma que têm de expressar o seu descontentamento? Invadindo universidades, tomando emissoras de televisão, promovendo quebra-quebra, incentivando o confronto com a polícia. É preciso demonstrar que Piñera lidera um governo que “bate em trabalhadores e estudantes” - um legítimo herdeiro de… Pinochet! Há a firme determinação de inviabilizar sua administração, empurrando-o para a defensiva. O Chile não tem reeleição, e o mandato é de apenas quatro anos. Se uma coalizão de esquerda vencer a próxima disputa, o ânimo contestador arrefece. O objetivo é demonstrar que “a direita” pode até disputar eleição, mas não ganhar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:#000000"&gt;De Santiago, vamos a Londres e outras cidades da Inglaterra. Vândalos tomam as ruas, roubam as pessoas à luz do dia, incendeiam carros e prédios, depredam estabelecimentos comerciais, espalham o pânico e o caos. E isso acontece justamente na mais cosmopolita das capitais européias, a mais tolerante, a mais multiculturalista. O que eles querem? A vigarice sociológica tenta entender e justificar o suposto mal-estar: bolsões de pobreza, falta de perspectiva para a juventude, uma Europa estagnada… Na Paris de 2005, falavam-se as mesmas porcarias - um dos jornais que viam uma causa social de fundo no caos era o… Guardian!
&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:#000000"&gt;Há um fenômeno curioso em curso. Aqui e ali, os ditos “jovens” pretendem brincar de “Praça Tahir”, uma alusão ao local que virou símbolo da derrubada do governo de Hosni Mubarak, no Egito. Ora, aquele país era - é ainda! - uma ditadura. O mesmo se diga das demais nações árabes que assistiram ou assistem ao levante da população. Eu estou entre os céticos, como sabem. Infelizmente, não creio que seja exatamente democracia o que se pede nessas nações. De todo modo, o povo vai à rua, morre e mata no confronto com uma tirania. São sociedades que não estabeleceram canais institucionais para a expressão das diversas vontades. Se a resistência se organiza, o único caminho é a violência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:#000000"&gt;Chile e Grã-Bretanha são democracias representativas sólidas. As instituições funcionam. O sistema oferece os canais para a intervenção da população nos destinos do país. Ocorre que há certa esfera de especulação contra a ordem democrática mundo afora - e a imprensa ocidental, o que é patético, tem tratado com indiscreta simpatia esses “movimentos” porque vê neles um suposto frescor juvenil, oposto às instituições que estariam carcomidas pelo velho jogo de interesses da política tradicional.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:#000000"&gt;Ocorre que é justamente a “velha ordem democrática” que guarda os fundamentos dos direitos individuais, da liberdade de expressão, do respeito ao outro, das garantias contra o arbítrio do estado. Autoritários de diversos matizes - fascistas de esquerda ou de direita - sabem que esse regime é seu pior inimigo. Ora, se são obrigados a se organizar, a dizer com clareza o que pretendem, a ter o aval de milhares ou de milhões de pessoas para que possam ver aprovada a sua agenda,  o mais provável é que sejam derrotados pela maioria. Então tentam se impor pela violência. E tratam governos eleitos democraticamente como se fossem uma ditadura de Mubarak ou de Bashar Al Assad.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:#000000"&gt;Notem bem: não vejo o risco de o baguncismo de Londres ou se Santiago se espalhar, numa espécie de grande Internacional da desordem ou coisa assim. Meu ponto é outro. Incomoda-me é o esforço dos ditos bem-pensantes para “entender” e, às vezes, justificar ações fascistóides, autoritárias, que agridem direitos fundamentais dos indivíduos - no Chile ou na Inglaterra, ainda que com graus distintos de violência. Incomoda-me que o exercício pleno da democracia - a exemplo do debate havido no Congresso americano sobre a ampliação do limite da dívida - seja tratado como matéria de lesa democracia porque, afinal, “a direita republicana” está se comportando como… direita republicana, ora essa! Lá chegou ungida pelo voto e se comporta nos limites da Constituição!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:#000000"&gt;É muito próprio do fascismo de esquerda antepor intenções a fatos - ou por outra: usar os belos propósitos (justiça, igualdade, direito à contestação) para justificar a violência e a transgressão das normais pactuadas. Não, senhores! Não há nada de novo ou de juvenil na violência contra a ordem democrática. Isso é tão velho quanto, sei lá, a Berlim de 1930.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:#000000"&gt;Como resolver? Há que se dar aos vândalos de Santiago ou de Londres - ainda que aparentemente distintos, mas iguais em essência - aquilo que faltou dar com a devida energia à súcia da velha Berlim: a democracia de uniforme, também chamada “polícia”. Que o cassetete democrático cante no lombo da canalha que quer se impor pela força. Não que eu nutra hoje grande simpatia pela figura, mas Nicolas Sakozy, então ministro do Interior, viu a violência explodir em Paris em 2005. Ele ofereceu aos “revoltosos” o que a população francesa pedia democraticamente que oferecesse: imposição da ordem. Foi eleito presidente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3214417140532370034-5482359675919828720?l=anselmocarvalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/tXWNgf6av5Ztc2JqX26jF7qtA_k/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/tXWNgf6av5Ztc2JqX26jF7qtA_k/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/tXWNgf6av5Ztc2JqX26jF7qtA_k/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/tXWNgf6av5Ztc2JqX26jF7qtA_k/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/tMQq/~4/Uu-ZyyJexns" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="related" href="http://feedproxy.google.com/~r/ReinaldoAzevedo/~3/ZH-JofJkq3Y/" title="Santiago, Londres" /><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://anselmocarvalho.blogspot.com/feeds/5482359675919828720/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3214417140532370034&amp;postID=5482359675919828720&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3214417140532370034/posts/default/5482359675919828720?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3214417140532370034/posts/default/5482359675919828720?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/tMQq/~3/Uu-ZyyJexns/santiago-londres.html" title="Santiago, Londres" /><author><name>Anselmo Carvalho</name><uri>https://profiles.google.com/110169768794683107678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="//lh5.googleusercontent.com/-fFSMVczwcg4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAhk/zffqN2b-GdY/s512-c/photo.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://anselmocarvalho.blogspot.com/2011/08/santiago-londres.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DEUARn88cSp7ImA9WhdRGE0.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3214417140532370034.post-3894056346899868824</id><published>2011-08-08T09:24:00.000-03:00</published><updated>2011-08-08T09:24:07.179-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-08-08T09:24:07.179-03:00</app:edited><title>‘Davi e Golias’, um artigo de Fernando Henrique Cardoso</title><content type="html">&lt;p&gt;TEXTO PUBLICADO NO &lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,davi-e-golias,755196,0.htm"&gt;&lt;em&gt;ESTADÃO&lt;/em&gt; DESTE DOMINGO&lt;/a&gt;, via &lt;a href="http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/feira-livre/davi-e-golias-um-artigo-de-fernando-henrique-cardoso/"&gt;Augusto Nunes&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/files/2011/08/FHC-9.jpg"&gt;&lt;img title="CREDITO: LAILSON SANTOS -  24.05.2011" src="http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/files/2011/08/FHC-9-460x284.jpg" alt="" width="460" height="284" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Fernando Henrique Cardoso&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A propósito do atual dilema americano, a secretária de Estado, Hillary Clinton, disse que pela primeira vez em muito tempo não havia um abismo tão grande entre poder, economia e sociedade. Pode parecer banal, mas não é: nos Estados Unidos, o “ideal americano” dava solidez a um caminho em comum para o país. Havia tensões, tendências mais progressistas chocavam-se com outras mais conservadoras, o grande business sempre quis controlar mais de perto o governo, os governos ora se inclinavam para atender aos reclamos das maiorias, ora assumiam a cara mais circunspecta de quem ouve as ponderações da ordem, da econômica em primeiro lugar. Mas, bem ou mal, liberdade, democracia, prosperidade e ação pública caminhavam mais ou menos em conjunto.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E agora?, poderia perguntar, perplexa, a secretária de Estado. Agora, digo eu, parece que as classes médias e os mais pobres querem gasto público maior e emprego mais abundante, os conservadores querem ortodoxia fiscal sem aumento de impostos, os muito ricos pouco se incomodam com o gasto social reduzido, desde que a propriedade de cada um continue intocável. No meio de tudo isso, a crise provocada pelo cassino financeiro surgiu como um terremoto. Logo depois veio o marasmo da semiestagnação e, pior ainda, se desenha o que há pouco era impensável, a moratória do país mais rico do mundo! Por trás da peleja econômica corre a outra, mais profunda, a do poder: o Tea Party – os ultrarreacionários do Partido Republicano – levou o governo Obama às cordas. A agenda política, mesmo depois de “resolvida” a questão do endividamento, passou a ser ditada por eles: onde e quanto cortar mais no orçamento de um país que clama por muletas para reavivar a economia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na Europa as coisas não andam melhores. Cada solavanco da economia americana aumenta o contágio, essa doença internética: as taxas de juros cobrados dos países ultraendividados vão às nuvens. A rua agita-se, não faltam movimentos dos “Indignados” que veem o povo sofrer as agruras do desemprego e da desesperança e ainda ser cobrado para que as contas se ajustem. E, naturalmente, como nos Estados Unidos, os que mais têm e os que mais especularam ou esbanjaram (inclusive governantes imprevidentes) balançam a poeira e querem dar a volta por cima. Esperam que mais aperto, mais rigidez no gasto público e menos salários resolvam o impasse. Não se estão dando conta de que a cada xis meses uma nova tormenta balança os equilíbrios instáveis alcançados. É como se daqui a 30 anos os historiadores olhassem para trás e dissessem: ah, bom, a Grande Crise dos Derivativos começou em 2007/2008, foi mudando de cara, mas prosseguiu até que novas formas de produzir e de distribuir o poder começaram a dar sinais de vida lá por 2015/2020…&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E nós aqui, nesta periferia gloriosa, a quantas andamos? Longe do olho do furacão, cantamos glória pelo que fizemos, pelo que de errado os outros fizeram e pelo que não fizemos, mas, pensamos, pouco importa, o vendaval do mundo varreu a riqueza de uma parte do globo para outra e nos beneficiou. Será que é assim mesmo? Será que a proeza de evitar as ondas do tsunami impede que a malignidade do resto do mundo nos alcance? Tenho minhas dúvidas. Falta-nos, como impuseram os reacionários americanos a Obama, uma agenda, mas que seja nova, e não a desgastada do “clube do chá” americano. A nova agenda existe, está exposta cotidianamente pela mídia e não é propriedade de um partido ou de um governo. Mas onde está a argamassa, como o antigo ideal americano, para conter as divergências, o choque de interesses, e guiar-nos para um patamar mais seguro, mais próspero e mais coeso como nação?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mal comparando, a presidenta Dilma está aprisionada num dilema do gênero daquele que agarrou Obama. Só que, se no caso americano a crise apareceu como econômica para depois se tornar política, em nosso caso ela surgiu como política, mas poderá tornar-se econômica. Explico-me: a presidenta é herdeira de um Sistema, como dizíamos no período do autoritarismo militar. Este funciona solidificando interesses do grande capital, das estatais, dos fundos de pensão, dos sindicatos e de um conjunto desordenado de atores políticos que passaram a se legitimar como se expressassem um presidencialismo de coalizão no qual se troca governabilidade por favores, cargos e tudo o mais que se junta a isso.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essa tendência não é nova. Ela se foi constituindo à medida que o capitalismo burocrático (ou de Estado, ou como se queira qualificá-lo) amealhou apoios amplos entre sindicalistas, funcionários e empresários sedentos por contratos e passou a conviver com o capitalismo de mercado, mais competitivo. Na onda do crescimento econômico as acomodações foram-se tornando mais fáceis, tanto entre interesses econômicos quanto políticos (incluindo-se neles os “fisiológicos” e a corrupção). No início parecia fenômeno normal das épocas de prosperidade capitalista, que seria passageiro. Pouco a pouco se foi vendo que era mais do que isso: cada parte do Sistema precisa da outra para funcionar e o próprio Sistema necessita da anuência dos cooptáveis pelas bolsas e por empregos de baixo salários e precisa de símbolos e de voz. Esta veio com o “predestinado”: o lulismo anestesiou qualquer crítica não só ao Sistema, mas a suas partes constitutivas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É neste ponto que o bicho pega. A presidenta é menos leniente com certas práticas condenáveis do Sistema. Entretanto, quando começa a fazer uma faxina, quebram-se as peças da engrenagem toda. Sem leniências e cumplicidades entre as várias partes, como obter apoios para a agenda necessária à modernização do País? E sem ela, como fazer frente à concorrência da China, à relativa desindustrialização, ou melhor, “desprodutividade” da economia, e como arbitrar entre interesses legítimos ou não dos que precisam de mais apoio do governo, advenham eles de setores populares ou empresariais? É cedo para prever o curso dessa história, que apenas começa. Mas não há dúvidas de que para se desfazer da herança recebida será preciso não só “vontade política”, como, o que é tão difícil quanto, refazer os sistemas de alianças. É luta para Davis e, no caso, Golias é pai de Davi.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3214417140532370034-3894056346899868824?l=anselmocarvalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://0.gvt0.com/vi/7d4gmdl3zNQ/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/7d4gmdl3zNQ&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;

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&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3214417140532370034-4581395061282704738?l=anselmocarvalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/2ZngTs--Trtj2z4_Pi6Gk2TKT-w/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/2ZngTs--Trtj2z4_Pi6Gk2TKT-w/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/2ZngTs--Trtj2z4_Pi6Gk2TKT-w/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/2ZngTs--Trtj2z4_Pi6Gk2TKT-w/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/tMQq/~4/R_3slEJe5CU" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="related" href="http://youtu.be/7d4gmdl3zNQ" title="Criança vê, criança faz. A força do exemplo." /><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://anselmocarvalho.blogspot.com/feeds/4581395061282704738/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3214417140532370034&amp;postID=4581395061282704738&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3214417140532370034/posts/default/4581395061282704738?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3214417140532370034/posts/default/4581395061282704738?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/tMQq/~3/R_3slEJe5CU/crianca-ve-crianca-faz.html" title="Criança vê, criança faz. A força do exemplo." /><author><name>Anselmo Carvalho</name><uri>https://profiles.google.com/110169768794683107678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="//lh5.googleusercontent.com/-fFSMVczwcg4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAhk/zffqN2b-GdY/s512-c/photo.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://anselmocarvalho.blogspot.com/2011/08/crianca-ve-crianca-faz.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUENR30yeyp7ImA9WhdRFUQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3214417140532370034.post-7883098139519833970</id><published>2011-08-05T22:21:00.000-03:00</published><updated>2011-08-05T22:21:36.393-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-08-05T22:21:36.393-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Dignidade humana" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Estado de Direito" /><title>O genocídio de 80 milhões de brasileiros</title><content type="html">&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #afafaf; font-family: verdana, helvetica, arial, sans-serif; font-size: 12px; text-transform: capitalize;"&gt;&lt;a href="http://www.imil.org.br/author/robertafragoso/" style="color: #fd6900; font-size: 13px; font-weight: bold; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-decoration: none;" title="Posts by Roberta Fragoso Kaufmann"&gt;Roberta Fragoso Kaufmann&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana, helvetica, arial, sans-serif; font-size: 12px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div id="fonter" style="height: 27px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: -27px; text-align: right;"&gt;
&lt;a href="" style="color: #fd6900; font-size: 13px; font-weight: bold; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-decoration: none;"&gt;&lt;img alt="pequeno" id="smaller" src="http://www.imil.org.br/wp-content/themes/imilbeta1/img/a-pequena.gif" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;" /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="" style="color: #fd6900; font-size: 13px; font-weight: bold; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-decoration: none;"&gt;&lt;img alt="normal" id="normal" src="http://www.imil.org.br/wp-content/themes/imilbeta1/img/a-mediana.gif" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;" /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="" style="color: #fd6900; font-size: 13px; font-weight: bold; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-decoration: none;"&gt;&lt;img alt="grande" id="bigger" src="http://www.imil.org.br/wp-content/themes/imilbeta1/img/a-grande.gif" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="resize"&gt;
&lt;div class="imagen-single" style="float: left; height: auto; margin-right: 10px; margin-top: 10px;"&gt;
&lt;img alt="Roberta Fragoso Kaufmann" class="attachment-full wp-post-image" height="262" src="http://www.imil.org.br/wp-content/uploads/2011/06/DSC00086-1-e1307722771973.jpg" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; margin-bottom: 2px; margin-left: 2px; margin-right: 2px; margin-top: 2px;" title="Roberta Fragoso Kaufmann" width="350" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 10px; padding-left: 10px; padding-right: 10px; padding-top: 10px; text-align: justify;"&gt;
Matéria publicada nesta quarta-feira, dia 3 de agosto, nos principais jornais do país mostra o que já era para muitos evidente: as cotas raciais não beneficiam os mais pobres. Em outras palavras: só ajudam quem teve acesso a uma boa educação a vida inteira. Nos Estados Unidos, país pioneiro na criação das cotas raciais, logo se chegou à mesma conclusão do estudo acima mencionado. Ao contrário do que se pode imaginar, nunca existiu qualquer correlação entre as políticas de recorte racial e a prosperidade dos afrodescendentes norte-americanos. Quem explica muito bem este tema é o Thomas Sowell, professor negro contrário à implementação das medidas, no livro “Ação Afirmativa ao redor do mundo”. Mas, provavelmente, ele deve ser racista.&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 10px; padding-left: 10px; padding-right: 10px; padding-top: 10px; text-align: justify;"&gt;
Os dados do Censo de 2010, divulgados recentemente, mostram que os pretos são atualmente 7,61% da população brasileira. E atualmente 8,72% dos que estão na universidade são pretos. Ou seja, estão até melhor representados, portanto, do que a proporção que ocupam na população brasileira. Todavia, quem divulgou esta pesquisa também deve ser racista.&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 10px; padding-left: 10px; padding-right: 10px; padding-top: 10px; text-align: justify;"&gt;
De tudo que vi publicado sobre o assunto, o mais grave foi perceber a interpretação dada à pesquisa por inúmeros “jornalistas”, que praticaram verdadeiro genocídio em relação aos pardos. Acabaram de matar 80 milhões de brasileiros, sem que ninguém fosse punido! Praticam um verdadeiro genocídio de quase a metade da população brasileira e ninguém faz nada? Como assim? Explico.&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 10px; padding-left: 10px; padding-right: 10px; padding-top: 10px; text-align: justify;"&gt;
Sabe-se que os arautos da racialização no Brasil – aqueles que querem à fórceps afirmar que somos um país racista e que o negro está fora da universidade somente por conta do racismo (e que isso não tem nada a ver com a péssima qualidade dos estudos de que são vítimas, quando pobres), simplesmente matam os pardos quando lhes é conveniente. Eles afirmam que 50,7% dos brasileiros são “negros” (a soma de pretos – que são 7,61% mais pardos – que são 43,13%), mas que apenas 8% dos negros estão na universidade! Neste momento, eles “matam” os pardos, ignoram maliciosamente a representação de pardos de 32% no âmbito universitário e só divulgam os números relacionados aos pretos!&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 10px; padding-left: 10px; padding-right: 10px; padding-top: 10px; text-align: justify;"&gt;
Impressiona a desfaçatez com que nos tiram por idiotas. É muita manipulação de estatística. Como diria o Roberto Campos: “A estatística é igual ao biquíni, o que revela é importante, mas o que oculta é essencial”. Não é à toa que, magicamente, após a implementação da política de cotas raciais, houve um aumento de mais de 50% de pretos no país, algo que nunca havia acontecido antes na história. Alguns podem afirmar que se trata do “orgulho da raça”. Eu, entretanto, analiso em outro sentido: farinha pouca, meu pirão primeiro. Por que será que isso aconteceu? Será que foi coincidência? Ou será que tem a ver com a intenção de ter o benefício das políticas racialistas? Não existe estatística inocente. Mas os que manipulam as estatísticas decerto não são racistas. São apenas espertos.&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3214417140532370034-7883098139519833970?l=anselmocarvalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/jnm621mWbwa0KZSrsQjiDj2-deQ/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/jnm621mWbwa0KZSrsQjiDj2-deQ/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/jnm621mWbwa0KZSrsQjiDj2-deQ/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/jnm621mWbwa0KZSrsQjiDj2-deQ/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/tMQq/~4/sUQcEZsm2C4" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="related" href="http://www.imil.org.br/artigos/o-genocidio-de-80-milhoes-de-brasileiros/" title="O genocídio de 80 milhões de brasileiros" /><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://anselmocarvalho.blogspot.com/feeds/7883098139519833970/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3214417140532370034&amp;postID=7883098139519833970&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3214417140532370034/posts/default/7883098139519833970?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3214417140532370034/posts/default/7883098139519833970?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/tMQq/~3/sUQcEZsm2C4/o-genocidio-de-80-milhoes-de.html" title="O genocídio de 80 milhões de brasileiros" /><author><name>Anselmo Carvalho</name><uri>https://profiles.google.com/110169768794683107678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="//lh5.googleusercontent.com/-fFSMVczwcg4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAhk/zffqN2b-GdY/s512-c/photo.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://anselmocarvalho.blogspot.com/2011/08/o-genocidio-de-80-milhoes-de.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUMCRX4-fSp7ImA9WhdRFUQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3214417140532370034.post-5307331595418998052</id><published>2011-08-05T22:17:00.003-03:00</published><updated>2011-08-05T22:17:44.055-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-08-05T22:17:44.055-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Estado de Direito" /><title>A lei dos juízes</title><content type="html">&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana, helvetica, arial, sans-serif; font-size: 12px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="time" style="color: #afafaf; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
&lt;span style="text-transform: capitalize;"&gt;Por&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.imil.org.br/author/demetriomagnoli/" style="color: #fd6900; font-size: 13px; font-weight: bold; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-decoration: none;" title="Posts by Demétrio Magnoli - Convidado"&gt;Demétrio Magnoli&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div id="fonter" style="height: 27px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: -27px; text-align: right;"&gt;
&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=3214417140532370034&amp;amp;postID=5307331595418998052" style="color: #fd6900; font-size: 13px; font-weight: bold; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-decoration: none;"&gt;&lt;img alt="pequeno" id="smaller" src="http://www.imil.org.br/wp-content/themes/imilbeta1/img/a-pequena.gif" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;" /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=3214417140532370034&amp;amp;postID=5307331595418998052" style="color: #fd6900; font-size: 13px; font-weight: bold; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-decoration: none;"&gt;&lt;img alt="normal" id="normal" src="http://www.imil.org.br/wp-content/themes/imilbeta1/img/a-mediana.gif" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;" /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=3214417140532370034&amp;amp;postID=5307331595418998052" style="color: #fd6900; font-size: 13px; font-weight: bold; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-decoration: none;"&gt;&lt;img alt="grande" id="bigger" src="http://www.imil.org.br/wp-content/themes/imilbeta1/img/a-grande.gif" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="resize"&gt;
&lt;div class="imagen-single" style="float: left; height: auto; margin-right: 10px; margin-top: 10px;"&gt;
&lt;img alt="Demétrio Magnoli - Instituto Millenium" class="attachment-full wp-post-image" height="263" src="http://www.imil.org.br/wp-content/uploads/2010/11/3619800902_5f442052ff_o-e1290730908886.jpg" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; margin-bottom: 2px; margin-left: 2px; margin-right: 2px; margin-top: 2px;" title="Demétrio Magnoli - Instituto Millenium" width="350" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 10px; padding-left: 10px; padding-right: 10px; padding-top: 10px; text-align: justify;"&gt;
Franschhoek, cidade de vinhedos e alta cozinha na província sul-africana do Cabo Ocidental, é o núcleo cultural dos descendentes dos huguenotes franceses que emigraram para a Colônia do Cabo após a revogação do Edito de Nantes, em 1685. Esses refugiados da perseguição religiosa se somaram aos também calvinistas holandeses estabelecidos na região para configurar a colonização bôer na África do Sul. Eles adquiriram escravos, se insurgiram contra a abolição da escravidão promovida pelos britânicos em 1833, participaram do Grand Trek que resultou na fundação das colônias africânderes do interior e ajudaram a sustentar as leis do apartheid, introduzidas a partir de 1949. Desde 1789, até hoje, Franschhoek celebra a Revolução Francesa, que derrubou a monarquia católica dos Bourbons.&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 10px; padding-left: 10px; padding-right: 10px; padding-top: 10px; text-align: justify;"&gt;
Liberdade, para eles, significava as liberdades de falar com Deus segundo suas próprias regras e de possuir escravos. Igualdade significava, exclusivamente, o estatuto de equivalência de direitos religiosos com os católicos consagrado pelo Edito de Nantes. Não se tratava da igualdade dos indivíduos perante a lei, mas da igualdade de direitos entre distintas comunidades religiosas cristãs. Nessa acepção, a igualdade pressupunha a diferença: os nativos africanos não teriam prerrogativas de cidadania, pois não eram cristãos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 10px; padding-left: 10px; padding-right: 10px; padding-top: 10px; text-align: justify;"&gt;
Igualdade significa coisas diversas em sociedades diferentes. Breve, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgará uma ação contra o programa de cotas raciais na Universidade de Brasília (UnB). O veredicto terá repercussões que transbordam largamente os limites do sistema de seleção de candidatos à UnB: estará em jogo o significado do princípio da igualdade no Brasil. A Constituição é cristalina, traduzindo a igualdade como equivalência de direitos de cidadania, independentemente de cor, raça, sexo ou crença. O sistema de cotas raciais implica a negação disso e sua substituição por um conceito de igualdade entre comunidades raciais inventadas. Mas há indícios consistentes de que o tribunal pode votar pela anulação de um dos pilares estruturais da Constituição.&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 10px; padding-left: 10px; padding-right: 10px; padding-top: 10px; text-align: justify;"&gt;
O regime do apartheid costuma ser descrito como um Estado policial semifascista devotado a promover a exclusão política dos negros. De fato, ele também foi isso, mas seu traço essencial era outro. Os fundamentos doutrinários do apartheid emanaram do pensamento dos liberais Wyk Louw e G. B. Gerdener, da Universidade de Stellenbosch, que propugnaram a segregação de raças como imperativo para a manutenção da liberdade dos brancos e das culturas dos nativos. Louw e Gerdener conferiram forma acadêmica às ideias de Jan Smuts, comandante das forças africânderes na Guerra dos Bôeres de 1899-1902. Smuts promoveu a reconciliação entre os africânderes e os britânicos, antes de se tornar primeiro-ministro do país unificado. Em 1929, numa conferência proferida em Oxford, ele delineou o sentido da “missão civilizatória” dos brancos na África Austral: “O Império Britânico não simboliza a assimilação dos povos num tipo único, não simboliza a padronização, mas o desenvolvimento mais pleno e livre dos povos segundo suas próprias linhas específicas”.&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 10px; padding-left: 10px; padding-right: 10px; padding-top: 10px; text-align: justify;"&gt;
Louw e Gerdener devem ser vistos como precursores do multiculturalismo. Eles criticavam as propostas de criação de uma sociedade de indivíduos iguais perante a lei, que representaria a “assimilação dos povos”. No lugar da “padronização” política e jurídica, sustentavam a ideia de direitos iguais para grupos raciais separados. O grupo, a comunidade racial, não o indivíduo, figuraria como componente básico da nação. É precisamente esse conceito que alicerça o sistema de cotas raciais.&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 10px; padding-left: 10px; padding-right: 10px; padding-top: 10px; text-align: justify;"&gt;
Na UnB, um candidato definido administrativamente como “negro” por uma comissão universitária tem o privilégio de concorrer às vagas reservadas no sistema de cotas. Mesmo se proveniente de família de alta renda, tendo cursado colégio particular e cursinho pré-vestibular, o candidato “negro” precisa de menos pontos para obtenção de vaga do que um candidato definido como “branco”, mas oriundo de família pobre e escola pública. Na lógica da UnB, indivíduos reais não existem: o que existe são representantes imaginários de comunidades raciais. O jovem “negro” funciona como representante dos antigos escravos (mesmo que seus ancestrais fossem traficantes de escravos). O jovem “branco” funciona como representante dos antigos proprietários de escravos (mesmo que seus ancestrais tenham chegado ao Brasil após a Abolição). Se o STF ornar tal programa com seu selo, estará derrubando o princípio da igualdade dos cidadãos perante a lei.&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 10px; padding-left: 10px; padding-right: 10px; padding-top: 10px; text-align: justify;"&gt;
O apartheid fincava raízes nas diferenças de língua e cultura entre os grupos populacionais sul-africanos. A classificação étnica dos indivíduos, seu requisito indispensável, derivava de realidades inscritas no passado e refletidas na consciência das pessoas. O projeto da “igualdade racial” no Brasil, cujo instrumento são os programas de cotas, exige uma fabricação acelerada de comunidades étnicas. As pessoas precisam ser transformadas em “brancos” ou “negros”, a golpes de estatutos administrativos impostos por órgãos públicos e universidades. Todo o empreendimento desafia a letra da Constituição, que recusa a distinção racial dos cidadãos. O STF está perto de escancarar as portas para o esbulho constitucional generalizado.&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 10px; padding-left: 10px; padding-right: 10px; padding-top: 10px; text-align: justify;"&gt;
Seria o STF capaz de corromper escancaradamente o princípio da igualdade dos indivíduos perante a lei? A Corte Suprema é um tribunal político, no sentido de que sua composição reflete as tendências políticas de longo prazo da Nação. Há oito anos o lulismo aponta os novos integrantes da Corte. O STF rejeitou a mera abertura de processo contra Antônio Palocci, que, como agora reconhece a Caixa Econômica Federal, deu ordem para a violação do sigilo bancário de Francenildo Costa. Os intérpretes da Constituição não parecem preocupados com a preservação do princípio da igualdade.&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 10px; padding-left: 10px; padding-right: 10px; padding-top: 10px; text-align: justify;"&gt;
Fonte: O Globo, 04/08/2011&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3214417140532370034-5307331595418998052?l=anselmocarvalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;div class="bb-md-noticia-autor" style="color: black; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 11px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 8px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 18px;"&gt;
&lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,audiencia-publica-no-tst,754445,0.htm"&gt;O Estado de S.Paulo&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="corpo" style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
&lt;div style="color: #464646; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 16px; margin-bottom: 1em; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
Seguindo o exemplo do Supremo Tribunal Federal (STF), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu promover audiências públicas para dar publicidade aos casos mais polêmicos em julgamento, com grandes implicações sociais, econômicas e políticas. A primeira audiência pública do STF foi realizado em 2007, quando a Suprema Corte - pressionada por entidades religiosas, por um lado, e por associações científicas e movimentos sociais, por outro - iniciou a discussão sobre pesquisas com célula-tronco. Ao convocar para os dias 4 e 5 de outubro a primeira audiência pública de sua história, o TST elegeu a terceirização como o tema dos debates.&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: #464646; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 16px; margin-bottom: 1em; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: #464646; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 16px; margin-bottom: 1em; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
Até o momento, a direção do TST informou que pretende discutir apenas o trabalho terceirizado nos setores financeiro, de tecnologia de informação e de telefonia, de onde emanam milhares de ações judiciais que tramitam na primeira e na segunda instâncias da Justiça Trabalhista. Mas, entre concessionárias de serviços básicos, entidades de classe, sindicatos, advogados e juízes trabalhistas, há a expectativa de que o presidente da Corte, ministro João Oreste Dalazen, também acabe incluindo o setor de energia elétrica.&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: #464646; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 16px; margin-bottom: 1em; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
Além de convocar o ministro do Trabalho, o advogado-geral da União, o procurador-geral do Trabalho e o presidente do Conselho Federal da OAB para participarem da audiência pública, o TST vai permitir que os interessados em assistir, intervir nos debates e apresentar contribuições técnicas, pareceres jurídicos e análises econômicas possam se inscrever pela internet. E, para balizar as discussões, a Corte escolheu 200 ações trabalhistas que discutem se empresas prestadoras de serviços - como 0s call centers das concessionárias de telefonia, por exemplo - podem ou não terceirizar os empregados que atuam nas atividades-fim.&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: #464646; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 16px; margin-bottom: 1em; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
Atualmente, a Justiça do Trabalho admite apenas a terceirização dos trabalhadores das atividades-meio - como os que atuam nos serviços de limpeza e segurança, por exemplo. Mas as entidades de classe questionam esse entendimento. Várias empresas de energia e telefonia já recorreram ao Supremo, pedindo a concessão de liminares para terceirizar os trabalhadores das atividades-fim.&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: #464646; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 16px; margin-bottom: 1em; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
A matéria é tão polêmica que a Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica contratou um estudo econômico da LCA e Associados - empresa de consultoria que pertence ao economista Luciano Coutinho, atual presidente do BNDES - e dois pareceres jurídicos, um de autoria de Carlos Mário Velloso, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, e outro de autoria de Arnaldo Lopes Sussekind, ex-ministro do Trabalho e da Previdência, ex-ministro do Tribunal Superior do Trabalho e único membro sobrevivente da comissão de juristas que criou a Consolidação das Leis do Trabalho, há quase 70 anos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: #464646; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 16px; margin-bottom: 1em; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
Segundo eles, a terceirização dos trabalhadores das atividades-fim aumenta a eficiência, reduz custos e permite a expansão da produção de bens e serviços. Alegando que a terceirização acarreta a precarização do trabalho e suprime direitos sociais, a Federação Interestadual dos Trabalhadores em Telecomunicações já anunciou que irá se opor a essa tese.&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: #464646; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 16px; margin-bottom: 1em; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
Na audiência pública que o TST promoverá, as discussões não se limitarão a aspectos técnico-jurídicos. As questões legais serão debatidas juntamente com questões econômicas e políticas, permitindo aos ministros da Corte ouvir diretamente a opinião daqueles que serão afetados por seus julgamentos. Esse é o momento em que todos os setores interessados, se não se deixarem levar pela defesa de interesses corporativos e pelo proselitismo ideológico, poderão chamar a atenção dos ministros do TST para particularidades que eles não costumam levar em conta em seus votos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: #464646; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 16px; margin-bottom: 1em; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
Como muitas ações trabalhistas relativas ao trabalho terceirizado podem envolver questões complexas e a magistratura tem uma formação genérica, a primeira audiência pública do TST pode ajudar a evitar sentenças e acórdãos tecnicamente equivocados, aumentando assim a certeza jurídica nas relações entre o capital e o trabalho.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3214417140532370034-5010280561701416107?l=anselmocarvalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/UmMVM6l16gEY4Rw-dsm3G6BjSZY/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/UmMVM6l16gEY4Rw-dsm3G6BjSZY/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/UmMVM6l16gEY4Rw-dsm3G6BjSZY/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/UmMVM6l16gEY4Rw-dsm3G6BjSZY/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/tMQq/~4/gonrrG2GE_o" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="related" href="http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,audiencia-publica-no-tst,754445,0.htm" title="Audiência pública no TST" /><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://anselmocarvalho.blogspot.com/feeds/5010280561701416107/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3214417140532370034&amp;postID=5010280561701416107&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3214417140532370034/posts/default/5010280561701416107?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3214417140532370034/posts/default/5010280561701416107?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/tMQq/~3/gonrrG2GE_o/audiencia-publica-no-tst.html" title="Audiência pública no TST" /><author><name>Anselmo Carvalho</name><uri>https://profiles.google.com/110169768794683107678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="//lh5.googleusercontent.com/-fFSMVczwcg4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAhk/zffqN2b-GdY/s512-c/photo.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><georss:featurename>Mossoró - RN, Brasil</georss:featurename><georss:point>-5.1880361 -37.34413440000003</georss:point><georss:box>-5.4947976 -37.58190040000003 -4.881274599999999 -37.10636840000003</georss:box><feedburner:origLink>http://anselmocarvalho.blogspot.com/2011/08/audiencia-publica-no-tst.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUQMQnw_fSp7ImA9WhdRFEw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3214417140532370034.post-1538532557875783695</id><published>2011-08-03T20:16:00.000-03:00</published><updated>2011-08-03T20:16:23.245-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-08-03T20:16:23.245-03:00</app:edited><title>‘Dilma e seus governos’, um artigo de Marco Antônio Villa</title><content type="html">&lt;p&gt;PUBLICADO NO &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,dilma-e-seus-governos,753514,0.htm"&gt;ESTADÃO&lt;/a&gt; &lt;/em&gt;DESTA QUARTA-FEIRA&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/files/2011/08/dilma-rousseff-texto.jpg"&gt;&lt;img title="dilma-rousseff-texto" src="http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/files/2011/08/dilma-rousseff-texto-460x258.jpg" alt="" width="460" height="258" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Marco Antônio Villa*&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dilma Rousseff é caso único na História do Brasil. Já iniciou, em apenas sete meses, três vezes o seu governo. Em janeiro assumiu a Presidência. Parecia que a sua gestão iria começar. Ledo engano. Veio a crise em maio – caso Palocci – e ela rearranjou o núcleo duro do poder. Seus entusiastas saudaram a mudança e espalharam aos quatro ventos que, naquele momento, iria efetivamente dar início ao seu governo. Mera ilusão. Veio nova crise em junho, esta no Ministério dos Transportes. Seguiram-se demissões de altos funcionários – ontem já chegaram a 27. Em seguida, foi anunciado que agora – agora mesmo – é que iria começar a sua Presidência. Será?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No país das Polianas, sempre encontramos justificativas para o injustificável. Os defensores, meio que envergonhados da presidente, argumentam que ela recebeu uma herança maldita. Mas não foi essa “herança” que a elegeu presidente? Não permaneceu cinco anos na Casa Civil participando e organizando essa “herança”? Herança, como é sabido, é algo recebido de outrem. Não é o caso. A então ministra da Casa Civil foi uma participante ativa na organização da base partidária que sustenta o governo no Congresso Nacional. Tinha e tem absoluta ciência do que representam essas alianças para o erário.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fingir indignação, falar em limpeza – quando o vocabulário doméstico invade a política, é sinal de pobreza ideológica -, dizer que agora, sempre agora, só vai aceitar indicações que tenham a ficha limpa, isso é um engodo. Quer dizer que no momento em que formou o Ministério a ficha limpa era irrelevante? Ficha limpa é para coagir aliados? E que aliados são esses que são constrangidos pelo currículo?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os sucessivos reinícios de governo são demonstrações de falta de rumo e de liderança. O PAC não é um plano de governo. É uma junção aleatória de obras realizadas principalmente pelo governo e por empresas estatais. É um todo sem unidade alguma. Não há uma concepção de projeto nacional, nada disso. Além da falta de organicidade, os cronogramas de todas as obras estão atrasados. O governo não consegue realizar, de forma eficaz, nenhum empreendimento. Quando algo chama a atenção, não é por seu efeito para o desenvolvimento do País. Muito ao contrário. É por gasto excessivo, desvio de recursos, inutilidade da obra ou atraso no prazo de entrega. E, algumas vezes, é uma cruel somatória desses quatro fatores.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O País está sem rumo. Mantém indicadores razoáveis no campo econômico, contudo muito abaixo das nossas potencialidades. Basta lembrar que neste ano a taxa de crescimento será a mais baixa entre os países da América do Sul (não estamos falando de China, Índia ou Coreia do Sul, mas de Paraguai, Equador e Peru). A economia ainda é movida pelo que foi estruturado durante os primeiros anos do Plano Real e por medidas adotadas em 2009, ante a crise internacional.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A falta de liderança é evidente. Os últimos quatro meses foram de abalos permanentes. E nos primeiros cem dias a presidente teve uma trégua. Foi elogiada até pelo que não fez. Politicamente, o ano começou em abril e, de lá para cá, o governo toda semana foi tendo algum tipo de problema. Ora no relacionamento com a base, ora no cotidiano administrativo. O problema central é que Dilma não se conseguiu firmar como liderança com vida própria. É vista pelos líderes da base como alguém que deve ser suportada até o retorno de Lula. A questão – para eles – é aguentar a destemperança presidencial. Claro que o preço compensa. Porém a rispidez e os gritos da presidente revelam que ela própria sabe que não é levada a sério. Vez por outra, o passado deve rondar os pensamentos da presidente. Ela, em alguns momentos, exige uma obediência ao estilo do velho “centralismo democrático” leninista. Sonha com Trotsky, Bukharin e Kamenev, mas convive com Collor, Sarney e Renan.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nas crises que enfrentou, não conseguiu encontrar solução razoável. Ao contrário, desarrumou a articulação existente e foi incapaz de substituí-la por algo mais eficiente. Deixou rastros de insatisfação e desejos de vingança. A trapalhada com o PR e a demora em resolver de vez as denúncias são mais evidências da falta de capacidade política. Criou na Esplanada dos Ministérios a versão petista do “onde está Wally?”. Agora o jogo é adivinhar, entre mais de três dúzias de ministros, quem será o próximo a cair em desgraça. Algo meio stalinista (é o passado novamente?). Com tanto estardalhaço, Dilma nem acabou com a corrupção nem conseguiu fazer a máquina governamental funcionar. E quem perde é o País.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A cada fracasso de Dilma, mais cresce o clamor da base (e do PT, principalmente) para o retorno de Lula. Difícil acreditar que o criador não imaginasse como seria o governo da sua criatura. Pode ter sido uma jogada de mestre. Respeitou a Constituição (não patrocinando o terceiro mandato), impôs uma candidatura-poste, venceu com o seu prestígio a eleição e será chamado cada vez mais para apagar incêndios. Ou seja, a possibilidade de ser passado para trás é nula. Dessa forma, transformou-se no personagem fundamental para manter a estabilidade da aliança do grande capital nacional e estrangeiro, fundos de pensão das estatais, políticos corruptos e oportunistas de toda ordem. É também o único que consegue fazer a articulação com o andar de baixo, dando legitimidade ao projeto antinacional. Sem ele, tudo desmorona.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dilma vai administrando (e mal) o cotidiano. A fantasia de excelente gestora, envergada no governo Lula e na campanha presidencial, revelou-se um figurino de péssima qualidade. Como nos velhos sambas, a quarta-feira já chegou. Um pouco cedo, é verdade. O carnaval mal começou. E dos quatro dias de folia, nem acabou o primeiro.&lt;/p&gt;*&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(70, 70, 70); font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; line-height: 19px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;HISTORIADOR, É PROFESSOR DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS (UFSCAR) &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3214417140532370034-1538532557875783695?l=anselmocarvalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Esejzu2mOQIzw9rVBC5OdAzZtaY/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Esejzu2mOQIzw9rVBC5OdAzZtaY/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Esejzu2mOQIzw9rVBC5OdAzZtaY/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Esejzu2mOQIzw9rVBC5OdAzZtaY/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/tMQq/~4/dUk5WQLj0SM" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="related" href="http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/feira-livre/dilma-e-seus-governos-um-artigo-de-marco-antonio-villa/" title="‘Dilma e seus governos’, um artigo de Marco Antônio Villa" /><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://anselmocarvalho.blogspot.com/feeds/1538532557875783695/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3214417140532370034&amp;postID=1538532557875783695&amp;isPopup=true" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3214417140532370034/posts/default/1538532557875783695?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3214417140532370034/posts/default/1538532557875783695?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/tMQq/~3/dUk5WQLj0SM/dilma-e-seus-governos-um-artigo-de.html" title="‘Dilma e seus governos’, um artigo de Marco Antônio Villa" /><author><name>Anselmo Carvalho</name><uri>https://profiles.google.com/110169768794683107678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="//lh5.googleusercontent.com/-fFSMVczwcg4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAhk/zffqN2b-GdY/s512-c/photo.jpg" /></author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://anselmocarvalho.blogspot.com/2011/08/dilma-e-seus-governos-um-artigo-de.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0AESH47fSp7ImA9WhdREEk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3214417140532370034.post-3967557461428453643</id><published>2011-07-30T14:08:00.000-03:00</published><updated>2011-07-30T14:08:29.005-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-07-30T14:08:29.005-03:00</app:edited><title>Vale-tudo ideológico</title><content type="html">&lt;p&gt;EDITORIAL PUBLICADO NO &lt;em&gt;GLOBO&lt;/em&gt; DESTA SEGUNDA-FEIRA, via &lt;a href="http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/feira-livre/vale-tudo-ideologico/"&gt;Augusto Nunes&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/files/2011/07/ze-dirceu1.jpg"&gt;&lt;img title="ze-dirceu1" src="http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/files/2011/07/ze-dirceu1.jpg" alt="" width="439" height="260" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Entidades com longa história de vigilância sobre governos, como a UNE, se mantêm em silêncio diante da enxurrada de casos de corrupção ocorridos desde 2003, quando Lula assumiu o primeiro mandato. Dois anos depois estourou o mensalão, em que há crimes de lavagem de dinheiro e também de desvio de recursos públicos, entre outros. Silêncio total. E assim tem sido até agora, na sucessão de escândalos nestes quase sete meses de governo Dilma. Sequer apoio à presidente, petista, é dado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Forja-se, agora, uma curiosa desculpa para essa imobilização: tudo seria fruto do “udenismo” da oposição e, claro, da imprensa independente e profissional. Quer-se, com isso, importar das décadas de 50 e 60 uma luta ideológica entre a UDN de Carlos Lacerda e o PTB de Getúlio, Jango e Brizola, um anacronismo. Além de se considerar que havia mesmo corrupção no Palácio do Catete daqueles tempos, hoje a conjuntura é muito diferente. Não há qualquer campanha ideológica orquestrada contra qualquer governo, apenas — o que não é pouco — fatos concretos, substantivos, de malfeitos na esfera do poder.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O mensalão, de tão substantivo, virou peça de acusação do Ministério Público Federal aceita pelo Supremo, que se prepara para julgar o histórico processo em 2012, salvo chicanas advocatícias. Nele estão figuras estreladas do PT, como José Dirceu, Genoino, o tesoureiro Delúbio Soares – recebido de volta pelo partido sem pudores -, João Paulo Cunha etc. Talvez isto iniba a UNE, sindicatos e movimentos ditos sociais, também dependentes de verbas públicas. Fica evidente que, na ótica de algumas organizações, há corrupções e corrupções. Se o escândalo envolve o governo Collor de Mello, a postura é uma; caso atinja o PT, o silêncio impera. (Não se deve mesmo esquecer que existe um mensalão tucano mineiro no Supremo, à frente dele o ex-governador Eduardo Azeredo). Não há como ressuscitar no século XXI os embates ideológicos do início da metade do século passado. Não está em questão a tomada do poder, mas a lisura no manejo do dinheiro do contribuinte, o que não pode ser considerado desimportante. Mas, em nome da manutenção do poder, faz-se vista grossa a escabrosos assaltos ao Tesouro, cometidos à vista de todos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Há o perigo de UNE, MST e entidades sindicais reeditarem algo também tão carcomido quanto o embate de “udenismo” versus “trabalhismo/getulismo”: o “rouba mas faz” do populismo de Adhemar de Barros da política paulista daqueles mesmos tempos. Uma ideologia distorcida que se manteve na vida pública de São Paulo até Paulo Maluf.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Recoloca-se a também antiga questão dos “fins que justificam os meios”, cacoete de movimentos de esquerda que terminou desaguando no mensalão e em outras impropriedades em certas empresas estatais. O fato de a UNE fazer um congresso patrocinado pelo dinheiro público é apenas um aspecto, seja uma caneta petista ou tucana que libere as verbas. Há mesmo eventos de organizações da sociedade que precisam e devem contar com apoio do poder público.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O ponto é outro: o que UNE, sindicatos, MST e similares dão em troca do acesso ao dinheiro do contribuinte. O silêncio diante da enxurrada de casos de desvio de dinheiro do Tesouro é grave. Inevitável que se faça ligação entre uma coisa e outra. Há – ou deveria haver – preceitos éticos que pairam sobre partidos e ideologias, bem como o compromisso inegociável com eles. Se não, a vida pública se resume a um vale-tudo de quinta categoria, sem aprimorar a sociedade.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3214417140532370034-3967557461428453643?l=anselmocarvalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/DQHPVjPC_PABBHEkQuJOPU0KPJ0/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/DQHPVjPC_PABBHEkQuJOPU0KPJ0/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/DQHPVjPC_PABBHEkQuJOPU0KPJ0/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/DQHPVjPC_PABBHEkQuJOPU0KPJ0/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/tMQq/~4/g_oWOZLBAeg" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="related" href="http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/feira-livre/vale-tudo-ideologico/" title="Vale-tudo ideológico" /><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://anselmocarvalho.blogspot.com/feeds/3967557461428453643/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3214417140532370034&amp;postID=3967557461428453643&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3214417140532370034/posts/default/3967557461428453643?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3214417140532370034/posts/default/3967557461428453643?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/tMQq/~3/g_oWOZLBAeg/vale-tudo-ideologico.html" title="Vale-tudo ideológico" /><author><name>Anselmo Carvalho</name><uri>https://profiles.google.com/110169768794683107678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="//lh5.googleusercontent.com/-fFSMVczwcg4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAhk/zffqN2b-GdY/s512-c/photo.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://anselmocarvalho.blogspot.com/2011/07/vale-tudo-ideologico.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CkICQ387eyp7ImA9WhZaEE4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3214417140532370034.post-2945258734602836478</id><published>2011-06-25T16:33:00.001-03:00</published><updated>2011-06-25T16:36:02.103-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-06-25T16:36:02.103-03:00</app:edited><title>Brasil ganha um Mapa da Corrupção colaborativo: ainda há esperanças!</title><content type="html">Por &lt;a href="http://feedproxy.google.com/~r/RicardoSetti/~3/45IydbBpP9w/"&gt;Ricardo Setti&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
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&lt;a href="http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/files/2011/06/mapa_corrupcao2.jpg"&gt;&lt;img alt="" height="279" src="http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/files/2011/06/mapa_corrupcao2.jpg" width="440" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://maps.google.com.br/maps/ms?hl=pt-BR&amp;amp;ie=UTF8&amp;amp;msa=0&amp;amp;msid=204209735970361037698.0004a40f41edf1d554ba0&amp;amp;t=h&amp;amp;z=7"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
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Inspirada pelos &lt;a href="http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/vasto-mundo/indignados-tomam-ruas-e-pracas-da-espanha-em-protesto-inedito-deixam-campanha-eleitoral-falando-sozinha/"&gt;protestos na Espanha&lt;/a&gt; em que os auto-denominados “indignados” pedem desde o dia 15 de maio mudanças, inclusive no sistema eleitoral, nos padrões morais e na economia no país, a cineasta Raquel Diniz, 31 anos, criou um o &lt;strong&gt;&lt;a href="http://maps.google.com.br/maps/ms?hl=pt-BR&amp;amp;ie=UTF8&amp;amp;msa=0&amp;amp;msid=204209735970361037698.0004a40f41edf1d554ba0&amp;amp;t=h&amp;amp;z=7"&gt;Mapa da Corrupção&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, um  gráfico colaborativo que pretende listar os casos de corrupção no Brasil.&lt;br /&gt;
Lançado em 24 de maio deste ano, o projeto foi visto mais de 60 mil vezes e já conta com mais de 80 casos. Entre eles, os escândalo do Mensalão, dos Cartões Corporativos e dos Sanguessugas. Além da Máfia da Merenda, do Caso Bancoop, das investigações de subornos e corrupção na CBF e da quebra de sigilo bancário do &lt;a href="http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/dica-de-leitura/boa-leitura-a-comovente-historia-de-como-todos-os-poderes-da-republica-moeram-o-caseiro-francenildo-dos-santos-costa/"&gt;caseiro Francenildo&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
Raquel Diniz diz acreditar na força mobilizadora da internet, em especial das redes sociais, e espera que o mapa ajude a refrescar a memória do povo brasileiro. ”É uma tentativa de fazer com que as pessoas vejam o mapa e não votem nos corruptos”, afirmou a cineasta à &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/poder/929502-cineasta-lanca-mapa-para-localizar-corrupcao-no-brasil.shtml"&gt;Folha de S. Paulo&lt;/a&gt;. “Os políticos corruptos só continuam no poder porque eles ganham votos”.&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3214417140532370034-2945258734602836478?l=anselmocarvalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/VhaaEMI-oFet1I_z4xIr1KIFcaE/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/VhaaEMI-oFet1I_z4xIr1KIFcaE/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/VhaaEMI-oFet1I_z4xIr1KIFcaE/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/VhaaEMI-oFet1I_z4xIr1KIFcaE/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/tMQq/~4/DYq7al-NI7c" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="related" href="http://feedproxy.google.com/~r/RicardoSetti/~3/45IydbBpP9w/" title="Brasil ganha um Mapa da Corrupção colaborativo: ainda há esperanças!" /><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://anselmocarvalho.blogspot.com/feeds/2945258734602836478/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3214417140532370034&amp;postID=2945258734602836478&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3214417140532370034/posts/default/2945258734602836478?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3214417140532370034/posts/default/2945258734602836478?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/tMQq/~3/DYq7al-NI7c/brasil-ganha-um-mapa-da-corrupcao.html" title="Brasil ganha um Mapa da Corrupção colaborativo: ainda há esperanças!" /><author><name>Anselmo Carvalho</name><uri>https://profiles.google.com/110169768794683107678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="//lh5.googleusercontent.com/-fFSMVczwcg4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAhk/zffqN2b-GdY/s512-c/photo.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://anselmocarvalho.blogspot.com/2011/06/brasil-ganha-um-mapa-da-corrupcao.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0AGSXs7fSp7ImA9WhZaEE8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3214417140532370034.post-9061034746747376459</id><published>2011-06-25T16:22:00.000-03:00</published><updated>2011-06-25T16:22:08.505-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-06-25T16:22:08.505-03:00</app:edited><title>O visto de Battisti é ilegal</title><content type="html">&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 16px; "&gt;&lt;div class="bb-md-noticia-autor" style="padding-top: 18px; padding-right: 0px; padding-bottom: 8px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; color: rgb(0, 0, 0); font-size: 11px; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;- O Estado de S.Paulo, 25.06.2011&lt;/div&gt;&lt;div class="corpo" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; color: rgb(70, 70, 70); font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 16px; "&gt;Por 14 votos a 2, 1 abstenção e 3 ausências, o Conselho Nacional de Imigração - vinculado ao Ministério do Trabalho e integrado por 9 representantes de Ministérios, 5 de sindicatos, 5 de entidades patronais e 1 da comunidade científica - concedeu visto de permanência ao ex-terrorista italiano Cesare Battisti. Com isso, ele poderá viver e trabalhar por tempo indeterminado no Brasil.&lt;/p&gt;&lt;p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; color: rgb(70, 70, 70); font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 16px; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; color: rgb(70, 70, 70); font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 16px; "&gt;Pela ordem jurídica vigente, a decisão do Conselho Nacional de Imigração é ilegal. Ela colide com a Lei 6.815/81, que criou o órgão e define a situação jurídica dos estrangeiros no Brasil. O inciso IV do artigo 7.º dessa lei proíbe taxativamente a concessão de visto "ao estrangeiro que foi condenado ou processado em outro país por crime doloso, passível de extradição segundo a lei brasileira".&lt;/p&gt;&lt;p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; color: rgb(70, 70, 70); font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 16px; "&gt;É justamente esse o caso de Battisti. Ele foi condenado à prisão perpétua pela Justiça italiana por quatro assassinatos cometidos na década de 1970, quando integrava a organização terrorista Proletários Armados para o Comunismo. No momento em que Battisti foi processado, julgado e condenado, a Itália vivia em plena normalidade política e constitucional, ou seja, sob democracia plena.&lt;/p&gt;&lt;p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; color: rgb(70, 70, 70); font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 16px; "&gt;Battisti também já foi condenado no Brasil pela primeira instância da Justiça Federal à pena de dois anos em regime aberto, convertida em pagamento de multa e prestação de serviços à comunidade, por usar passaportes franceses falsificados, encontrados quando foi preso pela Polícia Federal, em 2007, a pedido do governo italiano. Ele recorreu, mas a decisão foi mantida há cinco meses pelo Tribunal Regional Federal da 2.ª Região. No inciso II do artigo 7.º, a Lei 6.815 também proíbe a concessão de visto "ao estrangeiro considerado nocivo à ordem pública".&lt;/p&gt;&lt;p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; color: rgb(70, 70, 70); font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 16px; "&gt;Por mais que se apresente como perseguido político, Battisti, do estrito ponto de vista técnico-jurídico, não preenche os critérios previstos pela legislação para a obtenção de visto de residência. Por isso, a Procuradoria-Geral da República - o órgão encarregado pela Constituição de "defender a ordem jurídica" - não tem outra saída a não ser contestar judicialmente a decisão do Conselho Nacional de Imigração e exigir o cumprimento do direito positivo.&lt;/p&gt;&lt;p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; color: rgb(70, 70, 70); font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 16px; "&gt;Foi com base nessa legislação que, em 2009, a Procuradoria-Geral da República emitiu um parecer contrário à concessão de asilo a Battisti - posição que foi endossada pelo Comitê Nacional para os Refugiados, uma comissão interministerial encarregada de receber os pedidos de refúgio e determinar se os solicitantes reúnem as condições jurídicas necessárias para serem reconhecidos como refugiados. Surpreendentemente, o então ministro da Justiça, Tarso Genro, desprezou as duas decisões e concedeu o status de refugiado político a Battisti.&lt;/p&gt;&lt;p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; color: rgb(70, 70, 70); font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 16px; "&gt;Classificando a iniciativa de Genro como "grave e ofensiva", o Ministério de Assuntos Estrangeiros da Itália recorreu ao Supremo Tribunal Federal, acusando o governo brasileiro de não cumprir o tratado de extradição firmado pelos dois países em 1989. Mas, em vez de dar uma solução clara e objetiva ao caso, em 2010 a Corte, numa decisão ambígua, autorizou a extradição, mas deixando a última palavra ao presidente da República. Pressionado pelo ministro da Justiça, por um lado, e pelo governo da Itália, por outro lado, Lula deixou claro que concederia asilo a Battisti - o que só fez no último dia de seu mandato - e pediu à Advocacia-Geral da União um parecer que fundamentasse sua decisão. Cumprindo a determinação, o órgão desprezou a legislação e preparou um parecer político, dando as justificativas "técnicas" de que o presidente precisava para decidir pela permanência de Battisti no País, com o status de imigrante.&lt;/p&gt;&lt;p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; color: rgb(70, 70, 70); font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 16px; "&gt;O governo italiano voltou a recorrer e o Supremo, para perplexidade dos meios jurídicos, também agiu politicamente, ignorando tanto o tratado de extradição firmado entre o Brasil e a Itália quanto a própria legislação brasileira sobre estrangeiros. Essa desmoralização das instituições jurídicas foi aprofundada ainda mais com a concessão do visto de permanência a Battisti, pelo Conselho Nacional de Imigração.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3214417140532370034-9061034746747376459?l=anselmocarvalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/h7npURma9s9zzmhHH0OE4J_bAkM/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/h7npURma9s9zzmhHH0OE4J_bAkM/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/h7npURma9s9zzmhHH0OE4J_bAkM/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/h7npURma9s9zzmhHH0OE4J_bAkM/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/tMQq/~4/9OBo9nWII4g" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="related" href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110625/not_imp736717,0.php" title="O visto de Battisti é ilegal" /><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://anselmocarvalho.blogspot.com/feeds/9061034746747376459/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3214417140532370034&amp;postID=9061034746747376459&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3214417140532370034/posts/default/9061034746747376459?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3214417140532370034/posts/default/9061034746747376459?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/tMQq/~3/9OBo9nWII4g/o-visto-de-battisti-e-ilegal.html" title="O visto de Battisti é ilegal" /><author><name>Anselmo Carvalho</name><uri>https://profiles.google.com/110169768794683107678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="//lh5.googleusercontent.com/-fFSMVczwcg4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAhk/zffqN2b-GdY/s512-c/photo.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://anselmocarvalho.blogspot.com/2011/06/o-visto-de-battisti-e-ilegal.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0EDRX4zcSp7ImA9WhZaEE8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3214417140532370034.post-245095923772919730</id><published>2011-06-25T16:21:00.000-03:00</published><updated>2011-06-25T16:21:14.089-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-06-25T16:21:14.089-03:00</app:edited><title>‘A luta do século’, por Nelson Motta</title><content type="html">&lt;a href="http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/feira-livre/a-luta-do-seculo-um-artigo-de-nelson-motta/"&gt;‘A luta do século’, por Nelson Motta&lt;/a&gt;&lt;p&gt;TEXTO PUBLICADO NO &lt;em&gt;GLOBO&lt;/em&gt; DESTA SEXTA-FEIRA&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a rel="attachment wp-att-263051" href="http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/?attachment_id=263051"&gt;&lt;img src="http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/files/2011/06/FHC-ENTREVISTA-VEJA-018-460x310.jpg" alt="" width="460" height="310" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Nelson Motta&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Poucos brasileiros chegaram aos 80 anos com o prestígio, o reconhecimento e as homenagens que recebeu o professor Fernando Henrique Cardoso. Nem adversários políticos, nem mesmo Lula, ousaram dizer que ele não os merece. Sem botox nem cabelos pintados, sem falsa modéstia, o homem está com a bola cheia, em excelente forma física e intelectual, ao contrário do companheiro Raúl Castro, que fez 80 e se diz com corpinho de 70, mas diante de FHC está uma ruína.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nenhum político da oposição sequer se aproxima do peso e da altura de Fernando Henrique, nem da lucidez e clareza de suas ideias, amadurecidas pela vivência da realidade, geralmente estúpida e mesquinha, da política e do poder.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ninguém tem mais autoridade do que ele na oposição, nem merece tanto respeito, e até temor, da atual base governista. Além disso, continua elegante, articulado e agudo em seu discurso, sem perder o humor e a (auto) ironia. Está mais simpático e relaxado, e até se permite generosidades e tolerâncias da maturidade. Hoje não haveria melhor candidato da oposição à Presidência da República.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em 2014 ele terá 83 anos. Mas, com os avanços da ciência, a expectativa e a qualidade de vida crescem em proporção geométrica, há cada vez mais homens e mulheres lúcidos, vigorosos e produtivos nessa faixa etária, além de naturalmente mais sabidos, pela experiência adquirida.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Deng Xiao Ping, que viveu até os 95, governou até os 86 e deixou como legado as grandes transformações que resultaram na China moderna. Konrad Adenauer foi chanceler da Alemanha do pós-guerra até encerrar o seu histórico mandato com 87 anos. O marechal Tito governou a Iugoslávia com mão de ferro até os 88.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No Brasil há exemplos como o centenário Oscar Niemeyer, que nos seus oitentas estava em pleno vigor e criatividade. João Havelange,95, presidiu a FIFA até os 82, e, pela forma em que está, poderia estar lá até hoje. O presidente Venceslau Braz (1914-18) viveu até os 98.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se o governo Dilma se arrastar até 2014, que espetáculo seria ver Fernando Henrique e Lula se enfrentando cara a cara em debates sensacionais. A eleição é só um pretexto.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3214417140532370034-245095923772919730?l=anselmocarvalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/n8ucFYhu_atTMzglIQU6TOzjbCA/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/n8ucFYhu_atTMzglIQU6TOzjbCA/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/n8ucFYhu_atTMzglIQU6TOzjbCA/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/n8ucFYhu_atTMzglIQU6TOzjbCA/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/tMQq/~4/X6nZJFl93MM" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="related" href="http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/feira-livre/a-luta-do-seculo-um-artigo-de-nelson-motta/" title="‘A luta do século’, por Nelson Motta" /><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://anselmocarvalho.blogspot.com/feeds/245095923772919730/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3214417140532370034&amp;postID=245095923772919730&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3214417140532370034/posts/default/245095923772919730?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3214417140532370034/posts/default/245095923772919730?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/tMQq/~3/X6nZJFl93MM/luta-do-seculo-por-nelson-motta.html" title="‘A luta do século’, por Nelson Motta" /><author><name>Anselmo Carvalho</name><uri>https://profiles.google.com/110169768794683107678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="//lh5.googleusercontent.com/-fFSMVczwcg4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAhk/zffqN2b-GdY/s512-c/photo.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://anselmocarvalho.blogspot.com/2011/06/luta-do-seculo-por-nelson-motta.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DkQNRHg-fSp7ImA9WhZbFE4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3214417140532370034.post-7635541826958169450</id><published>2011-06-18T18:59:00.000-03:00</published><updated>2011-06-18T18:59:55.655-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-06-18T18:59:55.655-03:00</app:edited><title>FHC, o presidente mais importante da história do Brasil, faz 80 anos hoje</title><content type="html">Por &lt;a href="http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/fhc-o-presidente-mais-importante-da-historia-do-brasil-faz-80-anos-hoje/?utm_source=feedburner&amp;amp;utm_medium=feed&amp;amp;utm_campaign=Feed%3A+ReinaldoAzevedo+%28Reinaldo+Azevedo%29"&gt;Reinaldo Azevedo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:#000000"&gt;O Brasil teve dois presidentes da República realmente fundamentais para a sua história: Getúlio Vargas e Fernando Henrique Cardozo. O primeiro descobriu o poder do estado na definição dos rumos de um país; o segundo, o poder da sociedade. Essas coisas não são um campeonato, mas, se eu tivesse de escolher, é evidente que ficaria com FHC. Com ele, não só o Brasil criou os marcos fundamentais para ocupar um lugar de destaque entre as economias emergentes como viu avançar o controle democrático do poder e do estado. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:#000000"&gt;Na sexta-feira, dia 10, estive na Sala São Paulo, na festa que comemorou os seus 80 anos. FHC está de bem com a vida, feliz, ciente do seu legado e atento aos desafios presentes, com a lucidez de sempre. Fez uma brevíssima saudação aos convidados, exaltando, uma vez mais, a tolerância, a civilidade e a alegria de viver. Tendo prestado um enorme serviço aos brasileiros e ao Brasil, ele nos lembra que podemos, sim, ter um bom futuro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:#000000"&gt;Curiosamente, ou até por isto, o mais importante presidente da nossa história sofreu um tentativa de desconstrução inédita, com uma virulência como jamais se viu. Nem mesmo a ditadura avançou contra a herança do regime deposto pela “revolução” com a violência retórica com que Luiz Inácio Lula da Silva atacou o seu antecessor — nada menos do que o líder que havia posto fim ao ciclo da superinflação, que havia estabelecido os fundamentos do equilíbrio macroeconômico, que havia vencido alguns entraves históricos ao desenvolvimento. Não só isso: criou e consolidou as bases dos programas sociais no país, que, bem…, o Lula de oposição, ele sim!, chamava de “esmola”, o que está documentado em &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=y3tJ1Zg_Gh0"&gt;vídeo&lt;/a&gt;. O Apedeuta referia-se aos programas reunidos no Bolsa Família.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:#000000"&gt;Oito anos de ataques implacáveis, sustentados pela mais poderosa máquina de propaganda jamais montada no país! Lula contou, ainda, com o auxílio pressuroso de setores da imprensa e do colunismo adesista, que se referiam — e alguns o fazem até agora — à “privataria” da era tucana, à “ruína” do governo FHC, ao “neoliberalismo” e a fantasias várias para tentar minimizar o papel definidor que o “homem do Real” teve na história do país.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:#000000"&gt;Até ontem à noite, que se soubesse, Lula ainda não havia dado os parabéns àquele que tem a pretensão de ter como rival. Talvez não o faça. O misto de arrogância e insegurança intelectual do petista o impede de reconhecer a obra alheia, a grandeza alheia e até a gentileza alheia. Só conhece a prepotência e a subserviência. Não podendo se impor ao antecessor sob qualquer critério que se queira, então se sente diminuído — e, por essa razão, ataca.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:#000000"&gt;Lula e o PT precisavam criar a farsa da ruptura com o passado para que seu projeto ganhasse identidade. Em certa medida e por um bom tempo, foram bem-sucedidos, ficando para a história o papel de fazer justiça a FHC, o que, de certo modo, já começou a acontecer, mas não sem revelar, contraditoriamente, um traço de morbidez do processo político brasileiro. Explico daqui a pouquinho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:#000000"&gt;Qualquer reconstituição minimamente honesta da história do país dos últimos 16 anos há de distinguir o homem que quebrou paradigmas e fundou a novidade daquele que teve, sim, o mérito de não tentar surfar contra a onda; há de distinguir o reformador fundamental do estado daquele que o submeteu, em muitos aspectos, a uma involução; há de distinguir o que atuou de olho no futuro daquele que buscou reescrever o passado. FHC sabe que lugar há de lhe reservar a história. E Lula também. E só por isso o tucano é capaz de reconhecer méritos no governo do petista, mas o petista jamais será capaz de reconhecer méritos no governo do tucano.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:#000000"&gt;Em entrevista ao Correio Braziliense, FHC especulou, com algum humor, que Lula talvez tenha algum “problema psicológico” com ele. Tem, sim!, e já escrevi a respeito. Uma história sentimental do petista vai revelar o homem que se construiu eliminando os que o antecederam.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:#000000"&gt;No sindicato, destruiu a velha-guarda na qual se ancorou para subir; no movimento sindical nacional, esmagou antigas lideranças para se tornar o grande líder; na esquerda, tratou com menosprezo ícones do pré-64, como Leonel Brizola (que o chamava de “sapo barbudo”) e Miguel Arraes; no próprio PT, desmoralizou todos aqueles que, ainda que minimamente, ousaram desafiá-lo. Não por acaso, no filme hagiográfico “O Filho do Brasil”, permitiu que o “pai” — refiro-me à entidade freudiana — fosse morto uma vez mais. Lula só sabe existir destruindo. Sua identidade estava, em sua cabeça ao menos, em ser um anti-FHC. De maneira escancarada, sempre fez questão de opor a sua ignorância à sabedoria do outro, destacando que ignorância é força. O esforço, no entanto, e já há sinais evidentes disso, vai se revelando inútil. À medida que o tempo passa, a obra de FHC se agiganta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:#000000"&gt;&lt;strong&gt;Estado mórbido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Aqui e ai já se começa a fazer justiça a FHC — de modo mais acentuado depois que a presidente Dilma Rousseff destacou o papel do tucano na estabilidade econômica e seu espírito democrático.  Pois é… A mensagem da presidente parece ter, sei lá, destravado as consciências ou, ao menos, liberado setores da imprensa para reconhecer o óbvio. “Se até Dilma está dizendo, então deve ser mesmo verdade…” A “PeTite aguda” é uma doença do espírito que subordina a inteligência a comandos puramente ideológicos, a despeito dos fatos. É um estado mórbido — e o principal sintoma desse mal é a falta de independência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:#000000"&gt;Mas deixemos essa gente pra lá. FHC faz 80 anos. Vida longa àquele que nos libertou da condenação ao atraso e soube enxergar, contra a metafísica então influente da política brasileira, que a chave dessa libertação estava em pôr mais sociedade no estado, em vez de mais estado na sociedade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:#000000"&gt;Parabéns, presidente Fernando Henrique Cardoso!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ReinaldoAzevedo?a=NOhhkmoZI_U:Feb_8EgJEus:4mMhLe-VARg"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ReinaldoAzevedo?d=4mMhLe-VARg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ReinaldoAzevedo?a=NOhhkmoZI_U:Feb_8EgJEus:MQ-FMzGVnj4"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ReinaldoAzevedo?d=MQ-FMzGVnj4" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ReinaldoAzevedo?a=NOhhkmoZI_U:Feb_8EgJEus:l3fMvQ60XsE"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ReinaldoAzevedo?d=l3fMvQ60XsE" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ReinaldoAzevedo?a=NOhhkmoZI_U:Feb_8EgJEus:V_sGLiPBpWU"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ReinaldoAzevedo?i=NOhhkmoZI_U:Feb_8EgJEus:V_sGLiPBpWU" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/ReinaldoAzevedo?a=NOhhkmoZI_U:Feb_8EgJEus:I9og5sOYxJI"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/ReinaldoAzevedo?d=I9og5sOYxJI" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ReinaldoAzevedo/~4/NOhhkmoZI_U" height="1" width="1" /&gt;"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3214417140532370034-7635541826958169450?l=anselmocarvalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/oyQO6QkrZMgWJuXo0bEmwx4Yrd4/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/oyQO6QkrZMgWJuXo0bEmwx4Yrd4/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/oyQO6QkrZMgWJuXo0bEmwx4Yrd4/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/oyQO6QkrZMgWJuXo0bEmwx4Yrd4/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/tMQq/~4/H1clWr_jsgg" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="related" href="http://feedproxy.google.com/~r/ReinaldoAzevedo/~3/NOhhkmoZI_U/" title="FHC, o presidente mais importante da história do Brasil, faz 80 anos hoje" /><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://anselmocarvalho.blogspot.com/feeds/7635541826958169450/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3214417140532370034&amp;postID=7635541826958169450&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3214417140532370034/posts/default/7635541826958169450?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3214417140532370034/posts/default/7635541826958169450?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/tMQq/~3/H1clWr_jsgg/fhc-o-presidente-mais-importante-da.html" title="FHC, o presidente mais importante da história do Brasil, faz 80 anos hoje" /><author><name>Anselmo Carvalho</name><uri>https://profiles.google.com/110169768794683107678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="//lh5.googleusercontent.com/-fFSMVczwcg4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAhk/zffqN2b-GdY/s512-c/photo.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://anselmocarvalho.blogspot.com/2011/06/fhc-o-presidente-mais-importante-da.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0AGQXo4fyp7ImA9WhZWFEQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3214417140532370034.post-1271687335934853166</id><published>2011-05-15T18:42:00.000-03:00</published><updated>2011-05-15T18:42:00.437-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-05-15T18:42:00.437-03:00</app:edited><title>Pausa para... hora da Justica: Bin-Laden preso no Brasil...</title><content type="html">&lt;div&gt;Por &lt;a href="http://diplomatizzando.blogspot.com/2011/05/pausa-para-hora-da-justica-bin-laden.html"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;"Não é difícil imaginar isso: de acordo com os filmes de Hollywood, nove entre dez criminosos fugitivos escolhem o Brasil como sua terra de acolhimento (o décimo deve ir para o México e nunca se ouve mais falar dele). Desses que vieram ao Brasil, metade fica famosa, casa, tem filhos e passa a desfrutar de uma vida tranquila. São até convidados para falar na televisão.&lt;br /&gt;(Quem quiser fazer uma pesquisa sobre os filmes de Hollywood que 'mandam' seus bandidos para o Brasil, estimulo a apresentar projeto: pode até ganhar uma bolsa do CNPq.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, e se Osama Bin-Laden bin Laden escolhesse o Brasil como sua terra de acolhimento e se por um desses azares da sorte (mas seria muito azar, porque aqui é quase impossível acontecer uma coisa dessas) ele tivesse sido preso no Brasil?&lt;br /&gt;Veja abaixo os prováveis desdobramentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Os advogados dele teriam que estar presentes na hora da prisão para garantir seus direitos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Todas as escutas seriam consideradas ilegais por não terem autorização de um juiz;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Os policiais e militares envolvidos seriam acusados de abuso de poder;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Em três dias, teria um habeas corpus decretado por irregularidade nas investigações;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Por ser réu primário, não possuir outra condenação, ter nível superior e endereço fixo, seria logo posto em liberdade;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Por possuir livre direito de ir e vir, seria liberado para visitas a Meca;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Pelo direito de ampla defesa, alocaria milhares de testemunhas a seu favor;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. O processo levaria uma década, com ele em liberdade provisória;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Condenado à pena máxima de 35 anos por terrorismo, cumpriria 1/6 da pena;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. No cumprimento da pena, poderia receber visitas das suas cinco esposas e seria liberado para sair nos feriados, inclusive no Natal (!);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. Após alguns meses preso, um juiz decretaria que a prisão dele é ilegal porque o terrorismo não consta do Código Penal;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. E para não manchar a imagem do Brasil no mundo como país politicamente repressor, ele seria obrigado a doar 10 cestas básicas para as obras assistenciais da Irmã Dulce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como mandam nossas leis, a Justiça teria sido feita!&lt;div&gt;&lt;img width="1" height="1" src="https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29855243-6974084493023152021?l=diplomatizzando.blogspot.com" alt="" /&gt;&lt;/div&gt;"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3214417140532370034-1271687335934853166?l=anselmocarvalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/uxP_08S8GEBpSRNlwCVzChnaxNs/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/uxP_08S8GEBpSRNlwCVzChnaxNs/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/uxP_08S8GEBpSRNlwCVzChnaxNs/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/uxP_08S8GEBpSRNlwCVzChnaxNs/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/tMQq/~4/G-DeY5gouNk" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="related" href="http://diplomatizzando.blogspot.com/2011/05/pausa-para-hora-da-justica-bin-laden.html" title="Pausa para... hora da Justica: Bin-Laden preso no Brasil..." /><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://anselmocarvalho.blogspot.com/feeds/1271687335934853166/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3214417140532370034&amp;postID=1271687335934853166&amp;isPopup=true" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3214417140532370034/posts/default/1271687335934853166?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3214417140532370034/posts/default/1271687335934853166?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/tMQq/~3/G-DeY5gouNk/pausa-para-hora-da-justica-bin-laden.html" title="Pausa para... hora da Justica: Bin-Laden preso no Brasil..." /><author><name>Anselmo Carvalho</name><uri>https://profiles.google.com/110169768794683107678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="//lh5.googleusercontent.com/-fFSMVczwcg4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAhk/zffqN2b-GdY/s512-c/photo.jpg" /></author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://anselmocarvalho.blogspot.com/2011/05/pausa-para-hora-da-justica-bin-laden.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0IGRXgzcCp7ImA9WhZWFEQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3214417140532370034.post-5920163218076812121</id><published>2011-05-15T18:38:00.000-03:00</published><updated>2011-05-15T18:38:44.688-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-05-15T18:38:44.688-03:00</app:edited><title>Uma sociedade infantilizada</title><content type="html">&lt;a href="http://rodrigoconstantino.blogspot.com/2011/05/uma-sociedade-infantilizada.html"&gt;Uma sociedade infantilizada&lt;/a&gt;: "&lt;a href="http://www.imil.org.br/wp-content/uploads/2011/03/O-Estado-Bab%C3%A1-e1300724705239-177x263.png"&gt;&lt;img style="float:left;margin:0 10px 10px 0;width:177px;height:263px" src="http://www.imil.org.br/wp-content/uploads/2011/03/O-Estado-Bab%C3%A1-e1300724705239-177x263.png" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://rodrigoconstantino.blogspot.com/2011/05/uma-sociedade-infantilizada.html"&gt;Rodrigo Constantino&lt;/a&gt;, para a revista Banco de Idéias - IL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic"&gt;“Se salvar vidas é o único motivo para termos leis, nunca teremos leis suficientes.” (David Harsanyi)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando perdemos nosso direito de sermos preguiçosos, não saudáveis ou politicamente incorretos? Essa é a pergunta que David Harsanyi faz em seu livro “O Estado Babá”, que mostra com inúmeros exemplos como os americanos estão cada vez mais trocando liberdade individual por controle estatal.&lt;br /&gt;A tirania das boas intenções costuma ser a mais perigosa de todas, pois os “bons samaritanos” jamais descansam em sua nobre missão de cuidar dos outros. Liberdade pressupõe responsabilidade, assim como liberdade de escolher tolices. Imbuídos de uma arrogância paternalista, os babás não aceitam isso, e partem para suas ações salvadoras: “Algo deve ser feito”, eis a reação dos babás diante de atitudes que não aprovam, significando sempre mais intromissão estatal em nossas vidas.&lt;br /&gt;O grau de chatice dos babás chegou a um patamar insuportável. Como bem coloca o autor: “Para esses intrometidos, a utopia é um mundo sem fumantes, sem gordura, onde o álcool é bebido apenas com moderação, o McDonald’s vende Mc Nuggets de tofu com molho de baixa caloria e os seios nus de uma estrela pop são dignos de uma sessão no Congresso e de histeria em massa”.&lt;br /&gt;O estado babá ocorre quando “o governo assume um hiperinteresse em microadministrar o bem-estar dos cidadãos”. Mas o governo vai além de seu papel quando tenta nos proteger de nós mesmos. Uma vez que esta porteira é aberta, o céu é o limite para os babás, que pretendem eliminar todo comportamento “prejudicial” ou “irracional” da face da Terra. A imprensa, com inclinação para manchetes aterrorizantes, joga mais lenha na fogueira, ajudando a criar um ambiente de pânico propício às intervenções dos babás.&lt;br /&gt;O dogma compartilhado pelos babás é que se meter na vida alheia por meio das leis é a forma mais rápida de criar uma sociedade superior. O bom senso para determinar a fronteira legítima desta intervenção se perdeu faz tempo. Os “guardiões do estômago”, por exemplo, criaram uma verdadeira “milícia alimentar” para tentar barrar do cardápio os itens prejudiciais à saúde. Mas, se podemos proibir um ingrediente que não é saudável, o que impede o governo de proibir muitos ou todos eles?&lt;br /&gt;Para sustentar suas medidas estúpidas, os babás não se importam em apelar para a tortura dos números. Exames com ratos de laboratório “provam” que vários alimentos podem matar, ignorando apenas que a quantidade ingerida pelos ratinhos seria equivalente ao jantar que um gigante consideraria exagerado. Na verdade, até água pode matar, se consumida em quantidade excessiva. Entre o remédio e o veneno, muitas vezes está somente a dosagem.&lt;br /&gt;Mas nada disso incomoda os babás. Eles precisam salvar vidas! O terrorismo é constante: o açúcar é um veneno, a gordura e a fritura são armas letais, o cigarro é morte certa, até para fumantes passivos. Não obstante as mentiras e exageros dessas pesquisas, resta perguntar: por que cada indivíduo não deve ser livre para escolher como viver, ainda que sua escolha nos pareça destrutiva? A busca pela “saúde perfeita” é algo que nos remete ao nazismo. Sociedades livres devem se preocupar em garantir a liberdade de escolha.&lt;br /&gt;Babás são presunçosos, e acreditam que sabem melhor que os outros como a vida deve ser vivida. Eles partem da premissa arrogante de que conhecem as escolhas “certas”. São moralistas autoritários, que desejam impor seu estilo de vida aos demais. Viver é assumir riscos, mas os covardes babás querem uma vida totalmente segura (e sem graça), e pior, querem obrigar os outros a desejar o mesmo.&lt;br /&gt;Tudo que os liberais pedem é: deixem-nos em paz! Que cada um possa viver de acordo com suas próprias escolhas. Afinal de contas, até o fumo é muito mais saudável que o fascismo.&lt;div&gt;&lt;img width="1" height="1" src="https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18745185-2600359688339809908?l=rodrigoconstantino.blogspot.com" alt="" /&gt;&lt;/div&gt;"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3214417140532370034-5920163218076812121?l=anselmocarvalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/4euhx56a1JnWuKHkgwj-K8kKr7A/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/4euhx56a1JnWuKHkgwj-K8kKr7A/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/4euhx56a1JnWuKHkgwj-K8kKr7A/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/4euhx56a1JnWuKHkgwj-K8kKr7A/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/blogspot/tMQq/~4/Qcy78gsJOWo" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="related" href="http://rodrigoconstantino.blogspot.com/2011/05/uma-sociedade-infantilizada.html" title="Uma sociedade infantilizada" /><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://anselmocarvalho.blogspot.com/feeds/5920163218076812121/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3214417140532370034&amp;postID=5920163218076812121&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3214417140532370034/posts/default/5920163218076812121?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3214417140532370034/posts/default/5920163218076812121?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/tMQq/~3/Qcy78gsJOWo/uma-sociedade-infantilizada.html" title="Uma sociedade infantilizada" /><author><name>Anselmo Carvalho</name><uri>https://profiles.google.com/110169768794683107678</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="//lh5.googleusercontent.com/-fFSMVczwcg4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAhk/zffqN2b-GdY/s512-c/photo.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://anselmocarvalho.blogspot.com/2011/05/uma-sociedade-infantilizada.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUAHRn06fyp7ImA9WhZWFEQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3214417140532370034.post-2404979745202790256</id><published>2011-05-15T18:08:00.002-03:00</published><updated>2011-05-15T18:08:57.317-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-05-15T18:08:57.317-03:00</app:edited><title>A democracia plugada</title><content type="html">&lt;br /&gt;
&lt;div class="bb-md-noticia-autor" style="color: black; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 8px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 18px;"&gt;
Gaudêncio Torquato - O Estado de S.Paulo&lt;/div&gt;
&lt;div class="corpo" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 16px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
&lt;div style="color: #464646; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 16px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
O dado impacta: já há mais de 2 bilhões de pessoas conectadas às redes sociais eletrônicas, quase um em cada três habitantes do planeta. A cada minuto, milhares de novos internautas ingressam no circuito tecnológico da informação, enquanto a assinatura de telefones celulares já passa da marca dos 5 bilhões. O mundo está plugado.&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: #464646; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 16px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: #464646; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 16px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
O fenômeno suscita estudos, debates e análises nas frentes de pesquisas sobre comportamento social, mas um aspecto chama a atenção pela importância que passa a ter para o desenvolvimento político das nações. A questão pode ser posta desta maneira: a Era da Informação Total, caracterizada pela interligação das comunidades mundiais por meio das infovias da web, contribuirá para o aperfeiçoamento da democracia? Ou, se quisermos puxar a questão para o território brasileiro, o que significa a existência no País de 45 milhões de internautas, número que lhe confere posição destacada no mapa mundial das redes? Poderemos contar com a melhoria dos padrões políticos, na hipótese de que parcela acentuada do eleitorado comece a socar os primeiros tijolos de uma democracia participativa plugada na eletrônica?&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: #464646; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 16px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
Vale recordar, de início, que a política, desde eras remotas, acompanha os fios da comunicação. Um ente se agarra ao outro, na extraordinária simbiose que amalgama o poder da palavra e a força das ideias. Na Antiguidade, os ideários fluíam pelo gogó e pelo gestual dos governantes, rito de que são ícones Demóstenes (384-322 a.C.), político que venceu a gagueira forçando-se a falar com seixos na boca e se tornou o maior orador grego, e Cícero (106-43 a.C.), advogado e mestre de civismo, famoso também pelo discurso contra o conspirador Catilina e considerado o maior orador romano. Da ágora, a praça central de Atenas, e do Fórum romano, o discurso político avolumou-se, saindo do Estado-cidade para o Estado-nação e agregando força na esteira dos ciclos históricos da comunicação: a era Gutenberg, no século 15 (criação da imprensa), a Galáxia Marconi (invenção do rádio, em 1896), que impulsionou a escalada de demagogos como Hitler e Mussolini, até chegarmos ao Estado-espetáculo, adornado com as luzes televisivas, a partir dos anos 1960, e com a imagem esbelta de John Kennedy. Nesse ciclo, a estética impõe-se à semântica e os atores políticos passam a incorporar elementos dramáticos ao desempenho, redundando não raro em performances mirabolantes com a finalidade de cativar e mobilizar as massas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: #464646; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 16px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
A política no Estado moderno ganha operacionalidade com a implantação do governo representativo pela Constituição francesa de 1791 ("os representantes são o corpo legislativo e o rei") e o corpo social faz-se representar por um grupo de pessoas que passam a agir de acordo com a "vontade geral". O modelo, porém, passou a sofrer questionamentos. A crítica era a de que o sufrágio universal não teria sido capaz de melhorar a condição de vida de milhões de pessoas. Lançava-se ali a semente da representação de grupos específicos, derivando daí a democracia de grupos e facções, de que são exemplo, na atualidade, os Estados Unidos. Aí, o voto enraíza-se nas localidades, servindo de escudo de grupos e setores. É também de Bobbio a crítica de que a democracia não tem cumprido suas promessas, entre elas, a educação para a cidadania, a justiça para todos e a segurança social. Não sem razão, a democracia representativa atravessa tempos continuados de crise, com o desvanecimento de partidos e doutrinas, o arrefecimento das bases, o declínio dos Parlamentos, fatores que, em contraponto, contribuem para fortalecer o Poder Executivo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: #464646; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 16px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
É dentro dessa moldura que se encaixa a "civilização eletrônica". No vazio entre o universo político e a esfera social, emergem novos polos de poder, a partir das entidades de intermediação social e, ultimamente, das redes sociais. O portentoso aglomerado que navega na internet é um caleidoscópio do pensamento social, particularmente de segmentos que trafegam no meio da pirâmide (ou do losango, como já se descreve o formato da geometria social brasileira). Encaixa-se na metáfora da pedra jogada no meio do lago, criando marolas que se desdobram até as margens. Não se nega que a "sociedade eletrônica" vive a infância, época das primeiras descobertas e da curiosidade. Banha-se de águas lúdicas. Daí não se poder ainda falar em democracia participativa, eis que milhares de internautas se valem das redes para enviar mensagens pessoais, postar fotos, divulgar vídeos, baixar músicas, instalar aplicativos e até namorar. A matéria política, que aparece a conta-gotas, indica que o revigoramento do espírito público tem muito caminho pela frente. Por enquanto não dá para apostar no "potencial revolucionário" das tecnologias modernas da informação.&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: #464646; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 16px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
Se o engajamento político da sociedade não adere à dinâmica das redes, é porque a esfera representativa também não tem sabido delas se utilizar. O forte da tecnologia eletrônica é a capacidade de gerar interação dos elos do sistema, políticos e eleitores. O que se observa, pelo menos no caso brasileiro, é o uso da web para veiculação unilateral de mensagens, a maioria de caráter autopromocional, a revelar o "chapa-branquismo" de nossa política. Quando o sistema for usado em prol do jogo interativo, poder-se-á acreditar numa base social envolvida com a política. Essa, aliás, parece ter sido a intenção de José Serra ao criar o seu site. O tucano dispõe de tempo livre para fustigar as frentes do governo. O risco é o de ficar confinado à gaiola individualista, que, ao menos até o momento, tem caracterizado a ação dos políticos conectados ao sistema.&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: #464646; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 16px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
Dito isso, vamos à resposta para a questão inicial: as redes sociais podem, sim, vir a melhorar os padrões da política brasileira na medida em que seus participantes façam a lição de casa. A começar pela maneira de entender e operar a tecnologia da informação. Deitar nelas apenas para cochilar de pouco adiantará.&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: #464646; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 16px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: #464646; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 16px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
JORNALISTA, É PROFESSOR TITULAR DA USP E CONSULTOR POLÍTICO E DE COMUNICAÇÃO&amp;nbsp;&lt;br style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;TWITTER: @GAUDTORQUATO&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
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Não tanto coisas absolutamente erradas, ou estúpidas (embora sempre se encontre quem ache isso), mas basicamente construções difíceis, frases muito longas, palavras inventadas (do que não me desculpo, aliás), rebuscamento e prolixidade na expressão de um pensamento (se é que tenho algum), enfim, diversos vícios de linguagem, ou seja, de expressão oral e de escrita, que foram se acumulando ao longo do tempo, e dos quais só posso me desculpar junto a meus (poucos) leitores com promessas (vãs?) de que vou me esforçar para escrever melhor da próxima vez.&lt;br /&gt;A que posso atribuir essas deficiências na expressão escrita (já que falo muito pouco, fora das aulas que ministro regularmente)? Erros de origem, provavelmente, agravados pelo desleixo em corrigi-los, por certo descuido com os aspectos formais da escrita. Mas não é apenas pelo seu estilo capenga e descuidado que meus textos são ruins; é também pelo desenvolvimento deficiente dos argumentos, se ouso agora incriminar também a substância de meus trabalhos.&lt;br /&gt;Como sempre estamos procurando bodes expiatórios para nossas deficiências, aqui vão os meus. Minha primeira infância transcorreu num lar quase sem livros, carente de revistas e jornais, na total ausência de volumes enfileirados em alguma estante ou num canto qualquer da casa. Meus pais nunca terminaram o primário: tiveram de trabalhar desde muito cedo, e por isso não se poderia esperar que, na idade adulta, se convertessem, não em intelectuais, mas em pessoas motivadas pela leitura. O meio de informação habitual era o rádio (a TV só apareceu muito mais tarde), ou o que vinha na ruas e nas conversas com vizinhos e conhecidos de trabalho. Só aprendi a ler, como já disse, na “tardia” idade de sete anos, como era o hábito no primário de antigamente. Desde então, tentei me corrigir, lendo tudo o que estivesse a meu alcance, mas talvez eu me tenha motivado mais pelas ideias, em si, do que por sua expressão formal. Enfim, seja como for, nunca deixei de ler, o que pode ser uma base excelente para a melhoria do estilo e da correção formal e substantiva dos meus textos, mas parece que nunca aproveitei a oportunidade (talvez porque eu tenha me concentrado mais em livros de estudo, com o seu jargão prolixo e especializado, em lugar da boa literatura).&lt;br /&gt;Depois, como me politizei muito cedo, sem nenhum desdouro por quem faz isso também, isso me levou a ler uma faixa determinada da produção nas humanidades: história, política, marxismo, economia e coisas em torno desse universo restrito. Convivi, portanto, com os “escritores” desse ambiente cheio de slogans (ou conceitos) politicamente marcados e por vezes até maniqueístas. Como eu me dirigi também muito cedo para a chamada “escola paulista de sociologia”, adquiri o terrível (temível?) jargão desse pessoal, em especial do mestre Florestan Fernandes, prolixo como poucos, com longas frases cheias de apostos e complementos. Enfim, eu me contaminei com esse tipo de escrita, que “deformou” (não hesito em dizer) completamente meu modo de expressão.&lt;br /&gt;Devo dizer, também, que durante toda a minha educação formal – que eu reduzo apenas ao primário e ao ginasial, ou seja, dos sete aos quinze anos – eu nunca gostei de gramática, ou de Português em geral (como também tropecei muito cedo na matemática). Eu gostava de ler, mas não tinha nenhuma paciência pelas regras gramaticais, pelas normas de linguagem que era preciso decorar, pelo respeito a certas concordâncias ou construções estilisticamente corretas. Para mim, o mais importante era absorver as ideias e retransmiti-las de alguma forma, sem maiores cuidados quanto à forma. Devo ter passado impune por algumas reformas ortográficas e como eu gostava de ler livros antigos, também devo ter confundido formas de escrita e normas cambiantes. Para agravar o meu caso, saí do Brasil com 20 anos e passei quase sete anos completos no exterior, estudando exclusivamente em francês, falando espanhol (ou ensaiando outras línguas), com pouco contato formal com o Português (a não ser pela leitura dos mesmos livros no meu mundinho das ciências sociais e do marxismo).&lt;br /&gt;Pronto, estão aí meus bodes expiatórios, os que explicam, pelo menos parcialmente, algumas das razões de minha horrível expressão escrita (claro, boa em comparação com a miséria educacional dos nossos tempos, mas sempre deficiente com respeito às normas cultas e elegantes da linguagem). Que posso fazer, então? Talvez ler mais literatura de boa qualidade, dedicar mais tempo à revisão dos meus textos, tentar expressar minhas ideias de forma mais clara, usar frases mais curtas, concentrar-me no essencial e deixar o acessório de lado (nessa tentativa ilusória de abarcar um problema por todos os seus lados e aspectos), enfim, tentar melhorar aquilo que é primordial nesse tipo de ofício que é o meu: ser atraente, interessante, conciso (já que ninguém tem mais tempo, hoje em dia, para ler textos longos). Pensando em tudo isso, vou tentar melhorar meu desempenho na expressão escrita recorrendo a algumas regras muito simples, cuja inspiração me veio da leitura de um texto na revista &lt;i&gt;Piauí&lt;/i&gt;, “Manual de estilo para cientistas”, de Bernardo Esteves (Questões de Ciência, 11/05/2011; link: &lt;a href="http://revistapiaui.estadao.com.br/blogs/questoes-da-ciencia/geral/manual-de-estilo-para-cientistas"&gt;http://revistapiaui.estadao.com.br/blogs/questoes-da-ciencia/geral/manual-de-estilo-para-cientistas&lt;/a&gt;), mas que remete a um artigo do respeitado biólogo Kaj Sand-Jensen, (&lt;a href="http://www.fbl.ku.dk/ksandjensen/presentation.html"&gt;http://www.fbl.ku.dk/ksandjensen/presentation.html&lt;/a&gt;) da Universidade de Copenhague, autor de um clássico instantâneo da estilística científica: “Como escrever literatura científica consistentemente chata”, publicado em 2007 na revista &lt;i&gt;Oikos&lt;/i&gt; (“How to write consistently boring scientific literature”, Volume 116, Issue 5, pages 723–727, May 2007, link: &lt;a href="http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.0030-1299.2007.15674.x/full"&gt;http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.0030-1299.2007.15674.x/full&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;Eu recomendaria uma leitura do seu original, mas vou aqui me contentar em retomar suas recomendações ao contrário, ou seja, invertendo o sentido original de suas recomendações – irônicas, por certo – para tentar apresentar algumas ideias positivas, quem sabe até úteis?, aos candidatos a uma boa escrita, a começar por mim mesmo. Portanto, ainda que eu me disponha a pagar copyright – ou talvez, mais apropriadamente, moral rights – ao cientista dinamarquês, eu tenciono converter suas regras da escrita chata em advertências ao projeto de escritor que pretende ser interessante (e lido).&lt;br /&gt;Vejamos o que pode resultar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;1. Concentre-se no foco do problema&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Vá direto ao assunto desde a primeira frase, eventualmente precedida de algum exemplo histórico (como é meu hábito) e literário que pretende realçar o problema a ser tratado. Diga logo de cara algo assim: “Este texto pretende abordar este problema e visa demonstrar esta coisa; meu método, ou meus procedimentos serão os seguintes: blá, blá curto”. Desenvolva a seguir seu argumento principal, mantendo o foco na questão que você de propôs tratar, fazendo eventualmente alguma alusão a questões paralelas que possam ter relevância para o problema central. Tire suas conclusões, dizendo claramente que é aquilo que você descobriu e faça algumas considerações finais sobre a importância desse tratamento para o estado da arte naquele campo (e sua contribuição para ele). Estaria bem assim, ou estou sendo muito elementar? Acho melhor ser simples e direto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;2. Tente ser original e demonstrar sua contribuição para o avanço da “arte”&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Pessoas sem ideias se contentam em resumir contribuições alheias, no que não vai nenhuma grande tragédia. Se este for o caso, diga claramente: Fulano disse isto, Sicrano disse aquilo, e eu resumo o que disse Beltrano a respeito ou sobre os dois; mas tente, se possível, expressar uma opinião própria sobre a questão, ainda que seja a de dizer que você pretende apenas oferecer uma síntese que resumo o estado da arte dos outros. Se não tiver nenhuma ideia interessante ou inteligente para expressar sobre a questão, tente, pelo menos, formular algumas perguntas para pesquisa ulterior, mais ou menos neste sentido: seria útil pesquisar tal questão em sua aplicação ao caso brasileiro, ou então dizer que dados concretos sobre tais e tais manifestações do problema precisariam ser pesquisados com vistas a refletir sobre aqueles ensinamentos nesta ou naquela situação nova. Gostou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;3. Escreva contribuições concisas e objetivas, com frases legíveis e compreensivas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Tente seguir o estilo americano: frases curtas, muitos pontos, perguntas claras, afirmações diretas, sem rebuscamentos de linguagem, com eliminação de tudo que não seja absolutamente necessário para a compreensão do “seu” problema. Mesmo que tenha vontade de escrever um tratado erudito sobre o assunto, comece por expor o conjunto de forma breve, se possível com outlines prévios, enxugando tudo o que for secundário. Depois que terminar seu “mini-artigo”, você poderá se lançar na obra prima da sua carreira acadêmica, em algo que fique nos anos como o magnum opus daquela área; mas comece modestamente por favor, pois o efeito pode ser maior. Não é para ser curto e grosso, apenas conciso e objetivo. Pode até ter frases de efeito, mas apropriadas ao caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;4. Explore implicações do seu problema e especule inteligentemente a respeito&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Todo e qualquer problema humano está sempre relacionado a muitos outros, para frente, para trás, para os lados, em direção ao futuro, vindo de um passado mais ou menos próximo ou distante. Ou seja, você não está sozinho, e sua questão genial apresenta efeitos em cadeia ou impactos em outras áreas; portanto, explora essas possíveis interações e interdependências, visualize consequências desse problema para outras áreas, e até se permita digressões sobre os resultados de uma determinada ação naquele terreno (pode até ser a famosa lei das consequências involuntárias, mas sempre existo algo mais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;5. Mostre exemplos, casos análogos, dados concretos sobre o “seu” problema&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Nada melhor para ilustrar uma digressão científica especialmente chata – e existem alguns filósofos franceses e sábios alemães que se especializam na chatice – do que mostrar exemplos concretos, casos reais, ações efetivamente perpetradas pelos agentes envolvidos no seu caso. Ser abstrato é vedado aos comuns dos mortais, e apenas autorizado a membros da academia e outras vacas sagradas. Como você tem de convencer pares, professores, curiosos em geral, que todos, em geral, sabem menos do que você naquela área específica (a menos que você esteja enganando todo mundo), você precisa ser o mais convincente possível. Nada melhor, portanto, do que trazer exemplos à colação (é assim que se diz nas teses jurídicas especialmente chatas?) para tornar sua demonstração perfeitamente clara e empiricamente verificável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;6. Exponha claramente o itinerário metodológico e demonstrativo do seu trabalho&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Todo trabalho acadêmico apresenta uma estrutura muito simples, até repetitiva: geralmente ele tem uma pequena introdução, na qual se expõe o objeto a ser tratado, seguida da metodologia, ou das técnicas a serem seguidas no tratamento do problema; o argumento principal vai ser desenvolvimento no núcleo central do trabalho, em quantas partes forem necessárias para demonstrar, discutir, esquartejar um assunto determinado; finalmente se chegam às conclusões a serem tiradas do tratamento precedente; o resto é complemento (notas, bibliografia, anexos, etc.). O importante é que seu raciocínio seja muito claro quanto a essas diferentes etapas do trabalho de construção de uma explicação para o problema selecionado. Por isso, uma regra elementar deve ser seguida: antes de começar a escrever, pare e pense no seu problema. Quem não tem ideias claras, não pode, ou não consegue se expressar claramente, ou seguir um itinerário linearmente rigoroso de pensamento. Quando seu trabalho estiver suficientemente pensado, &lt;i&gt;voilà&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;zut&lt;/i&gt;!, ele já está pronto: só falta escrever, mas isso é o de menos quando se sabe onde se quer chegar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;7. Seja claro nas expressões, use uma linguagem a menos sofisticada possível&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Não existe nada entre o céu e a terra, neste vasto universo que ainda não é o nosso, que não possa ser explicado em termos simples, inteligíveis, compreensíveis a um leigo no assunto. Pense que você vai ter de explicar aquele problema para uma criança de dez anos, ou um adolescente de quinze, que seja (no limite para a sua mãe, que não é do ramo, digamos assim). Portanto, escolha expressões comuns, e se tiver de empregar termos técnicos, ofereça uma explicação mais palatável se eles forem suficientemente obscuros, talvez entre parênteses. Coloque de lado aqueles filósofos franceses que se especializaram em enganar os trouxas com frases incompreensíveis (e elas são mesmo). Essa coisa de jargão sofisticado geralmente é para iludir os incautos, portanto não abuse de sua permissão para falar difícil. Claro, não precisa descer ao nível rasteiro de certo personagem que se vangloriava de nunca ter tido diplomas na vida, e que falava deliberadamente errado para encantar o povão; mas não tente fazer de seu trabalho um exemplo do barroco linguístico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;8. Evite adjetivos, exploração de emoções, subjetivismos dramáticos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;A vida e o mundo já são suficientemente complicados como eles são, mas um trabalho acadêmico não é uma novela mexicana, nem um dramalhão daqueles antigos. Adjetivos de qualidade – estupendo, magnífico, único, etc. – devem ser evitados absolutamente (e lá vou eu com um...). De forma geral, adjetivos e qualificativos devem ser banidos do trabalho, embora ele possa ter evidências quanto ao impacto significativo de certos fenômenos sobre a ação humana. Mas como diria um personagem famoso, todos os seus gestos devem ser friamente calculados, ou seja: evite grandes explosões terminológicas, quando você pode expressar a mesma ideia em tom mais comedido e, sobretudo, mais objetivo e contido. Eu, por exemplo, costumo chamar muita gente de idiota – e existem, efetivamente, muitos idiotas no mundo – mas o que é aceitável num post rápido em blog de divertimento não cabe num paper supostamente sério. Em outros termos, não deixe transparecer sua emoção no tratamento de uma questão, ainda que ela o coloque em sérios dilemas morais e em angústias existenciais. Fique frio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;9. Tente quantificar fenômenos, use números, mas não abuse da estatística&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Tudo, com a provável exceção do amor (e talvez do ódio), pode ser quantificado, medido, colocado em gráficos e comparado a outras situações (anteriores, de outros agentes em outros lugares). Os economistas são pródigos em usar e abusar de estatísticas e os economistas teóricos gostam de encontrar uma equação que traduza a realidade dos indicadores a uma fórmula de sua modelagem que sirva para prever ou antecipar processos similares, podendo, portanto, ser objeto de políticas públicas, na área macroeconômica ou setorial. Se pudessem, eles resumiriam toda a complexidade do mundo numa fórmula mágica, do tipo: E = mc2. Nos assuntos humanos – e isso inclui a economia também – fórmulas e números são úteis, mas apresentam limites efetivos para sua utilização contínua, pela simples razão que os homens estão sempre ajustando sua conduta para obter a maximização de seus fatores e ativos em face dos constrangimentos do real – que são as ações dos governos (geralmente em seu detrimento, caro leitor) e as de outros agentes da sociedade. Por isso, faça recurso dos indicadores quantitativos e tente medir, ou mensurar, os problemas que são objeto de sua análise, mas não confie demais nos procedimentos estatísticos como indicativos de tendências futuras. Nada é imóvel neste nosso mundinho tumultuado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;10. Demonstre conhecimento das fontes, mas não abuse das referências&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Eu já li muita monografia de aluno que, mesmo para fatos históricos indiscutíveis – uma guerra, uma revolução, enfim, coisas objetivas –, se esmeram em juntar uma pletora de citações e de referências bibliográficas para dizer, finalmente, o óbvio: “nossa civilização tem bases greco-romanas” (bem, não precisa citar nenhum grande historiador para saber disso, pois não?). Não é preciso carregar um paper, um trabalho mais alentado ou até uma tese doutoral com centenas de remissões anódinas, ou seja, tratando daqueles casos que já pertencem ao estado da arte do problema tratado. Fatos são fatos, por mais que se desgoste deles, e eles não vão deixar de existir porque algum autor tem uma opinião mais negativa sobre esses mesmos fatos (a dominação perversa do capitalismo financeiro monopolista, por exemplo). Todos nós estamos cansados de ver o capitalismo condenado ao desaparecimento como resultado das últimas dez crises ocorridas em seu itinerário tumultuado, não é mesmo? Bem, sendo mais objetivo, a regra aqui, e a última desta série desorganizada, é muito simples: erudição não precisa ser medida em toneladas de bibliografia; ela pode ser medida com comentários inteligentes à obra de um autor consagrado, o que normalmente exige mais inspiração do que transpiração. Portanto, seja comedido no “ajuntamento” (esse é o termo) de sua bibliografia de referência e tente trabalhar com os autores essenciais ao problema que você escolheu. Se algum outro autor não tem nada de relevante a dizer sobre o problema selecionado, ignore-o solenemente. Mas, em sentido contrário, não tente a sorte pescando na internet coisas que depois você não vai citar devidamente e dar o crédito a quem merece: os instrumentos de busca que os professores utilizam estão cada vez mais sofisticados, e seria muito triste alguém perder uma bela carreira por acusações de plágio ou falsificação de trabalhos alheios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja feliz em seu trabalho, melhore a sua escrita (o que eu mesmo vou tratar de fazer) e avance alguns degraus na ladeira do conhecimento: você vai se sentir muito melhor olhando o mundo do alto de sua capacitação intelectual. Escreva claro, escreva bem, trate dos problemas como eles devem ser tratados: objetivamente, concisamente, reflexivamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://diplomatizzando.blogspot.com/2011/05/como-escrever-bem-se-existem-regras.html"&gt;Paulo Roberto de Almeida&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(Brasília, 14 de maio de 2011)&lt;div&gt;&lt;img width="1" height="1" src="https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29855243-6766860637764829124?l=diplomatizzando.blogspot.com" alt="" /&gt;&lt;/div&gt;"&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3214417140532370034-5484562398904607934?l=anselmocarvalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/QRh0NrIZZ955cK3mpDHTOJh6zpg/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/QRh0NrIZZ955cK3mpDHTOJh6zpg/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
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