<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656300896966153101</id><updated>2024-11-05T23:53:06.932-03:00</updated><category term="internet"/><category term="mídia"/><title type='text'>O Estopim!</title><subtitle type='html'>Um blog NOSSO. Canal aberto para opiniões :)</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://o-estopim.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default?redirect=false'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-estopim.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false'/><author><name>Otávio &quot;VooDoo&quot;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17618741090355611748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiBP-rAoe2MX3IkIMcfwLnp3YqBAj7z0Fsd7CQGa7WjKQzqc4wbzB0yWmkf5lgQnTcepL_jT2zoHVIjOQfJpEU-BcZvsa8kSB-bZWkJyJdEuYX-Q04ZCHxXK8fS0ZJtIw/s1600-r/ln.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>47</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656300896966153101.post-5840610846261932075</id><published>2016-08-31T17:01:00.001-03:00</published><updated>2016-08-31T17:01:19.816-03:00</updated><title type='text'>Dilma caiu. E eu com isso?</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp; 31/08/2016. Cerca de 13h30 a então presidenta do Brasil, eleita com mais de 54 milhões de votos, sofreu um processo de impeachment. Foram 60 votos a favor do impedimento, e 21 contrários. Dentre os votos relativos à cassação dos direitos políticos, ou seja, tirar dela a possibilidade de exercer cargos políticos, a votação foi de 42 a 36 - ou seja, não fora suficiente para cassar os tais direitos políticos, o que necessitaria 2/3 de votos a favor da cassação. Isso nos mostra uma situação bastante interessante, onde: i) querem tirá-la do cargo; ii) acham que ela é competente e não deve ser mantida longe do governo, possibilitando que ela atue politicamente - situação totalmente impossível para alguém que comete crime de responsabilidade. Ou seja, os próprios senadores admitiram que não houve crime de responsabilidade, apenas uma falta de interesse em permitir que a então presidenta continuasse seu mandato.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Dilma caiu. E eu com isso? Eu sou socialmente lido como branco (salvo em recintos específicos, como na faculdade), tenho moradia, uma renda fixa, sou mão de obra especializada (formação técnica em bom colégio, logo me graduo como engenheiro). Não há cenário mais confortável para um recém-formado engenheiro do que a situação na qual vamos seguir. Retirada de direito de trabalhadores, baixa salarial, precarização de serviço; você submete o trabalhador mais braçal a jornadas de trabalho extensas de até 11h, forçando pedidos de demissão - ou demitindo os profissionais qualificados de antes.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Afinal de contas, pra que pagar um engenheiro com 35 anos de experiência, se pode pagar 25% do salário para um recém formado? E mais, é razoavelmente barato me sustentar, aceito trabalhar em horários absurdos e terei um monte de funcionários terceirizados e desqualificados - sempre jovens, já que os velhos não produzem por terem dores nas costas e cansaço crônico, sob meu comando. Deu problema na produção? Descarta a equipe inteira. Treinamento? Perda de tempo e dinheiro. Tenho costa-larga nessa situação.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp; Então por que estou chateado? Não serei eu o tipo de gente mais favorecida pela conjuntura neoliberal e entreguista?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ok, vamos analisar sob outra ótica:&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp; Primeiro posso alocar meu critério emocional. Embora estive por pouco tempo na docência, tive contato com mais de duas centenas de alunos da rede pública estadual, residentes de regiões periféricas. E eles serão, em grande parte, constituintes daquela mão de obra não especializada. As parcas oportunidades de ascensão na vida dessa molecada são dadas com esforço no estudo e no trabalho - com planos de carreira. Na situação onde o empregado mais braçal jamais pode aspirar a uma carreira interna e onde as oportunidades de estudo são cerceadas, por exemplo, com o fim do PRONATEC - já encerrado - e a redução drástica de bolsas no PROUNI e FIEES, tais oportunidades serão zeradas.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp; Em casa, temos uma dívida. A taxa básica de juros, como de empréstimos consignados e cheque especial - coisas de pobre, porque rico não faz empréstimo, faz negócios e investimentos, vai piorar muito minha situação. E a taxa selic, o retorno de juros dos investimentos no tesouro nacional, por exemplo, vai subir ainda mais, favorecendo &quot;investidores&quot; milionários cuja única atividade &quot;&quot;produtiva&quot;&quot; é depositar uma quantia nesses bancos de investimentos e retirada de montantes exorbitantes, mês a mês, bancados com impostos pagos pelos pobres.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O nível de violência cresce, conforme cresce o nível de desigualdade social aumenta. A condição de vida também fica um pouco pior. É só pegarmos os índices dos anos 90, em relação a desemprego, a salário e outros parâmetros. Vamos retornar pra uma situação muito similar.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ou seja, num global, estou ferrado. E você, também?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou reativando o blog e pretendo fazer postagens periódicas.&lt;br /&gt;Agradeço a quem leu e gostaria muito de debater com vocês a respeito dos temas propostos. É só deixar o comentário ali embaixo.</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default/5840610846261932075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default/5840610846261932075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-estopim.blogspot.com/2016/08/dilma-caiu-e-eu-com-isso.html' title='Dilma caiu. E eu com isso?'/><author><name>Otávio &quot;VooDoo&quot;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17618741090355611748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiBP-rAoe2MX3IkIMcfwLnp3YqBAj7z0Fsd7CQGa7WjKQzqc4wbzB0yWmkf5lgQnTcepL_jT2zoHVIjOQfJpEU-BcZvsa8kSB-bZWkJyJdEuYX-Q04ZCHxXK8fS0ZJtIw/s1600-r/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656300896966153101.post-194832670157556856</id><published>2015-04-01T21:31:00.002-03:00</published><updated>2015-04-01T21:34:18.738-03:00</updated><title type='text'>Surveiller et Punir I</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Vigiar e punir. É assim que começaremos essa reflexão, que lançarei por etapas, para não se tornar fatigante. Assumo aqui que esse texto não será estático e trata-se de uma linha de pensamento, quase como um diário de bordo do que se passar pela minha mente nos próximos tempos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Vigiar e punir, como já escreveu Focault, no tratado &quot;nascimento da prisão&quot;, corresponde ao sistema empregado em nossa era moderna nas mais diversas instituições, da escola à prisão. Atendemos todos a um conjunto de normativas, normas de sensos, leis que devem ser seguidas às riscas, a fim de obter-se um sistema ordenado e funcional e suas hierarquias serem mantidas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Para que tal status seja mantido, entretanto, como dito n&#39;A República, de Platão, bem como na obra Do Contrato Social, de Rousseau (uns 2500 anos de diferença, entre eles), é necessário que o cidadão faça parte da sociedade - e para isso, abdica-se de certas liberdades e individualidades, para obter as vantagens de se viver em uma sociedade estabelecida. A situação problema é que nenhum cidadão vivente, nos dias de hoje, opta por participar ou não da sociedade. Ele apenas a vive, nascido imerso em todo um contexto milenar, sem a real interpretação do que é ser um cidadão ou de quais liberdades se está disposto a abandonar, tais quais os benefícios compartilhados pelo todo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E a mais natural ordem, a partir da situação onde se tem um ponto de incômodo ou discordante, que tal cidadão se rebele. Ainda mais quando alguns destes pontos de ordenação desfavorecem o indivíduo em questão. Mas a ordem precisa ser mantida para a manutenção do sistema.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp; A partir dessa divergência de interesses e necessidades, surgiu o conceito de vigiar e punir. As instituições vigiam os indivíduos dela integrantes e os punem caso descumpram regras. Sanções das mais diversas. Das brandas às mais severas. Exemplificando pelas instituições de ensino, desde a mais tenra idade: quando a criança desafia o padrão proposto pelo pedagogo, esta é repreendida de maneira violenta, seja por um cenho franzido ou advertência verbal - em casos extremos, a criança é levada à corte suprema e última instância: a mãe. Mesmo que tal desvio de comportamento seja benéfico à criança, como por exemplo a interação desta primeira com uma colega de sala, desenvolvendo linguagem própria e meios de propor um convívio estabelecido pelas duas crianças, estas serão repreendidas por fugirem ao padrão proposto, engessado.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Um caso mais severo pode ser elencado como o sistema prisional, onde o indivíduo, vigiado pela sociedade, é punido ao cometer algum crime, seja este qual for, com o estigma da perda da liberdade e o encarceramento. Ou em alguns nichos específicos, certos crimes são passíveis de punições ainda mais bárbaras, como amputação de membros, a pena de pagar com sua própria vida, ou o mais extremo caso, onde a pessoa é condenada a pagar por toda a eternidade, numa condição de sofrimento absoluto - proposição fictícia, religiosa, mas até hoje amplamente aplicada - afinal, ninguém quer ir para o inferno.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Descrito o sistema de punição, de mais fácil entendimento, passamos ao ato de vigiar. Como se dá essa vigilância? O conceito é complexo. O sistema necessitaria de indivíduos de extrema idoneidade e que conhecessem todas as normais sociais para serem vigilantes, policiadores e juízes de todos em volta, durante tempo integral. A mão de obra empregada nesse sistema seria muito grande e estariam sujeitos à variâncias de interpretações e de influências.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Acho que o sistema de vigilância, como proposto por Platão (não nos termos de vigilância, mas uma primeira ponderação), se tratou da relação homens e seres superiores, onde um humano seria observado por deuses do panteão e devidamente punido por seus atos contra tais deuses. Mas os deuses greco-romanos tinham índole humana e eram passíveis de subornos, como orações, presentes ou o próprio sexo. Com o desenvolvimento do monoteísmo cristão (e islâmico), esse advento duma entidade superior onipresente, onisciente e onipotente criou a situação onde o indivíduo é sujeito à monitoração integral em todos aspectos de sua vida e sujeito ao inferno, em caso de desvio de conduta. E aí temos que essa primeira vigilância submeteu a sociedade à religião. E criou-se o sistema panóptico (pan - muitos // ópticos-olhos), onde Deus estaria em vigília constante.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Com a perda do poderio da religião, muito pelo avanço da ciência, decaimento do misticismo e ascensão da classe burguesa, lá pelo fim do feudalismo, fim da idade média, a religião espalhou duramente na sociedade a ética religiosa, e passamos a ser nossos próprios vigias. Cada indivíduo observando o outro e buscando seus erros, para uma exposição social daquele que comete erro. Tornou-se o &quot;pecador&quot;, o &quot;herege&quot;. E isso foi carregado por mais de meio milênio, e até hoje temos uma densa metodologia de panopticismo religioso.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mas a religião não tardou para perder seu poder sobre os indivíduos, cada vez mais rebeldes presos em uma série de condutas dogmáticas, e com o atual grau de desenvolvimento da tecnologia, esse panopticismo foi se desenvolvendo ao ponto de termos câmeras nos vigiando. Celulares nos rastreando. E nós, na inocência, expondo nossas vidas, como se fosse algo divertido e correto, ao mundo todo, a partir de redes sociais. Nós estamos fornecendo insumos para sermos fiscalizados.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Parte II (na próxima postagem): o sistema punitivo e sua eficácia.&lt;/div&gt;
</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default/194832670157556856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default/194832670157556856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-estopim.blogspot.com/2015/04/surveiller-et-punir-i.html' title='Surveiller et Punir I'/><author><name>Otávio &quot;VooDoo&quot;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17618741090355611748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiBP-rAoe2MX3IkIMcfwLnp3YqBAj7z0Fsd7CQGa7WjKQzqc4wbzB0yWmkf5lgQnTcepL_jT2zoHVIjOQfJpEU-BcZvsa8kSB-bZWkJyJdEuYX-Q04ZCHxXK8fS0ZJtIw/s1600-r/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656300896966153101.post-3457657590324607240</id><published>2015-03-11T23:49:00.001-03:00</published><updated>2015-03-12T00:01:37.537-03:00</updated><title type='text'>Análise repentina de conjuntura</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp; Salve camaradas. Estava esperando o meio de transporte &quot;público&quot;, esperando para dar mais 4 reais e dez centavos prum certo Belarmino aí, quando tive um insight. E precisei esperar o trajeto delongado para tentar por no papel as ideias que passaram na minha mente em 3 segundos. Sim, foi tipo uma onda que trouxe uma avalanche de pensamentos. Um típico lampejo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ponderei, por algumas frações de segundos: o que une a esquerda? E não me veio lá muita coisa a mente. Fui um pouco além e tentei conceber um sentido para a esquerda, de fato. E caí na concepção de um camarada, alguns anos atrás (é, Well, sua definição me foi marcante): &quot;a esquerda é o contrário, o que se contrapõe ao sistema&quot;. Oras pois, nosso sistema, portanto, seria a direita e seguir nos trilhos seria ser um cidadão que faz tudo direitinho.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mas não para por aí, afinal de contas, não basta ser contra o sistema, se não definirmos as fronteiras do sistema, não adianta sermos contrários a um determinado aspecto se não delimitarmos o universo, questão termodinâmica de análise. Então podemos colocar a esquerda como sendo um ponto de vista no qual há uma igualdade formal/material. E tal igualdade não é subjetiva, e trata-se de toda uma reforma, a fim de obtermos um estado onde não há privilégios a nenhum determinado grupo, ou seja, onde não haja minorias - minorias em sua definição, que não quer dizer grupo com menor quantidade de indivíduos, e sim um grupo que sofre uma opressão -&amp;gt; opressão no sentido de desigualdade sistêmica que prejudica um grupo e favorece ao grupo de seus opressores.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp; E aí a gente esbarra num ponto: várias das minorias são opressoras de outras minorias. E a esquerda se segrega. Dificulta essa união. Fissuras e mais fissuras, diversos braços e situações - o que de fato é o importante, por trazer um panorama de respeito aos mais diversos gêneros, categorias, etnias e grupamentos de pessoas. Motivo da nobreza e da fraqueza da esquerda.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E a direita? A direita é a representação do sistema. Uma conjuntura que se perpetua e se fortifica por si mesma. Cria mecanismos de formação de opinião de maneira subjetiva, como jornais e mídias que ao invés de informar, adquirem o papel de formar e moldar toda uma massa presente no país, aproveitando os pontos segregativos causados pelas divergência da esquerda e colocando quem está no poder como correto, como meta a ser atingida e como o ideal. A direita se une atrás de um único recurso, afinal, tem um objetivo em comum para todos aqueles que a cultivam: o capital. Tudo se une em volta de ter o maior acúmulo de capital. Métodos cada vez mais sutis de exploração e de subjugação de todo e qualquer humano em prol do desenvolvimento do capital.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E aí que chegamos num contrassenso: como lutar com um sistema quando nossos meios de comunicação e de educação são todos formados e formatados para prosseguir com a construção desse sistema?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E aí que cheguei no ponto do insight: a esquerda precisa se empoderar. Como assim? Bem, nós tretamos com a direita, enquanto a direita flerta com nossas crianças, jovens, adultos e provém uma formação. Ficamos com pinta de inimigos e caímos no erro de sermos enquadrados com a alcunha de comunistas comedores de crianças. Acho que o empoderamento da esquerda deve se basear prioritariamente na pedagogia. Devemos buscar no flerte nossos aliados, e não na combatividade.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Vejo muitos camaradas - e eu, inclusive, permaneço fazendo isso - criando rachas e discussões infindáveis com pessoas de ideologias próximas ou totalmente distintas. CARALHO, o inimigo não é o coleguinha direitista (ok que é um soldadinho do capital, mas não é a figura em si). O nosso foco deve ser em mostrar, sem agressões ou discussões, mas sim no empoderamento pessoal, trazendo à mente o quão libertadora a esquerda deve ser para o indivíduo em questão, o quanto ele passará a ter/ser/poder se x coleguinha se desatrelar das correntes &#39;direitosas&#39;. E isso sem trocar farpas, sem trocar insultos ou sem sermos agressivos. Empoderar cada coleguinha que tivermos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois que debandarem pra esquerda, aí a gente treta nos núcleos. Mas antes disso, vamos conter os diálogos, por o pé no freio e EMPODERAR a esquerda. A direita tem um sistema que se promove automaticamente. A esquerda só é forte quando todos estivermos juntos - porque sozinhos, caímos (Sabotage). Então é hora de tomarmos o poder do capital e por na mão das pessoas. Do mundo todo. Trazer coleguinhas pro lado de cá. E isso é muito difícil. Não urrar contra nossos opressores é doído, mas o sistema só muda se os males forem cortados pela raiz. Arrancar folhas não vai fazer diferença num universo tão grande. Despertar a empatia, nossa missão.&lt;/div&gt;
</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default/3457657590324607240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default/3457657590324607240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-estopim.blogspot.com/2015/03/analise-repentina-de-conjuntura.html' title='Análise repentina de conjuntura'/><author><name>Otávio &quot;VooDoo&quot;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17618741090355611748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiBP-rAoe2MX3IkIMcfwLnp3YqBAj7z0Fsd7CQGa7WjKQzqc4wbzB0yWmkf5lgQnTcepL_jT2zoHVIjOQfJpEU-BcZvsa8kSB-bZWkJyJdEuYX-Q04ZCHxXK8fS0ZJtIw/s1600-r/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656300896966153101.post-9179788006791217982</id><published>2014-10-05T22:32:00.001-03:00</published><updated>2014-10-05T22:37:16.338-03:00</updated><title type='text'>A esquerda e o Brasil</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O PT errou. Essas eleições nacionais são a prova incontestáveis desse panorama.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A esquerda do Brasil falhou. O PT falhou junto com ela - ou fez ela falir.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Dentre muitos anos, a esquerda no país foi se construindo, pautada no desenvolvimento de um contra-sistema, sempre buscando as demandas dos trabalhadores e pobres. Com a chegada do PT ao poder, na era Lula, houve uma acomodação da esquerda. Os líderes desta esquerda nacional foram, então, absorvidos pelo aparelhamento do serviço público - se tornaram governistas, e os movimentos sociais foram dissociados e enfraquecidos.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A esquerda é constituída por movimentos sociais, que são nada mais do que as pautas daqueles que sofrem com a opressão do sistema, e se organizam para realizar defesas. Tendo suas lideranças dentro do próprio sistema opressor, enfraquecem e desestruturam totalmente tais pautas, a base dos movimentos se perde. E assim a esquerda brasileira findou.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Findou ao se associar com todo gênero de capitalistas, afim de se manter na posição de governista. É cômodo estar na posição de governista, onde tem-se respaldo e arrogância para refutar, ainda que falaciosamente, e colocando-se em posição de superioridade inatingível. Neste processo para manutenção do status de poder, atrelou-se a corja de capitalistas das piores estirpes, como ruralistas e industriais anti-ecológicos. Entretanto, pela defesa de movimentos sociais vai-se de encontro aos interesses de tais financiadores, que, barões e donos de capitanias hereditárias virtuais, trabalharam em ceifar a imagem do partido, a ponto do tratamento midiático sobre corrupção ser a principal pauta de todo um plano de governo da então oposição - que vai subir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Conforme o PT desestruturou-se como esquerda, surgem novos partidos no cenário nacional com propostas similares às origens deste partido, como PSOL, PSTU, PCB, PCO. Entretanto, pautam-se numa esquerda intelectualizada e acreditam que uma teoria de esquerda e uma militância burguesa e elitizada intelectualmente, que não dá voz ao trabalhador. Fixa-se em centros universitários e não dialoga com o trabalhador. Não se constrói pelas reais demandas de necessidades do trabalhador, mas tomam para si as pautas progressistas que, embora estritamente necessárias, não atendem às mais básicas necessidades, como dar um teto ou um lar ao trabalhador. Esperam que, como em teoria, haja revolução a partir de um momento de dificuldade. Falam em sentimento de classe, sem que estes mesmos pertençam a classe do proletariado. Falharam em falar a língua do povo.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp; O PT também falhou em criar o sentimento de classe de proletariado. Empoderou financeiramente o trabalhador e esperou que pela estabilização econômica, gerasse a classe trabalhadora, ignorando-se a conjuntura atual, onde o possuir, o consumir são mais importantes que o pertencer a um grupo ou ser parte de algo. O indivíduo torna-se maior que o grupo e a individualização, o possuir mais e mais é o diferencial e o importante ao ser. Erramos em deixar a CNB tomar conta do governo, essa corrente ideológica composta por muitos oportunistas de situação governista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Temos a bancada mais conservadora, rançosa, retrógrada do século. E uma esquerda nacional desestruturada. Um estado de São Paulo onde até o Suplicy, o senador vitalício, foi derrubado. E todos estamos perdidos - e não sabemos para onde correr. Qual o próximo passo? Quem vai dar o primeiro passo para a revolução, e como será dado?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp; Será que agora há uma união da esquerda nacional? </content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default/9179788006791217982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default/9179788006791217982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-estopim.blogspot.com/2014/10/a-esquerda-e-o-brasil.html' title='A esquerda e o Brasil'/><author><name>Otávio &quot;VooDoo&quot;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17618741090355611748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiBP-rAoe2MX3IkIMcfwLnp3YqBAj7z0Fsd7CQGa7WjKQzqc4wbzB0yWmkf5lgQnTcepL_jT2zoHVIjOQfJpEU-BcZvsa8kSB-bZWkJyJdEuYX-Q04ZCHxXK8fS0ZJtIw/s1600-r/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656300896966153101.post-8215072600373387672</id><published>2014-07-25T22:07:00.003-03:00</published><updated>2014-07-25T22:07:55.532-03:00</updated><title type='text'>Aos machos de esquerda (uma dica rápida sobre feminismo exclusiva para você, homem!!!):</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Aos machos de esquerda (uma dica rápida sobre feminismo para você, homem!!!):&lt;br /&gt; Sabe quando aquela mina radfem, ou qualquer feminista vira pra você e fala que não tem que &quot;explicar porra nenhuma pra macho&quot;?&lt;br /&gt; Isso te incomoda, bróder?&lt;br /&gt; Sabe quando ela diz que você não pode ser militante feminista? Isso te incomoda, bróder?&lt;br /&gt; Sabe quando a feminista fala que você não vai entender isso, então não adianta explicar, porque você nunca vai conseguir fazer?&lt;br /&gt; Você diz que é feminista e elas dizem que não. Isso te incomoda, bróder?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
 Pois é. Vez ou outra eu fico ressabiado com isso. Algumas vezes já 
fiquei com uma mistura de raiva, de tristeza, de inconformismo, de... 
sei lá, muita coisa. Ainda sinto isso, embora venha se reduzindo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
 Você, moço da esquerda, que diz que &quot;feminismo não é isso, feminismo é 
sobre igualdade&quot; mimimi - você tá sendo, na real, bem bobo (pra não usar
 um termo mais ofensivo). Sabe por quê?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
 Quantas vezes você já viu
 alguém dizendo que &quot;fez cagada no volante? É mulher!&quot;, ou &quot;sai daqui, 
fulana, isso é conversa de homem&quot;, ou &quot;você não pode fazer isso, é coisa
 de menino&quot;? Eu ouço isso o tempo todo, vejo coisas assim acontecendo em
 todos os momentos, em todas as classes sociais, com todas as mulheres 
que vejo. É um SISTEMA inteiro voltado a oprimir e subjugar as mulheres.
 Isso é opressão. Você não poder fazer parte do feminismo não e 
opressão, cara, é só uma opção delas e fodac.&lt;br /&gt; O TEMPO INTEIRO TEM UM
 (ou mais) CARA incapacitando a mulher, excluindo a mulher, 
desqualificando, objetificando a muierada toda. &lt;br /&gt; Então se feminismo é
 sobre igualdade, elas só tão buscando a igualdade, porra! Igualdade de 
poder ter os espaços próprios. Se vc quer invadir, vc já tá indo contra 
seu próprio discurso sobre buscar igualdade.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
 E mais: se tá 
incomodando, tem um motivo: elas tão se empoderando, elas estão ganhando
 poder, elas estão ganhando um espaço SÓ delas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
 Você, homem, que 
quer contribuir pro feminismo: você não pode ser militante porque você 
não vivencia a opressão, você não sabe quando tá sendo opressor. Por 
mais que nós sejamos machos beta, épsolon, gama, ômega zeta, ainda somos
 macho. Podemos chupar xoxotas. Ou pipis. Ou os dois. Mas ainda somos 
MACHOS e por isso somos seres construídos pra sermos opressores e 
subjugadores de mulheres. É um sistema de mais de 2 mil anos traçando o 
melhor jeito possível pra inferiorizar as mulheres nas mais diversas 
situações possíveis.&lt;br /&gt; Quer fazer algo que presta? Desconstrua seu 
machismo. Não é fácil. Por mais que tentemos, sempre teremos algumas 
raízes machistas. Sempre teremos traços de comportamentos machistas, por
 menores que sejam.&lt;br /&gt; E se vc faz isso: cara, vc não merece palmas, 
você só tá sendo ético. E seguindo a filosofia da esquerda, onde não há 
diferenciamento de tratamento das pessoas, ñ importando por quais 
motivos sejam.&lt;/div&gt;
</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default/8215072600373387672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default/8215072600373387672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-estopim.blogspot.com/2014/07/aos-machos-de-esquerda-uma-dica-rapida.html' title='Aos machos de esquerda (uma dica rápida sobre feminismo exclusiva para você, homem!!!):'/><author><name>Otávio &quot;VooDoo&quot;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17618741090355611748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiBP-rAoe2MX3IkIMcfwLnp3YqBAj7z0Fsd7CQGa7WjKQzqc4wbzB0yWmkf5lgQnTcepL_jT2zoHVIjOQfJpEU-BcZvsa8kSB-bZWkJyJdEuYX-Q04ZCHxXK8fS0ZJtIw/s1600-r/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656300896966153101.post-4046335590555501214</id><published>2014-07-08T18:13:00.000-03:00</published><updated>2014-07-08T18:13:31.357-03:00</updated><title type='text'>Parabéns, é um menino!</title><content type='html'>&amp;nbsp; &amp;nbsp; E se beijaram, e despiram-se. E treparam, de todos os jeitos possíveis. E ele gozou.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; A menstruação atrasou. Uma semana. Duas. Três. O teste - ela estava grávida. Três meses passam, e o ultrassom. Ginecologista disse: parabéns, é um menino!&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; Pai já se apressou: vai ser corinthiano! E trataram de enxovalhar o feto. Blusas, casaquinhos, toucas, coletes, suéteres, cachecóis. Azuis, brancos, verdes, amarelos, no máximo. Cor de macho. Vai ser boleiro, vai jogar bola. Ou piloto. Agora que tá mais na moda, por que não lutador de MMA?&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; Nasceu, 41 semanas, ficou uma a mais ali dentro, pra ganhar peso. 3,850kg, um tourinho. Era o maior bebê do quarto, o mais forte, o maior. Ricardo, pra nunca ser corno, ser sempre o Ricardão. Foi o que o pai escolheu, em homenagem ao avô, que foi pracinha na segunda guerra, aquele era cabra macho.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; Foi pra casa, no seu quarto azul, e já ganhou um carrinho de pelúcia. &quot;Ele vai namorar a filha da Maria e a filha da Zulmira, e vai ser o Ricardão da filha da Joana, vai ser menino-namoradeiro&quot;. Mamãe sempre trocava a fralda e dava o banho e papá. Papai ia trabalhar fora.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; Cresceu um pouquinho e foi pra creche. Tinha que ser o dono dos brinquedos, e escolher as brincadeiras. Filho meu - dizia o pai - não pode ser mariquinha, se alguém quiser pegar o que é dele, ele não vai deixar, vai descer porrada, ele precisa ser respeitado, como homem que é. E se chorava, tinha que engolir, &quot;homem de verdade não chora&quot;. Aprendeu assim, que ele mandava, porque era o maior, porque era o mais forte, porque era o mais macho da sala.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; Já na primeira série (que na verdade é segundo ano, mas o pai teima que, como na época dele não era assim, não tem porque ter essas frescuras agora), aprendeu que os amiguinhos mais fortinhos podiam se juntar, e assim eles comandariam o pedaço. Meninas?Eca! Aquele menino mais bonzinho parecia agir que nem uma menininha. E já era peladeiro, chutava que nem gente grande. Gente grande não, chutava que nem homem.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; Tinha coleção de carrinhos da hot wheels. Lava rápido. Autorama. Bola. Fazia karatê. Batia nos meninos que pareciam menininhas e já aprendeu que tinha que puxar o cabelo das meninas, se elas falavam grosso com ele. E mamãe comeu pó royal, a barriga dela cresceu. Ricardinho não entendeu bem aquilo, mas fizeram um outro quarto na casa, e era daquela cor de menina, rosa. E tinha flores na parede, e bichinhos de pelúcia vermelhos, rosa, lilás. Tava no terceiro ano quando a Julinha veio. Uma irmã, eca. Pelo menos ele não teria que dividir os brinquedos, nem o videogame.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; Videogame onde tinha jogos de luta e de atirar. E ele aprendeu que nem sempre os heróis tinham super poderes. Às vezes uma arma pesada e músculos bastavam, e se empenhou ainda mais no seu karatê. Na sexta série, um menino da sala, um gordinho que falava calmo, deu uma flor de presente pra ele. O pai ficou satisfeito em ir a direção e explicar que o outro menino tava agindo como um boiola, e o filho dele só tava se protegendo. E um ano depois, voltou com sorriso ainda maior quando foi explicar que o filhão gostava da Catarina, por isso tinha puxado o braço dela e dado um beijo na menina, que era uma gracinha e formava um ótimo casal com o Ricardinho.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; Ricardinho começava a gostar da ideia de ter uma irmã, agora, no primeiro colegial, porque ela tinha 8 anos, e agora ele não precisava mais lavar o prato do almoço, nem varrer o quarto; ela já era grandinha e podia fazer isso, como a boa moça que era, seria uma boa mulher. E também varria a casa e até recolhia a roupa que ele largava no chão do quarto, como uma boa caçula.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E logo chegou vestibular, onde ele escolheu um curso de respeito, numa universidade noutra cidade, ia ser engenheiro mecânico. Esses cursos de exatas, principalmente esse, que os meninos tem mais facilidade, uma visão mais fria. E quando voltou pra casa, veio com a namorada da facul, que prontamente ajudou a mãe a retirar todos os pratos da mesa do jantar de apresentação do namorado da irmã. Treze aninhos, tão nova, e com aquele macho de 15 anos - não, ele não ia encostar a mão na irmã dele. Quando ela foi pegar o CD que tinha ganho do namorado, no quarto, deu uma olhada feia e não deixou o menino ir com ela - onde já se viu, essa sem vergonhice de um homem entrar no quarto da irmãzinha dele. E antes do menino ir embora, ainda tomou um sermão de Ricardo e uma severa ameaça, caso fizesse qualquer coisa além de andar de mãos dadas com a Julinha. Logo os pais foram dormir, ou tentar, porque o barulho do Ricardo transando incomodava demais, de tão alto que estava.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; Dois meses depois, a namorada do Ricardo descobriu que tava grávida. &quot;Ou tira ou te mato, não vou deixar você estragar minha vida, quero virar engenheiro&quot;. E o pai do Ricardo pagou o aborto.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; Ricardo logo era engenheiro, e sua irmã tava no terceiro namorado. &quot;A vergonha da família, onde já se viu ficar andando por aí, com essas roupas? E olha isso, já deu pra dois. Que vergonha dela, não vai achar ninguém que preste&quot;. Quando descobriu que uma amiga da irmã estava grávida, aos 16: &quot;puta é assim mesmo, fica dando, engravida&quot;.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; Ricardo foi fazer uma especialização, e ia de carro pra faculdade. Fazia questão de buzinar e mexer com as moças, sempre que passava perto.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Certa vez ele viu uma moça saindo do posto, na esquina da faculdade; era a balconista. Resolveu fazer uma brincadeira e passou com o carro devagarzinho, ofereceu carona. Velho conhecido, frequentador do posto, ela aceitou e entrou. Ele parou o carro, fez uma proposta indecorosa, puxou ela pelos cabelos e arrancou a roupa dela e comeu a moça, ali mesmo, enquanto ela chorava. Bem, ele tava tranquilo. Quem ia acreditar numa balconista de bar, que morava na periferia, perto dum mestrando daquela universidade pública tão conceituada? Ela até registrou B.O., mas ninguém tinha visto nada, e ele sabia que ia contar aquela história pros netos, com o maior orgulho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E na multinacional, que Ricardo trabalhava, aconteceu uma seleção pra gerência do setor. Quando descobriu que na final sobrou ele e uma moça, já soltou &quot;Ah, é pra ser chefe. Mulher não tem sangue frio pra isso, são sentimentais demais. Como ela vai demitir alguém?&quot;. Ela reclamou que era machismo aquilo. &quot;Machista? Eu? O machismo oprime os homens, tenho que pagar conta, ir pra guerra! Eu não sou machista, só tô falando a verdade!&quot;.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; ...&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; </content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default/4046335590555501214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default/4046335590555501214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-estopim.blogspot.com/2014/07/parabens-e-um-menino.html' title='Parabéns, é um menino!'/><author><name>Otávio &quot;VooDoo&quot;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17618741090355611748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiBP-rAoe2MX3IkIMcfwLnp3YqBAj7z0Fsd7CQGa7WjKQzqc4wbzB0yWmkf5lgQnTcepL_jT2zoHVIjOQfJpEU-BcZvsa8kSB-bZWkJyJdEuYX-Q04ZCHxXK8fS0ZJtIw/s1600-r/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656300896966153101.post-7712561381473699238</id><published>2014-06-25T22:41:00.001-03:00</published><updated>2014-06-25T22:41:32.580-03:00</updated><title type='text'>Sobre feto e afeto</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Queria falar sobre isso alguma hora. Não achei um momento propício, mas andei pensando a respeito, então resolvi pontuar as ( minhas poucas) ideias. Então vamos lá, falar sobre um tema tão delicado quanto possível: aborto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;u&gt;&lt;b&gt;A putinha aborteira&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; Costumeiramente a mulher que aborta é estereotipada como a chamada &quot;putinha&amp;nbsp;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;aborteira&quot;, uma moça na casa dos 16-25 anos &lt;b&gt;sexualmente livre&lt;/b&gt; que agiria de maneira inconsequente e transaria com todos (e todas), sem os devidos cuidados (chamado de sexo seguro, utilizando preservativo - masculino ou feminino), que engravidaria e abortaria com alguma frequência.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Uma pesquisa realizada em 2010, na UnB, em parceria com o Instituto de Bioética, financiado pelo Fundo Nacional de Saúde, com mais de 2 mil mulheres (brasileiras, 18-39 anos) mostra uma outra figura desta mulher que aborta. 64% das mulheres que abortaram eram casadas. 81% delas já é mãe de pelo menos um filho. Um quarto ganha até um salário mínimo, 31% de 1 a 2 salários, 35% de 2 a 5 e ~10% acima de 5 salários (então a faixa gorda dessas mulheres apresenta uma faixa de renda suficiente para sustentar - não necessariamente com qualidade - um filho a mais). Cerca de 60% tem de 30 a 39 anos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E não pense que é coisa de atea. 88% das mulheres que abortam, tem religião, e dentre essas, 65% católicas, 25% evangélicas. Então mulheres balzaquianas, com alguma faixa de renda e religiosas são o perfil médio das &quot;putinhas aborteiras&quot;.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;u&gt;&lt;b&gt;Aborto e a mulher: questão de saúde pública&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; Quando temos um problema de saúde pontual, em uma região (bairro, cidade), é um caso isolado. Se ocorre num determinado nicho popu&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;lacional, como uma determinada faixa etária, ou classe social, ou população de uma região grande, é um ca&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;so&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt; que precisa de alguma atenção, uma certa atuação do poder público com políticas específicas. Quando é um problema generalizado, é um caso de saúde pública.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; No estudo proposto por&lt;b&gt; &lt;/b&gt;Greice Menezes;    Estela M. L. Aquino, no Instituto de Saúde    Coletiva, Universidade Federal da Bahia, apresentou um índice de mortandade de quase 12% das grávidas por conta de abortos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Cerca de 1/3 dos leitos obstétricos do país estão ocupados por mulheres que sofreram complicações com abortos inseguros. E elas ocupam esses leitos por muito mais tempo do que partos normais ou cesarianas. A estimativa é de cerca de 20% das mulheres do país terem realizado aborto. Jefferson Drezet, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;ginecologista e obstetra representante do Grupo de Estudos do Aborto (GEA), aponta que no Brasil ocorrem cerca de 1 milhão de abortos e 250 mil internações por ano, por decorrência de abortos inseguros, sendo a maior causa de internações obstetrícias no país.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; De cada 5 abortos, 2 são realizados de maneira totalmente insegura (isso inclui inserir agulhas de crochê pelo canal vaginal, até o útero, entre outras práticas dignas de um açougue). &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Um aborto clandestino seguro tem seu custo entre 2 e 5 mil reais, dependendo do local e do estágio de gravidez, apresentando altos riscos para a mulher que o realiza. Esse montante destinado ao procedimento torna-o, por muitas vezes, inacessível à mulher pobre, da periferia, que acaba optando por métodos com cara de filme de terror, causando um ônus absurdo a saúde da mulher, daqueles que vão custar 100-500 reais, coisa que com muito esforço o salário mínimo vai pagar (lembrando que um filho sai muito, mas MUITO mais caro que isso, mensalmente, até pelo menos 18 anos).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A criminalização do aborto dificulta o tratamento, uma vez que muitas das mulheres que chegam em hospitais com hemorragias não dizem ser por conta de abortos, mas claramente tem-se neles a causa das complicações.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;Aborto criminalizado X aborto regulamentado&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O aborto é legal nos seguintes países:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;África do Sul &lt;br /&gt;
Albânia &lt;br /&gt;
Alemanha &lt;br /&gt;
Armênia &lt;br /&gt;
Áustria &lt;br /&gt;
Azerbaijão &lt;br /&gt;
Belarus &lt;br /&gt;
Bélgica &lt;br /&gt;
Bósnia &lt;br /&gt;
Bulgária &lt;br /&gt;
Camboja &lt;br /&gt;
Canadá &lt;br /&gt;
Cazaquistão &lt;br /&gt;
China &lt;br /&gt;
Coréia do Norte &lt;br /&gt;
Croácia &lt;br /&gt;
Cuba &lt;br /&gt;
Dinamarca &lt;br /&gt;
Eslovênia &lt;br /&gt;
Estônia&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;França &lt;br /&gt;
Geórgia &lt;br /&gt;
Grécia &lt;br /&gt;
Guiana &lt;br /&gt;
Guiana Francesa &lt;br /&gt;
Hungria &lt;br /&gt;
Itália &lt;br /&gt;
Laos &lt;br /&gt;
Letônia &lt;br /&gt;
Lituânia &lt;br /&gt;
Luxemburgo &lt;br /&gt;
Macedônia &lt;br /&gt;
Moldávia &lt;br /&gt;
Mongália &lt;br /&gt;
Montenegro &lt;br /&gt;
Nepal &lt;br /&gt;
Noruega &lt;br /&gt;
Porto Rico &lt;br /&gt;
Portugal &lt;br /&gt;
Quirguistão &lt;br /&gt;
República Tcheca &lt;br /&gt;
Romênia &lt;br /&gt;
Rússia (desde a época da URSS, legalizado e totalmente custeado pelo governo desde 1920)&lt;br /&gt;
Sérvia &lt;br /&gt;
Suécia &lt;br /&gt;
Suíça &lt;br /&gt;
Tadjiquistão &lt;br /&gt;
Tunísia &lt;br /&gt;
Turcomenistão &lt;br /&gt;
Turquia &lt;br /&gt;
Ucrânia&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Uruguai&lt;br /&gt;
Uzbequistão &lt;br /&gt;
Vietnã&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&amp;nbsp; O Uruguai é o caçula dessas nações aí, em dezembro 2012 (pelo lindo do Mujica &amp;lt;3 ). Antes da legalização do nosso hermano, a taxa estimada era de 33 mil abortos por ano, caindo pra menos de 6700, no primeiro ano após a regulamentação. E &lt;b&gt;nenhuma morte&lt;/b&gt;. 50 mulheres apresentaram complicações leves que tiveram que passar um período de até 24h no hospital. Os demais casos não houve nenhum tipo de sequela ou problemática.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; Para entender melhor como nosso hermano maconheiro e abortista funciona: o aborto até 3 meses (~12 semanas, antes do feto começar a desenvolver uma rede neural, que virará o sistema nervoso, portanto não pensa nem sente nada). A mulher que opta pela realização do aborto é então dirigida a uma série de orientações, onde vai entender o procedimento e depois por uma triagem pra avaliação psicológica e começar o tratamento psicológico. Note que essas medidas reduziram o número de abortos pra cerca de 20% do que era, anteriormente. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;O aborto e o direito reprodutivo&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; Vale lembrar que as medidas voltadas ao aborto fazem parte do direito ao planejamento reprodutivo da população, que é o direito do indivíduo escolher como e quando se reproduzir. Para se ter acesso aos métodos, além da possibilidade de ter o preservativo, o anticoncepcional ou qualquer outro método, é preciso saber como utilizá-lo. Temos, em nosso país, plena distribuição de camisinhas (masculinas), mas grande parte da população sequer sabe como utilizar (sério, muita gente acha que só põe na hora de gozar, ou ~tenha criatividade e imagine absurdos~ e pronto, terá de tudo), além do peso da religião em evitar o uso de tais recursos. Nas escolas o sexo é tido como tabu, e a orientação sexual é muitas vezes evitada, ou explanada de maneira muito superficial, o que agrava a situação da má utilização de camisinhas ou anticoncepcionais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Enquanto o país não tiver uma metodologia de aplicação 100% eficaz dos métodos contraceptivos, não se pode cobrar uma postura não abortiva. É burra por definição essa tomada de decisão.&lt;u&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/u&gt; A pessoa tem que ter o total controle de quando quer se reproduzir, por estar em condições financeiras, psicológicas e de carreira de criar uma criança. E sim, acidentes acontecem SIM.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; E só pra dar um toque: querendo você ou não, os abortos vão continuar acontecendo. Quer ser pró-vida, seja a favor da legalização, que sempre resulta em diminuição da mortandade (se a mãe morre a criança não desenvolve, né, gentem...), então sai pra lá com esse papo de pró-vida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;O aborto e a sociedade (machista)&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; Quanto à condenação do aborto, perante a sociedade, não é preciso frisar que é uma conduta machista, né? Mas o que esperar de um país ocidental com uma formação cristã (e uma bancada nada laica no Congresso)&lt;u&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/u&gt; como o nosso? A igreja católica já é machista pra caramba, tanto pela parte hierárquica quanto pela sua construção política que visava quebrar o lance da mulher empoderada das religiões pagãs. Tanto é que Papai do céu é homem - e não fala com nenhuma mulher ao longo da bíblia inteira, né.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A sociedade condena a mulher que opta por não ser mãe, chamando-a de homossexual e tal. Ou faz uma pressão imensa para que toda mulher seja mãe. O que não acontece com uma mulher que desiste de ser mãe, carregando um feto? Enquanto o homem que opta por não ser pai é ok, desde que pague pensão. E quando pai, nem precisa participar na formação da criança.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A condenação do aborto é dada por esse caráter machista da nossa sociedade, o que precisa ser urgentemente alterado. Ou que os &quot;&quot;direitos de cidadão de bem&quot;&quot; sejam iguais, e o pai que abandona seja violentamente execrado e humilhado socialmente, se o fizer (não desejo isso nem prazinimiga, quero mais que todo mundo seja feliz e abortivo mesmo).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; Num cenário hipotético onde haja pleno acesso a todos os tipos de métodos contraceptivos 100% eficazes, e não houvesse violência contra a mulher, para que ela pudesse escolher quando engravidar, o aborto seria desnecessário. Enquanto essa utopia não for atingida, o aborto NECESSITA ser legalizado com a mais breve urgência. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Chegamos num ponto onde tá rolando aquele lance de estuprador assumir como pai, ter q dar pensão e ainda por cima ter direito a visita da criança, que obviamente, enquanto feto, não poderia ser abortada. Barbárie, né, gente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Não pretendo tratar dos aspectos psicológicos da mulher nesse texto (por não ter conhecimento e se fosse pesquisar o texto ia ficar demasiadamente longo e ninguém ia ter pachorra de ler), nem do cenário do estupro ou cultura de estupro que rola por aí (fica pra um texto futuro), então é isso. Acho que tem que legalizar sim, querendo religiosos ou não, porque uma postura dogmática pode e DEVE ser contestada, principalmente quando os números estão totalmente contra as afirmações deles e da sociedade que se embasa nesses conceitos pra dialogar. Enquanto houver morte e violência contra mulheres, a coisa precisa ser combatida&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default/7712561381473699238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default/7712561381473699238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-estopim.blogspot.com/2014/06/sobre-feto-e-afeto.html' title='Sobre feto e afeto'/><author><name>Otávio &quot;VooDoo&quot;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17618741090355611748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiBP-rAoe2MX3IkIMcfwLnp3YqBAj7z0Fsd7CQGa7WjKQzqc4wbzB0yWmkf5lgQnTcepL_jT2zoHVIjOQfJpEU-BcZvsa8kSB-bZWkJyJdEuYX-Q04ZCHxXK8fS0ZJtIw/s1600-r/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656300896966153101.post-6143330874519623179</id><published>2014-06-17T11:41:00.003-03:00</published><updated>2014-06-17T11:55:48.529-03:00</updated><title type='text'>Vão se foderem</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; Recentemente um cara que eu considero muito inteligente e conciso me atentou pra um fato que tinha passado desapercebido por mim, esses anos todos - e provavelmente da maioria da galera (quero acreditar que, pra não me sentir bobinho demais): palavrões são nocivos, socialmente falando.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; Como assim? Bem, vamos lá.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; Filho da puta, vagabunda, vadia, vai tomar no cu, vai se foder, puta, viadinho, corno, cotoco, perna-de-pau, cuzão, virjão, cabaço, retardado, lesado, filho duma descabaçada, filho duma rapariga, bichinha, baitola, pau no cu, cachorra, cadela, piranha, rabudo, moleque, remelento, chifrudo. Xingamentos comuns, que usamos no cotidiano, soltamos sem pestanejar, quando batemos o dedinho do pé na quina do móvel ou quando estamos bravos com alguém.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; Usamos termos muitas vezes ligados a uma condição ou gênero da pessoa. Muitas das ofensas são ligadas à sexualidade da mulher e trabalhando nelas de maneira pejorativa. Vadia, vagabunda, puta, filho da puta. Mesmo quando queremos ofender a pessoa, ofendemos a mãe. Ou se queremos xingar um homem, é corno, é viado. A culpa é da mulher. Ou dele gostar de homens.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; Se comete algum erro leviano, é virgem, cabaço. Como se transar fosse um ritual de passagem onde as pessoas magicamente se tornassem mais sábias e competentes. Pffffff. Além de tudo, mais uma vez, a culpa voltada à sexualidade. Não tá de saco cheio de ficar regulando a foda alheia não? Deixa a galera trepar a vontade e ser feliz, larga esse recalque de lado e vem pra esse rolê mais festivo!&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; E o popular vai tomar no cu e suas derivações, como o &#39;vai se foder&#39;. Conta pra gente, aqui: quem que pratica sexo anal? Homem hétero que não é. É mulher e homem homo. E o termo é usado como ofensa - ou seja, coloca em posição de inferioridade quem pratica (dica, gente: isso é machismo). Como o que aconteceu com nossa presidentA, em episódio recente, quando um grupo puxou, em coro, um xingamento desses - que infringiu em alguns pontos da Constituição Federal E Código Penal (então é crime, gente!). Só demonstrando como nossa sociedade pode ser bem preconceituosa. Quer discordar da Dilma? Critique sua política, suas decisões. Se ela der o cu, o problema (ou prazer) é todo dela, e vocês não tem que regular a foda da pessoa mais poderosa do país!&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; E antes que digam que isso é mimimi, que é frescura, vai um puxão de orelha: não é. É uma série de preconceitos que são tão enraizados que não notamos essas &quot;&quot;sutilezas&quot;&quot;, tornou-se comum oprimir. Se queremos ofender alguém, que ofendamos sua conduta real, e não usemos termos que perjorem sua imagem por usar termos ligados a gêneros, orientação sexual ou etnia. Quer xingar alguém? Chame de hipócrita, tapado, bobo, feio, chato, cara de mamão, olavete...&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; A língua é a expressão máxima da cultura de um povo, é como a gente se comunica, como passamos todas nossas mensagens, transmitimos conhecimento e noções da sociedade. Lutar contra essa cultura de estupro, homofóbica, etc etc é nosso dever. Dizer que é pra deixar de lado é como dizer que o racismo vai se extinguir por não falarmos nele - e daí caímos nesse racismo velado que vemos no nosso país, onde ninguém é racista, mas boa parte da galera muda de calçada quando vem um negro na sua direção.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; Fica a dica pra repensarmos nesse lance de palavrões. E aceito sugestões de novos xingamentos, isentos desse cunho preconceituoso, preciso refazer meu vocabulário :)&lt;/div&gt;
</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default/6143330874519623179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default/6143330874519623179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-estopim.blogspot.com/2014/06/vao-se-foderem.html' title='Vão se foderem'/><author><name>Otávio &quot;VooDoo&quot;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17618741090355611748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiBP-rAoe2MX3IkIMcfwLnp3YqBAj7z0Fsd7CQGa7WjKQzqc4wbzB0yWmkf5lgQnTcepL_jT2zoHVIjOQfJpEU-BcZvsa8kSB-bZWkJyJdEuYX-Q04ZCHxXK8fS0ZJtIw/s1600-r/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656300896966153101.post-7217129946246932386</id><published>2014-05-13T11:10:00.002-03:00</published><updated>2014-05-13T11:10:15.807-03:00</updated><title type='text'>Do Esquerdopata</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
*** Este texto tem cunho muito mais emotivo-reflexivo do que uma sequência lógica de pesquisas, como outros textos do &quot;brógue&quot;***&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; Primeiramente bom dia.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; Acho válido abordar o tema da &quot;esquerda&quot; e &quot;direita&quot; de uma maneira mais sutil, talvez escrevendo algo mais denso depois, mas a ideia é explicitar o porquê de ter escolhido &quot;o lado vermelho da força&quot;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; Acho demasiadamente superficial chamar a esquerda de socialismo e a direita de capitalismo, até porque são duas ideias meio cruas, a serem coloridas com tantas nuances a serem preenchidas que a coisa fica complicada de ser delimitada como um sistema econômico, &quot;somente&quot;. Não se trata só de economia.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; Certa vez, numa dessas conversas de boteco, com um bróder que considero muito sapiente em suas colocações, me foi apresentado um panorama bem interessante sobre ser &quot;de esquerda&quot; ou &quot;de direita&quot;: &quot;se é a favor do sistema, você é de direita; se é contra, você é de esquerda&quot;. Foi o que o Wel disse.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; Acho que ouvimos tanto que precisamos ser pessoas &lt;b&gt;direitas&lt;/b&gt;&amp;nbsp;na vida, que precisamos seguir a conduta social, que precisamos estudar, casar, ter filhos, comprar uma casa, plantar uma árvore, escrever um livro - e não necessariamente nesta ordem. Mas casar precisa ser antes de ter filho, porque sexo só depois do casamento. Qualquer coisa aperta a barriga da noiva com espartilho pra esconder a criança que tá crescendo ali. Pena de morte, redução da maioridade penal, esconder renda pra pagar menos imposto (que o governo &#39;rouba&#39; demais)? Perfeito, totalmente legítimo. Aborto, respeito ao corpo da mulher, educação de qualidade para todos, oportunidades iguais a todos os cidadãos, casamento para pessoas do mesmo sexo, bolsa-família? Ah, isso é coisa de esquerdopata, é privilégio, é vagabundo querendo viver às custas dos outros que trabalham pra valer.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; O problema maior em ser um &quot;cidadão de bem&quot; é justamente essa capacidade que ele se põe de enxergar sua vida como a única realidade plausível e possível. Os pais dele eram pobres e batalharam, deram condições para que ele estudasse. Trabalhou desde pequeno, sabe como é, não é um &#39;vagabundo&#39;, trabalhou duro para ter o que tem hoje. E vive numa bolha. Acontece que vivemos em uma sociedade. É tipo um monte de bolha, uma grudada na outra - e se virmos isso de longe, é uma espuma (tipo quando aperta uma esponja de lavar louça com detergente e sai a espuminha branca, saca?). Daí acontece uma coisa meio diferente. Uma unidade é diferente do todo, as propriedades mudam, sacomé. E isso não acontece só nesse caso, é mais ou menos algo universal: uma partícula de carga q tem um comportamento; se submetermos a todo um campo eletromagnético, as coisas mudam bastante; ou um aminoácido, no meio de uma proteína, a coisa muda. Ou uma molécula de gás, no meio de um sistema inteiro. Fugindo do micro, indo pra 10¹: rebanhos de animais, manadas; no macro, temos correntes oceânicas, convergência de ventos - e saindo do planeta, ainda temos toda a estrutura do universo baseada em interações. Me diz qual a lógica que tem em um cidadão achar que a verdade dele é a única e que seu sucesso e sua vida dependem apenas de seus esforços, quando O RESTO DO UNIVERSO tá mostrando que tudo depende da interação? Osso, né, galere.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; Bem, partindo do pressuposto lógico, de que convivemos em sociedade e que o rumo que esta toma nos afeta diretamente, fica o questionamento:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&quot;Você está de acordo com como as coisas estão, ou acha que tem muita coisa errada por aí?&quot;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; Desculpa, mas ninguém tá contente com o modo que as coisas são conduzidas, hoje em dia. Então por que propagar o erro? Por que continuar agente mantenedor desse sistema caótico? Por que não mudar algumas diretrizes?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; O erro mais comum que consigo enxergar (em mim e) em todos é o de não nos colocarmos no lugar do outro, a falta de empatia pelos demais. Temos uma preguiça crônica de virar o pescoço e olhar pra bolha ali do lado, e ver que dentro dela tá faltando comida, dignidade, acessibilidade à toda e qualquer coisa que pode nos estar sobrando.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; São pretos pedindo para que não haja mais discriminação, do meio acadêmico ao esporte; são gays pedindo o direito de seus gostos serem respeitados, sem que sejam agredidos; são mulheres pedindo dignidade às suas pessoas, seus corpos, seus salários; são pobres pedindo que finde a exploração para que ricos se sustentem num luxo incoerente; são religiões (maior parte não cristã) que tem seus altares e crenças destruídos; são índios sem ocas; são peões sem terra; são quilombolas sem chão; são craqueiros sem dignidade... São tantos direitos negados a tantas pessoas... E a conduta que rege essa nossa levada só resulta num caos, na extinção de todos nós. Não podemos ser coniventes com a destruição do próximo, porque o próximo somos nós mesmos!&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; Somos ensinados a rechaçar o diferente, mas ninguém aqui é igual, todos temos nossos traços e nossos perfis. Não podemos travar uma guerra contra nós mesmos. Precisamos da empatia com o próximo, para desconstruir esse sistema nervoso e nocivo que nos julga e condena. Uma justiça imperfeita regida por sentimentos de ódio e intolerância, uma competitividade ensinada desde que nascemos.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; Por isso sou de esquerda. Não concordo com esse ritmo caótico que não nos quer por aqui. Discordo de como as coisas são carregadas, empurradas com a barriga. Não quero que nossos preconceitos nos destruam, não quero que tenhamos privilégios sobre os demais, baseando nosso luxo na miséria. Não quero que alguém derrame lágrima pra desenhar meu sorriso (nem azinimiga). Quero que as pessoas sejam respeitadas pelo que são, que as oportunidades sejam iguais. Que tenhamos todos os mesmos direitos e privilégios.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; Pode chamar de esquerdopata, pode chamar de petralha, pode chamar de esquerdista. Sou mesmo. E com orgulho. Quando o sistema for o amor e o respeito, aí eu serei de &quot;direita&quot; ;)&lt;/div&gt;
</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default/7217129946246932386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default/7217129946246932386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-estopim.blogspot.com/2014/05/do-esquerdopata.html' title='Do Esquerdopata'/><author><name>Otávio &quot;VooDoo&quot;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17618741090355611748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiBP-rAoe2MX3IkIMcfwLnp3YqBAj7z0Fsd7CQGa7WjKQzqc4wbzB0yWmkf5lgQnTcepL_jT2zoHVIjOQfJpEU-BcZvsa8kSB-bZWkJyJdEuYX-Q04ZCHxXK8fS0ZJtIw/s1600-r/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656300896966153101.post-662077588655985656</id><published>2014-01-10T03:19:00.002-02:00</published><updated>2014-01-10T15:52:11.495-02:00</updated><title type='text'>Minha posição definitiva (até o momento - huehue) sobre cotas.</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Bem, um dos assuntos mais discutidos nessa onda de pessoas pseudo-politizadas (entre as quais eu me incluo), e um dos debates que gera maior hostilidade - e talvez desonestidade em ambos lados na obtenção de informações, além da parcialidade. Então o que colocarei aqui é um compilado de informações e pontos de vista que retratam o que e como penso, assim, da próxima vez que houver um debate, ao invés de longos diálogos e exposições de ideias - que já estou cansadão de debater, e não achei argumentos forte o suficientes pra alterar meu ponto de vista - serão despejadas na forma deste texto. É de se esperar que seja orgânico, e sempre haja atualização, conforme amadurecer mais e mais.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Estou sempre aberto ao diálogo e sugestões, então, por mais que meu posicionamento seja diferente do seu, camarada, peço o favor de apresentar contrapontos consistentes e que já não estejam embasados aqui, ok? =D&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; Dica: será longo e doloroso, tenha paciência e mantenha o foco.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;b&gt;Sobre a proporção da população&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/b&gt;No Censo do IBGE de 2010, pela primeira vez na história do país, tivemos uma maioria não-branca no país. Em 2000, 44,7% da população se declarava preta ou parda. Em 2010, onde participei como recenseador, tivemos um total de 50,7% da população declarada preta ou parda. Isso demonstra uma maior miscigenação ou maior nascimento de pretos/pardos? Não. Isso mostra que as pessoas se declararam mais pretas ou pardas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; No treinamento para recenseador, fui orientado a nunca induzir uma resposta, apenas expô-la da forma como era feita. A pergunta sobre cor era assim:&lt;/div&gt;
&amp;nbsp;*Fulano* se declara: (onde fulano era o nome da pessoa, já que você registrava o nome dos habitantes da residência)&lt;br /&gt;
( ) Branco&lt;br /&gt;
( ) Preto&lt;br /&gt;
( ) Pardo&lt;br /&gt;
( ) Amarelo&lt;br /&gt;
( ) Vermelho&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
E se a pessoa perguntasse o que eu achava, eu só dizia: a pergunta foi feita, o senhor/senhora quem escolhe, de acordo com o que achar. E, como já foi dito por várias pessoas, o conceito de cor é algo muito volátil. Eu posso facilmente ser considerado preto, se morasse em uma cidade onde a predominância é de descendentes alemães, como seria, com certeza, dito branco, em Salvador, onde a população majoritariamente é negra. Então notamos que é algo muito sensível. &lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Podemos ler o texto onde estes 5 grupos étnicos foram separados, segundo o IBGE em ( http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/TDs/td_0996.pdf ).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Notei, nesse espaço amostral, que muitas pessoas com tom de pele mais escuro que o meu se declararam brancas - e vocês que me conhecem sabem que eu não sou exatamente branco - enquanto pessoas com tom de pele similar ao meu - ou até mais claro - se declararam pretas; notei que houve um GRANDE preconceito por dizer preto, que é o modo de exposição feito no palmtop que nos foi concedido. Era negro. Não preto. Mas o branco era branco, não caucasiano... Mais sobre isso será discutido a frente.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Outro ponto interessante nessas declarações é que muitas se baseavam no cabelo. Se fosse carapinha, era preto. Se era liso, branco. Muitos evitavam o pardo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Voltando à temática: nota-se que uma maior parte dos brasileiros se declarou preta/parda. E aí podemos ter acesso a um outro dado, interessante:&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Segundo IBGE (2007), tínhamos 5,6% dos brancos da população cursando ensino superior, enquanto 2,8% de pretos/pardos. &lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp; Como fica difícil reunir dados mesclados de universidades públicas estaduais e federais, usarei apenas as federais, já que apresentam maior representatividade em espalhamento no território nacional, ok?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O número de pretos e pardos nas universidades federais era, antes das cotas, de 34%, perto de uma população que representa 50,7% da população brasileira. Como um geral (estaduais, federais e privadas), as cotas forçaram um aumento de 34,2% de pretos e pardos para 40,8%, o que ainda gera uma hipo-representatividade, onde os brancos, que representam 47% da população brasileira, detém 56% das vagas das universidades, ou seja, uma hiper-representatividade. Valendo-se do preconceito com asiáticos, cerca de 2,1% da população se declara amarela, e quase 4% dos estudantes do nível superior são asiáticos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; De qualquer maneira, vemos que as cotas tiveram um impacto sensível, que já demonstra uma mudança no panorama geral das universidades. Ainda assim, vemos que os percentuais estão BEM desbalanceados na relação brancos e não brancos na população geral e nos alunos do nível superior.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;b&gt;Desempenho dos alunos cotistas&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; É curioso analisar, quando pesquisa-se o tema desempenho dos cotistas. Lembrando que as cotas, aqui tratadas, são as gerais - tanto para alunos de escola pública quanto para negros alunos de escola pública. Se pegarmos notícias de fontes como Veja! ou da Folha de São Paulo, teremos um panorama negativo dos cotistas (a mesma Folha que deu uma dessas: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/10/1352429-renda-maior-do-trabalhador-come-lucro.shtml). Mas ao verificarmos dados do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), um órgão federal vinculado à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, demonstra outro parecer:&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; As cotas representam 12,5% das reservas de vagas. Como estatísticas ainda não puderam ser construídas com as federais, apresento os dados da Unicamp e da UnB, universidades que apresentam sistema de cotas há mais tempo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Em 31 dos 55 cursos da Unicamp os alunos cotistas apresentaram um Coeficiente de Rendimento igual ou superior à média, bem como em 11 dos 16 cursos da UnB. Embora na UnB o índice de aprovação dos não-costistas tenha sido superior (~93% contra 88,9% dos cotistas), o índice de trancamento (quando você se desliga de uma disciplina, iniciando-a em outra oportunidade) entre costistas foi de 1,73% contra 1,76% de não-costistas. Índices que representam a mesma realidade, no que se refere a trancamento de matrícula, da Unicamp.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ou seja: vemos que o desempenho dos cotistas NÃO é inferior ao dos não-cotistas. (Primeira derrubada de argumentos sobre &#39;cotistas não terem capacidade por terem sido empurrados pra dentro&#39;).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Já a Folha demonstrou que as notas dos cotistas é menor no ENADE. O que será discutido mais a frente. Mas é uma vergonha, convenhamos.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;b&gt;A realidade universitária no país&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; A pergunta é: por que você quer um diploma? Quantos vão responder que é para aprender? Não sei. Mas tenho certeza que a grande maioria está no ensino superior para descolar um emprego melhor.&lt;b&gt; &lt;/b&gt;O diploma deixou de ser um diferencial e tornou-se algo básico que todos tenham. Aí reside a falha - que será discutida mais à frente - o que será discutido, agora, será a consequência dessa hipervalorização do diploma.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O Brasil apresenta 12% da população detentora de diploma de curso superior. Perto do nosso quase vizinho Chile (25%) da população, índice próximo aos países nórdicos. O recorde é da Rússia, com mais da metade da população diplomada. Sim, no Brasil temos pouquíssimos diplomados, o que gera uma hipervalorização daqueles que o tem. É o que acontece quando a procura aumenta, loucamente.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Notemos que o enfoque de uma universidade pública, entretanto, não é o mercado de trabalho, e sim o tripé básico de pesquisa - docência - extensão. Formação de tecnicistas é secundária. Quem assume a responsabilidade de formar profissionais para o mercado de trabalho são as faculdades e universidades privadas, que, segundo o MEC, receberam em 2012 73% das matrículas do ensino superior no país. As instituições de ensino superior privadas vem crescendo em número. Segundo a revista The Economist (2012), das cerca de 2400 universidades do Brasil, 10% são públicas e 75% são instituições particulares com fins lucrativos. Você paga a faculdade, você ganha o diploma - e não necessariamente aprende alguma coisa no meio termo. Sendo sim generalista, pois poucas são as universidades privadas que tem recursos próximos às públicas e que tenham a condição de manter um nível de ensino razoável.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Pesquisa do MEC revela que 38% dos universitários podem ser considerados analfabetos funcionais. Isso é grave. Pergunta qual a proporção destes em universidades públicas? =)&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O ponto crucial da coisa é a metodologia utilizada para avaliação dos cursos superiores. O ENADE. Para quem enxerga de fora, pode parecer algo justo e sensato. Mas não o é. É uma prova banal, onde analisa-se um nível ridículo de conhecimento.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; É comum, durante cursos universitários, a presença de disciplinas eletivas, que são disciplinas que o aluno pode escolher uma área do conhecimento para estudar melhor. Muitos amigos meus se beneficiaram e aprenderam muito com tais disciplinas eletivas, na Unicamp. Mas a realidade é outra, quando analisada em algumas universidades privadas: este espaço destinado à aquisição de conhecimento é transformado em um &quot;cursinho pré-Enade&quot;, onde, como as provas do ENADE apresentam um formato constante, os professores dão um treinamento para que os alunos apresentem bom desempenho nesta avaliação. É mais ou menos como um vestibular: a pessoa não precisa necessariamente saber, ou saber como utilizar, ela só está reproduzindo um conhecimento (conhecimento não é capacidade ou inteligência) - isso será discutido mais a frente (pra variar um pouco - e cansar mais o leitor, desculpa o/ ). E os alunos que tem a melhor nota no ENADE ganham MBAs, formações continuadas, brindes, livros, etc. Aí você pode perguntar: e qual o mal nisso? &lt;strike&gt;Coleguinha&lt;/strike&gt;, isso é crítico. Você tá substituindo a formação técnica de uma pessoa por um amontoado de informações, uma decoreba só. E aquele curso, que era ruim, mas teve um bom pré-enade, acaba sendo aceito pelo MEC com notas altas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Pasme - os cursos mais afetados por este sistema são aqueles referentes à formação de docentes da educação básica - e cada vez temos professores piores para o ensino fundamental e médio - e profissionais, num geral, menos competentes. Tirando as dúzias de resoluções do MEC que visam deixar os cursos iguais em competências, mas sempre nivelando por baixo, nos catálogos mínimos. É a indústria do diploma, que gera um &quot;lucro&quot; grande ao Estado, por apresentar maior número de pessoas no ensino superior, e ganha um dinheiro bruto em cima dessas universidades privadas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Logo, o problema da formação básica vem sim, parcialmente, daí.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; O comum é que, com essa proliferação de universidades que brotam por aí mais rápido que lojas de fast-food, sem estrutura necessária, com preços de mensalidades baixíssimas, acaba atendendo às camadas mais pobres da população que, como veremos a seguir, tem cor sim. E gera uma segregação forte entre faculdades privadas de ricos, universidades públicas excelentes e um grupo de faculdades com baixa qualidade, para as classes C, D e E. Segregação sentida fortemente quando se diz respeito ao mercado de trabalho.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;b&gt;A diferença sócio econômica de acordo com a cor da pele&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; Começando o enfoque às cotas voltadas aos negros, talvez aconteça certa demagogia, mas tentarei evitar.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O ponto crucial do programa de cotas por cor de pele começa a ser definido a partir deste padrão.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; A seguir, uma tabela de comparação entre os rendimentos, nas regiões metropolitanas, de negros e não negros, no biênio 2011-12, pelo DIEESE:&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://www.pragmatismopolitico.com.br/wp-content/uploads/2013/11/negros-500x251.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;http://www.pragmatismopolitico.com.br/wp-content/uploads/2013/11/negros-500x251.png&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; Note que o rendimento do negro, na média, é de ~64% o de um não negro. Ou seja, negros ganham 64% do que brancos ganham.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Outro fato marcante, considerando o fato da idade típica do universitário ser entre 18-30 anos, é o índice de criminalidade que aflige a juventude. Segundo o Mapa da Violência 2012, temos&amp;nbsp; que 71% dos jovens mortos eram pretos ou pardos. Outro ponto importante é que, de 2010 pra 2012, o índice de brancos mortos reduziu 25,5%, enquanto o de negros aumentou em 35,3%. Isso aponta uma tendência da violência social, característica básica de regiões periféricas.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Dentre os miseráveis (IBGE, Censo 2010) (pessoas que tem renda mensal abaixo dos R$70,00), 71% são pretos ou pardos. E 51% tem até 19 anos. A proporção de homens e mulheres é praticamente a mesma (algo bem próximo de 50-50%). Dentre a linha que está aquém da extrema pobreza, o perfil pode ser fielmente repetido. Com isso temos a ciência de que a maioria dos pobres é constituída por pretos e pardos.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; O que temos, entretanto, é uma fatia da população constituída por brancos e pobres, o que nos leva ao questionamento que muitos dos que contestam as cotas costumam fazer:&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://www.fabiobs.com.br/fotos/cotas_porque_todo_branco_nasce_rico.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;http://www.fabiobs.com.br/fotos/cotas_porque_todo_branco_nasce_rico.jpg&quot; height=&quot;258&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E aí que atingimos o ponto crítico, que é o chamado &lt;u&gt;Capital Cultural&lt;/u&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;b&gt;O capital cultural (e suas consequências universitárias)&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; O conceito de Capital Cultural foi proposta (pelo que eu saiba) por Pierre Bourdieu, que tem uma certa interação com o conceito de classes proposto por Marx. Esse capital cultural seria um &#39;poder&#39; intimamente ligado à educação, embora irrestrito a ela.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/b&gt;Dentro de uma sociedade, é claramente identificado quem pertence à elite, pela condição financeira e poderio econômico, o capital material. Esta camada mais abastada da sociedade possui uma série de hábitos, de costumes, crenças, comportamentos, tendências, expressões culturais ou mesmo gírias - e até a aparência. É uma fronteira que Bourdieu traçou como a separação entre os &quot;nobres&quot; e os &quot;meros plebeus&quot;, e seria uma força (esse tal capital cultural) quase tão poderosa quanto o próprio capital financeiro.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Dentro desta conjuntura social, denominada capital cultural, a de se observar que àqueles que tiverem maiores semelhanças aos hábitos desta elite, apresentam maior capital cultural, o que leva estes indivíduos a terem maior apreço social em todos os ramos da sociedade. Uma hierarquização do gosto da população. E da aparência. Podemos ver a expressão do estereótipo tomado como &lt;strike&gt;&lt;i&gt;global&lt;/i&gt;&lt;/strike&gt; ideal representado em novelas, revistas, propagandas. Num marketing, como um todo. E a Cultura Pop (leia mais sobre num texto antigo, aqui do blog: &lt;a href=&quot;http://o-estopim.blogspot.com.br/2012/03/o-brasil-e-nova-tekpix.html&quot;&gt;Cultura de Massa&lt;/a&gt;) é tomada como a diretriz do que é bom e correto ser ouvido, seguindo ao interesse da elite vigente.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Para não estender muito no conceito, vamos ao vestibular: uma coisa é um fato impossível de se negar - o vestibular é um sistema ineficaz que não analisa a capacidade intelectual do indivíduo, e sim uma quantidade determinada de informações que foi absorvida e &quot;assimilada&quot; pelo aluno - e não propriamente a competência de absorver uma informação e aplicar em diferentes áreas, ou uma medida direta de inteligência/competência. E como toda análise de quantidade de informação, ela tem um enfoque, que por sua vez é dado para o conteúdo de quem tem maior capital cultural.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Um exemplo bem básico de como isso acontece, no ensino, é se analisarmos a disciplina história. Vemos, desde nossa primeira série, um ensino de história eurocêntrico; aprendemos sobre a história da Europa desde o começo da civilização ocidental, mas é relevado todo - ou quase todo - o ensino da população oriental, como Japão, China, Índia (exceto a interação entre Índia e europeus), além de todo o continente africano, sumariamente ignorado. Não nos é ensinada a história negra. Não temos noção das tribos, de como se deu a colonização da África. E isso se estende para a formação da periferia, para a cultura negra no país. Ou a cultura indígena no país; só se fala de índios em 19 de abril.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Além de toda a segregação social que estas duas quase que castas sociais já sofrem, pelo preconceito propriamente dito, ainda tem, num processo que deveria ser democrático de seleção de indivíduos, em relação à capacidade, uma desvantagem no cunho social. A vivência tanto que negros quilombolas ou indígenas sofrem, em relação ao ensino, nem tem como ser questionada, já que a educação deles tem um enfoque bem distinto do que é tomado como cultura formal. Mas nem precisa ir tão longe. Temos a periferia com sua identidade, totalmente desvalorizada. A sociedade enxerga o pobre como subumano, como um lixo, como algo a NÃO ser seguido (o que soa meio incoerente, visto que o país é majoritariamente cristão e o manda chuva do cristianismo pregava o desapego dos bens e todo mundo viver como igual, respeito ao próximo e tal...). E, como uma &#39;classe&#39; desvalorizada, sofre com a redução de sua importância e o que sai da periferia também não será usado no vestibular. O que aprendem nas escolas públicas é algo superficial, do aspecto da cultura formal, então saem prejudicados - e não é pouca coisa não - ao que se trata de conteúdo de vestibular.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Pelo outro lado temos uma estreita fatia da população que concentra maior parte da renda do país, e os frutos dos pais que concentram o dinheiro (o lance de 10% da população deter 50% do PIB), que já tem sua cultura tida como a formal, seu capital cultural já é o mais valorizado, sua verdade já é a universal, ainda tem o empurrão de um vestibular que cobra o que essas crianças aprendem na escola. E no cursinho. Cursinho que os pais pagam de 1000 a três mil reais por mês, para o filho engolir o que já viu na escola desde a primeira série, que é a verdade dele. Três mil reais é o que uma família da periferia tem, às vezes, 3 a 4 meses para a CASA inteira se sustentar, das classes C e D, no país.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;b&gt;Pobres e brancos&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; Chegamos ao segundo ponto crítico. Do mesmo modo que não se pode negar que haja preconceito, não se pode negar que haja brancos pobres. Temos, hipoteticamente falando, 29% da população na extrema pobreza, branca. E a proporção se mantém entre os pobres. Deve, entretanto, entender que muitos dos pretos e pardos, por uma&amp;nbsp; vergonha, por uma falta de incentivo, acabam por não se declararem negros, além da relativização, já mencionada acima, sobre ser branco ou preto.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/b&gt;Um texto bom sobre essa falta de paridade pode ser conferido em (&lt;a href=&quot;http://www.ipea.gov.br/desafios/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=956:reportagens-materias&amp;amp;Itemid=39&quot;&gt;IPEA, diferenças entre negros, pardos e brancos&lt;/a&gt;). Podemos, pela Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2010, notar que o salário médio do branco, em relação ao do preto e pardo, é de mais de 46%. Um branco tem um salário médio 46% maior que de um não-branco - inclusive para cargos similares. Ou seja, um negro ganha 70% do que um branco ganha. O branco pobre acaba por ser menos pobre que o preto pobre. Analisando o IDH da população branca, brasileira, teríamos um índice de 0,814, 44ª no ranking mundial. A população dos não-brancos teria IDH de 0,703, e ficaria na 105ª posição, ao lado de El Salvador.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Além de ter o capital cultural favorecido. &lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Como assim? Na época da escravidão, os negros escravos eram tomados como vagabundos e desleixados, e essa cultura foi propagada até os dias de hoje, com aqueles dizeres &quot;quando não faz na entrada, faz na saída&quot;, &quot;tinha que ser preto&quot; e daí pra pior. Não se trata de uma reparação história, propriamente dita, mas de um conceito que quem tem uma pele mais escura tem menos capacidade. Isso é tão tomado como uma verdade subjetiva, no âmbito social, que se analisarmos o índice de desemprego, bate à porta dos 10% entre os negros, enquanto dos brancos (IBGE, 2010), está na casa dos 6%. Houve casos onde negros foram cortados de dinâmicas para grandes empresas sem maiores justificativas, após apresentarem um desempenho maior que a média dos brancos. É um racismo intrínseco que ceifa as oportunidades dos negros. Então, sim, temos brancos pobres, mas estes tem uma maior chance de &#39;crescimento&#39; dentro do nosso sistema do que o pardo e principalmente o negro, que já é olhado com desconfiança. Por isso inviabiliza falar em cota social, porque o contexto social é diferenciado. E não é uma retratação histórica.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;b&gt;Resumo da obra&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Primeiro ponto a se entender: cotas são uma reserva de certa porcentagem para indivíduos que se declaram negros ou índios. Não são escolhidos ao acaso, são os que, dentre essa classificação, obtiveram melhores resultados no vestibular. Segundo ponto: é um acréscimo na nota, então, se forem&amp;nbsp; pior que os não negros, eles não vão entrar.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A cota existe para estudantes de escola pública (afinal de contas: universidade pública deveria ser prioritariamente para estudantes de escola pública - o que não vemos hoje em dia), e há um acréscimo se este for negro/pardo, e esse acréscimo seria um modo virtual de suprir uma desigualdade em como o sistema encara o branco e o não-branco.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Estatisticamente está comprovado que os negros e pardos são muito mais desfavorecidos em relação à capital, ao acesso à educação, sofrem mais com a violência, entre tantos outros fatores (muitos apontados acima, no texto). O que nos traz o seguinte questionamento: o vestibular é, de fato, meritocrático? Não, não é. As cotas se apresentam, portanto, como uma maneira justa - lembrando a importância da relativização neste caso - de aproximar o vestibular e o acesso às universidades de um processo democrático, onde o pobre poderá ter acesso ao ensino superior e se qualificar. &lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; É impossível desenvolver um programa federal que analise cada indivíduo, então trabalha-se com os grupos prejudicados, estatisticamente analisando, e com isso temos a clara noção de quem mais precisa das cotas, de fato, é essa fatia da população que sofre com todo esse contexto negativo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Injusto é um menino como este: &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;iframe allowfullscreen=&#39;allowfullscreen&#39; webkitallowfullscreen=&#39;webkitallowfullscreen&#39; mozallowfullscreen=&#39;mozallowfullscreen&#39; width=&#39;320&#39; height=&#39;266&#39; src=&#39;https://www.youtube.com/embed/V-AKzwqhhNw?feature=player_embedded&#39; frameborder=&#39;0&#39;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Não poder ingressar na faculdade (à merda que ele não é muito mais inteligente que muito filhinho de playboy que vai pra engenharia mecânica), porque o professor de escola pública sofre com um salário miserável, tem uma carga horária sobre-humana e acaba por adoecer, ou não ter professores o suficiente para lecionar - além de lutar contra a corrente, porque é visto que por mais que estudem, essas crianças da periferia jamais terão o espaço e a dignidade que um branco da classe média. Então crianças como este menino aí ficam sem aulas, perdem o conteúdo do que vai cair no vestibular e não terão chance de competir com alunos do cursinho de 3 mil reais por mês.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E se vierem falar que é só trabalhar e se esforçar mais que eles sobem na vida, lembre-se: eles estão totalmente contra a corrente, lutam com uma série de coisas que a maioria de quem critica as cotas nem imaginam. Exceções? Sempre tem. Se for falar de exceção, porque todo branquelo rico não vira um Newton, da vida? Não é só se esforçar que dá certo?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; Os dados estão aí; negros e pardos sofrem mais com a violência, tem menor acesso a emprego, etc etc etc.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; Melhorar o nível da educação básica? Sim, é a solução. Mas como fazê-lo? Isso vai ficar para outra postagem, porque é um assunto delongado. &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; As cotas não são definitivas, são uma medida paliativa. Esperamos um dia não precisarmos mais dela, para termos um sistema de avaliação justo e democrático.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Se meus argumentos não bastaram, convido você, leitor ou leitora, a participar da vida de uma comunidade da periferia por um mês, frequentar as aulas, conhecer a realidade deles.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gostou? Comente aqui embaixo, compartilhe, converse comigo. Tem uma posição diferente, favor me contar! A ideia é sempre rolar uma troca de conhecimentos e experiências =)&lt;/div&gt;
</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default/662077588655985656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default/662077588655985656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-estopim.blogspot.com/2014/01/minha-posicao-definitiva-ate-o-momento.html' title='Minha posição definitiva (até o momento - huehue) sobre cotas.'/><author><name>Otávio &quot;VooDoo&quot;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17618741090355611748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiBP-rAoe2MX3IkIMcfwLnp3YqBAj7z0Fsd7CQGa7WjKQzqc4wbzB0yWmkf5lgQnTcepL_jT2zoHVIjOQfJpEU-BcZvsa8kSB-bZWkJyJdEuYX-Q04ZCHxXK8fS0ZJtIw/s1600-r/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656300896966153101.post-3705602688088765503</id><published>2013-12-31T03:01:00.000-02:00</published><updated>2013-12-31T03:01:33.764-02:00</updated><title type='text'>2014</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://images6.fanpop.com/image/photos/34600000/Firework-Photography-photography-34679739-1600-1200.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;300&quot; src=&quot;http://images6.fanpop.com/image/photos/34600000/Firework-Photography-photography-34679739-1600-1200.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Algumas horas nos separam das piadinhas já manjadas como &quot;o velho tá na UTI e logo se vai&quot;, &quot;dormi em 2013 e acordei só em 2014&quot;, &quot;nossa, última vez que tomei banho foi ano passado&quot;, &quot;mas isso parece ter acontecido no ano passado&quot;.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; É sempre assim, em toda muda de ano, como se o circundar elíptico da terra completo nos trouxesse uma vida nova, um ano cheio de perspectivas e promessas que iremos cumprir. Um feliz ano novo. Ou seria só mais um novo ano? Só mais 365 dias para viver a mesma vida de sempre, com alguns novos caminhos.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O que faz um ano diferente não é a virada do calendário. E essa energia do final do ano deveria ser aproveitada. Esse nosso fôlego de lutar, de mudar nossa vida, nossa realidade, nosso mundo... Isso é a única coisa que tem que ser conservada. Esse ímpeto da mudança, é isso que temos que fazer durar.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Então que tal fecharmos um acordo aqui, entre nós? Vamos fazer com que cada dia de 2014 seja como 31/12/2013 ou 01/01/14. Vamos manter essa nossa vontade de correr atrás das coisas. Vamos ser todos policiais de nós e de nossos coleguinhas, e fazer questão de sermos nossas tochas, assim se um se apagar, o camarada estará ao lado pra atear fogo, porque assim o seremos. Um fogo eterno. Uma chama de esperança, uma chama de luta.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Que esse suspiro da novidade transforme o novo ano em ano novo, que quebre os paradigmas, que confronte tudo aquilo que achar injusto.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Desejo que seja feliz, e que, se parar ser feliz, precise realizar seu sonho, que realize. E que se pra realizar seu sonho, tenha um. E que se pra ter um sonho, seja imaginativo, e tire os pés do chão, um pouquinho. E que se não consiga voar, que feche os olhos - e que, com os olhos fechados, possa imaginar. E imaginando possa descobrir-se sonhador. E feliz.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Acima de tudo, desejo que não acomode-se com o que incomoda. E que justiça seja a palavra de lei desse ano que já tá começando, ao raiar do amanhã.</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default/3705602688088765503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default/3705602688088765503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-estopim.blogspot.com/2013/12/2014.html' title='2014'/><author><name>Otávio &quot;VooDoo&quot;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17618741090355611748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiBP-rAoe2MX3IkIMcfwLnp3YqBAj7z0Fsd7CQGa7WjKQzqc4wbzB0yWmkf5lgQnTcepL_jT2zoHVIjOQfJpEU-BcZvsa8kSB-bZWkJyJdEuYX-Q04ZCHxXK8fS0ZJtIw/s1600-r/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656300896966153101.post-3224187607908735746</id><published>2013-12-05T09:51:00.000-02:00</published><updated>2013-12-05T09:51:29.072-02:00</updated><title type='text'>Do beagle ao seu &quot;umbeagle&quot;</title><content type='html'>A poeira baixou, agora é hora de sentarmos e estudarmos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;Como é sabido, um instituto de pesquisa foi invadido por vândalos, e 200 cachorrinhos da raça beagle foram roubados de lá. Sim, dessa vez são vândalos mesmo.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;Manifestações sobre a defesa dos animais são super bem vindas, e eu não acho justo que alguns animais sofram duramente durante algumas pesquisas. Agora vamos tentar entender porque o que essas pessoas estão bastante equivocadas ao fazer este tipo de ato:&lt;br /&gt;
i) O instituto estava em ordem, segundo inquérito da ANVISA e órgãos regulamentadores, o que leva a:&lt;br /&gt;ii) Os animais não estavam em condições precárias. Havia um controle das circunstâncias em que eles viviam, visando causar o maior bem estar possível, aos animais. Nenhum pesquisador é sádico e gosta de ver animais sofrendo. Conheço vários pesquisadores que tem pesadelos diariamente com os animais. Se não parecia que eles (animais) recebiam carinho, é porque de fato não recebiam; eles são cobaias, e como tal, tem que sofrer interferência zero ao propósito da pesquisa;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Obs.: método científico-&amp;gt; para desenvolver uma pesquisa, é &amp;nbsp;necessário seguir um procedimento onde um número N de cobaias (estudado estatisticamente para cada propósito) é submetido a um único teste, para avaliar uma única reação. Essas cobaias podem ser números, imagens, animais e até humanos - tudo depende de que área e que efeito será pesquisado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
iii) As pesquisas ali podiam ter décadas de investimentos financeiros e humanos, alguns remédios podem ter atrasado em mais de uma década para saírem, e várias carreiras, dos pesquisadores, foram profundamente afetadas;&lt;br /&gt;
iv) Não estou dizendo que corroboro com a metodologia, mas ela é necessária até certo ponto. Atualmente, há métodos em desenvolvimento que, com cálculos avançados e estruturas moleculares, pode prever algumas das reações. Tecidos orgânicos humanos, sintéticos, cultivados a partir de células, também são utilizados. Mas são coisas que não conseguem reproduzir com certeza a eficácia, há uma série de reações alérgicas, interações bioquímicas, etc etc etc que impedem a certeza do experimento.&lt;br /&gt;
v) As organizações que regulam o uso de cobaias tem normas rígidas, e sempre é utilizado o número mínimo de cobaias, afinal, manter uma cobaia, totalmente isolada do meio, &quot;inerte&quot;, é algo muito, MUITO caro, e bem desumano também, vamos combinar, né?&lt;br /&gt;
vi) Usar gente presa pra fazer os testes? Bem, cobaias humanas são utilizadas na última fase de qualquer coisa. Agora... USAR GENTE PRESA? Quer dizer que o cidadão cometeu um crime, agora ele é uma massa pronta pra teste? Um tal de Hitler tinha uma mentalidade só assim, idêntica, a essa. Privar uma pessoa de seus direitos humanos é algo totalmente incoerente. Aliás, é discurso de ódio, que é crime hediondo e OPS! Veja só! Crime de ódio leva à prisão sem direito à fiança - e você seria o próximo cobaia. Pense antes de abrir essa boca pra falar merda =D&lt;br /&gt;
vii) Sabe pq beagle? Eles são a raça que tem a linhagem genética mais uniforme, com variância mínima (tal como humanos), outras raças variam demais e tornam as coisas imprevisíveis. Além de algumas reações do organismo similares às humanas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então, no fim das contas, quem invadiu aquilo lá foi por uma falsa moralidade, e pode ter certeza que desperdiçou a vida de milhares de outros animais, fez a morte deles ser em vão, porque todos os resultados foram perdidos. E deviam olhar mais pra frente, aprender um pouco sobre as coisas, e olhar um pouco menos pro seu &quot;umbeagle&quot;.&lt;br /&gt;Quer ajudar os bichinhos? Vire um químico/biólogo/médico/bioquímico/cientista/pesquisador fodão e ajude a desenvolver outras metodologias, que não o uso de animais. De resto? WALK ON HOME, BOY!</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default/3224187607908735746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default/3224187607908735746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-estopim.blogspot.com/2013/12/do-beagle-ao-seu-umbeagle.html' title='Do beagle ao seu &quot;umbeagle&quot;'/><author><name>Otávio &quot;VooDoo&quot;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17618741090355611748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiBP-rAoe2MX3IkIMcfwLnp3YqBAj7z0Fsd7CQGa7WjKQzqc4wbzB0yWmkf5lgQnTcepL_jT2zoHVIjOQfJpEU-BcZvsa8kSB-bZWkJyJdEuYX-Q04ZCHxXK8fS0ZJtIw/s1600-r/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656300896966153101.post-1113619180896651072</id><published>2013-10-27T11:38:00.003-02:00</published><updated>2013-10-27T11:38:47.002-02:00</updated><title type='text'>E pra onde foi Amarildo?</title><content type='html'>&amp;nbsp;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt; &amp;nbsp; Eu desobedeci a máxima &quot;não leia os comentários&quot;. E vi uma enxurrada de dizeres que me deixaram de cabelo em pé. E o pior é que isto reflete a mentalidade da população brasileira - o gigante que acordou. E haja preconceito pra constituir a carne desse gigante, viu?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; A matéria, sobre as últimas horas de Amarildo, não tinha nada de demais, era só um infográfico dizendo sobre o que foi concluído com inquéritos (&lt;a href=&quot;http://noticias.uol.com.br/infograficos/2013/10/25/entenda-o-caso-amarildo.htm&quot;&gt;http://noticias.uol.com.br/infograficos/2013/10/25/entenda-o-caso-amarildo.htm&lt;/a&gt;), de maneira simples. Mas aí... aí chegam os comentários. Coisas como &quot;&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #333333;&quot;&gt;Fala sério, maior cara de n?óia, soltador de rojão para avisar tra/fican/tes que a policia estava sempre chegando.... Mais um pouco terá ONG lá em cima pró Santo Amarildo&quot; ou &lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&quot;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #333333;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;O Amarildo foi morto, os responsaveis tem que ser punidos e ponto. Mas porque todos estao empenhados em transformar este Sr em Martir? Sejamos racionais, nao e correto fazer justica com as proprias maos, mas cara que morre como oAmarildo, executado, no minimo tava no meio de toda a sujeira&quot;, ou &lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&quot;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #333333;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;sou um civil comum, e mais uma vez vejo o sensacionalismo burro de uma imprensa mal formada e medíocre, deixa polícia trabalhar.&quot;. E eu poderia continuar transcrevendo os comentários até amanhã, porque a cada minuto chega mais uma dose de veneno.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #333333;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #333333;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; Eu me pergunto em que mundo eu vivo. Como as pessoas conseguem ser tão preconceituosas e estúpidas. Como elas pré-julgam as outras, julgam e condenam. O cara mora na favela, ele é bandido e sempre será; se fosse cidadão de bem ele se esforçaria, estudaria mais e teria um trabalho melhor. Acho bem válido compartilhar uma ideia (porque a imagem eu não achei) sobre um rapaz, canavieiro, que nunca pôde ir à escola, já que a mais próxima ficava a mais de 15km de onde morava, e os professores, quando presentes, não tinham materiais ou mesmo conhecimento/preparo pra ensinar, e o rapaz cresceu e continuou analfabeto, mas se mata de trabalhar, cortando cana. Paralelo a este cenário, o filho do dono da usina canavieira (onde o rapaz da sentença anterior trabalha), sempre teve a melhor educação, e herdou o império usineiro do pai, tendo que trabalhar pouco (pra não dizer quase nada) para chegar aí.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #333333;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; Há uma grande dificuldade, em quem tem tudo (ou acha que tem tudo, porque lhes falta um senso de social muito grande, bem como muita educação e cultura - mas sobra dinheiro e lugar vago no cérebro, onde trabalham seus conceitos dogmáticos), de analisar o meio social dos outros, e perceber que nem todos tem a mesma oportunidade (caso ali de cima, do canavieiro e do usineiro). Falta a capacidade de enxergar o mundo como o é, e fazem questão de não entender isso, para poder despejar essa eloquência na fala, de como, com muito trabalho, conseguiu juntar dinheiro e comprar casa, criar filho, etc, etc, etc. Acha que se outra pessoa que pelo acaso teve ainda menos chance, não conseguiu &quot;vencer na vida&quot;, essa pessoa foi folgada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #333333;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #333333;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Mas o mais grave é o que veio a seguir. Dizer que Amarildo tava no meio da sujeira - sem conhecer o senhor. Já lançar a justificativa de que só foi pego porque merecia, porque era bandido sim. E depois que a imprensa é medíocre por mostrar tanto do mesmo caso, &quot;que tem muita coisa acontecendo no país, por que mostrar só esse caso? Ele era só mais um!&quot;. Bacana, bacana - o engraçado é que a mesma lógica não se aplica quando um médico, um classe média é assaltado, baleado, morto ou w/e, né? Pai de família morre, ele não merecia, tem que passar na TV - e o sensacionalismo se torna válido.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; CARA, isso tá errado! Primeiro que o caso não é pelo fato do Amarildo ter morrido. Ele não foi o primeiro. Ele não será o último. Mas ele é um símbolo! Se você acha que as coisas estão erradas, ao invés de condenar o Amarildo, lute por uma sociedade mais justa! Entenda que ele é uma bandeira levantada para representar milhares de &#39;moleques&#39; que são abordados pela PM e apanham, diariamente! Que ele representa as moças que são agredidas sexualmente (não um estupro consolidado, mas se um policial diz que uma mulher é gostosa, em exercício da função isso é abuso de autoridade e é SIM um estupro, agravado, porque o PM é a segurança da população, não quem deve causar a preocupação!), dos pais e mães de família que, ao voltarem do serviço, são chamados de vagabundos, tomam revista violenta. O Amarildo é sim um só caso, mas ele é a representatividade do todo!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #333333;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Daí você me diz: mas não adianta fazer nada, nenhuma luta vai adiantar, nada nunca vai mudar. Ah, é? Por que você não se mata, então, já que está descontente com o mundo e acha que não vai mudar nada, mesmo? Já se estiver com vontade de deixar o mundo um lugar melhor, tem uma grande mudança que pode fazer: mude a si, como pessoa. Antes de condenar alguém, veja a situação da pessoa. E principalmente - abandone os preconceitos. Eles só servem pra prejudicar a dinâmica social.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #333333;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #333333;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;(primeiro texto onde testo a escrita sem usar gênero - ou tentando =P)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default/1113619180896651072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default/1113619180896651072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-estopim.blogspot.com/2013/10/e-pra-onde-foi-amarildo.html' title='E pra onde foi Amarildo?'/><author><name>Otávio &quot;VooDoo&quot;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17618741090355611748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiBP-rAoe2MX3IkIMcfwLnp3YqBAj7z0Fsd7CQGa7WjKQzqc4wbzB0yWmkf5lgQnTcepL_jT2zoHVIjOQfJpEU-BcZvsa8kSB-bZWkJyJdEuYX-Q04ZCHxXK8fS0ZJtIw/s1600-r/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656300896966153101.post-4480426210578834620</id><published>2013-10-04T01:08:00.001-03:00</published><updated>2013-10-04T01:08:09.090-03:00</updated><title type='text'>Do ingresso da PM na Unicamp</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&quot;Sem vestibular, não&quot;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;-Silva, J.G.C.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Eu andava no centro de Campinas, meados de 2008, lá pelas 17h, era verão e o dia estava claro. Uma viatura passou, desceram 4 policiais militares, já apontando a arma e &quot;bota a mão na cabeça, dá uma abaixadinha, vai ajoelhando gostoso, e começa a oraçãozinha&quot;; e enquanto cutucava o revólver na minha cabeça, sussurrava: &quot;será que meu dedo vai escorregar?&quot;. Isso porque tenho carinha de burguês, imagina o que fazem com a galera de periferia.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Daí a Unicamp quer abrir as portas pra PM. Alguns dizem: acabou a farra dos maconheiros, Unicamp é lugar de estudo; quem não deve, não teme, etc. *bocejos*&lt;/div&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: left;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://extra.globo.com/incoming/9298846-776-d31/w231h347-PROP/amarildo-rocinha.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;http://extra.globo.com/incoming/9298846-776-d31/w231h347-PROP/amarildo-rocinha.jpg&quot; width=&quot;213&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;E o Amarildo, o que é mesmo que ele devia?&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E tem gente que não compreende a arma repressora do governo que é essa instituição.&lt;/div&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: 0px; margin-right: 0px; text-align: left;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://s2.glbimg.com/dwLFK9FDBxvjXlujwK-YBloZHn8=/620x465/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2013/09/30/camara5.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;240&quot; src=&quot;http://s2.glbimg.com/dwLFK9FDBxvjXlujwK-YBloZHn8=/620x465/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2013/09/30/camara5.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;E esse professor? O que ele deve, que tá tomando borrachada da PM? É, PROFESSOR. Quem cuida da educação. LUTANDO por seus direitos foi REPRIMIDO.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E será que ajuda? Vamos ver como a entrada da PM na USP modificou o cenário: &lt;a href=&quot;http://www.jornaldocampus.usp.br/index.php/2011/11/dados-da-pm-sobre-queda-na-criminalidade-sao-inconclusivos/&quot;&gt;http://www.jornaldocampus.usp.br/index.php/2011/11/dados-da-pm-sobre-queda-na-criminalidade-sao-inconclusivos/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Daí a gente analisa os abusos, a truculência policial e as muitas situações de flagrantes forjados por PMs por todo o país. E agora me diz: Se a PM presente na universidade não reduz a criminalidade, POR QUE RAIOS há necessidade da PM?&lt;/div&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Alguns alunos que não tem &quot;cara de universitário&quot;, que não vestem o &quot;uniforme&quot; com blusa de marca, que não usam mochila pequena, porque tem um carro pra carregar o material, mora numa república às redondezas das principais portarias do campus... Essas pessoas, que estão na Unicamp pra estudar, estarão sujeitas à truculência policial, afinal de contas, quem não se lembra?:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://www.geledes.org.br/images/stories/2013/janeiro/documento_racista.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;286&quot; src=&quot;http://www.geledes.org.br/images/stories/2013/janeiro/documento_racista.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A entrada da Polícia Militar, no campus, é uma afronta à liberdade acadêmica. A universidade tem, historicamente, um posicionamento de vanguarda, onde boa parte das ideias não são primariamente aceitas pela sociedade, transmitindo-se conceitos posteriormente, depois de adaptação.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A presença da PM tem um caráter milicioso, principalmente em locais como a periferia, ambiente &quot;abandonado&quot; pelo Estado, e os moradores dependem do assistencialismo de traficantes (muitas vezes de mãozinhas dadas com deputados por aí...), e a PM faz um serviço de &quot;segurança privada&quot;, empoderando-se e quebrando leis para &quot;manter a ordem&quot;. Não é este tipo de &quot;ordem&quot; que precisamos na universidade. Não é de PMs que precisamos lá dentro, para que aconteçam coisas DESTE gênero, onde a ironia extrapola o bom senso e o ridículo.&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://fbcdn-sphotos-g-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash3/12369_3506549359456_726637590_n.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://fbcdn-sphotos-g-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash3/12369_3506549359456_726637590_n.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Os PMs são treinados para agirem de maneira truculenta, e eu não quero que muitos amigos, que nem sempre tem carinha de boy/paty sejam abordados. Eu fiquei traumatizado com uma das abordagens, e isso porque não cheguei a sofrer nenhuma agressão física. Mas amigos já tomaram porrada. E nem sempre foi pouca coisa. E foram perseguidos pela polícia.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A pergunta que fica é: se nós somos o povo, e estamos lutando pela nossa liberdade, sem desrespeitar nenhuma lei... A PM tá defendendo a quem? Não passam dos cães do governo.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Pecamos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Pecamos sim, ao não fazer com que a Unicamp seja uma universidade pública. Há um total descaso com o terceiro pé de sustentação da universidade. Pesquisa e ensino são supervalorizados, e a Unicamp forma tecnicistas de altíssima qualidade, fornecendo mais e mais insumos pra sustentar o sistema. E a parte em que a universidade tange à sociedade, por meio da extensão? Onde fica?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; As pessoas só depredam àquilo que não lhes importa, ou não lhes pertence. Como eu disse em postagem anterior, não se vê hospitais ou locais que prestam assistência à população sendo depredado. O que falta, na universidade, é essa proximidade com o povo. E sem o nojinho de ter contato com o povo, como eu vejo muita gente por aí, reclamando que &quot;zé povinho/funkeiro/rapper&quot;, entre outros, são perigosos, são marginais. São marginais sim. São marginalizados por você, que não quer conviver no mesmo ambiente. Isso é marginalização, é por de lado alguém! Os alunos precisam lutar pela propagação da Universidade para o povo, só assim, a longo prazo, teremos o retorno e o fim da violência no campus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A entrada da PM representa a vontade do reitor de ter às palavras de ordem e repreensão. Além da tirada de corpo da Unicamp, em relação às festas e a falta de comprometimento da gestão da universidade em relação a toda essa criminalidade crescente na região.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Para complementar, depois do petit aí em cima, sugiro que leiam os textos do link a seguir, que refletem meu pensar:&lt;br /&gt;http://mariliamoscou.com.br/blog/?p=3020&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Beijos de luz. Pra quem é contra a entrada da PM.&lt;br /&gt;Pra quem é favorável, espero que seja abordadx pelo menos uma vez, com toda a truculência que eu fui, pq alguns amigos sofreram muito mais, mas daí já é pesado, só a minha abordagem já basta, pra vocês.</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default/4480426210578834620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default/4480426210578834620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-estopim.blogspot.com/2013/10/do-ingresso-da-pm-na-unicamp.html' title='Do ingresso da PM na Unicamp'/><author><name>Otávio &quot;VooDoo&quot;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17618741090355611748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiBP-rAoe2MX3IkIMcfwLnp3YqBAj7z0Fsd7CQGa7WjKQzqc4wbzB0yWmkf5lgQnTcepL_jT2zoHVIjOQfJpEU-BcZvsa8kSB-bZWkJyJdEuYX-Q04ZCHxXK8fS0ZJtIw/s1600-r/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656300896966153101.post-6575316477684177734</id><published>2013-09-25T01:31:00.001-03:00</published><updated>2013-09-25T01:31:24.913-03:00</updated><title type='text'>Da universidade pública</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Pois bem, ora! Vou propor um debate para meu maior entendimento do cenário atual, utilizando uma linha de raciocínio talvez pouco ortodoxa. Espero que colaborem =)&lt;br /&gt;
Curtam a página no facebook ( &lt;a href=&quot;http://www.facebook.com/OEstopim&quot;&gt;http://www.facebook.com/OEstopim&lt;/a&gt; ) e fique por dentro dos textos e campanhas =)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E era uma festa da rádio muda, então um moço, um universitário, branco, heterossexual, classe média, engenheiro em formação, foi esfaqueado. Quatro vezes. A situação levou a uma briga generalizada, e atualmente a moça, que se disse ameaçada pelo rapaz (onde todos meus amigos e colegas que o conheciam, disseram que ele era um rapaz dócil, simpático, educado e nunca tinha tomado nenhuma atitude nem próxima com o descrito pela moça), assumiu a culpa.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A festa era ilegal, a moça não era universitária, nem o grupo de amigos dela. Eles sumariamente invadiram a Unicamp e foram à festa da Rádio Muda, onde aconteceu o incidente. Dizem que o rapaz não começou a briga, que tomou uma skatada na nuca, que sofreu espancamentos. Dizem que os seguranças nada fizeram. Dizem muitas coisas. E a universidade tira o dela da reta: a festa era ilegal, a culpa é dos organizadores da festa. E ainda não ouvi uma justificativa dos &quot;organizadores&quot; da festa.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O debate que rola, entre os alunos, é sobre a continuidade de festas no campus ou não. E acho que é exatamente este, o ponto.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; As festas deveriam ser proibidas? As festas deveriam continuar, como estão? As festas deveriam continuar sim, mas deveria criar um mecanismo para que apenas alunos da universidade possam participar?&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Isso são reflexos da atual conjuntura da universidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; As universidades públicas, que geralmente são tidas como melhores (por disporem de mais verba, mais visualização no cenário de pesquisas e principalmente um método de seleção de alunos mais eficaz), são frequentadas em sua maioria por pessoas de classe média e média alta. A educação passou a ser um produto, e não algo que todo indivíduo tem acesso. Paga-se o melhor cursinho para entrar na melhor universidade. E isso gerou uma universidade pública onde o grande público é burguês e teria condições de pagar uma boa universidade particular.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Não que eu ache que todos esses alunos deveriam sair hoje da Unicamp, USP ou quaisquer outras universidades públicas, mas acho necessário a mudança desse cenário. Ele representa a última instância da segregação social. É o último degrau de ascensão do cidadão. Aquele cidadão que cursou uma graduação em instituição pública terá um respaldo social maior que outros.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E com o surgimento de graduações a preços baixíssimos, popularizou-se um ensino de qualidade duvidosa, o que aumenta ainda mais este tipo de segregação (mas o foco não é este).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Acontece que todo setor público, no nosso país, tem o foco de atender à população como um todo, e não em atender um nicho da população, específico, nem visar um lucro pra alguém. Por exemplo o SUS, que qualquer indivíduo pode utilizar, e não há empresas ganhando com isso (não diretamente, e pelo uso do SUS, mas pelos contratos e mimimi); o INSS, onde todos que tiram licenças ou aposentados recorrem; ou os distribuidores de água, de energia elétrica. São acessíveis a toda a população.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Por que, então, as universidades públicas tem o foco de fornecer profissionais de linha para algumas empresas, e na hora de selecionar seus alunos, já buscam aqueles que estão próximos à elite financeira? É mais cômodo, mas onde fica o retorno social destes órgãos públicos? A educação superior, pública, não deveria prestar um serviço à sociedade?&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O que eu enxergo é uma pseudorealidade na qual os alunos vivem, claramente segregativa, onde apenas seu mundo burguês existe, e o retorno social é algo totalmente desconsiderado. Os projetos em todas as áreas são voltados para empresas que podem pagar e/ou patrocinar os institutos. E o fator social beira o zero. É mais cômodo para a instituição manter esta política, já que na autarquia de cada universidade, o lucro é muito bem vindo. Mas o correto não seria aproximar a universidade da população?&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Se o mundo universitário se aproximasse, pelas vias da extensão, do povo, aplicando tecnologias em situações cotidianas do público regional, teríamos uma dinâmica social mais interessante. Teríamos uma população mais saudável, mais consciente. A educação permearia, do nível superior à grande massa, e traria-se mais pessoas para o cenário estudantil, não abandonaria o indivíduo da classe baixa (que acha que a Unicamp é um hospital e pronto-socorro, somente - ou que é uma &#39;faculdade paga e cara demais&#39;). Teríamos o contato com toda a população, abrindo o campus para o povo - afinal, o povo deveria desfrutar deste recurso público, e não uma elite =(&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Aproximando a universidade do povo (sim, e deixando os &#39;manos&#39; e &#39;funkeiros&#39; entrarem, porque eles tem capacidade sim, e o preconceito reside na cultura de massa, que se adequa apenas aos burgueses; sertanejo universitário é muito mais baixo nível que muito rap e funk por aí, em termo de linguajar e preconceito) teríamos uma universidade mais democrática e a violência diminuiria como um todo. Tanto a violência física, como assaltos, estupros ou esfaqueamentos, quanto a violência da segregação, feita pelos alunos em relação ao &quot;povão&quot; (como criticar os gêneros musicais apreciados pela periferia). Trazer a universidade ao povo, e levar o povo à universidade.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O ensino superior é só o último nó, o último ponto no reflexo de construção social. Mas se é o último nó, deve ser o primeiro a ser desfeito, ou os seguintes nunca serão. E se há um ambiente onde as pessoas estão dispostas a promover uma mudança social e tem capacidade pra isso, este lugar é a universidade pública. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Deixe a formação meramente profissional pras universidades particulares. A universidade pública é para o povo!</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default/6575316477684177734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default/6575316477684177734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-estopim.blogspot.com/2013/09/da-universidade-publica.html' title='Da universidade pública'/><author><name>Otávio &quot;VooDoo&quot;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17618741090355611748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiBP-rAoe2MX3IkIMcfwLnp3YqBAj7z0Fsd7CQGa7WjKQzqc4wbzB0yWmkf5lgQnTcepL_jT2zoHVIjOQfJpEU-BcZvsa8kSB-bZWkJyJdEuYX-Q04ZCHxXK8fS0ZJtIw/s1600-r/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656300896966153101.post-7683882039446535688</id><published>2013-06-23T03:14:00.003-03:00</published><updated>2013-06-23T10:42:34.200-03:00</updated><title type='text'>Sobre Manifestantes &amp; Vândalos</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A cada dia minha vontade de partir para um vlog é maior! Só me falta uma câmera, porque nem sempre os textos me satisfazem na transcrição da situação, em sua totalidade.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mas vamos ao tópico de hoje.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Após participar da manifestação em Campinas, no dia 20/06, que eu comentarei sobre em postagem futura, ou não, notei que diversas camadas sociais estavam por lá. E exatamente este é o foco desta postagem - sobre como rolou tal interação entre as diversas pessoas, e como a grande mídia nos traz isso, e como acabamos interpretando isso.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; As manifestações estão sendo tratadas como Marchas da Família com Deus pela Liberdade (inclua aí a luta contra os comunas, de 1964, já que qualquer bandeira vermelha tem de ser abaixada), onde a paz deve imperar. Concordo? No máximo com um protesto pacífico, mas de modo algum passivo. O movimento não é apolitizado, nem teria como ser (isso pode ser assunto pra futuras postagens), então há reivindicações sendo feitas. Mas em algum momento acontece de um bando de &#39;baderneiros&#39; e &#39;vândalos&#39; começam a depredação. E agora fica a pergunta: esses vândalos são ou não são manifestantes (note que usarei uma generalização, ainda há grupos com perfis totalmente distintos do apresentado, que provocam vandalismo de maneira que não consigo compreender)? Retomarei a pergunta após uma conversinha com você, coleguinha =]&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Notei que, enquanto conversávamos com as pessoas, durante o protesto de Campinas, havia um clima de paz, mas alguns meninos e rapazes, aparentemente nenhum acima dos 25 anos, enquanto trocávamos palavras de ordem e entoávamos cantos, sentíamos um certo rancor da parte deles, que buscavam sempre se expressar de maneira mais violenta, mudando palavras da música, gerando músicas realmente violentas. E foram as mesmas pessoas que quando &quot;o pau comeu&quot;, partiram para as zonas de atrito. Eram rapazes que vestiam roupas mais simples que a grande maioria das pessoas que estavam lá, com seus &lt;i&gt;smartphones&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;gadgets&lt;/i&gt; em geral.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Em sua maioria, os agressores a ordem pública consistem em jovens como eu, que estão indignados com a situação do país - só que no caso deles não é só do país. Não são jovens universitários, de classe média, ou média-alta. Sequer tem alguma classe. São tratados como marginais perante outros participantes da manifestação. São sombras, são as pessoas que quando passam perto, as mulheres seguram a bolsa contra o corpo e os homens checam se a carteira está no bolso, ainda. São marginalizados pelos próprios manifestantes.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E não só marginalizados pelos outros manifestantes, são marginalizados pelo próprio ato, que não apresenta causa alguma, ou pouco defende algo favorecendo a população da periferia (como os 20 centavos SIM), tida como marginal. Por vezes, os manifestantes advindos das periferias caminharam por horas para estarem ali, porque as escassas linhas de ônibus que fazem o trajeto até o centro da cidade foram cessadas, por conta da manifestação. &lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E são marginalizados pelo sistema. Eu não diria pelo governo, pois nos últimos anos houve uma série de medidas que, por mais hipócritas que pareçam, ainda buscaram trazer algum alento aos mais necessitados, mas o sistema os marginaliza. Marginaliza por não terem um atendimento médico, quando necessário, para eles ou para a família; ou quando a mãe cria solteira o filho, porque o pai ou tá preso ou morto - e se não está, trabalha o dia inteiro para um salário mínimo. Marginaliza quando não dispõe escolas de qualidade, ou quando os professores são agredidos por uma cultura impregnada, onde, desvalorizados, não tem o mínimo de respeito dos alunos por eles, e assim os alunos, já cientes de que não tem uma chance de um futuro melhor, corroboram com a situação precária dos profissionais e ajudam a declinar ainda mais a educação (o que gera um ciclo vicioso, diga-se de passagem).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp; Marginaliza quando o menino, de 14 anos, voltando da escola, toma revista dos PMs só porque é preto e pobre. Marginaliza quando esse menino tem o sonho de ser jogador de futebol, porque é a única chance dele ter uma vida longe da periferia e da violência. Esse menino que muitas vezes quis aquele brinquedo ou o lanche que passou na TV, mas nunca pôde comer. E que quando crescer, ou vai pra bandidagem, ou levar uma vida de cão, ganhando merreca e se enfiando em bares pra que o torpor do álcool faça esquecer um pouco a situação animalesca a que é submetido.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Marginaliza quando a menina, aos 11-12 anos começa a ganhar corpo e o padrasto abusa da menina, que sai de casa ou vai acabar engravidando do padrasto (não que isso permeie apenas a população mais carente, mas o índice destes ocorridos por aqui é sensivelmente maior). Marginaliza a menina que cuida dos irmãos mais novos, limpa a casa e aguenta xingo da mãe, porque não deu conta de todo o serviço; que queria a boneca da apresentadora X ou Y, ou o bebê que respirava - mas nem mãos ia ter pra poder brincar, porque já cuidava de bebê de verdade.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E essas crianças crescem, e viram adultos, viram a própria figura de seus pais. E o padrão se repete, e há um ódio do sistema tão embutido nessa maneira com que vivem, e vivem nessa marginalização há tantas gerações que isso tá estampado no fundo de suas almas. A revolta é muito grande - e eles, mais do que ninguém, querem a mudança do sistema, e são manifestantes, como quaisquer outros. Mas não ensinaram pra eles as palavras bonitas que universitários usam. Não ensinaram a cordialidade para com o próximo; pelo contrário! A visão de polícia que eles tem é dos &quot;hómi&quot; que tão chegando e batem na molecada, por uma certa diversão sádica, só porque esses &#39;moleques&#39; não podem revidar, e &quot;já são todos bandidos mesmo, então apanha, que não vai ter jeito&quot;. Eles não sabem COMO demonstrar toda a revolta, escrevendo um texto, dando um depoimento. Eles foram ensinados pelo sistema, forjados numa violência social - e agora vão cobrar o preço por isso. Vão tomar das lojas os bens que não podem comprar, vão roubar a passatempo da gôndola do mercado, vão tacar pedras nos símbolos do poder público e nas obras públicas. E vão sentir prazer nisso, vão ver nisso uma certa diversão, porque estarão demonstrando o ódio que têm pelo sistema, estarão devolvendo ao sistema a violência que lhes é imposta no dia-a-dia.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Isso é certo? Com certeza não. Mas a violência foi abordada, primeiramente, por qual lado?&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Afinal de contas, esses &quot;vândalos&quot;, são ou não são manifestantes? Ao meu ver, eles são. E estão lutando, embora de maneira errada, com mais vontade que uma boa parcela das pessoas presentes nos protestos. Note que não me ponho a favor da vandalização, só digo que ela, embora não seja justificável, tem um motivo radical.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; Já a galerinha classe média e uns metidos a punks que depredam sem causa, eu só faço o pedido para cessarem esse comportamento indevido, que prejudica o decorrer dos protestos. &lt;/div&gt;
</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default/7683882039446535688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default/7683882039446535688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-estopim.blogspot.com/2013/06/sobre-manifestantes-vandalos.html' title='Sobre Manifestantes &amp; Vândalos'/><author><name>Otávio &quot;VooDoo&quot;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17618741090355611748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiBP-rAoe2MX3IkIMcfwLnp3YqBAj7z0Fsd7CQGa7WjKQzqc4wbzB0yWmkf5lgQnTcepL_jT2zoHVIjOQfJpEU-BcZvsa8kSB-bZWkJyJdEuYX-Q04ZCHxXK8fS0ZJtIw/s1600-r/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656300896966153101.post-8204982567975940023</id><published>2013-06-19T00:51:00.000-03:00</published><updated>2013-06-19T02:34:07.554-03:00</updated><title type='text'>E o Gigante acorda... E pra onde ele vai?</title><content type='html'>Ladies and Gentlemen, WE ARE LIVE!&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Demorei para escrever aqui, sobre essa tal Revolta/Revolução do Vinagre, mas JURO que foi por uma boa causa. E acho que vou tentar explicar sobre esta causa em mais uma daquelas &quot;paredes de texto&quot;, que só quem curte ler as porcarias que eu escrevo vai ter paciência. E vai te consumir uns 10 minutos de vida.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Pra começo de conversa, seria legal a gente assistir a este vídeo aqui, pra dar aquela emoção, sabe? E vou escrever dum jeito facinho facinho de ler, pra não ficar muito empolado =P&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;iframe allowfullscreen=&#39;allowfullscreen&#39; webkitallowfullscreen=&#39;webkitallowfullscreen&#39; mozallowfullscreen=&#39;mozallowfullscreen&#39; width=&#39;320&#39; height=&#39;266&#39; src=&#39;https://www.youtube.com/embed/vvJt-Mpz8us?feature=player_embedded&#39; frameborder=&#39;0&#39;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Então vamos lá! #Vamos_pra_rua ! E para que?&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ah, não são só os 20 centavos, tem a PEC 37 (que aliás, você que começou a ler o texto, responda com sinceridade: você sabe do que se trata o Projeto de Emenda da Constituição n° 37? Ou tá sabendo só o que o Jabor disse - a PEC da impunidade?), e o fim da corrupção, e... E... E o Brasil acordou!&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Com o perdão da expressão, puta merda. Bacana o lance da mobilização, o &lt;i&gt;flashmob&lt;/i&gt; que tá surgindo, ver que a galera percebeu que não precisa estar num estádio de futebol ou no carnaval para falar a mesma língua. Mas o movimento, em si, não passa de um carnaval fora de época, mas é mais pra um carnaval dos coxinhas. E eu tenho medo de como vai se desenrolar esse lance, daqui pra frente, do rumo que esse &quot;Gigante&quot; vai tomar, isso se não voltar pra cama, e dormir &quot;em berço esplêndido&quot; por mais quinhentos e poucos anos.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Vamos aos #fatos:&lt;br /&gt;
I) O protesto começou um dia qualquer em Sampa, com a galera depredando ônibus com o aumento das tarifas. Logo, alguns xexelentos e militantes partiram pra causa e rapidinho tínhamos aquela tradicional cena de estudantes de humanas (é algo quase preconceituoso a se dizer, mas é bem real)&amp;nbsp; que apoiam os movimentos populares porque acham justo - e eles tem mesmo que apoiar, dar subsídio intelectual nessas situações!&lt;br /&gt;
II) A TV, então, caiu de pau, e aí um grupo de amigos resolveu que iria se juntar à baderna e engrossar um pouco o caldo. E saíram às ruas. Como a tarifa de São Paulo é no mínimo abusiva para o serviço fornecido, foi bem bacana a galera ter entrado na roda.&lt;br /&gt;
III) E o protesto chegou à internet, com o ar de repressão policial, e um sentimento de injustiça, a galera foi aderindo, aderindo... E os universitários chegando, colocando água no feijão e jogando uma farinha pra engrossar, fazendo aquele tutu que tinha tudo pra terminar na repressão que rolou na USP, em 2009. Mas o golpe de sorte começou aí! A população resolveu que ia aderir aos protestos, justamente pelo lance do abuso da passagem que tá todo mundo de saco cheio! E aí a coisa ficou legal. E era pelos 20 centavos SIM!&lt;br /&gt;
IV) Chegamos no clímax do rolê! Aqui foi onde a galera do Movimento do Passe Livre tava caindo de pau, e centenas de pessoas, talvez uns poucos milhares, começaram a instaurar o CAOS pelos 20 centavos, e ERA SIM PELOS 20 CENTAVOS! E algumas outras cidades do país resolveram sair em apoio, e lutar para que esses 20 centavos não saíssem do bolso deles! Foi nessa hora que uma galera começou a azedar o leite, mas dum jeito não muito bom, porque não ia virar queijo, só ia coalhar, sem deixar que virasse nem uma coalhada decente =/&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Uma galera cujos 20 centavos a mais não fariam diferença, mas estavam lutando pelos direitos alheios, resolveu começar a tratar de corrupção e o protesto começou a expandir, a abraçar as causas do mundo inteiro E, pra terminar de colocar a cereja de perdição do movimento no bolo... A mídia, que era contrária, teve alguns repórteres atacados pela polícia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
V) (de Vinagre, onde nossa revolução virou palhaçada):&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A mídia então começou a comprar a ideia dos protestos, e o Facebook ficou lindo, cheio daqueles reacionários que criticavam &quot;bolsa-tudo&quot; no país aderindo ao movimento, cheio de moças que semana retrasada tavam tirando fotos com plaquinhas &quot;As feministas não me representam&quot; ou caras que xingavam os coleguinhas de gays, como pior insulto possível, gente que esperava ansiosa à Copa das Confederações... ESSAS pessoas entraram no protesto, e transformaram o vinho em vinagre. Azedaram a p*rra toda.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Não fiquei descontente DE MODO ALGUM com todo mundo aderindo ao protesto, mas a manifestação perdeu o foco, deixou de ser pelos 20 centavos, começou a ser pelo fim da corrupção, pelo fim da PEC 37, da PEC 33 e de tantas outras siglas que 1 a cada 10000 manifestantes devam saber o que realmente significam. E começaram a dizer que o movimento não tinha uma causa, e sim, todas as causas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
VI) E agora Jabores e Sheherazardes (ou &quot;Shaarizardes&quot;), a rede Globo e até a Veja começaram a defender, e sabem por quê? Porque acharam uma oportunidade &quot;Gigante, grande como nunca se viu&quot; de fazer o que fazem de melhor: atuar, mascarar e enganar!&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://www.sxc.hu/pic/m/m/ma/magstefan/687746_wooden_puppet_1.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;http://www.sxc.hu/pic/m/m/ma/magstefan/687746_wooden_puppet_1.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;i&gt;(Uhuuul! Sou livre, não vejo os fiozinhos me puxando!)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Não se tratava de um ou outro repórter machucado, o que começou a ficar em jogo é a população brasileira! Nada melhor que uma massa de manobra agitada, um povo descrente, para que uma liderança seja sugerida e acatada. Aí começaram a pipocar os coxinhas-revolucionários, aqueles pedindo &lt;i&gt;impeachment&lt;/i&gt; da Exc. Sra. Dilma Roussef. Do Haddad. Mas doía falar alguma coisa do Alckmin, então ele foi lá e fez aquele discurso se eximindo de culpas, dizendo que o povo brasileiro é sofrido (pra não falar fodido) e que faltaria guilhotina se soubéssemos 10% do que fazem com a gente. Pois é, agora é tirar a Dona Presidenta do cargo dela e colocar o que? Um Michel Temer? Um Aécio Neves? Quem sabe tentar alocar o Sr. Burns, digo, José Serra? Ou a Marina da juventude, que quer que os jovens estejam do lado dela, diz que vai defender as minorias, mas teve nojo de pegar na bandeira arco-íris, símbolo máximo dos gays, e que quer encher o país com bancada evangélica no congresso?&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Cara, NÃO! Por favor, né?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
VII) E o golpe continua, pois agora o movimento é apartidário e defende o fim da corrupção, a melhoria da saúde e da educação, isso, aquilo, aquele outro... E os 20 centavos.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E o acesso à internet serve para continuar influenciando as pessoas a terem raiva de um país, direcionando cada vez mais para algo pessoal.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Notemos que o público é de classe média, a galera que tá protestando é classe média, em sua maioria, e da classe C+ e B-, pra ser mais específico. Poucas são as pessoas da periferia. Aqueles que enfrentam uma guerra cotidiana, de um lado traficantes, do outro uma milícia de policiais mal-intencionados, e do outro a polícia mal preparada, que aborda o menino de 13 anos por ser negro e mal vestido no bairro, que joga o &quot;moleque&quot; no chão, suja a camiseta do uniforme, quando voltava da escola. E o único lazer do menino é jogar bola, isso se sobrar tempo, porque tem que trabalhar pra ajudar na casa, e não sobra tempo pra estudar, acaba abandonando o estudo e é o ciclo vicioso. Um ou outro pode continuar estudando, porque o auxílio do bolsa-família, bolsa-escola e até o bolsa-gás permitiu que não começasse a trabalhar aos 14, e conseguiu terminar o 3° colegial, talvez até se apoiar num ProUni para fazer um ensino superior de qualidade duvidosa, mas suficiente para ter um diploma e uma profissão mais razoável. Talvez ele sonhasse em ser professor.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Aliás, os professores. Profissão mais importante possível, formadores de cidadãos, xingados de merdas e incompetentes por pais, com um prestígio pior que de um traficante (afinal, muita criança quer ser chefe de boca, pra ter algum status na vida), e vistos com maus olhos pela população. E quando foram brigar por salários mais altos, aqui em SP, foram taxados de depredadores de patrimônio público e o movimento deles, com mais de 20 mil profissionais capacitados e querendo melhorar suas condições, foi reduzido na TV pra umas 2 mil pessoas vândalas e preguiçosas. Mais uma vez, puta merda.&lt;br /&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://imguol.com/2013/05/03/03mai2013---os-professores-da-rede-estadual-de-sao-paulo-decidiram-manter-a-greve-da-categoria-iniciada-no-dia-22-de-abril-a-assembleia-foi-realizada-na-tarde-dessa-sexta-feira-3-na-avenida-paulista-1367615260602_956x500.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;332&quot; src=&quot;http://imguol.com/2013/05/03/03mai2013---os-professores-da-rede-estadual-de-sao-paulo-decidiram-manter-a-greve-da-categoria-iniciada-no-dia-22-de-abril-a-assembleia-foi-realizada-na-tarde-dessa-sexta-feira-3-na-avenida-paulista-1367615260602_956x500.jpg&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Só duas mil mesmo?&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Começamos a nos tornar uma massa de manobra, burra, cega.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Nossa música de protesto, a postada ali em cima, veio de algo comercial, uma montadora de veículos. Até nossa música tema é fabricada por outrem =/ &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
VIII) E chegamos na intolerância. Intolerância, como assim?&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O movimento é pela democracia, certo? Então porque PORRA as pessoas não podem carregar bandeira de partido? Sério, alguém me explica? É a PORRA do ponto de vista delas, e na democracia as minorias devem ser respeitadas. Minha visão sobre isto: sabe por que não permitem bandeiras de partidos? Porque os partidos envolvidos em manifestações assim geralmente são PSTU, PT, PSOL, PCO... E isso é contra a visão dos burgueses, né, gente!?! Concordo que o movimento é apartidário, e nenhum partido está tomando posição como criador do movimento, mas não podemos boicotar a liberdade de expressão. É como dizer: &quot;mulheres não podem participar do protesto&quot;.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Outra coisa: o machismo tá rolando solto, lá! Vi dúzias de fotos com pichações como &quot;nem sua mãe vale isso&quot;, &quot;nem puta custa tão caro&quot;. Ou ainda &quot;Pelo fim do funk&quot;. CARA! É expressão cultural! Querer o fim de um estilo musical (por menos que eu ou vc gostemos dele) é extirpar uma parte da nossa cultura - e o pior, da periferia, que é quem mais precisa que os direitos sejam preservados, pois são os mais explorados! Quer o fim da corrupção só pra classe média? Quer garantir direitos só pra classe média, é isso? Vota no PSDB então, cacete! Daqui a pouco vão proibir que pessoas cuja família tenha renda percapta menor do que 3 salários mínimos de estar na passeata!!!&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Não se trata de um lance de apartidarismo, trata-se de uma revolução burguesa, que está por acontecer, onde a periferia vai ser ainda mais prejudicada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;No fim das contas&lt;/b&gt;, o que eu vejo que precisa ser feito, antes que esse &quot;Gigante&quot; levante, dê uma espreguiçada e volte pra cama, deixando o Brasil do mesmo jeito que tá, só que diferente, é que analisemos cada passo dado, que o movimento seja cautelosamente estudado e que sejam combatidos problemas mais focados, um movimento sem foco não tem objetivo, não tem onde chegar.&lt;br /&gt;
Devemos lutar por várias pequenas causas, aos poucos, reivindicando cada direito por vez. O aumento do prestígio dos professores, pela mídia e pela sociedade, depois seus salários, depois jornada de trabalho. &lt;br /&gt;
A contratação de mais médicos, redução de jornada de trabalho, melhores condições de trabalho.&lt;br /&gt;
A melhoria de saneamento básico nos bairros X, Y, Z.&lt;br /&gt;
A condenação de acusados de desvio de dinheiro, com sua prisão e ausência de benefícios ilícitos ou exploratórios, mas de réu por réu.&lt;br /&gt;
Ao combate da homofobia, fim da &quot;cura&quot; gay.&lt;br /&gt;
E pelos &lt;u&gt;20 centavos&lt;/u&gt; da passagem, como era no começo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que realmente nós precisamos não é tirar ninguém do poder, agora. Não precisamos dar um golpe de Estado. Precisamos focar nosso movimento, nosso &quot;Gigante&quot;, fazer com que cada passo dado por nossos representantes seja assistido e julgado pelo povo, precisamos fiscalizar todas as medidas decididas nas câmaras de vereadores, deputados, no Congresso... Afinal, nós que colocamos eles lá, não? É nosso dever vigiá-los. E gritarmos, como estamos gritando agora, quando passar aquela mínima ideia de fazer algo errado na cabeça deles.</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default/8204982567975940023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default/8204982567975940023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-estopim.blogspot.com/2013/06/e-o-gigante-acorda-e-pra-onde-ele-vai.html' title='E o Gigante acorda... E pra onde ele vai?'/><author><name>Otávio &quot;VooDoo&quot;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17618741090355611748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiBP-rAoe2MX3IkIMcfwLnp3YqBAj7z0Fsd7CQGa7WjKQzqc4wbzB0yWmkf5lgQnTcepL_jT2zoHVIjOQfJpEU-BcZvsa8kSB-bZWkJyJdEuYX-Q04ZCHxXK8fS0ZJtIw/s1600-r/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656300896966153101.post-2140539936003481892</id><published>2013-04-13T19:54:00.001-03:00</published><updated>2013-04-13T20:18:13.761-03:00</updated><title type='text'>A piada do Auxílio-Reclusão</title><content type='html'>&amp;nbsp; &amp;nbsp; Boas noites galera das internets!&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; Hoje eu fui abordado pela graça da&amp;nbsp;Camila, que tava reclamando SOBRE (e não DO) o auxílio-reclusão. Acho que todos nos deparamos com alguma coisa do gênero:&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-7rKdC6uVBi_Ab6hSYRzO-BWh_5DnmVIWryhOLAgZ_1OoyQ_20UGPDKW8sCbJW662hLClK-WLTzO9HFWZB0_lAWaaXBY055sKdpRdRRF6naUh_q99ayo1acFC1hHCkT59ddiO5_S2Z4cA/s1600/reclus%25C3%25A3o.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-7rKdC6uVBi_Ab6hSYRzO-BWh_5DnmVIWryhOLAgZ_1OoyQ_20UGPDKW8sCbJW662hLClK-WLTzO9HFWZB0_lAWaaXBY055sKdpRdRRF6naUh_q99ayo1acFC1hHCkT59ddiO5_S2Z4cA/s1600/reclus%25C3%25A3o.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; De fato, é uma vergonha, isso não posso negar!&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; É uma vergonha um trabalhador honesto ganhar R$ 678,00 e um presidiário ganhar mais de 4 mil reais por mês. Só que a vergonha maior é a galera sair promulgando por aí imagens como esta. Só prova que você é bem alienável e acredita em qualquer coisa que te empurram pela goela abaixo. A piada, aqui, é o brother que não se informa e sai arrotando pum por aí! Daí tem nossa amiga Camila (obrigado por chutar o traseiro dessa galera alienada o/) e me avisa que AINDA tem gente que acha que o rolê é bem esse mesmo, e não tem a capacidade de buscarem informações.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;Em 5 minutos é possível fazer uma pesquisa naquele&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://www.google.com/&quot;&gt;site&lt;/a&gt;&amp;nbsp;e procurar por &quot;auxílio-reclusão&quot;, a pessoa é direcionada para o site da Previdência Social, e teremos acesso à seguinte informação: o auxílio, a partir de 01/01/2013 será de R$971,78 (valor máximo). Se acessarmos a lei&amp;nbsp;Lei nº 8.213, de 24/07/1991, da PS, verificaremos que o benefício é concedido para alguns detentos, e está dentro das seguintes conformidades (ou seja, precisa cumprir as seguintes exigências):&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; I) O auxílio não é dado ao preso, e sim aos familiares, tais que: II) sejam dependentes do detento, comprovadamente; ou seja: se o detento sustentava à casa com o salário do seu emprego, o Estado garante que a família receba o valor do salário do detento. E entenda por dependentes filhos menores de 18, esposa e inativos dependentes; independente do número de dependentes o benefício é o MESMO. III) O benefício apresenta mesmo valor do salário do presidiário. Ou seja, se ele ganhava R$700,00/mês, o benefício será de 700 reais e será entregue aos familiares pela Caixa Econômica Federal. E se o detento ganhar um valor superior a este salário, antes de ser preso, a família não tem direito; bem como o benefício não é dado para famílias que são independentes da verba do detento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; Pode-se dizer que isso trata-se de uma injustiça, mas aí eu coloco uma pergunta para o indivíduo que ainda acha tal benefício desnecessário: qual crime a família de um detento cometeu, para ser privada de seus benefícios? Vivemos em uma democracia, e há igualdade de direitos entre os cidadãos, seria inconstitucional deixar uma família dependente passando fome! Isso não é nada além do sistema apoiando quem precisa.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; Não é correto retirar a fonte de renda de dependentes, sem que haja uma maneira de permitir que eles sejam apoiados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; Em resumo, a explicação: O Auxílio-Reclusão não muda de valor de acordo com a quantidade dos filhos, o valor (máximo) é reajustado todo ano, nunca superior a 1,5 vezes o salário mínimo e só é garantido para presos que trabalhavam antes; o benefício é dado para os familiares e não para o detento e, por fim, isso é feito porque é anticonstitucional privar dependentes da fonte de renda, quando os mesmos não cometeram nenhum crime.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; Explanação rápida e desanimada, pq to com uma gripe desgraçada e minha vontade de escrever tá ceifada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; Até a próxima o/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default/2140539936003481892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default/2140539936003481892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-estopim.blogspot.com/2013/04/a-piada-do-auxilio-reclusao.html' title='A piada do Auxílio-Reclusão'/><author><name>Otávio &quot;VooDoo&quot;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17618741090355611748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiBP-rAoe2MX3IkIMcfwLnp3YqBAj7z0Fsd7CQGa7WjKQzqc4wbzB0yWmkf5lgQnTcepL_jT2zoHVIjOQfJpEU-BcZvsa8kSB-bZWkJyJdEuYX-Q04ZCHxXK8fS0ZJtIw/s1600-r/ln.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-7rKdC6uVBi_Ab6hSYRzO-BWh_5DnmVIWryhOLAgZ_1OoyQ_20UGPDKW8sCbJW662hLClK-WLTzO9HFWZB0_lAWaaXBY055sKdpRdRRF6naUh_q99ayo1acFC1hHCkT59ddiO5_S2Z4cA/s72-c/reclus%25C3%25A3o.jpg" height="72" width="72"/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656300896966153101.post-3235137437392388874</id><published>2013-04-07T20:43:00.002-03:00</published><updated>2013-04-07T20:46:10.963-03:00</updated><title type='text'>HQ [2]: Uma síntese da história da humanidade, na visão do humano médio.</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://imgs.obviousmag.org/archives/uploads/2007/2007041101_breve_historia_humanidade-1-tm.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;http://imgs.obviousmag.org/archives/uploads/2007/2007041101_breve_historia_humanidade-1-tm.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
Talvez meio reduzida, talvez meio parcial, mas acho bem próximo de como o homem se põe perante à sociedade, ao longo da construção da mesma.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
Imagem retirada de&amp;nbsp;http://obviousmag.org&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default/3235137437392388874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default/3235137437392388874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-estopim.blogspot.com/2013/04/hq-2-uma-sintese-da-historia-da.html' title='HQ [2]: Uma síntese da história da humanidade, na visão do humano médio.'/><author><name>Otávio &quot;VooDoo&quot;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17618741090355611748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiBP-rAoe2MX3IkIMcfwLnp3YqBAj7z0Fsd7CQGa7WjKQzqc4wbzB0yWmkf5lgQnTcepL_jT2zoHVIjOQfJpEU-BcZvsa8kSB-bZWkJyJdEuYX-Q04ZCHxXK8fS0ZJtIw/s1600-r/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656300896966153101.post-4899040632282726215</id><published>2012-12-31T08:23:00.001-02:00</published><updated>2012-12-31T08:23:32.740-02:00</updated><title type='text'>E finda 2012</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Bom dia, seus lindos leitores! Quero deixar minha mensagem de final de ano para todos os que lêem e não lêem este blog, mas foram sacaneados pelo Facebook e caíram aqui =)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Acabou 2012, o que não é segredo pra nenhuma pessoa. É fácil olhar no calendário - se você está lendo, tá em um computador e pode arrastar o mouse pra cima do relógio, se não estiver usando algum sistema operacional ou aplicativo que mostrem constantemente a data.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Acabar um ano a mais, um ano a menos talvez não faça diferença. Esse é o último dia do ano, mas sobrevivemos a tantos outros dias... Mas por algum motivo, tornamo-lo especial, comemorativo. Dispendemos tempo, dinheiro e nosso esforço elaborando uma festa de transição do período que denominamos ano.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Enquanto centenas de milhares de pessoas fazem promessas, tentam mandingas e simpatias, fé em superstições e resoluções de ano novo, prevendo um 2013 melhor, eu vejo 2012.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Vejo meus erros, meus tropeços, minhas inconveniências e mancadas. Vejo meus podres, meus passos errados, meus pecados, a preguiça que deixei me tomar e o quanto ela me prejudicou. E não faço nenhuma promessa, não creio em superstição. Afinal, são tantos os dias que sobrevivemos...&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; O ano acaba depois do fim do mundo, e junto com ele acabaram-se muitas esperanças, muitas vidas; e tivemos muitas perdas importantes (mas falar de coisa ruim é chato). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mas está enganado quem acha que espero um novo ano ruim.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Olho meus erros para tentar aprender, para saber onde não cair mais. Não faço promessas para não descumprí-las. Não tento superstições por acreditar que uma mudança na vida depende só de nós mesmos, e não de sorte. Precisamos erguer a cabeça e fazer o novo ano.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Não esperemos que o ano novo traga uma maré nova, façamos esse ano ser realmente novo. Lutemos pelos nossos sonhos e vontades. Que aprendamos a ser mais tolerantes, mais pacientes. Que deixemos as raivas, os preconceitos, os males para trás. Que saibamos viver melhor, darmos asas a nossos sentimentos. Que respeitemos os coleguinhas, e os que não são coleguinhas também! Porque cada um tem o direito de gostar ou não de alguém ou de alguma coisa, mas todos temos o dever de respeitar tudo que nos é igual ou diferente. E o mais importante: QUE SEJAMOS FELIZES.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Que esse novo ano que já começou no coração de todos faça deste mundo um lugar melhor para todos! Um feliz 2013.&lt;br /&gt;
Beigos e abraços =)</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default/4899040632282726215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default/4899040632282726215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-estopim.blogspot.com/2012/12/e-finda-2012.html' title='E finda 2012'/><author><name>Otávio &quot;VooDoo&quot;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17618741090355611748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiBP-rAoe2MX3IkIMcfwLnp3YqBAj7z0Fsd7CQGa7WjKQzqc4wbzB0yWmkf5lgQnTcepL_jT2zoHVIjOQfJpEU-BcZvsa8kSB-bZWkJyJdEuYX-Q04ZCHxXK8fS0ZJtIw/s1600-r/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656300896966153101.post-2895244620293355251</id><published>2012-12-21T12:30:00.002-02:00</published><updated>2012-12-21T12:30:36.709-02:00</updated><title type='text'>21-12-2012 e o fim do mundo</title><content type='html'>&amp;nbsp; &amp;nbsp; Não é de se espantar que eu ainda esteja aqui, já que o mundo não acabou.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; Vimos, nesses últimos tempos, como é poderoso o poder de um boato, sobre uma profecia mal-interpretada de um povo cuja cultura está extinta, embora haja indivíduos remanescentes. A história do fim do mundo foi tão intensa que algumas pessoas realmente fugiram dos locais onde vivem, estocaram recursos e tentaram se colocar em locais que acreditavam ser protegidos de quaisquer males que possamos enfrentar.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; A crença do fim do mundo é algo recorrente, presente em todas as religiões, comum a todas as populações. É algo tão presente quanto a morte.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; Não conseguimos entender o quão orgânica é a sociedade e tornamo-a uma vida como a nossa - que tem que ter um fim. Datamos nossas vidas, estipulamos prazos, colocamos um ponto final em todo dia, semana (e quem não quer o fds?), o mês (pra chegar logo o salário), o ano (e todas as promessas de que seremos melhores no ano seguinte), o século (e as invenções que virão) e os milênios e suas novas eras. O mundo TEM que acabar, em nossa concepção.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; E tem mesmo. Mas não to falando sobre catástrofes, apocalipses zumbis, invasão alien, dinossauros com pistolas... ou quem sabe mais o que a galera consegue ver. Falo sobre acabar o mundo, como já acabou N outras vezes.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; Rompemos com correntes filosóficas, costumes que julgamos inadequados, modismos, literaturas, governos, entre tantas outras coisas. E renascemos fortes, ou pelo menos mais fortes do que éramos - claro, ao nosso ver. Criamos uma nova barcaça de ideias, esperanças e podres, transmitindo às futuras gerações essa nova gama de objetivos e lugares a serem atingidos. Evoluímos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; Há alguns milhares de anos percebemos e entendemos que haviam quatro estações e aproveitamos isso para que desenvolvêssemos a agricultura, e assim pudemos fixar moradia, ter um local onde ficaríamos todo o tempo. Construímos nossos primeiros LARES, e aí surgiu a propriedade privada. Os primeiros bens duradouros e o mundo, como conhecíamos, acabou.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; Passados mais uns tempos, já com a ideia de casa e família desenvolvida, reparamos que nem todas as trocas eram justas e justificadas, então desenvolveu-se um sistema monetário, afim de facilitar as transações de bens. Pedaços de metais, jóias preciosas, tudo era usado nesse escambo pelo que seria necessário.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; E veio a escrita. Documentar tudo o que era visto, por nomes nos bois, contar a história (do vencedor). Ferramenta utilizada por quem dominava - tanto é que por muito tempo o conhecimento da escrita se manteve nas mãos de uma pequena elite. Chegamos ao fim da pré-história, e agora éramos uma civilização &#39;culta&#39; e estabelecida. Quem escrevia a história assim fazia para que seus interesses fossem preservados. Colocamos um fim no que veio antes, e o mundo, como era, tinha acabado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp;Democracia, surgida na Grécia, nas antigas Polis, a justiça para com o indivíduo. A civilização egípcia e a criação do papel, facilitando a escrita, o império romano, a queda do mesmo, instauração da igreja (e agora, com ela, a noção ocidental de fim do mundo); a determinação da igreja por adotar um bro chamado Jesus como marco zero dos anos, o feudalismo, renascimento (e alguns gênios como Da Vinci que trouxeram um nova luz tecnológica ao mundo), iluminismo...&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; Foram tantos fins de mundo, tantas coisas que mudaram TANTO nossa vida e de fato foram fins do mundo como o conhecíamos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; E aí veio a revolução industrial. E a capacidade do homem de criar. Em massa.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; Tivemos acesso a meios de produção muito mais eficazes, reduzindo trabalhos de 1 mês pra poucas horas. E com isso a necessidade de matéria-prima em grandes quantidades. Alimentado pela nossa vontade incessante de ter mais conforto, mais qualidade, mais dinheiro (que agora já se tornava a força-motriz mais poderosa do mundo, deixando até o lado bélico para trás!), mais e mais e mais e mais.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; E isso espalhou-se pelo mundo. Houve umas tentativas de atenuar a exploração, não permitindo o uso de força de trabalho infantil e reduzindo a carga horária - e assim foi feito. E tudo correu como bem conhecemos, chegando a este cenário onde consumimos 3-4x mais do que o mundo pode nos fornecer, nesta bomba relógio sócio-ambiental.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; Estamos, então, nos dias atuais, onde há tecnologia e informação. Saúde, qualidade de vida, conforto... Tudo como não tínhamos há milhares de anos. Mas vimos alguns traços dessa cultura milenar muito fundos, como pessoas se permitindo explorar, trabalhando muito mais do que deviam, com 2-3 empregos. Ou a democracia agindo de forma falha, bem como era na Grécia antiga (o conceito é lindo, mas não condiz com nossa realidade atual), os feudos continuam existindo (de uma maneira sutil, mas é só olharmos pra multinacionais que derramam os territórios feudais em locais separados, mas seus trabalhadores continuam vivendo por estas empresas e consomem muitos produtos da mesma - vide Unilever), continuamos buscando ter mais e mais, a escrita continua nas mãos de uma pequena parcela da sociedade (já viram como a grande massa sabe ler? Analfabetismo funcional na maior parte da população! E se tomarmos &#39;escrita&#39; como &#39;conhecimento+entendimento&#39; isso, de fato, estará nas mãos de pouquíssimos).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; Talvez seja a hora do mundo acabar mesmo. De todas essas correntes de conceitos e preconceitos serem rompidas. De deixarmos essas pesadas algemas de preguiça de lado. De mudarmos nossos conceitos, nossas visões. De entendermos que a busca não deve ser por uma religião definitiva, pelo produto mais moderno, pelo país mais forte e sim pelas pessoas mais felizes, mais saudáveis, de bem consigo mesmas. Entendermos que o poder não é de um governo, mas sim das pessoas, e que o conhecimento trás poder, que o povo junto muda o que quiser. Entendermos que o fim do mundo é decretado por nós, quando quisermos, assim que compreendermos o que realmente queremos, e não mais perseguirmos ideias milenares e obsoletas. Busquemos ser felizes e respeitar os coleguinhas, e o mundo será um lugar melhor, e terá acabado... Como o conhecemos! =]</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default/2895244620293355251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default/2895244620293355251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-estopim.blogspot.com/2012/12/21-12-2012-e-o-fim-do-mundo.html' title='21-12-2012 e o fim do mundo'/><author><name>Otávio &quot;VooDoo&quot;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17618741090355611748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiBP-rAoe2MX3IkIMcfwLnp3YqBAj7z0Fsd7CQGa7WjKQzqc4wbzB0yWmkf5lgQnTcepL_jT2zoHVIjOQfJpEU-BcZvsa8kSB-bZWkJyJdEuYX-Q04ZCHxXK8fS0ZJtIw/s1600-r/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656300896966153101.post-2344191955442837359</id><published>2012-12-03T16:33:00.002-02:00</published><updated>2012-12-03T16:33:37.812-02:00</updated><title type='text'>HQ [1]</title><content type='html'>Dica do dia: quadrinhos são ótimas ferramentas de exposição de ideias!&lt;br /&gt;&lt;img src=&quot;http://sphotos-a.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-prn1/65047_422347114497625_1521570698_n.jpg&quot; /&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default/2344191955442837359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default/2344191955442837359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-estopim.blogspot.com/2012/12/hq-1.html' title='HQ [1]'/><author><name>Otávio &quot;VooDoo&quot;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17618741090355611748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiBP-rAoe2MX3IkIMcfwLnp3YqBAj7z0Fsd7CQGa7WjKQzqc4wbzB0yWmkf5lgQnTcepL_jT2zoHVIjOQfJpEU-BcZvsa8kSB-bZWkJyJdEuYX-Q04ZCHxXK8fS0ZJtIw/s1600-r/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656300896966153101.post-9048439063063933962</id><published>2012-05-30T09:47:00.002-03:00</published><updated>2012-05-30T09:47:46.167-03:00</updated><title type='text'>Homofobia</title><content type='html'>&lt;br style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: left;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: left;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: left;&quot;&gt;E então a gente se depara com a cena. Dois caras se beijando. A reação de alguns é um repúdio imediato, em forma de transfiguração do rosto, fazendo caretas ou comentários maliciosos. Alguns acusam de não ser de &quot;deus&quot;. Alguns não ligam. Alguns zoam. Alguns fingem que não viram, e guardam alguma coisa negativa daquele. É difícil alguém que encare com naturalidade.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: left;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: left;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: left;&quot;&gt;Mas uma criança, desd&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;text_exposed_show&quot; style=&quot;background-color: white; color: #333333; display: inline; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: left;&quot;&gt;e que não tenha sido alienada pelos pais sobre o lado sexual, e que ainda está livre de conceitos, encarará aquilo com naturalidade. Não verá problema algum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É da preferência da pessoa, de cada indivíduo, o que gosta, ou o que faz entre quatro paredes. Não tem a ver com frescuras, com má-criação. Ou o que falaríamos sobre japoneses que gostam de loiras, ou loiras que gostam de negros (o certo seria preto, mas já falei isso, acho), ou os negros que gostam de ruivas, ou as ruivas que gostam de (...); não importa a preferência. Mas parece haver menos relutância em pessoas que praticam zoofilia aos gays!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas que &quot;transam&quot; com vegetais, animais, ou bonecas... São tratados com normalidade. Quem se fantasia durante o sexo, também é visto com normalidade. Então QUAL O PROBLEMA DA PESSOA ESTAR COM ALGUÉM DO MESMO SEXO?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse repúdio todo data dos gregos que, quando jovens aprendizes, eram forçados a dormir com seus mestres, afim de obter favores, acesso ao conhecimento, melhor treinamento como soldados, entre quaisquer outros favores - e esse ódio foi reprimido e transmitido hereditariamente pelas gerações, implícito, até se manifestar nos dias de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se tem a ver com má índole da pessoa! O que te faz gostar mais de verde do que de branco? Ou de brigadeiro mais que beijinho? Ou de filmes de ação do que suspense?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você não consegue gostar de alguém do mesmo sexo? Se você é homem, não tem um amigo, a quem abraça, dá tapinhas nas costas, por vezes até no bumbum? Se você é mulher, não tem aquela sua amiga que experimentam roupas no mesmo quarto, confessam segredos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você, como homem ou mulher, não consegue distinguir um cara bonito de um cara feio - ou uma mulher gatona de uma mais sem graça? Se não conseguem isso, vocês tem um problema sério de preconceito. É como torcer pro Palmeiras e achar que todos os jogadores do Santos são ruins. É alienação. Todos nós conseguimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do mesmo jeito que você, homem, consegue achar um cara bonito e você, mulher, consegue achar uma mulher bonita, há pessoas que não só acham bonito, como se sentem atraídos por pessoas do mesmo sexo. É preferência - e PONTO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A homofobia nem sempre está explícita. Muitas vezes está guardada em pequenos atos, sinais meio imperceptíveis, ou tão guardados que nem quem sente percebe. Temos que ter o cuidado, e abrir nossa mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos dos gays que conheço são profissionais excelentes, os melhores do setor, ou estudantes excepcionais. Tem que ser os melhores, para serem reconhecidos na sociedade, e não serem &quot;exilados&quot; ou marginalizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há mal algum em uma união de dois cidadãos homo. Aliás, há algumas vantagens, pois teremos um casal apto a cuidar de crianças que não tinham lar, mais dinheiro no mercado interno, pois teremos mais famílias (mesmo de duas pessoas, é uma família, vai procurar um imóvel, mercado imobiliário e talz), entre N outros fatores que por ignorância e preguiça de pesquisar sobre, paro por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então me digam, qual o problema com vocês, homofóbicos? Um hábito milenar que não leva a lugar algum, sem motivo concreto? Isso é inveja? Medo de sentir atração por pessoa do mesmo sexo? Me poupem. Sejam racionais! O mundo precisa evoluir!&lt;br /&gt;=/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aposto que ninguém consegue mostrar o contrário pra mim. Podem até tentar argumentar, e estou aberto aos debates o/&lt;/span&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default/9048439063063933962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default/9048439063063933962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-estopim.blogspot.com/2012/05/homofobia.html' title='Homofobia'/><author><name>Otávio &quot;VooDoo&quot;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17618741090355611748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiBP-rAoe2MX3IkIMcfwLnp3YqBAj7z0Fsd7CQGa7WjKQzqc4wbzB0yWmkf5lgQnTcepL_jT2zoHVIjOQfJpEU-BcZvsa8kSB-bZWkJyJdEuYX-Q04ZCHxXK8fS0ZJtIw/s1600-r/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656300896966153101.post-5652335367698389706</id><published>2012-03-16T14:18:00.003-03:00</published><updated>2012-03-16T15:02:00.203-03:00</updated><title type='text'>O Brasil e a nova TekPix®</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Olá meu escassos leitores! Venho agradecer as 3000 visualizações do blog desde sua origem (Janeiro do ano passado). É bacana ver que o blog tem uma certa movimentação. OK que é pequena - blogs de conteúdo humorístico atingem 10-15 mil visualizações por dia . Mas neste post vou conversar um pouco sobre isso... Mas quer saber? Chega de falar do Estopim, vamos falar da Nova TekPix!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Ela é a única filmadora 7 em 1 do mercado (ou pelo menos é o que eles querem que você acredite). Filma em qualidade digital, tira fotos de até 12 MP, grava sons, serve de web cam, função pendrive, mp3 e mp4 player! É tipo um celular que não faz ligação, desses mais modernosos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;O interessante é que ela custa quase mil reais (R$958 e uns quebrados, à vista), e tem gente que compra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; font-size: large;&quot;&gt;A TekPix&amp;nbsp;e a Propaganda&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;O produto não é exatamente bom. Nem necessário. E é caro. E por que compramos, afinal?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;A propaganda foi uma das invenções mais eficazes do homem; já fez e ganhou guerras, já salvou economia de países, já. Um exemplo medonho da força da propaganda, abaixo:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&lt;iframe allowfullscreen=&#39;allowfullscreen&#39; webkitallowfullscreen=&#39;webkitallowfullscreen&#39; mozallowfullscreen=&#39;mozallowfullscreen&#39; width=&#39;320&#39; height=&#39;266&#39; src=&#39;https://www.youtube.com/embed/dlK8yfOdweg?feature=player_embedded&#39; frameborder=&#39;0&#39;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Na cabeça de um adulto já faz estrago. Agora imagina isso sendo apresentado para crianças... Não precisa ser um gênio para perceber que, se em 1943 a propaganda já estava nesse nível, em quase 70 anos ela avançou - e muito - o suficiente para fazer uma senhora &quot;lavagem cerebral&quot; na cabeça de gente grande. E somos impelidos a fazer coisas que não são nem um pouco vantajosas, como comprar uma TekPix. Nada contra, mas nunca conheci um consumidor feliz do produto...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;A Propaganda trouxe um novo conceito de vida, junto com o século XX, impulsionada pelo uso de recursos inovadores: o rádio e a televisão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;A televisão, aliás, é um monstro: ocupa nossa visão e audição, que são responsáveis por mais de 3/4 de tudo que, conscientemente, repassamos ao cérebro. Logo, ocupa mais de 75% da nossa cabeça, sobrando pouco para analisarmos a veracidade e a coerência das informações repassadas por este meio. Fica fácil repassar uma mentira assim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Com essa nova possibilidade e abrangência de recurso de mídia, surgiu um novo conceito...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; font-size: large;&quot;&gt;A Cultura de Massa&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Podemos dizer que há uma simbiose entre a cultura de massa, a mídia da propaganda e o que isso gerou, chamado de pós-modernidade (no sentido empregado por Stuart Hall e Gilles Lipovetsky, explico mais tarde). Mas tentemos entender como funciona isso, para continuarmos na análise.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;A arte diverge em ramos distintos. Parte torna-se elitizada. A outra parte teve um tratamento de globalização e foi instituída de alguma forma, como um padrão mundial, o qual fomos induzidos a seguir como o bom. Trata-se de uma música (ou seriado, ou filme, ou *insira aqui manifestação artística popular*) que é amplamente divulgada pela mídia, ao mundo todo, e vira uma espécie de moda em muitos locais. Vejamos o exemplo sensação do verão 2012, nas suas diversas formas:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&lt;iframe allowfullscreen=&#39;allowfullscreen&#39; webkitallowfullscreen=&#39;webkitallowfullscreen&#39; mozallowfullscreen=&#39;mozallowfullscreen&#39; width=&#39;320&#39; height=&#39;266&#39; src=&#39;https://www.youtube.com/embed/hcm55lU9knw?feature=player_embedded&#39; frameborder=&#39;0&#39;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;a original&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&lt;iframe allowfullscreen=&#39;allowfullscreen&#39; webkitallowfullscreen=&#39;webkitallowfullscreen&#39; mozallowfullscreen=&#39;mozallowfullscreen&#39; width=&#39;320&#39; height=&#39;266&#39; src=&#39;https://www.youtube.com/embed/CwC5BFX7rqQ?feature=player_embedded&#39; frameborder=&#39;0&#39;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;inglês&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&lt;iframe allowfullscreen=&#39;allowfullscreen&#39; webkitallowfullscreen=&#39;webkitallowfullscreen&#39; mozallowfullscreen=&#39;mozallowfullscreen&#39; width=&#39;320&#39; height=&#39;266&#39; src=&#39;https://www.youtube.com/embed/6ZITvkPzu3Q?feature=player_embedded&#39; frameborder=&#39;0&#39;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;alemão&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&lt;object class=&quot;BLOGGER-youtube-video&quot; classid=&quot;clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000&quot; codebase=&quot;http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0&quot; data-thumbnail-src=&quot;http://3.gvt0.com/vi/ft3_BcrMZv8/0.jpg&quot; height=&quot;266&quot; width=&quot;320&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/ft3_BcrMZv8&amp;fs=1&amp;source=uds&quot; /&gt;


&lt;param name=&quot;bgcolor&quot; value=&quot;#FFFFFF&quot; /&gt;


&lt;embed width=&quot;320&quot; height=&quot;266&quot;  src=&quot;http://www.youtube.com/v/ft3_BcrMZv8&amp;fs=1&amp;source=uds&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;espanhol&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;OOOOOOOOOOOOOOOK, paremos por aqui!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Acho que foi um dos primeiros sucessos brasileiros a cair na cultura de massa (também chamada de cultura pop). Houve uma época em que exportávamos bossa nova e MPB, mas isso foi para o ramo elitizado. Apenas pessoas com mais posse têm a oportunidade de frequentar locais que sejam oferecidos outros tipos de música.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;E, como todo bom humano, temos preguiça de correr atrás, já que tem um mundo sendo despejado em nosso colo, e acabamos por acatar. O modo com que isso é apresentado para nós faz com que ignoremos totalmente ou parcialmente algumas artes, como o teatro, shows de pequeno porte, artes visuais (das mais antigas, como esculturas, telas), por serem pouco rentáveis ao mercado.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;O entretenimento virou uma indústria. E como aprendo na engenharia: uma indústria tem que produzir e fazer o marketing necessário para vender um produto barato, de qualidade duvidosa e ao maior número de pessoas, para obter o maior lucro. Basta seguir esta fórmula para chegarmos a este ponto. Temos artistas que tem potencial para fazer músicas decentes, nada triviais, mas são impelidos pelo mercado a fazer o lixo artístico, para ganhar dinheiro (é como aquela conversa de Sócrates e Polemarco, em &quot;A República&quot;, de Platão, sobre o bom profissional e sua definição, há milhares de anos, e o dinheiro corrompendo a galera desde lá...). O interessante é ver como esse tipo de arte é recursiva e metalinguística: ela fala sobre si mesma, e diz como ela é boa, e como ela faz as pessoas felizes!!! Acompanhada de uma dose de globalização, afinal, party rock é legal em qualquer canto do mundo. (Cada música/filme Vejamos:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&lt;object class=&quot;BLOGGER-youtube-video&quot; classid=&quot;clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000&quot; codebase=&quot;http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0&quot; data-thumbnail-src=&quot;http://3.gvt0.com/vi/avW_Fe6WkMc/0.jpg&quot; height=&quot;266&quot; width=&quot;320&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/avW_Fe6WkMc&amp;fs=1&amp;source=uds&quot; /&gt;


&lt;param name=&quot;bgcolor&quot; value=&quot;#FFFFFF&quot; /&gt;


&lt;embed width=&quot;320&quot; height=&quot;266&quot;  src=&quot;http://www.youtube.com/v/avW_Fe6WkMc&amp;fs=1&amp;source=uds&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;(UAU! Legal ser Party Rock, não? Prontos para dançar e serem legais?)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Caímos então no conceito da cultura pop, ou cultura de massa, onde há um certo movimento contra-artístico, que é o principal induzidor de um novo estado da sociedade, proposto por S. Hall e G. Lipovetsky, que eu citei acima, chamado...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;b style=&quot;text-align: -webkit-auto;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; font-size: large;&quot;&gt;&amp;nbsp;A Pós-modernidade&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Minha suposição, que espero que considerem após ler esta explanação, do real estado dos Estados ocidentais ou ocidentalizados. Induzidos pela mídia geral, trata-se de um movimento de vários setores. Temos produtos (como a nova TekPix), músicas (tipo Michel Teló, só que de todos os cantos do mundo), programas de televisão mostrando como viver nessa sociedade é bom e como podemos nos encaixar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;De um modo bem grosso posso dizer que enxergo na nossa sociedade algo próximo às castas indianas: nós nos tornamos, por conta, classes. Fizemos uma rotulação espontânea entre as camadas sociais aliadas às etnias e escolaridade (algo assim: se vemos um branco feio e pobre, é um coitado; um preto feio e pobre - normal, remete às origens da nossa sociedade, onde pretos eram escravos; se é branco e rico, normal; se é preto e rico, deve ser muito bom no que faz - já que os brancos não precisam ser tão bons assim, pelo jeito, ou por serem naturalmente bons ou porque a sociedade dá todas as condições para um branco emergir...). Quem é pobre, será pobre, já que não tem como sair da favela. Quem é rico, vai mostrar que é rico, roubar os pobres na cara dura - eles não percebem, ou se percebem estão tão acomodados que não irão lutar.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Esse comodismo é dado pelos conceitos de valores de uma sociedade pós-modernista, onde a globalização diminui as culturais regionais, usando da Cultura de Massa para sustentar essa visão de mundo. Supondo que estamos alienados e nossa mentalidade está focada no que dão para a gente, fica fácil redigir todo um novo código de ética/moral, dando novas enfases para velhos conhecidos. Podemos dizer, dentro do conceito de pós-modernidade que temos como prioridades a ética hedonista (cultura de venerar o prazer imediatista, a total ausência de dor e o bem estar para o maior número de pessoas possível - lembrando que o conceito de bem-estar individual e grupal foi MANIPULADO pela cultura de massa, logo, você percebe que quem tá na lama não quer sair dela por puro comodismo - logo, tem seu bem-estar garantido), o individualismo (para evitar a união dos indivíduos, trabalha-se com o lado individual, mostrando que ser um indivíduo único é muito bom. Acontece que desunidos, ninguém lutará pela melhora de sua condição; além de exacerbar o egoísmo), o consumismo (vamos comprar produtos desnecessários para que tenhamos bem-estar; vamos comprar este MEIO DE VIDA) e a fragmentação do tempo e espaço, demarcando bem as horas, forçando-nos a seguir o tempo e fragmentando nosso espaço, onde cada casa é uma e única... só para dificultar ainda mais o agrupamento de pessoas que pensem fora disso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Copiarei um trecho de um artigo interessante:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; font-family: inherit;&quot;&gt;&quot;&lt;span style=&quot;line-height: 14.25pt;&quot;&gt;Em &quot;A
Identidade cultural na Pós-Modernidade&quot;, Stuart Hall (2003)&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;apple-converted-space&quot; style=&quot;line-height: 14.25pt;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 14.25pt;&quot;&gt;busca avaliar se estaria ocorrendo uma
crise com a identidade cultural, em que consistiria tal crise e qual seria a
direção da mesma na pós-modernidade. Para efetivar tal intento, analisa o
processo de fragmentação do indivíduo moderno enfatizando o surgimento de novas
identidades, sujeitas agora ao plano da história, da política, da representação
e da diferença. A preocupação de Hall também se volta para o modo como haveria
se alterado a percepção de como seria concebida a identidade cultural. Todos
esses aspectos constituem-se como fases de um procedimento analítico que
intenta descrever o processo de deslocamento das estruturas tradicionais
ocorrido nas sociedades modernas e pós-modernas, assim como o descentramento
dos quadros de referências que ligavam o indivíduo ao seu mundo social e
cultural. Tais mudanças teriam sido ocasionadas, na contemporaneidade,
principalmente, pelo processo de globalização.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-attachment: initial; background-clip: initial; background-image: initial; background-origin: initial; line-height: 14.25pt; margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 4.8pt; text-align: -webkit-auto;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; font-family: inherit;&quot;&gt;A globalização alteraria as noções de tempo e
de espaço, desalojaria o sistema social e as estruturas fixas e possibilitaria
o surgimento de uma pluralização dos centros de exercício do poder. Quanto ao
descentramento dos sistemas de referências, Hall considera seus efeitos nas
identidades modernas, enfatizando as identidades nacionais, observando o que
gerou, quais as formas e quais as consequências da crise dos paradigmas do
final do século XX.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-attachment: initial; background-clip: initial; background-image: initial; background-origin: initial; line-height: 14.25pt; margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 4.8pt; text-align: -webkit-auto;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; font-family: inherit;&quot;&gt;Desde a década de&lt;span class=&quot;apple-converted-space&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black; text-decoration: none;&quot;&gt;1980&lt;/span&gt;, desenvolve-se um processo de construção de uma&lt;span class=&quot;apple-converted-space&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black; text-decoration: none;&quot;&gt;cultura&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;apple-converted-space&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;em nível
global. Não apenas a&lt;span class=&quot;apple-converted-space&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black; text-decoration: none;&quot;&gt;cultura de massa&lt;/span&gt;, já desenvolvida e
consolidada desde meados do&lt;span style=&quot;color: black; text-decoration: none;&quot;&gt;século XX&lt;/span&gt;, mas um
verdadeiro sistema-mundo cultural que acompanha o sistema-mundo
político-econômico resultante da&lt;span class=&quot;apple-converted-space&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black; text-decoration: none;&quot;&gt;globalização&lt;/span&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-attachment: initial; background-clip: initial; background-image: initial; background-origin: initial; line-height: 14.25pt; margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 4.8pt; text-align: -webkit-auto;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;A Pós-Modernidade, que é o aspecto cultural
da&lt;span class=&quot;apple-converted-space&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black; text-decoration: none;&quot;&gt;sociedade pós-industrial&lt;/span&gt;, inscreve-se neste contexto como
conjunto de valores que norteiam a produção cultural subsequente. Entre estes,
a multiplicidade, a fragmentação, a desreferencialização e a&lt;span class=&quot;apple-converted-space&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black; text-decoration: none;&quot;&gt;entropia&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;apple-converted-space&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;- que,
com a aceitação de todos os estilos e estéticas, pretende a inclusão de todas
as culturas como mercados consumidores. No modelo pós-industrial de produção,
que privilegia serviços e&lt;span class=&quot;apple-converted-space&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black; text-decoration: none;&quot;&gt;informação&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;apple-converted-space&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;sobre a produção material, a&lt;span class=&quot;apple-converted-space&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black; text-decoration: none;&quot;&gt;Comunicação&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;apple-converted-space&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;e a&lt;span class=&quot;apple-converted-space&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black; text-decoration: none;&quot;&gt;Indústria Cultural&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;apple-converted-space&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;ganham papéis fundamentais na difusão
de valores e idéias do novo sistema. &quot;.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-attachment: initial; background-clip: initial; background-image: initial; background-origin: initial; line-height: 14.25pt; margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 4.8pt; text-align: -webkit-auto;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-attachment: initial; background-clip: initial; background-image: initial; background-origin: initial; line-height: 14.25pt; margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 4.8pt; text-align: -webkit-auto;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-attachment: initial; background-clip: initial; background-image: initial; background-origin: initial; line-height: 14.25pt; margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 4.8pt; text-align: -webkit-auto;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;b style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;Ou seja...&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-attachment: initial; background-clip: initial; background-image: initial; background-origin: initial; line-height: 14.25pt; margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 4.8pt; text-align: -webkit-auto;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Estamos vivendo em uma época onde fomos forçados, pela indução da propaganda, a nos marginalizar da sociedade e sermos conduzidos como marionetes, embora nos seja transmitida a noção de individual e de bem estar. Acreditamos que estamos vivendo na liberdade quando estamos presos a um conceito surreal de felicidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-attachment: initial; background-clip: initial; background-image: initial; background-origin: initial; line-height: 14.25pt; margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 4.8pt; text-align: -webkit-auto;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-attachment: initial; background-clip: initial; background-image: initial; background-origin: initial; line-height: 14.25pt; margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 4.8pt; text-align: -webkit-auto;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Por vezes temos atitudes das quais não nos orgulhamos, mas somos postos a prova pela sociedade para que façamos. Pessoas, para serem diferentes, ou demonstrarem ferrenhamente sua personalidade, se tatuam, colocam piercings, mutilam o próprio corpo - e chamam isso de bem-estar (nada contra, é até bonito na maior parte dos casos, salvo casos exagerados).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-attachment: initial; background-clip: initial; background-image: initial; background-origin: initial; line-height: 14.25pt; margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 4.8pt; text-align: -webkit-auto;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;E se estamos felizes, porque vamos lutar pela mudança? Não se trata só de uma questão social. Em todos os ramos da sociedade nos acomodamos. Somos consumistas sem noção do social, sem noção política! Mudaram tanto nossas raízes que perdemos toda nossa memória sócio-política! Não temos mais bases, referências! Como podemos lutar desarmados de nosso senso? Não só do bom senso, mas com o senso comum, nosso principal canhão, virado para as estrelas (as Hollywoodianas, geralmente...) ??? Alguns buscam refúgios em grupos, mas não percebem que estão sendo manipulados pelos mesmos crápulas que se dizem diferentes (NÉ DCE?... Como uma sigla de 3 letras que não usa mais do que o intervalo entre a 3ª e a 5ª letra do alfabeto pode ser um grupo tão estúpido, formado por pessoas tão inteligentes?)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-attachment: initial; background-clip: initial; background-image: initial; background-origin: initial; line-height: 14.25pt; margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 4.8pt; text-align: -webkit-auto;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-attachment: initial; background-clip: initial; background-image: initial; background-origin: initial; line-height: 14.25pt; margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 4.8pt; text-align: -webkit-auto;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-attachment: initial; background-clip: initial; background-image: initial; background-origin: initial; line-height: 14.25pt; margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 4.8pt; text-align: -webkit-auto;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Tá insatisfeito(a)? Então vem comigo, que a gente vai mudar um pouco isso, bem devagarzinho, mas vamos nos ajudar para sair dessa alienação doida do mundo =P&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-attachment: initial; background-clip: initial; background-image: initial; background-origin: initial; line-height: 14.25pt; margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 4.8pt; text-align: -webkit-auto;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-attachment: initial; background-clip: initial; background-image: initial; background-origin: initial; line-height: 14.25pt; margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 4.8pt; text-align: -webkit-auto;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-attachment: initial; background-clip: initial; background-image: initial; background-origin: initial; line-height: 14.25pt; margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 4.8pt; text-align: -webkit-auto;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-attachment: initial; background-clip: initial; background-image: initial; background-origin: initial; line-height: 14.25pt; margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 4.8pt; text-align: -webkit-auto;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-attachment: initial; background-clip: initial; background-image: initial; background-origin: initial; line-height: 14.25pt; margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 4.8pt; text-align: -webkit-auto;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;Sei que to devendo uma continuação da batata e os cinco macacos. Uma hora arregaço as mangas e parto pra frente. Por enquanto falta incentivo. As pessoas pararam de ler e discutir sobre os assuntos, eu desanimei. E nenhum dos colaboradores está na ativa, o que dificulta as coisas... Vamos ser um pouco mais ativos, galerê???&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default/5652335367698389706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default/5652335367698389706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-estopim.blogspot.com/2012/03/o-brasil-e-nova-tekpix.html' title='O Brasil e a nova TekPix®'/><author><name>Otávio &quot;VooDoo&quot;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17618741090355611748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiBP-rAoe2MX3IkIMcfwLnp3YqBAj7z0Fsd7CQGa7WjKQzqc4wbzB0yWmkf5lgQnTcepL_jT2zoHVIjOQfJpEU-BcZvsa8kSB-bZWkJyJdEuYX-Q04ZCHxXK8fS0ZJtIw/s1600-r/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656300896966153101.post-8401242176422421692</id><published>2012-02-17T18:37:00.000-02:00</published><updated>2012-02-17T18:37:02.512-02:00</updated><title type='text'>Novo contribuinte</title><content type='html'>Boa noite.&lt;br /&gt;
Meu nome é Filipe Rocha. 31 anos, formado e pós-graduado na área de Letras. Rock&#39;n&#39;roller convicto, adepto do PUNK rock e afins (mas sem mediocridade, meu gosto musical é bem amplo). Sou guitarrista do SLOWNAGY (www.myspace.com/slownagy) e baixista do SUPERDRIVE (http://www.myspace.com/superdriveband). Dou aulas de Inglês, faço traduções (precisando...). Também já me meti a organizar eventos de bandas underground. Curti horrores, mas tive que parar por motivos financeiros.&lt;br /&gt;
Venho contribuir para o blog do meu amigo Otávio como pensador e questionador. Gosto de trocar idéias e de me expressar, acho que precisamos disso.&lt;br /&gt;
Agradeço muito o convite de Otávio, já chego mandando um abraço a todos os envolvidos com o o blog.&lt;br /&gt;
E que se acenda o estopim!!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default/8401242176422421692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656300896966153101/posts/default/8401242176422421692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-estopim.blogspot.com/2012/02/novo-contribuinte.html' title='Novo contribuinte'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>