<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4061678911125871111</id><updated>2026-07-27T13:27:32.538-07:00</updated><title type='text'>Na ponta da língua</title><subtitle type='html'>Este blog traz textos que tratam de regras e curiosidades da língua portuguesa, publicados originalmente na coluna &quot;Na ponta da língua&quot;, aos domingos,no Jornal Bom Dia.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default?redirect=false'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false'/><author><name>Prof. Dr. Cássio Rubio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14814262363448281590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhOyQmapSkMgFi-7g6wRUt58GyNXVEKjEjTT963G3Zwxg0SgJHLq5KFSS33ZZLH7b8b5iCUHldpRdoyeUsm_VhvLd89VM5ts5wAI-ZzSAFkxKdJiyTWWgga6Xj8AM-ZYbQ/s220/cássiorubio.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>45</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4061678911125871111.post-1273394444115138850</id><published>2010-10-22T12:12:00.001-07:00</published><updated>2010-10-22T12:12:58.287-07:00</updated><title type='text'>Expressões idiomáticas da língua portuguesa</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quantas vezes você “deu uma de joão sem braço”, “foi um maria-vai-com-as-outras” e “enfiou o pé na jaca”. Depois “começou a trocar as bolas”, “deu com a língua nos dentes” e sua esposa “rodou à baiana”. Não adianta “chorar pelo leite derramado”, pois se não fosse algum amigo “quebrar o galho”, até agora você estava “pegando papel na ventania” e sua mulher “dando mole por aí”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Apesar do início bem-humorado do texto, a intenção de nossa coluna não é rir da infelicidade alheia. O verdadeiro intuito é demonstrar que, em nosso dia a dia, usamos com muito frequência as chamadas expressões idiomáticas da língua portuguesa, que nada mais são do que expressões que se caracterizam por não serem compreendidas recorrendo-se ao significado particular de cada vocábulo. Ao contrário, somente têm sentido se interpretadas como um todo e, geralmente, surgem de algum episódio corriqueiro do passado, que permitiu que ganhassem popularidade.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A expressão “rodar à baiana”, por exemplo, tem uma história de surgimento curiosa. Diz-se que no início do século passado, os blocos de carnaval saíam às ruas e, em meio ao povo, alguns malandros se aproveitavam das moças. Surgiu, então, a ideia de introduzir alguns capoeiristas, vestidos de baianas, em meio ao desfile, armados de navalhas. Via-se “rodar à baiana” no carnaval.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os idiomatismos possuem algumas características muito particulares que os diferenciam de simples junções de palavras. Por exemplo, não é possível substituir uma das palavras dessas construções por outra que lhe seja sinônima, sem haver perda de sentido. Ninguém diz: girar à baiana ou dar uma de pedro sem braço. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As expressões idiomáticas são também incorretamente incluídas junto aos vocábulos compostos. Palavras compostas como guarda-roupa ou beija-flor não possibilitam flexão verbal; já expressões como “rodar à baiana” e “dar uma de joão sem braço” admitem flexão do verbo de acordo com o sujeito da ação. “O chefe rodou à baiana”, “A funcionária deu uma de joão sem braço”. É isso. &lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/feeds/1273394444115138850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/2010/10/expressoes-idiomaticas-da-lingua.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default/1273394444115138850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default/1273394444115138850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/2010/10/expressoes-idiomaticas-da-lingua.html' title='Expressões idiomáticas da língua portuguesa'/><author><name>Prof. Dr. Cássio Rubio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14814262363448281590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhOyQmapSkMgFi-7g6wRUt58GyNXVEKjEjTT963G3Zwxg0SgJHLq5KFSS33ZZLH7b8b5iCUHldpRdoyeUsm_VhvLd89VM5ts5wAI-ZzSAFkxKdJiyTWWgga6Xj8AM-ZYbQ/s220/cássiorubio.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4061678911125871111.post-3630594254113485275</id><published>2010-10-22T12:11:00.001-07:00</published><updated>2010-10-22T12:11:42.861-07:00</updated><title type='text'>Ativo, passivo ou reflexivo?</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No domingo passado, ao tratarmos de casos de voz passiva sintética, houve equívoco na classificação de uma das orações, o que me motivou a tratar, nessa semana, das vozes do verbo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na voz ativa, a pessoa a que se refere o verbo é a responsável pela ação. Por exemplo, em: “O goleiro da Argentina agrediu o adversário na área”, o sujeito “o goleiro da Argentina” é quem pratica a agressão contra o adversário. Se para toda ação há uma reação, quem sofrerá as consequências do ato também será ele, que, certamente, receberá um cartão vermelho e terá um pênalti contra seu time.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quando o verbo está na voz passiva, indica que a pessoa é o objeto ou o paciente da ação verbal. Em “O goleiro da Argentina foi agredido pelo adversário na área”, o sujeito “o goleiro da Argentina”, em lugar de agredir, sofre a agressão. A diferença se evidenciaria, em campo, com falta em favor da Argentina e expulsão do adversário, responsável pela ação (agente da passiva).&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O verbo poderia se apresentar também na voz passiva sintética, que se diferencia da passiva analítica pela omissão do agente, com o uso da partícula apassivadora (se). Para o fato acima, teríamos: “Agrediu-se o goleiro da Argentina na área”. Como efeito do uso dessa estrutura, haveria, em campo, apenas a marcação de falta a favor da Argentina, já que houve a omissão do “culpado” da agressão.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Há ainda a voz reflexiva, que indica, por meio da adição de um pronome oblíquo ao verbo (me, te, se), que a ação é realizada e sofrida pelo(s) mesmo(s) ser(es). Para o caso acima, poderíamos ter: “O goleiro da Argentina e o adversário agrediram-se dentro da área”. O resultado da agressão mútua, nessa situação, seria totalmente diferente, com goleiro e adversário sendo expulsos de campo. Isso, obviamente, se o juiz não fosse argentino!&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/feeds/3630594254113485275/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/2010/10/ativo-passivo-ou-reflexivo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default/3630594254113485275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default/3630594254113485275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/2010/10/ativo-passivo-ou-reflexivo.html' title='Ativo, passivo ou reflexivo?'/><author><name>Prof. Dr. Cássio Rubio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14814262363448281590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhOyQmapSkMgFi-7g6wRUt58GyNXVEKjEjTT963G3Zwxg0SgJHLq5KFSS33ZZLH7b8b5iCUHldpRdoyeUsm_VhvLd89VM5ts5wAI-ZzSAFkxKdJiyTWWgga6Xj8AM-ZYbQ/s220/cássiorubio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4061678911125871111.post-4792457671434812167</id><published>2010-10-22T12:10:00.001-07:00</published><updated>2010-10-22T12:10:49.117-07:00</updated><title type='text'>O seu cão vai ficar um gato</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Há alguns dias, um panfleto de propaganda me chamou a atenção pela criatividade no uso da língua. Em uma oferta de serviços de banho e tosa de loja especializada em produtos e serviços para animais (“pet shop”), viam-se em grandes letras, os dizeres “Aqui o seu cão vai ficar um gato”. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O produtor do anúncio se utilizou sabiamente de um recurso importantíssimo da língua: as figuras de linguagem. No caso, de uma das figuras mais produtivas da língua portuguesa, conhecida como metáfora, que consiste no emprego de uma palavra fora de seu sentido convencional ou normal, apontando semelhança mental e subjetiva entre os seres. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Podemos dizer que “a propaganda é a alma do negócio” ou que “o futebol é uma caixinha de surpresas”. Nos dois casos, estamos usando o sentido figurado, para dizer que a propaganda é de importância fundamental no negócio e que tudo pode acontecer em uma partida de futebol. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No panfleto, além de explorar o fato de que cães e gatos constituem a grande maioria dos “clientes” desse tipo de loja, o responsável pela propaganda atentou-se para o fato de que a palavra “gato”, além de ser usada para se referir aos felinos, também é usada metaforicamente como alusão aos seres humanos que se destacam pela beleza e sensualidade. O resultado foi a oração acima, que chamou a atenção dos futuros clientes em relação aos cuidados estéticos oferecidos, que vão deixar os cães e, obviamente, os gatos mais belos do que já são. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A utilização de metáforas relacionadas à palavra cão não gerariam mesmo resultado. A oração “o seu gato vai ficar o cão”, por exemplo, surtiria efeito contrário, já que “o cão”, metaforicamente, pode remeter a um ser de aparência desagradável.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Até a próxima. &lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/feeds/4792457671434812167/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/2010/10/o-seu-cao-vai-ficar-um-gato.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default/4792457671434812167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default/4792457671434812167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/2010/10/o-seu-cao-vai-ficar-um-gato.html' title='O seu cão vai ficar um gato'/><author><name>Prof. Dr. Cássio Rubio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14814262363448281590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhOyQmapSkMgFi-7g6wRUt58GyNXVEKjEjTT963G3Zwxg0SgJHLq5KFSS33ZZLH7b8b5iCUHldpRdoyeUsm_VhvLd89VM5ts5wAI-ZzSAFkxKdJiyTWWgga6Xj8AM-ZYbQ/s220/cássiorubio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4061678911125871111.post-1725866258553939083</id><published>2010-10-22T12:09:00.000-07:00</published><updated>2010-10-22T12:09:45.306-07:00</updated><title type='text'>Como entender nossa língua?</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O diálogo com um austríaco me fez refletir sobre questões interessantes a respeito de nossa língua, as quais a tornam de difícil compreensão para quem não é brasileiro nato. Vejamos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quando se quer urgência na realização de algo, diz-se que deve ser feito já. Portanto, “já” quer dizer “agora”. Contudo, quando se diz que algo será feito “já, já”, quer dizer que será feito daqui a pouco. Se um “já” pede urgência, porque dois “jás” não sugerem maior urgência ainda? E quando se diz que algo deve ser feito rapidinho? “Rapidinho” seria diminutivo de “rápido”, por isso, seria natural que “rapidinho” fosse menos veloz que rápido, mas não é. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E o uso do não? Se quero dizer que não vou a algum lugar, digo: “Eu não vou”. “Não” nega o conteúdo do verbo, certo? Acontece que às vezes colocamos outro não ao final da oração e aí tem-se algo como: “eu não vou não”. Se um “não” nega o conteúdo do verbo, o outro estaria negando o primeiro “não”. Seria algo como “eu vou”? Sabemos que não é. Bem faz o nordestino que, com o intuito de evitar a fadiga, avançado em seu tempo e econômico nas palavras, diz: “vou não”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sem falar da célebre pergunta: “você tem horas?”. A resposta seria: “sim eu tenho”. Aliás, uma amiga tomou o maior “esfrega” de um taxista em Portugal, quando perguntou se ia chover. Disse ele, em alto e bom som: “Como é que eu vou saber?”. Parece até aquela pessoa que não entende o sentido de uma pergunta retórica. Se você diz: “Olá, tudo bem?”, ela diz: “não” e vem logo com uma série infindável de problemas e doenças. Uma pergunta retórica sugere uma reposta simples como, “tudo bem, e você?” &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Como é que o austríaco (aquele mencionado no início do texto) vai entender tudo isso. Coisas da nossa língua. Até a próxima. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/feeds/1725866258553939083/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/2010/10/como-entender-nossa-lingua.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default/1725866258553939083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default/1725866258553939083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/2010/10/como-entender-nossa-lingua.html' title='Como entender nossa língua?'/><author><name>Prof. Dr. Cássio Rubio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14814262363448281590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhOyQmapSkMgFi-7g6wRUt58GyNXVEKjEjTT963G3Zwxg0SgJHLq5KFSS33ZZLH7b8b5iCUHldpRdoyeUsm_VhvLd89VM5ts5wAI-ZzSAFkxKdJiyTWWgga6Xj8AM-ZYbQ/s220/cássiorubio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4061678911125871111.post-7234200006223430439</id><published>2010-10-22T12:08:00.000-07:00</published><updated>2010-10-22T12:08:58.842-07:00</updated><title type='text'>“Meio que em off” ou “making of”</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As palavras provenientes de outras línguas sempre estiveram presentes no vocabulário dos brasileiros. Durante a colonização, a enorme variedade de povos europeus e africanos que aqui aportaram fez com que o português recebesse inúmeras contribuições que, somadas às contribuições das centenas de línguas indígenas presentes no território brasileiro, delinearam uma língua que alguns ousam chamar de brasileira.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não obstante a origem caracterizada pela junção de culturas e povos, o português brasileiro recebeu e ainda recebe contribuições de inúmeras outras fontes, sobremaneira, de nações que atualmente exercem certo domínio econômico e cultural sobre os demais países.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Com a popularização da rede mundial de computadores, a proliferação dos estrangeirismos – palavras emprestadas de outras línguas – passou a figurar como fenômeno evidente de enriquecimento do vocabulário das línguas. Palavras como “deletar”, “escanear”, “tuitar” e “logar” soam como legítimas portuguesas na boca da “geração internet”, que já “saiu de fábrica” falando inglês e “fuçando” no computador.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Contudo, gerações anteriores, com mais de 30 anos e “sem tecla sap”, confundem-se com tantos termos em inglês. Veja um exemplo. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Uma amiga, ao tratar de detalhes do casamento com a cabeleireira, recebeu a informação de que poderia fazer “making of” com o fotógrafo. Sem conhecer a expressão cunhada no cinema americano, que significa “documentário de bastidores”, a futura noiva entendeu que ela poderia fazer algo “meio que em off”, expressão adaptada de “off the records” e usada no Brasil para se referir a algo “não oficial” ou, em português popular, “por baixo dos panos”. Resultado: recusou prontamente a oferta da cabeleireira. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Aliás, o correto é “the making of” e não “the making off”, como muito se vê, já que a tradução exata do termo é “a feitura de” ou “a elaboração de”. Até a próxima.&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/feeds/7234200006223430439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/2010/10/meio-que-em-off-ou-making-of.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default/7234200006223430439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default/7234200006223430439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/2010/10/meio-que-em-off-ou-making-of.html' title='“Meio que em off” ou “making of”'/><author><name>Prof. Dr. Cássio Rubio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14814262363448281590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhOyQmapSkMgFi-7g6wRUt58GyNXVEKjEjTT963G3Zwxg0SgJHLq5KFSS33ZZLH7b8b5iCUHldpRdoyeUsm_VhvLd89VM5ts5wAI-ZzSAFkxKdJiyTWWgga6Xj8AM-ZYbQ/s220/cássiorubio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4061678911125871111.post-1598836144742715035</id><published>2010-10-22T12:06:00.000-07:00</published><updated>2010-10-22T12:06:08.674-07:00</updated><title type='text'>Quando usar perca ou perda?</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O verbo perder quase sempre remete a ações de caráter negativo. Perdemos tempo, perdemos dinheiro, perdemos coisas, perdemos pessoas, “perdemos até a cabeça” (obviamente, no sentido figurado). Positivo mesmo só se perdermos peso. Aliás, o tema deste artigo surgiu exatamente de um comercial de TV, daqueles famosos, que prometem corpo “sarado” em poucas semanas, com dietas milagrosas e sem nenhum esforço.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O comercial se iniciava, como os demais, com fotos de desconhecidos antes e depois da dieta e, em grandes letras, exibia no canto da tela os seguintes dizeres: “Com o uso efetivo do produto, acompanhado de exercícios físicos, perda até 5 quilos em uma semana”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Deixando de lado a eficácia do método de emagracimento, analisemos o uso incorreto da forma “perda”. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O verbo “perder” é irregular e há a troca do ‘d’ pelo ‘c’ em algumas formas verbais, como na primeira pessoa do singular do presente do indicativo, “eu perco” ou na terceira do imperativo afirmativo, “perca você”, “percam vocês”. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na oração acima, requeria-se a forma de terceira pessoa do singular no imperativo afirmativo “perca”. Dessa forma, o correto seria: “Perca até 5 quilos em uma semana”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;“Perda” é substantivo feminino e deve ser usado somente com essa função. Por exemplo: “Ocorreu a perda total no acidente com o automóvel” ou “Há muita perda de tempo no trânsito hoje em dia”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A dica para não errar é observar se a forma requerida no contexto é um verbo ou um substantivo. O substantivo sempre admite o acréscimo de um artigo definido em posição anterior: “a perda de tempo”, “a perda de espaço”. Com o verbo, o mesmo não ocorre. Até a próxima. &lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/feeds/1598836144742715035/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/2010/10/quando-usar-perca-ou-perda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default/1598836144742715035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default/1598836144742715035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/2010/10/quando-usar-perca-ou-perda.html' title='Quando usar perca ou perda?'/><author><name>Prof. Dr. Cássio Rubio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14814262363448281590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhOyQmapSkMgFi-7g6wRUt58GyNXVEKjEjTT963G3Zwxg0SgJHLq5KFSS33ZZLH7b8b5iCUHldpRdoyeUsm_VhvLd89VM5ts5wAI-ZzSAFkxKdJiyTWWgga6Xj8AM-ZYbQ/s220/cássiorubio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4061678911125871111.post-6797699187116777372</id><published>2010-10-22T12:05:00.000-07:00</published><updated>2010-10-22T12:05:12.957-07:00</updated><title type='text'>Uma revisão nas regras de acentuação</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A grande queixa dos alunos em relação às regras gerais de acentuação é se lembrar daquela série enorme de terminações de palavras paroxítonas acentuadas (UM, UNS, L, PS, X, EI (S), ÃO (S), U (S), I (S), R, Ã (S), N).&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Acontece que há outra forma de sabermos quais palavras paroxítonas (palavras com a penúltima sílaba tônica) devem ser acentuadas no português.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É só “guardarmos” a regra das oxítonas e dos monossílabos tônicos (diga-se de passagem, muito mais simples), que, por consequência, saberemos quais as paroxítonas acentuadas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Acentuamos os monossílabos tônicos terminados em ‘a(s)’, ‘e(s)’, ‘o(s)’ e as oxítonas terminadas em ‘a(s)’, ‘e(s)’, ‘o(s)’, ‘em’, ‘ens’. Isso quer dizer que acentuamos monossílabos como: pá, pé e pó e oxítonas como: maracujá, filé, jiló, refém e parabéns. Quer dizer também que não acentuamos os monossílabos e as oxítonas com outras terminações, como: vi (do verbo ver), nu, abacaxi, tatu, professor, partir, jornal etc.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para as paroxítonas, ocorre exatamente o contrário, ou seja, não acentuamos as terminadas em ‘a(s)’, ‘e(s)’, ‘o(s)’, ‘em’, ‘ens’, como planta, frente, canto e ontem; e acentuamos as que possuem quaisquer outras terminações (“coincidentemente”, as da lista acima), como: álbum, ágil, bíceps, tórax, vôlei, órfão, bônus, hífens, vírus, táxi, ímã. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em relação às proparoxítonas, não há mistério. Todas são acentuadas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A mesma estratégia usada em relação às regras gerais de acentuação pode funcionar bem para as demais regras. Oxítonas terminadas em ditongo “ia” não são acentuadas, paroxítonas são. Acentua-se ambulância, mas não se acentua melancia. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É isso. Até a próxima semana. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/feeds/6797699187116777372/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/2010/10/uma-revisao-nas-regras-de-acentuacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default/6797699187116777372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default/6797699187116777372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/2010/10/uma-revisao-nas-regras-de-acentuacao.html' title='Uma revisão nas regras de acentuação'/><author><name>Prof. Dr. Cássio Rubio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14814262363448281590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhOyQmapSkMgFi-7g6wRUt58GyNXVEKjEjTT963G3Zwxg0SgJHLq5KFSS33ZZLH7b8b5iCUHldpRdoyeUsm_VhvLd89VM5ts5wAI-ZzSAFkxKdJiyTWWgga6Xj8AM-ZYbQ/s220/cássiorubio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4061678911125871111.post-5211214503484209305</id><published>2010-10-22T12:03:00.000-07:00</published><updated>2010-10-22T12:03:31.869-07:00</updated><title type='text'>Uma vogal faz toda a diferença</title><content type='html'>Na língua portuguesa, algumas palavras são muito parecidas com outras e, às vezes, confundimo-nos e usamos a palavra incorreta para a ideia que queremos transmitir. Dizemos descriminação em lugar de discriminação, discrição em vez de descrição, tráfego em vez de tráfico. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa relação entre palavras semelhantes na pronúncia e na escrita, mas diferentes no significado é chamada de paronímia. Mas lembre-se: não são iguais, são semelhantes, ou seja, há sempre alguma diferença na forma escrita. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para os exemplos acima, observe que uma única vogal, pode fazer toda a diferença. Descriminação é o ato de descriminar, deixar de ser crime (do latim “crimen”); discriminação (do latim “discriminatione”) é o ato de discernir, separar ou distinguir. Podemos dizer que somos a contra a discriminação racial, mas nunca a contra da descriminação racial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com as palavras discrição e descrição, há a mesma diferença. Descrição vem de descrever (do latim “describere”), que significa narrar ou contar minuciosamente. Discrição relaciona-se à discreto (do latim “discretu”), que quer dizer reservado, que não chama a atenção. É possível dizer que alguém age com discrição, mas não com descrição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em relação às palavras tráfego e tráfico, a distinção é mais visível, já que, além da diferença de vogais na segunda sílaba, há também alteração da consoante da última sílaba. Tráfego tem relação com grande fluxo ou grande atividade. Tráfego de automóveis, de aviões, de pessoas. Tráfico tem relação com comércio ou negócio. Tráfico de drogas, tráfico de armas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O interessante é que, segundo o dicionário Aurélio, tráfego é uma palavra que se formou pela alteração da palavra tráfico (do italino “tráffico”). Em outras palavras, as duas têm mesma origem. Coisas de nossa língua. É isso. Até a próxima.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/feeds/5211214503484209305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/2010/10/uma-vogal-faz-toda-diferenca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default/5211214503484209305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default/5211214503484209305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/2010/10/uma-vogal-faz-toda-diferenca.html' title='Uma vogal faz toda a diferença'/><author><name>Prof. Dr. Cássio Rubio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14814262363448281590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhOyQmapSkMgFi-7g6wRUt58GyNXVEKjEjTT963G3Zwxg0SgJHLq5KFSS33ZZLH7b8b5iCUHldpRdoyeUsm_VhvLd89VM5ts5wAI-ZzSAFkxKdJiyTWWgga6Xj8AM-ZYbQ/s220/cássiorubio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4061678911125871111.post-4199922931592385947</id><published>2010-10-22T12:01:00.000-07:00</published><updated>2010-10-22T12:01:06.096-07:00</updated><title type='text'>Para que complicar?</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Há algum tempo já discutimos aqui a necessidade que os falantes de língua portuguesa têm de tornar mais rebuscadas as expressões utilizadas no dia a dia. Renegam-se palavras portuguesas em favor de palavras do inglês e do francês, simplesmente para dificultar a compreensão, ou “elitizar” bens e serviços. E não é só isso, até mesmo no português, às vezes, abre-se mão de palavras simples somente para tornar mais rebuscado o discurso. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O mais curioso é que essa prática já ocorria há muitos séculos. Vejamos um bom exemplo, extraído de gramáticas da língua portuguesa.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em 1540, ao tratar dos tempos verbais, na obra que seria uma das primeiras gramáticas do português, João de Barros anotou:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;“Temos em nóssa linguágem cinquo tempos como os latinos: presente, passádo por acabar, passado acabádo, passádo mais que acabádo, e vindouro, ou futuro.” (conservei aqui ortografia e acentuação da época).&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O leitor há de convir que é muito mais simples, para uma criança em idade escolar, lidar com o termo “passado mais que acabado” do que com a forma hoje utilizada, “pretérito mais-que-perfeito”. As formas “passado por acabar” e “passado acabado”, do mesmo modo, são autoexplicativas, por outro lado, as utilizadas nas gramáticas atuais, “pretérito imperfeito” e “pretérito perfeito”, já nasceram arcaicas. Até explicar ao aluno que pretérito é passado e que imperfeito é o que ainda não se acabou, “Inês é morta”, como diria Camões.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não estou aqui defendendo o empobrecimento da língua portuguesa. As palavras e expressões cunhadas no dia a dia, ao contrário do que se pensa, só enriquecem cada vez mais o português.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O que sugiro é a popularização do ensino de língua portuguesa. Esse excesso de requinte surgiu exatamente em um momento em que a educação era para poucos. O momento agora é outro, a educação é para todos.&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/feeds/4199922931592385947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/2010/10/para-que-complicar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default/4199922931592385947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default/4199922931592385947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/2010/10/para-que-complicar.html' title='Para que complicar?'/><author><name>Prof. Dr. Cássio Rubio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14814262363448281590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhOyQmapSkMgFi-7g6wRUt58GyNXVEKjEjTT963G3Zwxg0SgJHLq5KFSS33ZZLH7b8b5iCUHldpRdoyeUsm_VhvLd89VM5ts5wAI-ZzSAFkxKdJiyTWWgga6Xj8AM-ZYbQ/s220/cássiorubio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4061678911125871111.post-6578775200762811945</id><published>2010-10-22T12:00:00.001-07:00</published><updated>2010-10-22T12:00:16.849-07:00</updated><title type='text'>Língua(gem) e sociedade</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Uma língua, seja ela qual for, tem a função de permitir a comunicação entre os indivíduos. Essa é sua função primordial. Há uma relação direta e indissolúvel entre sociedade e língua e língua e sociedade, que não permite que se pense em indivíduos vivendo conjuntamente sem o estabelecimento de comunicação entre si e, da mesma forma, não é possível a comunicação sem que haja uma convenção social, o que chamamos de língua. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Língua é um conjunto de convenções sociais historicamente constituídas, que permite que os indivíduos se comuniquem. Somente os seres humanos têm essa capacidade, relacionada talvez com algum dispositivo biológico, que permite que se formule e se entenda um conjunto de sons e a eles se associe um sentido. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A facilidade com que uma criança adquire sua língua materna é algo quase inexplicável, levando em consideração a complexidade de uma língua. Em aproximadamente três anos, adquire-se um conjunto razoavelmente grande de palavras, aliado às regras de uso da língua, as chamadas regras da gramática dos usuários de uma língua, algo que permite que se estruturem frases coesas e coerentes, ou seja, que permite que se diga “O bebê está com fome” em vez de “Fome bebê com está”. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Uma operação que parece simples, mas que possui grande complexidade, mesmo para adultos que tentam adquirir uma segunda língua. Além dessa facilidade na apreensão das estruturas e do léxico (palavras), some-se a elaboração, por parte da criança, de frases nunca ouvidas, demonstrando capacidade criativa e não somente reprodutiva, o que prova que o ser humano possui uma estrutura em seu cérebro que cria e modifica a língua. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Essa capacidade única coloca o homem como espécie central do planeta Terra, permitindo a organização em sociedade e a comunicação, atributos essenciais para o domínio sobre outras espécies e para a manipulação de objetos. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É a linguagem humana que permite a esse ser alterar seu meio e traçar o seu destino, mas, por outro lado, permite também galgar sua própria destruição.&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/feeds/6578775200762811945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/2010/10/linguagem-e-sociedade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default/6578775200762811945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default/6578775200762811945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/2010/10/linguagem-e-sociedade.html' title='Língua(gem) e sociedade'/><author><name>Prof. Dr. Cássio Rubio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14814262363448281590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhOyQmapSkMgFi-7g6wRUt58GyNXVEKjEjTT963G3Zwxg0SgJHLq5KFSS33ZZLH7b8b5iCUHldpRdoyeUsm_VhvLd89VM5ts5wAI-ZzSAFkxKdJiyTWWgga6Xj8AM-ZYbQ/s220/cássiorubio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4061678911125871111.post-8506443634367670209</id><published>2010-10-22T11:59:00.000-07:00</published><updated>2010-10-22T11:59:16.350-07:00</updated><title type='text'>O dialeto caipira ainda existe?</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em 1920, o filólogo, poeta e folclorista Amadeu Amaral publicou o que seria sua mais importante obra: “O dialeto caipira”, baseado na observação científica minuciosa das características da língua falada no interior paulista. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Alertou Amaral, já nas considerações prévias, que aquela forma de falar, diferente das demais variedades encontradas no país e em Portugal, estava, naquele momento, em vias de extinção e que não sobreviveria por muito tempo. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Segundo palavras do autor, o caipira tornar-se-ia, de dia em dia, mais raro e só com dificuldade poder-se-ia, em futuro breve, encontrar um representante genuíno da espécie.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Após 90 anos de publicação do livro de Amaral, retomamos o que fora apontado pelo autor como característico do falar caipira e, com surpresa e orgulho, constatamos, com base na observação científica da língua falada atualmente na região de Rio Preto, que aquelas peculiaridades, condenadas à extinção, sobrevivem não só na boca dos mais humildes, mas também de pessoas mais escolarizadas do interior do Estado.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E mais, características, como nosso “erre caipira”, particulares de indivíduos que Amaral chamou de “genuínos caipiras, roceiros ignorantes e atrasados”, espalharam-se por quase todo o estado e nos destacam e nos qualificam como moradores do interior paulista, um território que era antes considerado a “boca do sertão”, local econômica e culturalmente isolado, mas que hoje ostenta pujança econômica e social, e qualidade de vida pouco experimentadas em outras regiões brasileiras e internacionais.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nosso dialeto caipira não mudou. O que mudou foi nosso status social e econômico perante o restante do país. Os “caipiras modernos” preservaram os antigos costumes, dentre eles, o dialeto, e honraram a memória de seus antepassados, mas não deixaram de evoluir e fizeram deste pedaço de chão um local de causar inveja a qualquer “moço da cidade grande”. &lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/feeds/8506443634367670209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/2010/10/o-dialeto-caipira-ainda-existe.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default/8506443634367670209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default/8506443634367670209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/2010/10/o-dialeto-caipira-ainda-existe.html' title='O dialeto caipira ainda existe?'/><author><name>Prof. Dr. Cássio Rubio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14814262363448281590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhOyQmapSkMgFi-7g6wRUt58GyNXVEKjEjTT963G3Zwxg0SgJHLq5KFSS33ZZLH7b8b5iCUHldpRdoyeUsm_VhvLd89VM5ts5wAI-ZzSAFkxKdJiyTWWgga6Xj8AM-ZYbQ/s220/cássiorubio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4061678911125871111.post-1300128737251566043</id><published>2010-09-12T04:50:00.000-07:00</published><updated>2010-09-12T04:50:55.067-07:00</updated><title type='text'>O “seu” e o “teu” no português</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;meta content=&quot;text/html; charset=utf-8&quot; http-equiv=&quot;Content-Type&quot;&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content=&quot;Word.Document&quot; name=&quot;ProgId&quot;&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content=&quot;Microsoft Word 12&quot; name=&quot;Generator&quot;&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content=&quot;Microsoft Word 12&quot; name=&quot;Originator&quot;&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href=&quot;file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCassio%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml&quot; rel=&quot;File-List&quot;&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href=&quot;file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCassio%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx&quot; rel=&quot;themeData&quot;&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href=&quot;file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCassio%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml&quot; rel=&quot;colorSchemeMapping&quot;&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;
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&lt;/style&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt; &lt;b&gt;Na versão impressa deste texto, publicada no jornal Bom Dia de 12 de setembro, leia-se possessivo em lugar de demonstrativo.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; No português padrão, aquele das gramáticas, há correlação exata entre&amp;nbsp; pessoa do discurso e pessoa gramatical. Para a primeira pessoa, quem fala, formas verbais de primeira pessoa, para a segunda pessoa, com quem se fala, formas de segunda pessoa, para a terceira pessoa, de quem se fala, formas de terceira pessoa. Há também relação direta entre essas pessoas e os respectivos pronomes possessivos: “meu” para a primeira pessoa, “teu” para a segunda e “seu” para a terceira.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Acontece que, por alterações do quadro pronominal do português, ocasionadas pela inclusão de novas formas, não há mais exata correlação entre cada uma das pessoas do discurso e respectivas pessoas gramaticais. A forma de tratamento “vossa mercê”, por exemplo, originou o pronome pessoal de segunda pessoa do discurso, “você”, que substituiu o “tu” e que se utiliza de conjugações da terceira pessoa gramatical, como “ele/ela”. Além disso, o pronome “você” é usado com o possessivo de terceira pessoa “seu”. O mesmo utilizado com os pronomes de terceira pessoa “ele” e “ela”. Conclusão: pode haver ambiguidade no uso de “seu” na linguagem falada e escrita.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Veja um exemplo real: Um gerente de banco enviou um recado a seu funcionário: “Caro Fulano, o senhor Sicrano, da Diretoria, ligou e disse que seu empréstimo não pode ser aprovado. Por favor, tome providências urgentes para regularizar a situação. Obrigado”.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Pois bem. Quem está com problemas? O funcionário ou o membro da Diretoria? Se nos pautarmos nas regras gramaticais, o segundo; se considerarmos o uso real, o funcionário. Aliás, este só descobriu que não tinha problemas no limite, após acessar sua conta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Uma estratégia usada para desfazer essa ambibuidade é o uso do pronome “dele” como possessivo de terceira pessoa. Uma solução não prescrita pela gramática, mas que evita a ambiguidade. É isso. Até a próxima.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/feeds/1300128737251566043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/2010/09/o-seu-e-o-teu-no-portugues.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default/1300128737251566043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default/1300128737251566043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/2010/09/o-seu-e-o-teu-no-portugues.html' title='O “seu” e o “teu” no português'/><author><name>Prof. Dr. Cássio Rubio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14814262363448281590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhOyQmapSkMgFi-7g6wRUt58GyNXVEKjEjTT963G3Zwxg0SgJHLq5KFSS33ZZLH7b8b5iCUHldpRdoyeUsm_VhvLd89VM5ts5wAI-ZzSAFkxKdJiyTWWgga6Xj8AM-ZYbQ/s220/cássiorubio.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4061678911125871111.post-8438928086134160489</id><published>2010-07-04T02:30:00.001-07:00</published><updated>2010-07-04T02:30:54.012-07:00</updated><title type='text'>Contratam-se pedreiros e precisa-se de azulejistas - versão correta</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na versão impressa, publicada no domingo, lia-se voz ativa em vez de voz passiva analítica. A versão correta segue abaixo:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É muito comum encontrarmos por aí placas do tipo: “vende-se”, “aluga-se”, “compra-se” e “contrata-se”. Seja dito de passagem, a efervescência econômica brasileira, certamente, fará com que esses dizeres sejam ainda mais comuns.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O fato é que, normalmente, os verbos dessas placas sempre aparecem no singular, venham eles acompanhados de termos no singular ou no plural: “Contrata-se pedreiros com experiência”, “Aluga-se quartos”, “compra-se carros usados”. Será que está correto?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O “se”, presente nessas orações, é partícula apassivadora, o que leva a crer que há aí um sujeito que sofre a ação do verbo. Quem sofre a ação de “contratar”, “alugar” e “comprar”? São as palavras “pedreiros”, “quartos” e “carros”. São elas também os sujeitos das orações.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ainda não está satisfeito? Vamos então “tentar” passar para a voz passiva analítica: “Pedreiros com experiência são contratados”, “Quartos são alugados” e “Carros usados são comprados”. Veja que nada mudou. A ação continua a mesma e o verbo “ser”, nos três casos, está no plural, indicando que, na passiva sintética, os verbos também devem estar no plural: “Contratam-se pedreiros com experiência”, “Alugam-se quartos” e “Compram-se carros usados”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E como diferenciar casos de passiva sintética dos casos de indeterminação do sujeito, como em “Precisa-se de azulejistas”?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É simples. Nesse caso, a oração não está na voz passiva sintética e, por isso, não é possível passá-la para a voz passiva analítica. Aliás, não existe sujeito que se inicie por preposição. A dica para identificá-las está bem aí: nos casos de indeterminação, em que o verbo fica no singular, há sempre uma preposição após o verbo: “precisa-se de”, “necessita-se de”, “acredita-se em”. Se houver a preposição, o verbo fica no singular e o complemento é objeto indireto. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na próxima semana voltaremos a tratar do assunto.&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/feeds/8438928086134160489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/2010/07/contratam-se-pedreiros-e-precisa-se-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default/8438928086134160489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default/8438928086134160489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/2010/07/contratam-se-pedreiros-e-precisa-se-de.html' title='Contratam-se pedreiros e precisa-se de azulejistas - versão correta'/><author><name>Prof. Dr. Cássio Rubio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14814262363448281590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhOyQmapSkMgFi-7g6wRUt58GyNXVEKjEjTT963G3Zwxg0SgJHLq5KFSS33ZZLH7b8b5iCUHldpRdoyeUsm_VhvLd89VM5ts5wAI-ZzSAFkxKdJiyTWWgga6Xj8AM-ZYbQ/s220/cássiorubio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4061678911125871111.post-5698029800101719958</id><published>2010-06-21T05:42:00.000-07:00</published><updated>2010-06-21T05:42:36.847-07:00</updated><title type='text'>Oh pá! Já não falam cá como lá!</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Uma longa conversa com um legítimo português me inspirou a escrever o texto desta semana, que não poderia deixar de ser sobre as diferenças que a nossa língua, o português brasileiro, tem em relação ao português de Portugal. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nosso modo de falar se diferencia do modo lusitano em todos os níveis, desde o fonético até o semântico. A maior distinção entre as variedades do Brasil e de Portugal, contudo, pode ser encontrada no léxico.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por exemplo, em Portugal não se toma café-da-manhã, farta-se com um pequeno-almoço. Não se pega um trem ou um ônibus, toma-se um comboio ou um autocarro. Lugar é chamado de sítio. Giro significa divertido, elegante, bonito e inteligente. Se o lugar é divertido, diz-se, então, que o sítio é giríssimo. Lá, os alunos não reprovam de ano, mas ficam chumbados. As crianças são chamadas de miúdos. Para se referir à juventude usa-se a expressão miudagem. A mulher se refere ao marido como meu homem. Velório pode ser chamado de velatório. Não se colocam as coisas, metem-se. Há lá ainda quem chame o colégio de liceu. Não se toma banho no banheiro e sim na casa de banho. Aliás, a palavra banheiro, em Portugal, é usada para se referir aos salva-vidas. O pão do tipo bisnaga é chamado de cacete. Não se praticam esportes, praticam-se desportos. Se aqui o carro é conversível, lá ele é descapotável. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O famoso gerúndio, usado em profusão no português brasileiro, não é muito empregado em Portugal. Uma operadora de telemarketing lusitana diria: “Senhor vou estar a efetuar o vosso cadastro e estar a cancelar vosso serviço”. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Com tantas diferenças há quem diga que é preciso se recorrer a um explicador, que no Brasil nada mais é do que professor particular. É isso. Até a próxima.&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/feeds/5698029800101719958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/2010/06/oh-pa-ja-nao-falam-ca-como-la.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default/5698029800101719958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default/5698029800101719958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/2010/06/oh-pa-ja-nao-falam-ca-como-la.html' title='Oh pá! Já não falam cá como lá!'/><author><name>Prof. Dr. Cássio Rubio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14814262363448281590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhOyQmapSkMgFi-7g6wRUt58GyNXVEKjEjTT963G3Zwxg0SgJHLq5KFSS33ZZLH7b8b5iCUHldpRdoyeUsm_VhvLd89VM5ts5wAI-ZzSAFkxKdJiyTWWgga6Xj8AM-ZYbQ/s220/cássiorubio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4061678911125871111.post-436607529912003771</id><published>2010-05-03T05:28:00.000-07:00</published><updated>2010-05-03T05:28:37.514-07:00</updated><title type='text'>BLOG NO JORNAL BOM DIA</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ACESSE MEU NOVO BLOG NO PORTAL DO JORNAL BOM DIA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;http://blog.redebomdia.com.br/blog/rubio/&lt;/strong&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/feeds/436607529912003771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/2010/05/blog-no-jornal-bom-dia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default/436607529912003771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default/436607529912003771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/2010/05/blog-no-jornal-bom-dia.html' title='BLOG NO JORNAL BOM DIA'/><author><name>Prof. Dr. Cássio Rubio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14814262363448281590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhOyQmapSkMgFi-7g6wRUt58GyNXVEKjEjTT963G3Zwxg0SgJHLq5KFSS33ZZLH7b8b5iCUHldpRdoyeUsm_VhvLd89VM5ts5wAI-ZzSAFkxKdJiyTWWgga6Xj8AM-ZYbQ/s220/cássiorubio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4061678911125871111.post-8345026156138457382</id><published>2010-04-20T06:07:00.000-07:00</published><updated>2010-04-20T06:07:06.825-07:00</updated><title type='text'>Eu ‘gosti’</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por sugestão de uma leitora, nesta semana, voltaremos a tratar da aquisição da linguagem. O tema, recentemente, foi explorado por um comercial de TV de um famoso achocolatado em pó. Nele, um garotinho, após se negar, insistentemente, a comer legumes, experimenta o produto e diz à mãe: “Eu gosti”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A impressão inicial, ainda compartilhada por alguns pais e professores, a respeito dessa construção, é de que a criança que a produziu possui algum problema, o qual deve ser rapidamente corrigido, para que não haja prejuízos no futuro. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Contudo, se analisarmos melhor a produção, veremos que essa impressão é equivocada e ignora a capacidade de pensar da criança, alguém que aprende por meio de experiências que, embasadas em lógica, podem ou não dar certo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Durante os primeiros anos de vida, o ser humano tem três necessidades básicas: comer, beber e dormir. Esses três verbos, naturalmente, estão muito presentes no vocabulário dos pais e parentes próximos. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quando observamos a conjugação desses verbos e de grande parte de outros verbos utilizados no cotidiano da criança, como ‘sair’, ‘ver’, ‘assistir’ e ‘cair’, na primeira pessoa do singular do pretérito perfeito, notamos a regularidade de terminação em ‘i’ (comi, bebi, dormi, saí, vi, assisti, caí). Dessa regularidade, a criança extrai a regra de que a primeira pessoa no passado termina em ‘i’ e a ‘fórmula’ é aplicada para outros verbos de seu vocabulário, os quais ela nunca ouviu em primeira pessoa e no passado. Constrói, então, orações do tipo: “Eu gosti”, “Eu fazi”, “Eu di”. Orações que provam que o indivíduo em formação não é “um espelho” ou “uma esponja”, como se afirma por aí. Muito mais do que isso, é sinal de raciocino e criação. É sinal de que tudo vai bem.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/feeds/8345026156138457382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/2010/04/eu-gosti.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default/8345026156138457382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default/8345026156138457382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/2010/04/eu-gosti.html' title='Eu ‘gosti’'/><author><name>Prof. Dr. Cássio Rubio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14814262363448281590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhOyQmapSkMgFi-7g6wRUt58GyNXVEKjEjTT963G3Zwxg0SgJHLq5KFSS33ZZLH7b8b5iCUHldpRdoyeUsm_VhvLd89VM5ts5wAI-ZzSAFkxKdJiyTWWgga6Xj8AM-ZYbQ/s220/cássiorubio.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4061678911125871111.post-6875828338177775984</id><published>2010-04-12T05:10:00.001-07:00</published><updated>2010-04-12T05:10:42.657-07:00</updated><title type='text'>“Excelênte” negócio</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A inspiração para o texto desta semana vem de um comercial daqueles famosos canais de vendas da TV aberta. Lia-se em grandes letras, na parte inferior da tela: “Excelênte” negócio, com acento circunflexo no terceiro ‘e’ de excelente. O problema ortográfico é muito comum e observado com grande frequência em textos escritos. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A falha está na concepção de que, se na palavra excelência há acento, em suas derivadas também haverá acento. O mesmo ocorre, por exemplo, com palavras como frequência e frequente, inteligência e inteligente, juiz e juízes, hífen e hifens. No português, as palavras são acentuadas em relação a sua terminação e não em relação a seu significado. Não é porque uma palavra possui acento que todas as suas derivadas também possuirão acento.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Vejamos os casos acima: Excelente é uma paroxítona (palavra que possui a penúltima sílaba tônica) terminada em ‘e’, por isso não leva acento. Lembre-se, se as oxítonas (palavras que possuem a última sílaba tônica) terminadas em ‘e’ são acentuadas, as paroxítonas não serão. Excelência, apesar de possuir a mesma raiz e também ser paroxítona, é terminada em ditongo, por isso é acentuada. Terminação diferente, regra diferente. O mesmo ocorre com inteligência e inteligente. Juiz é uma oxítona terminada em ‘z’, por isso não leva acento, já juízes é paroxítona e, além disso, possui a sílaba “forte” é formada por um hiato em ‘i’. A regra diz que os hiatos em ‘i’ e ‘u’ devem ser acentuados. Isso explica porque juízes leva acento e juiz não.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Com as palavras hífen e hifens, até mesmo o corretor ortográfico do Word se engana, veja você mesmo. A palavra no singular é terminada em ‘en’ e a palavra no plural termina em ‘ens’. As duas são paroxítonas, mas a regra prescreve que somente as paroxítonas terminadas em ‘en’ serão acentuadas. Vale a dica: para saber se uma palavra é acentuada ou não, é necessário observar terminação e sílaba tônica, além de conhecer as regras gerais de acentuação. É isso.&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/feeds/6875828338177775984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/2010/04/excelente-negocio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default/6875828338177775984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default/6875828338177775984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/2010/04/excelente-negocio.html' title='“Excelênte” negócio'/><author><name>Prof. Dr. Cássio Rubio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14814262363448281590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhOyQmapSkMgFi-7g6wRUt58GyNXVEKjEjTT963G3Zwxg0SgJHLq5KFSS33ZZLH7b8b5iCUHldpRdoyeUsm_VhvLd89VM5ts5wAI-ZzSAFkxKdJiyTWWgga6Xj8AM-ZYbQ/s220/cássiorubio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4061678911125871111.post-8998970770737098254</id><published>2010-04-03T12:26:00.001-07:00</published><updated>2010-04-03T12:26:44.527-07:00</updated><title type='text'>Terçol no olho</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Esta semana, ao apresentar um participante do programa de perguntas e respostas do SBT “1 Contra 100”, o apresentador Roberto Justus disse o seguinte: “O personagem João Plenário retorna novamente ao programa”. Note que não há na oração nenhum problema relacionado aos aspectos morfológicos ou sintáticos da língua. Não há desvios de concordância e também não há problemas de regência, já que o verbo “retornar” pode ser usado com a preposição ‘a’ (retornar a algum lugar). &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O problema evidenciado é de ordem semântica, ou seja, tem relação com o sentido dos termos selecionados. Note que Justus utiliza “retornar”, que tem a significação de tornar novamente, já que o prefixo latino re- adiciona ao verbo a ideia de repetição, como em reeditar (editar novamente), reafirmar (afirmar novamente), recomeçar (começar novamente). Até aí, nenhum problema. Ocorre, porém, que, além do verbo retornar, há o emprego do advérbio “novamente”, que também significa “outra vez” ou “de novo”. Houve uma redundância, chamada de pleonasmo. Dizer que alguém “retorna novamente” é o mesmo que dizer que “O homem subiu para cima” ou que “O cachorro comeu a comida”. O problema seria facilmente resolvido com o apagamento do advérbio ou com a troca do verbo: “O personagem João Plenário vem novamente ao nosso programa” ou “O personagem João Plenário retorna ao nosso programa”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O caso lembra a piada de um amigo: &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Um sujeito muito simples volta do médico e o compadre pergunta: “O que é isso no olho, Zé?” Zé responde: “Estou com ‘terçol no olho’, João”. João, sabendo que a doença aparece somente nos olhos, retruca: “’Terçol no olho’ é pleonasmo”. Outro amigo se aproxima e faz a mesma pergunta: O que é isso aí, Zé? E o Zé conclui sabiamente: “Já não sei mais! O médico disse que é terçol, mas o João falou que é pleonasmo!”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/feeds/8998970770737098254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/2010/04/tercol-no-olho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default/8998970770737098254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default/8998970770737098254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/2010/04/tercol-no-olho.html' title='Terçol no olho'/><author><name>Prof. Dr. Cássio Rubio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14814262363448281590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhOyQmapSkMgFi-7g6wRUt58GyNXVEKjEjTT963G3Zwxg0SgJHLq5KFSS33ZZLH7b8b5iCUHldpRdoyeUsm_VhvLd89VM5ts5wAI-ZzSAFkxKdJiyTWWgga6Xj8AM-ZYbQ/s220/cássiorubio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4061678911125871111.post-981104374690539736</id><published>2010-03-25T13:39:00.000-07:00</published><updated>2010-03-25T13:39:19.805-07:00</updated><title type='text'>Por que tantos porquês?</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Fui questionado sobre o motivo de tantas formas diferentes de escrita da palavra porquê (por que, por quê, porque, porquê). Na verdade, apesar de todos os porquês apresentarem pronúncia idêntica, cada um deles possui forma diferente, a depender de sua posição e de sua função na oração.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A primeira das funções desempenhadas é a de substantivo. Para sabermos se o porquê a ser usado “escreve-se junto” e com acento, é só guardar uma regrinha simples: basta ele vir acompanhado de um artigo (o(s), um(ns)), um pronome adjetivo (meu(s), esse(s), quanto(s)) ou um numeral, como em: “Não sei o porquê de tanta confusão.” Essa forma é usada também quando usamos metalinguagem, ou seja, quando falamos da própria língua, como nesse texto.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A segunda função desempenhada é a de conjunção causal, explicativa ou final. Lembre-se: o importante é utilizar corretamente as formas. A nomenclatura fica em segundo plano. “Porque” sem acento e “junto” é usado, geralmente, para responder uma questão. É possível substituí-lo por “pois”. Vejamos: “A bolsa caiu porque as exportações diminuíram”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;“Por que” sem acento e “separado” é a junção de preposição (por) e pronome (que) e é usado, geralmente, em perguntas, com significado de “Por qual razão, motivo”. Exemplo: “Por que o trânsito está cada vez mais caótico?”. É usado também em respostas, podendo ser substituído por “pelo qual”, como em: “Não sei por que motivo o trânsito está lento.” Nesse caso, não é possível substituí-lo por “pois”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;“Por quê” acentuado e “separado” é usado no final de orações e significa, como a forma anterior, “por qual motivo” ou “por qual razão”. Vejamos o exemplo: “O dólar caiu novamente? Por quê?” ou “O governador não gostou dos aplausos, por quê?” É isso.&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/feeds/981104374690539736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/2010/03/por-que-tantos-porques.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default/981104374690539736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default/981104374690539736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/2010/03/por-que-tantos-porques.html' title='Por que tantos porquês?'/><author><name>Prof. Dr. Cássio Rubio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14814262363448281590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhOyQmapSkMgFi-7g6wRUt58GyNXVEKjEjTT963G3Zwxg0SgJHLq5KFSS33ZZLH7b8b5iCUHldpRdoyeUsm_VhvLd89VM5ts5wAI-ZzSAFkxKdJiyTWWgga6Xj8AM-ZYbQ/s220/cássiorubio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4061678911125871111.post-2410769402609793772</id><published>2010-03-25T13:38:00.000-07:00</published><updated>2010-03-25T13:38:05.499-07:00</updated><title type='text'>Nenhuma das vítimas ficou ou ficaram ferida(s)?</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quando tratamos da concordância verbal, poucas são as dúvidas, para os casos de sujeito simples, formado por um único elemento. Se está no singular, o verbo permanece, naturalmente, no singular. Se o sujeito é plural, o verbo vai para o plural. Importante lembrar que tratamos aqui da linguagem escrita formal e não da língua falada em situações informais. O intuito da coluna é expor e discutir as regras gramaticais, muito cobradas em concursos públicos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As dúvidas se iniciam quando o sujeito vem representado por mais de uma palavra, o que pode confundir o produtor do texto. Por exemplo, se o sujeito tem como núcleo um pronome interrogativo ou indefinido no singular, o verbo ficará no singular, ainda que o complemento desse pronome esteja no plural. Vejamos: “Nenhuma das vítimas ficou ferida no acidente.” ou “Qual de vocês irá me ajudar?”. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para a regra de concordância com expressões de porcentagem, nem mesmo nas gramáticas há um consenso, contudo, o mais usual na imprensa, recomendado inclusive por Evanildo Bechara, gramático e linguista da Academia Brasileira de Letras, é que o verbo concorde com o termo preposicionado que segue e especifica a referência numérica. Por exemplo: “80% da população do município não sabe em quem votar.” ou “80% dos habitantes não sabem em quem votar.”&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Se o sujeito da oração é representado por expressões como “a maioria de”, “a maior parte de”, “grande parte de” e um nome no plural, o verbo pode ficar no singular ou ir para o plural, contudo o verbo no singular é mais usual. “A maioria das pessoas votará (ou votarão) com consciência.”. Grande parte dos políticos age (ou agem) com seriedade.”. Se o nome que precede a expressão estiver no singular, obrigatoriamente, o verbo fica no singular, como em: “A maioria da população vota com consciência.”. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Até a semana que vem.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/feeds/2410769402609793772/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/2010/03/nenhuma-das-vitimas-ficou-ou-ficaram.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default/2410769402609793772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default/2410769402609793772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/2010/03/nenhuma-das-vitimas-ficou-ou-ficaram.html' title='Nenhuma das vítimas ficou ou ficaram ferida(s)?'/><author><name>Prof. Dr. Cássio Rubio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14814262363448281590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhOyQmapSkMgFi-7g6wRUt58GyNXVEKjEjTT963G3Zwxg0SgJHLq5KFSS33ZZLH7b8b5iCUHldpRdoyeUsm_VhvLd89VM5ts5wAI-ZzSAFkxKdJiyTWWgga6Xj8AM-ZYbQ/s220/cássiorubio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4061678911125871111.post-3144851369530709442</id><published>2010-03-16T11:17:00.001-07:00</published><updated>2010-03-16T11:17:33.425-07:00</updated><title type='text'>Próclise, ênclise ou mesóclise?</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Uma leitora enviou-me pelo blog uma dúvida a respeito de colocação pronominal e julguei que o tema seria relevante para figurar no texto desta semana. A primeira questão a considerar quando tratamos da colocação pronominal é destacar a enorme diferença entre as regras das gramáticas, que devem ser seguidas na escrita formal, e a norma (no sentido de normal, usual) da língua falada no Brasil. Obviamente não vamos exigir que um brasileiro de qualquer parte do país deixe de dizer “Me dá a batata.” e passe a usar a forma “Dá-me a batata.”. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Há várias regras a seguir, trataremos das principais. O pronome assume três posições: antes do verbo (próclise), depois do verbo (ênclise) e no meio do verbo (mesóclise). Essa última posição somente é usada com formas verbais do futuro do presente e do futuro do pretérito, ambas no indicativo. Por exemplo: “Dar-te-ei o presente amanhã” ou “Esperar-lhe-íamos até o sol raiar.”. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Normalmente, não se inicia oração por pronome átono. Se o verbo é primeiro elemento da oração, o pronome vem depois: “Deixe-me sozinho agora.”. Também não se deve usar pronome após a vírgula. Vejamos: “Neste país, leva-se vantagem em tudo.” &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quando o verbo é precedido de partícula negativa, como “não”, “jamais”, “nada”, “nunca” etc., normalmente, usa-se a próclise (pronome átono antes do verbo), pois essas partículas “atraem” o pronome. Por exemplo: “Não se deve votar em corrupto.” ou “Nunca me disseram essas besteiras.”. Pronomes indefinidos, como “alguém”, “tudo”, “todos” etc., pronomes interrogativos, como “quem”, “quando”, “como” etc. e advérbios, como “sempre”, “amanhã”, “ontem” etc., também atraem o pronome. São exemplos: “Alguém lhe pediu ajuda?” , “Quanto lhe ofereceram pela casa?” ou “Sempre me dizem a mesma coisa.”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para casos em que não há qualquer indicação, é comum o uso da ênclise, contudo o escritor pode seguir seu próprio estilo. Até a próxima semana. &lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/feeds/3144851369530709442/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/2010/03/proclise-enclise-ou-mesoclise.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default/3144851369530709442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default/3144851369530709442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/2010/03/proclise-enclise-ou-mesoclise.html' title='Próclise, ênclise ou mesóclise?'/><author><name>Prof. Dr. Cássio Rubio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14814262363448281590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhOyQmapSkMgFi-7g6wRUt58GyNXVEKjEjTT963G3Zwxg0SgJHLq5KFSS33ZZLH7b8b5iCUHldpRdoyeUsm_VhvLd89VM5ts5wAI-ZzSAFkxKdJiyTWWgga6Xj8AM-ZYbQ/s220/cássiorubio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4061678911125871111.post-9144023751598807490</id><published>2010-03-06T08:07:00.001-08:00</published><updated>2010-03-06T08:07:45.638-08:00</updated><title type='text'>Frase, oração e período</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Há duas semanas, em uma conversa informal com alguns alunos do primeiro semestre do curso de Letras, recebi o seguinte questionamento: “Qual a diferença entre frase, oração e período?”. Para minha surpresa, a dúvida não era somente de um dos alunos, mas de todos os presentes. A maioria alegava que ao longo do ensino fundamental e médio muitas foram as definições para esses termos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Vamos à definição mais usual: Frase é um enunciado formado por uma ou mais palavras que transmitem informação completa, podendo ou não possuir um verbo. Para que se tenha uma frase, basta que haja sentido completo. Podemos ter frases formadas apenas por uma palavra, como: “Socorro” ou “Atenção!”; ou por várias palavras, com ou sem verbo, como: “Camisinha é bom para você e para seu parceiro.”. Chamamos de oração a frase ou parte da frase que se estrutura em torno de um verbo, como em: “Não fume” ou “Não beba ao volante”. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não é a quantidade de palavras que importa na classificação e sim o verbo. Se há verbo, tem-se uma oração. Se não há, tem-se apenas uma frase. Podemos ter uma frase com várias palavras. Por exemplo: “Álcool e drogas, uma mistura fatal para o ser humano” é uma frase, pois não possui verbo, mas “Corra!” é uma oração, porque possui verbo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A definição de período também é utilizada em função dos verbos. Se a estrutura possui um único verbo, temos um período simples, como em: “Álcool faz mal à saúde.”. Caso a estrutura possua mais de um verbo, chamamos o período de composto. Por exemplo: “Dirigir após beber pode fazer mal à saúde de quem você encontra pela frente.”. Nesse caso, temos cinco verbos e, consequentemente, cinco orações, que formam um período composto. É isso. Até a próxima semana.&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/feeds/9144023751598807490/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/2010/03/frase-oracao-e-periodo.html#comment-form' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default/9144023751598807490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default/9144023751598807490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/2010/03/frase-oracao-e-periodo.html' title='Frase, oração e período'/><author><name>Prof. Dr. Cássio Rubio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14814262363448281590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhOyQmapSkMgFi-7g6wRUt58GyNXVEKjEjTT963G3Zwxg0SgJHLq5KFSS33ZZLH7b8b5iCUHldpRdoyeUsm_VhvLd89VM5ts5wAI-ZzSAFkxKdJiyTWWgga6Xj8AM-ZYbQ/s220/cássiorubio.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4061678911125871111.post-7553650298978875483</id><published>2010-03-01T05:35:00.001-08:00</published><updated>2010-03-01T05:35:55.478-08:00</updated><title type='text'>Cervejinha ou cervejão?</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Uma conhecida marca de cervejas tem explorado, em seus comerciais veiculados na TV, diferenças de significação entre “-inho” e “-ão”, tradicionalmente conhecidos como sufixos de grau diminutivo e aumentativo. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A maioria das gramáticas escolares afirma apenas que a adição do sufixo “-inho” às palavras traz ideia de diminuição, como em buraquinho e casinha. Afirmam ainda que o sufixo “-ão” atribui ideia de aumento, como em buracão e casão ou casarão.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Esses sufixos, entretanto, podem acrescentar outros significados às palavras com as quais se unem, além de aumento e diminuição. O uso da língua no dia a dia sugere muitas outras significações, tanto para “-inho” quanto para “ão”. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em orações como: “Você é meu amorzinho”, “Eu detesto essa gentinha que joga lixo nas ruas”, “Minha mãezinha infelizmente não está mais comigo” ou “Venha rapidinho para cá”, o acréscimo do sufixo às palavras sinaliza afetividade ou depreciação. Não há, em nenhum dos casos, o sentido de diminuição. “Gentinha” e “mãezinha” não remetem, necessariamente, a pessoas com baixa estatura.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Com o sufixo “-ão”, o mesmo ocorre. Nas orações e frases: “Hoje tem um jogão na TV”, “Comprei um carrão nessa semana”, “Que mulherão, hein!”, “Esse é meu paizão” não ocorre adição do significado de aumento, pelo simples motivo do uso de “-ão”. Nessas sentenças, o que se acrescenta é a ideia de qualidade. O “jogão” teve apenas 90 minutos, como os demais. A mulher, taxada de mulherão, não tem 2 metros de altura e 120 quilogramas, apenas se destaca pela beleza.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No caso da cerveja, nem “-inha”, nem “-ão” trazem ideia depreciativa ou de diminuição. Podemos tomar nossa cervejinha habitual ou experimentar o cervejão. Até a próxima semana.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/feeds/7553650298978875483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/2010/03/cervejinha-ou-cervejao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default/7553650298978875483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default/7553650298978875483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/2010/03/cervejinha-ou-cervejao.html' title='Cervejinha ou cervejão?'/><author><name>Prof. Dr. Cássio Rubio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14814262363448281590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhOyQmapSkMgFi-7g6wRUt58GyNXVEKjEjTT963G3Zwxg0SgJHLq5KFSS33ZZLH7b8b5iCUHldpRdoyeUsm_VhvLd89VM5ts5wAI-ZzSAFkxKdJiyTWWgga6Xj8AM-ZYbQ/s220/cássiorubio.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4061678911125871111.post-4306342595994715247</id><published>2010-02-21T12:53:00.000-08:00</published><updated>2010-02-21T12:53:18.569-08:00</updated><title type='text'>Quando usar este, esse ou aquele</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No início deste mês, um grande site de notícias veiculou a manchete: “Comerciantes afirmam que carnaval desse ano será melhor do que do ano anterior”. Provavelmente os comerciantes não erraram e faturaram um bom dinheiro nos cinco dias de folia. Quem se enganou foi o site, ao utilizar o pronome “desse”, para indicar algo que ainda não se encerrou (2010). Vejamos a regra.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os pronomes demonstrativos “este”, “esse” e “aquele” e suas combinações são usados para marcar posição no espaço, no texto e no tempo. No espaço, indicam a distância de algo ou alguém em relação a quem fala. Por exemplo: “Este carro em que estou é melhor que esse em que você está e pior que aquele que vendi.”. Usa-se “este” para o veículo que está próximo do falante, “esse” para o que está próximo do ouvinte e “aquele” para o que está distante dos dois. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para marcar a posição no texto, usa-se “esse”, “essa” e “isso” para o que já foi expresso e “este”, “esta” e “isto” anunciam algo que será dito. Por exemplo: “Esta é uma verdade irrefutável: o automóvel anterior era mais econômico. Isso você não pode negar.”. É possível se usar também “este(a)” e “aquele(a)” para se referir a dois nomes ou duas ideias do texto. “Este(a)” remete à mais próxima e “aquele(a)”, à mais distante. Vejamos: “Ao comparar o automóvel e a motocicleta, concluí-se que esta é mais barata do que aquele”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quando marcam posição no tempo em relação ao falante, “este”, “esta” e “isto” marcam sempre presente e “esse”, “essa” e “isso” marcam passado próximo. “Aquele”, “aquela” e “aquilo” marcam passado distante. A forma correta da manchete seria: “Comerciantes afirmam que carnaval deste ano será melhor do que do ano anterior”, pois “deste ano” refere-se a 2010. Até a próxima.&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/feeds/4306342595994715247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/2010/02/quando-usar-este-esse-ou-aquele.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default/4306342595994715247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default/4306342595994715247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/2010/02/quando-usar-este-esse-ou-aquele.html' title='Quando usar este, esse ou aquele'/><author><name>Prof. Dr. Cássio Rubio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14814262363448281590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhOyQmapSkMgFi-7g6wRUt58GyNXVEKjEjTT963G3Zwxg0SgJHLq5KFSS33ZZLH7b8b5iCUHldpRdoyeUsm_VhvLd89VM5ts5wAI-ZzSAFkxKdJiyTWWgga6Xj8AM-ZYbQ/s220/cássiorubio.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4061678911125871111.post-3836838691565986107</id><published>2010-02-14T01:49:00.000-08:00</published><updated>2010-02-14T01:50:30.870-08:00</updated><title type='text'>Por que seiscentos é com ‘sc’ e setecentos não?</title><content type='html'>&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;É comum a confusão das crianças com numerais cardinais da língua portuguesa, seja no momento de aquisição da linguagem, ou mesmo no período escolar, na aprendizagem da escrita. Essa semana, ao observar uma criança de quatro anos brincando com o pai, notei algo curioso. Quando a sequência de contagem chegava próxima ao número vinte, ouvia-se: ...dezoito, dezenove, “dezevinte”. Note que há nesse “equívoco” uma lógica interessante, pois os quatro números anteriores da sequência se iniciam por dez (dezesseis, dezessete, dezoito, dezenove). Por analogia, o próximo número deveria se iniciar da mesma forma.&lt;br /&gt;            Essa confusão também se estende à escrita, pois é comum haver dúvida se um número é escrito com ‘z’, com ‘s’, com ‘ss’ ou com ‘sc’. Se recorrermos à lógica para explicar a composição de alguns numerais, é provável que nunca mais as crianças apresentem esse tipo de dificuldade.&lt;br /&gt;            Observe, por exemplo, os números citados acima: dezesseis é 10+6, ou dez e seis (como em português um ‘s’ entre vogais tem som de ‘z’, dobramos os esses na junção e temos dezesseis). O mesmo ocorre com dezessete (10+7, ou dez e sete, = dezessete). Com dezoito, temos: 10+8, ou dez e oito. Nesse caso, há uma vogal iniciando o segundo número, portanto elimina-se o ‘e’ (desnecessário, já que o padrão normal da língua portuguesa é consoante + vogal) e temos dezoito. Para o dezenove, unimos dez e nove (10+9) e surge dezenove.&lt;br /&gt;            Com múltiplos de cem, que também geram confusão na escrita, o critério é o mesmo. Por exemplo, quatrocentos (4x100 = quatro centos), seiscentos (6x100 = seis centos), setecentos (7x100 = sete centos), oitocentos (8x100 = oito centos), novecentos (9x100 = nove centos). Veja que seiscentos é com ‘sc’ porque seis é o único dos números acima que termina com ‘s’.&lt;br /&gt;            Ao recorrermos a esse método, elimina-se a incerteza quanto à escrita de numerais como dezesseis e seiscentos. Até a próxima semana. &lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/feeds/3836838691565986107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/2010/02/por-que-seiscentos-e-com-sc-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default/3836838691565986107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4061678911125871111/posts/default/3836838691565986107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napontadalingua2010.blogspot.com/2010/02/por-que-seiscentos-e-com-sc-e.html' title='Por que seiscentos é com ‘sc’ e setecentos não?'/><author><name>Prof. Dr. Cássio Rubio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14814262363448281590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhOyQmapSkMgFi-7g6wRUt58GyNXVEKjEjTT963G3Zwxg0SgJHLq5KFSS33ZZLH7b8b5iCUHldpRdoyeUsm_VhvLd89VM5ts5wAI-ZzSAFkxKdJiyTWWgga6Xj8AM-ZYbQ/s220/cássiorubio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>