<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="no"?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/" version="2.0">

<channel>
	<title>Artrite Reumatóide</title>
	<atom:link href="https://artritereumatoide.blog.br/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/>
	<link>https://artritereumatoide.blog.br</link>
	<description>Dor Compartilhada é Dor Diminuida</description>
	<lastBuildDate>Mon, 29 Jun 2026 14:41:08 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0</generator>

<image>
	<url>https://artritereumatoide.blog.br/wp-content/uploads/2015/10/favicon-70x70.png</url>
	<title>Artrite Reumatóide</title>
	<link>https://artritereumatoide.blog.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">100809849</site>	<xhtml:meta content="noindex" name="robots" xmlns:xhtml="http://www.w3.org/1999/xhtml"/><item>
		<title>Junho Laranja: 7 mitos e verdades sobre a anemia</title>
		<link>https://artritereumatoide.blog.br/junho-laranja-7-mitos-e-verdades-sobre-a-anemia/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=junho-laranja-7-mitos-e-verdades-sobre-a-anemia</link>
					<comments>https://artritereumatoide.blog.br/junho-laranja-7-mitos-e-verdades-sobre-a-anemia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Priscila Torres]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 17:00:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ácido fólico]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação saudável]]></category>
		<category><![CDATA[anemia]]></category>
		<category><![CDATA[deficiência de ferro]]></category>
		<category><![CDATA[diagnostico precoce]]></category>
		<category><![CDATA[fadiga]]></category>
		<category><![CDATA[ferro]]></category>
		<category><![CDATA[hematologia]]></category>
		<category><![CDATA[hemoglobina]]></category>
		<category><![CDATA[hemograma]]></category>
		<category><![CDATA[Junho Laranja]]></category>
		<category><![CDATA[prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[suplementação]]></category>
		<category><![CDATA[vitamina B12]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://artritereumatoide.blog.br/?p=79949</guid>

					<description><![CDATA[<p>O mês de junho é marcado pela campanha Junho Laranja, iniciativa dedicada à conscientização sobre a anemia e a leucemia. Apesar de ser uma das condições de saúde mais comuns no mundo, a anemia ainda é cercada por dúvidas e informações equivocadas que podem atrasar o diagnóstico e o tratamento adequados.  De acordo com a [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://artritereumatoide.blog.br/junho-laranja-7-mitos-e-verdades-sobre-a-anemia/">Junho Laranja: 7 mitos e verdades sobre a anemia</a> first appeared on <a href="https://artritereumatoide.blog.br">Artrite Reumatóide</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em>O mês de junho é marcado pela campanha Junho Laranja, iniciativa dedicada à conscientização sobre a anemia e a leucemia. Apesar de ser uma das condições de saúde mais comuns no mundo, a anemia ainda é cercada por dúvidas e informações equivocadas que podem atrasar o diagnóstico e o tratamento adequados. </em></p>
<p style="text-align: justify;"><span data-contrast="auto">De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 30% da população mundial vive com algum tipo de anemia. No Brasil, dados do Ministério da Saúde apontam que até metade da população apresenta deficiência de ferro, principal causa da doença. O problema afeta especialmente crianças pequenas, mulheres em idade fértil e gestantes.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span data-contrast="auto">A doença é caracterizada pela diminuição da quantidade de hemoglobinas no sangue, que são as proteínas responsáveis por transportar o oxigênio para todos os órgãos e tecidos do corpo, podendo acarretar fadiga extrema, problemas cardíacos, como arritmias e insuficiência, problemas cognitivos, e, em casos mais graves, falência de múltiplos órgãos.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span data-contrast="auto">Segundo o hematologista Dr. Pedro Neffá, do Hospital São Luiz Itaim, da Rede D’Or, a anemia não deve ser encarada como uma condição simples. “Existem diferentes causas para a anemia, desde deficiências nutricionais até doenças hereditárias, alterações da medula óssea e perdas sanguíneas importantes. Por isso, todo caso deve ser investigado adequadamente”, explica.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><b><span data-contrast="auto"> Apenas gestantes fazem parte do grupo de risco &#8211; Mito</span></b></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span data-contrast="auto">Embora a gravidez aumente a demanda de nutrientes e favoreça o desenvolvimento da anemia, outros grupos também apresentam risco elevado. Crianças e bebês necessitam de grande quantidade de nutrientes para o crescimento, enquanto idosos e pacientes submetidos à cirurgia bariátrica podem apresentar dificuldades na absorção de vitaminas e minerais.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span data-contrast="auto">“As mulheres em idade fértil também merecem atenção devido às perdas sanguíneas durante o período menstrual”, destaca o especialista.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></p>
<ol style="text-align: justify;" start="2">
<li><b><span data-contrast="auto"> Toda anemia é causada pela falta de ferro &#8211; Mito</span></b></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span data-contrast="auto">A deficiência de ferro é a causa mais frequente da doença, mas está longe de ser a única.</span><br />
<span data-contrast="auto">“Além da falta de ferro, a anemia pode ocorrer por deficiência de vitamina B12, ácido fólico, doenças renais, alterações da medula óssea e condições hereditárias, como a anemia falciforme”, explica Neffá.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></p>
<ol style="text-align: justify;" start="3">
<li><b><span data-contrast="auto"> Cansaço é o único sintoma da anemia &#8211; Mito</span></b></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span data-contrast="auto">A fadiga é um dos sinais mais conhecidos, mas não o único. Palidez na pele e mucosas, tonturas, dores de cabeça frequentes, queda de cabelo e unhas frágeis também podem indicar a presença da doença. Nos casos mais avançados, o paciente pode apresentar falta de ar e aceleração dos batimentos cardíacos mesmo após pequenos esforços.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span data-contrast="auto">Outro sintoma menos conhecido é a chamada “perversão do apetite”, caracterizada pela vontade de mastigar substâncias sem valor nutricional, como gelo.</span><br />
<span data-contrast="auto">O especialista alerta que sintomas associados à perda significativa de sangue nas fezes exigem avaliação médica imediata em um pronto-socorro.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></p>
<ol style="text-align: justify;" start="4">
<li><b><span data-contrast="auto"> Feijão e beterraba podem curar a anemia &#8211; Verdade em partes</span></b></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span data-contrast="auto">O feijão é uma importante fonte de ferro, mas o nutriente de origem vegetal é absorvido com menor eficiência pelo organismo quando comparado ao ferro presente nas carnes vermelhas.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span data-contrast="auto">“A associação com alimentos ricos em vitamina C, como laranja e limão, ajuda a melhorar a absorção do ferro”, explica o hematologista.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span data-contrast="auto">Já a beterraba possui quantidade reduzida de ferro. Sua fama como alimento indicado para anemia está relacionada principalmente à cor avermelhada, e não ao potencial terapêutico.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></p>
<ol style="text-align: justify;" start="5">
<li><b><span data-contrast="auto"> Transfusão de sangue pode ser utilizada no tratamento &#8211; Verdade</span></b></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span data-contrast="auto">A transfusão sanguínea faz parte das opções terapêuticas, mas é reservada para situações específicas e mais graves. Na maioria dos casos, o tratamento envolve correção alimentar e reposição de ferro ou vitaminas por via oral ou endovenosa.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span data-contrast="auto">“A transfusão é indicada quando há risco imediato à vida devido à queda crítica da hemoglobina ou em situações de hemorragia aguda e importante”, afirma o médico do São Luiz Itaim.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></p>
<ol style="text-align: justify;" start="6">
<li><b><span data-contrast="auto"> Suplementos de ferro ajudam a emagrecer &#8211; Mito</span></b></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span data-contrast="auto">Não existe comprovação científica de que a suplementação de ferro promova perda de peso.</span><br />
<span data-contrast="auto">Segundo o especialista, a melhora da disposição após a correção da anemia pode favorecer a retomada das atividades físicas e da rotina diária, mas o suplemento não atua diretamente na queima de gordura.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></p>
<ol style="text-align: justify;" start="7">
<li><b><span data-contrast="auto"> A anemia pode evoluir para leucemia &#8211; Mito</span></b></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span data-contrast="auto">A anemia não se transforma em leucemia: “a leucemia é um câncer que se origina na medula óssea e pode causar anemia como um dos seus sintomas. No entanto, uma anemia causada por deficiência nutricional não evolui para um quadro oncológico”, esclarece o médico.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><b><span data-contrast="auto">Como prevenir a anemia?</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span data-contrast="auto">A prevenção está diretamente relacionada à manutenção de hábitos saudáveis e de uma alimentação equilibrada, rica em ferro e vitaminas. Carnes vermelhas e brancas, leguminosas, verduras e vegetais de folhas verde-escuras devem fazer parte da rotina alimentar.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span data-contrast="auto">Além disso, exames de rotina, como o hemograma, são fundamentais para identificar precocemente alterações nos níveis sanguíneos e investigar suas causas.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span data-contrast="auto">“O tratamento nunca deve ser feito por conta própria. O excesso de ferro também pode causar danos à saúde. O acompanhamento médico é essencial para identificar a causa da anemia e definir a melhor estratégia terapêutica para cada paciente”, conclui Dr. Pedro Neffá.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span data-contrast="auto">Localizado na zona Sul da capital paulista, o Hospital São Luiz Itaim, da Rede D&#8217;Or, reúne mais de 80 anos de tradição e conta com uma estrutura completa para atendimentos de alta complexidade. A unidade dispõe de pronto-socorro completo, leitos de internação e UTI, além de um amplo parque tecnológico, Centro Médico de Especialidades, Centro de Oncologia e serviços de Cirurgia Robótica.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><b><span data-contrast="auto">Sobre a Rede D’Or</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span data-contrast="auto">Maior empresa de saúde da América Latina, com presença em 13 estados brasileiros e no Distrito Federal, a Rede D’Or tem foco em atendimento humanizado, qualificação da equipe, adoção de novas tecnologias, sendo referência em gestão hospitalar e na prestação de serviços médicos. Fundada em 1977, no Rio de Janeiro, a Rede D’Or conta com 79 hospitais, 55 clínicas oncológicas, serviços complementares, e investe em inovação e pesquisa clínica, por meio do IDOR – Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><b>Fonte: Assessoria de Imprensa.</b></p>
<p style="text-align: justify;"><p>The post <a href="https://artritereumatoide.blog.br/junho-laranja-7-mitos-e-verdades-sobre-a-anemia/">Junho Laranja: 7 mitos e verdades sobre a anemia</a> first appeared on <a href="https://artritereumatoide.blog.br">Artrite Reumatóide</a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://artritereumatoide.blog.br/junho-laranja-7-mitos-e-verdades-sobre-a-anemia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">79949</post-id>	</item>
		<item>
		<title>PARE/EULAR 2026: osteoartrite é apresentada como desafio global de prevenção e cuidado integral</title>
		<link>https://artritereumatoide.blog.br/pare-eular-2026-osteoartrite-e-apresentada-como-desafio-global-de-prevencao-e-cuidado-integral/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=pare-eular-2026-osteoartrite-e-apresentada-como-desafio-global-de-prevencao-e-cuidado-integral</link>
					<comments>https://artritereumatoide.blog.br/pare-eular-2026-osteoartrite-e-apresentada-como-desafio-global-de-prevencao-e-cuidado-integral/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Priscila Torres]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 17:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunas da Pri]]></category>
		<category><![CDATA[Eular]]></category>
		<category><![CDATA[Artrite]]></category>
		<category><![CDATA[biomarcadores]]></category>
		<category><![CDATA[doenças reumáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Dor Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Educação em Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Envelhecimento saudável]]></category>
		<category><![CDATA[EULAR]]></category>
		<category><![CDATA[EULAR 2026]]></category>
		<category><![CDATA[fisioterapia e exercício]]></category>
		<category><![CDATA[inflamação]]></category>
		<category><![CDATA[medicina personalizada]]></category>
		<category><![CDATA[obesidade e articulações]]></category>
		<category><![CDATA[Osteoartrite]]></category>
		<category><![CDATA[PARE EULAR 2026]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa em reumatologia]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade de vida]]></category>
		<category><![CDATA[reumatologia]]></category>
		<category><![CDATA[saúde articular]]></category>
		<category><![CDATA[saúde musculoesquelética]]></category>
		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>
		<category><![CDATA[terapias inovadoras]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento da osteoartrite]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://artritereumatoide.blog.br/?p=79990</guid>

					<description><![CDATA[<p>Especialista reforçou que a doença não pode ser reduzida ao “desgaste” articular e defendeu estratégias precoces, controle do peso, educação em saúde e tratamentos personalizados. A osteoartrite, forma mais comum de artrite no mundo, foi apresentada no PARE/EULAR 2026 como um dos grandes desafios globais da reumatologia contemporânea. Sem cura definitiva e associada a dor, [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://artritereumatoide.blog.br/pare-eular-2026-osteoartrite-e-apresentada-como-desafio-global-de-prevencao-e-cuidado-integral/">PARE/EULAR 2026: osteoartrite é apresentada como desafio global de prevenção e cuidado integral</a> first appeared on <a href="https://artritereumatoide.blog.br">Artrite Reumatóide</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><b>Especialista reforçou que a doença não pode ser reduzida ao “desgaste” articular e defendeu estratégias precoces, controle do peso, educação em saúde e tratamentos personalizados.</b></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A osteoartrite, forma mais comum de artrite no mundo, foi apresentada no PARE/EULAR 2026 como um dos grandes desafios globais da reumatologia contemporânea. Sem cura definitiva e associada a dor, perda de mobilidade, impacto funcional e desigualdades no acesso ao cuidado, a condição foi discutida a partir de uma mensagem central: prevenir, diagnosticar mais cedo e tratar melhor exige olhar para além da articulação.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Durante a apresentação, o pesquisador destacou que a osteoartrite afeta cerca de 600 milhões de pessoas no mundo e permanece como uma das principais causas de sofrimento musculoesquelético. Embora ainda seja frequentemente entendida pelo senso comum como uma doença do envelhecimento ou como simples “desgaste” articular, a palestra mostrou que essa visão é insuficiente. A osteoartrite envolve cartilagem, osso subcondral, sinóvia, inflamação de baixo grau, metabolismo, força muscular, biomecânica, peso corporal, dor crônica e dimensões emocionais da experiência de adoecer.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A metáfora do iceberg foi utilizada para ilustrar esse ponto. Acima da linha da água estão os sinais mais conhecidos: dor, rigidez, limitação de movimento e alterações estruturais visíveis em exames. Abaixo da superfície, porém, estão fatores menos evidentes, mas decisivos, como obesidade, idade, sexo, comorbidades metabólicas, inflamação sistêmica, sensibilização da dor, aspectos psicossociais e o modo como cada pessoa convive com a doença.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><b>Uma doença complexa</b></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Um dos pontos mais fortes da apresentação foi a crítica à leitura puramente estrutural da osteoartrite. Durante décadas, a progressão da doença foi interpretada principalmente pela escala de Kellgren-Lawrence, usada para classificar alterações radiográficas. No entanto, o pesquisador ressaltou que a osteoartrite não pode ser explicada apenas pelo grau de dano visto em imagem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A dor, por exemplo, nem sempre acompanha de forma linear a gravidade estrutural. Há pessoas com importantes alterações radiográficas e poucos sintomas, enquanto outras apresentam dor intensa mesmo com alterações consideradas iniciais. Esse desencontro reforça a necessidade de incorporar fatores clínicos, funcionais, emocionais e sociais ao cuidado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Na apresentação, foram descritos dois arquétipos clínicos que ajudam a entender essa complexidade. De um lado, uma osteoartrite menos complexa, em uma pessoa mais jovem, fisicamente ativa, com lesão articular localizada e poucas comorbidades. De outro, uma osteoartrite mais complexa, comum em pessoas mais velhas, com obesidade, doenças metabólicas, múltiplas comorbidades, sensibilização da dor e maior impacto psicossocial.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Essa distinção é importante porque aponta para um futuro em que os pacientes não serão tratados como um grupo homogêneo. A osteoartrite, segundo a palestra, deve ser compreendida como uma coleção de diferentes fenótipos clínicos e endótipos moleculares. Em outras palavras, há diferentes “tipos” de osteoartrite, com mecanismos biológicos distintos, que podem exigir estratégias terapêuticas também diferentes.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><b>A janela de oportunidade antes da progressão</b></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Outro eixo da apresentação foi a ideia de intervenção precoce. Assim como ocorreu em outras doenças reumáticas, a osteoartrite começa a ser discutida a partir do conceito de “janela de oportunidade”: um período em que identificar risco, sintomas iniciais ou alterações ainda discretas pode permitir intervenções capazes de retardar ou modificar a evolução da doença.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A prevenção primária foi apresentada como a atuação antes do dano estrutural evidente. Nesse campo, entram fatores de risco modificáveis, como controle do peso, fortalecimento muscular, atividade física adequada, prevenção de lesões articulares, proteção biomecânica e enfrentamento das desigualdades em saúde.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A prevenção secundária foi descrita como a intervenção nos primeiros sinais da doença, especialmente após lesões articulares, como as lesões do ligamento cruzado anterior. Nesses casos, reabilitação neuromuscular, correção de padrões de movimento, fortalecimento, uso de órteses quando indicado e acompanhamento adequado podem ser decisivos para reduzir o risco de progressão.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Já a prevenção terciária foi associada à osteoartrite estabelecida. Nesse estágio, o objetivo é reduzir dor, preservar função, evitar piora da mobilidade, proteger a articulação e melhorar a qualidade de vida. A palestra reforçou que, mesmo quando a doença já está instalada, há espaço para cuidado ativo e não apenas para espera pela substituição articular.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><b>Obesidade vai além do IMC</b></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A obesidade ocupou lugar central na apresentação. O especialista destacou que o peso corporal é um dos fatores modificáveis mais importantes na osteoartrite, sobretudo pelo impacto mecânico nas articulações de carga, como joelhos e quadris. Mas a discussão foi além do IMC.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A obesidade foi apresentada como uma condição biologicamente complexa. O tecido adiposo não atua apenas como reserva de energia; ele também participa de processos inflamatórios. Adiposidade, citocinas, leptina e outros mediadores podem contribuir para inflamação de baixo grau, alterações metabólicas e ativação de vias que influenciam dor e degeneração articular.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A palestra também abordou a tentativa recente de classificar diferentes subgrupos de obesidade, incluindo padrões relacionados ao apetite, à saciedade, à fome emocional e ao gasto energético. Essa abordagem pode ajudar a explicar por que estratégias uniformes de perda de peso nem sempre funcionam da mesma forma para todos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Nesse contexto, os agonistas do receptor de GLP-1, como a semaglutida, foram citados como uma área de grande interesse científico. Em estudo mencionado durante a sessão, o uso semanal de semaglutida em pessoas com obesidade e osteoartrite de joelho foi associado à perda de peso sustentada ao longo de 68 semanas e à redução significativa da dor. Um ponto considerado especialmente relevante foi a diminuição gradual do uso de analgésicos, incluindo paracetamol, anti-inflamatórios e, em pequeno número de participantes, opioides.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">O especialista ponderou que ainda há muito a ser investigado, especialmente para compreender se esses medicamentos atuam apenas pela perda de peso ou se também podem ter efeitos anti-inflamatórios e protetores sobre tecidos articulares. Mesmo assim, a mensagem foi clara: a interface entre obesidade, metabolismo e osteoartrite tende a ocupar espaço crescente nas pesquisas e nas futuras estratégias de cuidado.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><b>Educação, exercício e proteção articular seguem como fundamentais</b></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Apesar do entusiasmo com novas possibilidades terapêuticas, a apresentação reforçou que o cuidado da osteoartrite continua começando por educação, tratamento não farmacológico e mudanças sustentáveis no estilo de vida.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A educação em saúde foi apresentada como parte essencial do tratamento. Pessoas com osteoartrite precisam compreender a doença, reconhecer fatores de risco, saber como proteger suas articulações, manter-se em movimento com segurança e participar das decisões sobre o próprio cuidado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">O fortalecimento muscular, especialmente dos grupos musculares que estabilizam as articulações, foi destacado como medida fundamental. A atividade física, quando bem orientada, não deve ser vista como ameaça, mas como ferramenta de preservação funcional. A proteção articular, o uso de órteses em situações específicas, a redução de carga quando necessária e a reabilitação individualizada também foram apontados como componentes importantes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A mensagem se aproxima de uma mudança cultural: a osteoartrite não deve ser tratada como destino inevitável do envelhecimento, mas como uma condição que pode ser prevenida, acompanhada e manejada com intervenções adequadas ao perfil de cada pessoa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Nos minutos finais, a apresentação avançou para o campo das terapias voltadas à cartilagem e à modificação da doença. Foram citadas linhas de pesquisa envolvendo fatores de crescimento, inibidores de vias moleculares, terapias relacionadas à senescência celular, biomateriais, terapias celulares, células-tronco, células pluripotentes induzidas e exossomos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A regeneração de cartilagem foi apresentada como uma área de intensa investigação, mas ainda marcada por limites importantes. Técnicas como microfratura, ACI e MACI já têm aplicação clínica em contextos específicos, enquanto estratégias com exossomos, senolíticos, senomórficos e produtos celulares permanecem em diferentes fases de pesquisa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">O pesquisador explicou que, nas terapias celulares, a expectativa não está apenas em “recriar” cartilagem, mas também em modular o ambiente inflamatório da articulação. O chamado secretoma das células-tronco — conjunto de substâncias liberadas por essas células — pode influenciar a biologia da sinóvia, da cartilagem e de outros tecidos articulares. Ainda assim, a apresentação foi cautelosa: há grande esforço científico, mas a transição entre promessa experimental e benefício clínico consistente exige estudos robustos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Também foram mencionadas tentativas anteriores de inibir enzimas catabólicas envolvidas na degradação da cartilagem. Muitas falharam, mas contribuíram para ampliar o conhecimento sobre os mecanismos da doença. Esse aprendizado, segundo a palestra, ajuda a orientar uma nova geração de pesquisas mais focadas em subgrupos de pacientes e mecanismos específicos.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><b>O futuro do tratamento pode estar na estratificação dos pacientes</b></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A conclusão da apresentação foi uma das mensagens mais importantes para pacientes, profissionais de saúde e formuladores de políticas públicas: a osteoartrite não é uma doença única. </span><span style="font-weight: 400;">Esse reconhecimento pode mudar o futuro do cuidado. Se diferentes pessoas têm diferentes mecanismos de dor, inflamação, dano estrutural, obesidade, fragilidade muscular, envelhecimento biológico ou comorbidades metabólicas, então o tratamento também precisa deixar de ser uniforme.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A estratificação de pacientes — por fenótipos clínicos, biomarcadores, imagem, função, dor e características metabólicas — pode abrir caminho para terapias mais personalizadas. Essa abordagem também pode ajudar a selecionar melhor participantes para estudos clínicos, identificar quem tem maior risco de progressão e definir quais intervenções têm maior chance de funcionar em cada perfil.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">No PARE/EULAR 2026, a osteoartrite foi apresentada não apenas como um problema de cartilagem, mas como uma condição de saúde pública, marcada por dor, desigualdade, envelhecimento, obesidade, mobilidade e qualidade de vida. A palestra reforçou que o futuro do cuidado dependerá de uma combinação entre prevenção, educação, reabilitação, inovação terapêutica e escuta qualificada das pessoas que vivem com a doença.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><b>Sobre PARE/EULAR</b></p>
<p style="text-align: justify;"><b>PARE</b><span style="font-weight: 400;"> é a comunidade da EULAR formada por organizações nacionais de pessoas com artrite, reumatismo e outras doenças reumáticas e musculoesqueléticas. Sua missão é garantir que a voz das pessoas que vivem com essas condições seja ouvida na pesquisa, na assistência, na educação, na formulação de políticas públicas e nas decisões que afetam sua vida cotidiana.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><b>EULAR</b><span style="font-weight: 400;">, European Alliance of Associations for Rheumatology, é a Aliança Europeia de Associações de Reumatologia. A entidade reúne sociedades científicas, profissionais de saúde e organizações de pacientes, promovendo pesquisa, educação, advocacy e melhores práticas no cuidado das doenças reumáticas e musculoesqueléticas. O Congresso Europeu de Reumatologia é um dos principais encontros internacionais da área, reunindo especialistas, pesquisadores, profissionais de saúde, pacientes e representantes da sociedade civil.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><b>Declaração de transparência</b></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A jornalista </span><b>Priscila Torres</b><span style="font-weight: 400;">, coordenadora de advocacy da BioRed Brasil e do Grupar-BR e autora do Blog Artrite Reumatoide, participou do PARE/EULAR 2026, em Londres, a convite da </span><b>AbbVie do Brasil</b><span style="font-weight: 400;">. Esta reportagem reflete sua análise jornalística independente sobre os debates acompanhados durante o evento.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><p>The post <a href="https://artritereumatoide.blog.br/pare-eular-2026-osteoartrite-e-apresentada-como-desafio-global-de-prevencao-e-cuidado-integral/">PARE/EULAR 2026: osteoartrite é apresentada como desafio global de prevenção e cuidado integral</a> first appeared on <a href="https://artritereumatoide.blog.br">Artrite Reumatóide</a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://artritereumatoide.blog.br/pare-eular-2026-osteoartrite-e-apresentada-como-desafio-global-de-prevencao-e-cuidado-integral/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">79990</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Ministério da Saúde lança programa inédito de cuidado domiciliar à pessoa idosa</title>
		<link>https://artritereumatoide.blog.br/ministerio-da-saude-lanca-programa-inedito-de-cuidado-domiciliar-a-pessoa-idosa/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=ministerio-da-saude-lanca-programa-inedito-de-cuidado-domiciliar-a-pessoa-idosa</link>
					<comments>https://artritereumatoide.blog.br/ministerio-da-saude-lanca-programa-inedito-de-cuidado-domiciliar-a-pessoa-idosa/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Priscila Torres]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 13:00:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[assistência à pessoa idosa]]></category>
		<category><![CDATA[atenção domiciliar]]></category>
		<category><![CDATA[atenção primária]]></category>
		<category><![CDATA[cofinanciamento]]></category>
		<category><![CDATA[cuidado domiciliar]]></category>
		<category><![CDATA[eMulti]]></category>
		<category><![CDATA[Envelhecimento saudável]]></category>
		<category><![CDATA[equipes multiprofissionais]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[municípios]]></category>
		<category><![CDATA[Padi Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[pessoa idosa]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade de vida]]></category>
		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>
		<category><![CDATA[SUS]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://artritereumatoide.blog.br/?p=79946</guid>

					<description><![CDATA[<p>O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lança nesta quinta-feira (18), no Rio de Janeiro, o Programa de Atenção Domiciliar à Pessoa Idosa (Padi Brasil). A iniciativa marca a primeira estratégia nacional de cofinanciamento federal voltada exclusivamente para estruturar e levar Equipes Multiprofissionais (eMulti), às residências de usuários idosos da Atenção Primária à Saúde com limitações funcionais. Para [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://artritereumatoide.blog.br/ministerio-da-saude-lanca-programa-inedito-de-cuidado-domiciliar-a-pessoa-idosa/">Ministério da Saúde lança programa inédito de cuidado domiciliar à pessoa idosa</a> first appeared on <a href="https://artritereumatoide.blog.br">Artrite Reumatóide</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em>O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lança nesta quinta-feira (18), no Rio de Janeiro, o <a class="external-link" title="" href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-da-pessoa-idosa/atencao-domiciliar-na-aps" target="_self" data-tippreview-enabled="false" data-tippreview-image="" data-tippreview-title="">Programa de Atenção Domiciliar à Pessoa Idosa (Padi Brasil)</a>.</em></p>
<p style="text-align: justify;">A iniciativa marca a primeira estratégia nacional de cofinanciamento federal voltada exclusivamente para estruturar e levar Equipes Multiprofissionais (eMulti), às residências de usuários idosos da <a class="external-link" title="" href="https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps" target="_self" data-tippreview-enabled="false" data-tippreview-image="" data-tippreview-title="">Atenção Primária à Saúde</a> com limitações funcionais. Para isso, serão investidos cerca de R$ 500 milhões em recursos federais, sendo R$163,2 milhões em 2026 e R$ 329,3 milhões em 2027.</p>
<p style="text-align: justify;">O ministro destacou que mais de 3 milhões de idosos acamados são atendidos pelo SUS no Brasil. “Com a implantação do Padi Brasil, mais da metade dessa população passará a contar também com acompanhamento em casa, ampliando o acesso ao cuidado e oferecendo mais qualidade de vida aos pacientes e às suas famílias”, afirmou.</p>
<p style="text-align: justify;">“Junto ao Programa Farmácia Popular, que oferece gratuitamente medicamentos para diabetes e hipertensão, além de fraldas geriátricas, e ao Agora Tem Especialistas, que está reduzindo o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias, estamos fortalecendo ainda mais o cuidado com a saúde da população idosa em todo o país”, acrescentou o ministro Alexandre Padilha.</p>
<p style="text-align: justify;">Com o incremento financeiro, os municípios poderão solicitar novas equipes ou ampliar as já existentes, com aumento da carga horária, contratação de mais profissionais, inclusive médicos especialistas. Ao todo, 2.733 municípios já solicitaram ao Ministério da Saúde a adesão ao Padi Brasil, totalizando 3.677 equipes eMulti, entre ampliações de equipes existentes e implantações de novas equipes. Os números demonstram a demanda dos territórios pelo fortalecimento do cuidado domiciliar à pessoa idosa.</p>
<p style="text-align: justify;">Cada equipe poderá receber um incremento mensal de até R$ 10 mil por meio do Padi Brasil, totalizando até R$ 57,5 mil por mês, a depender da modalidade da equipe multiprofissional, que pode ser Ampliada, Complementar ou Estratégica. Essas equipes são compostas por profissionais de saúde de diferentes áreas e categorias profissionais, possibilitando o atendimento por psicólogos, nutricionistas, cardiologistas, geriatras, entre outros especialistas, que atuam de forma integrada às equipes de Saúde da Família, ampliando o acesso ao cuidado especializado. Também haverá repasse de parcela única de implantação para ações de estruturação de ações no território no mesmo valor do incremento.</p>
<p style="text-align: justify;"><b>Atenção primária à Saúde e envelhecimento saudável</b></p>
<p style="text-align: justify;">A promoção do envelhecimento saudável é uma das prioridades do Governo do Brasil. Nas últimas décadas, a população brasileira passou a viver mais: em 2024, a expectativa de vida ao nascer alcançou 76,6 anos. Esse avanço representa uma importante conquista social, resultado da melhoria das condições de vida, da ampliação do acesso aos serviços de saúde e do fortalecimento das políticas públicas. Atualmente 80% das pessoas idosas dependem exclusivamente do <a class="internal-link" title="" href="https://www.gov.br/saude/pt-br/sus" target="_self" data-tippreview-image="" data-tippreview-title="" data-tippreview-enabled="false">Sistema Único de Saúde (SUS)</a>.</p>
<dl class="image-inline captioned caption-left">
<dt><a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2026/junho/ministerio-da-saude-lanca-programa-inedito-de-cuidado-domiciliar-a-pessoa-idosa/cuidadocomidoso.jpg" rel="lightbox"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter" src="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2026/junho/ministerio-da-saude-lanca-programa-inedito-de-cuidado-domiciliar-a-pessoa-idosa/cuidadocomidoso.jpg/@@images/b872b454-230d-468a-bced-9ded02b6109c.jpeg" alt="Foto: Matheus Oliveira/ Agência Saúde- DF" width="663" height="305" /></a></dt>
<dd class="image-caption">                                  Foto: Matheus Oliveira/ Agência Saúde- DF</dd>
</dl>
<p style="text-align: justify;">Nesse contexto, as equipes da Atenção Primária à Saúde desempenham papel fundamental no acompanhamento da população idosa, identificando precocemente sinais de alerta, fragilidades e condições crônicas. Com o Padi Brasil, esse cuidado será ampliado, levando atendimento multiprofissional especializado até a residência das pessoas idosas com limitações funcionais.</p>
<p style="text-align: justify;">As equipes contam com diversos instrumentos de apoio ao cuidado. Entre eles, destaca-se a <a class="external-link" title="" href="https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/publicacoes/cadernetas-e-cartoes/caderneta-brasileira-da-pessoa-idosa" target="_self" data-tippreview-enabled="false" data-tippreview-image="" data-tippreview-title="">Caderneta Brasileira da Pessoa Idosa</a>, importante ferramenta para o acompanhamento das condições de saúde dessa população, disponível tanto na versão impressa quanto digital, por meio do <a class="external-link" title="" href="https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/seidigi/meususdigital" target="_self" data-tippreview-enabled="false" data-tippreview-image="" data-tippreview-title="">aplicativo Meu SUS Digital</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">O Ministério da Saúde também disponibiliza materiais educativos e orientativos voltados a profissionais de saúde, gestores, cuidadores e familiares, abordando temas como a promoção de uma linguagem positiva sobre demência, a prevenção de quedas e a adoção de práticas que contribuam para um envelhecimento saudável e com mais qualidade de vida.</p>
<p style="text-align: justify;"><b>Homenagem ao pioneirismo</b></p>
<p style="text-align: justify;">Durante o lançamento dos novos recursos, o Ministério da Saúde realizou uma homenagem à médica e advogada Guilhermina Maria Galvão Siqueira Gomes, idealizadora do projeto que inspirou o programa nacional.</p>
<p style="text-align: justify;">Na década de 1990, ela atuou no Hospital Municipal Paulino Werneck, que atende a população da Ilha do Governador e parte da região da Maré. Ao observar que muitos pacientes idosos retornavam repetidamente ao hospital, Guilhermina iniciou uma investigação para compreender as causas dessas reinternações.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao constatar que muitos pacientes, após receberem alta, permaneciam sem acompanhamento adequado, Guilhermina liderou a criação do Programa de Atenção Domiciliar (PADI) do Hospital Paulino Werneck, considerado uma experiência inovadora no Sistema Único de Saúde (SUS) carioca. O programa passou a acompanhar pacientes em suas próprias casas, oferecendo assistência médica, de enfermagem, fisioterapia, psicologia e apoio aos cuidadores familiares.</p>
<dl class="image-inline captioned caption-left">
<dt><a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2026/junho/ministerio-da-saude-lanca-programa-inedito-de-cuidado-domiciliar-a-pessoa-idosa/reconhecimento.jpg" rel="lightbox"><img decoding="async" class="aligncenter" src="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2026/junho/ministerio-da-saude-lanca-programa-inedito-de-cuidado-domiciliar-a-pessoa-idosa/reconhecimento.jpg/@@images/9c68e48e-cd65-4df1-8c13-08fe30961a7b.jpeg" alt=" Foto: André Feltes/MS" width="663" height="305" /></a></dt>
<dd class="image-caption">                                              Foto: André Feltes/MS</dd>
</dl>
<p class="callout" style="text-align: justify;"><a class="external-link" title="" href="https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/publicacoes/cadernetas-e-cartoes/caderneta-brasileira-da-pessoa-idosa" target="_self" data-tippreview-enabled="false" data-tippreview-image="" data-tippreview-title="">Acesse a Caderneta Brasileira da Pessoa Idosa</a></p>
<p class="callout" style="text-align: justify;"><a class="external-link" title="" href="https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/prevencao_quedas_pessoas_idosasimp.pdf" target="_self" data-tippreview-enabled="false" data-tippreview-image="" data-tippreview-title="">Consulte a cartilha de Prevenção de Quedas em Pessoas Idosas</a></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Janaína Oliveira</em><br />
<em>Priscila Viana<b><br />
</b></em><i>Ministério da Saúde</i></p>
<p><strong>Fonte: <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2026/junho/ministerio-da-saude-lanca-programa-inedito-de-cuidado-domiciliar-a-pessoa-idosa">GOV.</a></strong></p><p>The post <a href="https://artritereumatoide.blog.br/ministerio-da-saude-lanca-programa-inedito-de-cuidado-domiciliar-a-pessoa-idosa/">Ministério da Saúde lança programa inédito de cuidado domiciliar à pessoa idosa</a> first appeared on <a href="https://artritereumatoide.blog.br">Artrite Reumatóide</a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://artritereumatoide.blog.br/ministerio-da-saude-lanca-programa-inedito-de-cuidado-domiciliar-a-pessoa-idosa/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">79946</post-id>	</item>
		<item>
		<title>PARE/EULAR 2026: prevenção em doenças reumáticas é defendida como prioridade de saúde pública</title>
		<link>https://artritereumatoide.blog.br/pare-eular-2026-prevencao-em-doencas-reumaticas-e-defendida-como-prioridade-de-saude-publica/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=pare-eular-2026-prevencao-em-doencas-reumaticas-e-defendida-como-prioridade-de-saude-publica</link>
					<comments>https://artritereumatoide.blog.br/pare-eular-2026-prevencao-em-doencas-reumaticas-e-defendida-como-prioridade-de-saude-publica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Priscila Torres]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 11:00:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunas da Pri]]></category>
		<category><![CDATA[Eular]]></category>
		<category><![CDATA[acesso ao tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[advocacy em saúde]]></category>
		<category><![CDATA[artrite reumatoide]]></category>
		<category><![CDATA[atenção primária]]></category>
		<category><![CDATA[autocuidado]]></category>
		<category><![CDATA[Congresso Europeu de Reumatologia.]]></category>
		<category><![CDATA[cuidado multidisciplinar]]></category>
		<category><![CDATA[diagnostico precoce]]></category>
		<category><![CDATA[doenças musculoesqueléticas]]></category>
		<category><![CDATA[doenças reumáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Dor Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Educação em Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[encaminhamento precoce]]></category>
		<category><![CDATA[EULAR]]></category>
		<category><![CDATA[EULAR 2026]]></category>
		<category><![CDATA[fadiga]]></category>
		<category><![CDATA[funcionalidade]]></category>
		<category><![CDATA[lúpus]]></category>
		<category><![CDATA[organizações de pacientes]]></category>
		<category><![CDATA[Pare]]></category>
		<category><![CDATA[PARE EULAR 2026]]></category>
		<category><![CDATA[politicas públicas em saúde]]></category>
		<category><![CDATA[prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[prevenção em saúde]]></category>
		<category><![CDATA[prevenção primária]]></category>
		<category><![CDATA[prevenção secundária]]></category>
		<category><![CDATA[prevenção terciária]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade de vida]]></category>
		<category><![CDATA[rastreamento]]></category>
		<category><![CDATA[Reabilitação]]></category>
		<category><![CDATA[reumatologia]]></category>
		<category><![CDATA[saude mental]]></category>
		<category><![CDATA[saúde musculoesquelética]]></category>
		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://artritereumatoide.blog.br/?p=79987</guid>

					<description><![CDATA[<p>No PARE/EULAR 2026, especialistas defenderam que a prevenção das doenças reumáticas e musculoesqueléticas deixe de ser um tema restrito ao debate técnico e passe a ocupar espaço nas campanhas públicas, na formação dos profissionais de saúde e nas políticas de governo. Durante o PARE/EULAR 2026, a mensagem foi direta: quando se fala em doenças reumáticas [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://artritereumatoide.blog.br/pare-eular-2026-prevencao-em-doencas-reumaticas-e-defendida-como-prioridade-de-saude-publica/">PARE/EULAR 2026: prevenção em doenças reumáticas é defendida como prioridade de saúde pública</a> first appeared on <a href="https://artritereumatoide.blog.br">Artrite Reumatóide</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><b>No PARE/EULAR 2026, especialistas defenderam que a prevenção das doenças reumáticas e musculoesqueléticas deixe de ser um tema restrito ao debate técnico e passe a ocupar espaço nas campanhas públicas, na formação dos profissionais de saúde e nas políticas de governo.</b></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Durante o PARE/EULAR 2026, a mensagem foi direta: quando se fala em doenças reumáticas e musculoesqueléticas, detectar cedo pode mudar toda a trajetória de uma pessoa. Foi a partir dessa ideia — “o precoce muda tudo” — que Sina Bugeja conduziu uma apresentação voltada a ampliar o olhar sobre prevenção, diagnóstico oportuno e advocacy em reumatologia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A exposição colocou em evidência um ponto ainda pouco debatido nas políticas públicas de saúde: embora as doenças reumáticas e musculoesqueléticas afetem milhões de pessoas e possam causar dor crônica, incapacidade, perda de funcionalidade, sofrimento emocional e impacto social, elas ainda não ocupam o lugar que deveriam nas estratégias nacionais de prevenção.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Para Bugeja, falar em prevenção não significa apenas evitar que uma doença apareça. Significa também reconhecer sintomas iniciais, encaminhar rapidamente para avaliação especializada, reduzir danos, apoiar a funcionalidade e garantir que saúde mental, reabilitação e qualidade de vida façam parte do cuidado desde o início.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><b>Três níveis de prevenção</b></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A apresentação foi estruturada a partir dos três níveis clássicos de prevenção: primária, secundária e terciária. Na prevenção primária, o foco está em agir antes do desenvolvimento da doença, promovendo saúde musculoesquelética e reduzindo fatores de risco associados a processos inflamatórios, autoimunes e degenerativos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Nesse campo, entram medidas amplamente conhecidas pela população, como atividade física, alimentação adequada, controle de peso, combate ao sedentarismo e hábitos saudáveis. O problema, segundo a palestrante, é que essas mensagens raramente são associadas às doenças reumáticas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Quando campanhas públicas falam sobre dieta equilibrada e exercícios, a população costuma relacionar essas práticas à prevenção de doenças cardiovasculares, diabetes ou obesidade. Pouco se fala, porém, sobre a conexão entre estilo de vida, saúde musculoesquelética e risco de adoecimento reumático. Para Bugeja, essa ausência revela que as doenças reumáticas ainda não são percebidas como prioridade de saúde pública.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">“Temos que levar essa mensagem para fora”, defendeu a palestrante, ao reforçar que documentos, recomendações e publicações científicas já existem, mas precisam alcançar a população e influenciar políticas públicas de forma mais concreta.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><b>Diagnóstico precoce</b></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Na prevenção secundária, quando a doença já está presente, mas ainda em fase inicial ou leve, a prioridade é detectar e tratar o mais cedo possível. A meta é evitar danos irreversíveis, preservar funcionalidade e melhorar os desfechos de longo prazo. </span><span style="font-weight: 400;">Foi nesse ponto que a apresentação trouxe uma das críticas mais importantes: muitos pacientes passam por diferentes profissionais de saúde durante anos antes de chegarem a um reumatologista. Não necessariamente por negligência, mas porque os sintomas não são reconhecidos como sinais de uma possível doença reumática.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Rigidez matinal, dor e inchaço articular podem levantar suspeita de artrite reumatoide. Mas outros sinais, como fenômeno de Raynaud, fadiga inexplicada, dor difusa, alterações musculoesqueléticas persistentes ou sintomas sistêmicos em pessoas jovens, nem sempre são valorizados na atenção primária ou em serviços gerais de saúde.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Bugeja questionou o quanto médicos generalistas, equipes de enfermagem e outros profissionais da linha de frente são preparados, em sua formação, para reconhecer precocemente doenças reumáticas e musculoesqueléticas. Para ela, esse é um ponto decisivo: esses profissionais costumam ser a primeira porta de entrada do paciente no sistema de saúde. </span><span style="font-weight: 400;">Se a suspeita não surge nesse primeiro contato, o encaminhamento atrasa. E, em reumatologia, atraso pode significar progressão da doença, dor persistente, perda funcional e maior risco de sequelas.</span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><b>Rastreio e grupos de risco</b></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Outro ponto levantado foi a necessidade de pensar em estratégias de rastreamento para grupos de maior risco. A palestrante citou exemplos como avaliação de densidade óssea para osteoporose e testes autoimunes em indivíduos com maior probabilidade de desenvolver determinadas condições.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A provocação foi clara: existem programas padronizados e suficientemente difundidos para identificar precocemente essas pessoas? Ou a prevenção ainda depende, em grande parte, da sorte de encontrar um profissional atento, bem treinado e capaz de conectar sinais aparentemente isolados? </span><span style="font-weight: 400;">Ao defender o princípio “detectar cedo e tratar cedo”, Bugeja reconheceu que a frase é simples, mas sua aplicação exige mudança estrutural. Envolve educação da população, formação profissional, fluxos de encaminhamento mais ágeis, acesso a especialistas e maior visibilidade política para as doenças reumáticas.</span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><b>Prevenir também é reduzir incapacidade</b></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Na prevenção terciária, a doença já está estabelecida e pode ter causado danos. Nesse estágio, o objetivo passa a ser reduzir incapacidades, prevenir complicações, preservar autonomia e melhorar a qualidade de vida. </span><span style="font-weight: 400;">A palestrante destacou a importância da reabilitação, do controle da dor, do apoio psicossocial e da saúde mental. Mas fez uma pergunta incômoda: por que a saúde mental muitas vezes aparece como um elemento secundário, quase tardio, no cuidado das pessoas com doenças reumáticas?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A experiência de viver com dor crônica, fadiga, limitações físicas, incertezas sobre o futuro, dificuldades no trabalho e impacto nas relações sociais não pode ser tratada como detalhe. Para muitos pacientes, sofrimento emocional e adoecimento físico caminham juntos. Ainda assim, o suporte psicológico nem sempre é incorporado de forma estruturada ao cuidado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A apresentação também abordou o interesse dos pacientes por terapias complementares e alternativas. Bugeja reconheceu que muitas dessas abordagens não são suficientemente estudadas e que profissionais de saúde precisam agir com responsabilidade científica. No entanto, ela defendeu que ignorar ou desqualificar essas demandas não resolve o problema. </span><span style="font-weight: 400;">Para a palestrante, é necessário ampliar o diálogo, investir em pesquisa e preparar profissionais para orientar os pacientes de forma segura, sem reduzir o cuidado apenas à prescrição medicamentosa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Um dos pontos centrais da apresentação foi a necessidade de ampliar o conceito de cuidado. O caminho do paciente não pode ser compreendido apenas como uma sequência que leva ao diagnóstico e à prescrição de medicamentos. A prevenção deve acompanhar toda a jornada.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Isso significa orientar sobre hábitos de vida, atividade física adequada, nutrição, saúde mental, reabilitação, autocuidado, adesão ao tratamento, sinais de alerta e possibilidades de suporte. Significa também reconhecer que pacientes precisam de informação acessível e confiável para tomar decisões sobre sua saúde. </span><span style="font-weight: 400;">Nesse sentido, profissionais de saúde da linha de frente têm papel estratégico. Mas, para isso, precisam estar mais bem informados sobre doenças reumáticas e musculoesqueléticas. A educação profissional, portanto, aparece como uma medida preventiva tão importante quanto a educação da população.</span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><b>Advocacy como motor de mudança</b></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A apresentação também colocou a advocacy — a defesa pública de uma causa — como ferramenta essencial para mudar o cenário. Para Bugeja, pacientes, organizações da sociedade civil e redes de apoio estão estrategicamente posicionados para impulsionar uma abordagem “de baixo para cima”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A lógica é simples: se as doenças reumáticas não estão suficientemente presentes nas campanhas nacionais, nas políticas de prevenção e na consciência pública, é preciso ampliar sua visibilidade. E isso não acontecerá apenas por decisão dos governos. A mobilização social, a educação comunitária e a voz das pessoas que vivem com essas condições são fundamentais para pressionar por reconhecimento, pesquisa, financiamento e melhores políticas de cuidado. </span><span style="font-weight: 400;">A palestrante reforçou que as doenças invisíveis seguem invisíveis quando não há esforço público para nomeá-las, explicá-las e mostrar seu impacto real. Dor, fadiga e limitação funcional nem sempre aparecem para quem vê de fora, mas podem transformar profundamente a vida de quem convive com uma doença reumática.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Ao final, a apresentação deixou uma mensagem política e prática: a prevenção das doenças reumáticas e musculoesqueléticas precisa entrar nas discussões nacionais de saúde. Não como nota de rodapé, mas como prioridade. </span><span style="font-weight: 400;">Isso exige campanhas públicas, formação de profissionais, rastreamento em grupos de risco, encaminhamento precoce, cuidado multidisciplinar, apoio à saúde mental, pesquisa sobre intervenções relevantes para os pacientes e participação ativa das organizações de pacientes na construção de políticas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">No PARE/EULAR 2026, Sina Bugeja mostrou que prevenir, em reumatologia, é muito mais do que evitar doença. É reduzir atraso diagnóstico, impedir danos irreversíveis, proteger funcionalidade, acolher sofrimento emocional e garantir que cada pessoa tenha a chance de chegar ao cuidado certo no tempo certo. </span><span style="font-weight: 400;">Afinal, quando o diagnóstico chega cedo, o tratamento começa cedo. E, para quem vive com uma doença reumática, esse tempo pode mudar tudo.</span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><b>Sobre PARE/EULAR</b><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>PARE</b><span style="font-weight: 400;"> é a comunidade da EULAR formada por organizações nacionais de pessoas com artrite, reumatismo e outras doenças reumáticas e musculoesqueléticas. Sua missão é garantir que a voz das pessoas que vivem com essas condições seja ouvida na pesquisa, na assistência, na educação, na formulação de políticas públicas e nas decisões que afetam sua vida cotidiana.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><b>EULAR</b><span style="font-weight: 400;">, European Alliance of Associations for Rheumatology, é a Aliança Europeia de Associações de Reumatologia. A entidade reúne sociedades científicas, profissionais de saúde e organizações de pacientes, promovendo pesquisa, educação, advocacy e melhores práticas no cuidado das doenças reumáticas e musculoesqueléticas. O Congresso Europeu de Reumatologia é um dos principais encontros internacionais da área, reunindo especialistas, pesquisadores, profissionais de saúde, pacientes e representantes da sociedade civil.</span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><b>Declaração de transparência</b></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A jornalista </span><b>Priscila Torres</b><span style="font-weight: 400;">, coordenadora de advocacy da BioRed Brasil e do Grupar-BR e autora do Blog Artrite Reumatoide, participou do PARE/EULAR 2026, em Londres, a convite da </span><b>AbbVie do Brasil</b><span style="font-weight: 400;">. Esta reportagem reflete sua análise jornalística independente sobre os debates acompanhados durante o evento.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><p>The post <a href="https://artritereumatoide.blog.br/pare-eular-2026-prevencao-em-doencas-reumaticas-e-defendida-como-prioridade-de-saude-publica/">PARE/EULAR 2026: prevenção em doenças reumáticas é defendida como prioridade de saúde pública</a> first appeared on <a href="https://artritereumatoide.blog.br">Artrite Reumatóide</a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://artritereumatoide.blog.br/pare-eular-2026-prevencao-em-doencas-reumaticas-e-defendida-como-prioridade-de-saude-publica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">79987</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Anvisa autoriza registro de dois novos medicamentos biossilimares</title>
		<link>https://artritereumatoide.blog.br/anvisa-autoriza-registro-de-dois-novos-medicamentos-biossilimares/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=anvisa-autoriza-registro-de-dois-novos-medicamentos-biossilimares</link>
					<comments>https://artritereumatoide.blog.br/anvisa-autoriza-registro-de-dois-novos-medicamentos-biossilimares/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Priscila Torres]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 21:00:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[aflibercepte]]></category>
		<category><![CDATA[ANVISA]]></category>
		<category><![CDATA[Artrite Psoriásica]]></category>
		<category><![CDATA[biossimilares]]></category>
		<category><![CDATA[Colite Ulcerativa]]></category>
		<category><![CDATA[degeneração macular]]></category>
		<category><![CDATA[doença de crohn]]></category>
		<category><![CDATA[edema macular]]></category>
		<category><![CDATA[Eydenzelt]]></category>
		<category><![CDATA[medicamentos biológicos]]></category>
		<category><![CDATA[psoriase]]></category>
		<category><![CDATA[retina]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[ustequinumabe]]></category>
		<category><![CDATA[Uztok]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://artritereumatoide.blog.br/?p=79936</guid>

					<description><![CDATA[<p>Dois novos medicamentos biossimilares tiveram registro aprovado nesta segunda-feira (15/6) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa): Eydenzelt e Uztok®. Produtos biossimilares são medicamentos biológicos registrados com base no exercício de comparabilidade em termos de qualidade, eficácia e segurança em relação ao produto biológico comparador. Eydenzelt é indicado para o tratamento, em adultos, de: degeneração [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://artritereumatoide.blog.br/anvisa-autoriza-registro-de-dois-novos-medicamentos-biossilimares/">Anvisa autoriza registro de dois novos medicamentos biossilimares</a> first appeared on <a href="https://artritereumatoide.blog.br">Artrite Reumatóide</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr" style="text-align: justify;">Dois novos medicamentos biossimilares tiveram registro aprovado nesta segunda-feira (15/6) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa): Eydenzelt e Uztok®. Produtos biossimilares são medicamentos biológicos registrados com base no exercício de comparabilidade em termos de qualidade, eficácia e segurança em relação ao produto biológico comparador.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify;">Eydenzelt é indicado para o tratamento, em adultos, de: degeneração macular relacionada à idade, neovascular (DMRI) (úmida); deficiência visual devido ao edema macular secundário à oclusão da veia da retina [oclusão da veia central da retina (OVCR) ou oclusão de ramo da veia da retina (ORVR)]; deficiência visual devido ao edema macular diabético (EMD); e deficiência visual devido à neovascularização coroidal miópica (NVC miópica).</p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify;">O medicamento é um biossimilar do aflibercepte e teve seu registro concedido a partir da utilização do produto Eylia como comparador.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify;"><strong>Uztok®</strong></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify;">Já o produto Uztok® é um biossimilar do ustequinumabe e teve seu registro concedido a partir da utilização do medicamento Stelara® como comparador. Ele é indicado para tratar as seguintes condições:</p>
<h4 dir="ltr" style="text-align: justify;"><strong>Psoríase em placa</strong></h4>
<p dir="ltr" style="text-align: justify;">Adultos: grau moderado a grave, em pacientes que não responderam, ou que têm uma contraindicação, ou que são intolerantes a outras terapêuticas sistêmicas, incluindo ciclosporina, metotrexato e radiação ultravioleta A associada à administração de psoraleno (PUVA).</p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify;">Crianças acima de 6 anos e com mais de 60kg: grau moderado e grave, em pacientes que estão inadequadamente controlados ou que são intolerantes a outras terapias sistêmicas ou fototerapia.</p>
<h4 dir="ltr" style="text-align: justify;"><strong>Artrite psoriásica</strong></h4>
<p dir="ltr" style="text-align: justify;">Adultos: isolado ou em combinação com metotrexato, quando a resposta ao tratamento com drogas antirreumáticas modificadoras da doença (DMARD) foi inadequada.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify;">Crianças acima de 6 anos e com mais de 60kg</p>
<h4 dir="ltr" style="text-align: justify;"><strong>Doença de Crohn</strong></h4>
<p dir="ltr" style="text-align: justify;">Para pacientes adultos com doença ativa de moderada a grave, que tiveram resposta inadequada, perda de resposta ou que foram intolerantes à terapia convencional ou ao anti-TNF-alfa ou que tem contraindicações para tais terapias.</p>
<h4 dir="ltr" style="text-align: justify;"><strong>Colite ulcerativa</strong></h4>
<p dir="ltr" style="text-align: justify;">Manutenção do tratamento de pacientes adultos com a doença ativa de moderada a grave, que tiveram resposta inadequada, perda de resposta ou que foram intolerantes à terapia convencional ou à terapia com medicamentos biológicos ou que tem contraindicações para tais terapias.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify;">Confira a <a href="https://in.gov.br/web/dou/-/resolucao-re-n-2.349-de-11-de-junho-de-2026-712070593">Resolução 2.349/2026 </a>no Diário Oficial da União (DOU).</p>
<p dir="ltr"><strong>Fonte:<a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2026/anvisa-autoriza-registro-de-dois-novos-medicamentos-biossilimares"> GOV.</a></strong></p><p>The post <a href="https://artritereumatoide.blog.br/anvisa-autoriza-registro-de-dois-novos-medicamentos-biossilimares/">Anvisa autoriza registro de dois novos medicamentos biossilimares</a> first appeared on <a href="https://artritereumatoide.blog.br">Artrite Reumatóide</a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://artritereumatoide.blog.br/anvisa-autoriza-registro-de-dois-novos-medicamentos-biossilimares/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">79936</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Ministério da Saúde atualiza regulamentação do Componente da Assistência Farmacêutica em Oncologia no SUS</title>
		<link>https://artritereumatoide.blog.br/ministerio-da-saude-atualiza-regulamentacao-do-componente-da-assistencia-farmaceutica-em-oncologia-no-sus/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=ministerio-da-saude-atualiza-regulamentacao-do-componente-da-assistencia-farmaceutica-em-oncologia-no-sus</link>
					<comments>https://artritereumatoide.blog.br/ministerio-da-saude-atualiza-regulamentacao-do-componente-da-assistencia-farmaceutica-em-oncologia-no-sus/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Priscila Torres]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 19:00:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SUS]]></category>
		<category><![CDATA[#CACON]]></category>
		<category><![CDATA[#UNACON]]></category>
		<category><![CDATA[AF-Onco]]></category>
		<category><![CDATA[assistencia farmaceutica]]></category>
		<category><![CDATA[cancer]]></category>
		<category><![CDATA[Conitec]]></category>
		<category><![CDATA[dispensação]]></category>
		<category><![CDATA[distribuição]]></category>
		<category><![CDATA[financiamento]]></category>
		<category><![CDATA[medicamentos oncológicos]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[oncologia]]></category>
		<category><![CDATA[PCDT]]></category>
		<category><![CDATA[Rename]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://artritereumatoide.blog.br/?p=79932</guid>

					<description><![CDATA[<p>NK Consultores — O Gabinete do Ministro da Saúde publicou, nesta terça-feira (16), a Portaria GM/MS nº 11.540, de 8 de junho de 2026, no Diário Oficial da União. O ato altera a Portaria GM/MS nº 8.477, de 20 de outubro de 2025, que institui o Componente da Assistência Farmacêutica em Oncologia (AF-Onco) no âmbito [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://artritereumatoide.blog.br/ministerio-da-saude-atualiza-regulamentacao-do-componente-da-assistencia-farmaceutica-em-oncologia-no-sus/">Ministério da Saúde atualiza regulamentação do Componente da Assistência Farmacêutica em Oncologia no SUS</a> first appeared on <a href="https://artritereumatoide.blog.br">Artrite Reumatóide</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p id="m_-3318203057534345633m_-482626424965840810isPasted" style="text-align: justify;">NK Consultores — O Gabinete do Ministro da Saúde publicou, nesta terça-feira (16), a Portaria GM/MS nº 11.540, de 8 de junho de 2026, no Diário Oficial da União. O ato altera a Portaria GM/MS nº 8.477, de 20 de outubro de 2025, que institui o Componente da Assistência Farmacêutica em Oncologia (AF-Onco) no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), e regulamenta seu financiamento, aquisição, distribuição e dispensação. A portaria foi assinada pelo ministro Alexandre Rocha Santos Padilha e entra em vigor na data de sua publicação.</p>
<p style="text-align: justify;">O AF-Onco tem como objetivo garantir a integralidade do tratamento medicamentoso na assistência oncológica, conforme as diretrizes das linhas de cuidado, observando os Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDTs), os protocolos de uso vigentes e as diretrizes clínico-assistenciais adotados pelo Ministério da Saúde ou, na ausência destes, as recomendações da Conitec, em conformidade com as diretrizes da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer (PNPCC).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Elenco de medicamentos e inclusão na Rename</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O elenco de medicamentos oncológicos do AF-Onco será constituído por medicamentos aprovados para uso no SUS e incluídos na PNPCC, conforme previsão em protocolos e diretrizes clínico-assistenciais do Ministério da Saúde ou listagem complementar de medicamentos considerados estratégicos. Os medicamentos oncológicos financiados e disponibilizados pelo SUS até a data de publicação desta portaria, incluídos aqueles utilizados em esquemas terapêuticos consagrados na prática clínica, serão incluídos na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename) a partir de ato conjunto da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES) e da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE). Os novos medicamentos financiados e disponibilizados a partir da publicação desta portaria pelo SUS serão incluídos diretamente na Rename.</p>
<p style="text-align: justify;">Fica estabelecido, pelo período de 12 meses prorrogável por igual período mediante pactuação na Comissão Intergestores Tripartite (CIT), que os medicamentos de uso consagrado em oncologia ainda não listados na Rename, nem codificados no subgrupo 06.05 do SIGTAP, serão considerados de aquisição descentralizada pelos Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (CACON) e pelas Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (UNACON), na modalidade III, desde que seus custos estejam cobertos no procedimento correspondente do subgrupo 03.04.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Modalidades de aquisição e financiamento</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A portaria estabelece três modalidades de aquisição de medicamentos oncológicos no âmbito do AF-Onco. A primeira é a aquisição centralizada pelo Ministério da Saúde, para medicamentos de alto impacto orçamentário e logístico, que serão distribuídos diretamente aos serviços habilitados. A segunda é a negociação nacional, aplicável a medicamentos cuja escala, demanda e perfil de fornecimento sejam adequados a atas de registro de preços nacionais ou modelo de aquisição semelhante, a partir de ato normativo conjunto da SAES e da SCTIE, com pactuação na CIT. A terceira é a aquisição descentralizada, realizada pelos próprios serviços habilitados no território, com responsabilidade pela aquisição, dispensação e administração do medicamento, assegurando o registro das informações nos sistemas de informação do SUS.</p>
<p style="text-align: justify;">A oferta de medicamentos no âmbito do AF-Onco pressupõe a pactuação das modalidades de aquisição na CIT, a incorporação ao SUS e a vinculação aos PCDTs, aos protocolos de uso ou às diretrizes clínico-assistenciais vigentes adotadas pelo Ministério da Saúde ou, na ausência destes, às recomendações da Conitec. Os medicamentos de altíssimo custo serão disponibilizados por meio de central de diluição, quando couber, e distribuídos aos serviços habilitados em oncologia de acordo com a divisão territorial, conforme ato normativo conjunto da SAES e da SCTIE.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Autorização prévia e conformidade com protocolos</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A portaria introduz um sistema de autorização prévia para determinadas categorias de medicamentos oncológicos. A autorização será realizada por equipe multiprofissional de saúde composta por profissionais de nível superior, com base na verificação de conformidade das solicitações com os PCDTs, os protocolos de uso ou as diretrizes clínico-assistenciais vigentes. O conceito de matriciamento, apoio técnico especializado destinado a qualificar a tomada de decisão da equipe multiprofissional quanto à conformidade da solicitação com os protocolos clínicos, é incorporado formalmente ao processo. A regulamentação específica deverá ser publicada até junho de 2026, com possibilidade de prorrogação por pactuação na CIT. A não emissão das Autorizações de Procedimentos de Alta Complexidade (APACs) será entendida como não garantia da linha de cuidado, podendo acarretar novas definições no financiamento para manutenção do equilíbrio financeiro entre as esferas de gestão do SUS.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Responsabilidades dos entes federativos</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A conformação do AF-Onco ocorrerá de forma tripartite, com responsabilidades distribuídas entre União, Estados, Distrito Federal, Municípios e estabelecimentos de saúde habilitados. Compete à União elaborar e publicar os PCDTs e diretrizes aplicáveis, atualizar de forma contínua a relação de medicamentos do AF-Onco e suas modalidades de aquisição, supervisionar o processo de autorização de conformidade das solicitações e estabelecer normativa para institucionalizar as centrais de diluição. Compete aos Estados a contratação e contratualização dos prestadores de saúde, a organização da rede de atenção oncológica habilitada, a execução das atas de registro de preços nacionais, a autorização da apresentação da produção pelos serviços habilitados e o mapeamento das centrais de diluição no âmbito da Rede de Prevenção e Controle do Câncer (RPCC). Compete aos estabelecimentos de saúde habilitados, entre outras obrigações, cumprir e aplicar os PCDTs e as diretrizes clínico-assistenciais, estabelecer serviços de cuidado farmacêutico integral para pacientes no âmbito do AF-ONCO, enviar de forma obrigatória e diária os dados de estoques e saídas de medicamentos para a BNAFAR e utilizar obrigatoriamente o sistema de autorização prévia e de gestão de medicamentos pactuados na CIT.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Planejamento anual e distribuição</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O planejamento anual ascendente dos medicamentos de aquisição centralizada e negociação nacional do AF-Onco será realizado com base na série histórica de pacientes em autorização prévia, nos dados de tendência epidemiológica, nos dados de manipulação, dispensação e infusão de medicamentos contidos no e-SUS AF e nos estoques somados dos estabelecimentos de saúde contratualizados como Cacon e Unacon. A distribuição dos medicamentos de aquisição centralizada será realizada de forma periódica pelo Ministério da Saúde, com possibilidade de complementações ao longo do período para atendimento de variações de demanda, inclusive para novos pacientes.</p>
<p><strong>Fonte: Assessoria de imprensa.</strong></p><p>The post <a href="https://artritereumatoide.blog.br/ministerio-da-saude-atualiza-regulamentacao-do-componente-da-assistencia-farmaceutica-em-oncologia-no-sus/">Ministério da Saúde atualiza regulamentação do Componente da Assistência Farmacêutica em Oncologia no SUS</a> first appeared on <a href="https://artritereumatoide.blog.br">Artrite Reumatóide</a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://artritereumatoide.blog.br/ministerio-da-saude-atualiza-regulamentacao-do-componente-da-assistencia-farmaceutica-em-oncologia-no-sus/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">79932</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Remissão além dos números: no PARE/EULAR 2026, pacientes defendem cuidado centrado na vida real</title>
		<link>https://artritereumatoide.blog.br/remissao-alem-dos-numeros-no-pare-eular-2026-pacientes-defendem-cuidado-centrado-na-vida-real/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=remissao-alem-dos-numeros-no-pare-eular-2026-pacientes-defendem-cuidado-centrado-na-vida-real</link>
					<comments>https://artritereumatoide.blog.br/remissao-alem-dos-numeros-no-pare-eular-2026-pacientes-defendem-cuidado-centrado-na-vida-real/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Priscila Torres]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 17:00:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunas da Pri]]></category>
		<category><![CDATA[Eular]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[acesso ao tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[advocacy em saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Artrite Psoriásica]]></category>
		<category><![CDATA[artrite reumatoide]]></category>
		<category><![CDATA[autonomia]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação em saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Congresso Europeu de Reumatologia.]]></category>
		<category><![CDATA[cuidado centrado no paciente]]></category>
		<category><![CDATA[diagnostico precoce]]></category>
		<category><![CDATA[doenças inflamatórias]]></category>
		<category><![CDATA[doenças musculoesqueléticas]]></category>
		<category><![CDATA[doenças reumáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Dor Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Educação em Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[EULAR]]></category>
		<category><![CDATA[EULAR 2026]]></category>
		<category><![CDATA[fadiga]]></category>
		<category><![CDATA[independência]]></category>
		<category><![CDATA[lúpus]]></category>
		<category><![CDATA[organizações de pacientes]]></category>
		<category><![CDATA[Pare]]></category>
		<category><![CDATA[PARE EULAR 2026]]></category>
		<category><![CDATA[participação do paciente]]></category>
		<category><![CDATA[politicas públicas em saúde]]></category>
		<category><![CDATA[psoriase]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade de vida]]></category>
		<category><![CDATA[remissão]]></category>
		<category><![CDATA[remissao clinica]]></category>
		<category><![CDATA[remissão de impacto]]></category>
		<category><![CDATA[remissão em doenças reumáticas]]></category>
		<category><![CDATA[reumatologia]]></category>
		<category><![CDATA[saude mental]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://artritereumatoide.blog.br/?p=79981</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em apresentação sobre a busca pela remissão em doenças reumáticas e inflamatórias, representantes de pacientes, profissionais de saúde e lideranças globais discutiram dor, fadiga, independência, saúde mental, diagnóstico precoce e participação social como dimensões essenciais para redefinir o cuidado O que significa estar em remissão? Para a medicina, a resposta costuma passar por exames, índices [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://artritereumatoide.blog.br/remissao-alem-dos-numeros-no-pare-eular-2026-pacientes-defendem-cuidado-centrado-na-vida-real/">Remissão além dos números: no PARE/EULAR 2026, pacientes defendem cuidado centrado na vida real</a> first appeared on <a href="https://artritereumatoide.blog.br">Artrite Reumatóide</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><b>Em apresentação sobre a busca pela remissão em doenças reumáticas e inflamatórias, representantes de pacientes, profissionais de saúde e lideranças globais discutiram dor, fadiga, independência, saúde mental, diagnóstico precoce e participação social como dimensões essenciais para redefinir o cuidado</b></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">O que significa estar em remissão? Para a medicina, a resposta costuma passar por exames, índices de atividade da doença, imagens, marcadores laboratoriais e metas clínicas. Para quem vive com uma doença reumática, inflamatória ou musculoesquelética, no entanto, a pergunta é mais ampla, mais concreta e, muitas vezes, mais urgente: remissão é conseguir viver sem dor incapacitante, recuperar a independência, voltar a trabalhar, estudar, cuidar da família, planejar o futuro e fazer escolhas sem que a doença determine todos os caminhos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Foi essa diferença entre o olhar técnico e a experiência vivida que atravessou uma das apresentações realizadas durante o PARE/EULAR 2026, em Londres. A sessão reuniu lideranças de organizações de pacientes, representantes internacionais, profissionais de saúde e pessoas com diferentes doenças inflamatórias para discutir como o conceito de remissão pode — e deve — ser atualizado a partir da perspectiva dos pacientes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Desde o início, a apresentação deixou claro que a proposta não era apenas falar sobre remissão como um desfecho clínico, mas perguntar o que os pacientes esperam quando escutam essa palavra. A discussão partiu de uma provocação central: os sistemas de saúde, as diretrizes clínicas e as políticas públicas precisam considerar que remissão não se resume à redução de sinais biológicos da doença. Para os pacientes, ela também envolve impacto na vida diária.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A apresentação foi conduzida no contexto do trabalho de uma coalizão global voltada à promoção da remissão como meta de cuidado. Segundo os organizadores, a iniciativa nasceu recentemente e já reúne dezenas de membros, com forte presença de organizações de pacientes. O objetivo é ampliar o debate sobre remissão em diferentes condições inflamatórias, conectando ciência, prática clínica, políticas de saúde e experiência vivida.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Ao apresentar o crescimento da coalizão, os mediadores destacaram que o movimento busca transformar a remissão em uma agenda prática. Não se trata apenas de defender um conceito, mas de influenciar diretrizes, sistemas de cuidado, políticas públicas, educação de pacientes e práticas clínicas. A ideia é que a remissão seja uma meta discutida de forma clara, compartilhada e compreensível — não apenas entre médicos e pesquisadores, mas também com as pessoas que convivem diariamente com as doenças.</span></p>
<p><img decoding="async" data-attachment-id="79985" data-permalink="https://artritereumatoide.blog.br/remissao-alem-dos-numeros-no-pare-eular-2026-pacientes-defendem-cuidado-centrado-na-vida-real/captura-de-tela-2026-06-29-082755/" data-orig-file="https://artritereumatoide.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/Captura-de-tela-2026-06-29-082755.png" data-orig-size="848,568" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;,&quot;alt&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="Captura de tela 2026-06-29 082755" data-image-description="" data-image-caption="" data-large-file="https://artritereumatoide.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/Captura-de-tela-2026-06-29-082755.png" class="aligncenter wp-image-79985 size-full" src="https://artritereumatoide.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/Captura-de-tela-2026-06-29-082755.png" alt="" width="848" height="568" srcset="https://artritereumatoide.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/Captura-de-tela-2026-06-29-082755.png 848w, https://artritereumatoide.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/Captura-de-tela-2026-06-29-082755-300x201.png 300w, https://artritereumatoide.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/Captura-de-tela-2026-06-29-082755-768x514.png 768w, https://artritereumatoide.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/Captura-de-tela-2026-06-29-082755-600x402.png 600w, https://artritereumatoide.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/Captura-de-tela-2026-06-29-082755-750x502.png 750w" sizes="(max-width: 848px) 100vw, 848px" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Um dos pontos mais fortes da sessão foi a crítica à forma como a remissão costuma ser medida. Na prática clínica, índices como atividade da doença, exames de imagem e parâmetros laboratoriais são fundamentais para orientar decisões terapêuticas. Porém, os participantes ressaltaram que esses indicadores não capturam toda a realidade dos pacientes. Uma pessoa pode apresentar melhora em exames e ainda conviver com dor, fadiga, limitação funcional, ansiedade, depressão, dificuldades no trabalho e perda de autonomia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A partir dessa reflexão, emergiu uma ideia central: a remissão precisa ser compreendida em duas dimensões. A primeira é a remissão biológica ou clínica, relacionada ao controle da inflamação, dos sinais e da progressão da doença. A segunda é a remissão de impacto, que diz respeito à redução dos efeitos da doença sobre a vida real. Essa segunda dimensão foi apontada como essencial para que o tratamento seja verdadeiramente centrado no paciente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Na prática, isso significa reconhecer que controlar a doença não é suficiente se a pessoa continua impedida de viver como gostaria. A meta terapêutica deve incluir a possibilidade de retomar atividades, participar da vida social, trabalhar, estudar, cuidar de si, manter vínculos afetivos e exercer escolhas com autonomia. Como resumiram participantes da sessão, a remissão precisa ser capaz de devolver às pessoas o controle sobre suas vidas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Dor e fadiga apareceram como dois dos temas mais recorrentes. Em diferentes manifestações, os participantes reforçaram que esses sintomas continuam sendo altamente relevantes para os pacientes, mesmo quando a doença parece estar controlada sob o ponto de vista médico. A fadiga, em especial, foi descrita como um dos sintomas mais pesados e limitantes, capaz de comprometer atividades cotidianas, relações sociais e saúde emocional.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A dor, por sua vez, foi discutida não apenas como sintoma físico, mas como experiência individual marcada por contexto social, acesso ao cuidado, idade, ambiente familiar, condições socioeconômicas e capacidade de suporte. A sessão mostrou que a dor não pode ser avaliada de forma isolada, pois seu impacto varia conforme a realidade de cada pessoa. Para alguns, a dor impede o trabalho. Para outros, limita o cuidado com os filhos, o deslocamento, o sono, a vida social ou a independência.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A independência foi outro eixo decisivo da conversa. Participantes defenderam que falar em remissão sem falar em independência é deixar de fora uma parte essencial da experiência do paciente. Independência, nesse contexto, não significa apenas ausência de incapacidade física. Significa poder fazer o que é necessário e o que se deseja fazer, com o menor grau possível de restrição imposta pela doença, pelo ambiente ou pelo sistema de saúde.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Essa discussão abriu espaço para um olhar mais social sobre a remissão. A limitação não está apenas no corpo, mas também nas barreiras ao redor: falta de diagnóstico precoce, demora no acesso ao tratamento, dificuldade para obter medicamentos, ausência de apoio psicológico, pouca informação, desigualdades regionais e baixa valorização das organizações de pacientes. Em alguns países, como destacaram participantes vindos de diferentes regiões do mundo, a realidade do acesso pode determinar se a remissão será uma possibilidade concreta ou apenas uma palavra distante.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">O diagnóstico precoce também foi apontado como condição essencial. A frase “quanto mais cedo, melhor” sintetizou um dos consensos da sessão. Para alcançar remissão, é necessário que os pacientes cheguem rapidamente ao diagnóstico, tenham acesso oportuno ao tratamento adequado e sejam acompanhados por equipes capazes de orientar decisões compartilhadas. A demora no cuidado pode resultar em dano articular, perda funcional e impactos irreversíveis na qualidade de vida.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Ao longo da apresentação, representantes de pacientes chamaram atenção para a necessidade de educação em saúde. Muitos pacientes recém diagnosticados sequer escutam a palavra remissão nos primeiros contatos com o sistema de saúde. Outros não compreendem o que ela significa, quais metas podem ser perseguidas ou por que a adesão ao tratamento é importante. A falta de informação compromete a participação do paciente nas decisões e reduz sua capacidade de dialogar com a equipe de saúde.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Um relato apresentado durante a discussão ilustrou essa lacuna: um jovem adulto diagnosticado com artrite reumatoide há poucos anos enfrentava dificuldades para compreender a doença, lidar com o impacto emocional e falar sobre sua condição com amigos. O exemplo trouxe à tona um tema muitas vezes negligenciado: a saúde mental. Para pessoas jovens, receber um diagnóstico de doença crônica inflamatória pode significar uma ruptura na vida social, profissional e afetiva. A remissão, nesse caso, não pode ser tratada apenas como um número em um índice clínico.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A saúde mental foi mencionada em diferentes momentos como dimensão indispensável do cuidado. Ansiedade, depressão, medo do futuro, insegurança diante do tratamento e sofrimento emocional fazem parte da experiência de muitos pacientes. Participantes defenderam que esses aspectos sejam reconhecidos de forma autônoma, e não diluídos em categorias genéricas. O impacto psicológico da doença precisa ser medido, discutido e enfrentado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Outro ponto relevante foi a discussão sobre gênero e ciclo de vida. Uma das participantes chamou atenção para a menopausa, tema frequentemente ausente das consultas e dos debates sobre remissão. Para mulheres com doenças reumáticas, mudanças hormonais, sono, dor, fadiga, saúde óssea, saúde mental e funcionalidade podem se entrelaçar de forma complexa. A observação ampliou a conversa para a necessidade de considerar diferentes fases da vida, incluindo juventude, maternidade, envelhecimento, trabalho, aposentadoria e capacidade de autocuidado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A participação social também apareceu como componente fundamental. Não basta que pacientes sejam convidados ao final do processo, quando diretrizes já estão prontas ou decisões já foram tomadas. A sessão reforçou que pacientes devem participar desde a formulação das perguntas, da definição dos desfechos relevantes, da elaboração das políticas e da construção das estratégias de cuidado. A pesquisa, como defenderam os participantes, precisa ser dirigida também pelas perguntas que nascem da experiência vivida.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Representantes de diferentes países ressaltaram ainda a importância de fortalecer organizações de pacientes, especialmente em regiões onde essas entidades têm menos estrutura, menor reconhecimento institucional ou pouca capacidade de influência política. A discussão mostrou que redes internacionais como EULAR, ACR e outras organizações científicas podem ter papel estratégico ao legitimar e apoiar grupos menores, ajudando-os a ganhar espaço diante de governos, sistemas de saúde e sociedades médicas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A sessão também abordou a necessidade de alinhar linguagem. Se médicos, gestores, pesquisadores e pacientes usam a palavra remissão com sentidos diferentes, a comunicação se fragiliza. Para o paciente, a palavra pode carregar expectativa de normalidade, liberdade e recuperação da vida. Para o profissional de saúde, pode indicar uma meta clínica objetiva. O desafio está em construir uma linguagem comum, capaz de respeitar a ciência sem silenciar a experiência individual.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Ao final, a apresentação apontou caminhos práticos: ampliar pesquisas sobre como pacientes definem remissão; comparar experiências entre diferentes doenças, como artrite reumatoide, artrite psoriásica, lúpus e psoríase; revisar conceitos usados em auditorias e diretrizes; desenvolver ferramentas de comunicação; fortalecer a educação de pacientes; e promover políticas públicas que tornem a remissão uma meta possível, e não apenas desejável.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Mais do que uma discussão técnica, a apresentação no PARE/EULAR 2026 mostrou que remissão é uma palavra em disputa — e que os pacientes querem participar de sua definição. Para a ciência, ela pode continuar sendo medida por critérios objetivos. Mas, para quem vive com uma doença crônica, ela precisa também significar menos medo, menos dor, menos fadiga, mais autonomia, mais participação social e mais vida.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A remissão do futuro não poderá ser construída apenas nos laboratórios, nos congressos ou nas diretrizes clínicas. Ela precisará nascer também das perguntas feitas pelos pacientes. Porque, no fim, controlar a doença é fundamental — mas devolver a vida ao centro do cuidado é o que transforma controle clínico em cuidado verdadeiramente humano.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><b>Sobre PARE/EULAR</b></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><b>PARE</b><span style="font-weight: 400;"> é a comunidade da EULAR formada por organizações nacionais de pessoas com artrite, reumatismo e outras doenças reumáticas e musculoesqueléticas. Sua missão é garantir que a voz das pessoas que vivem com essas condições seja ouvida na pesquisa, na assistência, na educação, na formulação de políticas públicas e nas decisões que afetam sua vida cotidiana.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><b>EULAR</b><span style="font-weight: 400;">, European Alliance of Associations for Rheumatology, é a Aliança Europeia de Associações de Reumatologia. A entidade reúne sociedades científicas, profissionais de saúde e organizações de pacientes, promovendo pesquisa, educação, advocacy e melhores práticas no cuidado das doenças reumáticas e musculoesqueléticas. O Congresso Europeu de Reumatologia é um dos principais encontros internacionais da área, reunindo especialistas, pesquisadores, profissionais de saúde, pacientes e representantes da sociedade civil.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><b>Declaração de transparência</b></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A jornalista </span><b>Priscila Torres</b><span style="font-weight: 400;">, coordenadora de advocacy da BioRed Brasil e do Grupar-BR e autora do Blog Artrite Reumatoide, participou do PARE/EULAR 2026, em Londres, a convite da </span><b>AbbVie do Brasil</b><span style="font-weight: 400;">. Esta reportagem reflete sua análise jornalística independente sobre os debates acompanhados durante o evento.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><p>The post <a href="https://artritereumatoide.blog.br/remissao-alem-dos-numeros-no-pare-eular-2026-pacientes-defendem-cuidado-centrado-na-vida-real/">Remissão além dos números: no PARE/EULAR 2026, pacientes defendem cuidado centrado na vida real</a> first appeared on <a href="https://artritereumatoide.blog.br">Artrite Reumatóide</a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://artritereumatoide.blog.br/remissao-alem-dos-numeros-no-pare-eular-2026-pacientes-defendem-cuidado-centrado-na-vida-real/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">79981</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Aveia nutre o intestino, mantém a glicemia saudável e faz bem ao coração</title>
		<link>https://artritereumatoide.blog.br/aveia-nutre-o-intestino-mantem-a-glicemia-saudavel-e-faz-bem-ao-coracao/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=aveia-nutre-o-intestino-mantem-a-glicemia-saudavel-e-faz-bem-ao-coracao</link>
					<comments>https://artritereumatoide.blog.br/aveia-nutre-o-intestino-mantem-a-glicemia-saudavel-e-faz-bem-ao-coracao/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Priscila Torres]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 13:00:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação saudável]]></category>
		<category><![CDATA[aveia]]></category>
		<category><![CDATA[bem estar]]></category>
		<category><![CDATA[beta-glucana]]></category>
		<category><![CDATA[colesterol]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes tipo 2]]></category>
		<category><![CDATA[fibras]]></category>
		<category><![CDATA[glicemia]]></category>
		<category><![CDATA[habitos saudaveis]]></category>
		<category><![CDATA[microbiota intestinal]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição]]></category>
		<category><![CDATA[prebiótico]]></category>
		<category><![CDATA[prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[saúde cardiovascular]]></category>
		<category><![CDATA[saúde intestinal]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://artritereumatoide.blog.br/?p=79873</guid>

					<description><![CDATA[<p>Nutritiva, básica e barata, a aveia é consumida há séculos. E agora se tornou um item essencial da cultura do bem-estar, e com razão. A aveia é um &#8220;alimento equilibrado&#8221;, com boa quantidade de proteína, relativamente pouca gordura e uma variedade de vitaminas e minerais, diz Elizabeth Hyde-Daddio, nutricionista e educadora certificada em diabetes da [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://artritereumatoide.blog.br/aveia-nutre-o-intestino-mantem-a-glicemia-saudavel-e-faz-bem-ao-coracao/">Aveia nutre o intestino, mantém a glicemia saudável e faz bem ao coração</a> first appeared on <a href="https://artritereumatoide.blog.br">Artrite Reumatóide</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="ds-markdown-paragraph" style="text-align: justify;"><span class="">Nutritiva, básica e barata, a aveia é consumida há séculos. E agora se tornou um item essencial da cultura do bem-estar, e com razão.</span></p>
<p class="ds-markdown-paragraph" style="text-align: justify;"><span class="">A aveia é um &#8220;alimento equilibrado&#8221;, com boa quantidade de proteína, relativamente pouca gordura e uma variedade de vitaminas e minerais, diz Elizabeth Hyde-Daddio, nutricionista e educadora certificada em diabetes da Northwell Health, em Long Island.</span></p>
<p class="ds-markdown-paragraph" style="text-align: justify;"><span class="">O que realmente a diferencia, no entanto, é que ela é uma das melhores fontes de um tipo poderoso de fibra. Veja mais detalhes a seguir.</span></p>
<h4 style="text-align: justify;"><span class="">FAZ BEM PARA O CORAÇÃO</span></h4>
<p class="ds-markdown-paragraph" style="text-align: justify;"><span class="">Muitos estudos descobriram que a aveia reduz o colesterol LDL, ou o colesterol &#8220;ruim&#8221;, que aumenta o risco de infarto e AVC.</span></p>
<p class="ds-markdown-paragraph" style="text-align: justify;"><span class="">Grande parte desse efeito vem da beta-glucana, um tipo de fibra que espessa o conteúdo dentro do intestino, capturando ácidos biliares ricos em colesterol e eliminando-os do corpo.</span></p>
<p class="ds-markdown-paragraph" style="text-align: justify;"><span class="">As evidências são fortes o suficiente para que, desde a década de 1990, a Food and Drug Administration (FDA) associe a beta-glucana presente na aveia integral —pelo menos três gramas por dia, ou o equivalente à meia xícara de aveia em flocos— a um menor risco de doença coronariana.</span></p>
<p class="ds-markdown-paragraph" style="text-align: justify;"><span class="">Em um pequeno estudo clínico, consumir essa quantidade de beta-glucana reduziu diariamente o colesterol LDL em 12% após quatro semanas.</span></p>
<p class="ds-markdown-paragraph" style="text-align: justify;"><span class="">Pessoas com níveis elevados de colesterol, em particular, podem &#8220;ver benefícios imediatos e significativos&#8221;, diz Padmanaban Krishnan, professor emérito de ciência de laticínios e alimentos da South Dakota State University.</span></p>
<p class="ds-markdown-paragraph" style="text-align: justify;"><span class="">Também há evidências emergentes de que outros compostos da aveia, incluindo antioxidantes como as avenantramidas, podem ajudar a reduzir a pressão arterial, diz Candida Rebello, diretora do laboratório do programa de nutrição e doenças crônicas da Louisiana State University.</span></p>
<h4 style="text-align: justify;"><span class="">AJUDA A MANTER A GLICEMIA SAUDÁVEL</span></h4>
<p class="ds-markdown-paragraph" style="text-align: justify;"><span class="">Após refeições ricas em carboidratos, a glicemia tende a subir rapidamente, mas estudos sugerem que a aveia pode atenuar esse aumento, diz Rebello.</span></p>
<p class="ds-markdown-paragraph" style="text-align: justify;"><span class="">Alimentos ricos em fibras retardam a digestão e impedem que a glicose entre na corrente sanguínea muito rapidamente, diz Krishnan, e a beta-glucana é especialmente útil para isso.</span></p>
<p class="ds-markdown-paragraph" style="text-align: justify;"><span class="">Comer aveia pode ser particularmente benéfico para pessoas com diabetes tipo 2, acrescentou. Alguns dados também sugerem que a aveia pode ajudar na prevenção.</span></p>
<p class="ds-markdown-paragraph" style="text-align: justify;"><span class="">Em um estudo de 2020, o maior consumo de aveia (pelo menos duas porções por semana) foi associado a um risco 21% menor de desenvolver diabetes tipo 2 em comparação com um consumo menor (menos de uma porção por mês).</span></p>
<h4 style="text-align: justify;"><span class="">NUTRE O INTESTINO</span></h4>
<p class="ds-markdown-paragraph" style="text-align: justify;"><span class="">A maioria dos americanos não consome fibra suficiente, e a aveia pode ajudar a preencher essa lacuna. Há mais de quatro gramas (incluindo beta-glucana) em meia xícara de aveia em flocos; adultos devem consumir de 21 a 38 gramas de fibra por dia, dependendo da idade e do sexo.</span></p>
<p class="ds-markdown-paragraph" style="text-align: justify;"><span class="">A aveia também faz bem para o intestino. Como a beta-glucana não é bem digerida no intestino delgado, ela segue para o cólon, onde pode alimentar bactérias intestinais benéficas e atuar como prebiótico, diz Barbara Olendzki, diretora do Centro de Nutrição Aplicada da UMass Chan Medical School.</span></p>
<p class="ds-markdown-paragraph" style="text-align: justify;"><span class="">Pesquisadores acreditam que isso pode ajudar a fortalecer o revestimento intestinal e reduzir a inflamação, especialmente em pessoas com colesterol alto, obesidade e outras doenças metabólicas.</span></p>
<p class="ds-markdown-paragraph" style="text-align: justify;"><span class="">A fibra da aveia também pode adicionar volume às fezes e ajudar a manter o intestino funcionando regularmente, desde que você também beba líquidos suficientes e se mantenha ativo, diz Hyde-Daddio.</span></p>
<h4 style="text-align: justify;"><span class="">QUAL É A FORMA MAIS SAUDÁVEL DE CONSUMI-LA?</span></h4>
<p class="ds-markdown-paragraph" style="text-align: justify;"><span class="">A aveia em grãos é a forma menos processada, com apenas a casca não comestível removida, enquanto a aveia instantânea é a mais processada. Entre elas estão a aveia cortada em aço (grãos cortados em pedaços menores) e a aveia em flocos (grãos cozidos no vapor e achatados).</span></p>
<p class="ds-markdown-paragraph" style="text-align: justify;"><span class="">Todas essas opções podem ser escolhas saudáveis, mas as versões menos processadas geralmente são as melhores porque sua beta-glucana está mais intacta. Esses tipos de aveia demoram mais para cozinhar, então Olendzki recomendou preparar com antecedência e aquecer no micro-ondas pela manhã.</span></p>
<p class="ds-markdown-paragraph" style="text-align: justify;"><span class="">Açúcares adicionados em aveias instantâneas saborizadas, ou de coberturas como xarope de bordo, podem anular alguns dos benefícios à saúde, diz Hyde-Daddio, então tente misturar frutas, castanhas ou canela.</span></p>
<p class="ds-markdown-paragraph" style="text-align: justify;"><span class="">E não limite a aveia apenas a uma tigela diária de mingau. &#8220;Você pode adicionar aveia a praticamente qualquer coisa&#8221;, afirma.</span></p>
<p><strong>Fonte: <a href="https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2026/04/aveia-nutre-o-intestino-mantem-a-glicemia-saudavel-e-faz-bem-ao-coracao.shtml">Folha.</a></strong></p><p>The post <a href="https://artritereumatoide.blog.br/aveia-nutre-o-intestino-mantem-a-glicemia-saudavel-e-faz-bem-ao-coracao/">Aveia nutre o intestino, mantém a glicemia saudável e faz bem ao coração</a> first appeared on <a href="https://artritereumatoide.blog.br">Artrite Reumatóide</a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://artritereumatoide.blog.br/aveia-nutre-o-intestino-mantem-a-glicemia-saudavel-e-faz-bem-ao-coracao/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">79873</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Quando a menopausa muda a dor: PARE/EULAR 2026 amplia o debate sobre mulheres com doenças reumáticas</title>
		<link>https://artritereumatoide.blog.br/quando-a-menopausa-muda-a-dor-pare-eular-2026-amplia-o-debate-sobre-mulheres-com-doencas-reumaticas/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=quando-a-menopausa-muda-a-dor-pare-eular-2026-amplia-o-debate-sobre-mulheres-com-doencas-reumaticas</link>
					<comments>https://artritereumatoide.blog.br/quando-a-menopausa-muda-a-dor-pare-eular-2026-amplia-o-debate-sobre-mulheres-com-doencas-reumaticas/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Priscila Torres]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 11:17:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunas da Pri]]></category>
		<category><![CDATA[Eular]]></category>
		<category><![CDATA[Congresso Europeu de Reumatologia.]]></category>
		<category><![CDATA[doenças reumáticas e menopausa]]></category>
		<category><![CDATA[dor]]></category>
		<category><![CDATA[EULAR]]></category>
		<category><![CDATA[EULAR 2026]]></category>
		<category><![CDATA[menopausa]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://artritereumatoide.blog.br/?p=79978</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em Londres, especialistas e representantes de pacientes defenderam que alterações hormonais sejam incorporadas às consultas de reumatologia para evitar diagnósticos incompletos, subtratamento e invisibilidade de sintomas vividos por mulheres com doenças reumáticas Durante o Congresso Europeu de Reumatologia, o EULAR 2026, a programação do PARE trouxe para o centro do debate um tema ainda pouco [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://artritereumatoide.blog.br/quando-a-menopausa-muda-a-dor-pare-eular-2026-amplia-o-debate-sobre-mulheres-com-doencas-reumaticas/">Quando a menopausa muda a dor: PARE/EULAR 2026 amplia o debate sobre mulheres com doenças reumáticas</a> first appeared on <a href="https://artritereumatoide.blog.br">Artrite Reumatóide</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Em Londres, especialistas e representantes de pacientes defenderam que alterações hormonais sejam incorporadas às consultas de reumatologia para evitar diagnósticos incompletos, subtratamento e invisibilidade de sintomas vividos por mulheres com doenças reumáticas</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Durante o Congresso Europeu de Reumatologia, o EULAR 2026, a programação do PARE trouxe para o centro do debate um tema ainda pouco abordado nas consultas de rotina: o impacto dos hormônios e do envelhecimento na vida de pessoas com doenças reumáticas e musculoesqueléticas. Na sessão </span><b>“Hormones and RMDs: How Aging Affects Health in Women and Men”</b><span style="font-weight: 400;">, especialistas e representantes de pacientes discutiram como a menopausa pode modificar sintomas, funcionalidade, qualidade de vida, percepção de dor e risco de comorbidades em mulheres que convivem com doenças inflamatórias reumáticas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A sessão revelou uma lacuna importante no cuidado: muitas mulheres chegam à meia-idade convivendo com artrite reumatoide, lúpus, artrite psoriásica, síndrome de Sjögren, esclerose sistêmica ou outras condições imunomediadas, mas nem sempre encontram, na prática clínica, espaço para falar sobre menopausa, ondas de calor, distúrbios do sono, fadiga, dor articular, alterações de humor, perda de força muscular, piora funcional ou mudanças corporais. O resultado, segundo os debatedores, é uma zona cinzenta em que sintomas hormonais podem ser confundidos com atividade da doença — ou, no caminho inverso, uma crise inflamatória pode ser atribuída equivocadamente à transição hormonal.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A primeira apresentação, conduzida por </span><b>Anja</b><span style="font-weight: 400;">, abordou as relações biológicas entre menopausa, estrogênio e doenças reumáticas inflamatórias. A palestrante destacou que a redução hormonal pode afetar tecidos musculoesqueléticos, cartilagem, sistema nervoso, percepção de dor e risco de doenças associadas. A mensagem foi clara: a menopausa não deve ser tratada como um evento isolado da saúde reumatológica.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Segundo a exposição, a queda do estrogênio pode ter impacto sobre dor, função, inflamação, saúde óssea e risco cardiovascular. Em mulheres com lúpus eritematoso sistêmico, por exemplo, a menopausa foi apresentada como fator de atenção adicional para doença cardiovascular e osteoporose. Em artrite reumatoide, a discussão apontou para possível piora funcional após a menopausa. A palestrante também chamou atenção para a menopausa precoce, associada a maior risco de desenvolvimento de algumas doenças reumáticas inflamatórias e a piores desfechos em mulheres que já vivem com essas condições.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A terapia de reposição hormonal também entrou no debate, mas sem simplificações. O ponto central foi a necessidade de avaliação individualizada, considerando idade, sintomas, estabilidade da doença, comorbidades e risco de trombose. A mensagem não foi a de indicar ou contraindicar de forma ampla, mas de reconhecer que a decisão deve ser compartilhada, cuidadosa e baseada no perfil clínico de cada paciente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Na sequência, </span><b>Mary Gillespie</b><span style="font-weight: 400;"> apresentou a conferência </span><b>“Bridging the Gap: Menopause and Rheumatic Musculoskeletal Disease”</b><span style="font-weight: 400;">, defendendo que a menopausa seja incorporada de forma estruturada à prática reumatológica. A palestrante partiu de uma constatação frequente nos consultórios: mulheres relatam que “a dor mudou”, “a fadiga está diferente”, “o sono piorou” ou “o corpo não responde mais da mesma forma”, mas muitas saem sem resposta porque seus exames inflamatórios não explicam tudo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Para Gillespie, a pergunta que precisa entrar na consulta é direta: trata-se de inflamação, menopausa ou das duas coisas ao mesmo tempo? A resposta exige uma reumatologia mais integrada, capaz de olhar não apenas para marcadores laboratoriais e articulações inflamadas, mas também para saúde hormonal, sono, fadiga, dor, humor, função, peso, ossos, coração e qualidade de vida.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A palestrante defendeu que a menopausa não seja vista como “mais uma tarefa” em consultas já curtas, mas como uma variável clínica essencial para compreender melhor a experiência das mulheres. Ao citar a necessidade de “fazer cada contato contar”, ela reforçou que uma pergunta bem colocada pode mudar o rumo do cuidado, reduzir sofrimento e evitar que pacientes sejam encaminhadas de um especialista a outro sem coordenação.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Um dos pontos mais fortes da apresentação foi a crítica ao cuidado fragmentado. Muitas pacientes são orientadas a procurar o ginecologista quando mencionam sintomas de menopausa, enquanto o ginecologista pode não se sentir seguro para discutir o impacto desses sintomas em doenças reumáticas ou nos medicamentos utilizados. Entre um serviço e outro, a paciente permanece no meio do caminho, tentando interpretar sozinha sinais que podem afetar tratamento, adesão, funcionalidade e bem-estar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A perspectiva dos pacientes ganhou força com a participação de </span><b>Cathy Antonopoulou</b><span style="font-weight: 400;">, apresentada como parceira de pesquisa, defensora de pacientes e especialista em comunicação em saúde, com longa experiência em advocacy, educação e engajamento de pacientes. Representando a experiência de organizações gregas ligadas às doenças reumáticas e à menopausa, ela trouxe ao debate a voz de mulheres que vivem essa intersecção diariamente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Sua apresentação mostrou que mulheres com doenças reumáticas não vivenciam a menopausa separadamente da artrite, do lúpus, da síndrome de Sjögren ou de outras condições. Para essas pacientes, dor, fadiga, ondas de calor, rigidez, alterações de sono e piora funcional acontecem no mesmo corpo, no mesmo cotidiano e, muitas vezes, no mesmo período da vida em que já existe uma doença crônica instalada.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Cathy destacou relatos frequentes recebidos por associações de pacientes: mulheres que passaram anos sem entender por que os sintomas pioraram durante a menopausa; pacientes orientadas pelo reumatologista a procurar o ginecologista e, depois, pelo ginecologista a retornar ao reumatologista; pessoas que descobriram em fóruns online informações que gostariam de ter recebido de seus próprios profissionais de saúde.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A representante de pacientes foi enfática ao dizer que a menopausa ainda é cercada por tabu. Mesmo sendo uma experiência universal para mulheres, muitas não se sentem confortáveis para abordar o tema, especialmente quando já convivem com uma doença reumática. Por isso, defendeu o papel das associações de pacientes na produção de materiais educativos em linguagem acessível, webinars, grupos de apoio, sessões de perguntas anônimas, campanhas de conscientização e espaços seguros para troca de experiências.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Mais do que apoiar indivíduos, ela afirmou que as organizações de pacientes têm o papel de mudar sistemas. Isso inclui colocar a menopausa na agenda da reumatologia, defender fluxos de encaminhamento entre reumatologistas, ginecologistas, psicólogos e outros profissionais, estimular registros de dados sobre menopausa em doenças reumáticas e garantir que desfechos relatados pelos pacientes sejam considerados em pesquisas e políticas de saúde.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A última apresentação, conduzida por </span><b>Sharon Petford</b><span style="font-weight: 400;">, enfermeira especialista em reumatologia vinculada ao NHS e pesquisadora em formação doutoral, reforçou a necessidade de transformar uma preocupação reconhecida em prática clínica organizada. A palestrante destacou a falta de evidências inclusivas e estruturadas sobre menopausa em mulheres com doenças reumáticas e apontou que essa lacuna limita a capacidade dos profissionais de oferecer um cuidado mais completo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Sharon chamou atenção para a necessidade de uma abordagem proativa. Em vez de esperar que a paciente levante espontaneamente o tema, os serviços de reumatologia deveriam identificar sistematicamente mulheres em perimenopausa ou menopausa, perguntar sobre sintomas, verificar uso de terapia hormonal quando aplicável, avaliar riscos e integrar essas informações ao plano de cuidado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A sessão deixou evidente que a menopausa não é apenas um tema ginecológico. Para mulheres com doenças reumáticas, ela pode influenciar dor, sono, fadiga, função, mobilidade, saúde óssea, saúde cardiovascular, saúde mental e percepção de atividade da doença. Ignorar essa variável significa correr o risco de tratar parcialmente uma realidade clínica complexa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">O debate também reforçou uma mudança de paradigma: a reumatologia centrada na pessoa precisa reconhecer o curso de vida dos pacientes. Do diagnóstico à vida adulta, da saúde reprodutiva ao envelhecimento, das decisões terapêuticas à funcionalidade no trabalho e na vida social, as doenças reumáticas atravessam fases diferentes — e cada fase impõe perguntas próprias.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Ao final, a mensagem da sessão foi direta: mulheres com doenças reumáticas precisam de cuidado de menopausa que leve suas condições a sério. Isso não significa substituir o olhar do reumatologista pelo do ginecologista, nem transformar toda consulta em uma consulta hormonal. Significa reconhecer que inflamação, hormônios, dor, fadiga e qualidade de vida podem estar conectados — e que a paciente não deve ser deixada sozinha para organizar essas respostas.</span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><b>Sobre PARE/EULAR</b><span style="font-weight: 400;"></p>
<p></span></p>
<p style="text-align: justify;"><b>PARE</b><span style="font-weight: 400;"> é a comunidade da EULAR formada por organizações nacionais de pessoas com artrite, reumatismo e outras doenças reumáticas e musculoesqueléticas. Sua missão é garantir que a voz das pessoas que vivem com essas condições seja ouvida na pesquisa, na assistência, na educação, na formulação de políticas públicas e nas decisões que afetam sua vida cotidiana.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><b>EULAR</b><span style="font-weight: 400;">, European Alliance of Associations for Rheumatology, é a Aliança Europeia de Associações de Reumatologia. A entidade reúne sociedades científicas, profissionais de saúde e organizações de pacientes, promovendo pesquisa, educação, advocacy e melhores práticas no cuidado das doenças reumáticas e musculoesqueléticas. O Congresso Europeu de Reumatologia é um dos principais encontros internacionais da área, reunindo especialistas, pesquisadores, profissionais de saúde, pacientes e representantes da sociedade civil.</span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><b>Declaração de transparência</b></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A jornalista </span><b>Priscila Torres</b><span style="font-weight: 400;">, coordenadora de advocacy da BioRed Brasil e do Grupar-BR e autora do Blog Artrite Reumatoide, participou do PARE/EULAR 2026, em Londres, a convite da </span><b>AbbVie do Brasil</b><span style="font-weight: 400;">. Esta reportagem reflete sua análise jornalística independente sobre os debates acompanhados durante o evento.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><p>The post <a href="https://artritereumatoide.blog.br/quando-a-menopausa-muda-a-dor-pare-eular-2026-amplia-o-debate-sobre-mulheres-com-doencas-reumaticas/">Quando a menopausa muda a dor: PARE/EULAR 2026 amplia o debate sobre mulheres com doenças reumáticas</a> first appeared on <a href="https://artritereumatoide.blog.br">Artrite Reumatóide</a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://artritereumatoide.blog.br/quando-a-menopausa-muda-a-dor-pare-eular-2026-amplia-o-debate-sobre-mulheres-com-doencas-reumaticas/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">79978</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Dia Mundial da Esclerose Sistêmica (29/06)</title>
		<link>https://artritereumatoide.blog.br/esclerose-sistemica-2/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=esclerose-sistemica-2</link>
					<comments>https://artritereumatoide.blog.br/esclerose-sistemica-2/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Priscila Torres]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 09:00:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cartilha Doenças Reumáticas SBR]]></category>
		<category><![CDATA[Esclerodermia]]></category>
		<category><![CDATA[Esclerose Sistêmica]]></category>
		<category><![CDATA[O que é esclerodermia]]></category>
		<category><![CDATA[sintomas da esclerose sistêmica]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento esclerose sistêmica]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://queromudardevida.com.br/?p=1190</guid>

					<description><![CDATA[<p>Esclerose Sistêmica (ES) é uma doença autoimune crônica inflamatória, que acomete principalmente os pequenos vasos sanguíneos, a pele, as articulações, podendo evoluir para fibrose e perda de função de órgãos internos, como o esôfago, pulmão, coração e rins.23807 Existem dois tipos de ES: a forma limitada, na qual lentamente a diminuição da elasticidade da pele [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://artritereumatoide.blog.br/esclerose-sistemica-2/">Dia Mundial da Esclerose Sistêmica (29/06)</a> first appeared on <a href="https://artritereumatoide.blog.br">Artrite Reumatóide</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Esclerose Sistêmica (ES) é uma doença autoimune crônica inflamatória, que acomete principalmente os pequenos vasos sanguíneos, a pele, as articulações, podendo evoluir para fibrose e perda de função de órgãos internos, como o esôfago, pulmão, coração e rins.23807</p>
<p style="text-align: justify;">Existem dois tipos de ES: a forma limitada, na qual lentamente a diminuição da elasticidade da pele envolve mãos e antebraços, pernas e pés, face e pescoço; e a difusa – que rapidamente acomete braços, coxas, tronco e abdome. Em até 10% dos casos, a Esclerose Sistêmica envolve primeiro o pulmão ou o esôfago, antes do aparecimento do espessamento e da aderência da pele aos tecidos mais profundos.</p>
<h6 style="text-align: justify;">O que é esclerodermia?</h6>
<p style="text-align: justify;">A Esclerodermia (“pele dura”) é uma doença autoimune, que significa um desequilíbrio do sistema imunológico. Isto ocorre quando há uma predisposição genética e é desencadeado por exposição a fatores ambientais, como stress, tabagismo e condições pró-inflamatórias (drogas, infecções, alimentos). O papel do sistema imunológico é garantir a proteção contra invasores externos, como vírus e bactérias.</p>
<p style="text-align: justify;">Nas doenças autoimunes, à medida que ocorre uma ativação do sistema imunológico inflamação, e dano às estruturas internas do organismo podem ocorrer. Existem dois tipos de Esclerodermia: a forma localizada, que afeta exclusivamente a pele, seja na forma de placas (morféia) ou como uma faixa em membro superior ou inferior (linear) ou em face (“golpe de sabre”) e a forma sistêmica, que é denominada Esclerose Sistêmica, que afeta a pele e os órgãos internos.</p>
<h6 style="text-align: justify;">O que é esclerose sistêmica?</h6>
<p style="text-align: justify;">Esclerose Sistêmica (ES) é uma doença autoimune crônica inflamatória, que acomete principalmente os pequenos vasos sanguíneos, a pele, as articulações, podendo evoluir para fibrose e perda de função de órgãos internos, como o esôfago, pulmão, coração e rins. Existem dois tipos de ES: a forma limitada, na qual lentamente a diminuição da elasticidade da pele envolve mãos e antebraços, pernas e pés, face e pescoço; e a difusa – que rapidamente acomete braços, coxas, tronco e abdome.</p>
<p style="text-align: justify;">Em até 10%dos casos, a Esclerose Sistêmica envolve primeiro o pulmão ou o esôfago, antes do aparecimento do espessamento e da aderência da pele aos tecidos mais profundos. Pode variar muito em termos de atividade e gravidade. Para alguns pacientes representa apenas um incômodo, enquanto para outros pode tornar-se mais grave, mas de modo geral, afeta a rotina habitual. Atualmente, existem medicações que retardam a evolução da doença e auxiliam no controle dos sintomas, mas ainda não há cura para a Esclerodermia.</p>
<h6 style="text-align: justify;">Quem pode desenvolver esclerose sistêmica?</h6>
<p style="text-align: justify;">A Esclerose Sistêmica acomete cerca de 276 pessoas por milhão de norte-americanos, e cerca de 20 novos casos por milhão são diagnosticados por ano. Apesar de poder ocorrer em pessoas de qualquer idade, raça e sexo, mulheres negras entre 30 e 50 anos, com antecedentes familiares de Esclerodermia ou outra doença autoimune, têm mais chance. Por conta da dificuldade no diagnóstico, no Brasil não dispomos de números exatos.</p>
<h6 style="text-align: justify;">Qual causa da esclerose sistêmica?</h6>
<p style="text-align: justify;">Como nas outras doenças autoimunes, a causa da Esclerose Sistêmica permanece indefinida, mas resulta de predisposição genética, estimulação do sistema imunológico por infecções virais, bacterianas e por exposição a fatores ambientais como tabagismo, drogas, corpos estranhos e materiais sintéticos. Além destes, fatores hormonais provavelmente estão relacionados com a Esclerose Sistêmica, daí a ocorrência 4-9 vezes maior em mulheres e antes da menopausa.</p>
<h6 style="text-align: justify;">O que ocorre em um organismo com esclerose sistêmica?</h6>
<p style="text-align: justify;">A patogênese é muito complexa e as manifestações clínicas parecem resultar de três processos diferentes e complementares:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1)</strong> comprometimento grave da pequena circulação, com endurecimento das paredes vasculares e lesão, sem reparo adequado, ocasionando diminuição de oxigênio e nutrientes do sangue para os tecidos;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2)</strong> fibrose com excessiva e progressiva deposição de colágeno e outras substâncias que compõem a pele e órgãos internos, causando inflamação, cicatrização e disfunção;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3)</strong> desregulação da imunidade, levando à produção de autoanticorpos ou à falha na inativação de imune complexos que atacam o próprio organismo.</p>
<h6 style="text-align: justify;">Como suspeitar de esclerose sistêmica?</h6>
<p style="text-align: justify;">Qualquer indivíduo, mas principalmente mulheres e homens jovens, que apresente mudança de cor de extremidades – Fenômeno de Raynaud, especialmente de dedos, associada ou não a dolorimento, inchaço, vermelhidão e calor – artrite, geralmente em mãos e pés, e/ou diminuição da elasticidade da pele dos dedos e face, deve procurar auxílio médico, para investigar <strong>ESCLEROSE SISTÊMICA,</strong> através da realização de exames como a capilaroscopia periungueal e a pesquisa de autoanticorpos nucleares (AAN ou FAN).</p>
<p style="text-align: justify;">Recentemente, reumatologistas norte-americanos e europeus uniram-se e propuseram algumas manifestações, físicas ou diagnosticadas por exames, muito típicas ou particulares da doença, para facilitar a suspeição da doença.</p>
<h6 style="text-align: justify;">Como confirmar o diagnóstico da esclerose sistêmica?</h6>
<p style="text-align: justify;">Se a capilaroscopia periungueal for compatível com microangiopatia, particularmente o padrão SD, e/ ou o FAN vier positivo, especificamente os padrões nucleolar ou centromérico, o paciente deve ser encaminhado para o reumatologista que buscará confirmar ou descartar a <strong>ESCLEROSE SISTÊMICA</strong>, ou associá-la a outras patologias, através da história clínica e do exame físico.</p>
<p style="text-align: justify;">A solicitação de exames de rotina – sangue ou urina, e específicos, como perfil reumatológico, endoscopia digestiva alta, prova de função pulmonar, ecodoppler cadiograma, entre outros, dependerão da necessidade diagnóstica, de avaliação de atividade, comprometimento orgânico ou lesão por drogas.</p>
<h6 style="text-align: justify;">Como se trata a esclerose sistêmica?</h6>
<p style="text-align: justify;">Como as demais doenças autoimunes, o tempo deve ser nosso aliado, e o diagnóstico precoce e a boa condução fazem a diferença entre o distúrbio imunológico e a doença, entre as manifestações iniciais e as sequelas, e impactam na sobrevida e na qualidade de vida dos pacientes.</p>
<h6 style="text-align: justify;">Esclerose Sistêmica? &#8211; Comprometimento cutâneo como a esclerose sistêmica pode afetar a pele?</h6>
<p style="text-align: justify;">A pele espessada e endurecida é uma das alterações mais características da esclerose sistêmica e é consequência da fibrose progressiva, decorrente de uma maior concentração de colágeno nas camadas da pele. O colágeno é uma substância presente naturalmente na pele e em outros órgãos e que contribui para a manutenção da firmeza e a para a cicatrização de feridas.</p>
<p style="text-align: justify;">Na doença, as células responsáveis pela produção do colágeno estão desreguladas e produzem uma quantidade excessiva dessa substância. O comprometimento da pele geralmente começa pelas extremidades (mãos e pés) e pode progredir para outras áreas, como braços, pernas, face, tronco e abdome.</p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto, a extensão e intensidade do acometimento varia entre os pacientes, alguns apresentando comprometimento restrito aos braços, pernas e face (forma limitada da doença) e outros com comprometimento mais generalizado, envolvendo o tronco e o abdome (forma difusa).</p>
<p style="text-align: justify;">Frequentemente essa piora é mais acentuada nos primeiros dois anos da doença e alguns pacientes podem apresentar uma melhora espontânea nos anos subsequentes. Mais recentemente foi descrita uma forma da doença onde não há acometimento da pele, denominada ES sinescleroderma.</p>
<h6 style="text-align: justify;">Quais são as principais alterações na pele de uma pessoa com Esclerose Sistêmica?</h6>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Na fase mais inicial da doença, antes do desenvolvimento da fibrose propriamente dita, o paciente pode perceber um edema (inchaço) nas extremidades, o qual pode ser acompanhado de dor/desconforto, vermelhidão, calor e prurido (coceira).</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Pode haver mudança na coloração da pele, com a presença de algumas áreas mais escuras (hiperpigmentação) e outras mais claras (hipopigmentação).</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; O endurecimento da pele nas mãos, assim como a fibrose de tecidos mais profundos (como músculos e tendões), pode provocar dificuldade na movimentação dos dedos e aparecimento de contraturas.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Da mesma forma, a fibrose da pele da face pode provocar diminuição da capacidade de abertura da boca (microstomia). Essa alteração pode levar a grande dificuldade da higiene oral.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; As telangiectasias são manchas vermelhas causadas pelo alargamento (dilatação) de pequenos vasos na pele. Essas lesões são mais frequentes nas mãos e no rosto, embora também possam aparecer em outros locais, como o tronco. Apesar de não provocarem dor, essas manchas podem incomodar pela alteração estética.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; O ressecamento da pele é muito comum e pode ser decorrente da destruição de glândulas responsáveis pela lubrificação da pele.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; O prurido (coceira) é uma queixa frequente dos pacientes, principalmente nas fases iniciais da doença e está relacionado a alterações locais, como o ressecamento da pele, e à liberação de substâncias como histamina e outras substâncias inflamatórias.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Pequenos depósitos de cálcio podem ocorrer nos dedos, sobre os cotovelos, joelhos e em outros lugares e são chamados de calcinose. Dependendo da localização, eles podem causar problemas, como desconforto, limitação funcional e predisposição a úlceras.</p>
<h6 style="text-align: justify;">Quais os cuidados recomendados para o tratamento da pele na esclerose sistêmica?</h6>
<p style="text-align: justify;"><strong>1 &#8211;</strong> Utilizar hidratante após o banho e reaplicar nas mãos sempre que lavá-las.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2 &#8211;</strong> Dar preferência para sabonetes e xampus hipoalergênicos e sem fragrância.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3 &#8211;</strong> Durante o banho, utilizar água morna; água muito quente pode contribuir para o ressecamento da pele, enquanto a água fria pode desencadear crise de Raynaud.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>4 &#8211;</strong> Usar protetor solar com FPS mínimo de 15.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>5 &#8211; </strong>Evitar contato direto com álcool e outras substâncias irritantes, como produtos de limpeza.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>6 &#8211;</strong> Sempre que possível, utilizar luvas na manipulação desses produtos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>7 &#8211;</strong> Evitar tecidos mais ásperos ou irritativos, como lã. Evitar excesso de exposição ao frio ou calor.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>8 &#8211;</strong> Manter as unhas aparadas para evitar ferimentos ao coçar a pele. O uso de loções à base de cânfora ou mentol pode trazer algum conforto nos casos de prurido.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>9 &#8211;</strong>Uso de produtos cosméticos pode ser um bom artifício para disfarças as alterações de cor na pele e as telangiectasias.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>10 &#8211;</strong> Evitar o tabagismo. Programar visitas regulares ao dentista.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>11 &#8211;</strong> Realizar exercícios suaves com as mãos, com o objetivo de manter a flexibilidade e melhorar a circulação local.</p>
<h6 style="text-align: justify;">Que medicamentos e outros tipos de tratamento podem ser usados no tratamento do comprometimento da pele?</h6>
<p style="text-align: justify;">O uso de medicamentos e a indicação de procedimentos estéticos devem ser sempre orientados pelo médico. &#8211; Para alívio do prurido, o uso de produtos tópicos como cremes ou pomadas ou até mesmo de antialérgicos pode ser benéfico em algumas situações. Entretanto, tendo em vista o risco de efeitos colaterais, essa indicação deverá ser avaliada pelo médico.</p>
<p style="text-align: justify;">Os resultados de procedimentos específicos como fototerapia e terapia com laser para o tratamento da fibrose e de lesões como as telangiectasias são ainda controversos. Sua indicação deve ser avaliada e discutida com o dermatologista &#8211; Excepcionalmente, a remoção cirúrgica dos depósitos de cálcio pode ser uma opção nos casos em que a localização da calcinose provoca grande desconforto ou incapacidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto, deve-se ter em mente a possibilidade de recidiva. Não existe uma medicação específica para o tratamento da fibrose de pele. O uso de medicamentos, como corticosteroides e imunossupressores, apresenta indicação restrita no tratamento da pele e deverá ser individualizado, levando-se em consideração a extensão do comprometimento, a duração da doença e a presença de outros órgãos envolvidos. Benefícios e potenciais riscos deverão ser discutidos com o médico antes da escolha do tratamento mais apropriado.</p>
<h6 style="text-align: justify;">Fenômeno de Raynaud &#8211; O que é?</h6>
<p style="text-align: justify;">É uma condição clínica na qual ocorre hiperreatividade dos vasos sanguíneos da periferia do corpo (mãos, pés, orelhas, nariz), que se fecham quando em contato com estímulos como o frio, estresse emocional, uso de algumas medicações como descongestionantes, anfetaminas, derivados da ergot (medicamentos para enxaqueca) e alguns quimioterápicos como a bleomicina, que provocam uma interrupção do fluxo sanguíneo.</p>
<p style="text-align: justify;">Inicialmente os locais comprometidos se apresentam pálidos (esbranquiçados), pela redução abrupta do fluxo sanguíneo, após cianóticas (roxas) com a permanência prolongada da obstrução da circulação. Quando o fluxo é restabelecido, ficam eritematosas (avermelhadas).</p>
<h6 style="text-align: justify;">O fenômeno de Raynaud pe frequente? Quando ocorre?</h6>
<p style="text-align: justify;">A prevalência geral de Fenômeno de Raynaud na população é de 3 a 5%, a partir de estudos populacionais, nos diferentes grupos étnicos. A presença de Fenômeno de Raynaud é maior ou menor de acordo com o clima das diferentes regiões geográficas. A temperatura ambiental interfere na frequência e na gravidade dos “ataques”, variando significativamente entre o inverno e o verão.</p>
<h6 style="text-align: justify;">Pode acometer pessoas que não tenham esclerose sistêmica?</h6>
<p style="text-align: justify;">O Fenômeno de Raynaud pode ser classificado como primário, quando não há nenhuma doença sistêmica subjacente que provoque esta manifestação clínica. Entre os indivíduos com Fenômeno de Raynaud Primário, há um grande percentual que tem história familiar positiva para a mesma condição, cerca de 30%.</p>
<p style="text-align: justify;">O Fenômeno de Raynaud é classificado como secundário quando existe uma doença associada. Pode estar presente nas outras doenças reumáticas, mas é mais frequente na Esclerose Sistêmica, acometendo 98% dos pacientes. Na maioria dos casos, o Fenômeno de Raynaud é a primeira manifestação da doença.</p>
<h6 style="text-align: justify;">É possível diferenciar o fenômeno de Raynaud primário e secundário?</h6>
<p style="text-align: justify;">Clinicamente, o Fenômeno de Raynaud secundário é mais grave e pode apresentar complicações como feridas e perda das polpas digitais. Não existe um exame laboratorial específico que possa diferenciar com certeza o Fenômeno de Raynaud Primário do Secundário.</p>
<p style="text-align: justify;">O exame que detecta precocemente a diferença é a Capilaroscopia Periungueal. É um exame útil, de fácil realização e não invasivo, e que nos permite, a partir da observação dos capilares da região periungueal (pequenos vasos sanguíneos desta região), fazer o diagnóstico diferencial entre Fenômeno de Raynaud Primário e Secundário.</p>
<h6 style="text-align: justify;">O que aparece na capilaroscopia de pacientes com esclerose sistêmica?</h6>
<p style="text-align: justify;">No Fenômeno de Raynaud Primário os pequenos vasinhos costumam estar normais na sua forma, número e padrão de fluxo sanguíneo. No Fenômeno de Raynaud Secundário costuma-se observar redução do número normal destes vasos na região examinada (áreas desvascularizadas), presença de pequenos sangramentos ao redor dos vasos e interrupção do fluxo sanguíneo.</p>
<p style="text-align: justify;">Estas alterações constituem o que chamamos de padrão SD, encontrado em mais de 90% dos pacientes com Esclerose Sistêmica. Outras doenças reumáticas podem apresentar Fenômeno de Raynaud e alterações à capilaroscopia.</p>
<h6 style="text-align: justify;">Quais são as principais causas do fenômeno de Raynaud?</h6>
<p style="text-align: justify;"><strong>As causas de Fenômeno de Raynaud podem ser:</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li style="text-align: justify;">Doenças Reumáticas: Esclerose Sistêmica Doença Mista do Tecido Conjuntivo Síndrome de Sjögren Lúpus Eritematoso Sistêmico Artrite Reumatóide</li>
<li style="text-align: justify;">Doenças Metabólicas: Hipotireoidismo</li>
<li style="text-align: justify;">Lesões de Nervos Periféricos: Síndrome do túnel do carpo Síndrome do Desfiladeiro torácico</li>
<li style="text-align: justify;">Doenças Vasculares Oclusivas: Doença arterial periférica</li>
<li style="text-align: justify;">Doenças Profissionais: Uso prolongado de ferramentas vibratórias</li>
<li style="text-align: justify;">Medicações: anti-histamínicos, efedrina, epinefrina, anfetaminas, derivados da ergot, bleomicina</li>
</ul>
<h6 style="text-align: justify;">Como é o tratamento do fenômeno de Raynaud?</h6>
<p style="text-align: justify;"><strong>1. Educação do paciente:</strong> Informar as causas, métodos para evitar exposição aos seus agentes desencadeantes e agravantes, evitar FRIO, aquecimento do corpo com o uso de roupas apropriadas, meias, luvas e chapéus, evitar traumatismos nas mãos, evitar estresse emocional e ansiedade, evitar uso de agentes vasoconstritores como as drogas descritas acima, evitar TABAGISMO, se puder evitar uso de estrógenos e beta-bloqueadores.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2. Terapia Medicamentosa: </strong>Não está indicada em todos os casos. Fenômeno de Raynaud Primário: está indicada se os ataques forem intensos causando danos aos tecidos, alterando a qualidade de vida do paciente e comprometendo a habilidade para realizar tarefas da vida diária. Fenômeno de Raynaud Secundário: está recomendada a terapia medicamentosa para evitar ataques graves, danos teciduais e ulcerações digitais que podem ter um impacto significativo na vida dos pacientes, geralmente provocando muita dor e limitação funcional. &#8211; Vasodilatadores: nifedipina, diltiazem e amlodipino. &#8211; Losartan &#8211; Sildenafil &#8211; Outros: Fluoxetina, Cilostazol, Prazosin</p>
<h6 style="text-align: justify;">Úlceras digitais, como evitar e tratar?</h6>
<p style="text-align: justify;">As úlceras digitais são feridas que surgem por alteração na perfusão sanguínea das extremidades, principalmente nas polpas dos dedos das mãos e pés. A gravidade e o mau controle do Fenômeno de Raynaud está diretamente ligado ao surgimento das úlceras. Quanto mais arroxeadas as mãos e pés ficarem, maior chance de surgirem úlceras digitais.Seu surgimento tem um impacto significativo na qualidade de vida dos pacientes, geralmente provocando muita dor e limitação funcional.</p>
<h6 style="text-align: justify;">Como evitar as úlceras?</h6>
<p style="text-align: justify;">É muito importante que os episódios de fenômeno de Raynaud estejam controlados. Para isto, além do tratamento medicamentoso, é importante proteger a pele durante as atividades da vida diária, utilizando luvas para proteger as mãos. Os pés também necessitam estar aquecidos e protegidos, sendo que o uso de meias e sapatos fechados são também recomendados. Não fumar! A nicotina faz com que os vasos sanguíneos se estreitem piorando a circulação e favorecendo o aparecimento de úlceras digitais.</p>
<h6 style="text-align: justify;">Como tratar as úlceras?</h6>
<p style="text-align: justify;">É necessário manter a área afetada limpa e protegida. Os curativos são importantes para manter a ferida protegida. Em alguns serviços de saúde (postos, ambulatórios, hospitais) há profissionais de enfermagem que orientam e acompanham sua realização. As úlceras são muito dolorosas e podem apresentar infecção, principalmente quando a pele ao redor fica mais inchada e avermelhada ou quando há saída de pus.</p>
<p style="text-align: justify;">Comunique seu médico para analgesia adequada e avaliação da necessidade de antibioticoterapia. É muito importante que a úlcera seja devidamente tratada pois se houver infecção, pode ocorrer complicações graves como perda de tecido ou amputação da área afetada.</p>
<h6 style="text-align: justify;">Medicação pode ajudar?</h6>
<p style="text-align: justify;"><strong>Vasodilatadores.</strong> Os medicamentos utilizados para controlar o fenômeno de Raynaud são fundamentais na cicatrização das úlceras pois melhoram a oxigenação dos tecidos. Existem vasodilatadores potentes como Sildenafila e Bosentana que podem ser prescritos pelo médico quando há úlceras digitais.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Analgésicos.</strong> As úlceras vêm acompanhadas de muita dor e desconforto. Seu médico poderá prescrever analgésicos como dipirona, paracetamol, anti-inflamatórios e até derivados de opioides.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Antibioticoterapia.</strong> Como normalmente as úlceras ocorrem nas mãos e nos pés, regiões que ficam mais expostas, pode ocorrer infecção na área afetada. Qualquer infecção deve ser tratada com antibióticos. O médico fará a orientação do uso correto do antibiótico e a sua duração.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Internação hospitalar.</strong> Quando a úlcera é grave e tem infecção associada, pode haver necessidade de internação para antibioticoterapia endovenosa e avaliação.</p>
<p style="text-align: justify;">As vezes a circulação fica muito comprometida, causando uma perda de tecidos na extremidade da úlcera, sendo necessário um procedimento cirúrgico chamado desbridamento, que remove os tecidos mortos, ou amputação. Mais importante do que o tratamento das úlceras digitais é evitar que elas apareçam. Manter-se sempre aquecido, alimentar-se bem, tomar bebidas quentes nos intervalos das refeições, evitar contato com ar frio, usar roupas adequadas (luvas, casacos, gorros e meias) e utilizar vasodilatadores quando necessário, melhoram a circulação e previnem as feridas.</p>
<h6 style="text-align: justify;">Envolvimento do trato gastrointestinal na esclerose sistêmica</h6>
<p style="text-align: justify;">Os pacientes com esclerose sistêmica apresentam sintomas de envolvimento do trato digestivo, sendo o esôfago o órgão mais freqüentemente atingido na doença. A camada muscular do aparelho digestivo sofre modificações devido à deposição de colágeno, que leva a fibrose, dificultando o movimento peristáltico. O movimento peristáltico é o que faz a comida, ou o bolo alimentar, se mover da boca em direção parte final do intestino, o reto.</p>
<h6 style="text-align: justify;">Como se manifesta o envolvimento esofágico?</h6>
<p style="text-align: justify;">A dificuldade para engolir os alimentos é chamada disfagia, sensação de que o alimento fica parado em algum lugar entre a boca e o estômago. O depósito de colágeno no tubo digestivo faz com que este não consiga mandar a comida adiante. Pacientes também podem se queixar de sensação de queimação ou azia e tosse, devido ao refluxo de ácido do estômago para o esôfago, causado pela incompetência do esfíncter inferior do esôfago. O esfíncter é um anel que fecha a passagem entre o esôfago e o estômago, que quando enfraquecido, perde sua função.</p>
<p style="text-align: justify;">As comidas e bebidas que pioram o refluxo devem ser evitadas como o álcool, a cafeína, o chocolate, as frituras, as comidas gordurosas ou apimentadas e a cebola. Comer devagar, em pequenas porções, em intervalos menores de tempo, mastigando bem a comida e tomando pequenos goles de água, são medidas que ajudam a reduzir o refluxo. Colocar tijolos ou tacos para elevar a cabeceira da cama é uma medida simples, que evita o refluxo a noite. Medicamentos que previnem o refluxo devem ser usados.</p>
<h6 style="text-align: justify;">Como se manifesta o envolvimento do estômago?</h6>
<p style="text-align: justify;">A sensação de plenitude gástrica ou de estar satisfeito com pequenas porções de alimentos, pode ocorrer, pois o estômago não consegue se esvaziar tão rapidamente como deveria. Sintomas comuns sâo náuseas, indigestão e eructação. No estômago pode se encontrar vasos dilatados, chamados telangiectasias, sendo que estes vasos podem sangrar. Esta alteração é conhecida como estômago de melancia. Perda de apetite e perda de peso podem ocorrer.</p>
<h6 style="text-align: justify;">Como se manifesta o envolvimento intestinal?</h6>
<p style="text-align: justify;">Os pacientes com acometimento intestinal podem apresentar diarreia ou constipação, na mesma frequência. A diarreia ocorre por um super crescimento das bactérias que existem no intestino normalmente. Quando há uma diminuição tão importante na movimentação do intestino, em que as fezes ficam retidas, pode ocorrer a obstrução intestinal, que exige tratamento médico imediato. Em estados mais avançados da doença pode haver incontinência fecal, complicação mais rara, na qual ocorre perda das fezes de modo involuntário.</p>
<h6 style="text-align: justify;">Conclusão:</h6>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Nem todos os acometidos pela doença irão apresentar todas as manifestações acima descritas e para todos estes sintomas existem medidas terapêuticas.O importante é que o médico e o paciente tenham um diálogo aberto.</em></strong></p>
<h6 style="text-align: justify;">Acometimento cardíaco na esclerose sistêmica</h6>
<p style="text-align: justify;">O envolvimento cardíaco pela doença pode estar presente em até 40% dos pacientes. Esta frequência aumentou graças aos melhores recursos diagnósticos, com exames mais sensíveis. Muitos pacientes acometidos não têm sintomas.Os sintomas e a gravidade dependem do local e do tipo de acometimento.</p>
<h6 style="text-align: justify;">Como a esclerose sistêmica pode afetar o coração?</h6>
<p style="text-align: justify;">Pode haver envolvimento do miocárdio (músculo do coração), sistema de condução e pericárdio (membrana que envolve o coração). O envolvimento das valvas já foi descrito, mas é raro. Pode ocorrer também o acometimento das artérias pulmonares levando a hipertensão pulmonar. O acometimento do miocárdio ocorre por alterações circulatórias e fibrose que podem levar a uma restrição no enchimento das câmaras do coração e dificuldade na contratilidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Isto compromete a chegada e a distribuição de sangue para o resto do corpo, o que é conhecido como insuficiência cardíaca. Os principais sintomas são inchaço nas pernas, falta de ar e tontura. O envolvimento do sistema de condução se dá por fibrose e inflamação do tecido que controla os batimentos cardíacos, podendo levar a palpitações (arritmias), tontura e desmaio. O pericárdio também pode ser acometido por fibrose e pode apresentar derrame (aumento de líquido na membrana), o que só dá sintomas em aproximadamente 10% dos casos, como falta de ar, dor torácica e febre.</p>
<h6 style="text-align: justify;">Como é o tratamento do acometimento cardíaco?</h6>
<p style="text-align: justify;">Os imunossupressores usados no tratamento da doença (Metotrexato, Azatioprina, Micofenolato, Ciclofosfamida) ajudam a controlar a inflamação e a fibrose também no coração. Quando há acometimento do Sistema de condução podem ser necessários antiarrítmicos. No acometimento do miocárdio, muitas vezes, é necessário o uso de anti-hipertensivos e diuréticos utilizados na insuficiência cardíaca. Quando há derrame no pericárdio, pode haver melhora com anti-inflamatórios, mas se a quantidade é importante, pode ser necessário um procedimento cirúrgico que retira o líquido, chamado janela pericárdica.</p>
<h6 style="text-align: justify;">O que é hipertensão pulmonar?</h6>
<p style="text-align: justify;">A Hipertensão Pulmonar é um aumento da pressão nos vasos sanguíneos que levam o sangue do coração aos pulmões para ser oxigenado. Esta elevação da pressão pode ocorrer por diversas causas, mas, na Esclerose Sistêmica, é mais comum que seja por endurecimento dos vasos.Pode acometer até 10 a 15% dos pacientes. O aumento da pressão dificulta a passagem do sangue e sua oxigenação, levando a cansaço aos esforços e, quando o quadro está mais avançado, inchaço nas pernas e falta de ar mesmo em repouso.</p>
<h6 style="text-align: justify;">Qual o tratamento da hipertensão pulmonar?</h6>
<p style="text-align: justify;">O tratamento se baseia em vasodilatadores como o Sildenafil, o Bosentan e o Ambrisentan, que ajudam a controlar a pressão arterial pulmonar e melhoram a falta de ar. Em alguns casos, são necessários diuréticos, que diminuem o inchaço e reduzem a sobrecarga sobre o coração. O uso de oxigênio inalatório também pode ser indicado para auxiliar na oxigenação.</p>
<h6 style="text-align: justify;">Quais os principais exames para investigar o acometimento cardíaco?</h6>
<p style="text-align: justify;">A investigação é feita através de exames como:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li style="text-align: justify;">Eletrocardiograma: avaliação dos batimentos e do ritmo cardíaco.</li>
<li style="text-align: justify;">Ecocardiograma: exame de imagem que mede o tamanho das câmaras cardíacas e avalia sua contratilidade, função das valvas, o pericárdio e estima a pressão nas artérias pulmonares.</li>
<li style="text-align: justify;">Ressonância Nuclear Magnética Cardíaca: exame de imagem mais detalhado do coração que pode inclusive mostrar as áreas de inflamação e fibrose.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong>Cateterismo cardíaco:</strong> medida direta da pressão nas artérias pulmonares, necessária para confirmação de hipertensão pulmonar Todos os pacientes com Esclerose Sistêmica são submetidos a Ecocardiograma periódico para avaliação, mesmo quando não apresentam sintomas.</p>
<h6 style="text-align: justify;">Acometimento pulmonar na esclerose sistêmica?</h6>
<p style="text-align: justify;">O oxigênio é fundamental para manter todas as reações que envolvem o metabolismo das células do organismo. Os pulmões são responsáveis por oxigenar o sangue que vem de todas as partes do corpo até o coração. Este sangue chega aos pulmões, vindo do coração, é oxigenado e volta ao coração, de onde é distribuído novamente aos tecidos do corpo.</p>
<h6 style="text-align: justify;">Como os pulmões podem ser afetados?</h6>
<p style="text-align: justify;">Em alguns pacientes, pode ocorrer inflamação e espessamento (fibrose) da parede por onde o oxigênio passa para chegar aos pequenos vasos sanguíneos dos pulmões (capilares). Isto faz com que haja maior dificuldade na oxigenação.</p>
<p style="text-align: justify;">Este é o principal acometimento pulmonar na Esclerose Sistêmica e é conhecido por fibrose pulmonar ou pneumopatia intersticial, podendo aparecer em até 90% dos pacientes. O acometimento da pleura (membrana que envolve os pulmões) também pode ocorrer, porém é raro. Costuma se manifestar com dor torácica e pode dar tosse e febre.</p>
<h6 style="text-align: justify;">Quais são os sintomas da fibrose pulmonar?</h6>
<p style="text-align: justify;">Os sintomas dependem da extensão dos pulmões que foi afetada. Quando o acometimento é discreto, podem não haver sintomas. Pacientes que têm acometimento mais importante podem ter falta de ar aos esforços e, em alguns casos, até ao repouso. Outro sintoma frequente é a tosse, que normalmente é seca. A tosse seca também pode ser um dos sintomas do refluxo gastroesofágico, para esta diferenciação, seu médico deve ser consultado.</p>
<h6 style="text-align: justify;">Quais exames são necessários para avaliação pulmonar?</h6>
<p style="text-align: justify;">Raio X de tórax: mostra a fibrose pulmonar já estabelecida, não sendo um bom exame para avaliar quadros iniciais e pouco sintomáticos.</p>
<p style="text-align: justify;">Tomografia Computadorizada de Alta Resolução de Tórax: é o principal exame de imagem para diagnóstico e acompanhamento. Permite avaliar a extensão e o tipo de acometimento (vidro fosco ou fibrose).</p>
<p style="text-align: justify;">Prova de função pulmonar (espirometria): é usada para avaliar e acompanhar a limitação da expansão pulmonar decorrente da fibrose.</p>
<p style="text-align: justify;">Exames para avaliar oxigenação do sangue: oximetria e gasometria arterial.</p>
<h6 style="text-align: justify;">Como é o tratamento do acometimento pulmonar?</h6>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Cessar tabagismo &#8211; Otimizar o tratamento do refluxo gastroesofágico.<br />
&#8211; Manter as vacinas, principalmente contra Pneumococo e Influenza (gripe) em dia, para evitar infecções pulmonares.<br />
&#8211; Tratamento imunossupressor: está indicado em alguns casos para controlar a inflamação e a fibrose pulmonar.<br />
&#8211; Oxigenioterapia: utilizada quando a oxigenação está comprometida.</p>
<h6 style="text-align: justify;">Qual é o tratamento medicamentoso utilizado na esclerose sistêmica e por quanto tempo eu vou precisar me tratar?</h6>
<p style="text-align: justify;">Devemos lembrar que trata-se de uma doença autoimune inflamatória crônica, com diversas formas de apresentação e envolvimento dos órgãos e sistemas do nosso corpo onde há um desarranjo do sistema imunitário próprio da Esclerose sistêmica (ES) podendo desencadear uma inflamação de alguns órgãos associado a alterações dos vasos sanguíneos com prejuízo para a circulação e fibrose levando a um endurecimento dos tecidos.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, uma vez diagnosticada a doença, deve-se fazer o acompanhamento continuado com o reumatologista e, em algumas situações, multidisciplinar com outros especialistas e profissionais de áreas da saúde. Os medicamentos ou tratamentos que controlam a doença são os que buscam regular essa autoimunidade exagerada (conhecidos com imunossupressores), estes diminuem a inflamação e suas consequências para os outros órgãos e os que tratam as alterações vasculares da doença (conhecida como a vasculopatia da doença) e que podem ajudar a controlar ou reduzir a fibrose.</p>
<p style="text-align: justify;">Os medicamentos da classe dos imunossupressores utilizados para essa doença funcionam como reguladores do sistema imunitário tentando controlar a reação exagerada particular dessa doença. Na reumatologia também são chamados de medicamentos antirreumáticos modificadores de doença também usados em outras doenças reumáticas, estes podem ser sintéticos ou fabricados por engenharia biológica (conhecidos como agentes biológicos ou apenas como “biológicos”).</p>
<p style="text-align: justify;">Há de se considerar que a ES é uma doença rara, onde não existem tantos estudos como em doenças mais frequentes. Assim algumas dessas medicações, apesar de mostrarem efeitos benéficos nos estudos realizados e quando utilizadas na prática clínica, ainda não têm sua aprovação em bula ou em protocolos clínicos. Os mais utilizados atualmente e que fazem parte desse grupo de imunossupressores são: ciclofosfamida, metotrexato, azatioprina, micofenolato e rituximabe.</p>
<p style="text-align: justify;">Outros imunossupressores também podem ser utilizados a depender de cada caso. Há ainda a possibilidade de atuar no sistema imunológico através do transplante de medula óssea em casos muito bem selecionados e em centros específicos devido à complexidade e os riscos que estão associados a essa modalidade terapêutica.</p>
<p style="text-align: justify;">O outro grupo de medicamentos que buscam melhorar a circulação dos tecidos que pode estar reduzida por aumento exagerado da contração desses vasos ou endurecimento de suas paredes são os vasodilatadores. Os vasodilatadores mais utilizados e que comprovaram efeitos positivos nos estudos e na prática são: inibidores da enzima conversora de angiotensina (captopril e enalapril), nifedipina, anlodipina, losartana, sildenafila, bosentana e análogos de prostaciclina (esses últimos ainda não estão aprovados no Brasil).</p>
<p style="text-align: justify;">Existe ainda a necessidade do tratamento de comorbidades que podem estar associadas a doença como é o caso de medicamentos que melhorem a motilidade intestinal ou das doenças cardiovasculares que também são fundamentais no controle global da doença diminuindo suas complicações.</p>
<p style="text-align: justify;">Como a doença tem várias formas clínicas e, dentro dessas, a possibilidade ou não de envolvimento de determinado órgão ou tecido, em cada paciente específico, a decisão para o uso de cada uma dessas modalidades de tratamento depende de uma avaliação criteriosa do risco e do benefício individualizado para cada paciente sempre de forma compartilhada (médico e paciente), com o objetivo de controlar as alterações do sistema imunológico, dos vasos sanguíneos e da fibrose dos tecidos.</p>
<p style="text-align: justify;">Muito se avançou no tratamento da Esclerose sistêmica e há uma perspectiva de que surjam novos tratamentos efetivos para a doença. Hoje há formas de diagnóstico muito precoce. Sabemos que o quanto antes iniciado o uso desses medicamentos específicos ainda em fases iniciais da doença, maior e melhor é a resposta ao tratamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora o tratamento precoce seja, logicamente, mais eficaz em controlar e prevenir as sequelas da doença, tratando em qualquer momento consegue-se melhorar significativamente a manifestação da doença e, portanto, a qualidade de vida dos pacientes. O objetivo ideal e possível do tratamento é o de controlar totalmente a doença e suas consequências. Por ser uma doença crônica o seu tratamento também deve ser.</p>
<p style="text-align: justify;">Os medicamentos específicos são seguros para uso a longo prazo e os possíveis efeitos colaterais devem ser prevenidos ou controlados durante as consultas. Após o controle adequado da doença, é necessário manter o tratamento específico por um tempo prolongado. Em alguns casos, é possível diminuir ou até suspender os medicamentos. Essa decisão será avaliada cautelosamente pelo seu reumatologista que, mesmo no caso de suspensão das medicações, deverá continuar o acompanhamento, fazendo reavaliações clínicas e com exames complementares regularmente para detectar possíveis recaídas ou novas manifestações da doença.</p>
<h6 style="text-align: justify;">Direito e saúde</h6>
<p style="text-align: justify;">Recentemente, o Supremo Tribunal Federal começou a definir as regras básicas e os parâmetros a serem adotados para a concessão de medicamentos ou tratamentos de saúde não oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nem integrantes do protocolo de alto custo.</p>
<p style="text-align: justify;">O direito a saúde está inserido na Constituição Federal, pois faz parte dos direitos sociais constitucionalmente garantidos. Trata-se de um direito público, uma prerrogativa jurídica indisponível assegurada à generalidade das pessoas, assim estabelece o art 196 da CF\88. A tutela do direito a saúde se apresenta de diversas formas, dentre elas está a proteção a saúde que se caracteriza como um direito individual, de tratamento e recuperação de uma determinada pessoa. A questão do fornecimento de medicamentos e tratamentos pelo Estado se inclui, obviamente, na faceta de proteção à saúde.</p>
<p style="text-align: justify;">O Estado possui o dever de garantir o direito a saúde, uma vez que a saúde se tipifica como um bem jurídico indissociável do direito à vida, é certo que o Estado tem o dever de tutelá-la. Neste contexto destacamos a criação da Lei 8.080/ 90, que regulamenta o Sistema Único de Saúde (SUS) determinando as diretrizes da saúde em nosso país, mediante a criação do SUS, foram delimitadas as funções das esferas governamentais na busca da saúde, considerando o município como responsável imediato pelo atendimento.</p>
<p style="text-align: justify;">O Poder Público, qualquer seja a esfera institucional no plano da organização federativa brasileira, não pode se mostrar indiferente ao problema da saúde da população, sob pena de incidir, ainda que por censurável omissão, em grave comportamento inconstitucional.</p>
<p style="text-align: justify;">A interpretação da norma constitucional não pode se dar no sentido de uma simples promessa inconsequente. O SUS não deve atuar como uma rede sem sentido, sem compromisso social. A precariedade do sistema público de saúde, aliada ao insuficiente fornecimento de remédios gratuitos ocasionou no nascimento do fenômeno da <strong>“judicialização da saúde”.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Ora, em sendo o direito à saúde indissociável do direito à vida, torna-se inconcebível a recusa no fornecimento gratuito de remédios e/ou tratamentos a paciente em estado grave e sem condições financeiras de custear as respectivas despesas.</p>
<p style="text-align: justify;">As recentes decisões judiciais determinando o fornecimento de remédios e/ou tratamentos não oferecidos pelo Sistema Único de Saúde, inclusive a título de tutela antecipada e mediante a cominação de multa diária, tem representado um gesto solidário de apreço à vida e à saúde das pessoas, especialmente daquelas que nada tem, exceto a própria vida e dignidade.</p>
<p style="text-align: justify;">O Estado começou a ser obrigado a fornecer gratuitamente remédios de alto custo que não constam da lista do SUS àqueles que os reclamarem. A divisão de tarefas entre os entes governamentais e a organização do Sistema Único de Saúde não podem obstaculizar o direito do indivíduo à percepção de medicamentos e/ou tratamentos indispensáveis.</p>
<p style="text-align: justify;">O simples fato de um medicamento e/ou tratamento ser caro ou não estar incluído no protocolo do SUS não é justificativa para a sua não concessão. A Constituição Federal de 1988, estabeleceu em seus artigos 23 e 196, a responsabilidade solidária dos entes federados (União, Estados, Distrito Federal e Municípios) para o fornecimento dos serviços de saúde, ficando sob o encargo desses a sua promoção, proteção e recuperação.</p>
<p style="text-align: justify;">Com efeito, conforme salientam Castro, Lino e Vieira (2008, p.104), apesar de o legislador mencionar o Estado como garantidor da saúde pública no art. 196 do texto constitucional, a obrigação não foi imposta apenas a esse, ao contrário, “utilizou-se a palavra ESTADO no intuito de englobar tanto os</p>
<p style="text-align: justify;">Estados-membros, quanto à União e o Município, vez que ambos têm o dever promover o bem estar social, garantindo educação, saúde e segurança a todos os cidadãos”. Por isso, torna-se imperioso exigir do Estado, entendido nas suas três esferas, que cumpra com o seu papel constitucional de garantir o acesso ao direito à saúde conforme a ordem constitucional, não permitindo, desta feita, diferenciação de classes, aumentando cada vez mais as desigualdades sociais existentes.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso depõe não só contra a Constituição Federal brasileira, mas também contra as Declarações, Pactos e Tratados Internacionais de direitos humanos assinados pelo Brasil, e, sobretudo, contra todos os esforços da cidadania brasileira de construir um país mais justo, democrático e com menos desigualdades sociais.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Texto direito e saúde</strong>: Yasmin Buriti Dantas Ferreira &#8211; ADV/Membro da Comissão de defesa do Consumidor e dos Direitos Coletivos da OAB/PB</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Confira todas as informações no website: <a href="https://www.reumatologia.org.br/cartilhas/"><strong>Sociedade Brasileira de Reumatologia</strong> </a>baixe a cartilha gratuitamente online, para leitura no celular, tablet ou computador.</li>
<li>Siga nas redes sociais a Sociedade Brasileira de reumatologia</li>
<li><strong>Facebook: <a href="https://www.facebook.com/sbreumatologia/">https://www.facebook.com/sbreumatologia/</a></strong></li>
<li><strong>Instagram: <a href="https://www.instagram.com/sbreumatologia/">https://www.instagram.com/sbreumatologia/</a></strong></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong>FONTE:</strong> <strong>Sociedade Brasileira de Reumatologia</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><div class="wp-block-pdfemb-pdf-embedder-viewer"><a href="https://artritereumatoide.blog.br/wp-content/uploads/2019/02/CartilhaSBR-Esclerose-Sistemica-1.pdf" class="pdfemb-viewer" style="" data-width="max" data-height="max" data-toolbar="bottom" data-toolbar-fixed="on">CartilhaSBR-Esclerose-Sistemica</a></div><p>The post <a href="https://artritereumatoide.blog.br/esclerose-sistemica-2/">Dia Mundial da Esclerose Sistêmica (29/06)</a> first appeared on <a href="https://artritereumatoide.blog.br">Artrite Reumatóide</a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://artritereumatoide.blog.br/esclerose-sistemica-2/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">1190</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>