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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/atom10full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" gd:etag="W/&quot;CkQFSHc9cSp7ImA9WhRUGEs.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6609711199371864299</id><updated>2012-01-29T16:05:19.969-02:00</updated><category term="McCain" /><category term="Web 2.0; blogs; comunicação interna" /><category term="Tiririca; Eleições;Mídia;Imprensa;Peter Sloterdijk;Hitler;Comunicação" /><category term="Mensalão" /><category term="Mídias sociais; Pós-Humano; Virtual; Internet; Tecnologia" /><category term="Comunicação interna; web 2.0; Mídias sociais; Novas regras das relações públicas; 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Mídia; Imprensa; Crise; O Estado de S. Paulo;" /><category term="Comunicação; Mídia" /><title>Ponto de Desequilíbrio</title><subtitle type="html">Um blog de comunicação empresarial e pública, dedicado aos estudos e reflexões sobre o universo digital</subtitle><link rel="http://schemas.google.com/g/2005#feed" type="application/atom+xml" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/feeds/posts/default" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/" /><link rel="next" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6609711199371864299/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false&amp;v=2" /><author><name>Rodrigo Padron</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05448223252150328176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="30" src="http://4.bp.blogspot.com/_MJnpGfHwwNw/THe5YI6uoGI/AAAAAAAAAHA/cLcyNjy7FT8/S220/padron2+(2).jpg" /></author><generator version="7.00" uri="http://www.blogger.com">Blogger</generator><openSearch:totalResults>69</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/atom+xml" href="http://feeds.feedburner.com/blogspot/zCwF" /><feedburner:info uri="blogspot/zcwf" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><feedburner:browserFriendly></feedburner:browserFriendly><entry gd:etag="W/&quot;D08FR3Y_fCp7ImA9WhdUEUs.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6609711199371864299.post-8190106821786082468</id><published>2011-09-27T14:05:00.002-03:00</published><updated>2011-09-27T20:23:36.844-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-09-27T20:23:36.844-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Comunicação interna na pós-modernidade; desafios da comunicação interna; comunicação interna contemporânea" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Internet" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Comunicação interna 2.0; Web 2.0" /><title>A importância do RESPEITO para construção de um modelo 2.0 nas organizações</title><content type="html">Entre tantas provocações que nos traz a pós-modernidade, certamente, a ideia de RESPEITO é uma bem importante. Mas seria inevitável acrescentar logo no início deste texto a REDUÇÃO DO EGO e a VAIDADE. Para que este artigo fique mais claro para alguns, estou considerando a ideia de desconstrução de conceitos que eram sólidos, como hierarquia, liderança, relacionamento, controle, privacidade, entre outros. Reforço o pensamento de ruptura com o tempo, com o espaço e com as coisas e do surgimento de algo novo, transformador que só conhecemos parcialmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ambiente organizacional, principalmente a partir dos anos 90, vem sendo afetado por esta nova dinâmica de processamento, potencializada pelas novas tecnologias da informação e da comunicação. O surgimento de verdadeiras potências no campo empresarial, como Apple, Google, Facebook, Microsoft marcam este novo cenário da economia e sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São muitos os desafios organizacionais atuais e todos passam pela CULTURA. Entre eles, podemos destacar: conhecimento e informação como formas mais importantes de capital da organização; crescente expectativa dos colaboradores por trabalho significativo e oportunidades de crescimento pessoal e profissional; perspectivas do passado que não fornecem um mapa para conduzir as organizações atuais; gerentes que podem e devem projetar e conduzir novas respostas para um mundo radicalmente novo. Estes aspectos reafirmam que o ser humano é o principal canal dos acontecimentos nas organizações, sendo a interação humana questão primordial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não basta dizer que é inovador, é preciso transformar a cultura. O Vaticano e a Monarquia Britânica, por exemplo, estão na internet e buscaram dar certo frescor aos seus discursos. Mas, efetivamente, não se tornaram contemporâneos, não adotaram uma “postura 2.0”, um “modelo 2.0”. Mas o que seria isso? Bem, levantaria aqui alguns pontos, tais como acesso e disponibilidade; igualdade; envolvimento; interação; construção coletiva e colaboração; saber ouvir, responder, agir e interagir; respeitar e reduzir o ego; reduzir o controle; desintermediar e horizontalizar as relações. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A tarefa não é fácil. Mudar a cultura é algo, de verdade, desafiador. Novos paradigmas marcam fortes mudanças sociais.Muitos não suportam e ficam pelo caminho. Há sempre uma primeira tentativa de utilizar o novo como se fosse igual ao anterior. Mas&amp;nbsp;o novo apenas potencializa, mas não concretiza nada. A chegada do novo que quebra paradigmas induz mudanças na maneira de gerar conhecimento. Adifusão do novo não é natural, tem de ser incentivada. E umas das principais lições:&amp;nbsp;um grupo conservador sempre tentará minimizar o potencial do novo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para brincar com as palavras e com os significados das coisas, organizaria assim a lógica 1.0 para a 2.0 nas organizações: o empregado vira colaborador; o público interno se torna ator multidimensional; a luta pelo poder dá lugar para a mudança de poder; a centralização sai de cena para a entrada da descentralização; as estruturas gigantes viram unidades móveis; a competição agora é cooperação; no lugar da informação entra o diálogo; o diretor se torna um facilitador; o estilo administrativo é trocado pelo empreendedor; o foco sai da hierarquia e vai para o talento; a burocracia dá lugar para caminhos livres; as ordens viram construção de alianças; a lógica linear agora é desruptiva; a obsessão pela redução de gastos é paixão pela criação de valor. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enfim, a pós-modernidade, impulsionada pela internet, nos ajuda a desmascarar o cinismo que muitas vezes pautou as organizações. O mundo, inclusive o organizacional, tem demandado mais&amp;nbsp;RESPEITO às ideologias, crenças, valores, TRANSPARÊNCIA e DIÁLOGO.&amp;nbsp;Quem ainda&amp;nbsp;permanece no&amp;nbsp;Olimpo deve repensar a sua função social e até o seu modelo de negócios. Quem não souber fazer&amp;nbsp;a leitura da realidade - não apenas com os juízos aprendidos no passado -, possivelmente se limitará a viver um futuro sem protagonismo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6609711199371864299-8190106821786082468?l=pontodedesequilibriorp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/feeds/8190106821786082468/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6609711199371864299&amp;postID=8190106821786082468&amp;isPopup=true" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6609711199371864299/posts/default/8190106821786082468?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6609711199371864299/posts/default/8190106821786082468?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/2011/09/importancia-do-respeito-para-construcao.html" title="A importância do RESPEITO para construção de um modelo 2.0 nas organizações" /><author><name>Rodrigo Padron</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05448223252150328176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="30" src="http://4.bp.blogspot.com/_MJnpGfHwwNw/THe5YI6uoGI/AAAAAAAAAHA/cLcyNjy7FT8/S220/padron2+(2).jpg" /></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUcMSHw7fip7ImA9WhdWEk4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6609711199371864299.post-8498689692163501578</id><published>2011-09-05T11:31:00.001-03:00</published><updated>2011-09-05T11:31:29.206-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-09-05T11:31:29.206-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="simulacro" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="smartphone; telefone celular; mobilidade; comunicação; relações públicas" /><title>Telefone celular: uma convergência de mídias para interação com públicos</title><content type="html">Este artigo reproduz uma pequena ideia de um recente trabalho de pesquisa que fiz&amp;nbsp;lá para o Digicorp/USP. Nele, há conceitos e provocações de autores como &lt;a href="http://andrelemos.info/"&gt;André Lemos&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.linkedin.com/in/pellanda"&gt;Pellanda&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Sherry_Turkle"&gt;Sherry Turkle&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Baudrillard"&gt;Baudrillard&lt;/a&gt;; &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Derrick_de_Kerckhove"&gt;Kerckhove&lt;/a&gt;, entre outros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A evolução das telecomunicações e das tecnologias digitais traz à cena um novo meio/veículo de comunicação: o telefone celular. Reunindo muitas funções - não mais concentradas na realização e recebimento de chamadas -, ele se apresenta como poderosa ferramenta de comunicação e relacionamento, a partir de serviços baseados em internet e geolocalização. Nem um outro aparelho hoje consegue agregar tantas funções em torno de uma rima que nos leva a refletir sobre o que é convergência: mobilidade, portabilidade, multimedialidade, interatividade, conectividade...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O telefone celular permite a interação de marcas com seus stakeholders, por meio da própria customização de aparelhos e de aplicativos que funcionam como a porta de entrada para web para tudo aquilo que é realmente importante para o usuário. Ele representa uma oportunidade em um espaço hibrido que contempla processos comunicacionais complexos e em constante simbiose, em que o real e o virtual se fundem, levantando inclusive novas questões sobre conceitos de estética - linguagem, formatos e modelos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O pano de fundo desta tendência é a emergência de uma sociedade móvel e conectada, com uma variedade enorme de fontes de informações e meios de comunicação. Além disso, nota-se uma forte campanha em torno da necessidade de as pessoas estarem sempre conectadas, prontas a estabelecer novas interações sociais. E os números reforçam isso. Segundo a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), o Brasil tem mais de 220 milhões de aparelhos, uma densidade de 113&amp;nbsp;dispositivos para cada 100 habitantes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando interagem por meio das tecnologias disponíveis nos telefones celulares, as pessoas testam diferentes formas de&amp;nbsp;narrativas em que são experimentadas modalidades incomuns para suas vidas. Ele é um objeto de consumo que funciona como uma prótese altamente personalizada. O tipo, o modelo, a cor mudam de acordo com a velocidade das renovações tecnológicas e&amp;nbsp;estilos da moda. A personificação está na base dos processos identificatórios que fortalecem laços emocionais. Não é casual a ênfase com que tantas pessoas declarem sem timidez seu apego ao celular. Isso ajuda a explicar o ritmo de crescimento no consumo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E a personificação não está apenas nos aspectos externos do equipamento, mas muito mais propriamente na capacidade que cada usuário desenvolve para se apropriar e reinventar os recursos do celular pelo modo de usá-lo. Cada pessoa trata o seu aparelho de uma maneira diferenciada e muito pessoal. Mais uma das razões para explicar a velocidade na expansão de seu uso. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os celulares já se tornaram apêndices do corpo na vida diária e estão sendo cada vez mais suplementados com poderes computacionais crescentes, indicando a iminente integração da computação ao corpo por meio da miniaturização.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aliás, nas últimas décadas a reflexão em torno da oposição humano/máquina, suscitada pelo rápido desenvolvimento da tecnologia, criou um efeito inverso: passamos a pensar na nossa humanidade através do computador ou do celular. Humano e máquina situam-se assim lado a lado, sendo cada vez mais subjetiva a diferença que construímos entre ambos. Interessante refletir que a última fronteira da relação biotécnica entre o homem e a máquina pode ser a interface. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outro aspecto desta questão é o efeito lúdico. Na vida experimentada em aparelhos celulares, ou seja, quando estamos trocando mensagens de texto ou vídeo, acessado aplicativos ou interagindo nas redes sociais digitais, podemos criar personagens que interpretamos e com os quais nos podemos identificar, mais ou menos, na vida offline. Mantemos um desempenho de acordo com esse personagem. Esta cultura permite-nos pensar na nossa própria identidade como sendo fluída, múltipla e complexa. Um exemplo é a possibilidade de adotar um gênero diferente ou ambíguo online e a necessidade que muitos sentem de fazê-lo, seja ampliando suas possibilidades de atuação, seja possibilitando a realização de fantasias que aceitamos que se concretizem apenas num mundo virtual, entendido como uma suspensão da realidade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao devolver aos indivíduos o papel de destaque, de protagonismo no processo de troca de informações, os celulares parecem tornar-se a melhor opção para interligar pessoas e coisas. E as empresas devem olhar para este importante movimento, investindo neste tipo de mídia, para se conectar com seus stakeholders diretamente, de forma desintermediada, atingindo, sobretudo, consumidores quase sempre ávidos pela possibilidade de uma experiência interativa com suas marcas favoritas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De nada adianta, na era digital, que uma organização ofereça bons produtos ou serviços. Ela precisa também estabelecer um vínculo com as pessoas, seja qual for público. É preciso interagir, dialogar e inovar nas formas de comunicação. Assim como a Internet tornou-se instrumento de uso obrigatório para as empresas se manterem no mercado em um passado recente, pode-se dizer que o uso celular como ferramenta de comunicação passou a ser diferencial competitivo para as marcas que queiram sair na dianteira frente à concorrência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6609711199371864299-8498689692163501578?l=pontodedesequilibriorp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/feeds/8498689692163501578/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6609711199371864299&amp;postID=8498689692163501578&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6609711199371864299/posts/default/8498689692163501578?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6609711199371864299/posts/default/8498689692163501578?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/2011/09/telefone-celular-uma-convergencia-de.html" title="Telefone celular: uma convergência de mídias para interação com públicos" /><author><name>Rodrigo Padron</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05448223252150328176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="30" src="http://4.bp.blogspot.com/_MJnpGfHwwNw/THe5YI6uoGI/AAAAAAAAAHA/cLcyNjy7FT8/S220/padron2+(2).jpg" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEcDQXY4cCp7ImA9WhZbF0o.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6609711199371864299.post-9148091273188839405</id><published>2011-06-22T09:48:00.002-03:00</published><updated>2011-06-22T16:47:50.838-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-06-22T16:47:50.838-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Comunicação interna; Comunicação interna na pós-modernidade; desafios da comunicação interna; comunicação interna contemporânea" /><title>A comunicação interna na pós-modernidade</title><content type="html">Quais seriam os grandes desafios da comunicação interna diante das mudanças e rupturas sociais e morais propostas pela pós-modernidade de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Zygmunt_Bauman"&gt;Zygmunt Bauman&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jean-Fran%C3%A7ois_Lyotard"&gt;Jean-François Lyotard&lt;/a&gt;? Este artigo não tem o objetivo de trazer as respostas concretas - não teria este atrevimento ou técnica -, mas de levantar, a partir de provocações de áreas como sociologia e filosofia, algumas premissas, que podem contribuir com o processo de atualização da comunicação interna. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antes de qualquer coisa, é preciso reconhecer que estamos vivendo uma época de grandes mudanças. São inúmeros os desafios do ambiente atual: globalização, diversidade, preocupações éticas, responsabilidade social, velocidade de respostas para mudanças ambientais, crises organizacionais ou até mesmo mudanças nas expectativas dos clientes, rápidos avanços em tecnologia e ascensão do e-business, tornando as empresas emaranhadas em redes eletrônicas. A exigência que se impõe é a criação de ambientes mutáveis, ágeis e dinâmicos, dispostos e prontos para o desenvolvimento de novos processos, sejam eles de estrutura, de tecnologia ou de recursos humanos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo autores pós-modernos, o que sabemos até agora é que surge um novo ou remodelado indivíduo, que tem buscado romper com o tempo, com o espaço e com as coisas, tais como as conhecemos. Para Lyotard, a pós-modernidade, que faz o saber mudar de estatuto, designa o estado da cultura após as transformações que afetaram as regras dos jogos da ciência, da literatura e das artes a partir do final do século XIX, uma nova leitura sobre o domínio do conhecimento, da ética, da política e da estética.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em modernidade líquida, conceito proposto por Bauman, podemos compreender que os líquidos, diferentemente dos sólidos, não mantêm sua forma com facilidade. Os fluidos não fixam o espaço nem prendem o tempo. Enquanto os sólidos têm dimensões espaciais claras, mas neutralizam o impacto e, portanto, diminuem a significação do tempo, os fluidos não se atêm muito a qualquer forma e estão permanentemente prontos a mudá-la; assim, para eles, o que conta é o tempo, mais do que o espaço que lhes toca ocupar; espaço que, afinal, preenchem apenas por um instante. Em certo sentido, os sólidos suprimem o tempo; para os líquidos, ao contrário, o tempo é o que importa. Ao descrever os sólidos, podemos ignorar o tempo; ao descrever os fluidos, deixar o tempo de fora seria um grave erro. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sociedade pós-moderna vem tentando derreter os sólidos, desconstruir as convenções sociais estabelecidas do passado - éticas e morais -, para propor e criar uma nova e suposta melhor ordem. Os sólidos que estão derretendo neste momento são os elos que entrelaçavam as escolhas individuais em projetos e ações coletivas, os padrões de comunicação e coordenação entre as políticas de vida conduzidas individualmente, de um lado, e as ações políticas de coletividades humanas, de outro. O que está acontecendo é uma redistribuição e realocação dos poderes de derretimento da modernidade. As definições de família, cidadania, comunidade, privacidade, controle, hierarquia, por exemplo, já não são as mesmas de antes. Nem um molde está sendo quebrado sem que seja substituído por outro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;A pós-modernidade e as novas tecnologias&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O avanço tecnológico deste início de milênio configura-se como o divisor de águas que separa a sociedade pós-moderna da modernidade. Apesar de o homem contemporâneo não ter ainda se desvencilhado completamente de seu passado histórico mais recente, ou seja, da modernidade, a sociedade contemporânea é bastante diferente da sociedade moderna. E uma das razões disto é o fato de que hoje as relações sociais são mediadas pelas novas tecnologias de informação. A sociedade atual caracteriza-se por ser uma sociedade tecnologicamente definida e por apresentar uma desterritorialização das relações sociais. São as novas tecnologias que estabelecem a forma como os homens se relacionam entre si e, também, são elas que imprimem as caracterizações desta sociedade contemporânea.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das causas do distanciamento entre o mundo contemporâneo e a modernidade é, sem dúvida, o acelerado desenvolvimento das novas tecnologias. A sociedade atual caracteriza-se por ser tecnologicamente definida e por apresentar uma desterritorialização das relações sociais e econômicas. Conforme Bauman, nesta nova configuração social o que importa é a possibilidade dos indivíduos moverem-se com rapidez pelo mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste contexto, ganha relevância a mobilidade e o acesso fácil à tecnologia de informação. É poder mover-se com desenvoltura por todo o planeta. E nada leva o homem mais rápido a qualquer lugar do que as infovias, a internet permite aos indivíduos um acesso rápido às informações, com relativa segurança e com muito conforto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que confere poder é ter acesso à informação e dominar o uso dos instrumentos que a transmitem. É possuir a senha que dá entrada a este mundo novo, tecnológico, virtual. Um mundo desterritorializado, no qual os fenômenos espaço-temporais apresentam novas configurações. No mundo contemporâneo, as noções de perto e longe, rápido e lento não possuem os mesmos significados que tinham na modernidade. E esse novo mundo, virtual e tecnológico, é configurado pelos novos canais de transmissão de informações utilizados hoje.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O poder e o controle são exercidos por meio das redes de comunicação, onde as mais variadas informações que se pode imaginar estão disponibilizadas de forma on-line. Hoje, em função das novas tecnologias de comunicação e de armazenamento de informações o espaço social está disposto de forma a que o controle possa ser praticado sem qualquer contato com os indivíduos objetos de observação. O controle do comportamento dos indivíduos não precisa mais ser realizado pelas instituições sociais. A vigilância é realizada por intermédio de técnicas calcadas em informação, processamento e, principalmente, na divulgação da informação. O poder passou a ser tecnológico. Ele utiliza as novas tecnologias para exercer o controle social.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os indivíduos também não pertencem mais somente a grupos concretos e não estão mais restritos a territórios geograficamente definidos. Pode-se perceber que, com a chegada da internet e de suas possibilidades tecnológicas de comunicação, os grupos com que as pessoas se relacionam não são mais somente aqueles de cujos membros conhecem a fisionomia. O homem pertence ao grupo concreto de sua família e de seus colegas de trabalho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porém, a internet o permite também conviver com pessoas que moram em lugares distantes geograficamente, mas aos quais se liga através do teclado de seu computador e com um simples toque no mouse. E, muitas vezes, estes grupos com os quais se relaciona pela rede possuem mais afinidade com ele do que seus próprios vizinhos e colegas de trabalho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As empresas, versões pós-modernas das fábricas, também experimentam um relacionamento com seus públicos a partir das novas tecnologias de comunicação. A internet medeia uma boa parcela das comunicações realizadas nas empresas, tanto internamente, quanto entre a instituição e seu ambiente externo. O uso dos computadores disseminou-se no sistema empresarial, não apenas para o exercício das atividades administrativas, como também, e principalmente, para realização da comunicação empresarial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta inserção das novas tecnologias permite que a empresa comunique-se com seus públicos de forma mais econômica e rápida. Facilita comunicação livre das barreiras geográficas impostas pelos tradicionais veículos de comunicação empresarial, sejam eles escritos ou audiovisuais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;A pós-modernidade e comunicação nas organizações&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Para compreendermos o contexto das organizações diante das mudanças impostas pela pós-modernidade, vamos utilizar como base os estudos da pesquisadora &lt;a href="http://www.uel.br/pos/ppga/index.php?option=com_contact&amp;amp;view=contact&amp;amp;id=8%3Amarlene-regina-marchiori&amp;amp;catid=43%3Adocentes&amp;amp;Itemid=72"&gt;Marlene Marchiori&lt;/a&gt;, que em suas obras se utiliza de outros autores sobre teorias organizacionais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As empresas têm a necessidade de se organizarem para mudanças contínuas, tornando-se organizações flexíveis com capacidade de se adaptarem rapidamente a mudanças ambientais. Nesse cenário, as mudanças acabam por se tornar um aspecto natural nas organizações, uma vez que as empresas necessitam pensar, empreender e dirigir seus negócios para a manutenção de suas operações. Deve-se, ainda, levar em conta que as organizações são fundamentais para a vida das pessoas e exercem uma enorme influência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para toda essa dinâmica se exige que as organizações adotem diferentes estilos no desenvolvimento de suas ações. Ao nos depararmos com uma determinada realidade, devemos observar as características que a diferenciam de outras, ou seja, que modelos de desenvolvimento são promovidos nas suas relações. Sabemos que as organizações são diferentes umas das outras, mas, ao mesmo tempo, certas semelhanças as aproximam e as categorizam. A teoria organizacional discute dois modelos de organização: o mecanicista, com ênfase nas regras; e o orgânico, com ênfase nas pessoas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mecanicista caracteriza-se por organizações hierarquizadas, burocráticas, especializadas e adequadas a condições ambientais estáveis. O modelo orgânico é assim definido: organizações flexíveis, com redefinição contínua de tarefas e organogramas de pouca utilidade. Adequadas a condições ambientais dinâmicas. O grau de formalidade e impessoalidade do modelo mecanicista se contrapõe à ênfase do sistema social e das pessoas do modelo orgânico. Fica claro que nenhuma organização é exclusivamente mecanicista ou orgânica, à medida que combinam elementos dos dois modelos, em que um se sobrepõe ao outro, dependendo da situação vivenciada pela empresa. É indispensável o desenvolvimento de posturas que possam dar equilíbrio às ações organizacionais, o que pode ser conquistado por meio da flexibilidade na condução dos processos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao direcionarmos nosso olhar para a comunicação, constatamos a perspectiva mecanicista, o qual privilegia a fonte, o transmissor, o sinal, o receptor e o destinatário, assim como a mensagem e os ruídos. Trata-se de uma abordagem clássica que possibilita o entendimento das mensagens. Esse modelo nunca teve como intenção explicar a comunicação humana. Para isso, seria necessária a inclusão de preocupações de origem psicológica, sociológica e contextual. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A linguagem e negociação social do significado assumem posição fundamental, já que influenciam as percepções dos que estão envolvidos em diálogos na organização. Aspectos que as organizações pós-modernas estimulam: processo democrático informal, emergente e baseado em consenso; empowerment que propicia o desenvolvimento da pró-atividade dos funcionários; relacionamentos complexos nos quais funcionários cultivam educação, reflexividade e criatividade a serviço do desempenho organizacional; diversidade e diferença, entre outras características.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma organização de qualquer espécie só é possível por meio da comunicação. É exatamente a comunicação entre os elementos que faz do seu conjunto uma organização e não elementos à parte, isolados e desorganizados. Em contrapartida, ao olharmos para as organizações, considerando suas abordagens administrativas, vamos observar que afloram questões como formalização, descentralização, qualificação do trabalhador, amplitude de controle e, naturalmente, comunicação e coordenação. O interessante é considerarmos que a dimensão comunicativa é tratada como troca de informações, sendo ainda mais crítica a visão de comunicação vinculada, única e exclusivamente, ao desempenho de atividades e tarefas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em relação aos desafios organizacionais de hoje, vemos que alguns aspectos se destacam, de acordo com Marchiori: transformação para conhecimento e informação como forma mais importante de capital da organização; crescente expectativa dos trabalhadores por trabalho significativo e oportunidades de crescimento pessoal e profissional; perspectivas do passado não fornecem um mapa para conduzir as organizações atuais; gerentes podem e devem projetar e conduzir novas respostas para um mundo radicalmente novo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A &lt;a href="http://www.aberje.com.br/"&gt;Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje),&lt;/a&gt; em conjunto com o Instituto Aberje de Pesquisa (Databerje), vem pesquisando a comunicação interna no Brasil desde 2002, de dois em dois anos. Os estudos abordam o status da comunicação nas empresas, a estrutura das equipes, a formação dos gestores, os meios de comunicação mais utilizados, além de investimentos na área.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Muitas são as informações da pesquisa. Para o escopo deste trabalho, consideramos indispensável destacar o tipo de comunicação voltado exclusivamente ao nível gerencial da empresa. Ocupando posição de destaque, temos o e-mail, seguido de boletim, intranet com senha, reuniões, newsletter, e a comunicação face a face obteve um percentual de 3,7% em 2007. Na opinião de 32,9% dos participantes da pesquisa, a comunicação exclusiva para o nível gerencial não existe. Com relação à questão: Qual é o principal veículo de comunicação interno disponível na empresa?, temos o jornal impresso (26,6%), seguido de intranet, revista, jornal-mural, email, boletim, comunicação face a face, vídeo jornal e outros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em contrapartida, existem inúmeros outros veículos disponíveis para os funcionários da empresa. No topo está a intranet (87,2%), seguida de jornal-mural (83,5%), comunicação face a face (50,6%), revista (47,6%), newsletter (47%), boletim (43,3%), jornal impresso (42,1%), e, na sequência, faixas, e-mail, caixa de sugestões, vídeo periódicos, outdoors, videojornal, TV interna, campanhas internas de comunicação e outros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os resultados apontam para o tratamento da comunicação como um produto ou produtos, nos quais as pessoas vêem a comunicação sob a forma de publicações e mídia eletrônica. A visão da comunicação parece estar centrada na postura mecanicista. Olha-se para a comunicação como processo de transmissão, diferentemente de olhar para a comunicação como um processo de criação de conhecimento, como estimuladora de diálogo, como uma comunicação que ajuda a construir a realidade organizacional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Marchiori estabelece dois níveis de comunicação: tática e estratégica, sendo que a tática é a comunicadora de fatos ocorridos, tem função informativa e básica, sendo determinante que se processe a partir das organizações. A comunicação estratégica é a geradora de fatos, criadora de contextos. Sugere um novo comportamento porque tem a função de co-criar o futuro da organização.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A &lt;a href="http://www.iabc.com/"&gt;International Association of Business Communicators (IABC)&lt;/a&gt; desenvolveu uma pesquisa em 2005 sobre as melhores práticas de comunicação com funcionários, estudo que apresenta as mudanças e perspectivas globais. O foco básico consistiu em identificar os grandes desafios do século XXI. Do estudo emergiram quatro pontos importantes, quais sejam:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1 ) Motivar os funcionários para que estejam alinhados com a estratégia de negócio. Esse é um processo contínuo que leva os funcionários a se comprometerem com as estratégias e lhes mostra como podem ajudar a alcançar a estratégia. A melhor forma para gerar comprometimento está na atitude da organização em facilitar o diálogo com funcionários. O diálogo é crucial, pois as pessoas vão realmente se sentir comprometidas, se falarem sobre storytelling, reconhecimento, sessões de diálogo com líderes e funcionários embaixadores;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2) Liderar e gerenciar a comunicação. Educar e engajar líderes e gerentes no desenvolvimento de seu papel de comunicação com funcionários. Os desafios da comunicação interna nas organizações os funcionários formam suas percepções sobre uma organização baseando-se: na liderança (55%) – o que os líderes falam e fazem; no processo (30%) – o que os funcionários experimentam nas organizações; e na mídia formal (15%) – por meio de intranet, jornais, newsletters, e-mails, etc. Esses resultados demonstram claramente a necessidade de líderes envolventes, que propiciem crescimento e relacionamento, em todas as áreas da organização.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um aspecto resultante da pesquisa diz respeito ao comportamento dos líderes: é fundamental a coerência entre o que se fala e o que se faz, sendo esse fator absolutamente crítico quando se avalia a liderança em organizações. O relatório sugere que é indispensável criar uma conexão entre seres humanos, devendo o líder aprender a localizar a informação que atende às necessidades do grupo com o qual se relaciona, já que são tantas as mensagens, que é determinante que se selecione o que realmente faz sentido e tem importância para aquelas pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Algumas questões emergem da pesquisa: líderes não estão envolvidos, visto que não comunicam mensagens consistentes; há falta de visibilidade entre líderes, principalmente em questões complexas; há falta de confiança do funcionário no líder; as lideranças não têm credibilidade; e os gerentes não entendem o papel que desempenham em relação à comunicação, por não possuírem habilidades para esse mister;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3) Gerenciar o excesso de informação. Rompendo por meio da comunicação desorganizada. As pessoas têm sido bombardeadas com inúmeras informações, tanto nos ambientes organizacionais como em nível externo. O e-mail, em particular, vem sendo extremamente utilizado nas organizações, visto que comunicadores, em todas as áreas organizacionais, entendem que esse veículo é a solução para os problemas de comunicação das empresas. A perspectiva do funcionário em relação a todo esse processo tem impacto, o que demonstra que as mensagens não estão integradas, são repetitivas e, às vezes, conflitantes. O resultado é negativo, porquanto as pessoas não têm tempo para processar e entender muitas das mensagens, cuja finalidade é passar informações valiosas. Como resultado, excesso de informação pode fazer com que importantes iniciativas de comunicação estratégica não tenham validade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A prerrogativa de gatekeeper da informação não mais se aplica, sendo o comunicador visto como um facilitador; ele precisa priorizar e organizar informações para que os funcionários possam reter o que é importante. Empresas estão começando a repensar a infraestrutura de comunicação, diminuindo os veículos utilizados na organização; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4) Mensurar o retorno sobre investimento ROI da comunicação interna. É preciso conectar a comunicação com os resultados de negócios. Os resultados demonstram que as melhores práticas das organizações empregam uma combinação de métodos experimentados e verdadeiros desde que criativos e personalizados para as necessidades únicas, de acordo com a situação e a cultura. Os especialistas afirmam que a comunicação é reconhecida como condutora imprescindível do desempenho das empresas, ou seja, comunicação é crítica. A pesquisa revela que é fundamental uma dedicação maior em relação à mensuração dos resultados do investimento em comunicação, sendo ainda muito incipientes os trabalhos que medem efetivamente os resultados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao ponderarmos sobre as diferentes pesquisas, podemos inferir que a comunicação interna está embasada na administração de processos de comunicação que mantenham as pessoas informadas, por meio de redes formais e informais, mas principalmente mediante os veículos de comunicação que existem e determinam a forma de comunicação, provavelmente com o objetivo de cumprir as funções organizacionais, administrativas, políticas e humanas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disso, é preciso saber identificar de que forma as áreas de comunicação passam a compor o conjunto de valores, políticas, estratégias e ações de comunicação. Percebe-se que a comunicação interna tem se embasado muito na comunicação de fatos ocorridos nas organizações, o que é imprescindível, mas, de certa forma, mantém a perspectiva funcionalista como direcionamento maior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entendemos que a comunicação deve olhar para a organização como um complexo. Partindo daí, vemos que a análise da organização levará ao seu total entendimento e aos processos comunicativos que ocorrem na interação social e ao desenvolvimento de atividades que tenham sentido para as pessoas. A comunicação deve passar a construir significado e ser geradora de novos contextos em todos os relacionamentos organizacionais. Os significados são ativamente produzidos, reproduzidos, negociados e mantidos por meio da interação social. As interações comunicativas e a relação com o contexto passam a ser prioridade na condução de processos de relacionamento organizacionais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir do momento em que a comunicação estiver institucionalizada, ou seja, válida como um processo efetivo de construção, desenvolvimento de relacionamentos facilitadores da criação de uma realidade que tenha sentido para as pessoas participantes daquele ambiente, entendemos que teremos as redes de relacionamento, e o diálogo e a construção de sentido estarão, naturalmente, ocorrendo no interior da organização, que, certamente, refletirá na perspectiva da identidade dessa organização com seus diferentes stakeholders.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com essa filosofia de comunicação, entendemos que muitos podem ser os resultados da gestão da comunicação interna. Marchiori (destaca: sobrevivência da organização e, consequentemente, o fortalecimento de suas redes de relacionamento; valorização interna de suas relações; ambiente de trabalho humanizado, colaborativo e participativo; estreitamento dos laços de confiança na gestão dos negócios; fortalecimento de diferentes lideranças em inúmeros níveis, permitindo maior flexibilidade, criatividade e, consequentemente, inovação organizacional; comprometimento e respeito como extensão dos processos de interação; equilíbrio entre as necessidades de informação da empresa e as expectativas dos funcionários; aproximação de pessoas, com respeito mútuo; conquista de credibilidade e legitimidade organizacionais internas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os espaços organizacionais são hoje permeados pela exploração dos complexos relacionamentos de poder, de conhecimento e de discurso. São ambientes mutáveis e que se ampliam a cada novo processo, refletindo diferentes relações internas no interior de uma organização. Este é o ambiente a ser observado, entendido e trabalhado para que a partir daí se possa falar em sustentabilidade de um empreendimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A dimensão comunicativa é tratada como troca de informações, sendo ainda mais crítica a visão administrativa da comunicação vinculada, única e exclusivamente, ao desempenho de atividades e tarefas. Sugere-se refletir a comunicação como um processo de construção de relações internas. Essa perspectiva incita novas relações organizacionais que oportunizam o desenvolvimento dos seres humanos por meio da negociação social do significado, questão imprescindível para a sustentabilidade das organizações. Organização e comunicação são, na arena organizacional, questões indissociáveis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É necessário reconhecer que há uma nova forma de se produzir comunicação nas organizações, por meio de conexões sociais e de ações dirigidas por comunidades, que se utilizam ou se apropriam de ferramentas interativas disponíveis nos ambientes de rede. Neste novo cenário, a comunicação vertical cede espaço para a comunicação interativa multidirecional. E as empresas precisam considerar este fato. Qualquer discussão sobre o papel da comunicação interna deve passar pela compreensão da pós-modernidade. A proposta pode não ser a de ruptura total com os modelos praticados, mas de readequação das técnicas, práticas e funções da comunicação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6609711199371864299-9148091273188839405?l=pontodedesequilibriorp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/feeds/9148091273188839405/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6609711199371864299&amp;postID=9148091273188839405&amp;isPopup=true" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6609711199371864299/posts/default/9148091273188839405?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6609711199371864299/posts/default/9148091273188839405?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/2011/06/o-contexto-da-comunicacao-interna-na.html" title="A comunicação interna na pós-modernidade" /><author><name>Rodrigo Padron</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05448223252150328176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="30" src="http://4.bp.blogspot.com/_MJnpGfHwwNw/THe5YI6uoGI/AAAAAAAAAHA/cLcyNjy7FT8/S220/padron2+(2).jpg" /></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CkYFR3w7fSp7ImA9WhZWE08.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6609711199371864299.post-209259522584470292</id><published>2011-05-12T13:11:00.000-03:00</published><updated>2011-05-13T17:55:16.205-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-05-13T17:55:16.205-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="FClóvis de Barros Filho; Comunicação; Reputação empresarial; Crise" /><title>Planejamento e gestão de crise 9</title><content type="html">O tema é mídias sociais. O que muda quando os eventos críticos ocorrem em um ambiente digital, considerando os conceitos que sustentam a ideia do “eu, mídia”? O propósito deste artigo não é falar de cases, levantar polêmicas e conclusões. Mas tratar de questões mais profundas, com elementos filosóficos e estratégicos. Para isso, recorri a alguns autores e a um profissional que admiro muito, &lt;a href="http://www.espacoetica.com.br/"&gt;Clóvis de Barros Filho&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma empresa tem uma representação social, uma ideia de que se tem dela, uma imagem, uma reputação. Ela não existe por si só, mas em função do que se acredita que ela seja. E trabalha muito para que aquilo que se pensa dela seja positivo. Costuma-se refletir sobre o que seria necessário para controlar esta idéia ou imagem. A primeira coisa é que a empresa pode desenvolver ações que, de certa maneira, contribuam para construir uma reputação que se deseja, a crença daquilo que socialmente se pensa seja controlável. De alguma forma, as disciplinas de comunicação fazem crer nisso o tempo inteiro quando propõe em organogramas e modelos, colocando a empresa no centro, no modelo de sol, com raios ligando este centro que é a empresa com o resto da sociedade, os chamados stakeholders. Nos faz acreditar&amp;nbsp;a empresa poderia estrategicamente controlar diversos enunciatários e, com isso, controlar sua reputação. Esta é uma crença ingênua. A imagem ou reputação que uma empresa tem na sociedade transcende os seus esforços, a sua iniciativa de controle. Em outras palavras, a imagem ou reputação é um processo social. É um fato social, que tem causas sociais que vão muito além de qualquer esforço ou iniciativa de controle. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como se fala mal de todo mundo, o tempo inteiro, podemos&amp;nbsp;concluir que&amp;nbsp;todos os esforços de&amp;nbsp;autopreservação da imagem são insuficientes. Existe uma observação do mundo que vai além da estratégia de comunicação. Os processos são polifônicos e complexos. E o que fazem as novas tecnologias? Elas aceleram o que sempre aconteceu. Novas tecnologias não deram a ninguém inteligência, não permitiram a enunciação de mensagens que antes não existiam, não permitiram ao enunciatário decodificar o que não poderia ser decodificado. Elas aceleraram e possibilitaram os encontros, portanto, manifestações de comunicação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As novas tecnologias passam a mudar a cadência do processo polifônico de definição das reputações. Nesse sentido, é claro que produzem efeito. Com a internet não ficou mais complexo, continua tudo igual. Só que agora fica mais visível que o objeto da reputação tem pouco controle sobre os processos sociológicos e políticos de definição da imagem que se tem dele. A internet deixa isso mais claro. Fica mais visível que, mais acelerado, escapa ao controle do enunciador a construção da reputação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A reputação é algo bastante complexo,&amp;nbsp;que envolve aspectos cognitivos e afetivos. Como é possível quantificar a alegria que uma determinada marca produz em quem a contempla por ser consumidor? Naturalmente, alguém poderá dizer muito feliz, pouco feliz. Juízo equivocado, porque alegria não se divide em categorias, porque os afetos são sempre inéditos. Eles não se repetem e, portanto, não se deixam categorizar. Toda tentativa de circunscrever quantitativamente resultados nesse campo, acaba, de certa maneira, desmerecendo aquilo que é mais importante, que é intangível, que é o afeto. É aquilo que você sente muito mais do que aquilo que você tem a dizer. Isto não se deixa limitar a nenhuma estratégia de quantificação. Você pode até quantificar desde que você seja lúcido o separar bananas com bananas e maças com maças. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O desafio da área de comunicação é a ação no sentido de converter uma persuasão de seu cliente num convencimento. Em outras palavras, para que isso aconteça é preciso que aquele ato de fala não seja entendido como um ato de fala subjetivo, individual. Ele terá mais chance de convencer na medida em que ele estiver sido entendido como alguma coisa, digamos, chancelada pelo espaço público. Toda vez que você sai de um instrumento de persuasão para o convencimento, você descaracteriza o interesse que está por trás de toda a persuasão e você higieniza esse interesse, dando claro que outros disseram a mesma coisa que não tem necessariamente o interesse daquele que fez a primeira observação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo o trabalho de convencimento é um trabalho que tem de aparecer diferente do que é. Ou seja, o discurso será mais convencedor, quando ele parecer fruto do interesse de quem se posiciona persuadido. Todo tipo de consagração será tanto mais eficaz, quanto maior o desinteresse aparente da frase consagradora, do discurso consagrador. De certa maneira, o trabalho de persuasão e convencimento é um trabalho de anulação da perspectiva interessada de quem fala em nome de uma suposta verdade, em nome de uma suposta concordância, que na verdade, se pretende fabricar. No fundo, para convencer, você precisa negar a verdadeira natureza interessada daquela propositura persuadida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas o que a internet tem que de certa maneira age sobre este processo? É que a internet fabrica condições semelhantes à Ágora ateniense, onde os discursos circulavam de maneira concentrada e muito mais rapidamente. Neste caso, o trabalho de higienização é um trabalho que, de certa maneira, é facilitado pela rapidez com que os discursos circulam e pelo relativo anonimato dos porta-vozes. O número de discursos e iniciativas discursivas na internet é tão grande que você não sabe mais quem está falando. Este processo é facilitador de ações de comunicação. Você tem uma pluralidade de discursos infinita, uma rapidez de enunciação de discursos infinita e, portanto, uma tendência a estabelecer uma ruptura entre porta-voz e discursos. Como a condição para o convencimento é o desinteresse do porta-voz, eu acho a internet um espaço extremamente interessante de conversão de persuasão em convencimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A força social de um discurso é inseparável da legitimidade de seu porta-voz. O discurso não vale pelo que é dito, vale por quem diz e pela posição social ocupada por quem diz. Adoro esta mensagem do Bourdieu. Não é possível afirmar se as mídias sociais já teriam condições de enfrentamento com o mainstream opinativo das mídias e até do Estado. Há bons cases que poderiam ser citados aqui, como os de Brastemp, Arezzo e Renner. Não temos como dizer isso porque cada caso é um caso e é preciso ver quem se manifesta e como se manifesta. É provável que uma pessoa que tenha legitimidade em uma determinada área, se ela entrar em qualquer mídia de internet, poderá produzir um estrago, um furo numa opinião dominante proposta no sentido contrário. Mas se for alguém com pouca capacidade de influência pode não acontecer nada. Então não dá para estabelecer uma relação de forças, sem que saibamos quais são os agentes sociais envolvidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outro ponto a provocar. Uma iniciativa de resposta de uma empresa para uma crise, que tenha sido iniciada nas mídias sociais, deve ser conduzida apenas neste ambiente ou deve tratada na grande imprensa?As mídias se sobrepõem. Um indivíduo que é internauta, com capacidade de influenciar, também é leitor de jornal de revista. Toda segmentação neste aspecto desmente a complexidade do consumo de mídia de um cidadão comum. Cada caso é um caso. Não dá para dizer, fique só na internet. Tem certos assuntos que ficam apenas na internet, outros não. Pode ser uma estratégia muito lúcida trabalhar só a Web. Mas tem certos assuntos que transcendem o mundo digital. Neste caso, a estratégia de centrar fogo na internet não apagará o incêndio de uma notícia veiculada no Jornal Nacional. Isto é uma questão de gestão, de recursos escassos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não existe, na grade maioria das situações,&amp;nbsp;clareza e verdade por parte dos discursos&amp;nbsp;organizacionais. Qual é a transparência que se deseja? Não é você dizer a verdade sobre os fatos, o que é uma impossibilidade porque os discursos não dão conta do mundo da vida. Mas é você dizer as verdades sobre os desejos. Portanto, não anular os desejos em nome da realidade, mas, de certa maneira, anular a realidade em nome dos desejos. Uma empresa pode ser transparente com o seu consumidor, quando ela diz para ele o que ela pretende da vida, qual é a dela. Tudo menos a responsabilidade social, mas o lucro, o mercado. Isto é a verdadeira transparência, a transparência da libido, das inclinações e dos desejos. O conceito de transparência é importante porque numa ética das relações entre as empresa e seus públicos, você dá ao público a chance de descontinuar a relação. Se você for transparente, você vai mostrar aquilo que você é. E o que você é? Você é desejo, é ambição, é excitação, luta pela glória. Este é o discurso da transparência número um. O discurso número dois é o oposto. É o do perspectivismo. Não da neutralidade, mas do efeito. Não da imparcialidade, mas da parcialidade. Eu sou parte e você é outra parte. A minha parte quer isso e a sua? No lugar da neutralidade, a eficácia. No lugar da objetividade, a subjetividade. No lugar da verdade, o desejo. E aí você tem uma nova transparência. O que temos, na prática, é o cinismo. É a elaboração de um discurso na contramão do desejo do que você efetivamente pretende. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para finalizarmos, outra provocação. Vamos considerar que as empresas adotam uma política de comunicação para cada público. Criamos versões diferentes do mesmo fato para cada público, adequando o meio à mensagem, conforme nos ensinou McLuhan. Pois bem, o que é que as novas tecnologias estão mexendo? O problema é que os públicos estão interagindo, falando entre si pela Web, portanto, de maneira muito mais rápida. É preciso adotar a mesma mensagem para todos. A tecnologia tem uma conseqüência moral que é dificultar cinismo que sempre pautou as estratégias de comunicação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6609711199371864299-209259522584470292?l=pontodedesequilibriorp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/feeds/209259522584470292/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6609711199371864299&amp;postID=209259522584470292&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6609711199371864299/posts/default/209259522584470292?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6609711199371864299/posts/default/209259522584470292?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/2011/05/planejamento-e-gestao-de-crise-9.html" title="Planejamento e gestão de crise 9" /><author><name>Rodrigo Padron</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05448223252150328176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="30" src="http://4.bp.blogspot.com/_MJnpGfHwwNw/THe5YI6uoGI/AAAAAAAAAHA/cLcyNjy7FT8/S220/padron2+(2).jpg" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;DEAAQ34-eCp7ImA9WhZSFko.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6609711199371864299.post-1888211374967420564</id><published>2011-04-01T13:52:00.000-03:00</published><updated>2011-04-01T13:52:22.050-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-04-01T13:52:22.050-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Crise empresarial; Reputação; Gestão de crises; Administração de crise;Crises de imagem" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Mensalão" /><title>Planejamento e gestão de crise 8</title><content type="html">Para quebrar um pouco a parte técnica da série sobre planejamento e gestão de crise em comunicação, vou postar um texto, publicado em agosto de 2008, no excelente blog &lt;a href="http://perolasdasassessorias.wordpress.com/"&gt;Pérolas das Assessorias&lt;/a&gt;, de meu amigo &lt;a href="http://www.linkedin.com/in/evasques"&gt;Eduardo Vasques&lt;/a&gt;. Em uma entrevista, conto um pouco da experiência que tive em uma das principais crises políticas da história de nosso País – a chamado&amp;nbsp;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Esc%C3%A2ndalo_do_mensal%C3%A3o"&gt;Escândalo&amp;nbsp;do Mensalão&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Qual é o primeiro ato do gerenciamento de crise, ou seja, as “boas práticas” da comunicação dizem que se deve fazer o que quando a crise surge?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Depende da crise e dos atores envolvidos no caso. Há empresas que já possuem planos bem desenvolvidos e outras, simplesmente, não estão preparadas para este tipo de evento. Planejamento é fundamental. As boas práticas de gerenciamento de crise passam pela formação do GAC (Grupo de Administração de Crise). O GAC inclui advogados, diretores, gestores de comunicação, especialistas em segurança e, dependendo da demanda, outros profissionais da corporação e consultores externos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diante de uma crise, o GAC deve identificar o tipo de crise que está atingindo a companhia: de sabotagem, natureza econômica ou legal, de informação, desastres industriais e naturais, de reputação. Enfim, estes são alguns tipos. O grupo deve fazer uma análise SWOT, identificando forças, fraquezas, ameaças e oportunidades. Neste processo, é importante ter uma visão de fora para dentro (como os outros estão enxergando você) e uma visão de dentro para fora (como nós estamos enxergando a crise). Tente identificar qual é o seu comando da crise.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estes são os primeiros passos. Em todo este processo, é crucial ter humildade para reconhecer os erros e não tentar enganar a opinião pública. Outras recomendações: não entre numa briga que não é sua. Avalie o foco da crise para tomar suas decisões. Há situações em que a imprensa quer atingir outro alvo, mas você pode ser usado para sustentar as denúncias contra os pivôs da crise. Portanto, não entre nessa disputa, tampouco numa briga com a mídia. Junte todos os documentos possíveis que demonstrem sua defesa no momento ou em ações futuras. Não subestime os fatos, mesmo diante de acusações tolas, aparentemente sem peso. Elas podem tomar proporções de grande alcance.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Quais os recursos necessários para suportar um gerenciamento de crise como a que passou?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
É importante ressaltar que cada crise tem a sua própria característica. Nem sempre o que foi determinante em um caso será em outro. O principal, no meu entendimento, é ter a confiança dos atores principais da crise e bom relacionamento com imprensa. É importante que a mídia reconheça no gestor de crise ética e capacidade profissional. Além disso, é preciso contar com uma eficiente empresa de clipping, monitoramento de mídia e pesquisa de imagem pública, de percepção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;O jornalismo político é cheio de intempéries. Como controlar uma horda de desesperados por informações privilegiadas?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Meu foco durante esta crise foi a mídia mainstream. A escalada do Jornal Nacional ou a próxima capa de Veja eram determinantes, pois orientavam toda a cobertura jornalística. Mas, claro, outros veículos foram analisados, acompanhados e privilegiados. Trabalhamos com uma amostra grande.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesta crise, vi muito veículo de imprensa grande com repórteres despreparados e arrogantes, que não aceitavam o diálogo e, pior, não apuravam os fatos. Só estavam interessados nas manchetes que seriam vendidas para o editor. Todo muito sai perdendo nestas situações. Me lembro de um grande jornal que publicou a seguinte manchete “XXX recebeu R$1,5 milhões do esquema Marcos Valério”. Uma bobagem. O tal periódico havia recebido recursos de mídia. Ou seja, montante justo e honesto pela veiculação de anúncios. As agências de Marcos Valério tinham contas de empresas importantes que rendiam muito à mídia em forma de publicidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Chegou a perder o bom relacionamento que mantinha com alguns “colegas” da redação por conta do caso Marcos Valério, que não aceitaram determinadas posturas?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Felizmente, não. Entendo que pela postura profissional, ética. Aplaudi várias vezes alguns colegas por matérias muito bem feitas e apuradas. Este deve ser o espírito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Como manter o equilíbrio e os critérios de ética nessa situação tão complexa?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
O segredo foi ter em mente que a crise não era minha. Estava apenas contribuindo para a gestão dela. Em todo o período, busquei respostas na minha história, na minha formação de vida, familiar e acadêmica. Tomei decisões no presente com base nos meus em meus valores e compromissos aprendidos no passado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Quais foram os períodos mais críticos e de que forma conseguiu contorná-los?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Do início ao fim, mas especialmente durante as inspeções da Polícia Federal nas agências, quando fui o RP, e quando uma “vítima” da crise era atingida pela imprensa ou por acusações de parlamentares.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Houve algum tipo de preocupação com o que circulava especialmente na internet? Afinal, alguns dos principais meios de cobertura política estão em formato de blogs na web como Noblat, Claudio Humberto e companhia…&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Neste período, os blogs ainda não tinham tanta força e influência na opinião pública. Os sites mencionados na pergunta foram os grandes destaques: Noblat e Cláudio Humberto. Eles interferiram positivamente para o esclarecimentos dos fatos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Quando uma crise desse gênero pode ser considerada resolvida?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Depende. Se o foco estiver na questão legal, só termina quando os processos são encerrados. Se os objetivos estiverem na reputação, a crise pode ser considerada finalizada quando a opinião pública se esquece dos fatos ou quando a empresa consegue retomar o seu negócio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6609711199371864299-1888211374967420564?l=pontodedesequilibriorp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/feeds/1888211374967420564/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6609711199371864299&amp;postID=1888211374967420564&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6609711199371864299/posts/default/1888211374967420564?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6609711199371864299/posts/default/1888211374967420564?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/2011/04/planejamento-e-gestao-de-crise-8.html" title="Planejamento e gestão de crise 8" /><author><name>Rodrigo Padron</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05448223252150328176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="30" src="http://4.bp.blogspot.com/_MJnpGfHwwNw/THe5YI6uoGI/AAAAAAAAAHA/cLcyNjy7FT8/S220/padron2+(2).jpg" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0UGSXs9fSp7ImA9WhZSFko.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6609711199371864299.post-4897789248176285244</id><published>2011-04-01T13:27:00.000-03:00</published><updated>2011-04-01T13:27:08.565-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-04-01T13:27:08.565-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Crise empresarial; Reputação; Gestão de crises; Administração de crise;Crises de imagem" /><title>Planejamento e gestão de crise 7</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;No &lt;a href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/2011/03/planejamento-e-gestao-de-crise-1.html"&gt;primeiro post&lt;/a&gt; da série, ﻿destaquei algumas perguntas que considero elementares para o processo de investigação de um potencial de crise e que devem ser aplicada com as principais lideranças de uma organização, a despeito da hierarquia e do&amp;nbsp;setor. Bem,&amp;nbsp;no sétimo texto&amp;nbsp;proponho a palicação de uma matriz, &amp;nbsp;de preparação, identificação e avaliação de riscos. Ou seja, as crises deverão ser agrupadas, de acordo com níveis de ocorrência e impacto.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-0IOvESRlFQI/TZX6nx1T0eI/AAAAAAAAAI4/zKa7uzMLDEo/s1600/Sem+t%25C3%25ADtulo_1.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="232" r6="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-0IOvESRlFQI/TZX6nx1T0eI/AAAAAAAAAI4/zKa7uzMLDEo/s400/Sem+t%25C3%25ADtulo_1.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Os riscos de ocorrência e de impacto muito elevados devem ser amplamente analisados&amp;nbsp;e estudados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6609711199371864299-4897789248176285244?l=pontodedesequilibriorp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/feeds/4897789248176285244/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6609711199371864299&amp;postID=4897789248176285244&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6609711199371864299/posts/default/4897789248176285244?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6609711199371864299/posts/default/4897789248176285244?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/2011/04/planejamento-e-gestao-de-crise-7.html" title="Planejamento e gestão de crise 7" /><author><name>Rodrigo Padron</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05448223252150328176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="30" src="http://4.bp.blogspot.com/_MJnpGfHwwNw/THe5YI6uoGI/AAAAAAAAAHA/cLcyNjy7FT8/S220/padron2+(2).jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-0IOvESRlFQI/TZX6nx1T0eI/AAAAAAAAAI4/zKa7uzMLDEo/s72-c/Sem+t%25C3%25ADtulo_1.png" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;DE8HRH48cSp7ImA9WhZSFEU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6609711199371864299.post-4071665481157483031</id><published>2011-03-29T18:03:00.001-03:00</published><updated>2011-03-30T09:07:15.079-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-03-30T09:07:15.079-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Crise empresarial; Reputação; Gestão de crises; Administração de crise;Crises de imagem" /><title>Planejamento e gestão de crise 6</title><content type="html">Quais seriam os principais erros das organizações em situação de crise? Bem, o contexto de um evento crítico poder ser&amp;nbsp;bem complexo, quase imaginável para quem está do lado de fora, acompanhando os&amp;nbsp; fatos. Varia&amp;nbsp;de acordo com o tipo de crise e o impacto dela na opinião pública. Bem, listei&amp;nbsp;alguns&amp;nbsp;erros que considero bem relavantes, segundo alguns autores e minha própria experiência.Vamos lá:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Seu maior inimigo é você&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Em tese, um pronunciamento público (ir para o centro da crise) é recomendável. Mas é importante considerar que nada ou ninguém pode ser mais destrutivo do que nós mesmos. Em momento de artilharia da mídia, de crise muito intensa, não se expor pode ser a melhor estratégia. Tudo o que disser poderá ser distorcido. Avalie o momento,&amp;nbsp;o meio e a mensagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Entrar numa briga que não é sua &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Avalie o foco da crise para tomar suas decisões. Há situações em que a imprensa quer atingir outro alvo. Mas você será usado para sustentar as denúncias contra os pivôs da crise. Portanto, não entre nessa disputa, tampouco entre numa briga com a mídia neste momento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Tudo é sempre suspeito&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Não acredite que a crise é apenas&amp;nbsp;sua. A mídia pode vasculhar toda a sua vida e também a vida de pessoas próximas do trabalho ou até mesmo familiares. Além disso, a imprensa tende a simplificar fatos e cometer erros de informação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;O absurdo vira realidade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Na lógica do caos, nada pode ser mais verdadeiro do que a voracidade com que se materializam os maiores absurdos. Neste cenário, qualquer especulação ou mentira pode ser usada para atingir sua empresa e seus stakeholders. O nome de sua empresa também pode ser envolvido em negócios que ela não fez ou em fatos que atingiram ex-funcionários, vizinhos, familiares, ex-colegas de escola.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;As mentiras não morrem&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;
Não&amp;nbsp;acredite na "morte" das notícias. Mesmo que uma reportagem tenha sido desmentida pela seqüência dos fatos ou pelo próprio acusado, ela pode ressurgir no futuro com o mesmo enfoque, apenas com algum dado complementar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Ceder a pressões da imprensa&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Não ceda a pressões de jornalistas, demitindo ou afastando funcionários, sobretudo, os executivos de sua confiança.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Não contar com uma retaguarda&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Conte com o apoio profissional de especialistas e junte todos os documentos possíveis que demonstrem sua inocência e sirvam para sua defesa no momento ou em ações futuras. Não tente consduzir a&amp;nbsp;crise sozinho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Subestimar sua crise e fatos&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Mesmo diante de acusações tolas, aparentemente sem peso, não subestime os fatos levantados pela imprensa ou opinião pública. Eles podem tomar proporções de alcance nacional e atingir a sua vida pessoal e os seus negócios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Triagem dos documentos&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;
Agir com mais formalidade e respeito nas comunicações. Como explicar aos membros de uma eventual CPI do cartel de seu setor aquelas&amp;nbsp;chamadas telefônicas por dia para um concorrente?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Sem mentiras &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Na hora de defender a imagem da companhia, faltar com a verdade pode até funcionar, mas é muito arriscado. Quando perguntado sobre sua empresa, não caia em contradição, tenha argumentos convincentes e sólidos e trabalhe com gente preparada para levar esses argumentos ao público. Fale a verdade. Mas, com sinceradadee, muitas vezes você&amp;nbsp;terá de&amp;nbsp;omití-la.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Respeito à tropa &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
O público interno&amp;nbsp;precisa ter o que dizer, quando perguntados sobre a crise. A tropa deve conhecer as dificuldades e seus desafios, como forma de se sentir motivada a defender os&amp;nbsp;argumentos da organização.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Atenção com as palavras &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Não basta parecer correto. É preciso ser correto. Não adianta defender o meio ambiente e poluir o rio, defender a saúde das pessoas e vender produtos que reduzem a perspectiva de vida. O que você fala tem de combinar com suas práticas e de todos os que trabalham sob seu comando. &lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Não subestime as mídias sociais&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;
Uma crise surgida ou organizada no&amp;nbsp;ambiente digital pode representar a morte de uma marca, um produto e até da&amp;nbsp;empresa. Potencializados pela internet, consumidores agrupados&amp;nbsp;ganham&amp;nbsp;força&amp;nbsp;e equlibram&amp;nbsp;as relações de poder com organizações&amp;nbsp;e Estado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6609711199371864299-4071665481157483031?l=pontodedesequilibriorp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/feeds/4071665481157483031/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6609711199371864299&amp;postID=4071665481157483031&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6609711199371864299/posts/default/4071665481157483031?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6609711199371864299/posts/default/4071665481157483031?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/2011/03/planejamento-e-gestao-de-crise-6.html" title="Planejamento e gestão de crise 6" /><author><name>Rodrigo Padron</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05448223252150328176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="30" src="http://4.bp.blogspot.com/_MJnpGfHwwNw/THe5YI6uoGI/AAAAAAAAAHA/cLcyNjy7FT8/S220/padron2+(2).jpg" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUUBQXg4eyp7ImA9WhZSEEo.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6609711199371864299.post-4219139932413981608</id><published>2011-03-25T14:13:00.001-03:00</published><updated>2011-03-25T14:14:10.633-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-03-25T14:14:10.633-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Crise empresarial; Reputação; Gestão de crises; Administração de crise;Crises de imagem" /><title>Planejamento e gestão de crise 5</title><content type="html">No quinto post da série sobre crise, quero tratar um pouco da lógica da imprensa e suas motivações na cobertura de eventos críticos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Escândalo político patrimonial&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;
É objeto de ampla cobertura da mídia brasileira, despertando forte reação pública, embora não seja o escândalo-padrão em outros países do mundo. Tem como característica a cobertura da vida privada de políticos e de pessoas de seu estreito relacionamento. A temática deste tipo de escândalo no Brasil é a da corrupção. Isso inclui pagamento de propinas, favores, direcionamento de contratos públicos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Motivação institucional&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
É a de posicionamento público e social da própria mídia. Os escândalos servem para destacar a defesa do interesse público pelo jornalismo. Ao denunciar determinadas práticas, o jornalismo se legitima como agente de vigilância das instituições e da sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Ao trabalhar para os esclarecimentos de um escândalo de corrupção, por exemplo, a mídia está automaticamente destacando os valores éticos e morais aos quais pretende estar associada ou comprometida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;Motivação econômica&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
É a que envolve os interesses empresariais. A cobertura de grandes escândalos produz audiências maciças na TV e tiragens infladas para os veículos impressos. Quase como num folhetim, a cada dia um novo capítulo é apresentado à população. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os chamados escândalos confinados localizados em CPIs ou em investigações de promotores permitem que jornalistas especializados possam ter acesso a um grande volume de informação com custos relativamente pequenos. Esse tipo de cobertura atende a uma conveniência econômica dos veículos de comunicação. É uma forma de jornalismo mais barata.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6609711199371864299-4219139932413981608?l=pontodedesequilibriorp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/feeds/4219139932413981608/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6609711199371864299&amp;postID=4219139932413981608&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6609711199371864299/posts/default/4219139932413981608?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6609711199371864299/posts/default/4219139932413981608?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/2011/03/planejamento-e-gestao-de-crise-5.html" title="Planejamento e gestão de crise 5" /><author><name>Rodrigo Padron</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05448223252150328176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="30" src="http://4.bp.blogspot.com/_MJnpGfHwwNw/THe5YI6uoGI/AAAAAAAAAHA/cLcyNjy7FT8/S220/padron2+(2).jpg" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;DUEBSHc9eSp7ImA9WhZSEEs.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6609711199371864299.post-1598279543055156453</id><published>2011-03-25T12:40:00.000-03:00</published><updated>2011-03-25T12:40:59.961-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-03-25T12:40:59.961-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Crise empresarial; Reputação; Gestão de crises; Administração de crise;Crises de imagem" /><title>Planejamento e gestão de crise 4</title><content type="html">As técnicas para avaliar o cenário quando a crise já está instalada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1 - Qual é a minha imagem&lt;br /&gt;
A primeira resposta para a crise é olhar para si mesmo, saber quem você é, como é visto, e usar a força que existe dentro de você. – missão, visão e valores &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2 - Qual é a minha crise&lt;br /&gt;
A segunda resposta para a crise é descobrir que tipo você não está preparado para vencer e corrigir essa fraqueza&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3 - Qual é o meu comando&lt;br /&gt;
Definir o seu grupo de administração de crises é a terceira resposta para a crise&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4 - Qual é o meu rumo&lt;br /&gt;
A quarta resposta para a crise é definir o rumo a seguir com base nos seus valores internos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5 - Qual é a minha face&lt;br /&gt;
A quinta resposta para a crise é saber expor corretamente sua face pública&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6 - Qual é a minha arma&lt;br /&gt;
A sexta resposta para a crise é a sua arma: sua reputação, sua versão sobre os fatos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7 - Qual é o meu alvo&lt;br /&gt;
A sétima resposta para a crise é acertar o alvo de sua comunicação&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte: Mário Rosa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6609711199371864299-1598279543055156453?l=pontodedesequilibriorp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/feeds/1598279543055156453/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6609711199371864299&amp;postID=1598279543055156453&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6609711199371864299/posts/default/1598279543055156453?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6609711199371864299/posts/default/1598279543055156453?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/2011/03/planejamento-e-gestao-de-crise-4.html" title="Planejamento e gestão de crise 4" /><author><name>Rodrigo Padron</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05448223252150328176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="30" src="http://4.bp.blogspot.com/_MJnpGfHwwNw/THe5YI6uoGI/AAAAAAAAAHA/cLcyNjy7FT8/S220/padron2+(2).jpg" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;AkMHQ3Y5cCp7ImA9WhZTGUU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6609711199371864299.post-5410329676991433694</id><published>2011-03-24T14:40:00.000-03:00</published><updated>2011-03-24T14:40:32.828-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-03-24T14:40:32.828-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Crise empresarial; Reputação; Gestão de crises; Administração de crise;Crises de imagem" /><title>Planejamento e gestão de crise 3</title><content type="html">Neste post, me dedico a tratar dos &lt;a href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/2011/03/planejamento-e-gestao-de-crise-2.html"&gt;tipos de crise&lt;/a&gt;, os mais comuns.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Crise de sabotagem - &lt;/strong&gt;sabotagem, atentados, seqüestro, vandalismo, fraude&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Crise de natureza econômica - &lt;/strong&gt;boicotes, aquisições de controle acionário feitas de forma hostil, desvalorizações na cotação acionária, greves, pacotes econômicos e mudanças na economia&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Crises de natureza legal -&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;ações judiciais, pedidos de indenização ou de condenação, crises de informação, falsos rumores, boatos e intrigas, acusações sobre direito de propriedade, acusações de concorrentes, fogo amigo&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Desastres industriais - &lt;/strong&gt;contaminações, explosões, incêndios, vazamentos&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Desastres naturais - &lt;/strong&gt;tempestades, enchentes, tempestades elétricas, desmoronamentos&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Crises regulatórias&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;- regulamentação adversa de leis, na esfera do Congresso Nacional ou do Executivo nacional, criação de obstáculos fiscais/monetários por parte do governo ou do Congresso, regulamentação adversa por iniciativa de sindicatos ou concorrentes , movimentos de ONGs e entidades de defesa do consumidor&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Crises de infraestrutura&lt;/strong&gt; - colapso na rede de computadores, colapso na rede de provedores, telefones, &lt;br /&gt;
falhas provocada por funcionários, defeitos em produtos industriais, quebra no sistema de segurança, quebra no sistema de qualidade, falhas em equipamentos ou construções&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Crises de reputação - &lt;/strong&gt;boatos, exposição negativa do nome ou do logotipo de empresa, denúncias de corrupção, informação privilegiada, escândalos, vazamento de documentos internos&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Crises de relações humanas&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;- sucessão no comando da organização, demissão de altos funcionários, violência por parte de/contra funcionários, denúncias de funcionários, crises familiares envolvendo o comando da organização&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Crises envolvendo risco para a vida&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;- doenças, grandes contaminações, acidentes de trabalho, mortes durante o trabalho&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6609711199371864299-5410329676991433694?l=pontodedesequilibriorp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/feeds/5410329676991433694/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6609711199371864299&amp;postID=5410329676991433694&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6609711199371864299/posts/default/5410329676991433694?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6609711199371864299/posts/default/5410329676991433694?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/2011/03/planejamento-e-gestao-de-crise-3.html" title="Planejamento e gestão de crise 3" /><author><name>Rodrigo Padron</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05448223252150328176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="30" src="http://4.bp.blogspot.com/_MJnpGfHwwNw/THe5YI6uoGI/AAAAAAAAAHA/cLcyNjy7FT8/S220/padron2+(2).jpg" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;DUEBR3w7fSp7ImA9WhZTGUU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6609711199371864299.post-6193740266326175564</id><published>2011-03-24T14:23:00.002-03:00</published><updated>2011-03-24T14:27:36.205-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-03-24T14:27:36.205-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Crise empresarial; Reputação; Gestão de crises; Administração de crise;Crises de imagem" /><title>Planejamento e gestão de crise 2</title><content type="html">No&amp;nbsp; processo de antecipação de uma &lt;a href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/2011/03/planejamento-e-gestao-de-crise-1.html"&gt;crise&lt;/a&gt;,&amp;nbsp;recomenda-se&amp;nbsp;seguir um roteiro&amp;nbsp;para a elaboração de um planejamento. Novamente reforço: o material abaixo é uma sugestão, que pode variar de acordo com o&amp;nbsp; perfil da organização e do setor em que atua.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1) Radiografia de imagem &lt;br /&gt;
É a visão de dentro para fora, como você enxerga a organização&lt;br /&gt;
2) Auditoria de imagem &lt;br /&gt;
Visão de para fora dentro, como os outros estão enxergando a&amp;nbsp;organização&lt;br /&gt;
3) Identificação de potenciais crises &lt;br /&gt;
Processo de apuração para identificação de potenciais cenários de crise&lt;br /&gt;
4 ) Definição dos tipos de crise&lt;br /&gt;
Estruturação do mapeamento&lt;br /&gt;
5 ) Definição dos integrantes do comitê de crise &lt;br /&gt;
Escolha dos integrantes deve considerar várias níveis da estrutura organizacional&lt;br /&gt;
6 ) Definição de porta-vozes para caso de crise&lt;br /&gt;
7) Definição dos diferentes públicos &lt;br /&gt;
Quem deverá ser informado em caso de crise, além da imprensa, e por quais razões&lt;br /&gt;
8&amp;nbsp;) Prepração de Q&amp;amp;A e key messages&lt;br /&gt;
9) Estruturação de um manual de crise&lt;br /&gt;
10) Treinamento dos porta-vozes&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6609711199371864299-6193740266326175564?l=pontodedesequilibriorp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/feeds/6193740266326175564/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6609711199371864299&amp;postID=6193740266326175564&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6609711199371864299/posts/default/6193740266326175564?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6609711199371864299/posts/default/6193740266326175564?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/2011/03/planejamento-e-gestao-de-crise-2.html" title="Planejamento e gestão de crise 2" /><author><name>Rodrigo Padron</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05448223252150328176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="30" src="http://4.bp.blogspot.com/_MJnpGfHwwNw/THe5YI6uoGI/AAAAAAAAAHA/cLcyNjy7FT8/S220/padron2+(2).jpg" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;AkMCR3wzeip7ImA9WhZTGUU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6609711199371864299.post-3612271420045490778</id><published>2011-03-24T14:09:00.001-03:00</published><updated>2011-03-24T14:41:06.282-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-03-24T14:41:06.282-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Crise empresarial; Reputação; Gestão de crises; Administração de crise;Crises de imagem" /><title>Planejamento e gestão de crise 1</title><content type="html">Com&amp;nbsp;alguns anos&amp;nbsp;dedicados ao planejamento e gestão de crises de&amp;nbsp;empresas e&amp;nbsp;poder público, decidi compartilhar a&amp;nbsp;experiência acumulada, incluindo a prática&amp;nbsp;e&amp;nbsp;a literatura deesenvolvida por&amp;nbsp;colegas especialistas. Neste post, me dedico a um template de questionário para identificação de&amp;nbsp; focos de crise. Mas vale reforçar: a vida inteligente não cabe em um slide de PPT ou em qualquer outro formato. Portanto, o modelo&amp;nbsp;abaixo deve servir apenas como inspiração. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quais são as suas áreas primárias de responsabilidade?&lt;br /&gt;
O que acha que sua área faz particularmente bem?&lt;br /&gt;
Que coisas ela poderia fazer melhor?&lt;br /&gt;
Quando ocorre um sinal de problema na sua área, ele é imediatamente enfrentado ou demora um pouco até que isso aconteça?&lt;br /&gt;
O que é uma crise para você?&lt;br /&gt;
No que ela se difere de eventos rotineiros?&lt;br /&gt;
Aconteceu alguma coisa em sua área de atuação que poderia ser definida como um problema mais grave ou uma crise?&lt;br /&gt;
Se uma crise fosse acontecer na área em que você atua, o que ela envolveria?&lt;br /&gt;
Que tipo de sinal de alerta você acha que precederia uma crise grave?&lt;br /&gt;
Já detectou algum sinal de alerta desse tipo no passado? O que aconteceu?&lt;br /&gt;
Alguns desses sinais de alerta do passado continuam a ser encarados de uma forma que você considera inadequada?&lt;br /&gt;
De que modo a área em que você atua conseguiria conduzir uma crise?&lt;br /&gt;
Que outro tipo de crise você acha que poderia acontecer fora de sua área específica de atuação, considerando a empresa como um todo?&lt;br /&gt;
Qual dessas crises você acredita que a empresa está preparada para enfrentar. Por quê?&lt;br /&gt;
Haveria algum outro tipo de crise que, se acontecesse, não o surpreenderia?&lt;br /&gt;
Que crises a sua empresa não estaria preparada para enfrentar. Por quê?&lt;br /&gt;
De que forma a sua empresa conseguiria conduzir uma crise?&lt;br /&gt;
Se pudesse mudar algo na empresa, quais medidas tomaria?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6609711199371864299-3612271420045490778?l=pontodedesequilibriorp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/feeds/3612271420045490778/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6609711199371864299&amp;postID=3612271420045490778&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6609711199371864299/posts/default/3612271420045490778?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6609711199371864299/posts/default/3612271420045490778?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/2011/03/planejamento-e-gestao-de-crise-1.html" title="Planejamento e gestão de crise 1" /><author><name>Rodrigo Padron</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05448223252150328176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="30" src="http://4.bp.blogspot.com/_MJnpGfHwwNw/THe5YI6uoGI/AAAAAAAAAHA/cLcyNjy7FT8/S220/padron2+(2).jpg" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;DkENSH48cSp7ImA9Wx9bE0w.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6609711199371864299.post-3509750817776387363</id><published>2011-02-21T15:58:00.000-03:00</published><updated>2011-02-21T15:58:19.079-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-02-21T15:58:19.079-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Anhanguera; Anhnaguera Educacional; Abracom; Web 2.0; Abracom; Web 2.0; Interatividade; Alexandre Dias; Educação; Cibercultura; Internet" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Google" /><title>Começa uma transformação no ensino</title><content type="html">A &lt;a href="http://www.unianhanguera.edu.br/home/index.php"&gt;Anhanguera Educacional&lt;/a&gt; anuncia hoje a integração de &lt;a href="http://www.google.com.br/intl/pt-BR/corporate/"&gt;Google Apps for Business&lt;/a&gt; em sua base tecnológica. Com a aquisição, a instituição passa a ser a primeira de seu setor no Brasil a adotar a versão “for business”, além de ser o maior grupo educacional a utilizar a ferramenta na América Latina. A aquisição representa um passo importante para levar a educação brasileira para patamares internacionais de inovação, com o propósito de transformar o ensino, interferindo diretamente nas relações entre professores e alunos e nas formas de aprendizado.&lt;br /&gt;
A aquisição da plataforma Google Apps faz parte de uma série de investimentos em tecnologia que Anhanguera Educacional vem realizando para continuar a oferecer aos alunos educação com qualidade e conveniência, seguindo as normas do Ministério da Educação. A estratégia de negócios e pedagógica contempla o uso de canais de satélite, que hoje somam 27, e internet. “Já somos uma companhia de mídia dentro do setor de educação”, afirma Alexandre Dias, CEO da Anhanguera. Todos os mais de 310 mil alunos do grupo e egressos terão acesso irrestrito ao Google Apps for Business, além de professores e funcionários técnico-administrativos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A implantação da plataforma de Google oferecerá diversos benefícios. A solução estimulará o autoaprendizado, a colaboração e a troca de experiências e conhecimento, sem os custos e a complexidade de manutenção e atualização de hardware e software. “O investimento em tecnologia é fundamental para as instituições de ensino continuarem a crescer com qualidade e eficiência”, comenta Antonio Schuch, diretor de enterprise do Google para a América Latina. Segundo o executivo, mais de dez milhões de estudantes ao redor do mundo usam Google Apps em instituições como Brown University, Northwestern University, University of Southern Califórnia, Arizona State University, University of Notre Dame, entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na prática, a solução de Google permitirá a alunos e professores, por exemplo, terem uma conta de e-mail e criar sites, onde poderão hospedar e compartilhar conteúdos, como trabalhos, provas, textos complementares, reportagens da imprensa, vídeos e audiocasts. Além disso, terão a oportunidade de acessar ferramentas de comunicação instantânea, criar grupos e comunidades de interesses, bem como ministrarem ou assistirem aulas via Web e até por dispositivos móveis. Outro benefício direto é que todos os envolvidos poderão ter acesso ao calendário de eventos da instituição, datas de provas, divulgação de notas e boletos de mensalidade. “Um exemplo do uso da ferramenta no dia a dia é a possibilidade de criação dos trabalhos em grupo na internet, por vários alunos, em tempo real, independente de estarem fisicamente reunidos no mesmo local”, conta Schuch. Google Apps oferece capacidade de armazenamento 50 vezes maior que a média, o que representa 25 GB para cada conta de e-mail. Além disso, a solução poderá ser utilizada em qualquer lugar, com diversos dispositivos – de smartphone a notebook -, já que os dados estarão hospedados em nuvem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Com Google, queremos introduzir novos conceitos no processo educacional e romper com alguns paradigmas. Um dos mais relevantes é mudar o papel do professor, que deixa de ser agente, para se transformar em estimulador e orientador, e do aluno, que sai de uma função receptiva para assumir uma posição de agente. Pretendemos estimular o autoaprendizado, por meio da interatividade, a colaboração e a mobilidade, além de tornar as relações entre alunos e professores mais próximas e horizontais”, destaca Ana Maria Costa, vice-presidente Acadêmica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao investir em uma plataforma digital inovadora, atualizada e flexível, a Anhanguera Educacional também permite ao estudante o contato com tecnologias utilizadas em grandes corporações no mundo, tornando-o mais preparado para desafios profissionais. “Queremos oferecer aos jovens trabalhadores que estudam na instituição a possibilidade de ter acesso às soluções tecnológicas mais avançadas do mercado, que contribuam para o seu aprimoramento acadêmico e profissional”, explica Antonio Carbonari Netto, fundador e presidente do Conselho de Administração da Anhanguera.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6609711199371864299-3509750817776387363?l=pontodedesequilibriorp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/feeds/3509750817776387363/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6609711199371864299&amp;postID=3509750817776387363&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6609711199371864299/posts/default/3509750817776387363?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6609711199371864299/posts/default/3509750817776387363?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/2011/02/comeca-uma-transformacao-no-ensino.html" title="Começa uma transformação no ensino" /><author><name>Rodrigo Padron</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05448223252150328176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="30" src="http://4.bp.blogspot.com/_MJnpGfHwwNw/THe5YI6uoGI/AAAAAAAAAHA/cLcyNjy7FT8/S220/padron2+(2).jpg" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0EMRnozfyp7ImA9Wx9RFEw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6609711199371864299.post-4053483548699259351</id><published>2010-12-15T09:14:00.000-02:00</published><updated>2010-12-15T09:14:47.487-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-12-15T09:14:47.487-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Marcondes;Barrett;Valores;Geração Y" /><title>Pesquisa revela quem é o brasileiro a partir de seus valores</title><content type="html">&lt;a href="http://www.marcondes.net/pesquisavalores/"&gt;Pesquisa Marcondes Valores Brasil – 2010&lt;/a&gt;,&amp;nbsp;inédita no País e realizada em outros 13 países, revela quais são os valores dos brasileiros, quais eles percebem no país hoje e quais são importantes para eles no futuro. O estudo permite traçar um paralelo dos valores percebidos na sociedade e os praticados nas empresas. “Organizações e pessoas buscam talentos e ambientes de trabalho em sintonia com seus valores”, diz Caio Brisolla, diretor executivo da Marcondes Consultoria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O estudo foi desenvolvido com base numa metodologia consagrada mundialmente, o Modelo dos Sete Níveis de Consciência, de autoria de Richard Barrett, consultor e pesquisador britânico. Dentro deste Modelo, Barrett distribui os valores em sete categorias (níveis de consciência), voltadas para o interesse próprio, à transformação e ao bem comum. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Principais resultados&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Em relação aos valores pessoais, os mais ressaltados se relacionam com a imagem do brasileiro como indivíduo “gregário”, amigável, honesto, alegre e humilde, que tem consideração pelos outros e procura contato próximo com as pessoas. Além disso, gosta de compartilhar alegria em suas interações, possui uma natureza modesta e esperança no que o futuro lhe reserva. Também valoriza princípios elevados como honestidade e justiça.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De modo geral, se mostrou bem crítico em relação aos valores presentes na sociedade, dando ênfase aos problemas que o afligem no dia-a-dia, tais como corrupção, violência, pobreza e desemprego. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sobre o futuro, ele visualiza um País capaz de resolver suas principais questões estruturais ou de satisfação das necessidades básicas, relacionadas à redução da pobreza, criação de empregos, garantia de moradia e cuidados com a saúde. Ele também projeta condições para o desenvolvimento de uma cultura sustentável e o exercício de um papel mais amplo num mundo em que haja mais paz e justiça. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas a pesquisa mostra que há um traço muito forte de baixa estima, que aliada a pouca incidência de valores voltados para a ação e protagonismo, indica que o brasileiro apresenta um perfil de valores que dificulta a construção de uma solução coletiva para as questões mais importantes. “Fica muito claro ao olharmos para os resultados que o brasileiro tem consciência dos problemas, mas não tem a iniciativa para resolvê-los. Ao contrário, prefere delegar esta tarefa para “o outro”, diz Brisolla.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na opinião de Odino Marcondes, sócio-diretor da Marcondes Consultoria, a pesquisa demonstra que os valores sociais têm impacto direto nas empresas. “Quando as organizações melhoram sua forma de se relacionar com a sociedade, isso conduz a uma mudança cultural muito benéfica. Em sentido inverso, valores que chamamos de limitantes interferem negativamente. É o caso da corrupção, que na pesquisa mostra ser um dos principais entraves do País. analisa Marcondes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Um recorte da Geração Y&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Pesquisa Marcondes Valores Brasil – 2010 também traz diferentes retratos dos valores dos brasileiros estratificados por renda, sexo e nível de escolaridade. Um deles é a Geração Y. De acordo com o trabalho, este grupo de pessoas busca valores relacionados ao bem comum e à transformação, deseja significado em suas vidas e valorização de princípios elevados, tais como ética, humildade, honestidade, justiça. Por outro lado, valorizam a saúde e os relacionamentos; respeitam e querem ser respeitados pela competência; valorizam a independência, a iniciativa e a coragem. E mais: estão dispostos a correr riscos, porém, com responsabilidade e conhecimento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os brasileiros da Geração Y valorizam a honestidade, a confiança e a justiça nas relações. Entendem e apreciam a importância da generosidade e estão dispostos a ajudar. O trabalho ressalta que esses brasileiros possuem valores de uma cultura de alto desempenho, são abertos e valorizam relacionamentos verdadeiros, querem aprender, evoluir, buscam significado e pensam na comunidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6609711199371864299-4053483548699259351?l=pontodedesequilibriorp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="related" href="http://www.marcondes.net/pesquisavalores/" title="Pesquisa revela quem é o brasileiro a partir de seus valores" /><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/feeds/4053483548699259351/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6609711199371864299&amp;postID=4053483548699259351&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6609711199371864299/posts/default/4053483548699259351?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6609711199371864299/posts/default/4053483548699259351?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/2010/12/pesquisa-revela-quem-e-o-brasileiro.html" title="Pesquisa revela quem é o brasileiro a partir de seus valores" /><author><name>Rodrigo Padron</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05448223252150328176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="30" src="http://4.bp.blogspot.com/_MJnpGfHwwNw/THe5YI6uoGI/AAAAAAAAAHA/cLcyNjy7FT8/S220/padron2+(2).jpg" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;DkYBQn08eip7ImA9Wx9TFk4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6609711199371864299.post-7723333361238500924</id><published>2010-11-24T19:29:00.000-02:00</published><updated>2010-11-24T19:29:13.372-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-11-24T19:29:13.372-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Organicom;Aberje;Ouvidoria" /><title>Nova edição da Organicom destaca ouvidoria e comunicação</title><content type="html">A nova edição da Organicom traz uma espécie de&amp;nbsp;dossiê dos temas ouvidoria e comunicação. O lançamento&amp;nbsp;da revista será no próximo dia 06 de dezembro, em evento na ABERJE.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deverão aparecer por lá&amp;nbsp;Antônio Rito, ouvidor do Ipea, que&amp;nbsp;fará&amp;nbsp;a palestra “Comunicação e libertação: aproximando a ouvidoria do cidadão”, além da equipe editorial da revista que tem como diretora a Professora Margarida Maria Krohling Kunsch.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A revista&amp;nbsp;trará depoimentos, pesquisas, resenhas e uma entrevista. O material é rico e&amp;nbsp;essencial para aqueles que desejam encontrar abordagens consistentes e variadas, enriquecendo o conhecimento tanto de professores e estudantes, como de profissionais da comunicação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6609711199371864299-7723333361238500924?l=pontodedesequilibriorp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/feeds/7723333361238500924/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6609711199371864299&amp;postID=7723333361238500924&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6609711199371864299/posts/default/7723333361238500924?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6609711199371864299/posts/default/7723333361238500924?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/2010/11/nova-edicao-da-organicom-destaca.html" title="Nova edição da Organicom destaca ouvidoria e comunicação" /><author><name>Rodrigo Padron</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05448223252150328176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="30" src="http://4.bp.blogspot.com/_MJnpGfHwwNw/THe5YI6uoGI/AAAAAAAAAHA/cLcyNjy7FT8/S220/padron2+(2).jpg" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0QNQXg_fCp7ImA9Wx5VGUU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6609711199371864299.post-7692689562283687828</id><published>2010-10-13T11:49:00.000-03:00</published><updated>2010-10-13T11:49:50.644-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-10-13T11:49:50.644-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Mídia;Imprensa;El País;Agenda Setting" /><title>Investidores salvam mais um jornal</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_MJnpGfHwwNw/TLXE0FBg2CI/AAAAAAAAAIM/viuMasK50OE/s1600/el_pais.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ex="true" height="146" src="http://2.bp.blogspot.com/_MJnpGfHwwNw/TLXE0FBg2CI/AAAAAAAAAIM/viuMasK50OE/s200/el_pais.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Desta vez, é o grupo espanhol Prisa, que controla o jornal El País, que recebeu o investimento de 900 milhões de euros. Agora, os donos do diário terão participação reduzida para 30% das ações. O investimento foi feito pelos empresários Nicolas Berggruen e Martin Franklin - os mesmos que já tinham comprado parte do francês Le Monde. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A imprensa tem perdido a sua força e influenciado cada vez menos. Teorias como a da Agenda Setting estão sendo desconstruídas. Pergunte a um jovem se ele teve a oportunidade de ler as revistas semanais ou um dos grandes jornais do país. Provavelmente, receberá um não como resposta. Mas questione o mesmo indivíduo se ele já publicou algo no Twitter ou atualizou seu Facebook. Provavelmente, já. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É a redistribuição e realocação dos poderes de derretimento. São as novas faces do mundo reveladas pela pós-modernidade.O derretimento dos sólidos, a desconstrução das convenções sociais estabelecidas do passado - éticas e morais - e a proposta de criação de uma nova ordem. Nem um molde está sendo quebrado sem que seja substituído por outro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6609711199371864299-7692689562283687828?l=pontodedesequilibriorp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/feeds/7692689562283687828/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6609711199371864299&amp;postID=7692689562283687828&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6609711199371864299/posts/default/7692689562283687828?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6609711199371864299/posts/default/7692689562283687828?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/2010/10/investidores-salvam-mais-um-jornal.html" title="Investidores salvam mais um jornal" /><author><name>Rodrigo Padron</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05448223252150328176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="30" src="http://4.bp.blogspot.com/_MJnpGfHwwNw/THe5YI6uoGI/AAAAAAAAAHA/cLcyNjy7FT8/S220/padron2+(2).jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_MJnpGfHwwNw/TLXE0FBg2CI/AAAAAAAAAIM/viuMasK50OE/s72-c/el_pais.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;AkMCR3Y-fSp7ImA9Wx5VFUo.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6609711199371864299.post-6962732602274558905</id><published>2010-10-08T19:40:00.002-03:00</published><updated>2010-10-08T19:54:26.855-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-10-08T19:54:26.855-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Lula; Bolsa Família; Bentham; Maquiavel; Mídia" /><title>Lula e o Bolsa Família. O bem-estar de muitos</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_MJnpGfHwwNw/TK-dfd8eibI/AAAAAAAAAIA/JqGu4gvABzI/s1600/lula-preto-e-branco.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ex="true" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/_MJnpGfHwwNw/TK-dfd8eibI/AAAAAAAAAIA/JqGu4gvABzI/s200/lula-preto-e-branco.jpg" width="180" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;O presidente Lula vive uma condição privilegiada. Ele é protagonista tanto lá fora como por aqui em terras tupiniquins. Aliás, a grande maioria da sociedade brasileira o aprova. Nunca na história desse país, um governante teve uma popularidade tão alta. Segundo a CNI/Ibope, seu governo é considerado ótimo ou bom por 77% dos brasileiros. Ele é mais bem avaliado na região Nordeste, com 83%, e a menor aprovação vem do Sul, onde ele tem 71%.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Ele parece ser o cara! Mas a explicação dessa popularidade não está no fato de ele pertencer a uma das mais populares torcidas do país,&amp;nbsp;a do Corinthians. Ela pode estar no Bolsa Família, principal programa de transferência de renda, que atende a 12 milhões de famílias. Isso que dizer que cerca de 60 milhões de pessoas no Brasil se beneficiam diretamente dessa iniciativa, que já foi legitimada pela população. &lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;Julgando o fato pelos princípios de Bentham podemos dizer que os brasileiros estão aprovando o Lula, porque o Bolsa Família está aumentando a felicidade de um maior número. As ações são julgadas certas, neste caso, pela virtude de suas conseqüências. Mais gente está consumindo e comendo! A única conseqüência que permite atribuir à iniciativa que lhe ensejou um valor positivo é a quantidade de bem-estar que dela decorre. O bom efeito não está no êxito do Lula, mas na alegria de milhões de brasileiros. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse consequencialismo, baseado na felicidade do maior número, reflete uma moral finalista. Se recorrêssemos a Maquiavel, poderíamos dizer que o Bolsa Família não vale por ele mesmo, mas pelos seus efeitos e pele felicidade do agente, ou seja, do Lula. O efeito bom para qualquer ação é permitir a quem age, no caso o presidente, obter o que pretendia.&lt;br /&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Portanto, Lula agiu bem porque determinou um efeito coincidente com o que pretendia quando lançou o Bolsa Família, se julgarmos que ele desejava poder político, reconhecimento e legitimidade. Agiu bem porque se deu bem, porque conseguiu o que queria. E como Lula se deu bem! Como nunca, acho. Para completar sua potência, falta um título no ano do Centenário do Corinthians. É isso!&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_MJnpGfHwwNw/TK-caQKuuSI/AAAAAAAAAH4/MJW6J5rrLrw/s1600/lula-preto-e-branco.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; height: 19px; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6609711199371864299-6962732602274558905?l=pontodedesequilibriorp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/feeds/6962732602274558905/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6609711199371864299&amp;postID=6962732602274558905&amp;isPopup=true" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6609711199371864299/posts/default/6962732602274558905?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6609711199371864299/posts/default/6962732602274558905?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/2010/10/lula-e-o-bolsa-familia-o-bem-estar-de.html" title="Lula e o Bolsa Família. O bem-estar de muitos" /><author><name>Rodrigo Padron</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05448223252150328176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="30" src="http://4.bp.blogspot.com/_MJnpGfHwwNw/THe5YI6uoGI/AAAAAAAAAHA/cLcyNjy7FT8/S220/padron2+(2).jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_MJnpGfHwwNw/TK-dfd8eibI/AAAAAAAAAIA/JqGu4gvABzI/s72-c/lula-preto-e-branco.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEcCSXw_eyp7ImA9Wx5VFEU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6609711199371864299.post-6739481050476926721</id><published>2010-10-07T17:05:00.001-03:00</published><updated>2010-10-07T17:07:48.243-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-10-07T17:07:48.243-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Tiririca; Eleições;Mídia;Imprensa;Peter Sloterdijk;Hitler;Comunicação" /><title>Quando Tiririca é legião</title><content type="html">&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_MJnpGfHwwNw/TK4ofiHygAI/AAAAAAAAAH0/J4RqlTE3-ZM/s1600/untitled.bmp" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ex="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_MJnpGfHwwNw/TK4ofiHygAI/AAAAAAAAAH0/J4RqlTE3-ZM/s1600/untitled.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;O "caso Tiririca", fartamente discutido na mídia e em rodas de opinião, merece alguma reflexão, não apenas quanto à bizarrice dos comportamentos eleitorais, mas também sobre como raciocinam as elites, repercutidas em última análise pelo senso comum e pela imprensa. &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Para começar, um comentário que nos aconteceu fazer em resposta à demanda de um repórter (O Globo, 26/9). É de hábito, nesse tipo de abordagem telefônica, que o entrevistado fale muito, na expectativa de uma plena explicação impressa do que disse. O publicado foi apenas uma pílula explicativa, mas fiel em sua curteza: aventamos a hipótese de um ativo lado estético nessa manifestação de preferência política chamada voto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
A rigor, o fenômeno estético começa desde as táticas propagandísticas dos candidatos a postos eletivos, na medida em que legitimam o seu pleito por marketing ou por interpelações afetivas. Nos dois casos se aciona o emprego racionalista do afeto por meio da retórica, isto é, pela arte da expressão e da persuasão empregada como técnica política, graças a seus efeitos de instrumentalização e controle dos discursos. A retórica serve para convencer, no sentido racionalista do termo, e para agradar ou adular, o que dá a medida de seu escopo afetivo ou irracional. Em linhas gerais, serve para comunicar ideias e emoções, produzindo sensações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Baixaria e trivialidade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A retórica e, portanto, a estética, sempre esteve presente no âmago do fenômeno político, embora em graus diversos de intensidade. Não raro, a distância temporal permite-nos ver que usuários da retórica política no passado, tidos como sujeitos de "extraordinários" dotes oratórios, parecem-nos hoje simplesmente grotescos. Hitler, por exemplo: nada de realmente excepcional em seus discursos, hoje analisados em filmes e gravações, exceto o fato de que o orador constituía uma espécie de "canal sinergético" para as massas alemãs ávidas por um líder que as resgatasse das históricas humilhações militares e econômicas. Ao modo de um pregador religioso fanático, o führer dizia o que a multidão queria escutar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ou então, ao modo (soft) da mídia. É justamente um filósofo alemão, Peter Sloterdijk, quem enxerga na identificação do público alemão com o führer algo semelhante à da audiência com a sua mídia, a tal ponto que um termo entra em curto-circuito com o outro, bloqueando quaisquer funções críticas. Diz ele: "O segredo do führer de antes e dos astros de hoje consiste no fato de que são semelhantes a seus mais apáticos admiradores. (...) Ele possuía, quando desejava, a ordem imperativa da baixaria. Não entrou em campo em função de algo extraordinário, e sim, por sua inequívoca grossura e pela manifestação de sua trivialidade."&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É óbvio que a conjuntura histórica da Alemanha hitlerista não tem nada a ver com o funcionamento das tecno-democracias de hoje, seja na Europa ou nas Américas, mesmo nos casos de conhecidas tentações caudilhescas. Mas a baixaria e a trivialidade continuam exercendo papéis centrais na semiose (processo geral de comunicação) midiática, assim como em outros processos de multidão acionados pela retórica, como acontece em campanhas eleitorais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;O desvio da normalização político-eleitoral&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Faz-se cada vez mais presente o grotesco, entendido como categoria estética que dá conta do riso nos fenômenos de fronteira entre o que consensualmente se define como o "normalizado" e o desregramento civilizatório, ou então entre o humano e inumano. Ao repórter do Globo, referimo-nos à oposição entre a estética "da cintura para cima" – que caracteriza os comportamentos normalizados e potencialmente sublimes – e a estética "da cintura para baixo", relativa ao humus da terra, portanto, ao humilde, ao popularesco ou ao que se presta ao fácil entendimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A principal figura de retórica pertinente a essa estética é o bathos, que implica o rebaixamento de uma estrutura qualquer com vistas à sua maior comunicabilidade. Não se trata de um preconceito culturalista, como se a "alta cultura" estivesse olhando de cima para baixo a cultura popular. O rebaixamento é a figura retórica da facilitação. Cujo exagero constituiu um recurso importante na formação do público de massa da televisão brasileira e continua a funcionar, aqui e no exterior, como fator de aglutinação de audiências. Um público enorme é inequivocamente parceiro desse bathos de duvidosas intenções.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas há uma grande dose de hipocrisia no interesse da mídia e de grandes frações de público pela figura do candidato Tiririca. Em princípio, o riso contrafeito resultaria dos tiques grotescos do personagem detectáveis em atitudes e frases (do tipo "Tiririca, pior do que está não fica"). O riso dos "cultos" seria uma espécie de auto-vacina contra o presumido desvio da normalização político-eleitoral.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;O riso do grotesco&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O grotesco é quase sempre, porém, um "arranhão" na crosta dos protocolos sociais, é uma visão incômoda do abismo das aparências superficiais. De fato, pode ser muito incômodo tomar consciência de que, em zonas de sombra do que vimos chamando de "espaço público", o máximo de "democracia" pode ser aquilatado pelo mínimo de qualificação humana, como tem demonstrado o Big Brother Brasil: o indivíduo sem nenhuma qualidade social é a estrela do show, é como se a palavra boçalidade precisasse de três "bês" (BBB) para ser grafada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não raro, a poesia expõe esse tipo de incômodo melhor do que a prosa de argumentos, a exemplo do excelente poeta mineiro Ricardo Aleixo, que indaga: "O que faz de um humano, humano? (...) Os sonhos dos políticos são da mesma matéria de que são feitos os sonhos dos humanos?"&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso se observa uma difusa tensão, nada engraçada, decorrente da suspeita, não claramente enunciada, de que se possam contar às centenas os casos tipificados como "grotescos" no panorama eleitoral. Age-se como se Tiririca fosse único, como se fosse um grande "outro". No entanto, à frente (na televisão), nos lados (nos cartazes de rua), no corpo-a-corpo de candidatos, o grotesco espreita, apenas travestido de uma retórica escolarizada, com sujeito, verbo e predicado – equivalentes gramaticais do paletó e gravata.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aqui, com todo o rigor desse traje, o cara-de-pau ainda embaraçado nas malhas da Justiça anuncia-se como "ficha limpa"; ali, o candidato a deputado expõe o seu programa: "Nós é jeca, mas é jóia"; acolá, a candidata ao governo se atrapalha: "Temos que defender essa corrupção".&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O riso do grotesco é sempre nervoso. O risco é nos darmos conta, como agora, de que Tiririca é legião.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Texto de Muniz Sodre, publicado originalmente no Observatório da Imprensa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6609711199371864299-6739481050476926721?l=pontodedesequilibriorp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="related" href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=610JDB002" title="Quando Tiririca é legião" /><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/feeds/6739481050476926721/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6609711199371864299&amp;postID=6739481050476926721&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6609711199371864299/posts/default/6739481050476926721?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6609711199371864299/posts/default/6739481050476926721?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/2010/10/quando-tiririca-e-legiao.html" title="Quando Tiririca é legião" /><author><name>Rodrigo Padron</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05448223252150328176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="30" src="http://4.bp.blogspot.com/_MJnpGfHwwNw/THe5YI6uoGI/AAAAAAAAAHA/cLcyNjy7FT8/S220/padron2+(2).jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_MJnpGfHwwNw/TK4ofiHygAI/AAAAAAAAAH0/J4RqlTE3-ZM/s72-c/untitled.bmp" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;DEMFRHgyfip7ImA9Wx5VFEs.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6609711199371864299.post-4094383538332923760</id><published>2010-10-07T12:46:00.000-03:00</published><updated>2010-10-07T12:46:55.696-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-10-07T12:46:55.696-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Sociedade digital" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Abracom; Web 2.0; Abracom; Web 2.0; Comunicação; Comunicação; Mídia" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Opinião pública; jornalismo" /><title>Opinião pública ainda existe?</title><content type="html">Interessante provocação levantada pelo jornal O Globo, em&amp;nbsp;&amp;nbsp;29/9/2010. Temos&amp;nbsp;um processo de desconstrução de conceitos importantes e da própria teoria da Agenda Setting. O primeiro teexto é de Arnaldo Bloch. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jornais, TVs, redes sociais, estado, Deus, urnas corporações: de quem é, hoje, a voz do povo?"Nós não precisamos de formadores de opinião. Nós somos a Opinião Pública" – disse o presidente Lula, dias atrás, num arroubo contra a imprensa, em meio ao último escândalo pré-eleitoral. "Nós quem, cara pálida?", opinou, na rede, no ar e no papel, uma parcela da sociedade. Dias depois, Lula já estava de novo exaltando a liberdade de expressão como coisa mais importante do mundo, numa dinâmica que vem se repetindo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O fato é que o presidente tocou num tema relevante: se ela existe, em que se transformou a Opinião Pública numa era em que os jornais e as TVs, como fontes de informação relevante, se cruzam, no mesmo espaço, com o entretenimento, as redes sociais, instituições, corporações e vozes independentes de blogs, sites e indivíduos online? Que papel tem a educação do público nesta equação? Nas colunas de papel que se seguem, cinco nomes de primeira ordem no jornalismo e no pensamento das comunicações dão as suas opiniões e divergem sobre o assunto. Aos leitores, a escolha de ler e formar (ou não) a sua. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Discutível, como deve ser&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A opinião pública é de um duplo sentido: quer no momento de sua formação, uma vez que não é privada e nasce do debate público, quer no seu objeto, a coisa pública. Como "opinião", é sempre discutível, muda com o tempo e permite a discordância: na verdade, ela expressa mais juízos de valor do que juízos de fato, próprios da ciência e dos entendidos.(...) A opinião pública não coincide com a verdade, precisamente por ser opinião. (Dicionário de Política, Norberto Bobbio)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;O problema é de quem escreve&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alberto Dines&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nada mudou, a opinião pública não é uma entidade distinta, esotérica, antropomórfica, cheia de caprichos. Opinião pública é a sociedade que se manifesta. O conjunto que se comunica. Isto vale para todos os tempos, desde o momento em que o homem aprendeu a conviver – alguns querem saber mais e, sentindo que sabem mais, abrem-se à compulsão de se manifestar. São os tais formadores de opinião: comadres, fofoqueiros, falastrões, escribas, párias, imortais ou que nome tenham. Todos são formadores de opinião, os propriamente ditos e os por eles formados, o processo é contínuo, em duas mãos e inúmeras camadas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sociedade digital, "conectada", manteve a mesma estrutura básica. As chamadas "redes sociais" não fazem grande diferença porque dentro delas existem os mesmos núcleos e funciona o mesmo sistema. Alguns fazem-se ouvir mais, por diferentes razões, geralmente porque o que dizem, naquele momento, soa verdadeiro. Nosso problema hoje é outro: neste Fla-Flu eleitorial só se presta atenção aos títulos, ninguém quer saber de texto, contexto, hipertexto. Problema de quem escreve. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;O espaço público foi para o espaço&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Muniz Sodré&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há uma corrente de sociólogos que diz que a Opinião Pública não existe. Seria um objeto que depende de um corpo fechado de avaliadores. Jornalistas, especialistas, líderes de opinião, empresários. É, de fato, um discurso de enunciados presumidamente coerentes, homogêneos, "de consenso", extraídos da voz do espaço público.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Isso é algo ilusório. O espaço público existiu, sim, com força, nos séculos 18 e 19 em vários países da Europa e até no Brasil, onde o movimento abolicionista contou com o apoio de uma imprensa que talvez tenha sido a mais livre, com gente da categoria de Rui Barbosa e José do Patrocínio. Formadores, ou "Instrutores públicos", como diria Nietzsche.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que foi acontecendo? Esse espaço foi se culturalizando, atravessado pelo entretenimento e pela cultura de massa. Ampliou-se, sem dúvida, mas perdeu a força política.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porém, com o advento os meios digitais, redes sociais, a ideia do espaço público foi de vez para "o espaço" e ganhou uma reinterpretação privada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Às vezes tem eficácia consensual, como nos casos da mobilização por Obama, da Ficha Limpa, ou o pessoal que se opõe em Davos. Mas na prática do dia a dia isso tem menos a ver com Opinião Pública.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É possível, mesmo, que as televisões e os jornais não tenham influência sobre esse espaço da rede. As pessoas que frequentam esta praça estão mais interessadas na blitz da lei seca, no passeio de bicicleta, do que em política. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Das praças gregas ao tribalismo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antonio Rogério da Silva&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A ideia de "opinião pública" é típica das sociedades modernas, onde a formação de grupos de interesses e a possibilidade de divulgação de suas posições se tornaram viáveis graças à existência dos meios de comunicação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre os antigos helenos, que não possuíam outro meio além de fala e escrita em tabuinhas de cera, o espaço da "opinião pública" se restringia à "ágora" – praça principal das antigas cidades gregas – e às assembléias para votação de uma lei ou a determinação de uma pena jurídica. Poucos tinham direito a participar. Só os cidadãos masculinos livres podiam expressar sua opinião. A formação de grupos capazes de influenciar a maioria – sofistas, filósofos, famílias influentes etc. – levou algum tempo para ocorrer e, quando se deu, o regime da cidade autônoma (polis) já estava em decadência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse sentido, o fenômeno da opinião pública é uma característica dos estados modernos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por ser "opinião" (doxa) e não um conhecimento (episteme) consolidado, e "pública" ao invés de privada, seu conteúdo está sujeito a mudanças que acontecem com anúncio de novas informações relevantes e, devido à mobilidade social, com a momentânea filiação de um indivíduo a um grupo. Em casa, cada um pode ter uma posição que seja diferente da que tem no trabalho, no clube ou entre amigos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo do tempo, a democratização dos meios de comunicação – sobretudo depois da Internet – permitiu que novas instituições e associações tivessem a sua opinião divulgada a um número maior de pessoas. Nas democracias, as livre expressão desses grupos permite também um esclarecimento rápido das falsas proposições, o que proporciona um enriquecimento do debate, em geral.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, quando partidos políticos que alcançam o poder tentam impor suas opiniões como sendo a de todo uma população, com base em proclamados índices de popularidade, então a democracia corre riscos históricos de se transformar em demagogia, possibilitando o domínio dos "aduladores do povo" – como dizia Aristóteles – que tentam fazer valer seus interesses mesquinhos como se fossem de todos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Textos reproduzidos no Observatório da Imprensa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6609711199371864299-4094383538332923760?l=pontodedesequilibriorp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="related" href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=610JDB015" title="Opinião pública ainda existe?" /><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/feeds/4094383538332923760/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6609711199371864299&amp;postID=4094383538332923760&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6609711199371864299/posts/default/4094383538332923760?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6609711199371864299/posts/default/4094383538332923760?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/2010/10/opiniao-publica-ainda-existe.html" title="Opinião pública ainda existe?" /><author><name>Rodrigo Padron</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05448223252150328176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="30" src="http://4.bp.blogspot.com/_MJnpGfHwwNw/THe5YI6uoGI/AAAAAAAAAHA/cLcyNjy7FT8/S220/padron2+(2).jpg" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0EBQ34yfCp7ImA9Wx5VFEs.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6609711199371864299.post-8565584706765973634</id><published>2010-10-07T12:33:00.001-03:00</published><updated>2010-10-07T12:34:12.094-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-10-07T12:34:12.094-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="RH; Bradesco; Comunicação interna" /><title>Uma empresa pode interferir na aparência de um funcionário?</title><content type="html">Há poucas semanas, o Bradesco foi condenado, pela 7ª Vara do Trabalho de Salvador, a pagar R$ 100 mil de indenização por dano moral coletivo, por discriminação estética. O banco proíbe que os seus funcionários usem barba. Segundo a sentença, a proibição constitui “conduta patronal que viola inequivocamente o direito fundamental à liberdade de dispor e construir a sua própria imagem em sua vida privada”. O banco foi procurado pela reportagem do Canal Rh, mas preferiu não se pronunciar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A ação do Bradesco levanta diversos questionamentos. O primeiro deles é: Será que a atitude tomada pela instituição é um caso isolado ou é algo comumente praticado? O assunto é tabu para a maioria das corporações e elas evitam falar sobre as políticas que aplicam em relação ao tema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porém o gerente de Projeto do Grupo Foco Talentos, Gustavo Nascimento, informa que a prática é relativamente comum nas empresas. Segundo ele, geralmente funcionários que precisam lidar diretamente com o público são cobrados de seus empregadores – muitas vezes de forma indireta - para ter um cuidado maior com a aparência, pois ela tem “impacto direto na impressão do cliente”. Ele aconselha que o empregado, dentro do ambiente de trabalho, se lembrar de que “cumpre um papel de profissional”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a advogada trabalhista Ana Amélia Mascarenhas Camargos, o colaborador, no ambiente de trabalho, tem de seguir as regras do empregador. Entretanto, há um limite para essa interferência da empresa na vida da pessoa. Ana Amélia cita alguns exemplos julgados pela Justiça sobre o assunto, entre eles um processo movido contra o Banco Mercantil, instituição que não admitia que seus funcionários tivessem cabelos compridos, chegando ao ponto de mandar embora por justa causa aqueles que tinham tal aparência. Ao julgar o caso, a Justiça foi contra ao banco e proferiu: “Cabelos compridos nada contra, Cristo tinha”, lembra a advogada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outro caso comentado pela especialista foi um processo movido por ex-colaboradoras contra uma rede de lojas. Segundo elas, a empresa as demitiu depois de terem engordado. A empresa acusada de preconceito foi absolvida por falta de provas, dado que a subjetividade do caso. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Cabelo black power&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nascimento também conhece casos de discriminação no ambiente de trabalho em razão da aparência. Ele cita um caso que vivenciou, quando cuidava de um processo de trainee para uma empresa que não aceitava funcionários de cabelos compridos. Um dos candidatos tinha essa característica e iria ser eliminado do processo por isso. Então, o consultor conversou com o candidato, explicou a situação e este concordou em cortar os cabelos, e assim continuou concorrendo à vaga. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outro exemplo citado por Ana Amélia refere-se a uma empresa do ramo farmacêutico. Um empregado da instituição possuía cabelo estilo black power; a área em que ele trabalhava era de assepsia total, obrigando-o a usar uma touca na cabeça. Ocorre que, devido ao volume de seu cabelo, não havia touca que servisse. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A empresa entrou em contato com o funcionário e explicou a necessidade de cortar os cabelos. Entretanto, ele argumentou que mantinha o visual por questões políticas e culturais. A empresa então chamou o sindicato e resolveram – em acordo entre todas as partes – mudar o profissional de setor, solucionando a questão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com a advogada, a empresa não pode interferir na aparência do funcionário por motivos estéticos. Todavia, se o empregado possuir uma característica que, por algum motivo (não estético), afete o desenvolvimento de seu trabalho, a empresa pode agir. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para resolver essa questão, Ana Amélia orienta os empregadores a buscar o diálogo. Ela sugere que as empresas expliquem aos seus funcionários as razões de suas decisões, deixando bem claro os motivos de determinadas características físicas serem proibidas, explicitando que certos detalhes da aparência podem atrapalhar na execução do trabalho. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Concordando com a importância do diálogo, Nascimento ressalta a necessidade das empresas sempre orientarem seus empregados, conversando com eles sobre o assunto. Segundo ele, uma conversa madura pode resolver o problema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Artigo escrito por Fabiano Lopes e publicado originalmente no Canal RH.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6609711199371864299-8565584706765973634?l=pontodedesequilibriorp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="related" href="http://www.canalrh.com.br/Mundos/gestaocarreira_artigo.asp?ace_news=%7bB05A88A1-7C50-47B9-B867-A504B1B826DE%7d&amp;o=%7b9AB16B6A-F66E-4790-BF2A-9BD7B19914A5%7d&amp;sp=A98.PxO83UJKH.:D5p5QVVRTPA0H.yE0N26" title="Uma empresa pode interferir na aparência de um funcionário?" /><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/feeds/8565584706765973634/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6609711199371864299&amp;postID=8565584706765973634&amp;isPopup=true" title="3 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6609711199371864299/posts/default/8565584706765973634?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6609711199371864299/posts/default/8565584706765973634?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/2010/10/uma-empresa-pode-interferir-na.html" title="Uma empresa pode interferir na aparência de um funcionário?" /><author><name>Rodrigo Padron</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05448223252150328176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="30" src="http://4.bp.blogspot.com/_MJnpGfHwwNw/THe5YI6uoGI/AAAAAAAAAHA/cLcyNjy7FT8/S220/padron2+(2).jpg" /></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;AkQGQHg8eip7ImA9WxFVEUQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6609711199371864299.post-8090529068306997884</id><published>2010-06-10T16:31:00.001-03:00</published><updated>2010-06-10T16:32:01.672-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-06-10T16:32:01.672-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Jabulani; Copa do Mundo; África do Sul; FIFA; Semiótica; Comunicação" /><title>Além de futebol na Copa do Mundo</title><content type="html">&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_MJnpGfHwwNw/TBE6_MA1hqI/AAAAAAAAAG4/BDVBHsDDMSc/s1600/FIFA.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="188" qu="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_MJnpGfHwwNw/TBE6_MA1hqI/AAAAAAAAAG4/BDVBHsDDMSc/s200/FIFA.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;As críticas à nova bola da Copa do Mundo da África do Sul, a Jabulani, têm dominado os debates do mundo da bola a poucos dias do início do evento. Fora isso, ainda há uma polêmica ou outra sobre a escalação das seleções e a respeito da ausência de alguns atletas no mundial. Casos do brasileiro Ronaldinho Gaúcho, do francês Benzema, do alemão Ballack e do argentino Cambiasso.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Mas neste artigo não vamos tratar dos mesmos temas levantados por todos aqueles envolvidos ou interessados em futebol. Nossa proposta é trazer as técnicas de comunicação para avaliar algo que tem passado despercebido neste contexto: a forte presença da FIFA nesta Copa e a valorização da cultura e da política sul-africana.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Recorremos a Charles Pierce, a principal referência da Semiótica, para analisar o logotipo da Copa do Mundo. A presença institucional da FIFA está representada pela forte cor azul e da estrutura da fonte – mesmo tamanho de South Africa 2010. Ou seja, tão importante quanto. Em nenhuma outra Copa, a interferência da autoridade do futebol foi tão marcante. Funciona como um selo de garantia, diante de todas as desconfianças do mundo sobre a capacidade da África do Sul de realizar uma competição deste nível. É a base da sustentação do evento. &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;O logotipo está baseado nas seis cores da bandeira sul-africana: preta, amarela, verde, branca, vermelha e azul. O vermelho simboliza o sangue; a cor azul representa o céu; o verde a terra coberta por rica vegetação e o amarelo o ouro.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;As cores também podem ser relacionadas à união dos povos que fizeram parte da história da África do Sul. As cores preta, verde e amarela faziam parte da bandeira do Congresso Nacional Africano (partido que representava a maioria negra na época do Apartheid). Já o vermelho, o azul e o branco estão nas bandeiras do Reino Unido e Holanda, países que colonizaram a região no passado.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;O homem negro ensaiando uma bicicleta, uma das jogadas mais bonitas deste esporte, simboliza o belo e a maior parte da população africana. Representa também a alegria e a fantasia. Na forma rupestre e tribal, reforça a tradição cultural da região.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;O continente também aparece ao fundo da imagem, de onde surgem setas que apontam para o sul, o local do evento. A falta de moldura no logotipo significa um novo momento da região e, em especial, a África do Sul. A Copa do Mundo da FIFA de 2010 passa a ideia de que o evento é do continente e não apenas de um país. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As formas circulares que aparecem no desenho simbolizam a circularidade, dão dinamicidade e contemporaneidade. E a bola, elemento fundamental para a realização do jogo e alvo de tantas críticas, é o símbolo que remete à tradição. E neste mundial, nem tão tradicional assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6609711199371864299-8090529068306997884?l=pontodedesequilibriorp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/feeds/8090529068306997884/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6609711199371864299&amp;postID=8090529068306997884&amp;isPopup=true" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6609711199371864299/posts/default/8090529068306997884?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6609711199371864299/posts/default/8090529068306997884?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/2010/06/alem-de-futebol-na-copa-do-mundo.html" title="Além de futebol na Copa do Mundo" /><author><name>Rodrigo Padron</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05448223252150328176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="30" src="http://4.bp.blogspot.com/_MJnpGfHwwNw/THe5YI6uoGI/AAAAAAAAAHA/cLcyNjy7FT8/S220/padron2+(2).jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_MJnpGfHwwNw/TBE6_MA1hqI/AAAAAAAAAG4/BDVBHsDDMSc/s72-c/FIFA.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;Ck4ASHs5eip7ImA9WxFXEkw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6609711199371864299.post-4107880549336605019</id><published>2010-05-17T13:59:00.005-03:00</published><updated>2010-05-18T16:29:09.522-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-05-18T16:29:09.522-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Relações Públicas; Rede sociais digitais; Sloterdijik; Castells; Lévy; Bauman; Internet; Tecnologia" /><title>O desafio das Relações Públicas na pós-modernidade</title><content type="html">&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_MJnpGfHwwNw/S_F4T2OrUrI/AAAAAAAAAGw/8eQtka3EWrs/s1600/Homem.bmp"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472287304601785010" src="http://2.bp.blogspot.com/_MJnpGfHwwNw/S_F4T2OrUrI/AAAAAAAAAGw/8eQtka3EWrs/s400/Homem.bmp" style="cursor: hand; float: right; height: 200px; margin: 0px 0px 10px 10px; width: 200px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;Qual seria o maior desafio das Relações Públicas diante das mudanças e rupturas sociais propostas pela pós-modernidade ou modernidade líquida, como defende, por exemplo, Zigmunt Bauman? Este artigo não tem o objetivo de trazer as respostas concretas - não teria este atrevimento ou técnica - mas de levantar, a partir de provocações da Sociologia e Filosofia, algumas premissas, que podem contribuir com o processo de atualização da atividade de RP.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Margarida Kunsch, as Relações Públicas como atividade profissional têm como objeto as organizações e seus públicos, instâncias distintas que, no entanto, se relacionam dialeticamente. É com elas que a área trabalha, promovendo e gerenciando relacionamentos e, muitas vezes, mediando conflitos, valendo-se, para tanto, de estratégias e programas de comunicação de acordo com diferentes situações reais do ambiente social. Essencialmente, o grande desafio para a área é conseguir gerenciar a comunicação entre as duas partes na complexidade da sociedade contemporânea.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que sabemos até agora é que surge um novo ou remodelado indivíduo, que tem buscado romper com o tempo, com o espaço e com as coisas, tais como as conhecemos. É a modernidade líquida, conceito sustentado por Bauman. Para entendermos este processo, recorremos ao Houaiss. Informa o dicionário sobre liquidez: qualidade ou condição de um corpo no estado líquido; qualidade do que está claramente definido ou determinado, não dando margem a dúvida ou objeção. Já fluidez é a qualidade de líquidos e gases. O que os distingue dos sólidos, conforme a Enciclopédia britânica, é que eles não podem suportar uma força tangencial ou deformante quando imóveis e assim sofrem uma constante mudança de forma quando submetidos a tal tensão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pois bem, o que todas essas características dos fluidos mostram é que os líquidos, diferentemente dos sólidos, não mantêm sua forma com facilidade. Os fluidos não fixam o espaço nem prendem o tempo. Enquanto os sólidos têm dimensões espaciais claras, mas neutralizam o impacto e, portanto, diminuem a significação do tempo, os fluidos não se atêm muito a qualquer forma e estão permanentemente prontos a mudá-la; assim, para eles, o que conta é o tempo, mais do que o espaço que lhes toca ocupar; espaço que, afinal, preenchem apenas por um instante. Em certo sentido, os sólidos suprimem o tempo; para os líquidos, ao contrário, o tempo é o que importa. Ao descrever os sólidos, podemos ignorar o tempo; ao descrever os fluidos, deixar o tempo de fora seria um grave erro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sociedade pós-moderna vem tentando derreter os sólidos, desconstruir as convenções sociais estabelecidas no passado - éticas e morais - para propor e criar uma nova e suposta melhor ordem. Os sólidos que estão derretendo neste momento são os elos que entrelaçavam as escolhas individuais em projetos e ações coletivas – os padrões de comunicação e coordenação entre as políticas de vida conduzidas individualmente, de um lado, e as ações políticas de coletividades humanas, de outro. O que está acontecendo é uma redistribuição e realocação dos poderes de derretimento da modernidade. As definições de família, cidadania, comunidade, privacidade, controle, hierarquia, por exemplo, já não são as mesmas de antes. Nem um molde está sendo quebrado sem que seja substituído por outro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As mudanças sociais levantadas por Bauman passam pela influência da Tecnologia da Informação, ora determinante, ora condicionante. Isso nos interessa aqui. Para Andrew Keen, TI é um método de processamento de dados, sistema de informação, engenharia de software, informática, que envolvem aspectos humanos, administrativos e organizacionais. O que nos interessa para esse artigo são os resultados dos avanços em TI, a internet e sua capacidade de influenciar o social e a cultura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bem, agora chegamos ao que foi denominado por autores como Manuel Castells e Pierre Lévy de Cibercultura e Ciberespaço, a cultura produzida e amplificada pelo ambiente digital, a ruptura com o tempo e com o espaço físico, por meio da interconexão de mundial dos computadores. Nosso foco continua sendo o indivíduo e sua relação com o mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A internet tem contribuído para que o poder do indivíduo seja resgatado. Há uma busca de identidade nas novas tecnologias, justamente nas interações sociais digitais – entre tribos e comunidades, procura de respostas imediatas para os conflitos sociais, de existência. Identifica-se o que Peter Sloterdijk coloca como o desafio social do indivíduo na relação com o “pertencer”, na capacidade de organizar o mundo a partir das finalidades humanas, colocando o homem numa condição privilegiada na relação de hierarquia com as coisas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O “pertencer” na pós-modernidade é uma coletividade esporádica, sem compromissos complexos. E as redes sociais digitais estão propiciando a objetivação de si, a subjetividade reprimida, a potencialização da exposição com as novas tecnologias. É o “estar junto” não massivo – uma experiência individual ao mesmo tempo. Por isso, um indivíduo pode ter dois, três mil amigos em uma comunidade digital como o Orkut, contrariando teses sobre redes sociais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas o desenvolvimento tecnológico tem tomado o próprio homem como objeto, não apenas interferindo sobre ele em termos de induções comportamentais, mas também atingindo dimensões internas da organização do pensamento e das emoções que até pouco tempo eram consideradas domínio de uma singularidade inviolável. O processo de mutação está em transição para se transformar em algo que a sociedade atual ainda desconhece – uma passagem para o pós-humano. O indivíduo está perdendo o domínio sobre a natureza e a configuração de laços sociais, rompendo a divisão entre sujeito e objeto, de homem e máquina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Devemos redefinir os limites do humano e da tecnologia, da simbiose entre a máquina e o homem. Corremos o risco de perder a noção da diferença entre o nosso corpo e o resto do mundo. Quando o nosso processo de conhecimento se produz na tela do computador, quando se verifica o deslocamento do conteúdo de nossa consciência pessoal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há uma nova forma de produzir conhecimento, por meio de conexões sociais e de ações dirigidas por comunidades, que se utilizam ou se apropriam de ferramentas interativas disponíveis nos ambientes de rede. Neste novo cenário, a comunicação vertical cede espaço para a comunicação interativa multidirecional. Manuel Castells aponta cinco aspectos centrais deste novo paradigma: a informação é matéria-prima; as novas tecnologias penetram em todas as atividades humanas; a lógica de redes em qualquer sistema ou conjunto de relações usando essas novas tecnologias; a flexibilidade de organização e reorganização de processos, organizações e instituições; e, por fim, a crescente convergência de tecnologias específicas para um sistema altamente integrado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Qualquer discussão sobre o papel das Relações Públicas passa pela compreensão da pós-modernidade. Parto da premissa de que a internet tem mudado profundamente a maneira de se fazer RP de empresas. É preciso entender, de uma forma diferente, os chamados públicos de interesse de uma organização, a partir de novos conceitos, para estabelecer processos comunicacionais. Tudo pode ser como um grande jogo (conceito de interatividade) entre organizações e públicos, realizado em plataformas digitais. Este é parte de um novo cenário a ser amplamente estudado e desenvolvido. A proposta pode não ser de ruptura com os modelos praticados, mas de readequação das técnicas, práticas e funções sociais da atividade de RP. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6609711199371864299-4107880549336605019?l=pontodedesequilibriorp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/feeds/4107880549336605019/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6609711199371864299&amp;postID=4107880549336605019&amp;isPopup=true" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6609711199371864299/posts/default/4107880549336605019?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6609711199371864299/posts/default/4107880549336605019?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/2010/05/o-desafio-das-relacoes-publicas-na-pos.html" title="O desafio das Relações Públicas na pós-modernidade" /><author><name>Rodrigo Padron</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05448223252150328176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="30" src="http://4.bp.blogspot.com/_MJnpGfHwwNw/THe5YI6uoGI/AAAAAAAAAHA/cLcyNjy7FT8/S220/padron2+(2).jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_MJnpGfHwwNw/S_F4T2OrUrI/AAAAAAAAAGw/8eQtka3EWrs/s72-c/Homem.bmp" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;DEEFRn45cSp7ImA9WxFXEEk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6609711199371864299.post-9000332823973571274</id><published>2010-05-16T18:34:00.006-03:00</published><updated>2010-05-16T18:50:17.029-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-05-16T18:50:17.029-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Prêmio ABRP 2010; Relações Públicas" /><title>Mais tempo para inscrever seu projeto no Prêmio ABRP 2010</title><content type="html">As inscrições para participar do &lt;a href="http://http//abrpsp.wordpress.com/2010/03/16/abrp-sao-paulo-lanca-regulamento-do-premio-abrp-2010/"&gt;Prêmio ABRP 2010&lt;/a&gt; foram prorrogadas. Os trabalhos podem ser inscritos nas categorias graduação (monografias e projetos experimentais, distribuídos em 15 temáticas) e pós-graduação Lato sensu (monografias) até o próximo dia 21. O concurso premia monografias e projetos experimentais de Relações Públicas de todo o pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As inscrições podem ser feitas pelos próprios autores ou pelas instituições de ensino com cursos de graduação ou pós-graduação em RP. O regulamento está disponível no site &lt;a href="http://www.abrpsp.org.br/"&gt;www.abrpsp.org.br&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os projetos finalistas serão divulgados no segundo semestre, em data próxima à cerimônia de premiação, que acontece em outubro.  Outras informações aqui no Ponto de Desequilíbrio em breve.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6609711199371864299-9000332823973571274?l=pontodedesequilibriorp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="related" href="http://abrpsp.wordpress.com/2010/03/16/abrp-sao-paulo-lanca-regulamento-do-premio-abrp-2010/" title="Mais tempo para inscrever seu projeto no Prêmio ABRP 2010" /><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/feeds/9000332823973571274/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6609711199371864299&amp;postID=9000332823973571274&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6609711199371864299/posts/default/9000332823973571274?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6609711199371864299/posts/default/9000332823973571274?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/2010/05/mais-tempo-para-inscrever-seu-projeto.html" title="Mais tempo para inscrever seu projeto no Prêmio ABRP 2010" /><author><name>Rodrigo Padron</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05448223252150328176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="30" src="http://4.bp.blogspot.com/_MJnpGfHwwNw/THe5YI6uoGI/AAAAAAAAAHA/cLcyNjy7FT8/S220/padron2+(2).jpg" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0ACQHo5fip7ImA9WhdWEk4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6609711199371864299.post-6457977705222459845</id><published>2010-05-16T18:32:00.000-03:00</published><updated>2011-09-05T11:09:21.426-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-09-05T11:09:21.426-03:00</app:edited><title>Abertas inscrições para o prêmio ABRP 2010</title><content type="html">&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6609711199371864299-6457977705222459845?l=pontodedesequilibriorp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/feeds/6457977705222459845/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6609711199371864299&amp;postID=6457977705222459845&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6609711199371864299/posts/default/6457977705222459845?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6609711199371864299/posts/default/6457977705222459845?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/2010/05/abertas-inscricoes-para-o-premio-abrp.html" title="Abertas inscrições para o prêmio ABRP 2010" /><author><name>Rodrigo Padron</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05448223252150328176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="30" src="http://4.bp.blogspot.com/_MJnpGfHwwNw/THe5YI6uoGI/AAAAAAAAAHA/cLcyNjy7FT8/S220/padron2+(2).jpg" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0QCR3szcCp7ImA9WxBVGU4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6609711199371864299.post-1631196888503989427</id><published>2010-02-23T12:27:00.003-03:00</published><updated>2010-02-23T12:36:06.588-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-02-23T12:36:06.588-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Epicuro; Felicidade; Consumo" /><title>Só amamos o que não temos ou o que desejamos comprar</title><content type="html">Talvez, a frase sugerida no título possa ser melhor explorada a partir do pensamento de Platão, que nos provocava com a ideia de que desejamos sempre o que nos falta e que, portanto, se não nos faz falta, não desejamos e não amamos. Pois bem, não quero tratar de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Plat%C3%A3o"&gt;Platão&lt;/a&gt;. Para produzir este texto vou recorrer a um filósofo pouco conhecido pela maioria, pois teve o seu reconhecimento público apagado por causa da relevância de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Arist%C3%B3teles"&gt;Aristóteles&lt;/a&gt;, pensador grego que viveu mais ou menos na mesma época. Estou falando aqui do não tão famoso da maioria, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Epicuro"&gt;Epicuro&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, nós não sabemos bem o que nos torna felizes, talvez o pessoal do Pão de Açúcar possa nos ajudar, mas não seria o caso neste momento. Podemos nos sentir atraídos por bens materiais, na crença de que eles nos trarão felicidade, mas muitas vezes nos equivocamos. Nem sempre desejamos aquilo que precisamos. E não há prova maior disso do que o nosso comportamento quando estamos consumindo. Aqui a coisa pega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não entendemos nossas necessidades e, por isso, somos vítimas de desejos que podem ser facilmente substituídos. Por exemplo, já comprou sapatos, calças ou camisas que não serviram ou que nunca tenha usado? Que tenha comprado apenas por impulso, motivado por alguma ideia de prazer. Se você ainda não passou por isso, certamente, conhece alguém que já.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltando a Epicuro. Este filósofo desenvolveu o modelo da vida que vale a pena ser vivida. Supostamente, ele tem um template! É isso. Epicuro diz que amigos podem trazer a felicidade. Talvez alguns até possam. A convivência e a troca de experiências e afetos com os amigos podem nos completar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pensador também nos aponta outros dois ingredientes, que são a liberdade e independência financeira e refletir sobre a vida. Precisamos de tempo para a reflexão, para pensarmos naquilo que realmente nos importa e nos preocupa. Nossas ansiedades diminuem se nos damos tempo para pensar nelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para levar a vida sugerida por Epicuro teríamos de nos afastar das distrações e seduções do mundo comercial e achar o tempo e o local para pensarmos em nossa vida. Aqui cabe o exemplo da casa no campo, ter uma vida simples em uma cidadezinha do interior, longe das pressões sociais urbanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, é claro que ter muito dinheiro nunca tornou ninguém infeliz, mas a ideia de Epicuro é que se você não tem dinheiro por alguma razão, mas tem os três ingredientes – amigos, auto-suficiência e reflexão – será mais fácil atingir a felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A publicidade, de certa forma, nos faz crer que nos faltam muitas coisas em nossa vida. O mundo do comércio cria associações implícitas entre aquilo que deseja nos vender e nossas verdadeiras necessidades. Um carro vermelho esportivo ou uma motocicleta potente podem nos proporcionar o bem-estar da liberdade sugerida por Epicuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando somos estimulados a comprar por luzes e anúncios coloridos, acabamos esquecendo de nossos desejos verdadeiros. Não temos motivos para crer que exista mais felicidade embutida numa variedade muito maior de coisas que podemos comprar hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sabemos o que nos faz felizes. Se soubéssemos do que, de fato, precisamos de verdade ficaríamos menos desesperados e ansiosos para comprar tantas coisas. É por isso que vou continuar comprando e desejando, quem sabe descubro na loja do Pão de Açúcar perto da minha casa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6609711199371864299-1631196888503989427?l=pontodedesequilibriorp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/feeds/1631196888503989427/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6609711199371864299&amp;postID=1631196888503989427&amp;isPopup=true" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6609711199371864299/posts/default/1631196888503989427?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6609711199371864299/posts/default/1631196888503989427?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://pontodedesequilibriorp.blogspot.com/2010/02/so-amamos-o-que-nao-temos-ou-o-que.html" title="Só amamos o que não temos ou o que desejamos comprar" /><author><name>Rodrigo Padron</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05448223252150328176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="30" src="http://4.bp.blogspot.com/_MJnpGfHwwNw/THe5YI6uoGI/AAAAAAAAAHA/cLcyNjy7FT8/S220/padron2+(2).jpg" /></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>

