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	<title>Bloody Pop Arquivo</title>
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	<description>A música ainda corre na veia</description>
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		<title>Bloody Pop Arquivo</title>
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		<title>Isso nem parece um fim</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Livio Vilela]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Aug 2011 03:50:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&#8220;Pô cara, mas por que?&#8221; tem sido a reação mais comum quando eu conto para alguém que, sim, depois de 3 anos e alguns meses, o Bloody Pop chegou ao fim. Eu mesmo me fiz a mesma pergunta várias vezes. A comparação pode soar um pouco pedante, mas eu gosto de pensar que o Bloody [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>&#8220;Pô cara, mas por que?&#8221;</em> tem sido a reação mais comum quando eu conto para alguém que, sim, depois de 3 anos e alguns meses, o Bloody Pop chegou ao fim. Eu mesmo me fiz a mesma pergunta várias vezes.</p>
<p>A comparação pode soar um pouco pedante, mas eu gosto de pensar que o Bloody Pop está acabando como o LCD Soundsystem. Na melhor vibe possível, cheio de ideias pro futuro, sabendo que vem outra linha, outro parágrafo, outra página depois do ponto do final. Não é desistência ou de desânimo, é, pelo contrário, vontade de fazer mais. Vontade essa que entende que às vezes algumas coisas precisam ficar para trás para que tudo siga no rumo certo. Daí o título.</p>
<p>Nessas horas de morte é sempre correto dizer algumas palavras de agradecimento, então vamos à elas.</p>
<p>Antes de qualquer coisa, um agradecimento público a todo mundo que colaborou com o Bloody Pop, a melhor equipe que eu poderia imaginar:</p>
<p>Alessandra dos Santos<br />
Bernardo Barbosa<br />
Enio Jr.<br />
Giovanna Ruaro<br />
Helaine Martins<br />
Israel Bumajny<br />
João Oliveira<br />
Lidiana de Moraes<br />
Matheus Vinhal<br />
Marcelo Adelar<br />
Rafael Abreu<br />
Tomás Pinheiro</p>
<p>Em segundo, a todos os músicos, assessores, produtores, colegas de profissão e parceiros em geral que acompanharam o Bloody Pop nesses 3 anos. Together we&#8217;re heavy, diria o nome daquele disco.</p>
<p>Por último, a todo mundo que passou por aqui, que gastou alguns minutos lendo e discutindo música com a gente. Se o blog chegou onde chegou &#8211; e eu acho que a gente foi bem longe &#8211; a culpa é de vocês também.</p>
<p>Dito isto, informo que nesse novo endereço &#8211; <a href="https://bloodypoparquivo.wordpress.com">https://bloodypoparquivo.wordpress.com</a> &#8211; o legado do Bloody Pop vive até quando os servidores do wordpress existirem e a gente espera que isso seja para sempre. A casa nova não é tão organizadinha quanto a antiga, mas é um bom lugar para descansar.</p>
<p>Qualquer pessoa que queria me contatar diretamente (ou que mandou email para livio.vilela@bloodypop.com ou contato@bloodypop.com e recebeu uma notificação de que esse email não existe mais), só mandar sua mensagem para <strong>liviopvARROBAgmail.com</strong> que será muito bem atendido.</p>
<p>Se tudo der certo, daqui a alguns meses eu volto aqui para contar sobre a fita que tocou depois do Bloody Pop. Pode deixar, eu aviso.</p>
<p>Um grande abraço,<br />
Livio Vilela</p>
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		<title>Disco: "Tomboy", Panda Bear</title>
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		<dc:creator><![CDATA[staffbloodypop]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Apr 2011 14:53:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[Tomboy é um disco pesado, em vários sentidos. E como todo trabalho que segue uma obra-prima, carrega o irmão mais velho nas costas. Carga inevitável, já que &#8220;Person Pitch&#8221; deveria ter sido um sonho. Sabe-se lá por que curto-circuito místico, biológico ou cultural Brian Wilson resolveu doar parte de seu dom de voz e melodia [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="https://bloodypop.com/wp-content/uploads/2011/04/panda-bear-tomboy2-e13027919362011.jpgwp-content/uploads/2011/04/PANDA-BEAR-TOMBOY2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-9778" title="PANDA-BEAR-TOMBOY2" src="https://bloodypop.com/wp-content/uploads/2011/04/panda-bear-tomboy2-e13027919362011.jpg?w=600&#038;h=600" alt="" width="600" height="600" /></a><br />
<span class="drop_cap">T</span>omboy é um disco pesado, em vários sentidos. E como todo trabalho que segue uma obra-prima, carrega o irmão mais velho nas costas.</p>
<p style="text-align:justify;">Carga inevitável, já que &#8220;Person Pitch&#8221; deveria ter sido um sonho. Sabe-se lá por que curto-circuito místico, biológico ou cultural Brian Wilson resolveu doar parte de seu dom de voz e melodia a um magricela americano com idéias demais na cabeça, mas deu no que deu: disco lançado, disco aclamado. E com razão &#8211; com um pouco de Cat Stevens, Kraftwerk, Enya (!), pelo menos uma coruja e mais uma miríades de barulhos não identificados, a parte urso do Animal Collective acabou lançando o tipo de música que ninguém nem sonhava existir. E foi esse surrealismo doce e suave que cativou tanta gente, em 2007.</p>
<p style="text-align:justify;">A última viagem de Noah Lennox, nesse contexto, é gêmea do que parecia ser o disco preferido de todo mundo, quatro anos atrás. Mas se &#8220;Tomboy&#8221; e &#8220;Person Pitch&#8221; têm traços bastante semelhantes, há diferenças decisivas em seus rostos</p>
<p style="text-align:justify;">Sinais de uma mudança sutil, mas não irrelevante, apareceram cedo, e da boca do próprio artista: &#8220;Tomboy&#8221; seria mais sombrio e menos sampleado que seu trabalho anterior, com ritmos e timbres bastante eletrônicos. E o jeito do álbum já dava as caras na série de singles que antecipou seu lançamento: a faixa-título, a primeira de suas quatro prévias, mostrava um Panda Bear parecido, mas diferente, co o rapaz praiano de &#8220;Person Pitch&#8221;: lá estavam as repetições, lá estavam os acordes insistentementes ecoantes e lá estava sua voz múltipla, disposta em várias camadas de “segundas vozes”.</p>
<p style="text-align:justify;">Nada de novo até aí, não fosse uma ambiguidade ausente da maioria das coisasque fizera, até então. Afinal, &#8220;Person Pitch&#8221; era envolvido por enormes borrões desamples, violões e vozes organizados em células minúsculas e repetitivas, mas havia um porto seguro eternamente confiável, representado por seus vocais, destacados e inconfundíveis. No meio das circunvoluções sonoras que secruzavam, vagas e quase indistinguíveis, quem tomava a frente e se apossavados ganchos mais imediatos e memoráveis do disco era a voz açucarada do garoto, aguda e exata na afinação. Eram faixas sem limites: cada canção, em vez determinar, se dissolvia em outra, e assim por diante. Como o som do metrô que seafasta ou se achega, lento e ao longe, no fim de &#8220;Take Pills&#8221;, eram barulhos que, mesmo concretos, já pareciam um pouco fantasmagóricos.</p>
<p style="text-align:justify;">Há ainda outros pontos que provam a gestação bivitelina cujo último filho a nascer é &#8220;Tomboy&#8221;. Formado da parte mais torta de seu pai, se mostra diferenciado desde a primeira faixa, &#8220;You Can Count on Me&#8221;. “Você pode contar comigo”, ele diz, e no ponto em que, fosse outro álbum, Lennox começaria a repetir infinitamente o mesmo verso, o rapaz leva a letra pra frente, numa melodia que vai do mais alto aomais baixo de sua voz em pouco tempo. À maneira da primeira faixa, a maioria das canções respira, dá passos largos  e se retorce, melodicamente, pra só depois se esparramar com o prazer da repetição. Em vez dos refrões fáceis e imediatamente recompensantes que apareciam do começo ao fim de &#8220;Person Pitch&#8221;, Noah constrói, com a voz, estruturas maiores e mais elaboradas. E é nesse ponto que o sentido de mantra se completa. Antes aplicada à lógica melódica de refrões ocidentais ensolarados, a natureza cíclica das composições permanece, mas é o desenvolvimento das melodias, agora mais estrangeiras (cujos exemplos mais claros são &#8220;Scheherazade&#8221; e &#8220;Drone&#8221;), que permite a aproximação com o conceito hindu. Há poucos pontos em que elas vêm fáceis ou assobiáveis &#8211; ocidentais, em suma &#8211; vêm mais em ondas, muito lentamente, e vão se abrindo aos poucos.</p>
<p style="text-align:justify;">Contrária a essa estranheza melódica, o último trabalho de Noah parece mais formados por canções propriamente ditas, ainda que de uma maneira bem peculiar. São onze idéias que, concentradas em poucos minutos (nada perto da duração colossal de uma Bros, por exemplo), se apresentam, se desdobram dentro dos próprios limites e vão embora, cada qual a seu modo &#8211; pequenas cápsulas em que se condensam universos inteiros, baseadas um pouco menos em repetições melódicas e um pouco mais em estruturas que avançam, aos poucos, sobre o mesmo tema, com a ajuda de produção segura em suas viagens.</p>
<p style="text-align:justify;">O caso não foi sempre esse. Em versões mais antigas das faixas, datadas da série de singles que começaram a ser lançados no ano passado, a mixagem era menos precisa. As batidas eram vagas e as guitarras não tinham a força que deveriam ter, até chegar Peter Kember. O rapaz, auto-denominado Sonic Boom, cuja primeira banda foi nada menos que o Spacemen 3, deu às faixas a produção e os pequenos acertos de que precisavam: contornos mais claros, batidas mais fortes e acordes mais robustos, todos muito bem situados no espaço que um fone de ouvido é capaz de criar. E é essa produção, feita sob medida para o álbum, que estabelece grande parte de sua ambivalência.</p>
<p style="text-align:justify;">É por isso que é difícil dizer qual é a força-motriz de &#8220;Slow Motion&#8221;, por exemplo. Se é a batida sampleada dos &#8220;Honey Drippers&#8221;, se é o cântico lento dizendo que “todo mundo sabe o que eles dizem” (“a prática leva à perfeição”, “cachorro velho não se adestra”, “melhor previnir do que remediar”), as guitarras repetitivas, lentas e lânguidas.  A mesma coisa acontece quando a voz de Lennox aparece em Surfer’s Hymn, primeiro em destaque, depois abafada pelo som de mil batidas sussurradas em voz alta. A fluidez, aqui, se dá pela dinâmica de cada um desses elementos, num troca-troca eterno de quem é o mais importante, sempre em relações traiçoeiras e confusão. De forma que todo som se torne tão protagonista quanto coadjuvante, tão lembrado quanto esquecido.</p>
<p style="text-align:justify;">É por isso que o disco talvez seja difícil de engolir, àqueles que compraram Lennox por suas rimas simples, com um quê de cantiga de ninar. O equívoco é esquecer as preces amorfas que ele tinha feito pela morte de seu pai, anos antes, em Young Prayer. Varrido pra debaixo do tapete, quando Person Pitch estourou, o disco resiste tanto a uma saída fácil e explícita quanto sua nova empreitada musical.</p>
<p style="text-align:justify;">Ao contrário das meditações gravadas em quarto de &#8220;Young Prayer&#8221;, no entanto, o disco carrega uma tensão bastante elaborada. De um lado, o estabelecimento de limites entre as faixas, que separam tão bem &#8220;Friendship Bracelet&#8221; de &#8220;Afterburner&#8221;, uma seguida da outra. Do outro, uma vontade enorme de desnortear o ouvinte que se encontra dentro dos “lugares” que o disco apresenta.A intenção, inclusive, parece ser a de eliminar referências externas, fazer de cada experiência um acontecimento autônomo. O tempo de apreciá-las é justamente o tempo de ouvi-las: pouca coisa, aqui, perdura na mente depois que &#8220;Tomboy&#8221; passa, lento, pelos ouvidos. Pouca coisa inteira, pelo menos. O que restam são impressões, atmosferas marteladas no cérebro, um pouco atordoado e confuso, quando o caso é lembrar o que apreendeu.</p>
<p style="text-align:justify;">“Sonhos que um dia a gente teve/ a gente teve eles de verdade?/Parece que sim/agora os teremos pra sempre”. No que pode ser a melhor canção da safra, &#8220;Last Night at the Jetty&#8221; &#8211; cujas únicas competidoras são a já citada &#8220;Slow Motion&#8221; e &#8220;Alsatian Darn&#8221; &#8211; Lennox não tem certeza de ter sonhado, se pergunta o que realmente aconteceu e se rende à forte lembrança de uma diversão passada &#8211; ”se eu me lembro do que senti, os sonhos devem ter acontecido”, parece pensar. E pouco importa o que realmente aconteceu, se a memória está lá. Verdadeira ou inventada, a incerteza é tremenda, mas prazerosa.</p>
<p><span style="color:#888888;">[&#8220;Tomboy&#8221;, Panda Bear. 11 faixas com produção de Panda Bear e Sonic Boom. Lançado pela Paw Tracks/Vigilante em Abril de 2010.]</span><br />
[rating:4/5]</p>
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		<title>Disco: "Collapse Into Now", R.E.M.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[staffbloodypop]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Mar 2011 03:29:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Podem me contar entre aqueles que, depois do lançamento de “Around the Sun”, de 2004, achavam que o R.E.M. não tinha no seu estoque nem uma cançãozinha mais ou menos memorável para oferecer, quem diria um álbum inteiro. A história oficial é de que o “retorno” da banda à forma aconteceu no disco anterior, “Accelerate”, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="https://bloodypop.com/wp-content/uploads/2011/03/rem-collapse-into-now1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-9759" title="REM-Collapse-Into-Now" src="https://bloodypop.com/wp-content/uploads/2011/03/rem-collapse-into-now1.jpg?w=608&#038;h=608" alt="" width="608" height="608" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Podem me contar entre aqueles que, depois do lançamento de “Around the Sun”, de 2004, achavam que o R.E.M. não tinha no seu estoque nem uma cançãozinha mais ou menos memorável para oferecer, quem diria um álbum inteiro. A história oficial é de que o “retorno” da banda à forma aconteceu no disco anterior, “Accelerate”, de 2008, o que é parcialmente verdade.<span id="more-9754"></span> “Accelerate” foi mais um triunfo de foco e energia do que propriamente a volta consistente de grandes composições. Também não foi uma volta deliberada ao som “clássico” da banda, aquele dos anos 80. Foi mais um retorno – parcial &#8211; aos riffs de “Monster”, lançado em 1994, um disco de &#8220;grunge&#8221; meio errado com algumas boas faixas, só que dessa vez “Accelerate” vinha com uma pegada punk mais explícita e&#8230;acelerada.</p>
<p style="text-align:justify;">Chegamos então em 2011, ano em que, depois de quase duas décadas, o R.E.M. nos apresenta uma nova grande coleção de canções, certo? Bem que eu gostaria, mas não é exatamente isso o que “Collapse Into Now” nos oferece. Este trabalho não é o <em>tour de force</em> melódico de “Automatic for the People” nem traz algo de realmente inovador ao som da banda, o que para os fãs não deveria chocar, pois o R.E.M., no fim das contas, sempre foi um grupo classicista. A singularidade da banda, desde os anos 80, esteve mais nas letras e na assinatura melódica dos vocais de Michael Stipe do que no seu som, basicamente uma re-imaginação da Rickenbacker dos Byrds filtrada pela estética do punk e pós-punk. Mas isso não é necessariamente ruim, porque toda vez que eles tentaram “experimentar” e “atualizar” sua sonoridade drasticamente – com a exceção do bom “New Adventures in Hi-Fi” -, falharam miseravelmente (vide “Monster”, “Up” e “Around the Sun”).</p>
<p style="text-align:justify;">Mesmo com essas ressalvas, “Collapse Into Now” acaba sendo o melhor disco dos caras desde a saída do baterista Bill Berry, em 1997. Ou seja, lá se vão quase quinze anos até a banda desaguar nesta bela surpresa. O que exemplifica esse verdadeiro “retorno” do R.E.M. é um par de canções, “Uberlin” e “Oh My Heart”. “Uberlin”, em especial, talvez seja a primeira grande canção que eles lançaram desde “Immitation of Life”. O resto do álbum é uma mistura de sonoridades familiares ao trio, indo dos bandolins que a banda usava no início dos anos 90 à sonoridade de guitarras mais pesadas do disco anterior. Em termos de composições, afora as duas excelentes canções acima, a qualidade varia do memorável – “All the Best”, “Mine Smell Like Honey, “Walk It Back” – ao descartável – “That Someone is You”, “Blue” -, com um miolo de boas senão marcantes faixas completando o trabalho.</p>
<p style="text-align:justify;">É no sequenciamento e na fluência com que a audição ocorre que “Collapse Into Now” sofre um pouco. Ao contrário do disco anterior, que trazia uma primeira parte frenética que ia diminuindo ao poucos e, no final, levantava o volume novamente, este álbum deixa as canções meio descoladas umas das outras, trazendo a formúla porrada-balada-porrada-balada como um subterfúgio para o ouvinte não apertar o shuffle de uma vez. Outro problema é a falta de imaginação da produção, assinada aqui por um medíocre Jacknife Lee, que soa cristalina e  empolgante, porém sem nuances que se revelam aos poucos – justamente o  que costumava ser uma das marcas do R.E.M.. Apesar dessas falhas, a consistência das  composições e das letras são o que fazem o disco se destacar. Stipe  mudou o fraseado misterioso da sua juventude por uma abordagem mais  direta e reflexiva – em alguns momentos até bastante otimista -,  discorrendo sobre mortalidade, mudança e sobre política (pessoal e  coletiva).</p>
<p style="text-align:justify;">O R.E.M. é um daqueles poucos casos de grupos que chegaram ao sucesso quase somente pelos méritos de suas canções, lançando uma sequência sensacional de álbuns em poucos anos, alargando a sua base de fãs, porém cedendo, acertando ou errando apenas em função das suas ambições artísticas. Quando o disco termina – principalmente lá pela quinta audição – é difícil não ficar satisfeito com este que já é o 15º lançamento desses veteranos. Eles, para mim, sempre vão ser a maior banda da sua geração (a dos anos 80), e é uma imensa e rara surpresa – o leitor já notou o afeto &#8211; que entrem na sua quarta (!) década fazendo música pop com tanta paixão e relevância.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">[“Collapse Into Now”, R.E.M. 12 faixas produzidas por Jacknife Lee e pela própria banda. Lançado em março de 2011 pela Warner Bros.]</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">[rating:3.5/5]<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align:center;"><img src="/Users/JOO%7E1/AppData/Local/Temp/moz-screenshot.png" alt="" /><img src="/Users/JOO%7E1/AppData/Local/Temp/moz-screenshot-1.png" alt="" /><img src="/Users/JOO%7E1/AppData/Local/Temp/moz-screenshot-2.png" alt="" /></p>
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	</item>
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		<title>Nova do Domenico Lancelotti – "Cine Privê"</title>
		<link>https://bloodypop.com/2011/03/19/nova-do-domenico-lancelotti-cine-prive/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[staffbloodypop]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Mar 2011 20:52:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[2011 vai ser um ano bastante agitado para o +2 mesmo não tendo nenhum projeto do trio como tal vindo aí. O primeiro a lançar-se sozinho é Domenico (Kassin prepara &#8220;Sonhando Devagar&#8221; e Moreno assina com o pai a produção do novo disco da Gal), que solta ínicio de abril o disco &#8220;Cine Privê&#8221;. O [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="https://bloodypop.com/wp-content/uploads/2011/03/domenico1.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-9747" title="Domenico" src="https://bloodypop.com/wp-content/uploads/2011/03/domenico1.jpg?w=224&#038;h=300" alt="" width="224" height="300" /></a>2011 vai ser um ano bastante agitado para o +2 mesmo não tendo nenhum projeto do trio como tal vindo aí. O primeiro a lançar-se sozinho é Domenico (Kassin prepara &#8220;Sonhando Devagar&#8221; e Moreno assina com o pai a produção do novo disco da Gal), que solta ínicio de abril o disco <strong>&#8220;Cine Privê&#8221;</strong>.</p>
<p style="text-align:justify;">O álbum, que sai pela Coqueiro Verde, já vem sendo apresentado ao vivo desde o ano passado no Rio e em SP, mas só agora dá para ter uma noção melhor de como soa &#8220;Cine Privê&#8221;. Domenico participou essa semana do <a href="http://www.youtube.com/oinovosom">Estúdio Oi Novo Som</a> e apresentou um punhado de antigas (&#8220;Alegira, Vai Lá&#8221;, &#8220;Te Convidei Pro Samba&#8221;, &#8220;Aeroporto 77&#8221;, &#8220;Possibilidade&#8221;) e novas canções (<a href="http://www.youtube.com/watch?v=VDl0SW9MdLs">&#8220;Su Di Te&#8221;</a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=KR3EmiFviU4">&#8220;Hugo Carvana&#8221;</a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=W4NEBAs9hQk">&#8220;Receita&#8221;</a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=4TnBsqnlLPs">&#8220;Cinco Sentidos&#8221;</a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=CV1AIBlXdZg">&#8220;Sua Beleza&#8221;</a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=PMPOf-9170c">&#8220;Pré-Carnaval&#8221;</a>).</p>
<p style="text-align:justify;">Se esse material indica alguma coisa é que &#8220;Cine Privê&#8221; será bem mais um disco de canções do que experimentações, como foi o &#8220;Sincerely Hot&#8221;. Uma opinião que parece bem mais concreta quando se ouve a <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Pj016qITMcs">faixa-título</a>, que Domenico gentilmente colocou no Facebook.</p>
<p class="streaming"><a href="http://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=189822117720086&amp;id=160528517316113">Domenico Lancelotti &#8211; Cine Privê</a></p>
<p style="text-align:justify;">A produção é primorosa, colocando a bateria à frente e teclados e efeitos paranóicos numa faixa que a princípio seria calminha. Domenico canta submerso pelo instrumental, enquanto a guitarra (Pedro Sá ou Alberto Continentino) sola bonita. É delirante e deliciosa.</p>
<p>O show de lançamento do disco será no Solar de Botafogo (no Rio) no dia 05 de abril.</p>
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		<title>Nova do Fabio Góes – "Tão Alto e Fora do Lugar"</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Mar 2011 18:11:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Já dava para saber que os caminhos que o músico paulistano Fabio Góes iria percorrer em seu segundo disco seriam bastante diferentes do excelente &#8220;Sol No Escuro&#8221; de 2007. O próprio Fabio nos disse em entrevista que o novo disco seria &#8220;menos introspectivo, menos melancólico, menos lento, menos hermético&#8221; e é isso que mostra o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="https://bloodypop.com/wp-content/uploads/2011/03/fabiogoes.jpg"><img loading="lazy" class="alignright size-full wp-image-9739" title="fabiogoes" src="https://bloodypop.com/wp-content/uploads/2011/03/fabiogoes.jpg?w=250&#038;h=250" alt="" width="250" height="250" /></a>Já dava para saber que os caminhos que o músico paulistano <a href="http://fabiogoes.com">Fabio Góes</a> iria percorrer em seu segundo disco seriam bastante diferentes do excelente &#8220;Sol No Escuro&#8221; de 2007. O próprio Fabio nos disse em entrevista que o novo disco seria <a href="https://bloodypop.com/wp-content/uploads/2011/03/fabiogoes.jpg2010/08/08/vem-ai-fabio-goes/">&#8220;menos introspectivo, menos melancólico, menos lento, menos hermético&#8221;</a> e é isso que mostra o primeiro single <strong>&#8220;Tão Alto e Fora do Lugar&#8221;</strong>.</p>
<p style="text-align:justify;">A faixa é a primeira de <strong>&#8220;O Destino Vestido De Noiva&#8221;</strong> (belo título, aliás) a ser liberada e mostra Fabio deixando de lado os climas sóbrios do primeiro álbum em lugar de uma pegada mais vibrante. Há uma bem-vinda semelhança com pop rock por definição do norueguês Sondre Lerche, o que certamente deve agregar novos fãs.</p>
<p style="text-align:justify;">A <a href="http://phonobase.com/site/">Phonobase</a> lança o disco, que tem participações de Kassin, Luísa Maita e Curumin agora em <del>abril</del> maio. Dá para ouvir e baixar a faixa no <a href="http://fabiogoes.com">hotsite</a> (também dá para baixar &#8220;Sol No Escuro&#8221; por lá).</p>
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		<title>Nova do Arnaldo Baptista – "I Don't Care"</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Mar 2011 17:09:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Para um artista que ninguém sabia se conseguiria voltar a ser artista novamente, Arnaldo Baptista tem se mantido bem ativo nos últimos anos. Seja reativando sua carreira discográfica (o último, &#8220;Let It Bed&#8221;, saiu em 2004 na revista do Lobão), participando da volta dos Mutantes (na parte em que foi minimanente interessante, pelo menos) ou [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="https://bloodypop.com/wp-content/uploads/2011/03/12651.jpg"><img loading="lazy" class="size-thumbnail wp-image-9732 alignright" title="1265" src="https://bloodypop.com/wp-content/uploads/2011/03/12651.jpg?w=150&#038;h=150" alt="" width="150" height="150" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Para um artista que ninguém sabia se conseguiria voltar a <em>ser artista</em> novamente, Arnaldo Baptista tem se mantido bem ativo nos últimos anos. Seja reativando sua carreira discográfica (o último, &#8220;Let It Bed&#8221;, saiu em 2004 na revista do Lobão), participando da volta dos Mutantes (na parte em que foi minimanente interessante, pelo menos) ou sendo objeto de documentário, Arnaldo mantém a chama acesa.</p>
<p style="text-align:justify;">A próxima investida é o disco <strong>&#8220;Esphera&#8221;</strong>, que deve ser lançado em algum dia entre hoje e o fim do ano. Não se sabe muito do disco até agora, além do nome e que Arnaldo considera esse o seu &#8220;LP mais feliz&#8221;. Para aguçar a ansiedade de quem espera &#8220;Esphera&#8221; (HA!), o mutante liberou para Rádio Uol o streaming da faixa <a href="http://www.multiupload.com/CVGO9DBB4Q">&#8220;I Don&#8217;t Care&#8221;</a>, ouve só:</p>
<p class="streaming"><a href="http://www.radio.uol.com.br/musica/arnaldo-dias-baptista/i-dont-care/246072?cmpid=clink-rad-ms">Arnaldo Baptista &#8211; I Don&#8217;t Care</a></p>
<p>Dá para seguir Arnaldo no <a href="http://twitter.com/ArnaldoBaptista">twitter</a>, <a href="http://www.facebook.com/ArnaldoDiasBaptista">face</a> e <a href="http://arnaldobaptista.tumblr.com">tumblr</a>.</p>
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		<title>Disco: "Angles", The Strokes</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Mar 2011 17:25:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[Em &#8220;Machu Picchu&#8221;, a faixa de abertura geográfica de &#8220;Angles&#8221;, Julian Casablancas &#38; Cia. fazem, cada qual à sua maneira, as vezes de desbravadores. &#8220;Eu só tô tentando encontrar uma montanha pra escalar&#8221; é a frase que se ouve entre atabaques e um quê de latinidade. O que faz bastante sentido. Os fanboys podem até [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://bloodypop.com/wp-content/uploads/2011/03/the-strokes-angles.jpg"><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-9718" title="The-Strokes-Angles" src="https://bloodypop.com/wp-content/uploads/2011/03/the-strokes-angles.jpg?w=600&#038;h=600" alt="" width="600" height="600" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><span class="drop_cap">E</span>m &#8220;Machu Picchu&#8221;, a faixa de abertura geográfica de &#8220;Angles&#8221;, Julian Casablancas &amp; Cia. fazem, cada qual à sua maneira, as vezes de desbravadores. <em>&#8220;Eu só tô tentando encontrar uma montanha pra escalar&#8221;</em> é a frase que se ouve entre atabaques e um quê de latinidade.</p>
<p style="text-align:justify;"><span id="more-9717"></span>O que faz bastante sentido. Os fanboys podem até discordar, mas a verdade é que os Strokes, na época em que surgiram, não tinham exatamente uma assinatura. Com um som e um guarda-roupa descaradamente emprestados (ou vai dizer que jaquetas de couro e cabelos oleosos eram inéditos àquela altura do campeonato?), os rapazes tinham uma caligrafia muito boa &#8211; fruto de lições com os Stooges, o Television, os Sonics, etc. &#8211; mas a gramática, as letras e as linguagens não eram, de maneira nenhuma, revolucionárias. Ao contrário do que a maioria do revival pós-punk promovia ou promoveria no início da nova década, os nova-iorquinos não desenvolviam tanto uma sonoridade antiga (Franz Ferdinand, Interpol) quanto a interpretavam perfeitamente. Como todo bom artista genuinamente pop, o sucesso vinha da execução de um modelo, até certo ponto já previsto. Doa a quem doer: o tipo de música que apresentou e fez a imagem da banda é o tipo de música que sempre foi e sempre vai ser feita. O que fazia a maioria das pessoas pirarem não era exatamente uma novidade &#8211; ainda que, aos adolescentes e pré adolescentes que foram apresentados ao rock pela radiofonia dos rapazes não soubessem disso &#8211; mas a liberação de uma energia adolescente e pura, universal o bastante pra ter feito ele o disco da década (em questão de afeto e significância pessoal) de muita gente.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas se os rapazes estouraram mais do que o som deles faria imaginar, não foi sem motivo. A onda em volta do &#8220;Is This It&#8221; era a de salvação do rock, mas a maior questão, ali, era a de ressurreição. Surgidos num momento em que a moda (e, de certa forma, a unanimidade burra) era dizer que o rock tinha morrido nos anos 1990 &#8211; sendo que, pros mais espertos, ele só tinha se afastado um pouco dos holofotes, estando mais escondido que inexistente &#8211; e a internet não havia se estabelecido o suficiente pra que todas as boas obscuridades da década tivessem sido propriamente resgatadas, o disco surgiu no momento de grande necessidade de ídolos mainstream, o tipo de som que agradaria a todo mundo, nem que fosse só pelos singles que lançassem. O fato que permanece é que, no próprio nascimento, os rapazes já estavam praticamente no topo: com um lançamento extremamente hypado, timing e marketing acertados o suficiente pra fazerem de si mesmos um fenômeno comercial e o público e a crítica do lado, não sobrava muita coisa a ser conquistada.</p>
<p style="text-align:justify;">A montanha de que Casablancas fala, então, veio com &#8220;First Impressions Of Earth&#8221;. Pouca gente fala disso, mas esse foi o momento em que o conjunto decidiu sair do salto enorme que era a montanha de idolatria juvenil em que haviam se instalado confortavelmente e resolveram fazer as coisas do zero, até certo ponto. Foi o primeiro disco diferente dos Strokes (&#8220;Room On Fire&#8221; é a vibe de &#8220;Is This It&#8221; praticamente xerocada), a primeira vez em que se questionavam como banda genuinamente autoral e tentavam encontrar o próprio estilo. O que acabou não dando muito certo e irritando muita gente, ainda que o disco esteja longe de um desastre.</p>
<p style="text-align:justify;">Daí eles sumiram. E cinco anos de silêncio, declarações ambíguas e projetos paralelos era exatamente do que precisavam. Saindo de cena numa época em que muita da lenda se desfizera, só um hiato foi capaz de restituir, ao menos em tese, ao menos em expectativa, parte do respeito perdido. Quer dizer, anunciaram no ano passado que finalmente ia sair um disco novo dos caras e, de repente, as pessoas estavam pirando de novo com&#8230; os Strokes (&#8220;Mas eles não tinham meio que acabado?&#8221;). E quando &#8220;Under Cover Of Darkness&#8221; (que já perdeu bastante da qualidade que uma longa espera acabou lhe conferindo, nas primeiras audições) deu um vislumbre calculadamente equivocado do que o disco poderia ser, a pressão ficou maior ainda.</p>
<p style="text-align:justify;">Pronto: estava produzido o hype necessário pra que o novo discos dos antigos &#8220;salvadores do rock&#8221; (um termo que jamais deve ser utilizado por quem quiser ser levado a sério) fosse, querendo ou não, um dos lançamentos do ano.</p>
<p style="text-align:justify;">Que disco é esse, então? É a continuação de uma linha de raciocínio iniciada em &#8220;FIOE&#8221;. Os dois discos, em questão de sonoridade, são bastante parecidos: diversidade de estilos, produção interessante e uma abordagem bastante mais complexa que a dos tempos de &#8220;Soma&#8221; ou &#8220;Last Night&#8221;. O aprofundamento, aqui, se dá no quão frequente os &#8220;velhos Strokes&#8221; dão as caras. Enquanto o último disco mostrava certa familiaridade nas canções superproduzidas, &#8220;Angles&#8221; mostra uma banda praticamente nova. Mesmo quando realizam truques antigos (&#8220;Under Cover Of Darkness&#8221;), os rapazes estão procurando novos caminhos dentro de um som que não deve ser tão familiar ou natural pra eles. É só ler as entrevistas: a mudança não foi fácil. Com o maior envolvimento dos integrantes na composição das músicas e uma produção feita pela própria banda, o trabalho é fruto de dores maduras.</p>
<p style="text-align:justify;">É até engraçado falar da produção excelente que salva boa parte do disco e levanta as canções mais fortes. Em &#8220;Angles&#8221;, o quinteto se torna um produto deles mesmos, em todos os sentidos. É deles, até certo ponto, a tentativa de achar um caminho, são deles os acertos, são deles os erros. E é deles a responsabilidade de ter feito a música de &#8220;Angles&#8221; mais um objeto de consumo que uma fonte de catarse pura. Pode até ser que o disco, mais uma vez, não apresente novidade, mas, à maneira da estreia dividida em duas (&#8220;Is This It&#8221; e &#8220;Room on Fire&#8221;) e numa escala qualitativa consideravelmente melhor, ouvir &#8220;Angles&#8221; é uma experiência recompensante.</p>
<p style="text-align:justify;">Grande parte desse prazer vem da produção. Quem quiser encontrar boas canções, no sentido mais idealista da palavra, pode ter alguns problemas. A maioria das faixas, inclusive, não funcionaria no modus operandi simplista que deu fama aos rapazes. Mas com uma produção que esconde um elemento interessante a cada virada da música, o ouvinte fica atento e acaba se divertindo com os atabaques de &#8220;Machu Picchu&#8221;, a vibe FM oitentista e o refrão ocupadíssimo de &#8220;Two Kinds of Happiness&#8221; ou os grooves tensos de &#8220;Taken For A Fool&#8221;. Nesse sentido, estamos falando de um disco pop: a maioria das faixas foram feitas a fim de obter o máximo de efeito. A lógica, aqui, é chegar, fazer uma boa impressão, entreter o ouvinte por três ou quatro minutos, guardar uma surpresa, uma boa ponte ou um refrão memorável e deixar uma lembrança, nos melhores momentos. &#8220;Life Is Simple In The Moonlight&#8221;, a maior música do disco, tem chance entre as melhores do ano, trabalhando com uma melancolia já conhecida, agora prateada pela luz da lua (&#8220;so we talk about ourselves and how/to forget the love we never felt/oh we owed jokes that work so well/ you never were so sure, was the moment&#8221;).Nos menos inspirados, a diversão continua, mas a memória das faixas fica um pouco escorregadia. É só pensar na tensão à Muse (não é uma coisa boa) de &#8220;Metabolism&#8221;, na dinâmica sombria em piloto automático e &#8220;You&#8217;re So Right&#8221; e o glo-fi de &#8220;Games&#8221; &#8211; ouvi-las não é uma experiência dolorosa, mas extrapola a própria duração das faixas.</p>
<p style="text-align:justify;">Se há um ganho na busca sempre bem produzida (mas nem sempre boa) dos garotos por um som mais próprio, a perda é justamente o senso de heroísmo e a contradição do tédio e do frenesi jovem que vestiam na manga. É por isso que se fala em produtos: são objetos feitos sob medida, quase clínicos. Não chegam a ser frios, mas pecam um pouco no calor que emanam. &#8220;Gratisfaction&#8221;, com uma levada despreocupadamente glam, é um dos poucos momentos em que se vê essa vibração, que ainda assim não passa da filtração de influências antigas pela ótica de uma juventude que não pertence tanto a eles (conferir: Smith Westerns e Free Energy).</p>
<p style="text-align:justify;">A moral da história, no final, é que todo mundo cresceu, nesse meio tempo. Não dá mais pra contá-los como uma febre adolescente, a banda que arrebatou quase todo mundo dos 12 aos 20 e poucos (e muita gente além dessa faixa etária) e que gostasse de rock ou esbarrasse com os veículos que tanto falavam deles. Não dá, tampouco, pra agir como aquele pirralho que pirava quando &#8220;Last Nite&#8221; tocava no Disk MTV e que, com um pouco de sorte, um bocado de dinheiro e uma localização privilegiada, conseguiu ver os caras ao vivo, no Brasil. &#8220;Angles&#8221;, de certa forma, é uma desilusão: esses são os Strokes do presente, menos preocupados em fazer reverências ou se construir com muita coisa do passado. O horizonte agora é o futuro, e isso deixa qualquer um de perna bamba.</p>
<p><span style="color:#888888;">[&#8220;Angles&#8221;, The Strokes. 11 faixas produzidas Gus Oberg, Joe Chicarelli e a própria banda. Lançado pela RCA/Sony em Março de 2011]</span><br />
[rating:3.5/5]</p>
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		<title>Bloody Mixtape #04: Aquele Indie Axé</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Mar 2011 23:34:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Como uma criança que viveu os anos 90 e gostava de carnaval, muito da minha memória afetiva relacionada à folia vem das canções de Axé. Toque o disco ao vivo da Banda Eva de 97 (ou qualquer disco dessa época que tenha feito sucesso) que provavelmente eu vou saber cada uma das músicas de cor. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="https://bloodypop.com/wp-content/uploads/2011/03/aqueleindieaxe_capa.jpg"><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-9702" title="aqueleindieaxe_capa" src="https://bloodypop.com/wp-content/uploads/2011/03/aqueleindieaxe_capa.jpg?w=500&#038;h=500" alt="" width="500" height="500" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Como uma criança que viveu os anos 90 e gostava de carnaval, muito da minha memória afetiva relacionada à folia vem das canções de Axé. Toque o disco ao vivo da Banda Eva de 97 (ou qualquer disco dessa época que tenha feito sucesso) que provavelmente eu vou saber cada uma das músicas de cor. Tenho uma leve impressão que há muita gente igual a mim.</p>
<p style="text-align:justify;">De todos os ritmos populares dos anos 90, talvez o que mais tenha se infiltrado na música independente brasileiras nos últimos anos tenha sido o axé. Talvez por ter nascido em &#8220;bons&#8221; berços setentistas (Novos Baianos, Moraes, o próprio Caetano), a (re)avaliação do gênero como uma influência esteticamente aceitável tem ocorrido de Curitiba a Recife, com paradas no Rio, em São Paulo, Macieió e na capital Salvador.</p>
<p style="text-align:justify;">Para comemorar o carnaval e documentar um pouco da produção do assim chamado Axé Indie nos últimos 10 anos, o Bloody Pop lança a mixtape Aquele Indie Axé. O termo, como bem disse a <a href="http://www.ritornelos.wordpress.com">Kátia Abreu</a>, <em>&#8220;é uma vibe, não um ritmo&#8221;</em>, o que transforma essa mixtape mais numa reunião de boas faixas que compartilham o mesmo espírito, do que algo que defina a gramática do novo gênero. As faixas estão ordenadas cronologicamente, indo do primeiro disco do Lucas Santtana no início da década (que, curiosamente, foi lançado por uma major e tem um hit de novela) a novíssima &#8220;Sem Falsas Promessas&#8221; dos cariocas do Tono. No meio, encontramos Do Amor inteiro e metade dele tocando com Caetano, Holger, Baiana System e outros que levantaram essa bandeira.</p>
<p class="mp3"><a href="http://www.mediafire.com/?xge58i0v55r0qkp">Aquele Indie Axé</a></p>
<p><a href="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Fplaylists%2F622603&#038;show_comments=true&#038;auto_play=false&#038;show_playcount=true&#038;show_artwork=true&#038;color=ff000b">http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Fplaylists%2F622603&#038;show_comments=true&#038;auto_play=false&#038;show_playcount=true&#038;show_artwork=true&#038;color=ff000b</a> <span><a href="http://soundcloud.com/user2656279/sets/bloody-pop-apresenta-aquele">Bloody Pop apresenta: Aquele Indie Axé</a> by <a href="http://soundcloud.com/user2656279">bloodypop</a></span></p>
<p>*por algum motivo, o Soundcloud não me deixa subir a música &#8220;A Cor Amarela&#8221; do Caetano, mas ela vem no zip.</p>
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		<title>Repeat: "A Maré Nenhuma", Nuda</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Feb 2011 12:00:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Faz mais de um ano que falamos do disco dos pernabucanos do Nuda pela primeira vez aqui no Bloody Pop. Originalmente previsto para ser lançado em 2010, &#8220;A Maré Nenhuma&#8221; só deve chegar nos próximos meses, o que não impediu que a banda soltasse algumas prévias antes do lançamento. Para ajudar na promoção da banda na [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="https://bloodypop.com/wp-content/uploads/2011/02/nuda1.jpg"><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-9681" title="Nuda" src="https://bloodypop.com/wp-content/uploads/2011/02/nuda1.jpg?w=500&#038;h=507" alt="" width="500" height="507" /></a><br />
Faz <a href="https://bloodypop.com/wp-content/uploads/2011/02/nuda1.jpg2010/01/21/os-discos-brasileiros-mais-esperados-em-2010-nuda/" target="_blank">mais de um ano</a> que falamos do disco dos pernabucanos do <a href="http://www.myspace.com/sitionuda" target="_blank">Nuda</a> pela primeira vez aqui no Bloody Pop. Originalmente previsto para ser lançado em 2010, &#8220;A Maré Nenhuma&#8221; só deve chegar nos próximos meses, o que não impediu que a banda soltasse algumas prévias antes do lançamento. Para ajudar na promoção da banda na Feira Música Brasil, o Nuda fechou um EP com três faixas pré-mixadas/masterizadas que entraram no novo disco e aproveitou para jogar na internet também.</p>
<p style="text-align:justify;">O EP conta com a faixa-título do álbum, &#8220;Em Nome do Homem&#8221; e a versão da banda para &#8220;Ode Aos Ratos&#8221;, de Chico Buarque. Se nessas duas últimas a banda parece mais disposta a causar alguma reação mais visceral do ouvinte &#8211; as duas são bem barulhentas, lembrando uma versão com sotaque do esporro politicamente consciente do Violins &#8211; &#8220;A Maré Nenhuma&#8221; encontra o Nuda no seu momento mais solto. O samba não é exatamente uma língua incomum para banda nem para seus contemporâneos, no entanto, o que eles conseguem na faixa é algo raramente tentado desde que o ritmo voltou a habitar a paleta do rock brasileiro. Seja quando usado como acessório (Los Hermanos, Wado) ou objeto de estudo (Romulo Fróes), o samba no indie brasileiro nunca foi dado a catarse, talvez por estar quase sempre emparedado pela guitarra ou pela busca pela &#8220;canção bonita&#8221;. Ao contrário, &#8220;A Maré Nenhuma&#8221; funciona como samba-de-terreiro de um homem só. Claro, há o coro e há aquela sensação meio coletiva de que a música pode redimir qualquer pecado enquanto houver quem cante, mas a sutileza na produção deixa claro que tudo aqui gira numa esfera bem mais pessoal do que pede uma roda de samba.</p>
<p style="text-align:justify;">A faixa é de uma beleza exemplar, num nível que a banda ainda não tinha mostrado que era capaz até aqui. Como nos explicou o vocalista Raphiro, a maré nenhuma <em>&#8220;significa tentar fazer o seu melhor e mergulhar nessa maré, ser guiado pra onde ela for levar&#8221;</em>. No caso deles, tudo indica que a maré vá os levar bem longe.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Ftracks%2F11229204&#038;show_comments=true&#038;auto_play=false&#038;color=ff000b">http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Ftracks%2F11229204&#038;show_comments=true&#038;auto_play=false&#038;color=ff000b</a> <span><a href="http://soundcloud.com/user2656279/01-nuda-a-mar-nenhuma">01 Nuda &#8211; A Maré Nenhuma</a> by <a href="http://soundcloud.com/user2656279">bloodypop</a></span></p>
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		<title>Um mea culpa e outras coisas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[staffbloodypop]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Feb 2011 11:31:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Antes de qualquer coisa, queria fazer um pedido pessoal (tipo eu, Livio Vilela) de desculpas pela inconstância do Bloody Pop nos últimos meses. Minha culpa total e irrestrita. Espero imensamente que as coisas (tempo, basicamente) melhorem a partir desse post. Dito isso&#8230; Queria fazer um agradecimento especial ao Rafael, aka o garoto-prodígio da crítica musical [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Antes de qualquer coisa, queria fazer um pedido pessoal (tipo eu, Livio Vilela) de desculpas pela inconstância do Bloody Pop nos últimos meses. Minha culpa total e irrestrita. Espero imensamente que as coisas (tempo, basicamente) melhorem a partir desse post.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Dito isso&#8230;</em></p>
<p style="text-align:justify;">Queria fazer um agradecimento especial ao Rafael, aka o garoto-prodígio da crítica musical brasileira, que vem mantendo o blog minimamente atualizado quase que sozinho nos dois últimos meses, com <a href="https://bloodypop.com/wp-content/uploads/2011/02/arcade1.jpgauthor/rafabreu/" target="_blank">alguns dos textos</a> que eu pessoalmente considero dos melhores que o Bloody Pop já publicou.</p>
<p style="text-align:justify;">Além das resenhas do Rafael, outra coisa que rolou nesses primeiros dois meses de 2011 foi o fim das nossas listas de <a href="https://bloodypop.com/wp-content/uploads/2011/02/arcade1.jpg2010/12/16/melhores-de-2010/" target="_blank">Melhores de 2010</a>. Quer dizer, não acabou totalmente porque ainda não publicamos as nossas listas de melhores discos do ano passado, mas a lista de faixas ficou tão bacana e vocês já estão tão cansado do ano passado, que não vale ficar gastando saliva para te fazer entender porque aqueles discos são tão bons. Caso você insista, as duas listas &#8211; nacional e internacional &#8211; seguem no fim desse post.</p>
<p style="text-align:justify;">O que dá para prometer por enquanto é que logo logo vem aí uma mixtape de axé (indie, na sexta), a melhor música brasileira do ano até agora (hoje) e o retorno das atividades do <a href="https://bloodypop.com/wp-content/uploads/2011/02/arcade1.jpgcategory/vem-ai/">Vem Aí</a> (com um <a href="https://bloodypop.com/wp-content/uploads/2011/02/arcade1.jpgcalendario-lancamentos-nacionais/" target="_blank">novo calendário</a>, com OITENTA E POUCOS DISCOS). E resenhas, entrevistas e a bipolaridade de sempre.</p>
<p style="text-align:justify;">Agora, as listas. Como você previa, os suspeitos usuais, com uma ou outra bossa. Caso você sinta falta de textos sobre esses discos, vale dar uma procurada no histórico, especialmente na seção de <a href="https://bloodypop.com/wp-content/uploads/2011/02/arcade1.jpgcategory/resenhas/discos/">Resenhas</a> e no <a href="https://bloodypop.com/wp-content/uploads/2011/02/arcade1.jpgcategory/repeat/">Repeat</a>, onde muitos desses são analisados com a pompa e circunstância merecidas.</p>
<h2>Os 25 Melhores Discos Internacionais</h2>
<p><strong>25) Maximum Balloon &#8211; &#8220;Maximum Balloon&#8221;</strong><br />
<strong> 24) Paul Weller &#8211; &#8220;Wake Up The Nation&#8221;</strong><br />
<strong> 23) Wavves &#8211; &#8220;King Of The Beach&#8221;</strong><br />
<strong> 22) Spoon &#8211; &#8220;Transference&#8221;</strong><br />
<strong> 21) Tame Impala &#8211; &#8220;Innerspeaker&#8221;</strong><br />
<strong> 20) Foals &#8211; &#8220;Total Life Forever&#8221;</strong><br />
<strong> 19) Ariel Pink &#8211; &#8220;Before Today&#8221;</strong><br />
<strong> 18) Flying Lotus &#8211; &#8220;Cosmogramma&#8221;</strong><br />
<strong> 17) Laura Marling &#8211; &#8220;I Speak Because I Can&#8221;</strong><br />
<strong> 16) Joanna Newsom &#8211; &#8220;Have One On Me&#8221;</strong><br />
<strong> 15) Gorillaz &#8211; &#8220;Plastic Beach&#8221;</strong><br />
<strong> 14) Girls &#8211; &#8220;Broken Dreams Club EP&#8221;</strong><br />
<strong> 13) Warpaint &#8211; &#8220;The Fool&#8221;</strong><br />
<strong> 12) Grinderman &#8211; &#8220;Grinderman 2&#8221;</strong><br />
<strong> 11) Broken Social Scene &#8211; &#8220;Forgiveness Rock Record&#8221;</strong><br />
<strong> 10) Caribou &#8211; &#8220;Swim&#8221;</strong><br />
<strong> 09) The Black Keys &#8211; &#8220;Brothers&#8221;</strong><br />
<strong> 08) Janelle Monáe &#8211; &#8220;The ArchAndroid&#8221;</strong><br />
<strong> 07) Vampire Weekend &#8211; &#8220;Contra&#8221;</strong><br />
<strong> 06) Sufjan Stevens &#8211; &#8220;The Age Of Adz&#8221;</strong><br />
<strong> 05) LCD Soundsystem &#8211; &#8220;This Is Happening&#8221;</strong><br />
<strong> 04) Beach House &#8211; &#8220;Teen Dream&#8221;</strong><br />
<strong> 03) The National &#8211; &#8220;High Violet&#8221;</strong><br />
<strong> 02) Kanye West &#8211; &#8220;My Beautiful Dark Twisted Fantasy&#8221;</strong></p>
<p><a href="https://bloodypop.com/wp-content/uploads/2011/02/arcade1.jpg"><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-9694" title="arcade" src="https://bloodypop.com/wp-content/uploads/2011/02/arcade1.jpg?w=640&#038;h=120" alt="" width="640" height="120" /></a></p>
<h2>Os 25 Melhores Discos Nacionais de 2010</h2>
<p><strong>25) Messias &#8211; &#8220;Escrever-me, Envelhecer-me, Esquecer-me&#8221;</strong><br />
<strong> 24) Baiana System &#8211; &#8220;Baiana System&#8221;</strong><br />
<strong> 23) Bárbara Eugênia &#8211; &#8220;Journal De BAD&#8221;</strong><br />
<strong> 22) Lurdes da Luz &#8211; &#8220;Lurdez Da Luz EP&#8221;</strong><br />
<strong> 21) Pata De Elefante &#8211; &#8220;Na Cidade&#8221;</strong><br />
<strong> 20) Jr. Black &#8211; &#8220;RGB&#8221;</strong><br />
<strong> 19) M. Takara 3 &#8211; &#8220;Sobre Todas E Qualquer Coisa&#8221;</strong><br />
<strong> 18) Nevilton &#8211; &#8220;Pressuposto EP&#8221;</strong><br />
<strong> 17) Vanessa Da Mata &#8211; &#8220;Bicicletas, Bolos E Outras Alegrias&#8221;</strong><br />
<strong> 16) Luisa Maita &#8211; &#8220;Lero-Lero&#8221;</strong><br />
<strong> 15) Emicida &#8211; &#8220;Emicidio&#8221;</strong><br />
<strong> 14) Karina Buhr &#8211; &#8220;Eu Menti Pra Você&#8221;</strong><br />
<strong> 13) A Banda de Joseph Tourton &#8211; &#8220;A Banda De Joseph Tourton&#8221;</strong><br />
<strong> 12) Thiago Pethit &#8211; &#8220;Berlim, Texas&#8221;</strong><br />
<strong> 11) Nina Becker – &#8220;Vermelho/Azul&#8221;</strong><br />
<strong> 10) Inverness &#8211; &#8220;Somewhere I Can Hear My Heart Beating&#8221;</strong><br />
<strong> 09) Apanhador Só &#8211; &#8220;Apanhador Só&#8221;</strong><br />
<strong> 08) Superguidis &#8211; &#8220;Superguidis&#8221;</strong><br />
<strong> 07) Holger &#8211; &#8220;Sunga&#8221;</strong><br />
<strong> 06) Mombojó &#8211; &#8220;Amigo Do Tempo&#8221;</strong><br />
<strong> 05) Guizado &#8211; &#8220;Calavera&#8221;</strong><br />
<strong> 04) Garotas Suecas &#8211; &#8220;Escaldante Banda&#8221;</strong><br />
<strong> 03) Cérebro Eletrônico &#8211; &#8220;Deus E O Diabo No Liquidificador&#8221;</strong><br />
<strong> 02) Do Amor &#8211; &#8220;Do Amor&#8221;</strong></p>
<p><a href="https://bloodypop.com/wp-content/uploads/2011/02/01_jenecitulipa.jpg"><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-9693" title="01_jenecitulipa" src="https://bloodypop.com/wp-content/uploads/2011/02/01_jenecitulipa.jpg?w=640&#038;h=120" alt="" width="640" height="120" /></a></p>
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