<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/" version="2.0">

<channel>
	<title>BNDigital</title>
	
	<link>http://caiovaccaro.com.br/bnd</link>
	<description>Just another WordPress site</description>
	<lastBuildDate>Mon, 10 Jun 2013 20:30:34 +0000</lastBuildDate>
	<language>en-US</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.5.1</generator>
		<atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://feeds.feedburner.com/bndigital" /><feedburner:info xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" uri="bndigital" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><feedburner:emailServiceId xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0">bndigital</feedburner:emailServiceId><feedburner:feedburnerHostname xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0">https://feedburner.google.com</feedburner:feedburnerHostname><item>
		<title>A fotografia no século XIX</title>
		<link>http://caiovaccaro.com.br/bnd/dossies/colecao-d-thereza-christina-maria-albuns-fotograficos/a-fotografia-no-seculo-xix/</link>
		<comments>http://caiovaccaro.com.br/bnd/dossies/colecao-d-thereza-christina-maria-albuns-fotograficos/a-fotografia-no-seculo-xix/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 25 May 2013 01:57:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<guid isPermaLink="false">http://caiovaccaro.com.br/bnd/?post_type=dossies&amp;p=816</guid>
		<description><![CDATA[O Papel do papel: um breve ensaio acerca da relevância da fotografia em papel albuminado no século XIX Primórdios da Fotografia As décadas de 1820 e 1830 marcam o surgimento dos primeiros processos fotográficos, após um longo período de gestação, que durou alguns séculos. A quase imediata expansão da fotografia em termos globais, sua assimilação [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="conteudo3">
<p><strong>O Papel do papel: um breve ensaio acerca da relevância da fotografia em papel albuminado no século XIX</strong></p>
<p>Primórdios da Fotografia</p>
<p>As décadas de 1820 e 1830 marcam o surgimento dos primeiros processos fotográficos, após um longo período de gestação, que durou alguns séculos. A quase imediata expansão da fotografia em termos globais, sua assimilação por diferentes culturas e sua rápida apropriação pelos mais distintos campos do conhecimento nos demonstram estarmos diante de um fenômeno que merece integrar a galeria dos grandes inventos da história da modernidade. Segundo William M. Ivins, Jr., &#8220;(&#8230;) é através da fotografia que arte e ciência provocaram seus efeitos mais impressionantes sobre o pensamento do homem comum contemporâneo. Sob diversos pontos de vista, a história das técnicas, da arte, da ciência e do pensamento podem ser divididas, de maneira apropriada e convincente, em seus períodos pré e pós-fotográficos.&#8221;</p>
<p>A fotografia nasce do anseio por uma representação mecânica, supostamente mais objetiva, da realidade visual. Suas origens no ambiente positivista da Europa do século XIX, onde atuaram quase todos os seus precursores, que utilizavam a câmera obscura e a câmera lúcida para &#8220;copiar&#8221; o que viam, têm sido intensamente pesquisadas e discutidas em décadas recentes. Muito já se conhece, também, sobre a contribuição daqueles que, durante os três séculos anteriores &#8211; a que denominamos período da pré-fotografia 0 acumularam práticas, observações e descobertas nos campos da física e da química, cujo somatório culminou no surgimento da fotografia, através de diversos pesquisadores que investigavam simultaneamente processos distintos em localidades também distintas.</p>
<p>Neste sentido, começaríamos relembrando as experiências do inglês Thomas Wedgwood, assistido por Humphry Davy e que produziu, em 1802, cópias-contrato de folhas e outros objetos sobre papel sensibilizado com nitrato de prata sem, no entanto, descobrir uma fórmula para fixar tais imagens. Mais à frente, lembraríamos do francês Joseph-Nicéphore Niépce, conhecedor da litografia e inventor de um processo de reprodução denominado heliografia &#8211; que possibilitava a multiplicação de imagens através de um sistema muito similar a outros processos de gravura então conhecidos &#8211; e autor da primeira imagem capturada através da utilização de uma câmera obscura equipada com uma objetiva. Obtida em 1826 em sua cidade natal, Chalon-sur-Saône, essa imagem resultou do endurecimento do betume da judéia pela ação da luz &#8211; diferentemente do escurecimento das emulsões fotográficas à base de sais de prata, que viriam a possibilitar o desenvolvimento da fotografia propriamente dita, pouco tempo depois.</p>
<p>Em seguida, vale lembrar da descoberta isolada da fotografia havida em nosso país, em 1833 &#8211; seis anos antes, portanto, da primeira patente de um processo fotográfico ser requerida na Europa. Hercules Florence, cidadão francês radicado na Vila de São Carlos (hoje Campinas), São Paulo, não apenas desenvolveu e testou com razoável sucesso um processo fotográfico rudimentar, como também cunhou a própria palavra que o denomina photographie.</p>
<p>Interessado que estava em outros inventos relacionados à reprodução impressa, Florence não levou à frente suas pesquisas com o empenho requerido e acabou se frustrando quando, em 1839, tomou conhecimento de notícias chegadas da Europa que davam conta da invenção do daguerreótipo. Em 26 de outubro de 1829, publicou no jornal paulistano A Phenix um comunicado esclarecendo sua posição quanto à descoberta da fotografia na Europa, comunicado este que foi transcrito no Jornal do Comércio de 29 de dezembro do mesmo ano.</p>
<p>A daguerreotipia mencionada acima, era um dos processos fotográficos que vinham sendo desenvolvidos naquele período, tendo sido inventada pelo francês Louis Jacques Mande Daguerre, em colaboração com Joseph-Nicéphore Niépce e seu filho Isidore Niépce. Em 19 de agosto de 1839, numa sessão conjunta das Academias de Ciências e de Belas Artes, em Paris, ocorreu o anúncio da invenção do daguerreótipo. A patente do invento foi adquirida pelo governo francês e &#8220;doada à humanidade&#8221;, tendo se disseminado rapidamente pelo mundo. Consiste numa chapa de cobre, prateada através de um processo eletrolítico (galvanoplastia) e depois polida até se tornar um espelho. Sensibilizada a partir da exposição aos vapores de iodo, era então colocada na câmara e sobre ela se formava a imagem fotográfica latente, depois revelada, com vapores de mercúrio &#8211; que atuavam sobre as áreas atingidas pela luz &#8211; tornando-se um amálgama de mercúrio e prata, visível. Por se tratar de um artefato extremamente frágil, a chapa, depois de fixada, lavada e seca, era sempre vedada num estojo, sendo recoberta por uma placa de vidro. Embora as imagens assim obtidas possuam alta qualidade, sua visualização é dificultada devido à superfície espelhada. Ademais, a imagem possui a lateralidade invertida e é única, ou seja, não pode ser multiplicada, devido à inexistência do negativo.</p>
<p>Quatro anos antes daquela patente, no entanto, outro importante processo já vinha sendo desenvolvido pelo inglês William Henry Fox Talbot que, no entanto, só retomou suas investigações após tomar conhecimento do anúncio do daguerreótipo. Em 1840 descobriu a imagem latente &#8211; que se torna visível por meio da revelação, possibilitando assim uma acentuada redução (para apenas 1 minuto, em média) do tempo de exposição necessário para a tomada das fotografias. Talbot patenteou finalmente o seu processo em 1841, sobre o qual passou a exigir o pagamento de direitos autorais, em alguns países. Trata-se do calótipo ou talbótipo, um negativo de papel, que após o processamento (revelação) era encerado para tornar-se mais transparente, sendo em seguida prensado contra um outro papel sensibilizado, sob uma placa de vidro e exposto à luz do sol, possibilitando assim a obtenção de uma cópia fotográfica (positiva) em papel salinizado ou papel salgado &#8211; assim designado porque o banho inicialdo papel era mesmo numa solução de cloreto de sódio, o conhecido sal de cozinha. Viabilizou-se, ali, a reprodutibilidade na fotografia, tal como o conhecemos e praticamos até os nossos dias: o original, ou matriz, é o negativo, a partir do qual podemos gerar um número infinito de cópias positivas, todas de igual qualidade e valor. A fotografia tornou-se, assim, um múltiplo.</p>
<p>As imagens proporcionadas pelo calótipo, no entanto, não tinham a mesma qualidade e nem exerciam o mesmo fascínio daquelas obtidas através dos daguerreótipos. As fibras constituintes do negativo de papel acabavam por prejudicar a impressão do positivo, que tinha uma aparência granulada, sem precisão nos detalhes, (aquilo que hoje denominamos resolução da imagem) e uma coloração amarronzada e fosca.</p>
<p>Voltemos agora ao Brasil. Já em 17 de janeiro de 1840, o abade francês Louis Compte, capelão do L´Orientale, navio-escola franco-belga que dava a volta ao mundo e chegara há pouco da Europa, produziu os primeiros daguerreótipos de nosso país, todos na região central da cidade do Rio de Janeiro. Apresentado ao novíssimo processo, D. Pedro II &#8211; à época, com apenas 14 anos e às vésperas da antecipação da sua maioridade &#8211; interessou-se de imediato, providenciando logo a aquisição de um equipamento para seu próprio uso e melhor compreensão do processo, e tornando-se assim o primeiro cidadão brasileiro a tirar uma fotografia.&#8221;</p>
<p>É a partir daí, então, que se inicia a produção das imagens fotográficas de nosso país, hoje conhecidas. Alguns dos primeiros fotógrafos que chegaram ao Brasil, vindos da Europa ou da América do Norte, eram viajantes, verdadeiros aventureiros, que percorreram diversas cidades de nossa costa antes de seguir rumo ao cone-sul, chegando em seguida ao oceano Pacífico e subindo o outro lado do continente. Outros se estabeleceram &#8211; alguns por curto período (muitas das vezes em alguma empreitada específica de documentação fotográfica), outros por mais tempo, outros ainda por toda a vida.</p>
<p>Com o passar das décadas, surgem também os primeiros fotógrafos brasileiros. Embora a fotografia brasileira do século XIX tenha alcançado excelente nível de qualidade, sua produção é incomparável, em termos quantitativos, com aquela de outros países onde a situação econômica e social era mais favorável, possibilitando o seu consumo por maiores contingentes da população.</p>
<p>A evolução da tecnologia da fotografia</p>
<p>A tecnologia da fotografia evolui e se diversifica com espantosa rapidez nas décadas que se seguem às primeiras invenções. Paralelamente à disseminação do daguerreótipo, nos anos 1840, a produção de calótipos (os negativos de papel) também avança, não só na Grã-Bretanha (em especial na Inglaterra e Escócia) mas também na França, onde surgem vários grandes fotógrafos que se dedicaram à documentação de edifícios e monumentos, sob o patrocínio do próprio governo. Alguns franceses, como Gustave Le Gray e Louis-Désiré Blanquart-Evrard, realizaram ainda importantes desenvolvimentos técnicos no sentido de melhorar a qualidade e a produtividade dos calótipos. Já estava claro, àquela época, que o futuro da fotografia residia nos processos que possibilitavam a sua múltipla reprodução, a partir de um negativo ou outro tipo de matriz.</p>
<p>Anos depois da implantação do primeiro processo negativo-positivo &#8211; inventado por Fox Talbot nos anos 1830 mas só patenteado em 1841 &#8211; outro inglês, Frederick Scott Archer, obteve sucesso em 1850 ao utilizar um líquido viscoso, o calódio (nitrato de celulose ou nitrocelulose, diluído em éter e álcool) para aderir a emulsão de sais de prata em uma placa de vidro, desenvolvendo assim o negativo de vidro de colódio úmido, também conhecido como chapa úmida. Desta maneira, estava resolvido o problema causado anteriormente pela interferência das fibras da celulose quando se copiava um negativo de papel &#8211; a qualidade desses positivos, agora, era muito superior àquela das cópias obtidas a partir de calótipos. O uso desse novo negativo, que tinha que ser preparado imediatamente antes do ato da tomada da fotografia e revelado logo depois (pois quando o colódio seca se torna impermeável, impedindo a ação do revelador), disseminou-se rapidamente.</p>
<p>É fato que, antes mesmo de Scott Archer, o francês Claude Félix Abel Niépce de Saint-Victor já havia desenvolvido um negativo de vidro, em 1847 que se valia da albumina &#8211; uma proteína extraída da clara do ovo &#8211; para aderir os sais de prata ao vidro. Embora estes negativos pudessem ser preparados com antecedência, sendo capazes de durar muitos dias antes da sua utilização, eram pouco sensíveis à luz, exigindo longos tempos de exposição e sendo, portanto, inadequados para a produção de retratos, cuja &#8220;febre&#8221; já se iniciava. Foi o processo de Scott Archer, portanto &#8211; que disseminou rapidamente pelo mundo afora, assim como acontecera anteriormente com o daguerreótipo. Ainda na primeira metade dos anos 1850, com a utilização do negativo de vidro de calódio úmido, já era possível fazer uma fotografia, sob boas condições de luminosidade, com um tempo de exposição tão curto quanto um segundo.</p>
<p>O advento dos negativos de colódio rendeu, ainda, dois outros processos inspirados no daguerreótipo, já que ambos resultavam também numa imagem única: o ambrótipo (1851) e o ferrótipo (1855). O primeiro, uma invenção de Scott Archer muito popularizada pelo norte-americano James Ambrose Cutting, que inclusive patenteou uma de suas variantes, constituía-se numa imagem negativa em uma placa de vidro, colocada sobre uma superfície negra para adquirir a aparência de um positivo e era também apresentado num estojo, embora de custo inferior. O segundo, patenteado pelo norte-americano Hannibal L. Smith e considerado um formato marcadamente popular, constituía-se numa variante daquele mesmo processo, sendo a imagem formada sobre uma chapa de ferro previamente pintada de preto. Montado num passe-partout de cartão ou papel, o ferrótipo visava atingir as camadas economicamente mais desfavorecidas da sociedade e foi explorado por fotógrafos ambulantes que circulavam constantemente pelas localidades mais populares.</p>
<p>Para produzir cópias a partir dos negativos de vidro, proporcionando resultados de superior qualidade, o fotógrafo francês Louis-Desiré Blaquart-Evrard desenvolveu, em 1849-&#8217;850, um novo papel fotográfico albuminado. A albumina, proteína extraída da clara de ovo, era colocada numa bacia e a folha de papel, de baixa gramatura, era delicadamente depositada na superfície daquele líquido, &#8220;flutuando&#8221; por brevíssimo tempo e tornando-se assim albuminada. O papel assim revestido adquiria um acabamento brilhante e liso, podendo ser armazenado até o momento de sua utilização, quando era &#8220;flutuado&#8221; numa outra bacia contendo uma solução de nitrato de prata. A camada de albumina retia os sais de prata e em seguida era seca. Depois da copiagem do negativo naquele papel albuminado e de seu processamento. Depois da copiagem do negativo naquele papel albuminado e de seu processamento, proporcionava uma imagem mais rica em contraste (com as altas luzes mais intensas e as sombras mais escuras), em gradação tonal e em detalhamento (resolução).</p>
<p>Já em 1851, Blanquart-Evrard instalou,na cidade francesa de Lille, uma linha de produção industrial para a produção de cópias. A partir da produção de diversos fotógrafos, entre amadores e profissionais, editava porta-fólios temáticos, comercializando-se por um preço compatível com o das litografias &#8211; bem mais barato, portanto, que aquele praticado pelos fotógrafos de estúdio, mas sem poder assegurar a permanência das imagens impressas. Em seus quase cinco anos de atividade, até 1855, produziu cerca de 100 mil cópias fotográficas. Desistiu de seu negócio, por não conseguir a lucratividade necessária.</p>
<p>A instabilidade dos materiais fotográficos preocupava a todos os envolvidos no negócio; era necessário desenvolver técnicas que assegurassem a estabilidade e a permanência das imagens. O Fading Committee proposto em 1855 pelo Príncipe Alberto, um entusiasta da fotografia e marido da Rainha Vitória, da Inglaterra, e o prêmio oferecido por Honoré d´Albert, o Duque de Luynes, um amante das artes, arqueólogo e fotógrafo francês, para quem oferecesse a melhor contribuição para o progresso da questão da permanência das imagens à base de prata, servem de exemplo dos esforços havidos naquele período. Estava claro que a fixação e a lavagem das cópias deveriam merecer especial atenção. Neste sentido, as fotografias de viagem em papel albuminado da presente exposição constituem-se num perfeito testemunho daqueles desafios &#8211; afinal, podemos apreciar, nesse conjunto, desde imagens num estado de conservação impecável até imagens consideravelmente esmaecidas e/ou amarelecidas.</p>
<p>O papel albuminado provou ser o &#8220;parceiro ideal&#8221; para os negativos de colódio úmido e a partir dos meados daquela década tornou-se o papel fotográfico mais popular em todo o mundo por três décadas, aproximadamente &#8211; sendo este o período coberto pela presente exposição. Embora seu uso tenha decaído a partir da última década do século XIX, ainda foi utilizado até a década de 1930, aproximadamente.</p>
<p>Nos primeiros anos de sua utilização, este processo era integralmente realizado no próprio estúdio do fotógrafo, mas logo surgiram as indústrias de papel albuminado. A sensibilização do papel com nitrato de prata, no entanto, continuou quase sempre a cargo do fotógrafo ou de um de seus assistentes, sendo realizada na véspera de sua utilização, para a copiagem dos negativos.</p>
<p>O papel usado na sua confecção requeria certa qualidade. Então, era sempre um papel de trapo &#8211; de algodão ou de linho. Segundo James Reilly, só duas indústrias, em todo o mundo, alcançaram um padrão de qualidade consistente, produzindo o papel ideal para ser albuminado e sensibilizado com sais de prata, livre de quaisquer resíduos decorrentes da matéria-prima (tais como os resíduos metálicos dos botões comumente deixados nos trapos reprocessados ou os fragmentos desprendidos do próprio maquinário) ou da água utilizada (tais como os resíduos minerais), já que naquela época ainda não se conheciam as técnicas de purificação posteriormente desenvolvidas. Estas indústrias, que mantiveram o seu monopólio desde os anos 1860 até o período da I Guerra Mundial, eram a Blanchet Frères et Kleber Co. (localizada na cidade francesa de Rives) que produzia o papel Rives e a Steinbach and Company (localizada em Malmedy Bélgica &#8211; região então pertencente à Alemanha) que produzia o papel Saxe.</p>
<p>As maiores indústrias que &#8220;albuminavam&#8221; aqueles papéis ficavam na Alemanha, mas havia também as indústrias na França, Inglaterra e Estados Unidos. No Brasil, até onde vai o nosso conhecimento, nunca se fabricou papel albuminado em escala. Naturalmente, era possível a um fotógrafo local adquirir o papel e depois albuminá-lo. É mais do que provável que inúmeros fotógrafos locais tenham trabalhado assim; mas é também provável que muitos fotógrafos tenham importado o papel albuminado e o sensibilizassem aqui.</p>
<p>Como já foi dito, a grande produção acontecia nas indústrias. Cabia então às mulheres, que ocupavam quase todos os postos, a primeira etapa da produção: quebrar os ovos e separar a clara da gema. Esta última não tinha utilidade para a fotografia, e normalmente era repassada às padarias ou outras manufaturas de comestíveis. A clara do ovo era batida, adicionando-se sais e posteriormente era colocada em frascos e depositada para descansar por alguns dias. Progressivamente ia-se depositando no fundo do frasco um líquido, a albumina, proteína extraída da clara do ovo. Num outro setor da indústria, a albumina era derramada em bacias onde as folhas de papel, muito finas, eram flutuadas. Como a albumina não devia atingir o verso do papel, manipulavam-se as folhas na bacia com delicadeza. Em seguida, essas folhas eram retiradas e penduradas para secar, sendo posteriormente cortadas, embaladas e comercializadas. Nas últimas décadas do século XIX, era comum a comercialização de papéis albuminados rosados, arroxeados ou azulados, que se tornaram moda. Hoje em dia, é difícil reconhecer estes papéis, uma vez que os corantes então utilizados eram instáveis à luz e desbotaram com o passar do tempo.</p>
<p>Ainda segundo James Heilly, a Alemanha, onde o comércio de papel albuminado já existia desde 1854, tornou-se o maior produtor mundial a partir de 1870. A cidade de Dresden era o principal centro, graças à sua proximidade dos grandes produtores de papel e de ovos, além do baixo custo de sua mão-de-obra, se comparada a dos competidores ingleses ou norte-americanos. Ademais, a utilização de bactérias existentes na própria albumina para desencadear o processo de fermentação proporcionava um papel mais brilhante e com melhores resultados no momento de se proceder à sua viragem. Para que se tenha uma idéia da escala de produção local de duas grandes fábricas e diversas outras menores, Reilly cita os números da Dresdener Albuminfabriken A.G., que apenas em 1888 produziu 18.674 resmas de papel albuminado. Cada resma consistia de 480 folhas medindo 46 x 58 cm cada. Para confeccionar cada uma destas resmas eram necessários 9 litros de albumina, obtidos de 27 dúzias de ovos. Assim, a produção desta única fábrica consumiu mais de 6 milhões de ovos em um ano!</p>
<p>Quando o fotógrafo ia produzir uma cópia fotográfica no papel albuminado tinha de sensibilizar o papel. Mais para o fim do século, já havia os papéis fotográficos albuminados pré-sensibilizados, com adição de ácido cítrico, o mais consumido pelos amadores. Os profissionais continuaram sensibilizando os seus próprios papéis. Idealmente no dia em que se pretendia fazer as cópias &#8211; ou, no máximo, com dois ou três dias de antecedência. Como já foi mencionado, diluía-se na bacia o nitrato de prata e flutuava-se o papel neste líquido, para absorver os sais. O papel era pendurado para secar, o que tinha que ser feito em um ambiente escuro ou com luz filtrada &#8211; normalmente, uma luz âmbar, algo próximo do amarelo, de modo a não velar o papel.</p>
<p>O papel era depois colocado em uma moldura de copiagem, confeccionada em madeira, juntamente com o negativo de vidro &#8211; emulsão contra emulsão. Ou seja, a imagem do negativo do vidro ficava em contato direto com a emulsão do papel virgem. Esse &#8220;sanduíche&#8221; era prensado por trás e exposto à luz, na moldura. Comumente, isso era feito numa área contígua ao próprio estúdio. Algumas vezes, fazia-se essa copiagem em área externa. No caso dos países frios, isso era menos viável durante boa parte do ano, porque em temperaturas muito baixas o processamento fotográfico se torna muito lento. Nos países tropicais, enfrentava-se o problema oposto &#8211; assim como há luz abundante, há calor demais, o que também é prejudicial ao processamento.</p>
<p>O fotógrafo dispunha as molduras num cavalete, para que a luz do sol atravessasse o negativo do vidro e imprimisse a imagem, em positivo, no papel albuminado. Esses papéis eram denominados papéis fotográficos de revelação direta ou papéis diretos, e necessitavam de grande quantidade de energia luminosa para produzir uma imagem sem o uso de qualquer processamento químico, ou seja, sem a utilização de reveladores. Na medida em que a luz agia sobre o papel, os íons de prata iam-se transformando em prata metálica e a imagem ia escurecendo, e, conseqüentemente, tornando-se visível. Para o fotógrafo controlar a qualidade da fotografia que estava produzindo, depois de passado um tempo ele podia abrir uma parte das costas dessa moldura, puxar um pouco o papel para fora &#8211; mas sem perder o registro, ou seja, não deslocando o negativo em relação à foto &#8211; e observar o resultado. O controle de qualidade era visual. No momento em que a imagem estivesse satisfatória, ele tirava o papel da moldura e passava para a fase final do processamento. E então podia começar a confecção de uma nova cópia, similar à anterior.</p>
<p>Este processamento consistia do seguinte: primeiro, lavava-se papel fotográfico para tirar o excesso de nitrato de prata. Em seguida, fazia-se a chamada viragem &#8211; porque as fotos tinham sempre um tom avermelhado, amarronzado, que não era apreciado na época. Por essa razão, quase todas as fotos eram submetidas a uma viragem &#8211; mergulhadas numa bacia onde havia uma solução de cloreto de ouro, que mudava os tons daquela fotografia em preto e branco, tornando o &#8220;preto&#8221; mais intenso e expressivo, mais arroxeado ou azulado. Em seguida, as fotografias eram lavadas e secas.</p>
<p>Nos estúdios que produziam em larga escala, havia profissionais contratados só para realizar a viragem. Esses profissionais, dotados de boa sensibilidade visual, dominavam os &#8220;segredos&#8221; do ofício, e passavam o dia inteiro virando fotografias. A lavagem, como hoje, era muito importante. No entanto, devemos nos lembrar que muitas das vezes não havia água corrente abundante como hoje, e a lavagem era deficiente &#8211; mas já havia a consciência da sua importância.</p>
<p>Ao final do processo, as fotografias eram normalmente montadas em cartão (quando avulsas) ou em folhas de papel mais encorpado (quando encadernadas em álbuns), pois o papel albuminado é sempre muito fino. Se não fosse montado, ele se enrolava rapidamente &#8211; assim como ocorreu com as fotografias de viagem desta exposição, enroladas durante mais de um século antes de voltarem a ser planificadas.</p>
<p>Outros importantes progressos tecnológicos ainda no século XIX</p>
<p>O processo de negativos de vidro de colódio úmido, implantado na década de 1850, vai perdurar até a década 1880, quando é rapidamente substituído pelos negativos de vidro de gelatina e prata, também denominados chapas secas. A gelatina passa a ser substância empregada para aderir os sais de prata ao vidro. A partir daí, os negativos pré-sensibilizados passam a ser industrializados, já que são duráveis e possuem, ainda, maior sensibilidade à luz. Surgem também os papéis fotográficos de gelatina e prata, que eram igualmente industrializados e já se encontravam sensibilizados no ato da sua comercialização. Na presente exposição, os negativos de vidro produzidos do período do exílio da Princesa Isabel e do Conde d´Eu e as cópias fotográficas do mesmo período são exemplos desta tecnologia.</p>
<p>É também nos anos 1880 que surgem os primeiros filmes fotográficos flexíveis, com base de nitrato de celulose. Acontece, aí, a maior revolução da fotografia do século XIX, com o início da verdadeira popularização do processo, quando o cidadão comum passa a ter condições de tirar suas próprias fotografias. A partir do marcante lançamento da Kodak nº 1, as câmaras se miniaturizam, os filmes se tornam mais rápidos e surgem os laboratórios fotográficos comerciais. A fotografia &#8220;instantânea&#8221; vai deixando de ser um privilégio dos cientistas ou especialistas. A óptica também evolui de maneira espantosa, e já nas primeiras décadas do século XX sucedem-se os lançamentos de câmaras fotográficas com objetivas mais luminosas, obturadores mais rápidos e maior praticidade no manejo. Surgem novos formatos de filme. O flash é desenvolvido e sofre sucessivos aperfeiçoamentos. A fotografia em cores sofre uma evolução sem precedentes em sua história. Temos, enfim, uma infindável série de novos desenvolvimentos que nos trazem até os dias atuais, quando já adentramos a era da imagem digital.</p>
<p>Voltando ao século XIX, vale mencionar que àquela época desenvolveram-se, ainda, muitos outros papéis fotográficos, a partir de sais de ferro, platina, paládio etc. havia ainda os processos fotográficos que se baseavam na goma bicromatadas (com dicromato de potássio). Preparava-se uma substância que, ao receber a luz, endurecia, ao invés de escurecer &#8211; um &#8220;mecanismo&#8221; similar àquele praticado por Niépce com o betume da judéia, nos primórdios da fotografia. O dicromato, misturado com pigmentos e aplicado no papel, possibilitava a realização de vários processos, como o célebre papel de carvão.</p>
</div>
<div class="feedflare">
<a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?a=rsFrD-vTEVM:RW-QFdxmpko:yIl2AUoC8zA"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?d=yIl2AUoC8zA" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?a=rsFrD-vTEVM:RW-QFdxmpko:qj6IDK7rITs"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?d=qj6IDK7rITs" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?a=rsFrD-vTEVM:RW-QFdxmpko:F7zBnMyn0Lo"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?i=rsFrD-vTEVM:RW-QFdxmpko:F7zBnMyn0Lo" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?a=rsFrD-vTEVM:RW-QFdxmpko:7Q72WNTAKBA"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?d=7Q72WNTAKBA" border="0"></img></a>
</div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://caiovaccaro.com.br/bnd/dossies/colecao-d-thereza-christina-maria-albuns-fotograficos/a-fotografia-no-seculo-xix/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A coleção</title>
		<link>http://caiovaccaro.com.br/bnd/dossies/colecao-d-thereza-christina-maria-albuns-fotograficos/a-colecao/</link>
		<comments>http://caiovaccaro.com.br/bnd/dossies/colecao-d-thereza-christina-maria-albuns-fotograficos/a-colecao/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 25 May 2013 01:49:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<guid isPermaLink="false">http://caiovaccaro.com.br/bnd/?post_type=dossies&amp;p=811</guid>
		<description><![CDATA[A coleção de fotografias do imperador D. Pedro II O conjunto composto por cerca de 23 mil fotografias é parte integrante da biblioteca particular do imperador D. Pedro II, por ele doada em sua maior parte à Biblioteca Nacional, após a proclamação da República. Esta parcela da biblioteca do imperador que coube à Biblioteca Nacional, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong> A coleção de fotografias do imperador D. Pedro II</strong></p>
<p>O conjunto composto por cerca de 23 mil fotografias é parte integrante da biblioteca particular do imperador D. Pedro II, por ele doada em sua maior parte à Biblioteca Nacional, após a proclamação da República.</p>
<p>Esta parcela da biblioteca do imperador que coube à Biblioteca Nacional, consiste de 100 mil itens, aproximadamente: livros, publicações seriadas, mapas, partituras, desenhos, estampas, fotografias e outros documentos impressos e manuscritos. A pedido do imperador D. Pedro II foi denominada &#8220;Collecção. D. Thereza Christina Maria&#8221;, em homenagem à imperatriz. Trata-se da maior doação já recebida pela Biblioteca Nacional.</p>
<p>D. Pedro II formou sua coleção de fotografias, principalmente, através da contratação do trabalho de muitos profissionais &#8211; concedendo inclusive a alguns deles o título de &#8220;Photographo da Casa Imperial&#8221; &#8211; além da aquisição de fotografias estrangeiras, principalmente durante suas viagens ao exterior. O resultado é a maior e mais abrangente coleção de documentos fotográficos brasileiros e estrangeiros do século XIX existente numa instituição pública de nosso país.</p>
<p>É composta por imagens referentes ao Brasil e ao mundo do século XIX, que retratam a realidade do período e refletem a personalidade do imperador e seus interesses.</p>
<p>O reconhecimento internacional do valor cultural desta coleção foi obtido através de sua inscrição no Registro Internacional da Memória do Mundo da UNESCO, em 2003. Assim, esta coleção tornou-se o primeiro conjunto documental brasileiro a integrar este programa da UNESCO.</p>
<div class="feedflare">
<a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?a=wodYDztu8d8:tGV_7bzrhaE:yIl2AUoC8zA"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?d=yIl2AUoC8zA" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?a=wodYDztu8d8:tGV_7bzrhaE:qj6IDK7rITs"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?d=qj6IDK7rITs" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?a=wodYDztu8d8:tGV_7bzrhaE:F7zBnMyn0Lo"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?i=wodYDztu8d8:tGV_7bzrhaE:F7zBnMyn0Lo" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?a=wodYDztu8d8:tGV_7bzrhaE:7Q72WNTAKBA"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?d=7Q72WNTAKBA" border="0"></img></a>
</div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://caiovaccaro.com.br/bnd/dossies/colecao-d-thereza-christina-maria-albuns-fotograficos/a-colecao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Apresentação</title>
		<link>http://caiovaccaro.com.br/bnd/dossies/colecao-d-thereza-christina-maria-albuns-fotograficos/apresentacao/</link>
		<comments>http://caiovaccaro.com.br/bnd/dossies/colecao-d-thereza-christina-maria-albuns-fotograficos/apresentacao/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 25 May 2013 01:42:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<guid isPermaLink="false">http://caiovaccaro.com.br/bnd/?post_type=dossies&amp;p=805</guid>
		<description><![CDATA[A coleção de fotografias do Imperador D. Pedro II Como parte das comemorações do bicentenário da chegada da Família Real portuguesa ao Brasil, a Biblioteca Nacional, com o apoio da Fundação Getty, lança um site dedicado à coleção fotográfica do Imperador Pedro II. Este conjunto, composto por cerca de 23 mil fotografias, é parte integrante [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong>A coleção de fotografias do Imperador D. Pedro II</strong></p>
<p>Como parte das comemorações do bicentenário da chegada da Família Real portuguesa ao Brasil, a Biblioteca Nacional, com o apoio da Fundação Getty, lança um site dedicado à coleção fotográfica do Imperador Pedro II. Este conjunto, composto por cerca de 23 mil fotografias, é parte integrante da biblioteca particular do Imperador e por ele doada, em testamento, em sua maior parte, à Biblioteca Nacional, denominada <strong><em>“Collecção D. Thereza Christina Maria</em></strong>”, em homenagem à Imperatriz. Trata-se da maior doação já recebida pela Biblioteca Nacional.</p>
<p>O acervo fotográfico da <strong><em>“Collecção D. Thereza Christina Maria</em></strong>”, é composto por imagens referentes ao Brasil e ao mundo do século XIX, que retratam a realidade do período e refletem a personalidade do Imperador e seus interesses.</p>
<p>Com o financiamento da Fundação Getty, a Biblioteca Nacional pôde tratar tecnicamente, digitalizar e divulgar este valioso acervo fotográfico, registrado pela UNESCO no Programa Memória do Mundo, como patrimônio da humanidade.</p>
<p>Como resultado, estão disponíveis as fotografias digitalizadas, acompanhadas por pesquisa histórica e descrição bibliográfica completa, possibilitando aos pesquisadores uma visão abrangente e pormenorizada desta preciosa coleção.</p>
<p>Desta forma a Biblioteca Nacional, cumpre sua missão de garantir a disseminação do conhecimento divulgando seu vasto acervo e contribuindo para a preservação da memória nacional.</p>
<div class="feedflare">
<a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?a=I0f180-vJZg:0yTKrgQa70w:yIl2AUoC8zA"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?d=yIl2AUoC8zA" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?a=I0f180-vJZg:0yTKrgQa70w:qj6IDK7rITs"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?d=qj6IDK7rITs" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?a=I0f180-vJZg:0yTKrgQa70w:F7zBnMyn0Lo"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?i=I0f180-vJZg:0yTKrgQa70w:F7zBnMyn0Lo" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?a=I0f180-vJZg:0yTKrgQa70w:7Q72WNTAKBA"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?d=7Q72WNTAKBA" border="0"></img></a>
</div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://caiovaccaro.com.br/bnd/dossies/colecao-d-thereza-christina-maria-albuns-fotograficos/apresentacao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Coleção D. Thereza Christina Maria  – Álbuns fotográficos</title>
		<link>http://caiovaccaro.com.br/bnd/dossies/colecao-d-thereza-christina-maria-albuns-fotograficos/</link>
		<comments>http://caiovaccaro.com.br/bnd/dossies/colecao-d-thereza-christina-maria-albuns-fotograficos/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 25 May 2013 01:37:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<guid isPermaLink="false">http://caiovaccaro.com.br/bnd/?post_type=dossies&amp;p=795</guid>
		<description><![CDATA[Conheça o acervo fotográfico registrado no Programa Memória do Mundo da UNESCO como Patrimônio da Humanidade. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[Conheça o acervo fotográfico registrado no Programa Memória do Mundo da UNESCO como Patrimônio da Humanidade. <div class="feedflare">
<a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?a=lNsVwlXLUTI:hA6K2-QPDt8:yIl2AUoC8zA"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?d=yIl2AUoC8zA" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?a=lNsVwlXLUTI:hA6K2-QPDt8:qj6IDK7rITs"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?d=qj6IDK7rITs" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?a=lNsVwlXLUTI:hA6K2-QPDt8:F7zBnMyn0Lo"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?i=lNsVwlXLUTI:hA6K2-QPDt8:F7zBnMyn0Lo" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?a=lNsVwlXLUTI:hA6K2-QPDt8:7Q72WNTAKBA"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?d=7Q72WNTAKBA" border="0"></img></a>
</div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://caiovaccaro.com.br/bnd/dossies/colecao-d-thereza-christina-maria-albuns-fotograficos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A Representação Cartográfica no Brasil Colonial na Coleção da Biblioteca Nacional</title>
		<link>http://caiovaccaro.com.br/bnd/artigos/a-representacao-cartografica-no-brasil-colonial-na-colecao-da-biblioteca-nacional/</link>
		<comments>http://caiovaccaro.com.br/bnd/artigos/a-representacao-cartografica-no-brasil-colonial-na-colecao-da-biblioteca-nacional/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 19 May 2013 09:10:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<guid isPermaLink="false">http://caiovaccaro.com.br/bnd/?post_type=artigos&amp;p=744</guid>
		<description><![CDATA[A documentação cartográfica da Biblioteca Nacional começou a ser  formada em fins do século XVIII, ao ser criada em Lisboa a Real Biblioteca, mais tarde transferida para a cidade do Rio de Janeiro, no período da vinda da Corte Portuguesa para o Brasil. Seu acervo cresceu através dos tempos, mediante aquisições de importantes coleções particulares e de exemplares originais em livrarias especializadas, constituindo, hoje, um rico patrimônio de imagens do Mundo, no todo e em suas partes. Ele inclui alguns milhares de mapas, vistas e planos [1] avulsos, manuscritos e impressos, e outros tantos anexos a documentos históricos ou inseridos em livros e opúsculos raros, além das centenas de Atlas reais e factícios, não raro truncados – material esse que se encontra disperso em várias áreas da Biblioteca Nacional: Cartografia, Manuscritos, Iconografia e Obras Raras.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A documentação cartográfica da Biblioteca Nacional começou a ser formada em fins do século XVIII, ao ser criada em Lisboa a Real Biblioteca, mais tarde transferida para a cidade do Rio de Janeiro, no período da vinda da Corte Portuguesa para o Brasil. Seu acervo cresceu através dos tempos, mediante aquisições de importantes coleções particulares e de exemplares originais em livrarias especializadas, constituindo, hoje, um rico patrimônio de imagens do Mundo, no todo e em suas partes. Ele inclui alguns milhares de mapas, vistas e planos [1] avulsos, manuscritos e impressos, e outros tantos anexos a documentos históricos ou inseridos em livros e opúsculos raros, além das centenas de Atlas reais e factícios, não raro truncados – material esse que se encontra disperso em várias áreas da Biblioteca Nacional: Cartografia, Manuscritos, Iconografia e Obras Raras.</p>
<p>Antiguidade</p>
<p>A Biblioteca Nacional possui uma documentação histórica, que remonta à cartografia da Antiguidade Clássica, contida em obras impressas a partir do século XV. Dentre estas merecem destaque: a Geografia de Estrabão (58-25 a.C.), editada em 1494, 1539, 1557, 1571, 1587, e 1707; Bellum Catilinae de Salustio (ca.86-ca34 a.C.); editada em 1491, 1518, 1519, 1531; Pharsalia de Lucano (ca.39-65), editada em 1479, 1486, 1492, 1519, 1542, 1560, 1578; a Geografia de Ptolomeu (século II), redescoberta no Renascimento, que será abordada nesse período; Historiarum adversum paganos de Paulus Orosius (fl.385-417) editada em 1542 e 1561; os Commentarii in Somnium Scipionis de Ambrósio Teodosio Macróbio (ca.395-436), editada em 1492, 1501, 1515, 1519, 1524 e 1535.</p>
<p>A cartografia do período romano deu ênfase à representação dos itinerários de estradas e caminhos, mas são poucos e fragmentados os registros que escaparam da destruição. Um dos poucos de que se tem conhecimento é a cópia no séc. XIII, de um original do século VI, denominada Tabula itineraria Peutigeriana. Conforme algumas fontes, o mapa teria sido elaborado no século I, copiado ca. 250 e recebido alguns acréscimos entre os séculos IV e VI. A Biblioteca Nacional possui a edição fac-similar de 1824, com o prefácio assinado por Fridericus Thiersch.</p>
<p>Idade Média</p>
<p>Na Idade Média foi dominante a influência exercida pela Igreja romana cristã, principalmente do século IV ao XV, período em que a cartografia terrestre desenvolveu-se, de início, como suplemento ilustrativo de textos litúrgicos (missais, psaltérios), de livros sagrados (bíblias) e trabalhos de cunho histórico-geográfico. O tipo preferido de representação foi a imagem do Mundo em mapas-múndi circulares, ditos Mapa da roda ou Mapa T-O, incluídos em inúmeras obras medievais que foram reescritas dezenas e centenas de vezes pelos copistas no silêncio dos mosteiros e igrejas. Além dessa espécie de ilustração, algumas obras incluíram, também mapas regionais e itinerários de caminhos, principalmente os que levavam à Terra Santa. O Mapa T-O, de forma circular, é dividido em três partes, conciliadas na tripartição cristã, com a idéia bíblica da divisão do Mundo pelos três filhos de Noé (Gênesis). A Ásia ocupa a metade superior do espaço figurado (Sem, primogênito), a Europa (Jafet, terceiro filho) abrange a metade inferior, à esquerda, e a África (Cam, o segundo filho) a outra metade inferior, à direita. O modo como o mundo é disposto forma um T, à direita , constituído pelos rio Nilo e à esquerda pelo Don, no sentido horizontal e no meio pelo Mar Mediterrâneo, no sentido vertical. O Oriente está situado na parte superior, de onde vem a palavra orientação. Exemplos de Mapa T-O é o de autoria de Santo Isidoro, Bispo de Sevilha (ca.560-635) incluído num códice [2] Etymologiae, que foi publicado pela primeira vez em 1472. Existe na Biblioteca Nacional uma edição de 1483.</p>
<p>Outro exemplo de documento cartográfico deste período, também existente na Biblioteca, é a Sphaera mundi, de Joannes Sacro Bosco (fl.1250), com suas edições de 1513, 1537, 1543, 1550, 1551, 1557, 1568, 1559 e 1562.</p>
<p>Aos poucos, porém, a cartografia foi deixando de ser mero complemento ilustrativo de livros, passando a ser produzida de forma independente, com o aparecimento dos primeiros espécimes avulsos, alguns de grandes dimensões. Entre eles se destacam os mapas-múndi conhecidos como Ebstorf [3] (ca. 1235), Hereford [4] (ca. 1290) e o de fra Mauro (m. 1459). Existe na Biblioteca uma reprodução deste último, que faz parte da obra Il mappamondo di Fra Mauro, Camaldolese de autoria de Placido Zurla, publicada em 1806.</p>
<p>No final do século XIII e durante o século XIV, surgem as cartas-portulanos. Estas eram destinadas às navegações no Mar Mediterrâneo e ao longo das costas ocidentais da Europa. A Biblioteca Nacional não possui as originais.</p>
<p>Renascimento</p>
<p>No Renascimento a cartografia tomou um impulso significativo. Isto se deve às novas descobertas da imprensa, da técnica de gravação (xilogravura e gravura em metal), ao aperfeiçoamento de instrumentos astronômicos (a bússola, o quadrante etc), à criação da Escola de Sagres, às navegações ultramarinas (descobertas de novas terras) e à redescoberta da Geografia de Ptolomeu.</p>
<p>Cláudio Ptolomeu, geógrafo, astrônomo e matemático alexandrino, viveu no século II, foi autor de duas grandes obras: Composição matemática ou Almagesto, estudo sobre astronomia, e Geografia ou Cosmografia, manual com instruções para a elaboração de mapas, uso de projeções e uma enorme lista de coordenadas geográficas (latitudes e longitudes).</p>
<p>A Geografia de Ptolomeu foi conservada pelos árabes e introduzida no ocidente durante a Idade Média. Com a sua total recuperação impulsionou grandemente a cartografia, deixando de lado a visão patrística do mundo medieval, atraindo estudiosos e interessados na arte e na ciência. Escrita em grego, sua primeira tradução para o árabe foi no século IX e para o latim, em códice, em 1406. Com o advento da imprensa, no último quartel do século XV, foram publicadas oito edições em versão incunábula[5], sendo seis com mapas. A Biblioteca Nacional possui a edição de 1486, publicada em Ulm (Alemanha). No século XVI, foram publicadas 30 edições da Geografia. Estas edições tiveram acréscimo de cartas relacionadas às novas terras descobertas. Existem na Biblioteca Nacional 13 destas edições, incluindo a edição de 1513, que foi dedicada ao Novo Mundo, intitulada Tabula terre noue, conhecida como Carta Atlântica. Além destas edições, Cornelis Wytfliet publicou a obra Descriptionis Ptolemaicae Augmento, em 1597, significando um acréscimo das terras do Novo Mundo, não registradas por Ptolomeu. Por isso, é considerado o primeiro atlas americano. A Biblioteca Nacional detém um exemplar desta edição.</p>
<p>A cartografia no Brasil Colonial</p>
<p>O grande marco das navegações portuguesas se deu primeiro com a tomada do Ceuta[6] aos árabes, em 1415. Em seguida, rumando ao Oriente, os portugueses alcançaram terras nas costas africanas, nas ilhas oceânicas, no litoral brasileiro.</p>
<p>Com relação às descobertas portuguesas, a Biblioteca Nacional mantém sob sua guarda cartas referentes aos territórios de Portugal, das suas colônias e das conquistas no Ocidente e no Oriente, entre os séculos XVI e XVIII. Dentre elas distinguem-se: o volume Mappas do Reino de Portugal e suas conquistas, reunidos por Diogo Barbosa Machado; Mapas de Manuel Godinho de Erédia como Plantas de praças das conquistas de Portugal : feytas por ordem de Ruy Lourenço de Tavora Vizo rey da Índia, Nova tavoa geographica da tera do sertam de Malaca, Nova tavoa hydrographica do mar de novas teras do sul, Austrália, onde mostra trecho da costa deste território visto inicialmente pelos portugueses, em 1601; além de cartas de Angola, Moçambique, Índia, Ilha de Santa Helena[7] , a planta mais antiga de Funchal[8], elaborada por Mateus Fernandes, em 1570. etc.</p>
<p>Século XVI</p>
<p>A primeira representação cartográfica do Brasil aparece no planisfério de Juan de la Cosa, de 1500, mostrando a Costa Norte até as proximidades da Ponta do Mucuripe (Ceará), cujo traçado revela conhecimento que se prendem à viagem de Vicente Yañez Pinzón.</p>
<p>Quanto aos documentos cartográficos portugueses que retratam o Brasil, o primeiro foi o denominado Planisfério de Cantino, existente na Biblioteca de Estense, em Módena (Itália). Foi elaborado em 1502 por um cartógrafo português anônimo, que se baseou no padrão real [9]. O trabalho foi realizado mediante suborno praticado por Alberto Cantino, agente italiano, a serviço de Hércules d’Este, Duque de Ferrara, que por ele pagou 12 ducados de ouro. A Biblioteca Nacional possui parte referente ao Ocidente, numa reprodução impressa do século XX.</p>
<p>O Brasil foi também representado na cartografia alemã, portuguesa e italiana, no início do século XVI, como, por exemplo, o planisfério de Waldseemüller, de 1507, existente na Biblioteca do Congresso, em Washington. A Biblioteca Nacional possui o fac-símile datado de 1903.</p>
<p>Ainda do início do século XVI, existem outras cartas importantes que mostram o Brasil entre as costas do Rio Grande do Norte e São Paulo. Esta área geográfica é representada nas cartas do genovês Nicolo di Caverio, ca.1503 e 1504, de Kunstman III[10], também com a data da mesma época, e outro genovês Vesconte Maggiolo, de 1504. A primeira e a segunda cartas não fazem parte da Biblioteca Nacional.</p>
<p>Uma carta que se deve salientar é o planisfério de Pirî Reis de 1513, existente no Palácio Topkapi, em Istambul, do qual se conhece apenas a metade ocidental representando as Antilhas, o leste da América do Sul, e o noroeste da África e da Europa. Há nela figurações míticas como o unicórnio e criaturas acéfalas, ou ainda lendárias, como a de São Brandão que, em sua viagem pelo Atlântico, teria ancorado em cima de uma baleia. Na costa oriental brasileira aparecem pela primeira vez duas localidades: Cabo Frio (kav Fryio) e Rio de Janeiro (Sano Saneyro). Pirî Reis era almirante, cartógrafo e sobrinho de Kemal Reis, almirante turco cujos navios operavam em ações de corso no Mar Mediterrâneo e na costa atlântica do noroeste africano. Pirî Reis conseguiu informações sobre o Novo Mundo através de navegadores espanhóis e portugueses que foram aprisionados. A Biblioteca Nacional possui um fac-símile de 1966.</p>
<p>As primeiras denominações dadas ao Brasil, encontradas em alguns mapas e fac-símiles, que pertencem à Biblioteca Nacional, foram: Terra de Vera Cruz, Terra de Santa Cruz, Terra dos Papagaios (Planisfério de Waldseemüller, 1516), Terra Incógnita (aparece na Carta Atlântica da Geographia de Ptolomeu de 1513), Brasília (mapas de Bertius), Antropófagos (Planisfério de Pedro Apiano) e Brasil. Concorrendo com a denominação Terra de Santa Cruz, registrada em alguns mapas até o século XVIII, a de Brasil aparece desde o século XVI. Exemplos destas denominações são encontradas nas cartas de Paolo Forlani, Gastaldi, Blaeu etc.</p>
<p>Durante o século XVI, surgiram grandes cartógrafos portugueses, como Lopo Homem, Pedro e Jorge Reinel, Sebastião Lopes, Lázaro Luís, Fernão Vaz Dourado, Diogo Homem, Bartolomeu Velho, Bartolomeu Lasso e outros que retrataram o Brasil.</p>
<p>Uma carta importante desse período é a Tabula hec regionis magni Brasilis, ou Terra Brasilis, atribuída aos cartógrafos Lopo Homem, Pedro e Jorge Reinel, que faz parte do conhecido Atlas Miller, ca. 1519, pertencente à Biblioteca Nacional de França. Ela representa o escambo do pau-brasil no séc. XVI, sendo considerada a primeira carta econômica do Brasil e a primeira imagem do desmatamento no País. A Biblioteca Nacional possui uma reprodução, que faz parte da obra A mui leal e heróica cidade do Rio de Janeiro, editada em 1965. Além disso, ela aproxima a configuração da costa brasileira com a atual. Outro exemplo de carta que possui esta aproximação é o mapa-múndi atribuído a Jorge Reinel, reproduzido no Kunstman IV.</p>
<p>Não existe na Biblioteca Nacional a documentação cartográfica portuguesa manuscrita sobre o Brasil no século XVI. Porém, muitos destes mapas foram copiados por cartógrafos italianos, franceses e holandeses e gravados suas firmas. Dentre eles, citam-se Gerardus Mercator, autor da famosa projeção de Mercator, Abraham Ortelius, autor do primeiro atlas Theatrum Orbis Terrarum, publicado em 1570 etc. A Biblioteca Nacional possui as outras edições do Theatrum Orbis Terrarum de Ortelius, em latim (1575, 1579, 1584,1612), espanhol (1588) e italiano (1598). As edições em latim de 1579 e 1612 incluem o Parergon[11]</p>
<p>Além das cartas portuguesas gravadas por cartógrafos europeus, o acervo da Biblioteca Nacional contém os seguintes documentos do século XVI: carta de um cartógrafo de Verona, como Paulo Forlani , mapa do Brasil, mostrando a exploração do pau-brasil pelos franceses, (elaborado por Giacomo Gastaldi; faz parte do terceiro volume do livro Navigationi et viaggi de Giovanni Battista Ramusio), mapas do Brasil, que fazem parte das edições da Geografia de Ptolomeu publicadas neste século, mapas mostrando o período do domínio francês no Rio de Janeiro, como a carta de Jean de Lery e os documentos que fazem parte da obra La cosmographie universelle de André Thevet.</p>
<p>A Biblioteca Nacional possui, também, fac-símile do Roteiro de todos os sinais, conhecimentos, fundos, baixos, alturas e derrotas que ha na costa do Brasil desde o cabo de Santo Agostinho ate ao estreito de Fernao de Magalhaes , de Luís Teixeira, ca.1586 e editado em 1988, que consta de um mapa do Brasil, dividido em capitanias e mapas parciais da costa.</p>
<p>A Região Norte, com o traçado serpenteado do rio Amazonas, representada na cartografia desde o século XVI, figura em mapas até o século XVII. Nas viagens de navegação por este rio, sob os comandos de Francisco Orellana (1542) e Pedro Ursua (entre 1560 e 1561), surgiu o mito expansionista do El Dourado. O nome Amazonas foi dado pelo capelão da viagem de Orellana, Gaspar de Carvajal, que falou da existência de mulheres guerreiras às margens do rio.</p>
<p>Século XVII</p>
<p>Com a União Ibérica (1580-1640), holandeses, ingleses e franceses passaram a invadir o litoral nortista e nordestino, obrigando os portugueses a defender a colônia. Como resultado, estes conquistaram, construíram fortificações e fundaram algumas cidades na Região Nordeste. Exemplo de mapa deste período é o de Antônio Sanches.</p>
<p>Nessa época, a coroa filipina[12] permitiu aos luso-brasileiros ultrapassar os limites estabelecidos pelo Tratado de Tordesilhas[13], avançando em direção à foz do delta amazônico, onde eles fundaram em 1616, junto à Baía de Guajará, o Forte do Presépio, origem da cidade de Nossa Senhora de Belém, sede da nova Capitania do Grão Pará. A seguir, expandiram-se na direção oeste e norte, empenhando-se em lutas para expulsar os invasores holandeses e franceses que haviam ocupado alguns pontos da região.</p>
<p>Os episódios da conquista inicial da Amazônia foram registrados no mapa Discripcão dos Rios Para Curupa e Mazonas de Antônio Vicente Cochado, datado 1623, e, também, no Pequeno Atlas do Maranhão e Grão-Pará atribuído a João Teixeira Albernaz I.</p>
<p>No último quartel do século XVI e na primeira metade da centúria seguinte, os holandeses começaram a atacar as colônias portuguesas, principalmente em Pernambuco e Bahia.</p>
<p>A primeira investida foi a invasão da Bahia entre 1624 e 1625 (mapa1), (mapa2) (mapa3), mas foram expulsos pelo comando de d. Fradique de Toledo Osório, Marquês de Vilhanueva de Valduesa. Em seguida, os batavos ocuparam Pernambuco entre 1630 e 1654, quando foram combatidos pelas tropas luso-brasileiras. A expansão do domínio holandês chegou até o Norte, Maranhão, e ao sul, até Sergipe. Invadiram, também, as colônias de São Tomé e Angola, no Continente Africano, com a finalidade de trazer mão-de-obra para os engenhos de açúcar no nordeste brasileiro. A Biblioteca Nacional conta com dois mapas deste período: um que faz parte da obra impressa Istoria delle guerre del regno del Brasile de frei João José Maria de Santa Teresa, datado de 1698, e outro manuscrito intitulado Descripçam da Barra do Reino de Angola, de 1626.</p>
<p>A cartografia e a iconografia são vastíssimas neste período, devido à vinda de artistas (Franz Post e Albert Eckhout), cientistas (Willhelm Piso e Georg Marcgrave) cartógrafos e engenheiros (Pierre Gondreville, Cornelis Bastiaanszoon Golijath, Hendrik van Berchem, Tobias Commersteijn, Pieter van Bueren, Sicke de Groot, Sems, Andrea Drewisch, David van Orliens,) e arquiteto (Pieter Post), que acompanharam Maurício de Nassau (Johann Mauritius van Nassau-Siegen) no Brasil. Do outro lado do Atlântico, por sua vez, editores e cartógrafos renomados retratavam o período holandês no Brasil, como Joan Blaeu, Henricus Hondius, Nicolaes Visscher, Pierre Mortier etc. Sobre o mesmo tema eram publicadas notáveis obras de cunho histórico-geográfico com farta documentação cartográfica e iconográfica da autoria de Gaspar Barlaeus, J, Laet, Arnoldus Montanus, F. Plante e Pieter van der Aa e outros. Existem na Biblioteca Nacional 35 cartas digitalizadas sobre este assunto.</p>
<p>A obra Mapa de Isa Adonias, relaciona as categorias da cartografia holandesa, segundo K. Zandvliet, em:</p>
<p>“&#8211;Cartas hidrográficas, resultantes de levantamentos costeiros; exemplos: Brasilysch Paskaert de Vingboons, Zee-Fakkel de Johannes van Keulen;</p>
<p>&#8211; cartas topográficas, representando levantamentos terrestres;</p>
<p>&#8211; plantas de cidades e desenhos de engenharia – série de cartas referentes a Recife e cidade Maurícia, (Perfect Caerte der Gelegen theyt van Olinda de Pharnambuco Mauritsstadt ende t&#8217;Reciffo de Cornelis Goliath, de 1648)</p>
<p>&#8211; Mapas de notícia (new maps) – um misto de cenários cartográficos e reportagens de longo texto, na mesma folha, registrando etapas da conquista holandesa em vários locais do Nordeste. Tais mapas destinavam-se a manter o público informado sobre as ações da Companhia das Índias Ocidentais, criada em 1621, para agir na costa oeste da África, em toda a América e no pacífico.” Exemplo são as cartas de Visscher.</p>
<p>A cartografia portuguesa também abrangeu o Brasil, no século XVII. Fazem parte do acervo da Biblioteca Nacional mapas de João Teixeira Albernaz I, considerado o maior cartógrafo português do século XVII e filho de Luís Teixeira, João Teixeira Albernaz II, seu neto – outro grande cartógrafo, Pedro Nunes Tinoco e Antonio Vicente Cochado. Existem indicações de fortalezas em alguns desses documentos.</p>
<p>Uma carta representando a Amazônia no final do século XVII, considerada de grande importância, é a que mostra a viagem do jesuíta alemão Samuel Fritz pelo rio Solimões, em 1687. Ligado aos missionários inacianos[14] espanhóis, ele pretendia se expandir pelo rio Solimões. Sem sucesso, retornou ao Peru por ordem do Governador Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho, em 1691. Neste mesmo ano, elaborou o Mapa Geographico Del Rio Marañon o Amazonas&#8230;, existente na Biblioteca Nacional de França. Porém, o mapa, que ficou conhecido foi El gran rio Marañon o Amazonas, gravado em metal pelo padre Juan de Narvaez, em Quito, 1707. Nele se encontram informações sobre vilas, povoações, aldeias, nações indígenas, minas e trilhas. A Biblioteca Nacional possui o referido mapa.</p>
<p>Século XVIII</p>
<p>No final do XVII e na primeira metade do XVIII, surgiu na Região Sudeste a expansão dos bandeirantes e entradistas rumo ao interior do Brasil. Os principais pontos de dispersão de irradiação desse movimento foram: São Paulo (chamados de bandeirantes), Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia. Estes sertanistas, a princípio, tinham como finalidade o apresamento dos índios, mas com a descoberta do ouro nas Minas Gerais, em 1668, passaram a se interessar pela busca de riquezas minerais. Mais tarde, descobriram ouro na Região Centro-Oeste nas seguintes localidades: foz do rio Miranda (antigo rio Mboteteí, no Estado do Mato Grosso do Sul), em 1718, em Cuiabá, em 1725, e depois nas margens do rio Vermelho, afluente do rio Araguaia, situado perto da cidade de Goiás (Estado de Goiás). A expansão aurífera ia do Alto Jequitinhonha e rio Doce, em Minas Gerais, e até as margens do rio Guaporé, no atual Estado de Rondônia, e abrangia também no norte de Goiás, atual Estado de Tocantins. A Biblioteca Nacional possui um conjunto representativo de mapas denominados pelo pe. Diogo Soares de cartas sertanistas, conforme o livro História do Brasil nos velhos mapas, de Jaime Cortesão. São esboços traçados a lápis ou a pena, sobre papel de qualidade inferior, sem ornamentos, quase sempre esquematizados, e referentes às novas descobertas territoriais ou regiões economicamente valorizadas.</p>
<p>Algumas destas cartas sertanistas mostram as duas vias de comunicação entre o Rio de Janeiro e as Minas de Ouro, atual Estado de Minas Gerais, chamadas de Caminho Velho e Caminho Novo. O primeiro se fazia por Parati e Taubaté, o segundo, descoberto a partir de 1698 e aberto em 1704, tinha início no Porto de Estrela, no Rio de Janeiro e ia direto para Minas Gerais. (mapa)</p>
<p>Estão localizadas também, nas citadas cartas, as reduções jesuíticas destruídas pelos bandeirantes, entre 1632 e 1648. Desde o final do século XVI, as missões inacianas vinham se expandindo pelo território que se tornaria brasileiro (Regiões Sul e Centro-Oeste), tendo Assunção, no Paraguai, como foco irradiador. Essa expansão foi detida pelos bandeirantes ao destruírem Guairá, Itatim e Tapes. Ao primeiro núcleo pertencia Ciudad Real e Vila Rica, abandonadas em 1632. (mapa)</p>
<p>Com relação às antigas missões jesuíticas, existem na Biblioteca Nacional várias plantas e mapas, que pertenceram às Coleções Pedro de Angelis, Morgado de Mateus e outras. Sobre o mesmo tema, a Biblioteca possui também alguns mapas gravados no Atlas Mayor ou Geographia Blaviana, editados por Joan Blaeu, no século XVII</p>
<p>Cartas que despertam interesse são as que representam as monções, designação dada às expedições feitas entre as Capitanias de São Paulo e Mato Grosso, rumo a Cuiabá, vila que concentrava denso povoamento. Os bandeirantes formavam comboios de canoas em Araritaguaba, (atual Porto Feliz, situada às margens do rio Tietê, no atual Estado de São Paulo). Desciam este rio e o Paraná, subiam o Pardo e o Anhanduí (Estado do Mato Grosso do Sul). Depois atravessavam por terra, a região da Vacaria para atingir o Rio Miranda (Mato Grosso do Sul), por onde navegavam até o Paraguai para chegar à cidade de Cuiabá (Mato Grosso). Outra opção era a descida pelos rios Tietê e Paraná (São Paulo), a subida pelo rio Pardo (entre os Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul) e a travessia de varadouro do Camapuan, na Serra de Amambaí, no Estado de Mato Grosso do Sul. Em seguida, os viajantes baixavam os rios Coxim, Taquari (Mato Grosso do Sul) até o rio Paraguai, por onde prosseguiam a viagem rio acima até chegar aos rios São Lourenço (antigo Porrudos, em Mato Grosso) e Cuiabá.</p>
<p>A Biblioteca Nacional possui um códice intitulado Plano em borrão de todos os rios, e todas as caxueyras, e todas as cousas mais notaveis que vi desde o Porto de Araraytaguaba até a povoação de Guatemy&#8230;, de Teotônio José Juzarte, que mostra detalhadamente a jornada da expedição.</p>
<p>Além destas cartas, existe outra da época em que foi instituída a Capitania de São Paulo e Minas Gerais, 1709-1720, intitulada Mapa das Minas do Ouro de S. Paulo, e a costa do mar que lhe pretence [sic], datada 1714.</p>
<p>Os sertanistas descobriram também que a Lagoa de Xarayes (assim denominada pelos espanhóis) era uma região pantanosa. A expressão Lago ou Lagoa dos Xarayes permaneceu numa boa parte da cartografia européia até meados do século XVIII, exceto na portuguesa, onde a denominação preferida foi Lagoa Eupana, atual Pantanal Matogrossense. (mapa)</p>
<p>Em 1680, nas margens do rio da Prata, foi fundada a Colônia do Sacramento, aumentando a expansão do domínio para o Sul (mapa 1 mapa 2). Como conseqüência, iniciou-se o povoamento do Rio Grande do Sul, com a imigração lagunense e açoriana. Fundaram-se dois núcleos, em 1737, presídio Jesus-Maria-José e Vila do Rio Grande de São Pedro. No interior do Estado, foram criados outros dois locais: Viamão e Porto dos Casais, a atual cidade de Porto Alegre.</p>
<p>A ocupação no Paraná se deve em parte à abertura da estrada Viamão-Sorocaba, que tinha como finalidade transportar o gado do Rio Grande do Sul para Sorocaba, em São Paulo para abastecer aos exploradores de riquezas minerais de Minas Gerais. Existem algumas cartas indicando este caminho, da Coleção Morgado de Mateus, que está na Biblioteca Nacional</p>
<p>Na região Sudeste, a cidade do Rio de Janeiro foi tomada novamente pelos franceses, entre 1710 e 1711, sob o comando de Du Clerc e Du-Guay Trouin. Este saqueou a cidade e, ao retirar-se para a França, exigiu, como pagamento do resgate, 610 mil cruzados, 500 caixas de açúcar e 200 bois necessários para o abastecimento da esquadra.A Biblioteca possui uma edição francesa do século XVIII sobre este episódio, intitulada Recueil des combats de Du Guay-Trouin&#8230;</p>
<p>No final do século XVII, começou a tomar impulso a cartografia francesa, com a fundação da Academia Real das Ciências por Colbert, em 1666, e a construção de observatório astronômico em Paris. No século XVIII, a cartografia francesa predominava. Os cartógrafos deste período foram: Giovanni Dom Domenico Cassini, Nicolas Sanson, Guillaume Sanson, filho de Nicolas, Nicolas de Fer, Philippe Buache, Guillaume de L´Isle, Jean Baptiste Bourguignon d’Anville, autor de uma das melhores cartas do século XVIII representando a América do Sul, intitulada Amerique Meridionale, publicada em 1748.</p>
<p>Guillaume de L’Isle recebeu o título de Primeiro Geógrafo do Rei, na França, e teve um papel preponderante na questão de fronteiras entre os domínios português e espanhol na América do Sul. L’Isle mostrou que os portugueses cometiam erros de cálculos das longitudes nos mapas, desde o século XVI, colocando o rio da Prata no hemisfério português. Esta demonstração foi apresentada através do seu trabalho Determination géographique de la situation et de l’éntendue des différentes parties de la Terre, na Academia Real de Ciências, em 1720. A Biblioteca Nacional possui duas edições da carta intitulada Carte D&#8217;Amerique, de 1733 e 1763. (mapa &#8211; 1733) (mapa &#8211; 1763)</p>
<p>Portugal resolveu, então, contratar dois padres matemáticos Diogo Soares (1684-1748), português, e Domingos Capassi (Domenico Capacci ou Capasso, italiano, 1694-1736), com a missão “de fazerem mapas do território brasileiro, não só pela marinha, mas pelos sertões, com toda a distinção, para que melhor se assinalem e conheçam os distritos de cada bispado, governo, Capitania, Comarca&#8230;”, segundo declarava o Alvará de 18 de novembro de 1729. Eles trabalharam em conjunto e separadamente, mas o pe. Capassi faleceu em 1736, ficando a missão entregue apenas ao pe. Diogo Soares. O projeto final seria a apresentação do Novo Atlas da América Portuguesa. As operações de campo então realizadas abrangeram o levantamento da Colônia do Sacramento, de toda a costa Sul e Sudeste até Cabo Frio, e de grande parte do interior, além da elaboração de uma lista de coordenadas geográficas (latitudes e longitudes, estas observadas segundo a nova metodologia, baseada na ocultação dos satélites de Júpiter), da redação de relatos e descrições geográficas, e da coleta de roteiros e mapas de sertanistas. A Biblioteca possui um mapa atribuído ao pe. Capassi, que um mostra a rede hidrográfica do Brasil e o outro assinado por ele, que representa a Capitania do Rio de Janeiro.</p>
<p>Em janeiro de 1750, foi assinado o Tratado de Madri, que estipulou novos limites entre as possessões portuguesas e espanholas na América. Seus termos favoreceram as pretensões de Portugal (artigo XIV), uma vez que reconheciam seu domínio sobre a extensão territorial da Amazônia, das regiões Centro-Oeste e Sul, conquistadas pelos colonizadores. A Espanha, por sua vez, tinha interesse em obter a Colônia do Sacramento e o Território da Colônia, o que foi confirmado no artigo XIII do referido Tratado. O novo acordo consagrava o princípio de uti possidetis, que significa o direito de propriedade, e instituía a adoção dos acidentes naturais conhecidos (rios, montanhas&#8230;) como balisas entre os domínios das duas nações ibéricas. Eliminava-se, assim, o Tratado de Tordesilhas. Serviu de base, nas negociações do Tratado um mapa, elaborado por um cartógrafo anônimo, sob a orientação de Alexandre de Gusmão. Intitulado Mapa dos confins com as terras da Coroa de Espanha América Meridional, ficou conhecido como Mapa das Cortes, por conter no verso as assinaturas e os selos dos Ministros Plenipotenciários das duas coroas. Foram feitas cópias em português e em espanhol. A Biblioteca Nacional possui uma cópia em português, de 1749, que deveria ter servido de modelo para a cópia em espanhol, conforme História do Brasil nos velhos mapas de Jaime Cortesão.</p>
<p>Porém, verificou-se que havia erros de longitude na representação cartográfica, favorecendo aos interesses de Portugal. Segundo Max Justo Guedes, a região do “Alto Paraguai havia desviado para o leste entre quatro e sete graus, a extensão do Rio Amazonas-Solimões reduzida em três graus e os afluentes do mesmo rio, notadamente o Madeira e seu formador o Guaporé, e o Tocantins chegaram a ter desvios de nove graus”.</p>
<p>Em conseqüência deste tratado, foram organizadas duas comissões mistas (portuguesa e espanhola), uma para operar na região setentrional e, outra, no Sul, cada uma subdvidida em três partidas, responsáveis pela demarcação dos limites em trechos bem definidos. A comissão mista do Sul, tinha por missão fazer o levantamento de demarcação, desde Castilhos Grandes (atual cidade de Castillos, no Uruguai), na margem atlântica até o Rio Jauru, no Paraguai. Foram seus comissários Gomes Freire de Andrade, do lado de Portugal e Marquês de Val de Lírios, de Espanha. Suas três subdivisões trabalharam entre 1752 e 1759 com interrupção de 1754 e 1756, devido à Guerra Guaranítica. Dentre os participantes destacam-se do lado português: José Custódio de Sá e Faria, José Fernandes Pinto Alpoim, Manuel Viera Leão, Manuel Pacheco de Christo, Miguel Ângelo Blasco e Miguel Antônio Ciera. Eles elaboraram cartas, sendo algumas junto com a comissão espanhola.</p>
<p>A Biblioteca Nacional possui uma série de cartas digitalizadas de José Custódio de Sá e Faria referentes ao levantamento de demarcação.</p>
<p>Além das cartas de Sá e Faria, a Biblioteca Nacional possui um trabalho de Miguel Antonio Ciera que foi doado ao Rei de Portugal, intitulado Mappa geographicum quo flumen Argentum, Paraná et Paraguay exactissime nune primum describuntur, facto inito a nova Colonia ad ostium usque fluminis iauru ube, ex pactis finuim regundorum&#8230; 1758</p>
<p>As comissões mistas para o Norte, também subdivididas em três partidas, tinham como chefes, Francisco Xavier de Mendonça Furtado, irmão do Marquês de Pombal, do lado português, e d. José Iturriaga, do lado espanhol. Mais tarde Mendonça Furtado foi substituído por d. Antônio Rolim de Moura, Conde de Azambuja, Governador de Mato Grosso e posteriormente vice-rei do Brasil. A primeira partida foi incumbida de fazer o levantamento do trecho entre a confluência dos rios Jauru e Paraguai e o curso médio do Madeira; a segunda, o traçado da linha paralela Madeira-Javari, e a terceira, Solimões abaixo e Japurá acima, se encarregaria de estabelecer os limites pelas cordilheiras setentrionais até a foz do Oiapoque no Atlântico. Participaram desta comissão: Antônio José Landi, João André Schwebel, Gaspar João Geraldo Gronsfeld, Adão Leopoldo Breunig, Henrique Antonio Galluzzi, Sebastião José da Silva, Felipe Sturm e o pe. Inácio Sermatoni (Stenmartony). As comissões espanhola e portuguesa iriam se encontrar na aldeia de Mariuá, atual cidade de Barcelos, no Estado do Amazonas. Mas, não houve o encontro, e os trabalhos não foram realizados em conjunto. A comissão portuguesa ficou desempenhando o trabalho de reconhecimento geográfico nas margens do rio Negro, deixando uma produção cartográfica bastante apreciável. Landi traçou planos de alguns edifícios civis e religiosos em Belém, que hoje pertencem à Divisão de Iconografia da Biblioteca Nacional.</p>
<p>Em 1761, foi assinado o Tratado de Pardo, que anulou o Tratado de Madri. A partir daí começaram as hostilidades dos colonizadores espanhóis no sul do Brasil e na fronteira ocidental. Alguns mapas existentes na Biblioteca Nacional, que retratam esta época são: Mapa da Ilha de Santa Catarina, com o canal e a terra firme de José Custódio de Sá e Faria e Plano da região do Rio Itenes ou Guaporé e seus afluentes afluentes com a situação da fortaleza de Nossa Senhora da Conceição dos Portugueses&#8230;, de Miguel Blanco Crespo.</p>
<p>Em 1º de outubro de 1777, foi assinado o Tratado preliminar de Santo Ildefonso que estabeleceu novos limites entre as possessões portuguesas e espanholas na América do Sul. Ao contrário do Tratado de Madri, cujos negociadores dispuseram do Mapa das Cortes, o governo espanhol e seus assessores técnicos não puderam utilizar o Mapa geografico de America Meridional de Juan de la Cruz Cano y Olmedilla, publicado em 1775, e gravado em oito folhas, que, apesar de minucioso e bastante exato para a época, não favorecia seus interesses. A Biblioteca Nacional possui dois exemplares entelados em 2 partes.</p>
<p>Para a execução deste Tratado, foram nomeadas quatro comissões mistas encarregadas de demarcar as fronteiras entre as colônias espanhola e portuguesa na América do Sul. A primeira se estenderia do Chuí ao Igureí (Região Sul); a segunda do rio Igureí ao Jauru (Regiões Sul e Centro-Oeste). A terceira partiria do rio Jauru, até o ponto médio do curso do Madeira, de onde sairia a linha paralela rumo ao Javari, e por este e pelo Solimões abaixo, até a boca mais ocidental do rio Japurá; e a quarta, subindo este rio e outros, alcançaria as cordilheiras que separam as bacias do Amazonas e do Orenoco, demandando o rio Oiapoque até sua foz no Atlântico. Salvo modificações no trecho da fronteira meridional, a linha divisória nos demais segmentos era a mesma do Tratado de Madri.</p>
<p>Os integrantes da partida responsável pela demarcação do setor sul foram: Sebastião Xavier da Veiga, Francisco João do Roscio, Alexandre Elói Portelli, José Saldanha, Francisco de Chagas Santos e Joaquim Félix da Fonseca, por parte portuguesa; José Varella y Ulloa, Rosendo Rico Negron, Bernardo Lecocq, Joaquim Gundin, Diogo de Alvear y Escalera, José Maria Cabrer e André de Oyarvide, pelo lado espanhol.</p>
<p>Os participantes da terceira partida, Região Centro-Oeste por parte de Portugal foram João Pereira Caldas (Comissário da terceira e quarta comissões, fora também governador do Grão-Pará), Ricardo Franco de Almeida Serra, Joaquim José Ferreira, Antonio Pires da Silva Pontes Leme, e Francisco José de Almeida e Lacerda.</p>
<p>No lado espanhol, o representante Felix de Azara foi brilhante nos trabalhos de levantamento que executou. É da sua autoria a Carta esferica o reducida de las provincias del Paraguay y Missiones Guaraniscon el Distrito de Corrientes. A Biblioteca Nacional possui três cópias manuscritas. Na realidade, espanhóis e portugueses nunca realizaram um trabalho de conjunto na fronteira ocidental.</p>
<p>A equipe portuguesa da quarta partida, na Região Norte, foi constituída por: Pereira Caldas (Governador do Grão Pará e primeiro comissário), Teodósio Constantino de Chermont, Francisco José de Lacerda, Henrique WilKens Matos, José Simões de Carvalho , Euzébio Antônio de Ribeiros, José Joaquim Vitório da Costa, Pedro Alexandrino Pinto de Sousa e Manuel da Gama Lobo de Almada. A Biblioteca Nacional possui alguns mapas destas comissões.</p>
<p>Quanto ao lado espanhol, a quarta comissão teve como primeiro comissário d. Francisco de Requena. A Biblioteca Nacional possui um fac-símile sob o título Mapa geografico de la mayor parte de la América Meridional que contiene los paises por onde debe trazarse la linea divisoria que divida los dominios de España y Portugal, publicado no século XIX.</p>
<p>Nesta época era governador da Capitania de Mato Grosso Luís de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres (1772-1790), que foi um grande administrador. Ele reforçou o esquema defensivo da fronteira mandando construir o Forte de Coimbra (1775), na borda esquerda do Paraguai, e o Real Forte Príncipe da Beira (1776), na margem direita do Rio Guaporé, Rondônia. Fundou também povoações e promoveu explorações fluviais e terrestres em várias regiões da capitania. A Biblioteca Nacional possui: Carta em q se mostra a corrente dos rios Guaporé e Mamoré a principiar em Va. Bella captal. do Mato Grosso, oferecida a rainha de Portugal, d. Maria I por este governador e Planta da nova Povoação de Cazalvasco.</p>
<p>Ainda no século XVIII, os governadores das capitanias das Regiões Nordeste e Sudeste contrataram cartógrafos e engenheiros militares para fazerem o levantamento das áreas sob sua administração. Dentre eles destacaram-se José Joaquim da Rocha, que elaborou diversas cartas da Capitania de Minas Gerais, Manuel Vieira Leão, que produziu entre outros trabalhos cartográficos, o mapa da Capitania do Rio de Janeiro, em 16 folhas, Mariano Gregório do Amaral, que compôs cartas da Capitania do Ceará ARC.025,02,009. A capitania de São Paulo teve dois notáveis governadores d. Luis Antônio de Souza Botelho Mourão, Morgado de Mateus (1765-1775) e Bernardo José Maria de Lorena e Távora (1788-1797). O primeiro providenciou a fundação do presídio de Iguatemi, o descobrimento de Guarapuava, a exploração do Vale do Tibagi e a fundação de vários estabelecimentos na comunicação entre o Rio Grande do Sul e São Paulo. A Biblioteca Nacional adquiriu, em 1952, a Coleção de Morgado de Mateus. Dentro desta coleção existe uma boa quantidade de mapas referentes aos trabalhos feitos durante o seu governo. O segundo governador, contou com a eficiente colaboração de dois engenheiros militares, João da Costa Ferreira e Antônio Rodrigues Montesinhos, responsáveis por inúmeras obras públicas, como a famosa calçada do Lorena (estrada ligando a cidade de São Paulo ao porto de Santos), além da elaboração de inúmeros mapas e cartas hidrográficas do litoral. A Biblioteca Nacional possui uma carta manuscrita do Litoral entre São Paulo e Santa Catarina, de João da Costa Ferreira.</p>
<p>Além destes mapas, merecem ser citados: cartas náuticas de José Fernandes Portugal como Plano do Rio de Janeiro e Carta reduzida do Oceano Atlântico; carta náutica de Antônio José de Araújo, intitultada Parte da costa do Brasil ; e documentos cartográficos de viajantes como La Perouse.</p>
<p>Conclusão</p>
<p>A Biblioteca Nacional conta com uma vasta documentação cartográfica histórica sobre o Mundo e suas partes, e também sobre o espaço celeste. Quanto à esfera terrestre, abrange os mais variados assuntos como viagens, descobertas, planos de exploração e colonização, fundação de núcleos de povoamento, fixação de fronteiras, construção de fortificações, guerras etc, que vão do Mundo Antigo ao Moderno. São documentos manuscritos e gravados (xilogravuras e gravuras em metal) que remontam ao século XV e se estendem aos primórdios da litografia, no início do século XIX.</p>
<p>O acervo cartográfico raro pôde ser restaurado, analisado, catalogado, digitalizado e disponibilizado na Internet pelo Projeto Biblioteca Virtual da Cartografia Histórica dos Séculos XVI e XVIII. O Projeto, patrocinado pela FINEP— Financiadora de Estudos e Projetos—, possibilitou reunir toda a coleção existente nas diversas áreas da Biblioteca Nacional, inserindo-a em uma única base e divulgando-a aos interessados do mundo inteiro.</p>
<p>O Projeto também ofereceu uma compreensão melhor da expansão territorial do Brasil até o final do século XVIII, época em que começou a oficializar a sua configuração geográfica.</p>
<p>Referências bibliográficas</p>
<p>ADONIAS, Isa. Mapa : imagens da formação territorial brasileira. Rio de Janeiro : Fundação Emílio Odebrecht, 1993. 396 p.</p>
<p>ADONIAS, Isa. Mapas e planos manuscritos no Brasil Colonial : 1500-1822. [Rio de Janeiro] : Ministério das Relações Exteriores,1960. 2 v.</p>
<p>BAGROW, Leo. History of cartography. London : C.A. Watts, 1964. 312 p.</p>
<p>BARREIROS, Eduardo Canabravra. Plantas históricas do Rio de Janeiro. [Rio de Janeiro : E.C. Barreiros, 1968]</p>
<p>BIBLIOTECA PÚBLICA MUNICIPAL DO PORTO (PORTUGAL). A Terra de Vera Cruz : viagens, descrições e mapas do século XVIII. Porto [Portugal) : a Biblioteca, 2000. 120p. (38 mapas).</p>
<p>BOOGAART, E. van den Boogaart ; HOETINK, H. R. WHITEHEAD., P. J. P. Johan Maurits Van Naussau-Siegen 1604-1679. The Hague : the Johan Maurits van Nassau Stichting, 1979. 538 p.</p>
<p>CARITA, Rui. A Planta do funchal de Mateus Fernandes (C.1570). Coimbra : Centro de Estudos de Cartografia Antiga, 1983.. 57p. : il. ; 30cm (Serie Separatas ; v 147)</p>
<p>CALÓGERAS, J. Pandiá. A política exterior do Império. Ed. fac-similar. Brasília : Senado Federal,1998. 3 v. – (Biblioteca básica brasileira)</p>
<p>CORTESÃO, Armando. Cartografia portuguesa antiga. Lisboa [Portugal]: Comissão Executiva das Comemorações do Quinto Centenário da Morte do Infante D. Henrique, 1960. 195 p. (Coleção Henriquiana, n.8)</p>
<p>CORTESÃO, Armando e MOTA, Avelino Teixeira da. Portugaliae monumenta cartographica. Lisboa [Portugal]: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1987. 6v. : il., mapas, plantas ; |c 37cm + 1 atlas</p>
<p>CORTESÃO, Jaime. História do Brasil nos velhos mapas. Rio de Janeiro : Ministério das Relações Exteriores, Instituto Rio Branco, [1965-1971]</p>
<p>COSTA, Antonio Gilberto. Cartografia da conquista do território das Minas. Belo Horizonte : Ed. UFMG ; Lisboa [Portugal] : Kapa Editorial, 2004. 245p.</p>
<p>COSTA, Antonio Gilberto et al. Cartografia das Minas Gerais : da capitania à província. Belo Horizonte : UFMG, 2002. 83 p. + atlas</p>
<p>COSTA, Maria de Fátima. História de um país inexistente : o Pantanal entre os séculos XVI e XVIII. São Paulo : Estação Liberdade : kosmos, 1999. 277p.</p>
<p>CUNHA, Lygia da Fonseca Fernandes da. Mapas manuscritos : séculos XVI-XVII. In: __. Biblioteca Nacional (Brasil). Mapas antigos : séculos XVI-XVIII. Rio de Janeiro : a Biblioteca, 1978.</p>
<p>GUEDES, Max Justo. 500 anos de Brasil na Biblioteca Nacional : cartografia. In: Brasiliana da Biblioteca Nacional : guia das fontes sobre o Brasil. Rio de Janeiro : |Nova Fronteira : | Fundação Biblioteca Nacional, 2001. P. 399-417.</p>
<p>HOLANDA, Sergio Buarque de. Monções. 3a ed. Ampl. São Paulo : Brasiliense, 1990. 326p</p>
<p>MELLO, Jose Antonio Gonsalves de. A cartografia holandesa do Recife : estudo dos principais mapas da cidade, do periodo 1631-1648 Recife : Parque Histórico Nacional dos Guararapes, 1976. 34p., [7] f. dobradas.</p>
<p>RAISZ, Erwin. General cartography. New York ; London : McGraw-Hill, 1938. 370p.</p>
<p>RODRIGUES, José Honório. Cartografia. In:__. Teoria da História do Brasil. São Paulo, Cia. Ed. Nacional. INL, 1978. São Paulo, Cia. Ed. Nacional. INL, 1978. 500p</p>
<p>SMITH, Thomas R. Crus Cano’s map of South America, Madrid, 1775 : its creation, advertasies and rehabilitation. Imago Mundi, Amsterdam, n.20, 49-78, 1966.</p>
<p>O TESOURO dos mapas : a cartografia na formação do Brasil : exposição da coleção cartográfica do Instituto Cultural Banco Santos = The treasure of the maps : cartographic imagens of the formation of Brazil : Instituto Cultural Banco Santos&#8217;chart archive exhibition. &#8211; cartographic imagens of the formation of Brazil : Instituto Cultural Banco Santos&#8217;chart archive exhibition. &#8211; São Paulo : Banco Santos, 2002. 339p.</p>
<p>THROWER, J. W. Norman. Maps and civilization : cartography in culture and society. Chicago ; London : University of Chicago Press, 1996. 326 p.</p>
<p>VAINFAS, Ronaldo. Dicionário do Brasil Colonial : 1500-1808. Rio de Janeiro : Objetiva, c2000. 599p</p>
<p>[1] Plano= Planta, carta elaborada em escala grande.</p>
<p>[2] Códice ou Códex= grupos de folhas manuscritas sobre pergaminho (às vezes em papel) unidas em forma de livro.</p>
<p>[3] Mapa-múndi de Ebstorf= esta denominação tem por origem o fato do mapa de ter sido preservado no mosteiro beneditino em Ebstorf, até a sua descoberta em 1830. Quinze anos mais tarde foi transferido para o Historisches Verein für Niedersachsen (Museu Histórico da Baixa Saxônia), em Hannover, Alemanha. Durante a II Guerra Mundial, o mapa foi desaparecido em decorrência do bombardeamento da cidade, restando apenas fac-símiles e fotografias.</p>
<p>[4] Mapa-múndi de Hereford= mantém-se preservado na Catedral de Hereford, na Inglaterra.</p>
<p>[5] Incunábulo= obra impressa desde a origem da imprensa, meados do século XV, até 1500.</p>
<p>[6] Ceuta= hoje cidade espanhola, situada na costa da África, diante do Gibraltar (Espanha), no Estreito de Gibraltar.</p>
<p>[7] Santa Helena, Ilha= localizada na parte sul do Oceano Atlântico. Foi descoberta pelos portugueses em 1502. Em 1633, a Ilha foi anexada oficialmente aos holandeses, e em 1659, tornou-se colônia britânica. Foi o local onde Napoleão Bonaparte se exilou, em 1815.</p>
<p>[8] A planta de Funchal faz parte do volume Mappas do Reino de Portugal e suas conquistas</p>
<p>[9] Padrão real= Planisfério que servia de modelo para elaboração de outros mapas até o século XVI, existente no Armazém da Guiné e da Índia, conhecido como Casa da Índia – centro oficial da cartografia.</p>
<p>[10] KUNSTMAN, Friedrich. Atlas zur entdeckungsgeschite Amerikas&#8230;München : In Commission bei A. Asher &amp; Cie in Berlin, 1859. 1 atlas :13 fac-sims., mapas col. Todas as cartas são chamadas pelo nome de Kunstman, com o número de suas seqüências, como Kunstman III e IV, terceira e quarta cartas do atlas. Estas cartas que outrora pertenciam a Wehreisbücherei de Munique (Alemanha), desapareceram na Segunda Guerra Mundial.</p>
<p>[11] Parergon= Palavra grega significa acréscimo, suplemento. Ortelius incluiu em 1579 um suplemento de mapas históricos e religiosos da Antiguidade.</p>
<p>[12] Filipino= pertencente ou relativo à dinastia dos Filipes (Filipe I, II e III) em Portugal e Espanha, entre 1580-1640</p>
<p>[13] Tordesilhas, Tratado de= Tratado assinado em Tordesilhas, Espanha, em 1494, onde fixava as novas colônias espanholas a 370 léguas (ca.2220 km.) a oeste de Cabo Verde.</p>
<p>[14] Inaciano= relativo ao fundador da Companhia de Jesus, Santo Inácio de Loyola (1491-1556).</p>
<div class="feedflare">
<a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?a=7SwqKOA7sFA:4Irf1c3g63Y:yIl2AUoC8zA"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?d=yIl2AUoC8zA" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?a=7SwqKOA7sFA:4Irf1c3g63Y:qj6IDK7rITs"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?d=qj6IDK7rITs" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?a=7SwqKOA7sFA:4Irf1c3g63Y:F7zBnMyn0Lo"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?i=7SwqKOA7sFA:4Irf1c3g63Y:F7zBnMyn0Lo" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?a=7SwqKOA7sFA:4Irf1c3g63Y:7Q72WNTAKBA"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?d=7Q72WNTAKBA" border="0"></img></a>
</div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://caiovaccaro.com.br/bnd/artigos/a-representacao-cartografica-no-brasil-colonial-na-colecao-da-biblioteca-nacional/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Monstro humano bi-corpóreo</title>
		<link>http://caiovaccaro.com.br/bnd/exposicoes/monstros-memorias-da-ciencia-e-da-fantasia-2/monstro-humano-bi-corporeo/</link>
		<comments>http://caiovaccaro.com.br/bnd/exposicoes/monstros-memorias-da-ciencia-e-da-fantasia-2/monstro-humano-bi-corporeo/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 19 May 2013 00:17:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<guid isPermaLink="false">http://caiovaccaro.com.br/bnd/?post_type=exposicoes&amp;p=789</guid>
		<description><![CDATA[Leo, Africanus, ca. 1492- ca. 1550. Historiale description de l&#8217;Afrique. A Lyon: par Iean Temporae, 1556 (v. 2, p. 116 – OR051,005,016/MFN:. 3102). Coleção: Benedicto Ottoni. Sobre a obra: O bicho é descrito como um “animal pequeno, mas de substância corporal, formas arredondadas e semblante deformado, com quatro pares de olhos e orelhas, e apenas [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Leo, Africanus, ca. 1492- ca. 1550. Historiale description de l&#8217;Afrique. A Lyon: par Iean<br />
Temporae, 1556 (v. 2, p. 116 – OR051,005,016/MFN:. 3102).<br />
Coleção: Benedicto Ottoni.<br />
Sobre a obra: O bicho é descrito como um “animal pequeno, mas de substância corporal,<br />
formas arredondadas e semblante deformado, com quatro pares de olhos e orelhas, e<br />
apenas uma boca, um ventre, uma cabeça, um rabo longo e doze patas”. Pela imagem, é<br />
possível deduzir que o animal era “controlado”com sacrifícios humanos – os restos de dois<br />
corpos mutilados (mãos, braço e pés), com vestígios de amarrações, não deixam dúvidas.</p>
<p>009<br />
Aldrovandi, Ulisse, 1522-1605? Monstrorvm Historia. Bononiae: Typis Nicolai<br />
Tebaldini, 1642. (p. 413 – OR240,001,001 n.001/MFN:18663).<br />
Sobre a obra:<br />
O Monstrorum Historia (“História de Monstros”) é um compêndio descritivo de animais<br />
extraordinários e monstruosidades humanas; mas, inclui também descrições de seres<br />
imaginários, totalmente inverossímeis. Este tipo de justaposição, entre o real e o<br />
imaginário, era comum na época – se determinado monstro, fabuloso ou irreal, fora<br />
descrito por autores respeitados, era de bom e erudito caráter mencioná-lo também<br />
(macroevolution.net; tradução nossa).</p>
<p>Sobre as obras: As imagens de Aldrovandi (1642), de Liceti (1665) e de Schott (1667)<br />
retratam exemplos chocantes de fetus in fetus: um ser humano configurado como um<br />
“monstro”porque uma segunda cabeça ou outra parte de outro corpo emergem de seu<br />
ventre. Estas imagens, provavelmente, serviram de inspiração para o duplo personagem<br />
George/Kuato, representado pelo ator Marshall Bill, em “O vingador do futuro”, filme de<br />
ficção científica de Paul Verhoeven, estrelado por Arnold Schwarzenegger (Total Recall,<br />
1990): o ano é 2085. George e Kuato são gêmeos e vivem em Marte. George é<br />
aparentemente “normal”. Kuato é o sábio líder da resistência de mutantes que vive como<br />
um parasita no corpo de George, e que emerge do ventre do irmão quando este entra em<br />
transe (Adorocinema.com).</p>
<div class="feedflare">
<a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?a=r3uXrPqiZmw:QxSnybxasH8:yIl2AUoC8zA"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?d=yIl2AUoC8zA" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?a=r3uXrPqiZmw:QxSnybxasH8:qj6IDK7rITs"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?d=qj6IDK7rITs" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?a=r3uXrPqiZmw:QxSnybxasH8:F7zBnMyn0Lo"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?i=r3uXrPqiZmw:QxSnybxasH8:F7zBnMyn0Lo" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?a=r3uXrPqiZmw:QxSnybxasH8:7Q72WNTAKBA"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?d=7Q72WNTAKBA" border="0"></img></a>
</div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://caiovaccaro.com.br/bnd/exposicoes/monstros-memorias-da-ciencia-e-da-fantasia-2/monstro-humano-bi-corporeo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Besta africana</title>
		<link>http://caiovaccaro.com.br/bnd/exposicoes/monstros-memorias-da-ciencia-e-da-fantasia-2/besta-africana/</link>
		<comments>http://caiovaccaro.com.br/bnd/exposicoes/monstros-memorias-da-ciencia-e-da-fantasia-2/besta-africana/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 19 May 2013 00:14:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<guid isPermaLink="false">http://caiovaccaro.com.br/bnd/?post_type=exposicoes&amp;p=786</guid>
		<description><![CDATA[Leo, Africanus, ca. 1492- ca. 1550. Historiale description de l&#8217;Afrique. A Lyon: par Iean Temporae, 1556 (v. 2, p. 116 – OR051,005,016/MFN:. 3102). Coleção: Benedicto Ottoni. Sobre a obra: O bicho é descrito como um “animal pequeno, mas de substância corporal, formas arredondadas e semblante deformado, com quatro pares de olhos e orelhas, e apenas [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Leo, Africanus, ca. 1492- ca. 1550. Historiale description de l&#8217;Afrique. A Lyon: par Iean<br />
Temporae, 1556 (v. 2, p. 116 – OR051,005,016/MFN:. 3102).<br />
Coleção: Benedicto Ottoni.<br />
Sobre a obra: O bicho é descrito como um “animal pequeno, mas de substância corporal,<br />
formas arredondadas e semblante deformado, com quatro pares de olhos e orelhas, e<br />
apenas uma boca, um ventre, uma cabeça, um rabo longo e doze patas”. Pela imagem, é<br />
possível deduzir que o animal era “controlado”com sacrifícios humanos – os restos de dois<br />
corpos mutilados (mãos, braço e pés), com vestígios de amarrações, não deixam dúvidas.</p>
<div class="feedflare">
<a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?a=nju_lMeVVEk:P3t74nHZKcY:yIl2AUoC8zA"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?d=yIl2AUoC8zA" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?a=nju_lMeVVEk:P3t74nHZKcY:qj6IDK7rITs"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?d=qj6IDK7rITs" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?a=nju_lMeVVEk:P3t74nHZKcY:F7zBnMyn0Lo"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?i=nju_lMeVVEk:P3t74nHZKcY:F7zBnMyn0Lo" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?a=nju_lMeVVEk:P3t74nHZKcY:7Q72WNTAKBA"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?d=7Q72WNTAKBA" border="0"></img></a>
</div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://caiovaccaro.com.br/bnd/exposicoes/monstros-memorias-da-ciencia-e-da-fantasia-2/besta-africana/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Chupa-cabras</title>
		<link>http://caiovaccaro.com.br/bnd/exposicoes/monstros-memorias-da-ciencia-e-da-fantasia-2/chupa-cabras/</link>
		<comments>http://caiovaccaro.com.br/bnd/exposicoes/monstros-memorias-da-ciencia-e-da-fantasia-2/chupa-cabras/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 18 May 2013 23:07:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<guid isPermaLink="false">http://caiovaccaro.com.br/bnd/?post_type=exposicoes&amp;p=782</guid>
		<description><![CDATA[A literatura sobre monstros que atacam pequenos animais e até seres humanos é particularmente rica no século XVIII. Mas, o século XX também deu sua contribuição: o Chupa-cabra, criatura responsável por ataques a animais rurais, principalmente cabras, que teria sido vista no México, República Dominicana, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Honduras, El Salvador, Nicarágua, Panamá, Peru, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A literatura sobre monstros que atacam pequenos animais e até seres humanos é<br />
particularmente rica no século XVIII. Mas, o século XX também deu sua contribuição: o<br />
Chupa-cabra, criatura responsável por ataques a animais rurais, principalmente cabras, que<br />
teria sido vista no México, República Dominicana, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia,<br />
Honduras, El Salvador, Nicarágua, Panamá, Peru, Estados Unidos, México e Brasil<br />
(Wikipédia). O assundo foi bastante explorado pela mídia, em abordagem de cunho<br />
folclórico, até cair no esquecimento.<br />
004<br />
Mascarenhas, José Freire de Monterroyo, 1670-1760. Emblema vivente, ou noticia de hum<br />
portentoso monstro, que da Provincia de Anatolia foy mandado ao Sultão dos Turcos.<br />
Lisboa Occidental: na Officina de Pedro Ferreira, 1727 (OR021,003bis,002 n. 008/<br />
MFN:16350).<br />
Coleção: Monterroyo Mascarenhas (Real Bibliotheca).<br />
Sobre a obra:<br />
Descreve, em estilo jornalístico, a captura de um terrível monstro que teria vivido no<br />
antigo Reino da Capadócia, na Ásia Menor e que “a todos causou admiração a sua forma<br />
horrível e sem exemplo”. Sua estrutura era de um monstro alto, largo, de barriga curva,<br />
pernas grossas, pele escamosa, unhas dos pés fendidas, parte do corpo coberta com penas<br />
cinzentas e de sexo indefinido; as mãos com dedos curtos, mas com unhas fortes e muito<br />
compridas e nariz também comprido. O peito sem pelos resplandecia no escuro toda vez<br />
que o bicho respirava, projetando uma cruz e a boca rasgada mostrava um osso no lugar<br />
dos dentes&#8230; Essa descrição minuciosa não faria muito sentido sem a imagem ao final do<br />
texto, que é encerrado com a firmação de que o dito monstro, entre todos que existiram em<br />
diversos tempos, é um dos mais raros.</p>
<p>Sobre o autor:</p>
<p>Mascarenhas, redator português, escreveu sobre sucessos de interesse do público durante<br />
mais de 40 anos, na Gazeta de Lisboa. Foi membro de quase todas as academias e<br />
associações literárias portuguesas de seu tempo. Sua biblioteca particular, com muitos<br />
dicionários e livros castelhanos e ingleses ofertados pelos autores foi incorporada à Real<br />
Bibliotheca, atual Biblioteca Nacional brasileira (Innocencio 4:343-345; Gde. Enc. Port.<br />
Bras.4:649; Pinheiro, A. V.).</p>
<div class="feedflare">
<a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?a=c_-xMSmS_rs:ECD8VlpH0-0:yIl2AUoC8zA"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?d=yIl2AUoC8zA" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?a=c_-xMSmS_rs:ECD8VlpH0-0:qj6IDK7rITs"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?d=qj6IDK7rITs" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?a=c_-xMSmS_rs:ECD8VlpH0-0:F7zBnMyn0Lo"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?i=c_-xMSmS_rs:ECD8VlpH0-0:F7zBnMyn0Lo" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?a=c_-xMSmS_rs:ECD8VlpH0-0:7Q72WNTAKBA"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?d=7Q72WNTAKBA" border="0"></img></a>
</div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://caiovaccaro.com.br/bnd/exposicoes/monstros-memorias-da-ciencia-e-da-fantasia-2/chupa-cabras/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Anaconda</title>
		<link>http://caiovaccaro.com.br/bnd/exposicoes/monstros-memorias-da-ciencia-e-da-fantasia-2/anaconda/</link>
		<comments>http://caiovaccaro.com.br/bnd/exposicoes/monstros-memorias-da-ciencia-e-da-fantasia-2/anaconda/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 18 May 2013 23:03:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<guid isPermaLink="false">http://caiovaccaro.com.br/bnd/?post_type=exposicoes&amp;p=778</guid>
		<description><![CDATA[A anaconda ou sucuri faz parte da mitologia nacional: uma cobra que pode alcançar tamanho monumental, mais de 20 metros (!) e que teria a capacidade de engolir um boi inteiro. 002 Ellis, John. Kort Berigt van Mr. Ellis Een der Kapiteynen vand d&#8217;Heer Richard Hawkins, aangaande fijn Reys door de Straat vanmagellanes. Te Leyden: [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A anaconda ou sucuri faz parte da mitologia nacional: uma cobra que pode alcançar tamanho<br />
monumental, mais de 20 metros (!) e que teria a capacidade de engolir um boi inteiro.<br />
002<br />
Ellis, John. Kort Berigt van Mr. Ellis Een der Kapiteynen vand d&#8217;Heer Richard Hawkins,<br />
aangaande fijn Reys door de Straat vanmagellanes. Te Leyden: Pieter Vander Aa, 1706.<br />
(OR034,000,061/MFN:27074).<br />
Coleção: Salvador de Mendonça.<br />
Sobre a obra:<br />
Narra uma aventura do navegador e explorador (pirata) inglês Sir Richard Hawkins<br />
(1562-1622), provavelmente, extraída das memórias de sua viagem aos mares do Sul, de<br />
grande popularidade no período elisabetano (Wikipédia). A imagem mostra um rio cheio<br />
de anacondas, que aterrorizam viajantes em pequenas embarcações.<br />
O folheto, semelhante aos de literatura de cordel, foi impresso em flamengo sobre papel<br />
de baixa qualidade para favorecer uma grande tiragem, divulgando, com discurso<br />
coloquial, a crença de que esse monstro viveria nos rios da Amazônia.</p>
<div class="feedflare">
<a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?a=qMjwG1R6U3w:cmmUTjt1HBo:yIl2AUoC8zA"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?d=yIl2AUoC8zA" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?a=qMjwG1R6U3w:cmmUTjt1HBo:qj6IDK7rITs"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?d=qj6IDK7rITs" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?a=qMjwG1R6U3w:cmmUTjt1HBo:F7zBnMyn0Lo"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?i=qMjwG1R6U3w:cmmUTjt1HBo:F7zBnMyn0Lo" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?a=qMjwG1R6U3w:cmmUTjt1HBo:7Q72WNTAKBA"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?d=7Q72WNTAKBA" border="0"></img></a>
</div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://caiovaccaro.com.br/bnd/exposicoes/monstros-memorias-da-ciencia-e-da-fantasia-2/anaconda/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Lobisomem</title>
		<link>http://caiovaccaro.com.br/bnd/exposicoes/monstros-memorias-da-ciencia-e-da-fantasia-2/lobisomem/</link>
		<comments>http://caiovaccaro.com.br/bnd/exposicoes/monstros-memorias-da-ciencia-e-da-fantasia-2/lobisomem/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 18 May 2013 15:12:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<guid isPermaLink="false">http://caiovaccaro.com.br/bnd/?post_type=exposicoes&amp;p=759</guid>
		<description><![CDATA[O lobisomem ou licantropo (homem-lobo) é um ser lendário de tradição européia, um homem que se transforma em lobo em noites de lua cheia, caracterizado como um predador, um híbrido de inteligência humana e astúcia animal, que não oferece chances de sobrevivência às suas vítimas. No Brasil, acreditava-se que a sétima criança de uma sequência [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O lobisomem ou licantropo (homem-lobo) é um ser lendário de tradição européia, um homem<br />
que se transforma em lobo em noites de lua cheia, caracterizado como um predador, um<br />
híbrido de inteligência humana e astúcia animal, que não oferece chances de sobrevivência às<br />
suas vítimas.<br />
No Brasil, acreditava-se que a sétima criança de uma sequência de filhos do mesmo sexo<br />
seria um lobisomem; assim como um menino nascido após uma sucessão de sete mulheres ou,<br />
ainda, que o oitavo filho se tornariam a fera.<br />
<strong>Imagem:</strong><br />
Schott, Gaspar, 1608-1666. Physica curiosa, sive Mirabilia naturae et artis&#8230; Herbipoli:<br />
sumptibus J. A. Endteri Wolffgangi jun. haeredum, excudebat J. Hertz, 1662 (v. 1, p. 443 –<br />
OR004B,003BIS,006-007MFN:15996)<br />
Coleção: Real Bibliotheca.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Sobre a obra:</strong><br />
Apresenta criaturas extraordinárias como prodígios da natureza, destacando-se as<br />
imagens de homens e mulheres com excesso de pelos, sob o título de “homem selvagem”;<br />
um dos personagens é retratado de quatro, como se fosse quadrúpede, numa clara<br />
referência a um animal. O excesso de pelos, atualmente, é designado como uma das mais<br />
raras doenças da humanidade, incurável, denominada hipertricose lanuginosa congênita.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Sobre o autor:</strong><br />
Aldrovandi, médico e naturalista italiano do século XVI, em seu Monstrorum Historia,<br />
“documenta”a deformidade com surpreendente riqueza de detalhes. Em 1549, foi acusado<br />
e preso por heresia, sendo absolvido em 1550 A partir de 1551, organizou várias<br />
expedições científicas, para coletar materiais, formando um gabinete espetacular de<br />
curiosidades, e em 1561 tornou-se o primeiro professor de Ciências Naturais da<br />
Universidade de Bolonha, empenhando-se para estabelecer a História Natural como um<br />
campo de estudo de valor em si mesmo, sem a ênfase no potencial de aplicação tão<br />
característicos de épocas anteriores. A maior parte de seus livros não foi publicada em<br />
vida, ainda assim, estudiosos como Lineu, referiam-se a ele como o Pai dos estudos de<br />
História Natural (Wikipédia; Flickr; macroevolution.net; tradução nossa).</p>
<div class="feedflare">
<a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?a=5p7EkKq0UwI:L9GRQLwbk7E:yIl2AUoC8zA"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?d=yIl2AUoC8zA" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?a=5p7EkKq0UwI:L9GRQLwbk7E:qj6IDK7rITs"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?d=qj6IDK7rITs" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?a=5p7EkKq0UwI:L9GRQLwbk7E:F7zBnMyn0Lo"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?i=5p7EkKq0UwI:L9GRQLwbk7E:F7zBnMyn0Lo" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?a=5p7EkKq0UwI:L9GRQLwbk7E:7Q72WNTAKBA"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/bndigital?d=7Q72WNTAKBA" border="0"></img></a>
</div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://caiovaccaro.com.br/bnd/exposicoes/monstros-memorias-da-ciencia-e-da-fantasia-2/lobisomem/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
