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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/atom10full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" gd:etag="W/&quot;D0UMQX4_fCp7ImA9WhRbEEk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5369741705775344641</id><updated>2012-01-31T19:28:00.044-02:00</updated><category term="manifesto" /><category term="sociedade" /><category term="democracia" /><category term="pega na mentira" /><category term="homofobia" /><category term="religião" /><category term="golpe" /><category term="discurso" /><category term="ativismo digital" /><category term="Governo" /><category term="música" /><category term="mídia" /><category term="FHC" /><category term="militância" /><category term="debate" /><category term="pesquisa" /><category term="Assaz Atroz" /><category term="coligação" /><category term="arte" /><category term="Lula" /><category term="preconceito" /><category term="notícia" /><category term="política" /><category term="Assembléia Geral" /><category term="cidadania" /><category term="vídeo" /><category term="Dilma" /><category term="imagem" /><category term="PSDB" /><category term="convocação" /><category term="esquerda" /><category term="boatos" /><category term="José Serra" /><category term="humor" /><category term="piadinha infame" /><category term="justiça" /><category term="eleições 2010" /><category term="PIG" /><category term="TV" /><category term="ONU" /><category term="#ondavermelha" /><category term="baixaria" /><category term="programa eleitoral gratuito" /><category term="denúncia" /><category term="oposição" /><category term="DEM" /><category term="STF" /><category term="privatização" /><category term="manifestação popular" /><category term="homenagem" /><category term="Reforma Política" /><category term="#BlogProg" /><category term="terrorismo" /><category term="MSM" /><category term="Paulo Preto" /><category term="campanha eleitoral" /><category term="Campanha" /><category term="twitter" /><category term="redes sociais" /><category term="PT" /><category term="saúde" /><category term="Jose Serra" /><category term="premiação" /><category term="manipulação" /><category term="comportamento" /><category term="censura" /><category term="crônica" /><category term="PNBL" /><title>Boca Digital</title><subtitle type="html" /><link rel="http://schemas.google.com/g/2005#feed" type="application/atom+xml" href="http://www.bocadigital.net/feeds/posts/default" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.bocadigital.net/" /><link rel="next" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5369741705775344641/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false&amp;v=2" /><author><name>Beto Mafra</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="30" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-OP4nb6w0vfc/TdbA6NYDqOI/AAAAAAAAAZM/J3VMMPABXSM/s220/eu%2Bserio.jpg" /></author><generator version="7.00" uri="http://www.blogger.com">Blogger</generator><openSearch:totalResults>546</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/atom+xml" href="http://feeds.feedburner.com/bocadigital" /><feedburner:info uri="bocadigital" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><feedburner:emailServiceId>bocadigital</feedburner:emailServiceId><feedburner:feedburnerHostname>http://feedburner.google.com</feedburner:feedburnerHostname><feedburner:browserFriendly></feedburner:browserFriendly><entry gd:etag="W/&quot;D0UMQX4-fSp7ImA9WhRbEEk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5369741705775344641.post-7622280721557071576</id><published>2012-01-31T14:00:00.004-02:00</published><updated>2012-01-31T19:28:00.055-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-31T19:28:00.055-02:00</app:edited><title>Pé em cima, pé embaixo e uma pensão fuleira com uma nega chamada Teresa</title><content type="html">&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-1LtGNZiRJU0/TygLc7WNF7I/AAAAAAAAEi8/q6bJf-w6lqw/s1600/78372528-leadership-in-cuba.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 352px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703821519659800498" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-1LtGNZiRJU0/TygLc7WNF7I/AAAAAAAAEi8/q6bJf-w6lqw/s400/78372528-leadership-in-cuba.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A propósito da visita da presidenta Dilma a Cuba, a nossa Agência Assaz Atroz reproduz crônica de nosso Editor-Assaz-Atroz-Chefe, redigida e publicada na revista digital &lt;strong&gt;NovaE&lt;/strong&gt; em outubro de 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando informamos o autor sobre essa nossa intenção de republicar o texto, ele pretendeu que corrigíssemos o último parágrafo, alterando onde se lê "meio milhão" para uns "cinquenta mil", alguma coisa mais próxima daquilo que ele enxergava naquele momento. Discordamos e preferimos manter a exagerada estimativa do observador; pois para nós, nesse específico caso, tanto faz como tanto fez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Editor-Assaz-Atroz-Alter Ego&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fernando Soares Campos&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-2Ns_jyL6038/TygLC_GEukI/AAAAAAAAEiw/NqsHlmXugs0/s1600/fernando2.bmp"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 140px; FLOAT: left; HEIGHT: 171px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703821073989286466" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-2Ns_jyL6038/TygLC_GEukI/AAAAAAAAEiw/NqsHlmXugs0/s320/fernando2.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Muito se fala sobre a emigração clandestina de cubanos. Para os defensores do socialismo e da revolução cubana, quem se aventura de Cuba à Flórida num barco, canoa, jangada ou balsa improvisada, não é migrante, mas sim desertor. O outro lado, formado por aqueles que têm verdadeira ojeriza pela Cuba de Fidel, trata-o como vítima de perseguições políticas, portanto seriam simplesmente refugiados, pois é esta condição que o cubano migrante vai evocar se conseguir desembarcar numa praia dos EUA. E certamente contará uma história capaz de comover até os velhos torturadores do DOI-CODI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chamada lei "wet foot, dry foot" (pé molhado, pé seco) estabelece que o refugiado cubano que consegue pisar em terra firme nos EUA pode ser autorizado a permanecer no país, enquanto aquele que for apanhado ainda no mar será enviado de volta a Cuba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estivessem os mexicanos nas mesmas condições que os cubanos, fosse o México um país que tivesse ousado enfrentar a arrogância do colonizador e se, no lugar de um capacho de Washington, houvesse um Fidel Castro, o muro que isola os dois países ao longo de suas fronteiras teria sido construído há 50 anos, não seria coisa tão recente. Aí os mexicanos estariam “gozando” os direitos de uma lei chamada “foot above , foot below” (pé em cima, pé embaixo), ou seja, quem fosse pego em cima do muro seria empurrado de volta; quem conseguisse saltar e pôr os pés em solo americano teria a chance de permanecer no “paraíso”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente não dá para escancarar e receber os milhões de migrantes do quintal, mas essa lei do pé molhado, pé seco serve para mostrar ao mundo o quanto são bonzinhos os americanos, que precisam de cucarachos para lavar suas privadas, para movimentar o narcotráfico, mercenários para suas guerras sujas, contra-revolucionários, enfim, essa gente para eles é um mal necessário. (Antes que o pessoal do politicamente correto se manifeste, quero deixar claro que isso é o que imagino que os imperialistas pensam de nós, não estou usando termos e expressões que revelem a minha opinião sobre o povo latino-americano.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falam que os cubanos se aventuram mar adentro, enfrentado tubarões e a revolta das águas, morrendo a metade para que a outra metade se engaje na luta contra a “tirania” de Fidel e, de lambujem, desfrutem as delícias do capitalismo “libertador”, coisa que muita gente chega a confundir com Democracia. Porém, baseado na realidade que conheço do lado de cá, vivendo num país igualmente capitalista, posso garantir que, se a distância entre o Brasil e os EUA fosse a mesma entre Cuba e os EUA, cerca de 160 milhas, teríamos que instalar balcões da Alfândega em todas as praias brasileiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também se propala aos quatro cantos do mundo o fato de que atletas cubanos teriam se refugiado em países capitalistas com o propósito de realmente desfrutar as benesses que lhes seriam de direito; pois, permanecendo em solo cubano, teriam se esforçado à toa, visto que se tornaram celebridades mundiais dos esportes e vivem “miseravelmente”, ganhando salários de US$40,00 mensais. Eu respondo: se os atletas cubanos não tivessem compromisso e consciência revolucionária, não seria apenas 0,2%, entre as centenas que vieram ao Pan do Brasil, que se renderia a uma proposta milionária de um agente alemão; eles desertariam em massa, como a Rede Globo inventou que estava para acontecer; ou seja, fariam como os atletas brasileiros, que hoje formam a Seleção Canarinho com quase 100% de jogadores que atuam no exterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a classificação dos países que participam de grandes eventos esportivos, como as Olimpíadas e os Jogos Pan-Americanos, fosse feita considerando-se o número de medalhas conquistadas por milhão de habitantes de cada país, aí, no caso do Pan 2007, realizado aqui no Brasil, Cuba teria sido classificada em primeiro lugar isoladíssmo, pois ganhou 11,25 medalhas por milhão de habitantes. O Canadá, 4,15; a Venezuela, 2,65; o Brasil conquistou 0,89 medalha por milhão de brasileiros, na frente dos norte-americanos, que ficaram na lanterna, com 0,79 por milhão de ianques.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu morasse num país onde eu recebesse um salário de US$40,00 e, com esse ganho, pudesse prover a minha subsistência, pagando escola para os meus filhos, plano de saúde, lazer, alimentação, transporte, vivendo sob uma excelente sistema de segurança pública, pudesse comprar meus livros, meus discos, meus charutos e meu rum, e, ainda por cima, minha nação fosse soberana, sem se submeter aos ditames imperialistas, minha cultura fosse autêntica, eu viveria mui feliz! E nem me preocuparia se o meu salário equivaleria a tantos ou quantos dólares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu ganhasse US$3.000,00 por mês, mas morasse num bairro de classe média, em uma das melhores cidades dos EUA, certamente meu endereço seria: Embaixo do Próximo Viaduto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes fui chamado de dinossauro, retrógrado, por defender o socialismo e protestar contra o embargo dos EUA a Cuba. Condenam até algumas palavras e expressões que às vezes uso. Entretanto, se só me fosse permitido usar palavras e expressões da moda ou de acordo com a cartilha colonialista, eu já não poderia falar: “socialismo”, “golpistas”, “comunismo”, “esquerda”, “imperialismo ianque”, entre outras consideradas ainda mais anacrônicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Também não poderia construir frases usando a conjunção "se", em qualquer de suas acepções, principalmente a condicional.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se as populações pobres e miseráveis dos países capitalistas pudessem se hospedar nos melhores hotéis dos seus países, comer nos melhores restaurantes e beber nos melhores bares, eu diria que em Cuba há um apartheid social, pois lá existem hotéis, restaurantes e bares somente para turistas estrangeiros deixar seus mojitos-dólares, onde o pobre cubano não freqüenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, daqui de onde estou escrevendo, avisto uma das maiores favelas do mundo. Lá vive cerca de meio milhão de pessoas. Raras são as que poderiam pagar, hoje à noite, um quartinho numa pensão fuleira no Centro do Rio, para uma noite de deliciosa luxúria "com uma nega chamada Teresa."&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-mPNgfIcUJ0w/TygkDsPA1jI/AAAAAAAAEjs/2lZdJ5G4sVM/s1600/vers%25C3%25A3o%2BAIPC.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 384px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703848573897070130" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-mPNgfIcUJ0w/TygkDsPA1jI/AAAAAAAAEjs/2lZdJ5G4sVM/s400/vers%25C3%25A3o%2BAIPC.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;_______________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia também, na revista digital &lt;strong&gt;NovaE&lt;/strong&gt;, "&lt;a href="http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&amp;amp;pid=838"&gt;O American way of life e a Casa Grande&lt;/a&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_______________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://assazatroz.blogspot.com/"&gt;&lt;em&gt;PressAA&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5369741705775344641-7622280721557071576?l=www.bocadigital.net' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.bocadigital.net/feeds/7622280721557071576/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.bocadigital.net/2012/01/pe-em-cima-pe-embaixo-e-uma-pensao.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5369741705775344641/posts/default/7622280721557071576?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5369741705775344641/posts/default/7622280721557071576?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.bocadigital.net/2012/01/pe-em-cima-pe-embaixo-e-uma-pensao.html" title="Pé em cima, pé embaixo e uma pensão fuleira com uma nega chamada Teresa" /><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-1LtGNZiRJU0/TygLc7WNF7I/AAAAAAAAEi8/q6bJf-w6lqw/s72-c/78372528-leadership-in-cuba.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0UFRno7eyp7ImA9WhRUGU8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5369741705775344641.post-5872559560368986807</id><published>2012-01-30T10:06:00.002-02:00</published><updated>2012-01-30T10:06:57.403-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-30T10:06:57.403-02:00</app:edited><title>Encontro de emigrantes em NY</title><content type="html">.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-rMg8THEA-_o/TyaEduQ07FI/AAAAAAAAEiY/f3NQdM9CZb8/s1600/debate.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 306px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703391624280992850" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-rMg8THEA-_o/TyaEduQ07FI/AAAAAAAAEiY/f3NQdM9CZb8/s400/debate.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Rui Martins*&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-npQiMDfWDxU/TyZ_lmbfrvI/AAAAAAAAEiM/anIyG5A4dHs/s1600/Rui%2BMartins-1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 119px; FLOAT: left; HEIGHT: 154px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703386262059069170" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-npQiMDfWDxU/TyZ_lmbfrvI/AAAAAAAAEiM/anIyG5A4dHs/s320/Rui%2BMartins-1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Berna (Suiça)&lt;/strong&gt; - Haverá um novo encontro - debate entre emigrantes brasileiros para a discussão de três temas – solução ou dissolução do CRBE (Conselho de Representates de Brasileiros no Exterior), a imprensa dos emigrantes junto à comunidade brasileira e a criação da Secretaria de Estado dos Emigrantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os debatedores viajarão para Nova Iorque com seus próprios meios e o encontro terá lugar na Casa do Brasil, na 43 st. Número 4, com o patrocínio do Brazilian Times Newspapers, do conhecido Edilson Paiva. São debatedores, a titular do Conselho de Representantes das Comunidades no Exterior, Ester Sanches Naek; o presidente da chamada ABII, Zigomar Vuelma, e este colunista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora acertado bem antes, o encontro-debate se tornou bastante oportuno porque coincide com um motim dentro do CRBE, comandado por alguns titulares e suplentes contra seu presidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, essa nova crise tem feições de um remake de crise, quando, ignorando as regras democráticas, os titulares, « enrolados na farinha », como se disse, quiseram expulsar um suplente pelo delito de ter opinião diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época, o presidente do Conselho agiu como o romano Brutus e votou pela expulsão do seu cabo eleitoral, o suplente articulador de sua eleição. Como dizia minha mãe, hoje uma sábia senhora de 91 anos, « o castigo vem a cavalo ». E veio. Agora querem expulsar o presidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho lido os emails trocados e só posso mesmo lamentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por uma razão simples, trata-se de uma luta fratricida e sem futuro, baseada num mal-entendido. O de que o CRBE constitui o concretizar das aspirações dos emigrantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, o CRBE, como o próprio nome indica, é apenas um Conselho, só isso. E, dada a diversidade de opiniões ocorrem brigas, disputas, xingamentos, está sob a tutela dos diplomatas, que há muito tempo aprenderam, no Instituto Rio Branco, como evitar esses atritos e cozinhar contendas no banho-maria ou na água morna, até amolecerem e se acalmarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz parte da própria razão de ser do CRBE não chegar a lugar nenhum. Por quê? Porque no documento de sua criação está bem claro e, poderia ser em letras maiúsculas para os míopes, que se trata de um órgão consultivo e de assessoria ou de interlocução como preferem alguns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, não de se trata de um órgão para decidir, mas para ser consultado, dar palpites e bater papo ou ficar na conversa mole. Tanto que agora virou bandeira dos amotinados colocar o CRBE no Skype. Cada membro tem três ou cinco minutos para dar seu recado. Se todos falassem seriam 16 vezes 3 igual a 48 minutos ou vezes 5 igual a 80, uma hora e meia, mais a introdução e os anúncios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se acertou ser sem vídeo, cada um poderá ficar fazendo outra coisa até chegar sua hora de dar o recado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidimos ficar do lado de fora desse motim, porque nem os amotinados e nem o chefe do conselho têm razão. Quando ajudamos a eleger o presidente, seu compromisso era o de nos ajudar, por sua vez, a chegarmos a um órgão institucional emigrante sem a tutela do Itamaraty, a uma Secretaria de Estado dos Emigrantes. O CRBE seria uma simples e curta etapa. Na sua meditação zen esqueceu o compromisso e quase ajudou a nos expulsar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os amotinados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu líder fala em resgatar o CRBE em querer fazer funcionar o CRBE, vítima, ao que diz, da preguiça ou da falta de interesse do presidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí está o erro. Sendo apenas um etapa, não há nenhuma necessidade de se resgatar esse conselho. O importante, isso sim, é o de se proclamar a independência, sair da tutela do Itamaraty, encurtar a fase CRBE, para se chegar logo à Secretaria de Estado dos Emigrantes. Os amotinados estão perdendo um precioso tempo que poderia ser dedicado à reivindicação da Comissão de Transição para se criar a Secretaria de Estado. Exceto se a luta é apenas para se trocar de lugar. E nisso não entramos não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam bem, por melhor que seja, com revista, skype, suplente agindo como titular, titulares simplesmente ausentes, o Conselho vai ser sempre conselho tutelado, consultivo e de assessoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para se fazer alguma coisa válida para os emigrantes, e não ser só coisa para vitrina, para inglês ver, é preciso haver um órgão sem tutela, próximo do governo, com independência e em nível de igualdade com ministérios e secretarias de Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devem existir também parlamentares emigrantes para agir no Parlamento, em Brasília. Eleitos, terão independência para propor leis em favor dos emigrantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, em terceiro lugar, deve haver um grande Conselho de Emigrantes, reunindo todos os segmentos representativos da emigração, desde grupos religiosos, filantrópicos, associações de prestações de serviços, despachantes, advogados, doleiros, todos, enfim, para trabalhar em conjunto com a Secretaria de Estado e com os parlamentares emigrantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como deve ser um Conselho ainda maior, provavelmente haverá ainda mais brigas, porém com um objetivo válido. Mas nesse novo conselho haverá ideologia, porque com o tempo as pessoas eleitas não serão a título pessoal mas em nome de uma política e de um conceito ou ideologia. O que atualmente não existe no CRBE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não apoiamos e nem atiçamos os amotinados, apenas lembramos que não é esse o caminho, que estão perdendo tempo e fazendo os emigrantes perderem tempo. Nossa luta deve ser a nossa independencia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;*Rui Martins&lt;/strong&gt;: jornalista, escritor, ex-CBN e ex-Estadão, exilado durante a ditadura, é líder emigrante, ex-membro eleito no primeiro conselho de emigrantes junto ao Itamaraty. Criou os movimentos Brasileirinhos Apátridas e Estado dos Emigrantes, vive em Berna, na Suíça. Escreve para o Expresso, de Lisboa, &lt;a href="http://correiodobrasil.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Correio do Brasil&lt;/strong&gt; &lt;/a&gt;e agência BrPress. É colunista do &lt;a href="http://www.diretodaredacao.com/"&gt;&lt;strong&gt;Direto da Redação&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;. &lt;strong&gt;Colabora com esta nossa &lt;a href="http://assazatroz.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Agência Assaz Atroz&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;__________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;PressAA&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5369741705775344641-5872559560368986807?l=www.bocadigital.net' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.bocadigital.net/feeds/5872559560368986807/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.bocadigital.net/2012/01/encontro-de-emigrantes-em-ny.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5369741705775344641/posts/default/5872559560368986807?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5369741705775344641/posts/default/5872559560368986807?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.bocadigital.net/2012/01/encontro-de-emigrantes-em-ny.html" title="Encontro de emigrantes em NY" /><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-rMg8THEA-_o/TyaEduQ07FI/AAAAAAAAEiY/f3NQdM9CZb8/s72-c/debate.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;DkcHR3g-cCp7ImA9WhRUGEg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5369741705775344641.post-6604433936703452127</id><published>2012-01-29T14:18:00.001-02:00</published><updated>2012-01-29T14:20:36.658-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-29T14:20:36.658-02:00</app:edited><title>AI DE TI, HAITI!</title><content type="html">.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-PNjSPbFBMRc/TyVvWNEQnFI/AAAAAAAAEiA/9VEbev7NFp0/s1600/haiti_varal_950.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 276px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703086930389933138" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-PNjSPbFBMRc/TyVvWNEQnFI/AAAAAAAAEiA/9VEbev7NFp0/s400/haiti_varal_950.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;José Ribamar Bessa Freire&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-WSgMTze_08Q/TyVmSCXlU8I/AAAAAAAAEh0/C9TblLwq80A/s1600/topo_newsletter.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 94px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703076963194065858" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-WSgMTze_08Q/TyVmSCXlU8I/AAAAAAAAEh0/C9TblLwq80A/s320/topo_newsletter.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Se o mundo é um vale de lágrimas, o Haiti é, certamente, o cantinho mais irrigado desse vale (René Depestre).&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Eles fizeram uma longa fila e foram embarcando, um a um, no navio chamado “Sagrado Coração de Jesus”, que zarpou de Tabatinga (AM) para Manaus neste sábado, 21 de janeiro. Os passageiros, na realidade, não sabiam direito de quem era aquele coração: de Jesus ou de Maria? Desconfiavam que era de Maria. Com todo o respeito ao calvário do filho, só um coração sangrado de mãe - onde sempre cabe mais um - pode abrigar mais de 400 haitianos com tantos sonhos, sofrimentos, dor, medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O medo dentro do barco-coração que descia o rio Solimões era “o medo da fatalidade que sempre acompanhou o Haiti”. Quem diz isso é um amigo chileno, Fred Spinoza, professor de espanhol em Tabatinga, que testemunhou a passagem dramática dos haitianos pelo Alto Solimões, ameaçados de se tornarem um boat people – refugiados que ninguém quer receber e que, sem chão onde pisar, transformam o barco em sua nova pátria e ficam, à deriva, vivendo na terceira margem do rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fred, poeta como qualquer chileno - todo chileno verseja – me enviou trechos do Navio Negreiro de Castro Alves para ilustrar o cenário daqueles haitianos amontoados em redes armadas umas sobre as outras. No domingo passado, ele me cantou o roteiro do motor da linha: “O Sagrado Coração, que saiu ontem daqui, deve passar hoje por Fonte Boa, amanhã por Coari e chegar no Roadway, em Manaus, na terça, dia 24”. Manifestou preocupação quanto à recepção aos hermanos haitianos em Manaus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sangrado Coração&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Manaus, nascida de um parto sangrento, é filha de um crime e de um roubo, cometidos em 1669 por militares portugueses. Tropas armadas invadiram e saquearam a aldeia dos Manaú, mataram muitos índios, escravizaram outros e usurparam suas terras. Seu comandante, Francisco da Mota Falcão, construiu ali, bem em cima do cemitério indígena, o Forte de São José do Rio Negro, usando a mão de obra de índios escravizados e, como matéria prima, o barro das urnas funerárias quebradas e violadas. Portanto, foi a pilhagem colonial que pariu Manaus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, talvez, Manaus sabe ser impiedosa, cruel. Mas sabe também ser generosa, como mostra o outro lado de sua história. Muitas vítimas do terremoto de Lisboa, de 1755, foram acolhidas pela cidade já mestiça, que lhes deu teto, trabalho, comida. Na época da borracha, entre 1877 e 1914, mais de 500 mil nordestinos, fugindo da seca, migraram para a Amazônia, muitos deles armaram suas redes aqui. Com eles chegaram sírios, libaneses, espanhóis, judeus, árabes, palestinos, japoneses, espanhóis e nova leva pacífica de portugueses. Recentemente, a Zona Franca trouxe os sulistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, a cidade foi se construindo sobre os alicerces da diversidade, com trabalho, sangue e suor dos estrangeiros que souberam muito bem se integrar à sociedade de base índia. Era tudo gente de paz. Como o portuga José Ventura - o Comandante Ventura - que em 1961 morreu para nos salvar. Manaus não tinha como combater incêndios. Ele criou em 1952 o Corpo de Bombeiros Voluntários. Faleceu quando combatia um incêndio que consumia vorazmente a periferia da cidade, como nos lembra pesquisa histórica realizada por Roberto Mendonça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro portuga que ama a cidade e ajudou a construí-la é o dono do bar da Bica, o Armando, o mais caboco de todos os portugas, que está nesse momento, aos 75 anos, numa UTI de um hospital manauara com uma infecção pulmonar. Armando e o comandante Ventura fizeram mais por Manaus do que o belicoso Francisco da Mota Falcão, Pedro Teixeira e todo o exército colonial. Jornais lusos editados nessa época no Amazonas, estudados pelo historiador Geraldo Sá Peixoto Pinheiro, estão nos revelando muito sobre essa migração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Água no feijão&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os haitianos que chegaram agora vieram também em missão de paz, de trabalho, mas foram recebidos à bala com um grito de “nós não queremos vocês aqui”. O governador do Amazonas, Omar Aziz (PSD), filho de um imigrante palestino que se mudou para Manaus em 1968, debochou, sugerindo que o governo federal os abrigasse em Brasília, “em apartamentos de deputados federais”, conforme matéria publicada pela Folha de São Paulo assinada pela correspondente Kátia Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra puxar o saco do governador, a colunista social Mazé Mourão atacou os haitianos, chamando-os de “abusados”. Num texto boçal, reclamou que eles estão tomando conta dos empregos nas fábricas do Distrito Industrial e “como não sabem falar a nossa língua, trabalham caladinhos e até passam da hora sem cobrar nada”. Preocupada exclusivamente com o quintal de sua casa, sugere: “Por que os haitianos não ficam em Tabatinga ou vão povoar outros municípios do Amazonas?”. Conclui: “Sorry, sorry e sorry, o Haiti definitivamente não é aqui”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que me perdoem os ouvidos pudibundos, mas esse é o lado escroto de Manaus, o lado “farinha pouca meu pirão primeiro”. A colunista social alega que “se nós não conseguimos resolver os nossos problemas, que dirá de quem chega e toma de assalto esta Manaus de Mil Contrastes”. É como se ela dissesse, em 1919, ao Comandante Ventura e às centenas de portugas que com ele vieram: “Não podemos receber vocês, porque temos muitos problemas, não temos sequer um Corpo de Bombeiros Municipais” ...E olha que nesse momento naufragava a economia da borracha, com centenas de mendigos espalhados pelas ruas da capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente, o outro lado, generoso e solidário, o lado “água no feijão que chegou mais um” se manifestou imediatamente. Dezenas de leitores ocuparam as redes sociais apoiando artigos que se solidarizaram com os haitianos e lhes deram as boas-vindas. Três deles merecem destaque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Allan Gomes, com base no processo histórico da Amazônia, sustentou que “a imigração haitiana não deve ser vista como um problema, mas como parte da solução”. Da mesma forma que Manaus não podia apagar um incêndio porque carecia de bombeiros e foi salva pela migração lusa, assim também os haitianos podem contribuir para melhorar a cidade, se formos capazes de organizar e planejar a estadia deles aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alberto Jorge, coordenador geral da CARMA – Coordenação Amazônica da Religião de Matriz Africana e Ameríndia – confessa que teve ânsias de vomitar quando leu o texto de Mazé “que destila ódio e desprezo,é preconceituoso, asqueroso em todos os sentidos”. E Ismael Benigno considerou que a reação dela mais parece “um chilique da socialite Narcisa Tamborindeguy contra os pobres do que uma tentativa de entender o problema que ainda vamos ter”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, se o artigo tem algum mérito é o de desencadear um debate, permitindo revelar a xenofobia e a intolerância que trazemos dentro de todos nós, mas também a solidariedade com os refugiados. Quem sofreu o exílio, por razões políticas, econômicas ou sociais, sabe a importância dessa acolhida. É evidente que a questão é complexa, é claro que precisamos organizar uma intervenção de forma mais planejada, mas sem preconceitos, como o de um leitor de Mazé Mourão, que se referiu depreciativamente à religião dos haitianos e à magia negra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a colunista social não pedir desculpas, publicamente, nós, os que ficamos chocados com seu texto - sorry, sorry, sorry - acamparemos com os haitianos no quintal da casa dela. Faremos um trabalho de magia negra para transformá-la em um ser inteligente, sensível e solidário. Se bem que suspeito não existir magia capaz de dar jeito nisso. Mas a gente tenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. - O poeta haitiano René Depestre escreveu, entre outros, um belo livro – “Aleluia para uma Mulher-Jardim”, editado em português em 1988. Não tive acesso à edição brasileira, mas à edição francesa, de 1981, de onde traduzi a frase, diz: “Si le monde est une vallée de larmes, Haiti est le coin le mieux arrosé de la vallée” (pg. 40)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;José Ribamar Bessa Freire &lt;/strong&gt;é professor universitário (UERJ), reside no Rio há mais de 20 anos, assina coluna no Diário do Amazonas, de Manaus, sua terra natal, e mantém o blog &lt;a href="http://www.taquiprati.com.br/"&gt;Taqui Pra Ti &lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://assazatroz.blogspot.com/2012/01/ai-de-ti-haiti.html"&gt;Colabora com esta nossa Agência Assaz Atroz &lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustração: AIPC – Atrocious International Piracy of Cartoons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;PressAA &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5369741705775344641-6604433936703452127?l=www.bocadigital.net' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.bocadigital.net/feeds/6604433936703452127/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.bocadigital.net/2012/01/ai-de-ti-haiti.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5369741705775344641/posts/default/6604433936703452127?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5369741705775344641/posts/default/6604433936703452127?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.bocadigital.net/2012/01/ai-de-ti-haiti.html" title="AI DE TI, HAITI!" /><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-PNjSPbFBMRc/TyVvWNEQnFI/AAAAAAAAEiA/9VEbev7NFp0/s72-c/haiti_varal_950.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0ABQnk-fCp7ImA9WhRUF0s.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5369741705775344641.post-4030246192898850882</id><published>2012-01-28T12:31:00.003-02:00</published><updated>2012-01-28T12:42:33.754-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-28T12:42:33.754-02:00</app:edited><title>Cineastas premiados repudiam "política do coturno"</title><content type="html">O filme "Trabalhar Cansa", dos diretores Juliana Rojas e Marco Dutra, conquistou o Prêmio Governador do Estado para Cultura 2011, da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, na categoria Cinema.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que não estava no script é que Juliana e Marco, no discurso protocolar de agradecimento ao receber o prêmio, lessem um manifesto, de cerca de três minutos, denunciando os episódios deploráveis ocorridos na USP, na Cracolândia e no Pinheirinho, em que a PM paulista agiu com violência contra a população.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Após algumas vaias e os aplausos efusivos da platéia do evento ao final entra, constrangido, o Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) e esposa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;object style="height: 390px; width: 640px" width="640" height="360"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/p2OayXHRfm8?version=3&amp;amp;feature=player_detailpage"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/p2OayXHRfm8?version=3&amp;amp;feature=player_detailpage" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="640" height="360"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;O texto lido por eles, conforme transcrição do &lt;i&gt;Victor Furtado&lt;/i&gt;:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;“&lt;b&gt;Moção de repúdio à política do coturno em Pinheirinho&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De um lado, pelo menos 1.600 famílias que lutam pelo direito de morar no bairro do Pinheirinho, em São José dos Campos (SP), ocupação que tem oito anos de existência. Do outro, mais de 2.000 policiais militares e civis cumprindo ordens da Justiça Estadual e da Prefeitura de São José dos Campos, em favor da massa falida da empresa Selecta, pertencente ao mega-especulador Naji Nahas. Ainda que não houvesse outras circunstâncias agravantes no caso, já seria possível constatar que as instâncias dos poderes executivo e judiciário fizeram a opção, em Pinheirinho, pela lei que protege a especulação imobiliária, em detrimento do direito das pessoas à moradia. Vence mais uma vez a política do coturno em prol do capital.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De um lado, bombas, armas, gases, helicópteros, tropa de choque. Do outro, dois revólveres apreendidos. Não há notícia de que tenham sido usados. Uma praça de guerra é instalada – numa batalha em que um exército ataca civis. Não há plano de realocação das famílias. As que não conseguiram ou não quiseram fugir, ou receberam dinheiro para passagens para outras cidades, ou estão sendo mantidas cercadas, com comida racionada, como num campo de concentração. A imprensa não pode entrar no local, não pode fazer entrevistas, e os hospitais da região não podem informar sobre mortos e feridos. O que se quer esconder? O Governo do Estado lavou as mãos diante do caso, assim como o Superior Tribunal de Justiça. O Governo Federal tardou em agir. A chamada “função social da propriedade”, prevista na Constituição Brasileira, revelou-se assim como peça de ficção, justamente onde a ficção não deveria ser permitida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mais uma vez, o Estado assume o papel de “testa de ferro” para as estripulias financeiras da “selecta” casta de milionários e bilionários. A política do coturno em prol do capital vem ganhando espaço. Assim está acontecendo na higienização do bairro da Luz, em São Paulo, preparando-o para a especulação imobiliária; assim vem acontecendo na repressão ao movimento estudantil na USP, minando a resistência à privatização do ensino; assim acontece no campo brasileiro há tanto tempo, em defesa do agronegócio. Os exemplos se multiplicam. E não nos parece fato isolado que, hoje, a quase totalidade dos subprefeitos da cidade de São Paulo sejam coronéis da reserva da PM. Nós, trabalhadores artistas, expressamos nosso repúdio veemente a esse tipo de política. Mais 1.600 famílias estão nas ruas: a lei foi cumprida. Para quem?”&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span &gt;Publicado originalmente &lt;a href="http://pagina13.org.br/archives/12525"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5369741705775344641-4030246192898850882?l=www.bocadigital.net' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.bocadigital.net/feeds/4030246192898850882/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.bocadigital.net/2012/01/cineastas-premiados-repudiam-politica.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5369741705775344641/posts/default/4030246192898850882?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5369741705775344641/posts/default/4030246192898850882?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.bocadigital.net/2012/01/cineastas-premiados-repudiam-politica.html" title="Cineastas premiados repudiam &quot;política do coturno&quot;" /><author><name>@rafaeltomyama</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18195802903194000697</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="23" src="http://4.bp.blogspot.com/_nu-JUvLuhS8/TTrOzUhuPOI/AAAAAAAAAQ8/8PxKygc-pIA/s220/olhos.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEUFQXwzfip7ImA9WhRUF0g.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5369741705775344641.post-8244939892578216723</id><published>2012-01-28T10:01:00.000-02:00</published><updated>2012-01-28T10:03:30.286-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-28T10:03:30.286-02:00</app:edited><title>As razões do senador suicida</title><content type="html">&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-kA8ZpTxjDU8/TyPfhO8fICI/AAAAAAAAEhQ/UQveJbGbkk4/s1600/manet.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 346px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5702647315221651490" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-kA8ZpTxjDU8/TyPfhO8fICI/AAAAAAAAEhQ/UQveJbGbkk4/s400/manet.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Fernando Soares Campos&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-DZFDJBE24Us/TyPdz5Md66I/AAAAAAAAEhE/QAaNwhdirN0/s1600/fernando2.bmp"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 140px; FLOAT: left; HEIGHT: 171px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5702645436777360290" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-DZFDJBE24Us/TyPdz5Md66I/AAAAAAAAEhE/QAaNwhdirN0/s320/fernando2.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O&lt;/span&gt; senador assinou a carta de despedida, pegou o revólver na gaveta da escrivaninha, engatilhou a arma e apontou para o próprio peito. Aguardou um instante. Lembrou-se da sua última posse, do discurso na tribuna, das promessas de que trabalharia em defesa do povo, da democracia, do seu Estado, do país... Entretanto, como pano de fundo de suas memórias, apareciam centenas de cadáveres humanos, pessoas mortas devido à falta de assistência médica, inanição ou cirrose hepática provocada pelo consumo de uma péssima aguardente de cana. Eram imagens de um pesadelo que já passará a atormentá-lo mesmo em estado de vigília. À medida que sua conta bancária crescia, a multidão de fantasma aumentava. O senador até já havia observado que a proporcionalidade estava se aproximando da razão de um por mil: a cada um milhão de reais depositados em sua conta, mil novos espectros somavam-se à fantasmagórica multidão que o obsidiava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O telefone chamou. No sexto toque, resolveu atender:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alô!&lt;br /&gt;- Excelência!&lt;br /&gt;- Sim.&lt;br /&gt;- Aqui é o Santiago.&lt;br /&gt;- Santiago?!&lt;br /&gt;- Santiago Arruda.&lt;br /&gt;- Do Planalto Diário?&lt;br /&gt;- Ele mesmo, excelência.&lt;br /&gt;- Em que posso servi-lo?&lt;br /&gt;- Gostaria de marcar uma entrevista com vossa excelência.&lt;br /&gt;- Entrevista?&lt;br /&gt;- Sim, excelência.&lt;br /&gt;- Pra quando?&lt;br /&gt;- Amanhã à tarde está bom para o senhor?&lt;br /&gt;- Impossível.&lt;br /&gt;- Então, na sexta pela manhã.&lt;br /&gt;- Não vai dar.&lt;br /&gt;- Nesse caso, o senhor mesmo pode marcar dia e hora mais adequados à sua agenda.&lt;br /&gt;- Hoje.&lt;br /&gt;- Hoje?!&lt;br /&gt;- Agora.&lt;br /&gt;- Agora?!&lt;br /&gt;- Sim, agora! Já! Onde você está?&lt;br /&gt;- Na redação.&lt;br /&gt;- Então, não leva mais que quinze minutos pra chegar aqui - desligou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O senador notou que, todo o tempo em que falou ao telefone, mantivera a arma apontando contra o peito. Guardou o revólver na gaveta. Resolveu reler a carta de despedida. Deteve-se num trecho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É comum que, devido aos seus fracassados empreendimentos, muita gente ponha fim à própria vida; no meu caso, porém, decidi encerrar a minha bem-sucedida existência em razão do fracasso alheio".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguma coisa parecia errada. Releu o período, mas continuou em dúvida. Deixou a folha sobre a mesa, foi até o computador, abriu o documento "carta de despedida" e continuou relendo o primeiro período. Trocou "É comum que" por "É natural que", em seguida por "É normal que". Nada, nenhuma das modificações pareceu alterar o sentido da frase. Experimentou "Via de regra". Achou que assim ficaria melhor. Antes de imprimir, corrigiu o verbo "pôr", agora flexionado no presente do indicativo: "põe". Imprimiu a página e voltou para a mesa de trabalho. Releu mais uma vez:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Via de regra, devido aos seus fracassados empreendimentos, muita gente põe fim à própria vida; no meu caso, porém, decidi encerrar a minha bem-sucedida existência em razão do fracasso alheio".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não estava convencido de que as modificações expressariam com maior clareza o motivo que o levaria a cometer o suicídio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bateram na porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Entre!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a governanta conduzindo Santiago Arruda. Guardou a carta de despedida na gaveta, cumprimentou o jornalista e lhe indicou uma poltrona. Depois do cafezinho, Santiago iniciou a entrevista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Excelência, estamos fazendo uma matéria para o nosso caderno semanal de literatura, gostaríamos de saber o que os senadores lêem. No momento, o que o senhor está lendo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O senador teve uma idéia: aproveitaria a ocasião para esclarecer sua dúvida sobre a frase de abertura da carta de despedida. Mentiu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estou lendo "As razões", um romance de Carlos Miguel...&lt;br /&gt;- Não conheço.&lt;br /&gt;- Nem poderia, trata-se de um autor desconhecido, lá de minha terra, um jovem escritor que me mandou sua primeira obra. Eu contribuí para a publicação.&lt;br /&gt;- Posso ver? Se o senhor quiser, podemos divulgar no caderno literário do Planalto Diário.&lt;br /&gt;- Não está aqui, está no meu gabinete, no Senado. Mas, já que estamos falando do romance "As razões", eu queria consultá-lo sobre uma passagem dessa obra.&lt;br /&gt;- Se eu puder ajudar...&lt;br /&gt;- Bom, é a respeito da carta de um suicida. Um banqueiro resolve suicidar-se e escreve uma carta de despedida.&lt;br /&gt;- É comum os suicidas escreverem cartas de despedida. Mas o que há de errado na carta do banqueiro?&lt;br /&gt;- Não sei se há alguma coisa errada. Mas eu me lembro bem da frase, anote aí.&lt;br /&gt;- Pode ditar.&lt;br /&gt;-"Via de regra, devido aos seus fracassados empreendimentos, muita gente põe fim à própria vida; no meu caso, porém, decidi encerrar a minha bem-sucedida existência em razão do fracasso alheio".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santiago anotou e leu a frase em voz alta. Concluiu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aparentemente, não há nada errado. Um paradoxo, alguém se suicidar devido ao fracasso alheio, mas não seria nem tão contraditório se o fracassado fosse alguém de sua família ou mesmo do seu relacionamento afetivo.&lt;br /&gt;- Nem do ponto de vista sintático?&lt;br /&gt;- Deixe-me ver - Santiago releu todo o período. - Não, não estou identificando qualquer erro sintático.&lt;br /&gt;- Tudo bem, esqueça, nem sei por que cismei com isso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final da entrevista, o senador acompanhou Santiago até a saída e prometeu lhe mandar o livro do seu afilhado escritor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No carro, Santiago abriu o bloco de anotações e releu a frase:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Via de regra, devido aos seus fracassados empreendimentos, muita gente põe fim à própria vida; no meu caso, porém, decidi encerrar a minha bem-sucedida existência em razão do fracasso alheio".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensou: "...bem-sucedida existência em razão do fracasso alheio". Não, não falta nenhuma vírgula. Pelo visto, o rapaz conhece bem os banqueiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu partida no carro. Nem escutou o tiro que estourou o coração do senador bem-sucedido... em razão do fracasso alheio. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://assazatroz.blogspot.com/2012/01/as-razoes-do-senador-suicida.html"&gt;PressAA&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5369741705775344641-8244939892578216723?l=www.bocadigital.net' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.bocadigital.net/feeds/8244939892578216723/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.bocadigital.net/2012/01/as-razoes-do-senador-suicida.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5369741705775344641/posts/default/8244939892578216723?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5369741705775344641/posts/default/8244939892578216723?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.bocadigital.net/2012/01/as-razoes-do-senador-suicida.html" title="As razões do senador suicida" /><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-kA8ZpTxjDU8/TyPfhO8fICI/AAAAAAAAEhQ/UQveJbGbkk4/s72-c/manet.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;Ak8ERHcyeSp7ImA9WhRUFU0.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5369741705775344641.post-1440610077189429673</id><published>2012-01-25T14:22:00.001-02:00</published><updated>2012-01-25T14:26:45.991-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-25T14:26:45.991-02:00</app:edited><title>Quem nasceu pra Alckmin nunca chegará a Brizola</title><content type="html">&lt;p align="justify"&gt;.
&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-htUIGf0TvlU/TyAl2arACrI/AAAAAAAAEgU/co5aBlG8X1o/s1600/thumbnailCAT11T6B.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 225px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701598745053891250" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-htUIGf0TvlU/TyAl2arACrI/AAAAAAAAEgU/co5aBlG8X1o/s400/thumbnailCAT11T6B.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fernando Soares Campos
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-o1XC4BWkLPk/TyAjLGnXbnI/AAAAAAAAEgI/6O3OPsOQinw/s1600/fernando2.bmp"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 140px; FLOAT: left; HEIGHT: 171px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701595801912307314" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-o1XC4BWkLPk/TyAjLGnXbnI/AAAAAAAAEgI/6O3OPsOQinw/s320/fernando2.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;Depois de passar uma temporada de sete anos em Recife, retornei ao Rio de Janeiro em 1991. Aqui chegando me hospedei, com mulher e dois filhos, na casa de uma amiga nossa em Anchieta, num assentamento denominado Parque Esperança. O local já contava com parte da infraestrutura necessária à condição de habitabilidade: rede de eletricidade, fornecimento de água e ruas planejadas, mas ainda não asfaltadas. A maioria das casas ainda estava em construção, porém já habitadas. Na parte mais alta do terreno se localizava a sede da associação de moradores, sob a liderança de um rapaz chamado Paulo de Aquino, que, dias depois, eu soube que se tratava de um jovem líder comunitário experiente em invasão de terrenos para assentamento de sem-teto. O Estado do Rio vivia o segundo governo de Leonel Brizola.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Quando me apresentaram ao Paulo de Aquino, que todos tratavam por Paulinho, inicialmente não pude distinguir nele o perfil de um autêntico líder comunitário. Desconfiei até que se tratava de um aproveitador, um cara que talvez organizasse as invasões de terra a fim de se apropriar de alguns terrenos para vendê-los. Apesar de ele se revelar a mim como um indivíduo desconfiado de tudo e de todos, identifiquei aí um paradoxo: era extrovertido, extremamente falante. Então, incentivado pela minha amiga, Paulinho me convidou para participar dos trabalhos da associação de moradores a que ele presidia.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Arranjaram-me uma sala no prédio da associação, com a tarefa de redigir e editar um jornal comunitário. Eu contava com mesa, duas cadeiras, máquina de escrever, papel e um armário. Também uma jovem estudante da comunidade me auxiliava nos trabalhos. Produzimos o “Fala Povo”, um jornal de oito páginas que uma gráfica-editora da Baixada imprimia em tiragens de mil exemplares. Na segunda edição publicamos as cartas dos leitores, que se manifestaram com as mais variadas sugestões e elogios.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Certo dia, Paulinho entrou na minha sala-redação e me disse que queria falar comigo em particular. Pedi licença à minha auxiliar, ela saiu e ficamos a sós. Ele me confidenciou que estava preparando a invasão de mais um terreno. Informou que havia cadastrado cerca de cem famílias, pessoas que o procuravam na esperança de conseguir um lote para construir uma casa. Falou que não podia revelar a localização do terreno a ser invadido, pois isso poderia atrapalhar os planos, adiantando apenas a informação de que não era muito distante dali. “Tudo bem, mas em que posso ser útil?” Aí ele me deu uma aula de como as coisas aconteciam. Pela sua exposição, entendi que não era uma coisa tão simples como eu imaginava. Exigia organização e trabalho duro, pois ele não se limitava à mera invasão, criando um núcleo favelado com vielas que dificultassem a instalação da infraestrutura Nada disso. O que ele queria era produzir mais um loteamento planejado que atendesse às exigências básicas de habitação.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Àquela altura eu já conhecia razoavelmente bem o Paulo de Aquino, e a ligeira má impressão que tive dele quando o conheci já havia se dissipado. Compreendi que se tratava realmente um líder comunitário por vocação. Havia nele, sim, um interesse pessoal, mas legítimo: queria se eleger vereador ou deputado estadual. Era brizolista de carteirinha, falava de Brizola com empolgação e de Luís Carlos Prestes com veneração. Paulinho transitava com desenvoltura por entre políticos da Câmara de Vereadores e da Assembléia Legislativa. Além disso, tinha bom relacionamento com o pessoal do executivo estadual.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;No dia e hora marcada as famílias convocadas para a invasão se reuniram em frente à associação de moradores, receberam instruções de como deveriam se comportar e só aí foram informadas sobre a localização do terreno a ser invadido. Era em Costa Barros, a cerca de três quilômetros dali, próximo a uma estação da linha auxiliar da Central do Brasil. (Dias depois me falaram que se tratava de uma das propriedades inventariada no rol da massa falida da Coroa-Brastel, sobre a qual incidiam muitos milhões em impostos não recolhidos. Mas eu nunca procurei me certificar da veracidade dessa informação.)
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Madrugada adentro, o grupo, liderado por Paulinho a seus assessores, partiu para a invasão do terreno. Eu não estava presente, pois havia pernoitado na casa de uma prima minha em Jacarapaguá. Mas a minha mulher participou da empreitada.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;No dia seguinte, fui direto ao local da invasão. Cheguei lá por volta das dez horas da manhã. Quando desci do ônibus, avistei aquilo que parecia um acampamento de refugiados de guerra. Muita gente já havia armado barracas, tendas e improvisado barracos de madeira, a fim de garantir seus espaços. Comecei a caminhar por entre a turba, observando tudo detalhadamente. Uma mulher conversava animadamente com outra e, ao me avistar, falou para a companheira: “Ih! Chegou o dono do terreno!” Continuei caminhando até encontrar minha mulher, que estava no centro de um lote demarcado por barbantes amarrados a tocos de madeira fincados no chão. “É aqui que vamos construir nossa casa”, disse ela.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Além do grupo original, já havia centenas de outras pessoas que aderiram ao movimento. Algumas me falaram que iam trabalhar e, ao avistarem a ocupação, desembarcaram do ônibus e se juntaram aos invasores, pois queriam garantir um lote.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Mais tarde encontrei Paulo de Aquino e perguntei: “E agora, como vamos fazer?! Tá uma bagunça dos diabos!” Ele me disse que no primeiro momento era assim mesmo, mas aos poucos tudo seria organizado. Três dias depois ele arranjou, com a Secretaria de Obras do Estado, uma caterpílar, que começou a abrir as ruas. Aqueles lotes demarcados aleatoriamente foram dando lugar a terrenos de 120 m² à margem das pistas abertas. Nesse reordenamento ocorreram algumas disputas, desentendimentos sobre o que é de quem. Mas tudo se resolvia. Em pouco tempo havíamos assentado cerca de 500 famílias. Outras chegaram atrasadas, solicitando um espaço para construírem suas casas. Foram cadastradas para uma possível próxima invasão.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Os ocupantes foram orientados a aguardar o momento em que seria dado sinal verde para que iniciassem as construções em alvenaria. Precisávamos ter a certeza de que não seríamos despejados. Essa garantia veio por parte de assessores do governo Brizola. Eles nos asseguraram que ninguém iria nos importunar. Aí, cada um se virou como podia. Logo, três novas casas de material de construção se instalaram nas imediações do loteamento e, pode crer, prosperaram rapidamente.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Em frente à ocupação foi deixado livre um terreno de uns 3.000 m², a pedido de Paulo de Aquino. Essa área havia sido preservada para a construção de um CIEP. Não demorou muito e apareceram por lá os tratores fazendo a terraplanagem, e as carretas desembarcando os pré-moldados. Em pouco tempo o Brizolão estava pronto. No final do ano recebemos a rede elétrica e em seguida a rede de saneamento básico.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Construí uma casa de dois quartos, sala, cozinha, banheiro, área de serviço, varanda, garagem, jardim e pequeno quintal. Plantei mangueira, coqueiro e um flamboyant, que em 1996, quando saí de lá, já estavam crescidos, dando sombra e frutos. Fui morar em Juiz de Fora, onde iniciei um pequeno empreendimento comercial que acabou não dando certo. Em 98 voltei para o Rio, prestei concurso e me tornei funcionário público estadual. Moro hoje em apartamento alugado aqui no Itanhangá. Quando eu ainda morava em Costa Barros, Paulo de Aquino se candidatou a deputado estadual, mas conquistou apenas a primeira suplência dos candidatos que se elegeram por seu partido. Tenho notícias de que hoje todas as ruas daquele assentamento estão asfaltadas. Soube também que muitos moradores fizeram puxadas e meiáguas para abrigar os filhos que cresceram e se casaram.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Mas, por que estou contando essa história? Porque li um artigo de Luis Nassif, tratando do massacre de Pinheirinho, intitulado “&lt;a href="http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&amp;amp;pid=1863"&gt;Nem por esperteza, Alckmin demonstrou sensibilidade&lt;/a&gt;”.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Vejamos alguns trechos do texto do Nassif:
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;“Curiosamente, foi Geraldo Alckmin o primeiro político de peso do PSDB a perceber a emergência de novos valores. Ainda na campanha, mostrou as vantagens de programas tipo ‘Minha Casa, Minha Vida’ sobre o modelo autárquico do CDHU. Entendeu a importância da colaboração federativa. Percebeu a relevância de reduzir o estado de guerra com o professorado, praticar o relacionamento civilizado com prefeitura e lideranças de bairro. Até ensaiou algumas ações administrativas colaborativas, juntando várias secretarias de governo e a prefeitura.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;“De repente, surge a grande oportunidade: 6.000 pessoas morando em uma área de disputa jurídica. Não são aventureiros, não são invasores forçando a barra para conseguir imóveis para futura negociação. São famílias que se estabeleceram ao longo de anos, criando uma comunidade com velhos, crianças, mulheres, mães e pais de família, que levantaram suas casas em regime de mutirão, firmaram-se nos seus empregos, colocaram suas crianças nas escolas, criaram uma comunidade sem nenhuma ajuda do poder público.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Seria o momento máximo de inaugurar uma nova era. Um governador minimamente competente teria convocado a Secretaria de Assistência Social, o CDHU, a Secretaria da Justiça e da Defesa, a prefeitura de São José dos Campos, grandes empresas instaladas na região para um plano integrado destinado a encontrar uma solução para a comunidade de Pinheirinho.”&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Bom, em campanha, para angariar simpatia e faturar votos, Alckmin até elogia os empreendimentos dos governos Lula-Dilma. Se ele decidir mais uma vez tentar chegar à Presidência da República, vai novamente prometer que, eleito, ampliaria os programas sociais dos governos petistas: Bolsa Família, Prouni, Minha Casa Minha Vida, entre outros. Tem cara-de-pau suficiente pra isso.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Mas a verdade é que quem nasceu pra Alckmin nunca chegará a Brizola. &lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;_____________________________________________________________
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://assazatroz.blogspot.com/2012/01/quem-nasceu-pra-alckmin-nunca-chegara.html"&gt;PressAA&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;
&lt;br /&gt;.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5369741705775344641-1440610077189429673?l=www.bocadigital.net' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.bocadigital.net/feeds/1440610077189429673/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.bocadigital.net/2012/01/quem-nasceu-pra-alckmin-nunca-chegara.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5369741705775344641/posts/default/1440610077189429673?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5369741705775344641/posts/default/1440610077189429673?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.bocadigital.net/2012/01/quem-nasceu-pra-alckmin-nunca-chegara.html" title="Quem nasceu pra Alckmin nunca chegará a Brizola" /><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-htUIGf0TvlU/TyAl2arACrI/AAAAAAAAEgU/co5aBlG8X1o/s72-c/thumbnailCAT11T6B.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CU4MRnw-eyp7ImA9WhRVGEk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5369741705775344641.post-70625991276473325</id><published>2012-01-17T21:46:00.000-02:00</published><updated>2012-01-17T21:46:27.253-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-17T21:46:27.253-02:00</app:edited><title>O crack na sociedade que vivemos</title><content type="html">&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&amp;nbsp;Bruna é uma amiga que me conquistou no twitter com sua foto simpática e seu olhar honesto e suave.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Bem posicionada diante dos debates que se levam na rede, me remeteu esta reflexão para que publicasse.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;É um depoimento e um desafio à sociedade que construímos de forma displicente, permitindo que interesses menores, individualistas, egoístas, prevalecessem.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;É um chamamento à razão, um pedido para que cumpramos nosso dever desde nossa casa, na criação de nossos filhos, filhos que estão no mundo que deixaremos para eles.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Beto.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;
&lt;b&gt;“Mais do que COMBATER O CRACK, COMPREENDER AS RAZÕES que levam ao vício. E combater CAUSA. Polícia não. MÉDICO. &lt;a href="http://twitter.com/#!/search?q=%23VivaSemCrack"&gt;#VivaSemCrack&lt;/a&gt;” &lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Com essa frase do excelente Beto Mafra começo essa reflexão: a questão do crack é de quem? Quem é responsável pelo problema? Quem é o responsável por tratar esse problema? Sendo mais ampla: a questão da culpa e tratamento de drogas, lícitas e ilícitas, é de quem??? Algumas pessoas diriam que a culpa é do sistema econômico, do sistema de trabalho que temos. Outros diriam que é a questão da violência. Outros diriam que é uma questão de educação. Outros ainda de saúde pública. E alguns diriam que isso é falta de vergonha na cara.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Perde-se tanto tempo na discussão de quem é ou deixa de ser o responsável pelo problema que este nunca é devidamente identificado e pelo menos, amenizado. E pior: o problema agrava-se ainda mais, dia a dia, sob as marquises, os pontos cegos das praças, próximo às rodoviárias, estradas, as plantações de nosso país. Sim, porque agora o crack passou a fronteira urbana e é um problema de saúde pública das áreas rurais, onde seres humanos se sujeitam a pesadas rotinas laborais e para atenuar o sofrimento, a fome, solidão e tristeza se distraem em uma brincadeira fatal. &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;E como lidar com esse problema que ceifa vidas, destrói famílias, revela a face mais degenerada do ser humano para a manutenção do vício? Como resolver esse problema? &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Sinceramente, crack e outras drogas, independente da legalidade que possuam, são uma questão de educação. E quando digo “educação” não falo apenas da educação da escola. Aliás, aprendi que na escola a gente vai pra aprender, coisas úteis e coisas que até hoje não sei pra que servem, mas tudo bem aprendi e “passei na matéria”. Então, escola é pra instrução. Quem educa é pai, mãe, avô, responsável.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Educação são os bons modos, é respeito por si mesmo e pelo próximo, é cidadania.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Educação tem que ter amor, tem que ter sermão, tem que saber pôr limites, tem que saber reconhecer o mérito dos filhos, saber falar com eles e saber ouvi-los. A sociedade errou ao confundir e misturar instrução com educação e com isso acreditar que professores tinham que ficar com a parte mais pesada de cuidar dos filhos. Mais amplamente, acreditar que o governo tem que cuidar de seus filhos. Não é raro observar-se pais que se curvam a vontade dos filhos desde pequenos e exigir dos professores dos mesmos a educação que eles, como pais, deveriam dar. &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;A sociedade hoje empurra a educação, a segurança, saúde pública para governo, sistema, ou seja, lá o nome que você achar melhor definir. Vejo muitas pessoas que enchem a boca para falar de seus direitos, mas elas se esquecem que igualmente têm deveres, responsabilidades. Vamos parar de empurrar o problema das drogas para policiais, médicos, professores, psicólogos, pastores, Deus, diabo, Iemanjá, o Lula... Eles podem até terem parte no problema, mas a raiz do problema das drogas&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;começa na família.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Pela existência ou falta dela, não importa, começa sempre nela. Portanto, é na família que precisam ser modificadas as coisas. &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;É necessário um novo modelo familiar, não mais aquele modelo hipócrita baseado na santidade da família, em que o chefe do lar pode fazer o que bem entender e dane-se cônjuge, filhos, mas o importante é manter o “status” de família feliz. É preciso um novo olhar sobre esse grupo de pessoas chamado família. Sim, porque família acima de tudo é um grupo de seres humanos com carências, uma série de potencialidades, comportamentos nocivos que precisam ser melhorados, com muito diálogo, sem tabus. Acredito que no dia em que o núcleo familiar agir como deveria agir metade dos problemas sociais seriam pelo menos minimizados. &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Se pais e mães passassem mais tempo com seus filhos praticando algum esporte, fazendo bolo, conversando sobre banalidades, conhecendo um local bonito, indo juntos a um estádio teríamos atualmente jovens e adultos mais satisfeitos consigo próprios, mais responsáveis, menos dependentes da aceitação social e menos suscetíveis a aventurar-se no tortuoso caminho das drogas. Mas como esperamos isso com pais que deixam seus filhos sozinhos para seu próprio divertimento em jogos, em bailes, em compras, muito raramente realizando as refeições juntos? &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Não estou dizendo que seja errado cuidar da vida individual após matrimônio, filhos. Está provado que manter a vida individual é bom e mais do que necessário para conservar o amor próprio. Mas tem pessoas que deixam os filhos completamente de lado. Equilíbrio é a palavra-chave. Como que queremos que daqui 20 anos nossos filhos venham visitar-nos para o almoço de domingo se não fazemos isso com eles? Como esperar que sejam bons adultos se o modelo que possuem atualmente é altamente egoísta? Como desejar que não se afundem em drogas lícitas e ilícitas se afundamos em todas? Lembrando: quem vive a base de medicamento, também é dependente químico e doente. Que moral muitos de nós terá para dizer a nossos filhos que não usem drogas se somos da geração entusiasta de diazepam, fluoxetina, clonazepam, sibutramina e outros medicamentos controlados que dominam nossas mentes e corpos? É tudo droga numa definição mais simplificada! &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Entramos daí em outro ponto importante: a transferência da responsabilidade &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Eu não fui criada num lar dos sonhos como algumas pessoas podem estar pensando. Meu pai é alcoólatra, tabagista, desconfio pelo comportamento violento e sem nexo que apresenta as vezes que utiliza drogas do nível do crack. Já teve crise de abstinência, já fez cirurgia, já levou porrada da polícia por conta do vício e do comportamento. Já foi internado, já foi pra retiro religioso (onde era explorado financeiramente e serviçalmente). Enfim, eu também sei o inferno que é ter um dependente químico na família e é justamente por isso que reforço a necessidade de oferecermos uma boa base familiar as nossas crianças e adolescentes. Ele não teve isso com os pais dele. Mas eu tive uma mãe excelente, que apesar das nossas rusgas vez por outra, era a mãe que eu precisava como fortaleza pra enfrentar tudo isso sem enveredar por esse caminho das drogas. Mas porque ela teve um modelo familiar diferenciado, que priorizou o ser ao ter. &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Eu vejo hoje que faltam pais que priorizem o ser ao ter, que priorizem o amor ao dinheiro, o diálogo ao presente. Faltam pessoas que se indignem com a falta de educação aberrante das crianças. Faltam pessoas que sejam um bom exemplo pra essas crianças. Faltam pessoas que entendam que suprir as necessidades de seus filhos não é dar tudo o que eles querem, é sentar e conversar seriamente a real necessidade daquilo. Talvez, esse “não”, essa conversa fundamentada seja tudo o que eles querem. Talvez seja nessa conversa que eles aguardem tanto pra tirar suas dúvidas sobre porque fulano implica com ele na escola, porque não gosta de fazer trabalhos em que tenha que apresentar ao público, o porquê se apaixonou por tal menino e todas essas coisas que todos nós já passamos na vida, angustiamo-nos, ficamos com vergonha, cheios de dúvida, esperando alguém vir conversar com a gente. &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Eu ainda não tenho filhos, ainda (apesar do medo) desejo ter alguns e fico pensando que tipo de mãe eu vou ser nesse mundo louco. Sou de uma geração que viveu cercada por cartazes de crianças desaparecidas, ouvindo que não se pode conversar ou aceitar coisas de estranhos, ouvindo que era pra tomar cuidado com potenciais transfers que vinham em doces com LSD, vi casos bárbaros de abuso sexual, de violência contra criança, contra mulher, contra homossexuais, contra animais. Tudo isso dá muito medo e eu tenho medo disso para os meus filhos. Em contrapartida, vejo que pessoas que sempre tiveram uma pessoa como referencial familiar forte raramente se envolvendo nessas situações de perigo, muitas vezes, sendo aqueles que ainda se indignam e lutam por tudo isso e me fazem refletir que o problema não é o mundo, mas as pessoas que deixamos pra ele. &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;O texto foi longo, mas pense, reflita, verifique qual é seu papel nessa questão das drogas. Pense se você tiver filhos, sobrinhos; pense no tipo de educação sobre o assunto você tem passado a eles, se vocês têm conversado. Pense se você não tem filhos, se quer ter ou não.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Pense no seu papel no seu trabalho, na sua comunidade, acredito que qualquer um pode ser vitima do problema. E muito mais que pensar, aja, trabalhe, procure conhecer o que tem sido feito para a prevenção, como você pode ajudar (e não pense que ajuda é somente ajuda financeira) e se não tem, cobre, exija e faça valer seus direitos de cidadão no tocante ao controle e tratamento das drogas.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Você não precisa ser médico, psicólogo, policial, presidente ou Deus para mudar o mundo, mudar o problema do crack e qualquer outra droga, basta exercer sua cidadania a começar por dentro do seu lar. &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Um grande abraço &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Bruna Belatriz Rosa Brasil&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5369741705775344641-70625991276473325?l=www.bocadigital.net' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.bocadigital.net/feeds/70625991276473325/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.bocadigital.net/2012/01/o-crack-na-sociedade-que-vivemos.html#comment-form" title="3 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5369741705775344641/posts/default/70625991276473325?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5369741705775344641/posts/default/70625991276473325?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.bocadigital.net/2012/01/o-crack-na-sociedade-que-vivemos.html" title="O crack na sociedade que vivemos" /><author><name>Beto Mafra</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="30" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-OP4nb6w0vfc/TdbA6NYDqOI/AAAAAAAAAZM/J3VMMPABXSM/s220/eu%2Bserio.jpg" /></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CkQFRXk6fyp7ImA9WhRVF04.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5369741705775344641.post-1511418661408008016</id><published>2012-01-16T14:06:00.000-02:00</published><updated>2012-01-16T14:11:54.717-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-16T14:11:54.717-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="debate" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="política" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Governo" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="manipulação" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sociedade" /><title>Os 12 mitos do capitalismo</title><content type="html">&lt;br /&gt;
&lt;div class="ecxMsoNormal" style="background-color: white; color: #2a2a2a; font-family: Tahoma, Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 13px; margin-bottom: 1.35em; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; line-height: 17px;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small; line-height: normal;"&gt;Guilherme Alves Coelho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="ecxMsoNormal" style="background-color: white; color: #2a2a2a; font-family: Tahoma, Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 13px; margin-bottom: 1.35em; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; line-height: 17px;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small; line-height: normal;"&gt;Odiário – Portugal&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="ecxMsoNormal" style="background-color: white; color: #2a2a2a; font-family: Tahoma, Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 13px; margin-bottom: 1.35em; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; line-height: 17px;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small; line-height: normal;"&gt;07.Jan.2012&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="ecxMsoNormal" style="background-color: white; color: #2a2a2a; font-family: Tahoma, Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 13px; margin-bottom: 1.35em; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="ecxMsoNormal" style="background-color: white; color: #2a2a2a; font-family: Tahoma, Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 13px; margin-bottom: 1.35em; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; line-height: 17px;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small; line-height: normal;"&gt;São muitos e variados os tipos e meios de manipulação em que a ideologia burguesa se foi alicerçando ao longo do tempo. Um dos tipos mais importantes são os mitos. Trata-se de um conjunto de falsas verdades, mera propaganda que, repetidas à exaustão, acriticamente, ao longo de gerações, se tornam verdades insofismáveis aos olhos de muitos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="ecxMsoNormal" style="background-color: white; color: #2a2a2a; font-family: Tahoma, Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 13px; margin-bottom: 1.35em; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="ecxMsoNormal" style="background-color: white; color: #2a2a2a; font-family: Tahoma, Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 13px; margin-bottom: 1.35em; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; line-height: 17px;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small; line-height: normal;"&gt;Um comentário amargo, e frequente após os períodos eleitorais, é o de que “cada povo tem o governo que merece”. Trata-se de uma crítica errónea, que pode levar ao conformismo e à inércia e castiga os menos culpados. Não existem maus povos. Existem povos iletrados, mal informados, enganados, manipulados, iludidos por máquinas de propaganda que os atemorizam e lhes condicionam o pensamento. Todos os povos merecem sempre governos melhores.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="ecxMsoNormal" style="background-color: white; color: #2a2a2a; font-family: Tahoma, Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 13px; margin-bottom: 1.35em; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; line-height: 17px;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small; line-height: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="ecxMsoNormal" style="background-color: white; color: #2a2a2a; font-family: Tahoma, Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 13px; margin-bottom: 1.35em; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; line-height: 17px;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small; line-height: normal;"&gt;Recebido por email.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; line-height: 17px;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small; line-height: normal;"&gt;continua &lt;a href="http://www.bocadigital.net/p/pensamento-do-mes.html" target="_blank"&gt;AQUI&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5369741705775344641-1511418661408008016?l=www.bocadigital.net' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.bocadigital.net/feeds/1511418661408008016/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.bocadigital.net/2012/01/guilherme-alves-coelho-odiario-portugal.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5369741705775344641/posts/default/1511418661408008016?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5369741705775344641/posts/default/1511418661408008016?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.bocadigital.net/2012/01/guilherme-alves-coelho-odiario-portugal.html" title="Os 12 mitos do capitalismo" /><author><name>Beto Mafra</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="30" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-OP4nb6w0vfc/TdbA6NYDqOI/AAAAAAAAAZM/J3VMMPABXSM/s220/eu%2Bserio.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CkQMQXw_fip7ImA9WhRVF04.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5369741705775344641.post-8872341759786635139</id><published>2012-01-16T00:30:00.000-02:00</published><updated>2012-01-16T14:13:00.246-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-16T14:13:00.246-02:00</app:edited><title>2° WebFor – Fórum de Comunicação Digital</title><content type="html">&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5698010482506223538" src="http://2.bp.blogspot.com/-NOfX99FxcLg/TxNmWDA8T7I/AAAAAAAAAag/QvRYD4Ax7Bc/s200/logo_webfor.jpg" style="background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); color: #0000ee; cursor: pointer; float: left; height: 200px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; margin-top: 0px; text-decoration: underline; width: 179px;" /&gt;&lt;b style="background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;FAÇA SUA INSCRIÇÃO:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style="text-align: justify;"&gt;2°&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); color: #222222; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt; WebFor – Fórum de Comunicação Digital&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style="background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); color: #222222; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;Dias: 13, 14 e 15 de abril de 2012&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style="background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); color: #222222; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;Local: Fortaleza/CE&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style="background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); color: #222222; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;Inscrições: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:webfor2012@gmail.com" style="background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); color: #1155cc; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;" target="_blank"&gt;webfor2012@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
&lt;u&gt;&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); color: #222222; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;
O 2° WebFor, promovido pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa "Barão de Itararé" - Núcleo Ceará, Blog da Dilma, IMPARH, Instituto Montese, ITIC e Agentes Revitalizadores, visa reunir público usuário de blogs, orkut, myspace, sonico, facebook, ning, badoo, twitter, google+, e interessados no debate sobre a democratização da comunicação, liberdade de imprensa e expressão na internet, banda larga, mídias alternativas e convencionais, sistema e mídias digitais, inclusão sociodigital e software livre e outros temas.&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); color: #222222; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); color: #222222; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;
Programação e mais informações:&lt;/div&gt;
&lt;div style="background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); color: #222222; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;
Centro de Estudo da Mídia Alternativa Barão de Itararé – Núcleo Ceará&lt;/div&gt;
&lt;div style="background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); color: #222222; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;
Fonte: &lt;a href="http://dilma13.blogspot.com/2012/01/2-webfor-inscricao-e-programacao.html"&gt;Blog da Dilma&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); color: #222222; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5369741705775344641-8872341759786635139?l=www.bocadigital.net' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.bocadigital.net/feeds/8872341759786635139/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.bocadigital.net/2012/01/2-webfor-forum-de-comunicacao-digital.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5369741705775344641/posts/default/8872341759786635139?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5369741705775344641/posts/default/8872341759786635139?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.bocadigital.net/2012/01/2-webfor-forum-de-comunicacao-digital.html" title="2° WebFor – Fórum de Comunicação Digital" /><author><name>@rafaeltomyama</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18195802903194000697</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="23" src="http://4.bp.blogspot.com/_nu-JUvLuhS8/TTrOzUhuPOI/AAAAAAAAAQ8/8PxKygc-pIA/s220/olhos.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-NOfX99FxcLg/TxNmWDA8T7I/AAAAAAAAAag/QvRYD4Ax7Bc/s72-c/logo_webfor.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;DUQHQno7cSp7ImA9WhRVFEw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5369741705775344641.post-7612687326320156169</id><published>2012-01-12T21:33:00.005-02:00</published><updated>2012-01-12T23:15:33.409-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-12T23:15:33.409-02:00</app:edited><title>O dia em que a Terra parou</title><content type="html">&lt;div&gt;&lt;i&gt;Por Rafael Tomyama*&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Muito já se publicou e muito ainda há para se analisar acerca do fatídico dia 3 de janeiro de 2012, quando a população do Ceará amanheceu sem policiamento na capital e no interior e viveu um pesadelo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pelas redes sociais amplificou-se o medo desde a noite anterior. Alguns talvez preocupados em precaver amigos e parentes, outros simplesmente dando testemunhos e outros até disseminando boatos, inadvertidamente ou não.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Verdade ou invenção, o fato é que o pavor instalou-se. Ao cair da tarde cerraram-se as portas dos estabelecimentos comerciais, as ruas ficaram desertas e o povo assombrado se refugiou em suas casas. Não que o cearense já não tenha passado por situações de desespero com refugiados de secas ou banditismo cangaceiro em tempos imemoriais, mas em plena era civilizatória do século XXI?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O terror foi consequência da paralisação das forças de segurança militar. PMs e bombeiros haviam confrontado o governador em uma &lt;a href="http://diariodonordeste.globo.com/noticia.asp?codigo=331983&amp;amp;modulo=966"&gt;manifestação&lt;/a&gt; no final do ano passado, resultando em duras punições aos envolvidos. Em seguida, numa nova manifestação, mais repressão e acabaram &lt;a href="http://www.jangadeiroonline.com.br/fortaleza/policiais-e-bombeiros-militares-decidem-entrar-em-greve-por-tempo-indeterminado/"&gt;proibidos&lt;/a&gt; de entrar na Assembleia Legislativa. A mesma Casa em que foram usados para &lt;a href="http://www.bocadigital.net/2011/10/democracia-esfaqueada.html"&gt;espancar professores em greve&lt;/a&gt; há uns meses atrás. Nada como um dia após o outro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-6g8b7cuP-c8/Tw97AZvUdxI/AAAAAAAAAaI/HGFu76Flclc/s1600/greve%2Bpm%2Bce.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 208px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-6g8b7cuP-c8/Tw97AZvUdxI/AAAAAAAAAaI/HGFu76Flclc/s320/greve%2Bpm%2Bce.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696907300486543122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Greve ou motim?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na pauta: reivindicações, insensibilidades acumuladas ao longo do tempo, anistia, etc. Desde a véspera do Reveillón, homens encapuzados (e armados) e suas esposas e filhos (crianças? &lt;a href="http://www.cearaemrede.com.br/2011/12/assembleia-repudia-uso-de-criancas-em.html"&gt;pois é...&lt;/a&gt;) esvaziavam pneus de viaturas. Nem a presença da Guarda Nacional e das Forças Armadas, convocadas às pressas pelo Governador, mas pouco conhecedoras do terreno local, pareceram suficientes para combater o clima de insegurança e intimidar o avanço das hostes das turbas da barbárie.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E o governo? Bom, o governo meteu a todos e a si mesmo numa tremenda enrascada e acabou derrotado. Faltou gestão de crise e muitas outras coisas. O governo farejou o golpe com cheiro de conspiração oportunista da oposição. Mas teve que ceder em tudo para reduzir o dano e frear o movimento. O governador Cid Gomes (PSB), acuado, tem evitado aparecer em público ultimamente. Para completar, houve nova deflagração da greve na polícia civil, situação que se arrasta a meses e que exigem tratamento isonômico aos seus pares militares.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-vVEbzHJj_FU/Tw97Z_UHcJI/AAAAAAAAAaU/YS7_ExrwvI4/s1600/greve%2Bpm%2Bce%2B2.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-vVEbzHJj_FU/Tw97Z_UHcJI/AAAAAAAAAaU/YS7_ExrwvI4/s320/greve%2Bpm%2Bce%2B2.jpeg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696907740069720210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Crise sem fim&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Resiliência é a capacidade que organismos ou sistemas têm de superar adversidades. Este conceito, utilizado atualmente nas mais diversas áreas do conhecimento, é particularmente importante em situações extremas, em que as populações têm de enfrentar suas vulnerabilidades.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em casos de desastres naturais ou fenômenos inesperados como acontecidos em tsunamis no Japão ou alagamentos e  deslizamentos de encostas em cidades brasileiras, diz respeito à capacidade da população de refazer seus vidas e seguir adiante.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas se refere também ao grau de autonomia e de dependência numa era industrial, tecnológica e midiática, baseada na exploração humana e da natureza.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Numa sociedade cercada por grades, muros, câmeras e outros aparatos paranóicos, para usufruir de um estilo de vida "livre" nas metrópoles do consumismo, se renuncia à mesma liberdade buscada. Consentir o monopólio legítimo da violência pelo Estado visa garantir a "ordem e progresso" do capital privado, em nome do "bem comum".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então todos de repente se dão conta do quão essencial é viver com segurança e o quão frágil é o aparente equilíbrio ao redor. Depois do caos, a sensação de uma certa "segurança" vai acobertando os conflitos e a guerra de classes. Enquanto seguimos ignorantes, a verdadeira barbárie em curso é produzida pelas distorções sociais do capitalismo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;*&lt;b&gt;Rafael Tomyama&lt;/b&gt; é ambientalista e estudante de jornalismo&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5369741705775344641-7612687326320156169?l=www.bocadigital.net' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.bocadigital.net/feeds/7612687326320156169/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.bocadigital.net/2012/01/o-dia-em-que-terra-parou.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5369741705775344641/posts/default/7612687326320156169?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5369741705775344641/posts/default/7612687326320156169?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.bocadigital.net/2012/01/o-dia-em-que-terra-parou.html" title="O dia em que a Terra parou" /><author><name>@rafaeltomyama</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18195802903194000697</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="23" src="http://4.bp.blogspot.com/_nu-JUvLuhS8/TTrOzUhuPOI/AAAAAAAAAQ8/8PxKygc-pIA/s220/olhos.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-6g8b7cuP-c8/Tw97AZvUdxI/AAAAAAAAAaI/HGFu76Flclc/s72-c/greve%2Bpm%2Bce.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;AkcDQHY5eCp7ImA9WhRQE0Q.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5369741705775344641.post-280399747633391188</id><published>2011-12-09T00:34:00.001-02:00</published><updated>2011-12-09T00:34:31.820-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-12-09T00:34:31.820-02:00</app:edited><title>#PrivatariaTUCANA - Conversa Afiada reproduz matéria de Carta Capital e nós reproduzimos aqui…</title><content type="html">&lt;p align="center"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Originalmente no blog &lt;a href="http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2011/12/08/carta-tem-o-livro-do-amaury-e-tiro-no-cerra/#.TuFnETlZyeo.twitter" target="_blank"&gt;Conversa Afiada&lt;/a&gt;, do jornalista Paulo Henrique Amorim&lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2011/12/CartaAmaury_tvdestaques.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="CartaAmaury_tvdestaques" alt="" src="http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2011/12/CartaAmaury_tvdestaques.jpg" width="506" height="226"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br&gt;A “Privataria tucana”, de Amaury Ribeiro Jr., chega às bancas. CartaCapital relata o que há no livro &lt;/p&gt; &lt;h5&gt;Não, não era uma invenção ou uma desculpa esfarrapada. O jornalista Amaury Ribeiro Jr. realmente preparava um livro sobre as falcatruas das privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso. Neste fim de semana chega às livrarias “A Privataria Tucana”, resultado de 12 anos de trabalho do premiado repórter que durante a campanha eleitoral do ano passado foi acusado de participar de um grupo cujo objetivo era quebrar o sigilo fiscal e bancário de políticos tucanos. Ribeiro Jr. acabou indiciado pela Polícia Federal e tornou-se involuntariamente personagem da disputa presidencial&lt;/h5&gt; &lt;h5&gt;Na edição que chega às bancas nesta sexta-feira 9, CartaCapital traz um relato exclusivo e minucioso do conteúdo do livro de 343 publicado pela Geração Editorial e uma entrevista com autor (reproduzida abaixo). A obra apresenta documentos inéditos de lavagem de dinheiro e pagamento de propina, todos recolhidos em fontes públicas, entre elas os arquivos da CPI do Banestado. José Serra é o personagem central dessa história. Amigos e parentes do ex-governador paulista operaram um complexo sistema de maracutaias financeiras que prosperou no auge do processo de privatização.&lt;/h5&gt; &lt;h5&gt;Ribeiro Jr. elenca uma série de personagens envolvidas com a “privataria” dos anos 1990, todos ligados a Serra, aí incluídos a filha, Verônica Serra, o genro, Alexandre Bourgeois, e um sócio e marido de uma prima, Gregório Marín Preciado. Mas quem brilha mesmo é o ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil, o economista Ricardo Sérgio de Oliveira. Ex-tesoureiro de Serra e FHC, Oliveira, ou Mister Big, é o cérebro por trás da complexa engenharia de contas, doleiros e offshores criadas em paraísos fiscais para esconder os recursos desviados da privatização.&lt;/h5&gt; &lt;h5&gt;O livro traz, por exemplo, documentos nunca antes revelados que provam depósitos de uma empresa de Carlos Jereissati, participante do consórcio que arrematou a Tele Norte Leste, antiga Telemar, hoje OI, na conta de uma companhia de Oliveira nas Ilhas Virgens Britânicas. Também revela que Preciado movimentou 2,5 bilhões de dólares por meio de outra conta do mesmo Oliveira. Segundo o livro, o ex-tesoureiro de Serra tirou ou internou&amp;nbsp; no Brasil, em seu nome, cerca de 20 milhões de dólares em três anos.&lt;/h5&gt; &lt;h5&gt;A Decidir.com, sociedade de Verônica Serra e Verônica Dantas, irmã do banqueiro Daniel Dantas, também se valeu do esquema. Outra revelação: a filha do ex-governador acabou indiciada pela Polícia Federal por causa da quebra de sigilo de 60 milhões de brasileiros. Por meio de um contrato da Decidir com o Banco do Brasil, cuja existência foi revelada por CartaCapital em 2010, Verônica teve acesso de forma ilegal a cadastros bancários e fiscais em poder da instituição financeira.&lt;/h5&gt; &lt;h5&gt;Na entrevista a seguir, Ribeiro Jr. explica como reuniu os documentos para produzir o livro, refaz o caminho das disputas no PSDB e no PT que o colocaram no centro da campanha eleitoral de 2010 e afirma: “Serra sempre teve medo do que seria publicado no livro”.&lt;/h5&gt; &lt;h5&gt;&lt;br&gt;CartaCapital: Por que você decidiu investigar o processo de privatização no governo Fernando Henrique Cardoso?&lt;/h5&gt; &lt;h5&gt;Amaury Ribeiro Jr.: Em 2000, quando eu era repórter de O Globo, tomei gosto pelo tema. Antes, minha área da atuação era a de reportagens sobre direitos humanos e crimes da ditadura militar. Mas, no início do século, começaram a estourar os escândalos a envolver Ricardo Sérgio de Oliveira (ex-tesoureiro de campanha do PSDB e ex-diretor do Banco do Brasil). Então, comecei a investigar essa coisa de lavagem de dinheiro. Nunca mais abandonei esse tema. Minha vida profissional passou a ser sinônimo disso.&lt;/h5&gt; &lt;h5&gt;CC: Quem lhe pediu para investigar o envolvimento de José Serra nesse esquema de lavagem de dinheiro?&lt;/h5&gt; &lt;h5&gt;ARJ: Quando comecei, não tinha esse foco. Em 2007, depois de ter sido baleado em Brasília, voltei a trabalhar em Belo Horizonte, como repórter do Estado de Minas. Então, me pediram para investigar como Serra estava colocando espiões para bisbilhotar Aécio Neves, que era o governador do estado. Era uma informação que vinha de cima, do governo de Minas. Hoje, sabemos que isso era feito por uma empresa (a Fence, contratada por Serra), conforme eu explico no livro, que traz documentação mostrando que foi usado dinheiro público para isso.&lt;/h5&gt; &lt;h5&gt;CC: Ficou surpreso com o resultado da investigação?&lt;/h5&gt; &lt;h5&gt;ARJ: A apuração demonstrou aquilo que todo mundo sempre soube que Serra fazia. Na verdade, são duas coisas que o PSDB sempre fez: investigação dos adversários e esquemas de contrainformação. Isso ficou bem evidenciado em muitas ocasiões, como no caso da Lunus (que derrubou a candidatura de Roseana Sarney, então do PFL, em 2002) e o núcleo de inteligência da Anvisa (montado por Serra no Ministério da Saúde), com os personagens de sempre, Marcelo Itagiba (ex-delegado da PF e ex-deputado federal tucano) à frente. Uma coisa que não está no livro é que esse mesmo pessoal trabalhou na campanha de Fernando Henrique Cardoso, em 1994, mas sob o comando de um jornalista de Brasília, Mino Pedrosa. Era uma turma que tinha também Dadá (Idalísio dos Santos, araponga da Aeronáutica) e Onézimo Souza (ex-delegado da PF).&lt;/h5&gt; &lt;h5&gt;CC: O que você foi fazer na campanha de Dilma Rousseff, em 2010?&lt;/h5&gt; &lt;h5&gt;ARJ: Um amigo, o jornalista Luiz Lanzetta, era o responsável pela assessoria de imprensa da campanha da Dilma. Ele me chamou porque estava preocupado com o vazamento geral de informações na casa onde se discutia a estratégia de campanha do PT, no Lago Sul de Brasília. Parecia claro que o pessoal do PSDB havia colocado gente para roubar informações. Mesmo em reuniões onde só estavam duas ou três pessoas, tudo aparecia na mídia no dia seguinte. Era uma situação totalmente complicada.&lt;/h5&gt; &lt;h5&gt;CC: Você foi chamado para acabar com os vazamentos?&lt;/h5&gt; &lt;h5&gt;ARJ: Eu fui chamado para dar uma orientação sobre o que fazer, intermediar um contrato com gente capaz de resolver o problema, o que acabou não acontecendo. Eu busquei ajuda com o Dadá, que me trouxe, em seguida, o ex-delegado Onézimo Souza. Não tinha nada de grampear ou investigar a vida de outros candidatos. Esse “núcleo de inteligência” que até Prêmio Esso deu nunca existiu, é uma mentira deliberada. Houve uma única reunião para se discutir o assunto, no restaurante Fritz (na Asa Sul de Brasília), mas logo depois eu percebi que tinha caído numa armadilha.&lt;/h5&gt; &lt;h5&gt;CC: Mas o que, exatamente, vocês pensavam em fazer com relação aos vazamentos?&lt;/h5&gt; &lt;h5&gt;ARJ: Havia dentro do grupo de Serra um agente da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) que tinha se desentendido com Marcelo Itagiba. O nome dele é Luiz Fernando Barcellos, conhecido na comunidade de informações como “agente Jardim”. A gente pensou em usá-lo como infiltrado, dentro do esquema de Serra, para chegar a quem, na campanha de Dilma, estava vazando informações. Mas essa ideia nunca foi posta em prática.&lt;/h5&gt; &lt;h5&gt;CC: Você é o responsável pela quebra de sigilo de tucanos e da filha de Serra, Verônica, na agência da Receita Federal de Mauá?&lt;/h5&gt; &lt;h5&gt;ARJ: Aquilo foi uma armação, pagaram para um despachante para me incriminar. Não conheço ninguém em Mauá, nunca estive lá. Aquilo faz parte do conhecido esquema de contrainformação, uma especialidade do PSDB.&lt;/h5&gt; &lt;h5&gt;CC: E por que o PSDB teria interesse em incriminá-lo?&lt;/h5&gt; &lt;h5&gt;ARJ: Ficou bem claro durante as eleições passadas que Serra tinha medo de esse meu livro vir à tona. Quando se descobriu o que eu tinha em mãos, uma fonte do PSDB veio me contar que Serra ficou atormentado, começou a tratar mal todo mundo, até jornalistas que o apoiavam. Entrou em pânico. Aí partiram para cima de mim, primeiro com a história de Eduardo Jorge Caldeira (vice-presidente do PSDB), depois, da filha do Serra, o que é uma piada, porque ela já estava incriminada, justamente por crime de quebra de sigilo. Eu acho, inclusive, que Eduardo Jorge estimulou essa coisa porque, no fundo, queria apavorar Serra. Ele nunca perdoou Serra por ter sido colocado de lado na campanha de 2010.&lt;/h5&gt; &lt;h5&gt;CC: Mas o fato é que José Serra conseguiu que sua matéria não fosse publicada no Estado de Minas.&lt;/h5&gt; &lt;h5&gt;ARJ: É verdade, a matéria não saiu. Ele ligou para o próprio Aécio para intervir no Estado de Minas e, de quebra, conseguiu um convite para ir à festa de 80 anos do jornal. Nenhuma novidade, porque todo mundo sabe que Serra tem mania de interferir em redações, que é um cara vingativo.&lt;/h5&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5369741705775344641-280399747633391188?l=www.bocadigital.net' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.bocadigital.net/feeds/280399747633391188/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.bocadigital.net/2011/12/privatariatucana-conversa-afiada.html#comment-form" title="4 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5369741705775344641/posts/default/280399747633391188?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5369741705775344641/posts/default/280399747633391188?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.bocadigital.net/2011/12/privatariatucana-conversa-afiada.html" title="#PrivatariaTUCANA - Conversa Afiada reproduz matéria de Carta Capital e nós reproduzimos aqui…" /><author><name>Beto Mafra</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="30" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-OP4nb6w0vfc/TdbA6NYDqOI/AAAAAAAAAZM/J3VMMPABXSM/s220/eu%2Bserio.jpg" /></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;DUMMQ3Y5eip7ImA9WhRREE0.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5369741705775344641.post-3475997397979839060</id><published>2011-11-22T22:05:00.001-02:00</published><updated>2011-11-22T22:18:02.822-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-11-22T22:18:02.822-02:00</app:edited><title>“Odeio os indiferentes”</title><content type="html">&lt;blockquote&gt;
&lt;a href="http://midiacrucis.files.wordpress.com/2011/11/gramsci-livrocapaconvite-a-leitura.jpg"&gt;&lt;img alt="" height="300" src="http://midiacrucis.files.wordpress.com/2011/11/gramsci-livrocapaconvite-a-leitura.jpg?w=193&amp;amp;h=300" title="Gramsci livrocapaConvite a Leitura" width="193" /&gt;&lt;/a&gt;Odeio os indiferentes. Como Friederich Hebbel acredito que “viver significa tomar partido”. &lt;em&gt;Não podem existir os apenas homens, estranhos à cidade. Quem verdadeiramente vive não pode deixar de ser cidadão, e partidário. Indiferença é abulia, parasitismo, covardia, não é vida. Por isso odeio os indiferentes.&lt;/em&gt;  &lt;br /&gt;
&lt;em&gt;A indiferença é o peso morto da história. É a bala de chumbo para o inovador, é a matéria inerte em que se afogam freqüentemente os entusiasmos mais esplendorosos, é o fosso que circunda a velha cidade e a defende melhor do que as mais sólidas muralhas, melhor do que o peito dos seus guerreiros, porque engole nos seus sorvedouros de lama os assaltantes, os dizima e desencoraja e às vezes, os leva a desistir de gesta heróica.&lt;/em&gt;  &lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Os destinos de uma época são manipulados de acordo com visões limitadas e com fins imediatos, de acordo com ambições e paixões pessoais de pequenos grupos ativos, e a massa dos homens não se preocupa com isso. &lt;a href="http://www.marxists.org/portugues/gramsci/1917/02/11.htm"&gt;Antonio Gramsci&lt;/a&gt; Texto “Os indiferentes” 11/02/1917&amp;nbsp; do livro “Convite à Leitura”&lt;/strong&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;strong&gt;******************&lt;/strong&gt;  &lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Exposição no Curso Anual do Núcleo &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Piratininga de Comunicação – Rio de &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Janeiro, novembro 2011&lt;/strong&gt;  &lt;br /&gt;
&lt;h3&gt;
&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Jornal velho, jornal novo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h3&gt;
Seguindo a&amp;nbsp; técnica de manipulação&amp;nbsp; informativa, os jornalões divulgaram recentemente os dados&amp;nbsp; do IDH da ONU referentes ao Brasil, mas estamparam os números de 2005 como se fossem atuais. O que teria levou o Presidente Lula&amp;nbsp; -&amp;nbsp; mesmo estando em meio a silêncio por recomendação médica&amp;nbsp; –&amp;nbsp; a telefonar indignado ao Ministro Gilberto Carvalho reagindo à&amp;nbsp; adulteração, que, no fundo,&amp;nbsp; é apenas mais uma prova escancarada da enorme falta&amp;nbsp; que faz um jornal popular, de massas e nacional no Brasil. Divulgaram jornal velho, como se fosse notícia nova, disse Lula. O título deste artigo é uma homenagem e uma solidariedade a Lula.  &lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Divulgaram jornal velho, como se fosse notícia nova.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;  &lt;br /&gt;
De fato, a oligarquia da mídia não tem limites em sua falta de escrúpulos. Não surpreende, Já passou para a história do anti-jornalismo um editorial do Estadão, que na data em que Getúlio Vargas assinava decreto criando a Petrobrás, afirmava ser um absurdo que se formasse uma empresa estatal de petróleo num país sabidamente sem petróleo, conforme afirmavam técnicos dos EUA.&amp;nbsp; O jornalismo colonizado.  &lt;br /&gt;
Há algumas áreas da política no Brasil de hoje,&amp;nbsp; que, diferentemente de outras em que o Governo Lula deu início a significativas modificações,&amp;nbsp; registram travamento, paralisia. A política financeira, a reforma agrária e a democratização da comunicação.  &lt;br /&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;strong&gt;Este travamento suscita muitas perguntas. Primeiramente, por que será que um partido que consegue eleger por três vezes seguidas o presidente da república não consegue, não se anima a&amp;nbsp; organizar um jornal popular e de massas, mesmo tendo sido esta tese já aprovada em alguns congressos e conferências do PT?&lt;/strong&gt;&lt;/blockquote&gt;
Será que um partido que demonstra o prestígio que tem entre as mais variadas camadas sociais, com capacidade de liderar uma composição de partidos, de articular-se com as centrais sindicais, os movimentos sociais, os segmentos progressistas das igrejas, a receber apoio expressivo entre os militares nacionalistas e democráticos, na intelectualidade, no movimento estudantil e na juventude, como também em setores do empresariado, tem realmente dificuldades organizativas, materiais e financeiras para montar uma imprensa a favor do povo e do Brasil?  &lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;&lt;a href="http://midiacrucis.files.wordpress.com/2011/11/gramscicolorida.jpg"&gt;&lt;img alt="" height="234" src="http://midiacrucis.files.wordpress.com/2011/11/gramscicolorida.jpg?w=215&amp;amp;h=234" title="GramsciColorida" width="215" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.acessa.com/gramsci/?page=visualizar&amp;amp;id=122"&gt;Gramsci&lt;/a&gt; , fundador do jornal &lt;a href="http://static.repubblica.it/milano/quotidiano/index.html"&gt;L’Unitá&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;  &lt;br /&gt;
Provavelmente, um importante óbice&amp;nbsp; impedindo que o Brasil volte a ter um jornal nacionalista, popular, progressista, de ampla circulação, como foi o Jornal Última Hora, seja um bloqueio político, talvez uma falsa interpretação da teoria de Gramsci sobre a tese da hegemonia.&amp;nbsp; Vale lembrar, inicialmente, que foi o próprio revolucionário italiano o fundador do Jornal L’Unitá. Segundo esta adaptação&amp;nbsp; da teoria da hegemonia para os tempos atuais, não teria mais sentido a organização de mídias próprias, sejam partidárias ou de segmentos políticos organizados, sendo mais correta a disputa no interior da mídia convencional&amp;nbsp; considerada como uma instituição que formaria parte de uma suposta democracia representativa.  &lt;br /&gt;
Apesar disso,&amp;nbsp; muitos dos dirigentes petistas, sustentando corretamente elaboração de inúmeros teóricos da comunicação,&amp;nbsp; acusam a atual indústria midiática de ser partidária, facciosa, embora alegue neutralidade. Ela é partidária não apenas das teses mais caras ao grande capital internacional, apoiando escandalosamente, por exemplo, os indecentes privilégios da oligarquia financeira, das diversas oligarquias que concentram nas mãos a propriedade da terra, mas é também partidária no sentido eleitoral, como vimos, ao assumir as candidaturas mais conservadoras, representantes destas mesmas teses.  &lt;br /&gt;
A crítica dos dirigentes petistas, baseada em argumentação coerente e em fatos objetivos, aponta a&amp;nbsp; mídia brasileira atual de atuar como um verdadeiro partido político oposicionista, o que, por si só, anularia aquela possibilidade de que houvesse disputa democrática da hegemonia num universo midiático que comportasse o contraditório, a pluralidade, a diversidade. Realmente, isto não existe na mídia comercial brasileira, razão pela estaríamos diante de uma inevitável escolha: ou a acusação dos petistas ao partidarismo da mídia é fato, o que a realidade vem se confirmando dia após dia, e, assim, a renúncia a construir uma mídia própria por supor que existiriam&amp;nbsp; condições para uma disputa democrática no seio desta &lt;img align="right" alt="" height="300" src="http://midiacrucis.files.wordpress.com/2011/11/jornalpublicolunita.jpg?w=234&amp;amp;h=300" style="display: inline; margin-left: 0px; margin-right: 0px;" title="jornalpublicolunita" width="234" /&gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Foto: Jornal L’Unitá de Gramsci (colaboração de Beto Mafra)&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;
mídia atual mídia, considerada ilusoriamente como um espaço democrático, deveria ser uma política descartada. Toda vez que o PT rejeita colocar em prática decisões de congresso para a construção de um jornal de massas, o que prevalece, de fato, é a política que reconhece credibilidade a esta mídia comercial como&amp;nbsp; se fosse uma instituição democrática, plural e diversificada, o que ela nega ser diariamente. Se acusação de muitos dos dirigentes petistas ao golpismo da mídia é justa, é justo também considerar que esta avaliação, grave e decisiva, merece um desdobramento conseqüente e coerente: cabe ao campo progressista organizar sua própria mídia, dotada de brasilidade, pluralismo, diversidade, democracia..  &lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Mídia e golpismo&lt;/strong&gt;  &lt;br /&gt;
O campo conservador tem sua mídia, e esta mídia atua não apenas como um partido contra todas as teses e políticas sustentadas pelo PT e pelos governos Lula e Dilma, mas também em defesa das teses mais caras ao grande capital internacional, seja em relação, por exemplo, à criminosa agressão contra a Líbia, à ocupação do Iraque e do Afeganistão, os preparativos de agressão contra o Irã, ações guerreiras que combinam-se com as políticas financeira que rapinam a economia popular nos países centrais do capitalismo. Diante disso, cabe então perguntar:&amp;nbsp; o campo progressista, que esforça – se&amp;nbsp; por imprimir mudanças sócio-econômicas civilizatórias, humanistas, democráticas, enfrentando os poderes e interesses que sustentam aquela velha mídia,&amp;nbsp; tem ou não a tarefa, o direito e até o dever de oferecer à sociedade uma opção de jornalismo que promova&amp;nbsp; pluralidade&amp;nbsp; diversidade informativas&amp;nbsp; e a democratização do debate político nacional e internacional?  &lt;br /&gt;
A outro obstáculo, eventualmente mencionado, seria a dificuldade para a organização dos recursos financeiros necessários&amp;nbsp; para a estruturação de um jornal popular. Talvez a resposta para esta dúvida eventual esteja na própria montanha de publicações que o conjunto das forças progressistas produz hoje, seja no movimento sindical ou partidário.  &lt;br /&gt;
Trata-se de um volume tão espantosamente grande de impressos&amp;nbsp; que, se todos os esforços, recursos e estruturas usados para esta produção e&amp;nbsp; sua distribuição fossem postos a serviço de uma grande publicação popular, racionalizando-se e concentrando-se toda esta dispersão de iniciativas, com efeitos&amp;nbsp;&amp;nbsp; relativamente insuficientes, certamente haveria a capacidade de resolver o problema do grande déficit informativo do campo democrático-transformador hoje.&amp;nbsp; Neste caso, o principal obstáculo continua sendo político.  &lt;br /&gt;
Outro argumento que se lança, este mais recentemente, contra a ideia da produção de um jornal popular é o da chegada da internet, apontando a imprensa como uma comunicação do passado, da&amp;nbsp; era da revolução industrial, enquanto que já estaríamos na condição de pensar numa comunicação pós-industrial. Certamente, os que argumentam em favor de um jornal popular não o colocam em antagonismo a qualquer nova forma de comunicação que venha a ser desenvolvida a partir de uma radical democratização da internet. De fato, não se trata de modalidades excludentes.&amp;nbsp; Além do mais, Congresso Mundial de Jornais recentemente realizado, apontou uma superioridade de 20 por cento da leitura de jornais impressos, sobre a leitura da internet.  &lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;&lt;a href="http://midiacrucis.files.wordpress.com/2011/11/jornalpc3bablicoultimahora.jpg"&gt;&lt;img alt="" height="300" src="http://midiacrucis.files.wordpress.com/2011/11/jornalpc3bablicoultimahora.jpg?w=208&amp;amp;h=300" title="JornalpúblicoUltimahora" width="208" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;O papel do jornal “Última Hora”&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;
Da mesma forma que já podemos perceber no caso brasileiro um certo travamento da agenda da democratização da mídia aprovada na Confecom&amp;nbsp; -&amp;nbsp; com seus desdobramentos evidentes também quando se percebe que a nova lei da TV paga, por exemplo,&amp;nbsp;&amp;nbsp; chancela e viabiliza a desnacionalização e a oligopolização deste setor comunicativo&amp;nbsp; -&amp;nbsp;&amp;nbsp; constatamos, em contrapartida, que a democratização do jornalismo impresso, é algo que pode ser implantado imediatamente. Ou seja, as forças progressistas não dependem, hoje, de mudança na Constituição ou nas leis para que se forme um grande jornal nacional, popular, de massas, acessível a todos, como, em outra época, para mais uma vez dar o exemplo, já foi o Última Hora.  &lt;br /&gt;
Dependem de sua própria iniciativa, as condições políticas para isto já foram conquistadas. Para dar uma idéia do papel cumprido por este jornal e do papel que poderia ser cumprido agora por um jornal popular, vale lembrar que em 1954, quando Vargas determinou um aumento de 100 por cento no valor do salário mínimo, a &lt;strong&gt;&lt;em&gt;jornalhada&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; da direita fez o maior escândalo, até mesmo manifesto de coronéis repelindo o novo valor salarial se fez. Pois bem, neste dia, em letras garrafais, a manchete do Última Hora, de circulação nacional, estampava em todas as bancas a frase de Getúlio Vargas: “&lt;strong&gt;Não há salários altos. Há lucros excessivos!”&lt;/strong&gt; . Manchete inimaginável em qualquer dos jornalões atuais.  &lt;br /&gt;
Pode ser que este travamento da Agenda da Confecom continue por mais algum tempo pois, como sabemos, há temas que dependem de outra relações de forças, entre as quais o enfrentamento com os indecentes privilégios dos banqueiros e a paralisação da reforma agrária estrategicamente posicionados no Congresso. Dependem da constituição de novas maiorias, de mais presença popular no Congresso Nacional, para o que, a tática utilizada por certos segmentos de esquerda nas últimas eleições gerais&amp;nbsp; -&amp;nbsp;&amp;nbsp; abstenção ou neutralidade em determinado momento&amp;nbsp; -&amp;nbsp; revelou-se, evidentemente, como um erro e deve ser revisada. Tivesse a esquerda mais peso parlamentar agora seria outra a votação , por exemplo, do Código Popular, da contribuição para a saúde etc.  &lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;O travamento da agenda da Confecom&lt;/strong&gt;  &lt;br /&gt;
A continuar este travamento da democratização da comunicação e, por desdobramento, da expansão de uma Banda Larga para Todos, mediante imposição&amp;nbsp; dos oligopólios das teles que aprisionam certas áreas do governo, o projeto do jornal popular será o que mais rápida e eficazmente poderá ser implementado. Ante o argumento de que não se deveria investir numa comunicação do passado (imprensa), mas sim numa do futuro (internet), lembramos que estes investimentos já foram feitos. Já existe hoje uma moderna capacidade gráfica instalada. Mais que isso, existe uma capacidade ociosa da indústria gráfica que beira os 50 por cento, é crônica, em razão das cada vez mais baixas tiragens dos jornais, como também de livros, cuja tiragem padrão no Brasil é de apenas 3 mil exemplares. Em Cuba já houve tiragens de “Grande Sertão, Veredas”de Guimarães Rosa, de 150 mil exemplares. Na Venezuela, recentemente, houve uma edição do livro “Contos”, de Machado de Assis, de 300 mil exemplares, distribuídos gratuitamente, assim como uma tiragem de 1 milhão de exemplares de “Dom Quixote”de Cervantes, também distribuídos gratuitamente.  &lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Popularização da produção e da leitura de jornais&lt;/strong&gt;  &lt;br /&gt;
Ou seja,&amp;nbsp; a capacidade ociosa da indústria gráfica brasileira, juntamente com as raquíticas taxas de leitura, conforma um campo apto que&amp;nbsp; permite combinar os fatores para&amp;nbsp; a implantação de um projeto público de popularização da produção e da leitura de jornais no Brasil. Aqui temos gráficas meio paradas, povo impedido de ler e talentosos jornalistas e escritores sem postos de trabalho. Portanto, não se trata de investir mais na indústria gráfica, há uma capacidade instalada já. Trata-se de&amp;nbsp; colocar capacidade&amp;nbsp; existente e que está paralisada para funcionar, gerando emprego e, fundamentalmente, baseada num programa de jornalismo público e popular, democratizando a informação, sem necessidade de reforma constitucional ou novo marco regulatório da comunicação. Isto é para já. Afinal, este país já teve uma Última Hora!  &lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;O governo paga para apanhar&lt;/strong&gt;  &lt;br /&gt;
&lt;a href="http://midiacrucis.files.wordpress.com/2011/11/jornalpublicosamuelwainerprimeiraedicao.jpg"&gt;&lt;img alt="" height="218" src="http://midiacrucis.files.wordpress.com/2011/11/jornalpublicosamuelwainerprimeiraedicao.jpg?w=300&amp;amp;h=218" title="jornalpublicosamuelwainerprimeiraedicao" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;br /&gt;
&lt;a href="http://www.girafamania.com.br/montagem/fotografia-brasil-anos60.htm"&gt;Foto&lt;/a&gt;: Samuel Wainer vê rodar a primeira edição do Última Hora 06/1951  &lt;br /&gt;
Quando se argumenta, em contraposição ao projeto de um jornal popular,&amp;nbsp; que&amp;nbsp; os recursos seriam muito difíceis de serem levantados, podemos não apenas recorrer novamente à história para lembrar do exemplo do empréstimo que o Banco do Brasil concedeu ao jornalista&lt;strong&gt; &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Samuel_Wainer"&gt;Samuel Wainer &lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;para fundar o Última Hora, empréstimo rigorosamente pago pela editora do diário. Aliás, sabemos que pagar empréstimos não é o forte para muitos dos grandes empresários ou usineiros de hoje, que certamente fariam o maior escândalo se os recursos públicos fossem legitimamente utilizados&amp;nbsp; para sustentar o projeto de criação de um jornal popular. Mas, eles não fazem qualquer objeção ao fato de os recursos públicos serem hoje  &lt;br /&gt;
&lt;a href="http://midiacrucis.files.wordpress.com/2011/11/jornalpublicoultimahorarotativaparou.jpg"&gt;&lt;img alt="Última Hora a otativa parou" height="300" src="http://midiacrucis.files.wordpress.com/2011/11/jornalpublicoultimahorarotativaparou.jpg?w=194&amp;amp;h=300" style="display: inline; margin-left: 0px; margin-right: 0px;" title="jornalpublicoultimahorarotativaparou" width="194" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;br /&gt;
Última Hora a rotativa parou  &lt;br /&gt;
uma das principais fontes de sustentação da mídia comercial, sobretudo quando uma única edição da&amp;nbsp; Veja recebe 14 páginas de anúncio da Petrobrás. O governo continua pagando para apanhar! Em que pese a positiva reformulação na política de distribuição de&amp;nbsp; verbas publicitárias, com muito mais democracia, ainda cabe corrigir os desequilíbrios existentes no setor, pois até o momento, sente-se a ausência de um projeto para um jornalismo público e de uma postura mais decidida e mais audaz por parte do governo federal para fortalecer, expandir e qualificar a comunicação no campo democrático.  &lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Uma Fundação para o Jornalismo Público&lt;/strong&gt;  &lt;br /&gt;
Ainda refletindo sobre meios e maneiras de superar o ceticismo sobre como organizar os recursos para montar um projeto de jornal popular, lembramos que muitos dos fundos públicos de empresas estatais aplicam boa parte de seus recursos em operações financeiras tradicionais. Que efeitos positivos teríamos para a democratização da informação se boa parte destes mesmos recursos, hoje imobilizados no financismo, fossem injetados, por exemplo, na constituição de uma Fundação para o Jornalismo Público. Entre outras funções, esta Fundação poderia ter o papel de pensar, prever e elaborar teorias e práticas para o jornalismo do futuro, enriquecidos com as novas tecnologias de comunicação. Abrigaria uma instituição voltada para o&amp;nbsp; ensino do jornalismo exclusivamente público, algo que ainda não está desenvolvido nem teórica, nem praticamente no Brasil&amp;nbsp;&amp;nbsp; -&amp;nbsp; o ensino conceitual para o jornalismo privado já existe.&amp;nbsp;&amp;nbsp; Além disso, esta instituição aceitaria o desafio de elaborar e implementar projetos para a popularização da produção e leitura de jornal no Brasil, cujas estatísticas indicam estar abaixo da taxa de leitura da Bolívia, uma economia de muito menor porte que a brasileira.  &lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Um novo jornalismo nasce na América Latina&lt;/strong&gt;  &lt;br /&gt;
&lt;a href="http://midiacrucis.files.wordpress.com/2011/11/jornalpc3bablicocorreodelorenoco.jpg"&gt;&lt;img align="left" alt="" height="225" src="http://midiacrucis.files.wordpress.com/2011/11/jornalpc3bablicocorreodelorenoco.jpg?w=300&amp;amp;h=225" style="display: inline; margin-left: 0px; margin-right: 0px;" title="JornalpúblicoCorreodelOrenoco" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;Sob o lema&amp;nbsp; &lt;strong&gt;&lt;em&gt;“A imprensa é a artilharia do pensamento”&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, cunhada por Simon Bolívar, renasceu há pouco mais de 1 ano na Venezuela, o jornal “Correio del Orenoco”,&amp;nbsp; com o mesmo nome do jornal do movimento libertador&amp;nbsp; liderado por Bolíva&amp;nbsp; no século 19, cujo redator&amp;nbsp; era o brasileiro&amp;nbsp; Abreu e Lima, que havia fugido da repressão que se abatera sobre os revolucionários de Pernambuco então. Hoje, este jornal, com o preço módico de 1 Bolívar, já é diário, é distribuído nacionalmente e possui uma tiragem de 300 mil exemplares. Enquanto isso, o principal&lt;a href="http://midiacrucis.files.wordpress.com/2011/11/jornalpublicogratuitovnz.jpg"&gt;&lt;img align="right" alt="" height="225" src="http://midiacrucis.files.wordpress.com/2011/11/jornalpublicogratuitovnz.jpg?w=300&amp;amp;h=225" style="display: inline; margin-left: 0px; margin-right: 0px;" title="jornalpublicogratuitoVNZ" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp; jornal da direita venezuelana , “El Nacional”, teve sua circulação reduzida, em 10 anos,&amp;nbsp; de 400 mil para apenas 40 mil diários, fundamentalmente em razão do desprestígio recebido por adotar uma posição contra revolucionária, chegando mesmo a insinuar aprovação a um eventual atentado contra a vida do Presidente Hugo Chávez, eleito e reeleito pelo voto popular, além de aprovado diversas vezes em plebiscito e referendos, também pelo voto soberano do povo bolivariano.  &lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Foto: Jornais são disponibilizados nas ruas, gratuitamente.&lt;/strong&gt;  &lt;br /&gt;
&lt;a href="http://midiacrucis.files.wordpress.com/2011/11/jornalpc3bablicocambiobolivia.jpg"&gt;&lt;img align="left" alt="" height="202" src="http://midiacrucis.files.wordpress.com/2011/11/jornalpc3bablicocambiobolivia.jpg?w=152&amp;amp;h=202" style="display: inline; margin-left: 0px; margin-right: 0px;" title="jornalpúblicocambiobolivia" width="152" /&gt;&lt;/a&gt;Na Bolívia, cansado de ser identificado pela imprensa comercial e conservadora como “Narco-presidente” , Evo Morales decidiu estimular a criação de um jornal público, chamado “Cambio”, que em pouco tempo de criação, 2 anos, já vende tanto quanto o mais antigo jornal do país, o “La Razon” , com 70 anos de história. O Cambio, com circulação nacional impressa, custa um quarto do preço do jornal conservador e também possui uma versão on-line. Constata-se uma alteração positiva na relação de forças da batalha comunicativa no país andino, que, ademais, tem uma TV pública, possui também uma rede nacional de rádios indígenas e camponesas, e, tem o sinal aberto de Telesur ao alcance de todos, emissora da qual a Bolívia é sócia.  &lt;br /&gt;
No Paraguai , o presidente Fernando Lugo também decidiu enfrentar o desequilíbrio informativo em favor das oligarquias e criou a Agência Publica de Notícias, que além de abastecer todo o sistema informativo nacional, irá publicar um jornal para distribuição gratuita ao povo.  &lt;br /&gt;
No Equador existe o jornal público “El Telégrafo”, agora reforçado, modernizado e preparado para fazer uma disputa cerrada que se verifica entre as oligarquias e o governo de Rafael Correa, que, alvo de várias manobras de sabotagem e até de uma tentativa de golpe de estado em outubro de 2010, decidiu democratizar a legislação de meios de comunicação, além de levar autores de injúrias, calúnias e ofensas às barras dos tribunais. Aí também se verifica um jornalismo novo surgindo, embora o jornalismo velho, oligárquico, golpista, insista na defesa dos antigos privilégios das classes dominantes e do capital estrangeiro.  &lt;br /&gt;
Talvez esteja na Argentina a experiência mais decidida e com alguma semelhança no porte econômico e em modelo&amp;nbsp; às possibilidades&amp;nbsp;&amp;nbsp; de democratização informativa&amp;nbsp; que poderia ocorrer no Brasil. O governo Kirchner impulsionou consultas regionais a todos os setores sociais, a partir do que elaborou um projeto de lei, aprovado no Congresso, que, em resumo, redistribui o setor comunicativo em três segmentos, tal como está inscrito na Constituição Brasileira, embora não regulamentado. Lá, um terço do setor é para o empresariado, um terço para o setor público e estatal e o outro terço para as entidades sociais, entre elas universidades e centrais sindicais, que, a partir da nova legislação, também já podem ter acesso à direção de meios de comunicação eletrônicos. Fora isto, há também o jornal El Argentino, distribuído gratuitamente, com ampla circulação, e o jornal Tiempo Argentino, ambos encarregados de assumir o desafio do legítimo e&amp;nbsp; democrático enfrentamento com a linha editorial oligárquica e imperial dos dois diários do jornalismo velho, El Clarin e La Nacion.  &lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;A experiência comunicativa da Era Alvarado&lt;/strong&gt;  &lt;br /&gt;
Aguardemos, agora,&amp;nbsp; o que poderá nos trazer o Peru sob a presidência de Umalla Hollanta, pois este país andino já viveu uma experiência transformadora em democratização quando,&amp;nbsp; em 1968, o governo do General Alvarado, além de estatizar o petróleo, iniciar a reforma agrária e de várias mudanças sociais relevantes, nacionalizou os jornais e os colocou sob &lt;a href="http://midiacrucis.files.wordpress.com/2011/11/presidenteperc3bajuan_velasco_alvarado.jpg"&gt;&lt;img align="left" alt="" height="300" src="http://midiacrucis.files.wordpress.com/2011/11/presidenteperc3bajuan_velasco_alvarado.jpg?w=173&amp;amp;h=300" style="display: inline; margin-left: 0px; margin-right: 0px;" title="presidentePerúJuan_Velasco_Alvarado" width="173" /&gt;&lt;/a&gt;administração das centrais sindicais. Sem saber o que fazer com aquilo, por incompreensão do momento político vivido pelo país&amp;nbsp; -&amp;nbsp; chegavam a chamar o general Alvarado de “Gorila”&amp;nbsp; -&amp;nbsp; as centrais sindicais&amp;nbsp; não&amp;nbsp; deixaram marca positiva de uma experiência relevante em matéria de jornalismo, perdendo preciosa oportunidade histórica.  &lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Foto: ex-presidente General Alvarado&lt;/strong&gt;  &lt;br /&gt;
Mesmo sob uma agressiva onda de ataques do velho jornalismo aos projetos de mudanças em curso nestes países da América do Sul, ataques sintonizados com a agenda dos EUA para a região, o voto popular tem proporcionado as condições políticas para o surgimento do novo jornalismo, de caráter público, democrático e popular. São experiências que deveriam ser bem mais vivenciadas pelos brasileiros. Neste sentido, mesmo reconhecendo na EBC uma conquista relevante, ainda não consolidada, somos obrigados a reconhecer, também, que a TV Brasil acumula uma enorme dívida para com a sociedade brasileira já que&amp;nbsp; nada informa sobre estes importantes fenômenos de um novo jornalismo bem perto de nós, preferindo insistir numa linha editorial que acompanha e repete, na maioria das vezes, o preconceito do jornalismo velho contra este processo de mudanças em curso. Aliás, a linha editorial internacional da EBC ainda está predominantemente em sintonia com o velho jornalismo, o Itamaraty tem estado politicamente à esquerda da EBC.  &lt;br /&gt;
&lt;a href="http://midiacrucis.files.wordpress.com/2011/11/tvbrasil2009.png"&gt;&lt;img align="right" alt="" height="102" src="http://midiacrucis.files.wordpress.com/2011/11/tvbrasil2009.png?w=108&amp;amp;h=102" style="display: inline; margin-left: 0px; margin-right: 0px;" title="TVBrasil2009" width="108" /&gt;&lt;/a&gt;Este processo de mudanças democráticas, lastreado nas forças progressistas e que tem como pano de fundo, por um lado a crise global do capitalismo neoliberal e de outro a integração sul-americana baseada na cooperação e na soberania dos povos é um fato jornalístico e notável de mereceria uma revisão editorial da EBC. Devemos nos preparar para dele participar, não apenas encorajando mudanças na EBC, trabalhando para a implementação de convênio de cooperação com a Telesur e&amp;nbsp;&amp;nbsp; para a liberação do&amp;nbsp; seu sinal no Brasil, mas, também, desengavetando a agenda da Confecom, que sequer&amp;nbsp; atravessou a Esplanada, do Minicom para chegar ao Congresso Nacional. Mas, lá chegando, a relação de forças continuará sendo extremamente adversa para a democratização da mídia. O que exigirá unidade do campo popular em aliança com o Governo Dilma, como na Argentina, como na Venezuela,&amp;nbsp; para remover os entulhos autoritários e neoliberais&amp;nbsp; que seguem incrustados no Congresso.  &lt;br /&gt;
Enquanto em segmentos do campo progressista acumulam-se ceticismos sobre montar ou não um jornal popular, nacional e de massas, a Folha Universal, editada pela igreja do mesmo nome, alcança já 3 edições semanais, com 1,5 milhão de exemplares cada, distribuídos gratuitamente em pontos de grande afluxo de populares. Surgem novos jornais de distribuição gratuita, com tiragens volumosas, indicando possibilidades que o campo progressista não explorou ainda. E uma proposta apresentada ao então governador petista&lt;a href="http://midiacrucis.files.wordpress.com/2011/11/jornalpublicocoletivodf.jpg"&gt;&lt;img align="right" alt="" height="200" src="http://midiacrucis.files.wordpress.com/2011/11/jornalpublicocoletivodf.jpg?w=176&amp;amp;h=200" style="display: inline; margin: 0px;" title="jornalpublicocoletivodf" width="176" /&gt;&lt;/a&gt;Cristovam Buarque, na década de 90, após recusada, foi assumida por um grupo empresarial brasiliense. O jornal Coletivo afirma-se hoje como um jornal de massas, com tiragem superior á do maior jornal do Distrito Federal, distribuído gratuitamente a cada dia, às 17 horas, na Rodoviária da Capital Federal, espalhando por todo o entorno. Desprezado pela esquerda, o projeto foi assumido pela direita. É provavelmente a única oportunidade desses candangos de ter acesso à leitura de jornal, num país em que o acesso à internet, para as classes D e E, é de apenas 3 por cento dos lares. A realidade de São Paulo é bem diferente da realidade do Brasil dos Grotões…  &lt;br /&gt;
A&amp;nbsp; implantação de um jornal popular, não depende de mudanças constitucionais ou de leis, nem de maioria no Congresso. Depende de um mínimo de unidade política do campo progressista, em coordenação com o governo que elegeu. E pode ser uma realidade a curtíssimo prazo. Como provou Vargas ao criar o Última Hora..  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Beto Almeida&lt;/strong&gt;  &lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Diretor da Telesur&lt;/strong&gt;  &lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Correspondente da Rádio de Las Madres Plaza de Mayo no Brasil&lt;/strong&gt;  &lt;br /&gt;
texto publicado no blog &lt;strong&gt;&lt;a href="http://midiacrucis.wordpress.com/2011/11/22/odeio-os-indiferentes-gramsci-jornal-publico/" target="_blank"&gt;Midiacrucis&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5369741705775344641-3475997397979839060?l=www.bocadigital.net' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.bocadigital.net/feeds/3475997397979839060/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.bocadigital.net/2011/11/odeio-os-indiferentes.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5369741705775344641/posts/default/3475997397979839060?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5369741705775344641/posts/default/3475997397979839060?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.bocadigital.net/2011/11/odeio-os-indiferentes.html" title="“Odeio os indiferentes”" /><author><name>Beto Mafra</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="30" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-OP4nb6w0vfc/TdbA6NYDqOI/AAAAAAAAAZM/J3VMMPABXSM/s220/eu%2Bserio.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;AkEEQnk4eip7ImA9WhRSFEk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5369741705775344641.post-2416196912078639631</id><published>2011-11-16T10:59:00.001-02:00</published><updated>2011-11-16T11:03:23.732-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-11-16T11:03:23.732-02:00</app:edited><title>TEXACO/Chevron e as agências "reguladoras"</title><content type="html">do blog &lt;a href="http://tecedora.blogspot.com/2011/11/chevron-e-as-agencias-reguladoras.html?spref=tw" target="_blank"&gt;Tecedora&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além do que muito bem coloca o blog &lt;u&gt;&lt;a href="http://www.tijolaco.com/obrigado-pelo-vazamento-chevron/"&gt;Tijolaço&lt;/a&gt;&lt;/u&gt;, sobre a 'nossa imprensa', e as perguntas que não são feitas, achei muito estranha a &lt;a href="http://www.anp.gov.br/?pg=58481&amp;amp;m=&amp;amp;t1=&amp;amp;t2=&amp;amp;t3=&amp;amp;t4=&amp;amp;ar=&amp;amp;ps=&amp;amp;cachebust=1321441291040"&gt;nota da ANP&lt;/a&gt; divulgada ontem. Enquanto a própria Chevron admitia um vazamento de 400 a 650 barris diários, a nota da ANP dizia que era menor, de 200 a 330 barris! Então a multa e ressarcimento dos prejuízos ambientais que o vazamento já está causando serão proporcionais ao que a ANP diz ou ao que a &lt;u&gt;&lt;a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/meioambiente/chevron-estima-vazamento-de-404-a-650-barris-no-brasil/n1597366485023.html"&gt;empresa admitiu&lt;/a&gt;&lt;/u&gt;?&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;
E aí vem perguntas e mais perguntas, sobre as agências reguladoras, não só a ANP. O que fazem, essas 10 agências, afinal? Estão a serviço do povo brasileiro mesmo ou cumprem o papel de negociadoras junto aos ministérios para diminuir os prejuízos das empresas de Telefonia, Saúde, Eletricidade, etc que foram 'vendidos' ?&amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-izk2BbgX2LE/TsOq2d1aIdI/AAAAAAAAAho/aUlsW6qXB-U/s1600/tu%25C3%25ADts.JPG"&gt;&lt;img border="0" height="196" src="http://4.bp.blogspot.com/-izk2BbgX2LE/TsOq2d1aIdI/AAAAAAAAAho/aUlsW6qXB-U/s400/tu%25C3%25ADts.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
Recebi este tuít em resposta: &lt;br /&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Qw0xVUtSC74/TsOq-ZDS8cI/AAAAAAAAAhw/zAr_7ArrKtg/s1600/mdvilla.JPG"&gt;&lt;img border="0" height="90" src="http://1.bp.blogspot.com/-Qw0xVUtSC74/TsOq-ZDS8cI/AAAAAAAAAhw/zAr_7ArrKtg/s400/mdvilla.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
Em googlada rápida, agora de manhã, encontrei um &lt;u&gt;&lt;a href="http://www.webartigos.com/artigos/o-poder-normativo-das-agencias-reguladoras/52044/"&gt;trabalho&lt;/a&gt;&lt;/u&gt; onde é analisada a criação delas, na década de 90 e seu poder normativo: "&lt;i&gt;percebeu-se que o modelo de Estado Social era ineficiente devido as suas amplas atribuições, a sua intensa intervenção nas atividades econômicas em sentido amplo, uma vez que o ente estatal prestava tanto serviços públicos quanto atuava na atividade econômica em sentido estrito através de pessoas jurídicas criadas para esta finalidade, o que agravou os gastos públicos e a crise financeira acarretando assim a necessidade de revisão desta moldura estatal."&lt;/i&gt; &lt;br /&gt;
E mais adiante: &lt;i&gt;"As agências reguladoras instituídas no Brasil tiveram clara inspiração no modelo Norte-Americano, onde organismos semelhantes são denominados de "independent administrative agencias" ou "regulatory agenciais" .&lt;br /&gt;O surgimento das agências reguladoras no direito alienígena foi baseado na instituição da "Interstate Commerce Commission" de 1887, onde foi um órgão regulador nos Estados Unidos criado pelo Presidente Crover Cleveland objetivando a regulação do setor ferroviário, para fins de garantir tarifas justas, eliminar as distorções de taxas e para regular outros aspectos comuns aos transportadores"&lt;/i&gt;. &lt;br /&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-kZ9yvfw5a3Q/TsOsyL-0uMI/AAAAAAAAAh4/BLFi7hbicfs/s1600/O-ex-presidente-Fernando-Henrique-Cardoso-segura-o-martelo-usado-no-leil%25C3%25A3o-de-privatiza%25C3%25A7%25C3%25A3o-do-Sistema-Telebr%25C3%25A1s-em-1999-Ana-Ara%25C3%25BAjo.jpg"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://2.bp.blogspot.com/-kZ9yvfw5a3Q/TsOsyL-0uMI/AAAAAAAAAh4/BLFi7hbicfs/s400/O-ex-presidente-Fernando-Henrique-Cardoso-segura-o-martelo-usado-no-leil%25C3%25A3o-de-privatiza%25C3%25A7%25C3%25A3o-do-Sistema-Telebr%25C3%25A1s-em-1999-Ana-Ara%25C3%25BAjo.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
Martelo (troféu) usado na privatização do sistema Telebrás em 1999 - Imagem google/veja&amp;nbsp; &lt;br /&gt;
Parece bom! Mas isso funciona? E são perguntas mesmo. Quando FHC presenteou boa parte do patrimônio nacional - com a falaciosa justificativa de que o Estado era muito grande e isso que impedia o crescimento e com a venda poderíamos deixar de ser o país do futuro, blá, blá, blá - eu estava fora do país e como a internet ainda engatinhava, acompanhei muito pouco o que se passava por aqui. Mas lembro de muita gritaria contra tudo que estava sendo feito. Depois, quando voltei em 2007, usei uma vez o telefone de uma dessas agências, não lembro qual era o problema, mas lá fui orientada por uma atendente a "resolver o problema com a empresa". Argumentei que se tivesse conseguido resolver com a empresa, não estaria ligando para lá e que buscava orientação de procedimento. A voz do outro lado da linha só conseguia me responder que a orientação era "resolver com a empresa". Devo ter conseguido resolver com a empresa, porque havia esquecido disso.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;
Mais adiante, no trabalho encontrado no google, podemos ler: &lt;i&gt;"&lt;b&gt;Outra característica marcante das agências reguladoras é a questão da sua autonomia financeira onde o "legislador buscou proporcionar-lhes, além das dotações orçamentárias gerais, outras fontes de receitas próprias" , que no caso na ANP, estas fontes próprias de receitas como doações, legados, subvenções, emolumentos, taxas, multas entre outras estão disciplinadas art.15 da Lei nº. 9478/97".&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
Quem doa? Alguém sabe onde encontro dados das empresas que doam a essas autarquias? Quem fiscaliza? Há algum lugar onde ficam as planilhas de doadores, folha de pagamento,&amp;nbsp; gastos, lucros (?)&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;
Estaria nesse item a resposta para a diferença entre o vazamento admitido pela Chevron e a diminuição dele na nota da ANP?&lt;br /&gt;
Aguardo respostas! &lt;br /&gt;
__________________ &lt;br /&gt;
&lt;h3&gt;

&lt;/h3&gt;
Sobre o vazamento no Campo do Frade, recomendo acompanhar as importantes informações do blog Skytruth (&lt;a href="http://blog.skytruth.org/"&gt;http://blog.skytruth.org&lt;/a&gt;) e o &lt;u&gt;Tijolaço&lt;/u&gt;, que o está acompanhando e reproduzindo, já traduzido. &lt;br /&gt;
Também recomendo o &lt;u&gt;&lt;a href="http://rodopiou.com/2011/11/16/como-a-revista-veja-tratou-a-petrobrasp36-em-2001/"&gt;post do Rodopiou&lt;/a&gt;&lt;/u&gt; onde lembra como a imprensa tratou a tragédia da plataforma P-36.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5369741705775344641-2416196912078639631?l=www.bocadigital.net' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.bocadigital.net/feeds/2416196912078639631/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.bocadigital.net/2011/11/alem-do-que-muito-bem-coloca-o-blog.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5369741705775344641/posts/default/2416196912078639631?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5369741705775344641/posts/default/2416196912078639631?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.bocadigital.net/2011/11/alem-do-que-muito-bem-coloca-o-blog.html" title="TEXACO/Chevron e as agências &amp;quot;reguladoras&amp;quot;" /><author><name>Beto Mafra</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="30" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-OP4nb6w0vfc/TdbA6NYDqOI/AAAAAAAAAZM/J3VMMPABXSM/s220/eu%2Bserio.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-izk2BbgX2LE/TsOq2d1aIdI/AAAAAAAAAho/aUlsW6qXB-U/s72-c/tu%25C3%25ADts.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;DUUBSHg8cSp7ImA9WhRSE0U.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5369741705775344641.post-8887468318329356101</id><published>2011-11-15T17:54:00.001-02:00</published><updated>2011-11-15T18:00:59.679-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-11-15T18:00:59.679-02:00</app:edited><title>O pré sal é nosso?</title><content type="html">&lt;h4&gt;


À partir da grave denúncia que o Brizolinha faz e reproduzo abaixo, mandei alguns recados para os perfis ligados à imprensalona golpista e canalha. Outros companheiros, como @BinahIre, @BrunnaRosa, @Liveraro, @CassiaVF, @JCruzeta, @ProFernando, @Hyeres, @Marisps, @LopoDinis, @Marcos_Bicalho, também fizeram questão de provocar.&lt;/h4&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
@BetoMafra: Acompanhando o SILÊNCIO MORTAL a respeito do vazamento em Campos, no poço da CHEVRON? Defesa do interesse NACIONAL vale? @folha_ombudsman&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
@BetoMafra: Quem fará a primeira manchete com o #VazamentoDaCHEVRON??? SEGURANÇA NACIONAL, gente! @AlJazeeraBrasil @portalUOL @estadao @showdavida&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
@BrunnaRosa: @BetoMafra @AlJazeeraBrasil @portalUOL @estadao @showdavida os navios fantasmas que estão cuidando do #VazamntoChevron bit.ly/vbMeM9&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
@BetoMafra: A invasão do PRE-SAL pela TEXACO/CHEVRON vai ser matéria de capa hoje??? Brasil em guerra? Vai? Heim? RT @showdavida: Bom dia, pessoal!&lt;br /&gt;
&lt;h4&gt;


&amp;nbsp;&lt;/h4&gt;
A postagem do Brizola Neto:&lt;br /&gt;
&lt;h4&gt;


&lt;a href="http://www.tijolaco.com/cumplicidade-escandalosa/"&gt;Cumplicidade escandalosa&lt;/a&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;a href="http://www.tijolaco.com/wp-content/uploads/2011/11/vaza1.jpg"&gt;&lt;img alt="" height="288" src="http://www.tijolaco.com/wp-content/uploads/2011/11/vaza1.jpg" title="vaza1" width="540" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.tijolaco.com/wp-content/uploads/2011/11/vaza2.jpg"&gt;&lt;img alt="" height="279" src="http://www.tijolaco.com/wp-content/uploads/2011/11/vaza2.jpg" title="vaza2" width="540" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
As duas fotos aí de cima foram publicadas pelo blog &lt;a href="http://blog.skytruth.org/"&gt;&lt;em&gt;SkyTruth&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; ,especializado em interpretação de foto de satélites com fins ambientais, mantido pelo &lt;a href="http://www.grist.org/article/amos"&gt;geógrafo John Amos&lt;/a&gt;, e registram em dois momentos o que é identificado como sendo a mancha de óleo provocada pelo vazamento no poço da Chevron-Texaco e que está sendo mantido na sombra pela imprensa. &lt;br /&gt;
Cheguei até elas pela dica do leitor Henrique, que parece ser mais eficiente que toda a imprensa brasileira reunida. &lt;br /&gt;
Aliás, os próprios &lt;em&gt;releases&lt;/em&gt; dizem que há 18 navios trabalhando no combate ao vazamento. Devem ser navios-fantasmas, como é a direção da Chevron. Não têm nome, não têm comandante, não tem tripulação, não têm coordenadores. Não há uma pessoazinha que seja, com nome e sobrenome, que diga: “olha, as coisas aqui estão assim ou assado”. &lt;br /&gt;
Ninguém tem uma máquina fotográfica, uma filmadora, um reles celular que tire fotos. Internet, então, nem pensar. &lt;br /&gt;
Será que vamos ter que esperar que coloquem uma mensagem na garrafa, para que a nossa imprensa publique algo além de notas oficiais? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Atualização&lt;/strong&gt;: &lt;a href="http://www.valor.com.br/empresas/1095538/anp-diz-que-causa-de-vazamento-no-campo-de-frade-ainda-e-desconhecida"&gt;a Chevron diz à ANP&lt;/a&gt; que a mancha tem 163 quilômetros quadrados de extensão e estima em até 880 barris o vazamento. Bem, se na mancha tiver 1o ml (uma tampinha de xarope) por metro quadrado, isso daria 1,6 milhões de litros, ou dez mil barris de petróleo (163 km2 = 163 milhões de metros quadrados. Que história mal contada! Nem as informações de release são coerentes, e ninguém questiona. Quem vai dar explicações ao país?&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;
&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&lt;em&gt;___________xXx___________&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;
&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
Apenas dois se dignaram responder: Ricardo Noblat e Folha de São Paulo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
@BetoMafra: Por isso perguntei a você. CADÊ O RESTO DA REDE? RT @BlogdoNoblat: @BetoMafra Leia no blog. Tem saído notícia todo dia a respeito...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
@Folha_com: @BetoMafra Olá, Beto. Aqui está nosso noticiário sobre Chevron: search.folha.com.br/search?q=chevr… Obrigado!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O link trazia algumas matérias internas e CITAÇÕES do vazamento. &lt;a href="http://search.folha.com.br/search?q=chevron&amp;amp;site=online" target="_blank"&gt;Vale conferir&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nos resta tentar divulgar &lt;b&gt;O MÁXIMO POSSÍVEL E COBRAR INVESTIGAÇÃO PROFUNDA&lt;/b&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5369741705775344641-8887468318329356101?l=www.bocadigital.net' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.bocadigital.net/feeds/8887468318329356101/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.bocadigital.net/2011/11/partir-da-grave-denuncia-que-o.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5369741705775344641/posts/default/8887468318329356101?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5369741705775344641/posts/default/8887468318329356101?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.bocadigital.net/2011/11/partir-da-grave-denuncia-que-o.html" title="O pré sal é nosso?" /><author><name>Beto Mafra</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="30" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-OP4nb6w0vfc/TdbA6NYDqOI/AAAAAAAAAZM/J3VMMPABXSM/s220/eu%2Bserio.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0QEQ3ozfyp7ImA9WhRSEk4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5369741705775344641.post-873095196561005384</id><published>2011-11-13T23:42:00.001-02:00</published><updated>2011-11-13T23:48:22.487-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-11-13T23:48:22.487-02:00</app:edited><title>Campanha no twitter e rede virtual</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Nesta segunda-feira promoveremos um tuitaço em favor da luta contra a epidemia de crack nas nossas cidades, propondo saídas, colecionando artigos a respeito em links, criando um caldo crítico que possa subsidiar pessoas, organizações e governo, para quando forem montar estratégias e favorecer a compreensão das contradições incluídas nestes processos.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-bvwU5h214mI/TsBx8qGPg3I/AAAAAAAAAv0/bjdTYq6MPHk/s1600/Crackuita%25C3%25A7o.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="230" src="http://3.bp.blogspot.com/-bvwU5h214mI/TsBx8qGPg3I/AAAAAAAAAv0/bjdTYq6MPHk/s400/Crackuita%25C3%25A7o.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5369741705775344641-873095196561005384?l=www.bocadigital.net' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.bocadigital.net/feeds/873095196561005384/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.bocadigital.net/2011/11/campanha-no-twitter-e-rede-virtual.html#comment-form" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5369741705775344641/posts/default/873095196561005384?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5369741705775344641/posts/default/873095196561005384?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.bocadigital.net/2011/11/campanha-no-twitter-e-rede-virtual.html" title="Campanha no twitter e rede virtual" /><author><name>Beto Mafra</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="30" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-OP4nb6w0vfc/TdbA6NYDqOI/AAAAAAAAAZM/J3VMMPABXSM/s220/eu%2Bserio.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-bvwU5h214mI/TsBx8qGPg3I/AAAAAAAAAv0/bjdTYq6MPHk/s72-c/Crackuita%25C3%25A7o.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CkQEQXozcCp7ImA9WhRTF0s.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5369741705775344641.post-2470778318029939897</id><published>2011-11-08T11:49:00.001-02:00</published><updated>2011-11-08T11:51:40.488-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-11-08T11:51:40.488-02:00</app:edited><title>O câncer de Lula é o pretexto da vez</title><content type="html">&lt;h4&gt;
&amp;nbsp;&lt;/h4&gt;
novembro 3, 2011 &lt;a href="http://oqueseraquemeda.wordpress.com/2011/11/03/3119/#more-3119"&gt;Originalmente AQUI&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://oqueseraquemeda.files.wordpress.com/2011/11/racismo.gif"&gt;&lt;img alt="" height="285" src="http://oqueseraquemeda.files.wordpress.com/2011/11/racismo.gif?w=300&amp;amp;h=285" title="racismo" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;Não sei o porquê de tanto espanto em relação às manifestações fascistas sobre à doença de Lula que explodiram na rede esta semana. Não é novidade. Quando Dilma ainda em campanha, teve que fazer o mesmo tratamento, essa gente surgiu fazendo o mesmo barulho. Aquela moça,&lt;a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/pai+da+estudante+processada+por+discriminacao+se+diz+envergonhado/n1237820606679.html"&gt;Mayara Petruso&lt;/a&gt; – que foi ícone da intolerância e preconceito no dia da vitória de Dilma – não estava só, como se viu: sua&lt;em&gt;hashtag&lt;/em&gt; chegou a alcançar o topo no Twitter. Durante a transmissão da posse de Dilma, novamente surgiram &lt;a href="http://www.jb.com.br/pais/noticias/2011/01/03/procuradoria-ira-analisar-ameacas-contra-dilma-no-twitter/"&gt;comentários&lt;/a&gt; nas redes sociais desejando que aparecesse algum atirador para alvejar a presidenta.  &lt;br /&gt;
Talvez Gilberto Dimenstein tenha se&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/colunas/gilbertodimenstein/999070-o-cancer-de-lula-me-envergonhou.shtml"&gt;envergonhado&lt;/a&gt; por desconhecer a penetração que têm alguns de seus colegas de redação. Jornalistas que incentivam o ódio racial, a intolerância e a demonização do PT – seja ativamente, seja subindo no muro – sabem muito bem o que fazem. Vejam o estrago que fez a ficha falsa de Dilma, recebida no e-mail de um anônimo, que a Folha publicou no alto de sua capa ano passado: colou para sempre nas mentes de quem já estava pré-disposto, além de criar distorções bizarras. É a teoria dos meios que justificam os fins. Os blogs da Veja, por exemplo, são verdadeiras hortas de ódio: assumidamente pagos para fazer o trabalho, seus blogueiros plantam as sementes, regam diariamente, e lá estão germinando a todo instante os novos fascistas que saem por aí barbarizando na rede com a proteção do anonimato.  &lt;br /&gt;
É aquele pessoal que o PSDB arregimentou no &lt;a href="http://www.gentequemente.org.br/"&gt;site&lt;/a&gt; que criou durante a campanha de 2010. Ocorre que a percepção obtusa dessa gente definiu uma estratégia de bruta-montes, de ocupação dos espaços na rede, insistindo no bate-estaca das palavras de ordem fascistas desde o dia da posse de Dilma. Acreditam que foi a falta disso que os fez perder a eleição. Agora se consideram mais “organizados”, pensam que vencerão a próxima… “Deus ajuda a quem cedo madruga” – sua consciência recomenda! Por isso destilam obstinadamente seu veneno raso pela web.  &lt;br /&gt;
Os efeitos estão aí. Eu mesmo já tive que lidar com isso em relacionamentos pessoais. Mulheres que se afastam assim que conhecem meu blog. (“Ninguém é perfeito” – lamentou uma que conheci tempos atrás.) Assim como já me afastei de mulheres que me pareciam interessantes ano início, até soltarem uma dessas pérolas sobre o PT ter inventado a corrupção, Lula ser analfabeto ou Dilma ser “mulher”…  &lt;br /&gt;
Como nunca deu a mínima para a população de baixa renda, a direita não sabe dialogar com esse povo – como bem detectou FHC quando pediu ao seu partido para esquecer os pobres e se concentrar na classe média. Eles agem da parte de cima da pirâmide social em direção ao meio. A esquerda ao contrário, da base para o alto. Eles tentam empurrar os emergentes “de volta” para seu &lt;em&gt;habitat&lt;/em&gt; social, brigando para reaver seu &lt;em&gt;way-of-life&lt;/em&gt; exclusivo. E o povo não cede. Quem subiu quer viajar de avião. Compra carro, apartamento, pacote turístico de férias de fim de ano… A turma do “Cansei” não suporta a “invasão à sua praia”. Devem estar odiando o &lt;a href="http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2011/11/499556.shtml"&gt;Pleno Emprego&lt;/a&gt;. E como a Internet ainda é privilégio da metade de cima da pirâmide social, temos a impressão de que são mais numerosos do que realmente são. Por isso é tão importante a banda larga popular.  &lt;br /&gt;
Estamos entrando no décimo ano de governo petista. Existem crianças, adolescentes e adultos que formaram seus valores morais e seu conceito de cidadania durante a chamada “era Lula”. Alguns cresceram – como muitos dos filhos das famílias assistidas pelos programas sociais – vendo em Lula o operário que venceu todos os obstáculos para chegar lá. Sentiram na pele tudo que seu governo fez de bom pelo Brasil. Outros cresceram sob a batuta do preconceito, odiando Lula, o PT e agora a Dilma. Durante a campanha eleitoral de 2010, vimos crianças sofrendo &lt;em&gt;bullying&lt;/em&gt; nas escolas (principalmente nas particulares) por mencionarem que seus pais votariam em Dilma. Meses atrás ouvi uma voz, em meio a um grupo de crianças a caminho da escola, afirmando que “Dilma mandou soltar todos os bandidos das cadeias”… Vai ser muito trabalhoso abrir os olhos desses novos brasileirinhos. Até porque, nem pais, professores e muito menos a mídia, mexem uma palha sequer para esclarecer ou reverter sua distorção moral.  &lt;br /&gt;
Ontem, a mídia divulgou a lista dos mais poderosos do planeta. Dilma se mantêm como a terceira mulher mais &lt;a href="http://blogs.estadao.com.br/jt-politica/dilma-e-a-22%C2%AA-mais-poderosa-do-mundo/"&gt;poderosa&lt;/a&gt;, atrás de Hillary Clinton e Angela Merkel. Obama é o primeiro no geral. Obama o primeiro? Bobagem. Barack Obama, provavelmente, é o presidente americano menos poderoso de toda a história. É refém da elite e da classe média que mais polui o planeta. A ganância dos selvagens capitalistas de &lt;em&gt;Wall Street&lt;/em&gt; causou a maior crise econômica mundial da história assim que ele pôs os pés na Casa Branca. Não teve autonomia nem permissão para governar plenamente um único dia sequer. Todos sabemos do ódio racial escancarado em boa parte dos estados americanos. Por isso a próxima campanha eleitoral americana deverá incendiar o país. Até a elite brasileira, tradicionalmente subalterna aos EUA, lamenta que o atual líder de seu colonizador seja negro.  &lt;br /&gt;
Vamos ter que conviver por muitos anos com os intolerantes e preconceituosos. Infelizmente. Mas não podemos esquecer que temos muito mais horizontes a alcançar na promoção da plena democracia e justiça social, que a direita tem para se expandir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5369741705775344641-2470778318029939897?l=www.bocadigital.net' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.bocadigital.net/feeds/2470778318029939897/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.bocadigital.net/2011/11/o-cancer-de-lula-e-o-pretexto-da-vez.html#comment-form" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5369741705775344641/posts/default/2470778318029939897?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5369741705775344641/posts/default/2470778318029939897?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.bocadigital.net/2011/11/o-cancer-de-lula-e-o-pretexto-da-vez.html" title="O câncer de Lula é o pretexto da vez" /><author><name>Beto Mafra</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="30" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-OP4nb6w0vfc/TdbA6NYDqOI/AAAAAAAAAZM/J3VMMPABXSM/s220/eu%2Bserio.jpg" /></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;DU4MR3o5eyp7ImA9WhRTFko.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5369741705775344641.post-3711075973857169152</id><published>2011-11-07T12:59:00.001-02:00</published><updated>2011-11-07T12:59:46.423-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-11-07T12:59:46.423-02:00</app:edited><title>Encontro mundial de blogueiros</title><content type="html">&lt;p style="padding-bottom: 0px; border-right-width: 0px; widows: 2; text-transform: none; background-color: rgb(249,249,249); font-variant: normal; font-style: italic; text-indent: 0px; margin: 0px 0px 20px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; padding-right: 0px; font-family: arial, helvetica, sans-serif; white-space: normal; orphans: 2; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; letter-spacing: normal; color: rgb(153,153,153); font-size: 11px; vertical-align: baseline; border-left-width: 0px; font-weight: normal; word-spacing: 0px; padding-top: 0px; background-origin: initial; background-clip: initial; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px" class="date"&gt;publicado em 4 de novembro de 2011 às 17:29 na&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a style="padding-bottom: 0px; border-right-width: 0px; background-color: transparent; margin: 0px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; padding-right: 0px; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; color: rgb(203,101,0); font-size: 11px; vertical-align: baseline; border-left-width: 0px; text-decoration: none; padding-top: 0px; background-origin: initial; background-clip: initial" title="Ver todos os posts em Encontro Mundial de Blogueiros" href="http://www.baraodeitarare.org.br/noticias/encontro-mundial-de-blogueiros" rel="category tag"&gt;Encontro Mundial de Blogueiros&lt;/a&gt;,&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a style="padding-bottom: 0px; border-right-width: 0px; background-color: transparent; margin: 0px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; padding-right: 0px; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; color: rgb(203,101,0); font-size: 11px; vertical-align: baseline; border-left-width: 0px; text-decoration: none; padding-top: 0px; background-origin: initial; background-clip: initial" title="Ver todos os posts em Not&amp;iacute;cias" href="http://www.baraodeitarare.org.br/noticias" rel="category tag"&gt;Notícias&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="padding-bottom: 0px; border-right-width: 0px; widows: 2; text-transform: none; background-color: rgb(249,249,249); text-indent: 0px; margin: 0px 0px 20px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; padding-right: 0px; font: 13px/19px arial, helvetica, sans-serif; white-space: normal; orphans: 2; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; letter-spacing: normal; color: rgb(0,0,0); vertical-align: baseline; border-left-width: 0px; word-spacing: 0px; padding-top: 0px; background-origin: initial; background-clip: initial; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px"&gt;&lt;em style="padding-bottom: 0px; border-right-width: 0px; background-color: transparent; margin: 0px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; padding-right: 0px; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; font-size: 13px; vertical-align: baseline; border-left-width: 0px; padding-top: 0px; background-origin: initial; background-clip: initial"&gt;Por Iroel Sánchez&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="border-bottom: rgb(221,221,221) 1px solid; text-align: center; border-left: rgb(221,221,221) 1px solid; padding-bottom: 0px; widows: 2; text-transform: none; background-color: rgb(249,249,249); text-indent: 0px; margin: 10px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; width: 359px; padding-right: 0px; font: 13px/19px arial, helvetica, sans-serif; white-space: normal; orphans: 2; float: left; letter-spacing: normal; color: rgb(0,0,0); vertical-align: baseline; border-top: rgb(221,221,221) 1px solid; border-right: rgb(221,221,221) 1px solid; word-spacing: 0px; padding-top: 4px; background-origin: initial; background-clip: initial; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px; border-top-left-radius: 3px 3px; border-top-right-radius: 3px 3px; border-bottom-right-radius: 3px 3px; border-bottom-left-radius: 3px 3px" id="attachment_85224" class="wp-caption alignleft"&gt;&lt;a style="padding-bottom: 0px; border-right-width: 0px; background-color: transparent; margin: 0px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; padding-right: 0px; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; color: rgb(203,101,0); font-size: 13px; vertical-align: baseline; border-left-width: 0px; text-decoration: none; padding-top: 0px; background-origin: initial; background-clip: initial" href="http://www.baraodeitarare.org.br/noticias/sem-casualidades-em-foz-do-iguacu.html/attachment/dsc04641" rel="attachment wp-att-85224"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-bottom: 0px; background-color: transparent; margin: 0px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; padding-right: 0px; font-size: 13px; vertical-align: baseline; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px; background-origin: initial; background-clip: initial" class="size-large wp-image-85224" title="dsc04641" alt="" src="http://www.baraodeitarare.org.br/wp-content/uploads/2011/11/dsc04641-349x262.jpg" width="349" height="262"&gt;&lt;/a&gt; &lt;p style="padding-bottom: 5px; line-height: 17px; border-right-width: 0px; background-color: transparent; margin: 0px; padding-left: 4px; outline-width: 0px; padding-right: 4px; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; font-size: 11px; vertical-align: baseline; border-left-width: 0px; padding-top: 0px; background-origin: initial; background-clip: initial" class="wp-caption-text"&gt;Cine Teatro Dos Barrageiros, aonde aconteceu o 1º Encontro Mundial de Blogueiros. Foto. Manuel Henríquez Lagarde&lt;/p&gt;&lt;/div&gt; &lt;p style="padding-bottom: 0px; border-right-width: 0px; widows: 2; text-transform: none; background-color: rgb(249,249,249); text-indent: 0px; margin: 0px 0px 20px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; padding-right: 0px; font: 13px/19px arial, helvetica, sans-serif; white-space: normal; orphans: 2; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; letter-spacing: normal; color: rgb(0,0,0); vertical-align: baseline; border-left-width: 0px; word-spacing: 0px; padding-top: 0px; background-origin: initial; background-clip: initial; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px"&gt;É madrugada na sala de espera do aeroporto de Foz do Iguaçu e um ponto de venda de livros me chama a atenção. Entre os&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;em style="padding-bottom: 0px; border-right-width: 0px; background-color: transparent; margin: 0px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; padding-right: 0px; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; font-size: 13px; vertical-align: baseline; border-left-width: 0px; padding-top: 0px; background-origin: initial; background-clip: initial"&gt;best-sellers&lt;/em&gt;&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;do momento – incluindo duas biografias de Steve Jobs – um livro com capa tipográfica (letras negras sobre fundo vermelho) ocupa o lugar de maior destaque, seu título&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a style="padding-bottom: 0px; border-right-width: 0px; background-color: transparent; margin: 0px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; padding-right: 0px; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; color: rgb(203,101,0); font-size: 13px; vertical-align: baseline; border-left-width: 0px; text-decoration: none; padding-top: 0px; background-origin: initial; background-clip: initial" href="http://lapupilainsomne.wordpress.com/2011/09/20/una-historia-prohibida-puede-salir-a-la-luz/" target="_blank"&gt;&lt;em style="padding-bottom: 0px; border-right-width: 0px; background-color: transparent; margin: 0px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; padding-right: 0px; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; font-size: 13px; vertical-align: baseline; border-left-width: 0px; padding-top: 0px; background-origin: initial; background-clip: initial"&gt;Os últimos soldados da Guerra Fria&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, de Fernando Morais; entre o nome do volume e o do autor, há uma oração que anuncia o tema: “A história dos agentes infiltrados por Cuba em organizações de extrema-direita nos Estados Unidos”.&lt;/p&gt; &lt;p style="padding-bottom: 0px; border-right-width: 0px; widows: 2; text-transform: none; background-color: rgb(249,249,249); text-indent: 0px; margin: 0px 0px 20px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; padding-right: 0px; font: 13px/19px arial, helvetica, sans-serif; white-space: normal; orphans: 2; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; letter-spacing: normal; color: rgb(0,0,0); vertical-align: baseline; border-left-width: 0px; word-spacing: 0px; padding-top: 0px; background-origin: initial; background-clip: initial; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px"&gt;Me sinto afortunado, um exemplar do livro de Morais viaja com minha bagagem rumo a Cuba, presenteado por Sergio Bertoni, o blogueiro do Paraná, que moderou o painel “Experiências na América Latina” durante o 1º Encontro Mundial de Blogueiros, no qual acabo de participar em Foz, junto a acadêmicos, ativistas e editores vindos da Argentina, Equador eHonduras. Várias perguntas afloraram, no debate do painel, sobre o caso dos&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a style="padding-bottom: 0px; border-right-width: 0px; background-color: transparent; margin: 0px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; padding-right: 0px; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; color: rgb(203,101,0); font-size: 13px; vertical-align: baseline; border-left-width: 0px; text-decoration: none; padding-top: 0px; background-origin: initial; background-clip: initial" href="http://lapupilainsomne.wordpress.com/tag/los-cinco/" target="_blank"&gt;cinco cubanos&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;que ainda permanecem nos Estados Unidos – quatro deles presos, entretanto –, incluindo uma proveniente de um blogueiro que é médico graduado na Escola Latino-americana de Medicina em Cuba, e na resposta pude falar sobre como o governo norte-americano&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a style="padding-bottom: 0px; border-right-width: 0px; background-color: transparent; margin: 0px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; padding-right: 0px; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; color: rgb(203,101,0); font-size: 13px; vertical-align: baseline; border-left-width: 0px; text-decoration: none; padding-top: 0px; background-origin: initial; background-clip: initial" href="http://www.cubadebate.cu/especiales/2009/09/09/demanda-contra-radio-marti-por-pagar-a-periodistas-para-denigrar-a-los-cinco/" target="_blank"&gt;utilizou os meios de comunicação&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;– em troca de dinheiro – para condicionar um resultado judicial contra pessoas cujo único delito foi tratar de evitar atos terroristas. Um bom exemplo, sem dúvidas, de como opera a informação no mundo em que vivemos.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: center; padding-bottom: 0px; border-right-width: 0px; widows: 2; text-transform: none; background-color: rgb(249,249,249); text-indent: 0px; margin: 0px 0px 20px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; padding-right: 0px; font: 13px/19px arial, helvetica, sans-serif; white-space: normal; orphans: 2; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; letter-spacing: normal; color: rgb(0,0,0); vertical-align: baseline; border-left-width: 0px; word-spacing: 0px; padding-top: 0px; background-origin: initial; background-clip: initial; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px"&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="border-bottom: rgb(221,221,221) 1px solid; text-align: center; border-left: rgb(221,221,221) 1px solid; padding-bottom: 0px; widows: 2; text-transform: none; background-color: rgb(249,249,249); text-indent: 0px; margin: 10px auto; padding-left: 0px; outline-width: 0px; width: 359px; padding-right: 0px; display: block; font: 13px/19px arial, helvetica, sans-serif; white-space: normal; orphans: 2; letter-spacing: normal; color: rgb(0,0,0); vertical-align: baseline; border-top: rgb(221,221,221) 1px solid; border-right: rgb(221,221,221) 1px solid; word-spacing: 0px; padding-top: 4px; background-origin: initial; background-clip: initial; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px; border-top-left-radius: 3px 3px; border-top-right-radius: 3px 3px; border-bottom-right-radius: 3px 3px; border-bottom-left-radius: 3px 3px" id="attachment_85230" class="wp-caption aligncenter"&gt;&lt;a style="padding-bottom: 0px; border-right-width: 0px; background-color: transparent; margin: 0px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; padding-right: 0px; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; color: rgb(203,101,0); font-size: 13px; vertical-align: baseline; border-left-width: 0px; text-decoration: none; padding-top: 0px; background-origin: initial; background-clip: initial" href="http://www.baraodeitarare.org.br/noticias/sem-casualidades-em-foz-do-iguacu.html/attachment/a2" rel="attachment wp-att-85230"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-bottom: 0px; background-color: transparent; margin: 0px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; padding-right: 0px; font-size: 13px; vertical-align: baseline; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px; background-origin: initial; background-clip: initial" class="size-large wp-image-85230 " title="a2" alt="" src="http://www.baraodeitarare.org.br/wp-content/uploads/2011/11/a2-349x262.jpg" width="349" height="262"&gt;&lt;/a&gt; &lt;p style="padding-bottom: 5px; line-height: 17px; border-right-width: 0px; background-color: transparent; margin: 0px; padding-left: 4px; outline-width: 0px; padding-right: 4px; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; font-size: 11px; vertical-align: baseline; border-left-width: 0px; padding-top: 0px; background-origin: initial; background-clip: initial" class="wp-caption-text"&gt;Painel "Experiências na América Latina" no Encontro Mundial de Blogueiros, moderado por Sergio Bertoni, tercerio de esquerda para a direita. Foto: Manuel Henríquez Lagarde&lt;/p&gt;&lt;/div&gt; &lt;p style="padding-bottom: 0px; border-right-width: 0px; widows: 2; text-transform: none; background-color: rgb(249,249,249); text-indent: 0px; margin: 0px 0px 20px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; padding-right: 0px; font: 13px/19px arial, helvetica, sans-serif; white-space: normal; orphans: 2; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; letter-spacing: normal; color: rgb(0,0,0); vertical-align: baseline; border-left-width: 0px; word-spacing: 0px; padding-top: 0px; background-origin: initial; background-clip: initial; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px"&gt;Se no&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a style="padding-bottom: 0px; border-right-width: 0px; background-color: transparent; margin: 0px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; padding-right: 0px; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; color: rgb(203,101,0); font-size: 13px; vertical-align: baseline; border-left-width: 0px; text-decoration: none; padding-top: 0px; background-origin: initial; background-clip: initial" href="http://lapupilainsomne.wordpress.com/2011/10/28/comienza-primer-encuentro-mundial-de-blogueros-con-panel-sobre-nuevos-medios/" target="_blank"&gt;painel inaugural do evento&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Ignacio Ramonet havia afirmado, com razão, que ser blogueiro não é sinônimo de ser rebelde e que pode haver – e de fato exitem – blogueiros reacionários que servem ao poder midiático e econômico, o que percebi nas discussões entre os mais de 400 participantes reunidos nas instalações da hidrelétrica de Itaipu (a segunda maior do mundo) foi um estado de rebelião global contra os monopólios midiáticos.&lt;/p&gt; &lt;div style="border-bottom: rgb(221,221,221) 1px solid; text-align: center; border-left: rgb(221,221,221) 1px solid; padding-bottom: 0px; widows: 2; text-transform: none; background-color: rgb(249,249,249); text-indent: 0px; margin: 10px auto; padding-left: 0px; outline-width: 0px; width: 359px; padding-right: 0px; display: block; font: 13px/19px arial, helvetica, sans-serif; white-space: normal; orphans: 2; letter-spacing: normal; color: rgb(0,0,0); vertical-align: baseline; border-top: rgb(221,221,221) 1px solid; border-right: rgb(221,221,221) 1px solid; word-spacing: 0px; padding-top: 4px; background-origin: initial; background-clip: initial; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px; border-top-left-radius: 3px 3px; border-top-right-radius: 3px 3px; border-bottom-right-radius: 3px 3px; border-bottom-left-radius: 3px 3px" id="attachment_85231" class="wp-caption aligncenter"&gt;&lt;a style="padding-bottom: 0px; border-right-width: 0px; background-color: transparent; margin: 0px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; padding-right: 0px; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; color: rgb(203,101,0); font-size: 13px; vertical-align: baseline; border-left-width: 0px; text-decoration: none; padding-top: 0px; background-origin: initial; background-clip: initial" href="http://www.baraodeitarare.org.br/noticias/sem-casualidades-em-foz-do-iguacu.html/attachment/b2" rel="attachment wp-att-85231"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-bottom: 0px; background-color: transparent; margin: 0px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; padding-right: 0px; font-size: 13px; vertical-align: baseline; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px; background-origin: initial; background-clip: initial" class="size-large wp-image-85231" title="b2" alt="" src="http://www.baraodeitarare.org.br/wp-content/uploads/2011/11/b2-349x262.jpg" width="349" height="262"&gt;&lt;/a&gt; &lt;p style="padding-bottom: 5px; line-height: 17px; border-right-width: 0px; background-color: transparent; margin: 0px; padding-left: 4px; outline-width: 0px; padding-right: 4px; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; font-size: 11px; vertical-align: baseline; border-left-width: 0px; padding-top: 0px; background-origin: initial; background-clip: initial" class="wp-caption-text"&gt;Blogueiro árabe Ahmed Al Omran fala no painel "experiências na Ásia e África", do Encontro Mundial de Blogueiros. Foto Manuel Henríquez Lagarde&lt;/p&gt;&lt;/div&gt; &lt;p style="padding-bottom: 0px; border-right-width: 0px; widows: 2; text-transform: none; background-color: rgb(249,249,249); text-indent: 0px; margin: 0px 0px 20px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; padding-right: 0px; font: 13px/19px arial, helvetica, sans-serif; white-space: normal; orphans: 2; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; letter-spacing: normal; color: rgb(0,0,0); vertical-align: baseline; border-left-width: 0px; word-spacing: 0px; padding-top: 0px; background-origin: initial; background-clip: initial; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px"&gt;Como resenhou&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a style="padding-bottom: 0px; border-right-width: 0px; background-color: transparent; margin: 0px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; padding-right: 0px; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; color: rgb(203,101,0); font-size: 13px; vertical-align: baseline; border-left-width: 0px; text-decoration: none; padding-top: 0px; background-origin: initial; background-clip: initial" href="http://advocacy.globalvoicesonline.org/2011/10/30/brazil-1%C2%BA-encontro-mundial-de-blogueiros-first-world-bloggers-conference/" target="_blank"&gt;Jillian York&lt;/a&gt;, do Conselho de Administração do Global Voices, o encontro de Foz do Iguaçu “conseguiu reunir um grupo muito interessante de pessoas de toda a América Latina e do mundo, e deve ser felicitado”. Escutar pessoas provenientes do Egito e Arábia Saudita contarem suas experi~encias no enfretamento à censura, assistir o vídeo trazido pelo paquistanês Farhan Janjua, sobre a evolução das redes sociais em seu país, ou o de Jesse Freeston sobre a&lt;a style="padding-bottom: 0px; border-right-width: 0px; background-color: transparent; margin: 0px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; padding-right: 0px; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; color: rgb(203,101,0); font-size: 13px; vertical-align: baseline; border-left-width: 0px; text-decoration: none; padding-top: 0px; background-origin: initial; background-clip: initial" href="http://therealnews.com/t2/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=31&amp;amp;Itemid=74&amp;amp;jumival=7432" target="_blank"&gt;&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;repressão a jornalistas em Honduras&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;– onde morreram 15 pessoas por conta do golpe de Estado contra Manuel Zelaya – ajudou a completar uma visão plural do uso de novos meios. Em particular Freeston, de origem canadense, mas que viveu na América Central, abordou um conceito de “homo interneticus”, um termo empregado por alguns antropólogos para descrever as pessoas que já não encontram maneira de fazer algo fora da Internet, e frente a isso ele destacou o valor da palavra “ocupar”: “ocupar é uma palavra muito importante”, disse Freeston, a diferença do ciberativismo, como é impossível “cibercomer”, “ocupar” implica sair fisicamente à realidade. Sobre Occupy Wall Street, Andrés Conteris, do Democracy Now En Español, também deu um importante depoimento.&lt;/p&gt; &lt;div style="border-bottom: rgb(221,221,221) 1px solid; text-align: center; border-left: rgb(221,221,221) 1px solid; padding-bottom: 0px; widows: 2; text-transform: none; background-color: rgb(249,249,249); text-indent: 0px; margin: 10px auto; padding-left: 0px; outline-width: 0px; width: 359px; padding-right: 0px; display: block; font: 13px/19px arial, helvetica, sans-serif; white-space: normal; orphans: 2; letter-spacing: normal; color: rgb(0,0,0); vertical-align: baseline; border-top: rgb(221,221,221) 1px solid; border-right: rgb(221,221,221) 1px solid; word-spacing: 0px; padding-top: 4px; background-origin: initial; background-clip: initial; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px; border-top-left-radius: 3px 3px; border-top-right-radius: 3px 3px; border-bottom-right-radius: 3px 3px; border-bottom-left-radius: 3px 3px" id="attachment_85232" class="wp-caption aligncenter"&gt;&lt;a style="padding-bottom: 0px; border-right-width: 0px; background-color: transparent; margin: 0px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; padding-right: 0px; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; color: rgb(203,101,0); font-size: 13px; vertical-align: baseline; border-left-width: 0px; text-decoration: none; padding-top: 0px; background-origin: initial; background-clip: initial" href="http://www.baraodeitarare.org.br/noticias/sem-casualidades-em-foz-do-iguacu.html/attachment/conteris-2" rel="attachment wp-att-85232"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-bottom: 0px; background-color: transparent; margin: 0px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; padding-right: 0px; font-size: 13px; vertical-align: baseline; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px; background-origin: initial; background-clip: initial" class="size-large wp-image-85232" title="conteris" alt="" src="http://www.baraodeitarare.org.br/wp-content/uploads/2011/11/conteris-349x262.jpg" width="349" height="262"&gt;&lt;/a&gt; &lt;p style="padding-bottom: 5px; line-height: 17px; border-right-width: 0px; background-color: transparent; margin: 0px; padding-left: 4px; outline-width: 0px; padding-right: 4px; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; font-size: 11px; vertical-align: baseline; border-left-width: 0px; padding-top: 0px; background-origin: initial; background-clip: initial" class="wp-caption-text"&gt;Andrés Conteris, do Democracy Now, fala no Encontro Mundial de Blogueiros, à sua esquerda, Pascual Serrano. Foto: Manuel Henríquez Lagarde&lt;/p&gt;&lt;/div&gt; &lt;p style="padding-bottom: 0px; border-right-width: 0px; widows: 2; text-transform: none; background-color: rgb(249,249,249); text-indent: 0px; margin: 0px 0px 20px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; padding-right: 0px; font: 13px/19px arial, helvetica, sans-serif; white-space: normal; orphans: 2; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; letter-spacing: normal; color: rgb(0,0,0); vertical-align: baseline; border-left-width: 0px; word-spacing: 0px; padding-top: 0px; background-origin: initial; background-clip: initial; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px"&gt;Na mesma linha de Freeston,&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a style="padding-bottom: 0px; border-right-width: 0px; background-color: transparent; margin: 0px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; padding-right: 0px; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; color: rgb(203,101,0); font-size: 13px; vertical-align: baseline; border-left-width: 0px; text-decoration: none; padding-top: 0px; background-origin: initial; background-clip: initial" href="http://lapupilainsomne.wordpress.com/2011/10/29/la-llegada-de-internet-al-periodismo/" target="_blank"&gt;Pascual Serrano, do Rebelión&lt;/a&gt;, apontou com precisão, no painel sobre experiências na Europa e nos Estados Unidos: “se observarmos, as supostas revoluções apoiadas nas redes sociais não promoveram mudanças significativas na estrutura de poder, nem nos países árabes, nem na Europa ou Estados Unidos. São mudanças&amp;nbsp; “lampedusianas”, que se transforma algo para que tudo continue igual. Como disse o professor Ramón Reig, existe um êxtase cibernético de caráter místico no ocidente – eu adicionaria que também na América Latina –, que mitifica as redes e as novas tecnologias para encomendar, a elas, às revoluções”.&lt;/p&gt; &lt;div style="border-bottom: rgb(221,221,221) 1px solid; text-align: center; border-left: rgb(221,221,221) 1px solid; padding-bottom: 0px; widows: 2; text-transform: none; background-color: rgb(249,249,249); text-indent: 0px; margin: 10px auto; padding-left: 0px; outline-width: 0px; width: 206px; padding-right: 0px; display: block; font: 13px/19px arial, helvetica, sans-serif; white-space: normal; orphans: 2; letter-spacing: normal; color: rgb(0,0,0); vertical-align: baseline; border-top: rgb(221,221,221) 1px solid; border-right: rgb(221,221,221) 1px solid; word-spacing: 0px; padding-top: 4px; background-origin: initial; background-clip: initial; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px; border-top-left-radius: 3px 3px; border-top-right-radius: 3px 3px; border-bottom-right-radius: 3px 3px; border-bottom-left-radius: 3px 3px" id="attachment_85233" class="wp-caption aligncenter"&gt;&lt;a style="padding-bottom: 0px; border-right-width: 0px; background-color: transparent; margin: 0px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; padding-right: 0px; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; color: rgb(203,101,0); font-size: 13px; vertical-align: baseline; border-left-width: 0px; text-decoration: none; padding-top: 0px; background-origin: initial; background-clip: initial" href="http://www.baraodeitarare.org.br/noticias/sem-casualidades-em-foz-do-iguacu.html/attachment/preston" rel="attachment wp-att-85233"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-bottom: 0px; background-color: transparent; margin: 0px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; padding-right: 0px; font-size: 13px; vertical-align: baseline; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px; background-origin: initial; background-clip: initial" class="size-large wp-image-85233" title="preston" alt="" src="http://www.baraodeitarare.org.br/wp-content/uploads/2011/11/preston-196x262.jpg" width="196" height="262"&gt;&lt;/a&gt; &lt;p style="padding-bottom: 5px; line-height: 17px; border-right-width: 0px; background-color: transparent; margin: 0px; padding-left: 4px; outline-width: 0px; padding-right: 4px; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; font-size: 11px; vertical-align: baseline; border-left-width: 0px; padding-top: 0px; background-origin: initial; background-clip: initial" class="wp-caption-text"&gt;Jesse Freeston no Primeiro Encontro Mundial de Blogueiros. Foto: Sergio Bertoni&lt;/p&gt;&lt;/div&gt; &lt;p style="padding-bottom: 0px; border-right-width: 0px; widows: 2; text-transform: none; background-color: rgb(249,249,249); text-indent: 0px; margin: 0px 0px 20px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; padding-right: 0px; font: 13px/19px arial, helvetica, sans-serif; white-space: normal; orphans: 2; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; letter-spacing: normal; color: rgb(0,0,0); vertical-align: baseline; border-left-width: 0px; word-spacing: 0px; padding-top: 0px; background-origin: initial; background-clip: initial; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px"&gt;No painel sobre as experiências brasileiras, a democratização dos meios de comunicação ocupou um papel central. No fechamento do evento, Jesse Chacón, o ex-ministro das Comunicações na Venezuela, Damián Loreti, membro da comissão que redigiu a lei de meios de comunicação na Argentina, e Blanca Josales, secretária de Comunicação do Peru, abordaram as respectivas políticas de seus países nesse campo.&lt;/p&gt; &lt;p style="padding-bottom: 0px; border-right-width: 0px; widows: 2; text-transform: none; background-color: rgb(249,249,249); text-indent: 0px; margin: 0px 0px 20px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; padding-right: 0px; font: 13px/19px arial, helvetica, sans-serif; white-space: normal; orphans: 2; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; letter-spacing: normal; color: rgb(0,0,0); vertical-align: baseline; border-left-width: 0px; word-spacing: 0px; padding-top: 0px; background-origin: initial; background-clip: initial; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px"&gt;A&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a style="padding-bottom: 0px; border-right-width: 0px; background-color: transparent; margin: 0px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; padding-right: 0px; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; color: rgb(203,101,0); font-size: 13px; vertical-align: baseline; border-left-width: 0px; text-decoration: none; padding-top: 0px; background-origin: initial; background-clip: initial" href="http://lapupilainsomne.wordpress.com/2011/10/29/encuentro-mundial-de-blogueros-condena-bloqueo-a-cuba/" target="_blank"&gt;Carta de Foz do Iguaçu&lt;/a&gt;, aprovada no Encontro, além de condenar as ações dos Estados Unidos contra Cuba, para limitar seu acesso à Internet, coloca como a primeira das prioridades “a luta pela liberdade de expressão, que não se confunde com a liberdade propagada pelos monopólios midiáticos, que castram a pluralidade informativa”. Olho o livro de Morais sobre Os Cinco e leio na contracapa: “uma trama desbordante jamais revelada pela imprensa”, e penso que nada é casual neste mundo, onde – como reza o título de um bom livro –&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;em style="padding-bottom: 0px; border-right-width: 0px; background-color: transparent; margin: 0px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; padding-right: 0px; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; font-size: 13px; vertical-align: baseline; border-left-width: 0px; padding-top: 0px; background-origin: initial; background-clip: initial"&gt;o jornalismo é notícia&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt; &lt;p style="padding-bottom: 0px; border-right-width: 0px; widows: 2; text-transform: none; background-color: rgb(249,249,249); text-indent: 0px; margin: 0px 0px 20px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; padding-right: 0px; font: 13px/19px arial, helvetica, sans-serif; white-space: normal; orphans: 2; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; letter-spacing: normal; color: rgb(0,0,0); vertical-align: baseline; border-left-width: 0px; word-spacing: 0px; padding-top: 0px; background-origin: initial; background-clip: initial; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px"&gt;Publicado em&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a style="padding-bottom: 0px; border-right-width: 0px; background-color: transparent; margin: 0px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; padding-right: 0px; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; color: rgb(203,101,0); font-size: 13px; vertical-align: baseline; border-left-width: 0px; text-decoration: none; padding-top: 0px; background-origin: initial; background-clip: initial" href="http://lapupilainsomne.wordpress.com/2011/11/03/sin-casualidades-en-foz-de-iguazu-fotos/" target="_blank"&gt;&lt;em style="padding-bottom: 0px; border-right-width: 0px; background-color: transparent; margin: 0px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; padding-right: 0px; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; font-size: 13px; vertical-align: baseline; border-left-width: 0px; padding-top: 0px; background-origin: initial; background-clip: initial"&gt;La Pupila Insomne&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;e&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a style="padding-bottom: 0px; border-right-width: 0px; background-color: transparent; margin: 0px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; padding-right: 0px; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; color: rgb(203,101,0); font-size: 13px; vertical-align: baseline; border-left-width: 0px; text-decoration: none; padding-top: 0px; background-origin: initial; background-clip: initial" href="http://www.cubahora.cu/" target="_blank"&gt;&lt;em style="padding-bottom: 0px; border-right-width: 0px; background-color: transparent; margin: 0px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; padding-right: 0px; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; font-size: 13px; vertical-align: baseline; border-left-width: 0px; padding-top: 0px; background-origin: initial; background-clip: initial"&gt;CubAhora&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5369741705775344641-3711075973857169152?l=www.bocadigital.net' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.bocadigital.net/feeds/3711075973857169152/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.bocadigital.net/2011/11/encontro-mundial-de-blogueiros.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5369741705775344641/posts/default/3711075973857169152?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5369741705775344641/posts/default/3711075973857169152?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.bocadigital.net/2011/11/encontro-mundial-de-blogueiros.html" title="Encontro mundial de blogueiros" /><author><name>Beto Mafra</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="30" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-OP4nb6w0vfc/TdbA6NYDqOI/AAAAAAAAAZM/J3VMMPABXSM/s220/eu%2Bserio.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;DkMHQ38zfSp7ImA9WhdUGEs.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5369741705775344641.post-1551878240526676921</id><published>2011-10-05T13:29:00.004-03:00</published><updated>2011-10-05T22:27:12.185-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-10-05T22:27:12.185-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="manifestação popular" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="democracia" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="mídia" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="manipulação" /><title>A Democracia Esfaqueada</title><content type="html">Por Rafael Tomyama&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Farsa montada durante protesto de professores em greve ameaça estabilidade institucional no Ceará&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-nAc6jI0aqmc/ToyGgpBljII/AAAAAAAAAY8/l3zUDZgjuoo/s1600/professor.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 203px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-nAc6jI0aqmc/ToyGgpBljII/AAAAAAAAAY8/l3zUDZgjuoo/s320/professor.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5660046727024315522" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Durante manifestação de professores em luta no Ceará pela implantação do Piso Nacional da categoria em 29/9, um episódio chocou o país: o brutal espancamento de professores dentro do prédio da Assembleia Legislativa, enquanto os parlamentares no plenário votavam uma mensagem do Executivo que não atendia às suas reivindicações. Para tentar justificar o injustificável, o destacamento da Polícia Militar na Casa tentou montar uma fraude com ajuda da imprensa, agora desmascarada. O caso é tão grave que detona, de uma só vez, a credibilidade do governo, do parlamento e da velha mídia no Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia o artigo completo &lt;a href="http://www.bocadigital.net/p/pensamento-do-mes.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5369741705775344641-1551878240526676921?l=www.bocadigital.net' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.bocadigital.net/feeds/1551878240526676921/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.bocadigital.net/2011/10/democracia-esfaqueada.html#comment-form" title="3 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5369741705775344641/posts/default/1551878240526676921?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5369741705775344641/posts/default/1551878240526676921?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.bocadigital.net/2011/10/democracia-esfaqueada.html" title="A Democracia Esfaqueada" /><author><name>@rafaeltomyama</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18195802903194000697</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="23" src="http://4.bp.blogspot.com/_nu-JUvLuhS8/TTrOzUhuPOI/AAAAAAAAAQ8/8PxKygc-pIA/s220/olhos.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-nAc6jI0aqmc/ToyGgpBljII/AAAAAAAAAY8/l3zUDZgjuoo/s72-c/professor.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0MFR3s7eSp7ImA9WhdVGE0.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5369741705775344641.post-6119081937693473506</id><published>2011-09-23T16:14:00.001-03:00</published><updated>2011-09-23T16:16:56.501-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-09-23T16:16:56.501-03:00</app:edited><title>Como seria um "apartheid nordestino"?</title><content type="html">&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-k1i4RIvykJU/TnzYnmKLjWI/AAAAAAAAEdk/j4_MWu1pzBI/s1600/daviid_%2526_golias_cartoon.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 291px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5655633406840245602" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-k1i4RIvykJU/TnzYnmKLjWI/AAAAAAAAEdk/j4_MWu1pzBI/s400/daviid_%2526_golias_cartoon.jpg" /&gt; &lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Título original: “E se Golias Viesse?” (revisado)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Fernando Soares Campos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-mboYW5jXaZ0/TnzWlkLw9NI/AAAAAAAAEdc/4kzAxt4wvAQ/s1600/fernando%2Bfoto02.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 230px; FLOAT: left; HEIGHT: 172px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5655631172927026386" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-mboYW5jXaZ0/TnzWlkLw9NI/AAAAAAAAEdc/4kzAxt4wvAQ/s320/fernando%2Bfoto02.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;Li no site do Observatório da Imprensa nota intitulada "Hamas usa sósia de Mickey em campanha contra Israel ". Militantes do Hamas estariam usando uma réplica do ratinho símbolo da Walt Disney Company "para divulgar mensagens da dominação islâmica (sic) e da resistência armada para o público infantil em um programa da emissora de TV al-Aqsa chamado Pioneiros do Amanhã ". A imitação do Mickey se chama Farfour.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este foi o trecho da matéria que mais chamou a minha atenção:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O programa conta também com a participação de crianças, cantando hinos sobre a luta contra Israel – que há muito tempo vem reclamando que os canais palestinos incitam ódio ao povo israelense. David Baker, porta-voz do primeiro-ministro israelense Ehud Olmert, afirmou que `não há nada cômico sobre ensinar novas gerações de palestinos a odiar israelenses´. Mark Regev, porta-voz do ministério do Exterior, acusou os palestinos de não assumir o compromisso de parar de incitar ódio contra Israel. `As crianças aprendem que matar judeus é algo bom´, diz."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A contrapartida&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Em 2006 foram amplamente divulgadas na internet fotos de crianças israelenses escrevendo mensagens nos mísseis que seriam lançados contra as posições palestinas no Líbano. Crianças e adolescentes, usando batom e lápis de desenho, aparentemente descontraídas, escreviam mensagens nos petardos e conversavam com os soldados. Ao lado, seus pais acompanhavam a visita ao front, provavelmente orgulhosos de verem seus filhos se instruindo na arte da matar, indiferentes à dor que possam causar.&lt;br /&gt;Baseado naquelas fotos, acredito que qualquer porta-voz do Hamas poderia dizer que ali "as crianças aprendem que matar palestinos é algo bom". Pelo visto, crianças de ambos os lados são vítimas dos senhores do ódio e da intolerância, da ganância e da prepotência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A globalização do medo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Hoje, o conflito no Oriente Médio é tratado pela grande imprensa brasileira apenas através das notícias frias, relatando as atrocidades, porém geralmente transformando vítimas em culpados. Nota-se que os intelectuais e mesmo artistas, escritores e figuras notórias em geral evitam abordar o assunto em artigos de opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2003, para editar um documentário que estava produzindo para exibição no 3º Fórum Social Mundial, o cineasta-publicitário Kais Ismail solicitou apoio de uma universidade da Grande Porto Alegre, a qual lhe cedeu as instalações e equipamentos de uma ilha de edição. O documentário se intitularia "Palestina em lágrimas". Ao término do trabalho, Kais pediu autorização da universidade para inserir no vídeo um agradecimento à direção da instituição; esta, no entanto, respondeu que colaboraria, mas negou-se a aparecer como colaboradora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2004, Mohamad, brasileiro-palestino, 22 anos, primo-irmão do Kais Ismail, foi assassinado na Palestina com 30 tiros de M-16 (metralhadora americana), disparadas por sionistas estrangeiros que obedecem às ordens dos comandantes israelenses. Mohamad foi agredido de tal forma que o seu braço esquerdo foi decepado a tiros. Kais foi entrevistado por uma emissora de televisão brasileira. A primeira pergunta do entrevistador foi: "O seu primo era terrorista?", ao que o entrevistado respondeu: "O meu primo, certamente, não era um garoto que corria a varrer as ruas para que os tanques de guerra passassem e arrasassem tudo, pelo contrário, o que ele fazia, era tentar barrar estes tanques e defender sua família, desde criança, atirando pedras."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O publicitário Kais ainda nos informa: "No último programa do Fantástico (Rede Globo) do mês de novembro de 2004, foi exibida uma matéria que, como num passe de mágica, fez com que toda a imprensa não tocasse mais no assunto e curiosamente procurei agora, há pouco, no site do Fantástico a matéria do dia 28.11.2004 e não encontrei nada". Sumiu! Escafedeu-se!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Já imaginou uma "Faixa do Piauí"?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Aqui neste Brasil de todo mundo, a maior miscigenação do Planeta, a gente fica indignado com o que fazem com as populações pobres, que, nos grandes centros urbanos, são empurradas para os morros e alagados, onde se aglomeram em favelas que não oferecem as mínimas condições de habitabilidade. São ambientes insalubres, onde falta de tudo: segurança pública, escolas, postos de saúde, áreas de lazer e até mesmo acesso independente às residências. Também acompanhamos as marchas dos sem-terra, forçando a barra para ocupar latifúndios improdutivos, apesar de formados por terras férteis, com muita água e estradas para o escoamento das produções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já ouvi muita gente do povo perguntando sobre a guerra no Oriente Médio, pessoas que dizem não entender como é que se briga tanto por uma terra que, em grande parte, não passa de desertos aparentemente inóspitos. O nosso povo é assim mesmo, está acostumado a "ver" a fartura de terras produtivas em nosso país, mesmo que verdadeiramente concentrada nas mãos de poucos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda bem que o nosso movimento dos sem-terra e sem-teto não é formado por poderosos fascistas apoiados pelo poder global dos EUA e UE. Imaginemos que esse poder resolvesse fundar em terras brasileiras um estado para algum dos seus povos protegidos. Então, baseados na Carta de Pero Vaz de Caminha, ou mesmo no Tratado de Tordesilhas, reivindicasse, por exemplo, o Nordeste Brasileiro para fazer tal assentamento e fundação do novo estado. A primeira providência, creio, seria criar a "Faixa do Piauí", onde seria concentrado o povo autóctone, romeiro do Padre Cícero e devoto de Frei Damião. Duvidam que isso possa um dia vir a acontecer?! Pois não duvidem! Lá na Palestina tem um povo encurralado vivendo nessas condições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como seria o "apartheid nordestino"?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá no Oriente Médio a cidade de Belém, sede da Natividade, é hoje uma cidade sitiada e, a mau exemplo da fronteira dos EUA com o México, cercada de muros de oito metros de altura. Aqui, eles cercariam a cidade de Juazeiro do Norte, a "meca nordestina", onde os romeiros reverenciam o Padim Ciço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Israel instituiu quatro tipos de carteiras de identidade para palestinos: os de Ghazaa não podem sair da Faixa, os da Cisjordânia não podem vir a Jerusalém, os de Israel não podem entrar nos Territórios Palestinos Ocupados e os do Vale do Jordão também não podem sair dessa área para visitar as demais regiões. Nesse caso, o apartheid nordestino seria mais ou menos nos seguintes moldes: cabeça-chata do Sertão não poderia visitar o Agreste nem a Zona da Mata, exceto na época do corte de cana; empregados domésticos em Recife, para se dirigirem ao trabalho, seriam obrigados a usar os velhos túneis que os holandeses construíram durante a ocupação, no século XVII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para manter o terror, caças F-16 Fighting Falcon, toda noite, sobrevoariam a "Faixa do Piauí", roncando suas turbinas, lembrando o desfile de tanques do tipo Merkava Mk 3 durante o dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quero que todos saibam que nós, nordestinos, somos muito bons no uso de estilingue. E pedra é o que não falta lá no Piauí. Além disso, religioso como nosso povo é, tá assim de Davi no Nordeste!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo sim, pelo não, estão avisados!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://assazatroz.blogspot.com/"&gt;Agência Assaz Atroz&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;PressAA&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5369741705775344641-6119081937693473506?l=www.bocadigital.net' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.bocadigital.net/feeds/6119081937693473506/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.bocadigital.net/2011/09/como-seria-um-apartheid-nordestino.html#comment-form" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5369741705775344641/posts/default/6119081937693473506?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5369741705775344641/posts/default/6119081937693473506?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.bocadigital.net/2011/09/como-seria-um-apartheid-nordestino.html" title="Como seria um &quot;apartheid nordestino&quot;?" /><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-k1i4RIvykJU/TnzYnmKLjWI/AAAAAAAAEdk/j4_MWu1pzBI/s72-c/daviid_%2526_golias_cartoon.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;AkUFQH45fCp7ImA9WhdVFkw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5369741705775344641.post-3031173880070003623</id><published>2011-09-21T12:14:00.002-03:00</published><updated>2011-09-21T12:16:51.024-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-09-21T12:16:51.024-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ONU" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="esquerda" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="PT" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="democracia" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="política" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Assembléia Geral" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Governo" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Dilma" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="discurso" /><title>Discurso histórico: Dilma na ONU</title><content type="html">&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/fnDreVbha3Y?rel=0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
fonte: &lt;a href="http://blog.planalto.gov.br/ao-vivo-abertura-do-debate-geral-da-66%C2%AA-assembleia-geral-da-onu/"&gt;Blog do Planalto&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5369741705775344641-3031173880070003623?l=www.bocadigital.net' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.bocadigital.net/feeds/3031173880070003623/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.bocadigital.net/2011/09/discurso-historico-dilma-na-onu.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5369741705775344641/posts/default/3031173880070003623?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5369741705775344641/posts/default/3031173880070003623?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.bocadigital.net/2011/09/discurso-historico-dilma-na-onu.html" title="Discurso histórico: Dilma na ONU" /><author><name>Beto Mafra</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="30" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-OP4nb6w0vfc/TdbA6NYDqOI/AAAAAAAAAZM/J3VMMPABXSM/s220/eu%2Bserio.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://img.youtube.com/vi/fnDreVbha3Y/default.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;DkYDRn86eCp7ImA9WhdVFUs.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5369741705775344641.post-1982589059966160806</id><published>2011-09-20T21:13:00.002-03:00</published><updated>2011-09-20T21:16:17.110-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-09-20T21:16:17.110-03:00</app:edited><title>Criminalização da internet interessa a quem?</title><content type="html">&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;A Norton fala que 80% dos usuários de internet no Brasil foram vitima de cibercrimes, eu digo, afirmo e provo que este número é um gigantesco equivoco. Na prática em 2010 apenas 0,13% dos usuários de Internet no Brasil foram vitimas de cibercrimes, como apresentei em minha palestra na Câmara dos Deputados no último dia 24/08.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/SvR_K9q6BLg?rel=0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
João Carlos Caribé&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5369741705775344641-1982589059966160806?l=www.bocadigital.net' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.bocadigital.net/feeds/1982589059966160806/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.bocadigital.net/2011/09/criminalizacao-da-internet-interessa.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5369741705775344641/posts/default/1982589059966160806?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5369741705775344641/posts/default/1982589059966160806?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.bocadigital.net/2011/09/criminalizacao-da-internet-interessa.html" title="Criminalização da internet interessa a quem?" /><author><name>Beto Mafra</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="30" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-OP4nb6w0vfc/TdbA6NYDqOI/AAAAAAAAAZM/J3VMMPABXSM/s220/eu%2Bserio.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://img.youtube.com/vi/SvR_K9q6BLg/default.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;DkIFQXc_cSp7ImA9WhdVFE0.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5369741705775344641.post-6133932123606841611</id><published>2011-09-19T00:52:00.000-03:00</published><updated>2011-09-19T00:55:10.949-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-09-19T00:55:10.949-03:00</app:edited><title>Quebra da Neutralidade coloca em risco a inovação</title><content type="html">&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #373737; font-family: 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 15px; font-weight: 300; line-height: 24px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; font-family: inherit; font-size: 15px; font-style: inherit; margin-bottom: 1.625em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; vertical-align: baseline;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #373737; font-family: 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 15px; font-weight: 300; line-height: 24px;"&gt;&lt;a href="http://forumdainternet.cgi.br/wp-content/uploads/2011/09/network-traffic-analisys.jpg" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; color: #1982d1; font-family: inherit; font-size: 15px; font-style: inherit; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;img alt="" class="alignnone size-full wp-image-740" height="224" src="http://forumdainternet.cgi.br/wp-content/uploads/2011/09/network-traffic-analisys.jpg" style="border-bottom-color: rgb(221, 221, 221); border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; border-color: initial; border-left-color: rgb(221, 221, 221); border-left-style: solid; border-left-width: 1px; border-right-color: rgb(221, 221, 221); border-right-style: solid; border-right-width: 1px; border-style: initial; border-top-color: rgb(221, 221, 221); border-top-style: solid; border-top-width: 1px; height: auto; margin-top: 0.4em; max-width: 97.5%; padding-bottom: 6px; padding-left: 6px; padding-right: 6px; padding-top: 6px; width: auto;" title="network traffic analisys" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sérgio Amadeu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #373737; font-family: 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 15px; font-weight: 300; line-height: 24px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #373737; font-family: 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 15px; font-weight: 300; line-height: 24px;"&gt;As operadoras de telecom, segmentos da Anatel e diversos grupos retrógrados têm interesse direto em flexibilizar a ideia de neutralidade da rede. Em termos gerais, neutralidade é o princípio de funcionamento da Internet que impede que o controlador da infraestrutura física da rede tenha poder de definição sobre o tráfego de informações. Dito de outro modo, quem controla os cabos por onde passam os fluxos de informação não deve interferir nos pacotes de dados, nem bloquear aplicações ou barrar, sem ordem judicial, seu trânsito. Os controladores das redes físicas devem ser neutros em relação às camadas lógicas da Internet.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; font-size: 15px; font-style: inherit; margin-bottom: 1.625em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; vertical-align: baseline;"&gt;
&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #373737; font-family: 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, sans-serif; font-weight: 300; line-height: 24px;"&gt;Ao permitir que as empresas de telecom possam filtrar o tráfego, priorizar aplicações ou fazer acordos comerciais que privilegiem o fluxo de informações de quem realizou acordos comerciais específicos com as mesmas, estaremos abrindo espaço para transformar a Internet em uma grande rede de TV a cabo. Além disso, estaremos definitivamnete substituindo a cultura de liberdade que imperou até hoje na rede pela cultura da permissão. Todo novo protocolo ou aplicação poderá ser bloqueado pelas Operadoras de Telecom com o argumento de que não faz parte de sua política de tráfego. Será impossível inventar um protocolo sem ter as Teles como sócias ou, no mínimo, sem a sua autorização.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; font-family: inherit; font-size: 15px; font-style: inherit; margin-bottom: 1.625em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; vertical-align: baseline;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #373737; font-family: 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 15px; font-weight: 300; line-height: 24px;"&gt;Por isso, temos que definir claramente o que é neutralidade no Marco Civil da internet no Brasil. Precisamos retirar da proposta que o governo enviou ao Parlamento qualquer possibilidade de a Anatel regulamentar o que venha ser a neutralidade da rede. O poder econômico e econômico das teles precisa ser controlado sob pena de mudarmos completamente a dinâmica da Internet, de reduzirmos as possibilidades de livre criação e invenção, bem como, de submetermos a diversidade cultural aos seus interesses comerciais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; font-family: inherit; font-size: 15px; font-style: inherit; margin-bottom: 1.625em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; vertical-align: baseline;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #373737; font-family: 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 15px; font-weight: 300; line-height: 24px;"&gt;Sérgio Amadeu é integrante do CGI - Comitê Gestor da Internet no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; font-family: inherit; font-size: 15px; font-style: inherit; margin-bottom: 1.625em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; vertical-align: baseline;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #373737; font-family: 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 15px; font-weight: 300; line-height: 24px;"&gt;&lt;a href="http://forumdainternet.cgi.br/?p=739"&gt;http://forumdainternet.cgi.br/?p=739&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5369741705775344641-6133932123606841611?l=www.bocadigital.net' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.bocadigital.net/feeds/6133932123606841611/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.bocadigital.net/2011/09/quebra-da-neutralidade-coloca-em-risco.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5369741705775344641/posts/default/6133932123606841611?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5369741705775344641/posts/default/6133932123606841611?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.bocadigital.net/2011/09/quebra-da-neutralidade-coloca-em-risco.html" title="Quebra da Neutralidade coloca em risco a inovação" /><author><name>Beto Mafra</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="30" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-OP4nb6w0vfc/TdbA6NYDqOI/AAAAAAAAAZM/J3VMMPABXSM/s220/eu%2Bserio.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;DkUFSX47fyp7ImA9WhdVEk4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5369741705775344641.post-9214793018279320621</id><published>2011-09-16T19:15:00.001-03:00</published><updated>2011-09-17T01:36:58.007-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-09-17T01:36:58.007-03:00</app:edited><title>Os 50 da Praça da Liberdade</title><content type="html">Hoje os professores da rede pública mineira completam 101 dias de greve, que exige do governador do Estado de Minas Gerais, sr. Antônio Anastasia, o cumprimento da lei que estabelece o piso nacional de salário para os educadores.&lt;br /&gt;
Camiseta e sacola foram confeccionadas para serem vendidas e gerar algum alívio para quem está sem trabalho, sem salário, sem pagar as contas, sem alimento em casa.&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-Upi73KYFqpU/TnPKP7L2RxI/AAAAAAAAAq0/NrWxdgeWSkk/s1600-h/Photo-1385%25255B2%25255D.jpg"&gt;&lt;img alt="Photo-1385" border="0" height="184" src="http://lh3.ggpht.com/-q64uiNbS9Ig/TnPKQVjyh1I/AAAAAAAAAq4/wp7ec5SumEs/Photo-1385_thumb.jpg?imgmax=800" style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline;" title="Photo-1385" width="244" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
Durante a assembléia do dia 15/09, que atravessou a noite e decidiu pela continuidade da greve e manifestação durante a solenidade de inauguração do relógio que contará as horas para a Copa do Mundo de Futebol de 2014, alguns professores decidiram se manifestar contra a falta de espaço de negociação, acorrentando-se na frente do Palácio da Liberdade, antigo endereço do poder estadual desde a fundação da cidade até que se construísse o Centro Administrativo.&lt;br /&gt;
A praça estava sendo preparada para a solenidade de inauguração do “Relógio da Copa”, com a presença do governador e possivelmente, a Presidenta Dilma Rousseff, em visita a BH para fechar contratos e promover encontros de trabalho para obras viárias.&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-d6LliR2i3uQ/TnPKRMbbZDI/AAAAAAAAAq8/FFEnIHzYGng/s1600-h/Photo-1349%25255B2%25255D.jpg"&gt;&lt;img alt="Photo-1349" border="0" height="184" src="http://lh3.ggpht.com/-IOLs2D6EiQU/TnPKRpaVEAI/AAAAAAAAArA/qnPSAbs8uHo/Photo-1349_thumb.jpg?imgmax=800" style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline;" title="Photo-1349" width="244" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
Os professores levaram seu próprio relógio, que marcava os dias de tentativa de abrir espaços de negociação.&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-XqDq9v1YKy8/TnPKSLYIfVI/AAAAAAAAArE/ygPifrWbSMs/s1600-h/Photo-1358%25255B2%25255D.jpg"&gt;&lt;img alt="Photo-1358" border="0" height="184" src="http://lh3.ggpht.com/-EOvGctQC1UU/TnPKSi79OrI/AAAAAAAAArI/gKUNcfv-OGM/Photo-1358_thumb.jpg?imgmax=800" style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline;" title="Photo-1358" width="244" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-waC_yVja_a4/TnPKT0Jdk_I/AAAAAAAAArM/ZEmE925MqE8/s1600-h/Photo-1352%25255B2%25255D.jpg"&gt;&lt;img alt="Photo-1352" border="0" height="184" src="http://lh4.ggpht.com/-SZj7MvXFQjw/TnPKUcpHF-I/AAAAAAAAArQ/iec2KZv1pBE/Photo-1352_thumb.jpg?imgmax=800" style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline;" title="Photo-1352" width="244" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/dB529zL31ag?hl=pt&amp;amp;fs=1" width="425"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;
Por volta de 10h da manhã chegam dois ônibus da Polícia Militar com a tropa de choque.&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-57YhW5RcyyU/TnPKU6dCQEI/AAAAAAAAArU/R7gXG06kfzg/s1600-h/Photo-1364%25255B2%25255D.jpg"&gt;&lt;img alt="Photo-1364" border="0" height="184" src="http://lh4.ggpht.com/--8OuSCDymdw/TnPKVVKDaaI/AAAAAAAAArY/6sz_SyTehbU/Photo-1364_thumb.jpg?imgmax=800" style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline;" title="Photo-1364" width="244" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-DvecJzkXxGk/TnPKWD7dRiI/AAAAAAAAArc/IYNTSCitubw/s1600-h/Photo-1366%25255B2%25255D.jpg"&gt;&lt;img alt="Photo-1366" border="0" height="184" src="http://lh4.ggpht.com/-k80ICyzWmVs/TnPKWqk6SKI/AAAAAAAAArg/PiWOQAWM1YU/Photo-1366_thumb.jpg?imgmax=800" style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline;" title="Photo-1366" width="244" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-a3DELoc3nNA/TnPKXeQFz3I/AAAAAAAAArk/TIiBQNSbl-s/s1600-h/Photo-1367%25255B2%25255D.jpg"&gt;&lt;img alt="Photo-1367" border="0" height="184" src="http://lh6.ggpht.com/-ekgf1eBgbKE/TnPKXzD_kGI/AAAAAAAAAro/3xdTjlGXh5k/Photo-1367_thumb.jpg?imgmax=800" style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline;" title="Photo-1367" width="244" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
Cinquenta policiais armados, protegidos por escudos e armaduras, portando pistolas 9mm, cassetetes de madeira e escopetas com balas de borracha, além de bombas de gás lacrimogêneo e de pimenta.&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-YzZQZuq5AKo/TnPKYddERbI/AAAAAAAAArs/bmO30f5JJE4/s1600-h/Photo-1374%25255B2%25255D.jpg"&gt;&lt;img alt="Photo-1374" border="0" height="184" src="http://lh4.ggpht.com/-erhC5xQ2RsE/TnPKY_5N5RI/AAAAAAAAArw/be6_gFhSDFc/Photo-1374_thumb.jpg?imgmax=800" style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline;" title="Photo-1374" width="244" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
Todo o aparato bélico da polícia contra cinquenta professores desarmados, cansados, acorrentados.&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/--AlZon2h17A/TnPKZZ7yOpI/AAAAAAAAAr0/BAu9KsXuGxc/s1600-h/Photo-1384%25255B2%25255D.jpg"&gt;&lt;img alt="Photo-1384" border="0" height="184" src="http://lh3.ggpht.com/-T3bFqUNFleU/TnPKZ_ZA-fI/AAAAAAAAAr4/UW7KbsrTYn8/Photo-1384_thumb.jpg?imgmax=800" style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline;" title="Photo-1384" width="244" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
À partir desse momento, toda a praça foi fechada num perímetro de 50 metros. O local onde ficaram os manifestantes foi sitiado, sem acesso a banheiro, água ou alimento.&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-y8QqECDepVI/TnPKaQKmO1I/AAAAAAAAAr8/PMyw76QU6K4/s1600-h/Photo-1401%25255B2%25255D.jpg"&gt;&lt;img alt="Photo-1401" border="0" height="184" src="http://lh6.ggpht.com/-dMNEJsQZsDs/TnPKa4W7JbI/AAAAAAAAAsA/1v91LjLla4M/Photo-1401_thumb.jpg?imgmax=800" style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline;" title="Photo-1401" width="244" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
O pai de uma aluna leu uma carta em apoio à greve, relatando as dificuldades de toda a população para ter direito à uma educação universalizada, gratuita e de qualidade. &lt;br /&gt;
O texto do cartaz portado pela aluna é: “Ninguém é autodidata. Não existe futuro sem educação. EE Renato Azeredo”. Renato Azeredo é o pai do deputado federal Eduardo Azeredo, Eduardo é tucano, autor da lei do #AI5-Digital. &lt;br /&gt;
&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-ZZnD3YdJMIs/TnPKbgoewvI/AAAAAAAAAsE/6sxDjKtFXzY/s1600-h/Photo-1389%25255B2%25255D.jpg"&gt;&lt;img alt="Photo-1389" border="0" height="184" src="http://lh6.ggpht.com/-gr7Qps-mTyQ/TnPKcPvScqI/AAAAAAAAAsI/tSKyY4Zhoe8/Photo-1389_thumb.jpg?imgmax=800" style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline;" title="Photo-1389" width="244" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
Os professores, sem se intimidar em nenhum momento, mantiveram suas faixas ao alto, cantando as palavras de ordem.&lt;br /&gt;
“Ô Anastasia, que papelão. Tem dinheiro para a Copa mas não tem para a Educação!”&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-mUd-fiNAdzQ/TnPKcvd-H7I/AAAAAAAAAsM/18xyF5gOYyo/s1600-h/Photo-1371%25255B2%25255D.jpg"&gt;&lt;img alt="Photo-1371" border="0" height="184" src="http://lh6.ggpht.com/-APXORD4yyJU/TnPKdF0CbuI/AAAAAAAAAsQ/vIXtOa9udos/Photo-1371_thumb.jpg?imgmax=800" style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline;" title="Photo-1371" width="244" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
Quem tinha números de telefone de políticos e lideranças dos movimentos sociais começou a ligar, pedindo apoio para os manifestantes diante da ameaça de agressão policial determinada pelo governo. Quem respondeu mais rápido foi o deputado estadual Rogério Correia, que, mesmo na comitiva da Presidenta Dilma, compareceu para dar apoio e buscar a negociação com o responsável pela segurança para evitar confronto.&lt;br /&gt;
Diante da visibilidade conquistada, negativa em excesso para o governo, a tropa de choque foi retirada aos poucos até que todos se foram, restando apenas duas viaturas na porta do Palácio… da Liberdade.&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-PKUtAPXJu1M/TnPKd7ROtCI/AAAAAAAAAsU/xQWtzZUWzq0/s1600-h/Photo-1406%25255B2%25255D.jpg"&gt;&lt;img alt="Photo-1406" border="0" height="184" src="http://lh4.ggpht.com/-mpiHP-CgULM/TnPKeScvSEI/AAAAAAAAAsY/86aAfpaY2mU/Photo-1406_thumb.jpg?imgmax=800" style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline;" title="Photo-1406" width="244" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
As respostas do movimento social vieram: os metroviários, em campanha pelo metrô, chegaram com suas bandeiras e palavras de ordem.&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-NrACUmGGvoY/TnPKfDLKYaI/AAAAAAAAAsc/gwvJjbvwcfU/s1600-h/Photo-1402%25255B2%25255D.jpg"&gt;&lt;img alt="Photo-1402" border="0" height="184" src="http://lh4.ggpht.com/-1pmRIfkAGVo/TnPKfk1qsbI/AAAAAAAAAsg/3ydQMUlqYBw/Photo-1402_thumb.jpg?imgmax=800" style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline;" title="Photo-1402" width="244" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-MzT7wMtthvQ/TnPKgKQrkZI/AAAAAAAAAsk/Z2VNu17BNJ0/s1600-h/Photo-1405%25255B2%25255D.jpg"&gt;&lt;img alt="Photo-1405" border="0" height="184" src="http://lh3.ggpht.com/-Zre0zCL5A3E/TnPKg7PQPCI/AAAAAAAAAso/b0xBiNLWBDU/Photo-1405_thumb.jpg?imgmax=800" style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline;" title="Photo-1405" width="244" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
A polícia, entretanto, não permitiu a entrada dos companheiros e ainda expulsou da praça, o carro de som dos metroviários, gerando nova tensão.&lt;br /&gt;
&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/JCzWBvW1PeA?hl=pt&amp;amp;fs=1" width="425"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;
Várias ligações foram feitas, uma delas da vereadora Neusinha Santos, prestando solidariedade total aos grevistas e questionando a gestão tucana no estado.&lt;br /&gt;
Este relato tem a intenção de incentivar a todos na retomada para o poder real, o da população trabalhadora organizada em busca da conquista de seus direitos.&lt;br /&gt;
Desde sempre o mundo capitalista só “concedeu” direitos aos trabalhadores diante da sua mobilização determinada e objetiva.&lt;br /&gt;
#100diasDeGREVE&lt;br /&gt;
#PagueoPisoAnastasia&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Adendo:&lt;br /&gt;
Colhido no FaceBook&lt;br /&gt;
http://tinyurl.com/6eleam4&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="uiHeader uiHeaderBottomBorder mbm" style="border-bottom-color: rgb(170, 170, 170); border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0.5em;"&gt;
&lt;div class="clearfix uiHeaderTop" style="zoom: 1;"&gt;
&lt;div&gt;
&lt;h2 class="uiHeaderTitle" style="color: #1c2a47; font-size: 16px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
Oh, MINAS GERAIS... achei q a Ditadura não voltava JAMAIS&lt;/h2&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16px;"&gt;Logo eu, q trabalho com o audiovisual e com as mídias digitais, HOJE não consegui filmar NADA.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16px;"&gt;Eu tremia ao ver a PM abrindo fogo contra pessoas completamente indefesas... Tentei filmar os professores, uma grande parte já ultrapassando os 50 anos, empunhando seu grito por respeito ao som do irônico "OH MINAS GERAIS" do Tizumba. A música tentando tapar a voz dos trabalhadores enquanto anunciavam 3 MILHÕES pra Copa do Mundo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16px;"&gt;A Praça da Liberdade com grades e policiamento pesado, quando de repente, uma ordem vinda de não sei onde, parece ter dito: soltem bala neles. E foi o que aconteceu. Muita gente machucada... era uma manifestação da família, da escola, de todos nós... E os bares da redondeza lotados da nata indiferente. E no coreto, adolescentes completamenta alienados gritando Galo. E eu ali no meio, com um misto de medo e uma vergonha danada de morar em Minas Gerais, um lugar onde a DITADURA come solta e ninguém vê. E quem pode ver e FALAR, continua cantando, como se nada tivesse acontecendo. E pessoas, há menos de 10 metros dali, sendo empurradas pela cavalaria, pelas balas de borracha, pela coerção.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16px;"&gt;Eu poderia chegar em casa, ligar a TV e assistir alguma coisa.... mas hj não. Hj não consigo nem dormir direito. Estou sem acreditar até agora que em plena época da informação instantânea os mineiros saquem seus celulares pra filmar os fogos de artifício estrategicamente pocados no momento de maior agressão ao movimento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16px;"&gt;Não consigo entender como a sociedade mineira pode achar que isso é um movimento isolado, dos professores apenas, e continue vendo os cidadãos sendo agredidos no escuro, calados com bordoadas, comprados por uma mídia duvidosa enquanto se limitam a reclamar de um trânsito já caótico por mil outros motivos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16px;"&gt;Eu tenho medo da Ditadura. Não posso ficar calada... Eu já me formei, não tenho filhos, não conheço ninguém da classe que estava alí, não sou militante de nada. Sou apenas uma pessoa que não acredita até agora no que acabou de presenciar na Praça da suposta Liberdade e o que vem presenciando nessas Minas Gerais, sob esse governo ditador... Oh Minas Gerais, o que eu vi hj REALMENTE não esqueço JAMAIS... #FORAANASTASIA #FORALACERDA&amp;nbsp; #FORADITADURA&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="uiHeader uiHeaderBottomBorder mbm" style="border-bottom-color: rgb(170, 170, 170); border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0.5em;"&gt;
&lt;div class="clearfix" style="zoom: 1;"&gt;
&lt;div class="mbs uiHeaderSubTitle lfloat fsm fwn fcg" style="color: grey; float: left; font-size: 11px; margin-bottom: 5px;"&gt;
por&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.facebook.com/marcela.bueno" style="color: #3b5998; cursor: pointer; text-decoration: none;"&gt;Marcela Bueno&lt;/a&gt;, sexta, 16 de setembro de 2011 às 21:06&lt;/div&gt;
&lt;div class="mbs uiHeaderSubTitle lfloat fsm fwn fcg" style="color: grey; float: left; font-size: 11px; margin-bottom: 5px;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="mbs uiHeaderSubTitle lfloat fsm fwn fcg" style="color: grey; float: left; font-size: 11px; margin-bottom: 5px;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5369741705775344641-9214793018279320621?l=www.bocadigital.net' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.bocadigital.net/feeds/9214793018279320621/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.bocadigital.net/2011/09/os-50-da-praca-da-liberdade.html#comment-form" title="3 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5369741705775344641/posts/default/9214793018279320621?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5369741705775344641/posts/default/9214793018279320621?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.bocadigital.net/2011/09/os-50-da-praca-da-liberdade.html" title="Os 50 da Praça da Liberdade" /><author><name>Beto Mafra</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="30" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-OP4nb6w0vfc/TdbA6NYDqOI/AAAAAAAAAZM/J3VMMPABXSM/s220/eu%2Bserio.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh3.ggpht.com/-q64uiNbS9Ig/TnPKQVjyh1I/AAAAAAAAAq4/wp7ec5SumEs/s72-c/Photo-1385_thumb.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEEBQX44eCp7ImA9WhdWF0s.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5369741705775344641.post-6327097270877975923</id><published>2011-09-11T14:34:00.001-03:00</published><updated>2011-09-11T14:37:30.030-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-09-11T14:37:30.030-03:00</app:edited><title>Allende renascido no Chile, tributo a sua memória</title><content type="html">&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://assazatroz.blogspot.com/"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 285px; DISPLAY: block; HEIGHT: 274px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5651148562962426578" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-s-bwy8bQtpc/TmzprUxVqtI/AAAAAAAAEZ8/Zn9j_0KZDQw/s400/allende.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://assazatroz.blogspot.com/"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 48px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5651149959241677650" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-CTE78zxjtoU/Tmzq8mUQO1I/AAAAAAAAEaE/XP0p0M64RN0/s320/PDA.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Santiago do Chile, 10 set (Prensa Latina) Forças da esquerda chilena, organizações sociais e artistas renderão hoje homenagem ao ex-presidente Salvador Allende com um ato central no coração de Santiago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob rótulo "Allende mais vivo do que nunca", foi convocada pelo Movimento Amplo Allendista a cerimônia de tributo ao ex-mandatário na praça da Constituição desta cidade, na qual participarão destacados grupos musicais chilenos como Legua York e Los Rockers, além de cantores populares, poetas e atores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queremos dar uma projeção muito forte de homenagem a Allende, não ao Allende do passado, senão ao que renasce todos os dias nas mobilizações de um Chile novo que luta para emergir graças às novas gerações, destacou o presidente do Partido do Socialismo Allendista, Esteban Silva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso chamamos à comemoração "Allende mais vivo do que nunca", dimensionou o dirigente allendista, quem realçou o legado do líder da Unidade Popular e sua vigência no Chile que se projeta hoje ante o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas das demandas que se levantam hoje de diferentes setores da sociedade são afins com o pensamento e o modelo que impulsionou Allende, fundamentou Silva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentou como seu ideário tem uma vigência enorme que sai à luz quando se exige educação pública de qualidade e se chama a uma Assembléia Constituinte para regular o papel da lógica empresarial mais concentradora e redistribuir a riqueza de Chile.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como parte da homenagem ao ex-presidente e aos milhares de torturados, mortos e desaparecidos durante a ditadura, os chilenos se dispõem também amanhã a participar na marcha tradicional da cada 11 de setembro até o Cemitério Geral, peregrinação que desta vez se presume terá um alto poder de convocação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os comunistas chilenos "as palavras que há 38 anos pronunciou Salvador Allende, no meio do bombardeio ao La Moneda, atingem na atualidade plena vigência: "voltarão outros homens a abrir as largas alamedas por onde passe o homem livre do amanhã".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiam a ver à gente às ruas, ponham ouvido atento: já este Chile não é o mesmo de ontem, assegura o jornal El Siglo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas mãos e nos cantos de milhares de chilenos, e em primeiro lugar de sua juventude, sustenta a publicação, está o porvir. Graças a eles, a sua consciência e a sua capacidade de acender com sua decisão as certezas e esperanças de todo um país, Salvador Allende não terá morrido em vão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;( Domingo, 11 de septiembre de 2011 ) &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;PressAA&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5369741705775344641-6327097270877975923?l=www.bocadigital.net' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.bocadigital.net/feeds/6327097270877975923/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.bocadigital.net/2011/09/blog-post.html#comment-form" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5369741705775344641/posts/default/6327097270877975923?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5369741705775344641/posts/default/6327097270877975923?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.bocadigital.net/2011/09/blog-post.html" title="Allende renascido no Chile, tributo a sua memória" /><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-s-bwy8bQtpc/TmzprUxVqtI/AAAAAAAAEZ8/Zn9j_0KZDQw/s72-c/allende.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUcHSXs4eSp7ImA9WhdWFks.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5369741705775344641.post-3743446683559796648</id><published>2011-09-10T10:55:00.001-03:00</published><updated>2011-09-10T10:57:18.531-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-09-10T10:57:18.531-03:00</app:edited><title>A pergunta que não pode calar...</title><content type="html">.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-4-iCWjrAXeY/TmtomC4fo0I/AAAAAAAAEZ0/vf59lPyve5g/s1600/bushandhitlerquotes.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 305px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5650725160284562242" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-4-iCWjrAXeY/TmtomC4fo0I/AAAAAAAAEZ0/vf59lPyve5g/s400/bushandhitlerquotes.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rui Martins &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-c7r303pmHPg/Tmtk4jxQuOI/AAAAAAAAEZs/YE9nA_Uz_s8/s1600/Rui%2BMartins-1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 119px; FLOAT: left; HEIGHT: 154px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5650721080303728866" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-c7r303pmHPg/Tmtk4jxQuOI/AAAAAAAAEZs/YE9nA_Uz_s8/s320/Rui%2BMartins-1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Quem derrubou as torres em NY?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Berna (Suiça) - No 11 de setembro de 2001, ainda na CBN, eu comentava ao vivo diante de minha televisão, aqui em Berna, na Suíça, o ataque às torres gêmeas com Heródoto Barbeiro, em São Paulo, e Sidney Rezende, no Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco antes, estava terminando de almoçar e ouvia a rádio francesa Europa 1. Nessa época, ouvir os noticiários pelo rádio fazia parte da minha rotina diária, para garantir entradas imediatas na CBN, no caso de acontecimentos políticos, acidentes, atentados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim que ouvi as primeiras notícias transmitidas num flash, dando conta de que um avião, ao que parecia desviado da rota, entrara num edifício de Nova Iorque. Logo depois, o correspondente nos EUA entrou ao vivo e fui correndo ligar a televisão quando ele anunciou que um outro avião entrara na segunda Torre Gêmea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era algo inacreditável, aquela fumaça de querosene em dois edifícios simbolos da força americana. Heródoto, comedido como sempre, não se aventurava a falar em atentado, queria primeiro esperar a confirmação. Eu e Sidney (não sei se a CBN guardou a gravação do programa) não tínhamos dúvida. E me lembro ter afirmado que, fazia alguns dias, um líder islamita prometera atentados nos EUA. Mas não me vinha o nome completo daquele que acabaria se tornando o pesadelo dos americanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É alguma coisa como Ossuma. E Sidney Rezendo completou – é Ossuma Ben Laden. Alguns dias depois, a direção da CBN decidiu que a pronúncia certa seria Ossuma Bin Laden.&lt;br /&gt;De repente, enquanto cada um ia fazendo seus comentários, ocorreu a queda das torres como numa implosão de velhos edifícios. E, ali, pronunciei o seguinte comentário, diante do que me parecia óbvio - « mas pelo visto, além de terem entrado nas torres com os aviões, eles tinham minado antes os prédios com explosivos colocados nos andares ».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos dias seguintes, fiquei com a impressão de ter dado um fora, porque nenhuma autoridade americana falou na hipótese dos explosivos, e me contentei com a versão oficial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, algum tempo depois, li alguns depoimentos levantando estranhas hipóteses, pelas quais os atentados teriam de certa forma sido ajudados, dando-lhes uma dimensão ainda maior. Ignorei, mesmo porque sei da tendência dos americanos de verem em tudo um complô ou mentiras, como é a história da ida do homem à Lua e mesmo do vôo do Gagarin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, hoje, dez anos depois, tem muita gente séria levantando dúvidas, geralmente engenheiros que entendem de resistência de material ao fogo e altas temperaturas. Assim, dizem que o querosene saído dos aviões queima a uma temperatura de 850 graus centígrados, mas que o metal das torres podia suportar calor de 1.250 graus, antes de fundir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como onde tem fumaça, há certamente fogo, nessa história de complô para derrubar as Torres Gêmeas, o melhor, para evitar o risco de abuso por esquerdistas ou antiamericanos, seria esperar surgir alguém não político. Ora, justamente, existe um, suíço, professor de História na Universidade de Basiléia. Seu nome Daniele Ganser. Ele diz ter ficado com a pulga atrás da orelha, três anos depois, em 2004, ao ler o relatório oficial da Comissão de Inquérito sobre esses atentados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ler o calhamaço de mais de 500 páginas, Ganser não se convenceu, achou falhas, e muitos argumentos destinados a reforçar os ataques ao Iraque, Afganistão, ao islamismo e ao Eixo do Mal apontado pelo cristão Bush. Três mil mortos de um lado, centenas de milhares do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ganser ficou também impressionado pelo fato da torre 7, do World Trade Center, a WCT7, não constar do documento, embora tivesse caído como um castelo de cartas no fim da tarde do 11 de setembro, e o mais estranho, sem ter sido tocada pelos aviões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse esquecimento da WTC7 não foi só do inquérito, muitas pessoas acham terem sido só duas, as Torres Gêmeas, as que foram ao chão. Se já era estranho as gêmeas terem desmoronado, mais estranho é o fato de um prédio de 43 andares ruir, sem ter sido incendiado e sem ter sido atingido por aviões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hugo Bachman, professor de material numa universidade de Zurique acredita que, a maneira pela qual caíram de maneira imediata todos os andares dos prédios, só tem uma explicação – a queda dos prédios foi controlada por explosivos, como se costuma fazer, e se vê na televisão, com os prédios antigos implodidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, o professor de economia Marc Chesney, da Universidade de Zurique, revela ter havido um jogo na bolsa de valores, um dia antes dos atentados, envolvendo as ações das companhias United Airlines e American Airlines, cujos aviões foram sequestrados, e que representaram milhões ou bilhões de dólares, coisa nunca investigada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece também terem sido informados, a tempo, tanto o governo como a CIA, sobre a preparação dos atentados, por que, então, não foram inteceptados os terroristas antes de colocarem em prática o aprendido nas escolas de pilotagem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta a pergunta, no caso desses indícios provarem ter havido ajuda aos terroristas para completar seus atentados, sobre quem teria tomado essas iniciativas. Se o objetivo era provocar guerras, uma coisa ficou provada – a intervenção no Afganistão e a guerra contra o Iraque beneficiaram amplamente as indústrias de armamentos, porém tiveram efeito boomerangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os EUA de hoje com crise econômica e dólares em baixa acabaram sendo também vítimas da guerra contra o "Eixo do Mal", decretada por Bush, pelas enormes despesas representadas. Serão necessários ainda alguns anos para se saber com certeza se houve um complô paralelo no 11 de setembro de 2001, cujo objetivo era criar condições junto à população dos EUA para guerras contra os islamitas, transformados em representantes do Mal, e poder se apossar do petróleo do Iraque. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rui Martins&lt;/strong&gt; *Ex-correspondente do Estadão e da CBN, após exílio na França. Autor do livro “O Dinheiro Sujo da Corrupção”, criou os Brasileirinhos Apátridas e propõe o Estado dos Emigrantes. Vive na Suíça, colabora com os jornais portugueses Público e Expresso, é colunista do site &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.diretodaredacao.com/"&gt;Direto da Redação&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;. Colabora com o &lt;a href="http://correiodobrasil.com.br/uma-decada-depois-e-o-11-9-desperta-cada-vez-mais-desconfianca-na-opiniao-publica-mundial/294742/"&gt;&lt;strong&gt;Correio do Brasil&lt;/strong&gt; &lt;/a&gt;e com esta nossa &lt;a href="http://assazatroz.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;Agência Assaz Atroz.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;___________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;PressAA&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5369741705775344641-3743446683559796648?l=www.bocadigital.net' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.bocadigital.net/feeds/3743446683559796648/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.bocadigital.net/2011/09/pergunta-que-nao-pode-calar.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5369741705775344641/posts/default/3743446683559796648?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5369741705775344641/posts/default/3743446683559796648?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.bocadigital.net/2011/09/pergunta-que-nao-pode-calar.html" title="A pergunta que não pode calar..." /><author><name>Assaz Atroz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://1.bp.blogspot.com/_p3DFlceiyyg/Sj-6i3eActI/AAAAAAAAAOE/YKkdvRCe5rc/S220/fernando+foto02.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-4-iCWjrAXeY/TmtomC4fo0I/AAAAAAAAEZ0/vf59lPyve5g/s72-c/bushandhitlerquotes.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry></feed>

