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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" xmlns:creativeCommons="http://backend.userland.com/creativeCommonsRssModule" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-37839837</atom:id><lastBuildDate>Fri, 09 Mar 2012 20:43:59 +0000</lastBuildDate><category>formato mínimo</category><category>saudade em preto e branco;</category><category>[sobre]nomes;</category><category>plural</category><category>do outro lado;</category><category>dia a dia lado a lado;</category><category>sobre amor e outras drogas;</category><category>postagem coletiva</category><category>armas químicas e poemas;</category><category>vida doce</category><category>foto mental;</category><category>silêncios emprestados</category><category>as cartas que eu não mando;</category><category>mais do mesmo</category><category>é preciso dar vazão aos sentimentos;</category><category>3ª do plural</category><category>poisé</category><category>prontocontei;</category><title>Palavras e Silêncio</title><description /><link>http://bonequinhadeseda.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (MF.)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>479</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://feeds.feedburner.com/bonequinhadeseda" /><feedburner:info uri="bonequinhadeseda" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><creativeCommons:license>http://creativecommons.org/licenses/by-nd/2.5/</creativeCommons:license><image><link>http://creativecommons.org/licenses/by-nd/2.5/</link><url>http://creativecommons.org/images/public/somerights20.gif</url><title>Some Rights Reserved</title></image><feedburner:emailServiceId>bonequinhadeseda</feedburner:emailServiceId><feedburner:feedburnerHostname>http://feedburner.google.com</feedburner:feedburnerHostname><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-37839837.post-832229713180667359</guid><pubDate>Thu, 08 Mar 2012 23:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-03-08T23:12:19.247-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">armas químicas e poemas;</category><title>fresta de cortina</title><description>Dia ou noite. Tanto fazia.&lt;br /&gt;
Ali sempre soprava uma brisa tímida, dançando tango com as cortinas.&lt;br /&gt;
Noite ou dia. Tanto fazia.&lt;br /&gt;
Ele pulava da cama com os pés descalços e se arrastava ao cheiro de vida que, por alguma fresta, fugia.&lt;br /&gt;
Era cheiro de riso, de infância, de criança na rua. Era cheiro de estrelas, de noite sem lua, de amor sem pudor.&lt;br /&gt;
Cheiro de lágrima contida, cheiro de peito doído, cheiro de preguiça, de sono, de sonho. De morte.&lt;br /&gt;
Tudo vindo dali, das cortinas que dançavam na brisa.&lt;br /&gt;
Dia ou noite. Tanto fazia.&lt;br /&gt;
As cortinas lhe acariciavam a face e, com as mãos tremidas, ele as punha de lado.&lt;br /&gt;
Respirava o som da vida dormida.&lt;br /&gt;
Toda noite, todo dia.&lt;br /&gt;
Não sabia.&lt;br /&gt;
Dali, imaginava as cores.&lt;br /&gt;
Um céu amarelo, um sol de café, uma nuvem de estrelas.&lt;br /&gt;
Sentia o sorriso inocente, o cheiro da chuva,&lt;br /&gt;
Ouvia a bola rolando, o cristal se quebrando, bocas silenciando.&lt;br /&gt;
Tudo vindo daquela janela&lt;br /&gt;
Que ele, cego, não via.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37839837-832229713180667359?l=bonequinhadeseda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/bonequinhadeseda/~4/vFnolTx8URQ" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/bonequinhadeseda/~3/vFnolTx8URQ/dia-ou-noite.html</link><author>noreply@blogger.com (MF.)</author><thr:total>5</thr:total><feedburner:origLink>http://bonequinhadeseda.blogspot.com/2012/03/dia-ou-noite.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-37839837.post-6300852209547031823</guid><pubDate>Wed, 07 Mar 2012 22:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-03-07T19:30:40.948-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">é preciso dar vazão aos sentimentos;</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">poisé</category><title>acasos.</title><description>Eu vejo as letras salvas, nuns e-mails tão antigos e deixo as palavras me inundarem inteira. Achei que havia perdido tudo de bonito que fora escrito, tudo de bonito que fora dito, tudo de simples que fora contado e me vi, não só recordando, como sabendo o tom, o toque, o cheiro, a cor, que jurava ter deixado escapar também. Tava tudo ali, salvo com datas antigas, impregnados de querer bem, de palavras sinceras e – pudera! – tão doloridas. Não que fossem. Mas que são. E perdida naquelas linhas, encontrei um “meu eu” tão cheio de audácia, de ousadia e diferente que me peguei perguntando onde é que foi que me perdi e, tanto pensar, concluo que não sou eu quem me acomodo e te saliento que nunca gostei – agora sei – de comodismo. As pessoas que se acomodam e me anulam, o mundo é que se transforma em rotina e estou fadada à me embriagar dela, pois não tem viva alma em volta capaz de sacudir a poeira e ir por caminhos contrários. E eu não vou percorrer tais caminhos sozinha, porque é sempre bom uma (boa) dose de companhia. Sei lá. Deixo ir segundo a maré, mesmo não gostando da velocidade que a maré me leva – nem aonde ela vai me largar... Não que seja de todo ruim o ritmo, o balanço. Não é. Mas é raso demais, fraco demais. Acalma, mas enjoa. Torna-se cansativo e monótono ver a mesma rotina por todo lugar, saber das reações – prever as reações. Eu queria mais e senti saudade minha, de quem eu sei que poderia ser se não fosse todo esse marasmo. “Sacode”, irias me dizer. “muda, age, fale”. Eu sei que vai parecer mesquinharia o que eu vou te responder e não que eu espere tudo em troca sempre, mas é que fazer sozinha cansa. Remar sozinha cansa. Ok, ok. Sei que tenho – devo – fazer minha parte, mas pra quê? Pra continuar tudo como sempre é? Melhor não. Vou sendo assim, como a rotina quer, tentando me encaixar de alguma maneira. Se der certo, ótimo. Se não der.... vou continuar a esperar?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37839837-6300852209547031823?l=bonequinhadeseda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/bonequinhadeseda/~4/9Oq2dOMYa2c" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/bonequinhadeseda/~3/9Oq2dOMYa2c/acasos.html</link><author>noreply@blogger.com (MF.)</author><thr:total>5</thr:total><feedburner:origLink>http://bonequinhadeseda.blogspot.com/2012/03/acasos.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-37839837.post-2249053558178059456</guid><pubDate>Tue, 06 Mar 2012 16:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-03-06T17:54:39.032-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">é preciso dar vazão aos sentimentos;</category><title>máscaras</title><description>Não gosto de pessoas que fingem ser o que não são pra conseguir o que não querem. Convenhamos, se alguém te quer, mas quer de verdade, não faz joguinhos, caras e bocas pra te ter por uma noite, por um momento, por uns dias. Se quiser, de verdade, a pessoa é o que é, quer você goste - e espera mesmo que goste - quer não. Senão, qual o propósito, afinal? Fazer-se de conta pra depois cansar de atuar, deixar cair máscaras e ir matando o encanto? Podem me dizer o que for, que é normal minimizar o encanto, o desejo, as trocas de olhares. Eu não concordo e não concordo e ponto! Eu sei o que é sentir borboletas no estômago por meses a fio e não tinha rotina que expulsava o frio da barriga. Eu sei o que é pensar e repensar mil maneiras de surpreender pra agradar e sei qual é a expectativa de não saber o que encontrar, o que esperar, o que virá do amanhã. E eu sei que é bom e que não tem fórmulas pra isso. E nem trabalho, afirmo. É fácil e eu sinto falta. Então eu não sou dessas pessoas que fingem ser o que não são, eu sou desse jeito meio sem sal, meio com pimenta. Se não gostar, não adianta, a receita vai ser sempre a mesma. Sou isso e pronto  Se não há certeza agora, não vai ter certeza depois, porque não vai mudar. Eu não vou mudar. Amadurecer, certeza, mas o resto não vai mudar... Então, porquê é que muda? Porquê é que desencanta? Alguém foi o que não é, o que não seria, o que não vai ser? Vai ser culpa da rotina? Quem é que se apega a rotina e deixa que a rotina se apegue? Se entrega, culpa os dias, culpa as horas em excesso, não sabe se dividir. Mata-se o "amor" pouco a pouco. Morre-se um pouco também. Definha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37839837-2249053558178059456?l=bonequinhadeseda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/bonequinhadeseda/~4/l7gmfIoC89Q" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/bonequinhadeseda/~3/l7gmfIoC89Q/mascaras.html</link><author>noreply@blogger.com (MF.)</author><thr:total>6</thr:total><feedburner:origLink>http://bonequinhadeseda.blogspot.com/2012/03/mascaras.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-37839837.post-2227475919020985773</guid><pubDate>Tue, 06 Mar 2012 00:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-03-05T21:51:50.146-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">vida doce</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">mais do mesmo</category><title>"bobiças"</title><description>Perdoa as lágrimas que escorrem mansas. É que às vezes eu sou meio boba, sabe? Tudo bem, às vezes não... Sempre. Sempre. É, sempre. Tem alguém dentro de mim que não amadurece nunca e uma parte do meu ser gosta – e muito – de comédias românticas, amores impossíveis, novelas mexicanas. Eu sou daquelas que chora. E estava lendo um livro meio bobo, meio não, bem daqueles que eu a-do-ro por demais da conta. Tinha um casal, lógico. E mais alguma coisa que me envolvia, sei lá porquê, de alguma maneira naquelas linhas redigidas em ordem cronológica, com vocabulário fácil e enredo nada demais, mas tudo de bom, sabe? No desenrolar das frases, das falas, dos encontros e desencontros, fui me envolvendo de tal maneira, que acrescentei mais dois na minha lista de personagens favoritos, mesmo continuando não ter nada demais naqueles dois, mesmo continuando não ter nada demais naquele livro que narra a vida de uma pessoa, quase como uma biografia esquisita. Então, fui lendo. E lendo. E, subitamente, o autor termina o livro na metade dele, me deixando tola, com um rio escorrendo no rosto e uma incredulidade estampada na cara. Eu folheei com pressa as páginas que seguiam, pra ver se aquilo era aquilo mesmo, e suspirei derrotada ao constatar que sim e que haveria mais 128 páginas de lágrimas e tristezas e “isso não podia ter acontecido”. Dá raiva sabe moço? Desses livros de finais improváveis e é justamente isso que eu amo tanto neles. Tal como os filmes, garoto, eu gosto de ler coisas que me arranquem lágrimas. Acho mais verossímil essas linhas gordas de dor, mesmo com toda piada embutida. Patético, certo? Inclui aí na lista, mais uma das muitas coisas malucas: Oi, ‘to querendo um livro novo... Tem algum de chorar? Ri-dí-cu-lo. E só não entro em detalhes, revelando que esses livros que choro, eu releio e choro de novo, porque seria meio vergonhoso, meio masoquista. Infantil. É. Tem um lado meu que não cresce nunca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37839837-2227475919020985773?l=bonequinhadeseda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/bonequinhadeseda/~4/ubmXGO5c2GU" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/bonequinhadeseda/~3/ubmXGO5c2GU/bobicas.html</link><author>noreply@blogger.com (MF.)</author><thr:total>6</thr:total><feedburner:origLink>http://bonequinhadeseda.blogspot.com/2012/03/bobicas.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-37839837.post-3302599179191849715</guid><pubDate>Sun, 15 Jan 2012 19:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-15T17:42:47.873-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">é preciso dar vazão aos sentimentos;</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">sobre amor e outras drogas;</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">prontocontei;</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">mais do mesmo</category><title>blá blá blá</title><description>Eu ando dando voltas, ensaiando enredos, tirando os dois pés do chão como se assim fosse possível recolorir a mesmice da rotina. E é. E, assim sendo, peço toda noite que isso não se perca e me esforço para isso não se perder. Não sei se foi a joaninha verde que pousou em mim, ou se foi a borboleta branca que vi voar da janela ou se foi o grilo escandaloso que me assustou numa noite quente de verão, mas o fato é que tudo ficou tão tranqüilo, tão sereno, tão em paz e tão cheio de riso e de sorte que, caramba! ‘tá fácil, entende? Acordo querendo ficar abraçada no travesseiro e o vento frio vem se esgueirando por entre a veneziana fechada, fazendo carinho no rosto como quem diz: “tentação, menina. Estou aqui pra te fazer querer ficar na cama”. Então o despertador toca, pela quarta vez, “Hear me now”, na versão de Boyce Avenue e eu resmungo um “ok, ok, ok”, jogando os travesseiros no chão e arrumando a cama – cheia de vontade de desarrumar outra vez.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, apesar de, sorrio. Não há vestígios do mau-humor e, por Deus!, que não haja mais vestígios, farelo nenhum, nenhunzinho sequer. Saio cheia de preguiça até a mesa do café-da-manhã e me enrolo por lá o quanto dá. Até que o relógio, com seu ponteiro branco gigante, me cutuca e desespera: "acelera, bebê". Saio aos tropeços, mas sem esquecer de olhar, uma última vez, no espelho e ligar o som na estação favorita pra sorrir sozinha enquanto risco o asfalto, correndo contra o tique-taque das horas. Isso de registrar ponto é cansativo, vou lhe dizer... e olhe que é só a primeira semana. Entretanto, esse cansaço é bom, o dia desenrola depressa e logo estou de volta, enchendo a barriga com porcarias e vendo episódio atrás de episódio de Criminal Minds, mas sem esquecer de abrir espaço pros semanais de Grey's Anatomy e The Walking Dead (sim eu assisto e já aproveito pra acrescentar que em abril retorna Game Of Thrones, pra alegria geral da nação).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Insano, me parece. Narro em poucas linhas minha rotina, quase como um diário de bordo — que não interessa ninguém, vamos concordar. Então eu fico pensando o que é mesmo que eu queria dizer quando comecei a rabiscar qualquer coisa de qualquer jeito, entender esses pés e cabeça nas nuvens... Entender não, explicar. E agora fico procurando um sentido nesse querer explicar, de querer dizer porquê os pés altos, coração sambando e caminhos estranhos... Acho que sei sem saber, entende? Deve ser o verão que mexe com meus miolos cozidos debaixo do sol. Ou deve mesmo ser o verão, com as suas cores muitas, festas tão família e férias curtas, mas bem aproveitadas. É. Acho que foram mesmo as férias, esse hiato entre o conhecido e o novo. Então abracei aquele que conheço bem e deixei fluir sem estresses. Ok. Talvez um ou dois desentendimentos bobos, mas tão de minuto que, puf, esqueci.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se quer saber, no fundo eu nem queria dizer coisa alguma. Vai ver, só falhei ao tentar escrever este. Ou seria “mais este”? É, não é o primeiro. Tampouco será o último, eu sei. Por mais que esteja fada a escrever linhas inconclusivas, ladainhas sem sentido, rotinas desinteressantes, não resisto a recomeçar de novo. Não sei... tem algo aqui dentro que pulsa, que transborda ansiedade e que tem a necessidade de vomitar aquilo que acumula na ponta dos dedos. Seja através de qualquer teclado escroto ou de caneta de cor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No fundo, no fundinho mesmo, acho que rabisco pra tentar sentir por fora. Pra ler os sentimentos que reflito no espelho, pra entender essa saudade que dá todo fim do dia, quando um tchau é dado sem beijos e quando a noite é solitária, numa cama de solteiro. Companhia só do barulho tímido do ar-condicionado, depois dos muitos sustos e mordidas de lábios, enquanto devoro algum novo episódio de Criminal, desejando que o Spencer apareça mais do que qualquer outro personagem (yes, baby. Eu a-do-ro aquele garotinho inteligente). Então é isso. Sau-da-de.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Das férias, da companhia vinte e quatro horas, da despreocupação, do andar sem olhar as horas, de acordar sorrindo por ter sol e mais um dia de praia; ou acordar sorrindo por ter chuva e ficar na cama até a preguiça desalojar de vez. Acho que me apaixonei de novo nesses quinze dias de presença perpétua e danço um tanto boba nessa rotina cheia de preocupações e responsabilidades. Talvez essas palavras desconexas sejam só pra firmar que, apesar da rotina, da presença, do trabalho, vai tudo muito bem, obrigada. Talvez essas frases sejam só pra tatuar na memória que nada ruim dura pra sempre e que sempre terei meios de tentar contornar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Que seja.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37839837-3302599179191849715?l=bonequinhadeseda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/bonequinhadeseda/~4/esNJ7kAxHwU" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/bonequinhadeseda/~3/esNJ7kAxHwU/bla-bla-bla.html</link><author>noreply@blogger.com (MF.)</author><thr:total>8</thr:total><feedburner:origLink>http://bonequinhadeseda.blogspot.com/2012/01/bla-bla-bla.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-37839837.post-5434282129839956155</guid><pubDate>Thu, 22 Dec 2011 15:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-22T13:00:47.581-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">prontocontei;</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">mais do mesmo</category><title>clichês.</title><description>Venho pensando, com certa freqüência, em tudo que queria ter feito em 2011 e não fiz e nas promessas de tudo que quero fazer no ano que vem, mas nada me vem à cabeça. O ano começou bagunçado, na vida, na rotina e no coração. Vivia gorda de borboletas no estômago, cada página virada era uma aventura diferente. Teve passeio de barco pirata, vôo de parapente (que prometo que ano que vem farei de novo), champanhe em noite fria na beirada da praia, gastrite corroendo enquanto o TCC não ficava pronto. Teve apresentação, orgulhando pai, mãe e à mim mesma, com choro bobo depois de feito, o alivio gritando no peito e um sorriso bordado no rosto. Foi fácil ser feliz, apesar de. É, digo apesar de, porque teve muitos “dês”.E agora o ano está minguando, pronto pra recomeçar. E ano que vem tem emprego novo e tem tanta coisa que pode ser nova que não arrisco a fazer planos... Pra dois mil e doze, eu quero é leveza. Quero muito que tudo seja leve, que tenham mais viagens – ainda que seja pra ir à esquina comprar sorvete. Que tudo seja uma aventura, que tudo venha com intensidade, venha com gosto de surpresa, com emoção tatuada na memória. E se nada for muito demais, eu parafraseio uma frase do Camelo, pro meu desejo do ano que está quase chegando: &lt;i&gt;Paz, eu quero paz&lt;/i&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37839837-5434282129839956155?l=bonequinhadeseda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/bonequinhadeseda/~4/jyslg9wiLc8" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/bonequinhadeseda/~3/jyslg9wiLc8/cliches.html</link><author>noreply@blogger.com (MF.)</author><thr:total>15</thr:total><feedburner:origLink>http://bonequinhadeseda.blogspot.com/2011/12/cliches.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-37839837.post-3901109818502172640</guid><pubDate>Wed, 14 Dec 2011 23:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-14T21:51:34.834-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">é preciso dar vazão aos sentimentos;</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">mais do mesmo</category><title>Livros demais.</title><description>O problema, garoto, é que já li livros demais. Mergulhei em milhares de linhas recheadas de contos de fadas, de amores impossíveis, de aventuras infinitas, de sonhos acalcáveis, de suspiros, de lágrimas torrenciais. Eu li casos impossíveis, vi quem amava sem ser correspondido e comia as páginas torcendo para que o fim do personagem fosse aquele que todo leitor quer, mas que o autor judia. Vi gente caminhando de mãos dadas, mesmo o destino querendo impedir. Li vampiros românticos, amor vencendo a diferença de idades, amor juvenil, infantil e inocente. Chorei debaixo das cobertas, com o celular ligado pra ler as frases que borravam à medida que os olhos enchiam e sorri depois, por ser tão boba. E depois, mais boba ainda, voltava a ler o mesmo velho livro e me via chorando nas mesmas conhecidas partes e, irrisoriamente, desejando um final diferente. Mais feliz. Sei lá, garoto. Eu tenho em mim imagens de lugares que nunca pisei e saudade de pessoas que nunca vi, mas que conheci o mais íntimo, os segredos, os medos, os desejos, tudo ali, impressos num pedaço de papel que – caramba! – como tenho ciúmes. De todas as folhas, de todos os capítulos, de todo ponto final. Final, garoto. Infelizmente, todo livro tem um final. Todo personagem termina no final, mesmo ficando pra sempre aqui do lado de dentro, seja na memória, seja no peito. Sabia? Tem personagem que amo, como a Rudy – o menino de cabelo cor de limão – o Ed Kennedy, o Mensageiro azarado de carisma imenso e três bruxinhos que cresceram junto comigo. Então, garoto, não venha me dizer que contos de fadas não existem, porque eu já li livros demais. E quando se lê livros demais a realidade difunde na ficção e os sonhos se misturam com o que vi ao vivo e o que vi lendo e tudo vira saudade: do que li, do que fui quando li e do que quero ser quando ler de novo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37839837-3901109818502172640?l=bonequinhadeseda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/bonequinhadeseda/~4/IZtS7bWCZcI" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/bonequinhadeseda/~3/IZtS7bWCZcI/livros-demais.html</link><author>noreply@blogger.com (MF.)</author><thr:total>9</thr:total><feedburner:origLink>http://bonequinhadeseda.blogspot.com/2011/12/livros-demais.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-37839837.post-5343851518028639252</guid><pubDate>Wed, 30 Nov 2011 23:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-30T21:19:05.915-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">é preciso dar vazão aos sentimentos;</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">mais do mesmo</category><title>Menos.</title><description>Eu gosto é de detalhes, de surpresas, de gente que observa. Sou daquelas que muito pensa e pouco fala, e quando fala, fala, fala, fala, mas sem dizer nada – deixo tudo subentendido nas entrelinhas. Acontece o mesmo, mas mais explícito, quando escrevo e, se quer saber, eu prefiro mil vezes escrever. Desisti de por em prática falar, como uma vez me disseram: você tem que falar o que sente, MF, ninguém é obrigado a ficar adivinhando. Ok. Eu tentei, juro que tentei. Mas não adianta, não mais. Desacreditei na eficácia, talvez... E agora vejo a vida passar, a rotina se infiltrar pelas beiradas sem nada de novo. Nadinha. Nem um frio na barriga sequer, nem um desafio qualquer nem nada digno de por estrelas nos olhos e alvoroçar borboletas cá dentro. Acho que nesse vício de engolir palavras, acabei matando uma a uma, por falta de espaço pra voar... Falta mais leveza, mais ação, menos pensar. Mais noites sem dormir, mais seriados, mais filmes, mais lutas antigas e receitas impossíveis de recriar. Mais silêncio. É isso! Falta o silêncio que não é incômodo, a rede balançando perto do mar, o café recém coado, flor arrancada do chão, bilhete grudado no espelho. Falta um canto pra se esconder. Eu tenho querido tanto me esconder, só por uns dias, pra ver se me refaço e volto inteira e se perguntares o que foi que quebrou ou que parte de mim perdi, já adianto: não sei. Como, porque, aonde. Não sei... ‘tá é faltando chacoalhar pra ver se volta tudo pro lugar. Tirar a poeira da adrenalina, guardar o tédio no armário, sair sem ter hora nem lugar pra voltar, sem saber o que esperar e sorrir, suspirar e surpreender com o que tem na linha do horizonte, ali onde o céu se fantasia de mar. Falta é mais pores de sóis, mais rima, mais detalhes escondidos nos lençóis. Falta menos imaginação e mais verbo. Menos preocupação e mais toque, mais incertezas, mais insegurança, mais adrenalina, mais ovos no chão e nenhuma zona de conforto. Falta deixar o pensamento na soleira da porta e SENTIR. Só ir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37839837-5343851518028639252?l=bonequinhadeseda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/bonequinhadeseda/~4/Xi1uTerM00k" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/bonequinhadeseda/~3/Xi1uTerM00k/menos.html</link><author>noreply@blogger.com (MF.)</author><thr:total>8</thr:total><feedburner:origLink>http://bonequinhadeseda.blogspot.com/2011/11/menos.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-37839837.post-7845617983599401128</guid><pubDate>Tue, 29 Nov 2011 00:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-29T20:49:03.091-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">sobre amor e outras drogas;</category><title>Mais.</title><description>Não permita que a gente se perca no marasmo da rotina, no convívio de todo dia. Não deixe que minha cara amassada te impeça de brincar, de sorrir e de incomodar, ainda que isso me arranque uma boa dose de mau humor antes da risada histérica, da gargalhada boa. Me faz sentir dor na barriga de tanto rir, brinque de me sufocar, de guerra de travesseiro, me descabele e me aninhe com força. Me prenda nos teus braços e, por mais que eu lute pra sair, não me deixe ir. Segura. Aperta. Queira perto. Queira mais perto. Queira dentro. Me esconde do mundo no teu peito, sussurra palavras no meu cabelo que deixem meu ego no céu, ainda que por segundos, para que eu suporte o mundo, a rotina, a cobrança da vida. Faça-me acreditar que sou tão boa quanto tu diz que sou, que eu sou capaz de abraçar o mundo e ser gigante nesse mar de gente. E quando eu tiver triste, volta a bagunçar meus cabelos, volta a brincar de me irritar até que a irritação vá embora pela janela e a gente fique a se amar, esperando a preguiça impregnar nas madrugadas de domingo. E recomeçamos.&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37839837-7845617983599401128?l=bonequinhadeseda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/bonequinhadeseda/~4/ZlZnl8L42OA" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/bonequinhadeseda/~3/ZlZnl8L42OA/mais.html</link><author>noreply@blogger.com (MF.)</author><thr:total>10</thr:total><feedburner:origLink>http://bonequinhadeseda.blogspot.com/2011/11/mais.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-37839837.post-5313564268417250539</guid><pubDate>Wed, 09 Nov 2011 01:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-08T23:15:29.448-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">saudade em preto e branco;</category><title>daquele jeito</title><description>&lt;object height="40" width="250"&gt;&lt;param name="movie" value="http://grooveshark.com/songWidget.swf" /&gt;&lt;param name="wmode" value="window" /&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always" /&gt;&lt;param name="flashvars" value="hostname=cowbell.grooveshark.com&amp;songIDs=23170594&amp;style=metal&amp;p=0" /&gt;&lt;embed src="http://grooveshark.com/songWidget.swf" type="application/x-shockwave-flash" width="250" height="40" flashvars="hostname=cowbell.grooveshark.com&amp;songIDs=23170594&amp;style=metal&amp;p=0" allowScriptAccess="always" wmode="window" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje eu lembrei de você, com aquele meu jeito de chuva. Fiquei revirando umas fotos velhas, de um sorriso que congelou no tempo. Você tinha rosto de alma boa, de gente que se quer por perto. Você tinha sorriso de calor, olhos que diziam muito e uma voz que arranhava qualquer interior desprevenido, desatento. Eu não me cansava de te ouvir cantar e não cansava de te fazer ouvir. Senti falta, não te fazer ouvir, pois ainda converso. Seja com a música que toca lenta na playlist ou com as paredes brancas ou com o teto. Peguei mania. Triste mania de conversar olhando pro alto, como se pudesse te encontrar em algumas fendas desse forro de tinta velha. É sempre noite, é sempre escuro quando. E, se muita sorte, tem um teto de céu sobre a minha cabeça e eu te procuro ao lado daquela estrela miúda. E deixo chover nessa imensidão que é minha saudade e te recordo perto. É jeito meu de te fazer viver, mesmo que seja só aqui dentro. Eu senti falta foi da voz, de te ouvir contar sobre a tua vida, sobre as bandas preferidas. Daí que lembrei de uma música do Pearl Jam que você dedilhava sem cantar e deixei a música inundar aqui dentro e transbordar o lado de fora. Amanhã tem show. E eu vou ouvir ao vivo e te lembrar e te querer do lado. E vou sentir tua presença e vou me permitir chorar, como se não houvesse platéia. E, naquele minúsculo momento, naquela pausa do tempo, não haverá.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;A distant time, a distant space&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;That's where we're living&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37839837-5313564268417250539?l=bonequinhadeseda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/bonequinhadeseda/~4/wCDF00O9ZRE" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/bonequinhadeseda/~3/wCDF00O9ZRE/daquele-jeito.html</link><author>noreply@blogger.com (MF.)</author><thr:total>14</thr:total><feedburner:origLink>http://bonequinhadeseda.blogspot.com/2011/11/daquele-jeito.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-37839837.post-5984269199604864657</guid><pubDate>Wed, 26 Oct 2011 21:12:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-10-26T19:12:48.715-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">sobre amor e outras drogas;</category><title>Silenciosamente</title><description>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;♫ Tudo que cala fala mais alto ao coração.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;Você me olhava com os olhos em brasa e o coração gritando no peito. Calma moço, foi o que eu quis te dizer, mas a voz sumiu no meio das palavras que se acumulavam na garganta. Virei meus olhos pra longe numa tentativa de não chover. Eu não queria que você me visse tempestiva de novo, eu não queria desmoronar e acabar te derrubando, porque você não merece, não percebe? No fundo eu sou só uma boba ciumenta, daquelas que queria ser tudo aquilo que te faz bem só pra te ter perto das melhores formas. Tenho tentado escapar da rotina que nos envolve, mas tem vezes que me rendo à mim mesma, pois nem sempre eu sou forte. Dá vontade de jogar tudo pro alto e deixar chover o que tiver que chover, falar o que sentir vontade de falar e sumir, só por uns diazinhos, pra ver o quanto você sentiria minha falta. Eu sinto tua falta todos os dias moço, mesmo estando lado a lado. Acho que sinto falta da gente, de quando tudo era novidade, quando tudo era proibido, quando qualquer olhar era segredo. Saudade de quando fomos dois sem ninguém poder saber. Saudade dos ciúmes disfarçados, dos telefonemas noturnos, daqueles infindáveis “quero te ver”, mesmo depois de ter acabado de dar um tchau cheio de profissionalismo. Então eu quis muito te pedir calma, quis muito pedir para que calasses as tuas falas e me ouvisse. Ou tentasse ouvir tudo aquilo que eu não digo, tentasse interpretar todo o meu silencio que grita mais alto do que a voz seria capaz. Eu quis pegar teu rosto entre as mãos e mergulhar nos teus olhos cor de tubaína e dizer que os defeitos são só poeira perto de todas as qualidades. Quis dizer que não me importo e quis te contar do sonho que tive, acordando com aquela certeza de quanto eu te quis e do quanto eu te quero e do quanto eu ainda posso te querer. É muito, garoto. É mais do que eu ensaio dizer – e não digo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Eu te amo calado,&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;como quem ouve uma sinfonia de silêncios(...)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;tem certas coisas que eu não sei dizer.♪&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37839837-5984269199604864657?l=bonequinhadeseda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/bonequinhadeseda/~4/OV5ZgQ3_2xQ" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/bonequinhadeseda/~3/OV5ZgQ3_2xQ/silenciosamente.html</link><author>noreply@blogger.com (MF.)</author><thr:total>13</thr:total><feedburner:origLink>http://bonequinhadeseda.blogspot.com/2011/10/silenciosamente.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-37839837.post-9053760972292669656</guid><pubDate>Wed, 19 Oct 2011 14:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-10-19T12:33:59.037-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">sobre amor e outras drogas;</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">vida doce</category><title>(portoseguro)</title><description>Eu soube, desde a primeira vez que te vi, que corria o risco de te querer. Talvez pela adrenalina de tudo aquilo ou só fantasia ou só desejo bobo, ânsia de provar que. Eu quero. Eu posso. Eu consigo. Ladainha, besteira pura. O fato que eu sempre soube que corria o risco de te querer e quis, mas deixei guardado, lá no fundo do fundo do fundinho da memória, pra tentar esquecer. Inventei uma admiração tola, um querer bem de amigo, umas conversas despreocupadas e forcei a me convencer que bastava, que era isso e pronto. Nada mais. Coleguismo e só. Doce engano. A armadura se desfez nas primeiras palavras daquela manhã de feriado comprido, debaixo de chuva e frio. Você montou frases em voz de veludo, ensaiou arranjos perfeitos e foi me desmontando todinha, arruinando a esperança que eu tinha de não sentir nada, nadinha. Um mínimo de sentimento. Mas eu me vi feliz, sabe? Sabia que estava ferrada, que era tarde pra se chegar em casa, tão cedo raiava o dia, que tava lindo de tão feio. Mas não dei bola, eu queria aquilo, constatei. Eu queria MUITO aquilo, aquele momento, aquelas palavras, aquela certeza, aquele sorriso, aquele abraço molhado, aquele conforto. Eu me sentia bem. Como podia ser errado se eu estava feliz? Como podia? Não era, repetia pra mim mesma. Não era.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma vez me falaram, tamanho era meu silêncio, “ainda existem portos seguros, MF” e eu não acreditava. Ficava na minha redoma, ruminando o que ardia aqui por dentro e me virava sozinha, como podia, como agüentava fingir que podia. Daí veio você e eu senti segurança – como já deixei escapar, tão nas primeiras vezes – e consegui acreditar que existiam sim portos seguros, eu que só não tinha encontrado o meu porto ainda. E aí está você, que me aninha nos braços como se eles tivessem sido moldados só me abrigar. Eu me escondo no teu abraço e esqueço do mundo e acredito que sou capaz de ir mais longe, que você é capaz de me levar mais longe, de me fazer melhor e feliz e um pouco mais feliz. É daquelas felicidades que dá vontade de chorar, confesso. Uma lágrima boba que cai, como se quisesse dizer “que bom que você está aqui. Eu te esperei desde sempre”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37839837-9053760972292669656?l=bonequinhadeseda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/bonequinhadeseda/~4/1We3vhcJSLk" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/bonequinhadeseda/~3/1We3vhcJSLk/portoseguro.html</link><author>noreply@blogger.com (MF.)</author><thr:total>9</thr:total><feedburner:origLink>http://bonequinhadeseda.blogspot.com/2011/10/portoseguro.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-37839837.post-4875742304373657252</guid><pubDate>Tue, 27 Sep 2011 02:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-26T23:20:56.247-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">é preciso dar vazão aos sentimentos;</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">sobre amor e outras drogas;</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">as cartas que eu não mando;</category><title>Deixa?</title><description>Deixa eu sentir saudades tuas sempre? Eu sei, é insano dizer. Mas tem noites – quase que a maioria, quando não estou contigo – que me pego pensando em você. E repensando e voltando a pensar até que o sono chegue. Demora, sabe? Isso de contar até três e sentir a respiração ficando serena só acontece quando é teu braço que me serve de travesseiro. Aqui, os lençóis custam a esquentar, eu custo a aquecer e a respiração fica serena um tanto tardia. Vê a culpa de quem é, quando eu chego atrasada? No fundo, no fundinho mesmo, é toda tua, que tem noites que não se faz meu e eu fico aqui, alimentando uma saudade irrisória de tão boba. Improvável. É. Eu sei. Compreendi que as horas que passo trabalhando não supre a necessidade para matar saudade. Falta toque, por lá. E tem dias que falta troca de olhares, troca de palavras. E isso me inunda de uma melancolia que sei que não viria em outras semanas desse mesmo mês. Felicidade é que passa, embora, talvez, eu não queira que passe. É boa essa saudade de querer mais (demais). De querer trocar o travesseiro fofo por teu abraço cobertor e me esconder no teu pescoço cheiroso mascarado levemente com cigarro. Eu odeio admitir, mas tem uma parcela mínima nesse teu hábito feio que até acho bom, sabe? Deixa tudo mais a tua cara essa mescla de perfume com tabaco. Algo totalmente particular teu. Tão meu, sabe? Então? Posso sentir saudades sempre? Posso ser boba e alegre e apaixonada e encantada e um tanto chata e ciumentinha nas oito ponto oito horas e nas horas que vem depois? Posso? Deixa eu te inundar de mensagens, de recadinhos, de querer bem? promete que não sufoca?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37839837-4875742304373657252?l=bonequinhadeseda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/bonequinhadeseda/~4/B966rgXmSGY" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/bonequinhadeseda/~3/B966rgXmSGY/deixa.html</link><author>noreply@blogger.com (MF.)</author><thr:total>21</thr:total><feedburner:origLink>http://bonequinhadeseda.blogspot.com/2011/09/deixa.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-37839837.post-706659880726343979</guid><pubDate>Wed, 14 Sep 2011 23:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-14T20:02:56.120-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">é preciso dar vazão aos sentimentos;</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">poisé</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">mais do mesmo</category><title>felicidade é só questão de ser;</title><description>Abri a última gaveta. Aquela. É, aquela, que fica bem no fundo do fundo do fundo do armário, que já mal abre, tão pouco o uso que tem. Tranquei a respiração com receio de aspirar o pó que acumulava ali dentro e surpreendi-me com a névoa fina em cima das lembranças. Busquei no extremo da memória recordar quando fora a última vez que vasculhei o passado e concluí que não importava. O fato é que estavam, ainda, todas ali. Vinha um cheiro bom de dentro da gaveta, algum perfume vencido. Respirei aquele aroma desgastado e sorri tímida. Sacudi os cabelos, negando, expulsando a memória pra longe e tornei a revirar a gaveta, sentindo outros perfumes diferentes, alguns reconhecíveis, outros não mais. Diabos!, pensei. Deveria ter catalogado todas as recordações, datado, grifado, posto em ordem alfabética, sei lá. Pra lembrar quem. Pra lembrar onde. Pra lembrar como. Só sabia que, se tava ali, na gaveta, deveria ter sido, algum dia, importante. Remexi outro tanto, sem saber sequer o que procurava. Cada canto tinha um cheiro, um sabor, uns lugares caindo aos pedaços. Muita coisa amarelada com o tempo, outras ainda frescas de dar medo. Ouvia a voz recitando poesias que nunca mais serão lidas, de fundo uma música que sabia adorar, mas que desconhecia o cantor. Aí, tinha cheiro de comida, de vinho seco barato e de sabonete qualquer. E um riso estranho e dormido. E uma angustia que, caramba, não sei porque fui guardar na gaveta. Tornei a sacudir os cabelos. Um espaço em branco. Imemorável. Desnecessário. Só um virar de páginas em branco. Um ano de páginas brancas. Outra sacudida de fios louros. E lá tava. Uma praia, umas dunas, uns carinhos. Um perfume, um banco dormido. Água de coco, chuveiro a gás, bala de morango. Danoninho, brigadeiro branco. Queijo quente e ketchup, vodka e suco de frutas. Pagode e sushi. E outro tanto mais de sushi. E daí pra frente, só um gosto amargo de outra angústia, o som das lágrimas que caiam gritando de dor, o barulho de uma porrada que não vi e o silêncio que veio atrás de silêncio que veio atrás de cabeça vazia, de lágrimas contidas e esperança infinita. Achei. No fundo da gaveta eu achei a felicidade que eu tinha perdido e comparei com a felicidade que eu tenho sentido. Lado a lado, iguais. Aquilo de estar no lugar certo, na hora certa, com a pessoa certa e querer tudo assim, assinzinho, até amanhã e depois e depois e nos anos seguintes também. E daí, lado a lado, concluí o que eu já sabia — e temia: felicidade, quando é demais, assusta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37839837-706659880726343979?l=bonequinhadeseda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/bonequinhadeseda/~4/K51T1AQtir0" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/bonequinhadeseda/~3/K51T1AQtir0/felicidade-e-so-questao-de-ser.html</link><author>noreply@blogger.com (MF.)</author><thr:total>10</thr:total><feedburner:origLink>http://bonequinhadeseda.blogspot.com/2011/09/felicidade-e-so-questao-de-ser.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-37839837.post-85430634713366039</guid><pubDate>Wed, 07 Sep 2011 13:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-07T10:00:14.000-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">plural</category><title>E você, me aceita?</title><description>Meu bom humor é de graça. Aceite. A cartilha do riso me ensina a enganar os olhos, se vejo a tristeza distraída pelos cantos, corto a volta. Aguente meu alto índice de alegria, minha poção mágica pro desespero. Aperte nas mãos meus caprichos e construa pequenos detalhes. Moro no acaso, o simples é minha corrente de esperança. Não aceito papel de má. E boazinha é um apelido quase feio. Fico no meio termo. A virtude não me atrapalha e o improvável sempre me aceita.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Às vezes escorrego, mesmo equilibrada na minha estante de conceitos. Aprenda a me ler. Apenas leia. Gosto de me esconder nas entrelinhas, de escapar nas vírgulas, de me perder nos pontos. Eu me faço, refaço, pinto e bordo do jeito estranho e poeta que sei ser. Carrego comigo o mundo, as músicas, as lembranças de que, teimosa, não sei me desfazer e sorrio com chuva nos olhos, porque sempre tem algo pra se esconder. Maquiagem de graça essa, discreta como só o beija-flor sabe ser. Vou plantando o riso nas esquinas, colhendo o amor estilhaçado e reconstruindo vidas, principalmente a minha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tem sempre algo que falta, tem sempre uma saudade infinita, tem sempre um amor antigo, um amor morrido e um amor novinho pra ser inventado. E se é assim, invento. E reinvento todos dias, botando mais açúcar quando dá vontade ou colorindo da cor que bem desejar. Mas tem que ser doce, aceite. Preciso da doçura caminhando lado a lado, do sabor do mel nos lábios, porque já estou calejada de amargura e acidez. Principalmente das palavras, que vem com rostinho inocente, mas te derrubam e te destroem por dentro. Não, não, não. Tem que ser doce, pra aguentar o peso de todas as mentiras esfoladas que são continuamente arremessadas sobre o nosso dia-a-dia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então, por favor, aceite. A embalagem que carrego é transparente. Meus olhos possuem a doçura como lacre. Vejo o que desejo. Fecho os olhos quando perco o tino. Porque não possuo o poder de não errar. Gosto de ser humana. Meus defeitos são gritantes e minha boca costuma cuspir silêncios rodeados de solidão. Não, eu não costumo ser sozinha. Eu ando rodeada de gente. É que ás vezes minha multidão é vazia. Não ria, eu crio personagens. É minha forma de lidar com esse teatro que está montado no peito. Eu sou artista sem platéia. Criança de palavras tortas. Menina que aprendeu a não julgar. Mulher que não se esconde quando quer gritar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E você, me aceita?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: right;"&gt;Em parceria com a linda &lt;a href="http://umlugaraosolpertodovento.blogspot.com/"&gt;Ju Fuzetto&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37839837-85430634713366039?l=bonequinhadeseda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/bonequinhadeseda/~4/WZIRMuuoUbY" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/bonequinhadeseda/~3/WZIRMuuoUbY/e-voce-me-aceita.html</link><author>noreply@blogger.com (MF.)</author><thr:total>16</thr:total><feedburner:origLink>http://bonequinhadeseda.blogspot.com/2011/09/e-voce-me-aceita.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-37839837.post-3101387846765310276</guid><pubDate>Thu, 18 Aug 2011 01:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-17T22:48:49.092-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">é preciso dar vazão aos sentimentos;</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">as cartas que eu não mando;</category><title>as cartas que eu não mando;</title><description>&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Guardo pra te dar, as cartas que eu não mando.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Conto por contar e deixo em algum canto.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;[Leoni]&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Brincando no meu iTunes, ontem, sorri com certo desdém pela ironia das minhas playlists. Depois que a acidez deixou a língua, deixei de ser boba e resolvi te agradecer por ter repaginado meu gosto musical, por ter me apresentado Moska, Camelo, Antunes e Jeneci. Jamiroquai, Save Ferris, The Kooks, Kasabian...  De um modo geral, com exceção de todo aquele sertanejo e um ou outro pagode e house music, minhas músicas vieram todas importadas do seu acervo de treze dias musicais. A-gra-de-ço. Sério, agradeço mesmo. Criei certa simpatia, sabe? Vou ao show do Pearl Jam, em Curitiba, te contei? Isso é tão você. E é irônico, pois se eu estivesse contigo, &lt;i&gt;você&lt;/i&gt; iria sem sequer &lt;i&gt;me&lt;/i&gt; convidar. Mas me convidaram, rapaz. Fizeram questão de me ter por perto, pra curtir um show que, caramba, eu passei a gostar também.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sem mais, eu só te agradeço. Imensamente, por ter me preparado um bom bocado pro mundo. Por ter me feito mais egoísta e, apesar de, altruísta. Por ter exigido demais de mim e me fazer acreditar na minha capacidade meio torta de ser capaz, por ter me tirado o medo de altura, por ter me feito enxergar que a gente é suficientemente capaz de ser sozinho e que é muito bom ter gente para somar, não dividir. Isso de se doar sozinho, cansa. De gostar sozinho, ceder sozinho, apaixonar sozinho, querer sozinho, fazer acontecer sozinho. Equilíbrio, meu caro, requer dois. E, por mais cega que eu tenha ficado, foi bom ser sozinha, pra ver que sou suficientemente forte, que posso carregar o meu mundo e o nosso mundo nas costas. Não nosso, nosso. Meu e seu, nada disso. Nosso, me refiro, quando há nós. Ser plural, se é que você me entende... Não entende, não é? Você sempre foi egoísta demais pra dividir o teu mundinho com qualquer nós. Entre a gente, tinha nó. Um montão de nós, desfazendo laço atrás de laço até que não restou nadinha de nada. Nada de afeto, de consideração, de saudade. Nada. Só um tanto de gratidão – da minha parte – por ter me feito enxergar não tarde demais o quanto esses nós eram errados, impróprios e sem futuro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Você me fez melhor, moço. Acrescentou uma boa dose de cultura, de ironia e de paciência. Me fez odiar o futebol, apaixonar por Quintana, cervejas e atum. Ando meio indecisa se gosto de árvores em miniaturas e chego à conclusão que não há nada pra concluir. Gosto de documentários, rezo todas as noites e assisto filmes franceses. Tem que ter cor! Depois de um ano muito azul, eu quero mais é vermelho, verde, preto e branco. A-ma-re-lo. Meu céu particular agora é sempre pôr ou nascer de sol. Suave, leve. E recheadinho de carinho, sabe como? Não, é claro que você não sabe... Você não tem noção e, caramba!, como é bom! Eu perdi o medo do toque, sou mais eu mesma do que nunca fui, perdi um tanto da minha claustrofobia, desde que o que me “sufoca” seja um pescoço e um abraço. Dá pra respirar tranqüilo no pescoço, rapaz. Dá pra dormir em paz. Fácil. Facílimo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então é isso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Obrigada por ter sido tão insensível na tua sensibilidade. Por ter me cobrado demais, por ter querido que eu mudasse muito. Eu mudei foi suficiente pra saber que era desnecessário e comecei a fazer por quem faz por mim também, sabe? Você foi ótimo, apesar de. Talvez se não tivesse rolado beijo na boca, sentimento da minha parte e arrogância da tua, a gente teria se dado bem como amigo. Trocado correspondências, filmes, poesias, figurinhas. Quem sabe... algum dia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É.&lt;br /&gt;
Obrigada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37839837-3101387846765310276?l=bonequinhadeseda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/bonequinhadeseda/~4/P6rAFDTp2m8" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/bonequinhadeseda/~3/P6rAFDTp2m8/as-cartas-que-eu-nao-mando.html</link><author>noreply@blogger.com (MF.)</author><thr:total>11</thr:total><feedburner:origLink>http://bonequinhadeseda.blogspot.com/2011/08/as-cartas-que-eu-nao-mando.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-37839837.post-4993629258694073985</guid><pubDate>Sat, 13 Aug 2011 20:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-17T23:03:29.359-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">sobre amor e outras drogas;</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">vida doce</category><title>formato mínimo;</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-IC9e2sb47z8/TkboKflh-hI/AAAAAAAACVA/DsSB8s1_1-Q/s1600/couple-shower-kissing-lg-60891351_large2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-IC9e2sb47z8/TkboKflh-hI/AAAAAAAACVA/DsSB8s1_1-Q/s1600/couple-shower-kissing-lg-60891351_large2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;Fiquei lhe olhando enquanto tomava banho. Olhos cerrados, sorriso maroto e os cabelos loiros tingidos, gradativamente, negros pela água quente. Vi cada minúsculo músculo que se desprendia debaixo da água pesada que saía do chuveiro, o corpo tenso relaxando aos poucos, os dentes mordiscando os lábios, com uma malícia inocente e involuntária. Ela sabia que eu estava observando. Ainda com os cílios grudados, tateou pelo xampu e brincou com seus fios finos, moldando seu rosto com neve. Permaneci sentado, a água respingando em meu corpo, os olhos vidrados, atento, e as mãos inquietas ao meu lado. A neve derreteu-se toda, e os cabelos – brancos – voltaram a ser noite. Sem abrir os olhos um só momento, ela abaixou-se com maestria de bailarina e, encontrando minhas mãos, me fez levantar junto dela. Abraçou-me úmida, cheirando a xampu de melancia e ressaca, mas com seu cheiro tão mais intenso, quanto o calor do vapor poderia suportar. Aquele pequeno banheiro branco estava saturado do perfume do corpo dela e eu não me cansava de absorver tudo que podia, até que o sabor do seu cheiro impregnasse na ponta da minha língua. Senti seus dedos tímidos percorrerem da minha nuca até a base das costas, com leveza. Eu abracei seu corpo nu, molhado e um tanto suado, transpirando desejo. Desejo meu, todo dela. Finquei o nariz na base do seu pescoço, respirando molhado. Quis tatuar o gosto dela em minha língua, eternizar seu sabor agridoce de menina tão mulher, tão minha. Sem desfazer o nó dos olhos e o sorriso dos lábios, mordiscou minha orelha e sussurrou. Palavras caladas pelo barulho da água que batia em nossos &lt;i&gt;corposfeitoum&lt;/i&gt;. E sorriu mais intenso, puxou-me mais para perto e, súbito, penetrou sua íris cor de mel na minha desprevenida. Em silêncio, declaramos amor. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37839837-4993629258694073985?l=bonequinhadeseda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/bonequinhadeseda/~4/2rAnK8BFtc0" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/bonequinhadeseda/~3/2rAnK8BFtc0/formato-minimo.html</link><author>noreply@blogger.com (MF.)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-IC9e2sb47z8/TkboKflh-hI/AAAAAAAACVA/DsSB8s1_1-Q/s72-c/couple-shower-kissing-lg-60891351_large2.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>15</thr:total><feedburner:origLink>http://bonequinhadeseda.blogspot.com/2011/08/formato-minimo.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-37839837.post-8275334639954705672</guid><pubDate>Fri, 29 Jul 2011 03:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-29T22:44:39.669-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">é preciso dar vazão aos sentimentos;</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">sobre amor e outras drogas;</category><title>sempre tem gente pra chamar de nós</title><description>&amp;nbsp;Não ligo se estamos apressando o tempo nessa ansia que temos de nos amar. Deixei de me importar com as regras no instante que pus os pés no trabalho, primeiro dia. Você veio tão cheio de sorrisos e sotaques e atenção, que me permiti cativar sem volta. Sem avanço, porém. Só cativo. Admiração doentia minha, até que. (...) Deixa o tempo ser nosso, fugindo de todo o estereótipo imposto pela sociedade, desenhando nossas linhas de acordo com nossas vontades, com nossa necessidade e nossa pressa de se amar, de se entregar. Eu te quero um bom bocado, perto, mais que presente. Dormi no teu cangote algumas vezes, engolindo um ‘eu te adoro’ bem gigante fincado na garganta. Tanto silêncio meu, te olho mais do que suportaria e quase que imploro para que tu enxergues na minha íris-cor-da-tua tudo aquilo que a língua trava ao tentar dizer. Eu te adoro! E hoje, estou te querendo um tanto quanto pra sempre, seja descobrindo o sol nascer no mar, seja brindando em noites frias, seja nos redescobrindo entre lençóis gelados ou só suspirando no mesmo ambiente.  Se tudo continuar tranquilo desta forma, me mantenho não ligando pro cigarro - tão raras as vezes - aceso e prometo me acostumar um pouco mais ao cheiro, mesclado no teu perfume que tanto adoro. Só, por favor, entenda a minha cara de assustada, tão recheada de sorriso, quando você me chama de minha linda, meu anjo, minha magrela... Meu amor. É que sempre pertenci àqueles que não sabiam me chamar de minha. Quiçá de amor. Fico boba. Boba, boba, boba e com uma felicidade tão tranparente, que quase me permito ter a certeza de que agora as coisas estão no lugar... Minto. Agora as coisas estão com uma pressa danada de estar no lugar. E mesmo com todo pavor perante essa paz toda, com direito à controle do portão da garagem e chave da porta da frente, eu sussurro bem mansinho: Eu te aceito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37839837-8275334639954705672?l=bonequinhadeseda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/bonequinhadeseda/~4/BQrZCoD01yg" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/bonequinhadeseda/~3/BQrZCoD01yg/sempre-tem-gente-pra-chamar-de-nos.html</link><author>noreply@blogger.com (MF.)</author><thr:total>17</thr:total><feedburner:origLink>http://bonequinhadeseda.blogspot.com/2011/07/sempre-tem-gente-pra-chamar-de-nos.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-37839837.post-3867181582590595983</guid><pubDate>Thu, 21 Jul 2011 01:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-17T23:15:36.605-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">é preciso dar vazão aos sentimentos;</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">sobre amor e outras drogas;</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">as cartas que eu não mando;</category><title>(...)</title><description>Não consigo compreender essa tua mania de fazer silêncio. Ok, respeito. Mas não me peça para entender. Muito menos concordar. Não vê que, desse jeito, tá tudo errado? Tudo bem, posso não ter sido muito legal quando disse que estava indo embora, mas em momento nenhum fui desonesta, sabe? Comigo, contigo. Fiz aquilo que julguei ser melhor pra gente naquele momento. A decisão já tinha sido tomada antes mesmo de ouvir a opinião alheia à respeito. Talvez tenha mentido quando falei de outra pessoa. Talvez nunca tenha havido alguém além de eu e você, mas me tornei egoísta demais pra aceitar me dividir contigo. Vê? Consegue enxergar o problema? Saí pela tua porta, porque precisava recolher meus pedaços perdidos no caminho, pois você nada fazia alem de ver, contornar e deixar que me virasse sozinha. “Foi você quem se quebrou? Limpe sozinha a bagunça”. Teu dar de ombros foi me machucando pouco a pouco; um arranhãozinho de nada, que se transformou numa ferida profunda e inflamada que, num último cutucão, rasgou inteira. O amor deve ter escorrido por ali. E doeu por três dias. Mas teve tanta gente cuidando, soprando, abraçando leve e cantando músicas novas e bonitas e doces, que me recuperei tão logo, quase na mesma intensidade que criei uma armadura contra você, porque estava com medo de me machucar mais. Então, tuas palavras doces vieram vencidas. Teu carinho, tardio. Teu olhar de piscina, raso. E aqui dentro, vazio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não ia suportar, entende? Poderia ter tentado solucionar, ou ter esperado amolecer de novo outra vez, mas eu me senti tão forte comigo mesma, que decidi por me dar um tempo. Não procuro outros braços, não quero me perder n’outros suspiros, nem pretendo entrar em cada bar de esquina que me chama para uma cerveja. Teus amigos me soam patéticos ao olhar com caras de idiota por não me verem numa determinada festa, não me encontrarem com determinadas pessoas. Não me encontrarem. E ponto. Por favor, veja que te disse toda a verdade possível quando contei meus motivos de ir embora. Precisava me fortalecer, de alguma forma doentia e solitária e não vejo nada de depressivo nisso. É bom, sabe? Leve como só um sopro sabe ser. Eu arrasto meu tempo, me curto nos meus momentos. Leio demais, escrevo de menos e não tenho pensado em quase nada. E tem bastado, por enquanto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas consegue ver que tá tudo errado? Vê? Não vê? Esse teu silêncio todo, que respeito, tá estreitando ainda mais nossas possibilidades. Se é que deixei pra trás alguma possibilidade perdida, enquanto descia naquele elevador azul e estreito. A ferida ainda latejava, eu só fingia que não. Sempre foi isso. Um fingir que era forte, que era capaz, que suporto. E não suporto nadinha não, rapaz. Eu preciso é de colo. De gente que cuida, que se importa, que se preocupa. Um par de mãos de cada lado do rosto que me faça enxergar lá na frente, que desvie a atenção dos meus pés calejados de tanto tentar carregar o mundo sozinha. O teu silêncio tem só feito é distanciar laços, aumentar ainda mais o hiato que existe entre a gente. Vai virar nó e, quando tu me encontrar na vida e, provavelmente, fingir que não me conhece, sentirei um soco na boca do estômago e vai doer demais, moço, mas não ofuscar meu sorriso. Será o ponto final depois das vírgulas todas, das reticências, das preposições, das suposições, das expectativas. A certeza que acertei quando me lancei no mundo. Um fim. Ponto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37839837-3867181582590595983?l=bonequinhadeseda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/bonequinhadeseda/~4/O4VYSYaYQgs" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/bonequinhadeseda/~3/O4VYSYaYQgs/blog-post.html</link><author>noreply@blogger.com (MF.)</author><thr:total>17</thr:total><feedburner:origLink>http://bonequinhadeseda.blogspot.com/2011/07/blog-post.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-37839837.post-7586078531120079438</guid><pubDate>Mon, 18 Jul 2011 01:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-17T23:16:36.685-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">é preciso dar vazão aos sentimentos;</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">poisé</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">as cartas que eu não mando;</category><title>sem eira nem beira.</title><description>Tá tudo meio estranho ultimamente. A rotina se refez, embora se mantenha sempre a mesma, o sorriso é tímido e escondido no canto, mas sincero e as horas são moldadas à minha maneira, meio errada, meio devagar, mas tão certa às vezes, sabe? Desculpa, mas você deixou meu mundo tão de cabeça pra baixo, que não é olhando pra cima que torno a te encontrar. É isso. O estranhismo todo é justamente porque eu não consigo te encontrar em nenhum lugar. Quando vejo, já é madrugada, já acabou a cerveja, já terminou outro final de semana, já é segunda e logo já é sexta de novo. Tudo atropelado e devagar e diferente e sem um resquício sequer de saudade de você. É como se tudo vivido tenha sido só um sonho bom que se transformou em pesadelo num suspiro. O filme que termina depois dos créditos, o mocinho que vira vilão, a máscara que cai. E vazio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tem um vazio enorme de você, embora eu não consiga sentir falta suficiente para querer tapar o buraco. Não dói. De nenhuma forma e isso um tanto me assusta, porque eu ainda me importo, eu ainda me preocupo e continuo sem entender. O carinho é que não míngua, sabe? Então deixa eu te dizer que eu tentei fazer as coisas diferentes e continuo fazendo tudo sempre igual. To cuidando de mim, como você tanto insistiu pra fazer... voltei a malhar quase todos dias, até quando é foda, pois eu tenho sempre mais coisas pra fazer do que horas disponíveis no dia, só que, de tanto você pedir, eu decidi que você merecia. To cuidando de mim. E tomo água todos os dias, na quantidade que você insistia. Evito o chocolate todo dia, risquei o refrigerante da dieta e eliminei gorduras. Agradeço, moço, por ter você comigo nas nuances do meu dia, pois eu te vejo naquilo que me tornei de melhor, por todas as vezes que você criticou, cutucou, insinuou e pediu e implorou e falou, falou, falou, até que eu cedesse. Cedi.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas, apesar de, não existe saudade. Da gente, bem posso dizer. E aquilo que te contei, quando me pus à partir, tudo mentira. Sou só eu, brincando com o tempo, me dividindo comigo mesma e precisando muito mais de mim do que ainda posso oferecer. E você entendeu tudo de um jeito tão avesso e me olhou com tanto rancor, com tanto desprezo que ainda sinto uma dor inocente do lado de dentro e umas lágrimas idiotas que me incriminam. Porque as coisas poderiam ter sido iguais, apesar de diferentes. E a gente poderia ser plural, mesmo não sendo dois. Então eu to cuidando de mim, pra que tu saiba que. Tentativa frustrada minha, eu sei. Um pedido, calado e gritante de não me odeie. Por favor, não odeie, moço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37839837-7586078531120079438?l=bonequinhadeseda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/bonequinhadeseda/~4/JOAWMaGd1pA" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/bonequinhadeseda/~3/JOAWMaGd1pA/sem-eira-nem-beira.html</link><author>noreply@blogger.com (MF.)</author><thr:total>10</thr:total><feedburner:origLink>http://bonequinhadeseda.blogspot.com/2011/07/sem-eira-nem-beira.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-37839837.post-5874385817353736841</guid><pubDate>Sun, 10 Jul 2011 13:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-17T23:21:43.534-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">dia a dia lado a lado;</category><title>não adianta chorar pelo leite derrubado.</title><description>Olho pro leite que, acidentalmente, derramei no chão. E só observo. Não há um músculo que se mova, um impulso que me mexa e um pensamento coerente. Sou só eu, um copo de leite derramado, o cheiro doce do leite azedo e só. O líquido branco vai escorrendo pela madeira, entranhando-se nos minúsculos buracos. “Isso vai dar merda”, pensei, mas continuei estática, observando o leite ganhar forma, fixar-se em qualquer canto. Eu deveria correr. Buscar um pano, secar a bagunça. Ou seqüestrar um canudo e sugar o leite de volta. Absorver. Isso. Eu deveria absorver tudo de volta, ao invés de ficar feito estátua, vendo o estrago ganhar formas, ganhar forças e marcar o piso pra sempre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não sei chorar pelo leite que derramei. Vi minhas mãos travessas segurar o copo, nem tão cheio, e virar em cima do tablado. Azedou tudo. O tapete, o travesseiro largado num canto, a meia do pé esquerdo, as pelúcias. Tudo azedo. Mas, apesar da insanidade, tento encontrar coerência pr’aquilo que acabei de fazer. Chutei o copo de leite. Tem leite e tem cacos por todo caminho. E eu deveria me agachar, limpar e tornar a limpar. Só observo. O leite escorrendo na madeira, encharcando o tapete puído. E lembro. E penso. E filmo. E repasso o filme na mente. E torno a lembrar, pensar, filmar... e não concluo nada. O leite entranha-se. Os olhos secam. A boca sussurra, inacreditável: por que derramei o leite?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37839837-5874385817353736841?l=bonequinhadeseda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/bonequinhadeseda/~4/hJjz7lGE8Es" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/bonequinhadeseda/~3/hJjz7lGE8Es/nao-adianta-chorar-pelo-leite-derrubado.html</link><author>noreply@blogger.com (MF.)</author><thr:total>8</thr:total><feedburner:origLink>http://bonequinhadeseda.blogspot.com/2011/07/nao-adianta-chorar-pelo-leite-derrubado.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-37839837.post-1105843361375481229</guid><pubDate>Fri, 24 Jun 2011 00:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-17T23:22:19.475-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">é preciso dar vazão aos sentimentos;</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">mais do mesmo</category><title>assoprar a sombra para lá.</title><description>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;é que eu já sei de cor&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;qual o quê dos quais&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;e poréns dos afins&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;[Paquetá - Amarante, R.]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Tem dias que eu quero muito o sol sobre mim. Uma sombra minguada sobre os meus pés e o mundo inteirinho azul na minha frente. Queria que não chovesse, que não molhasse. Não mais sentir a gota que escorre pela face. Odeio os dias grudentos, fechado em cinza com nuvens gordas sujando a cidade. Umidade demais me enjoa. E dá vontade de se esconder no meio das cobertas, de se esquecer entre um sonho e outro – que não façam sentido. Por favor, eu preciso de sonhos sem sentido, sem pés nem cabeça, sem começos, meios e fins. Sem fim. Quando sonho certinho demais, acordo mergulhada em uma nostalgia, pois sempre sonho perguntas e tento saná-las de todas as maneiras possíveis. E, por não conseguir, eu sonho em como as coisas eram e fico tentando entender porque as coisas deixaram de ser. É onde eu acordo virada em melancolia e as nuvens gordas e sujas e úmidas e frias não ajudam muito nessa de querer evaporar as lembranças. Então, eu quero muito um sol sobre mim. Meu, particular. E uma bala de menta, pra tirar o gosto amargo das palavras que engulo todo dia antes de deitar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37839837-1105843361375481229?l=bonequinhadeseda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/bonequinhadeseda/~4/hMtrCWJJ_TQ" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/bonequinhadeseda/~3/hMtrCWJJ_TQ/assoprar-sombra-para-la.html</link><author>noreply@blogger.com (MF.)</author><thr:total>23</thr:total><feedburner:origLink>http://bonequinhadeseda.blogspot.com/2011/06/assoprar-sombra-para-la.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-37839837.post-2524855049771508774</guid><pubDate>Sun, 12 Jun 2011 18:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-29T00:38:46.898-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">poisé</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">mais do mesmo</category><title>feito pra acabar</title><description>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Sem tirar o ar, sem se mexer, sem desejar como antes sempre quis.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Você vai rir, sem perceber, felicidade é só questão de ser.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;[Felicidade - Marcelo Jeneci]&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tem dias que acordo um tanto desejada de. E posso listar tantas coisas depois desse último ponto. Próprias. Impróprias para o horário. Mas é que tem dias que acordo com muito desejo de. Quase todo dia, lhe conto. E é sempre igual, mas diferente. Uma canção antiga, um poema sem rima, um par de olhos de piscina, umas letras desconexas, uns personagens esquecidos, uns amigos distantes, um amigo feito nuvem, um sonho de doce de leite. Ou tudo isso ao mesmo tempo. E dá vontade de vomitar todas as vontades, de por pra fora e gritar e sair pulando rua abaixo. Rua acima. Depende sempre do ponto de vista, vê? E eu respiro o ar gelado, aquieto a minha alma até que o desejo deixe de ser. E levanto da cama, abraçando a rotina, engolindo todas as linhas que já não sei mais escrever. Caminho em passos lentos, piso com prazer no acelerador e cumpro tudo que me é dito dever. Mas os desejos, ardentes e presos, acumulam-se no decorrer do dia. No decorrer dos dias. Faço que não vejo, finjo que não os sinto e  quando vem em forma de chuva, me impeço de piscar até que a lágrima congele no canto dos olhos. E faço da saudade, minúsculos diamantes. E finjo que não vejo, e faço que não os sinto. Mas tem dias que eu acordo um bocado desejada de.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37839837-2524855049771508774?l=bonequinhadeseda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/bonequinhadeseda/~4/DznhzIEE50E" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/bonequinhadeseda/~3/DznhzIEE50E/feito-pra-acabar.html</link><author>noreply@blogger.com (MF.)</author><thr:total>17</thr:total><feedburner:origLink>http://bonequinhadeseda.blogspot.com/2011/06/feito-pra-acabar.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-37839837.post-7801858536897207652</guid><pubDate>Tue, 31 May 2011 05:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-17T22:56:58.624-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">sobre amor e outras drogas;</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">vida doce</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">poisé</category><title>nonsense</title><description>Madruga e faz frio aqui do lado de fora. Do lado de dentro ‘tá quente. Tranqüilo. Uma calmaria de arrepiar os pêlos. É que o relógio ameaça amanhecer o dia e eu sei que tenho que levantar logo em seguida, refazer os dias e agilizar as tarefas, mas estou tão serena aqui debaixo dessas cobertas que poderia me esquecer por semanas. Só ver o tempo passar, o dever acumular e as coisas resolverem sozinhas. Deixar os cílios darem as mãos o quanto desejarem e, ao desvencilharem, ver tudo paz. Não ver mais a pressa. Não ter mais a incerteza, a angústia e, por fim, despreocupar. É isso. Eu quero muito me despreocupar e, agora, até me sinto despreocupada e isso um tanto me assusta, porque eu deveria estar preocupada. Eu deveria correr junto do tempo e descansar quando me fosse dada oportunidade. Entretanto, faço tudo ao contrário. Trabalho quando quero dormir, e tento dormir quando quero trabalhar. Qual é o problema do mundo? Será possível que não possa dar razão ao meu ritmo? Seria tão mais fácil se os minutos dançassem no meu compasso desastrado. Eu veria a dança evoluindo, ao invés de ficar parada e patética tentando acompanhar coreografia. Travada. Sem jeito. Sem graça, mas cheia de charme. Procuro pensar, pra não desanimar. E agora eu sinto os dedos ficarem gelados e dou risada em silêncio dessas frases sem sentido, mas é que a muito tempo eu venho tentando escrever, mas desisto na metade do caminho. Esse aqui, já desisti seis vezes. Mas voltei e decidi que hoje eu não quero fazer sentido. Amanhã, quando o sol pintar de rosa o amanhecer, não vou querer fazer sentido também. Nem depois, quem sabe? Agora só o que quero é mais um pouco de brigadeiro, aproveitar a tranqüilidade mesmo que sem sono, sem sonho. Daqui a pouco o cansaço vem e antes de não fazer sentido, ao acordar, eu vou reclamar por levantar e vou bater o pé e resmungar porque queria ficar na cama. Mas logo passa, sabe? E o dia passa. E eu só vi passar. Agora ‘to desejando muito um respirar sereno, pra ver se o sono vem. É que descobri que sempre relaxo e durmo melhor quando tenho companhia. Não qualquer companhia, mas &lt;i&gt;aquela&lt;/i&gt; companhia. E isso me faz querer pedir desculpas por vir ocupando espaço demais. É que não me contento mais com a pontinha da cama e, por favor, veja todas as entrelinhas nessa frase. Se servir de consolo: foi sem querer. É sem querer. Mas eu vou continuar querendo. Hoje. Amanhã. E quando toda essa tempestade passar. E mesmo que a tempestade não passe.&amp;nbsp; É que, ao meu lado, eu consigo ser melhor. Respirar melhor. Comer melhor. Dormir melhor. Como se pode afastar alguém que nos faz bem? Não dá. Não dá mais... e eu prometi que dormiria cedo, mas ‘to assustada com a tranqüilidade e precisando de um respirar quente no meu pescoço. Precisando ser dois, pra ser melhor. Só hoje. E amanhã também...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Me trás um copo d’água e canta poesias para eu dormir?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37839837-7801858536897207652?l=bonequinhadeseda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/bonequinhadeseda/~4/-oS0aLnqe_k" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/bonequinhadeseda/~3/-oS0aLnqe_k/nonsense.html</link><author>noreply@blogger.com (MF.)</author><thr:total>15</thr:total><feedburner:origLink>http://bonequinhadeseda.blogspot.com/2011/05/nonsense.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-37839837.post-4929063839000527921</guid><pubDate>Wed, 13 Apr 2011 00:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-29T00:42:23.044-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">sobre amor e outras drogas;</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">vida doce</category><title>entre as linhas</title><description>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Meu coração, não sei porquê,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Bate feliz quando te vê.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;[Carinhoso - Pixinguinha]&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Você me pede para esconder o riso e sentir o romantismo por detrás das músicas antigas, cantaroladas na tua voz cheia de melodia. Você me escreve poesias no meio de uma rodovia que anda a passos lentos e eu nada mais faço do que admirar teu talento, com um sorriso diminuto no canto dos lábios. Entende, moço? Eu te imagino desde criança, quando sonhava acordada com príncipes encantados montados em cavalos alados e acreditava em happy enddings. E te imaginei quando, de você, só sabia o nome. E te tenho ainda de mãos dadas com a incerteza e a incredulidade disso tudo, porque você, tal qual os príncipes encantados, fez parte daquilo que sonhei de olhos abertos e alma suspirando. Conto de fadas. Leitura pra menina dormir tranqüila e alimentar sonhos inalcançáveis, daqueles que se firmam de tal forma que nos deixam inocentes pra sempre, sabe? E tem você em tempos difíceis, em dias turbulentos e cinzas, mais incerto do que nunca, distante, impossível. Você era pra ser só uma idealização minha, garoto. Um desejo desses que não se realiza. Se sonha, e pronto. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então você me pede para esconder o riso e ver o romantismo. Você me ilustra nas tuas poesias e enche o ar com a tua voz pausada, recheada de orgulho pelo excelente poema que fez. E me aninha nos braços com maestria, me rouba por uns minutos muitos, me invade e me faz tua.  Me tira do chão, da rotina. Cala meus pensamentos, grita minha fala, me abraça. Respira e acalma e segura meu rosto entre as mãos e me olha como quem quer desvendar segredos. Mergulha teu olho de piscina no meu de castanho raso e eu suspiro, por detrás das pálpebras fechadas. Te sorrio. Finjo que não escuto as entrelinhas, ajo como só te gostasse o suficiente e me visto de companhia, de amizade. (...), mas me calo. Ou me silencio com um riso desses que evitam acreditar no romantismo. Que você sinta, garoto, as entrelinhas por detrás de todos os “eu te adoro, também”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37839837-4929063839000527921?l=bonequinhadeseda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/bonequinhadeseda/~4/dgoqXZ3JMD0" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/bonequinhadeseda/~3/dgoqXZ3JMD0/entre-as-linhas.html</link><author>noreply@blogger.com (MF.)</author><thr:total>28</thr:total><feedburner:origLink>http://bonequinhadeseda.blogspot.com/2011/04/entre-as-linhas.html</feedburner:origLink></item></channel></rss>

