<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/atom10full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" gd:etag="W/&quot;DUABQHk6eSp7ImA9WxNUGE0.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5990308</id><updated>2009-11-09T21:02:31.711-02:00</updated><title>Noites estreladas, orelhas mutiladas...</title><subtitle type="html">But if the world could remain in a frame like a painting on a wall.
Then I think we would see the beauty. Then we would stand staring in awe at our still lives posed like a bowl of oranges, like a story told by the fault lines and the soil.</subtitle><link rel="http://schemas.google.com/g/2005#feed" type="application/atom+xml" href="http://bowl-of-oranges.blogspot.com/feeds/posts/default" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://bowl-of-oranges.blogspot.com/" /><link rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><link rel="next" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5990308/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false&amp;v=2" /><author><name>Lori</name><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version="7.00" uri="http://www.blogger.com">Blogger</generator><openSearch:totalResults>28</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><link rel="self" href="http://feeds.feedburner.com/bowl-of-oranges" type="application/atom+xml" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com" /><entry gd:etag="W/&quot;CEEDQ3czeyp7ImA9WxNUF04.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5990308.post-2878900361058963235</id><published>2009-11-09T00:09:00.001-02:00</published><updated>2009-11-09T00:11:12.983-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-11-09T00:11:12.983-02:00</app:edited><title>Algo não está certo aqui.</title><content type="html">Ultimamente eu tenho tido muita vontade de falar aqui sobre algumas coisas que eu tenho pensado sobre mas abro o bloco de notas, escrevo até a ponta dos dedos sangrarem e depois fecho, sem pensar duas vezes antes de clicar "não" quando o computador me questiona sobre minhas certezas. Eu só tenho certeza de uma coisa, de que eu não quero salvar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia eu tive a chance de dar uma aula pros meus colegas de sala. A professora pediu pra que abordássemos alguma coisa relacionada às nossas monografias eu escolhi falar sobre feminismo, que até ALGUMA coisa a ver com a minha monografia tem, mas não necessariamente. Enfim, eu queria trazer a análise de imagens de acordo com o gênero pra minha sala de artes visuais. Por mim, teríamos um semestre inteiro, ou até dois, analisando imagens de acordo com o nosso meio sociológico, especialmente imagens da indústria cultural e veículos de comunicação. Ainda acho, na minha mais honesta opinião, que a UEMG está entregando diplomas a muitos analfabetos visuais que provavelmente serão responsáveis pela educação visual de milhares de crianças, e com isso eu quero dizer que o prognóstico da consciência sobre os estímulos externos desses indivíduos será tão prejudicada quanto já é hoje e assim serão tão manipuláveis quanto são os adultos de hoje e blablabla ainda bem que vão religar o grande colisor de hadrons e o mundo vai acabar que eu terei uma preocupação a menos com o futuro da humanidade. Do que eu falava mesmo? Ah, é... De feminismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O debate foi interessante, e devo dizer que apesar de ser uma sala com umas 30 mulheres e 3 homens as visões eram ainda extremamente cruas, inocentes quase... Duas semanas depois a moça com o vestido cor de rosa foi quase linchada numa suposta universidade. Acho curiosa a reação das pessoas sobre o acontecido. Porque eu tenho jogado o questionamento sobre os preconceitos de gênero em todo canto não é de hoje. Na verdade é bem possível que eu o venha fazendo desde que comecei a falar (reza a lenda familiar que eu nunca fui muito fã de regras sociais e usar o argumento "isso não é coisa de menina" era perder automaticamente a discussão). O fato é que essa revolta toda é incondizente com as informações que eu colho, informalmente, no dia a dia, sobre o tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A violência cometida na suposta universidade é o produto de uma soma de fatores que emergem diariamente nas nossas vidas e que nos é tão habitual que nos recusamos a sequer refletir sobre eles. Listá-los aqui levaria horas, quilõmetros e ainda assim eu não abordaria todos, existem blogs por aí que só falam disso, há anos, e ainda têm assunto. Mas pra ilustrar meu ponto roubo uma citação desse post do &lt;a href="http://www.trezentos.blog.br/?p=3407"&gt;Trezentos&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”Agora, devo umas desculpas a todas as mulheres que militam no feminismo. Ainda recentemente, pensei (e disse, numa entrevista) que, ao meu ver, o feminismo tinha chegado ao fim de sua tarefa histórica. Em particular, eu acreditava que, depois de 40 anos de luta feminista, ao menos um objetivo tinha sido atingido: o reconhecimento pelos homens de que as mulheres (também) desejam. Pois é, os fatos provam que eu estava errado”.&lt;br /&gt;Contardo Calligaris psicanalista (Folha de São Paulo, de 05/11/09, C. llustrada)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu suponho que esse tal Contardo seja um rapazote minimamente perspicaz, afinal o cara é psicanalista, escreve pra Folha, a gente imagina que a pessoa tenha bom senso. Ainda assim ele disse em uma entrevista que o feminismo já não tinha razão de existir. O curioso é que isso não é uma burrice individual, não é o pobre do Contardo que não sabe o que é e pra que serve o feminismo, quase ninguém sabe. Eu mesma, por mais que leia e pesquise sobre o assunto não me sinto segura em dizer que sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu sei é que a imagem da mulher, como gênero, é constantemente atacada e muitas vezes com violência. O que eu sei, como mulher, é que eu não me sinto representada por aquilo que retratam ou que dizem sobre o que eu sou ou sobre o que eu deveria ser. O que eu sei é que a violência moral que eu sempre tentei ignorar na minha vida veio do mesmo balaio que a violência física que eu sofri e que só depois dela eu acordei pra enxergar o que estava realmente acontecendo no mundo em que eu vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fácil encontrar pessoas que se revoltam com a humilhação sofrida pela moça do vestido insinuante, mas difícil, por exemplo, encontrar pessoas revoltadas com tudo que permeia o que aconteceu, com tudo que gerou o que aconteceu. Porque não é sobre uma cambada de retardado numa universidade de segunda. Me limitando apenas à minha área de estudos - a imagem - o que gera aquela agressividade e desrespeito está em absolutamente qualquer jornal, revista, quadrinhos, quaisquer publicações gráficas, cinema, televisão, internet. Só que ao dizer isso, e ao demonstrar isso, o que não é a minha intenção nesse momento, até porque esse texto já está ficando longo demais, a resposta que se tem é de que é bobagem, neurose, exagero, isso quando a coisa não parte pra agressão pessoal, não falta gente pra dizer que você diz essas coisas porque é feminazi, feia, gorda, mal amada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então eu acho que toda essa compaixão pela moça do vestido é uma hipocrisia do caralho. porque não é isso que vai ressignificar o que é ser mulher, não é isso que vai fazer qualquer um parar pra pensar na brutalidade, na castração, na humilhação e tudo mais que sofremos todos os dias por todos os meios imagináveis. Então todos aqueles que estão crucificando os alunos imbecis da Uniban, sintam-se a vontade, mas é com pesar que eu informo que a maioria de vocês estão apenas esmurrando o espelho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5990308-2878900361058963235?l=bowl-of-oranges.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/bowl-of-oranges/~4/E8XrK41eCrM" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://bowl-of-oranges.blogspot.com/feeds/2878900361058963235/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5990308&amp;postID=2878900361058963235&amp;isPopup=true" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5990308/posts/default/2878900361058963235?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5990308/posts/default/2878900361058963235?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/bowl-of-oranges/~3/E8XrK41eCrM/algo-nao-esta-certo-aqui.html" title="Algo não está certo aqui." /><author><name>Lori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16278302057484556427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="08533900993595956766" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total><feedburner:origLink>http://bowl-of-oranges.blogspot.com/2009/11/algo-nao-esta-certo-aqui.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;Dk8GRnw7fyp7ImA9WxNVFU0.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5990308.post-2971028428706076521</id><published>2009-10-25T19:06:00.000-02:00</published><updated>2009-10-25T19:07:07.207-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-10-25T19:07:07.207-02:00</app:edited><title>Martelo batido.</title><content type="html">- Tenho esse negócio aqui, quer experimentar?&lt;br /&gt;- Pode ser.&lt;br /&gt;- É bom né?&lt;br /&gt;- Porra, bom pra caralho.&lt;br /&gt;- E se a gente botasse isso aqui?&lt;br /&gt;- Puta que pariu!!!&lt;br /&gt;- Sensacional né?&lt;br /&gt;- Cara, MELHOR COISA EVER que eu já provei.&lt;br /&gt;- Num é?&lt;br /&gt;- Ô!&lt;br /&gt;- Melhor que Doritos Sweet Chili!&lt;br /&gt;- Melhor que tudo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aqui.. Trouxe daquele negócio... Quer?&lt;br /&gt;- Nah...&lt;br /&gt;- Não?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- Mas é sensacional! É a melhor coisa que a gente já provou na vida toda em todo o universo e via lactea!&lt;br /&gt;- É bom mesmo. Muito bom. Não, mesmo assim.&lt;br /&gt;- Olha só, eu curti MUITO esse negócio, mas eu não vou ficar insistindo.&lt;br /&gt;- Sério, não, obrigado.&lt;br /&gt;- É a última vez que eu te ofereço. Tem certeza?&lt;br /&gt;- Tenho sim, é que eu preciso cuidar desse outro negócio.&lt;br /&gt;- Esse outro negócio não parece tão bom...&lt;br /&gt;- Mas eu vou continuar nele.&lt;br /&gt;- Eu nunca mais vou oferecer. E se você pedir eu não vou dar.&lt;br /&gt;- Tudo bem, eu sei disso. Essa é a minha decisão.&lt;br /&gt;- Tá bom, beijos.&lt;br /&gt;- Beijos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso eu nunca entenderei pessoas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5990308-2971028428706076521?l=bowl-of-oranges.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/bowl-of-oranges/~4/D5_zsi1jKcg" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://bowl-of-oranges.blogspot.com/feeds/2971028428706076521/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5990308&amp;postID=2971028428706076521&amp;isPopup=true" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5990308/posts/default/2971028428706076521?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5990308/posts/default/2971028428706076521?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/bowl-of-oranges/~3/D5_zsi1jKcg/martelo-batido.html" title="Martelo batido." /><author><name>Lori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16278302057484556427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="08533900993595956766" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">2</thr:total><feedburner:origLink>http://bowl-of-oranges.blogspot.com/2009/10/martelo-batido.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DUcAQ387eyp7ImA9WxNRGEs.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5990308.post-3622261576757218810</id><published>2009-09-13T15:33:00.002-03:00</published><updated>2009-09-13T15:37:22.103-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-09-13T15:37:22.103-03:00</app:edited><title>Internet archives</title><content type="html">Fuçando no internet archives achei esse texto que eu escrevi em 2004 e tive um daqueles momentos "Há! não mudei quase nada." que ao mesmo tempo que é muito confortável é um pouco medonho. Como não tenho tipo tempo pra escrever coisas novas ó ele aí procês:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;Quinta-feira, Março 11, 2004&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Capítulos &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Ah! Você me contou isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sério? Nem me lembro. Isso que dá sair falando sem pensar. E esquecer tudo que falo. Hoje é capaz de você já me conhecer melhor do que eu mesma me conheço... E tem o que? Três vezes que a gente se encontrou e ficou assim num buteco falando aleatoriamente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quatro já...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então! E eu falando, e você monossilábico, e eu me esquecendo, e você lembrando. Realmente, boto minhas fichas que você já me conhece melhor do que eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não exagera vai. Olha a paranóia emergindo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá vendo? A gente só se encontrou quatro vezes e você já conhece minhas paranóias. Isso é perigoso. Se bem que você deve ter muita informação sem update. Eu faço update dos meus pensamentos sabia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, não. - disse ele rindo - E como é isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não é que eu me contradigo sabe? É que eu mudo de idéia, na verdade eu mudo de idéia constantemente, e às vezes elas se contradizem. Mas nada proposital do tipo "me arrependi e vou mudar de idéia", geralmente eu nem lembro da primeira idéia e surge a segunda. Aí eu vou contar pra alguém que tem memória, assim como você, e a pessoa solta aquela: "Você está se contradizendo! Lembra quando você disse isso, isso e aquilo?" e quando eu respondo um sincero "não" ninguém acredita em mim. Você acredita em mim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Na maior parte das vezes... Eu acho... É, eu acho que sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então, é porque você só me encontrou quatro vezes. Porque com os anos você acaba percebendo que na verdade as idéias ficam se repetindo em ordem, mudam um pouco de contexto mas são sempre as mesmas idéias. E que no fundo uma não anula a outra. É só uma questão de ponto de vista. Não há como não acreditar em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você tá querendo me dizer que se contradiz por uma questão de ponto de vista???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, acho que eu usei a palavra errada. Eu não me contradigo, eu mudo de ponto de vida. Referencial. É como se fosse um ponto de vista de outro momento na vida. É quando você tem outros estímulos, outras experiências, e isso influencia naquilo que você tá pensando... Tá dando pra entender ou está ficando complexo demais pro nosso nível alcóolico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você acha que eu tô falando bobeira? Acha que isso é papo de bêbado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lá vem mais uma! Alguém já comentou que você é muito insegura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Claro, isso é a parte óbvia! Mas por um acaso você percebeu que eu sou muito segura na minha insegurança?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ahn???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É, repara bem, na verdade ela é uma espécie de desculpa pra titubear. Eu primeiro convenço a todos que sou absolutamente insegura, depois disso eu posso sair tremendo, cambaleando, é que daí em diante eu tenho um aval. Do tipo "ah, mas é claro que ela está cambaleando, ela está insegura!". Imagine uma pessoa andando na corda bamba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pior que você tá conseguindo fazer sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Claro que faz sentido! Tudo que eu falo faz sentido! Não que eu encontre ele antes de falar, mas com certeza se você precisar de um eu invento. Agora é sério, imaginou o cara na corda bamba?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, sim, continua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então, se tiver uma rede de proteção ali embaixo ninguém bota fé no que ele tá fazendo, aliás, qualquer um pode andar numa corda bamba com uma proteçãozinha embaixo. Se cair tá salvo. Pode-se cair entende?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então, se ele tira a proteção ele fica correndo o risco de se machucar ou até morrer se cair, ele fica inseguro. Todo mundo acha normal que ele trema. A falta da rede dá o aval da insegurança, entende?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E você pensou nisso tudo antes de convencer a todos que era insegura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não. Não sei. Talvez tenha pensado e tenha tornado isso um hábito até me esquecer de que realmente pensei naquilo. Talvez não. Acho que eu só sempre fui insegura mesmo. Talvez eu tenha buscado ser mais segura e na minha total incapacidade de anular minha insegurança eu me senti segura dentro dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É melhor cair e morrer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Claro, se for pra cair, caia direito. Mas pelo menos, enquanto você não cai, todo mundo vai te dar muito mais moral. Até você mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como assim você mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É ué! Você é um conjunto de todos os integrantes do teatro que é a sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você é o roteirista, protagonista, iluminador, diretor, tudo! Se você é tudo você também está na platéia. Talvez só você seja a platéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E aonde eu entro na sua vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hmmm boa pergunta. Não sei. Talvez sua equipe se junte à minha a cada vez que nós nos encontramos. E fazemos capítulos iguais pra histórias diferentes... Faz sentido né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Heis que surge a paranóia dos sentidos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se você ficar analisando minhas paranóias eu vou ficar mais paranóica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá bom, tá bom, parei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E para de rir de mim! Eu não sou palhaça!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Palhacinha! Linda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pede mais uma vai...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A gente vai ficar aqui só bebendo? Não vamos deixar esse capítulo conjunto de nossas histórias distintas ficar mais interessante?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos.. Vamos sim... Mas só depois que o bar fechar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5990308-3622261576757218810?l=bowl-of-oranges.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/bowl-of-oranges/~4/rmZPQl1RuFI" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://bowl-of-oranges.blogspot.com/feeds/3622261576757218810/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5990308&amp;postID=3622261576757218810&amp;isPopup=true" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5990308/posts/default/3622261576757218810?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5990308/posts/default/3622261576757218810?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/bowl-of-oranges/~3/rmZPQl1RuFI/internet-archives.html" title="Internet archives" /><author><name>Lori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16278302057484556427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="08533900993595956766" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total><feedburner:origLink>http://bowl-of-oranges.blogspot.com/2009/09/internet-archives.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DEMEQHg8cSp7ImA9WxNTEE0.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5990308.post-7373490881022991581</id><published>2009-08-11T13:00:00.002-03:00</published><updated>2009-08-11T13:00:01.679-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-08-11T13:00:01.679-03:00</app:edited><title>Meu primeiro amor.</title><content type="html">Quando eu era pequena fui apaixonada por dois meninos. Um desde que eu me entendia por gente até a quarta série e outro da quarta até a sétima série. Ambos diziam que se eu emagrecesse eles ficariam comigo e sempre que alguém fazia o favor de me lembrar disso eu me sentia o maior lixo-escória-biohazard da humanidade. Quando me sentia assim corria pros lados de JV, meu amiguinho, que solidariamente se calava e olhava pra baixo, tensionava os lábios demonstrando seu descontentamento com a minha miséria. Até que o mal estar passasse  e voltássemos a brincar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, olhando pra trás eu noto o quão imbecil eu era. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus dois musos eram baixinhos, chatos, desinteressantes, pretensiosos, meio feios, na verdade não exatamente feios, eles tinham traços que poderiam perfeitamente ser bonitos mas não conseguiam graças a desproporcionalidade. Enfim, não eram o tipo de gente que me inebria com palavras e também não seriam o tipo de pessoa que eu pediria pra posar pros meus desenhos ou pinturas. Não eram ninguém que eu gostaria de escutar por muito tempo e também não faziam o favor de ser alguém que eu gostaria de olhar por muito tempo. Há alguns anos eu encontrei com um deles, que continuava baixinho, mas agora também estava ficando careca, gordinho, e tinha se tornado o típico advogado meia-boca. Tentou, sem sucesso, mas insistentemente, iniciar uma conversa comigo numa festa de aniversário. Não tínhamos um só assunto em comum. Ele não se dava a esses assuntos super importantes que me atraem, como arte, rock, política, religião ou qualquer coisa que acenda os ânimos e gere discussões apaixonadas. Não. Ele falava dessas coisas mundanas que a gente nem lembra direito. Eu me limitava a respostas monossilábicas até perceber a grandiosidade da situação e ter que segurar o riso. Com uma desculpa esfarrapada, um tapinha no ombro e um falso pesar me livrei dele e rezei até meus joelhos sangrarem pra nunca mais ter que trombar com ele de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já JV era mais alto que eu, moreno, com cabelo de índio, rico toda vida e gente boa. Gostávamos de praticamente as mesmas coisas e poderíamos gastar muitas horas juntos sem que passasse um minuto. Tinha um bom caráter, era prestativo, cuidadoso, sensível, se não tiver desvirtuado nos caminhos da vida deve ser um daqueles homens de "não repara, aquele queixo no chão é o meu mesmo". Foi o protagonista de momentos muito importantes da minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi na casa de JV, fazendo um trabalho do bicentenário de Tiradentes, que todos meus coleguinhas de grupo resolveram encenar um clube das mulheres, tema em alta por causa de uma novela da época, pra uma platéia de uma mulher só: eu. Sabe, mal acostumada desde a infância. Sete espécimes do sexo masculino subindo em mesas, dançando e se despindo pra mim. Tudo porque eu não gostava de cor de rosa nem de pôneis, tudo porque meninas não tinham absolutamente NADA a ver comigo e assim só me restava o grupo dos meninos pra fazer trabalhos. A minha falta de frescura e de femininice me renderam o apreço pela sexualidade desde sempre. No mínimo me fizeram pensar "Opa! Que que é isso que acontece aqui dentro?" enquanto observava aquele bando de garotos se oferecendo pra mim, imitando o que viámos na novela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi também na casa de JV que conheci o quão maravilhoso eram travesseiros de pluma de ganso. JV foi o primeiro homem que insistiu pra que eu dormisse com ele, na inocência dos 11 anos de idade, e só não foi o primeiro homem com o qual eu dormi porque meus pais não acharam isso tudo tão natural assim. O cara tinha a manha de me seduzir com travesseiros ultra macios e camas de mola. Provavelmente, se tivessem deixado que eu passasse a noite com ele teríamos passado uma boa parte do tempo acordados, falando de coisas que crianças de 11 anos falam, no meu caso o assunto provavelmente incluiria Stephen King e Freddy Krueger. Talvez jogássemos videogame, comessemos porcarias. Enfim, faríamos um monte de coisas divertidas, mas nada que envolvesse contatos físicos muito íntimos. Eu não era tão esperta naquele tempo, aposto que nem ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JV era O cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as mulheres adultas me avisavam do meu foco ruim quando eu tinha 11 anos. Eu ignorava porque achava que era só uma maneira de me distrair do meu coração irremediavelmente partido pelos meninos que me desdenhavam. Não era. Ele era bonito mesmo. Muito. E precioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anos se passaram, não me lembro exatamente porque eu e JV nos afastamos. Eu tinha essa necessidade patológica de fazer amigas meninas por mais que elas me enchessem o saco e me torturassem. Não consigo me lembrar onde ele estava quando de fato encontrei uma menina da qual fazia sentido ser amiga. Uma que tinha a ver comigo, que gostava das mesmas coisas que eu. Só me lembro que 93 foi um ano solitário até a encontrar. Ele deve ter mudado de colégio ou algo assim porque quando o revi rapidamente, lá pra 95, já éramos estranhos um ao outro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava com uma amiga, ele com um amigo. Tudo dentro das normas sociais. Dessa vez eu já o via com outros olhos e talvez por isso tenha ficado tão tímida perto dele. Ele já devia ter pra lá de um metro e oitenta, o cabelo era tão preto e liso que refletia a luz do Sol, olhos levemente puxados, estilo Rodrigo Santoro, moreno, sorriso encantador, continuava magrelo e estava de bicicleta. Era um desses eventos onde todo mundo vai de bicicleta, nem me lembro direito. Eu só estava no caminho, num bar, tomando cerveja com meus amiguinhos rebeldes. Nos falamos, coisa rápida, nada de especial, ele retornou ao caminho dele e eu à minha rebeldia. Nunca mais tive notícias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tudo isso JV, e não aqueles garotos idiotas que me sacaneavam, fica na minha memória até hoje. Tem aquele lugar no coração que só primeiras paixões têm, aquele lugarzinho onde nenhuma outra pessoa vai pisar, o lugar onde se esconde todos os ideais e fantasias de amor da infância. Posso conhecer e amar mil homens, mas nenhum será tão perfeito quanto JV.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5990308-7373490881022991581?l=bowl-of-oranges.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/bowl-of-oranges/~4/k9Wz4GEzN3o" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://bowl-of-oranges.blogspot.com/feeds/7373490881022991581/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5990308&amp;postID=7373490881022991581&amp;isPopup=true" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5990308/posts/default/7373490881022991581?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5990308/posts/default/7373490881022991581?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/bowl-of-oranges/~3/k9Wz4GEzN3o/meu-primeiro-amor.html" title="Meu primeiro amor." /><author><name>Lori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16278302057484556427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="08533900993595956766" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">2</thr:total><feedburner:origLink>http://bowl-of-oranges.blogspot.com/2009/08/meu-primeiro-amor.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;Ck4BQX46fCp7ImA9WxJaFE4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5990308.post-801136253687428333</id><published>2009-08-04T21:03:00.002-03:00</published><updated>2009-08-04T21:09:10.014-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-08-04T21:09:10.014-03:00</app:edited><title>Orgulho de ser gordinha.</title><content type="html">Há muito tempo eu venho pensando em escrever sobre uma coisa aqui no blog. Não raro meninas vêm me encher de perguntas sobre como eu consigo ser tão tranquila com o meu peso e a minha forma física. Diferente de 90% das mulheres que eu conheço eu não jogo a culpa de todos os males da minha vida no meu excesso de peso e muito menos acho que alguma coisa seria diferente se eu fosse magra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás há pouco tempo aconteceu a coisa mais engraçada comigo. Conversando com uma conhecida eu fui descobrir que a conhecia de muito antes, ela tinha emagrecido tanto que teve que me contar que ela era uma menina gordinha com a qual eu conversava direto. Tudo bem que eu não sou a pessoa mais atenta ao universo ao meu redor, mas pensa no quanto essa menina tinha ficado diferente pra que eu não notasse que era a mesma pessoa. Ela fez aquela cirurgia de redução do estômago e, quando eu perguntei como era, a resposta foi ríspida:&lt;br /&gt;- Não muda nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu morri de rir porque entendi perfeitamente o que ela achou que eu queria saber quando soltou essa frase. Comentei que isso eu já imaginava e conversamos um monte sobre o quanto as pessoas gordinhas acreditam que teriam outra vida se fossem magras e que na verdade uma coisa não tem nada a ver com a outra. Eu mesma, quando me pego pensando "e se" tento rever toda a conversa que nós tivemos pra voltar pro mundo real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoalmente eu acredito que uma série de coisas fazem com que a gente engorde, e eu não estou falando de comida e sedentarismo. Pra mim existem motivos emocionais pra que alguém acumule peso, mas não passa pela minha cabeça a intenção de convencer alguém disso. Muito menos sei como resolver. Só tenho certeza de que alguém emocionalmente saudável é capaz de comer alimentos que lhe façam bem, em quantidades adequadas e de se exercitar com a frequência necessária pra ter um bom preparo físico e uma vida saudável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, até agora, não sou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou uma bagunça emocional e com o tempo eu fui perceber que o quanto eu peso é o menor dos meus problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que existe uma puta pressão de todos os lados, principalmente quando se é mulher, tentando te convencer de que você só vai ser feliz quando tiver uma aparência que esteja de acordo com os padrões vigentes, mas desculpaí, enquanto não inventarem "Photoshop - Ao vivo! Compre agora por 12 vezes de $499,99" nenhuma mulher vai conseguir. E eu até gosto de ter duas pernas e tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que muita mulher acha que a raiz dos seus problemas, principalmente com os homens, está no excesso de peso e nesse caso eu posso afirmar que é lenda. Dos 6 aos 12 anos eu escutei da minha mãe, e não só dela, que se não desse um jeito de emagrecer não conseguiria arrumar um namorado. Dos 13 até hoje só escuto "será que você não poderia quietar com um rapaz só?" e respondo "Quando algum deles valer o preço, claro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Namorar é um negócio caro, ninguém comenta isso. Não é sobre dinheiro, é sobre vida. Pode ser porque eu tenha que estudar, trabalhar, ter amigos, vida social, tempo livre pra escrever, pintar, até hoje não melhorei na guitarra por pura falta de tempo pra praticar. Além do que namorar me impede de experimentar outras pessoas. Poderia conhecer alguém que beije melhor, trepe melhor, tenha um papo mais agradável. Que na média valha mais a pena do que quem quer que tenha a minha fidelidade. Ou então alguém que simplesmente seja pior em tudo, mas que faça meu coração acelerar e me faltar ar. O bom do último caso é que esse fogo dura pouco, porque né? Quem ia querer passar um tempão com um cara pior em tudo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu abro uma exceção pra namorar normalmente são os caras mais bonitos, mais legais, mais interessantes. E quando eu digo isso não estou apenas expressando minha opinião pessoal: é senso comum. Odeio dizer isso publicamente porque o valor de mercado dos meus ex's sobe vertiginosamente, e mesmo que eu não vá jantar o peixe não gosto de vendê-lo, mas só não diria se fosse mentira. Todos meus ex-namorados, sem exceção, eram caras sensacionais. E não, nenhum fez nada horrendo contra mim ao contrário do que frequentemente dou a entender. Note, eu sempre SÓ DOU A ENTENDER, nunca digo nada sólido, é simplesmente porque não tenho o que dizer, eu termino quando noto que não tem pra onde crescer, só isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(E esse último parágrafo foi um SUPER momento amadurecimento pessoal, nunca na história desse país eu acharia que diria isso em "voz alta")&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já minhas amigas, tão lindas, tão inteligentes, perdem um tempo danado com caras frouxos, babacas, abaixo da média. A cereja do bolo é quando concluem que toda essa desgraça é porque estão 2 ou 3 quilos acima do que imaginam ser o ideal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja mais fácil pra mim porque nunca fui magra e tive que lidar com essa verdade desde as minhas primeiras paixões. Então comecei a escrever contando como foi o desenvolvimento da minha vida amorosa por que achei que poderia ajudar a responder essas perguntas que tanto me fazem. Só sei que algumas horas depois eu tinha alguns quilômetros de palavras escritas no Bloco de notas e não tinha chegado nem no meu primeiro namorado. Se eu quisesse, dava um livro, mas pra que livro quando eu posso fazer tudo desleixadamente e ir soltando aqui no blog? Menos trabalhoso. Então é isso, não estranhem que de agora em diante todos os meus posts sejam sobre como se construiu a minha relação com os homens. Tenho alguns prontos que eu vou agendar. Vamos ver se isso rende (e com essa frase eu quis dizer, vamos ver se eu não desisto no meio). :D&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5990308-801136253687428333?l=bowl-of-oranges.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/bowl-of-oranges/~4/bHX76nW0oaU" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://bowl-of-oranges.blogspot.com/feeds/801136253687428333/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5990308&amp;postID=801136253687428333&amp;isPopup=true" title="17 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5990308/posts/default/801136253687428333?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5990308/posts/default/801136253687428333?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/bowl-of-oranges/~3/bHX76nW0oaU/orgulho-de-ser-gordinha.html" title="Orgulho de ser gordinha." /><author><name>Lori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16278302057484556427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="08533900993595956766" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">17</thr:total><feedburner:origLink>http://bowl-of-oranges.blogspot.com/2009/08/orgulho-de-ser-gordinha.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DUUNQngyfip7ImA9WxJbFE0.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5990308.post-8370783121990085296</id><published>2009-07-24T00:46:00.001-03:00</published><updated>2009-07-24T00:48:13.696-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-07-24T00:48:13.696-03:00</app:edited><title /><content type="html">O que incomoda é essa sensação de que nunca vai mudar. De que os intelectualizados vão continuar alegando que são só de brincadeira todas as manifestações de preconceito de gênero. Que as moderninhas vão continuar chamando de liberdade sexual suas competições por futilidades. De que os desprovidos de educação formal, caráter, respeito, continuem punindo com força e abuso sexual toda mulher que acreditar ser dona do próprio corpo e senhora de sua sexualidade. E porque não puniriam? Vivem na selvageria e ninguém numa acima deles na cadeia alimentar social reforça que a mulher é um ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulher é sempre parte. Mulher é melhor calada, obediente e pelada. Mulher boa é aquela que espera ser completa no outro. Que precisa do outro. Que sobrevive à ausência do outro. Que cria os filhos do outro. Um grande receptáculo de porra, é isso que a mulher é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E elas sofrem, choram, muitas se submetem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que dói não é a brincadeira, mas a ausência de diálogo. São os calabocas, são as provocações, são os xingamentos. Diálogo com quem se mulher não fala? Mulher só fala se concorda. Mulher é boa quando concorda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então vão lá, mostrem a bunda e ganhem menos. Gastem mais. Gastem muito com salão de beleza e renda francesa. Finjam que acreditam em tudo que escutam. Finjam que não vivem no mundo que eu vejo, errado e repressor. Aproveitem e finjam que tudo se reduz a sapatos. Comprem muitos sapatos. Finjam orgasmos também. Repitam até soar verdadeiro que tamanho não importa. Dependam. Dependam pra tudo. Dependam pra pagar as contas. Dependam pra abrir jarra de palmito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro é frágil sabe? Parece que não, mas é. Encene o tempo inteiro pra que ele não fique inseguro. Encene e ele vai se sentir um macho alpha. Quando ele finalmente acreditar que é tudo, você vai ser automaticamente reduzida a nada. Faça que não se importa. Compre mais sapatos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5990308-8370783121990085296?l=bowl-of-oranges.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/bowl-of-oranges/~4/hV7nIG4eYNA" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://bowl-of-oranges.blogspot.com/feeds/8370783121990085296/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5990308&amp;postID=8370783121990085296&amp;isPopup=true" title="10 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5990308/posts/default/8370783121990085296?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5990308/posts/default/8370783121990085296?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/bowl-of-oranges/~3/hV7nIG4eYNA/o-que-incomoda-e-essa-sensacao-de-que.html" title="" /><author><name>Lori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16278302057484556427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="08533900993595956766" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">10</thr:total><feedburner:origLink>http://bowl-of-oranges.blogspot.com/2009/07/o-que-incomoda-e-essa-sensacao-de-que.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;AkUMRXk9eSp7ImA9WxJUEUQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5990308.post-250439593346502160</id><published>2009-07-10T00:57:00.002-03:00</published><updated>2009-07-10T00:58:04.761-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-07-10T00:58:04.761-03:00</app:edited><title /><content type="html">- Você pararia a sua vida pra se dedicar exclusivamente a catar cueca de marido na sala e cuidar de filho?&lt;br /&gt;- Depende. Estamos falando do Fábio Jr?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5990308-250439593346502160?l=bowl-of-oranges.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/bowl-of-oranges/~4/dMkFHGAJxnk" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://bowl-of-oranges.blogspot.com/feeds/250439593346502160/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5990308&amp;postID=250439593346502160&amp;isPopup=true" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5990308/posts/default/250439593346502160?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5990308/posts/default/250439593346502160?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/bowl-of-oranges/~3/dMkFHGAJxnk/voce-pararia-sua-vida-pra-se-dedicar.html" title="" /><author><name>Lori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16278302057484556427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="08533900993595956766" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">2</thr:total><feedburner:origLink>http://bowl-of-oranges.blogspot.com/2009/07/voce-pararia-sua-vida-pra-se-dedicar.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEYDQXk9fSp7ImA9WxJWFUs.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5990308.post-1945107428766128296</id><published>2009-06-21T02:24:00.002-03:00</published><updated>2009-06-21T02:29:30.765-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-06-21T02:29:30.765-03:00</app:edited><title>And though I still hate school I've almost got my degree...</title><content type="html">Enquanto o povo chora/critica/elogia o fim da necessidade de diploma de jornalismo pra exercer a profissão eu enfrento o que seria, teoricamente, o penúltimo período de Artes Visuais. Nunca precisou de diploma pra ser artista, então eu tô lá de bobeira mesmo. Mentira, faço licenciatura então eu posso dar aula em escolas no ensino fundamental e médio, mas honestamente quando eu penso nisso também penso em me matar e pra me matar eu não preciso de diploma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a treta da USP? Sabe, eu só acho que não dá pra meter polícia nessas merdas. "Ah, porque os grevistas não representam a maioria dos alunos", tudo bem, basta que a maioria dos alunos se movimente, vote, participe e corra atrás disso como eles fizeram posteriormente, desmascarando o movimento estudantil falido da USP. Incentivar a apatia política, com bombas sendo atiradas dentro do campus, é que não dá, saca? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá na UEMG tivemos movimentações esse ano. Primeira vez, desde que entrei lá. Aliás acho que é a primeira vez que existe um DA também. Até hoje não existe um DCE. É que quando trocaram a Escola de Design de lugar sumiram com a documentação necessária pra formar um DCE, e só a encontraram de novo esse ano no porão da FAE, na pilha de "coisas separadas pra serem enviadas pra alguma unidade obscura no interior". A UEMG é uma universidade de muitos campi, tem até esse povo jogado no interior, sem verba, sem qualidade de ensino e sem contatos com qualquer um que possa agregar volume à falta de voz deles. Porque no fundo é isso, nós alunos, todos juntos, berrando, não temos quase voz nenhuma. Quando junta uns 2 cursos inteiros pra reivindicar alguma coisa faz um chiadinho que eles correm pra calar bem rápido. "Ah, mas não ter um DCE é ilegal", num é? Também acho, me disseram isso, mas o que fazer? Como fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A justiça é meio falha nesse ponto. Existem tantas leis e tantas coisas a nosso favor e um caminho extremamente obscuro pra alcançá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto que eu queria comentar é que nessa história toda também houve uma tentativa partidária/sindical de usar a nossa voz em prol das reivindicações alheias. Sorte nossa que tinha eu ali naquela assembléia, bem mais velha, experiente e imponente. Como uma irmã mais velha dei ordem pra que todos meus coleguinhas se retirassem. Uma boa parte deles obedeceram e isso cessou as tentativas de manipulação, pelo menos naquele momento e no decorrer da solução do nosso problema. Não foi nada democrático, note, eu ordenei, fui incisiva e só saíram aqueles que ou confiavam em mim sem maiores questionamentos ou ficaram com medo (é, eu causo isso nas pessoas às vezes). Ao mesmo tempo, alguns ficaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que é porque no fundo a maioria dos jovens quer mudar o mundo sabe? Mudar essa justiça dos que podem pagar. Mudar essa coisa do Estado propagandear enganosamente que super investe na Universidade e que educação é uma prioridade. O discurso sindical/partidário é muito bonito e eficaz na tentativa de convencê-los de que alguma dessas coisas é mutável. Eles são líderes e são bons nisso, eu, por exemplo, não sou. Só oscilo entre ser extremamente autoritária e ter boa argumentação e paciência pra explicar e debater as coisas. Ainda tem essa coisa de ser pouco intolerante com burrice excessiva, então no fundo, quem demora demais pra entender ou quem tem um alcance de visão muito limitado eu quero mais é que se foda. Quer fazer piquete pra defender causas sindicais e ignorar seus próprios problemas como cidadão/estudante? Vai lá, beijos e por favor, não me liga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas um dia ainda consigo fazer com que a minha falta de voz seja ouvida. Só nem imagino como....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5990308-1945107428766128296?l=bowl-of-oranges.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/bowl-of-oranges/~4/wMH3pKVJhzo" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://bowl-of-oranges.blogspot.com/feeds/1945107428766128296/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5990308&amp;postID=1945107428766128296&amp;isPopup=true" title="3 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5990308/posts/default/1945107428766128296?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5990308/posts/default/1945107428766128296?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/bowl-of-oranges/~3/wMH3pKVJhzo/and-though-i-still-hate-school-ive.html" title="And though I still hate school I've almost got my degree..." /><author><name>Lori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16278302057484556427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="08533900993595956766" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">3</thr:total><feedburner:origLink>http://bowl-of-oranges.blogspot.com/2009/06/and-though-i-still-hate-school-ive.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CkUDRH88fCp7ImA9WxJWE0s.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5990308.post-6202523363058056399</id><published>2009-06-18T18:15:00.002-03:00</published><updated>2009-06-18T18:24:35.174-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-06-18T18:24:35.174-03:00</app:edited><title>This world seems like a nice place to visit, but I don't want to live in it.</title><content type="html">Outro dia eu tive uma briga com a minha prima por um motivo muito simples. Ela tem mania de odiar classes inteiras de pessoas, numa dessas declarações de ódio gratuito eu me senti incluída e agredida. O pau foi feio, fiquei verdadeiramente ofendida e magoada. Claro, ela sendo minha prima e querida por mim, bastou que se desculpasse e esclarecesse melhor a situação e estamos na boa de novo. Mas isso tudo estou dizendo só para afirmar o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Preconceito é uma merda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É simples assim. Se você tem idéias pré-concebidas sobre um grupo de pessoas por qualquer motivo, se julga as coisas sem reconhecer que talvez simplesmente as desconheça, você está sendo preconceituoso e ridículo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sim, ridículo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E porque estou falando isso, tem esse cara, o &lt;a href="http://twitter.com/rmaruo"&gt;@rmaruo&lt;/a&gt;, minks meu de tempos de mirc, pessoa pela qual eu nutro um bem querer há anos, e hoje me indicou um &lt;a href="http://www.nerdcuritibano.com.br/2009/06/s02e19-pimbas/"&gt;podcast&lt;/a&gt;. Estava estressada, querendo distrair, aquela coisa de fim de semestre habitual, e segui a dica. Nem mesmo sabia que ele participava do tal podcast, fui descobrir no decorrer do negócio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, fui escutando e de repente noto que o podcast é na verdade um grupo de pessoas fazendo gracinha, fingindo que está discutindo pós-modernidade, arte, cinema de arte, Marx, Sartre, o cacete. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fingindo porque o faziam exatamente como a vovó maligna fazia antigamente pra fingir que falava alguma língua estrangeira: &lt;br /&gt;- blobsblobsblobsblobsblobs. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo melhor, o que eles falavam soava bem mais como: &lt;br /&gt;- Patinete na agulha fazer bolinha como telefone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi isso por, sei lá, uns 30 minutos para então dizer que estavam imitando um grupo de pessoas que eles denominam Pimbas. Eu acho irônico que esse tipo de atitude venha de um grupo que se auto-denomina nerd. Talvez, se eles tivessem gravado um &lt;span style="font-style:italic;"&gt;blablabla&lt;/span&gt; desse tipo, dessas pessoas em específico, eles teriam um ponto, ou um argumento, ou qualquer coisa que o valha. O que pareceu, honestamente, é que eles acreditam que as pessoas que discutem os assuntos levantados não falam nada com nada ou que, ainda, não sejam discussões válidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me lembra uma vez que eu e Gu discutíamos qualquer coisa de Spiderman no intervalo na faculdade e uma colega de sala foi embora puta falando que nós dois éramos um saco porque não falávamos nada com nada. A gente realmente estava sendo um saco, porque estávamos entretidos no nosso gibberish e, com isso, a excluímos da conversa. Essa colega, em momento nenhum, se daria ao trabalho de dizer que éramos pseudo qualquer coisa só porque falávamos de um assunto que ela desconhecia, ela não se acha melhor ou pior que ninguém, se falássemos de Miró, por exemplo, ela entenderia e se divertiria com a conversa. São áreas de interesse. Tem gente que gosta de Spiderman e tem gente que gosta de Win Wenders. Tem gente até que morre de rir quando descobre que o primeiro nome do Win Wenders é Ernst porque se lembra de Oscar Wilde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tem gente que não entende. E acha arrogância, e acha nada com nada, e critica. Qual a diferença de perder seu tempo lendo sabedeusquantos livros do Tolkien ou ler Nietzsche? É tudo entretenimento e é tudo cultura. Ado, a-ado, cada um no seu quadrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo, eu acho que um grupo de pessoas simulando um determinado tipo de discussão não demonstra que essa discussão é inválida, ou até mesmo non-sense quando realizada por um outro grupo de pessoas. Enfim, o tal podcast continua, e esclarece que se trata de uma demonstração sobre o quanto os tais Pimbas são abomináveis. Uhum, senta lá Cláudia, até agora a única coisa feita foi uma suposta imitação, mas prossiga. Daí começam a comentar como eles são ridículos por terem um código de vestimenta, ou por frequentarem certos lugares, ou por whatever, todos os exemplos eram sinais de que aquelas pessoas tinham certas atitudes/hábitos que os identificavam como um grupo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso vindo de um podcast chamado &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Nerd&lt;/span&gt;Express de um site chamado "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Nerd&lt;/span&gt; Curitibano". Qual é? É briga de gangue? Eles realmente estão criticando pessoas que se rotulam e que seguem regras sociais e comportamentais para fazerem parte de um grupo? E o rabinho, tá confortável aí bem escondidinho sob sua própria bunda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nerd"&gt;Nerd&lt;/a&gt; deixou de ser xingamento e virou rótulo de pessoas. Mais ainda, com &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_do_Orgulho_Nerd"&gt;suas próprias regrinhas&lt;/a&gt;, que fofo. Eu me seguro daqui pra não desmaiar de tanta vergonha alheia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ps. só pra constar, eu não me encaixo na descrição dos tais pimbas, tampouco na descrição de nerds. Posso xingar ces tudo até minha língua cair do alto da minha falta de rótulo.&lt;br /&gt;pps. Notem o terceiro dever da listinha dos nerds, provavelmente é ele que tem feito esses auto-proclamados dizerem tanta asneira sobre os mais variados assuntos internet afora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5990308-6202523363058056399?l=bowl-of-oranges.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/bowl-of-oranges/~4/DZfkq4gZjwo" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://bowl-of-oranges.blogspot.com/feeds/6202523363058056399/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5990308&amp;postID=6202523363058056399&amp;isPopup=true" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5990308/posts/default/6202523363058056399?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5990308/posts/default/6202523363058056399?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/bowl-of-oranges/~3/DZfkq4gZjwo/this-world-seems-like-nice-place-to.html" title="This world seems like a nice place to visit, but I don't want to live in it." /><author><name>Lori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16278302057484556427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="08533900993595956766" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">2</thr:total><feedburner:origLink>http://bowl-of-oranges.blogspot.com/2009/06/this-world-seems-like-nice-place-to.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0QMQng7fCp7ImA9WxJXGUk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5990308.post-6082103423050119612</id><published>2009-06-13T22:01:00.000-03:00</published><updated>2009-06-13T22:03:03.604-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-06-13T22:03:03.604-03:00</app:edited><title>OK, se hoje fosse seu último dia de vida, o que você gostaria de me contar, pra valer?</title><content type="html">Do &lt;a href="http://gabrielouback.wordpress.com/2009/06/10/ambiguidade-e-meu-nome-do-meio/"&gt;Louback&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se hoje fosse o meu último dia de vida eu não teria nada a dizer. Diferente do que fiz a vida inteira, se hoje fosse meu último dia de vida, eu escolheria o silêncio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5990308-6082103423050119612?l=bowl-of-oranges.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/bowl-of-oranges/~4/3N6cd2l9U1w" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://bowl-of-oranges.blogspot.com/feeds/6082103423050119612/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5990308&amp;postID=6082103423050119612&amp;isPopup=true" title="4 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5990308/posts/default/6082103423050119612?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5990308/posts/default/6082103423050119612?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/bowl-of-oranges/~3/3N6cd2l9U1w/ok-se-hoje-fosse-seu-ultimo-dia-de-vida.html" title="OK, se hoje fosse seu último dia de vida, o que você gostaria de me contar, pra valer?" /><author><name>Lori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16278302057484556427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="08533900993595956766" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">4</thr:total><feedburner:origLink>http://bowl-of-oranges.blogspot.com/2009/06/ok-se-hoje-fosse-seu-ultimo-dia-de-vida.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0UNRXc8cCp7ImA9WxJXEEk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5990308.post-3303280405560195153</id><published>2009-06-03T12:00:00.000-03:00</published><updated>2009-06-03T12:01:34.978-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-06-03T12:01:34.978-03:00</app:edited><title>Why is it that you had to say goodbye in your special way?</title><content type="html">Alguém que te acha lindo. Alguém que acha o que você faz interessante. Alguém que acha o que você diz legal. Alguém que te admira. Alguém que fala bem de você. Alguém que te defende. Alguém que te deseja. Alguém que quer estar ao seu lado. Alguém pra te fazer companhia. Alguém pra te fazer surpresas. Alguém pra te ligar. Alguém pra te buscar. Alguém pra te levar. Alguém pra encontrar. Alguém que gosta de ler o que você escreve. Alguém que gosta de olhar o que você fotografa. Alguém que gosta de assistir o que você filma. Alguém que gosta de ver o que você pinta. Alguém que quer saber quem você é. Alguém que quer te ver feliz. Alguém que quer te ver realizado. Alguém que quer te ver completo. Alguém que só quer te dar abraços. Beijos. Carinhos. Alguém que quer fazer sexo com você. Alguém que pensa em como seria misturar os genes com os seus e fazer filhos. Alguém que planeja envelhecer com você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que? Meu Deus, por que tanto medo de ser descoberto sendo esse alguém?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="320" height="265"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/OD4LMQDKFBY&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/OD4LMQDKFBY&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="320" height="265"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5990308-3303280405560195153?l=bowl-of-oranges.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/bowl-of-oranges/~4/nekrfhKlmmU" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://bowl-of-oranges.blogspot.com/feeds/3303280405560195153/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5990308&amp;postID=3303280405560195153&amp;isPopup=true" title="3 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5990308/posts/default/3303280405560195153?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5990308/posts/default/3303280405560195153?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/bowl-of-oranges/~3/nekrfhKlmmU/why-is-it-that-you-had-to-say-goodbye.html" title="Why is it that you had to say goodbye in your special way?" /><author><name>Lori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16278302057484556427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="08533900993595956766" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">3</thr:total><feedburner:origLink>http://bowl-of-oranges.blogspot.com/2009/06/why-is-it-that-you-had-to-say-goodbye.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;A04AR3o8cCp7ImA9WxJQFkw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5990308.post-8750286087812833058</id><published>2009-05-29T14:58:00.000-03:00</published><updated>2009-05-29T14:59:06.478-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-05-29T14:59:06.478-03:00</app:edited><title>Over and out.</title><content type="html">Quando eu era mais nova, eu achava que se as pessoas que eu mais amava morressem, eu morreria junto. Eu tinha certeza disso, certeza de que não aguentaria a ausência, as saudades. Uma das pessoas que eu mais temia que se fossem era meu avô Afrânio. Os anos foram passando, ele foi envelhecendo, adoecendo, até que um dia morreu, e nem foi tão duro pra mim. Claro que sinto saudades. Claro que acho coisinhas que me fazem lembrar dele e sentir falta. Mas no fundo foi fácil. Eu tinha consciência de que isso aconteceria e o adoecimento dele foi como um alarme pra mim. Tudo que eu tinha pra dizer, eu disse. Todo o amor que eu pude dar, eu dei. Todo tempo que eu tive pra passar grudada nele, sentindo o cheirinho de talco e fazendo cafuné nos cabelos brancos dele, eu passei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu procuro manter todo o meu amor em dia. Sabe, sempre que eu posso demonstrá-lo aos meus amigos, à minha família, o faço. Deixar as pessoas que eu quero bem sempre cientes de como eu me sinto em relação à elas. Só que de vez em quando não tem jeito. Tenho fases ruins, muito tristes,  muito estressadas, e me isolo. Fico monossilábica e meio grossa. Fico distante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tive meus avisos. Ele me disse o suficiente pra que eu entendesse que estava sendo relapsa. Era fase, eu explicaria depois e ele entenderia. Ele me entendia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendia meus mimimis, minhas frecuras, meu egocentrismo. Entendia o que me doía e tentava me dar conselhos sábios que eu fingia nem estar escutando mas refletia sobre depois. E os planos loucos? "Venha pro Reveillon, vai ter uma festa foda" e eu mudava de idéia. "Venha pro carnaval", "só se você me levar na Sapucaí", deixa pro ano que vem. Tempo é tão eterno. Eu achava que procrastinar um pouco era parte da brincadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu precisava de tempo pra explicar que não andava bem esses dias. Eu precisava de tempo pra me jogar nos planos loucos e pra gente ultrapassar essa linha que divide o virtual do real. Termos fotos pra provar, vivências compartilhadas. Eu só precisava de tempo, e eu achava que tinha. Só que eu estava errada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;He's gone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu não disse o quanto ele era importante pra mim. Eu não agradeci toda a ajuda com as minhas dúvidas e inquietações, toda a companhia. Não. Ele só sabe que eu fui uma escrota monossilábica. O tempo acabou antes que eu pudesse explicar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5990308-8750286087812833058?l=bowl-of-oranges.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/bowl-of-oranges/~4/Lv8gfStRjL8" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://bowl-of-oranges.blogspot.com/feeds/8750286087812833058/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5990308&amp;postID=8750286087812833058&amp;isPopup=true" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5990308/posts/default/8750286087812833058?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5990308/posts/default/8750286087812833058?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/bowl-of-oranges/~3/Lv8gfStRjL8/over-and-out.html" title="Over and out." /><author><name>Lori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16278302057484556427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="08533900993595956766" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">2</thr:total><feedburner:origLink>http://bowl-of-oranges.blogspot.com/2009/05/over-and-out.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CkYFSHw8cCp7ImA9WxJTEEQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5990308.post-8464819517171805428</id><published>2009-04-18T18:16:00.002-03:00</published><updated>2009-04-18T18:28:39.278-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-04-18T18:28:39.278-03:00</app:edited><title /><content type="html">- E isso mostra pra nós que não precisamos de ajuda do governo pra fazer as coisas acontecerem.&lt;br /&gt;- Mas quem pagou por esse evento?&lt;br /&gt;- Os patrocinadores.&lt;br /&gt;- Quem?&lt;br /&gt;- Estão atrás da camisa. Fulaninha, vira pra eles verem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fulaninha dá uma volta de 3 segundos. Quase ninguém viu nada e ainda por cima mudança rápida de assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei no &lt;a href="http://www.mma.gov.br/conferenciainfantojuvenil/"&gt;site &lt;/a&gt;do tal evento, hospedado, por sinal, no portal do Ministério do Meio Ambiente e colo pra vocês o pedacinho que mostra quem foram os patrocinadores:&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_U4cCJCmhSfE/SepFJXWGeUI/AAAAAAAAAHI/XGxDtAAZQEw/s1600-h/patrocinadores.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 210px; height: 132px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_U4cCJCmhSfE/SepFJXWGeUI/AAAAAAAAAHI/XGxDtAAZQEw/s320/patrocinadores.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5326145536506886466" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nego se auto-denomina profissional da educação. Fofo. Super educador isso. Não é muito vindo de alguém que deu um chilique absurdo e praticamente nos linchou quando propusemos uma atividade baseada na malhação do Judas para um trabalho que envolvesse arte e folclore uns 2 anos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que enquanto as pessoas encararem o Governo como uma coisa destacada delas mesmas nada vai mudar. O governo sou eu, e você, e tudojuntoaomesmotempo. Todo mundo vai lá e bota seu dinheirinho, todo mundo vai lá e escolhe alguém pra escolher o que vai fazer com ele e tomar decisões em geral pra todos nós. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós. Decisões pra mim e pra você. E praquela pessoa ali que eu nunca vi na vida também. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoalmente eu acho democracia uma merda, cá entre nós todas as decisões poderiam ser tomadas por mim, tudo ser meu e ia mandar explodir um monte de coisas, mas é bem menos pior, muito mais justo, e muito menos medonho que sejam decisões e investimentos que tenham como objetivo o bem estar da maioria e não só o meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe porque?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que se não fosse assim provavelmente quem ia mandar nessa bodega não seria eu, nem você, nem aquela pessoa ali e isso seria uma merda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior é que as pessoas não tomam posse e nem, consequentemente, responsabilidade pelo governo que têm. É por isso que a gente vê gente aí de mimimi, por exemplo, dizendo que é super injusto a tia lá da Daslu ficar presa. Acham injusto porque não enxergam que, sonegando, ela bateu a carteira de todo mundo. Você quer que o cara que estraçalhou a janela do seu carro e levou o som vá pra cadeia, mas a tia da Daslu não precisa, coitada. Ela só sonegou e isso não diz respeito a você. Diz sim, meu caro muchacho. Ela tá tomando champagne e comendo queijo brie na sua conta. E você nem tá ficando puto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasileiro em geral acha isso até legal. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Pô, massa, cadê a minha fatia?"&lt;/span&gt; E quando tem a chance de abocanhar um pedacinho desse mundaréu de carteiras batidas vai com toda fome do mundo. Quem pensa assim não é só escroto, é patético. Ele acha que tá tendo a maior vantagem do planeta quando na verdade ele não passa de graxa da engrenagem. Na verdade, até ele estaria vivendo muito melhor se não pensasse assim e se não ficasse achando que o bem estar dele está acima do bem estar de todo mundo. Arrogante de bosta. Imbecil. Vai comer merda pro resto da vida achando que tá comendo caviar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Educadores que perpetuam essas idéias mereciam ir pra cadeia. Educadores deveriam ensinar exatamente o contrário. "O governo é você, e se tá ruim a culpa é sua por não fazer por onde ele ser melhor."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, a culpa é minha. É sua. É daquele cara ali que já está me assustando, porque diabos ele tá olhando pra cá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora também não adianta correr pro lado oposto. Sair defendendo a qualquer custo. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;"O governo é meu, mas veja bem, somos perfeitos, eu e o governo."&lt;/span&gt; não, não são. Acho lindo que o Lula finalmente tenha chegado lá. Lula-lá. Viva! Mas deu. Um passo já foi dado. Muita coisa melhorou mas estamos a um oceano gelado de distância do ideal. Muita gente se satisfez com o PT no poder e fica por aí tateando cegamente e tentando defender que eles são maravilhosos e qualquer um que criticar qualquer coisa é um enviado do demônio. Não, não é. Melhor não é tudo. Melhor que afundado no esgoto é respirando a cada 2 minutos no esgoto. Ter passado a respirar não te impede de continuar querendo sair. Política não é futebol. Você não precisa escolher um time e defendê-lo até quando ele cai pra segunda divisão. Você não é virafolha se mudar de idéia e se reconhecer errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não venha começar a berrar que sobreviveu à ditadura. Essa palavra desliga minha capacidade de escutar. Foi exatamente o que a tal educadora que eu disse lá em cima usou pra tentar me convencer de que estava certa e eu errada no episódio do Judas. A ditadura acabou graças a gente muito diferente dela, disso eu tenho certeza. Tivesse não sobrevivido então. Definitivamente não fez por merecer. Agora deixa eu ir que aquele cara tá me assustando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5990308-8464819517171805428?l=bowl-of-oranges.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/bowl-of-oranges/~4/L3d_6I19bA0" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://bowl-of-oranges.blogspot.com/feeds/8464819517171805428/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5990308&amp;postID=8464819517171805428&amp;isPopup=true" title="4 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5990308/posts/default/8464819517171805428?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5990308/posts/default/8464819517171805428?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/bowl-of-oranges/~3/L3d_6I19bA0/e-isso-mostra-pra-nos-que-nao.html" title="" /><author><name>Lori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16278302057484556427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="08533900993595956766" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_U4cCJCmhSfE/SepFJXWGeUI/AAAAAAAAAHI/XGxDtAAZQEw/s72-c/patrocinadores.JPG" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">4</thr:total><feedburner:origLink>http://bowl-of-oranges.blogspot.com/2009/04/e-isso-mostra-pra-nos-que-nao.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;AkENQnw5eCp7ImA9WxVaFks.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5990308.post-9210082103724011981</id><published>2009-04-13T21:21:00.001-03:00</published><updated>2009-04-13T21:24:53.220-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-04-13T21:24:53.220-03:00</app:edited><title>there's no place like home</title><content type="html">&lt;object width="320" height="265"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/3YKn53vWIHA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/3YKn53vWIHA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="320" height="265"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há tempos, ao encontrar com um amigo que tinha acabado de voltar depois de alguns anos morando na Alemanha, escutei a seguinte conclusão: em Bh nada muda, você vai embora, anos passam, você volta achando que tudo que deixou aqui se perdeu degradado pelo tempo, mas quando volta está tudo exatamente no mesmo lugar, as pessoas continuam exatamente as mesmas, nos mesmo lugares, fazendo e falando as mesmas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me senti uma bailarina empoeirada que rodopia na sua caixa de música antiga e imutável. EU era uma dessas pessoas. Eu estava ali, no mesmo lugar que frequentávamos no passado, sendo exatamente a mesma pessoa que eu sempre fui desde que ele me conhecia. E ele me conhecia desde meus 13 anos. Claro que mudei em muitos aspectos, mas a essência era a mesma. Eu sou parte do cenário de "porto seguro" daqueles que algum dia fugiram daqui. Eu sou um dos personagens dessa metrópole em miniatura que detona nas pessoas o sinal de que elas estão em casa, de que elas estão seguras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso me incomodava profundamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos amigos e conhecidos foram desbravar outras realidades. Deles, fica aquela saudade esquisita. Fico feliz que eles estejam lá fora costurando vários cenários diferentes e enchendo as próprias vidas de novas cores, mas sinto uma invejinha de não conhecê-las e nem de agregá-las aos meus próprios retalhos. Nessas horas eu planejo escapadas triunfais, sonho com um milhão de cores que eu imagino existirem, penso e repenso projetos e até coloco uma coisa ou outra em prática. Belo Horizonte tem disso, esse ar de cidade cenográfica, esses milhões de caricaturas, tudo que faz a gente achar, o tempo todo, que precisa fugir pra viver de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só pausa quando alguém avisa que está voltando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí é o grito de "Estátua!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parem tudo que não é hora de pensar em ir embora. É hora de mostrar como aqui nada mudou. Tipo uma mãe destrancando um quarto pra mostrar pro filho que tudo continua no mesmo lugar. A carinhosa mãe mineira que interrompe o tempo como uma prova de que pra sempre vai manter seu lar intacto. É aí que eu sou, com orgulho, a bailarina empoeirada rodopiando. E quando a pessoa se misturar de novo ao cenário, vestir seu personagem, entrar nas rotinas, a gente recomeça os planos pra fugir. Quem sabe, na próxima, em dupla.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5990308-9210082103724011981?l=bowl-of-oranges.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/bowl-of-oranges/~4/j3M1rSl1aZA" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://bowl-of-oranges.blogspot.com/feeds/9210082103724011981/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5990308&amp;postID=9210082103724011981&amp;isPopup=true" title="3 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5990308/posts/default/9210082103724011981?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5990308/posts/default/9210082103724011981?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/bowl-of-oranges/~3/j3M1rSl1aZA/theres-no-place-like-home.html" title="there's no place like home" /><author><name>Lori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16278302057484556427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="08533900993595956766" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">3</thr:total><feedburner:origLink>http://bowl-of-oranges.blogspot.com/2009/04/theres-no-place-like-home.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DUAFRH4-fSp7ImA9WxVbEU8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5990308.post-2424853447106342369</id><published>2009-03-27T01:21:00.001-03:00</published><updated>2009-03-27T01:21:55.055-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-03-27T01:21:55.055-03:00</app:edited><title>Why do you wear that stupid bunny suit?</title><content type="html">Acho difícil ter tempo pra tudo. Por exemplo, hoje eu usei todo meu tempo livre no fim da tarde pra ficar linda e acabei me atrasando pra faculdade. Sabe, mil produtos pra embelezar seu cabelo, sua pele, tomam um tempo danado. Ficar rica também. Se eu quero ficar mais rica eu preciso trabalhar mais e aí eu tenho menos tempo livre. Eu me divirto menos. Eu tenho menos tempo também pra ficar mais inteligente e criativa. Meu trabalhos da faculdade estão todos atrasados. Todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso me dá vontade de fechar o bloco de notas que eu uso pra escrever essas linhas e ir escrever um roteiro maravilhoso que vai me levar à fama e aos prêmios de cinema (se não isso, pelo menos me leva a passar numa matéria sem me sentir medíocre). Mil textos, sobre mil assuntos, ficam atrapalhando minha concentração quando estou ficando mais rica, ou mais bonita, ou mais inteligente. Às vezes eu acho que não dá pra ser mais nada e ter um blog ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem um twitter. Quanto mais eu twitto menos eu sou mais alguma coisa. Quanto mais twitter menos vida. Vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que vida é essa gente? Quanto mais eu faço mais eu quero fazer, aí eu não consigo e no fim, mesmo tendo feito um monte de coisas me sinto frustrada porque não fiz tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as pessoas? Antes eu achava que as pessoas eram suficientemente valiosas pra furarem a fila das prioridades... Tolice minha. Pessoas em geral não valem muita coisa, pelo menos a maioria delas. Tem umas lindas que fazem a gente pular fora dessa engrenagem esmagadora da vida e dar ótimas risadas. Outras fake it. Faking it. They just fake it.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="264"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Zf-ra904rrw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Zf-ra904rrw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="264"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sinto um pouco de pena delas. Porque se já é chato pra cacete seguir o ritmo natural das coisas imagina segui-lo com uma mascarona na cara te impedindo de respirar? Deve ser pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que o ano passado existiu na minha vida pra que eu aprendesse a não tentar compreender o baile de máscaras. Na verdade, até outro dia, eu achava que tudo estava acontencendo pra que eu aprendesse a compreender. Eu achava que tinha sido violada, não só emocionalmente como também fisicamente, pra aprender a relevar, a não me doer tanto quando tivesse a confiança quebrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que eu finalmente cheguei lá, agora que o couro é grosso demais pra sangrar, e arder, e doer, eu vejo que na verdade não era bem isso. Não era só que eu engrossasse e suportasse mais facilmente as facadas. É pra não doer e, em seguida, mandar à merda. Difícil esse trem de mandar à merda. A gente de repente se aproxima e deixa se aproximarem pessoas tão lindas, tão agradáveis, tão fofas, é difícil de enxergar que errou, julgou mal, deu pérolas a porcos. Deu verdades a fingidores. Difícil mesmo, mas a gente dá. Finalmente, graças a Deus, graças a tudo isso que faz a gente aprender mesmo que bata a cabeça um monte, manda à merda. E eles vão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/0,,GF69402-5598,00.html"&gt;28 days... 6 hours... 42 minutes... 12 seconds. That... is when the world... will end. &lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5990308-2424853447106342369?l=bowl-of-oranges.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/bowl-of-oranges/~4/NeOTu-oao1I" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://bowl-of-oranges.blogspot.com/feeds/2424853447106342369/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5990308&amp;postID=2424853447106342369&amp;isPopup=true" title="3 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5990308/posts/default/2424853447106342369?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5990308/posts/default/2424853447106342369?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/bowl-of-oranges/~3/NeOTu-oao1I/why-do-you-wear-that-stupid-bunny-suit.html" title="Why do you wear that stupid bunny suit?" /><author><name>Lori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16278302057484556427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="08533900993595956766" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">3</thr:total><feedburner:origLink>http://bowl-of-oranges.blogspot.com/2009/03/why-do-you-wear-that-stupid-bunny-suit.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0YDQnY_fSp7ImA9WxVVFUk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5990308.post-3557472024552939698</id><published>2009-03-08T18:38:00.002-03:00</published><updated>2009-03-08T18:52:53.845-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-03-08T18:52:53.845-03:00</app:edited><title>If I could fly high above the world, would I see a bunch of living dots spell the world stupidity?</title><content type="html">- Somos parecidos...&lt;br /&gt;- Sabe aquilo de você ver que está sozinho? De, por onde olhar, ver que não tem ninguém por perto que combina contigo?&lt;br /&gt;- Aham, sei exatamente....&lt;br /&gt;- Não sei se é o Amazonas, ou eu que sou esquisito...&lt;br /&gt;- Acho q a humanidade é assim&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;- Tipo, você pode até ficar achando que é aí, que quando você sair daí vai ser diferente, a gente sempre acha que é alguma coisa que está sob o nosso controle e que se a gente pudesse mudar essa coisa resolveria, mas é ilusão.&lt;br /&gt;- Pode ser, mas eu to disposto a tentar... Mesmo porque não aguento mais ouvir boi aqui por perto...&lt;br /&gt;- Cara, mas aí é que tá! Então suponhamos que você chegue lá e aí, sei lá, mude pra Sp. Os problemas poderão não ser os mesmos saca? Mas não deixarão de ser problemas.&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;- E você sempre vai se sentir sozinho e inadequado. Por isso eu acho que a resposta não está em tentar saciar a solidão, nem em tentar se adequar... Está em matar o que você sente. Você vai continuar sozinho e inadequado, só não vai mais sentir.&lt;br /&gt;- Bem, pelo menos não me sinto tão sozinho quando sei que tem alguem com quem dá pra conversar sobre isso na boa. Que não seja ninguém que pense que isto é opressão do capeta.&lt;br /&gt;- Tá falando de mim?&lt;br /&gt;- você é a pessoa que me entende...&lt;br /&gt;- Então você tá falando que eu sou tipo, sua esperança? Sua libertação?&lt;br /&gt;- Talvez....&lt;br /&gt;- Se eu fosse de fato você estaria a caminho do meu encontro. Nem que estivesse na beira da estrada pedindo carona. E sabe porque você não está?&lt;br /&gt;- Não, por que?&lt;br /&gt;- Porque no fundo, no seu íntimo, você sabe que eu não existo. &lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;- Eu só existo dentro da sua cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="320" height="265"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/3iXy9bBEBB8&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/3iXy9bBEBB8&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="320" height="265"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5990308-3557472024552939698?l=bowl-of-oranges.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/bowl-of-oranges/~4/Y5fcDNcX9RE" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://bowl-of-oranges.blogspot.com/feeds/3557472024552939698/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5990308&amp;postID=3557472024552939698&amp;isPopup=true" title="3 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5990308/posts/default/3557472024552939698?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5990308/posts/default/3557472024552939698?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/bowl-of-oranges/~3/Y5fcDNcX9RE/if-i-could-fly-high-above-world-would-i.html" title="If I could fly high above the world, would I see a bunch of living dots spell the world stupidity?" /><author><name>Lori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16278302057484556427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="08533900993595956766" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">3</thr:total><feedburner:origLink>http://bowl-of-oranges.blogspot.com/2009/03/if-i-could-fly-high-above-world-would-i.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUUMQnwyfyp7ImA9WxVVFU4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5990308.post-8544519073102278677</id><published>2009-03-08T14:25:00.002-03:00</published><updated>2009-03-08T14:28:03.297-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-03-08T14:28:03.297-03:00</app:edited><title>Zegço nevroso. (Parte 1)</title><content type="html">Alguns acontecimentos recentes andam convergindo pra esse assunto. Seja por causa da repercussão dos meus presentes de natal, por causa dos &lt;a href="http://twitter.com/lorimeyers/status/1259175256"&gt;comentários&lt;/a&gt; que eu &lt;a href="http://twitter.com/lorimeyers/status/1259180676"&gt;teci &lt;/a&gt;sobre o Mezenguinha compartilhar um manual de sexo no GReader, por causa da &lt;a href="http://www.interney.net/blogs/gravataimerengue/2009/03/03/fugimos_do_grude_e_tememos_as_decididas_/"&gt;coluna que o Gravata escreve pro portal Delas&lt;/a&gt; ou por causa &lt;a href="http://www.makelovenotporn.com/"&gt;desse site&lt;/a&gt;, só pra citar os acontecimentos mais marcantes, tenho refletido muito sobre o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade talvez o caso nem seja exatamente sobre sexo pura e simplesmente, e sim sobre como as mulheres lidam com sua sexualidade nos dias de hoje. Apesar das minhas conclusões sobre cada um dos acontecimentos se embaralharem e terem muito a ver umas com as outras não é exatamente como se eu conseguisse explicá-las todas em poucas linhas de uma vez, então senta que lá vem história, pra começar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O causo do vibrador.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns anos atrás, 2007 eu acho, eu conheci um cara super maneiro numa noite no bar com as minhas amigas. Bonitinho, papo interessante, e enquanto discutíamos fervorosamente sobre política já estávamos cada um com as mãos acariciando as pernas do outro. Da mesa pra cima o papo era sério e o mundo achava que brigaríamos, mas por baixo da mesa a possibilidade de terminar aquele conflito num lugar mais reservado era quase certa. Foi o que aconteceu e foi sensacional. Uma daquelas noites marcantes sabe? Memorável. A surpresa veio alguns dias depois, eu tinha sido cúmplice do cara numa pulada de cerca, ele tinha namorada. Nunca tive problemas com sexo sem comprometimento só que isso não significa que eu ache de bom gosto ser parte de uma traição. Era um mistério pra mim como os homens conseguiam separar tão friamente sexo de amor. Achei que o erro estava em mim e acabei decidindo que separaria também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a idéia fixa em viver uma relação puramente sexual acabei conhecendo o Trepê. Trepê era lindo de encher os olhos, mas um tapado. O sexo era ótimo, mas as conversas antes e depois eram um sacrifício pra mim. Fiz "o macho" e superava cada burrice que ele dizia ficando surda enquanto imaginava ou relembrava as vantagens que aconteciam entre uma tortura e outra. Até que um dia Trepê resolveu ficar romantiquinho e aquilo me irritou profundamente. Quando eu abria o coração pra possibilidade de conhecer um cara lindo e tarado com o qual eu poderia construir uma relação mais profunda e complexa eu era tratada como um delicioso pedaço de picanha ao ponto num churrasco da galera. Ao mesmo tempo quando eu aceitava a lei do açougue e me servia com a intenção de me fartar era interrompida com o discurso do "Oi, eu não sou um pedaço de carne". Me neguei a ter essa conversa. Eu sou cretina mas não tenho sangue de barata. Não conseguiria, nunca, tapear o garoto e convencê-lo de que ele era sequer humano pra mim. Também não tinha a intenção de dar uma facada na auto-estima dele e jogar na mesa todos os motivos que me levavam a não querer nada mais que aquilo com ele. "Tá tarde, eu preciso ir, a gente conversa isso outro dia tá?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No taxi já comecei a tentar achar uma solução pro meu paradoxo carnal-sentimental e naqueles 7 minutos de trajeto até chegar em casa já tinha decidido: Desisto de homens, vou comprar um vibrador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que cheguei entrei na internet, bloqueei o Trepê dos meus IMs e encomendei a solução dos meu problemas. É, eu sei, tolinha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns dias depois chegou. Meus amigos no mesmo dia viriam aqui em casa assistir filmes então resolvi postergar a estréia pra mais tarde e apresentá-lo ao povo ainda virgem. Uma bagunça, todos mexeram no trem, ligaram, encostaram na cara, cutucaram uns aos outros. Não, não somos adeptos de orgias nem swing, só viramos crianças com aquele objeto fálico mítico em nossas mãos. Depois que todos se foram, lavei a parada e... Opa! Que que eu faço com isso???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vem com manual de instruções. Sexo é fácil. Sexo é só deixar os instintos emergirem e se jogar. Um brinquedo de plástico, à pilhas que fica fazendo bzzzzzzz não é exatamente o que pode-se chamar de instintivo. Então foi tentativa e erro, até que depois de tantos erros um acerto. Aí que eu descobri. Não era igual sexo. Não era igual nada que eu tinha conhecido anteriormente. Era uma terceira coisa. Era melhor ou igualmente maravilhoso como tudo que eu tinha conhecido até então mas era novidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais que isso foi um recado, uma mensagem: "Não é sua resposta, vai ter que continuar procurando."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*flashback effect off*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Final do ano passado, todas as moças do meu convívio com problemas parecidos. Sendo simples e resumindo grotescamente "não entendo os homens". Eu gosto de escutar, falar, dar minha opinião sobre as coisas. Ah isso eu gosto mesmo. Acabei de fazer isso com um mocinho fofo o qual carinhosamente chamo de Lobo Mau mesmo que ele não queira nem saber porque exatamente eu faço isso e ops, divaguei. Onde eu estava? Ah é! Queria tentar ajudar as moças com seus problemas e meus discursos já não convenciam. Então como eu poderia mostrar, pelo menos pras mais próximas e queridas, que o problema com os homens, com o sexo e as adjacências disso tudo tinham apenas começado? Como funcionou pra que eu conseguisse enxergar isso? Eureka! Encomendei um monte de vibradores para presenteá-las durante os festejos natalinos. Se eu pudesse, compraria um container de vibradores e deixaria sempre no estoque pra ajudar a clarear o caminho de todas que aparecessem com essa nuvem negra sobre os pensamentos. Tenho essa coisa de sisterhood forte em mim. Por mim ajudaria todas as mulheres do MUNDO! Como ainda não sou uma feliz ganhadora da mega-sena selecionei só a nata, só a diretoria, só aquelas que eu acreditei que enxergariam toda a questão através da metafísica dos orgasmos. Por culpa dos chineses (meu novo vício) passou o natal e os presentes viraram história. Os últimos eu entreguei foram a poucos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu não imaginava é que obteria tanto sucesso nas minhas intenções. A maior parte dos feedbacks vieram pessoalmente mesmo, cada uma achando um novo caminho e novas formas de enxergar as coisas, desfazer qualquer tipo de trabalho, desencapetamento completo e devolução de oferendas pro mar. &lt;a href="http://lisie.wordpress.com/2009/02/26/sobre-sexo/"&gt;Pra ilustrar melhor o causo temos esse texto da Lizzie, que ficou excelente e marejou meus olhos com lágrimas de alegria e contentamento.&lt;/a&gt; As que aqui lêem e estiverem dispostas a escrever sobre o assunto são muito bem vindas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que isso tem a ver com as outras coisas que citei no começo do texto? Calma, digere esse aí que em breve eu explico o resto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5990308-8544519073102278677?l=bowl-of-oranges.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/bowl-of-oranges/~4/IteMAQQf4pg" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://bowl-of-oranges.blogspot.com/feeds/8544519073102278677/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5990308&amp;postID=8544519073102278677&amp;isPopup=true" title="3 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5990308/posts/default/8544519073102278677?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5990308/posts/default/8544519073102278677?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/bowl-of-oranges/~3/IteMAQQf4pg/zegco-nevroso-parte-1.html" title="Zegço nevroso. (Parte 1)" /><author><name>Lori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16278302057484556427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="08533900993595956766" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">3</thr:total><feedburner:origLink>http://bowl-of-oranges.blogspot.com/2009/03/zegco-nevroso-parte-1.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CkICQ3ozeyp7ImA9WxVVEko.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5990308.post-8389383979287023835</id><published>2009-03-05T13:22:00.002-03:00</published><updated>2009-03-05T13:29:22.483-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-03-05T13:29:22.483-03:00</app:edited><title>Quereres.</title><content type="html">Eu sei que fiquei de responder os comentários do post do BBB e ando enrolando há eras, mais por preguiça mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu quero colocar meu cão de volta pra área de serviço e ele não quer ir, ele se esconde embaixo do armário e fica lá bem quietinho como, se eu ficasse muito tempo sem vê-lo, mesmo o tendo visto entrando lá, esqueceria e deixaria ele dentro de casa. Eu acho isso tão absurdo e ridículo que quando ele faz isso me irrita profundamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí estava aqui tentando resumir alguns pensamentos em 140 caracteres pra postar no twitter enquanto eu poderia perfeitamente falar sobre eles aqui, mas sabe o que estou fazendo com vocês? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me escondendo embaixo do armário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prova de que aquilo que mais nos incomoda nos outros não passa de nós mesmos refletidos nas atitudes deles. Então resumindo: depois eu continuo o assunto, agora tô sem tesão pra sentar e escrever sobre ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me ferve os pensamentos no momento é a idéia de que &lt;a href="http://twitter.com/lorimeyers/status/1283617642"&gt;a maioria das pessoas só amam aquilo que não têm&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se trata de relacionamentos interpessoais isso chega até a ser meio óbvio. O tempo INTEIRO vemos pessoas dispensando outras pessoas, enquanto estas gostam delas, pra só notarem na ausência a falta que elas fazem. Tem aquela coisa de querer e tentar conquistar alguém a todo custo e quando conseguir desencanar. Nem se discute isso, acontece o tempo inteiro, se não nas nossas vidas, nas vidas ao redor das nossas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu honestamente não sou assim. Quando alguém se "oferece" pra mim eu estudo a possibilidade a fundo, pra ter certeza de que eu realmente não quero. Se eu quero alguém eu foco. Tento conquistar. Se rolar eu curto enquanto durar e for bom. O que me levou a pensar: no que mais eu sou diferente dessas pessoas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em coisas. Eu cresci sendo mais mimada impossível. Meus pais tentavam suprir todos os meus desejos o mais rápido que conseguiam. Ironicamente eu vivia insatisfeita. Até que, reviravoltas depois, eles não podiam mais. Por mais que quisessem. Faziam o diabo mas não tinha jeito. Então passei uns bons anos sem ter NENHUM desejo saciado. Alguns anos de "não posso", "não tenho", "não dá". Meu mundo ruiu. De menina riquinha mimadinha eu passei a não poder ter NADA, só o básico pra sobreviver. E aí que eu descobri que poderia trabalhar pra comprar as coisas que eu queria. Talvez porque eu já tinha, em algum momento, tido TUDO e sabia que TER TUDO não era exatamente a solução dos meus problemas, passei a me policiar. Eu tenho umas regras, pessoais e intransferíveis, pros meus quereres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira é querer uma coisa de cada vez. Se surgir outro querer no caminho eu peso ambos e opto por um só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda é não sofrer no querer. Se eu quero eu trabalho, junto dinheiro e compro. Eu sei que se eu não conseguir trabalhar e juntar dinheiro pra comprar é porque eu simplesmente nem queria tanto assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra é analisar o que me leva a querer. É porque eu realmente achei super legal e vou me divertir ou é modismo? Vai fazer alguma diferença na minha vida ter aquilo? Eu preciso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última é curtir o que eu comprei. Ser grata a mim mesma por ter me dado um presente tão maneiro. Lembrar que ele é fruto de muitas horas de trabalho e dedicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, assim, falando disso, eu não consigo deixar de achar que são coisas absolutamente lógicas, mas vai vendo, as pessoas não são assim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo prático disso foi o Vaio que eu me dei de natal. Eu comecei a querer um Vaio em 2007, quando minha escapada de aniversário foi uma visita ao meu amigo Rodrigo que mora em Sp. Mas eu não precisava de um notebook, isso só foi começar a acontecer em 2008 e só se tornar absolutamente necessário esse ano. Eu poderia ter comprado um notebook tabajara qualquer mas não era o que eu desejava. Desde aquele Vaio branco alemão do Rodrigo eu queria um Vaio e ponto final. Quando chegou a hora vieram todos aqueles demonhos buzinar na minha orelha que Macbooks eram muito mais legais e na mesma faixa de preço. Por um mês eu pensei no assunto. Na verdade, se no final eu concluísse que Macbooks realmente eram mais legais que Vaios pode ter certeza que eu acabaria comprando um notebook tabajara, o mais barato deles de preferência, porque todo esse processo só ia confirmar que a marca escolhida era modismo e não desejo. Se eu quisesse um Mac eu provavelmente quereria desde que descobri que eles existem e não desde agora. Não desde ipods e endeusamento da Apple. Eu sei que sistema e hardware da Macintosh são mais estáveis e teoricamente superiores desde 2000 quando estudava Ciência da Computação e tinha um colega de sala macmaníaco que fazia questão de dissertar sobre o assunto todo santo dia. Não era o caso. Então eu quis, esperei precisar, ao precisar re-analisei tudo e só então comprei. Desde que comprei eu beijo a desgraça do trem todo dia. Durmo abraçada com ele. Amo como se fosse meu marido querido. Dei até nome de homem bonito pra ele: Cillian. (lê-se Kill-ian)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O exemplo prático é só pra ilustrar melhor que o prazer da parada está no usufruir do negócio e não no saciamento do meu desejo. Eu podia, financeiramente falando, ter comprado um assim que eu vi o do Rodrigo. Só que se tivesse sido assim ele não teria sido necessário, talvez não teria sido tão amado, e hora dessas tava velho, feio e meio obsoleto já.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo eu faço com pessoas. Deixo aquele desejo se tornar algo mais forte pra então, no ápice, concretizar e ser uma coisa de outro mundo que pra sempre vai ser uma memória boa na minha vida. Ou nem concretizar. Ou virar amor, mesmo que seja amor de amigo. Ou qualquer coisa que quiser virar mas não algo rápido, casual, desimportante. Pra serem rápidos e desimportantes eu tenho as coisas (e as pessoas) muito baratas. Cheap.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o resto do mundo não pensa assim e eu fico com pena. Porque não adianta ter tido tudo, muito menos todo mundo. Somos nós que agregamos valor ao que nós temos. Ou que não temos....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5990308-8389383979287023835?l=bowl-of-oranges.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/bowl-of-oranges/~4/FOfe_tH5I5Q" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://bowl-of-oranges.blogspot.com/feeds/8389383979287023835/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5990308&amp;postID=8389383979287023835&amp;isPopup=true" title="3 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5990308/posts/default/8389383979287023835?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5990308/posts/default/8389383979287023835?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/bowl-of-oranges/~3/FOfe_tH5I5Q/quereres.html" title="Quereres." /><author><name>Lori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16278302057484556427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="08533900993595956766" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">3</thr:total><feedburner:origLink>http://bowl-of-oranges.blogspot.com/2009/03/quereres.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DkcGSHs8eip7ImA9WxVXF0s.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5990308.post-8219041137632592331</id><published>2009-02-16T01:36:00.004-03:00</published><updated>2009-02-16T03:00:29.572-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-02-16T03:00:29.572-03:00</app:edited><title>Big Brother Brasil 9</title><content type="html">Tava lembrando três anos atrás quando entrei na faculdade. Um dia um professor (que eu respeito e amo profundamente) resolveu usar, como um exemplo de ignorãncia, as pessoas que assistem ao Big Brother. Discutíamos sobre o que era arte e como poderíamos reconhecê-la e defini-la como tal. Não me lembro exatamente de qual foi minha argumentação na época, mas fiz algumas perguntas simples, com base em tudo que ele havia dito antes do tipo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas o artista não é aquele que captura uma representação visual de uma determinada sociedade num determinado tempo histórico?&lt;br /&gt;- Aham.&lt;br /&gt;- E ele precisa necessariamente reconhecer que está fazendo isso?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- Os grandes artistas, que conseguem manter seu valor histórico, não foram, em maioria, aqueles que usaram a mídia descoberta/disponível mais recentemente?&lt;br /&gt;- Sim.&lt;br /&gt;- E você não acabou de dizer que só saberíamos o que é a verdadeira arte do nosso tempo/espaço daqui a uns mil anos?&lt;br /&gt;- É.&lt;br /&gt;- Então desculpaí, mas boto minhas fichas que daqui a mil anos as pessoas estarão estudando o John de Mol como grande artista do nosso tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa afirmativa, meu professor desistiu de discutir comigo. Não deu corda, pura e simplesmente. Ainda assim eu fui a única da sala a fechar o semestre dele com total. Hoje, três anos, estudando arte, depois, eu tenho ainda mais argumentos pra defender que o Big Brother da tv tem um puta valor artístico, de acordo com as teorias das artes visuais. Claro que o Big Brother brasileiro, por exemplo, se encaixaria no caso de reprodução de uma obra, sem carregar, por isso, o caráter aurático da obra de arte. Talvez se encaixasse no caso da inspiração digerida e devolvida com as particularidades locais e temporais. Não estranharia se fosse o caso e muito menos se trata de um fenômeno incomum na história da arte. Só pra ter uma idéia, o "primeiro movimento artístico" brasileiro, o modernismo, é conhecido como antropofágico exatamente por isso. Porque ele é uma espécie de digestão e devolução do que acontecia na Europa na mesma época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu ponto é que quando as pessoas desconsideram o valor artístico ou mesmo intelectual de alguma coisa, sem que pra isso tenha incorporado ao seu julgamento ao menos um, mesmo que mínimo, argumento que comprove sua opinião eu acho essas pessoas meio burrinhas. Ok, talvez não burrinhas, mas desprovidas de qualquer senso crítico. Como pra mim o senso crítico é essencial pra desenvolver qualquer comentário sobre qualquer coisa no âmbito do valor intelectual/artístico, desconsidero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como alguém pode tomar como uma verdade que uma coisa seja "burra" ou mesmo "emburrecedora" se o que de fato o faz enxergar as coisas dessa maneira é a falta, em primeiro lugar, de conhecimento teórico sobre o assunto e, em segundo, um olhar crítico analítico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na boa, sem essas duas coisas eu posso até olhar pra um Miró e afirmar, sem sombra de dúvidas, que aquilo é uma merda duma garatuja e "meu subrim far mió". Taí, pessoas que saem berrando por aí, como se fosse uma verdade, não só absoluta como também confirmável, que Big Brother é um programa "burro" ou "para pessoas burras", &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;de uma maneira que dê a entender que essa afirmação transcende sua opinião pessoal&lt;/span&gt;, soam pra mim como aquele retardado que olha a Cabeça de Touro do Picasso e comenta "Ah, mas isso até eu poderia fazer". E olha que nem cacaradoPicasso eu vou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_U4cCJCmhSfE/SZjuJI3l-pI/AAAAAAAAAGo/4UZ2KJWafWw/s1600-h/Picasso-BullHead.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 237px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_U4cCJCmhSfE/SZjuJI3l-pI/AAAAAAAAAGo/4UZ2KJWafWw/s320/Picasso-BullHead.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303250401995651730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso que estou dizendo agora não vale apenas pra UM programa de tv. Nem vale só pra programas de tv. Vale pra qualquer um desses "sensos comuns" que as pessoas saem repetindo por aí sem ao menos se questionar sobre o que estão dizendo. Vale especialmente para os "sensos comuns" que são tratados como algum tipo de confirmação de inteligência ou conhecimento cultural avançado. Quer parecer inteligentão? Vai estudar. Fica a dica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(Aliás, se alguém seguir a dica e resolver estudar artes, miligaê que sou louca pra discutir o assunto, metendo o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/A_obra_de_arte_na_era_de_sua_reprodutibilidade_t%C3%A9cnica"&gt;Walter Benjamin&lt;/a&gt; na briga, com alguém que discorde de mim. Beijos)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5990308-8219041137632592331?l=bowl-of-oranges.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/bowl-of-oranges/~4/hfCS1n5mDVE" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://bowl-of-oranges.blogspot.com/feeds/8219041137632592331/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5990308&amp;postID=8219041137632592331&amp;isPopup=true" title="21 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5990308/posts/default/8219041137632592331?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5990308/posts/default/8219041137632592331?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/bowl-of-oranges/~3/hfCS1n5mDVE/big-brother-brasil-9.html" title="Big Brother Brasil 9" /><author><name>Lori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16278302057484556427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="08533900993595956766" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_U4cCJCmhSfE/SZjuJI3l-pI/AAAAAAAAAGo/4UZ2KJWafWw/s72-c/Picasso-BullHead.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">21</thr:total><feedburner:origLink>http://bowl-of-oranges.blogspot.com/2009/02/big-brother-brasil-9.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DUINRH4zeCp7ImA9WxVXEEk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5990308.post-8546762098451843394</id><published>2009-02-07T20:58:00.001-02:00</published><updated>2009-02-07T20:59:55.080-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-02-07T20:59:55.080-02:00</app:edited><title>Falta de foco.</title><content type="html">Tava reparando que, talvez, de tanto desejar viver uma biografia da qual me orgulhar, minha vida acaba querendo me agradar e fechando tudo muito certinho como se eu seguisse um roteiro. Às vezes isso me incomoda horrores e me dá a impressão de que eu poderia simplesmente me despir da minha personagem como uma atriz depois do fim da peça. Quando isso acontece eu tento e obviamente dá errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E falando nas nuances da personagem:&lt;br /&gt;Eu sempre escolho o atalho. A minha regra é a do menor esforço e maior vantagem. Muitas vezes me perguntam, me pergunto, se não valeria a pena apostar um pouco mais alto em pelo prazer de conseguir mais vantagens a troco de um esforço maior que o mínimo. Eu poderia até me tornar numa dessas viciadas em atingir metas. Fazer uma verdadeira e intensa produção de suco de esforço em doses cavalares. Tenho um amigo que é assim, um conquistador de metas. Ele traça metas, pena um monte atrás delas e depois chega pra mim com um sorriso de orelha a orelha contando da sua conquista.&lt;br /&gt;- Legal hein....&lt;br /&gt;- *insira aqui um discurso sobre o quanto a meta alcançada é incrível*&lt;br /&gt;- Cê jura?&lt;br /&gt;- *insira novamente algo empolgado e satisfeito*&lt;br /&gt;- Massa... Parabéns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre acho o preço caro. Minha lente nunca foca no prazer do que foi conquistado, só nos sacrifícios do processo. Eu vivo assim. Meus processos precisam ser bons porque a alegria da vitória é efêmera demais pra mim. E dá ressaca. Com ressaca me domina a melancolia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E falando em melancolia:&lt;br /&gt;Taí uma coisa que eu conheço e entendo como ninguém. Tristezas. Dores. Sofrimento. Não que eu viva disso e só faça me lamentar das coisas. Pelo contrário, as pessoas que convivem superficialmente comigo frequentemente me perguntam se eu alguma vez fico triste. Até se eu choro já me perguntaram. O que é uma grande ironia porque as pessoas que convivem mais profundamente comigo têm como lema me mandar parar de mimimi. Minha resposta padrão para "Tudo bom?" é um sorriso enorme e "Tudo ótimo!", mas eu sei o quanto a dor dos outros dói, ou no mínimo consigo fazer uma idéia bem próxima da realidade. Eu gosto de tentar ajudar, nem que isso signifique só ouvir. Eu gosto de tentar ajudar mesmo que eu nem ajude. Eu gosto de tentar ajudar mesmo que no final eu acabe atrapalhando. Tá vendo? Não importa o resultado, o meu lance é o processo. Escutando o que se passa na cabeça dos outros eu acabo tirando umas dicas pra tentar matar meus próprios e insistentes demônios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E falando nos meus demônios:&lt;br /&gt;Nunca descobri as origens dos meus. Especialmente do meu medo. Não consigo sentir medo de nada que eu consiga imaginar. Baratas, cobras, fantasmas, altura, morte. Eu sinto medo de pessoas, mas não é o tempo todo. Só sei que surge delas aquela sensação fóbica. Queria muito saber do que eu sinto tanto medo e do que eu me protejo tanto. Talvez eu devesse simplesmente aceitar que estou em segurança e não teria que pensar muito mais em nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E falando em pensar:&lt;br /&gt;Não, não consegui chegar a conclusão nenhuma com a minha desconectada de dois dias. Só conclui que me retirar do palco não vai resolver problema nenhum. Rapidinho acharia outro palco pra representar a mesma personagem numa nova trama muito similar e dar contínuidade à que eu vivo hoje. Não tenho uma solução a longo prazo. Mas nesse exato momento eu posso perfeitamente gastar as próximas horas tomando um banho gelado com meu sabonete novo e cheiroso, arrumar meu quarto, enfim, passar meu tempo. Ir a farmácia comprar fraldas! Fraldas!!! Taí um jeito bom de passar o tempo: comemorando uma nova vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5990308-8546762098451843394?l=bowl-of-oranges.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/bowl-of-oranges/~4/YAXPV2mdxTA" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://bowl-of-oranges.blogspot.com/feeds/8546762098451843394/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5990308&amp;postID=8546762098451843394&amp;isPopup=true" title="5 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5990308/posts/default/8546762098451843394?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5990308/posts/default/8546762098451843394?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/bowl-of-oranges/~3/YAXPV2mdxTA/falta-de-foco.html" title="Falta de foco." /><author><name>Lori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16278302057484556427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="08533900993595956766" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">5</thr:total><feedburner:origLink>http://bowl-of-oranges.blogspot.com/2009/02/falta-de-foco.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUAAQH4yfip7ImA9WxVQF08.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5990308.post-1631297170920759811</id><published>2009-02-04T02:57:00.002-02:00</published><updated>2009-02-04T03:02:21.096-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-02-04T03:02:21.096-02:00</app:edited><title /><content type="html">Uns dias atrás aí eu resolvi tirar a maior parte dos rastros da minha vida que eu mantinha na internet. Scraps e comunidades no Orkut que eu vinha mantendo desde que entrei lá, quando brasileiro ainda era minoria. Fotolog que eu criei quando comprei minha primeira câmera digital. Tirei os comentários antigos aqui do blog e todo o arquivo anterior a esse ano. Não tirei nada do twitter pq descobri q ele não arquiva as coisas anteriores a tipo 6 meses atrás então deixei estar como estava. Sei lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade eu tomei a decisão de largar isso tudo registrado só na minha memória e não ao alcance de "a quem interessasse" porque eu decidi tirar um lance muito antigo da minha vida, um lance que me era muito importante. Eu honestamente não imaginava que essa decisão me faria questionar profundamente quem eu de fato sou, quero, gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além desse momento rolou uma outra coisa muito sinistra. Uma pessoa igualmente importante pra mim, num rompante de "Deus sabe o que" decidiu me soltar uma frase misteriosa e sumir. Sabe o que é interessante? É que apesar da minha amizade de anos com essa pessoa eu nem o telefone dela tenho pra ligar e perguntar o que houve. O que eu fiz de errado? Por que eu mereci um momento passive-agressive assim, do nada? Se o que tínhamos era uma das bases da minha crença de que "virtual" não se trata necessariamente de "imaginário" ou "inexistente", comecei a ter minhas dúvidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí um pedido inocente de "mantenha isso um segredo" foi como o primeiro dominó de uma fileira que de repente, assim, agora a pouco, começou a cair dentro da minha cabeça. Por que me dar ao trabalho de ser tão honesta e aberta com esses caracteres que se dizem pessoas? Tenho inúmeros motivos pra ser, que vão de Mariana que conheci no irc, Kenji que conheci no Orkut, Lizzie que conheci no twitter. Isso por que me limitei a dar um único exemplo de cada, poderia citar muito mais nomes de gente linda que conheci e a priori foram caracteres numa tela. Ao mesmo tempo muita coisa ruim e duvidosa que aconteceu na minha vida veio na mesma forma. Como por exemplo aquela noite que eu dormi na rua, numa Curitiba gelada ou do dia em que eu tive que me preocupar em bloquear os caras que tinham me estuprado na noite anterior pra que eles não me mandassem mensagens por IMs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gosto muito de me fazer de inocente. Meu primeiro namorado sempre dizia que parecia meu sonho ser bonita e burra. Devia ser mesmo porque eu ignorei muita coisa, eu fiz vista grossa pra muita gente, eu engoli muitas meias verdades e em vários momentos fiz de égua. Burra mesmo, eu nunca consegui ser. Sempre fui tapeada e enganada sabendo muito bem aonde eu estava pisando. Dei a faca e o queijo na mão das pessoas e só achei uma pena elas de fato os usarem como eu imaginava que usariam. Tive pena delas terem perdido a oportunidade de me surpreender, terem perdido a chance de se mostrarem melhor do que a bosta que eu via que elas eram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdi o controle disso em algum momento e comecei a ter dificuldade de, ao notar esses traços de mediocridade, privar essas pessoas de me alcançarem. Só as que cometiam coisas muito graves foram afastadas, me viciei em dar segundas chances, terceiras, quartas, quintas... Talvez por medo de voltar a ser a tirana escrota que eu cresci pra ser. Talvez por medo de não conseguir mais sonhar, acreditar, fantasiar que o mundo pode ser de alguma maneira um lugar legal povoado por gente boa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora me cai a ficha de que eu devo estar fazendo tudo errado, porque se eu de fato acreditasse nisso não me rodearia de pessoas ruins nas quais eu me esforço pra enxergar algo que preste. Enfim, eu preciso pensar. Preciso me retirar dessa balbúrdia pra que, de fora, possa olhar pra ela e separar o que me importa nisso tudo. O que tem valor e que eu quero guardar. Me livrar dessa solidariedade patológica e tomar coragem pra mandar muita gente à merda. Ou não, ou concluir que fiquei louca e inventei tudo isso. Só sei que preciso ir à superfície pra respirar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto quando der.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5990308-1631297170920759811?l=bowl-of-oranges.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/bowl-of-oranges/~4/bABSZLBKO0I" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://bowl-of-oranges.blogspot.com/feeds/1631297170920759811/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5990308&amp;postID=1631297170920759811&amp;isPopup=true" title="5 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5990308/posts/default/1631297170920759811?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5990308/posts/default/1631297170920759811?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/bowl-of-oranges/~3/bABSZLBKO0I/uns-dias-atras-ai-eu-resolvi-tirar.html" title="" /><author><name>Lori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16278302057484556427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="08533900993595956766" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">5</thr:total><feedburner:origLink>http://bowl-of-oranges.blogspot.com/2009/02/uns-dias-atras-ai-eu-resolvi-tirar.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D08NSXoyeCp7ImA9WxVRGUk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5990308.post-6516568775735296703</id><published>2009-01-26T02:44:00.003-02:00</published><updated>2009-01-26T02:58:18.490-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-01-26T02:58:18.490-02:00</app:edited><title>As paredes têm ouvidos.</title><content type="html">Depois de passar um domingo ultra caseiro, fazendo tarefas domésticas e tirando um cochilo cuidadoso na hora do Fantástico, pra não perder o paredão do Big Brother, resolvi finalizar com uma lida no &lt;a href="http://postsecret.blogspot.com/"&gt;PostSecret&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoro esse site. Salvo as imagens postadas desde 2006. Às vezes me empolgo e busco mais na comunidade do &lt;a href="http://blogs.myspace.com/postsecret"&gt;MySpace&lt;/a&gt;. Uma vez, conversando com o Gu e mandando uns links de segredos alheios ele me xingou e mandou eu sair desse trem porque era deprê demais. Mas as dores e tristezas dos outros não me deprimem, pelo contrário, me fazem pensar um monte sobre todas as coisas que eu penso e sinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me fazem pensar também sobre as pessoas. Quando eu era muito pequena eu conversava com a parede. Claro que não exatamente com a parede, eu conversava com as coisas da minha cabeça. Quando minha mãe deixava eu e minha irmã passarmos o fim de semana na casa da Vovó Maligna com nossos primos, eu, na primeira oportunidade, me escondia num quartinho que tinha no jardim e ficava lá o dia todo. Eu e as coisas da minha cabeça. Todos acham que Vovó Maligna me protegia porque fui a única neta que nunca apanhou dela, mas a verdade é que enquanto todos botavam o terror em grupo dentro de casa eu estava sentada no chão do quartinho no jardim brincando com as coisas da minha cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em casa eu fazia a mesma coisa, fosse me trancando no banheiro ou, quando começou a obra, me escondendo nos quartos que estavam sendo construídos. Ficávamos lá eu, as paredes e as coisas na minha cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha segunda opção de diversão eram os animais. Ficava lá com aqueles seres que só respondem com olhares e carinhos dividindo as coisas da minha cabeça, verbal ou telepaticamente, achando tudo isso muito bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não a toa só fui fazer uma amizade real aos 12 anos. Tinham os coleguinhas de colégio, era até bem popular entre eles, mas nos fins-de-semana e nas férias eu curtia ficar sozinha. Até que um dia eu conheci uma menina que tinha umas coisas na cabeça tão surreais quanto as minhas e a gente firmou uma amizade. Imagine uma pessoa que tinha sido criada em outro país, voltado pro país de origem e passado alguns anos nessas escolas estrangeiras, sendo jogada no final do ano de uma escola normal. Ela era esquisita. E confusa. De alguma forma eu entendia que aquela pessoa merecia compartilhar das coisas da minha cabeça também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram seis lindos anos. Eu já sentia aquela menina como parte da minha família. Mais que isso, ela era a minha irmã de verdade. Era uma irmã de fato parecida comigo e que me entendia. Mas aí, acho que com o tempo, ela foi se tornando uma pessoa normal. Sabe, gente normal e eu não funcionamos muito bem... Pra ver algum sentido nas coisas que eu faço e digo tem que conseguir abstrair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem que amar também. Não é raro escutar das pessoas que convivem comigo que elas gostariam de me amar menos. Às vezes, nem precisa dizer, eu enxergo nos olhos delas esse desejo. Porque parece que esse meu jeito exige das pessoas que elas relevem coisas demais, compreendam coisas demais, abstraiam demais. Mais ou menos como se as coisas da minha cabeça fossem super legais, mas as vezes caras demais. Não tenho dedos o suficiente pra contar quantas pessoas desistiram pelo preço. Penso no quanto eu sofri achando que essas pessoas eram tudo quando noto que hoje elas não significam nada pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Culpa das coisas da minha cabeça. Enquanto elas existirem eu posso viver com as paredes. Esse é meu segredo: Ao lado da pasta na qual eu salvo os cartões do &lt;a href="http://postsecret.blogspot.com/"&gt;PostSecret&lt;/a&gt; eu tenho uma pasta com 409 fotos de paredes e muros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_U4cCJCmhSfE/SX0_8lni0UI/AAAAAAAAAGA/MNdavkwI_Yw/s1600-h/016_nobody.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 218px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_U4cCJCmhSfE/SX0_8lni0UI/AAAAAAAAAGA/MNdavkwI_Yw/s320/016_nobody.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295459046980243778" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu amo paredes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5990308-6516568775735296703?l=bowl-of-oranges.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/bowl-of-oranges/~4/e4lGHgartwA" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://bowl-of-oranges.blogspot.com/feeds/6516568775735296703/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5990308&amp;postID=6516568775735296703&amp;isPopup=true" title="7 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5990308/posts/default/6516568775735296703?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5990308/posts/default/6516568775735296703?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/bowl-of-oranges/~3/e4lGHgartwA/as-paredes-tm-ouvidos.html" title="As paredes têm ouvidos." /><author><name>Lori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16278302057484556427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="08533900993595956766" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_U4cCJCmhSfE/SX0_8lni0UI/AAAAAAAAAGA/MNdavkwI_Yw/s72-c/016_nobody.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">7</thr:total><feedburner:origLink>http://bowl-of-oranges.blogspot.com/2009/01/as-paredes-tm-ouvidos.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUcFSHk5eCp7ImA9WxVRF04.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5990308.post-5185497112169587986</id><published>2009-01-23T15:49:00.001-02:00</published><updated>2009-01-23T15:50:19.720-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-01-23T15:50:19.720-02:00</app:edited><title>Ok computer</title><content type="html">- Você tentou instalar?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- Não deu ok pra nenhuma mensagem?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- Certeza?&lt;br /&gt;- Juro!!!!!&lt;br /&gt;- Porque do mesmo jeito que eu sei que você tentou mexer eu vou saber se você tentou instalar.&lt;br /&gt;- Mas não instalou.&lt;br /&gt;- Não instalou é diferente de você não ter tentando instalar. Que você não conseguiu instalar eu já sei, quero saber se você tentou...&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;- Eu vou descobrir de qualquer jeito, fala de uma vez. Tentou?&lt;br /&gt;- Tentei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é por isso que o computador que todo mundo pode usar é cheio de restrições. Não, não porque ele tentou instalar um trem sozinho, aliás se ele instalasse algumas coisas até me ajudaria, mas porque ele nega até a morte que tentou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás não sinto prazer nenhum em administrar uma rede, mesmo que doméstica. Quando você cuida de computadores, principalmente de leigos, você vira o olho que tudo vê. Como se um daqueles softwares espiões estivesse instalado no seu cérebro. Todos os rastros, toda a memória, ali na sua cara. Não quero saber que tipo de cookies meus familiares andam recebendo por aí. Nem que tipo de mensagens andam trocando. Nem nada. Não quero saber o que fazem as pessoas na privacidade (inexistente) de suas navegadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5990308-5185497112169587986?l=bowl-of-oranges.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/bowl-of-oranges/~4/RL5iPeSloGY" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://bowl-of-oranges.blogspot.com/feeds/5185497112169587986/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5990308&amp;postID=5185497112169587986&amp;isPopup=true" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5990308/posts/default/5185497112169587986?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5990308/posts/default/5185497112169587986?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/bowl-of-oranges/~3/RL5iPeSloGY/ok-computer.html" title="Ok computer" /><author><name>Lori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16278302057484556427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="08533900993595956766" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total><feedburner:origLink>http://bowl-of-oranges.blogspot.com/2009/01/ok-computer.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEANRH47eip7ImA9WxVRFE8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5990308.post-7673278168821178260</id><published>2009-01-20T01:39:00.001-02:00</published><updated>2009-01-20T01:39:55.002-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-01-20T01:39:55.002-02:00</app:edited><title>Chocolate quente.</title><content type="html">- Quer provar?&lt;br /&gt;- Tá com uma cara boa. Hmmmm e cremoso. Que delícia, como você fez?&lt;br /&gt;- Derreti chocolate no leite quente.&lt;br /&gt;- Sensacional hein? Ficou divino. Quanto chocolate você colocou?&lt;br /&gt;- Uma barra.&lt;br /&gt;- Sério?&lt;br /&gt;- Na verdade não. Eu fiz com toddy e pus um pouquinho de maizena.&lt;br /&gt;- Ugh!&lt;br /&gt;- Mas você disse que tava maravilhoso!!!&lt;br /&gt;- Blergh!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5990308-7673278168821178260?l=bowl-of-oranges.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/bowl-of-oranges/~4/ELsOZkNXJws" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://bowl-of-oranges.blogspot.com/feeds/7673278168821178260/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5990308&amp;postID=7673278168821178260&amp;isPopup=true" title="11 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5990308/posts/default/7673278168821178260?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5990308/posts/default/7673278168821178260?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/bowl-of-oranges/~3/ELsOZkNXJws/chocolate-quente.html" title="Chocolate quente." /><author><name>Lori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16278302057484556427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="08533900993595956766" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">11</thr:total><feedburner:origLink>http://bowl-of-oranges.blogspot.com/2009/01/chocolate-quente.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CE4ESX89eSp7ImA9WxVSF0Q.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5990308.post-6914996653566103281</id><published>2009-01-12T18:41:00.001-02:00</published><updated>2009-01-12T18:41:48.161-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-01-12T18:41:48.161-02:00</app:edited><title /><content type="html">Não quero mais falar. Shiu. Calei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leio/escuto tudo mas não tenho nada a dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai passar. Sempre passa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só não fica perguntando demais que piora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5990308-6914996653566103281?l=bowl-of-oranges.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/bowl-of-oranges/~4/a8TAmyF3bxg" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://bowl-of-oranges.blogspot.com/feeds/6914996653566103281/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5990308&amp;postID=6914996653566103281&amp;isPopup=true" title="8 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5990308/posts/default/6914996653566103281?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5990308/posts/default/6914996653566103281?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/bowl-of-oranges/~3/a8TAmyF3bxg/no-quero-mais-falar.html" title="" /><author><name>Lori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16278302057484556427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="08533900993595956766" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">8</thr:total><feedburner:origLink>http://bowl-of-oranges.blogspot.com/2009/01/no-quero-mais-falar.html</feedburner:origLink></entry></feed>
