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      <title>Brontossauros em meu Jardim</title>
      <link>http://scienceblogs.com.br/brontossauros/</link>
      <description>Brontossauros em meu Jardim é um blog de Ciências e um blog de Biologia. Aqui você encontra textos sobre evolução, textos sobre gripe suína e as últimas descobertas científicas.</description>
      <language>en</language>
      <copyright>Copyright 2009</copyright>
      <lastBuildDate>Mon, 06 Jul 2009 17:43:43 -0300</lastBuildDate>
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         <title>ScienceBlogs no Roda Viva!</title>
          <description>&lt;p&gt;Daqui a pouco &lt;a href="http://twitter.com/carloshotta"&gt;eu&lt;/a&gt; e a &lt;a href="http://twitter.com/paulabio"&gt;@paulabio&lt;/a&gt;, junto com &lt;a href="http://twitter.com/MauricioBonas"&gt;Mauricio Bonas&lt;/a&gt;, iremos comentar a entrevista do diretor do INPA, Adalberto Val no Roda Viva. Acompanhem &lt;a href="http://www.iptvcultura.com.br/rodaviva/index.html"&gt;via rede&lt;/a&gt; e Twitter a partir das 17h30.&lt;/p&gt;

&lt;blockquote&gt;Adalberto Val
Diretor do INPA - Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia

&lt;p&gt;Nos últimos anos, a expansão agrícola, os projetos de colonização e de desenvolvimento industrial aceleraram a ocupação e o desmatamento da Amazônia.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Boa parte da região ainda é desconhecida do mundo. Cientistas exploram a Amazônia e descobrem todos os anos novas espécies enquanto lutam para encontrar um meio sustentável para a exploração.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O desafio atual é permitir o desenvolvimento científico e econômico amazônico sem agredir o meio ambiente.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Adalberto Val é diretor do INPA, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, órgão criado em 1952 e implementado em 1954 para realizar o estudo científico do meio físico e das condições de vida da região amazônica, além de gerar e disseminar conhecimentos e tecnologia, e capacitar recursos humanos para o desenvolvimento da Amazônia.&lt;/blockquote&gt;&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/07/scienceblogs_no_roda_viva.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/brontossauros/~4/Ak6fBTUbIWc" height="1" width="1"/&gt;</description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/brontossauros/~3/Ak6fBTUbIWc/scienceblogs_no_roda_viva.php</link>
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         <category>Brontossauros</category>
         
         <pubDate>Mon, 06 Jul 2009 17:43:43 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>A esperteza da cobra de tentáculos</title>
          <description>&lt;p&gt;&lt;span style="float: left; padding: 5px;"&gt;&lt;a href="http://www.researchblogging.org"&gt;&lt;img alt="ResearchBlogging.org" src="http://www.researchblogging.org/public/citation_icons/rb2_large_gray.png" style="border:0;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;Quando eu era criança, eu vivia tentando pegar peixes com as mãos. Quem já tentou sabe: peixes conseguem fugir tão rápido de quem quer capturá-los que parecem até prever o que vai acontecer.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A agilidade dos peixes, na verdade, tem um segredo bem conhecido: a chamada resposta C-start. Quando o peixe sente uma vibração ou vê algo se proximando de um lado de seu corpo, ele contrai rapidamente os músculos do lado oposto do corpo, fazendo um C, e sai nadando rapidamente após endireitar-se (&lt;a href="http://www.pnas.org/content/suppl/2009/06/22/0905183106.DCSupplemental/SM5.mov"&gt;veja vídeo aqui&lt;/a&gt;). Esta resposta é extremamente rápida, demorando cerca de 5 a 6 milisegundos para começar, e ainda garante que o peixe vai fugir para longe do predador.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"&gt;&lt;img alt="C-start.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/C-start.jpg" width="500" height="170" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Se eu não era nenhum pequeno ninja, a ponto de pegar um peixe saudável com as mãos (só houve um episódio trágico com um peixe moribundo), as cobras-de-tentáculos (&lt;em&gt;Erpeton tentaculatum&lt;/em&gt;) dão um show de pescaria. Ela geralmente espera suas presas com a cabeça encurvada, formando um J, e fica imóvel nesta posição até um peixe se aproximar, quando ela o ataca rapidamente. Todo este movimento demora de 15 a 20 milisegundos para acontecer, o que seria tempo o bastante para o peixe escapar. Curiosamente, esta cobra consegue capturar uma porcentagem altíssima de peixes. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"&gt;&lt;img alt="tentacle_snake.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/tentacle_snake.jpg" width="500" height="333" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O segredo da cobra-ninja, caro gafanhoto, só pôde ser desvendado recentemente com a utiização de câmeras de muitos quadors por segundo: a cobra engana o peixe e não o ataca onde ele está, mas sim onde ele vai estar. Por exemplo, quando o peixe se encontra na parte côncava de seu J e paralelo à cabeça da cobra - como na figura abaixo - ela movimenta levemente o seu corpo (números 1 a 3), o suficiente para o peixe perceber e fugir para o lado oposto (4 e 5), que é exatamente onde está posicionada a boca da cobra (6). Ou seja: a cobra faz com que o peixe praticamente nade para o dentro de seu estômago!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"&gt;&lt;img alt="tentacle_snake01.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/tentacle_snake01.jpg" width="500" height="247" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Se o peixe está posicionado perpendicularmente à cobra, o processo é um pouco mais trabalhoso: a cabeça da cobra se movimenta para onde o peixe vai estar. De qualquer forma, está explicada a estratégia de ficar em forma de J: é um jeito de se aproveitar de um mecanismo automático do peixe que é altamente adaptativo e esteriotipado. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"&gt;&lt;img alt="tentacle_snake02.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/tentacle_snake02.jpg" width="500" height="239" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;No vídeo abaixo podemos observar três casos no qual o peixe está paralela à cabeça da cobra e três casos no qual ele está perpendicular. A cobra consegue pegar o peixe 80% das tentativas. Nas 20% restantes, o mecanismo C-start não é iniciado e a cobra erra totalmente a mira (veja o &lt;a href="http://www.pnas.org/content/suppl/2009/06/22/0905183106.DCSupplemental/SM4.mov"&gt;vídeo aqui&lt;/a&gt;).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/1cx_CB8cuhA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/1cx_CB8cuhA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Este é um exemplo inetressantíssimo de como um comportamento esteriotipado abre brechas para ser explorado. Para sorte dos peixes, não parecem ser muitos os predadores que usam esta estratégia.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Referências&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span class="Z3988" title="ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=The+Journal+of+Experimental+Biology&amp;rft_id=info%3Adoi%2F&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=The+C-start+escape+response+of+Polypterus+senegalus%3A+bilateral+muscle+activity+and+variation+during+stage+1+and+2&amp;rft.issn=&amp;rft.date=2002&amp;rft.volume=205&amp;rft.issue=&amp;rft.spage=2591&amp;rft.epage=2603&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fjeb.biologists.org%2Fcgi%2Fcontent%2Ffull%2F205%2F17%2F2591&amp;rft.au=Eric+D.+Tytell+and+George+V.+Lauder&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Biology%2CBehavioral+Biology"&gt;Eric D. Tytell and George V. Lauder (2002). The C-start escape response of Polypterus senegalus: bilateral muscle activity and variation during stage 1 and 2 &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Journal of Experimental Biology, 205&lt;/span&gt;, 2591-2603&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span class="Z3988" title="ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Proceedings+of+the+National+Academy+of+Sciences&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1073%2Fpnas.0905183106&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Tentacled+snakes+turn+C-starts+to+their+advantage+and+predict+future+prey+behavior&amp;rft.issn=0027-8424&amp;rft.date=2009&amp;rft.volume=&amp;rft.issue=&amp;rft.spage=0&amp;rft.epage=0&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fwww.pnas.org%2Fcgi%2Fdoi%2F10.1073%2Fpnas.0905183106&amp;rft.au=Catania%2C+K.&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Biology%2CBehavioral+Biology"&gt;Catania, K. (2009). Tentacled snakes turn C-starts to their advantage and predict future prey behavior &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Proceedings of the National Academy of Sciences&lt;/span&gt; DOI: &lt;a rev="review" href="http://dx.doi.org/10.1073/pnas.0905183106"&gt;10.1073/pnas.0905183106&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Imagens:&lt;/strong&gt; J Exp Biol (C-shape),&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/ideonexus/2221569529/"&gt;Ryan Somma&lt;/a&gt; (foto da cobra, FLICKR) e PNAS (esquemas da cobra e peixes).&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/07/aesperteza_da_cobra_de_tentacu.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/brontossauros/~4/TTYqCo_1Vj4" height="1" width="1"/&gt;</description>
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         <category>Ciências da Vida</category>
         
         <pubDate>Fri, 03 Jul 2009 01:41:04 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Causos de laboratório V - cicatriz na bancada</title>
          <description>&lt;p&gt;&lt;span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"&gt;&lt;img alt="3375886335_b195b829e1.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/3375886335_b195b829e1.jpg" width="500" height="333" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;No meu primeiro causo, contei &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/04/causos_de_laboratorio_i.php"&gt;como fui marcado pela Ciência em minha infância&lt;/a&gt;. Hoje vou contar como marquei um laboratório.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Era noite e já estava trabalhando fazia tempo. Eu tinha que colocar uma membrana em água fervendo e, por isso, deixei um béquer com água na placa de aquecimento.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O procedimento anterior acabou demorando demais e, quando fui olhar, a água do béquer já havia evaporado. Não joguei água direto no vidro pois ele poderia espatifar, por isso retirei-o com cuidado e coloquei na bacada para esfriar.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Eu era novo neste laboratório e, antes, havia trabalhado em um que tinha uma bancada de pedra.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A bancada deste era de plástico duro.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Quando fui pegar o béquer, ele estava grudado na bancada. Após um pouco de esforço, ele desgrudou, trazendo consigo parte da bancada.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O pior é que o chefe do laboratório descobriu a cicatriz antes de eu contar para ele.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Se você for no laboratório dele, ainda tem um anel marcado em sua bela bancada.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Foto:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/free-photos/3375886335/"&gt;roger.karlsson&lt;/a&gt; (FLICKR)&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/06/causos_de_laboratorio_v_-_cica.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/brontossauros/~4/WhqRuXTkdSo" height="1" width="1"/&gt;</description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/brontossauros/~3/WhqRuXTkdSo/causos_de_laboratorio_v_-_cica.php</link>
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         <category>Ciência Geral e Ceticismo</category>
         
         <pubDate>Mon, 29 Jun 2009 10:00:00 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>A progressão da gripe suína no Brasil</title>
          <description>&lt;p&gt;O número de casos de gripe suína no Brasil aumentou de forma alarmante nesta semana. O número dado pelo Ministério da Saúde é de &lt;a href="http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/informe_influenza_a_h1n1_27_06_2009.pdf"&gt;591&lt;/a&gt; casos. Uma semana atrás, este número era de &lt;a href="http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/influenza_a_h1n1_20062009.pdf"&gt;180&lt;/a&gt;. O aumento do número de casos parece estar associado ao feriado de Corpus Christi (entre os dias 11 a 14 de julho), quando muitas famílias viajaram para locais como a Argentina e o Chile (&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/2009_flu_pandemic"&gt;1587 e 6211 casos&lt;/a&gt;, respectivamente). Para se ter uma ideia, cerca de 140 dos novos casos têm origem provável na Argentina, 17 do Chile e 26 dos EUA. Curiosamente, somente 6 casos vieram do México desde o começo da pandemia.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;A principal preocupação atual é o início da infecção sustentada no país. Para adiar o que é inevitável, os procedimentos de &lt;b&gt;cotenção&lt;/b&gt; do contágio devem ser feitos de forma coordenada, informando-se a população de risco, tomando-se decisões rápidas e evitando o pânico. O adiantamento das férias e cancelamento de festas por parte de escolas cujos alunos contraíram a doença pode ajudar. A parte preocupante é ler &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/cienciaeideias/2009/06/pandemia_pandemonio.php"&gt;relatos como o levantado pela Maria Guimarães&lt;/a&gt;. Até agora foram pelo menos 117 casos de infecção dentro do país (26%). Semana passada eram apenas 24.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a fase de contenção, entramos na fase de &lt;b&gt;mitigação&lt;/b&gt; onde a ação dos agentes de saúde e do resto do governo devem garantir que a população possua centros médicos preparados para receber os doentes e o progresso da epidemia seja retardado. Quando a gripe chegar forte no país, quantos casos poderemos esperar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Osame, usando um &lt;a href="http://comciencias.blogspot.com/2009/06/casos-de-gripe-suina-crescem.html"&gt;modelo exponencial&lt;/a&gt;, estimou 1 milhão de casos em 38 dias. Não acredito que seja tanto. Em dois meses de epidemia, os EUA e o México têm cerca de &lt;a href="http://www.theglobeandmail.com/news/opinions/letters-to-the-editor/canadas-a-hot-spot-for-h1n1/article1198018/"&gt;7,1 casos por 100 mil habitantes&lt;/a&gt;. O Canadá, que está sendo seriamente afetado, está com 20 casos por 100 mil habitantes e, a Austrália, 13 casos por 100 mil habitantes. Isso quer dizer que seria razoável estimar um número entre 13.500 a 38.500 casos confirmados de gripe em dois meses (usando uma população de 193 milhões de habitantes). Contra estes números, tem o fator inverno. A favor deste número, tem as férias escolares. Considerando a &lt;a href="http://comciencias.blogspot.com/2009/06/crescimento-super-exponencial-da-gripe.html"&gt;taxa de hospitalização de 5%&lt;/a&gt; usada pelo Osame, precisaríamos de mil a dois mil leitos nos hospitais em dois meses.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;O mais preocupante vai ser se a gripe não for contida em locais de demografia alta e baixo acesso a centros médicos, como em favelas. Nos locais mais afetados pela gripe, o número de casos chegou a 60 casos por 100 mil habitantes. Creio que podem acontecer desastres de saúde pública se não houver um acompanhamento especial destas áreas. Até onde eu acompanhei, dois tipos de pessoas morrem de gripe suína: as que já são vulneráveis a doenças respiratórias (seja por sistema imune debilitado ou infecções cardio-respiratórias) e as que não procuram atendimento médico a tempo (demorar mais de 5 dias depois do início da doença depois da piora dos sintomas). &lt;b&gt;Portanto: se os sintomas piorarem, procure um hospital.&lt;/b&gt; Recomendação que funciona para qualquer tipo de gripe (e há várias circulando, eu e a Paula já pegamos umas 3 neste ano).&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;Falando em piora de sintomas, &lt;b&gt;quais são os principais sintomas apresenatdos por quem tem gripe suína?&lt;/b&gt; De acordo com o Ministério da Saúde, temos 94% dos infectados com febre (e, se não me engano, acima de 38oC); 89% com tosse, 51% com dores musculares, 47% com coriza e 38% com dor de garganta. É importante se lembrar que gripe é uma doença comum nesta época seca e fria, portanto fique de olho nestes sintomas. Evite contaminar-se com a gripe e transmiti-la depois. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que o progresso da gripe se assemelhe muito mais com o México, EUA e Japão do que no Canadá, particularmente Manitoba e Saskatchewan. A progressão dos casos no Chile, Argentina e Austrália também não estão muito animadoras. Ainda mais para mim, que tenho um congresso na Austrália voando pela Argentina, no começo de Agosto...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;UPDATE (28/06/09): &lt;a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/americas/8122262.stm"&gt;de acordo com a BBC&lt;/a&gt;, o CDC anunciou que tem 27.717 casos confirmados nos EUA e cerca de 3 mil hospitalizações e 127 mortos. Eles estão trabalhando com um número de um milhão de infectados. Os meus números e do Osamme podem estar igualmente errados/certos. A propósitos, a Argentina tem 26 mortos em 1.587 casos. Preocupante.&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/06/a_progressao_da_gripe_suina_no.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/brontossauros/~4/dqXGXHJMxSk" height="1" width="1"/&gt;</description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/brontossauros/~3/dqXGXHJMxSk/a_progressao_da_gripe_suina_no.php</link>
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         <category>Saúde e Medicina</category>
         
         <pubDate>Sun, 28 Jun 2009 01:05:00 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Causos de laboratório IV - apocalipse azul</title>
          <description>&lt;p&gt;Vou continuar a série indicando &lt;a href="http://semiblogdaju.blogspot.com/2009/05/azulou-geral.html"&gt;o relato hilário da Juliana, do blog Valha-me Potássio&lt;/a&gt;. A Juliana documentou com detalhes o apocalipse azul que se tornou o seu experimento. Um trecho:&lt;/p&gt;

&lt;blockquote&gt;Pois é pessoas. Meu experimento tinha explodido. Tava tudo azul. E não tinha uma viva alma lá pra me explicar o que tinha acontecido. Eu acho que eu devo ter ficado mais branca que o gasparzinho. Num parece aquelas cenas com que você sempre faz piada, mas nunca acredita que realmente pode acontecer?&lt;/blockquote&gt;

&lt;p&gt;O relato ainda tem vídeo e fotos!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"&gt;&lt;img alt="DSC01904.JPG" src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/DSC01904.JPG" width="450" height="338" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A Juliana mandou outra história antes que aproveito para colocar aqui também:&lt;/p&gt;

&lt;blockquote&gt;Aconteceu no primeiro ano de faculdade. No laboratório, cada aluno preparava uma simulação de amostra em um béquer, que deveria ser analisada segundo uma marcha analítica para se descobrir quais os seus componentes. Amostras prontas, béqueres sobre a bancada, um aluno ao lado do outro. Iniciamos os experimentos.
Meu colega do lado resolveu fazer um extra no experimento, para me mostrar uma coisa legal. Esse extra envolvia colocar algo dentro de um tubo de ensaio, e aquecer o fundo do tubo levemene no fogo. Observem que eu disse "levemente". Mas bichos, sabe como é. Entre uma conversa e outra, meu colega esqueceu o negócio no fogo. O troço lá dentro dilatou, e foi praticamente cuspido pra fora do tubo, caindo justamente onde? Dentro do béquer da minha amostra. ¬¬
Tive que recomeçar o experimento do zero!&lt;/blockquote&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/04/causos_de_laboratorio.php"&gt;E mandem suas histórias de laboratório para mim aqui!&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Semana que vem coloco mais um causo meu!&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/06/causos_de_laboratorio_iv_-_apo.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/brontossauros/~4/Ki52cvLJWg4" height="1" width="1"/&gt;</description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/brontossauros/~3/Ki52cvLJWg4/causos_de_laboratorio_iv_-_apo.php</link>
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         <category>Ciência Geral e Ceticismo</category>
         
         <pubDate>Mon, 22 Jun 2009 10:00:00 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Todo enxerto é um transgênico?</title>
          <description>&lt;p&gt;&lt;span style="float: left; padding: 5px;"&gt;&lt;a href="http://www.researchblogging.org"&gt;&lt;img alt="ResearchBlogging.org" src="http://www.researchblogging.org/public/citation_icons/rb2_large_gray.png" style="border:0;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;Em um &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/05/por-alimentos-mais-artificiais-i.php"&gt;post sobre alimentos trangênicos&lt;/a&gt;, o Atila mencionou &lt;a href="http://www.sciencemag.org/cgi/content/abstract/324/5927/649"&gt;um artigo&lt;/a&gt; que achei interessantíssimos que eu gostaria de detalhar aqui.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Os pesquisadores Sandra Stegemann e Ralph Bock, do Instituto Max-Planck (Alemanha), queriam testar se há troca de material genético ao se fazer um enxerto. Em um enxerto, pega-se a raíz e um pedaço do caule de um planta (cavalo) e coloca-se um pedaçod e caule com o resto da parte aérea de outra planta (cavaleiro). Para fazer seus testes, eles fizeram um enxerto entre duas plantas de tabaco onde o cavalo era uma variedade resistente ao antibiótico spectinomicina que possui proteínas fluorescentes verdes (GFP) nos cloroplastos (em verde abaixo) e o cavaleiro era uma variedade resistente ao antibiótico karnamicina e expressa uma proteína fluorescente amarela no citoplasma (em laranja). Após o enxerto se estabelecer, eles pegaram amostras de tecido da região de contato entre as duas variedades e o colocaram para crescer em um meio de cultura que continha tanto espectinomicina quanto kanamicina. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"&gt;&lt;img alt="transgenics01.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/transgenics01.jpg" width="500" height="172" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Quando os tecidos vinham apenas de uma planta da mesma variedade do cavalo ou de uma planta da mesma variedade do cavaleiro, os tecidos morriam por caus de um dos dois antibióticos. No entanto, nos tecidos retirados do enxerto, era possível observar que eles conseguiam sobreviver, ou seja, eles apresenatvam resistência tanto à espectinomicina quanto à kanamicina. Isso poderia significar que o tecido de uma variedade estava ajudando o tecido de outra variedade a sobreviver. Para eliminar esta hipótese, eles foram analisar que tipo de proteínas fluorescência as células da região do enxerto possuíam.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"&gt;&lt;img alt="transgenics.JPG" src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/transgenics.JPG" width="331" height="430" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Em cada coluna você pode ver o canal de detecção da proteína verde (GFP), da proteína amarela (YFP) e uma imagem composta dos dois canais. Na primeira linha podemos ver uma variedade de tabaco que não possui estas proteínas fluorescentes. Na segunda linha podemos ver a variedade usada como cavalo: note um monte de bolinhas verdes, que correspondem aos cloroplastos cheios de GFP. Na terceira linha, podemos ver a variedade usada como cavaleiro, com YFP formando o contorno dos cloroplastos (pois elas estão no citoplasma). O mais incrível vem agora: no tecido da região do enxerto, na quarta linha (indicado como YG-29), as células possuem tanto fluorescência verde quanto amarela! &lt;strong&gt;Isso indica que elas são uma mistura das duas variedades!!!!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Uma análise do DNA das células híbridas indicou que não houve aumento no número de cromossomos, indicando qeu não houve a fusão de células, uma possibilidades, mas sim a &lt;strong&gt;transferência de pedaços de DNA de um tecido para outro&lt;/strong&gt;! Estes dados foram confirmados por técnicas que permitem verificar a presenca destes genes no DNA destas células.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Estes resultados indicam que, na região do enxerto, ocorreu troca de material genético o que fez meu colega de ScienceBlogs Brasil errar a mão ao afirmar que:&lt;br /&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;
&lt;big&gt;&lt;strong&gt;Toda planta enxertada é geneticamente modificada!&lt;/strong&gt;&lt;/big&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Por que ele errou? Porque essas alterações só foram observadas na região do enxerto, onde as células estão em contato umas com as outras. Os pesquisadores não conseguiram verificar alterações semelhantes nas folhas ou raízes da planta enxertada. O fato dos pesquisadores terem visto plantas com fluorescência verde e amarela indica apenas que houve uma alteração genética local. Além disso, não é possível saber o quão frequente esses eventos são, uma vez que colocar as plantas para crescer em meio seletivo matou todos os milhões de casos onde o troca de material genético não aconteceu. Esse método, bom para comprovar UM evento de tarnsferência, acaba amplificando este efeito e impedindo a estimativa de sua frequência (via seleção natural, BTW). Prova disso é que eles não conseguiram encontrar nenhum outro pedaço de DNA de uma variedade na outra.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Portanto, temos um trabalho interessante que sugere um possível mecanismo de transferência horizontal de genes entre dois organismos diferentes, do núcleo e do cloroplasto, mas que dificilmente acabará gerando um organismo transgênico, como insinuado pelo Atila. A não ser que os genes transferidos dêem uma vantagem tão grande quanto a resistência de antibióticos em meio seletivo, o que não deve acontecer sempre.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ecochatos, podem beber seu suco de laranja em paz. Por enquanto.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;br /&gt;
&lt;span class="Z3988" title="ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Science&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1126%2Fscience.1170397&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Exchange+of+Genetic+Material+Between+Cells+in+Plant+Tissue+Grafts&amp;rft.issn=0036-8075&amp;rft.date=2009&amp;rft.volume=324&amp;rft.issue=5927&amp;rft.spage=649&amp;rft.epage=651&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fwww.sciencemag.org%2Fcgi%2Fdoi%2F10.1126%2Fscience.1170397&amp;rft.au=Stegemann%2C+S.&amp;rft.au=Bock%2C+R.&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Biology%2CAgriculture%2C+Biotechnology%2C+Botany"&gt;Stegemann, S., &amp; Bock, R. (2009). Exchange of Genetic Material Between Cells in Plant Tissue Grafts &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Science, 324&lt;/span&gt; (5927), 649-651 DOI: &lt;a rev="review" href="http://dx.doi.org/10.1126/science.1170397"&gt;10.1126/science.1170397&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/06/em_um_post_sobre_alimentos.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/brontossauros/~4/kPkX3mXWbwQ" height="1" width="1"/&gt;</description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/brontossauros/~3/kPkX3mXWbwQ/em_um_post_sobre_alimentos.php</link>
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         <category>Ciências da Vida</category>
         
         <pubDate>Fri, 19 Jun 2009 19:47:12 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Como achar pinguins do espaço</title>
          <description>&lt;p&gt;&lt;span style="float: left; padding: 5px;"&gt;&lt;a href="http://www.researchblogging.org"&gt;&lt;img alt="ResearchBlogging.org" src="http://www.researchblogging.org/public/citation_icons/rb2_large_gray.png" style="border:0;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; Mudanças climáticas resultam em mudanças no padrão das geleiras no mar. Isso é um problema se você depende deste gelo para a sua reprodução, como os pinguins-imperadores. No entanto, é realmente difícil estimar se a população destes pinguins está diminuindo ou não e, desta forma, estimar o efeito das mudanças climáticas nos simpáticos nadadores.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"&gt;&lt;img alt="merda_de_pinguim02.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/merda_de_pinguim02.jpg" width="500" height="375" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Em um trabalho publicado recentemente, pesquisadores da Universidade de Cambridge desenvolveram um software que usa o imagens de satélite para encontrar colônias de pinguins-imperadores. Como eles fazem isso? Procurando por manchas fecais que indicam a presença de uma colônia de pinguins. Isso mesmo: eles procuram por merda! &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O princípio é bastante simples: a coloração amarronzada das manchas fecais, formadas pela ação de centenas e centenas de pinguins, se destaca no branco pristino do gelo antártico. Infelizmente não é possível estimar com precisão o tamanho das colônias.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"&gt;&lt;img alt="merda_de_pinguim01.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/merda_de_pinguim01.jpg" width="521" height="226" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O melhor mesmo desta técnica é que ela funciona! Os pesquisadores conseguiram confirmar a existência de 17 colônias, corrigir a localizaçao de mais 6 e ainda encontraram 10 novas colônias de pinguim-imperador! O trabalho ainda mostrou que algumas colônias previamente descritas se extinguiram devido às mudanças no clima antártico (aumento ou diminuição de temperatura, mudanças nos ventos, etc.).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Quem diria que estudar merda de pinguins iria gerar mais do que um &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2007/10/o-premio-ignobel.php"&gt;prêmio IgNobel&lt;/a&gt;?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.springerlink.com/content/a9j4vvpattrukeyn/fulltext.html" target="blank" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5122076820922194722" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_YG8AiG4ZWg4/RxVFuw9UWyI/AAAAAAAAAa4/__gGWbM5qOI/s320/penguin.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span class="Z3988" title="ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Global+Ecology+and+Biogeography&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1111%2Fj.1466-8238.2009.00467.x&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Penguins+from+space%3A+faecal+stains+reveal+the+location+of+emperor+penguin+colonies&amp;rft.issn=1466822X&amp;rft.date=2009&amp;rft.volume=&amp;rft.issue=&amp;rft.spage=0&amp;rft.epage=0&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fblackwell-synergy.com%2Fdoi%2Fabs%2F10.1111%2Fj.1466-8238.2009.00467.x&amp;rft.au=Fretwell%2C+P.&amp;rft.au=Trathan%2C+P.&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Biology"&gt;Fretwell, P., &amp; Trathan, P. (2009). Penguins from space: faecal stains reveal the location of emperor penguin colonies &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Global Ecology and Biogeography&lt;/span&gt; DOI: &lt;a rev="review" href="http://dx.doi.org/10.1111/j.1466-8238.2009.00467.x"&gt;10.1111/j.1466-8238.2009.00467.x&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Foto:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/linpadgham/2589171057/"&gt;linpadgham (FLICKR)&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/06/como_achar_pinguins_do_espaco.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/brontossauros/~4/NEsGztvWJ_g" height="1" width="1"/&gt;</description>
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         <category>Ciências da Vida</category>
         
         <pubDate>Tue, 16 Jun 2009 18:47:59 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Gripe suína: ainda por aí.</title>
          <description>&lt;p&gt;A Oganização Mundial de Saúde finalmente &lt;a href="http://www.who.int/mediacentre/news/statements/2009/h1n1_pandemic_phase6_20090611/en/index.html"&gt;reconheceu que estamos na fase 6&lt;/a&gt;, configurando a gripe suína como pandemia. Demorou. Novamente lembro que isso não leva em conta severidade.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O inverno progride e os números da gripe suína na América Latina também. Tanto o número de infectados &lt;a href="http://www.buenosairesherald.com/BreakingNews/View/3318"&gt;na Argentina&lt;/a&gt; quanto no Chile &lt;a href="http://www.who.int/csr/don/2009_06_08/en/index.html"&gt;sobem de forma rápida&lt;/a&gt;, indicando que a gripe está se alastrando por lá. O pior é que o &lt;a href="http://www.redsalud.gov.cl/portal/url/page/minsalcl/g_varios/influenza.html"&gt;Chile desistiu de contabilizar os casos de gripe suína&lt;/a&gt;, o que é uma péssima ideia se queremos saber se as políticas públicas de saúde estão funcionando ou não. Ou mesmo modelar a progressão da doença.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A situação na Europa parece preocupante, ainda mais no Reino Unido. &lt;a href="http://www.independent.co.uk/life-style/health-and-families/health-news/uk-swine-flu-toll-is-really-30000-says-leading-scientist-1690130.html"&gt;Há muitos relatos de que o governo está omitindo casos&lt;/a&gt; e que o que acontece por lá não reflete os dados oficiais. Tudo bem que as mesmas fontes sugerem um número de infectados na ordem de 100 mil nos EUA, o que, diante do vácuo de informações sobre este vírus (como o número de assintomáticos), não deixa de ser um chute qualificado.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;No Brasil, ainda estamos subindo em uma taxa que não indica infecção sustentada no país. Pelo menos por enquanto.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;No Egito a preocupação é outra: já são mais de &lt;a href="http://egyptianchronicles.blogspot.com/2009/06/h5n1-follow-up-no80.html"&gt;80 casos de gripe aviária&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Além de porcos, &lt;a href="http://scienceblogs.com/effectmeasure/2009/05/human_seasonal_h1n1_flu_in_gia.php"&gt;tamanduás também podem ser infectados por gripe humana&lt;/a&gt;. Seguindo a lógica de muitos, deveríamos matar todos os tamanduás?&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/06/gripe_suina_ainda_por_ai.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/brontossauros/~4/BcBHb2Xs6nc" height="1" width="1"/&gt;</description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/brontossauros/~3/BcBHb2Xs6nc/gripe_suina_ainda_por_ai.php</link>
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         <category>Saúde e Medicina</category>
         
         <pubDate>Fri, 12 Jun 2009 10:00:34 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>10 razões para se contratar um cientista!</title>
          <description>&lt;p&gt;Frequentemente ouço colegas reclamando que seguir carreira acadêmica restringiu muito as suas opções de trabalho: "Só posso trabalhar fazendo pesquisa e dando aula!". Sempre que ouço algo do gênero, lembro-me que, lá na Inglaterra, a maior parte dos meus colegas de doutorado não seguiram carreiras acadêmicas, ou mesmo científicas. Lá, o doutorado é considerado um período de amadurecimento intelectual que ensina muitas habilidades desejáveis antes de entrar em uma empresa ou carreira qualquer.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Como assim, um cientista tem habilidades úteis para qualquer empresa? Para começar, um bom cientista é um empreendedor, desbravando novas áreas de conhecimento, equilibrando ganhos e riscos. Outras características positivas d eum cientista:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;1. Criatividade&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A carreira acadêmica exige muita capacidade criativa. Deve-se criar hipóteses novas todos os dias e formas de testá-las. Temos que usar a criatividade o tempo inteiro para desenvolver novos métodos e resolver problemas experimentais. Se você quer um funcionário que saiba usar sua criatividade para algo prático: contrate um cientista.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;2. Capacidade de administrar projetos longos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Um doutorado tem de 3 a 5 anos. Neste período, o doutorando parte de um projeto e precisa construir uma tese. Quantas pessoas vocês conhecem que tiveram que lidar com projetos tão longos? Para se fazer uma tese é necessário saber dividir o seu problema em etapas menores, prestar atenção a um cronogarma definido e saber admnistrar o andamento do projeto inteiro.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;3. Análise de dados complexos&lt;br /&gt;
&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Sua empresa gera quantidades imensas de dados que você não sabe se são úteis ou não. Será que existem tendências sutis que podem ajudar a prever desastres futuros ou indicadores que te possibilitem prever o mercado? Como lidar com todos os números que chegam o tempo todo e ainda extrair informações úteis? Qual o gráfico que vai mostrar exatamente o que queremos ao cliente? Que tal contratar alguém com experiência nisso?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Essa habilidade também inclui a capacidade de interligar informações aparentemente desconexas, criação de modelos experimentais, a aplicação de modelos teóricos e saber que dados são úteis para quê.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;4. Resolução de problemas&lt;br /&gt;
&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Esta capacidade está intimamente relacionada às características anteriores. A capacidade de reconhecer um problema, identificar as metodologias existentes para resolvê-lo e, se necessário, criar uma nova metodologia vem com a experiência. Acho que a palavra chave hoje em dia é: inovação. Sua empresa aumenatrá a sua capacidade de inovação com cientistas trabalhando nela. Além disso, estas habilidades são essenciais em momentos de crise ou fechamento de projetos. O que nos leva ao próximo ponto.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;5. Capacidade de trabalhar sob pressão&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Além da pressão do término de seu doutorado, há a pressão das agências financiadoras, do seu orientador, dos pais para sair de casa, dos laboratórios concorrentes, do deadline para o próximo congresso... ter que tarbalhar com tudo isso exige nervos de aço!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;6. Habilidades argumentativas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Você precisa de alguém que ganha a vida tendo que convencer outras pessoas de que suas ideias são as melhores? Que seja capaz de destruir de modo cirúrgico os argumentos do concorrente? Cientistas fazem isso durante o café! É até comum civis acharem que todos os cientistas se odeiam simplesmente poruqe eles batem-boca o tempo todo!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;7. Habilidades de comunicação&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Saber apresentar algo de forma clara, precisa e sem rodeios. Introduzir o rpoblema, a metodologia e os resultados para um cliente sem fazê-lo dormir. Tudo isso é moleza para quem tem que apresentar resultados de três anos em 15 minutos em um congresso!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;8. Capacidade trabalhar em grupo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Nenhum cientista é uma ilha. Ao contrário do que mostram os filmes, os melhroes cientistas são os que fazem mais colaborações e sabem montar uma rede de contatos para discutir seus problemas e encontrar soluções. Eles devem saber conciliar opiniões diversas e ainda ter a própria. Imagine ter que coordenar 4 ou 5 equipes de trabalho distintas em torno de um projeto em comum?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;9. Autodidatismo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Não há cursos de graduação ou MBA para aprender a usar um HPLC ou um espectrofotômetro de massa. Não há quem ensine como analisar um &lt;em&gt;microarray&lt;/em&gt; ou como consertar um IRGA. Um cientista pode não saber uma pá de coisas, ainda mais no mundo corporativo, mas ele sabe aprender e sabe aprender rápido. É o que todos queremso não? Funcionários capazes de aprender o qeu precisamos que seja feito na empresa?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;10.&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Adicione o seu&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;big&gt;Cientista, valorize-se!&lt;/big&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/06/10_razoes_para_se_contratar_um.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/brontossauros/~4/oqvphAvfVgE" height="1" width="1"/&gt;</description>
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         <category>Ciência Geral e Ceticismo</category>
         
         <pubDate>Tue, 09 Jun 2009 09:46:37 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Robôs exterminadores e pipoca</title>
          <description>&lt;p&gt;Sexta passada tive oportunidade de assistir o filme Exterminador do Futuro 4: a Salvação (&lt;em&gt;Terminator Salvation&lt;/em&gt;) - o T4, para íntimos. Já adianto e digo que gostei muito do filme mas que isso tem a ver com o modo que encaro o cinema.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;object width="500" height="304"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/dFgpeO5Ltok&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/dFgpeO5Ltok&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="500" height="304"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Para mim, há um motivo para cinema e pipoca combinarem tanto: ambos representam um prazer descompromissado em respectivas suas áreas. Pipoca não dá trabalho de fazer e, fora alguns exemplos desastrosos, dificilmente dá errado. No entanto, geralmente ela significa muita diversão enquanto dura, apesar de vc sempre acabar mordendo um piruá ou dois. Além disso, não há muito o que inventar com pipoca: pode colocar manteiga, provolone, pimenta, Aji-no-moto e outras firulas mas o essencial está sempre lá, para ser degustada sozinha ou em grupos. Não se enganem ao achar que isso quer dizer que pipoca é tudo igual: há a pipoca de microondas, que traz um alento ao fim de um dia de trabalho, há a pipoca da casa da vó, que dá energias extras ao dia de brincadeiras, e há a pipoca que te leva de volta à infância, como aquela com provolone que comia quando ia andar de bicicleta na USP.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Gostei do T4 porque ele é desse último tipo: me lembrou de uma época no qual combatia robôs assassinos, aliens sanguinários e piratas ensandecidos. Só isso basta para ir assistir o filme. Tem Sarah Connor, tem John Connor, tem Kyle Reese (quem?), o Arnoldão, tem Skynet e até tem Cylons (e a voz do Batman, juro)! Tudo isso misturado com muita explosão em um mundo pós-apocalíptico. Perfeito!&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Isso não quer dizer que o filme não tenha seus piruás. Eu engoli um grandão no final do filme, quando uma decisão moralmente questionável é tomada sem nenhuma objeção. Quem quiser saber mais sobre isso, me pergunte via Twitter (&lt;a href="http://twitter.com/carloshotta"&gt;@carloshotta&lt;/a&gt;). O engraçado é que esta decisão me deixou matutando por algumas horas. O filme descompromissado, no fim, ainda deixou o seu gostinho por um tempo.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Deixo uma última reminiscência: será que um dia teremos computadores que possuem consciência? Mesmo que pudéssemos fazê-lo, será que deveríamos? Sim, concordo que os programas estão cada vez mais inteligentes, mas nem sempre inteligência é igual a consciência. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Aliás, será que seríamos tão ruins assim para as máquinas sempre decidirem nos matar? Em todo caso, para estarmos salvos do Dia do Julgamento é só seguirmos o conselho do&lt;a href="http://xkcd.com/534/"&gt; xkcd&lt;/a&gt;:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"&gt;&lt;img alt="genetic_algorithms.png" src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/genetic_algorithms.png" width="492" height="207" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Exterminador do Futuro 4: a Salvação estréia amanhã (em um cinema perto de vc).&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/06/robos_exterminadores_e_pipoca.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/brontossauros/~4/k2ws7L77bDs" height="1" width="1"/&gt;</description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/brontossauros/~3/k2ws7L77bDs/robos_exterminadores_e_pipoca.php</link>
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         <category>Brontossauros</category>
         
         <pubDate>Thu, 04 Jun 2009 10:20:33 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Ministério da Saúde usa a Internet contra a gripe suína</title>
          <description>&lt;p&gt;Um dos problemas que temos que enfrentar durante uma epidemia é o alastramento de informações falsas ou exageradas que podem levar a um pânico generalizado. A Internet tem um papel fundamental no alastramento de tanto informações falsas quanto informações corretas. O equilíbrio entre ambas forças pode determinar os rumos de uma epidemia como a da gripe suína.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Foi com uma certa surpresa que recebi este comentário algumas horas depois de meu primeiro post sobre a gripe suína:&lt;br /&gt;
&lt;blockquote&gt;O Ministério da Saúde conta com uma página exclusiva (http://portal.saude.gov.br/portal/saude/profissional/area.cfm?id_area=1534) na qual você encontrará respostas para todas as suas dúvidas a respeito da gripe suína. Além disso, você pode buscar mais informações no Disk Saúde 0800 61 1997. O Brasil está preparado para enfrentar os casos suspeitos e manterá a população bem informada! Assessoria de Comunicação. Ministério da Saúde&lt;/blockquote&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;De início achei que fosse alguma forma de spam mas, além do comentário direcionar para um site do Ministério da Saúde, ele também foi repetido em outros blogs e sites que tratavam do mesmo assunto. A este comentário, seguiram outros em meus posts, às vezes confirmando informações, outras corrigindo pequenas imprecisões. Aos poucos ficou claro que alguém no Ministério da Saúde estava monitorando os sites brasileiros que escreviam sobre a gripe suína e estava corrigindo-os e agregando informações úteis aos textos.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Curioso com esta iniciativa do Ministério da Saúde, entrei em contato com Fernanda Scavacini, que assinava a maior parte dos comentários, para que ela explicasse um pouco sobre a ação do Ministério da Saúde. É muito bom ver que o Ministério está usando a Internet de forma inteligente, sem medo de abrir canais de informação nas diversas mídias sociais.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Segue abaixo a entrevista com Fernanda que fiz via email:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Carlos: Qual é o seu cargo e atribuições no Ministério da Saúde?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Fernanda Scavacini: Sou coordenadora de Comunicação Integrada, da Assessoria de Comunicação do Gabinete do Ministro. Minha atribuição é coordenar projetos que integrem o governo e população, utilizando a internet, como principal meio.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;CTH:De quem foi a iniciativa de acompanhar os blogs?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
FS: A iniciativa foi do Chefe da Assessoria de Comunicação, Marcier Trombiere.&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;
CTH: Quais mídias vocês têm monitorado?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
FS: Toda Internet.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;CTH: Há quanto tempo ocorre este monitoramento?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
FS: O monitoramento iniciou no dia 25 de abril, quando a Organização Mundial de Saúde deu o alerta sobre o vírus Influenza A(H1N1).&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;
CTH: Mais especificamente, quantos blogs vocês têm monitorado?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
FS: Até o momento, já postamos intervenções em mais de 100 canais de comunicação da internet.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;CTH: Além de blogs, você monitoram o Twitter e outros sites de mídias sociais?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
FS: Monitoramos tudo. Orkut, Twitter, blog, sites de notícias, entre outros.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;CTH: Como é feito este monitoramento?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
FS: O trabalho é coordenado daqui, diretamente do Ministério da Saúde.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;CTH: Este monitoramento é feito somente para gripe suína ou também é feito para outras doenças?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
FS: Este é um trabalho pioneiro, que surgiu da necessidade de sanar as dúvidas da população sobre uma doença nova, a Influenza A (H1N1). É um canal direto, onde a população tem a oportunidade de ter seu questionamento respondido com precisão e de forma simplificada, sem usar termos técnicos ou difíceis. Não usamos textos prontos. Conforme a utilidade apresentada por este serviço, poderemos estendê-lo a demais doenças.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;CTH: Quais são os erros e imprecisões mais frequentes?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
FS: Com este trabalho é possível ter uma visão real sobre a expectativa da população sobre as ações do Ministério, em relação à doença. Assim como identificar as principais dúvidas, teorias a respeito do vírus e, principalmente, boatos que podem trazer pânico à sociedade. Nem sempre fomos bem aceitos. Porém, na maioria das vezes, a recepção é positiva, pois as pessoas aproveitam para sanar suas dúvidas e dar sugestões. No Orkut, várias comunidades abriram espaço para nós e aproveitaram para nos consultar nas questões levantadas em seus fóruns.&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;
CTH: O que foi pouco divulgado sobre a gripe suína?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
FS: Desde o princípio desta doença, o Ministério da Saúde está usando de transparência em todas informações. É importante que a população saiba que não há interesse algum do Brasil de omitir fatos, como uma provável circulação do vírus em Território Nacional. O Influenza A (H1N1) é altamente contagioso e para contê-lo vamos precisar da colaboração e prevenção individual de todos. Para que isso ocorra, a população precisa estar a par de tudo.&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;
CTH: Há interesse do Ministério da Saúde divulgar outras informações via blogs?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
FS: Nossa prioridade inicial era sanar as dúvidas, para ajudar a população da melhor maneira. Em um segundo momento é possível que começamos a publicar informações nos blogs. Mais isso vai de acordo com a aceitação de seus moderadores.&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/06/ministerio_da_saude_usa_a_inte.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/brontossauros/~4/wrSHR6wpVZE" height="1" width="1"/&gt;</description>
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         <category>Saúde e Medicina</category>
         
         <pubDate>Mon, 01 Jun 2009 15:10:43 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Resposta da admin do EcoBlogs</title>
          <description>&lt;p&gt;No post anterior fiz críticas à Rede EcoBlogs. Nada mais justo que publicar a sua resposta:&lt;/p&gt;

&lt;blockquote&gt;Agradecemos o comentário e pesquisa sobre a imagem que utilizamos. Não sabíamos de todo esse questionamento por trás da obra de Rugendas, e a mudança da cor das aves pode, de fato, dar a entender que se tratam de flamingos. Pisamos na bola...

&lt;p&gt;Mas gostaríamos de esclarecer nossa posição.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Criamos a Rede Ecoblogs para ser uma referência para pessoas que, embora não estejam profissionalmente ligadas à ecologia, se preocupam em diminuir seu impacto ambiental. Por isso, convidamos blogueiros de diferentes perfis, tendo como ponto comum seus posts sobre sustentabilidade e ecologia.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Assim como nossos blogueiros parceiros, a MAPFRE acredita que mudar hábitos faz diferença. Por isso substituímos toda a iluminação externa do edifício, que eles citaram no post, por LEDs, economizando 75% no consumo de energia, e disponibilizamos pela internet relatórios que antes eram impressos, economizando 30,58 toneladas de papel em um ano.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Estas  são apenas algumas das ações sustentáveis iniciadas há três anos e que fazem parte do Eco MAPFRE, programa que consiste na implementação de melhorias ecoeficientes nos processos do Grupo MAPFRE.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Claro que ainda há muito o que fazer, mas ainda estamos aprendendo a ser cada dia mais verde. A conscientização é um processo contínuo.&lt;/blockquote&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Duas coisas:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;- os flamingos continuam sendo flamingos, sejam vermelhos, azuis ou em preto-e-branco. As silhuetas são bem características e não há margem para outras interpretações. Eu até pensei que fossem guarás no início mas o Guilherme confirmou que são mesmos flamingos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;- esforços de se economizar gastos de energia e diminuição do lixo produzido são imprescendíveis para uma empresa. No caso de uma empresa que quer se vender verde, economizar 75% com iluminação de fachada não é o suficiente. Sinto muito. Estamos falando de iluminação de fachadas! Apaguem estes últimos 25%, não comprem mais LEDs para isso. A melhor maneira de se poupar o ambiente sempre é o não consumo. Como não dá para não-consumir sempre, escolhemos a alternativa mais ecológica. Se vc tem um sofá não-ecológico, fique com ele ao invés de trocá-lo por um sofá ecológico chique! Mas é claro que isso é a minha visão de ambientalismo, visão que não combina com a divulgação e a divulgação de inúmeros itens de consumo (por mais verdes que sejam). &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/05/um_motivo_para_comer_no_mcdona.php"&gt;Também peco muitas vezes em relação a isso mas é o caminho que acho mais adequado&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/05/resposta_da_admin_do_ecoblogs.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/brontossauros/~4/ltk8u1pecFU" height="1" width="1"/&gt;</description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/brontossauros/~3/ltk8u1pecFU/resposta_da_admin_do_ecoblogs.php</link>
         <guid isPermaLink="false">http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/05/resposta_da_admin_do_ecoblogs.php</guid>
         <category>Planeta Terra e Ambiente</category>
         
         <pubDate>Fri, 29 May 2009 20:44:35 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Flamingos na Mata Atlântica: o mais antigo Photoshop Disaster</title>
          <description>&lt;p&gt;Hoje é dia da Mata Atlântica. Dois meses atrás, a &lt;a href="http://www.ecoblogs.com.br/2009/03/19/comunicacao-sustentavel-no-sos-mata-atlantica/"&gt;Rede Ecoblogs&lt;/a&gt; lançou a imagem abaixo para comemorar este dia.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"&gt;&lt;img alt="2511906707_954cb47b8a.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2511906707_954cb47b8a.jpg" width="500" height="375" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Sim, amigos. A imagem em comemoração à Mata Atlântica, esse importantíssimo mas pouco lembrado bioma brasileiro, contém quatro flamingos! Flamingos até existem no Chile, Peru e Argentina (além da África, partes da Europa e Caribe) mas não há, definitivamente, flamingos na Mata Atlântica, e nem é preciso ser especialista para saber disso. Tudo bem, nada espantoso de uma Rede financiada por &lt;a href="http://www.ecoblogs.com.br/2008/08/25/esta-em-sao-paulo-hoje-tem-show-de-luzes/"&gt;uma empresa que acredita que iluminar TRÊS lados de seus prédios de noite com luzes pode ter algo de ecológico&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Uma das coisas que cogitei foi que os flamingos tivessem sidos colocados lá pelo designer responsável, uma vez que a imagem foi claramente photoshopada no trecho (os flamingos, e toda a região foi duplicada). Ou então que fosse ilustração de outra floresta. Mal sabia que a história é muito mais legal que um simples erro internético.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O primeiro passo foi encontrar o autor da imagem original e compará-la com a imagem acima, coisa que a &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/rastrodecarbono"&gt;Paula Signorini &lt;/a&gt;fez para mim: &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"&gt;&lt;img alt="1112003023 Rugendas Mantiqueira.JPG" src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/1112003023%20Rugendas%20Mantiqueira.JPG" width="500" height="375" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Esta imagem está marcada como &lt;a href="http://www.asminasgerais.com.br/Zona%20da%20Mata/Biblioteca/Personagens/%C3%ADndios/Indios0001.html"&gt;"Rugendas - Mantiqueira" no site As Minas Gerais&lt;/a&gt;. Notem que as misteriosas aves estão azuis, cor que também foram adicionadas posteriormente, uma vez que Rugendas publicou suas obras como litografias lá no começo do século XIX.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Rugendas é um pintor alemão que é famoso por aqui por ter feito inúmeras ilustrações que retratam as paisagens naturais brasileiras e um pouco de nossa população da época. Seu trabalho mais famoso é a obra &lt;em&gt;Viagem Pitoresca através do Brasil&lt;/em&gt; em 1835, resultado de suas aventuras acompanhando a &lt;a href="http://www.adrianaflorence.com.br/expedicao.html"&gt;expedição Langsdorff&lt;/a&gt;, a qual abandonou (ou foi abandonado) antes de chegar à Amazônia.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;De acordo com o ornitólogo Dr. Guilherme Renzo Rocha Brito, com a ajuda do &lt;a href="http://www.estantevirtual.com.br/mod_perl/info.cgi?livro=19980099"&gt;livro Rugendas e o Brasil de Pablo Diener e Maria de Fátima Costa (editora Capivara)&lt;/a&gt;, "Rugendas entrou com as gravuras originais a óleo e lápis e parte do texto (na verdade ninguém sabe direito quem escreveu o texto)....e o editor com a grana e uma série (acho que 8) de artistas de litogravura (que nunca pisaram no Brasil) que transformaram as pinturas originais em pedra!!! Obviamente muitos dos litógrafos eram artistas e tiveram certa "liberdade poética" (no caso litográfica) em alterar e colocar suas marcas nas litogravuras resultantes, inclusive muitos assinando-as depois!!"&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Ou seja, as litografias do livro foram feita na Europa por artistas que se basearam nas descrições e pinturas de Rugendas. Muitos, como o francês A. Joly, autor desta litogravura em particular, nunca pisaram no Brasil, o que não os impediu de colocar muitas espécies de plantas e animais não tupiniquins (na verdade a pintura original foi perdida, então culpar o A. Joly pode ser precipitado).&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Um comentário de von Martius, um naturalista que explorou muito o nosso país: "Eu vi o primeiro caderno de desenhos de Rugendas. Parece-me que há aí mais bom gosto que verdade. Assim, por exemplo, na selva aparecem pássaros africanos, e na região de montanhas há araucárias junto com palmeiras." Ele ainda complementa: "Tenho visto várias coisas da obra do Sr. Rugendas. É recomendável em qualquer caso de concepção artística e por aquele agradável trabalho próprio de toda litografia francesa. Pelo demais, isso sim, deve notar-se que a maior parte dessas representações foi elaborada na Europa."&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Guilherme Brito ainda complementa a explicação dizendo que a obra não retrata a Serra da Mantiqueira mas sim a "&lt;em&gt;Forét Viérge prés Manqueritipa / dans la province de Rio de Janeiro&lt;/em&gt;" (Floresta virgem de Mangaratiba na província do Rio de Janeiro).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O livro de Pablo Diener e Maria de Fátima Costa complementa:&lt;/p&gt;

&lt;blockquote&gt;"Não conhecemos o desenho no qual Joly se baseou para riscar na pedra essa paisagem da Mata Atlântica, que von Martius criticou pela presença de pássaros estranhos ao ambiente. À falta do desenho inicial, não podemos emitir um juízo sobre o motivo representado originalmente, porém creditamos o desvio ao gravador que, aliás, demonstra pouca soltura ao desenhar as árvores e o conjunto florístico em geral. Até onde conhecemos a obra de João Mauricio (Rugendas), é fácil imaginar que o resultado preparatório tivesse muito mais leveza, como se pode verificar em uma folha que apresenta uma composição semelhante. Por outro lado, no conjunto da sua obra são raras as vezes que o artista-viajante registrou algo que jamais tivesse visto. Uma singularidade desta prancha é o fato de ser a única sem nenhuma referência à presença humana!"&lt;/blockquote&gt;

&lt;p&gt;O mais interessante é saber que &lt;a href="http://photoshopdisasters.blogspot.com/"&gt;ilustradores que dão um jeitinho em imagens&lt;/a&gt; existem desde o século XIX. O que não pode é chegar no século XXI e multiplicar o erro por dois.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;em&gt;Agradeço ao Lama pela consultoria e pelos trechos do livro.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Imagens:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.ecoblogs.com.br/2009/03/19/comunicacao-sustentavel-no-sos-mata-atlantica/"&gt;Ecoblogs&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.asminasgerais.com.br/Zona%20da%20Mata/Biblioteca/Personagens/%C3%ADndios/Indios0001.html"&gt;As Minas Gerais&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/05/flamingos_da_mata_atlantica_um.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/brontossauros/~4/5zq12IYjDx0" height="1" width="1"/&gt;</description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/brontossauros/~3/5zq12IYjDx0/flamingos_da_mata_atlantica_um.php</link>
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         <category>Planeta Terra e Ambiente</category>
         
         <pubDate>Wed, 27 May 2009 21:00:00 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>6 - Qual é a causa da discrepância entre dados suspeitos e os oficiais?</title>
          <description>&lt;p&gt;Esta é uma série de posts que refletem minhas reflexões sobre a gripe suína nos últimos dias:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/05/como_se_identifica_gripe_suina.php"&gt;1 - Como se identifica a gripe suína?&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/05/2_-_por_que_a_demora_na_confir.php"&gt;2 - Por que a demora na confirmação nos casos no Brasil?&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/05/3_-_como_se_produz_vacina_cont.php"&gt;3 - Como se produz vacina contra gripe suína?&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/05/4_-_a_gripe_suina_e_fraca.php"&gt;4 - A gripe suína é fraca?&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/05/5_-_podemos_ficar_tranquilos_e.php"&gt;5 - Podemos ficar tranquilos em relação a esta gripe?&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
6 - Qual é a causa da discrepância entre dados suspeitos e os oficiais?&lt;br /&gt;
7 - Por que é difícil prever os rumos da pandemia?   &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;================================================================&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;6 - Qual é a causa da discrepância entre dados suspeitos e os oficiais?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O Brasil tem 9 casos de gripe suína confirmados e 17 suspeitos. O número de casos confirmados tem se mantido estável mas o número de suspeito está sempre variando entre 15 e 30. Isso é porque casos suspeitos são os de pessoas que voltaram de locais com gripe suína em menos de dez dias e apresentaram sintomas da gripe. Há também os que estiveram em contato com pessoas contaminadas e apresentam sintomas em menos de dez dias. Só que existe muito mais do que influenza A/Mexico City 2009/H1N1 no mundo. A H3N2,por exemplo, tem sido uma variedade muito detectada entre os que apresentam sintomas sérios de gripe. Para se ter uma ideia, já descartamos 308 casos suspeitos de gripe suína. Para o caso ser cofirmado, &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/05/como_se_identifica_gripe_suina.php"&gt;só com testes de laboratório&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;7 - Por que é difícil prever os rumos da pandemia?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Quando começaram a surgir os casos de gripe suína, não pararam de surgir previsões de quantos seriam infectados. Nos primeiros dias, era difícil saber quais eram as taxas de infecção e a taxa de mortalidade, principalmente porque havia poucos laboratórios fazendo a confirmação dos casos e muitos casos suspeitos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Agora, sabemos um pouco mais sobre os padrões de infecção desta nova variedade de vírus mas, aos poucos, começamos a perder o controle do número real de doentes. Isto acontece porque, uma vez constatada que esta gripe não é pior do que uma gripe normal (&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/05/4_-_a_gripe_suina_e_fraca.php"&gt;o que não significa que ela seja branda&lt;/a&gt;), muitas pessoas infectadas pararam de procurar hospitais. Além disso, pouco sabemos do número de pessoas que não desenvolvem sintomas ou que desenvolve sintomas bem leves. Por isso muitos pesquisadores dizem que o número de infectados atualmente nos EUA pode ser de 100 mil e, no Reino Unido, 50 mil! Pode parecer um exagero mas isso é só o reflexo da falta de informações epidemiológicas confiáveis atualmente. O melhor que temos é o CDC e a OMS mas sabemos que os seus dados são subestimados.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Outro elemento importante é &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/05/2_-_por_que_a_demora_na_confir.php"&gt;quão eficazes os governos de cada país são de identificar a gripe suína&lt;/a&gt; e quão honestos eles são na hora de divulgar os dados. Para se ter uma ideia, de ontem para hoje, houve 20 novos casos confirmados no Chile, 18 no Kuwait e 20 no Peru. Antes de hoje de manhã, havia 24 acsos no Chile, nenhum no Kuwait e 5 no Peru. Na semana passada, o Japão confirmou 79 casos de uma só vez! Antes, o país tinah somente um punhado de casos confirmados e, de repente, estava em estado de alerta máximo. Tudo isso dificulta a vida dos analistas, que devem decidir quão extremas devem ser as medidas contar a gripe suína.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Por fim, ainda temos o fator humano. Assim que o número de casos de gripe aumenta em uma região, as pessoas mudam seus comportamentos, mudando assim a dinâmica de conatminação. Se uma cidade age rápido identificando a gripe suína em uma escola e imediatamente cancela as aulas nesta escola (gráfico abaixo riscadinho), &lt;a href="http://www.dailykos.com/storyonly/2009/5/2/727192/-H1N1:-Why-Do-Schools-Close,-And-When-Do-They-Open"&gt;a dinâmica da epidemia vai ser totalmente diferente&lt;/a&gt; de uma cidade que decide não fechar as escolas (gráfico abaixo roxo). &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"&gt;&lt;img alt="comm_mitigation.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/comm_mitigation.jpg" width="500" height="335" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;É por isso que devemos estar alertas para os rumos desta gripe. Decisões rápidas devem ser tomadas para que o número de hospitalizações não sobrecarreguem os hospitais ou que setores cruciais da economia sejam prejudicados. É preciso lembrarmos que estamos no começo do inverno - a época das gripes-, que o número de casos na América do Sul tem aumentado mais rápido que no resto do mundo (apesar de poder ser um artefato) e que recebemos muitas pessoas provenientes do México e EUA todos os dias.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Como tenho dito, é difícil prever os rumos desta gripe mas ainda acho mais difícil acreditar que teremos apenas 9 casos no Brasil.&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/05/6_-_qual_e_a_causa_da_discrepa.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/brontossauros/~4/gnp2ilzVoa0" height="1" width="1"/&gt;</description>
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         <category>Saúde e Medicina</category>
         
         <pubDate>Mon, 25 May 2009 21:16:39 -0300</pubDate>
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         <title>Uma revolução infravermelha</title>
          <description>&lt;p&gt;Na semana passada foi publicado um estudo que promete revolucionar as Ciências Biológicas e, possivelmente, a forma como muitas doenças são diagnosticadas. Mas, antes de entrar em detalhes, vamos dar uma volta no túnel do tempo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Em 2004 tive a oportunidade de ver Roger Tsien falar em um curso de microscopia de fluorescência. Seguindo o jeito informal do curso, Tsien nos apresentou um pouco de suas últimas criações no mundo de marcadores fluorescentes. Foi lá que concluí que ele certamente ganharia um prêmio Nobel pelo seu trabalho, profecia que se concretizou no ano passado.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"&gt;&lt;img alt="tsien.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/tsien.jpg" width="500" height="199" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
 O Nobel de Tsien foi dado pelo uso e abuso da GFP, proteína fluorescente verde. Como o nome diz, a GFP brilha em verde (509 nm) ao absorver luz em um determinado comprimento de luz (488 nm). Se fizermos um tecido expressar a GFP, por exemplo, podemos monitorá-lo usando um microscópio de fluorescência, o mesmo vale para proteínas. Parte da vida acadêmica de Roger Tsien foi dedicada à alteração da GFP, e outras proteínas fluorescentes, para gerar uma paleta variada de cores, todas usadas para entender o intricado funcionamento das células.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Uma das coisas que mais me impressionou na palestra de Roger Tsien foi sua idéia de desenvolver marcadores fluorescentes na faixa do infravermelho. Explico: todos os marcadores fluorescentes funcionam na faixa do espectro visível e do ultravioleta. No entanto, estes comprimentos de onda são muito absorvidos pelos tecidos vivos, o que não acontece com ondas na faixa do infravermelho! Ou seja: um marcador fluorescente no infravermelho pode ser usado para monitorar organismos inteiros por causa da sua alta penetração, enquanto marcadores no espectro visível ou ultravioleta exigem camadas finas de células.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Cinco anos se passaram e, na Science da semana passada, vemos o fruto dos trabalhos de Roger Tsien: as IFP (proteínas fluorescentes infravermelhas). Se as GFPs e demais vieram de águas-vivas e corais fluorescentes, as IFPs foram modificadas a partir de fitocromos de bactérias. Estas proteínas precisam de uma molécula extra para se tornar fluorescentes: a biliverdina.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;As IFPs são excitadas a 686 nm e emitem a 713 nm, longe das fortes absorções da hemoglobina (tudo abaixo de 650 nm) e da água (tudo acima de 900 nm). Nesta faixa de 650 nm a 900 nm, o corpo é basicamente trasnparente, o que permitiu a equipe de Roger Tsien fazer imagens de um fígado de um camundongo vivo expressando IFPs. Para fazer o fígado expressar a IFP, ele usou um vírus, que somente infecta o fígado, para entregar os genes para IFS. A biliverdina foi entregue através de injeções intravenosas.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O resultado é espantoso: no primeiro quadro abaixo, podemos ver a IFS sem a biliverdina, no segundo quadro, a IFS com biliverdina. No terceiro quadro temos a mKate, a melhor proteína até então. No último quadro, temos a GFP, que não é possível ser detectada. Tudo isso usando um camundongo intacto!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"&gt;&lt;img alt="tsien2.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/tsien2.jpg" width="435" height="259" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Utilizando técnicas avançadas de tratamento de imagens é possível até ter uma definição melhor do fígado expressando a IFS! E esta é a primeira geração de IFPs: utilizando-se técnicas evolutivas que criam mutações aleatórias nas IFS, é possível desenvolver IFS mais brilhantes, mais duradouras ou de outras cores (e agora, criacionistas?).  &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"&gt;&lt;img alt="tsien3.jpg" src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/tsien3.jpg" width="216" height="261" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ainda é possível criar aparelhos que utilizam-se técnicas semelhantes à tomografia, para aumentar ainda mais a resolução das imagens, abrindo a possibilidade de se fazer ferramentas diagnósticas mais precisas no campo da saúde. Imagine só poder marcar tumores com a IFS e poder acompanhar se ele está se espalhando? Ou poder ver se as células-tronco que colocaram para reparar a sua coluna estão se desenvolvendo bem? Todas estas possibilidades se abrem com este trabalho!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;5 anos atrás previ que Roger Tsien ia ganhar um prêmio Nobel. Será que ele está a caminho de um segundo?&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;a href="http://www.sciencemag.org/cgi/content/abstract/324/5928/804"&gt;Shu, X., Royant, A., Lin, M., Aguilera, T., Lev-Ram, V., Steinbach, P., &amp; Tsien, R. (2009). Mammalian Expression of Infrared Fluorescent Proteins Engineered from a Bacterial Phytochrome Science, 324 (5928), 804-807 DOI: 10.1126/science.1168683&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/05/uma_revolucao_infravermelha.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/brontossauros/~4/iX_qUQcS1bo" height="1" width="1"/&gt;</description>
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         <category>Ciências da Vida</category>
         
         <pubDate>Wed, 20 May 2009 22:01:14 -0300</pubDate>
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