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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/atom10full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" gd:etag="W/&quot;A0IHRn0_fyp7ImA9WxBbEUQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3430261631573385870</id><updated>2010-03-10T02:38:57.347-03:00</updated><title>CADERNO TEATRAL</title><subtitle type="html">Impressões de espetáculos por Lucianno Maza</subtitle><link rel="http://schemas.google.com/g/2005#feed" type="application/atom+xml" href="http://www.cadernoteatral.com.br/feeds/posts/default" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.cadernoteatral.com.br/" /><link rel="next" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3430261631573385870/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false&amp;v=2" /><author><name>Lucianno Maza</name><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version="7.00" uri="http://www.blogger.com">Blogger</generator><openSearch:totalResults>34</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/atom+xml" href="http://feeds.feedburner.com/cadernoteatral" /><feedburner:info uri="cadernoteatral" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><entry gd:etag="W/&quot;A0IHRno6cCp7ImA9WxBbEUQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3430261631573385870.post-7928017806043442469</id><published>2010-03-10T02:26:00.005-03:00</published><updated>2010-03-10T02:38:57.418-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-03-10T02:38:57.418-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="RockAntygona" /><title>O mito em nova sonoridade</title><content type="html">&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/S5ct54MR0YI/AAAAAAAAASQ/4e_TRRyRza4/s1600-h/Foto_Victor_Hugo_Ceccato.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 203px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/S5ct54MR0YI/AAAAAAAAASQ/4e_TRRyRza4/s320/Foto_Victor_Hugo_Ceccato.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446872746687582594" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Por&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(0, 0, 0);" href="http://www.cadernoteatral.com.br/p/quem-faz.html"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;Luciana Garcia&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O clássico grego &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Antígona&lt;/span&gt;, de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sófocles&lt;/span&gt;, montado e reinventado há seculos em inúmeros países, ganha, agora, mais uma interessante leitura, com &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“RockAntygona”&lt;/span&gt;. O texto original conta a mítica história da personagem título, que regressa à cidade de Tebas, após a morte do pai, Édipo - o que cegou-se ao descobrir que sua mulher, e genitora de seus filhos, Jocasta, era na verdade sua mãe -, que fora Rei e destronado por seus dois filhos homens, Etéocles e Polinices. Numa luta pelo reino os dois se matam, e é Creonte, irmão de Jocasta, que, como sucessor legal, recebe a coroa, e ordena que Etéocles seja enterrado com todas as honrarias, enquanto Polinices é deixado em terra nua, sem direito, sequer, a um sepultamento. A brava Antígona, então noiva de Hémon (filho do atual rei), se rebela às custas da própria vida para defender um enterro digno para seu irmão. A atual versão rock desta saga, é, na verdade, mais techno e atual do que o nome pode sugerir, e executada com precisão e ousadia. A dramaturgia, assinada por &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Caio de Andrade&lt;/span&gt;, suprime alguns elementos da história (como a irmã da protagonista, Ismênia, e Eurídice, mulher de Creonte), mas que não atrapalham sobremaneira a compreensão do enredo. Interessante perceber que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Guilherme Leme,&lt;/span&gt; como diretor, consegue trazer concepções extremamente audaciosas e assertivas para o palco, de forma seca e direta. Os elementos contemporâneos, que compõe a narrativa, poderiam parecer inapropriados, se pensados isoladamente, porém, há uma subjetividade em cada tela que se forma à frente do espectador, que faz parecer o texto completamente moderno e apropriado.&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Marcello H.&lt;/span&gt;, responsável pela chamada mídia eletrônica (produzindo os efeitos de som e passagem de tempo), faz o papel de Corifeu - o líder do tradicional coro das peças gregas. Creonte (&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Luís Melo&lt;/span&gt;&lt;span&gt;)&lt;/span&gt;, Antígona (&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Larissa Bracher&lt;/span&gt;), e Hémon (&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Armando Babaioff&lt;/span&gt;), parecem participantes de um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;reality show&lt;/span&gt; arcaico, criaturas que colocam as emoções em evidência, para fazer valer seu jogo de crenças morais. Abolindo um fazer teatral preocupado com a tradição grega, os personagens são colocados à mostra, sob lentes de aumento, com suas intenções, vivas, e seus defeitos e virtudes, expostos, como carne em açougue. Eles se dispõem, nessa encenação narrada, como peças fundamentais de um dinâmico quebra-cabeça, que fica suspenso no ar, mesmo para aqueles que já conhecem a trama. Extremamente bem sintonizado, o elenco de &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“RockAntygona” &lt;/span&gt;consegue levantar aplausos do público, e fazer valer o maravilhoso trabalho de cenografia e iluminação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serviço: Espaço SESC (RJ) | Quinta 20h, sexta e sábado 21h30 e domingo 20h&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3430261631573385870-7928017806043442469?l=www.cadernoteatral.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/cadernoteatral/~4/fAgQh6rfnlA" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3430261631573385870/posts/default/7928017806043442469?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3430261631573385870/posts/default/7928017806043442469?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/cadernoteatral/~3/fAgQh6rfnlA/o-mito-em-nova-sonoridade.html" title="O mito em nova sonoridade" /><author><name>Lucianno Maza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="12625427588386535152" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/S5ct54MR0YI/AAAAAAAAASQ/4e_TRRyRza4/s72-c/Foto_Victor_Hugo_Ceccato.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.cadernoteatral.com.br/2010/03/o-mito-em-nova-sonoridade.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DkYHQH8-fSp7ImA9WxBbEEg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3430261631573385870.post-9024171870943504899</id><published>2010-03-08T10:07:00.004-03:00</published><updated>2010-03-08T10:15:31.155-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-03-08T10:15:31.155-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Usufruto" /><title>Sedução de uma boa história</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/S5T20UXrMfI/AAAAAAAAASI/nG97aix4QuM/s1600-h/usufruto.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 237px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/S5T20UXrMfI/AAAAAAAAASI/nG97aix4QuM/s320/usufruto.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446249228079411698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Muitas vezes, quando um artista se lança em outra função, ainda que domine a sua de origem, é encarado com preconceito por alguns. O novo assusta e, realmente, muitas vezes, soa como apenas uma aventura. Não é este o caso da atriz &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lúcia Veríssimo&lt;/span&gt;, que faz sua estreia na seara da dramaturgia com &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“Usufruto”&lt;/span&gt;. Escrevendo uma personagem sob medida para si, ela criou a história de uma mulher de cinquenta anos, e um homem, de trinta, que se encontram na disputa de um apartamento, com vista para o mar, o qual ambos querem comprar. Ela, muito mais independente, livre, e entregue a seus anseios, do que ele, um correto rapaz, fiel a sua noiva e convicções. A partir de um jogo proposto pela libertária, o conservador percebe que não é tão fácil manter-se centrado em seus conceitos, e sucumbe a provocação daquela que parece disposta a tudo para levar o pedaço de mar enquadrado pela janela. É um confronto, uma disputa, como um leilão por um valioso quadro, onde os personagens, compradores ousados, lançam mão de ideias e ações que ganhem o outro concorrente. Uma das qualidades da atraente situação proposta, é mostrar o choque moral entre uma geração que descende da libertação sexual e outra, mais nova, e, inversamente, retrógrada. Isto, somado a qualidade do desenvolvimento, com diálogos precisos, fazem do texto uma interessante dissecação do desejo humano, remetendo, de fato, a alguns aspectos da filosofia de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Roland Barthes&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Fragmentos de Um Discurso Amoroso”&lt;/span&gt;), homenageado pela autora. Ainda sobre a dramaturgia, apenas a sequencia final parece um pouco mais rápida do que o ideal, com uma virada abrupta do personagem masculino, talvez esta mudança tente representar a impulsividade da atitude dele, mas acaba soando como um corte do texto que, no entanto, em nada perde seu poder. A ótima direção é de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;José Possi Neto&lt;/span&gt;, que aqui aparece mais enxuto que de costume, e centra seu trabalho nas sutilezas do texto, na entrega do elenco e  em sua (essa sim habitual) elegância de marcas e tempos, que não comprometem a fluidez do naturalismo da cena. O total êxito da montagem não seria possível sem o bom entrosamento e força dos dois atores que, como seus personagens, jogam juntos muito bem. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Raphael Viana &lt;/span&gt;tem desempenho muito bom, extraindo vida e apelo de seu personagem, o qual vai desconstruindo ao longo da apresentação. Já a atriz, também autora da obra, domina totalmente a figura experiente que representa, sabe o que e como dizer, estabelecendo, sem exageros desnecessários, suas palavras, suas ideias, e suas ações, numa bela atuação sóbria, e não menos apaixonada. &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“Usufruto” &lt;/span&gt;é um espetáculo inteligente e sedutor, que merece ser degustado com um bom vinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serviço: Teatro Faap | Quarta e quinta 21h&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3430261631573385870-9024171870943504899?l=www.cadernoteatral.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/cadernoteatral/~4/eXMUgePVki4" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3430261631573385870/posts/default/9024171870943504899?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3430261631573385870/posts/default/9024171870943504899?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/cadernoteatral/~3/eXMUgePVki4/seducao-de-uma-boa-historia.html" title="Sedução de uma boa história" /><author><name>Lucianno Maza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="12625427588386535152" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/S5T20UXrMfI/AAAAAAAAASI/nG97aix4QuM/s72-c/usufruto.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.cadernoteatral.com.br/2010/03/seducao-de-uma-boa-historia.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DkQDRHs4eip7ImA9WxBbEEg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3430261631573385870.post-3380379327120640713</id><published>2010-03-03T02:10:00.012-03:00</published><updated>2010-03-08T10:19:35.532-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-03-08T10:19:35.532-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Macbeth" /><title>Pulsante montagem de um clássico</title><content type="html">&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/S43w79OTNKI/AAAAAAAAAR4/UvgMwfPiXlk/s1600-h/b3ff.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 212px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/S43w79OTNKI/AAAAAAAAAR4/UvgMwfPiXlk/s320/b3ff.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444272437398287522" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Por&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(0, 0, 0);" href="http://www.cadernoteatral.com.br/p/quem-faz.html"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;Luciana Garcia&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“Macbeth” &lt;/span&gt;seja, das peças de William Shakespeare, se não a mais popular, a que mais toca o imaginário do público – que permanece parado, de olhos acesos, e vidrados na trama (esquecendo-se completamente das mais de duas horas de duração do espetáculo). Isto ocorre devido ao tema da obra, escrita há mais de 400 anos, ser tão nobre, quanto plebeu: assassinatos movidos pela ganância são temas frequentes nos noticiários em todo o mundo ainda hoje. Obcecados pela ideia do poder a qualquer preço, Lady Macbeth instiga o marido, general do exército escocês, a aniquilar quem quer que seja, a começar pelo rei, para desfrutarem do poder e seus benefícios. Porém, crimes perfeitos não deixam suspeitos, e as coisas não ocorrem da maneira como eles planejavam. A tradução de João Dantas não se preocupa com a métrica shakespeariana e, provavelmente por isso, faz do texto uma versão mais próxima e compreensível, até para o espectador menos erudito. A novidade trazida pela brilhante direção de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Aderbal Freire-Filho&lt;/span&gt; é uma deliciosa fusão de contemporaneidade que, no entanto, não desrespeita o caráter clássico do texto em momento algum. A montagem soube utilizar-se do bom gosto, não tendo a pretensão de arrancar o riso do público. É a tragédia da própria realidade – inevitável e cruel – que fica em primeiro plano, e tem seus momentos de sarcástico humor. O componente sobrenatural, presente na peça, é um destes momentos, onde as bruxas trocam seus macabros caldeirões por um, não muito  mais elegante, chá das cinco. Todos os atores se revezam também na contraregragem, realizando uma coreografia com simplicidade e sincronismo, tornando ágil as passagens de tempo e espaço. Com quatro grandes tablados, dispostos em palco de semi-arena, controem-se mesas de jantar, cavalarias, salas e aposentos reais, entre outros ambientes, onde &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Daniel Dantas&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Renata Sorrah&lt;/span&gt; vivem o casal protagonista com perfeita sintonia. Vale destacar que as participações de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Felipe Martins&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Erom Cordeiro&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Charles Fricks&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Andréia Dantas&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Camilo Bevilaqua&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Thelmo Fernandes&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Guilherme Siman&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Marcelo Flores&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ricardo Conti&lt;/span&gt;, e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Edgard Amorim&lt;/span&gt;, são tão precisas e preciosas quanto as da dupla principal. Eles ousam em suas quase performáticas movimentações pelos diferentes ambientes, e não temem a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;overacting &lt;/span&gt;ao criar tipos que divertem e suavizam o clima de tensão que percorre a Escócia e Inglaterra. O dinamismo dos atores, e a versatilidade operada pela luz e som, agregados aos pouquíssimos objetos de cena, faz com que a narrativa ganhe uma fluidez muito interessante. Esta montagem de&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt; “Macbeth”&lt;/span&gt; é moderna, viva e pulsante, e leva ao público a já conhecida universalidade do bardo inglês ao seu ápice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serviço: Espaço Tom Jobim (RJ) | Sexta e sábado 20h30 e domingo 20h&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3430261631573385870-3380379327120640713?l=www.cadernoteatral.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/cadernoteatral/~4/a2Nd3DKtAcQ" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3430261631573385870/posts/default/3380379327120640713?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3430261631573385870/posts/default/3380379327120640713?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/cadernoteatral/~3/a2Nd3DKtAcQ/pulsante-montagem-de-um-classico.html" title="Pulsante montagem de um clássico" /><author><name>Lucianno Maza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="12625427588386535152" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/S43w79OTNKI/AAAAAAAAAR4/UvgMwfPiXlk/s72-c/b3ff.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.cadernoteatral.com.br/2010/03/pulsante-montagem-de-um-classico.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;AkMERXo-fSp7ImA9WxBUFEg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3430261631573385870.post-4942944933864863435</id><published>2010-03-01T12:33:00.002-03:00</published><updated>2010-03-01T12:46:44.455-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-03-01T12:46:44.455-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Quidam" /><title>Fantástico mundo no circo</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/S4vcmRce0dI/AAAAAAAAARY/bt9aZfjpz5k/s1600-h/quidam_cirque.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 214px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/S4vcmRce0dI/AAAAAAAAARY/bt9aZfjpz5k/s320/quidam_cirque.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5443687124683379154" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cirque du Soleil&lt;/span&gt;, fundado nos anos 1980 por &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Guy Laliberté&lt;/span&gt;, é hoje uma das maiores instituições privadas de entretenimento do mundo, arrastando verdadeiras multidões para seus espetáculos ao redor do globo, tendo grande sucesso de vendas dos cds e dvds de suas produções, e influenciando as artes performáticas. Originário do Canadá, país sem grande tradição circense, o grupo revolucionou a linguagem do circo ao dispensar animais e o picadeiro tradicional, e trazer elementos do teatro, da música, da dança e dos esportes, em espetáculos temáticos, cujo enredo e criação estética são exclusivos a cada trabalho. A partir dos anos 1990 o grupo se consolidou e teve grande expansão, passando a ocupar de forma fixa não apenas sua sede em Montreal, mas também teatros em Las Vegas e outras cidades americanas, além das orientais Tóquio e Macau. Já a turnê com seu repertório, ultrapassou fronteiras cada vez mais distantes, chegando inclusive ao Brasil, onde nos últimos anos a companhia já aportou com três produções. O atual cartaz no país é &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“Quidam”&lt;/span&gt;, de 1996, realizado por um dos diretores artísticos mais recorrentes na História do grupo: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Franco Dragone&lt;/span&gt;. O espetáculo parte da imaginação de uma menina triste e solitária, cansada de sua vida, que anseia por emoção e diversão, mas é ignorada por seus pais alienados. Num dia, ela recebe a visita de um misterioso transeunte anônimo, um homem sem cabeça, mas que carrega um chapéu, é Quidam, o personagem do título. Ao colocar o chapéu dele a jovem é transportada para um universo fantástico: fascinante e assustador ao mesmo tempo; onde irá cruzar com figuras encantadas que parecem saídas de um sonho ou pesadêlo. Com um tom melancólico e onírico, a história, de certa forma, remete às jornadas das personagens Alice e Dorothy dos clássicos infantis &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Alice no País das Maravilhas”&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“O Mágico de Oz”&lt;/span&gt;. Esta linha dramatúrgica é sutil, mas estabelece bem o ambiente necessário para o show, e tem como principal qualidade criar uma trama surrealista com personagens humanos, ou próximo disso, dispensando as figuras animalescas, muito utilizadas pelo grupo. Já a interessante música de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Benoît Jutrás &lt;/span&gt;tem um forte caráter espetacular e é essencial para consolidar o clima mágico e sensorial. Com uma estética mais &lt;span style="font-style: italic;"&gt;dark &lt;/span&gt;e um pouco menos de exuberância que outros trabalhos, o espetáculo causa certa estranheza à expectativa inicial que se tem da companhia, mas é realmente encantador. É claro que não podemos nos esquecer que, apesar de todas as inovações, estamos num circo, e o foco principal são os números, dominados por acrobatas, equilibristas e malabaristas, sem deixar de lado os palhaços. E é neste ponto que reside a excelência absoluta da instituição, são profissionais de técnica impressionante, num alto nível de perfeccionismo. O conjunto é precioso, mas cabe destacar os números da roda alemã, com sua força e precisão, e o chamado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Statue – Vis Versa&lt;/span&gt;, onde um casal, sem perder o contato com o corpo do outro, cria imagens impressionantes, num grande exercício de flexibilidade e concentração. Outro número de grande empatia com o público é o dos iôiôs chineses feito por quatro garotas. Ótimos, os famosos palhaços do grupo surgem aqui em duas versões: primeiro no simpático mestre de cerimônias, que permeia a presentação, e depois no palhaço principal que faz com desenvoltura seus números tradicionais com a participação de pessoas da plateia. Ao fim deste imperdível&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;“Quidam”&lt;/span&gt; a sensação que se tem é que o sonho vale o ingresso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serviço: Parque Villa-Lobos | Quinta e sexta 21h, sábado 17h e 21h e domingo 16h e 20h&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3430261631573385870-4942944933864863435?l=www.cadernoteatral.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/cadernoteatral/~4/-qFHrsn1v3c" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3430261631573385870/posts/default/4942944933864863435?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3430261631573385870/posts/default/4942944933864863435?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/cadernoteatral/~3/-qFHrsn1v3c/fantastico-mundo-no-circo.html" title="Fantástico mundo no circo" /><author><name>Lucianno Maza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="12625427588386535152" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/S4vcmRce0dI/AAAAAAAAARY/bt9aZfjpz5k/s72-c/quidam_cirque.JPG" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.cadernoteatral.com.br/2010/03/fantastico-mundo-no-circo.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEMBRHc5eyp7ImA9WxBUEk8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3430261631573385870.post-8667738221258083192</id><published>2010-02-26T10:23:00.006-03:00</published><updated>2010-02-26T19:14:15.923-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-02-26T19:14:15.923-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Rainha[(s)]" /><title>O trono é o palco</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.cadernoteatral.com.br/p/fotos.html"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/S4fLkdrTuBI/AAAAAAAAARI/9OqijwO22L8/s320/rainhas_2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5442542502002538514" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ao encarar a empreitada de encenar um clássico os artistas têm basicamente duas opções: a primeira é a reprodução do texto original, se esmerando na contextualização da época onde se passa a história e na fidelidade à ela, o que torna esse trabalho uma espécie de reconstrução da primeira montagem, e funciona principalmente como canal de contato do público com a obra na íntegra. No entanto, muitas vezes o resultado em nada acrescenta ao que já conhecemos e compreendemos do clássico tão fundamentado ao longo dos anos. Outro caminho é a busca por iluminar novos horizontes dentro da dramaturgia através de sua desconstrução, rendendo adaptações espaço-temporais na ação da peça. Obviamente o risco ao escolher esta opção é muito maior já que o produto desta experiência, ao desesquematizar um texto de sucesso, tem grandes chances de maculá-lo, fazendo revolver os mais puristas. Algumas vezes, porém, o lançamento em tal direção amplifica questões contidas na obra de forma revigorante e traz elementos muito interessantes. É este o caso de &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“Rainha [(s)]”&lt;/span&gt;, espetáculo que parte de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Mary Stuart”&lt;/span&gt;, texto de 1800 escrito por &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Friedrich Schiller&lt;/span&gt;, um dos grandes nomes da literatura alemã que, ao lado de escritores como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Goethe&lt;/span&gt;, revolucionou a literatura de seu país no século XVIII, com o movimento &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sturm und Drang&lt;/span&gt;. Na peça original, um drama histórico, é contada a história real de Mary Stuart, rainha católica da Escócia, que é aprisionada e sentenciada à decapitação por sua prima Elizabeth I, rainha protestante da Inglaterra, que lhe condena por conspiração. A melhor passagem do texto e centro da trama é o fictício encontro das duas rainhas - que nunca aconteceu na realidade -, rendendo uma cena antológica onde sentimentos como clemência, humilhação e orgulho se desenham de forma magistral no embate entre essas duas mulheres extremamente fortes e poderosas num tempo de homens. Na versão em cartaz esta cena-duelo entre as protagonistas é redimensionada dando origem à um confronto entre duas atrizes envolvidas num processo de montagem da obra, mostrando como a rivalidade das personagens se transfere para suas intérpretes em diferentes níveis como a mesquinharia cotidiana dos camarins, os ataques egoicos e as diferenças artísticas que definem os rumos. O resultado é um primoroso exemplo de apropriação e meta-teatro. A direção, de grande personalidade, é de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cibele Forjaz&lt;/span&gt; que, mais uma vez, trabalha com alguns dos pontos-chave de seu teatro: a metalinguagem e jogo entre atores, a apuração estética, e a relação com o público de forma decisiva. O centro de onde emana a encenação é o elenco, responsável pela adaptação com a diretora. Não é a toa que o subtítulo do projeto seja &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“Duas Atrizes Em Busca de Um Coração”&lt;/span&gt;: na arena labiríntica estão duas intérpretes apaixonadas travando-se uma com a outra e ambas com suas personagens. Em comum, as duas são arrebatadoras senhoras da cena, dominam o tempo e a linguagem, e demonstram um trabalho vocal acurado tanto na fala como no canto. Em particular, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Georgette Fadel&lt;/span&gt; conquista a empatia do público ao se expor com graça autoirônica, e apresenta uma forte composição ao personificar Elizabeth I, transitando confortavelmente entre as duas personalidades distintas. Já &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Isabel Teixeira&lt;/span&gt; exibe admirável densidade, construindo pra si um estado que se funde ao de sua Mary Stuart de alta carga dramática. Cabe destacar ainda as presenças do pianista &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Manuel Pessoa&lt;/span&gt;, que executa a fundamental trilha, e de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Elisete Jeremias&lt;/span&gt;, diretora de cena “em cena”. Em &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“Rainha[(s)]”&lt;/span&gt; o palco se transforma em trono onde duas grandes atrizes são coroadas, numa cerimônia inesquecível para o público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serviço: Tucarena | Sexta e sábado 21h e domingo 19h30&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;a style="color: rgb(0, 0, 0);" href="http://www.cadernoteatral.com.br/p/fotos.html"&gt;Bob Sousa/Caderno Teatra&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;l&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3430261631573385870-8667738221258083192?l=www.cadernoteatral.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/cadernoteatral/~4/TDlJQsCgaSc" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3430261631573385870/posts/default/8667738221258083192?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3430261631573385870/posts/default/8667738221258083192?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/cadernoteatral/~3/TDlJQsCgaSc/o-trono-e-o-palco.html" title="O trono é o palco" /><author><name>Lucianno Maza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="12625427588386535152" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/S4fLkdrTuBI/AAAAAAAAARI/9OqijwO22L8/s72-c/rainhas_2.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.cadernoteatral.com.br/2010/02/o-trono-e-o-palco.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DUMAR3o5fCp7ImA9WxBUEEk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3430261631573385870.post-7386269486109115999</id><published>2010-02-24T18:32:00.005-03:00</published><updated>2010-02-24T18:37:26.424-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-02-24T18:37:26.424-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="O Homem Inesperado" /><title>Um encantador casal de atores</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/S4WbjJ4-L8I/AAAAAAAAARA/uZMi1Mfm_qk/s1600-h/4798136.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 220px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/S4WbjJ4-L8I/AAAAAAAAARA/uZMi1Mfm_qk/s320/4798136.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441926752999714754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;No Brasil a História do teatro muitas vezes está ligada à História da teledramaturgia, em especial no que diz respeito aos nossos grandes atores, quase sempre com passagens por novelas e outros programas que os consagram popularmente. Um bom exemplo disso é a trajetória de&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Nicette Bruno &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Paulo Goulart &lt;/span&gt;que formam há mais de cinquenta anos um dos casais mais famosos e queridos da televisão brasileira e que, sem nunca abandonar suas origens cênicas, sempre estiveram envolvidos com o teatro, seja como atores em importantes montagens, muitas vanguardistas, empresários da área (são produtores de diversos projetos e já chegaram a administrar teatros) ou mesmo como genitores de uma grande e profícua família de artistas, com filhos e netos exercendo o mesmo ofício. Há quatro anos a dupla está nos palcos com o sucesso&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt; “O Homem Inesperado”&lt;/span&gt; da dramaturga &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Yasmina Reza&lt;/span&gt;, uma das autoras francesas mais encenadas e premiadas no mundo, laureada pelo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Les Molières&lt;/span&gt; e o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tony Awards&lt;/span&gt;, respectivamente os mais importantes prêmios teatrais da França e dos Estados Unidos. A peça se passa num vagão de trem onde um famoso escritor viaja de frente para uma ardorosa fã de seus romances. Sem se falarem (embora ela gostaria muito), eles se olham e imaginam sobre a vida do outro, tentam adivinhar seus pensamentos e fantasiam sobre as possibilidades de contato durante esta reveladora viagem. O texto, que recebeu boa tradução de  &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Flávio Marinho&lt;/span&gt;, apresenta uma construção cuidadosa que torna rica e interessante uma situação que poderia ser enfadonha, já que praticamente não há ação ou diálogo direto. O mais interessante no trabalho da autora é a forma como ela cria as visões, um tanto burguesas, de seus personagens: ele como a figura pública idealizada por ela, ela como uma anônima descreditada por ele. A contida direção é de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Emílio de Mello &lt;/span&gt;que tem como principal mérito estabeler os difíceis tempos de pensamento e seus ritmos, numa condução segura do elenco, equilibrando graça e emoção, dispensando arrombos e concentrando-se em contar da melhor forma a história. Ambos os atores exibem excelente rendimento: ela brinca por diversos tons e estados com uma fluição irrepreensível que instaura maior energia e  cumplicidade com a plateia, já ele equaliza o andamento da cena com sua forte e pontuada presença, dosando a arrogância e charme de seu personagem. O espetáculo é, em última instância, um veículo para que a dupla divida com o público uma relação cênica de enorme intimidade, encantando e comovendo aqueles que prestigiam esse espetáculo não apenas pelas qualidades artísticas já citadas, mas também pelo carinho que têm com esses atores que há tantos anos recebem em suas casas por meio da televisão. Terminada a peça o casal fascina ainda mais seus espectadores com uma pequena dança e um beijo cinematográfico, como o esperado e ausente em &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“O Homem Inesperado”&lt;/span&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serviço: Teatro Fashion Mall (RJ) | Sexta e sábado 21h30 e domingo 18h e 20h&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3430261631573385870-7386269486109115999?l=www.cadernoteatral.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/cadernoteatral/~4/haOjAjsz1rg" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3430261631573385870/posts/default/7386269486109115999?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3430261631573385870/posts/default/7386269486109115999?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/cadernoteatral/~3/haOjAjsz1rg/um-encantador-casal-de-atores.html" title="Um encantador casal de atores" /><author><name>Lucianno Maza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="12625427588386535152" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/S4WbjJ4-L8I/AAAAAAAAARA/uZMi1Mfm_qk/s72-c/4798136.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.cadernoteatral.com.br/2010/02/um-encantador-casal-de-atores.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEQHQX06fSp7ImA9WxBVGE4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3430261631573385870.post-6323255429955263886</id><published>2010-02-22T06:05:00.005-03:00</published><updated>2010-02-22T06:52:10.315-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-02-22T06:52:10.315-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="A Loba de Ray-Ban" /><title>Bom gosto em nova versão</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/S4JKl4_4zjI/AAAAAAAAAQo/Xm1UIMgN8MI/s1600-h/0,,32892395-FMM,00.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 228px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/S4JKl4_4zjI/AAAAAAAAAQo/Xm1UIMgN8MI/s320/0,,32892395-FMM,00.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5440993314632945202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“O Lobo de Ray-Ban”&lt;/span&gt;, famoso espetáculo de 1987 estrelado por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Raul Cortez&lt;/span&gt;, foi marcante na História do teatro brasileiro pela forma sensível como abordou o tema da bissexualidade, tabu ainda nos dias de hoje, e pela interpretação premiada do ator no polêmico papel do dono de uma companhia teatral, que lidava com os problemas e sentimentos envolvendo seu jovem amante, ator como ele, e sua ex-mulher, também atriz, os três envolvidos na representação de uma peça. Na mesma época o autor do texto, o ator e dramaturgo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Renato Borghi&lt;/span&gt;, escreveu uma versão feminina da história, que ficou guardada por mais de vinte anos e finalmente está em cartaz: &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“A Loba de Ray-Ban”&lt;/span&gt;. Agora temos no centro da trama uma prestigiada atriz e empresária teatral que interrompe a apresentação do clássico grego &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Medéia” &lt;/span&gt;surpreendendo os companheiros de cena: sua jovem amante, e o marido de quem se separou recentemente e que vai abandonar o projeto para se dedicar a uma telenovela. Em crise existencial e com algumas idas e vindas no tempo, a protagonista divide com o público-confidente suas angústias sobre os amores que sente, e também os encontros com seus pares, carregados ora de paixão e ora de ressentimentos, desembocando no confronto fatal, não por acaso a cena mais empolgante de todas. O pano de fundo do triângulo amoroso é o teatro onde eles representam as tragédias de seus personagens, e também seus dramas pessoais. Além de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eurípedes&lt;/span&gt;, passagens de outros nomes importantes da dramaturgia mundial surgem em cenas e citações, como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Peter Weiss&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Samuel Beckett&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Jean Genet &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Calderón de la Barca&lt;/span&gt;. As várias referências enriquecem e localizam o texto que, salvo quando recorre à altivez exagerada, tem a delicadeza e sofisticação como principais marcas, sendo uma afirmação do amor: ao teatro e ao que brota em volta dele. Conduzindo a encenação está mais uma vez &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;José Possi Neto&lt;/span&gt;, responsável também pela primeira versão, que opta pelo caminho da austeridade e valoriza o caráter operístico da história, criando imagens de enorme beleza plástica aproveitando muito bem o deslumbrante espaço cênico, e extraindo de seu elenco grande força dramática. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Christiane Torloni&lt;/span&gt;, que fez a ex-mulher anteriormente, é agora a protagonista absoluta, e interpreta sua grande atriz de forma intensa, com domínio de palco e uma entrega física admirável, divertindo e emocionando a plateia, da qual tem toda empatia. Outro remanescente da versão masculina (em sua passagem pelo Rio de Janeiro) é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Leonardo Franco&lt;/span&gt;, que de amante passou à ex-marido, e apresenta um trabalho vigoroso, em especial na sua primeira aparição e na última cena. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Maria Maya&lt;/span&gt; consegue extrapolar o tamanho de sua personagem e dá amplidão aos questionamentos da jovem atriz. Completando o elenco estão &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Renato Dobal&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ana Lopes Dias&lt;/span&gt;, respondendo bem por suas pequenas participações, tendo o primeiro um destaque maior. O bom gosto da montagem e a possibilidade de conhecer, pelo olhar feminino, um texto marcante do nosso teatro, merecem apreciação em &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;“A Loba de Ray-Ban”&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serviço: Teatro Shopping Frei Caneca | Quinta e sábado 21h30, sexta 21h30 e domingo 19h&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3430261631573385870-6323255429955263886?l=www.cadernoteatral.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/cadernoteatral/~4/ILe0De4CXcA" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3430261631573385870/posts/default/6323255429955263886?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3430261631573385870/posts/default/6323255429955263886?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/cadernoteatral/~3/ILe0De4CXcA/bom-gosto-em-nova-versao.html" title="Bom gosto em nova versão" /><author><name>Lucianno Maza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="12625427588386535152" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/S4JKl4_4zjI/AAAAAAAAAQo/Xm1UIMgN8MI/s72-c/0,,32892395-FMM,00.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.cadernoteatral.com.br/2010/02/bom-gosto-em-nova-versao.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0IER3g4fCp7ImA9WxBWGU8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3430261631573385870.post-7772910991290999132</id><published>2010-02-10T10:39:00.010-02:00</published><updated>2010-02-11T21:05:06.634-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-02-11T21:05:06.634-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Estranho Casal" /><title>As qualidades de uma comédia</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/S3KpKrPx3EI/AAAAAAAAAQI/uLbTKXfkuQM/s1600-h/estranhocasal.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 205px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/S3KpKrPx3EI/AAAAAAAAAQI/uLbTKXfkuQM/s320/estranhocasal.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5436593701062302786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Neil Simon&lt;/span&gt; é seguramente um dos maiores autores de comédia da dramaturgia norte-americana, criador de grandes sucessos da Broadway é também próspero roteirista de cinema, ganhador de um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Globo de Ouro&lt;/span&gt; pelo filme &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“The Goodbay Girl”&lt;/span&gt;. No teatro recebeu os mais importantes prêmios do Estados Unidos como o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pulitizer&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mark Twin&lt;/span&gt;, e três vezes o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tony&lt;/span&gt; de melhor texto, sendo o primeiro por &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“Estranho Casal”&lt;/span&gt;&lt;span&gt;,&lt;/span&gt; de 1965, que foi encenado em todo o mundo rendendo quase dez milhões de espectadores. A peça ganhou diversas adaptações como seriado de televisão, série animada, uma versão teatral feminina e o famoso filme dirigido por&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Gene Saks&lt;/span&gt; e estrelado por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Jack Lemmon&lt;/span&gt;, pelo qual foi indicado ao &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Oscar &lt;/span&gt;de melhor roteiro. A história traz dois amigos divorciados morando juntos após o metódico Félix ter sido expulso de casa e mudar-se para o apartamento do bagunceiro Oscar, e mostra como eles terão as mesmas dificuldades e desgastes de um casamento como os que perderam, uma situação que fala de forma bem humorada a todas as pessoas que têm ou tiveram problemas de relacionamento. A escrita é ágil e bem feita, com personagens ricos, uma construção primorosa e total domínio da técnica de comédia em ações e diálogos deliciosos. A montagem brasileira traz o famoso teledramaturgo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gilberto Braga&lt;/span&gt; como responsável pela irrepreensível tradução e adaptação que consegue manter a mesma graça do original e se comunicar totalmente com o público local. O diretor &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Celso Nunes &lt;/span&gt;realiza uma encenação eficiente e realista em perfeita sintonia com o texto, mantendo por todo tempo o ritmo. Os atores têm excelentes preparos físico e vocal, e estão afiadíssimo com seus personagens, a começar pelos protagonistas: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Carmo Dalla Vecchia&lt;/span&gt; exibe grande energia em sua interpretação que domina a cena como o amigo desleixado, enquanto &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Edson Fieschi &lt;/span&gt;apresenta com sensibilidade sua interessante composição do neurótico. Em hilariantes papéis secundários, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bel Garcia&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Suzana Ribeiro &lt;/span&gt;(duas das melhores atrizes de sua geração no Rio de Janeiro) conseguem alcançar excelente tom, sem medo de flertar de forma desenvolta com o  caricatural o que lhes garante arrancar ao lado da dupla principal as maiores gargalhadas da platéia. Como coadjuvantes masculinos cabe destacar os trabalhos impagáveis de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Marcelo Varzea &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rogério Freitas&lt;/span&gt;&lt;span&gt;,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;que completam o elenco ao lado de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Marcos Acher&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Renato Wiemer&lt;/span&gt;, ambos também se saem muito bem em seus personagens. &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“Estranho Casal”&lt;/span&gt; é um programa prazeroso pela forma envolvente como o texto e seus atores entretêm e divertem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Serviço: Teatro Folha | sextas 21h30, sábado 20h e 22h e domingo 20h&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3430261631573385870-7772910991290999132?l=www.cadernoteatral.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/cadernoteatral/~4/5adA843tXSM" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3430261631573385870/posts/default/7772910991290999132?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3430261631573385870/posts/default/7772910991290999132?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/cadernoteatral/~3/5adA843tXSM/as-qualidades-de-uma-comedia.html" title="As qualidades de uma comédia" /><author><name>Lucianno Maza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="12625427588386535152" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/S3KpKrPx3EI/AAAAAAAAAQI/uLbTKXfkuQM/s72-c/estranhocasal.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.cadernoteatral.com.br/2010/02/as-qualidades-de-uma-comedia.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DEQEQHw8eSp7ImA9WxBWFk8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3430261631573385870.post-4482937408638345531</id><published>2010-02-08T08:50:00.002-02:00</published><updated>2010-02-08T08:51:41.271-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-02-08T08:51:41.271-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="In On It" /><title>Precisão em trabalho admirável</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/S260f7K9DeI/AAAAAAAAAOg/wdkgnQd2aNM/s1600-h/07_MHG_diad_in_on_it.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 205px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/S260f7K9DeI/AAAAAAAAAOg/wdkgnQd2aNM/s320/07_MHG_diad_in_on_it.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435480260835347938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A cena contemporânea carioca tem entre seus principais expoentes a premiada &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cia. dos Atores&lt;/span&gt;, formada por artistas de uma espécie de círculo privilegiado que se relaciona extremamente bem com a força de seu teatro experimental e a capitalização do mesmo. Os integrantes do grupo, com características bastante claras como o uso da metalinguagem e a busca por uma sofisticação cênica e dramatúrgica, construíram parceria que se estende em outros projetos oficialmente fora da companhia, mas que mantêm as mesmas linguagens e inquietações. Este é o caso de &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;“In On It”&lt;/span&gt;, texto do dramaturgo canadense &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Daniel MacIvor&lt;/span&gt;, inédito em nosso país, que recebeu encenação do diretor da companhia: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Enrique Diaz&lt;/span&gt;, uma referência brasileira na estética e conceito teatral que se convencionou chamar contemporâneo, que aqui trabalha com dois atores também colaboradores do grupo. O texto possui uma estrutura complexa de formato para comunicar, em seu conteúdo, uma história bastante simples, mas não menos comovente sobre um casal de atores (ou um ator e um dramaturgo) e como sua história - real ou ficção - atravessa o fazer teatral e vice-versa, em três níveis que passam pela criação narrativa da peça dentro da peça, o diálogo na relação entre os dois personagens-atores e estendendo a metalinguagem aos próprios intérpretes da montagem. Apesar de em alguns momentos o autor se estender um pouco (como no final onde a duração da sequencia compromete o ritmo), ele cria passagens admiráveis brincando com as claves da dramaturgia e transitando com auto-ironia do humor ao drama, do fácil ao erudito, da cena formatada ao despojamento. Vale ressaltar o trabalho da tradutora &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Daniele Ávila&lt;/span&gt; que conseguiu transpor muito bem os jogos linguísticos, a lógica e o vocabulário específico. O diretor responde bem às expectativas sobre seu trabalho e surpreende em apresentar uma de suas montagens mais elegantes, e o faz com grande economia de recursos. Sem grande interferência ou desconstrução do texto, vemos o rico trabalho da direção no que diz respeito a condução do elenco, na materialização precisa de tempos, tônus, percursos e confrontos, e também na interessante liberdade premeditada de marcas ora mais austeras e ora mais naturais. Não bastasse o que já foi dito, o espetáculo possui como maior trunfo seus atores de enorme qualidade, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Emílio de Mello&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fernando Eiras&lt;/span&gt;, que se lançam com total entrega e domínio na linguagem adotada neste trabalho. Ambos apresentam uma técnica exuberante que nos impressiona e emociona, tendo o primeiro uma interpretação cheia de charme e o segundo uma dramaticidade acurada. &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“In On It”&lt;/span&gt; é um trabalho precisamente construído e merece ser apreciado por apaixonados pelo teatro e seus criadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serviço: Teatro Faap | Sexta 21h30, sábado 21h e domingo 18h&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3430261631573385870-4482937408638345531?l=www.cadernoteatral.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/cadernoteatral/~4/DsOGJX43Ibo" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3430261631573385870/posts/default/4482937408638345531?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3430261631573385870/posts/default/4482937408638345531?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/cadernoteatral/~3/DsOGJX43Ibo/precisao-em-trabalho-admiravel_08.html" title="Precisão em trabalho admirável" /><author><name>Lucianno Maza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="12625427588386535152" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/S260f7K9DeI/AAAAAAAAAOg/wdkgnQd2aNM/s72-c/07_MHG_diad_in_on_it.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.cadernoteatral.com.br/2010/02/precisao-em-trabalho-admiravel_08.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CkUHQX0yfyp7ImA9WxBTGUQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3430261631573385870.post-112712248755782715</id><published>2009-12-16T08:59:00.004-02:00</published><updated>2009-12-16T17:03:50.397-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-12-16T17:03:50.397-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Strindbergman" /><title>Teatro e cinema dialogam em cena</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/Syi9mtOiGiI/AAAAAAAAAOQ/8JH8gqNu0YM/s1600-h/emi_1998.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/Syi9mtOiGiI/AAAAAAAAAOQ/8JH8gqNu0YM/s320/emi_1998.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415787024586250786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Uma das características que podemos notar no teatro contemporâneo é o diálogo com outros suportes artísticos como o vídeo, presente já há algumas décadas fora do Brasil e mais fortemente há pelo menos quinze anos em nosso país. Ao mesmo tempo em que a utilização da projeção surgiu como algo inovador que expandia o teatro em novas possibilidades, seu uso tornou-se recurso imagético saturado, muito pelo fato dele pouco ou nada se relacionar com o conteúdo do espetáculo no qual é apenas um adereço cenográfico. Em alguns casos, no entanto, somos surpreendidos pelo bom uso do vídeo e do poder que ele tem dentro da encenação, como no espetáculo &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“Strindbergman”&lt;/span&gt;, obra que em sua gênese já traz esta relação entre o teatro e seu descendente visual: o cinema. O trabalho reúne obras de dois grandes autores suecos obcecados por questões humanas e que trabalharam cada qual em seu suporte artístico a questão da incomunicabilidade e da relação entre a palavra e o silêncio. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;August Strindberg &lt;/span&gt;foi um dos maiores dramaturgos do final do século XIX que transitou entre o naturalismo influenciado por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Henrik Ibsen&lt;/span&gt; e o expressionismo no teatro moderno europeu do qual foi precursor, criou em 1888 um de seus mais famosos textos: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“A Mais Forte”&lt;/span&gt;, na história duas atrizes se encontram, ligadas pelo mesmo homem, uma não fala absolutamente nada enquanto a outra que fala incessantemente percebe o poder da rival silenciosa. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ingmar Bergman&lt;/span&gt;, cineasta dono de uma das filmografias mais brilhantes do século XX (faleceu em 2007), que  estabeleceu uma valiosa formação estilística tanto em roteiro quanto em direção, filmou em 1966 &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Persona”&lt;/span&gt;, um de seus filmes mais experimentais, onde uma atriz em crise de identidade decide calar-se totalmente e é acompanhada por uma enfermeira que se fascina por seu silêncio. Não é difícil acreditar que o filme de um recebeu a influência da peça de outro, e o espetáculo atualmente em cartaz é criado a partir do diálogo entre estas duas obras invertendo seus percursos: enquanto o roteiro cinematográfico é representado em cena, o texto teatral surge em vídeo, resultando na relação não só entre o conteúdo das mesmas, mas também entre seus formatos. A fluente tradução do texto para o português é de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Diego Viana&lt;/span&gt;. Impossível não imaginar o ótimo trabalho da diretora teatral francesa &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Marie Dupleix &lt;/span&gt;(que assumiu o projeto após a morte de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Didier Moine&lt;/span&gt;) sem a importante colaboração de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nicolas Simonin&lt;/span&gt;, responsável pelas imagens determinantes para o resultado da cena, tanto no que diz respeito à linda estética, como no interessante diálogo entre a cena ao vivo e a projetada, tornando o recurso do vídeo como algo intrínseco à encenação – inclusive pela forma como ele realmente se relaciona com a cenografia, não por acaso de autoria do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;videomaker&lt;/span&gt;. Estreado este ano em Paris o espetáculo, realizado pela &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Compagnie Les Mistons&lt;/span&gt;, traz as jovens atrizes brasileiras &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Janaína Suaudeau &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nicole Cordery &lt;/span&gt;(idealizadora do projeto), ambas residentes da capital francesa, em total sintonia. A primeira responde bem pelas personagens falantes, tanto em cena quanto em vídeo, enquanto a segunda, com suas personagens silenciosas, apresenta um trabalho ainda mais interessante concentrando a força de sua interpretação no forte olhar e gestual, valorizado principalmente no segmento gravado. Temos ainda a participação especial de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Clara Carvalho&lt;/span&gt; que introduz e encerra a cena como uma espécie de narradora dentro da história, apresentando um trabalho irrepreensível. &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“Strindbergman” &lt;/span&gt;é um real diálogo entre teatro e cinema que resulta num inquietante espetáculo como as obras que o originaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serviço: Viga Espaço Cênico | Sexta 21h30, sábado 21h e domingo 19h&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3430261631573385870-112712248755782715?l=www.cadernoteatral.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/cadernoteatral/~4/m9hXfEeixg8" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3430261631573385870/posts/default/112712248755782715?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3430261631573385870/posts/default/112712248755782715?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/cadernoteatral/~3/m9hXfEeixg8/teatro-e-cinema-dialogam-em-cena.html" title="Teatro e cinema dialogam em cena" /><author><name>Lucianno Maza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="12625427588386535152" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/Syi9mtOiGiI/AAAAAAAAAOQ/8JH8gqNu0YM/s72-c/emi_1998.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.cadernoteatral.com.br/2009/12/teatro-e-cinema-dialogam-em-cena.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0MGRHw8fip7ImA9WxBTFU8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3430261631573385870.post-788002733893468532</id><published>2009-12-11T04:29:00.007-02:00</published><updated>2009-12-11T07:57:05.276-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-12-11T07:57:05.276-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="As Meninas" /><title>Reunião de mulheres talentosas</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/SyHw_J3M_BI/AAAAAAAAAOI/RiACuFjsigI/s1600-h/153399_29428.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 214px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/SyHw_J3M_BI/AAAAAAAAAOI/RiACuFjsigI/s320/153399_29428.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5413873194845928466" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lygia Fagundes Telles&lt;/span&gt; é reconhecidamente uma das maiores escritoras de nosso país, membro da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Academia Brasileira de Letras&lt;/span&gt; e agraciada com o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Prêmio Camões&lt;/span&gt;, a mais importante láurea da literatura em língua portuguesa. Sua obra pós-modernista, ao mesmo tempo em que é existencialista e focada nos dramas humanos, também retrata de forma pungente seu tempo, como podemos observar em &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“As Meninas”&lt;/span&gt;, um de seus romances mais famosos que agora chega ao teatro. Nesta história, publicada em 1973 e ganhadora do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Prêmio Jabuti&lt;/span&gt; (também filmada por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Emiliano Ribeiro &lt;/span&gt;nos anos 90) , a autora nos apresenta as vidas, desejos e angústias de três universitárias – meninas virando mulheres – que se conhecem num pensionato de freiras em São Paulo. Tendo a ditadura como pano de fundo conhecemos Lorena: a filha de uma típica família quatrocentona, apaixonada por um homem mais velho e pai de família; Lia: uma jovem politizada atrás de um país melhor e de seu amor, um militante de esquerda; e Ana Clara: uma bela modelo que abusa do álcool e das drogas enquanto está entre o amor de um junkie e a segurança do casamento com um homem rico (que de certa forma retrata simbolicamente o esvaziamento da ideologia dos anos 60 e o enfrentamento com a dura realidade da ditadura). A delicada adaptação teatral coube a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Maria Adelaide Amaral&lt;/span&gt; que desenvolveu um precioso trabalho no que se refere à construção das ações dramáticas, a síntese e cruzamento das tramas e na materialização cênica dos monólogos interiores das personagens presentes na obra original. O texto teatral é dinâmico e, mantendo o teor histórico, não soa datado, risco que poderia correr. O êxito desta transposição deve-se também ao trabalho da talentosa diretora&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Yara de Novaes&lt;/span&gt; que, com simplicidade e bom gosto, cria um ambiente de interação entre as diferentes histórias, apostando muitas vezes numa permanência e fluidez das personagens e seus atores pelo espaço quando foco da cena ou não, o que resulta num jogo interessante que se estende para a direção dos atores. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Clarissa Rockenbach&lt;/span&gt; lidera o elenco como a menina rica e tem bom desempenho e empatia com sua personagem; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Silvia Lourenço&lt;/span&gt; injeta grande ritmo à cena como a menina militante com uma interpretação forte e assertiva, decisiva para o desenvolvimento da ação; e é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Luciana Brites&lt;/span&gt; que se destaca como a menina problemática provocando encantamento e comoção com sua atuação emocionada. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Julio Machado&lt;/span&gt;, o único homem do elenco, responde pelas três figuras masculinas que surgem na peça, as construindo bem e em tons diferentes. Completando o elenco em papéis menores e não menos importantes temos duas grandes atrizes: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Clarisse Abujamra&lt;/span&gt; como a mãe rica em processo de decadência pessoal tem desempenho delicioso de assistir, e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tuna Dwek&lt;/span&gt;, como uma das freiras do pensionato, constrói sua personagem com total humanidade sem errar o difícil tom e é graças ao ótimo trabalho da intérprete que sua cena é a mais bem feita do espetáculo. Assistir &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“As Meninas”&lt;/span&gt; é presenciar a reunião de uma equipe majoritariamente feminina e de enorme talento, com uma autora importante e marcante na nossa História.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serviço: Teatro Eva Herz | Sábado 18h e 21h, domingo 18h&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3430261631573385870-788002733893468532?l=www.cadernoteatral.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/cadernoteatral/~4/nMxe3wf4gRM" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3430261631573385870/posts/default/788002733893468532?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3430261631573385870/posts/default/788002733893468532?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/cadernoteatral/~3/nMxe3wf4gRM/reuniao-de-mulheres-talentosas.html" title="Reunião de mulheres talentosas" /><author><name>Lucianno Maza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="12625427588386535152" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/SyHw_J3M_BI/AAAAAAAAAOI/RiACuFjsigI/s72-c/153399_29428.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.cadernoteatral.com.br/2009/12/reuniao-de-mulheres-talentosas.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DkUHQ3kycSp7ImA9WxBTE0g.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3430261631573385870.post-6345947175581359490</id><published>2009-12-09T08:07:00.005-02:00</published><updated>2009-12-09T08:23:52.799-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-12-09T08:23:52.799-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Anatomia Frozen" /><title>Dissecando o drama</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/Sx93MNX7C3I/AAAAAAAAANk/-vd_2xsgfas/s1600-h/Anatomia+Frozen+-+Cr%C3%A9dito+Tati+Cardoso.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 214px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/Sx93MNX7C3I/AAAAAAAAANk/-vd_2xsgfas/s320/Anatomia+Frozen+-+Cr%C3%A9dito+Tati+Cardoso.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5413176328754760562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Frozen”&lt;/span&gt; da autora inglesa &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bryony Lavery&lt;/span&gt; é um típico exemplar da dramaturgia contemporânea britânica: um texto realista que evoca questões polêmicas sob o viés do indivíduo lidando com um drama perturbador. Tal estilo foi sedimentado pelo chamado teatro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;in-yer-face&lt;/span&gt; (na sua cara) dos anos 90 que visava chocar o público com sua violência e assim provocar uma reflexão sobre sua condição, este desejo está presente no texto em questão estreado em 2004 em Londres e em seguida em Nova York, tendo sido indicado ao &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Prêmio Tony &lt;/span&gt;de melhor peça. Aqui a história nos apresenta três personagens: um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;serial killer&lt;/span&gt; que matava pequenas meninas até ser preso, uma psiquiatra que estuda o assassino, e a mãe de uma de suas vítimas. Estruturado basicamente em monólogos que vão se cruzando, o poderoso texto dimensiona com profundidade seus personagens e o enfrentamento deles em relação ao crime: uma ação necessária e natural para o matador, um estudo distante para a pesquisadora e uma dor intensa para a mãe, focando na trajetória de tomada de consciência do primeiro. A fluida tradução é de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rachel Ripani &lt;/span&gt;que optou por rebatizar o texto para a montagem brasileira como &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“Anatomia Frozen”&lt;/span&gt;, o novo título centraliza o caráter de dissecação que a peça faz sobre o comportamento humano e o sentimento de remorso. A escolha deste nome para o espetáculo também representa a opção cênica de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Márcio Aurélio&lt;/span&gt; que reafirma aqui seu lugar destacado na cena atual, tomando o texto ele concebe uma encenação não-realista, explodindo a peça em uma direção simbolista que transcende o drama à ser contado. Com a elegância de costume a cena do diretor é vazia: apenas três bancos impessoais e uma luz quase chapada (interessantemente expandida para a platéia) que leva à um clima hospitalar e frio, também presente nos figurinos e na maquiagem de inspiração oriental e cadavérica. Porém, é na divisão do texto entre apenas os dois atores da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cia. Razões Inversas&lt;/span&gt; (repetindo o trio do sucesso &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Agreste”&lt;/span&gt;) que a encenação mostra sua força e poder potencializador: conduzindo o elenco com firmeza, precisão e algum distanciamento, o diretor trabalha a anatomia da cena e expõe as partes do corpo teatral (dramaturgia, encenação e interpretação) de forma que o público usando-se delas reconstitua a história. Os dois atores equilibram com sucesso técnica e emoção. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Joca Andreazza&lt;/span&gt; dá vida ao assassino em série e apresenta de forma inquietante a gradativa complexidade de seu personagem, exibindo forte tônus físico e vocal, pulsando no ritmo das cenas. Com uma interpretação memorável&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Paulo Marcello&lt;/span&gt; lida com as duas figuras femininas e concebe com delicadeza e economia de recursos duas personalidades completamente diferentes e interessantes, vivenciando mulheres com (fortes) cargas dramáticas opostas, passa da frieza curiosa da psiquiatra à dor enlutada da mãe e é como a segunda que, sem cair no drama fácil, apreende totalmente a atenção e sentimento do público na melhor cena do espetáculo. &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;“Anatomia Frozen”&lt;/span&gt; cruza linguagens distintas e complementares em seu texto e direção e reúne dois atores em grandes performances: um espetáculo imperdível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serviço: Espaço dos Parlapatões | Quarta e quinta 21h&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3430261631573385870-6345947175581359490?l=www.cadernoteatral.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/cadernoteatral/~4/G6JIwGdoA6s" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3430261631573385870/posts/default/6345947175581359490?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3430261631573385870/posts/default/6345947175581359490?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/cadernoteatral/~3/G6JIwGdoA6s/dissecando-o-drama.html" title="Dissecando o drama" /><author><name>Lucianno Maza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="12625427588386535152" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/Sx93MNX7C3I/AAAAAAAAANk/-vd_2xsgfas/s72-c/Anatomia+Frozen+-+Cr%C3%A9dito+Tati+Cardoso.JPG" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.cadernoteatral.com.br/2009/12/dissecando-o-drama.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUEDSX8zfSp7ImA9WxBTEEs.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3430261631573385870.post-5784533586172419162</id><published>2009-12-04T16:51:00.007-02:00</published><updated>2009-12-05T23:41:18.185-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-12-05T23:41:18.185-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Pernas Pro Ar" /><title>O show de uma atriz</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/Sxlcw86VV7I/AAAAAAAAANc/YKTUv2_nb68/s1600-h/0,,33338681,00.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 222px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/Sxlcw86VV7I/AAAAAAAAANc/YKTUv2_nb68/s320/0,,33338681,00.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5411458423316633522" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cláudia Raia&lt;/span&gt; é uma das atrizes mais populares do Brasil, conhecida principalmente por suas participações em telenovelas de sucesso e programas de comédia, também é bailarina e faz parte do imaginário do público graças à uma preciosa parte de seu corpo: as pernas, postas em seguro no início dos anos 90 (na verdade uma ação de marketing da seguradora que a patrocinava na época). São estas famosas pernas o epicentro da trama de um novo musical em cartaz na cidade: &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“Pernas Pro Ar”&lt;/span&gt;. Na história a atriz, que estreou há mais de vinte anos na antológica montagem de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“A Chorus Line”&lt;/span&gt; dirigida por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Walter Clark&lt;/span&gt;, é uma dona de casa em uma vida tediosa com o marido sempre ausente até que é provocada pelo diabo à seguir o que suas pernas cheias de vontade própria querem e deixa-se levar numa jornada de descobertas, prazeres e auto-conhecimento. O argumento da história de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Luis Fernando Veríssimo&lt;/span&gt; é interessante e cai como uma luva, ou um par de meias, à estrela do musical, já a dramaturgia foi desenvolvida por &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Marcelo Saback&lt;/span&gt; e embora demore um pouco a se tornar ágil, reserva cenas divertidíssimas como a seqüência no consultório médico onde a protagonista vai buscar ajuda, e as duas seqüências religiosas: uma no terreiro de um pai de santo e outra numa igreja com três versões de Nossa Senhora (possivelmente a cena mais engraçada do espetáculo). A direção é de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cacá Carvalho&lt;/span&gt; com co-direção e coreografia de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Alsonso Barros&lt;/span&gt; e faz bom uso dos recursos tradicionais consagrados na Broadway, como muita coreografia que bebe com êxito em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bob Fosse&lt;/span&gt;, em especial no excelente número dentro do ônibus. O todo é criativo, alegre e transita entre as linguagens da dramaturgia e dos números musicais e coreográficos, contando com o apoio de inúmeras projeções em uma técnica diferenciada que mostra seu potencial na cena do vestido projetado sobre o corpo da atriz. O espetáculo é um&lt;span style="font-style: italic;"&gt; jukebox musical&lt;/span&gt;, termo que se refere às montagens que utilizam canções populares pré-existentes, em geral de outros musicais de sucesso, aqui o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;setlist &lt;/span&gt;começa com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cole Porter&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Too Darn Hot&lt;/span&gt; de&lt;span style="font-style: italic;"&gt; “Kiss Me, Kate”&lt;/span&gt;) em versão de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Zé Rodrix&lt;/span&gt; (falecido este ano) que segue no comando na versão seguinte de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fever&lt;/span&gt;, standard composto por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Otis Blackwell &lt;/span&gt;e há também uma versão de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bibi Ferreira &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Marconni Araújo&lt;/span&gt; para &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mr. Monotony&lt;/span&gt; (de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Irving Berlin&lt;/span&gt;), mas é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sylvia Massari &lt;/span&gt;a responsável pela maior parte das versões e também as melhores letras do espetáculo passando por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Joe Tex&lt;/span&gt;, várias da dupla &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Richard Adler&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Jerry Ross&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Randy Newman&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Stephen Sondheim &lt;/span&gt;(em deliciosa versão para &lt;span style="font-style: italic;"&gt;You Could Drive a Person Crazy &lt;/span&gt;de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Company”&lt;/span&gt;) e até uma música do desenho animado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Hercules”&lt;/span&gt; da Disney criada por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alan Menkel &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;David Zippel&lt;/span&gt;. A eficiente direção musical é de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Paulo Nogueira&lt;/span&gt;. O elenco dá ótimo suporte para sua protagonista, com destaque para &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Marcos Tumura &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ruben Ganbira&lt;/span&gt; na divertidíssima cena do pai de santo, e na cena do consultório médico: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Jarbas Homem de Mello&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Luciana Bollina&lt;/span&gt; que compõe de forma deliciosa a sua secretária e retorna ótima como Nossa Senhora de Fátima na cena da igreja na qual também está muito bem &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Renata Vilela&lt;/span&gt;; completam o elenco &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cléo Caetano&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Daniel Nunes&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Janaína Amorim&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Luana Zenun&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pedro Cassiano&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Renata Vilela&lt;/span&gt;. A atriz principal e mentora do projeto exibe um preparo excepcional dançando em todos os números e empresta seu inegável carisma para sua personagem, a atriz mostra que também se sai muito bem com a voz quando canta a capella a belíssima &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Speak Low”&lt;/span&gt; de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Kurt Weill &lt;/span&gt;no original. Bom entretenimento, &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“Pernas Pro Ar” &lt;/span&gt;é em primazia um show para uma estrela brilhar: e ela brilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serviço: Teatro Bradesco | Quinta a sábado 21h, domingo 20h | Até 12 de Dezembro&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3430261631573385870-5784533586172419162?l=www.cadernoteatral.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/cadernoteatral/~4/BKZ32v38ZZI" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3430261631573385870/posts/default/5784533586172419162?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3430261631573385870/posts/default/5784533586172419162?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/cadernoteatral/~3/BKZ32v38ZZI/o-show-de-uma-atriz.html" title="O show de uma atriz" /><author><name>Lucianno Maza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="12625427588386535152" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/Sxlcw86VV7I/AAAAAAAAANc/YKTUv2_nb68/s72-c/0,,33338681,00.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.cadernoteatral.com.br/2009/12/o-show-de-uma-atriz.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CE4ARXw6eyp7ImA9WxNUEUQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3430261631573385870.post-3595832768401916844</id><published>2009-10-21T12:03:00.005-02:00</published><updated>2009-11-02T18:15:44.213-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-11-02T18:15:44.213-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Cloaca" /><title>Universo masculino em cena</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/St8Uz5iZ8dI/AAAAAAAAANA/Hc5Pe_0G47A/s1600-h/cloacaFL.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 198px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/St8Uz5iZ8dI/AAAAAAAAANA/Hc5Pe_0G47A/s320/cloacaFL.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395053760464155090" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Na tradição literária, incluindo aí a dramaturgia, não é raro termos ótimos autores homens versando sobre o universo das mulheres, adjetivando suas escritas como femininas muitas vezes. O contrário, no entanto, é bastante incomum, poucas escritoras se atreveram a falar do universo masculino, muito menos exposto e verbal do que o delas. &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“Cloaca” &lt;/span&gt;da holandesa &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Maria Goos&lt;/span&gt; é um perfeito exemplar deste raro olhar da escrita feminina para o homem, construído com sensibilidade e grande força dramática, o texto conta a história de um quarteto de velhos amigos que estão naquela idade em que se faz necessário um balanço de suas vidas, escolhas e desejos. Um político em ascensão e em crise no casamento, um advogando com problemas com drogas e um diretor de teatro se encontram no apartamento do ex-funcionário público e único homossexual do grupo, que está sendo acusado de se apropriar indevidamente de obras de arte que pertencem ao Estado. Se no passado formaram um conjunto de dança nos tempos da universidade, atualmente os personagens enfrentam problemas cotidianos e tentam se ajudar, até perceberem amargamente que os interesses pessoais de agora podem ser maiores que a amizade de uma vida. A dramaturga aposta no humor ácido em diálogos irresistíveis e cria personagens interessantes que em geral fogem dos clichês tendenciosos sobre os homens, é curioso, por exemplo, que o personagem do diretor teatral, do qual se espera uma sensibilidade por conta de sua profissão artística, surja em cena como o mais insensível daqueles homens, já no único personagem gay, a partir de determinado momento, os clichês da sexualidade por vezes parecem querer aparecer e sobrepor seu drama. A única personagem feminina aparece quando a trama já está bastante avançada: uma prostituta russa contratada pelos amigos como presente de aniversário para um deles, a presença em cena é curta, mas decisiva, através de um discurso dramático sobre sua condição, ela materializa ao mesmo tempo o olhar feminino da autora e a crítica machista de seus personagens, sem cair no maniqueísmo do julgamento de valores. O diretor &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Eduardo Tolentino de Araújo &lt;/span&gt;trabalha com segurança o realismo das interpretações e concebe uma encenação sofisticada em total sintonia com as necessidades do texto, aqui a direção funciona para materializar esta obra de estrutura bastante tradicional, e é na ótima transposição da tradução de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fernando Paz&lt;/span&gt; para o palco que está sua maior qualidade. O elenco formado pelo tradicional &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Grupo Tapa &lt;/span&gt;tem domínio de suas atuações e forma um ótimo conjunto, com destaque para &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;André Garolli&lt;/span&gt; que aproveita totalmente o humor de seu futuro ministro, explorando com grande energia suas falas e ações. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tony Giusti&lt;/span&gt;, como o epicentro da história, tem bom desempenho, em especial quando seu personagem não cai na estereotipação do homossexual, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dalton Vigh&lt;/span&gt; tem simpatia e transita bem com seu dependente químico, já &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fernão Lacerda&lt;/span&gt; (stand-in de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Brian Penido Ross&lt;/span&gt;) lida com um personagem menos interessante na trajetória da história, mas cria seu diretor de teatro com bastante verossimilhança. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Vanessa Dockk &lt;/span&gt;(que reveza o papel feminino com &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Camila Czerkes&lt;/span&gt;) empresta beleza e graça à sua interpretação. &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“Cloaca”&lt;/span&gt; é um grande texto, e não bastasse isso, a montagem merece ser apreciada pelo alto nível do trabalho dos artistas brasileiros envolvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serviço: Teatro Nair Bello | Quinta e sábado 21h, sexta 21h30 e domingo 19h&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3430261631573385870-3595832768401916844?l=www.cadernoteatral.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/cadernoteatral/~4/C9AlFWlrztE" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3430261631573385870/posts/default/3595832768401916844?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3430261631573385870/posts/default/3595832768401916844?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/cadernoteatral/~3/C9AlFWlrztE/universo-masculino-em-cena.html" title="Universo masculino em cena" /><author><name>Lucianno Maza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="12625427588386535152" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/St8Uz5iZ8dI/AAAAAAAAANA/Hc5Pe_0G47A/s72-c/cloacaFL.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.cadernoteatral.com.br/2009/10/universo-masculino-em-cena.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0UHR3o8eCp7ImA9WxBTEEs.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3430261631573385870.post-7791978558985935831</id><published>2009-09-25T02:51:00.003-03:00</published><updated>2009-12-06T00:07:16.470-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-12-06T00:07:16.470-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Doido" /><title>Declaração de amor ao teatro</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/SrxajeH4heI/AAAAAAAAALk/0p_jKd1PDz4/s1600-h/t-sp-doido_r.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 216px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/SrxajeH4heI/AAAAAAAAALk/0p_jKd1PDz4/s320/t-sp-doido_r.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385278819856319970" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Atualmente temos visto no teatro brasileiro um avançado processo de setorização do fazer teatral, com novas funções surgindo como desdobramento daquelas que no passado foram exercidas por um mesmo profissional, tal realidade ajuda, de certa forma, a profissionalizar o mercado, mas não é garantia de um bom resultado de espetáculo. A outra ponta dessa situação está no acúmulo de cargos criativos, o que exige muita atenção e autocrítica do artista para que o resultado interesse ao público tanto quanto à seu criador. Um exemplo bem sucedido desta segunda configuração é o espetáculo &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;"Doido" &lt;/span&gt;concebido por &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Elias Andreato&lt;/span&gt;, uma das figuras mais conhecidas do teatro paulistano. Comemorando seus trinta anos de carreira, o artista reúne neste solo seus talentos como ator, diretor e ator, funções onde acumulou grande experiência em mais de cinquenta espetáculos. O texto é composto por idéias e fragmentos a partir da obra de clássicos pensadores e autores da dramaturgia, poesia e filosofia como &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Antonin Artaud&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Vicent Van Gogh&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Arthur Rimbaud&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Miguel de Cervantes&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;William Shakespeare&lt;/span&gt;,&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Friedrich Nietzsche&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Vaslav Nijinsky&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Anton Tchékhov&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dante Alighieri&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Oscar Wilde&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;J.W. Goethe&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fernando Pessoa&lt;/span&gt;, muito deles com os quais o artista já havia trabalhado em outros espetáculos ao longo de sua vida, o resultado do roteiro é uma emotiva colcha de retalhos sobre o teatro, a vida, e o cruzamento deles na história de uma pessoa/personagem que é o próprio criador do espetáculo, narrador desta paixão arrebatadora pela arte, comum à ele e todos os autores que utilizou. A direção localiza o espetáculo num escritório de criação do artista, concebendo momentos de beleza delicada e poética, cabendo destacar o uso dos elementos cotidianos do ateliê com os quais são construídas imagens de beleza delicada de forma simples e fluída ao longo da apresentação. É como ator, no entanto, que o criador deste monólogo nos conquista, primeiro pela emoção à qual se entrega e nos acomete com bastante pessoalidade, depois pelo incrível desempenho técnico que apresenta, mostrando de forma quase meta-teatral todos os seus recursos de construção de personagens, passeando com desenvoltura e bom humor por diferentes estados com rapidez e domínio, rendendo assim deleite à platéia. Sem reinventar a linguagem do monólogo teatral, o artista o torna interessante e comovente, principalmente pelo caráter pessoal contido na obra. É gratificante assistir um espetáculo sensível e criado de forma realmente artesanal como é &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;"Doido"&lt;/span&gt;, esse trabalho que festeja a bela carreira de um grande homem do palco e é, em suma, sua sincera declaração de amor ao teatro, onde um é uma multidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serviço: Teatro Eva Herz | Quinta e sexta 21h30&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBS: Os moradores de outras cidades, ou quem ainda não viu ou quer rever ao espetáculo, têm a oportunidade de conferir uma versão para linguagem audiovisual produzida com alta qualidade pelo interessante site &lt;a style="font-style: italic; font-weight: bold;" href="http://www.teatroparaalguem.com.br/"&gt;Teatro Para Alguém&lt;/a&gt;, uma idéia inovadora que leva o teatro para a sua casa através da internet, &lt;a href="http://www.teatroparaalguem.com.br/casa/index.php?option=com_content&amp;amp;view=category&amp;amp;layout=blog&amp;amp;id=1&amp;amp;Itemid=2"&gt;clique aqui&lt;/a&gt; e assista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3430261631573385870-7791978558985935831?l=www.cadernoteatral.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/cadernoteatral/~4/11K7Rs4zDpA" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3430261631573385870/posts/default/7791978558985935831?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3430261631573385870/posts/default/7791978558985935831?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/cadernoteatral/~3/11K7Rs4zDpA/declaracao-de-amor-ao-teatro_25.html" title="Declaração de amor ao teatro" /><author><name>Lucianno Maza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="12625427588386535152" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/SrxajeH4heI/AAAAAAAAALk/0p_jKd1PDz4/s72-c/t-sp-doido_r.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.cadernoteatral.com.br/2009/09/declaracao-de-amor-ao-teatro_25.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0MNQn4yfSp7ImA9WxNQEks.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3430261631573385870.post-31923512356022993</id><published>2009-09-18T07:22:00.003-03:00</published><updated>2009-09-18T07:24:53.095-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-09-18T07:24:53.095-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Quartett" /><title>Encontro de grandes artistas</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/SrNfhpwhkfI/AAAAAAAAAK8/KVQwnDEmDUY/s1600-h/6385395.isabelle_hupert_cultura_280_419.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 214px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/SrNfhpwhkfI/AAAAAAAAAK8/KVQwnDEmDUY/s320/6385395.isabelle_hupert_cultura_280_419.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382751011387576818" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Heiner Müller&lt;/span&gt;, nascido na Alemanha Oriental, é considerado um dos principais dramaturgos pós-modernos, em referência à categorização da vanguarda dos anos 70 em diante. Falecido em 1995, o autor possui em sua dramaturgia um potente radicalismo formal e, utilizando-se muitas vezes de textos pré-existentes, transgride suas narrativas em reflexões sobre a essência humana do indivíduo com o sentido político muito presente. Ao lado de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Hamletmachine”&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“Quartett”&lt;/span&gt; é um de seus textos mais montados em todo o mundo e que rendeu algumas recentes encenações no Brasil. O texto parte da idéia contida no romance epistolar do século XVIII &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Ligações Perigosas” &lt;/span&gt;de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Choderlos de Laclos&lt;/span&gt;, onde um casal de amantes da aristocracia francesa pré-Revolução se envolvem numa trama de manipulação de outros personagens em detrimento aos seus desejos mais obscuros. Mais do que reverenciar esta história, o dramaturgo, que assumiu não ter sequer terminado de ler o romance, toma emprestado estes dois personagens para tecer seu jogo dramático sobre, principalmente, o poder, em sua estrutura espaço-temporal então inovadora. O americano &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Robert Wilson&lt;/span&gt; é um dos mais instigantes diretores contemporâneos do mundo, famoso por suas experimentações de grande impacto nos anos 80, foi responsável por importantes montagens não só em seu país como em diversos países da Europa, como a França, de onde vem a montagem em questão. Com uma plasticidade que evoca as artes visuais, com as quais o artista tem cada vez mais se aproximado, a encenação é extremamente bela, operística e moderna, apostando na geometria do campo de ação e na colorimetria de seus tons de luz, figurino e mesmo de sentidos, com as cores como símbolos de estados da cena.  Trabalhando seu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;timing &lt;/span&gt;teatral onde as pausas têm importância decisiva, o diretor parte do princípio que o texto que tem em mãos possui grande comicidade, como uma sátira à sociedade aristocrata francesa e não deve ser encarado como o drama caustico de montagens anteriores. Tal opção se evidencia no clima onírico que temos sobre o palco, onde a violência das falas e ações ganha uma camada de humor que respira o texto, abrangendo poeticamente todo o delírio provocado pela sordidez dos personagens. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Isabelle Huppert&lt;/span&gt;, a atriz francesa mais festejada do cinema atual, protagoniza a peça com essencial maestria ao lado de&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Ariel Garcia Valdés&lt;/span&gt;. Ela surge em cena em comedida energia, construindo sua personagem por meio de uma apatia muito próxima da frieza, e tem total consciência rítmica e nenhum tipo de exagero dispensável, sendo seu trabalho bastante impressionante. Ele, em possível contraponto, surge menos blasé, e mais intenso vocal e fisicamente, chocando-se com a parceira e produzindo assim um interessante duelo. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Benoit Marechal&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Michel Beaujard&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rachel Eberhart&lt;/span&gt; respondem coreograficamente por interferências em diversos planos sobrepostos à história principal e apresentam belas presenças, sedimentando o sonho visual dos protagonistas que a montagem apresenta. &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“Quartett”&lt;/span&gt; é um bem humorado jogo cênico que reúne diversos talentos preciosos e uma plástica teatral elegantíssima e funcional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serviço: Teatro do Sesi (Porto Alegre Em Cena) | 23, 24 e 25 de Setembro 21h&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3430261631573385870-31923512356022993?l=www.cadernoteatral.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/cadernoteatral/~4/h0dzWPFNObA" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3430261631573385870/posts/default/31923512356022993?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3430261631573385870/posts/default/31923512356022993?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/cadernoteatral/~3/h0dzWPFNObA/encontro-de-grandes-artistas.html" title="Encontro de grandes artistas" /><author><name>Lucianno Maza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="12625427588386535152" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/SrNfhpwhkfI/AAAAAAAAAK8/KVQwnDEmDUY/s72-c/6385395.isabelle_hupert_cultura_280_419.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.cadernoteatral.com.br/2009/09/encontro-de-grandes-artistas.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;AkUASHY_eSp7ImA9WxNREEo.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3430261631573385870.post-4673539338375178934</id><published>2009-09-04T06:06:00.005-03:00</published><updated>2009-09-04T12:30:49.841-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-09-04T12:30:49.841-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Restos" /><title>O palco quando provocador</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/SqDY0FCbbJI/AAAAAAAAAKs/d_hHKKXzJ54/s1600-h/restos_14.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 218px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/SqDY0FCbbJI/AAAAAAAAAKs/d_hHKKXzJ54/s320/restos_14.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377536344297532562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Muito se fala do abandono da platéia, o público brasileiro tem se distanciado do teatro cada vez mais nas últimas duas décadas em conseqüência de diferentes razões, algumas concretas (como o surgimento e sedimentação de outras opções de entretenimento e o alto custo dos ingressos) e outras abstratas como o desinteresse no teatro, talvez a questão mais séria e sobre a qual ainda não nos debruçamos com a devida atenção. A classe média, de onde sempre proveio a maior fatia do público de teatro,  deixou de ir às salas de espetáculo como hábito natural e passou a encará-lo como um passeio, ou um “programa especial”, no pior sentido que este termo possa representar, como algo distante, que acontece pontualmente e tem pouca influência em suas vidas. Em geral os espetáculos escolhidos para se tornarem o tal programa teatral da semana (na melhor hipótese) ou do ano (na mais pessimista) são produções comerciais encabeçadas por grandes nomes da nossa televisão, como &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Antônio Fagundes&lt;/span&gt;, um dos atores mais famosos de nosso país. A expectativa de grande parte do público que lota seu espetáculo é por ver ao vivo o galã e, de forma parcial, se entreter por uma hora e vinte minutos antes do jantar. O ator, também produtor da montagem, tem consciência de seu alcance e do fascínio que exerce, e aproveita-se de sua condição privilegiada para surpreender o público apresentando não um entretenimento fácil, mas uma obra artística de altíssimo nível e grande teor provocativo. O artista cumpre a função de lançar uma reflexão diferente ao público, e não se limita às convenções esperadas. O texto escolhido foi &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Wrecks”&lt;/span&gt; de&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Neil LaBute&lt;/span&gt;, aqui livremente traduzido como &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;“Restos”&lt;/span&gt;. O autor, também cineasta (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Na Companhia de Homens”&lt;/span&gt; é seu primeiro e mais representativo filme), é um dos principais nomes da dramaturgia contemporânea americana, anglófilo, sua obra remete ao movimento &lt;span style="font-style: italic;"&gt;In-Yer-Face&lt;/span&gt; do teatro britânico dos anos 90, com histórias bastante perturbadoras e diálogos afiados que despem o lado mais sombrio da natureza humana. O texto em questão, um monólogo, mostra um inconformado viúvo de meia idade que no velório de sua companheira desvela a história de seu amor. Delicadamente subversivo e instigante, o autor acerta ao se estender mais na narrativa poética do sentimento do personagem e localizar a inesperada revelação no fim da trajetória, o que muda o sentido trágico, mas assegura a empatia do público pela controversa figura central, eliminando o maniqueísmo que poderia atrapalhar a reflexão que ele nos provoca acerca das rupturas dos limites do amor e do desejo. Traduzido com fluência por &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Clarisse Abujamra&lt;/span&gt; o texto recebeu direção de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Márcio Aurélio &lt;/span&gt;que concebeu uma encenação extremamente limpa e elegante, que ao mesmo tempo em que mantém total sintonia com o texto o transgride em imagens de impacto e beleza com o auxílio de uma cenografia moderna que se revela ao longo da peça. O ator apresenta um ótimo trabalho com emocionante entrega ao texto e total domínio técnico de voz e movimento, preenchendo o palco com sua forte presença. Se ele entra em cena já com o público ganho, poderia facilmente perdê-lo pelo choque que sua escolha em encenar este texto causaria na classe média pagante, isso não ocorre enfim, menos pela parcialidade do público e mais pelo real envolvimento que o ator, com seu cuidadoso desempenho, atinge. &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“Restos” &lt;/span&gt;é um belo texto exemplarmente estrelado por um profissional que não renega seu lugar de destaque na sociedade mas, utilizando-se dele, leva ao público médio um teatro realmente provocador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serviço: Teatro FAAP | Quinta e sexta 21h, sábado 20h e domingo 18h&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3430261631573385870-4673539338375178934?l=www.cadernoteatral.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/cadernoteatral/~4/_I1S7uo_37Q" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3430261631573385870/posts/default/4673539338375178934?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3430261631573385870/posts/default/4673539338375178934?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/cadernoteatral/~3/_I1S7uo_37Q/o-palco-quando-provocador.html" title="O palco quando provocador" /><author><name>Lucianno Maza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="12625427588386535152" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/SqDY0FCbbJI/AAAAAAAAAKs/d_hHKKXzJ54/s72-c/restos_14.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.cadernoteatral.com.br/2009/09/o-palco-quando-provocador.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0EDRXg8fSp7ImA9WxNSGU0.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3430261631573385870.post-2816817769010670484</id><published>2009-09-02T03:45:00.010-03:00</published><updated>2009-09-02T12:34:34.675-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-09-02T12:34:34.675-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Festival Cidade de S.Paulo" /><title>Festa do teatro</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/Sp4jp7u5fvI/AAAAAAAAAKk/eGMd3z5ECyk/s1600-h/Mirandolina2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/Sp4jp7u5fvI/AAAAAAAAAKk/eGMd3z5ECyk/s320/Mirandolina2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376774208442957554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;São Paulo é considerada por muitos a capital brasileira do teatro, e podemos comprovar isso sem dificuldade pelo enorme número de peças em cartaz, pelos novos espaços teatrais que surgem pela cidade e no trabalho de alta qualidade de grupos jovens e a continuidade daqueles já consagrados. Nada mais justo que festejar o teatro que se produz nesta metrópole até então desprovida de uma mostra competitiva regional voltada, em primazia, para companhias do estado de São Paulo. Foi neste intuito que o produtor cultural e curador &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Eduardo Marins &lt;/span&gt;lançou em Agosto deste ano o &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Festival Teatro Cidade de São Paulo&lt;/span&gt;, a edição paulista de um festival produzido por ele há sete anos no Rio de Janeiro. Durante todo o mês dezoito grupos entre aqueles voltados para o público infantil e aqueles voltados ao público adulto apresentaram seus espetáculos no palco do festival, demonstrando a enorme diversidade teatral cada um trabalhando uma linguagem própria desde o melodrama ao teatro físico, passando pelo circo-teatro, o teatro juvenil e a commedia dell’arte. É essencial dar espaço à estes grupos, muitos oriundos de importantes faculdades teatrais ou de cidades fora do centro urbano, e todos merecedores de aplausos pelo esforço profissional com que conduziram suas participações. O &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Caderno Teatral&lt;/span&gt; teve o prazer de estar presente durante toda a programação através da minha participação, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lucianno Maza&lt;/span&gt;, na comissão julgadora, formada ainda pelos colegas &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Maria Dudah Senne&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sérgio Miguel Braga &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ruy Jobim Neto&lt;/span&gt;. Não foi uma tarefa fácil escolher entre tantos profissionais os indicados em cada categoria e os vencedores que levaram o troféu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Arlequim&lt;/span&gt;. Os espetáculos selecionados como melhor montagem ganham ainda uma temporada no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Teatro Bibi Ferreira&lt;/span&gt; com todas as despesas pagas. Segue abaixo a lista de indicados e premiados:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Prêmio Especial do Júri:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Pesquisa de Linguagem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Indicados:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Cia. Retalhos de Teatro - A Verdadeira História... Não Contada &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Quase9 Teatro - Lilá Ou O Jogo de Deus  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Vencedor:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Cia. Retalhos de Teatro - A Verdadeira História... Não Contada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Infantil:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Texto &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Indicado e vencedor:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Julieno Vasconcellos - A Verdadeira História... Não Contada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Iluminação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Indicados:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Douglas Silva - O Menino Maluquinho... Mais Um &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Luis Felipe Petuxo - A Bruxinha Que Era Boa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Paulo Oseas - O Cavalinho Azul&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Vencedor:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153); font-weight: bold;"&gt;Paulo Oseas - O Cavalinho Azul&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Figurino &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Indicados:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;? Cia de Teatro - O Menino Maluquinho... Mais Um&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Nathalia Neme e Thelma Luz – O Cavalinho Azul&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Vinicius Almeps e Luis Felipe Petuxo – A Bruxinha Que Era Boa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Vencedor:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153); font-weight: bold;"&gt;Vinicius Almeps e Luis Felipe Petuxo – A Bruxinha Que Era Boa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cenografia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Indicados:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Carolina Guimarães - O Menino Maluquinho... Mais Um&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Lu Grecco - A Bruxinha Que Era Boa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Zé Valdir Albuquerque – O Cavalinho Azul&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Vencedor:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153); font-weight: bold;"&gt;Zé Valdir Albuquerque – O Cavalinho Azul&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ator coadjuvante&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Indicados:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Daniel San Martin - A Bruxinha Que Era Boa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Marcelo Molina - Pinóquio, Um Menino de Verdade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Rodrigo Bianchini - O Cavalinho Azul&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Vencedor:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Daniel San Martin - A Bruxinha Que Era Boa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Atriz coadjuvante&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Indicadas:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Adriana Yoshicawa - A Bruxinha Que Era Boa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Nathalia Neme - O Cavalinho Azul&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Thelma Luz  - O Cavalinho Azul &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Vencedor:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153); font-weight: bold;"&gt;Nathalia Neme - O Cavalinho Azul&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ator &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Indicados:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Daniel Lucas - A Verdadeira História... Não Contada &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Jeferson Ilha - A Verdadeira História... Não Contada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Nelsinho Guimarães - A Bruxinha Que Era Boa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Vencedor:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153); font-weight: bold;"&gt;Daniel Lucas - A Verdadeira História... Não Contada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Atriz &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Indicadas:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Ângela Rechia - A Verdadeira História... Não Contada &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Lorena Rocha - O Menino Maluquinho... Mais Um&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Silvana Lins - O Cavalinho Azul&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Vencedor:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153); font-weight: bold;"&gt;Ângela Rechia - A Verdadeira História... Não Contada &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Direção&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Indicados:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Helquer Paez - A Verdadeira História... Não Contada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Luis Felipe Petuxo - A Bruxinha Que Era Boa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Rodrigo Palmieri - O Cavalinho Azul&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Vencedor:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153); font-weight: bold;"&gt;Rodrigo Palmieri – O Cavalinho Azul&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Montagem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Indicados:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;A Bruxinha Que Era Boa &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;A Verdadeira História... Não Contada &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;O Cavalinho Azul &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Vencedor:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153); font-weight: bold;"&gt;A Bruxinha Que Era Boa &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Adulto:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Texto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Indicados:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Quase9 Teatro - Lilá Ou O Jogo de Deus&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Roberto Vignati - João Pacífico, O Poeta do Sertão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Zé Alberto Martins - Saída de Emergência&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Vencedor:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153); font-weight: bold;"&gt;Quase9 Teatro - Lilá Ou O Jogo de Deus&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Iluminação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Indicados:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Luci Lima - A Maldição do Vale Negro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Marcus Alem – Travessia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Rogério Cândido - João Pacífico, O Poeta do Sertão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Vencedor:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153); font-weight: bold;"&gt;Marcus Alem - Travessia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Figurino&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Indicados:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Adriana Quagliato e Márcio Tadeu – Mirandolina&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Iara Carvalho - A Maldição do Vale Negro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Iolanda Lourenço – Travessia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Vencedor:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153); font-weight: bold;"&gt;Adriana Quagliato e Márcio Tadeu – Mirandolina&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cenografia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Indicados:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Adriana Quagliato e Márcio Tadeu – Mirandolina&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Luci Lima – A Maldição do Vale Negro &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Vladimir Corrêa - João Pacífico, O Poeta do Sertão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Vencedor:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153); font-weight: bold;"&gt;Adriana Quagliato e Márcio Tadeu – Mirandolina&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ator coadjuvante&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Indicados:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Ataliba Chateaubriand - Ah Se O Anacleto Soubesse&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;João Ramos - A Maldição do Vale Negro &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Leonardo Costa - Mirandolina&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Vencedor:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153); font-weight: bold;"&gt;Leonardo Costa - Mirandolina&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Atriz coadjuvante&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Indicadas:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Ana Claudia Prates – Mirandolina&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Natália Kwast – Mirandolina&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Suelen Miranda – A Maldição do Vale Negro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Vencedora:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Natália Kwast – Mirandolina&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ator&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Indicados:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Célio Nascimento - João Pacífico, O Poeta do Sertão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Leandro Ivo – Mirandolina&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Paulo Williams - Travessia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Vencedor:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153); font-weight: bold;"&gt;Paulo Williams - Travessia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Atriz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Indicadas:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Alinne Bello - De: Quatro Para: Você&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Natasha Goulart - Mirandolina&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Regina Schirmer - A Maldição do Vale Negro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Vencedora:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153); font-weight: bold;"&gt;Regina Schirmer - A Maldição do Vale Negro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Direção&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Indicados:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Elias Cohen - Lilá Ou O Jogo de Deus&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Jamil Dias - A Maldição do Vale Negro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Márcio Tadeu - Mirandolina&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Paulo Williams - Travessia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Vencedor:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153); font-weight: bold;"&gt;Elias Cohen - Lilá Ou O Jogo de Deus&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Montagem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Indicados:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;A Maldição do Vale Negro &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Lilá Ou O Jogo de Deus&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Mirandolina&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Travessia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Vencedor:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Mirandolina&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serviço adulto: &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Mirandolina&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; (foto) &lt;/span&gt;- Teatro Bibi Ferreira | Terças e quartas 21h&lt;br /&gt;Serviço infantil: &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;A Bruxinha Que Era Boa &lt;/span&gt;- idem | Sábados e domingos 15h30&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3430261631573385870-2816817769010670484?l=www.cadernoteatral.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/cadernoteatral/~4/wEZFpBGjkzg" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3430261631573385870/posts/default/2816817769010670484?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3430261631573385870/posts/default/2816817769010670484?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/cadernoteatral/~3/wEZFpBGjkzg/festa-do-teatro.html" title="Festa do teatro" /><author><name>Lucianno Maza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="12625427588386535152" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/Sp4jp7u5fvI/AAAAAAAAAKk/eGMd3z5ECyk/s72-c/Mirandolina2.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.cadernoteatral.com.br/2009/09/festa-do-teatro.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0cFSHo9eyp7ImA9WxJbGU4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3430261631573385870.post-6854155715981177739</id><published>2009-07-29T04:42:00.010-03:00</published><updated>2009-07-30T03:23:39.463-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-07-30T03:23:39.463-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Liz" /><title>A metáfora libertária dos artistas</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/Sm_-hw_8PgI/AAAAAAAAAJ8/k90hcF7yCfI/s1600-h/OgAAAHm6TIjWlORFjIbMDLbP-5bQEpQ-0lQoK7iDRJyeuKXUsgufg3gSxnvbAXtWfHZSh7I2OlA2uuK1DwdaG7pg78oAm1T1ULNfBCkKreILcX4L0aXjHYAUwlCH.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/Sm_-hw_8PgI/AAAAAAAAAJ8/k90hcF7yCfI/s320/OgAAAHm6TIjWlORFjIbMDLbP-5bQEpQ-0lQoK7iDRJyeuKXUsgufg3gSxnvbAXtWfHZSh7I2OlA2uuK1DwdaG7pg78oAm1T1ULNfBCkKreILcX4L0aXjHYAUwlCH.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363785537263779330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Muitas vezes nos perguntamos o quanto a realidade em que o artista está inserido interfere em sua criação. Por mais que sobrepuje seu contexto social em obras que não relatem seu tempo-espaço, o artista criador é ele próprio fruto dos mesmos, e portanto indissociável de sua História. Podemos notar isso claramente no espetáculo mais recente do grupo teatral &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os Satyros&lt;/span&gt;. O texto de &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;“Liz”&lt;/span&gt; retrata em primeiro plano a rainha &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Elizabeth I&lt;/span&gt;, uma das maiores soberanas da História que governou a Inglaterra durante meio século, expondo a figura mítica que instaurava seus interesses políticos, e ao mesmo tempo a humanizando como a mulher solitária com desejos e temores. O período elisabetano teve forte movimentação nos campos da arte, em especial o teatro, e o texto nos apresenta isso em paralelo através da figura de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Christopher Marlowe&lt;/span&gt;, autor revolucionário da época, contemporâneo de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;William Shakespeare&lt;/span&gt;, mais experiente e prestigiado até então, e morto prematuramente em um assassinato não esclarecido, na peça mostrado como uma conspiração política movida a interesses pessoais da rainha. Mas o reinado da última descendente dos Tudors é marcado especialmente pelo autoritarismo comum aos ditadores monarcas, e é na nacionalidade cubana de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Reinaldo Montero&lt;/span&gt; que reside grande parte do poder de seu texto. É impossível não refletir em como o autor usa o que se passava na ilha inglesa no século XVI para refletir sobre sua ilha cubana do século XX (e início do XXI) e a figura do ditador que por mais de quarenta anos esteve à frente de sua nação. Essa sobreposição das duas ilhas é enriquecida ainda mais se pensarmos no grupo brasileiro que a representa, afinal a trupe sediada em São Paulo é responsável ela própria pela existência de uma ilha, diferente das porções de terra citadas anteriormente, neste caso sai a ditadura do governo e vem a força dos artistas que fizeram uma ilha criativa emergir em meio ao abandono de uma região marginalizada no início desta década, agora convertida em pólo cultural. É muito interessante como temos assim a ilha da Praça Roosevelt apresentando a peça proveniente da ilha de Cuba que conta a História da ilha da Inglaterra. Cabe destacar que, assim como o autor, a companhia também está intrinsecamente ligada socialmente e esteticamente à sua História. A contribuição brasileira começa pela belíssima encenação de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rodolfo García Vásquez &lt;/span&gt;que explode em cores fortes e certo caos, marca do diretor, e na inventividade do mesmo em equilíbrio com o texto, complementando-o sem sufocá-lo, com boas marcações e recursos cênicos (como o capuz de tule que representa a morte que encobre os personagens ou o microfone que aqui funciona menos como amplificador de discurso e mais como confessionário de idéias e sentimentos dos personagens), além da bela plasticidade a montagem conta com uma despojada e curiosa trilha sonora que vai de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Roberto Carlos &lt;/span&gt;à &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Velvet Underground&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cléo de Páris &lt;/span&gt;como a rainha protagonista apresenta o melhor trabalho dos que pude acompanhar em sua carreira, a atriz encontra força e altivez em sua interpretação, assim como empresta beleza e humanidade, liderando com êxito o elenco. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ivam Cabra&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;l&lt;/span&gt; se aproxima com grande sensibilidade do dramaturgo co-protagonista, aproveitando de forma perfeita seu personagem desde a primeira entrada até nos arrebatar em suas cenas finais, em especial num discurso onde nos instiga e emociona. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fábio Penna &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Germano Pereira&lt;/span&gt; estão muito bem, carregando de vivacidade seus &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sirs&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Silvanah Santos &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Phedra D. Córdoba&lt;/span&gt; dão humor como as comentadoras da história, e é interessante o fato da segunda ser cubana e com seu sotaque remeter-nos ao olhar do autor co-patriota. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Alberto Guzik&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Brígida Menegatti&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Chico Ribas&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Julia Bobrow&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tiago Leal&lt;/span&gt; complementam o elenco com sucesso. &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;“Liz” &lt;/span&gt;é um belo espetáculo, importante historicamente por seu conteúdo e por celebrar os 20 anos desta companhia que vem fazendo História no teatro contemporâneo brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serviço: Espaço dos Satyros I | Sexta e sábado 21h&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3430261631573385870-6854155715981177739?l=www.cadernoteatral.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/cadernoteatral/~4/bU_uMu8qK-Q" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3430261631573385870/posts/default/6854155715981177739?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3430261631573385870/posts/default/6854155715981177739?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/cadernoteatral/~3/bU_uMu8qK-Q/metafora-libertaria-dos-artistas.html" title="A metáfora libertária dos artistas" /><author><name>Lucianno Maza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="12625427588386535152" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/Sm_-hw_8PgI/AAAAAAAAAJ8/k90hcF7yCfI/s72-c/OgAAAHm6TIjWlORFjIbMDLbP-5bQEpQ-0lQoK7iDRJyeuKXUsgufg3gSxnvbAXtWfHZSh7I2OlA2uuK1DwdaG7pg78oAm1T1ULNfBCkKreILcX4L0aXjHYAUwlCH.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.cadernoteatral.com.br/2009/07/metafora-libertaria-dos-artistas.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0UERn44eip7ImA9WxJbFko.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3430261631573385870.post-7725287887426522858</id><published>2009-07-27T03:02:00.003-03:00</published><updated>2009-07-27T03:13:27.032-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-07-27T03:13:27.032-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="As Pontes de Madison" /><title>Quando o romance está no teatro</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/Sm1DNvmk2vI/AAAAAAAAAJs/V-JfQW5i6cQ/s1600-h/as+pontes+de+madison_foto+Joao+caldas.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 214px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/Sm1DNvmk2vI/AAAAAAAAAJs/V-JfQW5i6cQ/s320/as+pontes+de+madison_foto+Joao+caldas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363016634663754482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A transposição de uma obra de sucesso criada em um suporte artístico (literário, cinematográfico ou teatral) para outro nem sempre obtém o mesmo êxito, ao contrário, muitas vezes algo essencial se perde neste trânsito. &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;“As Pontes de Madison” &lt;/span&gt;é exemplo de uma das ótimas adaptações que o cinema norte-americano já fez, dirigido por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Clint Eastwood &lt;/span&gt;e estrelado por ele e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Meryl Streep&lt;/span&gt; o filme de 1995 é talvez um dos mais representativos do gênero romântico em todos os tempos, derivado de um best-seller americano, superou e potencializou o sucesso do livro. O romance de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Robert James Waller&lt;/span&gt;, matéria-prima do roteiro é também a base para uma nova adaptação, desta vez para o teatro, muito bem feita por &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Alexandre Tenório &lt;/span&gt;que consegue condensar e apresentar com sensibilidade a história da dona de casa de origem italiana, casada com um fazendeiro e mãe de dois filhos, que tem sua vida sacudida com a chegada de um fotógrafo viajante que vai à sua cidade para fotografar as antigas pontes da região, e termina por arrebatá-la de amor, devolvendo-lhe a vida que ela tinha deixado adormecida ao parar de lecionar Literatura e se dedicar exclusivamente à sua família. O caso de amor nos é contado pelos dois filhos da protagonista, e assim ao mesmo tempo em que temos a amoral história de afeto dos dois apaixonados, o autor a confronta com o olhar dos filhos do infeliz casamento, em especial do filho que se sente traído ao saber da história de sua mãe com outro homem. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Jussara Freire&lt;/span&gt; ganha o público ao representar a mulher que redescobre a paixão no meio da vida, a atriz emociona e diverte com sua humanidade, criando empatia e cumplicidade com quem assiste essa história, na qual ela é bem acompanhada por &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Marcos Caruso&lt;/span&gt; que demonstra paixão em sua interpretação e constrói o charme necessário para que seu personagem seja apaixonante também para o público. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Luciene Adami &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Paulo Coronato&lt;/span&gt; vivem os filhos da personagem principal e estão bem, em especial o segundo que sabe aproveitar o bom papel que tem em mãos. A encenação é corretamente dirigida por&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Regina Galdino&lt;/span&gt; que aposta no realismo e na beleza que é possível extrair dele, em geral tudo é de muito bom gosto (com um pouco de excesso de romantismo na trilha sonora) e a diretora cria belos momentos, ao mesmo tempo em que parece evocar o filme, em especial na condução das interpretações de seus atores, ainda neste sentido a antológica cena cinematográfica do reencontro dos dois protagonistas embaixo de chuva, no palco surge sem o encanto, mas é muito bem defendido pela atriz principal que nos emociona em seu texto. Este é um comovente espetáculo sobre amor que merece ser visto pelo grande público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serviço: Teatro Renaissance | Sexta 21h30, sábado 21h e domingo 19h&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3430261631573385870-7725287887426522858?l=www.cadernoteatral.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/cadernoteatral/~4/KfmcNCnhDpk" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3430261631573385870/posts/default/7725287887426522858?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3430261631573385870/posts/default/7725287887426522858?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/cadernoteatral/~3/KfmcNCnhDpk/transposicao-de-uma-obra-de-sucesso.html" title="Quando o romance está no teatro" /><author><name>Lucianno Maza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="12625427588386535152" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/Sm1DNvmk2vI/AAAAAAAAAJs/V-JfQW5i6cQ/s72-c/as+pontes+de+madison_foto+Joao+caldas.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.cadernoteatral.com.br/2009/07/transposicao-de-uma-obra-de-sucesso.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUMAQXw5eCp7ImA9WxJbGEg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3430261631573385870.post-6038388757025708857</id><published>2009-07-08T01:13:00.009-03:00</published><updated>2009-07-29T04:44:00.220-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-07-29T04:44:00.220-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Hilda Hilst - O Espírito da Coisa" /><title>Uma autora vivenciada por uma atriz apaixonada</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/SlQihdU-qxI/AAAAAAAAAJk/decKnkdoBG8/s1600-h/t-sp-hildahist_r.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 216px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/SlQihdU-qxI/AAAAAAAAAJk/decKnkdoBG8/s320/t-sp-hildahist_r.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355943815054011154" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Hilda Hilst&lt;/span&gt; foi uma das mais prolíferas escritoras da literatura brasileira, autora de uma valiosa obra em poesia, prosa, crônica e teatro, a paulista de Jaú viveu intensamente os anos 50 e 60 entre amores, viagens e experiências, até se refugiar em 1966 na &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Casa do Sol&lt;/span&gt;, chácara nos arredores de Campinas onde viveu até sua morte em 2004 e onde produziu a maior parte de seus escritos. Transgressora, a autora revolucionou a literatura feminina no Brasil ao lado de escritoras como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Clarice Lispector&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lygia Fagundes Telles&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nélida Piñon&lt;/span&gt;. Reconhecida pela crítica especializada e por prêmios de importantes instituições, foi colocada de lado pela mídia cultural e as grandes editoras por muito tempo. A marginalização da literatura é tema recorrente em sua obra, assim como a relação paternal, Deus e a loucura, interesses despertados muito cedo através de seu pai que a inspirou no ofício da escrita e que enlouqueceu quando a escritora ainda era muito jovem. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rosaly Papadopol&lt;/span&gt;, nutrindo grande paixão pela literatura da escritora, leva à cena sua vida e obra, que se confunde como é comum nas melhores obras literárias. Criadora do projeto do espetáculo &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;“Hilda Hilst – O Espírito da Coisa”&lt;/span&gt;, acalentado por muito tempo, a atriz enveredou numa pesquisa sincera e de altíssima qualidade com a consultoria literária do maior amigo e profundo conhecedor da escritora, o também autor &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;José Luis Mora Fuentes&lt;/span&gt; (falecido recentemente). É o apaixonado e apaixonante trabalho da atriz que torna deste monólogo um dos grandes espetáculos em cartaz na cidade, com rara consciência e entrega a intérprete não se preocupa na mera representação de sua biografada (cujas semelhanças físicas já se encarregam de ilustrar) para transcendê-la e construir uma figura mítica que remete a algumas das mais fortes personagens da obra da escritora. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Antonio Abujamra&lt;/span&gt;, em participação em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;off&lt;/span&gt;, faz a voz do pai da autora, tão presente em sua história literária. A boa dramaturgia de&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Gaspar Guimarães&lt;/span&gt; (sob coordenação de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;José Antônio de Souza&lt;/span&gt;) faz uma costura interessante de diferentes poesias, fragmentos de prosa e crônicas da autora, além de algumas cartas e entrevistas, e encontra reverberação na forte encenação de  &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ruy Cortez&lt;/span&gt; que ousa em múltiplas direções como a própria literatura apresentada que aponta para “cores” muito fortes e diferentes entre si. &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“Hilda Hilst – O Espírito da Coisa”&lt;/span&gt; é um espetáculo inesquecível que contagia o público com a força e paixão de uma grande atriz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serviço: Espaço dos Satyros II | Terça e quarta 21h&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3430261631573385870-6038388757025708857?l=www.cadernoteatral.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/cadernoteatral/~4/vtxRzKP-jdI" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3430261631573385870/posts/default/6038388757025708857?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3430261631573385870/posts/default/6038388757025708857?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/cadernoteatral/~3/vtxRzKP-jdI/uma-atriz-apaixonada-vivenciando-melhor.html" title="Uma autora vivenciada por uma atriz apaixonada" /><author><name>Lucianno Maza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="12625427588386535152" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/SlQihdU-qxI/AAAAAAAAAJk/decKnkdoBG8/s72-c/t-sp-hildahist_r.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.cadernoteatral.com.br/2009/07/uma-atriz-apaixonada-vivenciando-melhor.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUMFSX87eyp7ImA9WxJbGEg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3430261631573385870.post-5287696630300363733</id><published>2009-06-03T12:15:00.005-03:00</published><updated>2009-07-29T04:43:38.103-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-07-29T04:43:38.103-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Viver Sem Tempos Mortos" /><title>O encontro com uma grande atriz</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/SiaUc3tEd4I/AAAAAAAAAJM/6iaep3QQMfY/s1600-h/Viver+Sem+Tempos+Mortos.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/SiaUc3tEd4I/AAAAAAAAAJM/6iaep3QQMfY/s320/Viver+Sem+Tempos+Mortos.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343121231631906690" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O fazer teatral, principalmente em um país como o Brasil, exige além de talento e vocação, muita persistência. Só com uma persistência aguerrida alguns poucos artistas resistem durante suas vidas às tempestades comuns na profissão e permanecem atuantes, enquanto muitos de seus contemporâneos sucumbem às grandes dificuldades. Estes resistentes merecem todo nosso respeito e admiração, é o caso de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fernanda Montenegro&lt;/span&gt;, que ao longo do tempo recebeu pela mídia vários títulos como o de “primeira dama do teatro brasileiro”. O fato é que esta grande atriz prestes a completar oitenta anos de vida, quase sessenta de carreira, acima de qualquer coisa provoca em seu público uma legítima admiração, que transcende suas personagens e a instaura como figura pública, o que por um lado é ótimo, afinal dá voz a uma artista num país onde isso pouco acontece, mas por outro pode ser infeliz pois a tira de seu lugar de direito: o palco, e a coloca numa tribuna política onde despertará não só pensamentos compatíveis, como críticas que podem abafar seu trabalho. Após oito anos de ausência a atriz escolheu as palavras da escritora francesa &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Simone de Beuvoir&lt;/span&gt; para seu retorno ao teatro com o monólogo &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“Viver Sem Tempos Mortos”&lt;/span&gt;. O texto é formado principalmente por correspondências que a autora trocou com seu amado: o escritor e filósofo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Jean-Paul Sartre&lt;/span&gt;, pai do existencialismo. Ao optar por concentrar-se na biografia, e não na obra, a peça apresenta o lado mais humano da feminista, autora de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“O Segundo Sexo”&lt;/span&gt;, sua paradoxal postura quase machista perante o relacionamento, a devoção e concessões em nome do amor, revelando assim características inerentes ao feminino. Dirigido com elegância por &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Felipe Hirsch&lt;/span&gt; o espetáculo minimalista não utiliza recursos conhecidos do encenador, além de uma bonita luz e cenografia, ambas muito simples, concentra-se na razão-de-ser da montagem que é a própria atriz, delicadamente regida em seus gestos contidos e fala musicalmente cadenciada, que parece evocar o trabalho do diretor francês &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Claude Régy&lt;/span&gt;. A atriz vem à cena como ela própria, não busca a representação de sua personagem, mas contá-la, utiliza sua própria postura sóbria e concentrada para compor com cuidado uma presença limítrofe à escritora. É admirável sua consciência e constância em cena, mantendo força em um tom baixo e de linearidade. Ao final do espetáculo o público aplaude mais do que a performance em cena que acabara de assistir, ovaciona a atriz, ela própria parte da História do teatro brasileiro, e mesmo com a proposta cênica de quase frieza da peça, ao final o que temos é a emoção deste encontro do público com a atriz, aproximando e humanizando a figura pública, tal qual o olhar pessoal lançado sobre a escritora francesa a humaniza. Na noite em que assisti ao espetáculo, outro grande ator estava presente na platéia, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sérgio Britto&lt;/span&gt;, um comovente encontro que ao final rendeu dez ou quinze minutos de conversa despojada entre os amigos e compartilhada com os presentes. Neste momento confirmei que &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Viver Sem Tempos Mortos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;”&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;é sim um bom espetáculo onde uma atriz renomada ousa o minimalismo com maestria e, mais que isso, é uma oportunidade imperdível de ver e aplaudir o talento desta profissional que aos oitenta anos é símbolo de resistência e uma inspiração de continuidade para qualquer artista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serviço: SESC Consolação | Quinta e sexta 21h, sábado 20h e domingo 18h&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3430261631573385870-5287696630300363733?l=www.cadernoteatral.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/cadernoteatral/~4/Ic2rcci9Kls" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3430261631573385870/posts/default/5287696630300363733?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3430261631573385870/posts/default/5287696630300363733?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/cadernoteatral/~3/Ic2rcci9Kls/o-encontro-com-uma-grande-atriz.html" title="O encontro com uma grande atriz" /><author><name>Lucianno Maza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="12625427588386535152" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/SiaUc3tEd4I/AAAAAAAAAJM/6iaep3QQMfY/s72-c/Viver+Sem+Tempos+Mortos.JPG" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.cadernoteatral.com.br/2009/06/o-encontro-com-uma-grande-atriz.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0cERXYzeCp7ImA9WxJQFkw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3430261631573385870.post-8155885391986250118</id><published>2009-05-29T13:24:00.004-03:00</published><updated>2009-05-29T13:36:44.880-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-05-29T13:36:44.880-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Agreste" /><title>Encenação de encanto imperdível</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/SiAMyoAfyvI/AAAAAAAAAJE/4b9VPzMAZCI/s1600-h/agreste.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 222px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/SiAMyoAfyvI/AAAAAAAAAJE/4b9VPzMAZCI/s320/agreste.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5341283221933902578" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Um bom espetáculo pode surgir através de muitos possíveis caminhos, às vezes é o ótimo texto, outras uma bela direção, ou ainda um excelente elenco. Em alguns casos temos todas essas qualidades reunidas o que gera um grande espetáculo, onde o conjunto formado sobre o palco é de uma preciosidade enorme. &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“Agreste”&lt;/span&gt; é um destes grandes espetáculos que são simplesmente imperdíveis para todos (seja  o público pagante ou a classe artística). Já havia assistido à peça no Rio de Janeiro há três ou quatro anos e em minha memória ficou preservado o encantamento que se reafirmaria ao assisti-la na nova temporada paulistana. O excepcional texto, que alçou ao sucesso de crítica o dramaturgo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Newton Moreno&lt;/span&gt;, é de uma construção esmerada e artesanal da palavra, todo em formato narrativo, aposta numa linguagem muito próxima da melhor literatura e cria imagens e sensações emocionantes. A história de um casal apaixonado no pobre nordeste brasileiro e uma revelação perturbadora que vem com a morte do marido, é o mote que o autor usa para falar de preconceito, ignorância, intolerância, perda e amor. Na direção de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Márcio Aurélio &lt;/span&gt;o texto se revela  sobre o palco, sendo deflorado com delicadeza por uma encenação extremamente poética, que já impressiona pelo seu início considerado difícil nas regras tradicionais de mise-em-scène e se revela um ótimo recurso em total sintonia com o texto, transportado-nos para o imaginário onde emergirá o nosso agreste, e ao partir para a segunda parte de sua encenação o diretor cria partituras corporais de rara beleza, mantendo o tom sóbrio. A idéia de colocar em cena dois homens para contar esta história se revelará mais tarde genial, num jogo de sobreposição e distanciamento. O diretor acerta também na condução precisa dos atores, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Paulo Marcello &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Joca Andreazza&lt;/span&gt; dão vida ao belo texto através de dois recursos paralelos: a força na oralidade da narrativa como moderna contação de história e a interpretação não-naturalizada de personagens que aparecem e se esvaem. Com forte masculinidade em seu preparo corporal e vozes num intenso tom de gravidade, eles injetam peso dramático e suspense na cena. Em um trabalho irretocável de ambos, vale destacar o momento em que o primeiro cria uma comovente delicadeza, sobretudo no olhar, ao viver a recente viúva, enquanto o segundo se desdobra com desenvoltura em outras figuras. Fruto da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cia. Razões Inversas &lt;/span&gt;esta é uma interessantíssima montagem, delicada e ao mesmo tempo pungente, sobre um lugar não muito longe daqui onde uma história inquietante surge, e é preciso vê-la. &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;“Agreste”&lt;/span&gt; é sem dúvidas um dos melhores espetáculos da década.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serviço: Espaço dos Parlapatões | Sábado 21h e domingo 20h&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3430261631573385870-8155885391986250118?l=www.cadernoteatral.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/cadernoteatral/~4/LvNjI17c0oU" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3430261631573385870/posts/default/8155885391986250118?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3430261631573385870/posts/default/8155885391986250118?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/cadernoteatral/~3/LvNjI17c0oU/encenacao-de-preciosidade-imperdivel.html" title="Encenação de encanto imperdível" /><author><name>Lucianno Maza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="12625427588386535152" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/SiAMyoAfyvI/AAAAAAAAAJE/4b9VPzMAZCI/s72-c/agreste.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.cadernoteatral.com.br/2009/05/encenacao-de-preciosidade-imperdivel.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0AMR387fCp7ImA9WxJQE0w.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3430261631573385870.post-911194789075054296</id><published>2009-05-25T12:01:00.004-03:00</published><updated>2009-05-26T03:36:26.104-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-05-26T03:36:26.104-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Dona Flor E Seus Dois Maridos" /><title>Frescor em divertido espetáculo</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/Shq1aYqYSII/AAAAAAAAAI8/vR0FqjjVbj0/s1600-h/Dona+Flor.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 199px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/Shq1aYqYSII/AAAAAAAAAI8/vR0FqjjVbj0/s320/Dona+Flor.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339779773102573698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Muito se fala dos problemas do teatro comercial, muitos deles realmente crassos, mas algumas vezes este modelo de produção nos surpreende revelando espetáculos tão interessantes como aqueles que assumidamente têm um viés voltado à pesquisa, ainda que o foco seja o entretenimento. É este o caso de &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“Dona Flor e Seus Dois Maridos”&lt;/span&gt; comédia teatral adaptada de um dos romances mais conhecidos de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Jorge Amado&lt;/span&gt;. O autor, imortalizado pela Academia Brasileira de Letras, um dos mais famosos escritores brasileiros de todos os tempos, foi responsável pela criação (ou recriação) da Bahia no imaginário popular, sempre banhando sua literatura nos mares de sua terra natal. Aqui ele nos conta a história de uma jovem de família recatada que cai de amores por um cafajeste que logo a deixaria viúva e saudosa de sua energia sexual, até que o espírito do falecido reaparece para saciar o desejo da moça, a esta altura já casada com outro, um polido farmacêutico. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pedro Vasconcelos&lt;/span&gt;, diretor bastante familiarizado com o universo do escritor, concebe uma encenação bonita e cheia de vida, sem cair na armadilha do naïf, ele leva pro palco o clima da cidade de Salvador (ainda que na idealização), e têm especial êxito quando expande a cena para além do palco italiano, utilizando corredores e escadas do teatro, e ainda no início do espetáculo ao envolver o público no bloco carnavalesco onde se desvelará a trama. O elenco tem um trabalho muito gostoso de assistir, a começar por &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Marcelo Farias &lt;/span&gt;(também adaptador do texto ao lado do diretor), que com seu Vadinho é a alma do espetáculo, a transição do jeito carioca do ator para a malandragem baiana está perfeita, com humor delicioso. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Carol Castro&lt;/span&gt;, mais contida, dá conta do recado de ser a dona Flor com muita graciosidade, achando sua própria composição da protagonista, interpretada com maestria por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Giulia Gam&lt;/span&gt; na minissérie televisiva e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sônia Braga&lt;/span&gt; no cinema. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Duda Ribeiro&lt;/span&gt; completa bem o trio principal como doutor Teodoro, valorizando o texto. O grande destaque do elenco secundário é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ana Paula Bouzas&lt;/span&gt;, atriz que rouba a cena com humor legítimo e arranca grandes risadas do público em falas inspiradas. Com grande alegria completam o elenco &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Marcello Gonçalves&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Elvira Helena&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Carlos André Faria&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Carolina Freitas&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nelito Reis&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Daniely Stenzel&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lisieux Maia&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Luana Xavier&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Marco Bravo&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ewe Pamplona&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Michelle Martins&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fabio Nascimento&lt;/span&gt;, que interpretam diversos personagens da comunidade baiana representada na história. Um espetáculo cheio de frescor que, com sua produção comercial e bons atores, se torna um divertido programa no teatro, assim é &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“Dona Flor e Seus Dois Maridos”&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serviço: Teatro FAAP | Sexta e sábado 21h e domingo 18h&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3430261631573385870-911194789075054296?l=www.cadernoteatral.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/cadernoteatral/~4/7XjPBPProMQ" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3430261631573385870/posts/default/911194789075054296?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3430261631573385870/posts/default/911194789075054296?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/cadernoteatral/~3/7XjPBPProMQ/frescor-em-divertido-espetaculo.html" title="Frescor em divertido espetáculo" /><author><name>Lucianno Maza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="12625427588386535152" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/Shq1aYqYSII/AAAAAAAAAI8/vR0FqjjVbj0/s72-c/Dona+Flor.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.cadernoteatral.com.br/2009/05/frescor-em-divertido-espetaculo.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CkMERHY6fyp7ImA9WxJRE0Q.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3430261631573385870.post-4700136487062139729</id><published>2009-05-15T09:24:00.001-03:00</published><updated>2009-05-15T09:26:45.817-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-05-15T09:26:45.817-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Aldeotas" /><title>Uma linda história contada por belos atores</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/Sg1feBlU-VI/AAAAAAAAAI0/qoZgnj2_mm4/s1600-h/07-12-08_234946.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/Sg1feBlU-VI/AAAAAAAAAI0/qoZgnj2_mm4/s320/07-12-08_234946.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336026102929619282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O teatro tem como princípio desde o sempre contar uma história. As histórias têm como princípio encantar quem as escuta. A diferença entre uma boa história e uma má, reside muitas vezes no olhar e na boca de quem as conta. É preciso que seus contadores sejam eles também seres encantados, que transformem em palavra aquilo que existe dentro do silêncio. Encantador. Assim é o texto de &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“Aldeotas”&lt;/span&gt; escrito por &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gero Camilo&lt;/span&gt;, com uma beleza que trabalha artesanalmente a palavra, num andamento lento e precioso, o autor apresenta a história de dois amigos, duas crianças, dois homens, cujas lembranças de uma profunda amizade emergem do tempo, em episódios marcantes que transitam da graça e leveza das descobertas aos momentos tristes ou críticos na vida dos personagens, sem nunca perder seu tom onírico. Tratando de um dos mais instigantes temas que uma obra de arte pode ter, a memória, o autor cria uma dramaturgia elíptica, com simplicidade e profundidade nas mesmas medidas, puxando os fios das memórias pessoais de cada espectador. O belíssimo texto é presenteado pela direção delicada de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cristiane Paoli Quito&lt;/span&gt; que ao descartar tudo aquilo que é dispensável, se centra no processo de interpretação narrativa de seus atores, e numa encenação limpa e profundamente tocante, seja pelo uso do recurso cenográfico do tapete e tela suspensa que alcançam com poesia todos os ambientes propostos, seja pela beleza de suas marcações essenciais, eliminando qualquer resquício de realismo, e valorizando o caráter imagético do texto. A montagem tem o privilégio de ter seu autor em cena, contando com paixão sua história, representando aquele que é o eixo de sua narrativa. Sua interpretação é arrebatadora, seja pela técnica física e vocal que exibe em diferentes modulações, seja pelo nível de delicadeza que atinge, contagiando e comovendo o público à sua volta. Na outra figura da história está &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Caco Ciocler &lt;/span&gt;generoso e contribuinte em cena, sua interpretação cria grande empatia com a construção de seu personagem complementar ao que o autor defende, sua interpretação é também um contra-ponto mais másculo e seco, mas não menos delicado e tocante. O poder transformador do teatro, pode vir pela reflexão do futuro, ou pelo confronto com o passado, e &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“Aldeotas” &lt;/span&gt;traz uma série de emocionantes memórias contadas com fascinante cuidado por dois atores encantadores. Uma peça-lembrança para ficar sempre na memória de quem vê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serviço: Tucarena | Sábado 21h e domingo 19h30&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3430261631573385870-4700136487062139729?l=www.cadernoteatral.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/cadernoteatral/~4/jl3NGCRfJaY" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3430261631573385870/posts/default/4700136487062139729?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3430261631573385870/posts/default/4700136487062139729?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/cadernoteatral/~3/jl3NGCRfJaY/uma-linda-historia-contada-por-belos.html" title="Uma linda história contada por belos atores" /><author><name>Lucianno Maza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="12625427588386535152" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_uphqbS2_hRA/Sg1feBlU-VI/AAAAAAAAAI0/qoZgnj2_mm4/s72-c/07-12-08_234946.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.cadernoteatral.com.br/2009/05/uma-linda-historia-contada-por-belos.html</feedburner:origLink></entry></feed>
