<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-3939994957922869735</atom:id><lastBuildDate>Tue, 30 Nov 2010 00:36:43 +0000</lastBuildDate><title>Café com Cigarros</title><description>Chato. E sem açúcar.</description><link>http://cafecomcigarros.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (wendell penedo)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>163</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3939994957922869735.post-8512842610162363251</guid><pubDate>Tue, 29 Dec 2009 14:58:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-29T13:04:18.909-02:00</atom:updated><title>Fim</title><description>Parei de fumar e de escrever.&lt;br /&gt;Valeu pelas visitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até,&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3939994957922869735-8512842610162363251?l=cafecomcigarros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafecomcigarros.blogspot.com/2009/12/fim.html</link><author>noreply@blogger.com (wendell penedo)</author><thr:total>18</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3939994957922869735.post-2526735205176435403</guid><pubDate>Sun, 13 Dec 2009 12:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-17T21:42:42.194-02:00</atom:updated><title>Sobre a forma como consumimos drogas</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parece haver um pequeno movimento de tolerância mais branda em relação a maconha no mundo. Recentemente alguns países descriminalizaram seu uso, outros estão debatendo o assunto de forma mais aberta, o que já é um grande avanço.&lt;br /&gt;Desconsiderando o impacto econômico que a ilegalidade das drogas causa, ou a ausência de fiscalização na qualidade dos produtos vendidos nas ruas,  o que realmente me preocupa é a relação do usuário com a droga, o que ele procura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As opiniões são sempre diversas quando o assunto é legalização de drogas, porém há quem acredite que, se é para legalizar algo, que legalize tudo. Eu gosto dessa ideia, mas não sei se ela poderia funcionar, não da forma como consumimos as substâncias hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É evidente que a humanidade só se desenvolveu plenamente por que aprendeu como usar a natureza a seu favor. Assim como usamos a madeira das plantas para construir nossas forcas, extraímos toda e qualquer substância que elas possam nos oferecer e que possa, de alguma maneira, mudar nossa vida. Isso vai desde a aspirina até a cocaína. Cada uma delas deriva de uma planta, e é usada quando necessitamos mudar a forma como estamos percebendo o mundo.&lt;br /&gt;Ainda que o uso de cada uma dessas substâncias seja pessoal, movidos pelo interesse de cada indivíduo, curiosamente temos um manual, um livro negro que restringe o uso de determinadas partes da planta, sem bem explicar o porquê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não use isso por que é errado. E você será punido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como podemos pensar em legalizar uma coisa, se não podemos sequer discutir sobre ela. A forma como cada um escolhe alterar a sua percepção da realidade é um assunto que permanece debaixo dos panos. As senhoras viciadas em antidepressivos, e seus filhos viciados em cocaína, querem a mesma coisa, mas distanciam seus universos, sem diálogo ou tentativa de compreensão alheia.&lt;br /&gt;Infelizmente, muitos usuários procuram apenas recreação, o uso indiscriminado, motivado por fatores meramente sociais, assim como os bêbados de qualquer boteco, que nem sempre sabem por que bebem, ou não conseguem extrair absolutamente nada de suas experiências, exceto o vômito.&lt;br /&gt;O diálogo em relação ao uso de drogas deve partir desse ponto: A forma como usamos substâncias psicoativas é banal. Elas podem alterar profundamente nossa maneira de ver a realidade, podem mudar a forma como o indivíduo se relaciona com o meio, podem ser um instrumento de reflexão, de uma viagem aos níveis mais desconhecidos da nossa consciência. Ou podem deixar as pessoas risonhas e alegres para a balada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós usamos drogas de forma perigosa, assim como usamos álcool, veículos automotivos, sexo. Por que não discutir a forma como encaramos nossa diversão? Drogas são sinônimo de diversão? Meros instrumentos de idiotização momentânea? Para fazer essa existência frágil ter mais sentido?&lt;br /&gt;Ouvi uma moça que tomava ayahuasca dizer que não se tratava de uma substância, e sim um chá. E sorriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há sentindo, meu amigo. É uma experiência, você pode explorá-la profundamente, ou pode ficar retardado. Será que realmente vivemos numa sociedade que reflete sobre como procura seu prazer? Será que estamos preparados para a quebra de paradigma?&lt;br /&gt;Mal escolhemos a música que ouvimos, os livros que lemos ou a comida nas nossas bandejas de plástico*. Somos guiados, sempre, tudo pronto, rotulado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentamos nos destacar sendo iguais.&lt;br /&gt;Bizarro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*batata grande, certeza.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quer cobertura extra por R$1?&lt;br /&gt;- Escuta, e se eu der 10 reais, será que você me vende só a cobertura?&lt;br /&gt;- Tudo bem.&lt;br /&gt;- Capricha tá?...e uma coca zero.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3939994957922869735-2526735205176435403?l=cafecomcigarros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafecomcigarros.blogspot.com/2009/12/sobre-forma-como-consumimos-drogas.html</link><author>noreply@blogger.com (wendell penedo)</author><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3939994957922869735.post-6591413652861853828</guid><pubDate>Wed, 25 Nov 2009 10:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-25T14:04:01.798-02:00</atom:updated><title>Sobre as incógnitas da bola</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Confesso que nunca entendi realmente a paixão pelos esportes. É bem provável que minha falta de habilidade corporal, unida à minha repúdia aos movimentos que não são essenciais tenham colaborado muito pra isso. Porém isso pouco importa, ou talvez seja até uma vantagem, afinal posso olhar para algo tão popular completamente desprovido de emoção, não necessariamente livre do aspecto tendencioso, mas não se pode ter tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me espanta que o futebol seja popular, quase uma religião para muitos, pois combina muitos elementos que seduzem a maioria das pessoas. Temos uma atividade de grupo, que sacia a fome dos homens por contato físico, e agrada a algumas mulheres, seja pela mesma fome ou pela beleza física dos jogadores. Há aqueles que gostam do esporte por sua estratégia, como um tabuleiro onde se movem as peças e os resultados, por mais aleatórios que pareçam para quem os vê de fora, como a máxima da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;caixinha de surpresas&lt;/span&gt; costuma sugerir. Existem inúmeros motivos para se gostar de futebol, mas é justamente o mais forte que me intriga, o papel do indivíduo no grupo, o torcedor anônimo no meio da torcida, alguém que finalmente se sente parte de algo que valoriza e admira. É nesse ponto que tudo fica extremamente confuso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais comum que seja no nosso país o costume de cruzar os braços, é no futebol que esse hábito se torna mais contraditório. O torcedor se diz apaixonado, gasta seu tempo e dinheiro para entender e amar um determinado escudo, porém não tem a mínima capacidade de reflexão crítica sobre o seu clube. Briga, como poderia brigar por vários assuntos, forma hordas para defender uma honra oca que nem ele mesmo compreende, mas é uma vítima inocente diante do seu time do coração. Aqui a postura brasileira em relação à política se faz presente, a velha ideia de&lt;span style="font-style: italic;"&gt; fazer o quê?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não sei até onde a invisibilidade do indivíduo dentro da torcida o protege, mas parece ser um estado confortável, sentir-se parte da massa que se movimenta numa onda que bate e rebate nos muros dos estádios, sem precisar de um nome. Ele é o torcedor, a camisa 12.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pintam suas casas, compram uniformes, discutem em voz alta os gols da rodada, mesmo no velório da esposa. Realmente parece um movimento legítimo do povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os clubes demonstram um completo desrespeito em relação ao torcedor, que muitas vezes é também sócio. Visto como mero consumidor, como aquele que se torna fiel a uma marca de cigarros, porém sem vício químico, apenas comportamental, ele consome seu time favorito. Parece a relação do eleitor com o político, que promete uma coisa, faz outra, e por mais bizarro que isso possa parecer, o eleitor continua apaixonado pelo político, defendendo e brigando por ele. Um pouco irracional, um pouco burro, mas sempre a salvo, sob o a alcunha de amante do esporte. Um amante deve amar seu parceiro, não importa o quanto ele coloque na sua bunda. Curioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Negócios milionários, que pouco levam em consideração o apreço do torcedor pelo atleta que veste determinada camisa, lavagem de dinheiro, corrupção de dirigentes que afundam seus clubes, manipulação de resultados, e o pior, falta de empenho e vontade dos próprios jogadores. Tudo isso pouco importa, afinal é o time do coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém parece se preocupar com um negócio, que além de mera diversão, poderia se tornar uma grande fonte de renda e trabalho, não apenas para os clubes e meia dúzia de craques, mas para toda a população. Há dinheiro, e muito, porém não se sabe realmente de onde ele vem e para onde ele vai, mas pouco importa, é o clube do peito. Qual o problema se os jogadores de futebol estão pouco cagando para seu clube? Qual o problema se esses mesmos jogadores, que estampam com seus nomes e números as costas de tantas camisetas pelas ruas, fazem seu trabalho de forma insatisfatória? São funcionários apenas? Ou há algo mais em jogo quando entram numa arena cheia de apaixonados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas mesas de bar, nos escritórios ou nos velórios nota-se como as pessoas gostam de conversar sobre o assunto, assim como gostam de falar de política e religião, mas nunca vejo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pessoas organizadas&lt;/span&gt; de um partido espancando seus adversários pelas ruas, ou&lt;span style="font-style: italic;"&gt; organizados&lt;/span&gt; de uma seita qualquer escoltados pela polícia até chegarem aos seus templos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se existe o tal amor, a dita paixão, por quê não há cobrança? É como se o sujeiro sentasse no boteco para falar com os amigos sobre como sua mulher o chifrou, e voltar para casa todo apaixonado por ela, dizendo que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;nunca irá a abandonar&lt;/span&gt;. Futebol é a paixão mais desorganizada e perturbada que já vi. Jura amor a uma bandeira vazia, exceto pelos patrocinadores que a estampam e a usam como mídia publicitária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Se é possível vender um ideal tão podre como o de torcedor de futebol, por que não aproveitar para vender umas comidinhas árabes, com seus anúncios respeitosamente inseridos naquela peça que os apaixonados costumam chamar de manto sagrado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que me mata é que você nem olha mais pra mim. Eu fico falando sozinha, feito idiota. Estou num relacionamento sozinha, tô cansada Gabriel.&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;- Porra! Tá vendo?&lt;br /&gt;- Falou comigo amor?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3939994957922869735-6591413652861853828?l=cafecomcigarros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafecomcigarros.blogspot.com/2009/11/sobre-as-incognitas-da-bola.html</link><author>noreply@blogger.com (wendell penedo)</author><thr:total>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3939994957922869735.post-8760120516415395616</guid><pubDate>Tue, 10 Nov 2009 12:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-10T11:36:15.597-02:00</atom:updated><title>Sobre a herança do cavalheirismo</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ser cavalheiro nada mais é do que ser machista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É detestável perceber como grande parte dos nossos conceitos, da nossa noção de certo e errado, de humor e diversão, estão arraigados nos mais podres modelos do machismo dominador e ignorante. Triste é perceber que esse machismo não se limita aos machos, e o fedor dos atos que não são pensados, das atitudes tomadas sem reflexão, parece contaminar o ar que todos respiramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre pensei no cavalheirismo como uma defesa natural do machismo. Vamos misturar conceitos hediondos com boas maneiras, assim as mulheres podem se sentir confortáveis e elas mesmas podem ajudar a propagar a doença.&lt;br /&gt;Puxe a cadeira, mas seja o &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=mtEgV9cxSkQ"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;alpha male&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, abra a porta do carro, mas seja o responsável pela conta do restaurante, assim a submissão da fêmea está garantida, e ela agradecerá por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sexismo abundante nos meios de comunicação, em proporções lamentáveis na internet, a forma vulgar como tratamos as pessoas no dia a dia, meros pedaços de carne para os quais olhamos, avaliamos e julgamos, simplesmente numa leitura tosca e comportamental, mostram como as bases que sustentam nosso pensamento primitivo são frágeis de argumento, mas fortes naquilo que sempre acaba subindo à superfície, a nossa nata: intolerância. E intolerância das nossas próprias criações, como um pai que vira a cara para um filho feio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O episódia da "&lt;a href="http://www.boqnews.com/coluna.php?cod=3308&amp;amp;PHPSESSID=9d52dba816fd29c3c12bf3405bdcad55"&gt;puta&lt;/a&gt;" da Uniban é a cereja no bolo podre da nossa sociedade faminta por justiça social deturpada. Uma jovem teve sua dignidade desfigurada por uma bando de pessoas que nada mais fazem do que incentivar o tipo de conduta que a menina tinha. Ela deu o que a sociedade pede, foi um grande pedaço de carne, exposto com pouco pano, agradável aos olhos. Agradável. Em tese.&lt;br /&gt;O que se viu foi uma selvageria, promovida pelos mesmos cavalheiros e damas que mantém o sistema sexista e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;outdooriano &lt;/span&gt;de se viver, pois somos mobiliário urbano, carregamos no corpo a marca fúnebre de uma sociedade que não reflete, apenas reproduz comportamentos prontos, apenas dissemina o consumismo desenfreado, seja dos bens materiais, ou das noções patéticas de moral. Aqueles que ditam as regras também as quebram e cospem em sua imagem. Pastores que chutam santos, da própria igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num mundo onde se aceita o &lt;a href="www.xixinobanho.org.br"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;xixi no banho&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, como engodo de uma política que está urinando na selva amazônica, ou na catástrofe social que percebemos todo dia, não é difícil compreender como os valores são flexíveis. Talvez a maleabilidade das crenças, o vazio completo de valores, que se alteram ou se invertem dependendo do comodismo da situação, sejam indícios do colapso em que a nossa forma de vida se encontra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo é transitório, mas tudo deixa herança. A piada com negros já não tem tanta graça, virou uma coisa velada, mas ainda há os gays, os deficientes, os nordestinos, as putas. Tudo o que é diferente, seja naturalmente diferente, ou uma diferença criada por nós mesmos, pouco importa, deve ser inflado até o limite, para num momento crítico ser estourado e respingar o sangue no colo de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sangue a gente limpa, disfarçadamente com nossos lenços de cavalheiros, viramos a cara para a hemorragia negra que sai de nós, um sangue podre e fedido, que ignoramos e guardamos para lançar sobre alguém na próxima esquina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu prefiro que &lt;a href="http://naocomovoce.blogspot.com/"&gt;me pague&lt;/a&gt;m uma bebida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Amaury, isso foi umas das coisas mais fortes da minha vida.&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;- Sério, eu nunca fiz amor assim...Amaury! Você tá dormindo?&lt;br /&gt;- Quê...?&lt;br /&gt;- Porra Amaury!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3939994957922869735-8760120516415395616?l=cafecomcigarros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafecomcigarros.blogspot.com/2009/11/sobre-heranca-do-cavalheirismo.html</link><author>noreply@blogger.com (wendell penedo)</author><thr:total>11</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3939994957922869735.post-2440830577016027974</guid><pubDate>Fri, 04 Sep 2009 01:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-03T22:48:23.353-03:00</atom:updated><title>Sobre minha atual situação</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabe quando tudo aquilo que você pensa é tão pessoal e profundo, tão particular, que não faz qualquer sentido compratilhar com as pessoas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso, vou dar uma pausa aqui, mas ainda insisto: escutem Grand Funk e vejam sua vida mudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até,&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3939994957922869735-2440830577016027974?l=cafecomcigarros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafecomcigarros.blogspot.com/2009/09/sobre-minha-atual-situacao.html</link><author>noreply@blogger.com (wendell penedo)</author><thr:total>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3939994957922869735.post-9191073765311872267</guid><pubDate>Sat, 29 Aug 2009 15:12:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-29T12:27:26.181-03:00</atom:updated><title>Sobre um mistério do universo</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/1DnSzCQ1NAA&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x3a3a3a&amp;amp;color2=0x999999"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/1DnSzCQ1NAA&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x3a3a3a&amp;amp;color2=0x999999" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, por que o Grand Funk Railroad é tão subestimado e constantemente esquecido?&lt;br /&gt;E em segundo lugar, como foi que nos tornamos tão diferentes?&lt;br /&gt;Não venha dizer que era a maconha e o ácido, pois eles continuam aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra onde foi o "yes I feel all right!"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Misterioso isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não amo mais você.&lt;br /&gt;- Você nunca me amou.&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;- Porra Flávio, nem aquela vez no barco?!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3939994957922869735-9191073765311872267?l=cafecomcigarros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafecomcigarros.blogspot.com/2009/08/sobre-um-misterio-do-universo.html</link><author>noreply@blogger.com (wendell penedo)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3939994957922869735.post-7770832788027806732</guid><pubDate>Tue, 18 Aug 2009 12:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-18T09:32:34.336-03:00</atom:updated><title>Colaboração IdeaFixa na MTV</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei que esse blog está meio largado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda estou arrumando a casa, mas estou vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou colaborando no blog IdeaFixa no portal da MTV, que é uma iniciativa para falar de música e arte. Meu primeiro post está no ar, portando fiquem a vontade para visitar e comentar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://mtv.uol.com.br/ideafixa/blog/um-homem-chamado-tempestade"&gt;Um homem chamado Tempestade.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3939994957922869735-7770832788027806732?l=cafecomcigarros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafecomcigarros.blogspot.com/2009/08/colaboracao-ideafixa-na-mtv.html</link><author>noreply@blogger.com (wendell penedo)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3939994957922869735.post-2645423861381909724</guid><pubDate>Wed, 29 Jul 2009 13:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-29T10:31:17.700-03:00</atom:updated><title>Sobre a estagnação do Metal</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O metal anda fraco das pernas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei, só sei que eu percebo algo muito nojento, não necessariamente no metal, mas em quase todo estilo de música pesada: não se cria, apenas se reproduz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você observar a trajetória da maioria das bandas interessantes, vai perceber que seu som é o resultado não apenas das influências músicais, mas de uma vontade em fazer algo diferente, mesmo que não seja completamente novo.&lt;br /&gt;Desde a década de 80 boa parte das bandas parece mais interessada em reproduzir, de forma tr00, o que ouvia. Se você ouve Thrash, toca Thrash.&lt;br /&gt;Será que é por ai?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o headbanger tiver a postura de preconceituoso que é, não se pode esperar muito das bandas de metal como um estilo, mas apenas depender da visão de uma meia dúzia que consegue tirar os cabrestos e beber de fontes um pouco mais variadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entediante isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não amor, não era eu, eu tava em casa dormindo.&lt;br /&gt;- Jura?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3939994957922869735-2645423861381909724?l=cafecomcigarros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafecomcigarros.blogspot.com/2009/07/sobre-estagnacao-do-metal.html</link><author>noreply@blogger.com (wendell penedo)</author><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3939994957922869735.post-1892013075683277132</guid><pubDate>Sun, 19 Jul 2009 04:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-19T01:33:33.452-03:00</atom:updated><title>Sobre a opinião dos outros</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabe o que eu penso de resenhas? Resenhas são uma estupidez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém deve tentar interferir na relação do artista com o observador. O artista doa, o observador recebe e processa. É isso.&lt;br /&gt;Tentar interferir nesse processo, dizendo de que forma alguém deve interpretar algo que é tão pessoal, é no mínimo indecente, pena que faça parte da nossa cultura.&lt;br /&gt;Eu acho que podemos dar sugestões, pérolas que não devem passar despercebidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última que caiu no meu colo, graças ao Uther, é o último álbum do Mastodon, Crack The Skye.&lt;br /&gt;Eu simplesmente prefiro plagiar &lt;a href="http://naocomovoce.blogspot.com/"&gt;alguém&lt;/a&gt; muito especial e dizer que descrever esse álbum seria limitá-lo em palavras. É um divisor de águas, é pesado na medida certa, progressivo na medida certa, melódico como deveria ser. Um desses discos que não parecem ter sido compostos, eles já estavam ali, esperando ser tocados, esperando alguém dar forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu que já tinha desistido de metal. Minha cara caiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Diz pra ele Luzia.&lt;br /&gt;- Ai Tonho...&lt;br /&gt;- Diz que o dinheiro tá lá em casa, eu volto te buscar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3939994957922869735-1892013075683277132?l=cafecomcigarros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafecomcigarros.blogspot.com/2009/07/sobre-opiniao-dos-outros.html</link><author>noreply@blogger.com (wendell penedo)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3939994957922869735.post-6671682827034751073</guid><pubDate>Mon, 13 Jul 2009 10:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-13T16:56:59.149-03:00</atom:updated><title>Sobre minhas contradições</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Adoro morder a língua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tão difícil passar por cima do orgulho e perceber que você está errado. Mais difícil é partir desse erro constatado e mudar quem você é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que nossa personalidade é formada pelas convicções que não temos, pelas idéias que, mesmo sabendo que são erradas, a gente sustenta até o final. Mas quando caem, a gente cai junto com elas.&lt;br /&gt;Olhar uma idéia destruída, e tirar dela a essência do equívoco, é precioso. Pena que geralmente seja necessária a presença de uma outra pessoa, um outro observador pra confrontar seus pontos de vista. Pena? Não sei bem se é isso, afinal a boa companhia é aquela que muda você depois da experiência do convívio, então talvez não haja pena qualquer, só a certeza de que os paradigmas não caem facilmente quando só você os apedreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando percebemos que aquilo que pensamos ser o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;eu&lt;/span&gt;, na verdade é o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;nós&lt;/span&gt;, a perspectiva dos acontecimentos muda, e a bússula que guia nossos pensamentos parece finalmente apontar para um norte onde precisamos chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu achei meu norte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;- Quando você for trabalhar vou bater o pé forte, para você lembrar que estou aqui.&lt;br /&gt;- É?&lt;br /&gt;- Sim, pense que eu estarei aqui, rebolando só de calcinha.&lt;br /&gt;- Ai, diaba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3939994957922869735-6671682827034751073?l=cafecomcigarros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafecomcigarros.blogspot.com/2009/07/sobre-minhas-contradicoes.html</link><author>noreply@blogger.com (wendell penedo)</author><thr:total>7</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3939994957922869735.post-3312894428169770787</guid><pubDate>Mon, 29 Jun 2009 12:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-11-29T22:36:43.352-02:00</atom:updated><title>Sobre o vazio</title><description>Talvez um dos sentimentos mais desoladores que o ser humano pode sentir é a sensação de vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que a partir do momento em que abandonamos a completitude do ventre, começa uma busca desesperada por se sentir cheio novamente. Somos um vasilhame.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como encher essa garrafa? O que se pode usar para substituir essa agonia? Eu realmente não sei.&lt;br /&gt;Talvez seja simplesmente nossa essência, e esse mal estar seja simplesmente inevitável.&lt;br /&gt;Só sei que cada vez que encho minha garrafa de vinho e depois preciso esvaziá-la, o que sai é vinagre.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3939994957922869735-3312894428169770787?l=cafecomcigarros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafecomcigarros.blogspot.com/2009/06/sobre-o-vazio.html</link><author>noreply@blogger.com (wendell penedo)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3939994957922869735.post-8626657343730187648</guid><pubDate>Fri, 26 Jun 2009 11:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-26T11:01:14.778-03:00</atom:updated><title>Sobre um homem que gostava de comer criancinhas</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma das maiores dificuldades do ser humano parece ser o fato de nunca conseguir analisar uma situação enquanto ela acontece, e a partir desse bloqueio, quase sempre dá tempo do problema criar mais seis cabeças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Michael Jackson morreu, passou. E agora? O que representou esse cara estranho, que mudou de cor, foi morar na terra do nunca e tentou ser um tipo de Peter Pan que fazia troca-troca?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cara foi simplesmente uma das figuras mais complexas e ilustrativas da nossa indústria cultural, e deve servir de base para discussões muito importantes a respeito de como consumimos arte, e especialmente de como esquecemos os limites da privacidade para satisfazer nossa sede por banalidade e intimidade alheia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MJ é o último grande exemplar de uma cultura podre, que parece estar engolindo a si mesma. Não há mais grandes artistas. A forma como a informação circula livre destruiu completamente a possibilidade da indústria fonográfica de manter padrões de comportamento, mudança que foi em parte criada pela propria indústria. A partir do momento que as gravadoras abriram mão dos artistas de carreira, para dar atenção a músicos descartáveis, com prazo de validade curto, ela criou uma fome pelo nada, que quando ficou grande demais, abandonou os limites impostos pela indústria e tentou, ou melhor, tenta nesse exato momento devorar tudo, como uma praga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto as gravadoras não abandonarem essa queda de braço estúpida com a liberdade de informação, seu futuro parece estar condenado.&lt;br /&gt;Será tão dificil perceber que num mundo de futilidade, de consumo desenfreado, é preciso haver um retorno ao culto da música, não simplesmente como objeto descartável que é hoje, mas como um instrumento de mudança individual. Música muda as pessoas, e isso é um detalhe importante na hora de pensar como vendê-la. Por que não se investe de verdade na volta do vinil?! É o suporte mais belo que a música já teve e seria uma resposta ao virtual sem alma em que se transformou o hábito de ouvir música. Sem falar no valor elevado, que poderia pelo menos justificar os preços astronômicos que o o comércio da música sempre gostou de praticar. É um registro justo para o artista, interessante para o fã, e rentável. É ou não é? Melhor abandonar essa figura de mecenas hipócrita e tratar isso como um negócio sério porra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas de nada adianta a indústria mudar enquanto nós, consumidores, continuarmos os mesmos.&lt;br /&gt;Quando vamos perceber que a forma como absorvemos a cultura é feia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Michael Jackson foi o rei do pop, não apenas pelo impacto da sua música no mundo, mas também como um exemplar triste da crueldade que é nosso ritual de consumo.&lt;br /&gt;Ela era um músico, nossa relação com ele deveria ser de receptores, de apreciadores da sua arte, e só.&lt;br /&gt;O homem teve sua vida dissecada diante das lentes do mundo. Quem nunca se sentiu desconfortável ao ver alguém analisando suas ações? Agora imagine cada uma delas, o tempo todo, absorvidas, mastigadas e depois julgadas por um público tão vazio, que nem sequer argumentos racionais tem para justificar suas sentenças.&lt;br /&gt;Nós consumimos a vida das figuras públicas, não sua proposta inicial, que é dividir seu trabalho.&lt;br /&gt;Damos prioridade ao voyerismo insaciável, e não paramos para pensar o impacto que isso tem na vida do artista, que sim, talvez soubesse que ia enfrentar isso, mas não se pode ignorar o fato de que boa parte dos valores do próprio artista vieram dessa mesma máquina podre. E se esse entusiasmo fosse aplicado na forma como nos relacionamos com o poder público? Será que não é no senado que deveriamos colocar câmeras escondidas? Será que não era a vida do Sarney que a gente deveria conhecer, ao invés dos personagens de reality shows?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pense, por exemplo, no tipo de publicação que realmente vende no nosso país? É inconcebível que aceitemos a existência de uma revista como a Caras. Como nos deixamos nivelar tão por baixo? Como permitimos que o que nos ofereçam seja tão desvirtuado e vazio. Sempre o isopor que bóia na superfície. E se a gente mergulhasse?&lt;br /&gt;Que esse mergulho fosse na obra, que tem dentro de si a possibilidade de mudar completamente a forma que enxergamos a realidade, e não a vulgaridade que é ficar olhando pelo buraco da parede a vida de pessoas, que por sua profissão já recebem atenção exagerada. Será que não merecem descanso? Será que a gente não tá comendo a casca e jogando a fruta fora? Será que realmente somos esse juiz do mundo, que deve vasculhar a vida de cada pessoa que acaba caindo em seu radar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ligação entre comércio e arte põe em dúvida a legitimidade da própria arte. Mas o que é inquestionável é que precisamos rever nossa relação com ela e fazer da morte do Michael um ponto de partida, não a linha de chegada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, um pouco de falsa esperança pela manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá ouvindo o que aí nos fones?&lt;br /&gt;- Michael Jackson...&lt;br /&gt;- Viado do caralho!&lt;br /&gt;- ?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3939994957922869735-8626657343730187648?l=cafecomcigarros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafecomcigarros.blogspot.com/2009/06/sobre-um-homem-que-gostava-de-comer.html</link><author>noreply@blogger.com (wendell penedo)</author><thr:total>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3939994957922869735.post-3158278818737113573</guid><pubDate>Thu, 25 Jun 2009 18:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-25T16:12:08.456-03:00</atom:updated><title>Sobre a fragilidade da realidade</title><description>Interessante que quando questionamos o que é ou não real, agregamos um valor ao objeto observado, quando na verdade o valor está no observador.&lt;br /&gt;Perceber que esse valor não é simplesmente exagerado, mas às vezes é totalmente incompatível com as características do objeto, deve ser o primeiro passo para ver as coisas como são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transferir qualidades suas para algo que não está preparado para comportá-las é catastrófico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3939994957922869735-3158278818737113573?l=cafecomcigarros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafecomcigarros.blogspot.com/2009/06/sobre-fragilidade-da-realidade.html</link><author>noreply@blogger.com (wendell penedo)</author><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3939994957922869735.post-1843929454260856688</guid><pubDate>Tue, 23 Jun 2009 12:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-23T09:44:37.128-03:00</atom:updated><title>Sobre bar e boteco</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu odeio bar, mas adoro boteco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bar nada mais é do que o boteco sem alma, e que você precisa pagar para entrar.&lt;br /&gt;É a versão prostituída do mais rico ambiente das relações humanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre achei curioso o fato das pessoas ficarem numa fila, esperando para entrar em algum lugar. Porra, você pressupõe que aquele lugar tenha algo realmente especial, ainda que a música que se ouve do lado de fora contradiga essa idéia. Ok, talvez a música seja uma bosta, e não represente realmente as pessoas que estão tentando entrar naquele local, portanto a motivação deve ser outra. O difícil é observar um comportamento que parece ser antagônico à sua proposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você paga uma grana para entrar em um lugar, que geralmente é bastante apertado e sem conforto, pois há muitas pessoas ali dentro, e os seres humanos gostam de se relacionar com outras pessoas. Mas será? O que é comum é você perceber que depois de pagar, se espremer e ficar meio desconfortável, o sujeito continua sem se relacionar com as pessoas. Quando muito, mantém um contato com as pessoas que entraram junto com ele, mas essa comunicação é sempre prejudicada, seja pelo som alto ou por alguma calça mágica, ou como ouvi uma &lt;a href="http://naocomovoce.blogspot.com/"&gt;dama&lt;/a&gt; recentemente dizer, pacote mágico, que surge em seu campo de visão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então é isso? Você paga para entrar num lugar cheio de gentes, mas não conversa com essas gentes. Até o cheiro das gentes é difícil de sentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O boteco é o contrário disso. Na segunda vez que você entra num boteco, alguém já vai te chamar pelo nome, e isso faz diferença. Se for boteco de bairro então, saberão da tua vida toda em uma tarde.&lt;br /&gt;Faz também a diferença estar num ambiente onde as pessoas falam umas com as outras, não simplesmente porque querem pegar alguém. No boteco se faz amigos, ou inimigos, mas pelo menos o calor do contato está lá. Boteco tem Rolmops, tem salsicha em conserva, ovo azul, mesa de sinuca, sem falar na imensidão de figuras peculiares que você pode explorar. É um verdadeiro exercício de observação e interação com a nossa fauna.&lt;br /&gt;Há sempre um bêbado crônico, que parece morar dentro do recinto, e o mais engraçado, parece sempre ser um completo imbecil. Ai o cara abre a boca, e você descobre que mais um gênio se afoga na aguardente. No bar, é bem mais fácil você encontra rum indiezinho, metido a super alternativo, que monta sua indumentária e corre para um lugar fechado, para não se comunicar com os outros que ali estão trancafiados. A honestidade das relações do boteco são sua maior vantagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o melhor: você ainda pode pedir pro dono do boteco tirar aquela música detestável que está tocando, simplesmente com um "coloca isso aqui Gersão".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curitiba tem bares demais e botecos de menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando você me toca enlouqueço.&lt;br /&gt;- E porque eu não percebo isso?&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3939994957922869735-1843929454260856688?l=cafecomcigarros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafecomcigarros.blogspot.com/2009/06/sobre-bar-e-boteco.html</link><author>noreply@blogger.com (wendell penedo)</author><thr:total>7</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3939994957922869735.post-6812984323239591961</guid><pubDate>Sat, 13 Jun 2009 02:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-13T00:18:09.087-03:00</atom:updated><title>Sobre os iluminados</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A maioria de nós, humanos médios, de sonhos médios, nunca vai sair dessa condição de merda, de abelha operária, e criar algo que realmente mereça ser contemplado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há uma meia dúzia de filhos da puta que são diferentes. Enxergam diferente, percebem diferente e devolvem tudo isso de uma forma magnífica. Lazarentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não posso falar quem é o melhor, não ouvi todos, mas o artista que mais me impressionou nos últimos anos chama-se &lt;a href="http://farm4.static.flickr.com/3267/2321080480_6661ac26ef_o.jpg"&gt;Omar&lt;/a&gt; Rodriguez Lopes. O cara é um maldito gênio!&lt;br /&gt;Não vamos entrar  no The Mars Volta, sua banda principal, pois isso renderia dias. O intrigante nesse sujeito é que ele é um puta workaholic que não para de produzir música um segundo. Ele lança um álbum atrás do outro, e seria injusto sequer cita-los, pois cada um deles é fantástico. Tudo o que esse cara encosta fica foda, não é como aqueles caras que têm milhares de projetos, mas todos são uma bosta. Acho que quando ele envelhecer vai ficar igual o Herbie Hancock, fazendo umas experiências meio estranhas, cheias de tecnologia. Provavelmente o Hendix tivesse ido pro mesmo lado, esses caras são diferentes de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O The Mars Volta parece ter se tranformado em um monstro que ele não consegue mais controlar, uma banda que tem vida própria e pulsa como uma carniça coberta de vermes. Ele dá nomes diferentes, mas a mente psicótica dele vai sempre para a mesma coisa desconfortável de ouvir, perturbadora de processar, e muito demorada pra digerir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegue esse cara e misture com os doentes do &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=bCgErPa_SoY&amp;amp;feature=related"&gt;Hella&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você tem El Grupo Nuevo de Omar Rodriguez Lopez. Uma das coias mais interessantes e curiosas que já ouvi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já diz aquele provérbio chinês: tem uns cara foda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ...mas mãe, eu não gosto disso.&lt;br /&gt;- Come a tua comida Luiz Alberto, ou eu te arrebendo a cara aqui no meio de todo mundo, praga dos inferno. Criança desgraçada, encosto na minha vida.&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;- E come tudo!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3939994957922869735-6812984323239591961?l=cafecomcigarros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafecomcigarros.blogspot.com/2009/06/sobre-os-iluminados.html</link><author>noreply@blogger.com (wendell penedo)</author><thr:total>7</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3939994957922869735.post-4378393172657187828</guid><pubDate>Mon, 08 Jun 2009 00:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-08T07:57:59.188-03:00</atom:updated><title>Sobre o The Wall</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabe o que fode o The Wall?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato da imprensa ter descoberto a existência de Another Brick in the Wall.&lt;br /&gt;Não fosse isso ele seria o Dark Side of the Moon, só que bem superior.&lt;br /&gt;Até a estrutura dos títulos é parecida, mas isso é pura coincidência, nem vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu coloco só o dedo.&lt;br /&gt;-Tá maluco? o dedo?! Pode machucar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(não, seu leitor psicótico, que só pensa em sexo e vive em função de instinto, feito um animal selvagem. Eles estão discutindo o risco de ele tentar tirar a chave do carro que caiu dentro do triturador de lixo. por deus!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3939994957922869735-4378393172657187828?l=cafecomcigarros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafecomcigarros.blogspot.com/2009/06/sobre-o-wall.html</link><author>noreply@blogger.com (wendell penedo)</author><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3939994957922869735.post-3879918671541057209</guid><pubDate>Sat, 06 Jun 2009 21:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-06T19:01:48.609-03:00</atom:updated><title>Sobre a perfeição</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Perfeição não existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O perfeito é apenas uma forma que achamos para idealizar as coisas, e nada &lt;stroke&gt;(ouviram crentes?)&lt;/stroke&gt;, nada é ideal. Não há mulher ideal, comida ideal, banda ideal. A nossa essência parece ser vazia, e de um vazio nunca preenchido, a não ser com a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há os melhores, e Led Zeppelin é a melhor banda do mundo. E não existem argumentos contra isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que Led não é minha banda favorita, não foi aquela que mudou mais drasticamente a minha maneira de viver, esse título ainda pertence ao Opeth, mas o Led é a melhor.&lt;br /&gt;Por que o Led é melhor é difícil de entender sem apelar pra justificativas metafísicas, afinal trata-se de uma banda que perdeu um gênio chamado Terry Reid, que na verdade perdeu-se sozinho, mas não totalmente, para ficar com um amigo do cara, que ele mesmo indicou. "Ó, pega esse aqui, cria minha.", um certo Robert Plant, que tinha um amigo baterista, que carregou pra banda. Sim, por acaso o amigo baterista era o mais ignorante baterista que já viveu, John Bonham.&lt;br /&gt;Senhores, qualquer um diria que isso é coisa de Deus, com letra maiúscula e tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Led Zeppelin talvez seja o maior exemplo de coincidência que eu já encontrei na música. Coincidentemente quatro gênios se uniram e, por um tempo curto, fizeram obras de arte inigualáveis, de uma sensibilidade, harmonia e feeling impressionantes. Talvez seja justamente isso que faz uma grande banda, a coincidência.&lt;br /&gt;Bandas que valem a pena ser ouvidas são na verdade a colisão de estrelas, que só aconteceria naquele momento. É bem por isso que elas acabam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que você faz depois que ouve pela primeira vez Staiway to Heaven, ali dentro do estúdio, no frio da Inglaterra? Olha para aquilo e diz "meu Deus, o que eu fiz?"? Caga nas calças?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois eu cagaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;- Pô, sabia que o nome "Led Zeppelin" - e faz assim " " com os dedos -  é uma homenagem ao LSD?&lt;br /&gt;- Ah, vai tomar bem no meio do seu cu.&lt;br /&gt;- Ai Wagner, é disso que eu tô falando, olha o jeito que você fala comigo! Eu não sou um dos teus amigos, sou tua namorada. Você deveria ter um pouco mais de decência para falar com a mulher que te ama, que divide a cama com você, que é a tua confidente, tua companheira. Por deus Wagner, você precisa amadurecer e agradecer por ter uma mulher como eu. Eu agradeço a deus por tudo...&lt;br /&gt;- Agradeça por eu não te quebrar a boca, sua vaca.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3939994957922869735-3879918671541057209?l=cafecomcigarros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafecomcigarros.blogspot.com/2009/06/sobre-perfeicao.html</link><author>noreply@blogger.com (wendell penedo)</author><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3939994957922869735.post-2142626355391352994</guid><pubDate>Sat, 30 May 2009 14:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-30T12:17:23.548-03:00</atom:updated><title>Sobre bandas que andam junto</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há algum tempo, coisa de um ano atrás, eu e meu amigo &lt;a href="http://assuntospessoais.blogspot.com/"&gt;Urso&lt;/a&gt; decidimos fazer uma incursão ao misterioso Jardim Botânico de Santos. A empreitada era motivada pela exposição de ilustrações do &lt;a href="http://o.dacosta.fotoblog.uol.com.br/index.html"&gt;DaCosta*&lt;/a&gt;, com defesas do &lt;a href="http://www.conversasedistracoes.blogspot.com/"&gt;Marcão&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na volta comecei a fuçar o carro dele. Já que não tinha cabo para ligar o ipod no som, procurei por cds. Como você pode imaginar, só achei albuns obscuros de bandas de jazz experimental. Tentei uma delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desconforto de quem escuta música experimental, especialmente instrumental, só é aliviado quando se tem uma ótima noção técnica da música, portanto não é agradável a todos. A mim é insuportável, mas essa banda tinha alguma coisa diferente. Foi quando o Daniel lançou a seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Cara, como essa banda anda junto!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dei risada e perguntei se esse não era o propósito de qualquer banda, andar junto. Pela cara dele eu percebi que ele me achou um completo débil mental, e nem fez muita questão de argumentar comigo. Eu era um cego esperando uma definição de cores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso fiquei perturbado, e comecei a perceber que realmente há bandas que andam junto, e outras que apenas habitam um espaço próximo.&lt;br /&gt;Talvez isso acabe sendo chamado de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;feeling&lt;/span&gt; por aí, mas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;feeling&lt;/span&gt; pra mim não se resume a isso. Isso é andar junto, e quando uma banda anda junto ela toca com prazer; quando ela toca com prazer você sente prazer, e quando a gente sente prazer ouvindo música a gente quer cantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E cantar é bom pra caralho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas bandas você escuta que realmente te fazem cantar? Berrar desafinado e sem vergonha?&lt;br /&gt;O Grand Funk Railroad me ensinou isso recentemente.&lt;br /&gt;É engraçado descobrir coisas novas onde você achava saber tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*"Pixels galera, pixels muito loucos!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;PS. A partir de agora eu vou apenas escrever sobre música nesse blog. Eu dividi muitas experiências com várias pessoas aqui, mas acho que muita coisa não cabe mais nessas palavras, e eu gostaria de ter um espaço onde eu possa discutir música, de forma séria. Portanto eu encorajo as opiniões, sejam convergentes ou divergentes das minhas, desde que não sejam neutras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os rodapés continuam (:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;- Mas como eu posso confiar em você Júlio? Teu futebol de quarta tem cheiro de buceta. O tênis de sábado fede a perfume de puta.&lt;br /&gt;- Eu não joguei tênis sábado, visitei minha mãe!&lt;br /&gt;- Aquela vaca...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3939994957922869735-2142626355391352994?l=cafecomcigarros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafecomcigarros.blogspot.com/2009/05/sobre-bandas-que-andam-junto.html</link><author>noreply@blogger.com (wendell penedo)</author><thr:total>12</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3939994957922869735.post-4878254968553265306</guid><pubDate>Thu, 21 May 2009 13:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-21T11:05:24.206-03:00</atom:updated><title>Sobre cigarros</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem não fuma costuma ter aquela idéia estúpida de que cigarro é tudo igual, que somos um bando de imbecis que "engolem" fumaça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como você vai questionar tal afirmação? Cada um sabe as limitações do seu paladar.&lt;br /&gt;É como o sujeito que está acostumado a beber as cidras da vida, quando se depara com o champagne verdadeiro acha que aquilo tem gosto de vinagre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fumei Malboro vermelho por 13 anos, simplesmente por que meu paladar se apaixonou completamente pelo sabor encorpado, caramelado, que só consegui encontrar no cigarro de cowboy.&lt;br /&gt;Acontece que quem fuma cigarro é bem parecido com quem fuma pedra, você começa fumando alguns, mas em pouco tempo só se satisfaz com muito.&lt;br /&gt;Eu estava fumando uns 50 cigarros por dia, e comecei a ficar preocupado com o efeito desses pirulitos de câncer em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu odeio atividades físicas, então o meu fôlego nunca foi preocupação, mas comecei a perceber que meu pulmão estava expurgando.&lt;br /&gt;Fumar menos é uma ilusão, então eu precisava mudar a minha forma de fumar, ou o que eu fumava. Pensei em começar a fumar pedra, mas seria trocar seis por meia dúzia, e afinal, eu ainda tenho laços afetivos com meus dentes e neurônios.&lt;br /&gt;A &lt;a href="http://naocomovoce.blogspot.com/"&gt;Nathalia&lt;/a&gt; vinha me provocando constantemente, fazendo propaganda dos seus cigarrinhos feitos com fumo fresco, enrolados a mão. Cedi à tentação, especialmente depois que eu senti o aroma do Bressan.&lt;br /&gt;Não que eu não adorasse o cheiro do Marlboro, mas depois que dei uma fungada dentro daquele pacote de tabaco, eu simplesmente fiquei retardado. Os 50 cigarros se transformaram em 5, e ter que enrolá-los manualmente acabou se tornando uma espécie de terapia. Ainda que as pessoas fiquem olhando pra mim, com aquela cara de "aff, esses maconheiro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca acreditei na renovação da paixão.&lt;br /&gt;Acho que eu estava beijando os &lt;a href="http://cafecomcigarros.blogspot.com/2007/10/sobre-os-lbios-de-m.html"&gt;lábios&lt;/a&gt; errados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;- Viu a nova mulher do Amilto?&lt;br /&gt;- Aquela feiosa?&lt;br /&gt;- Sim, quanto será que ela cobra pra assombrar uma casa de dois quartos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3939994957922869735-4878254968553265306?l=cafecomcigarros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafecomcigarros.blogspot.com/2009/05/sobre-cigarros.html</link><author>noreply@blogger.com (wendell penedo)</author><thr:total>9</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3939994957922869735.post-8075771596872996147</guid><pubDate>Tue, 19 May 2009 12:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-19T09:50:05.724-03:00</atom:updated><title>Sobre piadas internas</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Adoro piadas internas por duas razões simples: elas são engraçadas e exclusivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer papo de idiota, mas eu adoro assuntos que excluem. Não pela natureza segregatória deles, mas pela obrigação de comprometimento do interlocutor. Se você entendeu a piada, provavelmente me conhece um pouco melhor que a maioria, e isso faz muita diferença.&lt;br /&gt;É claro que a piadinha interna sempre carrega o perigo tradicional que encontramos no sarcasmo, ou seja, se você der o azar de não ser entendido, vai passar por completo idiota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranho é que a maioria das pessoas nunca perceba isso. Na verdade as pessoas costumam ignorar o fato de que tudo que somos é o resultado minucioso de cada experiência vivida, e isso se demonstra na complexidade da personalidade de cada um.&lt;br /&gt;Entender as pessoas dá trabalho, e é justamente esse trabalho que todos evitam. Estranho isso de ignorar os acontecimentos como chances de se espremer um pouco melhor a pessoa, tirar as coisas mais lá do fundo. Conversa fácil cansa, gente fácil cansa.&lt;br /&gt;Eu gosto de dúvida, insegurança e um pouco de neblina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a piada interna seja uma forma simples de unir as nossas experiências.&lt;br /&gt;Ou coisa de nego cuzão que adora ficar tirando os outros das conversas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lurde, me alcança o sal.&lt;br /&gt;- Você não manda em mim, seu babaca.&lt;br /&gt;- Também te amo. O sal?&lt;br /&gt;- Tó.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3939994957922869735-8075771596872996147?l=cafecomcigarros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafecomcigarros.blogspot.com/2009/05/sobre-piadas-internas.html</link><author>noreply@blogger.com (wendell penedo)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3939994957922869735.post-389903173763657501</guid><pubDate>Mon, 11 May 2009 01:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-10T22:18:30.002-03:00</atom:updated><title>Sobre minha relação com o Sol</title><description>&lt;p  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Eu sempre odiei o maldito Sol.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Meu ódio sempre partiu da incompatibilidade da minha pele e dos meus olhos, ambos de polaco, com a força do Sol tropical. Sabe quando parece que você está no lugar errado? Sempre me senti meio gato, pois só vejo direito no escuro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Eu fui pra &lt;a href="http://farm4.static.flickr.com/3316/3519643749_d7820c03de_o.jpg"&gt;Morretes&lt;/a&gt; esse final de semana, crente que ia dormir todo dia até as 14h, afinal eu tava morrendo de sono, podrão duma semana corrida. Não pude dizer que não dormi pra caralho, mas acordei todo dia 6:30.&lt;br /&gt;Quem já pegou uma câmera fotográfica na mão sabe que a luz da manhã é especial. Fiz um café amargo, peguei o cigarro e fui andar. Fotografei bastante, mas o Sol ainda estava bocejando, oferecendo um background sutil para a neblina. Cansei. Sei que não agüento andar, mérito de fumante, então eu vou até a metade do meu fôlego e volto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Quando eu olho para trás, quase me cago.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Não interessa a que escola de arte você pertença, ou pelo menos admire, a Natureza é a base da inspiração de qualquer ser humano, ainda que seja a própria existência do artista e seus conflitos internos. Ele é, inegavelmente, uma parte dessa Natureza deslumbrante.&lt;br /&gt;Mas o Sol está sempre lá, me fodendo os olhos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Quando eu olho para trás, e sinto que não me caguei, eu percebi que talvez pela primeira vez na minha vida, o Sol quis fazer amizade. Eu nem tive coragem de fotografá-lo em alguns momentos, pois eu olhava para os lados, e cada sítio e chácara parecia dormir, não havia um mosquito na estrada. Eu até vi uma aranha dormindo, e ela tava encolhidinha. Pensava que elas nem dormiam.&lt;br /&gt;Estou sozinho com um Sol ridículo na minha frente, se eu acreditasse em estupidez metafísica, eu diria que foi um presente, ou&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;seria literal quando falei da amizade. Mesmo assim, em alguns momentos eu abaixei a lente e fiquei com aquilo só pra mim. Vi até a capa de um disco do Joy Wants Eternity, talvez a mais fantástica banda de post-rock que já ouvi. O disco se chama You Who Pretend to Sleep. A propósito, se alguém souber a autoria dessa capa, me diga, pois eu quero ter uma pessoa pra direcionar a admiração que eu tenho. É a mais linda capa de disco já feita pelo homem. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;O Sol jogou na minha cara que eu só sou apaixonado por arte por mérito dele. Olhando duma forma bem básica ele é a fonte de luz essencial, nunca simulada pela nossa forma artificial de fazer luz, com essas lâmpadas bizarras, mas que não me fodem o olho, de fato.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Eu vou continuar odiando o Sol, mas ele agora é bem vindo.&lt;br /&gt;Se não fosse ele viria do mesmo jeito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;--- &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;- Rute!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;- Que foi loca do céu?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;- O Rodrigo morreu...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;- Já tava na hora dessa desgraça sair da tua vida. Vamo na manicure comigo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;-Será que eu consigo um horário pra mim? Minha cutícula ta horrível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3939994957922869735-389903173763657501?l=cafecomcigarros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafecomcigarros.blogspot.com/2009/05/eu-sempre-odiei-o-maldito-sol.html</link><author>noreply@blogger.com (wendell penedo)</author><thr:total>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3939994957922869735.post-3458465648437245042</guid><pubDate>Sat, 25 Apr 2009 18:40:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-04-25T15:48:39.315-03:00</atom:updated><title>Sobre as coisas de dividir</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todo mundo tem uma coisa que acha a mais legal, e é muito bom dividir isso com as outras pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns acham que a seleção de 82 foi a melhor melhor coisas que a humanidade já viu. Outros acreditam que sejam as pernas da Cláudia Raia. Já escutei um cara dizer que ele gostaria de ter inventado a pimenta, pois na buchada ela é uma coisa de louco. Não posso discordar.&lt;br /&gt;Alguns dizem que são os filhos, mas nesse caso é injusto, pois nem todos têm filhos, mas todos têm suas boas experiências pra dividir. E filho é bom pra caralho, não vale.&lt;br /&gt;Eu penso nas impressões que cada um carrega.&lt;br /&gt;Todo mundo tem a sua pérola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já pensou na tua?&lt;br /&gt;A minha é o Led Zeppelin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;- Silas, eu tenho algo muito importante pra te falar.&lt;br /&gt;- Claro querida, deixa eu pegar um cigarro no quarto e a gente já conversa.&lt;br /&gt;Quando Silas retornou, Giovana tinha tomado uma caixa de comprimidos.&lt;br /&gt;Deixou ela ali, no chão, até parar de se mover.&lt;br /&gt;Agora podia pescar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3939994957922869735-3458465648437245042?l=cafecomcigarros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafecomcigarros.blogspot.com/2009/04/sobre-as-coisas-de-dividir.html</link><author>noreply@blogger.com (wendell penedo)</author><thr:total>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3939994957922869735.post-2908781878850890489</guid><pubDate>Fri, 24 Apr 2009 14:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-04-24T11:58:47.597-03:00</atom:updated><title>Sobre algumas coisas que eu falo.</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A gente sempre fala umas merdas não é mesmo? Retratar-se de algumas delas não tira pedaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda é o Lamb of God.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando escrevi sobre a relação do cristianismo com a música pesada, especialmente o metalcore, acabei colocando a banda no pacote do estilo de forma injusta. É fácil observar uma suposta localização de um artista, especialmente quando coincide temporalmente com algum estilo, como é o caso da banda com o advento dos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cores&lt;/span&gt; da vida.&lt;br /&gt;Meu irmão acabou me dando a melhor resposta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Velho, o Lamb of God é o mais próximo que essa geração tem do que foi o Pantera pra nossa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não é? Quem até hoje consegue dizer que o Pantera tem um estilo, que você pode dar nome sem menosprezar uma série de atributos do som deles? Não rola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas bandas, ou pessoas, são simplesmente diferentes.&lt;br /&gt;E estilos são uma merda, bem diferente de bigodes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;- Mas como assim, eu mudei?&lt;br /&gt;- Hoje você é diferente demais da pessoa que um dia conheci.&lt;br /&gt;- Posso até ser, mas não virei puta.&lt;br /&gt;- Douglas!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3939994957922869735-2908781878850890489?l=cafecomcigarros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafecomcigarros.blogspot.com/2009/04/sobre-algumas-coisas-que-eu-falo.html</link><author>noreply@blogger.com (wendell penedo)</author><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3939994957922869735.post-7603876071466272560</guid><pubDate>Wed, 15 Apr 2009 14:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-04-19T09:48:36.690-03:00</atom:updated><title>Sobre o que alguns têm coragem de chamar de jornalismo cultural</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olha só. Eu respeito muitos veículos de comunicação, que realmente fazem ótimos trabalhos no que diz respeito à cobertura de eventos culturais, tendências, referências, enfim, há muita gente boa escrevendo sobre cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então eu estou &lt;strike&gt;zapeando&lt;/strike&gt; navegando, quando vejo essa chamada, precedida de um CULTURA em letras garrafais, apesar da tipografia porca,  no ilustre jornal  A Tarde Online:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Josi quer prótese de silicone antes de posar nua.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok. Eu confesso, acabei ali pois avistei uma bela foto de um pedação de carne. Eles sabem que a gente gosta de carne.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desconsiderando o fato de eu não conhecer nenhuma Josi, muito menos estar interessado em como ela modifica seu corpo, afinal sou fã mesmo é de tatuagens,  e nem  sequer apreciar essas revistas de mulher pelada de hoje em dia, eu me perturbei foi com o tal "cultura" no topo.&lt;br /&gt;Eu não costumo acompanhar os noticiários, então talvez eu não tenha tomado conhecimento a posse dessa nova Ministra da Cultura, mas minha falha é perdoável, não é? Imperdoável é esse fedor nojento  de sensacionalismo em tudo que se vê nesse tipo de &lt;strike&gt;empresa&lt;/strike&gt; jornal.&lt;br /&gt;Toda cultura tem seu valor, mas cá entre nós, você se sente representado por ela? Nem eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo menos agora eu sei que é a Josi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.atarde.com.br/cultura/noticia.jsf?id=1123972"&gt;Ó&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, isso não é engraçado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3939994957922869735-7603876071466272560?l=cafecomcigarros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafecomcigarros.blogspot.com/2009/04/sobre-o-que-alguns-tem-coragem-de.html</link><author>noreply@blogger.com (wendell penedo)</author><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3939994957922869735.post-7870480453356300306</guid><pubDate>Sun, 12 Apr 2009 14:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-04-12T12:24:19.066-03:00</atom:updated><title>Sobre a fotografia</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez seja mais sobre o meu relaxo com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava conversando com a &lt;a href="http://naocomovoce.blogspot.com/"&gt;Nathalia&lt;/a&gt; sobre como a popularização da fotografia digital deu uma vulgarizada na arte, mas agora acho que eu fui bem estúpido nessa afirmação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega a ser irritante a forma como esse início de século está sendo semelhante ao início do século passado. Estamos tão deslumbrados e pressionados pela tecnologia, que parece haver um sentimento de retorno nas pessoas, seja na hipocrisia ecopanfletária ou no  campo abstrato e nebuloso das artes. A minha sensação, como observador, é de uma espécie de segunda onda da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;art nouveau&lt;/span&gt;, nesse caso velha. É um desejo louco de retorno à natureza, mas talvez seja impressão minha, carregada de desejo próprio, vai saber.&lt;br /&gt;Sei que na fotografia acontece outro reprise. Estamos fascinados com a chance de registrar tudo em momento real, dividir com todo mundo tudo. E nesse processo de suposta liberdade de registro, estamos um pouco atrasados no critério do que será registrado, ou o que é realmente interessante para ser compartilhado com todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que a fotografia está banalizada? Bem, não mais do que sempre esteve. Pelo menos desde  que a conheço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arte na fotografia parece repousar na tortura do observador em descobrir o que é intencional e o que é inevitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me apaixonei de novo pela fotografia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você é minha cadelinha?&lt;br /&gt;- Pô Jonas, pera lá.&lt;br /&gt;- Hum?&lt;br /&gt;- Cadelinha não, aí já é demais. Dá aqui minha blusa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3939994957922869735-7870480453356300306?l=cafecomcigarros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafecomcigarros.blogspot.com/2009/04/sobre-fotografia.html</link><author>noreply@blogger.com (wendell penedo)</author><thr:total>17</thr:total></item></channel></rss>