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	<title>Calo na Orelha</title>
	
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	<pubDate>Sat, 27 Jun 2009 23:17:38 +0000</pubDate>
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		<title>Relapse – Eminem, Um pesadelo</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Jun 2009 22:45:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jader Pires</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Gringo]]></category>

		<category><![CDATA[Eminem]]></category>

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		<category><![CDATA[Rap]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href=http://calonaorelha.com.br/gringo/relapse-%e2%80%93-eminem-um-pesadelo/><img src=http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/06/eminem-relapse-cover-140x140.jpg class=imgtfe hspace=5 align=left width=140  border=0></a>É assim que começa o novo álbum do rapper mais saco-roxo do novo século. E é assim que Eminem quer mesmo ser conhecido – como um pesadelo.


‘Exilado’ na aposentadoria desde 2004 (ano de lançamento de seu último álbum), o branquelo mais odiado e marketeiro do rap se aventurou no mundo das produções, botou a vida em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">É assim que começa o novo álbum do rapper mais saco-roxo do novo século. E é assim que <a href="http://www.eminem.com/" target="_blank">Eminem</a> quer mesmo ser conhecido – como um pesadelo.<span id="more-1427"></span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/06/eminem-relapse-cover.jpg"><img class="size-full wp-image-1429  aligncenter" title="eminem-relapse-cover" src="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/06/eminem-relapse-cover.jpg" alt="" width="500" height="500" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">‘Exilado’ na aposentadoria desde 2004 (ano de lançamento de seu último álbum), o branquelo mais odiado e marketeiro do rap se aventurou no mundo das produções, botou a vida em ordem (esse meio tempo foi marcado por uma recuperação de seu vício em remédios e outros problemas pessoais) e voltou pra mostrar que o hip-hop americano não está morto.</p>
<p style="text-align: justify;">Porque nessas épocas turvas em que ganham as paradas artistas como Chris Brown, <a href="http://www.rnbmusicblog.com/rihanna-photo-abuse-rihanna-picture-after-beat-up/" target="_blank">que juram ser machões batendo em suas Rihannas</a> e juram também fazer hip-hop enchendo canções sintetizadas de açúcar, o mainstream do rap gringo precisava mesmo de uma válvula de escape pra não cair na diabetes.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/06/eminem2009.jpg"><img class="size-full wp-image-1428  aligncenter" title="eminem2009" src="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/06/eminem2009.jpg" alt="" width="500" height="286" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Eminem é saco-roxo porque fala a verdade. Não que ele seja mesmo o garoto problemático que se mostra, mas porque assume logo de cara que o esquema é fazer uma grana e, se puder xingar uma meia-dúzia no caminho, que seja. E assim ele segue, com uma nova leva de canções novas, agressivas, dançantes e irônicas.</p>
<p style="text-align: justify;">Relapse já escancara na capa a idéia central do álbum. Um mosaico feito de cápsulas de comprimidos que formam o rosto do rapper e ao lado, um adesivo que remete a receita médica prescrita pelo Dr. Dre (descobridor, parceiro e produtor desse álbum) dizendo “um comprimido diário às três da manhã”. São 20 sons que pegam em muitos estilos que funcionam bem entre si. Falam basicamente dos problemas que Eminem enfrentou com os remédios (como na engraçada <a href="http://www.youtube.com/watch?v=3oPPa9HJjaE" target="_blank"><strong>‘Deja Vu’</strong></a>), usa eterna treta com a própria mãe (na ácida <a href="http://www.youtube.com/watch?v=tYJsg8cWpWs" target="_blank"><strong>‘My Mom’</strong></a> e distribuições de comentários sarcásticos sobre as celebridades de hoje em dia (os dois singles, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=2o8UgIgI8BU&amp;NR=1" target="_blank"><strong>‘We Made You’</strong></a> e ‘Crack a Bottle’, exemplificam bem a eterna veia contra os famosos de plantão).</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/06/eminem.jpg"><img class="size-full wp-image-1436  aligncenter" title="eminem" src="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/06/eminem.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Algumas músicas têm a participação do mentor Dr. Dre e do pupilo 50 Cent, e há também algumas vinhetas muito boas que ligam algumas canções. Uma delas é justamente a faixa de abertura de Relapse, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=hYT3r6cD200" target="_blank"><strong>‘Dr. West’</strong></a>, em que o civil Marshall Bruce Mathers III (o nome verdadeiro do rapper) sonha com um médico sádico que não o ajuda em nada na reabilitação do vício em álcool e pílulas. Em <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Zq9d3SZWx2o" target="_blank"><strong>‘Tonya’</strong></a>, temos uma garota que pega carona na chuva e se dá bem mal. <a href="http://www.youtube.com/watch?v=V0LZ2r0-pUE" target="_blank"><strong>‘Steve Berman’</strong></a> é certamente a vinheta mais legal, que mostra um médico ressentido com Eminem por uma situação bem inusitada (coçou pra contar o que é, mas prefiro deixar pra que vocês ouçam).</p>
<p style="text-align: justify;">O mais legal sobre o lançamento desse álbum é novamente o escape que o mercado do hip-hop americano ganha com o sufocamento do R&amp;B em cima do Rap (lá fora temos essas duas vertentes: a primeira, mais melódica e romântica. A segunda, mais agressiva e ‘protestante’).</p>
<p style="text-align: justify;">Eminem vem com os dois pés no peito mostrando porque era o número um no começo dos anos 2000 e porque voltou como clássico e <a href="http://mtv.uol.com.br/eminem/noticias/novo-%C3%A1lbum-de-eminem-relapse-prestes-virar-platina-e-novo-single-confirmado" target="_blank">ainda número um entre os de hoje</a>. É o saco-roxo das batidas gringas!</p>
<p style="text-align: right; ">[texto publicado originalmente no site <a href="http://papodehomem.com.br/resenha-relapse-–-eminem-um-pesadelo/">Papo de Homem</a>]</p>
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		<title>E FEZ-SE A LUZ</title>
		<link>http://calonaorelha.com.br/especial/e-fez-se-a-luz/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Mar 2009 03:40:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jader Pires</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Especial]]></category>

		<category><![CDATA[Radiohead]]></category>

		<category><![CDATA[Show]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href=http://calonaorelha.com.br/especial/e-fez-se-a-luz/><img src=http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/03/radiohead_sp_marcos_hermes_16-140x140.jpg class=imgtfe hspace=5 align=left width=140  border=0></a> 
Como surpreender 30 mil pessoas sem usar nenhuma surpresa?
 
Depois de refletir sobre as cores Radioheadianas, eu fui abordar o fato da grande magia da música.
 
A estrutura do palco usado no último domingo é a mesma usada no restante da turnê e há vídeos e vídeos e vídeos com aquelas maravilhas em forma cilíndrica que exibiam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Como surpreender 30 mil pessoas sem usar nenhuma surpresa?<span id="more-1416"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"> <a href="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/03/radiohead_sp_marcos_hermes_16.jpg"><img class="size-full wp-image-1417  aligncenter" title="radiohead_sp_marcos_hermes_16" src="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/03/radiohead_sp_marcos_hermes_16.jpg" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Depois de refletir sobre as <a href="http://ministeriodaverdade.wordpress.com/2009/03/24/tudo-em-seu-devido-lugar/">cores Radioheadianas</a>, eu fui abordar o fato da grande magia da música.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">A estrutura do palco usado no último domingo é a mesma usada no restante da turnê e há vídeos e vídeos e vídeos com aquelas maravilhas em forma cilíndrica que exibiam cores alternadas e sincronizadas. O setlist praticamente não tinha segredos e, do pouco que se tinha, os fãs mais fervorosos (quase todos) já pressupunham pelas listas dos shows do México e do Rio de Janeiro.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span> </span>E então? Como fazer um show inesquecível desse jeito, com tantas informações “estraga prazer”?</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Talvez fosse pra ser. E nada mais.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">O show do Los Hermanos foi interessante porque não foi tão enlouquecedor quanto de pensava. Certo que ouvia se todas as letras cantadas de cabo a rabo pela galera, mas tudo aquilo parecia (pelo menos pra mim) não fazer mais tanto sentido. E parecia, para os quatro integrantes do grupo, que fazia menos sentido ainda. Erros durante algumas canções e improvisos forçados mostraram que aquele era o show certo na hora errada. Mas claro que valeu a pena encher os pulmões pra se integrar ao coro de Todo Carnaval tem Seu Fim e O Vencedor. Mas não passou disso.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">O <span>Kraftwerk,</span><span> </span>grupo que já estava fuçando em música eletrônica antes mesmo de se “inventar” a música eletrônica, fez seu papel e mostrou que, há algumas dezenas de ano, aquele som deveria ser fenomenal e que, hoje, não passa de memória.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"><span> <a href="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/03/radiohead_sp_marcos_hermes_353.jpg"><img class="size-full wp-image-1418  aligncenter" title="radiohead_sp_marcos_hermes_353" src="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/03/radiohead_sp_marcos_hermes_353.jpg" alt="" width="500" height="333" /></a><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span>Já o Radiohead fez todo o serviço e ainda mais – fez daquela noite de domingo a melhor noite de domingo de muito tempo (pra não babar ovo logo de cara dizendo que foi a melhor noite de domingo de todos os tempos).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span>Tocaram todas as canções que forma o “revolucionário” In Rainbows, quase que esquecido musicalmente e sempre lembrado pela discussão sobre os novos rumos da indústria musical. Como quem não quer nada, Thom Yorke mostrou com seus companheiros que esse pode ser um álbum mediano do Radiohead, mas que não deixa de ser um ótimo álbum. 15 Step abriu o show com suas batidas iniciais e deu caminho para o percurso que seria ainda traçado por Nude, All I Need e House of Cards. A entrega da banda era aquela que todos esperavam e que sempre viram e ouviram falar. Execuções passionais e perfeitamente audíveis em todos os cantos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span>Na sequência, There There e The National Anthem puxaram os clássicos e singles do OK Computer e Kid A – Karma Police, Climbing up the Walls, Exit Music e Idioteque (essa última que transformou tudo em uma verdadeira catarse na frase “ice age coming”). Outros sons menos esperados (mas não menos aguardados, se é que entendem) ainda fizeram estragos em pernas e vozes – Talk Show Host, Optmistic e The Gloaming, do quase esquecido (no show em questão) Hail to the Thief.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span>Como deixar 30 pessoas absolutamente enfeitiçadas?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"><span> <a href="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/03/radiohead_sp_marcos_hermes_356.jpg"><img class="size-full wp-image-1419  aligncenter" title="radiohead_sp_marcos_hermes_356" src="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/03/radiohead_sp_marcos_hermes_356.jpg" alt="" width="500" height="333" /></a><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span>Sem deixar a peteca cair, o Radiohead fez, nada mais, nada menos que três voltas ao palco. Na primeira delas, mandaram a sequência de Paranoid Android (que teve parceria entre Thom Yorke e o público, repetindo a ponte harmoniosa da canção) e Fake Plastic Trees, um dos clássicos iniciais que até hoje evocam sensações animosas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span>O segundo bis terminou com o mantra calmo You and Whose Army e com o mantra poderoso de Everything in its Right Place.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span>Como terminar de agradar 30 mil pessoas e fazê-las voltar para suas casas com a certeza de terem participado de um evento tão bom? – Dando o que eles querem.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span>O último retorno veio rápido e rasteiro. A frase também veio rápida e direta: “adivinhem o que vem agora?”</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span>Creep fechou o ciclo de canções da banda mais aguardada da década (aqui no Brasil). E a demora se fez compensada com a resposta as minhas questões.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span> </span></p>
<p><span><span>Encanta-se mais de 30 mil pessoas com competência e sinceridade. Nada de firulas e discursos desnecessários. Nada de parafernália tecnológica e roupas extravagantes. Não que isso seja ruim e que bandas que usam tais artifícios sejam também, ruins. Mas o Radiohead mostrou a que veio. Fazer música. E nada mais.</span></span></p>
<p> </p>
<p>[fotos feiras por Marcos Hermes e retiradas do site <a href="http://www.omelete.com.br/">Omelete</a>]</p>
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		<title>OCÊ PRECISA DE NOVOS ARES!</title>
		<link>http://calonaorelha.com.br/gringo/oce-precisa-de-novos-ares/</link>
		<comments>http://calonaorelha.com.br/gringo/oce-precisa-de-novos-ares/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 10 Mar 2009 02:47:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jader Pires</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Gringo]]></category>

		<category><![CDATA[Austrália]]></category>

		<category><![CDATA[Rock]]></category>

		<category><![CDATA[The Dissossiavites]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href=http://calonaorelha.com.br/gringo/oce-precisa-de-novos-ares/><img src=http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/03/the-dissociatives-01-140x140.jpg class=imgtfe hspace=5 align=left width=140  border=0></a> 
Antigamente tudo se resumia em mudança de ares. Quando alguém ficava doente, quando o casamento não andava bem ou quando algum filho mais desnaturado se cobria de encrencas na cidade, a solução imediata era sempre uma longa viagem para respirar os ares puros e tranquilos do campo. Boêmios com tuberculose, filhas com a febre dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Antigamente tudo se resumia em mudança de ares. Quando alguém ficava doente, quando o casamento não andava bem ou quando algum filho mais desnaturado se cobria de encrencas na cidade, a solução imediata era sempre uma longa viagem para respirar os ares puros e tranquilos do campo. Boêmios com tuberculose, filhas com a febre dos amores impossíveis, viciados no jogo. Todos eram conduzidos para os cuidados de algum primo ou tio que mantinha as raízes do campo.<span id="more-1406"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Nos universo musical, a estratégica mudança de ares não foi abandonada, mas apenas ganhou novos nomes mais sofisticados: reabilitação, férias prolongadas, hiato, pausa indefinida, projetos paralelos, enfim. Os australianos do Silverchair usaram todos esses termos para definir uma separação do trio que é um dos maiores nomes surgidos na Oceania.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"> <a href="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/03/the-dissociatives-01.jpg"><img class="size-full wp-image-1407  aligncenter" title="the-dissociatives-01" src="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/03/the-dissociatives-01.jpg" alt="" width="500" height="556" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Nesse período, entre o fim da turnê do audacioso Diorama (2002) e o lançamento do ótimo Young Modern (2007), Daniel Johns fez de tudo para mudar de ares. Após as centenas de dissabores na vida do garoto prodígio (anorexia, inflamações graves nas articulações que chegaram a impedi-lo até de tocar guitarra, o eterno peso de uma carreira precoce), a tal mudança provou ser a opção certa e exorcizou (pelo menos aparentemente) seus fantasmas. Como? – Com música.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Criado em 2004, o The Dissociatives tinha um Daniel Johns em recuperação e um amigo de velha data, o produtor de música eletrônica (e também australiano) Paul Mac. Essa banda teve real notoriedade na Austrália, mas com ecos ao redor do mundo. O álbum homônimo também de 2004 tem como principal característica o ambiente de folgança nas composições. São canções que se distanciam bem da penumbra que cercavam as músicas do antigo Silverchair.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Um amigo me disse certa vez que o que mais o impressionava no grunge de Seattle (movimento musical que influenciou demais o começo da carreira do Silverchair e de outras bilhares de bandas no meio dos anos 90) era que todos os vocalistas cantavam como se o mundo fosse acabar depois daquela gravação ou daquele show. O projeto The Dissociatives era um aviso para Johns: “hey, cara, o mundo não vai acabar não”.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"> <a href="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/03/the-dissociatives-02.jpg"><img class="size-full wp-image-1408  aligncenter" title="the-dissociatives-02" src="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/03/the-dissociatives-02.jpg" alt="" width="495" height="265" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Were Much Preferred Costumers abre o álbum densamente, com vozes sombrias e carregadas de fundo, levadas por uma batida constante e aliviadas por um refrão já bem mais convidativo (<span><span>You&#8217;ll get a chance, another chance, one more sun</span></span><span><span>). </span><span>Daí pra frente tudo fica mais tranqüilo e, digamos, iluminado.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span><span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span><span>É bem intrigante conhecer o lado mais desencanado e contente de Daniel Johns. As melodias são menos tensas e as composições, ainda que com algumas metáforas mais retesadas, soam mais tranquilas. É o caso do primeiro single, Somewhere Down The Barrel e as instrumentais Lifting The Veil From The Braille (que tem a melodia toda assoviada) e Paris Circa 2007 Slash 08. Os embalos eletrônicos também dão esse ar mais festivo nas canções que chegam a dar algumas pistas do que viria a influenciar o trabalho futuro do Silverchair, como é o caso de Thinking In Reverse e </span><span><a href="http://letras.terra.com.br/the-dissociatives/133279/"><span>Aaängry Megaphone Man</span></a>. Claro que nem tudo muda de hora pra outra e alguns traços das canções do Diorama ainda constam na imaginativa Horror With Eyeballs (que parece trilha sonora de algum filme de cientista louco), cheio de inserções de sons que aguçam a imaginação visual (por isso a sensação de trilha sonora).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"><span><span> <a href="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/03/the-dissociatives-03.jpg"><img class="size-full wp-image-1409  aligncenter" title="the-dissociatives-03" src="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/03/the-dissociatives-03.jpg" alt="" width="495" height="265" /></a><br />
</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span><span>A banda fez uma série de shows na Austrália, ganhou prêmios na MTV de lá e chegou a gravar um DVD ainda em 2004 intitulado <span>Sydney Circa 2004slash08. Momento bem interessante em que pudemos conhecer o outro lado de Daniel Johns, mais feliz. Momento mais importante em que o próprio Daniel se encontrou mais de bem com a vida, livre de muitos dos problemas sérios que teve que enfrentar e, dessa vez, homem completo e conhecedor de si. Um álbum bem agradável de se conhecer. </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: right;">Conhça o som do Dississiatives <a href="http://rapidshare.com/files/121096523/The_Dissociatives_-_The_Dissociatives.zip.html">aqui</a>!</p>
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		<title>LAMBANÇA FELIZ</title>
		<link>http://calonaorelha.com.br/especial/lambanca-feliz/</link>
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		<pubDate>Wed, 18 Feb 2009 01:30:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Jansen</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Especial]]></category>

		<category><![CDATA[Brasil]]></category>

		<category><![CDATA[Little Joy]]></category>

		<category><![CDATA[Rock]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://calonaorelha.com.br/?p=1395</guid>
		<description><![CDATA[<a href=http://calonaorelha.com.br/especial/lambanca-feliz/><img src=http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/02/little-joy-1-140x140.jpg class=imgtfe hspace=5 align=left width=140  border=0></a>Cheguei a pensar que o Little Joy fosse a coisa mais linda do mundo. But don’t believe the hype, caro amigo. Depois de algumas audições, sabia que a banda formada [sério que ainda precisa apresentar, gente?] pelos brazucas Rodrigo Amarante e Fabrizio Moretti e pela hiponga americana Binki Shapiro era só felicidade, e convenhamos, hoje [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Cheguei a pensar que o Little Joy fosse a coisa mais linda do mundo. But don’t believe the hype, caro amigo. Depois de algumas audições, sabia que a banda formada [sério que ainda precisa apresentar, gente?] pelos brazucas Rodrigo Amarante e Fabrizio Moretti e pela hiponga americana Binki Shapiro era só felicidade, e convenhamos, hoje em dia, quem é feliz assim, rindo pro vento, só por ser feliz?<span id="more-1395"></span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/02/little-joy-1.jpg"><img class="size-full wp-image-1396 aligncenter" title="little-joy-1" src="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/02/little-joy-1.jpg" alt="" width="495" height="281" /></a></p>
<p>O Little Joy é.</p>
<p>Então, para a loucura dos fãs da banda [incluam aí os órfão de Strokes e Hermanos], anunciou-se shows da trupe no Brasil. Em Sampa City, preços abusivos, local mal escolhido [foi?] e ingressos sumindo das bilheterias como se fossem para a apresentação do novo disco do Albert Hammond, Jr, o mais bem sucedido de todos os ex e atuais Strokes e Hermanos. Mas tudo bem, não tem problema. Vamos lá conferir o show do galerão. Vai que vale?</p>
<p>Valeu.</p>
<p>Ok que quando bati na porta do Clash Club, no show do dia 29/01, já não havia fila, e, já dentro, havia muito menos espaço perto do palco. Mas de longe, antes de enxergar a Binki, seu shortinho e suas coxas americanas, vi o sorriso de Fabrizio e a galhofice do Amarante. Aí pensei rápido: “show em que a banda está pela diversão? É aqui mesmo”.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/02/little-joy-2.jpg"><img class="size-full wp-image-1398 aligncenter" title="little-joy-2" src="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/02/little-joy-2.jpg" alt="" width="338" height="600" /></a></p>
<p>Fui furando o bloqueio dos fãs que queriam cantar mais alto que o Amarante e finalmente pude me postar perto do palco para a apreciação daquele espetáculo de risos, piadas e outras gracinhas. Amarante cantava rindo para Binki, que olhava apaixonada para Moretti, que sorria para o vento e cariocava nas conversas com o público.</p>
<p>O show de verdade acabou num piscar de olhos, mesmo com a inclusão de dois covers [um Kinks malandrão e uma Helen Shapiro para fazer a macharada babar] e uma música nova. Mas não dava para esperar muito, certo? Pensei no show do Little Joy como um sonho bom, que eu queria gravar para ver sempre que estivesse na pilha.</p>
<p>E <a href="http://www.youtube.com/watch?v=lwsWf-v2ydY" target="_blank">gravei um pedaço de Evaporar</a>, já no bis, com apenas Amarante no palco, público cantando junto. Parando para pensar a respeito hoje, depois das coisas que vi e de tanto tempo da apresentação, o que me sobra gravado na memória indica que o show foi justo, bem ensaiado e honesto.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/02/little-joy-3.jpg"><img class="size-full wp-image-1399 aligncenter" title="little-joy-3" src="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/02/little-joy-3.jpg" alt="" width="338" height="600" /></a></p>
<p>Quem se ligou e leu <a href="http://revistatrip.uol.com.br/173/negras/home.htm" target="_blank">a entrevista que o ex-atual-whatever guitarrista do Los Hermanos</a> deu para a revista Trip já estava com a ideia do show na cabeça. Alegria, alegria, gente, sons para uma tarde na praia ou um passeio de carro.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>AMÉM.</title>
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		<comments>http://calonaorelha.com.br/gringo/amem/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 27 Jan 2009 00:05:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jader Pires</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Gringo]]></category>

		<category><![CDATA[EUA]]></category>

		<category><![CDATA[John Frusiante]]></category>

		<category><![CDATA[Rock]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href=http://calonaorelha.com.br/gringo/amem/><img src=http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/01/frusciante-1-140x140.jpg class=imgtfe hspace=5 align=left width=140  border=0></a> 
Meu colega e co-editor Pedro Jansen disse-me por esses dias que ouvir Cat Power era como ver um filme pornográfico sem volume (porn on mute), “parece que é só sexo e tu sabe que é bom, mas é ultrajante, humilhante. Mas ainda assim é sexo, e é tão bom, por mais que você se sinta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span>Meu colega e co-editor Pedro Jansen disse-me por esses dias que ouvir Cat Power era como ver um filme pornográfico sem volume (porn on mute), “</span><span>parece que é só sexo e tu sabe que é bom, mas é ultrajante, humilhante. Mas ainda assim é sexo, e é tão bom, por mais que você se sinta mal em ver aquilo”.<span id="more-1385"></span><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span>Eu por, minha vez, coloquei a deliciosa tarefa de ouvir Cat Power como a experiência de ser completamente desarmado. Para mim, é como se ela me despisse e me fizesse sair de casa - nu e com frio - obrigando-me a exibir toda e qualquer vulnerabilidade existente. Cat Power quer confissões enquanto outros se confessam.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"><span> <a href="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/01/frusciante-1.jpg"><img class="size-full wp-image-1386  aligncenter" title="frusciante-1" src="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/01/frusciante-1.jpg" alt="" width="500" height="500" /></a><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span>John Frusciante já tem 13 álbuns lançados que se dividem entre a busca pelo inferno e o céu. Enquanto seus primeiros trabalhos [antes de voltar a tocar como um Red Hot Chilli Peppers] foram concebidos com o único objetivo de injetar toda a grana recebida em troca de sua criatividade veia adentro [seu vício em heroína lhe rendeu de queda dos dentes para evitar uma infecção a uma espécie de queimaduras nos braços], seus últimos discos são marcados por uma eterna confissão de um erro iminente, mas não irremediável.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span>O que é interessante em toda sua trajetória solo é a despreocupação com uma estética definida ou formulada pra agradar [a exemplo do que fazia desde que regressou ao RHCP]. A coisa vai de falta de clareza no início dedicado às drogas até a fase limpa em que loucuras sonoras são estampadas de modo crucial para a percepção desse tal “arrependimento” [estamos falando do guitarrista de uma banda que estava no auge do auge na época em que John largou seus companheiros subitamente antes de um show no Japão, em 1992]. Mas nenhum som diz que Frusciante olha pro passado pensando em algum resgate, mas sim, que aponta sua guitarra pra frente e continua o caminho musical retomado com afinco.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"><span> <a href="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/01/frusciante-3.jpg"><img class="size-full wp-image-1387  aligncenter" title="Staples Center" src="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/01/frusciante-3.jpg" alt="" width="495" height="265" /></a><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span>Um longo choro de guitarras e bateria já inicia a mais recente busca de redenção em <em>The Empyrean</em>, última obra lançada agora em Janeiro. <em>Before the Beginnin</em> abre o cd em pouco mais de nove minutos de uma bateria melancólica, abrindo espaço para a guitarra simples e sentimental de Frusciante que mistura técnica racional com uma loucura psicodélica nos momentos de ápice. Esse é um álbum sem inovações comparando-o com os antigos trabalhos do guitarrista, mas claro que isso está longe de indicar que é um álbum chato ou repetitivo e tampouco previsível.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span>É um dos poucos discos dos anos 00 que se pode dizer ser realmente “viajante”. É todo um trabalho mental em cima de vozes distorcidas e distantes, devaneios melódicos e sensações das mais diversas. As experimentações são simples, mas acertam na mosca, como no cover de Song to the Siren [do enigmático Tim Buckle], em que o efeito na voz não tem nada de diferente, mas que ganha muito na interpretação e com a junção da repetida guitarra de fundo com o solo instintivo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"><span> <a href="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/01/frusciante-2.jpg"><img class="size-full wp-image-1388  aligncenter" title="74061458CB012_3rd_Annual_Hu" src="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/01/frusciante-2.jpg" alt="" width="495" height="265" /></a><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span>Daí pra frente, temos uma viagem sonora muito pessoal, tanto nas vozes confessionais quanto no arranjo simples, em sua maioria feito com guitarras, o baixo de Flea, baterias sintetizadas [às vezes até se assemelhando com um metrônomo], a dupla de teclas piano-órgão e alguns efeitos que assinam no lugar certo [como o “coral” sintético da intrigante <em>Dark Light</em>, uma canção que começa tomada de drama e cheia de overdubs na voz, transformando-se em uma brincadeira melodiosa de órgão, vozes graves e agudas e com destaque do baixo sempre preciso de Flea]. <em>God </em>e <em>Today</em> se destacam por ter a pegada mais puxada pro rock n’ roll rasgado enquanto as belas <em>Heaven</em>, <em>Central </em>e <em>After The Ending</em> caem pro etilo mais solto e, se conseguimos dizer isso, mais pop de John Frusciante.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span>A eterna saga continua, como se o guitarrista [que já tem uma história recheada de lendas e altíssimos picos com baixíssimos fundos-de-poço] ouvisse Cat Power. Digo isso porque tenho a nítida impressão, ao ouvir esse álbum, de ver um Frusciante humilhado, mas ainda sim adorando tudo isso ou então um Frusciante – nu e com frio – exibindo [mais uma vez] toda a sua vulnerabilidade.<span>  </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: right;">Viaje com The Empyrean <a href="http://www.megaupload.com/pt/?d=4NCNOO9W">aqui</a>.</p>
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		<item>
		<title>AQUELE DISCO DE 1978 QUE EU OUVIRIA COM VOCÊ</title>
		<link>http://calonaorelha.com.br/brasil/aquele-disco-de-1978-que-eu-ouviria-com-voce/</link>
		<comments>http://calonaorelha.com.br/brasil/aquele-disco-de-1978-que-eu-ouviria-com-voce/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 20 Jan 2009 03:28:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Jansen</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>

		<category><![CDATA[Maria Bethânia]]></category>

		<category><![CDATA[Samba]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href=http://calonaorelha.com.br/brasil/aquele-disco-de-1978-que-eu-ouviria-com-voce/><img src=http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/01/maria_bethania1-140x140.jpg class=imgtfe hspace=5 align=left width=140  border=0></a>Você vai dizer que não, mas eu bem que baixei os discos que a Bethânia lançou na década de 70 por sua causa. Tá, não exatamente os da década de 70, mas os discos da Bethânia que eu baixei foi pensando no nosso plano de fuga mirabolante por um fim de semana. Aquele que você [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Você vai dizer que não, mas eu bem que baixei os discos que a <a href="http://www.mariabethania.com.br" target="_blank">Bethânia</a> lançou na década de 70 por sua causa. Tá, não exatamente os da década de 70, mas os discos da Bethânia que eu baixei foi pensando no nosso plano de fuga mirabolante por um fim de semana. Aquele que você não cumpriu.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-1369"></span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/01/maria_bethania1.jpg"><img class="size-full wp-image-1380  aligncenter" title="maria_bethania1" src="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/01/maria_bethania1.jpg" alt="" width="495" height="265" /></a></p>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Quando o efeito da lembrança dessa piada passou e eu já estava com os discos todos da década de 70 da Bethânia à minha disposição, escolhi um modo muito interessante de selecionar o primeiro a ser ouvido: arbitrariamente, mandei ver o que começava com a letra A e fomos de Álibi. E o Álibi, disco lançado em 1978, é simplesmente fantástico.</p>
<p style="text-align: justify;">Fantástico por que ele encerra em si a síntese do que é a verdadeira expressão artística. Maria Bethânia-canta-como-nunca. E talvez como sempre, já que o talento desta mulher para o cantar a tirou de Santo Amaro da Purificação, na Bahia, para substituir Nara Leão na montagem de Opinião, em  1965 e desde então nunca mais parou de cantar. Sempre um cantar cheio de personalidade, dada a força que suas interpretações dão a canções saídas de outros dedos, olhos e almas.</p>
<p style="text-align: justify;">Sim, por que Bethânia nasceu, aparentemente, indisposta para arte da escrivinhação, lançando-se apenas para a voz, o poder da voz, a expressão da voz. E neste Álibe, nossa dona da voz escolhe muito bem o repertório. O disco abre com Diamante Verdadeiro, chorinho de Caetano Veloso que é irônico e mordaz, tudo equilibrado dentro da cadência do pandeiro.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/01/alibi.jpg"><img class="size-full wp-image-1371 aligncenter" title="alibi" src="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/01/alibi.jpg" alt="" width="400" height="400" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">A segunda música é quem dá nome ao disco [batizado por uma canção do alagoano Djavan] e mostra uma poesia mais acessível do mestre das rimas. As duas, no entanto, abrem espaço para receberem a interpretação de “O Meu Amor”, dividindo os vocais com a musa Alcione, num confronto colossal de vozes. Os versos de Chico então conquistam expressão que merece.</p>
<p style="text-align: justify;">Mal há tempo para recuperar o fôlego e já chegamos a A Voz de Uma Pessoa Vitoriosa, de Caetano Veloso e Wally Salomão. Uma canção simples, mas funcional, eficiente para preencher, para fazer a cama do que viria em seguida, os três grandes golpes que Bethânia dá neste disco: Ronda, Explode Coração e Negue.</p>
<p style="text-align: justify;">A trinca do centro de Álibi é, talvez, o conjunto de músicas mais conhecidas de Maria Bethânia. Vindas de quatro mãos diferentes, mostram poesias de impactos diferentes e que vitimam o ouvinte de diversas maneiras.</p>
<p style="text-align: justify;">Ronda é uma canção de narrativa e reflexão, de busca e sonho, de esperança e reconforto.<br />
Explode Coração é a síntese do que toda e qualquer garota deve sentir quando um homem a envolve num abraço que aperta, mas não sufoca. “Como se fosse o sol desvirginando a madrugada, quero sentir a dor dessa manhã” é a tradução criptografada do que nós bem sabemos o que.</p>
<p style="text-align: justify;">Negue, por si só, já seria um crime. Dona de uma literalidade e de uma potência parecida com sentida em Atrás da Porta, de Chico Buarque, a música ainda tem versos como “Diga que já não me quer, negue que me pertenceu, que eu mostro a boca molhada e ainda marcada pelo beijo seu”. Estupidez e vilania com pobres corações.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/01/betanhia1.jpg"><img class="size-full wp-image-1381  aligncenter" title="betanhia1" src="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/01/betanhia1.jpg" alt="" width="495" height="265" /></a></p>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Então caímos calmamente em Sonho Meu, com a voz de Gal Costa. Uma canção que nos recebe bem depois da sequência passada, dada o caráter menos prático e mais lúdico de sua letra. De Todas As Maneiras é mais uma composição de Chico e que apresenta as dores de um coração preso a um compromisso diante verão.</p>
<p style="text-align: justify;">Cálice pede silêncio e reverência.</p>
<p style="text-align: justify;">Por fim, Bethânia apresenta Interior, canção doce e confessional, de saudade e nostalgia.</p>
<p style="text-align: justify;">Com uma carreira sólida e de discos apaixonantes, Bethânia era um perfeito mote para a nossa escapulida de um fim de semana. Mas você não quis.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: right;">Você pode baixar este disco <a href="http://rapidshare.com/files/186358687/libi.rar.html" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
]]></content:encoded>
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		<title>BRING IT ON, 2009!</title>
		<link>http://calonaorelha.com.br/especial/bring-it-on-2009/</link>
		<comments>http://calonaorelha.com.br/especial/bring-it-on-2009/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 07 Jan 2009 02:25:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jader Pires</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Especial]]></category>

		<category><![CDATA[2008]]></category>

		<category><![CDATA[2009]]></category>

		<category><![CDATA[retrospecto]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href=http://calonaorelha.com.br/especial/bring-it-on-2009/><img src=http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/01/novobondedorole5-140x140.jpg class=imgtfe hspace=5 align=left width=140  border=0></a> 
Mil novecentos e 2008 passou como um trovão e, como os colaboradores desse humilde Calo na Orelha trabalharam o ano todo e estudaram bom tempo do tal ano, muitas coisas ótimas foram lançadas e não tiveram a resenha finalizada para postagem. Saibam também que nós [colaboradores desse blog] não esquecemos as mãos estendidas na frente do PC [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<p style="text-align: justify; ">Mil novecentos e 2008 passou como um trovão e, como os colaboradores desse humilde Calo na Orelha trabalharam o ano todo e estudaram bom tempo do tal ano, muitas coisas ótimas foram lançadas e não tiveram a resenha finalizada para postagem.<span id="more-1356"></span> Saibam também que nós [colaboradores desse blog] não esquecemos as mãos estendidas na frente do PC para clicar em nossas matérias e gostaríamos, antes de tudo, de agradecer imensamente a todos os dedinhos que desbravaram nossas opiniões e compartilharam também suas congratulações e pesares. É pra isso que estamos aqui.</p>
<p style="text-align: justify; ">Seguindo a trilha, gostaríamos de citar algumas coisas que mexerem de alguma forma com nossas cabeças em 2008 [seja por um segundo ou pelo ano todo, já que estamos sempre suscetíveis aos hypes diversos empurrados pela mídia, amigos ou nossas próprias cabeças conturbadas].</p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<h2>Cagadas</h2>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/01/novobondedorole5.jpg"><img class="size-full wp-image-1359  aligncenter" title="novobondedorole5" src="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/01/novobondedorole5.jpg" alt="" width="495" height="265" /></a></p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p style="text-align: justify; ">Vimos o Bonde do Rolê ir pro saco com a saída da vocalista Marina [colocaram duas vocalistas no lugar, vencedoras de um reality show, e ambas somadas não dá meia]. Vimos o Killers insistir e lançar dois álbuns terríveis [Sawdust e o Day &amp; Age, agora em dezembro]. Vimos a divina Feist anunciar férias longas e sumir de vista em 2008. Vimos o mundo dar nova chance para a destrambelhada deliciosa Britney Spears e vimos o Brasil dar chance para a menina-mirradinha Mallu Magalhães [que lançou álbum muito bem produzido pelo mestre Mario Caldato Jr. (Beastie Boys, Nação Zumbi, Marcelo D2), mas que no fundo é um cd bem enfadonhozinho e prova que a mocinha ainda não tem consistência pra compor e, mais ainda, não tem malandragem pra brincar com sua linda voz e ser a Cat Power ou a Feist brasileirinha]. Vimos Marcelo Camelo lançar um álbum bom que é ruim [que pelo menos rendeu ao Calo na Orelha a audição intensa do excelente Cozido, da banda paulistana Hurtmold, que acompanha a turnê do hermano mendigo] enquanto RodrigoAmarante ganha em dólar com ajuda de Fabrício Moretti no Little Joy.</p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/01/hudson3.jpg"><img class="size-full wp-image-1360  aligncenter" title="hudson3" src="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/01/hudson3.jpg" alt="" width="495" height="265" /></a></p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p style="text-align: justify; ">Seguimos com o cowboy-metaleiro Hudson (da dupla sertaneja Edson e Hudson) que lançou um álbum Alá Satriani que, claro, rendeu memo foi uma boa vergonha alheia. Claro que vergonha maior foi a que sentimos do Bloc Party fazendo aquele playback papelão no VMB, com direito a tropeço do vocalista na galera. Mais vergonha tivemos com Viva la Vida e Chinese Democracy [confirmando a grande disputa entre Chris Martin e Axl Rose pelo título de picareta do ano] e pelas belas Scarlett Johanson e Carla Bruni [que lá no fundo, bem lá naquele fundo bem guardado, sabemos que elas só são gostosas mesmo]. Alguém aqui quer comentar o NX Zero pelado na capa da Rolling Stone de junho? - Imaginei…</p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/01/bloc-party3.jpg"><img class="size-full wp-image-1361  aligncenter" title="bloc-party3" src="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/01/bloc-party3.jpg" alt="" width="495" height="265" /></a></p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<h2>Sem tempo</h2>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p style="text-align: justify; ">O Calo na Orelha deixou bastante coisa de fora por falta de tempo dos publicitários malditos que editam esse blog. Mas não poderíamos deixar de apontar ótimos álbuns que ouvimos no ano passado, como o Baile Bass (Turbo Trio), Easy Tiger (Ryan Adams), Jukebox (Cat Power), Cavalera Conpiracy (projeto dos irmãos Cavalera que deu o que falar no início do ano), Inclassificáveis (Ney Matogrosso), Third (Portishead), a trilha sonora do filme Jesse James (by Nick Cave e Warren Wellis), Dig Lazarus Dig (Nick Cave), Acellerate (definitiva volta do R.E.M., que rendeu até show aqui no final do ano).</p>
<p style="text-align: justify; ">Japan Pop Show (Curumin), The Odd Couple (Gnarls Barkley), Rising Down (The Roots), The Age Of Understatement (The Last Shadow Puppets), Afro Samba Paulistano (Kiko Dinucci), You Can Do Anything (The Zutons), Narrow Stairs (Death Cab For Cutie), New Amerikah Part One (Erikah Badu), O Coração do Homem-Bomba Vol. 1 (Zeca Baleiro), Dar Science (TV on the Radio), Only by The Night (Kings Of Leon), That Lucky Old Sun (Brian Wilson), Louva-a-Deus (Forgotten Boys), A Arte do Barulho (Marcelo D2), Epecial MTV (Luis Melodia), Hart On (Eagl Of Death Metal), The BBC Sessions (Belle &amp; Sebastian), Live at NY (Buena Vista Social Club).</p>
<p style="text-align: justify; ">Ufa! não é só desculpinha de falta de tempo não…<br />
E o pior é que temos certeza que ainda faltam álbuns que esquecemos de colocar.</p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<h2>Surpresinhas do ano [coloquemos em ordem de surpresa esses três fatos que rolaram em 2008]</h2>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p style="text-align: justify; ">Terceira supresinha - Mallu Magalhães e Marcelo Camelo namorando. O Calo na Orelha não defende fofocas, mas foi realmente de se abrir a boca quando soltaram que o mendigo estava traçando a menina-mirradinha Mallu magalhães.</p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/01/mallu-marcelo3.jpg"><img class="size-full wp-image-1362  aligncenter" title="mallu-marcelo3" src="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/01/mallu-marcelo3.jpg" alt="" width="495" height="265" /></a></p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p style="text-align: justify; ">Segunda surpresinha - projetos e junções. Você imaginava uma reunião dos irmãos Cavalera depois de anos e anos sem se falar? Você imaginava as milhares de notícias sobre a volta do Led Zeppelin (embora o guitarrista da banda, Jimmy Page, já tenha afirmado que se ele e John Paul Jones retornarem não será sob a égide do Led Zeppelin)? você imaginava o fedelho Alex Turner com algum ser qualquer fazendo músicas classudas, posudas que se encaixariam perfeitamente na trilha sonora de algum 007 qualquer (ou até na abertura de algum seriado japonês, talvez)? você algum dia imaginaria a junção de um Stroke com um Hermano que resultaria numa banda em que o batera toca violão tenor e o compositor de uma das maiores bandas brasileiras fizesse letras e cantasse em inglês? - eu também não [obrigado pela sinceridade].</p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/01/last-shadow-puppets3.jpg"><img class="size-full wp-image-1363  aligncenter" title="last-shadow-puppets3" src="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/01/last-shadow-puppets3.jpg" alt="" width="495" height="265" /></a></p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p style="text-align: justify; ">Surpresinha do ano - Radiohead no Brasil. Eu roguei pragas e mais pragas, ano após ano, pra encomenda a alma do pobre coitado Lúcio Ribeiro [que insistiu em afirmar que a banda britânica Radiohead viria para o Brasil. De ano em ano ele soltava a furada notícia, até que a mentira contada diversas vezes virou verdade absoluta].</p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<h2>Mais do mesmo [o que rolou que não foi nada de se surpreender]</h2>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p style="text-align: justify; ">Na verdade não é nem que a gente não se surpreendeu, mas é que a novidade era novidade, mas sem ser espantoso. Não ajudou, né…</p>
<p style="text-align: justify; ">Bem, vamos citar o fatos e vocês entenderão . Os lançamentos dos álbuns Dig Out Your Soul (Oasis), Death Magnetic (Metallica), Red Album (Weezer), Black Ice (AC/DC), Shine a Light (documentário de Martin Scorcese sobre um show do Rolling Stones). ótimos álbuns de ótimas bandas, mas que não fugiu de fato de qualquer coisa que tais artistas andam fazendo nos últimos anos ou décadas. É mais do mesmo, mas o Calo na Orelha recomenda demais!</p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/01/acdc-blackice2.jpg"><img class="size-full wp-image-1364  aligncenter" title="acdc-blackice2" src="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2009/01/acdc-blackice2.jpg" alt="" width="495" height="265" /></a></p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p style="text-align: justify; ">De todo esse ninho musical, muitos sons que falam sobre evolução ecoaram em nossos ouvidos e é claro que o maior desejo do Calo na Orelha pra 2009 é justamente a evolução. Esperamos mesmo que a música cresça em novos cursos e que consigamos informar mais sobre os novos e velhos álbuns que martelam nossas orelhas, opinando tamém sobre o bom e velho conturbado mundo sonoro. E que venha 2009 que, entre mortos e feridos, estaremos sempre na luta.</p>
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		<title>ATÉ 2009!</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Dec 2008 21:44:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Jansen</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Especial]]></category>

		<category><![CDATA[2008]]></category>

		<category><![CDATA[2009]]></category>

		<category><![CDATA[planos]]></category>

		<category><![CDATA[retrospecto]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href=http://calonaorelha.com.br/especial/ate-2009/><img src=http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2008/12/calos-140x140.jpg class=imgtfe hspace=5 align=left width=140  border=0></a>
2008 foi um ano de conquistas e mudanças para o Calo na Orelha. Conquistas porque passamos a escrever como nunca e para um público cada vez maior. Mudanças porque deixamos a boa casa que o Blogspot foi para investir num domínio próprio. Era o primeiro passo para fazer do Calo na Orelha o que realmente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2008/12/calos.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1287" title="calos" src="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2008/12/calos.jpg" alt="" width="500" height="245" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">2008 foi um ano de conquistas e mudanças para o Calo na Orelha. Conquistas porque passamos a escrever como nunca e para um público cada vez maior. Mudanças porque deixamos a boa casa que o Blogspot foi para investir num domínio próprio. Era o primeiro passo para fazer do Calo na Orelha o que realmente queremos para ele.<span id="more-1274"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Assim, decidimos investir de vez no blog como algo além de um espaço para nossas práticas acadêmicas e transforma-lo num site especializado em crítica musical de qualidade. E mais. Ao invés de nos focarmos em apenas na crítica musical, passamos a criticar também o cenário da música e suas notícias mirabolantes.</p>
<p style="text-align: justify;">2008 foi um ano de desafios, de dedicação e, principalmente, de aprendizado. Um grande ano, me arriscaria a dizer. E 2009 promete ser um ano ainda maior.</p>
<p style="text-align: justify;">Até lá!</p>
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		<title>“E NINGUÉM DIRÁ QUE É TARDE DEMAIS”</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Dec 2008 01:48:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jader Pires</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Especial]]></category>

		<category><![CDATA[Brasil]]></category>

		<category><![CDATA[Los Hermanos]]></category>

		<category><![CDATA[Rock]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href=http://calonaorelha.com.br/especial/e-ninguem-dira-que-e-tarde-demais/><img src=http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2008/12/los-hermanos-140x140.jpg class=imgtfe hspace=5 align=left width=140  border=0></a>&#8220;Mãe, eis o teu filho. Filho, eis a tua mãe&#8221;.
 
 
 
Fãs, órfãos e engraçados com abanda carioca Los Hermanos: Boas novas é o que vos venho trazer.
Enquanto Marcelo Camelo sai em turnê do seu novo álbum (Sou), Amarante garante uns dólares a mais nos EUA, com sua banda Little Joy. Até aí nada de novo, né&#8230;
Tá [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Mãe, eis o teu filho. Filho, eis a tua mãe&#8221;.</p>
<p> </p>
<div id="attachment_1267" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2008/12/los-hermanos.jpg"><img class="size-full wp-image-1267" title="los-hermanos" src="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2008/12/los-hermanos.jpg" alt="Será que vai?" width="500" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">Será que vai?</p></div>
<p> </p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;">Fãs, órfãos e engraçados com abanda carioca Los Hermanos: Boas novas é o que vos venho trazer.<span id="more-1266"></span><br />
Enquanto Marcelo Camelo sai em turnê do seu novo <a href="http://calonaorelha.com.br/brasil/plastic-camelo-band/">álbum (Sou)</a>, Amarante garante uns dólares a mais nos EUA, com sua banda <a href="http://calonaorelha.com.br/myspace/um-filho-com-dois-pais/">Little Joy</a>. Até aí nada de novo, né&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Tá bom, acabo com a tua angústia num instante.</p>
<p style="text-align: justify;">Amarante declarou entre uma creveja e outra em algum show por Seatle que o Los Hermanos se reunirão em 2009 (aqui do lado) para um show e para cogitar a gravação de um novo álbum.</p>
<p style="text-align: justify;">A info foi divulgada no blog <a href="http://gondolin.blogspot.com/2008/12/little-joy-seattle.html">Gondolin</a> e é claro que, entre uma breja e outra, coisas são faladas, mas nunca escritas. Mas também sabemos bem que quando a cachaça entra, a verdade sai.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Sempre tive um bom pensamento desde que o quarteto resolveu entrar no &#8220;hiato&#8221;. Os álbuns da banda sempre foram progredindo (por favor, não me atirem pedra!). A cada trabalho, a banda evoluiu até chegar no excelente 4. &#8220;O que sairia depois do 4?&#8221; - foi o que sempre me perguntei.</p>
<p>Hoje, já com um tempo desde o temporário &#8220;adeus&#8221; e vendo os trabalhos paralelos citados, acho que a separação foi bem vinda e acredito muito numa volta com trabalho digno de um Los Hermanos. Mas enquanto não temos informações oficiais, continuamos na espera (e, para outros mais apegados, na vigília do defunto).</p>
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		<title>PRA MIM, CHEGA</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Dec 2008 00:42:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jader Pires</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>

		<category><![CDATA[EUA]]></category>

		<category><![CDATA[Rock]]></category>

		<category><![CDATA[The Smashing Pumpkins]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href=http://calonaorelha.com.br/opiniao/pra-mim-chega/><img src=http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2008/12/sp-011-140x140.jpg class=imgtfe hspace=5 align=left width=140  border=0></a> 
Li há pouco tempo no Omelete que o vocalista, guitarrista, compositor, arranjador, criador e líder do Smashing Pumpkins, Billy Corgan, declarou para o jornal Chicago Tribune que sua banda não mais lançará álbuns. O autoritário Corgan disse que os Pumpkins só lançarão singles daqui pra frente, devido ao “fracasso” de vendas do último cd (o ótimo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; ">Li há pouco tempo no Omelete que o vocalista, guitarrista, compositor, arranjador, criador e líder do <a href="http://www.smashingpumpkins.com/">Smashing Pumpkins</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Billy_Corgan">Billy Corgan</a>, declarou para o jornal <a href="http://www.chicagotribune.com/">Chicago Tribune</a> que sua banda não mais lançará álbuns.<span id="more-1260"></span> O autoritário Corgan disse que os Pumpkins só lançarão singles daqui pra frente, devido ao “fracasso” de vendas do último cd (o ótimo Zeitgeist – 2007) e o iPod. Billy acredita que ninguém mais tem saco pra ouvir um álbum na íntegra e, com a facilidade de fazer downloads e de manuseio dos MP players, os fãs de agora pulam sempre para as faixas mais conhecidas, ou seja, os singles.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"> <a href="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2008/12/sp-011.jpg"><img class="size-full wp-image-1257  aligncenter" title="sp-011" src="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2008/12/sp-011.jpg" alt="" width="500" height="507" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; ">Lá nos confins dos anos 90, o Smashing Pumpkins foi uma das (em algum momento mais específica, “a”) bandas mais influentes e criativas do chamado cenário alternativo (e não “indie”, naquele final de século XX, onde guitarras distorcidas, letras carregadas de subjetividade e vozes rasgadas ainda faziam sentido. Ah&#8230;que tempo bom aquele). Quando a nova era chegou, Corgan terminou com os Pumpkins, abriu e fechou a filial <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Zwan">Zwan</a> (que cá pra nós, tinha momentos interessantes, mas que na verdade não fedeu nem cheirou) e se queimou feio com um enfadonho <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Future_Embrace">álbum-solo</a>. Buscou redenção ao ressuscitar o Pumpkins, mas só obteve perdão de uma meia dúzia (já que a nova geração na verdade nem deve ter real noção do que foi e quem é o Pumpkins hoje).</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"> <a href="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2008/12/sp-02.jpg"><img class="size-full wp-image-1258  aligncenter" title="sp-02" src="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2008/12/sp-02.jpg" alt="" width="500" height="342" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; ">Billy não cedeu e jogou uma canção inédita no game “wannabe” <a href="http://hub.guitarhero.com/">Guitar Hero</a> e, seguindo ainda a cartilha do darwinismo, o amassador de abóboras original segue em busca da evolução e decide só parir músicas soltas e esporádicas, sem mais se manter nas amarras da fórmula “cria-canções/escolhe-canções/grava-canções/lança-canções compiladas num conceito e com esse conceito definido com um nome (bastava dizer CD, né). Estaria Billy Corgan certo sobre seus novo dogmas, ou haveria apenas de querer lançar moda como fizeram o Pearl Jam (soltando bootlegs de todos os show de tudo que é turnê que faziam), Gene Simmons (que prometeu não gravar mais canções novas pois ninguém mais paga por elas) ou Radiohead (que lançaram seu último álbum, In Rainbows, primeiro na Internet e com o preço que o internauta quisesse pagar)?</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; ">Antes de qualquer coisa, gostaria de documentar abertamente nesta humilde matéria de opinião que o Smashing Pumpkins foi um dos grupos que mais fizeram minha cabeça enquanto adolescente. Sempre ouvi um dos dois tipos de comentários por parte de quem também gostava do grupo: “eu amo as baladas deles” ou “eu piro mesmo é com o peso das canções mais nervosas”. Eu particularmente sempre gostei de ambas as faces, desde a doçura das canções mais calmas até o ímpeto furioso das pauleiras. Agora voltemos à declaração.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"> <a href="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2008/12/sp-03.jpg"><img class="size-full wp-image-1259  aligncenter" title="sp-03" src="http://calonaorelha.com.br/wp-content/uploads/2008/12/sp-03.jpg" alt="" width="437" height="290" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; ">Billy Corgan é uma pessoa mimada e isso acarretou nessa possível balela de subestimar seus fãs, achando que eles só escutarão os singles de sua antiga/nova banda. O mesmo Billy Corgan também é detentor de um dos egos mais inflados do rock n’ roll e esse papo todo acaba por superestimar os mesmos fãs, tendo uma idéia de quem aparenta acreditar devotadamente que as pessoas vão esperar, procurar e buscar por vários pedaços de uma banda que um dia foi um todo, ma que ainda não achou suas peças por completo.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; ">Creio que a empreitada é ousada e bifurcada, ou seja, é um passo muito interessante e proveitoso pra música em si, mas quando se trata por uma alma sedenta por bajulação (é o caso de Corgan), dois ou três tropeços podem ser o suficiente para abalar toda essa pose decidida. </p>
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