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	<title>Carlos Carreiro</title>
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		<title>Primeiras impressões de Porto Alegre</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Apr 2013 11:40:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Carreiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[brasil]]></category>
		<category><![CDATA[dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[Porto Alegre]]></category>

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		<description><![CDATA[(0) No primeiro dia em que cheguei à Porto Alegre não percebi nada de diferente. Sabendo que problemas me aguardariam assim que chegasse em casa eu evitava a chegada ao destino final. Parando em alguns lugares para ver meus amigos. Mas nesse caminho percebi que novas construções haviam sido feitas, outros lugares haviam sido fechados. [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>(0)</strong> No primeiro dia em que cheguei à Porto Alegre não percebi nada de diferente. Sabendo que problemas me aguardariam assim que chegasse em casa eu evitava a chegada ao destino final. Parando em alguns lugares para ver meus amigos. Mas nesse caminho percebi que novas construções haviam sido feitas, outros lugares haviam sido fechados. A cidade buscava mais modernidade, seria isso?</p>
<p align="justify"><strong>(1)</strong> No dia seguinte fui tratar de resolver algumas coisas. Compras no supermercado porque precisamos comer. Eu fiquei apavorado ao perceber que com R$ 50,00 reais não se compra nada. Como os preços aumentaram nesse tempo em que eu estava fora. Impossível não comparar com Dublin. Eu comprava muito mais coisa com menos por lá, as pessoas compravam mais coisas por lá. Talvez eu comece entender em minha volta ao país o que de fato significa a desigualdade social em que vivemos. Quando eu sai do supermercado, saí assustado.</p>
<p align="justify"><strong>(2)</strong> Os meus primeiros dias no Brasil não foram em Porto Alegre, foram em São Paulo. Cheguei na sexta-feira e parti no domingo. Não senti muito dos problemas de trânsito em São Paulo, mas sabia que tinha tido sorte. Não tive a mesma sorte em Porto Alegre. Parecia que a cidade era uma filial de São Paulo. Tirando as proporções de tamanho. O fato é que o tempo no trânsito que era de 10 a 15 minutos de um lugar para outro passou de 30 a 40. Ouço explicações como as obras da cidade a redução do IPI, mas o que vejo é que os gaúchos passam mais tempo dentro de seus carros ou dos ônibus do que passavam antes.</p>
<p align="justify"><strong>(3)</strong> Essa coisa de filial de São Paulo também percebi quando fui à bares e restaurantes. É que os preços aumentaram muito também, mas aqui com um problema maior. São Paulo se come bem e em bons lugares, por isso se paga mais por isso. Em Porto Alegre há lugares com essa combinação, mas o problema é dos lugares onde não se come bem e se paga muito.</p>
<p align="justify"><strong>(4)</strong> Minhas primeiras impressões de Porto Alegre não foram as melhores. Sem que percebêssemos copiávamos características dos paulistanos, mas só importávamos as piores coisas. E a constatação que o Real vale cada dia menos.</p>
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		<title>De volta ao Brasil</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Apr 2013 13:30:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Carreiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Porto Alegre]]></category>

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		<description><![CDATA[(1) Um amigo de Dublin perguntou se já eu estava sentindo falta ou com aquela depressão tão comum de quem volta ao país. Respondi-lhe que as coisas estavam bem, mas que a correria era tamanha que não tivera tempo para sentir saudades ou ficar deprimido, prometendo-lhe uma resposta mais satisfatória em breve, desejei-lhe boa sorte. As [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><!--StartFragment--><strong>(1)</strong> Um amigo de Dublin perguntou se já eu estava sentindo falta ou com aquela depressão tão comum de quem volta ao país. Respondi-lhe que as coisas estavam bem, mas que a correria era tamanha que não tivera tempo para sentir saudades ou ficar deprimido, prometendo-lhe uma resposta mais satisfatória em breve, desejei-lhe boa sorte. As coisas aconteceram deverás rápidas nesse desde que voltei. Talvez para evitar o choque com a realidade nova eu tenha me entregado ao trabalho e a rever o maior número de pessoa no menor tempo possível.</p>
<p align="justify"><strong>(2)</strong> Faz pouco mais de um mês que voltei ao país. Nesse primeiro mês as coisas foram tão intensas quanto em Dublin. Se em Dublin havia uma intensidade de sentimentos, sempre à flor da pele, em Porto Alegre a intensidade é de atividades. Como a vida é corrida para todos, divido-me em almoços, jantares ou uma parada para o cafezinho. É o jeito para rever amigos e colocar o papo em dia. Enquanto revia amigos e trabalhava em meus projetos, um mês já havia passado sem que eu me desse conta.</p>
<p align="justify"><strong>(3)</strong> Quando cheguei em Porto Alegre, no início de março, já estava com um apartamento alugado, a reunião de projetos e uma lista enorme de coisas para resolver. Entre elas regularizar as finanças do meu pai. Nesses dois anos, ele perdeu feio nas contas e isso foi uma das razões da minha volta. Então era uma de buscar documento aqui, catar conta lá, negociar com um pagar o outro. Com muitas dívidas e pouco dinheiro, confesso que tem sido um desafio para eu fazer essa gestão. Mas tenho gostado do resultado.</p>
<p align="justify"><strong>(5)</strong> Desafios. Palavra que corta a língua, parece tão afiada quanto a própria palavra a-f-i-a-d-a. Gosto das sonoridade de desafio, tanto gosto do seu significado. E essa palavra é o que descreve melhor o que representa essa volta ao Brasil, à Porto Alegre. Essas primeiras semanas apareceram diante de mim um conjunto bom de desafios.</p>
<p align="justify"><!--EndFragment--></p>
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		<title>Sem título II</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Feb 2013 12:00:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Carreiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Publicações Recentes]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>

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		<description><![CDATA[Os teus telhados escondem segredos, suspiros emocionados, nessas curvas descobertas, em meio a essas fumaças de chaminés humanas O céu azul, tão raro, ilumina o teu semblante, tuas monumentais formações Formas, Tuas formas, Teus segredos. Num canto de ti, sempre segredos.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Os teus telhados<br />
escondem segredos,<br />
suspiros emocionados,<br />
nessas curvas descobertas,<br />
em meio a essas fumaças de chaminés humanas</p>
<p>O céu azul,<br />
tão raro,<br />
ilumina o teu semblante,<br />
tuas monumentais<br />
formações</p>
<p>Formas,<br />
Tuas formas,<br />
Teus segredos.</p>
<p>Num canto de ti,<br />
sempre segredos.</p>
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		<title>Sem título I</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Feb 2013 12:21:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Carreiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[poemas]]></category>

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		<description><![CDATA[Em poucos dias não terei mais os teus trilhos em meu caminho. Em poucos dias, tampouco esse teu ar tristonho Em poucos dias seguirei livre. E liberdade é felicidade? Não sei. Não sei se voar é o que preciso, para ser feliz Ou apenas preciso de você.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Em poucos dias não terei mais os teus trilhos<br />
em meu caminho.<br />
Em poucos dias,<br />
tampouco esse teu ar tristonho</p>
<p>Em poucos dias seguirei livre.</p>
<p>E liberdade é felicidade?<br />
Não sei.</p>
<p>Não sei se voar é o que preciso,<br />
para ser feliz<br />
Ou apenas preciso de você.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Ser feliz</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Feb 2013 12:05:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Carreiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>

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		<description><![CDATA[Ser feliz é aceitar que tudo passa, que nada é eterno, que amores acabam, que amizades passam, É aceitar que um dia você sorri e no outro chora, que você cai. que as coisas não dão certo, que as pessoas magoam, que os amigos magoam Ser feliz é aceitar. É entender que tudo passa, Que [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Ser feliz é aceitar que tudo passa,<br />
que nada é eterno,<br />
que amores acabam,<br />
que amizades passam,</p>
<p>É aceitar que um dia você sorri<br />
e no outro chora,<br />
que você cai.<br />
que as coisas não dão certo,<br />
que as pessoas magoam,<br />
que os amigos magoam</p>
<p>Ser feliz é aceitar.<br />
É entender que tudo passa,</p>
<p>Que nada é eterno,<br />
nem mesmo a dor da perda de um amor,</p>
<p>Ser feliz é entender<br />
que o tempo passa,<br />
que as coisas mudam.</p>
<p>Os amigos vão e vem,<br />
alguns permanecem,<br />
outros amizades se renovam<br />
E novas amizades surgem,<br />
novos amores surgem</p>
<p>A vida continua,<br />
as coisas passam,<br />
Ser feliz é perceber que tudo na vida é passageiro,<br />
e não adianta tentar prender aquele segundo de felicidade,<br />
por que quando você fechar a mão,<br />
já passou.</p>
<p>Você não pode segurar a felicidade<br />
e que bom,<br />
por que assim<br />
você também não segura a tristeza.</p>
<p>A felicidade é água do mar, seja ela fria ou quente,<br />
para ser feliz você precisa aceitar a água como ela é,<br />
pode ser fria como a tristeza, mas as vezes agente precisa<br />
para enteder que a água quente é a paixão<br />
e que as vezes curtimos mesmo uma água morna,<br />
parada<br />
só para refrescar</p>
<p>Por isso eu digo, ser feliz é aceitar,<br />
aceitar momentos tristes e alegres,<br />
novos amores e rompimentos,</p>
<p>ser feliz é estar em harmonia com tudo que a vida nos dá.</p>
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