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	<title>Brogue do Cassano</title>
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	<description>Nerdices, tecnologia, internet, comunicação e milkshake</description>
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		<title>Onde fica o centro urbano no pós-pandemia?</title>
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				<pubDate>Mon, 01 Mar 2021 14:22:21 +0000</pubDate>
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				<description><![CDATA[Quase todas as cidades tem um “Centro”. Um “marco zero”, um ponto de confluência. Às vezes é uma pracinha com uma igreja. Em outras, uma região essencialmente comercial com prédios altos e bom acesso pela malha de transporte público. Os centros urbanos são espaços de encontros fortuitos, de troca de ideias em cafés. Quando todos [&#8230;]]]></description>
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<p>Quase todas as cidades tem um “Centro”. Um “marco zero”, um ponto de confluência. Às vezes é uma pracinha com uma igreja. Em outras, uma região essencialmente comercial com prédios altos e bom acesso pela malha de transporte público.</p>



<p>Os centros urbanos são espaços de encontros fortuitos, de troca de ideias em cafés. Quando todos estão dedicando suas vidas de trabalho por ali, é fácil promover encontros físicos, tudo está ao alcance de uma caminhada.</p>



<p>Quando você diz que “vai ao Centro”, não é preciso explicar “qual” centro. Mas o centro geográfico e o centro de gravidade econômica e social nem sempre estão sobrepostos. Nas duas principais cidades brasileiras, por exemplo, há alguns anos eles estão se afastando. Desde o início do século, pelo menos, o que efervesce em São Paulo é a região da Berrini, da Faria Lima. Como trabalho com internet e tecnologia desde sempre, diria que 70% dos meus compromissos profissionais em Sampa foram nessa região, e não na Avenida Paulista, coração do “centro geográfico”, e muito menos próximo à Sé, onde fica o Marco Zero da capital paulista.</p>



<p>Se as reuniões em São Paulo foram em condados farialimers, o centro de gravidade profissional aqui no Rio migrou em 2008, quando troquei o agitado Centro do Rio pela distante Barra da Tijuca. Em 12 anos centralizado em escritórios na Barra, vi mais e mais empresas próximas, ou na Zona Sul, que fica a meio caminho do novo Centro e do antigo.</p>



<p>As idas ao Centro carioca eram mais comuns que às ao centro paulista, mas quase tão cansativas quanto: não é simples se deslocar pelo Rio de Janeiro.</p>



<p>Então veio a pandemia, e o centro de gravidade mudou novamente de lugar. Já não era na Rio Branco, nem na Faria Lima e nem nos assépticos centros comerciais na Barra. O centro veio para casa. Meu centro de gravidade profissional e pessoal se juntaram, com o home office. E, para surpresas de muitos, ele funciona muito bem, obrigado.</p>



<p>Se o crescimento dos condados paulistas e da Barra já deterioravam o contexto dos centros tradicionais, a pandemia foi um golpe duro. O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, lançou pelo Twitter um apelo para que o futuro presidente da Petrobras reveja a decisão de tornar permanente o teletrabalho, alegando que esta decisão fere mortalmente o centro da cidade.</p>



<p>Primeiro, é preciso ter em mente que o processo de degradação e de mudança de papel e perfil começou antes, com a descentralização da atividade econômica. Segundo, essa moeda tem dois lados: é claro que estabelecimentos, restaurantes e a própria malha de transporte público foram concebidos considerando um afluxo diário de milhares de pessoas para essa densa região. Por outro, há um custo e impacto enorme nisso, pois diariamente, milhares de pessoas deslocam-se de bairros e municípios distantes para cumprir suas rotinas: com isso, há grande desperdício de tempo dessas pessoas, fatores de risco para proliferação de doenças nos transportes lotados e pesada emissão de gases poluentes em todo o processo. Além disso, se os estabelecimentos comerciais do centro podem contar com enorme afluxo de pessoas e dinheiro, cria-se bolsões nos bairros e municípios vizinhos sem atividade econômica relevante. Bairros e cidades-dormitório.</p>



<p>Não faz sentido impor que milhares de pessoas dediquem duas, quatro, seis horas de seus dias em transportes públicos para ir para um único ponto e fazer um trabalho que poderia ser perfeitamente feito de forma remota apenas a troco de preservar o&nbsp;<em>status quo</em>&nbsp;destas importantes regiões das cidades.</p>



<p>Não é caso de se abandonar os centros, mas de repensá-los. No longo prazo, os centros urbanos não serão mais espaços de concentração de produção e trabalho, mas locais de encontro. A vocação dos centros urbanos está em eventos, em cultura, em turismo. Em sua História. Nos encontros em cafés e restaurantes, ainda que os participantes destas reuniões não estejam mais a apenas alguns passos uns dos outros. Em espaços abertos — lembra da pracinha que marca o centro nas pequenas cidades? — de convivência e, por que não, áreas verdes.</p>



<p>O futuro dos centros está mais nas centenas de bicicletas da Av. Paulista aos domingos e no reurbanizado trecho para pedestres da Av. Rio Branco, de onde se vê o belíssimo Teatro Municipal, monumentos e restaurantes tradicionais, do que nas calçadas dos dias de semana, em que filas dos restaurantes por quilo disputam espaço com ambulantes.</p>



<p>Texto postado originalmente no Medium, em <a href="https://rcassano.medium.com/onde-fica-o-centro-urbano-no-p%C3%B3s-pandemia-b36920d5721e">https://rcassano.medium.com/onde-fica-o-centro-urbano-no-p%C3%B3s-pandemia-b36920d5721e</a></p>
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		<title>A era dos festivais e eventos sem cerveja quente e fila pro banheiro</title>
		<link>http://www.cassano.com.br/brogue/2020/07/a-era-dos-festivais-e-eventos-sem-cerveja-quente-e-fila-pro-banheiro.htm</link>
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				<pubDate>Wed, 08 Jul 2020 14:06:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[rcassano]]></dc:creator>
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				<description><![CDATA[A julgar pela quantidade de pessoas em bares e restaurantes no pós-quarentena, os grandes festivais de música não sumirão do mapa. Serão viabilizados por vacinas, pela ilusão de segurança dada por máscaras descoladas e iluminadas com led patrocinadas por algum banco ou marca de chiclete ou mesmo por nossa impressionante capacidade de negar riscos evidentes [&#8230;]]]></description>
								<content:encoded><![CDATA[<p>A julgar pela quantidade de pessoas em bares e restaurantes no pós-quarentena, os grandes festivais de música não sumirão do mapa. Serão viabilizados por vacinas, pela ilusão de segurança dada por máscaras descoladas e iluminadas com led patrocinadas por algum banco ou marca de chiclete ou mesmo por nossa impressionante capacidade de negar riscos evidentes ajudarão a lotar arenas e cidades temáticas em todo o planeta.</p>
<p>O mesmo vale para nosso carnaval de rua e para tantos outros eventos. O “novo normal” (argh), ao que parece, tende a ser bem parecido com o “velho normal” (argh argh). Parecido, mas não tem como ser igual porque <strong>a caixa de pandora de novos comportamentos foi aberta.</strong></p>
<p>Com um filho de 9 anos em casa, foi impossível evitar certas concessões tecnológicas. Liberamos os jogos <em>multiplayer</em> com os amigos, conversas com a “galera” por Skype ou Discord e ele descobriu novas formas de usar computadores para se divertir e para estudar também. Talvez ele tenha acumulado mais horas de Zoom durante a quarentena do que eu.</p>
<p><strong>Uma das descobertas mútuas, de pai e filho, foram os eventos virtuais dentro de games. </strong>Pra quem viveu a rápida bolha do Second Life (<a href="https://www.google.com/search?q=second+life">consulte o Google se for jovem demais para ter se aventurado nas ilhas do SL</a>), o <em>deja-vu </em>é forte, mas a experiência atual é significativa melhor e mais massiva.</p>
<p>Se na época do Second Life poucos tinham computadores e conexões capazes de oferecer experiências realmente imersivas, <strong>o evento “</strong><a href="https://screenrant.com/fortnite-device-event-jonesy-details-explained-season/"><strong>O Dispositivo</strong></a><strong>”, que marcou uma mudança de temporada no jogo Fortnite, foi vivido (sim, vivido, mais que assistido) por 12 milhões de pessoas </strong>DENTRO DO GAME, acessando por consoles, tablets, celulares e computadores.</p>
<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/465/1*11DanbkHNJTNQMKexX6X9w.png" /><figcaption>12 milhões é gente pra caramba</figcaption></figure>
<p>Depois de apresentações “ao vivo” de DJs e <em>premieres</em> de filmes, <strong>a Epic Games criou uma área de eventos dentro do jogo, uma espécie de centro de convenções virtual</strong>, especialmente para estas experiências. Ao invés de atirar nos amigos, você pode curtir um som, ver um cinema ou, quem sabe, ser apresentado a um novo carro, celular ou coleção de tênis.</p>
<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/960/0*rFYi194-hg7gXUpA" /><figcaption>Parece melhor que drive in. E pior que simplesmente botar o filme pra tocar na Netflix.</figcaption></figure>
<p><strong>Os festivais virtuais podem ter escala global. E o alcance vai além da música e do cinema.</strong> No Rio de Janeiro, Flamengo, os demais clubes e a TV Globo estão em guerra pelos direitos de transmissão dos jogos da equipe rubro-negra. Na Europa, a Amazon já transmite partidas.</p>
<p>Como será a experiência de <strong>acompanhar uma final da Champions League da arquibancada virtual de uma réplica perfeita do estádio</strong>, podendo interagir com os torcedores ao lado e fazer coisas que vão além de simplesmente replicar o espaço real — nos shows do Fortnite você pode saltar em pisos-elásticos, viajar para o espaço, ser teleportado para dimensões mágicas etc.</p>
<p>Como experiência para o público e para marcas, como se compararão grandes festivais físicos regionais com os festivais virtuais globais?</p>
<p>Que novos <em>players</em> estão se juntando à indústria do entretenimento?</p>
<p>Perguntas que veremos respondidas em breve. Provavelmente com um joystick em mãos.</p>
<p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&#038;referrerSource=full_rss&#038;postId=7274a2d6ccb" width="1" height="1"></p>
<p><a href="https://medium.com/@rcassano/a-era-dos-festivais-e-eventos-sem-cerveja-quente-e-fila-pro-banheiro-7274a2d6ccb?source=rss-94b88463f37d------2">Continue lendo no Medium »</a></p>
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		<title>Os fins justificam os fakes?</title>
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				<pubDate>Wed, 04 Dec 2019 20:28:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[rcassano]]></dc:creator>
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				<description><![CDATA[No final de novembro, o incrível podcast Radiolab, da WNYC, publicou o episódio Breaking Bongo, sobre a luta virtual de gaboneses exilados contra o ditador Ali Bongo e seu regime. Ao longo de uma hora de histórias e depoimentos, o programa nos apresenta o uso das redes sociais e da mídia digital em geral como [&#8230;]]]></description>
								<content:encoded><![CDATA[<p>No final de novembro, o incrível podcast <a href="https://www.wnycstudios.org/podcasts/radiolab">Radiolab</a>, da WNYC, publicou o episódio <a href="https://www.wnycstudios.org/podcasts/radiolab/articles/breaking-bongo">Breaking Bongo</a>, sobre a luta virtual de gaboneses exilados contra o ditador Ali Bongo e seu regime. Ao longo de uma hora de histórias e depoimentos, o programa nos apresenta o uso das redes sociais e da mídia digital em geral como armas de guerra. No caso, a guerra contra uma ditadura que controla os meios oficiais de comunicação.</p>
<p>Tudo é tristemente familiar para a gente. É impossível não encontrar vários paralelos e perceber que, no caso do Gabão, as <em>fake news</em> acabam sendo utilizadas por ambos os lados, inclusive com suspeitas de uso de <em>deep fakes</em> para fazer o presidente, que tinha sofrido um derrame, falar à Nação como se nada tivesse acontecido.</p>
<p>Ao final, os jornalistas apresentam uma provocação que volta e meia nos assola também: há alguma justificativa moral para se usar <em>fake news</em>? Se elas são uma arma, são uma arma que os &quot;mocinhos&quot; podem usar? Existe <em>fake news</em> do bem? Ou <em>fake news </em>são como armas químicas, em que seu uso jamais se justifica?</p>
<p><strong>Conexão Gabão-Brasil</strong></p>
<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/893/1*-e2O_V4rpGC32CnFrZ99oQ.png" /><figcaption>Reprodução do PPT apresentado pela deputada Joice Hasselmann</figcaption></figure>
<p>Dias depois do episódio ir ao ar, a jornalista e deputada federal Joice Hasselmann, algumas vezes acusada de <a href="http://www.sindijorpr.org.br/noticias/6066/conselho-de-etica-comprova-plagio-praticado-pela-jornalista-joice-hasselmann">plágio</a> ou de disseminar inverdades enquanto apoiadora do atual governo (ainda democrático) do Brasil, foi a uma comissão parlamentar de inquérito para <a href="https://www.youtube.com/watch?v=YzUyXGRZ9Xc">expôr a rede de <em>fake news </em>supostamente conduzida pela família do presidente</a>.</p>
<p>O <a href="http://legis.senado.leg.br/sdleg-getter/documento/download/c82755b6-d7a4-48fb-81de-4ce2619d394b?fbclid=IwAR2bjXPfhuE5ZWt5WV2pPYRPCwJFEu6TrYSD0211bzUG0YDKfTsXrwxFBn8">conteúdo</a> apresentado ainda precisa ser comprovado, mas indícios não faltam, inclusive de outras fontes. No caso gabonês, a rede virtual de informação (e, depois, também de desinformação) foi criada de forma descentralizada pela diáspora de gaboneses sobretudo nos EUA e Europa, como forma de levar um contraditório aos moradores do país reféns da imprensa local, controlada (ou cerceada) pelo governo. No caso brasileiro, seguindo o molde pré-eleitoral e também de outros movimentos, como o Brexit e as eleições americanas, a rede virtual parte do Governo. Inclusive, a denúncia de Joice reforça dados já relatados pela imprensa de que muitos dos articuladores são funcionários públicos em gabinetes e departamentos da Administração.</p>
<p><strong>Os fins não justificam os <em>fakes</em></strong></p>
<p>Curioso entender (ou descobrir) o papel da imprensa tradicional nessa batalha e não deixarmos de lado a questão inicial. Acredito que não haja qualquer dúvidas sobre a imoralidade de uma máquina de <em>fake news</em> plantada e nutrida pelo Governo. Mas e se fosse o contrário? Se fosse como no Gabão? Uma <em>fake news</em> pode ser usada na luta para derrubar um regime ditatorial? Pode-se esperar qualquer efeito benéfico de uma mentira? Rebater mentiras com mentiras faz algum bem ao debate político?</p>
<p>Não tenho a resposta. Mas, como jornalista de informação, não consigo aceitar que manipular os outros por meio de dados falsos ou mal-interpretados seja aceitável. É claro que a imprensa erra, mas errar é diferente de distorcer a realidade deliberadamente. Quando blogamos, quando postamos, quando abrimos uma live, estamos naquele momento nos posicionando como veículo, como fonte, estamos fazendo jornalismo. Uma coisa é dar opinião, outra é apresentar um fato. Fatos são fatos. Se forem distorcidos tornam-se narrativas, e isso é outra coisa. E não é o que o leitor/espectador espera.</p>
<p>Se informação é uma arma de guerra, a verdade será sempre a mais poderosa.</p>
<p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&#038;referrerSource=full_rss&#038;postId=6b50b427111e" width="1" height="1"></p>
<p><a href="https://medium.com/@rcassano/os-fins-justificam-os-fakes-6b50b427111e?source=rss-94b88463f37d------2">Continue lendo no Medium »</a></p>
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		<title>A extinção da privacidade</title>
		<link>http://www.cassano.com.br/brogue/2019/12/a-extincao-da-privacidade.htm</link>
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				<pubDate>Mon, 02 Dec 2019 17:23:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[rcassano]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Medium]]></category>

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				<description><![CDATA[Wikimedia Todos os novos usuários de telefones celulares da China precisarão escanear suas faces como determina uma lei que entrou em vigor nesta semana. Este é mais um passo na intensa política de uso de reconhecimento facial pelo governo chinês, o maior laboratório a céu aberto de como o uso de tecnologias sem qualquer freio [&#8230;]]]></description>
								<content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*EAdBEFXXJmvyKXhR79CIfQ.jpeg" /><figcaption>Wikimedia</figcaption></figure>
<p>Todos os novos usuários de telefones celulares da China <a href="https://www.technologyreview.com/f/614781/all-new-cellphone-users-in-china-must-now-have-their-face-scanned/">precisarão escanear suas faces</a> como determina uma lei que entrou em vigor nesta semana. Este é mais um passo na intensa política de uso de reconhecimento facial pelo governo chinês, o maior laboratório a céu aberto de como o uso de tecnologias sem qualquer freio podem afetar a sociedade.</p>
<p>Até agora, o que chega ao ocidente, filtrado pela escassa liberdade de expressão do gigante capital-comunista, é assustador. Basta acompanharmos o desenrolar dos protestos em Hong Kong e o esforço dos manifestantes em não se deixar identificar por câmeras de segurança.</p>
<p><strong>Orwell era chinês?</strong></p>
<p>Reconhecimento facial, controle das comunicações, gigantescos bancos de dados e o igualmente controverso sistema de crédito social (basicamente o episódio <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Nosedive_(Black_Mirror)">Nosedive</a>, de Black Mirror, só que pra valer) fazem a China parecer o Lex Luthor global da privacidade. <strong>O país caminha para ser o primeiro em que o conceito de privacidade seja inteiramente extirpado da sociedade.</strong></p>
<p>Utilizadas pelo próprio governo autoritário do país e com acesso crescente a dados produzidos por mais de 1 bilhão de pessoas, as avançadas tecnologias de reconhecimento facial e inteligência artificial — duas frentes em que a China nada de braçada — podem ter impactos sinistros e inéditos na vida dos chineses, sem que não haja qualquer órgão regulador que possa agir. Quem discorda do que é feito não tem a quem recorrer.</p>
<p><strong>A China é aqui</strong></p>
<p>Não que a China seja uma Lois Lane nessa história, mas é fácil culpar um regime autoritário e quase caricato como é a imagem do gigante asiático no ocidente. Ao utilizar recursos como desbloqueio facial em nossos celulares ou marcarmos familiares nos álbuns online e fotos em redes sociais, estamos sendo voluntários em experimentos similares. Sai um governo autoritário, entram empresas, fica a montanha de dados fornecida gratuitamente. No primeiro caso, pela força de leis draconianas. No segundo, em troca de um filtro bacana, uns segundos a menos para desbloquear o celular ou para não deixar passar o meme do momento. Em todos os casos, a privacidade torna-se um conceito em extinção.</p>
<p><strong>Nenhum dado a mais. Nenhum direito a menos (será?)</strong></p>
<p>Conhecer o outro é uma vantagem competitiva. O governo que conhece mais seus cidadãos que as pessoas ao governo tem vantagens sobre seu próprio povo. Idem para empresas, que cada vez nos conhecem mais e mais. Se não há governo que controle a si mesmo na China, é imperativo lutarmos para que as empresas que coletam nossos dados sejam transparentes no uso que pretendem dar a eles, que os armazenem de forma segura e, sobretudo, que possamos efetivamente ter controle sobre quem sabe o que sobre a gente.</p>
<p>Empresas hoje sabem exatamente onde você está agora, com quem, onde esteve nas últimas 24h e para onde provavelmente vai. Com quem você falou, o que comprou, o que comeu, que música ouviu, que seriado está vendo e por aí vai. Isso em si não é trágico, embora preocupante. A conta pode até fechar, desde que esse mar de informações não esteja numa terra sem lei.</p>
<p>Existem regulamentações, órgãos de controle e princípios pra isso, mas, como na <a href="https://t.co/qGyB4kfiNY">luta por uma web saudável e democrática</a>, não dá pra ficar apenas esperando que terceiros resolvam a pendenga pra gente. É uma briga pra encararmos continuamente, como consumidores, como indivíduos e organizados em sociedade, e pra ficarmos de olho em todos os movimentos do mercado e de governos (especialmente os com vocação autoritária), olho no olho, <strong>face a face</strong>.</p>
<p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&#038;referrerSource=full_rss&#038;postId=774cbde05455" width="1" height="1"></p>
<p><a href="https://medium.com/@rcassano/a-extin%C3%A7%C3%A3o-da-privacidade-774cbde05455?source=rss-94b88463f37d------2">Continue lendo no Medium »</a></p>
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		<title>Crie leis estúpidas (sobre tecnologia) e elas te comerão os olhos</title>
		<link>http://www.cassano.com.br/brogue/2019/11/crie-leis-estupidas-sobre-tecnologia-e-elas-te-comerao-os-olhos.htm</link>
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				<pubDate>Fri, 29 Nov 2019 17:21:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[rcassano]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Medium]]></category>

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				<description><![CDATA[Já fui partidário da filosofia valesiliciana de que a tecnologia é irrefreável, e que se uma lei ou um grupo social é atacado pela tecnologia, que se mude a lei ou o grupo social. Também já concordei integralmente com a visão de que se um robô tira o emprego de alguém, a culpa é do [&#8230;]]]></description>
								<content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*cUtQXrLqtmkdpIzonrq53w.jpeg" /></figure>
<p>Já fui partidário da filosofia valesiliciana de que a tecnologia é irrefreável, e que se uma lei ou um grupo social é atacado pela tecnologia, que se mude a lei ou o grupo social. Também já concordei integralmente com a visão de que se um robô tira o emprego de alguém, a culpa é do alguém que não é capaz de ser melhor que um amontoado de chips e algoritmos.</p>
<p>Tem horas em que é isso mesmo, mas hoje entendo que a questão é muito mais cinza do que preto-no-branco e que a evolução tecnológica não deve-se dar a qualquer custo. <strong>Um avanço tecnológico não é válido se não trouxer um avanço social a reboque.</strong> Ou seja, a descoberta de uma nova vacina beneficia mais pessoas e sociedades do que prejudica as pessoas contrárias à vacinação por alguma questão ideológica. Carros elétricos autônomos podem melhorar a vida de mais pessoas — pela redução de acidentes, melhoria do tráfego nas cidades e redução da poluição — do que os motoristas prejudicados pelo fim de seus empregos. E por aí vai.</p>
<p>Mas <strong>nossa classe política não ajuda</strong> no embate contra a visão tecnototalitária do Vale do Silício ao tentar restringir a inovação na base da canetada, e ainda mais com leis estúpidas e natimortas.</p>
<p>A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou um projeto de l<strong>ei que exige que estacionamentos contratem um funcionário para cada máquina de autoatendimento</strong>. A justificativa é gerar/preservar empregos, mas é uma lei estúpida não necessariamente pela motivação, mas por ignorar que é inócua e facilmente contornável.</p>
<p>A lei não leva em conta de que a principal força tecnológica em jogo não é a proliferação de totens de autoatendimento, mas o processo de desintermediação e automação de processos. <strong>Eles entendem que, ao não poder interagir com a máquina, os clientes preferirão interagir com o atendente. Na verdade, o cliente não quer interagir com ninguém.</strong></p>
<p><strong>A alternativa ao atendente humano não é o totem, são os tags que permitem ao veículo entrar e sair pelas cancelas com pagamento mensal</strong>. Os Sem Parar e ConectCar da vida. Ou, ainda, o autoserviço via celular. O sujeito paga o estacionamento por um aplicativo, de dentro do próprio carro ou do shopping, sem precisar interagir com ninguém.</p>
<p>Como será controlado isso? A depender do bairro ou do perfil do estabelecimento, <strong>o estacionamento poderá funcionar normalmente sem qualquer posto de atendimento</strong>, seja humano ou na forma de totem. E, ainda assim, 100% dentro da lei.</p>
<p>Será econômico para o estabelecimento, prático e &quot;sem fricção&quot; para o cliente e impossível de se fiscalizar pelo poder público. <strong>Pra quê perder energia com uma lei impossível de se viabilizar?</strong></p>
<p>Essa história me lembra um causo corporativo que ouvi certa vez. Reza a lenda que um executivo de uma multinacional tinha como meta reduzir o número de clientes inadimplentes. A meta não dizia que ele tinha que converter estes inadimplentes em pagantes, apenas que ele precisava terminar o ano com menos caloteiros do que tinha em janeiro. Como ele fez para resolver o problema e assegurar seu bônus? Encerrou todos os contratos de clientes em aberto e deixou para lá todo o faturamento que a empresa poderia recuperar com eles.</p>
<p><strong>Muito cuidado com as leis e regras que você cria.</strong> Elas podem ser cumpridas ao pé da letra e o resultado pode ser muito pior do que antes de sua canetada.</p>
<p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&#038;referrerSource=full_rss&#038;postId=f5dd968f1794" width="1" height="1"></p>
<p><a href="https://medium.com/@rcassano/crie-leis-est%C3%BApidas-sobre-tecnologia-e-elas-te-comer%C3%A3o-os-olhos-f5dd968f1794?source=rss-94b88463f37d------2">Continue lendo no Medium »</a></p>
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		<title>Supremacia móvel e a sinuca de bico da imprensa</title>
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				<pubDate>Tue, 26 Nov 2019 19:43:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[rcassano]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Medium]]></category>

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				<description><![CDATA[De cada 100 minutos gastos em plataformas digitais no Brasil, 85 são em dispositivos móveis. Os dados são do estudo Global State of Mobile, da ComScore. Dentre os países avaliados, só perdemos em tempo dedicado aos celulares para Indonésia e Índia, ambos com impressionantes 91%. A supremacia móvel não surpreende: os celulares são os dispositivos [&#8230;]]]></description>
								<content:encoded><![CDATA[<p>De cada 100 minutos gastos em plataformas digitais no Brasil, 85 são em dispositivos móveis. Os dados são do estudo <a href="https://www.comscore.com/Insights/Presentations-and-Whitepapers/2019/Global-State-of-Mobile">Global State of Mobile</a>, da ComScore.</p>
<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/939/1*y_Ahox3Ynq8oIHoaHtao5g.png" /></figure>
<p>Dentre os países avaliados, só perdemos em tempo dedicado aos celulares para Indonésia e Índia, ambos com impressionantes 91%.</p>
<p>A supremacia móvel não surpreende: os celulares são os dispositivos que viabilizam a inclusão digital e as aplicações que mais trouxeram brasileiros para o mundo digital eram justamente as mais <em>mobile friendly</em>, como as redes sociais e os mensageiros instantâneos.</p>
<p>Desta avalanche de minutos online via dispositivos móveis por brasileiros, 92% deles são em apps. Apenas uma pequena fração do tempo é dedicada à navegação. Entre os muitos <em>insights</em> que se pode tirar destes dados, há uma reflexão sobre os futuros da comunicação e a crise na imprensa.</p>
<p>Conteúdos em textos longos — o principal produto da imprensa e do jornalismo — estão longe de ser os mais indicados para consumo nas pequenas telas verticais dos telefones. Acessados prioritariamente a partir de aplicativos, como WhatsApp e Facebook, os veículos são consumidos de forma fragmentada — mais ou menos como músicas são ouvidas isoladamente e não mais nos álbuns de origem.</p>
<p>Há uma tendência de contínua deteriorização da identidade dos veículos. Assim como já não se percebe a curadoria de um álbum ou da gravadora ao se ouvir uma faixa no Spotify. Esse consumo fragmentado, infiel e a conteúdos preferencialmente curtos, ou em vídeo, apenas apresentam ainda mais desafios para modelos de pay-wall, assinaturas ou qualquer fonte direta de receita pelos veículos.</p>
<p>O site <a href="https://www.poder360.com.br/midia/jornais-no-brasil-perdem-tiragem-impressa-e-venda-digital-ainda-e-modesta/">Poder 360</a> compilou números que demonstram o severo decréscimo na tiragem impressa de jornais brasileiros e alta — porém modesta — nas assinaturas digitais. Por exemplo, a Folha de S. Paulo, perdeu 125 mil exemplares de tiragem média diária nos últimos 5 anos, enquanto ganhou 82 mil assinantes digitais. A receita do assinante digital, porém, é pequena face ao leitor de banca. E com tão pouco tempo dedicado a navegar por sites, abertos ou fechados, e pouca garantia de que o próximo link recebido no grupo de zap vai apontar para o mesmo jornal, são cada vez mais frágeis os argumentos para se pagar por essas assinaturas.</p>
<p>Não se consome sites, jornais e revistas como se consome, e paga-se por, Netflix, Spotifys e afins. E ainda não há uma solução bem-sucedida que garanta uma geração digna de receita para quem produz conteúdo de qualidade, nem uma linguagem de fato efetiva que leve informação de qualidade pensada para consumo em celulares.</p>
<p>O problema não é só de receita, é de qualidade. Se os textos longos não funcionam no celular, ficaremos condenados aos conteúdos rasos e falsos das redes sociais? Se os veículos levam seus conteúdos para as redes, ficam sem receita. Se exigem a visita aos sites, ficam sem leitores. Sinuca de bico.</p>
<p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&#038;referrerSource=full_rss&#038;postId=c6933f5e1e87" width="1" height="1"></p>
<p><a href="https://medium.com/@rcassano/supremacia-m%C3%B3vel-e-a-sinuca-de-bico-da-imprensa-c6933f5e1e87?source=rss-94b88463f37d------2">Continue lendo no Medium »</a></p>
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		<title>Lute pela Web</title>
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				<pubDate>Mon, 25 Nov 2019 20:38:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[rcassano]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Medium]]></category>

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				<description><![CDATA[&#34;Foi necessária a contribuição de todos nós para construir a Web que temos hoje. E precisaremos de todos para garantir seu futuro.&#34; É assim que se apresenta o Contrato pela Web, iniciativa capitaneada pelo criador da WWW, Tim Berners-Lee, por meio da World Wide Web Foundation. Reprodução: https://contractfortheweb.org/ É a melhor forma de iniciar a [&#8230;]]]></description>
								<content:encoded><![CDATA[<p>&quot;Foi necessária a contribuição de todos nós para construir a Web que temos hoje. E precisaremos de todos para garantir seu futuro.&quot; É assim que se apresenta o <a href="https://contractfortheweb.org/">Contrato pela Web</a>, iniciativa capitaneada pelo criador da WWW, Tim Berners-Lee, por meio da World Wide Web Foundation.</p>
<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/869/1*P0-F26DBlLCseqKRw11TRg.png" /><figcaption>Reprodução: <a href="https://contractfortheweb.org/">https://contractfortheweb.org/</a></figcaption></figure>
<p>É a melhor forma de iniciar a conversa, pois traz de volta à discussão o fato, hoje pouco evidente, de que não foi a determinação isolada de mega-empreendedores que trouxe a internet até o que ela é hoje, foi nossa ação coletiva. Não tivesse se mostrado um ambiente coletivo e colaborativo ímpar na história humana, poucos empreendedores teriam se aventurado nesse terreno digital da forma que o fizeram. Sem nossas páginas no Geocities, sem os blogs, os álbuns do Flogão, as comunidades do Orkut, as convenções criadas espontaneamente por usuários de Twitter, como os RTs, sem a imensa variedade de coisas à venda nos eBays e Mercado Livres da vida, sem tudo isso não existiria um Facebook, um Google.</p>
<p>Mesmo que não tenha um único leitor, um livro continua sendo um livro. Uma edição de O Globo não depende do leitor para ter conteúdo, fotos, textos. Google e Facebook não existem sem seus usuários (e sem os terabytes de informações que eles fornecem a todo momento). O mesmo vale para qualquer rede social (que, sem nós, não é nem rede nem social) e para buscadores (que precisam ter o que buscar).</p>
<p>Nos acostumamos a nos apequenar, a abrir mão de nosso protagonismo. Esse manifesto, na forma de um conjunto de princípios e assinado como um contrato, define 9 ações que devem ser tomadas se quisermos que a internet continue (ou volte) a ser um espaço plural, saudável e democrático. E não é um abaixo-assinado para que alguém faça alguma coisa. É um documento com o qual todos podem (devem, eu diria) se comprometer. Há princípios para governos, para empresas e para nós, cidadãos. Todos podem e devem contribuir de alguma forma. Da mesma maneira, todos têm nas mãos o poder de terminar de estragar tudo, com consequências nefastas e distópicas.</p>
<p>Temos visto no mundo inteiro o incrível potencial de estrago que a Internet tem, sobretudo sobre o frágil sistema democrático. E com metade da população ainda desconectada, essa ferramenta de inclusão torna-se plataforma de exclusão.</p>
<p>Muitos já consideram a internet um serviço de utilidade pública e, como tal, garantir acesso universal e a preço justo — se não gratuito — é primordial. Depois, é preciso garantir ambiente saudável e com respeito à privacidade.</p>
<p>Por último, a chamada a ação combinada com um choque de realidade: a Web não vai se salvar numa canetada. Algumas das empresas que apoiam o Contrato pela Web desde seu lançamento são justamente algumas sobre as quais recaem mais questionamentos e denúncias, como Google e Facebook. Levará um tempo até recolocarmos a Web nos trilhos e nada aponta para um caminho linear e tranquilo. A luta pela liberdade, pela democracia e, agora, pela Web, não é pontual. É de constante vigilância.</p>
<p>Então, agora, mas também a cada postagem, a cada compartilhamento, a cada tentação para entrar numa treta, a cada &quot;cancelamento&quot;, pense duas vezes e <strong>lute pela Web</strong>.</p>
<p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&#038;referrerSource=full_rss&#038;postId=467423a924f8" width="1" height="1"></p>
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		<title>Bad Vibes Social Media Club</title>
		<link>http://www.cassano.com.br/brogue/2019/08/bad-vibes-social-media-club.htm</link>
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				<pubDate>Wed, 21 Aug 2019 19:01:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[rcassano]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Medium]]></category>

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				<description><![CDATA[Bad vibes, Bob! — Fonte: https://www.flickr.com/photos/numb3r/3171953619/ Uns 10 anos atrás o cenário era bem diferente do atual. Boa parte de minha agenda era dedicada a dar palestras ou participar de debates sobre o impacto das redes sociais nos negócios, sobre como se preparar para este novo mercado de trabalho e a repercutir, na imprensa, reportagens sobre esse [&#8230;]]]></description>
								<content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="Bad vibes boat — Source: https://www.flickr.com/photos/numb3r/3171953619/" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*rYRWZIth3p6JVN8mazWwIg.jpeg" /><figcaption>Bad vibes, Bob! — Fonte: <a href="https://www.flickr.com/photos/numb3r/3171953619/">https://www.flickr.com/photos/numb3r/3171953619/</a></figcaption></figure>
<p>Uns 10 anos atrás o cenário era bem diferente do atual. Boa parte de minha agenda era dedicada a dar palestras ou participar de debates sobre o impacto das redes sociais nos negócios, sobre como se preparar para este novo mercado de trabalho e a repercutir, na imprensa, reportagens sobre esse avassalador fenômeno.</p>
<p>Muito antes dos coaches quânticos, o momento era dos gurus de <em>social media</em>, dos Gerentes de Twitter e da blogosfera festiva. E de quem, como minha turma, na Frog, e em tantas outras agências e empresas dedicadas a este contexto, trabalhava duro tentando entender e explorar o admirável mundo novo que surgia.</p>
<p>Disciplinas, metodologias e processos foram criados por esses profissionais. Muitas evoluíram e tornaram-se, hoje, importantes ferramentas tanto de comunicação quanto de Pesquisa e Insights. Boa parte dos estagiários dessa era de ouro das redes sociais, quando tudo era mato, são hoje empreendedores, gerentes e executivos mundo afora.</p>
<p>Por que, então, um sentimento deprê em relação às mídias sociais?</p>
<p>O tempo virou, isso não dá para negar. As plataformas sociais saíram das páginas de Negócios e Tecnologia para as de Política e até de Polícia. Tememos — não sem razão — os efeitos nefastos da invasão/evasão de privacidade e manipulação de nossos sentimentos e comportamentos. Influenciadores estão na berlinda por documentar e promover modos de vida falsos e inatingíveis. A entrega real dos formatos digitais de mídia é questionada por conta de robôs e distorções nos números.</p>
<p>A <em>bad vibe</em> é inevitável. Poucas marcas conseguem preservar algum alcance orgânico significativo, e conforme as pessoas descobrem coisas mais úteis a se fazer do que comentar em postagens de empresas, a promessa de comunidades integrando marcas e seus fãs/consumidores num Woodstock corporativo se esvai tão rápido quanto os novos virais, cada vez mais efêmeros.</p>
<p>É importante entendermos o novo contexto e redescobrirmos nosso papel. O digital veio pra ficar. As redes sociais vieram pra ficar. Mas a verdade é que o mundo, a sociedade, nossos consumidores não precisam de mais uma marca fazendo piadinha. Não precisam de mais uma dica de como preparar o alimento X, Y ou Z.</p>
<p>O desafio de quem quer gerir a comunicação de uma marca é descobrir quais as oportunidades de conexão genuína com seus públicos de interesse. É escolher qual briga vale brigar, e em que lutas estamos apenas fomentando ruído num contexto de qualidade de informação cada vez menor. É descobrir como estar presente na vida do interlocutor na hora certa e na medida certa. Nem mais, nem menos.</p>
<p>E de encarar o cenário de forma ampla e sem paixonites. Se pensarmos no Hype Cycle do Gartner, quase todas as linguagens e ferramentas ligadas ao digital/social media podem ser posicionadas como que despencando ladeira abaixo rumo ao que o gráfico chama de &quot;Vale da Desilusão&quot;, que se sucede ao &quot;Pico das Expectativas Exageradas&quot;. Qual a boa notícia? Quem sobrevive a essa deprê está evoluindo na &quot;ladeira da iluminação&quot;, rumo ao sonhado &quot;platô da produtividade&quot;.</p>
<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/0*hudR1zkg8750jCG5.png" /><figcaption>Hype Cycle do Gartner Group.</figcaption></figure>
<p>Como se imagina de qualquer platô, o &quot;Platô da produtividade&quot; é plano, chato. Mas é bem mais útil para se plantar soja, criar gado ou erguer-se uma cidade do que o pico de uma montanha. Picos garantem capas de revistas a seus conquistadores e plateias cheias nas palestras dos coachings de alpinistas, mas o que garante o ganha-pão de mais gente, por mais tempo, são os platôs.</p>
<p>Nada contra descobrir ou desbravar os novos picos. Sem picos hoje, não teremos platôs amanhã, mas também é hora da colheita, hora de se fazer todo o hype de anos atrás virar dinheiro, empregos, resultados. E benefícios sociais.</p>
<p><iframe src="https://cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Ftenor.com%2Fembed%2F8566170&amp;url=https%3A%2F%2Ftenor.com%2Fview%2Ftite-fala-muito-adenor-gif-8566170&amp;image=https%3A%2F%2Fmedia.tenor.com%2Fimages%2F4b692a8314e4cdf73b68af055654f782%2Ftenor.gif&amp;key=a19fcc184b9711e1b4764040d3dc5c07&amp;type=text%2Fhtml&amp;schema=tenor" width="600" height="400" frameborder="0" scrolling="no"><a href="https://medium.com/media/83c7d33373cde60fb532c52e2066e3b6/href">https://medium.com/media/83c7d33373cde60fb532c52e2066e3b6/href</a></iframe></p>
<p>Hora de olhar menos pro trocadilho no Instagram e mais pra cadeia de negócios como um todo, par captação, nutrição e monetização de leads (do cara que realmente quer te comprar), pra extrair insights relevantes sobre o comportamento do consumidor, do cidadão. E para oferecer a eles conteúdos e ferramentas de fato relevantes, de fato memoráveis, de fato integrados com a história maior da marca e com o objetivo tangível do negócio. Hora de se contribuir com a qualidade dos meios digitais, não de se ampliar o ruído. (A criação de uma sociedade baseada em desinformação e vigilância não é um preço aceitável a se pagar por qualquer que seja o objetivo de marketing, mas isso é tema pra outro texto).</p>
<p>A história do platô é menos charmosa, e mais difícil de motivar os estagiários e jovens de hoje. Rende menos capas de revista e palestras estilo TED. Mas elas podem ser a diferença entre uma contabilidade azul ou vermelha. E entre se ter fôlego pra montanha de amanhã ou não.</p>
<p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&#038;referrerSource=full_rss&#038;postId=f3cb8630bc1a" width="1" height="1"></p>
<p><a href="https://medium.com/@rcassano/bad-vibes-social-media-club-f3cb8630bc1a?source=rss-94b88463f37d------2">Continue lendo no Medium »</a></p>
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		<title>A voz da balbúrdia</title>
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				<pubDate>Wed, 15 May 2019 20:35:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[rcassano]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Medium]]></category>

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				<description><![CDATA[Foto retirada do Twitter de Marina Silva. Em junho de 2013, escrevi no aqui no Medium um breve texto sobre as passeatas que, então, tomavam as ruas das capitais. Foi meu texto de maior alcance na plataforma, escrito ainda sob o impacto da surpreendente mobilização e da percepção — estudada em ótica global por mentes como Manuel Castells [&#8230;]]]></description>
								<content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/412/0*dtFokfcltT1Y3yPS.jpg" /><figcaption>Foto retirada do Twitter de Marina Silva.</figcaption></figure>
<p>Em junho de 2013, <a href="https://medium.com/@rcassano/meus-20-centavos-sobre-as-manifestacoes-fd831fdb3265">escrevi no aqui no Medium um breve texto</a> sobre as passeatas que, então, tomavam as ruas das capitais. Foi meu texto de maior alcance na plataforma, escrito ainda sob o impacto da surpreendente mobilização e da percepção — estudada em ótica global por mentes como <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_Castells">Manuel Castells</a> e <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Zeynep_Tufekci">Zeynep Tufekci</a> — de crescimento de uma nova massa dinâmica, amorfa e poderosa.</p>
<p>No calor do momento, interpretei errado alguns movimentos. Estimei demais outras nuances. Para mim, aquele era o momento em que a população meio que tomava as rédeas do debate público, em que nos tornávamos uma ameaça constante e imprevisível de repúdio e pressão efetiva na classe política, que já não mais agiria de forma tão deslocada do povo, da patuleia, dos “pagadores de impostos”.</p>
<p>Não tinha como imaginar que tudo descambaria rapidamente para patos gigantes, dancinhas ridículas, #lulaslivres e ao câncer das fake news. Meu texto falava em uma casa arrombada, que deixa ressabiado seu morador para todo o sempre. Aconteceu que o arrombamento foi no sistema democrático como um todo, hoje em total descrença por todas as partes envolvidas e, desde aquele junho, crescentemente polarizadas.</p>
<p>Seis anos, um impeachment e um forte golpe da direita conservadora depois, os protestos estudantis contra os cortes no orçamento em Educação remetem aos primeiros movimentos de 2013. Se vão vingar, não sabemos. Se a classe política atual, diferente em experiência, bases de poder, eleitorado e agendas dos políticos de então, se deixará abalar pelas ruas, só o tempo dirá. Me permito ser pessimista e imaginar que não, até porque a lógica das “verdades paralelas” permite desqualificar sumariamente todo discurso que venha dos “inimigos”, tornando impossível qualquer debate que de fato faça uma questão qualquer que seja evoluir. E isso vale para as duas polaridades em disputa.</p>
<p>Se balbúrdia é que os jovens sabem fazer, que a façam. Que a balbúrdia nos faça ouvir nossas mazelas. Nos façam ouvir que parte de nós, uma grande parte, não concorda com o que se tenta fazer com o país. Que a voz no poder não é, não pode ser, autoritária e nem conta com carta branca de uma grande maioria da população para fazer o que bem entende. Não conta. Nunca contou.</p>
<p>Ao contrário de 2013, os movimentos que ganham agora as ruas, e que poderão voltar a ocupar os espaços se a mobilização funcionar, possuem pauta mais específica, o que os diferem fortemente das massas de 2013, da Primavera Árabe e do Occupy Wall Street. Não é mais um movimento “contra tudo isso que está aí”, mas “contra esse governo que está aí”.</p>
<p>Ainda que a rua seja espaço de gritos de guerra, de bandeiras, qualquer movimento só colherá bons frutos se desapegar dos radicalismos de ambos os lados que rasgam o país (e o mundo, sejamos justos), desde o começo da década. Não dá, e nem queremos, voltar no tempo. A solução não é nem alugar o Brasil, como já ironizava Raul Seixas, nem PSTUlizar o continente. Deixarmos de lado esse programa governamental ideológico, idiota e destrutivo, sobretudo na política ambiental, já é grande passo. Nos permitir discutir juntos, projetos reais para o país e identificar pontos positivos e negativos em cada abordagem, mais ainda. Entender que se fez muita coisa errada no Brasil dos últimos 20 anos, e que corrupção e incompetência não são privilégios de uma ou outra corrente ideológica, necessário. Ter uma gestão que se baseie mais em dados do que em memes, uma conquista a ser celebrada por décadas.</p>
<p>Entre os teóricos da conspiração há sempre a pergunta de a quem serve a atual política entreguista e repleta de bombas de fumaça e de distração. Não há de se esquecer que entre incompetência e má-fé, é sempre mais provável que seja caso de incompetência. E não se deve subestimar o poder (destrutivo) de uma incompetência ideológica. Talvez nunca saibamos a quem, se alguém, serve a política atual. Mas sabemos que uma política de diálogo e projetos reais, baseados em dados, servirão a todos nós. E, para chegar lá, o primeiro passo é parar de demonizar a Educação. Nem que, para isso, seja preciso um pouco da balbúrdia e idealismo utópico dos jovens.</p>
<p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&#038;referrerSource=full_rss&#038;postId=bacd2bbec8b3" width="1" height="1"></p>
<p><a href="https://medium.com/@rcassano/a-voz-da-balb%C3%BArdia-bacd2bbec8b3?source=rss-94b88463f37d------2">Continue lendo no Medium »</a></p>
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		<title>Por Deus, pela família e pela pátria</title>
		<link>http://www.cassano.com.br/brogue/2018/10/por-deus-pela-familia-e-pela-patria.htm</link>
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				<pubDate>Tue, 16 Oct 2018 21:38:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[rcassano]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Medium]]></category>

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				<description><![CDATA[O texto abaixo estava dormente em meu Evernote desde novembro de 2017. Achei pertinente tirá-lo da gaveta em meio a tempos tão turbulentos e perigosos que estamos vivendo. De forma declarada ou sutil, todos vemos o mundo com base em nossas convicções, que jamais são completamente baseadas em fatos, dados e evidências científicas. Albert Einstein, a [&#8230;]]]></description>
								<content:encoded><![CDATA[<p><em>O texto abaixo estava dormente em meu Evernote desde novembro de 2017. Achei pertinente tirá-lo da gaveta em meio a tempos tão turbulentos e perigosos que estamos vivendo.</em></p>
<p><strong>D</strong>e forma declarada ou sutil, todos vemos o mundo com base em nossas convicções, que jamais são completamente baseadas em fatos, dados e evidências científicas. Albert Einstein, a despeito da então crescente descoberta de evidências que comprovavam que o submundo quântico, por ele mesmo descoberto, era real, recusou-se a embarcar na “moda quântica” por não acreditar que havia espaço para probabilidades e ações integradas no espaço que violassem leis até então “sagradas” da Física e que fosse contra sua visão de que, ao fim, tudo no universo deveria ser ordenado e previsível, como se construído por uma regra maior. Na falta de termo mais adequado, ele mesmo se referia à essa ordem superior como Deus.</p>
<p>Convicções são inerentes a nós, humanos. Expostos ao desconhecido, tratamos prontamente de especular sobre o que se trata. E abraçamos as explicações mais convenientes. Convicções também são um direito. Temos o direito de acreditar no que quisermos. E de vivermos nossas vidas com base nessas convicções, por mais estranhas que elas possam parecer a terceiros. Uma sociedade baseada em respeito deveria ser estruturada de forma que diferentes verdades, ou melhor, diferentes convicções pessoais pudessem conviver em harmonia.</p>
<p>Carl Sagan, grande defensor do ceticismo, encarava crenças como algo com que você precisa se comprometer. Aceitar um dogma, uma fé, uma convicção conveniente é ato de comprometimento. Você se predispõe a aceitar aquele código ou aquela imagem, a despeito das críticas e penalidades que pode sofrer. É, portanto, um ato essencialmente individual. Não posso forçar alguém a se comprometer. Quem gerencia equipe sabe que não se faz um funcionário “vestir a camisa da empresa” à força.</p>
<p>Religiões demandam esse compromisso. Você aceita a divindade e os códigos e dogmas associados a elas. De Fox Mulder que queria acreditar em vida alienígena, a todas as religiões. Em comum, a necessidade de escolher, aceitar e se comprometer a acreditar em algo que soará e será sentido como absolutamente real, profundo e eterno. Mas que, e isso não poderia ser negado mesmo pelos praticantes, carece de evidências científicas irrefutáveis. Religiões não são, para usar um termo científico, falsificáveis. Isto é, não conseguimos provar que uma determinada afirmação — por exemplo, Deus é eterno — é falsa. Nem que é verdadeira. Para além de exercícios retóricos e filosóficos, só temos duas opções: aceitar ou não.</p>
<p>Desta maneira, há sim uma possibilidade de que alguma das milhares de religiões esteja certa. Ou que todas. Ou que nenhuma. Simplesmente NÃO SABEMOS. E não há crime em não saber. Faz parte.</p>
<p>O conceito de pátria é muito similar à estrutura das religiões. É baseado em símbolos imutáveis, bandeira, brasões, cores, pressupõe um código de conduta e exige comprometimento. Deve-se respeitar a pátria. Servir. Não agir em lesa-pátria. Pensar diferente pode ser visto como trair a pátria.</p>
<p>Mas o que é pátria? Seria aquilo que nos define como povo? E o que seria o limite desse povo? Os brasileiros formamos uma pátria? Ou os cariocas? É nossa cultura, nosso jeito, nossa língua que definem o que somos como pátria? Cultura e língua são elementos mutantes, móveis, muito mais biológicos do que arqueológicos. Cultura e língua são elementos vivos. Eram diferentes no passado. Serão diferentes no futuro.</p>
<p>Como definir claramente o que é a pátria se ela é construída sobre conceitos fluidos? Como eu posso me comprometer, como poderia trair, como poderia servir algo que não é tangível?</p>
<p>Note: para as religiões, as divindades são tangíveis visto que são imutáveis e descritas, em imagens ou metáforas, em seus símbolos igualmente imutáveis. O que é a pátria? A camisa da Seleção? O Estado? Para servir à pátria, para defender a pátria, é preciso aceitar e escolher o que é a pátria. Comprometer-se com ela. Jurar a bandeira, um símbolo arbitrariamente definido de cores e formas que busca tangibilizar de forma imutável o que é fluido.</p>
<p>Yuval Noah Harari, que aborda e defende um ponto de vista igualmente cético em relação a muitos conceitos, propõe um exercício para identificarmos se agentes da História (ou de histórias) são reais ou construções culturais aceitas por nós. Escreve Yuval, em &quot;21 lições para o século 21&quot;, &quot;Quando você tem diante de si uma grande história, e quer saber se é real ou imaginária, uma das questões-chave é se o herói é capaz de sofrer. Por exemplo, se alguém lhe contar a história da nação polonesa, reserve um momento para pensar se a Polônia é capaz de sofrer.&quot; Conceitos não sofrem, não sangram, não passam fome. (*)</p>
<p>Por último, família. O fato de existir um modelo de família que é mais comum e tradicional — no sentido de formato longevo — implica imutabilidade? A família tradicional deve ter 5 filhos? Um casal? Necessariamente um primogênito homem? Um casal sem filhos feriria o molde imutável de família tradicional? Seguindo a mesma lógica, cabe a cada pessoa se comprometer com o modelo de família que acha mais saudável, feliz e “correto”. Não?</p>
<p>Quem define? Qual o Inmetro, qual o Instituto de Pesos e Medidas que define o que é Deus, Pátria e Família?</p>
<p>Se os três elementos são passíveis de interpretações pessoais, se os três dependem de uma aceitação e comprometimento individual e pessoal, como seria possível imaginar uma visão de sociedade, uma visão política, uma visão de mundo baseada na defesa incondicional de que o todo, de que a sociedade, siga um alinhamento a essas três esferas? Seria como construir uma casa sobre três alicerces móveis.</p>
<p>O problema não está em Deus, nem na família, nem na pátria. Todos somos livres para aceitar e vivenciar os deuses, as famílias e as pátrias que desejarmos. A junção perigosa dos três elementos como justificativa e defesa de modelos sociais, coletivos, faz com que o defensor dessa tríplice bandeira erga toda sua visão de mundo — e que, não raro, tenta-se impô-la aos demais — em cima de três pilares em que ele pode estar coberto de razão. Ou não.</p>
<p>Se eu jogo cara ou coroa com uma moeda, tenho 50% de chance de acertar. Se o fizer com três moedas ao mesmo tempo, a chance de acerto é muito menor. Como aceitar, então, que queiramos impor ao coletivo um compromisso que deveria ser pessoal e que tem probabilidade tão pequena de ser de fato o melhor para todos?</p>
<p><em>* O trecho do Harari foi incluído em outubro de 2018.</em></p>
<p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&#038;referrerSource=full_rss&#038;postId=5d01dad6570f" width="1" height="1"></p>
<p><a href="https://medium.com/@rcassano/por-deus-pela-fam%C3%ADlia-e-pela-p%C3%A1tria-5d01dad6570f?source=rss-94b88463f37d------2">Continue lendo no Medium »</a></p>
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		<title>Meu programa de governo para presidente</title>
		<link>http://www.cassano.com.br/brogue/2018/08/meu-programa-de-governo-para-presidente.htm</link>
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				<pubDate>Fri, 17 Aug 2018 20:27:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[rcassano]]></dc:creator>
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				<description><![CDATA[E se eu fosse candidato à presidência? Este seria meu plano de governo. Acreditamos que o Estado nada mais é que um condomínio, de propriedade e gestão dos condôminos, no caso, todos os que nasceram ou escolheram viver em nosso país. Dessa forma, o papel prioritário do Estado é propiciar qualidade de vida a seus proprietários e [&#8230;]]]></description>
								<content:encoded><![CDATA[<p><strong>E se eu fosse candidato à presidência? Este seria meu plano de governo.</strong></p>
<p>Acreditamos que <strong>o Estado nada mais é que um condomínio</strong>, de propriedade e gestão dos condôminos, no caso, todos os que nasceram ou escolheram viver em nosso país.</p>
<p>Dessa forma, <strong>o papel prioritário do Estado é propiciar qualidade de vida a seus proprietários</strong> e a infraestrutura necessária para que vivam com dignidade, oportunidades e qualidade de vida.</p>
<p>Infraestrutura, nesse contexto, é <strong>a construção de uma plataforma que permita que a realização ou não de planos pessoais ou institucionais de realização, crescimento e aprimoramento sejam limitados somente pela capacidade própria e não pelo peso da ineficiência ou ausência estatal.</strong> Desta forma, do prisma familiar ao institucional, <strong>entende-se infraestrutura como a rede de saúde e saneamento, educação (incluindo pesquisa e Ciência), segurança pública e transporte</strong>s.</p>
<p>Como em um condomínio, sustentado pelos condôminos, <strong>o Estado precisa ser forte e presente nessa infraestrutura e pequeno e invisível no que tange à individualidade dos cidadãos, visto que o Estado não é maior ou soberano a estes.</strong></p>
<p>Cabe ao Estado investir e administrar, ainda que em parceria com a iniciativa privada, frentes ligadas aos temas acima, com objetivo de garantir <strong>acesso igualitário e de qualidade a todos</strong>.</p>
<p>Não é papel do Estado competir com entes privados em iniciativas que não resultem diretamente em qualidade de vida para os cidadãos. Defendemos o <strong>fortalecimento do Sistema Único de Saúde e da rede educacional, da educação básica à pesquisa acadêmica. Gratuita, universal e de qualidade. Mas defendemos também a privatização de negócios não críticos</strong> como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Correios, aeroportos em capitais e outras estatais.</p>
<p>Isso se deve ao entendimento deste papel híbrido: <strong>estado Grande e presente não apenas para quem precisa, mas para o que se é preciso garantir, e pequeno no que pode ser executado por seus condôminos.</strong></p>
<p>Neste contexto, <strong>o papel das agências reguladoras é fundamental </strong>e elas devem ser reforçadas. Acreditamos na força e na qualidade da iniciativa privada para conduzir negócios, mas não numa autonomia irrestrita à “mão invisível do mercado”. <strong>Empreender deve ser simples, com regras claras e seguras, mas não sem acompanhamento do Estado no sentido único de que a atividade empreendedora não pode obter seu sucesso em detrimento dos valores básicos que o Estado visa proteger</strong>. Em outras palavras, dar-se-á total apoio e incentivo à iniciativa empreendedora desde que ela não desfaça ou cause danos à missão do Estado de prover saúde, educação e infraestrutura à sociedade. Exemplos dessa visão estão no rígido controle de licenças ambientais e na exigência de contrapartidas socioambientais às empresas.</p>
<p><strong>Não será aceito que empresas prosperem às custas da exploração da mão de obra, da degradação do meio-ambiente</strong> ou do monopólio ou cerceamento da infraestrutura logística. Por outro lado, se não cabe ao Estado fazer o papel das empresas, também não cabe às empresas assumir o papel do Estado. <strong>Com Saúde e Educação de qualidade, não deve caber à iniciativa privada prover estes serviços, ainda que sob a forma de benefícios, que dessa forma tendem a se tornar desnecessários, desonerando as empresas.</strong> A desoneração da folha salarial se dará, também, pelo aprimoramento da política tributária e das regras trabalhistas, permitindo flexibilidade e modelos de trabalho como home office e cargas horárias flexíveis. Os investimentos em mobilidade também tenderão a reduzir os custos com transporte e ausências.</p>
<p><strong>Haverá incentivo ao aumento do salário real ao se condicionar a tributação de IRPJ ao % do faturamento bruto que é destinado à folha. Ou seja, quanto mais uma empresa direciona seu faturamento para remunerar pessoal (pagando mais a mais pessoas), menos imposto é devido</strong>, uma vez que estes funcionários, ao consumir e investir, pagarão o devido tributo. A receita chegará ao Estado de qualquer maneira mas, antes de voltar aos cofres públicos, passará por mais pessoas. A empresa que optar pelo caminho da automação, ampliando o faturamento x funcionário (e, por sua vez, gerando menos empregos ou empregos menos remunerados, dará sua contribuição por meio de maior alíquota de imposto de renda).</p>
<p><strong>É importante frisar o peso do binômio Saúde-Educação, que deve ser tratado como prioridade absoluta, sem priorizar apenas a educação de base.</strong></p>
<p><strong>Saúde e educação devem ser vistos não como benesses sociais e paternalistas, mas como um investimento em infraestrutura</strong>. Pessoas saudáveis e educadas dependem menos do Estado, geram inovação em artes e ciências e promovem crescimento econômico e social, além de terem melhor condições para lutar pelo equilíbrio social e, como nas gestões eficientes do bem comum, fiscalizar o Estado e defender seus interesses.</p>
<p>Papel fundamental neste processo de equalização social, visto que partimos de um contexto de enorme desigualdade, é a <strong>garantia de uma renda mínima à população</strong>, pelo menos até termos comprovada a redução da desigualdade social e mitigados os efeitos da crescente substituição de empregos humanos por automação.</p>
<p>Esta renda mínima obviamente gera custos para a sociedade, o que só aumenta a responsabilidade do estado de prover serviços de qualidade. Por isso, trabalharemos com viés inicial e prioritário de não se considerar aumentos de impostos, mas sim <strong>simplificação da carga tributária, reduzindo a tributação sobre trabalho e sobre produção e aumentando a tributação sobre renda e capital</strong>.</p>
<p>Também, a molde das agências reguladoras do setor privado, serão criados <strong>processos para controle e incremento da qualidade do setor público</strong>, atrelando-se, entre outras medidas, a remuneração variável do funcionalismo (hoje diluída em “penduricalhos” e gratificações) à avaliação de qualidade do serviço público por órgãos independentes e pelo cidadão, consumidor dos serviços. <strong>Que a sociedade pague mais por bons serviços, por meio dos tributos, fazendo com que este servidor público eficiente seja justamente recompensado, mas que o serviço público ineficiente custe menos ao cidadão</strong>.</p>
<p>Por fim, com o entendimento de que <strong>não é direito do Estado intervir nas decisões individuais</strong>, devem ser tratadas de forma direta e abrangente a garantia de <strong>direitos LGBT, a</strong> <strong>legalização da maconha e dos jogos de azar</strong>, e um debate efetivo sobre a legalização do aborto, que seja tratado pela ótica da saúde pública e dos amparos científicos — de qual o direito à individualidade do feto — , e não pelo viés religioso. <strong>O Estado é laico e deve agir como tal</strong>.</p>
<p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&#038;referrerSource=full_rss&#038;postId=ae2645e55497" width="1" height="1"></p>
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		<title>Como melhorar as campanhas políticas? Proibindo as campanhas</title>
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				<pubDate>Fri, 22 Apr 2016 17:55:39 +0000</pubDate>
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				<description><![CDATA[O jornalista Pedro Doria fez em sua s&#233;rie de artigos sobre hist&#243;ria e sobre o momento pol&#237;tico atual brasileiro uma das explana&#231;&#245;es mais l&#8230; Continue reading on Medium &#187; Continue lendo no Medium &#187;]]></description>
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<p class="medium-feed-snippet">O jornalista Pedro Doria fez em sua s&eacute;rie de artigos sobre hist&oacute;ria e sobre o momento pol&iacute;tico atual brasileiro uma das explana&ccedil;&otilde;es mais l&hellip;</p>
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		<title>&#8220;O futuro das conversações&#8221; in Dossiê Futuro</title>
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				<pubDate>Tue, 08 Dec 2015 15:15:35 +0000</pubDate>
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				<description><![CDATA[Pedro sacou seu smartphone, procurou no Google por uma foto bacana para o Dia Internacional da Mulher &#8212; alguma com flores, colorida. Abriu&#8230; Continue reading on Medium » Continue lendo no Medium »]]></description>
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<p class="medium-feed-snippet">Pedro sacou seu smartphone, procurou no Google por uma foto bacana para o Dia Internacional da Mulher &#8212; alguma com flores, colorida. Abriu&#8230;</p>
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		<title>&#8220;O futuro do carro&#8221; in Dossiê Futuro</title>
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				<pubDate>Tue, 08 Dec 2015 15:15:33 +0000</pubDate>
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				<description><![CDATA[Praticamente todas as conversas que tive at&#233; agora citaram os efeitos de carregarmos os celulares conosco. Mas e quando s&#227;o eles que nos&#8230; Continue reading on Medium » Continue lendo no Medium »]]></description>
								<content:encoded><![CDATA[<div class="medium-feed-item">
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<p class="medium-feed-snippet">Praticamente todas as conversas que tive at&#233; agora citaram os efeitos de carregarmos os celulares conosco. Mas e quando s&#227;o eles que nos&#8230;</p>
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		<title>&#8220;O futuro da tecnologia — a era do pós-gadget?&#8221; in Dossiê Futuro</title>
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				<pubDate>Tue, 08 Dec 2015 15:15:30 +0000</pubDate>
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				<description><![CDATA[Quando herdei a edi&#231;&#227;o da revista internet.br de seus criadores, Fernando Villela e Jaqueline Pedreira, preservei uma diretriz que marcou a&#8230; Continue reading on Medium » Continue lendo no Medium »]]></description>
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<p class="medium-feed-snippet">Quando herdei a edi&#231;&#227;o da revista internet.br de seus criadores, Fernando Villela e Jaqueline Pedreira, preservei uma diretriz que marcou a&#8230;</p>
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		<title>&#8220;O futuro da sociedade — parte 2&#8221; in Dossiê Futuro</title>
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				<pubDate>Tue, 08 Dec 2015 15:15:28 +0000</pubDate>
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				<description><![CDATA[Nesta segunda parte da conversa com Carlos Nepomuceno, jornalista, professor e pesquisador, vamos discutir as contradi&#231;&#245;es das gigantes da&#8230; Continue reading on Medium » Continue lendo no Medium »]]></description>
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<p class="medium-feed-snippet">Nesta segunda parte da conversa com Carlos Nepomuceno, jornalista, professor e pesquisador, vamos discutir as contradi&#231;&#245;es das gigantes da&#8230;</p>
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		<title>Como um desmoronamento em 1801 levou ao MP3 e aos smartphones</title>
		<link>http://www.cassano.com.br/brogue/2015/05/como-um-desmoronamento-em-1801-levou-ao-mp3-e-aos-smartphones.htm</link>
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				<pubDate>Fri, 29 May 2015 20:47:55 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Medium]]></category>

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				<description><![CDATA[Gosto de ler coisagrafias, biografias n&#227;o de pessoas, mas de coisas ou de ideias. Entender como elas surgiram, que desafios seus criadores&#8230; Continue reading on Medium » Continue lendo no Medium »]]></description>
								<content:encoded><![CDATA[<div class="medium-feed-item">
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<p class="medium-feed-snippet">Gosto de ler coisagrafias, biografias n&#227;o de pessoas, mas de coisas ou de ideias. Entender como elas surgiram, que desafios seus criadores&#8230;</p>
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		<title>Problema de Ego</title>
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				<pubDate>Fri, 01 May 2015 23:18:01 +0000</pubDate>
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				<description><![CDATA[Escrito em 2005, esse conto de fic&#231;&#227;o cient&#237;fica narra a desventura de um homem ciumento que usa um androide para seguir sua mulher. Continue reading on Medium » Continue lendo no Medium »]]></description>
								<content:encoded><![CDATA[<div class="medium-feed-item">
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<p class="medium-feed-snippet">Escrito em 2005, esse conto de fic&#231;&#227;o cient&#237;fica narra a desventura de um homem ciumento que usa um androide para seguir sua mulher.</p>
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<p><a href="http://ift.tt/1PcZtkY">Continue lendo no Medium »</a></p>
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		<title>Como (não) jogar US$ 40 bilhões no lixo em um papo no café</title>
		<link>http://www.cassano.com.br/brogue/2015/04/como-nao-jogar-us-40-bilhoes-no-lixo-em-um-papo-no-cafe.htm</link>
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				<pubDate>Thu, 30 Apr 2015 15:01:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[rcassano]]></dc:creator>
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				<description><![CDATA[Entender o peso do iPhone nos resultados da Apple &#233; ver as diferen&#231;as entre comodismo e voca&#231;&#227;o, medo e cautela, hist&#243;ria e destino. Continue reading on Medium » Continue lendo no Medium »]]></description>
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<p class="medium-feed-snippet">Entender o peso do iPhone nos resultados da Apple &#233; ver as diferen&#231;as entre comodismo e voca&#231;&#227;o, medo e cautela, hist&#243;ria e destino.</p>
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		<title>Toda delação será premiada</title>
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				<pubDate>Tue, 07 Apr 2015 20:46:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[rcassano]]></dc:creator>
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				<description><![CDATA[Maria exigiu que a m&#227;e arrumasse um delator bem alto e bonito para dan&#231;ar sua valsa de 15 anos. Tudo bem que ela aliviou, e aceitou outro&#8230; Continue reading on Medium » Continue lendo no Medium »]]></description>
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<p class="medium-feed-snippet">Maria exigiu que a m&#227;e arrumasse um delator bem alto e bonito para dan&#231;ar sua valsa de 15 anos. Tudo bem que ela aliviou, e aceitou outro&#8230;</p>
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		<title>Vai lá e resolve!</title>
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				<pubDate>Thu, 05 Mar 2015 18:32:30 +0000</pubDate>
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				<description><![CDATA[&#8220;Eu vou mudar o mundo. Com meus dedinhos, eu posso tudo.&#8221; O que nossa cren&#231;a nos superpoderes das crian&#231;as p&#243;s-iPhone vai fazer com elas? Continue reading on Medium » Continue lendo no Medium »]]></description>
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<p class="medium-feed-snippet">&#8220;Eu vou mudar o mundo. Com meus dedinhos, eu posso tudo.&#8221; O que nossa cren&#231;a nos superpoderes das crian&#231;as p&#243;s-iPhone vai fazer com elas?</p>
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		<title>Quanto está valendo sua privacidade?</title>
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				<pubDate>Fri, 14 Nov 2014 01:48:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[rcassano]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Medium]]></category>

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				<description><![CDATA[Se tratarmos a privacidade como um capital, poderemos valor&#225;-la, entender que pagamos com ela por servi&#231;os e lutar contra seu roubo. Continue reading on Medium » Continue lendo no Medium »]]></description>
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<p class="medium-feed-snippet">Se tratarmos a privacidade como um capital, poderemos valor&#225;-la, entender que pagamos com ela por servi&#231;os e lutar contra seu roubo.</p>
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		<title>Joga por mim, Brasil</title>
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				<pubDate>Mon, 07 Jul 2014 14:49:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[rcassano]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Medium]]></category>

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				<description><![CDATA[O problema n&#227;o &#233; com eles. &#201; com a gente. Ali, no campo, s&#227;o onze contra onze. Continue reading on Medium » Continue lendo no Medium »]]></description>
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<p class="medium-feed-snippet">O problema n&#227;o &#233; com eles. &#201; com a gente. Ali, no campo, s&#227;o onze contra onze.</p>
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		<title>Aquele estranho domingo de maio</title>
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				<pubDate>Wed, 30 Apr 2014 19:41:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[rcassano]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Medium]]></category>

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				<description><![CDATA[Naquele domingo eu n&#227;o vi a corrida. H&#225; alguns meses vinha trocando os GPs pela reuni&#227;o na loja Rosacruz do M&#233;ier, que eu frequentava. Continue lendo no Medium »]]></description>
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<p class="medium-feed-snippet">Naquele domingo eu n&#227;o vi a corrida. H&#225; alguns meses vinha trocando os GPs pela reuni&#227;o na loja Rosacruz do M&#233;ier, que eu frequentava.</p>
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		<title>O Álbum da Copa e a Economia colaborativa</title>
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				<pubDate>Tue, 29 Apr 2014 16:37:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[rcassano]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Medium]]></category>

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				<description><![CDATA[Depois de velho, resolvi colecionar meu primeiro &#225;lbum de figurinhas da Copa do Mundo. Continue lendo no Medium »]]></description>
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<p class="medium-feed-snippet">Depois de velho, resolvi colecionar meu primeiro &#225;lbum de figurinhas da Copa do Mundo.</p>
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