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	<title>DOMINUS EST</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>INFALIBILIDADE PAPAL: QUAIS OS LIMITES?</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Sep 2026 13:11:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeo e Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Daniele di Sorco]]></category>

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		<description><![CDATA[Em entrevista concedida ao Distrito italiano da Fraternidade São Pio X e publicada em 11 de agosto de 2026, o Padre Daniele Di Sorco expõe os limites da infalibilidade papal e os diferentes graus do magistério do Papa. FSSPX Itália &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/infalibilidade-papal-quais-os-limites/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: center;"><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/PljRoV6Pfn0?si=4eNpx5dTuDIN_oHZ" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><strong><span class="tm7" style="color: #000000;">Em entrevista concedida ao Distrito italiano da Fraternidade São Pio X e publicada em 11 de agosto de 2026, o Padre Daniele Di Sorco expõe os limites da infalibilidade papal e os diferentes graus do magistério do Papa.</span></strong></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">FSSPX Itália —</span></strong><span class="tm7"> Quais são os limites da infalibilidade papal? Em particular, como distinguir entre o ensinamento privado do Papa, o magistério público não infalível e a definição solene </span><em><span class="tm9">ex cathedra</span></em><span class="tm7"> ? E o que aconteceria se um Papa ensinasse algo contrário a uma verdade já definida pelo magistério anterior?</span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">Padre Daniele di Sorco —</span></strong><span class="tm7"> O ensinamento católico sobre a infalibilidade do Papa encontra-se, em primeiro lugar, no Concílio Vaticano I, um grande ato do magistério que definiu essa verdade, e, em segundo lugar, no ensinamento de teólogos católicos antes, durante e também depois do Concílio, que esclareceram, sob a orientação do magistério, o verdadeiro significado desses ensinamentos.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">É preciso, antes de tudo, distinguir entre o ensinamento privado e o ensinamento público do Papa.</span><span id="more-35790"></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><strong><span class="tm7" style="color: #000000;">O ensinamento privado é aquele que o Papa transmite sem comprometer, de forma alguma, sua autoridade.</span></strong></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Por exemplo, quando o Papa escreve um livro. Um exemplo entre tantos poderia ser o livro “Jesus de Nazaré”, escrito por Bento XVI, que declarou expressamente não querer comprometer a autoridade</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">papal. Todos concordam que esse tipo de ensinamento não é de forma alguma infalível. </span><span class="tm7">O Papa fala, então, como doutor privado. Seu ensinamento possui, nesse caso, o valor do ensinamento de qualquer pessoa.</span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Consideremos agora o caso do ensinamento público do Papa, isto é, quando o Papa faz uso de sua autoridade apostólica.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><strong><span class="tm7" style="color: #000000;">Existem dois tipos de magistério público.</span></strong></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><strong><span class="tm7" style="color: #000000;">O primeiro é aquele em que o Papa pretende exercer sua autoridade no grau supremo. Nesse caso, o Papa goza de infalibilidade.</span></strong></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Mas aqui, mais uma vez, é preciso fazer uma distinção muito importante. O Papa, diz o Concílio Vaticano I, goza de infalibilidade quando define uma verdade de fé. O que significa definir uma verdade de fé ou moral? Significa que, antes dessa definição, existe na Igreja uma doutrina que ou ainda é objeto de debate ou já é crida e considerada certa, mas ainda não com a certeza própria da fé. Em determinado momento, o Papa intervém, põe fim ao debate e declara, por sua autoridade, que essa doutrina pertence ao depósito da fé.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">É evidente que, para realizar algo dessa natureza, o Papa precisa de uma assistência especial: a assistência particular do Espírito Santo, que o preserva de todo erro. Por quê? Porque, em um caso como este, não há outro critério para estabelecer onde reside a verdade, qual é a verdadeira doutrina. É por isso que essa assistência especial do Espírito Santo se faz necessária.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Uma verdade que era objeto de debate, ou que em todo caso ainda não era crida pela fé, é definida pelo Papa. Nesse ato de definição, o Papa goza de auxílio especial que torna essa definição infalível. Mas é necessário que o Papa a defina, isto é, que seja uma doutrina ainda não definida e que o Papa a esclareça e decida definitivamente.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Como esclarece o teólogo franciscano Umberto Betti, que escreveu em 1961 uma famosa obra sobre o Concílio Vaticano I e que mais tarde se tornaria cardeal, quando se depara com uma verdade de fé já definida, o Papa não pertence mais à Igreja que ensina, mas à Igreja que é ensinada, no sentido de que ele próprio também está vinculado a essa verdade.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Betti afirma que, quando se trata de verdades já definidas, o Papa não goza mais da infalibilidade. Em que sentido?</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Suponhamos que um dia um Papa declarasse que a Virgem Maria não foi concebida sem pecado original, negando assim o dogma da Imaculada Conceição proclamado por Pio IX. Nesse caso, o Papa não estaria assistido pela infalibilidade. Por quê? Porque, como já dissemos, a infalibilidade só é garantida para a definição de uma verdade de fé. Quando nos deparamos com uma verdade já definida, já possuímos um critério para discernir entre a verdade e o erro: a definição já dada pelo Magistério anterior.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Permitam-me repetir isso com um exemplo concreto.</span><span class="tm7"> Quando Pio IX definiu como verdade de fé que a Santíssima Virgem era imaculada, ele foi divinamente assistido e seu ato foi infalível, precisamente porque se tratava de uma verdade que ainda não havia sido definida. Mas se, amanhã, um Papa quisesse novamente pronunciar-se sobre a Imaculada Conceição de maneira contrária ou incompatível com a definição de Pio IX, ele não seria diretamente assistido pela infalibilidade. Por quê? Precisamente porque os fiéis já disporiam de um critério absolutamente certo que lhes permitiria compreender que o Papa está errado: essa verdade já foi definida por outro Papa.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><strong><span class="tm7" style="color: #000000;">O Papa pode, então, exercer seu poder e proferir um ensinamento público valendo-se de sua autoridade, mas sem comprometê-la no grau supremo.</span></strong></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Isso ocorre, por exemplo, quando um Papa profere um ensinamento esclarecendo que não está definindo uma verdade de fé, quando não utiliza expressões como: “Eu defino”, “Quero impor isso a todos os fiéis como verdade de fé”, “Todos devem crer nisso”.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Esse ensinamento às vezes é chamado de ensinamento &#8220;ordinário&#8221;, embora o termo mais preciso seja &#8220;ensinamento não infalível&#8221;. </span><span class="tm7">Esse ensinamento não é, contudo, opcional, como se o fiel pudesse decidir aceitá-lo ou não. Trata-se de um ensinamento ao qual o fiel deve aderir por meio de um assentimento que não é simplesmente externo, mas também interno.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">No entanto, atenção: nesse caso, dizem todos os teólogos, o Papa não é infalível. É por isso que esse assentimento é um assentimento condicionado. Ele se baseia nesta condição: eu adiro a esse ensinamento, a menos que a Igreja, por meio de uma autoridade igual ou superior, ensine outra coisa.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">É precisamente por essa razão que a Fraternidade São Pio X rejeita certos ensinamentos do Concílio Vaticano II e do período pós-conciliar: porque se trata de ensinamentos que se opõem ao que a Igreja já ensinou de forma definitiva.</span></p>
<p class="Normal" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span></p>
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		<title>A VIRTUDE DA FORTALEZA EM TEMPOS DE CRISE</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Sep 2026 12:49:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Virtudes]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte: Le Parvis nº 169 – Tradução: Dominus Est O martírio é o principal ato da virtude da fortaleza. A crise atual na Igreja pode-nos levar a várias perguntas e, entre elas: Quanto tempo irá durar? Parece haver muitas opções &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-virtude-da-fortaleza-em-tempos-de-crise/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2025/02/Saint_Etienne_martyre.jpg" alt="" width="491" height="331" /></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2026/09/Parvis-169.pdf">Le Parvis nº 169</a></span> – Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><em>O martírio é o principal ato da virtude da fortaleza.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A crise atual na Igreja pode-nos levar a várias perguntas e, entre elas: Quanto tempo irá durar? Parece haver muitas opções para lidar com o sofrimento e as inquietações que ela provoca. Tanto a precipitação quanto a hesitação prolongada, mesmo que com boas ações, nos conduzem pelo caminho errado e nos levam a tomar decisões equivocadas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nestes tempos marcados por incertezas, sofrimentos e provações, a doutrina católica oferece uma perspectiva especial por meio da virtude da fortaleza, uma das quatro virtudes cardeais. Ela pode ser definida da seguinte forma: “<em>A fortaleza é a virtude moral que assegura, diante das dificuldades, firmeza e constância na busca do bem. Ela fortalece a resolução de resistir às tentações e superar os obstáculos na vida moral. A virtude da fortaleza nos capacita a vencer o medo, inclusive da morte, e a enfrentar provações e perseguições. Ela nos dispõe a chegar até a abnegação e ao sacrifício da própria vida para defender uma causa justa.”</em> Essa virtude não é uma simples resistência estoica ou uma coragem puramente natural. É uma disposição habitual da alma, aperfeiçoada pela graça, que ordena o apetite irascível — aquela parte de nós que reage às dificuldades e ameaças — segundo a razão iluminada pela fé. Santo Tomás de Aquino, na Suma Teológica (I-II, q. 123), esclarece que a fortaleza tem como principal objeto o medo e a ousadia, particularmente diante dos perigos da marte. Consiste em dois movimentos complementares: &#8220;<em>aggredi</em>&#8221; (enfrentar, atacar o mal) e <em>&#8220;sustinere</em>&#8221; (suportar; perseverar). Em tempos de crise, é frequentemente o segundo que prevalece: a paciência e a constância diante daquilo que não pode ser mudado imediatamente.</span><span id="more-35805"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>A Fortaleza diante das crises contemporâneas na Igreja e da sociedade.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Crises econômicas, sociais, espirituais, religiosas ou pessoais naturalmente geram medo, angústia, desânimo e, por vezes, desespero. Em meio à tempestade, alguns acreditam ser mais prudente abandonar o barco em um mar turbulento e acabam sendo engolidos pelas ondas; outros mudam de rumo às cegas, com uma bússola que se desvia constantemente; outros ainda, como um piloto de avião afetado pela desorientação espacial por não ter mais seus pontos de referência habituais, tomam decisões com base em seus sentimentos e sensações, em vez de confiar nos instrumentos ainda disponíveis. A virtude da fortaleza não nega essas emoções; ela as domina. Impede que a alma fique paralisada. A fortaleza combate primeiramente os inimigos internos: a ansiedade, o medo e as dúvidas que imobilizam. Ela torna a pessoa resiliente, capaz de permanecer fiel ao bem mesmo quando tudo parece desmoronar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa força encontra seu modelo supremo em Jesus Cristo. Na Cruz, Nosso Senhor enfrentou o sofrimento e a morte não por temeridade, mas por amor inabalável. <em>“No mundo tereis aflições; mas tende coragem? Eu venci o mundo</em>” (João 16, 33). Os mártires, cujo sacrifício é considerado por Santo Tomás de Aquino como o ato de força mais perfeito, ilustram essa verdade: eles preferiram a fidelidade a Deus à preservação de suas vidas terrenas. Hoje, a fortaleza se manifesta menos frequentemente no martírio sangrento do que na fidelidade cotidiana: continuar a amar a Igreja, a rezar, a trabalhar pelo bem comum e pela salvação das almas, a defender a verdade apesar das pressões, das perdas ou das incompreensões. A fortaleza não está isolada. Ela se apoia nas outras virtudes cardeais (prudência, justiça, temperança) e, ainda mais, pelas virtudes teologais. A fé dá sentido às provações; a esperança nos impede de ceder ao desespero; a caridade motiva o sacrifício. Ela também é elevada pelo dom do Espírito Santo, que leva o mesmo nome. Assim, o que é impossível apenas com a força humana torna-se possível pela graça.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>“Minha força vem do Senhor.” </em>(Salmo 118, 14).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Praticando a Fortaleza hoje</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como cultivar essa virtude em tempos de crise?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Primeiro, por meio da oração humilde e perseverante, que une a alma à fonte de toda fortaleza. Depois, por meio de atos diários de fidelidade: cumprindo nossos compromissos apesar do cansaço de uma crise prolongada, recusando mentiras ou concessões fáceis, amparando todas as almas que estão desorientadas e aceitando o sofrimento sem amargura. A paciência (suportar o presente) e a perseverança (perseverar na bondade) são preciosas aliadas da força.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É preciso também evitar os extremos opostos: a covardia, que foge do dever, e a imprudência, que se lança ao perigo sem discernimento. Ambas vão contras à virtude da prudência. A verdadeira força é moderada, orientada para o verdadeiro bem e sempre aberta à misericórdia. A força mantém a alma na calma, na paz e na coragem, apesar do desprezo, da injustiça e do ostracismo.</span><br />
<span style="color: #000000;"> Nas crises que abalam o nosso mundo, a Igreja e as nossas vidas, ela transforma as dificuldades em oportunidades de crescimento espiritual e aumenta os nossos méritos. Ela nos lembra que o bem não é vencido pelo mal e que aqueles que confiam em Deus podem permanecer firmes, mesmo quando tudo parece estar desmoronando.</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Padre Philippe Pazat, FSSPX</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
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		<title>IDE E “DIALOGAI” EM NOME DO PAI, DO FILHO E DO ESPÍRITO SANTO</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Sep 2026 13:40:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Ecumenismo]]></category>

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		<description><![CDATA[No dia 16 de setembro de 2026 foi publicado no site da Santa Sé o último documento aprovado pelo papa Leão XIV e assinado pelos prefeitos dos dicastérios para a Promoção da unidade dos cristãos, para o Diálogo inter-religioso e &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/ide-e-dialogai-em-nome-do-pai-do-filho-e-do-espirito-santo/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/district-italia/cristianesimo-ebraismo_0.jpg?itok=co3N5RXj" alt="" width="491" height="280" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>No dia 16 de setembro de 2026 foi publicado no site da Santa Sé o último documento aprovado pelo papa Leão XIV e assinado pelos prefeitos dos dicastérios para a Promoção da unidade dos cristãos, para o Diálogo inter-religioso e para a Doutrina da fé. A presença desse último, na pessoa do cardeal Fernández, é particularmente significativa: ela enfatiza a extensão doutrinária do documento.</strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.news/fr/news/allez-et-dialoguez-au-nom-du-pere-du-fils-et-du-saint-esprit-61116">DICI</a></span> &#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Trata-se da nota <a href="https://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_ddf_doc_20260916_nota-cammino-speranza_po.html"><span style="color: #0000ff;"><em>Um caminho de esperança. Sessenta anos de diálogo e de fraternidade inter-religiosa à luz da declaração conciliar</em> <em>Nostra ætate</em></span><em>. </em></a>O título e o subtítulo já dizem quase tudo. Limitar-nos-emos a algumas observações. Aqueles que desejarem aprofundar a questão encontrarão material suficiente nos textos citados em nota.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A nota recorda que <em>“a declaração Nostra ætate nasceu após a Segunda Guerra mundial e que inicialmente não se referia ao diálogo com as demais religiões, mas constituía uma resposta às trágicas consequências do antissemitismo, que culminaram na Shoah”</em>. Foi após o seu encontro <em>“com o judeu Jules Isaac</em> (ateu e comunista, <em>ndt.</em>), <em>tornado possível pela mediação de Maria Vingiani, fundadora do Secretariado para as Atividades Ecumênicas”</em>, que João XXIII, <em>“já muito sensível a essa questão, […] encarregou o cardeal Augustin Bea de redigir um texto conciliar destinado a sanar e renovar as relações entre a Igreja e o povo judeu”</em> (§ 4).</span><span id="more-35821"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Na base, um erro de lógica</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O texto afirma que as autoridades da Igreja, sob João XXIII, empreenderam <em>“sanar e renovar as relações entre a Igreja e o povo judeu”</em> <strong>como resposta </strong>aos trágicos efeitos do antissemitismo. Logicamente, tal raciocínio é um <em>non sequitur</em>: a conclusão não decorre das premissas. Perguntamo-nos, com efeito: que<strong> elo de casualidade</strong> existe entre o antissemitismo e a doutrina católica, que teria obrigado a Igreja a “retificar” essa última? Nenhum. A Igreja já tinha condenado explicitamente o antissemitismo de origem racial[1]. Em contrapartida, o que ela sempre ensinou diz respeito ao <strong>domínio religioso</strong> e jamais deve conduzir à perseguição física dos judeus. Se tais perseguições ocorreram, sua responsabilização deve ser imputada aos homens que delas participaram, e não ao ensinamento bimilenar da Igreja.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O magistério entre defesa dos judeus e crítica do judaísmo</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por que a doutrina católica relativa à reprovação dos judeus não pode ser retificada?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Inicialmente, porque ela é ensinada explicitamente pelo Salvador em várias passagens do Evangelho, especialmente na parábola dos vinhateiros homicidas[2] e nesta sentença: <strong><em>“Assim vos digo, o Reino de Deus vos será retirado e será entregue a uma nação que produzirá frutos.”</em></strong> Em seguida, porque ela se apoia na Tradição, desde os Padres da Igreja até o consentimento unânime dos teólogos <strong>antes de 1960</strong>, coincidentemente[3].</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É possível encontrar uma síntese esclarecedora disso em Jean Daniélou, teólogo progressista francês, muito influente no Concílio Vaticano II, e representante da <em>nouvelle théologie</em>:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Resta este fato essencial de que o povo judeu, ao rejeitar o cristianismo, associou-se efetivamente à decisão de seus líderes contra Jesus. Com efeito, ao se recusar a reconhecer a divindade de Cristo, ele deveria considerá-lo como um blasfemo e, de acordo com a Lei, decretar sua morte.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Logo, se podemos dizer que a morte de Cristo foi, em sua decisão inicial, uma questão apenas dos chefes do povo judeu, <strong>todo o povo ratificou em seguida essa decisão por sua incredulidade.</strong> Assim, o povo judeu, depositário da Promessa e da Aliança, rejeitou, no dia em que lhe foi dado, o objeto da Promessa. Não diremos que essa recusa atribui a cada um dos membros desse povo uma responsabilidade ou uma reprovação pessoal. Cremos, antes, que se trata de uma misteriosa economia coletiva.[4]”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O que o judaísmo diz do cristianismo</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Todavia, a hierarquia eclesiástica contemporânea não quer ouvir nada, e a cada ano multiplica cada vez mais os <em>non sequitur.</em> A nota continua: <em>“Quando, a propósito do judaísmo, afirmamos que não podemos ignorar uns aos outros, isso implica igualmente que a religiosidade dos atuais judeus – e não só aquela ligada ao Primeiro Testamento – apresenta um interesse para os cristãos.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Como afirma o papa Francisco: “Deus continua a agir no povo da Antiga Aliança” (Evangelii gaudium). A religiosidade hebraica pode, com efeito, ser considerada <strong>como um efeito da Palavra revelada, sempre viva e eficaz, que eles acolheram</strong>; ela constitui, por essa razão, um valor atual e dinâmico, que sempre pode nos enriquecer” </em>(§ 13). Logo, eis a teologia da substituição sendo dispensada.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Porém, há mais. Prestemos atenção nas palavras: o texto afirma que a <em>“religiosidade dos <strong>atuais judeus</strong>”</em>, enquanto <em>“efeito da Palavra revelada, <strong>sempre</strong> viva e eficaz”</em>, constitui <em>“um <strong>valor atual </strong>e dinâmico, que pode sempre <strong>nos enriquecer</strong>”</em>. Ora, todo aquele que possui um conhecimento, mesmo elementar, da religiosidade atual dos judeus sabe que seu texto de referência fundamental é o <em>Talmud</em>, em certos aspectos, antes mesmo da <em>Torah</em> (ou seja, o Pentateuco), porque o <em>Talmud</em> possibilita interpretar a <em>Torah</em>, captar o seu mais autêntico sentido e ir além, pela coletânea das diversas tradições hebraicas. Sem nos estender sobre esse ponto, recordamos que o <em>Talmud</em> designa Jesus por uma série de expressões ofensivas que omitimos por simples decência, e afirma que ele estaria queimando no inferno, mergulhado em excrementos borbulhantes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Outra obra importante para a fé hebraica é o <em>Livro do conhecimento</em> de Maimônides, compêndio de regras e ritos, cuja versão hebraica[5] afirma que é dever de cada crente <em>“exterminar com as próprias mãos”</em> os infiéis (os não judeus), entre os quais <em>“Jesus de Nazaré e seus discípulos, […] possa seu nome maligno ser apagado”</em>. É interessante constatar que essa última invocação anticristã não aparece na tradução inglesa impressa comparada: somente os judeus e aqueles que conhecem o hebraico podem, portanto, lê-la[6].  </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Que os fiéis católicos (ou deveríamos dizer os católicos fiéis?) tenham isso em mente, pois o papa, fazendo eco à <em>Nostra ætate,</em> reafirma que <em>“<strong>o respeito e a estima</strong> são os fundamentos indispensáveis do diálogo interreligioso e das relações com o judaísmo”</em> (§ 9).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Ide e… dialogai</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A nota acrescenta que <em>“<strong>o diálogo judaico-cristão não pode ser considerado como uma prática acessória</strong> para os cristãos, cujo único propósito seria conhecer melhor o judaísmo, manter relações diplomáticas ou até simplesmente cultivar a amizade com o povo judeu: trata-se, na verdade, de conscientizar-se plenamente da sua própria identidade original”</em>. Isso é estranho: durante dois milênios, a palavra “diálogo” não aparece uma única vez nos documentos dos concílios, das encíclicas ou em qualquer outra parte da pregação católica[7]; todavia, ela aparece 150 vezes nesta nota. Apresentam-nos esse diálogo como um meio necessário para sabermos quem somos, em nossa relação com aqueles que blasfemam o nome de Cristo e que desejariam ver os cristãos desaparecerem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É melhor pararmos por aqui, com um brevíssimo resumo dos efeitos dessa catequese baseada no diálogo:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“O católico médio, falamos do famoso “católico de banco”, tem começado a refletir e a tirar as consequências disso. Se o padre nos diz para irmos ouvir a pastora “Valnice” na paróquia, ou até mesmo a convida para pronunciar a homilia na igreja durante a Semana de oração pela unidade dos cristãos, então isso significa que:</span></p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #000000;">Um padre católico e a pastora são a mesma coisa;</span></li>
<li><span style="color: #000000;">A Igreja católica e os protestantes são a mesma coisa;</span></li>
<li><span style="color: #000000;">A missa católica e o culto protestante são a mesma coisa;</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Se alguém é protestante, de nada lhe serve se converter ao catolicismo;</span></li>
<li><span style="color: #000000;">As mulheres também podem ser sacerdotes, e os sacerdotes podem se casar;</span></li>
<li><span style="color: #000000;">De nada serve ouvir o Papa e a Igreja, basta ler a Bíblia de vez em quando;</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Se alguém não vai à missa de domingo, que mal há nisso?</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Lutero tinha razão;</span></li>
<li><span style="color: #000000;">A Igreja estava errada;</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Se a Igreja estava errada no século XVI, ela também pode estar errada hoje.</span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se o convidado especial for um rabino, o “católico de banco” tirará as seguintes consequências lógicas:</span></p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #000000;">Judeus e cristãos acreditam no mesmo Deus;</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Judaísmo e cristianismo são uma única e mesma religião;</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Se alguém é judeu, de nada lhe serve se converter ao cristianismo;</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Ir à sinagoga ao sábado ou à igreja ao domingo dá no mesmo;</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Acreditar em Deus e acreditar em Jesus Cristo é a mesma coisa;</span></li>
<li><span style="color: #000000;">O rabino é mais inteligente, melhor preparado e mais crente que o meu padre&#8230;”[8]</span></li>
</ol>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;"><em>Vincenzo Gubitosi</em></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">Notas:</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> Cf. Decreto do Santo Ofício de 25 de março de 1928, Acta Apostolicæ Sedis, 20 (1928), p. 103-104” <em>Qua caritate permota Apostolica Sedes eundem populum (iudaicum) contra iniustas vexationes protexit, et quemadmodum omnes invidias ac simultates inter populos reprobat, ita vel maxime damnat odium adversus populum olim a Deo electum, odium nempe illud, quod vulgo “antisemitismi” nomine nunc significari solet” (Impelida por esta caridade, a Sé apostólica protegeu este mesmo povo (judeu) contra as perseguições injustas e, assim como reprova qualquer inveja e inimizade entre os povos, ela condena particularmente o ódio pelo povo outrora eleito por Deus, ou seja, este ódio que hoje é geralmente designado sob o nome de antissemitismo). É necessário notar que algumas traduções recentes desta passagem, como a do </em><em>L’Osservatore Romano</em><em>, </em><em>“Je suis Joseph, votre frère”</em><em>, 9 de junho de 2020, omitem traduzir o advérbio </em><em>olim</em><em> (outrora, antigamente), em razão da nova teologia da “irrevocabilidade” da Antiga Aliança. Cf. também Pio XI, discurso aos colaboradores da Rádio católica belga, 6 de setembro de 1938: “Notem bem que Abraaão é chamado de nosso patriarca, nosso ancestral. O antissemitismo não é compatível com o pensamento e a realidade sublimes expressas neste texto. É um movimento […] do qual nós cristãos não podemos participar de forma alguma. Por Cristo e em Cristo, somos a descendência espiritual de Abraão. Não, não é possível aos cristãos participar do antissemitismo. Reconhecemos a todos o direito de se defender, de adotar os meios de se proteger contra tudo o que ameaça os seus interesses legítimos. Mas o antissemitismo é inadmissível. Somos espiritualmente semitas.”</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="#_ftnref2" name="_ftn2">[2]</a> Cf. Mt 21, 33-46.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="#_ftnref3" name="_ftn3">[3]</a> Cf. J.-M. Gleize, <em>Vero Israele e falso giudaismo</em>, Edizioni Piane, Casale Monferrato, 2022, especialmente p. 90 e seguintes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="#_ftnref4" name="_ftn4">[4]</a> Jean Daniélou, « Jésus et Israël », <em>Études</em>, nº 258, julho-agosto 1948, p. 72-73.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="#_ftnref5" name="_ftn5">[5]</a> Ele se refere à edição bilíngue hebraico/inglês publicada em Jerusalém, em 1962, por Boys Town, sob a direção de Moses Hyanson.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="#_ftnref6" name="_ftn6">[6]</a> Cf. I. Shahak, <em>Storia ebraica e giudaismo. Il peso di tre millenni</em>, CLS, Verrua Savoia, 2006, p. 46-47 e 52-53.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="#_ftnref7" name="_ftn7">[7]</a> Cf. R. Amerio, <em>Iota unum</em>, Lindau, Turim, 2006, p. 323 e seguintes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="#_ftnref8" name="_ftn8">[8]</a> A. Gnocchi et M. Palmaro, <em>Cattivi maestri. Inchiesta sui nemici della verità</em>, Piemme, Milão, 2009, p. 175-176.</span></p>
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		<title>O DEMÔNIO TOCA FLAUTA</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 12:30:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Nicolas Cadiet]]></category>

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		<description><![CDATA[As repugnantes blasfêmias proferidas em certas instituições da Igreja não provocam quaisquer reações das autoridades, que estão ocupadas  demais com o processo sinodal. Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est Um artigo no  site da Conferência Episcopal Alemã, katholisch.de, &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/o-demonio-toca-flauta/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/fsspxactualites/fsspxnews/demon_flute.png.jpg?itok=OsIRxYqF" alt="" width="473" height="270" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>As repugnantes blasfêmias proferidas em certas instituições da Igreja não provocam quaisquer reações das autoridades, que estão ocupadas  demais com o processo sinodal.</strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte:<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/formation/crise-eglise/le-diable-joue-de-la-flute"> La Porte Latine</a></span> – Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Um <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://katholisch.de/artikel/70153-experten-viele-biblische-figuren-zeigen-psychische-auffaelligkeiten">artigo no  site da Conferência Episcopal Alemã, katholisch.de</a></span>, provocou protestos em todos os meios de comunicação católicos ditos conservadores. O texto apresenta, sem a menor análise crítica, uma obra publicada por Simone e Claudia Paganini, professores de teologia, exegese e filosofia, <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.zeit.de/2026/38/zwischen-wahn-und-weisheit-simone-claudia-paganini-bibel-psychische-erkrankungen">ambos considerados católicos devotos</a></span>. O livro busca, em diversas figuras bíblicas, indícios de distúrbios psicológicos: depressão em Moisés, transtorno obsessivo-compulsivo em Jó (afinal, ele oferece sacrifícios pelos possíveis pecados de seus filhos), tendências maníacas em Judite, uma propensão ao álcool no próprio Jesus (já que seus adversários o chamam de bêbado) e narcisismo em Deus, por ele afirmar ser o único Deus. Era só isso que faltava.</span><span style="color: #000000;">Diante dessa repugnante blasfêmia, ainda aguardamos os comunicados anunciando a proibição de toda oração pública nos santuários de Lourdes ou Mariazell para tais escritores e todos aqueles que os recomendam, como a Conferência Episcopal Alemã. Qual seria a reação?<span style="color: #0000ff;"> <a style="color: #0000ff;" href="https://www.la-croix.com/a-vif/mariage-de-cristiano-ronaldo-la-star-du-foot-et-le-pape-sur-un-meme-terrain-20260821">&#8220;E daí?&#8221;, diria Jesus</a></span>,  segundo o evangelho apócrifo do Padre Arnaud Alibert, editor-chefe de <em>La Croix</em>. Assim como nas polêmicas em torno das uniões contra a natureza, <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.vaticannews.va/fr/pape/news/2026–04/conference-de-presse-leon-xiv-vol-papal.html">nos responderão que isso não é o mais importante</a></span>. O que é urgente é a sinodalidade e a denúncia dos <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/cti_documents/rc_cti_doc_20260821_prendersi-cura-casa-comune_it.html">pecados contra a ecologia</a></span>. A Igreja está atordoada com encontros sinodais, mistagógicos e kerigmáticos, e obcecada por cubos de gelo e espécies ameaçadas de extinção.</span><span id="more-35775"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Conta-se que um monge do deserto avistou, ao longe, perto de um eremitério, uma nuvem de demônios tentando, sem sucesso, levar um eremita ao pecado. Em outro lugar, perto de uma grande cidade, havia um único demônio tocando flauta. Um ancião explicou ao monge que, naquela cidade, o demônio não tinha lugar, pois os homens já estavam fazendo trabalho dele. Contudo, o monge fiel lhes dava muito mais trabalho.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em suas regras para discernir espíritos, Santo Inácio analisa o fenômeno da seguinte maneira:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>“No que diz respeito às pessoas que passam de um pecado mortal para outro, a conduta habitual do inimigo é oferecer-lhes prazeres aparentes, ocupando sua imaginação com deleites e prazeres sensuais, a fim de retê-los e mergulhá-las ainda mais em seus vícios e pecados. O Espírito Bom, ao contrário, age neles de maneira oposta; desperta neles perturbação e remorso, fazendo-os sentir as reprovações da razão.”</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na Igreja conciliar, o demônio pode tocar flauta.</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Pe. Nicolas Cadiet, FSSPX</span></strong></p>
<p style="text-align: right;">
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		<title>EDUCAÇÃO: A HARMONIA ENTRE OS PAIS</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Sep 2026 13:28:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Irmãs da FSSPX]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando os pais se contradizem, a criança aprende depressa a tirar proveito disso. Fonte: La Porte Latine &#8211; Tradução gentilmente cedida pelo nosso amigo André Abdelnor Sampaio  Como todas as noites, sua mãe acompanha os deveres de Claire, uma mocinha bastante &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/educacao-a-harmonia-entre-os-pais/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/fsspxactualites/fsspxnews/getty-images-2uw7zyuwyoq-unsplash.jpg?itok=2waU-HqJ" alt="" width="549" height="314" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Quando os pais se contradizem, a criança aprende depressa a tirar proveito disso.</strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte:<span style="color: #0000ff;"> <a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.news/fr/news/education-lentente-entre-les-parents-60845">La Porte Latine</a></span> &#8211; <span style="color: #000000;">Tradução gentilmente cedida pelo nosso amigo <span class="u_b en_0 c1AVi73_6FsP c1AVi7H_6LEV C4_Z29WjXl" data-test-id="message-from"><span class="D_F rtlI_dz_sSg" data-test-id="email-pill">André Abdelnor Sampaio</span></span> </span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como todas as noites, sua mãe acompanha os deveres de Claire, uma mocinha bastante inclinada à preguiça, sobretudo quando é preciso aplicar-se e pensar. Por isso, a mãe decide com firmeza, para ajudá-la a vencer seu feio defeito:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Agora que você entendeu bem, Claire, vai terminar sozinha os seus exercícios de cálculo, e só irá brincar lá fora quando eles estiverem terminados e bem feitos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Claire suspira, boceja, lança um olhar pela janela, rabisca alguns números vagos no caderno de rascunho, suspira novamente… A mãe não cede:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Coragem, Claire; vou preparar a mamadeira de Pierre e, quando eu voltar, quero que o primeiro exercício esteja feito.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim que a mãe sai, Claire se levanta, corre para a sala, senta-se no colo do pai e lhe pede, com um ar carinhoso:</span><span id="more-35794"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Papai, meus exercícios de cálculo são tão difíceis… você não poderia me ajudar?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Aquela cabecinha loira, aquele sorriso sedutor, o rostinho gracioso de sua filha preferida…</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Vá buscar seu caderno, eu vou ajudá-la.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quando a mãe volta, só pode constatar, descontente, que, mais uma vez, Claire não terá trabalhado sozinha.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Todos perdem</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quem ganhou nessa pequena história? Certamente não Claire, que perdeu uma boa ocasião de crescer na virtude lutando contra seu defeito dominante. Nem sua mãe, que viu sua autoridade minada pelo esposo, ao permitir aquilo que ela acabara de proibir. E menos ainda o próprio pai, cuja fraqueza — ou imprudência — certamente não o fez crescer aos olhos da filha; ela sabe tirar proveito disso, mas, no fundo, passa a ter menos estima, verdadeira afeição e admiração pelo pai, que, nesse caso, não foi suficientemente severo.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Uma mesma linha educativa</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As crianças descobrem rapidamente qual dos dois pais é menos exigente ou mais inclinado a ceder aos seus caprichos… e tiram proveito disso! Sim, mas em prejuízo de sua educação. É, portanto, da mais alta importância que os dois esposos harmonizem suas exigências educativas; caso contrário, diminuem ou até mesmo solapam mutuamente sua autoridade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E, para isso, o melhor meio é reservar tempo para conversar sobre os filhos e sua educação (fora da presença deles, evidentemente!). Qual é o objetivo a alcançar? Qual é o defeito dominante de cada filho? Qual é o meio de ajudá-lo a vencê-lo? Em que ponto convém exigir esforços e em que ponto se pode, momentaneamente, fazer alguma concessão? Eis algumas das questões essenciais sobre as quais é preciso chegar previamente a um entendimento.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Além disso, cada um dos esposos pode então fazer com que o outro se beneficie daquilo que percebeu nos filhos: a mãe, mais intuitiva, adivinhou certa tristeza secreta; o pai, mais direto, não se deixa enganar. Toda a família se beneficia dessa harmonia: os pais ficam mais unidos nessa grande obra da educação, e os filhos são cercados por uma afeição sem falhas, na qual tudo concorre para o seu maior bem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Mamãe, vou de bicicleta à casa do Louis. Você deixa?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Estranho</em>, pensa a mãe. <em>Normalmente é o papai quem controla as saídas de bicicleta; por que ele está pedindo a mim?</em> Prudente, ela pergunta:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Você pediu ao seu pai?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Vianney fica um pouco vermelho.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Hum… não, não exatamente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Cada vez mais estranho…</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Pois bem, vá perguntar a ele; eu direi o mesmo que ele.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Vianney não insiste…</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E, à noite, a mãe fala sobre o assunto com o esposo. Descobre então que Vianney havia recebido do pai a ordem de ajudá-lo a rastelar a grande alameda, que procurara um meio de escapar da tarefa e que, além disso, o pai considerava que Louis exercia uma péssima influência sobre seu filho. Graças ao bom entendimento entre os dois pais, Vianney é assim mantido no caminho certo, ao menos desta vez.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>As grandes questões</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa harmonia entre os pais, já importante para os pequenos detalhes da existência, é ainda mais primordial quando se trata de questões fundamentais, como as convicções religiosas ou a concepção geral da vida.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A mãe não pratica regularmente ou, quando vai à Missa, vai à Missa nova, porque “é mais perto, entende-se tudo e, além disso, não vamos querer ser diferentes do resto da família”. Quando o pai está presente, é claro que leva os filhos à Missa no priorado, mas seu trabalho o obriga a ausentar-se com frequência. Assim, as crianças ora vão a uma Missa, ora a outra e, às vezes, nem sequer vão à Missa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não é difícil, ou até mesmo muito improvável, que, no fim, os filhos venham a ter convicções firmes acerca da prática religiosa e da conduta a seguir na crise da Igreja? Quando a situação chega a esse ponto, convém fazer o melhor que se pode, mas a tarefa educativa torna-se muito mais delicada.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Outro exemplo: o pai procura manter o rumo certo; seria preciso que ao menos os meninos fossem para uma boa escola, onde receberiam auxílio na prática religiosa. Mas a mãe protesta veementemente:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Internato? Nem pense nisso!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para evitar um novo conflito, o pai cede… mais uma vez, como já havia cedido quanto à inscrição numa colônia de férias medíocre, ou ao permitir que frequentassem a praia com os primos, ou em tantas outras coisas. Ele faz o que pode, mas como evitar que seja sempre a solução mais fácil que acabe prevalecendo?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Hoje, os filhos cresceram. Jean, o mais velho, vive com uma jovem sem ser casado. Alice casou-se apenas civilmente com um judeu. Adrien, ao menos, casou-se na Igreja, mas na Missa nova; ambos praticam mais ou menos regularmente, porém seus dois filhos frequentam o catecismo da paróquia, e pode-se duvidar de que a fé e a prática religiosa ainda sejam transmitidas por mais uma geração.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Além da oração, que meios de ação ainda restam aos dois pais diante desse desastre, senão os olhos para chorar?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma única consolação: Henri, o caçula, que sempre foi muito próximo do pai. Durante toda a juventude, sofreu com a falta de harmonia entre seus pais. Tendo permanecido fiel à Tradição da Igreja, jurou a si mesmo que só se casaria com uma jovem que compartilhasse inteiramente suas convicções, a fim de formar um lar sólido e radiante, capaz de transmitir aquilo que é essencial.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Os seres que a criança ama</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mesmo quando os pais compartilham um mesmo ideal, o entendimento nem sempre é fácil: o hábito, os atritos decorrentes das diferenças entre as psicologias masculina e feminina, os defeitos não combatidos podem, com o passar do tempo, destruir o frescor do primeiro amor.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A criança é então a primeira a sofrer com as desavenças e até mesmo com as discussões que atravessam portas e paredes; sua sensibilidade logo percebe os gestos de impaciência ou de cólera, os silêncios pesados de rancor ou carregados de ameaça. Ansiedade, perturbações do sono e mau desempenho escolar revelarão o sofrimento de seu coração, que vê ameaçadas a estabilidade e a segurança de que tanto necessita para crescer. Os dois seres que ela mais ama no mundo não se entendem…</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Felizmente, a Graça do matrimônio está presente para ajudar os pais a viver de acordo com o Sacramento que receberam, para sustentá-los nos sacrifícios inevitáveis e necessários à manutenção da harmonia conjugal. A confissão e a comunhão frequentes repararão as feridas e lhes darão forças para construir, dia após dia, um lar unido.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Papai e Mamãe são a mesma coisa.” Quando os filhos podem dizer isso de seus pais, isso constitui para eles um motivo de orgulho, uma alegria e uma força para toda a vida.</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Irmãs da FSSPX</span></strong></p>
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		<title>A FSSPX AINDA PODERIA ESPERAR ALGO DE ROMA?</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Sep 2026 11:45:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeo e Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Daniele di Sorco]]></category>

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		<description><![CDATA[Em entrevista concedida ao Distrito italiano da Fraternidade São Pio X e publicada em 14 de agosto de 2026, o Padre Daniele Di Sorco explica as necessidades práticas que impossibilitaram o adiamento das sagrações episcopais, apesar dos esforços empreendidos junto &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-fsspx-ainda-poderia-esperar-algo-de-roma/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: center;"><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/-UZdfmUC3hc?si=xoH4iZI8DVFyyHh-" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><strong><span class="tm7" style="color: #000000;">Em entrevista concedida ao Distrito italiano da Fraternidade São Pio X e publicada em 14 de agosto de 2026, o Padre Daniele Di Sorco explica as necessidades práticas que impossibilitaram o adiamento das sagrações episcopais, apesar dos esforços empreendidos junto a Roma. Ele também aborda a profissão de fé publicada pela Fraternidade e os obstáculos doutrinais que, até o momento, impediram qualquer acordo verdadeiro.</span></strong></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">FSSPX Itália —</span></strong><span class="tm7"> Voltando especificamente às sagrações, elas poderiam ter sido evitadas?</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Alguns defendem que a Fraternidade poderia ter esperado mais um pouco, construído um relacionamento com Leão XIV, tentado obter um mandato pontifício ou aguardado uma mudança na liderança do Dicastério para a Doutrina da Fé.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">A Fraternidade realmente tentou todas as vias possíveis antes de chegar a essa decisão?</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Por que o senhor considera que era o momento oportuno para sagrar os novos bispos?</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">Padre Di Sorco —</span></strong><span class="tm7"> A Fraternidade decidiu prosseguir agora com as sagrações episcopais por uma razão eminentemente prática. </span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Na Fraternidade, restavam apenas dois bispos em atividade. Esses dois bispos estão envelhecendo e enfrentavam dificuldades para atender a todas as necessidades dos fiéis e dos sacerdotes.</span><span id="more-35788"></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">É claro que alguém poderia perguntar: por que vocês não tentaram estabelecer um diálogo com Roma, para conhecer melhor o novo Papa?</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">A esse respeito, convém dizer que o diálogo entre a Fraternidade e Roma vem ocorrendo, mais ou menos, desde o início dos anos 2000. Esse diálogo passou por altos e baixos, mas sempre houve uma constante: quando se tratava de chegar a um acordo, sempre se exigia a mesma coisa da Fraternidade. Exigia-se dela a adesão ao Concílio Vaticano II, a adesão ao magistério pós-conciliar e a aceitação da liturgia pós-conciliar.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Isso ocorreu tanto com Bento XVI quanto, posteriormente, com Francisco, e é exatamente o que aconteceu hoje, como podemos ver nos documentos do Dicastério para a Doutrina da Fé. Trata-se, de fato, de uma constante nas relações entre a Fraternidade São Pio X e Roma.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">No que diz respeito a Leão XIV, o Padre Davide Pagliarani havia enviado, há mais de um ano, uma carta na qual propunha retomar o diálogo e mencionava a possibilidade de consagrações episcopais. Não houve nenhuma resposta por parte de Roma e, apesar de outros apelos da Casa Geral, não houve qualquer reação de Roma.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Roma só interveio no dia seguinte ao anúncio das sagrações episcopais e, mesmo assim, sem verdadeira intenção de dialogar, mas simplesmente solicitando à Fraternidade que adiasse </span><em><span class="tm9">sine die</span></em><span class="tm7"> as sagrações, com uma intenção claramente dilatória.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Ora, como eu dizia no início, há uma constante na atitude de Roma, e vemos isso também no que disse Leão XIV. Roma não pode, de forma alguma, ignorar a aceitação do Concílio Vaticano II e da nova liturgia.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Há, além disso, outra constatação muito simples.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">É certo que, talvez, jogando um pouco com as formulações, teríamos podido chegar a uma certa forma de acordo. Mas há um problema: esse acordo teria um significado para nós e, para Roma, outro. Para que teria servido, então? Não teria passado de uma aparência, por trás da qual o desacordo teria, no entanto, permanecido.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Portanto, não é verdade que a Fraternidade tenha recusado o diálogo, nem que não tenha feito tudo o que estava ao seu alcance para buscar alguma forma de entendimento com Roma. O problema é que Roma, desde o Concílio até hoje, fala uma única língua. Repito: o diálogo teve altos e baixos, mas, no fim das contas, sempre se chegava ao mesmo resultado.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">E, francamente, considerando as ações de Leão XIV e o fato de o prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé ter permanecido o Cardeal Fernández, não me parece que tenham havido mudanças significativas.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">FSSPX Itália —</span></strong><span class="tm7"> Mantendo-se precisamente no tema do diálogo com Roma, a Fraternidade São Pio X publicou, em 24 de junho de 2026, uma profissão de fé. </span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Por que o senhor considerou necessário publicar uma profissão de fé especificamente por ocasião das sagrações episcopais? Qual era o objetivo deste documento?</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">Abbé Di Sorco —</span></strong><span class="tm7"> O objetivo era, antes de tudo, deixar claro que a Fraternidade era e continua sendo totalmente católica.</span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">A doutrina professada pela Fraternidade não é nossa, não é algo que inventamos. </span><span class="tm7">Não se trata de uma opinião que cultivamos em nossos próprios círculos, mas sim da doutrina católica em todos os aspectos. Assim, todos podem constatar que não existe uma “posição da Fraternidade São Pio X”, existe simplesmente a profissão da doutrina católica em sua totalidade.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">E, em segundo lugar, todo diálogo deve basear-se na verdade.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Exprimimos o que pensamos — o que, repetimos, não é “nosso” pensamento, mas simplesmente a doutrina católica tal como a Igreja sempre e constantemente a ensinou —, para que fique claro sobre quais bases um diálogo deve, então, se desenvolver.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">FSSPX Italia —</span></strong><span class="tm7"> Gostaria agora de ampliar a perspectiva para a forma como ambas as partes se comunicaram sobre este assunto.</span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Por um lado, a Santa Sé enviou uma advertência pedindo que as sagrações não fossem realizadas sem um mandato, uma carta que chegou na véspera das sagrações e, finalmente, o decreto de excomunhão.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Por outro lado, a Fraternidade publicou uma longa profissão de fé e diversos documentos para explicar publicamente os motivos de sua escolha.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Para além das questões legais relacionadas ao decreto, esta diferença na abordagem à comunicação é notável.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">A Santa Sé frequentemente afirma priorizar o diálogo e, na prática, o faz com muitas outras entidades religiosas. Mas, à luz dos acontecimentos, você acredita que houve um diálogo autêntico?</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Será que este episódio sugere que Roma ainda pretende encontrar uma solução com a Fraternidade, ou que já se engajou em outro caminho?</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">Abade Di Sorco —</span></strong><span class="tm7"> Os fatos que acabamos de apresentar falam por si mesmos.</span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">É evidente que, neste caso, não houve qualquer tentativa de diálogo por parte de Roma. Ao longo de todos estes anos, temos observado que Roma não gosta de discutir questões doutrinárias. </span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Em particular, em Roma, há uma relutância em discutir os problemas doutrinários levantados pelo Concílio e suas consequências. </span><span class="tm7">Essa discussão permanece sempre marginal, e procura-se, ao contrário, concentrar a atenção nos aspectos jurídicos ou em aspectos de outra natureza, como a desobediência, o cisma ou as sagrações episcopais.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Mas o cerne da questão, ou seja, a divergência doutrinária entre o Concílio e o pós-Concílio, por um lado, e o ensinamento tradicional, por outro, é sempre deliberadamente deixado de lado.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Não creio que a postura de recusa de Roma em relação à Fraternidade vá durar para sempre. Estou convencido de que a crise na Igreja terminará, mais cedo ou mais tarde, e que, mesmo antes do fim dessa crise, as relações entre a Fraternidade e Roma serão retomadas.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Por um lado, porque a Fraternidade não se apresenta como uma alternativa à Igreja de Roma. A FSSPX faz parte da Igreja de Roma e, obviamente, busca garantir que as autoridades da Igreja de Roma também voltem a professar a doutrina católica em sua totalidade.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">E, por outro lado, porque o Senhor não pode permitir que a crise na Igreja, o ensino dessas doutrinas errôneas, continue eternamente.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">É claro que nenhum de nós sabe quando a crise terminará, ou pelo menos quando se atenuará. Mas temos certeza de que, mais cedo ou mais tarde, isso acontecerá.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">E a Fraternidade, naturalmente, aguarda esse momento e cumpre seu dever para apressar sua chegada.</span></p>
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		<title>O CÉU É UMA DÁDIVA, NUNCA UM DIREITO</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Sep 2026 14:16:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>

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		<description><![CDATA[Publicada em 24 de junho de 2026, a Profissão de Fé Católica da Fraternidade Sacerdotal São Pio X é apresentada aqui em várias partes. Esta quarta parte relembra que o homem, criado à imagem de Deus, é chamado gratuitamente a &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/o-ceu-e-uma-dadiva-nunca-um-direito/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/fsspxactualites/fsspxnews/gianna-b-s_4upddvg3g-unsplash.jpg?itok=YlN4pjlS" alt="" width="599" height="347" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Publicada em 24 de junho de 2026, a <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/profissao-de-fe-catolica-da-fraternidade-sao-pio-x-para-esclarecer-as-almas-confrontadas-com-os-erros-modernos/">Profissão de Fé Católica da Fraternidade Sacerdotal São Pio X</a> </span>é apresentada aqui em várias partes. Esta quarta parte relembra que o homem, criado à imagem de Deus, é chamado gratuitamente a um destino sobrenatural que ultrapassa as forças de sua natureza. Ela reafirma que somente a graça eleva o homem até Deus e rejeita as doutrinas que reduzem a fé a um mero humanismo.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">III &#8211; A criação do homem e a ordem sobrenatural da graça</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">23 &#8211; Creio que Deus criou o homem à sua imagem, provido de uma alma espiritual e imortal, capaz de conhecer a verdade, de amar o bem conhecido pela razão natural, e de se voltar livremente para o seu Criador. O homem, portanto, não é o produto necessário de uma evolução cega, nem o mero resultado de forças materiais; vem de Deus como de sua causa criadora, depende de Deus, que o mantém no ser, e está ordenado a Deus como ao seu fim.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">24 &#8211; Professo que Deus não destinou o homem à sua perfeição meramente natural, senão que o chamou gratuitamente a um fim sobrenatural que ultrapassa absolutamente as forças e os direitos da natureza criada: a visão beatífica, na qual o homem verá Deus face a face e participará da vida íntima da Santíssima Trindade. Que o homem seja chamado a tornar-se filho de Deus, partícipe da natureza divina e herdeiro do Céu, não é a consumação necessária da sua natureza, mas um puro efeito da liberalidade divina.</span><span id="more-35623"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">25 &#8211; Rejeito, portanto, qualquer doutrina que dissolva a distinção entre natureza e graça, que faça da vida sobrenatural uma exigência da natureza humana, ou que apresente a graça como um simples desenvolvimento interior das capacidades naturais do homem. Tal confusão arruína ao mesmo tempo a gratuidade do sobrenatural e a realidade da natureza. Acaba por reduzir a fé a uma antropologia religiosa e a Redenção, a uma revelação do homem a si mesmo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">26 &#8211; Professo, além disso, que a graça não destrói nem substitui a natureza, mas sana-a, eleva e aperfeiçoa, ao mesmo tempo que a conserva. A ordem sobrenatural não se opõe à razão, nem à lei natural, nem às criaturas; antes cura-as e subordina a um fim mais elevado. Por essa razão, a oposição moderna entre a liberdade humana e a graça, entre a dignidade da pessoa e a dependência para com Deus, entre a cultura e a fé, é radicalmente falsa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">27 &#8211; Rejeito o falso humanismo religioso que celebra o homem em si mesmo, como se a Encarnação tivesse revelado em primeiro lugar e unicamente a imagem de Deus na criação do homem, antes que a miséria do pecado e a misericórdia de Deus que se abaixa até o pecador. O homem só é realmente grande quando recebe humildemente a graça que o cura e eleva, e faz penitência pelos seus pecados, submete-se à verdade e vive como filho de Deus. Ao separar-se de Deus, não se exalta, se perde.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">28 &#8211; Professo que a dignidade humana, na qual Deus estabeleceu a sua criatura no cume do mundo material, não pode nunca ser invocada contra a lei de Deus, contra a necessidade da conversão ou contra a submissão à verdade revelada. Essa dignidade está ferida pelo pecado, deve ser restaurada e elevada à dignidade de filhos adotivos de Deus, pela graça.</span></p>
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		<title>MISSA DO XVII DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES, DIRETO DO PRIORADO DE SÃO PAULO/SP</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Sep 2026 10:30:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Santa Missa]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>

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		<description><![CDATA[Para assistir a Santa Missa clique na imagem acima]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">
<a href="https://www.youtube.com/live/ytzRixzyih8?si=lq511qWuNanWQasN"><img class="size-full wp-image-19788 aligncenter" src="http://www.catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2020/05/Missa-publ.jpg" alt="Missa publ" width="571" height="291" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>Para assistir a Santa Missa clique na imagem acima</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>XVII DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES: O COMPÊNDIO DA LEI É O PRECEITO DA CARIDADE</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/xvii-domingo-depois-de-pentecostes-o-compendio-da-lei-e-o-preceito-da-caridade-6/</link>
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		<pubDate>Sun, 20 Sep 2026 09:30:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Santo Afonso]]></category>

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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/xvii-domingo-depois-de-pentecostes-o-compendio-da-lei-e-o-preceito-da-caridade/"><img class="irc_mi aligncenter" src="http://1.bp.blogspot.com/-y4KRfPQlTzc/VPTBZbX7d3I/AAAAAAAAfMY/FuSoYl_cwI4/s1600/Caridade%2Bda%2BIgreja%2BCat%C3%B3lica.jpg" alt="Resultado de imagem para caridade catolica" width="311" height="286" /></a><span style="color: #000000;"><strong>Acesse a leitura clicando na imagem.</strong></span></p>
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		<title>CRISE DE AUTORIDADE: QUANDO UM ÓDIO INCONSCIENTE PARALISA A AUTORIDADE</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Sep 2026 12:56:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. François Delmotte]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte: Le Seignadou &#8211; Tradução: Dominus Est Nenhuma sociedade humana pode subsistir sem autoridade. Eis uma verdade fundamental da ordem natural e política: a partir do momento que as pessoas se unem para formar uma comunidade, uma família, uma cidade ou mesmo &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/crise-de-autoridade-quando-um-odio-inconsciente-paralisa-a-autoridade/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2026/09/pexels-luisa-mierla-352729781-15621211.jpg" alt="" width="573" height="388" /></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2026/09/Seignadou-2026-09.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Le Seignadou</a></span> &#8211; Tradução:<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/"> Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">Nenhuma sociedade humana pode subsistir sem autoridade. Eis uma verdade fundamental da ordem natural e política: a partir do momento que as pessoas se unem para formar uma comunidade, uma família, uma cidade ou mesmo a Igreja, a existência de um princípio de ordem e direção torna-se absolutamente imprescindível. A autoridade é, portanto, o poder moral conferido a um superior para compelir seus inferiores a agirem em prol do bem comum da sociedade. </span><span class="tm7">Ela não pode ser concebida e não tem sentido senão no âmbito social. </span><span class="tm6">Sem uma orientação clara, sem uma direção firme em direção a esse bem comum para todo o corpo social, e sem a posse de uma força coercitiva legítima capaz de assumir e impor essa direção, a comunidade se dissolve imediatamente no caos da anarquia ou no choque de interesses particulares.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">A origem divina e a natureza paternal do poder</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">As Sagradas Escrituras afirmam isso sem ambiguidade: toda autoridade vem de Deus. São Pedro ensina isso explicitamente aos primeiros fiéis: “</span><em><span class="tm7">Sêde, pois, submissos a toda a instituição humana, por amor de Deus: quer ao rei, como a soberano, quer aos governadores, como enviados por ele</span></em><span class="tm6">” (1 Pedro 2, 13-14). E quando a autoridade humana falha em sua missão suprema, os Apóstolos </span><span class="tm7">recordam simultaneamente sua origem e seus limites: </span><span class="tm6">”<em>Deve-se obedecer a Deus antes do que aos homens”</em> (Atos 5, 29). Da mesma forma, diante do poder temporal personificado por Pôncio Pilatos, Nosso Senhor Jesus Cristo já havia declarado:<em> “</em></span><em><span class="tm7">Tu não terias poder algum sobre mim, se te não fosse dado do alto.</span></em><span class="tm6">” (João 19, 11). Portanto, se toda autoridade vem de Deus, então ela não deriva seu princípio fundamental de um contrato social arbitrário ou da mera vontade da maioria.</span></span><span id="more-35786"></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Ora, uma vez que toda autoridade provém de Deus, </span><span class="tm6">ela deve necessariamente refletir as qualidades e propriedades essenciais da autoridade divina. E a natureza de Deus é ser Pai. A verdadeira autoridade é, portanto, essencialmente paternal: seu papel constitutivo é dar vida, proteger essa vida e educar para a vida através do amor. </span><span class="tm7">Comandar não consiste em oprimir nem dominar em benefício próprio, nem em impor os próprios pontos de vista, mas em gerar e elevar os súditos à sua plena perfeição intelectual, moral e espiritual. É um ato de caridade e de entrega de si mesmo, como também explica Leão XIII: <em>“Que os príncipes tomem como modelo o Deus Altíssimo, de quem derivam seu poder; e que, inspirando-se em seu exemplo na administração dos assuntos públicos, se mostrem justos e íntegros no comando, e combinem a severidade necessária com um afeto paternal</em>.” (Leão XIII, Encíclica Diutumum, § 11).</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">A ilusão da crise de obediência</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">Contudo, </span><span class="tm7">observamos hoje uma crise grave e generalizada da autoridade. Diante da deterioração das instituições, torna-se comum chamar atenção, com demasiada frequência, para o sujeito que não obedece.</span><span class="tm6"> Denuncia-se incessantemente o cidadão indisciplinado, a criança desobediente ou o fiel rebelde. </span><span class="tm7">Acusa-se esse sujeito de almejar independência absoluta, de recusar qualquer restrição ou de se deleitar em uma inércia moral e uma preguiça decorrentes da imersão total nos bens materiais e no conforto moderno. A crise de autoridade é, então, reduzida, de forma simplista, a uma crise de obediência (ou melhor, de desobediência…) por parte do subordinado.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">É inegável que o individualismo contemporâneo alimenta essa desobediência. Mas essa análise permanece incompleta e superficial. Pois, na realidade, a crise de autoridade começa, antes de tudo, </span><span class="tm7">na liderança, naquele que detém o poder. O mal mais profundo não é a rebelião vinda de baixo, mas a falha vinda de cima. De fato, observa-se hoje homens investidos de um cargo público ou espiritual, mas aterrorizados com a ideia de exercer suas funções. Eles têm medo de comandar, medo de ser exigentes, medo de errar ou de serem pegos em falta, medo de deixar a iniciativa para seus subordinados. Eles têm medo, enfim e acima de tudo, de “arranjar problemas”. Na era das redes sociais, </span><span class="tm6">da ditadura dos comentários imediatos e dos boatos devastadores que circulam dentro dos grupos sociais, o medo de “o que dirão?” se transformou em tirania absoluta. Todos esses temores interiores conduzem a uma paralisia quase total da autoridade. O Estado não age mais, o chefe da família abdica, o superior eclesiástico se cala. Assim, na Igreja de hoje, os líderes temem a contradição, temem a mídia, temem o que o mundo vai dizer. Por causa desse medo, já não ousam exercer sua autoridade para defender a fé e o bem das almas. É assim que o erro se infiltra por toda parte sem encontrar qualquer obstáculo.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">Ignorância da ordem natural e a fuga para o legalismo.</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">A raiz desse fracasso reside em uma dupla deficiência: ignorância e recusa. A autoridade paralisada já não sabe o que é o verdadeiro bem comum e o imenso fardo de abnegação que ele exige. Promover o bem comum muitas vezes requer que os líderes sacrifiquem sua própria paz de espírito, sua popularidade e seu bem pessoal. Essa falha, portanto, decorre de uma rejeição completa da ordem natural das coisas e de Deus, seu criador. Nossa era já não sabe o que é uma sociedade, já não compreende a natureza humana e, consequentemente, ignora o bem comum, os meios adequados para alcançá-lo e o papel vital e o propósito último do poder. Recusa-se a submeter-se a Deus.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Não conhecendo mais os meios apropriados a serem empregados, a autoridade deficiente busca desesperadamente tranquilizar-se. Cai então, seja no autoritarismo arbitrário e brutal, seja, na maioria das vezes, numa gestão puramente administrativa. Refugia-se atrás daquilo que hoje se denomina </span><span class="tm6">&#8220;protocolos de ação&#8221;. Esses procedimentos cegos </span><span class="tm7">apresentam a enorme vantagem de evitar a necessidade de refletir e de proporcionar um confortável abrigo jurídico: pode-se sempre refugiar-se neles para afastar de si a responsabilidade pessoal, mesmo quando se ocupa o cargo supremo.</span><span class="tm6"> Quando a ordem natural e a fé são esquecidas, a autoridade torna-se nada mais do que uma máquina administrativa. Refugia-se atrás de comitês, sindicatos, protocolos e regulamentos para evitar ter que tomar decisões pessoais corajosas. Esta é a morte da verdadeira autoridade espiritual e humana.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">Nesse processo de degradação, esquecemos o princípio fundamental: o que vem em primeiro lugar é a vida real dos homens em sociedade; </span><span class="tm7">tudo o que diz respeito às leis, à regulamentação e à administração vem apenas em segundo plano, a serviço e em apoio a essa vida.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">Ódio inconsciente a si mesmo e a rejeição da Providência.</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">É preciso ousar levar o diagnóstico até o fim, por mais duro que seja:</span><span class="tm6"> a autoridade decadente de hoje sofre de uma aversão inconsciente a si mesma. A pessoa investida do poder odeia, no fundo, a própria autoridade que representa. </span><span class="tm7">Não querendo mais assumir seu peso, sua solidão e sua responsabilidade sagrada, ela passa a ver sua função com aversão, ao mesmo tempo em que se recusa a abandoná-la. Assim, ela usa sua função para outros fins, muitas vezes cegada por todo tipo de ideologias. Esse ódio reprimido provém da hipertrofia do orgulho e do amor-próprio que, ao negligenciar a humildade, fazem com que se perca o contato com a realidade.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">Esse espetáculo desolador de inércia se confirma em todos os níveis do corpo social: no Estado, manifesta-se por meio desses governantes incapazes de proteger seus cidadãos ou de impor o respeito à justiça elementar, preferindo multiplicar decretos ilegíveis e comissões de inquérito sem resultados concretos, em vez de agir com a firmeza de um pai de família protetor. No seio da família, personifica-se em pais que, por medo do conflito ou de deixarem de ser amados pelos filhos, se recusam a exercer a obrigação natural de educar, disciplinar e orientar, abandonando assim seus filhos à desorientação e à tirania das telas e do grupo. Por fim, na Igreja, esse mal torna-se ainda mais devastador. Numerosos pastores </span><span class="tm7">já não promovem aquilo que constitui o bem comum espiritual que lhes foi confiado:</span><span class="tm6"> a transmissão integral da fé, a administração segura dos sacramentos, a defesa da moral católica e da verdadeira liturgia. Tomados pelo desgosto pela própria missão paterna, preferem adaptar o discurso cristão ao espírito do mundo, às modas efêmeras, em vez de pregar a verdade que salva.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">A crise eclesial, portanto, não é primordialmente uma crise de desobediência entre os fiéis, mas o resultado direto de uma autoridade pastoral que passou a desprezar sua própria função natural: a de dar vida divina, educar as almas na santidade e prover incansavelmente os meios de união com Deus. Essa autoridade falha torna-se, então, estéril: queda trágica da natalidade, declínio das vocações, paróquias e vilarejos que se esvaziam… Recuperar o verdadeiro sentido da autoridade é retornar à humildade da Cruz e à caridade do Pai, as únicas capazes de afastar o medo e devolver ao mandamento seu brilho de amor e verdade.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: right;"><strong><span class="tm7" style="color: #000000;">Pe. François Delmotte, FSSPX</span></strong></p>
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