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	<title>Carta Capital</title>
	
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		<title>Ex-presidente da Libéria Charles Taylor condenado a 50 anos de prisão</title>
		<link>http://www.cartacapital.com.br/internacional/ex-presidente-da-liberia-charles-taylor-condenado-a-50-anos-de-prisao/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 May 2012 14:29:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>AFP</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Charles Taylor]]></category>
		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>
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		<description><![CDATA[Detido em 2006 na Nigéria, ex-líder foi declarado culpado no fim de abril de 11 crimes contra a humanidade]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_79486" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2012/05/liberia.jpg"><img class="size-medium wp-image-79486" src="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2012/05/liberia-300x191.jpg" alt="" width="300" height="191" /></a><p class="wp-caption-text">Charles Taylor escuta a sentença no TSSL. Foto: AFP</p></div>
<p>LEIDSCHENDAM (AFP) &#8211; O ex-presidente da Libéria Charles Taylor foi condenado nesta quarta-feira a 50 anos de prisão pelo Tribunal Especial para Serra Leoa (TSSL), que em 26 de abril o considerou culpado de crimes contra a humanidade e crimes de guerra.</p>
<p>&#8220;O tribunal o condena de forma unânime a uma pena única de 50 anos de prisão&#8221;, anunciou o juiz Richard Lussick, durante uma audiência pública em Leidschendam, perto de Haia.</p>
<p>&#8220;O acusado é responsável por ter ajudado, estimulado e planejado alguns dos crimes mais odiosos da história da humanidade&#8221;, completou Lussick.</p>
<p>Taylor, 64 anos, cumprirá a pena na Grã-Bretanha por um acordo com o TSSL, que não emite condenações a prisão perpétua.</p>
<p>A acusação &#8220;recomendou&#8221; em 3 de maio uma condenação de 80 anos de prisão, algo considerado &#8220;desproporcional e excessivo&#8221; pela defesa do ex-presidente, o primeiro chefe de Estado condenado pela justiça internacional desde o tribunal militar de Nuremberg.</p>
<p><strong>Leia mais:</strong><br />
<strong><a href="http://www.cartacapital.com.br/internacional/bolivia-diz-que-senador-que-pediu-asilo-ao-brasil-e-acusado-de-corrupcao/">Bolívia diz que senador que pediu asilo no Brasil é acusado de corrupção</a></strong><br />
<a href="http://www.cartacapital.com.br/internacional/romney-confirma-candidatura-com-vitoria-no-texas/"><strong>Romney é candidato à presidência dos EUA </strong><br />
<strong></strong></a><strong><a href="http://www.cartacapital.com.br/sociedade/a-coragem-de-obama-esta-em-falta-no-brasil/">A coragem de Obama está em falta no Brasil</a></strong></p>
<p>O ex-presidente da Libéria (1997-2003), detido em 2006 na Nigéria, foi declarado culpado no fim de abril de 11 crimes contra a humanidade, incluindo estupro, assassinato e saques, cometidos entre 1996 e 2002 em Serra Leoa.</p>
<p>Segundo os juízes, Taylor iniciou uma campanha de terror com o objetivo de controlar Serra Leoa e poder explorar seus diamantes, durante uma guerra civil que deixou 120.000 mortos entre 1991 e 2001.</p>
<p>Vítimas da guerra civil de Serra Leona celebraram a condenação de Charles Taylor por seu apoio aos rebeldes que espalharam o terror no país.</p>
<p>Centenas de pessoas se reuniram diante do edifício do Tribunal Especial para Serra Leoa em Freetown e acompanharam, em silêncio, o anúncio do veredicto.</p>
<p>&#8220;Fecha o pano para Charles Taylor. Espero que seus atos o atormentem enquanto apodreça na cadeia&#8221;, afirmou Al Hadji Jusu Jarka, que teve os braços amputados pelos rebeldes.</p>
<p>O ativista dos direitos humanos Charles Mambu também comemorou a decisão.</p>
<p>&#8220;É excelente! Nós, como defensores dos direitos humanos, estamos felizes com a sentença&#8221;.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Suprema Corte britânica permite extradição de Assange</title>
		<link>http://www.cartacapital.com.br/internacional/suprema-corte-britanica-permite-extradicao-de-assange/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 May 2012 14:03:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>AFP</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[crimes de agressão sexual]]></category>
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		<description><![CDATA[Fundador do WikiLeaks é suspeito de quatro supostos crimes de agressão sexual e terá 14 dias para se defender]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_79483" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Assange.jpg"><img class="size-medium wp-image-79483" src="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Assange-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a><p class="wp-caption-text">A defesa do fundador do Wikileaks, Julian Assange, ainda pode pedir a reabertura do caso. Foto: ©AFP/Arquivo / Geoff Caddick</p></div>
<p>LONDRES (AFP) &#8211; A Suprema Corte britânia decidiu que o fundador do site WikiLeaks, Julian Assange,  suspeito de quatro supostos crimes de agressão sexual, pode ser extraditado para a Suécia. No entanto, o tribunal concedeu à defesa um prazo de 14 dias para pedir a reabertura do caso.</p>
<p>&#8220;O pedido de extradição de Assange foi feito legalmente e sua apelação contra a extradição é, por consequência, rejeitada&#8221;, declarou Nicolas Phillips, presidente do principal tribunal britânico, ao anunciar a decisão aprovada com os votos de cinco dos sete juízes do painel.</p>
<p>O australiano, de 40 anos, não compareceu ao tribunal para a audiência de 10 minutos, na qual, em uma mudança inesperada, seus advogados solicitaram &#8211; e conseguiram &#8211; um adiamento de duas semanas da extradição para pedir a reabertura do caso.</p>
<p><strong>Leia também:<br />
<a href="http://www.cartacapital.com.br/internacional/mulheres-fogem-por-medo-de-retorno-do-taleban-ao-poder/">Afeganistão: Mulheres fogem por medo de retorno do Taleban ao poder</a><br />
<a href="http://www.cartacapital.com.br/economia/cerca-de-20-das-empresas-europeias-cogitam-sair-do-pais/"> China: Empresas europeias cogitam sair do país</a><br />
<a href="http://www.cartacapital.com.br/sociedade/alunos-de-clouseau-2/"> Wikileakes: Alunos de Clouseau</a><br />
</strong></p>
<p>A advogada de Assange, Dinah Rose, alegou que a decisão &#8220;faz referência a elementos que não foram mencionados&#8221; durante a análise do último recurso do qual teoricamente dispunha no Reino Unido, nos dias 1 e 2 de fevereiro.</p>
<p>O criador do WikiLeaks foi detido em Londres no início de dezembro de 2010 por uma ordem de prisão europeia emitida pela justiça sueca, que pretendia interrogá-lo como suspeito de quatro supostos crimes de agressão sexual, incluindo um estupro, denunciados por duas mulheres em Estocolmo. Até hoje, Assange não foi acusado formalmente pelos crimes.</p>
<p>Antes da Suprema Corte britânica, um tribunal de primeira instância e o Tribunal Superior de Londres já haviam autorizado a extradição.</p>
<p>Apesar deter admitido relações sexuais consentidas com as duas denunciantes durante uma estadia em Estocolmo, o australiano afirma desde o princípio que o caso tem motivação política pela divulgação no site WikiLeaks de milhares de telegramas diplomáticos americanos confidenciais e documentos secretos das guerras do Iraque e do Afeganistão. Ele teme ser entregue aos Estados Unidos.</p>
<p><em>Leia mais em <a href="http://afpmovel.com/">AFP Móvel</a>.</em></p>
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		</item>
		<item>
		<title>O papel da universidade</title>
		<link>http://www.cartacapital.com.br/sociedade/o-papel-da-universidade/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 May 2012 13:52:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Nassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Coluna Econômica]]></category>
		<category><![CDATA[Luis Nassif]]></category>
		<category><![CDATA[universidade]]></category>

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		<description><![CDATA[O diferencial será o conhecimento e os novos modelos pedagógicos. E quem os têm ainda é a instituição pública. Por Luis Nassif]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Participei na manhã de ontem de um seminário em São Paulo sobre universidade e empreendedorismo.</p>
<p>O expositor norte-americano trouxe um conjunto de informações sobre essas relações, nos Estados Unidos que, a rigor, batem em muito com a realidade brasileira – guardadas as devidas proporções.</p>
<div id="attachment_68118" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2012/02/USP.jpg"><img class="size-medium wp-image-68118" title="USP" src="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2012/02/USP-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" /></a><p class="wp-caption-text">Foto da Universidade de São Paulo. Foto: Marcos Santos</p></div>
<p>O questionamento ao papel da universidade começou a se dar na segunda metade dos anos 90. O isolamento, a compartimentalização, os “papers”, como única maneira de avaliar desempenho, o distanciamento das empresas e do entorno, tudo isso deu margem a uma enorme discussão sobre o papel da universidade.</p>
<p>A discussão se resolveu com um trabalho do físico Britto Cruz. Nele, definia que o papel principal da universidade era o ensino. Depois, a pesquisa. Eventualmente, a inovação.</p>
<p>Mas o ambiente central para a inovação eram as empresas.</p>
<p>A partir dessa visão, verbas de pesquisa foram direcionadas para que empresas contratassem pesquisadores, comandando a inovação.</p>
<p>Foi uma mudança importante, mas que exige alguns ajustes de rumo.</p>
<p>Na primeira fase – da universidade fechada – havia pouca governança, pouca transparência de gestão e muitos donos do pedaço.</p>
<p>Na segunda fase – de aproximação com o setor privado – esbarra-se no mesmo problema de governança e em algumas características da economia brasileira diferentes do modelo de universidade norte-americano.</p>
<p>O primeiro, é o pequeno hábito de pesquisa das empresas brasileiras. Anos de câmbio apreciado tiraram a competitividade da pesquisa própria, em favor da importação de tecnologia. Hoje em dia, a pesquisa de ponta está apenas em grandes grupos, como Petrobras, Odebrecht, Embraer, no segmento de cosméticos e não muito mais.</p>
<p>Em que pese algumas iniciativas relevantes, como o MEI (Movimento Empresarial pela Inovação), pequenas e médias empresas ainda estão longe de avançar no campo da inovação.</p>
<p>Para tentar reduzir o fosso que a separa do empreendedorismo, muitas universidades criaram agências visando estimular registro de patentes.</p>
<p>Mas o empreendedorismo no país padece de uma vulnerabilidade maior: não sabe trabalhar modelos de negócio.</p>
<p>O sucesso dos grandes campeões da Internet – Apple, Google, Facebook – está muito mais no modelo de negócio desenvolvido do que propriamente no diferencial tecnológico.</p>
<p>O caminho poderia ser abreviado com empresas de “venture capital” – investindo em empresas nascentes do setor de tecnologia. Há boas experiências, bem sucedidas, mas ainda sem escala para alavancar o setor.</p>
<p>Com o advento das novas tecnologias da informação, no entanto, o grande mercado para a universidade é o seu metier, a educação. Em breve a Internet acabará com os intermediários de conteúdo – editoras de livro didático, cursos apostilados etc. O diferencial será o conhecimento e os novos modelos pedagógicos.</p>
<p>E quem os têm ainda é a universidade pública. E conseguirão desempenhar esse papel se houver políticas públicas capazes de viabilizar o novo modelo.</p>
<p>Pelo menos no campo da educação, a base continuará sendo a universidade pública. Caberá ao MEC definir conteúdo e adquirir o conhecimento diretamente de seus autores.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>No Chile, homenagem a Pinochet gera protestos e críticas</title>
		<link>http://www.cartacapital.com.br/politica/no-chile-homenagem-a-pinochet-gera-protestos-e-criticas/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 May 2012 13:48:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação Carta Capital</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<description><![CDATA[Evento público ao ex-ditador feita por simpatizantes recebe críticas dos movimentos pelos direitos humanos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p><strong>Renata Giraldi, da Agência Brasil</strong></p>
<p>A organização de uma homenagem ao ex-presidente Augusto Pinochet (1973-1990) no próximo dia 10 gerou protestos no Chile e reações de movimentos sociais e de defesa dos direitos humanos, assim como protestos no Parlamento. A organização não governamental (ONG) Corporação para a Defesa dos Direitos do Povo fez uma manifestação em frente ao Teatro Caupolicán de Santiago, capital chilena, onde o evento deve ocorrer.</p>
<p>O governo do general Pinochet foi considerados um dos mais duros na América Latina. Por 23 anos, o Chile ficou sob uma ditadura. Os casos de mortos e desaparecidos políticos são temas presentes na política nacional. A ex-presidenta chilena Michelle Bachelet, que antecedeu o atual presidente Sebastián Piñera, perdeu o pai que foi assassinado durante a ditadura Pinochet.</p>
<p>A estimativa de organizações chilenas é que 5 mil pessoas morreram durante o governo Pinochet e cerca de 50 mil foram presas, torturadas e perseguidas por suas convicções políticas. No país, há um museu em homenagem às vítimas da ditadura, na região central de Santiago.</p>
<p><strong>Leia também:</strong><br />
<strong><a href="http://www.cartacapital.com.br/internacional/bolivia-diz-que-senador-que-pediu-asilo-ao-brasil-e-acusado-de-corrupcao/">Senador boliviano pede asilo no Brasil</a> </strong><br />
<strong><a href="http://www.cartacapital.com.br/internacional/romney-confirma-candidatura-com-vitoria-no-texas/">EUA: Roonmey é oficialmente candidato a presidente</a> </strong><br />
<strong><a href="http://www.cartacapital.com.br/economia/cerca-de-20-das-empresas-europeias-cogitam-sair-do-pais/">China: empresas europeias cogitam deixar o país</a></strong></p>
<p>Porém, os simpatizantes do ex-presidente, que morreu em dezembro de 2006, liderados por seu ex-colaborador Alvaro Corbalan, que atuou no comando de operações da Agência Nacional de Inteligência, anunciaram, na semana passada, a homenagem pública a Pinochet. Corbalan cumpre pena de prisão perpétua por violações aos direitos humanos e crimes contra a humanidade.</p>
<p>A iniciativa dos simpatizantes de Pinochet levou a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, partidos de oposição e até integrantes do atual governo a protestar contra a possibilidade de homenagem. Os deputados Fidel Espinoza (do Partido Socialista), William Teillier (Partido Comunista) e Carolina Toha (Partido para a Democracia) criticaram a iniciativa.</p>
<p><em>*Com informações da emissora pública de televisão do Chile, <a href="http://www.24horas.cl/politica/comision-de-ddhh-rechaza-homenaje-a-pinochet-153681" rel="nofollow">TVN</a> e da agência estatal de notícias de Cuba, <a href="http://www.prensa-latina.cu/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=511712&amp;Itemid=1" rel="nofollow">Prensa Latina</a>//Edição: Graça Adjuto </em></p>
</div>
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		</item>
		<item>
		<title>Bolívia diz que senador que pediu asilo ao Brasil é acusado de corrupção</title>
		<link>http://www.cartacapital.com.br/internacional/bolivia-diz-que-senador-que-pediu-asilo-ao-brasil-e-acusado-de-corrupcao/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 May 2012 13:36:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agência Brasil</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Diplomacia]]></category>
		<category><![CDATA[Roger Pinto Molina]]></category>

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		<description><![CDATA[Molina diz ser perseguido em seu país por causa de sua luta em favor da preservação dos direitos humanos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Renata Giraldi*</strong><br />
<em>Repórter da Agência Brasil</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Brasília – No momento em que o governo do Brasil analisa o pedido de asilo feito pelo senador boliviano Roger Pinto Molina (de oposição) &#8211; abrigado na Embaixada do Brasil em La Paz desde segunda-feira 28 &#8211; o governo da Bolívia o acusa de corrupção. Em carta pública, Molina diz que sua defesa em favor da preservação dos direitos humanos fez com que passasse a ser perseguido pelas autoridades bolivianas.</p>
<p><strong>Leia também:<a href="../internacional/senador-da-oposicao-anuncia-pedido-de-asilo-na-embaixada-do-brasil/"><br />
Senador da oposição pede asilo na embaixada do Brasil</a></strong></p>
<p>&#8220;Após vários anos de luta intransigente em defesa dos direitos humanos, toda a força do sistema democrático e respeito pela dissidência e por pensar de maneira diferente, agora estou nas circunstâncias difíceis e dolorosas que me levam a buscar refúgio na Embaixada do Brasil porque não tenho outra alternativa para reagir ao assédio impiedoso e à perseguição a que fui submetido &#8220;, disse o senador, anunciando sua decisão de pedir apoio ao Brasil.</p>
<p>O deputado Adrian Oliva, correligionário de Molina, disse que o senador enviou duas cartas às autoridades brasileiras &#8211; uma à presidenta Dilma Rousseff e outra ao embaixador do Brasil na Bolívia, Marcel Biato. O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, confirmou o pedido de Molina.</p>
<p>Segundo a agência pública de notícias do governo da Bolívia, Molina é acusado de corrupção em 2000, quando era governador da província (estado) de Pando, no Extremo Norte do país. De acordo com a agência, o parlamentar é mencionado em 20 processos criminais – nas regiões de La Paz, Santa Cruz, Sucre e Cobija.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Na rua dos bobos, número 0</title>
		<link>http://www.cartacapital.com.br/sociedade/na-rua-dos-bobos-numero-0/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 May 2012 13:30:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação Carta Capital</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[greve]]></category>
		<category><![CDATA[guarulhos]]></category>
		<category><![CDATA[infraestrutura]]></category>
		<category><![CDATA[Reuni]]></category>
		<category><![CDATA[Unifesp]]></category>

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		<description><![CDATA[Na Unifesp de Guarulhos, uma das tantas universidades federais criadas nos últimos anos, faltam salas e professores]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Marcelo Pellegrini e Tory Oliveira</strong></p>
<p>“Dilma, termina a faculdade que o Lula começou”, pede uma faixa amarela estendida na Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), localizada no bairro dos Pimentas, na periferia de Guarulhos. Em greve desde 22 de março, os alunos reivindicam a construção de um novo prédio, melhores condições de acesso ao campus e instalação de moradia estudantil. A insatisfação é compartilhada pelos docentes, que pedem mais transparência e democracia na gestão, investimentos no espaço físico e na infraestrutura, e políticas de acesso e permanência da comunidade acadêmica. Parte deles paralisou suas atividades em abril.</p>
<div id="attachment_79105" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Parreira.jpg"><img class="size-medium wp-image-79105" src="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Parreira-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a><p class="wp-caption-text">Sem espaço. Parreira, aluno de Filosofia, reclama da ausência da infraestrutura. Foto: Olga Vlahou</p></div>
<p><strong>Inaugurado em 2006,</strong> o campus em Guarulhos, na grande São Paulo, foi projetado originalmente para abrigar uma escola técnica. No local funcionam cinco cursos da área de humanas (Ciências Sociais, Filosofia, História, História da Arte, Letras e Pedagogia), com 2,8 mil alunos. Por causa da superlotação, algumas aulas foram transferidas para o CEU-Pimentas, vizinho à universidade, onde o número de salas também é insuficiente. “Uma vez, um professor de Letras foi dar aula em uma sala e, quando entrou, viu que ela estava ocupada por outro professor”, relata Arlley Parreira, aluno do curso de Filosofia.</p>
<p>Outro problema é o isolamento do campus e o número reduzido de ônibus oferecidos pela universidade para levar alunos e professores da estação de metrô Corinthians-Itaquera à universidade. Apenas seis fazem o trajeto até o campus. A viagem dura de 40 minutos a uma hora. “Nos ônibus das empresas privadas os usuários só podem ir sentados. Como nos da Unifesp, quem quiser pode ir em pé, esses ônibus saem lotados”, conta Iann Leda, aluno de Ciências Sociais.</p>
<p><strong>Leia também:<br />
<a href="http://www.cartacapital.com.br/carta-na-escola/por-que-nao-o-haiti/">Por que não o Haiti?</a><br />
<a href="http://www.cartacapital.com.br/sociedade/a-greve-no-metro-e-o-pensamento-utilitarista/"> A greve no metrô e o pensamento utilitarista</a><br />
<a href="http://www.cartacapital.com.br/sociedade/sobre-meninos-e-lobos/"> Televisão: Sobre meninos e lobos</a><br />
</strong></p>
<p>Segundo a professora Olgária Matos, criadora e coordenadora do curso de Filosofia da Unifesp, a localização do campus exclui os alunos mais pobres, uma vez que a dificuldade de acesso e o preço da condução os impedem de estudar e trabalhar. “O problema mais grave de infraestrutura é a dificuldade de acesso. Mesmo quem mora em Guarulhos demora a sair do centro e chegar ao campus.”</p>
<p>O laboratório de informática e a biblioteca são outro motivo de queixas. Apenas 50 computadores estão disponíveis e, ao serem operados conjuntamente, a velocidade da internet cai, segundo os alunos. Em um prédio apelidado de “puxadinho”, o laboratório não tem para onde ser ampliado. A biblioteca, que recentemente adquiriu 240 mil reais em livros, libera apenas 70% do seu acervo por falta de espaço.</p>
<p>Professor do curso de Pedagogia da Unifesp, Daniel Revah relata a falta de espaço para a atividade de pesquisa ou mesmo para grupos de estudo. “Há cursos superlotados e ainda precisam completar o número de docentes”. O curso de Letras tem 38 professores e 730 alunos matriculados. Segundo a Associação dos Docentes da Unifesp, é necessário contratar 27 docentes e 60 profissionais administrativos, quase o dobro do quadro atual.</p>
<div id="attachment_79106" class="wp-caption alignright" style="width: 209px"><a href="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2012/05/campus.jpg"><img class="size-medium wp-image-79106" src="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2012/05/campus-199x300.jpg" alt="" width="199" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Os alunos estão em greve desde 22 de março, por causa das condições precárias do campus. Foto: Olga Vlahou</p></div>
<p><strong>Talvez o maior símbolo</strong> da inapropriada estrutura do campus seja um grande descampado, logo em frente ao portão de entrada. Trata-se de um retângulo de cimento, coberto de pedras, pedaços de madeira e bitucas de cigarro, onde ainda podem ser vistos resquícios do que foi um cercado de tapumes. Lá seria erguido o prédio definitivo. Em março, parte dos tapumes caiu em decorrência da chuva. A sobra do material foi utilizada pelos estudantes para construir um barraco no centro do terreno e alimentar fogueiras em um recente protesto.</p>
<p>“Os alunos reclamam com toda a razão. Mas precisam entender que estamos sujeitos às leis do serviço público e a uma licitação que seja adequada ao preço de nosso projeto”, explica o diretor do campus de Guarulhos, Marcos Cezar de Freitas. Até o prédio sair do papel, o campus continua a funcionar de forma improvisada ou, como prefere o diretor, incompleta. “Se ele fosse improvisado não teria formado oito turmas, não teria os programas de pós-graduação. Agora, sou o primeiro a reconhecer a precariedade”, diz Freitas.</p>
<p>O fato é que a atmosfera da Unifesp-Guarulhos está carregada. Em 3 de maio, cerca de 80 estudantes invadiram a diretoria acadêmica. A ocupação durou três dias e acabou sem conflitos, mas com a atuação da tropa de choque da PM. Os estudantes exigem a presença do reitor da universidade, Walter Manna Albertoni, para o início das negociações.</p>
<p>“Esse curto-circuito que existe dos estudantes quererem falar direto com a reitoria é possível, mas sempre por meio do diretor acadêmico e do conselho, que são os órgãos que administram o campus”, responde Albertoni. “Em termos de instalações, elas estão realmente atrasadas. Mas acreditamos que as dificuldades serão superadas com as atitudes que já estão sendo tomadas.”</p>
<p>Enquanto o prédio principal não é erguido, a reitoria negociou a compra do terreno em frente para comportar a administração e pretende alugar outro espaço para acomodar os alunos provisoriamente. A respeito da contratação de novos docentes, Albertoni afirma ter solicitado ao MEC e que espera apenas a liberação da verba. Os problemas de acesso ao campus, segundo o reitor, estão em negociação com as prefeituras de São Paulo e Guarulhos. Ele garante, porém, que a unidade não será movida do atual local.</p>
<p><strong>O campus de Guarulhos</strong> é apenas um dos 134 campi e 14 universidades criados desde 2003 pelo Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais, o Reuni, cujo objetivo é expandir o acesso e a permanência de jovens na educação superior. Depois de décadas de estagnação do setor público, a rede federal deu um salto no período de 2000 a 2010. Apenas entre 2005 e 2009, o número de matrículas nas federais aumentou 30%. A rápida expansão tem seu custo. “É preciso crescer sem perder qualidade na graduação e também na área de pesquisa”, explica o coordenador do Grupo de Estudos em Educação Superior da Unicamp, Renato Pedrosa.</p>
<p>Outras unidades da Unifesp enfrentam problemas parecidos. O caso da Baixada Santista é mais grave. Após uma forte chuva em abril, o prédio está interditado desde 19 de abril. O reitor acredita que o problema será resolvido nos próximos dias.</p>
<p>Segundo o professor do programa de pós-graduação da Universidade Federal de Goiás, Nelson Amaral, a nova realidade de investimentos no setor criou efeito colateral de improvisação, obras não concluídas a tempo e dificuldades de contratação de docentes qualificados para as unidades recém-inauguradas. “No futuro, essas condições vão se ajustando. Agora, é claro que os estudantes que estão vivendo este momento devem reclamar. As primeiras turmas da expansão terão prejuízos em sua formação.”</p>
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		<title>Romney é candidato à Presidência</title>
		<link>http://www.cartacapital.com.br/internacional/romney-confirma-candidatura-com-vitoria-no-texas/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 May 2012 12:24:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>AFP</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Barack Obama]]></category>
		<category><![CDATA[eleições nos EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Mitt Romney]]></category>
		<category><![CDATA[Newt Gringrich]]></category>
		<category><![CDATA[primárias do Texas]]></category>
		<category><![CDATA[Rick Santorum]]></category>
		<category><![CDATA[Ron Paul]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao vencer as primárias do Texas na terça, o ex-governador de Massachusetts confirmou sua indicação para disputar a Casa Branca]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_79472" class="wp-caption alignleft" style="width: 213px"><a href="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Romney-confirma-candidatura.jpg"><img class="size-medium wp-image-79472" src="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Romney-confirma-candidatura-203x300.jpg" alt="" width="203" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Romney obteve 71% dos votos nas primárias do Texas ©AFP/Getty Images / Justin Sullivan</p></div>
<p>WASHINGTON (AFP) &#8211; O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Mitt Romney, venceu na terça-feira as primárias do Texas e confirmou matematicamente sua indicação para disputar a Casa Branca, em novembro próximo.</p>
<p>Romney obteve 69% dos votos no Texas, contra 12% para Ron Paul, 8% para Rick Santorum e 5% para Newt Gringrich, informou o canal CNN após a apuração de 99% dos votos.</p>
<p>&#8220;Estou agradecido ao fato dos americanos em todo país terem apresentado seu apoio a minha candidatura e por ter conquistado delegados suficientes para ser o candidato presidencial do Partido Republicano em 2012&#8243;, afirmou Romney.</p>
<p>A vitória garante a Romney os 1.144 delegados necessários para ser indicado &#8220;oficialmente&#8221; candidato republicano às eleições de novembro.</p>
<p>A candidatura de Romney já era considerada fato, já que seus principais adversários, Rick Santorum e Newt Gringrich, abandonaram a corrida para apontar o adversário do presidente democrata, Barack Obama.</p>
<p>&nbsp;</p>
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<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Leia mais:<a href="http://www.cartacapital.com.br/sociedade/a-coragem-de-obama-esta-em-falta-no-brasil/"><br />
A coragem de Obama está em falta no Brasil</a><a href="http://www.cartacapital.com.br/internacional/obama-lidera-pesquisa-mas-romney-e-considerado-melhor-em-temas-economicos/"><br />
Obama lidera pesquisa, mas Romney é considerado melhor em temas econômicos</a><a href="http://www.cartacapital.com.br/destaques_carta_capital/esqueceram-de-luther-king/"><br />
Esqueceram de Luther King</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Leia mais em <a href="http://afpmovel.com" target="_blank">AFP Movel</a>.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Mulheres fogem por medo de retorno do Taleban ao poder</title>
		<link>http://www.cartacapital.com.br/internacional/mulheres-fogem-por-medo-de-retorno-do-taleban-ao-poder/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 May 2012 11:41:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação Carta Capital</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[afeganistão]]></category>
		<category><![CDATA[Guardian]]></category>
		<category><![CDATA[migração]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>

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		<description><![CDATA[Jovens afegãs temem regressão nos direitos femininos e buscam oportunidades de estudo e trabalho no exterior]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Temendo o retorno do Taleban ao poder, mulheres qualificadas e jovens estão deixando o Afeganistão antes da transmissão do governo em 2014 pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), por acreditarem que o governo afegão deixará de fora da agenda principal a luta pelos direitos femininos. Segundo reportagem do diário britânico <em>The Guardian</em>, o governo demostra falta de compromisso com a igualdade, vista nos altos índices de maus-tratos contra as mulheres em casa e no trabalho.</p>
<p>&#8220;As mulheres são habitualmente assediadas e exploradas no local de trabalho, o crédito por suas realizações é assumido pelos homens e elas também são alvo de insurgentes quando vão para o trabalho ou a escola. Elas sofrem com a insegurança e, mesmo em casa, são submetidas a violências e abusos taticamente endossados pelos tribunais e o governo&#8221;, diz Guhramaana Kakar, assessora para questões de gênero do presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, ao semanário britânico <em>The Observer. </em></p>
<div id="attachment_79446" class="wp-caption aligncenter" style="width: 535px"><a href="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Afeganistão.jpg"><img class="size-full wp-image-79446" src="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Afeganistão.jpg" alt="" width="525" height="275" /></a><p class="wp-caption-text">Jovens afegãs mais qualificadas estão deixando o país com medo da passagem do poder da Otan para o governo em 2014. Foto: Strdel/AFP</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em meio a este cenário, escolas para meninas são incendiadas perto da capital Cabul e garotas recebem ataques com ácido por estudarem, além de inúmeras histórias de estupro e sequestro. Por isso, as mais qualificadas buscam bolsas de estudos ou empregos no exterior. A Universidade de Durham, no Reino Unido, oferece, por exemplo, bolsas específicas para esse público. &#8220;Nos primeiros anos após as tropas internacionais entraram no país, houve mudanças positivas na vida de muitas afegãs. No entanto, recentemente as coisas mudaram e a vida ficou mais difícil para as mulheres, mas elas não querem ser empurradas de volta para a caixa&#8221;, afirma Selay Ghaffar, executiva-chefe da ONG Assistência Humanitária para Mulheres e Crianças do Afeganistão, ao <em>Guardian. </em>E questiona:<em> &#8221; </em>Por que todos os planos para o futuro do Afeganistão ignoram a metade de sua população?&#8221;</p>
<p><strong>Leia mais:<br />
<a href="../internacional/otan-vai-passar-responsabilidade-pela-seguranca-aos-afegaos-em-2013/">Otan vai passar responsabilidade pela segurança aos afegãos em 2013</a></strong><br />
<strong><a href="../internacional/operacao-tapa-buraco/">Operação tapa-buraco</a></strong><br />
<strong><a href="../internacional/ataque-dos-talibas-deixa-sete-mortos-em-cabul/">Ataque dos talibãs deixa sete mortos em Cabul</a></strong></p>
<p>O medo das afegãs é retratado em uma recente pesquisa da ONG <em>ActionAid, </em>na qual 86% das mulheres dizem temer o retorno de um regime como o taleban. Uma em cada cinco se preocupa com a educação das filhas e 72% definem sua vida como melhor hoje que há uma década. Mesmo assim, um número crescente de mulheres e meninas deixa os estudos e o mercado de trabalho devido ao agravamento da segurança aos civis. De acordo com o diário, as baixas entre civis afegãos subiram nos últimos cinco anos e superaram 3 mil mortos em 2011, com as mulheres sofrendo de modo desproporcional.</p>
<p>Além da violência e da pouca expressão no sistema político, elas ainda precisam se preocupar com muitos tribunais que deixam de protegê-las juridicamente, o que leva a histórias como crianças estupradas e depois presas por adultério. &#8220;A experiência nos diz que um aumento dos ataques contra as mulheres é muitas vezes um primeiro sinal de advertência de que os talibãs estão recuperando o controle da área&#8221;, diz ao <em>Guardian</em> Melanie Ward, diretora de assuntos públicos da <em>ActionAid.</em></p>
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		</item>
		<item>
		<title>A força da imagem do PT</title>
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		<pubDate>Wed, 30 May 2012 11:23:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Coimbra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma Rousseff]]></category>
		<category><![CDATA[eleitores]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[partidos]]></category>
		<category><![CDATA[petismo]]></category>
		<category><![CDATA[PMDB]]></category>
		<category><![CDATA[psdb]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>
		<category><![CDATA[Sistema Partidário]]></category>
		<category><![CDATA[vínculo social]]></category>

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		<description><![CDATA[O partido formou laços sólidos com uma ampla parcela do eleitorado]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao contrário do que se costuma pensar, o sistema partidário brasileiro tem um enraizamento social expressivo. Ao considerar nossas instituições políticas, pode-se até dizer que ele é muito significativo.</p>
<p>Em um país com democracia intermitente, baixo acesso à educação e onde a participação eleitoral é obrigatória, a proporção de cidadãos que se identificam com algum partido chega a ser surpreendente.</p>
<p>Se há, portanto, uma coisa que chama a atenção no Brasil não é a ausência, mas a presença de vínculos partidários no eleitorado. Conforme mostram as pesquisas, metade dos eleitores tem algum vínculo.</p>
<p><strong>Leia também:<br />
<a href="http://www.cartacapital.com.br/politica/a-politica-segundo-fhc/?autor=39"> &#8216;Política e moral&#8217;: A política, segundo FHC</a><br />
<a href="http://www.cartacapital.com.br/politica/o-julgamento-do-mensalao-2/?autor=39"> O julgamento do mensalão</a><br />
<a href="http://www.cartacapital.com.br/politica/as-licoes-de-demostenes/?autor=39"> Cachoeiroduto: As lições de Demóstenes</a><br />
</strong></p>
<p>Seria possível imaginar que essa taxa é consequência de termos um amplo e variado multipartidarismo, com 29 legendas registradas. Com um cardápio tão vasto, qualquer um poderia encontrar ao menos um partido com o qual concordar. Mas não é o que acontece. Pois, se o sistema partidário é disperso, as identificações são concentradas. Na verdade, fortemente concentradas.</p>
<p>O Vox Populi fez recentemente uma pesquisa de âmbito nacional sobre o tema. Deu o esperado: 48% dos entrevistados disseram simpatizar com algum partido. Mas 80% desses se restringiram a apenas três: PT (com 28% das respostas), PMDB (com 6%) e PSDB (com 5%). Olhado desse modo, o sistema é, portanto, bem menos heterogêneo, pois os restantes 26 partidos dividem os 20% que sobram. Temos a rigor apenas três partidos de expressão.</p>
<p><strong>Entre os três, um padrão</strong> semelhante. Sozinho, o PT representa quase 60% das identidades partidárias, o que faz que todos os demais, incluindo os grandes, se apequenem perante ele. Em resumo, 50% dos eleitores brasileiros não têm partido, 30% são petistas e 20% simpatizam com algum outro – e a metade desses é peemedebista ou tucana. Do primeiro para o segundo, a relação é de quase cinco vezes.</p>
<p>A proeminência do PT é ainda mais acentuada quando se pede ao entrevistado que diga se “simpatiza”, “antipatiza” ou se não tem um ou outro sentimento em relação ao partido. Entre “muita” e “alguma simpatia”, temos 51%. Outros 37% se dizem indiferentes. Ficam 11%, que antipatizam “alguma” coisa ou “muito” com ele.</p>
<p>Essa simpatia está presente mesmo entre os que se identificam com os demais partidos. É simpática ao PT a metade dos que se sentem próximos do PMDB, um terço dos que gostam do PSDB e metade dos que simpatizam com os outros.</p>
<p>Se o partido é visto com bons olhos por proporções tão amplas, não espanta que seja avaliado positivamente pela maioria em diversos quesitos: 74% do total de entrevistados o consideram um partido “moderno” (ante 14% que o acham “ultrapassado”); 70% entendem que “tem compromisso com os pobres” (ante 14% que dizem que não); 66% afirmam que “busca atender ao interesse da maioria da população” (ante 15% que não acreditam nisso).</p>
<p><strong>Até em uma dimensão</strong> particularmente complicada seu desempenho é positivo: 56% dos entrevistados acham que “cumpre o que promete” (enquanto 23% dizem que não). Níveis de confiança como esses não são comuns em nosso sistema político.</p>
<p>Ao comparar os resultados dessa pesquisa com outras, percebe-se que a imagem do PT apresenta uma leve tendência de melhora nos últimos anos. No mínimo, de estabilidade. Entre 2008 e 2012, por exemplo, a proporção dos que dizem que o partido tem atuação “positiva na política brasileira” foi de 57% a 66%.</p>
<p>A avaliação de sua contribuição para o crescimento do País também se mantém elevada: em 2008, 63% dos entrevistados estavam de acordo com a frase “O PT ajuda o Brasil a crescer”, proporção que foi a 72% neste ano.</p>
<p>O sucesso de Lula e o bom começo de Dilma Rousseff são uma parte importante da explicação para esses números. Mas não seria correto interpretá-los como fruto exclusivo da atuação de ambos.</p>
<p>Nas suas três décadas de existência, o PT desenvolveu algo que inexistia em nossa cultura política e se diferenciou dos demais partidos da atualidade: formou laços sólidos com uma ampla parcela do eleitorado. O petismo tornou-se um fenômeno de massa.</p>
<p>Há, é certo, quem não goste dele – os 11% que antipatizam, entre os quais os 5% que desgostam muito. Mas não mudam o quadro.</p>
<p>Ao se considerar tudo que aconteceu ao partido e ao se levar em conta o tratamento sistematicamente negativo que recebe da chamada “grande imprensa” – demonstrado em pesquisas acadêmicas realizadas por instituições respeitadas – é um saldo muito bom.</p>
<p>É com essa imagem e a forte aprovação de suas principais lideranças que o PT se prepara para enfrentar os difíceis dias em que o coro da indústria de comunicação usará o julgamento do mensalão para desgastá-lo.</p>
<p>Conseguirá?</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Irritado, Gilmar Mendes acusa Lula de divulgar informações falsas</title>
		<link>http://www.cartacapital.com.br/politica/irritado-gilmar-mendes-acusa-lula-de-divulgar-informacoes-falsas/</link>
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		<pubDate>Tue, 29 May 2012 22:02:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação Carta Capital</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Demóstenes Torres]]></category>
		<category><![CDATA[Gilmar Mendes]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[mensalão]]></category>

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		<description><![CDATA[Ministro do STF imita a Veja e diz que informações 'falsas' a seu respeito têm como objetivo 'melar' o julgamento do mensalão]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_79429" class="wp-caption alignleft" style="width: 360px"><a href="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Gilmar-Mendes_29_05.jpg"><img class="size-full wp-image-79429" src="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Gilmar-Mendes_29_05.jpg" alt="Mendes durante a sessão da 2ª Turma do STF, nesta quinta-feira. Foto: Carlos Humberto / STF" width="350" height="240" /></a><p class="wp-caption-text">Mendes durante a sessão da 2ª Turma do STF, nesta terça-feira 29. Foto: Carlos Humberto / STF</p></div>
<p>O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acusou nesta terça-feira 29 o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de centralizar a divulgação de informações falsas contra ele.</p>
<p>Nesta terça, Mendes elevou o tom usado em entrevista à TV Globo na noite de segunda-feira. Nela, Mendes havia sido bem menos incisivo e disse ter “entendido” que Lula queria pressioná-lo a tentar adiar o julgamento do mensalão. A história veio à tona na edição da revista <em>Veja</em> deste final de semana, segundo a qual Mendes sofreu pressão de Lula a respeito do julgamento do mensalão. Os outros dois participantes da reunião desmentem o teor da denúncia: o próprio Lula e o ex-ministro e ex-presidente do STF Nelson Jobim.</p>
<p>Em entrevista coletiva nesta terça-feira 28, Mendes afirmou que é vítima de uma “armação”. Para ele, quem divulgou informações a seu respeito estaria interessado em “melar” o julgamento do mensalão. “Ele (Lula) recebeu esse tipo de informação. Gente que o subsidiou com esse tipo de informação e ele acreditou nela. As notícias que me chegaram era que ele era a central de divulgação disso. O próprio presidente”, afirmou Gilmar, segundo o jornal <em>O Globo</em>.</p>
<p>Mendes estava irritado e com o tom de voz alterado. Segundo a <em>Folha de S. Paulo</em>, ele estaria irritado com as pessoas, classificadas por ele de &#8220;criminosos e gângsters&#8221;, que estavam &#8220;vazando&#8221; informações sobre um encontro que teve com o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), em Berlim, e que a viagem teria acontecido após Cachoeira disponibilizar um avião ao senador e ao ministro. &#8220;Não viajei em jatinho coisa nenhuma. Vamos parar com fofoca. A gente está lidando com gângsters. Vamos deixar claro: estamos lidando com bandidos que ficam plantando essas informações&#8221;, disse o ministro, sem identificar quem seriam os supostos &#8220;criminosos&#8221;. Mendes apresentou notas e cópias de suas passagens aéreas que teriam sido emitidas na TAM pelo Supremo Tribunal Federal.</p>
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