<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' gd:etag='W/&quot;CEEBRXo5fSp7ImA9WhZWE0U.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2021223530011374744</id><updated>2011-05-14T11:17:34.425-03:00</updated><title>Carlos Emerson Junior</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://www.carlosemerson.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2021223530011374744/posts/default?redirect=false&amp;v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.carlosemerson.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Carlos Emerson Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09785697343809373230</uri><email>cejunior@gmail.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>9</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry gd:etag='W/&quot;CEEBRXo4fCp7ImA9WhZWE0U.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2021223530011374744.post-3338322790978347615</id><published>2011-05-14T11:17:00.000-03:00</published><updated>2011-05-14T11:17:34.434-03:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2011-05-14T11:17:34.434-03:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos e crônicas'/><title>Flanar</title><content type='html'>Você sabe o que é flanar? Segundo os dicionários, é mesmo que “caminhar sem rumo e sem pressa, só pelo prazer de apreciar o que está à sua volta, parando aqui e ali para observar algo que chamou sua atenção”.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
As três melhores cidades que conheci para flanar foram Barcelona, Paris e Buenos Aires. Todas são planas, bem sinalizadas, seguras, praticamente museus ao ar livre, onde cada rua, esquina, prédio ou parque tem alguma história. Para quem vem do Rio de Janeiro, sentar tranquilamente em uma praça bem cuidada e sem grades, chega a ser um sonho bom. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O bom flanador não tem horários. Segue pelas ruas sem uma rota definida, parando em cada ponto que lhe desperte interesse, por mais comum que pareça. Descobrir novos bairros, vilas e ruas diferentes ou curiosas, olhar vitrines de lojinhas simplesmente interessantes, atravessar de ponta a ponta um shopping center, trocar dois dedos de prosa no mercado municipal ou em uma feira livre, sentar em um café para simplesmente assistir a vida passar, tudo isso é flanar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E aqui em Nova Friburgo, flanar é possível?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Claro, desde que você se lembre que a cidade foi construída em cima de morros e muitos passeios interessantes incluem ladeiras enormes. Portanto, aqui é necessário ter fôlego! Em compensação, a natureza com certeza será muito generosa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Parque São Clemente, por exemplo, além de uma beleza estonteante, troca reflexão por um bocado de paz. As ruas do Cônego, algumas com calçadas completamente gramadas e um silêncio absoluto, dão a impressão de que o tempo não anda. O Parque Santa Eliza e seus caminhos por dentro da mata, as alamedas da Praça Getúlio Vargas, as ruas agitadas e comerciais de Olaria e, por que não, todo o centro da cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vá até Mury pelo leito da antiga estrada de ferro e almoce em um dos ótimos restaurantes de lá. Faça uma aventura e vá a pé ou de bicicleta até Amparo para conhecer seus casarões e sua história. Dê um pulo a São Pedro da Serra e Lumiar e aprenda a sua maneira despretensiosa e tranquila de viver. Sim, meus amigos, Nova Friburgo decididamente é um bom lugar para flanar&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O historiador e professor francês Laurent Turcot dizia que “caminhar provoca o espírito, estimula a inteligência e, por fim, acaba definindo a própria cidadeo.” Por que você não começa a flanar já neste final de semana?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;b&gt;Publicada no jornal &lt;a href="http://www.avozdaserra.com.br/noticiaslight.php?noticia=1526"&gt;A Voz da Serra&lt;/a&gt;, Nova Friburgo, de 14 de maio de 2011&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2021223530011374744-3338322790978347615?l=www.carlosemerson.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.carlosemerson.com/feeds/3338322790978347615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.carlosemerson.com/2011/05/flanar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2021223530011374744/posts/default/3338322790978347615?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2021223530011374744/posts/default/3338322790978347615?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.carlosemerson.com/2011/05/flanar.html' title='Flanar'/><author><name>Carlos Emerson Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09785697343809373230</uri><email>cejunior@gmail.com</email><gd:extendedProperty name='OpenSocialUserId' value='03188944241920359669'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;CEMGRHg4eip7ImA9WhZWE0U.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2021223530011374744.post-7485560772135298381</id><published>2011-05-02T11:09:00.000-03:00</published><updated>2011-05-14T11:13:45.632-03:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2011-05-14T11:13:45.632-03:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Co'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos e crônicas'/><title>Uma canção</title><content type='html'>Qual é a canção de Nova Friburgo? Não, não é falta de assunto não, a pergunta tem uma razão de ser. Senão vejamos: o Rio de Janeiro tem o samba, a bossa nova, o funk, mas para mim, a cara da Cidade Maravilhosa é exatamente a marchinha do mesmo nome, de autoria de André Filho, que toca fundo os corações cariocas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São Paulo vem com a sua Ronda, do Paulo Vanzolini, retratando os desencontros de uma cidade muito grande e populosa. Mas ainda sou mais “Trem das Onze”, clássico do Adoniram Barbosa, que nem tem muita coisa a ver com a terra da garoa, mas marca pela sua singeleza e por tudo que o autor, um palmeirense doente, representou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Salvador, talvez a mais musical das cidades brasileiras, comparece com não apenas uma, mas várias identidades. Minha preferida é uma bem lenta, “Tarde em Itapoã”, do Toquinho e Vinícius de Morais, que remete sempre para um momento mágico que hoje não existe mais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Montevidéu é Carlos Gardel. Cresci ouvindo os tangos que meu pai tanto amava e fiquei surpreso quando lá estive e descobri que todo mundo, em todos os lugares e a qualquer hora do dia ou da noite, adora um bom e trágico tango. De Carlos Gardel, por supuesto!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não, a coisa é complicada. Uma identidade musical não significa que, obrigatoriamente, a cidade terá o mesmo astral de sua música, longe disso. A falta dessa identidade também não quer dizer que sua população é um zero à esquerda. Pensando bem, o fato de ter uma música símbolo não é nada assim tão importante, não é mesmo?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O friburguense gosta de música, tanto quanto um carioca, um suíço ou um japonês! A diversidade cultural e musical dos povos que formaram a cidade está aí para comprovar. Nesse caldeirão somos todos brasileiros e, como já estamos carecas de saber, adoramos música, de qualquer tipo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nova Friburgo tem, com muito orgulho, duas bandas centenárias, a Euterpe e a Campesina, ainda em plena atividade. Por aqui se formam músicos e os projetos Banda na Praça, com a apresentação aos sábados de cada uma das duas centenárias bandas, prova que cultivamos boa música. Por aqui se faz samba, rock, forró, jazz, axé e até, para meu desespero, funk!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas continuo sem resposta para minha pergunta: qual a nossa música? Talvez a incapacidade de ouvi-la esteja apenas em mim, pelo pouco tempo de convivência com os ares da serra e o espírito ainda carioca, vá lá saber! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na verdade, o que me incomoda mesmo é o silêncio, a cabeça baixa, o desânimo e a falta de esperança. Depois de 12 de janeiro, a musicalidade desapareceu e um vazio doloroso tomou lugar em nossos corações e mentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como pensar em música quando você está em uma fila tentando receber o aluguel social? Ou tentando fechar a folha do mês sabendo que seu negócio foi destruído e nem tem perspectiva de retomada? E aqueles que perderam a família, amigos e todo o ânimo para sobreviver? É difícil, quase impossível.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Qual a canção de Nova Friburgo? Realmente eu não sei, mas gostaria muito de voltar a ouvir as pessoas rindo à toa, o ruído de crianças simplesmente brincando e a balbúrdia das bobagens discutidas nos bares. A canção mais doce seria ouvir a população mobilizada cobrando nada menos do que ação, seriedade e transparência, especialmente nessas horas tão difíceis de reconstrução da nossa cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pois é, meus amigos, a canção de Nova Friburgo ainda vai ser cantada! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;b&gt;Publicada no jornal &lt;a href="http://www.avozdaserra.com.br/noticiaslight.php?noticia=1504"&gt;A Voz da Serra&lt;/a&gt;, de Nova Friburgo, em 30 de abril de 2011&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2021223530011374744-7485560772135298381?l=www.carlosemerson.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.carlosemerson.com/feeds/7485560772135298381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.carlosemerson.com/2011/05/uma-cancao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2021223530011374744/posts/default/7485560772135298381?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2021223530011374744/posts/default/7485560772135298381?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.carlosemerson.com/2011/05/uma-cancao.html' title='Uma canção'/><author><name>Carlos Emerson Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09785697343809373230</uri><email>cejunior@gmail.com</email><gd:extendedProperty name='OpenSocialUserId' value='03188944241920359669'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;CU4CQXg_eip7ImA9WhZQE08.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2021223530011374744.post-7440427393816282419</id><published>2011-04-20T15:26:00.000-03:00</published><updated>2011-04-20T15:26:00.642-03:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2011-04-20T15:26:00.642-03:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevistas'/><title>Outra reportagem</title><content type='html'>&lt;b&gt;Coobea de Nova Friburgo tem novo coordenador (A Voz da Serra)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após as dezenas de denúncias apresentadas através de vídeos e fotos por voluntários que colaboraram nos resgates de animais em Nova Friburgo durante a catástrofe da Região Serrana, a antiga coordenadora da COOBEA -NF (Coordenadoria do Bem Estar Animal de Nova Friburgo), Carla Freire, foi exonerada de seu cargo pelo atual prefeito, de acordo com a publicação de sábado (16) do Diário Oficial. O novo coordenador, que assumiu o cargo no dia 01 deste mês, Dr. Luis Fernando Bonin, é medico veterinário especialista em animais de grande porte.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No ultimo sábado, 16, a coordenadora do &lt;a href="http://www.peloproximo.com.br/"&gt;Projeto Pêlo Próximo&lt;/a&gt;, Roberta Araújo, conversou com o novo coordenador que se mostrou uma pessoa preocupada com a situação dos animais e que pretende trabalhar em conjunto com a proteção animal da cidade. “Na próxima semana, o Dr. Luis Fernando irá marcar uma reunião com todas as pessoas interessadas em colaborar com a nova Coobea e tentar resolver a situação crítica deixada pela antiga coordenação. Ele recebeu a Coordenadoria sem nenhum medicamento e com uma ninhada com surto de parvovirose. Fizemos doações de milhares de medicamentos que não foram utilizados, pois não havia veterinários no local. Queremos saber para onde esses medicamentos foram enviados, pois segundo a veterinária Carla Sassi, que trabalhou no galpão havia no local medicamento para dois anos de atendimento. Estamos à disposição do novo coordenador para ajudá-lo no que for preciso” finaliza Roberta Araújo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à situação dos eqüinos na Praça do Suspiro, questionada pelo friburguense Carlos Emerson, responsável pela denúncia no Blog da Serra, o novo coordenador prometeu tomar providencias, mas precisa antes encontrar um local onde esses animais possam ser direcionados para que possam receber o atendimento necessário. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Entenda o caso&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dezenas de voluntários que colaboraram nos resgates de animais em Nova Friburgo durante a catástrofe da Região Serrana, denunciam que a coordenadoria do Bem Estar Animal de Nova Friburgo, vem negando a colaboração de veterinários e voluntários em sua sede na Praça do Village. Por diversas vezes, os voluntários tentaram retornar ao trabalho de resgate (encerrados no fim de janeiro), mas foram impedidos pela coordenadora do Bem Estar Animal, Carla Freire, sob a alegação de que a Prefeitura havia proibido o resgate desses animais, apesar de muitos ainda precisarem de atendimento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foram apresentadas inúmeras denuncias através de fotos, vídeos e depoimentos, e o assunto chegou a ser discutido na Câmara Municipal de Nova Friburgo. Além disso, o grupo entregou aos deputados da CPI da Serra, um dossiê com todas as denuncias apresentadas no Ministério Público do Rio. Nas redes sociais, o assunto COOBEA-NF é um dos assuntos mais discutidos, já que diversos vídeos e fotos postados comprovam a grave situação dos animais que ainda estão no galpão da Coordenadoria, causando uma grande revolta na população. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa situação vinha se arrastando desde o final de Janeiro. Cerca de 30 animais foram retirados pelos voluntários de dentro coordenadoria, por não estarem recebendo atendimento veterinário e por maus tratos. Além disso, a coordenadoria foi alvo de duas novas denúncias, a primeira por reduzir o horário de atendimento (11h30 às 17h30 e não funcionar nos fins de semana) e a outra por descaso com os cavalos e jumentos que são usados para passeios no entorno da Praça do Suspiro, que voltaram ao trabalho expostos ao sol forte, diante bebedouros quebrados e cercados de escombros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;b&gt;Publicada no jornal &lt;a href="http://www.avozdaserra.com.br/noticias.php?noticia=14122"&gt;A Voz da Serra&lt;/a&gt;, Nova Friburgo, 20 de abril de 2011.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2021223530011374744-7440427393816282419?l=www.carlosemerson.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.carlosemerson.com/feeds/7440427393816282419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.carlosemerson.com/2011/04/outra-reportagem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2021223530011374744/posts/default/7440427393816282419?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2021223530011374744/posts/default/7440427393816282419?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.carlosemerson.com/2011/04/outra-reportagem.html' title='Outra reportagem'/><author><name>Carlos Emerson Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09785697343809373230</uri><email>cejunior@gmail.com</email><gd:extendedProperty name='OpenSocialUserId' value='03188944241920359669'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;DUAHQHo4eyp7ImA9WhZSEEg.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2021223530011374744.post-4027380819279827826</id><published>2011-03-25T09:55:00.000-03:00</published><updated>2011-03-25T09:55:31.433-03:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2011-03-25T09:55:31.433-03:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevistas'/><title>Uma reportagem</title><content type='html'>&lt;b&gt;Descaso com animais usados para passeios em Nova Friburgo provoca onda de protestos na internet&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Simone Candida (O Globo)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-8uPaZJPNaAo/TYtso2M0JVI/AAAAAAAAKak/zcgRRFwYeVc/s1600/24_MHG_globo-5yvxej2uldit7mibojx_original2.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="128" width="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-8uPaZJPNaAo/TYtso2M0JVI/AAAAAAAAKak/zcgRRFwYeVc/s200/24_MHG_globo-5yvxej2uldit7mibojx_original2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
RIO - Num cenário que ainda é de reconstrução - com muita poeira, buracos e pouquíssimos turistas - os cavalos e jumentos que tradicionalmente eram usados para passeios no entorno da Praça do Suspiro, em Nova Friburgo, voltaram ao trabalho. No entanto, a cena dos animais expostos ao sol forte, diante de um bebedouro quebrado e cercados de escombros, anda causando revolta em alguns moradores e visitantes. Sensibilizado, o administrador de empresas friburguense Carlos Emerson Junior, de 60 anos, fotografou no último domingo um grupo de sete cavalos parados na pracinha e postou a imagem em seu blog. A foto foi compartilhada por amigos e protetores de animais no Facebook, causando uma onda de protestos na rede social.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Estive lá e não gostei nada do que vi. O local onde os animais deveriam ter água corrente, ainda está semidestruído e com apenas um restinho de água suja da chuva. Isso é uma maldade. O trenzinho que levava os turistas para passear ainda não voltou, mas os animais foram obrigados a ficar lá. Para piorar, fui informado que a Coordenadoria do Bem Estar Animal, a quem eu poderia denunciar o que vi, não abre nos finais de semana. Ou seja: se você vê um caso assim tem que esperar até segunda-feira para denunciar - diz Carlos Emerson, que, diante da impossibilidade de achar um fiscal da prefeitura, decidiu fazer a denúncia em seu &lt;a href="http://blogdaserra.com/2011/03/21/cavalos-da-praca-do-suspiro/"&gt;&lt;i&gt;&lt;u&gt;blog&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt; .&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Procurada pelo GLOBO, a responsável pela Coordenadoria de Bem Estar Animal de Nova Friburgo (Coobea), Carla Freire, informou que, apesar de achar que ainda não era hora de os bichos voltarem, a prefeitura não pode impedir os proprietários de levarem os burricos e cavalinhos de volta ao ponto turístico. Mas, diante do grande número de reclamações, ela promete ir até lá no próximo final de semana para verificar as denúncias. Nova Friburgo foi a cidade da região serrana mais devastada pelas enxurradas ocorridas em janeiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Proprietária de um apartamento no Centro de Friburgo, a comerciante Ana Martha de Lima, de 45 anos, conta que esteve lá na semana passada e também ficou com muita dó dos cavalos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Eu costumo passar finais de semana lá e sempre me compadeci deles. Mas agora é ainda pior. É um absurdo. Não tinha nem turista na praça. Para que deixar aqueles animais lá, sofrendo com aquele sol ? - protestou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A coordenadora da Coobea, Carla Freire admite que o órgão só faz atendimento ao público de segunda a sexta-feira, 11h30m às 17h30m, mas argumenta que todos na cidade conhecem seu telefone celular. O telefone do órgão é (22): 2522-1356. No finais de semana, a coordenadora atende no celular: 22- 9931-3313.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Eu estive lá na semana anterior e não tinha visto isso. Mas vamos voltar lá e conversar com os donos dos cavalos.Temos consciência de que um cavalo precisa de beber no mínimo 40 litros de água por dia e, pelo que me falaram, eles estão sem água - comentou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com Carla Freire, a situação precária dos animais de tração da Praça do Suspiro é uma preocupação da prefeitura, que em janeiro ia iniciar o cadastramento de todos os bichos e proprietários que fazem ponto na praça. A tragédia das enchentes, no entanto, justifica Carla Freire, atrasou o trabalho, que deve ser iniciado em breve. Ela promete fazer um levantamento dos animais e criar regras para o trabalho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em Paquetá, 40 cavalos utilizados em carroças de passeios vão receber chips de identificação. O objetivo é reduzir a taxa de abandono dos animais e responsabilizar os donos em caso de maus-tratos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Publicada nos jornais &lt;a href="http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/03/24/descaso-com-animais-usados-para-passeios-em-nova-friburgo-provoca-onda-de-protestos-na-internet-924075855.asp"&gt;&lt;i&gt;&lt;u&gt;O Globo&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://extra.globo.com/noticias/rio/descaso-com-animais-usados-para-passeios-em-nova-friburgo-provoca-onda-de-protestos-na-internet-1393013.html"&gt;&lt;i&gt;&lt;u&gt;Extra&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;, Rio de Janeiro, em 24 de março de 2011.&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2021223530011374744-4027380819279827826?l=www.carlosemerson.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.carlosemerson.com/feeds/4027380819279827826/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.carlosemerson.com/2011/03/uma-reportagem.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2021223530011374744/posts/default/4027380819279827826?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2021223530011374744/posts/default/4027380819279827826?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.carlosemerson.com/2011/03/uma-reportagem.html' title='Uma reportagem'/><author><name>Carlos Emerson Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09785697343809373230</uri><email>cejunior@gmail.com</email><gd:extendedProperty name='OpenSocialUserId' value='03188944241920359669'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-8uPaZJPNaAo/TYtso2M0JVI/AAAAAAAAKak/zcgRRFwYeVc/s72-c/24_MHG_globo-5yvxej2uldit7mibojx_original2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;DUMCR3o9fyp7ImA9WhZTEU0.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2021223530011374744.post-3926530933794700535</id><published>2011-03-14T09:57:00.000-03:00</published><updated>2011-03-14T09:57:46.467-03:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2011-03-14T09:57:46.467-03:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos e crônicas'/><title>Bom dia</title><content type='html'>Caiu para o lado, como se tivesse levado um soco muito forte no pescoço. Estava atordoado mas ainda conseguia enxergar. Seus ouvidos zumbiam!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Havia alguma coisa quente, viscosa, escorrendo por baixo da cabeça pendida. Tentou se virar para ver o que era mas em vão: seu corpo estava imóvel.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os olhos ainda se mexiam, dava prá ver o painel do carro, o volante, as chaves…. um gosto forte de sangue inundou sua boca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lembrou-se do celular no bolso da camisa. Isso, ligaria para o trabalho avisando que não ia chegar. Mas estava tão cansado… &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Frio. Muito frio. A cabeça vazia, uma sensação de abandono. Não sentia dor ou medo. Apenas uma vontade enorme de ir embora, de fechar os olhos e dormir…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Porra, cê tá maluco ? Precisava atirar no cara ?&lt;br /&gt;
- Ele ia dá um teco na gente….&lt;br /&gt;
- Não seu merda, ele tava soltando o cinto! Sujou tudo. Vambora logo! Larga isso aí e se manda!&lt;br /&gt;
- Mas e o carro do babaca ? Não foi uma encomenda da boca ?&lt;br /&gt;
- Se manda, mané, vambora antes que cheguem os homes!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cinco e trinta da manhã, numa esquina qualquer da cidade do Rio de Janeiro. O dia mal começou…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&lt;a href="http://www.carlosemerson.com/p/livros-e-publicacoes.html" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://i103.photobucket.com/albums/m121/cejunior/balaio300-1-1.jpg" border="0" alt="Photobucket"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Publicado na &lt;a href="http://www.carlosemerson.com/p/livros-e-publicacoes.html"&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;I Coletânea Scriputs - Balaio de Idéias&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;, Editora Novitas, 2009.   Mais informações &lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?isbn=9788562442001&amp;sid=93616415313311463845699539"&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;aqui&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2021223530011374744-3926530933794700535?l=www.carlosemerson.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.carlosemerson.com/feeds/3926530933794700535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.carlosemerson.com/2011/03/bom-dia.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2021223530011374744/posts/default/3926530933794700535?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2021223530011374744/posts/default/3926530933794700535?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.carlosemerson.com/2011/03/bom-dia.html' title='Bom dia'/><author><name>Carlos Emerson Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09785697343809373230</uri><email>cejunior@gmail.com</email><gd:extendedProperty name='OpenSocialUserId' value='03188944241920359669'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;CUcCQHc_fyp7ImA9WhZTGUU.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2021223530011374744.post-7782166792779578661</id><published>2011-03-04T10:44:00.003-03:00</published><updated>2011-03-24T13:11:01.947-03:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2011-03-24T13:11:01.947-03:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos e crônicas'/><title>A hora das chuvas</title><content type='html'>Vamos definir chuva ?  Bom, segundo o Wikipédia, chuva não passa “de um fenômeno meteorológico que consiste na precipitação de gotas de água no estado líquido sobre a superfície da Terra”.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Simples assim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A chuva está aí desde que o planeta começou a esfriar.  Alimenta os rios, irriga as plantações, suporta a vida.   Quanto mais chuva, mais exuberante a natureza. Basta dar uma olhada lá pelos lados da Amazônia, que só tem duas estações no ano: chuva e muita chuva!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O homem convive com a chuva a mais ou menos uns 300 mil anos, tempo mais do que suficiente para conhecê-la muito bem.  Aliás, essa convivência já deve ter sido gravada em nossos DNAs.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto....&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia 22 de janeiro de 1967 tive minha primeira experiência com a chuva em seu estado bruto.  Estava indo para São Paulo de ônibus quando, por volta das 23:30 horas, uma tromba d'água destruiu tudo que estava em sua frente na subida da Serra das Araras.  Uma árvore enorme despencou da encosta ao lado e funcionou como uma barreira, desviando do nosso veículo toda a lama que descia pelo que restou da estrada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao amanhecer, fomos resgatados por militares do exército e até hoje guardo a terrível visão de gente morta para todos os lados, ônibus semienterrados, uma devastação completa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quarenta anos se passaram e no dia 5 de janeiro de 2007, subindo a serra para Nova Friburgo, a chuva resolveu me mostrar novamente seu poder, desabando impiedosamente.   Na altura de Mury, também por volta das 23 horas, fomos obrigados a parar devido a quedas de várias barreiras, tendo uma delas (em frente a entrada da AABB) atingido um ônibus da 1001 que ia para São Paulo.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desta vez não esperamos ajuda.  Com uma lanterna de mão, formamos um um grupo e, com a ajuda de funcionários da rodovia e da empresa de luz, conseguimos chegar encharcados mas inteiros na Rodoviária Sul, onde um taxista nos deixou em casa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As onze mortes, o grande número de desabrigados e a destruição da cidade me deixou com a plena convicção de que, pelo menos em Friburgo, isso não se repetiria nunca mais.   Afinal, as chuvas não vão parar, mas os rios seriam dragados, bueiros limpos, pessoas em áreas de risco removidas, um sistema de alarme instalado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia 12 de janeiro de 2011 eu dormia tranquilo, no Rio.  Tinha uma passagem comprada para Friburgo na hora do almoço e absolutamente nada para fazer pela manhã .  Fui despertado por uma ligação de minha mulher,  assustada, pedindo para ligar a TV.   Mal acordado, custei para entender o que estava acontecendo.  As notícias, vagas e genéricas, falavam em 9 mortes e citavam os bombeiros da Cristina Ziede.  Fui ao telefone e tentei falar com o condomínio da minha casa.  Inútil.  Procurei amigos, conhecidos e até lojas, sem sucesso.  Todos os telefones estavam mudos.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aos poucos, pelas redes sociais, foram chegando relatos esparsos e um quadro de horror foi se delineando.  As poucas vítimas das primeiras horas chegaram a quase 500 mortos, só em Nova Friburgo.   Uma tragédia nunca antes vista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não fizemos o dever de casa, apesar do aviso deixado apenas três anos antes.   Continuamos morando irregularmente, sujando e assoreando os rios, tratando a natureza como se fossemos superiores às intempéries.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O clima mudou, isso é fato. Um pequeno aumento da temperatura já é suficiente para alterar regimes de chuvas, formando grandes e contínuas tempestades e também, ao contrário, provocando longos períodos de estiagem, esvaziando os mananciais e destruindo as lavouras, além dos incêndios florestais, um perigo sempre presente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas primeiras horas o friburguense, ainda atordoado, mostrou união, solidariedade, seriedade, disposição e desapego.  Graças a isso e, claro, a enorme generosidade de todos os brasileiros, salvamos vidas, bens, animais e evitamos uma destruição ainda maior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Daqui para a frente será apenas por nossa conta.  As chuvas continuarão seu ciclo e, de vez em quando, trovejarão mais forte.  Temos a obrigação de nos preparar para sobreviver, respeitando a natureza.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Simples assim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Publicado no &lt;a href="http://www.avozdaserra.com.br/noticias.php?noticia=13500"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;u&gt;A Voz da Serra&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;, Nova Friburgo, em 3 de março de 2011&lt;/i&gt;,&lt;br /&gt;
&lt;/br&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2021223530011374744-7782166792779578661?l=www.carlosemerson.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.carlosemerson.com/feeds/7782166792779578661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.carlosemerson.com/2011/03/hora-das-chuvas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2021223530011374744/posts/default/7782166792779578661?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2021223530011374744/posts/default/7782166792779578661?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.carlosemerson.com/2011/03/hora-das-chuvas.html' title='A hora das chuvas'/><author><name>Carlos Emerson Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09785697343809373230</uri><email>cejunior@gmail.com</email><gd:extendedProperty name='OpenSocialUserId' value='03188944241920359669'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;A0IBQXc8eSp7ImA9Wx9bGU8.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2021223530011374744.post-6314725741232030376</id><published>2011-02-26T11:49:00.001-03:00</published><updated>2011-02-28T18:45:50.971-03:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2011-02-28T18:45:50.971-03:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title>Novo!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-DO_x_U0LNLI/TWkS3ju5xQI/AAAAAAAAKT8/GsU5k2dVgzg/s1600/Palavracao.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="241" width="170" src="http://3.bp.blogspot.com/-DO_x_U0LNLI/TWkS3ju5xQI/AAAAAAAAKT8/GsU5k2dVgzg/s400/Palavracao.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A III Coletânea Scriptus – Palavração, da Editora Novitas já está no ar! Desta vez participo com os contos “Muros”, “Fantasmas não existem”, “A Guarita” e a poesia “Voar”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Comigo também estão os autores Cezarina Caruso, Cristiane Pingarilho, Cristiano Melo, Diana Melo, Evana Ribeiro, Flavia Braun, Flavia Brito, Mônica Saraiva, Olga De Callis, Isiara Caruso e Wemerson Marques.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2021223530011374744-6314725741232030376?l=www.carlosemerson.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.carlosemerson.com/feeds/6314725741232030376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.carlosemerson.com/2011/02/novo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2021223530011374744/posts/default/6314725741232030376?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2021223530011374744/posts/default/6314725741232030376?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.carlosemerson.com/2011/02/novo.html' title='Novo!'/><author><name>Carlos Emerson Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09785697343809373230</uri><email>cejunior@gmail.com</email><gd:extendedProperty name='OpenSocialUserId' value='03188944241920359669'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-DO_x_U0LNLI/TWkS3ju5xQI/AAAAAAAAKT8/GsU5k2dVgzg/s72-c/Palavracao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;DEQASXgycSp7ImA9Wx9aEkQ.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2021223530011374744.post-407392597120932059</id><published>2011-02-14T09:46:00.003-02:00</published><updated>2011-03-05T00:39:08.699-03:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2011-03-05T00:39:08.699-03:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opinião'/><title>Tempos de estiagem</title><content type='html'>No inverno de 2007 aprendi que nem tudo é bonito no clima de Nova Friburgo. A combinação de calor, baixíssima umidade do ar, falta de informação, descaso e parcos recursos da administração municipal resultou num quadro de pesadelo, com quase todos os morros de nossa bela cidade ardendo em chamas, noite e dia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lembro-me bem que o ar puro ficou irrespirável e nossa preocupação era se e quando o fogo chegaria aqui onde moramos, no Sans Souci, Braunes. Para piorar, um enxame de abelhas africanizadas, expulsas de suas colmeias pelos incêndios, resolveram adotar nossa casa, abrigando-se na chaminé e dando um trabalho enorme para serem retiradas por apicultores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O verão chegou com suas chuvas e o perigo passou e foi esquecido. A natureza seguiu seu caminho e os morros voltaram a ficar verdes e bonitos, pelo menos até este ano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não sei se as condições meteorológicas atuais são as mesmas daquele ano mas as queimadas estão aí, já tendo atingido a Pedra do Imperador e uma das Catarinas. Aliás, agora mesmo, estou escrevendo este texto com um olho para o Alto do Sans Souci, onde vejo muita fumaça e fuligem cortando o céu azul.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha primeira preocupação é com o combate às chamas. Temos água de sobra mas será que o município está efetivamente preparado para enfrentar essa situação ? O fogo nas matas não destrói apenas a flora e a fauna mas afeta centenas de pessoas que moram em localidades rurais afastadas e cercadas por florestas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vendo as imagens dos incêndios florestais que se propagam pela Europa com enorme rapidez, fico arrepiado só de imaginar quanto tempo levaria para organizar uma brigada de bombeiros e voluntários para proteger nossos vizinhos dessas áreas isoladas, algumas sem contar sequer com telefonia!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas áreas urbanas a situação não muda muito. A maior parte dos bairros friburguenses ocupa indiscriminadamente encostas e barrancos, em terrenos instáveis durante as chuvas e inflamáveis em tempos de seca. A rapidez do socorro se contrapõe a intensidade do fogo alimentado por material inflamável acumulamos em nossas residências.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não devemos ser meramente reativos, mostrando nossa indignação toda a vez que nossas terras sangram ou queimam. Precisamos pensar no futuro, tomar ações diárias de prevenção e, principalmente, educar nossos filhos para que saibam que é possível viver em segurança numa cidade muito melhor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;*****&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;
Publicado no &lt;a href="http://www.jornalserranonline.com.br/noticia-nova-friburgo-515.html"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Jornal Serrano Online&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;, Nova Friburgo,  em 28 de agosto de 2010&lt;br /&gt;
&lt;/br&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2021223530011374744-407392597120932059?l=www.carlosemerson.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.carlosemerson.com/feeds/407392597120932059/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.carlosemerson.com/2011/01/tempos-de-estiagem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2021223530011374744/posts/default/407392597120932059?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2021223530011374744/posts/default/407392597120932059?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.carlosemerson.com/2011/01/tempos-de-estiagem.html' title='Tempos de estiagem'/><author><name>Carlos Emerson Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09785697343809373230</uri><email>cejunior@gmail.com</email><gd:extendedProperty name='OpenSocialUserId' value='03188944241920359669'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;DEIARXk9cSp7ImA9Wx9aEkQ.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2021223530011374744.post-4909292434057859929</id><published>2011-01-15T18:03:00.000-02:00</published><updated>2011-03-05T00:42:24.769-03:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2011-03-05T00:42:24.769-03:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos e crônicas'/><title>O homem que odiava</title><content type='html'>Tinha ódio da humanidade. Judeu, preto, japonês, viado, sapatão, nordestino, boliviano, índio, pobre, padre e até bichos de estimação. Remoía isso todos os dias, quieto no seu canto, olhando aqueles rostos repulsivos que a todo momento se aproximavam para pedir alguma coisa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nessas horas fechava mais ainda a cara e se fazia de surdo. Dava certo, chegava até a assustar os incautos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para piorar, detestava seu trabalho, seu patrão, a rotina diária de tantos anos, não suportava sequer olhar para o rosto dos colegas. Precisava do dinheiro, fazer o quê... Nem se preocupava mais com o bando de jovens incompetentes que enchiam a repartição. Só queria mesmo era receber o seu no fim do mês e o resto que se dane!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Simples assim.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não tolerava crianças. Abominava qualquer coisa parecida com festas, carnaval, bailes, futebol, Natal, Ano Novo, feriados, sábados e os domingos em particular. Aniversários ? Nem fale, não sabia mais sequer quando era o seu!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mulheres só pagas e com ordem expressa de não abrir a boca para falar um ai! Com o tempo e a idade, foram se tornando desnecessárias. Jamais se casara e sabia muito bem que tinha sido uma atitude correta.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não entendia e muito menos apreciava música, livros, poesias, obras de arte, qualquer coisa que fosse considerada uma criação estética ou intelectual do homem. Isso tudo era pura enrolação para tirar dinheiro dos estúpidos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Da mesma forma desprezava religiões de uma maneira profunda, acreditando que eram mais uma forma de influenciar rebanhos de humanos carentes em busca de um paraíso impossível.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para o resto do mundo, não poderia haver nenhuma salvação. A raça humana era um estorvo, um carma mesmo, gente ignorante que só prestava para reproduzir e trabalhar. Saco!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um dia ele morreu e ninguém notou. O mundo continuou a rodar e a vida seguiu. O homem que odiava a humanidade não fez falta nenhuma.&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;i&gt;*****&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Publicado originalmente no blog da &lt;a href="http://editora-novitas.blogspot.com/2009/12/o-homem-que-odiava-by-carlos-emerson.html" target="_blank"&gt;&lt;em&gt;&lt;b&gt;Editora Novitas&lt;/b&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, em dezembro de 2009.&lt;/p&gt;&lt;/br&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2021223530011374744-4909292434057859929?l=www.carlosemerson.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.carlosemerson.com/feeds/4909292434057859929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.carlosemerson.com/2011/01/o-homem-que-odiava.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2021223530011374744/posts/default/4909292434057859929?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2021223530011374744/posts/default/4909292434057859929?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.carlosemerson.com/2011/01/o-homem-que-odiava.html' title='O homem que odiava'/><author><name>Carlos Emerson Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09785697343809373230</uri><email>cejunior@gmail.com</email><gd:extendedProperty name='OpenSocialUserId' value='03188944241920359669'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>