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	<title>Blog do Bramante</title>
	
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	<description>Gestão das Experiências de Lazer</description>
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		<title>Gestão de Experiência do Lazer… no SPA (Parte II)</title>
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		<comments>http://blog.cev.org.br/bramante/2012/gestao-de-experiencia-do-lazer-no-spa-parte-ii/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 25 Feb 2012 22:53:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bramante</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Amigos
De volta do SPA, escrevo esta segunda parte que iniciei na semana passada.
Se a primeira experiência de lazer em SPA, há 20 anos, foi “trágica”, como relatada no texto anterior, esta segunda não chegou a ser “mágica”, mas foi totalmente distinta, pela qualidade dos espaços e equipamentos, pela competência da equipe profissional e pela programação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Amigos</p>
<p>De volta do SPA, escrevo esta segunda parte que iniciei na semana passada.</p>
<p>Se a primeira experiência de lazer em SPA, há 20 anos, foi “trágica”, como relatada no texto anterior, esta segunda não chegou a ser “mágica”, mas foi totalmente distinta, pela qualidade dos espaços e equipamentos, pela competência da equipe profissional e pela programação e serviços oferecidos. Percebi que se não é possível perceber o SPA como um ambiente de lazer, ele se aproxima muito ao que eu escrevi anteriormente em referência à “recreação terapêutica”. Repito, esse é e deverá continuar sendo um vasto campo de produção de conhecimentos e intervenção profissional abalizada para atender uma demanda que só tem a crescer, na medida em que a população envelhece, fica mais esclarecida e a dimensão lúdica da vida se torna premente.</p>
<p>Senti que um SPA “médico” pode se aproximar de um “clube educativo”, desde que a prioridade dada à “doença” tenha critérios semelhantes de análise ao cuidado à “saúde” entendida como qualidade de vida e bem-estar, assim como a “dor”, especialmente decorrente das dietas mais restritivas, faça um contraponto com o “prazer” através de alguns cuidados gerenciais que devem ser observados entre aqueles que atuam no campo do lazer nesses ambientes. Citaria, entre outros, algumas “dicas”:</p>
<ol>
<li>Realização de uma “anamnese do lazer” com os mesmos cuidados que se faz a “anamnese clínica”, coletando-se informações da história de lazer de cada um, a priori, dos futuros hóspedes do SPA, com o objetivo de aproximar a “oferta em potencial” com a “demanda latente”. Uma ferramenta de gestão que poderia ser utilizada para tal seria o “Inventário de Lazer”;</li>
<li>Capacitar de forma continuada o corpo técnico de lazer, através de estudos dos cenários externos e interno do empreendimento para melhor compreender a complexa dinâmica que move as pessoas para esses locais (diga-se de passagem, pessoas corajosas e que se amam!);</li>
<li>Ter cuidados extraordinários na relação com os hóspedes durante o lazer: ser amigável sem ser invasivo;</li>
<li>Foco na comunicação, antes, durante e depois (“pós-venda”) da presença dos hóspedes nesses ambientes. São tantas as oportunidades que os usuários possuem quando se dirigem a um lugar desses que boa parte dos primeiros dias, é gasta na sociabilização com os serviços/espaços existentes. Certamente, como fazem os cruzeiros marítimos, por exemplo, (tema de outro texto, em breve), às vezes basta uma folha de papel sulfite bem diagramada, com conteúdo significativo e com linguagem de fácil de leitura, a cada dia numa cor de papel diferente (para saber de imediato que é algo novo), colocada sob a porta (ou mesmo num local do apartamento para essa finalidade). Isso sem contar as “faixas eletrônicas” nos diversos ambientes chamando a atenção para os principais eventos do dia, entre tantas outras possibilidades. Não demorará muito para que os hóspedes recebam “torpedos” em seus celulares convidando-os a usufruir da programação em tempo real (acreditem, mesmo em SPA, as pessoas raramente se desligam do celular&#8230;);</li>
<li>“Surpreender as pessoas” ainda faz parte de uma ação estratégica para cativá-las. Por exemplo, um “kit boas-vindas”, colocado na cama do hóspede na sua chegada, com pequenos mimos que podem encantar, além de uma carta assinada pela gerência do empreendimento, criará o que os autores descrevem como o fenômeno “WOW!”;</li>
<li>Criar ambientes móveis a cada dia visando maior interação com os hóspedes, com informações úteis e vivência de experiências simples. Exemplo: tendas temáticas de aprendizagem: como preprarar novas receitas (tema predileto das pessoas em SPA!), como tirar boas fotos, etc);</li>
<li>Tudo que se aplica a uma empresa “3.0”, como tipifica Kotler, especialmente na geração de novos produtos e serviços agregados através da “co-criação” com os usuários, pode muito bem ser adaptado para um ambiente de SPA Médico;</li>
<li>Exercitar, em maior escala, as avaliações formativas em relação às avaliações somativas, visando manter a curva de interesse nas experiências de lazer dos hóspedes em nível ótimo.</li>
</ol>
<p>Para concluir, uma observação de ordem geral e que afeta diretamente a todos, especialmente os profissionais que atuam tanto na gestão como na animação das experiências de lazer físico-esportivas: a grande diferença observada entre a primeira e essa segunda experiência de SPA é que há 20 anos a sociedade como um todo tinha padrões de alimentação e prática de atividades físicas mais homogêneas, cabendo aos SPAs, prioritariamente, os casos de obesidade mais avançada. Agora, especialmente depois de ter voltado diretamente de uma praia para parar no SPA, cheguei à conclusão que a sociedade engordou muito e que o SPA tornou-se um lugar de pessoas que optam também por cuidados preventivos.<br />
Abraços</p>
<p>Bramante</p>
<p>P.S. Depois de sete dias de volta, ainda não recebi nem mesmo uma resposta da avaliação que fiz sobre minha experiência por lá, mesmo para saber como ando me virando no “mundo real”&#8230; Uma vez mais, como no lazer, o “pós-lúdico” pode ter mais importância que o “lúdico”; nessa relação negocial já descrita, o “depois” pode ser tão importante quanto o “durante”&#8230;</p>
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		<title>Gestão de Experiência do Lazer… no SPA (Parte I)</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Feb 2012 15:09:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bramante</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Amigos
Escrevo este texto de um SPA, às vésperas da volta para casa, depois de sete dias vivendo uma singular experiência. Para quem não sabe, Sorocaba, cidade que resido, é considerada por muitos como a “Capital dos SPAs-Médico” do Brasil.
Vários motivos me trouxeram para cá nessa segunda oportunidade, sendo o principal deles que vim para APRENDER. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Amigos</p>
<p>Escrevo este texto de um SPA, às vésperas da volta para casa, depois de sete dias vivendo uma singular experiência. Para quem não sabe, Sorocaba, cidade que resido, é considerada por muitos como a “Capital dos SPAs-Médico” do Brasil.</p>
<p>Vários motivos me trouxeram para cá nessa segunda oportunidade, sendo o principal deles que vim para APRENDER. Lógico que eliminei uns quilinhos, mas estava também interessado em mergulhar nesse universo que mais se parece a um grande clube, logo, com muitas nuances de lazer.</p>
<p>Há exatos 20 anos também fui passar uns dias num SPA pela primeira vez, na região de Cabreúva/SP, motivado por um, digamos, “desafio acadêmico”. Explico: um dos alunos da Modalidade de Recreação e Lazer da Faculdade de Educação Física (FEF) da UNICAMP, onde atuei até aposentar-me recentemente, veio me procurar para orientar sua monografia de conclusão de curso que girava em torno do tema “Lazer em SPAs”.</p>
<p>Fui com olhos de observador de comportamentos em situações de “livre escolha” e de gestor de espaços com potencial para a vivência do lazer.</p>
<p>Lá constatei que a combinação de baixa ingestão calórica com uma oferta desorganizada de atividades física-esportivas “de lazer” pode ser fatal! Ao final do terceiro dia, jogando futebol (!), tive uma forte distensão na musculatura posterior da coxa direita que mal me permitiu andar em seguida&#8230; e pelas semanas seguintes. Ali conclui que <span style="text-decoration: underline">não há lazer num SPA</span> e, portanto, aquele aluno deveria ou mudar de tema ou de orientador&#8230;</p>
<p>Já naquela ocasião, embora a FEF/UNICAMP tivesse um grupo de pesquisadores muito forte, na época denominada ”Educação Física Especial”, pouco se falava em “Recreação Terapêutica”, ramo do lazer muito estudado especialmente na América do Norte (para quem se interessar pelo assunto, sugiro entrar, entre tantos, no site <a href="http://www.nrpa.org/">www.nrpa.org</a>). Nessa linha de atuação, os aspectos lúdicos de uma dada atividade são utilizados para motivar pacientes a melhorar o seu desempenho, seja ele qual for. Certamente os Estados Unidos desenvolveram essa especialidade com grande afinco devido às inúmeras guerras em que se envolveram (e/ou criaram&#8230;), com soldados e paramédicos mutilados no retorno, abrindo-se um amplo leque de intervenção multiprofissional, que incluía a dimensão do lazer.</p>
<p>Voltando ao SPA, naquela oportunidade constatei um conjunto de equívocos de gestão do empreendimento como um todo, especialmente no planejamento e execução das ações desenvolvidas pelas pessoas que trabalhavam com as atividades recreativas, mostrando um perfil de pseudo “animadores sócio-culturais”, tanto na sensibilização e mobilização como na condução das experiências lúdicas propostas.</p>
<p>Com certeza, essas experiências de lazer no primeiro SPA foram trágicas!</p>
<p>Volto ainda nesta semana para falar mais especificamente desta semana em outro SPA.</p>
<p>Abraços</p>
<p>Bramante</p>
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		<title>Restaurante Fechado para o Almoço</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Jan 2012 13:12:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bramante</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Amigos
Feliz ano novo, de novo.
Ano de 2011 foi, efetivamente, de mudanças. Depois de 21 anos morando na casa que construímos, resolvemos mudar para um apartamento, mais central, onde posso fazer muita coisa me deslocando a pé, inclusive para a academia. Acredite, eu faço academia regularmente, sempre que possível.
Qual não foi a minha surpresa neste dia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Amigos</p>
<p>Feliz ano novo, de novo.</p>
<p>Ano de 2011 foi, efetivamente, de mudanças. Depois de 21 anos morando na casa que construímos, resolvemos mudar para um apartamento, mais central, onde posso fazer muita coisa me deslocando a pé, inclusive para a academia. Acredite, eu faço academia regularmente, sempre que possível.</p>
<p>Qual não foi a minha surpresa neste dia 2 de Janeiro, quando fui para a academia, depois de caminhar por quase 20 minutos até lá e encontrei as portas de vidro fechadas e lá dentro, uns dois professores com mais alguns funcionários, aparentemente lubrificando as máquinas. Por troca de sinais, fui convidado a voltar amanhã, terça-feira.</p>
<p>No caminho de volta vim pensando sobre esse equívoco estratégico primário para aqueles que fazem a gestão das experiências de lazer e optam por fechar suas instalações em datas erradas.</p>
<p>Pergunto a você que me lê: tem alguma data mais errada para se fechar uma academia do que o primeiro dia útil de um novo ano, especialmente quando este cai numa segunda-feira, o “Dia NRDQPNVC” (Dia Nacional do [Re]início daquilo que, provavelmente, não vou continuar&#8230;)?</p>
<p>Essa questão de quando abrir instalações de lazer está ainda para ser mais bem debatida, embora, no meu caso, esse tema tem sido objeto de estudos, de forma mais sistemática, pelo menos nos últimos doze anos.</p>
<p>Sempre que me envolto em algum trabalho sobre a gestão de espaços de lazer, como esse que atualmente desenvolvo dentro do SESI, incluo uma questão que informa o perfil da abertura das instalações, em relação aos dias e horários. Desenvolvemos uma pesquisa diagnóstica recentemente com a participação de 245 Unidades de cultura, esporte e lazer do SESI dos 26 estados brasileiros, mais o Distrito Federal e, nesse quesito, o perfil encontrado está expresso no quadro abaixo:</p>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="724">
<tbody>
<tr>
<td width="146">
<p align="center"><strong>Segunda</strong></p>
</td>
<td width="146">
<p align="center"><strong>Terça a Sexta</strong></p>
</td>
<td width="145">
<p align="center"><strong>Sábado</strong></p>
</td>
<td width="143">
<p align="center"><strong>Domingo</strong></p>
</td>
<td width="144">
<p align="center"><strong>Feriado</strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="146">
<p align="center"><strong>Não abre (23*)</strong></p>
</td>
<td width="146">
<p align="center"><strong>Não abre (2)</strong></p>
</td>
<td width="145">
<p align="center"><strong>Não abre (30)</strong></p>
</td>
<td width="143">
<p align="center"><strong>Não abre (57)</strong></p>
</td>
<td width="144">
<p align="center"><strong>Não abre (65)</strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="146">
<p align="center"><strong>24 horas (1)</strong></p>
</td>
<td width="146">
<p align="center"><strong>24 horas (1)</strong></p>
</td>
<td width="145">
<p align="center"><strong>24 horas (1)</strong></p>
</td>
<td width="143">
<p align="center"><strong>24 horas (1)</strong></p>
</td>
<td width="144">
<p align="center"><strong>24 horas (1)</strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="146">
<p align="center"> </p>
</td>
<td width="146">
<p align="center"> </p>
</td>
<td width="145">
<p align="center"><strong>Locação (1)</strong></p>
</td>
<td width="143">
<p align="center"><strong>Progr. Esp. (2)</strong></p>
</td>
<td width="144">
<p align="center"><strong>Progr. esp. (5)</strong><strong></strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="146">
<p align="center"><strong>06h00 às 22h (22)</strong></p>
</td>
<td width="146">
<p align="center"><strong>07h00 às 22h (19)</strong></p>
</td>
<td width="145">
<p align="center"><strong>08h00 às 18h (21)</strong></p>
</td>
<td width="143">
<p align="center"><strong>08h00 às 18h (30)</strong></p>
</td>
<td width="144">
<p align="center"><strong>08h00 às 18h (19)</strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="146">
<p align="center"><strong> </strong></p>
</td>
<td width="146">
<p align="center"><strong>08h00 às 22h (19)</strong></p>
</td>
<td width="145">
<p align="center"><strong> </strong></p>
</td>
<td width="143">
<p align="center"><strong> </strong></p>
</td>
<td width="144">
<p align="center"><strong> </strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>*Número de Unidades</strong></p>
<p> Como poderá ser observado, parte significativa dessas Unidades permanece fechada no chamado “horário nobre” do lazer, ou seja, quando, potencialmente, as pessoas tem mais tempo disponível para fazer escolhas, isto é, aos sábados, domingos e feriados. Por que não oferecer, de forma sistemática, oportunidades inovadoras de lazer nos finais de semana? Eu disse <strong><span style="text-decoration: underline">sistemática</span></strong>. É muito comum o argumento: “tentamos durante um mês e não veio quase ninguém!” Esses gestores se esquecem que mudança (ou adoção) de hábitos ocorre na medida em que três variáveis são combinadas: oferta de experiências de lazer significativas/tempo de exposição/percepção de sucesso. Da mesma forma, chama a atenção o número de Unidades que fecham suas portas às segundas-feiras, com o argumento de que “é necessário um dia da semana para se fazer a manutenção&#8230;”. Qual a razão de não se programar a manutenção de madrugada? Será que os equipamentos “vão reclamar”?!?</p>
<p>Voltando à academia, teria uma das duas sugestões a seguir:</p>
<ol>
<li>Fazer uma ampla divulgação da <strong><span style="text-decoration: underline">reabertura festiva</span></strong> das instalações no primeiro dia do ano, associando essa ação às “resoluções de final de ano” sobre as mudanças de hábitos, oferecendo, inclusive um café da manhã saudável numa campanha “traga seu/sua amigo(a) para iniciar o ano com o pé direito” (&#8230;), ou</li>
<li>Uma enorme faixa na entrada, comunicando, com antecedência, o fechamento das instalações.</li>
</ol>
<p>Lembre-se, quem está no campo do lazer e não deseja trabalhar nos períodos em que a maioria folga, mude de ramo!</p>
<p>Para os menos avisados, já está chegando o tempo das “instalações de lazer conveniência”, ou seja, que nunca fecham. Mas isso é tema para outro bate-papo&#8230;</p>
<p>Forte abraço.</p>
<p>Bramante</p>
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		<title>Minha primeira experiência de Gestão do Lazer</title>
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		<comments>http://blog.cev.org.br/bramante/2011/minha-primeira-experiencia-de-gestao-do-lazer/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 31 Dec 2011 15:41:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bramante</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.cev.org.br/bramante/?p=42</guid>
		<description><![CDATA[Hoje é o último dia do ano.
Olho para o canto de uma das paredes de meu escritório e lá vejo três diplomas: o de graduação em Educação Física, o de Mestrado em Educação (com ênfase em Ciências do Movimento e Desenvolvimento da Saúde) e o de Doutorado em Filosofia (com ênfase em Estudos do Lazer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje é o último dia do ano.</p>
<p>Olho para o canto de uma das paredes de meu escritório e lá vejo três diplomas: o de graduação em Educação Física, o de Mestrado em Educação (com ênfase em Ciências do Movimento e Desenvolvimento da Saúde) e o de Doutorado em Filosofia (com ênfase em Estudos do Lazer e Gestão de Parques Públicos).</p>
<p>            Ao olhar mais atentamente o diploma de graduação, observo que há exatamente 40 anos, naquela semana, eu colava grau numa noite quente na cidade de São Carlos/SP. Para tal solenidade, todos os formandos deveriam vestir seu traje de gala, ou seja, calça preta, meias, sapatos e cinto pretos e uma blusa branca, de manga longa, com punho, de algodão mercerizado da marca Ceppo (!), com o emblema bordado da escola (sim, <span style="text-decoration: underline">Escola</span> Superior de Educação Física era o nome que se dava na ocasião&#8230;), retratando o famoso discóbolo de Mirón de Eleuteras. Entre os formandos da manhã e da tarde, éramos por volta de 200 pessoas!</p>
<p>            De lá para cá, muitas coisas aconteceram na minha vida profissional; maioria delas, muito boas e inesquecíveis! Certamente existe uma história anterior até chegar à colação de grau na graduação, pelo menos para mim, igualmente emocionante e única, iniciando com a minha relação com o campo dos esportes desde os 12 anos de idade na Associação Cristã de Moços (ACM). Foi lá a minha primeira experiência de “gestão do lazer”&#8230;</p>
<p>            Junto com um grupo de amigos daquela mesma faixa etária, decidi liderar (“liderança e tomada de decisão”) a formação de um time de futebol de salão para jogar naquela quadra “ralenta” de concreto, sob inúmeras mangueiras (o intervalo era ditado pelos ventos que derrubavam as mangas na quadra e não o tempo regulamentar&#8230;), com a orientação dedicada do Sr. Romeu Pires Osório, então Secretário Geral da ACM. Hoje com 86 anos e gozando de boa saúde e enorme lucidez, ainda mantemos uma relação muito próxima, que junto com sua esposa, Dona Ruth, vieram a ser um dos nossos padrinhos de casamento (portanto, tenha sempre um mentor em quem se espelhar&#8230;).</p>
<p>Mas voltemos à essa experiência de gestão.</p>
<p>Empiricamente, quando ainda vejo as fichas 7”x5” com o detalhamento dos treinamentos que fazíamos, com aquecimento, desenvolvimento de habilidades e treino coletivo, consigo perceber como, intuitivamente, era necessário escrever antes de colocar em prática qualquer ação (isso que eu chamo de “planejamento”). Da mesma forma, foi necessário criar um nome do time e uma “marca” (distintivo), elegendo as cores do uniforme (conjunto que eu chamaria de “estratégicas de <em>branding</em>”&#8230;). O time se chamava Estrela F.S. (<span style="text-decoration: underline">F</span>utebol de <span style="text-decoration: underline">S</span>alão), cujo emblema era uma estrela vermelha, bordada no lado esquerdo, perto do peito, numa camisa de cor preta, de gola careca. Do lado direito, além do número bordado em tamanho pequeno, verticalmente, estavam duas listas de três centímetros de largura, uma vermelha e outra branca. Um detalhe no calção branco: na coxa direita, o número em preto bordado dentro da estrela vermelha estava aplicado no mesmo (provavelmente, sem saber, já  estava descobrindo que a qualidade está no detalhe daquilo que fazemos&#8230;). Chama também minha atenção como esse clube de adolescentes de 12-14 anos gerenciava os recursos financeiros. Através de um “livro de ouro” levantamos o “capital inicial”, enquanto que a mensalidade que cada jogador pagava, representava o nosso “capital de giro”&#8230; Com certa “preocupação ética”, lembro-me de um episódio marcante. Estávamos numa situação financeira delicada quando um jogador de qualidade mediana se ofereceu para jogar no Estrela F. S. (o time gozava de certo prestígio na ACM&#8230;). Decidimos solicitar um “aporte financeiro” para que isso ocorresse, provavelmente buscando unir o “útil ao agradável”&#8230; Felizmente “apostamos no talento” e esse menino se tornou um grande zagueiro (diria que pensar divergentemente e arriscar soluções inovadoras fazem parte de todo gestor que se preze&#8230;).</p>
<p>Como dito anteriormente, mesmo que empiricamente, hoje percebo que (a) planejar, (b) cuidar da marca, (c) manter a atenção nos detalhes, (d) realizar previsão orçamentária, (e) pensar divergentemente, (f) propor e executar soluções criativas e (g) manter patamares éticos, fazem parte do rol dos conhecimentos e habilidades de um gestor de lazer.</p>
<p>Com certeza eu poderia avançar e muito nessa primeira experiência de gestão do lazer vivida, mas prefiro desejar a cada uma das pessoas que me lê neste momento um ano novo extra-ordinário, com muitas celebrações por vir!</p>
<p>Forte abraço.</p>
<p>Bramante</p>
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		<title>Outubro, o “Mês dos Congressos”: Segunda Parte</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Dec 2011 23:20:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bramante</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Amigos:
            Terminei o texto da semana passada propondo relatar um pouco da segunda quinzena de outubro em relação a participação em eventos técnico-científicos nas áreas relacionadas à gestão do lazer. Sempre achei que para ensinar é necessário aprender. Portanto, participar dessas reuniões é uma forma de preparar-me para melhor expor os meus pensamentos assim como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Amigos:</p>
<p>            Terminei o texto da semana passada propondo relatar um pouco da segunda quinzena de outubro em relação a participação em eventos técnico-científicos nas áreas relacionadas à gestão do lazer. Sempre achei que para ensinar é necessário aprender. Portanto, participar dessas reuniões é uma forma de preparar-me para melhor expor os meus pensamentos assim como atualizar-me para colocar as pretensas certezas em suspeição.</p>
<p>            Como já falei por aqui anteriormente, em outubro de 2009 formamos um pequeno grupo de técnicos do SESI para participar do <strong><em>I Congresso Íbero-Americano de Instalações Esportivas e Recreativas</em></strong> (CIDyR) em Barcelona. Naquele mesmo evento fomos já preparados para pleitear a segunda edição do evento no SESI de São Paulo no ano seguinte. O SESI/Departamento Nacional (DN) e o Departamento Regional do SESI de São Paulo transformaram o conceito do evento, ampliando o espaço para elém de arquitetos e engenheiros, gerando oportunidades para apresentação de temas livres e posteres. Infelizmente, voltamos neste ano para o <strong>III CIDyR</strong> em Barcelona (17-19/10) e percebemos que os debates se voltaram muito mais para o “hardware” (edificações) do que o “software” (programação), minimizando os debates dos grandes desafios das instalações físico-esportivas que são muito mais ligados à gestão das pessoas (colaboradores e usuários) do que propriamente a concepção e edificação dos ambientes. Certamente essas duas dimensões dialogam entre si, mas como no Brasil, foi possível perceber que na Europa também a construção parece exercer maior fascínio do que a manteção e a animação do que já existe. Vale destacar nessa oportunidade o aumento e a diversificação da delegação brasileira, ou seja, o evento do ano anterior em São Paulo serviu de indutor para atrair novos atores no CIDyR deste ano.</p>
<p>            Num arranjo sui-gêneris, a convite do SESC de São Paulo, participamos (Prof. Marcolino, do SESI/DN e eu) nessa mesma semana do <strong><em>MOVE 2011 World Congress</em></strong>, promovido pela<strong> ISCA</strong> (Associação Internacional de Esporte e Cultura), em Paris (19-23/10). O SESC de São Paulo deverá sediar o <strong><em>MOVE 2012 World Congress on Sport for All</em></strong> explorando o tema “Latin America and the World”, de 24-28/10/2012. Nesse evento foi possível observar como ainda está vivo o conceito de “Esporte para Todos”, que foi (ou ainda é) “demonizado” por alguns segmentos da educação física brasileira (especialmente por pessoas que pouco participaram desse movimento nas décadas de 1970/80 no Brasil). Observei que a visão comunitária ainda prevalece para tornar as práticas das atividades física-esportivas um direito de todos. Foi particularmente instigante o “talk-show” no final do evento com cinco mulheres: Shellie Pfohl, Diretora Executiva do Conselho Presidencial de <em>Fitness</em>, Esporte e Nutrição (este último tema recém incorporado ao órgão) dos USA; Margaret Best, Ministra de Promoção de Saúde e Esportes da Provícia de Ontário/Canadá; Despina Sapanou, Membro da Comissão Européia de Saúde e Esportes; Kelly Murumets, Presidente e Diretora Executiva do programa ParticipACTION do Canadá e Lori Sloate do Centro de Desenvolvimento de Saúde da OMS, no Japão. Elas debateram as diversas maneiras de promover a saúde através da atividade física abordando aspectos como legislação e iniciativas dos governos, campanhas, construção de instalações, programas educativos, etc.</p>
<p>            Finalmente, encerrei esse mês participando do <strong>I Fórum Internacional de Lazer</strong>, realizado no dia 29/10 em Belo Horizonte, sob o patrocínio do SESC de Minas Gerais. Além dos queridos amigos da UFMG (hoje um dos principais centros de excelência no campo do lazer no Brasil, especialmente agora que tiveram seu doutorado específico na área aprovado), foi uma oportunidade positiva conhecer alguns estudiosos da América Latina e rever dois ícones dessa área: Francis Lobo (Austrália) e Chris Rojek (Inglaterra). Ali deu para perceber como nós, brasileiros, estamos à frente na construção conceitual do objeto “lazer”, constatar que a América Latina, aos poucos retoma o que um dia já liderou e, quanto aos dois convidados internacionais “mais de longe”, algumas ressalvas. Dr. Lobo abordou um tema extremamente complexo (“Lazer, Felicidade e Desenvolvimento: Uma Pespectiva Global”), utilizando elementos de análise aquëm do desejado e Rojek, com o tema “O Lado Niglicenciado do Lazer: Desafios e Perspectivas da Educação para o Lazer”, que mais uma vez trouxe a nós a questão do chamado “lazer patológico”. Essa abordagem indica ser necessário reequilibrar os estudos do lazer também em uma outra dimensão, menos idealizada pelos benefícios que se aufere de sua vivência e mais pelos malefícios que dele resultam (lazer “desviante”). O assunto é complexo e tráz desdobramentos de difícil gerenciamento para aqueles que se propõe educar para/pelo lazer. Esse assunto merece ser retomado em outra oportunidade.</p>
<p>            Forte abraço.</p>
<p>Bramante</p>
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		<title>Outubro, o “Mês dos Congressos”!</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Dec 2011 21:37:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bramante</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Amigos:
            Quem, com a aproximação do final do ano, não faz suas reflexões, realizando um “balanço” das coisas boas e daquelas não tão boas que ocorreram no decorrer dos últimos 12 meses? Não só faço isso como também tenho o hábito de escrever minhas “resoluções de final de ano”! Mas esse é um assunto que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Amigos:</p>
<p>            Quem, com a aproximação do final do ano, não faz suas reflexões, realizando um “balanço” das coisas boas e daquelas não tão boas que ocorreram no decorrer dos últimos 12 meses? Não só faço isso como também tenho o hábito de escrever minhas “resoluções de final de ano”! Mas esse é um assunto que espero escrever na primeira semana do ano novo&#8230;</p>
<p>            No último texto dizia que em pleno dezembro, iria falar sobre como foi meu mês de outubro, dentro dos temas que tenho abordado neste espaço. Afirmava ainda que como maio é o “Mês das Noivas”, outubro poderíamos chamar de  “Mês dos Congressos” no Brasil.</p>
<p>            “Fiz as contas” e nesse mês participei de seis eventos distintos!</p>
<p>            Começando pelo <strong><em>XI Congresso Brasileiro de Qualidade de Vida</em></strong> (03-05/10), promovido pela Associação Brasileira de Qualidade de Vida (www.abqv.org.br), em parceria com várias organizações, abordou o tema “Desenvolvimento com pessoas em primeiro lugar”. Nesse evento prevalece a presença de participantes com perfil ligado à saúde e que atuam, principalmente no setor privado. Portanto o foco está, prioritariamente, na saúde das pessoas dentro do ambiente de trabalho. Acompanho esse evento desde sua primeira edição e posso afirmar que nós, profissionais de educação física e também aqueles que atuam no campo do lazer, cada vez mais tem conquistado seu espaço profissional nesse ambiente devido a combinação perversa da crescente obesidade com o sedentarismo (lógico que poderíamos aqui avançar, conceitualmente, nos dilemas do “’ócio” no ambiente do “negócio”&#8230; Escrevi um capítulo sobre esse assunto no livro “Profissionais saudáveis, empresas produtivas” (Elsevier/Campus), coordenado pelo Dr. Alberto Ogata, Presidente da ABQV e lançado no início deste mês. Falarei sobre esse livro em outra oportunidade.</p>
<p>            Nessa mesma semana, dentro do <strong><em>34º. Simpósio Internacional de Ciências do Esporte</em></strong>, organizado pelo CELAFISCS, participei na Reunião da <strong><em>Rede Agita Mundo</em></strong> que explorou o tema “Como implementar uma agenda global para a promoção de Atividade Física”. Participo do “Agita” desde sua criação em 1996, quando o governo federal estava pronto para lançar um programa nacional e “falhou”. Com a “determinação oriental” que lhe é característica, Dr. Victor Matsudo liderou esse movimento em São Paulo e até hoje é referência nacional e internacional. Nesse evento me chamou muita a atenção a palestra da presidente executiva do programa canadense “ParticipACTION”, Kelly Morumets, que trouxe dados preocupantes sobre a população daquele país em termos de sedentarismo. Entre outros, afirmou que as crianças por lá passam 42 horas por semana em frente de “telas” (cada vez mais em celulares, computadores e televisão, nessa ordem), que somente 7% delas tem uma hora por dia de atividade física e que nos últimos 13 anos observou-se um decréscimo de 18% na participação nos esportes no país.</p>
<p>            Fechando a “quinzena”, estive em Montes Claros/MG para falar sobre lazer e gestão de espaços <strong><em>no 1º. Encontro Internacional de Pesquisadores em Esporte, Psicologia e Saúde </em></strong>(17-19/10). Esse evento foi promovido pela Universidade Estadual de Montes Claros, Faculdades Integradas Pitágoras e a Universidade de Tras-os-Montes e Alto Douro, de Portugal e discutiu, de forma transversal, temas como Ciências da Saúde, Atividade Física e Saúde, Gestão em Lazer, Educação e Saúde e Psicologia do Exercício e Saúde. Definitivamente, as fronteiras das disciplinas científicas estão cada vez mais permeáveis. Se quiserem saber mais, visitem o site <a href="http://www.eipse.unimontes.br/">www.eipse.unimontes.br</a>.</p>
<p>            Como prometi a mim mesmo não passar de uma lauda nestes textos, depois escrevo sobre a “segunda quinzena” de outubro, o “Mês dos Congressos”!</p>
<p>            Forte abraço e um Natal de muita paz para todos!</p>
<p>Bramante</p>
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		<title>O ENAREL deste ano</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Dec 2011 15:06:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bramante</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Amigos:
            Sei que estou um tanto atrasado com as notícias, mas como havia dito anteriormente, estou num processo de recuperação de fatos de importância para a gestão da experiência de lazer ocorridos comigo neste segundo semestre.
            Como falei em textos anteriores, tive o privilégio de participar do grupo que organizou o 23º. ENAREL (Encontro Nacional [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Amigos:</p>
<p>            Sei que estou um tanto atrasado com as notícias, mas como havia dito anteriormente, estou num processo de recuperação de fatos de importância para a gestão da experiência de lazer ocorridos comigo neste segundo semestre.</p>
<p><strong>            </strong>Como falei em textos anteriores, tive o privilégio de participar do grupo que organizou o 23º. ENAREL (Encontro Nacional de Recreação e Lazer), que foi realizado no Ibiquá Eco-Resort, próximo de Avaré/SP, nos dias 22-24 de setembro passado.</p>
<p>            O tema do evento como um todo foi “Lazer e Sustentabilidade” e, confesso, havia tempo que não participava tanto de uma edição de ENAREL pois tive a oportunidade de apresentar dois trabalhos na sessão de “Temas Livres”, coordenar a sessão de “Encontros Temáticos” e ainda, “de sobra”, pela primeira vez desde a sua existência (do qual contribui para sua criação em 1989), me convidaram para fazer a palestra de abertura do evento.</p>
<p>            O grupo, liderado pelo Prof. Luiz Fernando e tendo a Daniela (Vital Eventos) como responsável por toda infraestrutura demonstraram ter muita competência, criando um espaço adequado para debates sobre tão importante tema (fiz uma breve pesquisa, via Google para a palestra que dei e só neste ano, nas áreas correlatas ao lazer, foram desenvolvidos mais de uma dezena de encontros científicos com a temática “sustentabilidade”!)</p>
<p>            Na palestra de abertura recebi como “encomenda” falar sobre a “sustentabilidade” do próprio ENAREL! Percebi, desta vez de perto, as dificuldades existentes para se captar recursos para a realização de um evento dessa natureza sem estar atrelado, juridicamente, a um órgão específico. Por essa razão, voltou a ganhar força a idéia de se formalizar a rede desestruturada  hoje existente numa associação que venha lhe dar o devido respaldo organizacional. Esse deverá ser mais um tema de debates para o ENAREL de 2012 a ser realizado em São Luiz/MA de 21-24 de agosto, parte das comemorações dos 400 anos daquela bela capital.</p>
<p>            Além de “desconstruir” meu próprio conceito de lazer que publiquei na LICERE em 1998 (&#8230;”decretei” a morte do lazer&#8230;), também fiz algumas considerações sobre sustentabilidade e lazer para finalmente apresentar um plano de curto, médio e longo prazo para que o ENAREL encontre a “habilidade” de se “sustentar” (“plagiando” aqui a Geórgia/SESI-DN na sua apresentação na mesa-redonda sobre esse assunto).</p>
<p>            Queria, finalmente dizer, que a grande experiência pessoal que tive nesse evento foi coordenar um grupo de profissionais que ficaram encarregados dos seis grupos que debateram, simultaneamente, suas especificidades nos “Encontros Temáticos”. Queria também aqui, em público, agradecer essas pessoas: Leila Mirte de Magalhães Pinto (Encontro de Gestores Públicos de Recreação e Lazer), Sidnei Teixeira Castro Gestores (Privados de Recreação e do Entretenimento), Luiz Wilson Pina (Recreação e Lazer no Sistema &#8220;S&#8221;), Tiago Aquino-Paçoca (Animadores Socioculturais da Recreação e do Lazer), Sérgio Teixeira Castro (Terceiro Setor na Recreação e no Lazer) e Gisele Maria Schwartz (Docência, Pesquisa e Extensão na Recreação e no Lazer).</p>
<p>            Semana que vem, em pleno dezembro (!), quero falar sobre como foi meu mês de outubro e o que aconteceu, dentro dos temas que tenho abordado neste espaço. Como maio é o “Mês das Noivas”, creio que podemos chamar outubro, “Mês dos Congressos no Brasil!”</p>
<p>            Forte abraço.</p>
<p>Bramante</p>
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		<title>Que país é este? Versão II</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Nov 2011 01:32:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bramante</dc:creator>
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		<description><![CDATA[            Dando continuidade ao tema da semana passada, imaginei que apontando tão somente um exemplo das inúmeras práticas bem sucedidas encontradas nas Oficinas de Trabalho que realizamos em 14 Departamentos Regionais do SESI caberia num só texto&#8230;mas não deu&#8230;
            Como você faria a gestão de um ambiente de lazer que foi concebido para ser um parque aquático [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>            Dando continuidade ao tema da semana passada, imaginei que apontando tão somente um exemplo das inúmeras práticas bem sucedidas encontradas nas <strong>Oficinas de Trabalho</strong> que realizamos em 14 Departamentos Regionais do SESI caberia num só texto&#8230;mas não deu&#8230;</p>
<p>            Como você faria a gestão de um ambiente de lazer que foi concebido para ser um parque aquático – SESIPark &#8211; mas com características de uso de um centro de atividades para o trabalhador?!? Pois bem, esse é um dos desafios de uma belíssima Unidade do SESI de Cuiabá.</p>
<p>            Enquanto alguns estados decidiram não mais expandir sua base física, o SESI/PA está na “contra-mão da história”, ou seja, estão reformando antigas Unidades, contruindo novas e vale destacar a reforma (com climatização e tudo que tem direito!) de uma área coberta com mais de 3 mil metros quadrado com toda infraestrutura de palco, som e luz.</p>
<p>            Na gestão de espaços de CEL, muitas vezes precisamos ter a coragem suficiente (além de muita informação estratégica!) para desativar aquilo que não vem dando certo. É o caso do SESI/CE que, embora em estados diferentes, a distância entre a Unidade de CEL de Crato com a de Juazeiro era tão somente de 8 km. Antecipar a reação da comunidade usuária nesse caso teria sido essencial pois enquanto se tem, nem sempre se valoriza, bastanto não ter, para vir à tona a mobilização das pessoas. Foi bastante significativo ouvir dos gestores da região a substituição da expressão “prestação de serviços” por “provedor de soluções”. Enquanto a primeira vem carregada da dimensão da “oferta”, a segunda, mais atualizada e alinhada com os preceitos de “resultados”, vem embuida da perspectiva da “demanda”. O SESI/RN avançou numa outra direção: assumiu a falta de informações gerenciais como ponto crítico e resolveu desenvolver pesquisas junto a clientela real, clientela potencial e residentes do entorno de suas três Unidades de CEL (Natal e Mossoró). Com essas informações em mãos,desenvolveu um planejamento estratégico que elegeu sete projetos prioritários para os próximos três anos.</p>
<p>            “Crescer para fora e não para dentro” tem sido o slogan do SESI/DF, que tem enfrentado os desafios da atualidade com bravura! Já o SESI/GO conseguiu um fato inédito: juntou o corpo técnico do lazer com o da tecnologia de informação e desenvolveram um programa para identificar os dados demográficos e psicográficos dos usuários de suas instalações de CEL em todo estado! A qualidade dessa experiência tem sido tão boa que SESI de outros estados deverão adotar o referido programa, com as devidas adaptações.</p>
<p>            Finalmente as visitas a dois dos maiores Departamentos Regionais do SESI no país: São Paulo e Minas Gerais. No primeiro são 53 Unidades de CEL, além de belíssimos teatros, com vasta programação e dentro de um processo de investimento nas suas instalações, cobrindo piscinas, edificando ginásio de esportes, aplicando grama sintética em seus campos de futebol, renovando e equipando academias, etc. Já em Minas Gerais encontramos um sistema gerencial complexo, pois entre as 93 Unidades de CEL, algumas são administradas pelo SESI enquanto que outras em parceria, com prefeituras e sindicatos.</p>
<p>            Como unificar a gestão de CEL num sistema tão diferenciado? Cabe uma pergunta anterior: é desejável que isso ocorra?</p>
<p>            Forte abraço e até a próxima semana.</p>
<p>Bramante</p>
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		<title>Que país é este? Versão I</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Nov 2011 20:49:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bramante</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>            Recentemente comentei aqui que, em dois meses (Julho e Agosto), tinha visitado 14 capitais diferentes, como parte do projeto <strong><em>Gestão e Otimização de Espaços de Cultura, Esporte e Lazer</em></strong>, que agora encontra-se no seu segundo ciclo (o primeiro ciclo foi descrito em alguns escritos anteriores neste blog). Nesta etapa, na maioria das visitas, junto com Prof. Marcolino (coordenador desse projeto junto ao SESI) e Prof. Felipe, (responsável pelo <strong><em>Programa</em></strong> <strong><em>SESI Atleta do Futuro</em></strong>, que atende quase 200 mil crianças e adolescentes em todo país em mais de 30 modalidades esportivas) e, em algumas das visitas, com Profa. Geórgia (responsável pelo <strong><em>Programa Lazer Ativo</em></strong>), desenvolvemos uma “Oficina de Trabalho” de 10 horas de duração. Nesse dia, além de retomar todas as ferramentas de gestão utilizadas no projeto, buscamos trazer para a vivência prática o controverso conceito de “ação transversal”, através das parcerias internas e externas; formas de atrair e reter as indústrias nas programações de lazer nas Unidades do SESI e como, através desses dois princípios, melhorar o “’Indice de Viabilidade Múltipla de Espaços de Cultura, Esporte e Lazer” que desenvolvemos e aplicamos em 286 Unidades (essa ferramenta de gestão foi publicada no Caderno Técnico – Volume 02 desse projeto. Se alguém se interessar, até que possamos postá-lo no site do SESI  &#8211; e quem sabe, aqui no próprio CEV &#8211; basta me escrever).</p>
<p>            Essa experiência de “mergulhar” nas cinco regiões do país em tão curto tempo permitiu que eu pudesse avaliar o quanto avançamos como país e o quanto ainda somos desiguais! Quanto ao “Sistema SESI”, impressão semelhante foi percebida. Costumo dizer que o “Sistema S” (SESI, SESC, SEST, etc. é como jaboticaba: só tem no Brasil! Como tal, uma fruta deliciosa, mas que guarda suas idiossincracias&#8230;</p>
<p>            Vamos a alguns exemplos.</p>
<p>            A única Unidade de Cultura, Esporte e Lazer (CEL) do Amazonas, localizada em Manaus, foi totalmente reformada e pude ver, pessoalmente, equipes industriais jogando entre si depois da meia-noite! São quase 170 mil metro quadrados construidos num terreno de 750 mil metros quadrados! Será que é complexo gerir um espaço dessa dimensão? Como trabalhar um Plano Diretor de curto, médio e logo prazo para um ambiente desses que tem 23% da área construída? Em Pernambuco, foi edificada uma nova Unidade de CEL dentro do polo industrial: afinal, o que é preferível ter, instalações de lazer para o trabalhador próximo do local de trabalho ou próximo de sua casa? Se alguém tiver essa resposta, fruto de pesquisas empíricas, escreva! Muito comum no campo do lazer algumas pesquisas de construção conceitual bastante complexa, mas quando realizamos perguntas simples como essa, de caráter aplicado e que muito pode auxiliar a gestão desses ambientes, ficamos sem respostas. O SESI/BA é um exemplo na sistematização de procedimentos de gestão de suas Unidades, sem contar o Teatro SESI Rio Vermelho, em Salvador, onde “otimizar” pode significar diminuir o ritmo, de tanto uso! O SESI/SC está fazendo uma experiência de sucesso com a substituição de todos os pisos de seus campo de futebol, de grama natural para grama sintética, numa relação custo/benefício extraordinária.Como em tantos outros estados, no SESI/RS está potencializando suas instalações de CEL com a presença efetiva dos setores de educação e saúde. Em Campo Grande tem uma Unidade do SESI tão grande que o deslocamento interno é feito por veículos! Qual é a melhor configuração das instalações de apoio (banheiros, vestiários, lanchonete) quando as instalações específicas estão tão distantes? De lá não posso deixar passar uma fala da Superintendente Maura: <em>“quando vejo o que eu fiz, me exalto; quando eu vejo o que eu tenho por fazer, eu me humilho”!</em></p>
<p>            Com essa eu deixo a segunda parte das visitas de julho e agosto para semana que vem.</p>
<p>            Forte abraço.</p>
<p>Bramante</p>
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		<title>Quais serão os legados educativo e cultural dos mega-eventos?</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Nov 2011 17:01:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bramante</dc:creator>
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            Tinha outro texto “engatilhado” para “postar” no blog quando leio dois artigos na “Folha de São Paulo” de hoje (04/11/11) que me chamaram a atenção. O primeiro de Marina Silva (“Além do cotidiano”), articulista das sextas-feiras, tratando da despedida de Rubem Alves, que escreveu seu último artigo no mesmo jornal na última quarta-feira, redigindo um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Amigos</p>
<p>            Tinha outro texto “engatilhado” para “postar” no blog quando leio dois artigos na “Folha de São Paulo” de hoje (04/11/11) que me chamaram a atenção. O primeiro de Marina Silva (“Além do cotidiano”), articulista das sextas-feiras, tratando da despedida de Rubem Alves, que escreveu seu último artigo no mesmo jornal na última quarta-feira, redigindo um instigante texto sobre seu “cansaço” de lidar com as obrigações da vida (“minha alma é movida pelas ausências&#8230;”). Esse texto, assim como toda obra do autor, tem tudo a ver com os pressupostos do lazer! Como docente na Unicamp, tive a felicidade de participar com ele em uma banca de doutorado e constatar, além de seu conhecimento e sensibilidade, seu enorme carisma. Também como secretário municipal em Sorocaba, tive o prazer de trazê-lo duas vezes à nossa cidade para “conversar” com as pessoas, ocasião em que esse profícuo escritor sempre trouxe luzes novas para a escuridão da nossa educação.</p>
<p>            Mas foi outro texto que me chamou mais atenção, na página 03 do mesmo jornal (“Tendências/Debates”), onde Gilson Schwartz e Guilherme Ary Plonski escreveram um texto sob o título “Ocupe o digital”, lançando como desafio às lideranças de nosso país a “promoção da digitalização da economia criativa, da saúde e da cultura”. A certa altura do texto, quase que desconectado do conjunto da obra, os autores afirmam: “Vale aqui um alerta: o que faremos com a Copa e com os Jogos Olímpicos, não em termos de estádios, estradas e aeroportos, mas na educação e cultura?”</p>
<p>            Relatei no último blog minha “peregrinação” por 14 capitais brasileiras num espaço de dois meses. Coincidentemente ou não, naquelas que irão sediar a Copa do Mundo, sempre dava um jeito de passar por perto desses espaços para sentir um pouco de como estavam as obras físicas. Além disso, pude constatar que as ditas estradas e especialmente aeroportos continuam os mesmo (se não, piores&#8230;). Alguns aeroportos me fizeram recordar a antiga rodoviária da Duque de Caxias em São Paulo que, em 1976 (!), “visitava” diariamente, saindo de Sorocaba às 05h30 para chegar por volta das 07h30 e então, à pé, dirigir-me para onde ficava a sede do SESC, na Dr. Vila Nova. Aquela rodoviária era muito melhor do que muitos aeroportos que visito hoje!</p>
<p>            Comecei, desde então, como bom brasileiro, parte desse “povo cordial”, a me acostumar com a idéia que nas “coisas” (parte física), daremos algum jeito (“..tinho brasileiro”&#8230;): o “trem bala” “açucarou”, os aeroportos serão objetos da “arquitetura de puxadinhos” e, entre tantas outras “soluções criativas”, para amenizar o trânsito nos dias de jogos, celebraremos um novo feriado(!)</p>
<p>            Há, no entanto um legado muito mais importante que, salvo engano (e até fruto da minha desinformação&#8230;) está sendo deixado de lado e que os dois autores acima mencionados traduziram numa pergunta clara, concisa e que merece resposta: quais os legados educativo e cultural que estão sendo planejados para o “day after” a esses mega-eventos.</p>
<p>            Posso estar equivocado, mas a impressão que se tem hoje é que em 2016 tudo acaba!</p>
<p>            Ledo engano. Em termos cultural e educativo deveríamos considerar o que é comumente chamado em marketing de “spill-over effect”, ou seja, a capacidade que determinados eventos possuem de ter “sobrevida” e de influenciar outros contextos não previstos.</p>
<p>            Será que não seria o caso de, por exemplo, o CONFEF (ou tantas outras organizações, de forma articulada e sistemática) lançar<strong> neste natal</strong> um programa, do tipo &#8221;Mega-Eventos: Legado Educativo-Cultural/2011-2020&#8243;? Certamente os Jogos Olímpicos de 2020, após Rio de Janeiro, terão um grande impacto na manutenção do espírito olímpico em nosso país. Só espero que não tenhamos mais uma &#8220;década perdida&#8221;, agora no campo das práticas físico-esportivas.</p>
<p>            Abraços,</p>
<p>Bramante</p>
<p><strong>P.S. Confesso a vocês que eu gostaria de ganhar esse presente do Papai Noel!</strong></p>
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