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	<title>Ciberzoom</title>
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	<link>https://www.ciberzoom.com</link>
	<description>Notícias de ciência, tecnologia, informática, internet, jogos e telemóveis</description>
	<lastBuildDate>Mon, 18 May 2026 13:25:25 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
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		<title>O Equilíbrio da Samsung: A Chegada da One UI 9 e os Bastidores Comerciais do Galaxy S26 Ultra</title>
		<link>https://www.ciberzoom.com/ciencia-e-tecnologia/o-equilibrio-da-samsung-a-chegada-da-one-ui-9-e-os-bastidores-comerciais-do-galaxy-s26-ultra/125/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sérgio Ribeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 13:25:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência e tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[A Samsung est&#225; a acelerar o passo. Pouco tempo depois de colocar a gama Galaxy S26 no mercado, a tecnol&#243;gica sul-coreana abriu as portas ao futuro do seu ecossistema com [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Samsung est&aacute; a acelerar o passo. Pouco tempo depois de colocar a gama Galaxy S26 no mercado, a tecnol&oacute;gica sul-coreana abriu as portas ao futuro do seu ecossistema com o lan&ccedil;amento do programa beta da One UI 9. O an&uacute;ncio, feito a 12 de maio de 2026, marca a estreia do Android 17 nos dispositivos da marca e promete uma vaga de melhorias focadas em intelig&ecirc;ncia artificial, acessibilidade e seguran&ccedil;a proativa. No entanto, enquanto o software avan&ccedil;a, o mercado de hardware dita as suas pr&oacute;prias regras: os utilizadores enfrentam uma nova realidade comercial onde os descontos est&atilde;o mais contidos, embora os n&uacute;meros de vendas mostrem que a estrat&eacute;gia da empresa est&aacute; a funcionar.</p>
<h2>O que muda com a One UI 9</h2>
<p>Constru&iacute;da sobre a base do Android 17, a One UI 9 sucede &agrave; vers&atilde;o 8.5, que j&aacute; tinha renovado a identidade visual dos aparelhos. Desta vez, o foco afasta-se de revolu&ccedil;&otilde;es est&eacute;ticas dr&aacute;sticas e vira-se para a otimiza&ccedil;&atilde;o da experi&ecirc;ncia di&aacute;ria. Entre as novidades da plataforma da Google integradas pela Samsung est&atilde;o as bolhas flutuantes para aplica&ccedil;&otilde;es, um seletor de contactos mais restritivo e o Modo de Prote&ccedil;&atilde;o Avan&ccedil;ada.</p>
<p>No dia a dia, h&aacute; pequenos pormenores redesenhados para melhorar a produtividade. A aplica&ccedil;&atilde;o Samsung Notes, por exemplo, ganha fitas decorativas e novos estilos de tra&ccedil;o para as canetas digitais. J&aacute; a app de Contactos passa a integrar diretamente o Creative Studio, permitindo criar cart&otilde;es de perfil personalizados sem intermedi&aacute;rios.</p>
<p>O Painel R&aacute;pido tamb&eacute;m foi substancialmente modificado. Agora, os controlos de brilho, som e reprodu&ccedil;&atilde;o multim&eacute;dia podem ser ajustados de forma independente, com barras t&aacute;teis mais espessas que facilitam o uso do telem&oacute;vel apenas com uma m&atilde;o.</p>
<p>No campo da acessibilidade, a Samsung e a Google unificaram os seus leitores de ecr&atilde; num TalkBack &uacute;nico. A interface conta ainda com o Text Spotlight, que projeta textos selecionados numa janela flutuante ampliada, e com a possibilidade de configurar a velocidade do ponteiro para quem utiliza teclados externos.</p>
<p>A seguran&ccedil;a surge como um dos pilares centrais desta atualiza&ccedil;&atilde;o. O sistema operativo passa a contar com ferramentas mais severas para analisar aplica&ccedil;&otilde;es de alto risco. Sempre que um software suspeito &eacute; detetado, a One UI 9 emite alertas, bloqueia a instala&ccedil;&atilde;o e sugere a remo&ccedil;&atilde;o imediata do programa, recorrendo a pol&iacute;ticas de seguran&ccedil;a constantemente atualizadas.</p>
<h2>Quem recebe e quando</h2>
<p>Por agora, a fase de testes est&aacute; limitada aos propriet&aacute;rios dos Galaxy S26, S26+ e S26 Ultra que residam na Coreia do Sul, Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, &Iacute;ndia e Pol&oacute;nia. O registo &eacute; feito atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o Samsung Members. Mercados habituais como o Canad&aacute;, a Fran&ccedil;a ou o Sudeste Asi&aacute;tico ficaram de fora nesta primeira vaga, embora o hist&oacute;rico da marca aponte para um alargamento progressivo das fases beta a outras regi&otilde;es e dispositivos.</p>
<p>O calend&aacute;rio de lan&ccedil;amentos oficiais j&aacute; se deixa adivinhar:</p>
<ul>
<li>
<p><strong>Julho de 2026:</strong> Espera-se a vers&atilde;o est&aacute;vel da One UI 9, coincidindo com o evento Galaxy Unpacked onde dever&atilde;o ser apresentados os dobr&aacute;veis Galaxy Z Fold 8 e Z Flip 8.</p>
</li>
<li>
<p><strong>Agosto e Setembro de 2026:</strong> A atualiza&ccedil;&atilde;o dever&aacute; come&ccedil;ar a chegar &agrave;s gamas Galaxy S25 e Galaxy S24.</p>
</li>
<li>
<p><strong>O fim da linha:</strong> A fam&iacute;lia Galaxy S23 ser&aacute; a mais antiga a receber esta nova vers&atilde;o, fechando aqui o seu ciclo de grandes atualiza&ccedil;&otilde;es do Android. Dispositivos como o Galaxy S22 e anteriores v&atilde;o fixar-se na One UI 8.5.</p>
</li>
</ul>
<h2>A economia dos chips e os descontos mais &#8220;magros&#8221;</h2>
<p>Nem tudo s&atilde;o novidades de software. Quem anda atento ao pre&ccedil;o do Galaxy S26 Ultra deparou-se recentemente com um corte de 200 d&oacute;lares em todas as vers&otilde;es de armazenamento, colocando o modelo de entrada a uns mais apelativos 1.099,99 d&oacute;lares. &Agrave; partida, uma redu&ccedil;&atilde;o destas num topo de gama lan&ccedil;ado h&aacute; escassos dois meses parece um excelente neg&oacute;cio, mas o diabo est&aacute; nos detalhes quando comparamos esta campanha com a do ano passado.</p>
<p>A verdade &eacute; que a crise global no mercado de mem&oacute;rias continua a pressionar as margens da Samsung. Se recuarmos a maio do ano passado, o Galaxy S25 Ultra recebeu um desconto direto de 230 d&oacute;lares sem necessidade de retoma, acompanhado por ofertas de seguros e acess&oacute;rios. No caso do S26 Ultra, o cen&aacute;rio mudou: o c&oacute;digo promocional &#8220;APP5&#8221; (que dava 5% de desconto na aplica&ccedil;&atilde;o oficial) deixou de funcionar e a oferta de tr&ecirc;s meses do servi&ccedil;o Samsung Care Plus desapareceu de circula&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>A desvaloriza&ccedil;&atilde;o nas retomas tamb&eacute;m se faz sentir. Quem entregava um Galaxy S21 Ultra em maio de 2025 recebia 300 d&oacute;lares de cr&eacute;dito; hoje, a entrega de um Galaxy S22 Ultra garante apenas 260 d&oacute;lares. O mesmo padr&atilde;o aplica-se &agrave; concorr&ecirc;ncia: um iPhone 13 Pro valia 250 d&oacute;lares na campanha anterior, enquanto um iPhone 14 Pro fica-se agora pelos 214 d&oacute;lares.</p>
<p>Esta conten&ccedil;&atilde;o comercial reflete o aumento generalizado dos custos de produ&ccedil;&atilde;o. Analistas da IDC preveem que os pre&ccedil;os dos componentes de mem&oacute;ria s&oacute; estabilizem no final de 2027, ao passo que a Gartner estima uma subida de at&eacute; 130% nos custos combinados de DRAM e SSD at&eacute; ao final de 2026. Tudo indica que as promo&ccedil;&otilde;es agressivas a que o mercado estava habituado v&atilde;o dar tr&eacute;guas nos pr&oacute;ximos tempos.</p>
<h2>A valida&ccedil;&atilde;o da estrat&eacute;gia comercial</h2>
<p>Apesar de as ofertas estarem menos generosas, os dados mais recentes mostram que a jogada da Samsung foi calculada ao mil&iacute;metro. Informa&ccedil;&otilde;es recolhidas pela Counterpoint Research at&eacute; meados de maio indicam que as vendas acumuladas da linha Galaxy S26 nas primeiras seis semanas ultrapassaram em 15% os n&uacute;meros registados pela gama S25 no mesmo per&iacute;odo do ano passado. A n&iacute;vel global, as vendas gerais de smartphones da empresa cresceram 5% em termos hom&oacute;logos, contrastando com as dificuldades sentidas por v&aacute;rias marcas chinesas rivais.</p>
<p>Esta performance d&aacute; raz&atilde;o &agrave; postura de TM Roh, co-CEO da Samsung Electronics, que antes do lan&ccedil;amento da atual linha de flagships j&aacute; avisava que nenhuma empresa estaria imune &agrave; crise dos componentes e que os aumentos de pre&ccedil;o seriam inevit&aacute;veis. A marca optou por congelar o pre&ccedil;o base do Galaxy S26 Ultra, descarregando a press&atilde;o inflacion&aacute;ria nos modelos base, Plus, na gama m&eacute;dia (S&eacute;rie A) e no Galaxy Z Fold 7, al&eacute;m de ter encolhido as campanhas promocionais.</p>
<p>O mercado europeu acabou por ser o grande motor deste crescimento. Sem infla&ccedil;&atilde;o no pre&ccedil;o de tabela face ao modelo anterior e beneficiando da introdu&ccedil;&atilde;o do ecr&atilde; com tecnologia Privacy Display, o Galaxy S26 Ultra garantiu a maior quota de sempre da variante Ultra dentro do portef&oacute;lio da linha S na Europa.</p>
<p>Ainda assim, o panorama n&atilde;o &eacute; perfeito em todas as geografias. A recetividade foi consideravelmente mais fria na China e no Jap&atilde;o, onde a forte concorr&ecirc;ncia local e a sensibilidade dos consumidores ao pre&ccedil;o travaram o ritmo de vendas. Registou-se tamb&eacute;m uma ligeira quebra no volume de vendas global logo ap&oacute;s a sexta semana, deixando uma interroga&ccedil;&atilde;o no ar sobre se este f&ocirc;lego comercial se ir&aacute; manter nos pr&oacute;ximos meses, especialmente num contexto macroecon&oacute;mico global que continua vol&aacute;til.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Do Triunfo do iPhone 16 à Crise de Identidade do iPhone 18 Pro</title>
		<link>https://www.ciberzoom.com/mundo/do-triunfo-do-iphone-16-a-crise-de-identidade-do-iphone-18-pro/122/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eusébio Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 May 2026 15:14:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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					<description><![CDATA[Quando a Apple oficializou a linha do iPhone 16, a 9 de setembro de 2024, no evento &#8220;It&#8217;s Glowtime&#8221;, muitos consumidores respiraram de al&#237;vio perante as etiquetas. Os temidos aumentos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando a Apple oficializou a linha do iPhone 16, a 9 de setembro de 2024, no evento &#8220;It&#8217;s Glowtime&#8221;, muitos consumidores respiraram de al&iacute;vio perante as etiquetas. Os temidos aumentos n&atilde;o se concretizaram. Em Portugal, a tabela fixou-se nos 989 &euro; para o modelo base, 1139 &euro; para o Plus, 1249 &euro; para o Pro e 1499 &euro; para o cobi&ccedil;ado Pro Max, deitando por terra a especula&ccedil;&atilde;o de que a barreira dos 1500 euros seria facilmente ultrapassada. Olhando para tr&aacute;s, a mudan&ccedil;a na estrutura b&aacute;sica daquele telem&oacute;vel foi o primeiro grande sinal da transforma&ccedil;&atilde;o que a marca de Cupertino estava a orquestrar.</p>
<p>O regresso ao layout vertical da c&acirc;mara dupla nos modelos de entrada n&atilde;o foi um mero capricho est&eacute;tico para evocar a nostalgia do iPhone X ou do iPhone 12. Tratou-se de uma exig&ecirc;ncia puramente t&eacute;cnica para viabilizar a grava&ccedil;&atilde;o de v&iacute;deo espacial do Apple Vision Pro. Em paralelo com os novos bot&otilde;es t&aacute;teis e o falado bot&atilde;o de captura, os topos de gama da s&eacute;rie 16 ditaram uma expans&atilde;o f&iacute;sica: os ecr&atilde;s deram um salto de 6,1 para 6,3 polegadas no Pro e de 6,7 para 6,9 polegadas no Pro Max. O aumento inevit&aacute;vel nas dimens&otilde;es e no peso do chassi acabou por ser compensado por uma gest&atilde;o energ&eacute;tica not&aacute;vel, alavancada pela tecnologia de microlentes nos pain&eacute;is OLED. Foi uma gera&ccedil;&atilde;o s&oacute;lida, mas serviu sobretudo como terreno de ensaio.</p>
<p>Com a remodela&ccedil;&atilde;o profunda trazida posteriormente pelo iPhone 17 Pro, a gigante tecnol&oacute;gica deu finalmente o pontap&eacute; de sa&iacute;da para um plano mestre a tr&ecirc;s anos, estipulando um roteiro agressivo para o iPhone 18 e o iPhone 20 Pro, com a s&eacute;rie 19 a ficar propositadamente fora da equa&ccedil;&atilde;o. O sucesso estrondoso da s&eacute;rie 17 provou que a estrat&eacute;gia estava certa; afinal, os n&uacute;meros mostram que &eacute; a linha mais popular da hist&oacute;ria da empresa. Entregar modelos Pro redesenhados e um modelo base com uma rela&ccedil;&atilde;o qualidade-pre&ccedil;o imbat&iacute;vel fez maravilhas junto do p&uacute;blico. A rece&ccedil;&atilde;o validou a aposta, mas colocou a fasquia num ponto de ebuli&ccedil;&atilde;o perigoso para o que vem a seguir.</p>
<p>E &eacute; precisamente aqui que o futuro iPhone 18 Pro amea&ccedil;a descarrilar. O gui&atilde;o n&atilde;o previa para esta gera&ccedil;&atilde;o uma revolu&ccedil;&atilde;o visual na traseira semelhante &agrave; do 17, mas sim uma evolu&ccedil;&atilde;o invis&iacute;vel e arrojada: atirar os sensores do Face ID para debaixo do ecr&atilde; e reduzir a Dynamic Island a um detalhe marginal. A ideia &eacute; espetacular na teoria, s&oacute; que os testes em laborat&oacute;rio est&atilde;o a dar s&eacute;rias dores de cabe&ccedil;a.</p>
<p>As informa&ccedil;&otilde;es que circulam indicam que a performance do Face ID embutido no ecr&atilde; tem sido desastrosa e pouco fluida. Para uma empresa que faz quest&atilde;o de ostentar a biometria facial mais r&aacute;pida e incisiva do mercado &mdash; uma proeza que a esmagadora maioria do ecossistema Android simplesmente n&atilde;o consegue replicar &agrave; mesma velocidade &mdash;, lan&ccedil;ar uma funcionalidade com estes solu&ccedil;os &eacute; inadmiss&iacute;vel. Se a engenharia da Apple n&atilde;o resolver este estrangulamento a tempo, o iPhone 18 Pro corre o s&eacute;rio risco de cair na valeta da mediocridade.</p>
<p>Neste patamar do campeonato, quem compra espera grandeza. Apresentar um 18 Pro que se resuma a um chip ligeiramente mais r&aacute;pido e a uma paleta de novas cores para disfar&ccedil;ar a falta de inova&ccedil;&atilde;o seria um banho de &aacute;gua fria monumental. A press&atilde;o agrava-se quando sabemos que as aten&ccedil;&otilde;es medi&aacute;ticas desse ano j&aacute; v&atilde;o estar bastante dilu&iacute;das com a chegada do aguardado iPhone Ultra dobr&aacute;vel. O 18 Pro n&atilde;o pode simplesmente ficar a marcar passo num ano de transi&ccedil;&atilde;o. Ter&aacute; de justificar o seu peso para n&atilde;o asfixiar o entusiasmo pela futura s&eacute;rie 20 Pro, que promete, com alguma sorte, trazer a verdadeira rutura tecnol&oacute;gica pela qual muitos de n&oacute;s aguardamos h&aacute; mais de uma d&eacute;cada.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Análise ao Google Pixel 10: O Salto Fotográfico e a Transição Pós-iPhone</title>
		<link>https://www.ciberzoom.com/ciencia-e-tecnologia/analise-ao-google-pixel-10-o-salto-fotografico-e-a-transicao-pos-iphone/119/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sérgio Ribeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2026 16:09:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência e tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[O Google Pixel 10 traz consigo uma das atualiza&#231;&#245;es mais exigidas pelos utilizadores, marcando a maior e mais importante evolu&#231;&#227;o de sempre no modelo base da marca. Longe v&#227;o os [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Google Pixel 10 traz consigo uma das atualiza&ccedil;&otilde;es mais exigidas pelos utilizadores, marcando a maior e mais importante evolu&ccedil;&atilde;o de sempre no modelo base da marca. Longe v&atilde;o os tempos em que esta vers&atilde;o era vista como o parente pobre da fam&iacute;lia. A grande novidade reside no novo sistema de c&acirc;mara tripla, que agora integra uma lente teleobjetiva com zoom &oacute;tico de 5x. Ao colocar tudo na balan&ccedil;a, e mesmo considerando que o pre&ccedil;o arranca nos 919 &euro;, esta revela-se a escolha mais inteligente e equilibrada do novo alinhamento, aproximando-se a passos largos do prest&iacute;gio dos modelos Pro. A longevidade do equipamento est&aacute; tamb&eacute;m assegurada por sete anos de atualiza&ccedil;&otilde;es de software. Claro que existem alguns compromissos inevit&aacute;veis. O armazenamento base de 128 GB sabe a muito pouco para as exig&ecirc;ncias de 2025, e o desempenho bruto no processamento de videojogos mais pesados continua sem conseguir destronar a concorr&ecirc;ncia direta.</p>
<p><strong>O choque inicial e a ergonomia</strong> A transi&ccedil;&atilde;o para o hardware da Google ap&oacute;s dezoito anos de fidelidade ao iPhone revelou-se surpreendentemente simples. Tendo usado o iPhone 16 Pro at&eacute; h&aacute; bem pouco tempo, a realidade &eacute; que os smartphones modernos partilham a mesma ess&ecirc;ncia: ret&acirc;ngulos de vidro combinados com metal. O Pixel 10 segue esta linha, apresentando uma constru&ccedil;&atilde;o irrepreens&iacute;vel que refina as boas bases lan&ccedil;adas no ano passado. A moldura em alum&iacute;nio de grau aeroespacial, com o seu elegante acabamento acetinado, funde-se com o vidro polido da traseira, mantendo a obrigat&oacute;ria certifica&ccedil;&atilde;o IP68 contra &aacute;gua e poeiras. A unidade que testei chegou na cor Frost, um tom lil&aacute;s bastante suave que confere imensa personalidade ao telem&oacute;vel.</p>
<p>A maior curva de aprendizagem nas tr&ecirc;s semanas de uso prendeu-se com a disposi&ccedil;&atilde;o dos bot&otilde;es. Ao contr&aacute;rio dos dispositivos da Apple, a Google concentra o controlo de volume e o bot&atilde;o de energia no mesmo lado da estrutura. Para quem opera o equipamento maioritariamente com a m&atilde;o direita, tentar capturar o ecr&atilde; exige contorcionismos indesejados com os dedos. A solu&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica passou por configurar um atalho de captura atrav&eacute;s de um duplo toque na traseira do aparelho. Nem sempre regista o movimento &agrave; primeira, mas poupa bastante frustra&ccedil;&atilde;o. O mais curioso foi perceber o qu&atilde;o r&aacute;pido a mem&oacute;ria muscular se adapta. Recentemente, ao pegar no iPhone de um amigo, tentei baixar o volume e acabei por bloquear o ecr&atilde; de forma acidental.</p>
<p><strong>Ecr&atilde; luminoso e pacotes minimalistas</strong> A experi&ecirc;ncia de retirar o equipamento da caixa mant&eacute;m a abordagem ecol&oacute;gica. No interior repousa apenas o telem&oacute;vel, o cabo USB-C e a ferramenta para extrair o cart&atilde;o SIM. Para usufruir da capacidade de carregamento de 45 W, ser&aacute; necess&aacute;rio reaproveitar um adaptador de corrente antigo ou adquirir um novo separadamente.</p>
<p>Ao ligar o dispositivo, somos recebidos por um ecr&atilde; OLED de 6,3 polegadas num formato de 20:9. O novo painel Actua Display d&aacute; um salto monumental na legibilidade, sobretudo no exterior, atingindo um pico de brilho de 3000 nits nos nossos testes. As margens s&atilde;o bastante reduzidas e sim&eacute;tricas. Embora n&atilde;o conte com a tecnologia LTPO exclusiva das vers&otilde;es mais caras, a fluidez di&aacute;ria est&aacute; perfeitamente garantida atrav&eacute;s de uma taxa de atualiza&ccedil;&atilde;o vari&aacute;vel que oscila entre os 60 e os 120Hz.</p>
<p><strong>A entrada no mundo magn&eacute;tico</strong> Outra adi&ccedil;&atilde;o de peso &agrave; gama base &eacute; o Pixelsnap. A Google adotou a tecnologia Qi2, introduzindo finalmente o t&atilde;o desejado carregamento sem fios magn&eacute;tico. Neste modelo, a pot&ecirc;ncia de carregamento fica-se pelos 15 W, uma ligeira desvantagem face aos 25 W suportados pelo Pixel 10 Pro XL. A marca disponibiliza uma capa oficial com &iacute;manes embutidos para maximizar o uso desta funcionalidade. Oferecido durante o per&iacute;odo de pr&eacute;-venda, este acess&oacute;rio passa a custar 59,99 &euro; posteriormente, um salto de pre&ccedil;o bastante consider&aacute;vel para um elemento de prote&ccedil;&atilde;o.</p>
<p><strong>Fotografia pr&aacute;tica para o dia a dia</strong> A chegada da teleobjetiva de 5x ao modelo base &eacute; um triunfo t&eacute;cnico evidente, mas a realidade do uso quotidiano tende a ser bem menos exigente. O sistema fotogr&aacute;fico cumpre o seu papel de forma brilhante. No meu caso espec&iacute;fico, &agrave; semelhan&ccedil;a do que j&aacute; acontecia no iPhone, a maioria das fotografias na galeria resume-se a recibos ou notas visuais r&aacute;pidas. A dura realidade &eacute; que a esmagadora maioria dos consumidores n&atilde;o domina as regras b&aacute;sicas da fotografia, bastando uma r&aacute;pida passagem pelo Instagram para perceber que o escrut&iacute;nio microsc&oacute;pico dos p&iacute;xeis tem muito pouca utilidade pr&aacute;tica. O Pixel 10 entrega resultados excelentes para o p&uacute;blico em geral, e quem procura exig&ecirc;ncia profissional acabar&aacute; sempre por investir numa m&aacute;quina fotogr&aacute;fica dedicada. Na parte frontal do telem&oacute;vel, o discreto orif&iacute;cio no ecr&atilde; abriga a c&acirc;mara de selfies, assumindo a dupla fun&ccedil;&atilde;o de garantir a seguran&ccedil;a e efic&aacute;cia do sistema de desbloqueio facial.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A Escalada de Preços na Indústria Tecnológica e o Legado do Galaxy S25 Ultra</title>
		<link>https://www.ciberzoom.com/ciencia-e-tecnologia/a-escalada-de-precos-na-industria-tecnologica-e-o-legado-do-galaxy-s25-ultra/116/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Laura Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Apr 2026 03:45:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência e tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[O mercado dos dispositivos m&#243;veis atravessa um per&#237;odo de forte reajuste financeiro ditado pela conjuntura econ&#243;mica e por mudan&#231;as profundas na produ&#231;&#227;o global. A escassez cont&#237;nua de mem&#243;ria RAM, impulsionada [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O mercado dos dispositivos m&oacute;veis atravessa um per&iacute;odo de forte reajuste financeiro ditado pela conjuntura econ&oacute;mica e por mudan&ccedil;as profundas na produ&ccedil;&atilde;o global. A escassez cont&iacute;nua de mem&oacute;ria RAM, impulsionada sobretudo pela febre dos investimentos em Intelig&ecirc;ncia Artificial, est&aacute; a obrigar as grandes fabricantes a reverem as suas estrat&eacute;gias. A Samsung, depois de ter estreado a recente gama Galaxy S26 com um agravamento de pre&ccedil;o assinal&aacute;vel face &agrave; gera&ccedil;&atilde;o anterior, prepara-se agora para inflacionar o custo de outros equipamentos do seu portef&oacute;lio.</p>
<p><strong>O impacto nas novas gera&ccedil;&otilde;es</strong></p>
<p>Informa&ccedil;&otilde;es recentes d&atilde;o conta de que dispositivos como o Galaxy Z Fold 7, o Galaxy Z Flip 7 e o peculiar Galaxy S25 Edge v&atilde;o ficar mais caros, come&ccedil;ando pelo mercado sul-coreano. As vers&otilde;es com 512 GB de armazenamento dever&atilde;o sofrer um aumento na ordem dos 100.000 won, enquanto os modelos de 1 TB podem encarecer o dobro desse valor. Embora falte a confirma&ccedil;&atilde;o de que estas altera&ccedil;&otilde;es v&atilde;o afetar o resto do mundo, a hist&oacute;ria recente mostra que esse &eacute; o caminho mais prov&aacute;vel. O pr&oacute;prio aumento de custos da linha S26 come&ccedil;ou como um rumor restrito ao pa&iacute;s de origem da marca antes de se globalizar. Atualmente, o modelo base do S26 apresenta um valor inicial superior ao do equivalente Galaxy S25 de 256 GB na altura do seu lan&ccedil;amento. Esta infla&ccedil;&atilde;o estende-se tamb&eacute;m &agrave; gama m&eacute;dia, onde o Galaxy A57 sofreu um ligeiro agravamento, deixando o Galaxy A37 como uma das raras exce&ccedil;&otilde;es a manter o pre&ccedil;o intacto.</p>
<p><strong>Uma crise transversal &agrave; ind&uacute;stria</strong></p>
<p>O cen&aacute;rio de encarecimento est&aacute; longe de ser um problema exclusivo da empresa sul-coreana. Trata-se de um reflexo direto da atual crise do custo de vida que afeta m&uacute;ltiplos setores da eletr&oacute;nica de consumo. A Sony, a t&iacute;tulo de exemplo, anunciou recentemente mais uma subida de pre&ccedil;o para a PlayStation 5, uma medida que aplicou repetidas vezes desde o lan&ccedil;amento da consola em 2020. Fabricantes de telem&oacute;veis como a Oppo e a OnePlus tamb&eacute;m j&aacute; tinham sinalizado a necessidade de aumentar os valores praticados. Para tentarem combater os altos custos de produ&ccedil;&atilde;o sem afugentar os consumidores, algumas marcas come&ccedil;am a reaproveitar tecnologia. O Google Pixel 10a surge no mercado de 2026 com o mesmo pre&ccedil;o do antecessor porque optou por manter o mesm&iacute;ssimo processador Tensor G4, introduzindo altera&ccedil;&otilde;es marginais. A Apple seguiu uma t&aacute;tica id&ecirc;ntica com o novo MacBook Neo, reciclando o processador A18 Pro do iPhone, cuja produ&ccedil;&atilde;o &eacute; mais econ&oacute;mica, permitindo assim oferecer o port&aacute;til a um pre&ccedil;o mais atrativo numa altura em que o custo-benef&iacute;cio &eacute; rei.</p>
<p><strong>A refer&ecirc;ncia do modelo anterior</strong></p>
<p>Tendo em conta esta escalada de pre&ccedil;os generalizada, a avalia&ccedil;&atilde;o do mercado passa obrigatoriamente por olhar para aquilo que as gera&ccedil;&otilde;es transatas ofereceram aos consumidores. O Galaxy S25 Ultra, lan&ccedil;ado em 2025 com um pre&ccedil;o base de 1499 euros, estabeleceu um padr&atilde;o elevado de qualidade sem precisar de reinventar a roda. A fabricante pegou num conceito com provas dadas e aplicou melhorias incrementais focadas na Intelig&ecirc;ncia Artificial e no aprimoramento do software. O suporte garantido de sete anos de atualiza&ccedil;&otilde;es conferiu ao equipamento uma longevidade que agora ganha especial relev&acirc;ncia perante a dificuldade em adquirir topos de gama mais recentes.</p>
<p><strong>A evolu&ccedil;&atilde;o do design e da constru&ccedil;&atilde;o</strong></p>
<p>A experi&ecirc;ncia de abertura da caixa do S25 Ultra reflete as diretrizes minimalistas e ecol&oacute;gicas dos &uacute;ltimos anos, dispensando o carregador e limitando os acess&oacute;rios ao cabo USB-C e &agrave; ferramenta de extra&ccedil;&atilde;o do cart&atilde;o SIM. A grande diferen&ccedil;a do aparelho fez-se notar na ado&ccedil;&atilde;o de um chassis exterior reformulado. A lateral plana aliou-se a cantos arredondados, substituindo as esquinas afiadas que caracterizavam os modelos antigos da linha Ultra. O que inicialmente parecia levantar d&uacute;vidas sobre a ergonomia provou ser um sucesso, resultando num telem&oacute;vel surpreendentemente confort&aacute;vel. O conforto foi bastante auxiliado pela dieta rigorosa a que o dispositivo foi sujeito, passando das pesadas 232 gramas para umas mais toler&aacute;veis 218 gramas, com a espessura a emagrecer de 8,6 para 8,2 mil&iacute;metros.</p>
<p>Os materiais utilizados acompanharam o posicionamento do pre&ccedil;o. A frente e a traseira est&atilde;o protegidas pelo robusto vidro Gorilla Glass Victus, unidas por uma moldura em tit&acirc;nio de grau 5 que transmite imediatamente a sensa&ccedil;&atilde;o de solidez exigida a um equipamento deste valor. O aparelho possui a tradicional certifica&ccedil;&atilde;o IP68 contra &aacute;gua e poeiras, garantindo submers&atilde;o at&eacute; um metro e meio durante trinta minutos, embora fique atr&aacute;s de algumas marcas rivais que j&aacute; come&ccedil;aram a integrar a norma superior IP69.</p>
<p><strong>Desempenho de topo e os seus compromissos</strong></p>
<p>A experi&ecirc;ncia de utiliza&ccedil;&atilde;o do S25 Ultra mant&eacute;m-se inegavelmente fluida, ancorada num ecr&atilde; vibrante com n&iacute;veis m&iacute;nimos de reflexo e num desempenho geral irrepreens&iacute;vel. As c&acirc;maras continuam a dominar o mercado m&oacute;vel e a autonomia da bateria n&atilde;o desilude, sendo todo o ecossistema fortemente suportado pelas novas ferramentas de intelig&ecirc;ncia artificial. Nem tudo, contudo, s&atilde;o vantagens. A velocidade de carregamento da bateria teima em ficar v&aacute;rios furos abaixo daquilo que as fabricantes concorrentes conseguem oferecer. A popular caneta S Pen sofreu um retrocesso not&aacute;vel ao perder a sua conectividade Bluetooth, eliminando v&aacute;rias fun&ccedil;&otilde;es remotas que os utilizadores se habituaram a utilizar. No fim de contas, o pre&ccedil;o elevado do S25 Ultra reflete o in&iacute;cio desta transi&ccedil;&atilde;o no mercado tecnol&oacute;gico, servindo de bar&oacute;metro perfeito para compreender a dire&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica, por vezes dura, que a ind&uacute;stria est&aacute; atualmente a tomar.</p>
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		<title>Rumo ao Mundial 2026: Espanha a um passo do apuramento e o iminente regresso de Gavi</title>
		<link>https://www.ciberzoom.com/desporto/rumo-ao-mundial-2026-espanha-a-um-passo-do-apuramento-e-o-iminente-regresso-de-gavi/113/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sérgio Ribeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Feb 2026 15:11:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desporto]]></category>
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					<description><![CDATA[A caminhada imaculada da sele&#231;&#227;o espanhola A sele&#231;&#227;o espanhola est&#225; praticamente com os dois p&#233;s na fase final do Campeonato do Mundo de 2026, torneio que ter&#225; lugar nos Estados [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3>A caminhada imaculada da sele&ccedil;&atilde;o espanhola</h3>
<p>A sele&ccedil;&atilde;o espanhola est&aacute; praticamente com os dois p&eacute;s na fase final do Campeonato do Mundo de 2026, torneio que ter&aacute; lugar nos Estados Unidos, Canad&aacute; e M&eacute;xico. A expressiva goleada por 4-0 imposta &agrave; Ge&oacute;rgia, na sempre dif&iacute;cil desloca&ccedil;&atilde;o a Tiblissi, deixou a equipa comandada por Luis de la Fuente numa posi&ccedil;&atilde;o de enorme conforto na lideran&ccedil;a do Grupo E. Privados do talento de Lamine Yamal, que acabou por ser resguardado pelo selecionador na sequ&ecirc;ncia de um tratamento m&eacute;dico realizado no in&iacute;cio da semana, os espanh&oacute;is n&atilde;o sentiram qualquer dificuldade e encarrilaram a partida logo nos instantes iniciais.</p>
<p>&Agrave; passagem do minuto 11, Mikel Oyarzabal chamou a si a responsabilidade e abriu o ativo na convers&atilde;o de uma grande penalidade. O dom&iacute;nio absoluto evidenciou-se de forma avassaladora nos momentos seguintes, com Martin Zubimendi e Ferran Torres a dilatarem a vantagem para tr&ecirc;s golos ainda antes de cumpridos os primeiros 35 minutos de jogo. J&aacute; na etapa complementar, Oyarzabal voltou a fazer o gosto ao p&eacute;, selando em definitivo o resultado. A campe&atilde; mundial de 2010 soma agora 15 pontos em outros tantos poss&iacute;veis e partilha com Inglaterra e Su&iacute;&ccedil;a um registo impressionante na qualifica&ccedil;&atilde;o europeia: zero golos sofridos. Mesmo perante a eventualidade de uma derrota no pr&oacute;ximo embate frente &agrave; Turquia, em Sevilha, a Espanha det&eacute;m uma vantagem massiva na diferen&ccedil;a de golos, garantindo virtualmente a passagem.</p>
<h3>A corrida contra o tempo do m&eacute;dio Gavi</h3>
<p>A perspetiva de garantir matematicamente o passaporte para o Mundial traz &agrave; tona o planeamento detalhado do plantel espanhol, onde a figura de Gavi ganha especial destaque. O m&eacute;dio do Barcelona encontra-se atualmente a atravessar a etapa mais cr&iacute;tica e determinante da sua reabilita&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica, mantendo o foco absoluto em marcar presen&ccedil;a no pr&oacute;ximo torneio internacional. O jovem de 21 anos conviveu com longos meses de frustra&ccedil;&atilde;o longe dos relvados, consequ&ecirc;ncia direta da interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica ao menisco do joelho direito a que foi submetido a 23 de setembro.</p>
<p>Volvidos cerca de cinco meses de aus&ecirc;ncia dos grandes palcos, o jogador regressou finalmente aos treinos integrados com o plantel principal, dando passos muito calculados rumo &agrave; plena aptid&atilde;o. O emblema catal&atilde;o tem adotado uma postura de m&aacute;xima precau&ccedil;&atilde;o em todo o processo. O departamento m&eacute;dico e a equipa t&eacute;cnica trabalham em estreita sintonia para vigiar de perto cada movimento do atleta, ajustando a carga de trabalho de modo a garantir uma recupera&ccedil;&atilde;o sem sobressaltos. A presente pausa para os compromissos das sele&ccedil;&otilde;es acaba por jogar a seu favor, proporcionando-lhe v&aacute;rias semanas de treino ininterrupto sem a press&atilde;o asfixiante do calend&aacute;rio competitivo de clubes. O grande objetivo a curto prazo passa por recuperar a confian&ccedil;a e voltar a sentir-se uma pe&ccedil;a &uacute;til na equipa antes do fecho da temporada.</p>
<p>Do lado da federa&ccedil;&atilde;o, Luis de la Fuente tem acompanhado este processo com enorme aten&ccedil;&atilde;o. O selecionador faz quest&atilde;o de manter um contacto regular com o m&eacute;dio, ciente dos riscos inerentes a uma les&atilde;o desta natureza, mas perfeitamente consciente da enorme mais-valia que o seu talento representa. Embora a luta por um lugar no meio-campo espanhol seja notoriamente feroz, o treinador nunca escondeu a sua enorme admira&ccedil;&atilde;o pelo jogador e deixa claro que a porta da sele&ccedil;&atilde;o se mant&eacute;m aberta caso o atleta do Barcelona recupere o ritmo e a intensidade exigidos a tempo da convocat&oacute;ria.</p>
<h3>O panorama europeu e as contas nos restantes grupos</h3>
<p>Enquanto a Espanha respira tranquilidade, noutras paragens da geografia europeia a luta pelos pontos cruciais do apuramento continua bastante acesa. A Turquia, perseguidora direta dos espanh&oacute;is, conseguiu bater a Bulg&aacute;ria por 2-0 num embate realizado na cidade de Bursa. O m&eacute;dio Hasan &Ccedil;alhanoglu colocou a equipa de Vincenzo Montella na frente atrav&eacute;s de um pen&aacute;lti aos 18 minutos. J&aacute; na reta final da partida, Atanas Chernev, defesa do Estrela da Amadora que alinhou de in&iacute;cio pelos b&uacute;lgaros, introduziu a bola na pr&oacute;pria baliza e desfez quaisquer d&uacute;vidas. Curiosamente, o portista Deniz Gul n&atilde;o chegou a ser utilizado e viu o encontro a partir do banco de suplentes.</p>
<p>No Grupo H, a &Aacute;ustria assumiu as despesas do jogo e ditou a sua lei no Chipre com um triunfo seguro, tamb&eacute;m por 2-0. Marko Arnautovic foi a figura central do duelo ao bisar, faturando primeiro de grande penalidade aos 18 minutos e confirmando o dom&iacute;nio no arranque do segundo tempo. A sele&ccedil;&atilde;o austr&iacute;aca, que deixou o m&eacute;dio Florian Grillitsch, do Sporting de Braga, a aquecer o banco durante os 90 minutos, soma agora 18 pontos e aguarda apenas por um deslize da B&oacute;snia-Herzegovina frente &agrave; Rom&eacute;nia para celebrar a qualifica&ccedil;&atilde;o antecipada.</p>
<p>Menos sorridente esteve a B&eacute;lgica no Grupo J. Os belgas deslocaram-se ao Cazaquist&atilde;o com o claro intuito de selar o triunfo na respetiva &#8216;poule&#8217;, mas escorregaram num empate a uma bola. Os anfitri&otilde;es adiantaram-se cedo no marcador por interm&eacute;dio de Stapaev aos nove minutos, obrigando a equipa visitante a correr atr&aacute;s do preju&iacute;zo. O golo do empate surgiria logo ap&oacute;s o regresso dos balne&aacute;rios atrav&eacute;s de Vanaken. O jogo ficou ainda marcado pela expuls&atilde;o do cazaque Chesnokov perto do fim, ainda que a B&eacute;lgica, contando com o benfiquista Lukebakio entre os suplentes, n&atilde;o tenha conseguido capitalizar essa vantagem num&eacute;rica. No outro encontro do agrupamento, um &uacute;nico remate certeiro de Jordan James foi o suficiente para o Pa&iacute;s de Gales ultrapassar a fr&aacute;gil forma&ccedil;&atilde;o do Liechtenstein, mantendo a forma&ccedil;&atilde;o brit&acirc;nica na intensa persegui&ccedil;&atilde;o aos lugares de topo, em igualdade pontual com a Maced&oacute;nia do Norte.</p>
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		<title>O Domínio da Escrita Académica: Dos Fundamentos da Pontuação à Publicação</title>
		<link>https://www.ciberzoom.com/mundo/o-dominio-da-escrita-academica-dos-fundamentos-da-pontuacao-a-publicacao/110/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Laura Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Feb 2026 03:43:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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					<description><![CDATA[Comunicar o valor de um trabalho de investiga&#231;&#227;o ao mundo acad&#233;mico, e &#224; sociedade em geral, come&#231;a inevitavelmente pela escrita. Quer o objetivo seja a publica&#231;&#227;o numa revista cient&#237;fica, a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Comunicar o valor de um trabalho de investiga&ccedil;&atilde;o ao mundo acad&eacute;mico, e &agrave; sociedade em geral, come&ccedil;a inevitavelmente pela escrita. Quer o objetivo seja a publica&ccedil;&atilde;o numa revista cient&iacute;fica, a elabora&ccedil;&atilde;o de um livro ou a an&aacute;lise de estudos j&aacute; existentes, &eacute; exigido um conjunto de compet&ecirc;ncias diversificadas. O desenvolvimento destas aptid&otilde;es pode muito bem ditar a diferen&ccedil;a entre o reconhecimento e o esquecimento de um projeto. A base desta comunica&ccedil;&atilde;o eficaz reside, frequentemente, nos detalhes mais simples do idioma, come&ccedil;ando pela forma como estruturamos as nossas frases e como expressamos gratid&atilde;o, seja com um simples &ldquo;obrigado&rdquo; ou &ldquo;obrigada&rdquo;.</p>
<h2>A Import&acirc;ncia da Entoa&ccedil;&atilde;o e dos Sinais de Pontua&ccedil;&atilde;o</h2>
<p>Antes de avan&ccedil;ar para a complexidade estrutural de um artigo cient&iacute;fico, importa dominar os alicerces da escrita. Os sinais de pontua&ccedil;&atilde;o s&atilde;o fundamentais para uma correta interpreta&ccedil;&atilde;o textual, uma vez que marcam as pausas e a entoa&ccedil;&atilde;o. O ponto de interroga&ccedil;&atilde;o, por exemplo, &eacute; indispens&aacute;vel no final de qualquer quest&atilde;o direta, como num simples &#8220;Quem janta connosco hoje?&#8221;. Quando acompanhado de um ponto de exclama&ccedil;&atilde;o, consegue atribuir &agrave; frase uma carga de surpresa ou indigna&ccedil;&atilde;o acentuada (&#8220;Desligaste-lhe o telefone na cara?!&#8221;).</p>
<p>Por sua vez, o ponto de exclama&ccedil;&atilde;o, colocado ap&oacute;s interjei&ccedil;&otilde;es ou no fim de frases imperativas e exclamativas, d&aacute; vida a emo&ccedil;&otilde;es distintas que v&atilde;o desde a admira&ccedil;&atilde;o ao entusiasmo (&#8220;Ah! Est&aacute; a nevar! Que bonito!&#8221;, ou ainda &#8220;Fa&ccedil;am menos barulho, por favor!&#8221;). As retic&ecirc;ncias desempenham um papel igualmente crucial ao indicar que o sentido de uma ideia est&aacute; incompleto ou em suspenso (&#8220;Fizeram as malas e partiram sem deixar rasto&#8230;&#8221;), permitindo ao leitor preencher os espa&ccedil;os em branco com a sua imagina&ccedil;&atilde;o, ou simplesmente para exprimir hesita&ccedil;&atilde;o e ironia (&#8220;N&atilde;o sei se aceite a proposta que me fizeram&hellip;&#8221;). O controlo destas nuances lingu&iacute;sticas &eacute; o primeiro passo para garantir a clareza exigida no meio acad&eacute;mico.</p>
<h2>O Papel da Intelig&ecirc;ncia Artificial na Reda&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica</h2>
<p>A tecnologia atual, nomeadamente a Intelig&ecirc;ncia Artificial Gerativa (GenAI), promete atalhos tentadores para resumir grandes volumes de literatura ou colocar as primeiras ideias no papel. Um chatbot n&atilde;o consegue, pelo menos para j&aacute;, produzir um texto acad&eacute;mico irrepreens&iacute;vel a partir de um &uacute;nico comando. A GenAI deve atuar como um complemento e n&atilde;o como um substituto de uma reda&ccedil;&atilde;o bem trabalhada. A especialista Nicole Brownlie, da Universidade de Southern Queensland, sublinha que o uso destas ferramentas exige dos investigadores uma aplica&ccedil;&atilde;o muito mais intencional dos princ&iacute;pios de autoria, do cuidado e do julgamento cr&iacute;tico que alicer&ccedil;am o trabalho cient&iacute;fico.</p>
<h2>Estrat&eacute;gias de Revis&atilde;o e Aperfei&ccedil;oamento</h2>
<p>Terminar o rascunho de um manuscrito n&atilde;o representa o fim da linha, mas antes o verdadeiro in&iacute;cio do processo. A melhoria do argumento e o desenvolvimento da voz autoral passam muitas vezes pela edi&ccedil;&atilde;o de desenvolvimento. Embora possa ser dif&iacute;cil para os acad&eacute;micos identificarem falhas no pr&oacute;prio trabalho, Laura Portwood-Stacer, da Universidade de Princeton, destaca a import&acirc;ncia de aceitar a edi&ccedil;&atilde;o para moldar a apresenta&ccedil;&atilde;o do conhecimento original.</p>
<p>O feedback dos pares surge como a arma secreta para afiar argumentos e apurar o pensamento cr&iacute;tico, um aspeto fortemente defendido por Dina Nasr e Rayan Awadalla, da Universidade de Medicina do Dubai. Curiosamente, a matem&aacute;tica tamb&eacute;m oferece li&ccedil;&otilde;es valiosas. Caroline Yoon, da Universidade de Auckland, sugere que as pr&aacute;ticas de modela&ccedil;&atilde;o, de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas e de demonstra&ccedil;&atilde;o, t&iacute;picas das ci&ecirc;ncias exatas, podem aprimorar de forma significativa a clareza de qualquer texto acad&eacute;mico.</p>
<h2>A &#8220;Montra&#8221; da Investiga&ccedil;&atilde;o: A Elabora&ccedil;&atilde;o do Resumo</h2>
<p>A porta de entrada para qualquer artigo cient&iacute;fico &eacute; o seu resumo (abstract). Um bom texto inicial oferece aos leitores um mapa claro, guiando-os pelas metodologias, conclus&otilde;es e argumentos centrais de forma incisiva. Michael Willis, da Wiley, compara este elemento a uma aut&ecirc;ntica &#8220;montra&#8221;, desenhada especificamente para atrair o interesse pela investiga&ccedil;&atilde;o. Para que o resumo n&atilde;o passe despercebido, Ankitha Shetty aconselha a inclus&atilde;o de tr&ecirc;s elementos essenciais que garantem destaque, enquanto Yinchun Lee e Steven Bateman partilham abordagens concretas para tornar esta sec&ccedil;&atilde;o o mais apelativa poss&iacute;vel em confer&ecirc;ncias e publica&ccedil;&otilde;es.</p>
<h2>A Fundamenta&ccedil;&atilde;o do Estudo: Revis&atilde;o da Literatura</h2>
<p>Construir as funda&ccedil;&otilde;es de um estudo exige uma revis&atilde;o da literatura s&oacute;lida e bem articulada. Esta etapa compila e analisa toda a investiga&ccedil;&atilde;o existente sobre o tema, demonstrando o dom&iacute;nio do autor sobre a &aacute;rea e justificando o enquadramento do seu novo trabalho. &Eacute; o alicerce sobre o qual o conhecimento original &eacute; constru&iacute;do.</p>
<p>Especialistas como Anne Wilson explicam que este processo &eacute; vital para criar o contexto necess&aacute;rio em novas investiga&ccedil;&otilde;es. Uma revis&atilde;o fluida e bem estruturada, apoiada por dicas de organiza&ccedil;&atilde;o de pesquisa e de verifica&ccedil;&atilde;o rigorosa de cita&ccedil;&otilde;es partilhadas por Natalie K. D. Seedan e Bareq Ali Abdulhadi, fortalece a voz cr&iacute;tica do investigador. Compreender estas engrenagens fundamentais &eacute; o que garante que uma investiga&ccedil;&atilde;o ganha a visibilidade e o reconhecimento que merece.</p>
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		<title>O caos milionário do “One Point Slam” e o choque de titãs no sorteio do Open da Austrália</title>
		<link>https://www.ciberzoom.com/desporto/o-caos-milionario-do-one-point-slam-e-o-choque-de-titas-no-sorteio-do-open-da-australia/107/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Laura Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Jan 2026 05:21:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desporto]]></category>
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					<description><![CDATA[Imagine-se um cen&#225;rio onde um tenista amador derrota um tetracampe&#227;o do Grand Slam, ou onde homens competem contra mulheres num court convencional, com estrelas do circuito a enfrentarem apresentadores de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Imagine-se um cen&aacute;rio onde um tenista amador derrota um tetracampe&atilde;o do Grand Slam, ou onde homens competem contra mulheres num <em>court</em> convencional, com estrelas do circuito a enfrentarem apresentadores de televis&atilde;o e comediantes. N&atilde;o se trata de um del&iacute;rio febril provocado pelo calor de Melbourne, mas sim da realidade vivida na noite de quarta-feira, onde um &uacute;nico ponto decidiu o vencedor de um pr&eacute;mio de um milh&atilde;o de d&oacute;lares australianos. Este evento, a segunda edi&ccedil;&atilde;o do &#8220;One Point Slam&#8221; do Open da Austr&aacute;lia, serviu como um lembrete revigorante da capacidade do desporto para gerar caos e entretenimento puro, algo que muitas vezes se perde na rigidez da competi&ccedil;&atilde;o oficial.</p>
<p>Jordan Smith, um jogador amador da academia de t&eacute;nis de Castle Hill, em Sydney, foi o improv&aacute;vel her&oacute;i da noite ao vencer a segunda edi&ccedil;&atilde;o do torneio. Numa final eletrizante perante um est&aacute;dio lotado e uma audi&ecirc;ncia online cativa, Smith superou Joanna Garland, a n&uacute;mero 117 do ranking mundial feminino, que anteriormente havia eliminado nada menos que Alexander Zverev, o n&uacute;mero 3 do mundo masculino.</p>
<p><strong>Estrelas globais rendidas ao formato imprevis&iacute;vel</strong></p>
<p>Se no ano passado o evento contou apenas com Andrey Rublev como representante da elite e um pr&eacute;mio modesto, este ano as estrelas marcaram presen&ccedil;a em for&ccedil;a. Nomes como Carlos Alcaraz, Jannik Sinner, Iga Świątek e Coco Gauff juntaram-se a um grupo de 48 participantes que inclu&iacute;a campe&otilde;es estaduais amadores de toda a Austr&aacute;lia. A din&acirc;mica era simples e impiedosa: cada confronto come&ccedil;ava com um jogo de &#8220;pedra, papel ou tesoura&#8221; para decidir quem servia, tendo os profissionais direito a apenas um servi&ccedil;o.</p>
<p>A natureza aleat&oacute;ria do formato fez v&iacute;timas ilustres logo no primeiro obst&aacute;culo. Jannik Sinner, n&uacute;mero 2 do mundo, e Coco Gauff foram eliminados precocemente, falhando na tarefa mais b&aacute;sica de colocar o servi&ccedil;o no quadrado. Sinner caiu precisamente perante Jordan Smith, o eventual vencedor. Por outro lado, Petar Jovic, um dos amadores, quase surpreendeu Daniil Medvedev com um <em>tweener</em> (batida por entre as pernas). O ambiente era de descontra&ccedil;&atilde;o total, com os jogadores a rirem e a expressarem descren&ccedil;a m&uacute;tua, abra&ccedil;ando o caos de jogar um &uacute;nico ponto &mdash; uma situa&ccedil;&atilde;o que, nas suas vidas profissionais, acarreta habitualmente um peso imenso. At&eacute; Taylor Fritz, n&uacute;mero 9 do mundo, expressou na rede social X o seu arrependimento por ter decidido n&atilde;o participar.</p>
<p><strong>A consagra&ccedil;&atilde;o de um amador e o pr&eacute;mio de sonho</strong></p>
<p>Joanna Garland, de 25 anos, que representa Taip&eacute; Chinesa mas nasceu no Reino Unido, foi uma das grandes figuras da noite. Al&eacute;m de eliminar Zverev, deixou pelo caminho Nick Kyrgios e Donna Vekić. A sua surpresa genu&iacute;na a cada vit&oacute;ria encantou o p&uacute;blico, especialmente considerando que ela apenas se qualificara para o evento naquele dia, ap&oacute;s perder na fase de qualifica&ccedil;&atilde;o regular do Open da Austr&aacute;lia. No entanto, na final, Garland falhou uma direita cruzada ap&oacute;s o servi&ccedil;o, entregando o t&iacute;tulo a Jordan Smith. O amador, incr&eacute;dulo, viu-se subitamente dono do pr&eacute;mio monet&aacute;rio que repousava numa caixa de vidro ao lado do <em>court</em>. Smith revelou planos para investir o dinheiro ou adquirir uma propriedade com a namorada, enquanto o seu clube de t&eacute;nis recebeu um b&oacute;nus de 50.000 d&oacute;lares australianos.</p>
<p><strong>Sorteio oficial dita rota de colis&atilde;o entre Djokovic e Sinner</strong></p>
<p>Enquanto a poeira do evento de exibi&ccedil;&atilde;o assentava, as aten&ccedil;&otilde;es viraram-se para o sorteio oficial do quadro principal, revelado na quinta-feira, que trouxe not&iacute;cias de peso para a estrutura do torneio. Novak Djokovic e Jannik Sinner ficaram colocados na mesma metade do quadro, o que projeta uma meia-final bomb&aacute;stica entre o recordista de 10 t&iacute;tulos em Melbourne e o bicampe&atilde;o em t&iacute;tulo. Sinner, que lidera o confronto direto recente contra Djokovic por 6-4 &mdash; numa rivalidade onde o s&eacute;rvio chegou a liderar por 4-1 &mdash;, derrotou o veterano nas meias-finais de 2024, rumo &agrave; sua primeira coroa num Major.</p>
<p>Djokovic, agora com 38 anos, inicia a sua campanha contra Pedro Martinez, com o objetivo claro de conquistar o seu 25.&ordm; t&iacute;tulo do Grand Slam, feito que o isolaria de Margaret Court como o tenista com mais t&iacute;tulos de singulares na hist&oacute;ria. J&aacute; Sinner, segundo cabe&ccedil;a de s&eacute;rie e &agrave; procura de um terceiro t&iacute;tulo consecutivo em Melbourne Park, estreia-se contra o esquerdino franc&ecirc;s Hugo Gaston. Antes do sorteio, o italiano abordou as perspetivas para o torneio com cautela, afirmando que &#8220;o quadro &eacute; muito dif&iacute;cil, n&atilde;o importa contra quem se joga&#8221;, reiterando a filosofia de avan&ccedil;ar dia ap&oacute;s dia.</p>
<p><strong>O caminho de Alcaraz e os duelos iniciais</strong></p>
<p>Na outra metade do quadro encontra-se Carlos Alcaraz, n&uacute;mero 1 do ranking PIF ATP. O espanhol procura o seu s&eacute;timo t&iacute;tulo do Grand Slam e completar o &#8220;Career Grand Slam&#8221; (vencer os quatro maiores torneios). Alcaraz partilha esta sec&ccedil;&atilde;o do quadro com o rival Alexander Zverev e iniciar&aacute; o seu percurso contra a esperan&ccedil;a local, Adam Walton.</p>
<p>Entre os embates mais aguardados da primeira ronda destaca-se o confronto entre Alex de Minaur, sexto cabe&ccedil;a de s&eacute;rie, e o antigo top 10 Matteo Berrettini. Os dois dividiram vit&oacute;rias nos encontros em piso duro em 2025, com o italiano a deter uma ligeira vantagem no hist&oacute;rico geral. Outro jogo a seguir com aten&ccedil;&atilde;o ser&aacute; o de Zverev contra o possante servidor Gabriel Diallo, num duelo in&eacute;dito.</p>
<p>Sinner aproveitou ainda a ocasi&atilde;o para elogiar a sua parceria com o treinador australiano Darren Cahill. &#8220;Tivemos uma boa conversa no final do ano e &eacute; &oacute;timo partilhar pelo menos mais uma temporada com ele&#8221;, referiu o italiano, destacando a calma e seguran&ccedil;a que Cahill transmite a toda a equipa, algo particularmente especial quando competem em solo australiano.</p>
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		<title>Preço do iPhone 17 deverá aumentar: Apple aposta na resistência do vidro para justificar custos e evitar polémicas políticas</title>
		<link>https://www.ciberzoom.com/ciencia-e-tecnologia/preco-do-iphone-17-devera-aumentar-apple-aposta-na-resistencia-do-vidro-para-justificar-custos-e-evitar-polemicas-politicas/104/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sérgio Ribeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Jan 2026 13:04:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência e tecnologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ciberzoom.com/?p=104</guid>

					<description><![CDATA[Um novo relat&#243;rio divulgado pelo The Wall Street Journal tra&#231;a um cen&#225;rio que, embora indesejado pelos consumidores, parece cada vez mais inevit&#225;vel: o pre&#231;o do iPhone 17 vai subir. Fontes [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um novo relat&oacute;rio divulgado pelo <em>The Wall Street Journal</em> tra&ccedil;a um cen&aacute;rio que, embora indesejado pelos consumidores, parece cada vez mais inevit&aacute;vel: o pre&ccedil;o do iPhone 17 vai subir. Fontes pr&oacute;ximas da cadeia de abastecimento da gigante de Cupertino indicam que o agravamento dos custos de produ&ccedil;&atilde;o ditar&aacute; esta atualiza&ccedil;&atilde;o na tabela de pre&ccedil;os. No entanto, a tecnol&oacute;gica norte-americana encontra-se num dilema delicado sobre como comunicar esta altera&ccedil;&atilde;o ao mercado, procurando, a todo o custo, evitar justifica&ccedil;&otilde;es de cariz pol&iacute;tico.</p>
<p>Embora o &#8220;elefante na sala&#8221; sejam as tarifas decretadas por Donald Trump sobre as importa&ccedil;&otilde;es oriundas da China, a Apple n&atilde;o pretende atribuir publicamente a culpa a estas taxas aduaneiras. A estrat&eacute;gia da empresa passa, invariavelmente, por focar a aten&ccedil;&atilde;o nas caracter&iacute;sticas do produto, utilizando as inova&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas como o &uacute;nico motivo v&aacute;lido para o cliente pagar mais.</p>
<p><strong>O trunfo da durabilidade e o novo &#8220;Ceramic Shield 2&#8221;</strong></p>
<p>&Eacute; neste contexto de justifica&ccedil;&atilde;o pelo valor acrescentado que a Apple come&ccedil;ou j&aacute; a preparar o terreno. Segundo o jornal norte-americano, a empresa negociou intensamente com os seus parceiros para conter despesas, mas para salvaguardar as margens de lucro, o aumento do pre&ccedil;o final &eacute; o caminho tra&ccedil;ado. Para desviar as aten&ccedil;&otilde;es das tarifas que assombram a economia global, a Apple ir&aacute; culpar &mdash; ou melhor, creditar &mdash; o novo <em>design</em> e as novas funcionalidades.</p>
<p>A prova viva desta estrat&eacute;gia reside na mais recente campanha publicit&aacute;ria da marca. Num an&uacute;ncio intitulado &#8220;Slide&#8221;, partilhado hoje, a empresa destaca o vidro de cobertura <em>Ceramic Shield 2</em>, que equipar&aacute; o iPhone 17, o iPhone 17 Pro e o Pro Max. O v&iacute;deo ilustra uma negocia&ccedil;&atilde;o tensa, onde um iPhone 17 Pro &eacute; deslizado repetidamente, com o ecr&atilde; virado para baixo, ao longo de uma mesa extensa.</p>
<p>A mensagem &eacute; clara: o novo material oferece uma resist&ecirc;ncia aos riscos tr&ecirc;s vezes superior &agrave; da gama iPhone 16, sendo apresentado como mais robusto do que qualquer outro vidro de smartphone ou mistura vitrocer&acirc;mica no mercado. Com o mote &#8220;Relax, it&#8217;s iPhone 17&#8221;, a Apple refor&ccedil;a a ideia de que a durabilidade e a excel&ecirc;ncia do <em>hardware</em> s&atilde;o as verdadeiras raz&otilde;es por detr&aacute;s do valor do equipamento, camuflando assim o impacto das taxas de importa&ccedil;&atilde;o.</p>
<p><strong>O desafio log&iacute;stico: &Iacute;ndia como alternativa, China como necessidade</strong></p>
<p>Paralelamente &agrave; quest&atilde;o do pre&ccedil;o, a Apple continua a enfrentar o desafio da sua depend&ecirc;ncia fabril. Devido aos constantes contratempos e &agrave; instabilidade gerada pelas tarifas sobre produtos chineses, a empresa est&aacute; mais empenhada do que nunca em diversificar a sua produ&ccedil;&atilde;o. Dado que uma mudan&ccedil;a total para os Estados Unidos demoraria anos a concretizar, a &Iacute;ndia perfila-se como o destino preferencial para esta deslocaliza&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>Contudo, o processo de transi&ccedil;&atilde;o, embora acelerado, esbarra na realidade t&eacute;cnica. O relat&oacute;rio do <em>The Wall Street Journal</em> sublinha que a &Iacute;ndia ainda n&atilde;o possui as infraestruturas nem o conhecimento tecnol&oacute;gico suficiente para assegurar a produ&ccedil;&atilde;o em massa dos modelos mais complexos.</p>
<p>Isto indicia uma prov&aacute;vel cis&atilde;o na origem dos dispositivos: enquanto os modelos base poder&atilde;o come&ccedil;ar a ser fabricados em solo indiano, os iPhone 17 Pro e iPhone 17 Pro Max continuar&atilde;o a ser produzidos na China. Desta forma, a Apple tenta equilibrar a balan&ccedil;a geopol&iacute;tica sem comprometer a qualidade de fabrico dos seus topos de gama, mesmo que isso implique custos acrescidos que, no final do dia, ser&atilde;o suportados pelo consumidor.</p>
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		<title>“Frankenstein” de Del Toro: Uma Visão Deslumbrante e Aterradora</title>
		<link>https://www.ciberzoom.com/entretenimento/frankenstein-de-del-toro-uma-visao-deslumbrante-e-aterradora/101/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Laura Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Oct 2025 11:58:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
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					<description><![CDATA[Guillermo del Toro apresenta finalmente o seu projeto de paix&#227;o, &#8220;Frankenstein&#8221;, uma adapta&#231;&#227;o visualmente potente do romance cl&#225;ssico de Mary Shelley. O realizador mexicano, conhecido pela sua rela&#231;&#227;o pr&#243;xima com [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Guillermo del Toro apresenta finalmente o seu projeto de paix&atilde;o, &#8220;Frankenstein&#8221;, uma adapta&ccedil;&atilde;o visualmente potente do romance cl&aacute;ssico de Mary Shelley. O realizador mexicano, conhecido pela sua rela&ccedil;&atilde;o pr&oacute;xima com a Netflix atrav&eacute;s de projetos como &#8220;Pin&oacute;quio&#8221; e &#8220;Cabinet of Curiosities&#8221;, lan&ccedil;a agora uma das obras fundamentais da literatura fant&aacute;stica. O filme, com quase duas horas e meia de dura&ccedil;&atilde;o, ter&aacute; uma estreia limitada nos cinemas a 23 de outubro de 2025, chegando ao streaming a 7 de novembro. Dada a sua for&ccedil;a visual, a experi&ecirc;ncia em ecr&atilde; gigante &eacute; amplamente recomendada.</p>
<p><strong>O Cl&aacute;ssico Revisitado</strong></p>
<p>Apesar de Guillermo del Toro descrever o romance de 1818 como a sua &#8220;B&iacute;blia&#8221;, n&atilde;o se deve esperar uma adapta&ccedil;&atilde;o totalmente fiel. Desde crian&ccedil;a, o realizador sentiu-se sempre mais pr&oacute;ximo da criatura do que do cientista que lhe deu o t&iacute;tulo. Os monstros e os marginalizados pela sociedade s&atilde;o, frequentemente, o n&uacute;cleo da sua obra cinematogr&aacute;fica. Consequentemente, nesta vers&atilde;o, a criatura ganha uma complexidade muito superior. Del Toro consegue, &agrave; semelhan&ccedil;a de Francis Ford Coppola em &#8220;Dr&aacute;cula de Bram Stoker&#8221;, manter-se fiel &agrave; ess&ecirc;ncia da hist&oacute;ria, ao mesmo tempo que introduz abordagens novas e modernas.</p>
<p><strong>O In&iacute;cio no Gelo</strong></p>
<p>Tal como no livro, a narrativa come&ccedil;a no seu final, no gelo eterno do &Aacute;rtico, no ano de 1857. A tripula&ccedil;&atilde;o de um navio preso no gelo resgata um homem gravemente ferido &ndash; o Bar&atilde;o Frankenstein. Pouco depois, s&atilde;o confrontados por um gigante de for&ccedil;a sobre-humana que exige a entrega do estranho. &Eacute; ent&atilde;o que Frankenstein inicia a sua &#8220;confiss&atilde;o&#8221; ao capit&atilde;o, uma hist&oacute;ria marcada por motivos religiosos sobre a ambi&ccedil;&atilde;o humana de se sobrepor &agrave; natureza. O filme est&aacute; dividido em tr&ecirc;s cap&iacute;tulos: o prel&uacute;dio, a hist&oacute;ria de Victor e a hist&oacute;ria da criatura.</p>
<p><strong>Um Conto G&oacute;tico de Pais e Filhos</strong></p>
<p>&Eacute; na hist&oacute;ria de Victor que Del Toro toma as maiores liberdades criativas. O filme transforma-se num conto g&oacute;tico sombrio focado na rela&ccedil;&atilde;o pai-filho, onde os pecados dos mais velhos se refletem nos descendentes. Victor culpa o pai pela morte da m&atilde;e, que faleceu no parto do segundo filho. Esta obsess&atilde;o com a morte leva-o a estudar em Edimburgo (em vez de Ingolstadt) com o objetivo de derrotar a mortalidade. &Eacute; a&iacute; que conhece um mentor, interpretado por Christoph Waltz, uma figura paternal, mas profundamente sinistra, que lhe fornece um laborat&oacute;rio e partes de corpos para criar o seu &#8220;super-homem&#8221;.</p>
<p><strong>Uma Criatura de Beleza e Dor</strong></p>
<p>Ao contr&aacute;rio de muitas adapta&ccedil;&otilde;es, Del Toro rejeitou a ideia de uma criatura como um simples &#8220;retalho&#8221;. O realizador procurou a beleza. A criatura, interpretada por Jacob Elordi (sob pr&oacute;teses), assemelha-se mais a uma est&aacute;tua de alabastro. A sua alma &eacute; igualmente sublime, algo que o seu criador, cada vez mais consumido pela loucura, &eacute; incapaz de ver. Outras mudan&ccedil;as significativas incluem o papel de Elizabeth (Mia Goth), que aqui n&atilde;o &eacute; noiva de Victor, mas sim do seu irm&atilde;o, e que desenvolve uma liga&ccedil;&atilde;o com a criatura, reconhecendo nela uma alma sofredora.</p>
<p><strong>Horror, Drama e Potencial de &Oacute;scares</strong></p>
<p>Filmado em Glasgow e Edimburgo, o filme &eacute; visualmente fant&aacute;stico, n&atilde;o s&oacute; na sua est&eacute;tica de horror g&oacute;tico, mas tamb&eacute;m na representa&ccedil;&atilde;o das experi&ecirc;ncias e do despertar da criatura. Raramente &#8220;Frankenstein&#8221; foi t&atilde;o assumidamente terror como nesta vers&atilde;o. No entanto, o filme transcende o g&eacute;nero, sendo tamb&eacute;m fic&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e, acima de tudo, o drama de um homem consumido pela sua pr&oacute;pria arrog&acirc;ncia. Embora a hist&oacute;ria central trate de rejei&ccedil;&atilde;o e &oacute;dio, o seu n&uacute;cleo &eacute; a busca por amor e perd&atilde;o. Esta grandiosidade visual e emocional, digna de considera&ccedil;&atilde;o para os &Oacute;scares, &eacute; t&iacute;pica de Del Toro, embora alguns cr&iacute;ticos apontem uma abordagem psicol&oacute;gica pouco subtil e um final que resvala ligeiramente para o &#8220;kitsch&#8221;.</p>
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		<title>Análise de Publicação Viral Sobre Salários Desencadeia Debate Sobre Custo de Vida</title>
		<link>https://www.ciberzoom.com/local/analise-de-publicacao-viral-sobre-salarios-desencadeia-debate-sobre-custo-de-vida/98/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rosário Araújo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Oct 2025 05:17:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Local]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma publica&#231;&#227;o recente que se tornou viral nas redes sociais gerou intenso debate ao comparar o sal&#225;rio m&#237;nimo em Portugal com o de outras na&#231;&#245;es europeias. A an&#225;lise destacava a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma publica&ccedil;&atilde;o recente que se tornou viral nas redes sociais gerou intenso debate ao comparar o sal&aacute;rio m&iacute;nimo em Portugal com o de outras na&ccedil;&otilde;es europeias. A an&aacute;lise destacava a disparidade, sugerindo que o sal&aacute;rio portugu&ecirc;s seria 2,6 vezes inferior ao do Luxemburgo e 5,9 vezes inferior ao da Su&iacute;&ccedil;a. Contudo, uma verifica&ccedil;&atilde;o de factos revela um cen&aacute;rio mais complexo e imprecis&otilde;es nos valores apresentados, embora a diferen&ccedil;a de base se mantenha significativa.</p>
<p><strong>Sal&aacute;rios M&iacute;nimos: A Verdade dos N&uacute;meros</strong></p>
<p>&Eacute; factual que o Sal&aacute;rio M&iacute;nimo Nacional (SMN) em Portugal est&aacute; fixado nos 820 euros desde janeiro de 2024, ap&oacute;s acordo em Concerta&ccedil;&atilde;o Social. O valor franc&ecirc;s tamb&eacute;m est&aacute; correto, situando-se nos 1.766,92 euros. O problema da compara&ccedil;&atilde;o reside nos dados do Luxemburgo e da Su&iacute;&ccedil;a. No Luxemburgo, o &#8220;sal&aacute;rio m&iacute;nimo social&#8221; n&atilde;o &eacute; o valor citado. Desde setembro de 2023, est&aacute; fixado em 2.570,94 euros para trabalhadores n&atilde;o qualificados (acima dos 18 anos) e ascende a 3.085,11 euros para trabalhadores qualificados, valores substancialmente superiores ao indicado na publica&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>No caso da Su&iacute;&ccedil;a, a imprecis&atilde;o &eacute; ainda maior, pois n&atilde;o existe um sal&aacute;rio m&iacute;nimo nacional. Este &eacute; definido por cant&otilde;es. Em Genebra, uma das zonas com custo de vida mais elevado, o valor aproxima-se dos 4.500 euros (4.426 francos su&iacute;&ccedil;os). No entanto, no cant&atilde;o de Ticino, o valor obrigat&oacute;rio &eacute; significativamente mais baixo, rondando os 3.519 euros (3.458 francos su&iacute;&ccedil;os).</p>
<p><strong>O Estrangulamento do Setor da Constru&ccedil;&atilde;o</strong></p>
<p>A discuss&atilde;o sobre o poder de compra &eacute; indissoci&aacute;vel da crise habitacional que o pa&iacute;s atravessa. Estima-se que Portugal enfrente um d&eacute;fice de 150.000 a 200.000 moradias, mas a capacidade de resposta do setor da constru&ccedil;&atilde;o est&aacute; &#8220;no limite&#8221;. H&aacute; duas d&eacute;cadas, constru&iacute;am-se 100.000 casas por ano; hoje, a m&eacute;dia situa-se nas 25.000, com um pico estimado de 28.000 este ano. Manuel Maria Gon&ccedil;alves, diretor executivo da Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Promotores e Investidores Imobili&aacute;rios (APPII), &eacute; claro: &#8220;Os pre&ccedil;os s&oacute; baixar&atilde;o com um aumento da oferta, mas n&atilde;o h&aacute; capacidade para mais&#8221;.</p>
<p><strong>Os Fatores da Crise Habitacional</strong></p>
<p>A incapacidade de resposta do mercado deve-se a um conjunto de fatores cr&iacute;ticos. A ind&uacute;stria identifica uma grave escassez de m&atilde;o de obra, estimada entre 80.000 a 100.000 trabalhadores. A isto soma-se uma carga fiscal &#8220;excessiva&#8221;, que pode representar at&eacute; 40% do custo total dos projetos. A lentid&atilde;o cr&oacute;nica nos processos de licenciamento camar&aacute;rio e a instabilidade gerada por medidas avulsas ao longo das legislaturas agravam o cen&aacute;rio.</p>
<p><strong>Pacote Governamental Visto com Ceticismo</strong></p>
<p>As medidas para a habita&ccedil;&atilde;o anunciadas pelo Governo, embora descritas como &#8220;ambiciosas&#8221;, s&atilde;o recebidas pelo setor com reservas quanto &agrave; sua exequibilidade. A redu&ccedil;&atilde;o do IVA para 6% na constru&ccedil;&atilde;o &eacute; considerada &#8220;bem-vinda&#8221;, mas o seu impacto pr&aacute;tico poder&aacute; ser lento. Jo&atilde;o Sousa, CEO do JPS Group, estima que a medida &#8220;talvez s&oacute; tenha impacto em novos projetos de constru&ccedil;&atilde;o daqui a um ano e meio ou dois anos&#8221;. Acresce a instabilidade para os investidores, pois estas medidas est&atilde;o &#8220;limitadas pelo ciclo pol&iacute;tico&#8221;.</p>
<p><strong>Aus&ecirc;ncia de Verdadeiras &#8220;Medidas de Choque&#8221;</strong></p>
<p>O consenso entre os promotores &eacute; que o pacote &#8220;n&atilde;o cont&eacute;m as medidas de choque necess&aacute;rias&#8221; por n&atilde;o ser de aplica&ccedil;&atilde;o imediata. Jos&eacute; Rui Menezes e Castro, CEO do MAP Group, defende que &#8220;uma pol&iacute;tica de choque passaria por criar condi&ccedil;&otilde;es para que o parque habitacional existente esteja dispon&iacute;vel no mercado&#8221;. O financiamento anunciado atrav&eacute;s do Plano de Recupera&ccedil;&atilde;o e Resili&ecirc;ncia (PRR) e do Banco Europeu de Investimento (BEI) tamb&eacute;m &eacute; questionado, com cr&iacute;ticas &agrave; falta de capacidade de execu&ccedil;&atilde;o e &agrave; gest&atilde;o fragmentada dos fundos.</p>
<p><strong>O Labirinto dos Licenciamentos</strong></p>
<p>Mesmo a anunciada simplifica&ccedil;&atilde;o dos licenciamentos &eacute; vista como insuficiente. O arquiteto Nuno Malheiro salienta que o problema n&atilde;o reside apenas nos prazos de resposta, mas na inseguran&ccedil;a jur&iacute;dica criada pelas diferentes interpreta&ccedil;&otilde;es da mesma lei entre munic&iacute;pios. &#8220;Simplificar passa por unificar as regras em todos os munic&iacute;pios&#8221;, concluiu.</p>
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