<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>CIG</title>
	<atom:link href="https://www.cig.gov.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.cig.gov.pt</link>
	<description>Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género</description>
	<lastBuildDate>Wed, 17 Jun 2026 10:55:04 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
		<item>
		<title>Mulheres oficiais da Marinha dos EUA temem carreiras limitadas após exclusão da lista de promoções</title>
		<link>https://www.cig.gov.pt/2026/06/mulheres-oficiais-da-marinha-dos-eua-temem-carreiras-limitadas-apos-exclusao-da-lista-de-promocoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[António Fogaça]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 10:50:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lusa]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.cig.gov.pt/?p=39524</guid>

					<description><![CDATA[<p>Washington, 06 jun 2026 (Lusa) Várias oficiais da Marinha dos Estados Unidos expressaram hoje preocupação com limites às suas carreiras, após o secretário da Defesa ter retirado nove oficiais da Marinha, incluindo todas as mulheres, de uma lista de promoções. As oficiais da Marinha norte-americana consideraram esta “invulgar intervenção” do chefe do Pentágono, Pete Hegseth, [&#8230;]</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://www.cig.gov.pt/2026/06/mulheres-oficiais-da-marinha-dos-eua-temem-carreiras-limitadas-apos-exclusao-da-lista-de-promocoes/">Mulheres oficiais da Marinha dos EUA temem carreiras limitadas após exclusão da lista de promoções</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://www.cig.gov.pt">CIG</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Washington, 06 jun 2026 (Lusa)</p>
<p>Várias oficiais da Marinha dos Estados Unidos expressaram hoje preocupação com limites às suas carreiras, após o secretário da Defesa ter retirado nove oficiais da Marinha, incluindo todas as mulheres, de uma lista de promoções. As oficiais da Marinha norte-americana consideraram esta “invulgar intervenção” do chefe do Pentágono, Pete Hegseth, um sinal de que as suas carreiras têm agora um teto, gerando preocupação com a futura geração de mulheres líderes militares.</p>
<p>A Marinha tinha selecionado 31 marinheiros para serem promovidos do posto de capitão para o de almirante de uma estrela, mas Hegseth interveio para retirar nove pessoas da lista, entre as quais três mulheres e dois homens negros, segundo um responsável da Defesa que solicitou o anonimato.</p>
<p>Em resultado, nenhuma mulher vai ser promovida ao posto de almirante de uma estrela este ano, apesar de as mulheres representarem cerca de um quarto do total de oficiais da Marinha dos Estados Unidos e quase um terço dos postos intermédios da força naval, de acordo com dados militares de 2024.</p>
<p>Depois de tornados públicos os cortes anunciados por Hegseth — anteriormente noticiados pelo diário The New York Times —, a agência de notícias norte-americana, The Associated Press (AP), conversou com oito mulheres oficiais da Marinha, com diferentes patentes e tempo de serviço, que solicitaram o anonimato, por receio de retaliação dos superiores hierárquicos.</p>
<p>As oficiais mais jovens afirmaram interpretar este corte como um sinal de que as suas carreiras se tornariam politizadas se subissem demasiado na hierarquia, e algumas disseram que sentiam existir agora um limite para o nível a que poderão ser promovidas. Algumas admitiram que tal as faz sentir menos valorizadas dentro das Forças Armadas, questionando-se sobre se não seria essa a intenção.</p>
<p>O Pentágono não apresentou qualquer justificação para a exclusão das três mulheres, ou de qualquer uma das outras seis pessoas, da lista de promoções. O principal porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, sustentou esta semana nas redes sociais que “as promoções militares são concedidas àqueles que as merecem” e que o Pentágono “nunca considerará a cor da pele de um militar ou o seu género como um fator nas promoções”.</p>
<p>O procedimento da Marinha para escolher os oficiais a promover ao posto de uma estrela tem sido relativamente constante e transparente ao longo dos anos: o serviço convoca um grupo de oficiais, designado como comissão de promoção, que analisa os processos dos oficiais elegíveis e escolhe os mais qualificados.</p>
<p>A comissão que selecionou a lista inicial de 31 oficiais para promoção este ano recebeu instruções do então secretário da Marinha, John Phelan, nomeado pelo Presidente, Donald Trump, para “recomendar para promoção os oficiais mais qualificados dentro das respetivas categorias”.</p>
<p>A ordem de Phelan, que em abril abandonou abruptamente o cargo, indicava que a comissão deveria ter em conta o desempenho, a competência e o caráter de um oficial, entre outras características, como parte dessas qualificações. Indicava ainda que, dada a importância da China na Estratégia de Defesa Nacional do Governo Trump, deveria “ser dada especial atenção aos oficiais que se tenham destacado pelo seu conhecimento dos assuntos político-militares e dos interesses estratégicos dos Estados Unidos na região do Indo-Pacífico, bem como pelo planeamento operacional de contingência para planos de guerra no Indo-Pacífico”.</p>
<p>Há muito que Hegseth defende, sem apresentar provas, que as mulheres beneficiam de tratamento preferencial nas Forças Armadas e não são adequadas para funções de combate. “Durante demasiado tempo, promovemos demasiados líderes fardados pelas razões erradas, com base na sua raça, em quotas de género e nos chamados ‘primeiros históricos’”, afirmou Hegseth perante centenas de líderes militares em setembro.</p>
<p>Essa abordagem, argumentou, tornou o Pentágono “menos capaz e menos letal”. Pouco depois de assumir o cargo de secretário da Defesa, Pete Hegseth já tinha demitido a almirante Lisa Franchetti, a oficial de mais alta patente da Marinha e a primeira mulher a ocupar o cargo, sem nunca fornecer os motivos da decisão. E desde então, demitiu mais duas almirantes de três estrelas sem qualquer explicação.</p>
<p>ANC // MLL Lusa/Fim</p>
<p>Fonte: <a href="https://www.lusa.pt/article/47244447/mulheres-oficiais-da-marinha-dos-eua-temem-carreiras-limitadas-ap%C3%B3s-exclus%C3%A3o-da-lista-de-promo%C3%A7%C3%B5es" target="_blank" rel="noopener">LUSA</a></p>
<p>Se é vítima de violência de género ou conhece alguém que o seja ou corra o risco de o ser, pode contactar a linha nacional de apoio 800 202 148 ou enviar sms para 3060. O serviço de informação, gratuito, anónimo e confidencial, funciona 24 horas por dia. Peça apoio. Denuncie.</p>
<p>Este conteúdo é protegido por Direitos de Autor e Direitos Conexos e Direitos de Propriedade Industrial ao abrigo das leis portuguesas e da União Europeia, não podendo ser utilizado fora das condições admitidas no mesmo. É expressamente proibido copiar, reproduzir, modificar, exibir, transmitir ou divulgar, por qualquer forma ou para qualquer fim os conteúdos deste site, sem prévia e devida autorização da LUSA.</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://www.cig.gov.pt/2026/06/mulheres-oficiais-da-marinha-dos-eua-temem-carreiras-limitadas-apos-exclusao-da-lista-de-promocoes/">Mulheres oficiais da Marinha dos EUA temem carreiras limitadas após exclusão da lista de promoções</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://www.cig.gov.pt">CIG</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Bruxelas poderá processar Portugal por falhas nas regras sobre transparência salarial</title>
		<link>https://www.cig.gov.pt/2026/06/bruxelas-podera-processar-portugal-por-falhas-nas-regras-sobre-transparencia-salarial/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[António Fogaça]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 10:44:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lusa]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.cig.gov.pt/?p=39521</guid>

					<description><![CDATA[<p>Bruxelas, 10 jun 2026 (Lusa) A Comissão Europeia está a analisar o estado da transposição das novas regras sobre transparência salarial pelos Estados-membros, incluindo Portugal, e poderá abrir um processo de infração por incumprimento, disse hoje à Lusa fonte comunitária. “Se um Estado-membro não tiver notificado as medidas de transposição no prazo legal, a Comissão [&#8230;]</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://www.cig.gov.pt/2026/06/bruxelas-podera-processar-portugal-por-falhas-nas-regras-sobre-transparencia-salarial/">Bruxelas poderá processar Portugal por falhas nas regras sobre transparência salarial</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://www.cig.gov.pt">CIG</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Bruxelas, 10 jun 2026 (Lusa)</p>
<p>A Comissão Europeia está a analisar o estado da transposição das novas regras sobre transparência salarial pelos Estados-membros, incluindo Portugal, e poderá abrir um processo de infração por incumprimento, disse hoje à Lusa fonte comunitária.</p>
<p>“Se um Estado-membro não tiver notificado as medidas de transposição no prazo legal, a Comissão avaliará a situação e poderá instaurar um processo de infração”, disse à Lusa um porta-voz do executivo comunitário.</p>
<p>“Até que a Comissão tenha avaliado formalmente os projetos de medidas nacionais notificados ou os processos legislativos em curso, não iremos especular sobre potenciais processos de infração futuros”, acrescentou. A mesma fonte salientou ser “da máxima importância que os Estados-membros transponham a diretiva de forma rápida e eficaz, de modo a que os parceiros sociais, os empregadores e os trabalhadores beneficiem de segurança jurídica”.</p>
<p>O prazo para a transposição para a legislação nacional da Diretiva sobre Transparência Salarial terminou no dia 07. Esta diretiva verte em lei aplicável o princípio consagrado no Tratado de salário igual para trabalho igual ou de valor igual entre mulheres e homens e, refere ainda o porta-voz, a prioridade da Comissão, desde a adição das novas regras em 2023, “continua a ser a transposição atempada e correta da diretiva que resulte numa mudança real para os trabalhadores e em particular para as mulheres”.</p>
<p>Ao abrigo das novas regras, os empregadores são obrigados a divulgar a faixa salarial inicial ou o salário base nos anúncios das vagas ou antes da entrevista e os funcionários têm o direito de solicitar por escrito informações sobre o seu nível salarial individual e sobre os níveis médios de remuneração, discriminados por sexo, para categorias de trabalhadores que desempenham funções equivalentes. As empresas da UE têm ainda de tomar medidas se a disparidade remuneratória em função do género for superior a 5%. A diretiva inclui igualmente disposições sobre a indemnização das vítimas de discriminação remuneratória e sanções, incluindo coimas, para os empregadores que violem as regras. Segundo dados de Bruxelas, a falta de transparência salarial foi identificada como um dos principais obstáculos à eliminação da disparidade salarial entre homens e mulheres, que se mantém em cerca de 11%, o que significa que as mulheres ganham, em média, menos 11% do que os homens por hora por trabalho igual ou de valor igual, de acordo com informação do Eurostat relativa a 2024.</p>
<p>IG // CC Lusa/Fim</p>
<p>Fonte: <a href="https://www.lusa.pt/article/47261863/bruxelas-poder%C3%A1-processar-portugal-por-falhas-nas-regras-sobre-transpar%C3%AAncia-salarial" target="_blank" rel="noopener">LUSA</a></p>
<p>Se é vítima de violência de género ou conhece alguém que o seja ou corra o risco de o ser, pode contactar a linha nacional de apoio 800 202 148 ou enviar sms para 3060. O serviço de informação, gratuito, anónimo e confidencial, funciona 24 horas por dia. Peça apoio. Denuncie.</p>
<p>Este conteúdo é protegido por Direitos de Autor e Direitos Conexos e Direitos de Propriedade Industrial ao abrigo das leis portuguesas e da União Europeia, não podendo ser utilizado fora das condições admitidas no mesmo. É expressamente proibido copiar, reproduzir, modificar, exibir, transmitir ou divulgar, por qualquer forma ou para qualquer fim os conteúdos deste site, sem prévia e devida autorização da LUSA.</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://www.cig.gov.pt/2026/06/bruxelas-podera-processar-portugal-por-falhas-nas-regras-sobre-transparencia-salarial/">Bruxelas poderá processar Portugal por falhas nas regras sobre transparência salarial</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://www.cig.gov.pt">CIG</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>ENTREVISTA: Camila Sosa Villada diz que resposta à violência anti-LGBT passa por “ofender”</title>
		<link>https://www.cig.gov.pt/2026/06/39518/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[António Fogaça]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 10:31:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lusa]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.cig.gov.pt/?p=39518</guid>

					<description><![CDATA[<p>Lisboa, 14 jun 2026 (Lusa) A escritora argentina Camila Sosa Villada afirma que a violência contra pessoas travestis e LGBT nunca deixou de existir, apenas foi amplificada pelas redes sociais, e defende respostas combativas, que passam por “ofender” e “assustar”. Escritora e travesti – como gosta de se afirmar – Camila Sosa Villada criou uma [&#8230;]</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://www.cig.gov.pt/2026/06/39518/">ENTREVISTA: Camila Sosa Villada diz que resposta à violência anti-LGBT passa por “ofender”</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://www.cig.gov.pt">CIG</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Lisboa, 14 jun 2026 (Lusa)</p>
<p>A escritora argentina Camila Sosa Villada afirma que a violência contra pessoas travestis e LGBT nunca deixou de existir, apenas foi amplificada pelas redes sociais, e defende respostas combativas, que passam por “ofender” e “assustar”.</p>
<p>Escritora e travesti – como gosta de se afirmar – Camila Sosa Villada criou uma voz feminina na infância, com a qual começou a escrever, e através da qual percebeu que era mulher, muito antes de fazer a transição e de deixar definitivamente para trás o nome Cristian Omar Sosa Villada.</p>
<p>É com a recordação “muito antiga” de escrever o seu nome masculino, a primeira coisa que escreveu na vida, que Camila Sosa Villada começa o seu ensaio autobiográfico “A viagem inútil”, editado pela Quetzal, pretexto para uma entrevista à Lusa, durante uma passagem por Lisboa para lançar o livro. “Se não fosse a escrita, é muito possível que a minha vida tivesse sido um inferno. Ter-me-ia suicidado, farta de ser invisível até para mim”, escreveu autora.</p>
<p>Através da sua história pessoal, Camila Sosa Villada reflete sobre a importância que a leitura e a escrita tiveram na sua transformação corporal e identitária, que designa de travesti &#8211; rejeitando a conotação negativa do termo &#8211; em oposição ao termo “mulher trans”, por considerar a identidade uma prisão.</p>
<p>O sofrimento começou na infância, quando escondia dos pais os textos que escrevia como narradora feminina e quando se vestia às escondidas com as roupas da mãe, uma vida secreta que não tardou a ser descoberta, para Camila passar a ser “um corpo clandestino de mulher açoitado pela fúria alcoólica do pai”.</p>
<p>Simultaneamente, foi essa mesma descoberta que lhe permitiu a libertação, como a própria conta no livro: “O meu segredo, o de escrever e ser travesti, expulsou-os do meu mundo e salvou-me do ódio deles. […] A escrita e o travestismo são as armas com as quais comecei a viver como uma órfã”. Mas foi neste momento também que se abriu ao ódio do mundo, numa altura em que, na Argentina, a expectativa de vida de uma travesti, principalmente as que passaram pelas ruas e pela prostituição, como foi o seu caso, era de 35 anos, contou à Lusa.</p>
<p>Essa esperança curta de vida, a precariedade e a decorrente urgência de viver também torna a “trans/escrita” ou “a escrita de travestis” diferente, considera. “Havia qualquer coisa na ordem da gramática que se apressava, que se atrapalhava, que se complexificava, o facto de não se saber se se ia ou não para casa, se se ia ou não continuar a escrever, se se ia ou não terminar aquele parágrafo”.</p>
<p>Mas Camila Sosa Villada, hoje com 44 anos, sobreviveu às estatísticas e escreveu para contar, descrevendo um mundo que, das portas de casa para fora também era e sempre foi hostil. “Lembro-me de me levantar, ir para a universidade, o meu horário era às 10:00, tinha de sair de casa para ir para a universidade às 11:00, ia a pé. Às dez horas da manhã, na esquina da minha casa, havia um grupo de homens que, todas as manhãs, sempre que eu ia para a universidade, me gritavam insultos e me gritavam coisas”, recordou.</p>
<p>Numa passagem do livro, a autora recorda como, já depois de ter saído de casa, continuou a tentar ser compreendida: “Um milhão de cartas escritas aos meus pais, a tentar explicar também a minha natureza, a tentar dizer-lhes que a dor de viver era tão grande, que precisava de seguir o meu desejo para onde quer que ele fosse, mesmo até à morte, mesmo até ao sofrimento. A tentar dizer-lhes que a minha natureza não era ofensiva”. Partindo dessa frase, hoje afirma o contrário e assume essa provocação como uma estratégia de resistência. “Agora, sim, acho que a minha natureza é ofensiva. Acho que adoro ofender. O meu comportamento é ofensivo. Não é da minha natureza, é consequência do comportamento humano. Tudo o que eu faço é ofensivo. E gosto que eles percebam que também os estou a ofender”, afirmou.</p>
<p>Comentando as propostas de introdução de terapias de conversão para homossexuais e pessoas trans defendidas por alguns grupos, Camila Sosa Villada deixa um desafio em forma de reflexão, segundo a qual “se vamos chegar a esse extremo, a terapia de conversão pode ser para absolutamente tudo o que acharmos que é mau”, como assassinos ou violadores. “Há pessoas que vão à terapia para não comprarem mais, algumas vão para deixar de beber, há pessoas que vão para não jogar mais, tudo coisas que considero positivas. Nunca faria terapia para me curar disto, e pouco me importam as razões que alegam, a não ser que se transforme numa caçada.</p>
<p>Preocupa-me mais que as pessoas que fazem terapia de conversão para deixarem de ser homossexuais, aceitem que existe essa possibilidade para elas. Estou mais preocupada com isso do que com o facto de o local existir ou não”, afirmou. Da mesma forma, não se surpreende de ver o crescimento da extrema-direita e do ultraconservadorismo um pouco por todo o mundo, da homofobia e da chamada manosfera, porque acredita que a ideia de que houve um progresso social é uma falácia. “Este tem sido o meu mundo. É uma coisa da ordem do conhecimento das travestis, sobretudo as travestis da minha idade e mais velhas. É assim que o mundo sempre foi. Nunca deixou de o ser. Havia algo de charme discreto da burguesia que colocava cortinas sobre certos horrores da natureza. Saíamos para a rua e qualquer louco podia vir e insultar-nos, bater-nos e deixavam-nos caídos no meio da rua, porque ninguém vinha ajudar-nos”, afirmou.</p>
<p>Para Camila Sosa Villada, o que mudou foi a perceção social do fenómeno, em grande parte devido às redes sociais, um importante fator de amplificação do fenómeno, “condutores perfeitos do fascismo, que, como a água para a eletricidade, conduzem de forma perfeita”. “Este fascismo é um delírio, um delírio como o do álcool, um ‘delirium tremens’. Veem inimigos onde não há, aranhas onde não há. É uma coisa tremenda”.</p>
<p>Por isso, e retomando a ideia do comportamento ofensivo, privilegia a autodefesa e uma atitude mais direta, numa lógica de confronto. “Aprende a defender-te. Saber correr, ficar cada vez mais forte. Voltarmos a dar-lhes medo e não mendigar, recuperar o que é nosso, o que nos foi tirado, e assustá-los muito. Ofendê-los. Ofender, ofender, ofender. Pôr em perigo a família, pôr em perigo a sociedade, assustar o mundo inteiro. Isso parece-me ser mais importante. Que tudo esteja em risco. Porque, além disso, tudo já está em perigo”. Apesar do tom combativo, Camila Sosa Villada admite medo, confessando ter “pavor de morrer às mãos de um fanático”, descrevendo essa possibilidade como “a coisa mais insultuosa que existe”.</p>
<p>A escritora, autora também de “Tese sobre uma domesticação” e “As malditas”, que é ainda atriz e dramaturga, rejeita também a necessidade que a sociedade sente de encontrar explicações para a discriminação. “Nunca me coloco essas questões. Eu não me pergunto, não sei&#8230; Isso intriga-me. Não percebo por que é que há este medo”.</p>
<p>AL // TDI Lusa/Fim</p>
<p>Fonte: <a href="https://www.lusa.pt/article/47277278/entrevista-camila-sosa-villada-diz-que-resposta-%C3%A0-viol%C3%AAncia-anti-lgbt-passa-por-ofender" target="_blank" rel="noopener">LUSA</a></p>
<p>Se é vítima de violência de género ou conhece alguém que o seja ou corra o risco de o ser, pode contactar a linha nacional de apoio 800 202 148 ou enviar sms para 3060. O serviço de informação, gratuito, anónimo e confidencial, funciona 24 horas por dia. Peça apoio. Denuncie.</p>
<p>Este conteúdo é protegido por Direitos de Autor e Direitos Conexos e Direitos de Propriedade Industrial ao abrigo das leis portuguesas e da União Europeia, não podendo ser utilizado fora das condições admitidas no mesmo. É expressamente proibido copiar, reproduzir, modificar, exibir, transmitir ou divulgar, por qualquer forma ou para qualquer fim os conteúdos deste site, sem prévia e devida autorização da LUSA.</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://www.cig.gov.pt/2026/06/39518/">ENTREVISTA: Camila Sosa Villada diz que resposta à violência anti-LGBT passa por “ofender”</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://www.cig.gov.pt">CIG</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Portugal contribui para o futuro das políticas de igualdade de género na UE</title>
		<link>https://www.cig.gov.pt/2026/06/portugal-contribui-para-o-futuro-das-politicas-de-igualdade-de-genero-na-ue/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[António Fogaça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 16:35:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.cig.gov.pt/?p=39514</guid>

					<description><![CDATA[<p>A CIG participou, nos dias 4 e 5 de junho, em Vilnius, na 46.ª reunião do Conselho de Administração do Instituto Europeu para a Igualdade de Género (EIGE), na qualidade de representantes de Portugal naquele órgão europeu. A  reunião, que foi acompanhada pelo Vice-Presidente, Manuel Albano e pela Assessora para as Relações Internacionais, Andreia Marques, [&#8230;]</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://www.cig.gov.pt/2026/06/portugal-contribui-para-o-futuro-das-politicas-de-igualdade-de-genero-na-ue/">Portugal contribui para o futuro das políticas de igualdade de género na UE</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://www.cig.gov.pt">CIG</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.cig.gov.pt/wp-content/uploads/2026/06/MA_Vilnius_site.png"><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-39513" src="https://www.cig.gov.pt/wp-content/uploads/2026/06/MA_Vilnius_site.png" alt="" width="1040" height="580" srcset="https://www.cig.gov.pt/wp-content/uploads/2026/06/MA_Vilnius_site.png 1040w, https://www.cig.gov.pt/wp-content/uploads/2026/06/MA_Vilnius_site-300x167.png 300w, https://www.cig.gov.pt/wp-content/uploads/2026/06/MA_Vilnius_site-1024x571.png 1024w, https://www.cig.gov.pt/wp-content/uploads/2026/06/MA_Vilnius_site-768x428.png 768w" sizes="(max-width: 1040px) 100vw, 1040px" /></a></p>
<h4>A CIG participou, nos dias 4 e 5 de junho, em Vilnius, na 46.ª reunião do Conselho de Administração do Instituto Europeu para a Igualdade de Género (EIGE), na qualidade de representantes de Portugal naquele órgão europeu.</h4>
<p>A  reunião, que foi acompanhada pelo Vice-Presidente, Manuel Albano e pela Assessora para as Relações Internacionais, Andreia Marques, reuniu representantes dos Estados Membros da União Europeia e da Comissão Europeia para debater as prioridades estratégicas do EIGE, a evolução das políticas europeias para a igualdade de género e os desafios futuros nesta área. Entre os principais temas em agenda estiveram o posicionamento estratégico do Instituto num contexto político em mudança, a preparação do Documento Único de Programação 2028-2030, a implementação orçamental e a evolução das políticas europeias para a igualdade de género.</p>
<p>No âmbito desta deslocação, Manuel Albano participou igualmente no Strategic Foresight Exchange, um exercício de reflexão estratégica que reuniu membros do Conselho de Administração e do Fórum de Especialistas do EIGE para identificar tendências, desafios emergentes e fatores que poderão influenciar a igualdade de género nos próximos anos. Esta iniciativa teve como objetivo reforçar a capacidade de antecipação e planeamento estratégico das entidades responsáveis pela promoção da igualdade na Europa.</p>
<p>A participação da CIG nestes trabalhos reforça o compromisso de Portugal com a construção e implementação das políticas europeias de igualdade de género, contribuindo para a definição de respostas mais eficazes e alinhadas com os desafios atuais e futuros da União Europeia.</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://www.cig.gov.pt/2026/06/portugal-contribui-para-o-futuro-das-politicas-de-igualdade-de-genero-na-ue/">Portugal contribui para o futuro das políticas de igualdade de género na UE</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://www.cig.gov.pt">CIG</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Programa &#8220;Novas Lideranças &#124; Para um Desporto +Igual&#8221; abre inscrições para a 4.ª edição</title>
		<link>https://www.cig.gov.pt/2026/06/programa-novas-liderancas-para-um-desporto-igual-abre-inscricoes-para-a-4-a-edicao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[António Fogaça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 16:18:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.cig.gov.pt/?p=39494</guid>

					<description><![CDATA[<p>Estão abertas as inscrições para a 4.ª edição do programa de formação e mentoria &#8220;Novas Lideranças &#124; Para um Desporto +Igual&#8221;, uma iniciativa do Comité Olímpico de Portugal (COP) dirigida a jovens com responsabilidades de liderança no desporto até aos 35 anos. Com início previsto para 24 de setembro (sessão de abertura) e conclusão a [&#8230;]</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://www.cig.gov.pt/2026/06/programa-novas-liderancas-para-um-desporto-igual-abre-inscricoes-para-a-4-a-edicao/">Programa &#8220;Novas Lideranças | Para um Desporto +Igual&#8221; abre inscrições para a 4.ª edição</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://www.cig.gov.pt">CIG</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.cig.gov.pt/wp-content/uploads/2026/06/novas-liderancas1.png"><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-39492" src="https://www.cig.gov.pt/wp-content/uploads/2026/06/novas-liderancas1.png" alt="" width="600" height="600" srcset="https://www.cig.gov.pt/wp-content/uploads/2026/06/novas-liderancas1.png 600w, https://www.cig.gov.pt/wp-content/uploads/2026/06/novas-liderancas1-300x300.png 300w, https://www.cig.gov.pt/wp-content/uploads/2026/06/novas-liderancas1-150x150.png 150w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a></p>
<h4>Estão abertas as inscrições para a 4.ª edição do programa de formação e mentoria &#8220;Novas Lideranças | Para um Desporto +Igual&#8221;, uma iniciativa do Comité Olímpico de Portugal (COP) dirigida a jovens com responsabilidades de liderança no desporto até aos 35 anos.</h4>
<p>Com início previsto para 24 de setembro (sessão de abertura) e conclusão a 26 de novembro (conferência final), no auditório do COP, o programa inclui sessões de formação em dois fins de semana em regime de internato (10 e 11 de outubro e 31 de outubro e 1 de novembro de 2026), em pousadas da juventude, bem como acompanhamento individualizado por mentores e pela equipa de formação.</p>
<p>As 20 pessoas participantes selecionadas desenvolverão planos de ação concretos para as suas organizações desportivas, contribuindo para a promoção de práticas mais inclusivas no desporto em Portugal.</p>
<p><strong>Liderança com valores de igualdade</strong><br />
O programa visa capacitar novas lideranças para integrar a igualdade entre mulheres e homens na agenda de boa governação das organizações desportivas, em linha com os <a href="https://www.olympics.com/ioc/gender-equality/objectives" target="_blank" rel="noopener">Objetivos de Igualdade de Género e Inclusão</a> do Comité Olímpico Internacional (COI). Procura igualmente reforçar a participação equilibrada de mulheres e homens em cargos de decisão a nível local, regional e nacional.</p>
<p>A coordenação pedagógica é assegurada por Elisabete Jacinto. A equipa de formação integra Carla Rocha, consultora na área da comunicação, Vera Pedragosa, professora na área da Gestão do Desporto, e Tereza Alvarez, investigadora do CEMRI da Universidade Aberta no Grupo de Investigação em Estudos sobre as Mulheres.</p>
<p>As pessoas participantes serão ainda acompanhadas por um grupo de mentoria composto por dirigentes com experiência reconhecida no mundo do desporto.</p>
<p><strong>Parceiros e enquadramento</strong><br />
O programa é promovido pelo Comité Olímpico de Portugal (COP), com o apoio da <a href="https://olympics.com/ioc/olympic-solidarity" target="_blank" rel="noopener">Solidariedade Olímpica</a>, e conta com a parceria do <a href="https://ipdj.gov.pt/" target="_blank" rel="noopener">Instituto Português do Desporto e Juventude</a> e da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género. Enquadra-se, nomeadamente, no <a href="https://ipdj.gov.pt/plano-nacional-para-a-juventude" target="_blank" rel="noopener">Plano Nacional de Juventude</a> e no <a href="https://www.cig.gov.pt/area-igualdade-entre-mulheres-e-homens/instrumentos-de-politica-publica/" target="_blank" rel="noopener">Plano de Ação para a Igualdade entre Mulheres e Homens</a> da Estratégia Nacional para a Igualdade e a Não Discriminação.</p>
<p>Porque todas as pessoas têm um papel a desempenhar.</p>
<p>As candidaturas estão abertas até 30 de junho de 2026. <a href="https://forms.office.com/Pages/ResponsePage.aspx?id=bzbQ0K6-9E-jMACq6oA_0BkV3NqdjqpPqTU6pOwiBCpUNjFROVBYRkpYRzJGN1dNQkdSV1JIU1ZPMS4u" target="_blank" rel="noopener">As inscrições podem ser feitas aqui</a>.</p>
<p>Ação creditada com 4,4 UC para revalidação TPTD.</p>
<p>Para mais informações, contactar o Departamento de Estudos e Projetos do COP através do endereço eletrónico: dep@comiteolimpicoportugal.pt</p>
<p><a href="https://www.cig.gov.pt/wp-content/uploads/2026/06/novas-liderancas2.png"><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-39493" src="https://www.cig.gov.pt/wp-content/uploads/2026/06/novas-liderancas2.png" alt="" width="600" height="600" srcset="https://www.cig.gov.pt/wp-content/uploads/2026/06/novas-liderancas2.png 600w, https://www.cig.gov.pt/wp-content/uploads/2026/06/novas-liderancas2-300x300.png 300w, https://www.cig.gov.pt/wp-content/uploads/2026/06/novas-liderancas2-150x150.png 150w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a></p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://www.cig.gov.pt/2026/06/programa-novas-liderancas-para-um-desporto-igual-abre-inscricoes-para-a-4-a-edicao/">Programa &#8220;Novas Lideranças | Para um Desporto +Igual&#8221; abre inscrições para a 4.ª edição</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://www.cig.gov.pt">CIG</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Renovado protocolo da RNAVVD da Cova da Beira reforça resposta integrada às vítimas de violência doméstica</title>
		<link>https://www.cig.gov.pt/2026/06/renovado-protocolo-da-rnavvd-da-cova-da-beira-reforca-resposta-integrada-as-vitimas-de-violencia-domestica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[António Fogaça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 22:17:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.cig.gov.pt/?p=39486</guid>

					<description><![CDATA[<p>Foi assinado no dia 1 de junho, no Município da Covilhã, o protocolo de renovação da territorialização da Rede Nacional de Apoio às Vítimas de Violência Doméstica (RNAVVD) da Cova da Beira, reforçando o compromisso das entidades parceiras com a prevenção e o combate à violência doméstica e à violência contra as mulheres. Formalizado pela [&#8230;]</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://www.cig.gov.pt/2026/06/renovado-protocolo-da-rnavvd-da-cova-da-beira-reforca-resposta-integrada-as-vitimas-de-violencia-domestica/">Renovado protocolo da RNAVVD da Cova da Beira reforça resposta integrada às vítimas de violência doméstica</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://www.cig.gov.pt">CIG</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.cig.gov.pt/wp-content/uploads/2026/06/covilha-protocolo-territorializacao.png"><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-39485" src="https://www.cig.gov.pt/wp-content/uploads/2026/06/covilha-protocolo-territorializacao.png" alt="" width="1040" height="580" srcset="https://www.cig.gov.pt/wp-content/uploads/2026/06/covilha-protocolo-territorializacao.png 1040w, https://www.cig.gov.pt/wp-content/uploads/2026/06/covilha-protocolo-territorializacao-300x167.png 300w, https://www.cig.gov.pt/wp-content/uploads/2026/06/covilha-protocolo-territorializacao-1024x571.png 1024w, https://www.cig.gov.pt/wp-content/uploads/2026/06/covilha-protocolo-territorializacao-768x428.png 768w" sizes="(max-width: 1040px) 100vw, 1040px" /></a></p>
<h4>Foi assinado no dia 1 de junho, no Município da Covilhã, o protocolo de renovação da territorialização da Rede Nacional de Apoio às Vítimas de Violência Doméstica (RNAVVD) da Cova da Beira, reforçando o compromisso das entidades parceiras com a prevenção e o combate à violência doméstica e à violência contra as mulheres.</h4>
<p>Formalizado pela Secretária de Estado Adjunta, da Juventude e Igualdade, Carla Rodrigues, e pela Presidente da CIG, Carina Quaresma, o protocolo abrange os concelhos de Belmonte, Covilhã e Fundão e reúne um conjunto alargado de entidades públicas e privadas.</p>
<p>A coordenação da Rede Violência Zero continua a ser assegurada pela CooLabora, entidade de referência no território ao nível do atendimento, acompanhamento e apoio especializado a vítimas.</p>
<p>A renovação agora formalizada permitiu proceder à atualização do instrumento de cooperação, adequando-o às dinâmicas e necessidades atuais do território.</p>
<p>Entre as principais alterações, destaca-se a integração da Unidade Local de Saúde da Cova da Beira, bem como o reforço e consolidação de respostas especializadas, nomeadamente a criação de uma resposta de apoio psicológico dirigida a crianças e jovens vítimas de violência doméstica.</p>
<p>Este protocolo constitui um importante instrumento de articulação institucional, promovendo uma intervenção integrada, multidisciplinar e de proximidade, assente na cooperação entre os diversos parceiros locais.</p>
<p>O seu objetivo é garantir uma resposta mais eficaz às vítimas e contribuir para o reforço das estratégias de prevenção da violência doméstica e de género.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://www.cig.gov.pt/2026/06/renovado-protocolo-da-rnavvd-da-cova-da-beira-reforca-resposta-integrada-as-vitimas-de-violencia-domestica/">Renovado protocolo da RNAVVD da Cova da Beira reforça resposta integrada às vítimas de violência doméstica</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://www.cig.gov.pt">CIG</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Recrutamento &#124; Assistente Técnica/o</title>
		<link>https://www.cig.gov.pt/2026/06/recrutamento-assistente-tecnica-o/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[António Fogaça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 15:55:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.cig.gov.pt/?p=39483</guid>

					<description><![CDATA[<p>Estão abertas as candidaturas do Procedimento Concursal Comum para Assistente Técnica/o. Até ao dia 16 de junho, pode enviar a sua candidatura para o endereço de email recursos.humanos@cig.gov.pt, desde que cumpra todos os critérios definidos no Aviso publicado na Bolsa de Emprego Público. Este procedimento destina-se a pessoas detentoras de Contrato de Trabalho em Funções [&#8230;]</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://www.cig.gov.pt/2026/06/recrutamento-assistente-tecnica-o/">Recrutamento | Assistente Técnica/o</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://www.cig.gov.pt">CIG</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.cig.gov.pt/wp-content/uploads/2026/06/destaque-site-png.png"><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-39480" src="https://www.cig.gov.pt/wp-content/uploads/2026/06/destaque-site-png.png" alt="" width="2500" height="1400" srcset="https://www.cig.gov.pt/wp-content/uploads/2026/06/destaque-site-png.png 2500w, https://www.cig.gov.pt/wp-content/uploads/2026/06/destaque-site-png-300x168.png 300w, https://www.cig.gov.pt/wp-content/uploads/2026/06/destaque-site-png-1024x573.png 1024w, https://www.cig.gov.pt/wp-content/uploads/2026/06/destaque-site-png-768x430.png 768w, https://www.cig.gov.pt/wp-content/uploads/2026/06/destaque-site-png-1536x860.png 1536w, https://www.cig.gov.pt/wp-content/uploads/2026/06/destaque-site-png-2048x1147.png 2048w" sizes="(max-width: 2500px) 100vw, 2500px" /></a></p>
<p>Estão abertas as candidaturas do Procedimento Concursal Comum para Assistente Técnica/o.</p>
<p>Até ao dia 16 de junho, pode enviar a sua candidatura para o endereço de email recursos.humanos@cig.gov.pt, desde que cumpra todos os critérios definidos no Aviso publicado na Bolsa de Emprego Público.</p>
<p>Este procedimento destina-se a pessoas detentoras de Contrato de Trabalho em Funções Públicas por tempo indeterminado e com o 12º ano.</p>
<p>Para mais informações, <a href="https://www.bep.gov.pt/pages/oferta/Oferta_Detalhes.aspx?CodOferta=149683" target="_blank" rel="noopener">consulte o Aviso publicado na BEP</a>.</p>
<p><a href="https://www.cig.gov.pt/wp-content/uploads/2026/06/BEP-Bolsa-de-Emprego-Publico_AT_Direcao.pdf" target="_blank" rel="noopener">Aviso da BEP em PDF</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://www.cig.gov.pt/2026/06/recrutamento-assistente-tecnica-o/">Recrutamento | Assistente Técnica/o</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://www.cig.gov.pt">CIG</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Nova data para submissão de candidaturas &#124; Apoio técnico e financeiro a ONG que atuam na área da igualdade e não discriminação</title>
		<link>https://www.cig.gov.pt/2026/05/nova-data-para-submissao-de-candidaturas-apoio-tecnico-e-financeiro-a-ong-que-atuam-na-area-da-igualdade-e-nao-discriminacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[António Fogaça]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 16:50:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.cig.gov.pt/?p=39478</guid>

					<description><![CDATA[<p>Foi prolongado, até 17 de julho, o prazo para submissão de candidaturas ao concurso PESSOAS-2026-2 – Apoio técnico e financeiro a organizações da sociedade civil que atuam na área da igualdade e não discriminação. Procedeu-se também à alteração do valor mínimo de financiamento elegível, que passa a ser igual ou superior a 30.000€ (era igual [&#8230;]</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://www.cig.gov.pt/2026/05/nova-data-para-submissao-de-candidaturas-apoio-tecnico-e-financeiro-a-ong-que-atuam-na-area-da-igualdade-e-nao-discriminacao/">Nova data para submissão de candidaturas | Apoio técnico e financeiro a ONG que atuam na área da igualdade e não discriminação</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://www.cig.gov.pt">CIG</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.cig.gov.pt/wp-content/uploads/2025/08/pessoas2030_site.png"><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-37709" src="https://www.cig.gov.pt/wp-content/uploads/2025/08/pessoas2030_site.png" alt="" width="1040" height="580" srcset="https://www.cig.gov.pt/wp-content/uploads/2025/08/pessoas2030_site.png 1040w, https://www.cig.gov.pt/wp-content/uploads/2025/08/pessoas2030_site-300x167.png 300w, https://www.cig.gov.pt/wp-content/uploads/2025/08/pessoas2030_site-1024x571.png 1024w, https://www.cig.gov.pt/wp-content/uploads/2025/08/pessoas2030_site-768x428.png 768w" sizes="(max-width: 1040px) 100vw, 1040px" /></a></p>
<h4>Foi prolongado, até 17 de julho, o prazo para submissão de candidaturas ao concurso PESSOAS-2026-2 – Apoio técnico e financeiro a organizações da sociedade civil que atuam na área da igualdade e não discriminação.</h4>
<p>Procedeu-se também à alteração do valor mínimo de financiamento elegível, que passa a ser igual ou superior a 30.000€ (era igual ou superior a 60.000,00€).</p>
<p>Aconselha-se as entidades e preparar as suas candidaturas com antecedência e com base em leitura atenta dos termos e requisitos do Aviso do concurso. Eventuais candidaturas já submetidas podem ser anuladas e ser submetidas de novo.</p>
<p><a href="https://www.cig.gov.pt/area-pessoas-2030/candidaturas/concursos-a-decorrer/">Mais informações sobre este, e outros Avisos, aqui</a>.</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://www.cig.gov.pt/2026/05/nova-data-para-submissao-de-candidaturas-apoio-tecnico-e-financeiro-a-ong-que-atuam-na-area-da-igualdade-e-nao-discriminacao/">Nova data para submissão de candidaturas | Apoio técnico e financeiro a ONG que atuam na área da igualdade e não discriminação</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://www.cig.gov.pt">CIG</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Parlamento evoca Carolina Beatriz Ângelo, primeira mulher a votar em Portugal</title>
		<link>https://www.cig.gov.pt/2026/05/39468/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[António Fogaça]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 16:28:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lusa]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.cig.gov.pt/?p=39468</guid>

					<description><![CDATA[<p>Lisboa, 29 mai 2026 (Lusa) O Parlamento aprovou hoje, por unanimidade, uma saudação em que se assinala que há 115 anos Carolina Beatriz Ângelo foi a primeira mulher a exercer o direito de voto numas eleições para a Assembleia Nacional Constituinte. Este voto de saudação foi apresentado pelo presidente da Assembleia da República, José Pedro [&#8230;]</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://www.cig.gov.pt/2026/05/39468/">Parlamento evoca Carolina Beatriz Ângelo, primeira mulher a votar em Portugal</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://www.cig.gov.pt">CIG</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Lisboa, 29 mai 2026 (Lusa)</p>
<p>O Parlamento aprovou hoje, por unanimidade, uma saudação em que se assinala que há 115 anos Carolina Beatriz Ângelo foi a primeira mulher a exercer o direito de voto numas eleições para a Assembleia Nacional Constituinte. Este voto de saudação foi apresentado pelo presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, e nele se salienta que a médica republicana Carolina Beatriz Ângelo “recusou submeter-se à menoridade política que a sociedade da época impunha às mulheres”.</p>
<p>“Perante uma lei que concedia direito de voto aos ‘cidadãos portugueses chefes de família que soubessem ler e escreve’, sendo viúva, letrada e mãe, entendeu que cumpria os critérios legais e levou o caso a tribunal”, refere-se no voto de José Pedro Aguiar-Branco.</p>
<p>No voto, sustenta-se que “este audacioso gesto” de Carolina Beatriz Ângelo “veio expor as contradições de uma República recente, que excluía as mulheres da noção de igualdade e que alienava, nos valores e políticas, largos setores da cidadania, incluindo a população iletrada”.</p>
<p>“Depressa, aliás, os legisladores republicanos emendaram a lei, vedando explicitamente o voto às mulheres. O sufrágio feminino só seria reintroduzido, ainda que com estritos limites, em 1931. Três anos depois, eram eleitas as primeiras mulheres deputadas, Domitila de Carvalho, Maria Guardiola e Cândida Parreira”, assinala-se.</p>
<p>No texto, realça-se, ainda, que, “embora a reforma de 1968 tenha alargado o sufrágio a todos os cidadãos alfabetizados, eliminando toda a distinção formal entre homens e mulheres, só em 1975 o voto seria permitido a todos os portugueses maiores de idade, o que enfim consagrou o sufrágio universal e igualitário”.</p>
<p>“A Assembleia da República, reunida em plenário, saúda a memória de Carolina Beatriz Ângelo nos 115 anos do seu voto histórico e presta homenagem a todas as mulheres que, antes e depois dela, lutaram pela igualdade de direitos cívicos e políticos”, lê-se no voto proposto pelo presidente da Assembleia da República.</p>
<p>Também por unanimidade, o parlamento aprovou um outro voto do presidente da Assembleia da República, este sobre os 25 anos do jornal Bom Dia, no qual se salienta que tem uma “atividade ao serviço das comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo”. Ao longo deste percurso, afirmou-se como um espaço de informação e ligação entre Portugal e os portugueses residentes no estrangeiro, acompanhando a vida das comunidades, dando visibilidade aos seus percursos e contribuindo para reforçar os laços que unem os portugueses para além das fronteiras nacionais.</p>
<p>Num contexto em que a informação rigorosa, plural e independente assume uma relevância acrescida, importa reconhecer o trabalho desenvolvido pelos seus fundadores, diretores, jornalistas, colaboradores e parceiros, bem como a confiança dos leitores que acompanharam este projeto ao longo das últimas décadas”, refere-se no voto de José Pedro Aguiar-Branco.</p>
<p>PMF // JPS<br />
Lusa/Fim</p>
<p>Fonte: <a href="https://www.lusa.pt/article/47199155/parlamento-evoca-carolina-beatriz-%C3%A2ngelo-primeira-mulher-a-votar-em-portugal" target="_blank" rel="noopener">LUSA</a></p>
<p>Se é vítima de violência de género ou conhece alguém que o seja ou corra o risco de o ser, pode contactar a linha nacional de apoio 800 202 148 ou enviar sms para 3060. O serviço de informação, gratuito, anónimo e confidencial, funciona 24 horas por dia. Peça apoio. Denuncie.</p>
<p>Este conteúdo é protegido por Direitos de Autor e Direitos Conexos e Direitos de Propriedade Industrial ao abrigo das leis portuguesas e da União Europeia, não podendo ser utilizado fora das condições admitidas no mesmo. É expressamente proibido copiar, reproduzir, modificar, exibir, transmitir ou divulgar, por qualquer forma ou para qualquer fim os conteúdos deste site, sem prévia e devida autorização da LUSA.</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://www.cig.gov.pt/2026/05/39468/">Parlamento evoca Carolina Beatriz Ângelo, primeira mulher a votar em Portugal</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://www.cig.gov.pt">CIG</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Exorcismos, agressões e culpa: o trauma das terapias de conversão</title>
		<link>https://www.cig.gov.pt/2026/05/exorcismos-agressoes-e-culpa-o-trauma-das-terapias-de-conversao-c-audio-e-video-https-www-lusa-pt-article-47112518-exorcismos-agress%c3%b5es-e-culpa-o-trauma-das-terapias-de-convers%c3%a3o-c-aud/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[António Fogaça]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 16:24:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lusa]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.cig.gov.pt/?p=39466</guid>

					<description><![CDATA[<p>Lisboa, 17 mai 2026 (Lusa) Maria foi submetida a exorcismos para “curar” a orientação sexual, Miguel foi agredido por recusar tratamento, duas histórias que expõem o trauma das “terapias de conversão”, 36 anos após a homossexualidade deixar de ser doença pela OMS. Maria (nome fictício), mulher trans, nasceu em meados da década de 70 numa [&#8230;]</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://www.cig.gov.pt/2026/05/exorcismos-agressoes-e-culpa-o-trauma-das-terapias-de-conversao-c-audio-e-video-https-www-lusa-pt-article-47112518-exorcismos-agress%c3%b5es-e-culpa-o-trauma-das-terapias-de-convers%c3%a3o-c-aud/">Exorcismos, agressões e culpa: o trauma das terapias de conversão</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://www.cig.gov.pt">CIG</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Lisboa, 17 mai 2026 (Lusa)</p>
<p>Maria foi submetida a exorcismos para “curar” a orientação sexual, Miguel foi agredido por recusar tratamento, duas histórias que expõem o trauma das “terapias de conversão”, 36 anos após a homossexualidade deixar de ser doença pela OMS.</p>
<p>Maria (nome fictício), mulher trans, nasceu em meados da década de 70 numa família conservadora e cresceu num ambiente austero, bastante religioso. Aos 5 anos, iniciou-se nos estudos bíblicos pelos compêndios das Testemunhas de Jeová.</p>
<p>Recordou uma infância solitária num tempo em que a transexualidade era praticamente invisível em Portugal e as brincadeiras com maquilhagem e as roupas da mãe eram castigadas com “tardes inteiras num quarto escuro”.</p>
<p>Durante anos, travou uma batalha contra si própria, tentando anular a sua orientação sexual, e acabou num consultório em Lisboa, de um psicólogo “conhecido pelas conversas espirituais e de identidade de género”.</p>
<p>Logo na primeira consulta, o profissional admitiu ter “poucas vitórias de conversão”, mas convenceu-a de que “com trabalho e vontade” conseguiria mudar. A Ordem dos Psicólogos e as associações de apoio à comunidade LGBTI+ consideram que as chamadas “terapias de conversão” assentam numa falsa ideia de que a homossexualidade é uma doença com tratamento e que o eventual insucesso da intervenção recai sempre no “paciente”.</p>
<p>Tentar mudar a orientação sexual “apenas aumenta o sofrimento”, disse Miguel Ricou, da Ordem dos Psicólogos, apontando o agravamento dos problemas emocionais e os riscos de suicídio.</p>
<p>“Como não há nada para curar, a pessoa sente que falhou outra vez”, corroborou Helder Bertolo, presidente da Opus Diversidades, lembrando que muitas destas pessoas crescem com a ideia de serem “pecadoras, criminosas ou doentes” e chegam a acreditar que seria mais fácil não serem homossexuais.</p>
<p>Maria viveu essa experiência. Na infância e adolescência rezava e pedia a Deus que a ajudasse a mudar. Depois, durante os dois anos de “tratamentos”, continuou a carregar a culpa de não conseguir curar-se, afundando-se numa depressão e em pensamentos suicidas.</p>
<p>O psicólogo recorria a “métodos de consciencialização” e pedia que, em casa, fizesse “exercícios mentais muito dolorosos”: Tinha de se ver ao espelho sem roupa, “até gostar do que via”, recordou. Num dos textos que então escreveu dizia que se sentia “dentro de um manequim sem vida, numa loja: Vestiram aquele manequim, puseram-me lá dentro, mas não existo”.</p>
<p>Para o psicólogo, o seu trabalho de conversão tinha de ser complementado a nível espiritual e, para<br />
isso levou-a a uma igreja evangélica, onde assistia às reuniões coletivas e depois seguia para uma sala privada com os pastores para sessões de exorcismo. “Era algo terrível. Muitas vezes amarravam-me, havia uma espécie de despersonalização. Eu gritava muito, mas há partes que não me lembro”, contou. Os “tratamentos” agravaram o seu estado de saúde e, à beira do suicídio, trocou o “psicólogo católico” por uma equipa pluridisciplinar do Hospital Júlio de Matos. Durante muito tempo, Maria tinha dificuldade em acreditar que era normal o que sentia. Tinham sido mais de 20 anos a ouvir o contrário.</p>
<p>Vinte anos depois, em pleno século XXI, Miguel viveu episódios que se assemelham à história de Maria. O jovem, que cresceu “nos bancos da igreja evangélica”, teve uma infância marcada por um ambiente religioso conservador, sem qualquer referência positiva à homossexualidade. “Tudo o que ouvia era que aquilo era errado”. Tinha 16 anos quando contou a um professor da igreja evangélica que era homossexual. Dias depois, chegou a casa e encontrou um ambiente “completamente tenso”.</p>
<p>Para o “ajudar” a deixar de ser gay, os pais marcaram-lhe consultas com um psicólogo cristão, que tentou perceber “onde estava o erro” que o levou a ser homossexual. Nas sessões, o psicólogo centrava-se no ‘bullying’ homofóbico que sofreu na escola, na relação com o pai e recomendava-lhe livros evangélicos sobre a relação entre “um filho e o pai terreno” e entre “um filho e Deus”.</p>
<p>Miguel aceitou as consultas por medo da reação dos pais e quando decidiu abandonar as terapias, desencadeou um episódio de agressões violentas: “Tentaram obrigar-me a dizer que o normal era um homem ter relações sexuais com uma mulher”, recordou, contando que a mãe lhe deu “estalos e puxões de cabelo” até repetir a frase, que só disse para que parassem de lhe bater.</p>
<p>Contactada pela Lusa, a mãe de Miguel negou todas as acusações. Hoje afastado da família e da igreja, tornou-se uma das vozes mais ativas contra as terapias de conversão em Portugal e diz receber diariamente mensagens de pessoas que passaram por experiências semelhantes, muitas delas em contextos religiosos.</p>
<p>Está “bastante assustado” com o silêncio do Presidente da República perante a aprovação na Assembleia da República de alterações à lei 38/2018 sobre a autodeterminação da identidade de género, bem como perante a possibilidade de as “terapias de conversão” virem a ser descriminalizadas.<br />
Para Maria, a petição que deu entrada no parlamento para descriminalizar as “técnicas de conversão” poderá “provocar a expansão dessas terapias” e “aumentar muito mais a taxa de suicídio”.</p>
<p>“O sofrimento é indescritível. Só quem está sob ‘terapias de conversão’ como eu e eventualmente muitas outras pessoas é que podem dizer que isso é um crime, porque é a autodestruição das pessoas”, apontou. Miguel Ricou e Helder Bertolo consideram “absurda” uma eventual descriminalização das terapias de conversão sexual e lembram que iria passar uma mensagem errada de essas práticas serem<br />
aceitáveis. A descriminalização das terapias de conversão irá ser debatida no parlamento após uma petição com cerca de 17 mil assinaturas, 36 anos depois de a Organização Mundial de Saúde ter retirado a homossexualidade da lista de doenças psiquiátricas.</p>
<p>SIM/SV/CAZV // ZO<br />
Lusa/Fim</p>
<p>Fonte: <a href="https://www.lusa.pt/article/47112518/exorcismos-agress%C3%B5es-e-culpa-o-trauma-das-terapias-de-convers%C3%A3o-c-audio-e-v%C3%ADdeo" target="_blank" rel="noopener">LUSA</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.cig.gov.pt/wp-content/uploads/2024/04/lusa_Q.png"><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-34143" src="https://www.cig.gov.pt/wp-content/uploads/2024/04/lusa_Q.png" alt="LUSA" width="250" height="250" srcset="https://www.cig.gov.pt/wp-content/uploads/2024/04/lusa_Q.png 250w, https://www.cig.gov.pt/wp-content/uploads/2024/04/lusa_Q-150x150.png 150w" sizes="(max-width: 250px) 100vw, 250px" /></a></p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://www.cig.gov.pt/2026/05/exorcismos-agressoes-e-culpa-o-trauma-das-terapias-de-conversao-c-audio-e-video-https-www-lusa-pt-article-47112518-exorcismos-agress%c3%b5es-e-culpa-o-trauma-das-terapias-de-convers%c3%a3o-c-aud/">Exorcismos, agressões e culpa: o trauma das terapias de conversão</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://www.cig.gov.pt">CIG</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
